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	<title>generico</title>
	
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	<description>você reclama do meu apogeu</description>
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		<title>20 preferidos dos anos 2000</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 12:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui pensando no assunto devagar, puxando pela memória um e outro, e acabei chegando a uma compilação decente. Percebam que não são, sob qualquer aspecto, os melhores da década, apenas aqueles de que mais gostei de ver entre os que de fato vi &#8211; e vi, obviamente, apenas pequena parcela do que poderia ter visto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui pensando no assunto devagar, puxando pela memória um e outro, e acabei chegando a uma compilação decente. Percebam que não são, sob qualquer aspecto, os melhores da década, apenas aqueles de que mais gostei de ver entre os que de fato vi &#8211; e vi, obviamente, apenas pequena parcela do que poderia ter visto. Algumas escolhas são idiossincrasia pura, geralmente orientadas por afeto e até pelo gosto por certos defeitos desses filmes. Defeitos charmosos, aquela coisa. Pode haver omissões graves aí, mas não tem carinho declarado em vão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-639" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/obrother.jpg" alt="obrother" width="480" height="169" /><strong>2000 &#8211; </strong><em><strong>Ei, Meu Irmão, Cadê Você?</strong></em><strong>, Ethan e Joen Coen<br />
<span style="font-weight: normal">Algo nesse filme me faz sorrir o tempo todo. Os Coen acertaram muito na década, mas este sempre sobressai na memória. O sotaque caipira, os diálogos rápidos, a música como elemento da trama, a jornada nonsense: é muita coisa pra delirar.</span></strong></p>
<p><strong>2000 &#8211; </strong><em><strong>Audition</strong></em><strong>, Takashi Miike<br />
<span style="font-weight: normal">Vi muito pouco, quase nada da obra do Miike (são algumas dezenas de filmes, o cara é louco), mas esse sempre impressiona. Começa como uma comédia romântica inofensiva que logo de tá uma rasteira tão forte que causa dor de cabeça e espasmos físicos. Insuperável.</span></strong></p>
<p><strong>2001 &#8211; </strong><em><strong>Fantasmas de Marte</strong></em><strong>, John Carpenter<br />
<span style="font-weight: normal">O melhor faroeste da década. Mesmo com todos os defeitos que o filme certamente tem, a começar pelo vilão que parece o Marilyn Manson bombado. Mas é um puta filme: frenético, caótico, violento; em nenhum momento perde a atmosfera de anarquia que permeia os melhores do Carpenter. E é deliciosamente amoral: os caras maus aqui, não se engane, são os humanos. Carpenter filma muito, mas o que impressiona mesmo é a coragem desse velhinho maravilhoso: não consigo pensar em ninguém que conseguiria assumir um projeto tão suicida com um décimo da firmeza, do foco e da cara de pau. Isso aqui é um milagre em forma de filme. Apesar disso, recomendo para muito pouca gente.</span></strong></p>
<p><strong>2002 &#8211; </strong><em><strong>A Última Noite</strong></em><strong>, Spike Lee<br />
<span style="font-weight: normal">Meu Spike Lee favorito: a história certa situada no contexto exato, com grandes performances de gente como Edward Norton, Rosario Dawson, Brian Cox, Philip S. Hoffman e Barry Pepper (gênio). Único filme decente sobre o 11 de Setembro. Não tem como não ver aquele final e não chorar.</span></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-640" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/minority.jpg" alt="minority" width="480" height="169" /><strong>2002 &#8211; </strong><em><strong>Minority Report</strong></em><strong>, Steven Spielberg<br />
<span style="font-weight: normal">Curto demais muita coisa do Spielberg nessa década &#8211; <em>Guerra dos Mundos</em> e <em>Munique</em> em particular -, mas por esse aqui guardo mais carinho. Spielberg filma uma bela história do Philip K. Dick com visível tesão &#8211; as cenas de ação são maravilhosas. É claro que, dada a paternidade da obra, o final é uma merda otimista e trai o clima de 95% do filme, mas até lá é coisa de gênio.</span></strong></p>
<p><strong>2003 &#8211; </strong><em><strong>Sobre Meninos e Lobos</strong></em><strong>, Clint Eastwood<br />
<span style="font-weight: normal">Clint amargo e pessimista: bom demais. Enquanto todo mundo delira com o Sean Penn, minha atenção vai quase toda para o Kevin Bacon, fenomenal, minimalista. E pro Tim Robbins, que é que fica com todo o real trabalho sujo de carregar o fardo emocional do filme, mas sem o privilégio de poder estourar e ser contido por dezenas de policiais etc.</span></strong></p>
<p><strong>2003 &#8211; </strong><em><strong>Alta Tensão</strong></em><strong>, Alexandre Aja<br />
<span style="font-weight: normal">Um dos melhores exemplares do &#8220;novo horror&#8221;, certamente um dos mais tensos (dã), violentos e ultrajantes &#8211; principalmente o final duríssimo de engolir, mas que não me ofende demais não. Quando o vilão arranca a cabeça de uma vítima com uma CÔMODA eu sorrio de orelha a orelha.</span></strong></p>
<p><strong>2004 -</strong><em><strong> Kill Bill: Vol. 2</strong></em><strong>, Quentin Tarantino<br />
<span style="font-weight: normal">A preferência pela parte 2 deve tudo à parte 1. Adoro como a fúria oriental do primeiro filme é bruscamente trocada por reflexões em paisagens de faroeste, melodias de Morricone e improváveis discussões conjugais. Dito isso, é bem possível que <em>Bastardos Inglórios</em> roube o posto, é preciso rever.</span></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-641" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/zissou.jpg" alt="zissou" width="480" height="169" /><strong>2004 &#8211; </strong><em><strong>The Life Aquatic with Steve Zissou</strong></em><strong>, Wes Anderson<br />
<span style="font-weight: normal">Não vi ainda <em>Mr. Fox</em>, o qual suspeito que possa substituir esse na lista, mas<em> Zissou</em> me ganha pela bagunça, pela idiossincrasia descarada do Wes Anderson, pela simpática trilha, pelo Bill Murray no auge.</span></strong></p>
<p><strong>2004 &#8211; </strong><em><strong>Colateral</strong></em><strong>, Michael Mann<br />
<span style="font-weight: normal">Meu thriller de cabeceira dos anos 00: brutal, soturno, esperto, inclemente. Michael Mann pode ter filmado melhor em <em>Miami Vice</em> ou <em>Inimigos Públicos</em> (o tiroteio da floresta é impressionante), mas isso aqui é uma delícia o tempo todo, um bloco sólido de delírio cinematográfico, cinema de gênero com muita classe.</span></strong></p>
<p><strong>2005 -</strong><em><strong> O Virgem de 40 Anos</strong></em><strong>, Judd Apatow<br />
<span style="font-weight: normal">Ganha de <em>O Âncora</em> e <em>Eu, Eu Mesmo e Irene</em> por pequena margem. Há muito o que se gostar aqui, como o elenco absolutamente genial ou a adorável brodagem dos personagens. Das comédias sexuais americanas, é talvez a única que inverta a abordagem: em vez de pegar seus personagens em estado de ebulição sexual e aos poucos reprimi-los (ex.: <em>Porky&#8217;s</em>, que detesto), o filme faz o contrário e advoga a liberação, com exceção do final quase inexplicável (a cena do sexo, não a maravilhosa dancinha dos créditos).</span></strong></p>
<p><strong>2005 &#8211; </strong><em><strong>King Kong</strong></em><strong>, Peter Jackson<br />
<span style="font-weight: normal"><em>Senhor dos Anéis</em> é divertido e tal, mas é aqui que Peter Jackson colocou diversão MESMO, toda que pôde imaginar. Possivelmente o grande filme de aventura da década. É ingênuo e sombrio, com um tipo de violência que frequentemente ultrapassa o limite do clima de matinê do conjunto. Já vi algumas vezes (todas as três horas!) e ainda não consigo entender o motivo de ser tão pouco querido e lembrado.</span></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-642" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/devils.jpg" alt="devils" width="480" height="169" /><strong>2005 &#8211; </strong><em><strong>Rejeitados Pelo Diabo</strong></em><strong>, Rob Zombie<br />
