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	<title>ScienceBlogs Brasil - Blogs de Ciência</title>
	
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	<description>Ciência, Cultura, Política</description>
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		<title>“É o Sol habitado?"</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[séc. XIX]]></category>

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		<description><![CDATA[Se (diz [François] Arago) essa questão fosse simplesmente proposta para mim — É o Sol habitado? — eu responderia que nada sei sobre a matéria. Mas permita-me supor que alguém me perguntasse se o sol pode ser habitado por seres organizados de maneira análoga àqueles que povoam nosso globo, não hesitaria em responder pela afirmativa. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Se (diz [François] Arago) essa questão fosse simplesmente proposta para mim — É o Sol habitado? — eu responderia que nada sei sobre a matéria. Mas permita-me supor que alguém me perguntasse se o sol pode ser habitado por seres organizados de maneira análoga àqueles que povoam nosso globo, não hesitaria em responder pela afirmativa. A existência, no sol, de um núcleo central obscuro, envolvido numa atmosfera opaca muito além da qual existe a atmosfera luminosa não se opõe, com efeito, a tal concepção.<span id="more-41376"></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Sir William Herschel pensava que o sol fosse habitado. De acordo com ele, se a camada da atmosfera na qual opera a ação química luminosa montasse a um milhão de léguas, não seria necessário que o brilho em cada ponto [da superfície] sobrepujasse o de uma aurora boreal ordinária. Em qualquer caso, os argumentos sobre os quais o grande astrônomo se apoia, de maneira a provar que o núcleo solar pode não ser tão quente, apesar da incandescência da atmosfera, são não apenas os únicos, mas os melhores que podem ser aduzidos. A observação direta, feita pelo Pe. Secchi, da depressão da temperatura nos pontos da superfície solar nos quais aparecem as manchas é, com esse respeito, mais importante que qualquer outro raciocínio.</span></p>
<p style="padding-left: 30px" align="justify"><span style="font-family: Georgia"><br />
“Dr. Elliott mantinha, já no ano de 1787, que a luz do sol provinha do que ele chamava de um denso e universal crepúsculo. Ele acreditava, ainda, junto com certos filósofos antigos, que o sol pudesse ser habitado. Quando o Doutor foi levado a Old Bailey por seu envolvimento na morte de Miss Boydell seus amigos, entre outros o Dr. Simmons, sustentaram que ele era louco e que poderiam prová-lo abundantemente pela apresentação de seus escritos, nas quais suas opiniões sobre o assunto recém-citado eram desenvolvidas. Hoje em dia as concepções de tal louco são amplamente adotadas — Arago’s Popular Astronomy [Astronomia Popular de Arago], vol. I, livro XIV, cap. 29.”</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia"><br />
Sir John Herschel conclui que o sol é um planeta [sic] abundantemente habitado e suas inferências são retiradas dos seguintes argumentos:</span></p>
<p style="padding-left: 30px" align="justify"><span style="font-family: Georgia"><br />
“Nos cumes das montanhas de altura suficiente, numa altitude onde as nuvens raramente alcançam para se proteger dos raios diretos do sol, sempre encontramos regiões de gelo e neve. Agora, se os raios solares em si mesmos carregassem todo o calor que encontramos neste globo, deveria ser mais quente onde seu curso é menos interrompido [pela atmosfera]. Novamente, todos os nossos aeronautas [i.e., balonistas] confirmam a frialdade das altas regiões da atmosfera. Uma vez que, portanto, mesmo em nossa Terra, o calor da situação depende da aptidão do meio para render-se à impressão dos raios solares, nós só podemos admitir que, no próprio sol, os fluidos elásticos componentes da atmosfera são de tal natureza que não são capazes de qualquer afetação excessiva por seus próprios raios. Aliás, isso parece ser comprovado por sua copiosa emissão deles [os raios]. Pois se os fluidos elásticos da atmosfera ou a matéria contida na superfície do sol fosse de natureza tal a admitir uma fácil combinação química com seus raios, suas emissões seriam muito dificultadas. Outro fato bem conhecido é que o foco solar da maior lente lançado no ar não ocasionará qualquer calor sensível no local onde esteve por considerável espaço de tempo, apesar de seu poder de excitar a combustão, quando os corpos são expostos [sob tais lentes] seria o bastante para fundir a mais refratária das substâncias.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Do capítulo de Astronomia do interessantíssimo livro de John Timbs, <em>Things not Generally Known, Familiarly Explained. A book for old and young</em> [<em>Coisas pouco conhecidas ordinariamente, com explicações familiares. Um livro para jovens e velhos</em>], 11a. Edição. Londres: Lockwood &amp; Co., 1867</p>
<p align="justify">Sir <strong>John Herschel</strong> (1792-1871) foi astrônomo, matemático, químico e pioneiro da fotografia inglês, além de ser filho de <strong>William Herschel</strong> (1738-1822) e pai de 12 crianças(!). Intrduziu o uso do dia juliano na astronomia, deu nome a sete luas de Saturno e quatro de Urano. Também fez pesquisas sobre a cegueira às cores (daltonismo) e os raios ultravioleta.</p>
<p align="justify"><strong>François Arago</strong> (1786-1853) foi um físico, matemático, astrônomo, maçom e político francês. Foi primeiro-ministro entre maio e junho de 1848 e era muito próximo dos carbonários italianos. Foi astrônomo do Real Observatório, um dos fundadores dos <em>Annales de chimie et de physique</em> e um dos primeiros defensores da moderna teoria ondulatória da luz e pesquisador da polaridade da luz. Também foi divulgador da astronomia, escrevendo livros de popularização desta ciência.</p>
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		<title>Ativistas ambientais no Repórter Eco, da TV Cultura</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 12:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[clipping]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
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		<description><![CDATA[O blogueiro Tulio Malaspina, do Atitude Eco, o irmão dele Lucas e eu demos uma entrevista para o programa Repórter Eco, da TV Cultura, sobre ativismo na internet e nas redes sociais. A matéria foi ao ar domingo, mas pode ser vista no link acima a partir do 3:50. Divirta-se com nossa conversa gravada via [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/AGkA8MaHGUM?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AGkA8MaHGUM" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>O blogueiro Tulio Malaspina, do <a href="http://atitudeco.com.br/" target="_blank">Atitude Eco</a>, o irmão dele Lucas e eu demos uma entrevista para o programa <a href="http://tvcultura.cmais.com.br/reportereco" target="_blank">Repórter Eco, da TV Cultura</a>, sobre ativismo na internet e nas redes sociais. A matéria foi ao ar domingo, mas pode ser vista no link acima a partir do 3:50. Divirta-se com nossa conversa gravada via Skype! Aliás, dica: todas as reportagens do Repórter Eco ficam disponíveis no site deles. <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<item>
		<title>Ajude a sequenciar um genoma e ainda batize uma proteína com seu nome!</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/rnam/2013/05/ajude-a-sequenciar-um-genoma-e-ainda-batize-uma-proteina-com-seu-nome/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 02:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael_rnam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com a Marcela Uliano do LABIOMA, que colocou seu projeto de sequenciamento de DNA no Catarse. Quem contribuir com qualquer valor até o dia 11/6/2013 vai ter a chance de batizar uma proteína com seu nome, e isso é muito legal!!! Contribua com qualquer valor até 11/6/2013 http://catarse.me/pt/genoma &#160; &#160;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com a Marcela Uliano do LABIOMA, que colocou seu projeto de sequenciamento de DNA no Catarse. Quem contribuir com qualquer valor até o dia 11/6/2013 vai ter a chance de batizar uma proteína com seu nome, e isso é muito legal!!!</p>
<div id="watch-description-text">
<p>Contribua com qualquer valor até 11/6/2013 <a title="http://catarse.me/pt/genoma" href="http://catarse.me/pt/genoma" target="_blank" rel="nofollow">http://catarse.me/pt/genoma</a></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A maioria dos cientistas concorda: as atividades humanas estão causando mudanças climáticas</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/chivononpo/2013/05/a-maioria-dos-cientistas-concorda-as-atividades-humanas-estao-causando-mudancas-climaticas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 20:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Consenso científico]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas antropogênicas]]></category>

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		<description><![CDATA[; Poluição atmosférica. Imagem da WikiPedia Commons De vez em quando, eu recebo de um amigo um daqueles emails que circulam anonimamente pela web denunciando &#8220;a farsa do aquecimento global&#8221;, sempre supostamente assinado por &#8220;um importante grupo de cientistas&#8221;, cheios de títulos de PhD para cima. Outros, me mandam links para a entrevista do Doutor [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><!-- tabela para inserir imagem --></p>
<table width="161(max)" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><img alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/AirPollutionSource.jpg" />;</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center">Poluição atmosférica. Imagem da WikiPedia Commons</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify">De vez em quando, eu recebo de um amigo um daqueles emails que circulam anonimamente pela web denunciando &#8220;a farsa do aquecimento global&#8221;, sempre supostamente assinado por &#8220;um importante grupo de cientistas&#8221;, cheios de títulos de PhD para cima. Outros, me mandam links para a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WQrEFj56Xfw">entrevista</a> do Doutor Ricardo Augusto Felício no Programa do Jô. Sem contar os que acreditam piamente nos &#8220;estudos&#8221; financiados e divulgados pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Heartland_Institute">The Heartland Institute</a> (financiado, por sua vez, por companhias &#8220;idôneas&#8221; como a Phllip Morris e as &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_irm%C3%A3s">sete irmãs</a>&#8220;)</p>
<p style="text-align: justify">O bordão é sempre o mesmo: &#8220;não há um verdadeiro consenso de que estejam realmente acontecendo mudanças climáticas e, mesmo que estejam, não há consenso que elas sejam causadas pela atividade humana&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Pois bem, pessoal!&#8230; Para desfazer esse engano que a mídia adora alimentar quando está sem assunto, um grupo de cientistas de verdade (da Austrália, do Canada, do Reino Unido, da Finlândia, dos Estados Unidos e da Alemanha) resolveu verificar tudo o que foi publicado – em termos de artigos científicos submetidos à revisão pelos pares (&#8220;peer reviewed&#8221;) – entre 1991 e 2011.</p>
<p style="text-align: justify">Uma das participantes desse grupo, a professora Sarah Green, catedrática de química da Universidade Tecnológica do Michigan, tornou públicas as contagens de artigos que afirmam e que negam que as mudanças climáticas não só estão em curso, como são resultado da ação humana.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>&#8220;Modestos&#8221; 97% (faço questão de dizer por extenso: noventa e sete por cento) dos cientistas concordam que as mudanças climáticas estão em curso e são antropogênicas!</strong></p>
<p style="text-align: justify">Entre outros comentários, Green disse: &#8220;Achei fascinante ver o conjunto de implicações das mudanças climáticas identificados nos extratos dos artigos — muito além daquilo que costumamos ouvir sobre o assunto. Nesses artigos, tudo foi examinado, o que inclui: a produção de chá no Sri Lanka, as listras das salamandras, desnutrição infantil, frequência de queda de raios, a distribuição da espécie de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opuntia">cactos <em>opuntia</em></a> (e de pinheiros, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laminariales">bosques de <em>kelp</em></a>, javalis selvagens, pinguins, peixes árticos, leishmaniose canina e diversas outras espécies), atividade mitocondrial de transporte de elétrons em mariscos, absorção de cobre por peixinhos dourados, nevascas de efeito-lago, a velocidade de rotação da Terra e a prevalência de raposas peladas na Islândia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Green diz também ter encontrado vários artigos que tratavam sobre a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify">Os resultados dessa pesquisa estão no artigo publicado hoje em  <i>Environmental Research Letters (<a href="http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/2/024024/article">Quantifying the consensus on anthropogenic global warming in the scientific literature</a>. </i>John Cook, Dana Nuccitelli, Sarah A Green, Mark Richardson, Bärbel Winkler, Rob Painting, Robert Way, Peter Jacobs e Andrew Skuce<i>).</i></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Então, quando alguém afirmar que não há consenso entre os cientistas sobre a existência de mudanças climáticas e que elas são causadas pela atividade humana, lembre-se que 97% (noventa e sete por cento) dos cientistas concordam; apenas 3% discordam&#8230; <span style="text-decoration: underline">E esses 3% são o mesmo tipo de &#8220;cientista&#8221; que diz que cigarros não causam câncer (ou um eminente geógrafo e climatologista brasileiro)</span></strong><span style="text-decoration: underline">.</span></p>
<p style="text-align: justify">(Via <a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2013-05/mtu-msa051613.php">Eurekalert</a>)</p>
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		<item>
		<title>Por que o bicho-preguiça é lerdo?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/3w8urSh0iAQ/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2013/05/por-que-o-bicho-preguica-e-lerdo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:40:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além da Bio]]></category>
		<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[animal]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[fauna]]></category>
		<category><![CDATA[mamífero]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Você conhece o bicho-preguiça, animal que faz parte da fauna brasileira, certo? Mas sabe por que ele é devagar? Ou que ele é rápido em algumas atividades? Aprenda mais um pouquinho sobre o mamífero no vídeo acima, feito por mim em parceria com o Aprenda.Bio. Para ver mais vídeos dessa parceria, entre no nosso canal [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/tyJxxhp4AcQ?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tyJxxhp4AcQ" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Você conhece o bicho-preguiça, animal que faz parte da fauna brasileira, certo? Mas sabe por que ele é devagar? Ou que ele é rápido em algumas atividades? Aprenda mais um pouquinho sobre o mamífero no vídeo acima, feito por mim em parceria com o <a href="http://www.aprenda.bio.br/portal/" target="_blank">Aprenda.Bio</a>.</p>
<p>Para ver mais vídeos dessa parceria, entre no nosso canal no YouTube: <a href="http://www.youtube.com/channel/UCEaqD42zJ2ONPcxafA6gT4A?feature=watch" target="_blank">Além da Bio</a>. E divirta-se!</p>
