<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0">
  <channel>
    <title>JBlog - Hoje na Hist&oacute;ria | Jornal do Brasil</title>
    <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php</link>
    <description></description>
    <language>en-us</language>           
    <generator>Nucleus CMS v3.22</generator>
    <copyright>©</copyright>             
    <category>Weblog</category>
    <docs>http://backend.userland.com/rss</docs>
    <image>
      <url>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php/nucleus/nucleus2.gif</url>
      <title>JBlog - Hoje na Hist&oacute;ria | Jornal do Brasil</title>
      <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php</link>
    </image>
    <item>
 <title>17 de julho de 1967 - Morre John Coltrane</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14186</link>
<description><![CDATA[Um dos maiores criadores e improvisadores da história do jazz morreu aos 40 anos. O saxofonista John William Coltrane nasceu em Hamlet, Carolina do Norte, no dia 23 de setembro de 1926. Depois da morte do pai, Coltrane e sua família se mudaram para a Filadélfia. Iniciou sua vida profissional num conjunto comercial em 1945. Mas sua vida como músico começou mesmo em 1947, quando passa a tocar em orquestras de rythm and blues, como as de Joe Webb, King Kolax e Eddie Vinson. A experiência de Coltrane em orquestras foi de grande importância na estruturação de seu estilo maduro, sobretudo no que diz respeito ao vigor de seu sopro e à plenitude do seu som. Vieram, logo após, os conjuntos e orquestras de jazz: Dizzy Gilespie, Earl Bostic, Johny Hodges e Miles Davis.<br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090715-17coltrane.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
John Coltrane juntou-se ao quinteto de Miles Davis em 1955, e foi a partir daí que seu nome passou a ser conhecido. No início de 1957, o saxofonista teve uma das mais importantes experiências de sua carreira ao tocar com o pianista Thelonius Monk, no Five Spot de Nova York. “O trabalho com Monk aproximou-me de um arquiteto de primeira ordem. Sinto que aprendi com ele de todas as maneiras – em sensibilidade, téorica e tecnicamente”. <br />
<br />
No fim de 1957, Coltrane voltou ao conjunto de Miles Davis, nesta época interessado em experiências modais. Sentiu-se à vontade com a modalidade, uma vez que lhe permitia uma exploração mais intensa da base harmônica das melodias. O fascínio de Coltrane pela música indiana, pelos ragas de Raví Shankar e Ali Akbar Khan, pela hipnose do alap e pelo espasmos do drut, marcou o início de uma aventura que libertou  o jazz contemporâneo. <br />
<br />
<b>Mais perto da essência da música</b><br />
Considerado, já no fim da década de 50, o mais importante saxofonista-tenor do jazz, ao lado de Sonny Rollins, era reconhecido ao mesmo tempo pelo vigor do seu ataque e pelo lirismo de suas linhas melódicas. Coltrane jamais se satisfez com uma posição conquistada. Cada uma de suas apresentações, cada uma de suas gravações se constituíram numa nova experiência, numa etapa a mais de um importante work in progress . A partir de 1959 tomou rumos inusitados, abrindo para o jazz e para a música contemporânea os horizontes do mais livre e audacioso expressionismo musical. ]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14186</comments>
 <pubDate>Fri, 17 Jul 2009 00:02:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>16 de julho de 1950 - O dia em que o Maracanã se calou</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14185</link>
<description><![CDATA[“Está terminada a disputa da Coupe Jules Rimet. Mais uma vez, sagram-se os campeões do mundo os uruguaios. Rendamos-lhes a homenagem a que têm direito. Seu triunfo foi lícito sendo ainda de inteira justiça que se reconheça o ardor, a fibra extraordinária com que se atiraram à luta sem se preocuparem com a superioridade técnica do adversário que lhe rondava, persistentemente, o último reduto” (Jornal do Brasil).<br />
<br />
