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	<title>Óleo diesel no copo com limão</title>
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		<title>O Rio de Janeiro continua lindo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 17:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sei já escrevi sobre isso algumas vezes, mas é um assunto que eu não me canso de criticar. E agora foi a Alicia Keys que subiu o Dona Marta para gravar o clipe novo dela na favela.
Eu não tenho nada contra a favela nem contra seus moradores. Ok, tem todo o contexto da moradia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu sei já escrevi sobre isso algumas vezes, mas é um assunto que eu não me canso de criticar. E agora foi a Alicia Keys que subiu o Dona Marta para gravar o clipe novo dela na favela.<span id="more-111"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não tenho nada contra a favela nem contra seus moradores. Ok, tem todo o contexto da moradia ilegal, dos gatos, que isso eu realmente sou contra. Eu acho meio injusto eles terem o Brasileirão no gatonet e eu ter que ir para rua porque não tenho dinheiro para pagar o PPV. Mas são pessoas tão trabalhadoras quanto as que moram no asfalto e não merecem o preconceito que sofrem por causa de 1% de seus moradores que são traficantes. Convivi com todo tipo de gente minha vida inteira e as mais pobres normalmente eram as tinham os valores mais corretos. Mas enfim, não é disso que eu quero falar. O ponto da história é que o Brasil não sabe fazer propaganda de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando eu fui para a Europa, o meu medo era de que as pessoas achassem que eu era prostituta. Brasileira morando na Europa, nunca se sabe né. Mas não. O meu choque foi descobrir que ninguém pensava nisso e o que todo mundo queria saber era se eu morava na Cidade de Deus. Várias pessoas inclusive achavam que a Cidade de Deus era tipo um apelido para o Rio de Janeiro. Achavam que a cidade era uma grande favela com traficantes armados a cada 10m. As pessoas ficavam meio chocadas quando eu falava que morava há quase 1hora de carro e sem trânsito. Ao mesmo tempo que elas sabem que o Rio é mais do que aquilo, que tem as praias, o carnaval, o reveillon, que tem Copacabana, elas acham que a dimensão da coisa é muito maior do que realmente é. Eles têm uma noção de violência muito maior do que a existente. Eu faço 26 anos semana que vem, nunca fui assaltada no Rio e foi roubada duas vezes na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aí eu penso por que o americano acha que a gente mora em árvore e o europeu acha que o Rio é uma grande CDD? Não são eles que são ignorantes, mas é isso que a gente mostra. O gringo vem para cá e só quer conhecer favela, ao invés de conhecer o lado bom. Filme brasileiro é só pobreza e violência. O clipe da Alicia Keys vai passar nas MTVs e VH1s do mundo inteiro e todo mundo vai falar “ah lá o clipe dela na favela”, quando poderia ter sido gravado em Copacabana, por exemplo. Por que muita gente acha que os EUA são um paraíso? Porque eles só mostram o lado bom. Até da Europa a gente tem uma visão meio errada de vez em quando porque eles também escondem as coisas ruins. Aqui não. A gente faz questão de insistir na violência e na pobreza. E não adianta falar que é a realidade do Brasil porque não é. Existem inúmeras realidades dentro de uma cidade e insistir em uma só é burrice.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Isso tudo ainda corrobora com a minha opinião de que o Brasil nunca vai ganhar o Oscar de filme estrangeiro. Os filmes escolhidos são sempre toscos. Salve Geral? Me poupe, horrível. Tropa de Elite? Os velhinhos da Academia odeiam esse tipo de filme. Os diretores brasileiros têm que aprender a entender os velhinhos da Academia. Existem filmes brasileiros muito bons como E Se Eu Fosse Você, A Partilha. 2 Filhos de Francisco é, na minha opinião, o melhor filme brasileiro desde a retomada. E não é um filme que fala de pobreza, é a história linda de um cara super talentoso que venceu na vida. Mas não, Salve Geral é o que deve ser explorado e vamos fazer Tropa de Elite 2.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu acho que eu viajei bastante para uma pessoa da minha idade. Eu conheço alguns países da Europa, além dos EUA (apesar de não conhecer NY). Eu tenho um amor por Londres e Paris que se eu tivesse dinheiro, eu iria duas vezes por ano. Mas a verdade? Não tem lugar no mundo mais lindo que o Rio de Janeiro. A gente só deveria aprender a explorar isso.</p>
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		<title>All we Need is Love</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 17:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim de semana foi a grande estréia de Vagner Love pelo Flamengo. Eu não vi o jogo para afirmar se ele jogou bem ou não, mas o cara fez 2 gols e, no final das contas, é isso que importa. Mas a questão é: será que em um jogo ele provou que foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim de semana foi a grande estréia de Vagner Love pelo Flamengo. Eu não vi o jogo para afirmar se ele jogou bem ou não, mas o cara fez 2 gols e, no final das contas, é isso que importa. Mas a questão é: será que em um jogo ele provou que foi um bom reforço?<span id="more-105"></span></p>
<p>Sim, provou. E na verdade não provou só hoje com os dois gols e com a comemoração que nem criança no Natal. Ele já vem provando isso desde o início, quando repetiu várias vezes que queria ir para o Flamengo, quando se emocionou no dia da sua apresentação.</p>
<p>Eu tenho uma visão um pouco diferente da maioria em relação a profissionalismo. Bem no esquema o fim justifica os meios mesmo, e em qualquer profissão. Eu sei que regras servem para serem cumpridas, ainda mais por mim que sou metódica ao extremo e costumo dizer que sofro moderadamente de TOC. Prazo para mim é uma das grandes invenções da humanidade. Mas nem sempre o cara que chega cedo no trabalho e obedece todas as regras da empresa tem a mesma produtividade do cara que chega um pouco atrasado e come em cima da mesa. Cada um tem sua forma de fazer as coisas, contanto que o resultado seja o esperado.</p>
<p>É mais ou menos essa a visão que eu tenho do futebol. Muita gente critica as regalias do Adriano, mas um dos motivos que o Flamengo foi hexacampeão foi ele, que ainda terminou como um dos artilheiros do campeonato. Tem gente lá que treina todo dia e não faz 1/10 do que ele fez. E com o Love vai ser a mesa coisa. Ele vai ter regalias, vai faltar treino, vai fazer migué, mas vai fazer gol. Por que? Porque ele está jogando no clube do coração, e isso ficou mais do que claro na comemoração dos gols. É muito bom ver um jogador comemorar daquele jeito, com tanta vontade e alegria. Isso é uma coisa que anda faltando no futebol ultimamente. O salário pode atrasar, pode não ser uma estrutura igual a do Palmeiras, mas é a camisa, a torcida, o amor. Em qualquer profissão a produtividade é muito maior quando se tem amor. E isso ele já provou que tem.</p>
