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	<title>guspim.net</title>
	
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	<description>Projectos Web, Produtividade e "Mundo da Vida"</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Jul 2010 16:14:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Banco de Padrões de Design do Instituto Superior Técnico</title>
		<link>http://guspim.net/2010/07/23/banco-de-padroes-de-design-do-instituto-superior-tecnico/</link>
		<comments>http://guspim.net/2010/07/23/banco-de-padroes-de-design-do-instituto-superior-tecnico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 16:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Utilização]]></category>
		<category><![CDATA[Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Interfaces]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Foi lançado recentemente o <a href="http://bpd.ist.utl.pt/">Banco de Padrões de Design do Instituto Superior Técnico (BPDIST)</a>, um projecto pelo qual tenho especial carinho pois sintetiza grande parte do conhecimento que a equipa do <a href="http://nme.ist.utl.pt/">Núcleo de Multimédia e e-Learning do Técnico (NME)</a> foi adquirindo ao longo dos últimos anos.</p>

<p class="mb05">O objectivo primordial do BPDIST foi dotar as populações docente, não docente e estudantil do IST de meios que lhes permitam produzir web sites e aplicações de forma autónoma ou com uma intervenção mínima do NME. Mais tarde, a inexistência de outros bancos de padrões de design em língua portuguesa fez-nos decidir abrir o acesso para além do "Universo IST". </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="176" height="160" title="Banco de Padrões de Design do Instituto Superior Técnico (BPDIST)" alt="Banco de Padrões de Design do Instituto Superior Técnico (BPDIST)" src="/img/artigos/banco-de-padroes-de-design-do-instituto-superior-tecnico/bpd_logo.gif"/>
</div>
<p>Foi lançado recentemente o <a href="http://bpd.ist.utl.pt/">Banco de Padrões de Design do Instituto Superior Técnico (BPDIST)</a>, um projecto pelo qual tenho especial carinho pois sintetiza grande parte do conhecimento que a equipa do <a href="http://nme.ist.utl.pt/">Núcleo de Multimédia e e-Learning do Técnico (NME)</a> foi adquirindo ao longo dos últimos anos.</p>
<p>O objectivo primordial do BPDIST foi dotar as populações docente, não docente e estudantil do IST de meios que lhes permitam produzir web sites e aplicações de forma autónoma ou com uma intervenção mínima do NME. Mais tarde, a inexistência de outros bancos de padrões de design em língua portuguesa fez-nos decidir abrir o acesso para além do &#8220;Universo IST&#8221;. </p>
<p>A ideia de trabalharmos com padrões de design no NME (na altura GAEL) partiu do <a href="http://www.workingbruno.com/">Bruno Monteiro</a> aquando da redacção do Guia de Estilo para a Web do IST em 2004. Só uns anos mais tarde é que viríamos a corporizar essa intenção ao construir, muito lentamente, o que é o hoje o BPDIST. </p>
<p>Quando assumi a coordenação do NME no início deste ano decidi que o estado de maturação do BPDIST era suficiente para ser partilhado com um público mais alargado. Desde então ainda se sucederam múltiplos ajustes e revisões, mas finalmente reunimos consenso na equipa para lançar oficialmente o projecto. </p>
<p>O excelente feedback que temos recebido dá-nos alento para melhorar continuamente o BPDIST e torná-lo cada vez mais aberto à colaboração de todos. </p>
<p>Uma última nota&#8230; É com muito agrado que tenho assistido nos últimos anos ao consolidar de uma comunidade web portuguesa capaz de empreender iniciativas de peso e de defender activamente a adopção de boas práticas e a partilha de conhecimento. O BPDIST enquadra-se nesse mesmo &#8220;movimento&#8221; e confiamos que este é apenas o primeiro de muitos outros contributos para a evolução da web portuguesa. </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Simplenote</title>
		<link>http://guspim.net/2010/03/29/simplenote/</link>
		<comments>http://guspim.net/2010/03/29/simplenote/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 12:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ouvi falar do <a href="http://simplenoteapp.com/">Simplenote</a> pela boca do Merlin Mann, numa <a href="http://macpowerusers.com/2010/03/mpu-023-workflows-with-merlin-mann/">entrevista sobre workflows</a> no podcast Mac Power Users. Como tinha uma enorme embirração pelo Notes, a app nativa de notas do iPhone, resolvi testar em que medida o Simplenote se adaptava ao meu próprio workflow.</p>

<p class="mb05">Rapidamente percebi o fascínio do Merlin por esta aplicação, aliás este 3 em 1, que não só contrasta claramente com a abordagem demasiado estilizada do Notes como também permite a sincronização com um serviço web e com várias aplicações desktop (eu uso o <a href="http://notational.net/">Notational Velocity</a>).</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
  <a href="http://simplenoteapp.com/" class="naked"><img src="/img/artigos/simplenote/simplenote.png" class="si" alt="Simplenote" title="Simplenote" height="200" width="200" /</a>
</div>
<p>Ouvi falar do <a href="http://simplenoteapp.com/">Simplenote</a> pela boca do Merlin Mann, numa <a href="http://macpowerusers.com/2010/03/mpu-023-workflows-with-merlin-mann/">entrevista sobre workflows</a> no podcast Mac Power Users. Como tinha uma enorme embirração pelo Notes, a app nativa de notas do iPhone, resolvi testar em que medida o Simplenote se adaptava ao meu próprio workflow.</p>
<p>Rapidamente percebi o fascínio do Merlin por esta aplicação, aliás este 3 em 1, que não só contrasta claramente com a abordagem demasiado estilizada do Notes como também permite a sincronização com um serviço web e com várias aplicações desktop (eu uso o <a href="http://notational.net/">Notational Velocity</a>).</p>
<p>Só alguns dias mais tarde é que percebi que o Simplenote é uma das únicas aplicações que está integrada com o <a href="http://www.smileonmymac.com/TextExpander/touch/index.html">Textexpander Touch</a> no iPhone, o que me permite acelerar brutalmente a tomada de notas através do uso de shortcuts para gerar trechos de texto previamente definidos.</p>
<p>Com um setup que me garante ter notas sincronizadas entre 1 iPhone, 2 desktops e a web, o Simplenote não só passou a ser parte integrante do meu workflow como diria mesmo que o revolucionou. Ultimamente andava a carregar a aplicação de gestão de tarefas que utilizo, o <a href="http://www.omnigroup.com/products/omnifocus/">OmniFocus</a>, com pequenas notas que fazia sobre vários projectos; o Simplenote veio alterar esse workflow ao dar &#8220;casa própria&#8221; a essas notas que não são obviamente tarefas.  </p>
<p>Após este relato, fica o conselho para os fanáticos da produtividade que por aí andam: não se agarrem demasiado a nenhum sistema ou teoria, mudem de vez em quando uma das &#8220;peças da engrenagem&#8221; e vão ver que têm agradáveis surpresas.</p>
