<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" ><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="4.2.2">Jekyll</generator><link href="https://ingridmachado.net/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://ingridmachado.net/" rel="alternate" type="text/html" /><updated>2026-07-02T09:04:01-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/feed.xml</id><title type="html">Ingrid Machado</title><subtitle>Um blog onde tento centralizar todos os meus aprendizados e experiências</subtitle><entry><title type="html">Saindo da redoma de vidro</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/saindo-da-redoma-de-vidro" rel="alternate" type="text/html" title="Saindo da redoma de vidro" /><published>2026-06-29T00:00:00-03:00</published><updated>2026-06-29T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-06/saindo-da-redoma-de-vidro</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/saindo-da-redoma-de-vidro"><![CDATA[<p>No dia 11/06 eu fiz uma palestra para o METIS (Projeto Mulheres em Exatas e Cibersegurança). Nela, eu falei sobre o penhasco de vidro e o teto de vidro. Caso você se interesse em uma rara aparição minha no YouTube, segue o vídeo com a palestra:</p>

<iframe width="600" height="338" src="https://www.youtube.com/embed/x3ct8iMMniE?si=-k7a9OBed0uIZBtC" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen=""></iframe>

<p>Foi um evento bem legal e que me permitiu falar para um público bem iniciante no mercado de trabalho. Espero que eu tenha conseguido passar os desafios que aguardam quem está iniciando, mas também deixado claro o quanto vale a pena ir atrás do que queremos fazer profissionalmente.</p>

<hr />

<p>Eu já falei na newsletter sobre o <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/121435308/tema-da-edicao-penhasco-de-vidro">penhasco de vidro</a> e pretendo falar sobre o teto de vidro futuramente. Mesmo que você não passe por nenhuma dessas situações, eu acho importante conhecer para que saibas identificar as situações quando elas surgem. Assim, você tem como avaliar o que está acontecendo com mais clareza e tomar decisões mais assertivas sobre a tua carreira.</p>

<p>Os slides da apresentação podem ser baixados nesse <a href="https://ingridmachado.net/download/redoma_de_vidro-METIS-062026.pdf">link</a>.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="carreira" /><summary type="html"><![CDATA[Identificando e superando o penhasco e o teto de vidro]]></summary></entry><entry><title type="html">Como preparar um arquivo de molde A0 para uso no projetor</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/como-preparar-um-arquivo-de-molde-a0-para-uso-no-projetor" rel="alternate" type="text/html" title="Como preparar um arquivo de molde A0 para uso no projetor" /><published>2026-06-22T00:00:00-03:00</published><updated>2026-06-22T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-06/como-preparar-um-arquivo-de-molde-a0-para-uso-no-projetor</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/como-preparar-um-arquivo-de-molde-a0-para-uso-no-projetor"><![CDATA[<p>Já comentei em <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-03/costurando-com-um-projetor">outro post</a> que estou usando um projetor para cortar os tecidos dos meus projetos de costura. O único problema é que nem todo designer fornece arquivos para uso com projetores e alguns ajustes precisam ser feitos para usar o molde nesse formato.</p>

<p>Nesse post, vou explicar como faço esses ajustes usando o <a href="https://inkscape.org">Inkscape</a>.</p>

<blockquote>
  <p>Aqui eu vou estar falando de ajustes exclusivamente para projeção. Caso queira ler sobre ajustes de medidas, <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-08/ajustando-moldes-de-costura">esse post</a> pode ser mais interessante.</p>
</blockquote>

<h2 id="a-importância-de-fazer-o-preparo-do-molde">A importância de fazer o preparo do molde</h2>

<p>Os moldes A0 são disponibilizados originalmente para a impressão em papel. Por isso, as linhas usadas na ilustração podem não ter a grossura suficiente para se enxergar as linhas no tecido quando estiver projetando, bem como para ler a identificação de cada peça facilmente.</p>

<p>Esse preparo é importante para que você não gaste mais tempo do que o necessário na etapa de corte e evite cortar o tecido incorretamente por falta de clareza.</p>

<h2 id="ajustes-no-molde-para-projeção">Ajustes no molde para projeção</h2>

<p>Para facilitar o uso do molde no projetor, eu sempre faço ajustes que considero relativamente simples:</p>

<ol>
  <li>Ajuste da espessura das linhas</li>
  <li>Ajuste da identificação das peças</li>
  <li>Ajuste na posição das peças</li>
</ol>

<h3 id="ajuste-da-espessura-das-linhas">Ajuste da espessura das linhas</h3>

<p>Para deixar as linhas mais visíveis, eu gosto de mudar a largura da linha dentro do menu “Estilo do contorno”. Por padrão, eu gosto de usar o valor de 5pt. Para ficar ainda mais visível, eu também mudo o traço para uma linha contínua.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images//artesanato/costura/projetor/inkscape.png" alt="Molde do vestido impresso" /></p>

<p>Na imagem de exemplo, todos os tamanhos estão com a linha na espessura original, exceto pelo tamanho 8. Pode parecer uma espessura exagerada, mas acho que fica bem fácil de usar depois com o projetor.</p>

<h3 id="ajuste-da-identificação-das-peças">Ajuste da identificação das peças</h3>

<p>Para facilitar a identificação da peça projetada, eu mudo o tamanho da fonte do nome da peça.</p>

<p>Como eu abro os PDFs convertendo texto para caminhos quando a fonte não existe no meu computador, eu nem sempre tenho um tamanho exato para escolher. Por isso, eu faço esse aumento no olho mesmo.</p>

<h3 id="ajuste-na-posição-das-peças">Ajuste na posição das peças</h3>

<p>Para cortar as peças é preciso respeitar o fio da costura. Para facilitar o posicionamento das peças em cima do tecido, eu gosto de usar o Inkscape para girar cada uma delas e deixar todos os fios na mesma direção.</p>

<p>Como o molde A0 foi pensado para o papel, o designer deve se preocupar apenas em fazer um melhor aproveitamento do papel. Para o projetor, eu gosto de girar as peças no Inkscape ao invés de girar no <a href="https://www.patternprojector.com/en">PatternProjector</a>. Além de ser mais lento no software, eu prefiro pensar mais sobre o posicionamento no computador, ao invés de fazer isso com o tecido pronto para cortar.</p>

<p>Para facilitar ainda mais, é possível já deixar todas as peças próximas e encaixadas de forma que aproveite melhor o tecido, evitando desperdícios. Assim, você precisa apenas posicionar uma vez o projetor sobre o tecido e cortar as peças de uma só vez, dependendo do tamanho da sua mesa. Nesses casos, eu gosto de criar uma nova página dentro do Inkscape para fazer esse Tetris com mais organização, usando apenas as peças do meu tamanho.</p>

<blockquote>
  <p>Existe uma funcionalidade no Inkscape que permite esconder as camadas que você não quer usar. Se o designer criou o arquivo do molde com camadas, é possível esconder todos os moldes que não são do seu tamanho e deixar apenas o seu tamanho visível. Basta clicar no ícone do olho na camada dentro do menu “Camadas e Objetos” para exibir ou esconder.</p>
</blockquote>

<h2 id="boas-práticas-no-inkscape">Boas práticas no Inkscape</h2>

<p>Eu sempre esqueço de seguir todas as boas práticas, por isso vou registrá-las aqui para consultar a lista futuramente e evitar esquecimentos.</p>

<p>Quando a gente compra um molde digital, é possível que no futuro se perca o acesso ao molde. Por isso, a primeira boa prática que eu recomendo é que sempre se faça uma cópia do arquivo para editar o molde. Assim, você pode ficar à vontade para editar o arquivo sem medo de salvar alguma modificação no original sem querer.</p>

<p>A segunda boa prática é muito parecida com a primeira. Sempre faça cópias das peças antes de editar. Quando estou editando um molde, eu crio uma nova página e copio para ela as peças do meu tamanho. É nessa página que eu vou fazer as edições, porque se eu me arrepender de alguma ajuste ou me perder nas edições e quiser recomeçar é só eu copiar de novo a peça original.</p>

<p>A terceira boa prática é anotar as alterações feitas. Se você está só editando os pontos que eu passei aqui no post, não tem necessidade. Mas se a edição incluir algum ajuste na peça, o ideal é anotar dentro do arquivo. Uma simples caixa de texto listando o que foi mudado já ajuda. Quando você precisar usar o molde no futuro você vai se agradecer por ter feito esse registro.</p>

<p>Resumindo, as boas práticas são:</p>

<ul>
  <li>Fazer uma cópia do arquivo original do molde antes de editar</li>
  <li>Copiar as peças do molde, preservando as originais dentro do arquivo</li>
  <li>Criar uma caixa de texto listando as alterações feitas no arquivo</li>
</ul>

<hr />

<p>Esse post registra basicamente tudo o que eu faço quando preciso editar um molde no Inkscape. São passos simples, mas quando estamos costurando podemos nos sobrecarregar por causa da quantidade de passos que envolve construir uma roupa e ter um processo organizado ajuda muito.</p>

