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		<title>Reportagem denuncia falta de recursos para Conselho de Direitos Humanos do Paraná</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Dec 2013 19:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, Paulo Pedron, foi entrevistado pelo jornal Gazeta do Povo para uma reportagem publicada no dia 15 de dezembro. A matéria abordou os problemas financeiros que prejudicaram os serviços públicos no Paraná. Pedron falou sobre a falta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/12/reportagem.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2496" title="reportagem" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/12/reportagem-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, Paulo Pedron, foi entrevistado pelo jornal Gazeta do Povo para uma reportagem publicada no dia 15 de dezembro. A matéria abordou os problemas financeiros que prejudicaram os serviços públicos no Paraná. Pedron falou sobre a falta de recursos para o Conselho de Direitos Humanos do Paraná, órgão em que é integrante, situação que prejudica iniciativas como o programa de proteção às testemunhas.</p>
<p>Confira a reportagem:</p>
<p><strong>Diário de um estado quebrado</strong></p>
<p>Nas últimas semanas, os problemas de caixa do governo do Paraná vieram à tona, prejudicando serviços prestados à população e paralisando obras públicas. Houve falta de pagamento a fornecedores e empreiteiras, polícia com telefone cortado e viaturas sem manutenção, e até ambulância parada por falta de combustível. A administração estadual alega que os problemas decorrem da demora da União na liberação de empréstimos. Enquanto os gestores não se entendem, quem fica no prejuízo é a população. “Lastimavelmente, o cidadão paga seus tributos, mas não recebe serviços, por uma falha na gestão estratégica. É preciso verificar o que é importante, prioritário, e garantir os serviços de saúde, segurança e educação”, avalia o consultor em gestão pública Sir Carvalho. <strong>Confira a seguir como as finanças estaduais evoluíram neste ano e os problemas observados em algumas áreas essenciais: </strong></p>
<p><strong>Justiça</strong></p>
<p>O Conselho de Direitos Humanos do Paraná afirma que tem apenas R$ 5 mil em caixa e que o órgão terá de “fechar as portas” caso não receba mais verba. De acordo com Paulo Pedron, um dos integrantes do conselho, a União já fez o repasse de R$ 700 mil ao governo do estado, mas este ainda não liberou o dinheiro. Entre as iniciativas afetadas está o programa de proteção às testemunhas. “São pessoas que entregaram a vida para nós cuidarmos, para ajudar a desmantelar o crime organizado. Mas não há dinheiro para mantê-las”, afirmou. O conselho pretende levar o caso à Assembleia Legislativa na segunda-feira.</p>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<p>No último dia 5, menos da metade das ambulâncias do Siate em Curitiba saiu às ruas. O motivo: falta de combustível. “Ainda não tivemos nenhuma situação grave, pois o Samu acaba atendendo as chamadas”, diz o presidente do Sindicato dos Socorristas do Paraná, Roberto Alexandrino da Silva. Um paliativo, já que a orientação é que o Samu atenda apenas casos de emergência clínica. Traumas e acidentes são responsabilidade do Siate. “Em alguns municípios, não há nem ambulância”, diz a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Elaine Rodella. Ela diz que levará o assunto para o Conselho Estadual de Saúde.</p>
<p><strong>Segurança</strong></p>
<p>Viaturas da Polícia Militar deixaram de atender ocorrências entre 20 e 21 de novembro porque a conta do telefone não havia sido paga. Os atendentes da central 190 até recebiam as chamadas, mas não podiam efetuar ligações para avisar os policiais. O policiamento também está sendo prejudicado pela falta de pagamento às empresas responsáveis pela manutenção da frota: dezenas de viaturas estão paradas em oficinas. “Não são apenas as empresas que são prejudicadas. Esses carros parados fazem falta nas ruas”, observa o presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos (Sindirepa), Wilson Bill.</p>
<p><strong>Habitação</strong></p>
<p>Famílias com expectativa de se mudar para um conjunto do PAC Habitação em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, terão de ter mais paciência. Segundo informações da Caixa Econômica Federal, a obra está atrasada porque a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) não fez a contrapartida financeira necessária para o término da obra. A Cohapar confirmou o atraso no pagamento e que ele será normalizado nos próximos dias.<br />
<strong><br />
Subsídios</strong></p>