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		<item>
		<title>[Entrevista] Bruno Figueiredo</title>
		<link>http://guspim.net/2010/01/08/entrevista-bruno-figueiredo/</link>
		<comments>http://guspim.net/2010/01/08/entrevista-bruno-figueiredo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 10:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Utilização]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[User Research]]></category>
		<category><![CDATA[appu]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[REPUX]]></category>
		<category><![CDATA[usabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[ux-lx]]></category>

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		<description><![CDATA[ <p>Conheci o Bruno Figueiredo por altura da criação da <a href="http://groups.google.com/group/repux"> Rede Portuguesa de Experiência de Utilização (REPUX)</a>. Recordo-me que houve algum "atrito público" entre nós por discordámos sobre o processo que conduziu ao surgimento da <a href="http://www.usabilidade.org/">Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade (APPU)</a>, de que é Presidente. Mas a querela rapidamente foi ultrapassada e desde então estabelecemos elos de ligação, ou não fossemos os dois fanáticos por design centrado no utilizador :-).</p> 

<p class="mb05">O Bruno poderia ainda ter ficado resentido com as inúmeras "negas" que lhe dei aos convites para fazer apresentações nos seminários de usabilidade que organiza, mas, pelo contrário, tornou-se informalmente uma espécie de conselheiro do <a href="http://www.survs.com">Survs</a>, sempre pronto a dar sugestões e a contribuir para o aperfeiçoamento da aplicação. </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/bruno_figueiredo.jpg" class="si" alt="Bruno Figueiredo" title="Bruno Figueiredo" height="207" width="150" /></p>
<dl>
<dt>Bruno Figueiredo</dt>
<dd>User Experience Designer
<dd>
</dl>
</div>
<p>Conheci o <a href="http://pt.linkedin.com/in/brunofigueiredo">Bruno Figueiredo</a> por altura da criação da <a href="http://groups.google.com/group/repux"> Rede Portuguesa de Experiência de Utilização (REPUX)</a>. Recordo-me que houve algum &#8220;atrito público&#8221; entre nós por discordarmos sobre o processo que conduziu ao surgimento da <a href="http://www.usabilidade.org/">Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade (APPU)</a>, de que é Presidente. Mas a querela rapidamente foi ultrapassada e desde então estabelecemos elos de ligação, ou não fossemos os dois fanáticos por design centrado no utilizador :-).</p>
<p>O Bruno poderia ainda ter ficado ressentido com as inúmeras &#8220;negas&#8221; que lhe dei aos convites para fazer apresentações nos seminários de usabilidade que organiza, mas, pelo contrário, tornou-se informalmente uma espécie de conselheiro do <a href="http://www.survs.com">Survs</a>, sempre pronto a dar sugestões e a contribuir para o aperfeiçoamento da aplicação. </p>
<p>Sei que faz o mesmo com outras aplicações portuguesas, vestindo a camisola nacional das aplicações web como ninguém :-). E acreditem quando vos digo que só um louco menosprezaria os conselhos pertinentes que dá. </p>
<p>O seu último projecto é a todos os níveis impressionante: a realização de uma conferência de experiência de utilização, a <a href="http://www.ux-lx.com/">UX lx</a>, com um painel fortíssimo de oradores internacionais. Confesso que não considerava possível ver nomes como Jared Spool, Peter Merholz, Luke Wroblewski, Dan Saffer ou Bill Scott reunidos numa conferência em Portugal&#8230; </p>
<p>Após o seu regresso de Londres, onde trabalhou alguns anos, sem nunca deixar de estar atento à realidade portuguesa, é a altura ideal para ouvirmos o Bruno sobre uma série de assuntos que interessam particularmente à comunidade de experiência de utilização portuguesa.   </p>
<div id="interview">
<h2>Como é que um arquitecto &#8220;acaba&#8221; a trabalhar como consultor de experiência de utilização?  </h2>
<p>Eu escolhi o curso de arquitectura porque à data parecia ser um curso genérico para pessoas criativas. Sempre tive um leque alargado de interesses e via vários arquitectos expandirem a sua actividade para o design gráfico e de equipamento, por isso pareceu-me ser o melhor caminho a seguir. No segundo ano do curso equiparam o centro de informática da faculdade com computadores com acesso à internet e foi amor à primeira vista. Um ano depois estava a trabalhar na Tinta Invisível, a primeira empresa portuguesa de web design, na altura apenas com 5 pessoas. Aos poucos fui largando o web design e comecei a especializar-me nas questões de planeamento e fui naturalmente parar à área da experiência de utilização.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/appu.gif" class="si" alt="APPU" title="APPU" height="38" width="200" />
</div>
<h2>A experiência de estar à frente da APPU tem sido gratificante? Por vezes não te sentes a lutar uma luta inglória? Ou, pelo contrário, consideras que o mercado está mais sensível à importância de uma boa experiência de utilização?</h2>
<p>Tem dias. Há alturas em que é muito gratificante, principalmente quando conseguimos a atenção do publico e da imprensa e as pessoas começam a falar disto. A APPU é uma associação bastante jovem e como tal tem muito poucos recursos e por vezes torna-se frustrante não ter os meios necessários para se fazer o que se pretende. No entanto considero que temos conseguido uma projecção muito boa com os meios reduzidos que temos, e aos poucos as pessoas começam a estar mais sensibilizadas para os problemas de usabilidade no seu dia-a-dia.  </p>
<h2>Estiveste alguns anos a trabalhar em Inglaterra, quais são as grandes diferenças que sentiste comparativamente a Portugal?      </h2>
<p>Embora as coisas não estejam no mesmo patamar que nos Estados Unidos, estão bastante mais avançados que em Portugal. A profissão não só é largamente reconhecida como já começou a segmentar-se, o que é um sinal de maturidade. Mesmo assim, ainda me surpreendi algumas vezes com empresas gigantes e de renome no mercado que não faziam ideia do tipo de contributo que um profissional da área poderia dar. Só sabiam que deviam ter um. Penso que Portugal poderá estar neste patamar dentro de 5 anos.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/ux_lx.gif" class="si" alt="UX-lx" title="UX-lx" height="41" width="200" />
</div>
<h2>Estás a organizar uma conferência que reúne alguns dos profissionais de experiência de utilização mais reconhecidos internacionalmente? Como é possível ser &#8220;one man show&#8221; de um evento desta dimensão?  </h2>
<p>Já não é a primeira conferência internacional que organizo, por isso já tenho alguma experiência que me permite agilizar alguns processos. Por outro lado, o meu envolvimento em diversos projectos de organizações internacionais na área permitiu-me travar conhecimentos com muitos dos oradores da área, o que facilita bastante.      </p>