O Maracanã inteiro se calou diante da tragédia. O que parecia impossível aconteceu, renegando todo o retrospecto de favoritismo brasileiro, conquistado jogo a jogo até a grande final. O Uruguai venceu o Brasil por 2 a 1, de virada, e conquistou a 4ª Copa do Mundo. Ninguém acreditava que a máquina brasileira, que só precisava de um empate para sagrar-se campeã, sucumbiria no último instante. Desde o início o Uruguai demonstrou-se aguerrido, com uma forte marcação às investidas da nossa Seleção. O Brasil, servindo-se da mesma tática usada ao longo do campeonato, era um adversário previsível. E mesmo com o brasileiro Friaça abrindo o placar no segundo tempo, o Uruguai não se curvou com a desvantagem. Buscou o empate, e virou, quando o uruguaio Gigghia chutou cruzado e balançou a rede, às costas do goleiro Barbosa. Em silêncio, o estádio lotado chorou.<br />
<br />
<b>Longa espera do sonho brasileiro</b><br />
O sonho nacional de sediar uma Copa do Mundo foi cogitado pela primeira vez em 1938, durante um Congresso da Fifa, ousadia do jornalista Célio de Barros. Além de convencer os delegados da entidade esportiva quanto ao potencial brasileiro em assumir o evento, precisava superar a favorita Alemanha, motivada pelo sucesso dos Jogos Olímpicos dois anos antes. Mas, com a Segunda Guerra (1939-1945), o projeto foi adiado. Com a derrota alemã ao fim das hostilidades, e as dificuldades econômicas da Europa, o Brasil tornou-se o candidato ideal. Sonho realizado em 24 de junho de 1950. ]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14185</comments>
 <pubDate>Thu, 16 Jul 2009 00:01:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>15 de julho de 1976 - O bicentenário do mestre Montigny</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14163</link>
<description><![CDATA[A vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 trouxe a abertura dos portos, o estabelecimento da Imprensa Régia e outras grandes melhorias para a colônia, em especial, para o Rio de Janeiro. De igual importância no plano cultural foi a contratação da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio em março de 1816. Considerou-se a necessidade de criar escolas de artes e ofícios para o ensino profissional regular, em substituição ao autodidatismo predominante. Composta por um número grande de profissionais, estes trouxeram novas concepções estéticas e uma metodologia de ensino artístico. O francês Grandjean de Montigny, cujo bicentenário de nascimento é lembrado, teve grande importância na evolução da arquitetura brasileira no século 19. <br />
<br />
Apesar do pouco que resta de sua obra, sua influência está presente em numerosas construções que, no Rio e em outras cidades brasileiras, atestam a força da escola neoclássica em nossa arquitetura. A Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios e a Real Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes, iniciaram suas atividades em 1826, no prédio projetado por Grandjean de Montigny. Foi ele o primeiro professor oficial de arquitetura no Brasil e reuniu um numeroso grupo de alunos.<br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090714-15hj.JPG">Reprodução</a></div><br />
<div style="text-align: center"><i>As obras arquitetônicas de Montigny</i></div><br />
<br />
<b>Difusor da arquitetura neoclássica</b><br />
Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny nasceu em 15 de julho de 1776, em Paris. Das diversas obras que projetou, poucas foram executadas e sobrevivem até hoje. Entre seus projetos, no Rio de Janeiro, estão a sede da primeira Praça do Comércio, hoje Casa França–Brasil; o pórtico da Academia Imperial de Belas Artes, que pode ser visto no Jardim Botânico; e o chafariz do antigo Rocio Pequeno, agora no Alto da Boa Vista. O mais destacado dos solares que projetou foi o da sua residência na Gávea, em estilo pompeiano, em terreno que faz hoje parte do campus da PUC.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14163</comments>
 <pubDate>Wed, 15 Jul 2009 00:02:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>14 de julho de 1909 - Abre-se o Teatro Municipal</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14164</link>
<description><![CDATA[“Hoje, às oito e meia da noite, abrem-se as portas do Teatro Municipal, pela primeira vez, para um espetáculo. O programa já o publicamos, mas não é demais repeti-lo. A saber: 1ª parte – Hino nacional, à chegada do senhor presidente da República; discurso oficial, pelo senhor Olavo Bilac; Insomna, poema sinfônico do maestro senhor Francisco Braga. 2ª parte – Bonança, comédia em um ato, original do senhor Coelho Neto, pela companhia Arthur Azevedo. 3ª parte – Moema, ópera do maestro senhor Delgado de Carvalho, cantada por artistas do Centro Lírico Brasileiro, sob a regência do maestro senhor Francisco Braga” (Jornal do Brasil).<br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090714-14teatro.JPG">Ari Gomes e Carlos Mesquita/CPDOC JB</a></div><br />
