<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969</atom:id><lastBuildDate>Wed, 14 Dec 2011 17:57:47 +0000</lastBuildDate><category>mercado</category><category>video</category><category>t</category><category>fotografia</category><category>feira</category><category>Lisboa</category><category>1974</category><category>ernesto de sousa</category><category>arte contemporânea</category><category>divulgação</category><title>O infinito ao Espelho</title><description /><link>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Poejo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/infinitoaoespelho" /><feedburner:info uri="infinitoaoespelho" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-1646198991850967294</guid><pubDate>Thu, 04 Aug 2011 13:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-04T06:50:21.464-07:00</atom:updated><title>A música portuguesa nunca existiu</title><description>António Pinho Vargas andava há tanto tempo inquieto com esta questão que decidiu trocar as ferramentas do compositor pelas do sociólogo e escrever "Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu". Uma obra apaixonante, e polémica, sobre os mecanismos da nossa subalternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível que nenhuma obra portuguesa tenha alguma vez integrado o cânone da música ocidental? Os mais cépticos dirão talvez que a razão seja o facto de nenhuma ter qualidade suficiente, mas essa é uma resposta simplista, desmentida quer pelo facto de algumas obras portuguesas não serem piores do que outras estrangeiras que integram o referido cânone, quer por muitos dos grandes monumentos desse "museu imaginário de obras musicais", como lhe chamou Lydia Goehr, terem sido noutros momentos históricos excluídos. Basta pensar nas Sinfonias de Mahler, olhadas de lado até aos anos 60. António Pinho Vargas não se contenta com respostas simples. Há muito que se dedicava a reflectir sobre o tema, mas só a partir de 2005 iniciou uma pesquisa sistemática no âmbito de um doutoramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compositor nunca quis que a sua tese ficasse esquecida nas estantes das bibliotecas e pensou-a como um livro, agora disponível na Almedina, com o título "Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu". Um livro polémico, em que nenhuma instituição está a salvo. Pinho Vargas, compositor e intérprete, pôs-se a fazer sociologia porque estava cansado das mesmas perguntas e das mesmas respostas sobre o suposto "atraso" e a irrelevância da música portuguesa. O resultado é uma crítica profunda da vida musical portuguesa e dos mecanismos que reproduzem a subalternidade, em particular no subcampo da nova música. O autor assume que o livro é polémico e devia ajudar a gerar um intenso debate mas, com uma certa melancolia, pensa que só será discutido pelas gerações futuras. Porque "ninguém se quer incomodar" e este livro é, certamente, incómodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um compositor se põe a fazer sociologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projecto inicial foi sempre a música portuguesa hoje e alguns dos seus problemas, mas não estava decidido se iria desviar-me mais para o lado da sociologia ou da estética. Em 2005, quando comecei a investigação, era claro que havia uma dominação dos países centrais e uma extrema desigualdade em relação às várias periferias europeias. "A Europa vai à frente e Portugal tenta recuperar o atraso" é uma afirmação que percorre todas as áreas da vida portuguesa. O meu orientador era o professor Max Paddison, da Universidade de Durham, e tinha como co-orientador Boaventura Sousa Santos. Paddison desconhecia não só toda a música portuguesa como toda a cultura portuguesa. No livro, relato a estupefacção de um musicólogo inglês quando lhe expliquei o tema e lhe falei de Lopes-Graça. Ele comentou: "Qquem havia de dizer, Portugal tem um Béla Bartók!" Este tipo de discurso começou a ser um obstáculo à investigação, tinha de estar sempre a fazer "papers" a explicar quem era quem. Acabei por inverter os supervisores e ficar com Boaventura como orientador principal, o que levou à sociologia e ao trabalho com conceitos como a "produção activa de inexistência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a "produção activa da inexistência" no campo da música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É encomendar uma peça, fazer a estreia e deixá-la cair para todo o sempre. É um conceito aplicado às coisas que são feitas, mas que já se sabe que não vão existir. Boaventura refere-se ao facto de os países mais pobres e periféricos muitas vezes produzirem objectos que, não sendo reconhecidos pelas instâncias de consagração do centro, acabam por ser considerados inexistentes. A cultura portuguesa tem esse problema no seu todo. Há um artista que emerge aqui e ali, mas no geral não conta para o centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento internacional dos artistas portugueses é uma ilusão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80, os músicos que viviam em Portugal viam Emmanuel Nunes como um exemplo de reconhecimento internacional. Mas, ao sair do país, reparei que fora de Paris ninguém conhecia Nunes. Há um artigo do José-Augusto França que fala da "mais-valia geo-artística" e que diz: "Se eu, como crítico de um país periférico, disser que tenho um pintor lá em Portugal tão bom como aqueles que eles estão a mostrar em Paris ou em Londres, por princípio ninguém me acreditará". Um dos conceitos principais da minha tese é a localização, ou seja, o lugar de enunciação. Cada país tem uma agenda específica. O que se toca em Londres não é Philippe Manoury e em Paris não se ouve música dos ingleses, a não ser talvez Thomas Adès ou dos que passaram pelo IRCAM. O centro nem sequer é monolítico. A Europa só é una para o olhar do periférico. Quando se diz "a cultura portuguesa não é reconhecida lá fora", pressupõe-se que o lá fora é tudo. Não é tudo, é Paris e alguns arredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação da música é diferente da das outras artes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é talvez a arte onde o cânone ocidental se manifesta com maior poder. A vida musical internacional corresponde a um museu imaginário, à arte de interpretação viva da repetição de peças de compositores mortos. Depois, de vez em quando, há uma estreia. A vida musical tornou-se no prazer do reconhecimento do já conhecido. É o que fazem os melómanos. Mas não foi assim sempre, porque não havia discos. O uso de uma linguagem mais acessível também não resolve o problema. Quantas óperas compôs o Philip Glass? E quantas estão no repertório? O que se passa em Portugal não é diferente, mas é agravado pela condição periférica. O país onde a música contemporânea está menos isolada talvez seja a França, por causa daquilo que o Jean-Jacques Nattiez classificou como "a mais gigantesca operação de salvamento desencadeada por um Estado para salvar uma arte", referindo-se ao IRCAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que o cânone se impõe tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tem dispositivos de poder, que são as narrativas que herdámos, as que ouvi no conservatório e que as gerações mais novas continuam a ouvir. O que está em causa não é o cânone, mas a sua pretensão à exclusividade. O que é criticável não é contar-se uma história da música em que Bach, Mozart, Beethoven são importantes, é não contar o que se passava no mundo na mesma altura e que outros criaram obras que ficaram de fora por determinadas razões. O que vou dizer é forte, para mim próprio: nós conhecemos melhor o cânone do que a música portuguesa. E por isso temos mais facilidade em ler em função das narrativas e das influências. O Alexandre Delgado é um grande lutador pela música portuguesa, mas quando quer elogiá-la usa termos como "o primeiro tema sofre um desvio brahmsiano e depois um desvio wagneriano"... O cânone é o espelho face ao qual nós estamos permanentemente a avaliar aquilo que é feito. Agir de outro modo implica um esforço da nossa parte. No livro faço esse esforço. Não me ponho fora da crítica que faço ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, o papel da Gulbenkian é visto de forma bastante crítica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação da Gulbenkian é referida nas histórias da música portuguesa como um momento da maior importância. O que é sublinhado é que finalmente Portugal tinha uma instituição com uma temporada ao nível das grandes capitais europeias. Como diz José Gil, a "pequena montra da Europa na Avenida de Berna". No entanto, como é apontado nos polémicos artigos do Mário Vieira de Carvalho nos anos 70 e por João Paes no "Dicionário de História de Portugal" (1998), quando se dá a abertura do edifício com uma temporada regular, a Gulbenkian já tinha enfraquecido todas as outras instituições através do peso dos festivais - as orquestras da rádio, as pequenas sociedades de concertos - e a sua hegemonia era total. No campo da criação, foi relativamente fácil, com os Encontros de Música Contemporânea, instalar em Portugal a hegemonia dos seguidores da Escola de Darmstadt, não nos anos 50, mas dez anos mais tarde, a partir das viagens de Jorge Peixinho, de Emmanuel Nunes e dos seus discípulos. A partir dos anos 80, os seminários do Nunes (que se prolongaram por 20 anos) e o tipo de encomendas levaram ao afunilamento estético em torno da corrente pós-serial. O favoritismo em relação a Nunes é também visível nas encomendas [23 encomendas entre 1967 e 2007, seguindo-se Peixinho com apenas 12]. Aplica-se aqui o que António Pinto Ribeiro escreveu no livro comemorativo dos 50 anos da fundação: "A Gulbenkian tornou-se uma instituição pesada, a vanguarda no mundo todo explodiu em múltiplas diversidades e a Gulbenkian não acompanhou esse movimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje a situação mudou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes acontecimentos como a Europália, Lisboa 94, a Expo 98 e o Porto 2001-Capital Europeia da Cultura foram acompanhados pela abertura de uma série de novas instituições: Centro Cultural de Belém, Culturgest, Museu de Serralves, Casa da Música... Estas instituições terminaram com a hegemonia total da Gulbenkian, começaram a fazer encomendas e começou a haver maior diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não acompanhou os mesmos tempos da Europa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal andou a contraciclo. Construiu estruturas do Estado que terminaram com a hegemonia da Gulbenkian no momento em que a crise começou a instalar-se no centro. De repente começam a aparecer imensos compositores portugueses, a ter encomendas e estreias umas atrás das outras. Este é o aspecto positivo que ressalta da minha investigação. A diversidade interna neste momento é um factor positivo porque corresponde à diversidade interna do mundo. É uma coisa pela qual é preciso lutar politicamente. Não gosto de impérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diversificação não é oportunidade para a mudança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Seria... Eu tive muitas peças tocadas fora e considero que elas não se implantaram em lado nenhum. O compositor local continua a ser local. Verifico que da parte das instituições portuguesas há mais preocupação em fazer boa figura perante o europeu do centro que tem a autoridade, que "vai à frente", do que com a ideia de que este é um veículo da nossa cultura. A Casa da Música até agora foi ambivalente, tal como a Gulbenkian foi antes. Dá uma no cravo, outra na ferradura. A orquestra da Finlândia vem tocar à Casa da Música e faz um programa todo finlandês: o seu Sibelius e mais uma peça da Kaija Saariaho e outra do Magnus Lindberg. A Orquestra da Coruña vai tocar ao Centro Cultural de Belém Mendelssohn e Haydn, mas na primeira parte dos dois concertos apresenta dois compositores espanhóis, um dos quais galego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições tentam também por vezes encomendar peças que possam ficar no repertório...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas falharam essas tentativas. O D. João V e a Fundação Gulbenkian são muito parecidos: trata-se de contratar grandes artistas. D. João V contratou grandes cantores, músicos e o Scarlatti. E por isso o D. João V é o único português mencionado na história da música do Taruskin e na história do Grout. Revela de uma forma extraordinária o inacreditável grau de ausência, como se durante mil anos as pessoas que aqui estiveram não tivessem feito música. Nós sabemos que não foi assim. Mas ao olhar do outro não conta. Há aqui um lance de exclusão que não passa sequer pelo conhecimento da peça musical. Simplesmente não conta, à partida. E quando ouvem, ouvem com preconceitos em relação aos europeus do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se essas histórias estão mal contadas, porquê exigir estar presente nelas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso cair nessa armadilha, não tenho de justificar porque é que um português tem de estar lá, têm é de me justificar a mim porque é que não há-de estar. Não há razão, nem sequer decisão. Há ignorância e desconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro sobre a inexistência não corre o risco de reforçar a inexistência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum. O livro é contra o lamento, critica o lamento o mais que pode. Mas um livro não muda o mundo. Nós estamos numa posição subalterna. Nós saímos cá para fora e a vida musical vai continuar de acordo com as suas forças internas, com a lógica interna do campo estrutural que se chama vida musical europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não pode haver presença da música portuguesa em vez de ausência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença tem primeiro de passar a ser local. O português tem de deixar de ter vergonha de ser português em Portugal. O que se tem sentido, desde os anos 90, é que em grande parte das instituições, não todas, há mais gente a querer música nova portuguesa. O problema não está na primeira audição, está na possibilidade da segunda audição, de reapresentar as peças. Sinto uma enorme diferença de qualidade entre 1992 e 2012. As instituições já perceberam que não é por haver compositores portugueses que o público diminui ou aumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem tido reações ao livro, polémicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não, ninguém se quer incomodar. O meu livro é incomodativo. Julgo que terá reflexos apenas na geração seguinte. As pessoas dos 50 anos pensam é na sua vidinha de compositores, como eu, que tenho de regressar à minha vidinha de compositor. Intérpretes, compositores e musicólogos são três tribos que se ignoram totalmente. É uma comunidade que não se vive a si própria, que não tem curiosidade mútua. Com excepções, claro, generalizar é sempre um abuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentro dos meios académicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães marcam o seu território. E eu entro por um território onde não devia fazer chichi. O Boaventura Sousa Santos disse-me: "Você fez uma sociologia transgressiva de uma grande importância para a vida cultural portuguesa. Os mecanismos que expõe... há agentes que fazem isso. E esses agentes não vão gostar de ver os mecanismos expostos." E avisou-me que podia contar com detractores. Se se sentem atacados, o que é que se há-de fazer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-1646198991850967294?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i56nO5HxMoYgut2KB6mYu6ZR_5Q/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i56nO5HxMoYgut2KB6mYu6ZR_5Q/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i56nO5HxMoYgut2KB6mYu6ZR_5Q/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/i56nO5HxMoYgut2KB6mYu6ZR_5Q/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/XPgAjlQ8v1g" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/XPgAjlQ8v1g/musica-portuguesa-nunca-existiu.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2011/08/musica-portuguesa-nunca-existiu.