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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/jYHCQ5SEbco/missa-de-mes.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/10/missa-de-mes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-8853761552936350121</guid><pubDate>Tue, 07 Sep 2010 13:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-07T10:51:45.304-03:00</atom:updated><title>Francisca</title><description>&lt;div align="justify"&gt;São Francisco de Assis, dizia-se dele, falava com os animais. Já Francisca tinha uma capacidade de comunicação, não com animais, mas com policiais. E nada há de pejorativo nisto: não se pode imaginar um mundo sem ambos. E na dita sociedade civil, muitas vezes o policial militar é um ser à parte, incomunicável, que só merece cobrança. "Não alimente os animais", parecem dizer. Em qualquer julgamento, o policial é sempre um ser que age por instinto, com uma "cultura" própria. "Não alimente os policiais", parecem dizer. Esquecem, todos, que há um ser humano por trás da farda. Francisca jamais esqueceu.&lt;br /&gt;
Francisca se comunicava como poucos, com estes que a sociedade considera quase como animais. Lhes dava amor, carinho, devoção. Uma verdadeira Madrinha. &lt;br /&gt;
Dona Francisquinha, no entanto, nos pregou uma peça na madrugada deste sábado, às cinco da manhã. Foi-se embora sem avisar, sem telefonar antes com aquela voz meio rouca, falando rápido, sempre em tom de urgência. Seu sepultamento foi no próprio sábado, de modo que eu só tive a notícia triste depois que tudo estava resolvido.&lt;br /&gt;
É típico de Dona Francisquinha. Geralmente, quando ligava para dar um relato, já estava tudo resolvido mais da metade. &lt;br /&gt;
Em toda passagem de comando de batalhão da Zona Sul (e até muitos pela Zona Norte, para onde se atirava das Laranjeiras) lá estava ela. Baixinha, gordinha, óculos pregado no rosto, bolsa balançando. Sempre reverente aos hinos - não à toa que resolvi romper o silêncio deste blog exatamente neste dia 7 de setembro para homenageá-la. Não só por ser dia da Independência, Dia da Pátria - que Francisca representava como poucos brasileiros - como por ser aniversário do comandante-geral da corporação à qual ela mais se dedicava.&lt;br /&gt;
Sua sensibilidade parecia não ter fim. Certa vez, se atirou para Bangu, de táxi. Sei lá quanto daria um táxi de Laranjeiras a Bangu e depois de novo para Laranjeiras. Mas ela ainda ficou circulando por lá.&lt;br /&gt;
A família de um policial militar vivia o desamparo, parte da casa havia sido incendiada. Ele, o policial, tinha que fazer serviços extras para sobreviver. A despensa tinha se perdido. Não havia comida e não havia dinheiro - na verdade, era constante tal situação, mesmo antes do incêndio.&lt;br /&gt;
Dona Francisquinha embarcou mulher e filho pequeno do mango dentro do táxi. Foram a um destes supermercados gigantes. Encheram o carrinho. Dona Francisquinha pagando tudo e avisando antes. Ela interrompe a narrativa linear para se emocionar, e me solta a frase:&lt;br /&gt;
- Gustavo, eu fiquei pra chorar. Quando o menininho pegou um biscoito, ele mal tinha idade pra falar, mas pediu, 'vó, bicoito'. A mãe explicou que era muito raro ter biscoito em casa. Essa eu nunca vou esquecer.&lt;br /&gt;
Sim, poderão dizer que dona Francisquinha tentava apagar incêndio com um dedal. Mas que instituição prescinde de uma Francisquinha? &lt;br /&gt;
Tinha verdadeira adoração pelos oficiais-padrão da corporação, como o major Vítor Valle, especialista em cães. Volta e meia dona Francisca "colocava pilha" nos comandantes para chamar o major Vítor para alguma operação na área. Gostava do major como se gosta de um filho. E admirava sua postura profissional. Outro que fazia os olhos de dona Francisquinha brilharem era o coronel Hildebrando Esteves, honradíssimo oficial. &lt;br /&gt;
- Fui recebida pelo Coronel Esteves, ganhei meu dia - me disse uma vez, quando Esteves ocupava uma diretoria.&lt;br /&gt;
Lutava para que policiais e seus familiares fossem atendidos em hospitais públicos. Era frequente atender o telefone e ouvir dona Francisquinha reclamando de algum hospital ou plantão médico. Pagava a alimentação de policiais que estivessem em algum ponto de baseamento, destes em que se fica a noite inteira em pé, parado, sem ter como ir ao banheiro. Uma vez me comentou, com raiva, que o síndico de um prédio próximo proibia os policiais de usar o banheiro da garagem.&lt;br /&gt;
- Como é que pode? Quer que o polícia faça na rua, que nem bicho?&lt;br /&gt;
A falta de capacidade do síndico de entender o aperto do polícia e a total capacidade de Francisquinha de compreender e ajudar, sim, isto faz com que seu nome tenha sido, sem seus pais saberem, uma verdadeira homenagem ao santo. Não à toa, a oração descoberta em 1912 na França parece ter sido feita para gente como dona Francisquinha. Que sua memória nos guie, sempre. A pátria agradece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oração de São Francisco&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.&lt;br /&gt;
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,&lt;br /&gt;
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.&lt;br /&gt;
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.&lt;br /&gt;
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.&lt;br /&gt;
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.&lt;br /&gt;
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.&lt;br /&gt;
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.&lt;br /&gt;
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ó Mestre,&lt;br /&gt;
fazei que eu procure mais:&lt;br /&gt;
consolar, que ser consolado;&lt;br /&gt;
compreender, que ser compreendido;&lt;br /&gt;
amar, que ser amado.&lt;br /&gt;
Pois é dando, que se recebe.&lt;br /&gt;
Perdoando, que se é perdoado e&lt;br /&gt;
é morrendo, que se vive para a vida eterna!&lt;/i&gt;&lt;/div align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-8853761552936350121?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/5FpSS9kfY8M/francisca.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/09/francisca.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-2056763106976453128</guid><pubDate>Tue, 27 Apr 2010 04:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-27T01:59:53.311-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>Novos presidentes de conselhos comunitários na Serra</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O Instituto de Segurança Pública, responsável por coordenar e implementar os Conselhos Comunitários de Segurança (CCS), dá posse nesta terça-feira, 27 de abril, a oito novos presidentes de conselhos, todos na Região Serrana.&lt;br /&gt;Com a implantação destes Conselhos (Duas Barras, Bom Jardim, Cordeiro, Trajano de Moraes, Macuco, Cantagalo, Nova Friburgo e Santa Maria Madalena), o ISP terá dado posse a 10 novos CCS este ano, completando a lista os municípios de Mendes e Três Rios. No estado, existem hoje 70 Conselhos Comunitários de Segurança, havendo previsão, até o 1º semestre, de que mais dois novos sejam homologados (Paracambi e Itaperuna).&lt;br /&gt;A cúpula da Segurança Pública deve ir ao evento.&lt;br /&gt;Horário: 10h30&lt;br /&gt;Local: SESC Nova Friburgo - Av. Presidente Costa e Silva, nº 231, ao lado do 11º BPM.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-2056763106976453128?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/pSp7w9LHiYo/novos-presidentes-de-conselhos.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/04/novos-presidentes-de-conselhos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-6823405930979574250</guid><pubDate>Tue, 27 Apr 2010 03:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-27T01:45:18.858-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guerra</category><title>A guerra do general Stanley McChristal</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A matéria que republico aqui é do jornalista americano Dexter Filkins. Saiu no Brasil publicada pela Piaui em novembro do ano passado. Os grifos são todos meus. Induzem a uma reflexão sobre Segurança Pública e Estado de direito. Em tempo: não é uma comparação Rio/Iraque/Afeganistão, já que é injusta - o Rio não tem 130 mil mercenários estrangeiros espalhados por seu território e nem tem minas e talibãs enfurecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção nas palavras do general Stanley McChristal. Quase todas mereceram o grifo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um longo texto. Mas vale a pena ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A longa guerra de Stanley McChrystal&lt;br /&gt;Quem é e o que quer fazer o general que pediu a Obama mais 40 mil soldados para poder ganhar a guerra no Afeganistão&lt;br /&gt;DEXTER FILKINS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zk1rFEPGI/AAAAAAAACBY/mk10tQ-HeR4/s1600/mcchristal04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zk1rFEPGI/AAAAAAAACBY/mk10tQ-HeR4/s320/mcchristal04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464666071120493666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Stanley A. McChrystal desceu do Black Hawk com o motor ainda ligado e seguiu direto para a cidade. Ele viera até Garmsir, um posto avançado coberto de poeira às margens do rio Helmand, no sul do Afeganistão, para avaliar a guerra que o presidente Barack Obama lhe pedira para salvar. McChrystal tirou o colete à prova de balas e o capacete. Seu rosto, ossudo e austero, parecia fazer parte do deserto à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava rodeado de guarda-costas - o que é normal para um general de quatro estrelas -, e mais uma variedade de oficiais dos fuzileiros navais encarregados de tomar conta da cidade. Garmsir esteve sob o controle do Talibã até maio de 2008, quando uma unidade de marines a invadiu e limpou. Desde então, os britânicos, e em seguida os americanos, vêm controlando a área e tentando, muito lentamente, construir alguma coisa em Garmsir  - um governo, um exército, uma força policial - pela primeira vez desde o começo da guerra, há mais de oito anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fuzileiros em torno do general, entre eles o comandante do batalhão local, fizeram um ar de surpresa, e até de alarme, quando McChrystal removeu seu equipamento de proteção. Mas, à medida que o grupo percorreu a pé as ruas de chão gasto que levam ao bazar de Garmsir, os outros começaram também a tirar seus capacetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem são os donos das terras aqui em volta?", perguntou McChrystal, percorrendo as ruas e espiando dentro de algumas lojas. "São os próprios agricultores ou eles arrendam dos proprietários?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o tipo de pergunta que um sociólogo ou economista poderia fazer. Ninguém tinha uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo entrou no bazar. Os afegãos intuíram a chegada de um americano importante e começaram a formar pequenos grupos dentro dos quiosques. O general parou e virou-se para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Do que vocês estão precisando aqui?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tradutor verteu para o pashto a pergunta do general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Precisamos de escolas!"&lt;/span&gt;, respondeu um afegão. "Escolas!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Estamos cuidando disso",&lt;/span&gt; disse McChrystal. "Essas coisas levam tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general caminhou mais um pouco, abordando outro grupo de afegãos. E lhes fez a mesma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segurança", respondeu um homem. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Precisamos de segurança. Primeiro a segurança, e depois pode vir o resto."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É o que tentamos fazer", disse McChrystal. "Mas vai levar algum tempo.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; As coisas levam tempo para dar certo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou a fazer perguntas, obtendo sempre as mesmas respostas. Ao fim de algumas horas, ele tornou a vestir o colete à prova de balas e seu capacete, embarcou no Black Hawk e decolou rumo a outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlI9-Sh6I/AAAAAAAACBk/fa_Yccmig-w/s1600/mcchristal01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlI9-Sh6I/AAAAAAAACBk/fa_Yccmig-w/s320/mcchristal01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464666402609858466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas levam tempo para dar certo, mas quanto tempo Stanley McChrystal tem? A guerra no Afeganistão já entrou em seu nono ano. O Talibã, a julgar pelo número dos seus ataques, recuperou boa parte da força perdida desde que os americanos derrubaram seu governo, no final de 2001. Soldados e fuzileiros navais morrem a um ritmo mais acelerado do que nunca. Nos Estados Unidos, a oposição à guerra não para de crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior: mesmo depois de todo esse tempo no Afeganistão - depois de tanto dinheiro, de tanto sangue -, a falta de resultados salta aos olhos em todos os pontos do país. Em Garmsir, não há nada que se pareça nem de longe com um Estado moderno capaz de tomar conta das coisas se os Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, deixassem a área. Basta percorrer uma parte do país para ver como o seu território é vasto e inóspito, e como os esforços têm sido insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há o governo de Cabul. O presi-dente Hamid Karzai, que num certo momento se tornou o favorito do Ocidente, ao que tudo indica venceu as eleições de agosto passado na crista de uma verdadeira enxurrada de fraudes. Os americanos e seus aliados estão sendo confrontados com a possibilidade de que o governo que estão apoiando, construindo e defendendo seja uma carcaça podre.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua primeira avaliação das condições do país, enviada ao presidente Obama no início do mês passado, McChrystal conclui que o Afeganistão está à beira do colapso e os Estados Unidos, à beira da derrota. Para mudar os rumos da guerra, segundo McChrystal, o presidente Obama tem à sua frente o que pode ser a escolha mais momentosa de sua política externa: a escalada ou a derrota. McChrystal pediu o envio de mais 40 mil soldados americanos - 65 mil já estão lá - e a aceleração do esforço para treinar soldados e policiais afegãos, além de construir um Estado. Se Obama não puder intensificar os combates, sugere McChrystal, melhor desistir desde já.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recursos inadequados", escreve McChrystal, "resultarão provavelmente num fracasso."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magnitude da escolha apresentada por McChrystal, e agora posta diante de Obama, é difícil de exagerar. Pois o que McChrystal propõe&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; não é um ataque temporário, ao estilo do Iraque - um rápido influxo de tropas americanas, logo sucedido por uma retirada.&lt;/span&gt; O plano de McChrystal é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um projeto detalhado para um longo compromisso americano com a construção de um Estado moderno no Afeganistão - onde tal coisa jamais foi vista - e com a instauração da ordem em um lugar famoso pelos vários impérios que derrotou pelo cansaço&lt;/span&gt;. Mesmo na melhor das hipóteses, esse compromisso deve consumir, ainda por muitos anos, centenas de bilhões de dólares e acarretar muito mais mortes de norte-americanas e norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, se der certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Znlta6_mI/AAAAAAAACCc/2uZ1kXA2WSU/s1600/mcchristal05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Znlta6_mI/AAAAAAAACCc/2uZ1kXA2WSU/s320/mcchristal05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464669095406009954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias depois de McChrystal enviar seu relatório, me sentei a seu lado no quartel-general de Cabul e ele me pareceu otimista e relaxado. O relatório continuava secreto - ainda não vazara para o público. O furor decorrente ainda estava por vir, assim como os rumores de que McChrystal cogitava renunciar, o que ele acabou sendo obrigado a desmentir de público. A atmosfera não era de tensão - ainda. Só de urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aceitei esta função porque me pediram que aceitasse e porque é muito, muito importante&lt;/span&gt;", disse-me McChrystal. "O almirante Mullen" - chefe do estado-maior das Forças Armadas americanas - "recomendou-me especificamente: 'Vá até lá, veja o que precisa ser feito e me diga do que necessita para isso. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não se deixe constranger por motivos políticos. Só me diga o que é preciso.