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	<title>.:Hellfire Club:.</title>
	
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		<title>True Blood S03E06: I Got a Right to Sing the Blues</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 12:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[I got a right to sing the blues]]></category>
		<category><![CDATA[s03e06]]></category>
		<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
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		<description><![CDATA[Uou! Ca-ra-ca! Sabe aquele tipo de episódio que normalmente antecede o season finale? Um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo, algumas dessas deixando com aquele baita &#8220;ELES NÃO TERIAM CORAGEM DE FAZER ISSO!!!!!!!&#8221; estampado e por aí vai. Poisé. Foi assim o episódio que marcou o meio da terceira temporada de True Blood, I [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/i-got-a-right-to-sing-the-blues-20100726100934399.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4529" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="i-got-a-right-to-sing-the-blues-20100726100934399" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/i-got-a-right-to-sing-the-blues-20100726100934399-300x160.jpg" alt="" width="300" height="160" /></a>Uou! Ca-ra-ca! Sabe aquele tipo de episódio que normalmente antecede o season finale? Um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo, algumas dessas deixando com aquele baita &#8220;ELES NÃO TERIAM CORAGEM DE FAZER ISSO!!!!!!!&#8221; estampado e por aí vai. Poisé. Foi assim o episódio que marcou o meio da terceira temporada de True Blood, <em>I Got a Right to Sing the Blues</em> (<a title="I got a right to sing the blues" href="http://www.imdb.com/title/tt1484333/" target="_blank">S03E06</a>). Ok, claro que tem coisa para resolver ainda, mas em alguns casos fica a sensação que no próximo episódio já passam a régua, sério. E o post está obviamente cheio de spoilers como todos os que eu escrevo fazendo comentários sobre a série, mas nesse caso eu REALMENTE recomendo que só seja lido depois de ver o episódio em questão, porque&#8230; uou.</p>
<p style="text-align: justify;">Lógico, tivemos lá alguns momentos meio bobinhos que não vão levar a nada muito importante (pelo menos não aparentemente), como a relação da Jessica com a Arlene (alguma dúvida que vão ficar amigas?) e de Lafayette com Jesus (fica mais por aquela de saber se Jesus está ali para algum golpe ou algo que o valha). Mas fora isso, era um evento mais importante do que outro, acho.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4528"></span>Começamos descobrindo qual é o segredo da família bizarra de Sam, brigas de cachorro &#8211; Tommy se transformando em um pitbull e sendo um dos cachorros em questão. O Fábio sacou essa mais rápido do que eu, quando a mãe de Tommy apareceu se queixando da vida ele já tinha cantado essa bola. Anyway, vamos ver o que Sam fará no próximo episódio para resolver isso. Ainda em Bon Temps temos Jason lidando com Crystal &#8211; e como eu já li o livro já sei o que vai sair disso aí, mas vale a pena prestar atenção em como farão isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Indo lá para o núcleo de Russell, temos o rei agindo como rei e chutando a bunda de Bill. Como comentei sobre <a title="s03e05 trouble" href="http://www.anica.com.br/2010/07/21/true-blood-s03e05-trouble/" target="_blank">o episódio anterior</a>, ele é realmente o grande vilão dessa temporada. A parte do diálogo dele com Sookie ficou muito legal, a Anna Paquin está muito bem esse ano &#8211; mostrando de forma sutil que a heroína não é mais tão imbecil como costumava ser, mas que bem, inocência é meio que parte da personalidade dela. E dando uma baldada de água fria em todas as Team Eric que achavam que algo rolaria já, ele vai lá e se mostra o egoísta de sempre trocando Sookie pela vingança que jurou ao pai.</p>
<p style="text-align: justify;">A sensação que dá é que eles voltaram aos livros, no final das contas. Porque aí temos Lorena torturando Bill a pedido de Russell. Aliás, eu não gosto da personagem da Lorena, mas os diálogos deles nesse episódio ficaram muito, muito bons. A Mariana Klaveno sempre passava uma ideia de sádica que não se conformava em perder o brinquedo favorito, mas em <em>I got a right to sing the blues</em> ficou clara que a obsessão dela do Bill não tem a ver só com orgulho, digamos assim. E bem, chegamos à conclusão com o duelo Sookie x Lorena. É no próximo episódio que dará para saber se será fiel ao livro ou não, mas meu palpite é que vão tentar chegar o mais próximo possível disso.</p>
<p style="text-align: justify;">E finalmente, a parte que partiu meu coraçãozinho&#8230; Tara e Franklin. Eu queria o Franklin para o resto da série, nem que isso significasse ter a Tara como vampira ao lado dele. E aí primeiro vem um momento wtf com a garota ainda humana bebendo o sangue dele (ecaecaeca!) e depois matando Franklin para fugir e salvar Sookie. Bom, não fica nada definido se matou mesmo o sujeito, mas oi, a cabeça esmigalhada no travesseiro é uma boa dica. Só mesmo a Tara para matar a personagem mais legal que apareceu nessa temporada ¬¬&#8217;</p>
<p style="text-align: justify;">E com a Rainha aceitando o pedido de casamento de Russell, um dos círculos da trama já está fechado. Vai sobrar agora para os próximos seis episódios a conclusão da fuga de Tara e Sookie (com a ajuda de Alcide), que meio que traz junto o que será de Bill. E aí a vingança de Eric e o acerto de contas com o Magistrado. Eu não sei porque, mas fico com a sensação de que isso é pouco para manter o ritmo que foi apresentado até agora.</p>
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		<title>Caro Emerald</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 11:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[caro emerald]]></category>
		<category><![CDATA[deleted scenes from the cutting room floor]]></category>
		<category><![CDATA[vocais femininos]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, eu adoro vocais femininos, isso eu sempre deixei bem claro por aqui. Gosto tanto que ontem trocando de canais aleatoriamente vi Sandy batucando e cantando no melhor estilo &#8220;divadampb&#8221; e pensei, uou, a menina cresceu e está até mandando bem. Sério. Enfim, pensando nisso eu acho que não é taaaaanta surpresa o fato de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/Caro_Emerald.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4526" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Caro_Emerald" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/Caro_Emerald-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Bom, eu adoro vocais femininos, isso eu sempre deixei bem claro por aqui. Gosto tanto que ontem trocando de canais aleatoriamente vi Sandy batucando e cantando no melhor estilo &#8220;divadampb&#8221; e pensei, uou, a menina cresceu e está até mandando bem. Sério. Enfim, pensando nisso eu acho que não é taaaaanta surpresa o fato de eu ter gostado tanto do som da holandesa Caro Emerald, apresentado há algumas semanas pelo meu irmão.</p>