<p>No entanto, é um one man show temporariamente. Muito do que fiz pode ser feito desta forma mas à medida que se aproxima a data do evento vou necessitar de envolver mais pessoas. Alem disso o envolvimento recente da APPU na organização trará também una ajuda suplementar. </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado…  </h2>
<p>Livros ha varios, mas posso indicar o Design of Everyday things do Donald Norman. Foi o livro que me fez abrir os olhos para as razoes por detrás da dificuldade da interacção das pessoas com os objectos. Disco é mais dificil, pois tenho um gosto bastante ecletico. Por isso é difícil apontar um. Filme, talvez o Cinema Paraíso, pelo retrato do carácter humanista da época introdutória do cinema. É um filme de que gosto muito.  </p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Qual é o papel de um consultor de usabilidade?</title>
		<link>http://guspim.net/2009/12/21/qual-e-o-papel-de-um-consultor-de-usabilidade/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/12/21/qual-e-o-papel-de-um-consultor-de-usabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 13:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão de Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[User Research]]></category>
		<category><![CDATA[usabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[user experience]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><span class="mark">Um dos problemas da web portuguesa é a falta de conhecimento que os gestores de projectos web têm das várias áreas que gerem</span>, sendo que um dos sintomas dessa realidade é a sua falta de critério na contratação e acompanhamento de profissionais especializados.   </p>    

<p class="mb05">No <em><a href="http://guspim.net/2007/11/02/user-research-em-projectos-web/">user research</a></em>, área que em Portugal os profissionais ostentam, regra geral, o título de consultor de <a href="http://guspim.net/2008/02/19/o-que-e-a-usabilidade/">usabilidade</a> ou algo similar, esta situação acentua-se dado não existir formação académica que credencie a sua actividade.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
	 <img src="http://guspim.net/img/artigos/qual-e-o-papel-de-um-consultor-em-usabilidade/button.jpg" class="si" alt="" width="200" height="195" />
 </div>
<p><span class="mark">Um dos problemas da web portuguesa é a falta de conhecimento que os gestores de projectos web têm das várias áreas que gerem</span>, sendo que um dos sintomas dessa realidade é a sua falta de critério na contratação e acompanhamento de profissionais especializados.   </p>
<p>No <em><a href="http://guspim.net/2007/11/02/user-research-em-projectos-web/">user research</a></em>, área que em Portugal os profissionais ostentam, regra geral, o título de consultor de <a href="http://guspim.net/2008/02/19/o-que-e-a-usabilidade/">usabilidade</a> ou algo similar, esta situação acentua-se dado não existir formação académica que credencie a sua actividade.</p>
<p>Verifica-se cada vez mais uma preocupação em integrar o <em>user research</em> no desenvolvimento de projectos web, mas muitas vezes falta o conhecimento necessário para contratar a pessoa adequada para garantir a qualidade do trabalho.  </p>
<p><span class="mark">Como desempenho ambos os papéis, gestor e investigador, pensei que seria interessante fazer um &#8220;diagnóstico&#8221; de situação e propor algumas linhas orientadoras para a contratação e acompanhamento de consultores de usabilidade</span>.  </p>
<h2>O problema   </h2>
<p>O <em>user research</em> é muitas vezes “vendido” como algo de inquestionável; como a &#8220;maneira certa&#8221; de resolver  qualquer problema de design. O que nem sempre é transparente são as metodologias e técnicas aplicadas, nem a competência dos profissionais envolvidos para garantir o retorno do investimento.</p>
<p>Sendo uma actividade que congrega profissionais de áreas muito distintas (sociologia, psicologia, design, ergonomia, etc.), que condicionam a sua actuação, mais difícil se torna para um leigo perceber se está perante um trabalho de qualidade ou não.   </p>
<p>Numa excelente apresentação, intitulada &#8220;How to Lie with Design Research&#8221;, <a href="http://www.odannyboy.com/">Dan Saffer</a> vestiu a pele de um charlatão por vinte minutos e expôs com precisão cirúrgica algumas das más práticas e vigarices mais frequentes.</p>
<p><embed src="http://blip.tv/play/gdA8mJcIgdtj" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="405" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed> </p>
<p><span class="mark">Mas fica a pergunta no ar: como distinguir entre um &#8220;bom&#8221; e um &#8220;mau&#8221; trabalho?</span>     </p>
<p>Antes de mais, é necessário identificar onde se localizam os principais problemas:</p>
<ul>
<li>A montante, não são raras as vezes em que são encetadas investigações sem qualquer definição dos problemas a que se pretende dar resposta nem de métricas de avaliação do trabalho desenvolvido.  </li>
<li>A jusante, muitas vezes não existe uma avaliação objectiva dos resultados, logo não se pode medir o retorno da intervenção resultante da investigação.   </li>
</ul>
<h2>A “solução” </h2>
<p>A melhor forma de minimizar os problemas atrás referidos é garantir que se cumpram algumas condições que explorarei de seguida.  </p>
<h3>1. Definam o projecto </h3>
<p>Nem queiram imaginar a quantidade de projectos em que entrei a meio para constatar que as diferentes pessoas envolvidas tinham uma ideia completamente distinta sobre quais os objectivos e audiência…    </p>
<p>Chamem-lhe <em>creative brief</em>, <em>communication brief</em> ou qualquer outro nome que considerem adequado, mas qualquer projecto que não pretenda ser uma torre de babel tem de ter um documento orientador onde são definidos os objectivos, a audiência, a estratégia de comunicação, etc.   </p>
<h3>2. Contratem um especialista de competência reconhecida  </h3>
<p>A <a href="http://www.usabilidade.org/">Associação de Portuguesa de Profissionais de Usabilidade (APPU)</a> pode ajudar-vos a fazer uma triagem das empresas e profissionais a trabalhar em Portugal.  </p>
<h3>3. Definam objectivamente o(s) problema(s) que pretendem ver resolvido(s)  </h3>
<p>Não contratem um profissional porque consideram que o vosso <em>web site</em> não é “usável em geral”.  Contratem-no porque querem aumentar as vendas do produto x, aumentar a taxa de conversão ao serviço y, reduzir a carga de um call center através de uma boa ajuda on-line, etc. </p>
<p>É óbvio que o recenseamento de problemas pode ser feito em colaboração com o próprio consultor, mas o que é realmente fundamental é não cair na abstracção. Qualquer problema que não seja bem identificado não será certamente resolvido.        </p>