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		<title>Togo e uma sucessão de erros</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 19:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na última sexta-feira, quando a seleção de Togo sofreu o atentado, choveu gente em tudo quanto é canto falando que era um absurdo, que o terrorismo estava atingindo o esporte, que o ser humano é imbecil, blábláblá whiskas sache. A primeira coisa que eu pensei, ao contrário de todo mundo, foi “que caras burros”. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na última sexta-feira, quando a seleção de Togo sofreu o atentado, choveu gente em tudo quanto é canto falando que era um absurdo, que o terrorismo estava atingindo o esporte, que o ser humano é imbecil, blábláblá whiskas sache. A primeira coisa que eu pensei, ao contrário de todo mundo, foi “que caras burros”. E agora parece que todo mundo concorda comigo depois de reportagens tipo <a title="essa" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1441720-9842,00-TECNICO+DA+COSTA+DO+MARFIM+AFIRMA+QUE+DROGBA+FOI+AMEACADO+DE+MORTE+EM+ANGOL.html" target="_blank">essa</a> e <a title="essa" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1442368-9842,00-BRASILEIRO+QUE+TREINOU+SELECAO+DE+TOGO+DIZ+NAO+ENTENDER+IDA+DE+ONIBUS+PARA+.html" target="_blank">essa</a>.<span id="more-88"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A questão é a seguinte. Eu não quero ser insensível nem deixar de achar um absurdo um ônibus com jogadores de futebol ser metralhado. Mas o erro começou antes. A Angola não é lá um dos lugares mais seguros do mundo. Aliás, a África inteira não é lá muito divertida. Tem lá suas belezas incomparáveis com o resto do mundo, sua história, uma cultura fascinante, mas a realidade é bem diferente da mostrada nos inúmeros programas pré-Copa do Mundo que mostram só o lado bom. A própria África do Sul não é esse paraíso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu não quero dizer que nada deve ser feito na África. Pelo contrário, deve ser feito sim. Da mesma forma que eventos devem e vão ser feitos aqui no Rio, apesar de tudo. Só acho que tem que ser feito com uma certa lógica. Foi um absurdo colocar jogos na província de Cabinda e esse texto <a title="aqui" href="http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/95948_AO+TORNAR+CABINDA+SEDE+DA+CAN+GOVERNO+DE+ANGOLA+COLOCOU+JOGADORES+EM+RISCO" target="_blank">aqui</a> diz tudo. A seleção de Togo ainda foi burra e foi de ônibus, deu nisso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vamos pensar no Rio. Quando alguém vem de fora do Rio e me faz perguntas sobre a cidade, eu sempre dou aqueles conselhos básicos de onde é perigoso andar, de não usar máquina pendurada no pescoço. Eu não vou virar e falar que é tranquilaço visitar o Morro do Alemão. Se a pessoa vai seguir suas dicas ou não, não é problema meu. E se ela for assaltada, não foi por falta de aviso. O carioca mesmo toma precauções contra a violência. Em um mundo perfeito não deveria ser assim, mas é.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que aconteceu foi uma irresponsabilidade geral da FIFA e da CAF de colocar jogos em um território conturbado e não oferecer segurança suficiente para os atletas. Eventos de futebol deveriam ser menos políticos, os velhinhos deveriam pensar mais nos atletas e no futebol em si. É justo realizar competições em lugares mais complexos e menos ricos, mas com uma organização decente.  Senão vai continuar acontecendo esse tipo de coisa e a responsabilidade nunca vai ser dada para pessoa certa. A culpa não é de um grupo que existe há 30 anos naquela região. A culpa é de quem expôs inocentes a isso.</p>
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		<title>Punir sim. Banir não.</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 15:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos filmes brasileiros mais famosos dos últimos anos é “Meu nome não é Johnny”. A história do menino mimado da classe média carioca, morador do Horto, que virou um dos maiores traficantes de cocaína do Rio. Todo mundo já conhece o roteiro, mas nem todo mundo leu o livro. Eu li, e por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um dos filmes brasileiros mais famosos dos últimos anos é “Meu nome não é Johnny”. A história do menino mimado da classe média carioca, morador do Horto, que virou um dos maiores traficantes de cocaína do Rio. Todo mundo já conhece o roteiro, mas nem todo mundo leu o livro. Eu li, e por isso eu falo, o filme é uma merda.<span id="more-84"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O livro é bem detalhado em todas as fases da vida dele. A infância, adolescência, relação com os pais, como virou um grande traficante e principalmente a parte dele preso, tanto na Polinter quanto no manicômio. E é triste, muito triste. A sensação de recuperação, de arrependimento e principalmente de como ele ganhou uma segunda chance de viver é melhor mostrada no livro. O que foi para telona foi muito mais a glamourização do viciado e da vida do traficante do que o sofrimento dele. E foi isso que a maioria das pessoas viram. E não só viram, como idolatraram.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas enfim, eu enchi lingüiça com o filme para falar de outra pessoa no mesmo assunto: o Jobson. Bom jogador de futebol, 21 anos, começando a carreira agora, foi uma das estrelas da reta final do Brasileiro. Foi pego no exame anti-doping primeiro pelo jogo do Coritiba e agora pelo jogo do Palmeiras. Admito que acompanhei pouco isso ontem porque passei quase o tempo todo fora do computador, porém li algumas reações no twitter e discordei de todas elas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu sei que está na lei e ele talvez seja banido do esporte por resultados positivos em mais de um jogo. Mas será que isso é necessário? João Estrela virou herói, teve sua história contada somente pelo lado bom e hoje é exemplo para todo mundo. O Casagrande cheirou cocaína por anos e anos, prejudicou a família, não duvido que a Globo o tenha acobertado até certo ponto, ficou um ano internado e ganhou uma segunda chance. Quantos jornalistas não devem cheirar para manter o ritmo. Quantos atores e atrizes não são viciados. Quantos empresários famosos não devem usar drogas também. Por que o Jobson tem que virar um monstro? Só porque na cabeça das pessoas atletas têm que dar exemplo? Pelo amor de Deus, não é assim que as coisas funcionam.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esse negócio de atleta e artista ser exemplo é meio exagerado. Desde quando a Xuxa e seus filmes e fotos eróticas são exemplo para alguém? E a Ivete Sangalo, que teve um filho que ninguém sabe direito quem é o pai? E o Fábio Assunção? Isso é exemplo? Óbvio que não. E ainda são colocadas na mídia como pessoas “do bem”. E o Jobson? Ah não, jogador de futebol, negro, pobre, vira marginal, óbvio. Virou bandido. Não merece uma segunda chance. Tem que acabar com a carreira dele mesmo, jogar na sarjeta, virar exemplo do que não se deve fazer. E o que ele vai fazer agora? Que se vire sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Desculpa, mas não concordo. Punição sim, mas sem banir. Por que tantos outros mereceram a recuperação e ele não? Por que tantas outras histórias são ignoradas e ele virou assunto? Que seja condenado a 2, 3 anos fora do esporte. Mas que volte, e vire exemplo de que todo mundo, inclusive os jogadores de futebol, merecem uma segunda chance. Ele não é diferente de ninguém para ser marginalizado desse jeito.</p>
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		<title>500 Days of Summer</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 19:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[500 Days of Summer é um filme obrigatório para qualquer pessoa entre 18 e 30 anos, principalmente as com problemas de relacionamentos (tipo eu).