<div style="text-align: center"><i>Em 15/03/78, a ópera Turandot, de Puccini, reabriu depois de 22 meses fechado para obras</i></div><br />
<br />
O Rio ainda não era a Paris dos sonhos brasileiros, mas, com uma memorável programação genuinamente nacional, inaugurava uma casa de espetáculos à altura das melhores da Europa: o Teatro Municipal. Localizado no coração da cidade, fez ele parte do audacioso projeto de urbanização republicano para a então capital do Brasil. Durante sua gestão, o prefeito Pereira Passos (1902-1906) promoveu uma grande modernização do centro da cidade, abrindo a Avenida Central, moldada à imagem dos boulevards parisienses e ladeada por magníficos projetos de arquitetura eclética. Foi nesse contexto que figurou a construção de um novo teatro, ao fim de uma concorrência pública para a seleção do projeto arquitetônico. Desse empreendimento saiu vitorioso o que foi idealizado por Francisco de Oliveira Passos (curiosamente, filho do prefeito), que contou com a colaboração do francês Albert Guilbert. Depois de 54 meses de obras, surgiu o Teatro Municipal, inspirado no design do Teatro da Ópera Charles Garnier de Paris. A casa imponente e sofisticada, finamente decorada, tornava-se marco de novos tempos para a vida cultural da capital brasileira.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14164</comments>
 <pubDate>Tue, 14 Jul 2009 17:43:13 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>13 de julho de 1973 - &apos;Se acaso você chegasse&apos;</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14089</link>
<description><![CDATA[“Leve um recado pros meus amigos Vinicius de Moraes, Fernando Lobo e Reinaldo Dias Leme. Diga a eles que é pra não chorar, porque eu tenho um encontro marcado com Pixinguinha, Stanislaw Ponte Preta e Benedito Lacerda. Eu não bebo há dois anos e agora vou tomar o maior pileque da minha vida”. Ainda lúcido quando pronunciou estas palavras, Ciro Monteiro morreu depois de 10 dias em que permaneceu internado. <br />
<br />
Um dos maiores sambistas do Brasil, seu primeiro sucesso veio com a música Se acaso você chegasse, em 1938. Esta música tornou parte em 15 filmes. Nessa época casou-se com Odete Amaral. Tinha o hábito de cantar em casa para os amigos quando, a pedido de Sivio Caldas, entrou no Programa Casé da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde viveu grandes momentos da sua vida profissional. Daí em diante os êxitos se sucedem, e marcam toda a década seguinte. Com os dedos ágeis tirava da caixa de fósforo uma forma coloquial de ritmo, em perfeita consonância com a voz. Sobre esta base Ciro Monteiro mostrava suas principais características como cantor: a noção extraordinária de espaço musical e a total intimidade com o que cantava. Formigão, como era conhecido no meio musical, criou seu próprio estilo e honrou um legado familiar. Sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto), conhecido como o “Chopin do samba”, da chamada época de ouro da música popular brasileira, as décadas de 30 e 40. <br />
<br />
Deixou um legado de mais de 50 músicas de sua autoria exclusiva e em parceria com Herivelto Martins, Erastóteles Frazão, Mary Monteiro, Vinicius de Morais e Dias da Cruz.<br />
<br />
<b>O romântico cidadão do Catete </b><br />
Nascido a 28 de maio de 1913 no subúrbio carioca do Rocha, era um dos nove filhos do dentista, capitão do Exército e funcionário público Ildefonso Monteiro. Mudou-se para Niterói quando tinha 2 anos de idade. No Catete, onde morou por mais de 20 anos, transformou-se num patrimônio do bairro. A ternura pela mulher Lu, que o acompanhou por todo o tempo difícil da doença, deixou registrada no samba Minha Marilu, de seu LP de 1961. Para Ciro, o Flamengo era tão importante quanto a música. Foi enterrado ao som da marcha do Flamengo, coberto pela bandeira do clube.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14089</comments>
 <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 18:10:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>12 de julho de 1990 - João Saldanha: fim de jogo</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14051</link>