<span style="font-weight: normal">Rob Zombie se supera nesse horror setentista na estética e incômodo no tema, com sua empatia com uma família de psicopatas sendo perseguida por um xerife ainda mais psicopata que eles. É humanismo puro: Zombie descarta a tese, na qual muita gente gosta de acreditar, de que assassinos e psicopatas em geral não são &#8220;humanos&#8221;. Resposta: são sim, deixe de frescura e não se sinta tão limpo e bonito por dentro.</span></strong></p>
<p><strong>2006 &#8211; </strong><em><strong>O Labirinto do Fauno</strong></em><strong>, Guillermo Del Toro<br />
<span style="font-weight: normal">Del Toro sabe filmar pesadelos como ninguém, e aqui vai muito fundo. Mais do que a criatividade na criação dos monstros e sets (lindos, lindos), gosto muito do fato de que o horror mais ameaçador do filme é humano. Nem o bicho com olho na palma da mão é tão horrendo como a figura do militar.</span></strong></p>
<p><strong>2006 &#8211; </strong><em><strong>Possuídos</strong></em><strong>, William Friedkin<br />
<span style="font-weight: normal">Paranoia elevada ao status de arte. Sou tiete do Friedkin (curto demais até mesmo o <em>Caçado, </em>pouco considerado por aí), mas aqui ele filma num nível tão acima da média que acho um crime a falta de atenção para com o filme. UM CRIME. Ashley Judd e Michael Shannon brilhantes.</span></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-643" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/host.jpg" alt="host" width="480" height="182" /><strong>2006 &#8211; </strong><em><strong>O Hospedeiro</strong></em><strong>, Bong Joon-ho<br />
<span style="font-weight: normal">Categorizar esse como &#8220;filme de monstro&#8221; é só o começo da conversa: é comédia, sátira política, melodrama familiar, tudo num conjunto tão bem acabado que chega a ser inacreditável. E ainda considere que isso aqui é o <em>mainstream</em> sul-coreano! Esse Bong Joon-ho já havia provado que é mestre com o<em> Memories of Murder </em>(filme análogo a <em>Zodíaco</em>, só que ainda melhor e feito com quatro anos de antecedência), e esse seu <em>Mother</em>, que ainda não vi, é provavelmente ainda melhor que ambos. É preciso ASSINAR O RSS desse cara.</span></strong></p>
<p><strong>2007 &#8211; </strong><em><strong>King of Kong</strong></em><strong>, Seth Gordo</strong><strong>n<br />
<span style="font-weight: normal">Devem haver algumas dezenas de documentários mais relevantes que esse, mas o duelo do nerd Steve Wiebe contra o douche Billy Mitchell bate qualquer recorde de cenas patéticas e maravilhosas. Dizem que a edição falseia vários aspectos da história real, mas como cinema isso aqui funciona bem demais.</span></strong></p>
<p><strong>2007 &#8211; </strong><em><strong>Sangue Negro</strong></em><strong>, Paul Thomas Anderson<br />
<span style="font-weight: normal">Revi há poucos dias, e as sensações físicas foram quase as mesmas da primeira sessão: perda de fôlego, fraqueza física, baba no canto da boca. Filme que te pega pelo braço e não solta. Gosto cada vez mais do final absurdo e brusco. Day Lewis atua tanto que quase &#8211; quase &#8211; cansa.</span></strong></p>
<p><strong>2008 &#8211; </strong><em><strong>Deixa Ela Entrar</strong></em><strong>, Tomas Alfredson<br />
<span style="font-weight: normal">Raridade: filme de horror com grande ideia e grande história, conduzido com foco e elegância, sem pressa, sem histeria (leia-se desejo incontrolável de jogar sangue na lente o mais rápido possível). Precisa ser mais visto e mais revisto. Remake atroz está a caminho e deve ressaltar essa necessidade.</span></strong></p>
<p><strong>2009 &#8211; </strong><em><strong>Arrasta-me Para o Inferno</strong></em><strong>, Sam Raimi<br />
<span style="font-weight: normal">É o Sam Raimi que a galera ama: frenético e demente, mas sempre no mais absoluto controle de câmera &amp; narrativa. Filme &#8220;menor&#8221; que engole o caríssimo <em>Homem Aranha 3</em>, por exemplo, em todos os aspectos que interessam (diversão, acabamento etc). E é daqueles que vi gargalhando sem pudor. Se tivesse um filme assim por ano, o mundo seria muito mais feliz.</span></strong></p>
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		<title>o preferido dos anos 00</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 13:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[wilco]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevi isso no início de 2008 para algum outro lugar e acabei não publicando. Relendo, percebi que estava falando sobre meu álbum preferido na década. É uma boa hora para publicar.

Ouvi Wilco pela primeira vez em Yankee Hotel Foxtrot, mas o barato só bateu com A Ghost is Born. Mais precisamente, com Spiders.
É curioso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Escrevi isso no início de 2008 para algum outro lugar e acabei não publicando. Relendo, percebi que estava falando sobre meu álbum preferido na década. É uma boa hora para publicar.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-631" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/12/8680-a-ghost-is-born.jpg" alt="8680-a-ghost-is-born" width="475" height="432" /></p>
<p>Ouvi Wilco pela primeira vez em <em>Yankee Hotel Foxtrot</em>, mas o barato só bateu com <em>A Ghost is Born</em>. Mais precisamente, com <em>Spiders</em>.</p>
<p>É curioso que tudo parta da faixa mais estranha da discografia da banda. São 11 minutos de uma batida circular, inspirada no krautrock, pontuada por versos incompreensíveis e guitarras retorcidas e pontudas. Uma seção instumental de rock de arena faz as vezes de refrão, e logo se esvai.</p>
<p>O disco inteiro se presta a essas fusões e metamorfoses. Abre com <em>At Least That’s What You Said</em>, um lamento ao pé do ouvido, quase inaudível, que desemboca numa fúria de solos de guitarra de deixar Neil Young com priapismo. Em <em>Hell is Chrome</em>, o tema do rockstar atormentado vira uma calma e resignada auto-entrega para o abismo da ordem e da contenção. O que era pra ser de um jeito acaba se transformando, sempre.</p>
<p>Por trás da maioria das faixas, o tema da identidade se repete. A pergunta sobre quem se é e quem querem que sejamos vai e vem, direta ou sugerida, enunciada ou orquestrada. A música acompanha. Poucos discos trazem transições instrumentais e melódicas tão geniais quanto este. <em>Muzzle of Bees</em>, <em>Theologians</em>, quase todas as músicas se expandem e se retraem como organismos vivos. Jeff Tweedy nunca tocou guitarra tão bem.</p>
<p>E há o lance dos ruídos também. Aí vale uma contextualização.</p>
<p>Tweedy, líder e principal compositor do grupo, sofre de síndrome do pânico e enxaqueca crônica. Na época de produção do álbum, as crises se agravaram e ele se viu obrigado a internar-se numa clínica para cuidar não só dessas doenças, mas também do vício em analgésicos decorrente delas. O disco tem reflexo disso. Mais do que a anedótica reprodução da dor de cabeça por meio de microfonias intermináveis, acaba sendo uma demonstração de entrega artística. A forma que Tweedy achou de lidar com esses problemas foi incluí-los palpavelmente no seu trabalho. Por ser tão emocional e pessoal, é provavelmente o disco mais difícil do Wilco. Não no sentido do experimentalismo do <em>Yankee Hotel Foxtrot</em>, geralmente eleito neste posto, mas porque as músicas relacionam-se entre si e se transformam sem concessões, para além dos próprios limites. Clássico absoluto.</p>
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		<title>você precisa ver (mais) filmes de horror</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto originalmente publicado no especial de Halloween do site Colherada Cultural.