<h3>4. Trabalhem de forma colaborativa </h3>
<p>Independentemente do problema que esteja em cima da mesa, o trabalho do consultor é sempre compreender os objectivos, atitudes e comportamentos da vossa audiência para posteriormente conseguir articulá-los com os vossos objectivos de negócio.      </p>
<p>Nesse processo, a colaboração com os vários departamentos da organização é fundamental por duas razões:  </p>
<ul>
<li> Mais do que ninguém as pessoas da empresa têm ”conhecimento de domínio” concreto sobre a área de negócio. O consultor pode trabalhar um dia num <em>web site</em> de um banco e noutro numa universidade, mas muitas das pessoas da empresa trabalham nesse negócio há anos. Esse conhecimento é precioso, nenhum bom profissional de usabilidade o menospreza.            </li>
<li>Muitas vezes existe já informação sistematizada sobre a audiência na organização.     </li>
</ul>
<p>Trabalhem com o consultor. Exijam que este consiga fazer uma ponte clara entre os vossos objectivos de negócio e os objectivos do estudo. Questionem o que vos é apresentado e exijam explicações convincentes. </p>
<h3>5. Exijam uma clara definição das métricas de avaliação   </h3>
<p>Na proposta que vos for apresentada tem de estar explícito quais as métricas de avaliação das alterações propostas: o que se vai melhorar e qual a forma de “medir” essas alterações?     </p>
<h3>6. Avaliem as possíveis mais-valias   </h3>
<p>Com a proposta de alterações na mão, façam vocês uma análise custo / benefício das alterações. Caso a consideram satisfatória, avancem para a implementação. Caso contrário não hesitem em dar por terminado o trabalho nesse momento. </p>
<h3>7.  Avaliem qual foi o retorno de investimento real   </h3>
<p>Após implementadas as propostas decorrentes dos resultados da investigação, apliquem as métricas de avaliação e façam um balanço do trabalho real. De seguida, comparem-no com o que tirariam da intervenção de outro tipo de especialista. Não se deixem influenciar demasiado pelos títulos profissionais. </p>
<h2>Síntese </h2>
<p>Ficaram aqui alguns conselhos para que os gestores de projectos web consigam trabalhar de forma mais sustentada com consultores de usabilidade. </p>
<p><span class="mark">Não se esqueçam que no final do dia o que é relevante é aferir se o trabalho foi importante para vos aproximar mais dos vossos objectivos enquanto organização. Tudo o resto é mero artificio para inglês ver.</span> </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cria um sistema de monitorização da reputação on-line em 5 minutos!</title>
		<link>http://guspim.net/2009/12/10/cria-um-sistema-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line-em-5-minutos/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/12/10/cria-um-sistema-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line-em-5-minutos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 14:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócio]]></category>
		<category><![CDATA[monitotização]]></category>
		<category><![CDATA[reputaçã]]></category>
		<category><![CDATA[reputação on-line]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A monitorização da reputação on-line deve ser entendida como um "exercício relacional", porque a nossa reputação não se constrói num vazio, mas sim numa rede de interacções onde a capacidade de reacção é determinante para a definição do "equilíbrio de forças".</p>

<p class="mb05">Já vos tinha <a href="http://guspim.net/2009/05/01/manual-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line/">alertado para esta realidade</a> e identificado quais os <a href="http://guspim.net/2009/05/31/9-pontos-incontornaveis-da-monitorizacao-da-reputacao-on-line/">pontos a que devem dar especial atenção</a>. Chega agora a altura de apresentar a primeira de uma série de ferramentas que vos podem ajudar nesta tarefa.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="200" height="486" src="/img/artigos/sistema-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line/TwitterWords.gif" alt="Twitter" title="Twitter">
</div>
<p>A monitorização da reputação on-line deve ser entendida como um &#8220;exercício relacional&#8221;, porque a nossa reputação não se constrói num vazio, mas sim numa rede de interacções onde a capacidade de reacção é determinante para a definição do &#8220;equilíbrio de forças&#8221;.</p>
<p>Já vos tinha <a href="http://guspim.net/2009/05/01/manual-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line/">alertado para esta realidade</a> e identificado quais os <a href="http://guspim.net/2009/05/31/9-pontos-incontornaveis-da-monitorizacao-da-reputacao-on-line/">pontos a que devem dar especial atenção</a>. Chega agora a altura de apresentar a primeira de uma série de ferramentas que vos podem ajudar nesta tarefa.</p>
<p>Começo com uma sugestão fácil de operacionalizar, sem custos e que não vos roubará muito tempo. Para criar este sistema bastam apenas três passos:   </p>
<ol>
<li>Abram uma conta no <a href="http://www.netvibes.com/">Netvibes</a> ou num portal similar</li>
<li>Adicionem feeds do vosso Twitter e blog, assim como pesquisas relevantes para a vossa actividade, e alinhem-nos numa coluna</li>
<li>Façam o mesmo para os vossos concorrentes e alinhem-nos nas colunas subsequentes   </li>
</ol>
<p>Já perceberam o alcance? A partir de agora têm um sistema montado que vos permite acompanhar e comparar o que se faz e o que se diz na área do vosso interesse. </p>
<div class="miContainer">
<img class="si imgBorder" width="465" height="334" src="/img/artigos/sistema-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line/dashboard.jpg" alt="Twitter" title="Twitter">
</div>
<p>É óbvio que estamos longe de uma recolha exaustiva dos principais indicadores que determinam a reputação do que quer que seja, é antes um ponto de partida para análises mais profundas.</p>
<p>Comecem com esta base e não se esqueçam de ir partilhando aqui as alterações que forem fazendo ;-).   </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://guspim.net/2009/12/10/cria-um-sistema-de-monitorizacao-da-reputacao-on-line-em-5-minutos/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>OmmWriter</title>
		<link>http://guspim.net/2009/12/02/ommwriter/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/12/02/ommwriter/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 13:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guspim.net/?p=628</guid>
		<description><![CDATA[<p>Descobri o <a href="http://www.ommwriter.com">OmmWriter</a> a semana passada algures no <a href="http://www.twitter.com/guspim">Twitter</a> e, acreditem no que vos digo, foi amor ao primeiro teclar.</p>