<p><strong>Obs.:</strong> Tá engraçada essa imagem de abertura do vídeo onde eu estou rindo como um bicho-preguiça! Acha que sou boa atriz?</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/3w8urSh0iAQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2013/05/por-que-o-bicho-preguica-e-lerdo/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>A Queima dos Grelos</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/Y_mjQa_s-lc/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/vqeb/2013/05/a-queima-dos-grelos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 11:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Mamãe, vamos voltar. Quero tirar uma foto com o Harry Potter&#8221; A voz da menina me chamou atenção, mais pelo que ela dizia do que pelo sotaque brasileiro. Não estava rodando pelos Studios da Universal e sim na centenária Universidade de Coimbra. Um templo do saber! O que o menino mágico tinha a ver com aquilo?! [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Mamãe, vamos voltar. Quero tirar uma foto com o Harry Potter&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">A voz da menina me chamou atenção, mais pelo que ela dizia do que pelo sotaque brasileiro. Não estava rodando pelos Studios da Universal e sim na centenária Universidade de Coimbra. Um templo do saber! O que o menino mágico tinha a ver com aquilo?!</p>
<p style="text-align: justify">Virei para os lados e a gargalhada foi inevitável. Dezenas de estudantes da Universidade, vestidos com seus trajes típicos de 700 anos, terno e gravata para meninos e meninas, com a capa sobre os ombros indo até a altura dos joelhos. Eram mesmo &#8216;Harry Potters&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify">Talvez tenha me emocionado mais o fato de ter ido a Coimbra a trabalho. Sou co-orientador de doutorado de uma aluna da universidade e estávamos finalizando algumas análises para a tese dela. Eu não era um &#8216;turista&#8217;&#8230; eu era, de verdade, parte daquilo ali. Nada contra turistas. Adoro turistar! Mas em um lugar como aquele&#8230; eu queria mais. E tive mais.</p>
<p style="text-align: justify">Não só estava em Coimbra, como estava lá durante a festa da &#8216;Queima das Fitas&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Ao fim de cada ano letivo, os alunos recebem suas &#8216;fitas&#8217;. Cada faculdade tem as fitas de uma cor&#8221;</em> me explicou Olimpia, com seu legítimo sotaque português. <em>&#8220;As fitas são colocadas na sua pasta de cadernos. Cada uma em uma posição. Uma é para os amigos escreverem, outra para os pais, outra para o namorado&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1827" alt="IMG_7887" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2013/05/IMG_7887-545x726.jpg" width="545" height="726" /></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Só não sei aonde está o meu grelo&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">Eu olhei para Olimpia com aquela cara de espanto de brasileiro que está em Portugal e acha que só porque eles falam português, falamos a mesma língua.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Seu grelo Olímpia?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Sim, não está junto com as fitas. Devo ter queimado&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Você queimou o seu grelo?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Ora pois?! Que cara é esta que estas a fazer? Grelo é apenas a fita mais fina que amarramos na pasta para mostrar de que curso somos. Quando você é um finalista (veterano em português do Brasil), no último dia da festa, queima seu grelo e dá adeus a vida universitária e entra na vida profissional.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">Explicado o embrolho, fomos jantar &#8216;cogumelos aporcalhados&#8217; na sensacional &#8216;Tasca do Zé Manel dos Ossos&#8217;. De lá seguimos para a primeira festa da &#8216;Queima&#8217;, a &#8216;Serenata Monumental&#8217;, na belíssima praça da Sé Velha, onde os finalistas cantam &#8216;Fados de Coimbra&#8217; (diferentes dos Lisboetas, eu aprendi) noite a dentro.</p>
<p style="text-align: justify">Era estranha a sensação de estar caminhando por Ouro Preto ou Olinda, mais ainda ao chegar na praça da Sé e dar de cara com o que parecia uma concentração de bloco. O Fado? Belíssimo, como vocês podem ver/ouvir:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/38_E7ZDjlPI" height="315" width="560" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Vocês notaram o silêncio ao final? Tem uma explicação:</p>
<p style="text-align: justify"><em>&#8220;Pelo amor de deus, não me bata palmas! Não se bate palmas ao final do Fado durante a serenta monumental. É a tradição!&#8221;</em> me disse Olimpia, coberta por sua capa de Harry Potter.</p>
<p style="text-align: justify">No dia seguinte fomos fazer turismo pelo campus antigo. A faculdade de direito, a mais antiga, com a &#8216;sala dos Capelos&#8217;, onde até hoje é se fazem os exames de doutorado com toda a pompa e circunstância e a &#8216;Biblioteca Joanina&#8217;&#8230; Ahh&#8230; a biblioteca Joanina&#8230; que lugar mais bonito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2013/05/IMG_7994.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1830" alt="IMG_7994" src="http://scienceblogs.com.br/vqeb/files/2013/05/IMG_7994-545x726.jpg" width="545" height="726" /></a></p>
<p style="text-align: justify">As pinturas&#8230; as esculturas&#8230; os livros&#8230; Cada um tem o seu templo. Esse, é o meu.</p>
<p style="text-align: justify">
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		<item>
		<title>Rothamsted, berço da agricultura moderna</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/rothamsted-bero-da-agricultura-moderna/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 May 2013 01:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[à frente do seu tempo]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[séc. XIX]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a questão da fome no mundo é algo que lhe preocupa, é bom lembrar que a Química criou condições para alimentar (quase) todos os bilhões de habitantes do planeta já no século XIX. O que pode ser chamado de primeira Revolução Verde começou com a pesquisa e o desenvolvimento de fertilizantes sintéticos num lugar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 552px"><img style="margin-left: auto;margin-right: auto" alt="Photo:Rothamsted Manor - 1880's - by Lady Caroline Lawes" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/05/B_2.931.jpg" width="542" height="279" /><p class="wp-caption-text">Rothamsted Manor [Mansão], em aquarela de Caroline Lawes. c. 1880.</p></div>
<p align="justify">Se a questão da fome no mundo é algo que lhe preocupa, é bom lembrar que a Química criou condições para alimentar (quase) todos os bilhões de habitantes do planeta já no século XIX. O que pode ser chamado de primeira Revolução Verde começou com a pesquisa e o desenvolvimento de fertilizantes sintéticos num lugar chamado Rothamsted.<span id="more-41358"></span></p>
<p align="justify">Até meados da década de 1830, Rothamsted era apenas mais uma grande propriedade rural de Hertfordshire. Seu proprietário, John Bennet Lawes faleceu em 1822 e seus 1000 acres (4km².) de terras passaram ao seu único filho e herdeiro, também chamado John Bennet Lawes. Em 1832, após formar-se no Brasenose College, na Universidade de Oxford, aos 18 anos, o jovem Lawes voltou para Rothamsted e passou a cultivar e estudar ervas medicinais.</p>
<p align="justify">Obviamente, ele não seria um simples hortelão. Por volta de 1837 — enquanto a industrialização e a população britânica cresciam velozmente —, John Lawes passou a interessar-se pela questão dos adubos e de seu papel no crescimento das plantas. Começou a experimentar diversas fórmulas de adubo em vasos e, uns dois anos mais tarde, passou para o plantio experimental direto no solo. Com a colaboração do químico Joseph Henry Gilbert (1817-1901), Lawes chegou a um adubo formado pela composição de fosfatos com ácido sulfúrico.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 374px"><img style="margin-left: auto;margin-right: auto" alt="Photo:Portrait of John Bennet Lawes, founder of Rothamsted Experimental Station in 1943 - aged c 45" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/05/HC_1711.jpg" width="364" height="480" /><p class="wp-caption-text">John Bennet Lawes (1814-1900), por volta de 1860.</p></div>
<p style="text-align: center" align="justify">
<p align="justify">O chamado superfosfato foi patenteado pela dupla de pesquisadores e logo passou a ser produzido em escala industrial. Por isso, John Lawes é considerado o pai da indústria de fertilizantes. Em 1854, foi eleito membro da Royal Society e, junto com Gilbert, foi agraciado com a Medalha Real por suas pesquisas agroquímicas em 1867. Se o Nobel de Química já existisse, ele certamente teria ganhado um.</p>
<p align="justify">Mas John Lawes não ficou apenas com os louros da glória e continuou dedicando-se ao aprimoramento das técnicas agrícolas. Em 1843, já havia transformado sua fazenda em um centro de pesquisas, a Estação Experimental Rothamsted. No meio século seguinte dedicou-se, entre outras coisas, ao estudo da efetividade da rotação de culturas e da sustentabilidade da cultura do trigo. Muitas das técnicas testadas e aprovadas na Estação Experimental de Rothamsted continuam em uso até hoje.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 552px"><img alt="Photo:Rothamsted - interior of Testimonial laboratory - 1890s" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/05/B_2.102.jpg" width="542" height="356" /><p class="wp-caption-text">Interior de um dos laboratórios de Rothamsted (c. 1890)</p></div>
<p align="justify">Um ano antes de sua morte, Lawes tomou providências para preservar seu legado e garantir futuras pesquisas. Ele formou um fundo de 100.000 libras com parte de sua fortuna, a ser administrado após sua morte pelo recém-estabelecido Lawes Agricultural Trust. Lawes faleceu em 1900, aos 86 anos e a propriedade passou ao seu filho, Sir Charles Bennet Lawes-Wittewronge.</p>
<p align="justify">Charles quase pôs tudo a perder quando decidiu vender Rothamsted em 1934. Felizmente, o Lawes Agricultural Trust conseguiu levantar 35 mil libras para comprar as terras e a mansão de Rothamsted e manter as pesquisas. A mansão (ou casa-grande), que data do século XVI, foi então transformada para receber visitantes e abrigar os pesquisadores residentes no local. Atualmente, a fundação chama-se Rothamsted Research e o foco das pesquisas deixou de ser exclusivamente agronômico e inclui áreas como bioenergia e biotecnologia.</p>
<p align="justify">A segunda Revolução Verde só ocorreu entre os anos 1950 e 1970, com o melhoramento genético de sementes, a mecanização e o uso generalizado dos insumos industriais, como os fertilizantes químicos — que começaram a ser desenvolvidos em Rothamsted.</p>
<p align="justify">E lembre-se: se você não passou fome hoje, agradeça a John Lawes.</p>
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		<title>Evitando virar almoço 2 – Camuflagem</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bichos e Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Animal]]></category>
		<category><![CDATA[camuflagem]]></category>
		<category><![CDATA[linguado]]></category>
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		<category><![CDATA[siba]]></category>
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		<description><![CDATA[A técnica dessa semana de evitar virar comida talvez seja a mais conhecida delas. Entendo aqui camuflar-se estritamente como ter uma cor que se confunde com o meio. Essa é uma técnica mista, porque envolve a forma passiva, simplesmente ter a cor do ambiente que você ocupa, e uma forma ativa, nas espécies que mudam [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A técnica dessa semana de evitar virar comida talvez seja a mais conhecida delas. Entendo aqui camuflar-se estritamente como ter uma cor que se confunde com o meio. Essa é uma técnica mista, porque envolve a forma passiva, simplesmente ter a cor do ambiente que você ocupa, e uma forma ativa, nas espécies que mudam de cor ou que viram seu lado menos colorido quando se sentem ameaçados (pense numa borboleta que tem um lado da asa azul royal iridescente e o outro acinzentado como uma casca de árvore).</p>
<p>Alguns animais são mestres do disfarce e se camuflam absurdamente bem. Mas pense que uma leve capacidade de se camuflar já pode reverter em sobrevivência e ser valorizada em termos evolutivos. Esses exemplos de camuflagem perfeitos demais me preocupam um pouco porque parecem que foram desenhados por alguém com um propósito. Não foram! Parecer 10% com uma folha seca pode significar 10% mais sobrevida, 10% mais filhotes e, voi là, está fixada a característica.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/10/29/dragao-marinho_20111029_bo_09.jpg"><img class=" " alt="Num banco de algas esse parente dos cavalos marinhos fica absolutamente oculto. Fonte:  wikicommmons" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/10/29/dragao-marinho_20111029_bo_09.jpg" width="360" height="231" /></a><p class="wp-caption-text">Num banco de algas esse parente dos cavalos marinhos fica absolutamente oculto. Fonte: wikicommmons</p></div>
<p>Um problema da camuflagem é que em geral ela limita os ambientes em que um animal pode viver. Imagine um dragão do mar como o da foto acima num costão rochoso, ou uma aranha como essa numa flor vermelha. A solução para isso apareceu em animais que mudam de cor e, com isso, conseguem se esconder em vários ambientes. O exemplo clássico são os camaleões, mas pessoalmente invejo muito mais os linguados e<a href="http://scienceblogs.com.br/bessa/2011/05/a_siba_mitomaniaca/" target="_blank"> as sibas</a>. Especialmente em vésperas de prova quando todos os alunos estão procurando você para tirar dúvidas e tudo o que queremos é sumir.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://webecoist.com/wp-content/uploads/2009/02/color-changing-camouflage-flounder.jpg"><img alt="Linguados mudam de cor muito mais eficientemente que camaleões. Fonte: webecoist.momtastic.com" src="http://webecoist.com/wp-content/uploads/2009/02/color-changing-camouflage-flounder.jpg" width="468" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Linguados mudam de cor muito mais eficientemente que camaleões. Fonte: webecoist.momtastic.com</p></div>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/jAsLmGnq7gc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A cana vai chegar na Amazônia legal, legalmente</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2013/05/a-cana-vai-chegar-na-amazonia-legal-legalmente/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 May 2013 21:17:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Bento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[fertilização]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Em 2009 escrevi sobre o Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar (parte um e parte dois). O argumento principal da iniciativa era estudar as melhores áreas para o plantio de cana e impedir a sua expansão para biomas como Pantanal e Amazônia. Independente das críticas que eu fiz na época sobre a iniciativa em si e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1415" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Terreno_arado_para_planta%C3%A7%C3%A3o_REFON_1.JPG"><img class="size-full wp-image-1415 " alt="Em breve na Amazônia Legal. " src="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/files/2013/05/Terreno_arado_para_plantação_REFON_1.jpg" width="512" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">Em breve na Amazônia Legal. Crédito: Wikimedia</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2009 escrevi sobre o Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar (parte <a title="Sobre o zoneamento da cana-de-açúcar e biocombustíveis" href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2009/09/sobre_o_zoneamento_da_cana-de/" target="_blank">um</a> e parte <a title="Ainda sobre o Zoneamento “Agroecológico” da Cana" href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2009/09/ainda_sobre_o_zoneamento_agroe/" target="_blank">dois</a>). O argumento principal da iniciativa era estudar as melhores áreas para o plantio de cana e impedir a sua expansão para biomas como Pantanal e Amazônia. Independente das críticas que eu fiz na época sobre a iniciativa em si e o estudo que serviu como base, a discussão foi importante para colocar a questão em pauta. Enquanto em países como os EUA existe uma disputa direta entre a produção de alimentos e a de biocombustíveis (além de outros problemas como o <a title="Etanol de milho: agora é a hora?" href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/07/etanol_de_milho_agora_e_a_hora/" target="_blank">uso em excesso de fertilizantes</a>), o nosso problema estaria mais voltado a conservação da biodiversidade. Na época da divulgação do Zoneamento, o Ministério do Meio Ambiente publicou a seguinte nota:</p>
