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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>A jornada de sucesso do professor Jackson Silva no Texas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 15:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-246980" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-300x226.jpg" alt="" width="1009" height="760" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-300x226.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-1024x772.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-768x579.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram.jpg 1077w" sizes="(max-width: 1009px) 100vw, 1009px" /></p>
<p>“Seja fenomenal ou seja esquecido”. Eis a frase que o <a href="https://www.instagram.com/jacksonsilvajj?mdxt=NTR0d3pwaTkzMjU0">professor GMI Jackson Silva</a> tem tatuada no corpo. “Trata-se de um compromisso pessoal com a excelência. Não significa que todos precisem ser campeões, mas que devemos buscar o máximo do nosso potencial, sem aceitar a mediocridade como destino. Nos momentos difíceis, ela me lembra da importância da disciplina, da dedicação e das escolhas necessárias para continuar evoluindo.”</p>
<p>Essa filosofia de respeito ao trabalho e à dedicação foi inspirada na trajetória de gigantes do esporte. Fã da eficiência cirúrgica de ícones como Rodolfo Vieira e Roger Gracie, e moldado diretamente pelas mãos de Guto Campos — mentor de suas principais glórias —, Jackson transformou o aprendizado em sacerdócio. Cada puxada de lapela e cada ajuste de quadril em seu jogo carregam o DNA dessa linhagem de campeões.</p>
<p>O reflexo desse amadurecimento transcendeu as fronteiras brasileiras e fincou raízes profundas no solo árido do Texas. O que começou em 2013 como o primeiro passo tímido de um jovem instrutor assistente desabrochou na robusta realidade da<a href="https://www.instagram.com/guethobjjtexas?vrfl=azh0b3BrNGc4b29v"> Guetho Texas, em Amarillo.</a> A escola não apenas dobrou de tamanho em julho de 2026, capacitando-se a atender mais de 400 alunos, mas converteu-se em um polo irradiador de disciplina e transformação social na comunidade norte-americana.</p>
<p>Mais do que formar competidores condecorados, Jackson Silva compreendeu que o verdadeiro tatame de um mestre é a sociedade. Ao estender os benefícios do Jiu-Jitsu para além das medalhas — seja por meio de um extenso cronograma de aulas ou de projetos cruciais de defesa pessoal em parceria com o departamento de polícia local —, ele consolida o esporte como ferramenta de segurança e autoconfiança. A seguir, o professor compartilha os bastidores dessa expansão e detalha a engenharia diária necessária para equilibrar a vida de mentor com as exigências de sua própria evolução.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246981" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-300x163.jpg" alt="" width="1134" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-1024x557.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-768x417.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-1536x835.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-2048x1113.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-150x82.jpg 150w" sizes="(max-width: 1134px) 100vw, 1134px" /></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quem são os professores que moldaram o seu Jiu-Jitsu e qual é a maior lição que você aprendeu com eles?</strong><br />
<strong>JACKSON SILVA:</strong> Tive a oportunidade de aprender com grandes referências do Jiu-Jitsu. Rodolfo Vieira e Roger Gracie são atletas que sempre admirei pela eficiência e pelo domínio técnico. Entre meus professores, Guto Campos teve uma influência especialmente importante na minha formação e me orientou em algumas das minhas maiores conquistas. A principal lição que levo dessas referências é que excelência não depende de complicar o Jiu-Jitsu. Ela nasce do domínio dos fundamentos, da simplicidade, da precisão e da dedicação constante ao aperfeiçoamento de cada detalhe.</p>
<p><strong>Você começou a ensinar Jiu-Jitsu no Brasil, ainda num pequeno dojô. Recentemente a Guetho Texas, em Amarillo, praticamente dobrou de tamanho, uma baita estrutura&#8230; Fale um pouco sobre essa evolução na sua carreira e os benefícios que vocês oferecem aos cidadãos de Amarillo.</strong><br />
Minha trajetória como professor começou em 2013, quando passei a atuar como assistente. Desde então ensinar se tornou parte essencial da minha vida. Em Amarillo, tenho participado diretamente do desenvolvimento da Guetho Texas BJJ e do crescimento da comunidade de praticantes. Em julho de 2026, a academia ampliou sua estrutura, passando de uma capacidade aproximada de 200 para mais de 400 alunos, com uma programação de 164 aulas por mês. Também participo de um projeto de defesa pessoal com o Potter County Sheriff’s Office, em colaboração com Dean Sather e o xerife Brian L. Thomas. Para mim, o valor desse trabalho vai além dos resultados esportivos: está na confiança, na disciplina e nas oportunidades que o Jiu-Jitsu oferece às pessoas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246982" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-300x201.jpg" alt="" width="1000" height="670" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-1024x687.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-1536x1030.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-2048x1373.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p><strong>Como é o seu planejamento diário para conciliar a rotina de professor em uma academia de ponta com a preparação física e mental exigida de um competidor de alto rendimento?</strong><br />
Minha rotina exige planejamento. De segunda a sexta-feira, normalmente ensino de duas a três aulas por dia e organizo meus próprios treinos em dois períodos. No primeiro, priorizo a intensidade e as situações que simulam uma competição; no segundo, trabalho com mais controle, corrigindo detalhes técnicos e aperfeiçoando posições. Às terças e quintas-feiras, incluo musculação. À medida que uma competição se aproxima, ajusto o volume, a frequência e a intensidade dos treinos. Conciliar as duas funções exige disciplina, mas também me permite levar para as aulas o conhecimento que continuo construindo como atleta.<br />
<strong><br />
Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que de melhor você aprendeu ao guerrear nas grandes arenas do BJJ?</strong><br />
Minha trajetória competitiva inclui títulos estaduais em 2015 e 2016 e resultados importantes em competições da IBJJF. Em 2022, conquistei o Campeonato Brasileiro da CBJJ, na faixa-preta Master 1 peso pesado, com cinco vitórias sem sofrer pontos ou vantagens. Em 2024, fui vice-campeão pan-americano, conquistei o bronze no Mundial Master e venci o American National tanto na categoria quanto no absoluto, incluindo uma vitória sobre Jaime Canuto. Competir em grandes arenas e enfrentar atletas de altíssimo nível me ensinou que o resultado é consequência de algo maior. A medalha tem valor, mas o aprendizado mais importante foi amar o processo: treinar, corrigir erros, repetir movimentos e evoluir continuamente.<br />
<strong><br />
Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão? </strong><br />
Acredito que todas as pessoas já são faixas-pretas em alguma área da vida. Uma criança pode dominar um videogame; um empresário, um médico ou uma dona de casa desenvolvem habilidades complexas por meio de prática, repetição, disciplina, adaptação e aprendizado com os erros. O papel do professor é reconhecer essas competências e ajudar o aluno a transferi-las para o tatame. A partir daí, fazemos os ajustes técnicos, físicos e mentais necessários para que ele desenvolva seu potencial. Formar um campeão não é criar uma capacidade do zero, mas ajudar alguém a descobrir e aplicar aquilo que já sabe fazer bem. Todos nós somos faixas-pretas em alguma coisa. O segredo está em aprender a utilizar essa experiência para conquistar a faixa-preta em novas áreas da vida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-300x196.png" alt="" width="1028" height="672" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-300x196.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-1024x668.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-768x501.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-150x98.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva.png 1431w" sizes="auto, (max-width: 1028px) 100vw, 1028px" /></p>