Entre os cinéfilos, há um gênero que atrai carinho consideravelmente maior que os demais: o horror. É uma preferência que pode ser medida pelo nível de especialização de vários festivais espalhados pelo mundo, como o Fantastic Fest, no Texas, e o Fantasporto, em Portugal, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto originalmente publicado no especial de Halloween do site <a href="http://www.colheradacultural.com.br/" target="_blank">Colherada Cultural</a>.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-626" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/11/reanimator_blog.jpg" alt="reanimator_blog" width="480" height="324" /></p>
<p>Entre os cinéfilos, há um gênero que atrai carinho consideravelmente maior que os demais: o horror. É uma preferência que pode ser medida pelo nível de especialização de vários festivais espalhados pelo mundo, como o <a href="http://2009.fantasticfest.com/default.aspx" target="_blank">Fantastic Fest</a>, no Texas, e o <a href="http://www.fantasporto.com/" target="_blank">Fantasporto</a>, em Portugal, ou as publicações temáticas e notavelmente longevas, como a <a href="http://fangoria.com/" target="_blank">&#8220;Fangoria&#8221;</a>, em circulação desde 1979, e a <a href="http://www.famousmonstersoffilmland.com/" target="_blank">&#8220;Famous Monsters of Filmland&#8221;</a>, desde 1958. Ou basta discutir o tema com o amigo fascinado por filmes sangrentos e obscuros da década de 1970. O brilho no olhar diz muito. Há motivo.</p>
<p>A diferença do horror para os demais gêneros é relativamente simples de ser explicada: a imensa maioria é composta por obras de orçamentos paupérrimos, produzidas sem expectativa de sucesso comercial ou aprovação da crítica &#8220;séria&#8221;. O grande público, e a crítica que lhe serve, presta, em geral, pouca ou nenhuma atenção a essa produção gigantesca. E essa &#8220;maldição&#8221;, digamos (para efeitos irônicos), é boa parte da força desses filmes: desobrigados das amarras da necessidade de agradar, seus realizadores percorrem território vasto e livre, fora do alcance de convenções sociais, noções de politicamente correto e até mesmo do que se é normalmente considerado de &#8220;bom gosto&#8221;. É uma belíssima condição para a criação de&#8230; arte. E do tipo raro, com pouca ou nenhuma concessão.</p>
<p>Nesse ponto da conversa, caso seu objetivo secreto fosse a validação do horror como um gênero respeitável junto a seus pares nas prateleiras das locadoras, nomes mágicos poderiam ser citados habilmente, como o &#8220;O Bebê de Rosemary&#8221; (1968) de Polanski , o &#8220;Nosferatu&#8221; (1922) de Murnau ou o &#8220;Psicose&#8221; (1960) de Hitchcock, na construção de uma defesa do gênero pelo fato de que ele também &#8220;acrescenta&#8221;, &#8220;faz pensar&#8221;, &#8220;discute temas importantes&#8221; ou alguma outra baboseira utilitarista.</p>
<p>Eis minha tese: o cinema de horror fascina tanto pois ele lida mais intensamente, e sem censuras, com a própria essência do cinema, que é de emocionar e provocar o público pela inclemente combinação de imagem e som em movimento. Sabendo disso, diretores talentosos percebem a vastidão do playground de que dispõem e se deleitam criando obras ousadas e arriscadas, seja na forma ou no conteúdo.</p>
<p>Evidente que surge muita coisa ruim no caminho. É o resultado natural desse tipo de liberdade, que chega a fazer parecer simples a construção de um filme de horror &#8212; como se bastasse colocar malucos mascarados degolando virgens numa floresta etc.</p>
<p>Não é simples, mas é um gênero que premia a ousadia. Dois exemplos notórios são Sam Raimi e Peter Jackson, diretores de duas das franquias mais rentáveis da história do cinema (&#8220;Homem-Aranha&#8221; e &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;, respectivamente) e que começaram dirigindo pequenos filmes de orçamento baixíssimo e nível de gore (sangue e vísceras à mostra), violência e humor incomparáveis até hoje &#8212; Raimi com a série &#8220;Evil Dead&#8221; (o primeiro é de 1981), Jackson com comédias de pastelão-gore como &#8220;Fome Animal&#8221; (1992) e &#8220;Bad Taste&#8221; (1987). Os efeitos visuais dos blockbusters de ambos, contudo, são claramente visíveis nesses primeiros filmes, experimentais até o osso exposto. É uma escola completa.</p>
<p>Outro exemplo é o &#8220;Halloween&#8221; (1978), de John Carpenter, que criou o gênero de &#8220;assassino mascarado&#8221; com um filme baratíssimo para qualquer época, US$ 320 mil, mas que, diferente de suas inúmeras cópias surgidas ao longo dos anos, lida pouco com sangue e muito mais com a hábil manipulação via montagem e som para assustar. Puro artesanato audiovisual.</p>
<p>No fim das contas, o bom cinema de horror oferece isso: inventividade, ousadia e domínio formal. Seus cineastas são, geralmente, cinéfilos tão ou mais radicais que a própria plateia, e sabem muito de cinema. São artesãos de todos os lugares: italianos como Dario Argento, Lucio Fulci e Mario Bava, japoneses como Takashi Miike, canadenses como David Cronenberg, franceses como Alexandre Aja. E surgem malucos a todo momento, como o sueco Tomas Alfredson e seu tratamento não-convencional sobre vampiros em &#8220;Deixa Ela Entrar&#8221; (2008), na contramão da onde de vampirismo clichê de &#8220;Crepúsculo&#8221; e similares.</p>
<p>O que falta ao horror, se é que isso seja fato desejável, é o mesmo tipo de passe livre que a comédia possui para existir como variação de si mesma, sem propósitos pretensamente nobres ou temáticas &#8220;intelectuais&#8221; como justificativa. A comédia pode ser julgada pelo seu efeito emocional direto &#8212; o riso. Ora, o objetivo do horror é provocar também uma reação emocional, mas de diferente ordem: o desconforto, o asco, o medo. Há nobreza e arte na tarefa.</p>
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		<title>histeria reina</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 00:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[caos reina]]></category>
		<category><![CDATA[Lars von Trier]]></category>
		<category><![CDATA[mutilação genital]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fico sinceramente feliz que um filme como Anticristo possa ser feito, e ainda mais radiante pela minha liberdade em poder vê-lo e experimentar uma longa sensação de anestesia cerebral, o mesmo tipo de tédio que me ocorre diante de crianças que esperneiam e esperneiam, em surtos de escândalo inegociável.
Qualquer tipo de filme anômalo é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-620" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/10/ac.jpg" alt="ac" width="480" height="288" /></p>
<p>Fico sinceramente feliz que um filme como <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0870984/" target="_blank">Anticristo</a></em> possa ser feito, e ainda mais radiante pela minha liberdade em poder vê-lo e experimentar uma longa sensação de anestesia cerebral, o mesmo tipo de tédio que me ocorre diante de crianças que esperneiam e esperneiam, em surtos de escândalo inegociável.</p>
<p>Qualquer tipo de filme anômalo é um alívio. Não importa procedência, intenção ou qualidade: é importante tê-los. São os picos ou depressões que distorcem a linha plana da mesmice &#8211; que também é importante: mesmice é o que movimenta dinheiro, mantém a constância no fluxo de caixa da indústria e gera a insatisfação ocasional que, com sorte, financia em paralelo materiais diferentes, pouco comuns.</p>
<p>Os filmes do Lars von Trier certamente não são comuns. Mas não são necessariamente bons. <em>Anticristo</em>, pro meu gosto, não é. Principalmente por sua crença tão profunda na própria capacidade de &#8220;provocar&#8221;. A metáfora do primeiro parágrafo permanece: von Trier parece uma criança esperneando, convencida de que sua tática pode ser repetida com sucesso, e ainda melhor se acrescida de novos truques envolvendo, quem sabe?, automutilação genital. Quem ignoraria tal show?</p>
<p>O problema não é a provocação, é a provocação ruim, vaga, contida em si mesma e sem correlação com nada coerente. Todo o pretenso simbolismo religioso e psicológico soa vigarista e em poucos momentos há a impressão de que algo de humano esteja sendo abordado. Como filme de horror, acaba sendo mais raso do que <em>O Albergue</em> ou <em>Jogos Mortais</em>, que pelo menos são consistentes em seu moralismo e opção pela mutilação como show estético.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esse tipo de delírio egocêntrico parece fascinar por ser estranhamente direto em sua trapaça. É como se o filme inteiro fosse o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Macguffin" target="_blank"><strong>MacGuffin</strong></a> para a história maior, de ode à auto-importância do autor genial e atormentado. O filme, em si, parece não interessar para von Trier. Não deveria importar para nós também.</p>
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		<title>distrito b</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 00:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[2000s]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Neill Blomkamp]]></category>
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		<description><![CDATA[
Talvez pela falta de imaginação da suposta categoria &#8220;A&#8221; do cinema ultimamente, há grande esforço e investimento em promover Distrito 9 de sua natureza &#8220;B&#8221; para a classe mais alta, que ganha atenção e olhares sérios, essa validação flácida que se costuma oferecer a filmes &#8220;que acrescentam&#8221;.
