<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" ><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="4.2.2">Jekyll</generator><link href="https://ingridmachado.net/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://ingridmachado.net/" rel="alternate" type="text/html" /><updated>2026-05-20T09:03:42-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/feed.xml</id><title type="html">Ingrid Machado</title><subtitle>Um blog onde tento centralizar todos os meus aprendizados e experiências</subtitle><entry><title type="html">Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 1</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-1" rel="alternate" type="text/html" title="Anotações da formação Google Project Management - Professional Certificate - Parte 1" /><published>2026-05-18T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-18T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management---professional-certificate---parte-1</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/anotacoes-da-formacao-google-project-management-professional-certificate-parte-1"><![CDATA[<p>Como sempre, eu gosto de fazer anotações em todos os cursos para poder consultar futuramente o que aprendi. Seja porque o meu interesse no assunto reacendeu ou porque estou precisando desse conhecimento para alguma atividade específica.</p>

<p>No caso <a href="https://www.coursera.org/professional-certificates/google-project-management">dessa formação</a>, eu estou pensando em focar mais nas minhas habilidades de gestão de projetos e quis revisar as minhas anotações para entender se realmente é algo que me faz feliz. Fazer o curso para aprender é diferente de fazer considerando que é algo que vai ser usado diariamente. Então, eu estou fazendo essa revisão para avaliar se trabalhar apenas com gestão de projetos seria algo que eu consideraria suficiente.</p>

<p>Essa é uma formação que eu não concluí por causa do prazo, mas fiz todos os cursos que considerava importantes para saber o suficiente sobre a gestão de projetos. Eu consegui concluir os seguintes cursos:</p>
<ul>
  <li><a href="#fundamentals-of-project-management">Fundamentals of project management</a></li>
  <li>Project initiation: Starting a successful project</li>
  <li>Project planning: Putting it all together</li>
  <li>Project execution: Running the project</li>
</ul>

<p>O primeiro curso é o que vou compartilhar as anotações nesse post. Para não ficar muito grande, vou compartilhar as anotações dos cursos seguintes em mais 3 partes.</p>

<h2 id="fundamentals-of-project-management">Fundamentals of project management</h2>

<p><strong>Gestão de projetos:</strong> a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas para atender aos requisitos e atingir os resultados desejados de um projeto.</p>

<p><strong>Projeto:</strong> uma iniciativa única, que geralmente inclui um conjunto de entregáveis. Tem início e fim definidos. Inclui uma série de tarefas que precisam ser concluídas para atingir um resultado desejado.</p>

<p>Principais aspectos da gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Planejamento e organização</li>
  <li>Gestão de tarefas</li>
  <li>Controle de orçamento e de custos</li>
</ul>

<p><strong>Programa:</strong> enquanto um projeto é uma iniciativa única, um programa é um conjunto de projetos.</p>

<p><strong>Portfólio:</strong> é um conjunto de projetos e programas que abrangem toda a organização.</p>

<p>Gerentes de projeto:</p>
<ul>
  <li>Acompanham o projeto do início ao fim e servem como guias para o time, usando as suas habilidades de organização e interpessoais em cada etapa</li>
  <li>Geram valor de várias maneiras:
    <ul>
      <li>Priorização</li>
      <li>Delegação</li>
      <li>Comunicação efetiva</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Planejamento e organização:</p>
<ul>
  <li>Fazer uso de ferramentas de produtividade e criar processos</li>
  <li>Criar planos, timelines, cronogramas e outras formas de documentação para acompanhar o andamento do projeto</li>
</ul>

<p>Controle de orçamento e de custos:</p>
<ul>
  <li>Monitorar e gerenciar orçamento</li>
  <li>Acompanhar problemas e riscos</li>
  <li>Gerenciar qualidade</li>
  <li>Remover impedimentos</li>
</ul>

<p>O gerente de projetos vai guiar o time:</p>
<ul>
  <li>Responsabilizando os membros do time pelas tarefas atribuídas</li>
  <li>Garantindo que os problemas e os riscos estão sendo acompanhados e estão visíveis, e estabelecendo caminhos de escalonamento</li>
  <li>Entendendo e ajudando os membros do time a entregar soluções que atendam aos requisitos baseados no escopo, cronograma e orçamento do projeto</li>
</ul>

<p>Principais habilidades:</p>
<ul>
  <li>Apoiar na tomada de decisão</li>
  <li>Comunicação e escalonamento</li>
  <li>Flexibilidade</li>
  <li>Organização</li>
</ul>

<p>Planejamento flexível:</p>
<ul>
  <li>Avaliar restrições externas</li>
  <li>Planejar para riscos e desafios</li>
  <li>Incluir espaço para imprevistos no planejamento
    <ul>
      <li>Tempo que você pode esperar para começar uma tarefa antes que ela impacte o cronograma e ameace as entregas</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Lidando com ambiguidade:</p>
<ul>
  <li>Se mantenha calmo</li>
  <li>Demonstre empatia</li>
  <li>Comunique o que você sabe claramente</li>
  <li>Tome decisões e se atenha a elas</li>
  <li>Confie na expertise do seu time</li>
</ul>

<p><strong>Influência sem autoridade:</strong> a habilidade de um gerente de projetos de guiar o time para completar o trabalho sem atuar como o gestor direto.</p>

<p>Principais habilidades interpessoais:</p>
<ul>
  <li>Comunicação</li>
  <li>Negociação</li>
  <li>Mediação de conflitos</li>
  <li>Entender motivações</li>
</ul>

<hr />

<p>Ciclo de vida de um projeto:</p>
<ul>
  <li>Iniciar o projeto</li>
  <li>Fazer um plano</li>
  <li>Executar e concluir tarefas</li>
  <li>Fechar o projeto</li>
</ul>

<p>Iniciar o projeto:</p>
<ul>
  <li>Definir os objetivos</li>
  <li>Determinar recursos, pessoas e detalhes do projeto</li>
  <li>Receber a aprovação do projeto</li>
</ul>

<p>Fazer um plano:</p>
<ul>
  <li>Criar o orçamento</li>
  <li>Definir o cronograma</li>
  <li>Definir o time</li>
  <li>Definir papéis e responsabilidades</li>
  <li>Planejar considerando riscos e mudanças</li>
  <li>Estabelecer comunicações</li>
</ul>

<p>Executar e concluir tarefas:</p>
<ul>
  <li>Gerenciar o progresso</li>
  <li>Comunicar</li>
  <li>Fazer ajustes</li>
</ul>

<p>Fechar o projeto:</p>
<ul>
  <li>Garantir que todas as tarefas foram concluídas</li>
  <li>Confirmar o aceite das entregas do projeto</li>
  <li>Refletir sobre as lições aprendidas</li>
  <li>Comunicar os resultados para os stakeholders</li>
  <li>Celebrar a conclusão do projeto</li>
  <li>Encerrar o projeto formalmente</li>
</ul>

<hr />

<p>Metodologias de gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Um conjunto de princípios e processos que guiam o ciclo de vida de um projeto</li>
  <li><strong>Linear:</strong> a fase ou tarefa anterior precisa ser concluída antes da próxima fase ou tarefa iniciar</li>
  <li><strong>Iterativo:</strong> algumas fases ou tarefas vão se sobrepor ou acontecer ao mesmo tempo que outras tarefas estão sendo feitas</li>
</ul>

<p>Exemplos de metodologias de gestão de projetos:</p>
<ul>
  <li>Ágil</li>
  <li>Cascata</li>
  <li>Lean Six Sigma
    <ul>
      <li>Definir</li>
      <li>Medir</li>
      <li>Analisar</li>
      <li>Melhorar</li>
      <li>Controlar</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Estrutura organizacional:</p>
<ul>
  <li>A forma na qual uma empresa está organizada</li>
  <li>Hierarquias organizacionais:
    <ul>
      <li><strong>Clássica:</strong> estruturas funcionais ou top-down
        <ul>
          <li>Sistema de se reportar top-down tradicional</li>
        </ul>
      </li>
      <li><strong>Matriz:</strong> comunicação com pares
        <ul>
          <li>Superiores diretos e stakeholders de outros departamentos ou programas</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Disponibilidade de recursos:</p>
<ul>
  <li>Saber como acessar as pessoas, equipamentos e orçamento disponível para o projeto</li>
</ul>

<p>Project Management Office (PMO):</p>
<ul>
  <li>Um grupo dentro da organização que define e ajuda a manter os padrões de gerenciamento de projetos e processos usados em toda a empresa</li>
  <li>Frequentemente age como um centro de coordenação para todos os projetos da organização, ajudando a rodá-los de forma tranquila e eficiente</li>
  <li>Funções do PMO:
    <ul>
      <li>Planejamento estratégico e governança</li>
      <li>Melhores práticas</li>
      <li>Cultura de projeto</li>
      <li>Gestão de recursos</li>
      <li>Criação da documentação, arquivo e ferramentas de projetos</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Cultura:</p>
<ul>
  <li>Os valores compartilhados pelos funcionários, bem como os valores, missão e história da organização</li>
  <li>Perguntas que ajudam a entender a cultura:
    <ul>
      <li>Como a comunicação acontece?</li>
      <li>Como as decisões são tomadas?</li>
      <li>Que tipo de rituais existem quando alguém novo chega?</li>
      <li>Como os projetos são normalmente conduzidos?</li>
      <li>Que tipo de práticas, comportamentos e valores são refletidos pelas pessoas na organização?</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Navegando pela cultura:
    <ul>
      <li>Faça perguntas</li>
      <li>Faça observações</li>
      <li>Entenda o seu impacto
        <ul>
          <li><strong>Agente de mudança:</strong> uma pessoa dentro da organização que ajuda na transformação ao focar na melhoria e desenvolvimento organizacional</li>
        </ul>
      </li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Gestão de mudança:</p>
<ul>
  <li>O processo de entregar o projeto concluído e garantir a adoção das pessoas</li>
  <li>Conceitos principais:
    <ul>
      <li>Criar um senso de propriedade e urgência</li>
      <li>Entender as combinações certas de habilidades e personalidades</li>
      <li>Comunicação efetiva: significa ser transparente e direto em relação aos seus planos e ideias e manter a informação disponível</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Melhores práticas:
    <ul>
      <li>Ser proativo</li>
      <li>Comunicar sobre mudanças futuras</li>
      <li>Seguir um processo consistente</li>
      <li>Praticar empatia</li>
      <li>Usar ferramentas</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Governança:</p>
<ul>
  <li>É o framework de gestão que define como decisões são tomadas e responsabilidades e atribuições são definidas</li>
  <li>Comitês diretivos: decidem as prioridades da organização e gerenciam a direção geral das operações</li>
  <li>Governança de projetos: o framework que define como as decisões de projeto são tomadas</li>
</ul>

