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	<title>João quer casar</title>
	
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	<description>Mulheres querem casar e ter filhos. Homens querem ter várias mulheres. Quem dera eu fosse assim, padrão, menos emotivo...</description>
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		<title>Quando é que eu vou casar? Eu vou casar?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 14:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[As fases do meu namoro
A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de casal tem ajudado muito nesse sentido, muitas coisas ficaram claras desde que começamos as sessões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>As fases do meu namoro</h3>
<p>A minha posição nessa história de namoro está muito complicada atualmente. Acompanhar a Rô sofrendo como ela está hoje em dia tem sido muito doloroso pra mim, e conseqüentemente pra ela. A nossa terapia de casal tem ajudado muito nesse sentido, muitas coisas ficaram claras desde que começamos as sessões e conforme o andar da carruagem e com a ajuda da minha terapia individual pude ver uma espécie de panorama do que vivemos nesses anos de namoro.</p>
<p>A primeira fase foi a mais gostosa, nós éramos uma pessoa só. Tudo que queríamos fazer era com o outro, valia a pena abrir mão de qualquer coisa pelo outro e tudo que fazíamos era curtir um a companhia. Nós existíamos como um casal e foi assim por muito tempo. Acho que essa fase é equivalente aos primeiros 3 anos do nosso namoro. Em muitos relacionamentos que eu vejo por aí, amigos, conhecidos, essa fase costuma ser muito mais curta, muitos relacionamentos acabam quando esse tempo acaba. É a explosão que junta duas pessoas, é o momento &#8220;Casal&#8221;.</p>
<p>A segunda fase foi uma fase de muitos conflitos. De certa forma é uma fase que começou se misturando com a primeira e foi gradualmente tomando forma, quando cada um dos dois começou a sentir falta da parte pessoal que abriam mão para estar juntos. Ir em programas que não ia anteriormente, ir em aniversários de parentes, ou até aquela tarde preguiçosa que tem um sol gostoso entrando pela janela e batendo bem na sua cama e você fica a tarde toda entre cochilos e pensamentos só você com você mesmo. Tudo isso faz falta quando a gente se joga de cabeça em qualquer relacionamento. Acho que essa fase acabou pra nós a pouco tempo, nós descobrimos tudo o que cada um precisa fazer sem o outro ou quando precisamos estar sem o outro. Demoramos mais 3 anos mais ou menos nessa fase, e já passamos também a parte mais difícil que é aceitar os momentos individuais de cada um sem se sentir abandonado ou desconsiderado. Estamos agora no fim dessa fase ou ela já acabou. Ambos desfrutam de seus momentos sem que causar conflitos com o outro e ambos aceitam o tempo do outro sem causar conflitos (pareceu repetitivo mas é isso mesmo).</p>
<p>A terceira fase é o que buscamos agora. É a união das duas fases anteriores, é de certa forma o amadurecimento final do relacionamento, o equilíbrio entre as duas fases anteriores. Acho que muitos casais com dezenas de anos de casados não atingem essa maturidade que temos hoje. Não sem problemas ou repressões internas. Estamos realmente bem quanto a isso, ou pelo menos é a minha impressão do relacionamento.</p>
<p>A questão que ficou no ar na minha última sessão de terapia antes dessa viagem foi: Nós soubemos viver e namorar juntos, nós soubemos viver e namorar separados, e agora, aonde está a união novamente? Certamente que não será a mesma coisa, mas onde está o equilíbrio? No momento o que falta é justamente um tempero de primeira fase nessa segunda fase que está tão onipresente.</p>
<p>No post anterior eu já expliquei o que está acontecendo com a Rô, e é uma fase muito ruim pra isso tudo estar acontecendo. Eu estou imaginando: será que o namoro está perdido? Nenhum dos dois quer isso, estamos bem juntos, mas o que será que acontece com nosso relacionamento que no início foi tão precoce, que se tornou tão maduro e que agora não vai pra frente? Quase todos os exemplos que eu conheço de namoros de 7 anos sem casar e que depois casaram são exemplos das gerações anteriores, raro na geração da minha mãe e um pouco mais comum na geração da minha avó.</p>
<p>Não vou entrar em detalhes neste post, mas eu e a Rô sempre fomos muito rápidos em nosso relacionamento. Rápidos a ter intimidades, em não guardar segredos, em cumplicidade, em companheirismo. Nosso fogo de início de relacionamento durou raros 3 anos. Será que não era nessa fase que deveríamos ter nos casado? Mesmo dentro dessa fase de paixão enorme nós tínhamos recursos de casal (por não achar melhor palavra, e não estou falando da parte financeira, estou falando de como um casal funciona no âmbito das idéias, dos pactos e acordos) que muitos casais, até onde sei, demoram anos morando juntos para desenvolver. Por que moramos separados? Será que não ter casado na hora certa é um sinal que não conseguiremos mais casar?</p>
<h3>Um Futuro a decidir</h3>
<p>Hoje a situação é complicada, com os problemas atuais a Rô mal consegue ânimo pra evoluir como pessoa, quanto menos investir em nosso relacionamento. Quando é que ela vai ter coragem, disposição e vontade de assumir o nosso relacionamento de verdade e poder morar comigo?</p>
<p>Isso me faz lembrar que eu nem comentei aqui no blog que ela não está mais cursando a faculdade. Depois de muito tempo sofrendo ela resolveu trancar a faculdade e não vai mais voltar. Apesar do grande alívio pra ela de estar se livrando de um grande peso ela ao mesmo tempo perdeu o &#8220;pretexto&#8221; (que na verdade era mais que um pretexto, mas vou usar essa palavra na falta de outra) para não ir morar comigo. Antes o pretexto era terminar a faculdade e estar ganhando dinheiro. Hoje ela está sem faculdade e têm 6 meses que ela está bem empregada. Ela não está ganhando altos salários, ela ganha por hora e o trabalho dela depende que ela aos poucos encha a agenda, mas está muito bem encaminhado, muito bem reconhecida e elogiada. Qual seria o problema em morar comigo agora? Ao que me parece ela está buscando forças pra isso de certa forma. Provavelmente por mim, mas não por ela. Ela agora está passando por um problema muito maior:</p>
<p>Ela não tem um objetivo de vida. Como assim? Não tem. Se ela não sabe me explicar direito eu fico em apuros pra explicar também. Ela não tem um sonho a atingir. Por exemplo, eu (logicamente pra quem acompanha o blog) quero casar, ter filhos e ser um pai de família, sonho com isso desde 15 ano de idade. Ela não tem esse sonho e nenhum do tipo. Do ponto de vista profissional eu quero ter uma estabilidade financeira que me permita ter um apartamento de 2 ou 3 quartos, me permita não passar nenhum mês em apuros e sustentar a família e talvez ter um carro, com tudo isso poder fazer uma viagem internacional a cada período de férias. Eu quero isso continuando na área que estou. Ela não tem nada desse tipo como alvo da carreira profissional dela. Ela quer sim ganhar &#8220;um salário bom&#8221; mas ela não sabe a fixar um valor e ela não sabe dizer como ela espera chegar ao &#8220;salário bom&#8221; dela. Ela não tem um sonho maluco, do tipo: &#8220;Quero tomar sorvete na Suíça aprendendo a andar de esqui &#8220;. Nada.</p>
<p>Tem tanta coisa pra falar aqui que eu não consigo deixar esse post menor. Originalmente eu não ia postar o post anterior sem isso tudo que estou escrevendo aqui, e provavelmente eu vou ter que diluir tudo que está na minha cabeça em mais posts ainda. É uma situação muito complicada.</p>
<p>A Roberta atualmente está num processo de isolamento do mundo. Ela está brindo mão das coisas aos poucos. Primeiro ela abriu mão da faculdade, e talvez essa seja a única coisa que acredito que ela abriu mão para o bem. Depois ela abriu mão dos compromissos chatos, coisas que ela fazia a contragosto por pessoas que não importavam muito. Depois ela abriu mão das situações sociais que ela considerava obrigação por que alguém importante à ela contava com sua presença. E depois ela começou a colocar família, eu e os amigos muito próximos no bolo de pessoas que não merecem mais o esforço dela. E agora ela está com vontade de abrir mão do trabalho também. Só está restando à ela ficar trancada dentro do quarto o dia todo, e não sei se eu duvido muito disso a médio prazo.</p>
<p>Com a Roberta desse jeito eu estou sentindo o peso em cima de mim do futuro desse relacionamento. No estado que ela está eu constantemente estou a apoiando do jeito que posso, isso atualmente significa abrir mão de vários compromissos meus para ficar com ela, deitado, vendo TV, fazendo carinho, conversando, escutando ela falar, esperando ela parar de chorar, falando palavras de carinho. Ela vive me reafirmando o quanto isso é importante pra ela, e eu sei que é importante, é claro que é pra lá de importante. Mas será que eu posso continuar com isso? Será que é o melhor para mim ou para nós?</p>
<p>Ela vive colocando o nosso relacionamento em cheque, me questionando se eu devo ou não continuar esse namoro. E pra mim é a pior coisa que eu poderia ter que decidir. Se eu a deixar ela vai ficar muito, muito triste, de perder um companheiro que dá tanto conforto e carinho à ela. Ela vai sofrer muito. Se eu ficar com ela o desespero pode tomar conta dela, afinal de contas me ver sofrendo por causa dela só piora as coisas pra ela mesma. Ela sofre cada coisa que eu sofro por causa dela. Ontem que fui me dar conta pra ela que continuando o relacionamento ou terminando o relacionamento, de qualquer forma ela sai perdendo. De qualquer jeito ela continua sofrendo e pode ter seu sofrimento aumentado com o passar do tempo.</p>
<p>Já eu não. A mim cabe a decisão do que eu quero e posso fazer por esse relacionamento. Pra mim seria a pior coisa do mundo desistir disso agora. Eu a amo, isso não é mais um assunto que eu vou embutir nesse post, eu quero ficar com ela e isso é fato. A questão é: Será que esse relacionamento tem esperança? Será que eu terei felicidade fora desse relacionamento? Pra mim existe uma boa diferença entre ficar com ela e ficar sem ela. Eu posso ser feliz com ela ou sem ela a curto ou médio prazo em ambas as direções. O mundo está cheio de pessoas interessantes pra eu conhecer se eu quiser, pra eu me relacionar se eu quiser, pra eu namorar se eu me separar da Rô.</p>
<p>Mas quanto tempo será que eu precisaria pra me desfazer desse amor todo que eu tenho por ela? Será que eu me recuperaria de abandonar esse relacionamento? Eu me sinto parte da família dela, me sinto aceito lá. Ela é super aceita na minha família e apesar de atualmente ela ter uma certa birra (com razão) de coisas na minha família ela também sabe que é parte da família e de certa forma eu sei que ela gosta disso. Como se quebram esses laços? Quanto custa emocionalmente quebrar esses laços? Ela é a minha mulher e eu sou o homem dela. Isso está tão intrínseco em nós dois nesse ponto que mesmo tendo recentemente parado pra olhar pro mundo fora desse relacionamento eu ainda não vejo a saída desse relacionamento como uma boa alternativa.</p>
<p>Só sinto o peso da decisão. Pra mim existem algumas opções:<br />
- Ficar com a Rô e pressionar que vamos morar juntos logo, mesmo ela estando mal no momento.<br />
- Ficar com a Rô e dar à ela todo o tempo que ela precisa, tentando ser o mais neutro possível no que sugiro ou defendo que ela deveria fazer.<br />
- Ficar com a Rô e fingir que não estou com ela ao mesmo tempo, ou seja, me mantenho fiel mas não espero dela companhia e amor que ela poderia me dar e aproveito tudo de solteiro menos ficar com outras pessoas.<br />
- Termino com a Rô e parto loucamente pra outros relacionamentos pra apagar esses laços tão fortes que temos<br />
- Termino com a Rô e viro um irmão pra ela, cuido dela sem ela ser a minha mulher, como se fosse um tio ou um primo dela<br />
- Termino com a Rô e assumo o destino de ser um cara sozinho, sem esperança de ter algo como eu tive com ela alguma outra vez na vida.</p>
<p>Mas basicamente eu preciso decidir. Eu devo continuar com a Rô? Eu posso continuar com a Rô? Ela é a pessoa que pode me fazer feliz? É justo eu ter nos mantido juntos tanto tempo de depois a abandonar? Não sei se alguém sequer pode tentar me entender pra me ajudar a responder tudo isso. Só minha analista deve ver uma solução pra isso que ela ainda não conseguiu me conduzir a encontrar. Isso se muito, afinal de contas ela também não tem bola de cristal.</p>
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		<title>Hora de Pensar na Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.
Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma pena que eu esteja atualizando este blog com tão pouca freqüência. Minha vontade era estar sempre registrando as coisas aqui para que depois eu pudesse voltar aqui e reler o que escrevi.</p>
<p>Felizmente hoje reli algumas coisas e vi que não deixei tanta coisa assim para trás. Foi interessante reler algumas coisas que eu escrevi desde antes da triste <a href="/2007/08/14/conversa-seria/">quarta-feira que ela quis acabar o namoro</a>.  Fizemos 2 meses de terapia de casal, depois fizemos 1 mês de pausa voltamos para a terapia de casal com convicção de que hoje em dia precisamos desse espaço pra manter o relacionamento saudável. Apesar disso uma coisa ainda não mudou: de vez em quando ela acha melhor terminar o namoro. Mas aos poucos entendi que todas as vezes que ela quis terminar o namoro uma grande parte, senão o único motivo, era me proteger de sofrer junto à ela. Da última vez que ela falou em acabar eu nem me preocupei muito. Mas não por ter ficado irrelevante, mas por que eu já me preocupo com isso constantemente.</p>
<p>A verdade é que a Rô está muito, muito deprimida. Pra mim isso é um sofrimento muito grande; não é fácil acompanhar alguém no estado que ela está; não é fácil viver ao lado de alguém que te traz felicidade num momento e no outro te leva para um estado de tristeza profunda &#8211; É como ser transportado do céu para o inferno dentro do mesmo dia, mas o pior é perceber que só eu estive no céu, que a Rô está vivendo no inferno faz tempo. Outro dia eu resumi essa situação assim: É como se a Rô estivesse se afogando em alto mar, não tem onde segurar, não tem pra onde nadar. Eu estou lá pra não deixar ela afundar, eu quero salvar ela a qualquer custo, mas chega uma hora que ela está cheia de desespero e medo de afundar que ela acaba me puxando pra baixo junto com ela. É nessa hora que ela gostaria de terminar o namoro, para que eu não afunde com ela. É nessa hora também que eu aprendi a deixar ela afundar um pouco sozinha. Assim que ela se acalma eu vou lá novamente e a trago para a superfície, sem precisar ter tomado o mesmo caldo que ela tomou da vida.</p>
<p>No mundo real (sem metáforas), quando ela está muito mal e eu não posso deixar ela me levar junto com ela, a hora do fôlego é a hora que eu saio sozinho com meus amigos; É a hora que eu falo que vou dormir e fecho o MSN e fico navegando na internet, vendo filmes ou séries na hora que se eu não fechasse o MSN eu estaria conversando com ela, na insônia dela; É nessa hora que eu não pergunto como foi o dia dela, que eu digo que minha terapia não foi nada demais pra não contar que fiquei falando dela o tempo todo. Eu me afasto dela, e fico triste de ver ela afundar, mas é o melhor que posso fazer nessas horas.</p>
<p>De certa forma ela entendeu esse espaço que eu tenho &#8212; não que esses momentos passem em branco pra ela, é ruim pra ela saber que eu a troquei por uma sessão de videogame na casa de um amigo do trabalho ou coisas do tipo &#8212; mas acho que foi o jeito que eu pude mostrar pra ela que eu tenho o meu jeito de me manter saudável mesmo com ela tão mal ao meu lado.</p>
<h3>Saindo da rotina</h3>
<p>É e nesse contexto que eu estou aqui, sozinho, numa viagem que começou antes do Natal e vai terminar depois do Ano Novo. Viajei pra um lugar no meio das montanhas mas que tem internet pra eu poder ler e escrever e pensar na vida. Eu e ela íamos viajar para o nordeste juntos, mas na última hora, na hora de comprar as passagens a Rô desistiu e quis ficar sozinha em São Paulo. Fiquei tão mal com isso, com essa &#8216;última hora&#8217;, com ela não ter me avisado antes, que faltei um dia no trabalho por causa de uma noite de insônia, e passei uma sexta, sábado e domingo pensando nisso, e por fim decidi que viria para cá. Após reservar o chalé eu até à convidei para me acompanhar mas mesmo assim ela preferiu ficar em São Paulo. Estou de certa forma isolado de tudo para pensar na vida, para resolver pra onde vai a minha vida. Para entender e estudar os <a href="/2007/08/06/para-uma-nova-casa/#A_Montanha">diversos caminhos que levam ao topo da montanha</a>.</p>
<p>É claro que essa fuga da rotina nem tem só a ver com a Rô. Não posso jogar todo esse peso nela, mas já que eu não teria esse tempo com a Rô o tempo sem ela <strong>também</strong> vai servir pra entender tudo que está acontecendo entre a gente. Eu preciso pensar em tantas coisas até 2008 começar que eu nem sei por onde começar e é aqui na viagem que eu quero pensar em tudo isso.</p>
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		<title>Imperfeito</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 02:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar
Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar
Lá vai se embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu sei que meu amor<br />
É imperfeito<br />
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar<br />
O quanto também<br />
Tenho defeito<br />
Não é pra me gabar<br />
Mas rio do que faço<br />
Eu devia chorar</p>
<p>Eu sei o mal que fiz<br />
Já está feito<br />
Mas lhe pedi perdão, por ser assim<br />
E o coração que<br />
Tenho no peito<br />
Não quer acreditar<br />
Já nem estou mais aqui<br />
Nem em qualquer lugar</p>
<p>Lá vai se embora meu mundo sem mim&#8230;<br />
O que há de errado em ser tão errado assim?<br />
Já vou saindo, não precisa empurrar&#8230;<br />
Pois meu maior defeito é insistir<br />
Que ele é perfeito,<br />
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar</p>
<p>Nem luz, nem espelho,<br />
Nem olhos pra enxergar<br />
Acho que sou alguém<br />
Que nunca vai mudar</p>
<p>Lá vai se embora meu mundo sem mim&#8230;<br />
O que há de errado em ser tão errado assim?<br />
Já vou saindo, não precisa empurrar&#8230;<br />
Pois meu maior defeito é insistir<br />
Que ele é perfeito,<br />
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar</p></blockquote>
<h3><cite>Imperfeito &#8211; <a href="http://www.patofu.com.br/">Pato Fu</a></cite></h3>
<p><small>[não deu pra por pra ouvir online, o Flash não trocou a música direito]</small><br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/pato_fu-imperfeito.mp3">Baixar a música</a></p>
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		<title>Um sonho, depois de muito tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 09:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.
Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não sonho com a Rô. Faz tempo que eu não sonho e lembro do que sonhei. Tenho lembrado no máximo de sensações, quando muito.</p>
<p>Esse sonho eu lembro um pouco mais de sensações. Na primeira parte estávamos num trem urbano ou metrô. Por nós eu não digo eu e a Rô, tenho a sensação de que ela estava lá, mas na hora era natural que eu estivesse lá e eu não procurei por ela. Eu havia feito alguma coisa de errado com uma conhecida que não vejo a 7 anos. Ela estava mais adiante, sem graça e eu queria oferecer ajuda, já que parte da chateação dela era de certa forma minha culpa. Não falei com ela por que achei que falar na frente de todos, quando a maioria nem sabia do que se tratava seria piorar a situação, mas ao mesmo tempo fiquei no dilema de ir para longe no vagão e ligar para o celular dela. É, acho que era trem, no metrô isso não seria possível. Não sei se liguei pra ela, mas trocamos um olhar &#8211; olhar de entendimento entre os dois. Entendido que eu estava arrependido, entendido que ela entendia que eu não podia pedir desculpas, acho que era por aí.</p>
<p>[Nota de releitura do post: Não tem nada a ver com relações, sexo, amores, etc. Relendo pude pensar que algum leitor pensaria nisso, mas na verdade era algo mais material, como falar besteira sobre coisas pessoais dela em público, quebrar um objeto de uma coleção, não fazer um trabalho de colégio que era em grupo, ler um diário que não devia... algo assim...]</p>
<p>A segunda parte do sonho nós estávamos no lugar, chegamos a pouco e eu e a Rô estávamos na fila de entrada. Pode-se dizer que parecia um parque aquático, tinha que entrar através de uma piscina. Tinha uma feminina e uma masculina, uma pessoa com máscara em cada piscina mergulhava e inspecionava ou revistava, não sei, uma pessoa de cada vez.Eu e a Rô não estávamos muito aí pra organização da fila, tinha um espação antes dessas piscinas preliminares e estávamos &#8220;por ali&#8221;. Ao chegarmos mais perto a gente ia se ajeitando para as filas. Depois das primeiras piscinas tinha um chuveiro e depois o lugar que estávamos indo. Alguma coisa acontece que o café que fiz já hoje de manhã apagou da memória do sonho, mas depois de um tempo incentivo ela a ir pra fila feminina e fico na masculina, e por algum motivo ela fala: &#8220;Tá, tudo bem, mas João, você confia em mim?&#8221; Eu penso um puco em silêncio. &#8220;Você confia em mim pelo menos dessa vez?&#8221; pergunta ela novamente. E eu nunca respondi essa pergunta. A cena se foi e eu acordei, intrigado, meia hora antes do relógio tocar, e sem resposta para a pergunta até agora.</p>
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		<title>Conversa séria</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/08/14/conversa-seria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 02:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.
Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira passada ela pediu pra me ver. Falou para nos falarmos à noite, mas não cedeu quando pedi um adiantamento do assunto.</p>
<p>Ela veio falar que queria terminar comigo. Por várias razões ela queria terminar, mas basicamente ela não estava sentindo amor e atração e por não estar se sentindo assim os momentos que estávamos juntos não estavam ajudando, estavam atrapalhando, já que ela se sentia estranha não gostando de mim e dando beijinho, por exemplo.</p>
<p>A conversa foi pesada. Muita coisa que estava guardada veio à tona. Os assuntos que ficaram proibidos com o pacto quando voltamos a namorar foram conversados.</p>
<p>Foi um momento muito difícil e muito triste. Quando voltamos a idéia era que ao poucos eu conseguisse provar pra ela que todos os problemas mais graves que estavam vindo de mim e afetando a ela teriam se ajeitado. Eu jurava pra ela que tudo estava claro e que eu sabia o que não poderia acontecer, mas que eu não teria como provar para ela que tudo estava melhor, por que não tínhamos mais intimidade para surgirem os problemas. Mas no processo de esperar pelo tempo que provaria que os problemas haviam sumido ela foi se afastando emocionalmente.</p>
<p>No final desse processo o relacionamento estava desenrolando de formas que eu não cometia mais os mesmos erros. Tudo bem, teve chance pra voltar a acontecer mas não foi exatamente o mesmo erro e não se manifestou da forma como se manifestava antes, mas ao mesmo tempo a relação não esquentou. Nada de sexo, poucos beijinhos. Do lado dela pouca saudades, pouca vontade de me ver, pouca esperança de tudo voltar ao normal. Mas do outro lado eu estava segurando tudo, evitando as conversas, fazendo tudo que eu devia, só esperando o momento que eu pudesse voltar a conversar com ela de forma a nos aproximarmos.</p>
<p>O resultado disso tudo é que depois de horas nos despedimos num clima um pouco mais leve e sem terminar o namoro. A situação ficou meio no ar. Não estávamos namorando e nem tínhamos parado de namorar. Ela prometeu pensar em todos os meus argumentos.</p>
<p>Hoje faz quase uma semana que tudo isso aconteceu. Estou cansado e um pouco triste. É triste lembrar de como foi difícil essa noite 6 dias atrás.</p>
<p>Mas também não vou deixar esse post ficar tão triste. É uma sensação que não resume o que sinto agora. Tivemos um fim de semana bom, algumas sintonias voltaram no nosso namoro. Acima de tudo que eu omiti nesse post está a terapia de casal que começamos na sexta.</p>
<p>As perguntas finais são: Por que tudo isso aconteceu dessa forma? Por que eu só quero escrever da parte triste?</p>
<p><small>Post não revisado</small></p>
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		<title>Para uma nova casa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Aug 2007 06:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Nossa, quanta coisa que eu queria falar.
Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.
Estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, quanta coisa que eu queria falar.</p>
<p>Estou exausto. Mente e corpo. Nem a mente e nem o corpo tem a ver com a Rô e com os problemas que geralmente escrevo pra vocês. Mas de qualquer forma é de alta importância no contexto todo da minha vida e por conseqüência da minha vida com ela.</p>
<p>Estou exausto por que me mudei recentemente para esse novo apartamento que estou agora, escrevendo, com sono e cansado. Faz duas semanas e uns dias que estou aqui. Não parece certo eu ter passado certo tempo sem postar. Acho que são tantas coisas práticas a serem levadas em conta que a parte psicológica e introspectiva dessa mudança está andando lentamente, e por isso a minha terapia &#8220;dá conta do recado&#8221; e eu acabo achando que o pouco que tenho para escrever não vale o esforço. As inspirações para escrever só tem vindo de verdade quando estou cansado. Meu corpo desiste, minha mente desiste e eu páro de resolver os problemas e penso na vida.</p>
<p>Estou exausto também por que ontem e hoje eu dei festinha aqui em casa. Isso mesmo, dois dias seguidos de festa. O apartamento é do tipo kitinete, então é pequeno, é um cômodo único, com cozinha americana e espaço para uma pseudo-sala e um banheiro bem legal para o tipo de apartamento. Para uma kitinete é deveras grande. Mas para convidar todo mundo que eu queria é realmente pequeno. Então foram dois turnos, todos os dois muito divertidos e muito especiais, mas também cansa um pouco esse pique todo. E amanhã é segunda. E da-lhe &#8220;Toma na cabeça João!&#8221;. =)</p>
<p>Mas é nessa hora, lavando e secando a louça, arrumando tudo no armário, varrendo, limpando, etc, etc, etc, que eu penso na vida. Lembro dos pequenos problemas no trabalho (que só são pequenos por que tenho maiores problemas fora dele), do namoro com a Rô, da Rô sozinha, na minha família, na família da Rô, nos amigos&#8230;  tanta coisa que passa pela cabeça&#8230;</p>
<p>Eu e a Rô continuamos namorando. Muita coisa melhorou de fato no relacionamento depois da separação e da volta. Algumas coisas realmente foram concertadas e estão funcionando. Mas quando as coisas quebram e a gente concerta as vezes ficam marquinhas que lembram da gente que aquilo não é o novo que compramos na loja, é usado, e está funcionando, mas já esteve quebrado. Para mim isso não significa que eu queira nada novo. Concertado nesses casos é melhor. Um objeto com história é um objeto vivo, um relacionamento com história é muito mais rico em comparação à um novo do que a metáfora do objeto pode ser para o objeto. Realmente para mim isso é importante, isso fortalece nossa relação.</p>
<p>Mas não sei se a Rô pensa igual. Estamos com problemas ainda. Está mais fria a relação. Nos vemos, nos beijamos, existe aquele carinho imenso e intenso mas não é todo dia que ele aparece. A gente sabe que está lá fora do campo de visão, mas ele aparece sempre. Não estamos transando. Nada de realmente mal com isso do ponto de vista físico e da tentação que eu sinto, isso tem sido controlável. Mas a relação sexual dentro do nosso relacionamento, e imagino que em qualquer relacionamento longo, significa muito mais do que a parte física, quando rola é por que estamos em sintonia, estamos bem, ou estamos entrando em sintonia e caminhando para estar bem. É difícil e nem vou tentar explicar tudo isso, mas é parte da nossa relação de confiança, cumplicidade, carinho e amor. Faz parte da união como um todo. A ausência disso é motivo para se pensar.</p>
<p>A minha família aparentemente ainda não reagiu de fato a minha mudança. Meu irmão não se apossou do meu quarto, a minha mãe ainda não deu sinal concreto do que ela sente com isso, enfim, não sei como explicar, mas parece que ainda não aconteceu nada. Pode ser que nem vá acontecer, mas por enquanto nem sinal de mudanças relevantes. Eu estou feliz sem a convivência diária com a família. Tinha muita coisa errada na casa que eu morava, desde problemas estruturais da casa até atitude de cada uma das pessoas. Seria fácil falar que eu fugi daquela situação difícil, por que eu me incluo nos problemas sérios daquela casa, mas não seria totalmente real assumir essa posição.</p>
<p>Sim, eu fugi da cachorrinha que late a noite toda, eu fugi da minha tia tagarela que acha que todo mundo ama ela pra caralho quando ela quer e está bem e que age odiavelmnte quando não está em seus dias emocionais e nem parece perceber esses dois momentos que ela ocila. Fugi da minha mãe com conselhos que não são mais pertinentes à atual fase da minha vida ou pertinentes mas repetitivos e sem solução, fugi da bateria do meu irmão, que mal estuda, só serve pra fazer barulho mesmo, mas ele tem todo o direito. Fugi sim de tudo isso, fugi da responsabilidade de ser o &#8220;concerta tudo&#8221; da casa. Fugi da minha parte da loça. Etc.</p>
<h3 id="A_Montanha">A Montanha</h3>
<p>Mas isso não é nem de perto o motivo mais importante da minha saída. Eu saí por que eu preciso, por que estava na minha hora e por que eu mereço também. Independente das minhas atitudes certas ou erradas em relação a outra casa eu precisava mudar de ambiente para poder ajeitar tudo que lá eu fazia errado. Eu posso muito bem fazer todas as obrigações de uma casa, mas lá eu ficava preso num rítimo que não era o meu, com uma estrutura que não era a minha. Eu estava subindo uma montanha, todos nós estamos sempre subindo essa montaha, mas eu estava subindo pelo lado mais demorado e mais difícil. Eu só tenho que subir a montanha, porra! Eu não preciso subir por aquele lado de lá só por que a minha família vai por lá. Eu mudei o meu caminho.</p>
<p>Agora moro sozinho. Agora eu tenho muito mais responsabilidades do que eu tinha antes. E sabe o que aconteceu? Agora eu me sinto mais leve. Um bonde estava nas minhas costas. Esse caminho não só é mais fácil de chegar ao topo da montanha mas também é o caminho que eu acho correto. Eu tenho esse direito e eu sei que é a minha hora de trilhar o meu caminho diferente da família. É a hora que eu além de saber que eu podia escolher outro caminho eu realmente tomei o caminho e agora estou só.</p>
<p>(É engraçado como eu gosto de extender as metáforas e como isso me faz bem. Vamos continuar que isso é só um parêntese.)</p>
<p>Nessa história da montanha eu posso subir mais rápido ainda com a ajuda da Rô. Tem trechos do caminho que em duas pessoas se &#8220;escala&#8221; mais rápido, e sozinho eu terei que contornar esses trechos. Claro que ela me ajuda na mudança de apartamento, que ela está torcendo por mim e me ajudando de milhares de formas, mas ela ainda está subindo a mesma montanha só que com a família dela. É como uma escalada que de vez em quando a gente se cruza e ela me ajuda, mas de forma geral andamos separados ainda.</p>
<h3>O buraco</h3>
<p>Eu queria que a Rô estivesse participando mais da minha mudança. É gozado como eu sei que ela não pode fazer isso, não pode por que não teria como ela não se machucar se envolvendo mais do que ela já se está com esse história, mas mesmo assim eu sinto a falta dela. Ela ajuda, ela faz as coisas que eu peço, mas não faz parte do comprometimento dela com alguma coisa. Ela está livre, eu deixo ela solta com isso e não me acho no direito de cobrar nada, mas seria uma diferença muito grande se ela participasse ativamente da minha mudança de casa.</p>
<p>É um buraco nessa etapa. Claro, a própria etapa já é um buraco. Eu queria muito que estivéssemos casando, indo morar juntos, meus olhos se enchem de lágrimas só de pensar como seria bom que estivéssemos indo morar juntos, mas não vou falar desse buraco. Isso já passou e ainda é coisa pra ser pensada com calma, não era a hora de morarmos juntos e pronto. Mas o buraco que estou falando é a falta dela na minha mudança para morar sozinho. Uma vez decidido e entendido que eu iria morar sozinho e não com ela, mesmo assim ela tinha um lugar guardado. Eu não queria a ajuda de ninguém nessa mudança, eu só precisava da ajuda dela, mas ela apesar de maginíficos esforços com a mudança, não estava lá.</p>
<p>Existe uma diferença muito grande da seguintes situações: A primeira é eu pedir para a Rô: &#8220;linda, você quer me acompanhar para ver uns apartamentos que estão disponíveis que eu achei com a imobiliária tal?&#8221; e ela ir comigo; A outra situação é a Rô chegar pra mim e falar: &#8220;João, amor, passei em 3 apartamentos hoje, liguei na imobiliária, fui neles e tirei umas fotos, acho que você deveria visitar só esse aqui&#8221;. É mais ou menos isso que eu quero dizer com &#8220;participar ativamente&#8221;. Eu queria muito que ela tivesse assumido esse papel dentro da mudança.</p>
<p>Agora eu tenho esse buraco pra tapar. Na verdade ele já está se fechando, já estou bem melhor com tudo isso, mas não deixa de ser bom pensar nisso e colocar aqui. É bom colocar pra fora esse buraco. Ela nem percebeu o quanto eu precisava dela. &#8220;É, eu queria sim, queria muito fazer o esquema da decoração, mas eu percebi que eu sou muito altruísta e que isso me prejudica, a exemplo do grupo de dança ou o exemplo dos grupos de trabalho na faculdade. Eu percebi que eu não quero me esforçar assim pelos outros. Preciso me resguardar.&#8221; Ela disse isso, ou algo próximo a isso, num dia que ela estava quase entrando no lugar dela na minha mudança e derrepente ela não queria fazer mais nada na mudança.</p>
<p>Eu entendo perfeitamente ela. Eu não consegui transcrever direito a fala dela. Mas ficou claro que ela estava considerando todas as implicações dela com ela mesma dentro do processo de transporte das minhas coisas para o novo AP e de decoração do mesmo. Na época foi muito triste pra mim perceber que ela só estava vendo o lado dela. Eu tinha um lugar muito especial guardado pra ela na minha mudança, eu precisava dela, e ela não viu isso. Ela finalmente viu perfeitamente que ela não precisa se sacrificar pelas pessoas que não dão valor ao trabalho dela, ao esforço dela.</p>
<p>Mas ela não viu que era esse o momento que eu precisava do esforço dela mais do que tudo. Ela me comparou com todas as pessoas que teoricamente não tem um lugar tão especial quanto eu tenho no coração dela. Será que eu tenho? Eu acho que tenho. Eu sei que tenho. Mas o coração dela tá tão pequeno últimamente. Se ela dedicar do coração dela uma grande parte para mim, mesmo assim ela tem pouca coisa pra dar.</p>
<p>Ela trancou a faculdade. Aparentemente é o fim da busca dela por se tornar uma psicóloga. Ela está se libertando. Isso pra mim foi muito importante. Ela precisou de muita, muita força para tomar e assumir essa decisão, e também para executar a idéia. Isso que ajudou a tapar o buraco. Ela agora está também numa fase &#8220;pós-quebra&#8221;, igual a mim. Quebras diferentes, mas mudanças sérias do mesmo jeito, e agora estamos andando paralelamente de novo.</p>
<h3>Por hoje é só</h3>
<p>Hoje estou chegando nos meus limites. Estou caindo de sono. Estou feliz que consegui fazer mais um post. Estou feliz que coloquei um monte de coisa pra fora. Agora vou organizar essa porcaria. Tem muita coisa aqui que podia ter um post dedicado. Vou tertar colocar a ordem nisso aqui. Vamos ver o que acontece. Alguma idéia, pessoas?</p>
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		<title>Débito</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jul 2007 16:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu estou em débito com esse blog. Tanta coisa tem acontecido, tanta coisa pra relatar aqui, e nada de posts. Falando assim faço parecer que estou em débito com os leitores. Sim, de certa forma estou um pouco, já que sei que alguns ficam aguardando uma notícia dessa história que provavelmente ficou um pouco interessante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estou em débito com esse blog. Tanta coisa tem acontecido, tanta coisa pra relatar aqui, e nada de posts. Falando assim faço parecer que estou em débito com os leitores. Sim, de certa forma estou um pouco, já que sei que alguns ficam aguardando uma notícia dessa história que provavelmente ficou um pouco interessante já que consegui ser muito sincero e verdadeiro no que escrevo aqui.</p>
<p>Mas na verdade está em falta o meu compromisso comigo mesmo. Este blog deveria ser um registro do que estou pensando em cada época desse processo que estou passando. Muitas coisas mudaram desde o antes do último post. Este, um exemplo isolado nessa época de ausência está perdido num mar de outras sensações e pensamentos que não postei também.</p>
<p>É complicado postar tudo aqui. Escrever organiza de mais os pensamentos e eu estava muito confuso com essa nossa transição. Desde que voltamos a namorar os problemas da Rô novamente tomaram um pedaço das minhas preocupações e agora fica complicado separar todos os assuntos e sentimentos que passaram pela minha cabeça nesses dias com poucos posts. Mas agora tudo parece estar um pouco mais claro e eu vou tentar escrever mais hoje e daqui pra frente. Não prometo nem à vocês e nem a mim mesmo que vou retomar o rítimo que eu postava na época que eu estava separado dela. Mas vou tentar ter um pouco mais de regularidade. Acho que vai ser importante pra mim.</p>
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		<title>Crianças no colo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2007 16:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.
Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive um sonho longo. Eu não costumo lembrar dos sonhos, mas esse eu lembro que foi longo apesar de só lembrar de dois pedacinhos dele.</p>
<p>Estávamos em Belo Horizonte, na casa da minha bisavó, e estava tendo uma festa lá. Na vida real a casa não vê festas como essa do sonho nunca por causa do jeito das pessoas que lá vivem. Mas seria bem possível uma festa assim se alguém organizasse &#8211; meus sonhos são muito regradinhos. Tava cheio de gente que não tinha como andar direito &#8211; vai não tanto, mas quase isso. E em dado momento chegaram várias pessoas, particularmente várias crianças. Tinha uma criança que já tinha, digamos, 6 anos carregando uma outra bem menorzinha no colo. Eu já peguei a duplinha de dulas meninas lindas no braço direito e levantei as duas, com cuidado, mas com segurança ao mesmo tempo. Peguei um garotinho no braço esquerdo e comecei a falar com eles com muitos sorrisos e risadas e bom-humor. Outro garoto tentava subir nas minhas costas, e várias crianças, inclusive as que já estavam na festa se juntaram e eu falei: &#8220;Vamos brincar todo mundo?&#8221;. As crianças responderam todas ao mesmo tempo que sim e eu pedi pra antes tirarem uma foto com a Rô junto, que já tinha pego outra criança no colo. Tinha umas 5 ou 6 crianças ao todo.</p>
<p>A Rô me olhou com o olhar mais apaixonado que ela podia ter. Os olhos dela brilhavam, ela estava achando lindo que eu estava me dando bem com as criancinhas de 2 até 6 anos mais ou menos. As crianças gostavam de mim, eu adorava elas, era um momento muito lindo e muito feliz. E os olhos da Rô me afogaram nesse sentimento lindo entre nós e eu me senti completo vendo que ela gostava tanto de mim, que eu me dar bem com crianças era mais um motivo pra ela me amar tanto. Aquele olhar valia mil vezes mais do que a foto que eu pedi que tirassem pra depois poder olhar pra esse momento novamente. Com um pouco de sorte o olhar dela sairia ao menos parecido na foto que eu poderia guardar e olhar pra sempre quando estivesse com saudades dela me olhando assim. Eu queria que a foto ficasse perfeita, pedi pra tirar de novo duas vezes e depois falei que estava ótima, mesmo que o cara não tirava bem a foto nem com reza-brava.</p>
<p>Foi um sonho muito gostoso. Essa sensação é muito real e é praticamente uma lembrança melhorada de momentos semelhantes que a Rô me olhou assim. A Rô é assim, ela adora me ver com crianças, ela sabe que um dos meus maiores sonhos é <strong>ou era</strong> ter filhos. E ela trai totalmente o seu discurso de nunca querer ter filhos quando ela me olha dessa forma. Vem de dentro dela, sabe? Ela ia chorar de felicidade se me visse brincando e sorrindo com um filho nosso. Vem da alma dela esse sentimento e esse olhar que ela já me deu mais de uma vez me faz ter certeza disso.</p>
<p>Eu me lembro de pelo menos umas 3 ou 4 vezes que ela não só me olhou dessa forma, mas em alguns dos casos até insistiu que eu fosse lá pegar a criança ou bebê no colo, quis tirar foto e tudo mais ou que ela ficou um tempão olhando uma foto que eu seguro um neném, mesmo que ela não me conhecesse na época em que a foto foi tirada. É impossível negar o nosso amor e a nossa paixão nessas horas, a emoção vai toda pro olhar dela, eu me sinto bem e renovado, pronto pra passar todas as dificuldades dessa vida por uma semana quando ela me olha desse jeito. E não tem jeito, é muito raro ela me olhar assim. Claro tem muitos níveis de olho-no-olho que me deixam muito feliz e muitos jeitos de sentir que ela me ama. Mas criança no colo é tiro e queda. Sempre rende esse olhar.</p>
<p>Mas isso tudo virou uma armadilha. Acho que tem quase dois anos que essa cena não acontece. A faca era de dois gumes, o tiro saiu pela culatra. Eu tenho evitado esses momentos, tenho evitado as crianças. Isso é muito triste. Mas eu tenho certeza que ela olharia assim de novo pra mim. Em vez de render essa linda sensação e me transbordar de felicidade eu acho que se ao receber esse olhar dela eu entraria em parafuso. Todas as nossas conversas e decisões sobre esse assunto viriam a tona na minha cabeça.</p>
<p>Eu e ela já conversamos diversas vezes sobre isso e dessa última vez que separamos e que comecei esse blog ela deixou claro que nunca viria a ter filhos. Mais uma vez ela colocou em palavras a decisão racional dela, que vence toda essa emoção que eu vejo nesse olhar. E eu deixei claro pra ela que <strong>ela é o sonho mais importante da minha vida</strong> e que eu não vou abrir mão dela por que eu gostaria de ter filhos um dia. Se pra ter a Rô eu preciso não ter filhos, então eu não vou ter filhos. Não vou trocar a única coisa que me dá motivo pra viver pelos segundo lugar. Eu já subi no pódio em primeiro lugar quando começamos a namorar, não vou trocar pelo segundo lugar, não faz sentido.</p>
<p>Não vou mudar de idéia quanto a isso. Ela pode um dia resolver ter filhos, mas eu nunca vou pressiona-la, virá dela, se vier. Mas não conto com isso nem de longe. Eu sei que não vamos ter filhos e pronto. Mas não quer dizer que seja fácil isso. Brincar com as crianças dos outros na frente dela pode ser difícil daqui pra frente, pode ser que eu evite, mas eu não posso evitar isso pra sempre e nem quero. Eu já conversei com a minha analista sobre isso e existem várias saídas para esse conflito, dentre elas ser o tio da perua da escola, levando 10 crianças pra escola, ou até trabalhar como monitor de acampamento ou coisas assim. Tudo isso está resolvido na minha cabeça mas não quer dizer que não seja triste pra mim lembrar de toda essa história, ou que não seja difícil encarar desde tão cedo que eu nunca vou ocupar os 3 lugares do pódio ao mesmo tempo.</p>
<p>Tenho medo de chorar se eu olhar a Rô nos olhos quando eu estiver com uma criança no colo e ela me olhar com esse sentimento tão profundo que nem ela admite que tem quando me vê mostrando ao mundo que eu poderia ser um bom pai. Eu quase chorei outro dia quando alguém que não sabe nada dessa história virou pra mim e falou que eu vou dar um ótimo pai quando chegar a minha hora. Quase chorei por saber que essa hora nunca vai chegar.</p>
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		<title>End</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 17:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É triste pensar isso, mas essa música me faz pensar muito na Rô.
