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	<title>ScienceBlogs Brasil - Blogs de Ciência</title>
	
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	<description>Ciência, Cultura, Política</description>
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		<title>Neutrinos mais rápidos do que a luz?… (2)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 21:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualização rapidinha: Phil Plait, em seu blog Bad Astronomy, fala de uma notícia não confirmada de que os tais 60 nanossegundos de diferença medidos nos neutrinos emitidos pelo LHC e captados no Gran Sasso podem ser resultado de uma má conexão no cabo de fibra óptica que envia os dados do receptor do GPS para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Atualização rapidinha: Phil Plait, em seu blog Bad Astronomy, fala de uma notícia <strong>não confirmada</strong> de que os tais 60 nanossegundos de diferença medidos nos neutrinos emitidos pelo LHC e captados no Gran Sasso podem ser resultado de uma má conexão no cabo de fibra óptica que envia os dados do receptor do GPS para um circuito do computador&#8230; Link para o original (em inglês): <a title="Permanent Link: Unconfirmed rumor: FTL neutrinos may be due to a faulty GPS connection" href="http://blogs.discovermagazine.com/badastronomy/2012/02/22/unconfirmed-rumor-ftl-neutrinos-may-be-due-to-a-faulty-gps-connection/" rel="bookmark">Unconfirmed rumor: FTL neutrinos may be due to a faulty GPS connection</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Nada de dobra, Senhor Sulu!&#8230;</p>
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		<item>
		<title>Profissão Biólogo</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/bessa/2012/02/profissao-biologo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 19:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[pós-graduação]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão Biólogo]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse ano publicarei uma série de posts sobre a profissão do biólogo. A cada mês apresentarei um caso de sucesso profissional de um biólogo em áreas bem diversas. Quero aproveitar a série para destruir dois mitos sobre minha profissão. O primeiro é que a sina profissional do biólogo é dar aulas. Não me entendam mal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse ano publicarei uma série de posts sobre a profissão do biólogo. A cada mês apresentarei um caso de sucesso profissional de um biólogo em áreas bem diversas. Quero aproveitar a série para destruir dois mitos sobre minha profissão.</p>
<p>O primeiro é que a sina profissional do biólogo é dar aulas. Não me entendam mal, não há demérito nenhum em dar aulas. Eu dou aulas na universidade e gosto muito disso, mas acho que só quem gosta de lecionar e está disposto a fazê-lo com dedicação é que deveria dar aulas. Ensinar ciências não é seguro desemprego, é vocação. Se dar aula não é o seu projeto de vida deixe-se inspirar pelos meus entrevistados e veja a miríade de outras opções que você tem.</p>
<p>O segundo mito é que o caminho natural para um biólogo após formado é fazer um mestrado. Por ficarem expostos por quatro anos a acadêmicos cuja carreira (aí sim) depende de um mestrado e um doutorado, os estudantes de biologia criam a ilusão (nutrida pelos programas de pós) de que só existe vida após o mestrado. Bobagem! Não se deixem seduzir por nós acadeêmicos que necessitamos de pós-graduação. Isso inclusive fará bem aos programas de pós, que terão apenas alunos qualificados e mais decididos. Nem todo biólogo vai em direção à torre de marfim da academia e essa série irá demonstrar isso.</p>
<p>Já tenho algum material em preparação, mas seria muito legal ter sugestões dos leitores sobre áreas de interesse de vocês e possíveis entrevistados. Amanhã sai a primeira entrevista com a Gesivânia Pires, analista de qualidade microbiológica de um frigorífico.</p>
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		<item>
		<title>Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/02/death-star-um-rombo-astronmico-no-oramento-imperial/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[geek]]></category>
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		<category><![CDATA[magrathea]]></category>
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		<description><![CDATA[Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/02/200px-DeathStar2.jpg"><img class="alignright" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/02/200px-DeathStar2_thumb.jpg" alt="200px-DeathStar2" width="217" height="223" align="right" border="0" /></a>Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de <span style="text-decoration: line-through">nerds desocupados</span> estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 <em>quadrilhões</em> de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.</p>
<p align="justify">A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas <em>geeks</em> afirmam que seriam necessárias 1,08&#215;10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 <em>bilhões</em> de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.</p>
<p align="justify">Fonte: <a href="http://www.centives.net/S/2012/how-much-would-it-cost-to-build-the-death-star/">centives.net</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/BYvWJL-azZk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Paciência! Um dia sai…</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/_or3x9MPFC4/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/paciencia-um-dia-sai/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 19:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo ´Generators of matrix algebras in dimension 2 and 3´ foi recebido pelos editores da revista Linear Algebra and its Applications em junho de 1995 e só foi publicado em outubro de 2008. Uma espera de mais de 13 anos! É muita paciência! Via perfil de Andre L. Souza no G+.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo ´<strong><a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.laa.2006.05.022">Generators of matrix algebras in dimension 2 and 3</a></strong>´ foi recebido pelos editores da revista <strong>Linear Algebra and its Applications</strong> em junho de 1995 e só foi publicado em outubro de 2008.<br />
Uma espera de mais de 13 anos!<br />
É muita paciência!<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/10-anos-depois.jpg" alt="" width="545" height="419" class="alignnone size-full wp-image-1174" /></p>
<p>Via <a href="https://plus.google.com/104502882495207415665/posts">perfil de Andre L. Souza no G+</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/_or3x9MPFC4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Robótica para animais de estimação</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/ZtHyEitNyd4/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/robotica-para-animais-de-estimacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 18:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[robótica]]></category>

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		<description><![CDATA[Jordan Correa trabalha no grupo de pesquisas em robótica na Microsoft. O trabalho o tem deixado afastado da convivência com seu cachorro Darwin. Aproveitando os conhecimentos Jordan construiu um pequeno robô para interagir remotamente com o pequeno Darwin. O robô possui um lançador de bolinhas, um braço para recolocar as bolinhas no lançador, um dosador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/darwin-robo-cachorro.jpg" alt="" width="480" height="271" class="alignnone size-full wp-image-1168" /><br />
Jordan Correa trabalha no grupo de pesquisas em robótica na Microsoft. O trabalho o tem deixado afastado da convivência com seu cachorro Darwin. Aproveitando os conhecimentos Jordan construiu um pequeno robô para interagir remotamente com o pequeno Darwin.</p>
<p>O robô possui um lançador de bolinhas, um braço para recolocar as bolinhas no lançador, um dosador de ração para recompensar o bom comportamento, câmeras para localização e uma tela para interação com o cachorro.</p>
<p><iframe width="545" height="307" src="http://www.youtube.com/embed/afvdZ343-vE" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://presurfer.blogspot.com/">Via Presurfer.</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/ZtHyEitNyd4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Em uma palavra [92]</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/gtctNerXTRE/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/02/em-uma-palavra-92/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 17:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[em uma palavra]]></category>
		<category><![CDATA[latim]]></category>
		<category><![CDATA[maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[milagre]]></category>
		<category><![CDATA[mirabiliário]]></category>

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		<description><![CDATA[mirabiliário (mi.ra.bi.li.á.rio) s.m. 1. alguém que lida com maravilhas; um colecionador de coisas maravilhosas. 2. um milagreiro. [deriv. do lat. mirabilis = maravilha]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia"><strong><span style="font-size: medium">mirabiliário</span></strong> <strong>(mi.ra.bi.li.á.rio)</strong><br />
s.m. <strong>1.</strong> alguém que lida com maravilhas; um colecionador de coisas maravilhosas. <strong>2. </strong>um milagreiro. [deriv. do lat. mirabilis = maravilha]</span></p>
</blockquote>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/gtctNerXTRE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Não lave roupas com gasolina</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/YJ0Ic3PELIA/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/nao-lave-roupas-com-gasolina/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 14:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[O arquivo Prelinger tem um curioso vídeo feito em 1941 sobre os perigos do uso de gasolina (e similares(!)) na lavagem caseira de roupas. O alerta era para a dona de casa deixar o trabalho para uma ´Respeitável empresa de lavagem a seco´ (Reputable Dry Cleaning Company) que possuía todos os equipamentos necessários para minimizar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/perigo-gasolina.jpg" alt="" width="500" height="396" class="alignnone size-full wp-image-1163" /><br />
O arquivo Prelinger tem um curioso vídeo feito em 1941 sobre os perigos do uso de gasolina (e similares(!)) na lavagem caseira de roupas.</p>
<p>O alerta era para a dona de casa deixar o trabalho para uma ´Respeitável empresa de lavagem a seco´ (<em>Reputable Dry Cleaning Company</em>) que possuía todos os equipamentos necessários para minimizar os danos em caso de incêndio. </p>
<p><iframe src="http://www.archive.org/embed/more_dangerous_then_dynamite" width="545" height="408" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Atualmente as empresas utilizam produtos não tão inflamáveis, mas não menos perigosos, como o tetracloroeteno.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/YJ0Ic3PELIA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Quadrado mágico especial</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/KhfrV3rlOzw/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/quadrado-magico-especial/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 12:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma curiosidade matemática que guarda algumas surpresas. Um quadrado mágico de números ocorre quando você organiza alguns números específicos em colunas e linhas. No caso são 4 linhas e 4 colunas. E a soma dos números em todas as linhas é igual a soma de todos os números nas colunas, e também nas diagonais. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/numeros-magicos-quadrado.jpg" alt="imagem extraída do vídeo do canal numberphile" width="400" height="378" class="alignnone size-full wp-image-1157" /><br />
Uma curiosidade matemática que guarda algumas surpresas.<br />
Um quadrado mágico de números ocorre quando você organiza alguns números específicos em colunas e linhas. No caso são 4 linhas e 4 colunas. E a soma dos números em todas as linhas é igual a soma de todos os números nas colunas, e também nas diagonais.</p>
<p>No vídeo o Professor Roger Bowley mostra um exemplo ainda mais específico desta curiosidade matemática.</p>
<p><iframe width="545" height="307" src="http://www.youtube.com/embed/aTSYARnB-3Y" frameborder="0"></iframe></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/KhfrV3rlOzw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Engrenagens Paradoxais</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/VrmaJeYUyRA/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/engrenagens-paradoxais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 11:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kentaro Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[idéias]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Repare bem: as engrenagens adjacentes estão girando no mesmo sentido! Engrenagens comuns de rodas dentadas sempre irão girar em sentidos contrários, um fato que não é universalmente apreciado e responde por confusões em logotipos como o abaixo: Estas três engrenagens que deveriam representar inovação estão em verdade travadas e jamais irão girar. Em resposta às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/-1Gfc1Iq0GY" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Repare bem: as engrenagens adjacentes estão girando no mesmo sentido!</p>
<p>Engrenagens comuns de rodas dentadas sempre irão girar em sentidos contrários, um fato que não é universalmente apreciado e responde por confusões em logotipos como o abaixo:</p>
<p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;float: none;margin-left: auto;border-top: 0px;margin-right: auto;border-right: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="innov2 (1)" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/files/2012/02/innov2-1.jpg" width="331" height="276"></p>
