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	<title>L. Inafuko (:</title>
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		<title>O homem da forca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 19:26:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Faz bastante tempo que eu comprei este livro, mas estava enrolando para ler. À primeira vista, achei que o livro me deixaria com medo e traria gatilhos de suicídio. Achei melhor esperar um momento em que meu psicológico estivesse mais equilibrado antes de embarcar numa leitura sobre loucura. Porém, não foi bem assim. Eu achei&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2024/07/16/o-homem-da-forca/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">O homem da forca</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p>Faz bastante tempo que eu comprei este livro, mas estava enrolando para ler. À primeira vista, achei que o livro me deixaria com medo e traria gatilhos de suicídio. Achei melhor esperar um momento em que meu psicológico estivesse mais equilibrado antes de embarcar numa leitura sobre loucura.</p>



<p>Porém, não foi bem assim. Eu achei o título meio macabro e a sinopse me fez crer que eu leria um thriller psicológico e perturbador, mas não tive medo nem tive ansiedade na maior parte do tempo, exceto pela cena mais aterrorizante na mente de toda mulher.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><a href="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg"><img width="434" height="650" data-attachment-id="1793" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2024/07/16/o-homem-da-forca/shirley-jackson/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg" data-orig-size="434,650" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="shirley jackson" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg?w=200" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg?w=434" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg?w=434" alt="Foto preto e branca da Shirley Jackson, uma mulher branca com os cabelos presos por uma presilha e óculos de acetato" class="wp-image-1793" style="width:200px" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg 434w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg?w=100 100w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/shirley-jackson.jpg?w=200 200w" sizes="(max-width: 434px) 100vw, 434px" /></a></figure></div>


<p>Pra falar a verdade, ainda não sei se gostei ou não do livro. Li e não entendi (acho). Mas, a vida tem dessas, né? Dias de luta e dias de glória.</p>



<p>Meu primeiro livro da Jackson foi Sempre vivemos no castelo. Li sem ler sinopse e sem conhecer a autora. Foi um livro que eu gostei muito, mas não lembro quase nada. Depois, li A assombração da Casa da Colina numa versão pirata malfeita, e achei o ritmo de leitura bem lento. Preciso reler, agora numa tradução decente.</p>



<p>Mas, vamos ao que interessa: a sinopse d&#8217;O homem da forca.</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Natalie Waite é uma jovem de 17 anos que está prestes a entrar na universidade. O pai é um escritor e crítico literário que obriga os filhos a escreverem e apresentarem seus escritos a ele, como se ele os tivesse treinando para a carreira literária. Ela é uma moça dada a fantasia, mas vive na expectativa da aprovação do pai, sempre se atendo aos conselhos de escrita dele. Ela vai para a faculdade, com algumas esperanças de mudança, mas logo percebe que estar no mundo é tão difícil quanto estar em família, e que não há lugar algum para pertencer. </p>



<p>Eu li no ebook, e a história foi dividida em dois grandes capítulos. No primeiro, conhecemos Natalie e a dinâmica da sua família. O pai é vaidoso e arrogante, a mãe é triste e submissa, o irmão é indiferente e entediado, Natalie é bastante imaginativa, mas oprimida. Seu pai gosta muito de chamar conhecidos para festas e coquetéis em casa e cabe à esposa e filha preparar e cuidar de tudo da festa, quase sempre à contragosto.</p>



<p>Eu acho que ele gosta muito de dar essas festas para provar que é mais do que realmente é. Mais para frente, a gente descobre que o cara só escreveu um livro e vive de publicar críticas literárias. </p>



<p>É numa dessas festas, a única de fato narrada na história, que Natalie sofre um estupro. No dia seguinte, ela não conta para a família, e a família nem sequer percebe que ela está machucada e com hematomas. A cena em si não é narrada, a gente percebe e descobre a partir dos pensamentos de negação da personagem: &#8220;Nada aconteceu&#8221;, &#8220;Não me lembro&#8221;, &#8220;Não vou pensar nisso&#8221;. Eu mesma fiquei em negação durante a leitura dessas páginas. Tive que parar e respirar antes de seguir em frente.</p>



<p>O segundo capítulo se passa a partir da ida de Natalie para a faculdade, onde ela tenta se encontrar mas logo percebe que nunca conseguirá se enquadrar nos padrões apresentados. Eu li uma crítica que diz que toda essa parte é um grande relato de dissociação, onde Natalie está se despedaçando pouco a pouco para não lidar com o trauma do abuso sexual e do cerceamento imposto pelo pai.</p>



<p>Acabei pensando muito na minha relação com o meu pai, ao ler as cartas trocadas entre eles. Mesmo a relação sendo meio estranha, eles ainda se comunicavam de alguma forma (não que tenha sido bom para Natalie), coisa que não existe no meu caso. Mas, a figura autoritária me pareceu bastante familiar e me deixou pensando muito nas relações hierárquicas das famílias. Um pai e marido que não é contestado, que é obedecido, e que não observa, que não vê, que não enxerga os outros entes familiares como pessoas reais, apenas como uma extensão do seu próprio eu. Tem um trecho que eu marquei que me deixou com um ódio imenso desse pai:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Minhas ambições para você aos poucos se concretizam, e, embora você esteja infeliz, console-se com a ideia de que foi parte do meu plano que você ficasse um tempo infeliz.</p>
</blockquote>



<p>Em nenhum momento ele pergunta o que ela quer, o que ela sente, o que ela deseja. É sempre um plano que ele tem e que ela deve seguir, pois só ele sabe o que é bom para ela.</p>



<p>A figura da mãe é bastante interessante e simbólica também. É uma mulher triste, apagada e submissa, mas que também não está presente para a filha. Apenas coloca pra fora suas frustrações e dá conselhos para Natalie, como se fosse para si mesma, mas não luta para mudar, não há coragem. Assim como não há escuta. Tem um trecho que destaquei também que me diz muito sobre a relação delas: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A mãe quase dissera, &#8220;Natalie, você está feliz?&#8221;, e Natalie quase respondeu, &#8220;Não&#8221;; a mãe quase dissera, &#8220;Não sei como, mas parece que tudo dá errado&#8221;, e Natalie quase disse, &#8220;Eu sei e não tenho como evitar&#8221;; a mãe quase dissera, &#8220;Deixa eu te ajudar&#8221;, e Natalie quase disse, &#8220;O que é que <em>você</em> pode fazer?&#8221;, e esse foi o movimento exaltado de sua cabeça que a mãe havia reconhecido e que a silenciara antes de falar qualquer coisa.</p>
</blockquote>



<p>Neste capítulo a narração se apresenta de forma fragmentada, às vezes com cenas narradas dentro de cenas. Teve um momento que eu parei e fiquei pensando se não havia erro na edição, se não trocaram um setor do livro pelo outro (fiquei meio influenciada por Se um viajante numa noite de inverno, do Ítalo Calvino).</p>



<p>E aí fui chegando pro final do livro e fui entendendo menos ainda. Acho que aí é o ápice da dissociação da Natalie, quando ela começa a conversar com uma colega chamada Tony. Eu ainda não sei se essa moça existe ou se simplesmente era parte da imaginação dela.</p>



<p>Sobre o título, só fui entender depois que li uma crítica em que fala que o homem da forca na verdade é a carta do Enforcado, do tarô, que significa sacrifício. Será que é isso que ocorre com a Tony? Um sacrifício para libertar a Natalie?</p>



<p>Agora que eu escrevi até aqui, percebo que gostei bastante do livro. Acho que o terço final foi mais lento e difícil de ler, mas me trouxe muitas reflexões. Porém, reitero que eu esperava um livro que me desse medo, e não que me desse tanta coisa pra pensar. </p>