&lt;/span&gt;'"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fuzileiros avançavam pela estrada coberta de areia quando os afegãos começaram a aparecer para ver a bomba. Os marines da Companhia Eco do 2º Batalhão do 8º Regimento tinham suado o couro para atravessar 1 quilômetro e meio de plantações inundadas de milho no coração da província de Helmand, antes de poderem subir um promontório rochoso até o posto de observação antes guarnecido por soldados soviéticos. Chegaram à área no início de julho, como parte da grande investida ordenada pelo presidente Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando eles desceram daquele antigo observatório soviético e enveredaram pela estrada de terra que corre ao longo da aldeia de Mian Poshteh que os afegãos foram surgindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro só um homem caminhando sozinho junto à parede de uma das casas de adobe de Mian Poshteh. Logo ele parou e ficou olhando. Em seguida, outro homem, este numa vala de irrigação, pôs a cabeça de fora para olhar. Duas crianças pararam de brincar e se viraram para assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguma coisa vai acontecer", disse o sargento Jonathan Delgado, de 22 anos, nascido em Kissimmee, na Flórida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fique de olho naquele cara", disse o cabo Joshua Vance, apontando. Sua idade também é 22 anos e ele nasceu em Raleigh, na Carolina do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais dois afegãos apareceram. Pararam e ficaram olhando para um ponto da estrada logo à frente dos fuzileiros. Um motociclista passou lentamente por eles, virando a cabeça para vê-los. E então a bomba explodiu. Tinha sido enterrada na própria estrada, mais ou menos 1 metro debaixo da areia, poucos metros à frente dos soldados americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estrondo da bomba foi seco e grave, e ergueu-se uma nuvem de pó com mais de 20 metros de altura. Ondas de choque da explosão se expandiram para todos os lados, na direção da aldeia e do ponto onde estávamos. Dez fuzileiros da primeira fila desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fomos atacados! Fomos atacados!", gritou Delgado, e todos correram para as primeiras filas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuzileiros começaram a emergir cambaleantes de dentro da nuvem. Cobriam os olhos e ouvidos com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu Deus, ainda estou aqui", disse o cabo Matt Kaiser, esfregando as orelhas. Kaiser, de Oak Harbor, em Ohio, estava na linha de frente varrendo o terreno com um detector de minas. "Ainda estou aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém se feriu", disse Delgado. "Deus do céu, ninguém se feriu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais jovens continuavam a sair da nuvem, desequilibrados, enquanto outros assestavam suas armas, apontando-as para Mian Poshteh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do atentado falhara. Alguém, provavelmente escondido em Mian Poshteh, tinha acionado um detonador - preso a um fio ligado à bomba - no momento que os fuzileiros passavam pela estrada. O homem que manejava o detonador errou o instante preciso de acioná-lo. Se tivesse esperado mais cinco segundos, teria matado vários fuzileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos se juntaram e tomaram o rumo de Mian Poshteh. No começo da guerra, teriam entrado de imediato na aldeia. Teriam derrubado várias portas a pontapés até encontrarem o responsável pela bomba. E o mais provável é que conseguissem encontrá-lo - depois de matar alguns civis e destruir várias casas - fazendo uma série de inimigos. Mas agora os fuzileiros perseguem metas muito diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminharam até ficar a uns 10 metros da entrada de Mian Poshteh e o tenente Patrick Bragan gritou: "Mandem cinco homens até aqui. Cinco homens."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos se passaram e cinco afegãos apareceram. Estavam desarmados e tinham a aparência de homens comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenho ideia de quem fez isso", disse um velho chamado Fazul Mohammed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez eles tenham vindo durante a noite", disse outro, chamado Assadullah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só escutei a explosão", disse um terceiro, chamado Syed Wali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto do tenente Bragan estava vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fuzileiros acabaram desistindo. Quase anoitecia quando começaram a voltar pelo mesmo caminho da vinda, em meio a pés de milho da altura de um homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqqgaxN3I/AAAAAAAACDU/bsAGMcKCliQ/s1600/mcchristal08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqqgaxN3I/AAAAAAAACDU/bsAGMcKCliQ/s320/mcchristal08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464672476349937522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanley McChrystal estava sentado à cabeceira de um grupo de mesas dispostas em forma de U numa sala secreta da Base Aérea de Bagram, o principal centro de tráfego aéreo da guerra. Cinco gigantescas telas de vídeo o cercavam. Em cada uma via-se outro general - americano, alemão, holandês, francês e italiano -, cada um deles de uma parte diferente do Afeganistão. Era a reunião matinal de McChrystal, conhecida como o informe do comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um, os generais foram narrando os acontecimentos do dia anterior: uma bomba à beira da estrada em Khost, fogo de armas leves em Ghazni, um soldado britânico morto na província de Helmand. Em seguida, um dos generais europeus começou a falar de um ataque aéreo. Um grupo de insurgentes do Talibã atacara um comboio da coalizão e os soldados pediram apoio aéreo. Um míssil Hellfire, contou o general europeu, destruíra um conjunto de residências afegãs. O general - cujo nome não pode ser revelado devido ao caráter confidencial da reunião - já se preparava para abordar o próximo tópico quando McChrystal o interrompeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode dar mais detalhes, por favor?", pediu o americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de McChrystal é mais aguda do que se espera de um general de quatro estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, senhor", respondeu o general europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acabamos de atacar um grupo de residências", disse McChrystal. "&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E eu gostaria que o senhor explicasse o processo que usou para disparar um míssil Hellfire contra um conjunto de residências onde pode perfeitamente haver civis.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlYWjiodI/AAAAAAAACBs/ZjnCscI1m40/s1600/mcchristal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlYWjiodI/AAAAAAAACBs/ZjnCscI1m40/s320/mcchristal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464666666906591698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante europeu olhou para um ajudante de ordens e lhe disse alguma coisa. A morte de civis afegãos, geralmente causada por ataques aéreos irrefletidos das forças americanas e da Otan, transformou-se na questão mais delicada das relações entre os afegãos e seus hóspedes ocidentais. Toda vez que civis são mortos, o Talibã lança uma campanha de propaganda de grande alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Havia civis nessas residências?", perguntou McChrystal. Ele estava debruçado sobre o microfone em sua mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante começou a falar, mas McChrystal continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem autorizou o ataque?", perguntou McChrystal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ajudante de ordens entregou uma pilha de papéis ao general europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpe, mas o sistema não me permite conseguir esse tipo de informação tão depressa assim", respondeu o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto de McChrystal começou a crispar-se. O costume entre os generais é se tratarem sempre com a mais extrema deferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bombardeamos um conjunto de residências e só me contam na manhã do dia seguinte?", perguntou McChrystal. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"E não me responda só 'Está certo, tudo bem'. Eu quero saber como isso aconteceu. Faço questão absoluta."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general europeu abaixou os olhos para os seus papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na verdade, parece que não foi um míssil Hellfire, mas uma bomba de 200 quilos", disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal tirou os óculos de leitura e correu os olhos pela sala - fitando as telas de vídeo e os demais oficiais americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhores, precisamos entender bem as implicações do que fazemos aqui", disse ele. "O uso do poder de fogo aéreo contém a semente da nossa própria destruição. Um sujeito com um fuzil de cano longo entra correndo num conjunto de casas, e nossa resposta é jogar uma bomba de 200 quilos em cima delas? As baixas civis não são uma realidade que só interessa à imprensa de Washington. Elas são uma realidade para o povo afegão. Se usarmos nosso poderio aéreo de forma irresponsável, podemos perder essa luta." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante no mesmo dia, enquanto andávamos de carro por Cabul, McChrystal me disse que tinha decidido restringir drasticamente as circunstâncias em que os ataques aéreos seriam permitidos: para todos os efeitos, o uso de bombas e mísseis em áreas habitadas estava banido, a menos que seus homens estivessem correndo perigo de aniquilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas primeiras semanas no novo posto, McChrystal emitiu diretivas instruindo seus homens quanto ao comportamento com os afegãos. No cerne de sua estratégia encontram-se três princípios: proteger o povo afegão, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;construir um Estado&lt;/span&gt; e travar amizade com todo mundo que for possível, inclusive os insurgentes. Matar os combatentes do Talibã figura agora entre as coisas menos importantes que se esperam dos soldados da Otan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Vocês podem continuar matando Talibãs para sempre", disse McChrystal, "porque eles não são em número finito."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estratégia é enfatizada por uma extraordinária noção de urgência - a clareza de que, ao final de oito anos de guerra, a margem de erro para os americanos reduziu-se a zero. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Se cada soldado for autorizado a cometer um erro", disse McChrystal, "acabaremos perdendo a guerra."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqE1yilcI/AAAAAAAACDE/7owl0mo8CQs/s1600/mcchristal07.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqE1yilcI/AAAAAAAACDE/7owl0mo8CQs/s320/mcchristal07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464671829251757506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Afeganistão não seja o Iraque,&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; o plano de McChrystal lembra em muito o do general David H. Petraeus, que assumiu o comando das forças americanas no Iraque, no início de 2007, quando o país se desintegrava numa guerra civil. Fazia quatro anos que os americanos tentavam esmagar a insurreição iraquiana e só conseguiam o resultado oposto: a insurreição se fortalecia e o país estava à beira da implosão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desviando seus esforços para a proteção dos civis iraquianos, as tropas americanas conseguiram isolar os insurgentes de sua base de apoio. Em seguida, os americanos fizeram acordos com dezenas de milhares de ex-combatentes - fenômeno conhecido como o Despertar Sunita - ao mesmo tempo em que ajudavam a formar um exército iraquiano. Depois de uma sangrenta investida inicial, a violência no Iraque caiu para seu nível mais baixo desde o início da guerra.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petraeus e McChrystal são próximos - e a ligação entre os dois fortaleceu-se durante a provação iraquiana. Petraeus, hoje chefe do Comando Central militar dos Estados Unidos, com responsabilidade conjunta sobre o Iraque e o Afeganistão, apoiou a indicação de McChrystal. "Ele foi um homem-chave da minha equipe no Iraque", disse-me Petraeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente com 55 anos, Stanley McChrystal é filho de Herbert J. McChrystal Jr., general que serviu na Alemanha durante a ocupação americana e combateu na Coreia e no Vietnã. Stanley foi o quarto de uma família com cinco filhos e uma filha; todos, quando cresceram, entraram para a vida militar ou se casaram com alguém da corporação. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Meu pai sempre foi o soldado que eu queria ser"&lt;/span&gt;, disse o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se formou em West Point, em 1976, no auge do desprestígio do Exército americano que se seguiu à guerra do Vietnã. Pelos trinta anos seguintes, McChrystal foi subindo na hierarquia, quase sempre servindo nas tropas de elite dos batalhões de Operações Especiais, em unidades como os Rangers. Serviu como oficial de estado-maior e oficial de operações na primeira Guerra do Golfo, e passou algum tempo em Harvard e no Council on Foreign Relations, centro de estudos internacionais sediado em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu rosto comprido, descarnado, e seu corpo alto e seco, McChrystal dá sempre a impressão de estar quase sobrenaturalmente alerta - preparado e desejoso de entrar em ação. Submete-se a um ritmo de vida impiedoso, dormindo quatro ou cinco horas por noite e fazendo apenas uma refeição por dia. Corre cerca de 13 quilômetros diários em ritmo acelerado, quase sempre ouvindo um audiolivro. Numa viagem recente de helicóptero, de um dia inteiro percorrendo bases militares pelo Afeganistão afora, McChrystal bocejou o dia todo - o único sinal de sua exaustão. Tomou o tempo todo goles regulares de uma grande caneca de café puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal estava há apenas um mês em seu novo posto quando entrou um dia na área do quartel-general das forças da Otan em Cabul conhecida como os Destille Gardens. Uma série de construções térreas, ligadas por pátios internos e jardins, é a única coisa no quartel-general que lembra uma área de repouso ou recreação. Soldados e fuzileiros - a maioria, oficiais do estado-maior - reuniam-se ali para tomar um café e, no caso dos europeus, um copo de cerveja ou uma taça de vinho. O lugar fica a um mundo de distância da província de Helmand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general tinha vindo cortar o cabelo e, enquanto atravessava um pátio interno, passou por uma mesa em que oficiais da coalizão conversavam e -bebiam. Segundo vários oficiais presentes, seu rosto demonstrou uma reprovação imediata. Vinte minutos mais tarde, quando atravessou o pátio de volta, com o cabelo recém-aparado, os oficiais continuavam sentados à mesma mesa. Alguns deles cochilavam. O general franziu os lábios. Seis semanas mais tarde, baixou uma ordem proibindo o consumo de álcool no quartel-general das forças da Otan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todo seu ascetismo, McChrystal é capaz de sutilezas que sugerem uma visão mais ampla do mundo. "Se você entrar na casa dele, verá que ele tem uma biblioteca irreal", contou-me o general de divisão Michael Flynn, chefe dos serviços de informação de McChrystal e seu amigo de longa data. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Você chega perto de um livro, aponta para a lombada e pergunta: 'Este aqui é sobre o quê?' E ele começa a discorrer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua lista de leituras recentes figura &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vietnam: A History&lt;/span&gt;, um relato implacável sobre a derrota americana escrito por Stanley Karnow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes perguntas que pairam em torno de McChrystal é se a sua experiência no Iraque o credencia para o desafio monstruoso que tem pela frente. Por quase cinco anos, ele chefiou o Comando Geral de Operações Especiais, que supervisiona as unidades militares de tropas de assalto americanas, entre elas a Força Delta do Exército e os Seals da Marinha. (Até data muito recente, o Pentágono recusava-se a sequer reconhecer a existência desse comando.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como comandante das operações especiais no Iraque, McChrystal não gastou muito tempo tentando seduzir os iraquianos, treinando forças locais ou reforçando o Estado. No Iraque (e, por cerca de um terço desse tempo, no Afeganistão), a função de McChrystal e dos homens sob seu comando foi, quase exclusivamente, matar e capturar insurgentes e terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrar o ciclo de ataque e vingança era crucial para deter a guerra civil e foi nessa frente, dizem McChrystal e seus colegas, que o Comando de Operações Especiais teve um papel decisivo. Em uma série de intervenções que chegou ao clímax em 2006 e 2007, as tropas de assalto de McChrystal conseguiram desbaratar a Al Qaeda na Mesopotâmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqXKGEFBI/AAAAAAAACDM/k1DfrkSIWo8/s1600/mcchristal09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZqXKGEFBI/AAAAAAAACDM/k1DfrkSIWo8/s320/mcchristal09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464672143939998738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A meta era atingir os quadros centrais da organização - o equivalente, num exército regular, aos oficiais subalternos com maior experiência de combate. Nossa intenção era causar o colapso da rede", contou-me McChrystal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que, desde o início do outono de 2006 - quando a Al Qaeda estava no auge de sua capacidade homicida -, tinha a impressão de que a organização estava em vias de esfacelamento. "Sentíamos que a Al Qaeda estava a ponto de implodir", falou ele. "Era uma coisa que dava para sentir. Ficamos acompanhando, sentindo e observando." Além de sustentarem a guerra civil, os combatentes da Al Qaeda eram vistos como o maior obstáculo à reconciliação entre os sunitas, os americanos e o governo iraquiano. Fazendo a Al Qaeda perder a força, dizem McChrystal e outros, foi possível amainar significativamente a guerra civil, criando assim um espaço que permitiu o sucesso de um movimento mais amplo de reconciliação - o chamado Despertar Sunita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as operações especiais nem sempre foram impecáveis sob seu comando. Os homens que ele mais desejava capturar, Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri, nunca foram encontrados. Uma das unidades do Comando de Operações Especiais, a Força-Tarefa 6-26, foi citada por maus-tratos a detentos, muitos deles num local conhecido como Camp Nama, em Bagdá. O próprio McChrystal não estava implicado, mas pelo menos 34 membros da força-tarefa foram punidos. "Houve casos em que pessoas cometeram erros e sofreram punições", disse-me McChrystal. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"O que fizemos foi determinar as diretrizes e criar uma atmosfera que fosse desfavorável a acontecimentos daquele tipo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois de sua chegada ao Afeganistão, em junho de 2009, McChrystal reuniu-se com os comandantes da 82ª Divisão Aerotransportada, que supervisiona uma vasta fatia do leste do país. Os informes, fornecidos pelos oficiais da 82ª, eram sofisticados, mas pouco animadores: a corrupção no governo afegão é ampla, diziam os oficiais, e a insurgência, apoiada pelo Paquistão, é resistente. Cada vale, cada aldeia é diferente, cada um com sua própria colcha de retalhos de tribos e grupos étnicos, cada um com sua própria história. E os americanos precisam conhecer todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a reunião de informes acabou, McChrystal correu os olhos pela sala. "Senhores, assumi esse posto com doze meses para mostrar algum progresso - e 24 meses para obter um impacto decisivo", disse ele. "Esse é o prazo que temos para convencer o Talibã, o povo afegão e o povo americano de que seremos vitoriosos. Em 24 meses, precisa ficar óbvio que nos encontramos numa situação de superioridade e que as coisas estão andando na direção certa. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E isso não é uma escolha."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zn0M-yWcI/AAAAAAAACCk/cRcdjPz785k/s1600/mcchristal06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zn0M-yWcI/AAAAAAAACCk/cRcdjPz785k/s320/mcchristal06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464669344396106178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa viagem em que percorreu as bases aliadas no Afeganistão, McChrystal repetiu o mesmo mantra para os comandantes ativos nos campos de batalha. O tempo está se esgotando e nem ele nem ninguém nos escalões mais altos das Forças Armadas acredita que a tarefa estará completa nesse prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A impressão é a mesma que tínhamos no Iraque em 2004", diz Michael Flynn, oficial imediatamente subordinado a McChrystal. "Em parte porque a insurreição é mais forte e competente do que lá - e não percebíamos o quanto era forte."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia que pretendem empregar tem duas pontas: uma mais dura e outra menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arena militar, McChrystal quer distribuir o maior número possível de homens o mais perto que puder do povo afegão, o que significa fechar algumas das bases menores, situadas em vales remotos, e abrir novas em áreas densamente povoadas, como o vale do rio Helmand. A força militar irá desempenhar um papel central, pelo menos na fase inicial dessa estratégia, enquanto os americanos abrem caminho lutando para chegar em áreas onde ainda não conseguiram entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A insurreição precisa ter acesso ao povo", disse-me McChrystal. "E por isso queremos nos instalar literalmente no meio da população. Queremos obrigar os insurgentes a virem em nosso encalço. Fazer com que os agressores sejam eles. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Meu objetivo é estar do lado de dentro, olhando para fora - em vez de ficar de fora olhando para dentro.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este é o xis do problema: u&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ma estratégia assim, focada na população, exige tropas bem mais numerosas - pelo menos mais 40 mil combatentes.&lt;/span&gt; E é essa a decisão posta agora à frente do presidente Obama e de seus conselheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra parte da opção militar é um tipo de escolha com que McChrystal tem familiaridade, mas não controla por completo. É sua antiga rotina - matar e capturar insurgentes e terroristas. E boa parte dela está sendo levada a cabo no Paquistão, onde a liderança da Al Qaeda enquistou-se em refúgios seguros, próximos à fronteira com o Afeganistão. Acredita-se que seja lá que tanto Bin Laden quanto Zawahiri se escondem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Paquistão, operações da cia com aeronaves não tripuladas Predator tiveram um grande sucesso em localizar e matar os líderes da Al Qaeda e do Talibã. Autoridades americanas afirmam que já foram mortos onze dos vinte líderes principais da Al Qaeda, sem que tenha sido necessário organizar operações militares em grande escala do outro lado da fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus 180 milhões de habitantes, suas várias dezenas de ogivas nucleares e seus refúgios para a Al Qaeda e o Talibã, o Paquistão é uma incógnita na campanha de McChrystal. "Se nos sairmos bem aqui, isso terá um efeito positivo sobre o Paquistão", disse-me ele. "Mas se fracassarmos aqui, o Paquistão não conseguirá resolver os seus problemas - e será o mesmo que atear fogo numa pilha de folhas secas bem aqui ao lado num dia de vento forte. Se o Paquistão implodir, teremos muita dificuldade em nos sairmos bem disso tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado menos duro da estratégia tem duas frentes principais: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;treinar soldados e policiais afegãos e convencer os insurgentes a mudar de lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas é um projeto vasto, dispendioso e exigente. Depois de oito anos de guerra, as forças afegãs não têm nem o tamanho e nem a capacidade de que precisariam para substituir a Otan. O exército afegão tem cerca de 85 mil soldados, e a força policial conta com mais ou menos 80 mil homens. McChrystal quer que o exército aumente para 240 mil homens e a polícia para 160 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência sugere que não será fácil. No Iraque, a formação das forças de se-gurança foi ameaçada por várias cala-midades: em 2004 e 2005, os soldados iraquianos e a polícia local tendiam a evaporar toda vez que eram atacados. Nos anos seguintes, as forças iraquianas se tornaram mais sectárias, com algumas unidades dominadas pelos xiitas promovendo o massacre de civis sunitas. Foi só muito mais tarde - já no início de 2008 - que o exército e a polícia iraquianos começaram a mostrar alguma promessa de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Iraque era uma sociedade urbana e instruída. O Afeganistão não é nem uma coisa nem outra. A polícia afegã é majoritariamente considerada corrupta e cúmplice do tráfico de ópio - o maior do mundo. E o general de brigada Richard Formica, que supervisiona o treinamento das forças de segurança afegãs, aponta as dificuldades de se criar um exército em um país onde apenas um em cada quatro adultos é alfabetizado. "E como você pode treinar oficiais da polícia quando eles são incapazes de escrever relatórios de prisão?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a ideia mais desconcertante de McChrystal seja a sua convicção de que conseguirá convencer um grande número de membros do Talibã a mudar de lado. Trazer os insurgentes de volta ao rebanho foi, afinal, uma das chaves para impedir que o Iraque mergulhasse de vez num apocalipse. A partir do final de 2006, dezenas de milhares de sunitas membros de várias tribos, muitos deles antigos insurgentes, concordaram em parar de lutar e ingressar na folha de pagamento, geralmente como policiais. Quase de um dia para o outro, a insurreição iraquiana viu-se reduzida aos fanáticos da Al Qaeda e a um punhado de outros combatentes que poderiam ser localizados pelas forças do Comando de Operações Especiais de McChrystal. E esse arranjo instável - muito instável - ainda vem garantindo a paz que se conseguiu instalar no Iraque de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlqKrhQGI/AAAAAAAACB0/kXMLSpW7Tfw/s1600/mcchristal02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZlqKrhQGI/AAAAAAAACB0/kXMLSpW7Tfw/s320/mcchristal02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464666972956475490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal afirma que pretende dar início a um esforço similar no Afeganistão. A ideia, diz ele, não seria tentar converter os líderes do Talibã - o que seria muito improvável -, mas sim seus soldados rasos. A premissa do programa, diz McChrystal, é que a maioria dos combatentes do Talibã não tem um compromisso ideológico muito forte, e podem ser atraídos para o seio da sociedade com promessas de emprego e proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de reconciliação pode acabar atraindo alguns personagens de má fama para dentro do rebanho, mas o general americano não acha que isso seja muito problemático. "Na minha opinião", disse McChrystal sobre os insurgentes, "o passado deles não tem muita importância. Há quem diga que eles têm as mãos sujas de sangue. Mas para mim, o que deve ser levado em conta é o comportamento futuro. E se eles quiserem, podem até participar do processo político."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas poderiam atrapalhar os planos de McChrystal: combatentes do Talibã mais intratáveis do que imagina, a natureza fraturada da sociedade afegã e, qualquer que seja a decisão do presidente Obama, a insuficiência de soldados e de tempo. Mas existe coisa ainda pior, sobre a qual nem McChrystal nem seus companheiros civis do governo americano podem exercer muito controle: o governo de Hamid Karzai, já incluído entre os mais corruptos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais, porém, tanto McChrystal quanto o presidente Obama e o povo americano são forçados a cogitar a possibilidade de se verem condenados a lutar, a morrer e a pagar por um governo amplamente considerado ilegítimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a essa questão numa das minhas entrevistas com McChrystal, achei que este era um dos pontos aos quais ele não tinha dedicado a devida reflexão. E se o povo afegão julgar que seu governo é ilegítimo? Como é que alguém se disporia a lutar por ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Então precisamos fazer tudo para não dar a impressão de que fazemos parte dessa ilegitimidade", foi a resposta do general. "Eis o ponto fundamental.&lt;/span&gt;" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de marines chacoalhava por uma estrada de terra em seu blindado Humvee, enquanto a tarde se transformava em noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um sujeito perdeu as pernas", disse o sargento David Spaulding, sentado no banco da frente ao lado do motorista. "Estavam atravessando um campo a pé." O Humvee sacudiu um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E sabe o cara que levou um tiro na cabeça?", perguntou o cabo Jeremy Dones, de um dos bancos traseiros. "Foi levado para a Alemanha. Os pais dele também pegaram um avião para lá. E agora desligaram os aparelhos." Passou-se um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece que outro sujeito voou pelos ares e não conseguem encontrar o cara todo", disse Spaulding. "Não sabem se acharam todos os pedaços." Os homens seguiram viagem em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos de McChrystal estão sendo postos em prática ao longo das margens do rio Helmand, onde os membros do 2º Batalhão do 8º Regimento de Fuzileiros Navais (o 2/8 Battalion) tentam retomar um trecho de 30 quilômetros de pomares e aldeias em torno da cidade de Garmsir. O 2/8, com seus cerca de 800 homens, faz parte dos 10 mil fuzileiros enviados para a província de Helmand pelo presidente Obama no começo deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que chegou a este lugar no início de julho, o 2/8 já perdeu treze homens, em sua maioria para bombas caseiras. Mais ou menos o quíntuplo disso sofreu ferimentos. Os fuzileiros combatem praticamente todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, apesar de todas as di-ficuldades, o batalhão vem conseguindo um progresso efetivo. O distrito de Garmsir, com cerca de 90 mil habitantes, orgulha-se de ter um governo em funcionamento, com um governador e um conselho local. Há cerca de 300 soldados afegãos em ação na área, comandados por um coronel afegão formado na mesma escola em que estudam os melhores oficiais juniores do Exército dos Estados Unidos. Cerca de 250 policiais afegãos guarnecem as pontes e as barreiras de controle. Várias obras públicas estão em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais importante é que a cidade de Garmsir e as aldeias que a cercam estão em paz. Fazem parte de uma área com cerca de 10 quilômetros de comprimento por 10 de largura, controlada por marines, ao longo da margem oriental do Helmand. A área é conhecida como "Cabeça da Serpente" devido à sua forma oblonga. Fora de Garmsir, as forças do Talibã cobrem toda a área e desferem ataques constantes. Do lado de dentro, a vida dos afegãos locais é notavelmente saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garmsir é um lugar devastado e empobrecido. Nenhuma de suas estradas é pavimentada, o que impede os pequenos agricultores de venderem suas uvas e seu milho em mercados fora da cidade. Não existem telefones celulares, eletricidade ou água corrente. Construir aqui uma cidade capaz de funcionar por conta própria levaria muitos anos. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ainda assim, em meio à calma de Garmsir, os primeiros sinais de uma vida normal começam a aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia de agosto, acompanhei um grupo de fuzileiros à reunião mensal do conselho do distrito de Garmsir. O comandante do destacamento era o capitão Micah Caskey, oficial encarregado das relações civis nascido em Irmo, Carolina do Sul. Aos 28 anos, Caskey já servira por dois períodos na fase mais dura da Guerra do Iraque. Em 2007, deixou os fuzileiros para começar seus estudos universitários almejando dois diplomas, direito e administração, na Universidade da Carolina do Sul. Passou o verão de 2008 estudando direito no estrangeiro. Mas continuou na reserva dos fuzileiros e poucos meses atrás foi reconvocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu já tinha um emprego acertado para o verão", contou-me Caskey. "E agora faz sete meses que estou aqui. Não posso dizer que tenha sido fácil. Às vezes eu realmente fico em dúvida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador de Garmsir, Abdullah Jan, já tinha chegado antes para a reunião e, juntamente com Caskey e um grupo de fuzileiros, se instalou no pátio da sede do governo distrital, num círculo de cadeiras de plástico. A escolha do governador Jan ocorreu de acordo com o estranhamente centralizado sistema político do Afeganistão: foi nomeado a seu turno por Gulab Mangal, chefe político da província de Helmand, por sua vez nomeado diretamente por Karzai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de Caskey no Iraque fica patente desde o início. Demonstra uma invariável polidez e mesmo uma certa deferência diante de Jan. E mais: cada vez que um dos conselheiros chega, interrompe a conversa e se levanta para apertar-lhe a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A paz esteja com o senhor", disse Caskey a Jan. "Fico muito satisfeito de tornar a encontrá-lo depois de tanto tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um afegão - um dos assessores de Jan - chegou trazendo uma bandeja de chá e bolo enquanto Jan falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Noventa por cento dos habitantes daqui apoiam o governo", disse Jan a Caskey. "E talvez uns 10% gostem realmente do Talibã."