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"De tudo fica um pouco." Carlos Drummond de Andrade é um poeta com algumas chatices mas sempre algo é possível salvar. Fica um pouco. Fica um pouco do passado. Fica um pouco do rancor. Fica um pouco de ressentimento. Fica um pouco da lembrança do que foi bom. Fica um pouco da sensação de incapacidade. Fica um pouco da culpa. Fica um pouco do passado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I. me parecera um homem calmo, equilibrado e sedutor. Há tempos não sentia tanta vontade de estar com um homem, esse tipo de atração, de magnetismo forte. Debati-me com as questões éticas por um mês, fiquei feliz ao descobrir que ele estava sozinho e com a possibilidade de um relacionamento. Mas as diferenças se mostraram grandes demais, as muralhas constituíram um obstáculo verdadeiro e ficamos reféns do medo. Medo de ser reprovada e repudiada, medo de ser envolvido e enganado. O processo doloroso da separação e seus desdobramentos transformara-o num homem extremamente tenso, desconfiado, ríspido, enfim, um frangalho emocional. Deixara-se endurecer de tal forma, a ponto de não conseguir mais enxergar nada que estivesse fora da sua área de conforto e familiaridade. O semblante era sério, os músculos faciais sempre tensos, lábios apertados. Raros momentos os olhos adquiriam uma luz quente de carinho e entrega. Isso que dói mais. As fotos emolduradas mostravam um outro homem. Os cabelos não eram grisalhos, a expressão do olhar era calma e límpida. Gostaria de tê-lo conhecido antes disso. Todavia a versão dos fatos não condizia muito com a versão dos autos. Não havia provas contra o comportamento indigno da mulher, conforme dissera. Ou as provas não haviam sido entregues ou não existiam e ele poderia ter mentido o tempo inteiro. Esse modo distorcido de enxergar as pessoas e coisas...esse alienamento só o tornavam mais só e isolado. Não acredito que haja muita solidariedade e senso de humanidade na classe alta embora isso independa de classe social. Mas I. parecia extremamente preocupado com a opinião pública para tentar me compreender. Vira somente mais um mulher, mais menina do que mulher. E assim rotulara-me. Eu até agora não entendo o meu próprio comportamento e porque estive mesmo tão retraída.
&lt;/p&gt;
Lamento pela forma como tudo acabou, essa forma covarde de simplesmente fugir. Gostaria de continuar a conhecer o envolvimento afetivo, o sexo, construir uma relação limpa, verdadeira, leve, cúmplice fundamentada na confiança e no bem-estar juntos. Quero me conhecer e conhecer o outro, ir além do dois de copas ou prolongá-lo por mais tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-694519747992886899?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/j1CSzS92L5I/residuo.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/11/residuo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-732463275700935848</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 19:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T14:08:26.361-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avisos do baralho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pausa para comentários</category><title>Ele fala</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HTq8R9bWG_o/SvcglxZupwI/AAAAAAAAAK4/uf5VDOXghYU/s1600-h/62_Minor_Cups_Queen.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_HTq8R9bWG_o/SvcglxZupwI/AAAAAAAAAK4/uf5VDOXghYU/s400/62_Minor_Cups_Queen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401822111342700290" /&gt;&lt;/a&gt;

A cada dia eu e ele estamos mais e mais unidos, quase uma só alma. Depois da consagração tornara-se ainda mais afiado, incisivo, claro. Havia me dito o que acontecia mas eu não entendera. A dama de paus, a mulher que vai até as últimas conseqüências, roda da fortuna (um passado que retorna), dez de espadas. Agora seis de copas, sete de paus. O passado, a briga, a competição, o sentimento prisioneiro. 
E eu continuarei ligada às coisas ocultas, a cultivar a habilidade de trazer à tona os sentimentos profundos das pessoas com as quais estabeleço algum tipo de relacionamento. É a marca da Rainha de Copas - um modelo de feminino ainda não completamente amadurecido - mas que consegue enxergar um pouco além  da superfície.

**************

Cansada de passagens, cansada de sofrer, mais um golpe na sua auto-estima, uma decepção a mais.