<p style="text-align: justify;">O álbum de lançamento (<em>Deleted Scenes from the Cutting Room Floor</em>) da moçoila foi oficialmente lançado em janeiro desse ano, e dá para dizer que fez sucesso suficiente para que até eu já tenha escutado, há. E é daqueles trabalhos gostosos, que você pode deixar tocando sem pular faixa alguma e pode até melhorar o seu humor em uma segunda de manhã, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4525"></span>As faixas vão desde jazz naquele estilo mais agitado &#8211; eu não saco de música para dar nome aos bois, mas sempre penso no escritor Fitzgerald quando escuto esse tipo de jazz (para ter ideia do que estou falando, dá para conferir em <em>Dr. Wanna Do</em>) até uma batidinha bem dançante que os jamaicanos emprestaram para a música (<em>I Know That He&#8217;s Mine</em>). Verdade seja dita, a única coisa que me incomodou foi um momento meio hip hop em <em>Absolutely Me</em>, mas nada que seja realmente irritante. No geral as músicas lembram muito o que poderia ser uma mistura do trabalho da australiana <a title="gabriella cilmi" href="http://www.anica.com.br/2008/06/14/gabriella-cilmi/" target="_blank">Gabriella Cilmi</a> e da francesa <a title="emilie simon" href="http://www.anica.com.br/2006/09/27/apaixonada/" target="_blank">Emilie Simon</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha favorita e indicadíssima para quem quer conhecê-la é <em>A Night Like This</em> (por acaso, foi a primeira que escutei dela e adorei mesmo). No <a title="a night like this" href="http://www.youtube.com/watch?v=74LXx0wSqMI" target="_blank"><strong>video oficial</strong></a> dá para conhecer não só a música mas também o estilão da menina, que é bem legal. Outra que é ótima é <em>The Lipstick on his collar</em>, extremamente cool, assim como <em>Just one dance</em>, que também vale a pena conferir.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica a sugestão aí para quem, como eu, também tem preferência por vocais femininos. Na realidade eu acho que até para quem não é especialmente fã de vocais femininos, hehe. Caro Emerald realmente é bem legal, e bom, na pior das hipóteses é algo diferente para você ouvir naqueles momentos que sua playlist já parece estar se repetindo pela enésima vez (a minha não parece, ela repete mesmo).</p>
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		<title>Diferentes leituras sobre um mesmo filme</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 22:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[arrasta-me para o inferno]]></category>
		<category><![CDATA[curtindo a vida adoidado]]></category>
		<category><![CDATA[embriagado de amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sei que muitas pessoas adoram listar as &#8216;n&#8217; situações nas quais os livros são melhores do que os filmes, valendo-se sobretudo do argumento de que nada supera a imaginação. Mas a verdade é que tem algumas coisas que funcionam tanto para o cinema quanto para a literatura, e uma delas (e acredito que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/signs3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4522" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="signs3" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/signs3-300x130.jpg" alt="" width="300" height="130" /></a>Eu sei que muitas pessoas adoram listar as &#8216;n&#8217; situações nas quais os livros são melhores do que os filmes, valendo-se sobretudo do argumento de que nada supera a imaginação. Mas a verdade é que tem algumas coisas que funcionam tanto para o cinema quanto para a literatura, e uma delas (e acredito que a mais legal) é a possibilidade de &#8220;ler&#8221;/&#8221;compreender&#8221; uma história de forma diferente. Enquanto todo mundo vê algo como &#8220;x&#8221;, aparece alguém e mostra um outro jeito de ver aquilo, o que às vezes pode até melhorar sua experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro exemplo disso que tive com a telona foi com o filme <a title="shyamalan" href="http://www.imdb.com/title/tt0286106/" target="_blank">Sinais</a>, do Shyamalan. Ao contrário de muitas pessoas eu saí do cinema super animada com o que tinha assistido, adorei mesmo a tal da história dos ets (e juro que até hoje em dia nem dou bola para aquela coisa dos bichos vindo para um planeta que tinha quantidade absurda justamente do que poderia matá-los, hehe). Mas aí uns dias depois estava lá eu nerdiando na Fórum Valinor quando <a title="teoria sobre sinais" href="http://forum.valinor.com.br/showpost.php?p=166707&amp;postcount=87" target="_blank">o Folco postou uma &#8220;teoria&#8221; sobre Sinais</a> (que segue dentro de spoiler):</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4521"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('topsecretsvpgngpbcc')" id="topsecretsvpgngpbcc_button" value="+" />
				top secret
			</legend>
			<div id="topsecretsvpgngpbcc">Bem, vamos direto ao assunto: Não houve invasão alienígena.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, você leu direitinho. Nenhum alienígena veio do espaço. Nenhum alienígena chegou a pousar aqui na Terra, nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, eu acredito que, em vários momentos do filme, Shyamalan deu dicas de uma possível história escondida por de baixo da história na superfície da invasão alienígena. Acredito que o filme é muito mais cheio de significado do que parece. Desde a primeira vez que eu vi o filme, percebi alguns momentos estranhos na história e algumas coisas que realmente pareciam pistas para desvendar um mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não tinha criado teoria nenhuma ainda. Quando eu li a teoria no IMDB, eu vi que o cara acertava em algumas coisas e errava em outras. Em algumas ele encaixava cenas estranhas e colocava sentido nelas e outras era puro exagero. Aqui está a minha versão do que realmente aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro lugar, só apareceu UM &#8220;alienígena&#8221; no filme inteiro. Mesmo que o filme o faça pensar que apareceram vários, você só ve UM no filme inteiro. Eu peço para esquecer tudo que apareceu na TV. TUDO. Os jornais, as naves sobrevoando a cidade, o Et no Brasil, TUDO. Nada daquilo foi verdade. Nada do que apareceu lá é verdade. O único meio de contato que Graham tinha com o mundo e a única coisa que o contou que uma invasão estava acontecendo foi a TV. E a TV mentiu. Ou Graham mentiu pra si mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A cena em que Morgan vai a livraria comprar o livro sobre Ets, tem um cliente que está assistindo TV e comenta com a dona do local que eles estavam inventando essa história de invasão para vender refrigerante. Essa é a primeira dica que eu percebi no filme que comprovava a teoria de que não houve invasão. A outra é que nada é provado de que houve a invasão a não ser pela TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando para o alienígena que apareceu no filme, o único, ele não era um alienígena. Era um monstro. Um demônio. Sim, ele era fruto da imaginação de Graham e de Ray e da família. Ele era a dor de Graham pela perda de sua esposa. O arrependimento. A culpa. Ele representava tudo isso. O sinal de que ele estava por vir foi o SINAL da plantação. Era o sinal para Graham de que estava na hora de enfrentar esse medo, essa dor interna que ele sentia pela morte de sua esposa.