<p class="mb05">A <a href="http://www.herraizsoto.com/weblog/mac/">Herraiz Soto &#038; Co</a>, que produziu esta preciosidade, apresenta o OmmWriter como um processador de texto que acredita no prazer da escrita, reivindicando uma relação íntima entre escritor e o "papel" onde escreve.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/ommwriter/ommwriter.gif" class="si" alt="Ommwriter" title="Ommwriter"  width="192" height="130" /></p>
</div>
<p>Descobri o <a href="http://www.ommwriter.com">OmmWriter</a> a semana passada algures no <a href="http://www.twitter.com/guspim">Twitter</a> e, acreditem no que vos digo, foi amor ao primeiro teclar.</p>
<p>A <a href="http://www.herraizsoto.com/weblog/mac/">Herraiz Soto &#038; Co</a>, que produziu esta preciosidade, apresenta o OmmWriter como um processador de texto que acredita no prazer da escrita, reivindicando uma relação íntima entre escritor e o &#8220;papel&#8221; onde escreve.</p>
<p>Esta abordagem minimalista assenta como  uma luva à tal necessidade de concentração de que vos falei no <a href="http://guspim.net/a-tecnica-pomodoro™/">post anterior</a>. Quando abrimos o OmmWriter entramos num mundo à parte onde só nos resta uma coisa: escrever, escrever, escrever, &#8230;  </p>
<p><object width="500" height="282"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7670108&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7670108&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="282"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Técnica Pomodoro™</title>
		<link>http://guspim.net/2009/11/24/a-tecnica-pomodoro%e2%84%a2/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/11/24/a-tecnica-pomodoro%e2%84%a2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Produtividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guspim.net/?p=617</guid>
		<description><![CDATA[<p>Sempre tive uma dificuldade de concentração absurda, distraio-me com tudo e se não houver nada para me distrair distraio-me com a própria ausência de distracções. Agora imaginem esta cabeça difusa a laborar no admirável mundo das novas tecnologias… Facebook, Twitter, Youtube, feeds rss, e mais um par de botas, todos as gritar na minha cabeça “escolhe-me a mim, escolhe-me a mim”... Não é fácil!</p>

<p class="mb05">Para resolver os problemas dos "tempos modernos", nada como recorrer à sabedoria popular. Todos conhecem o velho truque de acenar com uma cenoura à frente de um burro para ele andar, certo? Eu sou o burro desta versão da história, mas terão que ler o parágrafo seguinte para conhecer a cenoura. </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/a-tecnica-pomodoro/pomodoro.gif" class="si" alt="Pomodoro"  height="186" width="235" title="Pomodoro" height="186" width="235"></p>
</div>
<p>Sempre tive uma dificuldade de concentração absurda, distraio-me com tudo e se não houver nada para me distrair distraio-me com a própria ausência de distracções. Agora imaginem esta cabeça difusa a laborar no admirável mundo das novas tecnologias… Facebook, Twitter, Youtube, feeds rss, e mais um par de botas, todos as gritar na minha cabeça “escolhe-me a mim, escolhe-me a mim”&#8230; Não é fácil!</p>
<p>Para resolver os problemas dos &#8220;tempos modernos&#8221;, nada como recorrer à sabedoria popular. Todos conhecem o velho truque de acenar com uma cenoura à frente de um burro para ele andar, certo? Eu sou o burro desta versão da história, mas terão que ler o parágrafo seguinte para conhecer a cenoura. </p>
<p>Desde há muito que sigo uma técnica de produtividade baseada na lógica trabalho/recompensa. E o que é que isto quer dizer? É simples, defino períodos de tempo em que apenas me foco numa única tarefa, evitando qualquer tipo de distracção; no final desse tempo &#8220;tenho direito&#8221; a fazer um intervalo &#8220;livre de sentimentos de culpa&#8221; onde estou &#8220;autorizado&#8221; a  perde-me nas actividades lúdicas que me apetecer (está apresentada a cenoura).</p>
<p>Para quem não sofre de problemas de concentração esta técnica poderá parecer quase um exercício de auto-flagelação, mas para o resto de nós, susceptíveis de nos distrairmos ao mínimo estimulo, é o enquadramento perfeito para aumentar a produtividade.</p>
<p>De um momento para o outro surgiram inúmeras referências na Web a esta técnica, apelidando-a de <a href="http://www.pomodorotechnique.com/">Pomodoro Technique™</a>. Não querendo desacreditar a ideia de que foi um tal de Francesco Cirillo que a formalizou e nomeou, parece-me um pouco abusivo atribuir-lhe a autoria de uma prática que não só era certamente usada, mais ou menos formalmente, por outros que o antecederam, como também é referida em vários &#8220;manuais&#8221; de produtividade.</p>
<p>Poderá argumentar-se que a Pomodoro Technique™ (reparem que tem trademark e tudo), é mais do que o princípio nuclear que descrevi, mas no fundo o que lhe garante eficácia é esse mesmo princípio. </p>
<p>Autorias à parte, há uma enorme vantagem neste <em>hype</em> em torno do Pomodoro, é que têm surgido uma série de ferramentas extremamente úteis para a pôr em prática, das quais destaco o <a href="http://pomodoro.ugolandini.com/">Pomodoro Desktop</a> e o <a href="http://www.focusboosterapp.com/">focus booster</a>.</p>
</p>
<p>Fica aqui a sugestão para que assumam o papel de burro por inteiro, mas sempre com algum cuidado para perceberem que apenas estão a representar uma personagem. Esqueçam-se dela naqueles dias em que estão tão envolvidos no que estão a fazer que é preciso vir alguém arrancar-vos da cadeira para pararem :-).        </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista da Enough Pepper ao Made in Portugal da TSF</title>
		<link>http://guspim.net/2009/10/21/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/10/21/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 07:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[Enough Pepper]]></category>
		<category><![CDATA[survs]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guspim.net/?p=605</guid>
		<description><![CDATA[<p class="mb05">Eu e o Paulo Andrade demos uma entrevista ao programa <a href="http://tsf.sapo.pt/Programas/programa.aspx?content_id=1015543">Made in Portugal</a> da TSF sobre a aplicação de inquéritos <a href="https://www.survs.com/">Survs</a> que desenvolvemos em conjunto com os outros dois sócios da <a href="http://www.enoughpepper.com/">Enough Pepper</a>, o João Alfaiate e o Miguel Arroz.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="136" height="92" title="TSF" alt="TSF" src="/img/artigos/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/tsf.gif"/></a>    </a>
</div>
<p>Eu e o Paulo Andrade demos uma entrevista ao programa <a href="http://tsf.sapo.pt/Programas/programa.aspx?content_id=1015543">Made in Portugal</a> da TSF sobre a aplicação de inquéritos <a href="https://www.survs.com/">Survs</a> que desenvolvemos em conjunto com os outros dois sócios da <a href="http://www.enoughpepper.com/">Enough Pepper</a>, o João Alfaiate e o Miguel Arroz.</p>
