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&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Não q eu seja puritana ou não goste de foto de NU (até tenho as minhas), mas ODEIO (e mts já perceberam) foto de Cú! Sim, ânus de que não tem nada útil pra postar. Pra mim, se ñ tem uma fotinho bacana, bonita ou de sessão, espere tê-las. E vc, PatinhaAG - Formspring.me/GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gosto é algo que não se discute, se lamenta. Assim, consagra a sabedoria popular com um dos tantos ditos disseminados em nossa cultura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Minha formação de terceiro grau é de Designer e, sendo assim, tenho uma maneira bem particular em como degusto “tudo” que me conecta, com o que está ao meu redor. Tenho duas formas de encarar toda essa informação que chega através dos sentidos e, que fazem a interface do meu cérebro com o mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho o modo básico, que desenvolvi na minha experiência como militar e que &amp;nbsp;chamo carinhosamente de “modo de sobrevivência”. &amp;nbsp;Essa homenagem é feita em virtude aos áureos tempos quando as opções, em termos de qualidade com relação a tudo, eram bastante restritas... então, era respirar fundo e se desligar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A segunda forma, &amp;nbsp;é o modo normal, onde uso e abuso de toda a sofisticação e evolução que consegui durante a minha existência, até agora, para degustar a “arte” que existe em tudo. Todas as nuances e combinações de cores, odores e sabores à minha inteira disposição... pois gosto de “mastigar a vida”, bem devagar. E quanto mais o tempo passa, mais vou aprendendo a perceber a arte que existem em todas as coisas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arte tem várias descrições e entendimentos mas, particularmente, acredito que uma coisa feita com arte é aquela que transmite uma mensagem, não necessariamente traduzível em palavras, mas que conduz emoção... que toque fundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, da mesma forma que gosto não se discute, a beleza está nos olhos de quem a vê. Algo que me é facilmente transmitido, e por mim captado, talvez não seja, obrigatoriamente, transmitido ou captado a todos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo as mais belas artes, que são aclamadas como obras-primas, não conseguem agradar a todos. Como diz também outro velho dito popular: “não é possível agradar a gregos e troianos.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Existe algo que é absolutamente raro na humanidade e se chama unanimidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse sentido, “bom gosto” é algo relativo. Como se tem gosto para tudo, existem certas coisas que agradam mais que outras... e pessoas com mais ou menos tolerância à elas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, fica muito complicado entrar em um processo de crítica sistemática, pois se por um lado quem transmite a mensagem, através de foto, pintura ou música, não está fazendo nada que preste aos olhos de uma maioria, o direito que este “artista” tem de se manifestar deve ser preservado. A minoria que gosta deste “quem” (que pode ser de apenas um) tem que ter o seu direito de apreciá-lo preservado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E é justamente para esses momentos em que sou exposto (na maioria das vezes por livre e espontânea pressão externa) que serve o “modo sobrevivência”. Este, quando ativado, me faz literalmente ignorar o “ruído externo” causado por comidas, sons ou visual ruins.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E quando tudo mais dá errado em termos de tolerância e a situação fica insuportável, lanço mão do poder supremo que possuo, o poder que detenho sobre a minha pessoa... isto é, me retiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se é algo ruim na TV, mudo de canal. Se a comida é ruim e a minha gordura corporal vai segurar o jejum, simplesmente não como. E isto é uma grande metáfora que serve para tudo... Não vou “engolir” algo que vai me fazer mal.... e ponto final.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O grupos se formam com pessoas com os mesmos gostos e interesses, portanto, o que uma pessoa lê, veste ou come, &amp;nbsp;fala muito sobre o que ela é. O que ela faz, diz muito mais do que ela fala sobre si. E neste aspecto em específico, o gosto de cada um quando exposto, serve apenas para se definir se esta pessoa é adequada ou não para ser mantida próxima.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Perfis com fotos apresentando qualquer tipo de nudez de foco ginecológico, urológico ou proctológico não me emocionam. Na verdade, nem me chamam a atenção. Pessoas que gostam disso ou produzem esse tipo de material, não fazem parte do tipo de pessoas que gosto de ter por perto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Do mesmo jeito que um submisso pode lançar mão do recurso da safeword para dar fim a um processo não prazeroso, podemos simplesmente não dar audiência para a mensagem que nos afronta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O que recomendo nesses casos, onde a informação transmitida não esteja dentro das suas expectativas mínimas de qualidade, faça como eu, use do seu direito inalienável de não ver ou não ouvir a informação, afinal de contas, “engolir” o que faz mal não é uma opção.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;GLADIUS MAXIMUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-6451785405247103290?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/11/gladius-bdsm-bom-gosto-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-3943356061489197694</guid><pubDate>Thu, 17 Nov 2011 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-22T19:44:28.428-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Submissa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Submissão</category><title>As submissas Alices</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Muitos dos temas discutidos aqui são tão ricos, que decidi criar uma área no blog dedicada à publicação de textos de outros autores, a fim de oferecer aos leitores uma visão global sobre o assunto, acrescentando-se à discussão diferentes pontos de vista.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;O texto da minha amiga Katya-Yar foi publicado como um simples comentário em um destes tópicos genéricos sobre submissas num grupo da rede social Fetlife e fala essencialmente sobre o comportamento de determinadas submissas, as chamadas “alices”, diante de seus tops.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;O tema em si já foi abordado diversas vezes neste espaço, mas sempre sob a minha visão, ou seja, de um Dominador. Então, nada melhor do que uma switcher (uma pessoa que transita entre os dois lados do chicote), para falar sobre o assunto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Simples e direto... escrito com a leveza de uma conversa numa mesa de bar temático... com a simplicidade, pureza e consistência de uma pessoa que vive tudo isso... duro e cortante como a lâmina de uma espada samurai, este texto é tão imensamente mais importante que um simples comentário, que eu não poderia desperdiçá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Um texto que diz tanto com poucas palavras. Enfim, algo que eu gostaria de ter escrito.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Yar... estou publicando suas palavras como uma homenagem a uma das poucas pessoas a minha volta que posso considerar como uma “lifestyler” BDSM e na esperança que ele venha a colaborar com a abertura da mente das “Alices”, que junto com os pseudo-dominadores, são maioria entre os que circulam neste “meio” BDSM.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;GLADIUS MAXIMUS&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;br /&gt;
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;As submissas e as “Alices” no País das Maravilhas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Katya-Yar
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Bom, resolvi também nesse tópico defender os dominadores e pontuar algumas coisas. Podem me linchar... kkkkkkkk.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isto é para as submissas que são "Alices no país das maravilhas".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Podem pelo título achar que este é um conto de fadas, mas na verdade, quero falar sobre submissas que vivem no país das maravilhas. Vejo sempre submissas que escrevem em defesa de submissas, mas hoje resolvi escrever sobre os dominadores que se dedicam, se empenham e por muitas vezes, se deparam com submissas que esperam que eles venham em um cavalo branco e cheio de amor baunilha, que me desculpem as submissas sérias, porém tenho que dizer para as que não são: acorda "alice", esse não é o pais das maravilhas, isso é D/s sério e real ou você se dedica, ou vai viver perdendo tempo em busca de contos de fadas que não existem a não ser nos livros encantados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Achar que os dominadores têm que ser perfeitos como a "alice" gostaria, ou incondicionalmente amorosos é uma ilusão, porque todos somos passiveis não de erros, mas de vida real. Sabe realmente o que busca? D/s é real demais para não se ter certeza do que realmente se quer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sonhar é bom, nos mantêm vivos, mas o sonho e os castelos da mente de "alice" estavam lá antes que qualquer dominador aparecesse em sua vida , e "alice" fez deles objetivos intransponíveis a qualquer um que se aproximasse do seu mundinho particular, como quando era criança e a brincadeira estava ficando séria e ela dizia emburrada: eu não brinco mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acorde, nós crescemos e se tudo fosse como em nossas ilusões de menina, passaríamos boa parte das nossas vidas olhando pela janela, não para ver a Lua, mas bocejando na prisão da excessiva coerência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sente falta de cores, carinho? Então, por que não fez chover servidão de carinho, para que o arco-íris surgisse?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não quis lutar. Ficou esperando que o mundo se tornasse colorido, mas não fez nenhum esforço para que isso acontecesse. Ficou só esperando para dizer “sim senhor, não senhor”. Em nenhum momento se preocupou se o filme que exibia ao dominador era preto e branco, queria as tuas cores, as cores e o carinho que a menina mimada imaginou, não o carinho real de uma relação sólida e não deu a ele nenhuma. Fez da servidão, preto e branco, mas queria que ele te dominasse com todos os coloridos que a "alice” acha que é direito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Engraçado é que quando o interesse é em beneficio próprio, ou seja, para satisfazer seus próprios desejos e sonhos, a paciência e dedicação da "alice é de monge budista, mas quando o assunto é servir e se dedicar ao outro por inteiro, sem reservas , a "alice " tem tolerância quase zero.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pensa que é fácil treinar alguém? Dedicar horas, dias, anos se preocupando, colocando a mente da submissa em foco para o próprio crescimento ?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não "alice”, nao é . Muitos dominadores tem que administrar vida pessoal, trabalho, e ainda mesmo que cansados da sua luta diária ainda, dedicam tempo em treinar suas subs, dão carinho, atenção e ainda têm que ouvir uma "alice " dizer: eu quero mais, eu estou carente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ora, faça-me o favor, tenha gratidão. Pare de olhar para o &amp;nbsp;próprio umbigo e pense o que é servir de verdade. Não sou ninguém para ditar regras, porque acho que cada pessoa é única e especial no que faz, mas como vão servir, se ainda vejo muitas com a postura de "alice"?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Devemos procurar em nossa pluralidade o que nos faz originais e não perfeitos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dominadores e submissas se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas em objetivos comuns, alegrias e vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sabe, me fazem ver agora que muitos dominadores são dedicados e que muitas submissas tratam a servidão como a prima pobre dos seus desejos, encolhidos na medida da sua própria falta de fervor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Então, quando tudo vira silêncio e assusta as "alices" por retumbar no vazio, elas dizem: "eu não brinco mais ". O silêncio tem que existir para que tudo fale além das palavras e de todos os sentimentos. Quantas vezes escutei a voz dominante na minha mente dizendo:"Fica quietinha um pouco, um momento só, escuta a chuva chegar". Isso é silêncio, que fala no eterno, é realidade, mas para isso é preciso servir com tua força , ir além das dificuldades, para chegar no arco-íris.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não existem pessoas perfeitas, mas existem dominadores dedicados e submissas que lutam. Para ser sub é preciso ter "culhones". Nem tudo são flores, já tive os cacos da minha privacidade rompida enfiados em mim, por gente que se dizia ser amiga, irmã e continuei caminhando servindo com coração. Já tive medos, tristezas, mas também tive enormes alegrias e confiei sempre que a estrada era firme e duradoura porque eu escolhi estar nela.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quer ser uma sub alienada? Uma que acredita que relacionamentos são perfeitos? Seja alienada então. Mas saiba que alienação também é cultivar a amargura e ignorar que a vida pode ser boa, que a submissão pode ser um caminho colorido, se você construí-lo assim. É o significado de tudo, acessível ao coração e ao sonho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo que se vive de bom ou ruim, liga para sempre, se for intenso e duradouro. Só não podemos construir e refazer nossas vidas, quando morremos. Diga sim à sua vida. Pare de brincar de "alice" e seja você mesma ao invés de fugir e procurar de tempos em tempos dominadores diferentes. Tenha respeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se você é uma "alice " e esta lendo esse texto, talvez esteja zangada, mas pare e pense, será que todos os dominadores que passaram em sua vida estavam errados? Ou você "alice”, que não teve o devido respeito e servidão dedicada por nenhum deles? Pare e pense, isso não é brincadeira de criança. É a sua vida. Vai assumi-la ou não?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nietsche tem razão, o ser humano procura sempre sonhos universais como a perfeição. Por isso são eternamente insatisfeitos. Me perdoem as submissas que buscam realidade pela falta de jeito, e me perdoem também as submissas sérias que enchem de brilho e doçura o BDSM, fazendo dele uma comunidade mais rica em valores e tradições. Esse texto é somente para as "alices".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E voltando a falar com as "alices", lembrem-se:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Programamos o próprio destino a cada vez, que num tímido murmúrio ou num grande grito, a gente diz para si mesmo :"SIM", já dizia a amiga Lya Luft.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A propósito, nada pessoal, costumo bater e assoprar. Beijão nas “alices”... rs.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;katya-yar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-3943356061489197694?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/11/gladius-bdsm-relacoes-bdsm-as-submissas.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-8730064392937694686</guid><pubDate>Sat, 12 Nov 2011 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-22T19:45:22.079-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sentimentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><title>Reciclagem</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dsYt-ie4hoU/Tr3x0POSewI/AAAAAAAAAeE/HTQavQeIzHo/s1600/gladiusmaximusbdsmreciclando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="269" src="http://1.bp.blogspot.com/-dsYt-ie4hoU/Tr3x0POSewI/AAAAAAAAAeE/HTQavQeIzHo/s320/gladiusmaximusbdsmreciclando.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Sinto falta de posts novos. :) &amp;nbsp;- &amp;nbsp;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Também sinto falta de escrever... mas o meu momento é complicado. Tanto que estou replicando aqui uma resposta a um comentário de uma amiga que dizia a mesma coisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Escrever para este Blog é uma coisa muito séria. Não é um Blog de caça nem de autopromoção. &amp;nbsp;Ele é o grande espelho da minha alma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O meu silêncio aqui, tanto quanto o que eu escrevo, reflete não só o que penso como também cada um dos meus momentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fico feliz e envaidecido por ter pessoas como você me seguindo e sentindo falta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para você e a todos os que sentem falta do que eu escrevo, peço que tenham paciência... não vou abandonar o Blog... mas antes de Dominador sou um ser humano, sujeito a erros e acertos... e também a períodos de silêncio e introspecção para reciclagem mental.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;GLADIUS MAXIMUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-8730064392937694686?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/11/gladius-bdsm-reciclagem.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-dsYt-ie4hoU/Tr3x0POSewI/AAAAAAAAAeE/HTQavQeIzHo/s72-c/gladiusmaximusbdsmreciclando.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-3256272232482595082</guid><pubDate>Thu, 10 Nov 2011 20:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-22T19:42:26.408-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casamento</category><title>Pessoas Casadas no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AVk1uGxGkpc/Trw0crxeBsI/AAAAAAAAAdk/huQg6Q91VXs/s1600/casadasbaunilhacasamentobdsm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-AVk1uGxGkpc/Trw0crxeBsI/AAAAAAAAAdk/huQg6Q91VXs/s320/casadasbaunilhacasamentobdsm.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Gostaria de sugerir um tema para sua interpretação: escravas casadas. – Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Melhor do que falar sobre escravas casadas é estender o assunto para as pessoas casadas em geral, pois é a realidade de boa parte daquelas que passeiam pelo Universo BDSM.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Casados” aqui são pessoas com qualquer tipo de relacionamento no mundo baunilha, e o que deve ser observado, são os motivos que as levam permanecer neste relacionamento, enquanto buscam algo que as complete em outro universo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já coloquei no texto “transição” a minha opinião sobre as relações baunilhas e baseado no que sempre observei à minha volta, acredito que estas têm uma validade ou tempo certo para expirar, variando de casal para casal. Contudo, são fadadas ao fracasso, pois já começam mal desde o início.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É um fracasso relativo... fracasso apenas para quem varre a própria natureza para debaixo do tapete e se conforma. Com certeza, a maioria nasceu mesmo para ser baunilha... 92,5% dos que teimam em passear pelo BDSM incluídos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo baunilha no que tange às relações humanas tem duas características marcantes. Aparências e hipocrisia. É o mundo da superfície, da imagem. Você é julgado primeiro pela sua conta bancária, pelo que veste ou pelo carro que dirige.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É o mundo da hipocrisia, pois existe uma insistência geral em se buscar um equilíbrio de forças dentro de relações humanas onde o equilíbrio simplesmente não existe. E como já falei tantas vezes, estes baunilhas que ficam se achando mais do que são, quando trazem estes valores primitivos são uma das maiores causas das distorções que vemos no BDSM e adjacências.