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me pareceu um exagero. Havia bombas demais plantadas à beira das estradas da região - e mesmo no interior da chamada Cabeça da Serpente. Ainda assim, o que Jan dizia parecia válido: depois que a lei e a ordem se instalam, a opinião pública começa a mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês", disse Jan, olhando para Caskey e os demais americanos, "chegam aqui, ajudam e depois vão embora. Os afegãos não têm 100% de certeza de que vocês vão ficar. Não sabem se alguém não virá cortar seu pescoço se contarem aos americanos onde uma bomba foi escondida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião do conselho começou quando seus dezesseis membros se acomodaram no chão de uma sala ampla e arejada. Caskey e os outros americanos se instalaram no fundo. A agenda para a reunião era determinar as prioridades numa lista de projetos de desenvolvimento que os americanos bancariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os americanos só vão pagar pelos projetos que nós escolhermos", anunciou Jan. "O resto é conosco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os afegãos - todos homens - começaram a falar. A primeira escolha foi unânime: as grandes comportas que davam para os canais de irrigação às margens do rio Helmand, construídas por voluntários americanos nos anos 50, precisavam de reparos urgentes. Alguns dos campos estavam secando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faz trinta anos que ninguém cuida desse canal", disse Hajji Anwar, um dos membros do conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a reunião em pleno andamento, Caskey e os outros americanos se levantaram para ir embora. "Só tenho um pedido", disse Caskey a um mulá. "O senhor estaria disposto a gravar uma mensagem que possamos transmitir pelo rádio, dizendo que combater o governo viola a ideia de Jihad - que não é a Jihad?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jan pensou por um instante e assentiu com a cabeça. Caskey e os outros marines afivelaram seus capacetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Deus lhe dê um filho igualzinho a você", disse-lhe Jan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola primária abandonada em Mian Poshteh que serve de alojamento aos 240 fuzileiros da Companhia Eco do 2/8 não tem quartos, camas, eletricidade nem água. É um prédio sujo e vazio, repleto de homens cansados e sujos. Todos dormem no piso da escola, mais ou menos uns doze por sala, ou no chão de terra do lado de fora, sem camisa no calor intenso. Combatem todo dia. E quando os marines não atacam as forças do Talibã, as forças do Talibã atacam os fuzileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum americano jamais tinha chegado a um ponto tão ao sul do país, pelo menos não em caráter permanente. Com menos de 8 mil soldados britânicos cobrindo todo o território da província de Helmand, seu número nunca era suficiente para cobrir os deslocamentos. Garmsir fica uns 20 quilômetros mais acima através de uma única estrada de terra, onde os comboios de abastecimento da Companhia Eco costumam sofrer atentados à bomba quase todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mian Poshteh parece Garmsir, só que pior. Não existe governo: nem prefeito, nem conselho municipal e nem polícia. Trinta soldados afegãos vivem aqui, e só dez entre eles saem da base juntos de cada vez. Como em Garmsir, os marines vieram para Mian Poshteh com o projeto de constituir um governo - mas antes precisam derrotar as forças do Talibã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Não vamos limpar nada que depois não possamos defender", &lt;/span&gt;disse-me o capitão Eric Meador, comandante da Companhia Eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com 240 homens, não podem defender grande coisa. Quando a Companhia Eco e o resto do 2/8 forem embora no final de outubro, diz Meador, ele gostaria de já ter assumido o controle de um perímetro que se estendesse por uns 2 quilômetros e meio em redor do seu alojamento. "Já seria muito bom", diz ele. Para o sul, não existe outra base de fuzileiros por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que vemos um lugar como Mian Poshteh - abandonado, destruído e isolado - não fica difícil entender por que McChrystal acredita não ter soldados em quantidade suficiente para fazer o que o presidente Obama lhe pediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zl07-K6oI/AAAAAAAACB8/IEcOUDKOc_k/s1600/mcchristal03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 309px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zl07-K6oI/AAAAAAAACB8/IEcOUDKOc_k/s320/mcchristal03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464667157986732674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos dias típicos da Companhia Eco desenrolou-se no final de agosto, quando seus marines partiram a pé para uma aldeia chamada Tarakai. Comandado por um jovem tenente, Patrick Nevins, de 24 anos, de Chapel Hill, Carolina do Norte, o primeiro pelotão da Companhia Eco caminhava através de uma vasta plantação de milho com as espigas pela altura dos ombros. Os campos tinham sido recentemente inundados, de maneira que se transformaram num lamaçal. A caminhada poderia ser mais fácil se os marines usassem as trilhas elevadas usadas pelos agricultores, mas o Talibã adquiriu o hábito de plantar minas nessas trilhas, de maneira que os fuzileiros seguiam por dentro do milharal propriamente dito. A lama em que pisavam era cortada por valetas e fendas. Os capacetes dos fuzileiros subiam e desciam em meio ao topo dos pés de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos, vastos e verdes, estavam vazios de outros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece que todo mundo daqui tirou o dia de folga", disse Nevins, abrindo caminho em meio ao milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os verões na província de Helmand são longos e impiedosos, e naquele dia a temperatura chegava quase aos 50 graus. Nevins e seus homens avançavam a custo, em meio ao milharal, totalmente equipados com capacetes e coletes à prova de balas. No calor, até as minhas botas se desfaziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava, Nevins falou-me um pouco sobre ele mesmo. Parecia uma presença improvável naqueles campos da província de Helmand. Seu pai é um cientista envolvido em pesquisas sobre o câncer na Universidade Duke. "Meu pai é muito bom na área dele", disse Nevins, abrindo caminho em meio à lama e ao milho. "Acho que eu não quis competir com ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora mais tarde, o pelotão de Nevins saiu do outro lado. Atrás deles deixaram trilhas de pés de milho pisoteados. "Desculpe pelo seu milharal", disse Nevins a um afegão parado ali perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem", respondeu o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Tarakai e encontramos um grupo de afegãos. Falavam sobre as eleições para presidente do Afeganistão previstas para dali a alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vamos poder votar", disse Hakmatullah, que, como tantos outros afegãos, só tem um nome. "Todo mundo sabe disso. Somos agricultores e não podemos fazer nada que vá contra o Talibã."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros disseram mais ou menos a mesma coisa. O Talibã tinha mandado avisar que seus homens cortariam o dedo indicador direito de qualquer um que fosse visto pondo um voto na urna. Não que isso fosse muito provável: a área em torno de Mian Poshteh era tão anárquica que o governo afegão nem mandara ninguém para cuidar do registro de eleitores. A zona eleitoral mais próxima ficava em Garmsir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia outros assuntos a discutir. "As crianças estão com medo", disse um dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os adultos também. Tarakai era controlada pelo Talibã, que impunha uma taxa sobre o milho e mantinha a cidade sob vigilância permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando vocês forem embora daqui, o Talibã virá à noite e irão nos perguntar qual foi o assunto desta nossa conversa", disse um aldeão a Nevins. "Se cooperarmos com vocês, eles nos matam."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Abrem as nossas barrigas", disse outro homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existe alguma coisa que eu possa fazer por vocês?", perguntou Nevins.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;"Não chegue perto das nossas casas", disse o primeiro aldeão. "Não tente negociar conosco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nevins mostrou-se cortês, mas insistiu. Os americanos tinham chegado ali, e lá haveriam de ficar. "Vou tentar demonstrar respeito e guardar a devida distância", disse Nevins aos homens. "Mas tenho um trabalho a fazer, e preciso passar por aqui de vez em quando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, o coro é insistente e cada vez mais numeroso: precisamos reduzir nossa presença no Afeganistão. A missão que nos impusemos é difícil demais e cara demais, e já ficamos por lá bem mais tempo do que deveríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que disse recentemente George F. Will, um famoso colunista. Assim como Rory Stewart, estudioso e diplomata britânico que passou muitos anos na região. E dizem ainda que esta também é a posição do vice-presidente Joe Biden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZrKykF70I/AAAAAAAACDc/dOdva-d0v98/s1600/mcchristal013.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9ZrKykF70I/AAAAAAAACDc/dOdva-d0v98/s320/mcchristal013.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464673030976696130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O colunista George F. Will&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma exata desse projeto de redução nunca ficou muito clara, mas a ideia é mais ou menos a seguinte: unidades das forças especiais americanas, ajudadas por aeronaves espiãs Predator, podem manter a Al Qaeda permanentemente fora de prumo, enquanto soldados americanos permanecem no país treinando afegãos para servir no exército e na polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é atraente, claro: apresenta a esperança de que os Estados Unidos sejam capazes de obter o mesmo resultado - a segurança americana - a um custo muito menor. (O destino do povo afegão propriamente dito fica basicamente de fora desta equação.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês passado, visitei Richard Haass, um dos principais proponentes dessa ideia, em seu escritório de Nova York, onde preside o Council on Foreign Relations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haass é especialmente persuasivo, em parte porque não pretende ter respostas fáceis. Ao final de oito anos de má gestão e negligência, diz ele, todas as escolhas com que os Estados Unidos se defrontam no Afeganistão são pavorosas. O peso dos fatos, afirma, sugere que reduzir nossas ambições seja a menos terrível das nossas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada garante que uma ação mais intensa vá produzir melhores resultados", disse-me Haass. "E não acredito mais que o Afeganistão seja tão crucial assim para um esforço global contra o terrorismo. Não estou convencido de que a situação de lá possa ser mudada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grosso da liderança da Al Qaeda, assinalou Haass, vive hoje no Paquistão. E é lá que os Estados Unidos deveriam realmente se concentrar - no Paquistão, que possui população seis vezes maior que a do Afeganistão e pelo menos sessenta ogivas nucleares. "Ninguém quer que o Afeganistão se transforme numa esponja, absorvendo uma fatia desproporcional dos recursos do nosso país", disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general McChrystal e a maioria dos demais oficiais superiores do Pentágono dizem que o argumento de Haass é essencialmente ilusório. Caso os Estados Unidos se retirassem substancialmente do Afeganistão, dizem eles, boa parte do país seria rapidamente tomada pelo Talibã, tornando impossível todo o resto - qualquer treinamento ou ação antiterrorista. E a Al Qaeda logo estaria de volta, possivelmente com a mesma importância que tinha antes do 11 de Setembro, e o Paquistão seria provavelmente o próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando apresentei o contra-argumento de McChrystal a Haass, ele me respondeu que ficava feliz de não estar no lugar do presidente Obama. "Não vamos nos enganar", disse ele. "Não vamos encontrar nenhuma medida milagrosa que possa produzir resultados amplos e positivos a um custo modesto. Isso é simplesmente impossível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Haass continuou: "Nunca me canso de citar Yogi Berra [folclórico jogador de beisebol da velha-guarda]. 'Sempre que chegar a uma encruzilhada, siga por ela.' Aposto que há muitos dias em que Obama acorda, olha para a encruzilhada que o espera e decide que não vai seguir em frente. Já que as duas alternativas são tão ruins."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua viagem a Garmsir, Stanley McChrystal reservou algum tempo para um encontro com Abdullah Jan, o governador local. Os dois se encontraram na mesma sede do conselho onde Jan se reunira com o capitão Caskey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diga o que eu posso fazer para melhorar as coisas", pediu McChrystal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jan pensou algum tempo e produziu uma resposta inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Vocês precisam morar num prédio, e não num monte de barracas", disse ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal fitou-o com um olhar descrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Todo mundo em Garmsir sabe que os americanos vivem em barracas, e sabe que vão embora dentro de pouco tempo", disse Jan a McChrystal. "Vocês precisavam construir alguma coisa permanente - um prédio. Já que vão precisar de muitos anos para o que querem fazer aqui. E só então as pessoas vão acreditar na permanência de vocês."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal assentiu com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos ficar pelo tempo necessário para que os nossos parceiros afegãos estejam em absoluta segurança", disse ele. "Mesmo que isso leve muitos anos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal fez menção de levantar-se, mas Jan ainda não concluíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O povo afegão está impaciente", disse ele. "Faz trinta anos que estamos esperando! Não queremos esperar mais. Estamos perdendo a paciência!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McChrystal conteve um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode acreditar", respondeu ele a Jan. "Muitas das pessoas para quem eu trabalho também estão perdendo a paciência." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;[1] Uma comissão de inspeção eleitoral da onu concluiu que um terço dos votos da eleição de 20 de agosto era inválido por "evidência clara e inequívoca de fraude". No mês passado Karzai cedeu à pressão ocidental e concordou em disputar um segundo turno com  Abdullah Abdullah este mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;[2] No mês passado ocorreu o atentado mais sangrento dos últimos dois anos em Bagdá, com 155 mortos e 600 feridos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* Tradução de Sergio Flaksman.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-6823405930979574250?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/-yCfgqcg_CQ/guerra-do-general-stanley-mcchristal.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S9Zk1rFEPGI/AAAAAAAACBY/mk10tQ-HeR4/s72-c/mcchristal04.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/04/guerra-do-general-stanley-mcchristal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-5416412653743914909</guid><pubDate>Wed, 14 Apr 2010 03:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-14T00:53:44.301-03:00</atom:updated><title>Rio de Janeiro police occupy slums as city fights back against drug gangs | World news | The Guardian</title><description>&lt;a href=http://www.guardian.co.uk/world/2010/apr/12/rio-de-janeiro-police-occupy-slums&gt;Rio de Janeiro police occupy slums as city fights back against drug gangs | World news | The Guardian&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posted using &lt;a href="http://sharethis.com"&gt;ShareThis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem do The Guardian é imparcial e tem a ótica independente: critica as mortes em favelas mas deixa ver a luz. Vale a pena conferir acima o trabalho do jornalista Tom Philips, britânico radicado no Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-5416412653743914909?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/HE8lQHfI1-E/rio-de-janeiro-police-occupy-slums-as.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/04/rio-de-janeiro-police-occupy-slums-as.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-5746586240736073536</guid><pubDate>Tue, 06 Apr 2010 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-06T12:23:55.083-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">PMERJ</category><title>PM ENTRA NA OPERAÇÃO CONTRA ESTRAGOS DA CHUVA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A Polícia Militar do Rio de Janeiro informa que está participando do esforço conjunto entre os três poderes (estadual, municipal e federal) para atenuar os efeitos do temporal que se abateu sobre o Rio de Janeiro desde a noite desta segunda-feira, 5 de abril. Na manhã desta terça, 6 de abril, o chefe do Estado-Maior Administrativo, coronel Carlos Eduardo Millan, e o comandante-geral interino, coronel Álvaro Garcia, decidiram que todos os batalhões da PMERJ serão abertos para atender à população desabrigada e aos cidadãos que, por causa das chuvas, não conseguem voltar para casa.&lt;br /&gt;- Os batalhões serão a solução provisória enquanto os governos providenciem o devido acolhimento. E a população em trânsito encontrará nos batalhões um local seguro para aguardar a estiagem - disse Millan.