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	<title>LineUP Brasil</title>
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	<description>Festivais, shows e muito mais</description>
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		<title>Lollapalooza: lovers gonna love</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 16:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Roberto Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[lollapalooza]]></category>

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		<description><![CDATA[E obviamente, haters gonna hate. Como todo grande festival, a mistureba de gêneros e atrações do Lollapalooza desperta paixões e ódios em quem gosta de música, e isso não é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9355" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2015/03/26/lollapalooza-lovers-gonna-love/lollapalooza-2015/" rel="attachment wp-att-9355"><img class="size-medium wp-image-9355" alt="St. Vincent no Lollapalooza Chile." src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2015/03/H7V1761-560x395.jpg" width="560" height="395" /></a><p class="wp-caption-text">St. Vincent no Lollapalooza Chile.</p></div>
<p>E obviamente, <em>haters gonna hate</em>. Como todo grande festival, a mistureba de gêneros e atrações do Lollapalooza desperta paixões e ódios em quem gosta de música, e isso não é necessariamente mau. Há quem critique o festival deste ano dizendo que faltam headliners de peso, enquanto outros sentem falta das pequenas revelações &#8211; mas o fato é que, uma lista que inclui Robert Plant, Jack White, Smashing Pumpkins, Bastille, St. Vincent, Alt-J, Pharrel Williams e mais dezenas de bandas não dá pra simplesmente ignorar.</p>
<p>E tem também, é claro, todo o clima de festival, que o Lolla parece ter encontrado bem ali no Autódromo de Interlagos, apesar dos problemas pontuais do ano passado.</p>
<p>O festival acontece neste final de semana, e você confere os horários dos shows <a href="http://www.lollapaloozabr.com/horarios-2015" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2015/03/26/lollapalooza-lovers-gonna-love/screen-shot-2015-03-26-at-13-07-30/" rel="attachment wp-att-9356"><img class="alignnone size-medium wp-image-9356" alt="Screen Shot 2015-03-26 at 13.07.30" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Screen-Shot-2015-03-26-at-13.07.30-560x508.png" width="560" height="508" /></a></p>
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		<title>Barulho, flores e mais um ano do charmoso Primavera Sound Porto</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2014 01:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Roberto Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais gringos]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Samantha Pottmaier. Pelo terceiro ano consecutivo o Lineup Brasil aterrisou na charmosa cidade do Porto para o já consagrado Primavera Sound. Esse ano o que mudou foi o nome, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9334" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/597_nps_copyright_hugo_lima-518/" rel="attachment wp-att-9334"><img class="size-full wp-image-9334" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/597_nps_copyright_hugo_lima-518.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p><strong>Por Samantha Pottmaier.</strong> Pelo terceiro ano consecutivo o Lineup Brasil aterrisou na charmosa cidade do Porto para o já consagrado Primavera Sound. Esse ano o que mudou foi o nome, que passou de Optimus Primavera Sound para Nos Primavera Sound, por conta de uma fusão das empresas de telefonia em Portugal, mas na prática tudo correu da mesma forma que nos outros anos que estivemos por aqui.</p>
<p>O local escolhido para realizar o festival foi o mesmo dos outros anos: o delicioso Parque da Cidade, assim como o posicionamento dos palcos, os brindes fofos (bolsa-toalha de picnic, capa de chuva, programa impresso em forma de tag) e também as atrações extras espalhadas pelo parque: balanços de madeira, coroa de flores para as meninas, comidas portuguesas na praça de alimentação, banheiros de verdade (e químicos também, claro!), barraquinhas de bebidas além das de cerveja, como as de cidra, gin e vinho.</p>
