<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966</atom:id><lastBuildDate>Tue, 20 May 2008 18:39:58 +0000</lastBuildDate><title>laranja mecânica</title><description/><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-6621554876453433325</guid><pubDate>Sun, 18 Nov 2007 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-18T14:04:48.917-02:00</atom:updated><title>Fim</title><description>O &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Laranja&lt;/span&gt; sai de férias sem data para retornar. O projeto, vinculado às aulas de Teorias da Comunicação, foi iniciado em fevereiro deste ano com os objetivos de:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;estimular debate para além do espaço da sala de aula;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;orientar os alunos na criação de blogs, usados como prática do curso de tecnologias digitais e web 2.0;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;prescrever livros, discos e filmes que ajudem a "metabolizar" idéias esparsas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;contribuir para o amadurecimento intelectual da turma;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;incitar a teimosia, a ousadia e a curiosidade;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fazer links com outros blogueiros.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Esperamos ter atingido um pouquinho de cada uma destas metas. Com o término do curso de comunicação de massa, neste semestre, fechamos um ciclo. Isso não significa que o blog será desativado, mas que, devido ao seu vínculo com a disciplina, não será atualizado até que seja provocado novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuarei com meu blog de jornalismo e coisas afins. Tenho também uma tese para terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas pessoas a agradecer, blogueiros, professores e alunos que, com seus comentários, deixaram registradas provas de que &lt;u&gt;todos têm pontos de vistas interessantes&lt;/u&gt;. Ouvi-los é uma lição de respeito, uma revolução pedagógica e política e um exercício midialógico. Em seus elogios, nos deram força para continuar. Em suas críticas, nos fizeram crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia fazer aqui a relação de todos, sob o risco de esquecer alguém. Abraço a todos com ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em especial, aqueles alunos massacrados por condições adversas, sejam econômicas, sociais, psicológicas ou físicas, que resistem todos os dias, mantendo a cabeça erguida acima do oceano de mediocridade e desinteresse que assola algumas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esses alunos, que se recusam a cumprir o destino insano de serem robôs, o &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Laranja&lt;/span&gt; é dedicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/11/fim.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-7425719802080396825</guid><pubDate>Sun, 11 Nov 2007 05:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-11T04:41:18.934-02:00</atom:updated><title>McLuhanianas</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RzaajJiGDHI/AAAAAAAAAOo/6iwnZ-w2zSc/s1600-h/mtsv11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RzaajJiGDHI/AAAAAAAAAOo/6iwnZ-w2zSc/s400/mtsv11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131458754080279666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucos livros de comunicação foram tão citados, lidos e não compreendidos, comentados, amados, odiados e - arrisco dizer - permaneceram tão atuais quanto Understanding Media (no Brasil, &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=75290"&gt;Os meios de comunicação como extensões do homem&lt;/a&gt;), de Marshall McLuhan, escrito em 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, predominavam estudos conteudísticos de comunicação, que tratavam de entendem a influência das mensagens dos meios de comunicação de massa ou, pelo viés marxista dos frankfurtianos, viam neles modernas técnicas de lavagem cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto num caso como no outro, mídias eram tecnologias cujas propriedades dependiam do uso que se fizesse delas. Poderiam ser usadas para "intoxicar" as pessoas com ideologias, erotizar as crianças com desenhos animados indecentes ou alienar o povão com novelas, esportes e noticiário da rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hã-hã. Nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para McLuhan, o maior efeito das mídias é... a própria mídia. Ou seja, é a mudança comportamental que uma tecnologia provoca em nossas vidas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV, principal objeto de estudo desse professor de literatura canadense, não nos afeta pelo seu conteúdo, mas pela percepção de realidade que passamos a ter desde que passamos a conviver com ela em nossos lares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o significado de "o meio é a mensagem": toda tecnologia cria um novo ambiente social, cultural e psíquico. O que interessa é a FORMA, não o conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo de uma mídia não é sua pretensa mensagem, mas outra mídia, anterior a ela, transformada, reprocessada, hibridizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McLuhan fez em comunicação o que Paul Cézanne fez em arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Do alfabeto à internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O alfabeto mudou radicalmente a civilização baseada na oralidade. Ele "shapeou" o raciocínio lógico linear (da esquerda para a direita), sequencial, analítico e fragmentado. Com a imprensa, passamos a acumular cultura "morta" nas prateleiras e disseminamos o saber, antes restrito a poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem que a evolução das mídias não ocorre em todos os lugares e ao mesmo tempo. Convivemos, mesmo hoje, com sociedades tribais, pré-gutemberguianas, que ainda não dominaram a tecnologia do alfabeto, em que a cultura é viva, orgânica, e o conhecimento, transmitido pela oralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que essa evolução ganhou velocidade, o que nos permitiu enxergar mudanças em escalas temporais menores. Com os meios eletrônicos - a TV o principal deles -, McLuhan dizia que retornamos a uma condição tribal, o que ele chamou Aldeia Global, pelo seu apelo coletivo, participante e sinestésico (explico isso mais à frente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dizia que os jovens sacaram tudo intuitivamente, com suas atitudes rebeldes, com o rock'n'roll (e todas suas tribos, danças, rituais e templos sagrados), e que os detratores da TV estavam usando lentes gastas das velhas mídias. Míopes feito toupeiras com doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso trocar de pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos transformação semelhante hoje com as tecnologias digitais. Como vamos compreender o mundo contemporâneo sem entender que o meio é a mensagem, que pouco interessa o "conteúdo" da internet (se tem lixo ou não, se é perigosa ou não, se emburrece ou não), mas sim o fato de não vivemos sem Google, email e todas as novas formas de comunicação discutidas no &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Laranja&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Efeitos sensórios da TV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os meios são extensões do homem. Com isso, McLuham quis dizer que todos os meios de comunicação prolongam alguma faculdade humana, física ou psíquica. Por exemplo, a roda, prolongamento do pé, livro, do olho, roupa, da pele, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por esta razão que os efeitos/mensagens das mídias são mudanças de percepção - porque eles redimensionam um ou alguns de nossos aparelhos sensórios e, com isso, redesenham nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do alfabeto, o ouvido era o órgão mais necessário para sobrevivência, pois nos orientava no mundo oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o alfabeto, e registro do pensamento em imagens (letras), trocam-se ouvidos por olhos. E, consequentemente, passamos a sofrer da estranha "síndrome de São Tomé": só acredito vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a TV? Segundo McLuhan, com sua imagem de baixa definição, "mosaicada", envolve todos sentidos simultaneamente (isso quer dizer sinestesia). �? tátil. Como se juntássemos as imagens com os dedos para formar uma imagem. Por isso, segundo McLuhan, ela hipnotiza, absorve por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí já dormiu com a TV ligada ou automaticamente, ligou a TV assim que chegou em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV curto circuita o pensamento. Fala ao corpo, não à mente. O pensamento exige análise e reflexão. E isso é tudo que não fazemos quando assistimos TV. Não é a toa que engole a maior fatia do bolo orçamentário em publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cibercérebro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se os meios anteriores projetavam faculdades corpóreas no espaço físico, a era eletrônica, diz McLuhan, expande o sistema nervoso: em outras palavras, todos sentidos. E os meios de comunicação atuais, projetam o quê? A respeito disso, McLuhan foi profético:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Estamos nos aproximando rapidamente da fase final da extensões do homem: a simulação tecnológica da consciência, pela qual o processo criativo do conhecimento se estenderá coletiva e corporativamente a toda a sociedade humana, tal como já se fez com nossos sentidos e nossos nervos através dos diversos meios e veículos" (p.17).&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Tendo prolongado ou traduzido nosso sistema nervoso central em tecnologia eletromagnética, o próximo passo é transferir nossa consciência para o mundo do computador (p. 81).&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Expansão da consciência é isso aí, bicho. Quem precisa de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Concluindo sem concluir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seria impossível neste espaço discutir toda a complexidade desta obra e do pensamento de McLuhan. Espero ao menos não ter complicado mais o entendimento de uma idéia básica do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a indicação de um dos poucos livros de comunicação e cultura de massa dos anos 70 que não servem só para enfeitar as estantes e servir de criadouro de ácaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em ácaros, comprem em sebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E troquem de pele, antes que amanheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reprodução de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; La Montagne Sainte-Victoire&lt;/span&gt; (1885-1895), de Paul Cézanne.&lt;/span&gt;</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/11/mcluhanianas.