**************
Uma tempestade grande a se aproximar, mais uma situação limite dentre as muitas já vividas. E uma tese inteira por escrever no caos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-732463275700935848?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/2vFnH64hq1I/ele-fala.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_HTq8R9bWG_o/SvcglxZupwI/AAAAAAAAAK4/uf5VDOXghYU/s72-c/62_Minor_Cups_Queen.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/11/ele-fala.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-5810275127536694439</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-04T13:06:34.257-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SMF - Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resíduos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Confissão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Loser Life</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Distanciamentos</category><title>Carta</title><description>&lt;em&gt;Para I.K.J.&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;
Entendi o quanto este momento de litígio - que só renova as lacerações do passado - é angustiante para você. Percebi a existência de muitos obstáculos emocionais: inseguranças, medos, receios, as dores da separação familiar. De tudo fica um pouco. Tais sentimentos são compreensíveis especialmente no início de um relacionamento e de certa forma foram recíprocos. Acredite, eu não sou tão calada o tempo todo como estive. Ao contrário, tenho muitas coisas a dizer. Mas será que você queria mesmo ouvir? O fato de eu ter permanecido mais quieta foi pelo receio de que você não o quisesse.  Sua postura deixou-me várias vezes cautelosa e retraída.
&lt;p&gt;
Quero mostrar do que sou capaz, quero ser valorizada por mim, pelo que sou e essa é a única e verdadeira autenticidade. Este é o meu desejo e objetivo. Quero que me enxerguem como ser humano não como um robô ou uma persona pré-estabelecida criada por antecipação. Senso de humanidade não depende de cultura ou posses. Mas de uma disposição especial que é muito escassa nos seres humanos.
&lt;p&gt;
Penso ter deixado o meu objetivo bem claro desde o primeiro momento. Tenho vontade de fazer várias coisas – das pequeninas às mais importantes - e mostrar &lt;strong&gt;gradativamente&lt;/strong&gt; como eu sou, como superei várias dificuldades por meio da atividade criativa, suporte a me sustentar desde a infância. Este foi o meu caminho, enfrentar a dor com a ajuda da criação: tarefa solitária a exigir concentração, dedicação, paciência. Conheço literatura onde, bem ou mal, os escritores tentam entender a natureza humana. E assim desapeguei um pouco do sofrimento.
&lt;p&gt;
Estou preparada para dar compreensão, apoio, carinho. Todavia senti uma espécie de “muro” afetivo causado por feridas abertas e doloridas demais. Tal sensação me deixou sem saber como agir inicialmente. Fiquei assustada. Daí preferi ser cautelosa embora o fato de não estar conseguindo me posicionar estivesse a me incomodar muito. Pretendo seguir pela via do diálogo, da clareza e da verdade pois não existe outro caminho além desse. 
&lt;p&gt;
Quando a dureza e os mecanismos de defesa afrouxavam, surgia um homem adorável e carinhoso, o qual eu desejaria continuar a conhecer. Foi este o motivo da minha aproximação, o desejo puro e simples de estar com e por você. Conheço bem os problemas que envolvem um relacionamento. Já tive um namoro anterior com muitos dos citados problemas, sofri momentos bem difíceis, tristes e marcantes. E fiquei firme ao lado dele no pior momento de sua vida. Não há pendência alguma no meu passado, não sou prisioneira dele. Estou livre e pronta para demonstrar e investir todo o meu potencial afetivo. Todavia &lt;strong&gt;esbarrei a quase todo o momento em seus mecanismos de defesa e de ansiedade&lt;/strong&gt;. Isso me entristeceu.  Você estaria  preparado para ver, compreender, valorizar e aceitar a mulher que eu sou? Pois você mesmo confirmou não a ter enxergado, infelizmente. 
&lt;p&gt;
Está claro que são necessários ajustes de ambas as partes.  Mas tive a impressão de ser avaliada o tempo todo, o tempo inteiro. Isso me deixou confusa e fragilizada, daí o silêncio, o cuidado. Mas era apenas o início e você poderia ter relevado. É importante afrouxar um pouco – como direi – tal mecanismo. Julgamentos apressados atrapalham muito nesse sentido. Não é possível permitir o início de uma relação fértil, gostosa, leve, profunda e fundamentada num desejo comum de &lt;strong&gt;construir ao longo do tempo e alcançar posteriormente um estágio agradável, satisfatório, sólido e maduro&lt;/strong&gt;?
&lt;p&gt;
Creio ter entendido o seu desejo: estar com uma mulher de atitudes firmes, companheira, leal e dedicada numa futura relação de convívio juntos.  Para conseguir tal objetivo, é primordial estar disposto a construir a base de um relacionamento. É o essencial. E qual seria o primeiro requisito? Permitir. Permitir a si mesmo e ao seu par uma abertura que possibilite caminhar lado a lado em busca do mesmo objetivo. 
&lt;p&gt;
Também me desiludi. Acredito nunca ter sido realmente valorizada até agora. E quero conseguir isso pelo que sou. Quero estar num relacionamento que possibilite a mim ter posições e decisões efetivas no mesmo. Ou seja, é o meu desejo e o desejo do outro, não só o meu desejo e não só o desejo do outro. São posicionamentos dos dois. Os desejos de ambos precisam conviver juntos em harmonia e flexibilidade mútuas. Eu devo ser flexível, o outro idem. A relação se fundamenta na autenticidade, na verdade, na confiança e na exposição de fragilidades e sentimentos, na parceria, um dia de cada vez. São dois: necessário é respeitar e aceitar o outro e seus eventuais limites.  
&lt;p&gt;
O que senti por você foi forte. Hesitei um bocado, pensei  mais  ainda antes de escrever aquela mensagem primeira. Decidi ir adiante por ter percebido um desejo semelhante. E foi bom ter prosseguido. Tudo o que vivi com você foi novo para mim. 
Não estive interessada em seu patrimônio em nenhum momento. Como eu já disse anteriormente, o que você possui nesse sentido para mim não faz diferença. Sou uma pessoa simples e sem muitos vícios de comportamento. Minha bagagem é leve apesar do sofrimento já vivenciado. E tal sofrimento - hoje percebo - não me impede de ter o coração aberto novamente. 
&lt;p&gt;
Sei  o quanto é difícil confiar novamente depois de todos os acontecimentos. Você possui razões suficientes para desconfiar até o fim de seus dias. Contudo será que a possibilidade de gostar e de se encantar novamente numa relação foi perdida? Um relacionamento limpo, sincero, honesto, autêntico, de vínculos afetivos fortes &lt;strong&gt;construídos aos poucos&lt;/strong&gt; com o envolvimento, a intimidade, a parceria e a amizade que as duas pessoas precisam encontrar uma na outra. Se não existir isso, sobra alguma coisa? Penso que só reste o aspecto social do mesmo, as aparências, o acomodamento, o ficar pela conveniência, pela falta de perspectivas ou pela obrigação. Não é isso que desejo nem me importo com essa questão social de exibir um homem &lt;strong&gt;como é o caso de várias mulheres e a maioria delas vive infeliz pois só quis isso&lt;/strong&gt;. Não é à toa que estive só durante tanto tempo. Se eu me unir a uma pessoa será pelos motivos já expostos acima, ou seja, os únicos fundamentalmente relevantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-5810275127536694439?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/IJ3hSGm2Qs8/carta.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/11/carta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-5892822525100013463</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-21T22:25:08.333-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dúvidas e Pausas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sadness</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SMF - Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estranhamentos</category><title>Alteridades</title><description>&lt;p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Nunca estivera tão calada...era uma surpresa até para ela mesma. Não se viam há dias e, uma vez no carro, permaneciam quietos. Ele tinha a expressão tensa, com a linha do maxilar contraída, os lábios apertados denunciando uma dureza quiçá irreversível. Não sabia o porquê mas ela não encontrava abertura para falar muito. E tinha coisas a dizer. Todavia estava ultimamente assim, realmente calada. Sabia perfeitamente que o motivo da relação era o desejo puro e simples. Debatera-se por semanas, decidira arriscar. Foi recíproco. A tensão sexual era muito forte, latente, urgente. Não foi possível seguir as regrinhas sobre o período de carência sexual, acontecera rápido demais e ela sentia como se uma espécie de vendaval tivesse passado sobre seu corpo: apenas se deixara levar, desconsiderando os riscos de tal atitude. No caso ambos desconsideraram. E isso a preocupava. Como um sujeito podia se importar mais com o modo como suas toalhas estavam empilhadas e ignorar acontecimentos de mais gravidade e risco? Isso a intrigava. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Uma vez em consulta com o especialista, este rira do seu receio. Mas ela sabia que errara. Afinal eram desconhecidos praticamente. O fato dele ser mais velho, médico e bem cuidado deixara-a menos enlouquecida. Mas o medo continuava como uma voz a repetir e repetir e repetir. As semanas se sucediam, vislumbrara uma possibilidade de entendimento via diálogo mas não sabia o motivo do distanciamento que ainda permanecia. Seria só conseqüência da batalha judicial? Não conseguia expor mais de si mesma, de seus pensamentos e preferências, queria mostrar do que gostava e era capaz, queria ser valorizada por si e tinha muita dúvida se seria possível. No entanto, sentia que gostava um pouco dele, percebia o quanto era infeliz. O rei e seu castelo. Um sujeito atormentado pelo passado recorrente, marcado pelo comportamento inadequado e mesmo assim dizia buscar a felicidade. Será mesmo - ela o inquirira. Pelo que pudera observar nessas poucas semanas, os obstáculos emocionais eram muitos: inseguranças, desconfianças, receios, medos, posturas cristalizadas, falta de flexibilidade, as feridas da separação familiar. Tudo lhe parecia ainda muito presente e a briga na justiça só renovava as lacerações. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Ela por sua vez havia acertado definitivamente as contas com o passado nesse sentido. Tão bom desapegar do sofrimento. Nesse sentido a relação era boa, aprendia isso. Quando a dureza  e a neurose afrouxavam, surgia um homem agradável mesmo com todo o senso comum. Tinha esperanças de alguma evolução mas não de milagres. Aos poucos conseguia se posicionar e tal exercício era ótimo. Gostaria de continuar a exercitar. Mas ele estava muito preocupado com aparências e pensamentos alheios, possibilidades de golpes, antecipação de acontecimentos tenebrosos, eventuais abandonos. Não acreditava na sua versão dos fatos, seis anos lhe parecia muito tempo, evidenciava uma tentativa real e não poderia ser desconsiderada. Infelizmente a união parecia ter terminado de um jeito muito difícil. Enfim. Permaneceria neutra. Já sofrera um bocado no seu relacionamento anterior por não ficar em posição neutra. Isso aprendera. A tentar ser mais tranquila, ponderada. Ademais não sabia se iriam continuar os encontros e se alcançariam um estágio mais profundo e maduro.  Pressentia desconfianças e incompreensão. Lamentava também por antecipação. Também tinha algumas neuroses, especialmente a de rejeição e culpas. Era difícil viver um dia por vez, especialmente para duas pessoas ansiosas e neuróticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-5892822525100013463?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/Ng6gdFLxUec/alteridades.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/10/alteridades.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-4476529143229233502</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2009 12:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-16T11:01:42.871-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sadness</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">SMF - Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resíduos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">angústias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estranhamentos</category><title>Água-furtada</title><description>&lt;p align="justify"&gt;
Tantas coisas li e muitas só começam a fazer sentido agora. Há tempo conheço a história do personagem escritor Floriano Cambará de &lt;em&gt;O tempo e vento&lt;/em&gt;, a produzir numa água-furtada, isolado da família e da sociedade e começo a refletir - para o bem do meu tema de pesquisa - como o papel do escritor possui tantas particularidades a permear a produção literária. Tarefa solitária, árdua, a exigir isolamento, concentração, paciência, excesso de sublimação. Melancólicos sublimam, deprimidos paralisam, de toda a forma, as angústias a existir, a questão é como lidar com elas.
&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;
Conheci uma água-furtada de teto inclinado e janelinha a descortinar uma paisagem das alturas de um telhado. Deve ter sido a evocação do romance e da tarefa do escritor que despertou em mim a simpatia por esse único cantinho do casarão, único objeto de "cobiça" meu dentre tantos cômodos espaçosos e cheios de luxos, esmaltados como espelhos. A casa era grande, recebia o visitante com uma lufada de ar frio sempre. A marmoraria intimidava, brilhava demais. A ordem excessiva dos objetos, bibelôs e decoração bem escolhidos e o quarto pomposo de sultão poderiam fazer parte de uma cadeia turística de hotéis. Nada escapa ao meu senso crítico. A casa tinha uma alma mas era por demais distante e impassível. Seu dono vivia nela sozinho, a conviver com lembranças dolorosas e a ver todos os dias, os quartos de filhos que não estavam nem existiam. Aquele quarto azul decorado de bebê com o berço desmontado me intrigava. Que teria acontecido? E por que a porta sempre estava aberta? Até redes de proteção esses quartos tinham. E a dureza de espírito predominava. Junto com um comportamento extremamente alienado, à beira da paranóia e de um transtorno mais sério.