<p>Parece que a fórmula dos outros dois anos deu tão certo, que a organização só repetiu tudo que tinha de legal, e não sentimos que muito mais foi acrescentado. Uma coisa que nos deixou bem preocupados foi a ameaça de chuva nas três noites em que o festival aconteceria, mas por alguma conspiração astral (ou muita energia junta de um público que foi semelhante em número ao dos anos anteriores), o céu ficou escuro, ameaçou, mas de fato nos poupou da chuva de verdade. Na noite de abertura até tivemos uma leve garoa antes da última banda se apresentar. E nas noites seguintes aconteceu o oposto: o sol até deu uma tímida passada por lá no fim de tarde, deixando o céu cinza um tanto amarelado, dando uma cor aos shows calminhos dos fins de tarde.</p>
<p><strong>Noite de abertura &#8211; Quinta-feira</strong></p>
<p>Essa noite agrupou atrações um tanto diversas, e por uma questão de adequação de horários e público, colocou o brasileiro Caetano Veloso, maior nome da noite, espremido entre os shows das novatas Sky Ferrera e as irmãs espevitadas do Haim. Mas concluímos que isso foi feito para que ele tocasse no melhor horário da noite, para um público que logo que seu show acabou, deixou o parque e foi seguir com a vida, afinal ainda não era fim de semana de fato.</p>
<p><em>Rodrigo Amarante</em></p>
<div id="attachment_9316" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-39/" rel="attachment wp-att-9316"><img class="size-medium wp-image-9316" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-39-560x373.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>A primeira atração que assistimos essa noite foi o também brasileiro Rodrigo Amarante, que baseou seu show no seu recém lançado disco &#8220;Cavalo&#8221;, com melodias suaves e perfeitamente entendidas pelo público português. Rodrigo estava tranquilo, tocando no fim de tarde, variando os instrumentos entre violão e teclado, e conversando com o público de vez em quando. Seu show não empolgou muito o público português talvez por ser um tanto desconhecido por lá, e apesar de uns brasileiros por ali gritarem em alguns intervalos nomes de músicas dos Los Hermanos, Rodrigo nem deu bola a esses pedidos e não tocou nenhuma canção de seu grupo mais famoso, e nem mesmo de seu outro internacionalmente conhecido, o Little Joy.</p>
<p><em>Sky Ferreira</em></p>
<div id="attachment_9319" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-140/" rel="attachment wp-att-9319"><img class="size-full wp-image-9319" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-140.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>A mocinha deve ter lá seu carisma entre os teens, mas definitivamente, para a gente, ela faz um som muito infantil e sem graça, mesmo que esteja em uma fase anunciada mais &#8220;adulta&#8221; em sua carreira precoce. Assistimos uma parte de seu show meio de longe, mas não tivemos paciência para muito não. Em nossa opinião sustenta seu show monótono na pose de menina revoltada que se estende à banda, e tem apenas uma música decentemente produzida (pelo midas Dev Hynes, famoso pelos projetos Blood Orange e Lightspeed Champion) e só. Show totalmente passável.</p>
<p><em>Caetano Veloso</em></p>
<div id="attachment_9320" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/cae-12-pb/" rel="attachment wp-att-9320"><img class="size-full wp-image-9320" alt="Foto: Brunno Carvalho" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Cae-12-PB.jpg" width="560" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Brunno Carvalho</p></div>
<p>Quanta energia Caê! Se for pra pegar um ponto específico para se admirar, além claro, das melodias lindas e da importância histórica desse artista, diríamos que esse senhor tem uma energia e tanto para alguém da sua idade. Ele anda o tempo todo pelo palco tocando seu violão, é mega simpático com o público, chama todo mundo pra cantar em coro os refrões das músicas e faz valer a expectativa criada em torno de sua figura. Era o show mais esperado da noite, que começou com um público meio tímido, e terminou depois de 1 hora e meia, com uma platéia totalmente entregue gritando e pedindo bis, o que de fato ocorreu: Caetano voltou para mais umas, fato atípico em festivais desse porte.</p>