Summer e Tom são dois personagens que crescem e amadurecem juntos, mesmo estando em momentos completamente diferentes na vida. Tom é um sujeito triste, sem grandes propósitos na vida, que abandona a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a title="500 Days of Summer" href="http://www.imdb.com/title/tt1022603/" target="_blank">500 Days of Summer</a> é um filme obrigatório para qualquer pessoa entre 18 e 30 anos, principalmente as com problemas de relacionamentos (tipo eu).<span id="more-80"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Summer e Tom são dois personagens que crescem e amadurecem juntos, mesmo estando em momentos completamente diferentes na vida. Tom é um sujeito triste, sem grandes propósitos na vida, que abandona a carreira para escrever cartões comemorativos. Ele acredita no amor, em paixão, na fantasia e acredita que isso algum dia vai acontecer com ele, mesmo que ele não se mexa para isso. Acredita que duas pessoas podem passar o resto da vida juntos e viver felizes para sempre, como nos filmes. Summer é o contrário. Acredita que o amor é uma grande fantasia e vive a vida um dia após o outro, fazendo o que quer, da forma que quer porque só ela pode transformar a própria vida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Summer provavelmente já teve um momento da sua vida em que acreditava nas mesmas coisas que Tom. Mas às vezes a vida ensina que não é assim que as coisas funcionam e ela então decide viver, sem pensar muito em rótulos ou fórmulas. E de uma forma cruel ela ensina isso para Tom, causando uma desilusão amorosa de dar dó. Ele passa então a não acreditar mais na fantasia e descobre que só ele pode mover a própria vida. Pede demissão, volta a estudar arquitetura, cria uma coragem que antes ele não tinha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ironicamente, ela se apaixona e casa logo depois. Talvez porque ela já passou dessa fase da inconseqüência que o Tom se encontra no final do filme. E talvez esse seja um retrato fiel da vida como ela deve ser. Primeiro todo mundo acredita na fantasia, no amor eterno, em conto de fadas e filmes da Drew Barrymore. Depois todo mundo se toca que isso é irreal, que talvez amor de verdade não exista, que só nós mesmos podemos tocar a própria vida e que nada cai do céu. O fundo do poço, digamos assim, é o que dá coragem para as pessoas mudarem. Você só para de ter medo depois de ver o lado ruim. E foi isso que a Summer mostrou para o Tom. E no final, ela já se conhecia o suficiente para deixar alguém entrar na vida dela de verdade e por isso ela casou. Ninguém conhece amor de verdade sem se conhecer de verdade e sem ter passado por algum período ruim na vida. Ninguém dá valor a alguma coisa sem ter tido nenhum tipo de dificuldade antes. E é exatamente isso que o filme mostra. Eles estão em momentos diferentes, mas se ajudam a crescer e amadurecer, cada um em uma direção. E no final de filme, os dois estão felizes, cada um com sua posição.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E que trilha sonora perfeita para um filme desses. Smiths, Regina Spektor, Carla Bruni, Wolfmother, Simon &amp; Garfunkel. Genial. E a escolha dos atores também foi perfeita. Tanto o Joseph Gordon-Levitt quanto a Zooey Deschanel se encaixaram muito bem nos personagens. Eles prendem a atenção e eles fazem você se apaixonar pelos dois, tanto juntos quanto separados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu admito que hoje eu sou uma mistura dela no início do filme com ele no final do filme. Eu não acredito na fantasia, eu passei por um momento ruim (que ok, não foi uma desilusão amorosa que nem a do Tom) e agora eu crio coragem para transformar as coisas ruins em boas. É difícil, mas eu sei que é possível. Eu acho que eu me conheço muito bem, mas eu só preciso de mais coragem. E no final das contas vai dar tudo certo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Futebol e religião: uma possível bomba relógio</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 19:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente que ler essa matéria do Angelim provavelmente vai achar tudo uma grande besteira isso de religião e futebol andarem juntos. Ou podem falar que isso tudo é balela, que é ridículo rezar para um pedaço de pedra. Mas não é bem assim.
Há seis meses atrás a Fifa proibiu propaganda religiosa na camisa dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muita gente que ler <a title="essa matéria do Angelim" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1416458-9865,00-ANGELIM+E+OS+MILAGRES+DE+PADRE+CICERO.html" target="_blank">essa matéria do Angelim</a> provavelmente vai achar tudo uma grande besteira isso de religião e futebol andarem juntos. Ou podem falar que isso tudo é balela, que é ridículo rezar para um pedaço de pedra. Mas não é bem assim.<span id="more-75"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Há seis meses atrás a Fifa proibiu propaganda religiosa na camisa dos jogadores de futebol no mundo inteiro, e advertiu principalmente o Brasil. Eu concordo. Pode aparecer censura religiosa isso, mas a questão é que religião e futebol se misturam cada vez mais e isso tem que ser contido de alguma forma. Não por que eu defendo uma ou outra religião, mas é porque eu penso que as pessoas são ignorantes mesmo, preconceituosas e intolerantes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu particularmente não tenho crença nenhuma. Fui batizada na igreja católica, fiz primeira comunhão, mas só. Eu tenho uma relação esquisita com igreja. Missas me incomodam mas eu adoro visitar igreja quando eu viajo, pela arquitetura e pela história. Mas eu acredito que existe alguma coisa lá em cima. E no fundo essa coisa é a mesma de todas as religiões, as pessoas é que têm formas diferentes de encontrar. Acho que o mais importante numa religião é a fé. É acreditar que dias melhores virão, que problemas podem ser resolvidos, que doenças podem ser curadas. Não adianta nada ir na igreja todo domingo e rezar quinhentos pai-nossos sem ter fé. E também não adianta nada achar que só isso adianta. As pessoas têm que batalhar pelas coisas também, senão nada acontece. Acho que Deus coloca obstáculos e oportunidades no nosso caminho e depende da gente fazer isso dar certo ou errado. Eu não acredito em coincidências também. Tudo acontece da forma que tem que acontecer e resta a gente entender o motivo disso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu admito que determinados rituais de algumas religiões me parecem estranhos e sem sentido. Mas eu respeito. Na época da faculdade eu sempre discordava nas discussões sobre islamismo, que sempre tinha aquelas meninas de shortinho que diziam que a burca tinha que acabar. Eu até concordo, mas não sou eu que tenho que mudar a religião deles. Uma revolução para dar certo tem que ser feita de dentro para fora, não com motivações externas. Da mesma forma que mulheres fogem de casamentos, muitas delas usam a burca e respeitam a religião com unhas e dentes. E se acabar com a tradição, como que essa parte da população fica?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas vamos voltar ao futebol e pegar um caso recente, do André Santos. O Fenerbahçe está dizendo que vai negociar ele e mais sei lá quantos jogadores porque teriam participado de orgias num hotel. Se isso fosse na Itália ou no Brasil, nada ia acontecer. No máximo ia virar matéria do TV Fama e as mulheres iam aparecer na Luciana Gimenez. Mas foi na Turquia. Um país que nem na União Européia entrou ainda devido a sua religião. Um país que tem 99% da população muçulmana. O cara tem que se tocar do que ele está fazendo. Isso conta a evolução que o futebol está tendo no mundo árabe. São salários milionários, estruturas incomparáveis com o resto do mundo, mas um estilo de vida diferente. O cara que vai para o Oriente Médio para fazer o pé de meia dele tem que ter consciência de que não vai ter balada, que não vai ter um mundo de mulheres em volta dele, que alguns lugares nem cerveja vai vencer no supermercado. Até as esposas vão sentir a diferença de ter que andar de véu em determinados lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E isso não é uma questão de censura ou falta de liberdade. É uma questão de respeito. Você não vai na casa um de amigo pela primeira vez e sai abrindo a geladeira. Eu prefiro que meus amigos abram a geladeira sozinhos, mas eu tenho que dar permissão antes, senão vai ficar tachado de folgado. É a mesma coisa com religião. Crença nenhuma é superior as outras e as pessoas deveriam entender isso um pouquinho. Tem que ter respeito. Eu não vou viajar para o Irã e sair de biquíni na rua, por exemplo. Determinadas ações para mim são normais e para outros não. É aquele velho ditado que a minha liberdade termina onde começa a dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Penso sim que a religião pode ser encarada como um problema, da mesma forma que o racismo. Da mesma forma que o Angelim conta que os evangélicos ficavam sacaneando a devoção em Padre Cícero, imagina o dia que algum jogador decidir fazer piada com outro jogador árabe, por exemplo? Ia dar uma confusão. E não acho que vai demorar para isso acontecer não. Porque as pessoas são intolerantes e a religião é cada vez mais presente na vida dos atletas, além do fato de que o futebol está cada vez mais globalizado. E a decisão da Fifa está certa, ela está evitando um possível confronto, já que algumas pessoas podem se sentir ofendidas com determinadas mensagens. Se o mundo soubesse se respeitar mais, isso não seria necessário. Mas quando ainda se constroem muros para separar territórios com religiões diferentes, o certo é esse mesmo.</p>
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		<title>Times pequenos não sobrevivem</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está lá escrito no blog Futebol Caipira, “Barueri perde o treinador, quase todos os titulares, e pode mudar de cidade”.
