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	<title>Fam�lia Kuffel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[kuffel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:53:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A imigra��o alem� no Rio Grande do Sul 1824: Antes e Depois A imigra��o alem� no Rio Grande do SulProf. Telmo Lauro M�ller, &#160;Museu Hist�rico Visconde de S�o Leopoldo *Telmo Lauro M�ller A prop�sito dos 180 anos ���������� comum dividirmos a Hist�ria de um pa�s, de um Estado ou de um munic�pio em partes, tomando &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/a-imigracao-alema-no-rio-grande-do-sul/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">A IMIGRA��O ALEM� NO RIO GRANDE DO SUL</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A imigra��o alem� no Rio Grande do Sul</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="http://www2.brasilalemanha.com.br/1824_antes.htm"><strong>1824: Antes e Depois</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A imigra��o alem� no Rio Grande do Sul<br>Prof. Telmo Lauro M�ller, &nbsp;Museu Hist�rico Visconde de S�o Leopoldo</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="416" height="372" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Antes-1824.jpg" alt="" data-id="66" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Antes-1824.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/antes-1824/" class="wp-image-66" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Antes-1824.jpg 416w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Antes-1824-300x268.jpg 300w" sizes="(max-width: 416px) 100vw, 416px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="416" height="325" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Depois-1824.jpg" alt="" data-id="65" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Depois-1824.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/depois-1824/" class="wp-image-65" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Depois-1824.jpg 416w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Depois-1824-300x234.jpg 300w" sizes="(max-width: 416px) 100vw, 416px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">*Telmo Lauro M�ller</p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><em><strong>A prop�sito dos 180 anos</strong></em></h2>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">���������� comum dividirmos a Hist�ria de um pa�s, de um Estado ou de um munic�pio em partes, tomando um fato como divisor de �guas. Assim, a mais conhecida divis�o tem a data de nascimento de Jesus Cristo como base. A Hist�ria Geral � dividida em �Antes de Cristo� (AC) e �Depois de Cristo� (DC). Fatos marcantes na vida de alguns povos ou pa�ses, certamente, fazem subdivis�es.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No caso particular do Rio Grande do Sul, h� uma data t�o importante, que pode servir de divisor: a chegada dos primeiros imigrantes alem�es � ent�o Prov�ncia de S�o Pedro do Rio Grande, no dia 25 de julho de 1824. O ano de 1824 �, pois, o momento que nos permite fazer a divis�o em �antes� e �depois�. Isso n�o significa que essa data esteja indicando que �antes� foi melhor ou pior; que �depois� foi melhor ou pior. A data revela mudan�as acentuadas que alteraram a seq��ncia dos fatos. Assim, �antes� temos a civiliza��o portuguesa, por muitos chamada de a�oriana, tendo o gado e toda gama de atividades decorrentes como centro de tudo. � o ga�cho, dono da campanha, regi�o de onde nunca saiu porque sua vida era o gado, e gado � criado no campo. �Depois� a civiliza��o alem� marca presen�a e ir� caracterizar boa parte do Rio Grande para sempre.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Este folheto pretende contar um pouco da Hist�ria riograndense �depois� de 1824, a prop�sito dos 180 anos da imigra��o alem�, festejados neste ano de 2004. Comparados com os anos de exist�ncia de cidades alem�s como Koblenz, Trier ou Bonn, com mais de 2.000 anos de funda��o, os 180 anos de S�o Leopoldo, primeiro n�cleo de alem�es no Rio Grande, representam apenas uma pontinha. Mas nem por isso menos importantes. Justamente o que se construiu pelo Rio Grande a fora nesse curto lapso de tempo � t�o marcante a ponto de merecer este registro sint�tico.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Raz�es da emigra��o na Alemanha</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quando se fala em imigra��o alem� h� 180 anos, � bom pensar como eram as coisas naquele tempo, na Alemanha, no Brasil, no Rio Grande do Sul.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O Brasil tinha meia d�zia de centros not�ricos, como Rio de Janeiro, a capital do rec�m-criado Imp�rio Brasileiro; Salvador, antiga capital; Recife, S�o Paulo e n�cleos mais provincianos como Porto Alegre. O Brasil era movido pelos escravos. De seu suor, sangue e l�grimas vivia a jovem na��o. A��car, gado, cacau, pedras preciosas, tudo nascia de suas m�os. E como eles fossem em maior n�mero do que os homens livres, � prov�vel que esse fato levasse o Governo a pensar em imigrantes de outra categoria. O Rio Grande de S�o Pedro tinha Porto Alegre como capital. Ainda marcavam presen�a Viam�o, Rio Pardo, Pelotas e Rio Grande, para citar apenas alguns n�cleos. O gado constitu�a a grande riqueza, indelevelmente ligada � Hist�ria do extremo sul. Aqui tamb�m o bra�o servil era uma realidade.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Falar na Alemanha da �poca requer registrar que ela n�o existia como unidade nacional. Havia reinados, principados, ducados, independentes entre si. O que identificava a todos, e da� falarmos em Alemanha, era a l�ngua. Na Idade M�dia, predominavam os dialetos. Ainda hoje a Alemanha � rica em dialetos. Com Lutero, ao traduzir a B�blia para que os alem�es pudessem l�-la, criou-se a l�ngua alem� ou, simplesmente, o alem�o. Ao uniformizar o idioma, havia um elo comum entre todos os departamentos pol�ticos vindos da Idade M�dia. Logo, ao falarmos em imigrantes da Alemanha, antes de 1871, ano da unifica��o formalizada por Bismarck, referimo-nos �s pessoas de fala alem�. Os passaportes da �poca registram a origem das pessoas como sendo da Pr�ssia, de Schleswig-Holstein, Ren�nia, Hesse ou Pomer�nia. Como todas falassem a mesma l�ngua, a Hist�ria s� registra �alem�es�. Mas isso n�o tira o m�rito da imigra��o entre n�s.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>���������Agora podemos perguntar � o que leva uma pessoa a deixar seu lugar de nascimento?</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ora, com nossos imigrantes alem�es houve, como em qualquer ser humano, o desejo natural de progredir,&nbsp;&nbsp;visualiza��o de novos horizontes em raz�o de situa��es existentes em sua terra natal.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na fam�lia alem� vamos encontrar o �Erbrecht� (morgadio), direito heredit�rio do filho mais velho. Como n�o houvesse m�o-de-obra � disposi��o, eram comuns fam�lias com oito, dez ou mais filhos. A propaganda brasileira ent�o feita na Alemanha deve ter produzido os efeitos desejados, j� que muitos viam a grande oportunidade de terem suas terras pr�prias. E muita terra! Enfim, sessenta ou setenta hectares era muita terra. N�o seria hora da realiza��o de utopia de cada um? Outrossim, � preciso considerar que, ao tempo do in�cio da imigra��o, a Alemanha sa�ra das Guerras Napole�nicas, que causaram uma devasta��o f�cil de imaginar: lavouras destru�das seguidamente, moradias em chamas, mortes, dizima��o da juventude masculina, a soldadesca deixando seus rastros junto ao elemento feminino� Quanto aos renanos, o maior n�mero de imigrantes, suas terras sempre foram palco de lutas travadas ao longo do rio Reno, fato que pode explicar sua inquieta��o. Mais. A emigra��o come�ou em 1824, setenta anos depois da inven��o da m�quina a vapor, na Inglaterra, cujos efeitos t�cnicos come�avam a se fazer sentir na Europa continental. A m�quina dispensa m�o-de-obra e a previs�o de desemprego para tanta gente deve ter exercido sua influ�ncia sobre a emigra��o. Depois veremos que os artes�os, come�ando a perder suas oportunidades na Alemanha, foram aqui muito importantes, porque lan�aram as bases da industrializa��o. Al�m desses fatores gerais, em cada regi�o de onde provieram imigrantes com destaque para a Ren�nia, Vestf�lia e Pomer�nia, havia fatores locais a influir na sa�da de seus filhos.