<p>Baseando seu show no seu último disco &#8220;Abraçaço&#8221; e mesclando com músicas de várias fases de sua longa carreira, incluindo duas canções do cultuado Transa, ele conseguiu fazer o povo dançar e emocionar alguns presentes. Sua banda &#8220;Cê&#8221; também é um espetáculo à parte: eles são todos músicos incríveis, que deram uma roupagem mais rock às músicas antigas, deixando tudo com uma pegada muito atual. Foi um show e tanto, consagrando o artista para o público mais velho que já o conhecia, e provavelmente deixando curiosos os jovens que nunca o tinham ouvido.</p>
<p><em>Haim</em></p>
<div id="attachment_9321" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-172/" rel="attachment wp-att-9321"><img class="size-full wp-image-9321" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-172.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>As três irmãs californianas, último meteoro da música pop atual, vieram também cheias de energia como era de se esperar considerando sua música agitada e com pegada roqueira. As três fazem muita pose, mas se mostraram queridas e dispostas a conquistar o público com várias conversas nos intervalos de músicas, e com uma &#8220;jam session&#8221; simulando o que supostamente fazem em casa quando estão tocando juntas &#8211; momento super produzido e ensaiado, e que se repetiu em Barcelona e no Porto identicamente.</p>
<div id="attachment_9322" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-164/" rel="attachment wp-att-9322"><img class="size-full wp-image-9322" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-164.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>A baixista tem menção honrosa por seu tique de não parar de fazer caretas e tocar como um integrante de banda de heavy-metal, o que a torna uma atração à parte e faz o público rir muito durante o show, deixando a imagem da banda bem mais simpática. A única coisa que faltou, novamente, é animação no público português, que mais contempla do que de fato se entrega aos shows com músicas agitadas como o das moças.</p>
<p><em>Kendrick Lamar</em><br />
<a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-198/" rel="attachment wp-att-9323"><img class="alignnone size-full wp-image-9323" alt="nps_copyright_hugo_lima-198" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-198-e1404694050891.jpg" width="560" height="373" /></a></p>
<p>O outro grande nome da noite subiu ao palco após o show das meninas, que já deixaram o astral do povo lá em cima para ele chegar e só arrebatar de vez a energia que ainda restava no pessoal. Nem esperávamos que o público iria se animar tanto assim, mas foi uma coisa de louco esse show. Kendrick com sua voz poderosa, sua rima rápida e letras embaçadas fez todo mundo pular muito, e comandou uma chuva de “waves” como um padre comanda um rebanho. Pedia um “everybody wave!” a cada música e era prontamente atendido por um público animado e que sabia bem as letras das canções de seu único disco, tocado de cabo a rabo.</p>
<p><strong>Segunda noite &#8211; Sexta- feira</strong></p>
<p>A segunda noite foi marcada pelo medinho da chuva que nunca caiu. Quando chegamos ao parque, capas de chuva estavam sendo distribuídas e uma grande fila para retirá-las se formou. Como já havia chovido no primeiro ano do festival, e por ser em um parque com caminhos de terra, a lama era esperada, então muita gente já se preveniu e foi calçada de galochas e tênis mais fechados. Mas no fim deu tudo certo: apesar de um pouco de frio e vento, ninguém de fato se molhou nessa noite.</p>
<p><em>Midlake</em></p>
<p>Chegamos no parque ao som dos americanos do Midlake, com seu som calminho, às vezes romântico e sofrido, as vezes alegre e motivante, e em alguns poucos momentos também bem viajante. Típico show de fim de tarde, não conseguiram angariar muito público para vê-los, nem levantar muito os ânimos nesse começo de noite. Mas deixaram a marca de uma banda que toca com competência, pelo menos para os fãs alegres que estavam a postos desde cedo para vê-los.</p>
<p><em>Warpaint</em></p>
<div id="attachment_9324" class="wp-caption alignnone" style="width: 520px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/dsc06265/" rel="attachment wp-att-9324"><img class=" wp-image-9324 " alt="Foto: Brunno Carvalho" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/DSC06265.jpg" width="510" height="680" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Brunno Carvalho</p></div>