<hr />

<p>Essas são as anotações do primeiro curso da formação, que apresenta o básico de gestão de projetos.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="carreira" /><summary type="html"><![CDATA[Fundamentals of project management]]></summary></entry><entry><title type="html">Ferramenta para visualizar fluxos</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos" rel="alternate" type="text/html" title="Ferramenta para visualizar fluxos" /><published>2026-05-11T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-11T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/ferramenta-para-visualizar-fluxos"><![CDATA[<p>Como estou pensando e <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/195643216/organizacao-pessoal-comecando-a-investir">falando bastante sobre dinheiro na newsletter</a>, aproveitei para trazer o tema em forma de dica aqui no blog.</p>

<p>Quando as pessoas compartilham os seus orçamentos online ou querem avaliar para onde o dinheiro vai, é comum vermos o uso de uma ferramenta que ilustra o fluxo de entrada e saída com faixas coloridas. Caso você já tenha visto uma imagem dessas, a ferramenta usada é possivelmente o <a href="https://sankeymatic.com">SankeyMATIC</a>.</p>

<p>Dentro do <a href="https://sankeymatic.com">site</a>, basta você clicar em “Try SankeyMATIC” que você vai ser levado para a ferramenta em si.</p>

<h2 id="como-criar-o-seu-próprio-fluxo">Como criar o seu próprio fluxo</h2>

<p>Na minha opinião, o uso mais fácil é aproveitar os dados existentes que aparecem na caixa de texto e ir editando os valores.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/dicas/sankeymatic/tela-inicial.png" alt="Tela inicial da ferramenta" /></p>

<p>Para criar um nó, é preciso adicionar uma linha no formato <code class="language-plaintext highlighter-rouge">Fonte [VALOR] Destino</code>. No exemplo, temos o fluxo Wages, Budget e Taxes. Para descrever esse fluxo, as seguintes linhas foram adicionadas:</p>

<ul>
  <li>Wages [1500] Budget</li>
  <li>Budget [450] Taxes</li>
</ul>

<p>A primeira linha liga o valor de 1500 de Wages a Budget e a segunda linha liga o valor 450 de Budget a Taxes. Se eu quiser separar o valor de Taxes em mais categorias, basta adicionar linhas com o Taxes como primeiro valor (fonte) e a nova categoria como segundo valor (destino).</p>

<h2 id="exemplo-de-fluxo">Exemplo de fluxo</h2>

<p>Nesse fluxo, eu criei duas fontes de valor: Salário e Freelas. Esses valores somados representam o Orçamento que é a fonte para os valores de contas simuladas.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/dicas/sankeymatic/exemplo.png" alt="Fluxo de exemplo" /></p>

<p>Ter esses dois valores como fonte significa que eu preciso de duas linhas em que eles são o primeiro argumento. E como eles somados representam o orçamento, eu preciso que essas duas linhas tenham Orçamento como segundo argumento:</p>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Salário [5000] Orçamento
Freelas [500] Orçamento
</code></pre></div></div>

<p>O Orçamento é a fonte de 7 itens de destino:</p>

<ul>
  <li>Aluguel</li>
  <li>Internet</li>
  <li>Luz</li>
  <li>Água</li>
  <li>Supermercado</li>
  <li>Cartão de crédito</li>
  <li>Gasto livre</li>
</ul>

<p>Isso significa que eu preciso de 7 linhas usando Orçamento como fonte e esses 7 itens como destino de cada uma delas:</p>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Orçamento [1500] Aluguel
Orçamento [100] Internet
Orçamento [50] Luz
Orçamento [50] Água
Orçamento [1300] Supermercado
Orçamento [2000] Cartão de crédito
Orçamento [500] Gasto livre
</code></pre></div></div>

<p>Lembrando que cada valor que fica entre a fonte e o destino representa o quanto sai da fonte e vai para o destino.</p>

<p>Para esse exemplo, eu também alterei as cores para o padrão Varied, que fica dentro de “Default Node Colors”.</p>

<hr />

<p>Essa é uma ferramenta interessante para quem consegue pensar melhor visualizando os valores ou para quando pretende fazer um planejamento para entender se algum gasto extra cabe no orçamento.</p>

<p>Espero que tenha sido uma dica útil.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="ferramentas" /><summary type="html"><![CDATA[Que muita gente usa para visualizar orçamentos]]></summary></entry><entry><title type="html">O mito da multitarefa</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa" rel="alternate" type="text/html" title="O mito da multitarefa" /><published>2026-05-04T00:00:00-03:00</published><updated>2026-05-04T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-05/o-mito-da-multitarefa"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #124: O mito da multitarefa</strong>, que foi enviada no dia 18 de fevereiro de 2026. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Um comportamento que reproduzo de vez em quando e percebo muito no trabalho é a multitarefa. O exemplo mais clássico é o de pessoas que estão respondendo mensagens e e-mails ao mesmo tempo que participam de reuniões. A simples menção do nome de quem não está focado no final de uma pergunta entrega que a atenção estava em outro lugar.</p>

<p>A questão que fica é: por que a gente se ilude com a multitarefa? Por que tentamos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, mesmo sabendo que podemos nos cansar mais e fazer um trabalho com menos qualidade? Eu provavelmente não vou responder a essas perguntas aqui, mas pretendo compartilhar o que venho fazendo para ter um dia a dia de trabalho menos cansativo e mais atento.</p>

<h2 id="o-custo-da-mudança-de-contexto">O custo da mudança de contexto</h2>

<p>Já compartilhei aqui anteriormente um <a href="https://www.atlassian.com/blog/productivity/why-context-switching-ruins-productivity">artigo da Atlasssian</a> que fala sobre o problema da mudança de contexto. Segundo o artigo, nós levamos, em média, 25 minutos para voltar para uma tarefa depois de sermos interrompidos. Imagine uma tarefa que pode ser concluída em 30 minutos, sendo interrompida 3 vezes. Se a tarefa for executada dentro do tempo planejado inicialmente, as interrupções fariam a execução demorar 105 minutos, só pelo tempo necessário para retomar a tarefa.</p>

<p>Além do custo de tempo, também temos o custo cognitivo. Uma tarefa simples pode se tornar mais complexa e cansativa se for necessário retomá-la diversas vezes. Por mais que se deseje atender a todos os chamados que chegam durante o dia, não se organizar e colocar limites pode nos cansar mentalmente e diminuir a qualidade da nossa entrega. Para nós, podemos estar fazendo o nosso melhor, para quem vê de fora, podemos estar sendo percebidos como insuficientes pela falta de organização.</p>

<p>Na minha opinião, não é factível passar muito tempo trabalhando além das nossas capacidades. Querer atender a todos, não perder nenhum prazo e não decepcionar ninguém é a receita para o esgotamento. É normal precisar renegociar prazos, precisar de um tempo antes de responder alguém ou explicar que algo não pode ser feito sem deixar de fazer outra tarefa.</p>

<h2 id="estratégias-de-organização">Estratégias de organização</h2>

<p>Quando for interrompido, antes de dar atenção para a interrupção, você pode anotar em que passo parou ou, melhor ainda, qual é o próximo passo. Assim, quando você for retomar a tarefa, vai ser mais fácil retomar a execução, sem precisar recapitular tudo o que foi feito.</p>

<p>Quando estiver em momentos de foco, pause as notificações e adicione um status indicando a sua indisponibilidade nos aplicativos de mensagem. Evite ficar consultando o celular e, se possível, deixe-o no modo silencioso.</p>

<p>Assim como não ter notificações, também é importante organizar o ambiente. Antes de iniciar uma tarefa importante, vá ao banheiro, pegue um copo d’água, faça um chimarrão, pegue um petisco e organize a sua mesa. Ou seja, remova todas as justificativas que poderiam tirar a sua atenção no momento de executar algo importante.</p>

<p>Para não deixar de atender às demandas externas, organize o seu dia para ter momentos de leitura de mensagens, leitura de e-mails e revisão de pendências que você tem com outras pessoas. Dependendo do volume de uso dessas ferramentas de comunicação, pode ser necessário ter vários momentos no dia para essas atividades.</p>

<p>Falo por experiência própria que essas estratégias são extremamente necessárias e que precisamos colocar um limite para trabalhar dentro da nossa capacidade. Querer ser um profissional de alto desempenho não precisa significar esgotar toda a sua energia e resolver todos os problemas que aparecem imediatamente.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Não, você não faz mais de uma coisa ao mesmo tempo]]></summary></entry><entry><title type="html">Trabalho bom o suficiente</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente" rel="alternate" type="text/html" title="Trabalho bom o suficiente" /><published>2026-04-27T00:00:00-03:00</published><updated>2026-04-27T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/trabalho-bom-o-suficiente"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #123: Trabalho bom o suficiente</strong>, que foi enviada no dia 4 de fevereiro de 2026. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Nas minhas andanças pelo YouTube, acabei encontrando alguns vídeos sobre o significado e a importância que damos para o trabalho na nossa vida. Em um desses vídeos, o livro <a href="https://amzn.to/4sZylzN">The Good Enough Job</a> foi recomendado. Ainda estou lendo ele, mas já fui muito impactada desde o primeiro capítulo.</p>

<p>Eu sei que já estou pensando sobre o assunto desde o ano passado e por isso posso ter sentido a mensagem de maneira mais profunda. Mas eu acho que a mensagem que ele passa é muito válida para qualquer um que já se perguntou se o jeito que lida com o trabalho é o ideal.</p>

<p>Na edição de hoje, eu vou compartilhar algumas reflexões e conceitos do livro.</p>