<p>A entrevista para além de se debruçar sobre o percurso feito até aqui, revela também qual o &#8220;tempero especial&#8221; que aplicamos aos projectos em que nos envolvemos :-).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>[Entrevista] Bruno Monteiro</title>
		<link>http://guspim.net/2009/09/11/entrevista-bruno-monteiro/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/09/11/entrevista-bruno-monteiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 11:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Utilização]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[brunomonteiro]]></category>
		<category><![CDATA[gael]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guspim.net/?p=511</guid>
		<description><![CDATA[<p>Conheci o <a href="http://paideia.tumblr.com/">Bruno</a> há cinco anos atrás na primeira entrevista de emprego a que concorri após me ter despedido do millenniumbcp.pt. Ele no papel de coordenador do <a href="http://gael.ist.utl.pt/">GAEL</a>*; e eu na pele de candidato que não reunia um dos requisitos para a posição - conhecimento aprofundado em web standards.  </p>

<p class="mb05">Uns tempos mais tarde recebo um email dele a informar-me que estava na <em>short list</em>, mas que precisava de ver a minha "arte" em web standards (que o Bruno sabia que eu não tinha)…</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/brunomonteiro.jpg" class="si" alt="Bruno Monteiro" title="Bruno Monteiro" height="185" width="150"></p>
<dl>
<dt>Bruno Monteiro</dt>
<dd>User Experience Designer
<dd>
</dl>
</div>
<p>Conheci o <a href="http://paideia.tumblr.com/">Bruno</a> há cinco anos atrás na primeira entrevista de emprego a que concorri após me ter despedido do millenniumbcp.pt. Ele no papel de coordenador do <a href="http://gael.ist.utl.pt/">GAEL</a>*; e eu na pele de candidato que não reunia um dos requisitos para a vaga &#8211; conhecimento aprofundado em web standards.  </p>
<p>Uns tempos mais tarde recebo um email dele a informar-me que estava na <em>short list</em>, mas que precisava de ver a minha &#8220;arte&#8221; em web standards (que o Bruno sabia que eu não tinha)…</p>
<p>Encarei a provocação com um sorriso nos lábios e fiz um protótipo de web site  no fim de semana seguinte e consegui o emprego. Não pensem que estava uma obra prima, mas o que estava realmente a ser avaliado era a minha pro-actividade. </p>
<p>Ir para o Técnico foi crucial para a minha evolução profissional, logo nunca esquecerei a oportunidade que me foi dada pelo Bruno e pelo Director Adjunto para as Novas Tecnologias na altura, Pedro Santos. Para já não falar da confiança e autonomia que tive desde o primeiro momento.</p>
<p>Pouco falta às nossas recorrentes discussões para atingirem um estatuto de míticas, em grande parte devido a concepções radicalmente diferentes de gestão, mas conseguimos sempre a saudável proeza de rapidamente ultrapassar qualquer atrito.    </p>
<p>Aliás, é mesmo paradoxal que eu seja tão crítico em relação a quem me deu a oportunidade certa no momento certo, e que praticou uma gestão anos luz à frente do que conheço de outras realidades similares, colocando sempre o trabalho à frente do protagonismo… Mas é a minha natureza; é  mais forte que eu…</p>
<p>As duras críticas com que massacrei o Bruno enquanto “gestor” nunca tiveram correspondência na apreciação que faço da sua competência técnica. Como <em>user experience designer</em> não penso que tenha paralelo em Portugal. E esta tudo dito. </p>
<p>Após a sua recente demissão da coordenação do GAEL, e de ter conseguido a tarefa hercúlea de redesenhar o web site do Técnico em tempo recorde com recursos escassíssimos, eis uma excelente altura para o ouvirmos.      </p>
<p><span class="mark2 fs1">* Gabinete de Apoio à Produção de Conteúdos Multimédia e e-Learning  do Instituto Superior Técnico ou nome-de-gabinete-que-ninguém-fixa-dada-a-sua-absurda-extensão.</span> </p>
<div id="interview">
<h2>Fala-nos um pouco do teu percurso profissional e académico.  </h2>
<p>Ui! Começas com uma pergunta que exige alguma capacidade de síntese. Bom, quem ler o que acabei de escrever pensará que estás a falar com alguém que está perto de comemorar os cinquentas anos de carreira&#8230; nem tanto, amigo. Digo que é uma tarefa difícil para quem, como eu, se costuma alongar nestes relatos.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/iscte.gif" class="si" alt="Iscte" title="Iscte" height="34" width="200"></p>
</div>
<p>Na verdade eu comecei a trabalhar no ano em que, terminado o 12º ano no Liceu Camões, me candidatei à universidade, pela primeira vez, e vi a entrada por um “canudo” ou seja a 0.8 pontos de distância. No entanto, estava decidido a tentar novamente no ano seguinte e empenhado em vingar na primeira opção &#8211; Sociologia no ISCTE.  No ano seguinte, as provas correram melhor e consegui entrar no curso que pretendia. </p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/ist.gif" class="si" alt="Iscte" title="Iscte" height="51" width="200"></p>
</div>
<p>Pouco tempo depois estava a  transitar do meu primeiro emprego  no IST &#8211; trabalhava na reprografia, a tirar fotocópias e fazer encadernações o dia inteiro &#8211; para a Biblioteca, onde os horários eram mais flexíveis e o trabalho menos mecânico. Esta mudança acabou por complicar um pouco o meu primeiro ano como universitário porque estive a frequentar, durante cerca de 9 meses, um curso de técnico profissional de Biblioteca e Documentação (640 horas em regime pós-laboral). O meu dia era intenso: levantava-me às 6.10 da manhã, começava as aulas às 8.00,  e por volta das 13.00 estava a caminho do IST. Saia por volta das 19.00 para as aulas do curso de BD. Chegava a casa pela meia-noite. </p>
<p>Foram uns meses cansativos, mas não me arrependo das escolhas que fiz. Não vi as minhas expectativas goradas em Sociologia e gostei imenso dos últimos anos, quando pude escolher algumas cadeiras mais especializadas, relacionadas com a área de trabalho e organizações. Interessava-me sobretudo pela forma como a tecnologia estava a influenciar as organizações e a definir novos modelos produtivos. </p>
<p>Por outro lado, em 1997 comecei a ficar deslumbrado com o crescimento da web, e a interessar-me por web design visto que o design era já uma paixão antiga. Comecei a fazer algum trabalho de design gráfico como freelancer e no final da década de 90 tive a ousadia de fazer o primeiro web site da Biblioteca do Técnico do qual, felizmente, já não existem vestígios! Se começar por dizer que utilizei o Frontpage, penso que os mais “standardistas” entre nós ficam elucidados&#8230; de resto, não era apenas o código que padecia de fraca qualidade. :-)</p>
<p>A resposta já vai longa (eu avisei)&#8230; abreviando em 2002 fui convidado para trabalhar no GAEL onde ainda estou. </p>
<h2>Como foi a experiência de coordenar um gabinete como o GAEL?  </h2>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/gael.gif" class="si" alt="GAEL" title="GAEL" height="152" width="100"></p>
