<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-27435479</atom:id><lastBuildDate>Wed, 11 Sep 2024 23:00:36 +0000</lastBuildDate><title>SHUKIKAN AIKIDO DOJO</title><description>Ki-Aikido (Shinshin Toitsu Aikido) - Co.R.Po : Consciência Respiratória Postural</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>398</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-8079594525036349780</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-26T12:06:59.099-02:00</atom:updated><title>Mudança de paradigma: da mente para o Ki</title><description>por Kozo Nishino &lt;br /&gt;The Breath of Life (70-72)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos vivem em uma dinâmica e temporal dimensão. Como um organismo vivo suprido de eergia, cultivando habilidades latentes, esse aspecto temporal é muito importante. Embora nas artes marciais e nos esportes a força física é medida linearmente em termos concretos e mecanicistas (massa x velocidade), ou por idade cronológica, isso não é tão simples para sumarizar. Nós sabemos, por exemplo, que medições mecânicas nunca são predições acuradas de resultados em competições. Devemos acrescentar como fator a força vital orgânica, que é a base de poder e da resistência humana, dentro da dinâmica, tempo em eterno movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder mental também é um fator importante. Ele é extremamente forte quando o corpo está em equilíbrio, quando o equil´brio do corpo está abalado, o poder mental prova-se ser bastante frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um famoso profissional do golfe, que também é um amigo muito próximo meu, uma vez me disse: &quot;o que aplica a tacada é a mente. Quando estamos muito próximos de uma jogada vencedora, varios pensamentos infestam nossa mente e nlossos pes perdem a sensaação. Nosso senso den equilíbrio é perdiodo e niossos ombros endurecem e sobem. sÉ claros, se nós nos aterriamos, isso oseria ótio...f mas muito difíciil deo ster feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um jogador profissional, meu amigo é obeviamente muito capacitado e tem uma postura mental firme. Se não fosse assim, como ele continuaria a ser um profissional? No entanto, quando as coisas chegam a esse ponto, a força emocional é menos confiável do que se pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos atrás, no Japão, um antigo monge Zen, que era muito admirado pelos monges mais novos sob sua tutela, soube que estava com câncer, e logo depois cometeu suicídio. A essência do Zen é um treino orientado muito fisicamente. Hoje, penso, há muita enfase no aspecto mental. Se a mente fosse realmente capaz de fortificarnos contra as dificuldades mais drásticas, entao, certamente, muitos eventos tragicos não ocorreriam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ponto aqui é que o modo de medir a força humana, comumente tomados a partir tanto do aspecto físico quanto do aspecto mental, pode ser tido apenas como um parâmetro informativo no melhor dos casos. Mas nós podemos chegar mais perto de avaliação realística - e reconhecer isso - se tormarmos por base &quot;a abertura do corpo&quot;, quer dizer, um organismo envolvendo o cosmos com uma positiva troca de energia dentro de um tempo dinâmico. Reforçar o aspecto &quot;mental&quot; apenas resulta no incremento da dicotomia mente e corpo. O que me tráz, então, à conclusao de que a era da alma metafísica ou mente é coisa do passado e que nós entramos a nora era do ki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu me refiro ao ki, gostaria de fazer distinção entre vários pontos relaciondos a essa energia. Primeiro, ki não deveria ser igualado com força mental ou intenção de fazer algo ou quanquer outra forma de pujança resolutiva, que muitas vezes erroneamente se faz. Se falamos a respeito de &quot;vontade&quot; ou &quot;intenção&quot; apesar de tudo, isso é baseado no corpo físico dessa forma como algo natural e espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ki, como é referido nas Escolas ishino, é sobretudo ki como energia vital. Isso não deve ser confundido como o &quot;ki primitivo&quot; ou ki não desenvolvido (baixo nível) que toda pessoa naturalmente possui - nós chamamos de ki insuficiente (mi-jusoku) em opsição ao ki suficiente (jusoku). Todas os viventes do mundo emitem a nergia ki. Isso inclui a grama selvagem e as flores, e os animais. Como organismo vivos, os seres humanos, não de modo diferente, possuem um grande reservatório de energia. Muitas pessoas, no entanto, simplesmente não sabem disso - ou que são capazes de gerar ki. Sentir calor ou uma sutil emissão de &quot;alguma coisa&quot; a partir da palma da mão são fenômenos que ocorrem como sendo fato ligado ao mistério. Eu gostaria de dispersar esse tipo de pensamento  esclarecer que isso não tem relação com o místico ou algo do tipo poder sobrenatural.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INdo adiante, apesar dos diferentes nível de ki, como o não desenvolvido e o desenvolvido (contorlado, alto nível), há diferenças qualitativas no ki. Por exemplo, quando uma cobra fixa seu olhar hipnótico sobre um sapo e o sapo congela na posição sentado, nós vemos o ki &quot;primitivo&quot; em ação. Quanto o ki primitivo madura, ele não é anormal ou adoentado mas forte e puro.  (Ki primitvo que que se desenvolve anormalmente, como resultado de circulação pobre e desequilibrio no corpo mental-físico, torna-se corrompido e comumente manifesta comportamente ruim ou adoentado.) Ki adro ou natural é asaudável e afirma a vida; ele supre o sistema nervoso e o cérebro levando a harmonização do corpo mental e do corpo físico a um alto nível, constantemente fazendo emergir nossos talentos inatos e nossas habilidades. Esse é o tipo de ki manifestado por gênios e santos que deixaram suas marcas na história da humanidade. Na nossa era, nós podemos partir do princípio da equanimidade entre os seres humanos, nós devemos entender que cada um de nós é capaz de emanar esse tipo &quot;certo&quot; de ki. O método Nishino, ao facilitar o desenvolvimento e controle dessa forma de ki, leva a todos o alcance do &quot;ki suficiente&quot; (jusoku no ki&quot;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense no ki como uma energia inteligente que trabalha junto com a ciência para disponibilizar novos mundos. O foco da ciência é ajudar-nos a compreender o misterioso por meio do intelecto;  o foco do ki é iluminar o misterioso com o entendimento a partir de nossos crpos; ambos contribuem para o desenvolvimento da sociedade e da cultura a partir que são poderes práticos.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/11/mudanca-de-paradigma-da-mente-para-o-ki.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-1501717309748933956</guid><pubDate>Thu, 09 Jul 2009 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-07T17:32:41.912-03:00</atom:updated><title>Aprimorando habilidades de ensino</title><description>Por Shinichi Tohei&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desta vez a postagem é para estudantes avançados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu ensino aproximadmente 2.000 pessoas por ano. Este número &quot;2.000&quot; significa o número de pessoas que eu ensino regularmente, toda semana, todo mês, todo ano, mas não inclui as pessoas que eu ensino de forma pontual, como as pessoas que ensino em um seminário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por meio da observação de como meus estudantes mudam como resultado de meu ensino, eu tenho o feedback de 2.000 pessoas. Eu sou muito grato por ter essa importante informação de seus feedbacks.