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-3706643757294272381</guid><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 11:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-01T04:04:18.796-07:00</atom:updated><title>Inquérito a trabalhadores no campo da Arte Contemporânea</title><description>Bom dia, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto enviamos um inquérito anónimo de iniciativa civil dirigida aos nossos pares que trabalham na área da Arte Contemporânea e nas diversas profissões a esta associadas. O seu objectivo é fazer um levantamento das condições laborais no interior das Artes e constituir assim uma ferramenta útil para um auto-reconhecimento do meio. Especificamente, este objecto pode ser importante para reivindicar, definir ou proteger direitos e deveres, e assim tornar-se um objecto útil para futuras discussões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preenchimento deste inquérito está pensado para cerca de 10 min., e está disponível para o seu preenchimento até Terça dia 12 de Abril. É inteiramente de resposta anónima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tratados os resultados do inquérito, estes serão disponibilizados no âmbito do ciclo "Agência: Algumas formas ao alcance de todas as mãos" a partir de 28 de Abril de 2011 no espaço The Barbershop, R. Rosa Araújo, n. 2, Lisboa, e posteriormente em &lt;a href="http://thisisthebarbershop.blogspot.com/"&gt;http://thisisthebarbershop.blogspot.com/&lt;/a&gt;, onde estarão passíveis de serem referidos e partilhados por todos. Como representação sociológica, os resultados deste inquérito ficam limitados às respostas obtidas, sendo agradecida desde já a sua divulgação e preenchimento do inquérito por todos aqueles que considerem trabalhar na/para a Arte Contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquérito aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://kwiksurveys.com?u=inqueritoartecontemporanea"&gt;http://kwiksurveys.com?u=inqueritoartecontemporanea&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Divulgem por favor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-3706643757294272381?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_pnUCnTLVBquKkOQe3go9vEKO6M/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_pnUCnTLVBquKkOQe3go9vEKO6M/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_pnUCnTLVBquKkOQe3go9vEKO6M/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_pnUCnTLVBquKkOQe3go9vEKO6M/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/cU0sIFl58Xc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/cU0sIFl58Xc/inquerito-trabalhadores-no-campo-da.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2011/04/inquerito-trabalhadores-no-campo-da.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-8185417120262390189</guid><pubDate>Wed, 09 Mar 2011 09:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-09T01:49:38.245-08:00</atom:updated><title>Do arquivo...</title><description>&lt;img style="cursor: pointer; width: 245px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-d_yj0A6GdoE/TXdMpZm8nKI/AAAAAAAAAZU/adIV4JG8DxE/s320/moma76_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582014537281608866" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 245px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-00Zj38IWohQ/TXdNAEkVvgI/AAAAAAAAAZc/uli8i-cEhtQ/s320/moma76_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582014926770519554" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-8185417120262390189?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jHTe3R19q5LyISTXGIoWtDBpQkg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jHTe3R19q5LyISTXGIoWtDBpQkg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jHTe3R19q5LyISTXGIoWtDBpQkg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jHTe3R19q5LyISTXGIoWtDBpQkg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/GthdSl6lTx0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/GthdSl6lTx0/do-arquivo.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-d_yj0A6GdoE/TXdMpZm8nKI/AAAAAAAAAZU/adIV4JG8DxE/s72-c/moma76_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2011/03/do-arquivo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-7268992866445130444</guid><pubDate>Wed, 09 Feb 2011 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-09T07:27:22.957-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">1974</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ernesto de sousa</category><title>Da vanguarda como necessidade</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TVKyNpx0MuI/AAAAAAAAAYA/DcrP-j6Z81k/s1600/Porco_1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TVKyNpx0MuI/AAAAAAAAAYA/DcrP-j6Z81k/s320/Porco_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571711636633563874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TVKyN86VqeI/AAAAAAAAAYI/ozPPVD9M7Z4/s1600/Porco_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TVKyN86VqeI/AAAAAAAAAYI/ozPPVD9M7Z4/s320/Porco_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571711641769585122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-7268992866445130444?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u-041Z4sXjrcpYylicvT5VE9Ptc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u-041Z4sXjrcpYylicvT5VE9Ptc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u-041Z4sXjrcpYylicvT5VE9Ptc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/u-041Z4sXjrcpYylicvT5VE9Ptc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/U4mETwRnm5Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/U4mETwRnm5Q/da-vanguarda-como-necessidade.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TVKyNpx0MuI/AAAAAAAAAYA/DcrP-j6Z81k/s72-c/Porco_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2011/02/da-vanguarda-como-necessidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-5020461535327051887</guid><pubDate>Sat, 05 Feb 2011 11:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-05T03:38:32.717-08:00</atom:updated><title>A "nova" Fotografia</title><description>26 de Abril de 1978&lt;br /&gt;Publicado na "Opção"  &lt;br /&gt; A «nova» fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há ainda apelativos absolutamente correctos para o novo. O novo surpreende a um ponto zero, a sua aparição é anterior ao conhecimento, anterior ao compromisso. É sobre o novo que eventualmente qualquer pessoa (desde que possua os instrumentos necessários e respectivo "modo de emprego") pode exercer a crítica; na prática, que a poderiam exercê-la os especialistas - se porventura essa especialização não lhes tivesse toldado a inocência... (a especialização é um mal transitório, necessário numa cidade dividida; é malíssima quando os especialistas começam a tomar parte pelo todo... o que quase sempre acontece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao novo e à crítica. Diz-se por exemplo nova fotografia, como novo livro ou livro-de-artista, novo filme ou filme-de-artista. Para meios tecnicamente novos há menos ambiguidade e cai-se na redundância como video-arte ou arte-do-corpo. Que é uma redundância vê-se melhor nesta última designação, pois que - é evidente - toda a actividade artística é arte do corpo. Mas a verdade é que neste domínio - o novo, o verdadeiramente novo, nós temos que recorrer com frequência à redundância, ao pleonasmo e até a uma certa contradição linguareira para designar os novos objectos do nosso apaixonado conhecimento... que nunca são apenas novos meios. A fotografia, por exemplo, existe tal como a conhecemos hoje tecnicamente há uns três quartos de século - e agora nós falamos de nova fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história complexa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente a fotografia tem já uma história complexa. Como no caso do cinema, poderíamos dizer que essa complexidade começa antes da respectiva invenção: já existia antes de ser inventada. Isso é mais propriamente um aspecto técnico que não desenvolveremos que aqui. O mais importante é o que acontece com os primeiros daguerreotipos ( de Daguerre ); com os trabalhos de Niepce e outros; com a obra já "clássica" de Nadar. A partir daí a fotografia passaria a ser filha segunda, substituição mais ou menos comprometida da pintura. Mesmo quando (nos trabalhos de um Paul Strand, por exemplo) as suas "reussites" rivalizavam em originalidade formal com a irmã mais velha. Isto não quer dizer que não tenha havido operadores mais ou menos isolados a explorarem novos caminhos com o novo meio. Logo no início desta história houve os casos de Marey e sobretudo de Eduard Muybridge. Espantosa intuição. Mas estes autores eram como o engenheiro Eiffel: faziam uma obra de arte julgando que construíam apenas uma ponte ou uma torre funcionais. Inteiramente conscientes mas relativamente isolados foram mais tarde homens como Man Ray, o dadaísta, amigo de Duchamp; ou Moholy-Nagy, o professor da célebre Bauhaus. O próprio Marcel Duchamp, neste aspecto como em muitos outros teve a intuição do que seria a "nova" fotografia. Em 1942 ele substitui num quadro de Delvaux um detalhe imitando uma fotografia por uma fotografia mesmo... Mas isto já tem que ver com a memória, o desejo e um novo olhar sobre as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória e o desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há muito que os pensadores se debruçam sobre o olhar; que é um sentido directamente teórico diria Marx inspirando-se em Hegel. "Que cada olhar é já uma teoria sobre o mundo "teria dito Goethe antes. Efectivamente o olhar suscita o desejo e fá-lo parar no limite do consumo. Neste sentido o olhar é uma transgressão do outro, sempre e sem defesa; mas uma transgressão que constantemente realiza a primeira grande operação erótica de facto: a contenção. Eu vejo-te, as belas pernas ou a fina comissura dos lábios, e suspendo o meu desejo, tu és a desconhecida que se senta à minha frente no comboio, ou mesmo a minha companheira de todos os dias. Também neste caso eu ainda te dirijo olhares de soslaio, olhares não-operatórios, ou o desejo já não existe entre nós... Dou exemplos simples, nem sempre o desejo se contenta com a simplicidade. Vejamos: essa contenção é já memória e "nova" fotografia. Digamos mais banalmente: registo. Ou seguindo o raciocínio ao contrário: o que a fotografia (verdadeiramente nova) veio revolucionar foi o registo e a perenidade do olhar; o que veio foi contrariar a perca da memória, ou a morte se quiserem que se mistura a toda e qualquer contenção: posso conservar (possuir) esse instante de desejo, outrora fugaz; ou mais fugaz. Claro que isto tem que ver com um tempo absoluto (imortal) que se joga no mais mortal e sem história, instante quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registo. Quando o homem da Idade da Pedra desejava a presa fugaz, desenhava-a, registava-a... de certo modo fotografava-a, neste sentido novo: uma relação entre a morte e o desejo. Mais tarde, os primeiros agricultores abandonam o hiper-realismo fotográfico das primeiras pinturas ou gravuras; e passam à escrita, um outro domínio do registo da memória uma fase segunda do desejo. Balzac diria "falar de amor é já fazer amor". Olhar o falar são realmente os dois caminhos do desejo, que só em oposição criadora/destruidora (dialéctica) se podem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anti-pintura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é relativo. Anti-pintura como anti-cinema são expressões de relação, já o dissemos. Mas dinâmicas e dinamizadores em determinado contexto, e por aí necessárias. Temos que falar de outras roturas da anti-escola e da anti-crítica, por exemplo. Mas voltemos à nova fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um domínio vasto. Fundamentalmente tem muito pouco que ver com a aparência formal, com a beleza pictoral, o modo perceptivo. É uma anti-pintura. Mas mesmo neste caso as coisas não são simples e há novas investigações no domínio perceptivo que são propriamente fotográficas ou da nova fotografia. Como aproximação mais geral a nova fotografia tem que ver com a memória, a (não) morte da memória e a suspensão do desejo. Neste sentido se distancia também do cinema e do vídeo, que imitam ou especulam (de especulum, espelho) o olhar. A fotografia não imita o olhar, suspende-o. E com o olhar suspende e conserva (comunica o outro nível) o desejo. Aquilo que os franceses chamam o "voyeur", é afinal um homem (ou mulher) normais que se distinguem, marginalizam, pelo isolamento de certas fases ou processos de contacto com o Outro. A nova fotografia suspende o desejo num processo que se aproxima do "voyeur" que todos somos. Foi de há muito praticada para os factos exteriores da nossa história na reportagem jornalística, análise e sequências respectivas. É agora descoberto (mais) esteticamente ao nível da memória. Sobretudo da memória futura, e já sem medos: penetrar nos teus lábios enfim. Olhar-te, a Ti, absolutamente outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ernesto de Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-5020461535327051887?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQbhAn54SQp0kFTe0k_lqtf_jpU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQbhAn54SQp0kFTe0k_lqtf_jpU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQbhAn54SQp0kFTe0k_lqtf_jpU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WQbhAn54SQp0kFTe0k_lqtf_jpU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/y5z897oevmc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/y5z897oevmc/nova-fotografia.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2011/02/nova-fotografia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-1082307376745425534</guid><pubDate>Sat, 11 Dec 2010 19:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-13T01:52:17.308-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">video</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">fotografia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lisboa</category><title>Feira do livro de fotografia - Sábado 11, 2010</title><description>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a8d600cc9558a9d7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;
&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;
&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da8d600cc9558a9d7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329768618%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26FC0E3FBA8D2FBB3692D10D4DCBE21E26175C46.78E2F8F99DB439FB2FBA54D83C66A399785D4E61%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da8d600cc9558a9d7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBaIYfuMXn7FITj6OUrZ_EffIjco&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;
&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"
width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"
flashvars="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da8d600cc9558a9d7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329768618%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D26FC0E3FBA8D2FBB3692D10D4DCBE21E26175C46.78E2F8F99DB439FB2FBA54D83C66A399785D4E61%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da8d600cc9558a9d7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBaIYfuMXn7FITj6OUrZ_EffIjco&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"
allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-1082307376745425534?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_Aa2ZQCxagDAV6ZpU-6V8xyR1RI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_Aa2ZQCxagDAV6ZpU-6V8xyR1RI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_Aa2ZQCxagDAV6ZpU-6V8xyR1RI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_Aa2ZQCxagDAV6ZpU-6V8xyR1RI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/yhl8INGDykI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/yhl8INGDykI/feira-do-livro-de-fotografia-sabado-11.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/12/feira-do-livro-de-fotografia-sabado-11.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~5/x5l95g9gRvA/video-play.mp4" length="0" type="video/mp4" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=a8d600cc9558a9d7&amp;type=video%2Fmp4</feedburner:origEnclosureLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-793935295821518758</guid><pubDate>Thu, 02 Dec 2010 11:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-02T03:21:35.012-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">fotografia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">divulgação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lisboa</category><title>Feira do Livro de Fotografia</title><description>&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TPd_q_PoqeI/AAAAAAAAAS8/-h0gFWRvmgI/s320/FlyerWEB%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546041842638301666" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-793935295821518758?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5eASQ_6YqemyToiqeEl-r-vmbEI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5eASQ_6YqemyToiqeEl-r-vmbEI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5eASQ_6YqemyToiqeEl-r-vmbEI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5eASQ_6YqemyToiqeEl-r-vmbEI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/w2T6vKZEfWU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/w2T6vKZEfWU/feira-do-livro-de-fotografia.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_UlndgF8A9MA/TPd_q_PoqeI/AAAAAAAAAS8/-h0gFWRvmgI/s72-c/FlyerWEB%255B1%255D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/12/feira-do-livro-de-fotografia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-8158312788703632844</guid><pubDate>Mon, 29 Nov 2010 10:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-29T04:39:56.911-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mercado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">arte contemporânea</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lisboa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">feira</category><title>Positivo</title><description>É talvez a palavra que consigo encontrar para a edição da Arte Lisboa, que acabou ontem, Domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado sentiu-se algo que se esperava: a ausência de riscos, "factores surpresa" e alguma ansiedade relativamente às vendas atingidas na feira.&lt;br /&gt;No entanto, a avaliar pelas indicações de reserva em cada um dos stands, essa diminuição de risco e a qualidade geral da feira não foi indiferente aqueles que continuam a apreciar arte e têm disponibilidade económica para a comprar.&lt;br /&gt;Justifica-se. A qualidade dos espaços de exposição era apelativa; a selecção das obras, tanto por artistas como galeristas era em geral bastante boa.&lt;br /&gt;Houve o cuidado de se fazer uma selecção diversa tornando cada stand num lugar bastante ecléctico - quando visto de um ponto de vista positivo ou optimista (mais do que uma leitura poderá ser feita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou no entanto o "ponto de encontro". &lt;br /&gt;Normalmente esse espaço existia em forma de conferências. Este ano não foram realizadas.&lt;br /&gt;Em parte, imagino, para que se evitasse o cair em discursos miserabilistas, quando nos stands se tentava demonstrar justamente o contrário: que o mercado estava vivo e está para ficar, apesar das contrariedades.&lt;br /&gt;Este ano optou-se por manter apenas os Projectos - comissariados por Filipa Oliveira.&lt;br /&gt;Se o risco calculado nos stands das galerias é compreensível, dadas as condições do mercado, já nos Projectos esperava-se que pudessem criar alguma margem de possibilidades não calculadas; com alguma irreverência, não bastando reproduzir a mesma ausência de risco verificada no andar inferior. Por outro lado, compreende-se. Embora o espaço do Terraço seja agradável ao visitante oferece algumas limitações e impede a realização de um arranjo muito diferente do que foi possível realizar.&lt;br /&gt;De salientar ainda a participação da Inc, loja especializada em edições de arte e de artistas, onde se destacavam as obras de Pires Vieira e Miguel Palma; sentiu-se no entanto a falta de outras obras ou projectos, que têm estado activamente a talhar a face artística nacional. A pergunta é se ali seria exactamente o melhor espaço, para o fazer?&lt;br /&gt;Deve o mercado operar como entidade autónoma, ou será igualmente necessário que outros projectos como espaços dito alternativos e de pesquisa artística pudessem fazer parte da mesma iniciativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, a escolha da organização da feira relativamente ao Pavilhão da Antiga FIL revelou-se acertada. O desenho dos stands e a ocupação do espaço não deu lugar a espaço supérfluo tendo sido bem aproveitado pelas galerias participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao "andar de baixo", todas ou a maioria das galerias activas portuguesas estava representada. Pena é, que "antigos diferendos" ainda afectem a não participação de algumas galerias nacionais. É um impacto que dificilmente poderá ser medido, mas que deixa algumas marcas de desconfiança sobre o próprio mercado de Arte Contemporânea, por eventuais compradores. A bem desse mercado, que no fim diz respeito a todos, seria de todo o interesse que essas divergências pudessem ser ultrapassadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, ainda que a situação económica actual não seja a mais favorável, a organização, bem como as galerias que participaram e os artistas que representados provaram que é possível realizar um evento deste género no país e ainda atrair visitantes e eventuais compradores.&lt;br /&gt;Mesmo que as vendas da feira não sejam representativas para os directamente envolvidos, espero que estes dois últimos factores mencionados possam continuar a manter as suas expectativas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-8158312788703632844?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U4Q7kMZ0LlrTVgKw9iFw0MGO-6k/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U4Q7kMZ0LlrTVgKw9iFw0MGO-6k/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U4Q7kMZ0LlrTVgKw9iFw0MGO-6k/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U4Q7kMZ0LlrTVgKw9iFw0MGO-6k/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/o4Oi5RJwbBk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/o4Oi5RJwbBk/positivo.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/11/positivo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-5559817608924064081</guid><pubDate>Wed, 17 Nov 2010 10:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-17T03:05:21.481-08:00</atom:updated><title>Open Studios - 19 a 22 de Novembro, 2010</title><description>Á semelhança do que acontece em outras cidades do mundo, em que a comunidade artística abre portas aos outros cidadãos, a Associação Castelo D'If está a promover em Lisboa um circuito de Open Studios de alguns artistas, que vivem e trabalham na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma oportunidade para todos os que procuram ter um contacto mais directo e próximo da produção artística, não mediado, como é costume, por outros factores de interesse, como por exemplo, o comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 595px; height: 842px;" src="http://assoc-castelodif.pt/brochure/pg1.png?1289989274" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações em &lt;a href="http://assoc-castelodif.pt/pt/brochure" target="_blank"&gt;http://assoc-castelodif.pt/pt/brochure&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-5559817608924064081?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gmJoFIOTIm-kSVeqtV-aUhipBSo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gmJoFIOTIm-kSVeqtV-aUhipBSo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gmJoFIOTIm-kSVeqtV-aUhipBSo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gmJoFIOTIm-kSVeqtV-aUhipBSo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/ZMjoZLsKpa8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/ZMjoZLsKpa8/open-studios.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/11/open-studios.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-6602409763709677339</guid><pubDate>Wed, 17 Nov 2010 10:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-17T02:42:57.747-08:00</atom:updated><title>The show must go on...</title><description>Sinto muito que o Hugo Canoilas tenha deixado de colaborar com este blog e que este espaço esteja um pouco adormecido. Faço um "mea culpa", também, pois como colaborador é talvez a primeira ver que participo nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo entrar em restrospectivas e tentanto ser o mais breve possível, o Infinito ao Espelho trouxe para o grande público, um espaço de partilha criado e gerido por artistas abordando vários aspectos relacionados com a prática e exposição de Artes Visuais. Tem sido igualmente um espaço de reflexão e desafio intelectual, sem no entanto ter alguma pretenciosidade associada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tal e por continuar a sentir que a imprensa escrita não consegue, nem tem condições para cobrir vários aspectos relacionados com as Artes Visuais no panorama do país é imperativo que este espaço não fique por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero poder contribuir para que mais pessoas possam abraçar o projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que não estou a vislumbrar uma grande adesão, visto que devido à nossa dimensão social, a maioria de nós avalia bem antes de tomar posições ou de se comprometer com situações, visto que pode estar a fechar um "leque de oportunidades" presentes e futuras.&lt;br /&gt;É talvez esse o maior desafio que vejo para o Infinito ao Espelho, enquanto espaço de reflexão.&lt;br /&gt;Penso ser impossível falar-se de Arte, Política e "espaço de reflexão" e ser-se ao mesmo tempo um agregador total de todas as opiniões e desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arte e todas as opiniões devem ser emitidas como tentativas. Não existe uma verdade absoluta e o blog é um terreno especialmente fecundo para o debate de opiniões diversas. Só precisa de ser gerado, motivado, como um desafio.&lt;br /&gt;Será esse o meu compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The show must go on!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-6602409763709677339?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y2fv73_GDa7dcqwbHoKzeEbQXj8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y2fv73_GDa7dcqwbHoKzeEbQXj8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y2fv73_GDa7dcqwbHoKzeEbQXj8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y2fv73_GDa7dcqwbHoKzeEbQXj8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/PsmaXyTh9M8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/PsmaXyTh9M8/show-must-go-on.html</link><author>noreply@blogger.com (PdR)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/11/show-must-go-on.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-3663280874875078469</guid><pubDate>Fri, 22 Oct 2010 22:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-22T15:18:09.683-07:00</atom:updated><title>Fim</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TMIMpy2027I/AAAAAAAAALw/998TknavFD4/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 225px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TMIMpy2027I/AAAAAAAAALw/998TknavFD4/s400/images.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530997204530289586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estimados leitores,&lt;br /&gt;Decidi  parar com a minha contribuição para o blogue.&lt;br /&gt;Um abraço a todos,&lt;br /&gt;Hugo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-3663280874875078469?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZgQ0gNGV8JbDoQqUMbtvRsMJIec/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZgQ0gNGV8JbDoQqUMbtvRsMJIec/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZgQ0gNGV8JbDoQqUMbtvRsMJIec/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZgQ0gNGV8JbDoQqUMbtvRsMJIec/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/78VbbYQbc9A" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/78VbbYQbc9A/fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TMIMpy2027I/AAAAAAAAALw/998TknavFD4/s72-c/images.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/10/fim.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-7301343323494191405</guid><pubDate>Tue, 03 Aug 2010 19:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-03T13:03:54.077-07:00</atom:updated><title>Ana Cardoso - 8 monocromos na Galeria Reflexus</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TFhwaFya12I/AAAAAAAAAKg/bMurq5FwEWM/s1600/AC_LowRe3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 353px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TFhwaFya12I/AAAAAAAAAKg/bMurq5FwEWM/s400/AC_LowRe3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501270538365622114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um monocromo -  ou neste caso um policromo - não representa nada.  Se um monocromo pretendesse nomear algo, teria de ser nomeado de outra coisa. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um monocromo é uma coisa no mundo. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um monocromo vem ao mundo para criar uma revolução no sensível do humano, criando uma nova plataforma de entendimento do Outro, porque é mais uma coisa no mundo e não a substituição/representação ou mediação de algo pré-existente; E sobre toda a história do monocromo, conta apenas dizer, que o monocromo não é um fim em si mesmo, no sentido em que não é um objecto, mas sim uma plataforma ou estádio. Um monocromo é um planalto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;O estádio do monocromo é aquilo que Oiticica refere a estádio branco sobre branco (Malevich) e por analogia ao Rock em Roll: um ponto de passagem para o homem se autonomizar, tomando uma direcção livre.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Os oito monocromos&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;que Ana Cardoso dispõe na galeria Reflexus são essa passagem. A pintura feita entre o sensível e o racional passa a ser feita por um corpo ultra sensível. E é aqui que se encontra o cordão umbilical a Blinky Palermo, usufruindo do poder de manusear e ser manuseada pela pintura, de constituir discurso através da descoberta de uma gramática própria à pintura e de um abecedário formado por silêncios &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;. A repetição &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt; do monocromo é essa forma de constituição de discurso , que neste caso é um discurso interior, e que só pode ser manuseado por esse corpo ultra sensível, onde a inteligência sensível e a inteligência racional se juntam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A arte volta ser uma coisa interior que necessita de se tornar exterior e a pintura volta a ter um corpo para a receber.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;1 e 2 - Soren Kierkegaard,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;“A repetição”; Trad. José Miranda Justo, E&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;d. Relógio d' Àgua, 2009.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-7301343323494191405?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mLoEQnO0Gm8wI1VOyiuTz3UcKgY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mLoEQnO0Gm8wI1VOyiuTz3UcKgY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mLoEQnO0Gm8wI1VOyiuTz3UcKgY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mLoEQnO0Gm8wI1VOyiuTz3UcKgY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/2T_t27cSxaI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/2T_t27cSxaI/ana-cardoso8-monocromos-na-galeria.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/TFhwaFya12I/AAAAAAAAAKg/bMurq5FwEWM/s72-c/AC_LowRe3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/08/ana-cardoso8-monocromos-na-galeria.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-6557949714833751338</guid><pubDate>Fri, 02 Jul 2010 22:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-02T15:30:35.556-07:00</atom:updated><title>Paulo Nozolino recusa prémio AICA</title><description>&lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;COMUNICADO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Paulo Nozolino&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1 de Julho de 2010&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-6557949714833751338?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j18CZqEEmUVKjMPRD2kFFN2K0_Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j18CZqEEmUVKjMPRD2kFFN2K0_Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j18CZqEEmUVKjMPRD2kFFN2K0_Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/j18CZqEEmUVKjMPRD2kFFN2K0_Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/I-9J9ZtE1VM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/I-9J9ZtE1VM/paulo-nozolino-recusa-premio-aica.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/07/paulo-nozolino-recusa-premio-aica.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-5488564551990477146</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 13:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-22T06:31:49.776-07:00</atom:updated><title>A não perder!