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Vida dupla&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo baunilha é um grande mal necessário... afinal de contas, onde iriam se situar aquelas “pessoas da sala de jantar que ficam ocupadas em nascer e morrer” da música panis at circencis? E “esses humanos que circulam pelas cidades aí afora” da música do Supla? Coitados... ficariam perdidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas a opressão da natureza é tanta, que mesmo para alguns baunilhas, não dá para agüentar. E se formam algumas camadas superiores a partir das erupções formadas por essa “pressão”. Casamento aberto e o swing são os efeitos nas pessoas mais evoluídas. Para as menos, sobra a vida dupla... formada basicamente pelo adultério ou mesmo o sexo pago.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A vida dupla não é a mais honesta, mas é algo absolutamente comum dentro do mundo baunilha, e infelizmente muitas vezes &amp;nbsp;inevitável... para aqueles que não têm coragem de assumirem o que são. Além disso, a natureza humana sempre nos conduzirá para atitudes que mantenham o equilíbrio.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por outro lado, não vou me ater aqui aos motivos que levam as pessoas a "pularem esse muro" e sim, aos seus efeitos. Falar nos motivos pelos quais uma relação não dá certo é algo que por si só daria um belo tratado sobre as relações humanas. Até porque, em já falei em outras oportunidades que o problema nem está nos formatos de relações... e sim na escolha dos parceiros, isso valendo para tudo, amizade, sociedade comercial, casamento baunilha e relações BDSM.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Particularmente, nunca tive problemas em interagir com pessoas envolvidas em relacionamentos do mundo baunilha, por julgar que eram relacionamentos que ocorriam em outra dimensão. Mas isso era em outra época... no início da minha estrada. Hoje em dia, só vou interagir com um ser baunilha, se este não tiver nenhuma relação baunilha e estiver absolutamente comprometido a transcender para o BDSM.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Penso hoje que é imperativo que um baunilha, antes de se pensar em um mergulho completo no Universo BDSM escolhendo ter apenas esse tipo de relação, já tenha passado por todos os níveis de relacionamento do mundo baunilha. Já ter cometido todos os erros e acertos no mundo baunilha é algo que indubitavelmente facilita na escolha do BDSM como estilo de vida... em não arrastar consigo valores antigos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Adúltero e baunilha apimentado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acho que a grande questão em relação às pessoas “casadas”, ou seja, as que tem relações no mundo baunilha (único lugar onde a palavra “casada” cabe) está exatamente em como este “casamento” é levado junto com a relação BDSM. Se a relação BDSM é levada de forma paralela e escondida, não é uma relação BDSM, pelo simples fato de que é meio idiota se dar nome a coisas que já tem nome. Se a relação principal é a baunilha e você esconde as outras, você não é um Dom ou sub... você está cometendo adultério e por consequência é um adúltero... e ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Certa vez, disse a um amigo Dom, “Um verdadeiro Dominador, quando casado no mundo baunilha, têm que começar dominando a sua escrava número um, que é a sua esposa.” A minha maior satisfação foi vê-lo com a sua esposa numa festa temática, logo na semana seguinte.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dessa forma, tanto os Dominadores (nunca é demais lembrar, que quando me refiro à “Dominadores”, estou falando de meninos e meninas, pois o plural é comum de gênero), quanto os submissos (idem), que têm suas relações BDSM "escondidinhas" de seus verdadeiros Donos (os cônjuges baunilhas), não passam de adúlteros, pelo ponto de vista baunilha e baunilha apimentado, e pelo ponto de vista dos lifestylers BDSM.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;BDSM como estilo de vida&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Numa conversa deliciosa num 24/7, com pessoas que realmente importavam, falaram: “mas as pessoas do BDSM erram nisso... erram naquilo... e o papo ia em direção dos desvios e distorções. Eu disse uma coisa lá que vale para o “aqui e agora”... não adianta falar sobre os que erram, devemos falar para os que acertam e para os que querem acertar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E o certo é viver sem mentiras... de forma pura e cristalina. Quando você é casado e de alguma forma percebe a existência do Universo BDSM, duas direções lógicas podem ser seguidas: pode mostrar o que descobriu para o seu parceiro e junto com ele fazer a transição ou... aprender todas as técnicas disponíveis no BDSM e cercanias, para apimentar a relação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois da transição, o BDSM pode ser levado tranquilamente como estilo de vida. Um Dominante pode escolher entre as suas posses uma para lhe servir 24/7 e para apresentar como cônjuge no mundo baunilha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para o submisso já é mais complicado, pois se para um Top treinar um bottom é difícil, a tarefa de fabricar um Dominante a partir de um parceiro baunilha é algo impossível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No meu texto “&lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2011/02/relacoes-bdsm-fabricando-o-parceiro.html" target="_blank"&gt;Fabricando Parceiros&lt;/a&gt;” cito que em todos os casos que observei, a tentativa de se fabricar um parceiro BDSM dominante invariavelmente termina em frustração. Todas as pessoas que vi tentarem... falharam miseravelmente. E foi justamente isso que os levaram a buscar parceiros BDSM fora da relação baunilha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas isso não significa que você não vai poder “brincar” com seu cônjuge. No caso deste parceiro ter um potencial de dominância ou mesmo a mente aberta para novas possibilidades, o casal pode (e deve) lançar mão de todas as práticas e técnicas dos universos superiores para apimentar a relação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como o Universo BDSM ocorre na existência de hierarquia, o que na realidade não vai dar certo, é a tentativa de se construir uma pessoa que saiba lidar com o poder em um espaço curto de tempo. Dominar é fácil, exercer o poder é a parte difícil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No meu caso específico, aos 19 anos eu já era dominador, mas não me intitulava como tal, por desconhecer as "práticas e os rótulos" dentro do universo BDSM. Foi nessa época que tive a minha primeira relação com uma pessoa que sabia que não seria minha namorada e sim escrava. &amp;nbsp;Com o tempo veio o "polimento" da minha natureza... digamos assim. E ao longo desse período, o que venho aprendendo é justamente a lidar com o poder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Concluindo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Casamento é um rótulo que define um dos formatos das relações possíveis dentro do mundo baunilha. E também é uma palavra que pode ser emprestada para outros usos metafóricos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitos falam de uma sociedade comercial ou parceria de qualquer tipo como um bom “casamento”. E dessa forma metafórica, bons “casamentos” podem ocorrer em qualquer universo e para serem verdadeiros devem, eu repito, serem vividos de forma pura e cristalina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em relação ao casamento literal, o do mundo baunilha, o principal a ser lembrado é que as dimensões são formatos de relacionamentos que ocorrem em níveis diferentes. Pessoas casadas no mundo baunilha não só podem, mas devem, na minha opinião, transitar por outros universos, desde que, quando em trânsito, venham a se adequar aos valores destes universos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um Dominante deve começar pelo domínio e o controle do que acontece em sua própria casa. &amp;nbsp;E tanto Dominantes como submissos não devem de forma alguma esconder dos seus parceiros baunilhas a sua verdadeira natureza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Verdadeiros “casamentos” acontecem em um nível acima de todos os universos dos relacionamentos humanos. Algo sobre o qual estou escrevendo, na verdade, tentando entender... pois para ver tudo, alcancei um patamar onde todas as coisas ficaram claras, menos o lugar onde cheguei. A grande volta ao começo... a natureza das órbitas... do magnetismo que atrai uma pessoa para outra e que as fazem gravitar... Ás vezes, mais perto... às vezes, mais longe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O que posso adiantar agora é que os melhores “casamentos” independem do tipo de pessoas que os compõem. Eles apenas acontecem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;GLADIUS MAXIMUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-3256272232482595082?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/11/gladius-maximus-pessoas-casadas-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-AVk1uGxGkpc/Trw0crxeBsI/AAAAAAAAAdk/huQg6Q91VXs/s72-c/casadasbaunilhacasamentobdsm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-5989983070924543237</guid><pubDate>Mon, 04 Jul 2011 17:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-04T10:12:57.658-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bottom</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Formspring</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escrava</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relações BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Switcher</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Submissa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Submissão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Submissão</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que leva uma mulher a querer ser uma submissa BDSM? &amp;nbsp;- Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pergunta interessante, &amp;nbsp;mas talvez fosse melhor respondida por quem já fez o caminho... O máximo que posso lhe dar é a visão de alguém que está de fora do universo da submissão, mas que observa e se alimenta dele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira coisa que você precisa ter em mente é que a submissão não é algo específico do sexo feminino, assim sendo, poderíamos formular a seguinte questão: o que faz uma pessoa se tornar submissa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos... mas depois de todos esses anos desbravando o universo BDSM, minhas observações me levaram a concluir que parece existir uma certa diferença entre a submissão masculina e feminina. Mesmo assim, só posso falar como um mero observador, já que não vivo esta realidade. Nem a de um homem submisso, muito menos a de uma mulher submissa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir dessas observações, acredito que mulheres heterossexuais e heteroflexíveis têm uma tendência natural à submissão. Se prestarmos atenção, vamos perceber que a maioria absoluta tende a buscar pelo homem mais forte e com a “pegada” mais potente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez a explicação dessa tendência feminina esteja em nosso comportamento ancestral. Uma vez que, em sua origem e até um passado relativamente recente dentro de sua cadeia evolutiva, os seres humanos se agrupavam em clãs. Ou seja, em geral os grupos familiares eram comandados por um macho alfa. E eventualmente, uma fêmea com características mais dominantes era escolhida por esse macho para ser a sua fêmea alfa. Uma que liderava o grupo em conjunto, mas que também se submetia a ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, tal submissão teria nascido do próprio papel da fêmea nessas pequenas comunidades. Enquanto os machos saiam para a caça e atuavam na proteção, as fêmeas cuidavam da infra-estrutura, das crias e da unidade do grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase a totalidade das mulheres com as quais interagi ou conversei tinham uma necessidade intrínseca de proteção. De qualquer forma, acredito que uma mulher só irá se submeter (de verdade...) à um soberano que julgue ser o merecedor de sua submissão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, tais características muitas vezes ficam mascaradas no mundo baunilha. Sendo um mundo de aparências, cada pessoa usa a armadura que melhor lhe convém. Para quem tiver interesse, apresentei no texto “Transição” (link) a minha tese sobre a formação do mundo baunilha e da chamada “Compressão Social”, uma conseqüência do advento da civilização e das mudanças ocorridas em nosso estilo de vida ao longo do tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais mudanças teriam tornado inviáveis determinados comportamentos humanos. Ou melhor, vários deles continuaram a existir só que uma forma “velada”. Nesse sentido, o que ocorreu foi uma repressão dos nossos instintos e comportamentos básicos, a fim de nos adaptarmos à uma nova realidade social.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a competitividade, a beligerância e a poligamia continuavam ali, embora muitas vezes não fossem visíveis. E o Universo BDSM nasceu justamente da insatisfação de alguns em relação à determinados comportamentos impostos pela sociedade. Pessoas que iam além e que não mais se satisfaziam com que o mundo baunilha podia oferecer, ainda que tivessem passado pelo casamento aberto, pelo swing ou mesmo por fetiches diversos, buscavam por um novo estilo de vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz essa viagem pelo pelo Universo BDSM, porque a resposta para a sua dúvida deve passar por esses dois locais... baunilha e BDSM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, tanto a submissão quanto a Dominação, não é uma questão de querer. É uma questão de ser... ou não ser (eis a questão). Tanto uma como outra são características e não algo que escolhemos. Podemos facilmente perceber instintivamente se uma pessoa é dominante ou submissa e elas se revelam como líderes ou seguidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Universo BDSM é o lugar onde você poder escolher viver completamente a sua natureza Dominante ou submissa (em muitos casos as duas naturezas de forma alternada), podendo também vivê-las de forma pública dentro da comunidade BDSM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o que pode levar uma mulher a querer ser uma submissa é que, descobrindo em si esta natureza e também a existência de um lugar com pessoas onde possa interagir, pode tomar a decisão de viver essa natureza submissa de forma completa, profunda e intensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-5989983070924543237?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/07/submissao-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>13</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-7904440765368772621</guid><pubDate>Sat, 02 Jul 2011 16:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-03T23:26:26.013-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos BDSM</category><title>Minhas histórias – Jogo 1</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Te ouço no banho.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;O som para.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;A porta abre...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;teu corpo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;envolto na toalha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Te intercepto enquanto no caminho para o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Te colo na parede do corredor...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;e na ponta dos pés&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;suspensa pelo meu dedo no seu queixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Chego perto...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;bem perto...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;sem te encostar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Seu corpo treme...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;a toalha cai...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Xeque-mate.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-7904440765368772621?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/07/minhas-historias-no-bdsm-gladius-jogo-1.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-4364894382776098371</guid><pubDate>Sat, 02 Jul 2011 16:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-02T09:00:25.273-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Formspring</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ética e Valores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relações BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Responsabilidade de um Dom sobre a sua sub no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Na verdade, não é exatamente uma pergunta. Gostaria que falasse um pouco sobre como enxerga a responsabilidade de um Dom sobre sua sub. Thanks! &amp;nbsp; - &amp;nbsp;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem várias maneiras de se explicar uma relação BDSM, mas costumo vê-las da seguinte forma: Dominador/dominado e Possuidor/posse. No primeiro caso, a prática é o foco, sendo a mais indicada para a maioria. &amp;nbsp;No segundo, é necessário se percorrer um longo caminho, para se entender o que realmente significa possuir e ser possuído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a responsabilidade de um Dominante sobre o seu parceiro, seja este uma posse completa, play partner fixo ou até mesmo eventual, é basicamente a mesma.. total.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, quando possuímos algo, seja lá o que for, precisamos ter consciência das necessidades que cada coisa tem para se manter em bom estado ao longo do tempo. Se isso é válido para objetos inanimados, é algo muito mais sério quando o objeto é um ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas relações do Universo BDSM sempre existe uma parte no comando e outra sendo controlada. &amp;nbsp;E a pessoa que está ali, amarrada, amordaçada e vendada, depositou sobre seu parceiro uma confiança tal que entregou a ele sua integridade física ou mesmo sua vida... Portanto, o Dominante nunca deve perder a perspectiva de que é um ser humano e merece todo o respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom ter em mente também que uma das premissas mais elementares do BDSM é que nunca se deve danificar o brinquedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seres humanos são brinquedos especiais. E o seu valor real é medido de forma diretamente &amp;nbsp;proporcional à sua entrega e confiança. Não os compramos... nós os conquistamos e já li em algum lugar que somos responsáveis por aquilo que conquistamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-4364894382776098371?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/07/responsabilidade-de-um-dom-sobre-sua.