<p>Espero que as sugestões te ajudem!</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="artesanato" /><summary type="html"><![CDATA[Adaptando qualquer molde digital]]></summary></entry><entry><title type="html">Dando uma chance para a IA</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/dando-uma-chance-para-a-ia" rel="alternate" type="text/html" title="Dando uma chance para a IA" /><published>2026-06-15T00:00:00-03:00</published><updated>2026-06-15T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-06/dando-uma-chance-para-a-ia</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/dando-uma-chance-para-a-ia"><![CDATA[<p>Desde quando a Inteligência Artificial (IA) foi lançada, eu passei por diversas fases:</p>

<ol>
  <li>Deslumbramento</li>
  <li>Curiosidade</li>
  <li>Crítica</li>
  <li>Teste</li>
</ol>

<p>Eu vou compartilhar um pouco aqui sobre essas fases que eu vivi e estou vivendo como uma forma de registrar a minha opinião atual. Ela já mudou várias vezes e eu acho que nunca vou sair de uma área cinza que não vai totalmente contra nem totalmente a favor. Mas acho importante ser transparente e compartilhar sobre o meu uso, ainda mais que tenho um projeto que é apoiado financeiramente pelos participantes e é sempre bom dar satisfações nesses casos.</p>

<h2 id="deslumbramento">Deslumbramento</h2>

<p>Eu lembro do momento em que me apresentaram o ChatGPT. Na época, era uma IA que estava viralizando e todo mundo estava usando. Como eu não entro muito no Instagram, eu fiquei com aquele sentimento de ser a última a saber, o que não deixava de ser verdade.</p>

<p>Eu fiz um primeiro teste e achei muito inovador ter uma ferramenta em que era possível usá-la em um formato de conversa. Parece algo muito simples agora, mas eu entendi naquele momento que a maneira que a gente se relaciona com a tecnologia tinha mudado.</p>

<p>Como engenheira de computação, eu conhecia redes neurais e já tinha ouvido falar sobre os estudos. Mas o meu entendimento era que ainda era uma área muito embrionária, que evoluía aos poucos. De repente, tudo o que eu li como teoria parecia estar materializado na prática, bem na minha frente.</p>

<h2 id="curiosidade">Curiosidade</h2>

<p>Eu criei uma conta e fiz algumas perguntas, sem acreditar que realmente funcionava. Para a minha surpresa, as perguntas que eu fiz foram respondidas de forma bem satisfatória. Tudo bem que perguntei sobre dúvidas bem simples e diretas, questionando sobre sugestões de livros e o que eu deveria estudar para ser uma gestora melhor. Mas as respostas faziam sentido.</p>

<p>Só que eu não consegui ver no momento como a IA poderia me ajudar de verdade. Eu estava no início da minha atuação como gestora oficialmente, aprendendo muito e escrevendo vários posts no blog sobre os meus estudos. Por isso, eu acabei achando tudo muito legal, mas não fui adiante com os testes e mantive a minha conta no ChatGPT sem uso.</p>

<h2 id="crítica">Crítica</h2>

<p>Depois dessa onda inicial da novidade, parece que surgiram IAs de todos os cantos. Uma ferramenta que era revolucionária e acessível somente por quem tinha um pouco mais de familiaridade com a internet se tornou quase que onipresente. Eu acho impressionante o quanto qualquer pessoa parece conhecer IA hoje em dia. Foi uma penetração de mercado realmente impressionante e uma mudança que claramente não vai passar.</p>

<p>Só que com o uso massivo, também vem o entendimento do que estamos consumindo de verdade. O primeiro ponto da minha fase de crítica foi o uso de materiais com copyright para treinar a IA. Não interessa a licença do material, a IA vai acabar consumindo ele. O que é bem curioso quando a gente pensa na perseguição das grandes empresas à pirataria. Não vou defender a pirataria aqui, mas não acho que o formato de treino das IAs é muito diferente dela.</p>

<p>Vários profissionais viram as suas profissões sendo diretamente afetadas pelo uso indiscriminado de IA. A IA alucina e nem todas as pessoas que a usam sabem disso. Na área de desenvolvimento de software, por exemplo, algumas empresas começaram a substituir os desenvolvedores e agora vemos o impacto que essa troca causa. Eu espero que todas as áreas estejam sentindo essa necessidade de ter o apoio dos profissionais no uso da IA.</p>

<p>O segundo ponto da minha fase crítica é o custo ambiental da IA. O consumo de recursos naturais, a construção de data centers e o fato do tema não parecer ser uma grande preocupação dos inovadores deixou uma impressão inicial muito ruim para mim.</p>

<p>Esses pontos negativos da IA me entristecem porque eu sei que o potencial é gigantesco. Já <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/192790812/tema-da-edicao-nao-perca-a-sua-capacidade-de-aprender">falei na newsletter</a> sobre o quanto a IA pode ser um divisor de águas na medicina, por exemplo. Mas a minha maior crítica é ao uso indiscriminado, quando as pessoas usam a IA para pensar por elas e não para auxiliar.</p>

<h2 id="teste">Teste</h2>

<p>Dito tudo isso, eu avancei para a fase de teste. Mas esse avanço demorou.</p>

<p>Inicialmente, eu fiquei muito convencida de que eu não ia usar. Depois, eu fiquei incomodada porque tudo passou a ter IA. Qualquer site que eu acesso, o meu notebook e o meu celular estão com IA. Uma simples busca no Google mostra resultado de IA, um atendimento em qualquer serviço tem uma IA falando comigo antes de um ser humano. Então, se tornou impossível não ser uma usuária da IA, porque o contato com ela vai ser feito, independentemente da minha vontade.</p>

<p>Muitas pessoas tentaram me convencer que a IA era o futuro e não tinha como fugir. Sendo bem sincera, só isso me dava mais vontade de não usar, porque não acho que só porque algo é bom para alguém vai ser bom para mim também.</p>

<p>Mesmo com a minha resistência, também estou tendo muito contato com a IA dentro do trabalho. Além de estar fazendo parte de um teste de DevEx que usa IA para melhorar a velocidade e a qualidade das entregas, também existe a expectativa de que as lideranças usem a IA para otimizar o trabalho. Com isso, fui obrigada a pensar em com usar a IA de forma mais consciente, sem deixar que o meu time se apoie apenas nela e pare de evoluir.</p>

<p>Quando divulgaram que o preço dos tokens estava subindo e estava cada vez mais complicado ter uma IA para uso constante, eu nem me preocupei em procurar alguma assinatura, já que não estava disposta a gastar muito para testar. Mas aí eu ganhei uma assinatura de 1 ano do Gemini Plus e achei que não custaria dar mais uma chance.</p>

<p>O que me fez aceitar usar a IA como um assistente foram 3 pontos principais:</p>

<ul>
  <li>O Gemini é do Google, que tem <a href="https://cloud.google.com/blog/products/infrastructure/measuring-the-environmental-impact-of-ai-inference/">iniciativas de compensação de impactos da IA</a></li>
  <li>Vi muitos exemplos bons da IA como um parceiro de estudos</li>
  <li>Também vi bons exemplos da IA para apoio nas decisões</li>
</ul>

<p>Não é possível não ter impacto em recursos naturais quando estamos usando computadores. Então não vou ser hipócrita e dizer que, ao não usar a IA, não causo impacto nenhum. Mas se for para usar, o melhor é usar de alguma empresa que divulgue ações de mitigação. Dito isso, eu realmente espero que a legislação sobre o tema avance e todas as empresas precisem seguir regras que diminuam ou compensem o impacto ambiental.</p>

<p>Eu estou estudando muitos tópicos, que costumo compartilhar na <a href="https://trilhadevalor.substack.com">newsletter</a>. Ultimamente, estou aprendendo sobre modelagem e costura e esse é um tópico que está sendo um pouco mais difícil do que imaginei que seria, principalmente na interpretação de modelos. Já comprei vários cursos, livros e moldes para entender o que estou aprendendo, mas sigo com dificuldades. Quando fui testar o Gemini, decidi perguntar sobre uma dúvida que vinha me incomodando há dias sobre o tema. Com duas interações eu consegui entender e fiquei até um pouco chateada de não ter feito isso antes.</p>

<p>O exemplo positivo mais recente foi na tomada de decisões. Eu sou muito indecisa e gosto muito de levantar dados para fazer uma <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/67764631/organizacao-pessoal-lista-de-pros-e-contras">lista de prós e contras</a> e então decidir o que fazer. Nesse final de semana, decidi passar a minha situação atual para a IA para que ela pudesse conferir os cálculos que fiz e entender qual caminho seguir. Até o meu marido concordou que com a comparação que o Gemini me apresentou não teria como seguir com dúvidas sobre o que fazer.</p>

<p>Esse é o resumo da fase atual em que me encontro: pensei no que tenho dificuldade e joguei para a IA me ajudar a destravar. Como o resultado foi positivo, pretendo seguir assim. Com a interpretação de modelos, por exemplo, eu pretendo seguir estudando como já faço, vendo os vídeos e lendo o material, e, caso eu tenha dúvidas, buscar nos livros ou no Reddit e só depois perguntar para a IA sobre a dúvida.</p>