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S_fcIPITq5I/AAAAAAAAAKI/O1xREGDLwtg/s1600/mattmullican.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S_fcIPITq5I/AAAAAAAAAKI/O1xREGDLwtg/s400/mattmullican.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474085906150566802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-5488564551990477146?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SExSw5WD-e5d9BQ4eoMI7FJ5EY8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SExSw5WD-e5d9BQ4eoMI7FJ5EY8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SExSw5WD-e5d9BQ4eoMI7FJ5EY8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SExSw5WD-e5d9BQ4eoMI7FJ5EY8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/H01KCiujRcg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/H01KCiujRcg/nao-perder.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S_fcIPITq5I/AAAAAAAAAKI/O1xREGDLwtg/s72-c/mattmullican.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/05/nao-perder.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-411986255382748579</guid><pubDate>Tue, 11 May 2010 00:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-11T18:01:42.496-07:00</atom:updated><title>Sonic Youth, Lisboa 22 de Abril de 2010</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9DrY0j0WoI/AAAAAAAAAJw/MItRqNr-L9A/s1600/SonicYouth2009.jpg" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9DrY0j0WoI/AAAAAAAAAJw/MItRqNr-L9A/s400/SonicYouth2009.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463125159658674818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;O concerto de Sonic Youth, em Lisboa, acabou com  duas guitarras  e um baixo apontados perpendicularmente aos amplificadores.&lt;div&gt;O feedback construiu uma nuvem ácida que nos tomou conta do corpo e dos orgãos. Abandonadas sobre os amplificadores, as guitarras continuaram a produzir uma ressonância que preencheu o espaço até que as luzes se acenderam; quando um membro do staff desligou os amplificadores, um a um,  empurrando-nos para fora. &lt;div&gt;Um pequeno som continua na minha cabeça - o som visual dos dois &lt;i&gt;targets &lt;/i&gt;de Jasper Jonhs pintados nos amplificadores de Lee Ranaldo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9DrYvapk7I/AAAAAAAAAJo/WO83-v10QmM/s1600/sonic_youth.jpg.scaled.1000.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 303px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9DrYvapk7I/AAAAAAAAAJo/WO83-v10QmM/s400/sonic_youth.jpg.scaled.1000.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463125158278042546" /&gt;&lt;/a&gt;No cenário, pobre no mais belo sentido da palavra, lençóis com corpos delineados a fogo em homenagem a Yves Klein são prevertidos por um jogo de luzes, que os retiram do imaterial. É uma arte sensorial, que nos lavra o corpo, que nos toca como uma bateria. As dissonâncias que nos agarram à história, do Schoenberg ao Cage, retornam a um rock emotivo. Parecem querer gritar, que estão ali, que estão atentos ao mundo e nada contentes com este. Que ainda acreditam que o podem mudar, ou que não se dão por vencidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Há arte que não é para meninos.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta era frase que me atacava após o concerto. Saí dali sem palavras e sem capacidade para organizar discurso. Telefonaram-me a convidar" para um copo" e a dizer "ganda concerto!", o que ainda me atordoou mais.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que tinha de assinalar este acontecimento, que tinha que escrever ainda que não soubesse como o fazer. Estamos a presenciar que afinal não se envelhece e se desiste. Não passamos os 50 e passamos a cuidar apenas do quintal (conceptual) que construímos na flor da nossa juventude e no auge da nossa condição activa. Há mais e a evolução orgânica dos Sonic Youth, presenteia-nos também com essa possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-411986255382748579?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SYL2d9JjhfUZgoN0hDDCKYm_WPw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SYL2d9JjhfUZgoN0hDDCKYm_WPw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SYL2d9JjhfUZgoN0hDDCKYm_WPw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SYL2d9JjhfUZgoN0hDDCKYm_WPw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/NxYDM3LnaaI" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure type="video/mp4" url="http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=2b7fbf8826f014c6&amp;type=video%2Fmp4" length="0" /><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/NxYDM3LnaaI/sonic-youth-lisboa-22-de-abril-de-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9DrY0j0WoI/AAAAAAAAAJw/MItRqNr-L9A/s72-c/SonicYouth2009.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/04/sonic-youth-lisboa-22-de-abril-de-2010.html</feedburner:origLink><enclosure url="http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~5/C15Rm3_36qs/video-play.mp4" length="0" type="video/mp4" /><feedburner:origEnclosureLink>http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=2b7fbf8826f014c6&amp;type=video%2Fmp4</feedburner:origEnclosureLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-4192580517665904745</guid><pubDate>Tue, 27 Apr 2010 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-27T15:12:21.366-07:00</atom:updated><title>Billy Childish</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9dhFFpVsaI/AAAAAAAAAKA/h28Lhqh67G4/s1600/008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9dhFFpVsaI/AAAAAAAAAKA/h28Lhqh67G4/s400/008.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464943412880191906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Times;font-size:medium;"&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form"   style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59);   font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0pt; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; font-family:ArialMT, Arial, sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);   line-height: 14px; opacity: 1; font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Hangman Communication 0001&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="  line-height: 14px; font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form"   style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59);   font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; font-family:ArialMT, Arial, sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);   line-height: 14px; opacity: 1; font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;7.7.1997&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="  line-height: 12px; font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form"   style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59);   font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; font-family:ArialMT, Arial, sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;color:#000000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;Crimes of the future: The role of the artist against&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;conceptualism and the idiocy of ideas.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;1. Good taste is fascism. "Either all are special or none."&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;2. It is the artist's responsibility to smash style.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;3. Artistic talent is the only obstacle.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;4. We must embrace the unacceptable in all spheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;5. We use the tough language that only children can&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;bear.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;6. Art is made to impress, but we are not in awe.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;7. Artists don't laugh in case the mob should discover&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;that they are pathetic.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;8. Western art has been stupefying its audience into&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;taking the position of an admiring doormat. We, at&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;Group Hangman however, intend to wipe our&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;mud-encrusted boots on the face of conceptual&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;balderdash.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;9. Fashion and its role in art. The artist as social&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;terrorist or on the pay-roll of the conservatives and&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;the Saatchi's ?&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;10. Art can achieve nothing.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;11. The negative and bogus posture of being positive.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;To like something or 'be positive' has always been&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;held up as a laudable attribute. We, at Group Hangman&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;however, believe that it takes consciousness and&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;intelligence to dislike something. As if being a fan&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;of some moronical half-wit artist or musician is an&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;achievement. How often in life have we met 'a fan' who&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;by their violent devotion to the god-like status of&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;their chosen infatuation is really only puffing up&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;their own shabby ego and trying to allude to some vast&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;expansion of their pathetic brain.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;12. The conceptual artist arrives on the scene and&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;frozen with fear, like some anal retard, is too scared&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;to transmute their ideas into paint and commence a&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;string of unacceptably pathetic canvasses and thereby&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;experience themselves as crap. It is essential for&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;every artist to paint a succession of unacceptably bad&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;paintings.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;SUMMARY OF COMMUNICATION 0001&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;People have allowed themselves to be robbed of their&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;child's right to paint by giving up their power to&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;communicate to the pathetic professionals. We at Group&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;Hangman denounce the violence of the so-called&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;'professionals' and stand firm by the rights and&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;laudability of the intrepid explorer. In short the&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;critic without and within must be smashed and trampled&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;underfoot. Above all else we uphold the individual's&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;right to remain ignorant.&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;mais informação em www.billychildish.com&lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;e &lt;/div&gt;&lt;div class="paragraph Free_Form" style="overflow-x: visible; overflow-y: visible; color: rgb(72, 59, 59); font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: 0px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; opacity: 1; padding-bottom: 0pt; padding-top: 0px; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; "&gt;http://www.ica.org.uk/23887/Talks/Billy-Childish-in-Conversation-with-Matthew-Higgs.html&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-4192580517665904745?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nK9ywmEB9XnFKqrr2T2ZcwQRPVA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nK9ywmEB9XnFKqrr2T2ZcwQRPVA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nK9ywmEB9XnFKqrr2T2ZcwQRPVA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nK9ywmEB9XnFKqrr2T2ZcwQRPVA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/oWt2JtdVi74" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/oWt2JtdVi74/billy-childish.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9dhFFpVsaI/AAAAAAAAAKA/h28Lhqh67G4/s72-c/008.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/04/billy-childish.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-2273767937941386163</guid><pubDate>Sun, 25 Apr 2010 17:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T10:49:43.695-07:00</atom:updated><title>25 de Abril de 2010</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9R9knsQvII/AAAAAAAAAJ4/tGCEpEdTWC0/s1600/p452.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 334px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9R9knsQvII/AAAAAAAAAJ4/tGCEpEdTWC0/s400/p452.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464130315990645890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha última estada em Itália, e em conversa com outros artistas e curadores italianos, tornou-se claro que a relação histórica com a arte, que toma a atenção de muitos artistas da Europa do Sul, é suprimida pela concepção anglo-saxónica da arte contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A arte contemporânea na sua construção rizomática, coloca tudo à tona, com o mesmo valor, criando um entendimento estético,  da superfície, negando uma progressão intelectual, a partir de um conjunto de dados adquiridos no passado, que nos dão um certo grau de responsabilidade e um certo grau de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por outro lado em conversa com uma amiga, do mundo da arte, que tem esse modo de pensar anglo-saxónico foi-me dito que as revoluções não servem para nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O nosso barco continua à deriva.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-2273767937941386163?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sVhh53QUVo19ufYlzm7N3UiXuJM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sVhh53QUVo19ufYlzm7N3UiXuJM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sVhh53QUVo19ufYlzm7N3UiXuJM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sVhh53QUVo19ufYlzm7N3UiXuJM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/SVBB58bCjQE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/SVBB58bCjQE/25-de-abril-de-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S9R9knsQvII/AAAAAAAAAJ4/tGCEpEdTWC0/s72-c/p452.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/04/25-de-abril-de-2010.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-1918333242597608602</guid><pubDate>Thu, 08 Apr 2010 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-08T06:59:20.235-07:00</atom:updated><title>Não um comentário, uma 'companhia'</title><description>Oportunismo + Cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois traços apontados por Paolo Virno como essenciais para o niilismo de uma época pós-Fordista, flexível, imaterial – ou pelos menos para a transição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunismo + Cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irrupção do discurso tardio da Autonomia e da sua obsessão pela transição de uma maquinaria Fordista para pós-Fordista, pela precariedade gerada, mas por igual pela oportunidade surgida. O que é mau é também bom, o que oprime liberta por igual. Dizia Foucault:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Q: Let's return to your politics in The History of Sexuality. You say: "Where there is power, there is resistance." Are you not thus bringing back this nature which a while back you wanted to dismiss?