<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281</id><updated>2024-12-19T00:24:27.706-03:00</updated><title type='text'>Lentes Coloridas</title><subtitle type='html'>As lentes coloridas fazem com que vejamos aquilo que sempre esteve ao nosso redor de um jeito diferente.&#xa;&#xa;Elas podem ser usadas para perceber elementos da realidade que estão camuflados no meio do que está ao seu redor. &#xa;&#xa;Este blog é sobre tudo isso que poderia passar desapercebido, se não fosse uma olhadela no mundo atraves das lentes coloridas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-1293339106869880235</id><published>2013-07-22T20:46:00.000-03:00</published><updated>2013-07-22T21:49:38.547-03:00</updated><title type='text'>Na mesa #2</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEii-5iI6xeB1V2M-DYmhPSSsM1t7KRX6z84Feax4p8_QDHfkXbjBvjHZw5MUz4qZUROupwBntJmO6gYReZRPNSA2OWBmSsWTbiNSydhHbZwJYbM0K0ClrG0Qp94OBIcEE3foqVSQDTUuuI/s1600/velhinhas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEii-5iI6xeB1V2M-DYmhPSSsM1t7KRX6z84Feax4p8_QDHfkXbjBvjHZw5MUz4qZUROupwBntJmO6gYReZRPNSA2OWBmSsWTbiNSydhHbZwJYbM0K0ClrG0Qp94OBIcEE3foqVSQDTUuuI/s200/velhinhas.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Era terça-feira e o relógio estava próximo de marcar três horas naquela tarde de garoa. As cinco senhorinhas se apertavam na mesa para quatro pessoas. As taças de vinho, bebida escolhida no lugar das usuais xícaras de café, também disputavam espaço na mesinha. Não era nenhuma celebração especial, mas no começo do papo, quando uma delas comentou sobre uma visita recente ao médico em que ele lhe comentou sobre os benefícios cardíacos que uma taça de vinho poderia trazer, lhes pareceu que não seria uma má ideia investir em seus corações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquele encontro era uma tradição do grupo que se conhecia fazia mais de vinte anos. Despretenciosamente, certa vez, uma delas sugeriu que se encontrassem mensalmente num mesmo horário e local. Nem precisariam se telefonar nem nada, bastava aparecer. Quem pudesse estar presente, estaria ali. O local escolhido foi aquele café.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A tradição, que antes acontecia no primeiro sábado de cada mês, demorou para vingar. Sabe como é, era o dia para ficar com os filhos, curtir o marido, comprar alguma coisa para casa ou visitar os pais. Mas, com o passar dos anos os filhos cresceram, alguns casamentos acabaram, os pais se foram. Já com mais de 60 anos de idade, passaram a fazer o encontro nas tardes de terça-feira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre um gole e outro do vinho, naquela tarde, falaram sobre algumas preocupações com os filhos, mostraram fotos dos netos em seus celulares e comentaram sobre algumas situações de antigamente. Carinhosamente, referiam-se a si mesmas se chamando de meninas, como sempre fizeram. Trocaram algumas dicas sobre Praga, já que uma delas passaria uns dias por lá no próximo mês. Lembraram de mais algumas situações de antigamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas horas depois, se levantaram e se abraçaram uma a uma na despedida. Aquele abraço familiar, nostálgico. Decidiram que, naquele mês, não esperariam o próximo mês para se encontrar novamente.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/1293339106869880235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/na-mesa-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1293339106869880235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1293339106869880235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/na-mesa-2.html' title='Na mesa #2'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEii-5iI6xeB1V2M-DYmhPSSsM1t7KRX6z84Feax4p8_QDHfkXbjBvjHZw5MUz4qZUROupwBntJmO6gYReZRPNSA2OWBmSsWTbiNSydhHbZwJYbM0K0ClrG0Qp94OBIcEE3foqVSQDTUuuI/s72-c/velhinhas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-7537163547748559949</id><published>2013-07-21T15:25:00.001-03:00</published><updated>2013-07-22T13:48:31.769-03:00</updated><title type='text'>Na mesa #1</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrZXzZbs6H2vBa9MvCjgyc3gJn7HUmCUDCknfUMDvmiQg29i89P0ICVbROVjmymH3o79DvMaevoILOPjFFoIKHI1uHl9JApyFEXM6sOqhiZEgqLk67M0bENBn62352OdFLCxlrElAzJ4Y/s1600/caf%C3%A9.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrZXzZbs6H2vBa9MvCjgyc3gJn7HUmCUDCknfUMDvmiQg29i89P0ICVbROVjmymH3o79DvMaevoILOPjFFoIKHI1uHl9JApyFEXM6sOqhiZEgqLk67M0bENBn62352OdFLCxlrElAzJ4Y/s320/caf%C3%A9.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Em um café aconchegante, as mesas são cobertas por toalhas quadriculadas de dois tons de azul com branco. Uma delas fica especialmente situada no fundo do café. Se por um lado não tem o privilégio de ser banhada pela luz do sol que ilumina as que ficam mais próximas da porta, é compensada pelo delicioso cheiro de café por ficar do lado da máquina onde é preparado. É também a que está mais pertinho de uma vitrine recheada de doces coloridos. Tortinhas, bolos, macarrons, mil folhas, quindins.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dia após dia, ela acolhe diversos papos. São casais, famílias, colegas de trabalho, amigos. Por acaso, sentam-se exatamente naquela mesinha. Alguns passam rápido, outros passam um tempo. Tem quem venha fazer o café da manhã e quem busque se esquentar com uma xícara de cappucino no final da tarde. Quando vão, não deixam pista alguma. Provavelmente, nunca se conhecerão. Seus caminhos se cruzaram apenas por conta de um elemento: aquela mesa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A partir de hoje, uma série de contos sobre quem passa por essa mesa começa aqui no Lentes Coloridas. Para serem identificados, sempre terão o mesmo título: Na mesa, como nesse post. Cada um será seguido de um número para ser diferenciado dos demais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Amanhã, o primeiro deles estará por aqui. Tragam suas xícaras de café e venham fazer companhia para quem, por acaso, se sentar na mesa.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/7537163547748559949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/na-mesa-1.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7537163547748559949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7537163547748559949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/na-mesa-1.html' title='Na mesa #1'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrZXzZbs6H2vBa9MvCjgyc3gJn7HUmCUDCknfUMDvmiQg29i89P0ICVbROVjmymH3o79DvMaevoILOPjFFoIKHI1uHl9JApyFEXM6sOqhiZEgqLk67M0bENBn62352OdFLCxlrElAzJ4Y/s72-c/caf%C3%A9.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-5527600890976707890</id><published>2013-07-12T10:42:00.001-03:00</published><updated>2013-07-12T12:00:07.965-03:00</updated><title type='text'>Aliança</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2QpG7d8Mr1QaMbyLfcZUpF5lfdYpeyfEe5LBp2Jm0UwGp1JlYT8tHi2-zGvKDRA_J_on6xdiNSleqJToJft60F7qzl_gvFc2VlUTSFryh_NjTjHyYonKoj8Q2R-NjCGcE5TWigGkY280/s1600/505404d3f73c38d211fc7b6305af8f41.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;132&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2QpG7d8Mr1QaMbyLfcZUpF5lfdYpeyfEe5LBp2Jm0UwGp1JlYT8tHi2-zGvKDRA_J_on6xdiNSleqJToJft60F7qzl_gvFc2VlUTSFryh_NjTjHyYonKoj8Q2R-NjCGcE5TWigGkY280/s200/505404d3f73c38d211fc7b6305af8f41.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Abriu a porta, entrou em casa e deu logo de cara com ela sentada no sofá. Estava apoiada em cima de um de seus pés com o controle remoto na mão apontado para a TV. Logo que o viu, deixou o controle de lado e o chamou para sentar do seu lado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O barulho da TV lhe soava alto e o cheiro dela indicava que havia saído do banho a pouco. Passou o dia inteiro pensando na versão da história que contaria. Respirou fundo e antes que ela reparasse começou a falar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Contou que foi sem querer, mas que tirou a aliança do dedo quando foi lavar a mão na padaria em que almoçou e que deve ter esquecido ela na pia. Explicou que se deu conta quando estava no caixa, mas que já era tarde demais, ela não estava mais onde havia deixado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A expressão dela mudou. Franziu a testa e esticou a perna sobre a qual estava sentada. Começou a falar como se vírgulas não existissem, como se não fosse preciso tomar ar. Foi ficando vermelha conforme ia enumerando os motivos pelos quais não poderia acreditar naquela versão. A voz ia se misturando com as que vinham da TV que seguia ligada. Ele não conseguia se concentrar em nenhuma das duas falas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele tentava argumentar, mas parecia que cada resposta que dava funcionava como mais combustível para ela. Ia emendando uma palavra na outra. Ela não respirava entre as frases. Ele não respirava de medo. Ela não acreditou nele. Mandou ele embora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E foi assim que aquela noite terminou. Em um ponto da cidade, ela rolando sozinha na cama que era dos dois. Em outro, ele encarando o teto da casa do amigo deitado no sofá da sala. Em um terceiro, uma senhora sentada em sua poltrona sem conseguir dormir, pensando em como encontraria o dono da aliança que sua neta havia pegado na pia da padaria onde almoçaram naquela tarde.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/5527600890976707890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/alianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5527600890976707890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5527600890976707890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/alianca.html' title='Aliança'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2QpG7d8Mr1QaMbyLfcZUpF5lfdYpeyfEe5LBp2Jm0UwGp1JlYT8tHi2-zGvKDRA_J_on6xdiNSleqJToJft60F7qzl_gvFc2VlUTSFryh_NjTjHyYonKoj8Q2R-NjCGcE5TWigGkY280/s72-c/505404d3f73c38d211fc7b6305af8f41.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-4156292671891027504</id><published>2013-07-04T22:01:00.004-03:00</published><updated>2013-07-04T22:01:56.861-03:00</updated><title type='text'>Caleidoscópio</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaTgIzDfq40PK7HtXt1-ALXgqbOtxdOQGfmJXROUHmGfjVQRwkd1yKtM_RQ0nmONHzOlGmioWhlshKndWv6n5M4k6tn2hyp_r9imjTOLzzrzZtqibgJFoDRfwFwUl_A2BXvenH8ZdhZO0/s500/caleidoscopio-grande_MLB-O-2844236026_062012.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaTgIzDfq40PK7HtXt1-ALXgqbOtxdOQGfmJXROUHmGfjVQRwkd1yKtM_RQ0nmONHzOlGmioWhlshKndWv6n5M4k6tn2hyp_r9imjTOLzzrzZtqibgJFoDRfwFwUl_A2BXvenH8ZdhZO0/s200/caleidoscopio-grande_MLB-O-2844236026_062012.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A realidade é vista de um único ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