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-1284437718998733625</guid><pubDate>Sat, 03 Nov 2007 06:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-03T06:29:58.047-02:00</atom:updated><title>Anotações sobre Walter Benjamin</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RywbEQbSACI/AAAAAAAAAOI/0Odle_Ln6rg/s1600-h/walter_benjamin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RywbEQbSACI/AAAAAAAAAOI/0Odle_Ln6rg/s400/walter_benjamin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128503835610972194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Somente pelo contexto histórico, ou por um equívoco, pode-se estudar hoje Walter Benjamin como integrante da Escola de Frankfurt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias do "bruxo", que se suicidou na fronteira Paris-Espanha para fugir do nazismo em 1940, diferem das de Adorno e Horkheimer em abordagem metodológica e teórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin deslocou a crítica dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; do centro para a periferia. Ele pensou nas margens, e nisso antecipou os pós-modernos. Nesse ponto temos um diferencial metodológico. Interessava menos um sistema filosófico do que os retalhos do pensamento para dar conta da fragmentação da História e dos valores provocada pela experiência (pós) moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teórico. Para os frankfurtianos, a análise da sociedade "midiatizada" consistia em denunciar os meios de comunicação de massa como instrumentos de dominação e opressão do Capital. Benjamin, ao contrário, se interessa por novos códigos sociais, culturais e estéticos condicionados pelas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para montar esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;puzzle&lt;/span&gt;, ele vai buscar as peças nas cidades, na fotografia, no cinema e na literatura (Kafka, Proust, Poe, Baudelaire). Daí as margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=55464&amp;amp;sid=2016464299106801149635553&amp;amp;k5=133D2C00&amp;amp;uid="&gt;A Obra de Arte na �?poca de sua Reprodutibilidade Técnica&lt;/a&gt; é sua obra mais conhecida e estudada nos cursos de comunicação. Escrita em 1936, permanece atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese defendida no livro é que, com a aceleração das técnicas de reprodução, a obra de arte perde sua "aura", ou seja, aquilo que faz dela algo &lt;u&gt;único&lt;/u&gt;. �? a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mona_Lisa"&gt;Mona Lisa&lt;/a&gt; multiplicada em cópias que a distanciam do original no &lt;a href="http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp"&gt;Museu do Louvre&lt;/a&gt;, em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto interessante é que, ao invés de ver nisso a decadência, Benjamin aponta para uma mudança de valores artísticos. E isso ficaria evidente com as vanguardas do século XX, principalmente na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pop_art"&gt;Pop Arte&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esforço de Benjamin consiste em traçar, principalmente no cinema e na fotografia, a colcha de experiências sensoriais e cognitivas trazidas pelas novas tecnologias de comunicação. E o danado vai investigar isso naquele receptor que Adorno imaginava ser um imbecil completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outro olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo, segundo ele, é uma nova forma de sentir e entender o mundo. Estamos distantes de Adorno, que viu, com os olhos cansados da Europa, somente perdas. Em Benjamin, abrem-se perspectivas de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;democratização do conhecimento - os bens culturais são distribuídos e o público fica mais próximo das obras, ou o inverso, a arte e a cultura descem do Olimpo e de espaços sagrados para invadir salas de cinema e o espaço urbano. Diz ele:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;blockquote&gt;"Entre o autor e o público, a diferença, portanto, está em vias de se tornar cada vez menos fundamental. Ela é apenas funcional e pode variar segundo as circunstâncias (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Poderia ter sido dito hoje, não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;alargamento da realidade - vejam a reprodução do quadro de T. Géricault, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corrida de Cavalos em Epson&lt;/span&gt; (1821):&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RywmMgbSADI/AAAAAAAAAOQ/wtTQ1gv0SjI/s1600-h/theodore-louis-jean-gericault-das-derby-in-epsom-03570.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RywmMgbSADI/AAAAAAAAAOQ/wtTQ1gv0SjI/s400/theodore-louis-jean-gericault-das-derby-in-epsom-03570.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128516071972798514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, agora, essa reprodução da sequência de fotos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Movimento de um cavalo a galope&lt;/span&gt; (1872), de E. Muybridge:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rywm0gbSAEI/AAAAAAAAAOY/23HGE-xoJq8/s1600-h/e.muybridge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rywm0gbSAEI/AAAAAAAAAOY/23HGE-xoJq8/s400/e.muybridge.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128516759167565890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;Com a pintura, a fotografia e o cinema, temos modos diferentes de ver o mundo. Notem os cavalos desengonçados capturados pelas lentes da câmera, como diferem da harmonia representada pelo pintor.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;resistência política - recentemente, os conflitos em Myamar (antiga Birmânia), tendo os monges budistas à frente dos confrontos com a política, foram registrados por blogs, câmeras digitais e redes sociais na internet. Esse é um exemplo de como as tecnologias não servem somente ao Estado, como afirmam os frankfurtianos, mas também ao povo.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leituras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;"Gastaram-se vãs sutilezas a fim de se decidir se a fotografia era ou não arte, porém não se indagou antes se essa própria invenção não transformaria o caráter geral da arte; os teóricos do cinema sucumbiram no mesmo erro."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Creio que a frase acima sintetiza bem o contraponto de Benjamin em relação aos seus contemporâneos. A questão não é tentar compreender o novo com parâmetros antigos, mas tentar entender uma nova realidade que nos é apresentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguns autores que aguardam nas estantes por uma leitura mais atenta. O "bruxo", volta e meia, me lembra que está na fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto semana que vem com a última aula: titio McLuhan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agradeço ao &lt;a href="http://www.o-prima.blogspot.com/"&gt;Diego&lt;/a&gt; pelo diálogo e interesse.&lt;/span&gt;</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/11/anotaes-sobre-walter-benjamin.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3011962151470073948</guid><pubDate>Sun, 28 Oct 2007 00:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-27T22:56:26.120-02:00</atom:updated><title>Pensamento em ruínas: o legado da Escola de Frankfurt</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RyPSqQbSAAI/AAAAAAAAAN4/gsDrUkdWUvg/s1600-h/metropolis00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RyPSqQbSAAI/AAAAAAAAAN4/gsDrUkdWUvg/s400/metropolis00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126172424283488258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há 60 anos, Theodor Adorno e Max Horkheimer publicaram &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=168692&amp;amp;sid=2016464299106801149635553&amp;amp;k5=14F08D29&amp;amp;uid="&gt;Dialética do Iluminismo&lt;/a&gt; (1947), em que, com o conceito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;indústria cultural&lt;/span&gt;, davam outro direcionamento aos estudos de comunicação de massa. A questão é: o que nos resta de válido na Teoria Crítica para entender processos contemporâneos de comunicação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Iluminismo é um movimento do século XVIII, influenciado pelo sucessos científicos, que pregava ser a razão o guia supremo no progresso da humanidade. Era um ataque ao poder político da Igreja Católica, que representava o retrocesso e o obscurantismo (situação representada em &lt;a href="http://imdb.com/title/tt0416449/"&gt;300&lt;/a&gt;. Confiram!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os frankfurtianos, como ficaram conhecidos os teóricos do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt, Alemanha, vinham dessa tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação de massa parecia realizar os ideais iluministas de unificar a humanidade, democratizando o conhecimento e os valores ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Adorno e Horkheimer viram na utopia um pesadelo: ao invés de trazer a iluminação, reduzia o indivíduo a uma condição alienante e vulgar.  O que era "democratizado" era a servidão voluntária e a imbecilidade. Ao invés de libertar o homem, o aprisiona ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;�? uma teoria carregada de pessimismo, explicado pelo fato desses pensadores, judeus alemães, terem vivido o horror dos regimes nazifascistas, que usavam os meios de comunicação para disseminar o ódio  racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas análises, os frankfurtianos se valeram da teoria marxista, que formava o único conjunto de idéias com força suficiente para fazer uma crítica social. Consistia em analisar a cultura como produto de condições socioeconômicas e como ideologia. Daí eles substituírem o termo cultura de massa por indústria cultural:  porque cultura (ideologia) só pode vir de cima pra baixo, produzida pelas classes dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indústria cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em poucas palavras, indústria cultural  são produtos culturais - músicas, livros, filmes, etc - transformados e consumidos como mercadoria, cuja única finalidade é manter e reproduzir o sistema político e financeiro dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí temos duas coisas. Primeiro, vendem-se canções como vendem-se cuecas. E também produzem-se canções como cuecas. Tudo igual para atender um consumidor apático. E, segundo, faz-se isso com o objetivo demoníaco de controlar, vendendo felicidade para um público infantilizado que, assim, é mais fácil ser arrebanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industria cultural não faz mais do que reproduzir, no momento de lazer, e em forma de cultura, as relações de dominação social, para impedir que o trabalhador tome consciência de sua exploração. Não tanto pelo conteúdo, mas pela repetição, padronização e nivelamento por baixo dos bens. Diverte-se quando deveria se fazer pensar (alguém aí pensou em TV aberta e rádios FM? Pois é, é por aí).