A credencial &#8220;A&#8221; deve tudo à trama de mão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-608" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/10/district9.jpg" alt="district9" width="480" height="257" /></p>
<p>Talvez pela falta de imaginação da suposta categoria &#8220;A&#8221; do cinema ultimamente, há grande esforço e investimento em promover <em>Distrito 9</em> de sua natureza &#8220;B&#8221; para a classe mais alta, que ganha atenção e olhares sérios, essa validação flácida que se costuma oferecer a filmes &#8220;que acrescentam&#8221;.</p>
<p>A credencial &#8220;A&#8221; deve tudo à trama de mão pesada que evoca o Apartheid, a redenção pelo tornar-se-o-outro, a metáfora da xenofobia e do racismo. É a tradicional premiação automática a temas considerados importantes, por um motivo ou outro &#8211; geralmente o acaso que elege a pedra da vez na roleta do politicamente correto.</p>
<p><em>Distrito 9</em> é um filme que merece, um dia, ser salvo da respeitabilidade que tentam lhe imputar &#8211; e que, provavelmente, sua seriedade excessiva incentiva. É um ótimo sci-fi: imaginativo, executado com paixão evidente, filmado com competência e muito criativo na maioria de suas soluções visuais (tirando o design nos ETs, bem fraco).</p>
<p>Ao mesmo tempo, é ingênuo e óbvio no desenvolvimento da trama, além de didático demais &#8211; didatismo camuflado no tratamento &#8220;documental&#8221; de parte do filme, ideia que funcionou melhor no trailer do que no produto acabado. E a ação no terceiro ato é boa, mas nada especialmente divertido.</p>
<p>O melhor mesmo é ver a estreia do Neill Blomkamp, bom diretor jovem e com as conexões certas (Peter Jackson, bicho!). Há potencial aí.</p>
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		<title>chorumecast #6 – conheçam Mark Eitzel</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-6-conhecam-mark-eitzel/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 08:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[american music club]]></category>
		<category><![CDATA[mark eitzel]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na longa tradição de cantores e compositores atormentados por problemas psicológicos, amorosos e químicos, Mark Eitzel é um dos mais talentosos e pouco conhecidos. Com certa razão: à frente de sua banda, a American Music Club, gravou uma coleção de álbuns sombrios e introspectivos, alternando pesadelo, lamúria e fúria autodestrutiva em canções áridas e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-599" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/09/eitzel.jpg" alt="eitzel" width="480" height="320" /></p>
<p>Na longa tradição de cantores e compositores atormentados por problemas psicológicos, amorosos e químicos, <a href="http://rateyourmusic.com/artist/mark_eitzel" target="_blank"><strong>Mark Eitzel</strong></a> é um dos mais talentosos e pouco conhecidos. Com certa razão: à frente de sua banda, a <a href="http://americanmusicclub.com/" target="_blank"><strong>American Music Club</strong></a>, gravou uma coleção de álbuns sombrios e introspectivos, alternando pesadelo, lamúria e fúria autodestrutiva em canções áridas e de pouco apelo comercial.</p>
<p>O tipo de coisa que você deveria ouvir.</p>
<p>Eitzel é uma mistura improvável de Jeff Tweedy, Elliott Smith, Leonard Cohen e Morrissey, com uma grande, grande voz e uma grande, grande monocelha. É daqueles infelizes que adoramos ver na merda, pois sua obra rende em relação diretamente proporcional à sua miséria emocional. E levando esse raciocínio sádico às últimas (in)consequências, é justo que fiquemos agradecidos pela existência da Aids, pois graças a ela e a sua eficácia que Eitzel, gay habitante de São Francisco, tenha escrito canções absolutamente maravilhosas em homenagem a amigos vítimas da doença, como <em>Blue and Grey Shirt</em> e <em>Sick of Food</em>.</p>
<p>Trata-se de uma discografia recheada de pérolas, mais do que seria razoável de empilhar num podcast, mas o <strong>Chorumecast </strong>assume o papel de cartão de visitas de Eitzel e seu American Music Club para os não familiarizados com seu trabalho. Recomenda-se ouvir à meia-luz, com um uísque na mão, recostado numa cadeira confortável.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-s01e06&amp;g=1&amp;"></param><param name="allowscriptaccess"
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height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-s01e06&amp;g=1&amp;"
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<ol>
<li><em>The Dance</em> (2008)</li>
<li><em>Nightwatchman</em> (1987)</li>
<li><em>Blue and Grey Shirt</em> (1988)</li>
<li><em>Johnny Mathis&#8217; Feet</em> (1993)</li>
<li><em>The Sleeping Beauty</em> (2008)</li>
<li><em>Firefly</em> (1988)</li>
<li><em>Somewhere</em> (1988)</li>
<li><em>Sick of Food</em> (1991)</li>
<li><em>Go Away</em> (1998)</li>
<li><em>Western Sky</em> (1988)</li>
<li><em>Mom&#8217;s TV</em> (1987)</li>
<li><em>Gary&#8217;s Song</em> (1987)</li>
<li><em>Outside This Bar</em> (1987)</li>
<li><em>Decibels And The Little Pills</em> (2008)</li>
<li><em>Royal Cafe</em> (1991)</li>
<li><em>Sacred Heart</em> (1996)</li>
</ol>
<p><em>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/elchicodelaleche/2296618772/" target="_blank">Elchicodelaleche</a></em></p>
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		<title>você vai levando</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 12:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[elliot roberts]]></category>
		<category><![CDATA[martin scorsese]]></category>
		<category><![CDATA[neil young]]></category>
		<category><![CDATA[the band]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma parábola rápida sobre a atitude rock &#8216;n roll.
Em novembro de 1976, a The Band (artigo seguido de artigo, eu sei, mas que diabos, é a THE BAND) faria seu show de despedida e Martin Scorsese é convidado para gravar tudo e transformar num documentário, que viria a se chamar The Last Waltz. Haveria convidados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma parábola rápida sobre a <em>atitude rock &#8216;n roll</em>.</p>
<p>Em novembro de 1976, a The Band (artigo seguido de artigo, eu sei, mas que diabos, é a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Band" target="_blank">THE BAND</a>) faria seu show de despedida e Martin Scorsese é convidado para gravar tudo e transformar num documentário, que viria a se chamar <a href="http://www.imdb.com/title/tt0077838/" target="_blank"><em>The Last Waltz</em></a>. Haveria convidados, uma lista relativamente longa deles, como Dylan, Van Morrison e Clapton. E Neil Young.</p>
<p>Ele sobe ao palco para tocar <em>Helpless</em>, um tanto pálido. A performance não é das melhores, a banda não acompanha corretamente a música de Young, os vocais ficam abaixo da média etc. Mas nada muito diferente das demais performances da noite, um tanto quanto irregulares.</p>
<p>Quando conferia o material filmado, Scorsese -- e todo mundo que assistiu ao material -- pôde ver claramente um PEDREGULHO DE COCA pendurado na narina esquerda de Young.</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-583" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/09/young_drogas.jpg" alt="young_drogas" width="490" height="499" /><br />
<em>Infográfico localiza região exata da concentração de pó em discussão. Arte/Interbarney</em></p>
<p>Ao ver a cena, o empresário de Young, Elliot Roberts, surtou. &#8220;Era enorme -- como um M&amp;M branco. Se alguém pesasse, deveria ter uns 2 gramas&#8221;, relata, segundo consta da biografia do Neil Young, <a href="http://www.amazon.com/Shakey-Youngs-Biography-Jimmy-McDonough/dp/0679750967" target="_blank"><em>Shakey</em></a>. Scorsese e Robbie Robertson, guitarrista da banda e produtor do filme, queriam deixar a cena intacta. &#8220;É perfeito, é rock &#8216;n roll, é a coisa de verdade&#8221;, argumentava Scorsese. Mas Roberts, o empresário, insistiu. Afinal, numa tela de cinema o grão se tornaria um grande meteoro de pó no nariz de seu cliente. A solução, que custou alguns milhares de dólares, foi remover a trolha branca com rotoscopia -- retoque manual frame a frame. &#8220;É a cocaína mais cara que já comprei&#8221;, lamentou Robertson. Por algum motivo, a cena surge sem adulterações na versão doméstica do filme.</p>
<p>E Young? Segurem o relato, mal traduzido da biografia dele:</p>
<blockquote><p>É incrível que eu não tenha <strong>morrido </strong>depois desse show. As coisas que fizemos. Jesus Cristo. (&#8230;) Sou um péssimo drogado. Quando tomo drogas, tomo demais e fico todo fodido e fico um tempão sem tomar de novo. Drogas não têm um papel tão importante, na verdade. Mesmo. Elas estavam lá, muita gente se drogava, eu me drogava e houve noites em que me droguei demais e fui estúpido. Agora fico grato de estar aqui e perceber quão estúpido eu fui. Seria melhor estar aqui e me sentir esperto, mas, sabe, você vai levando.</p></blockquote>
<p><span class="youtube">
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<param name="allowFullScreen" value="true" />
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<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gzReSBaben8">www.youtube.com/watch?v=gzReSBaben8</a></p></p>
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		<title>chorumecast #5 – somos todos Suplicy</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-5-somos-todos-suplicy/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-5-somos-todos-suplicy/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 03:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[billy bragg]]></category>
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		<description><![CDATA[Seja como remodelagem fiel ou como experimento de plástica sonora, o cover nunca é a expressão do descaso. Há um sentimento no perpetrador da versão, uma intenção que não cabe no peito, ou mesmo um desgosto irônico que insiste em se manifestar e quase se fazer passar por amor. Cover é emoção. E ninguém mais do que Suplicy nos relembra disso sempre que possível. Eis uma homenagem ao cara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-576" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/suplicymerca.jpg" alt="suplicymerca" width="420" height="340" /></p>
<p>O cover é uma instituição da música, e dela uma modalidade quase exclusiva &#8211; o equivalente no cinema seriam os remakes, mas estes são proporcionalmente menos numerosos. Seja como remodelagem fiel ou como experimento de plástica sonora, o cover nunca é a expressão do descaso. Há um sentimento no perpetrador da versão, uma intenção que não cabe no peito, ou mesmo um desgosto irônico que insiste em se manifestar e quase se fazer passar por amor. Cover é emoção.</p>
<p>Nesse sentido, cabe ao senador Eduardo Suplicy a tarefa de ser um dos <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=suplicy+canta&amp;search_type=&amp;aq=f">mais dedicados praticantes do cover</a> no Brasil, sempre com propósito e empolgação. Elementos mais do que desejáveis num performer, seja qual for seu gênero de atuação. Suplicy nos inspira a cantar e a ouvir música com mais carinho.</p>
