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	<title>ScienceBlogs Brasil - Blogs de Ciência</title>
	
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	<description>Ciência, Cultura, Política</description>
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		<title>8 Mitos sobre Cientistas</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/2012/05/8-mitos-sobre-cientistas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália</dc:creator>
				<category><![CDATA[cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não pude deixar de compartilhar com os caríssimos e amigos leitores da Crônica das Moscas estes oito mitos sobre cientistas, que encontrei no Tumblr The Mighty Ribozyme (originalmente publicado na ScienceMag por Adam Rubben). Duvido não perceberem uma identificação tremenda imediatamente! OBS: Adicionei algumas observações pessoais em itálico Divirtam-se! Mito #1: Cientistas frequentemente fazem importantes descobertas Realidade: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não pude deixar de compartilhar com os caríssimos e amigos leitores da Crônica das Moscas estes oito mitos sobre cientistas, que encontrei no Tumblr<a href="http://the-mighty-ribozyme.tumblr.com/" target="_blank"> The Mighty Ribozyme</a> (originalmente publicado na ScienceMag por Adam Rubben). Duvido não perceberem uma identificação tremenda imediatamente! OBS: Adicionei algumas observações pessoais em itálico <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Divirtam-se!</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 424px"><img src="http://www.real-science.com/wp-content/uploads/2011/09/mad_scientist.jpg" alt="" width="414" height="379" /><p class="wp-caption-text">Cabelos grisalhos e arrepiados são praticamente mandatórios</p></div>
<p><strong>Mito #1: Cientistas frequentemente fazem importantes descobertas</strong></p>
<p><strong>Realidade: </strong>descobertas científicas são agonizantemente lentas (<em>e não raramente surgem sem planejamentos</em>). &#8220;A única vez que eu corri pelado pelas ruas gritando &#8216;eureka!!&#8217; foi quando eu esqueci de reabastecer meu frasco de medicamentos.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #2: Cientistas trabalham isoladamente</strong></p>
<p><strong>Realidade:</strong> Cientistas são mais orgulhosos de estabelecerem colaborações do que de seus resultados. A maioria dos discursos científicos terminam com um slide listando todos os colaboradores, como pequenas medalhas de honra &#8211; e quanto menos similar for o campo de estudo do colaborador, mais orgulhoso fica o cientista: &#8220;pois é, eu até posso ter descoberto a cura da tuberculose&#8221;, um cientista irá dizer, &#8220;mas com o que eu fiquei mais animado é esta nova colaboração um poeta islandês!!&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #3: Cientistas possuem habilidades úteis</strong></p>
<p><strong>Realidade:</strong> Cientistas possuem habilidades úteis no laboratório (<em>e nem isso é regra! quem nunca teve um colega COF COF que quebrava toda vidraria, estragava as cubas de eletroforese ou deixava cair reagentes no chão?</em>). Porém, você nunca deveria permitir que um físico providencie a fiação da sua casa (<em>ou deixar um decorar seu apartamento&#8230; provavelmente vai ser tomado por miniaturas de bonecos de Star Wars e banners de Star Trek, fora umas toalhas aleatórias, para parecer muito inspirado pelo Mochileiro das Galáxias</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #4: Cientistas seguem o método científico como ele foi ensinado no ensino médio: Observação, Questionamento, Pesquisa, Hipótese, Experimento, Conclusão.  </strong></p>
<p><strong>Realidade: </strong>A forma que os cientistas trabalham se parece mais com isso: Mexericar, Encontrar Algo Estranho, Repetir o Teste, Não Acontece uma Segunda Vez, Se Distrai Tentando Fazer com que Aconteça Novamente, Ir para o Chipotle (<em>substituível por tomar muitos litros de café encarando a parede, ou o Twitter, ou a janela mesmo</em>), Relembrar o Propósito Inicial da sua Pesquisa, Recomeçar, Submeter Pedido de Financiamento para um Melhor Instrumento (<em>faltou dizer que manda os alunos da graduação e pós graduação fazerem isso</em>), Publicar Alguma &#8220;Babaquice&#8221; Provisória, Perceber que Alguém já Tinha Publicado Babaquice Semelhante Antes, <em>Ter Crise Existencial e Descontar nos Orientados, </em>Levar o seu Laboratório para uma Nova Direção, Submeter Pedido de Financiamento para esta Nova Direção, Colaborar com um Poeta Islandês, Comer Chipotle com um Poeta Islandês (<em>acho que poetas islandeses devem gostar de café também, nada como uma companhia pra encarar a parede!)</em>, Co-escrever um Ode Cientificamente Acurado sobre as Morsas, Se Interessar por Algo Não Relacionado, Solicitar Financiamento para Algo Não Relacionado, Perceber que Já se Passaram 20 Anos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://paulahawks.wikispaces.com/file/view/rube-goldberg.jpg/132992821/rube-goldberg.jpg" alt="" width="450" height="314" /><p class="wp-caption-text">Método científico, oi?</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #5: Experimentos sempre rendem dados que ensinam ou revelam alguma coisa. </strong></p>
<p><strong>Realidade:</strong> Digamos que você está fazendo um experimento com cinco camundongos. Estes camundongos se tornarão amarelos ou azuis. Então você entra no laboratório, esperando ver cinco camundongos amarelos, o que apontará para uma explicação, ou cinco camundongos azuis, o que apontará para a outra. Ao invés disso, você verá um camundongo amarelo, um verde, um listrado, um xadrez (morto), e outro que, de alguma forma, costurou para si próprio uma jaquetinha azul, apesar de ele não curtir usá-la o tempo todo (<em>provavelmente este camundongo criou a habilidade de fazer risos irônicos também, mas isso fica meio complexo de explicar assim, do nada</em>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #6: Uma tragédia pessoal pode tornar um cientista maldoso.</strong></p>
<p><strong></strong><strong>Realidade:</strong> Poucos cientistas são legitimamente maldosos, apesar de este número aumentar se você pedir para alunos de pós-graduação caracterizarem seus orientadores (por &#8220;<em>tragédia pessoal&#8221;, leia-se a não aprovação de um requerimento de financiamento para projeto, ou um artigo rejeitado</em>). Além disso, é realmente difícil ser verdadeiramente mau quando você não tem nenhuma habilidade prática (<em>se bem que uma pipeta de vidro poderia fazer um bom estrago&#8230; fora os perigos de um laboratório de histologia!)</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #7: Um cientista pode ser proficiente em todos os ramos da ciência. </strong></p>
<p><strong>Verdade:</strong> Qual era exatamente a disciplina em que o professor de &#8220;<a title="A Ilha dos Birutas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilligan's_Island" target="_blank">A Ilha dos Birutas</a>&#8221; era especializado? Química? Engenharia Mecânica?  Construção de transistor baseada em cocos?  Qualquer fosse o momento que um problema precisasse de solução, o professor sabia exatamente o que fazer. Aquele cara podia fazer qualquer coisa. Exceto um barco. Pessoas não muito familiarizadas com ciência (<em>e mesmo as familiarizadas grrr</em>) acreditam que cientistas podem dominar qualquer assunto. É por isso que volta e meia nos perguntam acerca de nossas opiniões sobre novidades científicas, às quais simplesmente respondemos &#8220;humpf, pois é, veja bem, eu sei que sou filogeneticista molecular, e que sua história era sobre filogenia molecular, mas, errrrr, eu sou um tipo diferente de filogeneticista molecular&#8221; (<em>situações mais corriqueiras seriam algo como &#8220;VOCÊ QUE É BIÓLOGO, o que é essa plantinha que está crescendo na rachadura do meu muro? hein hein?&#8221;, ao que o cientista responde &#8220;pois é, eu trabalho na verdade com ecologia de peixes bentônicos&#8230;eu não sei o que é sua plantinha&#8221;. Obviamente a réplica seria &#8220;mas você não deveria saber de todas essas coisas biológicas??&#8221;).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mito #8: Cientistas não são sexies </strong></p>
<p><strong>Verdade:</strong> Cientistas são, sim, muito sexies! Não apenas nossos jalecos nos fazem parecer mais elegantes e charmosos (<em>se limpos então, fica um chuchu de lindo!)</em>, como estes mesmo jalecos ficam ainda melhores posicionados sobre uma lâmpada enquanto te conquisto por completo (<em>clima romântico!</em>).</p>
<div id="attachment_285" class="wp-caption aligncenter" style="width: 601px"><a href="http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/files/2012/05/tesla.jpg"><img class="size-full wp-image-285" src="http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/files/2012/05/tesla.jpg" alt="" width="591" height="754" /></a><p class="wp-caption-text">Alguém duvida do poder de sedução do dr. Tesla?</p></div>
<p style="text-align: right"><strong>Só pra esclarecer, este post tem caráter totalmente humorístico <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p style="text-align: right">Original do TUMBLR <a title="The Mighty Ribozyme" href="http://the-mighty-ribozyme.tumblr.com/" target="_blank">The Mighty Ribozyme</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/rh-GV22g2f0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>A tese sobre a escrita da tese</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/oT7-_9l3Xtg/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/05/tese-sobre-escrita-da-tese/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Método Científico]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[bioletim]]></category>
		<category><![CDATA[dissertação]]></category>
		<category><![CDATA[escrita criativa]]></category>
		<category><![CDATA[monografia]]></category>
		<category><![CDATA[tese]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo saturado de informação, não basta mais o aluno &#8216;saber&#8217;. Ele precisa saber aprender e saber mostrar o que aprendeu também. Se não souber selecionar informação, se não souber ser preciso, conciso, coeso e coerente, não vai conseguir identificar o que importa do que não importa no mar de informação. E não vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/keyboard_hands_913633_16151531.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1074" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/keyboard_hands_913633_16151531-545x363.jpg" alt="" width="545" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Em um mundo saturado de informação, não basta mais o aluno &#8216;saber&#8217;. Ele precisa saber aprender e saber mostrar o que aprendeu também. Se não souber selecionar informação, se não souber ser preciso, conciso, coeso e coerente, não vai conseguir identificar o que importa do que não importa no mar de informação. E não vai conseguir responder uma pergunta de prova, montar uma apresentação para um processo de seleção, nem sobreviver a uma entrevista de emprego.</p>
<p style="text-align: justify">Para todos os alunos, a experiência mais comum de produção de conteúdo é a resposta de prova. Por mais namoradas que um cara tenha na vida, ele responderá muito mais questões de prova do que escreverá cartas de amor. Ainda assim, na escola ninguém ensina a gente a &#8216;responder&#8217; o que o professor está perguntando, o que é uma habilidade tão importante quanto &#8216;saber&#8217; o que o professor quer saber se a gente sabem ou não. Para alguns alunos, aqueles que chegaram na pós-graduação, as angústias da resposta da prova se multiplicam e se amplificam na hora de escrever a tese. Sim, porque não conheço nenhum curso de pós-graduação que ensine seus alunos a escreverem suas teses (da mesma forma que não ensinam os professores a avaliarem essas teses). É como se escrever fosse uma habilidade natural, com a qual a gente já nasce. Ou um talento, que quem tem está feito e quem não tem&#8230; está&#8230; perdido.</p>
<p style="text-align: justify">Com a &#8216;<a title="Oficina de Escrita Criativa em Ciência 2012" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/02/oficina-de-escrita-criativa-em-ciencia-2012/">Oficina de Escrita Criativa em Ciência</a>&#8216; nós temos tentado mostrar que escrever não é uma questão de talento, é uma questão de prática, porque envolve uma coisa que não se ensina mas se pratica, que é critério. Então pra melhorar a sua escrita você precisa primeiro querer escrever melhor e depois&#8230; escrever!</p>
<p style="text-align: justify">Mas ainda assim as pessoas tem dificuldade. Escrever, como disse a Bruna Surfistinha, <em>&#8216;É uma questão de coragem&#8217;</em>, coragem de se expor, coragem de errar. E muita gente não tem essa coragem. Mas ainda assim temos que escrever. Então nós criamos o &#8216;<a title="Roteiro Bioletim para divulgação cientíca" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/12/roteiro_bioletim_para_divulgac/">roteiro do bioletim</a>&#8216; que deveria ajudar as pessoas a selecionar informação de uma maneira amigável. Com a experiência, descobrimos que nem com o roteiro do Bioletim as pessoas escrevem. Por mais que ele te ajude a organizar as idéias, ele não ajuda a diminuir o medo e ele não pratica por você: você ainda tem que buscar fontes, identificar seu público alvo, escrever, rescrever&#8230; dá trabalho.</p>
<p style="text-align: justify">A segunda constatação é que quem tenta escapar do trabalho&#8230; não escreve. Ou não escreve bem, o que, em um mundo saturado de informação, acaba dando no mesmo (porque ninguém vai ler). Essas pessoas não vêem valor no <a title="Roteiro Bioletim para divulgação cientíca" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2010/12/roteiro_bioletim_para_divulgac/">roteiro do Bioletim</a> porque ele é um roteiro sem ser um guia. Ele te diz &#8216;o que&#8217; tem de ser feito, mas não diz &#8216;como&#8217;. Ele estabelece limites (de seções, de tópicos, de número de parágrafos, de palavras por parágrafo), te ajuda a escrever um primeiro rascunho (que é a parte mais complicada para a maioria das pessoas) mas não há garantias de que você selecionou a informação corretamente e nem que o artigo produzido seja interessante. Ou que alguém vá querer ler. Nunca há garantia de que o resultado tenha sido bom.</p>
<p style="text-align: justify">As angustias vão se acumulando e quando você vê, está na hora de escrever a tal da tese e você não tem idéia do que fazer. Ou melhor, tem sim: <strong>quer escrever a tese da mesma forma que você &#8216;lê&#8217; a tese. Você quer começar pela introdução, depois os objetivos&#8230; e terminar na discussão e nas conclusões. Na verdade, você senta no computador e quer escrever o título, fazer a folha de rosto e escrever os agradecimentos</strong>. E quer deixar as referências por último. TUDO ERRADO! Não é assim que se escreve uma tese. Quer dizer, pode até ser, mas é bem mais difícil, ainda que dê menos trabalho.</p>
<p style="text-align: justify">Ops, como é que pode ser mais difícil e dar menos trabalho?! Bom, leia aqui o texto &#8220;<a title="Foi o Google quem disse…" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/02/foi-o-google-quem-disse/">Foi o Google quem disse</a>&#8230;&#8217; pra saber porque um texto mais curto dá mais trabalho pra ser escrito. Quanto menos trabalho você coloca no texto, pior ele fica e mais tempo leva para ele ficar bom. De novo, não tem como fugir do trabalho para produzir um bom texto. Mas se você quer seguir a sua &#8216;intuição&#8217; ou se quer &#8216;esperar a inspiração&#8217; então boa sorte. Você vai precisar.</p>
<p style="text-align: justify">Mas se quer escrever uma boa tese, é assim que se faz:</p>
<ul style="text-align: justify">
<li><strong>Escreva um rascunho respondendo os &#8216;sete lugares do pensamento&#8217; pra sua tese.</strong> Se você já fez a &#8216;Oficina de Escrita Criativa em Ciência&#8217; vai ser fácil. Se não fez, você pode estudar alguns textos sobre o assunto que estão compilados no livro digital que nós produzimos para a oficina e tentar. Esse rascunho será o seu &#8216;mapa&#8217; para escrever a tese mais rápido e melhor.  Vai te dar direção e permitir que você corrija desvios no caminho. Responda cada pergunta com uma frase de no máximo duas linhas. Você pode imprimir essa 1 página e colar na parede atrás do monitor do computador. Esse mapa será seu companheiro pelas próximas semanas.</li>
<li>DEPOIS (e só depois) de responder as sete perguntas dos lugares do pensamento, <strong>escreva uma versão reduzida, de 3 a 5 páginas, da sua tese.</strong> Essa versão é pra você contar a história da tese e não pra fazer um resumo dela. Conte como começou, qual foi o primeiro experimento, como você progrediu, o que aconteceu depois, quais foram os experimentos que se seguiram, o que você aprendeu, o que precisou estudar, o que descobriu&#8230; <strong>O mais importante nessa versão é que ela tenha começo meio e fim, ao invés de Introdução, M&amp;M, Resultados e Discussão.</strong> Essa versão não servirá de base para a tese, mas vai te ajudar a criar um fio condutor para suas idéias que te ajudará enormemente durante a produção do manuscrito</li>
<li>Isso tudo você pode fazer mesmo antes de ter terminado todos os resultados. Mas para começar a escrever a tese mesmo, é importante ter todos os seus resultados (ou quase todos) prontos. <strong>Isso porque a tese, se começa a escrever pelos resultados.</strong></li>
<ul>