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Filme e rádio não têm mais necessidade de serem empacotados como arte. A verdade, cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia (...) Filme e rádio se autodefinem como indústria, as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores-gerais tiram qualquer dúvida sobre a necessidade social de seus produtos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A racionalidade técnica hoje é a racionalidade do próprio domínio, é o caráter repressivo da sociedade que se auto-aliena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"�? o triunfo do capital investido. Imprimir com letras de fogo sua onipotência - a do seu próprio padrão - no âmago de todos os miseráveis em busca de emprego, é o significado de todo filme, independentemente do enredo que a direção da produção de vez em quando escolhe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Logo se pode perceber como terminará um filme, quem será recompensado, punido ou esquecido; para não falar da música ligeira onde o ouvido acostumado consegue, desde os primeiros acordes, adivinhar a continuação, e sentir-se feliz quando ela ocorre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O amusement (divertimento) é o prolongamento do trabalho sob o capitalismo tardio. Ele é procurado pelos que querem subtrair-se aos processo de trabalho mecanizado, para que estejam de novo em condições de afrontá-lo. Mas, ao mesmo tempo, a mecanização adquiriu tanto poder sobre o homem em seu tempo de lazer e sobre sua felicidade, determinando integralmente pela fabricação de produtos de divertimento, que ele apenas pode captar cópias e as reproduções do próprio processo de trabalho. O pretenso conteúdo é só uma pálida fachada; aquilo que se imprime é a sucessão automática de operações regulares. Do processo de trabalho na fábrica e no escritório só se pode fugir adequando-se a ele mesmo no ócio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Divertir-se significa estar de acordo (...) Divertir-se significa que não devemos pensar, que devemos esquecer a dor, mesmo onde ela se mostra. Na sua base do divertimento planta-se a impotência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A publicidade é seu [da indústria cultural] elixir da vida (...) Técnica e economicamente, propaganda e indústria cultural mostram-se fundidas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Considerações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O problema da crítica de Adorno e Horkheimer é que não deixa espaço para pensar o popular, a cultura que vem do povo (massa). Tudo para eles se reduz a um sistema nefasto de manipulações. �? um ponto de vista elitista e extremamente enviesado. E, além disso, coloca num mesmo saco de gatos produtos de baixa qualidade, filmes artísticos e músicas como o jazz, por exemplo. Só pensam do ponto de vista do emissor e em processo de dominação. Como percebeu a Soraya, é uma teoria "muito fechada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, apesar de todo sucesso nas universidades brasileiras nos "anos de chumbo" (lógico! ou se era de esquerda ou alinhado à ditadura), a Escola de Frankfurt sofreu um declínio  e foi relegada ao historicismo das teorias de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outra sorte estava destinada a Walter Benjamim. Assunto para semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reprodução de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metropolis&lt;/span&gt; (1927), de Fritz Lang.&lt;/span&gt;</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/10/pensamento-em-runas-o-legado-da-escola.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-6966682025017638343</guid><pubDate>Sun, 21 Oct 2007 21:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-21T19:59:40.031-02:00</atom:updated><title>um post sobre nada</title><description>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/hY4n6DPIx_4" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/hY4n6DPIx_4" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;(...)&lt;br /&gt;- e voce faz o que?&lt;br /&gt;- sou jornalista, trabalho no xxxxx.&lt;br /&gt;- ah...&lt;br /&gt;(moça-nem-tao-gostosa faz cara de merda)&lt;br /&gt;- que foi?&lt;br /&gt;- nao...&lt;br /&gt;- fala!&lt;br /&gt;(rapaz-nem-tao-bem-de-vida insiste)&lt;br /&gt;- desculpe. nao vai dar certo.&lt;br /&gt;- por que?&lt;br /&gt;- nao gosto de jornalistas. estao sempre se metendo na vida dos outros ou vivendo às custas da desgraça alheia.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;(rapaz pensa um pouco. um pouco)&lt;br /&gt;- e voce, faz o que?&lt;br /&gt;- eu?&lt;br /&gt;- é.&lt;br /&gt;- operadora de telemarketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;video: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tarantino's mind&lt;/span&gt;.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/10/um-post-sobre-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-2480397321980618765</guid><pubDate>Sun, 14 Oct 2007 16:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-14T14:44:28.021-02:00</atom:updated><title>Tropa de Elite</title><description>Chovia. Entrei no velho cine Roxy desarmado: não havia assistido à versão "genérica" e evitado acompanhar toda polêmica. Somente ali, na intimidade do cinema, pude tentar entender - um pouco - o fenômeno. Adolescentes rindo ao verem uma mulher sendo torturada. Gritando "Atira logo, vai!", enquanto o policial mirava a calibre 12 na cara de um traficante. Na nossa cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisco alguns comentários. O que &lt;u&gt;não farei&lt;/u&gt; aqui é discutir o mérito da obra, por falta de competência mesmo. O que me interessa é o fenômeno "Tropa de Elite", com estimados 11 milhões de espectadores, graças ao "pirateamento" precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos atrai no Capitão Nascimento? Solução prática. Polícia desonesta? Políticos corruptos? Assistencialismo hipócrita? Burguesia babaca? Traficantes sem alma? Senta o dedo!!! "Missão dada é missão cumprida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhamos todos os dias, calados e humilhados, na hora da saída. Capitão Nascimento é nosso irmão mais velho. Porque nos falta culhão para enfrentar nossos problemas."Caveeeera, porra!" Nosso grito de libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RxJFX_Dy9EI/AAAAAAAAANY/73ay16sdq2Y/s1600-h/foto12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RxJFX_Dy9EI/AAAAAAAAANY/73ay16sdq2Y/s400/foto12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121232004640339010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dois argumentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O primeiro: "O tráfico é sustentado por consumidores de drogas. Jovens de classe média alta são consumidores de drogas. Logo, o tráfico é sustentado por jovens de classe média alta". Não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propagandas "contra as drogas" são uma forma de evitar o assunto. A última moda é culpar o maconheiro e eximir responsabilidades. Somos tratados como crianças que precisam ser repreendidas ("Diga não às drogas!") e martirizadas pelos vícios. Crianças que ainda não tiveram completo amadurecimento e, por isso, são incapazes de entender e debater assuntos complexos. Conveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo: "Policial honesto é policial que combate o crime. Combater o crime e torturar e matar. Logo, policial honesto é policial que tortura e mata". Também não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer especialista sério em segurança pública vai dizer que repressão é apenas uma parte de um conjunto de ações, que envolve educação, geração de empregos, etc. E que polícia eficaz - e honesta - trabalha com inteligência, dados, mapeamento e tecnologia. Daí para o clichezão de que "estamos em guerra", para justificar métodos violentos, é forçar a barra, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê? Senta o dedo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O sucesso do cinema nacional é o seguinte: os cineastas descobriram que a realidade brasileira é mais estranha que a ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na blogosfera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wagnermoura.blogger.com.br/"&gt;Wagner Moura&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://obope.blogspot.com/"&gt;O Bope&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://capitaonascimento.wordpress.com/"&gt;Capitão Nascimento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crédito da foto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agência O DIA</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/10/tropa-de-elite.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-7754984809366930827</guid><pubDate>Sun, 07 Oct 2007 00:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-07T23:56:05.110-03:00</atom:updated><title>TV Digital não é TV!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RwgmTfDy9BI/AAAAAAAAANA/FNPECuUIdB0/s1600-h/simpsons.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RwgmTfDy9BI/AAAAAAAAANA/FNPECuUIdB0/s400/simpsons.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118383092703360018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Definição científica: TV é aquele aparelho com tubo de raios catódicos e uma antena com bombril na ponta que todo mundo tem em casa e usa pra assistir novela, Sílvio Santos, Copa do Mundo e Jornal Nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E, quando éramos crianças, passávamos as tardes assistindo desenhos japoneses na Record e "Bambalalão" na TV Cultura (ah, Gigi!). Lembram disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é - ou era - a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TV digital é outra coisa. Titio McLuhan já dizia que os efeitos da TV decorrem de sua imagem fragmentada, imagem-mosaico, ou seja, da tecnologia (forma, não conteúdo, é o que importa). Já a TV digital tem uma imagem que faz seu parente mais próximo ser a fotografia ou o cinema. McLuhan foi claro a respeito disso em &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=75290"&gt;Understanding Media&lt;/a&gt; (pp. 351-352 da ed. brasileira):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A imagem do filme apresenta muitos milhões mais de dados por segundo, e o espectador não tem de reduzí-los drasticamente para formar sua impressão. Ao contrário, tende a aceitar a imagem integral, como uma entrega já encaixotada. Em contraste, o espectador do mosaico TV, com o controle técnico da imagem, inconscientemente reconfigura os pontos numa obra de arte abstrata, que se aproxima das estruturas de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_Seurat"&gt;Seurat&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges_Rouault"&gt;Rouault&lt;/a&gt;. Se alguém perguntasse se tudo isso não mudaria, caso a tecnologia acelerasse o caráter da imagem da TV até aproximá-la do nível de dados-informação do cinema, bastaria responder com a pergunta: "Podemos alterar uma caricatura, acrescentando detalhes de perspectiva, de luz e sombras?". A resposta é "Sim" - só que não seria mais uma caricatura. Nem a TV "aperfeiçoada" seria mais televisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Então não é TV? �? e não é (putz!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que muda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A TV digital tem estréia marcada no Brasil para dia 2 de dezembro em São Paulo. Na semana passada, começou a ser veiculada a &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=3CwvKSTCxMM"&gt;campanha do governo&lt;/a&gt;. E, afinal de contas, o que muda:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qualidade de som e imagem&lt;/span&gt;. A imagem da TV analógica tem proporção 4:3 (relação largura/altura), enquanto a digital é 16:9, como a tela do cinema. Já o som, que já foi mono e estéreo (dois canais, como nas antigas caixas de aparelhos de som), será &lt;span style="font-style: italic;"&gt;surround&lt;/span&gt;, com até seis canais&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adeus ao bombril&lt;/span&gt;: o sinal da TV digital pega ou não pega, do mesmo modo que na TV por assinatura - que é digital mas não é ainda HDTV (High Definition Television). O liquidificador da mamãe não vai mais impedir a gente de assistir "Zé Colméia"!&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Variedade na programação&lt;/span&gt;: o modelo vai permitir dividir a tela para ver ângulos diferentes da cena ou assistir mais de um programa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fim dos horários marcados&lt;/span&gt;:  será possível gravar programas para assistir na hora que der na telha. Não precisaremos mais nos reunir às 2oh15 na frente da TV para o encontro com William Bonner e Fátima Bernardes.