</div>
<p>Foi uma experiência extremamente positiva. Apesar de, como sabes, não gostar particularmente de algumas  funções inerentes à coordenação, aprendi imenso e tive a oportunidade de estar envolvido em projectos interessantes. Creio que contribuiu imenso para o meu crescimento profissional, quer como já disse pela natureza dos projectos, quer pela  autonomia e “espaço” que me foi concedido em algumas dimensões do meu trabalho e pelas próprias condicionantes e restrições de trabalhar num gabinete de uma instituição pública (as dificuldades também nos ensinam, estimulando o pragmatismo e a gestão eficiente de recursos). Outro dos aspectos importantes, foi a oportunidade de trabalhar com alguns profissionais  de elevada qualidade e com os quais aprendi e continuo a aprender.</p>
<p>Por outro lado esta experiência de coordenação limitou, de certa forma, o meu trabalho individual como web designer. Coloquei, se assim o posso dizer, menos vezes as “mãos na massa” em projectos aliciantes. Inevitavelmente, existe sempre um “trade off” ligadas a estas funções. </p>
<h2>Trabalhas na tão mal afamada função pública há 15 anos, o que achas que devia mudar? </h2>
<p>Acho que existe a necessidade de implementar medidas e políticas que privilegiem a eficácia, eficiência, qualidade e produtividade. Obviamente, algumas dessas medidas e reformas são impopulares e vão penalizar políticamente quem tiver coragem de as implementar. Estou a falar, por exemplo, da figura do despedimento na administração pública, de processos disciplinares que não sejam inconsequentes e de um sistema de avaliação de desempenho que esteja orientado para uma cultura de exigência, mas implementado de uma forma séria dando formação aos avaliadores e facultando ferramentas de monitorização de desempenho. A legislação é normalmente “castradora” porque se centra no controlo e não na eficiência dos processos. O recrutamento e a aquisição de bens e serviços na administração pública é um pesadelo!</p>
<p>Algumas mudanças estão dependentes do legislador, mas outras dependem da cultura organizacional das instituições: a existência de uma verdadeira liderança estratégica, uma gestão centrada nos objectivos, uma aposta clara na formação e requalificação profissional  e uma verdadeira gestão de recursos humanos. Não é preciso estudar psicossociologia das organizações para perceber que na Administração Pública se confunde gestão de pessoal com gestão de recursos humanos.</p>
<p>Nada do que disse é novo. Muitos já disseram o mesmo. Eu acredito que o diagnóstico está feito há muito, mas as reformas tendem a tardar. A tecnologia e a mudança geracional trouxe à função pública melhorias significativas nos últimos anos, mas estou convencido que poderíamos fazer mais e melhor.  </p>
<h2>Estiveste envolvido numa startup, mas a experiência não correu muito bem. O que aprendeste nessa aventura?     </h2>
<p>Parece que hoje em dia é “trendy” falar de startups e empreendedorismo. Num pais que durante anos teve uma economia constituida por pequenas e médias empresas, parece-me que não nos faltaram “empreendedores”. </p>
<p>Bom, perdoa-me este intróito algo disperso&#8230; mas embora seja louvável que exista, em qualquer economia e sobretudo numa economia frágil como a portuguesa, um movimento a incentivar o empreendedorismo a verdade é a mesma de sempre:  nem todos tem o perfil para serem empreendedores e não existe mal nenhum em trabalhar para outrém.</p>
<p>Na startup em que estive envolvido, na área dos jogos online, aprendi que além da ideia, quando não existe grande capacidade de investimento, é necessário garantir que existe no grupo as competências nucleares ao desenvolvimento do projecto ou que podem ser incorporadas por um custo residual. </p>
<p>É fundamental que se estabeleçam cenários de sucesso e insucesso que sejam comuns a todos os envolvidos. Representações distintas não favorecem a coesão. É importante definir e respeitar as áreas de competência de todos em qualquer circunstância e é absolutamente crucial escolher os parceiros certos, nomeadamente, os parceiros empresariais. Por outro lado, ter a consciência  de que, de um modo ou de outro, esse projecto vai “mudar” a nossa vida, sobretudo a disponibilidade de tempo para nós próprios e para a nossa família ou amigos.</p>
<p>Se foi a minha “aventura” definitiva pelo mundo das startups, não faço a mínima ideia. Contudo é certo que valorizo esta experiência. Se voltar a envolver-me na criação de uma “startup” não serei tão ingénuo. </p>
<h2>Fizeste recentemente o novo web site do técnico com recursos escassos e num prazo apertadíssimo. Como conseguiste atenuar esses factores e executar o trabalho a tempo e horas? </h2>
<p>Contratando os serviços de uma empresa indiana&#8230; Não, estou a brincar! :)</p>
<p>Acho que foi fundamental ter a consciência de que era realmente necessário uma grande dedicação (com muitas horas extra), tentar melhorar a comunicação e articulação de ideias e competências entre todos os intervenientes (alguma gestão de projecto), maximizar a eficiência do processo e articulação das várias fases do projecto e ser muito pragmático. </p>
<div class="miContainer"><a href="http:/www.ist.utl.pt" class="naked" class="broken_link"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/istwebsite1.jpg" class="mi" width="480" height="441" alt="Web site do Instituto Superior Técnico" title="Web site do Instituto Superior Técnico"/> </a></div>
<p>Tive, como sabes, de ajustar as minhas expectativas  de acordo com os vários constrangimentos do  projecto e ter a consciência de que “produto final”, sendo um progresso significativo face ao web site anterior, poderia estar melhor. Tive, como acontece quase sempre neste tipo de processos, de ceder a opções com as quais discordo totalmente. </p>
<p>Há ainda muito trabalho a fazer. Espero que esse trabalho seja para tornar melhor o web site.</p>
<p>Por outro lado, é importante realçar as contribuições e colaborações &#8211; umas mais esporádicas, outras mais permanentes &#8211; de alguns colegas. Esse “input” foi extremamente valioso e, por exemplo, sem o meu “wingman” ;-) teria sido impossível cumprir o prazo. Além da ajuda arrastou-me diversas vezes para um belo sushi&#8230; óptimo para levantar a moral! </p>
<div class="miContainer"><a href="http:/www.ist.utl.pt/pt/sobre-IST/cooperacao-internacional/" class="naked"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/istwebsite4.jpg" class="mi" width="480" height="438" alt="Web site do Instituto Superior Técnico" title="Web site do Instituto Superior Técnico"/>      </a>
	</div>
<h2>Indica-nos alguns dos teus &#8220;super-heróis&#8221; de design e/ou web design?  </h2>