<h3 class="wp-block-heading" id="ficha-tecnica">Ficha técnica</h3>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><a href="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg"><img width="641" height="1000" data-attachment-id="1790" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2024/07/16/o-homem-da-forca/o-homem-da-forca-2/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg" data-orig-size="641,1000" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="o homem da forca" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg?w=192" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg?w=641" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg?w=641" alt="Capa do livro O homem da forca, de Shirley Jackson. Há uma mulher de perfil com a a mão no queixo, de frente para uma janela. Do lado de lá da janela, há uma árvore e duas pombas brancas." class="wp-image-1790" style="width:200px" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg 641w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg?w=96 96w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/07/o-homem-da-forca-1.jpg?w=192 192w" sizes="(max-width: 641px) 100vw, 641px" /></a></figure></div>


<p><strong>Título:&nbsp;</strong>O homem da forca<br><strong>Autora:</strong>&nbsp;Shirley Jackson<br><strong>Tradutora:</strong>&nbsp;Débora Landsberg<br><strong>Gênero:</strong>&nbsp;ficção<br><strong>Temas:</strong>&nbsp;mulheres, dramas pessoais<br><strong>Editora:</strong>&nbsp;Alfaguara<br><strong>ISBN:&nbsp;</strong>978855652125</p>



<p></p>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sukiyaki de domingo, mas o de verdade, não o livro</title>
		<link>https://linafuko.wordpress.com/2024/07/16/sukiyaki-de-domingo-mas-o-de-verdade-nao-o-livro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 17:23:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bordete]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
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					<description><![CDATA[Domingo, fui almoçar sukiyaki na casa dos meus pais. Não é frequente, mas tem virado quase um ritual. Eu não tenho costume de encontrar minha família. Geralmente, tem que ter comida envolvida. E&#8230; bom, não consigo resistir ao amado sukiyaki. O sukiyaki é um prato da culinária japonesa que, na minha família, é feito dentro&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2024/07/16/sukiyaki-de-domingo-mas-o-de-verdade-nao-o-livro/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Sukiyaki de domingo, mas o de verdade, não o livro</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Domingo, fui almoçar sukiyaki na casa dos meus pais. Não é frequente, mas tem virado quase um ritual. Eu não tenho costume de encontrar minha família. Geralmente, tem que ter comida envolvida. E&#8230; bom, não consigo resistir ao amado sukiyaki.</p>



<p>O sukiyaki é um prato da culinária japonesa que, na minha família, é feito dentro de um grande panelão e são cozidos legumes, carne, tofu, cogumelos e macarrão, num molho de shoyu e açúcar. Durante a minha infância, foi o meu prato favorito! Eu sempre pedia e geralmente a gente comia nos domingos.</p>



<p>Minha mãe já havia me avisado que ela tinha convidado um amigo do meu pai para o almoço, mas eu não achei que ia me importar tanto com essa visita.</p>



<p>Acontece que tanto o meu pai quando o amigo dele são dois velhos chatos perdidos no mar da nostalgia, e este amigo gosta especialmente de falar. Fala mais que os cinco da família juntos (meus pais, meu irmão, eu e o marido).</p>



<p>Acho que eu ia me importar menos com a visita se não fosse pelos comentários do meu pai. Um amigo de fora falar bobagem é até ok. O seu próprio pai expressar opiniões que te incomodam é péssimo. E nem foram opiniões tão polêmicas, foi até uma coisa pequena, mas que me pegou de um jeito que estou até agora pensando nisso.</p>



<p>Por isso, estou aqui, escrevendo.</p>



<p>O amigo do meu pai estava contando uma longa história sobre um cara que ele só conhece por apelido. Vamos fazer de conta que o apelido era Lancha. Aí ele explicou que o apelido era por causa de uma característica física, que neste exemplo seria porque ele tem um pé muito grande. Meu pai, num ato de pretensa genialidade, disse que o cara ressignificou o apelido e que hoje a gente chama isso de bullying.</p>



<p>Eu, como sempre, não consegui retrucar, responder, falar. Não consegui sequer reagir a essa afirmação. E me incomodou um tanto. E enquanto eu escrevo sobre isso, estou tentando entender o porquê.</p>



<p>Bom, um primeiro motivo é que eu sou muito apegada aos conceitos, aos termos corretos, à definições. Bullying, por definição, é &#8220;[&#8230;] todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas&#8221; (BRASIL, 2015).</p>



<p>Ou seja, a criação de um apelido irritante, mas que é apropriado pela própria pessoa não é bullying. Eu fico bastante cansada e irritada quando as pessoas banalizam termos e expressões só para fazer um comentário &#8220;espirituoso&#8221;.</p>



<p>Mas, creio que o motivo maior do meu aborrecimento é eu não saber no que meu pai acredita e pensa. Eu senti que ele está se tornando um grande desconhecido. Ou talvez, eu tenha me dado conta de que eu nunca o conheci de verdade.</p>



<p>Em quase todas as situações, eu me vejo no lugar de uma menina perdida e sem apoio. E eu acho que esse papo caiu em mim como se eu tivesse sofrido bullying na adolescência e meu pai estivesse zombando desse fato. Invariavelmente, eu imagino a reação dos meus pais frente a situações críticas e descontroladas e eles nunca parecem demonstrar apoio. Minha fantasia é bem cruel com a imagem que eu tenho deles.</p>



<p>Será que meu pai me protegeria diante de um bullying real? Será que ele diria que é apenas frescura da minha parte? Não acho que ele diria alguma coisa. Acho que ele me tiraria desse ambiente, sem nem me perguntar, e me colocaria em outro, sem mais uma vez me perguntar.</p>



<p>Fantasias à parte, eu resolvi que não vou mais almoçar nos meus pais quando houver o convite a este amigo também. Finalizamos o almoço com a seguinte interação:</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Velho amigo do meu pai: Você vota no Bolsonaro?</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Eu: Eu não.</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Velho amigo do meu pai: Você é petista?</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Eu: Também não sou petista. Sou de esquerda, mas não quer dizer que sou petista.</p>



<p class="has-background" style="background-color:#f7f7f7">Velho amigo do meu pai: Ah eu sou muito Bolsonaro. Gosto muito dele. Você sabia que o Paulo Guedes também foi petista? Mas ele foi o melhor ministro da economia até hoje! Ele melhorou muito o Brasil. Ele foi ministro lá no Chile e aumentou o salário de todo mundo.</p>



<p>Meu pai sempre me dizia que &#8220;diga-me com quem você andas e eu direi quem és&#8221;. Acho que ele é um pouco o amigo dele também.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />



<p class="has-text-align-center">REFERÊNCIAS</p>



<p>BRASIL. <strong>Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. </strong>Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Brasília, DF: Presidência da República, [2015]. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm</a>. Acesso em: 16 jul. 2024.</p>
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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		<item>
		<title>Relatos de um gato viajante</title>
		<link>https://linafuko.wordpress.com/2022/01/19/relatos-de-um-gato-viajante/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2022 13:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[maratona literária]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatos de um gato viajante conta a história de Nana, um gato de rua que foi adotado por Satoru Miyawaki, e a jornada de seu tutor para encontrar um novo dono para o felino. O livro é narrado por Nana, e traz suas impressões sobre o mundo, sobre os humanos e a relação com outros animais.&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2022/01/19/relatos-de-um-gato-viajante/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Relatos de um gato viajante</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>2022 começou e já tive a agradável surpresa de ler um livro nota 5 de 5. Não querendo me gabar mas já me gabando, acabei lendo muitos livros nesse começo de janeiro. Até agora foram 7 livros lidos, mas isso só aconteceu porque resolvi participar da <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/watch?v=ax_zioROc9Y" target="_blank">Maratona Literária de Verão</a> promovida anualmente pelo <a rel="noreferrer noopener" href="https://twitter.com/victoralmeidap" target="_blank">Victor Almeida</a>, do canal <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/channel/UC11Gd77wT4cAy0DqT8Si39Q" target="_blank">Geek Freak</a>.</p>