&lt;br /&gt;A PM está fazendo ações táticas nas ruas. O comandante do Batalhão de Polícia de Choque, tenente-coronel Robson Rodrigues, está enviando equipes de motocicilistas para pontos-chave, onde a retenção do trânsito possa se tornar risco de assalto para os motoristas. O oficial disse que está mapeando os pontos para onde enviar também diversas viaturas do BP-Choque, que suspendeu hoje, por causa das chuvas, o início do Curso de Controle de Distúrbios.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-5746586240736073536?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/9G_krQcQn9Q/pm-entra-na-operacao-contra-estragos-da.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/04/pm-entra-na-operacao-contra-estragos-da.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-843635588188431607</guid><pubDate>Fri, 26 Mar 2010 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-25T23:25:25.794-03:00</atom:updated><title>O furacão</title><description>&lt;div align="justify"&gt;No livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dentro da Floresta&lt;/span&gt;, um excelente apanhado de perfis produzidos pelo jornalista norte-americano David Remnick (editor da revista New Yorker), é traçado um paralelo entre o furacão Betsy, de 1965, e o furacão Katrina, ocorrido exatos 40 anos depois - como todos sabemos. Em meio à tragédia, a devastação, o terror, Remnick enxergou o desempenho de dois homens públicos, no caso os dois mais importantes em suas respectivas épocas: os presidentes Lyndon Johnson e George W. Bush. &lt;br /&gt;Naquela noite de setembro de 1965, Johnson se reunia com assessores para tratar da Guerra do Vietnã, quando recebeu umn telefonema de seu confrade e amigo, o senador Russel Long, da Lousiana. Long ponderava que Johnson deveria esquecer por uns dias o Vietnã e viajar imediatamente para a Lousiana, se mostrar para milhões de desabrigados. Não é apenas o gesto de "se mostrar". Não é apenas o marketing da imagem, a afirmação política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trata de sinalizar. O chefe está aqui. O líder. O patrão. O comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remnick compara aquela movimentação de Johnson (como bem lembrou Long, "não ir ou mandar um representante vai influenciar negativamente nas eleições) com a de Bush 40 anos mais tarde. O governo Bush reagiu lentamente, e o presidente, como confirma um outro jornalista, Jeremy Scahill, ainda enviou a controvertida Blackwater, a empresa americana de segurança privada cujos mercenários, nos Obama Days, ostentam um outro nome - "&lt;a href="http://www.ustraining.com/new/index.asp"&gt;U.S. Training Center&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush, como sabemos, não elegeria seu sucessor três anos depois. Apesar do senador John McCain ser um homem honrado. Muito de seu fracasso vai além da questão de política externa - Bush é lento e não liderava. Não comandava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer fazer comparações esdrúxulas, percebi que o comandante-geral da PM deve ter certamente lido David Remnick. E se deteve na decisão tomada por Lyndon Johnson, de ir ao Betsy antes que o Betsy viesse a ele. Sim, porque naquela tarde/noite da manifestação pró-Royalties que mobilizou 5 mil policiais (grande parte na folga), o comandante decidiu ir para o olho do furacão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei na sala de porta aberta ele se dirigiu a mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o mug? Cadê a cobertura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que estava brincando. Mas uma brincadeira sem riso. Ele estava com os três ajudantes-de-ordens, descansando, ao lado do chefe da Coordenadoria de Comunicação Social, do chefe da Segurança e de três Caveiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos lá para a rua de novo. Você vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia que o uso do guarda-chuva é proibido para policiais militares uniformizados - por não fazer parte do uniforme. Chovia torrencialmente. Havia centenas de policiais em cada esquina. Centenas, mesmo. E o Caveira 37 se dirigia a eles, como a agradecer pelo sangue derramado, pela folga perdida, pelo sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena era merecedora de um retrato, de uma descrição minuciosa: de colete balístico, cobertura e mug, cercado por três homens de preto armado e mais um cortejo azul, o 37 progredia em meio à multidão, recebendo cumprimentos de cidadãos e de políticos. Foi à Câmara dos Vereadores, entrou, apresentou-se ao governador, ficou três minutos, e se retirou para continuar a caminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falava muito. Só propunha trajetos. Quando saímos da Câmara, achei que ele fosse voltar, com o cortejo, para o quartel-general - afinal, já tinha falado com o governador. Ensopado, voltei para comprar um guarda-chuva e esperar pelo cortejo no QG. Mas eles não voltaram. Horas se passaram até que eles voltassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas 21h30, apareceram. Na porta do quartel, havia aspirantes, jovens, confabulando. Diante do cortejo de Caveiras, pararam, prestaram continência ao comandante, e silenciaram como se estivessem diante de um vento furioso e devastador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vento furioso que nos compele a caminhar na direção em que ele quer, mesmo que tudo esteja contra, a areia nos olhos, os escombros contra o corpo, este vento é o que se chama de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ethos&lt;/span&gt; da Missão. Para mim, é difícil entender porque eles insistem naquilo, mesmo ganhando tão pouco (a maioria honesta ganha pouco). Mas aquela cena, admito, me ajudou a tornar isso um pouco mais claro. É mais do que endormarketing, é mais do que a "presença".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o sentido da missão.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante voltou a escrever, como pessoa física, em seu blog. O post é polêmico e interessante. Acompanhem: &lt;a href="http://marius-sergius.blogspot.com/"&gt;http://marius-sergius.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-843635588188431607?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/edjaD68ulTg/o-furacao.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/03/o-furacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-1779231748505793889</guid><pubDate>Mon, 22 Mar 2010 01:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-21T22:20:32.818-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Documentário</category><title>Pequena História do Brasil através dos monumentos do Rio de Janeiro</title><description>&lt;object width="400" height="305"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ocRfA9ShBys&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ocRfA9ShBys&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="305"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lá se vão 33 anos, desde que, ao lado de meu pai, percorri o Rio de Janeiro em uma Kombi. A família toda. O resultado foi este pequeno curtametragem, da época em que a Embrafilme determinava que antes de qualquer exibição de filmes em cinemas brasileiros, era obrigatória a exibição de um curtametragem sobre um tema da Pátria, da Nação.&lt;br /&gt;Já houve tempos em que eu achava absurda essa obrigação. Hoje, estamos vendo no que deu essa "falsa liberdade": o esquecimento de determinados valores de Nação, de Missão, e a total perda de sentido.&lt;br /&gt;Naquela época, meu pai, ex-marinheiro, dono de uma empresa de cinema - a Horus Filmes - me mostrou, através do curtametragem e pessoalmente, pela cidade, o valor das figuras como Estácio de Sá, o Almirante Tamandaré, o Almirante Barroso, Caxias, Deodoro da Fonseca. A base histórica, a raiz de tudo. As glórias brasileiras, o sangue derramado para formação de uma Pátria. Todas as filmagens deram neste curtametragem, "Pequena História do Brasil através dos monumentos do Rio de Janeiro".&lt;br /&gt;Os anos se passaram, e desde que o velho partiu deste mundo - em 1984 - o filme andou meio esquecido. Nós, da família, sempre resgatávamos do rolo. A primeira vez, em 1990, com muita emoção, passamos para VHS. Depois de quase 20 anos, vimos que o VHS se deteriorara. Tivemos que pegar o rolo ainda mais embolorado, e passar para DVD e, finalmente, converter para o formato AVI, que possibilitou colocar no YouTube.&lt;br /&gt;Não espere ver um filmaço, uma ideia nova, nada disso. O que conta neste filme é a lembrança, é o presente deixado pelo meu pai para a eternidade. Este filme é como meu irmão eterno. &lt;br /&gt;Dedico ao velho "Zé Marinheiro" (como era chamado na Bahia) esta oportunidade magistral de colocar o filme online. Reparem o carinho com que a Marinha Brasileira é citada no filme. &lt;br /&gt;Sim, este filme é o irmão eterno, que sobreviverá a mim. Como todo amor sobrevive.&lt;br /&gt;&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-1779231748505793889?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?i=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=zUMr-xSO5TY:BpbMn6aoZEU:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/zUMr-xSO5TY/pequena-historia-do-brasil-atraves-dos.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/03/pequena-historia-do-brasil-atraves-dos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-6563529882789914843</guid><pubDate>Fri, 19 Mar 2010 02:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-18T23:31:36.107-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">PMERJ</category><title>Depois de um longo e tenebroso verão</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S6Lg-kB9ivI/AAAAAAAAB8I/AxtAycLsGos/s1600-h/caneca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S6Lg-kB9ivI/AAAAAAAAB8I/AxtAycLsGos/s320/caneca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450165864500136690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Três meses sem postagem, que se completariam no próximo domingo. Melhor não. Melhor quebrar o silêncio, sem traumas, apenas explicando. Difícil separar a atual função, de consultor de imprensa da PMERJ, daquele que escreve neste blog. Mas é necessário. Aqui, nada é institucional. Nada reflete a opinião da PMERJ ou de quem quer que seja além da pessoa que é responsável pelo blog.&lt;br /&gt;Por aqui, pretendo falar da missão. Das agruras, da grande batalha que é defender a imagem de uma corporação que resiste bravamente, que tem suas mazelas, defeitos, seus maus integrantes. Mas que tem bons integrantes que são irretocáveis.&lt;br /&gt;Não fui cooptado. Recebi uma proposta profissional. E aceitei. Aceitei com prazer, porque a vi como missão. Missão duríssima, mas não mais dura do que a de qualquer soldado da PM - que é a de dar segurança pública. &lt;br /&gt;Missão dada pelo Caveira 37, o atual comandante-geral da Polícia Militar do Rio. &lt;br /&gt;Ao contrário do que andou dizendo, com maldade e ironia lamentáveis, o Boca de Sabão, não, eu não traí o Major Wanderby ao aceitar ser assessor de imprensa. Pelo contrário. Assumo tal amizade publicamente. Assumi para o comandante-geral,  para todos os que me questionaram. Continuo admirando sua luta e seu empenho. &lt;br /&gt;E sigo seu exemplo de obstinação:  não há uma função na PMERJ que não seja digna dele, do Major Wanderby. Mesmo a mais humilde, ele executa com afinco e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o exemplo que quero seguir: aquele que cumpre a missão com humildade.&lt;br /&gt;&lt;/div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; No dia 20 de janeiro, me sentei diante do comandante-geral pela primeira vez desde que comecei no cargo de consultor de imprensa. Falamos sobre vários assuntos, até que fomos interrompidos pelo chefe de gabinete, coronel Milagres. Ele disse que havia um subtenente na antesala, fardado, aguardando com a esposa e outra parente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um subtenente já entrado em anos, que estava indo embora da Briosa. E queria prestar continência ao comandante. Com uma humildade devastadora, aquela humildade dos gigantes de coração de criança. Um sujeito pobre, humilde, com mais de 30 anos de serviço, uma vida. Um tenente "QOA".&lt;br /&gt;Cabelos brancos, ao lado da esposa - bem vestida de roupas simples - e uma outra mulher, devia ser filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 37 disse ao coronel Milagres: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Traga ele aqui para dar um abraço nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história ganha um contorno mais grave depois destes dois meses e meio, em que vi muitos altos oficiais aguardarem na antesala e às vezes nem serem atendidos (por falta de tempo). Mas para aquele subtenente QOA houve tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena que se seguiu não foi vivida por pessoas, e sim por instituições: o comandante-geral fez um breve discurso para o velho QOA, a esposa atrás, orgulhosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor vai nos fazer muita falta por aqui, mas cada um sabe a hora de ir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subtenente agradecia abaixando a cabeça. O comandante-geral apertou a mão, puxou, deu um abraço com um braço só, tapas nas costas, uma placa. O velho subtenente indo embora, "construir casas", dizia ele. Sua expressão parecia dizer: "Só vou embora se puder me despedir do comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um momento único, um momento das fardas, da consideração mútua que há dentro do militarismo. Uma das coisas boas - entre algumas que já podem ser deixadas para trás - do militarismo. Que, ao contrário do que pensa a maioria, não é uma doutrina superada, e sim um meio para se atingir objetivos difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu confesso que para mim, paisano, sempre será difícil entender aquela cena. Mas sei que muitos entendem. Quem é, sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que vou precisar de muita ajuda.&lt;br /&gt;&lt;/div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Uma das missões foi explicar à mídia que um comandante, ao colocar concertinas (cercas de arame farpado) em torno de um batalhão, não está "demonstrando medo" ou protegendo "em demasia" seus policiais. Ora, uma unidade que guarda armas precisa ser muito bem protegida.&lt;br /&gt;É assim em qualquer lugar do mundo. É assim nas Forças Especiais americanas. É assim na Scotland Yard. Não usam concertinas, mas usam outros artifícios de segurança ainda mais radicais do que as cercas.&lt;br /&gt;Mas o enfoque da reportagem se limitou a: "Se a polícia está com medo, imagine o cidadão".&lt;br /&gt;Como cidadão, eu teria mais medo mesmo se um quartel de polícia ao lado da minha casa fosse devassável e qualquer bandido tivesse acesso às armas. Mas, enfim, cada um deve saber onde lhe apertam os calos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil discutir a Segurança Pública sob o ponto de vista da reação emocional de quem não analisa o fato (me refiro aos moradores que fizeram a "grave denúncia" da concertina). Por este prisma, os quartéis do Exército Brasileiro deveriam ter a entrada franqueada e os arsenais virarem parques infantis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como já disse: é uma longa caminhada.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Para me perguntar alguma coisa, pode ser por aqui: &lt;a href="http://www.formspring.me/gustones"&gt;http://www.formspring.me/gustones&lt;/a&gt; ou pelo email já divulgado no blog.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-6563529882789914843?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/E4F-GfAtP6E/depois-de-um-longo-e-tenebroso-verao.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/S6Lg-kB9ivI/AAAAAAAAB8I/AxtAycLsGos/s72-c/caneca.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2010/03/depois-de-um-longo-e-tenebroso-verao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-5319631386856308155</guid><pubDate>Mon, 21 Dec 2009 17:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-21T15:15:21.961-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">estudante baleado</category><title>Tristeza pré-Natal</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A segunda-feira pré-Natal comçou com uma notícia muito triste: a morte de Marcos José de Oliveira, estudante de quem falamos há dois anos &lt;a href="http://gustavodealmeida.blogspot.com/2007/11/no-sabendo-que-era-impossvel-uma-famlia.html"&gt;neste post&lt;/a&gt;. Desde dezembro de 2006 que Marcos, amparado pela tia dele, a jornalista Gercina Primo, lutava pela sobrevivência.&lt;br /&gt;Foi em dezembro de 2006 que ele foi atingido por um tiro, durante um assalto no Recife. Disparado à queima-roupa no ouvido, o tiro deixou Marcos tetraplégico.&lt;br /&gt;Em um caso inédito na Justiça, o Estado de Pernambuco foi obrigado pelo Supremo Tribunal Federal, a pagar a implantação de um marcapasso diafragmático, para que Marcos pudesse respirar sem  a ajuda de aparelhos. A cirurgia custou cerca de R$ 300 mil e foi realizada em abril de 2008.&lt;br /&gt;Marcos José deixa a mulher, um filho de dois anos e oito meses, que nasceu quando ele estava internado, e duas irmãs. O enterro está marcado para às 16h desta segunda-feira.&lt;br /&gt;Ele foi velado na tarde desta segunda-feira (21) na Capela Central do cemitério de Santo Amaro. Ele morreu na madrugada desta segunda-feira ao sentir-se mal devido a uma bolha de ar, que passou a comprimir o pulmão e o coração. Os médicos fizeram uma drenagem, mas o paciente não resistiu.&lt;br /&gt;“A equipe do hospital deu toda a atenção que ele precisava. Tentaram reanimá-lo, mas eles não conseguiram”, disse Gercina Primo a um jornal pernambucano.