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro a enfrentar o demônio que perseguia eles foi RAY. Nós claramente vemos que ele estava desesperado, acabado de lutar com o seu medo, o seu demônio interno, e o sangue o cansaço representava isso. Ele consegue vencer o seu medo, pede desculpas para Graham e se conforma com a morte de Colleen. E como ele fala: &#8220;Não entre na dispensa. Eu tranquei ele lá.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Pronto. A partir desse momento, é a vez de Graham enfrentar o seu medo. É a vez dele descobrir o porque de que ele desistiu de ser padre, perdeu a fé com a morte de Colleen. E ocorre o primeiro encontro com o monstro, quando ele corta os seus dedos.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois desse momento, ele sabe que as coisas estão realmente sérias. Ele pode não vencer o seu medo. Ele pode não resistir. Como na primeira vez que ele viu o Et no milharal, logo depois ele fala que vão começar a assistir TV e o desespero cresce entre eles. E tudo que ele está vendo na TV está se passando na sua mente. A paranóia, o medo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando durante o jantar ele vê que a família está unida, ele sabe que está na hora de enfrentar o seu medo. É o momento que o monitor de bebês toca.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se esconde com o resto da família no porão e fecha a porta. Agora pensem. Muitas pessoas estavam reclamando da falta de força dos alienígenas, que não conseguiram abrir a porta do porão&#8230; Mas então como o alienígena que perdeu os 3 dedos saiu da dispensa? Eu acho que eles tinham força pra quebrar aquela porta sim, mas aí vem outra pista deixada por Shyamalan: &#8220;Eu não estou pronto.&#8221;. Isso é o que o Graham fala quando os &#8220;alienígenas&#8221; estão quase quebrando a porta e de repente, eles param de tentar quebrar. Sim, eles desistem de entrar por aquela porta. Graham pode ter falado que não estava pronto pra Deus, mas ele pode ter entendido a mensagem para ele mesmo e naquele momento, ele decidiu que não ia morrer.</p>
<p style="text-align: justify;">Os outros membros da família podiam nem estar lá. Nem estar acordados. Podiam estar todos dormindo. Mas aquilo estava se passando na cabeça de Graham e eu tenho certeza.</p>
<p style="text-align: justify;">No final, quando ele encontra o último e único monstro do filme que se vê em pessoa, o demônio que assombra Graham, ele vê que é a hora de enfrentá-lo. Nesse momento, o personagem realiza uma coisa que vai mudar o resto de sua vida. Ele percebe que Colleen morreu para ajudá-lo a vencer o seu demônio. Ela morreu para provar que a Graham ainda tem fé, que ele não podia perdê-la. Que Deus existe. Ela morreu para salvar Graham. Ela contou tudo, do bastão que ele ia ver e do golpe que Merril ia acertar!</p>
<p style="text-align: justify;">E naquele momento, o alienígena NÃO REVIDA!!!! Não revida. Ele simplesmente fica parado enquanto Merril bate o taco nele. Qual seria uma explicação normal disso segundo a história superficial do filme? Que tipo de ser não lutaria por sua vida, alienígena ou não? É porque Graham estava acreditando. Ele estava ganhando sua fé novamente. Ele acreditou que podia vencer o seu demônio e o próprio demônio passou a desistir. Pois Graham tinha sua fé de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">A água, que era benta, já que Graham era ou foi padre, matou o alienígena. ÁGUA BENTA. Contra o demônio. Era o único jeito de matá-lo. Não era uma fraqueza de uma alienígena, era a fraqueza de um demônio. E naquele momento, a água de Bo, o pulmão de Morgan, o bastão de Merril. Tudo se encaixou. Graham viu que ele podia resistir. Viu que sua fé voltaria.</p>
<p style="text-align: justify;">E ela voltou, como mostra na última tomada do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é cheio de outros mistérios, como a primeira fala de Bo no filme: &#8220;Você está no meu sonho também, pai?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Podia significar qualquer coisa. Podia ser mais uma pista.</p>
<p style="text-align: justify;">E o livro que ele viu com Morgan e Bo. Tinha uma foto exatamente igual a sua casa, em chamas, com o corpo de um adulto e duas crianças no quintal. Aquilo estava praticamente na cara que era a foto de Graham e sua família. Que aquela foto era um tipo de sinal de aviso para o que estava por vir.</p>
<p style="text-align: justify;">E a morte do cachorro logo no início do filme, que não consegui encontrar um significado. Quem tiver alguma idéia, por favor poste, porque já que postei essa teoria toda, é melhor dar uma discussão boa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, eu acredito em tudo que falei aí em cima. O filme pode ser visto de duas formas. Ou um excelente thriller sobre invasão alienígena ou um filme profundo, misterioso sobre a FÉ. É um filme espiritual. Um filme com uma atmosfera estranha, tensa e incerta. O filme tem diálogos lindos e momentos verdadeiramente emocionantes, como a cena do último jantar, &#8220;a última ceia&#8221; como eu gosto de chamar. Eu não estou pedindo para que acredite em tudo que falei, mas muitas pessoas acreditam e eu também. Tenho quase absoluta certeza de que Shyamalan tinha algo preparado no fundo, algo além de uma história sobre vida inteligente fora da Terra&#8230;
			</div>
		</fieldset></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, se você concorda ou não com isso, depende de você. Mas é inegável que  às vezes o filme fica até mais divertido com a possibilidade de vê-lo dessa maneira. Uma das últimas &#8220;leituras alternativas&#8221; que vi foi sobre <a title="curtindo a vida adoidado" href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/" target="_blank">Curtindo a Vida Adoidado</a>, que também muda completamente o que víamos na nossa Sessão da Tarde favorita (no spoiler).</p>
<p style="text-align: justify;"><fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('topsecretcaatpccatp')" id="topsecretcaatpccatp_button" value="+" />
				top secret
			</legend>
			<div id="topsecretcaatpccatp">No caso, Ferris Bueller seria o equivalento ao Tyler Durden dos anos 80, digamos assim. Cameron, o amigo nerdão, criou Ferris e tudo o que acontece no filme é apenas imaginação dele.
			</div>
		</fieldset></p>
<p style="text-align: justify;">Tem uma explicação mais detalhada sobre isso <a title="ferris bueller theory" href="http://www.slashfilm.com/2009/04/30/the-ferris-bueller-fight-club-theory/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>. Outra também recente (e para mim um tanto absurda) é sobre <a title="drag me to hell" href="http://www.imdb.com/title/tt1127180/" target="_blank">Arrasta-me para o Inferno</a>, do Sam Raimi. Verdade seja dita eu já não lembro de muita coisa do filme já que eu não assisti &#8216;n&#8217; vezes como no caso de <em>Curtindo a Vida Adoidado</em> (hehe), mas enfim, a leitura alternativa diz que&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('topsecretotlduhcmnj')" id="topsecretotlduhcmnj_button" value="+" />
				top secret
			</legend>
			<div id="topsecretotlduhcmnj">Não há maldição de velha do mal coisa nenhuma, trata-se apenas de um filme com uma menina sofrendo os efeitos colaterais da anorexia.