<description><![CDATA[“A melhor maneira de definir João Saldanha é dizer que ele foi um ativista. Não apenas pelo socialismo – que defendeu desde a juventude, mas também por mudanças na estrutura do futebol brasileiro. As experiências como jogador, técnico e jornalista esportivo lhe deram condições de conhecer por dentro as engrenagens do esporte. Quando treinou o Botafogo, nos anos 50, viveu o drama das excursões mal planejadas e da exploração de jogadores sem condições físicas. Na Seleção Brasileira, que classificou para a Copa de 1970, sofreu pressões políticas de todos os tipos, que motivaram a sua saída. Ele, certamente, tinha muitas histórias para contar. Foi isso o que ele fez...” (Jornal do Brasil). <br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090709-1207h.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
Toda lenda tem um fundo de verdade.<br />
<br />
João Saldanha nasceu no dia 3 de julho de 1917, na gaúcha Cidade de Alegrete e morreu em Roma, após oito dias de internação, vítima de um edema pulmonar agudo. Nesses 73 anos e nove dias, foi escrito e vivido como um capítulo à parte da história do futebol brasileiro. Saldanha, como técnico e comentarista, era cristalino em suas posições e determinado em suas críticas. Como contador de casos era insuperável. Diante de uma vida tão intensa, a verdade chega a ter um fundo de lenda. Coerente e convicto, construiu um monumento de credibilidade ao longo de sua vida absolutamente dedicada ao futebol. Era também craque do bate-pronto, da frase de primeira, da presença de espírito, da resposta fulminante, dos adágios e axiomas. Antes de seguir para a Itália, já muito doente, dizia que, se tinha que morrer, que fosse durante um Mundial. Conseguiu satisfazer esse desejo. Quanto ao outro – a superação dos erros do futebol brasileiro – resta, aos que ficam, tentar corrigir.<br />
<br />
<b>Personagem mais célebre da redação</b><br />
“Mais de 30 linhas é enrolar o leitor”. A frase de Saldanha, todos os domingos, para dizer quanto queria escrever, era mais uma de suas marcas. Outra era, invariavelmente, escrever mais de 30 linhas. O ritual era só uma parte do que representava a sua presença na redação do Jornal do Brasil, desde que chegara pela primeira vez para escrever sua coluna em 2 de fevereiro de 1976. Era mais que um jornalista famoso. Discutia as edições, comentava reportagens. Podia ser sobre o jogo, um seqüestro, o último pacote econômico ou a eleição mais próxima. Tinha sempre uma história a contar.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14051</comments>
 <pubDate>Sun, 12 Jul 2009 00:05:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>11 de julho de 1962 - Novo satélite revoluciona a TV</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14050</link>
<description><![CDATA[O primeiro satélite de telecomunicações internacionais, o Telstar, foi posto em órbita por um foguete Thor-Delta. As imagens fornecidas pelo Centro de Recepção de Andover, no Maine, EUA, através da American Telephone and Telegraph Co. (ATT), foram captadas por antenas parabólicas em diversos pontos do país e do exterior, e retransmitidas aos aparelhos de televisão domésticos. <br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090709-1107h.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
Quinze horas após seu lançamento milhões de pessoas nos Estados Unidos, França e Inglaterra puderam captar em seus rádios e televisores vozes e imagens retransmitidas pelo satélite. Os programas só podiam ter por volta de 15 minutos de duração, uma vez que a órbita percorrida pelo satélite impedia a retransmissão de programas mais longos.<br />
<br />
As primeiras palavras retransmitidas pelo satélite foram através de telefone, que se comunicava em Washington com o vice-presidente Lyndon Johnson. Posteriormente para a televisão, o Telstar transmitiu a imagem da bandeira americana ao som do hino nacional, além de paisagens do Estado do Maine, onde ficava a estação de Terra que realizava à experiência. A pequena povoação de Andover tornou-se centro de atenção mundial. Foi montada uma gigantesca antena parabólica com 380 toneladas de peso. <br />
<br />
<b>Telstar orbita a Terra</b><br />