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Interatividade&lt;/span&gt;: leia-se "comprar coisas inúteis até estourar o cartão de crédito e ajudar as TVs a contarem acesso para faturamento com publicidade". Não é só isso. Desculpem, estou num humor do capeta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais opções de canais de TV aberta&lt;/span&gt;: hum... essa eu quero ver.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mobilidade&lt;/span&gt;: a nova técnica vai possibilitar assistir TV no notebook, palm, celular, carro e até na porta da sua geladeira, dependendo do grau avançado de sua insanidade.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas não se animem muito que a gostosa é TRAVECO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo digital tem um preço. São R$ 700 paus pelo aparelho conversor (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;set-top box&lt;/span&gt;). E, caso você seja um desses neoludistas que não tem nem email e se recusa a comprar uma TV nova a prestação nas Casas Bahia,  vai voltar à era paleozóica em 2016.  Essa é a data de morte da TV analógica brasileira, decretada pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é tudo maquiagem. Por enquanto, &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/10/02/idgnoticia.2007-09-27.0771115865/"&gt;parece que os benefícios ficarão restritos ao primeiro item&lt;/a&gt; - qualidade de imagem e som -, pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por último, ao que tudo indica, teremos o mesmo ócio da TV aberta brasileira. "Bem amigos da Rede Globo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o Kiko?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas agora eu te pergunto: quem quer TV digital? Confesso que adoro TV, principalmente de  ver filmes e reprises de seriados de madrugada. Mas quando assisto TV, quero ser, com perdão da palavra, receptor passivo. Não quero saber de interatividade! Quero tomar cerveja e comer pizza vendo mulher pelada. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando quero sair dessa condição bestial, vou pra frente do PC atualizar blog e fuçar no YouTube. Tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O YouTube foi a grande novidade em termos de vídeos. Nos tirou do sofá e jogou no mundo da comunicação, da web social. Não canso de dizer, &lt;u&gt;não existe essa de 'fim do jornal, fim da TV, etc'. São hábitos que mudam&lt;/u&gt;. �? uma visão pragmática de mídias que venho amadurecendo nos blogs, contando com a paciência de alguns amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alfabetização em mídias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São somente alguns tópicos para discussão. Ainda é cedo pra fazer análises. Existem outros formatos em teste, como o &lt;a href="http://www.joost.com/"&gt;Joost&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Negocios/0,,AA1646336-5600,00.html"&gt;IPTV&lt;/a&gt;. Vamos esperar pra ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância disso tudo é pensar modelos de negócios, gestão e publicidade. O conteúdo terá que ser adaptado, como no caso das &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL140164-5605,00.html"&gt;novelas&lt;/a&gt; e da publicidade, que deve investir no merchandising.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é urgente. Somos ainda semi-analfabetos em mídias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/10/tv-digital-no-tv-but-whos-care.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-4013531367435529657</guid><pubDate>Sun, 30 Sep 2007 04:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-30T02:24:11.982-03:00</atom:updated><title>Dividindo o bolo</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv8vHfDy8-I/AAAAAAAAAMM/Yu-cCZxuTIQ/s1600-h/cakes01_lg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv8vHfDy8-I/AAAAAAAAAMM/Yu-cCZxuTIQ/s400/cakes01_lg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115859507359183842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foram divulgados nas últimas semanas novos dados sobre a internet brasileira.  Com o aumento na venda de computadores e o maior número de pessoas com acesso à internet (30,1 milhões em agosto, segundo dados no &lt;a href="http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&amp;amp;proj=PortalIBOPE&amp;amp;pub=T&amp;amp;nome=home_materia&amp;amp;db=caldb&amp;amp;docid=BFC78A2E631FF756832573640064164D"&gt;Ibope/NetRatings&lt;/a&gt;), a receita publicitária na web registrou aumento de 40,16% no primeiro semestre deste ano, de acordo com o &lt;a href="http://www.iabbrasil.org.br/home.aspx"&gt;Interactive Advertising Bureau (IAB) Brasil&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o mercado total, que inclui as mídias tradicionais, teve queda em 3,6% (leia &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070929/not_imp58146,0.php"&gt;matéria do Estadão&lt;/a&gt; de sábado). Os jornais tiveram aumento inexpressivo 0,75%, as revistas queda de 2,78% e na TV o faturamento caiu 5,16%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto de outro ângulo, a internet tem ainda uma fatia pequena do bolo orçamentário da mídia brasileira (o que explica o balanço negativo do mercado). Os R$ 221 milhões movimentados representam apenas 2,7% do total (nos EUA, a fatia é de 6%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando os gráficos, podemos estimar que este panorama tende a mudar. Os portais são hoje a segunda mídia de massa, perdendo somente para a TV aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as pessoas não somente compram pela internet, mas buscam informações de produtos e orientam suas compras pela rede. No setor de notícias, a web é a principal estratégia de sobrevivência encontrada por jornais e revistas frente ao declínio de número de assinantes e vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, meus caros, como a universidade tem preparando vocês para esse mundo novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post scriptum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caso tenha passado despercebido, estou atualizando os blogs apenas aos finais de semana. Falta de tempo? Arghhhhh... odeio essa frase!! Falta de tempo não quer dizer &lt;u&gt;nada&lt;/u&gt;. Se não tenho tempo para fazer alguma coisa é simplesmente porque dou privilégio a outras. Tempo pessoal é organização e hierarquização de prioridades. Entããããão... tive que priorizar outros compromissos. Por isso reduzi minha atividade blogueira nesse final de semestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo na patroa!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/dividindo-o-bolo.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-562739868499978466</guid><pubDate>Sat, 29 Sep 2007 23:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-29T21:39:40.169-03:00</atom:updated><title>Revisão</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv7qcPDy88I/AAAAAAAAAL8/i0oYuoZBLr8/s1600-h/93147454_cee5e0ff35_m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv7qcPDy88I/AAAAAAAAAL8/i0oYuoZBLr8/s320/93147454_cee5e0ff35_m.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115783997539152834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Descobrimos coisas muito interessantes com as teorias da comunicação de massa. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro&lt;/span&gt;. Os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; são os principais vetores de socialização do mundo moderno. Agora você me pergunta - o que quer dizer isso? Significa que, em determinado momento, mais ou menos no início do século XX,  nos demos conta de que nossas vidas passariam, cada vez mais, a gravitar em torno das tecnologias de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que fizemos? O que todo ser humano faz quando encontra uma criatura nova. Domesticação. Criamos um saber e seus aparatos: faculdades, teses acadêmicas, professores e motéis e padarias (para aguentar essa aporrinhação toda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segundo&lt;/span&gt;. Que o controle e uso racional dos meios de comunicação seriam úteis, indispensáveis, para o gerenciamento da democracia. Como pensar a política do século XX sem fotos e imagens das guerras, sem debates eleitorais na TV, sem escândalos políticos nos jornais? Não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta façanha de "estetizar o político", como diria W. Benjamin (mas isso é papo para as próximas aulas), o povo converte-se em massa. E institui-se o modelo emissor/receptor. Brilhante! Agora podemos manipular as pessoas, de forma que elas comprem produtos, escolham candidatos e aprovem emendas orçamentárias para departamentos de defesa. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manipular ou não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Teoria Hipodérmica, baseada na psicologia behaviorista e nas idéias de Pavlov (aquele do cachorrinho que babava ao ouvir a sineta), temos o poder de manipular as pessoas. Afinal, os efeitos das mensagens são diretos e imediatos, com reação espontânea, como se fosse uma tática de condicionamento. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias posteriores, como a defendida pelos&lt;a href="http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/os-funcionalistas.html"&gt; funcionalistas&lt;/a&gt;, relativisaram essa influência da mídia. Diferenças culturais, psicológicas e sociais impediriam o recebimento da mensagem de forma homogênea. Podemos, no máximo, persuadir ou influenciar. Seduzir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, agradeço as discussões em classe sobre o assunto. Particularmente, a despeito de teóricos que ainda acreditam em manipulação e teorias conspiratórias, não creio que seja assim. Esse tipo de pensamento pressupõe que as pessoas não são capazes de desenvolver pensamento crítico e agir com autonomia. Em resumo, que são idiotas. Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hipnose&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fui hipnotizado pela primeira vez em uma aula do &lt;a href="http://www.calazans.ppg.br/home.htm"&gt;prof. Calazans&lt;/a&gt; e depois, em terapias. Um princípio básico da técnica de hipnose diz que &lt;u&gt;você só é hipnotizado se assim o quiser&lt;/u&gt;. Caso se mantenha alerta, o troço não dá certo. Não rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é tão importante uma disciplina de crítica de mídias, ou algo do gênero. Para que as pessoas desenvolvam o espírito crítico. Para que mantenham-se em alerta quando lêem um jornal ou assistem uma propaganda no intervalo das novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe manipulação para quem quer ser manipulado. Não me venham com esse papo de que somos inocentes! Não somos tão idiotas ou passivos quanto aquele receptor ideal das teorias da comunicação de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Informação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Havia prometido &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler"&gt;spoilers&lt;/a&gt; da prova. Pois bem, vou pedir que repitam aquele exercício de teoria da informação, identificando elementos de ruído e redundância no anúncio abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv7pTfDy87I/AAAAAAAAAL0/RHdratx4egY/s1600-h/doriana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Rv7pTfDy87I/AAAAAAAAAL0/RHdratx4egY/s320/doriana.