<p>O atraso do governo estadual em repassar R$ 10 milhões em subsídio para o transporte público da Rede Integrada de Transporte (RIT) foi questionado publicamente pela prefeitura de Curitiba na última semana. A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informou que a parcela de R$ 5 milhões referente a outubro foi depositada, e que o restante só será pago no fim deste mês. Segundo os dados oficiais, o governo manteve suas obrigações com os municípios e fez os repasses de contribuições, mas reduziu o montante destinado às prefeituras para investimentos.</p>
<p><strong>Obras</strong></p>
<p>Não é possível estimar quantas obras estão paralisadas no estado por causa de atrasos nos repasses – as empreiteiras, para evitar problemas com o governo, evitam dar informações sobre o assunto. Mas, em Curitiba e região, pelo menos três obras do PAC da Copa pararam: o corredor Marechal Floriano Peixoto; o corredor Aeroporto–Rodoviária; e a Avenida da Integração, em Pinhais. Também há paralisação de obras na <strong>Universidade Estadual de Maringá (UEM) e na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Outro lado</strong></p>
<p>A secretária da Fazenda do Paraná, Jozélia Nogueira, afirma que as dificuldades financeiras decorrem da iniciativa de o governo estadual priorizar investimentos. “Nós nunca tivemos no Paraná, e isso é fato, dinheiro para investimento. O que se fez: se liberou para que se cumprissem as metas, esperando que o dinheiro dos empréstimos [federais] viesse para ressarcir. O atraso nos empréstimos gerou o déficit do custeio porque nós usamos o dinheiro do custeio para as obras – de presídios, escolas, postos de saúde, hospitais e mesmo outras obras”, afirma.</p>
<p><strong>Acesse aqui a reportagem completa:</strong> <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1433364 ">http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1433364 </a></p>
<p><em>*Fonte: Gazeta do Povo</em><br />
<em>*Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo<br />
</em></p>
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		<title>Negras são vítimas de mais de 60% dos assassinatos de mulheres no país</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 16:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mulheres negras, além de terem de enfrentar situações cotidianas de opressão, ocupam os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras. O dado, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/12/negra0011.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2489" title="negra001" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/12/negra0011-300x262.jpg" alt="" width="240" height="210" /></a>Mulheres negras, além de terem de enfrentar situações cotidianas de opressão, ocupam os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país</em></p>
<p>Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras. O dado, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi citado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) ao abrir, no dia 21 de novembro, debate sobre a violência contra a mulher negra. Ao longo da discussão, especialistas na questão destacaram o fato de as mulheres negras, além de terem de enfrentar situações cotidianas de opressão, ocuparem os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país. O evento foi promovido pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado e pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados como parte do programa Quintas Femininas.</p>
<p>Mônica Oliveira Gomes, que representou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), destacou os obstáculos no acesso a postos profissionais e à renda igualitária do trabalho. Ela também mencionou situações de discriminação até mesmo na utilização dos serviços públicos, a seu ver um problema que revela a existência de racismo institucional no país, e não apenas o reconhecido racismo interpessoal. &#8220;A instituição também tem responsabilidade sobre o dano que aquela funcionária ou aquele funcionário venha a causar a quem foi discriminado&#8221;, defendeu.</p>
<p>A palestrante citou recente estudo do Ipea segundo o qual os negros ganham 36% menos que os brancos, mesmo possuindo a mesma qualificação. Quando se observa apenas a remuneração das mulheres negras, a diferença com os ganhos dos brancos sobe para 40%.</p>
<p>De acordo com Mônica, as mulheres negras permanecem na “base da pirâmide”, mesmo possuindo mais anos de estudo e maior qualificação. A seu ver, a discriminação por gênero se soma ao racismo numa conjunção “perversa”, especialmente diante da ideia geral de que a educação é o caminho para o crescimento e a emancipação das pessoas. &#8220;No entanto, quanto mais a mulher se qualifica, mais difícil será encontrar uma posição que corresponda ao investimento que fez a vida inteira&#8221;, lamentou.</p>