<p>Não acho que usar a IA como única forma de destravar vai ser um formato que vou seguir em algum momento, porque tenho muito medo de que eu delegue o meu raciocínio para uma máquina. Mas pretendo ser um pouco mais flexível e entender no que ela pode ajudar.</p>

<p>Até o momento, não pretendo usar a IA nos meus estudos de Python. Porém, comecei a fazer aulas no <a href="https://www.cambly.com/invite/CZ6U6C5W?st=061426&amp;sc=4">Cambly</a> e estou pensando em treinar a pronúncia com o Gemini Live.</p>

<hr />

<p>Sobre os meus projetos, eu sigo escrevendo sem IA e pretendo seguir assim. Entendo que a escrita é uma forma de fixar o que eu aprendo e a IA não vai fazer isso por mim. Ou seja, cada post e cada edição da newsletter enviados e cada livro lido no <a href="https://trilhadevalor.substack.com/s/clube-do-livro-para-introvertidos">Clube do Livro para Introvertidos</a> são atividades feitas por uma pessoa e continuarão sendo.</p>

<p>O <a href="https://languagetool.org/pt-BR">LanguageTool</a>, ferramenta que uso para revisar os textos, está com IA embutida, mas eu aprovo cada sugestão individualmente para não ter tanta interferência na minha escrita. O <a href="https://coda.io/@ingridmachado">Coda</a>, que uso para publicação, também tem IA e não ativei nenhuma funcionalidade dela. Mas acho importante passar essas informações, porque mesmo não usando ativamente, a IA ainda está envolvida nessas ferramentas e pode ser que isso influencie de alguma forma.</p>

<p>Espero que tenha feito sentido tudo o que eu compartilhei e que eu consiga fazer um bom uso do Gemini. Deixando claro que esse não é um post patrocinado. É somente um relato de quem tentou resistir, mas agora está tentando entender se está perdendo algum benefício apenas por não querer seguir a corrente.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="insights" /><summary type="html"><![CDATA[Explorando as vantagens e um uso consciente]]></summary></entry><entry><title type="html">Consistência</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/consistencia" rel="alternate" type="text/html" title="Consistência" /><published>2026-06-08T00:00:00-03:00</published><updated>2026-06-08T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-06/consistencia</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/consistencia"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #97: Consistência</strong>, que foi enviada no dia 05 de fevereiro de 2025. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Espero não estar sendo repetitiva, porque esse é um tema que já abordei em alguns textos passados. Mas, refletindo na virada do ano e me organizando para deixar todas as publicações organizadas, eu percebi o quanto eu tenho dificuldade em manter a consistência em qualquer coisa que não envolva os meus projetos.</p>

<p>Já compartilhei aqui na newsletter sobre planners, atividades, projetos e hobbies que, de repente, eu nunca mais nem pensei a respeito. Obviamente, o ano passado foi atípico, porque as enchentes influenciaram e muito no que eu tinha planejado. Porém, eu percebi que é um comportamento recorrente. São muitas coisas que inicio e não consigo manter por muito tempo. São raras as exceções.</p>

<p>Dentre as exceções, posso citar a leitura, o <a href="https://trilhadevalor.substack.com/s/clube-do-livro-para-introvertidos">clube do livro</a>, o <a href="https://ingridmachado.net/">blog</a> e a <a href="https://trilhadevalor.substack.com">newsletter</a>. De tudo o que eu tenho de compromisso fora do trabalho, essas são as únicas coisas que mantenho de forma consistente durante todo o ano. Pensando nos motivos em comum, eu consegui listar alguns que gostaria de compartilhar mais a respeito:</p>

<ul>
  <li><a href="#são-atividades-prazerosas">São atividades prazerosas</a></li>
  <li><a href="#são-atividades-com-cadência">São atividades com cadência</a></li>
  <li><a href="#são-atividades-com-benefícios">São atividades com benefícios</a></li>
</ul>

<p>Talvez eu vá falar somente sobre coisas muito óbvias. O problema é que nunca paro para pensar no óbvio e fazer essa reflexão e comparar as atividades me mostra que preciso de características simples para me manter dedicada a alguma coisa.</p>

<h2 id="são-atividades-prazerosas">São atividades prazerosas</h2>

<p>Tanto ler quanto escrever são atividades prazerosas para mim. A leitura depende muito do livro que estou lendo, mas, geralmente, consigo gerar boas listas de leitura de ficção e aprender bastante com os livros de não ficção que seleciono para ler.</p>

<p>Ler histórias envolventes é tão prazeroso para mim quanto assistir a um bom filme ou série. Eu fico realmente imersa no que estou lendo e, quando a história é boa, consigo ficar distraída lendo por um bom tempo.</p>

<p>Escrever é igualmente prazeroso quando sinto que tenho algo relevante para compartilhar. O que é um desafio quando se tem um blog com posts novos toda segunda e um clube do livro e uma newsletter com publicações quinzenais cada.</p>

<p>Com o passar do tempo, sinto que vou perdendo um pouco a vergonha de escrever e compartilhar coisas mais pessoais, como esse texto. Certamente vou enviar mais edições nesse ano com conceitos que aprendi e gostaria de compartilhar com mais pessoas, mas vejo muito valor em conhecer experiências individuais e estou ficando mais confortável em compartilhar a minha.</p>

<p>Escrever não é prazeroso somente no momento da escrita. Receber feedbacks sobre o que escrevo sempre é muito legal. É curioso que a maioria dos feedbacks que recebo é via mensagens no LinkedIn, o que me faz entender que estou conseguindo atingir pessoas que realmente leem o que escrevo. Porque não é apenas um comentário dizendo que é legal, mas sim muitas trocas sobre os desafios que as pessoas encontram e que eu já encontrei no passado. Saber que compartilhar o que vivi ajudou alguém é algo que não imaginava que seria tão legal.</p>

<h2 id="são-atividades-com-cadência">São atividades com cadência</h2>

<p>Outra característica em comum das atividades que me comprometo é a cadência. Como citei nos parágrafos anteriores, eu tenho um cronograma para os projetos e acontece que tenho um cronograma para a leitura também:</p>

<ul>
  <li><strong>Leitura:</strong> leio à noite, antes de dormir, e nos finais de semana</li>
  <li><strong>Clube do livro:</strong> envio uma publicação a cada 15 dias nas terças-feiras</li>
  <li><strong>Blog:</strong> publico um novo post toda segunda-feira</li>
  <li><strong>Newsletter:</strong> envio uma publicação a cada 15 dias, nas quartas-feiras, em semanas alternadas ao clube do livro</li>
</ul>

<p>Ter esse compromisso com os projetos me ajuda muito a manter uma rotina organizada. Eu costumo escrever as publicações e os posts com antecedência, porque não quero escrever nada apenas para cumprir com o calendário de publicações. E sinto que sempre tenho o que compartilhar porque coisas que acontecem no trabalho ou na minha vida pessoal ditam os temas de cada texto.</p>

<p>Observando o histórico de posts do blog, por exemplo, você vai conseguir perceber a época em que eu estava fazendo jogos no Scratch, quando comecei a estudar sobre o <a href="https://coda.io/@ingridmachado">Coda</a> ou quando estava migrando de Scrum Master para coordenação de Engenharia. Eu mesma gosto de revisitar os meus posts para entender como <a href="https://ingridmachado.net/articles/2024-12/evolucao-dos-meus-interesses">meus interesses evoluíram</a> e como eles moldam o que eu publico.</p>

<p>Manter a cadência me permite ser muito mais atenta às coisas que acontecem à minha volta. Ler constantemente também é uma forma de estar sempre aprendendo e sempre tendo algo para compartilhar.</p>

<h2 id="são-atividades-com-benefícios">São atividades com benefícios</h2>

<p>O maior benefício de todas essas atividades é me manter longe do celular. Quando estou de férias, costumo manter uma parte da minha rotina, porque sei que, se me distrair, vou passar o dia na timeline do Instagram.</p>

<p>Ler me permite ter a mente mais calma. É impressionante como eu me sinto melhor indo dormir depois de uma hora de leitura e como eu me sinto acelerada e sem sono depois de uma hora scrollando a tela do celular. Com os projetos é a mesma coisa. Não é possível escrever ou revisar textos com muitas distrações.</p>

<p>Eu aproveito para escrever com um lo-fi de fundo, enquanto tomo um chimarrão. Antes de escrever, gosto de arrumar a minha mesa e deixar o espaço confortável para o uso do teclado e do mouse. Também uso uma cadeira de escritório, que evita dores nas costas no final do dia. Trabalhar o dia inteiro e depois reservar um tempo para escrever à noite pode ser mais cansativo do que o necessário sem a organização certa.</p>