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115782747703669682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não existe certo ou errado. Existem argumentações lógicas decorrentes do domínio de nossas ferramentas - as teorias. Promover essa base argumentativa na comunidade acadêmica é o efeito a longo prazo almejado pela disciplina "Teorias da Comunicação". Alice, continue seguindo o coelho doidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afinal de contas, publicidade: mensagem persuasiva ou estética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Próximas aulas&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;Escola de Frankfurt&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Walter Benjamin&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Marshall McLuhan&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Com fé, chegaremos lá!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/reviso.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-5843063361054626501</guid><pubDate>Sun, 23 Sep 2007 05:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-25T15:19:58.691-03:00</atom:updated><title>O segredo da mente zen</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RvX7QcXbFNI/AAAAAAAAALs/v5kDBWPj6XI/s1600-h/zazen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RvX7QcXbFNI/AAAAAAAAALs/v5kDBWPj6XI/s320/zazen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113269211859981522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ignorância é conhecimento possível. Tudo aquilo que podemos vir a saber. Trace uma circunferência ao redor de tudo o que você já sabe e outra, ao redor do que ainda não sabe. Ao primeiro conjunto chame arrogância. Ao segundo, sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certeza" é uma boa palavra para se colocar em lápides e obituários. Certeza é quando nos fechamos na primeira circunferência, restrita, e fechamos os olhos ao infinito. Bloqueamos assim o acesso à ignorância e à evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mas conhecimento não é algo fácil. �? preciso ruminar idéias e costurar informações. Isso vem com a experiência, com a prática. Exige esforço e paciência. E o custo é alto. Somos obrigados a buscar ambientes propícios ao desenvolvimento da complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;�?s vezes, mas somente às vezes, penso que a universidade é um dos ambientes mais inóspitos  para sermos ignorantes. �? tudo processado, quando deveria ser processual. São tantas certezas que a mente sofre envelhecimento precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Os zen-budistas consideram necessário, no caminho da iluminação, a mente zen, mente aberta, livre de hábitos, sempre disposta  ver as coisas como se fosse únicas e originais. Nunca sei, estou sempre aprendendo. Sempre aprendiz, nunca mestre. Este é o segredo da mente zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ótima semana a todos!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/o-segredo-da-mente-zen.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-2342122405617557794</guid><pubDate>Sun, 16 Sep 2007 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-16T17:10:08.129-03:00</atom:updated><title>Os funcionalistas</title><description>Na aula passada discutimos como a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_funcionalista"&gt;escola Funcionalista&lt;/a&gt; de Comunicação de Massa relativizou aquela visão da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_hipod%C3%A9rmica"&gt;Teoria Hipodérmica&lt;/a&gt; de que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; têm o poder de manipular as pessoas, exercendo efeitos diretos e de forma homogênea sobre os receptores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, empregavam-se técnicas pavlovianas e de controle da opinião pública. Afinal, se funcionou com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler"&gt;Hitler&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benito_Mussolini"&gt;Mussolini&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Stalin"&gt;Stalin&lt;/a&gt;, poderia funcionar em regimes democráticos. Com a vantagem de se economizar em métodos coercitivos, de custos maiores e resultados nem sempre satisfatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia é coisa perigosa... o povo tem essa mania besta de decapitar rainhas, levantar barricadas, queimar pneus, contestar absolvição de senadores, etc. Ainda bem que governos têm um aparato de relações públicas, jornalismo e propaganda para convencer os eleitores a apoiar guerras e administrações fraudulentas. Nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que teóricos como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_K._Merton"&gt;Robert K. Merton&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Lazarsfeld"&gt;Paul Lazarsfeld&lt;/a&gt; fizeram foi substituir o verbo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;manipular&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;influenciar&lt;/span&gt; e estudar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;efeitos a longo prazo&lt;/span&gt;, não diretos de um "Beba Coca-Cola", por exemplo. Esses efeitos a longo prazo seriam as tais &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;funções sociais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva funcionalista, mídia se define pelo conjunto das funções que exercem na sociedade. Deste modo, contribui para a manutenção do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;establishment&lt;/span&gt;, da engrenagem. Sacou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exemplo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O noticiário de crimes em jornais, telejornais e rádio. Sabe aquela tia que ficava apavorada ouvindo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Gomes"&gt;Gil Gomes&lt;/a&gt;, mas que não deixava de ouvir o programa todas as manhãs? Ou aquele avô, defensor da pena de morte, que adora o programa do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SuW39HCbtj0&amp;amp;mode=related&amp;amp;search="&gt;Datena&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função desse tipo de noticiário - na perspectiva funcionalista - é ratificar um aparato jurídico, penal e policial. De certa forma, mostra que o ser humano, livre de leis, é ruim por natureza; que mesmo sendo pobre, é preciso respeitar a ordem econômica estabelecida, a propriedade privada, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Funções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entre as funções conferidas aos meios de comunicação de massa, temos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Atribuição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; social: os meios de comunicação de massa constroem e destroem personalidades públicas, todos os dias. Legitimam autoridades, conferem prestígio, sancionam e carimbam em suas repartições pessoas e causas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Exemplos: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LvtwQ9deqRs"&gt;artistas em anúncios publicitários&lt;/a&gt;, transferindo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; aos produtos, e campanhas como o antitabagismo e preservação do meio ambiente, que ganham visibilidade na mídia e entram na pauta do dia. "�? verdade, eu vi na TV!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Ru17Q0F5eUI/AAAAAAAAALE/7cVBvoE0FXY/s1600-h/camadaozonio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Ru17Q0F5eUI/AAAAAAAAALE/7cVBvoE0FXY/s320/camadaozonio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110876680926886210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Reforço das normas sociais: determinar regras de convivência - como a proibição do incesto e homicídio - é a condição básica de permanência de qualquer sociedade. O que a mídia faz, todo o tempo, é ratificar esses valores, definindo o que é normal, aceitável, moral e dentro de quais limites.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Exemplos: pedofilia, racismo, homossexualismo, "terceira idade" e drogas são assuntos relativamente recentes na mídia e que têm um caráter de normatização de práticas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Ru1_ckF5eVI/AAAAAAAAALM/H1eMb5eD-Gw/s1600-h/discriminacao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/Ru1_ckF5eVI/AAAAAAAAALM/H1eMb5eD-Gw/s320/discriminacao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110881280836860242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(Legenda: Ele não fez nada. Só está a divulgar o telefone da Amnistia. DISCRIMINAR N�?O �? HUMANO, DENUNCIE. Amnistia Internacional. Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Disfunção narcotizante: essa "função" foi tratada pelos autores como disfunção pelo fato de -  supõe-se - não ser interesse de nenhuma sociedade ter cidadãos passivos, hipnotizados e infantilizados. Será? �? um dos pontos que particularmente mais me chama atenção na escola Funcionalista.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Por disfunção narcorizante entende-se que o fluxo contínuo de informações, ao invés de mobilizar as pessoas e desenvolver senso comunitário e participativo, ao contrário, age como uma espécie de narcótico social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos: noticiário de corrupção e violência passa a ter pouco efeito sensível sobre as pessoas. "Isso nunca vai mudar!". Essa apatia impediria uma ação mais direta, compromissada e responsável do cidadão. Temos mais acesso a informações, não há dúvidas, mas o tratamento dado pelos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mass media&lt;/span&gt; esvazia o uso político dessas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Considerações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pesquisar os efeitos dos meios de comunicação é um dos estudos mais estimulantes na área, apesar de precisarmos rever aparato teórico e metodológico. Não sabemos ainda o significado político, hoje, das pessoas terem a possibilidade de "fazerem sua própria mídia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola tá na linha do gol. Quem vai bater o pênalti?</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/os-funcionalistas.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-7433636858908163610</guid><pubDate>Thu, 13 Sep 2007 18:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-13T15:30:01.430-03:00</atom:updated><title>Quinta. Um breve comentário.</title><description>Brasil, 2007 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renan Calheiros absolvido em sessão ultra-secreta no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é que é "A realidade mais estranha que a ficção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com direito a oxítona terminada em u.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/quinta-um-breve-comentrio.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3370524431219824576</guid><pubDate>Wed, 12 Sep 2007 14:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-12T11:38:02.527-03:00</atom:updated><title>Erramos</title><description>Conforme observado por duas atentas leitoras do &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Laranja&lt;/span&gt;, a palavra "cu", grafada com acento na postagem anterior (Tom Zé, Frank Zappa), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não tem acento&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A regra de acentuação de palavras oxítonas se aplica para aquelas terminadas em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o&lt;/span&gt;, seguidas ou não de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s&lt;/span&gt;, como já, fé, pó e metrô e pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Nunca se acentuam oxítonas terminadas em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;i&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, como caqui, bambu, urubu, nu e, evidentemente, nosso ilustríssimo cu, que não leva acento tônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leitoras também notaram que escrevi "preocura-se", mas aí foi erro de digitação mesmo. Perdoem a falta de atenção.