<p><strong>Qual foi o principal conselho que você escutou ao longo da sua carreira e como isso mudou a sua vida? </strong><br />
Uma das ideias que mais me marcaram veio do empresário Flávio Augusto: “Estabilidade não existe”. Essa reflexão reforçou minha compreensão de que buscar excelência exige escolhas. Comecei no Jiu-Jitsu muito jovem e deixei de participar de muitas festas, viagens e diversões comuns naquela idade para passar mais tempo no tatame. Mas nunca enxerguei isso como uma perda, porque sempre gostei profundamente do processo de evolução. Há algo especial em aperfeiçoar uma posição por meses ou anos e conseguir executá-la em uma competição. Para competir em alto nível, é preciso priorizar treino, alimentação, sono e recuperação. Muitas pessoas chamam essas escolhas de sacrifício. Eu vejo de outra maneira: quando abrimos mão de algo bom para construir algo que consideramos ainda melhor, estamos fazendo um investimento. Quando você abre mão de algo bom para construir algo extraordinário, isso não é sacrifício. É investimento.<br />
<strong><br />
Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor/atleta de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Acredito que o caminho começa por três habilidades. A primeira é desenvolver um nível técnico elevado e resultados consistentes. Gosto da comparação com um guerreiro: quem ensina a guerrear precisa conhecer a batalha e carregar a experiência de quem esteve nela. A segunda é compreender as pessoas e identificar aquilo de que cada uma precisa para alcançar seu potencial. A terceira é a didática: conseguir transformar algo complexo em uma explicação simples, fluida e significativa para quem aprende. Mas essas três habilidades convergem para uma capacidade ainda maior: servir. O professor serve seus alunos ao compartilhar conhecimento de forma acessível. O atleta de alto nível serve seus companheiros oferecendo a melhor qualidade de treino possível, inclusive ajustando a intensidade do rola ao nível e à necessidade de cada parceiro. Às vezes, isso exige oferecer resistência; em outras, reduzir o ritmo. O sucesso também se mede pela contribuição que damos ao desenvolvimento das pessoas ao nosso redor.<br />
<strong><br />
Como a sua experiência como árbitro de Jiu-Jitsu contribuiu para a sua carreira de competidor?</strong><br />
Trabalhar como árbitro me proporcionou uma visão mais ampla e precisa do Jiu-Jitsu competitivo. Em uma luta, existem quatro perspectivas importantes. A primeira é a do atleta, que conhece suas habilidades, suas posições e a estratégia que pretende executar. A segunda é a do adversário, que também tem objetivos e um plano próprio. A terceira é a do treinador, que observa o combate de fora, analisa as ações dos dois atletas e oferece orientações. A quarta é a do árbitro, que precisa manter uma posição neutra e avaliar aquilo que efetivamente acontece, e não apenas a intenção de cada competidor. Compreender essa diferença entre o que se pretende fazer e o que realmente se executa foi fundamental para mim. Ao reunir essas quatro perspectivas, passei a interpretar a competição de forma mais completa e a tomar decisões com maior precisão dentro do tatame.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246984" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-300x188.jpg" alt="" width="1015" height="636" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-300x188.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-1024x642.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-768x482.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-1536x963.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-2048x1284.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-150x94.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1015px) 100vw, 1015px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-jornada-de-sucesso-do-professor-jackson-silva-no-texas/">A jornada de sucesso do professor Jackson Silva no Texas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Megaton Dias abre série documental sobre personagens que fizeram a história do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 11:18:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246977" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246977" class="wp-image-246977 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/megaton-dias.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/megaton-dias.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/megaton-dias-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/megaton-dias-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/megaton-dias-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246977" class="wp-caption-text">Megaton participou de todas as edições do Mundial desde sua criação, em 1996 — Foto: VF Comunica</p></div>
<p>Em 1996, quando o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu teve sua primeira edição, no Rio de Janeiro, Wellington &#8220;Megaton&#8221; Dias estava inscrito no adulto faixa-preta e saiu de lá com a medalha de prata. Voltou no ano seguinte, e no outro, e passou a ser reconhecido como o único faixa-preta presente em todas as edições do campeonato. Em 2025, já faixa-coral, inscreveu-se mais uma vez no adulto, com estreia marcada contra Andy Murasaki.</p>
<p>É com essa trajetória que começa o Mat Stories, série da Kingz criada para preservar as histórias dos grandes campeões do Jiu-Jitsu, sobretudo daqueles que abriram caminho para o esporte chegar onde está hoje. O projeto é feito em parceria com a VF Comunica. O jornalista Vitor Freitas entrevistou, dirigiu e filmou o episódio &#8220;Mat Stories: Megaton Dias&#8221;, ao lado da equipe criativa da Kingz e dos diretores de criação Beatriz Lina e Gabriel Mendes. O episódio saiu no início de setembro, na semana do Mundial Master, e está disponível no canal da Kingz no YouTube.</p>
<p>A conversa volta ao começo de tudo, inclusive à origem do apelido. No judô, com o professor Rogério Camões, Megaton derrubava os parceiros com tanta força que o mestre passou a chamá-lo pelo nome de uma bomba. No mesmo tatame treinava um vizinho com quem ele costumava surfar, Royler Gracie, que o convidou para a Gracie Humaitá. Em 1985, aos 18 anos, Megaton recebeu de Royler a faixa-preta.</p>
<p>Anos depois, a história mudou de país. Megaton se mudou para Phoenix, no Arizona, onde ele abriu a primeira academia de Jiu-Jitsu do estado. Com o esporte crescendo na região, fundou a Federação de Jiu-Jitsu do Arizona, que preside até hoje. Foi ali também que cresceu a filha, Mackenzie Dern. No episódio, Megaton fala das gerações que viu surgir e passar, e do que ainda o faz entrar na área para competir.</p>
<p>A estreia mostrou quanto essa história mexe com a comunidade. Nomes como Renzo Gracie e André Galvão celebraram o episódio. Jorge Britto aproveitou para lembrar um conselho que ouviu de Megaton ainda adolescente, num camp para o Mundial no Brasil: &#8220;Aprenda a ensinar e aprenda a falar inglês&#8221;. Segundo ele, essas palavras abriram muitas portas ao longo da vida.</p>
<p>&#8220;A ideia era ir além dos títulos e resultados e mostrar como ele chegou até aqui, o que marcou a trajetória dele e por que ele se tornou uma figura tão importante no esporte.O Megaton inspira pela carreira e também pela energia, pela alegria e pelo jeito positivo de levar a vida”, disse Vitor Freitas, que já pensa nos próximos capítulos. &#8220;O Jiu-Jitsu tem muitas histórias que merecem ser contadas, e o Megaton era o jeito perfeito de começar. Isso é só o começo&#8221;.</p>
<p>Para o faixa-preta da Gracie Humaitá Bruno Munduruca, CEO da Kingz, que foi fundada em 2011 num porão em Winnipeg, no Canadá, e está instalada em San Diego desde 2014, a série dá forma a um cuidado antigo com a memória do esporte. &#8220;Em parceria com a VF Comunica, estamos dando vida às histórias marcantes das pessoas que ajudaram a fazer do Jiu-Jitsu o que ele é hoje&#8221;, afirmou Bruno.</p>