<p>Eu nunca tinha participado de maratonas literárias até o ano de 2021, quando eu conheci o canal do Geefe e acabei até acompanhando muitas lives de leituras de vários booktwitchers. Hoje em dia, com a volta do trabalho presencial, não tenho muito tempo livre para acompanhar o pessoal pela twitch, mas continuo a me atualizar pelo twitter e instagram sobre as novidades do mundo dos influencers literários. Até pensei (pasmem!!) em me enveredar por esse caminho e talvez abrir um canal na roxinha pra fazer as minhas próprias lives de produtividade e leitura. Mas, meu lado preguiçoso gritou mais alto e vou me manter apenas consumindo conteúdo mesmo.</p>



<p>Divagações à parte, vamos ao que interessa que é falar desta obra: Relatos de um gato viajante, de Hiro Arikawa.</p>



<p>Eu vi este livro ser recomendado em alguns perfis de bookinstagramers (seria a <a href="https://www.instagram.com/umacertagabi/">Gabi</a> ou a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/thacampolina/" target="_blank">Thaís</a>, talvez?), mas confesso que não lembro quem eram as pessoas (minha memória é um grande caos), e resolvi que leria agora para essa maratona de 2022.</p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=28000409" target="_blank">Relatos de um gato viajante</a> conta a história de Nana, um gato de rua que foi adotado por Satoru Miyawaki, e a jornada de seu tutor para encontrar um novo dono para o felino. O livro é narrado por Nana, e traz suas impressões sobre o mundo, sobre os humanos e a relação com outros animais.</p>



<p>Nana é um gato muito sagaz e faz de tudo para não ser deixado com os amigos que Satoru entra em contato para que o adotem, pois não quer se separar de seu tutor e percebe que o seu tutor também não quer se separar dele. O motivo de Satoru precisar se desfazer dele permanece em segredo até mais ou menos a metade (acho) do livro.</p>



<p>Contar mais que isso pode revelar muita coisa do enredo e não quero estragar a experiência de ninguém. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><a href="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg"><img data-attachment-id="1743" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/img_20211028_170415/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg" data-orig-size="4000,2240" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Mi A1&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1635440655&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.81&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;6400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.083333333333333&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;latitude&quot;:&quot;-22.2300235&quot;,&quot;longitude&quot;:&quot;-49.976344777778&quot;}" data-image-title="img_20211028_170415" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=300" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=739" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=1024" alt="" class="wp-image-1743" width="393" height="220" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=393 393w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=786 786w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=150 150w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=300 300w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2022/01/img_20211028_170415.jpg?w=768 768w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></a><figcaption><em>Adora &#8220;Doris&#8221; Punduella Porco-Voraz</em></figcaption></figure></div>


<p>O Satoru Miyawaki passa uma aura muito de Tohru Honda, do mangá <a rel="noreferrer noopener" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fruits_Basket" target="_blank">Fruits Basket</a> (um dos melhores mangás que já li, diga-se de passagem), acho que é por isso que eu gostei da história. Tem aquele quê de drama pessoal, mas com uma personagem que torna tudo o que é triste muito mais leve e fácil de enfrentar. Além disso, depois que nós adotamos a nossa gatinha (e de assistir o desenho <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Chi%27s_Sweet_Home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Chi&#8217;s Sweet Home</a>), parece que todos os gatos me fascinam. Gatos são bichinhos muito amorosos e inteligentes, e Nana é um gato muito especial.</p>



<p>Talvez, quando meu conhecimento em língua japonesa estiver mais avançado eu tente reler o livro no original.</p>



<p>Assim sendo, recomendadíssimo! É uma leitura que dá um quentinho gostoso no coração.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="ficha-tecnica">Ficha técnica</h3>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img src="https://cdl-static.s3-sa-east-1.amazonaws.com/covers/9788556520487_gg.jpg" alt="" width="170" height="266" /></figure></div>


<p><strong>Título:&nbsp;</strong>Relatos de um gato viajante<br><strong>Autora:</strong>&nbsp;Hiro Arikawa<br><strong>Tradutora:</strong>&nbsp;Rita Kohl<br><strong>Gênero:</strong>&nbsp;ficção<br><strong>Temas:</strong>&nbsp;gatos, dramas pessoais<br><strong>Editora:</strong>&nbsp;Alfaguara<br><strong>ISBN:&nbsp;</strong>9788556520487</p>
]]></content:encoded>
					
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Americanah</title>
		<link>https://linafuko.wordpress.com/2021/10/14/americanah/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 21:58:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar dos pesares, Chimamanda Adichie é uma das minhas escritoras favoritas, e já li quase todos os livros que foram publicados no Brasil. Uma das leituras mais recentes foi Americanah, para o clube do livro do meu trabalho, e embora não seja o meu livro favorito, gostei bastante dele. Dos livros de ficção, só faltava&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2021/10/14/americanah/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Americanah</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img src="https://cdl-static.s3-sa-east-1.amazonaws.com/colaboradores/02561_gg.jpg" alt="Fotografia em preto e branco da Chimamanda Adichie: mulher negra sorrindo, com o cabelo preso num coque alto, usando brincos pequenos de argola" width="222" height="332" /><figcaption>Chimamanda N. Adichie</figcaption></figure></div>



<p><a href="https://www.geledes.org.br/por-que-autora-feminista-chimamanda-ngozi-adichie-esta-sendo-chamada-de-transfobica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Apesar dos pesares</a>, Chimamanda Adichie é uma das minhas escritoras favoritas, e já li quase todos os livros que foram publicados no Brasil. Uma das leituras mais recentes foi <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13525" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Americanah</a>, para o <a href="https://www.goodreads.com/review/list/54582739-biblioteca-ac-cio-jos-santa-rosa?ref=nav_mybooks&amp;shelf=clube-do-livro-2021" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clube do livro do meu trabalho</a>, e embora não seja o meu livro favorito, gostei bastante dele.</p>



<p>Dos livros de ficção, só faltava esse título para ler e consegui colocá-lo na votação do clube de leitura. Juntar a leitura obrigatória mais a vontade de ler parecia vantajoso, principalmente pela temática do livro, pois iria trazer bastante discussão e reflexões. Mas, às vezes a leitura em conjunto pode trazer algumas frustrações, sobre as quais irei comentar mais pra frente.</p>



<p>Mas, vamos falar sobre o livro primeiro.</p>



<p>Americanah conta a história de Ifemelu, uma jovem nigeriana que imigrou para os Estados Unidos, onde mora por anos até resolver voltar para a Nigéria. E vem justamente daí o título do livro: &#8220;americanah&#8221;, a forma jocosa como ela e seus amigos se referiam às pessoas que imigravam para os Estados Unidos e voltavam cheios de sotaque e maneirismos estrangeiros. O livro também segue a história de Obinze, o grande amor da adolescência de Ifemelu, que devido à vários acontecimentos, acabam se separando e perdendo o contato um com o outro.</p>



<p>Quem me conhece, sabe que eu não ligo pra spoilers. Se você nunca leu o livro e não quer ter a leitura estragada, então pare por aqui e volte algum dia no futuro. Se você não liga pra isso, seja bem-vinde ao clube! (Por mais pessoas que não ligam pra spoilers, risos)</p>



<p>Quando comecei a ler o livro, eu achava que seria sobre o retorno da Ifemelu à Nigéria e sobre as estranhezas da pessoa que retorna de um país diferente à sua origem. Não poderia estar mais enganada. A narrativa do livro é intercalada de passagens no presente e muitas passagens do passado. </p>