&lt;br /&gt;Blog não é porta de banheiro. Errou, tem que admitir o erro e corrigir, certo? Não adianta ir passando errorex.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/erramos.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-1266335007080713524</guid><pubDate>Sun, 09 Sep 2007 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-09T14:16:16.332-03:00</atom:updated><title>Tom Zé, Frank Zappa</title><description>Em nossa campanha para melhorar o repertório cultural dos comunicólogos, canalizar hormônios para fins rebeldes e reduzir do grau de apatia nos corredores universitários, apresentamos dois caras que precisam ser ouvidos na pós-puberdade, fase em que, na maioria das pessoas, o cérebro processa informações novas com mais facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Zé já foi chamado de "Frank Zappa brasileiro". Bobagem. Coisa de país com trauma de subdesenvolvido e terceiromundista. O que não nos impede de achar interessantes pontos de aproximação entre a vida e obra de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caretas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nada de drogas, bebidas ou mulheres. Nada de guitarras incendiadas, destruição de hotéis ou macaquices no palco. Nossos porralocas são absurdamente "caretas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zappa.com/"&gt;Zappa&lt;/a&gt; (morto aos 53 anos em 1993), que viveu no olho do furação da contracultura norte-americana, era movido a café e cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigava os músicos a ensaiar até 10 horas por dia, de segunda a sábado, antes dos shows. E quem fosse pego com baseado ou subisse bebaço no palco era demitido. Na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi fiel à mulher, com quem teve quatro filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tomze.com.br/index.php"&gt;Tom Zé&lt;/a&gt;, 70 anos, acorda às 5h, faz tai chi e cuida do jardim de seu prédio, em Perdizes (SP). Toma um cafezinho de vez em quando. �? casado há mais de três décadas com a mesma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples como todo sertanejo, passou anos no ostracismo. Diferente dos "quatro fantásticos" - &lt;a href="http://www.gilbertogil.com.br/"&gt;Gil&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.caetanoveloso.com.br/ce.html"&gt;Caetano&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.mariabethania.com.br/"&gt;Maria Bethânia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.galcosta.com.br/"&gt;Gal Costa&lt;/a&gt; - chegou perto de desistir de tudo para virar frentista de posto de gasolina em Irará (BH).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi salvo por &lt;a href="http://www.davidbyrne.com/"&gt;David Byrne&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://www.talking-heads.net/"&gt;Talking Heads&lt;/a&gt;, que por acaso, de passagem pelo Brasil,  descobriu &lt;a href="http://www.tomze.com.br/pestudandoosamba.htm"&gt;um de seus discos&lt;/a&gt; num sebo. Daí a América descobriu Tom e nós o redescobrimos. A velha história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQaxf_dbjI/AAAAAAAAAJ8/WquhSxFSLx8/s1600-h/zappa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQaxf_dbjI/AAAAAAAAAJ8/WquhSxFSLx8/s320/zappa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108237315048566322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revolucionários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As obras de Tom e Zappa não são facilmente digeridas. �? preciso um pouco de esforço. A recompensa vale a pena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São músicas cheias de experimentações e que não se encaixam em nenhum estilo pré-definido, seja rock ou MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Zé tem formação musical na Federal da Bahia, onde estudou com mestres do atonalismo. Invetou instrumentos com eletrodomésticos - enceradeira, liquidificador- e passeia por ritmos diferentes. Faz remixagem com a cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zappa era autodidata. Considerado um dos maiores guitarristas dos EUA, misturou rock com jazz e música eurudita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQaTf_dbiI/AAAAAAAAAJ0/NjtbQBcgJ3k/s1600-h/tomze.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQaTf_dbiI/AAAAAAAAAJ0/NjtbQBcgJ3k/s320/tomze.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108236799652490786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contestadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Anarquistas, ambos usaram a ironia e o sarcasmo para fazer críticas sociais e políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zappa fundou em 64 o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Mothers_of_Invention"&gt;Mothers of Invention&lt;/a&gt;, de onde saíram músicos de altíssima qualidade. O nome seria "Mothers", mas a gravadora não gostou nada da alusão a "motherfukers (filhos da puta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80, a MTV implicou com o clip &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=y0ay5S6hWJI"&gt;You Are What You Is&lt;/a&gt;, em que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Reagan"&gt;Reagan&lt;/a&gt; era morto numa cadeira elétrica por um negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirava sarro do modo de vida americano e não poupou os hippies. "Eu irei amar todo mundo/ Irei amar a policia enquanto eles me enchem de porrada no meio da rua" ("Who Need the Peace Corps?").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Zé já fez música em homenagem a George Bush. "Se você já sabe quem vendeu aquela bomba pro Iraque/ Desembuche/ Eu desconfio que foi o Bush" ("Companheiro Bush") e com carta dirigida à censura ("Requerimento à Censura"), mas minha preferida é o hino à burrice, que "anda na esquerda e na direita", nas "escolas e universidades e academias de louros e letras" ("Burrice").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ambos são adorados pelos estudantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tom é mato na USP e na PUC. Ele tem essa mania de incendiar a molecada dos DCEs. �? um público muuuuito diferente dos shows de Caetano, por exemplo. Sem preconceitos.&lt;br /&gt;Zappa fez trilha sonora de revoluções estudantis em 68.&lt;br /&gt;Uau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capas de discos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQeaP_dblI/AAAAAAAAAKM/TWbWo1JVnew/s1600-h/tomzeolho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQeaP_dblI/AAAAAAAAAKM/TWbWo1JVnew/s320/tomzeolho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108241313663118930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos os Olhos (1973)&lt;br /&gt;Em 1973 a ditadura comia solta. Tom Zé, de pirraça, cometeu a insensatez de fazer essa capa de disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meus caros, trata-se de uma bola de gude enfiada no cú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, preocura-se a modelo do tal cú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQnXf_dbnI/AAAAAAAAAKc/NjXFU2jxYeU/s1600-h/We%27re_Only_in_It_for_the_Money.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuQnXf_dbnI/AAAAAAAAAKc/NjXFU2jxYeU/s320/We%27re_Only_in_It_for_the_Money.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108251162023128690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;We're Only In It For The Money (1968)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge do movimento Flower Power, Zappa esculhambou a turma nesse disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrou até para os "reis do iê-iê-iê".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa original, imitando o layout do "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos &lt;a href="http://www.thebeatles.com.br/"&gt;Beatles&lt;/a&gt; (audição obrigatória), foi proibida pela gravadora por questões de direitos autorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zappa inverteu capa externa e interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;�? isso.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/tom-z-frank-zappa.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3298142001871245403</guid><pubDate>Fri, 07 Sep 2007 06:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-07T03:46:44.229-03:00</atom:updated><title>Comunicação de Massa e o Fim das Utopias ou... Siga o Coelho Doidão, tá ligado?</title><description>No final dos anos 20, o Ocidente acordou, absorto, coberto de fuligem e gasolina.&lt;br /&gt;Caminhou, inseguro, por entre cacos de História e Razão.&lt;br /&gt;Viu que não restava nada. Nada.&lt;br /&gt;Aí escarrou.&lt;br /&gt;E pensou, com a alma engatilhada:&lt;br /&gt;"Porra, como pode ser escravo quem nasceu para brilhar?"&lt;br /&gt;Aí viu, com os olhos já sem beleza e poesia, estranhas mitologias.&lt;br /&gt;No final dos anos 20, o Ocidente despertou no caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ecos da Comunicação de Massa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Seis anos mais tarde estava-se produzindo comercialmente a droga perfeita.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Eufórica, narcótica, agradavelmente alucinante&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Todas as vantagens do Cristianismo e do álcool e nenhum de seus efeitos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley"&gt;Aldous Huxley&lt;/a&gt; ("&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=560087"&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/a&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção da imprensa, contudo, tornou mais fácil manipular a opinião pública, processo que o fime e o rádio levaram além. Com o desenvolvimento da televisão e o progresso técnico que tornou possível receber e transmitir simultaneamente pelo mesmo instrumento, a vida particular acabou (...)&lt;br /&gt;Existia pela primeira vez a possibilidade de fazer impor não apenas completa obediência à vontade do Estado como também completa uniformidade de opinião em todos os súditos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Orwell"&gt;George Orwell&lt;/a&gt; ("&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=702766"&gt;1984&lt;/a&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão é &lt;i&gt;real&lt;/i&gt;. Está presente. Tem dimensões. Ela diz-lhe o que deve pensar, uiva-lhe na cara. Ela &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; ter razão. &lt;i&gt;Parece&lt;/i&gt; ter razão. Empurra-vos com tal ritmo para as suas conclusões que o espírito não tem tempo de gritar: "�? idiota!"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ray_Bradbury"&gt;Ray Bradbury&lt;/a&gt; ("&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3135710"&gt;Fahrenheit 451&lt;/a&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuDyMf_dbgI/AAAAAAAAAJk/WGf3KvR7nS8/s1600-h/enuhsiqueir06g.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RuDyMf_dbgI/AAAAAAAAAJk/WGf3KvR7nS8/s400/enuhsiqueir06g.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107348273998163458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Siqueiros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retrato de la burguesia&lt;/span&gt;, 1939-40, detalhe)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deveria ser um post explicativo da primeira aula sobre comunicação de massa.