<h2 id="autocomplexidade">Autocomplexidade</h2>

<p>Segundo o Google, essa é a definição de autocomplexidade:</p>

<blockquote>
  <p>Autocomplexidade é um conceito psicológico que descreve a diversidade de aspectos, papéis e atividades que uma pessoa tem em diferentes contextos de sua vida (como trabalho, família, hobbies), sendo um fator protetor contra o estresse e a vulnerabilidade emocional, pois quanto mais variados e independentes forem esses papéis, maior a resiliência quando um deles enfrenta problemas. É a capacidade de se ver como multifacetado, não se definindo por apenas um ou poucos aspectos, o que permite maior bem-estar e adaptação a eventos negativos.</p>
</blockquote>

<p>Eu acho que nunca tinha ouvido falar a respeito disso, pelo menos não com esse nome. Mas o livro apresenta a importância de sermos pessoas complexas para o nosso bem-estar. Se somos definidos apenas pelo nosso trabalho, qualquer problema nele vai nos desestabilizar. Agora, se somos definidos por múltiplas características e encontramos propósito em diversas fontes, nós conseguiremos <a href="https://ingridmachado.net/articles/2022-11/lidando-com-mudancas-introducao">lidar melhor com as mudanças</a> em qualquer área da nossa vida, que são inevitáveis.</p>

<p>Se o trabalho não está indo bem e você tem mais interesses na sua vida, você pode se apoiar nessas outras áreas para encontrar alegria. Assim, o impacto no trabalho é diluído entre todas as suas áreas da vida.</p>

<p>Gostei bastante de conhecer esse conceito, porque, para mim, é muito fácil focar no trabalho com a justificativa de que ele é uma forma de habilitar outras áreas. Sem perceber, o trabalho acaba tomando uma grande parte da minha vida e os meus objetivos pessoais acabam perdendo espaço por causa dele.</p>

<p>Depois de ler esse livro, eu parei de adiar a minha volta para a academia e também voltei para a natação. Além disso, tenho me dedicado de forma muito mais constante à costura e ao bordado e prestado mais atenção no quanto dedico tempo ao meu relacionamento. Surpreendentemente, me dedicar mais às outras áreas da vida me deixou mais produtiva no trabalho, bem como menos cansada ao encarar os problemas do dia a dia.</p>

<h2 id="crise-de-identidade">Crise de identidade</h2>

<p>O livro define a crise de identidade como um período de instabilidade e insegurança que resulta da perda de uma parte crítica de quem somos. É um conceito muito relacionado com o que apresentei anteriormente, já que, se temos a nossa identidade definida apenas pelo trabalho, a perda dele vai criar uma crise de identidade enorme.</p>

<p>Para evitar esse tipo de crise, a sugestão é que se criem momentos dedicados para atividades não relacionadas ao trabalho e que se invista nas suas identidades não relacionadas ao trabalho. Se dedique àquele hobby que você nunca consegue ter tempo, pratique esportes, faça passeios, aprenda algo novo ou pense em qualquer interesse que você não tem tido tempo para se dedicar. Assim, quando você estiver passando por um período sem trabalho, a sua preocupação pode ser procurar uma nova fonte de renda e não um novo trabalho que define quem você é, porque você é muito mais do que apenas ele.</p>

<p>Já falei em uma edição anterior sobre ter uma <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/143516983/reserva-de-emergencia">reserva de emergência</a> e entendo que essa é uma dica que se conecta com esse conceito. Eu já passei por momentos de dúvida no momento de pedir demissão por achar que estava tendo uma crise de identidade. Mas o sofrimento maior estava relacionado com o fato de que eu não tinha uma reserva de emergência e dependia muito financeiramente do meu trabalho. Com isso, eu não poderia arriscar ficar um mês sem salário. É importante entender o quanto a nossa identidade está muito atrelada ao trabalho versus o quanto a nossa subsistência depende exclusivamente do salário que cai no mês.</p>

<hr />

<p>Como alguém que vem se questionando bastante sobre o espaço que o trabalho ocupa na vida, ler sobre exemplos de pessoas que se deixaram definir pela profissão tem sido bem educacional. Eu sempre fui muito orgulhosa da minha profissão e de tudo que consegui conquistar através dela. Mas eu preciso pensar o quanto eu consigo aproveitar o que conquisto versus o quanto estou acumulando conquistas para a Ingrid de um futuro que nunca chega.</p>

<p>Eu espero que compartilhar aqui sobre autocomplexidade e crise de identidade também sirva como um alerta para quem lê a newsletter. Pensar no quanto existimos e somos alguém além do trabalho pode ser um exercício difícil e até mesmo frustrante, mas tem valido a pena entender quem sou além da vida corporativa.</p>

<p>Compartilhando os meus próximos passos nessa reflexão:</p>

<ul>
  <li>Estou avaliando tudo o que deixei de fazer no ano passado e senti falta</li>
  <li>Passei a reservar momentos no dia para os meus hobbies</li>
  <li>Organizei a minha rotina de estudos para ser mais espalhada durante a semana</li>
  <li>Incluí no meu plano de estudos temas que não são envolvidos com o trabalho</li>
  <li>Estou experimentando alguns esportes</li>
  <li>Estou me organizando para não fazer horas extras no trabalho</li>
</ul>

<hr />

<p>Caso tenhas alguma sugestão, estou curiosa para saber sobre outros exemplos de pessoas que conseguem não se definir pelo trabalho e têm uma vida plena. Se for o seu caso, te convido a comentar a edição ou a responder a este e-mail. Vou adorar saber sobre a tua jornada em direção a uma vida mais leve.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Sobre o significado que damos ao trabalho]]></summary></entry><entry><title type="html">Criando um Segundo Cérebro</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/criando-um-segundo-cerebro" rel="alternate" type="text/html" title="Criando um Segundo Cérebro" /><published>2026-04-20T00:00:00-03:00</published><updated>2026-04-20T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-04/criando-um-segundo-cerebro</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/criando-um-segundo-cerebro"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #122: Criando um Segundo Cérebro</strong>, que foi enviada no dia 21 de janeiro de 2026. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>A última leitura do <a href="https://trilhadevalor.substack.com/s/clube-do-livro-para-introvertidos">Clube do Livro para Introvertidos</a> foi o livro <a href="https://www.amazon.com.br/dp/6555646616">Criando um Segundo Cérebro</a>, do Tiago Forte. Essa foi uma leitura muito interessante, que me ajudou a estruturar a base do meu <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-06/transferindo-documentos-do-coda-para-o-obsidian-parte-1">Obsidian</a> pessoal e profissional.</p>

<p>Como já venho fazendo nas últimas edições, depois de publicar as <a href="https://trilhadevalor.substack.com/publish/posts/detail/184063482?referrer=%2Fpublish%2Fhome">minhas impressões sobre o livro dentro do clube</a>, eu escolho conceitos interessantes para compartilhar com todos os inscritos da newsletter. A escolha dessa vez foi o método CODE, que demonstra a estrutura básica do uso de um Segundo Cérebro.</p>

<h2 id="segundo-cérebro">Segundo Cérebro</h2>

<p>Para dar um pouco mais de contexto, acho importante trazer a definição de Segundo Cérebro:</p>

<blockquote>
  <p>O Segundo Cérebro é um livro de lugar-comum digital. A combinação de um caderno de estudo, um diário pessoal e um bloco de rascunho para novas ideias.</p>
</blockquote>

<p>Ou seja, um local em que você pode armazenar todas as anotações que fazem sentido e ressoam em você. Seja aquilo que vai ter um uso importante no futuro para gerar novas ideias ou algo que pode apoiar num projeto futuro.</p>

<p>O seu Segundo Cérebro vai ter praticamente tudo o que você considera importante registrar.</p>

<h2 id="método-code">Método CODE</h2>

<p>O método CODE estrutura um processo para a gestão do seu Segundo Cérebro e tem 4 etapas:</p>

<ol>
  <li><strong>Capturar:</strong> guarde o que repercute em você</li>
  <li><strong>Organizar:</strong> guarde para ter acionabilidade</li>
  <li><strong>Destilar:</strong> encontre a essência</li>
  <li><strong>Expressar:</strong> compartilhe seu trabalho</li>
</ol>

<h3 id="capturar">Capturar</h3>

<p>A primeira etapa nos orienta sobre o que devemos ou não guardar dentro do nosso Segundo Cérebro. Segundo o autor, nós devemos capturar não mais do que 10% da fonte original, mas sem deixar de anotar informações importantes para identificar a origem da anotação.</p>

<p>Se algo te inspira, é útil, é possível ou surpreendente, você já pode considerar que vale a pena capturar.</p>

<h3 id="organizar">Organizar</h3>

<p>Após capturar, é importante organizar. Dentro da organização, é sugerido o sistema PARA, em que as notas são organizadas de acordo com a sua utilidade:</p>

<ul>
  <li><strong>Projetos:</strong> as coisas em que estou trabalhando agora</li>
  <li><strong>Áreas:</strong> as coisas com as quais estou comprometida a longo prazo</li>
  <li><strong>Recursos:</strong> coisas que quero usar como referência no futuro</li>
  <li><strong>Arquivo:</strong> o que já concluí ou suspendi</li>
</ul>

<h3 id="destilar">Destilar</h3>

<p>Depois de capturar e organizar, é chegado o momento de destilar. A ideia é que as notas são recursos que vão te ajudar a criar e a conectar ideias que antes não pareciam estar relacionadas.</p>

<p>Caso você esteja acostumado a apenas guardar informações e não a tirar proveito delas, provavelmente é essa etapa que você está ignorando.</p>

<h3 id="expressar">Expressar</h3>

<p>O que você destilou pode e deve ser exibido para o mundo exterior. A sugestão do autor é que a gente expresse as nossas ideias com mais frequência e em partes menores para testar o que funciona. Esperar que os nossos projetos estejam concluídos para angariar feedbacks pode ser frustrante se o resultado não agradar.</p>

<h2 id="modelo-de-divergência-e-convergência">Modelo de divergência e convergência</h2>

<p>Além do método CODE, acho que também vale a pena falar sobre o modelo de divergência e convergência:</p>