			</div>
		</fieldset></p>
<p style="text-align: justify;">Mais sobre isso <a title="drag me to hell theory" href="http://www.slashfilm.com/2009/06/11/is-drag-me-to-hell-really-about-a-girl-with-an-eating-disorder/" target="_blank">aqui</a>. E apareceu no Youtube um video com toda uma teoria sobre <a title="embriagado de amor" href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/" target="_blank">Embriagado de Amor</a>, que eu até compartilharia com vocês aqui, mas infelizmente o dono do video o retirou do ar e eu não consegui encontrar de outra fonte. O que é uma pena, porque o sujeito se esforçou mesmo, falava até da cor do figurino das personagens. Mas a coisa toda era mais ou menos sobre&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('topsecretvfeklrqbst')" id="topsecretvfeklrqbst_button" value="+" />
				top secret
			</legend>
			<div id="topsecretvfeklrqbst">&#8230; Barry estar morto e Lena ser um anjo auxiliando na &#8220;passagem&#8221;.
			</div>
		</fieldset></p>
<p style="text-align: justify;">O Cracked chegou a fazer uma lista com <a title="6 crazy movi theories" href="http://www.cracked.com/article/18367_6-insane-fan-theories-that-actually-make-great-movies-better/" target="_blank">6 teorias de fãs que fazem os grandes filmes melhores</a> (lá tem a do <em>Curtindo a Vida Adoidado</em>, btw) o que mostra que esse tipo de leitura alternativa é mais comum do que pensamos. Aliás, sabe o que é o mais legal? Pode ter por aí um filme que todo mundo assistiu de um jeito, e que você nem faz ideia de que sua &#8220;leitura&#8221; é única &#8211; e talvez até mais interessante do que a da maioria das pessoas. E é por isso que eu, mesmo já não sendo mais uma participante lá da área de cinema da Valinor como costumava ser em 2002, ainda assim gosto tanto das discussões que saem por aí sobre filmes.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>2666: A parte de Amalfitano</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando a leitura de 2666 de Roberto Bolaño, terminei ontem à noite a segunda parte (A parte de Amalfitano). Para situar quem acabou de chegar, estou seguindo na direção contrária do que foi adotado pela família do autor (publicação do que seriam cinco livros em um só) e fazendo os comentários aos poucos, sempre antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/2666.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4507" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="2666" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/2666-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Continuando a leitura de <em>2666</em> de Roberto Bolaño, terminei ontem à noite a segunda parte (A parte de Amalfitano). Para situar quem acabou de chegar, estou seguindo na direção contrária do que foi adotado pela família do autor (publicação do que seriam cinco livros em um só) e fazendo os comentários aos poucos, sempre antes de iniciar a parte seguinte. Minhas opiniões sobre a primeira parte (A parte dos críticos) você pode encontrar <a title="a parte dos críticos" href="http://www.anica.com.br/2010/07/16/2666-a-parte-dos-criticos/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei que em teoria estou lendo o livro tal e qual a qualquer um &#8211; até porque mal estou interrompendo a leitura. Por causa disso acho que as sensações que tive sobre A parte de Amalfitano não serão tão diferentes, talvez só os achismos sobre o que as outras três partes podem trazer, o que será até divertido de confirmar depois. A verdade é que se não fosse a já familiar dificuldade para ler o catatau na cama, fiquei em alguns momentos com a impressão que tratava-se de um outro livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4518"></span>A parte de Amalfitano é extremamente melancólica e densa, muito densa. Ontem quando concluí a leitura fiquei morrendo de vontade de voltar para o começo e reler os trechos em que Amalfitano aparece para os críticos, porque o que ele falava ali ganharia toda uma outra conotação depois de saber o que ele vivera antes daquele encontro, especialmente aquele trecho no qual comenta sobre a sombra se separando do escritor que trabalha para o Estado. A narrativa trata basicamente dos caminhos que o levaram a viver em Santa Teresa (cidade onde encontrará os críticos), começando do momento que sua esposa Lola o abandona para viajar em busca de um poeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando falo que a segunda parte é diferente, é porque realmente distoa do que foi visto antes, tendo como único elo três elementos que se repetem d&#8217;A parte dos críticos: Amalfitano, o livro de Dieste pendurado no varal e os assassinatos que estão acontecendo em Santa Teresa.  Mesmo o estilo é diferente, tendendo muito mais para o fluxo de consciência do que para um discurso direto, o que funciona muito bem se considerar que um dos temas recorrentes dessa parte é a loucura.</p>
<p style="text-align: justify;">A loucura do poeta que Lola persegue, depois a loucura de Lola e então o próprio Amalfitano questionando se está ou não louco. A rapidez do estilo adotado por Bolaño para registrar diálogos e pensamentos nessa segunda parte acabam justamente criando aquele redemoinho que tiram a segurança da personagem (e óbvio, do leitor) sobre o que é real, sobre o que é certo. E no final das contas, acredito eu, pesam bastante para o plot dos crimes, mas aqui provavelmente também pela união de alguns elementos que são colocados na primeira parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre isso, a ideia que as duas partes dão é que Bolaño brinca um pouco com as exepectativas do leitor. Sempre retomando aquela ideia de que o ato de ler carrega junto o de prever, os elementos que ele oferece na primeira parte apontam para um grande clímax que não acontece. E agora a fórmula se repete: quando parece que tudo tende a levar a uma conclusão, ele segue uma outra direção. Da minha parte acho um exercício ótimo como leitora (e bem, da parte dele como escritor), mas tenho a sensação que no fim da segunda parte ele pode perder o leitor que busca apenas um enredo com  estrutura básica de começo meio e fim, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso para não falar da questão da melancolia, que comentei inicialmente. Não são só as ações (ou em alguns momentos a falta delas) de Amalfitano que constroem esse tom. As personagens ao seu redor, desde a filha até um possível novo interesse romântico, mostram a aridez de Amalfitano, como ele simplesmente não sente. Aridez como a de Santa Teresa, que cresce ainda mais na história e se revela triste tal como o protagonista. Eu sei que isso varia muito de leitor para leitor, mas para quem não suporta o calor como eu, dá quase para entender porque Amalfitano fica daquele jeito nesse lugar.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, a leitura continua sendo uma ótima experiência &#8211; e é experiência mesmo, extrapola um pouco aquela linha da leitura por puro entretenimento. E a verdade é que agora mal posso esperar para ver qual a próxima expectativa que será frustrada na terceira parte (talvez o fato de que não será frustrada?). E sim, eu continuo evitando ler o máximo possível o que saiu por aí sobre o livro, mas acabei lendo o post no blog do Tony Bellotto e aproveito para recomendar aqui: <a title="testamento geométrico" href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2010/07/testamento-geometrico/" target="_blank">Testamento geométrico</a>. Em tempo, se você ainda não conferiu, corre lá no blog do Meia Palavra para ler o <a title="10 perguntas e meia para tony bellotto" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/07/21/10-perguntas-e-meia-para-tony-bellotto/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Tony Bellotto</a>. Está bem legal!</p>
