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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051</atom:id><lastBuildDate>Thu, 16 Feb 2012 17:52:57 +0000</lastBuildDate><category>Clube da Luta</category><category>Suspense</category><category>Foucault</category><category>Ação</category><category>Elephant Man</category><category>Tarantino</category><category>Filmografias</category><category>Sociedade</category><category>Dune</category><category>Cassandra's Dream</category><category>Straight Time</category><category>Eraserhead</category><category>Woody Allen</category><category>Lynch</category><category>Apresentação</category><category>Dustin Hoffman</category><category>Paranormal Activity</category><category>IngloriousBasterds</category><category>A Bruxa de Blair</category><category>LaHaine</category><title>Léo no Cinema</title><description /><link>http://leonocinema.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Léo C.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/leonocinema" /><feedburner:info uri="leonocinema" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-9214386087050751322</guid><pubDate>Sun, 29 Nov 2009 08:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-29T00:45:58.279-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Suspense</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cassandra's Dream</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Woody Allen</category><title>Cassandra's Dream (2007): Suspense Sutil</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SxI0SKYpjOI/AAAAAAAABK0/OEQfe34ti9Y/s1600/CD.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 261px; height: 385px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SxI0SKYpjOI/AAAAAAAABK0/OEQfe34ti9Y/s400/CD.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409443589055417570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois irmãos - Colin Farrel e Ewan Mcgregor - decidem comprar um barco e o chamam de "Cassandra's Dream". Foi difícil porque eles não tinham dinheiro. Aliás, eles sempre precisam de dinheiro: pro poker, pro investimento, pra comprar a casa, pra ir da inglaterra pra California... e eles têm um tio rico (Tom Wilkinson). O tio precisa de um favor. Eles precisam do dinheiro. E é em torno do dinheiro e do favor que o filme se desenvolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme lida com emoções de uma maneira muito tranquila, normal. A trilha sonora não é excessiva, então você sente uma empatia genúina pela alegria, pela dor, pela culpa, pela raiva, pelo desespero, pelo arrependimento e outros sentimentos vividos na trama. As cenas parecem cheias de improvisos (típico do diretor e escritor do filme, Woody Allen?) que fazem dos diálogos do roteiro conversas com interrupções e outros elementos da casualidade do cotidiano de todos nós. E o mais interessante é como nós sabemos do que aconteceu em determinadas cenas anteriores. Você não vê o final. Você fica com aquele "E aí? O que aconteceu?" até que um diálogo na cena seguinte te localiza. Em certos momentos, você sabe tanto quanto o personagem. E acaba sentindo o mesmo alívio, a mesma angústia, o cinismo, o mesmo medo e o mesmo pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cassandra's dream" é uma história sutil sobre a alma humana em momentos extremos de paixão, ganância e morte. É um filme pra se ver em uma noite fria, com uma taça de vinho e uma companhia bacana pra bater um bom papo ao final.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-9214386087050751322?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/ldCDwi-bS34/cassandras-dream-2007-suspense-sutil.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SxI0SKYpjOI/AAAAAAAABK0/OEQfe34ti9Y/s72-c/CD.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/cassandras-dream-2007-suspense-sutil.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-2517772710725077518</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T04:29:38.062-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Suspense</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A Bruxa de Blair</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Paranormal Activity</category><title>Paranormal Activity (2007)</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/54/Paranormal_Activity_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 438px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/54/Paranormal_Activity_poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Imagem: Wikipedia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ao passar roupa, pensei em um filme pra ver. Lá fora está nublado e por isso decidi ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paranormal Activity. &lt;/span&gt;Um dia escuro é ótimo pra ver um filme de terror psicológico (sim, é filme, por mais que muitos pareçam acreditar ser real). A história em si é uma versão doméstica de "A Bruxa de Blair" pois o filme conta sobre o casal Micah e Catie que filmam atividades paranormais dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filme começa nos créditos iniciais. Entendeu? Nos créditos... enfim...deixa pra lá. O final, pra quem viu o antecessor na floresta, não é tão surpreendente. Também não é um filme de sustos como os comerciais parecem querer convencer. Mas é um filme fantástico porque sutilmente brinca com todos os seus medos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;afterdark&lt;/span&gt;. Você não vai pensar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paranormal Activity &lt;/span&gt;durante o dia, mas na hora de dormir. Sabe aqueles pensamentos mais sinistros que você tem antes de dormir, naqueles momentinhos antes de você apagar onde vc se questiona se essas coisas podem ser verdade? O filme é sobre eles e, por isso, ele vai estar sempre em sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pra sempre você continue imaginando vozes, ouvindo passos em outra sala, escutando aquele barulho de porta velha abrindo e fechando. Quem mora em casa de madeira, como eu aqui na Finlândia, sabe. Talvez você, enquanto ninguém estiver olhando, olhe debaixo da cama. Talvez você imagine que talvez algum espírito mal lhe venha puxar a perna de noite. Talvez você veja vultos e sinta um vento frio lhe soprando dentro de um quarto fechado... todas essas "lendas urbanas" (será?) vão lhe passar na cabeça ao ver o filme. Talvez aconteçam atividades paranormais na sua casa enquanto você dorme... faça o teste: arrume uma câmera e deixe-a rolando pra ver no que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não preciso disso pq eu sei que atividades paranormais acontecem aqui. Só essas manifestações do além explicariam o fato de eu ter visto o filme enquanto passava roupa, aqui na minha sala, e não no cinema onde o filme ainda está em cartaz. :)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-2517772710725077518?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/LUkd77cec7k/paranormal-activity-2007.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/paranormal-activity-2007.