<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844</atom:id><lastBuildDate>Thu, 29 Jan 2026 19:33:37 +0000</lastBuildDate><category>Vida</category><category>Realidade</category><category>Seria</category><category>Ficção</category><category>Pessoas</category><category>Sexo</category><category>Poemas</category><category>Morte</category><category>Música</category><category>Zuera</category><category>Historia</category><category>Cinema</category><category>Infância</category><category>Escola</category><category>Livros</category><category>Queen</category><category>Sampa</category><category>Trabalho</category><category>70s</category><category>80s</category><category>90s</category><category>Amor</category><category>Aniversário</category><category>Dinheiro</category><category>Faculdade</category><category>Natal</category><category>Nonsense</category><category>Papai noel</category><category>Portal</category><category>SJC</category><category>Top top</category><category>pc</category><category>tv</category><category>Aliens</category><category>Blog</category><category>Brinks</category><category>Dublagem</category><category>Games</category><category>Google</category><category>Hebe</category><category>Heróis</category><category>Humanidade</category><category>JJ</category><category>Jo</category><category>Natalie</category><category>Nerd</category><category>Nota 10</category><category>Raiva</category><category>Romance</category><category>Series</category><category>Shows</category><category>Silvio Santos</category><category>Tristeza</category><category>Twitter</category><category>Xadrez</category><category>feriado</category><category>ps3</category><category>sertanejo</category><category>xbox</category><category>Ódio</category><title>Januzzismo</title><description>{ Narcisismo, eufemismo, saudosismo, pessimismo, surrealismo, vandalismo, alcoolismo, algarismo, niilismo, fetichismo, organismo }</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Ja.nu.zza)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-4888513831259224003</guid><pubDate>Fri, 30 Jan 2015 17:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-10T12:10:21.415-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Homem Nada</title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem nada &lt;br&gt;
Com ou sem &amp;#225;gua ele nada&lt;br&gt;
Mergulha, afunda, peida na &amp;#225;gua&lt;br&gt;
Se debate de forma desastrada&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem ri&lt;br&gt;
Tendo motivos&amp;#160;ou n&amp;#227;o, ele ri&lt;br&gt;
Na desgra&amp;#231;a ou na alegria&lt;br&gt;
Ele n&amp;#227;o ta nem a&amp;#237;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem come&lt;br&gt;
Com ou sem fome ele come&lt;br&gt;
E quando est&amp;#225; pra explodir&lt;br&gt;
Vira pro lado e dorme&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem fala&lt;br&gt;
Tendo ou n&amp;#227;o o que dizer, ele fala&lt;br&gt;
E se sente satisfeito&lt;br&gt;
Quando o outro&amp;#160;ele cala&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem reza&lt;br&gt;
Com ou sem deus ele reza&lt;br&gt;
E quem&amp;#160;reza diferente &amp;#233; herege&lt;br&gt;
Sua cren&amp;#231;a e ignor&amp;#226;ncia&amp;#160;ele preza&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem pede&lt;br&gt;
Precisando ou n&amp;#227;o, ele pede&lt;br&gt;
Por conforto e banho quente&lt;br&gt;
Mas seu consumo nunca mede&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem gasta&lt;br&gt;
Com ou sem dinheiro ele gasta&lt;br&gt;
Parcela a vida em doze vezes&lt;br&gt;
E por descontos se arrasta&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;O homem nada&lt;br&gt;
Fala&amp;#160;enquanto come&lt;br&gt;
Ri&amp;#160;enquanto reza&lt;br&gt;
Gasta enquanto pede&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Pra ele os outros tanto faz&lt;br&gt;
O status &amp;#233; escudo&lt;br&gt;
E a &amp;#233;tica disfar&amp;#231;ada&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Pra ele nada &amp;#233; demais&lt;br&gt;
Poder &amp;#233; tudo&lt;br&gt;
E o homem nada&amp;#160;&lt;/p&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2015/01/homem-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-8182407677780876070</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2014 19:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-12-10T17:18:35.310-02:00</atom:updated><title>Mágica </title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Ontem fui almo&amp;#231;ar no shopping e como &amp;#233; de costume passei em frente ao cover do Elvis Presley, que sempre marca presen&amp;#231;a naquela cal&amp;#231;ada aos&amp;#160;fins de semana. Eu sabia que era o Elvis pois sempre o vejo, mas naquele momento ele n&amp;#227;o estava travestido, ainda arrumava o equipamento de som com sua cal&amp;#231;a jeans e camiseta&amp;#160;desgastada. Foi ent&amp;#227;o que eu percebi outra coisa acontecendo ao lado, e mais interessante. Uma m&amp;#250;sica instrumental tocava, daquelas emocionantes, misteriosas e motivacionais ao mesmo tempo, que enquanto&amp;#160;voc&amp;#234; ouve fica com um sentimento&amp;#160;de&amp;#160;&quot;caralho eu posso mudar o mundo e &amp;#233; isso que vou fazer a partir de AGORA&quot;. Quando identifiquei de onde vinha o som vi uma menina de uns 8 anos de idade com um sorrisinho t&amp;#237;mido no rosto, e logo atr&amp;#225;s dela um cara de cavanhaque e cartola, a poucos metros do Elvis. Era um m&amp;#225;gico de rua - ou simplesmente um m&amp;#225;gico, mas por um momento na minha cabe&amp;#231;a existiu a categoria &quot;de rua&quot; - e ele&amp;#160;tinha a garotinha como sua assistente, que devia estar apenas passando na cal&amp;#231;ada momentos antes.&amp;#160;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Parei pra ver o desenrolar da atra&amp;#231;&amp;#227;o e comecei a refletir:&amp;#160;&lt;i&gt;&quot;hm, porque ser&amp;#225; que esse cara virou m&amp;#225;gico (de rua) hein? Essa roupa &amp;#233; bem simples, ele deve ter dificuldades financeiras. Ser&amp;#225; que um dia ele chegou pros pais e disse &quot;quero ser m&amp;#225;gico&quot;, e saiu de casa? E os pais deles, como lidar com uma situa&amp;#231;&amp;#227;o dessas? Deve ser complicado. Se bem que depende dos pais n&amp;#233;. Mas essa cartola barata a&amp;#237; n&amp;#227;o sei n&amp;#227;o. Quanto ser&amp;#225; que ele ganha por dia? Ser&amp;#225; que consegue se manter aqui em sp sozinho?&quot;&lt;/i&gt;.&amp;#160;Enquanto isso ele fazia uma m&amp;#225;gica onde colocava &amp;#225;gua dentro de um jornal e com a ajuda de sua mini assistente fez a &amp;#225;gua sumir l&amp;#225; de dentro, sem molhar o jornal nem nada, abrindo as p&amp;#225;ginas e mostrando que elas estavam no mais perfeito estado.&amp;#160;&lt;br&gt;
&lt;i&gt;&quot;Claro que est&amp;#225;,&amp;#160;&amp;#243;bvio que tem um recipiente dentro desse jornal guardando a &amp;#225;gua. Mas que ele disfar&amp;#231;a bem, disfar&amp;#231;a. Al&amp;#225;, ta devolvendo a &amp;#225;gua pro copo, tava na cara mesmo. Onde ser&amp;#225; que ele aprendeu esse truque? No Mister M? Ser&amp;#225; que ele aprendeu com outros m&amp;#225;gicos de rua tamb&amp;#233;m quando saiu de casa? Esse jornal ta meio velho j&amp;#225; pra-&quot; voltei pra realidade&amp;#160;&lt;/i&gt;e vi que umas quatro pessoas aplaudiam, e o m&amp;#225;gico reverenciava sua t&amp;#237;mida e satisfeita assistente para o p&amp;#250;blico. Acordei.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;A atra&amp;#231;&amp;#227;o ali continuava a mesma, mas nos meus olhos o espet&amp;#225;culo mudou. Voltei at&amp;#233; a ouvir a m&amp;#250;sica emocionante e misteriosa que tocava. A garota assistente estava encantada. Ali n&amp;#227;o existia dinheiro, trabalho, contas, preocupa&amp;#231;&amp;#245;es, trabalhos de faculdade. S&amp;#243; o que existia era m&amp;#225;gica. Ela segurava uma corda cheia de n&amp;#243;s e... &quot;&lt;i&gt;meu deus! O m&amp;#225;gico desfez um n&amp;#243; com um assopro. Como ele fez isso??&quot;&amp;#160;&lt;/i&gt;Pra garota nada importava. Quem ele era, de onde ele vinha, quanto ganhava ou o porqu&amp;#234; de ter virado m&amp;#225;gico. Naquele momento ela era sua assistente e tinha de cumprir seu papel que era ajud&amp;#225;-lo a entregar magia para o p&amp;#250;blico. Seus olhos brilhavam, e tenho certeza que mesmo daqui v&amp;#225;rios anos&amp;#160;vai se lembrar e contar a hist&amp;#243;ria de quando era crian&amp;#231;a e foi assistente de um m&amp;#225;gico na Avenida Paulista.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Dessa vez curti o truque todo&amp;#160;e aplaudi no final. Me virei e continuei meu caminho pro almo&amp;#231;o desejando que mesmo n&amp;#227;o sendo mais crian&amp;#231;a pudesse continuar vendo a magia nas coisas. Esquecer por certos momentos que existem problemas, contas pra pagar ou projetos pra terminar. Parar algumas vezes de tentar decifrar tudo, o motivo de certas coisas serem de certas formas e apenas curtir o momento. Se entregar e permitir que o m&amp;#225;gico me entretenha, seja ele um cara de cavanhaque e cartola ou qualquer acontecimento&amp;#160;da vida. Se preocupar menos em como a m&amp;#225;gica &amp;#233; feita nos bastidores e&amp;#160;admirar como ela nos &amp;#233; mostrada com todo o cuidado&amp;#160;pra n&amp;#227;o desvendarmos&amp;#160;nada e nos encantarmos&amp;#160;com ela.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quem busca muito o sentido das coisas, acaba sentindo nada. Talvez eu fique cada vez mais velho rabugento e ocupado&amp;#160;pra isso. Talvez eu consiga n&amp;#227;o perder o que todos&amp;#160;temos quando crian&amp;#231;a e ter pra sempre olhos atentos e abertos &amp;#224; magia. Mas sei que ontem&amp;#160;antes do almo&amp;#231;o, ao lado de um Elvis barrigudo, eu vi. Era m&amp;#225;gica acontecendo diante dos meus olhos.&lt;/p&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/12/magica.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-8630988679246825575</guid><pubDate>Wed, 12 Nov 2014 20:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-12T18:33:06.098-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Mamãe</title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;M&amp;#227;, mama, mam&amp;#227;e, pap&amp;#225;, tot&amp;#244;, troca minha fralda, me d&amp;#225; banho, me d&amp;#225; a chupeta, primeiro dia de escola, n&amp;#227;o quero ficar sem minha mam&amp;#227;e, eu vou contar pra minha m&amp;#227;e, minha m&amp;#227;e disse que &amp;#233; feio fazer isso, Feliz Dia das M&amp;#227;es, mam&amp;#227;e, m&amp;#227;e traz a toalha, mam&amp;#227;e fiz xixi na cal&amp;#231;a,&amp;#160;m&amp;#227;aae machuquei ta sangrando, to com fome m&amp;#227;e, m&amp;#227;e to com dor de cabe&amp;#231;a,&amp;#160;m&amp;#227;e tive pesadelo, quero dormir com voc&amp;#234;s, te amo m&amp;#227;e, feliz dia das m&amp;#227;es, m&amp;#227;e posso ir na casa do Pedrinho? m&amp;#227;e vem me buscar? to passando mal n&amp;#227;o consigo ir pra aula, mas m&amp;#227;e a professora que n&amp;#227;o ensina direito, foi o Pedrinho que copiou a minha prova m&amp;#227;e, quero ir pra escola sozinho, m&amp;#227;e quero ter um celular, feliz dia das m&amp;#227;es, m&amp;#227;e posso dormir na casa do Pedrinho?, eu n&amp;#227;o queria ir junto eles que me obrigaram, eu prestei aten&amp;#231;&amp;#227;o na aula mas na prova &amp;#233; tudo diferente, m&amp;#227;e devolve meu celular vai, j&amp;#225; vou desligar o chuveiro m&amp;#227;e, n&amp;#227;o quero ir dormir, n&amp;#227;o to com fome, quero ficar em casa, m&amp;#227;e n&amp;#227;o &amp;#233; porn&amp;#244;, ai m&amp;#227;e que saco, feliz dia das m&amp;#227;es, m&amp;#227;e quero trocar de celular, por que todo mundo pode menos eu? a sala inteira quase ficou de recupera&amp;#231;&amp;#227;o m&amp;#227;e, que droga m&amp;#227;e, m&amp;#227;e to saindo, m&amp;#227;e manda o pai me buscar? agora to ocupado m&amp;#227;e, ainda ta cedo, to fazendo trabalho, todo mundo v&amp;#234; porn&amp;#244; u&amp;#233;, eu quero privacidade, m&amp;#227;e, voc&amp;#234; nunca me entende, eu quero sair, eu n&amp;#227;o posso fazer nada, droga esqueci de comprar o presente da minha m&amp;#227;e, me deixa em paz, eu sei m&amp;#227;e que saco, quero sair de casa, m&amp;#227;e to namorando, porra m&amp;#227;e bate na porta antes de abrir, eu te odeio, vou sair de casa, feliz dia, eu to bem m&amp;#227;e me deixa, m&amp;#227;e to na delegacia, era do Pedro mas eu tava junto, quero privacidade, quero um carro, n&amp;#227;o quero ir pra faculdade, m&amp;#227;e to namorando, porra m&amp;#227;e tenho que dar satisfa&amp;#231;&amp;#245;es de tudo, m&amp;#227;e vou ser pai, eu n&amp;#227;o arrumo emprego m&amp;#227;e, m&amp;#227;e ser&amp;#225; que o pai pode emprestar uma grana? eu to bem m&amp;#227;e, Luizinho ta bem, Luana me largou, preciso de outro emprego m&amp;#227;e, porra m&amp;#227;e voc&amp;#234; acha que eu queria estar fodido assim, culpa sua e do pai, m&amp;#227;e voltei com a Luana, to mudando de cidade m&amp;#227;e, ano que vem eu passo &lt;u&gt;a&amp;#237;&lt;/u&gt;, m&amp;#234;s que vem eu vou te visitar, aqui ta tudo bem m&amp;#227;e, comprei um carro, dessa vez n&amp;#227;o deu pra ir m&amp;#227;e, m&amp;#227;e? M&amp;#227;e vai dar tudo certo, m&amp;#227;e a gente ta com voc&amp;#234;, n&amp;#227;o desiste mam&amp;#227;e, m&amp;#227;e desculpa por tudo, m&amp;#227;e fala comigo por favor, voc&amp;#234; consegue me ouvir? m&amp;#227;e voc&amp;#234; &amp;#233; tudo pra mim, mam&amp;#227;e, m&amp;#227;e obrigado por tudo, m&amp;#227;e? m&amp;#227;e n&amp;#227;o vai, por favor, m&amp;#227;e me machuquei, ta sangrando, &lt;u&gt;m&amp;#227;e&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/11/mamae.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-4363858243201853839</guid><pubDate>Fri, 24 Oct 2014 20:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T00:21:42.047-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dinheiro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Infância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Portal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><title>Cidade Só</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://instagram.com/januzza&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-PrvXT4PawGs/VErNkCx5cUI/AAAAAAAAAow/gRtMLWZB2HU/s1600/insta.png&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;282&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade imensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Geradora de ilusão&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade intensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Fabricante de solidão&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade densa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Esmagadora de coração&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade que compensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Quem anda na contra mão&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Um quarto vira um quadro&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
A sala um monumento&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
O corredor uma tortura&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Paralisado um dia inteiro&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
À noite resfriado&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
No banho sofrimento&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
As lágrimas se misturam&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Com a água do chuveiro&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Não dá pra fugir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Não dá pra gritar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Lá fora tudo cinza&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Lá dentro tudo está&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
De graça só a angústia&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
E a fé no que virá&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sem moeda no bolso&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Pra comprar um sorriso&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Pra comprar uma passagem&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Da consolação ao paraíso&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sem respostas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sem apostas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sem reais&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
A semana é um carrossel&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que se gira com o pé&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
O que vale é seu vil papel&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Nenhum pouco quem você é&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Ora quem é você?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Pra me chamar aqui&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Se nada acontece&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sou aquele que sei&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que um dia vou conseguir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Ser aquilo que te apetece&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Sou aquele que doma&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
A solidão tagarela&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que a pega no colo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que dança com ela&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Isolado por fora&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Dividido por dentro&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Se no coração aflora&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Um suave tormento&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
O de baixo desce bem&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
O de cima sobe apressado&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Enquanto o equilíbrio vem&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Dos que ficam ao teu lado&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Um prisma que te transforma&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Um livro que te transporta&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Rodeado pela escura solidão&lt;br&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Nove fotos sozinho&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Com o devido carinho&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
No centro escapa por cada vão&lt;br&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade imensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que causou e curou&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Minha doença&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que ignorou e notou&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Minha presença&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que me deu motivos&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Pra não escapar de mim&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que agora é sala de estar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Meu escritório e jardim&lt;/div&gt;&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;**** &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; ****&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Abrigo de deusa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
De fada e surpresa&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Minha fortaleza&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Meu coração&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Minha&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;paz&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade imensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Selva de egoísmo e aço&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Que eu conquistei&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Cidade intensa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Hoje só um pedaço&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Do gigante em que acordei&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/10/cidade-so.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-PrvXT4PawGs/VErNkCx5cUI/AAAAAAAAAow/gRtMLWZB2HU/s72-c/insta.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-2092730457673708573</guid><pubDate>Wed, 23 Apr 2014 15:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-04-23T12:21:08.351-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Vai Antônio</title><description>&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Vai Antônio&lt;br /&gt;