<p>Estas três engrenagens que deveriam representar inovação estão em verdade <a href="http://michellemalkin.com/2011/08/07/government-logo-fail-of-the-day/" target="_blank">travadas</a> e jamais irão girar. Em resposta às críticas, e depois do vexame, <a href="http://blogs.smithsonianmag.com/ideas/2011/08/change-is-good/" target="_blank">o logo com engrenagens travadas foi abandonado</a>.</p>
<p>As engrenagens paradoxais patenteadas pelo engenheiro da Renault <strong>Jean Mercier</strong> desafiam essa lógica. Para entender como funcionam, o vídeo abaixo deve ser esclarecedor:</p>
<p><iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/mxe3Fh0MVeY" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Devido à forma como o torque é transmitido por partes deslizantes, sua eficiência não é muito alta, o que limita muito sua aplicação. Mas se você pode apreciar engrenagens adjacentes girando no mesmo sentido – e no vídeo inicial, contando mesmo com multiplicadores de torque – perguntar para que servem é um pequeno detalhe.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/VrmaJeYUyRA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/engrenagens-paradoxais/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Aprenda com o passado da Ilha de Páscoa</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/2BFmZ5qHigY/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2012/02/o-que-aprender-com-o-passado-da-ilha-de-pascoa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 11:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[dica]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Ecoblogs]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[ilha]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A dica de hoje é o Museo de Arqueología e Historia Francisco Fonck, na litorânea cidade com ar-condicionado natural Viña del Mar, no Chile. Ele primeiro atrai a atenção por expor um grande moai (aquelas estátuas da Ilha de Páscoa) com mais de dois metros em seu jardim &#8211; este, aliás, era o meu interesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/moai.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1592" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/moai-300x400.jpg" alt="" width="180" height="240" /></a>A dica de hoje é o <a href="http://www.museofonck.cl/" target="_blank">Museo de Arqueología e Historia Francisco Fonck</a>, na litorânea cidade com ar-condicionado natural Viña del Mar, no Chile. Ele primeiro atrai a atenção por expor um grande moai (aquelas estátuas da Ilha de Páscoa) com mais de dois metros em seu jardim &#8211; este, aliás, era o meu interesse inicial, pois queria novamente a euforia sentida ao ver um <a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/2009/02/doencas-europeias-acabaram-com-populacao-da-ilha-de-pascoa/" target="_blank">moai </a>no <a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/?s=British+Museum" target="_blank">British Museum</a>. Pesquisando sobre o museu, vi que ele tinha, além de uma área destinada à história natural, mais peças da polinésia chilena. Já me deu coceira. Tenho loucura por essas ilhas do Oceano Pacífico. Aliás, já que estou toda cultureba, se você também gosta da cultura polinésia veja o filme &#8221; Tabu, a Story of the South Seas&#8221; (1931), dos cineastas Robert Flaherty e Friedrich Wilhelm Murnau &#8211; a obra é a vanguarda muda e em preto e branco dos documentários atuais.</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/barco.jpg"><img class="alignright  wp-image-1594" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/barco-300x323.jpg" alt="" width="180" height="194" /></a>Viajando de volta ao Chile, o museu expõe muitos textos sobre a Ilha da Páscoa. Além da já sabida (geralmente sem detalhes) história de que os próprios moradores da ilha, o povo Rapa Nui, a desmatou inteira, lá descobri que sua cultura é bem diferente das outras civilizações polinésias ou indígenas contemporâneas (antes do século XVII). Entre as informações que chamaram a atenção: ninguém até hoje sabe sua origem exata, cada moai tem um nome (quem lembrar dos dados do que está exposto no Museu Fonck e no British Museum deixe nos comentários deste post), eles eram mais guerreiros que o povo do Hawaii e do Tahiti (brigaram à beça entre os próprios povos e para que os europeus fossem embora da ilha) e praticavam a horticultura. Esta está diretamente relacionada ao desflorestamento do local.</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/pascoa.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1595" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/pascoa-300x400.jpg" alt="" width="162" height="216" /></a>Os rapanui pescavam, mas a horticultura era a base da sua subsistência &#8211; alguns indígenas brasileiros são coletores (vivem de colher frutos e afins da natureza, sem plantar). Eles cortavam e queimavam árvores para abrir lugar aos cultivos principalmente de: batatas, taro (&#8220;batata dos trópicos&#8221;) e inhame. Para produzir o fogo, friccionavam um pedaço de madeira dura sobre o tronco de uma planta chamada hau hau. Nas festas, cozinhavam a comida em grandes fornos cobertos por folhas e húmus. Os tocos de árvores também eram usados em fornos de residências, nas cremações, nos cerimoniais. Porém, o uso indiscriminado da madeira ao longo do tempo causou a falta de matéria-prima, dificultando a construção de embarcações, o que impedia migrações.</p>
<div>Enquanto isso, a população crescia na ilha. Consequentemente, cada vez mais, o espaço livre diminuía e os conflitos entre grupos rivais aumentavam. Havia aristocracia, sacerdotes, guerreiros, gente &#8220;comum&#8221;. Segundo o museu, a batalha do Poike entre dois grupos foi o momento culminante da crise na ilha no fim do século XVII. Depois dessa guerra, os habitantes tiveram que se virar com os recursos naturais e pessoais que sobraram. As plantações foram protegidas com jardins de pedras para conservar a umidade. Os cadáveres deixaram de ser cremados: seus ossos eram guardados limpos dentro de câmaras debaixo de altares. As cerimônias asseguradas eram para proteger a fertilidade e para saber administrar com destreza os recursos para a subsistência.</div>
<div></div>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/tartaruga.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1597" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/tartaruga-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a></p>
<div>Além de várias histórias, como essas informações, o museu também conta com algumas peças do período precolombiano (inclusive uma múmia). Como o principal museu de arte precolombiana do mundo estava fechado para reformas de expansão, o <a href="http://www.precolombino.cl/" target="_blank">Museo Chileno de Arte Precolombino</a>, me contentei com o pouco que se mostrou muito. E fui feliz aprendendo com uma cultura que ainda vou conhecer mais de perto ao visitar sua terra natal. Sonhar é preciso. Boa viagem!</div>
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		<item>
		<title>Medan: Cirurgia com ultrassom – curando sem cortes</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/02/medan-cirurgia-com-ultrassom-curando-sem-cortes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 09:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Yoav Medan e sua equipe vem desenvolvendo uma tecnologia que permite o uso de ultrassom para substituir a necessidade de cirurgias e procedimentos invasivos em alguns quadros, como o do Mal de Alzheimer e o câncer. O procedimento é relativamente simples e não causa dor, além de ter um efeito imediato na melhora do paciente, se tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/x4lA-M3zbdU?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" title="YouTube video player" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=x4lA-M3zbdU" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<div id="attachment_1506" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/ultrasound.png"><img class=" wp-image-1506 " src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/ultrasound.png" alt="" width="218" height="177" /></a><p class="wp-caption-text">Curando sem cortes</p></div>
<p style="text-align: justify">Yoav Medan e sua equipe vem desenvolvendo uma tecnologia que permite o uso de ultrassom para substituir a necessidade de cirurgias e procedimentos invasivos em alguns quadros, como o do Mal de Alzheimer e o câncer. O procedimento é relativamente simples e não causa dor, além de ter um efeito imediato na melhora do paciente, se tudo ocorrer como o esperado.</p>
<p style="text-align: justify">Dentro de alguns anos, esta tecnologia pode estar disponível para o tratamento de diversos quadros e trazer qualidade de vida para milhares de indivíduos. O vídeo acima mostra casos reais de pacientes que participaram de testes preliminares e os efeitos observados foram entusiasmantes, apesar de ainda haverem muitas limitações para que esta tecnologia seja usada adequadamente. Se você quiser legendas em português para ver o vídeo, basta <a href="http://www.ted.com/talks/lang/en/yoav_medan_ultrasound_surgery_healing_without_cuts.html" target="_blank">ir no vídeo no site do TED e selecionar a legenda na parte inferior do vídeo</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/BcvjQNQXu1Y" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Pensamento de Segunda</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/bessa/2012/02/pensamento-de-segunda-63/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 23:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Há diversas razões para duvidar, mas apenas uma para crer.&#8221; Carlos Drummond de Andrade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Há diversas razões para duvidar, mas apenas uma para crer.&#8221;</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/U4JhcpuiMO4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Contos Traduzidos — “Os Artefatos de Issahar”</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/DlUUxVuKhZA/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/02/contos-traduzidos-os-artefatos-de-issahar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 22:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[paranóia]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[j.f. bone]]></category>
		<category><![CDATA[os artefatos de issahar]]></category>

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		<description><![CDATA[Não deve ser difícil escrever uma história sobre um astronauta solitário e perdido ou criar um mistério arqueológico. Mas juntar os dois enredos banais em um conto com densidade psicológica é algo mais complicado. Um autor obscuro, Jesse Bone,  conseguiu o feito e o resultado é Os Artefatos de Issahar. Publicado originalmente em 1960 na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Não deve ser difícil escrever uma história sobre um astronauta solitário e perdido ou criar um mistério arqueológico. Mas juntar os dois enredos banais em um conto com densidade psicológica é algo mais complicado. Um autor obscuro, Jesse Bone,  conseguiu o feito e o resultado é <em>Os Artefatos de Issahar</em>. Publicado originalmente em 1960 na <em>Amazing Science Fiction Stories,</em> esse conto é o que sobrou do diário de um biólogo-espaçonauta que acaba naufragando em um planeta desconhecido, porém surpreendentemente acolhedor e aparentemente sem vida.</p>
<p style="text-align: justify">Mas como era de se esperar em um planeta onde um ser humano pode sobreviver, a ausência de vida está apenas nas aparências. Ou será que o suposto ser vivo ameaçador não seria uma criação da mente de alguém &#8220;incomensuravelmente perdido&#8221;? O que quer que seja, aquilo que foi escrito na tentativa desesperada de aliviar uma paranoia crescente acaba se transformando na maior relíquia arqueológica para os seres daquele planeta misterioso. Sem saber, nosso anônimo astronauta acaba se tornando um deus.</p>
<div><object style="width: 550px;height: 389px" width="320" height="240"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="menu" value="false" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" /><param name="flashvars" value="mode=mini&amp;backgroundColor=%23222222&amp;documentId=120220215110-a034247d6e1e40cf98629a93d728d3cc" /><embed id="79ad34c4-54b3-d0f6-383e-bf8979ca2f09" style="width: 550px;height: 389px" width="320" height="240" type="application/x-shockwave-flash" src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" /></object></p>
<div style="width: 550px;text-align: left"><a href="http://issuu.com/renatopincelli/docs/os_artefatos_de_issahar?mode=window&amp;backgroundColor=%23222222" target="_blank">Open publication</a> &#8211; Free <a href="http://issuu.com" target="_blank">publishing</a> &#8211; <a href="http://issuu.com/search?q=portuguese" target="_blank">More portuguese</a></div>
</div>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/DlUUxVuKhZA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Plantando com dinamite</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/MNx8e2NVeXk/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/plantando-com-dinamite/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 14:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1910 a empresa de produtos químicos Du Pont publicou um folheto promovendo os benefícios do uso de dinamite na agricultura. O produto, batizado de ´Red Cross´, era promovido como solução para remoção de árvores, tocos e pedregulhos de um terreno. Como facilitador na construção de valas, estradas e reservatórios. Além de ser uma excelente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/dinamite-du-pont-2.jpg" alt="" width="400" height="561" class="alignnone size-full wp-image-1146" /><br />
Em 1910 a empresa de produtos químicos Du Pont publicou um folheto promovendo os benefícios do uso de dinamite na agricultura.</p>
<p>O produto, batizado de ´Red Cross´, era promovido como solução para remoção de árvores, tocos e pedregulhos de um terreno. Como facilitador na construção de valas, estradas e reservatórios. Além de ser uma excelente forma de recuperação de solo compactado e degradado.</p>