<blockquote><p>“(…) o governo vai proibir a expansão do plantio de cana no Pantanal e na Amazônia. (…) Dois argumentos convenceram Lula a impedir a expansão do plantio de cana nos biomas pantanal e amazônico. Um deles é que <b>o Brasil precisa manter um discurso ambiental forte </b><em id="__mceDel" style="line-height: 1.6em"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">para defender a ampliação da produção de etanol frente a outros </em></em></em></em><em id="__mceDel" style="line-height: 1.6em"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">combustíveis no mundo. Isso abriria portas para exportação do </em></em></em></em></em><em id="__mceDel" style="line-height: 1.6em"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">etanol brasileiro.”</em></em></em></em></em></em></p></blockquote>
<p>Parece que o Brasil não precisa mais impedir o avanço da cana-de-açúcar na Amazônia, nem se for apenas para manter um discurso ambiental forte. Pelo menos é o que os nossos representantes da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do senado acham. Eles <a title="Aprovado plantio de cana na Amazônia Legal" href="http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/05/14/aprovado-plantio-de-cana-na-amazonia-legal" target="_blank">aprovaram hoje o plantio de cana na Amazônia Legal</a>. Mas e o Zoneamento Agroecológico da cana? Segundo a maior parte dos membros da comissão temos outras prioridades:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) Para o autor da proposta, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o plantio de cana na região vai estimular a produção de biocombustíveis. Em voto favorável, o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), apontou a necessidade de ampliar as áreas de cultivo para o atendimento das demandas futuras de etanol e açúcar.</p>
<p>(&#8230;) os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) defenderam a ampliação da produção de etanol, sob argumento de que o cultivo levará desenvolvimento a seus estados.&#8221;</p></blockquote>
<p>Somente os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Ana Rita (PT-ES) votaram contra. Você está espantado com isso? Eu não. Sabe quem é o presidente da comissão de Meio Ambiente do senado? O digníssimo senador <a title="No Senado, ruralista assume presidência da Comissão de Meio Ambiente" href="http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/03/06/no-senado-ruralista-assume-presidencia-da-comissao-de-meio-ambiente.htm" target="_blank">Blairo Maggi</a>, um dos líderes da bancada ruralista e um dos maiores produtores de soja do Brasil. E você achando que o nosso maior problema era o Feliciano&#8230;</p>
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		<item>
		<title>Em uma palavra [153]</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/em-uma-palavra-153/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 May 2013 15:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[em uma palavra]]></category>
		<category><![CDATA[francês]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[brulote]]></category>
		<category><![CDATA[naus]]></category>
		<category><![CDATA[náutica]]></category>

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		<description><![CDATA[brulote (bru.lo.te) s.m. 1. Náut. navio ou barco não-tripulado, carregado de material inflamável ou explosivos, e que era incendiado antes de ser lançado contra embarcações inimigas; navio-fogo, navio-bomba. 2. por extensão, indivíduo notório por suas opiniões incendiárias; pessoa bombástica. [do francês brûlot]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px" align="justify"><span style="font-family: Georgia"><strong>brulote (bru.lo.te)<br />
<em>s.m.</em> 1. Náut.</strong> navio ou barco não-tripulado, carregado de material inflamável ou explosivos, e que era incendiado antes de ser lançado contra embarcações inimigas; navio-fogo, navio-bomba. <strong>2. <em>por extensão</em></strong>, indivíduo notório por suas opiniões incendiárias; pessoa bombástica. [do francês <em>brûlot</em>]</span></p>
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		<item>
		<title>O “Planeta de Einstein”</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/chivononpo/2013/05/o-planeta-de-einstein/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 23:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astrofísica]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[exoplanetas]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta de Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade Restrita]]></category>
		<category><![CDATA[Telescópio Kepler]]></category>

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		<description><![CDATA[Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics Novo processo de procura por planetas faz sua primeira descoberta  IMAGEM: Concepção artística do &#8220;Planeta de Einstein &#8220;, formalmente conhecido como Kepler-76b Clique aqui para mais informações. Detectar exoplanetas é um grande desafio, uma vez que eles são pequenos, tênues e próximos de estrelas. As duas técnicas mais prolíficas para descobrir exoplanetas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eurekalert.org/"><img alt="" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/EAHeaderTop.gif" /></a><br />
<a href="http://cfa-www.harvard.edu/">Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics</a></p>
<h1 style="text-align: center"><a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2013-05/hcfa-nmo051313.php?">Novo processo de procura por planetas faz sua primeira descoberta</a></h1>
<h2></h2>
<table width="218" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="210" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tr.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56470.php?from=239648" target="_self"><img alt="" src="http://media.eurekalert.org/multimedia_prod/pub/rel/56470_rel.jpg" border="0" /></a><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56470.php?from=239648" target="_self"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/eutube/icon_image_tiny.gif" border="0" /> <b>IMAGEM:</b></a> Concepção artística do &#8220;Planeta de Einstein &#8220;, formalmente conhecido como Kepler-76b</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56470.php?from=239648" target="_self">Clique aqui para mais informações.</a></p>
</td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_bl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="202" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_br.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify">Detectar exoplanetas é um grande desafio, uma vez que eles são pequenos, tênues e próximos de estrelas. As duas técnicas mais prolíficas para descobrir exoplanetas são a velocidade radial (procurar por estrelas oscilantes) e trânsitos (procurar por estrelas cujo brilho fica, de vez em quando, atenuado). Uma equipe da Universidade de Tel Aviv e o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (Center for Astrophysics = CfA) acaba de descobrir um exoplaneta usando um novo método que se baseia na Teoria da Relatividade Restrita de Einstein.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Nós procuramos por efeitos muito sutis. Precisávamos de medições de alta qualidade do brilho estelar, com uma precisão de poucas partes por milhão&#8221; disse o membro da equipe David Latham do CfA.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Isso só foi possível por conta dos refinados dados que a NASA vem coletando com a sonda Kepler&#8221;, acrescenta o autor principal Simchon Faigler da Universidade de Tel Aviv, Israel.</p>
<p style="text-align: justify">Muito embora a Kepler tenha sido projetada para descobrir planetas em trânsito, este planeta não foi identificado por meio do processo de trânsito. Em lugar disto, ele foi descoberto com o emprego de uma técnica inicialmente proposta por Avi Loeb do CfA e seu coelga Scott Gaudi (agora na Universidade do Estado de Ohio) em 2003. (Coincidentemente, eles desenvolveram sua teoria enquanto visitavam o Instituto de Estudos Avançados em Princeton, onde Einstein trabalhou).</p>
<p style="text-align: justify">O novo processo procura por três pequenos efeitos que ocorrem simultaneamente quando um planeta orbita uma estrela. O efeito de &#8220;farol relativístico&#8221; de Einstein que faz que a estrela brilhe mais quando se move em nossa direção (como o sinal luminoso de um farol), puxada pelo planeta e se atenue quando se move para longe. Essa luminosidade maior resulta do acúmulo de energia dos fótons e do fato de ficar focalizada na direção do movimento da estrela devido a efeitos relativísiticos.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Esta é a primeira vez que este aspecto da Teoria da Relatividade de Einstein foi usado para descobrir um planeta&#8221;, diz o co-autor Tsevi Mazeh da Universidade de Tel Aviv.</p>
<p style="text-align: justify">A equipe também procurou indícios de que a estrela se deformasse por conta das marés gravitacionais do planeta em órbita. A estrela pareceria mais brilhante quando observada ao longo do eixo maior do &#8220;ovoide&#8221;, por conta da maior área de superfície exposta, e mais tênue quando vista &#8220;de ponta&#8221;. O terceiro pequeno efeito é devido à luz estelar refletida pelo próprio planeta.</p>
<p style="text-align: justify">Uma vez identificado o novo planeta, isto foi confirmado por Latham, usando as observações de velocidade radial obtidas pelo espectrógrafo TRES do Observatório Whipple no Arizona e por Lev Tal-Or (Universidade de Tel Aviv), usando o espectrógrafo SOPHIE no Observatório de Haute-Provence na França. Uma olhada mais cuidadosa nos dados do Kepler também mostrou o planeta em trânsito diante de sua estrela, uma confirmação adicional.</p>
<p style="text-align: justify">O &#8220;Planeta de Einstein&#8221; – formalmente conhecido como Kepler-76b, é um &#8220;Júpiter quente&#8221; que orbita sua estrela a cada 1,5 dias. Seu diâmetro é cerca de 25% maior que o de Júpiter e sua massa e duas vezes maior. Ele orbita uma estrela tipo F, localizada a cerca de 2.000 anos-luz da Terra na constelação de Cygnus (Cisne).</p>
<p style="text-align: justify">O planeta está em rotação sincronizada com sua estrela, mostrando sempre a mesma face para ela, do mesmo jeito que a Lua com a Terra. Por causa disso, Kepler-76b assa a uma temperatura de cerca de 2.000°C.</p>
<p style="text-align: justify">Curiosamente, a equipe encontrou fortes indícios de que o planeta tenha ventos de &#8220;corrente de jato&#8221; extremamente rápidos que transportam o calor por toda sua superfície. Por conta disto, o ponto mais quente de Kepler-76b não fica exatamente no &#8220;meio dia&#8221; (o ponto mais próximo da estrela), mas em uma posição a cerca de 20.000 km. Este efeito só tinha sido observado antes em HD 189733b e somente na faixa do infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer. Esta foi a primeira vez que observações na faixa da luz visível mostram indícios de correntes de jato em um exoplaneta.</p>
<p style="text-align: justify">Embora o novo processo não seja capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra com a tecnologia atual, permite aos astrônomos uma oportunidade ímpar para novas descobertas. Diferentemente das buscas por velocidade radial, ele não precisa de espectros de alta precisão. Diferentemente do processo de trânsitos, não precisa de um alinhamento preciso entre estrela e planeta quando vistos da Terra.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Cada técnica de caça aos planetas tem  suas virtudes e seus defeitos. E cada nova técnica que acrescentamos ao arsenal, nos permite sondar por planetas em situações diferentes&#8221;, diz Avi Loeb do CfA.</p>
<p style="text-align: justify">O Kepler-76b foi identificado pelo algoritmo BEER, acrônimo de [relativistic] BEaming, Ellipsoidal, and Reflection/emission modulations (modulações de farol relativístico, elipsoidais e de reflexão/emissão), desenvolvido pelo Professor Tsevi Mazeh e seu estudante Simchon Faigler na Universidade de Tel Aviv, Israel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div align="center">###</div>
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		<title>Pensamento de Segunda</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 03:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Se você quer ir depressa, vá sozinho. Se você quer ir longe, vá acompanhado. Provérbio africano]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se você quer ir depressa, vá sozinho. Se você quer ir longe, vá acompanhado.</p>
<p>Provérbio africano</p>
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		<title>Patentes Patéticas (nº. 106)</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/patentes-patticas-n-106/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 May 2013 01:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[#LikeaBoss]]></category>
		<category><![CDATA[#quemnunca]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[patentes patéticas]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoas comuns carregam seus telefones celulares no bolso ou na bolsa. Se prefere ser clássico, você o leva naquele pequeno suporte de couro preso ao cinto. Se for mais ousado, talvez use um cinto (ou coleira) de utilidades. Mas e se você quiser ostentar e ainda ter estilo de super-herói? Não tema! Este é um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img style="float: none;margin-left: auto;margin-right: auto" alt="" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/05/US06796467-20040928-D00000.png" /></p>
<p align="justify">Pessoas comuns carregam seus telefones celulares no bolso ou na bolsa. Se prefere ser clássico, você o leva naquele pequeno suporte de couro preso ao cinto. Se for mais ousado, talvez use um <a title="Patentes Patéticas (nº. 100) (não, péra…)" href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/03/patentes-patticas-n-100/">cinto (ou coleira) de utilidades</a>. Mas e se você quiser ostentar e ainda ter estilo de super-herói? Não tema! Este é um trabalho para Marcus e Franco Caldana e seu <em>Device for the quick and easy use of a small size cellular telephone</em> <em>[Dispositivo para uso rápido e simples de um telefone celular de tamanho pequeno</em>], no qual<span id="more-41346"></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">O telefone celular de pequeno tamanho (T) é fixado num escorregador [slide] <strong>(201, 101)</strong> que desliza numa guia <strong>(1)</strong> que pode ser longitudinalmente segura no pulso (P) do braço do usuário (B). Quando o telefone toca e o sistema de vibração está acionado, as vibrações são facilmente transmitidas para o sistema de escorregador e guia e deste para o pulso do usuário que, desta forma, pode instantaneamente perceber a chamada, mesmo em um local ruidoso. Ao apanhar o celular com a mão livre, o usuário pode estender as guias e rapidamente colocar o próprio telefone na palma da mão para usá-lo. Igualmente, quando a conversação for encerrada, o telefone celular pode ser agilmente retirado para a posição retraída no pulso. Meios de liberação adequados são fornecidos para manter o escorregador na posição de repouso e, se necessário, também na posição estendida de uso do telefone celular.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Parece uma cena digna de ficção científica: o telefone toca, mas ninguém vê. Mas um segundo depois, o usuário já está falando. De onde surgiu o aparelho? Debaixo da manga! Parece modernoso, mas é apenas o velho truque de tirar algo da manga! Neste caso, um celular.</p>