Sai dessa cama&lt;br /&gt;
Lava esse rosto&lt;br /&gt;
Faz essa barba&lt;br /&gt;
Engole o desgosto&lt;br /&gt;
Segura essa barra&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pega o metrô&lt;br /&gt;
Cuidado com o vão&lt;br /&gt;
Entre o trem&lt;br /&gt;
E a plataforma&lt;br /&gt;
Não olha pro chão&lt;br /&gt;
Não esbarra em ninguém&lt;br /&gt;
Não anda dessa forma&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Vai Antônio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Levanta a cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Corrige a postura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Penteia o cabelo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Esconde a costura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Vai cozinhar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Se alimentar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;pra se sustentar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Pra poder trabalhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;E se sustentar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Caminha e olha&lt;br /&gt;
Pra todos os lados&lt;br /&gt;
Pode se machucar&lt;br /&gt;
Podem lhe machucar&lt;br /&gt;
Carrega seus pulmões&lt;br /&gt;
Precisa respirar&lt;br /&gt;
Precisa continuar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Trabalhar pra se sustentar&lt;br /&gt;
Pra poder trabalhar&lt;br /&gt;
E se sustentar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Vai Antônio&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não perde o busão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Paga a sua conta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Cuidado com o prazo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Leva um casaco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Estuda pra prova&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Agradece o moço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Pede bença pra vó&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não come só miojo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;
Planta uma árvore&lt;br /&gt;
Escreve um livro&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Faz uma pós&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Paga o cartão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Arruma uma namorada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Usa camisinha&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Come a salada&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não senta no chão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não mata aula&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não faz cara feia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Não fuma maconha&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não vai se atrasar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Não mia o rolê&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Não chuta a macumba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Não pega DP&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Não fica sem trabalhar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Caminha Antônio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;De cabeça erguida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;De postura corrigida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;De forma decidida&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;E vai&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br clear=&quot;none&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Vai Antônio&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E se der tempo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Vive&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Ama&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E sorri&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/04/vai-antonio.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-186247410951198614</guid><pubDate>Fri, 28 Mar 2014 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-28T12:42:09.024-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>Entre Linhas</title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Pudesse eu te transformar num livro&lt;br&gt;
Ou numa obra escrita qualquer&lt;br&gt;
Pra te carregar sempre comigo&lt;br&gt;
E poder ler quando eu quiser&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quem sabe um livro de poemas&lt;br&gt;
Com belos versos por toda parte&lt;br&gt;
Transformando todos os problemas&lt;br&gt;
Em inspira&amp;#231;&amp;#245;es pra obra de arte&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Ou talvez um livro art&amp;#237;stico&lt;br&gt;
Feito com toda delicadeza&lt;br&gt;
Com seu conte&amp;#250;do caracter&amp;#237;stico&lt;br&gt;
E que exiba toda sua beleza&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Te leria antes de dormir&lt;br&gt;
E no caminho pra faculdade&lt;br&gt;
Te leria quando quisesse sorrir&lt;br&gt;
Ou quando eu sentisse saudade&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Grifaria as melhores frases&lt;br&gt;
Decoraria os melhores trechos&lt;br&gt;
Rabiscaria as piores fases&lt;br&gt;
Reescreveria os maiores desejos&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Te deixaria na minha cabeceira&lt;br&gt;
Ou at&amp;#233; embaixo do travesseiro&lt;br&gt;
Compraria sua cole&amp;#231;&amp;#227;o inteira&lt;br&gt;
Mesmo se n&amp;#227;o sobrasse dinheiro&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Se voc&amp;#234; fosse um livro&lt;br&gt;
Teria tanta impon&amp;#234;ncia&lt;br&gt;
Que n&amp;#227;o ficaria bem numa estante&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Voc&amp;#234; seria como um eco&lt;br&gt;
Que prolonga a exist&amp;#234;ncia&lt;br&gt;
Do que s&amp;#243; existiria por um instante&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Mas se quer saber, n&amp;#227;o fa&amp;#231;o quest&amp;#227;o&lt;br&gt;
Pois te leio de forma qualquer&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;A cada entrelinha de cada express&amp;#227;o&lt;br&gt;
Te leio livro, te leio mulher&lt;/p&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/03/entre-linhas.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-7779019853999904279</guid><pubDate>Mon, 03 Feb 2014 21:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-03T23:40:30.565-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tristeza</category><title>Nebraska - Resenha</title><description>&lt;address style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none;&quot;&gt;
Fui em mais uma cabine de imprensa da Sony Pictures pelo &lt;a href=&quot;http://papodeblogueiro.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Papo de Blogueiro&lt;/a&gt;, com o &lt;a href=&quot;http://www.papodeblogueiro.com/cinema/ja-vimos-nebraska-o-novo-filme-de-alexander-payne/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;link do post original aqui&lt;/a&gt;, e mais um candidato ao Oscar de Melhor Filme em 2014. Achei que ficou muito curta essa introdução mas não sei o que escrever aqui pra encher linguiça, então essa vai acabar sendo a própria encheção. Obrigado.&lt;/address&gt;
&lt;address style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;/address&gt;
&lt;address style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;critica-filme-Nebraska&quot; class=&quot;size-full wp-image-13976&quot; src=&quot;http://www.papodeblogueiro.com/wp-content/uploads/2014/02/critica-filme-Nebraska.jpg&quot; height=&quot;387&quot; style=&quot;border: none; height: auto; margin-bottom: 5px; margin-top: 5px; max-width: 670px; outline: none;&quot; width=&quot;670&quot; /&gt;&lt;/address&gt;
&lt;address style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/address&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Ficha Técnica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Gênero: Drama – Comédia&lt;br /&gt;
Direção: Alexander Payne&lt;br /&gt;
Roteiro: Bob Nelson&lt;br /&gt;
Elenco: Will Forte, Bruce Dern, June Squibb, Bob Odenkirk e Stacy Keach&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Resgate ao passado, melancolia e ingenuidade, estes foram os primeiros sentimentos que tive com o início de&amp;nbsp;&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Nebraska&lt;/strong&gt;. Dirigido por&amp;nbsp;&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Alexander Payne&lt;/strong&gt;, que já está acostumado a retratar a vida de homens de meia ou terceira idade (sendo este o primeiro longa com roteiro sem sua assinatura), o filme inicia-se com David Grant (&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Will Forte&lt;/strong&gt;) trabalhando numa loja de eletrônicos, e logo percebemos que sua vida não é das mais felizes, muito menos emocionante. Separado há pouco tempo de sua namorada e passando a viver sozinho, David leva uma vida de mesmice e sem grandes ambições. Enquanto isso, seu pai Woody Grant (&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Bruce Dern&lt;/strong&gt;), um velho alcoólatra e nem sempre lúcido, começa uma jornada em busca do seu US$ 1 milhão, que acredita ter ganho através de um folheto de assinatura de uma revista. Com a recusa de todos os familiares em ajudá-lo, dizendo se tratar de um engano, Woody decide então partir sozinho (e andando) de Montana até Nebraska em busca do prêmio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Além das expressões de infelicidade recorrente nos personagens, o fato do filme ser filmado todo em preto e branco (e sua bela fotografia) deixa ainda mais presente o sentimento de melancolia. Quanto mais conhecemos sobre a vida de cada um, mais sentimos suas mágoas e ressentimentos de uns com os outros.&amp;nbsp;&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;June Squibb&lt;/strong&gt;, que interpreta brilhantemente Kate Grant, a esposa de Woody, demonstra uma enorme impaciência com o marido, já estando esgotada com suas constantes “fugas” em busca do prêmio. A presença de Ross Grant (&lt;strong style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Bob Odenkirk&lt;/strong&gt;), filho mais velho, com a intenção de aconselhar o pai, deixa claro a falta de afeto que existe dentro da família.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;critica-filme-Nebraska-4&quot; class=&quot;aligncenter size-full wp-image-13979&quot; src=&quot;http://www.papodeblogueiro.com/wp-content/uploads/2014/02/critica-filme-Nebraska-4.jpg&quot; height=&quot;447&quot; style=&quot;border: none; display: block; height: auto; margin: 5px auto; max-width: 670px; outline: none;&quot; width=&quot;670&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Cansado de ter de buscar o pai tantas vezes na beira da estrada, David sucumbe à ilusão de Woody e decide enfim levá-lo para Nebraska, o que irrita principalmente sua mãe. Segundo ela, David era “&lt;em style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;igualzinho ao pai&lt;/em&gt;“, o que podia não ser tão real, mas de fato, ele era o mais próximo e o único capaz de ter tomado tal atitude. E com a viagem inicia-se a jornada entre pai e filho, que vai se transformando até o final do filme.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Outro fato que se transforma no decorrer do filme é a tal motivação de Woody em relação ao prêmio de um milhão de dólares. Quando perguntado sobre o que pretendia fazer quando conseguisse o prêmio, respondia querer comprar uma nova caminhonete e um compressor, mas conforme o avanço da trama percebemos que não se trata apenas disso, e que por trás do desejo de ir atrás do prêmio se escondia um grande significado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar de carregado de melancolia, Alexander Payne consegue novamente encaixar muito bem o humor, utilizando-se principalmente da característica de introspecção dos seus personagens, alguns deles bem caricatos até, como no caso dos dois primos de David, mas que não tiram a imersão do filme. Com a chegada de Ross e Kate no vilarejo onde se encontravam, e a reunião entre diversos familiares, entramos mais fundo na história dos protagonistas e passamos a entender melhor sobre o passado de cada um, principalmente o de Woody.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Entre o interesse e desinteresse de seus familiares em relação ao tal prêmio, os quatro da família Grant vão se aproximando cada vez mais, e até a sempre irritada e impaciente Kate passa a nos mostrar algo mais do que vinha mostrando até então.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;critica-filme-Nebraska-2&quot; class=&quot;aligncenter size-full wp-image-13977&quot; src=&quot;http://www.papodeblogueiro.com/wp-content/uploads/2014/02/critica-filme-Nebraska-2.jpg&quot; height=&quot;447&quot; style=&quot;border: none; display: block; height: auto; margin: 5px auto; max-width: 670px; outline: none;&quot; width=&quot;670&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Bruce Dern e June Squibb sem dúvidas são os dois destaques do filme, e ambos se distanciam da forma unidimensional, pois há momentos em que realizam atos nobres e bondosos, enquanto em outros cometem, ou confessam ter cometidos, atos não tão nobres assim.&amp;nbsp;Já a Will Forte restou atuar de forma sempre pacata e impessoal, o que retrata bem a desmotivação de seu personagem com a vida. Mas sua atuação foi suficiente por exemplo para que em seus momentos com Ross, ao mesmo tempo em que demonstrava um genuíno apreço pelo sucesso profissional do seu irmão mais velho, demonstrava também certa inveja com a diferença de vida que os dois levavam. O único momento de explosão de David (não tão convincente assim) prova de vez uma verdadeira preocupação com seu pai, e finalmente no desfecho do filme entendemos, ou então sentimos, a mensagem que Nebraska nos deixa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
O tempo é inexorável. Durante a vida cometemos diversos erros e acertos, que traçam o rumo de nossas vidas e nos geram felicidades, tristezas e/ou arrependimentos. Mas mesmo que não tenhamos uma vida plena de satisfações, jamais é tarde pra vivermos bons momentos, nos aproximarmos de pessoas que deveríamos ser mais próximos, realizar sonhos ainda não realizados e até tentarmos corrigir alguns erros do passado, seja da forma que for. Nunca é tarde, enquanto estivermos vivos podemos ir atrás do objetivo que desejamos, nem que precisemos andar a pé de um estado ao outro. E independente de onde essa jornada nos leve, a jornada em si muitas vezes já terá feito valer a pena.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto a ingenuidade que vemos em Woody pode ser vista por muitos como defeito e com escárnio, pode também na verdade ser visto como um grande motivador pra se ir atrás de algo, sendo este algo palpável ou não. Real ou imaginário. Independente do que seja, é algo que nos empurra, é um combustível que nos ajuda a seguir em frente, estando nós velhos ou jovens. Estando a vida nos oferecendo ou não este algo em seu cardápio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;critica-filme-Nebraska-3&quot; class=&quot;aligncenter size-full wp-image-13978&quot; src=&quot;http://www.papodeblogueiro.com/wp-content/uploads/2014/02/critica-filme-Nebraska-3.jpg&quot; height=&quot;377&quot; style=&quot;border: none; display: block; height: auto; margin: 5px auto; max-width: 670px; outline: none;&quot; width=&quot;670&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: none; font-family: Georgia, &#39;Times New Roman&#39;, Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; outline: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Kate Grant: ” – Por que você insiste em pedir rosbife sendo que nem está no cardápio?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em style=&quot;border: none; outline: none;&quot;&gt;Woody Grant: ” – Porque eu gosto de rosbife.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/02/nebraska-resenha_3.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-2526332052444237711</guid><pubDate>Mon, 06 Jan 2014 06:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-22T14:40:11.322-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Trabalho</category><title>Ao Infinito... e Amém.</title><description>Fazia bastante frio, mas Caio suava. Todos os dias quando ia pro colégio era a mesma coisa. Não importava o frio que fizesse, após uns quinze minutos pedalando ele já começava a sentir calor. Ele não conseguia pedalar vagarosamente, observando as paisagens, ou seja lá o que tivesse pra ver. Ele tinha que pedalar rápido. Não como um desesperado, mas rápido.&lt;br /&gt;
Naquele dia ele estava ouvindo rádio AM, pois seu mp3 só tinha 128mb e cabia cerca de 30 músicas, das quais ele já estava enjoado e mais uma vez tinha esquecido de trocá-las. Optou então pela rádio, pois preferia ouvir as notícias do dia do que as músicas que tocavam nas estações FM. Ouvia nem 10% do que falavam no rádio pois na maior parte do tempo sua cabeça voava. Sobre todas as coisas e em todas as direções. Ele só se lembrava de que estava ouvindo a rádio quando tocava um jingle do qual ele não gostava muito, que dizia &quot;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=tb1J8Z4dheA&amp;amp;feature=youtu.be&amp;amp;t=58s&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;vambora, vambora, olha a hora, vambora!&lt;/a&gt;&quot;. Ele sentia um certo tipo de nervoso quando ouvia aquilo, mas não sabia explicar exatamente qual. Era diferente. É normal passar a desgostar de músicas ouvidas de manhã por associá-las com o fato de ter que sair da cama, mas aquela o irritava de um outro modo, ele só não sabia ainda qual. Talvez tivesse a ver com o fato daquela música ser associada ao pai, de quando ele se arrumava de manhã antes de ir trabalhar e ouvia a rádio no banheiro, mas agora fazia parte de sua vida também. Ele ainda não era um adulto, estava longe disso, mas estava agora ouvindo-a quase todas as manhãs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a rádio fazia um intervalo desse jingle e só ficava dando notícias, Caio aproveitava pra pensar. Ele gostava bastante de pensar sobre tudo, ainda mais sobre as coisas &quot;difíceis de se pensar&quot;. Ao parar num semáforo, ele sentiu um pingo caindo logo abaixo do seu olho direito, na maçã do rosto. Sempre que isso acontecia ele ficava na dúvida se era gota de chuva ou xixi de passarinho, pois esta segunda ainda nunca havia lhe acontecido e ele sabia que sua hora ia chegar. Quando olhou pro alto viu um emaranhado de fios do poste, e lá mais no alto ainda, o céu. Ele queria poder voltar a cena em câmera lenta e ver o pingo subindo, voltando de onde veio, pra ele descobrir de fato sua origem. Seria um orvalho do fio, ou estava começando a chover? Enquanto imaginava a gota voltando no tempo e subindo, notou que alguém do seu lado atravessou a rua, e percebeu que o sinal já tinha aberto. Deixou então de olhar pro alto e seguiu de volta seu caminho. Resolveu que naquele dia pensaria sobre a imensidão do céu, algo que ele via todos os dias, que parecia tão perto, mas na verdade é tão longe. Que fazia parte da sua vida mas ao mesmo tempo estava tão distante. Que parecia o acolher mas ao mesmo tempo o desprezar. Podia ser bonito, mas também assustador. Tinha várias faces, e além de tudo era infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era uma loucura pra ele entender o fato de algo ser infinito. Era uma das coisas que davam &quot;bug no cérebro&quot;. Tentar visualizar o conceito de infinito em sua mente não era possível. Da mesma forma que não dava pra imaginar de onde veio o Universo. Pra ele, o cérebro não é capaz sequer de conseguir imaginar a inexistência das coisas em si. Não se consegue imaginar o vazio.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Como imaginar se a vida não existisse? Não dá! De onde veio a vida? De Deus? Mas e Deus, de onde veio? De outro Deus? E este outro veio de outro, que veio de outro? Essa geração de Deuses também é infinita? Será que Deus é justamente isso, tudo que é infinito? &lt;/i&gt;A cabeça dele dava um nó. E ele até que gostava.&lt;br /&gt;