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-4892760919436699966</guid><pubDate>Thu, 30 Jun 2011 04:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-29T21:38:54.872-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Formspring</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Respondendo sobre BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Leio muito, e inacreditavelmente, há poucos dias, encontrei a sigla BDSM. Pesquisei muito e embora tenha absorvido o teor, gostaria de saber o que significam as quatro letras. Sei que é uma pergunta simples em meio à tantas,porém se responder, agradeço. &amp;nbsp; - &amp;nbsp;Formsprig&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querida, ninguém sabe tudo. Portanto, não deve se sentir mal pelo fato de desconhecer o significado da sigla &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;. Até porque, muitos apenas acham que sabem... seja em função de informações erroneamente transmitidas ou pela simples preguiça de refletir sobre o real significado das palavras e o contexto em que devem ser utilizadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt; existem confusões bem comuns, como no caso da palavra “Bondage”, cujo significado vai além do normalmente adotado. Ou seja, Bondage é uma reunião de tudo que tem a ver com aprisionamento e não apenas o ato de amarrar alguém com cordas... entre tantas possibilidades, podemos utilizar correntes, jaulas e até as mãos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, você encontrará, sejam aqui ou no exterior, diversas conotações e leituras. De de ouvir algumas “barbaridades” e meditar sobre o assunto, resolvi escrever um texto falando sobre as diferenças entre “SM, BDSM E D/S”:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2010/03/diferenca-entre-sm-bdsm-e-ds.html"&gt;Diferença entre SM, BDSM E D/s&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que encontre no texto as respostas para as suas dúvidas, caso contrário, volte e pergunte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-4892760919436699966?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/respondendo-sobre-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-2768586927067681972</guid><pubDate>Sat, 25 Jun 2011 18:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-25T11:40:50.787-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><title>Meus limites</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que não faria se alguém lhe pedi-se algo? Cite apenas algumas coisas. asked by filthydarkporn &amp;nbsp;- &amp;nbsp;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fácil. Atendo a pedidos sem problema... gosto de ajudar. Faço sempre tudo que está ao meu alcance para quem quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não faria? Algo que estivesse fora do meu alcance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação ao BDSM... subserviência plena, mulher objeto e orgasmo forçado, entre outras coisas. Enfim, vejo o BDSM como um estilo de vida e não um fetiche.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, existe um grupo de práticas que não me dão prazer diretamente, mas que não me afrontam, e são utilizadas para alavancar o prazer de determinadas parceiras durante o processo de dominação/submissão. É o que ocorre, por exemplo, no caso de agulhas, injeção salina e suturas...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Busquei por técnicas e informações, para que pudesse oferecer a elas novas experiências.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, não faria nada de extremo, bizarro ou dentro do universo do Scat, só para citar alguns exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GLADIUS&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-2768586927067681972?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/meus-limites-bdsm-gladius.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-7636541822959829870</guid><pubDate>Sat, 25 Jun 2011 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-24T17:51:34.357-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos BDSM</category><title>Pétalas</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kU55n10qimY/TgUt907TelI/AAAAAAAAAdY/plV6FunGmCI/s1600/flores+-+gladiusbdsm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://1.bp.blogspot.com/-kU55n10qimY/TgUt907TelI/AAAAAAAAAdY/plV6FunGmCI/s400/flores+-+gladiusbdsm.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um momento perfeito no tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
num ano qualquer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Domingo de manhã...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
bem cedo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
depois de uma noite fantástica...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
com uma pessoa especial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sei...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ela sabe...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e isso é o que importa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amanhecia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma mesa de bar...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
vista para a &amp;nbsp;praia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bar quase vazio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela massageava e beijava meus pés...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
uns poucos olhares curiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela me fitava por entre meus dedos dos pés...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
olhar maroto...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de cumplicidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao lado da mesa um belo arbusto...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
flores amarelas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lindas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A delicadeza com que ela me tocava...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e servia...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
os olhos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
marcas na pele lembrando a noite anterior...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o Elo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relaxado comecei a dedilhar as flores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse instante...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tocando as pétalas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
percebi toda a natureza da posse...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do meu tipo de relação...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da minha vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É realmente possível se criar intensidade...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sem machucar...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sem magoar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É isso que um Dominador deve fazer ..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e faz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um momento...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
registrado numa foto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um momento...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
único.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-7636541822959829870?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/petalas.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-kU55n10qimY/TgUt907TelI/AAAAAAAAAdY/plV6FunGmCI/s72-c/flores+-+gladiusbdsm.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-1981831984969876062</guid><pubDate>Fri, 24 Jun 2011 03:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-23T20:49:04.523-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dominadores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ética e Valores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><title>Olhar de GLADIUS - A Origem</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pq msn de dominador tem foto só do olho? É padrão isso?!? Beijinhos. Luanna &amp;nbsp; - &amp;nbsp;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se isso virou padrão, mas posso lhe assegurar que o meu foi o primeiro... a história é a seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando resolvi me aproximar do meio BDSM de São Paulo entre 2002 e 2003, percorri o caminho de muitos, ou seja, as salas de bate-papo do UOL. Na época, só existiam as de “Sadomasoquismo”, sem as divisões atuais por estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo depois, com o surgimento dos “avatares”, que derrubaram em quase 100% o aparecimento de clones, pelo menos em relação àqueles que utilizavam o UOL K, havia uma nova questão... qual seria a melhor imagem para me representar, sem que a privacidade fosse comprometida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como meu olhar “singelo” foi sempre uma marca registrada, decidi fazer uma foto do rosto descaracterizada por uma “máscara branca”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HNNUX87_vU0/TgP4hYRiXwI/AAAAAAAAAdM/eekm2pfQ7Pw/s1600/gladiusmaximus1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-HNNUX87_vU0/TgP4hYRiXwI/AAAAAAAAAdM/eekm2pfQ7Pw/s320/gladiusmaximus1.jpg" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma boa solução inicial, mas o espaço reduzido do avatar evidenciava demais a máscara, e acabei recebendo o apelido carinhoso de “ninja branco”. Em função disso, decidi cortar a foto e deixá-la estendida na horizontal. Embora tenha gostado do resultado, no chat também não funcionava, porque ocupava quase um terço da tela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-an4JLoYtT10/TgP4rl3G-eI/AAAAAAAAAdQ/fySYCbpp1Ew/s1600/gladiusmaximus2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-an4JLoYtT10/TgP4rl3G-eI/AAAAAAAAAdQ/fySYCbpp1Ew/s1600/gladiusmaximus2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, resolvi cortá-la mais uma vez, o que resultou no avatar atual. Muitos ”engraçadinhos” até tentaram utilizá-lo como se fosse deles, alguns inclusive se passando por mim. Mas aí fica aquela pergunta... o que irá fazer quando tiver que apresentar o “olho” ao vivo e a cores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qqgXkKvyQ9I/TgP4vqXowSI/AAAAAAAAAdU/48RW2wPkzkM/s1600/gladiusmaximus3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-qqgXkKvyQ9I/TgP4vqXowSI/AAAAAAAAAdU/48RW2wPkzkM/s1600/gladiusmaximus3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, se isso é um “novo padrão”, fico feliz que tenha inspirado tantos meninos... aqueles que colocaram seus olhares naturais ou, os que por absoluta falta de criatividade, imitaram descaradamente a minha maneira de olhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no final, não basta uma cara de mal ou um olhar de predador para ser um Dominador... Na hora que tiver que se apresentar, terá que ser muito mais do que isso para mostrar ao que veio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meninos... não é o olhar que faz o Dominador... entre outras coisas, criatividade e inteligência vêm bem antes disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-1981831984969876062?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/olhar-de-gladius-origem.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-HNNUX87_vU0/TgP4hYRiXwI/AAAAAAAAAdM/eekm2pfQ7Pw/s72-c/gladiusmaximus1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-2607194962546426136</guid><pubDate>Thu, 23 Jun 2011 07:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-23T00:29:55.535-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dominadores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relações BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Mestres</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><title>Mestres no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dicionário o termo Mestre é um sinônimo de catedrático, professor e mentor. No &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;, pelo menos em grande parte dos círculos, existem diferenças. Enquanto o Mestre seria aquele que ensina interagindo de forma física (sem relação de Posse), o Mentor teria simplesmente a função de transmitir informações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, Master é a maneira com um Dominante é tratado e quem tiver a curiosidade sobre, pode rever um dos episódios originais de “Jeannie é um Gênio” (I Dream of Jeannie), onde &amp;nbsp;“Master” foi utilizado nos Estados Unidos no sentido de “Amo”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, gosto deste tratamento quando a referência é feita ao Dominador. A maioria me trata por “Senhor”, outros por Mestre, no sentido de Master. Dessa forma, Master Gladius tem o mesmo peso de “Dom Gladius” ou “Senhor Gladius”. Mestre já daria uma conotação a ser Mestre em algo, e como não fiz mestrado em nada, não uso e nem estimulo que usem em relação a mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão do conhecimento em si é algo bem interessante de se comentar. Acredito que o ser humano só passou para o estágio de civilização a partir do advento da escrita, que possibilitou o registro e a difusão do conhecimento até então adquirido, algo muito mais eficiente que o velho boca a boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando a questão... O que faz alguém Mestre em algo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu primeiro significado no Dicionário Houaiss, Mestre, substantivo masculino, é pessoa dotada de excepcional saber, competência, talento em qualquer ciência ou arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto interessante é saber quem define o quanto de saber, competência e talento um indivíduo tem que ter para ser chamado de Mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convenções... estamos cercados por elas. Encontramos convenções em quase tudo a nossa volta. Costumes, leis, idioma, cores, nomes de coisas e pessoas... tudo isso foi objeto de convenção em determinado momento por um grupo de pessoas. Como aquele bicho simpático e melhor amigo do homem, que por convenção, é conhecido aqui como “cão” ou “cachorro”, enquanto em outros lugares leva o nome de “dog”, “perro”, entre outros... algo que não faz dele mais ou menos canídeo do que é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece algo similar com o conhecimento. Grupos convencionam entre si que uma pessoa deve ter quantidade X de conhecimento para alcançar a qualificação necessária para atuar nesta ou naquela função. Por exemplo, para ser médico você tem que ter o conhecimento e o controle de variadas técnicas e informações (o que demanda alguns anos entre faculdade e residência) antes de poder exercer de forma plena suas atividades. Mas isso levou muito tempo para ser consolidado... Um médico da Roma antiga não tinha que absorver o mesmo conteúdo pedagógico de alguém que exerce hoje a Medicina. E este, por sua vez, precisará se manter constantemente atualizado diante de novas pesquisas e descobertas que se realizam a cada dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao Universo &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;, este é relativamente novo, pois aparece como um efeito colateral da compreensão humana quer originou o &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/transicao-do-mundo-baunilha-para-o.html"&gt;Mundo Baunilha&lt;/a&gt;. É um dos Universos para onde foram canalizadas todas as partes da natureza humana que foram reprimidas durante o processo de “baunilhização”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, é perfeitamente compreensível que ainda não existam informações suficientes, para serem devidamente compiladas e então dominadas por quem quer que seja. Nenhum mestre... nem ao menos um grande conhecedor... e não estou falando apenas do Brasil. E isso ocorre não por falta de ícones ou grandes figuras, mas porque, perto do que existe para ser aprendido, todos nós somos meros desbravadores em uma terra misteriosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, o estágio atual poderia ser comparado ao da época das Grandes Navegações, que foi responsável pelo processo de colonização das Américas. Ou seja, é como se o &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM &lt;/a&gt;fosse uma terra descoberta há pouco mais de 100 anos, quando então era conhecido tão somente como Sadomasoquismo, e que agora conta com pequenos povoados espalhados pelo seu imenso litoral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma metáfora bem eficiente, pois representa exatamente o que acontece... Grupos de vários tamanhos, explorando superficialmente o litoral e vivendo cada qual com uma vaga idéia do que é realmente o interior, mas sem terem de fato desbravado o continente. Com um número reduzido de povoados, a comunicação e a troca de informações entre eles é bastante precária, o que dificulta o seu processo de expansão. Além disso, como tudo é muito recente, ainda não houve tempo hábil para a consolidação dos conhecimentos adquiridos até o momento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, no BDSM não existem Mestres de fato, simplesmente porque ainda não se viu, nem se aprendeu o bastante, para que um grupo de pessoas, entre aqueles que já viram algo além, possa criar um compêndio reunindo o mínimo de conhecimentos necessários para que uma pessoa possa ser considerada como “Iniciante, Intermediário ou Sênior” no &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que o conhecimento atual sobre este universo se divida em dois níveis: básico e avançado. O avançado se refere às liturgias e gostos pessoais, que podem ou não agregar muitas pessoas. Já o básico reúne o conhecimento que deve ser comum a todos os habitantes deste Universo e que começa pelo&lt;a href="http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2008/07/bonsensualidade-ao-invs-de.html"&gt; S.S.C.&lt;/a&gt; (São, Seguro e Consensual).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existem Mestres, porque não existe um grupo coeso de conhecedores do básico que tenham se reunido para definir o que é realmente necessário para alguém receber tal título, ou seja, tenha o endosso deste grupo para pesquisar e ensinar sobre tal universo. Mesmo assim, isso seria apenas uma convenção, não valendo este título para outros grupos que venham a divergir das teorias desenvolvidas pelo primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe um dia chegaremos a um estado avançado de evolução como a de algumas das áreas do conhecimento humano, que apesar de estarem em franco desenvolvimento, exibem uma base de conhecimentos consolidados e disponíveis para o aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer modo, ainda estamos engatinhando nesse estágio inicial de conhecimento, onde quem possui alguma informação útil busca dividi-la (ou pelo menos deveria) com as pessoas que estão a sua volta, para que possam contribuir o crescimento das atividades desenvolvidas no Universo &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2007/01/bdsm.html"&gt;BDSM&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos começamos um dia... todos fomos jovens... e iniciantes. E o primeiro passo para a sabedoria é quando chegamos à conclusão que não sabemos nada perto do que existe para ser aprendido. No fundo, como ninguém sabe tudo, sempre existirá mais de um Mestre em nossas vidas... e como dizem por aí, quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. A grande verdade é que os Mestres, em geral, têm o sentido de professores... e isso sempre funciona em áreas específicas da nossa vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu ensino a uma pessoa uma receita de churrasco, sou o mestre dela naquele momento e sobre aquele assunto. Se uma escrava é enfermeira e me ensina uma determinada técnica no trato com agulhas e suturas que vai me aprimorar no assunto, ela é minha mestra nesta situação em questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim, o mais importante na busca pela sabedoria é ser humilde, para entender que todos têm algo a ensinar, e generoso, para dividir o conhecimento acumulado com aqueles que o cercam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Mestre de verdade é aquele que não precisa intitular-se como tal e é o que está sempre disposto a ensinar o que sabe, mesmo que não seja muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-2607194962546426136?