&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;
Nem eu compreendo como a dureza do meu passado não me transformara num ser contaminado assim. Consegui escapar. A criatividade e a sublimação me ajudaram a não enlouquecer e minhas neuroses são infinitamente menores, restritas ao modo de conviver e com a família. Mas são perfeitamente superáveis. A terapia longa também tem me ajudado. Terapia tem a ver com o sofrimento e isso todos nós temos em algum momento. O excesso de sofrimento é que pode conduzir à loucura. Daí sublimamos e nos salvamos em parte embora as dores permaneçam. Mas aprender a conviver de forma saudável é que é. Nem todos conseguem. Consegui colocar tudo em palavras, na forma de conto. Li para K. na quarta-feira. Ela pensa que o principal objetivo foi alcançado e o resto é querer experimentar ou não. Eu bem que gostaria mas está difícil. Esbarro em muros. Muros afetivos, muros de incompreensão, muros de angústia, frangalhos emocionais, feridas profundas demais. E não sei se o outro está disposto a cuidar disso, a sair de seu círculo de giz, a me enxergar como ser humano e a valorizar quem e o que sou. Duvido e duvido muito. Também não posso falar do meu passado nem mostrar como moro e  vivo. Temo que o julgamento seja severo demais. E lamento, gostaria que as coisas fossem diferentes, sempre é ruim interromper uma relação mas não vejo muito por onde possa crescer bem. Muitos entraves, muita rigidez, muitos vícios de comportamento, posturas engessadas que, se trincadas, desencadeariam uma crise enorme mas benéfica. No fim das contas toda a crise é boa de alguma forma pois mostra que o sujeito está vivo.
&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;
Continuar o caminho do louco. Gostaria de poder ajudá-lo mas estou achando muito complicado isso tudo. A postura cristalizada só atrapalha. E como modificar isso a essa altura de uma vida?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-4476529143229233502?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/9VhID_fo1MI/agua-furtada.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/10/agua-furtada.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-2898797869746516024</guid><pubDate>Wed, 11 Mar 2009 12:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-11T09:12:57.410-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Distanciamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avisos</category><title>Recesso</title><description>O blog estará em recesso por algum tempo, talvez indeterminado. Hora do meu recesso particular terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-2898797869746516024?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/-l0mVBkbW_k/recesso.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2009/03/recesso.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6425336399325524115</guid><pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-03T21:31:01.048-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resíduos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Confissão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Loser Life</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Letargias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">angústias</category><title>Cadeados</title><description>Sempre as mesmas, sempre os mesmos...mecanismos.
Entretanto, já não há mais espaço para eles ou seria melhor construir novos e mais eficientes.
Perdida em angústia, medo, resistência, paralisia.
A depressão fora temporiamente curada mas a resistência permanece.
Necessário é adotar novas formas de viver e ousar e realizar, uma vez que as realizações fazem parte da gama ainda tímida de desejos e aspirações.
Conheci pessoas que estabeleceram uma relação de leveza com a vida e me esforço para começar a fazer o mesmo. É o início. É o medo. É a resistência entoando esta velha e repetitiva cantiga interior. O medo de conquistar o novo e de alcançar mais.
Ao mesmo tempo já estou consciente, saí um pouco da alienação de antes mas continuo um ser travado.
Há dois anos conheci um homem cuja relação com o mundo é uma das mais interessantes. Ele busca as pessoas, as mulheres, o prazer. Acho que J. vive de acordo com o princípio do prazer embora execre os psicólogos como inúteis. E depois de tê-lo conhecido - ainda que muito superficialmente - obtive novas referências mais saudáveis sobre o ser masculino e a vida, de modo geral. Simpatizo com ele por razões de identificação: acredito que ele também seja um ser humano remando contra a correnteza.  Além de ser um &lt;em&gt;bon vivant &lt;/em&gt; em regra.
Depois de ler um de seus textos - supostamente literário - há um ano, um desespero estranho tomou conta de mim. A descrição das vivências no exterior e as breves menções aos episódios sexuais me deixaram inquieta e - admito - aflita. Excitada, diria a psicóloga. Talvez eu tenha um mecanismo de mortificação tão eficiente que mascare de forma dolorosa até mesmo os momentos de excitação que se traduzem em uma espécie de desespero auto-destrutivo. No fundo é isso, é o traço histérico. "Deixa disso e te aproxima de mim". Ele fora gentil e eu tapada, "desapareci". É que apesar da idade ainda sou imatura em múltiplos aspectos. Aspectos que só a experiência nos proporciona e liberta. A experiência salva, liberta. É, isso faz sentido. Não há outro caminho. É preciso lançar-se ao desconhecido, perder e ganhar. Ninguém vence 100%, ninguém perde 100%. Não há conquistadores nem rejeitados absolutos. 
O potencial existe e não é pequeno. Sofremos com a repressão que nos paralisa ao longo do tempo. E interromper um processo tão arraigado é difícil. Mais difícil é continuar com ele. Acertei  as contas com o meu passado enamorado. São várias as histórias de rejeição, cabeçadas, erros, teimosias, choro e ranger de dentes. Creio que a intensidade foi grande a ponto de me deixar mais cuidadosa em alguns aspectos e menos em outros. As situações análogas me impacientam e fico em estado de alerta. Desejo o novo, não há mais nada a esquadrinhar lá. Não me deixo mais aprisionar pelo mito do amor romântico que tanto empatou o crescimento da afetividade. É incrível como eu tinha um pensamento católico, convencional, restrito, ingênuo. Ainda tento me autoconhecer. E não sou assim, quiçá nunca tenha sido, mas vivia submersa no mundo sublimatório, castrada, infeliz. Empreendi fuga nas estradas em busca de algo menos doloroso. Mas a dor lá me esperava. Fosse na hostilidade, incompreensão ou mentiras. Essas dores se distanciaram, esvaziei-me. Hoje só há espaço para novas atitudes, novas formas de relação com o masculino: mais leves, mais prazerosas, não convencionais. Fui muito cabeça dura. Quero mudar. Ainda estou em transição, mais de 300 dias de transição. Começo a me compreender melhor. Aceito o que errei. Não há o que lamentar o que passou. Não busco mais os cavaleiros. Buscarei a leveza e a satisfação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6425336399325524115?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/ozYCUGv-1Cc/cadeados.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/12/cadeados.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6061664655253084336</guid><pubDate>Mon, 17 Nov 2008 00:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-16T20:37:16.048-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resíduos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fim</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Início</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Distanciamentos</category><title>Xadrez</title><description>Com um véu diante dos olhos - assim o enxergava embora ele se mostrasse exatamente como era. Só visualizara o próprio desejo e não o outro. Por muito tempo embalara a esperança de entendimento, era a primícia paixão, o amor romântico, Lady Shalott e seu espelho, o cavaleiro mascarado, uma concepção quase medieval de tão católica a respeito das relações afetivas que deveriam objetivar o casamento dentro dos padrões sociais e a construção do núcleo familiar. 
Na época comprara revista de noivas, olhara vestidos, almejava a união com seu primeiro namorado. Acreditava ser este o único e correto modo de estabelecer relações. E choviam conflitos com o be loved, desejos sexuais não se adequam a padrões, do contrário não são essencialmente autênticos. E ele era autêntico, seus defeitos eram mais que verdadeiros. Mas ela preferia permanecer num intrincado mecanismo alienatório, embora o fato de estabelecer aquele relacionamento significasse uma fuga de um contexto real insuportável.
Ambos viviam mergulhados em suas alienações particulares, não havia comunicabilidade nem parceria de fato. Havia ensaios, estranhamentos, atração, corpos desejantes e travas inúmeras. As dela de formação, as dele de afeto. Embora frágil, o relacionamento tivera momentos líricos. Tal lirismo se deve a autenticidade do sentimento investido, era uma fuga mas consciente, buscava algo muito desejado. A fuga durou tempo considerável, os protegia de envolvimentos definitivos, concretos de fato. 
De tudo fica um pouco e o fantasma da culpa a perseguiu insistentemente. Faltara diálogo, compreensão, habilidade, leveza, maturidade. Tinha o péssimo hábito de levar tudo a fogo e ferro. Faltas, sempre as faltas, marca registrada de seus envolvimentos ditos amorosos. Os anos passaram.
De tudo fica um pouco e a lembrança dele começou a persegui-la em sonhos durante noites seguidas. Teria ele morrido? Conseguira depois de muita auto-análise e novas experiências expulsar  culpas e  fantasmas. Permanecera a melancolia e a conclusão de que nunca se tinham conhecido profundamente, verdadeiramente, emaranhados estavam por fatores adversos e limitações. O sentimento se fora, apenas uma longínqua memória, um filtro que decantara os momentos felizes mais expressivos.
De tudo fica um pouco e finalmente conseguira se libertar do passado, conversara com ele após seis anos de silêncio, pudera explicar em parte como se sentira depois do fim. 
De tudo fica um pouco e sentiu-se muito aliviada. Ele permanecia ainda disciplicente, alegre, imaturo quase ingênuo a usar uma máscara de destruidor de corações femininos. Abrira-se após alguma resistência e ela entendera que ele ainda era o mesmo, como se o tempo e eles nunca tivessem existido. 
De tudo fica um pouco e ficara contente ao compreender, por fim, que a culpa sempre fora inútil, pesada e em vão, não poderia ter evitado o desfecho das coisas como realmente ocorreram, tudo só poderia ter acontecido como realmente aconteceu. 
Estava livre da dúvida. Leve. A memória afetiva poderia ficar num passado bem distante. As travas restantes seriam superadas pouco a pouco e para isso os casos sempre ajudavam muito. O espelho de Lady Shalott estilhaçara-se. Ela fora salva da morte nas águas de Camelot. No lugar do véu pintado, a luz. Pés a caminhar em direções nunca trilhadas anteriormente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6061664655253084336?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/fUjTOURa0H0/xadrez.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/11/xadrez.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-2324159695807927650</guid><pubDate>Sat, 18 Oct 2008 23:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-18T21:31:05.863-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexões</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Confissão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Saltos</category><title>Curtas</title><description>Revejo-me num vídeo antigo gravado no vão livre do MASP há tempos. Tinha um ar desajeitado, tímido, meio medroso mas ao mesmo tempo sorridente e meigo. O olhar era límpido, quase inocente. Escondia-me do cinegrafista, tapava o rosto. Hoje constato que aquela pessoa desapareceu. Não mais me reconheço emocionalmente naquela expressão quiçá ingênua, esperançosa. Admito que boa parte daquelas esperanças foram-se. Completei o ciclo da Morte e o passado está longínquo, como se pertencesse a outra. Hades carregou as últimas ilusões do amor romântico que hoje não mais compreendo. Não sei se apaixonar-me-ei novamente mas no momento isso me parece extremamente difícil - embora eu esteja disposta a conhecer gente. Pela primeira vez experimento o sabor da leveza e se vier a manter um relacionamento duradouro com alguém, quero que o mesmo se fundamente em liberdade, compreensão mútua, leveza. Seria isso possível? Será possível modificar esse modelo sufocante e ultrapassado da maioria dos relacionamentos ditos amorosos?
***
Cansada de ser um pára-raio gigante de malucos
****
Não há mais tempo nem disposição a investir nesse sentido.
****
Tenho a impressão de que todas as pessoas interessantes estão acompanhadas. 
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Entretanto a vida oferece muitas possibilidades boas e prazerosas além. É preciso apenas enxergar. Eu vislumbro algumas. Não me sinto mais tão solitária mas sim um pouco incomodada e talvez perplexa com algumas constatações.
****
Endorfinas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-2324159695807927650?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/fTcfJnYC8tI/curtas.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/10/curtas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-5345678278687426588</guid><pubDate>Thu, 21 Aug 2008 12:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-21T11:17:52.417-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Curtas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Repressões</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cotidiano</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estranhamentos</category><title>O Sem-nome</title><description>&lt;p&gt;
- Você acredita na existência do demônio?
&lt;p&gt;
Olho para o garoto ao meu lado. Ele é atraente. No entanto, a alienação religiosa estava conseguindo minar a minha paciência. 