<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/dinamite-du-pont-1.jpg" alt="" width="400" height="631" class="alignnone size-full wp-image-1147" /></p>
<p>O folheto completo está disponível em<br />
<a href="http://www.fourmilab.ch/etexts/www/dupont/FarmingWithDynamite/Mimage01.html">http://www.fourmilab.ch/etexts/www/dupont/FarmingWithDynamite/Mimage01.html</a> (use as setas azuis para avançar).</p>
<p>O folheto promove um manual do uso deste tipo de explosivo &#8211; <em>Handbook of explosives for farmers, planters, ranchers: How to clear land</em> &#8211; <a href="http://www.archive.org/details/handbookofexplos00dupo">disponível completo pelo Archive.Org</a>.</p>
<p>Resultado do uso do dinamite em troncos.<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/campo-explosao-dinamites.jpg" alt="" width="545" height="333" class="alignnone size-full wp-image-1151" /></p>
<p>Menos um para incomodar<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/menos-um-dinamite.jpg" alt="" width="545" height="375" class="alignnone size-full wp-image-1152" /></p>
<p>No nivelamento de estradas.<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/dinamitando-estradas-545x326.jpg" alt="" width="545" height="326" class="alignnone size-medium wp-image-1153" /></p>
<p>Veja também<br />
<a href="http://scienceblogs.com.br/massacritica/2010/05/bomba_nuclear_para_conter_vaza/">Explosão nuclear para conter vazamento de óleo</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/MNx8e2NVeXk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Sr Burns e a Torre de Resfriamento</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/1GEv5HPSX20/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/o-sr-burns-e-a-torre-de-resfriamento/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kentaro Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[No que você pensa ao ver a imagem acima? Talvez pense em usinas nucleares, talvez se lembre da usina nuclear do Sr. Burns da série Os Simpsons. Esta outra imagem deve ser ainda mais parecida com a usina nuclear de Springfield: Mas alguma coisa está errada. Se você reparar bem, essas duas usinas de energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top: 0px;border-right: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="17850758" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/files/2012/02/17850758.jpg" width="545" height="363"></p>
<p>No que você pensa ao ver a imagem acima? Talvez pense em usinas nucleares, talvez se lembre da usina nuclear do Sr. Burns da série <em>Os Simpsons.</em></p>
<p><em><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top: 0px;border-right: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="Springfield_Nuclear_Power_Plant_1" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/files/2012/02/Springfield_Nuclear_Power_Plant_1.png" width="545" height="307"></em></p>
<p>Esta outra imagem deve ser ainda mais parecida com a usina nuclear de Springfield:</p>
<p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top: 0px;border-right: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="Climate Showdown" src="http://scienceblogs.com.br/100nexos/files/2012/02/ET071509_coalplant_WEB.jpg" width="545" height="309"></p>
<p>Mas alguma coisa está errada. Se você reparar bem, essas duas usinas de energia do mundo real têm, além das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hyperboloid_structure" target="_blank">torres hiperbolóides</a> que associamos à usina colorida de Springfield, várias chaminés “clássicas”.</p>
<p>As chaminés denunciam como essas não são usinas nucleares. São algumas das usinas movidas a carvão mais poderosas do mundo – a primeira, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heilbronn_Power_Station" target="_blank">a de Heilbronn</a> na Alemanha, com capacidade de 950MW, e a segunda, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Plant_Scherer" target="_blank">usina Scherer</a> nos EUA, com capacidade superior a 3GW.</p>
<p>De certa forma é extremamente apropriado que a imagem que associamos a usinas nucleares não seja o reator nuclear em si – as partes laranjas da usina de Springfield – mas sua torre de resfriamento.</p>
<p>Porque o problema não é unicamente o reator nuclear, mas o próprio consumo de energia. Qualquer usina de geração de energia de grande potência realizará trocas de calor em grande quantidade e precisará de grandes torres de resfriamento. Mesmo quando alcançarmos o feito histórico da energia nuclear limpa a fusão, ainda precisaremos de torres de resfriamento. Que provavelmente terão uma aparência muito similar à eficiência das estruturas hiperbolóides tão associadas a usinas nucleares movidas a fissão.</p>
<p>As aparências enganam. A fumaça que surge dessas torres de resfriamento é apenas vapor d’água. Já as chaminés ao fundo podem não emitir fumaça visível, mas estão emitindo enorme quantidade de dióxido de carbono invisível, fazendo com que a usina Scherer seja a maior fonte individual de emissão de dióxido de carbono em todos os EUA, e uma das 20 maiores em todo o planeta.</p>
<p>De pouco adianta lutar contra usinas nucleares se elas são simplesmente substituídas por usinas movidas a carvão que, não por mera coincidência, têm uma aparência externa não muito diferente. E, no que é realmente trágico, <a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/04/fukushima-1_e_o_fim_do_mundo/" target="_blank">podem liberar mais radioatividade ao ambiente e matar mais pessoas que a energia nuclear</a>.</p>
<p>Este post foi inspirado por essa atraente propaganda de uma empresa de energia eólica:</p>
<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/ggg3C87UVCY" frameborder="0"></iframe></p>
<p>É bem verdade que fazendas eólicas não têm torres de resfriamento. Infelizmente, isso ocorre justamente porque não produzem energia em grande densidade. A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roscoe_Wind_Farm" target="_blank">maior fazenda eólica do mundo</a> produz menos energia que a usina de Heilbronn e ocupa 400 km<sup>2</sup>.</p>
<p>Não é possível destruir todas as torres de resfriamento do mundo, elas são consequência natural da termodinâmica e enquanto formos muitos precisando de muita energia, veremos torres de resfriamento.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/1GEv5HPSX20" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/o-sr-burns-e-a-torre-de-resfriamento/feed/</wfw:commentRss>
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		<feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/o-sr-burns-e-a-torre-de-resfriamento/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Esculturas sonoras coloridas</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/C4VSl33SA14/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/02/esculturas-sonoras-coloridas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 13:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>

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		<description><![CDATA[O efeito foi conseguido colocando uma mistura de tintas coloridas sobre uma membrana que cobria um alto falante. A montagem foi realizada para uma campanha de promoção de uma nova linha de impressoras da Canon. O movimento lembra bastante o comportamento da mistura de amido e água (em uma proporção adequada), que tem propriedades de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/tintas-cores-movimento.jpg" alt="" width="480" height="350" class="alignnone size-full wp-image-1141" /><br />
O efeito foi conseguido colocando uma mistura de tintas coloridas sobre uma membrana que cobria um alto falante.<br />
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/14955603?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="545" height="307" frameborder="0"></iframe></p>
<p>A montagem foi realizada para uma campanha de promoção de uma nova linha de impressoras da Canon.</p>
<p>O movimento lembra bastante o comportamento da <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2008/07/solidos-liquidos-gasosos-e-papinha/">mistura de amido e água</a> (em uma proporção adequada), que tem propriedades de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluido_n%C3%A3o_newtoniano">um fluido não newtoniano</a>.<br />
<iframe width="545" height="307" src="http://www.youtube.com/embed/3zoTKXXNQIU" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://www.designboom.com/weblog/cat/10/view/11774/dentsu-paint-sound-sculptures.html">Via designboom</a></p>
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		<title>O Pablo e o mar</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 11:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[dica]]></category>
		<category><![CDATA[estória]]></category>
		<category><![CDATA[humanas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Ecoblogs]]></category>
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		<description><![CDATA[Aqui estão duas, hoje e amanhã, breves dicas para quem aproveita o carnaval para programar viagem ainda sem destino ou ao hermano Chile. A primeira delas é o museu Isla Negra, localizado na cidade litorânea El Quisco &#8211; apesar do nome, ele não está instalado em uma ilha. Fiquei emocionada ao visitá-lo por ser uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/pabloneruda.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1582" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/pabloneruda-545x290.jpg" alt="" width="545" height="290" /></a></p>
<p>Aqui estão duas, hoje e amanhã, breves dicas para quem aproveita o carnaval para programar viagem ainda sem destino ou ao hermano Chile. A primeira delas é o museu Isla Negra, localizado na cidade litorânea El Quisco &#8211; apesar do nome, ele não está instalado em uma ilha. Fiquei emocionada ao visitá-lo por ser uma das casas do poeta Pablo Neruda e por sentir pertinho a proximidade do escritor com o mar. Relação que já conhecia por meio de seus livros, mas pessoalmente se revelando uma surpresa marejada.</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/nerudaisis.jpg"><img class="alignleft  wp-image-1588" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/nerudaisis-300x399.jpg" alt="" width="180" height="239" /></a>Pablo Neruda amava o mar e sentia por ele um grande respeito. Brandava ser um marinheiro em terra firme. No quintal de sua casa encravada em uma praia pedregosa, com o constante estrondoso barulho das ondas se chocando contra elas, colocou um velho barco comprado em certa ocasião. Nunca levou-o de volta às águas, dizia que não precisava. Gostava de beber com os amigos sentado em seus bancos e, ao levantar, já saía mareado da embarcação.</p>
<p>Dentro de todos os cômodos da &#8220;casa-barco&#8221; repleta de personalidade, reutilizava diversos objetos principalmente remetentes, claro, ao mar como as esculturas inseridas na frente das embarcações &#8211; não lembro o nome dado a elas em português, em espanhol se chamam &#8220;mascarón de proa&#8221;. Vou me segurar nos detalhes sobre a decoração para evitar estragar as surpresas. Apenas ressaltar que, para Neruda, as residências deveriam ser lúdicas. E destacar sua consciência ambiental já naquela época, antes da década de 1970.</p>
<div><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/IMG_2409.jpg"><img class="alignright  wp-image-1589" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/02/IMG_2409-300x225.jpg" alt="" width="198" height="149" /></a>Certa vez, ao observar um dia agitado do mar, o poeta viu um objeto boiando próximo às pedras. Pediu a Matilde, sua última esposa, ajuda para retirar o que se relevou um pedaço maciço de madeira. &#8220;O mar me deu de presente o tampo de uma mesa&#8221;, disse. Depois de muito esforço, o casal levou para dentro de casa a peça a ser instalada em seu escritório caseiro.</div>
<p></p>
<div></div>
<p>Essas são poucas &#8211; e descritas neste post de maneira muito simples para um poeta tão grandioso &#8211; de muitas impressões e histórias guardadas em minha memória após visitar o abrigo de Neruda e ler as suas obras. Sua vida é um exemplo de respeito ao meio ambiente, amor às artes e compaixão ao próximo. Se tiver oportunidade de visitar sua residência que hoje é o <a href="http://www.fundacionneruda.org/en/isla-negra/image-gallery.html" target="_blank">museu Isla Negra</a>, agarre-a firmemente.</p>
<p>Enquanto isso, do meu &#8220;apartamento-barco&#8221;, esta simples mortal que agora, mais ainda, se sente parte de uma versão feminina do poeta &#8211; alguém que me entende -, resiste a mostrar para outros os poemas que escreveu relacionados ao tema e deixa um registro do <a href="http://www.neruda.uchile.cl/obra/memorialislanegra.htm" target="_blank">legado de Neruda</a> para você se marear com ou sem o balanço das ondas:</p>
<blockquote>
<div><strong>El mar</strong></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Necesito del mar porque me enseña:</div>
<div>no sé si aprendo música o conciencia:</div>
<div>no sé si es ola sola o ser profundo</div>
<div>o sólo ronca voz o deslumbrante</div>
<div>suposición de peces y navios.</div>
<div>El hecho es que hasta cuando estoy dormido</div>
<div>de algún modo magnético circulo</div>
<div>en la universidad del oleaje.</div>
<div>No son sólo las conchas trituradas</div>
<div>como si algún planeta tembloroso</div>
<div>participara paulatina muerte,</div>
<div>no, del fragmento reconstruyo el día,</div>
<div>de una racha de sal la estalactita</div>
<div>y de una cucharada el dios inmenso.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Lo que antes me enseñó lo guardo! Es aire,</div>
<div>incesante viento, agua y arena.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Parece poco para el hombre joven</div>
<div>que aquí llegó a vivir con sus incendios,</div>
<div>y sin embargo el pulso que subía</div>
<div>y bajaba a su abismo,</div>
<div>el frío del azul que crepitaba,</div>
<div>el desmoronamiento de la estrella,</div>
<div>el tierno desplegarse de la ola</div>
<div>despilfarrando nieve con la espuma,</div>
<div>el poder quieto, allí, determinado</div>
<div>como un trono de piedra en lo profundo,</div>