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-7281930559821658350</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 09:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T02:27:28.674-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Straight Time</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dustin Hoffman</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Ação</category><title>Straight Time (1978): Sem Excessos</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.youtube.com/watch?v=IYssJNxfm5M"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 269px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SwJ4_0fgslI/AAAAAAAABHI/rlEb9FUpcHQ/s400/Straight_time.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405015540615918162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Clique no poster pra ver o trailler no you tube&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tem uma coisa que eu adoro em ver filmes de ação mais antigos é o fato de muitos não terem os exageros de hoje em dia. Em Straight Time (1978), Dustin Hoffman é Max Dembo. Ex-presidiário, Dembo sai da prisão e tenta mudar de vida. O diálogo inicial com o seu supervisor da condicional mostra a agonia de um homem que tenta viver como todo mundo, mas que é forçado a viver como ex-presidiário. "Aqui fora vale o que se tem no bolso, lá dentro vale o homem", explicando à nova e linda namorada (Theresa Russell) porque muitos preferem ficar presos. Logo ele percebe que o seu normal não é o normal e volta ao crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos diálogos sobre as distorções do capitalismo, o filme é uma delícia pra quem gosta de saborear um filme sem o tempero exagerado dos dias de hoje. No roubo ao &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9rewhyLBNIA"&gt;banco &lt;/a&gt;e à &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iGG6MrpQufY&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=BAE97666FADB4D8A&amp;amp;playnext=1&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;index=36"&gt;joalheria&lt;/a&gt;, descritos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;making-off &lt;/span&gt;original de 1978 como  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma das cenas mais realistas de assalto história do cinema&lt;/span&gt; até então, não tem trilha sonora frenética. Näo tem música nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ouvimos são as respirações tensas dos assaltantes, o medo das pessoas no banco em seus sustos e sussurros. Na joalheria, os vidros sendo estraçalhados te colocam dentro da cena, se imaginando como você se sentiria naquela situação. Nenhum tiro é dado, nenhuma explosão. Só dois assaltantes em seus 40, tensos...E você fica tenso por eles e pelas vítimas. Diferente dos filmes de hoje, você não espera o tiro mas torce pra que ele não ocorra. Na fuga, o mesmo silêncio. Sem fundo. Só se ouvem os passos, se vêm os olhos assustados. O ritmo está na câmera. Até que uns cinco, seis tiros (sim, não há revólveres de 400 mil tiros por minuto) são dados. Uns mortais. Sem banho de sangue, nada. Só agonia. Só medo. Só raiva. Na vingança, uma certa poesia. A arma de Hoffman aponta pro amigo que o traiu. A câmera pros olhos de Hoffman. Você ouve o tiro, mas continua vendo os olhos. Os mesmos olhos que, na sequência final, olham para a amada e a convencem de que ela não deve ir junto: "porque quero ser pego", ele diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme gostoso de se ver, principalmente pra quem gosta de ação mas está cansado das papagaiadas explosivas e trilhas sonoras excessivamente barulhentas da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-7281930559821658350?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/z6IlNzRQpnQ/straight-time-1978-sem-excessos.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SwJ4_0fgslI/AAAAAAAABHI/rlEb9FUpcHQ/s72-c/Straight_time.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/straight-time-1978-sem-excessos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-9032780592459961071</guid><pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-09T11:31:54.688-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lynch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dune</category><title>Dune (1984)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tentei, juro. Comecei, continuei, dormi. Tentei de novo. Dormi de novo. Aí pensei: "Se David Lynch não quer mais saber desse filme, por que eu vou perder meu tempo?" Não que o filme seja complicado. É chato mesmo. E confuso. Horrível. Parei quando o personagem de Kyle MacLachlan monta na minhoca gigante. Não foi dessa vez que eu aprendi a gostar de Sci-Fi. Também não vai ser nesse filme que eu vou abandonar David Lynch. A viagem continua com Blue Velvet (1986). Enquanto isso, se você quiser, clique no poster e assista Dune no You Tube.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=BA2DDF761C69D899&amp;amp;search_query=dune+lynch"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 260px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SvhtDwc_W0I/AAAAAAAABE8/LeihCwPnp5g/s400/Duneposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402187664344439618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-9032780592459961071?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/oZf2X9s0B8w/dune-1984.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/SvhtDwc_W0I/AAAAAAAABE8/LeihCwPnp5g/s72-c/Duneposter.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/dune-1984.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-719152568436694750</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 06:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T23:32:00.262-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Clube da Luta</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>Clube da Luta (1999) e Bailes Funk</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/f/fc/Fight_Club_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 395px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/f/fc/Fight_Club_poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se fala de filmes baseados em livros, sempre rola aquele papo: "o livro é melhor do que o filme". Eu acho uma comparação simplista a começar pelo fato de serem mídias diferentes.  No mais, as vezes deixando esse preconceito de lado nós ganhamos muito. Como é o meu caso com "Clube da luta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que vi o filme, não gostei. Eu ainda estava na minha época &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pipocão&lt;/span&gt;: qualquer filme um pouquinho fora do mainstream era chato. Na época eu achei a história difícil e criei uma antipatia repugnante à Durden (Brad Pitt) e ao personagem sem nome do Edward Norton. O flashback "tadaaaaaammm! Te peguei!" me deixou puto (coisa de pós-adolescente). Talvez por não ter percebido o lance desde o começo. Enfim..."Clube da luta" ficou empoeirado na mente junto com David Lynch e outros, sob a etiqueta: "Nunca mais perco meu tempo com isso".