<p>A minha rotina também é muito beneficiada por essas atividades. Como já mencionei, tenho um sono melhor, o que significa que realmente descanso à noite e acordo renovada. O que me permite estar disposta no outro dia para trabalhar (tanto no meu trabalho oficial quanto nos meus projetos).</p>

<p>Uma rotina sem atividades que me desafiem intelectualmente parece uma rotina que não é minha. Depois de anos acostumada a escrever regularmente e a ler antes de dormir, ter uma quebra nessas atividades me deixa com uma sensação de que algo está faltando. As minhas férias são ótimos exemplos de momentos em que tento mudar tudo e acabo sempre me arrependendo.</p>

<p>Outro benefício da escrita é que eu tenho praticamente um diário sobre o meu aprendizado e as minhas experiências. Se eu for voltar a ser Scrum Master, certamente vou ler os meus <a href="https://ingridmachado.net/category/agilidade/">posts do blog sobre agilidade</a> para relembrar como atuava na época. Se for fazer outro jogo no Scratch, a minha primeira fonte para relembrar a interface também será os meus próprios posts. Certamente eu vou entender tudo, até porque escrevo como se estivesse escrevendo para uma versão futura minha.</p>

<hr />

<p>Espero que compartilhar quais atividades eu consigo me manter fazendo durante o ano e as suas características te ajude a pensar no que você consegue manter a consistência. Nessa época de início de ano é comum termos uma lista de promessas e focar em objetivos factíveis é uma ótima forma de chegar no final do ano contente com o nosso comprometimento.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Este texto foi originalmente publicado na Trilha de Valor #97: Consistência, que foi enviada no dia 05 de fevereiro de 2025. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se aqui.]]></summary></entry><entry><title type="html">Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 2</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-2" rel="alternate" type="text/html" title="Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 2" /><published>2026-06-01T00:00:00-03:00</published><updated>2026-06-01T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-06/anotacoes-da-formacao-google-project-management---professional-certificate---parte-2</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-06/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-2"><![CDATA[<p>Continuação da parte 1, que pode ser acessada <a href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-1">aqui</a>.</p>

<h2 id="project-initiation-starting-a-successful-project">Project initiation: Starting a successful project</h2>

<p>Análise de custo-benefício:</p>

<ul>
  <li>O processo de somar o valor de retorno esperado para o projeto (benefício) e comparar com os custos</li>
  <li>Benefícios:
    <ul>
      <li>Qual valor o projeto vai criar?</li>
      <li>Quanto dinheiro a organização pode economizar com esse projeto?</li>
      <li>Quanto dinheiro vai trazer a partir dos usuário existentes?</li>
      <li>Quanto tempo será economizado?</li>
      <li>Como a experiência de usuário vai ser melhorada?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Custos:
    <ul>
      <li>Quanto tempo as pessoas vão investir nesse projeto?</li>
      <li>Quais serão os custos únicos?</li>
      <li>Existirão custos contínuos?</li>
      <li>E os custos de longo prazo?</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Principais componentes do início de um projeto:</p>

<ul>
  <li>Objetivos</li>
  <li>Escopo</li>
  <li>Entregáveis</li>
  <li>Critérios de sucesso</li>
  <li>Stakeholders</li>
  <li>Recursos</li>
</ul>

<p>Carta de projeto (termo de abertura):</p>

<ul>
  <li>Um documento que contém todos os detalhes do projeto</li>
  <li>Define de forma clara o projeto e os seus objetivos e define o que precisa ser feito para atingi-los</li>
</ul>

<p>ROI (Retorno do Investimento):</p>

<ul>
  <li>Fórmula: (R-C) / C = ROI
    <ul>
      <li>R = receita</li>
      <li>C = custos</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Um ROI forte tende a ser maior do que 10%</li>
</ul>

<p>Objetivo do projeto:</p>

<ul>
  <li>O resultado desejado de um projeto</li>
  <li>Deve ser claro e específico</li>
</ul>

<p>Entregáveis do projeto:</p>

<ul>
  <li>Os produtos ou serviços criados para o consumidor, cliente ou patrocinador do projeto</li>
  <li>O que é produzido ou apresentado no final de uma tarefa, evento ou processo</li>
  <li>Ajuda a quantificar e concretizar o impacto do projeto</li>
  <li>Decidido antecipadamente com os stakeholders ou clientes envolvidos</li>
</ul>

<p>Objetivos SMART:</p>

<ul>
  <li>Específico (Specific):
    <ul>
      <li>O que eu quero fazer?</li>
      <li>Por que isso é um objetivo?</li>
      <li>Quem será envolvido?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Mensurável (Measurable):
    <ul>
      <li>Quanto?</li>
      <li>Quantos?</li>
      <li>Como vou saber que foi concluído?</li>
      <li>Métricas: o que você usa para medir algo</li>
      <li>Benchmarks: pontos de referência</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Atingível (Attainable):
    <ul>
      <li>É possível ser concluído de maneira razoável?</li>
      <li>Como pode ser realizado?
        <ul>
          <li>Quebrar o objetivo</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Relevante (Relevant):
    <ul>
      <li>O objetivo faz sentido?</li>
      <li>O objetivo vale a pena?</li>
      <li>Este é o momento certo?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Com prazo (Time-bound):
    <ul>
      <li>Tem um prazo claro?</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>OKRs:</p>

<ul>
  <li>Objetivo + Resultados-chave (Key Results)</li>
  <li>OKRs combinam um objetivo e uma métrica para determinar um resultado mensurável</li>
  <li>Objetivo:
    <ul>
      <li>Define o que precisa ser atingido</li>
      <li>Descreve um resultado desejado</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Resultados-chave:
    <ul>
      <li>Os resultados mensuráveis que definem quando o objetivo foi atingido</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Níveis de OKR
    <ul>
      <li>Empresa / Organização</li>
      <li>Departamento / Time</li>
      <li>Projeto</li>
    </ul>
  </li>
  <li>OKRs são definidos para desafiar o time, indo além do que é facilmente atingível</li>
  <li>Objetivos fortes atendem aos seguintes critérios:
    <ul>
      <li>Aspiracionais</li>
      <li>Alinhados com os objetivos da organização</li>
      <li>Orientados à ação</li>
      <li>Concretos</li>
      <li>Significativos</li>
    </ul>
  </li>
  <li>2 a 3 resultados-chave por objetivo</li>
  <li>Resultados-chave fortes atendem aos seguintes critérios:
    <ul>
      <li>Orientados aos resultados (não às tarefas)</li>
      <li>Mensuráveis e verificáveis</li>
      <li>Específicos e com prazo</li>
      <li>Agressivos, porém realistas</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Pense nos objetivos como sendo motivacionais e inspiradores e nos resultados-chave como táticos e específicos</li>
</ul>

<p>Escopo do projeto:</p>

<ul>
  <li>Inclui os limites do projetos</li>
  <li>Um acordo sobre o que é incluído ou excluído do projeto</li>
  <li>Também inclui o cronograma do projeto, o orçamento e os recursos</li>
  <li>Definido durante a fase inicial de planejamento</li>
  <li>Documenta o escopo</li>
  <li>Garante que você entenda quem, o que, quando, onde, por que e como no que se refere ao escopo</li>
  <li>Dentro do escopo: tarefas incluídas no plano do projeto e contribuem para o objetivo do projeto</li>
  <li>Fora do escopo: tarefas que não foram incluídas no plano do projeto e não contribuem para o objetivo do projeto</li>
  <li>Expansão do escopo (scope creep): mudanças, crescimento e fatores incontroláveis que afetam o escopo do projeto em qualquer momento após o início do projeto
    <ul>
      <li>Fontes: internas e externas</li>
      <li>Soluções:
        <ul>
          <li>Deixar os planos do projeto visíveis
            <ul>
              <li>Obter clareza dos requisitos do projeto</li>
              <li>Definir as regras básicas e expectativas para o envolvimento dos stakeholders</li>
              <li>Criar um plano para lidar com os pedidos fora do escopo</li>
              <li>Registrar por escrito os acordos e planos</li>
            </ul>
          </li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
  <li>Melhores práticas de gestão de escopo:
    <ul>
      <li>Defina os requisitos do projeto</li>
      <li>Defina um cronograma claro</li>
      <li>Determine o que está fora do escopo</li>
      <li>Forneça alternativas</li>
      <li>Estabeleça um processo de controle de mudanças</li>
      <li>Aprenda a dizer não</li>
      <li>Contabilize os custos do trabalho fora do escopo</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Modelo de restrição tripla:</p>

<ul>
  <li>A combinação das 3 restrições mais significativas de qualquer projeto:
    <ul>
      <li>Escopo</li>
      <li>Tempo (cronograma e prazos do projeto)</li>
      <li>Custo (orçamento, recursos e pessoas)</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Você não pode mudar uma sem impactar as outras</li>
</ul>

<p><strong>Lançamento:</strong> entregar o resultado do projeto para o cliente ou usuário</p>

<p><strong>Aterrissagem:</strong> medir o sucesso do projeto usando critérios de sucesso estabelecidos no início do projeto</p>