<p align="justify">Italianos de Bolonha, Marcus e Franco Caldana atravessaram o Atlântico para patentear sua ideia nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 2001, pouco depois de entrarem com um pedido de patente europeia. O USPTO, simpático com qualquer ideia que apareça, foi mais rápido e concedeu a patente nº. <a href="http://www.google.com/patents/US6796467" target="_blank">6.796.467</a> [<a href="https://docs.google.com/viewer?url=www.google.com/patents/US6796467.pdf" target="_blank">pdf</a>] em 28 de setembro de 2004.</p>
<p align="justify">Os europeus, porém, não devem ter se impressionado com a ideia, pois a patente <a href="http://www.google.com/patents/EP1256185B1?hl=pt-BR&amp;cl=en" target="_blank">EP 1256185 B1</a> só saiu em 26 de março de 2008 — mais de sete anos após o pedido! Ou isso ou eles tiveram que passar por uma montanha de patentes patéticas antes de chegar ao documento dos inventores italianos. Em inglês (patentes europeias também exigem redação em francês), o texto de ambas as patentes é praticamente o mesmo. Tanto que nos dois lados do Atlântico os irmãos Caldana apresentaram o mesmo argumento:</p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Para o usuário transportar com proximidade telefones celulares ou móveis, há realmente diversos tipos de estojos que o usuário pode vestir, por exemplo, no cinto ou em um dos ombros. Nenhum dos dispositivos atualmente conhecidos permite a possibilidade de agilidade e facilidade para montar o telefone celular em sua condição de uso e, em seguida, com a mesma agilidade e facilidade, desmontá-lo na posição de repouso e nenhum dos dispositivos conhecidos permite carregar o celular em posição tal que permita ao usuário ouvir um toque, principalmente na presença de um grande ruído. A invenção intende solucionar este e outros problemas através da seguinte ideia.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">A “seguinte ideia” é uma discrição similar à do resumo (que já apresentamos) e as tradicionais descrições nos mínimos detalhes das figuras. E só. O texto na íntegra tem quase uma página e meia. As cinco figuras tomam mais espaço. Até porque não há muito mais o que dizer e a ideia é gritantemente óbvia. A patente de Marcus e Franco termina por aqui, mas nossas pesquisas não terminaram.</p>
<p align="center">***</p>
<p align="justify">Os <em>manos</em> Caldana não dizem de onde tiraram essa ideia. Talvez eles já tivessem o hábito de carregar seus <em>cellulare</em> na palma da mão retraída e escondida na ponta da manga. <strong>#quemnunca?</strong> Talvez eles tenham lido Marshall McLuhan (1911-1980) — “os meios de comunicação como extensão do homem”, <em>capisce?</em> — e tenham interpretado isso de maneira literal. O mais provável, porém, é que eles tenham se inspirado em outra patente patética — o que, por si só, já é o bastante para tornar uma ideia patética. Entre as referências citadas na patente americana, os Caldana citam a clássica (e igualmente estilosa) <a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2012/01/patentes-patticas-n-41/" target="_blank"><em>Self-defensive firearm,</em> de Frederick G. Palla</a>. Foi só trocar a arma de fogo dos anos 1930 pelo auge da tecnologia da virada do século — o celular dobrável.</p>
<p align="justify">Se esses aparelhos dobráveis lhe parecem ultrapassados e você quer ganhar rios de dinheiro vendendo algo parecido para usuários de iPhone, pode <span style="text-decoration: line-through">tirar o cavalinho da chuva</span> colocar sua patentinha na gaveta. Como os Caldana só falam em “telefones celulares de tamanho pequeno” e não em <em>tablets</em>, <em>smartphones</em>, câmeras digitais ou qualquer aparelho eletrônico portátil possível e imaginável, não tardaram a surgir espertalhões mais sagazes e novas patentes com basicamente a mesma ideia.</p>
<p align="justify">James Pyle Colin, de San Francisco, conseguiu registrar seu <em>Wrist or arm strap with hinged mount for camera</em> [<em>Punho ou cinta para braço articulada com montagem para a câmera</em>], sob número <a href="http://www.google.com/patents/US8016492" target="_blank">8.016.492</a> em 13 de setembro de 2011. Colin propõe, em vez de trilhos, uma pulseira com velcro e uma base com encaixe para câmeras digitais (porque ninguém mais usa tripés e usar as duas mãos exige muita coordenação motora, além de cansar).</p>
<p align="justify">Leo Green, de Rienzi, Mississipi, é detentor da patente nº. <a href="http://www.google.com/patents/US8140131" target="_blank">8.140.131</a>, aprovada em 20 de março de 2012. Green, que deve ser um relojoeiro, foi mais esperto que todos os seus antecessores. Chamou seu invento de <em>Systems and methods for holding mobile electronic devices</em> [<em>Sistemas e métodos para segurar dispositivos eletrônicos móveis</em>], o que é bem mais genérico — qualquer coisa que alegue ser capaz de segurar um <em>gagdet</em> infrigiria esta patente. Fora isso, tudo o que Green fez foi juntar um suporte para <em>smartphones</em> (ou talvez <em>tablets</em> pequenos ou aparelhos GPS ou um MP3 ou um MP4 ou algo que seja tudo isso) à pulseira de um relógio. Digital, é claro.</p>
<p align="justify">É melhor o pessoal da Apple desistir de patentear o tal de<em> iWatch</em>.</p>
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		<title>Diamantes com defeito?… Perfeito!</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/chivononpo/2013/05/diamantes-com-defeito-perfeito/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 22:25:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[nanotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Computação quântica]]></category>
		<category><![CDATA[Diamantes]]></category>
		<category><![CDATA[Microsensores]]></category>
		<category><![CDATA[spintrônica]]></category>

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		<description><![CDATA[DOE/Lawrence Berkeley National Laboratory Diamantes defeituosos prometem sensibilidade perfeita Pesquisadores do Laboratório Berkeley e seus colegas estendem o spin dos elétrons nos diamantes para fazer detectores magnéticos incrivelmente pequenos  IMAGEM: Um centro de vacância de nitrogênio é um tipo de defeito puntual na estrutura cristalina de um diamante, no qual um átomo de nitrogênio fica no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eurekalert.org/"><img alt="" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/EAHeaderTop.gif" /></a><br />
<a href="http://www.lbl.gov/">DOE/Lawrence Berkeley National Laboratory</a></p>
<h1 style="text-align: center"><a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2013-05/dbnl-fdp050913.php?">Diamantes defeituosos prometem sensibilidade perfeita</a></h1>
<h2 style="text-align: justify">Pesquisadores do Laboratório Berkeley e seus colegas estendem o spin dos elétrons nos diamantes para fazer detectores magnéticos incrivelmente pequenos</h2>
<table width="218" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="210" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tr.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td style="text-align: center" bgcolor="#f2f2f2"><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56392.php?from=239460" target="_self"><img alt="" src="http://media.eurekalert.org/multimedia_prod/pub/rel/56392_rel.jpg" border="0" /><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/eutube/icon_image_tiny.gif" border="0" /> <b>IMAGEM:</b></a> Um centro de vacância de nitrogênio é um tipo de defeito puntual na estrutura cristalina de um diamante, no qual um átomo de nitrogênio fica no lugar de um átomo de carbono e fica uma vaga imediatamente adjacente ao nitrogênio.<a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56392.php?from=239460" target="_self">Clique aqui para mais informações.</a></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_bl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="202" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_br.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify">Desde o cérebro, passando pelo coração e chegando ao estômago, os corpos dos animais geram campos magnéticos fracos que um detector ultra sensível poderia usar para descobrir doenças, rastrear drogas – e, quem sabe?&#8230; até ler mentes. Sensores do tamanho da unha do polegar poderiam mapear depósitos de gás no subsolo, analisar substâncias químicas e descobrir explosivos que poderiam se esconder de outras sondas.</p>
<p style="text-align: justify">Agora os cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab) do Departamento de Energia e da Universidade da California em Berkeley, em conjunto com seus colegas da Universidade Harvard, conseguiram aumentar o desempenho de um dos sensores mais potentes possíveis de campos magnéticos em nanoescala – um defeito em um diamante do tamanho de um par de átomos, chamado um &#8220;centro de vacância de nitrogênio&#8221; (nitrogen vacancy = NV center).</p>
<p style="text-align: justify">As descobertas da equipe de pesquisadores pode eventualmente permitir a fabricação de relógios menores que um chip de computador e, ainda assim, precisos até uns poucos quatrilhões de segundo, ou sensores de movimentoa mais rápidos e com maior tolerância a temperaturas extremas do que os giroscópios em <em>smartphones</em>. Não demora muito e um chip barato de diamante pode ser capaz de nuclear um computador quântico. A equipe relata seus resultados em <i>Nature Communications</i>.</p>
<p style="text-align: justify"><i><b>Um sensor feito de diamante</b></i></p>
<p style="text-align: justify">Centros de vacância de nitrogênio são um dos defeitos mais comuns em diamantes. Quando um átomo de nitrogênio substitui um átomo de carbono no cristal de diamante e fica emparelhado com um espaço vazio (onde falta um átomo de carbono que devia estar lá), neste centro fica um número de elétrons, soltos dos átomos de carbono que deveriam estar naqueles lugares.</p>
<p style="text-align: justify">Os estados dos spins dos elétrons são bem definidos e muito sensíveis a campos magnéticos, campos elétricos e luz*, de forma que podem ser facilmente dispostos, ajustados e lidos por lasers.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Os estados de spin dos centros NV são estáveis ao longo de um amplo espectro de temperaturas, de muito quente a muito frio&#8221;, diz Dmitry Budker da Divisão de Ciência Nuclear do Berkeley Lab, que também é professor de física da UC Berkeley. Mesmo pequenas lascas de diamante que custam centavos por grama, podem ser usadas como sensores, porque, como afirma Budker, &#8220;nós podemos  controlar o número de centros NV no diamante apenas os irradiando ou assando&#8221;, ou seja, dando-lhes têmpera.</p>
<p style="text-align: justify">O desafio é manter a informação inerente nos estados de spin do centro NV, uma vez que esta tenha sido lá codificada, sem deixá-la vazar antes que se possa realizar medições: nos centros NV, isso requer a extensão do que é chamado de tempo de &#8220;coerência&#8221; dos spins dos elétrons, ou seja, o tempo que os spins permanecem sincronizados entre si.</p>
<p style="text-align: justify">Recentemente Budker trabalhou com Ronald Walsworth de Harvard em uma equipe que incluía Nir Bar-Gill de Harvard e  Andrey Jarmola pesquisador pós-doutorado da UC Berkley. Eles conseguiram estender o tempo de coerência de um conjunto de spins de elétrons de um centro NV por mais de duas ordens de magnitude acima das experiências anteriores.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Para mim, o aspecto mais entusiasmante deste resultado é a possibilidade de estudar as mudanças nas formas com que os centros NV interagem entre si&#8221;, diz Bar-Gill, autor principal do artigo e que estará indo para a Universidade Hebraica em Jerusalém no segundo semestre deste ano. &#8220;Isto é possível porque os tempos de coerência são muito mais longos do que aquele necessário para as interações entre os centros NV&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">E Bar-Gill acrescenta: &#8220;Agora podemos imaginar a engenharia de amostras de diamantes para realizar arquiteturas de computação quântica&#8221;. Os centros NV interativos fazem o papel dos bits em computadores quânticos, chamados qubits. Onde um dígito binário (bit) representa um 0 ou 1, um qubit representa 1 e 0 superpostos, um estado tipo &#8220;Gato-de-Schrödinger&#8221; simultâneo que persiste enquanto os estados forem coerentes, até que uma medição seja feita e faça colapsar todos os qubits emaranhados de uma só vez.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Nós empregamos alguns truques para nos livrarmos de fontes de descoerência&#8221;, diz Budker. &#8220;Um deles foi usar amostras de diamante especialmente preparadas para serem feitas apenas de puro carbono-12&#8243;. Os diamantes naturais incluem uma pequena quantidade do isótopo carbono-13, cujo spin nuclear acelera a descoerência dos spins dos elétrons dos centros NV. O carbono-12 tem um spin nuclear zero.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;O outro truque foi baixar a temperatura até a do nitrogênio líquido&#8221;, diz Budker. A descoerência foi reduzida pelo resfriamento das amostras a 77°K, abaixo da temperatura ambiente, mas facilmente obtenível.</p>
<p style="text-align: justify">Trabalhando em conjunto no laboratório de Budker, os membros da equipe montaram os diamantes dentro de um criostato. Um feixe de laser atravessando o diamante, conjugado com um campo magnético, ajustou os spins dos elétrons no centro NV e os fez emitir fluorescência.  O brilho fluorescente foi a medida da coerência dos estados de spin.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Controlar o spin é essencial&#8221;, explica Budker, &#8220;de forma que pegamos emprestada uma ideia da ressonância magnética nuclear&#8221;  – a base de procedimentos familiares como o Imageamento por Ressonância Magnética (MRI) nos hospitais.</p>
<p style="text-align: justify">Embora seja diferente do spin nuclear, a coerência dos spins dos elétrons pode ser estendida com técnicas semelhantes. Assim, quando os estados dos spins nos centros NV chegavam à beira da descoerência, os pesquisadores chacoalhavam o diamante com uma série de até 10.000 curtos pulsos de micro-ondas. Os pulsos invertiam os spins dos elétrons quando começavam a perder o sincronismo mútuo, produzindo &#8220;ecos&#8221; nos quais os spins invertidos se auto-ajustavam. A coerência era re-estabelecida.</p>
<p style="text-align: justify">Eventualmente os pesquisadores conseguiram tempos de coerência de spin de mais de meio segundo. &#8220;Nossos resultados são realmente brilhantes para o sensoreamento de campos magnéticos e informação quântica&#8221;, brinca Bar-Gill.</p>
<p style="text-align: justify">Longos tempos de coerência de spin se soma às vantagens que os diamantes já têm, colocando os NVs de diamantes na vanguarda dos potenciais candidatos para computadores quânticos práticos – uma busca favorita dos pesquisadores de Harvard. O que o grupo de Budker acredita ser uma perspectiva ainda mais interessante é o potencial que os longos tempos de coerência apresentam no sensoreamento de campos magnéticos, com aplicações que vão da biofísica à defesa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div align="center">###</div>
<p style="text-align: justify"><em><strong>&#8220;Solid-state electronic spin coherence time approaching one second&#8221;</strong></em>, por Nir Bar-Gill, Linh M. Pham, Andrey Jarmola, Dmitry Budker e Ronald L. Walsworth,será publicado na edição de 23 de abril de 2013 da  <i>Nature Communications</i>, online em <a href="http://www.nature.com/ncomms/journal/v4/n4/full/ncomms2771.html" target="_blank">http://www.nature.com/ncomms/journal/v4/n4/full/ncomms2771.html</a>.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify">Nota do tradutor: [*] Considerando que os fótons – as partículas de luz, não só a visível, mas todas as frequências – são portadores dos campos elétricos e magnéticos, é claro que se algo é sensível aos campos elétricos e magnéticos terá que ser sensível à luz&#8230; Enfim&#8230;</p>