<p>Outro destaque da atual leva de garotas roqueiras, o Warpaint conseguiu no mais recente trabalho fazer um som mais maduro e menos pop do que suas &#8220;concorrentes&#8221;. E esta disposição para as sonoridades mais experimentais foi visível no show, alternando moods mais introspectivos e psicodélicos com levantes hard-rock que cresciam e baixavam harmoniosamente como ondas progressivas sobre o público. O show foi focado no último álbum, que teve produção de Nigel Godrich (o &#8220;sexto&#8221; membro do Radiohead) e Flood, o que explica a mudança na sonoridade das meninas. O vocal no show serve como mais um instrumento, e não como eixo central das canções, sendo equalizado quase no mesmo volume do baixo e guitarra. O pôr do sol aconteceu durante a apresentação, sendo um fim de dia lindo, e no bis elas tocaram um inesperado David Bowie.</p>
<p><em>Courtney Barnett</em></p>
<div id="attachment_9325" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/courtney-barnett-nos-primavera-sound-2014/" rel="attachment wp-att-9325"><img class="size-full wp-image-9325" alt="Foto: Hugo Sousa" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/434_Courtney-Barnett-1.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Sousa</p></div>
<p>O show da lindinha Courtney rolou na tenda Pitchfork, que estava bem fria com um vento encanado rolando, mas que não foi suficientemente chato pra espantar os curiosos com o som da menina-prodígio australiana. Ela chegou animada com suas canções folk-grunge-fofinhas e botou o povo pra dançar mesmo não sendo ainda super conhecida. Fez um show bom, honesto, criativo e com um som baseado em muita coisa que a gente já viu, mas sem deixar de inovar. Já era noite quando se apresentou, e soltou um emocionado “É a primeira vez que toco à noite em um festival! Estou muito feliz!”, o que só ganhou ainda mais a simpatia do público português.</p>
<p><em>Goodspeed You! Black Emperor</em></p>
<div id="attachment_9326" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/godspeed-you-nos-primavera-sound-2014/" rel="attachment wp-att-9326"><img class="size-full wp-image-9326" alt="Foto: Hugo Sousa" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/485_Godspeed-You-6.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Sousa</p></div>
<p>O show da veterana banda canadense, uma das maiores referências do post-rock e talvez o maior nome do rock instrumental experimental na ativa hoje, foi denso e cheio de camadas, como era de se esperar. O público já estava ganho, pois a banda carrega consigo seguidores fiéis onde quer que toque, então até por isso ninguém se espantou com o início de quase 10 minutos de barulhos e distorções antes de iniciar, lentamente, a primeira composição de fato.</p>
<p>Com músicas longas, que crescem e diminuem, criam texturas sonoras repetitivas e quebram qualquer noção de canção em busca de arranjos mais livres e orgânicos. O show deve ter tido de 5 a 6 músicas no total, e as projeções foram um destaque à parte, com imagens de Super-8 de paisagens do interior americano, linhas de trem, casas abandonadas e árvores balançando ao som do vento e das guitarras acompanhadas pelo mar de pedais presente no palco.</p>
<p><em>John Wizards</em></p>
<div id="attachment_9327" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/john-wizards-nos-primavera-sound-2014/" rel="attachment wp-att-9327"><img class="size-full wp-image-9327" alt="Foto: Hugo Sousa" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/515_John-Wizards-17.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Sousa</p></div>
<p>Foi um show memorável esse da banda da África do Sul John Wizards. Com uma musicalidade diversificada eles arrastaram um bom público para a tenda Pitchfork que estava ainda bem vazia quando eles começaram, pois todo mundo estava lá embaixo vendo os Pixies. Sendo uma banda nova, o público veio mais por curiosidade, mas acabou dançando bastante, muito mais do que em muitos shows de bandas veteranas (até porque o espaço extra entre as pessoas permitiu passinhos mais elaborados). Foi um show super animado, com a banda misturando em suas músicas dub, eletrônico, reggae, afropop, R&amp;B entre outras sonoridades.</p>
<p><em>Darkside</em></p>