&lt;br /&gt;Gercina Primo é uma heroína, que lutou até o fim pelo sobrinho, não descansou um minuto, dividindo-se entre o carinho para Marcos e a briga na Justiça. Sua missão foi amplamente cumprida. Agora, resta rezar para que Gercina e a família tenham paz para superar a perda.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-5319631386856308155?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/SsGJfOQv180/tristeza-pre-natal.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/12/tristeza-pre-natal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-643840476950186570</guid><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 01:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-15T23:58:24.334-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filmes</category><title>De volta ao blog</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Devo desculpas em dobro. Primeiro, aos leitores deste blog, que ficou um tanto abandonado. Como sabem muitos de meus amigos, trabalhei desde setembro nas eleições presidenciais do Flamengo. Meu candidato no fim era o Plínio Serpa Pinto, depois de ter começado como assessor da campanha de João Henrique Areias.&lt;br /&gt;A campanha me tomou em tempo integral, com eventos-relâmpago, para os quais eu só era avisado em cima da hora - como acontece em toda campanha.&lt;br /&gt;Por conta disso, fiquei devendo desculpas - que apresentarei pessoalmente, em breve - à Família Portugal no Rio de Janeiro, porque acabei faltando à missa de sétimo dia divulgada também aqui neste espaço. As desculpas precisam ser públicas mas também serão dadas em caráter particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;&amp;&amp;&amp;&amp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário “Reparação” (cuidado para não confundir com o livro-ficção de Ian McEwan) será, no ano que vem (tão próximo), o mais torpedeado por setores da mídia e principalmente do governo. Talvez pela primeira vez na história do cinema um filme mostre que a violência, nos ditos anos de chumbo (1964-1990), não era monopólio das FFAA. Em “Reparação”, é contada a história de Orlando Lovecchio, vítima de um atentado a bomba praticado pela guerrilha que lutava contra o regime militar em 1968. Orlando perdeu uma perna no atentado ao Consulado dos EUA em São Paulo e até hoje luta por justiça.&lt;br /&gt;Lovecchio não é considerada vítima dos anos de chumbo, e por isso a aposentadoria que recebe é muito menor que a dos autores do atentado que lhe tirou uma das pernas.  Uma contradição judicial que só a “ideocracia” explica.&lt;br /&gt;No debate político, “Reparação” vai cair como uma bomba. Quem for ver será patrulhado...&lt;br /&gt;“Reparação” não teve verbas públicas para sua realização. E, pelo jeito, nem vai ter na pós-produção, se o conteúdo for confirmado. Abaixo, um trailer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ms3oSnT-jcY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ms3oSnT-jcY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filme de que quero falar hoje já foi abordado pela mídia. É lá das terras colombianas (co-produção com a Argentina) e talvez seja o grande documentário de 2010: o arrasa-quarteirão Pecados de mi padre. O filme nem bem estreou em seu país natal e já tem indicações para o Globo de Ouro do ano que vem e para o Sundance Festival. Pecados de mi padre é simplesmente a vida do traficante e homicida colombiano Pablo Escobar, narrado por ninguém menos que...seu filho Sebastian e a viúva dele, Maria Isabel. &lt;br /&gt;O filho do traficante vive hoje na Argentina – e Sebastian, na verdade, é seu nome mais recente. Para tentar fugir do rótulo do pai, Juan Pablo Escobar renegou até o próprio nome.&lt;br /&gt;Detalhes desconhecidos da biografia de Escobar são revelados pelo filho, mas o ponto central da narrativa é como uma criança de oito anos vê o pai como chefe de um gigantesco cartel de traficantes de drogas. Sebastian não nega o amor ao pai. Mas dá a entender que sabia o tempo todo de seu papel como inimigo público número 1 da Colômbia. &lt;br /&gt;O magistral filme do diretor Nicolas Entel aborda também as famílias de duas das vítimas de Escobar, um sujeito sanguinário e que não tinha o menor escrúpulo em mandar matar crianças e idosos para atormentar seus inimigos.&lt;br /&gt;Abaixo, um trailer de “Pecados de meu pai”. É, sem dúvida, a grande ameaça ao brasileiro “Garapa”, do diretor tropaeliteano José Padilha no Festival de Sundance ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NL6L2XwEJ1I&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NL6L2XwEJ1I&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais, aqui está um excelente blog sobre o tema: &lt;a href="http://www.pabloescobargaviria.info/"&gt;http://www.pabloescobargaviria.info/&lt;/a&gt;&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-643840476950186570?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/JopKiycuKgI/de-volta-ao-blog.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/12/de-volta-ao-blog.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-101133611017247270</guid><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 18:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-02T16:09:45.289-02:00</atom:updated><title>Missa em memória, nesta quarta-feira, dia 2 de dezembro</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SxatMhmTMYI/AAAAAAAABEc/l5Sk19T7q8E/s1600-h/missa.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 90px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SxatMhmTMYI/AAAAAAAABEc/l5Sk19T7q8E/s320/missa.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410702433021276546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-101133611017247270?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/dBO2RnHmRWI/missa-em-memoria.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SxatMhmTMYI/AAAAAAAABEc/l5Sk19T7q8E/s72-c/missa.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/12/missa-em-memoria.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-3407914294172846338</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T23:52:54.059-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">segurança pública exército forças armadas</category><title>A guerra</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.crisanto.jor.br/oktiva.net/anexo/155533"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 390px; height: 292px;" src="http://www.crisanto.jor.br/oktiva.net/anexo/155533" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me encontro, é verdade, numa espécie de ostracismo no que tange ao trabalho na imprensa, principalmente depois que em 2008 tomei a decisão - errada - de deixar O DIA para tentar a sorte na revista ISTOÉ, de onde saí em agosto. Fica estranho, portanto, eu dar palpite na pauta dos outros. Por isso, falo como se estivesse sonhando.&lt;br /&gt;Sonho que sou editor-chefe de um jornal. E começo a procurar pautas boas. Não tenho dúvidas: mandarei um dos meus melhores repórteres entrevistar o coronel EB Diógenes Dantas, que na segunda-feira dia 30 lança o livro&lt;span style="font-style:italic;"&gt; "Insegurança Pública e Privada"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;O evento acontece no Salão Nobre da Igreja da Irmandade Santa Cruz dos Militares, 1º de Março, 36, Centro do Rio, às 17h. &lt;br /&gt;A iniciativa da Editora Ciência Moderna e do coronel Diógenes Dantas Filho vai trazer informações práticas e objetivas relativas ao tema Segurança Pública.&lt;br /&gt;Com vastos conhecimentos adquiridos em cursos e no exercício da atividade militar (área de inteligência), o coronel Diógenes nos oferece detalhada radiografia da situação reinante no Rio de Janeiro. Passo a passo ele nos mostra a contradiçao maior: a geografia, que faz da cidade a mais bela do mundo, é desfavorável às forças de Segurança e Ordem. &lt;br /&gt;O autor destaca o fenômeno do Crime Organizado, as ações das facções criminosas mais atuantes, em particular no Rio de Janeiro. E cita mecanismos de Segurança Pública, tipos de roubos, propondo o que fazer. O prefácio do ex-ministro Almir Pazzianotto é claro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Apresenta um capítulo de segurança em situações diversas  e não  deixa de abordar a respeito do conflito de quarta geração. De particular interesse é a abordagem da matéria relativa às armas de fogo. Na maioria das vezes a ação criminosa se desenvolve com o emprego de armas de grosso calibre, entradas no País mediante contrabando."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a menor dúvida de que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Insegurança Pública e Privada"&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um livro obrigatório para qualquer profissional envolvido com a atividade, a pesquisa e a reportagem na área de Segurança Pública. O coronel Diógenes Dantas é um dos profissionais mais incontestáveis do país na área de Segurança Pública. Vale a pena ir e comprar o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A Paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que sabe o que dizer numa hora dessas. Eu sempre admito: não sei o que dizer, não sei o que escrever. Sei do que todo mundo já sabia: que o coronel EB Rubens Portugal, que nos deixou na madrugada de domingo passado, é um comandante e um pai inigualável. Nos deu uma filha que dispensa quaisquer apresentações. E, através dela, vai continuar nos dando lições, nos abrindo os olhos e ouvidos. Ele, um guerreiro, encontrou, certamente, a paz merecida. &lt;br /&gt;A saudade que toma conta de seus familiares neste momento é uma saudade que só cabe aos incomparáveis e, certamente, insubstituíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, comandante. &lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-3407914294172846338?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/8zstvtp2BK0/guerra.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/guerra.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-2081042564950352136</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T13:36:34.116-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>Sobre a PEC-300</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Os parlamentares da Câmara Federal se reúnem nesta quarta-feira para votar três destaques apresentados ao texto da PEC 300 - um deles é justamente o mais desejado pelos PMs de todo o Brasil, que é a equiparação salarial com os policiais do Distrito Federal.&lt;br /&gt;Por ironia do destino, vieram do estado com salário mais baixo os PMs que formaram os primeiros batalhões da corporação que hoje tem o salário mais alto. A PMDF, obviamente, é originada dos policiais da Guanabara e do Estado do Rio. &lt;br /&gt;O deputado paulista Arnaldo Faria de Sá, autor da PEC, colocou este e mais um destaque - o segundo é o que acaba com o piso.&lt;br /&gt;O deputado alagoano Francisco Tenório incluiu destaque que faz a proposta atingir também os policiais civis.&lt;br /&gt;Mas é melhor ir com calma porque o andor é de barro: a PEC ainda precisará ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara e depois ser encaminhada ao Senado.&lt;br /&gt;O caminho é longo e atende muito bem ao Legislativo: quanto mais longo o caminho, maior o tempo de palanque. &lt;br /&gt;Convém, por isso mesmo, fiscalizar mas sem se deixar iludir.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-2081042564950352136?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/SNZbnnDb_Nw/sobre-pec-300.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/sobre-pec-300.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-3829359172179833103</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T11:01:18.080-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cidadania</category><title>Filhos perdidos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A solidariedade resiste, apesar de um mundo repleto de individualismos e ambições de consumo. Nesta quarta-feira, dia 18 de novembro, será lançado o Projeto Sou da Vez, do &lt;a href="http://helaiz.spaceblog.com.br/"&gt;Movimento Helaiz&lt;/a&gt;, formado por mães que estão reivindicando maior prevenção ao sequestro e ao desaparecimento de crianças. O lançamento acontece às 14h, no auditório do Centro de Artes Calouste Gulbekian, na Rua Benedito Hipólito, 125, Praça Onze, perto da sede do jornal O Globo. As mães do Helaiz fundaram o movimento depois de terem suas filhas sequestradas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O projeto do Helaiz vai começar com uma campanha para sensibilizar a população sobre a necessidade de se manter as crianças sob a atenção permanente de adultos. A Fundação Instituto Oswaldo Cruz - uma das mais eficientes e aguerridas instituições brasileiras - doou os primeiros mil cartazes que serão distribuídos em favelas, ruas, escolas, postos de saúde, bares, entre outros espaços de circulação de adultos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Helaiz sonha alto: quer promover o resgate da solidariedade comunitária no cuidado das crianças, para que nenhuma delas fique sozinha na rua ou em casa. Em famílias pobres, é muito comum que crianças fiquem completamente sozinhas desde os quatro anos de idade. Ou até antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, os bolsões de pobreza viram sacolões para a máfia que leva as crianças embora. Há informações de que, enotícia de que tenham ocorrido pelo menos quatro sequestros de meninas neste ano no Rio. É um número triste - o Helaiz sonha em transformá-lo em zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um evento marcado para esta quarta foi adiado. É o julgamento dos acusados de homicídio do jovem Ricardo Gilson há 10 anos. A audiência foi adiada para o dia 9/12/009 às 9h30. &lt;br /&gt;A argumentação para o adiamento, pedido pela defesa, é que uma testemunha considerada - pelo juiz - importante para o advogado dos réus: o delegado Paulo Passos, na época diretor da Delegacia de Homicídios.&lt;br /&gt;É que o advogado dos réus alegou que quem fêz as investigações foi o escrivão chamado Andre Luiz e que, portanto, foi ele quem concluiu quem eram os assassinos.&lt;br /&gt;Só que a defesa não sabia, mas quem enviou o inquérito ao MP foi o delegado.&lt;br /&gt;Assim, o juiz resolveu intimar o delegado e mais três testemunhas que faltaram.&lt;br /&gt;O adiamento, portanto, foi até bom para a acusação. &lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-3829359172179833103?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/gXbD0TGhffY/filhos-perdidos.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/filhos-perdidos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-1020777585619975338</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T12:00:21.392-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Polícia Militar</category><title>A boa notícia do dia</title><description>Na verdade, não é do Dia, e sim do Extra: foi feita Justiça e teremos em dezembro um Coronel de Polícia chamado Fernando Príncipe Martins. Registre-se aqui os parabéns ao Príncipe, e acho que devemos parabenizar também o comandante-geral da corporação, Coronel Mário Sérgio Duarte, que teve grandeza de estadista nesta decisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-1020777585619975338?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/-MlYqOkw96Y/boa-noticia-do-dia.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>12</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/boa-noticia-do-dia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-1106948324091866442</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T10:05:38.786-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política e Polícia</category><title>Se fosse um PM em qualquer um dos dois casos, o mundo cairia</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Aqui, encontro de delegados federais teve patrocínio da Confederação Brasileira de Futebol, da CEF e da Petrobras: &lt;a href="http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/25126"&gt;http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/25126&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E aqui, a Liga das Escolas de Samba pagou festa para desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/09/bicheiros-pagaram-festa-para-presidentes-de-tres-914678341.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/09/bicheiros-pagaram-festa-para-presidentes-de-tres-914678341.asp&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a nossa democracia...&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-1106948324091866442?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/ssj01VSXyFw/se-fosse-um-pm-em-qualquer-um-dos-dois.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/se-fosse-um-pm-em-qualquer-um-dos-dois.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-2879714994691157491</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 23:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-07T21:38:00.069-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Justiça</category><title>DEZ ANOS À ESPERA DE JUSTIÇA*</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SvYDwpQLDRI/AAAAAAAABEU/oLMyKJoZMKA/s1600-h/22_MVG_casoibere.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SvYDwpQLDRI/AAAAAAAABEU/oLMyKJoZMKA/s320/22_MVG_casoibere.