“A temporada de 2009 foi muito boa para o Barueri. No Paulistão, a equipe lutou pelo título do Interior e não correu risco de rebaixamento. Já em sua estreia no Brasileirão, o clube da Grande São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Está lá escrito no blog <a title="Futebol Caipira" href="http://colunas.globoesporte.com/futebolcaipira/2009/12/16/barueri-perde-o-treinador-quase-todos-os-titulares-e-pode-mudar-de-cidade/" target="_blank">Futebol Caipira</a>, <em>“Barueri perde o treinador, quase todos os titulares, e pode mudar de cidade”</em>.<span id="more-68"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A temporada de 2009 foi muito boa para o Barueri. No Paulistão, a equipe lutou pelo título do Interior e não correu risco de rebaixamento. Já em sua estreia no Brasileirão, o clube da Grande São Paulo ficou entre os melhores e garantiu a classificação para a Copa Sul-Americana em 2010.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas, após o término do Campeonato Brasileiro, o Barueri sofreu um profundo desmanche. Ao todo, sete titulares já deixaram o clube. São eles o goleiro René (está fechando com a Portuguesa), os zagueiros Xandão e André Luís e o atacante Fernandinho (acertaram com o São Paulo), o lateral esquerdo Márcio Careca (foi para o Vasco), o meia Thiago Humberto (se mandou para o Internacional) e o volante Ralf (definiu sua vida com o Corinthians).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Já o técnico Luís Carlos Goiano não chegou a um acordo financeiro com a diretoria e decidiu deixar o clube na última terça-feira à noite.”</em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: normal;"> </span></h2>
<p><span style="font-size: 20px;">A</span>í eu me pergunto, alguém achou que ia acontecer alguma coisa diferente disso? Alguém realmente acha que bons resultados vão transformar o Barueri num time tradicional, com torcida e tudo que tem direito? Se alguém achou isso, desculpa, mas é muita ingenuidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde o início do campeonato eu falo que o Barueri é o novo São Caetano. É um time com investimentos (não estou discutindo a legalidade deles), jogadores relativamente competentes, com uma estrutura boa para o tamanho do clube, com um estádio muito bom para o padrão brasileiro e que veio para encher o saco dos grandes. Mas não tem um detalhezinho muito importante, a durabilidade. Não dou mais de 2 anos para o Barueri cair para série B e sumir do mapa, exatamente que nem o São Caetano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que isso? Jogador nenhum quer jogar num time desses. Os jogadores do Barueri tinham perfeita noção que fazer um campeonato bom ia gerar conseqüências enormes para eles, como contratos com times grandes. Imagina o cara que nunca teve muitas oportunidades da vida e vê a série A do Brasileiro cair no colo dele num time pequeno. Ele vai dar a vida para jogar bem todos os jogos, mostrar serviço e no final do ano receber uma proposta de um time grande. Ele vai trocar um Barueri da vida por um São Paulo, um Internacional, um Vasco? É óbvio que vai. Ele sabe que o salário provavelmente vai atrasar, que a estrutura talvez não seja tão boa, que a pressão vai ser enorme mas é a chance dele de jogar num time grande, vestir uma camisa que tenha história, entrar num estádio lotado que grita seu nome eventualmente (e te xinga eventualmente também). Dinheiro é muito importante para esses caras? É. Mas a experiência de vestir uma camisa importante também.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos analisar outra parte do texto.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Após desmanchar o time titular e perder a comissão técnica, a diretoria do Barueri está travando um guerra política com o município de Barueri. O atual prefeito não está disposto a continuar investindo financeiramente no clube. E o impasse pode tirar o time da cidade.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Revoltados com a atitude da prefeitura, a diretoria do Barueri não descarta a possibilidade de abandonar o município e aceitar a proposta de outra cidade para mudar de nome e de região.”</em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="font-weight: normal;"> </span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 20px;">Q</span>uem é que vai investir direto num time que vai se transformar em outro todo ano? Para o patrocinador não vale a pena. É bom para os empresários, que vão ganhar uma boa grana com as transferências. Mas para eventuais patrocinadores não é. É um elenco por ano, a exposição na mídia é pequena, não tem torcida para comprar camisa e desfilar a marca na rua. É gastar dinheiro demais para ter pouco retorno.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso tudo que times desse tipo nunca vão funcionar aqui. Eles só vão dar certo se o foco for esse, criar jogadores para revender depois de um bom campeonato. Se o foco for crescer, formar uma torcida, virar um clube de verdade, não vai funcionar. O futebol no mundo inteiro não é feito só de títulos e resultados. É feito de história, de tradição, de torcida, de ídolos, de amor à camisa. E isso é uma coisa que esses clubes nunca vão ter.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Deixa o garoto ir em paz</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 15:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou a temporada de transferências e, conseqüentemente, dos discursos de “diretoria burra”, “jogador mercenário”, “não tem amor à camisa”, blábláblá whiskas sachê. E no Flamengo não poderia ser diferente.