<p>O episódio, em inglês, está disponível no canal da Kingz no YouTube:&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Megaton Dias: The Only Athlete to Compete at Every IBJJF Worlds | MAT STORIES by Kingz" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/R1gENdvigLY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/megaton-dias-abre-serie-documental-sobre-personagens-que-fizeram-a-historia-do-jiu-jitsu/">Megaton Dias abre série documental sobre personagens que fizeram a história do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rei do Rio da FJJRio consagra campeões e movimenta a reta final do Estadual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:11:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[FJJ-Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rei do Rio, penúltima etapa do Campeonato Estadual da FJJRio, movimentou a Arena Carioca no último sábado (24) e reuniu atletas de diferentes equipes nas disputas com e sem kimono, além das competições Kids. Na classificação geral por equipes, a Carlson Gracie conquistou o título no Gi, enquanto a Nova União ficou com a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246971" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246971" class="wp-image-246971 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/fjjrio-podio-rei-do-rio.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/fjjrio-podio-rei-do-rio.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/fjjrio-podio-rei-do-rio-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/fjjrio-podio-rei-do-rio-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/fjjrio-podio-rei-do-rio-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246971" class="wp-caption-text">Pódio No Gi da penúltima etapa do Estadual, que ocorreu no último sábado na Arena Carioca &#8211; Foto: divulgação</p></div>
<p>O Rei do Rio, penúltima etapa do Campeonato Estadual da FJJRio, movimentou a Arena Carioca no último sábado (24) e reuniu atletas de diferentes equipes nas disputas com e sem kimono, além das competições Kids. Na classificação geral por equipes, a Carlson Gracie conquistou o título no Gi, enquanto a Nova União ficou com a primeira colocação no No Gi. Entre os mais jovens, a Rio BJJ garantiu o lugar mais alto do pódio.</p>
<p>Nas disputas de kimono, a Carlson Gracie terminou na liderança da classificação geral, seguida pela GFTeam, em segundo lugar, e pela Rio BJJ, que completou o pódio na terceira posição. Já no No Gi, a Nova União ficou com o título por equipes, com a RFT na segunda colocação e a Gracie Humaitá em terceiro. Na disputa Kids, a Rio BJJ foi a grande campeã, seguida pela Gracie Barra e pela GFTeam.</p>
<p><strong>Nelson Raggio e Luana Silva brilham de kimono</strong></p>
<p>Nas disputas individuais de kimono, um dos principais destaques foi Nelson Raggio, da Raggio BJJ. O faixa-preta conquistou o título do absoluto adulto, categoria que reúne atletas de diferentes pesos, e ainda terminou na terceira colocação no super-pesado, demonstrando competitividade em duas das disputas mais exigentes do campeonato.</p>
<p>No feminino adulto faixa-preta, Luana Silva de Carvalho, da Gracie Humaitá, teve um desempenho de destaque ao conquistar o ouro duplo. A atleta garantiu os títulos nas categorias peso-pesado e absoluto, consolidando sua participação entre os grandes nomes desta edição do Rei do Rio.</p>
<p><strong>Cristiano Nunes e Thayene Faria se destacam no No Gi</strong></p>
<p>Sem kimono, o título do absoluto adulto faixa-preta ficou com Cristiano Nunes de Morais, representante da GFTeam. O resultado colocou o atleta entre os principais destaques individuais da competição na modalidade.</p>
<p>No feminino, Thayene Faria, da Resgate Jiu-Jitsu, conquistou o título do absoluto adulto, reunindo as faixas roxa, marrom e preta em uma disputa que colocou frente a frente atletas de diferentes níveis de graduação.</p>
<p>A temporada da FJJRio chegará ao fim nos dias 5 e 6 de dezembro, na Arena Carioca, com a realização da Copa Rolls Gracie, última etapa do Campeonato Estadual de 2026. O evento será decisivo para a definição do ranking, consagrando os campeões da temporada nas disputas individuais e por equipes.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rei-do-rio-da-fjjrio-consagra-campeoes-e-movimenta-a-reta-final-do-estadual/">Rei do Rio da FJJRio consagra campeões e movimenta a reta final do Estadual</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Após dobradinha da Gorila Team, Jeancemy dá dicas a jovens promessas do BJJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:43:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[campeões]]></category>
		<category><![CDATA[conselhos]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[dobradinha]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-verde]]></category>
		<category><![CDATA[Gorila Team BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jeancemy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Jeancemy, nosso GMI à frente da Gorila Team BJJ, no Rio de Janeiro, obteve uma conquista muito especial no Rio Spring 2026. “Meu aluno João Pedro Barbosa, faixa-verde de apenas 15 anos, foi campeão na categoria superpesado, e eu também fui campeão no mesmo dia”, conta Jean. “De um lado, minha trajetória como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246966" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-300x225.jpg" alt="" width="1187" height="890" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_113532678-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1187px) 100vw, 1187px" /></p>
<p>O professor Jeancemy, nosso GMI à frente da Gorila Team BJJ, no Rio de Janeiro, obteve uma conquista muito especial no Rio Spring 2026. “Meu aluno João Pedro Barbosa, faixa-verde de apenas 15 anos, foi campeão na categoria superpesado, e eu também fui campeão no mesmo dia”, conta Jean. “De um lado, minha trajetória como atleta faixa-preta e multicampeão; do outro, a evolução de um jovem atleta que estou formando dentro do Jiu-Jitsu.”</p>
<p>Emocionado, Jean continua a análise: “Para mim, o mais importante não é apenas o resultado, mas o significado disso. São gerações diferentes, vivendo suas próprias jornadas, mas conectadas pelo mesmo esporte, pela disciplina e pelo trabalho diário no tatame.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246967" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-300x225.jpg" alt="" width="1188" height="891" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261023_121433620-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1188px) 100vw, 1188px" /></p>
<p>No embalo dessa emblemática conquista da dupla da Gorila Team BJJ, GRACIEMAG pediu que o professor Jean listasse cinco conselhos fundamentais aos jovens competidores que estão em ascensão nas arenas da arte suave.</p>
<p>Veja o que Jean respondeu:<br />
<strong><br />
1. Todo vencedor teve medo de falhar. Encare as crises e temores como mais um obstáculo simples – trata-se de mais um degrau, não uma montanha inóspita.</p>
<p>2. “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”. Caiu? Levante e evite o drama.</p>
<p>3. Cerque-se de pessoas positivas e que acrescentem valores à sua vida.</p>
<p>4. Seja honesto e conheça profundamente a si mesmo.</p>
<p>5. Não permita que a vaidade e o orgulho das primeiras vitórias se tornem uma armadilha para sua evolução. A vaidade tola é para aqueles que satisfazem com simples migalhas.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246968" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-300x190.png" alt="" width="1167" height="739" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-300x190.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-1024x648.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-768x486.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000-150x95.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Foto-BJJ-moderna-–-23-Oct-2026-12.17-pm_20261023_121755_0000.png 1088w" sizes="auto, (max-width: 1167px) 100vw, 1167px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-dobradinha-da-gorila-team-jeancemy-da-dicas-a-jovens-promessas-do-bjj/">Após dobradinha da Gorila Team, Jeancemy dá dicas a jovens promessas do BJJ</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O camponês que mudou o judô nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chiaki Ishii]]></category>
