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	<title>Jorge Camargo</title>
	
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	<description>Travessia - Uma viagem literário-musical de sensibilidade e espiritualidade.</description>
	<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 11:25:30 +0000</pubDate>
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		<itunes:author>Jorge Camargo</itunes:author>
		


		
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		<title>ABSOLUTAMENTE NÃO SEI</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 11:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Encontro quase que diariamente gente ferida pelas instituições religiosas, organizações que estendem seus tentáculos e oprimem, controlam, machucam.
Gente do bem, gente sensível, gente amorosa, gente que crê em Deus, que ama a vida, que ama o mundo, gente capaz&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontro quase que diariamente gente ferida pelas instituições religiosas, organizações que estendem seus tentáculos e oprimem, controlam, machucam.<br />
Gente do bem, gente sensível, gente amorosa, gente que crê em Deus, que ama a vida, que ama o mundo, gente capaz de chorar quando se emociona, de se sensibilizar com a dor do outro, gente, como diria o Bono em sua canção “Grace”, que “finds beauty in everything” (encontra beleza em tudo).<br />
	E gente que é acusada, entre outras coisas, de relativizar o que é absoluto. Os guardiões das sãs doutrinas (seriam elas sãs mesmo?), afirmam que vivemos num mundo onde os valores divinos que são imutáveis e absolutos, são desafiados pelo relativismo.<br />
	Gostei de uma reflexão que o Brian McLaren fez do conceito de pós-modernidade: a pós-modernidade não relativiza o que é absoluto. Apenas admite que, diante do absoluto, nossas interpretações serão sempre relativas!<br />
	Nada mais humano.<br />
	Impossível não lembrar a voz rouca e angustiada do Renato Russo na canção “Monte Castelo”, parafraseando 1 Coríntios 13: “Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem. <em>Agora vejo em parte</em>. Mas então veremos face a face.” E seu complemento, magistral: “é só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade.”</p>
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		<title>É PRECISO APRENDER A AMAR</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 12:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Nietzsche foi um filósofo muito controvertido, ácido em sua crítica a pessoas e correntes filosóficas: Kant, Wagner, Sócrates, Platão, Aristóteles, Xenofonte, Martinho Lutero, à metafísica, ao utilitarismo, anti-semitismo, socialismo, anarquismo, fatalismo, teologia, cristianismo, budismo, à concepção de Deus, ao pessimismo,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nietzsche foi um filósofo muito controvertido, ácido em sua crítica a pessoas e correntes filosóficas: Kant, Wagner, Sócrates, Platão, Aristóteles, Xenofonte, Martinho Lutero, à metafísica, ao utilitarismo, anti-semitismo, socialismo, anarquismo, fatalismo, teologia, cristianismo, budismo, à concepção de Deus, ao pessimismo, estoicismo, ao iluminismo e à democracia.<br />
É mole?<br />
No entanto, em sua obra muitas vezes tem uns vislumbres de doçura e de leveza que chegam a surpreender. Como nesse comentário abaixo sobre a necessidade de se aprender a amar.<br />
Tocou-me profundamente, a ponto de querer repartir com vocês:</p>
<p>&#8220;Eis o que sucede conosco na música: primeiro temos que <em>aprender a ouvir</em> uma figura, uma melodia, a detectá-la, distingui-la, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; então é necessário empenho e boa vontade para <em>suportá-la</em>, não obstante a sua estranheza, usar de paciência com seu olhar e sua expressão, de brandura com o que nela é singular: enfim chega o momento em que estamos <em>habituados </em>a ela, em que a esperamos, em que sentimos que ela nos faria falta, se faltasse: e ela continua a exercer sua coação e magia, incessantemente, até que nos tornamos seus humildes e extasiados amantes, que nada mais querem do mundo senão ela e novamente ela. - Mas eis que isso não nos sucede apenas na música: foi exatamente assim que <em>aprendemos a amar</em> todas as coisas que agora amamos. Afinal, sempre somos recompensados pela nossa boa vontade, nossa paciência equidade, ternura para com que é estarnho, na medida em que a estranheza tira lentamente o véu e se apresenta como uma nova e indizível beleza: - é a sua gratidão por nossa hospitalidade. Também quem ama a si mesmo aprendeu-o por esse caminho: não há outro caminho. Também o amor há que ser aprendido.</p>
<p>(A Gaia Ciência, págs. 221-222)</p>