<li>Organize seus dados em tabelas e gráficos. Pode organizar os mesmos dados em tabelas e em gráficos para depois decidir qual deles permite uma compreensão melhor dos resultados. Nesse caso a primeira etapa é escolher qual gráfico é mais adequado para os seus dados.</li>
</ul>
<ul>
<li>Gráficos de barras são adequados para variáveis que &#8216;saem&#8217; do zero e &#8216;chegam&#8217; a um valor. Crescem ou decrescem. Valores pontuais, obtidos de replicas técnicas e biológicas, que são muito comuns em experimentos na área biomédica, devem ser representados por gráficos do tipo box-plot.</li>
<li>Não, nem tudo na vida é normal. Muito menos nos seus experimentos em laboratório. Se você não sabe muito bem o que está fazendo, então use boxes com mediana e quartis. Visualmente você já vai ter uma idéia a distribuição (normal ou não) de cada grupo de dados. E é justamente ai que, nesse grupo de dados, que deve ser testada distribuição <em>a priori</em> e não nos conjuntos de todos os dados para uma variável.<strong> Abre parênteses:</strong> Um erro comum é &#8216;agrupar&#8217; todos os dados de uma variável (controle, tratado, tempos, réplicas) e avaliar a normalidade desse conjunto de dados. Isso está errado! Você tem que avaliar a normalidade em cada grupo de dados que será utilizado para calcular a média e o desvio padrão que serão utilizados para comparação entre esses grupos em um teste de hipótese. Como a maior parte das pessoas usa um n=3 para suas réplicas biológicas, são esses 3 míseros dados que devem ter a normalidade testada. Como você verá muitas vezes o software nem consegue fazer isso e se ele te diz que os dados são normais&#8230; não confie. <strong>Fecha parênteses</strong></li>
<li><strong>Se você não tem muita certeza do que está fazendo, use o teste não paramétrico U de Mann-Whitney para comparar qualquer dois grupos que te interessem e regressão de Sperman-Karber para ver a dependência entre duas variáveis contínuas.</strong> Se houver diferença mesmo, ela vai aparecer do mesmo jeito que na análise paramétrica usando média e desvio padrão, só que você não corre o risco de criar diferenças quando elas não existem, e nem de passar vergonha na hora que a banca te perguntar porque você usou uma coisa ou outra.</li>
</ul>
<li>Depois dos resultados, escreva as conclusões. Em tópicos numerados, com base nos resultados como foram descritos acima.</li>
<li>Depois das conclusões, os Objetivos. Também em tópicos identificados por letras.</li>
<li><strong>Associe os objetivos (letras) e as conclusões (números). Não pode ter objetivo sem conclusão ou conclusão sem objetivo.</strong> Todo objetivo deve ser respondido por (pelo menos) uma conclusão. Toda conclusão deve estar associada a pelo menos um objetivo.<br />
Volte ao mapa da tese e confira se objetivos e conclusões estão dentro dos sete lugares do pensamento. Faca ajustes no &#8216;mapa&#8217; se necessário (mas se o seu mapa foi bem feito, é mais provável que você tenha que fazer ajustes nos seus objetivos e conclusões).</li>
<li><strong>Faça um mapa conceitual da sua introdução.</strong> Mapas conceituais são uma técnica que ainda não tratamos na oficina de escrita, mas que você pode estudar um pouco sobre ela aqui. Ela ajuda a identificar os os núcleos conceituais que devem estar na introdução, e que são aqueles necessários para que o leitor entenda os objetivos, os métodos e os resultados do seu trabalho.<strong> Abre parênteses:</strong> Você não precisa dizer tudo para o leitor: defina quais as &#8216; lacunas&#8217; você espera que o leitor preencha e quais você vai preencher pra ele. Não trate o leitor como burro: se ele já deve saber alguma coisa, ou se é de domínio publico, você não precisa dizer. Lembre-se também que seu público, na tese, é limitado e especializado. <strong>Fecha parênteses.</strong></li>
<li><strong>Faça outro mapa conceitual para a discussão</strong>. O mapa conceitual ajuda a estabelecer relações, filtrar informação e sair da confusão geral da cabeça. Te permite também corrigir depois o texto corrido.</li>
<li><strong>Na discussão, seus resultados vem SEMPRE primeiro.</strong> Levantamento bibliográfico é pra ser feito na introdução. Na discussão, discutimos o SEU dado, e não tudo que já foi feito no mundo.<br />
<strong>Abre parênteses:</strong> a discussão é um delicado equilíbrio entre o que os seus dados deixam e o que eles não deixam você dizer. Até onde a evidencia permite que você vá e até onde você e eu permitiremos que a especulação vá. Além dos resultados, isso será avaliado na tese.dizer menos do que os dados permitem, não extraindo conclusões, é ruim, talvez até pior, do que expectar e inferir sem lastro experimental e estatístico. <strong>Fecha parênteses.</strong></li>
<li>E os dados mais importantes vêm sempre antes dos dados menos importantes.</li>
<li>Pronto. Agora você pode fazer todo o resto, que é escrever sumário, resumo, referências, título.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify">Fazer desse jeito vai te dar trabalho, mas te garanto que você não ficará nenhum dia olhando para o computador perdido sem saber que fazer. As correções serão menores também. Se você ainda tiver alguma dúvida, dê uma olhada no post &#8216;<a title="Check-List" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2011/02/check_list/">check-list</a>&#8216;, onde eu já discuti quais os critérios que um aluno deve usar para saber se a tese dele está &#8216;pronta&#8217; para a defesa.</p>
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		<title>Você é um Cronometrado?</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/voc-um-cronometrado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 15:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você nasceu em 30 de novembro de 1999, parabéns! Porquê — você deve estar se perguntando — se ainda estamos em maio? Acontece que, segundo o matemático Phil Grizzard, para uma pessoa nascida em 30/11/99 qualquer data posterior sempre vai registrar precisamente sua idade. Por exemplo, em 16/05/12 tal pessoa tem exatos 12 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Se você nasceu em 30 de novembro de 1999, parabéns! Porquê — você deve estar se perguntando — se ainda estamos em maio? Acontece que, segundo o matemático Phil Grizzard, para uma pessoa nascida em 30/11/99 qualquer data posterior sempre vai registrar precisamente sua idade. Por exemplo, em 16/05/12 tal pessoa tem exatos 12 anos, 5 meses e 16 dias de idade.</p>
<p align="justify">Grizzard, da Illinois University State, chama tais pessoas de <em>stopwatch baby</em> [<em>bebê cronômetro</em>]. Ele ressalta um porém. Para fazer sentido no mês de dezembro é necessário zerar o mês e acrescentar 1 ao ano. Assim, no natal desse ano, um <em>adolescente-cronômetro</em> vai ter 25/0/13 — ou seja, 13 anos e 25 dias.</p>
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		<item>
		<title>Nomeado o novo presidente do MIT, bom para o Brasil</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/_1In6x_tu-Q/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/podeimburana/2012/05/nomeado-novo-presidente-mit-bom-para-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>podeimburana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano passado ajudei, administrativamente, na organização da Conferência Brasil-MIT. Aproveito para dizer que algumas das apresentações estão disponíveis aqui. Fiquei impressionada com o fato de que Rafael Reif, então provost* da instituição, participou ativamente dos dois dias da conferência, anotando tudo em seu caderno. Reif acaba de ser nomeado como presidente do MIT. Bom para o Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado ajudei, administrativamente, na organização da Conferência Brasil-MIT. Aproveito para dizer que algumas das apresentações estão disponíveis <a title="Conferencia Brasil-MIT" href="http://web.mit.edu/misti/mit-brazil/forum/agenda.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Fiquei impressionada com o fato de que Rafael Reif, então <em>provost* </em>da instituição, participou ativamente dos dois dias da conferência, anotando tudo em seu caderno.</p>
<p>Reif <a title="reif presidente mit" href="http://web.mit.edu/newsoffice/2012/rafael-reif-elected-president-0516.html" target="_blank">acaba de ser nomeado</a> como presidente do MIT. Bom para o Brasil.</p>
<p>A coletiva de imprensa sobre o anúncio está acontecendo agora (<a title="posse reif" href="http://amps-web.amps.ms.mit.edu/public/MIT/2011-2012/2012may16-Press_Announcement/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>*a tradução de provost é reitor; aqui o provost é o braço direito do presidente de uma universidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Perito Criminal – Profissão Biólogo</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/bessa/2012/05/perito-criminal-profissao-biologo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Criminalística]]></category>
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		<category><![CDATA[Elias Lopes de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão Biólogo]]></category>

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		<description><![CDATA[Elias Lopes de Freitas Sou Perito Criminal, realizando exames periciais em casos de crimes. Trabalho, portanto, na produção de provas em investigações criminais. Sou funcionário do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José do Rio Preto, SP, que pertence ao Instituto de Criminalística, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica de nosso Estado. No Estado de São Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>Elias Lopes de Freitas</strong></p>
<div id="attachment_1414" class="wp-caption aligncenter" style="width: 555px"><a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/files/2012/05/Elias-de-Freitas.jpg"><img class="size-medium wp-image-1414" src="http://scienceblogs.com.br/bessa/files/2012/05/Elias-de-Freitas-545x364.jpg" alt="Elias de Freitas, Perito criminal" width="545" height="364" /></a><p class="wp-caption-text">Elias de Freitas, Perito criminal</p></div>
<p>Sou Perito Criminal, realizando exames periciais em casos de crimes. Trabalho, portanto, na produção de provas em investigações criminais. Sou funcionário do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José do Rio Preto, SP, que pertence ao Instituto de Criminalística, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica de nosso Estado.</p>
<p>No Estado de São Paulo e em vários outros, o Biólogo é um dos profissionais de nível superior que podem prestar concurso e ingressar na carreira de perito. Porém, podem atuar em diversas áreas, que não necessariamente a biológica, como, por exemplo, acidentes de trânsito, furtos, análises de documentos, etc. Em alguns Estados e na Polícia Federal, os concursos são específicos para as diferentes formações.</p>
<p>Entre as habilidades que me são exigidas em meu cotidiano profissional estão um bom preparo não só na área biológica, mas também em outras, principalmente exatas, pois muitas perícias envolvem análises físicas e matemáticas. Quando o trabalho é específico para a área biológica, pode envolver análise de DNA, Bioquímica e atualmente, exames com abordagens sistemáticas e ecológicas, nos casos de crimes ambientais. E o esforço pelo bom Português, como em todas as demais áreas, é fundamental. Nossos Laudos Periciais serão utilizados pelos profissionais que decidirão se um crime de fato ocorreu ou não, qual sua gravidade, se há um culpado, qual pena deverá ser aplicada. É muito importante que apresentemos a redação mais clara e correta possível, para evitar erros de interpretação.</p>
<p>Participo da equipe plantonista, conhecida no jargão policial como &#8220;clínica geral&#8221;. Faço perícias em diversos tipos de casos, como acidentes de trânsito, furtos, roubos, homicídios, suicídios, danos e também em casos de crimes ambientais. Geralmente, realizo os exames periciais nos locais onde ocorrem os crimes. Contudo, sou pós-graduado na área de zoologia e em casos de crimes contra a fauna, realizo perícias em exemplares vítimas de caça, maus tratos e outros, bem como em instrumentos utilizados para a prática desses crimes.</p>
<p>Normalmente, passo por um ou dois plantões semanais, com 24 h de duração cada. Mas, atendemos a 23 Municípios, com um total de 34 delegacias de polícia, quase não sobra tempo para as análises detalhadas e elaboração dos diferentes tipos de laudos periciais durante os plantões. Assim, trabalho em casa ou em nossa sede, utilizando, aproximadamente, 12 h semanais. Esse tempo varia em função da quantidade de casos mais ou menos complexos que surgem durante os plantões. Às vezes, passo dias trabalhando em um único caso, pesquisando, analisando, principalmente quando envolve análises físicas (por exemplo, acidentes de trânsito) ou em casos que envolvam análises mais complexas sobre sistemática e/ou ecologia.</p>
<p>O ambiente onde trabalho envolve muitos compromissos e exigências típicos dos trabalhos no setor policial. Trabalhamos para auxiliar na solução de problemas da população, que muitas vezes envolvem situações dramáticas. Obviamente, acabamos sujeitos ao desconforto consequente desse tipo de tarefa. Como nossa missão é fornecer análises imparciais, técnicas, é fundamental o preparo para evitar interferências subjetivas, que comprometam a qualidade da prova produzida. E, no caso do plantonista, que atua em loco, onde um crime acabou de ocorrer, analisando detalhes recentes daquele fato, esse preparo é fundamental. Como qualquer estudo direto no ambiente, há sempre variáveis que não podemos controlar e que podem interferir no resultado da coleta dos dados e de sua análise final.</p>
<p>Nenhuma preparação foi exigida além da minha graduação em Biologia antes do concurso. A experiência nas disciplinas favoreceu, mas não era uma exigência. Depois do concurso, para nossa preparação profissional, passamos por um curso de formação, principalmente teórica, na Academia de Polícia. Depois, passamos por um período de estágio, sendo acompanhados por peritos já atuantes, em locais e situações reais de crimes. O tempo de academia pode variar de três até vários meses, dependendo da instituição, isso também quanto ao estágio, que pode ocorrer junto à sede central do órgão ou no próprio posto de trabalho onde cada profissional atuará após sua nomeação.</p>
<p>As disciplinas que mais me interessavam durante a graduação eram Anatomia, Fisiologia Humana, Fisiologia Animal Comparada, Zoologia. O comportamento animal, que também gostava e gosto, era incluso nas fisiologias e zoologia. No entanto, atualmente lido frequentemente com disciplinas como Matemática e Física, além da Anatomia e Fisiologia que já me interessavam.</p>
<p>Apesar dos vários problemas de nosso Sistema Judiciário, o trabalho pericial é um dos alicerces para produzir a investigação adequada nos casos de crimes. Isso é fundamental para a análise feita por aqueles que julgarão e decidirão sobre o resultado final de cada fato examinado. Assim, faço parte de uma parcela profissional importante na luta pela garantia da justiça em nosso País, o que me motiva nas horas difíceis da minha profissão.</p>
<p>Especificamente em São Paulo, que é onde atuo, apesar dos incrementos e melhorias nas condições de trabalho, ainda necessitamos de mais recursos, tanto humanos, como tecnológicos e de infraestrutura. Afinal, vivemos no Brasil e nossas deficiências, principalmente no setor público em geral, todos nós conhecemos.</p>
<p>O Perito Criminal encontra situações desagradáveis durante seu trabalho; muitas vezes, extremamente dramáticas. Isso exige certo preparo e autodomínio diante dos desafios enfrentados. Assim, para aqueles que pretendam ingressar na carreira, seria muito conveniente uma visita a alguma sede da Polícia Científica, onde poderiam conversar e ter melhor percepção das reais condições de trabalho e desafios que poderão ter pela frente. Outro aspecto que devem ter em mente é a adequação aos métodos utilizados nos trabalhos de cunho legal. A legislação tem um desenvolvimento antropocêntrico e muitas vezes, apenas a argumentação baseada em nossa formação tradicional nas Ciências Biológicas é insuficiente para gerar os resultados esperados. É necessário entender e se expressar na linguagem e argumentação forense. Esses detalhes não devem ser encarados como desanimadores. Apenas refletem o que considero como fato: nenhuma profissão é para todos; nenhuma é para ninguém. O ideal é que cada um procure aquilo que irá lhe satisfazer. O trabalho pericial, certamente, satisfaz e satisfará muita gente.</p>
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		<title>Tenha um dia colorido</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2012/05/tenha-um-dia-colorido/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Angra dos Reis]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O poético cenário acima foi fotografado no dia 1º de maio, na Vila Abraão, em Ilha Grande (Angra dos Reis). Os dois arco-íris apareceram para nos despedir horas antes de deixarmos a ilha da fantasia e voltarmos à nossa realidade no continente. Como paisagens encantadoras nunca são demais, compartilho essa beleza da natureza com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/05/arcoiris.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1795" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/05/arcoiris.jpg" alt="" width="500" height="267" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poético cenário acima foi fotografado no dia 1º de maio, na Vila Abraão, em Ilha Grande (Angra dos Reis). Os dois arco-íris apareceram para nos despedir horas antes de deixarmos a ilha da fantasia e voltarmos à nossa realidade no continente. Como paisagens encantadoras nunca são demais, compartilho essa beleza da natureza com um desejo de bom dia para você.</p>