<div>substituyó el recinto en que crecían</div>
<div>tristeza terca, amontonando olvido,</div>
<div>y cambió bruscamente mi existencia:</div>
<div>di mi adhesión al puro movimiento.</div>
</blockquote>
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		<title>Quem foi que disse?</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 04:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[conto-do-vigário]]></category>
		<category><![CDATA[inexistente]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei tão impressionado com a velocidade que meus leitores esclareceram a questão da autoria da frase &#8220;Me perdoe está longa carta, é que não tive tempo para escrever uma curta&#8221; (veja aqui) que e resolvi propor um no enigma: A Obesidade Mental! O texto a seguir é um trecho do livro &#8220;Obesidade Metal&#8221; de Andrew [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/02/scale_balança_1186278_63432651.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1013" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/02/scale_balança_1186278_63432651-545x363.jpg" alt="" width="545" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Fiquei tão impressionado com a velocidade que meus leitores esclareceram a questão da autoria da frase <em>&#8220;Me perdoe está longa carta, é que não tive tempo para escrever uma curta&#8221;</em> (veja <a title="Foi o Google quem disse…" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/02/foi-o-google-quem-disse/" target="_blank">aqui</a>) que e resolvi propor um no enigma: A Obesidade Mental!</p>
<p style="text-align: justify">O texto a seguir é um trecho do livro &#8220;Obesidade Metal&#8221; de Andrew Oitke:</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades: Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">O texto chegou até mim em um daqueles e-mails repassado por 587 pessoas. Mas a mensagem era importantíssima e eu comecei a usar a citação em aulas e palestras. Como eu não gosto de citar livros que eu não li (ainda que eu cite Homero sem ter lido a Ilíada e a Odisséia) achei por bem comprar o livro e lê-lo. Certamente haveria mais coisa interessante. Entrei no Submarino e&#8230; nada. Saráiva, FNAC, Cultura&#8230; nada. Recorri então a Amazon e&#8230; nada. Título em Português, título em espalnho, título em inglês&#8230; nada. Busca pelo nome do autor&#8230; nada também. Comecei a desconfiar que havia alguma coisa de errado. Se você digitar o título do livro e o nome do autor, aparecem muitas, muitas páginas, mas todas com o mesmo trecho do livro (uma variação mais extensa do excerto acima). Mesmo que em outro idioma, o trecho é o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify">Entrei no site de Harvard, de onde teoricamente o autor é afiliado e&#8230; nada.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Finalmente conclui: o livro não existe e o autor não existe.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Alguns sites já comentam que o livro não existe, mas ninguém consegue identificar a fonte da história. Tem algum nome pra esse tipo de conto do vigário? Uma pena, eu gostaria de ouvir o que esse cara tem a dizer.</p>
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		<item>
		<title>DEK – Catástrofe, Cataclisma e Apocalipse: Finalmente o Fim?</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/02/dek-catastrofe-cataclisma-e-apocalipse-finalmente-o-fim/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 00:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[DEK]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da palavra apocalipse há a palavra &#8220;calipso&#8221;. Calypso é a ninfa do mar que prende Ulisses em sua ilha por 7 anos. Seu nome vem do grego kalyptein e significa &#8220;escondida&#8221;, &#8220;oculta&#8221;. Esta palavra ainda originou o nome de uma árvore, o eucalipto, que quer dizer &#8220;bem coberto&#8221;. O prefixo apo-, por sua vez, quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1621" class="wp-caption alignleft" style="width: 430px"><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/02/dek-catastrofe-cataclisma-e-apocalipse-finalmente-o-fim/calypso___the_sweet_sea_nymph_by_blazing_wolf1763/" rel="attachment wp-att-1621"><img class=" wp-image-1621  " src="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/files/2012/02/Calypso___The_Sweet_Sea_Nymph_by_Blazing_Wolf1763.jpg" alt="" width="420" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Calypso por Blazing Wolf1763</p></div>
<p>Dentro da palavra <em><strong>apocalipse</strong></em> há a palavra &#8220;calipso&#8221;. <a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/ulisses.htm">Calypso é a ninfa do mar que prende Ulisses em sua ilha por 7 anos</a>. Seu nome vem do grego <em>kalyptein</em> e significa &#8220;escondida&#8221;, &#8220;oculta&#8221;. Esta palavra ainda originou o nome de uma árvore, o <em>eucalipto</em>, que quer dizer &#8220;bem coberto&#8221;. O prefixo <em>apo-</em>, por sua vez, quer dizer &#8220;à partir de&#8221;, &#8220;separado&#8221;. Como em <strong><em>apologia</em></strong> (<em>apo</em>-, &#8216;à margem de&#8217;; <em>logos</em>, &#8216;palavra&#8217;, &#8216;discurso&#8217;), mas não simplesmente uma negação. Dá ideia de um movimento constante. Como em <em>apóstolo</em> formado por <em>apo</em>- + <em>stellein</em> (&#8216;enviar&#8217;, &#8216;mandar adiante&#8217;). <em>Apokalyptein</em>, então, seria um desvelar épico de algo previamente oculto. Uma revelação. Apocalipse portanto, não é sinônimo de &#8220;fim-do-mundo&#8221;. Essa conotação parece ter ocorrido depois do Apocalipse de João onde é <em>revelado</em> que Jesus seria o Messias.</p>
<p>Cataclisma e catástrofe são palavras que também passam ideias diferentes de seus significados e igualmente muito utilizadas para descrever o fim-do-mundo. <em><strong>Cataclisma</strong></em>, do grego <em>kata</em>-,&#8217;para baixo&#8217;; <em>klyzein</em>, &#8216;lavar&#8217;, como sendo uma grande enxurrada, ou podendo mesmo ser um tsunami. <em><strong>Catástrofe</strong></em> com o mesmo prefixo <em>kata</em>-,&#8217;para baixo&#8217; e <em>strephein</em>, com o signficado de virada (mesma origem de estrofe), como algo que tivesse um fim inesperado.</p>
<p>Sobre se o mundo vai acabar em 2012? Ah, sim. Infelizmente, não. Mas deveria, ao menos para quem acredita no poder de calendários arbitrários, em profecias cretinas e spams mal-acabados em powerpoint. Essa é a grande <em>revelação</em> <em>apocalíptica</em> no fim. A de que é uma <em>redundância</em> de proporções não mais maias, mas otomanas ou visigodas, científicas ou filosóficas, geológicas quem sabe, e que só perderá em medida de agigantamento à estupidez humana, essa sim, catastrófica, cataclísmica e apocalíptica dado a dificuldade que confere à humanidade em ser feliz simplesmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://bit.ly/blogagem_fim_do_mundo"><img class="aligncenter" src="http://scienceblogs.com.br/raiox/files/2012/02/seloblogcol_2012.jpg" alt="Blogagem coletiva Fim do Mundo" width="300" height="250" /></a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/TO3RuuTksbU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Science Nation Army</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/xzaVFaTUL9E/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/100nexos/2012/02/science-nation-army/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 20:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kentaro Mori</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[O já clássico “Seven Nation Army” do White Stripes, recriado inteiramente com sons de instrumentos do laboratório de explosões no Imperial College em Londres. Como se trabalhar em um laboratório onde se exploram os efeitos das explosões já não fosse interessante, ainda passaram uma tarde fazendo rock. No lado sério, essa repetição de explosões para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/NoLdL1YtRlc" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O já clássico “<em>Seven Nation Army</em>” do <strong>White Stripes</strong>, recriado inteiramente com sons de instrumentos do laboratório de explosões no <em>Imperial College</em> em Londres.</p>
<p>Como se trabalhar em um laboratório onde se exploram os efeitos das explosões já não fosse interessante, ainda passaram uma tarde fazendo rock.</p>
<p>No lado sério, essa repetição de explosões para “extrair uma história coerente de biomecânica” a partir de uma montanha de dados não é muito diferente do trabalho de um músico afinando instrumentos e repetindo performances até obter um resultado consistente.</p>
<p>A equipe responsável pela obra <a href="http://blogs.plos.org/thestudentblog/2011/08/04/the-beat-of-the-scientific-drum/" target="_blank">expressa melhor do que ninguém a mensagem</a>:</p>
<blockquote><p>“O resultado final de uma investigação científica, como uma música, é inevitavelmente o resultado de dias de prática, experimentação e colaboração. Um cientista pode ter uma ideia de como quer que sua investigação soe ao final, mas o processo científico irá expor desafios, testar a criatividade e de vez em quando revelar melodias completamente novas”.</p>
</blockquote>
<p>O curioso é que o videoclipe original de “Seven Nation Army” também tem seu lado de curiosidade científica.</p>
<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/0J2QdDbelmY" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Não fiz os cálculos (alguém se dispõe?), mas de vídeos similares explorando fractais em zooms infinitos, aposto que ao final o zoom foi tão grande que a imagem inicial do clipe tem <a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/zoom-em-um-fractal-maior-que-o-universo-2-24484" target="_blank">um tamanho maior do que o Universo observ&aacute;vel</a>. [via <a href="http://boingboing.net/" target="_blank">BB</a>]</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/xzaVFaTUL9E" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Adote um estilo pré-histórico!</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/2x1UfEMOAc4/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/colecionadores/2012/02/adote-um-estilo-pre-historico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 20:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Ghilardi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Colecionadores de Ossos apresentam a sua Loja Virtual: &#160; &#160; A Estante do Tio Price foi criada para Paleontólogos e todos aqueles apaixonados por Paleontologia. Nela você encontra acessórios, livros, filmes e brinquedos relacionados ao tema. Não é difícil escavar o que você procura! Não deixe de visitar e adicione um estilo pré-histórico ao seu dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2012/01/icon.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-254" src="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2012/01/icon.gif" alt="" width="30" height="30" /></a></p>
<p>Os Colecionadores de Ossos apresentam a sua Loja Virtual:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://titossauro.com/estantedotioprice"><img class="alignnone" src="http://titossauro.com/estantedotioprice/images/logotipo//priceRESIZEDdefinitivo3.png" alt="" width="384" height="167" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A Estante do Tio Price foi criada para Paleontólogos e todos aqueles ap</strong><strong>aixonados por Paleontologia. Nela</strong><strong> você encontra acessórios, livros, filmes e brinquedos </strong><strong>relacionados ao tema.</strong></p>
<p><strong>Não é difícil escavar o que você procura!</strong></p>
<p>Não deixe de visitar e adicione um estilo pré-histórico ao seu dia a dia!</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://titossauro.com/estantedotioprice/images/pricecurtiuisso.gif" alt="" width="300" height="299" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/2x1UfEMOAc4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fim do Mundo na Cabeça</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/2estORTSdIk/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/2012/02/18/fim-do-mundo-na-cabeca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 01:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Evolutivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Causa Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O fim do mundo não foi inventado pelos Maias, Astecas, Profetas ou cometas. Ele sempre existiu e mora dentro de nossas mentes. Trata-se da manifestação mais genuína de nosso pluralismo de estratégias comportamentais contingentes à disponibilidade de fatores sócio-ambientais. Explico, dá-se mais valor imediato para o recurso mais raro, nossa mente está sempre alerta à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/2012/02/18/fim-do-mundo-na-cabeca/past-present-future-sign1/" rel="attachment wp-att-975"><img class="alignright size-full wp-image-975" src="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/files/2012/02/past-present-future-sign1.jpg" alt="" width="320" height="300" /></a>O fim do mundo não foi inventado pelos Maias, Astecas, Profetas ou cometas. Ele sempre existiu e mora dentro de nossas mentes. Trata-se da manifestação mais genuína de nosso pluralismo de estratégias comportamentais contingentes à disponibilidade de fatores sócio-ambientais. Explico, dá-se mais valor imediato para o recurso mais raro, nossa mente está sempre alerta à disponibilidade de recursos, logo se falta o amanhã todo recurso estocado deve ser consumido agora. E tem-se a euforia do último dia.</p>
<p style="text-align: justify">Quanto mais pessoas acharem que o mundo vai acabar dessa vez, mais óbvio ele passa a ser e mais pistas se tem para ajustar a estratégia de alocação de recursos imediatista. Então, sendo assim a questão não passa mais a ser quando ou como o mundo vai acabar, mais sim quais conseqüências o fim do mundo trará. Todo fim do mundo, como sempre, levanta questões: reprodutivas, competitivas, paliativas e contemplativas. Basicamente o eixo condutor é o do dilema entre estratégias ‘rápido e rasteiro’ e ‘calmo e certeiro’. Seres vivos que se reproduzem cedo, vivem pouco e tem prole grande devotando pouco cuidado parental são estrategistas r de ‘rápidos’, enquanto aqueles que tardam a se reproduzir, vivem muito, tem prole pouco numerosa e devotam muito <a href="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/2012/02/18/fim-do-mundo-na-cabeca/r-and-k-strategists/" rel="attachment wp-att-976"><img class="alignleft  wp-image-976" src="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/files/2012/02/r-and-k-strategists.jpg" alt="" width="414" height="444" /></a>cuidado parental são os estrategistas k de ‘kalmos’.</p>