<p>Em homenagem a esse showman nato, o chorumecast da semana recolhe belos e pertinentes exemplos de versões que merecem audição atenta, seja pela qualidade &#8211; como a versão de Caetano para uma das mais belas canções dos Beatles &#8211; ou pelo inusitado &#8211; como o Tears for Fears transformado em folk pelo Samamidon. Curtam as surpresas abaixo.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-5&amp;g=1&amp;"></param><param name="allowscriptaccess"
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<p>Intro. Eduardo Suplicy &#8211; <em>O Homem na Estrada</em> (Racionais MCs)<br />
1. Erasmo Carlos &#8211; <em>Paralelas</em> (Belchior)<br />
2. Caetano Veloso &#8211; <em>For No One</em> (Beatles)<br />
3. Billy Bragg &amp; Wilco &#8211; <em>Secrets Of The Sea </em>(Woody Guthrie)<br />
4. Ramones &#8211; <em>Out Of Time</em> (Rolling Stones)<br />
5. Numismata &#8211; <em>Atômico Platônico</em> (Vanusa)<br />
6. Samamidon &#8211; <em>Head Over Heels</em> (Tears for Fears)<br />
7. Rufus Wainwright &#8211; <em>One Man Guy</em> (Loudon Wainwright III)<br />
8. Stevie Wonder &#8211; <em>Light My Fire</em> (The Doors)<br />
9. Ronnie Von &#8211; <em>My Cherie Amour</em> (Stevie Wonder)<br />
10. Ryan Adams &#8211; <em>Wonderwall</em> (Oasis)<br />
11. Stereophonics &#8211; <em>Handbags And Gladrags</em> (Rod Stewart e outros)<br />
12. Uncle Tupelo &#8211; <em>Gimme Gimme Gimme</em> (Black Flag)<br />
13. Elliott Smith &#8211; <em>Care of Cell 44</em> (The Zombies)<br />
14. Iron Horse &#8211; <em>Ride The Lightning</em> (Metallica)<br />
15. Johnny Cash &#8211; <em>The Mercy Seat</em> (Nick Cave)<br />
16. Fagner &#8211; <em>A Palo Seco</em> (Belchior)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>chorumecast #4 – você está satisfeito?</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-4-voce-esta-satisfeito/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-4-voce-esta-satisfeito/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 09:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
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		<category><![CDATA[the who]]></category>
		<category><![CDATA[uncle tupelo]]></category>

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		<description><![CDATA[Filosofia de bar, mas provavelmente verdadeira: a insatisfação é nossa sina. A lista de motivos é infindável. Assim como a relação de músicas que relatam essa sensação comum e, diabos, até desejável. Mas não que essa turma esteja bem, muito pelo contrário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-564" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/sarney350.jpg" alt="sarney350" width="350" height="508" /></p>
<p>O Sarney não caiu fora, aquela mina que lhe prometeu amor irrevogável se desfiliou do seu partido, estão tentando lhe enfiar o criacionismo goela abaixo, o diretor do reality show não te achou comercializável o suficiente, o seu vídeo não viralizou a contento, seu topic não deu trend (nem com ajuda dos followers mais ponta firme), o pedido de participação no <a href="http://interbarney.com" target="_blank">Interbarney</a> não teve resposta, sua máscara cirúrgica personalizada rasgou, foi ver <em>Halloween</em> no cinema sem saber que a versão brasileira <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1246201-7086,00.html" target="_blank">sofreu corte</a>, escutou sem querer aquele spoiler inesquecível de um amigo que baixa sua série favorita e assiste antes que você. E assim por diante.</p>
<p>A lista é longa, mas convenhamos: mesmo livre dessas pequenas armadilhas contemporâneas, você estaria insatisfeito. Com outra coisa. Com alguma coisa. Ou mesmo com o fato de nada estar te incomodando. Dureza.</p>
<p>Não esquenta, não resfolega, o problema não atinge só você. É coisa nossa. Pra provar, o <strong>chorumecast </strong>da semana chega com exemplos de canções em que a insatisfação, a angústia ou o simples emputecimento barato dão as caras.</p>
<p>Os alvos são diversos: religião, trabalho, lazer, capitalismo, racionalidade, a realidade palpável, as sombras inomináveis da alma etc. Esse pessoal não tá legal. Tudo bem, nós também não estamos. E ouvir a seleção abaixo não vai resolver, mas pelo menos faz o tempo passar de forma um pouco menos desagradável.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-4&amp;g=1&amp;"></param><param name="allowscriptaccess"
value="always"></param><embed allowscriptaccess="always"
height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-4&amp;g=1&amp;"
type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object>
<ol>
<li>The Replacements &#8211; <em>Unsatisfied</em></li>
<li>Erasmo Carlos &#8211; <em>A Banda Dos Contentes</em></li>
<li>Aimee Mann &#8211; <em>31 Today</em></li>
<li>The BellRays -<em> Change The World</em></li>
<li>Black Sabbath &#8211; <em>Wicked World</em></li>
<li>Cartola -<em> Preciso me Encontrar</em></li>
<li>Roberto Carlos &#8211; <em>Como dois e dois</em></li>
<li>Dead Kennedys &#8211; <em>Life Sentence</em></li>
<li>Talking Heads &#8211; <em>Once in a Lifetime</em></li>
<li>Minutemen &#8211; <em>Shit from an Old Notebook</em></li>
<li>Gang of Four -<em> Natural&#8217;s Not In It</em></li>
<li>The Who &#8211; <em>Bargain</em></li>
<li>Blur &#8211; <em>Coffee &amp; TV</em></li>
<li>Uncle Tupelo -<em> Graveyard Shift</em></li>
<li>Supertramp <em>- Logical Song</em></li>
<li>Bruce Springsteen &#8211; <em>Your Own Worst Enemy</em></li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>horror oral</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/cinema/horror-oral/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/cinema/horror-oral/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 03:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[sam raimi]]></category>

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		<description><![CDATA[Sam Raimi parece ter feito Arraste-me Para o Inferno em torno do seguinte emoticon:
:O
Essa expressão de horror, argamassa de todo o cinema do gênero, vira o ponto central desse filminho maravilhosamente irresponsável. Raimi aplica regras do pastelão ao horror: uma boca escancarada, não importa que esteja aos berros, implora por ser&#8230; preenchida. Em vez de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-554" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/dragme.jpg" alt="dragme" width="490" height="251" />Sam Raimi parece ter feito <a href="http://www.imdb.com/title/tt1127180/" target="_blank"><em>Arraste-me Para o Inferno</em></a> em torno do seguinte emoticon:</p>
<p><strong>:O</strong></p>
<p>Essa expressão de horror, argamassa de todo o cinema do gênero, vira o ponto central desse filminho maravilhosamente irresponsável. Raimi aplica regras do pastelão ao horror: uma boca escancarada, não importa que esteja aos berros, implora por ser&#8230; <em>preenchida</em>. Em vez de tortas, materiais insuportavelmente nojentos como insetos, punhos de velha e líquido de embalsamamento. A boca humana atrai de tudo aqui.</p>
<p>E Raimi vai além. Não bastam as gags (sim!) em torno do terror oral, ele cria uma protagonista ex-gordinha, do tipo que passa em frente a uma vitrine de doces e para para observá-la. E condiciona a conclusão de tudo a uma ação envolvendo uma boca também. É quase um tratado.</p>
<p>O filme inteiro é lindo. Raimi conhece tanto o ofício que já antecipa o que o espectador acha que ele vai fazer &#8211; e faz diferente, ou faz numa ordem inesperada. É como um mestre artesão à beira da bancada, trabalhando por prazer. Um dos filmes mais histericamente divertidos do ano &#8211; embora na matinê semi-vazia em que o assisti, não ouvi risos. Assustador<strong> :O</strong></p>
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		<title>chorumecast #3 – a guitarra é importante, porra!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
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		<description><![CDATA[Dias após a morte de Les Paul, a guitarra tem seu prestígio restaurado via seleção variada de canções em que as seis cordas se destacam pelo garbo com que são empregadas. O Built to Spill surge como expoente dessa elegância, também compartilhada por Wilco, Neil Young (lógico), Television, Teenage Fanclub e algumas surpresas mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-529" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/jfox.jpg" alt="jfox" width="393" height="600" /></p>
<p>Assim como o Senado brasileiro, a guitarra elétrica é uma instituição que sofre crises de prestígio cíclicas e aparentemente insuperáveis. Sempre volta ao topo, mas acumulando um certo desgaste, em permanente soma. E é mais do que sua reputação em declínio. Apesar do título dos populares jogos eletrônicos em voga, os guitar heroes de verdade andam minguando, sem deixar sucessores em número e quantidade de outrora. Les Paul é apenas um exemplo recente de abandono terreno.</p>
<p>Diante desse deprimente panorama, o <strong>chorumecast</strong> traz alento. Elencamos aqui faixas em que o protagonismo da guitarra se faz presente de forma audaciosa e petulante, sem pedir auxílio para artifícios hipsters como &#8220;texturas eletrônicas&#8221;, &#8220;mash up&#8221; e &#8220;jonas brothers&#8221;.</p>
<p>A seleção abaixo não busca salientar virtuosismos (ainda que existam) nem o gigantismo de lendas do rock consagradas (embora constem), mas recolher alguns poucos exemplos de excelência guitarrística executada com gosto e senso de propósito. O Built to Spill, que abre o programa, talvez seja o exemplo mais bem acabado de guitar band na ativa que funde virtuosismo e canção. Mas há diversas variações possíveis, como a classe inabalável do Wilco, o metal absurdamente criativo do Mastodon, o fuzz sem limites do Hüsker Du e o pop elétrico do Teenage Fanclub &#8211; cujo som, tese minha, deve tudo a <em>And Your Bird Can Sing</em>, dos Beatles. Vão vendo.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-3&amp;g=1&amp;"></param><param name="allowscriptaccess"
value="always"></param><embed allowscriptaccess="always"
height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-3&amp;g=1&amp;"
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<ol>
<li>Built to Spill -<em> Conventional Wisdom</em></li>
<li>Derek and the Dominoes &#8211; <em>Anyday</em></li>
<li>Television &#8211; <em>Venus</em></li>
<li>Beatles &#8211; <em>And Your Bird Can Sing</em></li>
<li>Teenage Fanclub &#8211; <em>The Concept</em></li>
<li>Stephen Malkmus &#8211; <em>Witch Mountain Bridge</em></li>
<li>Hüsker Du &#8211; <em>Chartered Trips</em></li>
<li>Wilco &#8211; <em>Impossible Germany</em></li>
<li>Queens of the Stone Age &#8211; <em>Better Living Through Chemistry</em></li>
<li>Mastodon &#8211; <em>Capillarian Crest</em></li>
<li>Mission of Burma &#8211; <em>Secrets</em></li>
<li>Neil Young &#8211; <em>Cortez the Killer</em></li>
</ol>
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		<title>inteligência é pouco</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 02:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[teorias]]></category>
		<category><![CDATA[babaquice]]></category>
		<category><![CDATA[cqc]]></category>
		<category><![CDATA[george carlin]]></category>

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		<description><![CDATA[Relendo uma Bizz de anos atrás, tropeço em uma resenha de Ventura, do Los Hermanos, que apresenta o álbum como alento a quem buscava &#8220;mais neurônios que hormônios no rock brasileiro&#8221;. Qual o problema com os hormônios? Tem gente que procura mesmo esse tipo de coisa?