<p>Realmente não sei o que se poderia dizer de ruim do nosso já amado e idolatrado Nicolas Jaar. O garoto só nos dá motivos para falar mais e mais coisas boas! Mais uma vez ele arrasa com seu novo projeto Darkside, ao lado do guitarrista Dave Harrington. Atraindo um bom público para a tenda Pitchfork (o maior público da noite naquele espaço), eles fizeram juntos um dos shows mais finos de eletrônico que já presenciamos na vida. Com muita classe, Nico joga as bases e as camadas com várias influências (como funk, jazz e disco), que vão preenchendo o ambiente, enquanto Dave arrasa na guitarra com seus mil solos viajantes. O resultado é delicioso, um som misterioso, chique, como tudo o que o gatinho (de apenas 24 anos) coloca suas lindas mãozinhas.</p>
<p><em>Todd Terje</em></p>
<p>Para completar a finesse total e a viagem interplanetária, terminamos nossa noite ali mesmo na tenda Pitchfork, para seu fechamento com chave de ouro, no live do maravilhoso, incrível, deuso norueguês Todd Terje. Fazendo seu live baseado no seu último disco &#8220;It´s Album Time&#8221;, o produtor, compositor e dj leva o público a outras galáxias de um jeito tão chique que a gente fica até sem palavras para descrever o que foi aquilo tudo. Muitas e muitas camadas de elegância e alegria pura no seu som. Por nós, essa pista com toque de verão poderia durar para sempre.</p>
<p><strong>Terceira noite &#8211; Sábado</strong></p>
<p>A essa altura, a previsão do tempo já tinha mudado completamente desde o início da semana, e já era de céu aberto e nada de chuva, então o mood para a última noite já estava bem diferente: sem medos. E a noite se apresentou realmente a mais agradável em termos de clima, deu até pra ficar de camiseta!</p>
<p><em>Neutral Milk Hotel</em></p>
<p>A terceira e última noite do festival começou para a gente com o show da lendária banda indie do anos 90, que fez seu retorno aos palcos esse ano com uma turnê que começou neste outono. O show já começou num tom meio de &#8220;pedido encarecido&#8221; do vocalista e líder da banda, o esquisito Jeff Mangum, de que ninguém fotografasse ou filmasse seu show. Parece até besteira pedir isso em um festival com tantas pessoas na platéia, mas, por incrível que pareça, os seguranças ficaram super de olho no povo, pelo menos ali perto do palco, e se alguém empunhasse uma câmera, levava um bom pito e era obrigado a guardá-la de volta. Nem imprensa pode cobrir o show, nem o telão ficou ligado. Talvez para conservar a tal &#8220;aura indie&#8221; que Mangum tanto gosta. Vai saber.</p>
<p>O show obviamente foi baseado nos dois discos da banda, grande sucesso entre os &#8220;weirdos&#8221; de todo mundo que consideram a banda um ícone da esquisitice sonora. Com seus vários instrumentos, arranjos malucos, e tocando até serrote com arco de violino, a banda apresentou toda sua magia ao público português. Tinha fãs que, apesar de não numerosos, eram empolgados e cantavam todas as músicas de um dos grandes nomes que o festival trouxe esse ano.</p>
<p><em>John Grant</em></p>
<div id="attachment_9328" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/dsc06584/" rel="attachment wp-att-9328"><img class="size-full wp-image-9328" alt="Foto: Brunno Carvalho" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/DSC06584.jpg" width="560" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Brunno Carvalho</p></div>
<p>Com sua linda voz e suas melodias líricas e obsessivas, o americano John Grant nos deu um dos highlights desse festival. Como é poética toda a confluência de sua voz, melodias e letras que falam sobre seus amores fracassados e sua expectativas frustradas! Passeando de baladas ao eletrônico, tocando ao piano, ou cantando paradinho como estátua, John expressa de corpo e alma o que viveu, se abre sem pudor ao público ao cantar de uma forma muito singela sobre suas dores de amores.</p>
<p><em>The National</em></p>
<div id="attachment_9329" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/dsc06733/" rel="attachment wp-att-9329"><img class="size-full wp-image-9329" alt="Foto: Brunno Carvalho" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/DSC06733.jpg" width="560" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Brunno Carvalho</p></div>
<p>Um dos grandes nomes do cartaz, e do rock mundial, subiu ao palco já à noite para o maior show que o festival viu nessa edição, pelo menos em número de público. Os veteranos do The National arrastaram quase todo mundo que estava no Parque da Cidade para ver seu lindo show, baseado no seu último disco &#8220;Trouble Will Find Me&#8221;.</p>