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		<title>Teorias na psicologia: quanto mais complexas melhor?</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/psicologico/2012/05/teorias-na-psicologia-quanto-mais-complexas-melhor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:25:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Epaminondas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Behaviorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[analise do comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Infelizmente esse quadrinho mostra uma realidade nos cursos de psicologia. Vemos alguns autores que escrevem muito sobre nada e acabam sendo reverenciados, como se ser mais complexo o fizesse ser mais verdadeiro. Acredito que o que falta é conhecimento da ciência em geral: um dos objetivos da ciência é explicar como as coisas funcionam (ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/psicologico/2012/05/teorias-na-psicologia-quanto-mais-complexas-melhor/524499_278947132188352_100002192022532_652482_1996857169_n/" rel="attachment wp-att-756"><img class="aligncenter size-full wp-image-756" src="http://scienceblogs.com.br/psicologico/files/2012/05/524499_278947132188352_100002192022532_652482_1996857169_n.jpg" alt="" width="320" height="288" /></a></p>
<p>Infelizmente esse quadrinho mostra uma realidade nos cursos de psicologia. Vemos alguns autores que escrevem muito sobre nada e acabam sendo reverenciados, como se ser mais complexo o fizesse ser mais verdadeiro.</p>
<p>Acredito que o que falta é conhecimento da ciência em geral: um dos objetivos da ciência é explicar como as coisas funcionam (ou por que as pessoas fazem as coisas que elas fazem) buscando regularidades. Estas regularidades tornam um fenômeno mais fácil de ser compreendido, pois quando conhecemos a lei que o governa podemos prever quando e como este fenômeno ocorrerá novamente, assim como eu sei que  se eu soltar uma bola no ar ela vai cair no chão por causa da lei da gravidade. Isso simplifica as coisas para nós.</p>
<p>Conhecendo as &#8220;leis&#8221; que governam o comportamento humano (como as leis do reflexo, do reforço, da extinção, etc) eu posso, a partir delas, compreender e modificar o comportamento.</p>
<p>Ou seja, a ciência do comportamento simplifica estes fenômenos explicando-os em leis que nos facilitam a compreender e agir sobre as pessoas. E facilita a tal ponto que eu sou capaz de explicá-las para amigos, colegas, clientes, alunos e leitores deste blog &#8211; a ciência deve ser acessível.</p>
<p>Se uma teoria é complexa a ponto de, para eu aprender o básico dela, eu precisar quebrar a cabeça, ler dezenas de livros e confiar mais na autoridade de quem a criou do que nos resultados promovidos por ela, então sinto muito, não é uma boa teoria.</p>
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		<title>Pedras pelo caminho</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/balamagica/2012/05/pedras-pelo-caminho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 19:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Poletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[imagens artisticas]]></category>
		<category><![CDATA[microscopia eletronica]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje me acordei pensando em uma pedra numa rua de Calcutá. Numa determinada pedra numa rua de Calcutá. Solta. Sozinha. Quem repara nela? Só eu, que nunca fui lá. Só eu, deste lado do mundo, te mando agora esse pensamento&#8230; Minha pedra de Calcutá! (Mário Quintana) Olhe bem para a imagem acima. Seriam mesmo pedras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify">Hoje me acordei pensando em uma pedra numa rua de Calcutá. Numa determinada pedra numa rua de Calcutá. Solta. Sozinha. Quem repara nela? Só eu, que nunca fui lá. Só eu, deste lado do mundo, te mando agora esse pensamento&#8230; Minha pedra de Calcutá!</p>
<p style="text-align: justify"><em>(Mário Quintana)</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_408" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://scienceblogs.com.br/balamagica/2012/05/pedras-pelo-caminho/pedras/" rel="attachment wp-att-408"><img class="size-full wp-image-408" src="http://scienceblogs.com.br/balamagica/files/2012/05/pedras-.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Nano Graveyard&quot; - Steven Herron, Stanford University</p></div>
<p>Olhe bem para a imagem acima. Seriam mesmo pedras de Calcutá pelo caminho? Nem de Calcutá, e nem mesmo pedras&#8230; . São apenas singelas nanoestruturas cuja imagem foi obtida por uma técnica conhecida como microscopia eletrônica de varredura. As cores ficam por conta do gosto do &#8220;artista&#8221;, que as inseriu depois, empregando um programa de imagem.</p>
<p>Mais uma bela obra do concurso <em><a href="http://www.mrs.org/s11-science-as-art-winners/">Science as Art</a> (2011)</em>, promovido pela <em>Materials Research Society</em>.</p>
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		<title>Midway</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/2012/05/midway/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 16:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia Chow</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[josé eli da veiga]]></category>
		<category><![CDATA[mar]]></category>

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		<description><![CDATA[Provavelmente as fotos das aves mortas com as mais variadas quinquilharias dentro delas não é uma grande novidade, você pode conferir todas no site do fotógrafo Chris Jordan. O atol de Midway é um dos lugares mais remotos do planeta, fica no norte do oceano Pacífico entre o Japão e a América do Norte, ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway3.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway3" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway3_thumb.jpg" width="244" height="187"></a><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway5.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway5" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway5_thumb.jpg" width="244" height="184"></a><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway6.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway6" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway6_thumb.jpg" width="244" height="184"></a></p>
<p align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway4.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway4" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway4_thumb.jpg" width="184" height="244"></a><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway2.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway2" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway2_thumb.jpg" width="244" height="184"></a><a href="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway1.jpg"><img style="border-right-width: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px;padding-top: 0px" border="0" alt="midway1" src="http://scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento/files/2012/05/midway1_thumb.jpg" width="244" height="184"></a></p>
<p align="justify">Provavelmente as fotos das aves mortas com as mais variadas quinquilharias dentro delas não é uma grande novidade, você pode conferir todas no site do fotógrafo <a href="http://chrisjordan.com/gallery/midway/#CF000313%2018x24" target="_blank">Chris Jordan</a>.</p>
<p align="justify">O atol de Midway é um dos lugares mais remotos do planeta, fica no norte do oceano Pacífico entre o Japão e a América do Norte, ele fica perto daquele <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Pacific_Garbage_Patch" target="_blank">mar de lixo que existe no Pacífico</a>, aí fica fácil de entender a quantidade de lixo encontrada dentro das aves por lá. E não é só dentro delas mas também em algumas área das ilhas é possível encontrar o lixo que chega do mar.</p>
<p align="justify">O fotógrafo Chris Jordan resolveu fazer um filme sobre <a href="http://www.midwayjourney.com/" target="_blank">Midway</a>, segundo o site do projeto este é o trabalho de uma jornada visual poderosa no coração de uma espantosa tragédia ambiental muito simbólica. “Milhares de albratozes morrem nessa ilha por confundir com comida pedaços de plásticos que encontram no mar. As imagens são icônicas. O objetivo, no entanto, é olhar para além do sofrimento e da tragédia. No meio do Oceano Pacífico temos a oportunidade de ver o nosso mundo em contexto. No meio do caminho não podemos negar o impacto que temos sobre o planeta. Mas, ao mesmo tempo, ficamos impressionados com a beleza da terra e da paisagem sonora da vida selvagem que nos rodeia, e é aqui que podemos ver o milagre que é a vida nesta terra. Assim é com o conhecimento do nosso impacto aqui que devemos encontrar um caminho a seguir.” <a href="http://www.midwayjourney.com/about/" target="_blank">Tradução livre minha</a>.</p>
<p align="justify">Aqui cabe perfeitamente o clichezão: imagens valem mais do que mil palavras, né? Nem preciso gastar muito tempo escrevendo para se sentir sensibilizado por elas. E não pense que por você viver no Atlântico Sul você não tem nada a ver com isso, sabe as correntes marinhas? Sabe os navios que cruzam o planeta transportando de tudo? É, esse é o mundo globalizado, não existe nada que não esteja interligado! Pense nisso antes de jogar aquela tampinha, aquele plastinho da bala ou o lacre de uma etiqueta na rua…</p>
<p align="justify">Você pode ver o trailer do filme abaixo.</p>
<p><iframe height="281" src="http://player.vimeo.com/video/25563376" frameborder="0" width="500"></iframe>
<p>Dica por e-mail do <a href="http://www.zeeli.pro.br/novo/" target="_blank">José Eli da Veiga</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/j8ZZBWDt4S4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Em uma palavra [104]</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/rNck27eRZJM/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/em-uma-palavra-104/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[em uma palavra]]></category>
		<category><![CDATA[etimologia]]></category>
		<category><![CDATA[latim]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[elucidário]]></category>

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		<description><![CDATA[elucidário (e.lu.ci.dá.rio) s.m. livro que elucida, i.e., esclarece ou explica o sentido de assuntos pouco inteligíveis. [derivado de elucidar, por sua vez originário do lat. elucidare, iluminar, jogar luz sobre]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia"><strong><span style="font-size: medium">elucidário</span> (e.lu.ci.dá.rio)<br />
</strong>s.m. livro que elucida, i.e., esclarece ou explica o sentido de assuntos pouco inteligíveis. [derivado de elucidar, por sua vez originário do lat. elucidare, iluminar, jogar luz sobre]</span></p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Sharot: nosso viés otimista</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/05/sharot-nosso-vies-otimista/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 09:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[Cognição Social]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Otimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vieses cognitivos]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem hoje estudos curiosos mostrando que temos uma forte tendência a nos acharmos mais inteligentes, bons de volante e honestos do que a maioria das pessoas. Além disso, estudos como estes indicam que julgamos ter menos probabilidade de sofrer acidentes ou contrair doenças graves do que a maioria das pessoas. Eu já tive a oportunidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/B8rmi95pYL0?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" title="YouTube video player" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=B8rmi95pYL0" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/05/optimismbias.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2446" src="http://scienceblogs.com.br/socialmente/files/2012/05/optimismbias.jpg" alt="" width="254" height="380" /></a>Existem hoje estudos curiosos mostrando que temos uma forte tendência a nos acharmos mais inteligentes, bons de volante e honestos do que a maioria das pessoas. Além disso, estudos como estes indicam que julgamos ter menos probabilidade de sofrer acidentes ou contrair doenças graves do que a maioria das pessoas. <a href="http://scienceblogs.com.br/socialmente/2011/10/ser-otimista-e-saudavel/" target="_blank">Eu já tive a oportunidade de comentar aqui no blog</a> acerca de um estudo publicado ano passado na revista <em>Nature</em> sobre o viés de otimismo irrealista e sobre como ele é capaz de se manter a despeito de informações que o contradigam. A professora na <em>University College London,</em> Tali Sharot, liderou a equipe que conduziu e publicou esta pesquisa. Ela é a palestrante do vídeo acima, publicado ontem no <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Porque será que somos tão otimistas assim? O que a neurociência cognitiva tem a nos dizer sobre o otimismo? E se somos otimistas, será que isso é bom para nós? Será que o segredo para a felicidade é ser otimista, ou será que é ter baixas expectativas em relação ao futuro (ou nenhum dos dois)? Estas são algumas das questões abordadas na palestra acima, e as respostas de Tali Sharot à elas poderão te surpreender.</p>
<p style="text-align: justify">No vídeo, Sharot comenta a linha de pesquisa que ela tem conduzido sobre otimismo nos últimos anos. Em um dos seus estudos mais interessantes, ela estimulou com pequenos pulsos magnéticos regiões específicas do cérebro dos participantes e conseguiu alterar da maneira esperada o otimismo que os participantes expressavam. Ela lançou no ano passado o livro <em><a href="http://www.theoptimismbias.com/" target="_blank">The Optimism Bias: A Tour of the Irrationally Positive Brain</a></em> (O Viés Otimista: Um Tour pelo Cérebro Irracionalmente Positivo), revisando e apresentando o conhecimento que temos hoje sobre o otimismo. Infelizmente, ainda não contamos com uma tradução do livro e nem com uma legenda do vídeo, torço para que vocês estejam com o inglês afiado (ou esperem algumas semanas até saírem as legendas).</p>
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		<item>
		<title>Dobro ou metade?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/2XR4cO7gCFY/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/dobro-ou-metade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 00:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[paradoxos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um curioso paradoxo divisado pelo matemágico Raymond Smullyan. Considere dois inteiros positivos, x e y. Um é o dobro do outro, mas não sabemos qual é. Assim, conclui-se que: Se x é maior que y, segue-se que x = 2y e a diferença entre x e y é igual a y. Por outro lado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Mais um curioso paradoxo divisado pelo <em>matemágico</em> Raymond Smullyan. Considere dois inteiros positivos, <span style="font-family: Georgia"><strong>x</strong></span> e <span style="font-family: Georgia"><strong>y</strong></span>. Um é o dobro do outro, mas não sabemos qual é. Assim, conclui-se que:</p>
<ul>
<li>
<div align="justify">Se <strong><span style="font-family: Georgia">x</span></strong> é maior que <strong><span style="font-family: Georgia">y</span></strong>, segue-se que <strong><span style="font-family: Georgia">x = 2y</span></strong> e a diferença entre <strong><span style="font-family: Georgia">x</span></strong> e <strong><span style="font-family: Georgia">y</span> </strong>é igual a <strong><span style="font-family: Georgia">y</span></strong>. Por outro lado, se <strong><span style="font-family: Georgia">y</span></strong> é o maior valor, então <strong><span style="font-family: Georgia">x = 0,5y</span></strong> e a diferença entre as incógnitas é expressa por <strong><span style="font-family: Georgia">y &#8211; 0,5y = 0,5y</span></strong>. Como <strong><span style="font-family: Georgia">y</span></strong> é maior que <strong><span style="font-family: Georgia">0,5y</span></strong>, podemos dizer genericamente que, se <strong><span style="font-family: Georgia">x &gt; y</span></strong>, a <em>diferença de </em><span style="font-family: Georgia"><strong>x</strong></span><em> e </em><span style="font-family: Georgia"><strong>y</strong></span> é <strong>maior</strong> do que <em>a diferença de </em><span style="font-family: Georgia"><strong>y</strong></span><em> e </em><span style="font-family: Georgia"><strong>x</strong></span>, se<strong> <span style="font-family: Georgia">y &gt; x</span></strong>.</div>
</li>
<li>
<div align="justify">Se <strong><span style="font-family: Georgia"><em>d</em></span></strong> é a diferença entre <strong><span style="font-family: Georgia">x</span> </strong>e <strong><span style="font-family: Georgia">y</span></strong>, isso é o mesmo que dizer que <strong><em><span style="font-family: Georgia">d</span></em></strong> tem o mesmo valor do menor número. Assim, geralmente, o <em>excesso de </em><span style="font-family: Georgia"><strong>x</strong></span><em> em relação a </em><span style="font-family: Georgia"><strong>y</strong></span>, se <strong><span style="font-family: Georgia">x &gt; y</span></strong>, é <strong>igual</strong> ao <em>excesso de </em><span style="font-family: Georgia"><strong>y</strong></span><em> em relação a </em><span style="font-family: Georgia"><strong>x</strong></span>, se <span style="font-family: Georgia"><strong>y &gt; x</strong></span>.</div>