A vista é um único ponto da realidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
É vista de um único ponto a realidade.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
A realidade é um ponto de vista único.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
De um único ponto é vista a realidade.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/4156292671891027504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/caleidoscopio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/4156292671891027504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/4156292671891027504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/07/caleidoscopio.html' title='Caleidoscópio'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaTgIzDfq40PK7HtXt1-ALXgqbOtxdOQGfmJXROUHmGfjVQRwkd1yKtM_RQ0nmONHzOlGmioWhlshKndWv6n5M4k6tn2hyp_r9imjTOLzzrzZtqibgJFoDRfwFwUl_A2BXvenH8ZdhZO0/s72-c/caleidoscopio-grande_MLB-O-2844236026_062012.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-2226194480669916549</id><published>2013-06-28T18:58:00.000-03:00</published><updated>2013-07-12T12:15:12.961-03:00</updated><title type='text'>Arroz</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhspuBGUuPgYZllGWy2cLlY9QV4OV302i8-imESi96q7iMoIfKOCfgPN3se4_A2A6HwDYjL24V3nXfY6qefHZ3YBtAdvVcAVpYHdFqgTF4V3ci1Acvck5KbZgPlsP3zVn7JKfRXX1SexFA/s500/arroz.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhspuBGUuPgYZllGWy2cLlY9QV4OV302i8-imESi96q7iMoIfKOCfgPN3se4_A2A6HwDYjL24V3nXfY6qefHZ3YBtAdvVcAVpYHdFqgTF4V3ci1Acvck5KbZgPlsP3zVn7JKfRXX1SexFA/s200/arroz.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Como toda boa avó, ela fazia o melhor arroz do mundo. Era um arroz soltinho, branquinho e que deixava a casa toda com um cheiro delicioso. Tão saboroso que dava até dó do feijão. A vontade era mesmo de comer o arroz puro e deixar a mistura de lado. Difícil dizer se ela gostava mais de prepará-lo ou de ver os netos comendo com todo aquele gosto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com o tempo, o arroz da vovó foi ficando mais raro. Ela foi indo menos para a cozinha. Normalmente, a moça que trabalhava na casa dela preparava a refeição. Outras vezes, os filhos que se encarregavam de cozinhar. &amp;nbsp; Quando ela mesma fazia, era motivo de festa. Em geral, aliás, era em momentos de celebração. O tempo tinha feito a comida de todo dia virar prato de ocasião especial.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nessa semana, ela veio almoçar em casa. Entre uma garfada e outra, comentamos que o arroz que a minha mãe tinha feito estava delicioso, mas que ainda não era como o arroz da vovó. Foi, então que ela disse:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Nem lembro da última vez que fiz meu arroz. Qualquer dia desses, preciso ir para a cozinha preparar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É engraçado isso que acontece conforme vamos ficando velhos. Percebi que ela havia esquecido em algum canto de seu caminho esse ritual de preparar o arroz. Mais ou menos da mesma forma que fazia, cada vez com mais frequência, com seus óculos. Vez ou outra, se via procurando por eles pela casa sem lembrar onde os tinha deixado. Mesmo os óculos tendo um papel muito importante na sua vida, não eram algo no que prestava atenção o tempo todo. E, então, num instante deixava eles por ai. Mas, justamente por precisar dos óculos, de repente lembrava e ia buscá-los. Tudo isso para, certamente, perdê-los novamente pela casa em breve.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No meio do trajeto da vida, vamos esquecendo coisas pequenas pelo caminho. E, então, de repente, &amp;nbsp;lembramos delas e decidimos buscar onde as deixamos, mesmo sabendo que vamos deixá-los novamente jájá. Acho que é ai que nos damos conta de como são grandes essas pequenas coisas da vida.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/2226194480669916549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/nostalgia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/2226194480669916549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/2226194480669916549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/nostalgia.html' title='Arroz'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhspuBGUuPgYZllGWy2cLlY9QV4OV302i8-imESi96q7iMoIfKOCfgPN3se4_A2A6HwDYjL24V3nXfY6qefHZ3YBtAdvVcAVpYHdFqgTF4V3ci1Acvck5KbZgPlsP3zVn7JKfRXX1SexFA/s72-c/arroz.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-6552400996690703267</id><published>2013-06-25T20:13:00.002-03:00</published><updated>2013-06-25T20:13:54.178-03:00</updated><title type='text'>Jazz</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgItlWNdGD2zJmOhE7bQcja2MVrWHWyhPZn1Vpa5ARMpdk0xQ8dIlfOOGLWn0_VxvxBTuW4H21GHJyZRTrvwvwhO1OIdcKUOiNv-FOKSp496kANmo1TPVwKf5MAX50OZXXXBYYR_Jo0oSU/s1600/Protesto-Sao-Paulo-17-06-Avenida-Paulista-size-598.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;177&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgItlWNdGD2zJmOhE7bQcja2MVrWHWyhPZn1Vpa5ARMpdk0xQ8dIlfOOGLWn0_VxvxBTuW4H21GHJyZRTrvwvwhO1OIdcKUOiNv-FOKSp496kANmo1TPVwKf5MAX50OZXXXBYYR_Jo0oSU/s320/Protesto-Sao-Paulo-17-06-Avenida-Paulista-size-598.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Naquela semana, todas as noites foram noites de jazz.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por um lado, havia aquela base que dava suporte para todo o resto. Assim como o blues faz para o jazz, alguns manifestantes estiveram ali todos os dias para reivindicar a redução da tarifa do transporte público. Eram a base, as notas certeiras que ofereciam o ritmo para os demais sons que viriam se juntar a elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro, havia quem viesse para improvisar. No lugar das clarinetas ou trompetes, os cartazes. E, a cada manifestação, uma surpresa sobre o som que fariam. Estava ali a criatividade de um músico de jazz. Nunca haviam ensaiado antes. Um, certamente, não poderia prever o que o outro ia reivindicar. Mas, criaram um lindo - ainda que não tão harmônico, - arranjo improvisado. Sem maestro nem nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Exatamente como em consecutivos shows de jazz, nenhuma noite foi igual a outra. E nem precisava ser. Os sons eram diferentes, os focos dos músicos não eram os mesmos. Provavelmente, não teriam sido ouvidos tocando isoladamente. Mas, juntos não poderiam ser ignorados, mesmo com as notas meio embaralhadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música faz isso com a gente. Faz a gente querer dançar. Não dá para explicar o que nos move. De repente, o corpo levanta da cadeira e quer sacudir. Às vezes, só sacudir os ossos, às vezes, sacudir todo um país.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/6552400996690703267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/jazz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6552400996690703267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6552400996690703267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/jazz.html' title='Jazz'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgItlWNdGD2zJmOhE7bQcja2MVrWHWyhPZn1Vpa5ARMpdk0xQ8dIlfOOGLWn0_VxvxBTuW4H21GHJyZRTrvwvwhO1OIdcKUOiNv-FOKSp496kANmo1TPVwKf5MAX50OZXXXBYYR_Jo0oSU/s72-c/Protesto-Sao-Paulo-17-06-Avenida-Paulista-size-598.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-4620087282747049611</id><published>2013-06-14T18:56:00.001-03:00</published><updated>2013-06-14T18:58:35.465-03:00</updated><title type='text'>Vínculo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4hyphenhyphenJQMB4rYWHJZVvLXdtfYdX-NoGQwfyjspsF8KAZ-5-GNYfdQx_nKljxJ5pklot9XCabERyXnqD0jP_6GrgkP1eVxsHB0P_g4GOE1g4ur6NoSFFLdpskSTnx2YWG3FdRFj3BtiKdevM/s1600/BEB_SO~1.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;166&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4hyphenhyphenJQMB4rYWHJZVvLXdtfYdX-NoGQwfyjspsF8KAZ-5-GNYfdQx_nKljxJ5pklot9XCabERyXnqD0jP_6GrgkP1eVxsHB0P_g4GOE1g4ur6NoSFFLdpskSTnx2YWG3FdRFj3BtiKdevM/s200/BEB_SO~1.JPG&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Querido,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Você deve ter levado um susto quando viu meu nome na sua caixa de entrada. Imagino até a sua cara. Quer dizer, imagino a cara que faria quatro anos atrás. Já faz tanto tempo que vim para São Paulo que é difícil dizer se ainda levanta as sobrancelhas quando é surpreendido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De lá para cá, nenhuma notícia sua. Confesso que não imaginei que o fim seria tão definitivo. Imaginei várias vezes você batendo na minha porta e dizendo que tinha se mudado para cá também. Hoje, anos depois, fico aliviada que não tenha feito isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A cidade não é fácil para quem acaba de chegar. Não tivemos um começo tranquilo e várias vezes pensei em voltar. Mas, assim como você o fez, ela foi me conquistando aos poucos. Foi igualzinho o seu jeito de me ganhar. Nunca perdi de vista os seus defeitos e o que me incomodava, mas as partes boas pareciam compensar. É bem verdade que a dinâmica é caótica por aqui, mas, de repente, até o cinza pareceu menos cruel aos meus olhos. E, assim, me rendi à vida pauslitana.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Passei por poucas e boas por aqui, mas ontem foi diferente. Você deve ter visto nos noticiários. A cidade ficou tensa. Tive medo e desejei estar com você. Um pouco egoísta até, eu sei, mas precisava te dizer. Junto com o medo, veio a raiva. Uma sensação de que a cidade fazia comigo o mesmo que você. Insistiu em me conquistar e quando criamos esse vínculo que temos hoje, colocou tudo em cheque. Quando percebi, me peguei justificando o que acontecia. Da mesma maneira que fazia com seus erros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Olha, não vou acabar esse e-mail dizendo que vou voltar. Não é sobre isso. O desfecho da minha história de amor com a cidade é diferente do que o da nossa. Alias, esse e-mail é sobre isso. Aprendi a ficar. Nessa cidade que parece querer que todo mundo vá, entendi a importância de ficar. Justo aqui, criei essa conexão. Desculpa se não tentei arrumar as coisas entre nós quando pude. Tenho vontade de fazer isso por aqui. Eu quero ver as coisas diferentes em São Paulo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Espero que quando vier me visitar, já tenha conseguido mudar algumas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se cuida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Beijos,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alice.