<p>Isso não afetou o fato de eu ter gostado do livro, mas é engraçado como a gente imagina a forma como será a história e na verdade não é bem isso que você estava pensando.</p>



<p>O livro é dividido em 7 partes, mas eu dividiria em 3: Nigéria, Exterior e retorno à Nigéria. Toda a primeira parte conta a história da Ifemelu, de sua família, de seus relacionamentos, como ela conheceu Obinze, e como eles se tornaram esse casal por quem o meu clube de leitura ficou torcendo para ficarem juntos. </p>



<p>A segunda parte, que eu chamo de Exterior, é o momento que a Ifemelu vai pros Estados Unidos, cursar a universidade, da qual ela ganhou uma bolsa de estudos, mas também é a parte em que, anos mais tarde, Obinze vai pra Inglaterra perseguindo o sonho de conseguir finalmente um visto para os Estados Unidos.</p>



<p>Para mim, essa é a parte mais importante e essencial da obra, pois por trás da história de amor, Chimamanda nos faz refletir sobre imigração, racismo, preconceito e fetiche. Até então, Ifemelu não se via como uma pessoa diferente das outras, mas os Estados Unidos a ensina que ela é negra, que existe uma divisão racial, que no conceito da classe dominante ela é inferior. A partir das observações que ela faz, ela inicia um blog e se torna uma pessoa conhecida (Ah! A época dourada dos blogs!).</p>



<p>Paralelamente, Obinze vai pra Inglaterra e sofre com a posição do imigrante ilegal, com visto vencido, tendo que se sujeitar a diversas humilhações e situações violentas, como a sua deportação. E neste ponto, eu entro no modo &#8220;não entendo e não quero entender&#8221; o porquê dessa obsessão em morar fora do país a qualquer custo.</p>



<p>Minhas colegas do clube comentaram: &#8220;Ah, mas é a Nigéria, um país pobre e etc etc&#8221;. Não sei como é a Nigéria, mas o Obinze é um cara classe média, com uma situação confortável, formado no ensino superior, e que se sujeitou a passar fome, a ser perseguido, a ser preso, tudo porque tinha o sonho de viver nos Estados Unidos. Não é como se ele estivesse morrendo na Nigéria&#8230; Mas ok, vamos parar com a divagação, risos.</p>



<p>Entre os capítulos, tem alguns dos textos que a Ifemelu postou em seu blog e traz reflexões bastante interessantes sobre raça, sobre branquitude e privilégio, sobre imigração. Eu me identifiquei bastante com essa parte, pois já quis ser blogueira (risos risos risos), mas não soube lidar com críticas e haters. Não é muito fácil viver na internet.</p>



<p>E foi aqui que me chocou a atitude de algumas pessoas do meu clube de leitura: elas não leram essas partes. Elas simplesmente pularam porque acharam chato ter que ler sobre racismo. Ativei o modo &#8220;Laura palestrinha&#8221;, e o que elas não leram, tiveram que me ouvir comentar.</p>



<p>E então vem a terceira parte, com o retorno à Nigéria e ao romance, parte que eu não poderia me importar menos, em que os dois se reencontram e voltam a se relacionar. O grande porém é que agora Obinze está casado e tem uma filha, o que torna esse romance um pouco polêmico. Eu tenho bastante preguiça com história de amor, mas esse romance é interessante porque mostra o lado humano, confuso e contraditório das personagens. Eu amo a Ifemelu, mas eu a achei bastante egoísta. E o Obinze, eu só achei ele um homem fraco, com convicções fracas.</p>



<p>A gente sempre acaba a discussão do clube de leitura desejando fins diferentes, e eu gostaria que cada um deles tivesse seguido suas vidas sem esse retorno. Estou esperando o livro de romance que vai me fazer torcer pelo casal principal.</p>



<p>Então no meu ranking Chimamanda de ficção ficou assim:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>No seu pescoço</li><li>Hibisco roxo</li><li>Americanah</li><li>Meio sol amarelo</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading" id="ficha-tecnica">Ficha técnica</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img src="https://cdl-static.s3-sa-east-1.amazonaws.com/covers/9788535924732_gg.jpg" alt="Capa do livro Americanah: fundo azul, no centro a ilustração do formato da cabeça de uma pessoa que tem o cabelo afro, em cor branca, usando uma faixa vermelha de cabelo.
Acima da ilustração, informações textuais: Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah, romance vencedor do National Book Critics Circle Award, eleito um dos 10 melhores livros do ano pela NYTimes Book Review" width="199" height="286" /></figure></div>



<p><strong>Título:&nbsp;</strong>Americanah<br><strong>Autora:</strong>&nbsp;Chimamanda Ngozi Adichie<br><strong>Tradutora:</strong> Julia Romeu<br><strong>Gênero:</strong>&nbsp;ficção<br><strong>Temas:</strong>&nbsp;imigração, racismo<br><strong>Editora:</strong>&nbsp;Companhia das Letras<br><strong>ISBN:&nbsp;</strong>9788535924732</p>
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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			<media:title type="html">Fotografia em preto e branco da Chimamanda Adichie: mulher negra sorrindo, com o cabelo preso num coque alto, usando brincos pequenos de argola</media:title>
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		<title>Hello world, again&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 19:56:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelâneas]]></category>
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					<description><![CDATA[De tempos em tempos, eu ressuscito a vontade de escrever. Não sei quanto tempo vai durar dessa vez, mas espero que pelo menos um ano inteiro. Escrever era quase como uma terapia, um momento de tirar de dentro de mim tudo aquilo que eu não conseguia lidar sozinha. Mas, conforme a gente vai envelhecendo, alguns&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2021/10/14/hello-world-again/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Hello world, again&#8230;</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De tempos em tempos, eu ressuscito a vontade de escrever. Não sei quanto tempo vai durar dessa vez, mas espero que pelo menos um ano inteiro.</p>



<p>Escrever era quase como uma terapia, um momento de tirar de dentro de mim tudo aquilo que eu não conseguia lidar sozinha. Mas, conforme a gente vai envelhecendo, alguns calos emocionais e psicológicos vão surgindo e você consegue manter mais coisas dentro de si mesmo, sem precisar usar de subterfúgios como ter um blog (de puro desabafo), por exemplo. (Ou talvez eu só tenha ido fazer terapia mesmo, o que pode ter me ajudado a lidar com o mundo e com as coisas que eu não quero entender).</p>



<p>Enfim, resolvi voltar a usar esse espaço, falar um pouco dos livros que estou lendo, dos jogos que estou jogando, das (pouquíssimas) séries/filmes que estou assistindo, ou apenas escrever por escrever.</p>