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, há alguns casos que, apesar de eu estar satisfeito com meus ensinamentos, de fato o que eu ensino não foi bem entendido por meus estudantes. de outro modo, há alguns outros casos que, apesar de eu não estar satisfeito e pensar a respeito do que ensino, de fato o que eu tenho ensinado é bem entendido por meus estudantes. É claro que resultados dependem da aptidão de aprendizado dos estudantes e também do cuidadoso exame de nosso método de ensino. Nosso sentimento de quão boa é a compreensão de nosso estudantes é importante, no entanto, checar se nosso ensinamento é bem entendido é indispensável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem esse processo o instrutor é levado a desenvolver um ensino de auto-satisfação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Shinichi Tohei Sensei, a você foi ensinado algum método particular de ensino?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de eu sempre propor questões do gênero, a mim nunca foi ensinado &quot;um método de ensino&quot;, até agora. Eu nunca segui um treino especial baseado especificamente em um método de ensino. No entanto, eu sempre checo cuidadosamente os seguintes 3 pontos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Será que os estudantes estão aptos a entender bem o que estou ensinando?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Será que os estudantes estão aptos a depois colocar em prática aquilo que compreenderam? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Será que os estudantes estão aptos a tornarem-se melhor depois da prática?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A respeito do primeiro ponto, você pode efetivá-lo enviando Ki para os estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As pessoas sentem-se inconfortáveis se não são capazes de entender, e como resultado disso esse sentimento aparece de algum modo como uma expressão física (uma expressão facial de desconforto, olhando para baixo, baixando o volume de suas vozes etc.). A mente move o corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você percebe que eles não estão entendendo, por favor tente vários modos de ensino. Continue no sistema tentativo e erro até que entendam, assim seu modo de explanar e o significado de suas expressões será aprimorado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cuidado especial é requerido sobre o segundo ponto. Muitos pessoas podem entender mas não são capazes de colocar em prática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fim de implementar a prática dos estudantes, você precisa ensinar de um modo específico, dando enfase a pontos da prática, e você precisa regularmente acompanhar o crescimento de seus estudantes. E mesmo que eles não coloquem em prática aquilo que você ensina, você não precisa ficar chateado com eles. Isso pode ser causado pela ineficiência de seu modo de ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você precisa tentar vários modos de ensino e você não deve desistir até que eles sejam capazes de praticar o que você ensina. Tremenda paciência é necessária, mas deste modo seu modo de ensino será aprimorado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre o terceiro ponto, você precisa checar se os estudantes fazem uso depois da prática daquilo que lhes foi ensinado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não, então você não teve sucesso nos dois primeiros pontos, sendo assim, por favor, volte a eles e ensine novamente. Você não deve desistir até que os estudantes sejam proficientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não há fórmula mágica para aprimorar a capacidade de ensino. Continuando em frente por meio destes 3 pontos de ensino, de modo simples e honesto, sua habilidade de ensino será melhorada. Ler livros e ganhar conhecimentos especiais também é importante, no entanto isso pode afetar seu aprimoramento apenas baseado nos processos básicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ensinar não é uma via de mão única, mas uma via de duas mãos de comunicação. Observar cuidadosamente o Ki dos estudantes é a base de todo ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir está a prática e a validação deste mês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Ponto de pratica]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
・  Pratique os pontos 1 a 3 e registre os resultados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Ponto de validação]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
・Observe a diferença entre casos que produziram um bom resultados e os que não tiveram resultado, então registre e reveja suas anotações regularmente.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/07/aprimorando-habilidades-de-ensino.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-6356604154218240338</guid><pubDate>Thu, 30 Apr 2009 12:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-07T23:50:39.157-03:00</atom:updated><title>Aprenda com a mente sinceramente aberta</title><description>por Shinichi Tohei&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine que nós queremos colocar água em um copo. Se o copo já está cheio de água não podemos colocar mais, então devemos esvaziar o copo antes de colocar uma nova quantidade de água. Este mesmo princípio pode ser aplicado quando aprendemos alguma coisa nova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu instruo mais de 2.000 pessoas cada ano. Além dessas 2.000 pessoas, eu instruo semanalmente 300 pessoas. Desse modo, eu posso observar seu desenvolvimento. Eu tenho percebido que há dois grupos de pessoas. Um grupo d epessoas se desenvolve, mas o outro não. Há uma &quot;diferença&quot; entre eles. Claro que o resultado depende da qualidade de minha instrução a cada pessoa, mas não apenas isso. O que você pensa a respeito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença está se &quot;eles começam o treino após observar atentamente minhas instruções&quot; ou &quot;eles começam a treinar sem observar atentamente.&quot; A diferença depende se eles copiam o que eu instruo diretamente ou se eles baseiam-se em seus próprios pensamentos. Se seus copos mentais estão cheios, então água fresca não pode ser acrescentada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais importante aspecto do aprendizado é &quot;uma mente sinceramente aberta&quot;. Uma mente sinceramente aberta significa nem ser totalmente obediente, nem fazer qualquer coisas que lhes seja dito. Uma mente sinceramente aberta significa uma atitude de entendimento do que é ensinado de modo direto, de preferência baseado na própria idéia e interpretação. Se você reconhece o valor do que você está aprendendo, aprender sinceramente, com a mente aberta, é a chave mais importante para o desenvolvimento.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os uchideshi que treinam sob minha direção, há um que tem a mente sinceramente aberta e outro que não. Por exemplo, se eu recomendo um livro para leitura, o uchideshi de mente sinceramente aberta inicia imediatamente a leitura a fim de conhecer o livro a ele recomendado. No entanto, o uchideshi que não possui esse estado de mente falha na leitura, dando várias desculpas. Mesmo me acompanhando várias vezes no ensino de outros estudantes, ele não aprende o que supostamente deveria aprender pela mente não estar aberta e sincera. Apesar desse seu caráter, eu o ensino e instruo profundamente, então um dia ele virá a ser um grande instrutor, no entanto, leva tempo para ele compreender sua atitude errada.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limpar nossa expriência e conhecimentos passados e esvaziar nossa mente é necessário quando começamos a aprender algo. Isso é importante para compreender &quot;o que o mestre quer me ensinar&quot; especialmente &quot;como eu interpreto os ensinamentos do mestre&quot; enquanto aprendo. Após receber o ensinamento do mestre diretamente, se você pensa que não é útil, você pode colocá-lo de lado.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você pode dizer:&lt;br /&gt;