<p>Mônica observou que inicialmente o movimento feminista se recusava a discutir a questão racial como um fato específico dentro da questão geral das mulheres, por considerar que isso apenas dividiria a luta. Porém, sem prejuízo da aliança entre as feministas, salientou que agora já se reconhece que a opressão atinge de forma diferente as mulheres negras. &#8220;É impossível alcançar a felicidade convivendo com a discriminação e o sexismo na vida da gente&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Discriminação tripla</strong> &#8211; Na opinião da representante da Seppir, o termo “violência simbólica” é insuficiente para traduzir situações vividas pelas mulheres negras que as levam a adoecer, quando não é o caso de morte. Salientou ainda o que chamou de “tríplice discriminação”, quando se tratam de mulheres negras e também pobres. Como exemplo, destacou o pior acesso aos serviços públicos de saúde, o que explicaria a maior taxa de óbitos entre as mulheres negras, especialmente a mortalidade materna. Segundo ela, as gestantes negras fazem menos exames pré-natais, essenciais para prevenir causas habituais de morte, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.</p>
<p>Até as consultas feitas seriam mais curtas, inclusive porque os médicos &#8220;preferem não tocar no corpo&#8221; das mulheres negras ou fazem os procedimentos de modo inadequado, ainda de acordo com Mônica.</p>
<p>Ela explicou, no entanto, que o racismo institucional ocorre tanto no âmbito dos órgãos públicos quanto nas instituições privadas. Disse que a discriminação se caracteriza pela prestação de serviço de forma desigual, por atitude discriminatória de qualquer dos integrantes da instituição.<br />
<em><br />
*Fonte: Bem Paraná</em></p>
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		<title>Violência contra mulheres é vista como normal</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Dec 2013 18:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para 30% dos entrevistados, “homem só bate porque a mulher provoca” Uma pesquisa realizada pelo Datapopular, em parceria com o Instituto Avon, revela que muitas atitudes violentas contra as mulheres são vistas pelo homem como “naturais” em um relacionamento. De acordo com o levantamento, divulgado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/07/mulher-violencia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2313" title="mulher-violencia" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/07/mulher-violencia-300x141.jpg" alt="" width="300" height="141" /></a>Para 30% dos entrevistados, “homem só bate porque a mulher provoca”</em></p>
<p>Uma pesquisa realizada pelo Datapopular, em parceria com o Instituto Avon, revela que muitas atitudes violentas contra as mulheres são vistas pelo homem como “naturais” em um relacionamento.</p>
<p>De acordo com o levantamento, divulgado no dia 29 de novembro, ao serem questionados diretamente se tiveram atitude violenta contra a parceira ou ex-parceira, apenas 16% dos homens admitiram que sim, o que equivale a 8,8 milhões de pessoas. Mas, quando os entrevistadores listaram atitudes violentas contra a mulher, como xingar, empurrar, humilhar em público e ameaçar com palavras, 56% dos homens admitiram que já cometeram alguma dessas posturas.</p>
<p>“Para se ter uma ideia, apenas 35% dos homens acham que a mulher deve procurar a delegacia da mulher no caso de ele a impedir de sair de casa”, disse Renato Meirelles, presidente do Datapopular. A pesquisa revelou também que a maioria das atitudes agressivas foi cometida mais de uma vez e constatou que 41% dos brasileiros, entre homens e mulheres, conhecem ao menos um homem que foi violento com sua parceira, o que equivale a 52 milhões de pessoas.</p>
<p>O estudo mostra que, muitas vezes, o homem responsabiliza a mulher pela violência. Conforme a pesquisa, 29% deles disseram que “o homem só bate porque a mulher provoca”. Além disso, 23% afirmaram que “tem mulher que só para de falar se levar um tapa”. De acordo com o levantamento, 12% dos homens acreditam que “se a mulher trai o marido, ele tem razão de bater nela”.</p>
<p>O estudo mostrou que 67% dos autores de violência viram os pais discutirem na infância, enquanto entre os não agressores o índice é de 47%. Além disso, entre os agressores, 21% presenciaram uma agressão física. Este índice entre os não agressores foi de 9%. Questionados sobre as razões de a violência surgir no relacionamento, os homens listaram ciúme, falta de respeito, de diálogo e de amor.</p>
<p>A pesquisa mostrou que 53% dos homens atribuem à mulher a responsabilidade pelo sucesso do casamento; 69% deles não concordam que a mulher saia com amigos sem sua companhia e 46% acham que é inaceitável que ela use roupas justas e decotadas. A mulher também ainda é vista como responsável pelo trabalho doméstico: 89% dos entrevistados disseram que é inaceitável a companheira não manter a casa em ordem.</p>
<p>Sobre a Lei Maria da Penha, 35% dos homens disseram que desconhecem parcial ou totalmente a norma, e 37% afirmam que, por causa da lei, as mulheres os desrespeitam mais. “É lamentável ainda vivermos numa sociedade machista, sexista e patriarcal em pleno século XXI”, diz a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci.</p>