</p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Raz�es da imigra��o no Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por que alem�es vieram ao Brasil?</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quem sabia na Ren�nia que o Brasil existia?</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Onde ficava esse Brasil?</em></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">���������Nos meios pol�ticos e governamentais certamente o Brasil era conhecido porque a filha de Francisco II, �ltimo Imperador do Sacro Imp�rio Romano de Na��o Alem�, ao mesmo tempo, Francisco I, primeiro Imperador da �ustria, da Casa dos Habsburgos, era casada com o jovem Imperador Pedro I, da Casa de Bragan�a. O nome dessa mulher ressoou e ainda ressoa no Brasil, mormente no sul, em virtude da imigra��o alem�. A arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa contraiu matrim�nio com D. Pedro, apenas pr�ncipe, no dia 13 de maio de 1817, por procura��o, em Viena. Pelas descri��es, Leopoldina n�o era um �monumento� de beleza, mas seria simp�tica, cabelos louros, olhos azuis, atenciosa, inteligente, cativante. Ela conquistou os brasileiros, que a consideravam uma �m�e�, como registram os livros. E quanto mais os brasileiros ficaram conhecendo seu Imperador, com todos seus pecados, tanto mais Leopoldina subia no conceito deles. � f�cil imaginar que o fato de uma princesa germ�nica ser a Imperatriz do Brasil tenha dado �nfase � imigra��o. Leopoldina sabia que sua antepassada, Imperatriz Maria Teresia, havia colonizado terras ao longo do Dan�bio, para impedir o avan�o dos turcos em dire��o ao centro da Europa, com amea�a ao territ�rio austr�aco. O Brasil vivia uma situa��o parecida no sul. Ali constantemente havia invas�es e atividades b�licas para manter as fronteiras brasileiras. A coloniza��o mais intensa daquele peda�o de terra poderia ajudar a manter o equil�brio geopol�tico. Na verdade, os a�orianos, ent�o �donos� do Rio Grande, eram, tamb�m, os �eternos vigilantes�. Afirmava-se que dormiam com um olho s�; o outro estava sempre aberto para ver o inimigo chegar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Colonizar o sul. Mas onde buscar os colonizadores?</h2>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;� claro que n�o viriam portugueses, de quem o Brasil acabara de se emancipar. Espanh�is, nem pensar, porque eram os inimigos naquela regi�o. Franceses tamb�m n�o, porque um dia haviam invadido o Rio de Janeiro, fundando a �Fran�a Ant�rtica�. Ingleses tamb�m n�o, porque igualmente haviam tentado instalar-se no Brasil. Holandeses fora de cogita��o, pois estiveram 24 anos no Nordeste. Alem�es. Leopoldina era alem�. A Pr�ssia, que depois integraria a Alemanha, tinha um ex�rcito reconhecido e admirado por D. Pedro I, cujas tend�ncias militaristas eram conhecidas. O Brasil precisava de soldados, j� que os portugueses, com a Independ�ncia, haviam voltado para Portugal. Quem defenderia o Brasil? D. Pedro I interessou-se por mercen�rios alem�es e, provavelmente, para n�o ser notado esse �movimento militarista�, passou a contratar tamb�m colonos que ocupariam as terras sulinas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para proceder adequadamente, foi enviado � Alemanha Jorge Ant�nio von Sch�ffer, preposto do Imp�rio. A miss�o de Sch�ffer, embora exitosa, teve muitos percal�os. A Europa estava impedindo que soldados sa�ssem como mercen�rios. Quem desejasse emigrar, deveria renunciar � nacionalidade e apresentar provas de que o pa�s destinat�rio lhe daria nova nacionalidade. Os pa�ses europeus queriam prevenir-se contra futuras responsabilidades.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>���������O governo brasileiro oferecia: passagem paga; concess�o de cidadania; concess�o de lotes de terra livres e desimpedidos; suprimento com primeiras necessidades; materiais de trabalho e animais; isen��o de impostos por alguns anos; liberdade de culto.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">���������No Brasil h� uma express�o popular que diz: �Quando a esmola � demais, o pobre desconfia�. � muito poss�vel que algu�m considerasse a oferta grande demais. Isso iria confirmar-se mais tarde, porque chegar ao Rio Grande, mais especificamente a S�o Leopoldo, e receber um lote de terras a 30 ou 40 quil�metros distantes da sede, sem estradas, sem escolas, na mata virgem, deve ter provocado muitas l�grimas. Com rela��o � liberdade de culto oferecida � o Governo deveria prever que entre os imigrantes haveria luteranos � era inconstitucional, porque pela Constitui��o Imperial de 1824 a religi�o cat�lica era oficial. Outros credos poderiam ser praticados, em car�ter particular, em casas sem apar�ncia exterior de templo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>A Feitoria do Linho-C�nhamo</strong></h2>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Antes de falar nos primeiros imigrantes alem�es, torna-se necess�rio dizer alguma coisa sobre a Real Feitoria do Linho-C�nhamo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">���������Feitoria era um estabelecimento do Governo. Linho-c�nhamo � uma planta herb�cea de pequeno porte, da qual s�o extra�das fibras utilizadas na confec��o de cordas e de velas para barcos. Muito provavelmente Portugal possu�a planta��es que forneciam aquela mat�ria- prima para sua frota de veleiros pelo mundo a fora. Aqui, na Prov�ncia de S�o Pedro do Rio Grande, fundou-se uma Feitoria em Cangu�u, na regi�o de Pelotas, bem no sul da Prov�ncia. Como n�o deu resultados, foi fechada e transferida para o Faxinal do Courita, � margem esquerda do rio dos Sinos, onde sua instala��o se deu no dia 14 de outubro de 1788. Como qualquer outra propriedade agr�cola da �poca, l� estava a casa-grande, de pedra, centro das atividades e moradia do feitor ou outra autoridade da Feitoria. Nas senzalas moravam os escravos. Havia ainda os galp�es para animais e dep�sitos diversos. A produ��o era transportada para Porto Alegre pelo rio dos Sinos, primeira via econ�mica da regi�o do Vale. Mas, provavelmente por ser movida a bra�o escravo, a Feitoria n�o deu o resultado esperado, sendo desativada no dia 31 de mar�o de 1824, portanto 36 anos ap�s sua funda��o. Nessa mesma data, o Presidente da Prov�ncia recebeu comunica��o da Corte, dizendo que em terras da Feitoria seria iniciada uma col�nia com imigrante alem�es.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>A primeira leva de imigrantes</strong></h2>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os imigrantes contratados por conta do Governo brasileiro por Jorge Ant�nio von Sch�ffer na Alemanha e componentes da primeira leva, depois de passarem pelo Rio de Janeiro, chegaram a Porto Alegre em 18 de julho de 1824. Seguindo instru��es recebidas, o Presidente da Prov�ncia, Jos� Feliciano Fernandes Pinheiro, encaminhou os imigrantes para a Feitoria desativada, � margem esquerda do Sinos.</p>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="367" height="274" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Primeira-Leva.jpg" alt="" data-id="71" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Primeira-Leva.