&quot;Isso é o mesmo que aprendi no passado&quot;.&lt;br /&gt;
&quot;Isso é o mesmo que outro professor me disse no passado&quot;.&lt;br /&gt;
&quot;Isso é o mesmo que eu li naquele livro&quot;.&lt;br /&gt;
&quot;Os ensinamentos de meu mestre são diferentes de meus pensamentos&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso e mais coisas como essas são o que as pessoas dizem quando aprendem coisas novas sem a mente sinceramente aberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em minha experiência, se você se considera como alguém &quot; de mente sinceramente aberta&quot;, você precisa ser cuidadoso. É melhor começar o aprendizado considerando a possibilidade de que você não tem a mente sinceramente aberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir está  a prática e a validação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Ponto de prática]&lt;br /&gt;
・ Faça algo com a mente sinceramente aberta. (ex: aprenda com a mente sinceramente aberta, experencie com a mente sinceramente aberta, leia com a mente sinceramente aberta etc.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Ponto de validação]&lt;br /&gt;
・Observe as consequencias de agir desse modo em todas as situações.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/04/aprenda-com-mente-sinceramente-aberta.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-6322377721264256200</guid><pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-07T23:55:54.320-03:00</atom:updated><title>Agir após construir relações de confiança</title><description>Por Shinichi Tohei&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine a relação entre pais e crianças, professores e estudantes, chefes e subordinados etc. Quando recebemos conselhos, podemos aceitar se ele vêm de uma certa pessoa, mas não se vêm de outra pessoa. Você já teve essa experiência? Todos têm uma pessoa em particular da qual não querem aceitar conselhos. Por que uma reação diferente ocorre quando recebemos conselhos de duas pessoas diferentes? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A habilidade de aceitar avisos depende inteiramente da relação de confiança construída por nós, ou não. Se você tem uma relação de confiança, mesmo se você recebe uma forma dura de conselho, você pode aceitá-lo. Mas se a confiança não existe na relação, você se opõe e não aceita o aviso. Sendo assim, quem dá os avisos tem de checar se existe uma relação de confiança com a pessoa que recebe o aviso. Isso é muito mais importante do que simplesmente checar o modo de dar avisos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um de meus conhecidos é um homem com a melhor das intenções. Ele sente-se livre para falar qualquer coisa que ele pense ser importante para seu parceiro mesmo se o assunto não é o de maior interesse do parceiro. Podemos dizer que ele é uma pessoa rara nos dias de hoje. O problema é que ele muda sua atitude de acordo com seu humor; e ele não consegue controlar isso. Do ponto de vista de outras pessoas, desde que ele perde seu bom temperamento, as pessoas não podem confiar nele. Com esse tipo de natureza, quando ele dá avisos em detalhes sobre qualquer assunto, ninguém quer ouvi-lo. Desse modo ele é muito insatisfeito porque ninguém aceita seu &quot;tipo&quot; de aviso. É um circulo vicioso e ninguém se beneficia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ponto importante nunca é &quot;o que avisar&quot; mas &quot;quem avisar&quot;. Se há uma relação de confiança estabelecida, o aviso será efetivo. Em muitos livros do tipo &quot;auto-ajuda&quot;, as técnicas de comunicar avisos são do tipo &quot;É melhor dar avisos a subordinados deste modo...&quot;. etc. No entanto, essas técnicas ganham significado apenas com a existência das relações de confiança. Ninguém quer dar ouvidos a uma pessoa não confiável mesmo que ela tenha excelentes técnicas de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando instruo em seminários, mesmos as instruções mais duras são importantes, entao eu tomo grande cuidado no uso de palavras confiáveis, assim como comportamentos e ações. Se não conseguimos estabelecer uma relação de confiança entre nós, minhas instruções não serão compreendidas. Desse modo, a coisa mais importante para o instrutor é tornar-se uma pessoa confiável. Antes de considerar &quot;o que instruir&quot;, precisamos considerar &quot;quem instruir&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em muitos casos, a primeira impressão é um importante fator no ser confiável ou não. Isso pode ser estabelecido por meio de um número mínimo de ações diárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando dou avisos a alguém, eu cuidadosamente checo como está nossa relação de confiança. Se ela existe, eu posso ir adiante e dar os mais duros avisos sem hesitação. Se não há suficiente relação de confiança, eu aguardo para oferecer o aviso depois que tiver construído uma sólida relação de confiança, ou peço a alguém que tenha essa relação de confiança para dar o aviso a ela. Desse modo a pessoa estará capaz de aceitar o aviso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é básico: em todos os casos agir apenas depois de construir uma boa relação de confiança. No caso de pessoas que trabalham com vendas, antes de considerar como vender, é importante considerar como construir uma relação de confiança com o consumidor. No caso de um instrutor, antes de pensar como ensinar, é importante considerar como construir uma relação de confiança com os estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tenho um estudante que é muito popular com as pessoas do sexo feminino. Ele não é especialmente bonito ou aparenta algo especial. Quando eu era solteiro, uma vez perguntei a ele qual a chave para ser popular com as mulheres. Ele respondeu: &quot; Eu apenas coloco em prática o que você (Shinichi sensei) me instrui a fazer&quot;. Eu comecei a gargalhar de mim mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir está a prática e o modo de validação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pontos de prática)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
・Antes de instruir (avisar) alguém, cheque a relação de confiaça com essa pessoa.&lt;br /&gt;
・Instrua (avise) apenas depois de construir uma relação de confiança, ou instrua (avise) através de uma pessoa que possua essa relação de confiança com quem deve receber a instrução (aviso).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Pontos de validação]&lt;br /&gt;