<p>A pesquisa foi feita entre agosto e setembro de 2013, em duas etapas. Na primeira, foram entrevistados 955 homens e 505 mulheres maiores de 16 anos de idade, em 50 cidades de todo o País. Numa segunda etapa, foram ouvidos 13 especialistas e seis homens autores de violência.<br />
<em><br />
*Fonte: Jornal do Comércio</em></p>
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		<title>Brasileiro teria um ano a mais de vida não fosse violência</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Nov 2013 18:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se taxas de homicídios no Brasil se igualassem à média mundial, expectativa de vida cresceria quase um ano – e renda per capita aumentaria cerca de 50 dólares, diz ONU A violência tem um custo econômico e social enorme para o Brasil, é que mostram...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/11/24.02Homicdios.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2472" title="24.02Homicdios" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/11/24.02Homicdios-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><em>Se taxas de homicídios no Brasil se igualassem à média mundial, expectativa de vida cresceria quase um ano – e renda per capita aumentaria cerca de 50 dólares, diz ONU</em></p>
<p>A violência tem um custo econômico e social enorme para o Brasil, é que mostram dados compilados pela ONU no Relatório Regional de Desenvolvimento Humano 2013-14 para a América Latina, divulgado no dia 12 de novembro. Os brasileiros perdem cerca de 11 meses de vida por causa dos altos índices de violência, que a ONU chama de “alarmantes” em toda a América Latina. E também perde renda.</p>
<p>A expectativa de vida nacional hoje é estimada em 74,8 anos pelo IBGE.</p>
<p>De acordo com as Nações Unidas, o cálculo foi feito de maneira hipotética, a partir da dúvida de qual seria a elevação na esperança de vida de países latino-americanos se os índices de homicídios se igualassem à média mundial.</p>
<p>O Brasil está entre as 11 nações da região, do total de 18 consideradas, onde a taxa de assassinatos está acima de 10 para cada 100 mil habitantes, índice que já é considerado por especialistas como epidêmico.</p>
<p>A ONU calcula a taxa brasileira em 15,5 mortes por 100 mil pessoas no ano de 2010, número um pouco abaixo do que mostram estatísticas nacionais.</p>
<p>Os 11 meses perdidos pelos brasileiros estão bem abaixo dos mais de 20 que deixam de ser vividos pela população da Venezuela e de El Salvador.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>A violência tem também impactos econômicos diretos: a renda per capita dos brasileiros poderia aumentar cerca de 50 dólares por ano com a diminuição do que a ONU chama de “excesso” de homicídios. O valor é perto da média da América Latina, onde esse acréscimo seria de 51 dólares.</p>
<p>Tudo considerado, a região deixa de ter um crescimento de 0,5% a mais no PIB por ano por culpa da violência.</p>
<p><em>*Fonte: Exame</em></p>
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		<title>Número de estupros no Brasil cresceu 18% em 2012</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2013 16:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Divulgado no dia 5 de novembro de 2013, o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou que o número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012, na comparação com o ano anterior. Em todo o país, foram...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/11/sombras2-copia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2465" title="sombras2-copia" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/11/sombras2-copia-300x198.jpg" alt="" width="270" height="178" /></a>Divulgado no dia 5 de novembro de 2013, o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou que o número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012, na comparação com o ano anterior. Em todo o país, foram registrados 50,6 mil casos, o correspondente a 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, a taxa era de 22,1.</p>
<p>Os estados com as maiores taxas de estupro para cada 100 mil habitantes foram Roraima, Rondônia e Santa Catarina. As menores taxas, por sua vez, ocorreram na Paraíba, no Rio Grande do Norte e em Minas Gerais.</p>
<p>Segundo o estudo, o total de estupros (50,6 mil casos) superou o de homicídios dolosos (com intenção de matar) no país. Foram registradas 47,1 mil mortes por homicídio doloso em 2012, subindo de 22,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes em 2011, para 24,3 no ano passado, uma alta de 7,8%.</p>
<p><strong>MP-PR cria Núcleo de Apoio a Vítimas de Estupro</strong></p>