Adriano, Pet, Angelim, Leo Moura, Juan, Andrade. Sobrou até para o garoto Aírton, que estava certo no Benfica e agora não tem mais proposta oficial nenhuma. Óbvio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Começou a temporada de transferências e, conseqüentemente, dos discursos de “diretoria burra”, “jogador mercenário”, “não tem amor à camisa”, blábláblá whiskas sachê. E no Flamengo não poderia ser diferente.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-63"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Adriano, Pet, Angelim, Leo Moura, Juan, Andrade. Sobrou até para o garoto Aírton, que estava certo no Benfica e agora não tem mais proposta oficial nenhuma. Óbvio que a torcida repete todas as frases que eu falei acima e acha um absurdo alguém sair, principalmente depois de um título dessa importância e com uma Libertadores vindo por aí. Mas até onde eles têm razão?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos relembrar o caso Emerson. Veio para cá de graça, virou ídolo da torcida, recebeu uma mega proposta do mundo árabe e foi embora. Errou? Claro que não. Amor à camisa é diferente de independência financeira. O cara tem, no máximo, uns 6 anos de carreira e ele não tinha essa grana toda no bolso que nem foi noticiado quando ele chegou. Ele veio para cá ganhando mal e com plena consciência de que aqui não faria dinheiro. Veio realizar o sonho. E realizou, mesmo que em partes. A proposta do Al-Ain era como ganhar na Mega-Sena. E, às vezes, a Mega-Sena fala mais alto. Qualquer pessoa em sã consciência e com uma família para cuidar faria isso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vamos mudar para o Adriano. Trocou os euros pelo Flamengo, pela favela, pela vontade de estar perto da família. Corajoso, admito, nunca critiquei ele por isso. Pelo contrário, sempre o defendi. Mas ele já tem dinheiro suficiente e ainda tem contrato publicitário com a Nike. Saiu daqui com 19, 20 anos, para voltar rico com 27 e fazer o que bem entende da vida dele. Ele não veio para cá nas mesmas condições que o Emerson. E ele não precisa ir lá para fora de novo para ganhar mais dinheiro ainda. Sair agora ia ser burrice, já que aqui ele tem tudo que ele quer e precisa. Não é interessante para ele ir lá para fora para engordar a conta bancária e arriscar passar por tudo que ele passou na Itália. E tem uma Libertadores por aí, que pode consagrar mais ainda a carreira dele. Além da Copa do Mundo, que eu particularmente acho bem difícil ele ser convocado jogando lá fora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agora vamos pensar no Aírton. 19 anos e acabou de conquistar o título mais importante da carreira dele. Um garoto que começou mal mas amadureceu de uma forma absurda, virou titular absoluto e adorado pela torcida. O cara que parou de tomar um amarelo por jogo e passou a ajudar o time com uma consistência impressionante para idade. Foi campeão brasileiro pelo maior time do país, teve o passe ultra valorizado e vai ficar aqui pela camisa, para disputar uma Libertadores? Um moleque que veio de Nova Iguaçu e que ia de ônibus para Gávea quando subiu para o profissional vai perder a chance de ir lá para fora e ganhar dinheiro? Nunca. A hora dele sair é essa, e ainda mais para Portugal, um lugar bacana e que fala a nossa língua. Se ele continuar aqui e esperar mais 5 anos para sair, só vai arrumar lugares como o mundo árabe, Coréia, esses lugares esquisitos. Se ele ir para Europa agora e se continuar amadurecendo desse jeito sem surtar, daqui há alguns anos ele pode chegar até quem sabe na seleção. Querer que ele fique por amor à camisa é meio egoísmo demais. Ele não está trocando o prazer dele por algo que ele odeia por dinheiro. Não é a mesma coisa que, sei lá, pessoas que tem sonhos, mas fazem faculdade de direito para fazer concurso público só porque são os melhores salários. Ele vai continuar fazendo o que ama, mas em outro lugar, com uma outra camisa, ganhando um salário maior. Dar uma de Dado Dolabella e dizer que ele vai trair o movimento é exagero demais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu, sinceramente, torço para ele sair. Para um time bom, para uma cidade tranqüila, com um bom salário e que ele faça a vida dele. Ele já me deu o maior presente que eu ganhei no ano, então não custa nada eu torcer pelo garoto agora. Deixa ele ser feliz em paz.</p>
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		<title>Usain Bolt e a máquina de fazer dinheiro</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 23:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[Usain Bolt]]></category>

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		<description><![CDATA[27 de novembro – Máquina do Esporte
O jamaicano Usain Bolt passará a ser dono do maior salário da história do atletismo a partir de janeiro do próximo ano. Os valores do contrato entre o corredor e a Puma, que tem vigência até o fim de 2014, foram revisados nesta semana.
 
(&#8230;)
Em agosto, depois dos feitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>27 de novembro – <a title="Máquina do Esporte" href="http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=14914" target="_blank">Máquina do Esporte</a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O jamaicano Usain Bolt passará a ser dono do maior salário da história do atletismo a partir de janeiro do próximo ano. Os valores do contrato entre o corredor e a Puma, que tem vigência até o fim de 2014, foram revisados nesta semana.<span id="more-56"></span><br />
</em><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em agosto, depois dos feitos de Bolt no Mundial, o presidente da Puma, Jochen Zeitz, divulgou em entrevista coletiva que o jamaicano obteve 250 milhões de euros (R$ 657 milhões) em exposição de mídia para a Puma.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os valores do novo contrato da empresa com Bolt não foram revelados. Entretanto, a imprensa alemã divulgou que o corredor receberá US$ 250 mil a cada prova (anteriormente, a empresa desembolsava US$ 100 mil) e mais um montante fixo por mês.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Se esses valores forem confirmados, Bolt deve atingir US$ 10 milhões na próxima temporada apenas com premiações, cotas de participação em corridas e contratos publicitários.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei que ele não é normal. Eu sei que ele tem um talento quase irreal. Eu sei também que a Jamaica tem excelentes centros de treinamento de atletismo e que isso o ajudou a chegar aonde ele chegou. Mas será que a gente não consegue fazer a mesma coisa?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Admito que fiquei impressionada pelos valores dessa matéria. US$250mil por cada corrida é dinheiro demais. 250 milhões de euros de exposição na mídia também. 10 milhões no bolso no fim da próxima temporada também. É muito dinheiro que a gente aqui pode estar perdendo e deixando na mão dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A Jamaica não é um país desenvolvido, pelo contrário. É uma ilhazinha no meio do Caribe que só produziu o Bob Marley de bom. Mas, ao contrário de todas as probabilidades, produz corredores de velocidade muito bons. Ganhou praticamente tudo nas provas de velocidade em Pequim ano passado. Por que? Porque nisso eles investem. Eles sabem que têm potencial e investem. E, como se pode ver pelos números do Usain Bolt, o resultado é excelente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agora vamos pensar aqui. Será que o Brasil também não tem potencial para formar um Usain Bolt da vida? Será que nas periferias não tem crianças e adolescentes com talento para correr, saltar ou atirar coisas esquisitas tipo martelo? Não quero parecer preconceituosa, mas uma coisa é fato, biologicamente comprovado até. Os negros são mais aptos a determinados esportes, como corridas de velocidade. A imensa maioria dos pobres no país são negros. Já pensou quanta coisa boa poderia surgir se investíssemos em atletismo nas escolas públicas, por exemplo? Quanto talento poderia ser descoberto? E quanto retorno financeiro poderíamos ter? Não digo que teríamos o próximo homem mais rápido do mundo, mas seria interessante para todos. Mais atletas, mais medalhas, mais premiações, mais patrocínios, mais retorno financeiro para todos, atletas e patrocinadores.