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/4620087282747049611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/querido-voce-deve-ter-levado-um-susto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/4620087282747049611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/4620087282747049611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/querido-voce-deve-ter-levado-um-susto.html' title='Vínculo'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4hyphenhyphenJQMB4rYWHJZVvLXdtfYdX-NoGQwfyjspsF8KAZ-5-GNYfdQx_nKljxJ5pklot9XCabERyXnqD0jP_6GrgkP1eVxsHB0P_g4GOE1g4ur6NoSFFLdpskSTnx2YWG3FdRFj3BtiKdevM/s72-c/BEB_SO~1.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-3688492926600234263</id><published>2013-06-04T23:46:00.002-03:00</published><updated>2013-06-04T23:46:49.809-03:00</updated><title type='text'>Marionete</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFexToePIyPnV20xBR70arOmz_g08BfKweysiMRl21yX_zKjNPjfcYC6gmFKT32SMiorkJ8OO1H2wv4je94qaJfB1CjKNY0jafy3izJaf-o9OusNuHefyp3KwIDCVhAUZIUsWBW0v4S6Y/s1600/marionete.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFexToePIyPnV20xBR70arOmz_g08BfKweysiMRl21yX_zKjNPjfcYC6gmFKT32SMiorkJ8OO1H2wv4je94qaJfB1CjKNY0jafy3izJaf-o9OusNuHefyp3KwIDCVhAUZIUsWBW0v4S6Y/s200/marionete.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Seu palco era a calçada. Seu público os pedestres. O ingresso era de graça.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele não era muito velho, mas também não era do tipo que seria considerado jovem. Sua arte era milenar. Em um cenário que reproduzia a própria rua onde se apresentava, um boneco de marionete ganhava vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Caminhava pela calçada, sentava no chão, caía na sarjeta. Cada dia era uma história, não necessariamente diferente. Alguns episódios se repetiam vez ou outra. Mas, na vida é assim também, não é mesmo? Tem coisa que acontece de vez em quando. Tem coisa que se repete sempre, como é o caso do próprio artista que todos os dias se apresenta na mesma calçada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa não é a única coisa que eles, artista e marionete, têm em comum. Eles também vestem a mesma roupa. Sempre estão de suspensórios. Sempre caminhando pela mesma calçada - um da cidade, o outro da caixa. Costumam estar sérios. O boneco por ser de madeira, o artista por ser de verdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, tem a diferença que está nas cordinhas. Quem decide os passos da marionete é o artista. Aliás, ele que escolheu a cor de seus suspensórios idênticos, a rua onde se apresentariam a e caixa onde o colocaria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As pessoas sempre param para ver as apresentações. Algumas deixam uma moeda. Essas recebem um agradecimento. Sempre, dos dois. Ambos se inclinam sobre os joelhos para falar obrigada. Difícil dizer para quem os pedestres estão entregando o dinheiro. Às vezes, vendo os dois vestindo a mesma roupa, até confude. Porque tem gente que se identifica mais com o artista e tem gente que, se pudesse, preferia levar a vida do boneco.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/3688492926600234263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/marionete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/3688492926600234263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/3688492926600234263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/06/marionete.html' title='Marionete'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFexToePIyPnV20xBR70arOmz_g08BfKweysiMRl21yX_zKjNPjfcYC6gmFKT32SMiorkJ8OO1H2wv4je94qaJfB1CjKNY0jafy3izJaf-o9OusNuHefyp3KwIDCVhAUZIUsWBW0v4S6Y/s72-c/marionete.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-2351205635205632783</id><published>2013-05-27T20:57:00.000-03:00</published><updated>2013-05-28T10:55:33.542-03:00</updated><title type='text'>Guarda-chuva</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippD28qOXnoGiemQGnNX6GO3_PA7lPLkk1LnH5ua5j7qyjMV9f_G2FillktMooKarwF8d3AUiNOMZBzh-9DWWktqcva59HPZvSVOZL4QiVgdMkaeN-6rivUjVG1gRppUKDI7uPF2DNZQE/s1600/2cf39c04cf097bfca95b25acd269fd9c.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippD28qOXnoGiemQGnNX6GO3_PA7lPLkk1LnH5ua5j7qyjMV9f_G2FillktMooKarwF8d3AUiNOMZBzh-9DWWktqcva59HPZvSVOZL4QiVgdMkaeN-6rivUjVG1gRppUKDI7uPF2DNZQE/s200/2cf39c04cf097bfca95b25acd269fd9c.jpg&quot; width=&quot;150&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Quando as gotas que caiam do céu já não podiam ser ignoradas, abriu o guarda-chuva. Era pequeno e amarelo. Apertou o passo e foi andando, com os olhos voltados para o chão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mentalmente amaldiçoava uns outros pedestres que pareciam não vê-lo. Esses que não sabiam conduzir guarda-chuva e, entre um intervalo e outro, esbarravam nele. Em sua cabeça, era sempre o esbarrado e nunca o que esbarrava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O barulho das gotinhas caindo no guarda-chuva parecia ditar o ritmo de seus pensamentos. No seu universo pessoal chovia. Os pensamentos nasciam mal-humorados embalados pela trilha sonora composta pelos pingos. A necessidade de passar no super-mercado para rechear a geladeira que já estava vazia há dias, a conta do celular, o relatório que tinha que entregar, as constantes argumentações silenciosas para justificar sua razão no episódio daquela manhã. Todos regidos pelo barulho da chuva. Apenas eram interrompidos pelos encontrões nos demais pedestres. Esbravejava. Um pouco com quem esbarrava nele, um pouco com os próprios pensamentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os olhos nos pés ainda. O som parecia ter sumido. Tinha se acostumado. Os pensamentos se emaranhavam nele mesmo. Pesados, como suas roupas molhadas. Confusos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estava tão ocupado com eles que nem percebeu que, agora, carregava o único guarda-chuva aberto na rua. Com os olhos focados nos seus pés e pensamentos, não percebeu que há umas 4 quadras atrás a chuva parou. Muito menos que, neste momento, inclusive, abriu o sol.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Algumas vezes, é difícil enxergar para além do nosso próprio guarda-chuva.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/2351205635205632783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/guarda-chuva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/2351205635205632783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/2351205635205632783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/guarda-chuva.html' title='Guarda-chuva'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippD28qOXnoGiemQGnNX6GO3_PA7lPLkk1LnH5ua5j7qyjMV9f_G2FillktMooKarwF8d3AUiNOMZBzh-9DWWktqcva59HPZvSVOZL4QiVgdMkaeN-6rivUjVG1gRppUKDI7uPF2DNZQE/s72-c/2cf39c04cf097bfca95b25acd269fd9c.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-8936399668347908647</id><published>2013-05-20T18:53:00.003-03:00</published><updated>2013-05-28T10:57:41.063-03:00</updated><title type='text'>Brechó</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ5_nVSW6F_2EaKwmJm8kRvkZwwdKVrefIWFJrvXRwBkTOboc1TWCfdPTmqMTpV82FDRkjK1Gf4Nnxq3fIntypMkGSpqP2sQivE_rfQhHtuggsPK-VJ5BQb3j92W17HFI03BHDkHvvUro/s1600/brecho5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ5_nVSW6F_2EaKwmJm8kRvkZwwdKVrefIWFJrvXRwBkTOboc1TWCfdPTmqMTpV82FDRkjK1Gf4Nnxq3fIntypMkGSpqP2sQivE_rfQhHtuggsPK-VJ5BQb3j92W17HFI03BHDkHvvUro/s200/brecho5.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Tem que ser usado. Esse é o requisito básico para que algo possa fazer parte de um brechó. Não importa se é calça, se é chapéu, enfeite, sapato, bolsa, quadro. Se tiver sido usado, está valendo. E se tudo ali foi usado, quer dizer que cada um dos itens experimentou uma separação. No final das contas, o brechó é essa estranha composição de episódios de separação seguidos de novos de reconciliação. Não com o mesmo dono, mas uma reconciliação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquela era uma tarde de separações e reconciliações na vida dela. Levando duas sacolas, passava no brechó para vender algumas peças com as quais não queria mais ficar. Não eram as peças, era ela. Estava diferente e elas continuavam iguais, então não estava mais funcionando.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Apresentou uma a uma ao vendedor, combinou preços e depois aproveitou para passear pelas prateleiras e conhecer os itens que passariam a fazer companhia para as suas ex-coisas. Tinha tanta coisa linda. Como é que alguém poderia se desfazer delas? Pegou um moletom cinza e checou o preço. Decidiu levar. Azar de quem tinha deixado aquela belezinha escapar. Ao pagar, ficou imaginando o dono anterior. Ficou pensando nas histórias que o moletom já tinha vivido, os lugares nos quais havia estado e como tinha sido a separação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Saiu da loja já vestindo ele. Logo na primeira esquina, com seu moletom novo, esbarrou em um velho amor. Ele vinha acompanhado de um novo alguém. Trocaram um cumprimento tímido que não dava pista alguma sobre a história que tinham vivido, sobre os lugares nos quais haviam estado e sobre como tinha sido a separação. Continuaram seus caminhos. Ela sem suas antigas coisas, mas com seu novo moletom. Ele com seu novo amor.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquela era uma tarde de separações e de reconciliações na vida dela. No fim das contas, todos as tarde são um pouquinho disso.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/8936399668347908647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/brecho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8936399668347908647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8936399668347908647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/brecho.html' title='Brechó'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ5_nVSW6F_2EaKwmJm8kRvkZwwdKVrefIWFJrvXRwBkTOboc1TWCfdPTmqMTpV82FDRkjK1Gf4Nnxq3fIntypMkGSpqP2sQivE_rfQhHtuggsPK-VJ5BQb3j92W17HFI03BHDkHvvUro/s72-c/brecho5.