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/mestres-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-2423882223357399885</guid><pubDate>Tue, 21 Jun 2011 19:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T08:17:15.302-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dominadores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Top Iniciante</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Caro Gladius, suas observações são maravilhosas e como estou no processo inicial de aprendizagem no universo BDSM, sempre me são de grande valia. Quero entender em que me enquadro: se top ou dominador, qual a diferença? Criei esse nome aqui para saberdes que sou a parte que domina, que gosta de possuir, de ter. Gostaria de entender melhor isso. Sei que minha escrava escolho e sei que com ela mesmo saberei o que fazer, mas ainda tenho dúvidas sobre como usar a bondage, shibari, como é que dou a coleira ou ela que escolhe sua coleira? &amp;nbsp;Sua Dona e Senhora&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico feliz e envaidecido que esteja gostando do Blog e das minhas observações. Esse é o tipo de coisa que me mantém estimulado a prosseguir com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a entender onde você se enquadra é relativamente fácil... ou você manda ou obedece. Ou então, oscila entre um pólo e outro conforme a sua vontade. Todo o resto são rótulos e posturas que variam de acordo com seus parceiros, seu aprendizado e evolução. Ou seja, isso vem com o tempo, com a boa e velha kilometragem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação ao Bondage, você não faz ou usa... Bondage é todo um universo de aprisionamento, embora seja comumente confundido com o simples ato de se amarrar uma pessoa. Já o Shibari é um universo em si mesmo, algo que está fora do BDSM, mas que faz com este uma grande fronteira, tal como ocorre no Universo da podolatria, entre outros. (Veja mais no texto &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2010/08/dimensoes-do-baunilha-ao-bdsm.html"&gt;Dimensões&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/transicao-do-mundo-baunilha-para-o.html"&gt;Transição&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, temos que Bondage não é BDSM, mas pode ser utilizado dentro do contexto de uma interação BDSM. E neste caso, é sempre bom lembrar que só existe BDSM quando há hierarquia na relação... ou seja, quando alguém está no controle. E para tanto, podem ser usadas diversas técnicas, nativas ou não do universo BDSM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão da coleira é bem ampla, mas para quem está começando tenha em mente que é algo muito sério, de importância similar ao casamento no mundo baunilha. Dessa forma, recomendo que não pense nisso... só os inconseqüentes, irresponsáveis ou sem noção distribuem coleiras de início.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que costumo dizer que colocar coleira de imediato é como propor casamento a uma pessoa que acabou de conhecer e procurar por um Dono é como procurar por marido... claro que guardadas as devidas diferenças entre as relações que ocorrem no mundo baunilha e no universo BDSM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grande verdade é que tudo ocorre em um nível superior ao dos Universos da sexualidade... um que ainda estou tentando entender completamente. O nível da relação humana pura, onde você se sente possuidor... ou posse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A não ser quando é por puro fetiche e farra... você não dá a coleira... e nem a sub escolhe... o que acontece na verdade é que desde o início o bottom escolhe Top como seu soberano e lhe dá poder sobre si mesmo. E do outro lado, o Top irá aceitar e exercer esse poder... ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As relações BDSM são bem simples e começam sempre com o Dominador/dominado e podem migrar com o tempo para a relação de Possuidor/posse. Iniciantes de ambos os lados do chicote, que tentam pular etapas, invariavelmente terminam sendo protagonistas de histórias com finais infelizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você está começando... não tenha pressa... se concentre em sua transição definitiva do mundo baunilha para o Universo BDSM. Com o tempo, tudo ficará mais claro e você saberá exatamente quando a pessoa passou de dominada para posse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-2423882223357399885?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/bdsm-top-iniciante.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-3717417067690451606</guid><pubDate>Mon, 20 Jun 2011 05:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T08:17:51.930-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eventos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><title>Ambientes Temáticos BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Cada dominador tem sua liturgia e preferências, e cabe ao sub ter bom senso. Em sua opinião, o que um sub pode ou não fazer em público? Considere como público os ambientes com pessoas do universo BDSM. Desconsidere regras de etiqueta e educação normal. &amp;nbsp;- &amp;nbsp;Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um submisso (menino ou menina) deve fazer exatamente o que o seu proprietário ordena ou deseja. Seja lá em que local for. Contudo, o Dominante tem que ter o bom senso para medir o grau de exposição que seu objeto e/ou ambiente têm condições de suportar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia ser feita a seguinte pergunta: “mas se o meu proprietário não tiver o bom senso para medir o grau de exposição adequada?”. A resposta vale para este caso e para qualquer outro de exercício de poder: “Se acha que seu proprietário não reúne as condições necessárias para cuidar e guiar você... procure um que possa reuni-las”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que uma das melhores coisas que o meio BDSM proporciona é justamente a oportunidade de vivenciarmos nossa natureza Dominante ou submissa diante de pessoas que, em tese, não irão se escandalizar com o nosso comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Freqüentei muitas festas, eventos e reuniões com pessoas do universo BDSM e nesses momentos pude observar na maioria dos presentes uma completa tolerância ao que é dito “diferente”. Aliás, é muito comum em festas SM ver grupos de fetichistas diversos circulando e interagindo sem ninguém se sentir incomodado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto aos ambientes temáticos, considero como tais, qualquer lugar que possa reunir pessoas que compartilham do universo BDSM e adjacências, independente do formato. Ou seja, pode ser uma balada, uma festa formal, uma reunião litúrgica (seguindo a liturgia específica do grupo reunido) ou mesmo um churrasco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São ambientes, portanto, em que podemos viver de acordo com a nossa verdadeira natureza. E sem dúvida, é muito bom poder ver submissos servindo e Dominantes reinando. Nada mais prazeroso para um adepto do observar e se deliciar com o advento das pequenas “bolhas dimensionais” ocorrendo aqui em ali. No entanto, mesmo em festas e eventos temáticos, BDSM de verdade ocorre de forma rara e esparsa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao que pode ou não pode, depende não só da vontade do Dono/a, mas também do responsável pela reunião. Então, se pretende fazer algo de extravagante, é de bom tom trazê-lo ao conhecimento do dono da festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante, qualquer situação que se apresente demandará por algum tipo de etiqueta. E isso é algo que não deve ser desconsiderado, embora não precise se transformar em uma obsessão. Ou seja, na maioria dos casos, basta àquela educação básica, aprendida lá no “berço” com o papai e a mamãe, para se evitar uma situação crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi submissos servindo aos seus Proprietários completamente nus em certas reuniões. Já vi cenas de spanking provocando poças de sangue ou sendo levadas às “raias do exagero” a primeira vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já presenciei uma cena de spanking aparentemente insano em uma festa, com várias pessoas chocadas e indignadas por sua aparência não consensual. Enquanto a cena rolava, o Proprietário seguia aparentemente indiferente aos apelos de sua escrava que dizia: “pára, pára, não agüento mais”... isso tudo com uma carinha aparentemente desesperada. E o pior... vi vários ditos experientes, se deixando levar pelas aparências... chegando ao limite de interromper a cena. O que os ditos experientes esquecem é o básico do básico: a safeword.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que se alguém tem o direito de interromper uma cena é o dono da festa. O que pode e o que não pode é algo bastante subjetivo e ninguém melhor para medir isso do que o responsável pela organização e pelas regras básicas do evento. Se é o bom senso e as regras do responsável por uma festa baunilha que definem o &amp;nbsp;“quão bêbado” uma pessoa pode ficar antes de ser convidada a se retirar, é também o bom senso do organizador de uma festa BDSM que definirá se uma determinada cena deve ou não ser interrompida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, adoro ouvir os gritos desesperados. A safeword existe exatamente para isso. Ela pode ser “piedade” ou “misericórdia” para os mais conservadores, ou, como no meu caso, uma palavra totalmente fora do contexto.. para deixar bem claro que a brincadeira não está mais divertida ou prazerosa. Cá para nós... um expressão de desespero acompanhada de uns “pára”, &amp;nbsp;alguns “chega” e outros “não agüento mais” com certeza torna qualquer interação BDSM bem mais intensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tive na minha mesa três submissas amigas se alternando para saborearem o peso da minha mão em seus rostos e com certeza isso chocou alguns. Porém, entendo que o que é pretendido em termos de atividade deve ser submetido à apreciação da maioria... se a maioria não se incomodar, é válido. A minoria pode, na condição de “incomodado”, se mudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não consigo assistir uma cena inundada de sangue, ou de spanking insano, puro e sem contexto. Gostei de ver um Dom amigo colocando suas duas escravas no chão, de quatro, para comerem o bolo de aniversário de uma delas (mais ainda, quando gostou da minha sugestão de fazer uma limpar a boca da outra com a língua). Não gostei de ver, na mesma festa, um outro que colocou a escrava dele para fazer o mesmo e ao invés de saborear o momento de submissão da parceira, ficou olhando em volta o efeito que estava causando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí vem a possibilidade de se estender a sua vida BDSM para qualquer lugar, sem que os despreparados se sintam de alguma forma ultrajados, afinal, para eles nada estará acontecendo... Um Dominante pode levar seu bottom para passear com um belo shibari de torso por baixo da roupa ou fazê-lo andar com plugs, clamps e vibradores. Ele vai se divertir sadicamente sem que ninguém possa ver a pequena bolha BDSM formada ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que o bom senso deve sempre nortear qualquer atitude dentro do Universo BDSM (e dos outros também). Sendo assim, as atividades aqui praticadas podem ser estendidas para qualquer universo ou situação. O grande segredo é não chocar os despreparados que estão por perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-3717417067690451606?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/ambientes-tematicos-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-7597137050690649718</guid><pubDate>Sun, 19 Jun 2011 01:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T08:18:15.302-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><title>Atualizações e Novas Versões - 8.1</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que parou de responder as questões? - Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É apenas uma pausa. Estou em uma fase de transição em minha vida... mais uma. Indo da versão 8.0 para a 8.1.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ocorrem essas mudanças, me recolho como se fosse a um casulo e tal como uma lagarta que não cabe mais em sua casca, entro em metamorfose, me preparando para emergir maior e melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maior parte das alterações feitas da versão 7.0 para a 8.0 permanece, mas estão ocorrendo algumas mudanças radicais no peso dos grupos e também a criação de subgrupos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De agora em diante, o grupo 1 é de elite e se antes entrar nele era difícil, agora irá beirar o improvável... Isto significa que irei cuidar mais dos amigos, das pessoas que de fato me pertencem e das que já interagem comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grupo 2 são para os leitores e para as pessoas que aspiram uma proximidade maior. Todos os perfis de sites de relacionamento passam a ser genéricos e se destinam exclusivamente à divulgação do Blog e das minhas idéias, exceto quando seguidos de “Diretoria”. Neste caso, só serão adicionadas pessoas que conheço pessoalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, permanece o procedimento de que para qualquer outra coisa além, meu respeito e amizade têm que ser conquistadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, não ando cuidando do Blog como deveria, pelo fato de estar focado em questões profissionais. Durante esse período de afastamento, cheguei a produzir bastante material, porém muitas idéias não estão consolidadas o suficiente para se tornarem posts.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei quanto tempo esta fase irá durar, para que possa me dedicar como antes...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que não muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-7597137050690649718?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/06/atualizacoes-e-novas-versoes-81.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-2785714876022211155</guid><pubDate>Sat, 30 Apr 2011 00:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-23T21:02:33.382-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Top</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Play Parrtner</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dominadores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Domspace</category><title>Domspace no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Subspace“ é uma palavra que deriva de “hyperspace” (ou hiperespaço).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando falamos de hiperespaço estamos nos referindo ao espaço hipotético de mais de três dimensões, que foi emprestado para a ficção científica a fim de descrever o “espaço” que uma nave está enquanto percorre enormes distâncias através de um “worm hole” (buraco de minhoca ou verme – termo científico) ou dobra espacial (termo usado em Star Trek – Jornada nas Estrelas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, se o hiperespaço é um lugar hipotético, que vai além do espaço mensurável, “subspace” seria o momento em que o bottom (submisso) teria a sua consciência levada para outro plano ou dimensão em função de um contexto BDSM bem construído e das descargas de adrenalina e endorfinas despejadas em seu organismo em conseqüência da intensidade e profundidade da situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Subspace”, portanto, é o estado para onde a consciência do submisso vai quando a entrega do seu corpo e mente são completas, ou seja, ele perde o controle sobre si mesmo. Por analogia, e dentro dos conceitos normalmente utilizados no meio BDSM, ocorreria “Domspace” quando o Top não tivesse controle nem sobre a situação, nem sobre si mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, este é um lugar que não existe, nem de forma hipotética e é, dentro desta conotação de ausência de controle, um dos termos mais bizarros e incongruentes que já ouvi.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, acho que é muito comum se confundir o estado de plenitude com o de perda de controle. Existe uma condição onde o Dom, tendo vários fatores e condições alinhadas, traz para fora toda a sua natureza de fera, com direito a adrenalina e endorfinas... sem dúvida, uma condição fantástica de prazer extremo só experimentada por poucos privilegiados... neste caso, poderia até chamar tal condição de “Domspace”, até seria um bom nome.. mas mesmo nela, não cabe perda de controle.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na minha opinião a razão é muito simples... não existe esta opção para um Dominador. Perder o controle sobre si, sobre seu(s) parceiro(s) ou sobre a situação é algo simplesmente inaceitável. Basta um segundo de perda de controle... e a “brincadeira” pode terminar muito mal...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, fica aqui a minha definição para a palavra:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domspace: condição onde o Top, tendo vários fatores e condições alinhados, traz à tona toda a sua natureza de dominante. Ou seja, é um estado em que o Top e seu parceiro alcançam uma conexão perfeita, ainda que esta ocorra por um breve momento. É um estado de fluxo, onde a concentração é tão grande que existe sim uma desconexão com tudo aquilo que está fora do foco. Tudo (e todos fora do eixo de atenção do Dominante) simplesmente desaparece.. apenas flui, sem que em nenhum momento o Dominante perca a razão e o controle sobre toda a situação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando da minha própria experiência, em algumas oportunidades aconteceram pequenos acidentes de percurso bem no auge do estado de fluxo. Desde uma chicotada que pegou no lugar errado, tornando a interação nem um pouco prazerosa, indo até o limite da parceira em crise de hipoglicemia. Perdi a conta das vezes que parei as atividades, pelo simples fato de que, se dependesse da parceira em subspace, a sessão iria parar mesmo no hospital.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, em todos os casos tive a oportunidade de experimentar e comprovar que esse estado de fluxo, de atenção e foco completos, também atua diretamente em relação à segurança. Não danificar o brinquedo é uma cláusula pétrea e qualquer coisa que aconteça de errado com a parceira faz com que este fluxo se desestabilize. E tudo pára... instantaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, “Domspace” em relação à perda do controle por parte do Top não existe. “Domspace” e “Subspace” são estados completamente diferentes, que às vezes ocorrem em um mesmo momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-2785714876022211155?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/domspace-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-4780164912210405344</guid><pubDate>Sat, 09 Apr 2011 20:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-11T15:32:41.526-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Baunilha</category><title>Transição – Do Mundo baunilha para o Universo BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava trabalhando em outros dois textos quando uma amiga de muitos anos inicia este diálogo comigo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela diz: “nossa... como ser sub é complicado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu: “Por que?