Pra ele as questões de Universo e Deus eram impossíveis de se refletir. &lt;i&gt;Talvez seja por isso que essas coisas iniciem com letras maiúsculas, pois são coisas impossíveis de se pensar e chegar a uma conclusão de como funcionam. Assim como as pessoas.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
De onde viemos e pra onde vamos? Essa era uma questão que ele já havia desistido faz um tempo. Por ele, &quot;vida&quot; deveria iniciar com maiúscula também, assim como &quot;morte&quot;. &lt;i&gt;Será que quando morrermos entenderemos afinal o que é o infinito? Ou quem sabe faremos parte dele? Ou será que já somos, e até viemos dele? Ou será que aquele papo de paraíso e inferno existe mesmo? Maldito infinito. Maldito Deus.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
Ao passar por uma praça ele viu uma mulher andando acompanhada de uma criança, carregando papéis e o que se parecia com uma bíblia. Deviam ser testemunhas de jeová ou algo assim. Ele achava aquele tipo de pessoa realmente irritantes. Pra ele, parece que elas querem te obrigar a entrar na religião delas. Que desejam empurrar o Deus dela pra dentro de sua casa pra que seja o seu também. &lt;i&gt;Por quê? Por que insistem em jogar o maldito Deus delas na cara dos outros? Vem com aquele papo de compartilhar a &quot;palavra de deus&quot;, mas pra quê? Valeria muito mais a pena se ao invés de distribuírem palavras distribuíssem ações.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
Para Caio, as pessoas acreditariam mais em Deus ao ver coisas belas e positivas, ao invés de baterem com a bíblia na porta de suas casas tentando fazer com que engulam o que lá esteja escrito. Ele via muita discórdia e briga por causa de religião, e isso não fazia o menor sentido. Pra ele, religião era coisa do homem, e não de Deus. E o homem, como todos sabemos, é capaz de fazer tanto bem quanto mal. Se todos afirmavam que &quot;Deus é amor&quot;, pra que todo esse ódio envolvido então? Foi então que ele chegou a uma conclusão sobre Deus. Não sobre o Deus de todos, mas o seu próprio. Pra ele, deus se encontrava nas coisas que transmitiam o &quot;bem&quot;. Deus estava nas atitudes, e não lá no alto nos observando e anotando quantas bolinhas do terço rezamos. Agora então, deus não precisava mais de letra maiúscula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto pedalava, Caio buscava então a presença desse seu deus, e ele o via por todos os lados. Devia ser verdade então aquilo de que ele é onipresente. Deus estava no sorriso dos pais que saíam do hospital carregando seu filho recém-nascido. Deus estava no beijo no rosto que a criança deu em sua mãe antes de entrar na escola. Estava na satisfação de um garoto ficando com uma menina, atrás do muro, do outro lado do colégio. Estava nas mãos dadas de um casal de velhinhos,os dois já enrugados, porém ainda juntos e aproveitando a companhia um do outro. No alívio daquele cachorro ao encontrar finalmente um lugar pra fazer cocô. No prazer daquela mulher ao correr e suar enquanto ouvia suas músicas. Deus estava por todos os lados.&lt;br /&gt;
Ele sentia deus ao se lembrar que naquele dia tinha novo episódio de Lost, e que à noite, quando chegasse em casa, poderia assisti-lo comendo fandangos. Sentia deus ao achar uma nota de dois reais no seu bolso, sabe-se lá desde quando ela estava ali. Sentia deus quando seu pai lhe dava um mp3 de 128mb de aniversário, enquanto todos tinham de 1gb, mas sabia que o pai nem sabia dessas coisas e comprou o que pôde, e o que o filho desejava. Sentia quando sua mãe demonstrava orgulho de quem ele era. Quando marcava um gol. Quando seu time marcava um gol. Quando fazia um gol contra, mas que tinha sido muito engraçado. Na masturbação discreta durante o banho. Ao roubar comida da geladeira na madrugada. Sentia deus quando se sentia livre, e que teria todo o futuro pela frente, podendo conquistar tudo que desejasse. Ele sentia deus na satisfação de ter concluído enfim o que seria, pra ele, deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sentindo deus ele continuou a pedalar, perdido nos seus mais novos pensamentos. Até que veio um &quot;vambora, vambora, olha a hora, vambora!&quot; e cortou sua linha de raciocínio. &lt;i&gt;Deus não está nesse jingle de jeito nenhum&lt;/i&gt;. Resolveu desligar o mp3 pra poupar bateria. Olhou pro lado esquerdo antes de atravessar a avenida e com uma das mãos tirou o aparelho do bolso. Deu três pedaladas rápidas e então ouviu um som tão desagradável quanto o jingle. Quando olhou pra sua direita viu um ônibus, que parecia estar maior do que o normal, talvez por já estar tão perto, e tão rápido. O som vinha da buzina estridente, que de nada adiantava, já não tinha mais o que fazer. Naquele momento, Caio não chegou a ver um filme de sua vida, mas se sua vida fosse um filme, aquilo teria sido apenas um frame. Foi muito rápido. Viu um flash do ônibus, e logo já não via mais. Sentiu como se estivesse voando, mas ao mesmo tempo paralisado. Não conseguia organizar seus pensamentos, só o que conseguia era ver e sentir. Ele via o céu, e sentia o nada. Foi a primeira vez que teve essa ausência de sentimentos. Nem paz nem agonia. Nem dor nem felicidade. E então, no último resquício de qualquer coisa, percebeu que sentia-se, assim como o céu que o encarava lá do alto... infinito. Sentiu também uma gota se esparramar na maçã direita do rosto, mas não tinha como saber se era a chuva que caíra de vez, se era lágrima, ou finalmente xixi de passarinho. Sentia que agora ele teria a resposta pras coisas maiúsculas, e que talvez elas nem fossem tão importantes assim. Sentiu que ainda não era hora de descobrí-las. Sentiu seu deus. &quot;Vambora, vambora, olha a hora!&quot;. E então acabou. Olhou uma última vez pro céu. Agora eram todos apenas um: Ele, deus, e o infinito.</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2014/01/ao-infinito-e-amem.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-4352052205934698589</guid><pubDate>Sat, 14 Dec 2013 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:46:27.226-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Humanidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Raiva</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ódio</category><title>A Vida é (uma) Foda</title><description>&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
A vida é uma foda&lt;br /&gt;
Uma orgia de egoístas&lt;br /&gt;
Onde&amp;nbsp;se foder é moda&lt;br /&gt;
E o orgasmo é uma conquista&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Todo mundo só quer receber&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 1.428571em;&quot;&gt;Sempre atrás de uma fodinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Caminhando em busca de prazer&lt;br /&gt;
Não importando por onde caminham&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
E assim todos seguem&lt;br /&gt;
Sem nem olhar por onde pisam&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Falsa bondade só se consegue&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Quando de você eles precisam&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
A vida é foda&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Goza na tua cara&lt;br /&gt;
Sem informar ou pedir&lt;br /&gt;
E sua maior tara&lt;br /&gt;
É te fazer engolir&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
O mundo é foda&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
E ele gira, roda&lt;br /&gt;
Passa por cima&lt;br /&gt;
Te esmaga e&lt;br /&gt;
Te desvirgina&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Não tem lugar pra cabaço&lt;br /&gt;
Não tem lugar pra frescura&lt;br /&gt;
Não liga se sua vida ta fácil&lt;br /&gt;
Ou se sua vida ta dura&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Se aceitar você não é capaz&lt;br /&gt;
Ele te prende e te fode por trás&lt;br /&gt;
Não adianta buscar abrigo&lt;br /&gt;
Quem tem cu, já corre perigo&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Entre as quatro paredes da vida&lt;br /&gt;
Não se pode ficar parado&lt;br /&gt;
Ou você goza com ela&lt;br /&gt;
Ou por ela é estuprado&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/12/a-vida-e-uma-foda.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-580559983423988087</guid><pubDate>Sun, 03 Nov 2013 01:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:42:47.623-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sampa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Trabalho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tv</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Mendigo.</title><description>Não tenho voz, não tenho nome, não tenho família. Não sei de nada, não leio, não assisto, não como nem bebo direito. Não tenho casa, não tenho vida. Mas estou vivo, então o que é vida afinal?&lt;br /&gt;
Seja o que for eu não terei, pois essa é minha função: não ter nada que exista por aí. Isso faz com que eu duvide às vezes de que eu próprio existo. Mas sei que sim. Posso não existir pra você, pra ele, pra aquela senhora que passa nessa calçada todos os dias, ou pra aquele garçom ali da frente, mas pra mim, eu existo. Eu sinto, eu respiro, choro, grito. Talvez vocês não entendam, talvez nem percebam que esse pedaço de qualquer coisa aqui no canto é uma pessoa. Deve ser realmente complicado perceber certas coisas aí de cima. Mas eu, aqui embaixo, vejo tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo vocês caminhando, se arrumando, trabalhando. Vocês acordam nas suas belas casas, tomam um banho, escovam os dentes, arrumam o cabelo, as roupas, a pele, o cheiro. Saem de casa e vão trabalhar. Trabalham, fazem o que uma outra pessoa maior que você manda, mesmo gostando ou não. Cada um de vocês faz isso porque precisa fazer, porque não tem escolha, porque se não fizer não vai poder acordar novamente no outro dia, se arrumar, ir trabalhar, cumprir ordens, dormir, acordar, ir trabalhar, cumprir ordens. Pois se não fizer, não terá como se sustentar, não terá onde morar. Assim como eu.&lt;br /&gt;
Isso me torna inferior? Talvez, mas o chão que me sustenta é o mesmo de vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês param pra pensar se eu vim parar aqui porque eu quero? Porque gosto? Porque sou preguiçoso? Não &quot;consigo me integrar à sociedade&quot;? Se eu perdi tudo? Se eu tive família? Se eu sou apenas um bêbado escroto filho da puta?&lt;br /&gt;
Eu posso ser cada uma ou nenhuma dessas coisas, mas eu posso fazer algo que vocês não são capazes. Parar pra pensar. Vocês já fizeram isso? Já pararam alguma vez? Ah, é verdade, estão atrasados pro trabalho, desculpe atrapalhar. Mas e pensar, já pensaram? Já pensaram em algo que não gire em volta dos seus próprios umbigos? Em algo que não envolva pedaços de papeis coloridos com onças e peixes desenhados, algo que não envolva seu status, seu ego, que não envolva a buceta de cada dia que tanto almeja? Já pensaram em parar um pouco pra pensar?&lt;br /&gt;
São as coisas que mais faço. Sempre parado, pensando. E no que eu penso? Em tudo que me convém pensar. Mas principalmente sobre vocês. Às vezes acho que sou o próprio tempo, pois fico aqui parado, constante, imutável, invisível, mas sempre presente. E enquanto isso vocês passam, caminham, rumo aos seus importantíssimos objetivos. Eu penso que, pra mim, vocês são como essa água que escorre no meio fio, sabem? Ela sai de dentro da casa e desce a rua. Desce, desce. Não sabe o porquê nem pra quê, mas desce. Se tem uma curva, ela contorna, segue o caminho moldado pra ela e vira. E desce. A cada quarteirão deixa seu rastro, e recebe mais sujeira. E desce. Até chegar no bueiro e se encontrar com todo o resto de água suja que desceu pelas outras ruas da cidade. São como vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu posso não tomar banho, não escovar os dentes, não passar perfume, mas vocês são tão sujos quanto eu. Ninguém é melhor que ninguém. Eu deito, sim, todos os dias nessa rua, com meu cobertor imundo e cheiro de bosta, mas deito vazio. Sem ódio, sem amor, sem dívida nem rancor. Apenas vazio. E vocês quando se deitam, como é? Não pergunto sobre o lençol de seda ou travesseiro de penas de ganso, mas no que vocês pensam? Dormem tranquilos? Sabem sequer pelo quê estão vivendo? Ou apenas acordam, caminham, trabalham, e se vendem pra poderem depois comprar pelo menos 1% de todo o tempo que viveu? Como é viver 99 dias dando dinheiro pros outros pra que no centésimo e último dia tenha um pouco pra você?&lt;br /&gt;
Eu não faço ideia de como seja, afinal fico aqui, parado, pensando. Não tenho história nem nome. Não tenho passado, presente nem futuro. Talvez eu seja mesmo o tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas se querem saber de uma coisa, não odeio nenhum de vocês. Se eu tivesse aí em cima, eu também fingiria não ver ninguém daqui. Não jogaria moeda nem comida. O ser humano é assim mesmo, e seja ele imundo ou empresário, favelado ou milionário, ainda assim é um ser humano. Sofrem dos mesmos problemas, tem as mesmas incertezas. Eu por exemplo não sei o que vai acontecer comigo. Não sei pelo quê vivo, o que eu quero. Me sinto distante demais de qualquer sonho que eu tenha, e às vezes esqueço até o que é sonhar, às vezes quero morrer. E tudo isso não é coisa minha, e sim de todo mundo. Dinheiro, status, beleza ou saúde, nunca impediram alguém de tirar sua própria vida. De desistir. Todos nós somos humanos e vivemos na mesma merda de vida. Todos erramos, temos dúvidas, fazemos cagadas e algumas coisas boas (na maioria das vezes pra nós mesmos).&lt;br /&gt;
Eu, imundo, e vocês, bonitões, vamos pro mesmo lugar quando morrermos. Não vamos levar dinheiro, carro, namorada, emprego, nada. Todos vamos da mesma forma: iguais. Pois assim somos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não espero que vocês percebam isso, na verdade me divirto em vê-los vivendo nessa bolha imensa de ego e ilusão. Não rio pois nem lembro como se faz, mas me divirto por dentro. Acho curioso. Espero que eu possa diverti-los também com minha pobreza e podridão, que é o mínimo (e máximo) que posso oferecer como retribuição. Não precisam parar ao meu lado, dar esmola, me alimentar. Façam o que quiserem. Existam. Estudem. Trabalhem. Construam robôs à sua semelhança e deem as mãos. Explodam esse planeta. Explodam seus egos. Fodam todas e com todas as pessoas que conseguirem. Plantem uma árvore e postem no instagram pra mostrar quão eco-humanos-de-merda vocês são. Escrevam um livro sobre suas magníficas vidas. Escrevam nos seus blogs o quanto se preocupam com as questões sociais. Tenham um filho e os eduquem de forma que consigam entrar na faculdade e tenham ótimos empregos. E claro, pra que acordem, caminhem, desçam, mergulhem bonito no esgoto em que todos nós vivemos. Tenham fé, rezem, paguem o dízimo, façam bastante merda sim, mas não esqueçam de se confessar ao padre. E depois tomem cuidado pra que ele não moleste seus filhos.&lt;br /&gt;
Corram em busca da felicidade sem olhar pra trás nem pro lado, só tomem cuidado pra não serem atropelados, arrancarem seu braço fora e jogá-lo no rio. Sigam seus corações, amem e enganem quem quiserem, sejam homens, mulheres, travestis, árvores ou animais. Mas disfarcem e se escondam, pois nunca se sabe quando se pode apanhar na rua por causa de suas escolhas pessoais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu me divirto pois isso tudo já é um caos. A vida só é bonita e justa no papel e na imaginação. Em livros, filmes e músicas. A realidade é uma só, e você fingindo que a enxerga ou não, ela continua a existir da mesma forma. Assim como eu. Mas continue criando a sua própria e bela realidade, afinal na cabeça de cada um ela é diferente. Na cabeça de cada um ela gira em torno do próprio e belo cu, e mantê-lo a salvo é o que tem de mais importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês todos são imundos. Eu posso comer o lixo que vocês jogam todos os dias na rua, mas se pararem um pouco pra analisar, nós todos moramos dentro do mesmo e imenso lixo. Lixo que alguns chamam de sociedade.&lt;br /&gt;
Eu me divirto vendo essa falsa felicidade pra todo lado. Vocês são demais. Continuem assim. Lixos extraordinários, arrumados e perfumados. Assisto tudo de camarote. E mesmo invisível, parado e pensando, eu sou como vocês. Nossa única diferença é que eu enxergo tudo pois não tenho nada, já vocês querem tudo, e só enxergam o que lhes convém.&lt;br /&gt;
Eu sou a porra de um Harry Potter velho, imundo, vagabundo. E vocês não me enxergam pois sou um mero bruxo nojento e sujo usando minha capa da imundície. Isso deixa qualquer um aqui debaixo invisível pra vocês, não é mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu aqui, me decompondo, às vezes imagino: Quem sabe?&lt;br /&gt;
Quem sabe um dia vocês parem pra pensar também. Quem sabe percebam que vieram parar aqui não pra viverem sozinhos, e sim pra fazerem parte das vidas uns dos outros. Quem sabe percebam que a felicidade só é real quando compartilhada, e parem de viver nessa mentira que gira em volta da própria mediocridade. Quem sabe isso aconteça antes que eu acabe. Quem sabe o mundo acabe antes disso acontecer. Enquanto isso eu acompanho tudo daqui. Parado. Pensando. Fedendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-VC3WG4mj3_Q/UnWr-565s3I/AAAAAAAAAXE/5j2hhJwDPOE/s1600/sidewalk.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-VC3WG4mj3_Q/UnWr-565s3I/AAAAAAAAAXE/5j2hhJwDPOE/s320/sidewalk.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/11/mendigo.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-VC3WG4mj3_Q/UnWr-565s3I/AAAAAAAAAXE/5j2hhJwDPOE/s72-c/sidewalk.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3177717652984411338</guid><pubDate>Mon, 21 Oct 2013 01:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-02T23:22:24.978-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><title>Sem Vergonha</title><description>&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Saiu deixando a porta aberta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pois pra fechá-la não foi capaz&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Eu sei que a gente acerta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E eu sei que a gente erra, mas&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Você não sente vergonha?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Quando se olha no espelho&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Aprecia seu batom vermelho&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Encolhe a barriga e sorri&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Daquele jeito que você sabe fingir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Você não sente vergonha?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Quando senta na sua carteira&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E conversa com ele a aula inteira&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pra depois dizer não aguentar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Que vai morrer de tanto estudar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Não sente nada?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Como se sente se ajoelhando na igreja&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E pedindo a Deus o que deseja&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Depois de tanto tempo reprimindo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Tantos meses se proibindo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Você sente?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Sente algo além de egoísmo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