<p><strong>Lançar e esquecer:</strong> acontece quando um gerente de projetos entrega um projeto para o cliente e o cliente aceita a entrega, mas o gerente de projeto não avalia se os entregáveis satisfazem o cliente ou o usuário</p>

<p>Critérios de sucesso:</p>

<ul>
  <li>Indica se o projeto teve sucesso ou não</li>
  <li>Especifica em detalhes os objetivos, entregáveis, requisitos e expectativas do projeto</li>
  <li>Os padrões que serão usados para julgar o projeto assim que ele for entregue para os stakeholders</li>
</ul>

<p>Determinando o sucesso do projeto:</p>

<ul>
  <li>Identificar os aspectos mensuráveis do seu projeto</li>
  <li>Obter clareza dos stakeholders sobre os requisitos e expectativas do projeto</li>
</ul>

<p><strong>Adoção:</strong> se refere ao uso e adoção do produto ou serviço por parte dos clientes sem problemas</p>

<p><strong>Engajamento:</strong> quão frequente ou significativa é a interação ou participação do cliente ao longo do tempo</p>

<p><strong>Stakeholders:</strong> pessoas que são interessadas e afetadas pela conclusão e sucesso do projeto</p>

<p><strong>Acessibilidade:</strong> remover ativamente quaisquer barreiras que podem fazer com que pessoas com deficiências não consigam acessar tecnologias, informações ou experiências e nivelar o ambiente de forma que todos possuam as mesmas chances de aproveitar a vida e ter sucesso</p>

<p>Quando estiver montando um time, considere:</p>

<ul>
  <li>Papéis necessários</li>
  <li>Tamanho do time</li>
  <li>Habilidades necessárias</li>
  <li>Disponibilidade</li>
</ul>

<p>Papéis no projeto:</p>

<ul>
  <li>Patrocinador do projeto</li>
  <li>Membros do time</li>
  <li>Usuário</li>
  <li>Stakeholders (primários e secundários)</li>
  <li>Gerente de projetos</li>
</ul>

<p>Iniciando a análise de stakeholders:</p>

<ol>
  <li>Faça uma lista com todos os stakeholders impactados pelo projeto</li>
  <li>Defina o nível de interesse e influência de cada stakeholder</li>
  <li>Avalie o nível de participação de cada stakeholder e encontre maneiras de envolver cada um</li>
</ol>

<p><strong>Influência:</strong> mede quanto poder um stakeholder tem e quanto as ações do stakeholder afetam o resultado do projeto</p>

<p><strong>Interesse:</strong> quanto as necessidades do stakeholder são afetadas pelas operações e resultados de um projeto</p>

<p>Matriz de poder:</p>

<ul>
  <li>Usada para fazer a análise de stakeholders</li>
  <li>Interesse versus influência</li>
</ul>

<p>Maneiras de envolver os stakeholders:</p>

<ul>
  <li>Reuniões</li>
  <li>Enviar atualizações</li>
</ul>

<p><strong>Adesão dos stakeholders:</strong> o processo de envolver essas pessoas no processo de decisão para atingir um consenso</p>

<p>Matriz RACI:</p>

<ul>
  <li>Ajuda a definir os papéis e responsabilidades de cada pessoa ou time para garantir que o trabalho vai ser feito de maneira eficiente</li>
  <li>Tipos de participação:
    <ul>
      <li>Responsável: quem executa o trabalho</li>
      <li>Aprovador: quem garante que o trabalho foi feito</li>
      <li>Consultado: quem fornece informações e feedbacks sobre o trabalho</li>
      <li>Informado: quem precisa saber do resultado</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Não é possível ter mais de uma pessoa designada como aprovador</li>
</ul>

<p>Principais razões pelas quais um projeto falha:</p>

<ul>
  <li>Expectativas não estão claras</li>
  <li>Expectativas não realistas</li>
  <li>Falhas de comunicação</li>
  <li>Falta de recursos</li>
  <li>Expansão do escopo</li>
</ul>

<p>Recursos essenciais de um projeto:</p>

<ul>
  <li>Orçamento: uma estimativa de quanto um projeto vai custar até ser concluído</li>
  <li>Recursos incluem as pessoas que ajudam a executar as tarefas de um projeto</li>
  <li>Materiais: itens necessários para apoiar na conclusão do projeto</li>
</ul>

<p>Ferramentas:</p>

<ul>
  <li>Auxílios que facilitam para o gerente de projetos ou para o time gerenciar os recursos e organizar o trabalho</li>
  <li>Ferramentas podem te ajudar:
    <ul>
      <li>A acompanhar as tarefas</li>
      <li>A gerenciar o orçamento</li>
      <li>A colaborar com os colegas de time</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Documentação clara e consistente para garantir transparência e comunicação clara.</p>

<p>Proposta do projeto:</p>

<ul>
  <li>Uma forma de documentação usada para persuadir um stakeholder a iniciar um projeto</li>
  <li>Geralmente, um líder sênior cria a proposta, mas é o gerente de projeto que acompanha o progresso da proposta</li>
</ul>

<p>Termo de abertura de projeto:</p>

<ul>
  <li>Um documento formal que define claramente o projeto e esboça os detalhes necessários para atingir os objetivos do projeto</li>
  <li>Define um framework do que é preciso ser feito e comunica esses detalhes para os outros</li>
  <li>Geralmente gerado ao final da fase de iniciação do projeto</li>
  <li>O objetivo do termo de abertura de projeto é definir claramente os detalhes principais do projeto</li>
  <li>Referência que vai ser usada durante todo o projeto</li>
  <li>Torna claro que os benefícios do projeto superam os custos do projeto</li>
  <li>Define como avançar antes da fase de planejamento</li>
</ul>

<p>Algumas considerações importantes para introduzir novas ferramentas com sucesso:</p>

<ul>
  <li>Discuta as ferramentas com antecedência e com frequência, se possível</li>
  <li>Peça feedback dos principais stakeholders</li>
  <li>Envolva os principais stakeholders nas demonstrações conforme for chegando próximo de tomar a decisão final de ferramenta para acompanhar o projeto</li>
  <li>Garanta que a ferramenta está totalmente funcional antes de introduzi-la para o time</li>
  <li>Organize treinamentos para a ferramenta conforme necessário antes de pedir para o time usá-la</li>
</ul>

<p>Tipos de ferramentas na gestão de projetos:</p>

<ul>
  <li>Agendamento</li>
  <li>Gestão de trabalho</li>
  <li>Produtividade</li>
  <li>Colaboração</li>
</ul>

<hr />

<p>Essas são as anotações do segundo curso da formação, que apresenta como iniciar os projetos.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="carreira" /><summary type="html"><![CDATA[Project initiation: Starting a successful project]]></summary></entry><entry><title type="html">Como estou retomando o meu ritmo saudável de escrita</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/como-estou-retomando-o-meu-ritmo-saudavel-de-escrita" rel="alternate" type="text/html" title="Como estou retomando o meu ritmo saudável de escrita" /><published>2026-05-25T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-25T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/como-estou-retomando-o-meu-ritmo-saudavel-de-escrita</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/como-estou-retomando-o-meu-ritmo-saudavel-de-escrita"><![CDATA[<p>Ano passado, eu tive alguns percalços no momento de escrever para o blog e para a <a href="https://trilhadevalor.substack.com">newsletter</a>. A rotina acelerada acabou tornando uma atividade que eu gosto em um peso no meu dia.</p>

<p>Eu acabei contornando esse período fazendo várias republicações de conteúdo da newsletter no blog e fiquei um tempo sem escrever diariamente. Mas, entendendo que é algo que eu ainda gosto e pretendo manter com menos comprometimento diário, eu organizei a minha escrita de forma um pouco diferente esse ano.</p>

<h2 id="atividades-semanais">Atividades semanais</h2>

<p>Anteriormente, eu tentava escrever todos os dias, principalmente para me manter longe do celular. Agora, eu estou tentando manter uma frequência semanal, que eu divido em duas partes: escrita e revisão.</p>

<p>No início da semana, eu tento escrever para os meus 3 projetos: blog, newsletter e <a href="https://trilhadevalor.substack.com/s/clube-do-livro-para-introvertidos">clube do livro</a>. Deixo para o início porque é quando eu estou mais disposta a escrever e a pensar em temas que gostaria de falar. Mais para o final da semana útil, eu foco em revisar esses textos e deixar eles prontos para publicação.</p>

<p>A revisão foca em gramática e em passar claramente o que pretendo dizer através do texto. Deixar pronto para a publicação incluir fazer as formatações do texto, adicionar links e ajustar os títulos.</p>

<p>Nos sábados, eu estou deixando para agendar as publicações. Essa é uma atividade relativamente rápida e não ocupa tanto do meu final de semana.</p>

<h2 id="organização-dentro-do-microsoft-to-do">Organização dentro do Microsoft To Do</h2>