・Observe o modo como seu parceiro recebe seus avisos depois que a prática foi feita.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/04/agir-apos-construir-relacoes-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-4844963039773096799</guid><pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-23T11:01:54.522-03:00</atom:updated><title>Koichi Tohei Sensei</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.koichitohei.com/images/index_photo.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 386px;&quot; src=&quot;http://www.koichitohei.com/images/index_photo.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/04/koichi-tohei-sensei.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-1920410971192738916</guid><pubDate>Thu, 23 Apr 2009 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-23T11:00:34.252-03:00</atom:updated><title>Corpo e Mente São Um - Caligrafia de Tohei Koichi Sensei</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://www.koichitohei.com/images/index_calligraphy.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 468px; height: 386px;&quot; src=&quot;http://www.koichitohei.com/images/index_calligraphy.gif&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/04/corpo-e-mente-sao-um-caligrafia-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-8148793948193228150</guid><pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-10T13:44:02.786-03:00</atom:updated><title>Kashiwaya RIC 2008 1.mpeg</title><description>&lt;div xmlns=&#39;http://www.w3.org/1999/xhtml&#39;&gt;&lt;p&gt;&lt;object height=&#39;350&#39; width=&#39;425&#39;&gt;&lt;param value=&#39;http://youtube.com/v/kRjIq1Vb6ig&#39; name=&#39;movie&#39;/&gt;&lt;embed height=&#39;350&#39; 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enquanto estiver no dojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não use jóias, colares, anéis, pulseiras, relógios de pulso, brincos, etc. enquanto estiver treinando; isto pode causar ferimentos em você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sente-se adequadamente enquanto estiver no tatame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não mascar chiclete ou comer e/ou beber enquanto estiver no tatame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Limpe seus pés antes de entrar no tatame.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2009/01/etiqueta-no-dojo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-5545203382387836910</guid><pubDate>Thu, 02 Oct 2008 16:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-02T13:10:46.587-03:00</atom:updated><title>Kozo Nishino sensei</title><description>&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/-GmXEYGqfIU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; 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Essa é a tese defendida por Peter Levine, 64, terapeuta americano que há cerca de trinta anos trabalha com o tema. Ao se questionar por que somente os humanos padecem desse problema, muito embora os animais passem diariamente por situações de perigo, Levine percebeu que nós, ao contrário dos animais, somos em muitos casos inibidos de completar o ciclo fisiológico natural do corpo após um evento traumático. Segundo o terapeuta, o acúmulo de energia depois de situações estressantes é eliminada espontaneamente pelos bichos por meio de reações como tremores, enquanto nós podemos manter a energia congelada por anos, dando vazão a sintomas que vão de dores crônicas a pânico e depressão. Para ajudar as pessoas a eliminar gradativamente esse acúmulo de energia, Levine criou a Experiência Somática, abordagem que hoje conta com cerca de 1800 profissionais em cerca de 18 países – 200 só no Brasil. Seu livro mais famoso, “O Despertar do Tigre” (Editora Summus), foi traduzido para 11 línguas e explica as bases de suas teorias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você fosse fazer um relatório sobre o trauma nos últimos 30 anos, qual seria o resultado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição atual do trauma nos levou para longe da experiência do que realmente é. Entre os indígenas, na América do Sul, havia muito conhecimento sobre o trauma, e eles o chamavam de “susto”, para usar o termo em português. Isso realmente expressa o sentimento do que ele realmente é. O trauma é parte da condição humana. Mesmo quando não existem guerras ou desastres naturais horríveis, ainda assim nosso sistema nervoso pode se sobrecarregar, a ponto de colapsar. Então, acho que um relatório sobre o trauma teria de dizer que a situação geral está pior. E quando as pessoas estão traumatizadas, elas tendem a reagir de duas formas: ou ficam doentes e desenvolvem sintomas ou elas atuam o trauma, geralmente por meio da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é pior: o aumento de situações traumáticas ou a diminuição da nossa capacidade de deixar o organismo lidar com elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência não muda rapidamente, nem os desastres naturais – eles só vão piorar. A questão é como ajudar as pessoas a não se tornarem traumatizadas. Nós enviamos dez terapeutas, para a Tailândia e a Índia, após a tsumani, para trabalhar com crianças e adultos que perderam seus familiares. O impressionante é que num período curto de tempo, às vezes menos de uma hora, essas pessoas foram capazes de evoluir do choque e da completa impotência para engajar-se de novo em suas vidas. Você podia ver em seus rostos e em seus corpos que eles estavam experimentando alegria. Uma mulher nos disse: “agora eu posso ir procurar meus filhos”, referindo-se ao lugar onde eles mantinham os corpos das vítimas. Atualmente, também estamos trabalhando com as vítimas do furacão Katrina, nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;E como foi feito esse trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos com algumas pessoas individualmente, e boa parte de forma não-verbal. Como muita coisa está no corpo, pois se tratam de respostas biológicas e fisiológicas, quando guiamos as pessoas a ir além dessas respostas, não usamos muita conversa. Não analisamos demais as coisas.&lt;br /&gt;Todo trauma pode ser curado, ou há traumas com os quais é muito difícil lidar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, há traumas muito difíceis de lidar. A negligência e a brutalidade durante a infância são, na verdade, os traumas mais profundos. Podemos ajudar essas pessoas, e de forma excelente, algumas vezes. Mas acho que, para elas, é uma grande luta, muito embora elas possam ser curadas. Temos trabalhado, inclusive, com psicóticos. Mas isso exige habilidades especiais e tempo – talvez um a três anos de terapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua terapia é muito diferente da terapia analítica e da terapia catártica. Por que isso? Esses outros tipos de terapia podem contribuir para agravar o trauma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comumente, quando há muito trabalho catártico, a pessoa pode retraumatizar, porque ela revive o que aconteceu, e o sistema nervoso não consegue diferenciar quando é real e quando você está revivendo. E quanto a falar... Veja, a parte do cérebro que é afetada pelo trauma é a parte primitiva – o cérebro límbico e instintivo. Então, as palavras não possuem nenhum efeito aí – mas a consciência sim. Você pode usar as palavras para ajudar as pessoas a ficarem conscientes. Na verdade, nós encorajamos as pessoas que já fazem outras terapias a incorporarem o que nós ensinamos.&lt;br /&gt;Você tem alguma dica para que as pessoas previnam o trauma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos casos, depois que coisas assustadoras acontecem com as pessoas, elas vão chacoalhar e tremer e têm sentimentos variados. E isso é parte do processo de cura. Nesse caso, a pessoa que está com elas deve dizer: “está tudo bem, deixe isso acontecer”, ou até mesmo embalá-las – talvez não fisicamente, como você embala um bebê, mas embalá-las com a sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Peter Levine explica, em O despertar do Tigre (Summus Editorial): “O choque traumático ocorre quando experienciamos acontecimentos potencialmente ameaçadores à vida que superam nossa capacidade para responder de modo eficaz”.