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-8825093559593712611</id><published>2013-05-13T21:37:00.004-03:00</published><updated>2013-05-13T21:37:44.469-03:00</updated><title type='text'>Pipoca</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFR_4gx0h2OUNeXX_ZmrRvT9EG3FcAYiSWVjpiwQ1NVPUgc808gUK4OkvHdI_mPePQ0w1KmI8cmUh6JUiz6gW0U3ch5S8jZU0A-PGK3OxQ4VwNtkCt0qfrPzuGV0rnhlkgvuEld0L2NBs/s1600/pipoca.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFR_4gx0h2OUNeXX_ZmrRvT9EG3FcAYiSWVjpiwQ1NVPUgc808gUK4OkvHdI_mPePQ0w1KmI8cmUh6JUiz6gW0U3ch5S8jZU0A-PGK3OxQ4VwNtkCt0qfrPzuGV0rnhlkgvuEld0L2NBs/s200/pipoca.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Todos os dias, antes do sinal tocar, a turma já sabe que a aula está chegando ao fim. Nem precisa de relógio na sala para a agitação dos alunos guardando seus materiais começar. Tudo por causa do pipoqueiro. Ele chega todos os dias no portão da escola no mesmo horário. O cheiro de pipoca quentinha invade a sala e funciona como o soar de um cuco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Instantes depois do sinal, já tem fila na frente do seu carrinho. Pipoca doce, pipoca salgada, branca, rosa. Pipoca sendo vendida, pipoca sendo preparada. O carrinho nunca está vazio. Assim como o cantinho do pipoqueiro. Sempre ele está lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca ninguém parou para pensar da onde ele vem. Será que mora ali perto? Deve ser! Dificilmente, ele conseguiria vir com o carrinho dele de muito longe. Imagine só, ele dentro de um ônibus com seu carrinho. Não ia funcionar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca ninguém parou para pensar no motivo pelo qual ele sempre retorna para aquele ponto. É bem verdade que os clientes esperam ele por lá todos os dias. Mas, compradores de pipoca tem em qualquer escola, porta de metrô ou até de empresa. Poderia muito bem mudar de freguesia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele mesmo nunca se perguntou isso. Nem nunca se deu conta do privilégio que tem de escolher se vai voltar ou não. Sua vida dentro de um carrinho, sobre rodas que permitem conduzí-la para qualquer lugar. Mas, em qualquer lugar, ele não seria o pipoqueiro que anuncia o final da aula. Sua pipoca seria pipoca e não cheiro de fim de aula, nem gostinho de volta para casa. E isso ele não quer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que nem o cuco que só faz sentido se for parte da estrutura do relógio, ele só sente que faz sentido se for naquela esquina. E, por isso, ele sempre volta.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/8825093559593712611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/pipoca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8825093559593712611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8825093559593712611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/pipoca.html' title='Pipoca'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFR_4gx0h2OUNeXX_ZmrRvT9EG3FcAYiSWVjpiwQ1NVPUgc808gUK4OkvHdI_mPePQ0w1KmI8cmUh6JUiz6gW0U3ch5S8jZU0A-PGK3OxQ4VwNtkCt0qfrPzuGV0rnhlkgvuEld0L2NBs/s72-c/pipoca.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-5819343265042023199</id><published>2013-05-06T08:40:00.002-03:00</published><updated>2013-05-06T12:55:55.071-03:00</updated><title type='text'>Especial dia das mães</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dia das mães é dia de amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para celebrar esse amor, o Lentes Coloridas fez uma parceria com a linda loja de presentes Graviola - www.graviola.art.br - e com a amiga e super artista Beatriz Bouskela. Juntas, criamos 3 cartões para rechear essa data de ainda mais sentimentos gostosos. Cada um deles traz uma ilustração exclusiva feita pela Bia e um conto aqui do Lentes Coloridas escrito especialmente para essa ocasião! Nos três posts abaixo, você pode conferir os textos e suas respectivas ilustrações!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Gostou? Então, para comprar um para sua mãe, aqui vão algumas opções:&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Você pode me deixar um comentário por aqui com seu nome, contato por e-mail e qual cartão gostou mais;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2. Você pode escrever uma mensagem na Fanpage do Lentes Coloridas com essas informações (&lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/bloglentescoloridas&quot;&gt;http://www.facebook.com/bloglentescoloridas&lt;/a&gt;);&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3. Você pode comprar pela querida loja Graviola (&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.graviola.art.br/postal-dia-das-maes&quot; rel=&quot;nofollow nofollow&quot; style=&quot;background-color: white; color: #3b5998; cursor: pointer; font-family: &#39;lucida grande&#39;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px; text-align: left; text-decoration: none;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.graviola.art.br/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;&lt;span class=&quot;word_break&quot; style=&quot;display: inline-block;&quot;&gt;&lt;/span&gt;postal-dia-das-maes&lt;/a&gt;&amp;nbsp;)&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cada um deles custa R$ 15,00 e será impresso em um estilo parecido com um cartão postal, a ilustração linda de um lado e o texto do outro!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Beijos e boa semana para todos!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/5819343265042023199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/especial-dia-das-maes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5819343265042023199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5819343265042023199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/especial-dia-das-maes.html' title='Especial dia das mães'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-6421141506980250618</id><published>2013-05-06T08:32:00.001-03:00</published><updated>2013-05-06T08:32:39.097-03:00</updated><title type='text'>Memórias - Especial dia das mães</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjI85TAmfZkvJs29NNPcnxhXwVsd51ATCeWSqkoddQbP2g7OQ9VOrZCb5F9vxkoLDaCeT-RBIc0HF_jy7JXnw65xPjr2XpYtd6zmpUuEjQEQ9ev2LE9M5xkIAVb_siNL0m4jqL2eOY4f5g/s1600/memorias.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;312&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjI85TAmfZkvJs29NNPcnxhXwVsd51ATCeWSqkoddQbP2g7OQ9VOrZCb5F9vxkoLDaCeT-RBIc0HF_jy7JXnw65xPjr2XpYtd6zmpUuEjQEQ9ev2LE9M5xkIAVb_siNL0m4jqL2eOY4f5g/s320/memorias.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Estranho pensar que há uma época de nossas vidas da qual não temos
memórias. Aparentemente, não há muito consenso sobre isso. Alguns pesquisadores
dizem que as pessoas começam a se lembrar dos fatos que vivenciaram desde
quando têm 1 ano. Outros afirmam que leva mais tempo, pois os ocorridos apenas
ficam marcados em nossa mente quando completamos o segundo ano de vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se dependesse de nossos cérebros, não teríamos contato algum com muitas
das nossas memórias mais antigas. A primeira palavra, a primeira refeição, o
primeiro aniversário, o primeiro dente. Tudo isso estaria perdido, solto no
tempo, desconectado de nós. Mas, não está. Em muitos casos, por causa dela, que
dá sentido a essas memórias e trata de registrá-las cuidadosamente, nossa mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como que num passe de mágica, elas fazem todas as pesquisas e teorias sobre
a memória cairem por terra. Nossas mães são, desde o primeiro dia, as nossas
lembranças. Guardam cada acontecimento nosso tão vivo dentro delas que ao
compartilhar são capazes de criar a sensação de que lembramos de cada episódio
narrado. Quando falam para o filho sobre a primeira vez que deu um sorriso ou
que disse uma palavra, por exemplo, parecem transportá-lo no tempo para diante
daquela cena. E, então, pronto. A história vira lembrança. Ou a lembrança vira
história, a nossa história. Nem os pesquisadores podem dizer muito bem ao
certo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não há nada tão pessoal quanto a nossa memória. Apenas uma coisa: a
missão de ser guardiã da memória de alguém que ainda não pode lembrar. Cuidar
de cada uma das recordações com carinho, transformá-las em álbuns de fotografias,
em vídeos – alguns ainda em VHS -, em noites de histórias, em brinquedos
guardados, em desenhos enquadrados. Elas não perdem nada. E, assim, se tornam a
eterna conexão entre nosso começo, nosso meio e fim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/6421141506980250618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/memorias-especial-dia-das-maes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6421141506980250618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6421141506980250618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/memorias-especial-dia-das-maes.html' title='Memórias - Especial dia das mães'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjI85TAmfZkvJs29NNPcnxhXwVsd51ATCeWSqkoddQbP2g7OQ9VOrZCb5F9vxkoLDaCeT-RBIc0HF_jy7JXnw65xPjr2XpYtd6zmpUuEjQEQ9ev2LE9M5xkIAVb_siNL0m4jqL2eOY4f5g/s72-c/memorias.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-962742333091431574</id><published>2013-05-06T08:31:00.000-03:00</published><updated>2013-05-06T08:31:11.253-03:00</updated><title type='text'>Mundo encantado - Especial dia das mães</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL5iuXgM97VJSLHmc_hbpWhyi9g1KYdhzhZBuvT-LrXreqQlQrNc4D-lxtWsioG7MieiS_k4TuTrmle5gY9tdg8UH7Sr8NUnJsSuLoDVjgbXTC2WVfOC9HLh8NMiHRF4weSBkIRR1JxkA/s1600/Mundo+encantado.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL5iuXgM97VJSLHmc_hbpWhyi9g1KYdhzhZBuvT-LrXreqQlQrNc4D-lxtWsioG7MieiS_k4TuTrmle5gY9tdg8UH7Sr8NUnJsSuLoDVjgbXTC2WVfOC9HLh8NMiHRF4weSBkIRR1JxkA/s320/Mundo+encantado.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Não eram raras as tardes de domingo em que delicadamente sentava-se na
frente da mãe que assistia à algum filme ou lia uma revista qualquer e a
encarava. Ficava em silêncio, até que ela a reparasse. Às vezes, levava alguns
minutos. Então, quando os olhares se encontravam, abria aquele sorriso pidão
que ambas sabiam muito bem o que queria dizer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Sem dizer nenhuma palavra, a mãe levantava e ia junto com a filha para
perto do armário. A menina sorria como se estivesse diante de algum mundo
encantado, desses que apareciam nas histórias que ouvia antes de dormir.