End &#8211; My Chemical Romance

Baixar a música
Now come one come all to this tragic affair
Wipe off that make-up
What&#8217;s in is despair
So throw on the black dress, mix in with the lot
You might wake up and notice you&#8217;re someone you&#8217;re not
If you look in [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É triste pensar isso, mas essa música me faz pensar muito na Rô.</p>
<h3><cite>End &#8211; My Chemical Romance</cite></h3>
<p><br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/my_chemical_romance-end.mp3">Baixar a música</a></p>
<blockquote><p>Now come one come all to this tragic affair<br />
Wipe off that make-up<br />
What&#8217;s in is despair<br />
So throw on the black dress, mix in with the lot<br />
You might wake up and notice you&#8217;re someone you&#8217;re not<br />
If you look in the mirror and don&#8217;t like what you see<br />
You can find out first hand what it&#8217;s like to be me<br />
So gather round, piggies, and kiss this goodbye<br />
I&#8217;d encourage your smiles and expect you won&#8217;t cry</p>
<p>(Ahhhh, Ahhhh, Ahhhh, Ahhhh)</p>
<p>Another contusion, my funeral jag<br />
Here&#8217;s my resignation, I&#8217;ll serve it in drag<br />
You&#8217;ve got front row seats to the penitant&#8217;s ball<br />
<strong>When I grow up I want to be nothing at all</strong><br />
I said&#8230;</p>
<p>Yeah! Yeah! I said yeah! Yeah!</p>
<p>C&#8217;mon C&#8217;mon C&#8217;mon I said<br />
Save me!<br />
Get me the hell out of here<br />
Save me!<br />
Too young to die and my dear<br />
You can&#8217;t!<br />
If you can hear me, then<br />
Take Me!</p></blockquote>
<p>A Rô anda muito triste, isso me deixa triste tambem. Então não é só a ela que a letra lembra, lembra um pouco de mim também, fica tudo misturado, tudo no mesmo pacote.</p>
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		<title>Namorar de verdade?</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/05/24/namorar-de-verdade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 May 2007 07:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.

Baixar a música
A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Música de fundo desse post: &#8220;American Beauty&#8221; da trilha do filme.<br />
<br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/american_beauty.mp3">Baixar a música</a></p>
<p>A princípio este blog não era pra falar dos problemas dela. Eu tenho os meus problemas e ela tem os dela. Aqui eu queria tratar dos meus. Mas faz um certo tempo que eu estou com a cabeça cheia de coisas dela. Preocupado. Receoso. Ansioso. Preciso usar esse espaço para desabafar e não vou deixar o blog abandonado só  porque esse assunto está dominando qualquer outro pensamento.</p>
<p>A Rô está em uma fase muito difícil. Ela tem sofrido muito com motivos externos ao nosso relacionamento e a algum bom tempo que ela toma anti-depressivos por conta desses problemas. Ela anda com o humor tão instável que de um dia pro outro ela pode parecer toda apaixonada, com frases do tipo &#8220;vamos nos ver amanhã o dia inteiro, tá?&#8221; e no dia seguinte não querer sair de baixo do cobertor e passar o dia todo sozinha no escuro sem falar nem comigo.</p>
<p>Estamos bem mais próximos, isso é muito bom, ela voltou a falar &#8220;eu te amo&#8221; pra mim com alguma regularidade. Isso tem sido tão bom pra mim. Combinamos ao voltar a namorar que ela não precisava falar que me ama só por que eu falei isso pra ela. Um pacto arriscado, eu sei, mas a tristeza de não ouvir isso quase nunca foi facilmente apagada com as primeiras vezes que ouvi isso sabendo que foi de verdade, do fundo do coração. Agora que isso tem sido mais freqüente passou a ser um dos pequenos prazeres da minha vida. Ouvir ela falar &#8220;eu te amo&#8221;. Isso me dá muita força.</p>
<p>É complicado de explicar a situação que nos colocamos. Voltamos a namorar já tem um mês, e o pacto que fizemos era pra que nós voltássemos a namorar &#8220;aos poucos&#8221;. Esse &#8220;aos poucos&#8221; parece ser tão claro às vezes, mas quando eu paro pra explicar pra alguém, seja na terapia ou para os meus confidentes, ou penso em escrever aqui, percebo que não é tão simples assim de explicar e não está tão claro quanto parecia. Têm coisas que são óbvias: Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos transando; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não estamos saindo como um casal junto com os amigos; Voltar &#8220;aos poucos&#8221; significa que não conversamos sobre o futuro. Mas têm coisas que não são tão simples, como por exemplo, quando vamos voltar a transar? Quando eu posso contar com ela como parte da minha família novamente?</p>
<p>Tínhamos antigamente um nível de intimidade muito grande. Gostávamos de tomar banho juntos, lavar mesmo um ao outro ou simplesmente ficar tomando banho e conversando. Falávamos sobre nossa sexualidade quando estávamos separados, sobre tudo imaginável. Sempre mexíamos com tudo no computador um do outro, apesar de não trocarmos senhas cada um sempre leu o histórico de MSN e e-mails do outro quando surgia a curiosidade. Também havia liberdade para opinar na vida um do outro, sem restrições. Tudo super aberto. Tem coisas que voltaram rápido, tem coisas que não voltaram e eu sequer sei dizer se estamos perto de voltar a conversar com essa intimidade toda ou não, se vamos conseguir ter um dia a mesma intimidade de antes ou não. Um dia eu sei que vamos ter, mas sinto falta de poder perguntar qualquer coisa pra ela sem ter medo de estar indo rápido demais ou dela perdir uma explicação do porquê da pergunta.</p>
<p>Isso dificulta muito as coisas. É uma perda grande essa intimidade que tínhamos e que está adormecida. Espero que essas coisas voltem aos poucos e naturalmente, mas sem demoras.</p>
<p>Mas essa semana o que não está saindo na cabeça são algumas coisas que ela falou que estão relacionadas com os problemas dela, não com o nosso namoro diretamente mas que afetam a mim também. Ela tem passado a maior parte das últimas semanas cabisbaixa, desanimada.</p>
<p>Ela anda falando que tem vontade de morrer ou que não tem vontade de viver. Ela não é do tipo que se mataria e deixa claro que não é disso que ela está falando. Ela só não tem nenhum incentivo, nenhum sonho, nada que ela possa se apegar para ter mais força. Eu sempre dou carinho pra ela, vou na casa dela no meio da semana para dar abraços e beijinhos nela e isso fez muito efeito umas semanas atrás, quando ela disse que a minha presença ajudou muito à ela. Mas é difícil ter fôlego pra tudo isso. É difícil estar sempre presente com ela variando tanto de humor.</p>
<p>Nos fins-de-semana passados ela se mostrou mais animada, nos vímos, passeamos, nos divertimos. Esse fim de semana foi um pouco diferente.</p>
<p>Já durante a semana ela puxou a conversa: &#8220;João, eu não sei como você me agüenta. Eu sou tão problemática. Eu nem tenho sido uma namorada de verdade pra você, eu vou melhorar, viu?&#8221;. É claro que isso mexeu muito comigo. Até hoje, quase uma semana depois dela ter me dito isso eu fico encafifado com o que seria &#8220;namorar de verdade&#8221; na cabeça dela nesse momento. Já no sábado tivemos um encontro gostoso. Não fomos ao programa que tínhamos combinado, mas ficamos na casa dela, abraçadinhos no sofá, vendo qualquer coisa que o pai dela havia escolhido na TV. Ela estava animada. No domingo tudo mudou: Mal-humor, indisposição, preguiça, ela estava toda fechada, me beijou de forma estranha. Não dá pra fingir que não namoramos 6 anos. Ela beijou diferente. Foi gostoso, foram beijos de verdade, mas eu sei que tinha algo estranho.</p>
<p>Depois, conversando sobre assuntos não tão relacionados com isso ela mudou totalmente de assunto desabafou pra mim: &#8220;Eu estou com zero de libido. Nada me interessa, não tenho vontade nem de beijar. É como ir passear com um irmão&#8221;. Com um irmão?!? Eu fiquei pasmo. Depois veio a conversa e a explicação. Eu já sabia que mais ou menos 2 meses atrás ela aumentou a dose de anti-depressivo. Parece que um efeito que pode acontecer é a queda da libido. OK. Mas até aí, sabe, alguém como a Rô que sempre teve muito fogo, muito tesão. Como é que ela chegou ao nível de dizer que nem beijar ela tem tido vontade?</p>
<p>Sabe essas duas coisas ficam batucando ultimamente na minha cabeça. E o pior é que eu não tenho como explicar aqui, mas sei que a história de voltar a namorar &#8220;aos poucos&#8221; não foi motivada por essa queda de libido. São dois assuntos separados e eu conheço ela bem o suficiente pra saber que &#8220;aos poucos&#8221; não era uma muleta pra justificar que não queria transar. Isso me deixa mais preocupado ainda com ela, principalmente por que ela me disse que pra ela um cafuné na cabeça e ficar um pouco abraçados no sofá tem sido tudo que ela precisa pra estar satisfeita do nosso contato físico e ela não está muito preocupada com isso.</p>
<p>O que mais me preocupa dessa história é ela não estar preocupada com isso. Ela podia estar ao menos percebendo o quanto esse remédio que ela está tomando afeta ela fisicamente. Eu sinceramente não tenho visto muita diferença nela tomar o remédio ou não. Hoje eu esperava ouvir dela um pouco mais sobre essa história. Quarta é sempre um dia bom pra conversas por que tanto eu quanto ela temos terapia quarta a noite. E além do mais quinta ela não tem que acordar cedo por que não tem faculdade. Hoje ela foi dormir algo do tipo 15 minutos depois de eu ter entrado no MSN ao voltar da terapia. Ela estava totalmente desinteressada em conversar.</p>
<p>E agora fico eu aqui, com insônia, pensando nela, pensando em nós e sem conseguir nem uma resposta e nem finalizar esse post. Tento dito preguiça de postar por que sei que esses assuntos me consomem muitos e muitos parágrafos para render alguma coisa coerente para que vocês leiam ou coerente para mim. Esse é mais um post que morre cheio de dúvidas e sem sequer amarrar o raciocínio.</p>
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		<title>Aviso rápido sobre o blog</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2007 02:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu fiz a página ali na direita que explica por que criei este blog. Quem quiser dá uma olhada lá.