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		<title>SOBREVIVENTE</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Meu querido amigo Gladir Cabral, um de nossos maiores letristas e com quem amo conversar pelo simples prazer da conversa, certa vez me presenteou com uma frase de rara profundidade: “Jorge querido, a graça não está na resposta, mas na&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu querido amigo Gladir Cabral, um de nossos maiores letristas e com quem amo conversar pelo simples prazer da conversa, certa vez me presenteou com uma frase de rara profundidade: “Jorge querido, a graça não está na resposta, mas na pergunta!”<br />
A vida é assim mesmo.<br />
Muitas perguntas, poucas respostas.<br />
Mas são as perguntas que dão sabor a ela.<br />
Se tudo estivesse explicado, “said and done” [dito e feito], qual seria o seu encanto, seu mistério, sua riqueza?<br />
Agora mesmo, ao ler as notícias sobre mais um acidente aéreo, trágico, lamentável, constato, estupefato, que uma garota de 14 anos, tímida e frágil, foi encontrada viva entre escombros e vários corpos inertes. Como explicar esse fato? Como justificar tamanha improbabilidade?<br />
Eu simplesmente não sei o que dizer.<br />
Sou tão pequeno diante da imensidão das estrelas, da extensão assustadora dos corredores cósmicos, das células incontáveis que compõem meu corpo, dos labirintos sem conta do meu próprio coração.<br />
A mim me resta fazer meus os versos do também fantástico letrista Gonzaguinha em sua ode à vida, “mas isso não impede<br />
que eu repita:<br />
é bonita, é bonita<br />
e é bonita!”</p>
<p>Alguma pergunta?<br />
<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/07/sobrevivente.jpg" alt="sobrevivente" title="sobrevivente" class="alignright size-full wp-image-487" /></p>
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		<title>MICHAEL JACKSON E A SAGA HUMANA</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 12:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O som do Michael nunca fez a minha cabeça, embora reconheça nele um extraordinário talento, uma incrível criatividade e uma enorme sensibilidade.
Sua trajetória como artista e como homem, no entanto, tem muito a me dizer.
E fala (chega mesmo&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O som do Michael nunca fez a minha cabeça, embora reconheça nele um extraordinário talento, uma incrível criatividade e uma enorme sensibilidade.<br />
Sua trajetória como artista e como homem, no entanto, tem muito a me dizer.<br />
E fala (chega mesmo até a gritar) sobre o que temos de mais humano: nossa capacidade de transcender a nós mesmos através de nossas realizações, de nossa inventividade, de nossa arte, e assim eternizarmos a nossa obra. Já dizia Sêneca [citando Hipócrates], “longa é a arte, breve é a vida”.<br />
Sua senda também me ensina sobre a nossa vocação, como seres humanos, para apresentarmos no palco da vida um espetáculo inusitado e surpreendente, repleto ora de elementos de glória sublime, ora de tragédia pungente.<br />
E isso é comum a todos nós.<br />
Todos tivemos, temos ou teremos momentos singulares de realização, de contentamento, de vitória.<br />
E também já vivemos ou viveremos tempos de dor, de luto, de vergonha, de desterro.<br />
Esse é o caminho dos que são a coroa desta criação.<br />
Esse foi o caminho descrito no livro sagrado que o Cristo de Deus percorreu.<br />
Da eternidade em harmonia triuna ele se esvazia tomando a forma de escravo, vivendo entre os homens, morrendo entre ladrões.<br />
E é então exaltado, recebendo o nome que está acima de todo nome.<br />
Eu poderia ocupar espaço falando dos escândalos, das dívidas, do isolamento, das deformações físicas e psicológicas que sempre ocuparam o cotidiano do ser humano Michael.<br />
Prefiro, no entanto, refletir sobre as minhas próprias imperfeições, distorções, incoerências e enfermidades que,  aliás, todos temos em diferentes formas e momentos.</p>
<p>E nisso tudo, it doesn’t matter if you’re black or white!</p>
<p><img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/06/michaeljacksondancando1.jpg" alt="michaeljacksondancando1" title="michaeljacksondancando1" class="aligncenter size-full wp-image-483" /></p>
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		<title>PILARES</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 13:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[A casa onde morei dos 8 aos 25 anos e que frequentei até bem pouco tempo, quando da morte de minha mãe, ficava no fim de uma longa decida. Uma linha de ônibus que passa no local fez com que&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A casa onde morei dos 8 aos 25 anos e que frequentei até bem pouco tempo, quando da morte de minha mãe, ficava no fim de uma longa decida. Uma linha de ônibus que passa no local fez com que o proprietário, que nela morava antes de nos mudarmos, construísse quatro pilastras de concreto, fincadas na calçada em frente ao portão. A ideia é que, se algum dia um daqueles ônibus perdesse os freios, não fosse parar na sala de estar&#8230;<br />