&lt;br /&gt;Deveria ser didático.&lt;br /&gt;Deveria?&lt;br /&gt;Acontece que não estou afim.&lt;br /&gt;Nem um pouco.&lt;br /&gt;Quem quiser, siga o coelho doidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha que ser muito cauteloso, irmãos. Eu falei: "Eu já ouvi falar da 'Laranja Mecânica'. Não li, mas já ouvi falar"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Burgess"&gt;Anthony Burgess&lt;/a&gt; ("&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3152016"&gt;Laranja Mecânica&lt;/a&gt;")</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/comunicao-de-massa-e-o-fim-das-utopias.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3616204792413882696</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2007 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-03T00:38:18.377-03:00</atom:updated><title>Breve relato do Intercom 2007</title><description>Foi cansativo, mas valeu a maratona. A experiência de reencontrar colegas, professores e, principalmente, debater e submeter idéias e pesquisas à crítica é o grande lance de participar do congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as críticas foram muitas. Fui literalmente "bombardeado" por usar o conceito web 2.0, que, para a academia, seria uma grande jogada de marketing. Nada de novo até aí, mas a discussão foi boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto de destaque, na experiência deste ano, foi ver o esforço de pesquisadores de vários cantos do Brasil em entender mídias digitais e como aplicá-las da melhor forma, no ensino e no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Puxão de orelha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além de organizarem o evento, as três universidades santistas levaram prêmios em jornais-laboratórios e projetos. Lamento a ausência de nosso curso. Tivemos apenas dois professores apresentando trabalhos individuais. Vamos pensar nos próximos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cobertura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Confiram a cobertura do evento no &lt;a href="http://www.online.unisanta.br/2007/intercom/"&gt;hotsite do Unisanta Online&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Aos meus amigos blogueiros, vejam na apresentação (arquivo Intercom 2007, no &lt;a href="http://groups.google.com.br/group/gremid?hl=pt-BR"&gt;Gremid&lt;/a&gt;) que levei vocês comigo, de alguma forma, para dar aquela força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! �? isso.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/09/breve-relato-do-intercom-2007.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-749570919862877872</guid><pubDate>Thu, 30 Aug 2007 16:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-30T13:35:22.170-03:00</atom:updated><title>Contraponto</title><description>Ainda sobre o debate de ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Redundância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Muito lixo na internet":  &lt;a href="http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec43291,0.htm"&gt;matéria do Estadão&lt;/a&gt; sobre o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chorão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Pelo menos pude fazer uma piadinha...": &lt;a href="http://www.interney.net/?p=9760282"&gt;Interney&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;�?, é pra chorar mesmo...</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/contraponto.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3778988679265483171</guid><pubDate>Thu, 30 Aug 2007 00:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-29T23:02:23.700-03:00</atom:updated><title>Chato, mas necessário</title><description>O debate "Responsabilidade e Conteúdo Digital", promovido hoje pelo &lt;a href="http://www.estadao.com.br/"&gt;Estadão&lt;/a&gt; para discutir a credibilidade das informações na internet, foi chato, muito chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem provocações, propostas ou confrontos mais acirrados de pontos de vista, o evento, que reuniu jornalistas, publicitários e blogueiros, não trouxe nenhuma novidade. Os blogueiros convidados pouco ficaram com a bola e nem chegaram na marca do gol. Deu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conclusões não fugiram do lugar-comum: quantidade de informação não significa qualidade, tem muito lixo na internet e credibilidade se faz com tempo, dedicação e seriedade, seja no meio que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a iniciativa do Estadão foi positiva. Mostrou que, neste começo de século, ainda tateanos na neblina - ou na nuvem de tags - da infosfera. �? bom ouvir o que o compadre tem a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, creio que fatou o risco. A hipótese bem formulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caboclo teimoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como acadêmico, arrisco no seguinte projeto:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;orientar estudantes a "fazer mídias", não apenas reproduzir o mercado tradicional, como forma de produzir pesquisa e experimentação.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;substituir "aulinhas" pelo debate, estimulando a crítica, a reflexão e autonomia, objetivando formar profissionais capacitados de gerarem conteúdo com qualidade.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Confesso que não é fácil. O difícil despertar da hipnose da cultura de massa, o coro silencioso dos cordeiros, a preguiça mental e a visão instrumental de universidade são obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma boa dose de teimosia, continuamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de leitura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.meioemensagem.com.br/revista_meio_digital/"&gt;Meio Digital&lt;/a&gt;, lançamento do &lt;a href="http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/index.jsp"&gt;Meio&amp;amp;Mensagem&lt;/a&gt;, traz um panorama da web 2.0 e artigos sobre marketing digital.&lt;br /&gt;A revista é pesadona, mas vale a pena ler online, bastando para isso se cadastrar.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/chato-mas-necessrio.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-7749752267774906446</guid><pubDate>Tue, 28 Aug 2007 20:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-28T17:08:02.974-03:00</atom:updated><title>Evento discute credibilidade dos blogs</title><description>O Estadão promove amanhã (dia 29), a partir das 19h30, o debate "Responsabilidade e Conteúdo Digital", que vai reunir jornalistas, publicitários e blogueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento foi motivado pela polêmica envolvendo anúncios do jornal que atacavam a credibilidade de blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá transmissão ao vivo pelo &lt;a href="http://www.estadao.com.br/"&gt;portal do Estadão&lt;/a&gt;. Veja a lista dos participantes &lt;a href="http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec41836,0.htm"&gt;divulgada pelo jornal&lt;/a&gt;.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/evento-discute-credibilidade-dos-blogs.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-797007713013646472</guid><pubDate>Mon, 27 Aug 2007 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-26T23:09:17.418-03:00</atom:updated><title>Cadê meu blog que tava aqui?</title><description>O &lt;a href="http://www.estadao.com.br/"&gt;Estadão&lt;/a&gt; publicou hoje uma &lt;a href="http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec41026,0.htm"&gt;matéria sobre o blogcamp&lt;/a&gt;, que agitou SP neste final de semana. Que coisa o vetusto tioz�?O dando espaço para os macacos! He-he-he. Mas não vim aqui em pleno domingão, bem na hora do Fantástico,  falar de novo da peleja &lt;a href="http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com/2007/08/estado-contra-os-blogs.html"&gt;Estadão x blogs&lt;/a&gt;. Vim lembrar meus amigos que blog é coisa de gente grande!&lt;br /&gt;Taí o &lt;a href="http://blogcamp.com.br/"&gt;blogcamp&lt;/a&gt; que não me deixa mentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda turma que fez blogs no semestre passado, poucos voltaram do Vietnã, digo, das férias. E, de alguns que voltaram, escuto as seguintes queixas: "ninguém lê", "não tenho tempo", e coisas do tipo. Ora, buana, é a mesma coisa dizer que "não arrumo namorado" ou "porque está chovendo". Vai à luta, nega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como conquistar o leitor em 10 lições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No melhor estilo manual, aí vão algumas idéias para sair desse sufoco:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;atualize com periodicidade, nem que seja uma vez por semana, vá lá. Nada pior que um blog cheirando a mofo. Ninguém merece!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;faça contatos na blogosfera, apareça! Cadastre-se no &lt;a href="http://blogblogs.com.br/"&gt;Blogblogs&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://technorati.com/"&gt;Technorati&lt;/a&gt;. Pentelhe no &lt;a href="http://rec6.via6.com/"&gt;Rec6&lt;/a&gt;. Alguém logo vai te fazer uma visita.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;cadastre-se no &lt;a href="http://www.google.com/analytics/"&gt;Google Analytics&lt;/a&gt;. Um dos motivos - não o principal - de insistir na insensatez de manter dois blogs ativos foi descobrir, graças ao Analytics, que tenho um público, apesar de tímido nos comentários. Obrigado, meu povo!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;trate o leitor com carinho e atenção que ele merece. Responda aos posts, visite o blog do vizinho e comente, mande email, aceite críticas e sugestões.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;peça conselhos aos blogueiros profissionais. Dica: &lt;a href="http://queroterumblog.com/"&gt;Quero Ter um Blog&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;"Ué, não eram 10 lições?" Eram, mas é domingo, dá uma folga pro titio, vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parabéns, &lt;a href="http://oficinadecriacao.blogspot.com/"&gt;Oficina&lt;/a&gt;, pelos 100 posts!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/cad-meu-blog-que-tava-aqui.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-8248974739198119980</guid><pubDate>Sat, 25 Aug 2007 23:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-25T20:42:18.051-03:00</atom:updated><title>Mídias Modulares</title><description>Marquem na agenda. O próximo final de semana tem &lt;a href="http://www.intercom.org.br/index.shtml"&gt;Intercom 2007&lt;/a&gt; em Santos (veja programação no &lt;a href="http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com/2007/08/inercom-2007-em-santos.html"&gt;Reunião de Pauta&lt;/a&gt;). Alguns motivos para você ir:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;gatas, muitas gatas de todo canto do Brasil.. êitaaaaaa!&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;oportunidade para fazer contatos profissionais e imediatos de terceiro grau.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fazer um programa diferente final de semana.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;se integrar ao ambiente universitário, ou seja, CERVEJA!