<p>Nem sei porque esse retorno precisa de uma introdução, risos. Mas vamos lá outra vez!</p>
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		<title>Bordados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 14:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bordete]]></category>
		<category><![CDATA[bordado]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem me segue no Twitter percebe que sou uma pessoa altamente irritável e sempre de mau-humor. Aliado à isso, estava enfrentando um período de tédio avassalador e estava tentando melhorar isso lendo mais livros. Acontece que quanto mais livros eu leio, maior a minha raiva do universo e das pessoas medíocres, em geral. Comecei a&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2019/04/02/bordados/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Bordados</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me segue no Twitter percebe que sou uma pessoa altamente irritável e sempre de mau-humor. Aliado à isso, estava enfrentando um período de tédio avassalador e estava tentando melhorar isso lendo mais livros.</p>
<p>Acontece que quanto mais livros eu leio, maior a minha raiva do universo e das pessoas medíocres, em geral. Comecei a ouvir podcasts com maior frequência também e depois de ouvir um episódio d&#8217;<a href="http://www.central3.com.br/desqualificadas-15-o-tempo-entre-costuras-e-bordados/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">As Desqualificadas</a>, eu descobri o maravilhoso mundo do bordado.</p>
<p>A Camila e a Bia conversaram com a <a href="https://www.instagram.com/renatadania/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Renata</a>, do <a href="https://oclubedobordado.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clube do Bordado</a>, e com a <a href="https://patricia-cardoso.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Patrícia Cardoso</a>, uma costureira incrível. Fiquei com tanta vontade de bordar, que comecei a pesquisar riscos, assistir vídeos sobre pontos e buscar material de bordado.</p>
<p>Como eu trabalho o dia todo e o comércio da cidade só fica aberto até as 18h, tive que esperar pelo fim de semana, para comprar minhas linhas, agulhas e bastidor. E assim, começou a minha jornada de bordadeira.</p>
<p>
<a href='https://linafuko.wordpress.com/2019/04/02/bordados/img_20190326_190253/'><img width="84" height="150" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg?w=84" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" decoding="async" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg?w=84 84w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg?w=168 168w" sizes="(max-width: 84px) 100vw, 84px" data-attachment-id="1676" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/04/02/bordados/img_20190326_190253/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg" data-orig-size="2160,3840" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Mi A1&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1553626973&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.81&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;821&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.04&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;latitude&quot;:&quot;-22.23&quot;,&quot;longitude&quot;:&quot;-49.976111111111&quot;}" data-image-title="IMG_20190326_190253" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg?w=169" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190326_190253.jpg?w=576" /></a>
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</p>
<p>Fiz uns testes com uma imagem que encontrei no Pinterest, mas depois resolvi que queria bordar um daqueles desenhos dos livros de colorir. Tirei uma cópia da página, transferi com papel carbono e comecei o desafio.</p>
<p>Esse é o meu primeiro bordado a sério e estou experimentando vários pontos que eu aprendi pelos vídeos no Youtube. Acho que para quem está começando, está ficando muito bonito.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="1677" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/04/02/bordados/img_20190330_190722/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg" data-orig-size="2992,4000" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Mi A1&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1553972842&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.81&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1250&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.058823529411765&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;latitude&quot;:&quot;-22.230009583333&quot;,&quot;longitude&quot;:&quot;-49.976342888889&quot;}" data-image-title="IMG_20190330_190722" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=224" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=739" class="  wp-image-1677 aligncenter" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg" alt="IMG_20190330_190722" width="448" height="599" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=448&amp;h=599 448w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=896&amp;h=1198 896w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=112&amp;h=150 112w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=224&amp;h=300 224w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/04/img_20190330_190722.jpg?w=768&amp;h=1027 768w" sizes="(max-width: 448px) 100vw, 448px" /></p>
<p>É muito gostosa essa sensação de eu conseguir fazer algo bonito e criativo, mesmo o desenho não sendo meu. Acho que o que faltava na minha vida era esse pouquinho de arte. Estou mais paciente com as pessoas? Não, com certeza não. Mas estou mais satisfeita comigo mesma. Bordo e fico ouvindo meus podcasts favoritos. É bem relaxante.</p>
<p>Agora, estou ansiosa para terminar e começar um desenho novo. Vai ser o meu novo jeito de dar presente de aniversário e natal para as pessoas <img src="https://s0.wp.com/wp-content/mu-plugins/wpcom-smileys/twemoji/2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>O duro é que às vezes eu quero ler e bordar ao mesmo tempo. Talvez eu tenha que começar a comprar audiolivros hahahaha</p>
<p>Esse blog era para ser mais profissional, falar do meu trabalho. Mas, a vida muda, o pensamento muda, a vontade muda, eu resolvi que vou escrever sobre o que eu quiser. Como o meu trabalho já não tem mais sentido nenhum na minha vida senão ser a minha subsistência, vou parar de falar de biblioteca e falar do que eu gosto.</p>
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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		<title>A arte de produzir efeito sem causa, por Lourenço Mutarelli</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 11:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Lourenço Mutarelli]]></category>
		<category><![CDATA[protagonista masculino]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de muito enrolar, li o livro A arte de produzir efeito sem causa e não gostei. Fiquei pensando se eu devia escrever sobre minha experiência de leitura, pois não é muito do meu costume fazer isso&#8230; Geralmente, quando a história começa a me irritar, eu paro de ler. Mas, neste caso, minha irmã tinha&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/28/a-arte-de-produzir-efeito-sem-causa-por-lourenco-mutarelli/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">A arte de produzir efeito sem causa, por Lourenço Mutarelli</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de muito enrolar, li o livro A arte de produzir efeito sem causa e não gostei. Fiquei pensando se eu devia escrever sobre minha experiência de leitura, pois não é muito do meu costume fazer isso&#8230; Geralmente, quando a história começa a me irritar, eu paro de ler. Mas, neste caso, minha irmã tinha me indicado e falado tanto para eu ler, que me senti impelida a terminar. Além disso, eu pesquisei por cima na interwebz e não achei uma crítica negativa. Achei que poderia dar uma de chata e contrariar a maioria <img src="https://s0.wp.com/wp-content/mu-plugins/wpcom-smileys/twemoji/2/72x72/1f61b.png" alt="😛" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3>Sinopse</h3>
<p>Depois de largar o emprego e a mulher, por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior volta para a casa do pai. Sem dinheiro nem perspectivas, seus dias se dividem entre o velho sofá da sala transformado em cama, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem e atraente inquilina do pai, Bruna, que ambos espiam através de um furo no armário. A pasmaceira só é interrompida quando começam a chegar pelo correio pacotes anônimos com recortes de notícias velhas, em inglês &#8211; uma delas sobre o episódio em que o escritor William Burroughs matou a mulher acidentalmente. Enquanto se entrega a reminiscências e persegue objetivos pequenos e imediatos &#8211; a próxima refeição, o resgate de uma dívida com o antigo chefe, o dinheiro para o próximo cigarro -, Júnior começa a roer a corda que separa sanidade e loucura, e dá passos numa espiral aterradora que engole todos que o cercam.  tom sombrio e opressivo dos outros livros de Mutarelli aparece aqui novamente, remetendo a influências confessas como Kafka e Dostoiévski. A ele somam-se o tédio e o vazio em meio aos quais os personagens se arrastam, num cotidiano marcado por obsessões sexuais e por um cenário típico da baixa classe média brasileira. Confrontado com uma espécie de afasia, incapaz de confiar na própria linguagem, invadido por associações livres e imagens sombrias, Júnior tenta relembrar seus últimos dias e avaliar os motivos que puseram fim a seu casamento. Mas tudo o que consegue é uma leitura muito particular do que acontece à sua volta, amparada em imagens misteriosas que Mutarelli acrescenta ao romance. Mais do que um retrato de uma sociedade hostil, em que é preciso escolher entre a adaptação estupidificante e o alheamento auto-destrutivo, <em>A arte de produzir efeito sem causa</em> é um mergulho na consciência individual, um universo que depende de muito pouco para revelar seus limites e abismos.</p>