Esticava o bracinho e apontava para os pares de sapato com os saltos mais
altos, os colares de perólas, os batons avermelhados e alguma saia que lhe
serviria como vestido. No seu mundo encantado, a mãe era a princesa e ela
queria, por alguns instantes, se sentir como tal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Colocava um pé de cada sapato, saía caminhando toda desajeitada e ia
mostrar para o pai. Voltava e se enchia de colares. Entre uma escolha e outra,
tinha oportunidade de ouvir a história de quando a mãe ganhou cada uma das
jóias. Foi assim que conheceu episódios sobre a festa de 15 anos da mãe ou do seu
avô que era ourives. O batom todo borrado registrava um beijo sorridente de
agradecimento no rosto da mãe depois que já tinha voltado a colocar o seu
próprio pijama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Hoje, anos depois, a filha virou mãe. Empresta as suas coisas para a sua
pequena. Entre um colar e uma saia, aproveita para contar as histórias da sua
mãe, agora avó. Um passeio rápido pelo tempo por meio daquele armário
encantado. Ao olhar a sua filha vestida de gente grande, se pega muitas vezes
pensando como gostaria, por alguns instantes, de caber nas suas roupinhas e
terminar o dia com a cabeça deitada no colo da sua mãe ouvindo uma história
sobre uma princesa em qualquer mundo encantado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/962742333091431574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/mundo-encantado-especial-dia-das-maes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/962742333091431574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/962742333091431574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/mundo-encantado-especial-dia-das-maes.html' title='Mundo encantado - Especial dia das mães'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL5iuXgM97VJSLHmc_hbpWhyi9g1KYdhzhZBuvT-LrXreqQlQrNc4D-lxtWsioG7MieiS_k4TuTrmle5gY9tdg8UH7Sr8NUnJsSuLoDVjgbXTC2WVfOC9HLh8NMiHRF4weSBkIRR1JxkA/s72-c/Mundo+encantado.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-1565772780637243230</id><published>2013-05-06T08:29:00.000-03:00</published><updated>2013-05-06T21:43:44.396-03:00</updated><title type='text'>Vendinha - Especial dia das mães</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh84A-Cji8oV6VZPJjiZ8Dq0-obJBPA3o2bzVHQd6V1D_lSwkCLnGib1T7prtHwybjUsgmFLfnqcqZzRobANbN09VlrN06TN9IVXiXzJz56qyawFsV_xWIynaSr_5RwW07LeuwvqRPEjxg/s1600/vendinha.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;319&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh84A-Cji8oV6VZPJjiZ8Dq0-obJBPA3o2bzVHQd6V1D_lSwkCLnGib1T7prtHwybjUsgmFLfnqcqZzRobANbN09VlrN06TN9IVXiXzJz56qyawFsV_xWIynaSr_5RwW07LeuwvqRPEjxg/s320/vendinha.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Aquele era um dia no qual ele costumava ter muito trabalho. Apesar de
ser domingo, acordava cedo, tomava um café reforçado e corria para sua
vendinha. Fazia os últimos acertos na disposição dos produtos, levantava a
porta verde e esperava a chegada do primeiro cliente. Não demorava muito e o
movimento começava. Depois do primeiro, rapidamente já surgiam o segundo e o
terceiro clientes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Sua loja era de flores. E aquele domingo era de dia das mães. Apesar do
grande fluxo de pessoas na loja, ele fazia questão de conversar com cada
cliente que passava por ali e, depois de escolhido o arranjo, encontrar um
espacinho para que escrevesse um cartão para acompanhar o buquê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Passava todo tipo de gente por ali. Tinha pai que estava escolhendo as
primeiras flores que a esposa ganharia na vida em um dia das mães. Como seus
filhos ainda eram bebês, representavam eles que ainda não sabiam escolher o
presente. Havia também os filhos que compravam dois ou três buquês.
Contrariando a ideia de que só temos uma mãe, levavam rosas para suas mães e
avós. Alguns, decidiam presentear inclusive suas sogras. Tinha filho único e
filhos que vinham em bandos com os irmãos. Esses demoravam para escolher se a
mãe gostaria mais do copo de leite ou das flores do campo. Alguns clientes gostavam
de saber do significado das flores. Outros já chegavam e pediam logo as que
sabiam ser as preferidas das suas mães. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Cada um desses visitantes levava as flores, mas deixava algo por ali. No
fim do dia, quando não havia mais&amp;nbsp;
ninguém, caminhava entre as prateleiras sentindo o espaço de sua
pequenina venda preenchido pelo amor transbordado pelas dezenas de filhos que
estiveram por ali. Misturado com o cheiro das flores, podia respirar um aroma
de afeto espalhado por eles. Quase podia enxergar a energia positiva que
pairava no ambiente. Aproveitou, então, para contribuir um pouquinho com essa
atmosfera. Montou seu último arranjo. Doze rosas colombianas. Fechou a loja e
foi encontrar a sua mãe. Ela foi presenteada com aquele arranjo que acumulava,
entre seu laço de fita e as suas pétalas, esse astral delicioso de loja de
flores em dia das mães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/1565772780637243230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/vendinha-especial-dia-das-maes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1565772780637243230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1565772780637243230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/05/vendinha-especial-dia-das-maes.html' title='Vendinha - Especial dia das mães'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh84A-Cji8oV6VZPJjiZ8Dq0-obJBPA3o2bzVHQd6V1D_lSwkCLnGib1T7prtHwybjUsgmFLfnqcqZzRobANbN09VlrN06TN9IVXiXzJz56qyawFsV_xWIynaSr_5RwW07LeuwvqRPEjxg/s72-c/vendinha.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-1625954313683134208</id><published>2013-04-29T22:01:00.000-03:00</published><updated>2013-04-29T22:33:12.046-03:00</updated><title type='text'>Sede</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHFsyQC0KTV_zHAo7b2jMalOzgOJhoZNzQyktZzdMwYqjbkg8K7whXAvP6_3b0qm5mzOL_FFnm2uKqIGGJ8GZjdB8tiMWYx04NVSNnsjOyskfnW77R62CbJI6zQ4gGvW9Xb_ixGa5sLe4/s1600/sede.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHFsyQC0KTV_zHAo7b2jMalOzgOJhoZNzQyktZzdMwYqjbkg8K7whXAvP6_3b0qm5mzOL_FFnm2uKqIGGJ8GZjdB8tiMWYx04NVSNnsjOyskfnW77R62CbJI6zQ4gGvW9Xb_ixGa5sLe4/s200/sede.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Acordou com sede. Tomou um copo de leite e outro de água em seguida. Saiu para o trabalho com uma garrafinha na mão. Encheu ela algumas vezes ao longo do dia. Quanto mais água tomava, mais sede sentia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acordou de madrugada, levantou e foi para cozinha. Até o sono estava atrapalhado. Isso não costumava acontecer. Dificilmente, despertava ao longo da noite. Era uma sede estranha. Dessas que a gente não sabe do que é. Daquelas que tentamos matar com água, com suco, com refrigerante e nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Da onde vinha essa sensação? Não era ressaca e nem consequência de algo diferente que havia comido. Deitou na cama e não conseguiu voltar a dormir. Tentava pensar em outra coisa, mas parecia não conseguir esquecer a sede. Não tinha pensamento que fosse mais forte do que aquele desejo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Virava para um lado, virava para o outro, virava um copo de água. Nada. Irritada, desistiu de dormir. Sentou na cama. A hora devia beirar às três da madrugada. Pegou seu caderninho e lápis. Mergulhou nos seus desenhos. Junto com a sede, parecia estar transbordando criatividade. Nem viu a hora passar. Acordou na manhã seguinte com o despertador tocando e o caderninho aberto no colo. Tinha pegado no sono.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi só quando já estava indo para o trabalho que se deu conta de que a sede tinha acalmado E não era por conta dos copos de água que tomou. O que resolveu foi a dose de inspiração que se transformou nos inúmeros desenhos que produziu na madrugada. Tem sede que não é de água. É uma ânsia diferente. É sede de criar, de fazer e de acontecer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/1625954313683134208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/sede.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1625954313683134208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1625954313683134208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/sede.html' title='Sede'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHFsyQC0KTV_zHAo7b2jMalOzgOJhoZNzQyktZzdMwYqjbkg8K7whXAvP6_3b0qm5mzOL_FFnm2uKqIGGJ8GZjdB8tiMWYx04NVSNnsjOyskfnW77R62CbJI6zQ4gGvW9Xb_ixGa5sLe4/s72-c/sede.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-1853120850997278391</id><published>2013-04-24T16:30:00.000-03:00</published><updated>2013-04-24T16:58:34.224-03:00</updated><title type='text'>Palavras caladas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-cV6mOwjxBSezUp620Xnsf3FsbaWWIAMexZzvUlSuy9W0XHBUjEqs_fYYzybLcpZmvSQFhrnFREUuoSu4m3hr5rzmrU49CGRbuy_IsQK_H_pSwD_OWkJ8rkZK1FMQ_x_PauxxYWZo9W4/s1600/abra%C3%A7o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-cV6mOwjxBSezUp620Xnsf3FsbaWWIAMexZzvUlSuy9W0XHBUjEqs_fYYzybLcpZmvSQFhrnFREUuoSu4m3hr5rzmrU49CGRbuy_IsQK_H_pSwD_OWkJ8rkZK1FMQ_x_PauxxYWZo9W4/s200/abra%C3%A7o.jpg&quot; width=&quot;155&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Naquele país, ninguém falava. Ali, a voz não era necessária para se
fazer entender. E a comunicação funcionava muito bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Todos os habitantes do país tinham sempre um caderninho e uma caneta à
mão. Ao passar em frente a um restaurante, por exemplo, era possível ver as
mesas cobertas de folhas e anotações. Um contava para o outro do seu dia, dos
seus sentimentos e as novidades por meio da escrita. Vai ver que era por isso
que havia menos desentendimentos. A nossa língua dá menos tempo para pensarmos
do que as nossas mãos. Assim, as pessoas ponderavam mais sobre o que deviam
dizer quando estavam com a caneta em punho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Se contrapondo a escrita estavam as sobrancelhas. Se por um lado, ao
escrever podia-se escolher com mais cuidado e calma o que se ia dizer, o