<p>Para organizar essas atividades, eu tenho listas no <a href="https://ingridmachado.net/articles/2024-05/microsoft-to-do">Microsoft To Do</a> para cada projeto em que organizo as tarefas da seguinte forma:</p>

<ul>
  <li>Segunda-feira:
    <ul>
      <li>Escrever um rascunho para o blog</li>
      <li>Escrever um rascunho para a newsletter</li>
      <li>Escrever um rascunho para o clube do livro</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Sexta-feira:
    <ul>
      <li>Revisar um rascunho do blog</li>
      <li>Revisar um rascunho da newsletter</li>
      <li>Revisar um rascunho do clube do livro</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Sábado:
    <ul>
      <li>Agendar publicações do blog</li>
      <li>Agendar publicações da newsletter</li>
      <li>Agendar publicações do clube do livro</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Eu deixo as tarefas de escrever na segunda para que fiquem aparecendo durante toda a semana no meu planejado enquanto eu não marcar elas como concluídas.</p>

<p>Nem toda semana eu faço todas as tarefas. O clube do livro, por exemplo, eu só publico a cada duas semanas e gosto de ler no ritmo do planejamento. Então eu não uso esse lembrete para concluir a publicação, mas sim para ir montando aos poucos.</p>

<hr />

<p>Com essa organização, eu consigo manter uma rotina de escrita, revisão e publicação durante a semana, sem necessariamente ter que escrever todos os dias. Esse controle também me ajuda a distribuir os esforços entre os projetos, porque, se eu não acompanhar, sei que fico sempre escrevendo sobre o mesmo assunto para o mesmo projeto por um tempo.</p>

<p>Espero que tenha sido útil compartilhar essa minha nova organização contigo.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="organizacao" /><summary type="html"><![CDATA[Reorganizando os meus projetos]]></summary></entry><entry><title type="html">Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 1</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-1" rel="alternate" type="text/html" title="Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 1" /><published>2026-05-18T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-18T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management---professional-certificate---parte-1</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-1"><![CDATA[<p>Como sempre, eu gosto de fazer anotações em todos os cursos para poder consultar futuramente o que aprendi. Seja porque o meu interesse no assunto reacendeu ou porque estou precisando desse conhecimento para alguma atividade específica.</p>

<p>No caso <a href="https://www.coursera.org/professional-certificates/google-project-management">dessa formação</a>, eu estou pensando em focar mais nas minhas habilidades de gestão de projetos e quis revisar as minhas anotações para entender se realmente é algo que me faz feliz. Fazer o curso para aprender é diferente de fazer considerando que é algo que vai ser usado diariamente. Então, eu estou fazendo essa revisão para avaliar se trabalhar apenas com gestão de projetos seria algo que eu consideraria suficiente.</p>

<p>Essa é uma formação que eu não concluí por causa do prazo, mas fiz todos os cursos que considerava importantes para saber o suficiente sobre a gestão de projetos. Eu consegui concluir os seguintes cursos:</p>
<ul>
  <li><a href="#fundamentals-of-project-management">Fundamentals of project management</a></li>
  <li>Project initiation: Starting a successful project</li>
  <li>Project planning: Putting it all together</li>
  <li>Project execution: Running the project</li>
</ul>

<p>O primeiro curso é o que vou compartilhar as anotações nesse post. Para não ficar muito grande, vou compartilhar as anotações dos cursos seguintes em mais 3 partes.</p>

<h2 id="fundamentals-of-project-management">Fundamentals of project management</h2>

<p><strong>Gestão de projetos:</strong> a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas para atender aos requisitos e atingir os resultados desejados de um projeto.</p>

<p><strong>Projeto:</strong> uma iniciativa única, que geralmente inclui um conjunto de entregáveis. Tem início e fim definidos. Inclui uma série de tarefas que precisam ser concluídas para atingir um resultado desejado.</p>

<p>Principais aspectos da gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Planejamento e organização</li>
  <li>Gestão de tarefas</li>
  <li>Controle de orçamento e de custos</li>
</ul>

<p><strong>Programa:</strong> enquanto um projeto é uma iniciativa única, um programa é um conjunto de projetos.</p>

<p><strong>Portfólio:</strong> é um conjunto de projetos e programas que abrangem toda a organização.</p>

<p>Gerentes de projeto:</p>
<ul>
  <li>Acompanham o projeto do início ao fim e servem como guias para o time, usando as suas habilidades de organização e interpessoais em cada etapa</li>
  <li>Geram valor de várias maneiras:
    <ul>
      <li>Priorização</li>
      <li>Delegação</li>
      <li>Comunicação efetiva</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Planejamento e organização:</p>
<ul>
  <li>Fazer uso de ferramentas de produtividade e criar processos</li>
  <li>Criar planos, timelines, cronogramas e outras formas de documentação para acompanhar o andamento do projeto</li>
</ul>

<p>Controle de orçamento e de custos:</p>
<ul>
  <li>Monitorar e gerenciar orçamento</li>
  <li>Acompanhar problemas e riscos</li>
  <li>Gerenciar qualidade</li>
  <li>Remover impedimentos</li>
</ul>

<p>O gerente de projetos vai guiar o time:</p>
<ul>
  <li>Responsabilizando os membros do time pelas tarefas atribuídas</li>
  <li>Garantindo que os problemas e os riscos estão sendo acompanhados e estão visíveis, e estabelecendo caminhos de escalonamento</li>
  <li>Entendendo e ajudando os membros do time a entregar soluções que atendam aos requisitos baseados no escopo, cronograma e orçamento do projeto</li>
</ul>

<p>Principais habilidades:</p>
<ul>
  <li>Apoiar na tomada de decisão</li>
  <li>Comunicação e escalonamento</li>
  <li>Flexibilidade</li>
  <li>Organização</li>
</ul>

<p>Planejamento flexível:</p>
<ul>
  <li>Avaliar restrições externas</li>
  <li>Planejar para riscos e desafios</li>
  <li>Incluir espaço para imprevistos no planejamento
    <ul>
      <li>Tempo que você pode esperar para começar uma tarefa antes que ela impacte o cronograma e ameace as entregas</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Lidando com ambiguidade:</p>
<ul>
  <li>Se mantenha calmo</li>
  <li>Demonstre empatia</li>
  <li>Comunique o que você sabe claramente</li>
  <li>Tome decisões e se atenha a elas</li>
  <li>Confie na expertise do seu time</li>
</ul>

<p><strong>Influência sem autoridade:</strong> a habilidade de um gerente de projetos de guiar o time para completar o trabalho sem atuar como o gestor direto.</p>

<p>Principais habilidades interpessoais:</p>
<ul>
  <li>Comunicação</li>
  <li>Negociação</li>
  <li>Mediação de conflitos</li>
  <li>Entender motivações</li>
</ul>

<hr />

<p>Ciclo de vida de um projeto:</p>
<ul>
  <li>Iniciar o projeto</li>
  <li>Fazer um plano</li>
  <li>Executar e concluir tarefas</li>
  <li>Fechar o projeto</li>
</ul>

<p>Iniciar o projeto:</p>
<ul>
  <li>Definir os objetivos</li>
  <li>Determinar recursos, pessoas e detalhes do projeto</li>
  <li>Receber a aprovação do projeto</li>
</ul>

<p>Fazer um plano:</p>
<ul>
  <li>Criar o orçamento</li>
  <li>Definir o cronograma</li>
  <li>Definir o time</li>
  <li>Definir papéis e responsabilidades</li>
  <li>Planejar considerando riscos e mudanças</li>
  <li>Estabelecer comunicações</li>
</ul>

<p>Executar e concluir tarefas:</p>
<ul>
  <li>Gerenciar o progresso</li>
  <li>Comunicar</li>
  <li>Fazer ajustes</li>
</ul>

<p>Fechar o projeto:</p>
<ul>
  <li>Garantir que todas as tarefas foram concluídas</li>
  <li>Confirmar o aceite das entregas do projeto</li>
  <li>Refletir sobre as lições aprendidas</li>
  <li>Comunicar os resultados para os stakeholders</li>
  <li>Celebrar a conclusão do projeto</li>
  <li>Encerrar o projeto formalmente</li>
</ul>

<hr />

<p>Metodologias de gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Um conjunto de princípios e processos que guiam o ciclo de vida de um projeto</li>
  <li><strong>Linear:</strong> a fase ou tarefa anterior precisa ser concluída antes da próxima fase ou tarefa iniciar</li>
  <li><strong>Iterativo:</strong> algumas fases ou tarefas vão se sobrepor ou acontecer ao mesmo tempo que outras tarefas estão sendo feitas</li>
</ul>

<p>Exemplos de metodologias de gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Ágil</li>
  <li>Cascata</li>
  <li>Lean Six Sigma
    <ul>
      <li>Definir</li>
      <li>Medir</li>
      <li>Analisar</li>
      <li>Melhorar</li>
      <li>Controlar</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Estrutura organizacional:</p>
<ul>
  <li>A forma na qual uma empresa está organizada</li>
  <li>Hierarquias organizacionais:
    <ul>
      <li><strong>Clássica:</strong> estruturas funcionais ou top-down
        <ul>
          <li>Sistema de se reportar top-down tradicional</li>
        </ul>
      </li>
      <li><strong>Matriz:</strong> comunicação com pares
        <ul>
          <li>Superiores diretos e stakeholders de outros departamentos ou programas</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Disponibilidade de recursos:</p>
<ul>
  <li>Saber como acessar as pessoas, equipamentos e orçamento disponível para o projeto</li>
</ul>