&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;----Aí a gente cresce, amadurece----&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses dias peguei o livro que deu origem ao filme e comecei a ler. Não parei. Acho que foi um dos que li mais rápido na vida. No livro se tem uma idéia muito mais ampla do significado anárquico contra a relações de poder que a gente está submetido no dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, imaturo, eu ligava o "foda-se" pra metáforas da vida no cinema. Agora eu procuro por elas. E Chuck Palahniuk (autor do livro) me deu um motivo ainda maior pra rever Pitt e Norton. No posfácio do livro, ele conta que havia um livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Before nightclub fist fighting in Brazil, where some nights young men would fight to their deaths..."&lt;br /&gt;["Antes de brigas em boates no Brasil, onde em algumas noites jovens homens lutariam até a morte..."]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;É óbvio que os "bailes de corredor", no Rio, não surgiram por causa do filme. Mas ele tem razão em compará-los (suponho q sejam estes bailes) pela lógica. Aí eu vi o filme de novo. Na tela e na memória.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em Magé, minha cidade natal, tem um clube chamado Mageense, onde rolavam (rolam?) bailes funk. Na época do filme, era pra lá que eu ia todo fim de semana. Lá na cidade do Rio, já haviam bailes onde galeras de locais diferentes eram divididas por um espaço vazio (o corredor) em lados (A e B). Em um certo momento, os dois lados eram incentivados a gladiar. E brigavam feio. Até que a ordem fosse dada pra parar. Aí paravam. Se não parassem, seriam punidos (com mais porrada, dos seguranças). Tinha uma certa ordem, num era confusão. Assim como os Clubes da Luta. Então, começaram a implantar os corredores tb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(255, 255, 153);"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;Foi ali que eu conheci - sem saber - Tyler Durdens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O salão do baile era sempre escuro, como os galpões do filme. Amigos chegavam e confraternizavam. Se cumprimentavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E aí, te estraguei semana passada, hein?, dizia um com cicatrizes recentes na testa.&lt;br /&gt;- Hahaha...quero ver tu tirar essa onda daqui a pouco. Vai ter a forra, dizia o outro apontando pro espaço vazio do dente.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Em certo momento, o DJ tocava a música pra começar a pancadaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/66725136/67d2b1e3" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="50" height="50"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:78%;" &gt;Clique aqui pra ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os amigos deixavam as camisas com as namoradas, apertavam mãos e iam pra lados diferentes do corredor. E, no meio da multidão feroz, gladiavam. E brigavam feio. Até que era dada a ordem pra parar. Aí voltavam e batiam papo. O que acontecia no corredor, ficava no corredor. Te lembra alguma regra de um certo filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que há diferenças. Nos bailes de corredor (dentro e fora dos clubes/boates) haviam um número crescente de gangues rivais, assassinatos, covardias (um monte batendo em um) e por isso foram proibidos (talvez ainda ocorram em certos lugares). Quando as brigas foram pras ruas a coisa começou a desandar. Perdeu-se o controle. Como no filme. Mas, tb como em Clube da Luta, o que haviam eram pessoas comuns, que no dia-a-dia eram nada além de peças do sistema. Pessoas que naquele momento eram heróis, ídolos. Até hoje eu lembro do nome de uns lendários em Magé. Ali no corredor eles tinham o que não tinham na vida: poder e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Durden e o personagem de Norton. Então eu precisei crescer, ler o livro e rever o filme pra ver que o Clube da Luta já fazia parte da minha vida, de certo modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Tadaaaaaam! Te pegamos de novo!",&lt;br /&gt;me zoariam Chuck, Pitt e Norton.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-719152568436694750?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/KdP42Wkzj28/clube-da-luta-1999-e-bailes-funk.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/clube-da-luta-1999-e-bailes-funk.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-7747104551914635299</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2009 06:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T23:13:10.969-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lynch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Elephant Man</category><title>Elephant Man (1980)</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.youtube.com/watch?v=v1x2pndJfjg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 289px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/Su_TlYrreYI/AAAAAAAABA8/_Is-z6FxD9Y/s400/elephant_man.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399767117474789762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:85%;" &gt;(Clique no poster pra ver o filme no You Tube)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elephant man, baseado na história de John Merrick, foi o segundo longa de David Lynch. É também bem normal se comparado à &lt;a href="http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/viagem-david-lynch-eraserhead-1977.html"&gt;Eraserhead&lt;/a&gt;, filme que projetou Lynch e fez com que Mel Brooks o conhecesse. Pelos comentários que leio por aí, Elephant Man é mais lembrado pelo enredo em si do que pelo toque autoral de Lynch. Como disse um comentário em &lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/homem-elefante"&gt;Adoro Cinema&lt;/a&gt;, não é um filme para adoradores de filmes quebra-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos só falam da história comovente de Merrick (John Hurt), que por suas deformidades foi usado como atração em um show de horrores britânico até ser "descoberto" e apresentado como ser humano à (alta) sociedade pelo cirurgião Frederick Treves (Anthony Hopkins). Lynch faz um belo contraste entre o que é visto pelo mundo e o que é sentido por Merrick. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Ao ver o corpo, você torce o rosto. Ao conhecer a alma, você chora.