[...] E adiante: “Um humano ameaçado precisa descarregar toda energia mobilizada para negociar essa ameaça ou se tornará uma vítima do trauma. A energia residual não vai simplesmente embora. Ela persiste no corpo e, com freqüência, força a formação de uma grande variedade de sintomas, por exemplo: ansiedade, depressão, problemas psicossomáticos e comportamentais. Esses sintomas são o modo do organismo conter (ou encurralar) a energia residual não descarregada”. &lt;/span&gt;</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/10/trauma.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-7441613432195804488</guid><pubDate>Thu, 25 Sep 2008 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-25T15:10:57.124-03:00</atom:updated><title>Kashiwaya Sensei</title><description>&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/gxpvIAZ5Mfo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/gxpvIAZ5Mfo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/09/kashiwaya-sensei.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-2784160677695043561</guid><pubDate>Tue, 23 Sep 2008 20:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-23T17:03:14.978-03:00</atom:updated><title>Documentário : Budismo</title><description>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai uma dica de documentário sobre o Budismo no Himalaia feito pela National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está no You Tube em duas partes de 10 min cada, em português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Este documentário é bastante pessoal para Wade Davis, o antropólogo realiza uma peregrinação espiritual pelos Himalaias do Nepal, olhando para o budismo como uma ciência da mente ao passo em que também tenta decidir se o budismo é o caminho espiritual que ele deseja seguir. A jornada começa no Mosteiro Thupten Choling, onde vive Trulshig Rinpoche, um homem de idade bastante avançada que é um dos professores de Dalai Lama. Rinpoche leva Wade ao local onde ele alcançou a iluminação, situado no topo de uma montanha, em um lugar conhecido como Sengye Phuk, ou A Caverna do Leão. Ali ele ensina Wade sobre As Quatro Nobres Verdades do budismo. Mais tarde Wade se encontra com Matthieu Ricard, um ex-cientista francês que se tornou monge após concluir que a ciência menciona certas questões da vida, mas não explica os motivos.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namastê,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Morrissy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/M810_qLCSVc&amp;hl=en&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/M810_qLCSVc&amp;hl=en&amp;fs=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/A8zFj1ZJ6mA&amp;hl=en&amp;fs=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; 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Compreender este aspecto torna todo o treinamento um processo de evolução espiritual, no qual tomamos como estado espiritualizado o estarmos usufruindo do estado de unicidade nas ações cotidianas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não começamos as aulas de Yoga Japonesa, os interessados podem e devem vr ao Centro de Desenvolvimetno de KI e participar das aulas de Ki-Aikido, Aiki e  Consciência Corporal e das aulas de Técnica de Respiração.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/07/yoga-japonesa.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-4635174932488529588</guid><pubDate>Fri, 04 Jul 2008 17:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-05T16:37:37.496-03:00</atom:updated><title>O significado mental e espiritual da respiração correta</title><description>Koichi Tohei&lt;br /&gt;
Presidente da Fundação Ki no Kenkyukai&lt;br /&gt;
Fundador do Shinshin Toitsu Aikido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
in How to unify Ki&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Manifestação de Reiseishin (Mente Universal)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noite, quanto tudo estiver calmo e quieto, pratique sozinho o método de respiração Ki, e você irá sentir que é um com o universo. Quando você tornar-se uno com o universo, sua mente ficará clara, como um lago que reflete perfeitamente na superfície a lua e um pássaro em vôo. Pela primeira vez você perceberá as coisas, pessoas, e o mundo como verdadeiramente são. Essa é a inata mente original do homem, uma mente diretamente em contato e sintonia com o universo. Esta é Reiseishin, a Mente Universal.&lt;br /&gt;
No curso de uma vida, razão e moralidade são formadas. Mas antes disso a maioria de nossas ações são influenciadas por uma tendência inata, nos dada pelas regras da natureza. Quando escolhemos tornar nossas tendências naturais subservientes à razão e moralidades adquiridas, encontramos dificuldades e sofrimento. O tormentoso conflito entre regras da natureza e razão surge porque as regras da natureza precedem a razão e, talvez, neste sentido, sejam mais básicas e fortes do que a razão ela mesma. Então, apenas através de grandes testes e dificuldades podemos viver apenas pela razão, e mesmo assim muitas vezes falhamos e agimos de modo errôneo.&lt;br /&gt;
Quando Reiseishin manifesta-se, sofrimento e desejos desagradáveis caem por terra. Nossa vida é governada não por ações reflexas (automáticas), nem pela razão, mas por Reiseishin que é mais fundamental para nós mesmos do que ambos (ações reflexas e razão) e mesmo mais original que o instinto. De fato, nesse estado de unicidade, talvez pela primeira vez, há a verdadeira liberdade. Então se está liberto do estafante conflito interno, característico da vida baseada na razão sobreposta às regras da natureza. Então, mesmo neste complexo e problemático mundo, pode-se agir de modo espontâneo e livre; e nessa espontaneidade e liberdade, naturalmente se trilhará o caminho do universo, nunca trocando o certo pelo errado.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/07/o-significado-mental-e-espiritual-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-711114849908931050</guid><pubDate>Fri, 04 Jul 2008 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-04T14:49:42.907-03:00</atom:updated><title>5 princípios do Setsudo (Ensinando o Caminho do Universo)</title><description>1. Acredite no caminho do Universo (Natureza);&lt;br /&gt;2. Divida o caminho do Universo com todos ao redor;&lt;br /&gt;3. Você deve praticar o que você ensina;&lt;br /&gt;4. Ensine de acordo com as pessoas;&lt;br /&gt;5. Cresçamos juntos.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/07/5-princpios-do-setsudo-ensinando-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-7582315732939427122</guid><pubDate>Mon, 28 Apr 2008 21:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-12T10:44:46.874-03:00</atom:updated><title>Determine seu modo de encarar o aprendizado</title><description>Por Shinichi Tohei&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre aqueles que treinam Shin Shin Toitsu Dô e Shin Shin Toitsu Aikidô há um bom tempo, há muitos que têm o objetivo de tornarem-se instrutores. É maravilhoso que eles desejem porem-se a serviço do mundo colocando em prática o que aprenderam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dos meus estudantes que têm como objetivo tornarem-se instrutores sempre escuto a pergunta: como instruir? Apesar de eu querer satisfazer a curiosidades deles, devo confessar que não posso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso porque não há um &quot;método de ensino&quot; que seja realmente importante para o instrutor, o importante é ser proficiente no modo como encarar o ensino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após eu dar uma palestra, eu