	Nenhum ônibus jamais deixou de fazer a curva, mas os pilares estão lá. Servem como sinais de identificação, pontos de referência, lugar de descanso aos que passam por lá perdidos e, por fim, como colunas protetoras de um perigo possível.<br />
	A vida da gente também necessita de pilares de sustentação, que nos marquem, que nos orientem, que nos sirvam de refrigério e que nos protejam.<br />
Não que com eles estejamos imunes aos desencantos, desencontros e descaminhos da existência. Isso tudo faz parte da nossa condição humana.<br />
Se quisermos ser humanos, assim é que é. Se não quisermos, assim será do mesmo jeito.<br />
	Quando leio os evangelhos [e também outros textos sagrados], observo que a essência da vida, que esses pilares que mencionei, é basicamente a mesma: amor a Deus e amor ao próximo.<br />
Nossos alicerces estão lançados sobre estas duas grandes plataformas.<br />
Mas, o que significa amar a Deus?<br />
Penso que amá-lo é notá-lo. Constatar sua presença no mundo, no cotidiano, nas expressões artísticas, nas relações em família.<br />
E constatar também a sua ausência. “Tu és um Deus que te escondes”, já dizia o erudito profeta hebreu. Ter saudades dos lugares divinos onde nunca estive, de ouvir sua voz orientadora, em busca de equilíbrio, de justeza.<br />
Sua ausência, no entanto, me chama à responsabilidade e à maturidade diante das decisões que tomo e do rumo que dou à minha própria vida.<br />
É, antes de tudo, ter uma atitude de profunda reverência diante do mistério que me envolve, buscar beber dessa fonte inesgotável, obtendo da água de seu conhecimento, sabedoria e beleza os nutrientes capazes de me manter vivo.<br />
E o que quer dizer amar ao próximo?<br />
	Observo com tristeza que o mundo onde vivo é um lugar repleto de religiosidade, de observância de dogmas e de doutrinas que, na maioria das vezes, não se traduz em ações concretas em favor do outro, em prol da vida. A obediência à lei religiosa se sobrepõe à generosidade, à misericórdia, ao perdão e à compaixão. A gente sempre acaba encontrando desculpas, de toda ordem, para sermos menos generosos, menos misericordiosos, menos perdoadores, menos compassivos. Afinal, já fomos vítimas de pessoas que tripudiaram sobre nosso gesto generoso, que nos enganaram quando demonstramos misericórdia, que ignoraram nosso perdão, que foram insensíveis diante da nossa compaixão.<br />
	Esses gestos, essa postura diante da vida, no entanto, é que nos dão chão, força e prumo. Sem eles corremos o risco de passar em branco por este mundo, de vivermos vidas instáveis, insípidas e inconsistentes.<br />
	Os pilares aí estão. Feito aquelas pilastras de concreto à porta da casa onde morei.<br />
	E que fazem com que eu a tenha guardado no coração, como o lugar onde me tornei quem sou.</p>
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		<title>AMOR INDEFINIDO</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 17:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>

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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado gravei dois clipes musicais para o programa Plataforma (www.plataforma.art.br). Num deles, interpretei a canção Amor Incondicional, de minha autoria. Antes da música, no entanto, a produção do programa colheu alguns depoimentos meus, que editados, servem como introdução da&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado gravei dois clipes musicais para o programa Plataforma (www.plataforma.art.br). Num deles, interpretei a canção Amor Incondicional, de minha autoria. Antes da música, no entanto, a produção do programa colheu alguns depoimentos meus, que editados, servem como introdução da canção propriamente dita. Sou indagado sobre uma definição do que é o amor. Respondo que não sei defini-lo, e que não sou a pessoa mais apropriada para dar essa definição.<br />
Meses depois, quando o programa entra no ar, fico surpreso com a minha própria resposta. Queria ter respondido alguma coisa&#8230;<br />
Acho que a gente é assim mesmo.<br />
Somos filhos da modernidade.<br />
Nascemos sob a influência esmagadora da racionalidade, do cientificismo, das respostas pra tudo, das dissecações cadavéricas que explicam o inexplicável, definem o indefinível e determinam o que não se pode determinar.<br />
Talvez daí o meu susto.<br />
No fundo esperava poder dar uma resposta satisfatória, bela, embasada em boa teologia, filosofia ou qualquer outro artifício humano de argumentação. Confesso que fiquei desarmado. O amor literalmente nos desarma.<br />
E nos silencia.<br />
Impossível não lembrar das célebres palavras de Francisco de Assis, ‘prega o evangelho. Se for preciso, use palavras’.<br />
Palavras que ninguém sabe ao certo se ele realmente disse. O que importa? Sua vida de entrega radical ao que acreditava e amava disse!<br />
Como o profeta Jeremias, chamado por Deus a uma vida de excelência (se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com cavalos?) não responde a indagação divina.<br />