movimento das sobrancelhas era tão ágil quanto o da palavra falada. Eram
aqueles montinhos de pêlo sobre os olhos da onde, juntamente com as gargalhadas
e lágrimas, transbordavam sua espontaniedade. Os habitantes do tal país
conheciam melhor do que ninguém o poder das sobrancelhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Nesse país, não havia economia de sorrisos. Se fosse possível fazer uma
equivalência, o sorriso seria o &lt;i&gt;muito obrigado&lt;/i&gt;
naquele país. Se alguém abria uma porta para um desconhecido, levantava no
metrô para um senhorzinho se sentar ou pagava qualquer coisa com dinheiro
trocado logo era recompensado com um sorriso. Não era algo que os pais
precisavam ensinar para as crianças como o fazem aqui onde falamos. Não tinha
essa história de palavrinhas mágicas. O sorriso era natural. Como não oferecer
um diante das gentilezas dos demais habitantes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Os abraços eram abundantes também. Sabe aquela sensação de ganhar um
presente especial e não saber nem o que dizer para agradecer quem nos
presenteou? Isso não existia. O negócio era logo apertar o outro e fazer ele se
perder naqueles braços. A falta das palavras ditas fez com que se desenvolvesse
tipos diferentes de abraço. Lá, os habitantes eram capazes de reconhecer o abraço
que é para dar bom dia, daquele que desejava boa viagem do que era para pedir
desculpas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Outro dia, misteriosamente, as pessoas começaram a falar naquele lugar.
Sabe do mais engraçado? Andam dizendo por ali que vão precisar inventar um
dicionário todo novo para conseguir fazer o som falar tanto quanto consegue
fazer o olhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/1853120850997278391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/palavras-caladas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1853120850997278391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1853120850997278391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/palavras-caladas.html' title='Palavras caladas'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-cV6mOwjxBSezUp620Xnsf3FsbaWWIAMexZzvUlSuy9W0XHBUjEqs_fYYzybLcpZmvSQFhrnFREUuoSu4m3hr5rzmrU49CGRbuy_IsQK_H_pSwD_OWkJ8rkZK1FMQ_x_PauxxYWZo9W4/s72-c/abra%C3%A7o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-7197313035939346738</id><published>2013-04-22T14:13:00.000-03:00</published><updated>2013-04-22T14:13:35.899-03:00</updated><title type='text'>De cara nova</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGwWs9TFPt95qC6zlkBqU1CiQdaKve22gCgK1CJeOwgR5MtIvvduYXeAQ7Q6XqRpJO-s9qbzjZBwHxBJWMqSuVM0k4SxKk-Q6t5wC8Km-z_53TSIAk59IJnhkKAmHph6G5q70mvqeoy0A/s1600/AF+LOGO+LENTES+COLORIDAS+RGB.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;241&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGwWs9TFPt95qC6zlkBqU1CiQdaKve22gCgK1CJeOwgR5MtIvvduYXeAQ7Q6XqRpJO-s9qbzjZBwHxBJWMqSuVM0k4SxKk-Q6t5wC8Km-z_53TSIAk59IJnhkKAmHph6G5q70mvqeoy0A/s320/AF+LOGO+LENTES+COLORIDAS+RGB.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa coisa de segunda-feira cinzenta não funciona aqui no Lentes Coloridas não! Para espantar a preguiça, começamos essa semana de cara nova e cheia de cor! Cara de quem já tem quase 50 posts e 5 meses de vida!&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Obrigada por cada uma das visitas, dos comentários e do carinho! Obrigada também para a Nathelhou Productions que desenhou esse logo que tem tudo a ver com a gente!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bora continuar vendo o mundo de um jeito colorido?&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/7197313035939346738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/de-cara-nova.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7197313035939346738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7197313035939346738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/de-cara-nova.html' title='De cara nova'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGwWs9TFPt95qC6zlkBqU1CiQdaKve22gCgK1CJeOwgR5MtIvvduYXeAQ7Q6XqRpJO-s9qbzjZBwHxBJWMqSuVM0k4SxKk-Q6t5wC8Km-z_53TSIAk59IJnhkKAmHph6G5q70mvqeoy0A/s72-c/AF+LOGO+LENTES+COLORIDAS+RGB.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-5219197840928281932</id><published>2013-04-19T15:25:00.000-03:00</published><updated>2013-04-19T16:34:37.070-03:00</updated><title type='text'>Certeza</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTJB8punfYQ9n7co804lUeph76RCaP-nz8_EusF5LPwkNnSBs86Fqxtz75cjz8hlonWHh5mZzylncSezdWMK0gBN5azEUFgUFj0BKdzNMg8gOjoseBir5kyMHS1Du_sjW1NAYxhDTTVrU/s1600/brigadeirao.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTJB8punfYQ9n7co804lUeph76RCaP-nz8_EusF5LPwkNnSBs86Fqxtz75cjz8hlonWHh5mZzylncSezdWMK0gBN5azEUFgUFj0BKdzNMg8gOjoseBir5kyMHS1Du_sjW1NAYxhDTTVrU/s200/brigadeirao.JPG&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;E quando ele morreu tudo virou suas últimas palavras. Cada um dos queridos amigos ficava nostalgicamente retomando a última conversa, o último encontro e o último abraço. Falavam com carinho e lágrimas sobre os fatos que lembravam como sendo os derradeiros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitos dos episódios que eram revividos vinham acompanhados de um comentário envolto em um sútil tom de premonição que era mais ou menos assim:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Engraçado, parecia que ele sabia que ia morrer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O jeito como disse que amava a irmã ao desligar a última ligação. A maneira como veio mostrar para a esposa aquela foto antiga do filho pequeno com os olhos cheios de saudades. O estranho desejo de comer brigadeirão, seu doce predileto, no último mês. A reconciliação com o pai com quem não falava fazia um tempo. A viagem para o Marrocos no semestre anterior que sempre foi um sonho. A tatuagem no braço, a coleção de discos de vinil, o presente para o filho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por tudo isso, diziam que possivelmente ele sabia que ia morrer. Mas, afinal, o que fazemos na vida sem saber que vamos morrer? Por vezes, escondemos essa ideia por trás de um pensamento bom que invocamos rapidamente em nossas mentes para evitar o enfrentamento dela. Mas, sabemos. Na hora de escovar os dentes, na hora de embarcar no avião, na hora de uma entrevista de emprego, quando casamos, compramos um cachorro ou ligamos para reclamar da conexão da internet. Pode ser que não tão escancaradamente, mas sempre sabemos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foi quando alguém se deu conta disso que concluiram, deixando o enterro, que a vida, no fim das contas, é o conjunto dessas coisas que fazemos apesar de saber que vamos morrer. Perceberam que não se tratava do fato de que ele sabia que ia morrer e sim da certeza de que estava vivendo.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/5219197840928281932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/certeza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5219197840928281932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5219197840928281932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/certeza.html' title='Certeza'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTJB8punfYQ9n7co804lUeph76RCaP-nz8_EusF5LPwkNnSBs86Fqxtz75cjz8hlonWHh5mZzylncSezdWMK0gBN5azEUFgUFj0BKdzNMg8gOjoseBir5kyMHS1Du_sjW1NAYxhDTTVrU/s72-c/brigadeirao.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-5381679306961318113</id><published>2013-04-18T19:20:00.001-03:00</published><updated>2013-04-18T20:14:01.700-03:00</updated><title type='text'>Andorinha</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3QqiPXXEmEbdd1rjXz3pq7k2reWC93gJuqMhq1rlsMTM1WHyHqZ3dO1RUlSz5EQn55e12hcLl14KX9O5MF_HNsajtgNzjR1KD9nfaaVGaUSlE2njYFiRQcYN4esS2LCo3MRdeScqf_kw/s1600/passarinho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3QqiPXXEmEbdd1rjXz3pq7k2reWC93gJuqMhq1rlsMTM1WHyHqZ3dO1RUlSz5EQn55e12hcLl14KX9O5MF_HNsajtgNzjR1KD9nfaaVGaUSlE2njYFiRQcYN4esS2LCo3MRdeScqf_kw/s200/passarinho.jpg&quot; width=&quot;132&quot; /&gt;&lt;/a&gt;- Luiz? - disse como se a voz sorrisse ao telefone.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apoiou o celular no ombro esquerdo enquanto procurava um guardanapo rabiscado dentro da bolsa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Oi, aqui é a Luiza, sabe? A Luiza que trabalha com a Bárbara, tá lembrado? Isso mesmo, nos vimos naquele evento. Faz tempo, né? Que bom que o seu telefone continua o mesmo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acelerou a velocidade com que revirava a bolsa. O tom da voz suave e sorridente não combinava com os movimentos bruscos. Achou o papel.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Estou te ligando para te convidar para falar em uma palestra que nós estamos organizando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Abaixou os olhos para o guardanapo. Levou alguns segundos lendo as informações que passaria. A ligação ficou silenciosa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Oi, ainda tá ai? Então, vai ser no dia 23. Devem estar presentes umas 50 pessoas. Todas trabalham com TI também.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Levantou os olhos do guardanapo e olhou para frente. Um pássaro veio voando com as asas apressadas até que bateu na parede que via pela janela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- É, isso mesmo! A sua fala teria uns 40 minutos, é suficiente?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O corpo castanho do passarinho caiu no chão. Se debateu uma ou duas vezes e parou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Que ótimo que você pode vir! Claro, me passa seu e-mail que te mando as informações detalhadas. Só um segundinho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O passarinho estava morto? Mãos na bolsa em busca de uma caneta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Pode falar! Ok, anotado. Nos falamos. Para você também! Beijos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desligou. Guardou o celular e encarou o defunto de andorinha no chão. Fitou ele por alguns instantes. Precisava ir. Mas, o que seria daquele passarinho? Olhou o relógio. Estava atrasada para reunião. Encarou o pássaro no chão mais uma vez. Poderia pegá-lo e enterrá-lo. Ou jogá-lo fora. O que se faz com um passarinho morto, afinal? Ninguém deve mesmo saber disso. Alguma hora, alguém resolveria. Talvez, alguém menos ocupado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