</li>
</ul>
<p align="justify">As duas conclusões possíveis estão em clara contradição. Qual é o problema?</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/2XR4cO7gCFY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nanotecnologia vs. Meio ambiente</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/-AlGTO9NIuo/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/chivononpo/2012/05/nanotecnologia-vs-meio-ambiente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 23:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nanotecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Traduzido de: Nanoparticles May Pose Environmental Threat Testes mostram que um dos tipos pode causar mutações no DNA de plantas. 14 de maio de 2012 &#160; Por Joel N. Shurkin, contribuidor do ISNS  Inside Science News Service &#160; Imagem em tamanho original O aumento da exposição a nanopartículas nos rabanetes acarreta um aumento no impacto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.insidescience.org/"><img src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/masthead.jpg" alt="Photobucket" width="532" height="70" align="center" border="0" /></a></p>
<div class="ii gt">Traduzido de: <a href="http://www.insidescience.org/news-service/1-2655">Nanoparticles May Pose Environmental Threat</a></div>
<h2>Testes mostram que um dos tipos pode causar mutações no DNA de plantas.</h2>
<p>14 de maio de 2012</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Por Joel N. Shurkin, contribuidor do ISNS </strong></em><br />
<em><strong> Inside Science News Service</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<table width="258" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td style="padding: 10px"><a href="http://www.insidescience.org/news-service/javascript:Site.openWin('/polopoly_fs/1.2656!/image/3948932729.jpg_gen/derivatives/landscape_490/3948932729.jpg',%20510,%20208)"><img src="http://www.insidescience.org/polopoly_fs/1.2656!/image/3948932729.jpg_gen/derivatives/landscape_174/3948932729.jpg" alt="Nanoparticle large" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><a href="http://www.insidescience.org/news-service/javascript:Site.openWin('/polopoly_fs/1.2656!/image/3948932729.jpg_gen/derivatives/landscape_490/3948932729.jpg',%20510,%20208)">Imagem em tamanho original</a><br />
O aumento da exposição a nanopartículas nos rabanetes acarreta um aumento no impacto sobre seu crescimento. (A concentração de nanopartículas no ambiente cresce da esquerda para a direita).<br />
Crédito: H. Wang, U.S. Environmental Protection Agency</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify">(ISNS) – Não é mais um assunto de ficção científica: as nanopartículas são cada vez mais comuns. Esses objetos extremamente pequenos podem fazer quase qualquer coisa, desde filtrar poluição, até distribuir medicamentos no interior do corpo. No entanto, ninguém sabe ao certo os efeitos que elas podem causar, se se espalharem pelo meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify">Uma equipe de cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (National Institute of Standards and Technology = NIST) e da Universidade de Massachusetts em Amherst pensa que há motivos para preocupações.</p>
<p style="text-align: justify">Eles ainda não comprovaram que as partículas sejam perigosas, mas demonstraram que algumas nanopartículas podem ser absorvidas por plantas e causarem mutações em seus DNA, o que, dizem eles, é merecedor de maior atenção.</p>
<p style="text-align: justify">As nanopartículas são tão pequenas que agem como uma ponte entre o tamanho dos átomos e algo tangível. A espessura de um fio de cabelo humano é medida em milionésimos de metro; as nanopartículas são medidas em bilionésimos de metro.</p>
<p style="text-align: justify">E, atualmente, elas estão por toda a parte. Os fabricantes as põem em roupas, tais como as meias, para matar bactérias. Elas estão em um tipo de tinta para casas auto-limpante e no revestimento de lentes de óculos. Loções de filtro solar lançadas no mercado contêm nanopartículas de zinco ou titânio. Em breve os carros terão pinturas auto-reparantes que vão &#8220;auto-curar&#8221; os riscos e arranhões.</p>
<p style="text-align: justify">As nanopartículas se tornaram tão comuns que se presume que elas acabarão, inevitavelmente, misturadas ao meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify">Para ver o que aconteceria com plantas expostas a nanopartículas, os pesquisadores pegaram partículas de óxido de cobre e expuseram três tipos de plantas às mesmas: rabanetes e dois tipos de centeio – conforme seu relato em <a href="http://bit.ly/KpVQd1" target="_blank">Environmental Science &amp; Technology</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Eles escolheram nanopartículas de cobre porque elas são amplamente usadas para colorir vidros, em cerâmicas, como um polidor e na manufatura de rayon. Elas são também usadas na indústria eletrônica para a manufatura de semicondutores, explica Bryant Nelson do<em> National Institute of Standards and Technology</em>.</p>
<p style="text-align: justify">A equipe de pesquisa também usou partículas de óxido de cobre maiores que as nanopartículas, para comparar os resultados, bem como íons de cobre padrão.</p>
<p style="text-align: justify">O óxido de cobre é um agente oxidante e alguns agentes oxidantes metálicos podem causar câncer em pessoas, o que é um motivo para preocupação.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Nós realizamos os testes para ver se as partículas tinham ou não a capacidade de penetrar nas plantas e danificar seu DNA&#8221;, declarou Nelson.</p>
<p style="text-align: justify">Segundo os resultados, elas tinham&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Os danos eram visíveis a olho nu&#8221;, comentou Nelson.</p>
<p style="text-align: justify">Segundo Nelson, os resultados variaram. Os rabanetes exibiram um dano considerável, apresentando lesões no DNA das plantas que ficaram atrofiadas. Essas lesões, na presença de nanopartículas, eram o dobro das causadas pelas partículas maiores e as plantas absorveram mais cobre com as partículas menores. Os dois tipos de centeio foram menos suscetíveis, mas os resultados foram diferentes para cada um. Todos os três tipos de plantas absorveram partículas.</p>
<p style="text-align: justify">Nelson enfatizou que foi usado um número de partículas muito maior de nanopartículas do que as plantas provavelmente encontrarão no ambiente. O estudo foi apenas para verificar se a absorção seria ou não possível. Estão planejadas novas experiências com um nível de exposição mais natural, com menos partículas.</p>
<p style="text-align: justify">Kathleen Eggleson do Centro de Nano Ciência e Tecnologia da Universidade Notre Dame disse que o estudo demonstra a complexidade da pesquisa em nanotecnologia. Durante o estudo, os pesquisadores observaram duas plantas do mesmo gênero reagindo de maneira diferente às nanopartículas, observou  Eggleson.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, não está claro como diferentes ambientes podem afetar a absorção, ou mesmo se as nanopartículas penetrariam as plantas a partir do solo ou da água, ela acrescenta.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto a tecnologia já é ubíqua.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A nanotecnologia está desenvolvendo estruturas cada vez mais complexas&#8221;, declarou Eggleson. &#8220;É um fenômeno mais evolucionário do que revolucionário. Não se trata de uma nova invenção avassaladora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Examinar todas as nanopartículas e todas as permutações, revestimentos, assim como todos os diferentes organismos e concentrações, é uma tarefa absolutamente titânica&#8221;, complementou Eggleson.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify"><em>Joel Shurkin é um escritor </em>freelance<em> de Baltimore. Ele é o autor de nove livros sobre ciência e a história da ciência, e ensinou jornalismo científico na Universidade Stanford, na UC Santa Cruz e na Universidade do Alaska em Fairbanks</em></p>
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		<item>
		<title>Workshop “A Ciência nos Media”</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/6NGPRu0AMbQ/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2012/05/workshop-a-ciencia-nos-media/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 15:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Azevedo Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Ler os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[centro ciência viva]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação de ciência]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Lagos]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[midia]]></category>
		<category><![CDATA[WORKSHOP]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 26 de maio (sábado) o Centro Ciência Viva de Lagos organiza o Workshop “A Ciência nos Media”. Este workshop, que compreende as componentes teórica e prática, será ministrado pelo Professor e jornalista António Granado. Programa Manhã 9h00-10h30 O que é o jornalismo de ciência? O que o distingue de outras formas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2012/05/workshop-a-ciencia-nos-media/workshop_topo/" rel="attachment wp-att-1813"><img class="alignleft  wp-image-1813" src="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/files/2012/05/WORKSHOP_TOPO.jpg" alt="" width="296" height="140" /></a>No próximo dia <strong>26 de maio</strong> (sábado) o <a href="http://lagos.cienciaviva.pt/home/" target="_blank">Centro </a><a href="http://lagos.cienciaviva.pt/home/" target="_blank">Ciência Viva de Lagos</a> organiza o Workshop <strong>“A Ciência nos Media”</strong>.</p>
<p>Este workshop, que compreende as componentes teórica e prática, será ministrado pelo Professor e jornalista <a href="http://about.me/antoniogranado" target="_blank">António Granad</a>o.<br />
<strong>Programa</strong><br />
<strong>Manhã</strong><br />
9h00-10h30<br />
O que é o jornalismo de ciência?<br />
O que o distingue de outras formas de jornalismo? As fontes dos jornalistas de ciência e os seus constrangimentos.<br />
11h00-12h30<br />
Jornalistas e cientistas, uma relação difícil. As diferenças entre ciência e jornalismo. Como encontrar notícias de ciência?<br />
<strong>Tarde</strong><br />
14h00-16h30<br />
Elaboração de uma notícia de ciência. Escolha, pesquisa de fontes, escrita e edição.<br />
17h00-18h30<br />
Correcção em conjunto de todas as notícias elaboradas.</p>
<p><strong> Público-alvo</strong></p>
<p>jornalistas, comunicadores de Ciência, professores e estudantes.<br />
<a href="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2012/05/workshop-a-ciencia-nos-media/workshop_cartaz_sm_v2-large/" rel="attachment wp-att-1829"><img class="alignleft  wp-image-1829" src="http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/files/2012/05/WORKSHOP_CARTAZ_SM_V2-Large-717x1024.jpg" alt="" width="414" height="591" /></a><strong>Biografia formador</strong><br />
António Granado<br />
Responsável da área multimédia da direcção de informação da RTP e professor auxiliar na Universidade Nova de Lisboa. É jornalista de Ciência há mais de 22 anos e escreve, desde 2001, o weblog Ponto Media, um espaço de reflexão sobre o jornalismo.<br />
<strong>Inscrições e pagamentos</strong><br />
O custo do Workshop, com a carga horária de 7 horas, é de 20 euros, para inscrições até 20 de Maio e de 25 euros, para inscrições após 20 de Maio.<br />
O pagamento da inscrição deverá ser feito por transferência bancária para o NIB 003503870003978793089 enviando, de seguida, os dados pessoais (nome, idade, mail e profissão) e o comprovativo da transferência bancária para o mail info@lagos.cienciaviva.pt.<br />
<strong>Inscrição inclui uma entrada familiar no CCVL e coffee-break.</strong><br />
<strong>Certificado</strong><br />
Será emitido um certificado de participação.<br />
<strong>Contactos/Informações</strong><br />
Beatriz Tomás Oliveira<br />
boliveira@lagos.cienciaviva.pt | 282 770 002</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/6NGPRu0AMbQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2012/05/workshop-a-ciencia-nos-media/feed/</wfw:commentRss>
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		<feedburner:origLink>http://scienceblogs.com.br/cienciaaonatural/2012/05/workshop-a-ciencia-nos-media/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Como fugir da carinhosa brutalidade do casal de PhDs</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/rCyZ_6SOhh8/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/uoleo/2012/05/como-fugir-da-carinhosa-brutalidade-casal-de-phds/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 14:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Enigma]]></category>
		<category><![CDATA[Resposta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://20.1082</guid>
		<description><![CDATA[Se você não faz ideia do que signifique o título, sugiro que leia o enigma publicada semana passada, tenta resolver e, só então, volte aqui para ler a resposta. Iniciando do começo, visando preservar sua saúde mamilar (já que sua sanidade mental não tem mais conserto neste ponto), você tem quarenta fotografias com dez viradas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Se você não faz ideia do que signifique o título, sugiro que leia o <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2012/05/fuja-ou-morra-de-amor/" target=" blank">enigma publicada semana passada</a>, tenta resolver e, só então, volte aqui para ler a resposta.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Iniciando do começo, visando preservar sua saúde mamilar (já que sua sanidade mental não tem mais conserto neste ponto), você tem quarenta fotografias com dez viradas para cima e trinta para baixo. Segundo o enunciado, sem poder enxergar &#8220;você terá que separar as fotografias de modo que tenha dois montinhos com precisamente o mesmo número de imagens à mostra&#8221;. Lembrando que <strong>zero</strong> também é um número, existe uma forma de resolução que funciona com qualquer número de itens acima de um: em um monte, você separa os número que foi dado (dez, neste caso) e, em seguida, vira tudo naquele monte. </p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Desta forma, se todas as fotos estavam para cima, todas ficaram para baixo, resultando em zero dos dois lados. Se nenhuma estava do lado certo, ao virar ao contrário, todas ficarão, deixando dez de cada lado, satisfazendo as condições impostas. Testem as outras combinações e notem como funciona com qualquer uma (e, novamente, com qualquer valor: trinta e oito no total com sete para cima; dezoito total, três para cima; mil, setecentos e um total, mil e setecentos para cima; etc).</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 13.0px Arial">Alternativamente, se a questão fosse &#8220;separar as fotos em duas pilhas com exatamente o mesmo número delas virada para <em>baixo</em>&#8220;, bastaria inverter a pilha contendo trinta, já que este foi o número dado como já tendo as fotos para baixo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Na fase subsequente, basta criar um paradoxo. A resposta mais contextual seria afirmar que você jamais precisará de manicure novamente (&#8220;terei minhas unhas separadas das falanges por uma finíssima cunha metálica&#8221;). Se eles o fizerem, sua frase terá se tornado uma verdade, o que os forçaria a cumprir as próprias condições (lembre-se, eles são um psicólogo e um economista, dois seres infindavelmente lógicos) e recriar sua topologia pudenda. O que faria da sua frase uma mentira, os forçando a repetir o ciclo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Ficando eles sem escolha, chegamos ao revólver. Aqui, você só pode torcer para que as leis estatísticas esteja de bom humor e sorriam para você.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Mas, como a sorte vem para os que estão preparados, você pode aumentar um pouquinho suas chances.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">O negócio é o seguinte: se as duas balas estão encostadas e a primeira tentativa não resultou em um tiro na sua cabeça, sem mexer novamente no tambor a única bala que pode ser acionada é a primeira. Logo, podemos considerar ambas como uma só entidade, deixando o tambor com cinco espaços possíveis. Um já foi testado, deixando sobrar quatro; três deles certamente vazios e um (representado pela primeira bala) acionável explosivamente (a segunda bala não entra nesta conta porque ela não está disponível, pois para a sua situação, só interessa o primeiro tiro).</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Você tem três chances em quatro, ou 75%.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Se o tambor for rodado novamente, a Sra. Aleatoriedade volta a tomar conta e você passa a ter quatro chances em seis, ou duas em três, ou 66%. Não é uma garantia de que você vai sobreviver, mas já que não existe uma terceira opção, é melhor optar pelo gatilho simplesmente ser puxado mais uma vez. </p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">13% a mais pode parecer pouco, mas numa situação assim é melhor que nada.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial"><a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2012/05/fuja-ou-morra-de-amor/#comment-3223" target="_blank">Eduardo</a> acertou a segunda etapa mas escorregou na resposta da terceira, bem como <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2012/05/fuja-ou-morra-de-amor/#comment-3219" target="_blank">Danillo</a>.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial">Apenas <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2012/05/fuja-ou-morra-de-amor/#comment-3222" target="_blank">Beto</a> acertou as três. Parabéns!</p>