Quem quiser comentá lá também.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fiz a página ali na direita que explica por que criei este blog. Quem quiser dá uma olhada lá.</p>
<p>Quem quiser comentá lá também.</p>
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		<title>Consertar o estrado da cama</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2007 00:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A história do colchão, da cama e do estrado é longa de verdade. Eu estava parando pra pensar e tem quase 2 anos que eu comprei o colchão e tem 1 ano e 4 meses que eu estou com o colchão no chão. Vejam só, o colchão no chão tem de longe mais tempo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história do colchão, da cama e do estrado é longa de verdade. Eu estava parando pra pensar e tem quase 2 anos que eu comprei o colchão e tem 1 ano e 4 meses que eu estou com o colchão no chão. Vejam só, o colchão no chão tem de longe mais tempo do que ele ficou na cama. Na verdade exatamente o dobro de tempo.</p>
<p>Eu sempre soube da necessidade de ter as coisas direitinho. O colchão pode estragar se ficar muito tempo no chão, pega humidade, por exemplo e a cama desmontada não tem um lugar muito certo, então fica fazendo um visual não muito agradável do lado de fora do quarto, isso eu sempre soube. Mas ao mesmo tempo as coisas pesam pra um lado ou outro da balança.</p>
<p>Outra coisa que eu tenho que considerar é que em novembro passado a Rô me ensinou uma lição muito séria. Coisa que na verdade eu já sabia que era o certo mas eu não dava a devida importância, principalmente por que nunca moramos juntos. Ser um casal é fazer as coisas por que o casal precisa, mais do que fazer as coisas por que você precisa, às vezes. Eu já havia entendido que várias questões do nosso namoro e várias coisas que eu tinha que fazer eram pelo casal e não por ela, e que o que o casal precisa tem que ser tão importante pra mim quando a minha própria vontade. Eu realmente aprendi isso.</p>
<p>Então por que não arrumei a cama? Calma, eu não arrumei a cama por que nós resolvemos e ela entendeu que pra mim isso não era essencial e que eu até estava achando melhor o quarto com um pouco mais de espaço. Ficou conversado e decidido que não havia necessidade imediata pra isso e portanto deixou de ser uma necessidade do casal.</p>
<p>Agora o que vocês devem estar imaginando até agora é por que eu agora mudei de idéia. Eu mudei de idéia por que eu acordei com uma puta dor de garganta na quarta-feira. O que acontece é assim, esse quarto era de empregados e é virado pra área de serviço, que apesar de coberta é aberta. Então entra um vento muito gelado, por debaixo da porta (que tem um vão grande, de uns 3 ou 4 cm) e vem direto, o de debaixo da porta é forte mesmo. Então eu dou um jeito nele. Sempre coloco uma calça jeans ou alguma coisa que feche a entrada de ar por ali. O problema é quando eu esqueço eu sempre acordo com frio e com dor de garganta.</p>
<p>Quarta-feira decidi que esse é um bom motivo pra consertar a cama, mesmo que aconteça só de vez em quando.</p>
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		<title>História de cama e colchão</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2007 13:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu lembro do começo do namoro. Eu e a Rô começamos tudo muito rápido. Acho que ambos estávamos ansiosos para conhecer, para gostar, para namorar alguém. Ambos estavam esperando uma boa oportunidade para se envolver, cada um com seus motivos. Entramos de cabeça no relacionamento e em pouco tempo ela já conhecia e dormia comigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu lembro do começo do namoro. Eu e a Rô começamos tudo muito rápido. Acho que ambos estávamos ansiosos para conhecer, para gostar, para namorar alguém. Ambos estavam esperando uma boa oportunidade para se envolver, cada um com seus motivos. Entramos de cabeça no relacionamento e em pouco tempo ela já conhecia e dormia comigo apertadinho na minha cama de solteiro. Na verdade o modelo era aquele que chamam de cama de viúva, sabem? Um pouco mais largo, mas ainda assim nada perto de cama de casal.</p>
<p>Eu com 19 e ela com 17, ok, quase 18, mas 17 ainda. Nem eu e nem ela havíamos dormido com alguém na mesma cama antes. É tão gostoso descobrir que nem todas as posições são confortáveis quando se tem que dormir obrigatoriamente abraçado, tão gostoso descobrir que o cheirinho da cama muda só por ter alguém que uma ou duas vezes por semana dorme lá e todas as outras nuances de começar uma vida a dois, a primeira vida a dois. Eu lembro que eu acordava no meio da noite com dor no braço que ela estava deitada em cima e eu fazia o maior esforço pra mudar a posição sem acorda-la, tantas coisas gostosas de se descobrir&#8230;&nbsp; em poucos meses de namoro dormíamos abraçadinhos sem nenhum problema, virou hábito as posições que davam certo e nós dormíamos como dois bichinhos enroladinhos&#8230;</p>
<p>A cama de solteiro não era ruim. Dá pra dormir gostoso a dois naquela cama, quando começamos a transar, alguns meses depois do começo do namoro, pouco antes dela completar 18 anos, a cama era de confiança e não nos traía com barulhos. Muita sorte da nossa parte, a cama já era minha a alguns anos, antes disso havia sido do meu tio, quando morava aqui em casa com a minha avó e eu ainda era um moleque. Esperto ele, que escolheu a cama mais silenciosa da casa. Nessa época experimentamos também transar em outros lugares, mas nosso ninho era lá, na minha cama de solteiro. A casa dela só era opção com os pais dela viajando, eu nunca pude e acho que nunca poderei dormir na casa dos pais dela. Nessa época experimentamos a cama de casal da minha mãe.</p>
<p>A cama de casal da minha mãe foi herdada da sogra dela do segundo casamento. Cama maciça, madeira de lei bem escura. Simples e muito bonita. A cama é de um padrão de tamanho antigo, já que a própria sogra do segundo casamento da minha mãe herdou de sua avó. A cama tem 2m/1,8m. Gigante. Maior que Queen size e menor que King size, mas por poucos centímetros, nunca sei. Essa tinha um colchão velho ainda era feito com madeira dentro e a Rô nunca se adaptou muito bem a ele. Só sei que o colchão velho era um caso complicado para a minha mãe. Na época em que desfrutávamos da cama o colchão já ameaçava se desfazer mas mesmo assim nunca deixou de ser confortável. Mas um colchão novo era caro e minha mãe dormia tanto fora na casa do namorado que quem aproveitava o potencial da segunda cama mais silenciosa da casa era eu e a Rô, com a permissão da minha mãe, claro.</p>
<p>Acontece que (como alguns espertinhos já podem ter sacado pelo detalhamento exagerado da cama alheia) que eu herdei essa cama da minha mãe. Na verdade eu acabei faturando a cama. O que aconteceu é que minha mãe ganhou uma cama de casal padrão, que é muito mais fácil de comprar roupa de cama e que estava novinha com um bom colchão. Ela ganhou por que uma amiga rica ia jogar fora. Magina, minha mãe não ia deixar passar essa. Ela não tinha dinheiro pra trocar de colchão e nem pra ficar comprando lençóis King Size e mandando a costureira arrumar, então uma nova cama foi ótima idéia pra deixar o quarto bonitinho sem gastar com isso. Ela encostou a cama velha desmontada por um canto da casa esperando levar para o sítio dela, nas montanhas. Nessa época a Rô dormia aqui todo fim de semana e meu irmão, que então dividia quarto comigo, dormia 4 vezes por semana na casa da quase esposa dele. Nada mais perfeito. Um belo dia eu me apossei da cama abandonada dizendo que se ela resolvesse levar pro sítio eu pegava a de solteiro de volta.</p>
<p>A cama é maravilhosa. Eu me adaptei muito bem ao colchão velho. Todo irregular, com as madeiras de dentro dele todas rachadas e com pouco estofamento ele era um colchão com história e que meu corpo se ajeitou muito bem. Mas a história não seria interessante se eu estivesse com esse colchão até hoje, não é? A Rô não se adaptou ao colchão. Ela está acostumada com bons colchões e não é nem uma questão de bom ou ruim, ela está acostumada com coisas macias, eu com coisas duras. Isso serve pra colchão e travesseiro na verdade. Nessa época começaram as conversas sobre isso.</p>
<p>A história é muito mais longa do que pode ser contada em um post só, mas de certa forma eu e ela sempre tivemos muitas conversas sobre tudo. Ambos nos ajudamos em tudo que vocês podem imaginar e uma das coisas que ela sempre me ajudou foi com meu quarto. O meu quarto acabou desde o começo sendo muito &#8220;nosso quarto&#8221;. Ela em uma época dormia na minha casa de sexta, sábado e domingo a noite, saindo daqui de casa direto pra faculdade na segunda de manhã. Isso constitui quase metade das noites dela. Digamos que em média ela dormia 1/3 dos dias dela aqui em casa. Apesar de eu estar bem satisfeito com o colchão a Rô começou uma espécie de uma campanha para que este fosse trocado. Eu tinha começado a ganhar bem e com carteira assinada e o que antes parecia irreparável por questões financeiras pôde entrar no escopo de decisões pela melhoria do quarto.</p>
<p>Um belo dia lá vai o João procurar colchões para comprar. Como já foi dito a cama é fora de padrão atual. Mas a sorte esteve do meu lado e eu consegui encontrar um colchão de mola, muito bom, a um preço acessível. Bom, naquelas. A única vez que descontrolei as minhas finanças e entrei no negativo desde que tenho o emprego (que dura desde aquela época até hoje) foi essa vez do colchão, na verdade eu tava pagando ainda a TV que havia comprado e foi falta de organização mesmo, por que dinheiro eu tinha. E pronto, um dia a Rô chegou aqui em casa e a cama estava com esse novo colchão. O meu quarto estava perfeito, um quarto grande, uma cama grande, uma TV grande, um móvel lindo, tudo bonitinho. E já que eu tinha comprado o colchão a cama passou a ser oficialmente minha.</p>
<p>Mas a história não acaba por aí. Por motivos que não pertencem à esse post e tive que mudar de quarto. O quarto que eu tinha de 6,80m/4,50m foi promovido a um quarto de empregados, reformado, de 2,20m/3,10m. E o que acontece com uma cama de 1,80m/2m num quarto desse? É, resposta correta! Fica tudo apertado! O projeto da reforma do quarto contava que eu ficasse com a cama de casal. Afinal de contas eu tinha investido uma bela grana no colchão e não tinha desfrutado nem 6 meses dele quando tive que mudar de quarto. Nada de se desfazer da cama que agora além de linda, além de silenciosa, tinha um colchão novinho e travesseiros de pluma de ganso para acompanhar. O quarto ficou legal, pequeno mas cabia. O armário foi feito sob medida para as portas correrem de lado, portas que nunca foram colocadas, mas era pra correr de lado por que com a cama não daria pra abrir a porta se fosse estilo tradicional.</p>
<p>A cama estava OK, o quarto estava OK e um belo dia o meu irmão estava de pilequinho, depois de umas 5 doses de vodka e estava mostrando a casa para nossos amigos. De repente aquele ser singelo de 100Kg fala pros amigos: &#8220;E olha como ele tá rico, comprou colchão de mola que é gostoso de pular em cima&#8230;&#8221; e pulou em cima da minha cama. Ele não caiu na cama, ele pulou mesmo, subiu do chão e caiu em cima da cama que com um alto estalo não se partiu. Isso mesmo, não se partiu. A cama agüentou firmemente. Quem não aguentou foi o estrado. O estrado ficou em forma de &#8220;U&#8221;. Ele partiu algumas madeiras mas não cedeu ao chão. Mas foi o suficiente pra ser impossível dormir direito na cama.</p>
<p>Não sei se o estrado era original, mas que ele já tinha lá os seus 5 ou 6 remendos de madeira pregados por baixo ele já tinha. Já era meio tortinho, mas com o colchão novo isso estava escondido. Com o singelo pulo de elefante do meu querido irmão foi o fim daquele estrado. Ele partiu em alguns pontos os remendos e em outros as madeiras que ficam no comprimento da cama. Desmontei a cama e o colchão foi parar no chão.</p>
<p>Existem muitas turbulências que eu ainda não relatei neste blog. Tenho certeza que um dia ainda farei todos a par de tudo isso, mas se resumirmos rapidamente, afinal esse é um post sobre a cama não sobre os problemas e confusões da época que ela quebrou, mas de certa forma posso dizer que eu estava confuso o suficiente pra ficar uns belos meses sem arrumar isso. O certo era fazer o meu irmão arrumar a cama. Mesmo que ele não tivesse o dinheiro ele sempre teve carta de motorista, coisa que eu não tenho até hoje. Mas os problemas do meu irmão são outros e eu já desisti de faze-lo se sentir mal por não ajudar em arrumar a cama. Então no meio de várias confusões, entre elas a doença e morte do meu avô, entre elas tentar me formar na faculdade trabalhando ao mesmo tempo, eu não tive tempo e nem vontade de arrumar a cama.</p>
<p>A verdade é que depois de um certo tempo, que estava dentro do justificável para não tomar as providências, eu percebi que o quarto estava muito mais espaçoso do que sempre foi com a cama inteira. Além disso a TV ficou mais alta em relação ao colchão no chão e ficar sem a cama não causou nenhum desconforto para mim. A cama não é necessária para se viver. Existem culturas que dormem no chão, em redes, só não conheço culturas que durmam em árvores, apesar de uma maioria esmagadora dos seres humanos de hoje em dia dormirem em camas que não estão diretamente no chão nada impede que seja gostoso dormir em um colchão no chão.</p>
<p>Depois de tanta explicação chegamos ao ponto de todo esse post. A Rô não concorda que a cama poderia ser deixada de lado. Na verdade ela já achou o tempo que eu chamei de justificável um pouco longo demais. Ela é muito organizada e toda a organização dela vai além da praticidade. Ela deixa tudo muito simples e muito prático de ser encontrado, mas ao mesmo tempo ela consegue colocar tudo em um bom nível de estética também. Meu quarto, ainda é o pequenininho até hoje, o colchão no chão está até hoje, mas o quarto é muito bonito e bem organizado e isso é em grande parte mérito da Rô. Ela me ajudou muito. Eu sou um cara organizado quando quero e com o que quero, então nesse ponto não conflitamos, mas ela gosta de organização sempre, incondicional, e estética também. Então logo o caso do colchão no chão se tornou um problema.</p>
<p>Passado o período justificável a Rô começou a me perguntar quando que eu ia arrumar essa cama. Eu fiz uma coisa muito errada que era na verdade um comportamento comum em uma fase da minha vida que recorreu naquela época que era deixar pra lá. Ela perguntava e eu falava algo evasivo do tipo &#8220;ah, acho que esse mês eu consigo fazer&#8221;. E de respostas evasivas qualquer um se cansa uma hora. A Rô logo ficou ofendida com o descaso e começamos a ter atritos sobre a cama.</p>
<p>A história do colchão em sua época foi um atrito também. Quase discutimos sobre o assunto e eu fui pressionado a comprar outro colchão. Mas a cama quebrada que não era consertada não fez só isso vir a tona. Uma série de problemas e discussões surgiram nessa época. Nós tínhamos muito claro que gostaríamos de ser um casal, de morar juntos. A minha idéia era trabalhar pra isso mas a idéia dela era sonhar com isso. Quando ficou claro para ambos que a idéia era séria as pequenas coisas que a Rô se incomodava viraram casos para ela apontar o que não poderia acontecer na casa em que morássemos juntos. O colchão no chão foi o maior problema dessa categoria mas passava por prateleiras, organização de roupas no armário, boxe do chuveiro dentre outros mil detalhes, pequenos, médios e grandes.</p>
<p>O fato é que eu mesmo não percebi o problema com o colchão. Para mim isso é coisa que não faz diferença. Todos os dias da minha vida eu deitava no colchão e acordava no outro dia descansado. Tudo bem, eu demorei bastante a me adaptar ao colchão, tive dores de coluna e acho que em parte o meu ronco é até hoje causado pelo colchão e pelos travesseiros, mas eu acordo novo. É pra isso que serve. Fim de papo. Além disso eu mesmo não havia percebido que o quarto ficava mais espaçoso. Foi numa discussão com ela que eu me toquei que talvez eu preferisse o quarto do jeito que estava, sem cama nenhuma.</p>
<p>Hoje faz mais ou menos um ano e meio que o colchão está no chão e que a cama está desmontada e encostada do lado de fora do quarto, na área de serviço da casa. Os principais motivos de nunca ter sido arrumada são simples. Em primeiro lugar eu não tive tempo durante uma época, por causa da monografia na faculdade. Outro motivo era que eu não encontrava marcenarias. Cheguei a ir em 3 delas e nenhuma fazia estrados. Eu não ando muito na rua, não tenho carro, perguntei pra muita gente de marcenarias e ninguém conhecia. Então eu não tinha tempo de correr atrás. Por fim o conforto de deixar tudo como está. Se eu colocar a cama pra dentro do quarto ele vai diminuir de tamanho. E depois de 6 meses fica fácil passar mais um ano distraído do que já virou rotina.</p>
<p>Hoje de manhã eu acordei e tive a idéia de olhar no Guia Mais por marcenaria. Nossa. Por que eu não tive essa idéia antes? Você entra em <a href="http://www.guiamais.com.br/ruas/">http://www.guiamais.com.br/ruas/</a> e põe o seu endereço. Usa os controles pra afastar um pouco a visão e ver o bairro em volta da casa. Depois lá em baixo você pode buscar coisas no mapa que você está vendo. Como num passe de mágica apareceram umas 20 marcenarias aqui perto de casa. Se procurar por maeceneiro também acha, menos mas acha. E são esses os caras que provavelmente vão fazer um estrado novo pra mim. Tudo isso por que hoje eu tive pela primeira vez um motivo de verdade para querer colocar a cama de volta de baixo do colchão&#8230;</p>