<p>Project Management Office (PMO):</p>
<ul>
  <li>Um grupo dentro da organização que define e ajuda a manter os padrões de gerenciamento de projetos e processos usados em toda a empresa</li>
  <li>Frequentemente age como um centro de coordenação para todos os projetos da organização, ajudando a rodá-los de forma tranquila e eficiente</li>
  <li>Funções do PMO:
    <ul>
      <li>Planejamento estratégico e governança</li>
      <li>Melhores práticas</li>
      <li>Cultura de projeto</li>
      <li>Gestão de recursos</li>
      <li>Criação da documentação, arquivo e ferramentas de projetos</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Cultura:</p>
<ul>
  <li>Os valores compartilhados pelos funcionários, bem como os valores, missão e história da organização</li>
  <li>Perguntas que ajudam a entender a cultura:
    <ul>
      <li>Como a comunicação acontece?</li>
      <li>Como as decisões são tomadas?</li>
      <li>Que tipo de rituais existem quando alguém novo chega?</li>
      <li>Como os projetos são normalmente conduzidos?</li>
      <li>Que tipo de práticas, comportamentos e valores são refletidos pelas pessoas na organização?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Navegando pela cultura:
    <ul>
      <li>Faça perguntas</li>
      <li>Faça observações</li>
      <li>Entenda o seu impacto
        <ul>
          <li><strong>Agente de mudança:</strong> uma pessoa dentro da organização que ajuda na transformação ao focar na melhoria e desenvolvimento organizacional</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Gestão de mudança:</p>
<ul>
  <li>O processo de entregar o projeto concluído e garantir a adoção das pessoas</li>
  <li>Conceitos principais:
    <ul>
      <li>Criar um senso de propriedade e urgência</li>
      <li>Entender as combinações certas de habilidades e personalidades</li>
      <li>Comunicação efetiva: significa ser transparente e direto em relação aos seus planos e ideias e manter a informação disponível</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Melhores práticas:
    <ul>
      <li>Ser proativo</li>
      <li>Comunicar sobre mudanças futuras</li>
      <li>Seguir um processo consistente</li>
      <li>Praticar empatia</li>
      <li>Usar ferramentas</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Governança:</p>
<ul>
  <li>É o framework de gestão que define como decisões são tomadas e responsabilidades e atribuições são definidas</li>
  <li>Comitês diretivos: decidem as prioridades da organização e gerenciam a direção geral das operações</li>
  <li>Governança de projetos: o framework que define como as decisões de projeto são tomadas</li>
</ul>

<hr />

<p>Essas são as anotações do primeiro curso da formação, que apresenta o básico de gestão de projetos.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="carreira" /><summary type="html"><![CDATA[Fundamentals of project management]]></summary></entry><entry><title type="html">Ferramenta para visualizar fluxos</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos" rel="alternate" type="text/html" title="Ferramenta para visualizar fluxos" /><published>2026-05-11T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-11T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos"><![CDATA[<p>Como estou pensando e <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/195643216/organizacao-pessoal-comecando-a-investir">falando bastante sobre dinheiro na newsletter</a>, aproveitei para trazer o tema em forma de dica aqui no blog.</p>

<p>Quando as pessoas compartilham os seus orçamentos online ou querem avaliar para onde o dinheiro vai, é comum vermos o uso de uma ferramenta que ilustra o fluxo de entrada e saída com faixas coloridas. Caso você já tenha visto uma imagem dessas, a ferramenta usada é possivelmente o <a href="https://sankeymatic.com">SankeyMATIC</a>.</p>

<p>Dentro do <a href="https://sankeymatic.com">site</a>, basta você clicar em “Try SankeyMATIC” que você vai ser levado para a ferramenta em si.</p>

<h2 id="como-criar-o-seu-próprio-fluxo">Como criar o seu próprio fluxo</h2>

<p>Na minha opinião, o uso mais fácil é aproveitar os dados existentes que aparecem na caixa de texto e ir editando os valores.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/dicas/sankeymatic/tela-inicial.png" alt="Tela inicial da ferramenta" /></p>

<p>Para criar um nó, é preciso adicionar uma linha no formato <code class="language-plaintext highlighter-rouge">Fonte [VALOR] Destino</code>. No exemplo, temos o fluxo Wages, Budget e Taxes. Para descrever esse fluxo, as seguintes linhas foram adicionadas:</p>

<ul>
  <li>Wages [1500] Budget</li>
  <li>Budget [450] Taxes</li>
</ul>

<p>A primeira linha liga o valor de 1500 de Wages a Budget e a segunda linha liga o valor 450 de Budget a Taxes. Se eu quiser separar o valor de Taxes em mais categorias, basta adicionar linhas com o Taxes como primeiro valor (fonte) e a nova categoria como segundo valor (destino).</p>

<h2 id="exemplo-de-fluxo">Exemplo de fluxo</h2>

<p>Nesse fluxo, eu criei duas fontes de valor: Salário e Freelas. Esses valores somados representam o Orçamento que é a fonte para os valores de contas simuladas.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/dicas/sankeymatic/exemplo.png" alt="Fluxo de exemplo" /></p>

<p>Ter esses dois valores como fonte significa que eu preciso de duas linhas em que eles são o primeiro argumento. E como eles somados representam o orçamento, eu preciso que essas duas linhas tenham Orçamento como segundo argumento:</p>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Salário [5000] Orçamento
Freelas [500] Orçamento
</code></pre></div></div>

<p>O Orçamento é a fonte de 7 itens de destino:</p>

<ul>
  <li>Aluguel</li>
  <li>Internet</li>
  <li>Luz</li>
  <li>Água</li>
  <li>Supermercado</li>
  <li>Cartão de crédito</li>
  <li>Gasto livre</li>
</ul>

<p>Isso significa que eu preciso de 7 linhas usando Orçamento como fonte e esses 7 itens como destino de cada uma delas:</p>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Orçamento [1500] Aluguel
Orçamento [100] Internet
Orçamento [50] Luz
Orçamento [50] Água
Orçamento [1300] Supermercado
Orçamento [2000] Cartão de crédito
Orçamento [500] Gasto livre
</code></pre></div></div>

<p>Lembrando que cada valor que fica entre a fonte e o destino representa o quanto sai da fonte e vai para o destino.</p>

<p>Para esse exemplo, eu também alterei as cores para o padrão Varied, que fica dentro de “Default Node Colors”.</p>

<hr />

<p>Essa é uma ferramenta interessante para quem consegue pensar melhor visualizando os valores ou para quando pretende fazer um planejamento para entender se algum gasto extra cabe no orçamento.</p>

<p>Espero que tenha sido uma dica útil.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="ferramentas" /><summary type="html"><![CDATA[Que muita gente usa para visualizar orçamentos]]></summary></entry><entry><title type="html">O mito da multitarefa</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa" rel="alternate" type="text/html" title="O mito da multitarefa" /><published>2026-05-04T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-04T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #124: O mito da multitarefa</strong>, que foi enviada no dia 18 de fevereiro de 2026. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Um comportamento que reproduzo de vez em quando e percebo muito no trabalho é a multitarefa. O exemplo mais clássico é o de pessoas que estão respondendo mensagens e e-mails ao mesmo tempo que participam de reuniões. A simples menção do nome de quem não está focado no final de uma pergunta entrega que a atenção estava em outro lugar.</p>

<p>A questão que fica é: por que a gente se ilude com a multitarefa? Por que tentamos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, mesmo sabendo que podemos nos cansar mais e fazer um trabalho com menos qualidade? Eu provavelmente não vou responder a essas perguntas aqui, mas pretendo compartilhar o que venho fazendo para ter um dia a dia de trabalho menos cansativo e mais atento.</p>

<h2 id="o-custo-da-mudança-de-contexto">O custo da mudança de contexto</h2>

<p>Já compartilhei aqui anteriormente um <a href="https://www.atlassian.com/blog/productivity/why-context-switching-ruins-productivity">artigo da Atlasssian</a> que fala sobre o problema da mudança de contexto. Segundo o artigo, nós levamos, em média, 25 minutos para voltar para uma tarefa depois de sermos interrompidos. Imagine uma tarefa que pode ser concluída em 30 minutos, sendo interrompida 3 vezes. Se a tarefa for executada dentro do tempo planejado inicialmente, as interrupções fariam a execução demorar 105 minutos, só pelo tempo necessário para retomar a tarefa.</p>