		<category><![CDATA[Judo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você fosse brasileiro e subisse assobiando até o dojo no sétimo andar da mítica escola Kodokan, ou sentasse no auditório de 900 lugares do oitavo andar do edifício, localizado no distrito cultural Bunkyo Ward em Tóquio, você poderia travar o seguinte diálogo com o sisudo sensei de plantão: &#160; – Com licença, posso ajudar?&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246960" style="width: 2268px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246960" class="size-full wp-image-246960" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii1.avif" alt="" width="2258" height="1686"><p id="caption-attachment-246960" class="wp-caption-text">Chiaki Ishii foi o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro &#8211; Foto: Estadão</p></div>
<p>Se você fosse brasileiro e subisse assobiando até o dojo no sétimo andar da mítica escola Kodokan, ou sentasse no auditório de 900 lugares do oitavo andar do edifício, localizado no distrito cultural Bunkyo Ward em Tóquio, você poderia travar o seguinte diálogo com o sisudo sensei de plantão: &nbsp;</p>
<p>– Com licença, posso ajudar? Ah, você é brasileiro? Conheço um grande lutador brasileiro.</p>
<p>–&nbsp;Quem? Anderson Silva? Royce Gracie? Eder Jofre? Minotauro?</p>
<p>– Não. O grão-mestre Chiaki Ishii!</p>
<p>Pronto, aí era comentar que as filhas dele também eram lutadoras para arrancar um sorriso do mestre japonês, e se sentir à vontade.</p>
<p>O mestre japonês, naturalizado brasileiro em 1969, acostumou-se a abrir portas, e após a aposentadoria foi um dos coordenadores técnicos e táticos que mudou a cara do esporte no Brasil. Ishii faleceu nessa sexta-feira, 16 de outubro, aos 85 anos, e jamais deixou de ser aquele durão japonês de Ashikaga, cidade famosa por seus tecidos de seda.</p>
<p>“Eu sonhava ganhar uma medalha olímpica desde pequeno”, recordaria ele, que começou a treinar na academia Zoshikan, fundada por seu bisavô e comandada por seu vô. Seu pai Yukichi Ishii se tornou aluno de Jigoro Kano. Até que explodiu a Segunda Guerra, e o pai de Chiaki acabou prisioneiro na Segunda Guerra. Voltou vivo, e contava ter ajudado na construção da famosa ponte do rio Kwai, que virou filme.</p>
<p>“Eu me preparei bastante para conquistar a vaga para Tóquio, em 1964, mas não consegui”, conta Ishii, nascido em 1º de outubro de 1941 – mesmo dia e mês, por sinal, do professor Helio Gracie. “Isao Okano, que era três anos mais novo do que eu, ganhou a luta na seletiva para os Jogos de Tóquio, ficou com a vaga e foi campeão olímpico. Eu fiquei arrasado”.</p>
<p>Como Chiaki não era o filho mais velho e tinha meia dúzia de irmãos, não tinha obrigação de ficar no Japão para um dia cuidar dos pais. E foi atrás dos seus sonhos: tornar-se um caubói, como via nos filmes que amava. “Um vizinho dele havia voltado do Brasil, e dizia que era o país do futuro”, conta a ex-judoca Tânia Ishii, a mais velha de Chiaki. O jovem se despediu da família e da namorada, navegou 60 dias, e desembarcou em Santos em maio de 1964 – com 200 dólares e um kimono.</p>
<p>Passou a ganhar a vida como agricultor em Presidente Prudente, em São Paulo, até que anunciaram um pequeno torneio de judô nos arredores. Seus amigos queriam ver o massa bruta de 93kg em ação e o fizeram se inscrever. Ishii pôs todo mundo para voar e chamou atenção.</p>
<p>A partir daí, recebia muitos convites, mas ele aprendera com seus mestres no Japão que lutar por dinheiro era uma desonra. Para se manter treinado e ganhar a vida, entrou no sumô e fez vários desafios. O vencedor levava uma bolsa inusitada: uma saca repleta de arroz.</p>
<p>Uma vez estabelecido, o lutador durão providenciou a vinda da namorada, Keiko. Sabia que moraria no país até morrer. Só não sabia a quantidade de medalhas e alunos que teria.</p>
<p>Como atleta, Chiaki era rápido e de mente aberta – competiu no Jiu-Jitsu, sempre gostou de aprimorar suas técnicas de chão, e fazia muita musculação: “Eu levantava 180 quilos no supino”. Como não queria lutar por dinheiro, dividia os treinos com seus empregos de mero mortal. Sempre que havia uma competição internacional, sumia do trabalho. Acabava despedido.</p>
<p>Em 1971, se tornou o primeiro medalhista do Brasil em Mundiais, em Ludwigshafen, na Alemanha. Levou o bronze. No ano seguinte, em Munique-1972, repetiu a façanha. Era a primeira das 28 medalhas brasileiras no judô.</p>
<p>Que não veio fácil. Naquele ano, Chiaki passou três meses no Japão, treinando com amigos sob o comando do sensei Kyioshi, irmão de Ishii. Na estreia, o faixa-preta de 30 anos derrotou o senegalês Mohamed Dione em 16 segundos, por ippon. Contra Jen-Wuh Juang, de Taiwan, a luta levou o dobro: 38 segundos. Na terceira, ele passou por Pavle Bajcetic, da antiga Iugoslávia. Perdeu a quarta luta para o alemão Paul Barth, que lutava em casa, na decisão: “Aquela luta eu ganhei, mas o árbitro japonês porcaria puxou hantei para o alemão”, reclamaria para sempre.</p>
<p>Na quinta luta, porém, demonstrou pontaria de caubói e paciência de camponês. Valendo o bronze, venceu com um bonito ippon contra o alemão oriental Helmult Howiller, em 57 segundos. O sonho do garoto estava realizado.</p>
<p>Em 1999, quando sua filha Vânia Ishii foi campeã no Pan-Americano de Winnipeg, seu velho pai atendeu o telefone em casa, em São Paulo, respondeu um “Parabéns.</p>
<div id="attachment_246961" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246961" class="wp-image-246961 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii.webp" alt="" width="950" height="1342" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii.webp 950w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-212x300.webp 212w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-725x1024.webp 725w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-768x1085.webp 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Chiaki_Ishii-106x150.webp 106w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /><p id="caption-attachment-246961" class="wp-caption-text">Chiaki Ishii tinha três filhas: Tânia, Luiza e Vânia Ishii (foto) &#8211; Foto: Folhapress)</p></div>
<p>Valeu a pena”, e voltou a dormir. Enquanto isso, a filha fazia a maior festa, após pular no tatame e vibrar muito. “Tive de aceitar o jeito dela. Ela é totalmente brasileira”, dava de ombros o pai e mestrão, com o olhar gelado dos vaqueiros de filmes.</p>
<p>“Aprendi desde garotinho que nos tatames não se pode demonstrar euforia. Aprendi apanhando, apanhando, apanhando. No Brasil é diferente: quanto mais elogiar, melhor. Tem de dizer que o lutador é um gênio, um herói. Quem age assim ao meu ver não será campeão&#8221;, ensinava, em declarações à “Folha de SP”, na época do Pan.</p>
<p>Treinador durão com as três filhas, Chiaki formou uma legião de campeões nos tatames brasileiros e internacionais. Depois daquela derrota na seletiva em 1964, Chiaki quase desistira do judô, aos 19 anos. Mas o judô jamais desistiria dele.</p>
<p>Por isso, o Brasil lhe será eternamente grato. Vá em paz, sensei.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-campones-que-mudou-o-judo-nacional/">O camponês que mudou o judô nacional</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 virtudes para se tornar um professor de Jiu-Jitsu inesquecível para todos</title>
		<link>https://www.graciemag.com/10-virtudes-para-se-tornar-um-professor-de-jiu-jitsu-inesquecivel-para-todos/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=10-virtudes-para-se-tornar-um-professor-de-jiu-jitsu-inesquecivel-para-todos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilian Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1. Se o professor se interessa pelos alunos novatos, e se interessa por Jiu-Jitsu, ele estará sempre interessado em treinar Jiu-Jitsu com seus alunos novatos. 2. Grandes mestres ensinam que aprender também pode ser uma tarefa divertida. E que, naturalmente, nos revela que não há nada impossível de ser ensinado, nem de ser aprendido. Para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246957" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246957" class="wp-image-246957 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-1024x622.jpeg" alt="" width="650" height="395" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-1024x622.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-300x182.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-768x467.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello-150x91.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Carlos-Gracie-e-Eduardo-Carriello.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-246957" class="wp-caption-text">Professores Carlos Gracie Jr. e Eduardo Carriello. Foto: Reprodução</p></div>