<p>(Fonte: Site da Companhia das Letras)</p>
<h3>Análise</h3>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="1667" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/28/a-arte-de-produzir-efeito-sem-causa-por-lourenco-mutarelli/mutarelli/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg" data-orig-size="249,355" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="mutarelli" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg?w=210" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg?w=249" class="  wp-image-1667 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg" alt="mutarelli" width="189" height="269" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg?w=189&amp;h=269 189w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg?w=105&amp;h=150 105w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mutarelli-e1553538008624.jpg 249w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" />Antes de mais nada, devo admitir que acho que Mutarelli não é o meu tipo de leitura favorita, o que já dificulta eu gostar da obra.</p>
<p>A sinopse promete muito, mas o livro não entrega tudo isso. A começar que o livro é bem fino, e acho que são poucas páginas para descrever a opressão da loucura que vai tomando conta de Júnior.</p>
<p>O livro é dividido em duas partes. A primeira é uma descrição da vida de Júnior, a segunda é a descrição da loucura que tomou conta do sujeito.</p>
<p>Júnior abandona a família e o emprego depois de descobrir a traição da mulher. Ele resolve ir pra casa do pai, temporariamente, mas acaba ficando por tempo indefinido, uma vez que uma espécie de indolência e depressão toma conta dele e ele não consegue pensar, raciocinar e nem ir atrás de um emprego ou de um rumo pra sua vida.</p>
<p>Toda essa parte é a mais irritante possível. Júnior é só um cara babaca, perdido, que pende pro machismo e parece meio descompensado pelo abuso de álcool (e das drogas que usou na juventude).</p>
<p>Para mim, parecia apenas a tragédia de um cara branco (eu presumi que era branco), classe média baixa, heterossexual e pouco desenvolvido emocionalmente, que não consegue lidar com a traição da mulher e com a falta de dinheiro. Eu achei a história toda um saco.</p>
<p>Aí a história começa ir para uma outra direção, quando Júnior começa a ter ataques epilépticos e surtos de loucura. Começa com uns desmaios e dores de cabeça e se transforma em loucura completa, com ele não conseguindo se comunicar e se sentindo perseguido por todos. O livro termina em suspense.</p>
<p>Para mim, foi uma experiência irritante e cansativa. Não gostei da leitura, mas principalmente, não gostei do personagem. Acho que quando você não vai com a cara do protagonista, a história não flui. De cara besta e derrotista, já temos muito no mundo real. Não preciso de mais uma história de ficção&#8230;</p>
<p>Gastei meu tempo precioso lendo. Se não tivesse sido uma indicação insistente, não teria lido e não teria perdido nada com isso.</p>
<h3>Ficha técnica</h3>
<p><strong><img loading="lazy" data-attachment-id="1664" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/28/a-arte-de-produzir-efeito-sem-causa-por-lourenco-mutarelli/attachment/6322468/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg" data-orig-size="200,262" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="A arte de produzir efeito sem causa" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg?w=200" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg?w=200" class="  wp-image-1664 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg" alt="Imagem da capa do livro arte de produzir efeito sem causa" width="150" height="197" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg?w=150&amp;h=197 150w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg?w=115&amp;h=150 115w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6322468.jpg 200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Título: </strong><a href="https://www.goodreads.com/book/show/6322468-a-arte-de-produzir-efeito-sem-causa?from_search=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A arte de produzir efeito sem causa</a><br />
<strong>Autor:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/author/show/1188772.Louren_o_Mutarelli" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lourenço Mutarelli</a><br />
<strong>Gênero:</strong> ficção<br />
<strong>Temas:</strong> loucura<br />
<strong>Editora:</strong> Companhia das Letras<br />
<strong>ISBN: </strong>9788535912623</p>
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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		<title>Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida, por Xinran</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2019 11:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[não-ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Xinran]]></category>
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					<description><![CDATA[Fazia um tempo que eu queria ler os livros da Xinran. Eu já havia lido o romance As filhas sem nome, mas eu nunca peguei as suas obras de não-ficção. Na biblioteca onde eu trabalho, temos apenas o livro Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida, e foi o que eu resolvi pegar para a categoria&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/25/mensagem-de-uma-mae-chinesa-desconhecida-por-xinran/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida, por Xinran</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazia um tempo que eu queria ler os livros da Xinran. Eu já havia lido o romance As filhas sem nome, mas eu nunca peguei as suas obras de não-ficção.</p>
<p>Na biblioteca onde eu trabalho, temos apenas o livro Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida, e foi o que eu resolvi pegar para a categoria número 15: autora asiática, do desafio literário do podcast As desqualificadas.</p>
<p>Eu poderia ter sido menos óbvia e ter pego algum livro da Ásia Ocidental. Mas, como faz muito tempo que a Xinran está na minha lista de leituras futuras, não dava pra postergar mais.</p>
<h3>Sinopse</h3>
<p>No Ocidente, temos um conhecimento apenas folclórico sobre a lei chinesa de planejamento familiar &#8211; da qual a política do filho único é a parte mais difundida &#8211; e, sobretudo, sobre a prática ainda presente em rincões pobres da China rural do infanticídio de bebês do sexo feminino, ou das mães que dão suas filhinhas para adoção. Se as razões sociais e o contexto histórico que levam a tais extremos são praticamente desconhecidos dos ocidentais, menos ainda se sabe sobre o que pensam e sentem as pessoas diretamente afetadas por esses trágicos fenômenos.<br />
Com <em>Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida</em>, Xinran, jornalista e autora do best-seller internacional <em>As boas mulheres da China</em>, retorna às histórias verídicas de mulheres chinesas que a tornaram mundialmente conhecida. Desta vez ela aborda o sofrimento humano resultante da interação de uma milenar cultura machista com circunstâncias históricas, econômicas e sociais específicas. Em dez capítulos, são apresentadas dez histórias marcadas pela interrupção da relação mãe-filha, de meninas que nunca conheceram suas mães biológicas e mulheres que deram a filha em adoção a casais de camponeses que vivem sem endereço fixo, viajando pelos quatro cantos da China para burlar a fiscalização da lei do filho único &#8211; eventualmente abandonando uma menina numa estação de trem.<br />
Ao longo dos anos Xinran foi tomando conhecimento das circunstâncias em que vivem tais mulheres. Após relutar, decidiu abordar esse delicado tema e dedicar um livro às centenas de milhares de mães chinesas que se viram levadas a rejeitar &#8211; e até mesmo a matar &#8211; suas bebês: pela primeira vez, elas teriam suas histórias ouvidas. São, é claro, histórias alarmantes, como a vez em que a própria autora testemunhou, em Yimeng, numa das áreas mais pobres da China, uma parteira afogar uma menina recém-nascida num balde de água suja. Mas o livro ainda é cheio de dados estatísticos também preocupantes: uma família chinesa gasta de 1,3 mil a 6,5 mil dólares para adotar um menino, mas apenas de 25 a 39 dólares por uma menina. Juntos, material humano, dados históricos e informações estatísticas compõem um envolvente panorama de tristes experiências de maternidade e confirmam a autora como uma das principais vozes a traduzir a complexa da realidade chinesa para o público-leitor ocidental.</p>
<p>(Fonte: <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12947" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Site da Companhia das Letras</a>)</p>
<h3>Análise</h3>
<p>A sinopse do livro já diz tudo. São histórias verídicas de mulheres chinesas que tiveram que abandonar ou matar suas filhas, devido à grande pressão para terem filhos homens.</p>
<p>A leitura deste livro foi muito interessante para conhecer essa realidade por mim até então desconhecida. Todo mundo escuta sobre a política do filho único que imperou na China há algumas décadas, mas eu nunca parei para pesquisar e saber mais sobre a a origem da ideia e quais foram as consequências para o país e para a sua população.</p>