&lt;p&gt;
- Acredito. 
&lt;p&gt;
Eu narrara o antológico episódio do diabo surdo-mudo presenciado há anos mas ao contrário de todos os interlocutores anteriores, ele ficou sério e retrucou:

&lt;p&gt; - Eu já tive um demônio surdo-mudo.

&lt;p&gt;
Por essa eu não esperava. Ele apresentava um comportamento estranho, ora desinibido, ora calado demais. E as críticas eram muito chatas.
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;
- Você é muito dona de si. Está errado. Somente Deus é dono de nós. 

&lt;p&gt;
A tarde caía no parque. Cães  e respectivos propríetários passeavam. A temperatura era agradável.

&lt;p&gt;
- Você iria a uma igreja comigo?

&lt;p&gt;
Olho para ele sem entender. Tombo minha cabeça no banco de madeira e fito os galhos superiores das árvores.

&lt;p&gt;
- Para que?

&lt;p&gt;
- Por que a gente precisa ir.

&lt;p&gt;
- Acho que não temos nada em comum - respondo com uma frieza que ultimamente me surpreende.

&lt;p&gt;
- Alguma coisa temos.

&lt;p&gt;
- Moramos no mesmo andar, prédio, rua, bairro, cidade?

&lt;p&gt;
- É.

&lt;p&gt;
 Um amigo convictamente ateu sempre diz que os religiosos-praticantes-de-igrejas pouco lêem a Bíblia. Se a lessem com alguma seriedade, enxergariam seu pronunciado tom ficcional.

&lt;p&gt;
- Você já leu a história de Jó?
&lt;p&gt;

- Não.
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;
Como eu esperava, mais um evangélico que só lê versículo cabresteado.

&lt;p&gt;
- Deus e o tinhoso fizeram uma aposta sobre a fé de Jó, fervoroso fiel, servo de Deus e homem corretíssimo. O Santíssimo deixou que o Coisa Ruim se divertisse um pouco às custas de Jó, ao permitir que lhe tirasse todos os bens materiais, filhos, amigos, saúde. A cada adversidade, a fé de Jó não era abalada. Somente com a morte dos filhos ele proferiu a primeira reclamação mas uma vez aconselhado pelos três únicos amigos, recupera a sua fé e Deus lhe devolve tudo em dobro.
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;
Ele ri e diz:

&lt;p&gt;
- Você é engraçada.

&lt;p&gt;
Juro que não compreendo. Minha mãe embora freqüente as missas quase todos os dias, tão pouco conhecia a história de Jó ou mais trechos do Livro. Lembro de uma tia que só sabia os trechos indicados em culto. E de como os donos dos templos distorciam passagens do mesmo em seu favor.

&lt;p&gt;
A minha paciência está cada vez mais curta com pessoas assim. Uma pena. Lembro da fala do escritor João Silvério Trevisan sobre a intrínseca relação entre a sexualidade e o sagrado. Atos de repressão sublimatória. Bastavam-me os longos de anos de auto-mortificação. 

&lt;p&gt;
- Não o entendo.
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;Uma mão trêmula toca a minha.
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;
- Só Jesus me entende.

&lt;p&gt;
- Ele entende a todos nós.

&lt;p&gt;

Percebo o quanto ele apreciou a resposta. Mas o que me intrigava era a oscilação de humor, ora brincalhão, ora sarcástico quase rude. Eu já declarara meu agnosticismo ou não conhecimento. E pouco importava a existência ou não de Satanás. Eu já abdicara da salvação eterna aos dezoito anos ao romper a amizade com o grupo cristão da universidade, uns fiscais chatos que censuravam roupas, batom, comportamento e ainda queriam me obrigar a fazer lições de bíblia todos os dias. Além disso, eu detestava as cantorias e as palmas freqüentes destes estabelecimentos. No mais eu ainda dou prioridadade aos recados do baralho  (terei a cabeça torcida ao contrário quando chegar ao inferno - de acordo com Dante)&lt;p&gt;

&lt;p&gt;
Fico com uma certa pena do menino, tão jovem e a lutar dessa forma contra a leveza vital.
&lt;p&gt;
Ele tenta me fazer rir sem sucesso. Para provocar o meu riso, é preciso fazer muito. Sou de pouca fala e pouca risada. 
&lt;p&gt;


&lt;p&gt;Por fim, permito que ele me beije. Seus lábios são delicados e superficiais. Retribuo da mesma forma. Já não intensifico os beijos como outrora, agora prefiro perceber o ritmo do outro. E mesmo não adiantava muito, uma vez que o guri se desvencilhou suavemente de mim quando acariciei de leve seu pescoço.

&lt;p&gt;
- Tchau. 
&lt;p&gt;
- Tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-5345678278687426588?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/Elrg9PKN6iM/o-sem-nome.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/08/o-sem-nome.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-5305339378524451607</guid><pubDate>Fri, 01 Aug 2008 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-01T14:40:26.733-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quem se importa?</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Loser Life</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estranhamentos</category><title>25-24-14</title><description>Tanto tempo. Não era mais possível voltar, não havia para onde, nenhum lugar. Nunca pensara lembrar daquela combinação. Já reconhecia e aceitava suas reais necessidades. Não havia mais disfarces. O corpo sofria com a auto-mortificação, agradecia algum raro momento de trégua. Sim, fora uma trégua.  Em seguida uma profunda melancolia tomara conta de seu espírito. As travas narcísicas do outro  arranhavam-lhe a pele e a auto-estima, machucavam-lhe uma epiderme que implorava por mão perspicaz. À luta do corpo, o relaxamento do corpo, trouxeram a  paz medida por conta-gotas e poucas horas depois - embora a fome estivesse parcialmente apaziguada e resíduos sensoriais ainda estivessem presentes - a satisfação breve cedia espaço à melancolia. Na melancolia era possível sublimar, produzir, tentar não pensar nos avisos incessantes do corpo, um corpo que sofrera com  resistências e temores prolongados. No entanto - agora sabia - as questões eram de outra natureza. Já não é mais possível enganar a si mesmo. Ainda pensa nos porquês da persistente melancolia. Estivera muito perto da loucura. Alcançara uma fronteira limite. O limite de uma existência insatisfatória, insustentável, insuportável. Cheia de repetições, falhas, medos. Uma existência precária. Não é possível mais esconder, talvez isso o tivesse deixado tão melancólico. O outro era como um cofre, cujo acesso era-lhe permitido apenas uma única vez, por minutos cronometrados antes do trancamento final, depois do qual nenhuma combinação surtia efeito e a luta dos dedos era inútil. Era essa a causa da melancolia maior. Sentia-se microscópico. Percebia tal fato nas reações dos outros. Era uma crise. Mais uma.  Estava calmo. Visceralmente triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-5305339378524451607?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/uYHb_g6lYsE/25-24-14.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/08/25-24-14.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6101560959270136170</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 20:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-27T17:58:56.730-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Início</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cotidiano</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estranhamentos</category><title>Sede ao pote</title><description>As antigas armadilhas psíquicas já se mostram ineficazes. Até sinto espanto diante de um comportamento de duas semanas atrás, apenas. A velha voracidade. Raras vezes dou-me ao luxo de agir sem pensar... minutos depois me arrependo (não sempre, claro). Parece que perdi um pouco do medo de viver mas ainda não sei bem como fazer aproximações entre seres humanos. Meto os pés pelas mãos, demonstro todo meu desejo. 
Tirei um grande peso dos braços e do cérebro. Os ruídos externos da avenida já incomodam menos. Convivo comigo tentando descobrir quem sou. Antigas preferências retornam numa nova roupagem. Penso como pesquisador e ajo como adolescente a descobrir modos de olhar, de falar, de sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6101560959270136170?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/7OiP9xF38jc/sede-ao-pote.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/06/sede-ao-pote.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-4784267974618363294</guid><pubDate>Wed, 25 Jun 2008 22:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-27T11:37:56.400-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexões</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quebras na ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quem se importa?</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Loser Life</category><title>Footing</title><description>Não sei qual de nós é a mais estúpida: eu ou a cidade onde vivo.