<ul>
  <li><strong>Divergência:</strong> o esforço criativo começa com a abertura do espaço de possibilidades e a consideração do maior número possível de opções</li>
  <li><strong>Convergência:</strong> momento de estreitar o leque de possibilidades para poder progredir e chegar a um resultado</li>
</ul>

<p>Para mim, faz muito sentido pensar nesse modelo, porque sempre fui muito boa em fazer a etapa da divergência, mas nem sempre avancei para a convergência. Pensar nessas duas etapas em qualquer projeto pode ser uma forma de destravar qualquer possível obstáculo que surja no caminho.</p>

<hr />

<p>Eu gostei bastante desse livro e compartilhei a configuração do meu vault no Obsidian, baseada nele, nas <a href="https://trilhadevalor.substack.com/p/consideracoes-finais-criando-um-segundo">minhas considerações finais do clube</a>. Pretendo compartilhar um pouco da minha organização no Obsidian em edições futuras, porque acho que pode ser útil mostrar um exemplo mais prático na seção de organização pessoal.</p>

<p>Fica a recomendação da leitura, para que você possa se aprofundar nesses conceitos que compartilhei aqui e, quem sabe, aplicar as dicas do livro.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Os principais pontos da última leitura do Clube do Livro para Introvertidos]]></summary></entry><entry><title type="html">Organizando o meu processo de costura</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/organizando-o-meu-processo-de-costura" rel="alternate" type="text/html" title="Organizando o meu processo de costura" /><published>2026-04-13T00:00:00-03:00</published><updated>2026-04-13T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-04/organizando-o-meu-processo-de-costura</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/organizando-o-meu-processo-de-costura"><![CDATA[<p>Um dos objetivos que estou tentando atingir com a costura é ter uma atividade que vou executar com mais intenção e calma. Também faz parte do meu objetivo criar peças que vão ser usadas e diminuir o desperdício ao máximo nos meus projetos. Para isso, eu preciso de um bom planejamento, além de calma no momento de executar.</p>

<p>Eu desenhei um processo a partir do que venho aprendendo com diversos cursos e pretendo usar esse post para registrar o meu passo a passo atual. Também acredito que vai ser uma boa fonte de comparação no futuro, quando eu estiver mais experiente.</p>

<p>Já falei sobre esse processo <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-06/no-que-a-costura-me-ajuda#todo-processo-que-envolve-a-costura">aqui</a>, mas não dei tantos detalhes sobre cada etapa. Nesse post, eu vou tentar descrever como executo cada passo.</p>

<p>No momento, eu ainda não estou fazendo a modelagem das peças, então estou considerando apenas o formato de costura de roupas com moldes prontos.</p>

<p>O meu processo de costura atual inclui os seguintes passos:</p>

<ol>
  <li><a href="#escolher-o-molde">Escolher o molde</a></li>
  <li><a href="#planejar-o-projeto">Planejar o projeto</a></li>
  <li><a href="#revisar-as-medidas">Revisar as medidas</a></li>
  <li><a href="#ajustar-o-molde-no-inkscape">Ajustar o molde no Inkscape</a></li>
  <li><a href="#ler-as-instruções-do-molde">Ler as instruções do molde</a></li>
  <li><a href="#comprar-tecidos-e-aviamentos">Comprar tecidos e aviamentos</a></li>
  <li><a href="#comprar-tecidos-e-aviamentos">Costurar o protótipo</a></li>
  <li><a href="#fazer-os-ajustes-do-protótipo">Fazer os ajustes do protótipo</a></li>
  <li><a href="#costurar-a-peça-final">Costurar a peça final</a></li>
</ol>

<h2 id="escolher-o-molde">Escolher o molde</h2>

<p>O primeiro passo num projeto de costura é escolher o molde a ser costurado. A peça vai ser uma saia, uma blusa ou um pijama? Independentemente da escolha, é preciso entender qual peça de roupa vai ser feita e escolher as caraterísticas dessa peça para selecionar a versão do molde.</p>

<p>Eu uso o <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-05/threadloop">Threadloop</a> para organizar os meus moldes. Então, é bem fácil de escolher o molde com o uso de filtros.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/processo/filtro_threadloop.png" alt="Exemplo de busca no Threadloop" /></p>

<p>No exemplo, eu filtrei por blusas, de tecido plano da <a href="https://sewoverit.com">Sew Over It</a>. Eu ainda poderia usar a nova funcionalidade de filtrar por “Design details”. Por exemplo, eu poderia filtrar por blusas com botões e com ajuste oversize.</p>

<h2 id="planejar-o-projeto">Planejar o projeto</h2>

<p>Depois de escolher o molde, eu posso começar a realmente planejar o meu projeto de costura. Dentro do molde existem várias informações:</p>

<ul>
  <li>Sugestões de tecido</li>
  <li>Aviamentos necessários</li>
  <li>Quantidade de tecido por tamanho</li>
  <li>Exemplos de peças finalizadas</li>
</ul>

<p>Com essas informações eu vou definir praticamente todas as etapas do projeto. A primeira etapa vai ser entender qual é o resultado que eu quero. Decisões nesse momento incluem:</p>

<ul>
  <li>Cor da peça
    <ul>
      <li>Tecido com cor sólida</li>
      <li>Tecido com estampa</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Inspirações</li>
  <li>Tipo de tecido
    <ul>
      <li>Plano</li>
      <li>Malha</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Caimento da peça
    <ul>
      <li>Material do tecido</li>
      <li>Gramatura do tecido</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>As inspirações podem ser definidas na etapa anterior. Às vezes, eu vejo alguma roupa legal e procuro na minha base de moldes se tenho algo parecido para me inspirar. Mas se eu escolho o molde primeiro, eu costumo buscar no Pinterest exemplos dessa peça para definir o que eu vou fazer.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/processo/inspiracoes_pinterest.png" alt="Exemplo de busca no Pinterest" /></p>

<p>Seguindo com o exemplo da blusa, eu vou buscar por blusas que tenham a característica que eu escolhi no molde para ver imagens de looks diferentes no Pinterest para me ajudar a definir o meu projeto. Caso eu já tenha o tecido disponível para a peça, eu incluo também o tecido e a cor na busca, para ficar mais parecido com o que pretendo fazer.</p>

<p>Nessa etapa também é válido desenhar como a peça deve ser. Alguns designers disponibilizam o desenho do molde para deixar os detalhes mais claros e ele pode ser usado como base para esse protótipo. Mas nada impede que você mesmo desenhe a peça e pinte da maneira que gostaria. Assim, fica mais fácil visualizar o resultado e entender se é isso mesmo que você quer produzir.</p>

<p>Além das escolhas sobre o resultado, eu também faço o mapeamento do que precisa ser comprado para o projeto. Nessa etapa, eu já escolho o meu tamanho para decidir qual é a quantidade de tecido que deve ser comprada e também já avalio quais são os aviamentos necessários.</p>

<p>Todas essas informações podem ser registradas dentro de um projeto do <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-05/threadloop">Threadloop</a>. Dentro de um projeto, eu consigo selecionar o molde, registrar os tecidos e aviamentos e criar listas de compras e de tarefas. Inclusive, a minha lista de tarefas do projeto é basicamente esse passo a passo que eu estou descrevendo aqui.</p>

<p>Eu incluo as decisões e as inspirações no espaço para escrever atualizações sobre o projeto. Recentemente, eu decidi compartilhar o que escrevo no meu diário do projeto. Mas pretendo só compartilhar para projetos criados após essa decisão. Os projetos antigos estão bem desorganizados e prefiro compartilhar o que escrevi ciente de que vai ser lido por outras pessoas.</p>

<h2 id="revisar-as-medidas">Revisar as medidas</h2>

<p>O nosso corpo flutua as medidas ao longo do tempo. Por isso, é importante revisar se as medidas que usamos para o último projeto ainda fazem sentido para o projeto atual.</p>

<p>Pode ser que nada tenha mudado e eu possa seguir com o tamanho escolhido na etapa anterior. Mas a costura é um hobby que toma muito tempo e que pode ser muito caro. Então, não custa nada revisar as medidas e confirmar que o que escolhi até aqui ainda faz sentido.</p>

<h2 id="ajustar-o-molde-no-inkscape">Ajustar o molde no Inkscape</h2>

<p>Eu estou usando um <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-03/costurando-com-um-projetor">projetor</a> para cortar os meus moldes no tecido. Como nem todos os designers consideram esse formato no momento de disponibilizar os moldes, é preciso ajustar a versão A0.</p>

<p>Os ajustes nas medidas são feitos com base no que descrevi <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-08/ajustando-moldes-de-costura">nesse post</a>. Esse é um passo importante para evitar a costura de mais protótipos por causa de ajustes simples.</p>

<p>Para usar a versão A0 no projetor, é preciso deixar as linhas do molde mais grossas. Assim, fica mais fácil de visualizar a projeção no tecido depois. Geralmente, altero a linha para a espessura de 5 pontos.</p>

<p>Eu tento manter uma pasta separada, organizada apenas com os moldes já ajustados. Já tive problemas para entender os arquivos com os ajustes no passado. Por isso, agora sempre adiciono uma caixa de texto descrevendo todas as mudanças que fiz, para conseguir entender com mais clareza os ajustes no momento de reutilizar os moldes.</p>

<h2 id="ler-as-instruções-do-molde">Ler as instruções do molde</h2>

<p>Antes de iniciar a execução, leio todas as instruções para a construção da peça e aproveito para buscar vídeos com o passo a passo de costura do molde ou das técnicas usadas.</p>

<p>Fazer esse estudo antes de iniciar a costura me ajuda muito a aprender sobre as técnicas necessárias para a execução. Além disso, eu também evito frustrações no momento de executar um passo que eu não sei muito bem como fazer. É melhor se estressar na teoria e depois ir para a prática mais preparada, do que se estressar com um erro com o tecido já cortado e a peça no meio do caminho.</p>

<p>Eu sigo fazendo peças de nível iniciante e, assim que passar a me sentir mais confortável, vou ir evoluindo o nível para ir aprendendo com a prática. Se eu desconfio que estou escolhendo um projeto que pode estar num nível muito acima do meu nível atual, eu costumo ler as instruções antes mesmo de iniciar o planejamento, para evitar a compra desnecessária de materiais.</p>