ocasionalmente pergunto aos presentes coisas como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com que expressão facial eu conduzi esta palestra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em que ordem eu apresentei as coisas nesta palestra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde eu me posicionei enquanto instruia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês poderiam me dizer o tamanho das letras que eu escrevi no quadro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grande maioria dos participantes não conseguem responder essas perguntas. Para os iniciantes é mais difícil dar-se conta de muitos detalhes. No entanto, é diferente para aqueles que pretendem ser instrutores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde que eu esteja demonstrando em frente a eles, é uma grande perda não prestar atenção. Porque eles têm o modo de encarar do estudante quando eles não observam meu modo de ensino. Na maioria das situação é indispensável encarar o aprendizado como um instrutor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu gostaria de dividir com vocês uma experiência que teve grande valor para mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso aconteceu quando eu estava como uchi-deshi pela primeira vez recebendo instrução de Tohei sensei . Minha primeira tarefa como uchi deshi foi ser otomo ou assistente pessoal de Tohei sensei em uma de suas palestras. A palestra terminou com grande sucesso e eu cumpri minhas funções propriamente. Não, isso foi a impressão que tive, de ter cumprido bem minhas tarefas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao final, houve um pedido de palestra feito por uma pessoa que estava presente. Como nós não poderíamos agendar para Tohei sensei dar uma palestra, foi-nos perguntado se não poderíamos enviar alguém do hombu dojo em seu lugar, ou não sendo possível, simplesmente enviar alguém. Tohei sensei me disse, &quot;Certo, vá você.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu respondi, &quot;Obrigado, mas eu não tenho experiência como palestrante.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então Tohei sensei me disse, &quot;Mas eu mostrei para você, não mostrei?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tive um terrível choque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso porque eu pensava que ser otomo significava estar ao lado de Sensei em atende-lo  e, por essa razão, eu não prestei atenção como ele deu a palestra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tohei sensei disse, &quot;Você precisa ser capaz de fazer as coisas depois delas serem  mostradas a você uma vez.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu lembro dele explicando isso para mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde então, onde quer que ele me tenha como otomo, eu presto a mais profunda atenção ao modo como Tohei sensei instrui: Com qual estado de mente ele faz a palestra; em qual posição ele se coloca em pé; como ele olha para a platéia; em que ordem ele fala as coisas; quão alto é sua voz. Em uma década ele me teve como tomo mais de mil vezes em palestras e seminários, e essa experiência é algo que eu não troco por nada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não houve nem uma única vez em que alguém me instruiu em metodologias de palestra ou de ensino. A prncipal e única coisa que me foi ensinada foi como ensinar o modo de agir de um instutor. Eu sou muito grato que eu seja capaz de ensinar esse modo de agir&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;-webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469); -webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969);&quot;&gt;corretamente&lt;/span&gt;&amp;nbsp;no ensino &amp;nbsp;desde o início.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não estar pronto para aprender é como coletar água em uma peneira. Não improta quanta água você coloque dentro, ela não se acumula. Primeiro de tudo, fixe seu objetivo em aprender e então coloque a água. Você estará em um estado na qual a água irá se acumular. Para esse propósito, o que eu aconselho a todos aqueles que têm como objetivo tornarem-se instrutores é não um método de ensino mas o aprendizado do modo de agir de um instrutor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo para aqueles que não são instrutores o modo de encarar o aprendizado é muito importante. Mais importante do que decidir o que estudar para conquistar graus, é fixar seu objetivo no modo de encarar o aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontos a praticar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observe seu modo de encarar o aprendizado e grave como isso ocorre.&lt;br /&gt;
Nomeie três coisas que você pensa serem importantes no modo de encarar o aprendizado.&lt;br /&gt;
Coloque essas três coisas em prática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontos a validar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De que modo as três coisas melhoraram a eficiência de seu estudo?&lt;br /&gt;
Que tipo de mudanças ocorreram no seu modo de encarar o ensino?</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/04/determine-seu-modo-de-encarar-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-8525600714769994644</guid><pubDate>Thu, 17 Apr 2008 20:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-06T11:44:15.979-03:00</atom:updated><title>A forma do Universo 天地の姿</title><description>1. O Universo é um círculo ilimitado com um traço radial ilimitado.&lt;br /&gt;
天地は、無限の半径で画いた無限の円周である。&lt;br /&gt;
2. O Universo é formado por partículas infinitamente pequenas.&lt;br /&gt;
天地は、無限に小なるものの無限の集まりである。&lt;br /&gt;
3. O Universo está em constante mudança e esse movimento não cessa nem por um instante.&lt;br /&gt;
天地は、生成流転して瞬時も止まらない。</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/04/forma-do-universo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-5884602848542873355</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 16:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T13:14:12.890-03:00</atom:updated><title>A Física Desvela a Consciência</title><description>Mais conhecido entre nós por seu livro O Universo Autoconsciente (Editora Rosa dos Tempos), o físico quântico Amit Goswami é um raro exemplo de cientista transformado por seu próprio trabalho. Ele antevê o definitivo deslocamento do paradigma científico materialista e conserva boas esperanças&lt;br /&gt;no futuro da comunidade planetária, que pode começar a abrir sua mente colaborando com a força criadora da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ROMEO GRACIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos, desde 1996, Amit Goswami vem ao Brasil a convite da Unipaz (Universidade da Paz), com a qual compartilha a mesma iniciativa de divulgar valores espirituais e quânticos. De origem indiana e radicado nos Estados Unidos, Amit, Ph.D., é professor-titular de física quântica no Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon e se destaca, entre seus congêneres, por contribuir para uma nova visão de mundo que desvela a natureza espiritual da consciência. Durante sua visita a São Paulo, realizada em meados de junho, ele nos recebeu para a seguinte entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Qual o foco de suas pesquisas atuais?&lt;br /&gt;Amit – Agora estou concentrado nos estados extremamente elevados de consciência, o que na Índia é chamado de samadhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Como a comunidade científica encara a sua afirmação de que a consciência cria o mundo físico?