Pesando cerca de 80 quilos, o Telstar tinha uma capacidade de 600 circuitos telefônicos ou um circuito de televisão. Gravitava numa órbita excêntrica a uma altitude entre 920 e 5520 quilômetros, e completava uma volta na Terra a cada 157,8 minutos. Para o lançamento o Telstar foi fixado a uma massa de matéria plástica encerrada numa cápsula de alumínio, para reduzir as vibrações. Quatorze transitores amplificavam os sinais elétricos 10 bilhões de vezes. Nos anos 80, o nome Telstar foi reativado para denominar uma série de satélites geoestacionários.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14050</comments>
 <pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:02:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>10 de julho de 1982 - Adeus à alegria de Jackson do Pandeiro</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=14049</link>
<description><![CDATA[A embolia cerebral que surpreendeu Jackson do Pandeiro num leito de hospital em Brasília, onde se tratava de uma descompensação diabética, privou o músico da sua vida, os fãs da sua alegria  contagiante e as gravadoras de se redimirem da indiferença com que puniram seu talento.<br />
<br />
Foi do brejo paraibano que José Gomes Filho, de família humilde mas com grande tradição artística na região, saiu para se consagrar Jackson do Pandeiro. Decidido a ganhar a vida com o seu dom musical, começou tocando em bailes populares em Campina Grande, na companhia de Luiz Gonzaga. A popularidade cresceu a largos passos. Da Paraíba foi para Pernambuco, onde o sucesso atingiu âmbito nacional.<br />
<br />
Em parceria com Altamira Carrilho, com quem se casou, atingiu o auge da carreira, na década de 50. Mas o talento eclético, registrado em gravações de toda ordem, sucumbiu nos anos 60, num longo período de esquecimento no Rio de Janeiro. Voltou resgatado em regravações de outros artistas. Mas o sucesso não teve mais a projeção dos velhos tempos. Desquitado, dupla desfeita, entre uma e outra participação em shows, ficou distanciado do reconhecimento maior, e reduzido ao mercado de músicas juninas. Mas jamais deixou de transmitir alegria ao povo sofrido, de origem pobre, de cujo seio ele próprio nasceu e viveu. <br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090709-pandeiro.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
<b>O senso rítmico como marca pessoal</b><br />
“Poucos cantores no mundo inteiro têm o seu fabuloso senso rítmico, característica marcante do mulato magrinho que, com seu chapéu de abas curtas e o bigodinho fino, foi, durante 63 anos de vida, a própria expressão da alegria do povo simples de seu Nordeste natal. Foi o senso rítmico que lhe deu o pseudônimo artístico Jackson do Pandeiro... Figura na galeria dos grandes da música popular brasileira por causa de suas virtudes de cantor, um intérprete em cuja marca pessoal – o ritmo – jamais conseguiu ser igualado por ninguém”.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=14049</comments>
 <pubDate>Fri, 10 Jul 2009 00:02:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>9 de julho de 1932 - A Revolução Constitucionalista</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=13991</link>
<description><![CDATA[Eclodiu em São Paulo uma revolta contra o presidente Getúlio Vargas. Tropas federais de Minas Gerais foram enviadas para o Estado para conter a rebelião. O efetivo militar do Rio Grande do Sul e do Paraná ficaram em alerta prontos para marchar contra os rebeldes. Os combates da  revolta, que ficou conhecida como Revolução Constitucionalista de 1932, duraram três meses.<br />
<br />
Em 1930, Getúlio Vargas deu um golpe de Estado e assumiu a Presidência, em caráter provisório, mas com amplos poderes. O Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e até as Câmaras Municipais foram fechadas. Os governadores dos Estados foram substituídos por interventores nomeados por Vargas. Nessa época São Paulo, que havia sido a principal base política do regime da Primeira República, era encarado como um foco oposicionista. <br />
<br />
O governo reconheceu oficialmente os sindicatos, legalizou o Partido Comunista e apoiou o aumento de salário para os trabalhadores. Irritados com os rumos da política, empresários e latifundiários resolveram se unir contra Vargas. Os liberais começaram a pressionar Vargas para a pronta realização de eleições, e o fim do governo provisório. A situação piorou com a morte de quatro estudantes no comício realizado em São Paulo no fim de maio, para reivindicar uma nova Constituição. As iniciais dos nomes das vítimas, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo formaram a sigla MMDC, que se transformou no símbolo da revolução.<br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090706-hj2.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