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E veja bem. O dinheiro que gora em torno do Usain Bolt não é só porque ele ganha as provas. É porque cada vez que ele ganha e segura o tênis com a mão, é a Puma que aparece na tv e na capa dos principais jornais do mundo. Isso é uma coisa que o brasileiro não aprendeu a fazer ainda, usar a própria imagem como propaganda. Os próprios jogadores de futebol são mais marketeiros lá do que aqui. Ou por acaso você vê na rua outdoor ou até propaganda de televisão do Adriano, do Diego Souza ou do Fred que nem se vê lá fora. É, pois é. Além de fabricar atletas, o Brasil precisa aprender que o retorno financeiro de um atleta não é somente títulos e venda de camisa. É muito mais do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É tudo um grande ciclo. O país produz um atleta. Esse atleta começa a ganhar competições. Uma grande empresa começa a patrocinar e patrocínio é igual a investimento. O atleta começa a ganhar mais e mais competições. A exposição do atleta aumenta cada vê mais, juntamente com a exposição da marca. Atleta fica cheio de dinheiro. O país começa a receber mais atenção da mídia e dos investidores. O investimento vai aumentando, principalmente com os novos atletas. O país produz outro atleta e o ciclo recomeça. O problema é que o Brasil ainda não aprendeu a fazer isso. Acha melhor pegar o atleta pronto e usar como propaganda. Desse jeito, o Brasil nunca vai chegar a lugar nenhum no esporte e vai continuar vivendo de lampejos, como a Maurren Maggi e o Cesar Cielo.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ironia do destino</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileirão]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia do Flamengo ontem foi marcado pelo veto do Adriano e seu pé queimado. Particularmente, eu já achava que o hexa tinha ido para o brejo mesmo antes do veto do Adriano. Mas, pelo que vi na Internet, muita gente ainda acredita que o Flamengo ainda pode conseguir alguma coisa sem o Adriano. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia do Flamengo ontem foi marcado pelo veto do Adriano e seu pé queimado. Particularmente, eu já achava que o hexa tinha ido para o brejo mesmo antes do veto do Adriano. Mas, pelo que vi na Internet, muita gente ainda acredita que o Flamengo ainda pode conseguir alguma coisa sem o Adriano. Mas não é isso que eu vim falar.</p>
<p><span id="more-49"></span></p>
<p>A verdade é que o Adriano teve um azar enorme. Se eu acreditasse em macumba, diria até que alguém colocou o nome dele em alguma encruzilhada. Porque é de conhecimento de todos que o Adriano tem privilégios dentro do Flamengo e também é de conhecimento de todos que ele não é santo. As pessoas sabem que ele visita a Rocinha e a Vila Cruzeiro com freqüência e existem sim histórias de churrascos, comemorações e coisas do tipo. Se tudo que eu ouço é verdade, eu não sei. Acredito que sim, já que minhas fontes são confiáveis. Mas nunca critiquei ele nem fui contra esse tipo de coisa.</p>
<p>Aí a gente toca em um outro ponto, que é o privilégio que alguns jogadores têm dentro dos clubes. Eu sou a favor. Por mim, Adriano e Pet não precisam nem treinar, mas contanto que façam o que eles normalmente fazem todos os jogos. Eu sou contra privilégios com profissionais que não fazem o que são pagos para fazer. Contanto que jogadores de futebol façam o que devem, dane-se se treinam ou não, se vão a festas ou não. Eu sou totalmente a favor daquele ditado que diz que os fins justificam os meios. Até porque os meios nem sempre são iguais para cada um e algumas pessoas precisam de esforçar mais do que as outras para conseguir alcançar os objetivos. Concordo que rola uma certa injustiça nisso tudo, mas o mundo não é justo nem nunca foi.</p>
<p>Mas aí a gente volta para o Adriano. É ingenuidade pensar que o Adriano foi santo o tempo inteiro, que nunca faltou treino, que nunca foi badalar. Porque ele foi e todo mundo sabe disso. O problema é que isso nunca atrapalhou o rendimento dele em campo e ele é sim um dos responsáveis pela arrancada do Flamengo no campeonato. O Flamengo não estaria em segundo na tabela faltando duas rodadas sem ele no time. Ele é artilheiro do campeonato. Isso é indiscutível. Mas ele deu azar. Ele foi se machucar na véspera de um jogo muito importante e faltando duas rodadas para acabar o Brasileirão. Ele podia ter se machucado lá atrás, nos jogos do Santo André, Sport e Coritiba, e ninguém ia falar nada. Mas ele foi queimar o calcanhar agora, quando não podia. Ele vai parar e levar uma vida de monge budista? Não. Talvez, no máximo, ele aprenda a acalmar às vésperas de acontecimentos importantes. Mas não vai mudar nada, da mesma forma que qualquer outra pessoa não mudaria.</p>
<p>Se existe algum culpado, é o próprio Flamengo, que sempre deu liberdade para ele fazer o que ele quisesse. Mas mesmo assim não acredito que exista um culpado. Foi ironia do destino. Ele que quis que o Adriano se machucasse logo agora e prejudicasse o time nessa reta final. E não é isso que vai fazer o Flamengo perder o hexa esse ano. Para isso eu, particularmente, tenho um culpado principal, que é o Cuca.</p>
<h6 style="text-align: right;"><span style="font-weight: normal;">Foto: </span><a title="ge.com" href="http://globoesporte.globo.com/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">ge.com</span></a></h6>
]]></content:encoded>
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		<title>O Flamengo que eu quero</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem, depois do jogo do Botafogo, eu realmente acreditei que eu fosse ver meu time na liderança do campeonato faltando duas rodadas para o final. Eu nunca vi isso. Eu tenho algumas lembranças de 92, então posso dizer que essa pode ser a primeira vez que eu vou ver meu time campeão brasileiro. Não sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ontem, depois do jogo do Botafogo, eu realmente acreditei que eu fosse ver meu time na liderança do campeonato faltando duas rodadas para o final. Eu nunca vi isso. Eu tenho algumas lembranças de 92, então posso dizer que essa pode ser a primeira vez que eu vou ver meu time campeão brasileiro. Não sei se isso vai acontecer, até porque admito que sai frustrada do Maracanã ontem. Mas eu ainda acredito. Bom, eu escrevi esse texto há umas 2 semanas lá para o <a title="Dupla" href="http://duplaesportiva.blogspot.com/" target="_blank">Dupla</a>. E, mesmo depois de ontem, eu não mudo uma palavra do que eu disse.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-46"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Flamengo é universalmente conhecido como o time do “se chegar, fudeu”. É o time que cresce quanto maior for o adversário, que perde jogos ridículos e ganha os mais improváveis. Que enche estádios em qualquer situação. É o favorito de qualquer final. E agora, nessa reta final do Brasileirão, essa famosa frase volta à tona. A recuperação e a arrancada do time foi fantástica, daquelas de entrar para a história do campeonato. Mas até onde isso é bom para o time agora?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na verdade não é nada bom. Porque, contrariando a força do time em decisões, o Flamengo é o time do oba-oba. Aquele que perde pro América do México depois de ser campeão estadual. Aquele que perde para o Santo André na decisão da Copa do Brasil. Aquele que perde para o Barueri quando ganha do SP, do Palmeiras e do Atlético Mineiro. E agora, pensando friamente, o Flamengo de hoje é o do oba-oba ou o do “se chegar, fudeu”?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Prefiro responder nenhum dos dois. Porque no fundo os dois representam aquele Flamengo superior, favoritíssimo, acima do bem e do mal e que normalmente se ferra no final das contas. E não é esse Flamengo que eu quero. E sinceramente, não é esse Flamengo que o time representa hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vamos pensar o Corinthians rapidinho, da estrela maior, o Gorducho. O Mano disse hoje que se não fosse a fratura, ele iria fazer 30 gols na temporada. O próprio disse ontem que tem técnica e precisa saber usar de vez em quando. O Dentinho vive abrindo a boca para falar do ídolo maior. Fora o fato que o time esqueceu que o Brasileiro também é um campeonato bacana para pensar na Libertadores (campeonato que eles vão perder e eu vou rir muito). Isso é um time unido? Para mim não. Parece que o Corinthians virou Ronaldo Futebol Clube e ponto final. E as coisas no futebol não são bem assim.