<p>Mesmo sendo uma banda com um bom tempo de estrada, é lindo de se ver a energia rock pulsante nos integrantes dessa venerada banda, principalmente no vocalista, o charmoso e exímio compositor de letras Matt Berninger, que não tem frescura não: desce no meio do povo, se envolve, quer dar um pouquinho da sua magia para todo mundo que conseguir encostar nele. Fomos sorteados nessa e pudemos sentir um pouco dela encostando no terno alinhadíssimo que ele usava esta noite. Show memorável e correto, com direito a muito descabelamento coletivo e brados a plenos pulmões cantando melodias sobre como somos imperfeitos e capazes de estar sempre perdendo nossos amores.</p>
<p><em>St. Vincent</em></p>
<div id="attachment_9330" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/dsc06962/" rel="attachment wp-att-9330"><img class="size-full wp-image-9330" alt="Foto: Brunno Carvalho" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/DSC06962.jpg" width="560" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Brunno Carvalho</p></div>
<p>A talentosa Annie Clark parece finalmente ter chegado ao seu verdadeiro lugar. Amadurecida com o seu projeto solo St. Vincent, ela finalmente virou o que estava predestinada a ser: uma diva. Original e diferente das outras mocinhas que tocam pop por aí, a moça envereda pelo lado retro-futurista, com um som todo baseado no synth pop, bases eletrônicas e guitarras distorcidas, que ela mesma toca numa vibe bem oitentóide, e com uma performance de arrepeiar: ela anda robótica, faz altas coreôs ao lado de sua tecladista e guitarrista-base, uma japa também pra lá de estilosa. Sua performance teatral a faz morrer e ressucitar no palco, pular, mostrar toda sua energia, mas sem nunca perder a pose.</p>
<p><em>!!!</em></p>
<div id="attachment_9331" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/849_nps_copyright_hugo_lima-724/" rel="attachment wp-att-9331"><img class="size-full wp-image-9331" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/849_nps_copyright_hugo_lima-724.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>Fomos conferir o show da banda já veterana !!!, e a sensação que tivemos foi de que o show e as músicas da banda, por mais que sejam dançantes e animadas, estão parados no tempo. Parece que a banda está datada no meio dos 2000, e de lá nunca conseguiu sair. O show é exatamente igual aos dois que já testemunhamos tempos atrás. Vimos um em 2007, e outro em 2011, e nada pareceu mudar, nem a roupa do vocalista. Inclusive conversamos com ele depois do show (tava lá dando pinta na tenda no fim do festival), e perguntamos sobre isso. Ele desconversou e disse nem lembrar de ter usado o mesmo figurino mais de uma vez, mas só uma busca no google pelo nome da banda já mostra várias fotos de eventos diferentes em que ele usa exatamente a mesma roupa. Então, dá pra ver que o ímpeto de mudança é o que menos existe nessa banda.</p>
<p><em>Ty Segall</em></p>
<div id="attachment_9332" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/884_nps_copyright_hugo_lima-750/" rel="attachment wp-att-9332"><img class="size-full wp-image-9332" alt="Foto: Hugo Lima" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/884_nps_copyright_hugo_lima-750.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Lima</p></div>
<p>Isso sim é que é show gente! Nossa, de arrepiar toda a performance do hiperativo e genial Ty Segall com sua guitarra que não para de berrar e que faz o público jovem ir à loucura em seus shows. Tudo é baseado no noise, que não para um segundo, e deixa todo mundo meio doido pra pular, se jogar, se bater contra os outros, fazer stage diving, entre outras maluquices. Nossa repórter maluquete estava lá, na frente do palco fazendo exatamente isso, junto com a pirralhada animada! A energia em seus shows está sempre lá em cima, e Ty maestra tudo muito bem, do alto de seus 27 anos, sua cara de baixinho gente-fina e seu talento nato para barulhos.</p>
<p><em>Cloud Nothings</em></p>
<div id="attachment_9333" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/cloud-nothings-nos-primavera-sound-2014/" rel="attachment wp-att-9333"><img class="size-full wp-image-9333" alt="Foto: Hugo Sousa" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/890_Cloud-Nothings-11.jpg" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hugo Sousa</p></div>