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		<title>Fenomenologia da Elegância</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 18:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[elegância]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que não costumamos dizer que cachoeiras ou praias são elegantes? Quem pode ter o atributo da elegância? Seria a elegância um modo-de-ser exclusivo das coisas do humano? Um terno ou um vestido não são elegantes em si. Tornam-se (ou não) quanto vestem alguém. Já um móvel pode ser elegante mesmo que não haja ninguém [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left"><a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/files/2013/05/andrea-laliberte-femme-elegante-iii.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2916" alt="andrea-laliberte-femme-elegante-iii" src="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/files/2013/05/andrea-laliberte-femme-elegante-iii.jpg" width="309" height="390" /></a>Por que não costumamos dizer que cachoeiras ou praias são elegantes? Quem pode ter o atributo da elegância? Seria a elegância um modo-de-ser exclusivo das coisas do humano? Um terno ou um vestido não são elegantes em si. Tornam-se (ou não) quanto vestem alguém. Já um móvel pode ser elegante mesmo que não haja ninguém por perto. Uma floresta não é elegante. Um jardim pode ser. Mas por quê? Qual característica (humana?) singulariza a nós e nossas coisas como candidatos à elegância?</p>
<p>E por fim, mas não menos importante: o que é elegância e qual a importância em ser elegante? É possível uma atividade humana, por exemplo, a ciência ou a medicina, ser desempenhada de forma elegante? Se sim, como isso se dá? Um artigo recente em uma importante revista de nefrologia (ver abaixo) ressalta a importância de uma ciência elegante. Basicamente, os autores defendem a ideia de que a elegância teria um valor epistemológico <em>em</em> <em>si</em> dado que pode emergir na forma de <em><strong>síntese</strong></em> (organização de dados de uma forma diferente que permita ver algo novo, como no exemplo da descoberta da vacina da varíola por Jenner); na forma de uma combinação entre <strong><em>simplicidade</em></strong> e <em><strong>equilíbrio</strong></em> (como na hipótese do <em>trade-off</em> de Bricker &amp; Slatopolsky para o equílibrio entre cálcio e fósforo nos mamíferos); ou, finalmente, na forma de <em><strong>simplicidade</strong></em> e <em><strong>linearidade</strong></em> (como na hipótese dos supernéfrons de Barry Brenner). Seria um tipo de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam">Navalha de Ockham</a> estética e parcimoniosa. Em algumas <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/?s=esteto+esteta">áreas da matemática</a>, isso parece mesmo ser o método. A conclusão do artigo, que reproduzo agora em tradução livre do inglês, me parece reveladora.</p>
<blockquote><p>Um estudo sistemático da elegância requer uma abordagem interdisciplinar que envolva a pesquisa biomédica contemporânea, uma perspectiva histórica e uma compreensão filosófica das bases da ciência. Como na famosa frase de Kuhn: &#8220;é especialmente em períodos de reconhecida crise que os cientistas voltam-se às análises filosóficas como dispositivo para decifrar os enigmas de suas atividades&#8221;. Nós acreditamos que a história e a filosofia têm um papel na prática cientifica cotidiana, não apenas nos momentos de crise. A perspectiva histórica e a reflexão filosófica não são elementos tangenciais mas componentes fundamentais da pesquisa científica. Em especial, elas nos permitem desenvolver características da ciência que a tornam elegante e melhor compreender porque uma mente elegante é um propulsor do progresso científico.</p></blockquote>
<p>Se essa fórmula é válida ou não, podemos tentar discutir mais adiante. A elegância contudo nos afeta cotidianamente e provoca em nós um vislumbre do sublime. Antes de saber o que seria uma &#8220;medicina elegante&#8221; por exemplo, é preciso entender como algo elegante, pessoa, objeto ou ação, se apresenta a nós. Como se destacaria tal elegância no mundo que me cerca visto que a discrição, e não a ostentação, e a parcimônia, e não o excesso, são características do que é elegante? Que impressão causa em mim tal fenômeno é um trabalho que pode ser abordado de múltiplas formas. Tentarei, com todos os riscos inerentes a um amador (no sentido forte do termo) no assunto, a via <strong>fenomenológica</strong>. O tema me é caro e mereceria uma abordagem menos diletante dado que pode constituir a &#8220;via estética&#8221; como uma alternativa concreta como perceberam os colegas do artigo abaixo. Mas considerem como um exercício. (Se eu errar, corrijam, por favor!).</p>
<p><span style="float: left;padding: 5px"><a href="http://www.researchblogging.org"><img style="border: 0" alt="ResearchBlogging.org" src="http://www.researchblogging.org/public/citation_icons/rb2_tiny.png" /></a></span></p>
<p><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nephrology%2C+dialysis%2C+transplantation+%3A+official+publication+of+the+European+Dialysis+and+Transplant+Association+-+European+Renal+Association&amp;rft_id=info%3Apmid%2F23378419&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+importance+of+being+elegant%3A+a+discussion+of+elegance+in+nephrology+and+biomedical+science.&amp;rft.issn=0931-0509&amp;rft.date=2013&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Nathan+MJ&amp;rft.au=Brancaccio+D&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Health%2CMedicine%2C+Medical+Ethics">Nathan MJ, &amp; Brancaccio D (2013). The importance of being elegant: a discussion of elegance in nephrology and biomedical science. <span>Nephrology, dialysis, transplantation : official publication of the European Dialysis and Transplant Association &#8211; European Renal Association</span> PMID: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23378419" rev="review">23378419</a></span></p>
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		<title>Marketing Pessoal – Parte II</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/cientistasa/2013/05/marketing-pessoal-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Brasão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética científica]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Networking]]></category>
		<category><![CDATA[4P's do Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Composto de Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Ética na Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, vamos continuar falando sobre Marketing Pessoal na Academia. No quadro abaixo demonstramos demonstramos o significado de cada um dos 4P’s no Marketing e comparo com o Marketing Pessoal na Academia com enfoque na Pesquisa. Leia mais sobre os 4P&#8217;s do Marketing neste post do Cientista S/A.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, vamos continuar falando sobre Marketing Pessoal na Academia. No quadro abaixo demonstramos demonstramos o significado de cada um dos 4P’s no Marketing e comparo com o Marketing Pessoal na Academia com enfoque na Pesquisa. Leia mais sobre os 4P&#8217;s do Marketing <a href="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/2013/05/marketing-pessoal/" target="_blank">neste post do Cientista S/A</a>.<span id="more-41338"></span></p>
<div id="attachment_162" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/4Ps-Pesquisa.jpg"><img class="size-medium wp-image-162" alt="Aplicação dos 4P’s do Marketing Empresarial ao Marketing Pessoal na Academia com enfoque na Pesquisa" src="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/4Ps-Pesquisa-620x826.jpg" width="620" height="826" /></a><p class="wp-caption-text">Aplicação dos 4P’s do Marketing Empresarial ao Marketing Pessoal na Academia com enfoque na Pesquisa</p></div>
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		<title>I Concurso de Arte Paleontológica – Votação do Público</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/colecionadores/2013/05/i-concurso-de-arte-paleontologica-votacao-do-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 02:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Ghilardi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muita honra que inauguramos para a votação do público as obras inscritas no I Concurso de Arte Paleontológica dos Colecionadores de Ossos!!!! Nas categorias nacionais tivemos 35 maravilhosas inscrições!! Para conhecer as obras e votar nas suas favoritas visite a nossa fanpage do facebook: https://www.facebook.com/colecionadoresdeossos Lembre-se que o tema do concurso foi a Paleontologia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="color: #008000"><strong>É com muita honra que inauguramos para a votação do público as obras inscritas no I Concurso de Arte Paleontológica dos Colecionadores de Ossos!!!!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2013/03/I-CAPCO_2.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2097" alt="I CAPCO_2" src="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2013/03/I-CAPCO_2.jpg" width="266" height="177" /></a>Nas categorias nacionais tivemos 35 maravilhosas inscrições!!</p>
<p style="text-align: justify">Para conhecer as obras e votar nas suas favoritas visite a nossa fanpage do facebook: <a href="https://www.facebook.com/colecionadoresdeossos">https://www.facebook.com/colecionadoresdeossos</a></p>
<p style="text-align: justify">Lembre-se que o tema do concurso foi a <strong>Paleontologia Brasileira</strong>. As categorias para votação são: <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.591016317583552.1073741827.384570521561467&amp;type=3&amp;uploaded=1">Arte Tradicional</a>, <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.591007797584404.1073741826.384570521561467&amp;type=3">Arte Digital</a>, <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.591020820916435.1073741828.384570521561467&amp;type=3">Escultura</a> e <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.591030347582149.1073741829.384570521561467&amp;type=1">Jovens talentos</a>. (Clique no nome da categoria para ver o álbum das obras e votar &#8211; basta curtir!).</p>
<p style="text-align: justify">As obras que somarem mais &#8220;Curtir&#8221; até o dia 19 de maio em cada categoria, ganham uma menção honrosa pelo &#8220;Voto do Público&#8221;!</p>
<p style="text-align: justify">Espalhe para os seus amigos e venha prestigiar os talentos nacionais!!</p>
<p style="text-align: justify">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #008000"><strong>O NOSSO PROJETO DE CROWDFUNDING</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify">Anunciamos também, que o nosso <a href="http://catarse.me/pt/paleoarte">projeto via Catarse</a>, a fim de financiar este concurso, já atingiu a sua meta esperada!! Agora os paleoartistas receberão premiações em dinheiro e exposições pelo Brasil poderão ser realizadas!! <strong>A data limite do projeto, todavia, ainda não foi concluída, então doações ainda podem ser feitas.</strong> Lembrem-se que quanto mais ultrapassarmos o solicitado, os prêmios para os artistas poderão ser maiores e se o dinheiro for o suficiente, poderemos produzir cópias impressas dos catálogos de artistas!!</p>
<p style="text-align: justify">Veja mais sobre o projeto <a href="http://catarse.me/pt/paleoarte">AQUI </a>e <strong>não deixe de doar</strong>!!! <strong><span style="color: #ff0000">Temos somente mais 10 dias!!!</span></strong></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://catarse.me/pt/paleoarte"><img class="alignleft size-full wp-image-2152" alt="projeto" src="http://scienceblogs.com.br/colecionadores/files/2013/03/projeto4.jpg" width="985" height="539" /></a></p>
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<h2 style="text-align: center"></h2>
<h2 style="text-align: center"><strong>Que as obras inspirem vocês!! Não deixem de incentivar a ciência e a arte do Brasil!!</strong></h2>
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		<item>
		<title>Se Arrependimento Pagasse…</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/se-arrependimento-pagasse/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 May 2013 01:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[WIN]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a Guerra Civil (1861-1865), o Tesouro dos Estados Unidos recebeu um cheque no valor de 1.500 dólares, enviado anonimamente. Junto com o cheque, um bilhete explicava que o valor deveria ser recebido como reparação por uma apropriação indébita da mesma quantia, que um cidadão cometera enquanto trabalhava no Exército. Ele se declarava culpado, porém [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/02/US-Tresure-seal.jpg"><img class="size-full wp-image-5365 aligncenter" alt="US-Tresure-seal" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/02/US-Tresure-seal.jpg" width="400" height="300" /></a></p>
<p align="justify">Durante a Guerra Civil (1861-1865), o Tesouro dos Estados Unidos recebeu um cheque no valor de 1.500 dólares, enviado anonimamente. Junto com o cheque, um bilhete explicava que o valor deveria ser recebido como reparação por uma apropriação indébita da mesma quantia, que um cidadão cometera enquanto trabalhava no Exército. Ele se declarava culpado, porém arrependido, e desejava ressarcir os cofres públicos.</p>
<p align="justify">Ao saber disso, o então Tesoureiro dos Estados Unidos, Francis E. Spinner (1802-1890; no cargo entre 1861-75), teve um estalo: “Suponhamos que essa seja uma contribuição para o Fundo de Consciência e coloquenos anúncios nos jornais sobre isso. Talvez ganhemos mais alguma coisa.” Há quem diga, porém, que o fundo fora estabelecido meio século antes e começara com uma doação igualmente anônima no valor de cinco dólares.</p>
<p align="justify">Desde então, o Tesouro Americano mantém um Fundo de Consciência, que recebe depósitos de cidadãos arrependidos de pecados cometidos com dinheiro público, de desvios de verbas a calotes de impostos. Nos primeiros 20 anos de funcionamento, o fundo recebeu 250 mil dólares dos arrependidos. Segundo a <em>Time</em>, por volta de 1987, mais de 5,7 milhões de dólares haviam sido recuperados dessa maneira simples, porém discreta.</p>
<p align="justify">Para encorajar os depósitos, o Tesouro não procura identificar nem punir os doadores. Até porque eles já estão pagando o que devem, o que é bom para ambas as partes, pois tira um peso monetário da consciência e o deposita no erário. Os valores devolvidos variam amplamente — dos nove centavos de um morador de Massachussetts pelo uso de um selo danificado em uma correspondência aos 139 mil dólares depositados em 1950 por um único indivíduo não-identificado e por razões desconhecidas.</p>
<p align="justify">Aliás, a maioria das doações são anônimas, mas muitas cartas que chegam são enviadas por clérigos. Isso não significa necessariamente que os padres ou pastores estão arrependidos depois de andar sonegando demais. Tais doações geralmente cumprem pedidos de reparações feitos em confissões no leito de morte.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/qAGeehBElPo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>São Paulo não é mais a Terra da Garoa</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/ybXur8H4QQg/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/xisxis/2013/05/sao-paulo-nao-e-mais-a-terra-da-garoa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 23:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[humanas]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo produzido pelos colegas da Pesquisa FAPESP explica o porquê de não garoar como antigamente na capital paulista. A culpa é da poluição. As partículas de sujeira pairando no ar impedem que as gotículas cheguem ao solo da cidade. Fica tudo junto sobre as nossas cabeças, &#8220;agarrado&#8221;. Quando elas caem, é em forma de pé [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/rgTx-3VLGd8?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=rgTx-3VLGd8" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Vídeo produzido pelos colegas da <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/05/11/da-garoa-a-tempestade/" target="_blank">Pesquisa FAPESP</a> explica o porquê de não garoar como antigamente na capital paulista. A culpa é da poluição. As partículas de sujeira pairando no ar impedem que as gotículas cheguem ao solo da cidade. Fica tudo junto sobre as nossas cabeças, &#8220;agarrado&#8221;. Quando elas caem, é em forma de pé d&#8217;água.</p>