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		<title>Leveza</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 04:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230;
Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, tem ótimo gosto e é muito paciente quando demora para você acertar a calça certa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Dias sem postar, tanta coisa pra falar&#8230;</small></p>
<p>Estou muito leve. Hoje fui com a Rô fazer compras no shopping Morumbi. Eu fiz uma geralzinha no meu guarda-roupas e agora preciso fazer algumas comprinhas. Ela é ótima companhia para essas coisas, tem ótimo gosto e é muito paciente quando demora para você acertar a calça certa que fica direitinho em você. Aliás, ela mesma incentiva a constante troca, entra e sai da roupa, vira, essa sim e essa não.</p>
<p>Muitos beijinhos contentes durante toda a história temperaram nosso passeio, foi uma delícia! Eu me deleitei com cada sorriso e ficava contente &#8220;à toa&#8221; por simplesmente ter a presença dela no mesmo ambiente que eu, por poder olhar pra ela a hora que eu quisesse por que ela estava lá.</p>
<p>Voltamos a namorar e isso tem sido muito bom pra mim e tenho certeza que pra ela também. Ela está com alguns problemas em relação a trabalho e faculdade e acho que passar a tarde toda com alguém com um clima bom que nem tivemos a tarde toda ajuda qualquer pessoa a ficar longe da preocupação do dia-a-dia.</p>
<p>Por mais que a história toda que venho relatando aqui no blog não tenha acabado, que o namoro não tenha voltado como era antes e que eu ainda tenha muito o que evoluir e melhorar para ganhar novamente 100% da confiança dela, que já tive um dia, eu ainda assim estou aproveitando muito esse recomeço. Não esqueço do que tenho que fazer, mas aproveito o que posso também.</p>
<p>Ela sempre usou pouca maquilagem, eu incentivava pela simplicidade. Eu não preciso de muito pra reparar nela, de verdade. Mas reparei que ela passou rímel e acho que ela também usou <ins datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">cuvex</ins>. <del datetime="2007-04-29T15:35:14+00:00">aquele acessório que dobra os sílios pra cima, sabem?</del> Uma blusinha justinha ao corpo, vermelha lisa, roupa que quando à conheci ela nem pensava em usar. Ela estava linda. Muito linda. Me sinto privilegiado de namorar uma mulher tão bonita.</p>
<p>Mas isso não é nada perto de quem ela realmente é. Ela pode ser linda e tudo mais mas eu não sou um cara de muitas aparências, de muitas exigências, de reclamações e de ficar olhando gostosas na rua e comparando com o que eu tenho pra mim. OK, dei muita sorte, a mulher que eu amo é muito linda de verdade. Mas ela é tão carinhosa comigo. Eu me abri de verdade pra ela. Cadê a coragem pra eu falar que eu precisava de abraço e de cafuné? Não sei onde está, mas eu contei que precisava de colo, me abri com ela e ela me deu o que eu precisava. Sorrisos, abraços, beijinhos, carinho, bom gosto pra ajudar com as roupas, assunto para passar o tempo e acima de tudo segurança de que ela vai estar por perto quando eu precisar novamente.</p>
<p>O namoro voltou, estou muito feliz com isso.<br />
O sábado foi ótimo, estou leve e apaixonado, mais do que já estive.<br />
Como disse à ela no MSN agora a pouco: O sorriso dela &#8220;esquenta&#8221; meu coração.</p>
<p>Mas apesar de tudo estou com plena consciência de que tenho muito a trabalhar para ser a pessoa certa pra ela. Na verdade começo agora a ser a pessoa certa. Não haverão mais deslises. Quero ser feliz pra sempre e agora que esse blog não tem mais motivo de ser um blog de enquanto estávamos separados, agora ele será um blog para saber como é que pode e como é que faço para ser feliz pra sempre com a Rô.</p>
<p>Ainda vou ver ela amanhã, segunda ou terça&#8230;  ela mesma disse que quer também me ver&#8230;  que feriado promissor, mesmo sabendo que terei que trabalhar um ou dois dos quatro dias do feriado.</p>
<p>Estava escutando &#8220;Now We Are Free&#8221; do filme &#8220;Gladiador, composta por <a href="http://www.amazon.com/Hans-Zimmer/artist/B000AQU2MU/002-9836845-2971242">Hans Zimmer</a>. Realmente inspiradora:<br />
<br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/gladiator-now-we-are-free.mp3">Baixar a música</a></p>
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		<title>Confusão, arrumação, confusão</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 23:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Creio que devo uma explicação para meus leitores. Na verdade eu estou devendo uma explicação para mim mesmo. Eu mesmo preciso ver se organizo toda essa confusão em que me encontro.
Eu e a Rô nos falamos quase todo dia no MSN. Quando eu faço força pra não falar com ela, ela fala um oi. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strike>Creio que devo uma explicação para meus leitores</strike>. Na verdade eu estou devendo uma explicação para mim mesmo. Eu mesmo preciso ver se organizo toda essa confusão em que me encontro.</p>
<p>Eu e a Rô nos falamos quase todo dia no MSN. Quando eu faço força pra não falar com ela, ela fala um oi. Quando ela não está falando comigo no MSN eu fico com receio dela pensar que eu não estou dando bola pra ela e falo eu um oi. O assunto da conversa nem sempre é o mais importante, sinto que o importante pra mim é que haja uma conversa. Não duvido que ela também sinta assim de vez em quando.</p>
<p>Estamos muito próximos novamente e a briga que aconteceu por causa da mina do busão me obrigou a falar um monte de coisas que eu não sei se eu deveria. Se eu não falasse eu não conseguiria acalma-la e sem acalma-la eu não poderia explicar toda a situação, que não passou de um monte de confusão e insegurança dentro da minha cabeça. Mas o fato é que falei coisas que acho que eu não devia:</p>
<blockquote><p><b>Rô:</b> Isso não é amor<br /><b>João:</b> Amor é tudo que eu faço, sempre fiz e sempre vou fazer por você<br /><b>João:</b> Amor é perdoar<br /><b>João:</b> Amor é compreender<br /><b>João:</b> Amor é compartilhar<br /><b>João:</b> Tanto faz o nível de abstração que eu tive de imaginar um mundo sem amor por você por 3 segundos e resolvi mexer com a mina<br /><b>João:</b> Amor é viver junto<br /><b>João:</b> é comprometimento<br /><b>João:</b> é dedicação<br /><b>João:</b> eu tenho tudo isso por você e muito mais</p></blockquote>
<p>E isso é só um pouco do que eu falei. Em outros pedaços espalhados pela conversa tem muito mais amor por aí. E eu acho que talvez eu não devesse ter me aberto tanto com ela. Ela merece toda a minha sinceridade, que é outra coisa que faz parte do meu amor por ela, e ela merece muito mais. Só que será que eu deveria ter aproveitado tudo isso pra criar a distância que talvez agente precise? Será que eu fico uma semana sem falar com ela? Muita gente sugere essas coisas, mas não interessa o que sugerem, eu tenho que entender e sentir a necessidade pra fazer isso, e tem hora que parece que é isso mesmo que deve ser feito.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo a sensação que tenho é que de ainda estamos namorando. Mesmo ontem saímos com duas amigas, ela estava muito, muito linda. Eu queria que as outras duas fossem por espaço, por mais amigas que elas são e por melhor que tenha sido o jantar, e foi ótimo, mas a situação do convite acabou fazendo com que encontrar à todos fosse o melhor jeito de nos vermos.</p>
<p>Eu me sinto fraco, inocente e frágil com tanta sinceridade e tanta insistência minha para com ela. Eu sou todo dela, eu estou aberto pra ela, eu estou em pedaços e eu queria poder provar pra ela que depois de tanta ferida, tantas dificuldades, que seria impossível de eu ser novamente como eu era. Eu estou mudado e vou mudar muito mais antes de terminar essa história toda de estar namorando emocionalmente e estar oficialmente separado.</p>
<p>Entendam que eu não estou bancando o cachorrinho pra ela quando dispensei a mina do busão. Eu simplesmente não tenho coração para ficar com as outras. De certo que se eu não tivesse contado para a Rô que mesmo assim eu não teria nada com aquela mina. Impossível. Eu não estou pronto. Eu posso ficar sozinho, sem falar com a Rô, isso é difícil mas julgo que seja possível, principalmente se a Rô também tiver a mesma intenção. Mas ficar com alguém agora seria impossível. Seria uma espécie de suicídio. Eu mesmo me faria um mal muito grande ficando com alguém. E é por isso que a história da mina do busão morreu, não por que a Rô pediu. Agradeço à todos que me apoiaram, mas a questão é que eu não estou pronto para pensar em outras mulheres.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Outra coisa que está na minha cabeça constantemente é o que ela possivelmente está pensando. Vejam os fatos:
<ul>
<li>Separamos</li>
<li>Um tempo falando pouco, mas falando de nós</li>
<li>Um pequeno tempo sem se falar nada</li>
<li>Voltamos a nos falar</li>
<li>Jantar à dois, com direito a se <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/08/quinta-feira-quinta-serie/">sentir na quinta-série</a></li>
<li>O Carlos se declarou à ela, depois de 6 anos esperando por ela</li>
<li>Nos aproximamos como amigos</li>
<li>Teve o dia que <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/15/ontem-dois-dias-em-um/">ficamos e demos uns amassos</a></li>
<li>Ela me rejeitou até um selinho (isso eu não postei)</li>
<li>O rolo da mina do busão</li>
<li>Saímos com amigas nossas e fomos só amigos, realmente</li>
</ul>
<p>Mas me pergunto. O que é que eu posso esperar dela? Parece um vai e vem. Agente se aproxima e se afasta de diversas formas. Eu estou ficando louco com isso. Para mim há um impasse no ar. Já que estamos oficialmente separados nós evitamos falar dos assuntos que poderiam resolver nossos problemas e nos deixar juntos novamente. São os mesmos assuntos que poderiam também nos separar de vez, inclusive. E se não resolvermos esse assunto ela não vai aceitar voltar. Ai ai ai, como eu queria que ela aceitasse voltar. Se voltássemos a namorar, voltássemos a poder falar dessas coisas, tudo ia se colocar no lugar. Eu tenho plena convicção disso. Eu tenho certeza que tudo ia ficar tão bom.</p>
<p>Ao mesmo tempo agora temos uma terceira confusão com tudo isso. Conversamos muito depois do incidente da mina do busão. Conversamos até eu entender o que teoricamente justificaria que a crise da Rô não era bem ciúmes, mas sim estava ofendida com minhas aparentes discrepâncias de atitudes. Tentar beijar ela e depois passar meu telefone pra uma mina uns 40 minutos depois. Essa conversa é assunto pra outro post (de novo).</p>
<p>Acontece que depois de conversar muito eu entendi que preciso deixar a minha postura mais clara pra ela. Se eu quero ficar com ela é isso, é 100% querer ficar com ela. Por outro lado se eu não souber se quero ou não ficar com ela eu preciso deixar isso claro pra ela. E apesar de eu ainda estar no nível de ainda ficar 100% esperando por ela eu suspeito que estou perto de desistir dessa certeza. E isso eu nem sei explicar e nem estou em condições ainda sobre escrever sobre isso.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Será que essa situação é sustentável por muito tempo? Será que eu consigo ficar sem ela por um tempo, nem a Rô-amiga? Será que é isso que precisamos? Será que se eu aparecer surpresa na casa dela com um presente, rosas, sei lá, será que agente conversa e consegue voltar? São tantas coisas que eu gostaria de saber responder. Tantas coisas que eu preciso saber dela. Tantas coisas que por estarem confusas pra mim estão também confusas pra ela. Isso por que estão confusas pra mim por causa da confusão dela. E põe bola de neve nisso aí! Circulo vicioso &#8220;master&#8221; (como diria a Ana Lúcia).</p>
<p>Eu amo a Rô? Amo.<br />A Rô me ama? Tenho quase certeza que sim.</p>
<p>Que post estranho. Não consigo realmente organizar e muito menos finalizar. Mas pelo menos o que está na minha cabeça está agora registrado. Isso tudo por que eu ainda ia fazer um post legal sobre a sensação diferente do fim-de-semana de um solteiro. É totalmente diferente e eu já percebi. Mas como vários outros assuntos, ficam para outro post, e outro post, e outro post. Queria ter mais tempo, além de tudo.</p>
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		<title>Don’t Cry</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2007 15:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É impressionante como algumas músicas se encaixam totalmente nos momentos de nossas vidas. Mas essa aqui foi mais impressionante ainda. &#8220;Don&#8217; Cry&#8221;, do Guns n&#8217; Roses, possui duas versões que fazem parte de um mesmo álbum duplo. Uma versão tem as letras originais e a outra letras alternativas, apesar das músicas terem sido lançadas juntas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante como algumas músicas se encaixam totalmente nos momentos de nossas vidas. Mas essa aqui foi mais impressionante ainda. &#8220;Don&#8217; Cry&#8221;, do Guns n&#8217; Roses, possui duas versões que fazem parte de um mesmo álbum duplo. Uma versão tem as letras originais e a outra letras alternativas, apesar das músicas terem sido lançadas juntas. E é perfeito como ambas as músicas têm tanto a dizer do meu momento com a Rô.</p>
<p>Na verdade ela se encaixa no contexto que estávamos antes de acontecer a confusão com a mina do busão. E se encaixa no novo contexto que teoricamente estamos, que é de ignorar que aquilo tenha acontecido.</p>
<p>Se a Rô pudesse entender o quanto eu queria apoiar ela, independente de voltarmos ou não. Se ela pudesse se fechar menos pra mim, seria tudo tão mais gostoso, tão mais fácil. E mesmo assim não seria necessariamente para voltarmos. Existem outros tipos de amor, que não o conjugal, que não morreram entre nós. A nossa amizade é muito forte e eu queria poder fazer valer tudo que eu tenho de amor-amizade por ela para ajuda-la com toda essa história de faculdade e família.</p>
<h3><cite>Don&#8217;t Cry (original) &#8211; Guns n&#8217; Roses</cite></h3>
<p><br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/gunsnroses-dontcry-orig.mp3">Baixar a música</a></p>
<blockquote><p>Talk to me softly<br />
There&#8217;s something in your eyes<br />
Don&#8217;t hang your head in sorrow<br />
And please don&#8217;t cry<br />
I know how you feel inside I&#8217;ve<br />
I&#8217;ve been there before<br />
Somethin&#8217;s changin&#8217; inside you<br />
And don&#8217;t you know </p>
<p>Don&#8217;t you cry tonight<br />
I still love you baby<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry tonight </p>
<p>Give me a whisper<br />
And give me a sigh<br />
Give me a kiss before you<br />
tell me goodbye<br />
Don&#8217;t you take it so hard now<br />
And please don&#8217;t take it so bad<br />
I&#8217;ll still be thinkin&#8217; of you<br />
And the times we had&#8230;baby </p>
<p>And don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry tonight </p>
<p><strong>And please remember that I never lied</strong><br />
And please remember<br />
how I felt inside now honey<br />
You gotta make it your own way<br />
But you&#8217;ll be alright now sugar<br />
You&#8217;ll feel better tomorrow<br />
Come the morning light now baby </p>
<p>And don&#8217;t you cry tonight<br />
An don&#8217;t you cry tonight<br />
An don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry<br />
Don&#8217;t you ever cry<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Baby maybe someday<br />
Don&#8217;t you cry<br />
Don&#8217;t you ever cry<br />
Don&#8217;t you cry<br />
Tonight
</p></blockquote>
<h3><cite>Don&#8217;t Cry (Alt Lyrics) &#8211; Guns n&#8217; Roses</cite></h3>
<p><br />
<a href="http://joaoquercasar.com/music/gunsnroses-dontcry-alt.mp3">Baixar a música</a></p>
<blockquote><p>If we could see tomorrow<br />
What of your plans<br />
No one can live in sorrow<br />
Ask all your friends<br />
Times that you took in stride<br />
They&#8217;re back in demand<br />
I was the one who&#8217;s washing<br />
Blood off your hands</p>
<p>Don&#8217;t you cry tonight<br />
I still love you baby<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry tonight</p>
<p>I know the things you wanted<br />
They&#8217;re not what you have<br />
With all the people talkin&#8217; it&#8217;s drivin&#8217; you mad<br />
If I was standin&#8217; by you how would you feel<br />
Knowing your love&#8217;s decided<br />
And all love is real</p>
<p>An don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry tonight</p>
<p>I thought I could live in your world<br />
As years all went by<br />
With all the voices I&#8217;ve heard<br />
Something has died<br />
And when you&#8217;re in need of someone<br />
My heart won&#8217;t deny you<br />
So many seem so lonely<br />
With no one left to cry to baby</p>
<p>An don&#8217;t you cry tonight<br />
An don&#8217;t you cry tonight<br />
An don&#8217;t you cry tonight<br />
There&#8217;s a heaven above you baby<br />
And don&#8217;t you cry<br />
Don&#8217;t you ever cry<br />
Don&#8217;t you cry tonight<br />
Baby maybe someday<br />
Don&#8217;t you cry<br />
Don&#8217;t you ever cry<br />
Don&#8217;t you cry<br />
Tonight </p></blockquote>
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		<title>Fim da história</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/04/18/fim-da-historia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2007 01:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O post anterior é para ser desconsiderado.