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: porque vivo em conflito... pensamento baunilha num corpo submisso... estranho isso”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Instantaneamente foram passando pela minha cabeça as inúmeras histórias, umas que assisti de várias distâncias e outras que vi de dentro. Estas histórias foram as que me inspiraram a escrever o Post &lt;a href="http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2010/08/dimensoes-do-baunilha-ao-bdsm.html"&gt;Dimensões&lt;/a&gt; (um dos meus preferidos) e a ele voltei... para refletir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim o fiz. O resultado disso foi uma conclusão no mínimo assustadora. Existe uma espécie de limbo paralelo à camada dos fetiches. Mas isso não é o que assusta... o que assusta é que este limbo é extremamente populoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De imediato decidi mudar o meu roteiro e escrever este post. Ele complementa diretamente o post &lt;a href="http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2010/08/dimensoes-do-baunilha-ao-bdsm.html"&gt;Dimensões&lt;/a&gt; e talvez traga um pouco de luz para alguns dos perdidos nesse limbo. Relembrando... as pessoas vão evoluindo, crescendo, subindo alguns degraus e assim, começam a ver mais longe. Quando isso acontece, as “novidades” acabam por instigar nossa curiosidade. E nesse exato momento, percebemos que aquilo que temos e nos cerca... não basta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa realidade a nossa volta, em que nascemos e crescemos é carinhosamente chamada de Mundo Baunilha. E ele é justamente isso, a origem... uma grande sopa primordial, onde tudo começa, onde tudo acontece. Ele é o lugar físico, onde moramos, sobrevivemos e existimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Origem do Mundo Baunilha&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá na Pré-história, nós caçávamos, pescávamos e nos defendíamos das intempéries. E ainda hoje, isso não é muito diferente. Foram os formatos que mudaram... As relações eram mais simples, mais naturais, mais reais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Éramos o que existia de mais evoluído na natureza, e em toda a nossa evolução, até bem pouco tempo, algo entre 1000 e 5000 anos, funcionamos em termos de relações humanas da mesma forma que a maioria dos mamíferos, ou seja, em clãs. Digo pouco tempo, pois relaciono este período com os cerca de 3 milhões de anos desde que começamos a nos tornar humanos, até os primeiros registros do “homo sapiens”, que datam de algo em torno 100 mil anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma, funcionávamos como grupos sociais familiares comandados por um macho alfa e às vezes, por uma fêmea alfa. No começo, era o instinto que se sobrepunha a todo o resto. Instinto de sobrevivência e preservação da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, fomos nos tornando cada vez mais “espertinhos” e através desta “inteligência” adquirida tomamos uma direção que nos levava pouco a pouco à uma condição de conforto e melhor qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse processo, foi vital a conclusão sobre a necessidade de se cultivar os alimentos e domesticar os animais, pois paramos de andar por aí atrás da comida. E com o advento da escrita, pudemos começar a acumular e transmitir o conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando, afinal de contas, surgiu o mundo baunilha? Informação acumulada entre pesquisas e muitas, muitas horas de Discovery Channel, não foram capazes de me dar uma data precisa. Não sei bem o motivo, mas em algum momento ficamos civilizados demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já ouvi várias opiniões a respeito e de tudo, só concluí que quando começamos a viver em centros densamente populosos, o formato de clã se tornou inviável. Pois toda essa inteligência e cultura exigiam que coexistíssemos em uma sociedade equilibrada, coesa e pacífica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No texto &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2011/01/monogamia.html"&gt;Os frágeis alicerces da monogamia&lt;/a&gt;, o tema é dissecado minuciosamente e serve bem para dar mais subsídios para que cheguem às suas próprias conclusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, de alguma forma, o ser humano precisava se adaptar à uma compressão social para a qual não havia evoluído. Isto é, a nossa natureza teve que ser reprimida para que este novo modo de existência funcionasse. E tal como objetos comprimidos em uma caixa, a maioria das nossas ferramentas evolutivas tiveram a sua utilidade colocada fora de alcance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, muito do que evoluímos para ser ficou simplesmente confinado em um pequeno invólucro, um casulo, onde as pessoas passaram a fingir que viviam bem. Pois só existe uma maneira para equilibrar essa realidade caótica... mentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fingimento, hipocrisia e conformismo são os comportamentos que forçam essa massa crítica a um estado de calmaria aparente. E é nas aparências que os habitantes desta nova realidade se especializaram. O que conta é o que se vê e não que se sente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pilulas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vamos assim... levando o nosso dia-a-dia... na busca pela manutenção das aparências. Aparência é tudo no mundo baunilha. E o vício de fingir é tanto, que se “finge estar bem até quando se está bem mesmo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tal qual o mundo de Matrix, a maciça maioria não escolhe a pílula azul... deixando de viver a dor e o prazer proporcionados pela intensidade e profundidade de se colocar a verdadeira natureza para fora, para existir numa virtualidade de perfeição aparente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso lado animal, natural, instintivo, foi completamente suprimido e só em alguns momentos conseguimos trazer parte para fora. Pode ser quando escolhemos uma profissão na qual temos completa aptidão, praticamos algum esporte ou participamos de alguma competição, isso só para citar alguns exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não fica por aí, para alguns a natureza fala mais alto, ainda mais quando vem represada de muito tempo. Os homens (falo daqueles Dominantes que receberam toda a carga de testosterona da mamãe no útero) vão ter a sua natureza de macho alfa exteriorizada na forma de múltiplos relacionamentos, independente de se ter um fixo ou não. Candidatos a candidatos ao Universo BDSM se sentem bem quando exercem atividades onde exista liderança ou subserviência, dependendo de sua natureza dominante ou submissa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seres humanos são basicamente competitivos e beligerantes. Isso aparece de forma bem visível em nossa atração por esportes de competição ou pelo volume de conflitos regionais mundo a fora. Até mesmo a nossa volta, a primeira reação que observamos em momentos de fúria são, no mínimo, ataques verbais a fim de exteriorizá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, as relações existentes no mundo baunilha precisam normalmente se equilibrar de maneira artificial com base nas aparências, um material não muito bom para a construção seja lá do que for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para alguns poucos iluminados, a Matrix do Mundo Baunilha não consegue mais suprir as necessidades naturais e estes começam a ver mais longe... e descobrem que existe muito mais do que o mundo Baunilha de Matrix.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Metamorfose e o Choque de Valores&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No post &lt;a href="http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2010/08/dimensoes-do-baunilha-ao-bdsm.html"&gt;Dimensões &lt;/a&gt;coloquei toda a minha trajetória para chegar às conclusões de como esses universos funcionavam e interagiam. Mas e depois? O que acontece com as pessoas que resolvem transcender?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece de mais comum é o choque de valores. Apesar de você não se sentir mais completo no mundo baunilha, ele é um lugar conhecido, sendo assim, uma zona de conforto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vamos para algum lugar perto de onde estamos, estar pela vizinhança é algo que anestesia, como, por exemplo, passear pelo que há de mais evoluído no Mundo baunilha, que é a região do swing... a última fronteira para a camada dos fetiches.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, quando vamos para longe de casa, a tendência é a de carregar conosco coisas que nos façam se sentir em casa nesse novo território. Coisas que nos sejam familiares e que de alguma forma nos tragam o conforto anestésico de se sentir nas próprias origens. Por exemplo, se você se muda para o Marrocos vai ter que se adaptar a realidade da região se adequando aos hábitos locais. Na sua casa vai ter tudo o que tinha na sua daqui, incluindo fotos e decorações. Coisas que vão amenizar a dor dessa mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imigração para o BDSM é uma viagem sem volta. Uma mudança completa em termos de abordagem de relacionamentos e essa é a parte mais difícil de absorver. O Universo BDSM não é um lugar físico... é uma dimensão que ocorre no âmbito da interatividade de duas ou mais pessoas. E é justamente nesse formato novo que fica difícil de se adequar. Como numa mudança física de país, vamos automaticamente trazer os valores baunilha para ter dentro do BDSM uma espécie de zona de conforto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão que a maioria dos valores Baunilha são diametralmente opostos e conflitantes com os do universo BDSM, posto que o Universo BDSM se estabiliza com a verdade e com as naturezas dos que interagem com sua plenitude aflorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Dor da Transformação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E dói. Apenas uns poucos conseguem essa transição de imediato. A grande maioria fica transitando numa espécie de limbo. Com um pé no BDSM e o outro no Baunilha. Tentando aqui e ali se fixar em uma relação de posse, mas estragando ela de princípio, pois a molda com valores baunilhas. Existem ainda aqueles que buscam sufocar sua natureza, para voltar ao mundo baunilha e varrer tudo para debaixo do tapete das aparências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O certo, tanto na mudança para o BDSM quanto para o Marrocos, é você pesquisar e procurar absorver de verdade a nova realidade que pretende viver. O que quase ninguém faz, apesar de achar que faz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas que rompem o casulo passam a habitar este limbo e a maioria termina o habitando de forma definitiva. Estes habitantes são pessoas que oscilam de proximidade entre o Universo BDSM e o Mundo Baunilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No BDSM, fazem uma sequência interminável de lambanças pela mistura de valores e despreparo. No Baunilha, assumem uma postura de tentar treinar baunilhas para atividades BDSM, coisa que é no mínimo perigosa, pois como alguém não treinado pode treinar outra pessoa? E uma vez no limbo, o máximo que irão conseguir é trazê-lo para o mesmo lugar que se encontram. O certo é tão somente apresentar este novo mundo para o parceiro e deixar que este faça suas próprias pesquisas e descobertas. Muitos ainda tentam varrer para baixo do tapete toda a sua natureza, a reprimindo de forma completa. Mas isso é temporário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse ato de repressão da própria natureza é o que o poeta falava sobre mentir para si mesmo... &amp;nbsp;que é a pior mentira. Porque depois de tocado pelo Universo BDSM, você nunca mais será o mesmo. E essa sujeira irá se acumular embaixo do tapete... e em algum momento, não conseguirá mais segurar... voltando para o limbo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente o “meio” BDSM é formado por vários “meios”, alguns dentro de outros. Muita gente acha que sabe o que está fazendo, enquanto está fazendo feio. E no fim, o que vale são os pequenos e selecionados grupos, os quais essa grande massa não consegue acessar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E terminei a conversa assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não se sinta só... nesse limbo... muitos não conseguem isso rápido... saem da casquinha baunilha.. estendem as asas... mas não têm coragem para voar... Aí ficam nesse meio termo... nesse limbo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um lado você não cabe mais na casquinha baunilha... por outro, as asas pesam se não forem usadas... e você fica assim... arrastando suas asas... perdida.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, não existe uma cura para a dor ou um atalho seguro que torne essa transição menos traumática. E dói... dói muito. Mais para uns do que para outros... mas dói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única coisa certa é que é uma viagem interior... única... cada indivíduo vai ter que encontrar as suas próprias respostas. E a dica que dou é a seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aos Candidatos a Dominadores&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês estão se metendo em algo muito maior que supõem inicialmente. Não é porque colocaram um Dom, Mestre ou Lord em seus nomes, que estão preparados para atuar. Ou que basta uma submissa utilizar as suas iniciais no nick ou no pescoço, que serão considerados Dominadores de Verdade ou respeitados pelos poucos que levam isso tudo muito a sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dominar é fácil, possuir é muito difícil. Meninos com cara de mau e pegada forte sobram por aí. E arrumar uma relação escondida fora do casamento é algo que tem outro nome em outro mundo (Amante).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para chegar a ser um Dominador Sênior respeitado pelos outros Dominadores verdadeiros é uma estrada longa e cheia de obstáculos. Um aprendizado que não tem fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aos candidatos a submissos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para vocês tudo é relativamente mais fácil, porque para ser um Dominador Sênior o indivíduo tem que aprender a ser um bom professor e bons professores precisam ter uma boa formação familiar, além de bons alunos e uma vida ensinando para se aperfeiçoarem. Já os submissos são alunos. E para ser um bom aluno, basta ter uma boa criação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é importante para se ter em mente e se focar nela pode poupar você de muitas dores. O Universo BDSM ocorre quando existe HIERARQUIA na relação. Ele aparece quando uma das partes, sejam lá quantas forem, exerce poder e a outra se curva diante deste poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, se encontrar um Mestre ou Mentor, que pode ser um amigo e não necessariamente alguém com quem possua uma relação direta, poderá lhe entregar a condução de sua trajetória de transição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O exemplo que dei a minha amiga é o que me veio a cabeça instantaneamente. Depois que saímos da casca e estendemos as asas... é por que a transformação foi completa. Quem foi tocado pelo universo BDSM... nunca mais será o mesmo. Não se consegue voltar para a casquinha baunilha... a dor é maior... e sempre alguma parte termina ficando para fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma solução inteligente é que que se encerra na expressão popular “queime os navios”. Um movimento estratégico usado mais de uma vez na história, sendo o de Cortês um dos mais conhecidos. Ele simboliza o fato de que ao aportar no Novo Mundo do BDSM você se obriga a encarar o desafio de ir em frente e crescer. &amp;nbsp;Só que... existia uma Espanha para Cortês e seus soldados voltarem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem inicia esta viagem ou aporta no novo Mundo do BDSM... ou está condenado a vagar perdido pelos oceanos do limbo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decisão de ficar no limbo ou bater as asas e voar depende de cada um. É uma viagem sem volta e a resposta está dentro de você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-4780164912210405344?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/transicao-do-mundo-baunilha-para-o.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-9058146741433835047</guid><pubDate>Sat, 09 Apr 2011 00:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-09T15:27:39.965-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Descobrindo o BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pergunta de leitor, feita através de comentário.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Gladius, estou descobrindo este mundo. Gostaria de entender melhor a respeito. Tem como uma pessoa gostar de ser escrava e ser dominante? Como se descobre uma coisa ou outra? Como é a prática dominante? (ps. conheci um podólatra que já me deu vários sinais de gostar de ser escravo. estou querendo entender melhor este mundo.) Por favor.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por partes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico feliz em saber desse seu momento de descoberta... é sempre muito gratificante observar pessoas rompendo a casquinha do casulo do Mundo Baunilha e estendendo as asas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entender melhor a respeito é uma atitude absolutamente necessária, que vai evitar que fique perdida por muito tempo no limbo que existe entre os universos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas que gostam de tanto dominar quanto se submeter são uma ocorrência tão comum que até tem um nome no Universo BDSM. O nome é Switcher. Ele forma com os Dominadores e submissos as três categorias de pessoas que habitam este Universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta descoberta e todas as outras vão ser frutos da viagem interior absolutamente necessária nessa difícil transição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prática Dominante em específico pode ser encarada em dois níveis. Um nível básico e focado na utilização das práticas e técnicas de Dominação e um outro bem mais avançado, onde se faz uso do poder propriamente dito sobre a outra pessoa que se entrega e confia. Para o primeiro nível, qualquer um, você incluída está apta a experimentar, desde que saiba exatamente o que está fazendo, tanto em relação às técnicas empregadas quanto aos aspectos de Sanidade, Segurança e Consensualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você já começa com um amigo/parceiro que se propõe a interagir com você te mostrando o caminho das pedras, você já começa bem e querer entender melhor esse mundo é o que mais faço... bem-vinda ao meu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-9058146741433835047?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/descobrindo-o-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-2646028566833398888</guid><pubDate>Sat, 09 Apr 2011 00:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-09T15:27:31.335-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dicas Iniciantes</category><title>Opinião e contato com o autor</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tenho pensado muito nesse mundo BDSM. Me arrisquei a contatar alguem que dizia que me treinaria. Mas nao me sinto guiada.me sinto só e com falta de meu dono.seu olhar me encucou... suas palavras mexeram comigo. Como posso falar mais com o senhor? Formspring&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar é bom. Se você pretende circular pelo Universo BDSM ler e aprender sobre o assunto é uma atitude sensata.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sempre bom você manter o foco no bom senso. Da mesma maneira que uma pessoa deve escolher bem a própria faculdade ou a escola onde vai confiar a educação dos seus filhos, é coerente que se repita essa atitude na escolha de quem vai te guiar na transição entre os Universos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você colocar que se arriscou demonstra que não estava bem certa em relação ao seu “professor” BDSM e o fato de não se sentir guiada pode ter acontecido, em outros motivos, por ser o sujeito um farsante. Pode ser também que não tenha existido de fato um elo BDSM entre vocês ou, quem sabe, você não esteja pronta para transitar por este novo universo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já falaram muitas coisas em relação ao meu olhar, que é uma marca registrada. Olho assim sempre que estou concentrado em um alvo... sempre que o GLADIUS vem à tona. Mas acredite... não sabia que esse olhar era capaz de encucar alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato das minhas palavras mexerem com você é apenas uma mostra de que estou sendo bem sucedido na minha intenção, que é a de provocar, fazer com que as pessoas pensem e cheguem às suas próprias conclusões. Mas acredite, as minhas palavras foram apenas as ferramentas e o que mexeu de fato com você foi o horizonte de possibilidades que elas abriram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar comigo é algo relativamente simples. Existem vários meios disponíveis para isso, desde a área de comentários e formulário de contato no blog, até os recursos de comunicação disponíveis nas redes sociais que participo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, se aproximar de mim é algo relativamente fácil... já ficar por perto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-2646028566833398888?