O conflito armado explodiu 17 dias depois da tragédia. As tropas rebeldes se espalharam pela cidade de São Paulo e ocuparam as ruas. A imprensa paulista defendeu a causa dos revoltosos. Uma intensa campanha de mobilização foi deflagrada e a população aderiu ao levante. Um grande número de pessoas se alistou para a luta. Intelectuais, industriais e estudantes, políticos ligados à República Velha ou ao Partido Democrático, excluído do governo por Vargas, pegaram em armas para lutar contra a ditadura.<br />
<br />
<b>Governo convoca eleições</b><br />
Os rebeldes esperavam a adesão de outros Estados, o que não aconteceu. Por fim, as tropas federais mais numerosas e bem equipadas derrotaram os paulistas. Estatísticas oficiais registram 830 mortos no confronto, mas esse número é contestado.<br />
<br />
Um ano depois da revolução foram realizadas eleições para a Assembleia Constituinte, e em 1934 foi promulgada uma nova Carta Magna. O interventor Armando de Sales Oliveira, nomeado em agosto de1933, criou condições para a renegociação das dívidas dos agricultores em crise e fundou a Universidade de São Paulo.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=13991</comments>
 <pubDate>Thu, 9 Jul 2009 00:10:00 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title>8 de julho de 1978 - O incêndio no MAM do Rio</title>
 <link>http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=13990</link>
<description><![CDATA[Quarenta minutos de incêndio destruíram o acervo do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Duas telas de Pablo Picasso, outras duas de Joan Miró e centenas de obras de artistas brasileiros viraram cinza.<br />
<br />
O vigia percebeu que o segundo andar do salão de exposições estava em chamas por volta das 3h25 da madrugsada, mas não pôde fazer nada: o extintor de incêndio estava quebrado. Os bombeiros demoraram a chegar e o trabalho ainda foi prejudicado pela falta de água. Só restaram 50 peças das mais de mil que estavam no museu.<br />
<br />
<div style="text-align: center"><a href="http://www.jblog.com.br/media/97/20090706-hj1.JPG">Reprodução</a></div><br />
<br />
Todas as obras da exposição Arte Agora 3 foram consumidas pelas labaredas. As telas da fase construtiva (1927-44) do artista uruguaio Joaquim Torres Garcia que faziam parte da exposição foram queimadas. <br />
<br />
– Nossos jornais tratam o incêndio como um desastre para o país – disse, na época, o diretor do Museu Nacional de Montevidéu Angel Kalenberg.<br />
<br />
O MAM do Rio foi fundado em 1948 por iniciativa do empresário Raymundo Castro Maya. A sede provisória foi inaugurada em 1952 num anexo do edifício do Ministério da Educação e Cultura. A primeira exposição foi realizada entre os pilotis do Palácio da Cultura, com obras premiadas na 1ª Bienal de São Paulo e trabalhos de artistas brasileiros.<br />
<br />
Iniciou-se, então, um movimento para se conseguir um espaço no Aterro do Flamengo onde deveria ser construída a sede definitiva. Depois de uma longa disputa com a prefeitura, a Câmara Municipal concedeu ao museu um terreno de 40 km².<br />
<br />
<b>Projeto modernista</b><br />
O MAM foi concebido nos moldes do Museu de Arte moderna de Nova York. O projeto arquitetônico de estilo modernista é de Affonso Eduardo Reidy e o projeto paisagístico é de de Burle Marx. Reidy criou um conjunto de três blocos. A primeira parte a ser concluída foi o bloco Escola, o menos afetado com o incêndio. O bloco de Exposições, com 14 mil metros quadrados foi o mais atingido pelas chamas. E finalmente, o bloco do Teatro, que ainda estava inacabado na época do desastre. Em 1993, o museu recebeu um importante reforço com a doação da coleção particular de Gilberto Chateaubriand, cerca de 4 mil obras, inclusive telas de Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Di Cavalcanti e gravuras de Oswaldo Goeldi, entre outras.]]></description>
 <category>TODAS</category>
<comments>http://jblog.com.br/hojenahistoria.phpindex.php?itemid=13990</comments>
 <pubDate>Wed, 8 Jul 2009 00:03:00 -0300</pubDate>
</item>
  </channel>
</rss>