<p>1. Se o professor se interessa pelos alunos novatos, e se interessa por Jiu-Jitsu, ele estará sempre interessado em treinar Jiu-Jitsu com seus alunos novatos.</p>
<p>2. Grandes mestres ensinam que aprender também pode ser uma tarefa divertida. E que, naturalmente, nos revela que não há nada impossível de ser ensinado, nem de ser aprendido. Para tal, basta que haja duas pessoas no recinto interessadas: o professor e o aluno.</p>
<p>3. Um sinal de que o professor de Jiu-Jitsu é bem sucedido: a turma evolui e treina com o máximo de empenho como se o mestre nem existisse.</p>
<div id="attachment_135528" style="width: 510px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-135528" class="wp-image-135528 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1.jpg" alt="" width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/4666755445_574d7d45c2-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-135528" class="wp-caption-text">Marcelo Garcia em papo com seu professor, Fabio Gurgel.</p></div>
<p>4. Para se tornar um bom orientador, deve-se primeiro conhecer as inquietações de seus pupilos. É a tal capacidade, como já ensinava a poeta e professora carioca Cecília Meirelles, de “descer à alma” das alunas e alunos.</p>
<p>5. Mente aberta e mentalidade coletiva são atributos essenciais ao professor de Jiu-Jitsu. Ao amarrar a faixa de instrutor, ele deve compreender que não está no tatame mais para melhorar sua técnica – mas para mudar a vida dos outros.</p>
<p>6. O professor inesquecível não nos ensina uma chave de braço ou uma técnica. Isso vem depois. O que faz um mestre impossível de ser esquecido é sua capacidade de nos fazer enxergar que não existe nenhum degrau intransponível ou dificuldade insuperável, não importa a origem, idade ou força física da pessoa.</p>
<p>7. Para moldar mentes miudinhas, basta um grande coração. Uma pessoa motivada, autoconfiante e segura de si mesma pode ir dez vezes mais longe do que ela própria imaginava.</p>
<p>8. Como disse o instrutor Juliano Leon, em artigo no GRACIEMAG: “Ser um professor ou sensei de artes marciais, no fundo, é ter na mente inúmeras dúvidas e apenas uma certeza: a de que um faixa-preta é capaz de mudar o mundo todos os dias.”</p>
<p>9. Seja um instrutor pontual, esteja sempre com o kimono impecável e procure jamais levantar a voz para um aluno pequeno ou demonstrar indiferença diante de pais, visitantes e atletas. Sua atitude naquele dia pode ser uma ótima primeira impressão – ou a última.</p>
<p>10. Ensine e trate os alunos como você gostaria de ser tratado como um aprendiz.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-virtudes-para-se-tornar-um-professor-de-jiu-jitsu-inesquecivel-para-todos/">10 virtudes para se tornar um professor de Jiu-Jitsu inesquecível para todos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Da BTT Rio das Ostras à BTT Texas: as lições de João Pedro Freitas para chegar ao topo do Jiu-Jitsu mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 14:27:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Brazilian Top Team]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O caminho até o topo exige mais do que talento. Para João Pedro Freitas, faixa-roxa da BTT Rio das Ostras, dedicação, paciência e disposição para aprender têm sido fundamentais na construção de uma trajetória que ganhou um novo capítulo com a conquista do Pan-Americano No Gi da IBJJF. Depois de acumular títulos importantes no Brasil,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246950" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246950" class="wp-image-246950 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp2.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp2.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246950" class="wp-caption-text">João Pedro com Diego Gamonal após conquistar o Pan-Americano No Gi da IBJJF &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>O caminho até o topo exige mais do que talento. Para João Pedro Freitas, faixa-roxa da BTT Rio das Ostras, dedicação, paciência e disposição para aprender têm sido fundamentais na construção de uma trajetória que ganhou um novo capítulo com a conquista do Pan-Americano No Gi da IBJJF. Depois de acumular títulos importantes no Brasil, o atleta vive uma temporada de intercâmbio na BTT Texas, nos Estados Unidos, sob a orientação do professor Diego Gamonal.</p>
<p>O resultado continental reforça o bom momento de João Pedro, mas, para ele, também representa a confirmação de um ensinamento recebido do professor Eduardo Bessa, responsável por sua formação na BTT Rio das Ostras: respeitar o tempo de cada etapa.</p>
<p>“Não passe por cima do processo nem tente adiantar as coisas. Tudo na sua vida tem seu tempo determinado”, recorda o atleta, que vê a conquista como recompensa por anos de trabalho, desafios e renúncias.</p>
<p>A experiência na BTT Texas vai além dos ajustes técnicos. Com a rotina chegando a quatro treinos por dia, entre preparação física, drills e rounds de sparring, João Pedro procura absorver o conhecimento de Gamonal, tricampeão mundial de No Gi e dono de um currículo expressivo no circuito da IBJJF. Segundo o jovem, conviver com alguém que já venceu no mais alto nível também tem transformado sua maneira de encarar a preparação e a pressão das competições.</p>
<p>Outro diferencial, destaca o faixa-roxa, foi o trabalho psicológico iniciado no ano passado com sua psicóloga, Flávia. Para ele, cuidar da mente mudou sua relação com os desafios e fortaleceu a confiança necessária para competir em alto nível.</p>
<div id="attachment_246951" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246951" class="wp-image-246951 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gamonal-jp1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246951" class="wp-caption-text">Gamonal com João Pedro após um treino na BTT Texas &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Gamonal, por sua vez, ressalta que o trabalho com João Pedro não começou nesta temporada. O atleta já havia treinado na BTT Texas no ano anterior, dando continuidade a uma parceria construída também pela amizade entre Gamonal e Eduardo Bessa.</p>
<p>“Vejo nele uma força de vontade incrível. Gosta de treinar, luta com muita garra e tem uma dedicação e uma vontade imensas”, avalia Gamonal, que destaca ainda a facilidade do brasileiro para receber orientações e incorporar os ajustes propostos nos treinos.</p>
<p>Para o professor, essas características colocam João Pedro em condições de crescer rapidamente no cenário internacional. “Ele já vem mostrando tudo o que precisa para se tornar um campeão: treino pesado, dedicação e disciplina. Com certeza, vai fazer muito barulho no cenário mundial”, projeta.</p>
<p>O próximo grande objetivo está definido: o Mundial No Gi, em Las Vegas. João Pedro pretende permanecer nos Estados Unidos até dezembro, mantendo a preparação na BTT Texas para chegar à competição na melhor forma possível.</p>
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		<title>Entre a superação e o alto rendimento, o Jiu-Jitsu sem kimono ganha um confronto de gerações no Turris Invitational</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 13:24:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De um lado, um atleta que aprendeu ainda criança a transformar derrotas em combustível para seguir em frente. Do outro, um competidor que superou momentos difíceis para se consolidar entre os destaques de sua geração. João Freires e Kaua de Oliveira da Silva Ferreira levam histórias de persistência e conquistas para uma luta casada sem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246954" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246954" class="wp-image-246954 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-1024x687.jpg" alt="" width="650" height="436" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-1024x687.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao-150x101.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/turris-kaua-joao.jpg 1264w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-246954" class="wp-caption-text">Kaua de Oliveira e João Freires farão uma luta casada sem kimono no Turris Invitational = Foto: divulgação</p></div>