&lt;br /&gt;Amit – Existe uma negligência (não má vontade), de certa forma benéfica, por parte da comunidade científica. Talvez essa reserva deva-se ao fato de se achar que não é preciso ir tão longe quanto eu quero ir para chegar a uma conclusão necessária. Por outro lado, existem alguns cientistas, fora da comunidade dos físicos, que já estão chegando tão longe quanto eu. São os psicólogos. A psicologia é uma dessas ciências que acompanham a mesma busca. A maioria das pessoas que realmente se aprofunda na física quântica acaba concluindo que este é um sistema valioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – E onde você quer chegar?&lt;br /&gt;Amit – Não é tão distante. Parece distante para as pessoas que acreditam que a ciência e a religião não devem estar incluídas no mesmo conjunto, que acham que elas não combinam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Principalmente nos Estados Unidos, onde a sociedade é muito materialista...&lt;br /&gt;Amit – Na verdade, eu passei boa parte da minha vida como materialista, mas também era integrante da comunidade científica. Nos Estados Unidos há uma concentração de pessoas, na costa oeste, que vivem, por assim dizer, no “limiar” (fazendo uma metáfora com a falha geológica da costa californiana). Deepak Chopra, por exemplo, mora em San Diego; Fritjof Capra, no Oregon; Peter Russel e eu moramos em San Francisco. Nos Estados Unidos existe esse materialismo profundo, porém, quanto mais profundo ele se torna, maior é a necessidade da espiritualidade. Eles partem do ponto de vista de uma espiritualidade materialista, ou seja, de uma espiritualidade que tenha uma meta. Chogyam Trungpa criticava muito seus alunos dizendo que eles praticavam uma espiritualidade para chegar a algum lugar. E é exatamente o contrário. A espiritualidade é você aprender que não tem de chegar a lugar algum, pois você já traz em si esse potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – De que maneira a física quântica interpreta a consciência?&lt;br /&gt;Amit – A maneira comum de analisar a consciência é considerá-la como um resultado secundário (epifenômeno) da atividade cerebral. O problema desse ponto de vista é que se começa com partículas produzindo átomos, átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência. Isso transforma a consciência em um objeto, apesar de que os objetos fazem parte da experiência da nossa consciência, e não só eles mas o todo. O enfoque convencional não consegue incorporar essa duplicidade do sujeito e objeto. Na física quântica existe uma profunda descontinuidade, sendo que algumas partes do movimento quântico são previsíveis. Por exemplo: os objetos da física quântica são considerados ondas de possibilidades. Como essas possibilidades vão se espalhar pode ser previsto pela matemática quântica; mas como as possibilidades se transformam em realidade concreta não pode ser previsto. A consciência faz o colapso (1) dessas possibilidades para ser algo – isso é o que chamamos de salto quântico. Então a consciência é incorporada na física quântica como o escolhedor da realidade, entre as possibilidades existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Por isso a consciência não depende do cérebro?&lt;br /&gt;Amit – Não somente a consciência não depende do cérebro como é o cérebro que depende da consciência. Isso vira o ponto de vista mate-rialista (newtoniano) de cabeça para baixo. A vantagem é que você consegue começar a entender a divisão entre sujeito e objeto, e incorporá-los em uma mesma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Tal interpretação seria uma outra forma de entender a explicação da realidade como maya (ilusão), dada pelo hinduísmo e o budismo?&lt;br /&gt;Amit – A realidade está além de maya. No antigo hinduísmo havia o conceito de descontinuidade, e por falta de uma linguagem quântica eles a chamavam de maya. Mas acaba sendo a mesma coisa em matéria de descontinuidade, que é a maneira pela qual a física quântica mensura essa descontinuidade, esse salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Durante sua palestra sobre criatividade (2), você disse que, quando não estamos olhando para os objetos quânticos, eles se espalham em possibilidades. Como esse fenômeno acontece?&lt;br /&gt;Amit – Esse é o ponto mais fundamental e misterioso dos objetos quânticos. A física quântica afirma que os objetos se espalham em ondas de possibilidades, mas quando nós os observamos, os vemos como partículas localizadas. Acontece que eles não são partículas newtonianas, o que em física quântica significa que a sua trajetória não pode ser determinada, definida. Elas têm a possibilidade de seguir várias trajetórias, mas somos nós, com nossa autonomia, que escolhemos qual será a sua possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Através do ato de ver?&lt;br /&gt;Amit – O ato de observar determina a trajetória que será trilhada pela partícula. Contudo, esse efeito não é uma reação, mas uma coisa descontínua. Não pode ser dado um modelo matemático para isso. É um ato de escolha, de livre-arbítrio. Em todas essas possíveis trajetórias, a observação acaba escolhendo uma delas – a consciência acaba fazendo essa decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Aqui temos uma definição realmente metafísica...&lt;br /&gt;Amit – Desde o início a física quântica tem sido metafísica. Nos velhos tempos, Niels Bohr e Einstein tiveram um debate interessante sobre a natureza filosófica da física quântica. Posteriormente, suas discussões foram esclarecidas, através da ciência e de estudos, e agora estão a favor do radicalismo quântico. A pergunta é: Quão radical temos de ser em relação à natureza da consciência? Pois radical é afirmar que a consciência é a base de tudo. Esse radicalismo também diz que existe uma consciência cósmica que colapsa as possibilidades. Sem ser tão radical, é o mesmo que dizer que nós temos o poder de provocar esse colapso com a nossa consciência, que, segundo a física quântica, é integrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Qual a participação da meditação no seu processo de pesquisa da consciência?&lt;br /&gt;Amit – É impossível fazer um estudo de consciência sem a capacidade de mergulhar em si mesmo, atingindo outros níveis de percepção. A meditação é o mergulho, o caminho. No meu estudo da física, percebi, ao longo do tempo, que aprendi mais analisando ocorrências extraordinárias do que ordinárias. Os estados não-ordinários de consciência, aos quais a meditação nos leva, são muito importantes para se começar a entender o processo quântico, assim como para o estudo da consciência. Entretanto, eu sou um cientista teórico. A maior parte do meu trabalho acontece dentro do reino teórico. Não é puro pensamento, pois também envolve dados. Conheço profundamente os dados resultantes de experimentos de laboratórios e concretos, e incorporo isso ao meu lado teórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Já que o universo é autoconsciente, o que você sugere para as pessoas começarem a atuar de forma mais evolutiva na sua realidade?