Nos meus dias infindáveis de footing - mesmo com a onda polar estacionada sobre a região metropolitana - observo, observo e observo. 

Queria olhar e não ver mas isso é impossível. Ao caminhar vejo pobres enrolados em cobertas rotas, babás uniformizadas e moradores das ruas "de cima" a passear com seus cães de grife enquanto um sujeito toca violino na agência bancária. A mistura de arquitetura neo clássica e high tech me espanta quando encaro o edifício OLD ENGLAND. Estava com a cara para cima ao trocar um olhar mais demorado com um motociclista na avenida. Seria ele o meu personagem de "Almas rasas", conto escrito há um ano? Acho que não poderei saber. Tento em vão descobrir mas um homem se faz de louco do outro lado da linha. Bem-feito. Para deixar de ser estúpida. Mil vezes estúpida. 

Na varanda enxergo os três cavaleiros do apocalipse paulistano - três edifícios de desenho ímpar, um deles está entre os mais altos da cidade. Impossível esquecer onde vivo. Essa mesma varanda de onde os moradores do século passado contemplavam uma vista outrora agradável. Não fora projetada para fumaça, sirenes, gritos, motores, buzinas incessantes e atletas de weekends. Penso na região destruída por uma política urbana autoritária e sem visão prática. O que podemos esperar de uma cidade cujo cidadão número um é uma máquina, o carro?

Contudo, um carro não é a prioridade da minha vida. As pessoas sim. 

Saí do peso, conhecerei aos poucos a leveza. O tempo perdido é considerável. Caminho ainda timidamente, passos incertos,  não sei o que nem como conversar com as pessoas e as tentativas de aproximação são tímidas e pífias. Acho que as aborreço na maior parte do tempo. Eremitério, diz o baralho. Até quando??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-4784267974618363294?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/r2Bc_tPN_VM/estupidez.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/06/estupidez.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6091816039083656006</guid><pubDate>Mon, 02 Jun 2008 02:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-01T23:49:33.043-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pausa</category><title>Poema</title><description>&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;Ao carinho das marés (Jaime Vaz Brasil)&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;


&lt;p&gt;
Prendeu-se ao vento cigano
&lt;p&gt;
a alma de um oceano


&lt;p&gt;
que põe, a cada momento,
&lt;p&gt;
as águas em movimento


&lt;p&gt;
enquanto atiras olhares
&lt;p&gt;
ao corpo aflito dos mares.


&lt;p&gt;
]As ondas cortam as veias
&lt;p&gt;
Para morrer nas areias


&lt;p&gt;
e a água aos poucos desmaia
&lt;p&gt;
humildemente na praia

&lt;p&gt;
enquanto afunda teus pés
&lt;p&gt;
ao carinho das marés.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6091816039083656006?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/Cz4vvfIEsxg/poema.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/06/poema.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-1140844406324019843</guid><pubDate>Sat, 31 May 2008 16:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-01T13:01:51.700-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avisos do baralho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Confissão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Início</category><title>Re-nata</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Minhas mãos geladas assustam pessoas e teclados. Objetos espalhados, livros encaixotados, cozinha e quarto desarrumados. Mudança de espaço. De novo, novamente. Não será a última mas talvez seja fundamental para a próxima, já que nada é definitivo por enquanto. Abri a caixa lacrada depois de quatro meses. Penso no tempo que perdi e ainda perco. Faço auto-avaliações, não me compreendo e concluo o quanto fiquei ausente. Tal ausência se reflete no desleixo, na depressão leve, na falta de interesse pelas atividades de pesquisa e pela insegurança crônica. Penso até quando serei uma pessoa tão travada. E porque demoro tanto a buscar um pouco de qualidade de vida. Ainda travo, recuo, encolho, tenho medo. Enfim compreendi não ser mais possível continuar a me esconder, a evitar, a isolar. Mecanismos utilizados a fim de preservar um pouco de estrutura psíquica que, no entanto, percebo, não são eficientes. O modus vivendi isolatório tornou-me uma boa pesquisadora, afinal para isso é necessário concentração e dedicação quase absolutas. Mas há tempos elas se ausentaram. O tempo é ardiloso, corre à minha frente e não adianta pensar nas muitas coisas e situações que não me permiti vivenciar. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O campus ainda é um local de acolhimento, com algumas possibilidades de interação social. Devo buscar mais, minhas incursões ainda são tímidas no quesito produtividade profissional e também nos demais. Consulto o oráculo e a seqüência ás de espadas, ás de paus, quatro de ouros, seis de espadas e rainha de paus respondem que devo estabelecer estratégias, que tenho receio mas devo persistir muito e reconhecer o que possuo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por vezes sinto-me um tanto quanto jurássica a estudar literatura e temas do século passado num período de velocidade extrema, de rumos culturais indefinidos, de um futuro não muito promissor nesse contexto. Penso se o que faço é relevante embora digam que eu tenho vocação para a pesquisa.
&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Re-visão, Re-avaliação, Re-estruturação, Re-encontro, Re-fazer, Re-erguer. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tento re-encontrar a pesquisadora incansável e dedicada mas também quero me achar no presente. Abrir mão do passado. Sim, aceito, admito, reconheço, estendo as mãos, abaixo os olhos. Muitas posturas não manterei, várias já deixei. O baralho havia me advertido no post anterior (isso &lt;em&gt;deve&lt;/em&gt; ocorrer de forma imperiosa). Caminharei de pés descalços pela terra rústica. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-1140844406324019843?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/T9khcW3S9KU/re-nata.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/05/re-nata.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-2630434275869418204</guid><pubDate>Wed, 21 May 2008 19:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-21T17:03:58.617-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avisos do baralho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexões</category><title>Leitura</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR9lYRmUGI/AAAAAAAAAHY/ZP945O6B9Sg/s1600-h/04_Major_Emperor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202921550644662370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR9lYRmUGI/AAAAAAAAAHY/ZP945O6B9Sg/s400/04_Major_Emperor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; O imperador&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR9aIRmUFI/AAAAAAAAAHQ/xjs2ls-8MuQ/s1600-h/07_Major_Chariot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202921357371134034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR9aIRmUFI/AAAAAAAAAHQ/xjs2ls-8MuQ/s400/07_Major_Chariot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;strong&gt;O carro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR8x4RmUEI/AAAAAAAAAHI/2heuxXe0Igg/s1600-h/13_Major_Death.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202920665881399362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR8x4RmUEI/AAAAAAAAAHI/2heuxXe0Igg/s400/13_Major_Death.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;strong&gt;A morte
&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR8eIRmUDI/AAAAAAAAAHA/s2BDRmoEXVg/s1600-h/77_Minor_Wands_King.jpg"&gt;&lt;/a&gt;


&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR8KIRmUCI/AAAAAAAAAG4/NkrH4i_YQcY/s1600-h/68_Minor_Wands_05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202919982981599266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR8KIRmUCI/AAAAAAAAAG4/NkrH4i_YQcY/s400/68_Minor_Wands_05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;strong&gt;Cinco de paus
&lt;/strong&gt;

&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR76YRmUBI/AAAAAAAAAGw/rXcRafL5IAA/s1600-h/41_Minor_Swords_06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202919712398659602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR76YRmUBI/AAAAAAAAAGw/rXcRafL5IAA/s400/41_Minor_Swords_06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;strong&gt;Seis de espadas&lt;/strong&gt;



&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR7uoRmUAI/AAAAAAAAAGo/AoOaharFySk/s1600-h/45_Minor_Swords_10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202919510535196674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR7uoRmUAI/AAAAAAAAAGo/AoOaharFySk/s400/45_Minor_Swords_10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dez de espadas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;