De estupidez e ilusionismo&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Deixando de dizer a verdade&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pois pra isso é muito covarde&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que sente?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Ou será que ainda é um robô&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Que confunde sofrimento com amor&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E se acha sempre a vítima&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Maltratada de forma legítima&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Não acho que sinta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Não acho que sinta nada&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E o que sente é de forma errada&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pois pra amar alguém você conseguir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Deve primeiro amar a si&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E será que ama?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que consegue se amar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pensar na vida e não se envergonhar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Acordar de forma decidida?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Caminhar de cabeça erguida?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que vai amar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que vai mudar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que vai deixar de usar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pessoas como degraus&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Sendo uma atriz fenomenal?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Será que vai crescer?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Ou esse poema vai ser eterno&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Ao contrário daquele do caderno&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Que enquanto eu escrevia&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Eu pensava que te conhecia&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Você não sente vergonha?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Ou talvez arrependimento?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Aproveite seu vazio e nele ponha&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Quem sabe um pouco de talento&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
&lt;br data-mce-bogus=&quot;1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Pois pelo menos até o momento&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Seu único talento é mentir&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
E quando sente vergonha&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: 0px; font-family: Helvetica, Arial, &#39;Droid Sans&#39;, sans-serif; font-size: 13.63636302947998px; line-height: 1.428571em; margin: 0px; padding: 0px;&quot;&gt;
Seu único talento é chorar&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/10/sem-vergonha.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-5394186125811631343</guid><pubDate>Fri, 27 Sep 2013 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-26T23:10:04.328-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Metamorfose Ambulanta</title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;E ent&amp;#227;o eis que surgiu de repente&lt;br&gt;
At&amp;#233; pensou que era forte e belo&lt;br&gt;
Se olhou e viu algo diferente&lt;br&gt;
Sentiu-se o Rei daquele castelo&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;L&amp;#225; no c&amp;#233;u uma estrela cadente&lt;br&gt;
Mas na terra um velho chinelo&lt;br&gt;
Se no mar um tubar&amp;#227;o martelo&lt;br&gt;
Fora dele uma magra serpente&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Era verde mas ficou vermelho&lt;br&gt;
T&amp;#227;o sanguin&amp;#225;rio quanto o Taranta&lt;br&gt;
Era gentleman virou pentelho&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;T&amp;#227;o escroto que a todos encanta&lt;br&gt;
Mais bizarro que Paulo Coelho&lt;br&gt;
Uma metamorfose ambulanta&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/09/metamorfose-ambulanta.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-6689264876593089435</guid><pubDate>Wed, 21 Aug 2013 05:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:42:47.625-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nonsense</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Romance</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><title>O Mundo de Verônica</title><description>Lágrimas. Era o que Verônica sentia escorrendo pelo seu rosto enquanto lamentava sua vida, deitada na cama. Cada lágrima que escorria era uma mágoa, uma angústia, um sentimento de que não dava mais. Acabara de completar 22 anos mas já achava que era a hora de partir. Não havia motivação, não havia mais o que fazer. Sentia como se tudo que fazia desse errado, nunca conseguia cumprir seus objetivos, e os poucos que restavam pareciam estar muito distantes. Não dava mais. Mais lágrimas.&lt;br /&gt;
Sentia-se sozinha, deslocada, como se não fizesse parte daquele lugar. Verônica se via como algo totalmente inútil e desnecessário, longe de ser o centro das atenções, não fazia diferença nenhuma. Se via como uma entrevista do Pedro Bial no meio de uma revista Playboy. Ninguém dava a mínima pra ela ou sentiria sua falta caso ela não existisse, ela só estava ali por estar, porque a colocaram ali.&lt;br /&gt;
Quando fez essa relação de ser um mero texto dentro de uma revista Playboy, Verônica soltou um leve sorriso debochado e decepcionado. Isso resumia como ela se via, como meros blocos de letras e textos com seus significados, conteúdos e ideais, desejando ser absorvida, admirada, ou pelo menos apenas vista por alguém, mas sem sucesso. Tudo aquilo que estava ao redor, nas outras páginas, acabava atraindo bem mais a atenção de todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha 22 anos e ainda era virgem, tendo beijado apenas dois rapazes. Não que ela se importasse tanto com isso, era daquelas que não ligava muito com o que pensavam e o que a sociedade estabelecia, ou pelo menos era o que afirmava. Mas se importava, e muito, em ainda não ter chegado nem perto de viver um grande amor. O mais perto de um relacionamento que chegou foi ter sido acompanhada por Eduardo de ônibus até sua casa após terem se beijado, sendo que após o fechar das portas ela nunca mais conseguiu vê-lo novamente. Se deprimiu de início, cansou os olhos de tanto chorar e acabou guardando rancor, após um tempo fingiu não mais se importar, e por fim fingiu que superou. Mas a mágoa continuava lá. Adorava assistir a comédias românticas, assistiu pelo menos umas 50 vezes &quot;Como Se Fosse a Primeira Vez&quot;. Se divertia e aproveitava enquanto assistia, mas no final sempre acabava se sentindo mal, desolada, mais ou menos da forma que se sentia após se masturbar pensando no Michael Fassbender. De qualquer forma isso não fazia mais importância, afinal decidiu que tudo tinha chegado ao fim, que não dava mais, aquela era a hora. Verônica decidiu morrer, e foi aí que tudo mudou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao olhar seu reflexo no vidro do medicamento, que segurava com sua mão trêmula, Verônica teve um insight, e acabou até quase esquecendo qual foi pois ficou pensando por que ainda usam a palavra &quot;insight&quot; ao invés de darem uma tradução pra ela. Verônica parou, seu coração deu uma acelerada, ela refletia, discutia e debatia hipóteses dentro da sua cabeça, duvidava da conclusão que havia acabado de chegar, mas por mais que tentasse ser racional não conseguia derrubar a verdade que acabara de desvendar. Continuava olhando o seu próprio reflexo distorcido, até que soltou o vidro, deixando-o cair no piso, e afirmou a si mesma, estupefata, em voz alta: &quot;Eu sou uma personagem!&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim, de repente, Verônica passou a ter certeza de que tudo aquilo era uma mentira, que ELA era uma mentira. Ela estava na verdade dentro de uma história, era uma simples e inútil personagem. Percebeu que sua personalidade não passava de uma personalidade padrão, com a qual todas as mulheres se identificam. Se sentia frágil, desajeitada, com baixa autoestima, e frequentemente autodepreciativa. Se colocava pra baixo muitas vezes, mesmo em seus pensamentos. Insegura como era, sempre que se apaixonava ficava desconcertada perto de seu grande amor, e o tinha como um ser extraordinário e maravilhoso, praticamente perfeito. Estava sempre à espera de um romance para fazer de sua vida algo excepcional, em vez de tentar procurar sua felicidade com as próprias mãos. Era óbvio que era uma personagem, e o pior, escrita por alguém que utilizava destes estereótipos femininos pra conquistar mais leitoras.&lt;br /&gt;
Resolveu tomar uma providência pra deixar de ser quem era, e quando finalmente descobriu a verdade, sentiu que poderia se livrar de tudo e finalmente ser quem realmente quisesse. Olhou para o alto, onde teoricamente seu Autor se encontraria, e gritou: &quot;Eu descobri toda a verdade! Descobri que sou apenas uma personagem qualquer, com uma personalidade padrão, vivendo às Suas custas! Mas com uma coisa Você não contava! Não contava que eu iria me descobrir sozinha. Agora me livrarei de Você, agora posso ser o que eu quiser! Como eu quiser! Irei me transformar, sair desse estereótipo imbecil, e não há nada que Você possa fazer pra me impedir!&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Verônica então saiu correndo do banheiro, decidida a desaparecer, decidida em se transformar. Fugiu de casa, largou tudo o que tinha, pois sabia que tudo aquilo era uma mentira. Mudou de cidade, de emprego, de faculdade. Ela queria ser diferente, queria romper com tudo e com todos, fugir daquele estereótipo que lhe era imposto.&lt;br /&gt;
Foi morar em São Carlos e lá iniciou sua faculdade de Letras. Decidiu que se tornaria escritora e criaria diversas histórias e mundos futuramente, onde suas personagens seriam fortes e originais, donas de seus próprios destinos e que vão atrás de seus sonhos sem depender de mais ninguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos se passaram e Verônica já era uma mulher completamente diferente. Agora com 28 anos, trabalhava na área editorial e no tempo livre saía com seus amigos e escrevia.&lt;br /&gt;
Aos 30 anos se casou com Marcelo, um rapaz que conheceu na editora em que trabalhava. Não foi como um conto de fadas. Não houve sofrimento, proibição, nem sequer dificuldades. Eles apenas se conheceram, saíram, e simplesmente sentiram que davam certo um com o outro. Ela não o via como um príncipe, nem como perfeito, mas via nele uma pessoa que a completava, e sentia que o completava de volta. Ela o abraçava por inteiro, com todas suas qualidades e defeitos, e cada vez mais o amava, desejando ser ele a pessoa com quem passaria o resto de sua vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já aos 40, com mais de dez livros lançados e centenas de milhares de cópias vendidas, Verônica já começava a planejar abandonar qualquer outro tipo de trabalho e viver apenas através dos seus livros. Seu objetivo era que daqui não muito tempo pudesse passar a viver apenas viajando e escrevendo suas obras. Sua série intitulada &quot;Coração Cheio de Algodão&quot;, que continha como protagonista Sarah, uma moça que se se sentia dividia entre liderar um grupo feminista e largar tudo pelo amor da sua vida, já era uma das mais vendidas na época, e ainda tinha muito pra render. Mas os planos tiveram que ser abandonados abruptamente. Marcelo descobriu que tinha câncer de próstata, e, com dois anos e meio de tratamento, veio a falecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Verônica então afundou-se em si. Ainda tinha, teoricamente, grande parte da vida pela frente, mas não tinha com quem quisesse vivê-la. Todos os planos tiveram de ser abandonados e esquecidos, como se nada tivesse sido pensado. Passou a apresentar indícios de depressão leve e por isso voltou a tomar seus medicamentos. Numa noite, em seu banheiro, Verônica abriu seu armário, pegou seu vidro de remédios, abriu, e congelou. Déjà vu. Se lembrou de anos atrás, quando se sentia arrasada da mesma forma, segurando um outro vidro de remédios. E o ódio surgiu. Verônica, abismada, sentiu que havia entendido tudo, mais do que daquela outra vez. Ela ainda não era livre, Ele ainda estava ali. Ainda era uma personagem. Tinha certeza disso, foi tudo pensado por Ele. Cada problema, cada obstáculo, cada conquista e cada tragédia. Só isso podia explicar os vários episódios que passara na vida.&amp;nbsp;Ela nunca seria livre.&amp;nbsp;Ficou transtornada. Decidiu que era a hora de acabar com tudo, e se vingar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua vida não fazia mais sentido, só o que queria era se vingar dessa injustiça. Foi até seu quarto, sentou-se na cama, pegou seu notebook, e gritou, olhando pro alto: &quot;Pois se é a mim que Você quer, a mim Você terá! Eu desisto de tudo. Desisto de ser livre, de tentar ser dona da minha própria vida. Já que foi Você quem me criou, e é Você quem vai continuar traçando o rumo da minha vida pra sempre, que seja do meu jeito! Ficaremos juntos, sim, até o infinito. Juntos num ciclo sem fim. Seremos ambos personagem e autor. Criador e criatura. Escravos um do outro. Agora serei Você!&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Verônica então assumiu um pseudônimo e criou uma nova personalidade, na verdade não uma nova, mas a Dele. Fechou os olhos e, num segundo de inspiração, assumiu que seu novo nome seria Januzza. Se ajeitou na cama, criou um blog e deu a ele o nome de &quot;Januzzismo&quot;, que foi o mais ridículo que conseguiu pensar aleatoriamente. Clicou em nova postagem, e então começou a escrever a Sua nova e própria história:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Courier New, Courier, monospace;&quot;&gt;Lágrimas. Era o que Verônica sentia escorrendo pelo seu rosto enquanto lamentava sua vida, deitada na cama. Cada lágrima que escorria pelo seu rosto era uma mágoa, uma angústia, um sentimento de que não dava mais. Acabara de completar 22 anos mas já achava que era a hora de partir...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/08/o-mundo-de-veronica.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-2307194853822740706</guid><pubDate>Fri, 19 Jul 2013 03:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T19:20:01.394-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brinks</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dinheiro</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nonsense</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Xadrez</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>Xeque Mate</title><description>Era uma noite como outra qualquer na minha casa: silenciosa, fria e parada. Eu, como era de costume, estava tranquilamente na minha cama jogando xadrez e tomando um suquinho de mango. Foi então, meu amigo, que comecei a reparar num negócio que, ou eu ainda não tinha reparado, ou tinha acabado de começar a acontecer mesmo. Comecei a ouvir um leve ruído vindo do meu armário-roupa, semelhante ao som de um bistolhudo, sabe? Meio que um misto do chacoalhar de duas pandetas com o tilintar de um besberro. Estava mais pra um runzido que um ruído pra falar a verdade, mas isso não vem ao caso. O mais curioso, meu amigo, não foi o fato de ter ouvido um estranho ruído vindo do armário-roupa, e sim que o ruído acontecia apenas na minha vez de jogar! O mais curioso ainda é que, naquele dia, meu amigo, assim como em todos os anteriores, eu estava jogando sozinho o tal do jogo-esporte xadrez. Confesso que fiquei, sim, um tanto encabulado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece que eu, como um fiel seguidor do Tristianismo, fiz um juramento em meu batismo no qual eu prometi que jamais abandonaria uma partida de xadrez enquanto ela não fosse concluída. Lembro das várias vezes em que houveram partidas disputadíssimas que duraram vários dias e eu não pude abandonar o assentamento da disputa. Obviamente em várias dessas vezes o meu assentamento se transformou num monte de fezes, mas eu não reclamo não, meu amigo, eu sei ser positivo, e o que eu sentia de tudo aquilo era apenas um assentamento macio, cremoso e quentinho. Eu sempre consegui enxergar a metade cheia da merda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que com o tempo eu aprendi e passei a deixar um penículo sempre ao lado caso precisasse, o problema é que, como eu sempre joguei sozinho-comigo-mesmo, era sempre a minha vez de jogar, e desta forma eu nunca tinha tempo pra fazer outras coisas a não ser pensar no próximo movimento. Foram anos seguindo à risca meu juramento sem falhar, mas confesso, meu amigo, que desta vez não estava nada fácil. Aquele runzido insistia em me desconcentrar. Eu já suportei telefone tocando, cachorro latindo, Balvão Güeno narrando, castarilhos caindo, mas aquele runzido, ah, aquele runzido, insistia em me atrapalhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que decidi tomar uma atitude drástica. Sim, amigo, às vezes sou bastante ousado. Resolvi que faria meus movimentos pensando no máximo dez segundos antes de fazê-lo, com o objetivo de terminar logo aquilo e poder averiguar o que poderia ser o maldito ruído. Confesso que me senti um pouco mal agindo daquela forma, mas não havia nada no juramento que impedisse que eu jogasse com pressa, então següi em frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os segundos passavam, os ponteiros giraloravam, tac tic, eu girava o tabuleiro. O suor escorria, minhas mãos tremiam, tac tic. Eu molhava o tabuleiro de suor, os cavalos escorregavam, os bispos sapateavam, tac tic. Havia uma tensão no ar. Comecei até a ouvir uma música de suspense/adrenalina, ela fazia tutatutatutatutatuta, mais ou menos como naquele filme Estripcosis. A música foi me desesperando, eu movia rapidamente as peças, o tabuleiro girava de um lado pra outro, eu jogava de volta, ele girava, suor escorria, a música tocava, eu jogava de volta. Quando resolvi parar um momento pra respirar, percebi que a música na verdade era apenas o runzido mesmo. Irritado, fechei os olhos e respirei profundamente, fazendo avuar o suor que escorria e chegava em minha boca. Olhei de volta pro tabuleiro e vi. Sim, meu amigo, eu vi, era claro como a luz do Dida, estava ali, brilhando pra mim, chegava a ser irritante de tão cristalina. Eu conseguia visualizar a próxima jogada, como se setas digitais surgissem sobre o tabuleiro e mostrassem o que estava pra acontecer. Eu estava me sentindo dentro de um tira-teima do Arnaldo César Coelho. Reuni toda a energia que pude, e gritei, em alto e bom fom:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- XEQUE. MATE.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E foi aí que fui surpreendido, amigo, deverasmente surpreendido. O runzido de repente parou. Houve uma breve pausa no tempo, como aquela do Matrix em que tudo para e a câmera gira (só que sem a câmera girando, no meu caso), o armário-roupa vibrou, abalou, sacudiu, balançou, e por fim caiu. Poeira foi levantada e após esfregar meus olhos vi, olhando pra mim, um singelo e assassino cheque. Sim, meu amigo, um cheque sobrevoava logo à minha frente e me ameaçava com uma frasca em uma de suas pequenas mãos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas oh, cheque, o que fazes aqui? O que queres de mim? Sou apenas um simples e humilde Tristão jogador de xadrez. - perguntei me fazendo de desentendido, afinal, eu não estava entendendo nada mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Aow to aqui porque recebi um chamado. Eu passei anos viajando de armários-roupa pra armário-roupas em busca deste momento que acaba de chegar. Aow você pediu pra que eu te mate, e é isso que vim fazer. Aow.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas oh, cheque, é aí que vosmecê se engana! Admito, sim, que pedi que matasse, mas não foi a ti que pedi, companheiro cheque. O objeto no qual me dirigi era um Xeque, e não um cheque. Compreendes o mal entendido? Compreendes o Xis dessa questão?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que algo esplendorosamente assustador aconteceu. O cheque se virou de costas, flutuando, e a verdade foi atirada em minha face como um catchoro na turbina de um avião. Ele mostrou sua marca no que seria a parte de trás de um ombro, caso ele fosse uma pessoa, e então percebi que ele era nada menos nada mais do que um cheque da Xuxa, ou seja, começava com X, como tudo mais que a ela pertence. Fiquei aterrorizado. Pulei da cama, peguei todos os objetos que apareciam na minha frente e os atirava no inimigo. Porém, tudo que eu atirava o Xeque simplesmente engolia, e após poucos minutos meu quarto já estava vazio. Foi só então que percebi que na verdade se tratava de um Xeque sem fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não tinha mais nada, ele engolira tudo que atirei, meu amigo, inclusive minha dignidade. Só o que restava era minha esperança. Caí de joelhos, pus minhas mãos em minha face e tentei arrumar alguma solução. Foi quando eu percebi que o runzido havia voltado, e não só tinha voltado como estava ficando diferente. Ele aos poucos começou a se transformar, aumentar o volume, e comecei a ouvir uns sonzinhos diferentes, como pianinhos, tecladinhos e tintilinhos do além. Enquanto o som foi aumentando fui levantando a cabeça, era como se aquele som estivesse me dando forças. Ele continuava, o Xeque ainda olhava pra mim, mas de repente soltou sua frasca, e deu um leve sorriso de canto de boca, como se impressionado. E então o runzido cantou:&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/7lxjC6OlEwo?rel=0&quot; width=&quot;300&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