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;MF: I don't think so, because this resistance I am speaking of is not a substance. It is not anterior to the power which it opposes, It is coextensive with it and absolutely its contemporary. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Q: The reverse of power? That would come to the same thing. Always the cobblestones under the beach...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;MF: It isn't that either. For if it were only that, it wouldn't resist. To resist, it would have to operate like power. As inventive, mobile and productive power. Like power, it would have to organize, coagulate, and solidify itself. Like power, it would have to come from "underneath" and distribute itself strategically.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Q: "Where there is power, there is resistance." It's almost a tautology. &lt;/span&gt;  (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Paolo Virno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In the post-Ford era mode of production, opportunism acquires a certain technical importance. It is the cognitive and behavioral reaction of the contemporary multitude to the fact that routine practices are no longer organized along uniform lines; instead, they present a high level of unpredictability. Now, it is precisely this ability to maneuver among abstract and interchangeable opportunities which constitutes professional quality in certain sectors of post-Fordist production, sectors where labor process is not regulated by a single particular goal, but by a class of equivalent possibilities to be specified one at a time. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cynism is also connected with the chronic instability of forms of life and linguistic games. This chronic instability places in full view, during labor time as well as during free time, the naked rules which artificially structure the boundaries of action (...) one is no longer immersed in a predefined "game", participating therein with true allegiance. Instead, one catches a glimpse of oneself inside individual "games" destitute of all seriousness and obviousness, having become nothing more than a place for self-affirmation (...)&lt;/span&gt;  (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Pascal Gielen lançou recentemen uma colecção de ensaios: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Murmuring of the Artistic Multitude. Global Art, Memory and Post-Fordism&lt;/span&gt;  (3). Dispensado aqui a crítica literária, os ensaios de Gielen - para mal e para bem, ressaltando uma vez mais e como não poderia deixar de ser a ambiguidade entre o que é bom e o que é mau - murmuram eles mesmos também. Isto é, prometem mas não gritam. A reverberação é escutada ainda assim: o meio cultural e artístico é o perfeito acolhedor da exploração da flexibilidade laboral e da biopolítica; o corpo (per)feito do paradoxo liberdade/constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trememos. A instabilidade, adoramo-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunismo + Cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que sempre se tremeu. Somos os primeiros de uma geração, de um novo homem, muito antes de Wall Street.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunista e cínico, sempre o foi o artista - aos tempos remotos. Poder-se-á mesmo dizer que não fosse o artista cínico e oportunista pouca 'boa' arte existiria - muito menos resistência. O jogo de pés, o jogo de cintura, saber que não se pisam  apenas os ladrilhos do pavimento - podemos ser bipolares mas não somos obsessivo-compulsivos -  mas que se contornam as junções, que se fazem desvios, que se calcula, que se deturpa o Inov-art - eis enfim a justificação deste texto - para fins concretos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- dão-nos uma secretária, logo a transformo numa barricada - já vi isso algures!&lt;br /&gt;- dão-nos um balcão, construo um arquivo no reverso - a rapariga em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Un bar aux Folies-Bergère&lt;/span&gt; de Manet é artista!&lt;br /&gt;- oferecem-nos estágios como assistentes, logo fazemos a ocupação, curadoria, exposições, voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73efCxB19I/AAAAAAAAACw/AV_XC7Nxlf0/s1600/800px-Edouard_Manet_004.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 376px; height: 274px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73efCxB19I/AAAAAAAAACw/AV_XC7Nxlf0/s320/800px-Edouard_Manet_004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457762948342732754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edouard Manet,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; Un bar aux Folies-Bergère&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, 1882&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltimbancos e artistas de circo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stockbrockers&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;beats&lt;/span&gt;: a diferença é difusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, isto não é uma defesa do oportunista e do cínico, muito menos do Inov-art. A duplicidade do que é mau é bom é escutada - é o livro vermelho do artista - mas se de facto fomos os primeiros de uma geração flexível, há questões a resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um qualquer artista abraça a precariedade, vê nesta a ilusão: liberdade - e não há nada que o artista preze mais que liberdade, liberdade acima mesmo de união! Liberdade intelectual, liberdade de expressão, mobilidade, "never lay down those roots" – nem preciso mesmo de ler os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Mil Planaltos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;, sei-o no corpo, é imanente! O resto é acaso e um controlo exímio do oportunismo e do cinismo inerente à profissão. A queda pode ser sucesso e o sucesso queda, é uma questão de tempo – e dos tempos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73fcqbCZ5I/AAAAAAAAAC4/XKxbD6h0R4E/s1600/wallstreet1_560.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 362px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73fcqbCZ5I/AAAAAAAAAC4/XKxbD6h0R4E/s320/wallstreet1_560.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457764006959933330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oliver Stone, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall Street&lt;/span&gt;, 1987&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de facto, é de uma profissionalização que se trata e é essa a dobra. Há sem dúvida aqui algo por perscrutar: posições e posicionamentos. O artista não quer contracto, mas quer segurança – financeira acima do mais. O artista não quer constrangimento, mas não quer por igual ser explorado – horário flexível e indistinção entre lazer e trabalho estilo 24/7, ou defesa do horário laboral, em que ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relato: ela disse, naquele sotaque tocado de inglês indiano, "I don't want to be like them" - o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;them&lt;/span&gt; apontado o artista de ou no mercado. Mas que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;them&lt;/span&gt; é esse a que ela se refere, pensei. De onde surgiu a interrogação, após a consciência do deslize no qual ela acabara de incorrer e de um ligeiro embaraço a acompanhar: que momento foi esse no qual passámos a separar as águas como facções - irreais, acrescente-se - entre aquele no mercado e o suposto exterior - sempre o integro, monarca da ética e da demagogia.  Quando se deu? Uma resposta deu-se depois – não necessariamente a correcta, se esta existe – em conversa e num sotaque diferente, forçadamente inglês de um estrangeiro: "O momento não foi um momento, mas uma adequação: a profissionalização do artista."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é uma sombra, ou pelo menos tanto como uma suposição. Mas se há algo a criticar então no programa do Inov-art - no que se refere a artistas em sentido amplo - é essa consciência ou prolongamento de que é necessário profissionalizar, se ser artista é uma profissão. Mas em contrapartida a completa falta de noção do que essa profissionalização do artista enquanto programa cultural e de apoio deve fazer. Enviar artistas enquanto assistentes? Óptimo, o artista é oportunista e cínico, já se o disse: há uma criatividade latente e o detoùrnement é um clássico garantido. Mas não fará mais sentido apoiar antes a produção criativa do artista, de estruturas dentro e fora do país, facilitar acessos a residências artísticas, a realização de projectos específicos? O Inov-art é um instrumento do Estado reflectindo bem a distância existente entre este e a realidade dos agentes culturais. Para mais, o Inov-art é uma estrutura homogénea - mas, dado o elevado número de candidaturas a este, aparentemente hegemónica também - sem trabalho a nível micro do que cada área cultural é e exige. Mas por outro lado, se a DGartes em si mesma enquanto estrutura homogénea é uma desilusão que seria de esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser artista pode ser uma profissão - continuo a ter dúvidas - mas se assim for um é profissionalmente artista: não assistente de exposição ou empregado numa instituição ou residência artística - encontrando-se em residência não enquanto artista mas enquanto empregado. O que é preciso compreender é como o artista não é nada disto, mas que o é também. Por outras palavras, que o campo é aberto e que nas artes as intenções dos agentes são dúbias e específicas a cada caso – sou artista mas desejo ir trabalhar enquanto assistente porque é por aí que o meu trabalho se desenvolverá; sou artista mas quero trabalhar no campo académico porque é por aí que o meu trabalho se desenvolverá; sou artista e quero uma residência artística porque quero um estúdio; sou artista e não quero nada senão que me apoiem a realizar a visão que tenho. Para lá do artista [curadores, historiadores, etc] as variações são outras mas não radicalmente distintas. Caso o apoio – da DGartes/ Inov-art ou qualquer outro – não tome conta da pluralidade que é hoje o campo das artes, pouco restará senão, e como referido no texto abaixo, a aplicação de um Fordismo ao agente cultural que (aparentemente) falhou numa procura desesperada pela sua inserção no mercado de trabalho – reduzindo deste modo os números num país em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunismo + Cinismo + Profissionalização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobras dentro de dobras. E no entanto, uma dobra imprevista irrompe do processo do Inov-art: a dobra do artista enquanto curador - não profissionalmente mas conceptualmente. O artista enquanto gerador de conteúdos, de plataformas, facilitador. O artista que vai é oportunista e cínico, mas será ele inteligente o suficiente para contornar e aprender com as oportunidades que lhe são dadas: com ser secretário, ser assistente? É uma questão lançada àquele que volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último relato: Dois bagels na mesa, um chá preto, um latte. Um certo barulho e a música não é particularmente boa mas, como seria de esperar, demasiado alta. Esforço-me, “Bem sei que o precário sistema de estágios não remunerados sustenta todo o campo da produção cultural e artística. Que se não fosse esta realidade de exploração não haveria campo, e que se de um dia para o outro esta exploração cessasse o campo em si mesmo entraria em colapso. Mas se se for oportunista e cínico em boa dose, ou mesmo que não se o seja, por vezes acontece, há algo que se ganha também em ser estagiário: ganham-se contactos e relações, não? E ambos sabemos quanto estes contam.”, “Sim sem dúvida, mas ao reconhecermos isso incorremos em erro novamente.” consegui ouvir “A exploração é dupla: não só uma exploração de capital mas de expectativas. Trata-se sempre de expectativas. É assim que se os ganha e que se vê os coelhos pular.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73grAanzOI/AAAAAAAAADA/7BpXp11R51I/s1600/Bagel-and-latte-photo.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 343px; height: 245px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73grAanzOI/AAAAAAAAADA/7BpXp11R51I/s320/Bagel-and-latte-photo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457765352893566178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bagel and latte, algures, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)Michel Foucault, em Foucault Live, Collected Interviews 1966-1984 (Semiotext(e), 1996)&lt;br /&gt;(2)Paolo Virno, A Grammar of the Multitude (Semiotext(e), 2004)&lt;br /&gt;(3)Pascal Gielen, The Murmuring of the Artistic Multitude (Valiz, 2010)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-1918333242597608602?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UG0ZE0VIZaj78kGKNcBs_pC7yag/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UG0ZE0VIZaj78kGKNcBs_pC7yag/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UG0ZE0VIZaj78kGKNcBs_pC7yag/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UG0ZE0VIZaj78kGKNcBs_pC7yag/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/1i-Adm5jYYs" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/1i-Adm5jYYs/nao-um-comentario-uma-companhia.html</link><author>noreply@blogger.com (Pedro N. Marques)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_VgKsTXq3ItU/S73efCxB19I/AAAAAAAAACw/AV_XC7Nxlf0/s72-c/800px-Edouard_Manet_004.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/04/nao-um-comentario-uma-companhia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-9037099231760152292</guid><pubDate>Wed, 31 Mar 2010 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-02T15:31:09.046-07:00</atom:updated><title>Braço armado!</title><description>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Entrei pela primeira no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;IAC&lt;/span&gt; - Instituto de Arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Contemporânea, em 2000. &lt;/span&gt; Fui chamado para falar sobre a Galeria 30 dias,  projecto feito em conjunto com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Balin&lt;/span&gt; e o Luís Macedo, para o qual estava pedir apoio e  que aconteceu em Maio desse ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Confesso que achei estranho toda aquela facilidade, toda aquela certeza, o &lt;i&gt;modus operandi &lt;/i&gt;daquele instituto. Parecia irreal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O Fernando Calhau recebeu-me de forma muito afável. Conversámos sobre o projecto; Falámos só e apenas sobre as coisas, as ideias e as questões que o projecto desenvolvia.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No IAC tratava-se de arte e os números eram entregues por escrito, para que se pudesse combinar a arte com um rigor ético, legal e financeiro.  O rigor da avaliação assentava no projecto, na ideia e no seu alcance.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro-me de Fernando Calhau a certa altura dizer "400 contos..."- e eu continuei a falar sobre o projecto, um pouco mais nervoso até que me interrompeu novamente com "...500 contos.", o que ficava ainda muito aquém daquilo que pedíamos e precisávamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A satisfação era grande - o meu primeiro contacto com o meio foi feito em conversa aberta com um artista que tanto admiro, um dos meus heróis, que me fazia trabalhar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A satisfação era grande porque existia uma dimensão humana e artística no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;IAC&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No outro dia enquanto falava com um bom amigo sobre o a situação em que vivemos hoje, ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;confidenciou&lt;/span&gt;-me que o Calhau lhe tinha dito que "quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;IAC&lt;/span&gt; abrir concursos não fará mais nada."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Inovarte&lt;/span&gt; é o espelho do estado geral do programa do estado para as artes plásticas, que pelos vistos se estende ao cinema, embora com outros números, e por todas as outras áreas da cultura, da qual somos um parente pobre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Inovarte&lt;/span&gt; foi criado para remediar  o erro que foi abrir tantos cursos de arte e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;i&gt;design&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; nos anos 90, sem a devida sustentabilidade - criação de público e mercado. E assim, o Inovarte trata dos que ficaram sem perspectivas de trabalho, remetendo-os para uma segunda via. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Inovarte&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;propõe&lt;/span&gt; um repatriamento (e vou apenas falar dos artistas) dos artistas para gabinetes, secretarias e outros serviços que ajudem estes técnicos de um conhecimento específico a ajustar-se ao mercado de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta lógica, todos aqueles que de forma audaz quiseram transformar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Inovarte&lt;/span&gt; num projecto favorável à sua carreira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;profissional&lt;/span&gt;, tiveram mais dificuldades em entrar num projecto com o carácter correctivo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Inovarte&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A forma como tudo foi conduzido foi triste e mostra a distância entre os artistas e o Estado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas também mostra muito bem a forma como os artistas aceitam a forma como têm sido empurrados para um canto. Eu acredito que é altura de lutar, de ganhar o nosso espaço junto às pessoas, um espaço público que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;nosso e&lt;/span&gt; não dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;i&gt;placards&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; de publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S7O62MgNnHI/AAAAAAAAAJY/YzZXUbiHxNI/s1600/mai68.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S7O62MgNnHI/AAAAAAAAAJY/YzZXUbiHxNI/s400/mai68.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454909013907840114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso que o problema fulcral da arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; portuguesa está na sua obsessão pelo seu próprio umbigo. Todos trabalham para a bolha. Enquanto cada artista não quiser tocar o próximo, na extensão do seu braço, a arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; vai continuar a perder força. Os artistas portugueses, porque trabalham num país pobre (monetária e culturalmente), deviam perceber que só e apenas serão artistas quando ganharem espaço público. Ainda assim, a primeira indicação para arte - que pretenda interagir com o outro, livre da moldura arte - será a de fazer uma arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;apresentativa&lt;/span&gt;, que seja uma coisa no mundo, livre de qualquer retórica ou paternalismo. Uma arte que se transforme numa experiência para o outro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim , uma arte que ajude o outro a incorporar a experiência e tempo dos artistas, o que não quer dizer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;facilitista&lt;/span&gt;, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;revivalista&lt;/span&gt;. Antes autónoma, sem enigma, sem barreiras, que abrace o outro e o faça sentir outro tempo; Que consiga transformar o seu modo de sentir e que ofereça  espaço ao corpo  em luta aberta à ditadura do racional na vida contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S7O-X3VcRJI/AAAAAAAAAJg/jK9vxp6mjBk/s1600/image_3528.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S7O-X3VcRJI/AAAAAAAAAJg/jK9vxp6mjBk/s400/image_3528.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454912890875954322" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 400px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Isto é pura contra cultura, contra o tempo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt;, contra o google e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;facebook&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se os artistas tomarem a rua ou chamarem o vizinho do lado para incorporar uma experiência, estamos a ganhar espaço; Estamos a ganhar tempo e a transformar a sua percepção; Estamos a  ser intelectuais ao partilhar aquilo que sabemos com o outro. Na bolha da arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;contemporânea&lt;/span&gt;,&lt;i&gt; é só diz que diz!&lt;/i&gt; Está tudo parado; À deriva; A sorver o que cai de cima para baixo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ganhando espaço público, podemos , então começar a pedir uns minutos de televisão, de rádio e de jornais. Tudo em primeira mão! Sem mediação, pois arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; precisa desse espaço não só para ganhar força junto de um público alargado, mas para dar voz a um conjunto de manifestações artísticas que utilizam esses meios de expressão que têm uma pro-vocação, (seguindo as palavras do Ernesto de Sousa) para esses meios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A arte precisa de novas testemunhas, que se tornem cúmplices, que criem comunidade entre si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada vez que um artista se encerra nas quatro paredes de um espaço de exposições e não convida o vizinho do lado está criar um fosso cada vez maior entre a arte e as pessoas. Esta medida da extensão do braço tocando o próximo é a medida certa. É a força capaz de imprimir movimento no outro tocado e, ao mesmo tempo, crescer lentamente longe dos vampiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para uma autonomia da arte em relação às expectativas do meio proponho que os artistas utilizem os mesmos veículos  utilizados na Hungria durante os tempos do socialismo nos anos 50 e 60. Organizem-se festas, façam-se experiências num âmbito privado, sem que estas tenham que tomar posição pública. Só assim poderemos fazer uma arte mais autónoma, menos previsível e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;compreensível&lt;/span&gt; e assim, menos manipulável.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A arte precisa de voltar a ser um conjunto de forças autónomas e interiores, que não são feitas a partir de um chamamento exterior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A arte precisa acontecer em vez de querer parecer e para tal precisa  desse confronto com o outro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-9037099231760152292?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rn9AHxqo9HLsQw-0QkHC-A7aB8M/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rn9AHxqo9HLsQw-0QkHC-A7aB8M/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rn9AHxqo9HLsQw-0QkHC-A7aB8M/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rn9AHxqo9HLsQw-0QkHC-A7aB8M/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/uQ1Km0G5Mvo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/uQ1Km0G5Mvo/braco-armado.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S7O62MgNnHI/AAAAAAAAAJY/YzZXUbiHxNI/s72-c/mai68.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/03/braco-armado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-8335497954385433378</guid><pubDate>Tue, 23 Mar 2010 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-23T16:07:49.026-07:00</atom:updated><title>O nosso espaço é seu.</title><description>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6kxDEGhmyI/AAAAAAAAAJQ/Ogxob8KqFDs/s1600-h/arts-graphics-2005_1158438a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6kxDEGhmyI/AAAAAAAAAJQ/Ogxob8KqFDs/s400/arts-graphics-2005_1158438a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451942752619174690" /&gt;&lt;/a&gt;Caros leitores,&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde que publiquei o último &lt;i&gt;post,&lt;/i&gt; na semana passada, 140 pessoas visitaram o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resultado foi que dessas 140 pessoas ninguém  deixou um comentário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Este espaço é também seu!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Escrevemos não para mostrarmos as nossas qualidades (positivas e negativas), mas sim para criar discussão e iniciar um movimento, que parte da discussão aberta, da discussão de ideias, do alargamento de horizontes, nosso e vosso. O &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; permite até o anonimato o que permite que pela primeira vez as pessoas poderão discutir livremente, entrando na esfera de interesse de cada um. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos aqueles que escrevem para este &lt;i&gt;blog&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt; são artistas, que retiram tempo à sua prática para poder aumentar a oferta do que se escreve em Portugal sobre artes plásticas, que é infelizmente curto, pouco variado e acima de tudo preso pelo meio pequeno em que nos inserimos. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;Propomos escrever sobre algo que gostamos, que pode ter acontecido numa garagem ou num museu, e assim, oferecer algo de positivo à comunidade artística.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, falta a vossa parte.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-8335497954385433378?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XJnnYaiLIwkwIQInjZ41ywaeuSg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XJnnYaiLIwkwIQInjZ41ywaeuSg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XJnnYaiLIwkwIQInjZ41ywaeuSg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XJnnYaiLIwkwIQInjZ41ywaeuSg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/rTrRpMnDFBg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/rTrRpMnDFBg/o-nosso-espaco.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6kxDEGhmyI/AAAAAAAAAJQ/Ogxob8KqFDs/s72-c/arts-graphics-2005_1158438a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/03/o-nosso-espaco.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-6701190876393302817</guid><pubDate>Tue, 23 Feb 2010 08:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-20T07:56:26.618-07:00</atom:updated><title>O tempo dentro de nós</title><description>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Sobre o trabalho de Filipa César apresentado  no Prémio BES no Museu Colecção Berardo em Lisboa, até dia 4 de Abril.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6DprlT1ArI/AAAAAAAAAJI/zqs-GeYOMWw/s1600-h/FC_03_gray.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 326px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6DprlT1ArI/AAAAAAAAAJI/zqs-GeYOMWw/s400/FC_03_gray.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449612484077224626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Atravesso a sala. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;De um lado, um retrato filmado; do outro, uma impressão de grande escala que regista as folhas sublinhadas de "As lágrimas amargas de Petra van Kant". As palavras sublinhadas não são para relembrar mas sim para rasurar, censurar. O não, não tem valor psicológico. As palavras sublinhadas tornam-se aqui e agora, as palavras mais fortes, activas na memória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Do outro lado do muro, que separa a sala, está projectado um filme. Um plano fixo que se altera através das minímas variações de luminosidade, num tempo demorado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Sentado sobre o banco sento-me (sinto-me) passivo perante o que vejo, tomado por uma experiência que se poderá aproximar do sublime, repondo a minha condição humana no mundo, denunciando que o tempo nos é superior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O monte de sal transformado em rocha dura, atabafa um conjunto de estórias que nos revolvem   a percepção de Castro Marim, através do seu enquadramento social e histórico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Oiço vozes. Algumas conheço, outras quero conhecer. As vozes de levante trazem o calor de um tempo perdido que gostaríamos de poder viver, ou de ter sabido antes, tornando-se eróticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O sentido daquela montanha, que continuo a olhar e que se refaz lentamente, transforma-se. Penso em Hosukai e nas sucessivas repetições do monte Fuji e penso na cópia que no Japão possibilita ou provoca a destruição do original.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; O tempo parou. Já não tenho de ir-me embora. O mundo lá fora já não consegue pôr-me a correr para lado nenhum. Estou a viver muito tempo dentro do tempo,  apenas interrompido pela visão lateral do outro filme - que primeiro apelidei de retrato filmado - que se torna ainda mais erótico pela visão segura porque enviesada, que me coloca numa situação &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;voyeurista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Passei algum tempo entre estes dois vídeos até que o monte de sal cedeu a luz e o céu escuro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Saí para tomar de frente o primeiro vídeo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Existe uma liberdade redemptória neste filme que o aproxima da poesia visual e do erotismo puro. As figuras femininas moldam o topografia  das salinas em dicotomia suave - duro, quente - mais quente ou quente diferente desta feita carne. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Existe algo neste filme que nos agarra psicológicamente, colando-nos ao "quadro". Primeiro, pensei numa memória curta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;freudiana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;De forma livre, asso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;cio electivamente, as mãos sujas de negro que tocam a parte interior das pernas com o trabalho de Ana Mendieta; Noutros momentos surge-me o corpo estendido  de "Etant donnés&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-style: italic; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-style: normal; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;" de Duchamp e até o "Deserto vermelho" de Antonioni.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Porventura, serão muitas mais as imagens que jazem debaixo deste filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-style: italic; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" font-style: normal; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Num segundo momento, julgo que o filme está mais próximo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;arquétipos universais jungianos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. O conjunto de imagens que nos pregam ao filme são imagens que já existiam antes de começarmos a tratar de arte. Estes arquétipos jungianos libertam-nos da auto-reflexividade do mundo da arte e tornam-se universais,   criando relação entre um novo que nasce dentro de nós e o mundo, agarrando-nos ao mundo com mais força, devolvendo a tensão entre o humano e o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A luz de Castro Marim que desce do céu e se espelha na paisagem é esmagada pela luz que brota desses montes de sal, mantendo a luz pairante no ar. Esta luz que cega, é a luz da hipérbole, da intensificação da experiência, longe das leis, pulsional. É a mesma luz que cegou por breves momentos Monsieur Mersault em "O estrangeiro" de Alberto Camus, fazendo-o disparar aquela arma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;No filme da Filipa César dois corpos de luz média - cinzento médio e negro sombra, desenvolvem-se entre essa luz intensa que cega. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Os corpos femininos em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" color: rgb(68, 68, 68); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 128); font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Insert&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;" iniciam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);  font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;uma relação interior: entre elas e dentro de nós; E exterior : um corpo leve e desenvolto serpenteia pela paisagem. Que se toca, que se tocam. Olham, olham também para nós, como a Virgem em "La tempesta" de Giorgione, colocando-nos dentro do quadro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Este filme da Filipa, consegue colocar-nos lá dentro, experienciando o tempo da obra, que é o tempo cosmológico que existe em Castro Marim, mas também dentro de cada um de nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-6701190876393302817?