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/primeira-leva/" class="wp-image-71" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Primeira-Leva.jpg 367w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Primeira-Leva-300x224.jpg 300w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;� f�cil imaginar a viagem Sinos acima. Uma vegeta��o luxuriante, com �rvores enormes e flores em profus�o; muitos animais povoando as margens: jacar�s, capivaras, rat�es do banhado, fuinhas e, sem d�vida, alguma cobra deitada pregui�osamente sobre um tronco ca�do, ao vivo e em cores: gar�as, bigu�s, um mundo de p�ssaros coloridos. Numa palavra: um encanto! Um mundo novo � espera de quem fizera uma viagem de 12.000 quil�metros em busca de uma nova P�tria. Do rio, carretas de boi levaram os imigrantes at� a Feitoria. Era o dia 25 de julho de 1824, um domingo, data da funda��o do primeiro n�cleo de coloniza��o alem� no sul do Brasil, que viria a transformar-se na cidade de S�o Leopoldo. Reconhecida por todas as cidades de origem alem� no Estado, a data � festejada em todos os quadrantes.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/S�o-Leopoldo-Hoje.jpg" alt="" data-id="70" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/S�o-Leopoldo-Hoje.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/sao-leopoldo-hoje/" class="wp-image-70"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/S�o-Leopoldo-no-Passado.jpg" alt="" data-id="69" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/S�o-Leopoldo-no-Passado.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/sao-leopoldo-no-passado/" class="wp-image-69"/></figure></li></ul></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">��������</h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">�A primeira leva de imigrantes era formada pelas seguintes pessoas, num total de 39:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Miguel Kr�me e esposa Margarida, cat�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Jo�o Frederico H�pper, esposa Anna Margarida, filhos Anna Maria, Christ�v�o, Jo�o Ludovico, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Paulo Hammel, esposa Maria Teresa, filhos Carlos e Ant�nio, cat�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Jo�o Henrique Otto Pfingsten, esposa Catarina, filhos Carolina, Dorothea, Frederico, Catarina, Maria, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Jo�o Christiano Rust (Bust?), esposa Joana Margarida, filha Joana e Luiza, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Henrique Timm, esposa Margarida Ana, filhos Jo�o Henrique, Ana Catarina, Catarina Margarida, Jorge e Jacob, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Augusto Timm, esposa Catarina, filhos Christ�v�o e Jo�o, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Gaspar Henrique Bentzen, cuja esposa morreu na viagem, um parente, Frederico Gross; o filho Jo�o Henrique, evang�licos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Jo�o Henrique Jaacks, esposa Catarina, filhos Jo�o Henrique e Jo�o Joaquim, evang�licos.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="320" height="139" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Hamburgo-Velho-no-Passado.jpg" alt="" data-id="68" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Hamburgo-Velho-no-Passado.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/hamburgo-velho-no-passado/" class="wp-image-68" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Hamburgo-Velho-no-Passado.jpg 320w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Hamburgo-Velho-no-Passado-300x130.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="320" height="217" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Novo-Hamburgo-atual.jpg" alt="" data-id="67" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Novo-Hamburgo-atual.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/novo-hamburgo-atual/" class="wp-image-67" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Novo-Hamburgo-atual.jpg 320w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Novo-Hamburgo-atual-300x203.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em todas as col�nias alem�s havia uma escolinha como esta da Picada Moinho, S�o Louren�o do Su</strong>l.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="589" height="359" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/escolinha.jpg" alt="" data-id="74" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/escolinha.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/escolinha/" class="wp-image-74" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/escolinha.jpg 589w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/escolinha-300x183.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Essas 39 pessoas, seis cat�licos e 33 evang�licos, s�o as fundadoras de S�o Leopoldo, nome e lugar ent�o inexistentes, porque tudo se resumia � Feitoria do Linho-C�nhamo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;� f�cil imaginar o quadro na Feitoria com a chegada dos alem�es.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Um lugar nunca imaginado, gente de l�ngua desconhecida e costumes estranhos. E por que tudo tinha um ar de abandono? Se a isso juntar-se um dia de inverno no Vale do Sinos com frio, cerra��o e umidade, a chegada deve ter causado impacto. Mas aquele dia ajudou a fazer um novo Rio Grande, raz�o para dividir-se sua Hist�ria em �antes� e �depois� de 1824.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="411" height="289" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/entidade-esportiva.jpg" alt="" data-id="75" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/entidade-esportiva.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/entidade-esportiva/" class="wp-image-75" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/entidade-esportiva.jpg 411w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/entidade-esportiva-300x211.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As entidades esportivas dos imigrantes alem�es introduziram a gin�stica em aparelhos. Na foto, atletas da Sociedade Gin�stica de S�o Leopoldo</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Recebendo o nome oficial de �Col�nia Alem� de S�o Leopoldo�, numa homenagem ao santo padroeiro de Leopoldina, o n�cleo inicial, em poucos anos, estendeu-se por todo o vale do Sinos, j� com milhares de imigrantes. O grande art�fice da �Col�nia Alem� foi o Presidente Jos� Feliciano Fernandes Pinheiro, que recebeu do Imp�rio, como era h�bito a quem se destacasse, um t�tulo honor�fico: Visconde de S�o Leopoldo, um nome invulgar nas p�ginas da Hist�ria ga�cha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ao escrever suas Mem�rias, no inverno de 1840, o Visconde referiu-se � �Col�nia Alem� com as seguintes palavras:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;�A funda��o da Col�nia Alem� de S�o Leopoldo � um dos fatos mais salientes de minha administra��o; e ser-me-� permitido confessar que muito me desvane�o de ver meu nome ligado a uma cria��o de resultados t�o extensos, cuja realiza��o promovi com m�ximo empenho. Por mim mesmo procedi ao exame e reconhecimento do local mais apropriado para assento da col�nia; e assim passei os dias 13, 14 e 15 de dezembro de 1824, percorrendo todo o campo situado a um e outro lado do rio dos Sinos, pertencente � antiga Real Feitoria do Linho-C�nhamo. Organizei as instru��es pelas quais se devia reger o inspetor interino, que nomeei; e a cada dia que passa, acrescenta a minha satisfa��o, assistindo ao reflorestamento e prosperidade deste auspicioso n�cleo de coloniza��o, o primeiro e mais importante do Brasil.