&lt;/span&gt; Pelo filme ter sido criado como projeto comercial, Lynch parece ter se segurado pra garantir uma grana. Mas em certos momentos, ele deixa sua marca surrealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena de abertura lembra a de Eraserhead. Como no seu primeiro filme, o diretor usa imagens sobrepostas para mostrar como "surgiu" o Elephant Man. Numa confusão visual, uma mulher é atacada por elefantes. Ela grita, mas o que ouvimos são os elefantes. Ao fundo, o som que parece uma locomotiva em partida (Lynch admite ter paixão pelo período industrial). Tela escura. Fumaça e um choro de bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro momento, Lynch se mostra num pesadelo de Merrick. A câmera entra pelo buraco do pano que lhe cobre o rosto (Lynch tb faz esse movimento em Eraserhead, ao entrar nos buracos negros da mente). Imagens sobrepostas. Sons de fábrica. A câmera se move sobre um corredor escuro e chega à homens movendo uma máquina que parece um tear (como o homem na janela, em Eraserhead). Fumaça. A respiração difícil e agonizante de Merrick até que, num delírio (ou não) o guarda do hospital lhe exibe à frequentadores de um bar. Ao ver o espelho, Merrick se imagina como um elefante. E grita. O som que ouvimos é de um elefante. Ele acorda. Lynch sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa segunda parada na Viagem David Lynch, eu gostei de ver que ele não é desses artistas não-convencionais que esnobam a indústria. Talvez isso tenha contríbuido pra ele ser de certo modo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt; e ao mesmo tempo autoral. Até seus filmes mais doidos parecem ter tido boas saídas (o primeiro que tentei ver foi na locadora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pipocão &lt;/span&gt;perto de casa). Meu medo de seus filmes vai se tornando, aos poucos, admiração. Na próxima parada, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Duna&lt;/span&gt;, um filme de ficção científica. Eu não gosto de Sci-Fi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí? Eu tb não gostava de David Lynch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Leia mais sobre o filme em:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(em português)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Homem_Elefante"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, &lt;a href="http://tudoecritica.blogspot.com/2008/04/o-homem-elefantethe-elephant-man.html"&gt;Tudo é Crítica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ufscar.br/rua/site/?p=1343"&gt;Revista Universitária do Audiovisual&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;,   &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cinefiloeosfilmes.blogspot.com/2009/06/o-homem-elefante-1980.html"&gt;O Cinéfilo&lt;/a&gt; (em inglês) &lt;a href="http://www.timeout.com/film/features/show-feature/5443/david-lynch-interview.html"&gt;Time Out: Interview with David Lynch about The Elephant Man&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-7747104551914635299?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/oIUf1fftJ4o/elephant-man-1980.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/Su_TlYrreYI/AAAAAAAABA8/_Is-z6FxD9Y/s72-c/elephant_man.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/11/elephant-man-1980.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-2458185498075927808</guid><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 16:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-10T11:23:09.689-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">LaHaine</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Sociedade</category><title>La Haine (1995): Conflitos Sociais Franceses</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique no poster para assistir ao filme no You Tube.&lt;br /&gt; Áudio: Francês, Legenda: Inglês. Direção: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(153, 153, 153);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Matthieu Kassovitz&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.youtube.com/watch?v=wEEfgX67S8g&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StCxi4CPzZI/AAAAAAAAA7M/sNvg0wWIKyo/s400/Haine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391003966677962130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Um jovem imigrante é deixado em coma após ser agredido por um policial. Uma revolta ocorre no subúrbio onde departamentos policiais são invadidos, carros são queimados, prédios destruídos. No dia seguinte deste fato verídico, ocorre a história fictícia "La Haine" (O Ódio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três jovens amigos - um negro, um judeu e um árabe - vivem o dia seguinte à toda a confusão. E durante a exibição da raiva de um, do controle de outro e da certa alienação do terceiro, o filme nos mostra a complexa situação dos subúrbios (&lt;i&gt;banlieues&lt;/i&gt;) de Paris. E como cada um destes perfis é, na verdade, parte da vida de todos naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ambiente paralelo onde a polícia não respeita os moradores, onde os moradores não respeitam a polícia. Onde vender droga é tão normal quanto fazer pequenos roubos pra garantir um dinheiro. Um lugar do qual um deles acredita que precisa sair pra poder mudar. Um lugar onde se sobrevive, com raiva, medo, alegria, música, preconceito, até... até... como dizia o Africano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:Arial;" &gt;"jusqu’à maintenant, tout va bien"&lt;/span&gt; (Até agora, tudo vai bem...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Até que a queda, o impacto, aconteça.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O filme é em Paris  como "Cidade de Deus" é no Rio. Um pouco do que "Do the Right Thing", de Spike Lee, é no Brooklin. A diferença é que ao invés do funk carioca e a batida forte do rap do "Public Enemy", "La Haine" é representado por um remix de Édith Piaf. O DJ coloca o a caixa de som na janela e aumenta o volume de onde, na tarde seguinte ao caos, ouvem-se os versos sampleados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"Non, rien de rien&lt;br /&gt;non, je ne regrette rien"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Não, nada de nada.&lt;br /&gt;Não, não me arrependo de nada)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No geral, o filme é mais um retrato periférico. Retrato de contrastes, que mostra problemas sem apontar vítimas ou vilões. Sem dizer quem morre no final. Sem mostrar o que poderia ser feito pra que se viva melhor porque, no fim, isso cabe a todos nós. Afinal, como diz o cartaz que o árabe modifica com spray enquanto estão vagando pelo breu de uma rua escura da Cidade Luz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"Le monde est à nous"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(O mundo é nosso)&lt;br /&gt;E, apesar de tudo, somos nós que temos que mudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"La Haine" mostra o quanto isso é difícil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-2458185498075927808?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/F6CAyJK390w/la-haine-1995-conflitos-sociais.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StCxi4CPzZI/AAAAAAAAA7M/sNvg0wWIKyo/s72-c/Haine.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/la-haine-1995-conflitos-sociais.