<h2 id="comprar-tecidos-e-aviamentos">Comprar tecidos e aviamentos</h2>

<p>Depois de ter tudo planejado, eu tenho informação suficiente para entender o que falta para iniciar o projeto. Se eu vou fazer um projeto com um tecido que já tenho, apenas separo o tecido. Se não tenho o tecido desejado, é nessa etapa que vou buscar nas lojas o tecido baseado nas minhas inspirações e definições.</p>

<p>Também é nesse momento que reviso se tenho todos os aviamentos e se falta mais algum material para iniciar o projeto. Idealmente, inicio a execução de um projeto apenas depois de reunir todos os materiais.</p>

<h2 id="costurar-o-protótipo">Costurar o protótipo</h2>

<p>Não gosto muito dessa etapa, mas ela é necessária para evitar desperdício de tecido e erros de ajuste que não vão me permitir usar a peça depois de pronta.</p>

<p>Geralmente, o protótipo é costurado com um tecido de algodão cru ou tricoline, por ser um tecido mais barato. Ele é costurado a partir das partes principais do molde, sem incluir detalhes, para que seja possível verificar no corpo se a peça está com o tamanho adequado ou se precisa de mais ajustes.</p>

<p>Depois de alguns projetos, aprendi que vale muito fazer essa etapa. Quando o ajuste é de redução, é bem tranquilo cortar o tecido para arrumar. Mas, quando o ajuste exige aumentar as medidas, não tem o que fazer, vai ser necessário cortar o molde novamente. Dependendo do quanto você tem de tecido disponível, isso pode significar uma nova compra.</p>

<h2 id="fazer-os-ajustes-do-protótipo">Fazer os ajustes do protótipo</h2>

<p>Caso o protótipo indique que mais ajustes são necessários, é possível marcar os ajustes diretamente nele e depois transferir para o molde digital.</p>

<p>Se forem ajustes pequenos, pode ser suficiente apenas transferir para o molde e iniciar a costura da peça final. Se forem ajustes maiores ou muitos ajustes, é melhor fazer um novo protótipo confirmando que deu tudo certo.</p>

<h2 id="costurar-a-peça-final">Costurar a peça final</h2>

<p>Com o protótipo validado, é chegada a hora de costurar a peça no tecido escolhido para o projeto.</p>

<p>Para a costura, vai ser necessário lavar o tecido, cortar o tecido e depois costurar seguindo as instruções do molde. O que tenho feito atualmente é lavar o tecido assim que ele chega. Assim, eu consigo paralelizar algumas etapas e aproveitar melhor o meu tempo disponível para costurar.</p>

<p>Ao final do projeto, também é interessante pensar no que aprendeu, registrar todos os desafios no diário do projeto e avaliar o que deu certo e o que pode ser melhorado para os próximos projetos.</p>

<hr />

<p>Foi bem importante mapear esse processo de costura, porque quero sempre seguir uma organização para evitar frustrações. Inclusive, pretendo usar esse post como guia para quando for registrar o que fiz nos meus projetos e evitar pular qualquer etapa.</p>

<p>Dentro do Threadloop eu vou tentar sempre manter um diário contendo, no mínimo, as seguintes seções:</p>

<ul>
  <li>Início do projeto</li>
  <li>
    <ul>
      <li>Descrevendo inspirações e escolhas e ajustes do molde</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Execução do projeto</li>
  <li>
    <ul>
      <li>Descrevendo as etapas para executar o projeto, como o corte do tecido e a costura em si</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Conclusão do projeto</li>
  <li>
    <ul>
      <li>Descrevendo os detalhes da peça produzida e conclusões sobre o quanto atingi o planejado</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<hr />

<p>Espero que ter compartilhado o meu processo contigo tenha te ajudado. Sei que pode ser complicado começar na costura e descobrir muitas informações espalhadas sobre cada etapa. Por isso, estou deixando os meus aprendizados sobre o assunto públicos aqui no blog.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="artesanato" /><summary type="html"><![CDATA[O meu passo a passo atual para os projetos]]></summary></entry><entry><title type="html">Banco de pontos de bordado</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/banco-de-pontos-de-bordado" rel="alternate" type="text/html" title="Banco de pontos de bordado" /><published>2026-04-06T00:00:00-03:00</published><updated>2026-04-06T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-04/banco-de-pontos-de-bordado</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-04/banco-de-pontos-de-bordado"><![CDATA[<p>Como iniciante no bordado, uma das coisas que mais me chamou a atenção é a quantidade de pontos que existem. Mesmo os pontos mais fáceis já possuem aplicações e efeitos diferentes o suficiente para fazer bordados bem interessantes.</p>

<p>Pelo lado positivo, ter muitos pontos ajuda a criar peças diferentes com facilidade. Pelo lado negativo, são muitas variedades para aprender. Como alguém que gosta de ler no momento de aprender, ter uma fonte que reune os pontos existentes com descrição em texto e imagem é muito útil. E é essa fonte de informação que eu quero compartilhar no post de hoje.</p>

<h2 id="rsn-stitch-bank">RSN Stitch Bank</h2>

<p>O <a href="https://rsnstitchbank.org">RSN Stitch Bank</a> é um banco de pontos de bordado gratuito que possui mais de 500 pontos disponíveis. Em cada ponto, é possível encontrar a história, o uso e a estrutura, além de um passo a passo de como bordar.</p>

<p>É importante sinalizar que o site é inglês. Apesar de ser possível traduzir a página, nem tudo vai funcionar traduzido, como a busca, por exemplo.</p>

<p>Dentro do <a href="https://rsnstitchbank.org">site</a>, é possível buscar pelos pontos de 4 formas:</p>

<ol>
  <li>Na stitch wall</li>
  <li>Por uso</li>
  <li>Pela estrutura</li>
  <li>Pela técnica de bordado</li>
</ol>

<h3 id="busca-na-stitch-wall">Busca na stitch wall</h3>

<p>A stitch wall é um mural com todos os pontos existentes no site. Essa visão é interessante para ver de uma vez só todos os pontos e avaliar a diferença entre eles. Também é útil caso você não saiba o nome do ponto em inglês e queira buscar pelo formato do ponto.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_1.png" alt="Busca na stitch wall" /></p>

<h3 id="busca-por-uso">Busca por uso</h3>

<p>Nessa busca, é possível encontrar os pontos categorizados por uso. Exemplos de uso incluem bordas decorativas, preenchimento, decoração e contorno.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_2.png" alt="Busca por uso" /></p>

<h3 id="busca-pela-estrutura">Busca pela estrutura</h3>

<p>Assim como na busca descrita anteriormente, aqui os pontos também são agrupados, mas pela estrutura. Exemplos de estrutura incluem nós, desenhos paralelos, padrões e pontos cruzados.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_3.png" alt="Busca pela estrutura" /></p>

<h3 id="busca-pela-técnica-de-bordado">Busca pela técnica de bordado</h3>

<p>Essa também é uma busca agrupada, mas por técnica. Dentre as técnicas existentes, é possível encontrar aplicações de tecido, bordado com pedrarias, ponto cruz, pontos com linhas metalizadas, e stumpwork.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_4.png" alt="Busca pela técnica" /></p>

<h3 id="descrição-do-ponto-de-bordado">Descrição do ponto de bordado</h3>

<p>Vou usar o meu ponto favorito como exemplo. Gosto muito de fazer o <a href="https://rsnstitchbank.org/stitch/stem-stitch">ponto haste</a>, que em inglês se chama stem stitch. Ele é bem fácil de aprender e tem vários usos.</p>

<p>É impressionante a quantidade de informação disponível na página. No início já é possível ver a quantidade de nomes diferentes para o mesmo ponto. Nesse exemplo, o ponto tem 6 nomes diferentes.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_5.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p>Além de uma foto mostrando o ponto, a descrição fala sobre a origem e o uso do mesmo. Depois da descrição, são exibidos os usos, as estruturas e as técnicas em que o ponto é categorizado.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_6.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p>Na descrição do método, é possível escolher entre uma foto ou uma ilustração para acompanhar o passo a passo. Também é possível inverter a visualização.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_7.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_8.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p>Para finalizar o método, também tem um vídeo mostrando como o ponto é feito.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_9.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p>A descrição do ponto finaliza com a estrutura, usos comuns, técnicas em que ele é usado, variações do ponto, pontos relacionados, como identificar o ponto, referências e imagens de exemplo do ponto.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/bordado/referencias/rsnstitchbank/rsnstitchbank_10.png" alt="Descrição do ponto" /></p>

<p>É uma página bem enxuta, que, ao mesmo tempo, tem muita informação sobre o ponto.</p>

<hr />

<p>Se você está aprendendo a bordar ou quer aumentar o seu repertório de pontos, o RSN Stitch Bank é uma ótima fonte de informações a respeito do bordado.</p>

<p>Espero que ter compartilhado contigo sobre esse banco de pontos tenha sido útil.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="artesanato" /><summary type="html"><![CDATA[Fonte de pontos de bordado gratuita]]></summary></entry><entry><title type="html">Projeto Aristóteles</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-aristoteles" rel="alternate" type="text/html" title="Projeto Aristóteles" /><published>2026-03-30T00:00:00-03:00</published><updated>2026-03-30T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-aristoteles</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-aristoteles"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #117: Transição de carreira</strong>, que foi enviada no dia 12 de novembro de 2025. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>O projeto Aristóteles é um estudo do Google, conduzido após o <a href="https://trilhadevalor.substack.com/p/trilha-de-valor-116-projeto-oxigenio">projeto Oxigênio</a>, que analisou quais são as condições que geram times eficazes. No resultado, foi gerada uma lista de cinco fatores que afetam a eficácia da equipe:</p>

<ol>
  <li>Segurança psicológica</li>
  <li>Confiança mútua</li>
  <li>Estrutura e clareza</li>
  <li>Trabalho com significado</li>
  <li>Trabalho de impacto</li>
</ol>

<blockquote>
  <p>“O todo é melhor do que a soma das partes.” - Aristóteles</p>
</blockquote>

<p>Em resumo, o estudo descobriu que o importante é como o time trabalha junto e não necessariamente quem faz parte do time.</p>