- Bárbara, ótimas notícias! Ele topou! - gritou voltando para o voo apressado e sem sentido que era a sua vida.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/5381679306961318113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/andorinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5381679306961318113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/5381679306961318113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/andorinha.html' title='Andorinha'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3QqiPXXEmEbdd1rjXz3pq7k2reWC93gJuqMhq1rlsMTM1WHyHqZ3dO1RUlSz5EQn55e12hcLl14KX9O5MF_HNsajtgNzjR1KD9nfaaVGaUSlE2njYFiRQcYN4esS2LCo3MRdeScqf_kw/s72-c/passarinho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-6937142785338825091</id><published>2013-04-10T09:28:00.003-03:00</published><updated>2013-04-10T09:29:04.834-03:00</updated><title type='text'>Flores</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtNz97sYjd1dE6b52WbPGklw4W02wE9zjhKklxR6x7LUIYRm8nwlLIiApDpS-DuU1kwVjzJ73JdrnBhtQabJNccS6umRJ3xqnGlR2cIk8Wgruee4SdMbR8DM0urzoX7Q0BiQyD-LL1Fac/s1600/flores.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtNz97sYjd1dE6b52WbPGklw4W02wE9zjhKklxR6x7LUIYRm8nwlLIiApDpS-DuU1kwVjzJ73JdrnBhtQabJNccS6umRJ3xqnGlR2cIk8Wgruee4SdMbR8DM0urzoX7Q0BiQyD-LL1Fac/s200/flores.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Um buquê de flores e o convite para imaginar quem irá, dentro de instantes, recebê-lo. O rapaz caminha aparentemente apressado na rua com aquele ramalhete todo enfeitado na mão. Na direção de quem será que ele está indo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pode ser que hoje seja aniversário da sua mãe. Possivelmente, esse seja um costume da família. Todo ano ele a presenteia com flores. A cada aniversário, uma flor diferente. Ou, então, pode ser que essa seja a primeira vez que o faça. De repente, se deu conta de que ela está ficando mais velha. Quantos aniversários mais será que vai ter? O tempo de comemorar eles e arrancar sorridos floridos dela é agora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez, seja para sua namorada. Pode ser uma data comemorativa na história do casal. Ou pode ser um presente simplesmente por estarem vivendo aquela história, desses que dizemos que é sem motivo especial, mas que, na verdade, vem transbordando razões para ser dado. Talvez, seja uma reconcialiação. As rosas vermelhas são a sua bandeira branca, seu pedido de trégua. No meio de tantas flores, seu orgulho se perdeu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há chance também de estar indo presentear alguém que não pode exatamente agradecer. Aquelas flores podem acabar, dentro de minutos, decorando algum túmulo de quem não está mais por aqui. Ao invés disso, podem terminar dentro de um vaso na sala como decoração para um jantar em que receberá seus amigos. Podem virar enfeite para o cabelo da irmã dele. Ou, ainda, pétalas espalhadas pela casa para um encontro com um amor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
São muitas possibilidades. E pensar que dentro de alguns dias essas flores já vão ter secado e morrido. As chances são tantas para uma vida tão curta das flores.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/6937142785338825091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/flores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6937142785338825091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/6937142785338825091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/flores.html' title='Flores'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtNz97sYjd1dE6b52WbPGklw4W02wE9zjhKklxR6x7LUIYRm8nwlLIiApDpS-DuU1kwVjzJ73JdrnBhtQabJNccS6umRJ3xqnGlR2cIk8Wgruee4SdMbR8DM0urzoX7Q0BiQyD-LL1Fac/s72-c/flores.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-7085523645801272151</id><published>2013-04-08T12:24:00.001-03:00</published><updated>2013-04-08T12:24:43.785-03:00</updated><title type='text'>Poltrona de cinema</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7TA3ix4G9LC0CpCNtQBM_6p-2-UIv2MZ3l_ESltGgASwauaKyj_ADZGFxqQ6mQQvWMfSWUQN3d0OAzRMHjxtRVtYraj_uHDKXjhuHrY1wU576JV-3psjn-jeA5ZacY6v5yxzshJ9i5JI/s1600/pipoca_cinema.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;132&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7TA3ix4G9LC0CpCNtQBM_6p-2-UIv2MZ3l_ESltGgASwauaKyj_ADZGFxqQ6mQQvWMfSWUQN3d0OAzRMHjxtRVtYraj_uHDKXjhuHrY1wU576JV-3psjn-jeA5ZacY6v5yxzshJ9i5JI/s200/pipoca_cinema.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;O filme parecia não evoluir. Sua trama era lenta. As cenas escuras como a sala de cinema cheia onde era transmitido. Os diálogos eram tão raros que era possível ouvir o som dos pacotes de pipoca sendo remexidos, do refrigerante quase no fim sendo perseguido no fundo do copo pelo canudo e, hora e outra, alguns sussurros entre os espectadores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele olhou no relógio. Contando os trailers, tinham passado apenas 40 minutos desde que a sessão havia começado. Suspirou pensando na quantidade de minutos que estavam por vir. Talvez mais 1 hora? Talvez mais. Afundou a cabeça na cadeira procurando uma posição que, pelo menos, tornasse o resto daquela estada no cinema uma experiência confortável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos instantes seguintes, reparou que muitos dos outros com quem dividia a sala pareciam tão agitados quanto ele. Possivelmente, buscavam aquele mesmo conforto que faria do resto do filme um tempo menos desagradável. Mas, se não estavam satisfeitos, por que não se levantavam e iam embora? Ora, todos são livres. Bastava pedir licença para quem estivesse nas cadeiras mais próximas do corredor e sair.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alias, por que, então, ele mesmo não levantava e saía? É que vai que o filme melhorasse. E também, já havia mesmo gastado aqueles R$ 14,00 para entrar na sessão. Sem contar o valor que pagou pela pipoca e Coca-Cola. Ir embora assim significaria perder aquela quantidade de dinheiro. O melhor mesmo parecia ficar. Quem sabe se alguém levantasse ele não tomaria coragem também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os próximos 10 minutos foram ainda mais longos. Repassava os argumentos que usava para se convencer a ficar. Eles pareciam cada vez mais fracos. Mas, afinal, que mania é essa que temos de insistir em ficar quando podemos ir? Por que precisamos do aval alheio para tomar a atitude de deixar a sala? É como se o primeiro a levantar assegurasse aos demais que os chatos não são eles e sim o filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, analogamente, começou a perceber em quantas outras situações na sua vida insistia em filmes chatos ao invés de ir embora. Quando foi mesmo que esquecemos que podemos ir?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respirou fundo, como se pegasse impulso para começar uma intensa corrida, pediu licença para a pessoa na cadeira do lado e deixou a sala de cinema. Quando fechou a porta atrás de si, se sentiu estranhamente livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/7085523645801272151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/poltrona-de-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7085523645801272151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/7085523645801272151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/poltrona-de-cinema.html' title='Poltrona de cinema'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7TA3ix4G9LC0CpCNtQBM_6p-2-UIv2MZ3l_ESltGgASwauaKyj_ADZGFxqQ6mQQvWMfSWUQN3d0OAzRMHjxtRVtYraj_uHDKXjhuHrY1wU576JV-3psjn-jeA5ZacY6v5yxzshJ9i5JI/s72-c/pipoca_cinema.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-8639074341423836344</id><published>2013-04-03T09:04:00.000-03:00</published><updated>2013-04-03T09:04:28.806-03:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2s9cecy_Xlrt-3gsec_HANHgOz8rRmOCiGrlxy9n7gcsYPNwCtW0unqppV8wvVsc_sHnCsxuioY00_3OhLRXn4ZUui2yUT21Sc5gKYbtEKXjgCoZbPn6QmtNoLNsOtVt6EUJ74jwgpic/s1600/pascoa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;149&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2s9cecy_Xlrt-3gsec_HANHgOz8rRmOCiGrlxy9n7gcsYPNwCtW0unqppV8wvVsc_sHnCsxuioY00_3OhLRXn4ZUui2yUT21Sc5gKYbtEKXjgCoZbPn6QmtNoLNsOtVt6EUJ74jwgpic/s200/pascoa.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Desde quando aprendeu a ler as horas no
relógio, uma pergunta começou a martelar em sua mente. Como um cuco que
sistematicamente aparece de intervalo em intervalo, ele se pegava pensando
sobre essa coisa chamada tempo. Os ponteiros se moviam como as peças de qualquer
outra máquina o fazem. Isso não era prova suficiente para ele, antes mesmo de
completar seus 10 anos, de que o tempo existia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Falou de suas dúvidas com a professora. Com
toda delicadeza, pediu para que ela lhe mostrasse o tempo. Ela, bastante experiente
e cuidadosa, abriu o livro que trazia na sua bolsa em uma página que estava
dividida em quatro partes. Em uma delas, havia um sol desenhado. Em seguida,
uma flor cor-de-rosa. Depois, havia um gorro e um cachecol. E, por fim, uma
árvore sem folhas. Falou das quatro estações do ano. Apresentou uma a uma e
concluiu a resposta dizendo que essa era uma forma de ver o tempo. Com o passar
dele, ano a ano, experimentamos cada uma dessas épocas. Pode ser que os meses
sejam uma invenção do homem, mas as estações não o são. A cada três meses,
independetemente de nossa vontade, elas se alternarão. São grandes indícios da
passagem do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Ele ainda não estava convencido e, naquela
noite, dirigiu a mesma pergunta ao pai. Sem hesitar, o pai pegou uma foto em
que estavam os dois, pai e filho, no dia em que ele havia nascido. Lembrou a
criança de que ele já havia sido daquele tamanho em que estava na foto. Os
muitos centímetros a mais que tinha hoje eram sinais da passagem do tempo.