�</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Entende-se, agora, por que o museu localizado em S�o Leopoldo e dedicado � imigra��o e coloniza��o leva o nome do Visconde de S�o Leopoldo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A vinda dos imigrantes alem�es mudou o visual do Rio Grande. Essas mudan�as s�o de v�ria ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na parte econ�mica, podemos referir que a produ��o agr�cola em poucos anos floresceu, a ponto de a col�nia abastecer a capital, Porto Alegre. Mais: ao lado do trabalho agr�cola, os alem�es tamb�m eram Handwerker, isto �, artes�os. Trabalhavam a madeira, o ferro, o couro, as fibras. Desse artesanato, na Alemanha, provieram muitos nomes pr�prios. Assim, Schmidt � ferreiro, Schuster, sapateiro; tamb�m Schuhmacher, sapateiro; Weber, tecel�o; Zimmermann, carpinteiro; Schreiner, marceneiro; Schneider, alfaiate; Wagner, construtor de carro�as; M�ller, moleiro. Com seu trabalho, os artes�os formaram as bases da industrializa��o no Rio Grande. N�o � para menos que o Vale do Sinos transformou-se numa extraordin�ria concentra��o industrial. Muitas grandes f�bricas espalhadas pelas cidades de origem alem� come�aram com um verdadeiro artesanato, em pequenas casinhas de porta e janela, onde tudo era feito � m�o. Aur�lio Porto, na importante obra O Trabalho Alem�o no Rio Grande do Sul, 1934, diz que a palavra serigote, um tipo de sela, prov�m do alem�o. Os seleiros de S�o Leopoldo produziam bons produtos, adquiridos pelos ga�chos de Cima da Serra (S�o Francisco de Paula) como sendo sehr gut, isto �, �muito bons�. Desse sehr gut teria vindo a palavra serigote.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na parte cultural merecem cita��o muito especial as escolas. N�o as encontradas aqui, os colonos as criaram para ensinar as crian�as a ler, escrever e fazer contas. Assim surgiram as escolas de comunidade, em alem�o Gemeindeschule. N�o havia picada, l� no fundo do mato, onde n�o funcionasse uma escolinha. As crian�as vinham de longe, at� de um raio de 4 ou 5 quil�metros. Algumas vinham a cavalo. O material de aula era simples: a lousa, em alem�o Tafel; o l�pis de pedra, em alem�o Griffel, e mais tarde a cartilha, em alem�o Lesebuch. Aumentadas em n�mero a cada ano e espa�os, essas escolas garantiram a luz das letras a milhares e milhares de pessoas. Por volta de 1938 eram mais de mil escolas coloniais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE) registra o menor n�mero de analfabetos na �Col�nia Alem�.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ainda na parte cultural, podemos dizer que os alem�es t�m um car�ter muito associativo, isto �, gostam ou at� precisam viver em grupos. O clima frio deve ter sua influ�ncia sobre tal comportamento. J� nos climas quentes as pessoas andam soltas, fora de casa, sem o aconchego&nbsp;&nbsp;da lareira. A intensa vida em fam�lia e os encontros nos locais de lazer, nos clubes, fez surgir grupos de m�sica, de teatro, de canto. Assim o canto coral, t�o intenso em nosso Estado, a ponto de haver uma Federa��o de Coros, � uma das grandes heran�as alem�s. N�o h� vila de origem alem� onde n�o se canta em grupos masculinos, femininos ou mistos. No m�nimo, nas comunidades religiosas h� um pequeno coro que abrilhanta os cultos, acompanha enterros ou alegra as festas de igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Disso decorre a importante contribui��o alem� � vida associativa no Rio Grande do Sul. Isolados nas col�nias, sua vida s� podia ser igual � que levaram em sua terra de origem. A l�ngua alem� era sua l�ngua, mas aos poucos aprenderam a portugu�s e acabaram por germanizar muitas palavras, como</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carreta � carret</p>



<p class="wp-block-paragraph">Laranja � range</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jararaca � scharak.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Dessa jun��o ling��stica resultou um dialeto local, ou seja, uma mistura do dialeto Hunsr�ck, trazido pelos imigrantes renanos, com o portugu�s.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Trabalho, muito trabalho, de sol a sol, m�os calejadas, homens, mulheres e jovens tinham no domingo o dia especial de louvar e agradecer a Deus. Os cultos e as missas reuniam a todos. No fundo, isso constitu�a um grande encontro social, pois moravam afastados uns dos outros. Dessa necessidade de vida em sociedade e saudosos do lazer em sua terra natal, nasceram as sociedades que marcaram e ainda marcam a vida social em nosso Estado: Turnverein, Sociedade de Gin�stica; Gesangverein, Sociedade de Canto; Sch�tzenverein; Sociedade de Atiradores. Onde houver influ�ncia alem�, uma delas, quando n�o todas, s�o elementos importantes. Muitas delas s�o centen�rias: Sociedade Germ�nia, Porto Alegre, 1855; Sociedade Orfeu, S�o Leopoldo, 1858; Sociedade Leopoldina, Porto Alegre, 1863; SOGIPA, Porto Alegre, 1867; Sociedade Atiradores, S�o Leopoldo, 1878; Sociedade Gin�stica, S�o Leopoldo, 1885; Sociedade Alian�a, Novo Hamburgo, 1888; Sociedade Atiradores, Novo Hamburgo, 1892; Sociedade Gin�stica, Novo Hamburgo, 1894; Sociedade de Canto Uni�o, Est�ncia Velha, 1894. Deve haver outras centen�rias que n�o s�o de nosso conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Escolas, sociedades, grupos de amparo m�tuo, mais tarde hospitais, tudo mostra a maneira de viver em sociedade, isto �, associativamente, dos imigrantes e seus descendentes. H� ainda um outro aspecto marcante desse esp�rito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">���������Os padres jesu�tas alem�es, chegados em S�o Leopoldo em 1859, e de larga atua��o pelas col�nias, reuniam os colonos em agrupamentos chamados tamb�m de Verein. O Bauernverein, Sociedade de Agricultores, foi uma delas, com grande influ�ncia na forma��o dos colonos. Em 1912 foi fundado o Volksverein, Sociedade Uni�o Popular, ainda hoje existente, com sede em Nova Petr�polis. E um religioso jesu�ta, Theodor Amstad, foi o idealizador de um sistema de poupan�a chamado Raiffeisen, atrav�s das Caixas Rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">A expans�o dos n�cleos coloniais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A �Col�nia Alem� de S�o Leopoldo� se estendia de Sapucaia do Sul, ao sul, at� o Campo dos Bugres, hoje Caxias do Sul, ao norte; de Taquara, ao leste, at� Montenegro, a oeste. Eram as grandes terras formadas pelos rios Sinos e Ca�. Com a vinda de mais imigrantes, surgiram novos n�cleos nos vales do Rio Taquari (Estrela, Lajeado, Teut�nia e outros), dos rios Pardo e Pardinho (Santa Cruz do Sul, Ven�ncio Aires, Candel�ria), no sul do Estado (S�o Louren�o do Sul). Os n�cleos aqui citados e outros em suas imedia��es s�o chamados de �segunda gera��o�. No fim do s�culo passado e come�o do atual, entra em cena a �Serra�, com Iju�, Santa Rosa, Panambi, Cerro Largo e dezenas de outros munic�pios. Ali�s, os imigrantes, a partir de 1824, e depois os descendentes em terceira, quarta e quinta gera��es, fizeram uma verdadeira marcha pelo Brasil. Atravessando o rio Uruguai, ocuparam o oeste catarinense, depois o oeste do Paran�, o Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e hoje j� alcan�aram Rond�nia, onde olhos azuis e cabelos loiros mais a l�ngua alem� falam do Rio Grande do Sul com saudade enquanto tomam o insepar�vel chimarr�o.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;N�o � de se estranhar, portanto, que todos esses lugares e dezenas de outros apreciem a m�sica de bandinhas, a galinha assada no formo, a assado de porco, a verdura, o chucrute ou Sauerkraut, a salsicha, o p�o de centeio, a cerveja. Coisas do gosto de todos, pois quem � que n�o gosta de uma comida colonial?