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/opiniao-e-contato-com-o-autor.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-3804400369583609292</guid><pubDate>Fri, 08 Apr 2011 21:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-23T21:04:51.359-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><title>Fingimento no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto muito dos comentários que recebo. Mostram o quanto o que escrevo mexe com os meus leitores (todos os 2). Acontece que alguns trazem críticas e às vezes, perguntas. Como já tenho o hábito de transformar em posts as questões que me trazem através do formspring, acho interessante replicar como post perguntas feitas através de outros meios... como a que segue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pergunta de leitor, feita através de comentário.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fernanda pergunta:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Gostei do seu texto. Reforça outros tantos que já escreveu.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Gosto muitíssimo das suas teorias. E, para mim, essa forma de ver o mundo é bastante intrigante. Mas, como toda teoria em relações humanas, é apenas um guia para a prática. Considerando isso, tenho uma dúvida em relação a um trecho do seu texto que diz "...poderá encontrar alguém que finge que domina... e você poderá fingir que se submete. ... só não diga que é uma relação BDSM."&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nem todas as relações BDSM tratam a relação D/s com tanta intensidade. Existem relações que o SM é mais intenso, deixando um pouco de lado a questão da dominação, abrindo mão de aspectos que a "maioria dos dominadores" não abririam? Isso existe? Nestes casos, não podemos dizer que o Top é um "dominador verdadeiro". Então, você diria que esta não é uma relação BDSM? - Fernanda&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado pelo seu comentário e quanto a ele em específico tenho a dizer o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, acho que uma coisa deve ficar bem clara, para que não se confunda no processo. Em nenhum lugar no meu Blog você encontrará teorias. Pelo menos não aquelas cujo significado possa conduzir a um entendimento de que aquilo que escrevo neste espaço é de conteúdo meramente especulativo, construção imaginária, utopia, sonho ou fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Blog, falo sim de teorias, mas estas estão relacionadas a um conjunto regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica ou, no significado que mais gosto, conhecimento sistemático, fundamentado em observações empíricas e/ou postulados racionais, voltado para a formulação de leis e categorias gerais que permitam a ordenação, a classificação minuciosa e, eventualmente, a transformação dos fatos e das realidades da natureza (todas as descrições foram retiradas do dicionário Houaiss no UOL).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenda menina, aqui eu escrevo sobre o que vivi e vi acontecer a minha volta. Tudo o que postulo vai muito além de ser um simples guia para a prática. Jamais tive a intenção, muito menos a pretensão, de escrever qualquer coisa que guie ou conduza a quem quer que seja a fazer qualquer tipo de coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo do meu Blog é o de sacudir as pessoas e provocar algo que dói muito, mas que é necessário para aqueles que realmente desejam fazer esta transição entre o mundo baunilha e os universos superiores. Contribuindo também para a sua evolução enquanto ser humano... Como citei no post &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2010/08/dimensoes-do-baunilha-ao-bdsm.html"&gt;Dimensões&lt;/a&gt;, acredito que todas as respostas estão dentro de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para isso uso o resultado de experiências reais. Tudo o que você encontra no meu Blog é vida real. Verdade... do tipo mais puro e simples... por isso dói. Mas entenda... não escrevo verdades absolutas... escrevo as MINHAS verdades. Falo das coisas observadas pelo meu ponto de vista... e só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora repare na frase citada: "...poderá encontrar alguém que finge que domina... e você poderá fingir que se submete. ... só não diga que é uma relação BDSM."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebeu que usei o verbo fingir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito firmemente, baseado no que vivi e vi até agora, que a dimensão do universo BDSM só ocorre quando e se tudo que estiver acontecendo, for de verdade. Não acho possível a existência de BDSM com os artifícios que mantém o mundo baunilha inteiro, ou seja, fingimento, hipocrisia, mentiras, conformismo, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma das definições de base que uso, falo que o Universo BDSM ocorre na existência de HIERARQUIA na relação. Basta que uma das partes, sejam lá quantas forem, esteja no comando, que a partir daí já existe BDSM. Então, seja uma relação Dominador/dominado, onde basta que um esteja dominando o outro, sem necessidade alguma de qualquer profundidade, até uma relação Possuidor/posse, onde quem pertence, pertence de verdade, tudo é BDSM... e ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer coisa fora disso existe em outro universo e tem outro nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, para existir uma relação BDSM não é necessário nem intensidade, nem liturgia, muito menos de “aspectos”... é essencial que exista apenas verdade e alguém no controle... o resto é aperfeiçoamento ou perfumaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-3804400369583609292?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/04/fingimento-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-7232352285146876819</guid><pubDate>Fri, 18 Mar 2011 16:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-23T21:02:33.384-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Play Parrtner</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fidelidade</category><title>Exclusividade no BDSM</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vi coisas muito bizarras e outras absolutamente hilárias. Um das raras ocasiões onde as duas coisas se juntam é na maneira como algumas mocinhas submissas teimam em utilizar essa palavra, buscando adequá-la aos seus valores distorcidos (no caso de relacionamentos BDSM).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É realmente muito engraçado vê-las escreverem em seu perfil “escrava exclusiva de D. Fulano”, apenas com a intenção de dizer que é a única escrava do indivíduo (sem comentário quanto a isso).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, para colocar os pingos nos “is”, vamos analisar a exclusividade sob a ótica BDSM, &amp;nbsp;começando pelo significado do termo no dicionário Houaiss:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;exclusividade&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;■ substantivo feminino&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 &amp;nbsp; &amp;nbsp;qualidade ou caráter de exclusivo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 &amp;nbsp; &amp;nbsp;direito exclusivo para vender um produto dentro de uma determinada área e/ou determinado período de tempo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;exclusivo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;■ adjetivo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 &amp;nbsp; &amp;nbsp;que exclui, que elimina; que tem poder para excluir&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 &amp;nbsp; &amp;nbsp;que é privado ou restrito&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ex.: elevador para uso e. do juiz&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 &amp;nbsp; &amp;nbsp;que não é compatível com coisa alguma&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 &amp;nbsp; &amp;nbsp;que, por privilégio, pertence a alguém&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, levando-se em conta que o meio BDSM é formado por objetos e indivíduos que gostam de possuí-los e usá-los, um Dominante nunca será exclusivo de um submisso pelo simples fato de que, por uma questão de fundamento, um Top jamais pertencerá à um bottom.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O submisso que se ofende com esse conceito de ser um objeto tem que rever os seus conceitos e tendências, pois para um Dominante BDSM, submissos ou bottoms são objetos. E o raciocínio é muito simples... se eu possuo um carro, ele me pertence e não o contrário. Da mesma forma que não é da conta do meu carro a relação que &amp;nbsp;tenho com a minha moto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, um Dominante poderá escolher, em algum período de sua vida, ter apenas uma posse ou mesmo nenhuma, interagindo apenas com “play partners”. Mas é preciso ter em mente que a escolha é sempre do Dominante e este terá quantos brinquedos puder ter / manter / der conta / merecer, desenvolvendo com cada um o tipo de relação que achar mais conveniente. Portanto, o Top poderá andar só de carro, de moto ou até mesmo a pé, quando, como e quantas vezes quiser ou convier... E tal prerrogativa sempre será Dele. Assim, quem chega desejando no fundo uma relação baunilha apimentada, corre o risco de encontrar uma muralha à sua frente e se decepcionar durante o processo. Um top de verdade não se submeterá ao bottom e nem deixará de lado os relacionamentos já existentes para agradá-lo ou para torná-lo seu objeto mais importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, observa-se uma total falta de coerência dentro de uma relação BDSM a utilização destes termos por parte dos submissos. Caso o “Top” tenha acatado tal condição, tolos são os que acreditam que estão diante de um Dominante verdadeiro. É bom lembrar que, se você realmente procura um Dominante, um que se curva desde o início às condições impostas pelo objeto, está começando muito mal...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, é &amp;nbsp;fácil confundir (de forma muito conveniente) a questão desta pretensa exclusividade com a área de negociação dos limites. E esse papinho de “Irmã de Coleira pra mim é limite” cheira mais aos valores baunilha de quem quer ter um Dono só para si... e cheira muito mal, pois os que possuem alguma coisa na relação são os Donos. Se você pertence, pertence e fim... não tem que ficar se preocupando com os outros brinquedos do seu proprietário e sim em ser um brinquedo divertido e de valor... para ser usado sempre. Se quer ser a única, pare de fazer onda e supra todas as necessidades de seu proprietário, se puder (isto é uma ironia, claro...).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tipo de “limite” mostra o quanto o pretenso brinquedo ainda está carregado de valores baunilhas e também o seu desejo em ter um &amp;nbsp;“Dono” só para si. Se quer ser o único ou não tem condições para entrar nesse jogo, é melhor repensar seus valores e desejos e continuar no mundo baunilha, se for o caso.Ou ainda, poderá encontrar alguém que finge que domina... e você poderá fingir que se submete. Não estou dizendo que neste caso não poderão ter um relacionamento maravilhoso e se divertirem no processo, só não diga que é uma relação BDSM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, é o que mais acontece. A grande maioria dos que se julgam submissos ou escravos sonham apenas com a “pegada BDSM”... e não com a entrega verdadeira. De resto, querem tudo que uma relação baunilha oferece, incluindo a questão da “exclusividade”, ainda que esta ocorra tão somente no mundo das aparências. Errado? Claro que não, mas isso já acontece em outro universo... o do Baunilha apimentado. &amp;nbsp;É a velha questão de dar nome a coisas que já têm nome, já acontecem em outros universos e com outros tipos de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ser sincero, eu nunca vi (e olha que já vivi muita coisa nessa vida) um homem de verdade, desses que são o sonho de consumo de grandes mulheres, ser fiel dentro de suas relações. Digo fiel no sentido da realidade utópica que as “chapeuzinhos vermelhos perdidas na floresta” sonham. E se no mundo baunilha a monogamia não existe na prática, por que alguém acreditaria que ela ocorreria justamente no universo BDSM, onde as coisas precisam ser de verdade para que funcionem bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não considero como Dominantes verdadeiros os que se submetem às vontades ou pressões de qualquer tipo de bottom que almeje ser único. Acredito que se isso acontece, estes estão procurando pela pessoa errada para terem um tipo de relação que, como disse, já tem nome em outro universo. Assim, o lugar onde as mulheres acreditam que podem ser únicas na vida de homens dominantes é o mundo baunilha. De fato, os homens (em sua maioria) não são monogâmicos... e hoje em dia, nem as mulheres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando ao dicionário e focando especificamente no que interessa a este texto, temos que exclusivo é algo “que é privado ou restrito e que, por privilégio, pertence a alguém”. Assim, um bottom pode ser exclusivo ou não. E a diferença entre uma coisa e outra é bem simples. Ou seja, uma posse exclusiva é aquela que pertence à um só proprietário (ou mesmo um grupo).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em essência, uma posse exclusiva é tão somente aquela que seu(s) proprietário(s) não emprestam e ponto final. Qualquer outra conotação não passa do mais puro “blá, blá, blá”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais sobre Monogamia e Poligamia em:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2008/10/poligamia-no-bdsm.html"&gt;► Poligamia no BDSM&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2011/01/monogamia.html"&gt;► Monogamia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-7232352285146876819?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/03/exclusividade-no-bdsm.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>20</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-3059477838537984819</guid><pubDate>Mon, 28 Feb 2011 14:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-09T15:19:27.982-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relações BDSM</category><title>Relações BDSM - Fabricando o parceiro</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a relação ainda não acabou e uma das partes é tocada pelo BDSM, uma coisa que invariavelmente acontece é a tentativa de trazer seu cônjuge junto com você. A descoberta do Universo BDSM não se dá apenas quando a relação baunilha em que estamos está naufragando. Nós passamos a ver os Universos superiores quando estamos prontos para isso e o que fazemos daí em diante com o que vemos é o que conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, descobrimos o BDSM de forma independente, onde tudo simplesmente acontece. Em outras situações, somos apresentados a este universo através parceiros ou amigos já iniciados. De qualquer forma, as estradas são diferentes, pois podemos seguir o caminho do Dominador ou do submisso, ou ainda, alterná-los, como no caso dos switchers.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a parte que transforma é dominante fica relativamente fácil, pois o que os dominadores devem fazer de melhor é guiar e ensinar. E mais, a pessoa que escolheu um Dominante verdadeiro para se relacionar deve, no mínimo, saber que não vai ter o controle. Questiono, por exemplo, a qualidade de um Dom que não comece dominando sua própria esposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É algo automático para o Dominante iniciante o processo de caça dentro do meio baunilha. Como ainda nem sabe da existência de um “meio BDSM” com outros adeptos, a alternativa é o recrutamento e iniciação de mulheres com potencial para parceiras. O ato de Dominar é instintivo para o Dominante natural... simplesmente acontece. Para as baunilhas é o homem de pegada forte e para os baunilhas é a que tem o controle na cama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já fabricar um Dominante é bem mais complicado e é um dos erros mais comuns. A diferença fica mais clara quando se pensa na diferença entre o que é preciso para ser um bom professor e um bom aluno. Para ser um bom aluno basta um bom berço, já para ser um bom professor, alem do berço e de alguns anos de estudos, são necessários alguns anos atuando como professor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A submissão já esta na genética da pessoa submissa e a principio a postura do submisso é passiva. Devido ao fato da parte submissa ser o objeto na relação, a rotina gira sempre entre um constante estado de treinamento e doutrina no sentido de se fazer este objeto evoluir e se tornar cada vez mais adequado e útil ao seu proprietário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fabricar Dominadores nunca funciona por algumas razões bem simples. Para começar, existe a questão pedagógica e me vem uma pergunta em mente... como um sub vai ensinar alguém a mandar nele? É como se um aluno fosse ensinar e preparar do zero um professor para si mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seguida, temos a questão de hierarquia, pois que tipo de poder alguém consegue exercer sobre aquele que lhe ensinou a "dominar”? E por último, e nesse caso a mais importante questão, como ensinar este "Dominador" a lidar com o poder? "O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente" já dizia John E. E. Dalberg Acton, ou simplesmente Lord Acton.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo depois desse anos de estrada, acredito que a maioria do poucos Dominadores de verdade ainda esteja no processo de aprendizado de como lidar com poder. Portanto, para Dominantes iniciantes recomendo que não se metam a ser Donos de ninguém de cara. Pois a grande dificuldade é em se aprender a lidar com o poder e isso leva muitos anos. Antes devem entender a diferença entre Dominar e possuir. Como digo sempre, Dominar é sempre a parte mais fácil, pois basta que a outra parte se submeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todos os casos que observei, a tentativa de se fabricar um parceiro BDSM dominante invariavelmente terminou em frustração. Todas as pessoas que vi tentarem falharam miseravelmente. E é justamente isso que os leva a buscarem parceiros BDSM fora da relação baunilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se pode fazer é mostrar o novo universo para o cônjuge sem nenhuma expectativa de que ele te domine ou se submeta. Se você escolheu bem, seu parceiro vai topar a brincadeira, no mínimo, pela nova experiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim, todos têm que tomar muito cuidado na escolha dos parceiros, mas os Submissos têm que escolher bem melhor... pois é a sua pele que sempre estará em risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GLADIUS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-3059477838537984819?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/02/relacoes-bdsm-fabricando-o-parceiro.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-205652476654301663</guid><pubDate>Sat, 29 Jan 2011 19:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-09T15:18:21.654-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eventos</category><title>Festa de Aniversário de 08 anos do CLUBE DOMINNA</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Estou repassando aos meus amigos as informações sobre a festa de aniversário do Clube Dominna, oportunidade imperdível para se rever os amigos e se conversar sobre BDSM com quem vive BDSM.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