<p>De um lado, um atleta que aprendeu ainda criança a transformar derrotas em combustível para seguir em frente. Do outro, um competidor que superou momentos difíceis para se consolidar entre os destaques de sua geração. João Freires e Kaua de Oliveira da Silva Ferreira levam histórias de persistência e conquistas para uma luta casada sem kimono no Turris Invitational, marcada para 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro.</p>
<p>João começou no Jiu-Jitsu aos cinco anos, por recomendação médica, e precisou de cerca de um ano e meio de competições até conquistar seu primeiro título. Aos 15, deixou o Ceará rumo a São Paulo para buscar espaço no esporte profissional. A mudança trouxe dificuldades e críticas, mas também uma virada na carreira: poucos meses depois, conquistou o Campeonato Brasileiro da CBJJ. Em 2025, voltou a vencer a competição e, em 2026, alcançou o tricampeonato brasileiro na faixa-azul, além de conquistar o bronze em seu primeiro Mundial.</p>
<p>“Quando olho para trás, vejo que minha história nunca foi construída apenas pelas vitórias. As derrotas, as críticas e os momentos em que eu me senti inferior também fizeram parte da minha formação. O que mudou minha trajetória foi uma decisão que tomei ainda criança e que continuo tomando até hoje: continuar”, conta João.</p>
<p>Kaua, por sua vez, iniciou sua trajetória por volta dos 12 anos, em um projeto próximo de casa. Faixa-roxa de Jiu-Jitsu e faixa-preta de Luta Livre, ele trabalha com o professor Eduardo Honorato e chega ao confronto com credenciais expressivas: é o atual campeão brasileiro com kimono e tetracampeão do ADCC, maior competição sem kimono do planeta.</p>
<p>O caminho, porém, não foi linear. Depois de passar um ano sem conquistar títulos, Kaua chegou a pensar em parar, mas transformou a fase difícil em motivação para continuar evoluindo. Hoje, mantém uma rotina intensa de estudos e treinos, impulsionado também pelo sonho de dar uma casa para a mãe.</p>
<p>A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/entre-a-superacao-e-o-alto-rendimento-o-jiu-jitsu-sem-kimono-ganha-um-confronto-de-geracoes-no-turris-invitational/">Entre a superação e o alto rendimento, o Jiu-Jitsu sem kimono ganha um confronto de gerações no Turris Invitational</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Saúde, Jiu-Jitsu e ensinamentos: mestre Gracie explica por que jamais abriria uma sorveteria para ganhar a vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:43:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perto de completar 70 anos, o mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie costuma distribuir boas lições nas entrevistas, resenhas e podcasts de que participa, de sua casa em meio à natureza de Santa Catarina. Em conversa recente, Crolin refletiu sobre os ensinamentos que colheu em vida do grão-mestre Carlos Gracie, e como o exemplo do pai&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246947" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246947" class="wp-image-246947 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2.jpg" alt="" width="533" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2.jpg 533w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/crolin-gracie2-100x150.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /><p id="caption-attachment-246947" class="wp-caption-text">O mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Perto de completar 70 anos, o mestre faixa vermelha-e-branca Crolin Gracie costuma distribuir boas lições nas entrevistas, resenhas e podcasts de que participa, de sua casa em meio à natureza de Santa Catarina.</p>
<p>Em conversa recente, Crolin refletiu sobre os ensinamentos que colheu em vida do grão-mestre Carlos Gracie, e como o exemplo do pai moldou diversos aspectos de sua vida.</p>
<p>“Aprendi com meu pai, Carlos Gracie, que o caminho fácil quase nunca é o melhor caminho. O que a gente deve sempre é perseguir o caminho do bem”, disse o irmão mais novo de Carlos Gracie Junior.</p>
<p>Mestre Crolin deu um exemplo profissional:</p>
<p>“Aprendi com a vida de meu pai que devemos buscar ser bem-sucedidos, mas em primeiro lugar é preciso checar se não estamos fazendo mal ao planeta e às outras pessoas. Que não estamos prejudicando os semelhantes, e se nosso trabalho ou vocação terá como consequência um efeito positivo nos outros.”</p>
<p>O faixa vermelha-e-branca então arrematou:</p>
<p>“Como filho de um mestre tão determinado em fazer o bem nesse plano terrestre, não abro mão de meus princípios. Jamais, por exemplo, montaria uma loja de sorvetes para ganhar dinheiro. E por que não? Porque aprendi desde cedo em casa que o açúcar faz muito mal para as pessoas. Como eu vou influenciar as pessoas e os jovens a comer doce? Nada contra quem vende sorvete. É que no meu caso particular, tenho total consciência de que aquilo faz mal, logo isso passa a fazer parte dos meus princípios. Se eu trabalho com alguma coisa em que não acredito, isso me incomoda, me faz mal mesmo. Pois vai contra tudo o que eu creio, e não combina com meus princípios morais. Era o que meu pai ensinava para a gente: mentir, enganar e prejudicar nossos irmãos de planeta é a pior postura possível. Existe um caminho do bem, fácil de enxergar. Cabe a nós tentarmos seguir nele.”</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saude-jiu-jitsu-e-ensinamentos-mestre-gracie-explica-por-que-jamais-abriria-uma-sorveteria-para-ganhar-a-vida/">Saúde, Jiu-Jitsu e ensinamentos: mestre Gracie explica por que jamais abriria uma sorveteria para ganhar a vida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </title>
		<link>https://www.graciemag.com/rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:45:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Rodrigo Fujita]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gracie Santo André]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso no Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perguntamos ao professor GMI Rodrigo Fujita qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita. “Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246936" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg" alt="" width="1171" height="780" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-2048x1366.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1171px) 100vw, 1171px" /></p>
<p>Perguntamos ao<a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"> professor GMI Rodrigo Fujita</a> qual seria o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão. “Depende… Campeão do quê?”, ponderou Fujita.</p>
<p>“Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar ao topo do pódio, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É preciso um bocado de teimosia da parte dele. Uma vontade sobrenatural de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade dele”, analisou o professor.</p>
<p>E foi então que Fujita elevou o nível da reflexão. “Acredito, no entanto, que nós, professores, precisamos ressignificar o conceito de campeão. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado. Mas talvez o maior medalhista olímpico não seja uma pessoa feliz e satisfeita quando está em família.”</p>
<p>Nesta entrevista exclusiva à GRACIEMAG, Rodrigo Fujita nos convida a enxergar as &#8220;vitórias invisíveis&#8221; do cotidiano — aquelas que não têm pódio, mas que salvam casamentos, reconstroem laços entre pais e filhos e trazem domínio próprio. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Toda grande árvore tem raízes profundas. Quem são os professores que moldaram o seu Jiu-Jitsu e qual é a maior lição que você aprendeu com eles?<br />