<p>Além do custo de tempo, também temos o custo cognitivo. Uma tarefa simples pode se tornar mais complexa e cansativa se for necessário retomá-la diversas vezes. Por mais que se deseje atender a todos os chamados que chegam durante o dia, não se organizar e colocar limites pode nos cansar mentalmente e diminuir a qualidade da nossa entrega. Para nós, podemos estar fazendo o nosso melhor, para quem vê de fora, podemos estar sendo percebidos como insuficientes pela falta de organização.</p>

<p>Na minha opinião, não é factível passar muito tempo trabalhando além das nossas capacidades. Querer atender a todos, não perder nenhum prazo e não decepcionar ninguém é a receita para o esgotamento. É normal precisar renegociar prazos, precisar de um tempo antes de responder alguém ou explicar que algo não pode ser feito sem deixar de fazer outra tarefa.</p>

<h2 id="estratégias-de-organização">Estratégias de organização</h2>

<p>Quando for interrompido, antes de dar atenção para a interrupção, você pode anotar em que passo parou ou, melhor ainda, qual é o próximo passo. Assim, quando você for retomar a tarefa, vai ser mais fácil retomar a execução, sem precisar recapitular tudo o que foi feito.</p>

<p>Quando estiver em momentos de foco, pause as notificações e adicione um status indicando a sua indisponibilidade nos aplicativos de mensagem. Evite ficar consultando o celular e, se possível, deixe-o no modo silencioso.</p>

<p>Assim como não ter notificações, também é importante organizar o ambiente. Antes de iniciar uma tarefa importante, vá ao banheiro, pegue um copo d’água, faça um chimarrão, pegue um petisco e organize a sua mesa. Ou seja, remova todas as justificativas que poderiam tirar a sua atenção no momento de executar algo importante.</p>

<p>Para não deixar de atender às demandas externas, organize o seu dia para ter momentos de leitura de mensagens, leitura de e-mails e revisão de pendências que você tem com outras pessoas. Dependendo do volume de uso dessas ferramentas de comunicação, pode ser necessário ter vários momentos no dia para essas atividades.</p>

<p>Falo por experiência própria que essas estratégias são extremamente necessárias e que precisamos colocar um limite para trabalhar dentro da nossa capacidade. Querer ser um profissional de alto desempenho não precisa significar esgotar toda a sua energia e resolver todos os problemas que aparecem imediatamente.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Não, você não faz mais de uma coisa ao mesmo tempo]]></summary></entry><entry><title type="html">Trabalho bom o suficiente</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente" rel="alternate" type="text/html" title="Trabalho bom o suficiente" /><published>2026-04-27T00:00:00-03:00</published><updated>2026-04-27T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #123: Trabalho bom o suficiente</strong>, que foi enviada no dia 4 de fevereiro de 2026. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Nas minhas andanças pelo YouTube, acabei encontrando alguns vídeos sobre o significado e a importância que damos para o trabalho na nossa vida. Em um desses vídeos, o livro <a href="https://amzn.to/4sZylzN">The Good Enough Job</a> foi recomendado. Ainda estou lendo ele, mas já fui muito impactada desde o primeiro capítulo.</p>

<p>Eu sei que já estou pensando sobre o assunto desde o ano passado e por isso posso ter sentido a mensagem de maneira mais profunda. Mas eu acho que a mensagem que ele passa é muito válida para qualquer um que já se perguntou se o jeito que lida com o trabalho é o ideal.</p>

<p>Na edição de hoje, eu vou compartilhar algumas reflexões e conceitos do livro.</p>

<h2 id="autocomplexidade">Autocomplexidade</h2>

<p>Segundo o Google, essa é a definição de autocomplexidade:</p>

<blockquote>
  <p>Autocomplexidade é um conceito psicológico que descreve a diversidade de aspectos, papéis e atividades que uma pessoa tem em diferentes contextos de sua vida (como trabalho, família, hobbies), sendo um fator protetor contra o estresse e a vulnerabilidade emocional, pois quanto mais variados e independentes forem esses papéis, maior a resiliência quando um deles enfrenta problemas. É a capacidade de se ver como multifacetado, não se definindo por apenas um ou poucos aspectos, o que permite maior bem-estar e adaptação a eventos negativos.</p>
</blockquote>

<p>Eu acho que nunca tinha ouvido falar a respeito disso, pelo menos não com esse nome. Mas o livro apresenta a importância de sermos pessoas complexas para o nosso bem-estar. Se somos definidos apenas pelo nosso trabalho, qualquer problema nele vai nos desestabilizar. Agora, se somos definidos por múltiplas características e encontramos propósito em diversas fontes, nós conseguiremos <a href="https://ingridmachado.net/articles/2022-11/lidando-com-mudancas-introducao">lidar melhor com as mudanças</a> em qualquer área da nossa vida, que são inevitáveis.</p>

<p>Se o trabalho não está indo bem e você tem mais interesses na sua vida, você pode se apoiar nessas outras áreas para encontrar alegria. Assim, o impacto no trabalho é diluído entre todas as suas áreas da vida.</p>

<p>Gostei bastante de conhecer esse conceito, porque, para mim, é muito fácil focar no trabalho com a justificativa de que ele é uma forma de habilitar outras áreas. Sem perceber, o trabalho acaba tomando uma grande parte da minha vida e os meus objetivos pessoais acabam perdendo espaço por causa dele.</p>

<p>Depois de ler esse livro, eu parei de adiar a minha volta para a academia e também voltei para a natação. Além disso, tenho me dedicado de forma muito mais constante à costura e ao bordado e prestado mais atenção no quanto dedico tempo ao meu relacionamento. Surpreendentemente, me dedicar mais às outras áreas da vida me deixou mais produtiva no trabalho, bem como menos cansada ao encarar os problemas do dia a dia.</p>

<h2 id="crise-de-identidade">Crise de identidade</h2>

<p>O livro define a crise de identidade como um período de instabilidade e insegurança que resulta da perda de uma parte crítica de quem somos. É um conceito muito relacionado com o que apresentei anteriormente, já que, se temos a nossa identidade definida apenas pelo trabalho, a perda dele vai criar uma crise de identidade enorme.</p>

<p>Para evitar esse tipo de crise, a sugestão é que se criem momentos dedicados para atividades não relacionadas ao trabalho e que se invista nas suas identidades não relacionadas ao trabalho. Se dedique àquele hobby que você nunca consegue ter tempo, pratique esportes, faça passeios, aprenda algo novo ou pense em qualquer interesse que você não tem tido tempo para se dedicar. Assim, quando você estiver passando por um período sem trabalho, a sua preocupação pode ser procurar uma nova fonte de renda e não um novo trabalho que define quem você é, porque você é muito mais do que apenas ele.</p>

<p>Já falei em uma edição anterior sobre ter uma <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/143516983/reserva-de-emergencia">reserva de emergência</a> e entendo que essa é uma dica que se conecta com esse conceito. Eu já passei por momentos de dúvida no momento de pedir demissão por achar que estava tendo uma crise de identidade. Mas o sofrimento maior estava relacionado com o fato de que eu não tinha uma reserva de emergência e dependia muito financeiramente do meu trabalho. Com isso, eu não poderia arriscar ficar um mês sem salário. É importante entender o quanto a nossa identidade está muito atrelada ao trabalho versus o quanto a nossa subsistência depende exclusivamente do salário que cai no mês.</p>

<hr />

<p>Como alguém que vem se questionando bastante sobre o espaço que o trabalho ocupa na vida, ler sobre exemplos de pessoas que se deixaram definir pela profissão tem sido bem educacional. Eu sempre fui muito orgulhosa da minha profissão e de tudo que consegui conquistar através dela. Mas eu preciso pensar o quanto eu consigo aproveitar o que conquisto versus o quanto estou acumulando conquistas para a Ingrid de um futuro que nunca chega.</p>

<p>Eu espero que compartilhar aqui sobre autocomplexidade e crise de identidade também sirva como um alerta para quem lê a newsletter. Pensar no quanto existimos e somos alguém além do trabalho pode ser um exercício difícil e até mesmo frustrante, mas tem valido a pena entender quem sou além da vida corporativa.</p>

<p>Compartilhando os meus próximos passos nessa reflexão:</p>

<ul>
  <li>Estou avaliando tudo o que deixei de fazer no ano passado e senti falta</li>
  <li>Passei a reservar momentos no dia para os meus hobbies</li>
  <li>Organizei a minha rotina de estudos para ser mais espalhada durante a semana</li>
  <li>Incluí no meu plano de estudos temas que não são envolvidos com o trabalho</li>
  <li>Estou experimentando alguns esportes</li>
  <li>Estou me organizando para não fazer horas extras no trabalho</li>
</ul>

<hr />

<p>Caso tenhas alguma sugestão, estou curiosa para saber sobre outros exemplos de pessoas que conseguem não se definir pelo trabalho e têm uma vida plena. Se for o seu caso, te convido a comentar a edição ou a responder a este e-mail. Vou adorar saber sobre a tua jornada em direção a uma vida mais leve.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Sobre o significado que damos ao trabalho]]></summary></entry></feed>