<p>De janeiro a junho deste ano, a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), da Secretaria de Políticas para as Mulheres, recebeu 646 denúncias de estupro. O número pode ser considerado baixo, tendo em vista que o serviço recebe ligações de todo o Brasil, e comprova uma situação preocupante: a postura das vítimas que, com frequência, não denunciam as agressões sexuais.</p>
<p>Para ajudar essas pessoas a superar o trauma e a romper o silêncio, o Ministério Público do Paraná passou a oferecer um serviço onde vítimas de estupro (homens e mulheres) encontrarão ajuda. Criado pela Resolução 3979/2013, o Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves) foi inaugurado no dia 6 de novembro, na subsede Tibagi (Rua Tibagi, 779, 8.° andar, Centro), em Curitiba.</p>
<p>Na capital paranaense, segundo dados do Ministério Público do Paraná, há 100 investigações de estupro em andamento e 200 em fase de ação penal. Para a formação de um quadro estatístico sobre casos de estupro mais próximo da realidade, o Naves também terá como objetivo a consolidação das informações sobre atendimentos às vítimas. Esse serviço reunirá dados do o Instituto Médico Legal, das Polícias Civil e Militar, dos hospitais e do Judiciário.</p>
<p><em>*Fonte: RIC Mais</em></p>
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		<title>Brasil é elogiado, mas fica entre 100 piores em ranking de trabalho escravo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Oct 2013 18:43:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sexta maior economia do mundo, o Brasil ainda está entre os cem países com os piores indicadores de trabalho escravo, segundo o primeiro Índice de Escravidão Global. O Brasil ocupa o 94º lugar no índice de 162 países (com a Mauritânia no topo da lista,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/Trabalho-escravo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2458" title="Trabalho escravo" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/Trabalho-escravo-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Sexta maior economia do mundo, o Brasil ainda está entre os cem países com os piores indicadores de trabalho escravo, segundo o primeiro Índice de Escravidão Global.</p>
<p>O Brasil ocupa o 94º lugar no índice de 162 países (com a Mauritânia no topo da lista, apontado como o pior caso). Trata-se da primeira edição do ranking, lançado pela Walk Free Foundation, ONG internacional que se coloca a missão de identificar países e empresas responsáveis pela escravidão moderna.</p>
<p>Um relatório que acompanha o índice elogia iniciativas do governo brasileiro contra o trabalho forçado, apesar do país ainda ter, segundo estimativas dos pesquisadores, cerca de 200 mil pessoas nesta condição.</p>
<p>Segundo o índice, 29 milhões de pessoas vivem em condição análoga à escravidão no mundo; são vítimas de trabalho forçado, tráfico humano, trabalho servil derivado de casamento ou dívida, exploração sexual e exploração infantil.</p>
<p>Nas Américas, Cuba (149º), Costa Rica (146º) e Panamá (145º) são os melhores colocados, à frente dos Estados Unidos (134º) e Canadá (144º), dois países destinos de tráfico humano. O Haiti ocupa o segundo pior lugar no ranking geral, sobretudo por causa da disseminada exploração de trabalho infantil.</p>
<p>O pesquisador-chefe do relatório, professor Kevin Bales, disse em nota que &#8220;leis existem, mas ainda faltam ferramentas, recursos e vontade política&#8221; para erradicar a escravidão moderna em muitas partes do mundo.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>No Brasil, o trabalho análogo à escravidão concentra-se sobretudo nas indústrias madeireira, carvoeira, de mineração, de construção civil e nas lavouras de cana, algodão e soja.</p>
<p>A exploração sexual, sobretudo o turismo sexual infantil no nordeste, também são campos sensíveis, segundo o relatório, que cita ainda a exploração da mão de obra de imigrantes bolivianos em oficinas de costura.</p>
<p>Através de informações compiladas de fontes diversas, os pesquisadores calcularam um percentual da população que vive nessas condições — foi assim que a ONG chegou à estimativa de que cerca de 200 mil brasileiros são vítimas da escravidão moderna.</p>
<p>Apesar do quadro ainda preocupante, as ações do governo brasileiro contra o trabalho escravo são consideradas &#8220;exemplares&#8221;.</p>
<p>A ONG elogia ainda o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo e o Plano Nacional contra o Tráfico Humano, além da chamada &#8220;lista suja do trabalho escravo&#8221; do Ministério do Trabalho, que expõe empresas que usam mão de obra irregular.</p>
<p>O relatório recomenda a aprovação da PEC do trabalho escravo, em tramitação no Senado, que prevê a expropriação de propriedades que exploram trabalho forçado.</p>
<p>Recomenda ainda que a &#8220;lista suja do trabalho escravo&#8221; seja incorporada à lei e que as penas para quem for condenado por exploração sejam aumentadas.</p>