Silencia.<br />
No entanto, sua vida inteira dedicada a anunciar e a prantear as mazelas de seu povo respondeu.<br />
Há poucas coisas na vida que realmente posso afirmar que sei definir.<br />
Poucas mesmo.<br />
Decidi que é melhor mergulhar de corpo e alma nesse rio misterioso de águas profundas que é a existência.<br />
Nu (que é como eu vim a ela) e nadando com braçadas largas, radicalmente entregue à corrente, confiante de que ele há de desaguar num mar infindo do amor mais profundo que define aquele que é indefinível como amor, amor que é a maior que o nosso coração.</p>
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		<title>IRMÃO SOL, IRMÃ LUA</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:56:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Meu pai sempre conta de sua avó Benedita (Bendita!), falecida na década de 1940 com mais de cem anos. Segundo ele, ela era uma indiazinha de cabelos longos com pouco mais de um metro e meio de altura, saudável como&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu pai sempre conta de sua avó Benedita (Bendita!), falecida na década de 1940 com mais de cem anos. Segundo ele, ela era uma indiazinha de cabelos longos com pouco mais de um metro e meio de altura, saudável como um touro e lúcida até seu último dia de vida.<br />
Impossível não se lembrar de seus antepassados, os que primeiro habitaram essa imensa nação, vivendo em aldeias, da caça e da pesca, recusando-se à custa da própria morte a viver na escravidão e cuja fé, fruto da observação e da contemplação, nascia do profundo respeito pelas forças da natureza, sinônimo de imensidão e de mistério.<br />
Quando olho pra dentro de mim mesmo e me pergunto sobre a sede que tenho por aquilo que está além de mim, sobre o interesse pelas grandes questões da existência e que o cotidiano alienante insiste em esconder, lembro dessa gente de onde eu venho, de sua simplicidade na vida e ao mesmo tempo da profundidade de sua busca e da grandeza da entrega ao que encontram e tocam.<br />
E entendo um pouco mais a minha vocação de adorador.<br />
E no encontro de mim mesmo com a mensagem cristã, me vejo de mãos dadas com São Francisco, que enxerga nos objetos de culto de meus antepassados irmãos e irmãs, à medida que o espaço de adoração se amplia, saindo da terra mãe que nos abriga, rumo ao espaço de estrelas e galáxias incontáveis, revelando-nos que o alvo de nossa devoção é maior do que poderíamos supor.<br />
A simplicidade, a profundidade e a entrega daqueles que me precedem, no entanto, permanecem como inspiração na busca, na devoção e na vida.<br />
Não sei se chego aos cem anos.<br />
Se chegar, quero a mesma vitalidade e lucidez de minha bisavó.<br />
E, para sempre, quero o amor à liberdade e os olhos de quem sabe ver daqueles que me precederam.</p>
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		<title>POR VOCÊ, MIL VEZES!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 10:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Esta é a frase mais emblemática do filme “O Caçador de Pipas”, inspirado no romance homônimo de Khaled Hosseini e que assisti com os olhos marejados, assim como quando li o livro.
A narrativa, a exemplo de Central do Brasil&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a frase mais emblemática do filme “O Caçador de Pipas”, inspirado no romance homônimo de Khaled Hosseini e que assisti com os olhos marejados, assim como quando li o livro.<br />
A narrativa, a exemplo de Central do Brasil e de muitas outras, tem como enredo a redenção. Uma traição faz com que dois amigos se separem. Vinte anos depois, um deles retorna ao palco onde tudo se passou, tentando corrigir os erros do passado.<br />
O que salta aos olhos para mim, no entanto, é também o tema da amizade inabalável. A amizade que beira a fraternidade. A amizade que tem sabor de eternidade. A amizade que se mantém acima (ou abaixo) das convenções culturais ou até mesmo morais. A amizade que se manifesta na generosidade e no serviço mútuos. Que das alturas (ou seria do chão?) de nossa enorme tradição cristã, tão rica, sussurra aos nossos ouvidos, a exemplo do Nazareno aos seus, “eu já não os chamo servos, mas amigos&#8230;”<br />
A todos os que me leem, atenção: estou em busca de amigos. (Quero também ser amigo!)<br />
Amigos de verdade. Amigos em todo o tempo. Amigos desinteressados. Amigos desencanados. Amigos leves. Amigos pesados. Amigos que eu veja muito. Amigos que me vejam pouco, e que me amem sempre.<br />
Amigos a quem eu possa socorrer em todo tempo, com disposição tamanha, como se fosse a única e a última vez.<br />
Amigos que estejam dispostos a fazer por mim o que for necessário, mil vezes.</p>
<p>STRADIVARIUS</p>
<p>Muito mais precioso que o ouro<br />
Pedras lapidadas, diamante<br />
Água cristalina, ar mais puro<br />
Ervas curadoras, mata verde</p>