<p style="text-align: justify">Nós humanos só tememos o fim do mundo porque temos medo da morte. A morte só surgiu quando do aparecimento do sexo, pois seres de reprodução assexuada não morrem nunca. Logo, um fim do mundo sem sexo é a morte só pra quem se reproduz sexuadamente. Muitos seres vivos na hora H dos finalmentes, ao final da ‘saideira’ da vida só pensam e fazem uma coisa, sexo. No final do mundo para os salmões a palavra de ordem é ficar vermelhão e se acasalar. Alguns insetos já fecundados só pensam em botar os ovos no momento da morte. Daí que percebemos que não se trata de sobrevivência dos mais adaptados, mas sim de reprodução diferencial.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/2012/02/18/fim-do-mundo-na-cabeca/wild-crocodilos/" rel="attachment wp-att-977"><img class="alignright size-full wp-image-977" src="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/files/2012/02/Wild-crocodilos.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a>A depleção de recursos é um ponto alto da histeria de massas. Sempre de um desastre natural há um frenezi pelos últimos valiosos recursos. Então temos um contexto para competição, manipulação e violência. A competitividade aparece sempre em que se investe mais em acasalar agora do que se poupar para investir na prole. É claro que a competição por parceiros e recursos não é um fim em si, mas sim um meio para alcançar melhores condições e oportunidades reprodutivas.</p>
<p style="text-align: justify">É claro que no fim das contas há sempre um arrependimento e uma nostalgia. No leito de morte a maioria das pessoas acha que devia ter trabalhado menos, ser e fazer aquilo que sempre quis, gostar mais e passar mais tempo com os parentes e amigos, perdoado mais as pessoas. Então, do fim surge possibilidades de releituras e recomeços alternativos. Pena que no caso da espécie humana a coisa esteja ficando tarde demais para um arrependimento e um recomeço mais sustentável.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/2012/02/18/fim-do-mundo-na-cabeca/mass-extinction-graph_500px/" rel="attachment wp-att-978"><img class="alignleft size-full wp-image-978" src="http://scienceblogs.com.br/marcoevolutivo/files/2012/02/mass-extinction-graph_500px.jpg" alt="" width="500" height="354" /></a>Sabendo que somos os descendentes dos sobreviventes de 5 grandes extinções em massa, das quais boa parte da biodiversidade da Terra sumiu do mapa, podemos nos sentir com sorte. Entretanto, a sorte a posteriori é uma ilusão, assim como extraterrestres, gnomos, deuses e democracia. Mas ainda assim existe beleza em ver tanta gente ganhando dinheiro com o desespero alheio, e tudo o mais acontecendo conforme as previsões comportamentais, ao sermos tão frágeis enquanto sociedade autodestrutiva.</p>
<p style="text-align: justify">Então, não deixe que essa nova onda de datas do fim do mundo te acerte em cheio na sua propensão cognitiva para o imediatismo e aproveite o momento para rever seus conceitos. Vida longa ao fim do mundo.</p>
<p style="text-align: justify">Este post fez parte nos últimos minutos do término da blogagem coletiva, <strong>“2012: O Último Carnaval?” </strong>e espero contribua para a discussão.</p>
<p><a href="http://bit.ly/blogagem_fim_do_mundo"><img src="http://scienceblogs.com.br/raiox/files/2012/02/seloblogcol_2012.jpg" alt="Blogagem coletiva Fim do Mundo" width="300" height="250" /></a></p>
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		<title>Foi o Google quem disse…</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 22:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[critério]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa eu tenho que dividir com vocês, principalmente com aqueles que consideram o &#8216;Google&#8217; não mais uma ferramenta de acesso ao conteúdo e sim a &#8216;fonte&#8217; do conteúdo em si. Não é! Mas o mais importante é ter clareza de que a frequência com que uma informação aparece no Google também não é um critério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/02/interrogacao_1102205_89113943.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1010" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/02/interrogacao_1102205_89113943-545x545.jpg" alt="" width="545" height="545" /></a>Essa eu tenho que dividir com vocês, principalmente com aqueles que consideram o &#8216;Google&#8217; não mais uma ferramenta de acesso ao conteúdo e sim a &#8216;fonte&#8217; do conteúdo em si. Não é! Mas o mais importante é ter clareza de que a frequência com que uma informação aparece no Google também não é um critério de veracidade dessa informação, como eu já falei <a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/04/bob_marley_abrahan_lincoln_e_a/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Estou escrevendo um capítulo sobre escrita criativa para o livro organizado pelo prof <a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/">Eduardo Bessa </a>e quis falar sobre a famosa citação: <em>&#8220;Me perdôe a carta longa, não tive tempo de escrever uma curta&#8221;</em>, que eu tenho escutado com cada vez mais freqüência. Hoje em dia a quantidade é cada vez mais um critério de qualidade, mas com uma relação inversamente proporcional: quanto menor você conseguir fazer o seu texto, melhor.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;A César o que é de Cesar&#8221;</em>. Como eu sou um cara correto, quis dar ao autor da frase a celebridade que ele merece, e para isso fui consultar o &#8216;oráculo&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify">Uma pesquisa no google usando os termos: &#8220;desculpe&#8221; &#8220;longa&#8221; &#8220;carta&#8221; &#8220;tempo&#8221; &#8220;escrever&#8221; &#8220;curta&#8221; traz as mais diversas referências, indicando as mais diversas personalidades como autores da célebre frase:</p>
<p><em>&#8220;Foi o escritor <strong>Mark Twain</strong>, que ao responder a um correspondente seu que reclamou do tamanho enorme de uma carta sua, disse: </em>&#8216;Me desculpe, não tive tempo de escrever uma carta curta, por isso ela foi longa mesmo&#8217;.<em>&#8220;</em></p>
<p><em>&#8220;</em>&#8216;Desculpe a longa carta, escreveria outra, menor, se tivesse mais tempo&#8217;<em> disse <strong>Descartes</strong> a um amigo.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Para eliminar o desnecessário, é preciso coragem e também mais trabalho. <strong>(Blaise) Pascal</strong> terminou uma carta de 4 páginas a um amigo dizendo: &#8216;</em>desculpe-me tê-lo cansado com uma carta tão longa, mas não tinha tempo para escrever-lhe uma carta breve&#8217;.<em>&#8220;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Por serem minhas postagens muito longas. Lembrei-me de imediato de uma frase de <strong>Voltaire</strong>: &#8216;</em>Perdoe-me, senhora, se escrevi carta tão comprida. Não tive tempo de fazê-la curta&#8217;.<em>&#8220;</em></p>
<p><em>&#8220;&#8230;pois como disse um escritor respondendo uma carta ao amigo (acho que foi <strong>Fernando Pessoa</strong>) </em>&#8216;desculpe minha resposta longa, mas não tive tempo para fazê-la mais curta&#8217;.<em>”</em></p>
<p style="text-align: justify">Quando contei pelo menos 5 autores completamente diferentes pela sua origem, período de vida, atividade etc, desisti. O critério de frequência (número de vezes que um autor aparece) me colocaria entre Mark Twain e Blaise Pascal, o de antiguidade me remeteria a Descartes, mas dado que Pascal viveu na mesma época, poderia ter sido ele também.</p>
<p style="text-align: justify">Dessa vez, não deu. Nem com minhas habilidades arqueólogo-internauticas eu consegui identificar o autor. Daqui pra frente, acho que vou fizer que fui eu quem disse.</p>
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		<item>
		<title>Patentes Patéticas (nº. 45)</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/02/patentes-patticas-n-45/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 21:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[patentes patéticas]]></category>
		<category><![CDATA[WTF?]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[lixo nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[tsunami]]></category>
		<category><![CDATA[vulcanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Desastres nucleares! Erupções vulcânicas! Tsunamis! Há quem diga que tudo isso nos espera no apocalipse que se achega. Com tanto pouco tempo sobrando, dá pra se defender de tudo isso? A solução pode ser o Nuclear waste disposal system [Sistema de armazenamento de dejetos nucleares] inventado em 2002 por Larry A. Altersitz, de Cherry Hill [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify" align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/02/conteiner-bala.png"><img class="aligncenter" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0pt none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/02/conteiner-bala_thumb.png" alt="conteiner-bala" width="324" height="614" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify" align="justify">Desastres nucleares! Erupções vulcânicas! Tsunamis! Há quem diga que tudo isso nos espera no apocalipse que se achega. Com tanto pouco tempo sobrando, dá pra se defender de tudo isso? A solução pode ser o <em>Nuclear waste disposal system</em> [Sistema de armazenamento de dejetos nucleares] inventado em 2002 por Larry A. Altersitz, de Cherry Hill (Nova Jersey). O sistema é simplesmente genial e usa um desastre para resolver outro através de</p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Um sistema para disposição de dejetos nucleares que essencialmente inclui o enchimento de contêineres com lixo nuclear e o subsequente lançamento dos contêineres no mar, na direção de um vulcão submarino que esteja derramando lava na bacia oceânica. [Assim,] os contêineres são colocados no mar e serão cobertos pela lava.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">É realmente muito ingênuo, digo, engenhoso! E os contêineres ainda têm formato de bomba! Mas espere! As lavas não são tóxicas? Esconder um lixo tóxico debaixo de uma fonte de substâncias tóxicas não seria perigoso? Embora não apresente nenhum estudo ou evidência a seu favor, Mr. Altersitz jura que não. Sabe como é, lava é uma coisa natural e o que poderia haver de perigoso em algo natural?</p>
<p align="justify">Há outro problema — e esse é que pode nos levar aos tsunamis. Como todos os vulcões, os submarinos são imprevisíveis e incontroláveis (ainda mais em um cenário apocaliptico). Mesmo que encontremos facilmente um vulcão que esteja derramando lava prontinha para esconder lixo nuclear, pode ser que a erupção não seja suficiente e o derramamento de lava não esconda os contêineres atômicos — ainda mais se o responsável pelos lançamentos dos contêineres tiver uma mira ruim. Nesse caso, como proceder? Sem titubear, o próprio Mr. Altersitz responde no fim da patente nº.<a href="http://patft.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO1&amp;Sect2=HITOFF&amp;d=PALL&amp;p=1&amp;u=2FPTO%2Fsrchnum.htm&amp;r=1&amp;f=G&amp;l=50&amp;s1=6846967.PN.&amp;OS=PN/6846967&amp;RS=PN/6846967" target="_blank"> 6.846.967</a>, emitida em 25 de janeiro de 2005:</p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Se o fluxo de lava for considerado inadequado, pode-se usar grandes explosivos para incrementar o fluxo de lava através do rompimento das paredes do vulcão.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Ufa, estamos salvos! Sim, porque esses “grandes explosivos” podem muito bem ser armas nucleares e elas não trazem nenhum risco adicional — exceto, talvez, uma grande marolinha atômico-vulcânica.</p>
<p><a href="http://bit.ly/blogagem_fim_do_mundo"><img class="aligncenter" src="http://scienceblogs.com.br/raiox/files/2012/02/seloblogcol_2012.jpg" alt="Blogagem coletiva Fim do Mundo" width="300" height="250" /></a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/amQSTcvhZEA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um prelúdio ao fim dos tempos? – Parte 2</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/AEzO66DKI24/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/colecionadores/2012/02/477/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 15:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Ghilardi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A perspectiva geológica do fim do mundo: agora sim, comece a se preocupar&#8230; O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade ele deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos&#8230; essa é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #99cc00"><strong>A perspectiva geológica do fim do mundo: agora sim, comece a se preocupar&#8230;</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2012/01/icon.gif"><img class="size-full wp-image-254 alignleft" src="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2012/01/icon.gif" alt="" width="30" height="30" /></a>O ‘fim do mundo’ é algo mais do que natural na expectativa geológica. Não que o planeta vá ser vaporizado, na verdade ele deve continuar por aí por mais algumas centenas de milhões de anos, mas sua configuração como conhecemos&#8230; essa é mais volátil do que você pode imaginar.</strong></p>
<p style="text-align: justify">O ‘fim do mundo’ aconteceu diversas vezes durante a história do planeta e pelo menos 5 ou 7 dessas vezes foram realmente marcantes. A pior delas foi há 250 milhões de anos atrás e delimita o fim do período conhecido como Permiano.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://images.nationalgeographic.com/wpf/media-live/photos/000/009/cache/dinogorgon_923_600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<p style="text-align: justify">Esse sim foi o verdadeiro apocalipse terrestre. Trata-se do maior evento de extinção conhecido, que quase acabou com a vida no planeta.</p>