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ah, sim, a primeira coisa mais importante: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter contato com a produção atual  em comunicação no Brasil&lt;/span&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; segunda coisa mais importante: ver seu professor apresentar  a comunicação &lt;a href="http://www.adtevento.com.br/intercom/2007/resumos/R0471-1.pdf"&gt;Estudo sobre Comunicação em Web 2.0: Mídias Modulares&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;O trabalho é resultado de reflexões feitas durante o curso de Teoria da Comunicação II e da experiência do Reality Blog, no semestre passado. Apresento domingo (dia 2) na Unisantos, a partir das 14h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação está inscrita no &lt;a href="http://www.adtevento.com.br/intercom/2007/pro_listadetalhesessao.asp?atvid=505"&gt;NP Tecnologias da Informação e da Comunicação - Imagens e Imaginações Digitais&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas são muito bem-vindas.&lt;br /&gt;Saravá!</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/mdias-modulares.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-7193965452507781429</guid><pubDate>Fri, 24 Aug 2007 04:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-24T02:23:34.638-03:00</atom:updated><title>Universidade vai ao Second Life</title><description>Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pool&lt;/span&gt; de universidade brasileiras lança na próxima &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;terça-feira&lt;/span&gt; (dia 28) a &lt;a href="http://www.cidade.usp.br/index.html"&gt;Cidade do Conhecimento 2.0&lt;/a&gt;, uma incubadora de projetos sem fins lucrativos voltados à educação e cultura no &lt;a href="http://secondlife.com/"&gt;Second Life&lt;/a&gt;.  A inauguração acontece em um &lt;a href="http://www.cidade.usp.br/blog/2007/08/23/evento-de-lancamento/"&gt;evento na USP&lt;/a&gt;, em que serão debatidos temas como economia e negócios na web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa é baseada no conceito de &lt;a href="http://www.creativecommons.org.br/"&gt;creative commons&lt;/a&gt;  e contraria o caráter especulativo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SL&lt;/span&gt;. Nada mais coerente. O compartilhamento é um dos aspectos mais interessantes nos modelos de gestão econômica e política no mundo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela proposta pedagógica e anárquica, é uma boa notícia. Uma esperança de melhor aproveitamento do metaverso, que ultimamente anda beirando o fiasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferir.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/universidade-vai-ao-second-life.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-3357615479482172916</guid><pubDate>Wed, 22 Aug 2007 06:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-22T03:43:33.202-03:00</atom:updated><title>Chapeuzinho Vermelho, a história que a vovó não contou</title><description>Teorias, só na prática. Quem ainda tem dúvidas sobre o trabalho de TC-I, espero ajudar com a análise desse anúncio da &lt;a href="http://www.melissa.com.br/"&gt;Melissa&lt;/a&gt;, com base na Teoria da Informação. Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Chapeuzinho, quem diria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sabem aquela história da Chapeuzinho Vermelho? Todos conhecem. Mas sabiam que ela era uma garotinha na puberdade? E que não usava vermelho porque era simpatizante do PT, mas porque teve sua primeira menstruação? Pois é,  daí o conselho de mamãe: cuidado com o Lobo Mau, que ele quer te COMER. E aí já viu, agora que o óvulo pode ser fecundado, isso não vai dar certo. Assim, aquela menininha ingênua e inocente (leva doces, lembram?) se embrenha na mata (os mistérios químicos da adolescência) na esperança de chegar a salvo na casa da vovó (a segurança da Família). E aquele lobo que tinha tudo GRANDE... Ai, que meda!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O Lobo se deu bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Saquem só a peça. O Lobo numa Harley Davidson "envenenada", pura potência e instinto. A Chapéu levando... champanhe! E vestindo cinta-liga. Com certeza eles não estão indo pra casa da vovó. Eu nem vou falar dos coelhinhos e dos cogumelos no canto inferior direito que é covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RsvUKf_dbbI/AAAAAAAAAI8/V2TTYRNr78E/s1600-h/21129.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_VCmxfDcC1wQ/RsvUKf_dbbI/AAAAAAAAAI8/V2TTYRNr78E/s400/21129.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101404279778667954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Babado teórico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O discurso persuasivo da publicidade tem sua eficácia em uma dosagem certa de taxas de REDUND�?NCIA e RU�?DO na mensagem. Precisamos de uma certa taxa de originalidade para chamar atenção do consumidor/receptor, para que ele perceba a INFORMA�?�?O. Mas não podemos frustrar as expectativas de previsibilidade a ponto da mensagem se perder no ruído, em outras palavras, não ser compreendida.&lt;br /&gt;Como fazemos isso? Trabalhando a redundância, aquilo que o consumidor/receptor já sabe, que faz parte do seu REPERT�?RIO.&lt;br /&gt;Na peça em questão (na verdade, em toda campanha) foi usado o estoque inesgotável dos contos infantis. Todos conhecem a história da Chapéu, certo? A informação, a originalidade, está nesta versão pouco convencional.&lt;br /&gt;Qual o objetivo? Mostrar que a "melissinha" (criada em 1979) não é mais tão inocente assim. Afinal de contas, ela tem Orkut e sabe usar o Google.&lt;br /&gt;A mensagem do anúncio é: "Esqueça o bla-bla-bla da mamã-Chapéu. Compre Melissa e seja mulher. Fique com o Lobo Mau, sem medo!" (ora, na cestinha ela leva algo além da campanhe). Para a turma de Semiótica, é a mesma mensagem daquele &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JlIAtOVY4qo"&gt;famoso comercial da Valisére&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Notem que, diferente do discurso estético, que lança mão do ruído para resignificar códigos e abrir diferentes caminhos interpretativos - incomodar o receptor - no discurso persuasivo o objetivo é convencer,  dar um sentido único, levar ao lugar-comum da sociedade de consumo. Todos já sabíamos que a história iria acabar assim.&lt;br /&gt;E olha só a cara de felicidade da Chapéu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dedico este post ao &lt;a href="http://mundofabuloso.blogspot.com/"&gt;Mundo Fabuloso&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/chapeuzinho-vermelho-histria-que-vov-no.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-5070045760501187887</guid><pubDate>Sun, 19 Aug 2007 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-19T14:19:33.944-03:00</atom:updated><title>A discreta utopia do sr. Lévy</title><description>Muito bem humorado e paciente - e aguentou firme o quanto pode uma desastrosa tradução simultânea -, &lt;a href="http://caosmose.net/pierrelevy/"&gt;Pierre Lévy&lt;/a&gt; proferiu uma palestra didática a respeito de sua web semântica na última sexta-feira na &lt;a href="http://www.fapcom.com.br/fapcom/simposio/person.php?lang=pt&amp;id=8"&gt;Fapcom&lt;/a&gt;, em São Paulo. SUA web semântica, porque o filósofo francês faz questão de diferenciar do projeto de &lt;a href="http://www.w3.org/People/Berners-Lee/"&gt;Tim Berners-Lee&lt;/a&gt; da chamada Web 3.0.&lt;br /&gt;Ele explicou que Internet é, basicamente, um sistema de endereçamento de servidores (que podem ser desde computadores, celulares, PDAs até a geladeira da sua casa em um futuro não muito remoto),  por meio de protocolos. Web é o endereçamento de páginas pelo sistema URL (http://). Na internet conectam-se máquinas, na web, documentos.&lt;br /&gt;A web semântica, por usa vez,  é um projeto para endereçar metadados, conectando conceito graças a uma linguagem que Lévy chama de &lt;a href="http://www.ieml.org/spip.php?rubrique51&amp;amp;lang=en"&gt;IEML (Information Economy Meta Language)&lt;/a&gt;. Segundo o teórico, esta será a realidade da net em 2015.&lt;br /&gt;Lévy usou o seguinte exemplo. Hoje, pesquisando no Google a palavra "dog", a procura é feita pelos caracteres "D-O-G". Diferentes línguas possuem palavras diferentes com o mesmo significado: "cachorro" em português, "chien" em francês, "perro" em espanhol, "cane" em italiano (sem falar que o resultado poderá listar até "Diario Oficial de Guaratinguetá").&lt;br /&gt;Na web semântica, a pesquisa é feita pelo significado da palavra, o conceito. Enquanto a primeira lê sintaxe/forma ("D-O-G", as letras que foram a palavra "dog"), a segunda interpreta a semântica/conteúdo (cachorro em inglês ou o DO de Guaratinguetá). Ao interconectar conceitos, teremos uma web mais inteligente, operando de modo similar à inteligência humana, que faz conexões de idéias e conceitos abstratos. Ou seja, nós interpretamos dados, máquinas farão o mesmo. "Esse é provavelmente o próximo passo do ciberespaço", diz Lévy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lévy x Berners-Lee&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E qual é a relação com a web semântica idealizada por Tim Berners-Lee em 1999? "A &lt;a href="http://www.w3.org/"&gt;W3C &lt;/a&gt;é sobre 'parênteses', queremos o que está dentro dos 'parênteses'".&lt;br /&gt;Em outras palavras, no projeto de TBL a web, que endereça páginas e documentos, irá endereçar dados. Por exemplo, se hoje você faz uma busca pelo seu nome, terá que refinar a busca ou ir para comunidades como Orkut para reunir todos os dados que deseja. Com muita sorte, o Google vai mostrar páginas da web em que seu nome aparece. Na procura de TBL, a máquina vai acessar diretamente os dados onde eles estiverem, por intermédio da uniformização da linguagem. Vai direto ao conteúdo da página (por isso o termo semântica).  Em Lévy, são metadados, ou seja, o conteúdo desses dados armazenados que serão decifrados, indexados e distribuídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resumo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lévy veio ao Brasil fazer publicidade de si mesmo, proselitismo em causa própria. E não faltam fãs ardorosos. Compreensível. Ele foi o primeiro teórico a falar em &lt;a href="http://www.pucsp.br/linc/blog/"&gt;inteligência coletiva&lt;/a&gt;, base de toda comunidade virtual que vemos hoje na net. Mas faltou diálogo, crítica, aquelas coisas que costumava-se fazer na Academia.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/discreta-utopia-do-sr-lvy.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4688534207256667966.post-8258800681028017779</guid><pubDate>Fri, 17 Aug 2007 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-17T11:13:22.429-03:00</atom:updated><title>Pierre Lévy em Sampa (III)</title><description>Programação de hoje no &lt;a href="http://www.fapcom.com.br/fapcom/simposio/program.php?lang=pt"&gt;2º Simpósio de Comunicação da Fapcom&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;19h30 - 20h45&lt;br /&gt;"Tecnologia, Comunicação e Mobilidade"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;André Lemos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21h00 - 22h15&lt;br /&gt;"Web Semântica: O futuro da comunicação e da colaboração no ciberespaço multilinguístico"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pierre Lévy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmissão &lt;a href="http://www.fapcom.com.br/fapcom/simposio/live.php?lang=pt"&gt;ao vivo&lt;/a&gt; pela internet e participação pelo MSN.</description><link>http://salatiel-laranjamecanica.blogspot.com/2007/08/pierre-lvy-em-sampa-iii.html</link><author>noreply@blogger.com (José Renato Salatiel)</author></item></channel></rss>