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		<title>True Blood S03E05: Trouble</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 12:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E então com Trouble (S03E05) eu acho que já dá para dizer que a terceira temporada de True Blood está sendo a melhor de todas. Porque a primeira eu acho que errava em carregar demais na parte do sexo (reclamação da maioria que acabou desistindo de acompanhar a série pela metade da temporada) e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/franklinmott.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4515" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="franklinmott" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/franklinmott-262x300.jpg" alt="" width="262" height="300" /></a>E então com <em>Trouble</em> (<a title="trouble" href="http://www.imdb.com/title/tt1484332/" target="_blank">S03E05</a>) eu acho que já dá para dizer que a terceira temporada de True Blood está sendo a melhor de todas. Porque a primeira eu acho que errava em carregar demais na parte do sexo (reclamação da maioria que acabou desistindo de acompanhar a série pela metade da temporada) e a segunda&#8230; bem, vocês sabem minha opinião sobre aquele plot idiota da Menade. Mas a terceira está ótima &#8211; o sexo está lá, mas não é de forma gratuita como eram as cenas do Jason do primeiro ano. O plot dos lobisomens está se mostrando bem interessante e conectando muito bem as personagens. E iéééé, a Tara passa a maior parte do tempo calada.</p>
<p style="text-align: justify;">Brincadeiras à parte, acho que <em>Trouble</em> veio recheado daqueles momentos que fazem a série valer a pena, por coincidência sempre conduzidos pelas personagens secundárias. Nada especialmente contra as principais, mas convenhamos, quem roubou o show nesse episódio foram personagens como Franklin Mott, Talbot e Russell.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4514"></span>Franklin principalmente, porque agora ele se revela simplesmente o mais insano dos vampiros. Nos episódios anteriores você já tem uma pista (oi, se apaixonar pela Tara?) mas ainda fica naquela coisa de ser um assassino ou seja lá o que for profissional. Mas em <em>Trouble</em> ele simplesmente surta, arrancando risadas certas em momentos como quando Tara diz &#8220;Precisamos conversar&#8221; e ele responde algo como &#8220;Nããão, não diga isso. Sempre que dizem isso fica tudo negro e eu acordo com partes de corpo ao meu redor&#8221;. Ou mostrando o quão rápido ele consegue escrever motherfucker no celular. Ótimo mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso de Talbot e Russell fica mais por conta das sutilezas, não sei explicar. As olhadas de Talbot para Eric (aliás, ótimo momento do <em>flashback</em>, adoro quando resgatam o passado viking dele) e a dica que ele já dá sobre o amante: Russell toma o que quer. E aí é que está, no final das contas, ele aparece como o grande vilão da temporada. Porque está óbvio que ele não quer apenas o casamento com Sophie-Anne, mas também Sookie com seus <em>sparkling</em> <em>powers</em> &#8211; que eu sinceramente espero que não deem a mesma explicação do que a dos livros, que acho meio idiota. Para quem não leu&#8230;</p>
<fieldset class="spoiler">
			<legend>
				<input type="button" onclick="tiny_spoiler('SPOILERevtfoihrjb')" id="SPOILERevtfoihrjb_button" value="+" />
				SPOILER
			</legend>
			<div id="SPOILERevtfoihrjb">Sookie tem sangue de fada, o que explicaria como consegue ler mentes e porque os vampiros são tão loucos por ela.
			</div>
		</fieldset>
<p style="text-align: justify;">Como disse, meio idiota. Mas enfim, Russell está visivelmente interessado nela e é daí que surgirão os conflitos, com Bill e Eric tentando protegê-la (ótima aquela troca de olhares quando Eric fica sabendo que Sookie não pertence mais ao Bill, hehe). Correndo por fora temos lá Sam envolvido com aquela família louca, mas agora pelo menos tem um elemento misterioso (como ele mesmo perguntou, que p* foi aquela do pai dele exigindo o moleque de volta?), Terry sendo a personagem mais cute da série (aquela conversa sobre ser normal, nhouuuum!) e Jason investindo na Crystal (<em>subplot chato detectado</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">E nossa, o próximo episódio já é a metade da temporada. Sabendo distribuir bem os eventos como estão fazendo desta vez, 12 episódios acabarão deixando aquele gosto de quero mais, pelo visto. Ainda bem que a série está indo bem lá fora e que a quarta temporada deve estar garantida, porque ela tem tudo para ser a minha favorita (sou Team Eric, lembra?).</p>
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		<title>Tesis (1996)</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 12:55:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/tesis-alejandro-amenabar.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4511" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="tesis-alejandro-amenabar" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/tesis-alejandro-amenabar-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a>A primeira vez que ouvi falar de Alejandro Amenábar foi ali para o final de 2001, com a chegada de <a title="the others" href="http://www.imdb.com/title/tt0230600/" target="_blank">Os Outros</a> no cinema. Lembro que nas &#8216;n&#8217; reportagens que li elogiando o trabalho dele como diretor e roteirista, mencionavam também o <a title="abre los ojos" href="http://www.imdb.com/title/tt0125659/" target="_blank">Abre Los Ojos</a>, que depois de um acordo com Tom Cruise ganhou a versão hollywoodiana <a title="vanilla sky" href="http://www.imdb.com/title/tt0259711/" target="_blank">Vanilla Sky</a>. Mas aquela coisa, salvo raríssimos casos (como o Tarantino), não sou exatamente macaca de auditório de diretor e não costumo sair correndo atrás de qualquer coisa que tenha seu nome, por isso foi uma baita surpresa quando após terminar o <em>thriller</em> <a title="tesis" href="http://www.imdb.com/title/tt0117883/" target="_blank">Tesis</a> (1996), descobri que era um filme de com roteiro e direção de Amenábar.</p>
<p style="text-align: justify;">Suspense bem bacana, o que aliás me levou a pensar o que aconteceu com filmes como esse. Lembro que na década de 90 pipocaram vários filmes do gênero, e alguns acima da média como <a title="cova rasa" href="http://www.imdb.com/title/tt0111149/" target="_blank">Cova Rasa</a> e <a title="seven" href="http://www.imdb.com/title/tt0114369/" target="_blank">Seven</a>. E agora você consegue contar nos dedos os suspenses que não tenham necessariamente qualquer relação com o sobrenatural ou que bom, que sejam realmente aqueles que valem a pena assistir, como foi o caso de <em>Tesis</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4510"></span>A cena inicial já situa bem para o que será debatido a seguir. O metrô onde está a protagonista para e um guarda avisa que é para todos descerem e seguirem caminhando, sem olhar para o lado porque o que fez o metrô parar foi um homem que se jogou nos trilhos. Entre pedidos insistentes que as pessoas não olhassem para o lado, ele diz que o homem está partido em dois. E aí a câmera segue o ponto de vista da protagonista, que fica curiosa para ver o morto. E então você pensa quantas vezes já não deu uma espichada no pescoço para ver um acidente ou coisa que o valha.</p>
<p style="text-align: justify;">Na história, Ángela é uma aluna de Cinema que está fazendo uma pesquisa justamente sobre isso, filmes violentos e o que nos leva a querer assisti-los. Por acaso seu orientador encontra um filme na videoteca da faculdade, que mostra uma jovem sendo brutalmente assassinada. Sim, é um snuff movie, mas antes que você torça o nariz e diga &#8220;Isso já apareceu no <a title="8mm" href="http://www.imdb.com/title/tt0134273/" target="_blank">8mm</a>!&#8221;, vale lembrar que Tesis saiu três anos antes do filme com Nicolas Cage.</p>