♪ Tudo pode ser, se quiser será&lt;br /&gt;
♪ O Sonho sempre vem pra quem sonhar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E então eu entendi, meu amigo, eu entendi tudo. Eu entendi a vida. Entendi o Xeque. Me entendi. Entendi você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
♪ Tudo pode ser, só basta acreditar&lt;br /&gt;
♪ Tudo que tiver que ser, será&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era Lua de Cristal tocando, e a única coisa que sou capaz de dizer sobre aquele momento, amigo, é que: foi lindo. Embalados pela melodia da canção e pela voz da Rainha Xuxa, eu e o Xeque cantamos e dançamos. Unidos. Felizes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
♪ O sonho está no ar&lt;br /&gt;
♪ O amor me faz cantar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transamos ali mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, anos depois, eu e Xeque formamos uma linda família. Tivemos quatrocentos e trinta e cinco chequinhos filhos, dos quais vendemos todos, exceto os sem fundo. Nossa vida é baseada em jogar xadrez ao som da Rainha Xuxa, não saímos mais de casa e não trabalhamos mais, afinal quando precisamos de dinheiro fazemos novos filhos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa é minha história, e se ela tivesse que ter alguma moral, algum recado pra passar, acredito que seria: Vamos com você, nós somos invencíveis, pode crer ;)~&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Grande abraço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-7Zy9a7UqvWM/Ueiy-gCfssI/AAAAAAAAAV8/QqLmUHxNpKE/s400/xeque.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/07/xeque-mate.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/7lxjC6OlEwo/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-7067690948813422269</guid><pubDate>Fri, 15 Mar 2013 05:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-11-09T02:18:22.587-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Poemas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><title>Ode ao Ódio</title><description>Olá, quero que você morra&lt;br /&gt;
Quero que apodreça&lt;br /&gt;
Que pereça&lt;br /&gt;
Que faleça&lt;br /&gt;
Sua cachorra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas calma, não fique assim&lt;br /&gt;
Cala a boca e sossega&lt;br /&gt;
Vai que a faca me escorrega&lt;br /&gt;
Você pode ficar cega&lt;br /&gt;
E nunca mais olhar pra mim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não queria ser hostil&lt;br /&gt;
E tampouco violento&lt;br /&gt;
Mas se não quer que este momento&lt;br /&gt;
Fique sujo e sangrento&lt;br /&gt;
Volte logo ao teu canil&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso passado está tão apagado&lt;br /&gt;
Quanto seu nome em meu diário&lt;br /&gt;
Não adianta ficar nua&lt;br /&gt;
Nem beijar o escapulário&lt;br /&gt;
O que é seu está guardado&lt;br /&gt;
Pra ser usado em seu calvário&lt;br /&gt;
Só desejo te encontrar na rua&lt;br /&gt;
Com você num carro funerário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que sua mãe tivesse abortado&lt;br /&gt;
Que não existisse seu aniversário&lt;br /&gt;
Que nunca tivesse me encontrado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que este poema alcoolizado&lt;br /&gt;
Doentio e imaginário&lt;br /&gt;
Nunca lhe seja dedicado</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/03/ode-ao-odio-nunca-odiado.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3666019213593417791</guid><pubDate>Thu, 28 Feb 2013 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T19:20:01.399-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>A Toalha, o Dinheiro e a Casinha.</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;[Este texto é a continuação &lt;a href=&quot;http://januzzismo.blogspot.com.br/2012/08/corpo-de-cabra-cabeca-de-sogra.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;DESTE TEXTO AQUI&lt;/a&gt;. Então já sabe né.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-wVENhL-7AyY/US7ao0Xcp_I/AAAAAAAAAO8/Y0iDnXnOIBc/s1600/casinha.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-wVENhL-7AyY/US7ao0Xcp_I/AAAAAAAAAO8/Y0iDnXnOIBc/s1600/casinha.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Eu teria que agir o mais rápido que eu pudesse e fazer a primeira coisa que viesse em mente, pois caso contrário perderia tempo e minha namorada poderia encontrar sua mãe estirada no chão, sangrando, e eu ainda com as calças no tornozelo. A primeira coisa que fiz foi pegar a toalha que minha sogra foi buscar e cobri-la, pois assim não seria identificada ao longe. Logo em seguida, ainda sem saber o que fazer exatamente, comecei a levantar minhas calças e me preparei pra sair em disparada em direção à casa, pra tentar impedir que alguém chegasse até o local. Logo que minhas calças alcançaram a cintura dei uma última olhada pra trás, enquanto dava o impulso pra começar a correr, e foi quando a vi, a cabra ainda estava ali, parada, com o traseiro apontado pra mim e sua cabeça também em minha direção. Ela disparou um olhar como quem estava dizendo telepaticamente &quot;você fez uma puta duma merda seu safado, uma grande merda mesmo, gigantesca, cê tá fudido, não vai se safar dessa não, rsrsrshahauha&quot;. Me desconcertei com aquele olhar e acabei tropeçando no meu próprio pé e caindo em cima da minha sogra, sobre a toalha. Me levantei assustado com a queda, com a cabra, com tudo, e finalmente saí correndo, mas dessa vez sem a loucura de olhar pra trás. Se Usain Bolt estivesse correndo ao meu lado naquele momento, ele perderia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Atravessei o quintal, a cozinha, e cheguei aos trancos e barrancos na sala de estar, com uma cara de filho da puta, suado, arranhado, com a braguilha aberta, na mesma hora que minha namorada abriu a porta. Ambos nos assustamos com o encontro, mas foi ela quem perguntou primeiro:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Nossa que isso!? Por quê você ta desse jeito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;(Pensa pensa pensa caralho pensa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Ah! Eu tava correndo atrás da galinha que fugiu, tentando pegá-la. rsrs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Como assim fugiu? Elas já ficam tipo... soltas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;(pausa dramática - pensa pensa pensa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Não, é que tipo, uma saiu do lugar onde elas ficam, costumam ficar, foi correndo sozinha pra outra direção, aí eu fui lá pra tentar mandar ela de volta, só que acabei caindo e tal haha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Ahn... rs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Eu gosto de correr também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Não sabia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- É, tava afim de correr, fazer alguma coisa, haha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Entendi. Na verdade eu voltei porque esqueci o dinheiro em cima da mesa - por que TODO MUNDO tava esquecendo alguma coisa naquele dia só pra me ferrar? - vou ali pegar logo, o caseiro tá esperando.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- NÃO PREcisa! - consegui perceber na primeira sílaba da segunda palavra que eu estava um pouquinho alterado e que talvez ela percebesse, então amenizei o tom da voz, o que talvez tenha deixado a frase ainda pior, mas foi o que deu pra fazer - Eu busco pra você.. meu... amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Nossa, &quot;meu amor&quot;? Que bicho te mordeu? - talvez eu não fosse tão romântico na maioria do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Uma galinha!! hahaha - ri como se aquela fosse uma das melhores sacadas humorísticas da década, ao mesmo tempo em que mantinha uma cara de leve desespero e meu olho se carregava com uma pequena quantidade de lágrimas, obviamente não pelo humor, mas pela angústia dentro de mim. Me virei logo e fui buscar a porra do dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A janela da cozinha dava de frente pro local onde havia uma cabra dissimulada e uma toalha toda ondulada, como se houvesse alguém se escondendo embaixo dela, então era melhor que eu mesmo fosse pegar o dinheiro pra não correr o risco dela ver aquilo lá fora. Entreguei os trinta reais, e ela logo então voltou para o carro e juntamente com o caseiro partiu de vez pra comprar sei lá quais merdas pro maldito café da tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Eu estava transtornado, sentia que a qualquer momento poderia desmaiar, mas tentei ser o mais forte possível pois caso isso acontecesse a merda seria maior. Dei uma rápida e profunda respirada e logo depois reativei meu modo Usain Bolt, correndo sem nem saber pra onde, nem o que fazer, mas correndo, o negócio era esse. Corri por alguns segundos até que cheguei no quintal e o que eu vi foi arrasador, ou melhor, o que eu NÃO vi. MINHA SOGRA NÃO ESTAVA MAIS LÁ! NEM ELA, NEM A TOALHA, A CABRA, O VAral... ué, o varal? Foi quando eu percebi que na verdade eu tinha corrido pro outro lado da casa, e lá não deveria ter nada mesmo. Teria sido engraçado aquele momento de grande desespero pensando que minha sogra havia reacordado e sumido dali, mas não foi pois eu estava realmente desesperado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Parti em direção ao local do crime, e confesso que senti certo alívio quando avistei aquelas ondulações cobertas por uma toalha no chão. Mas a cabra já não estava mais lá.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Chegando ao lado da minha sogra, que ainda se encontrava inconsciente, comecei a refletir enquanto recuperava o fôlego. O que Dexter faria num caso desses? - eu pensava. Ele era o rei de fazer merda, matar pessoas, e nunca ser pego. Não é possível que eu, na minha primeira grande merda, já me foderia. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Foi quando eu virei a cabeça pro meu lado esquerdo e a avistei, ela, a maldita cabra. Ela estava parada, ao lado de uma casinha (dessas que abrigam todas as coisas inúteis do sítio e que ninguém tem coragem ou saco pra jogá-las fora), olhando pra mim. Me olhou fixamente por cerca de 5 segundos, dando umas 3 mastigadas neste intervalo de tempo, e depois olhou pra entrada da tal casinha, onde ficou olhando por uns 2 segundos, antes de voltar a olhar pra mim. A mensagem foi clara, e eu a captei. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Eu tentei várias formas, mas a melhor e mais fácil que encontrei de carregar minha sogra semi-obesa até a casinha foi puxando-a pela perna, talvez houvesse um modo mais prático, mas eu não descobri no momento. Eu não tinha tempo pra pensar se ela estava se machucando muito no percurso pois eu estava ocupando minha mente com questões mais importantes como por exemplo &quot;ok, vou levá-la até a casinha, mas e depois o que é que vou fazer com a desgraçada?&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Chegando lá dentro, fechei a porta de madeira, e me agachei ao lado da desmaiada. Pensei no máximo de possibilidades possíveis do que fazer. Se eu a deixasse viva, estaria fudido. Se ela não ficasse viva, não seria tão diferente assim, pois eu com certeza seria o principal suspeito por ter ficado sozinho com ela no sítio durante este período. Mas e se ela simplesmente desaparecesse? Sem mais nem menos? Assim como as vítimas do Dexter. A diferença é que ela não era uma criminosa qualquer, uma assassina, e teria pessoas que sentiriam sua falta. Mas nenhuma das possibilidades, por mais absurdas que fossem, era pior do que deixá-la viva. Sobre isso eu estava decidido. A única dúvida que restava era o que fazer com o corpo depois. Enquanto eu não chegava a uma conclusão, vi uma lona, como aquelas que ficam em carrocerias de caminhões, num grande rolo, embaixo de uma bancada. Foi quando eu repentinamente decidi de vez o que faria. Eu agora já tinha uma lona pra revestir o interior (ou grande parte) da casinha, e uma bancada pra colocar minha sogra em cima. E então, sabendo o que fazer, dei início ao meu primeiro ritual.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/02/a-toalha-o-dinheiro-e-casinha.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-wVENhL-7AyY/US7ao0Xcp_I/AAAAAAAAAO8/Y0iDnXnOIBc/s72-c/casinha.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3830614209262986262</guid><pubDate>Tue, 08 Jan 2013 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:46:27.221-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cinema</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>O Formigueiro Invisível.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-H8nHfA9UAO0/UOzBB9ZpewI/AAAAAAAAAOE/n997NW1ZDdQ/s1600/formigueiro+invisivel.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;192&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-H8nHfA9UAO0/UOzBB9ZpewI/AAAAAAAAAOE/n997NW1ZDdQ/s320/formigueiro+invisivel.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia havia acabado de assistir ao filme &quot;Waking Life&quot; e estava se sentindo inspirada, como se após aqueles minutos olhando pra tela de sua tv tivesse passado a entender muito mais sobre a vida. Não a dela, nem de ninguém, mas a vida em geral. Coisas que no fundo ela sentia que já sabia, mas ainda não havia parado pra pensar mais detalhadamente. De qualquer forma, se sentia agora mais viva, mais liberta. Liberta nos pensamentos, na vida, nos sonhos, em tudo. Liberta na sua essência. &quot;E se tudo isso for realmente apenas como um sonho?&quot; Ela pensava. Ela não se conformava com aquela vida robotizada, com todos aqueles dias iguais, máquinas caminhando pra cumprirem com suas rotinas como se houvesse algum propósito, enquanto no fundo todas elas sabem que não há propósito nenhum no final das contas. Final das contas? Elas nunca acabarão na verdade. Não só nunca acabarão, como são elas próprias o motivo pra quase tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;queria mudar, e sentia que podia. Não sabia ao certo mudar o quê, nem como, mas sentia que podia. Sentia que quem limita a vida de cada um são as próprias pessoas, que quem molda nosso dia a dia e nossas necessidades somos nós mesmos. Uma certeza ela tinha, ela queria mudar. Enquanto pensava e caminhava em direção à Estação, sua respiração acelerava. Queria quebrar a rotina, não sabia nem por onde &amp;nbsp;nem como começar, mas tinha certeza que podia. Até que nessa excitação mental entre querer e poder, acabou esbarrando em um rapaz que seguia o caminho contrário ao dela.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Desculpe! - Ela disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;display: inline !important;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Opa, desculpa aí. - Ele respondeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;line-height: 18px;&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O rapaz seguiu seu caminho e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;permaneceu parada um momento. Aquela excitação fora trocada por uma dose de adrenalina instantânea devido ao trombo com o rapaz, e por um instante ela pareceu ter se esquecido do sentido de tudo aquilo que tinha em mente. Nada fez sentido por alguns poucos segundos, até que quando moveu sua perna para continuar seu caminho, todo aquele sentimento retornou, tudo voltou à mente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;lembrou que não só queria como podia mudar, e percebeu que aquela poderia ser a hora. Tinha até os diálogos do filme que acabara de assistir vivos na memória, e achou aquele momento mais do que oportuno.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Se virou pra trás, deu uma corridinha em direção ao rapaz que havia acabado de trombar, e gritou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Ei, você!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Ele olhou pra trás, fez um gesto como se questionasse se era com ele mesmo, e ela devolveu com um gesto afirmando que sim. Ele virou a cabeça pra confirmar que ela estava mesmo o chamando e não alguém atrás dele. Confirmou, e então foi em direção à ela. Quando se aproximou,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;logo disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;- Podemos começar de novo? Sei que não nos conhecemos... Mas eu não quero ser uma formiga. Passamos pela vida esbarrando uns nos outros, sempre no piloto automático, como formigas, não sendo solicitados a fazer nada de verdadeiramente humano:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;“Pare”, “Siga”, “Ande aqui”, “Dirija ali”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O rapaz a olhava com ar de desconfiado, talvez confuso, e depois de uma minúscula pausa apenas pra recuperar o ar, ela prosseguiu:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;- Ações voltadas apenas à sobrevivência. Toda comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas, de um modo eficiente e civilizado:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&quot;O seu troco.&quot;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&quot;Nota fiscal paulista?&quot;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&quot;Crédito ou débito?&quot;,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&quot;Aceita ketchup?&quot;. - Ela ia discursando cada vez mais animada, até um pequeno sorriso ia se formando enquanto ela continuava:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Não quero um canudo. Quero momentos humanos verdadeiros. Quero ver você. Quero que você me veja. Não quero abrir mão disso. Não quero ser uma formiga, entende? - Agora ela ansiava por uma resposta, e parecia que era o momento. Após um breve silêncio absoluto, o rapaz entendeu a situação e finalmente respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;- Ahn, beleza, cê mora aqui perto gata?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;murchou, se decepcionou intensa e instantaneamente, como se aquela adrenalina de segundos atrás tivesse tomado o caminho contrário e a atingido em cheio. Estava perplexa. Destruída. Abaixou a cabeça e fez o seu melhor para retornar ao caminho da Estação sem que fosse seguida, ou quem sabe assediada, não sabia mais de nada, apenas que queria sair dali. Ela agora não tinha mais tanta certeza assim de que é possível mudar, não tão facilmente. Não sozinha. Entrou no metrô.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Sofia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;chegou em casa desolada, e a primeira coisa que fez ao abrir a porta foi apertar o interruptor, que não respondeu ao seu comando. Apertou novamente. Nada. A &amp;nbsp;luz simplesmente estava lá, nem acesa, nem apagada, apenas luz, e ela nada poderia fazer em relação a isso. Se deitou. Sonhou. Acordou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Acordou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2013/01/o-formigueiro-invisivel.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-H8nHfA9UAO0/UOzBB9ZpewI/AAAAAAAAAOE/n997NW1ZDdQ/s72-c/formigueiro+invisivel.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-4297547352473505980</guid><pubDate>Fri, 28 Dec 2012 05:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T19:20:01.403-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Natal</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Papai noel</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>Então é Natal</title><description>Aconteceu uma coisa muito louca neste natal. A ceia tinha acabado, o pessoal já havia ido embora, e então eu fui pro meu quarto pra trocar de roupa e assistir alguma coisa até dar sono.