<p style="text-align: justify">Nessa época, pelo menos dois pulsos catastróficos aconteceram. As extinções foram sentidas tanto em terra quanto no mar. A partir deste episódio, a vida nunca mais seria a mesma.</p>
<p style="text-align: justify">O golpe foi sentido primeiramente entre os seres marinhos e posteriormente refletido em terra. Calcula-se que mais de 96% das espécies marinhas foram exterminadas, assim como 70% das espécies de vertebrados terrestres. O cenário era realmente desolador. Até mesmo os insetos, que passaram ilesos por todas as outras extinções terrestres, sofreram perdas consideráveis.</p>
<p style="text-align: justify">A causa? Ainda muito discutida, mas provavelmente uma massiva erupção vulcânica que liberou centenas de  milhares de toneladas rochas derretidas na região que hoje corresponde a Sibéria, além de ter também envenenado a atmosfera com outros milhares de toneladas de gases venenosos.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de ter sido o pior, este não foi o único ‘apocalipse’ terrestre. O evento de extinção dos dinossauros também é bem conhecido, assim como a extinção da megafauna pleistocênica durante o fim do período de grandes glaciações, há 11.000 anos atrás.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 268px"><img src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTJFcCupl5_T81x5OWWLnzMW-a-5QWWT2v0eF4Pe6G04cC5yvGS0P6j6-II" alt="" width="258" height="195" /><p class="wp-caption-text">Há 65 milhões de anos um asteróide com entre 10 e 15 km colidiu com a Terra</p></div>
<p style="text-align: justify">A vida na Terra já sucumbiu por meio de uma variedade de catástrofes. Desde frio intenso até o aquecimento global, passando por erupções vulcânicas, atividades tectônicas e até mesmo a queda de bólidos extraterrestres.</p>
<p style="text-align: justify">Grandes eventos de extinção parecem quasi-periódicos e geralmente estão associados <strong>a fenômenos geológicos ou astronômicos</strong> expressivos (deriva continental, vulcanismo massivo, alterações no campo magnético terrestre, alterações na intensidade de atividade solar, geometria da órbita, impacto de bólidos extraterrestres, etc.). A interação de grandes ciclos dessa natureza (geo-astronômicos) é que gera as aparentes ‘coincidências’ e o conhecimento de algumas dessas variáveis é que nos dá poder aproximado de previsão.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class=" " src="http://itsmyocean.org/wp-content/uploads/2010/09/Mass_Extinction_Events.jpg" alt="" width="640" height="379" /><p class="wp-caption-text">Grandes eventos de extinção ao longo do tempo geológico</p></div>
<p><em>Bem, isso sim nos leva a ficar preocupados!</em></p>
<p style="text-align: justify">Alguns ciclos astronômicos já foram bastante estudados e os seus efeitos calibrados olhando-se para o passado geológico. A influência dos ciclos de Millankovich nas grandes glaciações terrestres, por exemplo, já foi corroborada por diversos trabalhos. Assim como a influência dos grandes picos de radiação solar no mesmo tipo de evento de resfriamento.</p>
<p style="text-align: justify">Fora isso, apesar de menos compreendido, os eventos de alteração do campo magnético terrestre também podem ser reconhecidos, assim como podemos calcular a probabilidade de um asteróide de grande magnitude atingir a Terra.</p>
<p style="text-align: justify">E então? Estamos em perigo?</p>
<p style="text-align: justify">Bem, estamos vivenciando um período de grande estabilidade geológica e isso se estende para dentro do Cenozóico. Essa ‘calmaria’ favoreceu imensamente a ascensão dos mamíferos após a extinção dos dinossauros e ajudou, sobretudo, a humanidade: Nós evoluímos na sombra do melhor período de calmaria.</p>
<p style="text-align: justify">Sim, temos tido muita sorte! Porém, temos que lembrar que, “<em>quanto mais tempo passa, mais próximos de um desastre estamos</em>”&#8230;..</p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #99cc00"><strong>O prenúncio de um desastre</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify">Estudos procuram calcular a probabilidade de <strong>colisões de asteróides</strong> de grande magnitude com o planeta.  Para isso, astrônomos verificam não somente bólidos gigantes que ainda estão em órbita, como gigantes cicatrizes de impacto que ficaram preservadas no registro geológico.</p>
<p style="text-align: justify"><img class="alignnone" src="http://feww.files.wordpress.com/2010/03/800px-meteor.jpg" alt="" width="800" height="486" /></p>
<p style="text-align: justify">Alguns estudiosos do assunto dizem que corpos extraterrestres com mais de 13 km de diâmetro colidem com a Terra em períodos entre 60 e 65 milhões de anos, causando um desastre descomunal. O último impacto gigante que se tem notícia causou a extinção dos dinossauros, há exatos 65 milhões de anos. Segundo essa idéia, portanto, a qualquer momento poderia haver uma colisão daquela grandeza.</p>
<p style="text-align: justify">Outros cientistas, todavia, discordam da idéia. Eles acreditam que a probabilidade de impacto não é maior agora do que há 20 milhões de anos, por exemplo&#8230;. Eles dizem, que, na verdade, a qualquer momento estamos sujeitos a esse tipo de catástrofe e que isso é muito pouco previsível. A única coisa que poderiam nos assegurar é que, de 250 milhões de anos para cá, o número de impactos com o nosso pequeno planeta azul tem sido muito maior.</p>
<p><img class="alignright" style="border-style: initial;border-color: initial" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSdX1mGpmI5_fxwD9JCgGsnc5WzbC6lyhNVkyZv11xgqhmTGtIUgg_Y7e0lgQ" alt="" width="304" height="166" /></p>
<p style="text-align: justify">Outro fator preocupante é o <strong>enfraquecimento e a inversão do</strong> <strong>magnetismo terrestre</strong>. Periodicamente, o campo magnético da Terra sofre um progressivo enfraquecimento, seguido por uma inversão, devido a alterações de fluxo no núcleo líquido da Terra. Sabe-se que a grande extinção em massa do Permo-Triássico veio também acompanhada de intensas oscilações do campo magnético em um curto período de tempo geológico, porém o que causou esse fenômeno e se ele influenciou na extinção, é tudo muito pouco compreendido.</p>
<p style="text-align: justify">Os verdadeiros impactos das inversões magnéticas não passam de grandes especulações. Não se tem idéia do que pode acontecer! Acredita-se que o enfraquecimento do magnetismo terrestre nos deixaria mais vulneráveis a radiações cósmicas letais (os ventos solares, por exemplo) e a alteração de pólos poderia causar uma massiva desorientação em grupos animais que baseiam-se no sistema de localização magnética. Isso influenciaria seu padrão migratório, por exemplo, e poderia levá-los a extinção.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://conservationreport.files.wordpress.com/2010/03/coronal-mass-ejection.jpg" alt="" width="2400" height="1876" /></p>
<p style="text-align: justify">Por muito tempo acreditou-se que essas inversões magnéticas eram aleatórias, porém, recentemente descobriu-se que, na verdade, as inversões seguem um padrão de distribuição. Atualmente o campo magnético está a enfraquecer e poderíamos estar a beira de um fenômeno dessa natureza.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><img style="border-style: initial;border-color: initial;text-align: justify" src="http://eco4u.files.wordpress.com/2011/03/atividade_solar.jpg?w=400" alt="" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Atividade de manchas solares</p></div>
<p style="text-align: justify">Outro fator preocupante, são as <strong>oscilações na atividade solar</strong>. O sol funciona como um grande protetor para o nosso planeta. Sua composição e atividade ajudam a nos proteger de partículas e raios cósmicos provenientes do espaço. As oscilações de atividade do Sol, podem, portanto, nos deixar mais ou menos vulneráveis aos efeitos deletérios de radiações cósmicas. Fora isso, acredita-se haver uma forte ligação entre a atividade solar e o clima na Terra. Detecta-se uma notável relação entre resfriamento global e a <strong>atividade</strong> <strong>de manchas solares</strong>. Os grandes períodos de glaciação coincidem com o aumento de atividade das mesmas.</p>
<p style="text-align: justify">A atividade de manchas é previsível, ela segue um ciclo regular, e estaríamos para entrar em um período de maior atividade. Não só estaríamos sujeitos aos efeitos negativos de radiações extraterrestres, como a um iminente resfriamento global em grande escala.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Um resfriamento global seria exponencialmente pior do que um grande aquecimento&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify">Procurando não ser alarmista, todavia, uma outra corrente de cientistas acredita que o ciclo de manchas solares pode, na verdade, estar entrando em um período indeterminado de &#8216;hibernação&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Pagar para ver?</em></p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #99cc00"><strong>A certeza da catástrofe</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify">A vida funciona em equilíbrio com o seu meio e está sujeita a mudanças com a transformação do mesmo. Enumeramos alguns fatores de ordem natural que desencadeiam essas alterações, mas não podemos deixar de discutir um novo elemento, de apenas algumas centenas de milhares de anos, que tem demonstrado poder causar efeitos devastadores na biosfera: o homem.</p>
<p style="text-align: justify">Sim, nós também estamos gerando mudanças expressivas. Essas já desencadeiam conseqüências severas para os ecossistemas terrestres. Atualmente a taxa de extinções é tão alta, que já podemos nos considerar em uma nova extinção em massa <em>- quiçá, a maior de todas</em>. No meio dessa história, nós, primatas bípedes com polegares opositores, ainda estamos ‘ilesos’ (o que depende muito do ponto de vista), mas muito em breve começaremos a sentir as conseqüências severas de nossas atitude.</p>
<p><img class="alignleft" style="border-style: initial;border-color: initial;text-align: justify" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR4dKuXRQ7Zuvpo08hL9pgJ7pbhhCpK88EQl0dze-0SgaXEvOqoAmvGGVFF5w" alt="" width="276" height="182" /></p>
<p style="text-align: justify">O nosso descuido levará a escassez severa de alimentos, o aumento no número de doenças e pragas letais, a alterações climáticas em grande escala e maior expressividade de seus extremos. A miséria, a peste e a fome serão os nossos predestinados cavaleiros do apocalipse. Isso se a guerra não vir antes deles.</p>
<p style="text-align: justify">Seja lá qual for a natureza do fator que nos leve ao ‘apocalipse’, não podemos esquecer que <strong>o mais certo deles é aquele que geramos com nossas próprias atitudes</strong>. É a simples lei da ação e reação.</p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #99cc00"><strong>Uma luz no fim do túnel: Terminando com o conceito antropocentrista do ‘fim do mundo’</strong></span></h3>
<p><img class="  alignright" style="border-style: initial;border-color: initial;text-align: justify" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcREa0O8LoI-L1tmX7IENMA0dj3XXI7NjpKo3JSA5v6DM_-J8PkHF-j_1nhO" alt="" width="200" height="252" /></p>
<div></div>
<p style="text-align: justify">Essa história toda de fim do mundo gira muito em torno do nosso umbigo.</p>
<div>
<p style="text-align: justify">Mesmo após as grandes catástrofes naturais, como aquela do Permiano, há 250 milhões de anos, a vida se recuperou. Nem o asteróide gigante dos dinossauros conseguiu acabar com essa história toda! A vida sempre floresceu depois de um golpe duro. As grandes extinções funcionaram, na verdade, como grandes gatilhos evolutivos de surpreendente criatividade.</p>
<p style="text-align: justify">No que diz respeito a nossas atitudes descontroladas, vejam bem:</p>
<p style="text-align: justify">O primeiro grande registro de ‘poluição’ do planeta foi o oxigênio. Liberado de forma massiva por esteiras microbianas durante o Proterozóico. Ele foi tanto, que envenenou <strong>toda</strong> a atmosfera. Porém, abriu as portas para um novo tipo de vida – a que nós conhecemos (aeróbica). Temos que lembrar que, se estamos cavando a nossa própria cova, o nosso ‘fim do mundo’, estaremos criando a oportunidade de um novo começo para outras formas de vida.</p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #99cc00"><strong>Então, no fim, “Life finds a way”</strong></span></h3>
<p><img class="alignleft" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSCXbKkZ_lck-QnAmEYoQjXOf2gjd_3X5StWYa0kyYJOlwMT89guVFAQGCQJA" alt="" width="244" height="206" />Se quisermos acompanhar a história do planeta por mais algumas dezenas ou centenas de milhares de anos, precisamos começar a mudar nossas atitudes.</p>
<p style="text-align: justify">Quanto aos desastres naturais, bem&#8230; quanto a esses, só dependemos da sorte.</p>
<p style="text-align: justify">A lição que podemos tirar dos maias, é a de que tudo faz parte de um grande ciclo e essa história de fim do mundo, seja lá quando acontecer, é somente parte dele. Funciona apenas como uma renovação, um novo começo&#8230; o 22 de dezembro ou o 1 de janeiro de uma nova era.</p>
<p style="text-align: justify">Quanto ao seu carnaval: O nosso tempo de vida no planeta depende muito da sorte, mas principalmente de nossas atitudes. A única certeza é que, de qualquer forma, tudo se acaba um dia. O melhor é aproveitar cada dia como se fosse o último de sua existência.</p>
</div>
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		<title>Cientistas com pouca roupa</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 13:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, o título é apelativo. Carnaval, calor,&#8230; sabe como é, as pesquisadoras preferem estar mais à vontade no laboratório. Pelo menos é o que parece pela fotografia disponível no iStockphoto. Não é preciso dizer que ela não está seguindo regras de segurança. ¬¬ Via Sciscoop Veja também Cientistas &#8211; Antes e depois]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, o título é apelativo.<br />