<p style="text-align: justify;">A garota descobre que a pessoa assassinada no filme era estudou na mesma faculdade que ela, e que estava supostamente desaparecida há dois anos. Com a ajuda de um colega que tem um gosto meio bizonho por filmes pornô e violentos (eles se conhecem quando ela pede que ele apresente algo forte, e ele passa algo parecido com aquela série de filmes que fez sucesso nos anos 90, o <em>Faces da Morte</em>, lembram?) começam a investigar quem estaria por trás daquela gravação.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, como mistério ele tem poucas personagens, então não espere grandes viradas surpreendentes no roteiro (até porque ainda não estava na moda esse negócio de viradas-supreendentes-no-roteiro, hehe). É relativamente simples, deixando o espectador mais naquela dúvida de quem entre aqueles poucos são os culpados &#8211; e aí para conseguir despistar acaba brincando mais com pistas falsas do que com a inclusão de novos elementos. Mas prende a atenção e deixa uma boa crítica na conclusão do filme. Vale realmente a pena. Mais um filme do Amenábar que eu diga isso, começo a acompanhar tudo o que ele fez, prometo.</p>
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		<title>2666: A parte dos críticos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 13:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tradução de Eduardo Brandão para 2666 do escritor chileno Roberto Bolaño é, sem dúvida, um dos maiores lançamentos literários aqui no Brasil em 2010. E por maiores não falo apenas da importância do acesso ao texto em português, mas também ao tamanho do catatau publicado pela Companhia das Letras: 856 páginas, adotando a decisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/2666.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4507" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="2666" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/2666-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>A tradução de Eduardo Brandão para <em>2666</em> do escritor chileno Roberto Bolaño é, sem dúvida, um dos maiores lançamentos literários aqui no Brasil em 2010. E por maiores não falo apenas da importância do acesso ao texto em português, mas também ao tamanho do catatau publicado pela Companhia das Letras: 856 páginas, adotando a decisão da família de Bolaño em não dividir <em>2666</em> em cinco partes como sugerido pelo escritor para facilitar o sustento dos filhos quando morresse. A obra foi publicada mais de um ano após sua morte, mas, como garante Ignacio Echevarría em nota à primeira edição, “o romance se aproxima muito do objetivo que ele traçou”.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu sei que para muitos fãs de Bolaño (e de <em>2666</em>) eu provavelmente estarei cometendo uma heresia, mas decidi seguir o caminho oposto da família, e comentar o livro por partes, publicando os comentários  sempre antes de iniciar a leitura da parte seguinte. E para começar, vamos de <em>A parte dos críticos</em>, primeira parte de <em>2666</em>. Acredito ser importante destacar aqui que estou tentando ler o mínimo possível sobre o livro para não estragar a experiência, e que muito do que falar agora eu posso contrariar em textos futuros. Mas bem, qual é a graça de se ler uma obra sem participar da brincadeira da adivinhação do que está por vir?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4506"></span><strong>A parte dos críticos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu tenho uma curiosidade enorme de conhecer a obra de Bolaño porque muitas pessoas próximas que acredito terem bom gosto literário simplesmente adoram o que ele publicou. Mas eu sou teimosa e encasquetei que meu primeiro Bolaño seria o <em>tão-falado-2666</em>, que demorou um pouco para chegar no Brasil porque Brandão levou mais de um ano para traduzir a obra.<sup><a id="identifier_0_2620" title="para saber mais sobre a tradução, vale a pena conferir uma entrevista com Brandão para a Livraria da Folha" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/07/15/2666-a-parte-dos-criticos/#footnote_0_2620">1</a></sup> E então finalmente tive a oportunidade de ler o livro, com as expectativas lá no alto, é óbvio.</p>
<p style="text-align: justify;">E Bolaño já começa impondo um ritmo de narrativa mais lento, fazendo com que o leitor mais afoito volte a acostumar os olhos a uma leitura mais cuidadosa, detalhada. O autor não tem pressa e vai desenvolvendo as personagens e os eventos que as conectam de forma cuidadosa: não são apenas suas ações que os definem, são seus sonhos, o que se pensou mas não foi dito, o modo como se relacionam com o que ou quem gostam.</p>
<p style="text-align: justify;">E por causa disso, quanto menos se espera, você já está completamente amarrado pelo quarteto de críticos apaixonados pela obra do recluso escritor alemão Benno von Archimboldi. Espinoza, Pelletier, Norton e Morini se encontram nos congressos de estudos literários que frequentam, e desenvolvem um grande laço de amizade justamente por causa do interesse em comum – Archimboldi – e, mais precisamente, por onde andará Archimboldi.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação entre eles se estreita, e apesar de obviamente as cutucadas que Bolaño dá na crítica literária ficarem mais ao gosto de quem é da área, ainda assim a amizade independe desse aspecto, e mesmo quem não é muito familiar aos estudos literários vai acabar se encantando com as personagens, até mesmo ao se enxergar na situação de apaixonado que eles se encontram. Isso não precisa ser só entre leitor e escritor, aparece de tantas formas: o músico e o sujeito que o escuta, o cineasta e quem o assiste. É a relação com a arte.</p>
<p style="text-align: justify;">E nisso, um dos trechos mais memoráveis é o dos críticos conversando com a dona da editora que publicou Archimboldi pela primera vez, a senhora Bubis. O comentário da mulher sobre o gosto que tinha pela obra de Grosz e da diferente reação que ela tinha para seus quadros da que seu amigo tinha é genial. A questão da diferença entre o gostar e o entender, e de como uma obra pode refletir de maneiras diferentes de acordo com quem a vê.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que acaba nos levando ao trecho com o pintor Edwin Johns, que decepou a própria mão para fazer o que seria sua obra-prima.  O artista causa reações diferentes nas personagens, sendo a mais forte certamente sobre Morini, o único que lhe pergunta a razão da mutilação. A história é retomada na conclusão da primeira parte, servindo como o elemento que faltava para definir a relação dos quatro críticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como comentei, evitei ao máximo possível saber sobre <em>2666</em> antes de completar a leitura, mas é óbvio que do básico do enredo é impossível fugir, e sei que uma pequena história contada para os críticos enquanto seguiam uma pista de Archimboldi no México, de assassinatos de centenas de mulheres, vai acabar se desdobrando nas partes que virão. Mas no momento o que temos é isso: esse primeiro quadro com a relação entre os quatro críticos e a relação desses com Benno von Archimboldi.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu adorei, especialmente pelo modo como Bolaño conduz a narrativa. Um “truque” legal utilizado por ele é mudar a forma de escrever de acordo com o que está representando. Por exemplo, um sujeito está contando uma história, a fala vem com marcas de oralidade – aquelas pequenas idas e vindas de quando relatamos algo. A parte do email de Norton é simplesmente fantástica, com ações de Pelletier e Espinoza entrecortadas por trechos do que ela escreveu para eles. Ou ainda, Amalfitano falando sobre os artistas e o Estado na América Latina, fala longa e cheia de metáforas que é cortada por um “Não entendi nada do que você disse” de Norton.