<p>Bem mais valioso que o tempo<br />
Que pedra da lua, Stradivarius<br />
Beijo apaixonado, vinho raro<br />
Faz da eternidade um só momento</p>
<p>Tudo o que eu procuro<br />
Caminho excelente,<br />
Amor mais sincero<br />
Um porto seguro, farol reluzente<br />
No breu mais profundo</p>
<p>Encontro no abraço apertado de um amigo<br />
No sorriso alegre, nas portas abertas<br />
Da sala, da casa, do quarto da alma<br />
A troca, a entrega, o alento, o abrigo</p>
<p><img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/01/o-cacador-de-pipas1.jpg" alt="o-cacador-de-pipas1" title="o-cacador-de-pipas1" class="aligncenter size-full wp-image-448" /></p>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 13:52:21 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta canção é a segunda do livro-cd Somos Um, dedicada a Santo Agostinho, grande líder e filósofo africano.</p>
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		<itunes:summary>Esta canccedil;atilde;o eacute; a segunda do livro-cd Somos Um, dedicada a Santo Agostinho, grande liacute;der e filoacute;sofo africano.</itunes:summary>
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		<itunes:author>Sala de Estar</itunes:author>
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		<title>No Tempo e no Espaço</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 13:20:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vinte e cinco anos se passaram desde que escrevi em parceria com Guilherme Kerr a canção &#8220;Muitos Virão Te Louvar&#8221;.
Costumo dizer que ela é como uma filha que nasceu, cresceu, tomou vida própria e que viaja por lugares inusitados&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vinte e cinco anos se passaram desde que escrevi em parceria com Guilherme Kerr a canção &#8220;Muitos Virão Te Louvar&#8221;.<br />
Costumo dizer que ela é como uma filha que nasceu, cresceu, tomou vida própria e que viaja por lugares inusitados e distantes, e que faz amizade com gente que eu nunca vi, e que quando chego, tanto tempo depois, me recebe de braços abertos por conta da filha-canção que chegou primeiro.<br />
Recebi via e-mail um presente especial como que pra celebrar estes vinte cinco anos. Uma foto com a letra desta canção na língua kaiwá.<br />
Só posso ser grato por ela ter viajado tanto. E fazer côro à alegria de Caetano: &#8220;como é bom poder tocar um instrumento!&#8221;<br />
<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/01/de-todas-as-trbios-em-linguagem-indigena1.jpg" alt="de-todas-as-trbios-em-linguagem-indigena1" title="de-todas-as-trbios-em-linguagem-indigena1" class="aligncenter size-full wp-image-430" /></p>
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		<title>ANO NOVO COM DRUMMOND</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 02:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-412 aligncenter" title="jorgedrummond" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2008/12/jorgedrummond.jpg" alt="jorgedrummond" /></p>
<p>Receita de ano novo</p>
<p>Para você ganhar belíssimo Ano Novo<br />
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,<br />
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido<br />
(mal vivido talvez ou sem sentido)<br />
para você ganhar um ano<br />
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,<br />
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;<br />
novo<br />
até no coração das coisas menos percebidas<br />
(a começar pelo seu interior)<br />
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,<br />
mas com ele se come, se passeia,<br />
se ama, se compreende, se trabalha,<br />
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,<br />
não precisa expedir nem receber mensagens<br />
(planta recebe mensagens?<br />
passa telegramas?)</p>
<p>Não precisa<br />
fazer lista de boas intenções<br />
para arquivá-las na gaveta.<br />
Não precisa chorar arrependido<br />
pelas besteiras consumidas<br />
nem parvamente acreditar<br />
que por decreto de esperança<br />
a partir de janeiro as coisas mudem<br />
e seja tudo claridade, recompensa,<br />
justiça entre os homens e as nações,<br />
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,<br />
direitos respeitados, começando<br />
pelo direito augusto de viver.</p>
<p>Para ganhar um Ano Novo<br />
que mereça este nome,<br />
você, meu caro, tem de merecê-lo,<br />
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,<br />
mas tente, experimente, consciente.<br />
É dentro de você que o Ano Novo<br />
cochila e espera desde sempre.</p>