Imagens: Tarô mitológico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR7RIRmT_I/AAAAAAAAAGg/svISsz3bhlw/s1600-h/45_Minor_Swords_10.jpg"&gt;&lt;/a&gt;







&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-2630434275869418204?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/GBPo04e8T6k/leitura.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/SDR9lYRmUGI/AAAAAAAAAHY/ZP945O6B9Sg/s72-c/04_Major_Emperor.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/05/leitura.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-1947985833544777707</guid><pubDate>Sun, 23 Mar 2008 12:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-23T09:28:19.220-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexões</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quebras na ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pausa para comentários</category><title>Há um ano...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O início do blog. Minha vida não mudou quase. Contudo, sinto-me menos angustiada hoje. A páscoa de 2007 foi num domingo nublado, frio e chuviscoso. Neste ano temos sol e tempo ameno.  E as lembranças do passado já não me machucam - com tanta intensidade - como na páscoa passada. A minha estação preferida terminou. Ainda há tudo a fazer. Não sei o futuro de minha ficção sublimatória nem do presente acadêmico. Cansada de influências familiares que só me confundem e cansam muito. Hora de sair do aquário. Falta uma coisa importante, a maior delas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-1947985833544777707?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/FeGrA_fwlVo/h-um-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/03/h-um-ano.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-7405045620180174548</guid><pubDate>Tue, 18 Mar 2008 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-18T09:27:30.533-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sem assunto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quebras na ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pausa para comentários</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cotidiano</category><title>Cor-de-rosa e carvão</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Rosa e preto. A minha nova dupla de cores. Nem combinam tanto mas nessa fase oscilatória entre estados depressivos e renovações são as que me atraem (e também o branco). Eu gostava muito de rosa e pink na infância, quase todas as minhas roupas eram nestes tons. Retrocesso? A cinco dias de completar um ano de existência do blog, os posts têm sido curtos e confessionais. A ficção ainda existe, está na cabeça, só não consigo sublimar a contento por enquanto. Quero dividir meus chocolates e minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-7405045620180174548?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/JaFEHKBi8J8/cor-de-rosa-e-carvo.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/03/cor-de-rosa-e-carvo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-550883292859900074</guid><pubDate>Thu, 13 Mar 2008 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-13T12:01:39.484-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sem assunto</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sadness</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quebras na ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Letargias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">angústias</category><title>Letargias intermináveis</title><description>Chuva. Tempo feio. Desânimo. Tanto a fazer e nada ainda feito. Quase um ano de existência deste blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-550883292859900074?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/SLOn19Hup2I/letargias-interminveis.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/03/letargias-interminveis.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6961691213655723738</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-07T13:36:25.022-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Passado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Resíduos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">coisas antigas</category><title>Pata de elefante</title><description>&lt;div align="justify"&gt;

&lt;p&gt;
Cuidado, amor, cuidado! – graceja o motoboy na rua Augusta enquanto ela atravessava para o outro lado rumo ao metrô Consolação. A cidade sempre a mesma. Nem lembrava mais do &lt;em&gt;footing-in-love&lt;/em&gt; na Avenida Paulista. Tempo. Dizem que ele destrói impiedosamente até as recordações mais caras de um ser humano. Esquecera e parte dela fora destruída. Vive um momento diferente, estranho, inédito. Muitos receios, claro.
&lt;p&gt;

Dia marcado para a doação. Vasculha o armário. Peças antigas caem: jeans, vestidos de noite e casuais, blusas. Cada qual a provocar um mini flashback. Queria não sentir tão intensamente toda e qualquer coisa. Não seria infinitamente mais fácil? Deixar-se viver, não pensar, não sentir, não entristecer nem lamentar, tornar-se robótico ou vegetal. Mas era impossível, racionalizava sempre. Enche duas sacolas de passado. Ainda há muito mais a desfazer, dar, desaparecer. Nas sacolas jaziam membros de uma pessoa morta ou quase. Caminho sem volta. Uma última peça ainda na gaveta ao lado dos xales de crepe fino e lã que freqüentemente eram extensão de seus braços e costas. Um vestido usado apenas duas vezes, comprado há quase três anos no ápice da paixão derradeira. Lembrava-se do dia, da tarde, dos rostos das vendedoras na loja da rua Barão de Itapetininga. “Tantas provaram mas ele serviu bem apenas em você!” Cobiçara-o por semanas: simples, sofisticado, sensual, exótico e sóbrio simultaneamente. Modelo oriental, longo, negro, gola alta, tecido macio e fresco com dragões em relevo e detalhes dourado-claro. As aberturas laterais começavam no início da coxa, era [era?] apaixonada por fendas laterais em vestidos. Colava ao corpo, justo. Veste-o mais uma vez antes de decidir. Transformara-se em camisola. Para que guardá-lo? Dobra-o sem cuidado e o coloca por cima das outras roupas, a última peça.
&lt;p&gt;
Por alguns momentos fica indecisa se deveria livrar-se dele ou não.
&lt;p&gt;
Mais uma vez as lembranças insistem em retornar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;
Saíra da loja alegre pois sabia o efeito provocador do vestido. De partida para o terceiro encontro com o homem mais-que-perfeito levara-o na mala como uma opção para um jantar romântico. Comprara pensando nele, em como ficaria irresistivelmente sedutora. No quarto de hotel maquiava-se com o máximo capricho possível, preferia sobretudo o estilo &lt;em&gt;fifities&lt;/em&gt; de olhos bem delineados, pele lisa e batom vermelhíssimo. Estava eufórica, aérea, confiante. 
&lt;p&gt;
Uma vez com o vestido, desistira de usá-lo na segunda noite durante o jantar uma vez que o grau de sexualidade seria alto demais para a menininha escondida dentro dela. Decidiu por outro modelo menos impactante mais fechado e casual. Foram a um rodízio de panquecas no qual ambos se divertiram e comeram em excesso. O vestido ficara na mala. Contudo teve – finalmente – a oportunidade de usá-lo dois meses depois em outro restaurante. Era sábado, o local estava quase vazio, os garçons pareciam aborrecidos e os pratos de comida amontoavam-se à mesa: peixe à milanesa, batatas fritas, polenta frita, arroz, legumes, purê, salada, tudo em porções extra generosas. Ela usava uma meia calça de inverno preta e sapatos baixos. Mais tarde no quarto de hotel – desta vez acompanhada – ele capotara no colchão devido ao repasto pantagruélico enquanto ela quedara a observá-lo, frustrada pelo sono repentino. Apesar de toda aquela comida, ainda tinha fome. Sentiu-se pateta com as meias ¾ negras e rendadas enquanto o homem ressonava pesadamente. Era já o início da crise? A cidade continuava encantadora assim como seus restaurantes impecáveis. Mas e eles? O homem mais-que-perfeito roncava. Nada extraordinário para um casal que devorava porções excessivas de comida quase todas as noites, fosse no início ou madrugada. A fome dela aumentava de maneira avassaladora. Não era gula. Era fome, fome que parecia infinita, mais forte e evidente após cada sessão de sexo frustrado e forçado. Ele demorava, murchava, demorava. Ela ansiava, doloria, impacientava. Alternavam-se. Nada adianta exceto seus próprios dedos por longos minutos. Depois, a fome. Os alimentos congelados eram perfeitos assim como as torradas e pães, patês, sorvetes e chocolates. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;p&gt;
Era fome, era a fome.
&lt;p&gt;
No presente tais lembranças entristecem-na um pouco pela enésima vez. O fantasma do passado. Na verdade sentia angústia por si, morrera, apaixonara-se por uma pessoa que jamais existira. Ela mudara – ao menos de aparência – para o espanto da maioria das pessoas que a conheceram antes. Mas mudara também por dentro. A menininha agonizava e quando surgia estava acompanhada invariavelmente pelo descontrole. O medo da sexualidade a cada dia enfraquecia mais. Tornara-se cínica e mais desconfiada. O homem mais-que-perfeito nunca tivera rosto afinal. Quando estavam juntos, ele era o seu espelho, seu reflexo, seu melhor complemento. Vestia preto como ela, ouvia as mesmas músicas, tinha as mesmas preferências dela. Era romântico, meloso, delicado, cavalheiro. Quem era ele, quem é? Ela não sabe mas algo lhe diz que tal resposta inexiste até para o próprio. De uma coisa estava certa: era um vampiro e um ladrão de sonhos. Outra aceitara &lt;em&gt;tudo o que ela não quisera&lt;/em&gt;. E a cada dia parecia apagar mais e mais. Não queria isso, nunca quisera, até mesmo seria impossível. Tinha um ego forte e este a fizera resistir e não mortificar-se totalmente como a outra parecia fazer embora de forma não consciente.
Era um alívio precário mas alívio. A pata de elefante estava novamente sobre seu tórax. Olhava e não via. Na rua movimentava-se a esmo, na fila do supermercado estava anestesiada. Mas viva.
&lt;p&gt;
A campainha toca. Entrega as sacolas. Fecha a porta.
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6961691213655723738?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/vO85eyO9txg/cuidado-amor-cuidado-graceja-o-motoboy.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/03/cuidado-amor-cuidado-graceja-o-motoboy.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-8970552576169132380</guid><pubDate>Thu, 28 Feb 2008 10:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-28T07:26:41.149-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amizade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">É festa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cotidiano</category><title>Feliz aniversário Jana e Nando!</title><description>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R8aK-KfmP9I/AAAAAAAAAFk/vmMJZvkvo-c/s1600-h/om-aniversario111.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R8aK-KfmP9I/AAAAAAAAAFk/vmMJZvkvo-c/s400/om-aniversario111.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171974022655000530" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Hoje o post é dedicado especialmente aos meus amigos &lt;a href="http://www.casadeburlesco.com"&gt;Janaína&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.o_enforcado.blogger.com.br"&gt;Nando&lt;/a&gt;, os irmãos mais fofos e queridos que comemoram mais um ano de vida.
&lt;p&gt;
Meninos, espero que este seja o início de um período de renovações, esperanças, sucesso e prosperidade.
&lt;p&gt;
E no mais, um parabéns crioulo pros dois:
&lt;p&gt;