<p>Além de ser importante saber o que torna um time eficaz, é importante avaliar se o seu time está enxergando esses fatores no cenário atual e executar ações de melhoria, caso necessário. O resultado da pesquisa do Google sugere que o gestor do time use um questionário para avaliar a eficácia de acordo com os 5 fatores. Na descrição de cada fator, vou incluir a pergunta que pode ser feita ao time para avaliar o nível do fator e sugestões para mudar possíveis percepções negativas.</p>

<h3 id="segurança-psicológica">Segurança psicológica</h3>

<p>Em times com segurança psicológica, as pessoas não têm medo de correr riscos. Nesses times, se você errar, perguntar sobre as suas dúvidas ou apresentar novas ideias, você não vai esperar que a reação nesses casos seja de julgamento ou de consequências negativas.</p>

<p><strong>Sugestão de pergunta para avaliação desse fator:</strong> Você acredita que mesmo quando você comente erros, o time não vai te culpar por isso?</p>

<p>Sugestões de ações para melhoria:</p>

<ul>
  <li>Pergunte ao time sobre as preferências de formato de trabalho</li>
  <li>Admita quando estiver errado</li>
</ul>

<h3 id="confiança-mútua">Confiança mútua</h3>

<p>Times com um alto nível de confiança mútua irão fazer um trabalho de alta qualidade dentro do tempo esperado. Em contrapartida, um time com baixo nível de confiança mútua vai ter pessoas culpando os outros pelo trabalho não realizado.</p>

<p><strong>Sugestão de pergunta para avaliação desse fator:</strong> Você acredita que os membros do time vão concluir o trabalho sob sua responsabilidade dentro do tempo esperado?</p>

<p>Sugestão de ação para melhoria:</p>

<ul>
  <li>Esclareça as funções e responsabilidade de cada membro da equipe</li>
</ul>

<h3 id="estrutura-e-clareza">Estrutura e clareza</h3>

<p>Os membros do time precisam ter clareza do que é esperado de cada um e os processos que devem seguir. Também é importante entender os objetivos que devem ser atingidos individualmente, pelo time e pela área.</p>

<p><strong>Sugestão de pergunta para avaliação desse fator:</strong> Você acha que o time tem um processo de tomada de decisão efetivo?</p>

<p>Sugestões de ações para melhoria:</p>

<ul>
  <li>Deixe claros os objetivos do time</li>
  <li>Faça reuniões com pauta</li>
  <li>Inicie o uso de <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/127843085/tema-da-edicao-okrs">OKRs</a></li>
</ul>

<h3 id="trabalho-com-significado">Trabalho com significado</h3>

<p>A eficácia do time vai ser maior se os integrantes sentirem um senso de propósito no trabalho e nos resultados gerados. Esse propósito é pessoal e pode variar entre cada pessoa.</p>

<p><strong>Sugestão de pergunta para avaliação desse fator:</strong> Você acha que o trabalho que você faz no time tem significado para você?</p>

<p>Sugestões de ações para melhoria:</p>

<ul>
  <li>Forneça feedbacks positivos</li>
  <li>Agradeça pela ajuda recebida na frente de todo o time</li>
</ul>

<h3 id="trabalho-com-impacto">Trabalho com impacto</h3>

<p>Também é importante o time entender que o seu trabalho importa. Se o trabalho do time pode ser relacionado com os objetivos da empresa, é mais fácil entender o impacto do trabalho de cada integrante.</p>

<p><strong>Sugestão de pergunta para avaliação desse fator:</strong> Você entende como os resultados do time contribuem nos objetivos da empresa?</p>

<p>Sugestões de ações para melhoria:</p>

<ul>
  <li>Pense sobre o seu impacto no trabalho do time e da empresa</li>
  <li>Defina uma visão clara do impacto de cada membro do time sobre o time e a empresa</li>
</ul>

<hr />

<p>Como gestor de um time, existem vários aspectos que podemos avaliar para entender o quanto o trabalho está sendo feito com qualidade, enquanto que o time mantém a motivação alta e o ambiente tem um clima positivo. Usar esses fatores da pesquisa do Google como ponto de partida para avaliar a eficiência do time é uma forma de estruturar um processo de avaliação e evitar exageros, como se perder avaliando muitas variáveis, por exemplo.</p>

<p>Espero que tenha sido útil compartilhar esses conceitos e que te ajude a entender o que falta para o seu time melhorar cada vez mais.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Como ter times eficazes]]></summary></entry><entry><title type="html">Projeto Oxigênio</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-oxigenio" rel="alternate" type="text/html" title="Projeto Oxigênio" /><published>2026-03-23T00:00:00-03:00</published><updated>2026-03-23T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-oxigenio</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/projeto-oxigenio"><![CDATA[<blockquote>
  <p>Este texto foi originalmente publicado na <strong>Trilha de Valor #116: Projeto Oxigênio</strong>, que foi enviada no dia 29 de outubro de 2025. Para receber a newsletter na sua caixa de entrada, inscreva-se <a href="#subscribe">aqui</a>.</p>
</blockquote>

<p>Ano passado, li o livro <a href="https://www.amazon.com.br/Mais-r%C3%A1pido-melhor-Segredos-Produtividade/dp/8547000089">“Mais rápido e melhor”</a>, do Charles Duhigg, mesmo autor do <a href="https://www.amazon.com.br/poder-do-h%C3%A1bito-Charles-Duhigg/dp/8539004119">“O poder do hábito”</a>. Esse livro fala sobre produtividade e como ela pode ser trabalhada em diferentes áreas. Já no segundo capítulo, o autor apresenta a produtividade em equipes e cita o resultado de dois projetos conduzidos dentro do Google para entender a dinâmica das equipes e como as melhores se organizam.</p>

<p>Já havia ouvido falar desses dois projetos, mas nunca compartilhei eles aqui. Por isso, decidi escrever essa edição compartilhando os resultados que foram gerados a partir de uma base muito grande de dados.</p>

<p>Os projetos que mencionei são o Oxigênio e o Aristóteles. Cada um deles tem um foco diferente dentro do time, mas ambos querem entender o que torna um time eficaz. Nessa edição, vou focar no projeto Oxigênio. Pretendo fazer um resumo sobre o projeto Aristóteles no próximo envio.</p>

<p>O projeto Oxigênio é um estudo que examinou por que alguns gerentes eram mais eficazes do que outros. O foco do estudo era entender se ter um bom gerente era a razão de se ter um bom time.</p>

<p>Inicialmente, foi concluído que equipes com gerentes competentes têm maior satisfação e produtividade do que as outras que não apresentavam essa mesma característica.</p>

<p>Para entender o que define um gerente competente, o estudo foi atrás de mais dados e concluiu que são necessárias 10 habilidades de gestão essenciais:</p>

<ol>
  <li>É um bom coach</li>
  <li>Dá autonomia e não microgerencia</li>
  <li>Expressa interesse e preocupação pelo sucesso e bem-estar de seus liderados</li>
  <li>É orientado para resultados</li>
  <li>Se comunica de maneira efetiva</li>
  <li>Ajuda no desenvolvimento profissional</li>
  <li>Possui uma visão e uma estratégia claras</li>
  <li>Possui habilidades técnicas relevantes</li>
  <li>Colabora além do time</li>
  <li>É um bom tomador de decisões</li>
</ol>

<p>O livro que mencionei no início lista oito habilidades e o site <a href="https://rework.withgoogle.com/jp/guides/managers-identify-what-makes-a-great-manager#introduction">Google Re:Work</a>apresentava dez. Mas como o site está atualizado e não fala mais sobre todos os itens, vou focar apenas nos 8 primeiros.</p>

<h3 id="é-um-bom-coach">É um bom coach</h3>

<p>Para ser um bom coach, o líder precisa focar nas necessidades individuais de cada integrante do seu time. Também é necessário considerar que o seu estilo deve ser flexível, já que cada pessoa vai ter uma expectativa de direcionamento diferente. Por exemplo, um liderado pode estar em um momento em que precisa aprender algo e você pode ativamente ensinar. Já outro liderado pode estar em um momento em que é necessário refletir sobre o que já conhece e precisar de apoio para definir próximos passos e onde buscar esse conhecimento.</p>

<p>A pesquisa recomenda algumas práticas para que o gestor se torne um bom coach:</p>

<ul>
  <li>Fazer 1:1’s recorrentes com os membros do time, realmente prestando atenção no que é falado</li>
  <li>Prestar atenção ao seu modo de pensar e no modo em que pensa a respeito dos membros do time</li>
  <li>Praticar a escuta ativa e fazer perguntas abertas para encorajar a reflexão dos liderados</li>
  <li>Fornecer feedback específico sempre que necessário</li>
  <li>Equilibrar feedbacks positivos que motivam com feedbacks de melhoria que direcionam para o desenvolvimento pessoal</li>
  <li>Entender os pontos positivos de cada integrante do time e o que precisa ser melhorado</li>
</ul>

<p>O material também sugere um modelo de pauta inicial para os 1:1’s:</p>

<ul>
  <li>Perguntas de verificação e atualização
    <ul>
      <li>“Como posso ajudar?”</li>
      <li>“O que você tem feito nos últimos dias?”</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Impedimentos e problemas</li>
  <li>Atualização de objetivos</li>
  <li>Tópicos administrativos (férias, reembolsos, etc.)</li>
  <li>Próximos passos e acordos</li>
  <li>Desenvolvimento profissional</li>
</ul>

<h3 id="dá-autonomia-e-não-microgerencia">Dá autonomia e não microgerencia</h3>

<p>Segundo a pesquisa, gestores efetivos realizam 4 ações para empoderar e desenvolver os seus times:</p>

<ol>
  <li>Não fazem microgerenciamento</li>
  <li>Equilibram dar liberdade com estar disponíveis para dar sugestões</li>
  <li>Demonstram que confiam no time</li>
  <li>São porta-vozes do time dentro da organização</li>
</ol>

<p>Em resumo, um gestor efetivo é aquele que entende que ele está trabalhando para o time e não que o time está trabalhando para ele.</p>