<p><strong>Índice de Escravidão Global</strong><br />
<em>(menor numeração, condição pior) </em></p>
<p>1. Mauritânia<br />
2. Haiti<br />
3. Paquistão<br />
4. Índia<br />
5. Nepal<br />
49. Rússia<br />
65. Peru<br />
84. China<br />
89. Chile<br />
94. Brasil<br />
115. África do Sul<br />
122. Argentina<br />
134. EUA<br />
160. Islândia<br />
160. Reino Unido<br />
160. Irlanda</p>
<p><em>*Fonte: BBC Brasil</em></p>
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		<title>Extermínio de jovens negros preocupa autoridades brasileiras</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Oct 2013 20:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A violência contra a juventude negra foi debatida nesta quinta-feira, 10 de outubro, pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. De acordo com o estudo &#8220;A Cor dos Homicídios no Brasil&#8221;, feito pelo coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana (RJ), Júlio...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/Juventude_negra_contra_exterminio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2452" title="Juventude_negra_contra_exterminio" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/Juventude_negra_contra_exterminio.jpg" alt="" width="271" height="271" /></a>A violência contra a juventude negra foi debatida nesta quinta-feira, 10 de outubro, pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. De acordo com o estudo &#8220;A Cor dos Homicídios no Brasil&#8221;, feito pelo coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana (RJ), Júlio Jacobo Waiselfisz, de 2001 a 2010, enquanto a morte de jovens brancos no país caia 27,1%, a de negros crescia 35,9%.</p>
<p>Com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, a pesquisa revela que no Brasil as maiores vítimas de violência são jovens negros, com baixa escolaridade. O racismo é a maior motivação para os crimes. Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Pará, Distrito Federal e Pernambuco são as unidades da federação que mais registram casos de homicídios contra negros.</p>
<p>Outro dado da pesquisa mostra que em 2010 quase 35 mil negros foram assassinados no país. “Os números deveriam ser preocupantes para um país que aparenta não ter enfrentamentos étnicos, religiosos, de fronteiras, raciais ou políticos. Representam um volume de mortes violentas bem superior ao de muitas regiões do mundo, que atravessaram conflitos armados internos ou externos” avalia o pesquisador.</p>
<p>“É uma situação alarmante que coloca o Brasil entre piores lugares do mundo em relação a homicídio – sétimo lugar – mas em relação a morte de jovens negros, nós somos um dos primeiros países. O governo reconhece que é um problema histórico que afeta especificamente a juventude negra”, disse Fernanda Papa, da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.</p>
<p>Segundo Fernanda, a criação do Plano Juventude Viva, no ano passado, foi uma primeira resposta do governo federal ao problema. Em diferentes programas, a estratégia tem cerca de 40 ações em conjunto com estados e municípios com objetivo de colocar a juventude negra na pauta das políticas públicas.</p>
<p>Representes de vários movimentos sociais cobraram uma ação mais forte nas áreas de educação e segurança para frear a violência contra jovens negros. “O racismo é um problema que vai além dos livros. Falta um grande pacto social para que as políticas públicas toquem as pessoas de uma maneira geral. Não adianta só chegar a verba, tem que chegar o verbo para que haja uma transformação”, disse o rapper e escritor Gog.</p>
<p><em>*Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Países da ONU repudiam violência contra população LGBT</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Oct 2013 18:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante encontro na 68ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, representantes de diversos países discutiram medidas para eliminar a violência e a discriminação das pessoas devido à sua orientação sexual e identidade de gênero. Após a reunião...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/bandeiras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2442" title="bandeiras" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/bandeiras-300x150.jpg" alt="" width="240" height="120" /></a>Durante encontro na 68ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, representantes de diversos países discutiram medidas para eliminar a violência e a discriminação das pessoas devido à sua orientação sexual e identidade de gênero.</p>
<p>Após a reunião ocorrida na tarde do dia 26 de setembro, os ministros declararam sua “convicção” de que direitos humanos são inalienáveis a todas as pessoas, e firmaram compromisso em acabar com abusos e violações no nível doméstico e global. Segundo o texto, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) “devem ter a mesma garantia referente aos direitos humanos que o restante da população”.</p>