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401508937319779602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;A próxima quarta-feira será de alívio e dor para Carmen Mota Gilson. Um alívio e uma dor que nascem do mesmo rio: a saudade. Carmen estará às 11h no 2º Tribunal do Júri, no Forum do Rio de Janeiro, esperando que alguém seja condenado pela morte de seu filho Ricardo Iberê Gilson, ocorrida há mais de 10 anos. Você não leu errado. São mais de 10 anos à espera de Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo foi morto no dia 4 de abril de 1999, um domingo de Páscoa. No feriado dedicado a celebrar a vida e a ressurreição, o jovem de 22 anos encontrou seu destino final nas dependências do Hospital Fábio Soares Maciel, que naquela época fazia parte do então complexo penitenciário Frei Caneca, no bairro do Estácio. &lt;br /&gt;Ricardo, um jovem de classe média, era dependente químico desde os 16 anos, quando teve seu primeiro envolvimento com drogas. Desde então, passou por oito clínicas de recuperação, sem nenhum sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo sua mãe, Carmen Gilson, ele não compreendia o que as drogas faziam com a vida dele nem conseguia entender que na verdade estava doente. &lt;br /&gt;E foi essa dependência que em um dia de setembro de 1998 fez Ricardo entrar em um ônibus, no Leblon, e anunciar um assalto em plena Bartolomeu Mitre. A poucos metros do 23ºBPM (Leblon), Ricardo roubou, fingindo que estava armado, R$ 30 do trocador. Mas foi preso momentos depois de tomar uma coca-cola. Devolveu R$ 29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este R$ 1 roubado custou muito. O nome de Ricardo não era Johnny. Como viciado, não teve a mesma complacência que teve o famoso personagem de livro e filme. &lt;br /&gt;Preso, ele foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico Roberto Medeiros, em Bangu. Neste local infernal, escreveu cartas enormes à mãe, relatando as péssimas condições dos alojamentos, escuros e completamente sem higiene. Estas cartas até hoje estão com parentes de Carmen Gilson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Justiça implacável&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1999, ou seja, três meses depois, ele seria condenado a oito anos de reclusão no manicômio judiciário Henrique Roxo, em Niterói. E lá, escreveria mais cartas, contando fatos que se desenrolavam dentro da prisão.&lt;br /&gt;No dia 4 de abril, Carmem foi ao Henrique Roxo visitar Ricardo, como de costume. Lá, os funcionários disseram que o filho dela passava muito mal, tendo um rim paralisado. Ninguém explicava o que acontecia. Carmen pediu a presença de um médico, que chegou ao local entre 15h e 15h30 - vindo de outro local. Depois de mais ou menos trinta minutos, o médico se dirigiu a Carmen informando que Ricardo seria transferido para o Hospital Fábio Soares Maciel, no hoje extinto complexo Penitenciário Frei Caneca. Chocada, Carmen seguiu a ambulância até o hospital. &lt;br /&gt;Ela não conseguia ver o filho. Ao pedir isto no Frei Caneca, um agente penitenciário a agrediu verbalmente e disse uma frase da qual ela jamais se esqueceria: "Só se morre quando é chegada a hora". &lt;br /&gt;Carmen teve a sensação de que não era a própria voz, respondendo: "Se isso acontecer, você não sabe o que pode te acontecer". Mas era a própria voz de Carmen, respondendo. O instinto de mãe falava.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Falta de informação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carmen foi para casa, depois de muitas negativas. Pelo telefone, falou com a médica responsável, que repetiu o mesmo diagnóstico do primeiro médico: Ricardo estaria com diarreia há quatro dias, e agora com infecção intestinal. &lt;br /&gt;Carmen se irritou, chamando a médica de mentirosa, dizendo que havia visto seu filho dias antes e que este se encontrava bem, não se queixando de nenhuma dor. Neste momento, o amigo que a acompanhava puxou o telefone de sua mão e falou com a médica. Esta lhe disse que Ricardo estaria morto. &lt;br /&gt;Tudo foi feito para se abafar a morte de Ricardo e, principalmente, para abafar que havia marcas de agressão. Mas os laudos do Instituto Médico-Legal mostraram que Ricardo possuía inclusive marcas de estrangulamento, e que esta seria a verdadeira causa de sua morte. Estes mesmos laudos mostrariam que, além do estrangulamento, Ricardo tinha marcas de quem tentou se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso permaneceu como inquérito policial por quatro anos. Depois de uma entrevista dada ao programa &lt;em&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL691563-15605,00.html"&gt;Fantástico&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, da TV Globo, o Ministério Público ofereceu a denúncia, dando prosseguimento ao processo. Por mais seis anos o Parquet manteve o processo. E agora, depois de 10 anos e 7 meses, o caso vai a júri popular. Durante todo esse período, tanto os agentes quanto a médica não foram presos e continuaram exercendo suas atividades profissionais. &lt;br /&gt;O próprio governo estadual, em 2001, reconheceria o crime cometido por seus agentes: uma Clínica de Recuperação de Dependentes Químicos na cidade de Vassouras foi inaugurada com o nome de Ricardo Iberê Gilson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À véspera do julgamento, mais um pedido de adiamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora, é a Justiça que vai definir tudo. Os agentes penitenciários José Nivaldo Melo, Jorge José Riqueira da Paixão e Eustáquio Cirino de Souza, além da médica Cali Galiasso vão a julgamento quarta-feira. A médica tentou adiar o julgamento com um pedido de HC, mas o juiz Paulo Baldez negou o mesmo nesta sexta-feira, dia 6 de novembro.&lt;br /&gt;O caso de Ricardo nos obriga a muitas reflexões: sobre liberação ou não de uso das drogas, sobre a formação e profissionalização do agente público, e sobre a ética destes mesmos agente.&lt;br /&gt;E uma reflexão parece ser maior do que todas: desistir da Justiça está além das nossas possibilidades.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Foto do jornal EXTRA, que fez bela reportagem em abril sobre o caso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-2879714994691157491?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/uHnuO_o61M0/dez-anos-espera-de-justica.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_a3F9Znp-m4o/SvYDwpQLDRI/AAAAAAAABEU/oLMyKJoZMKA/s72-c/22_MVG_casoibere.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/dez-anos-espera-de-justica.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-7938540732764488069</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-04T22:08:25.154-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prevenção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>PROERD RETROCEDE</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O coronel Mário Sérgio de Brito Duarte atualmente só lê o blog Praças da PMERJ, conforme já disse em mais de uma entrevista. O que não entendo é que nas mesmas entrevistas ele afirma não dar trela para denúncias anônimas - algo que tem de sobra no blog supracitado.&lt;br /&gt;Espero que este que é um dos melhores oficiais da PMERJ volte a ler este blog aqui um dia para ter conhecimento de que andam vazando informações complicadas sobre o PROERD, órgão que trabalha com prevenção ao uso de drogas, principalmente com crianças da rede pública. O próprio Mário Sérgio tem um histórico de afetividade com o PROERD, ele que já deu aulas no programa.&lt;br /&gt;São vários fatos um tanto incômodos. O mais recente dá conta de uma pedagoga cedida pela Secretaria Estadual de Educação que abandonou tudo sem muita explicação.  A moça, chamada Edilene Maia, saiu numa sexta-feira dizendo que não voltaria.&lt;br /&gt;Dias antes disso, foi defenestrada de lá a capitão Shana, competentíssima oficial do PROERD, especializada no assunto.&lt;br /&gt;Em comum entre Shana e Edilene: a linda cor da pele, negra. A cor da pele de Pelé, Martin Luther King, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Barack Obama, Otis Redding, Adílio, Andrade, Jair Rodrigues, Nelson Mandela.&lt;br /&gt;Espero que não tenha havido nenhum transtorno relacionado à cor da pele.&lt;br /&gt;Agora, os maiores problemas do PROERD não estão aí. Ocorre que já há oficiais em Santa Catarina estudando a volta do PROERD a um modelo que já tinha sido abandonado, o modelo do DARE americano. Por esse programa do DARE, são exibidos filmes americanos, com famílias dos EUA usadas como personagens, em cenários totalmente distantes da realidade brasileira.&lt;br /&gt;O pior: em um dos filmes, eles aconselham os pais a fazerem exame antidoping nos filhos. Nenhum especialista aprova esta prática. Em 2007, publiquei reportagem sobre isso no jornal O DIA. Na época, a então coordenadora, major Tania Loos, ficou um tanto aborrecida comigo. Depois eu descobri que ela mesmo não apoiava o programa, mas fez questão de se aborrecer comigo para não dar brecha para que eu falasse mais do PROERD.&lt;br /&gt;A ONG responsável em Santa Catarina pelo recebimento de verbas americanas é a SOAPEN (Sociedade Amigos da polícia Militar), e esta já foi objeto de investigações conforme matéria publicada na revista &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carta Capital&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Para completar, o PROERD do Rio vai usar um programa que tem parecer negativo, documentado, da própria Secretaria Nacional AntiDrogas.&lt;br /&gt;Duvido que tais fatos sejam de conhecimento do comandante-geral. Este é um proerdiano convicto. Se souber, vai tomar providências.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-7938540732764488069?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/42qcUHxO0lc/proerd-retrocede.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/11/proerd-retrocede.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-1075367228696104232</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-30T00:41:47.183-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>O (i)midiatismo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Existe o imediatismo. E existe o "midiatismo". Sim, palavra que inventei. Trata-se de governar e planejar ações conforme as demandas da mídia - esta entidade pautada por mercados de consumo e massas de anunciantes. E existe o Imidiatismo, que é o imediatismo midiático, uma ânsia de se agir logo para que a mídia diga: estou satisfeita.&lt;br /&gt;Os veículos de mídia costumam disputar essa primazia. Normal. Se alguém em um governo é exonerado, os veículos chamam para si a responsabilidade da exoneração porque cada um quer se mostrar mais atuante e com mais força.&lt;br /&gt;Mas de vez em quando as medidas tomadas para se atender à mídia acabam se tornando inócuas com o passar do tempo. Uma dessas medidas foi tomada muito antes do atual comandante-geral da PM assumir o cargo. &lt;br /&gt;Quando morreu o menino João Roberto, na Tijuca, o comando na época atendeu ao anseio da dita "sociedade civil organizada": os recrutas da PM passaram a fazer horas e horas de disparos de armamento (mais de 300 disparos de pistola e fuzil).&lt;br /&gt;Na avaliação de instrutores muito sérios, foram obtidos soldados bons de tiro. &lt;br /&gt;O problema vem agora: na pressa de se formar logo soldados para as UPPs e "pacificar" favelas, os novos recrutas, que estão - expressão de quem conhece o assunto - "no forno da padaria a todo vapor" estão com a brilhante perspectiva de irem para as ruas com... nenhum ou quase nenhum tiro.&lt;br /&gt;Por causa daqueles gastos anteriores, a PMERJ está com pouca munição para treinamento. Tem sido priorizada a munição para, pelo menos, dar continuidade ao Programa de Capacitação Continuada (policiais que, voltando de férias, fazem Instrução de Tiro, Abordagem e Defesa Pessoal antes do efetivo retorno ao batente). &lt;br /&gt;A APM D. João VI enfrenta também os mesmos problemas de falta de munição. A recarga de munição está parada.&lt;br /&gt;Segundo informações de conhecedores do assunto, atualmente se usa munição comum para dar sequencia à Instrução do Programa de Capacitação Continuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobertor da Segurança Pública é muito curto. Mesmo. &lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-1075367228696104232?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/itgIhqxmcf0/o-imidiatismo.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/10/o-imidiatismo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-8941956298993234430</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 16:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T15:03:35.292-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Caso AfroReggae</category><title>16 minutos - e cai mais uma versão</title><description>&lt;div align="justify"&gt;16 minutos. Este foi o tempo que se passou entre o momento em que o capitão Bizarro encontra o corpo de Evandro, do AfroReggae, e o momento em que uma ambulância dos Bombeiros chega ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está registrado em um vídeo feito por uma agência bancária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai a versão de que os policiais militares não chamaram socorro. Chamaram sim, e os bombeiros, quando chegaram, constataram a morte da vítima e foram embora - dali em diante seria tarefa para a perícia e o rabecão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem primeiro teria dito que não houve socorro? Há quem diga que foi o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o capitão e o sargento continuam sendo acusados, sim, mas de peculato, por não cumprirem sua função pública de prender os assaltantes. Mas a omissão de socorro deixa de existir. &lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-8941956298993234430?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/6fLnstqOyr8/16-minutos-e-cai-mais-uma-versao.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/10/16-minutos-e-cai-mais-uma-versao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-4696382214986666093</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 02:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T00:56:58.280-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>Ângulos diversos de uma mesma história</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Um vídeo feito por uma câmera de segurança de uma agência bancária pode ser decisivo para que se entenda o capitão Bizarro como um tremendo azarado, antes de ser qualquer das coisas que têm sido atribuídas a ele. Pelo vídeo, já visto e revisto por autoridades da área de segurança, percebe-se nitidamente que era possível, para quem estava dentro da viatura da PM, passar pelo integrante do AfroReggae caído sem perceber sua presença. Pelo vídeo também, segundo me informam, é possível perceber que os policiais apenas praticaram um habitual desvio de conduta: perceberam ser o casaco e o tênis produto de roubo ("rés furtiva") e o tomaram dos assaltantes.&lt;br /&gt;Não apresentaram na delegacia, ou seja, roubaram dos assaltantes.&lt;br /&gt;Agora, fica mais difícil dizer que havia conluio deles com os assaltantes. &lt;br /&gt;Erraram? Erraram, feio. Não se pode deixar bandido solto, em hipótese nenhuma. Mas a coisa pública respira aliviada de poder contar com a hipótese de o capitão Bizarro não ser aliado de assaltantes.&lt;br /&gt;Nem mesmo cúmplice de assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O major Oderlei dos Santos é um dos oficiais mais corretos, cordiais e decentes da PMERJ. Nunca nos falamos pessoalmente, apenas pelo telefone. Mas as referências que tenho dele são as melhores possíveis. E sempre mostrou dedicação total a qualquer que fosse sua missão. Até o dia em que foi exonerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele disse que os dois policiais cometeram "desvio de conduta", Oderlei não estava fugindo da verdade. Foi um seríssimo desvio de conduta mesmo. Oderlei apenas foi cauteloso antes de usar a palavra crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, é crime libertar bandido preso, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Oderlei quis esperar um pouco mais. E, no fundo, Oderlei estava apenas cumprindo um papel, como porta-voz de uma corporação que há muitos anos prefere erguer muros altos em torno de si do que resolver os próprios problemas. Quando Oderlei diz que "não são criminosos", ele não está sendo mau-caráter. De jeito nenhum. Está apenas obedecendo à ordem dos muros altos que sempre cercam a PMERJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a PMERJ só tivesse oficiais como Oderlei, poderia ser transparente e dispensar os muros. Como nem todos são iguais a ele, a PMERJ tem que cortar na própria carne, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que o major Oderlei jamais prestaria nenhum "desserviço à população". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cortes na própria carne serão menos fundos, claro, no dia em que se resolver a questão salarial. Urgente, necessária, imprescindível.&lt;br /&gt;O salário baixo não justifica atitudes como a do capitão Bizarro e sua equipe. Mas o salário baixo ajuda a explicar.&lt;br /&gt;Não é possível que continuemos fingindo de cegos para esta explicação tão clara e lúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitão Bizarro vendia perfumes e outros cosméticos em catálogo, antes da fatalidade em que se envolveu. Para reforçar a própria renda. Será que esta é uma atividade de fachada para um negócio próspero de "roubo de casacos e tênis" ou este oficial pode ter entrado de gaiato na situação?&lt;br /&gt;A dúvida é saudável. Sempre. A dúvida, seja para um lado, seja para o outro, é o que nos leva mais perto da lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais se quer erguer muros em volta das coisas erradas, mais as coisas erradas se aprofundam. É como querer combater incêndio com gasolina&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-4696382214986666093?