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		<title>IVAN, O MAGNÍFICO</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 11:07:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lembro-me com carinho o dia em que comprei o então LP do Ivan Lins, “Novo Tempo”. Eu e o Marinho, à época garotos de 17 anos ouvimos horas a fio, estupefatos, as harmonias e melodias de um de nossos maiores&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me com carinho o dia em que comprei o então LP do Ivan Lins, “Novo Tempo”. Eu e o Marinho, à época garotos de 17 anos ouvimos horas a fio, estupefatos, as harmonias e melodias de um de nossos maiores compositores. (O Marinho é, há vários anos, contrabaixista profissional e professor de música. Penso que graças ao som do disco do Ivan, entre outros).<br />
Semana passada, sentado diante da TV, assisti (acho que pela décima vez) a trechos de um dos mais recentes dvds do Ivan, “Cantando  Histórias”. Matei saudades de algumas faixas do “Novo Tempo”, maravilhosamente re-arranjadas, fazendo valer o velho ditado, “vinho bom, quanto mais velho melhor”.<br />
Ivan fecha o show com um de seus grandes sucessos, “Meu País”. Arrebatador.<br />
Dentre as muitas qualidades que observo em sua obra, o Ivan se mostra um artista apaixonado por sua pátria. Qualidade rara em artistas e cidadãos brasileiros, a despeito de sua formação religiosa, inclusive (o que é um contra-senso. Os que supostamente amam a Deus deveriam amar a sua criação, e particularmente o contexto geográfico e cultural no qual estão inseridos&#8230;)<br />
Já notara essa sua paixão em vários outros momentos de sua carreira, particularmente em sua versão magistral do “Hino à Bandeira”, ainda na década de 1980.<br />
Reconhecido mundialmente como compositor de melodias maravilhosas, Ivan declara de maneira explícita o amor que sente pela sua terra natal, ele que poderia como poucos dar-se ao luxo de viver longe dela.<br />
Sua emoção e sua coragem ao declarar essa sua paixão de modo tão explícito tem me inspirado e desafiado a ver nosso país com outros olhos e, acima de tudo, lutar para que ele faça jus ao amor que seus filhos (ilustres ou não) nutrem por ele.<br />
Eis aí um bom desafio para 2009. Mais amor por Deus, lugares, histórias e gente.<br />
<a href="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2008/12/ivan-lins.jpg"><img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2008/12/ivan-lins.jpg" alt="" title="ivan-lins" class="alignnone size-medium wp-image-400" /></a></p>
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		<title>NATAL… TÉDIO OU ESPERANÇA?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 15:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Esperança]]></category>

		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Elas são fundo musical dos anúncios televisivos. Às vezes, compõem o som intermitente que ecoa pelos corredores largos e enfeitados dos muitos shopping centers espalhados pela cidade. Ou são ainda parte da sinfonia monótona e confusa, reproduzida nas caixas acústicas&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas são fundo musical dos anúncios televisivos. Às vezes, compõem o som intermitente que ecoa pelos corredores largos e enfeitados dos muitos shopping centers espalhados pela cidade. Ou são ainda parte da sinfonia monótona e confusa, reproduzida nas caixas acústicas dependuradas desajeitadamente sobre as barracas dos camelôs no centro da cidade.<br />
Por certo, também povoam nossa memória infantil, reportando-nos à mesa cuidadosamente decorada, cercada por pais, irmãos e amigos, ou talvez  sirvam como lembrança incômoda de nossa frustração pela ausência da mesa farta ou daqueles que nos são queridos.<br />
São quase que impostas sobre nós pelo que chamamos de herança cultural. Ou seria pelo poder econômico? Não. Recuso-me a ser tão cético e ver a vida tão cinza e sem graça&#8230;<br />
Hoje, no entanto, às vésperas de mais um Natal, gostaria de deixar de lado a tradição, e mergulhar no exercício da tradução. Essas canções necessitam de uma revisão profunda. Não em si mesmas, mas a partir de nós, de como as lemos e assimilamos. Caso contrário, a proximidade das festas natalinas há de ser, como em tantas outras ocasiões, prenúncio de martírio, a ante-sala da depressão e da angústia.<br />
&#8220;Bate o sino pequenino, sino de Belém&#8230;&#8221;, o que seria dessa frase, senão uma repetição vazia, um convite à alienação, sem o complemento do segundo verso, &#8220;já nasceu o Deus-menino, para o nosso bem&#8221;? Como dizer que a noite é &#8220;feliz&#8221;, sem que brilhe &#8220;a estrela da paz&#8221;?<br />
Neste Natal, o grande desafio, antes de taparmos os ouvidos aos primeiros acordes daquelas velhas canções como sinal de irritação e protesto, é o de irmos fundo na essência da mensagem natalina: há esperança, há razão para nos alegrarmos e amarmos a vida, de lutarmos por ela.<br />
Temos ajuda do alto, força para encararmos dificuldades e tribulações. </p>
<p>O céu chegou mais perto.</p>
<p>Deus se fez amigo.</p>
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		<title>EU VI A DEUS</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos têm acompanhado pela mídia a situação difícil do povo catarinense.