Claro, deve ser a mesma turma em busca do famigerado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Relendo uma <em>Bizz </em>de anos atrás, tropeço em uma resenha de <em>Ventura</em>, do Los Hermanos, que apresenta o álbum como alento a quem buscava &#8220;mais neurônios que hormônios no rock brasileiro&#8221;. Qual o problema com os hormônios? Tem gente que procura mesmo esse tipo de coisa?</p>
<p>Claro, deve ser a mesma turma em busca do famigerado humor inteligente. Ou de qualquer alternativa &#8220;inteligente&#8221; a algo. Palpite: buscarão em vão até o fim de suas existências. Pelo menos nesses termos.</p>
<p>A validação das coisas pelo critério da &#8220;inteligência&#8221; sempre me parece ser um artifício pra instrumentalizar a vida: ouço tal coisa pois me faz mais inteligente; rio de fulano porque suas piadas me fazem pensar etc. É a lógica do texto publicitário se apossando das escolhas pessoais. Toda opção deve oferecer uma vantagem clara e mensurável. Isso valeria pra tudo, desde a marca de sabão em pó (a que &#8220;rende mais&#8221;, a que &#8220;deixa mais branco&#8221;) até o tipo de filme que se vê (o que trata de &#8220;temas sociais&#8221;; o que &#8220;problematiza um problema contemporâneo importante&#8221;).</p>
<p>Além disso, o que se julga inteligente na maioria das vezes não é tão diferente assim da opção &#8220;não-inteligente&#8221;. São grandes as chances de ser simplesmente pior pela motivação restritiva.</p>
<p>Um exemplo que dou é o de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Carlin" target="_blank">George Carlin</a>. Quem viu seus especiais na HBO nos últimos anos antes de sua morte sabe: seu stand-up não era &#8220;inteligente&#8221;. Se fosse apenas isso, seria limitado e comum. Não: oscilava entre o francamente grosseiro (ele falando de &#8220;pussy farts&#8221; é de chorar, vejam no vídeo abaixo), o agressivo e o nonsense até o poético, o angustiado e o doce.</p>
<p><span class="youtube">
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<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0_m-4VM7f3Q&amp;rel=0&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" />
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/0_m-4VM7f3Q&amp;rel=0&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed>
<param name="wmode" value="transparent" />
</object>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0_m-4VM7f3Q">www.youtube.com/watch?v=0_m-4VM7f3Q</a></p></p>
<p>Fazer pensar qualquer um faz -- diabos, o cérebro tem plena capacidade de pensar a partir de qualquer coisa, mesmo a partir de estímulo quase zero. Nossas funções intelectuais e sensoriais são capazes de absorver muito mais do que isso. E -- ah, o melhor de tudo -- sem propósito nenhum, quando possível. A música pode ser bonita e bastar. A piada pode fazer rir -- e bastar. Não é suficiente?</p>
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		<title>chorumecast #2 – doze réplicas a John Cage</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-2-doze-replicas-a-john-cage/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 09:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[deep purple]]></category>
		<category><![CDATA[gilberto gil]]></category>
		<category><![CDATA[jards macalé]]></category>
		<category><![CDATA[led zeppelin]]></category>
		<category><![CDATA[melvins]]></category>
		<category><![CDATA[Mission of burma]]></category>
		<category><![CDATA[neil young]]></category>
		<category><![CDATA[scott walker]]></category>
		<category><![CDATA[som da rua]]></category>
		<category><![CDATA[soundgarden]]></category>
		<category><![CDATA[tom waits]]></category>
		<category><![CDATA[wilderness]]></category>

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		<description><![CDATA[Se John Cage considerou a marca de 4'33" razoável para preencher de silêncio, consideramos igualmente adequada para encher de barulho de primeira qualidade. Unidas pela medida mágica de Cage, elencamos 12 faixas de mestres como Mission of Burma, Soundgarden, Wilderness, Tom Waits e Led Zeppelin numa seleção introspectiva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-497" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/cage_chorum.jpg" alt="cage_chorum" width="490" height="401" /></p>
<p>Em 1952, John Cage propôs que ouvíssemos 4 minutos e 33 segundos de silêncio e refletíssemos sobre como a aparente ausência de som pode ser um elemento fundamental da música; sobre a natureza ilusória do silêncio quando na verdade estamos rodeados de som o tempo todo; sobre como 4&#8242;33&#8243; podem parecer infinitamente mais longos quando ouvimos a músicos ociosos de posse de um cronômetro.</p>
<p>Em resposta à empolgante ideia do lendário compositor John Cage, aceito o desafio não proposto de tomar essa medida arbitrária de tempo e preenchê-la com exemplares variados de música, sem qualquer vínculo ou parentesco sonoro entre eles a não ser o do embuste da duração de 4&#8242;33&#8243; (à qual aplicamos módica margem de erro, para mais ou para menos, de um único segundo; o ouvinte e leitor compreenderá).</p>
<p>Há, evidentemente, a curadoria apurada da equipe responsável pelo <strong>chorumecast</strong>, como já é tradição há uma semana. O recorte do tempo levou a boas surpresas e redescobertas, como o post-punk TRAMPADO do Wilderness e do lendário Mission of Burma (que vou fazer de tudo pra incluir sempre que puder nesse podcast), o sludge destruidor do Melvins ou o pop rock certeiríssimo do Som da Rua, banda carioca que acabou em 2007. Fora medalhões &amp; graúdos da estirpe de Neil Young, Deep Purple e Led Zeppelin, em faixas colhidas com zelo. Meditem com esse ruído.</p>
<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-s01e02&amp;g=1&amp;"></param><param name="allowscriptaccess"
value="always"></param><embed allowscriptaccess="always"
height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-s01e02&amp;g=1&amp;"
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<ol>
<li>Mission of Burma &#8211; <em>Einstein&#8217;s Day</em></li>
<li>Gilberto Gil &#8211; <em>2001</em></li>
<li>Scott Walker -<em> The Amorous Humphrey Plugg</em></li>
<li>Led Zeppelin &#8211; <em>Black Country Woman</em></li>
<li>Wilderness &#8211; <em>End Of Freedom</em></li>
<li>Neil Young &#8211; <em>Tired Eyes</em></li>
<li>Som da Rua &#8211; <em>Tão suspeitos</em></li>
<li>Soundgarden &#8211; <em>Dusty</em></li>
<li>The Melvins &#8211; <em>Going Blind</em></li>
<li>Jards Macalé &#8211; <em>Farinha do Deprezo</em></li>
<li>Tom Waits &#8211; <em>All The Time</em></li>
<li>Deep Purple &#8211; <em>Space Truckin&#8217;</em></li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>o melhor argumento cinematográfico</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/cinema/o-melhor-argumento-cinematografico/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/cinema/o-melhor-argumento-cinematografico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 18:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[chang cheh]]></category>
		<category><![CDATA[cinema asiático]]></category>
		<category><![CDATA[loucura]]></category>
		<category><![CDATA[shawn brothers]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tenho de compartilhar isso. Em visita à residência do amigo Guilherme Gaspar, mirei sua afiada coleção de DVDs e, detendo-me sobre a porção de filmes asiáticos, pedi uma indicação de filme &#8220;louco, com gente voando, delírio total, gente se quebrando no meio&#8221;, algo assim. Ele rapidamente entendeu a demanda e me passou a caixa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-509" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/crippled-490.jpg" alt="crippled-490" width="490" height="211" /></p>
<p>Tenho de compartilhar isso. Em visita à residência do amigo <a href="http://twitter.com/guigaspar" target="_blank">Guilherme Gaspar</a>, mirei sua afiada coleção de DVDs e, detendo-me sobre a porção de filmes asiáticos, pedi uma indicação de filme &#8220;louco, com gente voando, delírio total, gente se quebrando no meio&#8221;, algo assim. Ele rapidamente entendeu a demanda e me passou a caixa de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0077292/" target="_blank"><em>Combate Mortal</em></a>. E frisou o título em inglês, <em>CRIPPLED AVENGERS</em>, com um sorriso maroto.</p>
<p>Só a caminho de casa que li a sinopse. Foi aí que começou o êxtase. Vou apenas transcrevê-la, exatamente como consta da caixa (com grifos meus).</p>
<blockquote><p>Um mestre do Kung-fu encontra sua esposa assassinada e seu filho com os braços amputados por três desafiantes que invadiram sua casa em busca de vingança. Ele usa sua incrível habilidade no estilo tigre para matá-los. Esse incidente o torna uma pessoa amarga e vingativa e quando seu filho cresce, <strong>usando braços de metal</strong>, aprende seu poderoso estilo de Kung-fu. Cada vez mais ele se torna intolerante e juntamente com o filho <strong>aleijam a todos aqueles que os desagradam</strong>, deixando a cidade aterrorizada. Quatro de suas vítimas, um cego, <strong>um surdo-mudo</strong>, um sem pernas, juntamente com <strong>um lutador de Kung-fu que ficou retardado</strong>, resolvem reagir e após três anos de treinamento partem para a <strong>vingança numa incrível sucessão de combates</strong>. Também conhecido como &#8220;A volta dos 5 Venenos&#8221;, é considerado um dos melhores filmes do cultuado diretor Chang Cheh.</p></blockquote>