Carnaval, calor,&#8230; sabe como é, as pesquisadoras preferem estar mais à vontade no laboratório.<br />
Pelo menos é o que parece pela fotografia <a href="http://www.istockphoto.com/stock-photo-13771784-lab-work.php http://www.istockphoto.com/stock-photo-13771784-lab-work.php">disponível no iStockphoto</a>.<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/cientista-trabalhando.jpg" alt="" width="545" height="377" class="alignnone size-full wp-image-1137" /><br />
Não é preciso dizer que ela não está seguindo regras de segurança. ¬¬</p>
<p><a href="http://www.sciscoop.com/typical-woman-scientist.html">Via Sciscoop</a></p>
<p><strong>Veja também</strong><br />
<a href="http://scienceblogs.com.br/massacritica/2010/06/cientistas_-_antes_e_depois/">Cientistas &#8211; Antes e depois</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/9qw1-PSb9Tk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Compreender a sua mente é uma missão crítica</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/02/compreender-a-sua-mente-e-uma-missao-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 10:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças mentais]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Streams of Consciousness / Scientific American* Autor: Jamil Zaki, autor convidado Tradutor: André Rabelo No início deste ano, o senador Tom Coburn publicou um relatório chamado &#8220;Sob o Microscópio&#8220;, no qual ele criticou o financiamento de qualquer pesquisa que ele não pudesse imediatamente entender como importante. De valor particularmente duvidoso, na opinião de Coburn, são as ciências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Fonte</strong>: <a href="http://blogs.scientificamerican.com/streams-of-consciousness/2011/11/08/understanding-your-mind-is-mission-critical/" target="_blank">Streams of Consciousness</a> / Scientific American*</div>
<div><strong>Autor</strong>: <a href="http://www.wjh.harvard.edu/~zaki/" target="_blank">Jamil Zaki</a>, autor convidado</div>
<div><strong>Tradutor</strong>: André Rabelo</div>
<div></div>
<div></div>
<div id="attachment_1211" class="wp-caption alignleft" style="width: 267px"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/01/Digitalshotgun.jpg"><img class=" wp-image-1211 " src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/01/Digitalshotgun.jpg" alt="" width="257" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Cortesia da Digital Shotgun via Flickr.</p></div>
<p style="text-align: justify"><span style="text-align: justify">No início deste ano, o senador Tom Coburn publicou um relatório chamado &#8220;<a href="http://coburn.senate.gov/public/index.cfm?a=Files.Serve&amp;File_id=f6cd2052-b088-44c3-b146-5baa5c01552a">Sob o Microscópio</a>&#8220;, no qual ele criticou o financiamento de qualquer pesquisa que ele não pudesse imediatamente entender como importante. De valor particularmente duvidoso, na opinião de Coburn, são as ciências comportamentais e sociais—incluindo o meu próprio campo, a psicologia. Seguindo no seu relatório, Coburn propôs <a href="http://coburn.senate.gov/public//index.cfm?a=Files.Serve&amp;File_id=94c088f1-9629-4eaf-adce-e51331fc0601">eliminar</a> o financiamento da Fundação Nacional de Ciência para estas ciências &#8220;humanas&#8221;, escrevendo: &#8220;&#8230;alguns destes estudos sociais representam prioridades nacionais óbvias que merecem um corte do mesmo bolo que a astronomia, a biologia, a química, a ciência da terra, a física ou a oceanografia?&#8221; Mo Brooks, que ocupa a cadeira de um painel do congresso considerando tais cortes, ecoou esta opinião. Brooks explicitamente afirmou que as ciências humanas ainda têm que provar o seu valor.</span></p>
<p style="text-align: justify">Considerando que os pensamentos e as escolhas das pessoas, por definição, desempenham o papel mais poderoso na formação da nossa sociedade, porque estudar a mente humana parece um tipo de esforço dispensável? Uma razão pode ser que frequentemente as pessoas se sentem como se elas já compreendessem suas mentes, e que o estudo das pessoas e das culturas <a href="http://www.psychologicalscience.org/index.php/publications/observer/2011/september-11/identity-shift.html#hide">não pode revelar nada de novo para elas</a>. Tópicos como redes sociais, emoção, memória e relações raciais soam menos científicos do que o estudo da estrutura celular, formação proteica ou força eletromagnética. Estes últimos tópicos parecem que irão revelar insights inacessíveis às nossas intuições, enquanto que as ciências humanas não poderiam. Isto não poderia estar mais distante da verdade: exames da mente humana frequentemente desenterram grandes surpresas. De fato, uma ampla mensagem emergindo dos últimos 50 anos de pesquisa psicológica é que forças além da nossa consciência guiam muitas das nossas operações mentais mais críticas—nossos julgamentos morais, preferências e operações semelhantes. Reconhecendo estas forças e botando elas para trabalhar tem o potencial de mudar—e até mesmo salvar—vidas. Aqui estão quatro maneiras que as ciências humanas podem nos ajudar em uma grande escala, e razões porque nós não podemos viver sem a investigação rigorosa das nossas próprias mentes.</p>
<div>
<p style="text-align: justify"><span id="more-35929"></span></p>
<div id="attachment_1214" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/01/youthvoting.jpg"><img class=" wp-image-1214 " src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/01/youthvoting.jpg" alt="" width="270" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Campanhas de votação de jovens muitas vezes encoraja jovens a dar um passo para fora da multidão--e votar. Mas uma melhor abordagem seria moldar o ato de votar como algo que todo mundo está fazendo. Cortesia da youthdecidegriffith via Flickr.</p></div>
<p style="text-align: justify"><em>1. Insights da psicologia podem reformar programas sociais</em>: Muitas vezes, programas sociais são baseados em noções equivocadas sobre as fontes psicológicas do comportamento saudável. Considere a conformidade, que tem obtido uma má reputação por mais de um século. A crença oficial é que os conformistas  são fracos, o que combinado à sua falta de caráter leva a tudo desde <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Extraordinary_Popular_Delusions_and_the_Madness_of_Crowds">caça às bruxas</a>, a bolhas financeiras e o tabagismo na adolescência. Grupos como o D.A.R.E. (Educação de Resistência ao Abuso de Drogas), o programa de aula de longa duração sustentado pelos policiais, enfatiza que resistir à pressão dos pares é crítico para viver vidas livres de drogas e violência. Campanhas de voto juvenil também se apropriaram desta intuição e encorajam suas audiências para resistir às lamentáveis tendências estabelecidas pelos seus pares. Estas estratégias concebem o comportamento saudável como um passo individualista para longe da multidão—e elas raramente funcionam. Em vez disso, a pesquisa do psicólogo social Robert Cialdini (um professor emérito da Arizona State University), do cientista político da Yale University, Alan Gerber, e outros, mostra que uma estratégia mais eficiente é conceber comportamentos positivos como votar e uso responsável da energia como <em>algo que os outros estão fazendo</em>, e aproveitar o poder da conformidade para encorajar estes comportamentos. Este insight sugere mudanças críticas para vários programas de larga escala. D.A.R.E., por exemplo, recebe grandes quantias de financiamento governamental, e—mais importante—tem alcançado dezenas de milhões de crianças unicamente nos E.U.A, apesar de <a href="http://www.surgeongeneral.gov/library/youthviolence/chapter5/sec4.html">nenhuma evidência</a> que ele faça algum bem, e <a href="http://psycnet.apa.org/psycinfo/2002-04678-011">algumas evidências</a> de que ele faça algum mal. Mudanças simples inspiradas pelas ciências humanas poderiam melhorar vastamente a eficácia de programas como esse.</p>
<div id="attachment_1570" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/education.jpg"><img class="size-full wp-image-1570" src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/education.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Enaltecer crianças pelo esforço as motivam a aprender; outras formas de enaltecimento podem ser danosas, entretanto. Cortesia de woodleywonderworks via Flickr.</p></div>
<p style="text-align: justify"><em>2. A pesquisa comportamental pode melhorar a educação. </em>Motivar crianças está entre os trabalhos mais importantes dos educadores. Nossa cultura aborda este trabalho por meio da intuição de que o comportamento é melhor motivado pelo reforçamento. Nós pagamos as pessoas para trabalhar, damos prêmios para crianças por escores altos no teste e homenageamos doadores caridosos na pressuposição de que estas validações externas farão as pessoas se esforçarem mais e gostar mais do seu trabalho. Embora a maioria de nós não desejaria parar de ser pago, meus colegas  Mark Lepper e Carol Dweck na Stanford descrevem maneiras pelas quais formas particulares de enaltecimento podem sair pela culatra. Lepper mostrou que o enaltecimento na forma de recompensas pode &#8220;justificar excessivamente&#8221; atividades que seriam, de outra forma, agradáveis: se eu gosto de matemática e você me paga para fazer isso, eu vou eventualmente concluir (talvez implicitamente) que eu estou fazendo isso apenas por recompensas externas, e como resultado eu vou <em>apreciar menos isso</em>. Dweck mostrou que certas formas de enaltecimento induzem a uma problemática &#8220;mentalidade fixada:&#8221; a ideia de que a inteligência é fixada no nascimento ao invés de algo que pode ser desenvolvido. Se você me disser que eu sou bom em matemática, eu posso começar a acreditar que está aptidão em matemática é um traço estável, e que minha habilidade inata significa que a matemática será sempre fácil para mim. Quando eu enfrentar novos desafios—digamos, quando sair da aritmética para a álgebra–eu posso ler minhas dificuldades iniciais como um sinal ameaçador sobre minhas habilidades inatas. Ao invés de despertar meus interesses,  trabalhos mais difíceis podem me fazer decidir que eu não sou mais uma &#8220;pessoa da matemática,&#8221; e desistir do assunto. Dweck desenvolveu métodos simples para encorajar as pessoas a adotar maneiras de pensamento mais saudáveis, por exemplo, enaltecendo crianças pelo esforço, ao invés da proficiência ou habilidade. (Para mais sobre as dicas e a ciência de Dweck veja, <a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=the-secret-to-raising-smart-kids">“The Secret to Raising Smart Kids,”</a> (O Segredo para Criar Crianças Espertas), por Carol S. Dweck, Scientific American Mind, Dezembro 2007/Janeiro 2008.) Estes métodos produzem claros benefícios nas motivações de longo prazo para aprender das crianças, mas eles precisam ser compreendidos para serem efetivamente colocados em uso.</p>
<p style="text-align: justify"><em>3. A pesquisa pode melhorar vastamente as vidas de pessoas sofrendo de doenças.</em> Doenças mentais exercem uma enorme carga na saúde pública, além de prejudicar profundamente as vidas de pacientes e suas famílias. Mesmo assim, a maioria dos transtornos psiquiátricos continuam parcialmente ou pobremente compreendidas. As últimas décadas têm produzido enormes mudanças, baseadas em pesquisas, na maneira como entendemos estes transtornos. Em muitos casos, nós mudamos o nosso foco de noções enraizadas sobre doenças psiquiátricas separadas como não sobrepostas, e em direção às comunalidades entre elas. Por exemplo, embora a depressão, a auto-injúria, a esquizofrenia e o transtorno obsessivo-compulsivo pareçam vastamente diferentes na superfície, eles podem não ser as ilhas diagnósticas que nós uma vez imaginamos que fossem. Em vez disso, a pesquisa indica que eles compartilham <em>fenômenos transdiagnósticos</em> básicos (um tipo de &#8220;ingrediente ativo&#8221; clínico), como dificuldades em respostas de regulação emocional. Psicólogos estão progressivamente se focando nas bases cognitivas e neurais destes fenômenos e em novos tratamentos focados não apenas nos sintomas caracterizando uma doença particular, mas também nos ingredientes cognitivos escondidos que subjazem estes sintomas. Esta abordagem abre a porta para formas potencialmente transformadoras de <em>medicina individualizada</em>: tratamentos que são baseados em um perfil das peculiaridades cognitivas de cada paciente, em oposição à classificações diagnósticas relativamente rígidas (e frequentemente estigmatizadas).</p>
<div id="attachment_1576" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/money.jpg"><img class="size-full wp-image-1576 " src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/02/money.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">As pessoas pensam que o dinheiro as tornam mais felizes do que ele de fato faz. Sugestão para a felicidade: Compartilhe as riquezas. Cortesia da jollyUK via Flickr.</p></div>