<p>Tough that one! Deixa-me pensar &#8230; bom, tive várias influências e pessoas cujo trabalho me marcou. Lembro que o primeiro designer gráfico cujo trabalho me deixou fascinado foi o <a href="http://www.paul-rand.com">Paul Rand</a>, acompanhei mais tarde algum trabalho da <a href="http://www.chasedesigngroup.com">Margo Chase</a> (uma apaixonada pelo gótico e por tipografia) e do incontornável <a href="http://www.davidcarsondesign.com">David Carson</a>.</p>
<p>Na web vibrei com o ainda existente <a href="http://www.k10k.net">Kaliber 10 000 </a>do Toke Nygaard e Michael Schmidt e uma das primeiras versões  da Surfstation do <a href="http://surfstation.com">Thomas Brodahl</a>. Passei imensas horas a navegar nestes web sites. As comunidades de design foram um instrumento precioso para conhecer o trabalho que se fazia na web e fora da web.</p>
<p>Não podia deixar de referir o primeiro livro do <a href="http://www.zeldman.com">Jeffrey Zeldman</a>, “Taking your talent to the Web”. Penso que poucos, ou mesmo ninguém, conseguiu expôr com tamanha clareza os benefícios e a necessidade de existirem “web standards”.</p>
<p>Hoje em dia, sigo com regularidade o trabalho do <a href="http://weightshift.com">Naz Hamid</a>, do <a href="http://thebignoob.com/soldiers/ryan">Ryan Sims</a>, <a href="http://www.wilsonminer.com">Wilson Miner</a> e <a href="http://playgroundblues.com">Nathan Borror</a> entre outros. Têm um talento descomunal. </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado…</h2>
<p>Só um? É tarefa quase impossível! Assim, tenho que ser mesmo muito criterioso: “O Lobo das Estepes” de Herman Hesse marcou profundamente o fim da minha adolescência.  Ui! Um disco&#8230; “Violator” dos Depeche Mode. Um só filme&#8230; não consigo. Posso fazer batota? “M. Butterfly”, “Remains of the day” (esqueci-me do título em português) e, finalmente, um que ainda está bem vivo na minha memória “Revolutionary Road”. </p>
</div>
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		<title>[Livro] Outliers: The Story of Success</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 13:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O último livro de Malcolm Gladwell, autor de <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0349113467">Tipping Point</a> e <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141014598">Blink</a>, foi-me <a href="http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/">narrado</a> pelo próprio já um pouco tarde face à data de publicação. Depois de algum entusiasmo inicial, rapidamente concluí que provavelmente nunca lhe devia ter pegado...</p>

<p class="mb05">Não me entendam mal, o seu enorme carisma e facilidade em traduzir fenómenos complexos para a linguagem do senso comum continuam bem vivos e estimulantes. O problema reside nos processos questionáveis como consegue esse feito.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141036257" class="naked"><img class="si" width="200" height="302" title="Outliers" alt="Outliers" src="/img/artigos/livro-outliers-the-story-of-success/outliers.jpg"/></a>    </a>
</div>
<blockquote><p>“Outliers are those who have been given opportunities — and who have had the strength and presence of mind to seize them.”  </p>
<p class="source">Malcolm Gladwell</p>
</blockquote>
<p>O último livro de Malcolm Gladwell, autor de <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0349113467">Tipping Point</a> e <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141014598">Blink</a>, foi-me <a href="http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/">narrado</a> pelo próprio já um pouco tarde face à data de publicação. Depois de algum entusiasmo inicial, rapidamente concluí que provavelmente nunca lhe devia ter pegado&#8230;</p>
<p>Não me entendam mal, o seu enorme carisma e facilidade em traduzir fenómenos complexos para a linguagem do senso comum continuam bem vivos e estimulantes. O problema reside nos processos questionáveis como consegue esse feito.</p>
<p>Antes de começar a “bater”, vejamos o que é defendido nesta obra: <span class="mark">o sucesso não advém de um dom inato, mas sim de um conjunto de oportunidades (ano e local de nascimento, família, etnia, …) e da “força de espírito” para as aproveitar. Mais: o autor defende que qualquer <em>outlier</em> teve que trabalhar pelo menos 10000 horas até atingir esse estatuto</span>.</p>
<p>O vídeo humorístico que se segue sintetiza esta tese. Vejam-no que já voltamos à vaca fria.  </p>
<p><embed src="http://blip.tv/play/AfqcduMr" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="390" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed><p>Onde é que eu assino por baixo? Não podia estar mais de acordo, mas qual é a novidade?  </p>
<p>Ao longo de todo o livro o autor afirma que a generalidade das pessoas vê o sucesso como fruto de um dom inato?! Ou seja, até ele nos vir iluminar a todos, a maioria de nós pensava que só tinham sucesso aqueles que tinham sido tocados por uma espécie de toque divino?! </p>
<p>Estamos perante um exemplo da falácia do <em>straw man</em>… Ou seja, interpretar erroneamente os argumentos do nosso opositor para logo a seguir o criticar. </p>
<p>Acredito que ainda haja uma percentagem significativa de pessoas que pensem que o sucesso advém de algo inexplicável, que “nasce connosco”. Mas daí a ser a visão dominante… </p>
<p>Críticas à parte, o livro apresenta-nos alguns excelentes exemplos de que a crença num dom inato não faz sentido, mesmo na história daqueles que aprendemos a considerar especialmente dotados. Vejam por exemplo o caso dos Beatles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" width="649" height="422" ><param name="flashvars" value="webhost=fora.tv&#038;clipid=8882&#038;cliptype=highlight" /><param name="allowScriptAccess" value="always"  /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://fora.tv/embedded_player" /><embed flashvars="webhost=fora.tv&#038;clipid=8882&#038;cliptype=highlight" src="http://fora.tv/embedded_player" width="649" height="422" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></object>    </p>
<p>Mas não à bela sem senão… Não são raros os casos em que o autor se contenta com explicações simplistas que fazem as minhas “raízes de sociólogo” retraírem-se em sinal de protesto. </p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Mesmo com as fragilidades que apontei, Outliers é um livro agradável de ler, sobretudo na <em>silly seasson</em> onde a tolerância a alguns devaneios e imprecisões é maior… Poderia ser um excelente livro se cumprisse duas condições:  </p>
<ol>
<li>Fosse mais rigoroso e exigente na sustentação das afirmações.</li>
<li>Não construísse um uma ideia falsa de como o senso comum vê a explicação do sucesso.    </li>
</ol>
<p>Recomendo a leitura? Não. Prefiro que vejam antes a <a href="http://www.charlierose.com/view/interview/9855 ">entrevista</a> que o Malcolm Gladwell deu ao Charlie Rose e depois decidam por vocês próprios. </p>
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