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		<item>
		<title>O que Toy Story me ensinou sobre a Ciência</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 14:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Hotta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucos percebem isso mas a trilogia Toy Story é uma grande alegoria sobre a vida do cientista, basta ver como os membros do laboratório do Andy aprontam as maiores bagunças quando ele não está mas ficam calados e obedientes na sua presença. Em Toy Story 1, o posdoc Woody tem que aprender a lidar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/?attachment_id=1731" rel="attachment wp-att-1731"><img class="aligncenter size-full wp-image-1731" title="Toy Story no lab" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/toy_story00.jpg" alt="" width="450" height="281" /></a></p>
<p>Poucos percebem isso mas a trilogia Toy Story é uma grande alegoria sobre a vida do cientista, basta ver como os membros do laboratório do Andy aprontam as maiores bagunças quando ele não está mas ficam calados e obedientes na sua presença.</p>
<div id="attachment_1732" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://scienceblogs.com.br/?attachment_id=1732" rel="attachment wp-att-1732"><img class="size-full wp-image-1732" title="" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/toy_story01.jpg" alt="Vc é um brinquedo!" width="450" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Vc é um brinquedo!!</p></div>
<p><strong>Em Toy Story 1</strong>, o posdoc Woody tem que aprender a lidar com a chegada do novo posdoc: Buzz Lightyear. Woody está acostumado a ser a estrela do laboratório, o Golden Boy do Andy. Buzz chega com uma auto-confiança incrível, provavelmente por ter trabalhado em terras distantes mas conquista a todos, inclusive o chefe Andy. Ao longo do filme vemos o Buzz percebendo sua realidade e o Woody deixando seu ciúme de lado aprendendo a trabalhar com o Buzz, tudo pelo Andy.</p>
<p><strong>Moral da história 1:</strong> melhor do que brigar com o outro posdoc do lab é trabalhar com ele para o sucesso de seu chefe.<br />
<strong>Moral da história 2:</strong> vc pode se achar o máximo, mas no fundo, no fundo, VC É UM BRINQUEDO!</p>
<p><a href="http://scienceblogs.com.br/?attachment_id=1733" rel="attachment wp-att-1733"><img class="aligncenter size-full wp-image-1733" title="toy_story02" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/toy_story02.jpg" alt="" width="450" height="269" /></a></p>
<p><strong>Em Toy Story 2,</strong> Woody está ansioso para ir a um congresso com Andy mas quebra o braço e fica para trás. Enquanto se recupera, ele conhece Jessie, Bala-na-Agulha e o Mineiro que o bajulam por adorar uma séries de artigos que Woody publicou antes de trabalhar com Andy. Aos poucos os três convencem o Woody a ir trabalhar na startup do Al, apesar deles estarem se mudando para o Japão. No fim, Woody muda de ideia e ainda convence a Jessie e o Bala-na-agulha a irem trabalhar com o Andy sem antes sofrer chantagem do Mineiro, que nunca se ressente dos outros por nunca ter publicado um artigo. Al termina falido sem conseguir fechar o contrato dele no Japão.</p>
<p><strong>Moral da história 3:</strong> ao abrir a sua startup de biotecnologia, tome cuidado com headhunters de outros labs<br />
<strong>Moral da história 4:</strong> desconfie de pesquisadores sêniors que nunca publicaram um artigo.<br />
<strong>Moral da história 5:</strong> <a href="http://images.wikia.com/pixar/images/b/b2/Wp2_al_ts_1600x1200.jpg">se o dono da startup se veste de galinha</a>, é furada!</p>
<div id="attachment_1734" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://scienceblogs.com.br/?attachment_id=1734" rel="attachment wp-att-1734"><img class="size-full wp-image-1734" title="toy_story03" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/toy_story03.jpg" alt="Lotso coopta Buzz por um tempo" width="450" height="279" /></a><p class="wp-caption-text">Lotso coopta Buzz por um tempo</p></div>
<p><strong>Em Toy Story 3,</strong> Andy vai se aposentar e Woody, Buzz e os demais brinquedos veem seu futuro ficar incerto. Eles tentam ir para um laboratório maior, Sunnyside, comandado pelo posdoc sênior Lotso. Tudo parece Ok, até Lotso se mostrar um manipulador sacana e bota os novatos treinando os estudantes de graduação. Ficamos sabendo que Lotso era bem tratado pelo seu antigo chefe até ser abandonado repentinamente, deixando-o amargo. No final, Woody consegue encontrar um novo laboratório, com um pesquisador iniciante, para ele e seus colegas.</p>
<p><strong>Moral da história 6:</strong> seu laboratório pode ser excelente mas não é o único bom de se trabalhar<br />
<strong>Moral da história 7:</strong> cuidado com os estudantes de graduação.</p>
<div id="attachment_1730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://scienceblogs.com.br/?attachment_id=1730" rel="attachment wp-att-1730"><img class="size-full wp-image-1730" title="toy_story04" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/toy_story04.jpg" alt="Cuidado com os ICs!" width="450" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Cuidado com os ICs!</p></div>
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		<item>
		<title>Adote um micróbio: Aeromonas hydrophilia</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2012/05/ahydrophilia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 12:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Hotta</dc:creator>
				<category><![CDATA[adote um microbio]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou A. hydrophilia. Você já conheceu meus amigos Vibrios. Somos todas fermentadoras Gram negativas e oxidase positivas e adoramos água. Eu gosto de água doce e esgotos. Quando entro em feridas, posso causar celulite. Às vezes eu provoco diarréia. =================================================== Texto original de Emma Lurie. Esta é uma série de textos traduzidos sobre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2012/05/ahydrophilia/aeromonas_hydrophilia/" rel="attachment wp-att-1712"><img class="alignright size-full wp-image-1712" src="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/files/2012/05/aeromonas_hydrophilia.jpg" alt="" width="170" height="358" /></a>Eu sou A. hydrophilia.</p>
<p>Você já conheceu meus amigos Vibrios.</p>
<p>Somos todas fermentadoras Gram negativas e oxidase positivas e adoramos água.</p>
<p>Eu gosto de água doce e esgotos.</p>
<p>Quando entro em feridas, posso causar celulite.</p>
<p>Às vezes eu provoco diarréia.<br />
===================================================<br />
<a href="http://adoptamicrobe.blogspot.com.br/2006/06/aeromonas-hydrophilia.html">Texto original de Emma Lurie</a>.</p>
<p>Esta é uma série de textos traduzidos sobre os diferentes microorganismos que conhecemos. <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/category/adote-um-microbio/">Conheça os demais!</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/G5ysMIjev0c" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pensamento de Segunda</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/aOfLLbAvLUo/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/bessa/2012/05/pensamento-de-segunda-75/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 07:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu não tenho filosofia, tenho sentidos se falo na natureza não é porque saibam o que ela é mas por que a amo, e amo-a por isso porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe por que ama, nem o que é amar o amor é a eterna inocência e a única inocência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Eu não tenho filosofia, tenho sentidos</p>
<p>se falo na natureza não é porque saibam o que ela é</p>
<p>mas por que a amo, e amo-a por isso</p>
<p>porque quem ama nunca sabe o que ama</p>
<p>nem sabe por que ama, nem o que é amar</p>
<p>o amor é a eterna inocência</p>
<p>e a única inocência é não pensar.&#8221;</p>
<p>Fernando Pessoa (Aberto Caeiro)</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/aOfLLbAvLUo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Vinho, inventores e transportes</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/45EiJdQVtKw/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/podeimburana/2012/05/vinho-inventores-transportes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 03:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>podeimburana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[aeroastro]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>
		<category><![CDATA[Redstar Union]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última quinta-feira (10), após um burocrático dia de trabalho, fui tomar vinho e ouvir sobre transporte e mobilidade (breve interrupção para dizer que venho observando os diversificados formatos dos eventos daqui, pois a ideia de discutir ciência e tecnologia em fóruns informais muito me agrada).  Em um estúdio de TV, quatro inventores, todos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">Na última quinta-feira (10), após um burocrático dia de trabalho, fui tomar vinho e ouvir sobre transporte e mobilidade (<em>breve interrupção para dizer que venho observando os diversificados formatos dos eventos daqui, pois a ideia de discutir ciência e tecnologia em fóruns informais muito me agrada</em>).<span> </span></p>
<p style="text-align: center"><img class="wp-image-265 aligncenter" style="text-align: center" src="http://scienceblogs.com.br/podeimburana/files/2012/05/cartaz_mothers_invention_maio20121-620x826.jpg" alt="" width="290" height="387" /></p>
<p>Em um estúdio de TV, quatro inventores, todos com passagem pelo MIT e fundadores de empresas com foco em mobilidade, falaram brevemente. Uma espécie de talk-show ao vivo.</p>
<div id="attachment_261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://scienceblogs.com.br/podeimburana/files/2012/05/mothers_invetion_maio_2012_4juntos.jpg"><img class="size-medium wp-image-261" src="http://scienceblogs.com.br/podeimburana/files/2012/05/mothers_invetion_maio_2012_4juntos-620x465.jpg" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Christina Lampe-Onnerud, Tod Hynes, Ben Gulak e Anna Mracek Dietrich</p></div>
<p>Christina Lampe-Onnerud, fundadora da empresa <a title="Boston-Power" href="http://www.boston-power.com/" target="_blank">Boston-Power</a>, foi a primeira a falar. Em operação há sete anos, sua empresa já conseguiu 360 milhões de dólares em financiamento. Ela disse que fundou a Boston-Power com a missão de criar baterias que fossem portáteis, de rápido carregamento (bastam 12 minutos para obter 40% de recarregamento) e seguras, tendo em mente a CSR (<em>corporate social responsability</em>). Primeiro cliente? HP.</p>
<p>Persuasiva, Christina ressaltou que a invenção em si, bateria, não é nova, mas que a grande inovação foi usar o conceito de blocos de construção, inspirados nos legos com os quais brincava com seus filhos (mais sobre a plataforma <a title="Plataforma Boston-Power" href="http://www.boston-power.com/products/battery-block-overview" target="_blank">aqui</a>). &#8220;O que acontece se você der uma peça de lego de energia para engenheiros?&#8221;, perguntou. A empresa possui 158 patentes em química, engenharia mecânica e eletrônica e agora está voltada ao desenvolvimento de baterias com alta eficiência energética para veículos elétricos.</p>
<p>Tod Hynes, presidente da <a title="XLHybrids" href="http://xlhybrids.com/" target="_blank">XL Hybrids</a>, descreveu a tecnologia desenvolvida pela empresa para converter veículos de carga, como vans e caminhões, em híbridos elétricos, levando a uma redução de 20% nos custos com combustíveis e na emissão de poluentes (mais sobre a tecnologia <a title="Tecnologia XL Hybrids" href="http://xlhybrids.com/hybrid-conversion-technology" target="_blank">aqui</a>). Eles conseguiram até agora 4 milhões de dólares em financiamento e pretendem lançar o produto nas principais cidades norte-americanas em meados deste ano.</p>
<p>Quem falou em seguida foi Ben Gulak, inventor do <a title="Uno" href="http://bpgulak.com/" target="_blank">Uno</a> e do <a title="DTV" href="http://bpgulak.com/projects/" target="_blank">DTV Shredder</a>. Gulak, que cresceu no mundo da engenharia, disse que em determinado momento pensou: por que não construir um veículo elétrico que mude de forma enquanto se locomove? Assim surgiu o Uno, resultado de um projeto para feira de ciências enquanto cursava o último ano do ensino médio.</p>
<p>Em velocidades baixas, o Uno é um monociclo e, conforme a velocidade aumenta, vira uma motocicleta. Uma das vantagens de poder compactar o <em>transformer</em> é a facilidade de estacioná-lo. O vídeo abaixo mostra um teste do Uno nas ruas próximas ao MIT.</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/x2DgwY5QQBk?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" title="YouTube video player" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=x2DgwY5QQBk" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>A última invenção da noite foi apresentada por Anna Mracek Dietrich, uma das fundadoras da empresa <a title="Terrafugia" href="http://www.terrafugia.com/" target="_blank">Terrafugia</a>. Anna e sua equipe vêm recebendo uma enorme atenção da mídia desde o lançamento do carro voador, resultado de projeto de alunos do Departamento <a title="MIT AeroAstro" href="http://aeroastro.mit.edu/" target="_blank">Aeroastro</a> e da escola de negócios do MIT.</p>
<p>Imagine a seguinte cena: você sai da garagem com o seu carro (que tem placa e está dentro da lei para dirigir na cidade), passa no posto para abastecer, pega a estrada em direção a um aeroporto regional. Chegando ao aeroporto, você desliga o carro e aciona os comandos para que as asas do seu carro se estendam, o que demora 40 segundos. Você desce do carro, que agora é um avião, faz o protocolo operacional padrão de checagem e está tudo pronto para a sua decolagem.</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/x6MVQ4m0vaE?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" title="YouTube video player" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=x6MVQ4m0vaE" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Anna defende a utilização do carro voador em viagens regionais, com distâncias entre 160km-800km, cujas rotas normalmente não são bem atendidas pelos sistemas de transporte tradicionais. Ela comentou que os aeroportos regionais são subutilizados e não têm infraestrutura de estacionamento, táxis ou sistemas de transporte público interligados. Por isso o carro voador (ou avião que é convertido em carro) é uma boa saída, disse.</p>
<p>Conseguir dinheiro não tem sido fácil e os financiamentos da Terrafugia têm vindo basicamente de fontes individuais.</p>
<p>Christina levou a fábrica da Boston-Power para a China (e recebeu uma avalanche de críticas). Anna disse que foi convidada a montar a fábrica da Terrafugia em Detroit e que não conseguiu incentivo para ficar aqui em Massachusetts.</p>
<p>Sobre as tendências futuras em transporte, eles destacaram os sistemas integrados de energia (por exemplo, a energia gerada em casas como fonte de energia para os sistemas de transporte) e se mostraram preocupados com as mudanças climáticas. Gulak parece mesmo estar interessado em veículos lunares. Mais um representante da iniciativa privada invadindo a exploração espacial (<a title="iniciativa privada invadindo exploracao espacial" href="http://www.newscientist.com/article/mg21428643.000-silicon-valley-reaches-for-the-sky.html" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p><em>O evento foi organizado pela <a title="Redstar Union" href="http://www.redstarunion.com/about.html" target="_blank">Redstar Union</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Patentes Patéticas (nº. 57)</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/patentes-patticas-n-57/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 May 2012 23:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[automóvel]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[FAIL]]></category>
		<category><![CDATA[patentes patéticas]]></category>
		<category><![CDATA[sic]]></category>
		<category><![CDATA[airbag]]></category>
		<category><![CDATA[rojão]]></category>
		<category><![CDATA[sinalizador]]></category>