Eu não vou ter nada com ninguém.
Eu como qualquer otário sincero contei pra Rô da história. Aconteceu uma briga horrível e espero que eu possa conversar com ela com calma depois. Não passou de uma brincadeira a história do post abaixo.
Eu vou deixar ele aí arquivado por que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O post anterior é para ser desconsiderado.</p>
<p>Eu não vou ter nada com ninguém.</p>
<p>Eu como qualquer otário sincero contei pra Rô da história. Aconteceu uma briga horrível e espero que eu possa conversar com ela com calma depois. Não passou de uma brincadeira a história do post abaixo.</p>
<p>Eu vou deixar ele aí arquivado por que eu não apago a minha história. Esse blog é pra ser re-lido um dia. Eu vou usar o blog pra crescer e para ser o marido ideal. Marido ideal da Rô, ou morrer sozinho.</p>
<p>Comentários sobre essa história, por favor, nesse post. Aquele post eu deixei desligado qualquer comentário.</p>
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		<title>Outras histórias</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/04/18/outras-historias/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 18:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ontem voltando da casa da Rô, uma garota ficou me olhando no ônibus. Ela me olhava nos olhos e não desviava logo. Nem eu na verdade. Olhos bonitos, meio oriental.
Mudei de lugar pra ter certeza que ela olhava pra mim. Ela olhava. E continuou. Antes de descer do ônibus escrevi meu celular num papel e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><del datetime="2007-04-19T01:43:58+00:00">Ontem voltando da casa da Rô, uma garota ficou me olhando no ônibus. Ela me olhava nos olhos e não desviava logo. Nem eu na verdade. Olhos bonitos, meio oriental.</p>
<p>Mudei de lugar pra ter certeza que ela olhava pra mim. Ela olhava. E continuou. Antes de descer do ônibus escrevi meu celular num papel e tentei colocar no bolso dela. Mas caiu. Ela percebeu e hoje falamos por SMS e agora estamos no MSN. Vamos ver o que dá. No mínimo mais alguém pra conversar&#8230;  quem sabe algo mais?</del></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Compreensão</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/04/18/compreensao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2007 14:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Tenho evitado fazer alguns posts aqui por que gosto de fazer posts que se explicam. Posts completos que têm a ver com tudo que eu quero falar. Mas hoje não vou ter tempo e não quero evitar de postar também.
Ontem vi a Rô novamente. Fui lá dar uma força à ela. Dar um colo. Ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho evitado fazer alguns posts aqui por que gosto de fazer posts que se explicam. Posts completos que têm a ver com tudo que eu quero falar. Mas hoje não vou ter tempo e não quero evitar de postar também.</p>
<p>Ontem vi a Rô novamente. Fui lá dar uma força à ela. Dar um colo. Ela está muito mal com a questão da faculdade dela. Muita dificuldades, dúvidas e nenhum colo pra chorar. Agora que ela se afastou do Carlos por causa da história da paixão escondida ela não tem mais com quem falar dos problemas dela. Ela vem pra mim.</p>
<p>Falo mas não explico: Eu sabia que provavelmente ela não iria me beijar, mas eu não tinha certeza. Na hora de se despedir, depois dela ter chorado um tempão no meu colo, eu tentei dar um selinho nela de despedida. Nada demais. Ela fugiu. Ela até se chateou. Pedi desculpas por SMS e trocamos algumas 5 mensagens ou 6. Ela foi fria e até meio grossa comigo. Para mim ficou claro que ela se chateou com isso e hoje de manhã acho que entendi tudo.</p>
<p>Eu e ela realmente acabamos. Ela ter falado no meu ouvido que me ama e que podíamos voltar aos poucos provavelmente &#8220;escapou&#8221; no último sábado. Acho que a real é que estamos realmente separados. Eu sou um amigo e um colo e eventualmente podem acontecer essas transgressões de termos um beijo ou um amasso no sofá. Mas acho que a regra é: Não encoste nela a menos que ela encoste em você.</p>
<p>Espero lidar bem com tudo isso. Eu gosto de dar um colo pra ela quando ela precisa e aposto que o contrário será possível quando eu precisar de um colo também. Isso vai continuar existindo no nosso relacionamento. Mas é só. Só amizade.</p>
<p>A Olga que estava certa em seus comentários. Eu estava perto de me magoar. Agora estou magoado mesmo. Eu tentei tomar cuidado, eu tentei seguir o conselho dela, mas agora já foi. A Ana Júlia (dentre outros) queria entender melhor a nossa separação, que <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/01/sinceridade-e-impulsividade/">está explicada em um post mais antigo nesse mesmo blog</a>. Ana Júlia, <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/14/colo/">meu comentário pra você que falei no seu blog esta aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Promessas de ano novo</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 13:04:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lá no comecinho do nosso namoro, vamos dizer, tínhamos algo perto de 1 ano e 10 meses de união, eu e a Rô fomos à um sítio, de uma amiga de um amigo nosso. Esse nosso amigo, o Jú, ele nos chamou pra várias festas boas durante o ano e depois de mais de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no comecinho do nosso namoro, vamos dizer, tínhamos algo perto de 1 ano e 10 meses de união, eu e a Rô fomos à um sítio, de uma amiga de um amigo nosso. Esse nosso amigo, o Jú, ele nos chamou pra várias festas boas durante o ano e depois de mais de um ano e meio de namoro eu consegui convencer sutilmente a Rô de que era uma boa idéia passar o feriado de ano novo, só a virada, com os amigos, comigo, sem a família. Ela sempre teve essa coisa forte de passar feriados com a família, ao passo que várias pessoas que eu conheço gostam de passar essas horas o máximo possível com os amigos, ela sempre foi da outra metade, que qualquer feriado é com a família e essa nossa viagem de ano novo foi um marco: Aquele ano, passar a virada do ano comigo era mais legal ou mais importante do que com a família. Eu me senti família. Qualquer que seja o motivo, pode ter sido uma questão de dividir a atenção com todos, não sei, era pra mim uma vitória e uma sensação muito boa de poder viajar com a Rô.</p>
<p>A viagem até que foi curta, dia 31 mesmo fomos de manhã para o sítio, que até que é pertinho de São Paulo, ali na Serra da Cantareira. Nem conhecíamos tanta gente. Para aquela festa sabíamos que umas 50 pessoas haviam sido convidadas mas conhecíamos de lá o Jú e mais uma meia dúzia da turma do Jú. A Sandra ia conosco, mas como é de praxe, esse pessoal que faz faculdade Cinema, Rádio e TV, Audiovisual ou Publicidade costuma ser &#8220;importante&#8221; de mais pra ir onde fala, sempre tem que mudar de última hora. Mas lá encontramos o Carlos. O mesmo cara que na última páscoa se declarou pra Rô dizendo que ficou 6 anos esperando. OK, não vem ao caso essa história de 6 anos esperando, só quis dar nome aos bois. Encontrar o Carlos foi muito bom. Ele e a Rô sempre ficam horas conversando, muitas dessas horas eu fico junto, outras não. Mas também tinham lá pessoas que eu ficava conversando e que a Rô não conversava tanto. Foi bom pra equilibrar e foi uma descoberta muito legal os amigos em comum e as relações que causaram essa coincidência.</p>
<p>A tarde foi super agradável, tivemos churrasco, conversamos com várias pessoas, andamos pelo maravilhoso sítio, nadamos na piscina, foi super gostoso, mas essas não são as maiores lembranças dessa viagem. O mais gostoso foram horas conversando e namorando nos sofás, conversas com o Carlos sobre a decoração da casa, os quadros, conversas com um cara que conheci lá sobre o meu hobbie e a hora da virada.</p>
<p>A galera bebeu muito, tinha uma sala lá que originalmente era um ateliê de artista que é familiar da garota que chamou o Jú pra organizar a tal festa. Essa sala virou pista de dança e perto da hora da virada já tinha muita gente que tinha bebido bastante e a festa estava muito legal e muito engraçada. Pouco depois da virada eu chamei a Rô e fomos pra um lugar, no meio da grama, cercado de plantas todas muito bonitas &#8211; um cantinho romântico. E lá tivemos a conversa que tornou essa noite inesquecível.</p>
<p>Eu lembro de ter tido essa idéia e de ter começado a falar e propor todas aquelas coisas bonitas, mas ela também complementou e o que falamos eu nunca mais vou esquecer, não importa de quem foram as palavras. Falávamos de todo o nosso amor, que era eterno, que era tão forte, que não trocaríamos por nada. Prometemos um ao outro nunca deixar os problemas escondidos, tudo teria que ser conversado, sem segredos, sem medo, com sinceridade. Prometemos também que tudo de ruim nesse tempo de namoro (e talvez eu ainda escreva sobre as coisas ruins, mas não hoje) iria ficar pra trás. Tudo que passou já tinha sido resolvido e nada de ruim desses 1 ano e 10 meses de namoro deveria voltar a incomodar o nosso amor daqui pra frente. Daqui pra frente seríamos nós, João e Roberta, um casal feliz, jovem e ao mesmo tempo tão maduro para conseguir ter tantas conversas abertas e não ter segredos. Uma casal perfeito. Um casal que perdoou tudo que aconteceu no passado e estava pronto para viver o futuro mais lindo e próspero que veríamos em toda a nossa vida: O nosso amor. O nosso relacionamento.</p>
<p>Esse dia eu fui a pessoa mais feliz do mundo e acho que a Rô também foi. Essa sensação de leveza, felicidade e amor profundo voltou a minha cabeça várias vezes durante todo o nosso relacionamento e mais de uma vez depois que terminamos. Estou contente de poder lembrar de uma coisa tão gostosa que já tive na minha vida. Tenho saudades daquela época. Sento saudades da minha Rô e da nossa capacidade de resolver tudo. Acredito muito nessa capacidade nesse momento que estamos voltando a nos encontrar e podendo nos apaixonar novamente.</p>
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		<title>Ontem, dois dias em um</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 16:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ontem o dia foi cheio. Um dia cheio de Rô.