Em casa, nos mobilizamos e tiramos do armário as roupas menos usadas, os brinquedos já não tão populares e fomos à sede da Defesa Civil para entregarmos o que&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos têm acompanhado pela mídia a situação difícil do povo catarinense.<br />
Em casa, nos mobilizamos e tiramos do armário as roupas menos usadas, os brinquedos já não tão populares e fomos à sede da Defesa Civil para entregarmos o que recolhemos. Ao nos aproximarmos do prédio, notamos uma fila enorme de carros e caminhões e fomos informados de que uma igreja evangélica na mesma rua havia cedido as dependências de seu templo para arrecadar donativos, uma vez que o espaço de que a Defesa Civil dispõe estava tomado, tal a resposta da população, sensibilizada pela tragédia das chuvas no sul.<br />
Já na igreja, fomos recepcionados por um senhor de sorriso largo que ao ver um saco em minhas mãos saudou-me com a ‘paz do Senhor’, orientando-me a depositá-lo ali mesmo na portaria.<br />
Quando viu que eu carregava outros, chamou-me de ‘abençoado’, à medida que lançava meus pacotes por sobre uma montanha às suas costas.<br />
Por fim convidou a mim e a minha esposa que olhássemos dentro do templo o que havia sido arrecadado até ali.<br />
Nos emocionamos diante de uma quantidade imensa de caixas de todos os tipos, amontoadas aos milhares no salão enorme onde se reúne a igreja.<br />
À saída, ele nos indagou: ‘viram a presença de Deus no templo?’<br />
A caminho de casa, a frase ressoava em meus ouvidos&#8230; ‘viram Deus&#8230;?’<br />
Deus a gente não vê.<br />
Só enxerga no outro.<br />
Sua imagem se materializa em corpos famintos, em olhos fundos, sedentos.<br />
E em caixas, muitas caixas.<br />
Tenho lutado comigo mesmo para não ‘empacotar’ Deus em meus próprios conceitos, teologias e devaneios. Ele não se presta a esse tipo de padronização.<br />
Mas foi bom enxergá-lo, dentro de um templo evangélico, não no que o pastor, o padre, o pai de santo, o monge diriam a seu respeito, mas embalado em caixas, sacos e pacotes de solidariedade onde o amor, que é a sua essência, não tinha rótulos religiosos, mas manifestara-se em gestos concretos de cuidado, interesse e zelo pela vida.</p>
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		<title>Programa Plataforma</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O programa Plataforma é um projeto que envolve entrevista e clipes de artistas cristãos de vários estilos musicais, com produção visual de primeira, algo totalmente novo no cenário da MPC brasileira.
Para acessá-lo vá em www.plataforma.art.br.
A entrevista-participação musical de&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa Plataforma é um projeto que envolve entrevista e clipes de artistas cristãos de vários estilos musicais, com produção visual de primeira, algo totalmente novo no cenário da MPC brasileira.</p>
<p>Para acessá-lo vá em <a href="http://www.plataforma.art.br">www.plataforma.art.br</a>.</p>
<p>A entrevista-participação musical de Jorge Camargo estará disponível a partir de 21 de novembro de 2008.</p>
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		<title>#020 - O Amor é Mais</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 12:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sala de Estar]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirada em Irineu de Lião, esta canção fala da supremacia do amor e é parte do livro-CD "SOMOS UM".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirada em Irineu de Lião, esta canção fala da supremacia do amor e é parte do livro-CD &#8220;SOMOS UM&#8221;.</p>
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		<itunes:summary>Inspirada em Irineu de Liatilde;o, esta canccedil;atilde;o fala da supremacia do amor e eacute; parte do livro-CD "SOMOS UM".</itunes:summary>
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		<itunes:author>Sala de Estar</itunes:author>
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		<title>LETRA MORTA - NOVA VERSÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 15:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[Gravada no NMB (Nossa Música Brasileira) em 30.08, Letra Morta ganha essa nova versão com Jorge acompanhado por Gilson Oliveira na percussão e Jorge Ervolini na guitarra.