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto é quase como um labirinto, que em alguns momentos você continua seguindo e com a certeza de que está no caminho certo, em outros anda, anda e anda para então dar de cara com uma parede indicando que é hora de recomeçar. Mas não pensem que isso faz de <em>2666</em> um texto difícil. Muito pelo contrário: Bolaño é acima de tudo um contador de histórias, e a primeira parte fluiu muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem ficou curioso, <a title="2666 na companhia" href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12537" target="_blank">no site da Companhia das Letras está disponível um trecho do livro em pdf</a>. Vale a pena conferir, mas se as outras quatro partes do livro forem tão boas (ou melhores) do que a primeira, vale a pena é ir atrás do livro mesmo.  Se já leu e quer saber mais sobre outras obras do Bolaño, não deixe de conferir as resenhas do Pips para <a title="noturno do chile" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/03/18/noturno-do-chile-roberto-bolano/" target="_blank">Noturno do Chile</a>, <a title="os detetives selvagens" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/01/26/os-detetives-selvagens/" target="_blank">Os Detetives Selvagens</a> e <a title="estrela distante" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/01/04/estrela-distante/" target="_blank">Estrela Distante</a> já publicadas aqui no blog do Meia Palavra. Enquanto isso, aguardo dicas  das melhores posições para ler <em>2666</em> na cama, há!</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Sim, esse texto foi <a title="no meia" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/07/15/2666-a-parte-dos-criticos/" target="_blank">publicado ontem no Blog Meia Palavra</a>)</em></p>
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		<item>
		<title>True Blood S03E04: 9 Crimes</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2010/07/14/true-blood-s03e04-9-crimes/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 11:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[9 crimes]]></category>
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		<category><![CDATA[true blood]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, o bom é que a pausa foi de uma semana só, nada daquela coisa de ficar quase um mês sem episódio novo, que acaba quebrando todo o ritmo da série que você está acompanhando. E True Blood continua em ritmo aceleradíssimo, beeeeem diferente do que foi a segunda temporada na qual tivemos MUITA encheção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/trueblood9crimes.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4503" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="trueblood9crimes" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/trueblood9crimes-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Ok, o bom é que a pausa foi de uma semana só, nada daquela coisa de ficar quase um mês sem episódio novo, que acaba quebrando todo o ritmo da série que você está acompanhando. E True Blood continua em ritmo aceleradíssimo, beeeeem diferente do que foi a segunda temporada na qual tivemos MUITA encheção de linguiça para chegarmos &#8220;ao que interessa&#8221; nos últimos episódios. A história principal está sendo bem montada, as personagens estão todas interligadas sob a mesma trama, no final das contas. E isso está funcionando muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">A começar pelo Bill, que sempre achei ser meio deixado de lado nos plots anteriores. Entendam: é lógico que ele é importante, ele é o parzinho da protagonista e blablabla. Mas não tinha nada nele como personagem que você pensasse &#8220;Uou, foda!&#8221; como é possível com poucos minutos da Pam na tela, ou mesmo com o Godric na temporada passada. A história de aceitar o convite de Russel e ficar no Mississipi está dando novas cores para a personagem, que está mais complexa e bem mais interessante.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4502"></span>Principalmente sobre a relação dele com Lorena, que quase cai na comédia com aquela história de se agredirem toda vez que se encontram. A ligação para Sookie também rendeu um bom momento, mas aqui acho que mais pela Anna Paquin, que estava ótima chorando com um Alcide indignado com a reação (&#8220;Em quantos relacionamentos você já esteve?! Não há uma boa forma de se fazer isso!&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o Alcide, continua sendo a boa surpresa para mim na relação livro e série de tv. Está sendo uma personagem legal, e olha que eu tenho uma antipatia automática por lobisomens. Não é exagerado, está ali meio que para fechar as feridas do relacionamento que deu errado, sem ser o super fodão e tal &#8211; embora como todo lobisomem moderno (hehe) apareça BASTANTE na tela sem camisa, há.</p>
<p style="text-align: justify;">E aí entra aquela trama da venda de sangue de vampiro, que relaciona Eric com Lafayette (ótimo terem colocado as duas personagens junto) e que já ficou óbvio que será uma das linhas principais nessa temporada, já que Russel utilizará isso para chegar até Sophie-Anne, que provavelmente vai usar a desculpa do Eric de que na realidade quem está envolvido com isso é Bill. Ainda sobre o Eric, acho que se repetirem muito o negócio de &#8220;é só um sonho&#8221; a coisa vai perder a graça. Na hora que a Sookie tirou o roupão eu já pensei que era devaneio dela ou dele (depois daquele sonho do Sam, sabe como é&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">E já que mencionei o Sam, espero que explorem melhor a Jessica como garçonete &#8211; tipo, usando um pouco do tempo que oferecem para a relação de Sam com a família dele, por exemplo. Ok, ok, já entendemos que eles querem explorar o coitadinho e ele ficará na boa sobre isso. Vamos adiante com outra coisa, sim? Quatro episódios com a mesma situação é desperdício de tempo no desenvolvimento de uma personagem, sério.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ei, é só o Sam que já costuma ser chatinho, hehe. E eu nem vou reclamar, porque diminuiram consideravelmente o tempo da Tara na tela e, ainda melhor, boa parte do tempo ela estava com silver tape na boca, há! Ótimo episódio, espero que continue assim. E ueba, <em>Trouble</em> (S03E05) já chega nesse domingo, sem pausa nem nada _o/</p>
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		<title>Louras Zumbis (Brian James)</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 12:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[brian james]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
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		<category><![CDATA[zumbis]]></category>