<p>Além disso, o vídeo tira a dúvida que ronda a nossa cabecinha branca: <strong>Chove mais forte em São Paulo devido ao excesso do emprego de concreto na cidade ou devido às mudanças climáticas?</strong> Esta pergunta não vou responder. Veja o vídeo para descobrir!</p>
<p>E tenha uma quinta-feira liiiiiiiiiiiinda e com inversão térmica &#8211; <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/10/o-que-e-o-que-e-9/" target="_blank">saiba mais sobre este fenômeno aqui, no texto e infográfico que produzi</a> enquanto trabalhava lá na revista Pesquisa FAPESP!</p>
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		<item>
		<title>Telescópio Hubble encontra “lixo” planetário em estrelas mortas</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/chivononpo/2013/05/telescopio-hubble-encontra-lixo-planetario-em-estrelas-mortas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 17:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astrofísica]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[exoplanetas]]></category>
		<category><![CDATA[Exoplanetas rochosos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Planetários]]></category>

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		<description><![CDATA[ESA/Hubble Information Centre O Hubble descobre estrelas mortas &#8220;poluídas&#8221; com escombros de planetas  IMAGEM:  Impressão artística do disco de detritos rochosos descobertos em torno de duas anãs brancas nas Híades Clique aqui para mais informações. As estrelas, conhecidas como anãs brancas — pequenos e tênues remanescentes de estrelas que já foram como nosso Sol — [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.eurekalert.org/"><img alt="" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/EAHeaderTop.gif" /></a><br />
<a href="http://www.spacetelescope.org/">ESA/Hubble Information Centre</a></p>
<h1 style="text-align: center"><a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2013-05/eic-hfd050913.php?">O Hubble descobre estrelas mortas &#8220;poluídas&#8221; com escombros de planetas</a></h1>
<h2></h2>
<table width="218" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="210" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="top" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_tr.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56336.php?from=239403" target="_self"><img alt="" src="http://media.eurekalert.org/multimedia_prod/pub/rel/56336_rel.jpg" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56336.php?from=239403" target="_self"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/eutube/icon_image_tiny.gif" border="0" /> <b>IMAGEM:</b></a>  Impressão artística do disco de detritos rochosos descobertos em torno de duas anãs brancas nas Híades</p>
<p><a href="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/56336.php?from=239403" target="_self">Clique aqui para mais informações.</a></p>
<p style="text-align: center">
</td>
<td bgcolor="#f2f2f2"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="4" height="1" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
<td align="left" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_bl.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td bgcolor="#f2f2f2" width="202" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
<td align="right" valign="bottom" bgcolor="#f2f2f2" width="4" height="4"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/corner_br.jpg" width="4" height="4" border="0" /></td>
<td><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="8" height="1" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5"><img alt="" src="http://www.eurekalert.org/images/clear.gif" width="1" height="10" border="0" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify">As estrelas, conhecidas como anãs brancas — pequenos e tênues remanescentes de estrelas que já foram como nosso Sol — residem a 150 anos-luz de distância no Aglomerado das Híades na constelação de Taurus (Touro). O aglomerado é relativamente jovem, com apenas 625 milhões de anos.</p>
<p style="text-align: justify">Os  astrônomos acreditam que todas as estrelas se formaram em aglomerados. No entanto, a busca por planetas nesses aglomerados se provou infrutífera — dos cerca de 800 exoplanetas conhecidos, apenas 4 orbitam estrelas de um aglomerado. Essa escassez pode ser devida à natureza dos aglomerados estelares, jovens e ativos, produzindo clarões estelares e outras erupções que tornam difícil estudá-los em detalhes.</p>
<p style="text-align: justify">Um recente estudo, liderado por Jay Farihi da Universidade de Cambridge, voltou seus olhos para estrelas &#8220;aposentadas&#8221; em aglomerados para procurar por indícios de formação de planetas [1].</p>
<p style="text-align: justify">As observações espectroscópicas do Hubble identificaram silício nas atmosferas de duas anãs brancas e o silício é um dos principais ingredientes do material rochoso que forma a Terra e outros planetas rochosos do Sistema Solar. Esse silício pode ter vindo de asteroides que foram estraçalhados pela gravidade da anã branca quando passaram perto demais das estrelas. Os escombros rochosos provavelmente formaram um anel em torno das estrelas mortas e esse anel, por sua vez, atraiu o material para dentro.</p>
<p style="text-align: justify">Os escombros que foram detectados girando em torno das anãs brancas sugerem que planetas semelhantes á Terra se formaram quando essas estrelas nasceram. Depois que as estrelas colapsaram em anãs brancas, eventuais planetas do tipo gigante gasoso que tenham sobrevivido, podem ter atraído pela gravidade quaisquer sobras de cinturões de asteroides até órbitas bem próximas das estrelas [2].</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Encontramos os indícios químicos dos blocos de construção de planetas rochosos&#8221;, diz Farihi. &#8220;Quando essas estrelas nasceram, formaram planetas e há uma boa chance de que ainda retenham alguns deles. Os rastros de escombros rochosos que estamos vendo são um indício disto — eles são pelo menos tão rochosos como os mais primitivos corpos terrestres de nosso Sistema Solar&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Além de encontrar silício nas atmosferas das estrelas das Híades, o Hubble também detectou baixos níveis de carbono. Isto é um outro sinal da natureza rochosa dos escombros, já que os astrônomos sabem que os níveis de carbono devem ser muito baixos em material rochoso semelhante ao da Terra. A descoberta dessa tênue assinatura química precisou do poder de resolução do Espectrógrafo de Origens Cósmicas (Cosmic Origins Spectrograph = COS) do Hubble, porque as &#8220;digitais&#8221; do carbono só podem ser detectadas em luz ultravioleta que não pode ser observada por telescópios com base em terra.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Uma coisa que esta técnica de detecção de poluição em anãs brancas nos dá e que nenhuma outra técnica de detecção de planetas pode dar, é a química de planetas sólidos&#8221;, continua Farihi. &#8220;Com base na proporção silício-carbono em nosso estudo, por exemplo, nós realmente podemos afirmar que esse material é basicamente similar ao da Terra&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Este novo estudo sugere que asteróides com menos de 160 km de diâmetro [3] foram rompidos pela forte força de marés das anãs brancas, antes de eventualmente caírem sobre as estrelas mortas [4].</p>
<p style="text-align: justify">A equipe planeja analisar mais anãs brancas com a mesma técnica, não só para identificar a composição das rochas, como também dos corpos que as geraram. &#8220;A beleza desta técnica é que, seja o que for que o Universo esteja fazendo, seremos capazes de medir isto&#8221;, afirma Farihi. &#8220;Nós temos usado o Sistema Solar como uma espécie de mapa, mas não sabemos o que o resto do Universo faz. Esperamos que, com o Hubble e seu poderoso COS em ultravioleta e nos futuros telescópios com base em terra de 30 e 40 metros, possamos contar mais sobre essa saga&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">
<div align="center">###</div>
<p style="text-align: justify"><b>Notas</b></p>
<p style="text-align: justify">1] As duas estrelas anãs brancas &#8220;poluídas&#8221; das Híades fazem parte de uma pesquisa por escombros planetários em torno de mais de 100 anãs brancas, liderada por Boris Gänsicke da Universidade de Warwick, Reino Unido. Usando modelos computacionais das atmosferas de anãs brancas, Detlev Koester da Universidade de  Kiel na Alemanha está determinando as abundâncias de vários elementos que podem ser rastreados até planetas nos dados do COS.</p>
<p style="text-align: justify">[2] A observação de indícios de asteroides aponta a possibilidade da existência de planetas do tamanho da Terra no mesmo sistema. Os asteroides são os blocos de construção dos planetas maiores. Os processos de formação de planetas é de baixa eficiência e gera muito mais vezes corpos pequenos do que corpos grandes — no entanto, uma vez que os embriões rochosos do tamanho de asteroides se formem, certamente haverá a formação de planetas.</p>
<p style="text-align: justify">[3] A equipe estimou o tamanho dos asteroides cadentes, medindo a quantidade de poeira sendo engolida pelas estrelas — cerca de 10 milhões de gramas por segundo, o que equivale ao fluxo de um rio pequeno. E então compararam os dados com as medições de material cadente em outras anãs brancas.</p>
<p style="text-align: justify">[4] O estudo das Híades proporciona um vislumbre sobre o que vai acontecer com nosso Sistema Solar quando o Sol se extinguir, daqui a uns cinco bilhões de anos.</p>
<p style="text-align: justify"><b>Notas para editores</b></p>
<p style="text-align: justify">O Telescópio Espacial Hubble é um projeto de cooperação internacional entre a ESA e a NASA.</p>
<p style="text-align: justify">[1] A equipe internacional de astrônomos neste estudo compreende J. Farihi (Universidade de Cambridge, Reino Unido), B. T. Gänsicke (Universidade de Warwick, Reino Unido), D. Koester (Universidade de Kiel, Alemanha).</p>
<p style="text-align: justify">[2] Este novo estudo será publicado em <i>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society</i>.</p>
<p style="text-align: justify"><b>Links</b></p>
<ul>
<li style="text-align: justify">Imagens do Hubble: <a href="http://www.spacetelescope.org/images/archive/category/spacecraft/" target="_blank">http://www.spacetelescope.org/images/archive/category/spacecraft/</a>&nbsp;</li>
<li style="text-align: justify">Artigo da pesquisa:</li>
<li style="text-align: justify"> <a href="http://www.spacetelescope.org/static/archives/releases/science_papers/heic1309.pdf" target="_blank">http://www.spacetelescope.org/static/archives/releases/science_papers/heic1309.pdf</a></li>
</ul>
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		<title>Mais um motivo pra você não acreditar em mentirosos</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/nightfall/2013/05/mais-um-motivo-pra-voce-nao-acreditar-em-mentirosos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 May 2013 00:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan Mussoi</dc:creator>
				<category><![CDATA[ceticismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 21 de Abril de 2003, Amanda Berry desapareceu após deixar o trabalho, algumas quadras da sua casa em Cleveland. Em Novembro do ano seguinte a mãe de Amanda, Louwana Miller, foi ao programa de TV &#8220;The Montel Williams Show&#8220;. No programa, a senhora Miller se encontrou com Sylvia Browne, e se você não está [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 21 de Abril de 2003, Amanda Berry desapareceu após deixar o trabalho, algumas quadras da sua casa em Cleveland. Em Novembro do ano seguinte a mãe de Amanda, Louwana Miller, foi ao programa de TV <em>&#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Montel_Williams_Show" target="_blank">The Montel Williams Show</a>&#8220;</em>.</p>
<p>No programa, a senhora Miller se encontrou com Sylvia Browne, e se você não está acostumando com o mundo do charlatanismo, eu te digo quem Sylvia Browne é. <a href="http://www.stopsylvia.com" target="_blank">Ela é uma mentirosa</a> profissional. Das piores. Alega ter poderes psíquicos, se comunicar com mortos e todo esse tipo de coisa.</p>
<p>Aqui vai o trecho mais importante da <a href="http://www.stopsylvia.com/articles/montel_amandaberry.shtml" target="_blank">conversa das duas no programa</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Miller:</strong> Você pode me falar se eles vão encontra-la? [...]<br />
<strong>Browne: </strong>[...] Ela não está viva, querida. [...]</p></blockquote>
<p><a href="http://www.cleveland.com/metro/index.ssf/2013/05/amanda_berry_is_dead_psychic_t.html" target="_blank">Sylvia Browne afirmou para Louwana Miller que Amanda Berry estava morta</a>. Você consegue imaginar o que é isso? Você está procurando sua filha desaparecida, e alguém que alega ter superpoderes psíquicos te diz que ela está morta&#8230;</p>
<p>Segunda, 6 de Maio de 2013, a Polícia de Cleveland <a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/saiba-quem-sao-as-tres-mulheres-resgatadas-apos-dez-anos-nos-eua.html" target="_blank">encontrou três mulheres que estavam sendo mantidos em cativeiro</a>. Uma delas era Amanda Berry. Viva.</p>
<p>O problema com os enganadores é que quando eles não estão usando alguma técnica pra extrair a informação de você, eles estão simplesmente mentindo. E eles estão por toda parte. Seja em programas de TV, seja nas ruas. As vezes podem até passar despercebidos (<em>o cara é gente boa, só quer ajudar</em>), mas estão ali, vendendo falsas esperanças ou ceifando as verdadeiras. Atingindo o ponto fraco de suas vítimas.</p>
<p>Previsões do futuro, mensagens dos mortos, curas milagrosas&#8230; Combater esse tipo de misticismo não é uma tarefa fácil. Só um charlatão venderia uma solução mágica para um problema complexo. Tão importante quanto você não cair nesse tipo de armadilha, é educar as pessoas ao seu redor para que elas também não caiam.</p>
<p>A propósito, em 2 de Março de 2006, Louwana Miller <a href="http://www.cleveland.com/metro/index.ssf/2013/05/amanda_berrys_mother_louwana_m.html" target="_blank">morreu de ataque cardíaco três meses após ser internada com pancreatite</a>. Amigos acreditam que a declaração de Browne pode ter contribuído para debilitar sua saúde. De qualquer forma, Louwana morreu sem ver Amanda voltar pra casa. E ninguém poderá contar, porque não podemos falar com os mortos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1062" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://scienceblogs.com.br/nightfall/files/2013/05/casa_amanda.jpg"><img class="size-full wp-image-1062" alt="Foto: AP Photo / Tony Dejak" src="http://scienceblogs.com.br/nightfall/files/2013/05/casa_amanda.jpg" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: AP Photo / Tony Dejak</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Evitando virar almoço 1 – Coloração disruptiva</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 15:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bichos e Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento Animal]]></category>
		<category><![CDATA[coloração disruptiva]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento de defesa]]></category>
		<category><![CDATA[predação]]></category>
		<category><![CDATA[presa]]></category>
		<category><![CDATA[Virar almoço]]></category>
		<category><![CDATA[zebra]]></category>