</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Cozinha Colonial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Afirma��es como �o amor passa pelo est�mago� devem ser comuns a todas as sociedades humanas. Assim, com a cozinha alem� n�o deve ser diferente, pelos pratos que fazem a del�cia de muitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No come�o da coloniza��o n�o deve ter sido f�cil para os imigrantes a adapta��o aos diferentes locais, j� que os seus pr�prios viriam somente com o correr do tempo. Assim, aipim, batata-doce, feij�o preto, p�o de milho, beiju e outras iguarias devem ter encontrado resist�ncia natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Aos poucos, a cozinha alem� foi tomando p� e hoje se festeja um assado de porco, uma galinha recheada, um chucrute, uma salsicha bock, um pir� de batata, um prato de verdura ou as inigual�veis sobremessas, cucas e tortas. A palavra �Apfelstrudel� produz �gua na boca. Hoje temos restaurantes especializados em comidas alem�s. E se for regado com uma cervejinha ou um chope, ent�o n�o falta mais nada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A esta altura do texto, pelos 180 anos de imigra��o alem�, fa�amos um brinde como sempre se fez na col�nia alem� � Prosit! ou Prost!, isto �, Sa�de!</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A nacionaliza��o</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A d�cada de trinta, neste s�culo, marcou momentos dif�ceis para a �col�nia alem�. Foi a �poca das grandes ditaduras: Salazar em Portugal, Mussolini na It�lia, Stalin na R�ssia, Hitler na Alemanha, Vargas no Brasil. Todas as ditaduras t�m muita coisa em comum: vivem da centraliza��o do governo, tudo fazem para espalhar sua influ�ncia, perseguem pessoas que n�o lhes s�o d�ceis, imp�em seus m�todos e chegam ao extremo de liquidar pessoas, caso entendam necess�rio. E tudo isso como se fosse a coisa mais natural do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A ideologia hitlerista teve muitos adeptos em v�rios pa�ses. No Brasil, o ditador Vargas era inicialmente um dos simpatizantes. A �col�nia alem�, n�o s� no Rio Grande do Sul, como tamb�m em outros Estados, sofreu a influ�ncia de agentes alem�es que procuravam expandir o nazismo, encontrando simpatizantes e alguns adeptos. Mas da� a concluir, como se afirmava, que �os colonos alem�es eram nazistas�, vai uma imensur�vel dist�ncia. Situa��o id�ntica passaram os colonos italianos em rela��o ao fascismo.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/monumento-Centenario-da-Imigra��o-Alema.jpg" alt="" data-id="77" data-full-url="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/08/monumento-Centenario-da-Imigra��o-Alema.jpg" data-link="https://kuffel.com.br/monumento-centenario-da-imigracao-alema/" class="wp-image-77"/></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Monumento do Centen�rio da Imigra��o Alem� erguido em 1924. � um marco de S�o Leopoldo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Procurando contrabalan�ar a propaganda hitlerista, o governo Vargas fez uso de uma estrat�gica chamada �Nacionaliza��o�. Atrav�s dela o governo tencionou minimizar a eventual influ�ncia germ�nica de car�ter pol�tico. Como em todos os movimentos desse g�nero, houve acertos e exageros. Quem sabe, mais exageros do que acertos. Se de um lado pretendia integrar mais rapidamente e melhor os descendentes de alem�es, atitude at� louv�vel, por outro n�o se pode esquecer que o governo, desde o in�cio da coloniza��o, pouco ou nada fez para essa integra��o por via natural, isto � pela absor��o dos imigrantes com o correr do tempo. Na verdade, os colonos se viram obrigados a fazer insistentes pedidos para verem atendidas as suas reivindica��es. A constru��o e o conserto das estradas era demorado e havia pouco interesse em saber como os colonos viviam l� no fundo das picadas, com dificuldades de comunica��o e problemas de sa�de p�blica. Como o governo n�o abria escolas, elas eram feitas pelas pr�prias comunidades, como � pr�prio do esp�rito germ�nico. A nacionaliza��o proibiu o uso da l�ngua alem�, os jornais e outras publica��es em l�ngua alem�, proibiu cultos em idioma alem�o e as reuni�es nas sociedades, cuja administra��o deveria ser toda em portugu�s. E mais: lan�ada a suspeita a todos os professores � eram mais de mil entre cat�licos e evang�licos � foram fechadas escolas por todos os recantos. Como o governo n�o tivesse condi��es de absorver todos os alunos imediatamente, � f�cil compreender a situa��o ca�tica ent�o criada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Espalhando alegria com bailes, festas, teatros e canto, as sociedades ficaram caladas. O medo instalara-se na col�nia. Por natureza, o colono j� mantinha certa reserva. Agora mais ainda. Mesmo assim, ningu�m deixava de cumprir fielmente seus deveres, com o pagamento dos impostos rigorosamente em dia. Mais um elemento sofreu durante a nacionaliza��o: as tradi��es, que, como se l� num Centro de Tradi��es Ga�chas (CTG) de S�o Leopoldo, �s�o a alma de um povo�. Esta alma foi contestada e os colonos e at� moradores das cidades abandonaram as dan�as t�picas, deixaram de cantar na l�ngua dos antepassados, o kerb perdeu sua beleza, a Festa dos Atiradores ficou prejudicada. Uma gera��o inteira perdeu suas ra�zes. E isso � grave porque o homem precisa saber quem �, de onde veio e para onde vai. Caso contr�rio, fica solto no espa�o, sem identidade. O desaprendizado da l�ngua foi uma perda irrecuper�vel. Durante a Segunda Guerra esse quadro acentuou-se. S� depois dela, aos poucos, a vida na col�nia voltaria a se aproximar do ritmo antigo. Hoje a l�ngua alem� � ensinada tamb�m em escolas p�blicas e as bandinhas fazem a alegria de quantos gostam do lazer da col�nia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>����������guas passadas n�o movem moinho, diz um ditado popular.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O que passou, passou, mas � bom reconhecer que muitas autoridades, no interior, agiram de modo comedido porque conheciam a comunidade onde atuavam e sabiam que ali havia bons brasileiros, cujo �pecado� era a sua descend�ncia alem�. Infelizmente, os poucos propagandistas de ideologia&nbsp;estranha, que motivou tudo isso, n�o pagaram sozinhos pelo que fizeram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Problemas � parte, o importante � que hoje, at� pela situa��o geral no mundo, com a queda de tradicionais barreiras entre os povos (basta lembrar o Muro de Berlim), as ditaduras est�o varridas e h� um sentimento de fraternidade bafejando a todos. No Rio Grande do Sul, a cultura alem� voltou a ocupar seu espa�o: grupos de dan�as existem �s d�zias; as bandinhas com instrumentos de sopro voltam a tocar velhas m�sicas alem�s; a l�ngua alem� � hoje uma necessidade em termos de liga��es com a Europa. Novas f�bricas, filiais de matrizes alem�s, contribuem para nossa economia. Na UNISINOS, em S�o Leopoldo, funciona o Instituto de Forma��o de Professores de L�ngua Alem� (IFPLA). Uma nova situa��o promovida por gente culta, inteligente, respeitosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Tudo isso vem a prop�sito dos 180 anos de imigra��o alem�, que, euforicamente, foi festejada no dia 25 de julho de 2004. Olhando a programa��o geral elaborada pela Companhia Rio-Grandense de Turismo (CRTur) para marcar t�o importante data, v�-se que pelo Rio Grande afora h� muitas atividades sociais, culturais e outras ligadas � economia com as quais cada lugar prestar� sua homenagem aos antepassados. Cabe, pois, agora, transcrever a inscri��o no monumento do centen�rio da imigra��o, em S�o Leopoldo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">�Den V�tern zum Ged�chtnis�</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mem�ria de nossos antepassados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figuras ilustres</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Breve