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		<description><![CDATA[Evitar acidentes de trânsito é importante. Usar fogos de artifício para tentar fazer isso é&#8230; patético. O californiano Harry Rudolph Rodrigues não deve ter percebido os riscos envolvidos nesse método ao inventar o Vehicular Impact Signaling Device [Dispositivo de Sinalização de Impacto Veicular]. O U.S. Patent Office também não, pois aprovou um pedido de patente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/05/image.png"><img class="aligncenter" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;padding-top: 0px;border: 0px none" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/05/image_thumb.png" alt="image" width="780" height="352" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify" align="justify">Evitar acidentes de trânsito é importante. Usar fogos de artifício para tentar fazer isso é&#8230; patético. O californiano Harry Rudolph Rodrigues não deve ter percebido os riscos envolvidos nesse método ao inventar o <em>Vehicular Impact Signaling Device</em> [<em>Dispositivo de Sinalização de Impacto Veicular</em>]. O U.S. Patent Office também não, pois aprovou um pedido de patente para<span id="more-37772"></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Um aparato para a emissão de uma pluma visível para alertar outros motoristas que um veículo automotor próximo foi envolvido em uma colisão é descrito como tendo um tubo que é aberto em uma extremidade situada no topo e fechado na extremidade distal. A extremidade distal armazena um dispositivo de ativação que é usado para detonar uma carga explosiva em resposta à detecção de um sinal de resposta. O sinal de resposta é gerado por um sensor subsequentemente ao veículo automotor experimentar um impacto de magnitude suficiente. Tanto o sensor quanto o sinal são compatíveis com tecnologias atuais usadas para detectar impactos com resultados na liberação de airbags. Consequentemente, o dispositivo pode se basear nesses sistemas, que já podem estar instalados no veículo. A carga explosiva expele um meio de sinalização acima do veículo automotor em uma pluma acima do veículo automotor [sic] para alertar visualmente outros motoristas que uma colisão ocorreu. A pluma eleva-se a uma altura preferencial de aproximadamente 60 pés [18,28 metros], tornando-a prontamente visível para outros motoristas na área. O meio de sinalização inclui um dispositivo em pó, líquido ou pirotécnico. O dispositivo pirotécnico produz um clarão momentâneo altamente visível. Um sinal auditivo é gerado pela incorporação de um dispositivo pirotécnico explosivo, como um fogo de artifício no interior do meio de sinalização.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Como fica claro entre as justificativas da patente <a href="http://patft.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO2&amp;Sect2=HITOFF&amp;p=1&amp;u=%2Fnetahtml%2FPTO%2Fsearch-bool.html&amp;r=1&amp;f=G&amp;l=50&amp;co1=AND&amp;d=PTXT&amp;s1=5979328.PN.&amp;OS=PN/5979328&amp;RS=PN/5979328" target="_blank">5.979.328</a>, emitida em 9 de novembro de 1999, o objetivo principal do invento é evitar engavetamentos — ou “colisões em cadeia”, como Mr. Rodrigues as chama. Ele explica que “condições ambientais como chuva ou neve podem contribuir, às vezes, junto com visibilidade pobre e superfícies escorregadias ou neblina, para aumentar grandemente a possibilidade bem como exacerbar a magnitude de tais ocorrências.” Até aí, ele tem razão.</p>
<p align="justify">Mas há uma série de problemas possíveis que não são esclarecidos por Mr. Rodrigues. Alarmes falsos, por exemplo, podem acabar causando acidentes. Um dos problemas é que o sistema está baseado em sensores do airbag. Se um airbag que dispara sem motivo algum, por falha eletrônica, já é um problema, imagine um rojão sinalizador lançado sem necessidade. Sem falar nos óbvios riscos de explosão caso o veículo esteja realmente acidentado – risco esse aumentado, caso seja seguido o conselho de usar mais de um sinalizador, para o caso de o primeiro ser destruído ou inutilizado durante a colisão.</p>
<p align="justify">Mesmo em boas condições de visibilidade e em um acidente de verdade, o lançamento do sinalizador pode acabar assustando (ou distraindo) os demais motoristas em vez de alertá-los. Acidentes comuns, sem sinalizadores, também costumam emitir naturalmente suas plumas de fumaça e/ou vapor, o que não evita necessariamente novas colisões — especialmente em más condições de visibilidade. Usar líquidos ou mesmo fumaça sob chuva ou neblina é um contrassenso: só vai piorar as condições locais, tornando o acidente menos visível.</p>
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		<title>Fantasia e Concretude</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/05/fantasia-concretude/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 May 2012 15:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Domenico De Masi]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[PUCPR]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana voltei aos meus tempos de adolescente e dei uma de tiete, igual aqueles malucos que vão pra fila da Madonna, 3 dias antes do show, pra pegar o primeiro lugar na fila. O show era a palestra do sociólogo italiano Domenico de Masi, em Curitiba. Quem me apresentou Domenico foi meu amigo Milton [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/IMG_3124.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1069" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/IMG_3124-545x408.jpg" alt="" width="545" height="408" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Essa semana voltei aos meus tempos de adolescente e dei uma de tiete, igual aqueles malucos que vão pra fila da Madonna, 3 dias antes do show, pra pegar o primeiro lugar na fila. O show era a palestra do sociólogo italiano <em>Domenico de Masi</em>, em Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify">Quem me apresentou Domenico foi meu amigo Milton Moraes e depois que eu li &#8216;A emoção e a regra&#8217;, minha vida não foi mais a mesma. Comecei a me interessar muitíssimo pelas razões que tornam um grupo criativo e o interesse apenas aumentou com o tempo. Hoje eu já li quase tudo que Domenico de Masi publicou e como eu escrevi aqui, ainda estou no meio de <a title="Riqueza ou Criatividade" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2012/01/riqueza-ou-criatividade/">Fantasia e Conretude</a>, um calhamaço de 1000 páginas sobre a criatividade.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de Domenico vir com regularidade ao Brasil, assistí-lo não é fácil. Como um dos homens que previu a falência do sistema de trabalho industrial no mundo pós-industrial, hoje ele é requisitadíssimo por grandes empresas para falar para executivos de alto nível sobre como eles devem gerir seus recursos humanos. Assistir uma palestra do Domenico de Masi pode custar R$1.500,00!</p>
<p style="text-align: justify">Mesmo assim, de vez em quando eu entro no seu site (www.domenicodemasi.it) pra dar uma olhada na agenda dele. Quando fiz isso no sábado passado, vi que ele estava no Brasil, mais especificamente no Paraná, e que falaria em Curitiba na 4a e 5a feira. Fiquei agitadíssimo, como fiquei para <a title="Dawkins, uma desilusão." href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2009/07/dawkins_uma_desilusao/">a palestra do Richard Dawkins</a> anos atrás, como fico toda vez que a Madonna vem ao Brasil. Sem pensar muito, cancelei minhas aulas, comprei uma passagem e fui pra Curitiba, determinado a dar um jeito de assistir meu ídolo. Aos 42 minutos do segundo tempo, consegui a confirmação que poderia assistir a palestra exclusiva para professores da PUC &#8211; Paraná e gestores da Volvo do Brasil que ele daria na própria universidade.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/IMG_3143.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1070" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2012/05/IMG_3143-545x408.jpg" alt="" width="545" height="408" /></a></p>
<p style="text-align: justify">No auditório cheio, resolvi dar um gostinho pra quem não estava lá e minha primeira transmissão ao vivo pelo twitter. Sei que pelo menos @alesscar e @srehen seguiram <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Ao contrário do Richard Dawkins, Domenico é uma simpatia, conquistou a platéia, deu uma palestra interessantíssima e no final foi rodeado por uma orda de professores (principalmente professoras) querendo fotos e autógrafos. Eu fiquei com vergonha, achando que era mico, mas fui lá apertar a mão dele e convidá-lo para participar da próxima edição do <a title="Diário de um biólogo – Terça, 17/05/2011 – PRIMO’s Next" href="www.primosnext.org">PRIMO&#8217;s next</a>, a <a title="Diário de um biólogo – Terça, 17/05/2011 – PRIMO’s Next" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2011/05/diario_de_um_biologo_-_terca_1/">escola internacional de pós-graduação</a> que organizamos todos os anos.</p>
<p style="text-align: justify">Pra quem ainda não acompanha o <a href="http://twitter.com/vcqebiologo">@vcqebiologo</a> ou não conseguiu seguir a transmissão <a title="#domenicodemasipucpr" href="https://twitter.com/#%21/search/%23domenicodemasipucpr"><s><strong>#</strong></s><strong><strong>domenicodemasipucpr</strong></strong></a>, eu resolvi compilar os twitts, algumas pérolas, aqui no VQEB. Espero que vocês aproveitem.</p>
<ul style="text-align: justify">
<li>Sou NERD mesmo&#8230; Parece que vou ver a Madonna, mas é o Domenico de Masi</li>
<li>Será que ele vai falar alguma coisa que não esteja nas 1000 páginas de &#8216;Fantazia e Concretezza&#8217;?</li>
<li>Quantas vezes as autoridades vão repetir o título antes do início da palestra?</li>
<li>Criatividade é começar! Não tentem produzir o processo completo. Ajustes são feitos no caminho. (Jaime Lerner)</li>
<li>De onde viemos, p/ onde vamos e o que temos p/ o Jantar? W Allen Ñ adianta pensar gde problemas se ñ resolvemos os pq</li>
<li>A luta entre Tesis e Metis. A luta entre Corbusie e Niemyer. A luta entre a reta e a curva.</li>
<li>Qdo Marx escreveu &#8216;o capital&#8217; 94% dos trabalhadores de Manchester trabalhavam com as mãos</li>
<li>A principal característica da sociedade industrial é o colonialismo: quem produz coloniza quem consume</li>
<li>5 fatores de inovação: globalização, difusão da escolaridade, perdi os outros</li>
<li>Mesmo quem nasceu em uma sociedade industrial vive hoje já em uma sociedade pós-industrial</li>
<li>Hoje apenas 1/3 dos trabalhadores usa as mãos. 1/3 trabalho intelectual repetitivo e 1/3 trabalho intelectual criativo</li>
<li>Hoje a palavra &#8216;trabalho&#8217; se aplica a diferentes atividades. Mas tratamos todos os trabalhadores do mesmo jeito</li>
<li>&#8216;como explicar a minha mulher que qdo olho pela janela estou trabalhando&#8217;?</li>
<li>Gestores de recursos humanos das empresas não evoluíram da sociedade industrial para a pós industrial</li>
<li>as pessoas estão sempre infelizes n trabalho</li>
<li>Nos países latinos apenas os homens fazem carreira. As convenções parecem o gay pride</li>
<li>vale ainda o princípio do iluminismo onde o que vale é a racionalidade. O que é emotivo é ruim e&#8230; Feminino</li>
<li>o homem que tanto se dedica ao trabalho&#8230; Morre mais cedo!</li>
<li>Marília Zaluar e Silvana Allodi iam adorar isso</li>
<li>assim como neurônios não crescem: estabelecem novas conexões, como serão as conexões entre os 7bi de cérebros em 2020?</li>
<li>não se é velho enquanto não se perde a vontade de seduzir e de ser seduzido. O que nao acontece aos 60 anos</li>
<li>a cultura enriquece as coisas de significado. Quando sei que o pêssego veio da China, Japão e Pérsia, ele parece + doce</li>
<li>no mundo, aprendemos a produzir cada vez mais com cada vez menos trabalho. Isso é difícil de explicar no Brasil</li>
<li>difícil explicar no Brasil: quanto mais riqueza em um pais: menos trabalho</li>
<li>o aumento da tecnologia tira o trabalho. Para resolver o problema, temos que diminuir as horas de trabalho</li>
<li>em 2020 a tecnologia tornará o adultério impossível! <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </li>
<li>gdes empresas farmacêuticas estão investindo em drogas ante-ciúmes!!!</li>
<li>Enquanto a sociedade industrial pensava em organizar o trabalho, agora temos que organizar o tempo livre</li>
<li>Berlusconi, por exemplo, só tinha &#8216;problemas de tempo livre&#8217;</li>
<li>o carnaval do Rio é um grande exemplo dessa &#8216;organização&#8217;</li>
<li>Produção contemporânea de riqueza, saber e alegria: isso é o ócio criativo &#8211; Não a preguiça</li>
<li>em 2020 a sociedade será andrógina. Mulheres cada vez mais masculinas. Homens mais masculinos</li>
<li>a sociedade pós-industrial depende fortemente da ética e respeito, pq depende de serviços, que dependem de confiança</li>
<li>os &#8216;analógicos&#8217; principalmente os anciões tem medo de tudo que é novo: computadores, redes, gays, tudo que é novo</li>
<li>Eraclito: é no repouso que as coisa se acomodam. É importante incorporar a inovação com &#8216;leveza&#8217;</li>
<li>se dependesse de mim seria sempre imaturo no relacionado as idéias -Rob Freire. Estar sempre abertos a novas idéias</li>
<li>não se pode pedir aos homens, ou a quem não esta no poder, de deixar o poder</li>
<li>fazem carreira as mulheres que tem mentalidade andrógina. O desafio das mulheres e mudar a organização das empresas</li>
<li>as empresas são lugares de sofrimento. A mulher tem que mudar a organização e até lá é melhor ter homens no poder</li>
<li>o poder é tomado com &#8216;graça&#8217; ou com a revolução</li>
<li>os bancos nasceram na Itália, no séc XII, junto ao purgatório, para gerir os recursos do &#8216;indulto&#8217; pago a igreja</li>
<li>o paraíso é um paradoxo: todos querem ir pra lá, mas o mais tarde possível!</li>
<li>&#8220;não digo a vocês como é o paraíso de Maomé, porque senão todos se converterão ao islamismo&#8221;</li>
<li>em nenhum &#8216;paraíso&#8217; se trabalha!</li>
<li>O futuro é dos humanistas. Bastam poucos engenheiros pra planejar e poucos operários para produzir, mas&#8230;</li>
<li>&#8230; Precisamos de milhares de humanistas para colocar conteúdo lá dentro. O outros milhões para usa-lo.</li>
<li>escola de música de Antônio Abreu na Venezuela. Platão já dizia que o mais importante a ensinar, é a música</li>
<li>Bolschoi Brasil em Joinville, escola em foz do iguaçu, músicos do sertão brasileiro. Todos exemplos do futuro da escola</li>
<li>governo Berlusconi foi a primeira ditadura mediática do mundo: a violência nãoo é física. A tortura é intelectual</li>
<li>na ditadura mediática, o governo faz o que o povo quer, que faz o que a TV sugere, que sugere o que o governo quer</li>
<li>a genialidade é feita de grande fantasia e grande concretude. Hoje temos muitos com excesso de um ou outro. Ñ de ambos</li>
<li>a bossa nova no Brasil é um grande exemplo de criatividade pós-industrial</li>
<li>em foz do Iguaçu, a natureza das cataratas competem com o humanismo da hidrelétrica de Itaipu. <a title="Força é igual a massa vezes a aceleração" href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/2007/11/forca-e-igual-a-massa-vezes-a-aceleracao/">Eu já tinha dito!</a></li>
<li>na universidade há sempre a luta entre a inteligência e a imbecilidade. Ambas são infinitas! Ainda que com &#8216;violência&#8217;</li>
<li>o maior inimigo do criativo é o burocrata. Os burocratas são sempre seguros pq pensam ao passado</li>
<li>os burocratas são sempre amigos de Burocratas. Deus foi criativo! (como deus nao existe&#8230;)</li>
<li>a única arma contra os burocratas é a ironia: a arma dos gênios e dos criativos</li>
</ul>
<p style="text-align: justify">Pra quem ficou com gosto de &#8216;quero mais&#8217;, se tudo der certo, teremos ele novamente no Brasil em Outubro, dessa vez patrocinado pelo VQEB.</p>
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		<title>Por que jogos não ensinam</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 22:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Texto escrito por Ruth Colvin Clark, originalmente publicado no website da ´American Society for Training &#38; Development´. Com tradução autorizada. De Andry Birds a World of Warcraft, a popularidade carismática dos jogos é invejada por todos instrutores em ensino de introdução em segurança da informação ou melhorar o treinamento de um novo empregado. Vários artigos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto escrito por <strong>Ruth Colvin Clark</strong>, <a href="http://www.astd.org/Publications/Blogs/L-and-D-Blog/2012/04/Why-Games-Dont-Teach">originalmente publicado no</a> website da ´<a href="http://www.astd.org/">American Society for Training &amp; Development</a>´. Com tradução autorizada. </em></p>
<p>De Andry Birds a World of Warcraft, a popularidade carismática dos jogos é invejada por todos instrutores em ensino de  introdução em segurança da informação ou melhorar o treinamento de um novo empregado. Vários artigos, seminários pela internet, e apresentações em conferências tem apregoado o potencial de incorporar as propriedades viciantes e imersivas de jogos comercializados para criar &#8220;jogos sérios&#8221; a serem usados em ensino de funcionários. Em outras palavras, os jogos surgiram para os instrutores como sendo  uma das mais sedutoras balas de prata.</p>
<p><strong>O que é um jogo?</strong></p>
<p>Primeiro, é tão sem sentido generalizar o valor dos jogos no aprendizado, fazendo alegações sobre o valor das imagens gráficas no aprendizado ou outro método comum de treinamento. Em dois artigos anteriores sobre Boas Práticas Baseadas em Evidência sobre gráficos e animações, a meta de aprendizado desejada, e o conhecimento prévio do aluno devem todos serem considerados na definição do valor instrucional dos gráficos. Quando você vê a palavra ´jogo´ você pensa em um ambiente do tipo game-show como o ´Jeopardy´[*1], um jogo narrativo tipo <em>adventure</em>, um <em>arcade</em>, ou um jogo de estratégia? Jogos abrangem tantos ambientes de aprendizagem de  potenciais diversos que não faz sentido fazer declarações gerais sobre eles.  Precisamos de uma maior precisão um conjunto mais finito e específico de tipos de jogos e recursos, a fim de combinar ambientes específicos em jogos com os diversos resultados na aprendizagem. </p>