Assim como os fios brancos que passavam a descolorir a cabelereira do pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;No dia seguinte, foi com a mãe ao supermercado
ainda pensativo. Para ele, esse era um de seus passeios preferidos. Adorava
acompanhar a mãe por entre as prateleiras e escolher os produtos. Iam sempre no
mesmo mercado e ele sabia onde encontrar cada coisinha. Naquela manhã, a tão
conhecida loja estava diferente. Havia coelhos por todos os lados. Acima de
suas cabeças, um céu todinho feito de chocolates. Ovos de todos os tamanhos e
cores faziam seus olhos brilharem e a boca salivar. Visita a visita esperava
aquele momento do ano chegar, a Páscoa. E, finalmente, ali ela estava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Caminhando entre os chocolates se deu conta, de
repente, do que afinal era o tempo. O tempo é essa espera por algo que amamos justamente
por acontecer somente de tempos em tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/8639074341423836344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8639074341423836344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/8639074341423836344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2s9cecy_Xlrt-3gsec_HANHgOz8rRmOCiGrlxy9n7gcsYPNwCtW0unqppV8wvVsc_sHnCsxuioY00_3OhLRXn4ZUui2yUT21Sc5gKYbtEKXjgCoZbPn6QmtNoLNsOtVt6EUJ74jwgpic/s72-c/pascoa.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-1467217094575052146</id><published>2013-04-01T19:23:00.000-03:00</published><updated>2013-04-02T12:50:51.736-03:00</updated><title type='text'>Guardanapo</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTOd2KfokOvi5S79VkSiObQw5gsCm6JpRwOl8tPjA9TbOkmVMXzQRAy41agk7fCuwizPwxYwhCrIUdHsjPmhkDKN9WWaibC7iaVsbVQyjZCoTCXS2zU_WiicYoz7utXw8nyRC-as9vhes/s1600/guardanapo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;107&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTOd2KfokOvi5S79VkSiObQw5gsCm6JpRwOl8tPjA9TbOkmVMXzQRAy41agk7fCuwizPwxYwhCrIUdHsjPmhkDKN9WWaibC7iaVsbVQyjZCoTCXS2zU_WiicYoz7utXw8nyRC-as9vhes/s200/guardanapo.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é papel. Algumas vezes, pode ser pano também. Mas, na maioria das vezes, guardanapo é papel. Papel que limpa a boca e descansa no colo. Que sai borrado de batom ou de molho de tomate.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas, guardanapo é mais do que isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tem vezes que guardanapo é caminho. Com uma caneta na mão, quem tem pressa desenha um mapa para quem procura algum lugar ou destino. Funciona que nem aqueles que os piratas usavam. Vai ver que no ponto de chegada exista algum tesouro também.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é jura de amor eterno. É estampa que combina com a toalha.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é passarinho É barquinho para quem espera e avião para o ansioso. Vira rosa e chapéu de marinheiro. Basta cair na mão de quem conhece origami ou dobraduras e pode ser o que quiser.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é cupido. É só escrever uma perguntinha e pedir para o garçom entregar para a moça bonita da mesa ao lado. Se vier com oito números na resposta, a flecha atingiu em cheio a mira. Dai é só dobrar ele com cuidado e deixar no bolso para quando a coragem bater apertar o &lt;i&gt;send&lt;/i&gt; depois de digitar aquela combinação mágica no celular.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é passatempo. É obra de arte ou rascunho de desenho enquanto se espera o outro chegar. É ata de reunião em café.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Guardanapo é autógrafo de artista encontrado no hora do almoço. É lembrança daquele encontro, semanas depois quando encontrado no bolso do casaco.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No fim, guardanapo é papel. Mas, não papel de folha. É o papel que a gente der para ele.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/1467217094575052146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/guardanapo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1467217094575052146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/1467217094575052146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/04/guardanapo.html' title='Guardanapo'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTOd2KfokOvi5S79VkSiObQw5gsCm6JpRwOl8tPjA9TbOkmVMXzQRAy41agk7fCuwizPwxYwhCrIUdHsjPmhkDKN9WWaibC7iaVsbVQyjZCoTCXS2zU_WiicYoz7utXw8nyRC-as9vhes/s72-c/guardanapo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1896273328045383281.post-470173815097428311</id><published>2013-03-25T18:12:00.001-03:00</published><updated>2013-03-25T18:20:11.450-03:00</updated><title type='text'>Casa de repouso</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJn5weOQbvqBfjf8ctZOkATnQOeaE9jJw6witfrRRvOdba95KZbAHePNQCgFw0wa7idJUvYcxnjfXuboOe3L2ePZerJ58OK2FI0jS6r37_7Pwd-CQWv2t5ziJHW5bpKGBxksBkdsYpeN0/s1600/blog_velhinhos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;150&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJn5weOQbvqBfjf8ctZOkATnQOeaE9jJw6witfrRRvOdba95KZbAHePNQCgFw0wa7idJUvYcxnjfXuboOe3L2ePZerJ58OK2FI0jS6r37_7Pwd-CQWv2t5ziJHW5bpKGBxksBkdsYpeN0/s200/blog_velhinhos.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todos os dias, conversas muito bem temperadas com uma pitada de nostalgia animavam a tal casa de repouso. Foi em um desses papos que faziam parecer que o tempo havia voado que eles se conheceram. Ela, viúva, três filhos e 81 anos. Ele, divorciado, nenhum filho e 79 anos. Um dia descobriram que tinham um conhecido em comum lá de Minas Gerais e pronto. O papo aconteceu e as afinidades ficaram claras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Trocavam bilhetes apaixonados que eram entregues por outros senhorzinhos. Ele escrevia que não sabia como tinha vivido até ali sem conhecê-la. Ela respondia que nunca havia se sentido assim na vida. A timidez impedia que conversassem sem ser por suas cartinhas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Estavam todos jantando canja certa noite quando, como de costume, ela recebeu um bilhetinho dele que sentava do outro lado do refeitório. Nem reparou que o ambiente ficou em silêncio quando começou a desdobrar o papel. Por trás das dezenas de pares óculos que &amp;nbsp;recheavam o salão, olhos atentos a ela. Abriu o papel e encontrou a seguinte mensagem escrita com uma caligrafia tremida:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Quer casar comigo?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por conta do nervosismo, encarava o frango desfiado que boiava em sua tigela com tal proximidade que quando recebeu o pedaço de guardanapo enviado por ela demorou a conseguir lê-lo. O calor da sopa havia embassado seus óculos, mas sem impedí-lo de ler a resposta igualmente tremida:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Sim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
E no lugar de viver o fim da vida decidiram viver o amor da vida.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/feeds/470173815097428311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/03/casa-de-repouso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/470173815097428311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1896273328045383281/posts/default/470173815097428311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lentescoloridas.blogspot.com/2013/03/casa-de-repouso.html' title='Casa de repouso'/><author><name>Bruna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07319580616055230723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJn5weOQbvqBfjf8ctZOkATnQOeaE9jJw6witfrRRvOdba95KZbAHePNQCgFw0wa7idJUvYcxnjfXuboOe3L2ePZerJ58OK2FI0jS6r37_7Pwd-CQWv2t5ziJHW5bpKGBxksBkdsYpeN0/s72-c/blog_velhinhos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>