&lt;br /&gt;Amit – A humanidade tem de acordar, escutar, ouvir, ver esse universo autoconsciente. Existem duas fortes tendências: uma nos leva a estados de ser cada vez mais condicionados, a outra nos leva para um lado mais criativo. Nesta idade tão materialista, o condicionamento que nós recebemos é muito intenso. Quanto mais condicionados ficamos, mais distantes estaremos da realidade quântica. Daí a criatividade e o amor serem muito importantes, pois são forças unificadoras que nos levam de volta à unidade. Até que a gente sinta a força e o poder da unidade, dizer que o universo é autoconsciente é pura falação. Assim, só se consegue usar essa idéia para ganhar dinheiro, sem resultar em nenhuma transformação de ninguém. Ao perceber que a realidade é uma coisa só, aí sim conseguiremos nos transformar. E a nossa vida se tornará feliz, criativa, amorosa. Com a nossa transformação individual começará a haver uma transformação coletiva, mundial. Tenho boas esperanças em nossas possibilidades de alcançar uma transformação planetária neste século que se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Como devemos entender a criatividade para melhor exercê-la?&lt;br /&gt;Amit – Toda criatividade é mental, e assim precisamos entender o que é a mente, pois ela é que processa os significados. Para os cientistas, a mente é um fator secundário do cérebro. Se assim fosse, então a criatividade não existiria, porque o cérebro não pode processar o significado. O que a criatividade pode fazer à nossa volta é nos ajudar a ver um sentido novo naquilo que todos vêem como algo comum. O melhor da nossa criatividade está em achar um contexto novo para potencializá-la. Por isso, é importante perceber como a nossa mente se condiciona a ver os contextos que nos são dados. A física quântica afirma que mesmo o mundo material é criado por nós momento a momento. E o universo inteiro é criado para que a consciência possa se ver na criação. Segundo a física quântica, um elétron pula de um corpo para outro, sem passar pelo espaço intermediário, e este salto é descontínuo. Aqui temos o ponto fundamental da criatividade. Todos os insights são novos, no sentido de que não existe pensamento prévio. Nesse movimento mental, realizamos o salto fora da mente, que é condicionada ao intelecto que não está condicionado, e trazemos o contexto em que podemos pensar novos pensamentos. É nisso que constitui a criatividade: damos um salto sem passar por estágios intermediários de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser mais criativo, deve-se estar atento à proposta universal para colaborar mais com ela. É começar a tomar conhecimento de que você tem mais do que a mente, e abri-la para entender que existe o livre-arbítrio, a não-localidade (3), o amor, a interconexão entre as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – O boom da Internet tem provocado muitas expectativas em diversos setores. Existe até empresa de computação mobilizando-se para desenvolver uma rede mundial quântica. Você acredita que isso possa ajudar nessa transformação?&lt;br /&gt;Amit – Pode ser uma força boa, mas ainda é difícil usá-la corretamente. Há muita informação. Deve-se entender que a mudança radical ocorre primeiramente dentro de um grupo fechado. Na Internet há uma quantidade tão grande de informação que a voz de quem realmente tem o que dizer fica perdida. Nós não precisamos tanto de informação, mas sim de transformação. Com muita informação as pessoas se tornam superficiais. E o estudo da física quântica exige que as pessoas vivenciem experiências mais profundas, que deixem o mundo superficial e entrem no mundo interior, que olhem para dentro. Tais experiências são de consciência não-ordinária, o que resumimos no termo “salto quântico”. Nesses estados de consciência também podem ocorrer os estados não-localizados, como o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – O que é um grande desafio para os cientistas cartesianos...&lt;br /&gt;Amit – Sim. Os psicólogos transpessoais são os que têm feito mais esse tipo de experiência. Por exemplo: Abraham Maslow, um cientista que realizou muitas pesquisas, acabou sendo transformado pelo seu trabalho. Será que o cientista aceitaria ser transformado pelo seu próprio estudo? À medida que for se aprofundando, ele será obrigado a se transformar. Mas será que ele aceitará essa transformação? Quando se experienciam os estados mais sutis de consciência, desaparecem todas as dúvidas em relação à unidade da existência. E um cientista com tal percepção nunca irá se referir à consciência como um objeto, pois os modelos mais materialistas nunca constituirão apelo a um cientista interessado na profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANETA – Caminhamos para a convergência da tradição de sabedoria com a ciência?&lt;br /&gt;Amit – Está acontecendo, bem no centro do materialismo, a transformação da ciência em si. Não tenho dúvida de que, dentro desse contexto, o paradigma científico está se deslocando. Daqui a algumas décadas, o peso dos resultados das pesquisas científicas será tão decisivo que irá deslocar de vez o antigo paradigma dualista. Será algo comparável à época em que se falava que a Terra, e não o Sol, era o centro do universo. Quando isso acontecer, deverá ser atingida a mente mais popular. Daí, então, a felicidade e a consciência irão receber mais a nossa atenção. Porque hoje estamos perdidos, buscando alguma coisa sem saber bem o que é. Mas, quando isso acontecer, começaremos a procurar em nós mesmos a fonte dessa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Todas as possibilidades existem dentro da consciência neste instante. O colapso pega todas essas possibilidades e faz resultar na partícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Sob organização da Fundação Peirópolis, o físico realizou uma palestra sobre criatividade quântica na capital paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) “Uma influência ou comunicação instantânea, sem qualquer troca de sinais através do espaço-tempo; uma totalidade intacta ou não-separabilidade que transcende o espaço- tempo.” (Em O Universo Autoconsciente, de Amit Goswami.)</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/03/fsica-desvela-conscincia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-9217553810071349349</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 15:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T13:50:53.779-03:00</atom:updated><title>A ilusão de Deus</title><description>O livro de Richard Dawkins - &lt;A HREF=&quot;http://www.navegamp3.org/2008/02/19/richard-dawkins-deus-um-delirio/&quot;&gt; A ilusão de Deus &lt;/A&gt; - é um interessante contraponto ao teísmo. Para outras informações a respeito do autor, considerado um dos grandes intelectuais de nosso tempo, cliquem no título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo uma interessante entrevista de Dawkins a Jeremy Paxman, o famoso jornalista da BBC que apresenta desde 1997 o programa Newsnight, conhecido pelo seu estilo agressivo e cáustico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/gWL1ZMH3-54&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/gWL1ZMH3-54&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/03/iluso-de-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27435479.post-1547237241388354607</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 15:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T12:51:48.152-03:00</atom:updated><title>O cientista de Deus</title><description>&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;(a matéria está na revista IstoÉ e pode ser acessada clicando no título. Coloco a matéria como letura de apoio à entrevista concedida por Amit Goswami)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês mostra que deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por TATIANA DE MELLO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.&lt;br /&gt;Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CAMINHO DO CÉU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.</description><link>http://kisociety-curitiba.blogspot.com/2008/03/o-cientista-de-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>