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		<description><![CDATA[Os animais têm um monte de técnicas para evitar virar comida dos outros animais. Algumas são técnicas ativas, comportamentos que o animal realiza. Outras são formas passivas, características que o animal sempre tem, que servem de proteção. Nas próximas semanas veremos algumas dessas técnicas a começar por hoje. Predadores frequentemente precisam escolher uma presa e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os animais têm um monte de técnicas para evitar virar comida dos outros animais. Algumas são técnicas ativas, comportamentos que o animal realiza. Outras são formas passivas, características que o animal sempre tem, que servem de proteção. Nas próximas semanas veremos algumas dessas técnicas a começar por hoje.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 323px"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_46TkI55Cja4/TBynE1ZOydI/AAAAAAAAALY/PBN1SXEqRvA/s1600/zebras.jpg"><img title="Quantas zebras você vê? Um leão também!" alt="Quantas zebras você vê? Um leão também!" src="http://4.bp.blogspot.com/_46TkI55Cja4/TBynE1ZOydI/AAAAAAAAALY/PBN1SXEqRvA/s1600/zebras.jpg" width="313" height="259" /></a><p class="wp-caption-text">Quantas zebras você vê? Um leão também!<br />Fonte: deolhono-lance.blogspot.com</p></div>
<p style="text-align: center">
<p>Predadores frequentemente precisam escolher uma presa e atacá-la individualmente. Já reparou como uma alcateia de lobos isola um búfalo? E se for difícil saber onde começa um animal e onde termina o outro? Experimente contar quantas zebras tem na figura acima. Espero as respostas nos comentários. Agora imagine esse monte de listrinhas correndo e se embaralhando. Espero que você não tenha labirintite.</p>
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		<item>
		<title>Em uma palavra [152]</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/em-uma-palavra-152/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 May 2013 15:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[em uma palavra]]></category>
		<category><![CDATA[neologismos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[corpocracia]]></category>
		<category><![CDATA[corpocrata]]></category>
		<category><![CDATA[corpocrático]]></category>
		<category><![CDATA[corporação]]></category>

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		<description><![CDATA[corpocracia (cor.po.cra.cia) s.f. 1. burocracia corporativa, especialmente aquela caracterizada pelo gerenciamento ineficiente como, por ex., os serviços de telemarketing. 2. sociedade na qual os interesses de grandes corporações ditam os rumos das decisões políticas e/ou econômicas do governo; neoliberalismo extremo. corpocrata, s.c.2g. aquele que defende a corpocracia, esp. na 2ª. acepção. corpocrático, adj. [neologismo formado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px" align="justify"><span style="font-family: Georgia"><strong><span style="font-size: large"><em>corpocracia</em></span> (cor.po.cra.cia)<br />
<em>s.f.</em> 1.</strong> burocracia corporativa, especialmente aquela caracterizada pelo gerenciamento ineficiente como, por ex., os serviços de <em>telemarketing</em>. <strong>2.</strong> sociedade na qual os interesses de grandes corporações ditam os rumos das decisões políticas e/ou econômicas do governo; neoliberalismo extremo. <strong>corpocrata</strong>, <em><strong>s.c.2g.</strong></em> aquele que defende a corpocracia, esp. na 2ª. acepção. <strong>corpocrático, <em>adj.</em></strong> [neologismo formado pela fusão de <em>corporação</em> com <em>burocracia</em> ou de <em>corpo-</em> (forma reduzida de corporação) + <em>-cracia</em> (governo)]</span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/bVRrFxZQczM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Quebre seu trabalho</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/lablogatorios/~3/l-okUCyzbT0/</link>
		<comments>http://scienceblogs.com.br/cientistasa/2013/05/quebre-seu-trabalho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 May 2013 10:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento de projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de equipes]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[projetos de pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[EAP]]></category>
		<category><![CDATA[Estrutura Analítica do Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[WBS]]></category>
		<category><![CDATA[Work Breakdown Structure]]></category>

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		<description><![CDATA[  Você já sentiu a sensação de ficar paralisado diante de um projeto grande demais para ser concluído? Existe uma técnica usada em gerenciamento de projetos que ajuda a resolver esse problema chamada WBS (work breakdown structure), em português usa-se EAP (estrutura analítica de projetos), mas gostamos mais da denominação em inglês. A ideia é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/WBS.jpg"> </a></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-73l6MVXjV3w/TV7HNTveKpI/AAAAAAAAA28/WmPujgNaTik/s1600/quebrando+computador.jpg" width="348" height="273" /><p class="wp-caption-text">Problemas para terminar um trabalho? Quebra ele! Fonte: http://mundodofabio.blogspot.com.br/</p></div>
<p>Você já sentiu a sensação de ficar paralisado diante de um projeto grande demais para ser concluído? Existe uma técnica usada em gerenciamento de projetos que ajuda a resolver esse problema chamada WBS (<i>work breakdown structure)</i>, em português usa-se EAP (estrutura analítica de projetos), mas gostamos mais da denominação em inglês. A ideia é de fato quebrar seu projeto (daí a preferência pela versão em inglês) em partes menores e mais fáceis de administrar.</p>
<p><span id="more-41320"></span></p>
<p>Geralmente, para concluir um projeto existem diversos passos que precisam ser completados. Vamos chamar esses passos de entregas (<i>deliverables</i>). O WBS começa quebrando seu produto em diversas partes constituintes menores, que devem ser quebradas novamente em partes ainda menores. Faça isso quantas vezes forem necessárias até que você alcance a menor unidade de complexidade, que chamamos de tarefa. O limite para o WBS é chegar a tarefas facilmente exequíveis sem ser exaustivo.</p>
<p>Tudo muito nebuloso? Vamos a um exemplo então. Seu projeto é participar com dois alunos de um congresso daqui a seis meses onde vocês apresentarão uma comunicação oral. Vamos pensar em três entregas ou partes constituintes. Para vocês três apresentarem a comunicação oral é preciso ter concluído a pesquisa, transformá-la numa apresentação e estar lá no dia do evento. Assim as entregas podem ser: itinerário da viagem concluído, resumo aceito e apresentação pronta. Repare que é importante ter claro o que é necessário concluir em cada etapa, daí a importância de trabalhar com as entregas. Seja minucioso para não deixar faltar nada.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/WBS-i.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-169" alt="WBS i" src="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/WBS-i-620x241.jpg" width="496" height="193" /></a></p>
<p>Na organização da viagem você pode incluir ações como conseguir financiamento para a viagem, marcar as passagens e hotel, justificar a ausência no departamento etc. Podemos fazer o mesmo com as outras ações como se vê na figura abaixo. Cada uma dessas ações pode ser quebrada em partes ainda menores, claro. Cuidado para não passar mais tempo quebrando seus trabalhos do que levaria para fazê-los. É claro que ‘Marcar a passagem’ poderia ser reduzido a: entrar no site da companhia aérea, preencher o destino, preencher as datas&#8230; Mas, convenhamos, é desnecessário.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/Slide1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-170" alt="Slide1" src="http://scienceblogs.com.br/cientistasa/files/2013/05/Slide1.jpg" width="448" height="198" /></a></p>
<p>Assim, a menor unidade de trabalho que temos (retângulos verdes) é chamada de tarefa. Perceba como montar gráficos é uma atividade bem mais simples do que fazer uma comunicação oral de descobertas recentes do laboratório num congresso acompanhado de seus alunos. Só o fato de subdividir o projeto já torna tudo mais simples.</p>
<p>Mas isso não é tudo! O WBS ainda irá ajudá-lo a definir quem serão os responsáveis pelas tarefas, gerenciar seus recursos humanos sem sobrecarregar ninguém. Sim, isso inclui você! Ajudará a definir qual a primeira tarefa a ser feita, gerar um cronograma encadeando quais tarefas devem anteceder outras. Repare como só é possível ensaiar a apresentação depois que os slides já estiverem prontos, ou como para pedir financiamento é preciso ter o aceite do resumo. Ele também ajudará a gerenciar o orçamento (é mais fácil saber quanto custa uma passagem aérea do que quanto custa o projeto todo). Além disso, depois de inseridas no cronograma, dá para saber quando cada valor precisará estar disponível. Ou seja, o WBS é uma baita ferramenta de gerenciamento de projetos.</p>
<p>Da próxima vez que você se sentir paralisado diante de algum trabalho muito complexo (ou muito chato) experimente quebrar tudo&#8230; e atacar o projeto por partes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A ‘cabeça demoníaca’ de Mordrake</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 00:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[isto é incrível]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pouco se sabe sobre Edward Mordrake e há quem o considere mera lenda urbana. Nascido no fim do século XIX, Mr. Mordrake seria herdeiro de um nobre inglês e — é aqui que começa a lenda — teria uma segunda face no lugar da nuca. Segundo relatos, a face extra seria capaz de rir e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/03/edwardmondrake.jpg"><img class="aligncenter" style="padding-left: 0px;padding-right: 0px;float: none;margin-left: auto;margin-right: auto;padding-top: 0px;border: 0px" alt="edwardmondrake" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/03/edwardmondrake_thumb.jpg" width="451" height="388" border="0" /></a>Pouco se sabe sobre Edward Mordrake e há quem o considere mera lenda urbana.</p>
<p align="justify">Nascido no fim do século XIX, Mr. Mordrake seria herdeiro de um nobre inglês e — é aqui que começa a lenda — teria uma segunda face no lugar da nuca. Segundo relatos, a face extra seria capaz de rir e chorar, mas não podia se alimentar nem falar (se assim foi, o rosto traseiro não teria ligação com a garganta). Ou será que não seria bem assim? Também se conta que Mr. Mordrake passou a vida implorando aos médicos que lhe retirassem o que ele chamava de “cabeça demoníaca”, a qual atazanava o “pobre Edward” durante a noite sussurrando uma língua satânica. Evidentemente, nenhum médico se arriscou a fazer a remoção cirúrgica do outro rosto de Mordrake.</p>
<p align="justify">Sem surpresa, o herdeiro britânico, atormentado por uma crise de dupla identidade aparentemente insuperável, cometeu suicídio aos 23 anos. O que surpreende, porém, é que apesar de sua condição extraordinária faltam dados médicos confiáveis sobre Mordrake. Em plena era dos estudos sobre o crânio (e dos <em>freak-shows</em>) é difícil entender porque os médicos (ou, pelo menos, os donos de circo) não se interessariam por um caso tão extraordinário. Possivelmente, dada a sua condição de nobre, Mordrake teria sido escondido como uma aberração pela família em algum porão obscuro. Por isso, desconhecemos sua data de nascimento e é difícil confirmar sua existência. Talvez mesmo seu nome seja falso. Isso, claro, se a história toda não for uma lenda urbana.</p>
<p align="justify">A condição da dupla-face, porém, não é inteiramente impossível. Pelo menos dez casos de <em>Craniopagus parasiticus</em> — isto é, o desenvolvimento da cabeça de um gêmeo parasítico com um corpo subdesenvolvido, dando a impressão de duas cabeças ou faces — foram documentados cientificamente e há outros oitenta relatos históricos sob suspeita. Lendário ou não, Edward Mordrake poderia ser um deles.</p>
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		<title>Qual a importância do polegar opositor</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 15:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isis Nóbile Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além da Bio]]></category>
		<category><![CDATA[biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[homo sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[mãos]]></category>
		<category><![CDATA[polegar opositor]]></category>
		<category><![CDATA[primatas]]></category>
		<category><![CDATA[seres humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Claro que você já reparou que um dos dedos das mãos está praticamente de frente aos outros. Agora, alguma vez se perguntou a importância dessa característica do corpo humano? Descubra no vídeo acima que nós não somos os únicos com essa particularidade e agradeça à evolução por ser um homo sapiens! &#160; Obs.: Este vídeo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<iframe src="http://www.youtube.com/embed/EDYvGcFqQ_4?version=3&amp;wmode=transparent" width="560" height="340" style="background-color:#000;display:block;margin-bottom:0;max-width:100%;" title="YouTube video player" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><p style="font-size:11px;margin-top:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EDYvGcFqQ_4" target="_blank" title="Watch on YouTube">Watch this video on YouTube</a>.</p>
<p>Claro que você já reparou que um dos dedos das mãos está praticamente de frente aos outros. Agora, alguma vez se perguntou a importância dessa característica do corpo humano? Descubra no vídeo acima que nós não somos os únicos com essa particularidade e agradeça à evolução por ser um <em>homo sapiens</em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Obs.:</strong> Este vídeo foi produzido em parceria pelo Xis-xis e pelo <a href="http://www.aprenda.bio.br/portal/" target="_blank">Aprenda.bio</a>. <a href="http://www.youtube.com/channel/UCEaqD42zJ2ONPcxafA6gT4A?feature=watch" target="_blank">Conheça o nosso canal <strong>Além da Bio</strong> no YouTube</a>!</p>
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		<item>
		<title>Peraí! Só vou checar meu Facebook rapidinho!</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/cognando/2013/05/perai-so-vou-checar-meu-facebook-rapidinho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 06:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André L. Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Viva a tecnologia e o acesso a ela! Basta entrar em uma sala de aula de alguma universidade para ver uma porção de laptops, tablets, smartphones e dumbphones. É a tecnologia em favor da educação! Certo?! Hmmm! Vamos pensar um pouco! Esse acesso fácil e cotidiano à informação e/ou tecnologia é um convite quase que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://scienceblogs.com.br/cognando/2013/05/perai-so-vou-checar-meu-facebook-rapidinho/multitasking/" rel="attachment wp-att-569"><img class="alignleft  wp-image-569" alt="multitasking" src="http://scienceblogs.com.br/cognando/files/2013/05/multitasking.jpg" width="302" height="171" /></a>Viva a tecnologia e o acesso a ela! Basta entrar em uma sala de aula de alguma universidade para ver uma porção de laptops, tablets, <em>smart</em>phones e <em>dumb</em>phones. É a tecnologia em favor da educação! Certo?! Hmmm! Vamos pensar um pouco!</p>
<p>Esse acesso fácil e cotidiano à informação e/ou tecnologia é um convite quase que irrecusável a uma prática bem comum e controversa: <em>multitasking</em> (ou, em português bem claro: fazer um tanto de coisa ao mesmo tempo). O aluno entra na sala de aula e (1) segue a aula, (2) checa o <em>Twitter</em>, (3) posta no Facebook &#8220;<em>Aula de Estatística: que porre!</em>&#8220;, (4) responde o e-mail da amiga que brigou com o namorado e (5) envia uma mensagem de texto pro (ex)-namorado da amiga perguntando se ele estará livre no Sábado (e aproveita para postar no Twitter &#8220;<em>Homem é tudo igual!! #MasEuGostoAssim</em>&#8220;. Tudo isso, provavelmente nos primeiros 20 minutos de aula. Há quem diga que a geração de hoje sabe como <em>multitask</em>. Alguns acreditam que como essa geração cresceu exposta à várias mídias, a prática de engajar em multitarefas não traz nenhum problema.</p>