<p>Delegações da Argentina, do Brasil, da Croácia, de El Salvador, da França, de Israel, do Japão, da Noruega, Nova Zelândia, dos Estados Unidos e Países Baixos estiveram na reunião e elaboraram um texto com 16 pontos sobre o tema.</p>
<p>O documento considera “uma tragédia que, na segunda década do século 21, relações sexuais adultas, consensuais, entre indivíduos do mesmo sexo, continuem a ser criminalizadas em muitos países”, e condena a atitude de alguns países de expor milhões de pessoas ao risco de prisão e até a pena de morte.</p>
<p>“Essas leis são inconsistentes com as obrigações e os compromissos de direitos humanos dos Estados, e podem levar a violações de proibições contra prisões arbitrárias ou detenção e tortura, e em alguns casos, do direito à vida”. <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D0592.htm">Essa possibilidade se refere ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, aprovado pela Assembleia Geral da ONU, em 1966, e adotado pelo Brasil</a>, no qual consta que ninguém poderá ser submetido à detenção ou prisão arbitrárias.</p>
<p>Além do repúdio às discriminações legais adotadas por alguns países, os ministros condenam violências cometidas individualmente por homofóbicos. “Em todas as partes do mundo indivíduos LGBT são sujeitos à intimidação, ataques físicos, violência sexual, e, até mesmo, homicídios”. Ao comentar esses casos, os ministros incluíram os próprios países que assinam o documento como exemplos de locais onde ocorrem essas violações.</p>
<p>Apesar das críticas, as nações ressaltam avanços na proteção a indivíduos LGBT, como a criação de legislações contra crimes de ódio e violência homofóbica. “Desde 1990, cerca de 40 países aboliram sanções penais discriminatórias que eram usadas para punir indivíduos por conduta sexual consensual com indivíduos adultos do mesmo sexo”, diz o documento.</p>
<p>A declaração dos países também presta homenagem aos defensores de direitos humanos LGBT, ressaltando que o trabalho deles, “frequentemente desempenhado à custa de risco pessoal considerável, tem importância crucial para a documentação de violações de direitos humanos e o apoio às vítimas e a sensibilização de governos e da opinião pública”.</p>
<p>Além disso, ações da própria ONU são ressaltadas pelos ministros. Segundo o documento, os esforços do secretário-geral, Ban Ki-moon, e da alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, têm tido sucesso na conscientização global para o assunto e na busca de apoio a medidas de combate à violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. <a href="http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/07/onu-apela-para-que-paises-adotem-acoes-em-busca-da-garantia-de">Ambos já apelaram a países para que entrem na luta contra práticas homofóbicas e transfóbicas</a>.</p>
<p>Por fim, os representantes dos países signatários dão como urgente a necessidade de reação dos membros da ONU acerca do assunto, e exorta “todos os membros das Nações Unidas a rejeitar leis discriminatórias, aperfeiçoar respostas à violência motivada pelo ódio e assegurar proteção jurídica adequada e apropriada da discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero”.</p>
<p><em>*Fonte Agência Brasil</em></p>
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		<title>Uma mulher morre a cada dia vítima de violência doméstica</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2013 20:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo do Ipea aponta que a cada grupo de 100 mil mulheres são registrados 5,82 óbitos no País; no Paraná taxa é de 6,49 No Paraná, uma mulher morre vítima de violência doméstica a cada dia. De 2009 a 2011, foram registrados, em média, 345...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/images1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2436" title="images1" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/images1.jpg" alt="" width="290" height="174" /></a><em>Estudo do Ipea aponta que a cada grupo de 100 mil mulheres são registrados 5,82 óbitos no País; no Paraná taxa é de 6,49</em></p>
<p>No Paraná, uma mulher morre vítima de violência doméstica a cada dia. De 2009 a 2011, foram registrados, em média, 345 óbitos por ano, ou seja, uma morte a cada 1,05 dia, segundo o estudo “Feminicídios: a violência fatal contra a mulher”, divulgado no dia 25 de setembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). O levantamento aponta uma taxa nacional de mortalidade de 5,82 óbitos por grupo de 100 mil mulheres. Já no Paraná a situação é mais alarmante. A cada grupo de 100 mil, 6,49 são mortas. O índice é também o maior da região Sul onde Rio Grande do Sul apresenta uma taxa de 4,64 e Santa Catarina, de 3,28% (a segunda menor do País, atrás do Piauí, com taxa de 2,71 por grupo de 100 mil mulheres).</p>