</strong><a href="https://www.instagram.com/fujitatattoo_?stkn=N3Q0aGZyenU0aTF4"><strong>RODRIGO FUJITA:</strong> </a>Tive a oportunidade de ter ótimos professores. Meu primeiro professor no Japão foi Edvaldo Santos da Damm Fight Japan, mas antes disso não posso me esquecer de mencionar um grande amigo, Roberto Younes, que me deu os primeiros passos me inserindo na comunidade. Foram anos treinando no Japão até voltar para o Brasil, onde, através de uma conversa com meu professor Santos, ele me disse que se voltasse para o Brasil iria treinar na Ryan Gracie, sendo assim segui seu conselho.</p>
<p><strong>Em qual filial? </strong><br />
Na cidade de Santo André. Foi lá que comecei a treinar com o Francelino do Carmo, o Fran. Foi onde tive a oportunidade não só de aprender como me conectar com outras pessoas e permaneci até minha faixa-marrom. Depois disso, permanecendo na mesma equipe Gracie, comecei meus treinos com Marcelo Renaldin e Juliano Freire, que foram os professores que me graduaram à faixa-preta. Além deles, sempre me mantive ativo nos treinos com Celsinho Vinícius. Os treinos em Santo André contavam com a presença esporádica do mestre Daniel Gracie. Foi através desses treinos e aprendizados que surgiu a oportunidade de vir para América. Ah, não posso me esquecer de um amigo meu, Roger Ambrose, que sempre me fez melhorar a cada dia. Todas essas pessoas que citei e aqueles que estão nos bastidores foram e são meus professores. Acho que pode parecer estranho citar tantas pessoas mas uma coisa que aprendi com todos eles é “o sacrifício depende de você e em algum momento os caminhos podem seguir direções diferentes, e mesmo se isso acontecer não devemos esquecer de onde viemos e quem somos, a nossa reputação sempre irá nos perseguir, então seja justo, respeite as pessoas e, se possível, nunca feche uma porta.”<strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg" alt="" width="1228" height="818" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/2.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1228px) 100vw, 1228px" /></strong></p>
<p><strong>Você começou a ensinar Jiu-Jitsu num grupo da igreja onde você é devoto, em Santo André, correto? Fale um pouco sobre essa época. </strong><br />
No ano de 2013 muita coisa acontecia ao mesmo tempo. Quatro anos após eu ter voltado para o Brasil as coisas não iam como esperava. Conciliar trabalho e treinos com o objetivo de performance expressiva no cenário do Jiu-Jitsu era difícil, muitas horas de CLT para conseguir honrar com minhas obrigações e pouco tempo para dedicação ao sonho. Acredito que é a dificuldade que muitos como eu tiveram ou têm, mas vejo que esse é o preço por um espaço ao sol, dedicação e sacrifício. Foi nesse contexto que a busca por um socorro e balanceamento, corpo, alma e espírito, que comecei a congregar na igreja Cristo Salva Santo André, que infelizmente não existe mais. Mas foi através de lá e de um convite inusitado do pastor após o término do culto, me vendo tendo sessões de tentativas de quedas pelas crianças que tudo começou. Tínhamos treinos duas vezes na semana e depois de alguns anos com o término da igreja o projeto virou uma academia, a IFJ “Instituto Fujita de Jiu-Jitsu, onde mantemos os mesmo valores e propósitos, levar o amor de Deus através dos nossos atos e se preciso abrir nossas bocas para falarmos sobre ele. A academia continua até hoje servindo aqueles que querem aprender BJJ.</p>
<p><strong>Como é o seu planejamento diário para conciliar a rotina de professor e competidor?</strong><br />
Procuro manter meu treinamento de uma maneira muito mais assertiva com intervalos de descanso e priorizando o descanso e reconhecendo as limitações físicas da minha faixa etária. Quatro vezes na semana estou ensinando em aulas grupais. Minha divisão de treinos nesses dias é de dois dias de revisões técnicas e dois dias de preparação física. Um dia na semana o treino é mais focado em rendimento, um treino mais puxado numa linha mais competitiva. Além disso sempre que possível gosto de visitar o famoso Blue Basement, onde tenho a oportunidade de treinar com nomes como Rafael Natal, Thiago Saldanha, entre outros. Procuro manter uma alimentação mais saudável possível, mas confesso que às vezes é difícil.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246938" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg" alt="" width="1202" height="901" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1202px) 100vw, 1202px" /></p>
<p><strong>Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que de melhor você aprendeu ao guerrear nas grandes arenas do BJJ? </strong><br />
Consegui três pódios no World Master por três anos consecutivos, 2023, 24, 25. Além disso também fiquei em terceiro lugar no Pan Gi e No-Gi, todos na faixa-preta. Essas competições grandes, onde temos atletas de vários lugares do mundo, me ensinou que não importa de onde você veio, com condições melhores ou não, o coração de quem quer mais fará a diferença.</p>
<p><strong>Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão?</strong><br />
Essa é uma ótima pergunta, pois campeão do quê? Acredito que posso ajudar e lapidar um campeão a chegar lá, mas ele tem que saber que o caminho que vai percorrer é uma opção somente dele e de mais ninguém. É aí que muitos talentos não acabam chegando, podemos perguntar para diversos professores e todos dirão que já tiveram fenômenos treinando, e a grande maioria ou todos acabou seguindo outros caminhos. Acredito que esse também é um ingrediente do campeão, a teimosia, a vontade de provar que é possível, indo contra tudo e todos. E isso eu não consigo ensinar, eu posso aguçar esse sentido, mas isso tem que vir com a personalidade. A partir daí, se ele já tiver o tal do sangue no olho, todo o resto será muito mais fácil, pois ele estará disposto a pagar o preço. Mas vejo que por outro lado todos os dias com o BJJ e os ensinamentos que ele nos dá podemos sim criar campeões na vida, e acredito que esse é o grande objetivo, trazer confiança, controle e domínio próprio para os praticantes, fazendo o aluno vencer todos os eventuais campeonatos do cotidiano, como trabalho, família, amigos etc. Precisamos como professores ressignificar como vemos os campeões. Todos acham que uma medalha no peito indica o vitorioso. Essa é uma percepção muito limitada. Uma relação de pai e filho que melhora e se harmoniza por conta da prática do Jiu-Jitsu é uma baita conquista, porém, não existe uma premiação aparente, não há medalha no pescoço. É uma vitória invisível, mas muito mais relevante que uma medalha de ouro. A falta da medalha faz parecer menos glorioso por não ter nenhum holofote apontado.<br />
<strong><br />
Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor/atleta de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Se você escolher o caminho do professor, aprenda como ser entendido pelos outros, isso ajudará na didática. A maneira que você aprendeu não será a mesma para todos, seja humano e respeite as pessoas e, claro, aprenda inglês, infelizmente muitas oportunidades não estão ainda no Brasil. Se você quer ser atleta, não perca tempo, eu sei que hoje parece distante mas os trinta anos estão logo ali, então não perca tempo com distrações. E sobre sucesso verdadeiramente, entenda o que é o sucesso. Sucesso é ter uma família que se ama, filhos que o respeitam e o honram, amigos para lhe socorrer sem você precisar pedir, um abraço apertado da esposa quando você chega em casa, a reputação e o que dizem a seu respeito quando você não está à mesa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246939" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg" alt="" width="1226" height="985" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-300x241.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-1024x824.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-768x618.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/4-150x121.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1226px) 100vw, 1226px" /></p>
<p><strong>Como a sua experiência como árbitro de Jiu-Jitsu contribuiu para a sua carreira de competidor?</strong><br />