<p>Bom, vamos começar do começo: sob o ponto de vista cognitivo, <em>não existe multitasking</em> (bom, existe mais ou menos&#8230; continue lendo). Sempre que fazemos mais de uma coisa ao mesmo tempo, o que na verdade estamos fazendo é uma série de <em>ações alternadas</em>, e como geralmente alternamos de maneira muito rápida, temos a sensação de que estamos fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. <em>Multitasking</em> pode sim ocorrer quando as tarefas envolvidas não requerem o uso das mesmas regiões cerebrais (por exemplo, ouvir música e limpar a casa). Ainda assim, o nosso cérebro registra e processa informações de uma maneira diferente (em outras palavras, se você estivesse <em>só</em> limpando a casa ou <em>só</em> ouvindo música, seu cérebro processaria essas informações de maneira distinta do que ele processa quando você faz essas duas coisas ao mesmo tempo). Mas quando se trata de tarefas que utilizam as mesmas partes do cérebro de maneira intensa, aí <em>f***</em> tudo!</p>
<p>Quando estamos interagindo com nossos amiguinhos pelas mídias sociais, utilizamos o nosso córtex frontal, responsável, dentre outros, pelo raciocínio e aprendizado. Coincidentemente(!), essa é a mesma região que precisamos para aprender alguma coisa. É a região do cérebro que mais utilizamos quando estamos em situação de aprendizado formal (<em>a.k.a</em>. sala de aula). Ocupar essa região com outras tarefas durante o aprendizado, vai obviamente atrapalhar o aprendizado. Muita gente acredita que ter memória boa é ser capaz de lembrar de muita coisa. Acontece que, o que caracteriza essa capacidade de lembrar é a maneira como &#8220;guardamos&#8221; a informação. E isso ocorre <em>na hora</em> do aprendizado, e não depois. Dessa forma, <em>multitasking</em> tem um impacto negativo muito forte na maneira como registramos a informação que aprendemos.</p>
<p>Em 2011, o professor e psicólogo <em>Larry Rosen</em> (Universidade Estadual da Califórnia) fez um estudo onde ele pediu que um grupo de alunos assistisse uma aula durante 30 minutos. Nesse período, Larry enviou várias mensagens de textos para os celulares dos alunos. Para um grupo de alunos, ele enviou 0 mensagens. Para um outro grupo, ele enviou 4 mensagens. Para um terceiro grupo, ele enviou 8 mensagens. Depois da aula, Larry aplicou um teste sobre o conteúdo da aula. O grupo que recebeu 8 mensagens teve uma performance pior no teste em comparação com o grupo que não recebeu nenhuma mensagem. E dentre os que receberam mensagens, aqueles que demoraram mais para responder as mensagens tiveram uma nota um pouco melhor do que aqueles que responderam logo que as receberam. O mais interessante, no entanto, foi que 40% dos participantes tinham uma opinião favorável à prática de responder mensagens de texto durante a aula. Para eles, essa prática é comum e não afeta o desempenho.</p>
<p>Mas e se o cara for inteligente? Daí não tem problema, né? Médio. Uma das principais formas de medir inteligência (já que QI é uma medida terrível de inteligência) é através da capacidade que alguém tem de extender o conhecimento adquirido em uma área para outras áreas do conhecimento. Essa capacidade é indício forte de compreensão profunda sobre algum tópico. Essa habilidade está relacionada ao sucesso acadêmico e profissional. O que tem acontecido com a geração que gosta de fazer muita coisa ao mesmo tempo durante a aula, é que o conhecimento que adquirem é por vezes mais superficial, de maneira que não conseguem aplicar o conhecimento em outras áreas. <a href="http://www.poldracklab.org/Publications/pdf/Proc%20Natl%20Acad%20Sci%20USA%202006%20Foerde-1.pdf" target="_blank">Um estudo publicado em 2006</a> mostra exatamente isso. <em>Karin Foerde</em>, <em>Barbara Knowlton</em> (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e <em>Russ Poldrack</em> (Universidade do Texas em Austin) mostraram que mesmo demostrando uma memória boa para certos conhecimentos, pessoas que <em>multitask</em> têm uma dificuldade maior em aplicar o conhecimento em outras áreas. De uma maneira geral, <em>multitasking</em> pode sim afetar sua inteligência.</p>
<p>O ideal (dica) é criar blocos de atividades. Quando estiver em uma aula e/ou reunião, desligue as notificações do celular/laptop/tablet. Quando estiver estudando em casa ou na biblioteca, desligue as notificações por 15-20 minutos e dedique esse tempo ao estudo/leitura. Faça uma pausa para se atualizar das notícias das redes sociais e volte ao trabalho, dedicando outro bloco de tempo somente a ele. Assim, você vai não só otimizar o seu tempo, como vai perceber que vai aprender muito mais!</p>
<p>E se não estiver estudando ou na sala de aula agora, abre aí o <a href="http://www.twitter.com/cognando" target="_blank">Twitter</a>, o <a href="http://www.facebook.com/cognandoo" target="_blank">Facebook</a> e o <a href="https://plus.google.com/u/0/b/116765862286813546775/116765862286813546775/posts" target="_blank">Google+</a> e comece a seguir o Cognando. <img src='http://scienceblogs.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referência:</p>
<p><span class="Z3988" title="ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Revista+de+Psicolog%C3%ADa+Educativa&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.5093%2Fed2011v17n2a4&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=An+Empirical+Examination+of+the+Educational+Impact+of+Text+Message-Induced+Task+Switching+in+the+Classroom%3A+Educational+Implications+and+Strategies+to+Enhance+Learning&amp;rft.issn=1135755X&amp;rft.date=2011&amp;rft.volume=17&amp;rft.issue=2&amp;rft.spage=163&amp;rft.epage=177&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.copmadrid.org%2Fwebcopm%2Fresource.do%3Frecurso%3D6000%26numero%3D20110801113411359000&amp;rft.au=Larry+D.%2C+R.&amp;rft.au=Alex+F.%2C+L.&amp;rft.au=L.+Mark%2C+C.&amp;rft.au=Nancy+A.%2C+C.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CCognitive+Psychology+Linguistics">Larry D., R., Alex F., L., L. Mark, C., &amp; Nancy A., C. (2011). An Empirical Examination of the Educational Impact of Text Message-Induced Task Switching in the Classroom: Educational Implications and Strategies to Enhance Learning <span style="font-style: italic">Revista de Psicología Educativa, 17</span> (2), 163-177 DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5093/ed2011v17n2a4" rev="review">10.5093/ed2011v17n2a4</a></span></p>
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		<title>Pensamento de Segunda</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/bessa/2013/05/pensamento-de-segunda-125/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 03:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mahler]]></category>
		<category><![CDATA[Segredos da Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a natureza ganha voz ela conta segredos tão profundos que só em sonhos somos capazes de compreender. Gustav Mahler]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a natureza ganha voz ela conta segredos tão profundos que só em sonhos somos capazes de compreender.</p>
<p>Gustav Mahler</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/lablogatorios/~4/l0ascxAZc5k" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Patentes Patéticas (nº. 105)</title>
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		<comments>http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2013/05/patentes-patticas-n-105/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 00:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Pincelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[patentes patéticas]]></category>
		<category><![CDATA[trollagem]]></category>
		<category><![CDATA[ACME]]></category>
		<category><![CDATA[golfe]]></category>
		<category><![CDATA[patent troll]]></category>

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		<description><![CDATA[  Como já vimos anteriormente, por dezenas e dezenas de vezes, diversos inventores parecem ter sido profundamente influenciados pela ACME, a infame fabricante de acessórios catastroficamente inúteis das animações da Warner Bros. Nenhum deles, porém, teve a cara-de-pau de admitir isso em uma patente. Até agora. Essa honra duvidosa cabe a John Clark Buell e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> <img class="aligncenter" alt="" src="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/05/US06988954-20060124-D000022.png" width="2187" height="2826" /></p>
<p align="justify">Como já vimos anteriormente, por <a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/category/patentes-pateticas/" target="_blank">dezenas e dezenas de vezes</a>, diversos inventores parecem ter sido profundamente influenciados pela ACME, a infame fabricante de acessórios catastroficamente inúteis das animações da Warner Bros. Nenhum deles, porém, teve a cara-de-pau de admitir isso em uma patente. Até agora. Essa honra duvidosa cabe a John Clark Buell e Troy Nicholas Nowell, criadores do <em>Weed cutting golf club</em> [<em>Taco de golfe cortador de ervas</em>]:<span id="more-41306"></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">Um taco de golfe cortador de ervas inclui uma haste terminada em uma cabeça-de-taco [clubhead] e esta define um compartimento com uma abertura direcionada para baixo. Um fonte de energia é carregada pela haste e pela cabeça-de-taco. Um motor é carregado no interior do compartimento e ligado à fonte de energia. Um eixo motor extende-se na direção inferior a partir do motor, atravessando a abertura até terminar em um cubo. Os membros de corte estendem-se deste cubo.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Um taco de golfe com uma pequena hélice movida por um motor elétrico, alimentado por pilhas abrigadas no interior do taco. Por mais que pareça algo saído diretamente das pranchetas da ACME, o US Patent Office aprovou, em 24 de janeiro de 2006, essa ideia de Buell &amp; Nowell. O registro está na patente de nº. <a href="http://www.google.com/patents/US6988954" target="_blank">6.988.954</a> [<a href="https://docs.google.com/viewer?url=www.google.com/patents/US6988954.pdf" target="_blank">pdf</a>].</p>
<p align="justify">Há centenas de pequenos aperfeiçoamentos relativos à prática de golfe nos escaninhos dos avaliadores do Escritório de Patentes Americanos. A maioria é visivelmente inútil, mas só Buell &amp; Nowell — habitantes de Peoria, Arizona — foram capazes de admitir isso com todas as letras no próprio texto da patente:</p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Georgia">A indústria do golfe é repleta de novos itens que podem ou não ter valor funcional. Independente de seu valor funcional, tais itens frequentemente apresentam qualidades humorísticas e aliviam o estresse, o que é desejável em várias situações. Como a popularidade do esporte do golfe cresce, mais e mais indivíduos encontram-se em campos de golfe. É comum que estes indivíduos sejam menos que experts e podem se encontar em situações que podem acabar sendo estressantes se não humilhantes. Ao jogar golfe por recreação, pode ser desejável aliviar o ambiente e diminuir os níveis de estresse de modo a alcançar uma atmosfera mais agradável e relaxante.</span></p>
</blockquote>
<p align="justify">Por mais que eles pareçam sérios e cheios de boas intenções, o par de inventores peorianos não deixa de parecer um <em>patent troll</em>. Ideias semelhantes já devem ter sido alvo de muitas piadinhas nos campos de golfe. Na prática, eles parecem ter ouvido essa piada e reencreveram-na com uma linguagem mais ou menos técnica e umas três ilustrações simplesmente com o objetivo de ganhar dinheiro com isso. A situação criada por Buell &amp; Nowell ao admitir francamente a inutilidade de sua invenção é tão absurda que só nos resta rir mesmo.</p>
<p align="justify">A cara-de-pau de Buell &amp; Nowell é tamanha que eles reconhecem que a ideia original nem é deles. Admitem que “há tacos de golfe que incluem lâminas que lhes permitem passar através de matagais de maneira mais eficiente”. A diferença é que estes não são motorizados. É preciso golpear o taco com a mesma força de uma tacada para cortar a grama com a lâmina. “Embora sejam algo útil”, prosseguem, “para um indivíduo que tem uma bola ruim em meio à grama ou às ervas, esses tacos pouco fazem para aliviar o estresse inerente à situação.” Como se golpear seguidamente a grama com um taco equipado com lâmina não fosse algo capaz de descarregar a raiva e a frustração de qualquer estressadinho!</p>
<p align="justify">Quem já viu jogos de golfe, nem que seja em desenhos animados, sabe que a bola deve ser sempre lançada do lugar onde cai. Ou, como diz um livro de regras do esporte: <em>Play the ball as it lies, play the course as you find it, and if you cannot do either, do what is fair</em>.</p>
<p align="justify">Perder uma bola de golfe num matagal pode até ser uma experiência desagradável. Certamente pode ser algo estressante e até embaraçoso. Mas quem joga golfe, mesmo por mera diversão, deve estar em busca de desafios como esse. Os campos de golfe não são apenas gramados bem aparados sobre planícies. Intencionalmente, há uma série de obstáculos antes de cada buraco, incluindo corpos d’água, caixas de areia e, o que é mais comum, áreas de grama descuidada, os matagais. Livrar-se disso de modo tão ridículo não deixa de ser uma trapaça. Ou pode tornar tudo mais ridículo ainda, se você conseguir a proeza de estraçalhar a bola de golfe com as lâminas giratórias — um uso digno de um taco ACME.</p>
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		<title>O futuro da água</title>
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		<pubDate>Sat, 04 May 2013 17:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Bessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Lilian Casatti]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma vez assisti uma palestra falando sobre o que se procura no espaço para justificar uma busca mais aprofundada por vida naquela direção. Me chamou a atenção que um dos fatores é a existência de água como condição sine qua non da vida. Pois bem, acho que estamos colocando a nossa em risco. Sendo a água [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez assisti uma palestra falando sobre o que se procura no espaço para justificar uma busca mais aprofundada por vida naquela direção. Me chamou a atenção que um dos fatores é a existência de água como condição <em>sine qua non</em> da vida. Pois bem, acho que estamos colocando a nossa em risco.</p>
<p>Sendo a água o solvente universal que dá sustentação à vida na Terra, parece que não estamos nos preocupando muito com isso. Meu doutorado demonstra como até atividades tidas como preocupadas com a preservação (o ecoturismo) podem ter um forte impacto se não forem gerenciadas com cuidado. Lá mesmo onde curso o doutorado, na UNESP de São José do Rio Preto, a professora Lilian Casatti tem se preocupado com a influência da complexidade do habitat, dentro e fora dos rios, nos ecossistemas, especialmente sobre os peixes. Ela falou sobre isso <a href="http://www.epochtimes.com.br/pesquisadora-alerta-sobre-impactos-do-desenvolvimento-na-amazonia/">nessa matéria</a> recentemente publllicada na <a href="http://www.epochtimes.com.br/">Epoch Times</a>.</p>
<div id="attachment_1785" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-thumbnail wp-image-1785" alt="Cabeceiras preservadas assim são raras, mas são também a base para a água do planeta todo." src="http://scienceblogs.com.br/bessa/files/2013/05/rios-300x224.jpg" width="300" height="224" /><p class="wp-caption-text">Cabeceiras preservadas assim são raras, mas são também a base para a água do planeta todo.</p></div>
<p>O fato é que ainda não nos damos conta da conexão que existe entre tudo em termos ecológicos. Temos uma visão microecológica dos impactos, achando que um desmatamento pequeno só afetará aquele local. Não é verdade! Uma só atmosfera, fluxos de massas de ar, rios extensos, correntes marinhas e espécies migratórias garantem que um impacto local se torne um problema global.</p>
<p>Para isso também serve a ciência: gerar informação capaz de subsidiar políticas públicas conservacionistas. O problema está na falta de disposição de muitos tomadores de decisão de escutar o que o cientista tem a dizer. Enquanto mantivermos esse diálogo de surdos as perspectivas não são nada boas.</p>
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