<p style="text-align: justify"><em>4. Evidências podem nos guiar em direção à vidas melhores.</em> A maioria de nós não sofre de transtorno psiquiátrico. Ainda assim a pesquisa empírica pode nos ajudar também nos dizendo como maximizar nosso bem estar. Um crescente quadro de pesquisadores nas ciências humanas tem catalogado os efeitos que toda a sorte de comportamentos têm em nossa felicidade. Alguns dos resultados deles podem ser pantentemente não chocantes (se interessantes): as pessoas são mais felizes quando elas se <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167487007000876">exercitam</a>, quando suas mentes estão focadas no presente em oposição à <a href="http://www.sciencemag.org/content/330/6006/932.abstract">vagueando</a> e quando elas gastam dinheiros com <a href="http://www.sciencemag.org/content/319/5870/1687.short">outras pessoas</a> em oposição à com elas mesmas. O que é surpreendente é o quão ruins parecem ser as intuições das pessoas sobre felicidade. Nós falhamos sistematicamente em predizer corretamente o que irá nos tornar felizes: por exemplo, acreditando que a <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/17439760903271421">fortuna</a> prediz o bem estar psicológico mais do que ele de fato prediz e que gastar dinheiro conosco irá nos tornar mais felizes do que compartilhando-o. Em muitos casos, estas intuições falhas podem guiar semanas, meses ou até mesmo anos de luta para alcançar objetivos que, no final, proporcionam retornos desapontadores. Ao rigorosamente estudar a felicidade, pesquisadores podem fornecer novas e poderosas evidências que podem guiar indivíduos em direção a atividades mais recompensadoras. Em larga escala, tais dados podem entrar nas discussões de <a href="http://www.somervillema.gov/departments/somerstat/report-on-well--being">comunidades</a>, e até mesmo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gross_national_happiness">nacionais</a>, sobre como melhorar o bem-estar psicológico em oposição a apenas riquezas materiais.</p>
<p style="text-align: justify">Um dos aspectos mais excitantes da pesquisa nas ciências humanas é que os seus resultados são frequentemente de uso imediato para pessoas leigas—professores, pais, formuladores de políticas, cônjuges—sem a necessidade de equipamentos sofisticados para implementar. O que é necessário: compreender os dados. As pessoas não precisam acreditar na propulsão física para a NASA lançar ônibus espaciais; as pessoas não precisam entender os mecanismos de ação de uma droga para que o seu remédio seja efetivo. Mas nas ciências humanas, pessoas leigas—e especialmente formuladores de políticas—precisam internalizar lições aprendidas dos nossos campos para implementá-las. Então meus colegas e eu estamos na posição singular de precisar explicar o que fizemos não apenas com os objetivos de conseguir trabalhos futuros financiados, mas também para que o nosso trabalho possa ser tão útil quanto possível. Para melhorar a saúde e a sociedade, os praticantes da psicologia e suas áreas irmãs precisam alcançar uma audiência ampla e derrubar a noção equivocada—incorporada por pessoas como Tom Coburn—de que as ciências humanas não têm nada útil para dizer. Aqui espero que isso tenha ajudado.</p>
<p style="text-align: justify">&#8211;</p>
<p style="text-align: justify">*Jamil Zaki é um aluno de pós-doutorado no Centro de Ciência do Cérebro na Universidade de Harvard. Começando em Julho de 2012, ele será um professor de psicologia na Universidade de Stanford.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sobre a autora do blog <em>Streams of Consciousness</em>:</strong> Ingrid Wickelgren é uma editora da Scientific American Mind, mas este é o seu blog pessoal no qual, em intervalos aleatórios, ela compartilha os últimos relatos, boatos e especulações sobre a mente, o cérebro e o comportamento. Siga ela no Twitter <a href="http://twitter.com/iwickelgren">@iwickelgren</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><em>As visões expressas são do autor e não são necessariamente aquelas da</em> Scientific American.</p>
</div>
<div style="text-align: justify">*Originalmente publicado na <em><a href="http://www.scientificamerican.com/" target="_blank">Scientific American</a></em>, que gentilmente autorizou esta tradução.</div>
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		<title>Cotidiano no observatório astronômico Keck</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/3XXdCMZS2RY/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 19:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um vídeo em time-lapse mostra a dança da equipe e dos equipamentos que mantém o funcionamento do Observatório Astronômico Keck, localizado no monte Mauna Kea, no Havai. Keck in Motion from Andrew Cooper on Vimeo. O laser visto aos 2min e 30 segundos servem para criar uma estrela artificial próximo ao objeto a ser observado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/laser-kea-observatorio.jpg" alt="" width="400" height="244" class="alignnone size-full wp-image-1132" /><br />
Um vídeo em time-lapse mostra a dança da equipe e dos equipamentos que mantém o funcionamento do Observatório Astronômico Keck, localizado no monte Mauna Kea, no Havai.<br />
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/36442707?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="545" height="307" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/36442707">Keck in Motion</a> from <a href="http://vimeo.com/user500800">Andrew Cooper</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>O laser visto aos 2min e 30 segundos servem para criar uma estrela artificial próximo ao objeto a ser observado para que o sistema de óptica adaptativa possa corrigir possíveis distorções na imagem.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/3XXdCMZS2RY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Arte em placas de petri</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 19:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[biologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A artista Klari Reis criou uma bela instalação artística, batizada de Hypochondriac, compondo 365 placas semelhante às de Petri. As imagens não representam diretamente nenhum processo biológico, mas carregam alguma semelhança com processos bioquímicos. Veja as 365 peças em http://klarireis.blogspot.com/ Vídeos - - Veja também Sabonetes com bactérias&#8230; ou quase]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/02/arte-placas-petri-1.jpg" alt="ciência e arte" width="490" height="487" class="alignnone size-full wp-image-1126" /></p>
<p>A artista Klari Reis criou uma bela instalação artística, batizada de <em>Hypochondriac</em>, compondo 365 placas semelhante às de Petri. </p>
<p>As imagens não representam diretamente nenhum processo biológico, mas carregam alguma semelhança com processos bioquímicos.</p>
<p>Veja as 365 peças em<br />
<a href="http://klarireis.blogspot.com/">http://klarireis.blogspot.com/</a></p>
<p>Vídeos<br />
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/10643547?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="545" height="307" frameborder="0"></iframe><br />
-<br />
<iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/VzncEwGR7rw" frameborder="0"></iframe><br />
-<br />
<iframe width="545" height="399" src="http://www.youtube.com/embed/oR6GphMpfUA" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Veja também<br />
<a href="http://scienceblogs.com.br/massacritica/2010/06/sabonetes_com_bacterias_ou_qua/">Sabonetes com bactérias&#8230; ou quase</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/rt0fLQHUCtg" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Maçã do Rosto – Final</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/02/maca-do-rosto-final/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 18:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causo]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post é a continuação deste e deste. 7 Eu estava transtornado, queria achar algo, alguma coisa. Qualquer coisa. Entrei na sala de discussão e abri o armário onde ficavam os livros para consulta. Entre os Harrison&#8217;s, Cecil&#8217;s (ambos de Medicina Interna), Brauwald&#8217;s (Cardiologia), Sleisinger&#8217;s (Gastro), William&#8217;s (Endócrino) Adam&#8217;s (Neuro) e outros tantos best-sellers clássicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right">Este post é a continuação <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/01/um-rosto-sem-as-macas/">deste</a> e <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/01/um-rosto-sem-as-macas-2/">deste</a>.</p>
<p style="text-align: center"><strong>7</strong></p>
<p>Eu estava transtornado, queria achar algo, alguma coisa. Qualquer coisa. Entrei na sala de discussão e abri o armário onde ficavam os livros para consulta. Entre os Harrison&#8217;s, Cecil&#8217;s (ambos de Medicina Interna), Brauwald&#8217;s (Cardiologia), Sleisinger&#8217;s (Gastro), William&#8217;s (Endócrino) Adam&#8217;s (Neuro) e outros tantos<em> best-sellers</em> clássicos da Clínica Médica, dei de cara com este, o <a href="http://books.mcgraw-hill.com/medical/digm7/toc.html">Fitzpatrick</a>:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/02/maca-do-rosto-final/fitzpatrick/" rel="attachment wp-att-1567"><img class="alignnone size-full wp-image-1567" src="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/files/2012/02/Fitzpatrick.jpeg" alt="" width="225" height="225" /></a></p>
<p>Um livro de Dermatologia. Dermato? Abri o livro sem saber porquê, corri o dedo na &#8220;<em>table of contents</em>&#8221; e fui virando as páginas. Flap, flap, flap. <em><strong>Introduction</strong></em>. Flap, flap, flap. <strong><em>Section 1. General Considerations</em>. </strong>Flap, flap, flap, flap. <em><strong>Section 8. Disorders of Epidermal and Dermal-Epidermal Cohesion and Vesicular and Bullous Disorders. </strong></em>Flap, flap, flap. <em><strong>Section 9. Disorders of the Dermal Connective Tissue</strong></em>. Cacilda&#8230; Tinha gente em volta. Todo mundo queria saber onde isso ia parar. (Eu inclusive). Flap, flap, flap. Cheguei na <span><em><strong>Section 10. Disorders of Subcutaneous Tissue </strong> 68 Panniculitis Chapter 69 </em><em>Lipodystrophy</em>. Parei. Abri direto o capítulo. Sob o título, logo na primeira página, lá estava ela. A moça da foto do <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/01/um-rosto-sem-as-macas/">primeiro post</a>. Igualzinha a minha paciente. Era um capítulo sobre lipodistrofia. Li o capítulo saltando palavras e ao som de &#8220;não acredito&#8221;, &#8220;não é possível, isso não existe&#8221; do povo sobre meus ombros.</span></p>
<p style="text-align: center"><strong>8</strong></p>
<p style="text-align: left">O caso era idêntico, idêntico, à descrição do livro. Um tipo raro de lipodistrofia parcial do tipo tóraco-facial, conhecida pelo <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/05/sobre_eponimos/">epônimo</a> de <a href="http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/437.pdf">Síndrome de Barraquer-Simons</a> (pdf com foto). Até 2007, menos de 60 casos haviam sido descritos no mundo. As lipodistrofias são um grupo heterogêneo de doenças, congênitas ou adquiridas, caracterizadas por perda completa ou parcial do tecido adiposo (lipoatrofia). Em alguns casos, pode haver acúmulo de gordura em outras regiões do corpo. Há casos importantes de lipodistrofia generalizada em pacientes soropositivos para o HIV e localizada, em pacientes diabéticos que necessitam aplicação de insulina. Como é que eu iria saber? Pior, havia alguns requintes. Parece fazer parte do mecanismo da doença o consumo de uma proteína da <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2011/10/coagulacao-e-defesa-ii/">cascata do complemento</a> chamada de C3. Devido a isso, é possível até haver lesão renal por depósitos de anticorpos. Pedimos vários exames a ela, inclusive este específico. Tudo veio normal na consulta de retorno; também resultaram normais a urina e o rastreamento renal. Menos o C3 que estava indetectável. Era, sem dúvida, um caso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barraquer–Simons_syndrome">Barraquer-Simons</a>. O tratamento, infelizmente, é paliativo, estético. Encaminhei a moça à cirurgia plástica para implantes de silicone e/ou transplante autólogo de gordura &#8211; pega-se um naco de gordura das coxas ou dos glúteos e tenta-se implantar nas &#8220;maçãs do rosto&#8221;. Os resultados são satisfatórios. Não tive mais notícia da paciente.</p>
<div id="attachment_1598" class="wp-caption aligncenter" style="width: 427px"><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2012/02/maca-do-rosto-final/acquired-lipodystrophy/" rel="attachment wp-att-1598"><img class=" wp-image-1598 " src="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/files/2012/02/Acquired-lipodystrophy.jpg" alt="" width="417" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Lipodistrofias adquiridas. A figura do meio corresponde à descrição do texto. Foto retirada do Uptodate.com</p></div>
<p style="text-align: center"><strong>9</strong></p>
<p style="text-align: left">Nunca mais a esqueci. Navegando na internet, achei a foto que me fez lembrar do caso de novo. A chance de eu me defrontar com uma doença tão rara como essa até o final da minha carreira como médico é quase igual a de ganhar na Loto. Saber sobre a Síndrome de Barraquer-Simons em si, não é, portanto, um saber médico cotidianamente utilizável: é como um tipo de nota de rodapé que insistimos em não esquecer. Um conhecimento. Que é diferente de sabedoria. A sabedoria aqui foi desconfiar da presença da doença e que, por sua vez, originou-se de uma vaidade fútil; uma birra, uma cisma. São estranhos os caminhos que levam os médicos aos diagnósticos. Os pacientes precisam saber disso.</p>
<p style="text-align: left">Depois de reconhecer o tecido adiposo como &#8220;orgão&#8221; não-uniforme onde residia a doença (conforme as ideias de <a href="http://www.marshall.edu/library/speccoll/virtual_museum/hoffman/bichat.asp">Xavier Bichat</a> - o que não deixa de ser irônico, já que as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Buccal_fat_pad">maçãs do rosto</a> levam seu nome), ficou evidente que a gordura da região superior do corpo é diferente e tem funções diferentes que a de outras regiões resolvendo assim o paradoxo inicial de emagrecer o rosto e ganhar peso. Depois disso, sempre gosto de ter um livro para consulta ao alcance das mãos. Em algumas situações o conhecimento fragmentário dos artigos não dá conta de um paciente como um todo. Por fim, o tecido adiposo ainda me daria outras experiências, no mesmo ambulatório, na poltrona cativa e surrada que ainda permaneceria muito tempo por lá.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/FeVsaE6RgMU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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