Estar ativo como árbitro na IBJJF me mantém sempre estudando as regras, isso me dá mais autoridade quando estou a ensinar meus alunos. Muitas vezes alguns erros por falta de conhecimento acabam custando grandes vitórias para a equipe, esse é um dos motivos estar dentro da maior organização do mundo de Jiu-Jitsu, para poder sempre estar atualizado e poder sempre oferecer melhor conhecimento para os meus alunos. E ao mesmo tempo me ajudando nas minhas estratégias quando estou em ação nos tatames.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246941" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg" alt="" width="1032" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-300x179.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1024x612.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-768x459.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-1536x919.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-2048x1225.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261006_172201_WhatsApp-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1032px) 100vw, 1032px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rodrigo-fujita-e-as-multiplas-faces-do-sucesso-no-jiu-jitsu/">Rodrigo Fujita e as múltiplas faces do sucesso no Jiu-Jitsu </a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A lição de vida – e de Jiu-Jitsu – mais valiosa de grão-mestre Helio Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:43:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Helio Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perto dos 92 anos, em seu também saudoso sítio em Itaipava, o professor Helio Gracie reuniu uma turma de redatores para uma entrevista exclusiva, para sete integrantes da equipe GRACIEMAG. Era uma tarde ensolarada de abril de 2005, há mais de 21 anos. À época, mais para não se aporrinhar, o grão-mestre Gracie cobrava 5&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242410" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242410" class="wp-image-242410 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg" alt="Helio Gracie" width="461" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg 461w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /><p id="caption-attachment-242410" class="wp-caption-text">Helio Gracie em foto de Gustavo Aragão, em 2006.</p></div>
<p>Perto dos 92 anos, em seu também saudoso sítio em Itaipava, o professor Helio Gracie reuniu uma turma de redatores para uma entrevista exclusiva, para sete integrantes da equipe GRACIEMAG. Era uma tarde ensolarada de abril de 2005, há mais de 21 anos.</p>
<p>À época, mais para não se aporrinhar, o grão-mestre Gracie cobrava 5 mil dólares para dar entrevista para a grande mídia, nacional ou internacional. O professor estava inspirado, e nos ensinou, naquela edição número 100 de “GRACIE Magazine”:</p>
<p>“Costumo dizer que ninguém tem o que não merece – seja castigo ou presente. Caiu um tijolo na sua cabeça? Agradeça a Deus, pois você estava devendo alguma coisa que foi paga com a tijolada. Não é fácil pensar assim, é difícil, mas m dia vocês vão chegar lá e entender isso.”</p>
<p>Por fim, Helio Gracie ensinou sua lição definitiva, após 60 anos de carreira nos ringues e mais de 90 de vida. Uma aula de vida, mais do que de Jiu-Jitsu.</p>
<p>“O rigor da idade me faz ver as coisas certas ou erradas. Comigo não tem meio-termo, é sim ou não. Procurem de hoje em diante não responder “mais ou menos”, ou “vou ver”, “talvez…” Respondam apenas sim ou não. Vocês vão ver como é difícil.”</p>
<p>E você, o que teve a sorte de aprender com grão-mestre Helio Gracie?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-de-vida-e-de-jiu-jitsu-mais-valiosa-de-grao-mestre-helio-gracie/">A lição de vida – e de Jiu-Jitsu – mais valiosa de grão-mestre Helio Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do conceito à adaptação: Roberto Gordo demonstra como a leitura da posição muda tudo no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:26:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma sequência de treino, mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp procuraram decifrar como uma mesma situação de meia-guarda pode gerar diferentes soluções a partir do controle, da reação do adversário e da tomada de decisão. No Jiu-Jitsu, conhecer uma técnica é apenas uma parte do aprendizado. É preciso compreender a posição, identificar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246915" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246915" class="wp-image-246915 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/gordo-gripp-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246915" class="wp-caption-text">O mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p>Em uma sequência de treino, mestre Roberto “Gordo” e o professor Lucas Gripp procuraram decifrar como uma mesma situação de meia-guarda pode gerar diferentes soluções a partir do controle, da reação do adversário e da tomada de decisão.</p>
<p>No Jiu-Jitsu, conhecer uma técnica é apenas uma parte do aprendizado. É preciso compreender a posição, identificar os controles disponíveis e perceber como o adversário reage. Essa ideia aparece numa sequência de situações de treinamento na Gordo Jiu-Jitsu, em Weston, na Flórida.</p>
<p>Os momentos partem de uma situação semelhante: o atleta por cima enfrenta uma meia-guarda, enquanto o adversário por baixo busca controlar seus movimentos e recuperar a guarda. Primeiro, devemos entender a posição.</p>
<p>No vídeo a seguir, Gordo demonstra a posição por cima da meia-guarda com Lucas por baixo. Em vez de simplesmente buscar retirar a perna presa, ele explica a importância de controlar a região inferior do quadril e a perna envolvida na meia-guarda.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DdRDq2LRWJr/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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A ideia é criar uma espécie de “meia-guarda por cima”, utilizando esses controles para limitar os movimentos do adversário e dificultar a recuperação da guarda completa ou fechada do oponente.</p>
<p>Gordo então utiliza o mesmo princípio para demonstrar uma passagem de guarda. A situação mostra como um conceito pode ser transformado em uma ação concreta: controlar a posição, limitar as possibilidades do adversário e, a partir daí, avançar para a passagem. Para Lucas, essa relação entre conceito e técnica é fundamental no ensino.</p>
<p>“Quando o aluno entende o motivo de estar controlando determinada região, ele consegue adaptar esse conhecimento para outras situações.” Quando a reação muda, a solução também muda.</p>
<p>Já no vídeo a seguir, Lucas está por cima da meia-guarda e João, por baixo, estabelece a esgrima. A reação modifica a dinâmica da posição. Em vez de insistir na mesma passagem demonstrada anteriormente, Lucas identifica uma nova oportunidade e parte para o estrangulamento Ezequiel.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DcthcsXvK8p/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DcthcsXvK8p/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por GRACIEMAG | Jiu-Jitsu (@graciemagoficial)</a></p>
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É justamente aí que aparece um dos princípios mais importantes do Jiu-Jitsu: a reação do adversário pode mudar completamente a decisão seguinte: “A posição é parecida, mas a reação do adversário muda tudo. Se ele oferece um controle diferente, precisamos enxergar o que aquela reação nos deu de oportunidade”, diz Gripp.</p>
<p>Os três momentos mostram uma sequência simples: entender o conceito → aplicar o controle → adaptar-se à reação.</p>
<p>Para Lucas, a capacidade de leitura é o que transforma o conhecimento técnico em Jiu-Jitsu de verdade. “Quanto mais você entende o Jiu-Jitsu, menos você pensa apenas em técnicas isoladas. Você começa a enxergar as relações entre as posições. Uma reação gera uma oportunidade, e essa oportunidade gera uma nova decisão.”</p>
<p>No tatame, mais importante do que decorar movimentos é entender por que eles funcionam, sabendo mudar de caminho quando o adversário muda o problema. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-conceito-a-adaptacao-roberto-gordo-demonstra-como-a-leitura-da-posicao-muda-tudo-no-jiu-jitsu/">Do conceito à adaptação: Roberto Gordo demonstra como a leitura da posição muda tudo no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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