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uLhKISPAZWuH3N1vEfzhaxx1lWw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uLhKISPAZWuH3N1vEfzhaxx1lWw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uLhKISPAZWuH3N1vEfzhaxx1lWw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uLhKISPAZWuH3N1vEfzhaxx1lWw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/i63BkjJbMeo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/i63BkjJbMeo/o-tempo-dentro-de-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S6DprlT1ArI/AAAAAAAAAJI/zqs-GeYOMWw/s72-c/FC_03_gray.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/02/o-tempo-dentro-de-nos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-6433116738703803071</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 00:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-13T14:41:28.298-08:00</atom:updated><title>Como mel para a boca.</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S3cd2FpcKWI/AAAAAAAAAJA/hZrxkPt9QME/s1600-h/PEDRO+MARQUES+BARBER+SHOP.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 373px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S3cd2FpcKWI/AAAAAAAAAJA/hZrxkPt9QME/s400/PEDRO+MARQUES+BARBER+SHOP.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437847890139294050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 20px; font-family:Georgia, Times, serif;font-size:13px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Esferas de Influência:&lt;br /&gt;Ontologia Antropofágica, Periférica, Maravilhosa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em 1928 o papagaio narrador atravessa o Atlântico após a transformação de Macunaíma em constelação: direcção Lisboa. Uma tradição de espera, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1970, com Godard por trás da câmara de filmar, Glauber Rocha aponta dois caminhos: o mesmo ou 'um cinema perigoso, divino, maravilhoso!' A personagem escolhe um terceiro, pelo mato, sob os arbustos ao canto do plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Contra José Gil, (re)colonizemo-nos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Apresentação e conversa por &lt;/span&gt;&lt;span class="il"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pedro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Neves Marques &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;em torno de: revisitação antropofágica; detoùrnement antropofágico (ou como a arte ganha sempre); ontologia antropofágica. Pedagogia. Estética. Geopolitização (uma vez periferia sempre periferia, ou centro é onde os meus pés pisam).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sábado 13 de Fevereiro 18h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S3ccZ96CmoI/AAAAAAAAAI4/SsXHGbCppYs/s1600-h/1307762929_1262aa2f23.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S3ccZ96CmoI/AAAAAAAAAI4/SsXHGbCppYs/s400/1307762929_1262aa2f23.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437846307513473666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma crítica feroz como mel para a boca. Foi assim que eu entendi as palavras ousadas, justas e urgentes de Pedro Neves Marques na sua apresentação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Insólita e invulgar  não no tom mas no conteúdo, a apresentação mapeia um conjunto de factores que tornaram um país colonializado, periférico, como um novo centro. A antropofagia não é um momento chave, mas sim a territorialização intelectual de uma força inacta ao brasileiro, de tudo aglutinar, mas também capaz de regurgitar, de ser erótico, assimilando ora o seu exterior ora o seu passado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As manifestações artísticas, tomadas como o cartão de visita dessa emancipação do Brasil, são afinal sinal da sua própria morte,  na forma como se transformam  em comodidade, na forma como os artistas afinal não são mais do que soldados ao serviço do seu tempo e da sua moldura socio-política (parafraseando Ed Ruscha).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num segundo momento, Pedro fala de Portugal, uma periferia que dimensionou por baixo a América do Sul, juntamente com a Espanha, em favor da supremacia da Europa Anglo-saxónica que projectou a América do Norte como a Nova Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passamos do plano artístico para o plano político e falamos de geopolíticas; e da forma como uma Europa a vir, terá de ser pensada através de uma comunidade da diferença, pensando na particularidade  de cada periferia não como alimento ou extensão do centro mas como parte significativa de um todo, assim, contra Bolonha, contra a homogenização do todo (também contra a absorção sôfrega de tudo o que vem na &lt;i&gt;Kaleidoscope&lt;/i&gt; ou no &lt;i&gt;e-flux Journal&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltando ao primeiro tempo desta belíssima apresentação, que eu tento a medo passar àqueles que não foram, penso no trabalho do Oiticica e na forma como ele devolvia tempo ao espectador, ao transformar o espectador em participante/artista "começa envolvido numa relação universal com o tempo do trabalho".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A obra do Hélio que cumpriu  o seu destino, nas palavras simples de Fernando Marques Penteado, que diziam muito mais- é esta a força do português do Brasil em relação ao português estático. A obra cumpriu o seu destino, ardendo no dia 16 de Outubro do ano passado, perdendo-se 90 por cento do trabalho que pertencia à família. O Hélio cumpriu-se, tornou-se gasoso, passou a movimento, imaterial; e troca-se através da respiração entre todos os organismos.   A obra do Hélio fugiu dessa comodidade capitalista e da voracidade &lt;i&gt;vampiresca&lt;/i&gt; da mediação da sua obra, imprópria para um pensamento em movimento constante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Portugal falta-nos encontrar esse movimento, falta-no aquilo que o Oiticica chamava de estádio Branco no branco (em alusão directa ao Malevich) que é um estado de espírito que tem a haver com essa emancipação,pois é o momento de negação de todos os estádios anteriores (neste caso da arte), rumo à invenção, e que tem tudo a haver nos anos sessenta com o rock n'roll, em que toda gente dança e encontra o seu movimento próprio, sem ser necessário uma iniciação, sem ser necessário um par.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;    &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-6433116738703803071?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f2CAJrcNS6zQPjuVTkxRRK0hRJE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f2CAJrcNS6zQPjuVTkxRRK0hRJE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f2CAJrcNS6zQPjuVTkxRRK0hRJE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/f2CAJrcNS6zQPjuVTkxRRK0hRJE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/3uRFAsmysCY" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/3uRFAsmysCY/como-mel-para-boca.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/S3cd2FpcKWI/AAAAAAAAAJA/hZrxkPt9QME/s72-c/PEDRO+MARQUES+BARBER+SHOP.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2010/01/como-mel-para-boca.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-224950579298236956</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 14:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-01T12:45:30.938-08:00</atom:updated><title>Hipnotismo e acção</title><description>&lt;div&gt;Algumas das estimulantes (1) exposições realizadas este ano no nosso país por artistas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;internacionais&lt;/span&gt;  passaram ao lado da crítica. O país fechado sobre si mesmo, sobre a ideia que somos melhores que os outros, rejeita trazer este conjunto de exposições para discussão. A crítica está demasiado fragilizada (ou será desinteressada?)  pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;coexistência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com os outros agentes culturais num meio pequeno, não fazendo o seu trabalho: &lt;b&gt;Perceber o fluxo de acontecimentos que acontecem diante de si!&lt;/b&gt; E nesse sentido, dar eco à apresentação de uma obra ou autor que tem vindo a ganhar interesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou que o meio toma como importante, estabelecer pontes de entendimento entre estas práticas e aquilo que fazemos, recebemos, compramos ou usufruímos de forma gratuita. Afinal o que rejeitamos ou adquirimos como mais valia para a nossa cena artística.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É nesse sentido que tento organizar um conjunto de ideias em torno da belíssima exposição de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Matt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na Galeria Cristina Guerra, mais uma vez, como artista, na minha relação directa com a obra, sem a dependência de leitura prévia sobre o autor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi antes de mais, uma exposição generosa, com as paredes cobertas de trabalhos mostrando uma certa multiplicidade da sua obra que a meu ver  é mais formal (a multiplicidade!), pelos diversos meios apresentados, que conceptual. Essa multiplicidade de meios estava agregada por um conjunto de muros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;policromáticos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que agarravam todo o espaço expositivo, seccionando e ordenando as diferentes partes.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu entusiasmo pelos muros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;policromáticos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tem a haver com uma certa perversão na utilidade dos planos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;monocromáticos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e ao mesmo tempo na capacidade de condensação do sentido, tornando-se força motriz para o contacto com o outro, com a outra entidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A menção feita à abundância de trabalho serve também para pensar no trabalho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; também como trabalho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pulsional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de carácter dionisíaco, feito por uma força motriz interior, feito no sentido da revelação, de um Eu/Autor, elástico, capaz de crescer, com os acontecimentos que acontecem diante de si - as suas obras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é neste sentido que o meu interesse maior pela obra de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está nas acções que tem vindo a desenvolver hipnotizado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vi pela primeira vez uma das suas performances feita na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Tate&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Modern&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e aquilo que eu senti na altura é que a performance renasce ali, ganha de novo aura, torna-se novamente evento e não há fotografias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;que a possam substituir&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Matt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; entra  no espaço designado para a performance , ele está hipnotizado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que eu fui levado a pensar, primeiro, foi que o  autor está lá inconsciente e que nós somos os primeiros a estar em contacto com a sua obra. Aquilo que ele fizer será obrigatoriamente obra a partir do momento em que foi tomado como tal pelos espectadores e que é o autor que terá de incorporar este acto &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; quando visualizar a gravação em vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas este estado inconsciente é um preconceito em relação ao estado hipnótico. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Matt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está de facto "acordado", num estado de concentração, de muita sugestibilidade sensível. Está segundo os teóricos num estado de relaxamento físico, com uma capacidade de concentração mental, de abstracção. O que me pareceu foi que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Mullican&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; perde a "relação com a sua periferia" - os espectadores não estão lá. Está ele consigo mesmo, numa rara &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;possibilidade&lt;/span&gt; de aceder aos segredos , à força produtiva de um autor, pois ele não está em reacção para com um público: A força de um corpo expande-se sobre paredes largas , desenhando não com o saber das mãos (consciente) mas com o corpo, estabelecendo uma ponte mágica com o legado de Jackson &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Pollock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Pollock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; contribuiu definitivamente para o desenvolvimento da pintura , procurando entender aquilo que os grandes mestres Europeus diziam quando chegavam Aos Estados Unidos fugindo da Guerra: "A grande força da arte é o inconsciente.".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a sua contribuição acaba por ter eco também no surgimento da acção e da performance. É  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Allan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Kaprow&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que define a acção do pintor gestual abstracto como ritual criativo, mãe da acção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;performática&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado temos os pequenos gestos inscritos, desenhos na parede, folhas de jornal amachucadas, impulsos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;tímicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que em conjunto com as palavras ditas por vezes a duas vozes colocam à tona uma arte que nasce de uma falha, de uma &lt;i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;décalage&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; entre algo que sabemos e outra que não conseguimos organizar, que continua a escapar-nos. O acesso quase mágico ao ritual de passagem  de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Matt&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Mullican&lt;/span&gt; deixa-nos outra vez no mesmo lugar como que repondo a sua relação com o mundo sem mediação, logo sem mentiras. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Re&lt;/span&gt;escrevendo Sérgio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Solmi&lt;/span&gt;: é apenas na mentira que o homem consegue exprimir a sua vontade. A verdade é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;transparente&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vista da exposição de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27" style="background-color: rgb(255, 255, 0); "&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Matt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28" style="background-color: rgb(255, 255, 0); "&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Mullican&lt;/span&gt; na galeria Cristina Guerra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN5NdfS2I/AAAAAAAAAIY/P4voZA5On88/s1600-h/large_img_2713.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN5NdfS2I/AAAAAAAAAIY/P4voZA5On88/s400/large_img_2713.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416578990848559970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN4wmsbDI/AAAAAAAAAIQ/KhQQkjHjbZ0/s1600-h/sgudmundssonhypnotizedwoman500.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 398px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN4wmsbDI/AAAAAAAAAIQ/KhQQkjHjbZ0/s400/sgudmundssonhypnotizedwoman500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416578983102540850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN4jVH48I/AAAAAAAAAII/PV-53GqUJdU/s1600-h/012.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN4jVH48I/AAAAAAAAAII/PV-53GqUJdU/s400/012.