<p>O estudo teve como meta avaliar o impacto da Lei Maria da Penha, que completou sete anos em agosto. Por isso o período de análise abrangeu dados sobre o óbito das mulheres — a expressão máxima da violência contra a mulher — de 2001 a 2011. Foram ainda consideradas as mortes causadas por homens, geralmente parceiros ou ex-parceiros, decorrentes de situações de abusos no domicílio, ameaças ou intimidação, violência sexual, ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou recursos do que o homem.</p>
<p>Para a secretária municipal de Políticas para as Mulheres de Curitiba, Roseli Isidoro, os números “infelizmente” não causam surpresa.  Ela relata que o Paraná apresentou pior desempenho em relação ao tratamento dispensado às mulheres no Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Violência Contra a Mulher no Brasil, de julho de 2013.  “O Paraná ficou em terceiro lugar em número de mortes de mulheres vítimas da violência doméstica, com taxa de 6,49 por grupo de 100 mil, e Curitiba como a quinta capital a apresentar maiores índices de violência contra as mulheres”, explicou a secretária.</p>
<p>No Brasil, entre 2001 e 2011, estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada 90 minutos.<br />
Mulheres jovens são as principais vítimas. Das mortes analisadas, 31% estavam na faixa de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos.  No Brasil, 61% dos óbitos foram de mulheres negras (61%), que foram as principais vítimas em todas as regiões, à exceção da Região Sul. Merece destaque a elevada proporção de óbitos de mulheres negras nas regiões Nordeste (87%), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%).<br />
<strong><br />
Definições e números</strong></p>
<p>Feminicídio é a denominação dada à morte de mulheres decorrentes de conflitos de gênero.</p>
<p>No período de 2001 a 2011, foram registrados 50 mil feminicídios no País, o que equivale a 5.000 mortes por ano.</p>
<p>Os parceiros íntimos respondem por 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo.</p>
<p>A maior parte das vítimas tem baixa escolaridade, 48% daquelas com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo.</p>
<p>No Brasil, 50% dos feminicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos.</p>
<p><strong>Taxa por 100 mil mulheres</strong><br />
1 Espírito Santo &#8211;   11,24<br />
2 Bahia                &#8211; 9,08<br />
3 Alagoas             &#8211; 8,84<br />
4 Roraima             &#8211; 8,51<br />
5 Pernambuco       &#8211; 7,81<br />
6 Goiás                &#8211; 7,57<br />
7 Rondônia           &#8211; 7,42<br />
8 Paraíba             &#8211; 6,99<br />
9 Mato Grosso      &#8211; 6,95<br />
10 Pará               &#8211; 6,81<br />
11 Tocantins        &#8211; 6,75<br />
12 Minas Gerais     &#8211; 6,49<br />
13 Paraná            &#8211; 6,49</p>
<p>(*) Brasil e Unidades da Federação, 2009 a 2011<br />
Elaboração: Ipea/Diset<br />
<em><br />
*Fonte: Bem Paraná</em></p>
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		<title>Confira o Blog Mulher de Direito</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Sep 2013 20:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já conferiu o blog especial do Projeto Mulher de Direito? O canal traz notícias e informações sobre o programa , com materiais multimídia como foto e vídeo além de depoimento das participantes, e sobre temas ligados às mulheres, como direitos, saúde e violência. Realizado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/09/blog-mulher-de-direito.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-2430" title="blog mulher de direito" src="http://www.iddeha.org.br/blog/wp-content/uploads/2013/09/blog-mulher-de-direito-1024x399.jpg" alt="" width="319" height="124" /></a>Você já conferiu o blog especial do Projeto Mulher de Direito? O canal traz notícias e informações sobre o programa , com materiais multimídia como foto e vídeo além de depoimento das participantes, e sobre temas ligados às mulheres, como direitos, saúde e violência.</p>
<p>Realizado pelo Instituto de Defesa dos Direitos Humanos pro meio de convênio com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, o projeto “Mulher de Direito – Liderança e Poder na Política” tem o objetivo de capacitar 30 mulheres de Curitiba e Região Metropolitana que tenham sido indicadas por suas comunidades para atuar como multiplicadoras da Cidadania e Direitos Humanos, além de promover uma maior participação das mulheres nos espaços do poder público e disseminar os temas trabalhados nos encontros.</p>
<p>Saiba mais sobre o projeto e visite o blog pelo link:<strong><a href=" http://www.iddeha.org.br/mulherdedireito/"> http://www.iddeha.org.br/mulherdedireito/</a> </strong>ou pelo banner na página inicial no site do IDDEHA</p>
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