rela��o de nomes ilustres de alem�es ou de descendentes, j� falecidos, que se destacaram em diversos setores da vida ga�cha, anotados ao correr da m�quina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coloniza��o</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Johann Daniel Hillebrand, Peter Kleudgen, Jacob Rheingantz, Hermann Faulhaber</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pol�tica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Arno Phillip, Guilherme Gaelzer Neto, Lindolfo Collor, Alberto Bins, Wolfram Metzler, Egidio Michaelsen, Siegfried Heuser, Wilhelm von Ter Br�ggen, Edgar Luiz Schneider, Jacob Kroeff Neto, Frederico Linck, Edmundo Bastian, Bruno Born, Ant�nio Campani, Albano Volkmer, Gast�o Englert</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jornalismo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Karl von Koseritz, Hugo Metzler, Franz Metzler, Caesar Reinhardt, Germano Gundlach, Ulrich L�w</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ensino</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Emilio Meyer, Augusto Geisel, Luiz Englert, Hans Grimm, Mathias Sch�tz, Theodor Grimm</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Economia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Otto Ernst Meyer/VARIG, Antonio Jo�o Renner, Jo�o Wallig, Jo�o Gerdau, Frederico Mentz, Bopp, Sassen, Ritter/Continental, Alberto Bins/BERTA, Jacob Blauth, Jacob Becker, Jacob Arnt, Jacob Michaelsen, Carlos Trein F�, Luis Rau, Emil Schenk, J. Aloys Friedrichs, Pedro Adams F�, Ernesto Neugebauer</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ci�ncia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pe. Balduino Rambo SJ, Hermann von Ihering, Rudolf con Ihering, Pe. Aloisio Sehnem SJ, Alarich Schulz</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Religi�o/Ensino</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pe. Ambrosio Schupp SJ, Pe. Carlos Teschauer SJ, Pe. Jo�o Batista Hafkemeyer SJ, Pe.&nbsp;Luiz Gonzaga Jaeger SJ, Pe.&nbsp;Jo�o Rick SJ, Pe. Urbano Thiesen SJ, Pe. Jo�o Batista Reus SJ, Pe.&nbsp;Werner von und zur M�hlen SJ, Pastor Wilhelm Rotermund, Pastor Hermann Dohms, Pastor Karl Gottschald, Pastor Karl Hunsche, D. Jo�o Becker, D. Vicente Scherer</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Letras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Augusto Meyer, Walter Spalding, Clodomir Vianna Moog, Erich Fausel, Pe. Mathias Gansweidt SJ, Robert Av�-Lallement</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esporte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Willy Seewald, J�lio Kunz, Celso Morbach</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Weing�rtner, Jos� Lutzenberger, Max Br�ckner, L�o Schneider, Roberto Eggers, Samuel Dietschi, Herrman Rudolf Wendroth, Max Maschler</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arquitetura/Engenharia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Josef Gr�newald, Theo Wieder-spahn</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bibliografia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequena listagem de livros que tratam da imigra��o e coloniza��o alem�s sob v�rios aspectos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anais, Simp�sio de Hist�ria da Imigra��o e Coloniza��o Alem� no Rio Grande do Sul, S�o Leopoldo, volumes I, II, III, IV, V e X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Becker, Klaus. Alem�es e Descendentes na Guerra do Paraguai. Canoas: Hilgert, 1968.</p>



<p class="wp-block-paragraph">___. Enciclop�dia Rio-Grandense. Porto Alegre: Sulina, 1968.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bento, Claudio Moreira. Estrangeiros e Descendentes na Hist�ria Militar do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: A Na��o DAC/SEC, 1976.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coaracy, Vivaldo. A Col�nia de S�o Louren�o e seu Fundador Jacob Rheingatz, S�o Paulo: Saraiva, 1957.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comiss�o do Sesquicenten�rio da Imigra��o Alem�/�lbum Oficial. Porto Alegre: Edel, 1974.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dreher, Martin N. Igreja e Germanidade. Porto Alegre: EST, 1984.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flores, Hilda. Mem�rias de um Imigrante Bo�mio. Porto Alegre: EST, 1981.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fouquet, Carlos. O Imigrante Alem�o. S�o Paulo: Instituto Hans Staden, 1974.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gertz, Ren� E. O Perigo Alem�o. Porto Alegre: UFRGS, 1991.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">*O prof. Telmo Lauro Muller � diretor do Museu Hist�rico Visconde de S�o Leopoldo �&nbsp;<a href="http://www.museuhistoricosl.com.br/">www.museuhistoricosl.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Fonte:&nbsp;<a href="http://www2.brasilalemanha.com.br/1824_antes.htm">http://www2.brasilalemanha.com.br/1824_antes.htm</a></p>
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		<title></title>
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		<dc:creator><![CDATA[kuffel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:42:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Onde Lajeado � RS �&#160;https://goo.gl/maps/hgksVvuvEqSUTq5cA Quando Dia 02/05/2020 &#8211; Cancelado devido a COVID19 Programa��o: Programa provis�rio, incompleto, sujeito a ajustes: Sexta Feira � 01/05/2020 &#8211; Cancelado devido a COVID19 Sexta � 01/05/2020 � 13 hs � Recep��o aos Participantes que chegarem na v�spera,&#160;e que ir�o se hospedar na cidade. S�bado � 02/05/2020 &#8211; Cancelado devido &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/26/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">1� ENCONTRO INTERNACIONAL DA FAM�LIA KUFFEL</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Onde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lajeado � RS �&nbsp;<a href="https://goo.gl/maps/hgksVvuvEqSUTq5cA">https://goo.gl/maps/hgksVvuvEqSUTq5cA</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><s>Dia 02/05/2020</s></strong> &#8211; Cancelado devido a COVID19</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Programa��o:</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programa provis�rio, incompleto, sujeito a ajustes:</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><s>Se<strong><em>xta Feira � 01/05/2020</em></strong></s> &#8211; Cancelado devido a COVID19</h2>



<ul class="wp-block-list"><li><s>Sexta � 01/05/2020 � 13 hs � Recep��o aos Participantes que chegarem na v�spera,&nbsp;<strong>e que ir�o se hospedar na cidade.</strong></s></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em><s>S�bado � 02/05/2020</s></em></strong> &#8211; Cancelado devido a COVID19</h3>



<ul class="wp-block-list"><li><s>S�bado � 02/05/2020 � 08 hs � Recep��o aos Participantes&nbsp;<strong>com caf� da manh�</strong>.<br>S�bado � 02/05/2020 � 09 hs � Sess�o de boas-vindas e comunicados.<br>S�bado � 02/05/2020 � 10 hs � Culto Ecum�nico<br>S�bado � 02/05/2020 � 12 hs � Almo�o de confraterniza��o<br>S�bado � 02/05/2020 � 13 hs � Festividades diversas<br>S�bado � 02/05/2020 � 14 hs � Reuni�o Dan�ante com Banda<br>S�bado � 02/05/2020 � 19 hs �&nbsp;<strong>Encerramento</strong>&nbsp;do 1� Encontro da Fam�lia Kuffel</s></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Dom<strong><em>ingo � 03/05/2020</em></strong> &#8211; Cancelado devido a COVID19</h3>



<ul class="wp-block-list"><li><s>Domingo � 03/05/2020 � &nbsp;Sa�da 07:00 hs � (atividade extra)&nbsp;<strong>Para aqueles que quiserem (cujo valor ser� cobrado a parte, em valor a ser definido ainda)</strong>&nbsp;ser� feito passeio guiado pelo Vale do Taquari com visitas a lugares tur�sticos e retorno previsto para �s 12:00 hs.</s></li></ul>