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Confesso que não dou muita bola pro Natal não, mas acho uma data muito importante, não pra mim, mas pro mundo em geral. Não por comemorar o suposto nascimento de Jesus ou sei lá o quê, mas pela mobilização de todos, pela união que acontece entre as famílias, amigos, e etc, que geralmente acontece na data.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Troquei minha roupa, peguei o controle remoto da tv e me preparei pra deitar na cama, até que: pawtrastrustastistis (onomatopeia de alguma coisa caindo do lado de fora da janela do meu quarto). Meio assustado, fui em direção à janela pra ver o que era, e quando a abri logo se levantou do chão uma pessoa toda de branco e com asas, que quando a vi soltei um leve grito (&quot;aauhh&quot;) e dei dois passos pra trás, mais assustado ainda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Era uma mulher vestida de anjo, de pele um pouco clara, aparentando ter uns 45 anos, os cabelos eram encaracolados e escuros, tipo o do Maradona na época que jogava bem e cheirava cocaína, só que um pouco mais armado (o cabelo) e maior. Ela estava com um sorriso estampado no rosto e a mão esquerda levantada, como um garçom que segura uma bandeja, só que sem a bandeja. Parecia estar esperando que eu a convidasse pra entrar, mas aquela situação era muito estranha pra mim, mais estranho ainda é que de alguma forma ela me era familiar, eu já havia visto aquele sorriso em algum lugar. Seria o Natal realmente mágico? Deus teria mandado um ANJO pra falar comigo? Será que eu sou especial? Sou eu quem vou salvar a humanidade?? Várias coisas passavam pela minha cabeça.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ficamos nessa por uns 30 segundos, eu parado e ela com o sorriso, do lado de fora da janela, até que resolvi falar, e quando abri a boca pra perguntar &quot;wtf?&quot;, ela me interrompeu:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Então, então é Natal - disse de uma forma clara e singela, ainda com o sorriso.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- É, tô sabendo - respondi.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- E o que você fez?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Essa pergunta me deixou na dúvida, como assim o que eu fiz? O que eu fiz no Natal? No ano? Na minha vida? Espera, o que tá acontecendo aqui? Mas enfim, escolhi a primeira opção.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Ah cara, teve um amigo secreto aqui agora há pouco, ganhei umas havaianas, e depois fiquei só comendo mesmo. Até sobraram algumas coisas ali, se você quiser.. - resolvi arriscar que ela estava em busca de comida. Não tinha cara de mendiga, mas era uma hipótese..&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- O ano termina, e nasce outra vez.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Verdade né, rs - poucas conversas na minha vida fizeram tão pouco sentido quanto aquela que eu estava tendo no momento.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Então é Natal, a festa Cristã - Ela insistia&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Olha ok, legal, mas pelo amor de deus, diz logo o que você quer! Ou de onde você veio, ou melhor ainda, QUEM CARALHOS É VOCÊ??&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Logo o sorriso dela finalmente desapareceu, enfim abaixou sua mão que segurava a bandeja invisível, e olhou com cara de desapontada pra mim. Senti que peguei pesado, mas não sabia por quê.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Então você não me conhece? - ela perguntou.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- É... não - eu ainda tinha dúvidas se a conhecia ou não.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
- Claro que não, hoje em dia ninguém mais ta preocupado em passar o natal de forma decente, ouvindo MÚSICAS NATALINAS, hoje o povo só quer saber de putaria, de Walesca Popozuda, Mr. Catra, e essas merda toda.&lt;br /&gt;
- Ca- calma moça, não é assim também, eu até...&lt;br /&gt;
- Calma o cacete! E moça o caralho! Tenho mais de 50 anos seu pivete dos inferno. Tá vendo esse monte de cds aqui?? - ergueu um saco branco que parecia ter uns 300 cds lá dentro e sacudiu - Todos gravados por mim! Antes as pessoas compravam por livre e espontânea vontade, elas adoravam, cantavam, essa merda era o hino do natal! Mas agora não, agora vocês ficam aí com esses lixos de músicas, que me dá até vontade de cagar no cd, vomitar em cima, e depois dar pro artista comer, tipo aquele vídeo lá do 2 girls 1 cup, sabe?&lt;br /&gt;
A conversa estava indo longe demais, e eu ficando mais preocupado e assustado com tudo aquilo. E pra piorar ainda me lembrei de imagens do vídeo que ela citou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ok. Calma moça. Digo, senhora. Ou senhorita. Vai dar tudo certo, mas antes você precisa me dizer o que é que você quer, senão eu não consigo te ajudar. Pode ser? - fiquei até impressionado com minha serenidade&lt;br /&gt;
- Meu queridinho, quer saber o que eu quero? Eu só quero que todo mundo volte a comprar essa merda de cd, que cantem e façam uso dele no natal. Tudo que eu tinha na vida era o Natal. Todos me amavam, se lembravam de mim, me chamavam pra cantar as músicas ao vivo, já fui até pro Faustão!&lt;br /&gt;
- Nossa, é mesmo? Você não deve ser muito da minha época de faustão então, porque acho que realmente não te conheço, - a mulher já tava pirando de vez só podia - mas eu não tenho a memória muito boa também né, pode ser isso.&lt;br /&gt;
- É, pode ser. Mas enfim, compra um cd aí.&lt;br /&gt;
- Pera. Espera. É SÓ ISSO que você quer então? Invadiu minha casa vestida de anjo, veio com uns papos estranhos, me xingou na minha própria janela, tudo isso só pra que eu compre essa merda de cd??&lt;br /&gt;
- Merda não! Isso aqui é o espírito natalino encarnado num cd meu queridinho.&lt;br /&gt;
- Tá, tá, entendi. E quanto custa?&lt;br /&gt;
- Quanto vale o natal pra você?&lt;br /&gt;
Suspirei.&lt;br /&gt;
- Ah sei lá, acho o natal super importante e tal pro mundo, mas não sei dar um valor assim em dinheiro pra ele. Acho que nem tem como.&lt;br /&gt;
- Vale mais que seu rim?&lt;br /&gt;
- Como assim vale mais que meu rim?&lt;br /&gt;
- O Natal, ele vale mais que seu rim?&lt;br /&gt;
- Porra, como assim?? O que tem a ver uma coisa com a outra??&lt;br /&gt;
- Você trocaria seu rim por uma noite de natal??&lt;br /&gt;
- Nossa que tipo de pergunta é essa cara!? Não, eu não trocaria!&lt;br /&gt;
- Então seu rim vale mais que o Natal?&lt;br /&gt;
- Mas que caralho, se for assim vale então, não sei, que merda!&lt;br /&gt;
A última coisa que eu vi foi a senhora senhorita tirar algo de dentro do saco de cds, e depois apenas luz. Uma grande luz. Enorme. Luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E então eu acordei hoje, com uma puta dor estranha na barriga, meio zonzo, meio sei lá. Com um puta frio também, dormi com a janela aberta, e ainda tinha um pouco de sangue perto de mim, acho que o idiota aqui bebeu tanto ontem que deve ter se cortado e nem percebeu. Mas fiquei feliz quando acordei na minha cama e não tinha mais senhora-anjo nenhuma na minha janela, ou seja, era tudo um sonho né!! haha aiai. Um sonho bem estranho por sinal.&lt;br /&gt;
Mais estranho ainda foi que na cabeceira da minha cama havia um cd da Simone, que nossa, eu não via ele aqui em casa faz milhões de anos, e ele ta até com cara de novo. Minha mãe deve ter achado e o colocado aqui, o que não faz sentido mas ok.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas enfim, Feliz Natal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-i7K1AVAqjUA/UN0k9APTIiI/AAAAAAAAANk/BNjdkNEPB_8/s1600/2000_-_Simone_-_25_De_Dezembro.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-i7K1AVAqjUA/UN0k9APTIiI/AAAAAAAAANk/BNjdkNEPB_8/s1600/2000_-_Simone_-_25_De_Dezembro.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/12/entao-e-natal.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-i7K1AVAqjUA/UN0k9APTIiI/AAAAAAAAANk/BNjdkNEPB_8/s72-c/2000_-_Simone_-_25_De_Dezembro.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3894219851009732444</guid><pubDate>Mon, 17 Dec 2012 03:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T19:20:01.401-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Trabalho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>O Mundo na Minha Cabeça</title><description>Eu tenho um pequeno distúrbio mental e não sei se é só comigo que isso acontece. Às vezes eu penso que vou ficar louco. Não sei na verdade se isso é uma vontade, um receio, ou quem sabe uma falta do que fazer com meu cérebro, só sei que em vários momentos eu me sinto como se fosse um Bruce Banner, só que ao invés de tentar me controlar pra não virar o Hulk, eu tento me controlar pra que eu não fique louco. Mas louco mesmo, sabe? Louco maluco, daqueles que você manda pro hospício e até os pacientes de lá passam a evitar pra não serem contagiados.&lt;br /&gt;
O que acontece é que minha mente costuma ser meio perdida, pensa em várias coisas ao mesmo tempo, sendo que 98% destas são coisas bizarras, sem sentido e/ou imaginação além do necessário, enquanto os últimos 2% são dedicados ao que realmente está acontecendo de importante no momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-1V2fQF0XBok/UOzBQwysWlI/AAAAAAAAAOM/5_vx0x4hqSc/s1600/homer.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;120&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-1V2fQF0XBok/UOzBQwysWlI/AAAAAAAAAOM/5_vx0x4hqSc/s200/homer.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tenho uma séria dificuldade para ter conversas sérias, pois sempre que elas aparecem meu cérebro avacalha tudo dentro da minha cabeça. Simplesmente não consigo manter a seriedade por muito tempo quando todos estão sérios. Se o pessoal que estiver falando comigo estiver normal, ou até feliz e saltitante, eu consigo manter a seriedade na minha cabeça, mas se esse mesmo pessoal estiver sério e tendo uma conversa séria, minha cabeça não consegue manter a seriedade. Está confuso? Sim, mas eu avisei lá no começo que minha mente é meio perdida, pensei que já estivesse preparado. De qualquer forma, vou dar alguns exemplos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Situação:&lt;/b&gt; Conversa com a gerente do banco.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário real:&lt;/b&gt; A gerente fala sobre a troca do pacote de serviços que terei que fazer, mostra as opções diferentes de serviços pra contratar e sobre o funcionamento para mudança de agência bancária.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário na minha cabeça: &lt;/b&gt;Eu me levanto e corro em círculos pela sala da agência, enquanto isso bato com as mãos em todos os papeis das mesas e tudo lá dentro vira um redemoinho de folhas A4 cheias de números, vírgulas e cifras. Até que eu paro de correr e pego um guarda chuva que tava perto de mim, e uso a gerente de poste enquanto canto Singin&#39; in the Rain. Após terminar a música eu dou um mergulho na parede de vidro e saio da sala(e do banco) em grande estilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Situação:&lt;/b&gt; Reunião de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário real:&lt;/b&gt; Meu chefe falando sobre os diversos projetos do ano, quais as expectativas, as dificuldades, o que devemos fazer e qual a melhor forma de atingirmos nossos objetivos. Ele fala e todos ouvem atentamente com cara de sérios e dispostos a dar o melhor de si pela empresa (inclusive eu, exceto a parte do &quot;ouvir atentamente&quot;).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário na minha cabeça:&lt;/b&gt; No momento em que meu chefe abre a boca pra falar eu me levanto bruscamente jogando a cadeira pra trás, subo na mesa, faço um sapateado e enquanto todos olham perplexos pra mim eu escolho o mais feio do momento e dou um chute no meio da cara. Logo em seguida eu tiro a roupa de uma vez só, daquele jeito que você puxa e já sai tudo numa só rasgada. E então, pelado, eu pulo em cima da cabeça de um colega de trabalho e me equilibro com apenas um pé, e assim vou pulando de cabeça a cabeça, até completar todas da mesa, e depois volto pra cima da mesa, em frente ao chefe. Lá eu me ajoelho, começo a urinar na cara dele e logo em seguida grito &quot;QUE TAL ENTÃO ESSE PROJETO DE GOLDEN SHOWEEER AAAAHAHAHAHAHA&quot;. Após isso visto minhas roupas novamente, volto pro meu lugar, e a reunião é finalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Situação: &lt;/b&gt;Me declarar pra mulher que amo.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário real: &lt;/b&gt;Estamos sentados num banco de uma praça, estou me preparando pra falar com ela, com os lábios tremendo e as mãos suando, assim como as axilas, que formam duas belas pizzas molhadas em cada um dos lados da minha camiseta do Pink Floyd.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário na minha cabeça:&lt;/b&gt; Eu inicio minha fala dizendo &quot;ér.. é.. então, o que eu queria dizer é-&quot; logo a garota grita &quot;SIM EU SEI EU TAMBÉM TE AMO PUTA QUE PARIU VEM CÁ ME BEIJA ME LEVA PRA CAMA VAMOS EMBORA PRAS ANTILHAS HOLANDESAS OU QUEM SABE PRA NOVA ZELÂNDIA OU QUEM SABE PRO INFERNO TANTO FAZ SEU LINDO SEU MARAVILHOSO EU QUERO É VOCÊ&quot;. Em seguida nós dois tiramos as roupas (adoro ficar pelado), nos abraçamos, nos beijamos loucamente, damos as mãos e saímos correndo pela rua, ao mesmo tempo em que damos voltas no eixo das nossas próprias mãos entrelaçadas, como hélices humanas apaixonadas à caminho da felicidade eterna [enquanto isso toca nos&amp;nbsp;alto-falantes&amp;nbsp;da cidade a música Good Old Fashioned Lover Boy]. E assim vamos correndo, a luz do Sol vai ficando cada vez mais e mais intensa, até que tudo se transforma finalmente em luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Situação: &lt;/b&gt;Qualquer uma.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário real: &lt;/b&gt;Qualquer coisa acontecendo com qualquer pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cenário na minha cabeça:&lt;/b&gt; Eu fico imaginando a pessoa dentro deste clipe do Radiohead, dançando igual ao Thom Yorke, com umas caras engraçadas e tudo mais. Confesso que fica bem engraçado me divirto muito, e serve pra qualquer situação, é só pegar o corpo da pessoa e trocar com o Thom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/cfOa1a8hYP8?rel=0&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ps.: eu sei que você também faz essas coisas na sua cabeça ok.</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/12/o-mundo-na-minha-cabeca.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-1V2fQF0XBok/UOzBQwysWlI/AAAAAAAAAOM/5_vx0x4hqSc/s72-c/homer.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-1193877600980171689</guid><pubDate>Sun, 16 Sep 2012 23:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:45:28.252-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Aniversário</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Infância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Aquele Fio de Cabelo Grisalho</title><description>&lt;div&gt;
Eu nunca tinha me importado com as histórias das pessoas e seus cabelos grisalhos. Tem aquelas que pintam, aquelas que fazem questão que eles fiquem como estão, as que preferem ficar careca, entre outras opções, mas o fato é que nunca me importei com essas pessoas e suas respectivas cabeleiras. Pra mim era tudo uma questão de visual, de estilo, ter ou não ter cabelos grisalhos era apenas uma escolha de cada um. Até que eu percebi que não é tão simples assim.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
É diferente quando é você quem se olha no espelho pra pentear o cabelo e de repente vê ali, um pouco escondido mas ainda assim se destacando dos demais, um pequeno e curvado fio de cabelo branco. Aquilo pra mim ia muito além de qualquer coisa relacionada à estética ou meu visual, aquilo pra mim foi na verdade algo como um choque de realidade. É como um daqueles momentos do seu dia que você olha pro relógio e vê que já é bem mais tarde do que você imaginava e você nem havia percebido, só que nesse caso, ao invés do relógio era um fio de cabelo branco, e ao invés do dia, minha própria vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Aquele fio de cabelo me fez perceber que muita coisa já tinha passado, e muitas coisas não voltariam nunca mais. Me fez lembrar dos momentos bons que eu já passei ao lado das pessoas que eu amava, dos momentos ruins também, que alguns eu agradeço por terem existido, já outros não faço tanta questão. Lembrei de momentos desnecessários e até de momentos que desejava nunca mais me lembrar. Lembrei dos sonhos que tive durante a vida, e refleti sobre quais deles eu já conquistei, estou pra conquistar e aqueles que agora sei que já não tenho mais tempo. Lembrei dos arrependimentos, das coisas que queria ter feito de um jeito diferente, e que agora mais do que nunca sei que nunca mais poderei corrigir. Pessoas que se foram, pessoas que surgiram, pessoas ganhas e pessoas perdidas, todas elas deixando suas marcas, algumas boas lembranças e algumas feridas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Um simples novo(ou velho) fio de cabelo trouxe tudo isso à tona, me mostrou que eu já sou quem eu sou, e que não tenho mais tempo pra me reinventar. Tudo que eu fiz já estava feito e foi o que me trouxe aqui, sendo quem eu sou, fazendo o que estou fazendo, morando onde estou morando. Certamente não estou plenamente satisfeito, sempre dá pra ser melhor, se bem que se &quot;sempre dá pra ser melhor&quot;, eu nunca vou chegar lá, então diria até que estou satisfeito. Mas por mais satisfeito que eu esteja, sempre vou me lamentar por algo ser do jeito que é, por alguma coisa que fiz ou deixei de fazer. E essa parte é a mais difícil. A dúvida então era se eu deveria me contentar e aceitar todo aquele tempo de cabelos escuros, ou se eu devia tentar consertar, pintar, esconder, e fingir que ainda tenho muito pela frente. Fingir que ainda dá pra fazer o que eu quero, mudar o que deu errado, reconquistar o que eu perdi.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