<p><strong>Cuidado ao mascarar o conteúdo em um traje de jogo</strong></p>
<p>Nós temos a evidência experimental recente que jogos narrativos educacionais resultam em pior aprendizagem e demoram mais tempo para se concluir do que simplesmente exibir o conteúdo da lição em uma apresentação de slides. Adams et al (2012) comparou o resultado da aprendizagem de dois jogos educacionais sérios e cuidadosamente projetados com o aprendizado resultante de uma apresentação de slides que mostrava o conteúdo incorporado nos jogos. Um jogo, o Crystal Island, foi projetado para ensinar como patógenos causam doenças. O segundo jogo, Cache 17, foi projetado para ensinar como dispositivos eletromecânicos funcionam. Em Cache17, os jogadores resolviam um mistério sobre o destino de pinturas perdidas que desapareceram durante a Segunda Guerra Mundial, pela busca em um bunquer subterrâneo com ocasional construção de dispositivos eletromecânicos para abrir portas e cofres. Abaixo está uma captura de tela do Cache 17, bem como uma amostra do slide das lições para comparação.</p>
<p>Tela do Cache 17<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/05/Cache17.jpg" alt="" width="545" height="409" class="alignnone size-full wp-image-1396" /></p>
<p>Versão em slide<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/05/Comparison.jpg" alt="" width="545" height="409" class="alignnone size-full wp-image-1397" /></p>
<p>O objetivo da pesquisa foi comparar a eficiência de aprendizagem e eficácia da narrativa em um jogo com uma apresentação do conteúdo em slides. Estudantes que jogaram o Crystal Island aprenderam menos e avaliaram as lições como sendo mais difíceis do que estudantes que viram a apresentação de slides sem a narrativa de jogo ou atividades interativas. Os resultados com o jogo Cache 17 foram similares. Os autores concluíram que seus resultados &#8220;mostra que os dois jogos bem projetados em narrativa por descoberta&#8230; tiveram menos efetividade do que a apresentação de slides na obtenção de resultados de aprendizagem baseados em transferência e retenção dos jogos de ´conteúdo acadêmico´&#8221; (p. 246).</p>
<p><strong>Combinando característica de jogos para resultar em aprendizagem</strong></p>
<p>Muitas vezes, as características de um jogo são contraproducentes com os objetivos de aprendizagem. Por exemplo, muitos jogos incorporam um relógio na tela exigindo que o aluno consiga alcançar o objetivo em questão de segundos ou minutos.  Para resultados de aprendizagem que são baseados na compreensão e no pensamento crítico, jogos com as metas de tempo que reforçam respostas rápidas são uma escolha ruim. Em contraste, para tarefas visuais simples e de reconhecimento auditivo que se beneficiem do exercício e prática, um jogo cronometrado pode transformar uma atividade chata com ´flash cards´ em uma experiência mais envolvente. Por exemplo, engenheiros ferroviários devem rapidamente identificar o significado de um sinal na linha e responder de forma apropriada. Um jogo que mostre sinais e solicite um clique em uma ação correta (diminua a velocidade, pare, etc) e pontue os jogadores baseado tanto em acuracidade da resposta e na velocidade, podem mostrar ser um eficaz modo de aprendizagem. </p>
<p><strong>Antes de gameficar</strong></p>
<p><em>Em primeiro lugar, teste um protótipo para avaliar a eficácia e eficiência em comparação com abordagens mais tradicionais.</em></p>
<p>Apesar da incontestável popularidade dos jogos comercializados e um vasto hype na comunidade de professores, a realidade é que é são poucas as evidências críveis em como e quando é melhor usar um jogo para melhorar o resultado instrucional e motivacional. Neste estágio,  recomendo jogos para realizar exercícios e prática em tarefas que exigem respostas imediatas e precisas. Esperamos cultivar uma abordagem mais refinada para categorizar as características dos jogos que melhor se encaixam nos objetivos instrucionais, similar à Taxonomia de Bloom para objetivos de aprendizagem. Se você está determinado a ´gameficar´, recomendo testar uma versão protótipo para avaliar a efetividade e eficiência comparando com uma abordagem mais tradicional. </p>
<p><strong>Para mais informações</strong><br />
Adams, D.M., Mayer, R.E., MacNamara, A., Koenig, A., and Wainess, R. (2012). Narrative games for learning: Testing the discovery and narrative hypotheses. Journal of Educational Psychology, 104, 235-249.<br />
Clark, R.C. and Mayer, R.E. (2011). E-Learning and the Science of Instruction—3rd Edition. San Francisco: Pfeiffer. See Chapter 16: Simulations and Game in e-Learning<br />
Young, M.F., Slota, S., Cutter, A.B., Jalette, G., Mullin, G., Lai, B., Simeoni, Z., Tran, M., and Yukhymenko, M. (2012). Our princess is in another castle: A review of trends in serious gaming for education. Review of Educational Research, 82, 61-89.</p>
<p><em><strong>Nota do tradutor</strong><br />
[*1] Jeopardy é um programa televisivo de perguntas e respostas, atualmente produzido pelo canal americano CBS.</em></p>
<p>Texto original em<br />
<a href="http://www.astd.org/Publications/Blogs/L-and-D-Blog/2012/04/Why-Games-Dont-Teach">Why games don´t teach</a></p>
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		<title>A nebulosa “Elmo de Thor”</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/2012/05/nebulosa-elmo-de-thor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 22:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[nebulosa]]></category>
		<category><![CDATA[Vingadores]]></category>

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		<description><![CDATA[A nebulosa NGC 2359 conhecida popularmente como &#8220;Elmo de Thor&#8221;,  teve sua imagem destacada essa semana utilizando o telescópio Isacc Newton, e aproveitando o lançamento do filme &#8220;Os Vingadores&#8221; dá a sua graça aqui por este blog que também aprecia as coisas bonitas e cósmicas dessa existência. Esta estrutura nebular tem em seu núcleo uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/files/2012/05/81_ene12_thor1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-269" src="http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/files/2012/05/81_ene12_thor1-620x320.jpg" alt="" width="620" height="320" /></a></p>
<p>A nebulosa NGC 2359 conhecida popularmente como &#8220;Elmo de Thor&#8221;,  teve sua imagem destacada essa semana utilizando o <a href="http://www.ing.iac.es/PR/press/ngc2359.html">telescópio Isacc Newton</a>, e aproveitando o lançamento do filme <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Vingadores_%282012%29">&#8220;Os Vingadores&#8221;</a> dá a sua graça aqui por este blog que também aprecia as coisas bonitas e cósmicas dessa existência. Esta estrutura nebular tem em seu núcleo uma estrela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_Wolf-Rayet">Wolf-Rayet</a>, que são estrelas supermassivas (em torno de 20 massas solares) que perdem sua massa através de violentos ventos solares com velocidades superiores a 2000 km/s. Cercada por uma gigantesca nuvem molecular, se encontra na constelação <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Canis_Major">Canis Major</a> (Cão Maior). Ela recebeu este nome devido a semelhança com o adereço utilizado pelo Deus Nórdico do trovão e já consagrado super-herói Marvel.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ing.iac.es/PR/press/ngc2359.html">Isaac Newton Group of Telescopes</a></p>
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		<title>Pedalando e blogando</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2012/05/pedalando-blogando/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 13:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[dica]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[youPIX]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido leitor, A palestra sobre blogs científicos que ministrei semana passada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) para, principalmente, os alunos da biologia foi ótima &#8211; falei sobre ela lá no Twitter &#8211; graças à interessada plateia. A discussão virou um bate-papo informal. Bárbaro. &#160; Agora, venho por meio desta informar que inscrevi uma mesa-redona a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/05/IMG_3273.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1783" src="http://scienceblogs.com.br/xisxis/files/2012/05/IMG_3273-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Querido leitor,</p>
<div>A palestra sobre blogs científicos que ministrei semana passada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) para, principalmente, os <a href="http://twitter.com/#!/biosferas" target="_blank">alunos da biologia</a> foi ótima &#8211; <a href="http://twitter.com/#!/isisrnd" target="_blank">falei sobre ela lá no Twitter</a> &#8211; graças à interessada plateia. A discussão virou um bate-papo informal. Bárbaro.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Agora, venho por meio desta informar que inscrevi uma mesa-redona a ser realizada no <a href="http://youpix.com.br/destaquedodia/escolha-as-palestras-e-debates-do-youpix-festival-2012/" target="_blank">youPIX </a>(maior festival sobre cultura de internet do Brasil) sobre como os movimentos que ganham força na internet &#8211; no caso específico, os relacionados a favor dos ciclistas &#8211; saem para o &#8220;mundo real&#8221; e podem gerar transformações no espaço urbano. A ideia é colocar, mais uma vez, as discussões sobre bicicleta na roda (pegou a piada infame?).</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>O debate está entre os finalistas. Se você tem interesse em ver a mesa-redonda, por favor, entre na página do <a href="http://youpix.com.br/destaquedodia/escolha-as-palestras-e-debates-do-youpix-festival-2012/" target="_blank">youPIX aqui e vote no PEDALANDO E BLOGANDO</a>. Esta que vos escreve agradece desde já.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>Um beijo e boa sexta-feira,</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>A diretoria.</div>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/dtWDdOmz3pA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Microrganismo de Sexta: cometas no interior de células</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2012/05/microrganismo-de-sexta-listeria-shigella/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 11:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samir Elian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Microrganismo de Sexta]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[Patogenicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses pequenos cometas que vemos nessa foto são, na verdade, bactérias. Especificamente nesta foto, temos a bactéria Gram-positiva Listeria monocytogenes. Porém, poderia ser outra bactéria, inclusive uma Gram-negativa como a Shigella flexneri ou a Rickettsia rickettisii!  Na verdade, isso que vemos é um mecanismo de patogenicidade que essas três bactérias possuem. A imagem abaixo explica o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.microbeworld.org/index.php?option=com_jlibrary&amp;view=article&amp;id=7627"><img class="aligncenter size-full wp-image-1973" src="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2012/04/listeria.jpg" alt="" width="345" height="462" /></a></p>
<p>Esses pequenos cometas que vemos nessa foto são, na verdade, bactérias. Especificamente nesta foto, temos a bactéria Gram-positiva <em><strong><span style="color: #3366ff">Listeria monocytogenes</span></strong></em><span style="color: #000000">. <span style="color: #333333">Porém, poderia ser outra bactéria, inclusive uma Gram-negativa como a</span> <em><strong><span style="color: #3366ff">Shigella flexneri</span></strong></em> ou a <em><strong><span style="color: #3366ff">Rickettsia rickettisii</span></strong></em><span style="color: #333333">! </span></span></p>
<p>Na verdade, isso que vemos é um mecanismo de patogenicidade que essas três bactérias possuem. A imagem abaixo explica o que está acontecendo:</p>
<p><a href="http://www.microbeworld.org/index.php?option=com_jlibrary&amp;view=article&amp;id=7627"><img class="alignleft size-full wp-image-1974" src="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2012/04/listeria-Copy.jpg" alt="" width="179" height="438" /></a></p>
<p>Essas bactérias reproduzem-se no interior da célula hospedeira. Assim, após induzirem a própria fagocitose, o microrganismo escapa do fagossomo ficando livre no citoplasma da célula hospedeira.</p>
<p>Não bastasse isso, a bactéria provoca alterações no citoesqueleto do hospedeiro, promovendo a montagem de uma cauda de actina em um de seus pólos celulares.</p>
<p>Feito isso, essas bactérias adquirem motilidade, sendo capazes de passarem de uma célula a outra!</p>
<p>Voltemos, então, à primeira imagem do post&#8230; Ela mostra a microscopia de fluorescência de bactérias em movimento no interior de uma célula. Foram coradas tanto as células bacterianas (em vermelho), quando os filamentos de actina (em verde). As regiões com fluorescência verde e vermelha sobrepostas aparecem em amarelo.</p>
<p><span style="text-align: left">Legal, né? Mas fica ainda mais quando a gente vê isso em vídeo, olha só:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/sF4BeU60yT8" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #999999">As imagens foram obtidas <span style="color: #999999"><a href="http://www.microbeworld.org/index.php?option=com_jlibrary&amp;view=article&amp;id=7627">daqui</a>.</span></span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #999999">O vídeo, eu achei no site  &#8221;<a href="http://www.hhmi.org/bulletin/may2012/features/cell_motility_pop.html">Cell motility</a>&#8220;, indicação da <a href="http://twitter.com/ciencianamidia">Tati Nahas</a>. Lá você consegue ver outras células utilizando a actina para  se movimentar! </span></p>
<hr />
<p><span style="color: #ff6600">Contribua para esta seção do blogue! Entre em <a href="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/contato/">contato</a> com a gente e mande sua sugestão. </span></p>
<p><span style="color: #000000">Quer conhecer outros microrganismos curiosos? Fique ligado no Meio de Cultura! Você pode curtir a nossa página no <a href="http://www.facebook.com/pages/Meio-de-Cultura/241246505930008"><span style="color: #000000">Facebook</span></a> e ou nos seguir no <a href="http://www.twitter.com/MeioDeCultura"><span style="color: #000000">Twitter</span></a>. Você ainda pode <a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=meiodecultura&amp;loc=pt_B"><span style="color: #000000">receber nossas atualizações diretamente no seu email</span></a>!</span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/21lLmVdwwlg" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O gato está vivo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/IUwzn5HvDTw/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/05/gato-esta-vivo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massacritica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[O gato de Schrödinger está vivo! E muito irritado! Tenho pena dos físicos&#8230; Não entendeu? Via ´Achei lá no Facebook´.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O gato de Schrödinger está vivo!<br />
E muito irritado!<br />
<img src="http://scienceblogs.com.br/massacritica/files/2012/05/gato-vivo-irritado.jpg" alt="gato irritado na caixa de schoedinger" width="460" height="589" class="alignnone size-full wp-image-1386" /><br />
Tenho pena dos físicos&#8230;</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato_de_Schr%C3%B6dinger">Não entendeu?</a></p>
<p><em>Via ´Achei lá no Facebook´.</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/IUwzn5HvDTw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/05/gato-esta-vivo/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>No fundo, todo mundo é organizado</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/4XluTn0Zn08/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/cronicamoscas/2012/05/fundo-todo-mundo-e-organizado/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália</dc:creator>
				<category><![CDATA[cromatina]]></category>
		<category><![CDATA[empacotamento de DNA]]></category>
		<category><![CDATA[histonas]]></category>
		<category><![CDATA[dna]]></category>

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		<description><![CDATA[É amigo, mesmo que no teu quarto toalhas molhadas tenham tomado o lugar dos tapetes, e papeis velhos estejam cobrindo tua mesa de trabalho, bem no fundo tu não terias como negar tua natureza organizadíssima. Duvidou? Pois faça-me o favor, então, de ficar mais por dentro da trabalheira que teu querido DNA tem para se manter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É amigo, mesmo que no teu quarto toalhas molhadas tenham tomado o lugar dos tapetes, e papeis velhos estejam cobrindo tua mesa de trabalho, bem no fundo tu não terias como negar tua natureza organizadíssima. Duvidou? Pois faça-me o favor, então, de ficar mais por dentro da trabalheira que teu querido DNA tem para se manter todo bonito e empacotadinho dentro do núcleo de tuas células. Organização é apelido pr&#8217;aquela aula de origami de ordem microscópica. <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.spaceinc.net/blog/wp-content/uploads/johns-office1.jpg"><img src="http://www.spaceinc.net/blog/wp-content/uploads/johns-office1.jpg" alt="" width="448" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Nada como um ambiente de trabalho saudável e limpinho</p></div>