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Agora vamos pensar no Flamengo. Você pode até me dizer que é o Flamengo de Adriano. Mas também é o Flamengo de Pet, o Flamengo de Bruno, o Flamengo de Maldonado. Cada jogo é de um jogador diferente e o cara que teoricamente é a estrela máxima está com uma humildade absurda e falando para quem quiser ouvir que ele não seria o Imperador e artilheiro do campeonato sem ajuda de companheiros. Um time não se faz com um jogador, se faz com os 30 ou mais que treinam todo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E se faz principalmente com um técnico que tem um pé no chão incrível. Hoje ninguém é mais perfeito para o Flamengo que o Andrade. Ele é o contrário de todos os técnicos que existem por aí. Educado, de uma simplicidade absurda e fala a língua do jogador. Chega a ser irônico com a história do clube, mas o perfeito para o Flamengo é o cara que fala Framengo. Ele conquistou tudo pelo time e talvez por isso saiba qual a melhor forma de chegar lá de novo. E está fazendo um excelente trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há muito tempo eu não via um Flamengo tão disciplinado taticamente, tão unido e principalmente humilde. O time joga hoje um futebol simples, sem invenções e firulas, com cada um fazendo a sua parte. Se isso vai resultar no hexa, não sei. Ainda faltam 4 rodadas, tem dois times na frente na tabela, dois atrás coladinhos, muita coisa pode acontecer. Mas esse time já é um presente, uma coisa que vai ficar guardada na história do clube. Jogadores e comissão técnica que conseguiram coisas que ninguém imaginava que fossem acontecer, ainda mais em um período político. Tirando o final da época Cuca, esse ano quase não teve crise. Isso é inédito. Até a torcida dessa vez está calma, está tranqüila. É bom ver que o time conseguiu essa estabilidade. O Flamengo hoje não é mais o time que muita gente zomba e que ninguém acredita. Ok, nenhum jornalista ou comentarista acredita no Flamengo, e que continuem não acreditando porque está dando certo. Mas o Flamengo hoje é respeitado como não era há muito tempo. E essa é a maior conseqüência do trabalho que foi desenvolvido esse ano e que engrenou de vez com a chegada do Andrade.</p>
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		<title>O mundo não gira do redor do meu umbigo. E nem do seu</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 18:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[My Life Story]]></category>
		<category><![CDATA[Gales]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estou muito longe de ser a pessoa mais legal do mundo e não sou muito simpática. Até sou bem grossa normalmente. Não me importo em nada com os problemas de quem não me interessa, não sou de bater papo no elevador e odeio quem puxa papo comigo em fila ou no ônibus. Eu tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu estou muito longe de ser a pessoa mais legal do mundo e não sou muito simpática. Até sou bem grossa normalmente. Não me importo em nada com os problemas de quem não me interessa, não sou de bater papo no elevador e odeio quem puxa papo comigo em fila ou no ônibus. Eu tinha uma comunidade no orkut com o nome, se não me engano, era &#8220;i&#8217;m not a people person&#8221;. Mas eu odeio gente mal educada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-42"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Porque independentemente disso, eu sou do tipo que dá bom dia, boa tarde e boa noite no elevador e sempre sou simpática com os porteiros. Eu seguro a porta do elevador para as pessoas e agradeço quando elas seguram para mim. E se não agradecem quando eu perco o tempo segurado o elevador pra elas, eu respondo &#8220;de nada&#8221; em alto e bom som. Eu levanto para os velhinhos sentarem no ônibus e no metrô. E eu discuto bêbada às 4 da manhã quando alguém quer furar a fila do caixa na boate.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma coisa que eu sempre sou super educada é em restaurante porque eu já trabalhei como garçonete. Eu sempre peço por favor quando peço alguma coisa e sempre agradeço quando eles me entregam alguma coisa. Eu sempre procuro não deixar a mesa bagunçada para eles arrumarem depois e sempre tento facilitar a vida deles. Porque eu já passei por isso e eu sei o quanto as pessoas podem ser chatas e mal educadas porque elas simplesmente se acham superiores ao pobre coitado do garçom quando, na minha cabeça, eu tenho que tratar todo mundo igual (contanto que não me chame nem de querida nem de Tati na recepção do salão de cabeleireiro porque eu abomino que me chama de querida ou usa apelido quando não me conhece).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aí hoje eu fui almoçar com meus pais e minha irmã no Pax, lá do Botafogo Escada Shopping. O restaurante estava cheio e a única mesa para 7 pessoas era a do lado da porta. Como ninguém da minha família é fresco e exigente com lugar, a gente sentou ali mesmo. Sentar perto da porta faz você observar todas as pessoas que chegam e colocam nomes a lista de espera. Tudo bem que eu não entendo porque uma pessoa coloca nome numa fila de espera num restaurante num shopping domingo. Tem quinhentos outros restaurantes, se está cheio vai para o do lado. Mas enfim.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma mulher tinha colocado o nome na lista para uma mesa de 7 pessoas. 10min depois que ela chegou, ela chamou a menina do restaurante e falou assim:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Olha, eu queria que você me dissesse se vai demorar muito porque eu tenho horário no cinema. Se não puder uma mesa, você divide a gente em duas mesas para gente poder comer.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Primeira coisa. Se você tem horário no cinema, chegava mais cedo no shopping para comer. Segunda coisa. Se você tem horário no cinema e o restaurante está cheio, procura outro dos quinhentos que tem no shopping. Terceira coisa. Não é porque você tem hora que o restaurante tem que se mexer por sua causa. Não é porque você está pagando que as pessoas tem que fazer tudo do jeito que você quer na hora que você quer. O mundo não gira ao redor do seu umbigo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aí eu lembrei de um caso que aconteceu comigo quando eu trabalhava como garçonete em Gales. Para começar, não existe brasileiro em Gales e se eu falei português 5x sem ser com os amigos e família no Brasil, foi muito. Mas tinha uma brasileira metida que morava lá e foi no restaurante umas 3x comigo lá. E ela protagonizou um dos raríssimos momentos que eu senti raiva de cliente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bom, ela não olhava para minha cara. Ela sabia que eu era brasileira e me olhava sempre com um nariz em pé como se eu fosse a ralé da ralé e ela super fodona. Aí teve um dia, um dos meus últimos dias lá, que ela foi jantar com o marido dela. Ela chegou, sentou na mesa na frente do meu bar e não olhou na minha cara. Eu servi bebida para os dois e ela totalmente nojenta falando comigo em inglês, mal olhando para minha cara. 15min depois, ela me chama, super educada, cheia de amor para dar, falando em português, perguntando como eu estava, quando eu ia voltar para o Brasil, até que ela vira e fala:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Tem como você arrumar uma mesa bem romântica para gente?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Minha resposta? Não, na lata. A mesa dela até já estava pronta, mas eu poderia arrumar uma mesa boa para ela porque o restaurante estava vazio. Mas eu não quis, porque ela me tratou tão mal sempre que eu não ia fazer esse favor para ela, até porque eu ia embora naquela semana. Eu fiquei com tanta raiva dela esse dia, da falta de educação e de simancol dela, que eu nem servi mais bebida, pedi para venezuelana se encarregar dela que eu ficava com o resto. E esse tipo de coisa não é comum lá. As pessoas chegam, sentam e normalmente ainda reservam antes. Não existe isso de sentar num lugar determinado porque é melhor. E lá não existe tratamento diferenciado. Eu morava numa cidade com dinheiro, nós todos do restaurante éramos imigrantes e ninguém tratava a gente diferente. Eu até achava que como brasileira muita gente me trataria como prostituta, mas nem isso. Teve que aparecer uma brasileira para me tratar como lixo e só ser simpática quando ela tinha interesse em alguma coisa. Eu odeio isso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E sim, essa foto aí do lado era o bar, a parte do restaurante que eu era responsável. Era o meu bar. E sim, era um restaurante italiano.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pitacos para o fim de semana</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:20:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileirão]]></category>

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		<description><![CDATA[A rodada do fim de semana vem cheia de emoção, tensão, desespero, jogos de extrema importância e jogos completamente inúteis. O Fluminense pode milagrosamente sair da zona de rebaixamento, o Flamengo pode virar líder, o Palmeiras pode sair do G4 e consolidar a crise. Tudo pode acontecer e vamos lá para os meus pitacos.