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416578979539182530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Hypnotised&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;woman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;in&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;red&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;room&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Sigurdur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Gudmundson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Galeria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;van&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Gelder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Amsterdão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vista da exposição de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Sigurdur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Gudmundsson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Galeria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;van&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Gelder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Amsterdão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um ponte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;enriquecedora&lt;/span&gt; de um autor que julgo nunca ter exposto em Portugal é a exposição que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Sigdur&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Gudmundsson&lt;/span&gt; realizou, em Maio de 2009, na galeria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;van&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Gelder&lt;/span&gt; em Amesterdão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Gudmunsson&lt;/span&gt; apresentou um conjunto de novas peças realizadas entre as suas duas residências, China e Holanda. Ao centro da galeria um conjunto de peças &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;escultóricas&lt;/span&gt; de carácter poético, dispostas numa estrutura de madeira, é velada por uma cortina translúcida deixando ver as peças mas ao mesmo tempo estimular a imaginação dos visitantes ou ate a sua condição de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;&lt;i&gt;voyeur&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;. Nas paredes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Gudmundsson&lt;/span&gt; expõe as suas últimas séries fotográficas que têm dividido aqueles que tem seguido mais atentamente a sua obra. O conjunto de objectos estranhos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;heterogéneos&lt;/span&gt;, com qualidades poéticas, políticas e até espirituais parece ser consonante com a sua sólida carreira de artista desde os anos 70 e este conjunto de fotografias  de carácter panfletário/conceptual muito em voga nos anos 90 parece ser um claro corte com o passado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Gudmundsson&lt;/span&gt; aparece hipnotizado na inauguração e estabelece diálogo com o seu galerista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez sem rede, o autor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;hipnotizado&lt;/span&gt; desta vez fala sobre a obra realizada o que em relação a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Mullican&lt;/span&gt; cria a dicotomia apresentação/representação. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Gudmundsson&lt;/span&gt; fala sobre a sua obra sempre de modo formal, falando da obra de um outro. Aquilo que lhe interessa é aquilo que ele consegue apreender &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;esteticamente&lt;/span&gt; recusando-se a falar sobre possíveis conceitos que jazem nos seus trabalhos sem esta primeira relação com a obra num pleno exercício filosófico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(1) Por estimulante quero dizer exposições que despertem ou excitem . No meu caso, as exposições que me estimulam são aquelas que são mais difíceis de compreender, que utilizam um outro jogo de valores  e que têm algo que eu não consigo organizar. Como exemplos maiores deste estímulo as exposições de JCJ Vanderheyden na Culturgest, de Heimo Zoebernig no CAM e de John Baldessari na galeria Cristina Guerra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No primeiro caso, aliberdade de Vanderheyden e o erotismo do seu pensamento, sempre à procura de um novo na sua obra, potenciando as possibilidades da pintura merecia discusssão. Em Heimo Zoebernig seria necessária uma transvaluação para que eu o compreendesse. As obras acontecem sempre de forma crítica, através de um desenvolvimento formal que, como se sabe carrega consigo um pensamento próprio. Foi um verdadeiro ovni em Lisboa mas houve quem fechasse os olhos. Por último, as pinturas (?) de Baldessari são a passagem para o lado de lá. Ácidas quanto baste para poder levantar algumas questões sobre psicadelismo e conceptualismo!   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-224950579298236956?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HBzzrVkfcqW_d9EIf_A4oFj1b0o/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HBzzrVkfcqW_d9EIf_A4oFj1b0o/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HBzzrVkfcqW_d9EIf_A4oFj1b0o/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HBzzrVkfcqW_d9EIf_A4oFj1b0o/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/atO7dIz3Y-U" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/atO7dIz3Y-U/hipnotismo-e-accao.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SyuN5NdfS2I/AAAAAAAAAIY/P4voZA5On88/s72-c/large_img_2713.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2009/12/hipnotismo-e-accao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-7551541941019711641</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 14:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T07:36:28.856-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">t</category><title>Anos 70</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SwlQSqYbpsI/AAAAAAAAAIA/KiZkA3VuX6s/s1600/Sem_t_tulo_1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SwlQSqYbpsI/AAAAAAAAAIA/KiZkA3VuX6s/s400/Sem_t_tulo_1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406941109179623106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Não me sinto intitulado para reflectir sobre os anos 70 em exposição no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian.  Não me cabe a mim &lt;i&gt;re-territorializar&lt;/i&gt; este período do ponto de vista crítico. Mas não posso deixar de dizer que como em todo o mundo, onde os museus têm vindo a fazer as primeiras incursões &lt;i&gt;historicistas&lt;/i&gt; a este período, os anos setenta são de importância vital para aquilo que fazemos hoje, podendo dizer que os anos setenta se tornaram numa geração fetiche.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São aliás amplamente reconhecidas as estratégias conceptuais de vários jovens artistas portugueses que asssim resgatam do passado um capital intelectual que teimava ser esquecido, tornando-se esse resgate, também um escudo intelectual ou ferramenta retórica que puxa o espectador para um determinado tipo de reflexão, para além do estético. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SwlP_ol3aXI/AAAAAAAAAHw/HTu55o3f3oo/s1600/alvaro+lapa+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SwlP_ol3aXI/AAAAAAAAAHw/HTu55o3f3oo/s400/alvaro+lapa+1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406940782281582962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conjunto de trabalhos exibidos no CAM, podiam estar em qualquer outra parte do mundo. Podiam ter acontecido na Polónia (1) ou na América Latina, pois pertencem a um movimento que se tornou global, onde as mudanças socio-políticas se repercutiram de forma intensa no plano artístico, não sendo possível por vezes, separar uma acção artística de uma demonstração política.  Os anos setenta foram  acima de tudo o momento onde as várias partes do todos se imiscuíram. Como exemplo maior, a exposição "When attitudes become form " que Harald Szeeman comissariou na Kunsthalle Berne em 1969, onde pela primeira vez se institucionalizou a pluralidade de géneros, conseguindo ter na mesma exposição vários media e sujeitos temáticos, assim como estilos ou variações estéticas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No nosso imaginário fica marcado o ano zero da arte contemporânea em Portugal com a realização da "Alternativa zero" , organizada por Ernesto de Sousa em 1977 na Galeria Nacional de Arte Contemporânea em Lisboa (para saberem mais por favor consultem o site http://www.ernestodesousa.com) , juntando artistas que  não tinham afinidade pessoal ou artística e sugerindo a ideia de um todo a partir de partes diversas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta característica está aliás presente na exposição do CAM. Não há melhores nem piores artistas, há sim um todo que tem repercussões na sua dinâmica. Uns desapareceram , mas todos se fazem sentir como peças úteis para o desenvolvimento daquele que é hoje o nosso chão cultural, a partir do qual devemos exigir  um movimento progressivo, cultural, político e social.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(1) Para maior aprofundamento deste tema leia "68, Revolution I love you - art, politics and philosophy", catálogo publicado pela Miriad Manchester University , 2008 (ISBN &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana, arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1905476345&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;) por Maja e Reuben Fowkes (ver também em http://translocal.org/revolution&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;iloveyou/).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-7551541941019711641?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pkh2k6zuCORZqwZUiNGY_Wq_08g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pkh2k6zuCORZqwZUiNGY_Wq_08g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pkh2k6zuCORZqwZUiNGY_Wq_08g/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Pkh2k6zuCORZqwZUiNGY_Wq_08g/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/6O2Y2vgxkco" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/6O2Y2vgxkco/anos-70.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zsQUCxQkPd4/SwlQSqYbpsI/AAAAAAAAAIA/KiZkA3VuX6s/s72-c/Sem_t_tulo_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2009/11/anos-70.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8957247803199589969.post-4503624633969299784</guid><pubDate>Sat, 14 Nov 2009 23:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-14T09:16:56.566-08:00</atom:updated><title>Vem aí a feira.</title><description>&lt;div&gt;A primeira feira de arte em Colónia, aconteceu em 1970 e foi rodeada de grande contestação por um grupo de artistas entre os quais Wolf Wostel, Joseph Beuys e Marcel Broodthaers. Queixavam-se que a feira de Colónia era um momento de "constrangimento criativo e de práticas de exclusão injustas ", "trazido por esta "moda".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que é um facto é que crescente número de galerias mostrou bem o crescimento de mercado na Alemanha. Seguiu-se a feira Dortmund na qual apenas figurava uma galeria alemã ! A cena artística nos anos 60 na Alemanha cresceu  até 73  de 4 para mais de 400 galerias! E com um mercado em crescendo a arte desenvolveu-se bastante, possibilitando uma crescente recepção às práticas contemporâneas. De destacar o facto de artistas como Blinky Palermo e Gerhard Richter serem absolutamente pró mercado em reacção às práticas conceptuais vigentes (a arte conceptual era no início não mercantilizável). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As feiras de arte eram o momento em que todos podiam manusear trabalhos, falar com artistas e galeristas e acima de tudo onde os clientes viam outros clientes a comprar. Tudo isto faz (ia?) uma feira algo de importante para cena artística, criando mais e melhores condições para todos os agentes culturais (oportunidades, visibilidade, mercado).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Portugal, ainda não se percebeu que o modelo desta feira é um nado morto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não existe aliás uma aparente razão para a feira existir nestes moldes. Porque é que as galerias devem investir tanto dinheiro quando são sempre os mesmos coleccionadores a comprar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A feira de arte de Lisboa nem sequer consegue ser uma celebração da arte contemporânea, num ambiente festivo onde todos os agentes (artistas, galeristas. curadores, coleccionadores e público) pudessem comungar as suas ideias. Não há festa, não há eventos, nem há um bom bar ou restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acima de tudo não há ideias para fazer desta feira, uma boa feira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como exemplos que constatei no ano passado, de países periféricos, a feira de Amesterdão, na celebração dos seus 25 anos, solicitou que todas as galerias fizessem exposições individuais o que deu um novo interesse à feira.  Foi de facto uma das melhores feiras que vi em termos de legibilidade. A feira de Viena,  que tem servido de eixo para o mercado de leste, ofereceu em 2007, lugares para galerias de todos os países de leste que fizeram furor com apresentações ousadas  e sem a pressão de ter de vender. Este ano Viena convidou os curadores Dan Cameron, Maria de Corral, Mathew Higgs, Gianni Jetzer e  Jerôme Sans  para comissariar exposições nas galerias de Viena durante o período da feira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existe também um divórcio entre as instituições portuguesas e a feira. Donde se torna tudo mais amador e de menor qualidade. As galerias e instituições portuguesas são também responsáveis pela não proliferação da arte portuguesa na sociedade. Não se compram espaços nas revistas, patrocinando mas também divulgando a sua actividade. Não existe aliás qualquer tipo de estratégia para colocar definitivamente o termo Arte contemporânea  na lingua portuguesa, como o Design o fez e a Moda como o seu programa na TV: 86-60-86.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A arte não chega à televisão ou, quando chega, chega mediada. Chega sempre em segunda mão. Não será altura de termos direito a uns minutos de intervenção na primeira pessoa? Parece-me que sim, pois as práticas contemporâneas assim o exigem. Exigem muito mais do que os 0,4% do orçamento do estado para a cultura, onde a arte jaz no fundo, calcado pelo cinema, arquitectura, teatro etc. Mesmo assim, os jovens artistas portugueses correm às urnas para votar, participando activamente no sistema democrático. Pergunto votar em quem? Quem é que dispensou uma palavra que fosse para a Cultura? Para aqueles que acreditam no sistema democrático-capitalista em que estamos inseridos, pois criem um sindicato! Façam uma greve geral, fechem os museus a cadeado, não comprem os jornais que não dão espaço à critica de arte - como me foi sugerido quando auscultei vários artistas para a criação de uma associação.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Voltando à feira, acredito mum modelo mais internacional. Acreditaria mais numa feira que desse condições excepcionais a uma dúzia de galerias novas que trouxesse de todos os cantos do planeta as mais recentes práticas no nosso meio. Acredito num sistema em que todos os anos uma instituição portuguesa fizesse um grande projecto na feira. Imagino que se dessem um bom espaço para um projecto individual de um artista  como o Mike Kelley, muitos seriam aqueles que viajariam de propósito à feira. E acredito que umas boas festas não fariam mal a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também acredito que se fizessem alguns comentários podíamos chegar a uma solução a apresentar. Talvez para uma outra feira, desta feita no Porto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8957247803199589969-4503624633969299784?l=infinitoaoespelho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N1NrA8kfImzvU-I-blN1_teLEi8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N1NrA8kfImzvU-I-blN1_teLEi8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N1NrA8kfImzvU-I-blN1_teLEi8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/N1NrA8kfImzvU-I-blN1_teLEi8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/infinitoaoespelho/~4/Vd5o943e0I8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/infinitoaoespelho/~3/Vd5o943e0I8/vem-ai-feira.html</link><author>noreply@blogger.com (Hugo Canoilas)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://infinitoaoespelho.blogspot.com/2009/11/vem-ai-feira.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