<h3 id="expressa-interesse-e-preocupação-pelo-sucesso-e-bem-estar-de-seus-liderados">Expressa interesse e preocupação pelo sucesso e bem-estar de seus liderados</h3>

<p>Os gestores devem discutir regularmente com os seus liderados sobre carreira. A frequência pode ser ajustada de acordo com cada membro do time, levando em consideração o momento profissional que cada um está vivendo.</p>

<p>Para discussões sobre carreira, o líder pode se preparar pensando a respeito dos seguintes pontos para cada liderado:</p>

<ul>
  <li>Desempenho e entregas até o momento</li>
  <li>No que o liderado é bom em fazer</li>
  <li>No que o liderado precisa melhorar</li>
  <li>O que a empresa espera de cada funcionário</li>
  <li>Como você pode fazer as pessoas ficarem cientes do seu valor</li>
</ul>

<p>Além de se preocupar com o sucesso dos seus liderados, é importante que o gestor demonstre que realmente se importa com o bem-estar do time. Para isso, é importante conseguir ter empatia e entender como os integrantes do time estão se sentindo.</p>

<p>O Google possui a prática de definir um objetivo simples para aumentar a satisfação do time. Cada integrante define um objetivo saudável e que mantenha o equilíbrio entre as vidas pessoal e profissional, e o gestor ajuda no atingimento desse objetivo.</p>

<p>Exemplos de objetivos sugeridos no Google:</p>

<ul>
  <li>Fazer exercícios durante 1 hora, 3 vezes na semana</li>
  <li>Não verificar os e-mails no final de semana</li>
  <li>Tirar uma semana de folga do trabalho e se manter realmente distante do trabalho</li>
</ul>

<p>Outra sugestão é demonstrar e desenvolver compaixão pelo time. Dessa forma, o gestor consegue apoiar o time de forma mais leve.</p>

<p>Algumas dicas para desenvolver compaixão:</p>

<ul>
  <li>Procure semelhanças entre você e os membros do seu time</li>
  <li>Seja o exemplo de comportamento atencioso dentro do time</li>
  <li>Se interesse verdadeiramente por cada integrante do time</li>
</ul>

<h3 id="é-orientado-para-resultados">É orientado para resultados</h3>

<p>Definir e acompanhar OKRs é uma forma do gestor aumentar o desempenho do time.</p>

<p>Para definir os OKRs, é necessário responder a duas perguntas:</p>

<ol>
  <li>O que queremos alcançar?</li>
  <li>Como vamos mensurar o quanto atingimos do objetivo?</li>
</ol>

<p>Mais detalhes sobre os OKRs podem ser lidos <a href="https://trilhadevalor.substack.com/i/127843085/tema-da-edicao-okrs">aqui</a>.</p>

<p>O gestor é quem determina as prioridades, define e comunica os objetivos do time e mantém os times motivados em <a href="https://ingridmachado.net/articles/2022-11/lidando-com-mudancas-introducao">períodos de mudanças</a>. Além disso, o gestor também precisa resolver impedimentos, ter clareza de quem está trabalhando no que e ser um exemplo para o time de como o trabalho pode ser feito.</p>

<h3 id="se-comunica-de-maneira-efetiva">Se comunica de maneira efetiva</h3>

<p>A comunicação não se limita apenas a comunicar resultados. O gerente precisa ter um canal aberto com os integrantes do time para ouvir e compartilhar informações.</p>

<p>Para se comunicar de maneira mais efetiva, o gestor pode escutar o que o outro fala, parafrasear com as suas próprias palavras e repetir o que foi falado. Isso ajuda os membros do time a se sentirem mais compreendidos.</p>

<p>Para conseguir refletir o que foi falado, a recomendação do Google é que você aceite os sentimentos demonstrados durante a fala, esclareça o ponto de vista de quem fala, aceite o que está sendo dito e empatize com a outra pessoa.</p>

<h3 id="ajuda-no-desenvolvimento-profissional">Ajuda no desenvolvimento profissional</h3>

<p>A pesquisa sugere o uso do modelo GROW para discutir sobre desenvolvimento profissional junto ao time.</p>

<p>GROW é uma sigla para Goal, Reality, Option e Will. Cada um desses passos tem o objetivo de direcionar a discussão e ajudar cada liderado a entender qual é o seu objetivo profissional e como pode atingi-lo.</p>

<p>Para cada etapa, algumas perguntas servem como guia.</p>

<h3 id="goal-objetivo">Goal (Objetivo)</h3>

<p>Identifique no que a pessoa está interessada em se desenvolver profissionalmente:</p>

<ul>
  <li>Como você se vê daqui a 1, 5 e 10 anos?</li>
  <li>Se dinheiro ou conhecimento não fossem um problema, que tipo de trabalho gostaria de estar fazendo?</li>
  <li>Quais são os seus interesses, valores e motivações?</li>
</ul>

<h3 id="reality-realidade">Reality (Realidade)</h3>

<p>Entenda qual é o papel e as habilidades atuais:</p>

<ul>
  <li>Quais são os problemas atuais?</li>
  <li>O quão longe você está dos seus objetivos?</li>
</ul>

<h3 id="option-opções">Option (Opções)</h3>

<p>Pense a respeito das opções disponíveis para diminuir a diferença entre o objetivo e a situação atual:</p>

<ul>
  <li>Como você vai lidar com os obstáculos para atingir os seus objetivos?</li>
</ul>

<h3 id="will-vontade">Will (Vontade)</h3>

<p>Identifique passos factíveis para avançar da situação atual para o objetivo:</p>

<ul>
  <li>Como você vai converter as opções em ações a fim de atingir os seus objetivos?</li>
</ul>

<h3 id="possui-uma-visão-e-uma-estratégia-claras">Possui uma visão e uma estratégia claras</h3>

<p>O gestor precisa ter uma visão clara e atrativa, que deve ser compartilhada com o time para que todos consigam avaliar se estão seguindo na direção correta. A visão do time vai representar o motivo de um time existir e o que e como ele está tentando alcançar.</p>

<p>Não é apenas o gestor que precisa saber a direção do time e ele também não deve guardar apenas para si o quão próximo o time está da visão. Com uma visão clara, qualquer decisão pode ser associada à visão no momento de comunicá-la para o time, o que justifica muito bem o caminho a ser seguido.</p>

<p>Os seguintes itens podem ser definidos para definir a visão:</p>

<ul>
  <li><strong>Valores:</strong> representam as crenças básicas do time e definem a base do propósito e da missão do time</li>
  <li><strong>Propósito:</strong> é a razão do time existir e o impacto esperado na empresa</li>
  <li><strong>Missão:</strong> representa o objetivo a ser alcançado</li>
  <li><strong>Estratégia:</strong> o que vai ser implementado para atingir a missão, na visão de longo prazo</li>
  <li><strong>Metas:</strong> estratégias reduzidas para objetivos alcançáveis de curto prazo</li>
</ul>

<h3 id="possui-habilidades-técnicas-relevantes">Possui habilidades técnicas relevantes</h3>

<p>Gestores com conhecimento sobre a área de atuação do time são capazes de apoiar o time tecnicamente e sugerir soluções criativas.</p>

<p>Entender o problema e apoiar na solução de problemas através do seu conhecimento técnico permite que o gestor faça parte de um time que trabalha junto dele. Na verdade, nesse cenário temos o gestor trabalhando para o time ao invés de ter um time que trabalha para o gestor.</p>

<hr />

<p>O site do Google Re:Work foi atualizado e muita informação foi removida. Por isso, tive que recuperar muita coisa pela Wayback Machine e nem tudo o que eu mencionei pode estar nas fontes que incluí durante o texto. Artigos mais completos sobre o tema estão trancados em paywalls e o resultado detalhado é difícil de acessar. Mas espero que ter compartilhado contigo pontos importantes dos resultados dessa pesquisa tenha sido útil e torne esse tipo de informação mais acessível para quem se interessa pelo tema.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="newsletter" /><summary type="html"><![CDATA[Como ter gerentes eficazes]]></summary></entry><entry><title type="html">Seamly2D</title><link href="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/seamly2d" rel="alternate" type="text/html" title="Seamly2D" /><published>2026-03-16T00:00:00-03:00</published><updated>2026-03-16T00:00:00-03:00</updated><id>https://ingridmachado.net/articles/2026-03/seamly2d</id><content type="html" xml:base="https://ingridmachado.net/articles/2026-03/seamly2d"><![CDATA[<p>Estou <a href="https://ingridmachado.net/category/artesanato/">aprendendo a costurar</a> e acabei me interessando por modelagem. Principalmente depois de sofrer muito com o <a href="https://ingridmachado.net/articles/2025-08/ajustando-moldes-de-costura">ajuste de moldes</a>. Porém, não estou muito interessada em fazer a modelagem com papel, por diversos motivos.</p>

<p>Inicialmente, não pretendo fazer moldes para outras pessoas além de mim. Então, também não vejo a necessidade de assinar algum serviço de modelagem digital. Até porque as opções feitas para isso costumam ser bem caras. Eu até tentei assinar a <a href="https://molde.me">Molde.me</a> usando o desconto que tenho como aluna da <a href="https://comunidadeinaa.com.br">Comunidade Inaá</a>, mas infelizmente não consegui concluir a assinatura (e eu tentei bastante). Com essa experiência, me convenci de que tenho que seguir com ferramentas open source mesmo.</p>

<p>Na busca por uma opção para a modelagem digital que não fosse muito cara, acabei encontrando o <a href="https://seamly.io">Seamly2D</a>. Ele é um software para modelagem gratuito e open source, que usa um formato de criação de moldes parametrizado a partir das medidas corporais. Ou seja, a partir do momento em que você criar um molde com as suas medidas usando as fórmulas corretamente, ao mudar as medidas para as de outra pessoa, o molde se ajusta automaticamente. Isso facilita muito no momento de aproveitar o trabalho inicial para criar os moldes base.</p>

<p>Esse post vai ser um resumo de como usar o Seamly2D. Estou escrevendo ele como um guia para mim mesma, já que a maioria dos tutoriais está em vídeo e gosto de consultar as funcionalidades em texto.</p>