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		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:35:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A invas�o da Pol�nia em 01 de Setembro de 1939, deu in�cio � Segunda Guerra Mundial. Ao final da Primeira Guerra, a Alemanha havia perdido diversos territ�rios como parte das puni��es pelo Tratado de Versalhes, deixando um gosto amargo e vontade de revanche por parte do nacionalismo de Adolf Hitler.O v�deo, faz um resumo desse &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/invasao-da-polonia-em-1939/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">INVAS�O DA POL�NIA EM 1939</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A invas�o da Pol�nia em 01 de Setembro de 1939, deu in�cio � Segunda Guerra Mundial. Ao final da Primeira Guerra, a Alemanha havia perdido diversos territ�rios como parte das puni��es pelo Tratado de Versalhes, deixando um gosto amargo e vontade de revanche por parte do nacionalismo de Adolf Hitler.<br>O v�deo, faz um resumo desse per�odo, a invas�o pelo lado ocidental pela Alemanha e pelo lado oriental pela URSS, estes em acordo de n�o agress�o e ajuda m�tua. Em 1941, Hitler daria in�cio � Opera��o Barbarossa, invadindo a URSS.<br>A Pol�nia passou por uma s�rie de dificuldades durante o per�odo da Segunda Guerra e ap�s.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A Hist�ria da Pol�nia 1939-1979" width="474" height="267" src="https://www.youtube.com/embed/FWBjW7z06yU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:33:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[� No dia 1� de agosto de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, teve in�cio uma grande revolta dos poloneses da cidade de Vars�via contra a ocupa��o nazista. O movimento foi liderado pelo general polon�s Tadeusz Bor-Komorowski, comandante do ex�rcito de resist�ncia, formado por 40 mil soldados mal equipados.. � Diante da revolta em Vars�via, &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/revolta-de-varsovia-na-polonia-01-agosto-de-1944/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">REVOLTA DE VARS�VIA, NA POL�NIA � 01 AGOSTO DE 1944</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/08/VARSOVIA.jpg?w=474&amp;ssl=1" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="?" src="https://s.w.org/images/core/emoji/12.0.0-1/svg/27a1.svg" style="width: 20px;">� No dia 1� de agosto de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, teve in�cio uma grande revolta dos poloneses da cidade de Vars�via contra a ocupa��o nazista. O movimento foi liderado pelo general polon�s Tadeusz Bor-Komorowski, comandante do ex�rcito de resist�ncia, formado por 40 mil soldados mal equipados..</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="?" src="https://s.w.org/images/core/emoji/12.0.0-1/svg/27a1.svg" style="width: 20px;">� Diante da revolta em Vars�via, o l�der nazista Adolf Hitler ordenou aos seus comandados que a resist�ncia polonesa fosse aniquilada a todo o custo. A elite da SS nazista dirigiu a for�a de defesa alem�, que inclu�a a Brigada Kaminiski de prisioneiros russos e a Brigada Dirlewanger de condenados alem�es. Em combates brutais de rua, os poloneses foram gradualmente superados pelo poder de fogo alem�o..</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="?" src="https://s.w.org/images/core/emoji/12.0.0-1/svg/27a1.svg" style="width: 20px;">� Durante o calv�rio de 63 dias, morreram tr�s quartos do ex�rcito de resist�ncia e 200 mil civis. O lado alem�o tamb�m contou com consider�veis baixas: 10 mil mortos, 9 mil feridos e 7 mil desaparecidos. Durante os pr�ximos meses, as tropas alem�s deportaram a popula��o sobrevivente e esquadr�es de demoli��o destru�ram as constru��es que permaneceram intactas em Vars�via. Todos os seus grandes tesouros foram saqueados ou queimados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img decoding="async" alt="?" src="https://s.w.org/images/core/emoji/12.0.0-1/svg/27a1.svg" style="width: 20px;">  O Ex�rcito Vermelho permaneceu fora de Vars�via, at� janeiro de 1945, quando a ofensiva sovi�tica final contra a Alemanha come�ou. Vars�via, uma cidade em ru�nas, foi libertada em 17 de janeiro. Com Vars�via fora do caminho, os sovi�ticos enfrentaram uma oposi��o pouco organizada e puderam estabelecer um governo comunista na Pol�nia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: OFICINA DA HIST�RIA</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante a �febre brasileira� como foi chamado o per�odo da maioria das imigra��es para o Brasil, chegou a correr na Pol�nia uma lenda, espalhada pelos agentes de recrutamento nas aldeias camponesas. Dizia a lenda que havia uma terra encoberta por n�voas, desconhecida de todos. Era uma terra onde corria leite e mel. Esta terra prometida &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/regioes-onde-se-estabeleceram/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">REGI�ES ONDE SE ESTABELECERAM</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a �<strong>febre brasileira</strong>� como foi chamado o per�odo da maioria das imigra��es para o Brasil, chegou a correr na Pol�nia uma lenda, espalhada pelos agentes de recrutamento nas aldeias camponesas. Dizia a lenda que havia uma terra encoberta por n�voas, desconhecida de todos. Era uma terra onde corria leite e mel. Esta terra prometida era o Paran�.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O marco da imigra��o polonesa para o Brasil � agosto de 1869, quando um grupo de 16 fam�lias fixou-se numa �rea de terras da Col�nia Pr�ncipe Dom Pedro, pr�xima � Col�nia Itaja�, atual munic�pio de&nbsp;<strong>Brusque-SC</strong>. Esse grupo era proveniente da prov�ncia da Sil�sia, ent�o sob ocupa��o prussa, e era formado por aproximadamente 80 pessoas, entre adultos e crian�as. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Antes disso, poloneses j� vinham para o Brasil, misturados a outras correntes imigrat�rias, ou ent�o isoladamente. O grupo de Brusque � tido como o primeiro que veio com o objetivo de imigrar, composto por fam�lias e com o prop�sito de permanecer em definitivo no Brasil.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="612" height="274" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Polonia-SC.jpg" alt="" class="wp-image-62" srcset="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Polonia-SC.jpg 612w, https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Polonia-SC-300x134.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Por motivos diversos, sobretudo a inadapta��o ao clima, dois anos ap�s se estabelecerem em Santa Catarina, em 1871, esse grupo quase todo reemigrou &nbsp;para o&nbsp;<strong>Paran�</strong>, fixando-se perto da localidade de Pilarzinho, nos arredores de Curitiba, onde o clima era mais ameno, as terras mais f�rteis e havia um mercado comprador dos seus produtos. Destaca-se nessa reemigra��o a lideran�a de Sebasti�o Edmundo W�s Saporski, o �Patrono da Imigra��o Polonesa� e do padre Antonio Zielinski.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;A partir de 1890 a imigra��o cresceu muito, tendo passado a chegar massivos contingentes.&nbsp;Esse ano e os seguintes ficaram conhecidos como o per�odo da �<strong>febre imigrat�ria brasileira</strong>�. Evidentemente esse ac�mulo de imigrantes provocou muitos problemas, devido � desorganiza��o dos servi�os p�blicos, sobretudo a falta de acomoda��es, o atraso na medi��o dos lotes de terra, isso tudo agravado por doen�as que causaram muitas mortes, sobretudo de crian�as.