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-285218050286180900</guid><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 07:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-11T23:22:28.447-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lynch</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eraserhead</category><title>Viagem David Lynch - Eraserhead (1977)</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Clique no poster para assistir ao filme no You Tube.&lt;br /&gt;Áudio: Inglês; Sem legenda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.youtube.com/watch?v=k1JBY_owStc&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=13E21F9A983812FF&amp;amp;index=0&amp;amp;playnext=1"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StGCPv_8mWI/AAAAAAAAA7U/FTjT8ZApopo/s400/Eraserheadposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391233436033522018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;David Lynch supostamente &lt;a href="http://www.geocities.com/Hollywood/2093/ehabout.html"&gt;disse&lt;/a&gt; sobre Eraserhead:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"The whole film is undercurrents of sort of subconscious ... You know, and it kind of wiggles around in there, and it's how it strikes each person. It definitely means something to me, but I don't want to to talk about that. It means other things to other people, and that's great [...]"&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(O filme todo expressa um tipo de subconsciente... e ele vai meio que vai aqui e ali, e é assim que atinge cada pessoa. [Eraserhead] definitivamente significa alguma coisa pra mim, mas eu não quero falar sobre isso. O filme significa outras coisas pra outras pessoas, e isso é ótimo [...] )&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"[...] In Eraserhead, there are a lot of openings and you go into areas and it's all...There are sort of like rules you kind of go by to keep that feeling kind of open and I don't know, it's real important to it. It's more like a poem or a .... more abstract, even though it has a story. It's like an experience."&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Em Eraserhead, têm um monte de aberturas e você entra em áreas e tal... Tem certas regras que você meio que passa que mantem o sentimento meio que aberto e eu não sei, é muito importante pra isso. É mais como um poema ou um...mais abstrato, mesmo que seja uma história. É tipo uma experiência.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;"Eraserhead" foi o primeiro filme de David Lynch, mas admito que ouvi a primeira vez sobre ele quando resolvi mergulhar na obra do cara. Como o "patrão" liberou, eu vou destilar aqui o que o filme significou pra mim (baseado no que vi e em críticas e análises que li pela web).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enredo (à la Léo) da história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem em férias, conturbado por ter problemas em aceitar a pressão que existe sobre o homem em relação à paternidade, vê sua vida mudar ao que é obrigado a morar com uma mulher com a qual teve um filho que mais parece um bebê deformado de cabra. Por não aguentar a dependência do "bebê", a mulher volta para a casa dos pais. O homem cuida do nascido. Ele tem um caso com a vizinha do prédio, mas esta logo aparece com outro homem. O "bebê" ri do cara - um verdadeiro "loser"- que pega uma tesoura e acaba com seu sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Análise (à la Léo) de como David Lynch conta a história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, você tem umas mudanças que parecem separar sonho e realidade (quando a câmera entra em buracos negros, ou quando entramos no aquecedor, por exemplo). Porém, pra mim, o filme todo é um pesadelo de Henry. Acho isso porque considero os "espermas" que aparecem o tempo todo (seja no sonho, seja no apartamento do cara) e o próprio "bebê" são símbolos do tormento que Henry têm em relação ao seu possível medo (ou asco) da paternidade. Além disso, penso que as mulheres que aparecem no filme sejam representações dos sentimentos do personagem principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary, a mãe do filho-monstrinho (Teria Lynch o criado feio desse jeito pra não causar polêmica exagerada no ato final?), é a vontade de Henry de abandonar tudo e viver sua vida sem ter obrigações. Ela têm calafrios e uns &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tiques&lt;/span&gt; toda vez que alguma responsabilidade é cobrada de Henry, como se demonstrasse em si o que ele sente. A Mary é a válvula de escape do Henry. Tanto que quando eles estão na cama e ela reclama do bebê ele diz algo do tipo: então vai embora (e não volte). Como se ele quisesse fazer isso, mas não pudesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da Mary é a moral, a pressão da sociedade que obriga Henry a assumir uma responsabilidade que ele poderia simplesmente "passar"se não fosse a velha lembrando suas obrigações. Sabe "O Processo", de Kafka? Pois é. Henry não parece ter certeza que o filho é seu. Mas o assume. A mãe da Mary é o que Henry pensa da sociedade. O interessante é que quando ela coloca ele contra a parede - literalmente - dizendo que ele tem que casar, o nariz dele sangra (e o rosto quase não demonstra emoção). Ao mesmo tempo, a Mary entra, grita, expulsa a mãe. O sangue prova que alguma coisa dentro dele está errada. E a "válvula de escape" o alivia da pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinha sedutora, com a qual o Henry tem um caso, é o espírito livre que o Henry gostaria de ser. Quando ela se tranca fora de seu apartamento e vai pro apê do Henry pra buscar abrigo pra noite (sim, eles acabam chegando aos finalmentes ali), ele faz um grande esforço pra esconder o bebê-monstrinho da mulher. Porque ele é feio ou porque ele é uma parte de sua vida que ele gostaria que não existisse pra que pudesse possuí-la sem receios? Depois de transarem, Henry mais uma vez sonha com a Mulher do Aquecedor, que canta:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="200" height="200"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Qrl3n2ZtK2E&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Qrl3n2ZtK2E&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In Heaven, everything is fine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;No céu, tudo está bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In Heaven, everything is fine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;No céu, tudo está bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In Heaven, everything is fine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;No céu, tudo está bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;You got your good things,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Você tem suas coisas boas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;And you got mine.