- Corinthians [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A rodada do fim de semana vem cheia de emoção, tensão, desespero, jogos de extrema importância e jogos completamente inúteis. O Fluminense pode milagrosamente sair da zona de rebaixamento, o Flamengo pode virar líder, o Palmeiras pode sair do G4 e consolidar a crise. Tudo pode acontecer e vamos lá para os meus pitacos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-36"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Corinthians x Náutico – me recuso a comentar. Vitória do Corinthians</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Atlético-PR x Cruzeiro – Bom, o Cruzeiro não perde fora desde a 16º rodada e não pode nem pensar em empatar se ainda quiser ganhar a vaguinha para Libertadores. Já o Atlético não pode também pensar em empatar, já que a zona de rebaixamento não está tão longe assim. O Cruzeiro tem desfalques importantes, como Bernardo, Soares e Guerrón, mas acho que leva. Vitória do Cruzeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Santos x Coritiba – Um fazendo figuração, o outro lutando para não cair. O Coritiba não é lá muito forte fora de casa mas acho que pode dar trabalho. Empate.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Santo André x Avaí – O Avaí diz que briga pela Libertadores mas eu acho que no fundo é tudo uma grande piada. Já o Santo André já está praticamente rebaixado e uma vitória só adiaria o sofrimento de Marcelinho Carioca e cia. O Santo André complicou alguns jogos com times grandes dentro de casa, mas não acredito que esse é o caso. Vitória do Avaí.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Sport x Fluminense – Não tenho muito o que comentar. Sport já rebaixado, Fluminense embalado, o time de Recife vai só tentar perder de pouco e não transformar o jogo numa humilhação muito grande. Vitória fácil do Fluminense, mesmo desfalcado de Maicon e Digão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Botafogo e São Paulo – Jogo tenso, difícil para eu comentar. O São Paulo sem 5 jogadores ainda é mais arrumado que o time do Botafogo. Mas o Botafogo joga em casa e quer fugir do rebaixamento de qualquer jeito. E eu quero que o Botafogo ganhe de qualquer jeito para o Flamengo assumir a liderança. É com certeza o jogo mais esperado da rodada, mexe com a parte de cima e a de baixo da tabela. Vou ser otimista, vou deixar a emoção falar mais alto e vou dizer que vai dar Botafogo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Flamengo x Goiás – Bom, não adianta nada o Botafogo ganhar e o Flamengo não fazer a parte dele. Vai ser um jogo difícil. O Goiás, que já faz figuração e não tem nada a perder, vai encarar como um belo desafio de calar a boca do Maracanã de novo, que nem eles fizeram ano passado naquele maldito 3&#215;3. E o Flamengo vai sem Maldonado, peça extremamente importante. Difícil, mas Flamengo ganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Vitória x Barueri – O Vitória tem os mesmos 44 pontos do Coritiba, mas eu só consigo imaginar o time do sul caindo. Não sei muito bem porque. Dois times que eu não tenho muito o que falar. Vou chutar vitória do Vitória (ops) só porque eles jogam em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">- Atlético-MG e Internacional – Enquanto o jogo do Botafogo é o mais esperado, esse vai ser o jogo da rodada. Os mesmos 56 pontos, a mesma luta pela vaga na Libertadores, dois times com nível muito bom e sem desfalques significativos. Mas como o Galo joga em casa e vem de duas derrotas significativas, acho que vai entrar com mais vontade de vencer. Por isso, vitória do Galo.</p>
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		<title>O Tarantino me decepcionou</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Tarantino]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não gostei de Bastardos Inglórios. Pronto, falei. E eu acho que eu sou a única pessoa no mundo que não gostou desse filme.

Sinceramente, me decepcionei com o Tarantino. Não achei o filme tão engraçado e irônico assim. Não achei a atuação do Brad Pitt tão engraçada assim. Não achei a história tão sensacional assim. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu não gostei de Bastardos Inglórios. Pronto, falei. E eu acho que eu sou a única pessoa no mundo que não gostou desse filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-32"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sinceramente, me decepcionei com o Tarantino. Não achei o filme tão engraçado e irônico assim. Não achei a atuação do Brad Pitt tão engraçada assim. Não achei a história tão sensacional assim. Além do fato principal, que provavelmente foi o que fez eu não gostar do filme. Eu não suporto filmes sobre nazismo e eu nunca achei que o Tarantino ia usar isso em seus filmes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eu adoro história, sempre gostei. Parecia criança quando vi os restos do Muro de Berlim quando viajei para Alemanha em 2007. Eu sou do tipo de pessoa que escolhe destino de viagem pensando nos museus que eu vou visitar. Escolhi morar no Reino Unido ao invés do Canadá por isso. Mas usar sempre nazismo é irritante.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A Segunda Guerra Mundial matou muito mais não-judeus do que judeus. Isso é fato. Mas parece que eles foram os únicos prejudicados por isso. E isso me irrita. E me irrita mais ainda que isso é explorado no cinema. Aliás, isso é um dos maiores clichês de Hollywood. Só colocar Segunda Guerra e judeus no mesmo filme que é dinheiro na certa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E nisso o Tarantino me decepcionou. Ok, ele sempre usou e abusou de clichês. Mas nunca achei que ele fosse usar um clichê tão clichê. Nunca achei que ele fosse gastar toda sua ironia no óbvio. Ele não criou nada de diferente dessa vez, não arriscou em nada, como foi com Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Ele só fez piada com o que ele sabia que ia dar certo. E piadas sem graça, diga-se de passagem.</p>
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		<title>O improvável aconteceu</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:41:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tatiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Fluminense]]></category>
		<category><![CDATA[Sul-Americana]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse Brasileirão vai ficar marcado por duas coisas. A fantástica arrancada do Flamengo aos primeiros lugares e a fantástica luta do Fluminense para fugir do rebaixamento. Se um vai ser campeão e se o outro vai cair, só daqui há 3 rodadas. Mas que essa luta está emocionante está, principalmente a do tricolor.

Há um tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esse Brasileirão vai ficar marcado por duas coisas. A fantástica arrancada do Flamengo aos primeiros lugares e a fantástica luta do Fluminense para fugir do rebaixamento. Se um vai ser campeão e se o outro vai cair, só daqui há 3 rodadas. Mas que essa luta está emocionante está, principalmente a do tricolor.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-28"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Há um tempo atrás, no primeiro jogo da Sul-Americana, eu torci para o Flamengo perder. Torci mesmo, fiquei mega feliz que o Fluminense se classificou. Na época, meu time não estava lá muito bem das pernas e a última coisa que eu queria era que eles disputassem outro campeonato, com jogos de meio de semana, viagens longas, essas coisas. Não me arrependo, porque acho que se o Flamengo tivesse classificado, duas coisas teriam acontecido. Ele não estaria tão bem na tabela do Brasileiro e já teria saído da Sul-Americana. E eu estaria aqui xingando meu time de incompetente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas com o Fluminense foi o contrário. Eu achava que isso fosse prejudicar o time, que eles não iriam durar duas rodadas e ainda iam se afundar mais ainda no Brasileiro. Mas não. Deu ânimo. O cansaço das viagens não pesou, uma vitória aumentava a esperança para o jogo seguinte e assim sucessivamente. E hoje está bonito de ver. A torcida enche o Maracanã em todos os jogos, Fred voltou iluminado da lesão e até o Cuca está mexendo direitinho no time.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A vitória ontem do Fluminense é de entrar para a memória dos tricolores. Acho que todos ali já estavam relembrando a final da Libertadores e aposto que a frase “ai não, pênaltis de novo não” passou na cabeça de muita gente ali. Mas eles lutaram até o fim, literalmente. Teve sangue, briga, tudo que um roteiro emocionante merece. O gol aos 47min já dava a vitória para os cariocas, mas teve tempo de fazer mais numa arrancada de Alan, que deixou o goleiro para trás. Nem as cenas lamentáveis dos jogadores paraguaios querendo briga depois estragaram a festa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Fluminense agora tem a chance de pegar a LDU na final, com o gostinho da vingança pela derrota na final da Libertadores ano passado. Se vai ganhar, eu não sei. Mas merece. Da mesma forma que merece não cair para segunda divisão.</p>
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