<p>Mas acima de tudo, foi uma leitura pesada e em acabei chorando em muitas partes. É estarrecedor ver como a cultura patriarcal trouxe tanto sofrimento às mulheres, sob a pressão de gerar filhos homens ou não seriam boas mulheres, que são mulheres inúteis e sem valor.</p>
<blockquote><p>Toda mulher que já teve um bebê sentiu dor, e as mães de menininhas têm o coração cheio de tristeza!</p></blockquote>
<p>Não é uma novidade saber que no mundo inteiro, por muito tempo (e talvez ainda hoje), as mulheres eram consideradas apenas como mercadoria, como propriedade de seus familiares homens e que não valiam muito mais que os animais. Mas, é angustiante ler, descobrir as estatísticas e comprovar pelos relatos que isso não é uma ficção distópica, que tudo isso faz parte do mundo real.</p>
<p>E fica a pergunta, onde está a justiça para todas as mulheres que foram injustiçadas, mortas e acusadas? Quando seremos recompensadas por toda essa dor? A luta do feminismo não é a busca por termos mais direitos do que os homens, mas é a luta para que sejamos tratadas de igual para igual, como seres humanos.</p>
<p>Esse livro não se trata de feminismo, mas enquanto houver desigualdade, haverá esse tipo de atrocidades.</p>
<h3>Ficha técnica</h3>
<p><strong><img loading="lazy" data-attachment-id="1656" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/25/mensagem-de-uma-mae-chinesa-desconhecida-por-xinran/12947_gg/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg" data-orig-size="430,650" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida : histórias de perdas e amores" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=198" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=430" class="  wp-image-1656 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg" alt="Capa do livro Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida : histórias de perdas e amores" width="150" height="227" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=150&amp;h=227 150w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=300&amp;h=454 300w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=99&amp;h=150 99w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/12947_gg.jpg?w=198&amp;h=300 198w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Título:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/book/show/21491026-mensagem-de-uma-m-e-chinesa-desconhecida?ac=1&amp;from_search=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida</a><br />
<strong>Título original:</strong> Message from an unknown chinese mother<br />
<strong>Autor:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/author/show/104161.Xinran" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Xinran</a><br />
<strong>Gênero:</strong> não-ficção<br />
<strong>Idioma original:</strong> inglês<br />
<strong>Temas:</strong> relatos biográficos, China, mulheres, mães<br />
<strong>Editora:</strong> Companhia das Letras<br />
<strong>ISBN: </strong>9788535918021</p>
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			<media:title type="html">L.Inafuko</media:title>
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			<media:title type="html">Capa do livro Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida : histórias de perdas e amores</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Terra das mulheres, por Charlotte Perkins Gilman</title>
		<link>https://linafuko.wordpress.com/2019/03/21/terra-das-mulheres-por-charlotte-perkins-gilman/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 11:18:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Charlotte Perkins Gilman]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[narrado em primeira pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[protagonista masculino]]></category>
		<category><![CDATA[utopia]]></category>
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					<description><![CDATA[2018 foi o ano que eu comecei a me declarar abertamente feminista. Comecei a ler mais sobre o assunto e resolvi que devia começar a ler mais mulheres. Procurei muitas listas de leitura pela internet afora e descobri o livro Terra das mulheres, da Charlotte Perkins Gilman. Esse livro esteve em várias listas e foi&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/21/terra-das-mulheres-por-charlotte-perkins-gilman/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Terra das mulheres, por Charlotte Perkins Gilman</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>2018 foi o ano que eu comecei a me declarar abertamente feminista. Comecei a ler mais sobre o assunto e resolvi que devia começar a ler mais mulheres. Procurei muitas listas de leitura pela internet afora e descobri o livro Terra das mulheres, da Charlotte Perkins Gilman.</p>
<p>Esse livro esteve em várias listas e foi citado em quase todas como uma utopia feminista. Achei interessante a história, e comecei a ler ano passado.</p>
<p>Acontece que eu achei a leitura bem maçante no começo, e acabei abandonando.</p>
<p>Mas, com o desafio literário d&#8217;<a href="https://twitter.com/desqualificadas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">As desqualificadas</a>, resolvi retomar a leitura e encaixei este livro na categoria número 14 (livro publicado antes de 1945).</p>
<h3>Sinopse</h3>
<p>Publicado pela primeira vez em 1915, Terra das mulheres mostra como seria uma sociedade utópica composta unicamente por mulheres. Antes do leitor encontrar a suposta maravilha dessa utopia, terá de acompanhar três exploradores — Van, o narrador; o doce Jeff; e Terry, o machão — e suas considerações e devaneios sobre o país, no qual, os três têm a certeza de que também existem homens, ainda que isolados e convocados apenas para fins de reprodução. Um país só de mulheres, segundo os três, seria caótico, selvagem, subdesenvolvido, inviável. Uma vez lá, Van, Jeff e Terry se dividem entre a curiosidade de exploradores com fins científicos e o impulso dominador de um homem, oscilando entre tentar entender mais sobre aquela utópica e desconhecida sociedade e o sonho de um harém repleto de mulheres que talvez estejam dispostas a satisfazê-los e servi-los.</p>
<p>(Fonte: GoogleBooks)</p>
<h3>Análise</h3>
<p>O começo da leitura foi muito difícil, pois a história é narrada pelo ponto de vista masculino, e considerando os homens do início do século XX (e ainda muitos outros deste século), a visão que eles tem das mulheres é algo aterrador.</p>
<p>São três homens com visões diferentes da vida, mas todos os três tem a mesma impressão geral das mulheres: seres frágeis, fúteis e dependentes de homens. Enfim, todo o começo do livro é uma grande discussão entre os três falando sobre esse país mítico que eles ouviram falar e que eles precisariam muito investigar isso, pois não conseguem conceber a ideia de mulheres livres e donas de si, governando um país sozinhas.</p>
<p>Mas, a leitura flui melhor depois que eles conseguem entrar no país. A curiosidade de conhecer essa sociedade foi maior do que a raiva de ler os comentários machistas, e aí o livro acabou num instante.</p>
<p>A Terra das mulheres é um país em que todas as mulheres trabalham em atividades que são compatíveis com suas personalidades, produzem apenas o que consomem, possuem uma curiosidade enorme pela vida fora de seu país e estudam e aprimoram tudo o que é possível. A única questão que foge um pouco da lógica é a maneira como se reproduzem. Segundo elas, um grupo específico de mulheres conseguem engravidar só pela vontade de engravidar. E como são todas muito racionais, o desejo de gerar novas filhas só é realizado a partir de um grande controle de natalidade.</p>
<p>A ideia de uma utopia feminista é muito interessante, mesmo que tenha um elemento meio fantasioso sobre a gravidez sem a necessidade da fecundação. É possível isso acontecer, em termos científicos? Não faço ideia. É irritante ver uma sociedade obcecada pela maternidade, como se fosse um traço natural de todas as mulheres? Sim, muito! Mas temos que pensar que o livro foi escrito no início de 1900, e foi interessante ver como funcionaria isso. Uma sociedade em que as filhas são de todas e a comunidade tem que zelar por elas.</p>
<p><figure data-shortcode="caption" id="attachment_1661" aria-describedby="caption-attachment-1661" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://mulheresdaterra-juliaro.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" data-attachment-id="1661" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/21/terra-das-mulheres-por-charlotte-perkins-gilman/mulheres-da-terra-juliaro-620x350/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg" data-orig-size="620,350" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="mulheres-da-terra-juliaro-620&#215;350" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg?w=300" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg?w=620" class=" size-full wp-image-1661 aligncenter" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg" alt="mulheres-da-terra-juliaro-620x350" width="620" height="350" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg 620w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg?w=150&amp;h=85 150w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/mulheres-da-terra-juliaro-620x350.jpg?w=300&amp;h=169 300w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1661" class="wp-caption-text">Fonte: <a href="http://revistanaipe.com/pirao/carta-ao-futuro/" rel="nofollow">http://revistanaipe.com/pirao/carta-ao-futuro/</a></figcaption></figure></p>