<p>É ou não uma das melhores sinopses de todos os tempos? Tô até com medo de assistir e ter uma <a href="http://www.dailymotion.com/video/x155d0_illusionators_shortfilms" target="_blank">explosão mental</a>.</p>
<p><strong>Atualização: </strong>Vi o filme, e é realmente ótimo. A sinopse não mente em nada, o filme avança exatamente do jeito que se espera, e muito rápido &#8211; toda a história de formação dos vilões se resolve em menos de três minutos, é sensacional. Aliás, isso que me agradou primeiro no argumento: o fato dos vilões terem sua origem como o ponto de partida de tudo o que vem depois. Em nenhum momento eles deixam de agir fora do compasso moral deformado que se espera de um bom vilão, mas ao mesmo tempo estamos o tempo todo cientes de suas motivações.</p>
<p>Recomendo muito esse filme (o Guilherme nos informa o <a href="http://www.mininova.org/tor/2648804" target="_blank">torrent</a>). Além da história ser formidável, as cenas de ação são MUITO FODA. Acrobacias absurdas até em cenas banais, geralmente oferecidas pelo maravilhoso personagem do mestre de kung fu retardado. Sim.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>“inimigos públicos”, de michael mann</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/cinema/inimigos-publicos-de-michael-mann/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/cinema/inimigos-publicos-de-michael-mann/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 03:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[2000s]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[primeira vista]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Bale]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[Marion Cotillard]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Mann]]></category>

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		<description><![CDATA[
É triste dizer, mas a meio caminho de Inimigos Públicos a sensação era de resignação: não é, afinal, o grande filme de Michael Mann da década que eu esperava (fico com Colateral), mas apenas um belo filme defeituoso de nascença.
Boa parte da filmografia de Mann funda-se no confronto de duplos, geralmente de lados opostos. Fogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-492" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/ip500.jpg" alt="ip500" width="500" height="281" /></p>
<p>É triste dizer, mas a meio caminho de <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1152836/" target="_blank">Inimigos Públicos</a></em> a sensação era de resignação: não é, afinal, o grande filme de Michael Mann da década que eu esperava (fico com <a href="http://www.imdb.com/title/tt0369339/" target="_blank"><em>Colateral</em></a>), mas apenas um belo filme defeituoso de nascença.</p>
<p>Boa parte da filmografia de Mann funda-se no confronto de duplos, geralmente de lados opostos. <a href="http://www.imdb.com/title/tt0113277/" target="_blank"><em>Fogo Contra Fogo</em></a> talvez seja seu exemplar mais bem acabado dessa estrutura, uma obra prima em que dois gênios, Al Pacino e Robert De Niro, duelam por três horas quase sem se encontrar. Claro, há o detalhe fundamental: não é apenas mérito dos atores, mas principalmente de um roteiro que lhes permite percorrer uma trilha paralela cheia de sentido.</p>
<p>O roteiro de &#8220;Inimigos Públicos&#8221; é desproporcionalmente simpático a Johnny Depp e seu John Dillinger, sempre o cara mais frio e esperto da sala, o tempo todo, em todos os planos de existência. Seu duplo, o policial interpretado por Christian Bale, é oco e reto quanto o cano do rifle que empunha no começo do filme, numa das poucas cenas que estabelece sua personalidade, mesmo assim de forma capenga. Não vejo como culpar Bale por ser opaco ou Depp por ser excessivamente canastrão: a história não parece lhes dar saída.</p>
<p>O que sobra ao menos não é pouco: a deusa <a href="http://www.imdb.com/name/nm0182839/" target="_blank">Marion Cotillard</a>, linda de doer num papel doce e sofrido, e as cenas de tiroteio absolutamente orgiásticas.</p>
<p>Não é exagero afirmar que entro em êxtase completo nas trocas de tiro desse filme, ou em qualquer filme do Mann. A sonoplastia no talo e a ausência de trilha sonora dramática devem causar transtorno profundo em qualquer espectador à procura de &#8220;plasticidade&#8221; nos tiroteiros do homem. São cenas brutas como pouca coisa em cartaz, que deixam um gosto metálico de tensão ruim na língua.</p>
<p>E descrevo tudo isso como um feito positivo.</p>
<p>É o oposto do que faz outro gênio desse artesanato, o John Woo, em que o tiroteio é dança e delírio febril. Em contraste, fica como exemplo a sequência da floresta em <em>Inimigos Públicos</em>, um dos maiores materiais de pesadelo que vi esse ano em salas de cinema.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>chorumecast #1 – caipiragem &amp; margem de erro</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-1-caipiragem-margem-de-erro/</link>
		<comments>http://generico.interbarney.com/podcast/chorumecast-1-caipiragem-margem-de-erro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 12:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[Na edição de estreia, o country alternativo é dissecado e tem suas estranhas expostas. Ou quase isso. Em torno do eixo apresentado pela caipiragem roqueira do Uncle Tupelo, elencamos sons análogos em espírito, mas variados em procedência. Tem de tudo: de Ryan Adams a Rafael Castro, de Calexico a Renato Teixeira e Pena Branca &#38; Xavantinho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-375" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/07/violeiro_almeidajunior.jpg" alt="violeiro_almeidajunior" width="500" height="411" /></p>
<p>Eis o CHORUMECAST no ar, puro sumo musical para alegrar suas incursões selvagens pela web. O plano aqui é tentar fazer uma seleção semanal, sempre em torno de um tema ou ideia. O nível de ridículo dos assuntos oscilará.</p>
<p>Para a estreia, preferi uma escolha mais afetiva. Em princípio queria juntar canções de alt.country, o tal &#8220;country alternativo&#8221;, definição um tanto genérica para quase qualquer desvio do country tradicional norte-americano. Na prática, um nome que me ocorre imediatamente é o do Uncle Tupelo, banda de Jeff Tweedy antes do Wilco. Caipiragem apaixonada e ruidosa, punk-rural. É o som que eu gostaria de tirar se tivesse uma banda, em resumo.</p>
<p>Um setlist em torno dessa premissa rapidamente se dissolveu em nomes mais ou menos próximos da definição. Num lado mais &#8220;puro&#8221;, lembrei de Gram Parsons e os slides destruidores de <em>Still Feeling Blue</em>; o country INSANO que o Erasmo Carlos gravou no petardo <em>Banda dos Contentes</em>, de 1976; a doçura vintage de <em>Forget the Flowers</em>, do Wilco. A rigor, cabe até Renato Teixeira e Pena Branca &amp; Xavantinho aqui, representando a música de roça brasileira por excelência.</p>
<p>Num lado oposto da escala, onde as misturas começam a ficar nubladas, entram coisas como o lamento eletrificado do American Music Club em <em>Clouds</em> ou a pegada mariachi do Calexico.</p>
<p>Ouvindo fará sentido, garanto.<br />
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<ul>
<li> Erasmo Carlos &#8211; <em>Billy Dinamite</em></li>
<li> Varnaline &#8211; <em>Gulf Of Mexico</em></li>
<li> American Music Club &#8211; <em>Clouds</em></li>
<li> Uncle Tupelo &#8211; <em>High Water</em></li>
<li> WILCO -<em> Forget The Flowers</em></li>
<li> The Band &#8211; <em>Rag Mama Rag</em></li>
<li> Ryan Adams &amp; The Cardinals &#8211; <em>Sink Ships</em></li>
<li> The Shins -<em> Gone For Good</em></li>
<li> Richard Hawley -<em> Just Like The Rain</em></li>
<li> Renato Teixeira e Pena Branca &amp; Xavantinho -<em> Vide, Vida Marvada</em></li>
<li> Gram Parsons &#8211; <em>Still Feeling Blue</em></li>
<li> Neal Casal &#8211; <em>So Far Astray</em></li>
<li> Neil Young &#8211; <em>Hold Back The Tears</em></li>
<li> Golden Smog -<em> Lost Love</em></li>
<li> Rafael Castro &#8211; <em>Não Reclama, Isabel</em></li>
<li> The Who &#8211; <em>I&#8217;m One</em></li>
<li> Cake &#8211; <em>She&#8217;ll Come Back to Me</em></li>
<li> Calexico &#8211; <em>Close Behind</em></li>
</ul>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden;width: 1px;height: 1px">&lt;div style=&#8221;font-size: 11px;&#8221;&gt;<object height="81" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fgenerico%2Fchorumecast-1&amp;g=1&amp;amp"></param><param name="allowscriptaccess"
value="always"></param><embed allowscriptaccess="always"
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		<title>cúpula da caracu com ovo</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/jornalismo/cupula-da-caracu-com-ovo/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 03:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[terceiromundismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você viu a foto: Obama virando uma cervejinha em companhia dos protagonistas do maior rolo racial nos EUA das últimas semanas &#8211; eles são potência mundial na produção desse tipo de polêmica. Pra quem não acompanhou, o professor Henry Gates (apenas o intelectual negro mais importante do país) chegava em casa de uma viagem e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/whitehouse/3772873071/"><img class="alignnone size-full wp-image-471" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/08/obamabeer.jpg" alt="obamabeer" width="500" height="315" /></a></p>