E ali estava eu, me encarando de frente ao espelho, vendo quem eu sou, quem eu fui e decidindo quem eu estava pra ser, momento este proporcionado pelo imprevisível fio de cabelo branco. Foi quando eu decidi que ia arrancá-lo, quem sabe ele era só uma pequena falha genética, e que só existiria ele por pelo menos mais uns 10 anos? Quem sabe sem ele eu poderia continuar normalmente acreditando que o fim ainda estava muito e muito distante. Resolvi tocá-lo, e quando simulei que ia arrancar o dito cujo, ele simplesmente já não estava mais na minha cabeça. Na verdade era só um fio qualquer de algum material sintético. Joguei no lixo, terminei de pentear o cabelo, escovei os dentes, e fui pro cinema assistir Paranorman 3D, afinal tenho só 19 anos de idade ainda né glr pfvr..&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/09/aquele-fio-de-cabelo-grisalho.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3592488022818167835</guid><pubDate>Mon, 27 Aug 2012 03:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T19:20:01.396-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Historia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Morte</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sexo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>A Cabra, a Sogra e o Dexter.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-h0TyuM1lvs4/UOzA7HWU11I/AAAAAAAAAN8/8XcSYzkLfKw/s1600/cabra+sogra.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;192&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-h0TyuM1lvs4/UOzA7HWU11I/AAAAAAAAAN8/8XcSYzkLfKw/s320/cabra+sogra.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha chegado o fim de semana e eu tava super animado, a ideia era ficar o dia todo embaixo do cobertor e finalmente terminar a quarta temporada de Dexter. Aliás, vale dizer eu tô bastante viciado em Dexter, às vezes me sinto até como se fosse ele, uma vontadezinha aqui e ali de enfiar a faca no peito de alguém, mas nunca passa da imaginação né. Sonhos relacionados ao assunto já são normais. Enfim, minha ideia de zerar Dexter no fim de semana logo foi por água abaixo, pois minha namorada deu a bela notícia de que passaríamos sábado e domingo no sítio dos meus sogros, que fica em Caçapava. Meu sogro havia viajado a trabalho pro Mato Grosso do Sul, e minha sogra ficaria sozinha com o caseiro no sitio, caso não fôssemos. Pra agradar a todos (menos a mim), fui pro maldito lugar. Quem sabe passar aquele fim de semana lá faria com que minha sogra passasse a demonstrar mais carinho por mim. (Já adianto que não deu muito certo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sítio até que é legal, tem bastante &quot;verde&quot; e vários animais por lá. Chegamos um pouco antes do almoço, comemos um belo frango assado, ou dois(minha sogra tava meio obesinha, comeu um quase sozinha), e fui descansar na rede depois. Eu estava lá deitado na varanda, relaxando, olhando pros cachorros que ficavam indo pra lá e pra cá, os cavalos lá longe, as vacas, até que eu vi que tinham cabras também. Interessante, cabras - pensei. Foi quando veio uma velha lembrança. Lembrei de uma noite em que eu estava na casa da minha avó, anos e anos atrás, assistindo ao Praça é Nossa (sim isso mesmo), na época em que ainda tinham o deputado Tiririca como um de seus integrantes. Lembro que ele falou algo de que na terra dele era normal iniciarem a vida sexual com cabras, talvez não com essas palavras, mas foi o que ele quis dizer. Isso foi um pouquinho chocante pra mim na época, e me fez lembrar diretamente de uma outra coisa, só que da época ATUAL: minha vida sexual. Quatro meses de namoro já e... nada. Não que eu seja um cara insensível que só liga pra isso, mas é que um homem tem suas necessidades afinal de contas. Fiquei ali refletindo sobre isso por alguns segundos até que ouvi um comunicado por parte da minha sogra. Ela disse que minha namorada iria com o caseiro até o centro da cidade comprar as coisas pro café da tarde e perguntou se eu iria junto, disse também que ela não iria pois tinha que tomar banho naquela hora pra não ter que perder a novela depois. Olhei pra ela, com preguiça de pensar, olhei pro horizonte, vi a cabra de relance, olhei de volta pra ela, pra cabra, pra ela, e por fim disse que ficaria ali no sítio mesmo descansando. Minha consciência não entendia direito o que estava acontecendo, ou pelo menos não queria me contar, mas percebi que o clima de repente mudou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvi o barulho do carro saindo, e logo depois um *SLAP*, que era o barulho da porta do banheiro que minha sogra havia acabado de fechar. Meu inconsciente então sussurrou algo como: &quot;é agora&quot;. Olhei de longe em direção à cabra, e corri em direção dela. Eu não sabia bem o que passava pela minha cabeça, mas seguia em frente. Me aproximei, ela me olhou parecendo estar um pouco assustada, mas ao mesmo tempo com segundas intenções. Estava com aqueles olhos de ressaca, me encarando de relance, com a cabeça um pouco baixa, como quem come grama enquanto olha disfarçadamente pra sua presa sexual. Eu não sabia bem o que eu estava fazendo ali, mas de alguma forma ela me hipnotizou, e como num passo de dança ela se virou de costas pra mim, ao mesmo tempo que me desloquei pro lado e acabei ficando atrás de uma toalha pendurada no varal, como se assim eu me escondesse do resto do mundo. A hora era nossa, por trás da toalha aconteceria um momento sublime e marcante na vida de nós dois. Eu não sabia se gritava, se chorava, urinava, mas ao que tudo indicava eu estava realmente fazendo aquilo, e continuei. Por fim abaixei as calças, coloquei as mãos no traseiro da cabra, respirei fundo, fechei os olhos, ouvi um grito, e.. opa, ouvi um grito. Foi quando meu cérebro processou em 0.435 segundos a informação de que aquilo não poderia ser o grito de uma cabra, era mais similar ao de uma galinha, ou quem sabe de um marreco, ou quem sabe de minha sogra. Minha sogra. Abri os olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Virei pra trás, e ali estava ela. Minha sogra havia esquecido a toalha no varal e, quando foi buscar, encontrou apenas seu genro de costas com as calças abaixadas e as mãos no traseiro de uma cabra. (quem nunca?)&lt;br /&gt;
Foi quando meu cérebro processou em 0.895 segundos várias informações, entre elas &quot;qual a explicação mais plausível e prática que posso dar pra esta cena lamentável?&quot;, &quot;teria sido bem mais fácil se a filha dela tivesse liberado a- &quot;, &quot;puta merda ela chegou bem na hora que eu ia m-&quot;, e a última foi &quot;mas e se eu...&quot;, foi quando eu nem terminei o pensamento e dei uma senhora cotovelada no meio da fuça da senhora minha sogra. Ela caiu, porém ainda lúcida, e gritando algo parecido com &quot;CREIDEUSPAI&quot;, foi quando eu dei uma senhora joelhada um pouco abaixo da fuça dela, sem deixar que ela terminasse seja lá a frase que fosse (obrigado Anderson Silva). E então ela caiu de uma forma mais caída que da primeira vez, daquelas que você olha e pensa: &quot;nossa, mas dessa vez ela caiu feito uma jaca&quot;, e não se esperneou, levantou, gritou, falou, respirou. Estaria minha sogra morta? Ou melhor, teria sido minha sogra morta por MIM? Subiu uma onda de desespero + emoção inexplicável, e fiquei ali, perplexo, não sabia se deveria me sentir aliviado ou preocupadíssimo. Não tive nem tempo de escolher entre uma das opções pois ouvi um barulho familiar de carro entrando no sítio, o caseiro e minha namorada haviam retornado. E eu ali, com as calças no tornozelo, uma velha com a fuça sangrando aos meus pés, e uma cabra assustadíssima acompanhando aquilo tudo. Eis que decidi que era hora de usar tudo que havia aprendido com Dexter até então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/08/corpo-de-cabra-cabeca-de-sogra.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-h0TyuM1lvs4/UOzA7HWU11I/AAAAAAAAAN8/8XcSYzkLfKw/s72-c/cabra+sogra.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-6331225504825509974</guid><pubDate>Mon, 16 Jul 2012 02:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-08T23:02:25.610-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Baile de Máscaras</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-XfqfsYjoxuw/UOzBgJm9pnI/AAAAAAAAAOU/dEqINAbp-2s/s1600/mascara.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;120&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-XfqfsYjoxuw/UOzBgJm9pnI/AAAAAAAAAOU/dEqINAbp-2s/s200/mascara.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;A verdade é que há pessoas que vivem num imenso e eterno baile de máscaras, que dependendo de onde pisam colocam uma mascarazinha específica, depois andam pra um outro canto e trocam por alguma mais apropriada ali, depois voltam e trocam novamente, e assim por diante. Vai pra um canto desconhecido? Coloca aquela máscara padrão pra esses casos, que resolve por ora. &quot;Esse pessoal parece legal, gostei deles&quot;, então compra uma máscara nova pra ver se consegue se enturmar. &quot;Aff, esse canto de novo, essas pessoas desagradáveis...&quot;, coloca então aquela que aparenta um ser simpático, paciente e amigável. &quot;Opa, nesse canto eu tô em casa, todos já me conhecem&quot;, então usa aquela transparente que parece até que está de cara limpa. Parece, até parece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-jeMVnFvw2wk/UANz_05WN0I/AAAAAAAAALE/PUmXBsddlqM/s1600/mascara+2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;background-color: white; margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-jeMVnFvw2wk/UANz_05WN0I/AAAAAAAAALE/PUmXBsddlqM/s1600/mascara+2.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Mas será que são só alguns que vivem se escondendo? E você, é verdadeiro com todos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Você é exatamente o mesmo quando está com seus pais do que quando está com seus amigos? E quando está diante de desconhecidos? É da mesma forma? Com namorado, namorada, amante? Igual com todos? E quando está com você mesmo, diante do espelho, é a mesma pessoa que todas as outras veem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não quero dizer que todos somos falsos (nem que não somos), mas apenas que cada pessoa que convivemos vê uma parte diferente nossa, a parte que achamos conveniente mostrar.&lt;br /&gt;
Todos nós temos um lado oculto, inexplorado, às vezes até por nós mesmos. Todos temos segredos que não dividimos nem com o travesseiro, com medo de que ele possa contá-los nos ouvidos de outros, ou simplesmente pq nós mesmos não nos sentimos bem pensando naquilo. Ou vai dizer que você não? Que você é, sim, sempre verdadeiro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vai me dizer que você não odeia aquela pessoa mas precisa fingir que não há problema nenhum com ela pra que tudo continue bem? Vai me dizer que não existe aquela pessoa que você não tem mais vontade nenhuma de se relacionar, mas continua fingindo que está tudo bem por falta de coragem de mudar? Vai me dizer que não achou uma merda aquilo que ela fez mas disse que estava ótimo só pra não magoá-la?&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-jeMVnFvw2wk/UANz_05WN0I/AAAAAAAAALE/PUmXBsddlqM/s1600/mascara+2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-jeMVnFvw2wk/UANz_05WN0I/AAAAAAAAALE/PUmXBsddlqM/s1600/mascara+2.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Não é questão de ser ator, é questão de ser humano. Alguns escondem mais, outros menos, mas todos, todos escondem algo que nunca revelarão a ninguém. Se isso é bom ou ruim eu não sei, e nem me preocupa. Só quero que você me responda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você se esconde muito? Tem muitas máscaras? Se sente bem com elas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cuidado que algumas podem ficar apertadas demais, atrapalhar a visão e alguns outros sentidos, e até deixar algumas marcas. Cuidado que a máscara protege sua identidade mas não protege você. Cuidado que você pode ter 501 delas de modelos e cores diferentes, mas a pessoa por trás de cada uma é a mesma. Você pode desfilar e dançar pelo baile, arranjar vários pares, mas...&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Será que gostam de você, ou da sua máscara?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Será que gostam de quem você realmente é, ou de quem você finge ser? Espera, será que gostam mesmo de você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Essa sua máscara aí, será que vai durar o baile todo? Será que, se por acaso ela caír, vão continuar dançando contigo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, o que você quer esconder? Seus defeitos? Seus medos? Sua personalidade? Sua covardia?&lt;br /&gt;
E no final de tudo isso, quando não houver mais lugar pra disfarces nem danças, terá valido a pena? Você estará feliz? Terá alguém ao seu lado? Alguém que saiba quem você realmente é, que te proteja, te&amp;nbsp;apoie?&lt;br /&gt;
Ou você vai se esconder pra sempre, se adaptando de acordo com seus interesses?&lt;br /&gt;
Aliás, quais são seus interesses? Dançar eternamente num baile invisível? No ritmo de uma música que só toca na sua cabeça?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;Só quero que você me responda. Mas antes, tira essa sua máscara vai.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-yHazbluMy9E/UANzFqIL13I/AAAAAAAAAKs/xT33g7_ww0g/s1600/mascara+1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;160&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-yHazbluMy9E/UANzFqIL13I/AAAAAAAAAKs/xT33g7_ww0g/s200/mascara+1.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;color: #a3a3a3; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px; margin-bottom: 3px; overflow: hidden; text-align: right;&quot;&gt;
&quot;There is no dark side of the moon really.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: #a3a3a3; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px; margin-bottom: 3px; overflow: hidden; text-align: right;&quot;&gt;
Matter of fact it&#39;s all dark.&quot;&lt;/div&gt;
</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/07/baile-de-mascaras.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-XfqfsYjoxuw/UOzBgJm9pnI/AAAAAAAAAOU/dEqINAbp-2s/s72-c/mascara.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-1941019638799087669</guid><pubDate>Wed, 13 Jun 2012 15:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:46:27.216-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Escola</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Faculdade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sampa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SJC</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Eu vim pra São Paulo - Capítulo I</title><description>Ultimamente eu tenho ido dormir muito tarde, por volta das 4h ou 5h, e não me sinto mal por fazer isso afinal não trabalho nem estudo cedo, e eu aproveito muito mais o tempo de madrugada do que eu aproveitaria de manhã. Eu penso melhor de madrugada, consigo me concentrar mais nas coisas, fica aquele silêncio, aquele escuro, aquela paz, melhor pra escrever, ler, editar, pensar, tudo. Então eu tô aproveitando ao máximo isso enquanto posso e ando acordando por volta das 12h.&lt;br /&gt;
Ontem por exemplo eu só consegui dormir lá pelas 6h pois tive que terminar meu último trabalho do semestre (yess), e eu deixo tudo pra última hora mesmo, desculpa se eu só funciono assim.&lt;br /&gt;
O que acontece é que neste momento são 08h34 da manhã, e cá estou, acordado e escrevendo este post. Nossa como sou dedicado ao blog né, até acordo cedo, com apenas 2h de sono, pra vir aqui postar. Só que não.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Hoje a empregada veio aqui limpar a casa e eu tive que acordar as 8h, mas ok, tô super disposto e animadzzzzZzZzzZ. Como não consigo fazer nada útil de manhã, tive a brilhante ideia de escrever este post que eu estou devendo faz tempo (não que seja algo inútil, mas enfim), que é a continuação da minha vinda pra São Paulo, &lt;a href=&quot;http://januzzismo.blogspot.com.br/2011/10/eu-vou-pra-sao-paulo-o-inicio.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;que se você não leu, só clicar&lt;/a&gt;. Let&#39;s go de metrô então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://distilleryimage8.s3.amazonaws.com/fd18625ab03011e1a92a1231381b6f02_7.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;span id=&quot;goog_1089928423&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;goog_1089928424&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa eu vi que faz OITO meses que eu escrevi o primeiro post da saga. Puta preguiçoso de merda que eu sou viu.&lt;br /&gt;
Bom senhores, como hoje é dia 13 de Junho de 2012, faz exatamente 4 meses e 9 dias que eu estou morando aqui em sampa (odeio essa palavra mas vou usá-la no texto pra não ficar escrevendo são paulo o tempo todo). Me mudei pra cá no dia 4 de março, e lembro que nesse dia eu fui assistir a um jogo do Palmeiras no Pacaembú, e... enfim, se eu dependesse do Palmeiras pra ser feliz aqui eu já teria me jogado do prédio.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://distilleryimage8.s3.amazonaws.com/869dfb62a9be11e1abb01231382049c1_7.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;http://distilleryimage8.s3.amazonaws.com/869dfb62a9be11e1abb01231382049c1_7.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Eu moro atualmente num apartamento na região central com mais dois indivíduos, mas como eles trabalham durante o dia e eu estudo durante a noite, praticamente não os vejo. Ou seja, me sinto morando sozinho, exceto na parte de pagar as contas do mês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro mês até que foi bem tranquilo, foi o mês de adaptação, de conhecer a região, como funcionaria minha rotina e tudo mais. Eu não tive dificuldades em relação ao transporte porque eu já estava estudando aqui desde fevereiro, eu vinha e voltava pra minha cidade todos os dias. Eu saía de São José após o almoço e chegava em casa por volta das 01h30, só pra assistir a 4 aulas. Cansativo e improdutivo, não tava legal. (Tem até umas duas histórias pesadas que aconteceram nesse tempo, mas que eu conto depois, tem a ver com gays e pedófilos) Mas pelo menos esse período me ajudou a conhecer os lugares que eu tinha que ir, quais metrôs e trens pegar, etc. E quando eu me mudei definitivamente pra cá não sofri com isso, exceto é claro pela lotação, mas isso é cotidiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maior dificuldade do primeiro mês acredito que foi a alimentação. Era óbvio que isso ia acontecer, eu simplesmente não sei cozinhar nada, NADA. Antes de chegar aqui eu só sabia fazer: Miojo (bendito seja), pipoca, ovo, bolo, sopa e pão com manteiga. Então eu aprendi mais ou menos a fazer arroz pela internet, o feijão eu compro pronto e só esquento, afinal nem a pau que eu vou trazer uma panela de pressão pra cá. E tem a parte mais chatinha que é fritar as coisas, chatinha e &lt;u&gt;perigosa&lt;/u&gt;, nunca pensei que fritar um hambúrguer seria tão assustador:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Tw-LoT4Ws_Y/T9iiJxPRBbI/AAAAAAAAAKU/vWFOk1nE1jM/s1600/hamb.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;203&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-Tw-LoT4Ws_Y/T9iiJxPRBbI/AAAAAAAAAKU/vWFOk1nE1jM/s320/hamb.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Certo dia, estava eu fazendo meu almoço, ouvindo meus podcasts, e me preparei pra fritar o hambúrguer. Ok, tranquilo, protegi meu braço pra não espirrar aquele óleo assassino em mim, e coloquei ele lá na frigideira. O hambúrguer deu uma entortada, então o virei pro outro lado. Tudo normal. Até que de repente ele começa a fazer um barulho estranho, e começa a sair muita fumaça debaixo dele, a cada segundo saía fumaça e fazia um barulho (&#39;shhhh&#39;). Um pouco assustado, fiquei olhando pra ele e pensando que porra poderia estar acontecendo, até que segundos depois, O HAMBÚRGUER PEGA FOGO!!!11! Simplesmente sobe um fogo enorme da frigideira, que chegou até o microondas, que fica acima do fogão (quando eu reli meu texto achei essa frase bem óbvia, mas vou deixar mesmo assim). Minha reação na hora foi: &amp;nbsp; .&lt;br /&gt;
Assoprei o fogo, adiantou nada. Assoprei de novo, nada. Peguei um copo e comecei a colocar água, &quot;vou apagar esse fogo é agora&quot;, gritei mentalmente, até que durante um segundo vieram vários pensamentos e lembranças na minha cabeça, uma delas por exemplo era &lt;i&gt;eu criança, na casa da minha avó, espirrando água com as mãos no fogo aceso do fogão(dã) e vendo ele dar uns estalos e tal, às vezes até aumentando.&lt;/i&gt; Até que eu mudei de&amp;nbsp;ideia(que era MUITO imbecil por sinal)&amp;nbsp;e resolvi abandonar o copo. Até que eu tive uma nova e brilhante ideia: Desligar/virar o botão lá do gás, nossa eu achei que seria tão fácil dizer mas eu não sei o nome do negócio, enfim, &quot;apagar o fogo&quot;. Acontece que o fogo continuou depois que eu virei o negócio. (tudo isso que eu tô escrevendo não durou nem 4 segundos).&lt;br /&gt;
Hesitei por um momento, sem saber o que fazer, e assoprei. puufhhh (onomatopeia do assopro). E então, como num passe de mágica, todo o fogo sumiu. E eu então aliviado me sentei na cozinha, no meio daquela fumaça, e refleti sobre a vida por alguns minutos. Foram os 4 segundos mais longos da minha vida, e ali nasceu um pequeno trauma de hambúrgueres, e como vingança comerei todos eles até o final de minha existência. Sou fogo. (trocadilho glr)&lt;br /&gt;
Dias depois a cozinheira &lt;a href=&quot;http://twitter.com/giselle_r_&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Giselle&lt;/a&gt; foi em casa e fritou um hambúrguer usando água na frigideira, o que eu já tentei fazer e não deu certo, então acho que ela usou magia negra, não sei, porque ficou até melhor do que o que eu frito com óleo. Mas acho que não vale a pena o esforço de tentar fazer isso sozinho aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Vou parar o texto por aqui senão ele vai ficar muito longo, e a mesma preguiça que você tem de ler textos grandes eu tenho de escrever. No próximo capítulo eu falarei mais sobre a vida fora do apartamento, que é mais divertida por sinal. Acredito que postarei em menos de 8 meses a continuação, mas nunca se sabe. Enfim, se gostou clica no botão &quot;gostei&quot; ali embaixo, adiciona como favorito, e tambem não esquece de se inscrever ali em cima no can- ah, nem é youtube.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/06/eu-vim-pra-sao-paulo-capitulo-i.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Tw-LoT4Ws_Y/T9iiJxPRBbI/AAAAAAAAAKU/vWFOk1nE1jM/s72-c/hamb.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-3982901885791575200</guid><pubDate>Thu, 17 May 2012 17:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:46:27.223-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Queen</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Seria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Shows</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><title>Do Lado de Dentro</title><description>Hoje o post não é engraçaralho e não tem piadinhas, então se você é um daqueles que me acham com cara de palhaço e que só escrevo bobeiras, você está certo é isso aí mesmo. Mas hoje não.&lt;br /&gt;