<p>O ponto que mais me incomoda é que, de certa forma, há uma generalização das mulheres, como se todas tivessem um pensamento mais ou menos igual. Não existe um sentimento de individualidade nelas. Mas, acho que isso se deve pelo fato da sociedade ter se desenvolvido desta forma. As tutoras dos homens invasores explicam em dado momento do livro que já houve algumas mulheres mais rebeldes, mas que foram contidas. Elas não detalham a forma como isso se deu, mas creio que isso acabou moldando a sociedade para ser mais coletiva.</p>
<p>Enfim, foi uma leitura muito boa, mesmo com a minha resistência inicial <img src="https://s0.wp.com/wp-content/mu-plugins/wpcom-smileys/twemoji/2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3>Ficha técnica</h3>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="1660" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/21/terra-das-mulheres-por-charlotte-perkins-gilman/terra-das-mulheres/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg" data-orig-size="430,663" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="terra das mulheres" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=195" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=430" class="  wp-image-1660 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg" alt="Capa do livro Terra das mulheres, por Charlotte Perkins Gilman" width="150" height="232" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=150&amp;h=232 150w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=300&amp;h=464 300w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=97&amp;h=150 97w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/terra-das-mulheres.jpg?w=195&amp;h=300 195w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>
<p><strong>Título: </strong><a href="https://www.goodreads.com/book/show/39968551-herland?from_search=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Terra das mulheres</a><br />
<strong>Título original:</strong> Herland<br />
<strong>Autor:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/author/show/29527.Charlotte_Perkins_Gilman" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Charlotte Perkins Gilman</a><br />
<strong>Gênero:</strong> ficção<br />
<strong>Idioma original:</strong> inglês<br />
<strong>Temas:</strong> feminismo, utopia, sociedade<br />
<strong>Editora:</strong> Rosa dos ventos<br />
<strong>ISBN: </strong>9788501114808</p>
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			<media:title type="html">Capa do livro Terra das mulheres, por Charlotte Perkins Gilman</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A bolsa amarela, por Lygia Bojunga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 11:37:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[clube do livro]]></category>
		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Lygia Bojunga]]></category>
		<category><![CDATA[narrado em primeira pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[preconceitos]]></category>
		<category><![CDATA[protagonista feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[Faz muito tempo que me indicaram a leitura de A bolsa amarela, da Lygia Bojunga. Meu caríssimo amigo, Cleomar, vivia falando pra eu ler alguma obra dela. E eu, com tantos livros para ler, sempre posterguei. Então, esse livro foi sugerido no clube do livro do meu trabalho, no mês de fevereiro, e finalmente tirei&#8230; <a class="more-link" href="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/18/a-bolsa-amarela-por-lygia-bojunga/">Continue lendo <span class="screen-reader-text">A bolsa amarela, por Lygia Bojunga</span> <span class="meta-nav" aria-hidden="true">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Faz muito tempo que me indicaram a leitura de A bolsa amarela, da Lygia Bojunga. Meu caríssimo amigo, Cleomar, vivia falando pra eu ler alguma obra dela. E eu, com tantos livros para ler, sempre posterguei.</p>
<p>Então, esse livro foi sugerido no clube do livro do meu trabalho, no mês de fevereiro, e finalmente tirei a poeira deste livro e lamento muito por não ter lido antes! Aproveitei também para já concluir a categoria Livro infantil no desafio do podcast <a href="https://twitter.com/desqualificadas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">As desqualificadas</a>.</p>
<p>Esse tipo de livro é aqueles universais, que qualquer idade pode ler e traz muitas reflexões. Acho que deveria ser leitura obrigatória nas escolas hahaha</p>
<h3>Sinopse</h3>
<p>A Bolsa Amarela já se tornou um &#8216;clássico&#8217; da literatura infantojuvenil. É o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) &#8211; a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação &#8211; por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio &#8216;criança não tem vontade&#8217; &#8211; essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.</p>
<p>(Fonte: GoogleBooks)</p>
<h3>Análise</h3>
<p>Em pouco mais de 100 páginas, Lygia consegue trazer vários temas sérios, mas de uma forma leve e descontraída.</p>
<p>Raquel é a filha caçula de uma família com muitos filhos e, por ser criança, acaba sendo subestimada, porque &#8220;afinal de contas, criança não entende nada&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="1643" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/18/a-bolsa-amarela-por-lygia-bojunga/extralivro04-1/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg" data-orig-size="240,343" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Raquel, do livro A bolsa amarela" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg?w=210" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg?w=240" class=" size-full wp-image-1643 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg" alt="Ilustração de uma menina com cabelos longos carregando uma cesta cheia de papéis rasgados" width="240" height="343" srcset="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg 240w, https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/extralivro04-1-e1552066570636.jpg?w=105&amp;h=150 105w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p>Ela sofre aquela implicância que muitos irmãos mais velhos gostam de fazer com os mais novos, com falas cruéis e com uma ausência de sensibilidade muito grande, de modo que ela começa a ter a vontade de ser grande, de deixar de ser criança, porque ninguém a respeita em sua individualidade.</p>
<p>A segunda grande vontade dela é a de ser escritora, que ela vai alimentando com a sua criatividade e com a sua habilidade de criar histórias. Ela não quer que ninguém saiba, pois as pessoas não entendem o seu sonho e ficam falando que ela só pensa em besteira. Isso me fez refletir o quanto a gente ri das coisas que as crianças falam e não as levamos a sério, e nunca paramos pra refletir o quanto isso pode magoar e traumatizar!</p>
<p>A terceira vontade aparece quando Raquel começa a perceber que o mundo divide os meninos e as meninas em grupos separados e que há determinadas brincadeiras que só um grupo pode brincar, como por exemplo soltar pipa. Pensando na atualidade, ainda há pessoas que insistem que meninas só podem ganhar presentes como bonecas e brinquedos de &#8216;mini dona-de-casa&#8217; e apenas os meninos que gostam de videogames. Assim, Raquel decide que tem vontade de ser tornar um menino, já que as meninas não podem fazer nada e tem que sempre se comportar.</p>
<p>E assim vai desenrolando a história. Ela faz amigos improváveis como, o galo Afonso, o Alfinete de Fralda e a Guarda-chuva, cada um com seus dramas e suas vontades.</p>
<p>Ela ainda discute sobre como às vezes alguém nasce, cresce e sonha em ser algo, como o Afonso que era um galo chefe de galinheiro e o Terrível que era um galo de briga, mas nenhum dos dois queriam ser o que lhes fora determinado. Eles queriam mesmo curtir a vida. Afonso não aguentou a vida do galinheiro e fugiu. Mas o Terrível teve um destino cruel, ter seu pensamento costurado para que ele se tornasse o que seus donos queriam. E quantas pessoas a gente vê por aí que tiverem seus pensamentos costurados pela pressão da sociedade, pelas circunstâncias da vida e não conseguem ser aquilo que querem.</p>
<p>É um livro muito poderoso! Toda criança deveria ler!</p>
<blockquote><p>Tá vendo? Falaram que tanta coisa era coisa só pra garoto, que eu acabei até pensando que o jeito era nascer garoto. Mas agora eu sei que o jeito é outro.</p></blockquote>
<h2>Ficha técnica</h2>
<p><strong><img loading="lazy" data-attachment-id="1641" data-permalink="https://linafuko.wordpress.com/2019/03/18/a-bolsa-amarela-por-lygia-bojunga/attachment/6250156/" data-orig-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6250156.jpg" data-orig-size="130,169" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="A bolsa amarela" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6250156.jpg?w=130" data-large-file="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6250156.jpg?w=130" class="  wp-image-1641 alignleft" src="https://linafuko.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/6250156.jpg" alt="Capa do livro A bolsa amarela. Na capa temos a ilustração de uma bolsa amarela, com um pedacinho da bolsa cortado, onde aparece a cabeça do galo Afonso" width="150" height="195" />Título:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/book/show/6250156-a-bolsa-amarela" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A bolsa amarela</a><br />
<strong>Autor:</strong> <a href="https://www.goodreads.com/author/show/188937.Lygia_Bojunga_Nunes" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Lygia Bojunga</a><br />
<strong>Gênero:</strong> ficção<br />
<strong>Temas:</strong> infância, literatura infantil, imaginação, preconceitos<br />
<strong>Editora:</strong> Agir<br />
<strong>ISBN: </strong>8589020037</p>
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