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Dados estat�sticos d�o uma ideia do fen�meno: somando-se os imigrantes chegados nas duas d�cadas anteriores, de 1870 e 1880, tem-se o n�mero aproximado de 4.500 imigrantes; apenas no ano de 1890 aportaram ao Brasil aproximadamente 30.000 poloneses.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Uma-das-primeiras-familias-polonesas-a-chegarem-em-SC.jpg?w=474&amp;ssl=1" alt="" width="404" height="288"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="http://migrepolones.blogspot.com/2011/04/regioes-onde-se-estabeleceram.html">htt</a>p://migrepolones.blogspot.com/2011/04/regioes-onde-se-estabeleceram.html</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:26:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Pol�nia, ap�s ter sido um dos maiores pa�ses europeus nos s�culos dezesseis e dezessete, foi invadido no s�culo dezoito pelos seus tr�s poderosos vizinhos, R�ssia, �ustria e Pr�ssia. Devido a falta de terra para plantar, o grande desemprego e os maus tratos sofridos, os poloneses come�aram a emigrar. A parte ocupada pelos Prussianos compreendeu &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/18/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">HIST�RIA DA MIGRA��O POLONESA</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Pol�nia, ap�s ter sido um dos maiores pa�ses europeus nos s�culos dezesseis e dezessete, foi invadido no s�culo dezoito pelos seus tr�s poderosos vizinhos, R�ssia, �ustria e Pr�ssia. Devido a falta de terra para plantar, o grande desemprego e os maus tratos sofridos, os poloneses come�aram a emigrar. A parte ocupada pelos Prussianos compreendeu a Pomer�nia e a Sil�sia. Foram destas regi�es que partiram os primeiros contingentes imigrat�rios.<br>Essa origem gerou muitos equ�vocos, pois os imigrantes traziam passaporte prussiano, portanto muitos pesquisadores catalogaram-nos como prussianos. Mas na verdade eles eram poloneses, o que se conclui pelos seus sobrenomes, tipicamente polacos:</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>Babinski</td></tr><tr><td>Bruski</td></tr><tr><td>Danielski</td></tr><tr><td>Habowski</td></tr><tr><td><strong><em>Kuffel</em></strong></td></tr><tr><td>Lewinski</td></tr><tr><td>Merchel</td></tr><tr><td>Osowski</td></tr><tr><td>Ostrovski</td></tr><tr><td>Schiglinski</td></tr><tr><td>Sikorski</td></tr><tr><td>Sztormowski</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto na Pol�nia faltavam terras no Brasil sobravam espa�os perigosamente desocupados. Desde 1808, a ocupa��o dos chamados vazios demogr�ficos, que amea�avam o dom�nio portugu�s come�a a ser motivada pelos colonizadores, o que atra� imigrantes. Outro motivo que leva o pa�s a atrair europeus � a necessidade de substituir a m�o-de-obra escrava, com o encaminhamento para o fim da escravid�o e o desejo do governo de realizar o �branqueamento� do povo brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1.888 � decretado o t�rmino da escravid�o no Brasil: 800 mil imigrantes foram lan�ados ao mercado como m�o-de-obra assalariada. A propaganda de estimulo �s imigra��es era convincente: o Brasil era apresentado como um verdadeiro para�so</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Bandeira-Polonia-Brasil.jpg?w=474&amp;ssl=1" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="http://migrepolones.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-migracao-polonesa_26.html">http://migrepolones.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-migracao-polonesa_26.html</a></p>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:24:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://kuffel.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Ficha-Imigracao-Johan-Kuffel-em-07-11-1890.jpg" alt="" class="wp-image-97"/></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ficha-de-Registro-Johan-Kuffel.png?ssl=1" alt=""/></figure>





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		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:22:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pronto para aprender alem�o? N�o importa se � a sua primeira vez estudando alem�o ou se voc� j� possui conhecimentos b�sicos alem�o e deseja apenas melhorar a sua pron�ncia e ampliar o seu vocabul�rio]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Pronto para aprender alem�o? N�o importa se � a sua primeira vez estudando alem�o ou se voc� j� possui conhecimentos b�sicos alem�o e deseja apenas melhorar a sua pron�ncia e ampliar o seu vocabul�rio</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title></title>
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		<dc:creator><![CDATA[kuffel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:20:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Logo ap�s a Independ�ncia do Brasil, em 1822, as primeiras col�nias de imigrantes alem�es foram fundadas no Rio Grande do Sul. A primeira delas foi a atual cidade de S�o Leopoldo, em 1824. O governo imperial tinha como objetivo colonizar a regi�o e desenvolver a agricultura e, por isso, incentivou a vinda de imigrantes alem�es, &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/os-imigrantes-alemaes/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">OS IMIGRANTES ALEM�ES</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pop_alemanha.gif?w=474&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-73"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Logo ap�s a Independ�ncia do Brasil, em 1822, as primeiras col�nias de imigrantes alem�es foram fundadas no Rio Grande do Sul. A primeira delas foi a atual cidade de S�o Leopoldo, em 1824. O governo imperial tinha como objetivo colonizar a regi�o e desenvolver a agricultura e, por isso, incentivou a vinda de imigrantes alem�es, que se realizou de forma cont�nua por mais de um s�culo (1824-1937).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:<a href="http://www.educacional.com.br/reportagens/japao/popups/alemanha.asp">http://www.educacional.com.br/reportagens/japao/popups/alemanha.asp</a></p>
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		<title>OS IMIGRANTES POLONESES</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 21:19:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os imigrantes poloneses concentraram-se principalmente na Regi�o Sul do Brasil, para onde foram a convite do governo brasileiro, que desejava ocupar essa regi�o e ainda criar os chamados cintur�es verdes em torno das cidades, garantindo, assim, o abastecimento agr�cola. A Pol�nia, que era constantemente invadida desde o fim do s�culo XVIII pela R�ssia, �ustria e &#8230; <a href="https://kuffel.com.br/2020/04/27/os-imigrantes-poloneses/" class="more-link">Continuar a ler<span class="screen-reader-text">OS IMIGRANTES POLONESES</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/kuffel.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pop_polonia.gif?w=474&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-70"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Os imigrantes poloneses concentraram-se principalmente na Regi�o Sul do Brasil, para onde foram a convite do governo brasileiro, que desejava ocupar essa regi�o e ainda criar os chamados cintur�es verdes em torno das cidades, garantindo, assim, o abastecimento agr�cola. A Pol�nia, que era constantemente invadida desde o fim do s�culo XVIII pela R�ssia, �ustria e Pr�ssia, teve sua economia prejudicada com a concorr�ncia dos cereais que vinham dos EUA e Canad�. Isso fez com que mais de 3,6 milh�es de poloneses migrassem para outros pa�ses, e aproximadamente 100 mil deles viessem para o Brasil, em especial ao Paran�.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;<a href="http://www.educacional.com.br/reportagens/japao/popups/polonia.asp">http://www.educacional.com.br/reportagens/japao/popups/polonia.asp</a></p>
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