Acordei já com alguma coisa na cabeça, não sabia o que, não estava tudo certo. &#8220;Será que hoje é sexta e eu tô de bobeira em casa pensando que é sábado?&#8221;. Conversei um pouco aqui e acolá com minha mãe e meu irmão e evitei um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o dia foi cheio. Um dia cheio de Rô.</p>
<p>Acordei já com alguma coisa na cabeça, não sabia o que, não estava tudo certo. &#8220;Será que hoje é sexta e eu tô de bobeira em casa pensando que é sábado?&#8221;. Conversei um pouco aqui e acolá com minha mãe e meu irmão e evitei um pouco o computador.</p>
<p>Depois de um tempo não resisti, liguei o computador e o som. Coloquei uma música e fiquei aqui, lendo blogs de amigos, arrumando o quarto, na verdade mais sentado no computador do que qualquer outra coisa. E a Rô apareceu.</p>
<p>A princípio foi bom falar um pouquinho com ela. Agente ficou de papo furado, falando de várias coisas. Tocamos um pouquinho em assuntos mais nossos mas a conversa não durou e voltamos ao papinho-furado. A sensação me tomou e <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/11/caminhao-de-mudancas/" title="Um caminhão de mudanças">essa parte eu já tentei explicar aqui</a>, ontem mesmo.</p>
<p>Chorei bastante mesmo depois de postar. Tive que parar de chorar meio derrepente, com minha mãe chamando pra almoçar. Nessa hora eu tinha levado o notebook pra sala de estar e tive que dar a volta no jardim por que minha cara não estava muito apresentável para quem não queria perguntas. Mas foi bom. Parei de chorar e depois do almoço a sensação era melhor. A Rô estava na terapia e ficou combinado de nos vermos depois.</p>
<p>Fomos no <a href="http://www.applebees.com.br/">Applebee&#8217;s</a>. Lá é muito agradável. Um lugar ideal para ficarmos papeando e tomando alguma coisa e depois de um tempo jantar. Como é gostoso uma paquera. Apesar de termos alguns assuntos, como os caras que andam chamando ela pra sair ou o cara que ela gostaria que chamasse e não chamou, que poderiam arruinar o &#8220;encontro&#8221; a nossa posição de amigos tratou de não gerar atritos nem com esses assuntos. Ela se ofereceu para nos vermos pra ela me dar um pouco de colo por que boa parte do que eu falei no post &#8220;Colo&#8221; eu já havia falado à ela via MSN. Então esses assuntos tiveram que aparecer mas o colo não podia ser ali, no meio do restaurante.</p>
<p>Foi muito legal. Parte do tempo ficamos falando de papo de amigos, parte do tempo de assuntos mais sérios mas acho que em alguns momentos não passou de paquerinha, o clima de paquera estava gostoso e no final pedi pra sentar do lado dela. Não dá pra explicar direito, mas no lugar que estávamos, que era pra duas pessoas, até cabia duas pessoas em um banco/sofá só. Mas era apertadinho pra duas pessoas e folgado pra uma. Ela até deixou, falou, &#8220;ah, depois de pagar a conta você fica um pouco aqui&#8221;. Mas não teve isso, não tinha mais bebidas sobre a mesa quando pagamos e pouca justificativa para um abraço ou para ficar na mesa.</p>
<p>Aguardando o carro eu puxei a mão dela. Não encontrei resistência e nossos corpos se tocaram num abraço. Depois de 6 anos de namoro e praticamente 2 meses separados agente ainda não tinha como esquecer o nosso jeito de abraçar. Foi automático, tanto ela quanto eu abraçamos como sempre abraçávamos. Foi um abraço gostoso. Depois sentamos e eu puz minha mão sobre seus ombros e ela não ofereceu resistência a se recostar em mim. Fomos embora no carro dela e eu perguntei se precisava pedir desculpas. Já expliquei que ela criticou os abraços da quinta-feira mas parecia tudo estar confuso. Eu falei que qualquer coisa que eu fizesse que ela não aprovasse que ela me avisasse e ela com um sorriso disse que tudo bem, que avisaria, mas que estava tudo bem.</p>
<p>Pedi pra subir na casa dela. Os pais dela tinham saído para jantar, levaram os irmãos dela e a casa estava vazia. Que sonho! Se eu estivesse mal como eu estava quando conversei com ela de manhã, como num passe de mágica, eu poderia ter o colo que eu &#8220;sonhei acordado&#8221; em ter. E tive. Ela sentou no sofá e falou: &#8220;Deita aqui&#8221; com um tapinha em suas coxas. Eu transbordei de satisfação e deitei lá. Ganhei um pouco de cafuné mas a as poucas lágrimas que vieram não eram grandes o suficiente para escorrer e tampouco molhar o colo que me acolhia. Levantei a cabeça e a abracei.</p>
<p>As lágrimas vieram um pouco mais fácil na hora que eu falei um pouco pra ela. Eu não queria ficar falando olhando pro nada, no colo dela. Depois que comecei a chorar eu ia me recostar novamente em suas pernas, mas o carinho na minha cabeça e no meu pescoço evitava que eu fosse pra lá livremente. Ganhei um beijo no rosto, eu não acreditei, agente estava muito perto e eu já tinha pensado em tentar beija-la no Applebee&#8217;s mas achei melhor não forçar a barra, mas foi quase um convite e olhei pra ela e nos aproximamos e os dois beijaram. Nenhum dos dois beijou o outro, os dois se beijaram ao mesmo tempo.</p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230;</div>
<p>Foram 40 minutos no sofá da casa dela. Chegou até a esquentar o clima, depois acalmamos, sabíamos que não era pra ir além, conversamos de leve e chorei mais um pouco, ela enxugou a minha lágrima com um beijo e não tive mais vontade de chorar, nem por felicidade e nem por tristeza. Era pra ficar bem, era pra aproveitar, não era pra chorar.</p>
<p>Depois fui embora, antes dos pais dela chegarem. Mas a <a href="http://joaoquercasar.com/2007/04/15/entorpecido/" title="Entorpecido">sensação de tudo isso já foi descrita</a> aqui. Estou feliz, mesmo que essa noite não signifique que agente voltou. Pra mim significa que a mulher que eu mais admiro está pronta para ser paquerada e conquistada, como se não tivéssemos toda a história que eu abri esse blog para aos poucos contar.</p>
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		<title>Entorpecido</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 03:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É como se meus pés não tocassem o chãoMinha barriga ajuda a evitar o aquecimento globalO toque do meu coração pode liderar qualquer exércitoO mar seca com o calor da minha respiração

&#8230; &#160; &#8230; &#160; &#8230;
Me sinto deitado num mar de gelatina,meu corpo esquenta o que me toca,derrete tudo a minha volta.
Seria impossível nadar, gritar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É como se meus pés não tocassem o chão<br />Minha barriga ajuda a evitar o aquecimento global<br />O toque do meu coração pode liderar qualquer exército<br />O mar seca com o calor da minha respiração</p>
<p>
<div align="center">&#8230; &nbsp; &#8230; &nbsp; &#8230;</div>
<p>Me sinto deitado num mar de gelatina,<br />meu corpo esquenta o que me toca,<br />derrete tudo a minha volta.</p>
<p>Seria impossível nadar, gritar, mover.<br />Afundando lentamente vou me afogar,<br />vou me perder, não é preciso respirar.</p>
<p>Foi com um simples sorriso que ela, com seu rosto junto ao meu,<br />fez meu corpo submergir, diminuir, inexistir desaparecer.</p>
<p>
<div align="center">&#8230;&nbsp;&nbsp; &#8230; &nbsp; &#8230;</div>
<p>Com a voz dela o mundo parou de girar, todos os espelhos quebrados se consertam, cada pranto se torna um sorriso, o ódio se torna amor e a vida transborda em forma de bolhas de sabão que sobem aos céus e levam ao espaço o som mais lindo desse mundo.</p>
<p>O cheiro dela é insurdecedor, fiquei cego com o sabor de seus lábios, fiquei mudo com seu abraço.</p>
<p>Nenhum poeta sequer chegou perto de descrever a sensação sublime e completa do olhar apaixonado que ela lançou e preencheu a minha vida de forma insuperável.</p>
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		<title>Colo</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 18:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não sei se vocês já tiveram isso&#8230;  sabe quando você &#8220;vê uma cena&#8221;? Imaginando. A imagem vem à cabeça, se forma, é como se fosse uma fotografia.
Eu estava com a Rô no MSN agora. Agente tem essa mania de não conseguir desgrudar. Os dois querem voltar, está na cara, mas os dois ficam fazendo papel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se vocês já tiveram isso&#8230;  sabe quando você &#8220;vê uma cena&#8221;? Imaginando. A imagem vem à cabeça, se forma, é como se fosse uma fotografia.</p>
<p>Eu estava com a Rô no MSN agora. Agente tem essa mania de não conseguir desgrudar. Os dois querem voltar, está na cara, mas os dois ficam fazendo papel de amigos. Hoje estourou.</p>
<p>Estávamos até falando de coisas legais, dando umas risadinhas. Mas a sensação foi me tomando e eu comecei a chorar.</p>
<p>Hoje o dia está como um sapato apertado que você não pode tirar. O dia está me apertando. Está tudo fora de lugar, é como uma casa bagunçada que não tem como arrumar.</p>
<p>Chorando a imagem se formou. Ela está sentada no sofá e eu deitado nas coxas dela. Eu choro, choro e choro até que suas pernas ficam molhadas, a calça jeans escura fica com a marca mais escura das minhas lágrimas. Suas mãos em meu pescoço, minha cabeça. Movimentos ternos, suaves, gostosos me confortam. Nenhuma palavra, só isso&#8230;  é uma foto mesmo.</p>
<div>&#8230; &#8230; &#8230;</div>
<p>Eu acho que perdi isso. Vai demorar muito tempo ou nunca mais vou poder chorar no colo da Rô. Aqui em casa seria impossível, na casa dela também. Nunca estão vazias, não são nossas casas de verdade. Casa de verdade está vazia quando você só precisa de paredes e um sofá. Sem porta. Eu poderia morrer numa sala sem porta e sem janelas se ela estivesse comigo. Só precisa do sofá. Só precisa dela.</p>
<p>Eu contei da imagem pra ela. Talvez depois do compromisso que ela vai agora, uma reposição da terapia de quarta que ela não teve, agente se veja. Acho que ela ficou com dó de mim. Acho que eu posso me dar mal de ir vê-la estando eu frágil assim.</p>
<p>Eu a amo. Só tenho esse cantinho pra assumir isso. A minha vida está que nem um espelho quebrado com seus pedaços no chão de uma casa abandonada. Ninguém tira os cacos de lá, os cacos vão pegando poeira. Não sei se algum dia alguma coisa vai voltar ao seu lugar.</p>
<div>&#8230; &#8230; &#8230;</div>
<p>Nada encaixa no dia de hoje, faltam peças no quebra cabeça, está chovendo do chão para o céu&#8230;</p>
<p>Estou morrendo aos poucos por falta dela.</p>
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		<title>Caminhão de mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2007 01:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.
Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que estou devendo algumas informações para vocês. Eu falei que acalmaram as coisas e acalmaram, mas não são tão interessantes quanto os problemas, né? E eu tô bem sem tempo de postar.</p>
<p>Mas aconteceu uma coisa muito legal. Eu e a Rô estávamos conversando sobre algumas coisas aqui. Sobre a questão dela e do nosso amigo que sempre gostou dela e algumas coisas sobre nós. Ela recentemente trouxe a tona um assunto que eu não comentei aqui. Quando separamos e eu pedi pra ela pra voltarmos eu pedi também, um pouco depois, que ela me dissesse assim que tiver certeza que eu não tenho mais chances com ela. Em outras palavras, eu pedi pra ela me dar um pé mesmo se for esse o caso, que eu não queria ela amaciando a situação.</p>
<p>O legal é que ela trouxe a tona para me lembrar que ela nunca me deu um &#8220;não&#8221;. Ela nunca disse que não voltaríamos nunca mais. E além disso ela pela primeira vez teve coragem de falar com todas as palavras que apesar de ficar com raiva ela sente na maioria do tempo é saudades de mim. Imagina o meu sorriso de orelha a orelha.</p>
<p>E vejam só. Não parou por aí. As coisas esfriaram, ela não falou que vamos voltar também. Mas depois de me lembrar que ela não disse não eu ainda tive mais uma dica aqui e ali de que ela ainda pode voltar comigo. Isso foi gostoso.</p>
<p>Acabamos comentando sobre o AP que eu tava procurando pra morar sozinho mesmo namorando com ela quando separamos. Eu aos poucos fui parando de procurar&#8230;&nbsp; claro, né? Não tinha forças pra nada a não ser tentar ficar bem com a separação, abri esse blog e tudo mais. Mas eu tive coragem de convida-la para me ajudar a arrumar tudo lá, como uma amiga, mas me ajudar com decoração e tudo mais.</p>
<p>Ela adorou a idéia!!!!!&nbsp; Affe!! como eu fiquei feliz!!! Estou dando pulos de alegria!</p>
<p>Ela adora uma organização. Não estranhem não. Mas terei uma chance de passar algumas tardes agradáveis com ela e de quebra ter uma ajuda de muito bom gosto e muito bom humor na arrumação do novo AP.</p>
<p>Agora é só voltar a procurar AP e alugar de vez essa pendenga!!!</p>
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		<title>Comprometimento</title>
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		<comments>http://joaoquercasar.com/2007/04/10/comprometimento/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 20:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Assisti &#8220;High Fidelity&#8221; ontem de madrugada por causa dela.
Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.
Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:
Na maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0146882/">High Fidelity</a>&#8221; ontem de madrugada por causa dela.</p>
<p>Acho que a parte mais significativa pro nosso relacionamento não é a mesma que ela disse que era pra ela. É outra.</p>
<p>Pra mim a parte mais significativa é o que eu sonho que ela pensasse sobre o nosso relacionamento. Aqui vão as falas do filme:</p>
<blockquote><p>Na maioria das vezes,<br />consigo ficar com ambos os pés no chão.<br />Consigo seguir o caminho.<br />Consigo entender o sinal.<br />Permaneço assim quando a estrada clareia.<br />Consigo lidar com qualquer um.<br />Falhei em algo.<br />Não reparei até que ela partisse.<br />Agora vejo que nunca me comprometi com a Laura.<br />Mantive sempre um pé pra fora da porta.<br />Isso me impediu de fazer muitas coisas, como pensar no futuro.<br />Fazia mais sentido não me comprometer com nada.<br />Deixar tudo em aberto.<br />E isso é suicídio<br />lento.</p></blockquote>
<p>Quem sabe um dia ela pode pensar assim e voltar pra mim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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