<h2 id="seamlyme">SeamlyMe</h2>

<p>O Seamly2D é dividido em duas partes. Dentro do Seamly2D é possível criar os moldes, mas é necessário cadastrar as medidas no SeamlyMe antes para usar na construção das fórmulas.</p>

<p>Quando uma medida for ser inserida no molde, é possível usar o valor diretamente, usar uma medida ou usar uma variável. Para fazer um molde paramétrico, o recomendado é que se evite usar números diretamente nos casos em que não são medidas fixas para todos os moldes. Senão, ao mudar a tabela de medidas, o molde não vai mudar de maneira proporcional.</p>

<p>Todas as medidas que eu uso são salvas como individual e não multisize, já que faço os moldes apenas para mim.</p>

<h3 id="medidas">Medidas</h3>

<p>É possível cadastrar muitas medidas dentro do SeamlyMe, mas eu vou focar em listar aqui apenas algumas, que são as principais na criação da maioria dos moldes.</p>

<p>A lista é composta pelo código, nome e nome da variável da medida.</p>

<ul>
  <li>A01 - Altura (height)</li>
  <li>G02 - Circunferência do pescoço (neck_circ)</li>
  <li>G03 - Highbust circumference (highbust_circ)</li>
  <li>G04 - Circunferência de busto (bust_circ)</li>
  <li>G07 - Circunferência de cintura (waist_circ)</li>
  <li>G09 - Circunferência de quadril (hip_circ)</li>
  <li>H05 - (neck_side_to_waist_f)</li>
  <li>H14 - (neck_side_to_bust_f)</li>
  <li>H18 - (neck_side_to_waist_b)</li>
  <li>H35 - (waist_to_hip_side)</li>
  <li>I01 - Comprimento do ombro (shoulder_length)</li>
  <li>L01 - (arm_shoulder_tip_to_wrist_bent)</li>
  <li>L02 - (arm_shoulder_tip_to_elbow_bent)</li>
  <li>L11 - (arm_upper_circ)</li>
  <li>L15 - (arm_wrist_circ)</li>
  <li>M03 - (leg_thigh_upper_circ)</li>
  <li>M09 - (leg_ankle_circ)</li>
  <li>M10 - (leg_knee_circ_bent)</li>
  <li>M11 - (leg_ankle_diag_circ)</li>
  <li>N01 - (crotch_length)</li>
  <li>N04 - (rise_length_side_sitting)</li>
</ul>

<p>A lista completa de medidas disponíveis para cadastro pode ser encontrada <a href="https://wiki.seamly.io/wiki/Measurements">aqui</a>.</p>

<p>Para adicionar uma dessas medidas, clique em “Add known” e escolha a medida na lista filtrando pelo código ou pelo nome. Depois é só cadastrar qual o valor você quer usar dentro dela.</p>

<h3 id="medidas-personalizadas">Medidas personalizadas</h3>

<p>Também é possível cadastrar medidas personalizadas dentro do SeamlyMe.</p>

<p>Como eu sigo vários tutoriais em inglês, muitos costumam usar a medida em polegadas (inches). Uma dica que vi é a de criar uma medida @inch e cadastrar como 2,54cm. No momento de fazer os cálculos com polegadas, é só ficar usando a medida personalizada para multiplicar pelos centímetros ao invés de ter que ficar lembrando a conversão.</p>

<p>Para seguir as aulas que estou fazendo em português de maneira mais organizada, eu também estou criando medidas personalizadas. Assim, quando vou escrever uma fórmula, posso usar o nome de acordo com o que é falado, sem precisar fazer traduções. Por exemplo, ao invés de usar a medida “bust_circ” eu uso a variável “@circunferencia_busto” no momento da modelagem.</p>

<p>Para adicionar uma medida personalizada, clique em “Add custom”.</p>

<h2 id="configurando-o-seamly2d">Configurando o Seamly2D</h2>

<p>Antes de iniciar a construir qualquer molde, vale a pena fazer algumas configurações para deixar o software mais de acordo com as suas preferências.</p>

<p>Dentro de Preferences, algumas configurações interessantes de fazer são:</p>

<ul>
  <li>Escolher o idioma
    <ul>
      <li>Eu deixo em inglês mesmo, por causa de alguns tutoriais que costumo seguir atualmente</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Escolher o separador decimal
    <ul>
      <li>Eu deixo o do sistema para usar vírgula</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Escolher a unidade padrão
    <ul>
      <li>Estou trabalhando com centímetros</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<h2 id="criando-um-molde">Criando um molde</h2>

<p>Dentro do Seamly3D, é possível carregar as medidas clicando em Measurements ➝ Load individual. A partir dessa importação, vai ser possível usar as medidas criadas anteriormente no SeamlyMe.</p>

<p>Lembrando que, como a criação de moldes dentro dele é paramétrica, carregar novas medidas influencia diretamente no molde criado. Por isso, é importante criar o molde usando fórmulas e variáveis e não valores fixos. Assim, a parametrização vai funcionar corretamente no momento de mudar as medidas.</p>

<p>O processo de criar um molde dentro do Seamly2D envolve 3 etapas:</p>

<ol>
  <li><a href="#draft">Draft</a></li>
  <li><a href="#piece">Piece</a></li>
  <li><a href="#layout">Layout</a></li>
</ol>

<h3 id="draft">Draft</h3>

<p>A primeira etapa envolve fazer a construção das partes do molde usando pontos, linhas e curvas.</p>

<p>Ao clicar em New Draft, uma janela aparece solicitando um nome para a sua primeira base. A base é um molde sem detalhes, construído a partir das suas medidas e que vai ser usado para criar novas peças a partir de interpretações de modelos.</p>

<blockquote>
  <p>Eu estou criando todas as minhas bases dentro do mesmo arquivo, porque não é possível copiar e colar as bases de um arquivo para o outro. Por exemplo, estou fazendo as bases da <a href="https://algodaocru.com.br">Lara Rogedo</a>, então eu crio um arquivo em que vou ter um draft block para cada base com o método dela dentro desse mesmo arquivo. Assim, quando eu for fazer uma interpretação de modelo, eu posso apenas copiar o arquivo e usar as bases para iniciar a nova peça. Se eu deixar a base de blusa em um arquivo e a base de saia em outro e o modelo precisar das duas para ser interpretado, eu vou precisar fazer um dos moldes novamente para juntar as duas bases. É melhor ter uma base sobrando dentro do arquivo do que ter retrabalho.</p>
</blockquote>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/ferramentas/seamly2d/seamly2d_novo_arquivo.png" alt="Tela inicial" /></p>

<p>Ao abrir a tela pela primeira vez, o ponto A vai ser exibido próximo dos eixos X e Y e, a partir dele, é possível desenhar o molde. Esse desenho vai ser feito usando as seguintes ferramentas:</p>

<ul>
  <li>Point (ponto)</li>
  <li>Line (linha)</li>
  <li>Curve (curva)</li>
  <li>Arc (arco)</li>
</ul>

<p>Existem outras ferramentas disponíveis, mas esse é o grupo principal para fazer diversas bases.</p>

<p>Sobre os pontos, eu gosto de selecionar o padrão que vai ser usado no momento de nomear. Deixando como default, os pontos são criados em ordem alfabética. Escolhendo uma letra, todos os pontos seguintes são criados com a mesma letra, adicionando um número. Por exemplo, escolhendo o A, os próximos pontos serão nomeados automaticamente como A1, A2, A3, etc.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/ferramentas/seamly2d/seamly2d_draft.png" alt="Tela inicial" /></p>

<h3 id="piece">Piece</h3>

<p>Depois de concluir a modelagem, a etapa seguinte é criar as peças do molde. Para criar as peças, é necessário acessar o menu Piece ➝ Add New Pattern Piece. Não é possível acessar o menu Piece antes de criar pelo menos uma peça.</p>

<p>É importante selecionar as partes da peça no sentido horário. Caso uma curva esteja no sentido anti-horário, basta clicar no Shift antes de selecionar. Depois de selecionar todos os pontos e curvas que fazem parte de uma peça, basta clicar no Enter que uma caixa de diálogo vai aparecer pedindo mais detalhes.</p>

<p>No momento de criar a peça, é possível configurar o nome e adicionar observações. Depois que uma peça for adicionada, é possível adicionar caminhos internos, que servem para a marcação de pences, por exemplo, através da função Add internal path. Ou adicionar as margens de costura.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/ferramentas/seamly2d/seamly2d_piece.png" alt="Tela inicial" /></p>

<h3 id="layout">Layout</h3>

<p>Depois de configurar as peças, a etapa seguinte é fazer o layout de impressão ou de exportação das peças do molde.</p>

<p>Para imprimir economizando papel, é possível criar um layout com as seguintes configurações:</p>

<ul>
  <li>Templates: Rol 36in (96ppi)</li>
  <li>Autocrop unused length</li>
</ul>

<p>Caso queira ir testando layouts diferentes, é só clicar em Layout ➝ New Print Layout e ir mudando as configurações. Também existe a opção de exportar em SVG sem fazer muitas configurações e configurar a melhor distribuição das peças dentro do Inkscape, por exemplo.</p>

<p>Para imprimir no formato A4, basta selecionar o formato PDF tiled files e o formato A4 no momento de exportar.</p>

<p><img src="/assets/images/posts/images/artesanato/costura/ferramentas/seamly2d/seamly2d_layout.png" alt="Tela inicial" /></p>

<hr />

<p>Dependendo do quanto eu usar a ferramenta, acho que vale escrever mais posts explicando com mais detalhes cada etapa do processo de modelagem digital.</p>

<p>Os prints que incluí no post mostram o fluxo do Seamly2D para criar as bases da Comunidade Inaá. Em cada imagem, é possível perceber que as funcionalidades e a exibição do molde mudam. Usando a ferramenta, fica fácil entender a diferença entre cada etapa e é uma mudança de exibição que faz sentido.</p>

<p>Espero que ter compartilhado sobre o Seamly2D tenha sido útil. E deixo a dica de que é uma ferramenta gratuita que ajuda bastante na migração para a modelagem digital.</p>

<p>Até a próxima!</p>]]></content><author><name>ingridmachado</name></author><category term="artesanato" /><summary type="html"><![CDATA[Ferramenta para modelagem digital]]></summary></entry></feed>