<p>Você viu a foto: Obama virando uma cervejinha em companhia dos protagonistas do <a href="http://www.nytimes.com/2009/07/27/us/27gates.html">maior rolo racial </a>nos EUA das últimas semanas &#8211; eles são potência mundial na produção desse tipo de polêmica. Pra quem não acompanhou, o professor Henry Gates (apenas o <a href="http://topics.nytimes.com/topics/reference/timestopics/people/g/henry_louis_jr_gates/index.html?inline=nyt-per">intelectual negro mais importante do país</a>) chegava em casa de uma viagem e, com problemas para abrir a porta, começou a forçá-la. Uma vizinha vê o movimento e  liga para a polícia, que chega e enquadra Gates. Ele prova que mora na casa e fica puto com a situação toda. O policial, se dizendo ameaçado pelo negão de bengala (ops), prende-o. Obama, dias depois, chama &#8211; corretamente &#8211; a atitude do policial de estúpida.</p>
<p>Pra apaziguar os ânimos, a Casa Branca se saiu com esse encontro descontraído no jardim. A mídia americana se deleitou com a história, discutindo seu simbolismo e seu timing em meio a discussões sobre reforma do sistema de saúde do país e, inclusive, tecendo <a href="http://thepour.blogs.nytimes.com/2009/07/30/a-cold-one-at-the-white-house/">análises pormenorizadas</a> sobre o significado subjacente à escolha da cerveja que cada um degustou no papo (a saber: uma Bud Light para Obama, uma Red Stripe para Gates, uma Blue Moon para o policial, aparentemente todas PÉSSIMAS).</p>
<p>Fiquei imaginando o tipo de reação que algo parecido teria no Brasil. A primeira onda de piadas sobre os hábitos alcoólicos de Lula assolaria o Twitter em pouco tempo, além de emplacar um providencial <em>#pingaday</em> nos trending topics do dia, sem muito esforço. A cobertura sobre o encontro seria sutilmente seguida por reportagens sobre os números mais recentes da Lei Seca, lidos com expressão sisuda por Fátima Bernardes. Sem demora, alguma associação religiosa condenaria o encontro. O <em>CQC</em> enviaria Danilo Gentili para Brasília, incumbindo-o de entregar um bafômetro para Lula. No <em>Casseta &amp; Planeta</em>, a paródia se resumiria a um musical sobre a melodia de <em>Cerveja</em>, de Leandro e Leonardo. Dayvid Braga <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MacXxAKVXaQ">gravaria um vídeo</a>, julgando a história toda um tanto quanto estranha. Diogo Mainardi declararia em sua coluna que &#8220;Lula bebeu o morto. O morto sou eu. Sou o morto que Lula e o PT visitam no funeral e bebem sem remorso&#8221;. Datena ia achar tudo uma palhaçada, &#8220;com todo respeito à figura do Lula&#8221;. É, seria algo assim.</p>
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		<title>recomeço</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/internet/recomeco/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 14:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Wilder]]></category>
		<category><![CDATA[institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Interbarney]]></category>

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		<description><![CDATA[
A mudança de hospedagem de blog tem boa justificativa: integrar o conglomerado Interbarney.com, a convite de seu CEO Chico Barney, figura notória da internet brasileira e ativista da liberdade de expressão por meio do pagode. Irrecusável.
O blog em si muda pouco: nunca teve muito rumo, e não deve ganhar um agora. Ganha, isso sim, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-390" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/07/header_irmaladouce.jpg" alt="header_irmaladouce" width="480" height="280" /></p>
<p>A mudança de hospedagem de blog tem boa justificativa: integrar o conglomerado <a href="http://interbarney.com">Interbarney.com</a>, a convite de seu CEO <a href="http://vaitrabalhar.interbarney.com">Chico Barney</a>, figura notória da internet brasileira e ativista da liberdade de expressão por meio do pagode. Irrecusável.</p>
<p>O blog em si muda pouco: nunca teve muito rumo, e não deve ganhar um agora. Ganha, isso sim, um PODCAST, que já estreia <span style="text-decoration: line-through">no próximo post</span> em breve.</p>
<p>A lista de filmes que eu empilhava no <a href="http://oquevi.wordpress.com">O que vi</a> migrou para cá. Algo também já feito tanto com o arquivo do blog em sua encarnação anterior (2005-2009), no Blogsome, quanto com os posts do blog mais anterior ainda, o honky bach (2004-2005). São, portanto, uns 5 anos de textos constrangedores agrupados e categorizados para felicidade dos detratores.</p>
<p>Pra ilustrar o recomeço, num clima de nostalgia gostosa, uso imagem que adornava o site anterior. Nunca a expliquei, mas é simples: é de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0057187/"><em>Irma la Douce</em></a> (1963), filme do Billy Wilder de que mais gosto &#8211; logo, um dos meus favoritos de todos os tempos.</p>
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		<title>sobre ser outsider</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/cinema/sobre-ser-outsider/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 02:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Autobiografia do diretor Alejandro Jodorowsky, rabiscada em 1988:
“Was born in Bolivia, of Russian parents, lived in Chile, worked in Paris, was the partner of Marcel Marceau, founded the ‘Panic’ movement with Fernando Arrabal, directed 100 plays in Mexico, drew a comic strip, made ‘El Topo,’ and now lives in the United States — having not [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Autobiografia do diretor Alejandro Jodorowsky, <a href="http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20071006/REVIEWS08/71006001/1004">rabiscada em 1988</a>:</p>
<p>“Was born in Bolivia, of Russian parents, lived in Chile, worked in Paris, was the partner of Marcel Marceau, founded the ‘Panic’ movement with Fernando Arrabal, directed 100 plays in Mexico, drew a comic strip, made ‘El Topo,’ and now lives in the United States — having not been accepted anywhere, because in Bolivia I was a Russian, in Chile I was a Jew, in Paris I was a Chilean, in Mexico I was French, and now, in America, I am a Mexican.”</p>
<p>A propósito, finalmente assisti a “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/El_Topo">El Topo</a>“. Recomendo-o na mesma medida em que sou incapaz de falar coerentemente sobre ele.</p>
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		<title>nunca é fácil</title>
		<link>http://generico.interbarney.com/literatura/nunca-e-facil/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 02:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda ilusão de caminho fácil está fadada ao fracasso. Trecho da entrevista do Gay Talese na Paris Review:
INTERVIEWER
Why did you choose journalism as a major?
TALESE
The main reason was that it seemed like the easiest thing to do.
Aí você topa com o rascunho de “Frank Sinatra Está Resfriado”, sua reportagem mais conhecida e um clássico incontestável [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda ilusão de caminho fácil está fadada ao fracasso. Trecho da <a href="http://www.theparisreview.org/viewinterview.php/prmMID/5925">entrevista do Gay Talese na <em>Paris Review</em></a>:</p>
<blockquote><p>INTERVIEWER<br />
Why did you choose journalism as a major?</p>
<p>TALESE<br />
The main reason was that it seemed like the easiest thing to do.</p></blockquote>
<p>Aí você topa com o rascunho de “Frank Sinatra Está Resfriado”, sua reportagem mais conhecida e um clássico incontestável das faculdades de jornalismo:</p>
<p><a href="http://generico.blogsome.com/images/talesems.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-383" src="http://generico.interbarney.com/files/2009/07/talesems_410.jpg" alt="talesems_410" width="410" height="308" /><br />
<em>Clique para ver maior </em></a></p>
<blockquote><p>INTERVIEWER<br />
Did you write as slowly and carefully then as you do now?</p>
<p>TALESE<br />
All the other reporters of my generation would come back from an assignment and be done with their piece in a half hour. For the rest of the afternoon they’d be reading books or playing cards or drinking coffee in the cafeteria, and I was always very much alone. I didn’t carry on conversations during those hours. I just wanted to make my article perfect, or as good as I could get it. So I rewrote and rewrote, feeling that I needed every minute of the working day to improve my work. I did this because I didn’t believe that it was just journalism, thrown away the next day with the trash. I always had a sense of tomorrow. I never turned in anything more than two minutes before deadline. It was never easy, I felt I had only one chance.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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