&lt;p&gt;"Parabéns, parabéns. 
&lt;p&gt;Saúde, felicidade. 
&lt;p&gt;Que vocês colham sempre todo dia paz e alegria na lavoura da amizade."

&lt;p&gt;Beijos e um abração apertado.

&lt;p&gt;
Com carinho,
&lt;p&gt;
Lika&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-8970552576169132380?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/LKaKxHCA5yI/feliz-aniversrio-jana-e-nando.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp2.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R8aK-KfmP9I/AAAAAAAAAFk/vmMJZvkvo-c/s72-c/om-aniversario111.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/02/feliz-aniversrio-jana-e-nando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-6557262953334377873</guid><pubDate>Fri, 08 Feb 2008 22:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-09T02:45:59.003-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Revoltas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Desabafos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Moderada</category><title>Por que não se calam,  sombras do mal?</title><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R60zsqfmP8I/AAAAAAAAAFc/6QasfX7ccdQ/s1600-h/42_Minor_Swords_07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164841190077906882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R60zsqfmP8I/AAAAAAAAAFc/6QasfX7ccdQ/s400/42_Minor_Swords_07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Sei que este blog está literalmente às moscas...&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Contudo, estou num período "Torre" e as mudanças estão cada vez mais próximas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Algumas já se fazem notar e isto provocou raiva, despeito e indignação nas pessoas que me conheceram ao longo da vida falso self. Já comentam à boca pequena que eu estou a tomar anfetaminas, moderadores de apetite e etc. O mais engraçado é a covardia desse povo que não tem coragem de dizer isso "na minha cara". Essas mesmas pessoas também riam de mim pelas costas (por causa do sobrepeso) e estou certa de que torcem para que eu não mantenha o peso atual e engorde tudo e mais um pouco. Algumas delas sempre foram magras, manequim 40, 55 quilos e hoje ostentam o mesmo peso que eu tinha ou mais. Desse modo, o despeito está a corroê-las de forma indisfarçável. Pude ver isso há oito dias em casa de parentes. Meu olhar é arguto demais e percebo muito bem. O problema é que esse tipo de pessoa se sente no direito de falar tudo o que pensa mas não admite ouvir uma resposta de volta. A solução? Não voltar mais lá. Fazer cara de paisagem e ouvidos moucos. Ou seja, não responder de forma alguma. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;


&lt;div align="justify"&gt;Eu, particularmente, acho extremamente desagradável tecer opiniões jocosas/negativas a respeito da aparência das pessoas. Por que as pessoas acham que têm o direito de agredir o outro? Por que não se calam (viva a frase do Rei)? Por que não tentam a modificar a própria vida ao invés de cuidar da de outrem? Silenciem e trabalhem em favor de si mesmos e deixem a aparência e a vida dos demais em paz. &lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Quanto a nós - oremos e vigiemos (de acordo com as palavras de meu pai) em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Nota: Para as pessoas que estão ao meu lado na caminhada em benefício da saúde, de mais vida e da própria autenticidade, só tenho a agradecer o apoio e o carinho recebidos. ;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Olhando no site do ex-gordo, encontrei muitas dicas valiosas para um eficaz processo de emagrecimento. Destaco uma bem pertinente a esse caso:


&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ao recusar uma guloseima, simplesmente diga "não, obrigado". Jamais abra o motivo : "estou de dieta". Em comemorações ou festividades, ao expor este motivo, pessoas ao redor, na melhor das boas intenções, podem aumentar a tentação, insistindo : "ah, só unzinho não faz mal... "ou" só um pedacinho.. ."ou" só hoje, está tão gostoso...". Melhor desculpa: "não gosto muito disso", se insistem : "pra falar a verdade, detesto isso". Ninguém insistirá, nem ficarão com pena de você, nem repararão (e comentarão) a cada semana se você está realmente emagrecendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: Ex-gordo (&lt;a href="http://www.exgordo.com.br/"&gt;http://www.exgordo.com.br/&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não falta gente oferecendo comida quando vê sua perda de peso. Isso é algo muito desagradável e chato. Lembro que antes, essas mesmas pessoas quase NUNCA me ofereciam comida, não do modo como o fazem hoje. Minha tia, por exemplo, numa tarde queria que eu comesse batatas fritas, queijo quente, café com leite (integral), bolacha, bis, sorvete. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso confessar que essas pessoas me deixam extremamente incomodadas. Primeiro creditaram meu emagrecimento a doenças, agora a remédios. É como uma espécie de fantasma a rondar sua vida presente. Nesse caso, tais parentes sempre encontram algo a criticar em minha aparência: peso, roupas, cabelo, etc. Eu só queria entender o porquê disso tudo. Não falo de ninguém, nem faço comentários sobre o aspecto físico das pessoas pois sei o quanto isso denota falta de tato e má-educação (pra dizer o mínimo). Por que elas agem desse modo comigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-6557262953334377873?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/9flevytPYwY/hello-mudanas-e-etc.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp3.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R60zsqfmP8I/AAAAAAAAAFc/6QasfX7ccdQ/s72-c/42_Minor_Swords_07.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/02/hello-mudanas-e-etc.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-781296531046994741</guid><pubDate>Mon, 07 Jan 2008 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-07T19:10:22.923-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ciclos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pausa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexões</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Início</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções.</category><title>Ritual</title><description>&lt;p&gt;
Quinhentos dias depois, o retorno, a estrada. As janelas abertas amenizavam a temperatura insuportavelmente quente. O caminho continuava igual, as placas, os carreteiros sem camisa a dirigir, os buracos. Os demais passageiros tinham um objetivo, exceto eu. No dia derradeiro – após o anúncio da morte e do choro – uma angústia predominava. Por que fazer aquilo? O que ia buscar? A sensação sempre era a mesma: um quase arrependimento. As cidades paralelas pareciam imutáveis e seus habitantes pedalavam bicicletas ou levavam crianças pela mão nos acostamentos. 
Após 300 km, as nuvens estão negras e pressinto tempo fechado na cidade-destino. As gotas começam a cair antes da divisa entre estados. Fecho a janela. À minha frente, uma mulher que se despediu da mãe na rodoviária e voltava para casa. À esquerda um casal de velhos descasca maçãs. Ao lado, mãe e filha adolescente. Poucos viajam sozinhos. O motorista é grandalhão, corado e tem um nome germânico no crachá. A velocidade indica o quanto ele tem pressa em chegar. Todos sentiam o mesmo embora ainda fosse cedo e a tarde iniciasse.
&lt;p&gt; 
Fora uma decisão emergencial mas a pressentira ao longo da semana. Fizera aquilo quase a contragosto, a desafiar sensações íntimas. A chuva cessa nas cidades vizinhas. Faz calor. Ela ainda é a mesma mas e eu? Sabia que estaria deserta e muda. Não me engano. 
&lt;p&gt;
Do décimo terceiro andar, a vista do centro antigo, arredores e calçadão. À frente um hotel vagabundo com varandinhas e letreiros coloridos. Tinha-me esquecido deles. As ruas estavam completamente vazias. À medida que escurecia, pude perceber as raras janelas acesas. No quarto a cama é confortável e por sorte há TV a cabo. Mastigo chocolates enquanto mudo os canais. O início do paz, o fim do desconforto e dos receios.  As horas começam a passar devagar. Duas comédias blockbusters. O relaxamento após muitos dias de nervosismo. Volto à janela. O relógio do prédio vizinho marca 17 agradáveis graus. Nas ruas escassos táxis. Notei pela vez primeira a iluminação diferenciada. No hotel fronteiro, um homem também espera. Apago as luzes. Sento na mini-sacada. Carpas nadam no lago. As explosões são poucas e discretas. Em muitos anos não estava completamente anestesiada e quase inconsciente. Era a paz, um quase contentamento embora ainda faltasse...uma cidade a ser verdadeiramente revelada. Diante de meus olhos, sob meus pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-781296531046994741?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/qoOo7arQreE/ritual.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2008/01/ritual.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-8929846230221948098</guid><pubDate>Wed, 12 Dec 2007 22:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-12T19:14:03.496-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eu e minha caixa de chocolate em pó</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida Moderada</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ficções</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quem se importa?</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cotidiano</category><title>Ladrões de chocolate</title><description>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R2BbXvwNyRI/AAAAAAAAAD0/nO3Lh63fSPs/s1600-h/moeda+de+chocolate.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R2BbXvwNyRI/AAAAAAAAAD0/nO3Lh63fSPs/s400/moeda+de+chocolate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143211237970921746" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt;
Sim, senhor, é uma paixão. Quer dizer... não exatamente... mas quase isso. 
&lt;p&gt;
Abdicamos de uma série de coisas, lidamos com a frustração a cada minuto, da pequenina à insuportável. Para tolerá-las lançamos mão de vários recursos, quase imperceptíveis dado o grau de sofisticação. O processo alienatório é um deles. O mergulho é profundo e o sujeito permanece desconhecido até para si mesmo. Já disseram que a sublimação é o mais alto grau de fuga possível. Mas eu escolhi outro tipo: dependência química.
&lt;p&gt;
A neurastenia predominante da sociedade atual não fora prevista nem para o mais fértil e imaginativo cérebro de um autor de ficção científica sobre o famigerado século XXI. O bombardeio faz-se a cada hora mais e mais intenso. Já não sabemos a verdade a respeito da vida em sua forma visceral. Alimentamo-nos de ilusões e fórmulas de consumo. A indústria alimentícia é parceira da farmacêutica e a cada segundo estamos mais e mais encurralados por ambas. É um estado de sítio permanente: de um lado Robinson Crusoé e do outro, eles. Tal neurastenia também é múltipla, para todos os gostos.
&lt;p&gt;
A situação piorara consideravelmente após a procriação da Vassoura de Bruxa. A praga dizimara as plantações de cacau quase por completo, o suficiente para as últimas gotas de prazer sobre a Terra desaparecerem. Somente os ianques conheciam o antídoto mas não o revelavam  e o serviço nacional de inteligência não era competente o suficiente para consegui-lo. Sem cacau, esvaíra-se a energia excitável de milhões. Os xiitas dividiram-se em duas facções numa renovada guerra fria: de um lado, os naturebáceos e seus programas de exercícios intenso e comida pseudo-pró-biótica orgânica filhos-da-soja e do outro os  aditivóides compulsivos sem controle de gordura e sugar transgeneticamente modificados.  Os naturebáceos disputavam o território com alguma vantagem numérica e, desse modo, em um país adorador de formas corporais artificialmente plastificadas e no qual um indivíduo ligeiramente encorpado não tem vez, o cacau e seus derivados foram legalmente proibidos. 
&lt;p&gt;
A proibição já durava há tempos, o chocolate fora definitivamente banido de qualquer tipo de estabelecimento comercial e incluído no rol de substâncias entorpecentes da Polícia Federal. Pouquíssimas plantações existiam e seu destino era o contrabando ilegal para o exterior. Agricultor descoberto era imediatamente detido por praticar crime inafiançável e sem direito a habeas corpus (recurso concedido apenas para atos menos danosos tais como homicídios hediondos). O cacau sobrevivia clandestinamente em roças ocultas pela cumplicidade de antigos fiscais que o conheceram e recebiam os produtos fabricados artesanalmente em troca de silêncio. Velhas cozinheiras preservavam secretamente suas receitas de bolos, pudins, bombons, trufas, mousses, sorvetes. Elas recebiam a colaboração dos raros beneficiadores de cacau e assim agiam na ilegalidade, à margem do regime  naturebáceo-aditivóide.
&lt;p&gt;
Sou um marginal, um dependente dessa substância, um pária. Observo a multidão feliz, contente e saltitante a comprar arremedos lácteos póstumos sem conhecer o sabor do leite sem estabilizantes, as vacas estão quase extintas e este tornou-se  artigo de luxo. A vida já o era antes dessa guerra estúpida. Calo-me mas eles não controlam meus pensamentos. Mulher já não amamenta pois a indústria não permite. “A fórmula com ferro para lactentes é infinitamente superior e prática, minha senhora. Dilua-a em água sem gás e sem sabor e está feito”. A horda mecânica e tapada sequer questiona o bem supremo de uma vida nutrir outra, ainda frágil, desprotegida e no início. 
&lt;p&gt;
Colaboro com o tráfico em troca de alguns gramas de chocolate preto meio amargo. Repasso receitas impressas (substituídas por e-books) culinárias herdadas de minha avó, ela tinha real amor por gastronomia. Como as receitas cujo ingrediente principal é o chocolate desapareceram, consigo ganhar algum dinheiro com o comércio de apostilas. Tenho sorte, o acervo é grande. Gastei muito tempo para digitalizar os velhos cadernos de anotações. Os cadernos, os livros, as revistas constituem a minha única herança. E assim participo da rede ilegal – lavrador-beneficiador-fornecedor de receitas-culinaristas-consumidores – atuando como traficante de receitas. Já participei da venda de produtos prontos mas quase fui assassinado: meu vício era maior e o prejuízo fora incalculável. Um dos chefões testou-me e ficou claro que eu não servia como revendedor final. As receitas de minha avó paterna salvaram-me da execução. Eu transitava por um universo violento, uma seita. Grande parte dos culinaristas morrera, outros estavam presos e as ex-indústrias de chocolate foram lacradas. Poucas sobreviveram com outros produtos não-achocolatados. Desse modo, o meio de produção do chocolate era extremamente perigoso. O efeito de intensa delícia causada por ele e seus derivados era a única recordação de uma época minimamente feliz e prazerosa. Não por acaso as imagens de chocolate derretido constituíam uma ameaça ao presente estado zumbiático da humanidade confinada em grandes centros urbanos. Em priscas eras ele fora um dos únicos consoladores das pessoas: tranqüilizante para os tensos, revigorante para os deprimidos, alegria para as crianças, companhia para os solitários. Por tê-lo conhecido na infância, quando ainda não fora expulso da sociedade pelos naturabáceos, nunca consegui deixá-lo ao longo dos anos seguintes. 
&lt;p&gt;
Sempre fui uma pessoa tensa, com transtorno de ansiedade e ansiedade antecipatória predominante. Na época da legalidade, freqüentava esporadicamente uma loja de chocolates finos cujos preços eram estratosféricos. Certa ocasião, andei quilômetros até encontrar uma loja franqueada próxima. Subi três lances de escadaria num luxuoso shopping center e a vi - pequenina e deliciosa - a oferecer barras, chumbinhos, mousses, cookies, marshmellows confeitados, wafers, trufas licoradas, bombons. Na fila do caixa – com escassos 45 gramas em mãos [o máximo permitido ao orçamento doméstico daquele mês] eu sequer tinha direito à sacola de papel pequena. A arrogância das balconistas impecavelmente penteadas, uniformizadas e maquiadas dessas lojas fez-me pensar numa transgressão – um assalto simples. A visão configurava-se em minha mente e não tardei colocá-la em prática duas semanas depois. Juntei dois amigos e esperamos o momento de fechar numa loja de rua. Foi engraçado ver o pânico nos olhos sombreados de dourado das atendentes enquanto enchiam sacos e mais sacos dos tão cobiçados produtores de deleite. Coube-me a maior parte de cacau do assalto uma vez que meus amigos preferiam o dinheiro e eu, a espécie. Ainda relembro essa noite com saudade e uma certa angústia pelo fechamento definitivo daquela rede. Desse modo comecei minha carreira criminosa e - anos depois com o advento da guerra alimentar – prosperei significativamente com o tráfico, conseqüência de minha dependência química por um dos únicos – o maior – prazeres acessíveis ao longo de uma existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-8929846230221948098?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/VrmFnv6TYwM/ladres-de-chocolate.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp1.blogger.com/_HTq8R9bWG_o/R2BbXvwNyRI/AAAAAAAAAD0/nO3Lh63fSPs/s72-c/moeda+de+chocolate.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2007/12/ladres-de-chocolate.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4712132652640391937.post-1482394755736666065</guid><pubDate>Sat, 08 Dec 2007 03:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-08T00:43:21.286-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Avisos</category><title>Retornos</title><description>Depois de um mês sem acesso à internet e apenas verificações rapidíssimas de correio eletrônico na universidade e num cyber por duas vezes, estou de volta e os textos do blog também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;&lt;img src="http://www.feedburner.com/fb/images/pub/feed-icon32x32.png" alt="" style="border:0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/ladyofcups" title="Subscribe to my feed" rel="alternate" type="application/rss+xml"&gt;Subscribe in a reader&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4712132652640391937-1482394755736666065?l=ladyofcups.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/ladyofcups/~3/Y3iY3UOPdJ8/retornos.html</link><author>noreply@blogger.com (Madalena de Vilhena)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://ladyofcups.blogspot.com/2007/12/retornos.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>