Estarei na festa para quem quiser me conhecer pessoalmente ou bater um bom papo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;GLADIUS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;####################################################&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Neste Sábado, dia 29 de janeiro, esperamos vocês para Super Festa de Aniversário de 08 anos do CLUBE DOMINNA&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Venha matar as saudades, rever amigos e fazer novas amizades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Ambientes Integrados e Aconchegantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;* Entrada:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nome na Lista: R$35,00.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem Nome na Lista: R$50,00.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Horário: 22:00.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Local: PRAÇA DA CONCEIÇAO HERVAL, 25 _Tatuapé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Informações sobre Local do Evento, Dúvidas e Reservas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;*Tels.:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (11)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 2092-2632 &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;9371-6218 &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;7165-1811 &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;8218-9485 &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;8483-8149&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;####################################################&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-205652476654301663?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/01/festa-de-aniversario-de-08-anos-do.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-9213735565389805763</guid><pubDate>Fri, 14 Jan 2011 03:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-23T21:04:51.362-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relações BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Posturas no BDSM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Baunilha</category><title>Monogamia</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Novidades&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este Blog é mesmo um reflexo da minha própria existência. Mudanças constantes... ordem e caos se alternando... evolução ininterrupta. Depois de algum tempo de gestação, estou trabalhando em algumas modificações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma delas, gerada a partir de um comentário sobre determinada postagem, são os textos de terceiros. Idéia esta que surgiu da necessidade de se levar aos leitores alguns temas de base, que embora não sejam da minha especialidade, trazem consigo informações importantes e complementares àquelas produzidas para o Blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para estrear, resolvi transcrever um texto que disseca de forma brilhante o tema Monogamia, complementando as questões apresentadas no post &lt;a href="http://www.gladiusbdsm.com/2008/10/poligamia-no-bdsm.html"&gt;“Poligamia no BDSM“&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Os frágeis alicerces da monogamia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Rafael Camargo Delerue&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: (http://dantas.editme.com/files/textos/monogamia.2.htm)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o dicionário Houaiss, monogamia significa: regime ou costume em que é imposto ao homem ou à mulher ter apenas um cônjuge, enquanto se mantiver vigente o seu casamento [ou qualquer tipo de relacionamento que envolva o desejo sexual].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro relato de monogamia que se tem na História remete ao antigo Egito, cerca de 900 a.C. Segundo os arqueólogos, naquela antiga civilização as uniões já eram instituições formais, como mostram diversas obras de arte daquele povo. Havia contratos de casamento, onde já eram estabelecidos os direitos da esposa em caso de divórcio ou viuvez. Segundo o professor de História Danilo José Figueiredo, "apesar de a monogamia ser a regra, o Faraó, e apenas ele, estava livre para se casar com quantas mulheres quisesse. Essas mulheres eram distribuídas em três categorias de importância: concubinas, Esposas Secundárias e a Grande Mulher do Rei. Qualquer mulher que o Faraó desejasse (...) poderia ser uma Concubina. Essas esposas terciárias habitavam o harém do Faraó e eram verdadeiras escravas sexuais do Semi-Deus. Estavam sempre bem limpas e cuidadas estando à disposição do Faraó para saciar seus impulsos sexuais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na antiga Grécia predominava um machismo não muito diferente. Mulheres, crianças e escravos eram propriedade dos homens. A importância da mulher na sociedade grega era tão insignificante que nem mesmo em seu noivado - quase sempre contra sua vontade - ela podia comparecer. E logo após o casamento, os homens, no intuito de evitar o adultério de suas esposas, adquiriam cães ferozes e/ou eunucos (homens castrados que tinham como única função vigiar a esposa de seu patrão). Em Esparta, na mesma época, a poligamia era uma prática comum e socialmente aceitável, onde homens podiam ter várias mulheres ou até mesmo dividirem uma única.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Império Romano o casamento funcionava apenas como um meio para manutenção da família. A idéia era de que à esposa cabia apenas a função de procriadora. Assim, o prazer erótico (ou o desfrute sensual) ficava reservado às amantes, transformadas em concubinas e aceitas pela sociedade. A palavra matrimonium era usada para definir o papel da mulher casada, ou seja, o de ser mãe. Em contraposição, patrimonium estabelecia o papel que cabia ao homem, que era o de gerir os bens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebe-se que, ao contrário do que se possa pensar, a monogamia não foi fruto do amor individual. Na obra A ideologia alemã, Marxs e Engels afirmam que "os gregos proclamavam abertamente que os únicos objetivos da monogamia eram a preponderância do homem na família e a procriação de filhos que só pudessem ser seus para deles herdarem. Quanto ao mais, o casamento era para eles uma carga, um dever para com os deuses, o Estado e seus antepassados, dever que estavam obrigados a cumprir". Os autores observam ainda que "a monogamia não aparece na história, portanto, como uma reconciliação entre o homem e a mulher e, menos ainda, como forma mais elevada de matrimônio. Pelo contrário, ela surge sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como proclamação de um conflito entre sexos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No artigo intitulado Vos declaro marido e mulher, publicado pela revista Super Interessante (05/1996), os autores lembram ainda que, ao reconhecer o significado político do casamento, a Igreja instituiu, em meados do século IX, a cerimônia religiosa, a qual não vigorou de imediato. Até então ela não admitia que no casamento pudesse haver um bem positivo ou que o afeto entre o marido e a mulher fosse belo e desejável. Resultado: o casamento era visto como algo repugnante e poluído, definindo até mesmo como superior quem optava por não casar. Somente a partir de 1439, depois que o Concílio de Florença transformou o matrimônio no sétimo sacramento, o papa Eugênio IV conseguiu impor sua autoridade. O casamento tornou-se então indissolúvel - "o que Deus une, o homem não separa" -, e a poligamia e o concubinato, interditados. Regras que prevalecem até os dias atuais. Graças à consideração do casamento como sacramento e do adultério como pecado, a Igreja passava a assumir a responsabilidade pela criação do sentimento de culpa - no caso do rompimento do contrato de fidelidade - entre os cônjuges. A ela é igualmente lícito atribuir-se a intocabilidade deste mito, que é a monogamia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contrariando o que comumente se diz, a poligamia é consideravelmente mais presente do que a monogamia. Recentes pesquisas antropológicas, efetuadas em universidades americanas, indicam que numa lista dos 250 povos mais importantes, estudados no início do século passado, nada menos que 193 adotavam a poligamia. Considerando que o discurso predominante defende o contrato de fidelidade, a conclusão não menos óbvia é de que a monogamia é o discurso da hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente a monogamia pode ser a regra, mas não é a prática corrente - nem mesmo para os animais. Recorrendo à mesma tecnologia do DNA utilizada nos tribunais, os biólogos hoje são capazes de determinar com absoluta segurança a paternidade nos animais. Os resultados têm sido surpreendentes: mesmo entre as espécies anteriormente consideradas monogâmicas - a esmagadora minoria -, enganar o parceiro é uma prática comum, e para ambos os sexos. É o que dizem David P. Barash e Judith Eve Lipton, autores do livro O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas. Segundo eles, novas pesquisas científicas permitiram alcançar respostas definitivas para algumas perguntas, fazendo concluir que, ao contrário do que se pensa, o desejo sexual por múltiplos parceiros é natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista estritamente social, os pilares da monogamia surgem e se mantém a partir da idéia da importância da família, da sua manutenção como uma entidade íntegra e harmoniosa. Segundo Engels, a monogamia teria sido "a primeira forma de família que não se baseava em condições naturais, mas econômicas e, em concreto, no triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum primitiva, originada espontaneamente". Fato é que muitos casamentos já esgotados, com a data de validade vencida há muito tempo, ainda perduram por anos. Além do desejo de se manter a integridade familiar, ainda existe o fator econômico, com os seus imperativos e exigências peculiares. A psicóloga Regina Navarro Lins, em seu livro Na cabeceira da cama, ressalta que a idéia atual do casamento "até que a morte os separe" não possui nenhum fundamento, já que as pessoas até a Revolução Industrial, no final do século XVIII, moravam predominantemente no campo, o que as fazia sentir afetivamente amparadas. Nessa época, os casamentos aconteciam por razões econômicas e políticas, e por essa razão é que duravam a vida toda. A autora ainda lembra que não havendo romance nem expectativas de satisfação sexual, não havia decepções, e ninguém pensava em se separar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de sua herança pouco ética e bastante discutível, a monogamia mantém-se alicerçada, até os tempos atuais, no sentimento de posse e seu sucedâneo mais comum e doloroso, o ciúme. Trata-se, sem dúvida, de um estado emocional bastante complexo, que leva um indivíduo a se sentir único e especial numa relação. Assim é definido o amor romântico, que, com mais de 800 anos, certamente é uma das propagandas mais bem difundida e sucedida da História. Seu carro-chefe, conhecido mundialmente, é a história de amor entre Romeu e Julieta, escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare. No término da história, os dois protagonistas preferem morrer a viver um sem o outro. Para completar, a partir da década 40, o amor romântico é fortemente alimentado por Hollywood. "Existe uma campanha, incorporada por todos os meios de comunicação, que procura nos convencer de que só é possível ser feliz vivendo um romance, que traz a ilusão do amor verdadeiro. Tão grande quanto o desejo de vivê-lo. Por isso, poucos suportam ouvir que, apesar de toda a magia prometida, ele não passa de uma mentira. Sem contar que traz mais tristeza do que alegria, além de muito sofrimento", observa Regina Lins. Entre as características deste mito, ela questiona a veracidade de pontos como: só é possível amar uma pessoa de cada vez; quem ama não sente tesão por mais ninguém; o amado é a única fonte de interesse do outro; quem ama sente desejo sexual pela mesma pessoa a vida inteira; qualquer atividade só tem graça se a pessoa amada estiver presente; todos devem encontrar um dia a pessoa certa; o amor verdadeiro é completo e insubstituível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atrelado a este sentimento de posse, vem o medo de descobrir que não se é único e insubstituível. O webmaster do site Poliamor Brasil, Mario Mazzini, também médico e escritor, observa que "a monogamia é muito baseada no ciúme, que é (...) fruto da insegurança, do medo de perder um objeto afetivo que é visto como essencial à sobrevivência. Crianças sentem ciúme dos irmãos, do pai ou da mãe, porque são incapazes de viver sem o apoio dos pais. Adultos autônomos não teriam porque ter esse sentimento, a menos que mantenham uma insegurança de nível infantil. A idéia de uma relação monogâmica exclusiva é uma forma de satisfazer o desejo infantil de ser o dono exclusivo(...), e assim evitar o medo da perda gerado pela insegurança".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal insegurança, representada como defesa na prática da monogamia, visa também diminuir as chances de comparações, constatações e perdas que supostamente viessem a ocorrer caso o contrato de fidelidade não existisse, e, por conseqüência, houvesse liberdade e espaço para a poligamia. A respeito desse eventual aumento das chances de perda do parceiro, caso ele não seja adepto da monogamia, Mazzini lembra que "o risco está presente sempre em qualquer relação, mesmo que não estejamos conscientes dele. O fato de alguém ter liberdade para ter relações extraconjugais não aumenta necessariamente este risco, podendo até mesmo diminuí-lo. Uma das causas da deterioração das relações conjugais é justamente a sensação de garantia de sua manutenção; em função disso os cônjuges acabam por não se esforçar muito para manter o interesse do outro na relação". Ele ressalta ainda um ponto interessante e comumente bastante deturpado, quando o assunto é abordado: "Já vimos através de opiniões de outras pessoas - inclusive através de artigos e pesquisas sobre a motivação dos casos extraconjugais - que, muito freqüentemente, o que motiva as pessoas a terem casos extraconjugais é a insatisfação com o atual cônjuge. Ou seja, a insatisfação com o cônjuge nesses casos não se instala a partir da relação extraconjugal, mas a precede". E finalmente conclui que "o fato de os cônjuges se permitirem ter relações extraconjugais, enquanto as coisas ainda estão bem entre eles, na verdade favorece o auto-conhecimento e o conhecimento do outro, (...) mas se acontecer de uma das partes preferir terminar a relação atual e partir para uma outra relação, é porque esta relação já não era suficientemente satisfatória. E, se assim for, isto ocorreria de qualquer forma, com ou sem liberdade para relacionamentos extraconjugais."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já constatado, a atração física e o desejo sexual por alguém além do parceiro, é um instinto comum e inegável entre os animais - o que nos inclui, claro. Com o ser humano, no entanto, o que prevalece é o desejo de que o parceiro seja monogâmico (pelos motivos já explicados acima), e a tentativa desesperada de manter uma coerência nesse aspecto, tornando assim, mesmo que contra o próprio instinto, toda a relação monogâmica. Segundo a antropóloga americana Margaret Mead, "a monogamia é o mais difícil dos arranjos maritais entre humanos". Não é de se admirar, portanto, a inevitabilidade do conflito gerado entre o que é certo socialmente e aquilo que se deseja intimamente. Em larga medida, trata-se de um conflito não resolvido. E na sua irresolução, pode surgir o que comumente chama-se de "traição".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dá-se o nome de "traição" quando ocorre a ruptura do contrato de fidelidade de uma ou ambas as partes em um relacionamento que envolva o desejo sexual. Essa atitude põe por água abaixo o conceito de monogamia previamente "combinado" ou, o que é mais comum, implícito nos relacionamentos atuais. Ela possui algumas peculiaridades muitíssimo curiosas, desde a relação entre sua existência e as conseqüências práticas até a aparente imperdoabilidade de quem se sente "traído".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando somos roubados, não importa se somos avisados, o roubo não perde sua característica por causa disso. Quando perdemos um ente querido, a própria ausência dele já nos traduz todo o sentimento de perda que a situação envolve; talvez aconteça de sentirmos essa perda ao saber, mas isso é apenas o adiantamento do sentimento de perda que certa hora chegará por vias práticas, afinal de contas, se você não sente falta de alguém, perder essa pessoa não será algo muito relevante em sua vida. Até mesmo quando somos insultados há um peso prático, pois a atitude apenas traduz a agressividade da situação. Podemos ainda citar a própria "traição", que, acarretando numa diminuição da dedicação oferecida pelo "parceiro-traidor", já apresenta um motivo prático e auto-suficiente para sua negação; não sendo necessária assim sua afirmação verbal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o monógamo, o que importa é o simples - e irrelevante - saber do que ele chama de "traição" (mais abaixo há uma outra visão deste termo). Mas essa atitude não gera obrigatoriamente um efeito prático, nem mesmo de forma indireta. O rompimento não necessita de uma causa prática, mas unicamente ideal. Ou seja, a "traição", ocorrendo sem que seja verbalizada, não é (necessariamente) percebida pelo parceiro "traído". Curiosamente ela também inexiste no mundo prático do "parceiro traído", caso ele tome conhecimento. Conclui-se então que ela não possui necessariamente - e raramente - um peso prático, mas simplesmente ideológico, especialmente por tentar sempre ser justificada, já que dificilmente se encontra um monógamo admitindo que sua escolha é basicamente uma questão de gosto, ou seja, não possui qualquer explicação ou razão aparente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com uma visão bem crítica a respeito dessa posição, Regina Lins diz que "a única coisa que importa numa relação é a própria relação, os dois estarem juntos porque gostam da companhia um do outro e fazerem sexo porque sentem prazer. Todas as restrições impostas e aceitas com naturalidade ameaçam muito mais a relação do que a infidelidade". Já Mazzini contesta a posição monogâmica alegando que "podemos ter vários amigos, mas não nos permitimos ter vários amantes. Um pai e uma mãe podem ter vários filhos e amar a todos, não igualmente, mas a cada um de forma diferente, ou seja, há espaço para todos. Portanto, o fato de se desejar ter uma relação com outra pessoa, e eventualmente realizar este desejo, não significa que se tenha deixado de amar ou se esteja insatisfeito como o parceiro, significa apenas que uma pessoa só, por melhor companheira que seja, pode não ser capaz de preencher todas as necessidades afetiva. Um relacionamento eventual com outra pessoa não prejudica [necessariamente] a relação principal, pelo contrário, pode até ajudar na manutenção e melhora da mesma, uma vez que cada um deixa de sentir o outro como um carcereiro. E não há nada de errado (a não ser devido a um tabu) em ter outros relacionamentos eventuais, sem que isto afete a relação estável com um parceiro com o qual se escolheu partilhar os demais aspectos da vida, inclusive a maternidade/paternidade".