(Please open the article to see the flash file or player.)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Gravada no NMB (Nossa Música Brasileira) em 30.08, Letra Morta ganha essa nova versão com Jorge acompanhado por Gilson Oliveira na percussão e Jorge Ervolini na guitarra.</p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/LR-i_NygUNI" width="400" height="300" class="embedflash"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LR-i_NygUNI" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><small>(Please open the article to see the flash file or player.)</small></object></p>
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		<title>FELIZES OS QUE TÊM FOME?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 16:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise financeira nos EUA impactou o mundo. Bolsas despencaram como nunca, os bancos tiveram suas estruturas abaladas e as pessoas se vêem perplexas e aturdidas.
De repente, caminhões e mais caminhões de dinheiro começam a aparecer dos cofres bem-guardados&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise financeira nos EUA impactou o mundo. Bolsas despencaram como nunca, os bancos tiveram suas estruturas abaladas e as pessoas se vêem perplexas e aturdidas.<br />
De repente, caminhões e mais caminhões de dinheiro começam a aparecer dos cofres bem-guardados dos governos das nações mais ricas e a gente ouve falar em bilhões e mais bilhões disponibilizados. E que chegam à casa dos trilhões&#8230;<br />
De onde apareceu tanto dinheiro meu Deus?<br />
Inevitável não pensar na fome no mundo, um problema crônico, aparentemente insolúvel, recorrente, persistente, já quase que integrado à nossa visão conformista da realidade, ecoando as palavras de Jesus, &#8220;os pobres sempre os tereis convosco&#8221;&#8230; Talvez porque ele conhecesse como ninguém o coração ganancioso do homem.<br />
O fato é que um pequeno porcentual de todos esses recursos disponibilizados com uma rapidez impressionante resolveria por completo o problema da fome no mundo.<br />
Surgem, é claro, as racionalizações.<br />
Os sistemas políticos e econômicos de muitos dos países mais afetados pela carestia impedem a ajuda pronta e definitiva.<br />
E assim seguimos, explicando o inexplicável, complicando o simples, dificultando o fácil e tornando a vida na terra uma expressão coletiva de esquizofrenia.<br />
Só nos resta a utopia de Jesus: &#8220;felizes os que têm fome&#8230;porque serão saciados&#8221;.</p>
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		<title>CHEGUE PERTO DE TI</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 23:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

		<category><![CDATA[clamor]]></category>

		<category><![CDATA[Oração]]></category>

		<category><![CDATA[salmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um trecho do Salmo 88 que eu tive o imenso privilégio de musicar  e gravar.
(Please open the article to see the flash file or player.)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um trecho do Salmo 88 que eu tive o imenso privilégio de musicar  e gravar.</p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/ISUyezEXN4o" width="400" height="300" class="embedflash"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ISUyezEXN4o" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><small>(Please open the article to see the flash file or player.)</small></object></p>
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		<item>
		<title>Pérola de Pinheiro</title>
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		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/perola-de-pinheiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@jorgecamargo.com.br (Jorge Camargo)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

		<category><![CDATA[letrista]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[músicam letrista]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[poeta]]></category>

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		<description><![CDATA[Um de nossos maiores letristas é Paulo César Pinheiro, não tão conhecido nem tão badalado, mas nem por isso menos brilhante.
A letra abaixo é da canção Flor das Estradas, que ele escreveu em parceria com Dory Caymmi. Pérola que&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um de nossos maiores letristas é Paulo César Pinheiro, não tão conhecido nem tão badalado, mas nem por isso menos brilhante.<br />
A letra abaixo é da canção Flor das Estradas, que ele escreveu em parceria com Dory Caymmi. Pérola que brota de Pinheiro&#8230;</p>
<blockquote><p>A luz que brotava da mata<br />
No meio da noite parada<br />
Não vinha da lua inquieta<br />
Mas da inspiração do poeta<br />
Cabelos de fogo, de prata<br />
Que em lágrimas de serenata<br />
Formava um colar de sereno<br />
Caindo no colo moreno<br />
Da flor das estradas</p>
<p>A cor que raiava lá fora<br />
Nos pórticos da madrugada<br />
Não vinha da luz deslumbrante<br />
Mas do alumbramento do amante<br />
De mãos transbordantes de aurora<br />
Que em sua paixão noite afora<br />
Bebeu mel de leite, veneno<br />
Da fonte do seio pequeno<br />
Da moça encantada</p>
<p>O som que crescia na rua<br />
Durante o esplendor da alvorada<br />
Não vinha da luz nem da cor<br />
Mas sim d’alma do trovador<br />
Bordada de estrela e de lua<br />
A andar por aí toda nua<br />
Cantando seu cântico ameno<br />
Pra aquela que é dona do reino<br />
Da passarinhada</p>
<blockquote>
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	<media:credit role="author">Jorge Camargo</media:credit><media:rating>nonadult</media:rating><media:description type="plain">Sala de Estar</media:description></channel>
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