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;e as minhas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Mulher do Aquecedor ainda não está claro pra mim o que representa. Mas depois que Henry faz sexo com a vizinha, ele sonha com a Mulher do Aquecedor e, quando ele se aproxima dela como se buscasse o perdão, ela some. Aí a cena que eu considero mais surreal acontece: um caralho nasce de dentro dele e lhe arranca a cabeça (como se fosse a vontade sexual que lhe controlasse o corpo). Depois, uma árvore seca aparece no palco e sangra e forra o chão de quadrados pretos e brancos, onde descansa a cabeça de Henry. No corpo, agora brota, chorando, o bebê monstrinho (como pus saindo de um corpo doente). A imagem (abaixo) parece um daqueles quadros de Salvador Dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StLDoDB9MsI/AAAAAAAAA7k/keEBE2F2O8Q/s1600-h/111.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StLDoDB9MsI/AAAAAAAAA7k/keEBE2F2O8Q/s400/111.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391586796691600066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando acorda, Henry vai ao corredor e vê a vizinha chegar com um cara. Ele tenta ficar na dele,  contendo sua raiva, seu ciúme, sua decepção. Mas o bebê-monstrinho começa a rir da vida derrotada dele. Ele tenta se controlar, demonstra medo do que está sentido...Ele viu que a vizinha vê nele a face do bebê. Aí, ele pega a tesoura e se liberta. Ao final, a mulher do aquecedor o abraça (dessa vez, não enquanto ele supostamente dorme) e sorri, como se o parabenizasse pela decisão que tomara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcas de David Lynch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas entrevistas o autor diz que adora o tempo industrial. Em Eraserhead, além do cenário sombrio - como se o filme ocorresse nos arredores de fábricas abandonadas - aparece um homem deformado pelo que parecem ser queimaduras controlando uma máquina e olhando pela janela no começo. No fim, ele reaparece rindo, como se tivesse conquistado uma vitória. Talvez ele seja todo o sentimento contido pelo Henry. No fim, ele ri com a máquina soltando faíscas, como se tivesse saído do controle. Assim como Henry saiu. Uma cena parecida acontece em Elephant Man, tb em um momento de ápice emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é o uso de buracos e imagens sobrepostas pra demonstrar uma espécie de surrealidade. Imagens de fluxos d'água em retrocesso. Sobre isso, eu volto a falar quando comentar Elephant Man.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas eu ainda não digeri bem. Por isso, vou ter que ver o filme de novo (eba!). Entre estas coisas: a velha na casa dos pais da Mary, o pai da Mary, a fábrica de lápis e borrachas e as bochechas da Mulher do Aquecedor. Mas o que eu mais gostei foi de ter começado a ser capaz de encontrar as marcas de David Lynch em outros de seus filmes. O próximo da série: Elephant Man, qualquer dia desses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-285218050286180900?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/uJB3oAHWzBg/viagem-david-lynch-eraserhead-1977.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StGCPv_8mWI/AAAAAAAAA7U/FTjT8ZApopo/s72-c/Eraserheadposter.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/viagem-david-lynch-eraserhead-1977.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-4138224527279062864</guid><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 06:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-10T00:43:04.328-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filmografias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lynch</category><title>Viagem David Lynch - Introdução</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu devia ter uns 19 anos quando fui à locadora e aluguei - entre tiros, bombas, sangue e pontapés - "A estrada perdida", de David Lynch. Na época, eu já estava me interessando, sem entender mto, em filmes menos comerciais. Minha amiga, dona da loja, me pediu um favor: "Vê esse filme e me diz se é bom. Se for ruim, eu devolvo pro destribuidor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi, parei com 20 minutos.&lt;br /&gt;Não entendi, continuei, parei na metade.&lt;br /&gt;Coloquei a fita (sim, fita!!!) na caixa e voltei à locadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, eu acho que seu público acostumado com Jackie Chan e Steven Segal não vai gostar disso não." Cínico. Joguei a culpa nos outros por eu mesmo não ter entendido. Desde então, o "fantasma" de David Lynch me tormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais de 10 anos depois - com dvd e you tube - resolvi encarar um de meus muitos traumas cinematográficos. Quero entender David Lynch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta série de posts, vou colocar minhas impressões sobre os longas dirigidos pelo diretor (vou assistir aos filmes vendo comentários online, entrevistas, etc.). Em ordem cronológica, os filmes assistidos serão (Em verde, já disponibilizados):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApukx3KsI/AAAAAAAAA6M/XuOXUoHSqy0/s1600-h/eraserhead-poster.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 123px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApukx3KsI/AAAAAAAAA6M/XuOXUoHSqy0/s320/eraserhead-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390854634086017730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Eraserhead (1977)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StAptxllOgI/AAAAAAAAA58/GDiiTiObRo0/s1600-h/500full-the-elephant-man-poster.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 104px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StAptxllOgI/AAAAAAAAA58/GDiiTiObRo0/s320/500full-the-elephant-man-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390854620344302082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Elephant Man (1980)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApuAYSrFI/AAAAAAAAA6E/bsQpEf3QOuY/s1600-h/dune.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 114px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApuAYSrFI/AAAAAAAAA6E/bsQpEf3QOuY/s320/dune.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390854624315092050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Dune (1984)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApux94bHI/AAAAAAAAA6U/sYq84KB2UfY/s1600-h/the+blue+velvet.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 107px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApux94bHI/AAAAAAAAA6U/sYq84KB2UfY/s320/the+blue+velvet.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390854637626092658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;The Blue Velvet (1986)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArCHIz6FI/AAAAAAAAA68/W0qT_cQ9D4s/s1600-h/wild+at+heart.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 106px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArCHIz6FI/AAAAAAAAA68/W0qT_cQ9D4s/s320/wild+at+heart.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856069238220882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Wild at heart (1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArB-6RQAI/AAAAAAAAA60/dmJ-N7lsRvE/s1600-h/twin+peaks.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 127px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArB-6RQAI/AAAAAAAAA60/dmJ-N7lsRvE/s320/twin+peaks.