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		<description><![CDATA[Já vão aí uns dois anos em que o que mais se tem visto sobre lançamentos para o público jovem são histórias de amor entre uma garota e alguma figura sobrenatural (o segundo normalmente sendo vampiro, certo?). A fórmula básica se repete exaustivamente, com pequenas variações que não chegam a de fato fazer diferença porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/louraszumbis.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4500" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="louraszumbis" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/louraszumbis-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Já vão aí uns dois anos em que o que mais se tem visto sobre lançamentos para o público jovem são histórias de amor entre uma garota e alguma figura sobrenatural (o segundo normalmente sendo vampiro, certo?). A fórmula básica se repete exaustivamente, com pequenas variações que não chegam a de fato fazer diferença porque no fim é tudo sobre o sujeito diferentão que atrai a menina para sua vida, que apresenta supostos perigos. No final das contas, quem ainda busca esses livros atrás de diversão acaba se desapontando e simplesmente deixando de lado títulos novos, pensando que será mais do mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">E é por isso que li com certo alívio <a title="louras zumbis" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=24887" target="_blank"><strong><em>Louras Zumbis</em></strong></a>, de Brian James lançado aqui no Brasil pela <a title="galera record" href="http://www.record.com.br/grupoeditorial_editora.asp?id_editora=11" target="_blank">Galera Record</a>. Quando fiquei sabendo sobre o título, pensei que lá vinha outra história com uma heroína desajeitada perdidamente apaixonada, só que dessa vez por um zumbi. Bem, as coisas são diferentes com <em>Louras Zumbis</em>, porque não se trata de um livro romântico, mas de ação (ou, sendo mais específica, de horror).<span id="more-4499"></span>Logo de início somos apresentados à Hannah Sanders, uma garota que vive mudando de cidade porque o pai precisa fugir das dívidas. Eles chegam na pequena Maplecrest, uma cidadezinha que ela pensa ser como qualquer outra no começo. Chegando no primeiro dia de aula, ela precisa enfrentar a rotina que já conhece bem para se adaptar ao novo ambiente. Hannah é já mudou tantas vezes que sequer tem dificuldades para reconhecer quem são as garotas populares da escola: as líderes de torcida, todas louras e perfeitas e admiradas pelos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">A história em muito apresenta essa adaptação de Hannah em Maplecrest, que apesar de alertada por Lukas, o “esquisitão” da escola ainda assim sente uma vontade irresistível de se aproximar dessas meninas. Aqui aquele ponto interessante do deslocamento, de simplesmente querer fazer parte de algo “normal”, mesmo que sabendo que com certo prazo de validade, acaba dando um histórico legal para a personagem. Mas é nos avisos de Lukas que começa a parte da ação: as meninas são mesmo zumbis ou é só exagero da parte de alguém que lê muito gibi?</p>
<p style="text-align: justify;">E enquanto a protagonista ainda está querendo encontrar a resposta para essa dúvida, já temos a preparação do que são capítulos finais que já estavam fazendo falta em livros do gênero: muito mais tensão do que sacarina, e a conclusão (que eu obviamente não vou contar aqui) simplesmente me conquistou. Então se você já estava meio cansado desse tema porque nunca era o que você achava que TINHA que ser, dê uma chance para <em>Louras Zumbis</em>. Não segue a metáfora do ótimo <a title="generation dead" href="http://www.anica.com.br/2008/12/19/generation-dead-daniel-waters/" target="_blank"><em>Generation Dead</em> de Daniel Waters</a>, mas diverte muito quem gosta do gênero.</p>
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		<title>A Maldição do Demônio (1960)</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 13:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[a maldição do demônio]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[la maschera del demonio]]></category>
		<category><![CDATA[mario bava]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, vamos começar pelo título do filme, até para evitar confusões. Aqui no Brasil deve existir uma penca de &#8220;maldições do demônio&#8221;, mas eu estou adotando a tradução tal como consta no IMDb. Se foi livre, se é oficial, eu não posso dizer. A única coisa que posso ajudar para que você não procure pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/lamaschera.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4496" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="lamaschera" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/lamaschera-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a>Ok, vamos começar pelo título do filme, até para evitar confusões. Aqui no Brasil deve existir uma penca de &#8220;maldições do demônio&#8221;, mas eu estou adotando a tradução tal como consta no IMDb. Se foi livre, se é oficial, eu não posso dizer. A única coisa que posso ajudar para que você não procure pelo filme errado é dar o título original, <a title="la maschera del demonio" href="http://www.imdb.com/title/tt0054067/" target="_blank">La maschera del demonio</a> (até porque mesmo em inglês ele tem vários títulos, hehe). Esta produção italiana é de 1960, dirigida por Mario Bava e levemente baseada em um conto de Gogol chamado <a title="viy" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Viy_%28story%29" target="_blank">Viy</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto de filmes antigos de terror, mas às vezes por serem &#8220;inocentes&#8221; demais acho que acaba faltando justamente o elemento &#8220;horror&#8221; na história. Não que isso seja uma regra, alguns dos melhores que vi são os mais antigões (como <a title="os inocentes" href="http://www.imdb.com/title/tt0055018/" target="_blank">Os Inocentes</a>, citado recentemente nos comentários aqui do Hellfire, ou ainda <a title="a casa mal assombrada" href="http://www.imdb.com/title/tt0051744/" target="_blank">A Casa Mal Assombrada</a>). Mas sabe como é, às vezes você acaba se decepcionando com a falta de cenas realmente assustadoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4495"></span>O engraçado é que pensando bem, <em>A Maldição do Demônio</em> não é realmente assustador. Mas é tão bem feito que você até acabaria indicando para algum amigo que é fã do gênero. O enredo é sobre uma bruxa e seu ajudante<sup>1</sup> que amaldiçoa uma família, jurando retornar para destrui-la. Aqui é meio misturado elementos de satanismo e vampirismo, mas de uma forma bem interessante: aquela parte da manhã na qual o vampiro precisa se esconder do sol (típico das lendas, certo?) ele realmente está morto, apodrecido &#8211; não tem aquela coisa &#8220;romântica&#8221; de parecer só alguém dormindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Lógico, tem algumas coisas meio bobinhas, como o médico se apaixonando pela princesa e praticando atos heróicos em nome do amor (gasp!). Mas fora isso, tudo funciona bem, especialmente no que diz respeito à bruxa &#8211; desde as cenas iniciais da maldição (narrada em off, envolvendo Inquisição e uma máscara cheia de pregos por dentro) até à conclusão. O tom que persiste não é exatamente o de horror, mas o mistério está sempre ali, de forma envolvente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por algumas críticas que li por aí, bastante gente dá valor à parte estética do filme, o que é realmente algo a se notar. Aquela coisa: em um tempo sem computação gráfica, eles conseguem alguns efeitos que mesmo hoje em dia não são tão bem feitos (a parte da bruxa em contato com a princesa é realmente impressionante). E uou, reza a lenda que é o filme de horror favorito do Tim Burton, que tal heim?</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas não entra naquela lista de filmes assustadores, mas vale a pena ver pelo suspense e pelo capricho que nem sempre são típicos de filmes assim. Além do mais, em tempos em que o pessoal tem focado mais em remakes do que em algo original, vale a pena ver alguma coisa saindo da mesmice como é o caso, não?</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_4495" class="footnote">curiosidade: na versão original, é a bruxa e o irmão. Acabaram tirando a relação incestuosa nas dublagens em inglês</li></ol>]]></content:encoded>
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