<p>Comecemos por partes: se a dupla hélice de todos os 46 cromossomos de uma célula humana pudesse ser esticada de ponta a ponta, ela teria aproximadamente 2 metros de comprimento! Entretanto, o núcleo, onde o DNA é guardado, tem apenas 6 micrômetros de diâmetro. Isto seria o mesmo que tentar meter 40 quilômetros de um fio dentro de uma bola de tênis! Não é mole não! Então tu podes imaginar, com a quantidade de células presentes nos tantos tecidos do corpo, a coisa no mínimo ridícula que seria ter essas fitas de DNA pulando pra fora do teu corpo (não que isso realmente fosse acontecer, mas a ideia é tão divertida&#8230; e não pude evitar de pensar logo na imagem do dr. Octopus, do Homem Aranha&#8230; se bem que &#8220;aquilo&#8221; não são fitas de DNA e, mesmo que fossem, não seria assim tão estilo, fala sério).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img src="http://images.wikia.com/villains/images/1/1c/Doctor_Octopus_2.jpg" alt="" width="250" height="336" /><p class="wp-caption-text">Só o Dr. Octopus consegue fazer coisas estranhas surgindo do corpo ser uma coisa estilosa</p></div>
<p>Continuando! Para nosso DNA ser guardado bonitinho dentro do núcleo, ele é organizado no que chamamos de <strong><em>cromatina</em></strong>, que compraz o próprio DNA e diversas proteínas acessórias, que fazem o empacotamento em si. E essas proteínas tem presença, meus amigos! A cromatina é composta praticamente de metade DNA, metade proteínas.</p>
<p>Para ficar no seu grau máximo de empacotamento, o DNA é dobrado em diferentes níveis de organização:</p>
<p>1) O primeiro deles é o chamado<strong><em> nucleossomo</em></strong>: a fita dupla de DNA é enrolada 1,65 vezes ao redor de um núcleo composto por 8 histonas (dois dímeros de H2A e H2B + um tetrâmero de H3 e H4; sendo cada um desses &#8220;Hs&#8221; um tipo de histona). A porção de DNA que fica entre os núcleos é chamada de &#8220;DNA de ligação&#8221; e, na verdade, quando falamos &#8220;nucleossomo&#8221;, estamos nos referindo ao núcleo com a fita enrolada + o DNA de ligação adjacente! E costuma-se chamar esta estrutura formada (núcleos + DNA de ligação) de<strong> &#8220;colar de contas&#8221;</strong>, <strong>&#8220;colar de pérolas&#8221;</strong>, ou ainda <strong>&#8220;beads on a string&#8221;</strong>&#8230; porque realmente parece com isso, quando a estrutura está relaxada <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>2) O colar de contas agora se enrola (provavelmente seguindo um ziguezague) na<strong><em> fibra de 30nm</em></strong> (porque esta é a largura da estrutura formada), já ficando com um aspecto mais &#8220;amassado&#8221;. A ligação entre os próprios nucleossomos, para deixar a estrutura geral mais apertada, é realizada principalmente por ligações entre as caudas das histonas (sim, elas tem caudas, e estas tem muitas outras funções bem satisfatórias, que explico em outro post), principalmente as da histona H4. Além disso, uma histona adicional, H1, que é bem maior e menos conservada evolutivamente que as outras quatro, auxilia nesse super empacotamento (ainda não se sabe bem como, however).</p>
<p>3) A fibra de 30nm, por sua vez, forma <strong><em>alças contíguas</em></strong>, alcançando a largura de <em><strong>300nm</strong></em>. Esta estrutura, por sua vez, se enrola ainda mais, formando uma fita super gorda de<em><strong> 700nm</strong></em>, que forma os <strong><em>cromossomos metafásicos</em></strong> que conhecemos (onde o DNA alcança seu estado máximo de empacotamento).</p>
<p>Certamente tudo isso vai ter bem mais sentido depois de ver essa imagem abaixo:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://biology200.gsu.edu/houghton/2107%20'12/Figures/Chapter9/figure9.6.jpg"><img src="http://biology200.gsu.edu/houghton/2107%20'12/Figures/Chapter9/figure9.6.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Empacotamento de DNA em diferentes níveis de organização</p></div>
<p>E isso foi só o início da &#8220;bagunça&#8221;, meus queridos! Não vou nem começar a falar de todos os padrões epigenéticos e alterações que essas histonas podem sofrer, e que acabarão interferindo diretamente na expressão dos genes presentes nas regiões com diferentes graus de empacotamento. Isso fica para um próximo post <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois dessa aula de organização e foco empresarial, não duvido que muitos leitores (e, COF COF, blogueiros) se sintam levemente envergonhados por manterem um aspecto exterior tão diferente do interior, né? Eu sugiro procurar umas histonas aí pra ajudar, porque acho que o DNA não deve estar menos envergonhado do que nós por ser tão mal representado exteriormente&#8230;</p>
<p><strong><em>Links da figura de empacotamento de DNA: </em></strong>http://biology200.gsu.edu/houghton/2107%20&#8217;12/Figures/Chapter9/figure9.6.jpg</p>
<p>Muitas informações aqui eu peguei do livro &#8220;<strong>Molecular Biology of the Cell</strong>&#8221; (Alberts e colaboradores. 5ª edição. New York, 2008). Aliás, a ideia do post veio justamente por eu estar estudando o assunto pra bendita prova de mestrado <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Vida após a Morte</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/Lbtpnu5HahA/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/05/vida-aps-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 15:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[isto é incrível]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[memento mori]]></category>
		<category><![CDATA[bebês]]></category>
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		<category><![CDATA[póstumo]]></category>
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		<description><![CDATA[Reiss relata a morte de uma mulher que foi enterrada apressadamente enquanto seu marido estava longe. Ao retornar, ele pediu a exumação de seu corpo [dela] e, ao abrir do caixão, o choro de uma criança foi ouvido. O infante havia evidentemente nascido postmortem. Ele acabou sendo conhecido pelo nome de “Fils de la terre” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Reiss relata a morte de uma mulher que foi enterrada apressadamente enquanto seu marido estava longe. Ao retornar, ele pediu a exumação de seu corpo [dela] e, ao abrir do caixão, o choro de uma criança foi ouvido. O infante havia evidentemente nascido postmortem. Ele acabou sendo conhecido pelo nome de “Fils de la terre” [Filho da terra]. Willoughby menciona a curiosa ocorrência na qual ouviu-se um murmúrio do caixão de uma mulher durante seu apressado sepultamento. Uma de seus vizinhas retornou ao túmulo, colocou seu ouvido rente ao solo e estava certa de ouvir um ruído de respiração. Um soldado que a acompanhava confirmou sua história e, juntos, eles foram atrás de um clérigo e de um juiz, implorando a abertura da cova. Quando o férretro foi aberto, encontrou-se uma criança recém-nascida, que havia descido para os joelhos [da mãe]. Em Derbyshire, ainda hoje, pode-se encontrar no registro paroquial: “Em Abril, aos 20 [dias], 1650, foi sepultada Emme, esposa de Thomas Toplace, a qual foi encontrada com uma criança nascida após ela estar duas horas na sepultura.” – George Milbry Gould e Walter Lytle Pyle, Anomalies and Curiosities of Medicine [Anomalias e Curiosidades da Medicina], 1896</span></p>
</blockquote>
<p>E assim nascem os bebês-zumbi&#8230;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/Lbtpnu5HahA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>“Novela da vida real” – como lidar com um paciente de saúde mental?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/l-fvOjJOpHA/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/psicologico/2012/05/novela-da-vida-real-como-lidar-um-paciente-de-saude-mental/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 04:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Epaminondas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neurociências]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[psicopatologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabaram de me enviar este vídeo de um caso do programa &#8220;Polícia 24 Horas&#8221; que mostra uma mulher bastante confusa em sua casa, denunciada por um vizinho: Eu achei o vídeo interessantíssimo, e, embora uns podem o achar engraçado, a graça passa quando a gente se coloca no lugar da família &#8211; imagine como é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabaram de me enviar este vídeo de um caso do programa &#8220;Polícia 24 Horas&#8221; que mostra uma mulher bastante confusa em sua casa, denunciada por um vizinho:</p>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/QijbU97UX98?version=3&amp;fs=1&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" title="YouTube video player" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QijbU97UX98" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Eu achei o vídeo interessantíssimo, e, embora uns podem o achar engraçado, a graça passa quando a gente se coloca no lugar da família &#8211; imagine como é viver nesta casa. Daí o vizinho diz que ela maltrata os filhos (sem nem imaginar porquê), a mãe diz que ela tem depressão e quando surta fica assim e o policial diz que ela teve cinco depressões pós-parto (???).</p>
<p>Não dá pra gente dizer o que ela tem porque esse é só um pequeníssimo recorte da vida dela, mas um discurso confuso desse não é característico da depressão. De qualquer maneira, dar diagnóstico não é meu objetivo aqui (e nem seria possível).</p>
<p>O que me chamou mais atenção nesse vídeo é algo que pessoas que trabalham em saúde mental vêem com frequência: o despreparo da comunidade em lidar com pessoas com transtornos mentais. A mãe da paciente não sabe dizer ao certo o que a filha tem, não consegue ajudá-la a seguir o tratamento e diz ter dificuldade em lidar com seus surtos. As filhas aparentam estar amedrontadas frente à mãe (talvez por terem sido maltratadas antes) e o policial fala com base em ameaças como <em>&#8220;eu não quero voltar aqui&#8221; e</em> <em>&#8220;você vai perder a guarda dos seus filhos&#8221;</em>. Tudo que uma mãe quer ouvir durante um surto.</p>
<p>Mas o policial não tem culpa, nem a família dela. Não é culpa nossa se temos tão pouco investimento na área da saúde. Menos ainda na área da prevenção, pois uma família treinada para lidar com uma pessoa com um transtorno mental evitaria muitas dores de cabeça e quem sabe até algumas internações.</p>
<p>* tinha acabado de escrever este post e lembrei de alguns relatos de pessoas que trabalham em CAPS, dizendo que a presença em atividades voltadas à família, como palestras e orientações é quase inexistente. <em>Oh well&#8230;</em></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/l-fvOjJOpHA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>1 em cada 6 casos de câncer são causados por infecções e poderiam ser prevenidos</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 23:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samir Elian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Antibióticos]]></category>
		<category><![CDATA[Antimicrobianos]]></category>
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		<description><![CDATA[Dentre dos fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres estão as infecções por microrganismos e parasitas. Na revista “The Lancet Oncology” de hoje (09/05/12), um grupo de cientistas franceses faz uma revisão e analisa os casos de câncer que poderiam ser atribuídos a infecções. O estudo foi baseado em publicações de casos ocorridos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre dos fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres estão as infecções por microrganismos e parasitas. Na revista “<em>The Lancet Oncology</em>” de hoje (09/05/12), um grupo de cientistas franceses faz uma revisão e analisa os casos de câncer que poderiam ser atribuídos a infecções. O estudo foi baseado em publicações de casos ocorridos em 2008 e foram considerados os agentes infecciosos classificados como carcinogênicos pela “<em>International Agency for Research on Cancer</em>”.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2015/05/Cancer1.png"><img class="aligncenter  wp-image-2018" src="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2015/05/Cancer1.png" alt="" width="473" height="252" /></a></p>
<p>Dos 12,7 milhões de novos casos de câncer que ocorreram em 2008, cerca de 2 milhões (16,1% &#8211; ou 1/6 dos casos) são atribuídos a infecções; destes, 1,6 milhão (80%) ocorrem em regiões sub-desenvolvidas.</p>
<p>Como disse logo acima 1,6% dos cânceres ocorrem devido a infecções, mas as taxas são diferentes quando considera-se países desenvolvidos (7,4%) ou subdesenvolvidos (22,9%), variando de 3,3% na Austrália e Nova Zelândia, a 32,7% na África Sub-saariana. Os dados mostram, ainda, que 30% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 50 anos.</p>
<p>A grande maioria dos casos &#8212; 1,9 milhão &#8212; é representada pelos cânceres gástrico (bactéria <em>Helicobacter pylori</em>), hepático (vírus das hepatites B e C) e cervical (ou de colo do útero, causado pelo HPV – papilomavirus). O que todos esses quadros têm em comum é que todos requerem uma infecção crônica e demoram anos para progredir. Em mulheres cerca de 50% dos casos de cânceres associados a infecções dizem respeito ao câncer cervical; e em homens os cânceres gástrico e hepático são contabilizados como 80% dos casos associados a infecções. Apesar dessas diferenças, o número total de casos atribuídos a infecções é praticamente o mesmo em homens e mulheres.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2015/05/Cancer2.png"><img class="wp-image-2019 aligncenter" src="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/files/2015/05/Cancer2.png" alt="" width="300" height="368" /></a></p>
<p>Neste gráfico podemos ver que proporcionalmente, a contribuição do HPV para o desenvolvimento de câncer é similar em regiões mais ou menos desenvolvidas. O mesmo não ocorre com o <em>H. pylori</em>, que apresenta-se com uma participação maior para o desenvolvimento de câncer em países menos desenvoldos, enquando os vírus das hepatites B e C contribuem mais nos países desenvolvidos.</p>
<p>O que dizer de tudo isso?</p>
<p>A clássica relação entre higiene e desenvolvimento mais uma vez dá o ar de sua graça&#8230; e assim, reforça-se a necessidade políticas públicas de saneamento básico. Além disso, a importância e o desenvolvimento de práticas de saúde pública para prevenção de infecções (saneamento, distribuição de preservativos, cuidado em processos como transfusão de sangue) e, também, o controle de infecções com o uso de antimicrobianos e vacinação ganha mais força para ser um tratamento contra tipos específicos de câncer. O câncer por HPV, por exemplo, pode ser prevenido por meio de vacinação profilática (com eficácia de quase 100% para os sorotipos 16 e 18 &#8211; existem outros sorotipos de HPV - 31, 33, 45 e 58 &#8211; cuja vacinação não é eficaz*). A infecção por <em>H. pylori</em> é tratável com o uso de antibióticos. A contra o vírus da hepatite B também temos vacina, mas apesar de isso não ocorrer para a hepatite C, existem meios de se evitar o contágio. Se considerarmos tudo isso e somarmos a todo o sofrimento (pessoal e financeiro) que o câncer causa, pense em quantos casos poderiam ser evitados, e de forma relativamente simples!</p>
<p>Algo que ainda me chamou muita atenção diz respeito ao câncer de colo uterino (que apesar de óbvio, vale ressaltar, ocorre somente em mulheres), que responde por metade dos cânceres infecciosos nas mulheres. Resolvi dar uma olhadinha no <a href="http://www2.inca.gov.br">site no Instituto nacional do Câncer (INCA)</a>, e reproduzo aqui o texto sobre o câncer cervical:</p>
<blockquote><p>É o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada <em>in situ</em>. Esse tipo de lesão é localizada. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chance de cura. <a href="http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero">FONTE</a></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="float: left;padding: 5px"><a href="http://www.researchblogging.org"><img style="border: 0" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_large_gray.png" alt="ResearchBlogging.org" /></a></span><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Lancet+Oncology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2FS1470-2045%2812%2970137-7&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Global+burden+of+cancers+attributable+to+infections+in+2008%3A+a+review+and+synthetic+analysis&amp;rft.issn=14702045&amp;rft.date=2012&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS1470204512701377&amp;rft.au=de+Martel%2C+C.&amp;rft.au=Ferlay%2C+J.&amp;rft.au=Franceschi%2C+S.&amp;rft.au=Vignat%2C+J.&amp;rft.au=Bray%2C+F.&amp;rft.au=Forman%2C+D.&amp;rft.au=Plummer%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CMedicine%2CHealth%2CMicrobiology%2C+Virology%2C+Cancer">de Martel, C., Ferlay, J., Franceschi, S., Vignat, J., Bray, F., Forman, D., &amp; Plummer, M. (2012). Global burden of cancers attributable to infections in 2008: a review and synthetic analysis <span style="font-style: italic">The Lancet Oncology</span> DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S1470-2045(12)70137-7" rev="review">10.1016/S1470-2045(12)70137-7</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* atualização em 10/05 &#8211; 21h11 &#8211; após comentário do Rodrigo</p>
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