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856067029745666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Twin Peaks: Fire walk with me (1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArBIQP3gI/AAAAAAAAA6k/djZuy8GPAss/s1600-h/200px-Lost-Higway-01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 113px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArBIQP3gI/AAAAAAAAA6k/djZuy8GPAss/s320/200px-Lost-Higway-01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856052357979650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lost Highway (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArhBsTyYI/AAAAAAAAA7E/rDL1q6FGMh8/s1600-h/200px-The_Straight_Story_DVD_cover.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 113px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArhBsTyYI/AAAAAAAAA7E/rDL1q6FGMh8/s320/200px-The_Straight_Story_DVD_cover.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856600352442754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The Straight Story (1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArBkd1CDI/AAAAAAAAA6s/kdl7U5o8hrA/s1600-h/200px-Mulholland.png"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 108px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArBkd1CDI/AAAAAAAAA6s/kdl7U5o8hrA/s320/200px-Mulholland.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856059931134002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mulholland Drive (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArAtlewaI/AAAAAAAAA6c/OfUP17r4rHM/s1600-h/200px-Inpos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 105px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StArAtlewaI/AAAAAAAAA6c/OfUP17r4rHM/s320/200px-Inpos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390856045199278498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inland Empire (2006)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver dicas, comentários, sugestões, por favor, compartilhe, ok? :) Não sei quando essa viagem vai terminar, mas no fim, quero que Lynch seja amigo e não esse terror que um monte de gente (eu inclusive) parece sentir ao ver o nome dele. :)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-4138224527279062864?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/CredAhkMF8k/viagem-david-lynch-introducao.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_17xZOgqj984/StApukx3KsI/AAAAAAAAA6M/XuOXUoHSqy0/s72-c/eraserhead-poster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/viagem-david-lynch-introducao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-1562212084181285218</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 09:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T04:01:33.968-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Foucault</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tarantino</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">IngloriousBasterds</category><title>O Corpo e a Alma de Foucault em "Inglorious Basterds"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há mais ou menos um mês eu assisti ao filme "Inglorious Basterds", do Tarantino. Desde então uma idéia está perturbando meu juízo pra sair. Que saia então, mas aviso: se você não viu o filme ainda, o post pode ser um "spoiler". Então, antes de ler, veja o filme. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já ouviu falar de Michel Foucault?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ele era um pensador francês cuja obra hoje é referência em cursos de comunicacão, direito, entre outros. Enfim, ele era sinistro. Tem gente que diz que depois de ler alguma coisa dele, você passa a ver o que ele diz em tudo quanto é lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu vi em "Inglorious Basterds".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c3/Inglourious_Basterds_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 299px; height: 443px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c3/Inglourious_Basterds_poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em seu livro "Vigiar e Punir", Foucault descreve como a punição aos crimes evoluiu da idade média à atualidade. Ele diz que naquela época, o criminoso pagava na carne pelos seus crimes. Tipo Tiradentes, que apanhou, foi mutilado e pra mostrar sua punicão em público, teve seus pedaços exibidos pelas ruas. O mesmo das punições aos escravos (chicote, tronco, etc.), isso pra ficar em exemplos do Brasil. Ou seja, crime era punido no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que em certo momento, essas punições viraram barbárie, exagero... aí, foram sendo criadas maneiras de punir que não castigavam o corpo em si, mas que fizessem o criminoso deixar de ser criminoso. Os presídios, por exemplo, não tiram nenhuma parte do corpo de ninguém, apenas  priva a liberdade (pelo menos a princípio é isso). Isso é feito pra que o carinha veja a merda que fez e não repita mais quando sair. Ou seja, a alma vira o alvo, pois precisa ser recuperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes, esse sistema causa revolta pq mtos conseguem usar esquemas do sistema penal  pra burlá-lo e saírem ilesos (seja pela lei, seja por corrupção, seja por politicagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses desvios do sistema entra o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do filme, o coronel nazista  Hans Landa (Christoph Waltz), que traiu Hittler e fez um acordo com os EUA pra ter asilo político, aparece todo serelepe sendo levado pelo Tenente Raine pra sua "prisão". No meio do caminho, Raine e seu companheiro param o caminhão, matam o outro nazista e levam o cínico e engraçadinho Landa ao desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que o personagem de Brad Pitt decide punir o corpo de Landa ao ver que o sistema o faria "ser esquecido" ao invés de punido. Foucault deve ter vibrado no túmulo ao ver Tarantino brincar com sua teoria (talvez sem querer, quem sabe...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo o trecho do script onde esse diálogo rola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após se entregar, Aldo ordena que o Coronel seja algemado. Ver script completo em inglês &lt;a href="http://www.imsdb.com/scripts/Inglourious-Basterds.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;------------------ Trecho do Script-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;          &lt;/b&gt;&lt;blockquote style="font-family: courier new;"&gt;&lt;b&gt;COL.LANDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       Is that really necessary? (&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Isso é realmente necessário?&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;       As Uitivich cuffs the. Colonels hands behind his back.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       I'm a slave to appearances.(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Eu sou um escravo das aparências&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Then Aldo takes the Luger, and SHOOTS HERRMAN DEAD.           