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/PXUmEvFbvAI/angulos-diversos-de-uma-mesma-historia.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/10/angulos-diversos-de-uma-mesma-historia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-585747385740054493</guid><pubDate>Sat, 24 Oct 2009 22:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-24T20:48:01.234-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Rio de Janeiro</category><title>Viagem fantástica ao mundo de Tuhu*</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Quer fazer um programaço numa tarde de sábado (ou até num dia de semana mesmo) no Centro do Rio? Corre, porque até o dia 5 de janeiro a &lt;a href="http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=474&amp;sid=40&amp;tpl=printerview"&gt;exposição Viva Villa&lt;/a&gt;, aberta no momento em que se completa 50 anos da morte do maestro &lt;a href="http://www.vivavilla.com.br/"&gt;Heitor Villa-Lobos&lt;/a&gt;, está lá, gratuita, no maravilhoso solar do Arquivo Nacional, onde ficava a Casa da Moeda. Para quem é carioca, mole de ir: fica ao lado do Hospital Souza Aguiar, bem em frente a uma entrada do Campo de Santana, já perto da Avenida Presidente Vargas. Dá para ir de metrô numa boa. O local, infelizmente, é meio ermo (não tivemos problemas, registre-se) para ir sábado de tarde muito a pé, mais calmo é pegar um táxi e saltar na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.8notes.com/images/artists/villa_lobos.jpg" alt="" title="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a trajetória de Villa Lobos, desde o nascimento em 1897 até a morte em 17 de novembro de 1959 está lá, magistralmente registrada numa exposição que parece ser o trabalho de uma vida. A curadoria é de Fabiano Canosa. O visitante poderá ler nos painéis detalhes maravilhosos da vida de Villa-Lobos, dar de cara com um painel gigantesco com 30 mil crianças que foram regidas pelo maestro no Estádio de São Januário, conhecer a criação do Sôdade do Cordão, o bloco carnavalesco que o maestro criou, e mergulhar nas histórias internacionais de Villa: musical na Broadway, trilha sonora para filmes, contatos com Audrey Hepburn, Anthony Perkins. Histórias deliciosas como a de Arthur Rubinstein, o pianista polonês consagrado como o maior intérprete de Chopin em todos os tempos. Num carnaval, não havendo fantasia nenhuma a mais, Villa-Lobos colocou o sisudo polonês vestido de baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/8222965@N03/4040243571/" title="arquivovila01 by gustones, on Flickr"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2586/4040243571_1764bbda77.jpg" width="400" height="300" alt="arquivovila01" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pátio do Arquivo Nacional, na Praça da República: totalmente reformado, o espaço agora é dos cariocas. Que sorte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar por diversos painéis, ler curiosidades, se impressionar com objetos (a reprodução da sala da casa onde Villa morou nas Laranjeiras é magistral), tudo isso ao som de diversas peças do maestro, o visitante da exposição desce ao pátio do magnífico palacete do Arquivo Nacional e procura a entrada do trenzinho caipira. Neste ponto, você já está maravilhado com a exposição, mas o trenzinho termina de encantar o visitante completamente. Em frente a cada assento, uma vidraça, dentro de vagões que reproduzem um trem com perfeição. Atrás das vidraças, filmes de época. Tive a emoção de ver um filme da década de 40 que mostrou, por breves três ou quatro segundos, o Flamengo com Domingos da Guia no alto. Impossível não reconhecer: alto, sereno, quase uma estátua de vigilante, as feições sérias e meio quadradas. Muito emocionante ver uma imagem em movimento de Domingos, eu que só conhecia suas fotos.&lt;br /&gt;Por trás de duas das vidraças, a reprodução perfeita de uma floresta amazônica, dos tempos em que Villa-Lobos explorou a selva. Ali o público “desembarca” do trem e caminha sobre terra, grama, mato de verdade. Cheiros de selva, oxigênio puro, são lançados no ar. Ouve-se o canto do uirapuru. Numa pequena clareira mais iluminada, duas pequenas vitórias-régias são vigiadas por uma borboleta perfeita. Em outro vagão, imagens de Paris, da época em que o maestro viveu por lá. Tudo explicadinho em dezenas de textos bem esclarecedores. Para situar o visitante, ao longo de toda a exposição há anúncios antigos, de produtos que o tempo se encarregou de sepultar, como o óleo de fígado de bacalhau, “Bom para as creanças (sic)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um pequeno filme dentro do trenzinho. Não ficou muito bom, mas é mais na intenção de dar uma ideia do ambiente lá dentro. Dá para ouvir o canto dos pássaros e do uirapuru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-wX_Hzr-elA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-wX_Hzr-elA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde na Viva Villa faz a gente voltar a acreditar que ainda dá. Claro, depois a gente sai do local, passa no camelódromo em pleno fechamento, vê a degradação, miséria, urina, fezes humanas espalhadas, produtos piratas, barracas quebradas, fogueiras, e lembra que não está mais na Cidade Maravilhosa de Villa. Mas isto é apenas o contraponto. &lt;br /&gt;A esperança ainda está lá, na História. Viva Villa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, pega aí o link para o site oficial da exposição: &lt;a href="http://www.vivavilla.com.br/"&gt;http://www.vivavilla.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Tuhu, do título: apelido de infância de Villa-Lobos, porque ele ficava imitando o apito do trem. Essa eu só soube indo na exposição.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-585747385740054493?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?i=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:qj6IDK7rITs"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=qj6IDK7rITs" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?a=iofCXjY9_50:RYZcJX8V0fM:63t7Ie-LG7Y"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/gustavodealmeida?d=63t7Ie-LG7Y" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/iofCXjY9_50/viagem-fantastica-ao-mundo-de-tuhu.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/10/viagem-fantastica-ao-mundo-de-tuhu.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-7068459419789694924</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 23:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-22T21:25:47.385-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>A política do tapinha nas costas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A polícia - principalmente a Polícia Militar - vive muito de simbologias. Precisa disso. Como no filme Tropa de Elite, em que uma bandeira do Bope é colocada em cima da bandeira do Brasil (gesto que não me agrada), os rituais e símbolos são altamente necessários para manter 1-Homens lutando 2-Homens ganhando pessimamente e trabalhando em condições abaixo da crítica.&lt;br /&gt;Ao Estado brasileiro e ao político que o administra, tal combinação é excelente. Não onera a folha e ainda obtém um funcionário que é padrão de excelência. Ou quase. Ou quase a maioria. Sabemos que não é excelência. Mas é fato que um policial é um profissional mais qualificado. Se assim não fosse, não haveria tantos pedidos de gabinetes de deputados - todos querem policiais e não só para atividades que exigem treinamento em segurança.&lt;br /&gt;O que dizer para esse profissional que ganha um salário absolutamente incompatível? Como comandá-lo? Basta supervalorizar determinados aspectos e diminuir outros. Valorize a "força" e a "honra" (sim, são qualidades dos nossos policiais), renegue a corrupção (alguns são corruptos) e os desvios de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse pacto Vampeta - o Estado finge que me paga e eu finjo que trabalho - as coisas sempre acabam estourando na cara do polícia. Explode a guerra do tráfico? "Vamos mandar mais 4 mil homens", "Folgas são canceladas", "Plantão de 24 horas". Show dos Jogos Olímpicos em Copacabana? "Vamos colocar mil policiais tomando conta". Réveillon? "Esquema gigante com cinco mil policiais". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos, ganhando uma miséria e perdendo o direito à folga. Todos, sendo esculhambados pela população - em parte graças à propaganda péssima feita por sujeitos como os envolvidos na morte do integrante do AfroReggae. É a pior coisa de se tolerar o banditismo dentro de uma corporação importantíssima como a PMERJ: os honestos acabam "pagando" pelos desonestos perante a população que não sabe distinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todo este longo preâmbulo é apenas para citar o caso mais flagrante de "tapinhas nas costas" que eu já vi na PMERJ: o caso do tenente PM Alexandre Sarmento, morto em 27 de novembro de 2004 em um combate terrível em favela do Complexo de São Carlos.&lt;br /&gt;Em um mês se completarão cinco anos de sua morte atroz, vitimado por um tiro de fuzil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;ATÉ HOJE, SUA FAMÍLIA NÃO RECEBEU O SEGURO DE VIDA. CINCO ANOS SE PASSARAM.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes cinco anos, sua memória foi homenageada (com Justiça), a todo momento ele foi lembrado, se falou em honra, destemor, etc. Mas NÃO PAGARAM O SEGURO DE VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Sarmento, é algo em torno de R$ 20 mil. Imagine os R$ 100 mil prometidos pelo governador no ano passado? Será que pagariam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo que é válido dizer: Sarmento deu sua vida. Em troca, governo e PMERJ dão tapinhas nas costas de sua família. Quero ver pagarem. Aí sim, podemos reverenciar sua memória de forma irrestrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será realizada às 10h desta sexta-feira, em Niterói, a missa de 7° dia em memória dos policiais que morreram no helicóptero abatido por traficantes no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, no último sábado. Marcos Stadler Macedo e Edney Canazaro de Oliveira não conseguiram sair da aeronave e morreram carbonizados.  O cabo Izo Gomes Patrício teve 80% do corpo queimado e morreu na última segunda-feira, no Hospital da Aeronáutica. A cerimônia será no Grupamento AeroMarítimo, localizado na Rua Feliciano Sodré 275 - Niterói. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É boa a proposta - apesar de conter um pequeno erro semântico - do deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) em relação às armas de traficantes. Segundo o projeto, quem for preso com armamento &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pesado&lt;/span&gt; (sic), como o usado por traficantes para derrubar o helicóptero da PM, terá aumentada em 2/3 a pena de 3 a 6 anos de reclusão prevista no Estatuto do Desarmamento para o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A proposta foi apresentada, na noite desta quarta-feira, na Câmara.&lt;br /&gt;A lei nº 10.826, promulgada em 22 de dezembro de 2003 e que ficou conhecida como Estatuto do Desarmamento, estabeleceu (artigo 16) a pena de 3 a 6 anos de reclusão (mais multa) para o porte ilegal de armas de uso restrito. O deputado Marcelo Itagiba, em seu projeto de lei nº 6267, propõe que haja o aumento (2/3) da pena para os que forem flagrados portando armamentos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pesados&lt;/span&gt; (sic) relacionados dentre as armas definidas pelo Exército como de uso restrito a militares e policiais.&lt;br /&gt;Itagiba criticou a atual política de segurança do Rio de janeiro, que não deu continuidade à política de desarmamento da criminalidade aplicada no governo antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Os fatos mostram que os traficantes estão, de novo, fortemente armados porque o atual governo do estado, ao invés de dar continuidade à política de desarmamento da administração anterior, quando foi quebrado o recorde de armas retiradas das mãos dos bandidos, com mais de 45 mil apreensões, preferiu enfraquecer esse tipo de ação, reduzindo as estatísticas de apreensão e permitindo que os criminosos se rearmassem novamente.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), as apreensões anuais de armas no Rio foram 15.615 armas em 2003, 15.121 (2004) e 14.876 (2005), 13.312 (2006), 11.062 (2007), 9.533 (2008) e 6.111 (2009, até agosto). Ao que parece, os números só caem. &lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-7068459419789694924?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/gustavodealmeida/~3/lY6ax2QHa2Y/politica-do-tapinha-nas-costas.html</link><author>gustavo.almeida@gmail.com (Gustavo de Almeida)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gustavodealmeida.blogspot.com/2009/10/politica-do-tapinha-nas-costas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-162708468983806062.post-2874743812334483273</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 00:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T22:04:49.349-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Segurança Pública</category><title>ROGÉRIO LISBOA DIZ QUE SECRETÁRIO DE SEGURANÇA É LOUCO</title><description>Aproveita e lê na Internet porque em jornal nenhum você vai ler algo parecido ou de contundência levemente semelhante. Impressiona. Deu no site do jornalista Sidney Rezende:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link para a matéria original está &lt;a href="http://www.sidneyrezende.com/noticia/61163+o+secretario+beltrame+e+louco+afirma+membro+da+cpi+da+violencia+urbana"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.sidneyrezende.com/noticia/61163+o+secretario+beltrame+e+louco+afirma+membro+da+cpi+da+violencia+urbana"&gt;CPI da Violência Urbana&lt;br /&gt;Thiago Feres | Rio+ | 21/10/2009 18:27&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito de Violência Urbana da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rogério Lisboa defendeu investimentos na área de inteligência policial para dar fim ao crime organizado que atua no Rio de Janeiro. Ele conversou com exclusividade com o SRZD e afirmou que discorda do modelo adotado pela atual gestão da secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. "Não existe inteligência no Rio. Age-se depois, nunca antes. Quando se atua assim, a exposição da população é muito maior. &lt;br /&gt;O secretário José Mariano Beltrame é louco. Se ele garantiu que a inteligência sabia do ataque dos criminosos, porque não foi mobilizado um efetivo para cercar a favela e evitar a invasão?", indagou o deputado se referindo ao ataque de criminosos do Morro do São João ao Morro dos Macacos na madrugada do último sábado. A ação culminou na queda de uma aeronave da Polícia Militar e o secretário José Mariano Beltrame garantiu que o setor de inteligência obteve informações do ataque com antecedência.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/200709071636_Rogerio%20Lisboa%201MED.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 152px;" src="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/200709071636_Rogerio%20Lisboa%201MED.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;O deputado Rogério Lisboa ainda defendeu a utilização de delegados e policiais mais antigos no quadro atuando no setor de inteligência da Polícia. "Não estou pregando a desqualificação da Polícia, mas são os policiais mais antigos que conhecem a bandidagem dos morros do Rio de Janeiro. O "menino" que sai da faculdade, faz uma prova e entra para a Polícia Civil como delegado, não vai conhecer maisdo crime do que um delegado que foi inspetor, já que a promoção antigamente ocorria desta forma. Eu acho que devemos renovar o quadro, mas sem abandonar a experiência" frisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu o uso das forças armadas fazendo a função de segurança pública no Rio de Janeiro. Sobre a afirmação, o deputado Rogério Lisboa destacou que não concorda com tropas militares exercendo atividade policial de forma permanente, mas frisou que o momento vivido pelo Rio de Janeiro exige uma medida de emergência. O membro da CPI da Violência Urbana fez duras críticas a política de segurança adotada pelo governador Sérgio Cabral e defendeu o aumento salarial da PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo encontro da CPI deverá ocorrer ainda no mês de outubro, na Bahia. O principal objetivo da comissão é criar um fundo  para segurança pública, assim como já existe para a saúde e para a educação. O primeiro estado visitado pela CPI foi justamente o Rio de Janeiro. Vários representantes da segurança pública se reuniram na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) e responderam as perguntas feitas pelo presidente da CPI, o deputado Raul Jungmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as declarações do deputado, a reporatagem do SRZD fez contato com a secretaria de Segurança Pública do Rio, mas o secretário José Mariano Beltrame optou por não comentar o fato e garantiu, por intermédio da sua assessoria de imprensa, que todas as questões sobre o tema já foram respondidas justamente na Alerj.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://feeds.feedburner.com/~s/gustavodealmeida&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/162708468983806062-2874743812334483273?l=gustavodealmeida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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