Eu fui a um show ontem e gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, mas antes, um pouquinho sobre mim:&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBL86cBuTQ8bBNhhMJOc-hkGbUSWpVv70bprXkasZ05VT5JYIw6D6FuJkNXS7lFBhcWZ4GvRaQYTge64y47c4c8sJ8oXrnciuTZ76VFa9PPULoTy1bzh4CX7YWog7NHYg7x1pk6tZ94tE/s1600/157oqvr.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;256&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBL86cBuTQ8bBNhhMJOc-hkGbUSWpVv70bprXkasZ05VT5JYIw6D6FuJkNXS7lFBhcWZ4GvRaQYTge64y47c4c8sJ8oXrnciuTZ76VFa9PPULoTy1bzh4CX7YWog7NHYg7x1pk6tZ94tE/s320/157oqvr.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strike&gt;João Paulo nasceu no ano de 1992 na cida-&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;Eu ouço bastante música, sempre que estou sozinho no metrô, trem, ônibus, andando na rua, academia, na sala ou no quarto, no beco ou no carro, eu estou com meu ipod ouvindo alguma coisa. Essas coisas variam entre músicas e podcasts, dependendo do meu clima espiritual, alinhamento dos astros, temperatura do ambiente, etc. Sobre podcasts eu escrevo um outro dia, mas o estilo musical que mais ouço é basicamente rock. Existem os tais subgêneros como rock progressivo, hard rock, punk rock, e bla bla bla, mas fodam-se as conotações. O que posso dizer é que dificilmente ouço rock mais pesado como Iron Maiden e Metallica, e jamais rock ultra pesado como por exemplo Sepultura. Ouço um rock mais leve, mais tranquilo, que dá pra entender o que o vocalista canta. Se tivesse que definir qual o estilo de rock que eu ouço eu diria que é o rock Queen (uma bandinha lá da Inglaterra), que é a banda que define meu caráter musical, tanto por ser foda como por ser completamente&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt; &lt;/span&gt;versátil e completa.&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Queen é a trilha sonora da minha vida, um abraço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Como eu ouço vários artistas, eu acabo não me aprofundando muito em cada um deles. Eu diria que das centenas de bandas que eu tenho na minha pasta de músicas, apenas umas 4 ou 5 eu sei a letra de mais que 20 músicas. Existem 3 bandas que eu ouço com bastante frequência, e todo o restante gira em torno da minha órbita musical e ora está no meu ipod, ora não. Ou seja, há 3 bandas que eu posso dizer que sou realmente fã, e com isso voltamos ao início do texto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Esses dias fui a um show de uma banda que eu sou realmente fã, e isso ainda não tinha me acontecido, até porque só duas delas ainda existem. Essa experiência me fez pensar e perceber algumas coisas, tanto enquanto eu estava lá, como depois. A primeira coisa é bem clichê, mas que deu pra sentir bem lá: os fãs. Eu cheguei um pouco cedo na fila, e com isso consegui entrar mais cedo no local (dã) e pegar um lugar bem perto do palco, que variava entre ser o segundo e o terceiro indivíduo depois da grade. Acontece que quando eu cheguei no meu lugar ainda faltavam horas pro início do show, e tivemos que ficar ali todos em pé ouvindo músicas péssimas do &quot;dj&quot; que nada tinham a ver com o show do dia. E durante esse período foi muito legal ver os fãs, cada um revezava o posicionamento pro outro poder sentar um tempo no chão, e por maior que fosse a vontade de beber água ou ir ao banheiro, ninguém sairia dali nem fudendo, com medo de perder seu lugar&amp;nbsp;(e com certeza iria). Isso acontece em todos os show acredito, mas como foi o primeiro que eu fiz questão de ficar lá na frente e tal, foi diferente ver isso. Tudo aquilo pra ficar ali bem perto dos caras que apenas escreveram umas músicas, pegaram uns instrumentos e foram lá tocar. Aí que tá, será que é só isso mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso foi outra coisa que eu fiquei pensando, fucking poder da música hein? A música é realmente muito importante pra muitas pessoas. Não que elas dependem disso &amp;nbsp;pra viver, mas as pessoas fazem a música ganhar um significado na vida que é até de se assustar. Eu faço isso, mas não me assusto comigo porque no meu caso é totalmente normal é claro. Isso é uma coisa meio que misteriosa pra mim, o poder que a música tem de &quot;consolar&quot; a pessoa quando ela está triste, ou de animar quando precisa, ou de fazer chorar, lembrar de alguém, lembrar de momentos, se identificar com as letras, etc etc etc. Tem pessoas que apenas ouvem músicas por ouvir, já outras dão um significado e passam a amar as músicas e seus artistas (ou seria os artistas e suas músicas?), e eu acho isso estranho, mas ao mesmo tempo incrível. O que me leva a um outro ponto, que é outro poder que a música dá: idolatria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por mais fã que eu seja de qualquer artista, ele pra mim não passa de uma pessoa que ou faz um ótimo trabalho, ou é talentoso pra caralho, ou me identifico muito, ou qualquer outra coisa, mas repito, uma PESSOA. A maioria dos meus ídolos estão mortos, e dos que restam poucos estão perto de mim, então não é tão fácil vê-los pessoalmente, mas posso garantir que eu jamais vou enlouquecer ao ver algum ídolo pessoalmente. O máximo que eu posso tentar fazer é conversar, mas como eu não vou saber o que falar (e vou ter vergonha), vou acabar fazendo nada mesmo. Não ligo muito pra autógrafos, a não ser que seja tipo o autor do livro autografar o livro, ou o artista no cd. Mas pegar um papelzinho e pedir pro artista autografar não significa muita coisa pra mim. Fotos também, sei lá, me parece mais algo pra se gabar do que outra coisa. Lembrando que essas são minhas opiniões pessoais de merda, se você é daqueles que quer mais do que tudo uma cueca do Pelanza autografada, vá em frente e seja feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://antropophagiaweb.files.wordpress.com/2011/09/img-1001000-rock-rio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://antropophagiaweb.files.wordpress.com/2011/09/img-1001000-rock-rio.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O que eu quero dizer é que mesmo pra mim que não ligo muito pra esse lance de idolatria, a música transforma a situação. Aquele mesmo artista que pode passar ao meu lado na rua e eu não fazer nada, quando está em cima de um palco, cantando as músicas que eu sei de cor, tocando fodamente os instrumentos do jeito que eu quero ouvir, e com milhares de fãs ali ao meu redor, cantando todas aquelas músicas que eu decidi que são importantes pra mim, cara, tudo isso eleva aquele momento a um ponto inexplicável. Ali dentro milhares de pessoas eram qualquer um, independente da profissão, conta bancária, altura, peso, sexo, eram simplesmente fãs. Enquanto os que estavam no palco eram reis, e comandavam tudo ao redor, inclusive a mim. É como se do lado de fora existisse o mundo normal, no qual eu vivo, enquanto do lado de dentro eu era apenas um dos seres enfeitiçados pela magia da música que era tocada ali, completamente dominado. E digamos que isso me fascinou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sobre a banda do show, entendedores entenderão.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/05/do-lado-de-dentro.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBL86cBuTQ8bBNhhMJOc-hkGbUSWpVv70bprXkasZ05VT5JYIw6D6FuJkNXS7lFBhcWZ4GvRaQYTge64y47c4c8sJ8oXrnciuTZ76VFa9PPULoTy1bzh4CX7YWog7NHYg7x1pk6tZ94tE/s72-c/157oqvr.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4434205797125750844.post-2334849219910525323</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2012 05:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-04T18:49:32.810-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pc</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pessoas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Realidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Twitter</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zuera</category><title>Psicotuitoanálise #1 - Fanatismo</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Bom dia, boa tarde, boa noite. Hoje vou falar sobre câncer de próstata. Mentira.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Vou te poupar daquele papo de que faz meses que eu não posto aqui e etc, pq tanto eu como você estamos pouco nos fodendo pra isso. Apenas uma curiosidade: Quando escrevi o último post deste blog, eu ainda tinha cabelo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Hoje resolvi fazer algo diferente, vamos analisar juntos a mente humana, através de uma psicotuitoanálise.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
MAS COMO JOÃO?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Pra isso usaremos o método twitteriano de psicanálise avançada freudiana cerebelística anonencefálica, que é um método desenvolvido por mim mesmo há 42 segundos. Este método se baseia no estudo das reações das arrobas diante de tweets direcionados para com elas, tambem conhecidos como replies. Mas antes, uma breve introdução sobre as arrobas:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-sl4N7wICOG4/UO19rBMQwMI/AAAAAAAAAOo/OLQMmhJIIh4/s1600/arroba.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;160&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-sl4N7wICOG4/UO19rBMQwMI/AAAAAAAAAOo/OLQMmhJIIh4/s320/arroba.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i&gt;As arrobas, habitantes do Planeta Tuíter, são como avatares de seres humanos, habitantes do Planeta Terra. Por trás de cada arroba há um ser humano, e um único ser humano pode possuir várias delas. De acordo com um infográfico apresentado na Universidade de Janazzússets, a partir da terceira arroba de uma pessoa, a quantidade de arrobas que a mesma possui é proporcional ao nível de demência dela. Por se tratar de um avatar, o humano geralmente faz das arrobas um meio pra liberar todas as asneiras presentes em sua mente doentia, e claro, pra dizer coisas que não tem colhões o suficiente pra dizer na ~vida real. Atos como linguajares estranhos, frases sem sentido, ofensas à outras arrobas, piadas sem graça, declarações de amor, trollagens, etc, são típicos das mais diversas arrobas do mundo todo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Sobre os tipos, existem vários: Arrobas sentimentais, engraçaralhas, fã clubísticas, analfabetas, pornográficas, depressivas, haters, cabeças, desequilibradas, confusas, de guerra e de paz, mas nenhuma delas me fez tão feliz quanto você OH WAIT.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Há muito o que falar sobre os tipos de arrobas, mas é um campo de estudo mais específico, papo pra outra hora. Vamos ao que interessa, que é o estudo deste post.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Hoje testaremos o fanatismo das arrobas, onde as 5 cobaias receberão replies ofensivos aos seus ídolos, amores ou qualquer coisa que gostem, e então vamos analisar os comportamentos e respostas de cada uma delas. Será que há muito fanatismo no twitter? As arrobas são mais ofensivas do que os humanos por trás delas? As fãs pré-adolescentes são as mais chiliquentas? Existe amor em SP? Essas e muitas outras respostas descobriremos a seguir. e logo depois as incluiremos na lista de estudos estudados por estudantes de merda que não servem e nunca servirão pra porra nenhuma.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cobaia #1 - Fã de Slipknot&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-BSii6rRuB6M/T5co5NLEaBI/AAAAAAAAAJo/wvraBDM-yXY/s1600/t44.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;112&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-BSii6rRuB6M/T5co5NLEaBI/AAAAAAAAAJo/wvraBDM-yXY/s400/t44.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-iOoYk7SkEAU/T5d0rH2cPPI/AAAAAAAAAJ4/ZfThgTI_bjQ/s1600/t4.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;195&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-iOoYk7SkEAU/T5d0rH2cPPI/AAAAAAAAAJ4/ZfThgTI_bjQ/s400/t4.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Bom, o começo eu achei meio confuso, ele ficou se explicando, que é &quot; fã &quot; mas não escuta mais, um acaso não sei o quê de Maggot... enfim, muito avançado pra mim. Mas é importante notar que ele não assassinou o português em nenhum dos tweets. Depois ele já botou a arroba pra fora, analisou minha bio do twitter, e achou algo pra me atacar. Nobre atitude, pena que não percebeu que o &quot;ex-colírio&quot; era irônico, mas faz parte. Pensando bem, ele ter acreditado que eu sou um ex-colírio quer dizer que ele achou que eu tenho cara de afeminado. Nem ligo, minha mãe continua me achando gato. Vamos ao próximo pq hoje ele não tá com paciência ((:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cobaia #2 - Fã de Luan Santana&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-GdqtEQABvmI/T5co1oJo-DI/AAAAAAAAAJI/N9vMNNXuXjw/s1600/t2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;140&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-GdqtEQABvmI/T5co1oJo-DI/AAAAAAAAAJI/N9vMNNXuXjw/s400/t2.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Não sei pq, mas sempre que é pra eu digitar &quot;fosse&quot; meus dedos digitam &quot;vc&quot;, desculpa se meu cérebro não é tão eficiente assim. Mas foda-se meus erros, foco nas cobaias por favor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Logo de início ela(suponho) afirma com letras maiúsculas e garrafais que é FÃ sim de Luan Santana! E logo depois questiona o primeiro xingamento, o de gay. Segundo ela, em um dia ele &quot;pega&quot; mais do que eu em minha vida toda. Suponho que esteja falando de pirocas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Depois questiona o &quot;vesgo&quot;, dizendo que ele NÃO É! Não discutirei isso pq pode ser que a própria fã seja vesga também e por isso não tenha percebido, nunca se sabe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
E vejam vocês, apesar de fã de LS, ela deu um show no português, escrevendo ainda no final com todas as letras na minha cara &quot;... mesmo q FOSSE seria mais bonito que vc.&quot; Pois é, a ofensa dessa frase foi justamente uma fã do Luan Santana ter conseguido escrever &quot;fosse&quot; e eu não. CHUPA JANUZZA!&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cobaia #3 - Fã do Pelanza&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-WchD6wOmgsg/T5co2NI_L5I/AAAAAAAAAJQ/RbdUJzq26S8/s1600/t3.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;122&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-WchD6wOmgsg/T5co2NI_L5I/AAAAAAAAAJQ/RbdUJzq26S8/s400/t3.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Acredito que tanto pra mim quanto pra vocês o resultado dessa fã foi perto do esperado. Eu só estranhei o &quot;coisa velha&quot;, mas vindo de uma arroba fã clubística de alguma artista que não conheço, e que na verdade fica defendendo o Pelanza, acredito que eu seja bem mais velho realmente que o humano por trás disso, mesmo com 19 anos de idade. Fiquei meio receoso pois ela ameaçou vir aqui e quebrar minha cara, afinal, depois que eu assisti ao filme &quot;Zoando na TV&quot; nunca se sabe quando alguém pode surgir do seu monitor e te espancar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Mas é claro que não parou por aqui, era de se esperar que uma fã da pelanza honrasse a reputação e não parasse em apenas um reply contra mim. Eu até expliquei depois que eu tava fazendo um teste apenas, pra ela relaxar, que a vida não é tão ruim assim, mas nem adiantou muito:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-PPutZG3iCyE/T5co3WfjPOI/AAAAAAAAAJY/aYhGxkvfeRQ/s1600/t33.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;311&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-PPutZG3iCyE/T5co3WfjPOI/AAAAAAAAAJY/aYhGxkvfeRQ/s400/t33.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Depois veio uma amiguinha tambem mandar reply, super educada, porem analfabeta, mas tive preguiça de dar print. Sobre o português é meio confuso, não sei se é tendência agora iniciar todas as palavras com maiúsculas, usar pontos finais e vírgulas misturados, talvez seja a nova norma gramatical. O interessante é que ela é violenta mas é contra o uso da palavra cu, prefere o uso dos famosos @¨#%&amp;amp;. Eu só queria saber qual palavra ela quis substituir ali no primeiro reply. Meu palpite: &quot;caralha&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cobaia #4 - Assistinte de Game of Thrones&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-HHHkeF9EGPk/T5co0qen6VI/AAAAAAAAAJA/Z5QFZ0dBWMs/s1600/t1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;255&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-HHHkeF9EGPk/T5co0qen6VI/AAAAAAAAAJA/Z5QFZ0dBWMs/s400/t1.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Eu ouvi um Português falando a palavra &quot;assistinte&quot; uma vez, ou pelo menos acho que ouvi, e achei legal. Fiz questão de escolher uma arroba fã de alguma série só pra poder usar a palavra, tô nem aí.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
O @mrcaio estava dando&amp;nbsp;chilique&amp;nbsp;dias atrás por causa de Game of Thrones, e resolvi testá-lo, mas confesso que me decepcionei um pouco com a resposta. Eu que estava acostumado a receber chiliques e ofensas em troca, recebi apenas uma palavra que algumas das arrobas anteriores nem devem saber o que significa. Mas como veio de um fã de uma belíssima série da HBO, e não de uma banda teen qualquer, é compreensível. Depois revelei que era um teste e o indivíduo afirmou que teve vontade de me xingar mas decidiu mandar apenas um HEREGE. Podemos perceber agora a capacidade de guardar pra si os xingamentos e não ofender as arrobas que apenas possuem um gosto diferente do seu. Fidalguia level 8.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cobaia #5 - Fã de Los Hermanos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-2gsSAH1DDK8/T5co6PwXZGI/AAAAAAAAAJw/9iOmydyl0iY/s1600/t5.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;191&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-2gsSAH1DDK8/T5co6PwXZGI/AAAAAAAAAJw/9iOmydyl0iY/s400/t5.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Pra encerrar com chave de ouro temos uma cobaia fã de Los Hermanos, que segundo muitas pessoas faz parte de um dos piores tipos de fãs pra se discutir por aí. Se isso é verdade eu não sei, mas essa cobaia foi a que melhor se saiu no teste. Não assassinou o português, me ofendeu, deu chilique, nada. Foi simples, educada e elegante. Fidalguia level 10. Isso mostra que é possível, sim, as arrobas manterem a dignidade, calma e astúcia(só pra usar a palavra mesmo) dos humanos por trás dela. Parabens pra Thayana, que levaria um iPad pra casa como prêmio se o nome não fosse esquisito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Encerramos assim nossa psicotuitoanálise de hoje, com resultados que serão tão úteis quanto uma camisinha pro Mr Catra. Obrigado pela participação de todas os envolvidos, vocês contribuíram para um mundo melhor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
E você aí, fique ligadinho no tuíter! Quem sabe você não será nossa próxima cobaia de um próximo teste? Isso mesmo, você!! Pra participar é fácil! Basta envi--&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&quot;- Nossa mas você não tinha nada melhor pra fazer do que essa merda de post?&quot;&lt;br /&gt;
Não tinha. Não tem. Pelo menos pra mim. :)</description><link>http://januzzismo.blogspot.com/2012/04/psicotuitoanalise-1-fanatismo.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-sl4N7wICOG4/UO19rBMQwMI/AAAAAAAAAOo/OLQMmhJIIh4/s72-c/arroba.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item></channel></rss>