The bound Col.Landa is appalled.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          COL.LANDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       Are you mad? What have you done? I made           a deal with your General for that man's           life!&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Você está maluco? O que você fez? &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Eu fiz um acordo com seu general pela vida desse homem!&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT. ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       Yeah, they made that deal, but they           don't give a fuck about him, they           need you.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;É, eles fizeram esse acordo, mas eles estão pouco se fudendo pra ele, eles precisam de você&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          COL.LANDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       You'll be shot for this.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Você vai ser morto por isso&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       Raw I don't think so, more like I'll           be chewed out. I've been chewed out           before. You know, Uitvich and myself,           heard that deal you made with the Brass.           End the war tonight? I'd make that deal.           How bout you Uitivich, you make that           deal?&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Ahh...acho que não, provavelmente eu vou levar um esporro. Já levei esporro antes. Sabe como é, Uitvich e eu ouvimos o acordo que vc fez com Brass. Terminar a guerra hoje? Eu faria esse acordo. E você, Uitvich, faria o acordo?&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          UITIVICH&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       I'd make that deal.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Eu faria o acordo&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       I don't blame ya. Damn good deal.           And that pretty little nest ya           feathered for yourself. Well, if           your willing to barbecue the whole           high command, I suppose that's worth           certain considerations. Now I don't           care about you gettin pensions,           merit badges, ticker tape parades,           who gives a damn, let's all go home.           But I do have one question?           When you go to your little place on           Nantuckett Island, I image you gonna           take off that handsome looking SS           uniform of yours, ain't ya?&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Eu não te culpo. É um grande acordo. E aquele ninho que você montou. Bom, se você tá afim de fritar todo o Alto Comando, eu acho que você merece certas considerações. Eu estou pouco me lixando se você ganhar pensão, medalhas, paradas, quem está ligando, vamos todos pra casa. Mas eu tenho uma pergunta. Quando você for pro seu cantinho  em Nantuckett Island, eu imagino que você vai tirar esse uniforme bonitinho, né?&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;        For the first time in the movie, Col.Landa doesn't-respond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       That's what I thought. Now that...          .I can't abide. How bout you           Uitivich, can you abide it?&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Foi o que eu achei. Agora disso eu não gosto. E tu, Uitivich, você gosta disso?&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          UITIVICH&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       Not one damn bit, sir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       I mean if I had my way, you'd wear           that goddamn uniform for the rest of           your pecker suckin life. But I'm           aware that's ain't practical. I mean           at some point ya gotta hafta take it           off.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Tipo, se fosse por mim, você iria vestir essa porra de uniforme pro resto de sua vida. Mas eu sei que isso não é prático. Tipo, em algum momento vc vai ter que tirar isso&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       He opens LandaSS DAGGER, and holds the BLADE in front of Hans           face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       So I'm gonna give you a little           somethin you can't take off.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Então eu vou te dar uma coisinha que você não pode tirar&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo corta uma suástica na testa do coronel (como eles fizeram anteriormente com um nazista que eles pouparam) e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;          LT.ALDO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;       You know somethin Uitivich, I think           this just might be my masterpiece.&lt;br /&gt;(&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Quer saber, Uitivich, acho que essa pode ser minha obra-prima&lt;/span&gt;).&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-1562212084181285218?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/uXr6BstL36Q/o-corpo-e-alma-de-foucault-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/o-corpo-e-alma-de-foucault-em.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6521374730582248051.post-1353455991539191498</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 08:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T01:21:33.503-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Apresentação</category><title>Sentindo Cinema</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquela agonia, aquela alegria, aquele nojo, aquela raiva, aquele soco no estômago, aquela lágrima, aquele nó na garganta...aquilo que você sente depois de ver um filme, seja ele qual for?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este e outros sentimentos que decidi criar esse blog paralelo ao meu primeiro, &lt;a href="http://www.leonafinlandia.blogspot.com"&gt;Léo na Finlândia&lt;/a&gt;. Eu amo filmes, seja "pipocão", cabeça, dramalhão, comédia barata. Seja qual o estilo, eu adoro o que sinto depois de cada filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tem mta gente que sente a mesma vontade de falar de filmes. Então, sem me preocupar com tempo ou deadline, formatos ou incoerências, eu vou despejando minha contribuição pros papos de cinema por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinta-se a vontade pra falar o que quiser, beleza?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6521374730582248051-1353455991539191498?l=leonocinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/leonocinema/~3/aZo7rCDfqIU/sentindo-cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Léo C.)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://leonocinema.blogspot.com/2009/10/sentindo-cinema.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