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É unânime entre quem adota monogamia: numa situação hipotética, onde é vivido o melhor ano da vida de um monógamo, graças a um amor até então utópico, onde o parceiro proporciona atenção, dedicação, carinho, prazer e momentos únicos que beiram a perfeição; tudo isso deixa de ter seu valor se no fim desse ano o monógamo fica sabendo que seu parceiro manteve nesse período casos paralelos. Esse momento especial vivido e sentido se esvai graças a uma idéia que, ao que tudo indica, beira a insanidade. Numa recente pesquisa sobre o casamento ideal, realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenada pela antropóloga Miriam Goldenberg, foi constatado que a esmagadora maioria de homens e mulheres considera, entre outras coisas, a fidelidade mais importante do que o companheirismo, sinceridade e carinho, por exemplo. As justificativas dadas por essas pessoas tendem quase sempre a uma falácia circular, ou seja, demonstra que a conclusão é apenas um outro modo de expressar uma das premissas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante ressaltar os inúmeros relacionamentos que se desgastam, ou até mesmo deixam de existir, quando um dos parceiros se sente "traído". A quebra da monogamia, segundo quem a pratica, se apresenta como algo gravíssimo e imperdoável. Não é raro ouvir quem admita tolerar tudo (ou quase tudo) num relacionamento, menos a "traição". Eis aqui uma demonstração da tentativa de cumprir, de forma inquestionável, o amor romântico. A princípio, é comum imaginar que esta posição tenha algum tipo de embasamento ou justificativa - ainda mais considerando a convicção com que é propalada. E como é possível notar, a monogamia raramente é afirmada como apenas uma preferência, sem grandes pretensões para qualquer tipo de explicação ou razão, como acontece com as escolhas por uma dada cor, comida ou cheiro, por exemplo. Sendo assim, ela é uma posição ideológica, necessitando, portanto, de uma base argumentativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos podem justificar essa posição alegando que a mentira por si só já é motivo para invalidar a "traição". Você gostaria de saber que foi enganado? Confiaria em alguém que já mentiu para você? Uma mentira agradável pra você é melhor do que uma verdade cruel? Eis certamente algumas das questões levantadas durante a contra-argumentação do monógamo. E aqui entra inclusive a ética, tornando as questões então ainda mais importantes e delicadas. Mas é preciso salientar dois pontos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1- Por que mentir? Na verdade, a chamada "traição" só passa a ser uma mentira quando se pré-estabelece um relacionamento monogâmico. Então não há sentido em se mentir quando é possível deixar tudo de forma bem clara e honesta, ou seja, não propondo a monogamia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2- Na prática, o que é a mentira? Quando se diz "vou te pagar 40", mas se paga apenas 30, essa mentira tem um peso prático, ou seja, ela é percebida, independente da mesma ser verbalizada ou não. Ou quando se diz "volto às 21:00", mas na realidade se volta às 10, essa mentira, mais uma vez, tem um valor prático e não depende de sua afirmação, pois por si só já é percebida. Que peso teria "traição" se sua existência fosse desconhecida? A resposta é óbvia: nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de o rompimento do contrato de fidelidade não gerar nenhuma mudança inerente, o monógamo costumar argumentar: "mas você gostaria que alguém mentisse para você?". Essa pergunta gera automaticamente uma contra-pergunta: "qual seria a influência prática dessa mentira?". Sim, é claro que todos tendem a preferir a verdade. Mas no caso se escolhe a verdade pela verdade apenas, ou a verdade por um motivo? Por que a verdade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Buscamos a verdade para não sermos enganados, ou seja, manipulados e prejudicados de alguma forma. Se a mentira não provoca nenhum tipo de dano (mesmo a longo prazo), então a verdade em si entra como uma escolha baseada em fé, pois não possui argumentos válidos que a defenda. Ademais, é reconhecido que algumas mentiras podem ser muito mais benéficas do que prejudiciais, como, por exemplo, a existência de Papai Noel, do Coelhinho da Páscoa e dos gigantes. Ou até mesmo histórias lendárias contadas de forma pouco realista e mais fantasiosa, com o intuito de dar mais sabor e encanto ao prosaico cotidiano, como sugerem genialmente filmes como Don Juan de Marco e Peixe Grande, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, o monógamo costumar fugir de uma questão-chave: omitir é mentir? Trata-se certamente de um beco sem saída. Se ele disser que não, estará assumindo que revelar os desejos e impulsos pode ter péssimas conseqüências para a relação. Mas se ele afirmar que sim, estará entrando em contradição com o próprio argumento, já que o ataque à mentira é a principal base argumentativa do monógamo. Em suma, nenhuma das duas respostas consegue se sustentar, apenas demonstrando a fragilidade da monogamia como posição ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Essa é uma postura instintiva", outros alegam. Mas ao olharmos para a natureza e para a História, percebe-se que ocorre exatamente o oposto. A natureza visa a disseminação da vida, tendo logicamente a monogamia muito mais como um obstáculo do que como aliada. E a História nos retrata as origens da monogamia apenas como um resumo de machismo e praticidade econômica/familiar. Até mesmo em nível estatístico, a poligamia sempre prevaleceu, em qualquer época ou lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro argumento muito difundido é o do amor auto-suficiente: "quando amamos alguém de verdade, esse alguém já nos basta". Segundo Barash, "o mais poderoso mito que envolve a monogamia é aquele que diz que, ao encontrarmos o amor das nossas vidas, nos dedicaríamos inteiramente a ele. A biologia mostra que há um lado irracional e animal no comportamento humano". Regina Lins pensa que "essa mesquinharia afetiva se desenvolveu a partir da crença de que somente através da relação amorosa estável com uma única pessoa é que vamos nos sentir completos e livres da sensação de desamparo. Não é à toa que exigimos que o outro seja tudo para nós e nos esforçamos para ser tudo para ele, mesmo à custa do empobrecimento da nossa própria vida (...). Podemos amar [pessoas] com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. Acontece o tempo todo, mas ninguém gosta de admitir. A questão é que nos cobramos a rapidamente fazer uma opção, descartar uma pessoa em benefício da outra, embora essa atitude costume vir acompanhada de muitas dúvidas e conflitos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem ainda aqueles que, depois de muito refletir a respeitam do assunto, optam pelo argumento que sugere uma influência sócio-cultural. Provavelmente, trata-se do argumento mais pertinente que o monógamo expõe. O seu grande problema é a tendência a um apelo à ignorância. É inegável o fato de que uma pessoa é parte de sua época e sociedade. Mesmo estando um pouco à frente (ou atrás) de seu tempo, todos são, de alguma forma, parte dele. Mas isso não quer dizer que as idéias defendidas sejam unicamente apoiadas e influenciadas pelo pensamento daquela época/sociedade. Mesmo porque, ao defender uma idéia - no caso a monogamia - é de se esperar argumentos que a sustente. O que não deve ocorrer é apoiar todo o argumento numa entidade externa a si, como numa tentativa de se ver livre de qualquer objeção ou crítica. Agir assim seria admitir que o meio tem um poder e influência imutáveis, assumindo dessa forma uma completa falta de senso crítico. A grosso modo, seria como dizer que se ouve hip-hop porque é o que mais toca no rádio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos podem argumentar que na vida moderna as características animais/instintivas não possuem mais sentido, como sugere uma das defesas mais clássicas: "o que diferencia os homens dos outros animais é justamente a sua capacidade de raciocinar, de não agir apenas instintivamente". Mas não é tão simples assim. As heranças genéticas que o ser humano carrega possuem um poder de atuação muito elevado. Somos, em parte, muito regidos por instintos. E somente para citar alguns: as tantas fobias (escuro, altura, locais fechados etc), fome, desejo sexual, proteção aos filhos, medo do desconhecido, entre muitos outros. Curioso é reparar que todos eles têm como regra básica a preservação e disseminação da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ter vontade de trair, todo mundo tem. Assim como temos vontade de matar ou de pegar algo que não nos pertence. Para isso temos nossa consciência". Eis certamente o argumento mais falacioso (e hipócrita) em defesa da monogamia. Começa admitindo o óbvio, ou seja, de que o impulso de "trair" é unânime. Mas logo depois, por falta de um argumento concreto e auto-suficiente, sugere, de saída, uma analogia, que tende a um apelo à ignorância. Ao contrário de um homicídio e/ou de um roubo, o adultério não denigre em nada a sociedade. Como já explicado acima, a chamada "traição" não possui (obrigatoriamente) um peso prático, o que difere de forma gritante de um assassinato, por exemplo. Por fim, o argumento esquece de justificar o motivo pelo qual deve ser evitada a poligamia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ainda não evoluímos o suficiente para sermos monogâmicos", seria, pelo o que parece, a última (e desesperada) argumentação daquele que defende a monogamia. Primeiramente, trata-se de uma mistura (ou confusão) entre conceitos científicos e preceitos morais. O que podemos caracterizá-la como uma espécie de apelação (ou ingenuidade?). Em seguida, carece de um referencial o qual proponha que o "aprimoramento" do indivíduo (moral, social etc.) tende a levá-lo à monogamia. Por fim, quem defende esse argumento parece esquecer de explicar e provar que (por ser monógamo) é mais "evoluído" que os demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O exemplo do melhor ano vivido pelo monógamo, citado mais acima, embora teórico, representa o comportamento dele na prática. Ou seja, o adepto da monogamia dá menos ênfase ao momento em si (quando está com seu parceiro), e mais importância a um ideal irrelevante em termos práticos e sem nenhuma base argumentativa que se sustente. Chega a ponto de invalidar toda uma relação, que no seu decorrer foi o melhor momento de sua vida, em função da notícia de que durante esse período foi "traído".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é uma opção. Cada um tem o direito de optar pelo o que bem entender, ou melhor, bem preferir. E o ser humano, mais do que qualquer outro animal, tem esse poder de escolha. Mas ele não é só escolha, pois muitas de suas atitudes sofrem influências de inúmeros instintos herdados ao longo do caminho evolutivo. O que se mostra demasiado curioso é o fervor com que a monogamia é comumente defendida, assim como a tentativa de denegrir a imagem de alguém que não aceita tal idéia infundada. Os monógamos deveriam ser menos radicais, e admitirem a grande fragilidade de sua posição e argumentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de opinião unânime que durante o período de duração da paixão, a tendência dos enamorados seja a observância da monogamia. A paixão, por definição, é exclusivista e excludente. No entanto, é bastante comum que, ao término desse período de intensas emoções, os parceiros venham a sentir, cada um a sua maneira, atração por outras pessoas. Tal tendência é mais acentuada entre os homens (há razões históricas e biológicas para isso), mas também ocorre com as mulheres. Some-se a isso, o fato de que a intensidade do desejo sexual tende a diminuir com o término da paixão e o prolongamento da relação, como explica o psiquiatra americano James Leckman, da Universidade Yale, um dos principais estudiosos das raízes biológicas do amor. Ele diz que "ao dotar o ser humano da capacidade de se apaixonar, a mãe natureza só queria forçar dois corpos a se aproximar o suficiente para procriar?. E conclui que a duração média da paixão equivale ao tempo exigido para a concepção, a gestação e o nascimento do bebê, ou seja, no máximo quatro anos. Napoleão, o Imperador, chegava a afirmar que o caminho mais curto para a gradativa indiferença sexual seja exatamente a monogamia continuada. Regina Lins, embora menos radical, compartilha de uma opinião não muito diferente. Ela enfatiza que o desejo sexual está ligado a magia, encantamento e descobertas, e que isso só acontece no início de uma relação estável, pois depois que a rotina entre em cena, o tesão desaparece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Negar o eventual desejo ou atração por outras pessoas além do parceiro, é certamente uma mentira. Regina Lins lembra que: "Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los. Quando a fidelidade se traduz por concessão que se faz ao outro, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a relação". Em casos mais extremos, tal comportamento pode ser traduzido como uma auto-reprovação de uma atitude pré-estabelecida como errada. Nesse aspecto, os monógamos podem ser divididos em dois grupos: os que dizem sentir atração por outra pessoa além do próprio parceiro, mas que, na prática, reprimem esse desejo, e aqueles que dizem não sentir nenhum desejo enquanto estão dentro de uma relação. Neste último caso - não contando o fator paixão, claro - é comum encontrar pessoas que, com ou sem parceiros, não apresentem muito interesse por uma relação que envolva o erótico ou o sensual, ou então talvez sejam mais inertes com suas atitudes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que tudo indica, o termo "traição" é utilizado pelo monógamo de forma equivocada. Além de sua indisfarçada conotação moralista, ele propõe gratuitamente o sentimento de culpa, certamente para se tornar intocável e inabalável. O mais coerente seria considerar a traição o ato de negar o próprio desejo - que, como já se viu, não possui necessariamente efeitos colaterais perniciosos. Mazzini alerta para o fato de que mesmo pessoas que se mantém monogâmicas por obrigação, podem estar traindo o parceiro. Segundo ele, isso ocorre toda vez que uma relação é mantida sem amor, mas apenas por conveniência econômica ou social. Não fica difícil, pois, admitir que a traição está na falsificação do sentimento, e não nos atos de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao fato de os homens terem uma maior propensão a não seguir a monogamia - apesar de comumente pregá-la - isso se deve principalmente a dois fatores, um histórico e outro biológico. O homem era quem saia de casa para caçar, era ele quem tinha o instinto de busca, e, por conseguinte, era quem conhecia mais o lado de fora de seu habitat. A mulher, ao contrário, estava restrita a um espaço pequeno, e nada de novo havia para ser explorado. Daí, certamente, a tendência maior das mulheres à inércia de seus relacionamentos com os homens. Segundo Barash e Lipton, "o fato de praticamente não ocorrer monogamia na natureza (e de os machos serem tão volúveis e vorazes em seus apetites sexuais) pode ser explicado por uma contabilidade evolutiva. Para a natureza o esperma é infinitamente mais barato que óvulos, ou seja, um macho normal de qualquer espécie pode produzir milhares de espermatozóides todos os dias e está sempre à disposição para novos intercursos sexuais, enquanto as fêmeas ovulam bem menos e - em caso de fecundação - têm que arcar com um grande número de responsabilidades, que os pesquisadores costumam qualificar com a expressão "investimento parental", extremamente mais acentuada nas fêmeas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um detalhe importante a ser lembrado é o fato de que os homens têm maior facilidade para sentirem atração e desejo sexual com o visual (uma mulher de saia e decote caminhando pela rua, por exemplo), ao passo que as mulheres têm sua sensibilidade mais voltada para o tato. Como é muito mais fácil e comum ver pessoas do que tocá-las, não é de se estranhar que o homem tenda a sentir desejo sexual consideravelmente mais vezes do que as mulheres. E ao contrário de um toque "mais sutil e íntimo", o visual é conhecido por ter uma conotação sexual cada vez mais explícita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliado a tudo isso, há um outro fator biológico que explicitamente diferencia o potencial reprodutivo entre machos e fêmeas. O que um único homem pode fazer, por exemplo, com dez mulheres, em termos de reprodução, é o inverso do que uma única mulher pode fazer com dez homens. O macho, nesse aspecto, tem um instinto que tende mais à poligamia por uma questão prática reprodutiva, que é o instinto predominante entre todos os seres vivos. Já as fêmeas (de qualquer espécie), devido à sua limitação reprodutiva e seu "investimento parental" muito mais acentuado, tendem mais por serem objetos de disputa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso não quer dizer que elas sejam necessariamente monogâmicas. Segundo o biólogo Tim Birkhead, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, "as fêmeas da maioria das espécies - do gafanhoto ao chimpanzé - acasalam com vários machos. Entre os bonobos - os primatas mais parecidos com o homem - mais da metade da prole de uma mãe é composta de filhos que não foram concebidos pelo seu parceiro habitual". Tal argumentação, baseada em fatos, implode o argumento de que as fêmeas são projetadas pela natureza para serem fiéis. Por sua vez, a antropóloga norte-americana Helen Fisher, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, observa que "a idéia de que só os homens são poligâmicos é o maior mito da sexualidade". Ela estudou o comportamento sexual de homens e mulheres em 62 sociedades ao redor do mundo, e concluiu que o adultério (em ambos os sexos) é tão comum quanto o casamento. "É claro que muitas mulheres (e homens também) optam por serem fiéis. Mas isso é uma escolha, não uma imposição biológica", conclui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mazzini encerra sua argumentação ao afirmar que "o casamento não foi feito para nos fazer feliz, pois não passa de um contrato social, embora nos seja apresentado como o grande caminho para a felicidade". E arrisca ao conjecturar que talvez seja esse o maior engodo da história da humanidade. Regina Lins é da opinião de que "quando tudo é conhecido, se não existe nada no parceiro que não se saiba, não há surpresa, não há nenhuma novidade, não há descoberta. O que existe, como conseqüência natural dessa vida tão sem emoção, é um profundo desinteresse. É assim com a maioria dos casais. Optam pela monotonia e pelo tédio porque não suportam as surpresas de uma vida sem garantias preestabelecidas. Isso não passa de uma ilusão". O que não se pode negar é que a monogamia, de sua origem à sua prática atual, sempre esteve em volta de fragilidades e hipocrisias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-9213735565389805763?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2011/01/monogamia.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1391696268894803059.post-305932496095886927</guid><pubDate>Sat, 25 Dec 2010 01:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-13T22:08:16.506-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoais</category><title>Feliz Natal e um Próspero Ano Novo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto muito mas o meu lado sádico me forçou a provocar uma reviravolta estomacal nos meus intrépidos seguidores com&amp;nbsp;esta mensagem natalina super criativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Ainda me pergunto como um Blog sobre BDSM pode atrair tanta gente sem nenhuma foto de sacanagem)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;GLADIUS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1391696268894803059-305932496095886927?l=www.gladiusbdsm.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.gladiusbdsm.com/2010/12/feliz-natal-e-um-prospero-ano-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (GLADIUS MAXIMUS)</author><thr:total>5</thr:total></item></channel></rss>