<p>Para encerrar nosso festival, fomos nos jogar em outro show predominantemente noise, com os garotos americanos do Cloud Nothings. Não tivemos do que nos arrepender. Seguindo a onda de barulho e jogação que já rolava no Ty Segall, nos embrenhamos novamente na rodinha na frente do palco, nos batendo contra o povo, gastando o resto de energia que ainda sobrou para aquele inesperado fim de noite e desse mais uma vez bem-sucedido Primavera Sound na nossa adorada cidade do Porto. Até ano que vem Portugal! &lt;3</p>
<p>Mais fotos do Nos Primavera Sound Porto 2014: <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-67/" rel="attachment wp-att-9335"><img class="alignnone size-full wp-image-9335" alt="nps_copyright_hugo_lima-67" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-67.jpg" width="560" height="373" /></a> <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-075/" rel="attachment wp-att-9336"><img class="alignnone size-full wp-image-9336" alt="nps_copyright_hugo_lima-075" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-075.jpg" width="560" height="373" /></a> <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-084/" rel="attachment wp-att-9337"><img class="alignnone size-full wp-image-9337" alt="nps_copyright_hugo_lima-084" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-084.jpg" width="560" height="373" /></a> <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-117/" rel="attachment wp-att-9338"><img class="alignnone size-full wp-image-9338" alt="nps_copyright_hugo_lima-117" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-117.jpg" width="560" height="373" /></a> <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2014/06/10/barulho-flores-e-mais-um-ano-do-charmoso-primavera-sound-porto/nps_copyright_hugo_lima-122/" rel="attachment wp-att-9339"><img class="alignnone size-full wp-image-9339" alt="nps_copyright_hugo_lima-122" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/07/nps_copyright_hugo_lima-122.jpg" width="560" height="373" /></a></p>
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		<title>Do medo ao amor verdadeiro: veja o documentário sobre a passagem de Daniel Johnston por São Paulo</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2014/01/14/do-medo-ao-amor-verdadeiro-veja-o-documentario-sobre-a-passagem-de-daniel-johnston-por-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 01:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Roberto Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;True love will find you in the end / You&#8217;ll find out just who was your friend / Don&#8217;t be sad, I know you will / But don&#8217;t give up [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/04/29/a-emocao-de-tocar-com-seu-idolo-andre-zp-conta-como-foi-participar-do-show-de-daniel-johnston-em-sp/danieljohnston_011_260413/" rel="attachment wp-att-8551"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/04/DANIELJOHNSTON_011_260413-560x373.jpg" alt="DANIELJOHNSTON_011_260413" width="560" height="373" class="alignnone size-medium wp-image-8551" /></a></p>
<p>&#8220;True love will find you in the end / You&#8217;ll find out just who was your friend / Don&#8217;t be sad, I know you will / But don&#8217;t give up until&#8221;. Pode ser cliché, mas é impossível não enxergar no show do americano Daniel Johnston, que passou por São Paulo em abril do ano passado, um pouco da história de sua música mais conhecida &#8211; entre o medo da rejeição e a certeza do amor, com um tempero romântico cru e quase ingênuo. Pra quem não esteve lá no Beco SP pra presenciar o que isso quer dizer, um documentário lançado na web semana passada registra com delicadeza e muita, muita propriedade essa passagem do cantor por aqui.</p>
<p>O documentário foi dirigido por Mariana Bastos, com imagens cedidas pela produção do show complementadas por cenas captadas por este site. A edição ficou por conta de André Pagnossim, que também integrou a excelente banda de apoio que acompanhou o cantor no show. Além de André, fizeram parte da banda também os músicos brasileiros Adriano Vannuchi, Alan Feres, Stela Campos e Vinícius Pardinho. No texto <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/04/29/a-emocao-de-tocar-com-seu-idolo-andre-zp-conta-como-foi-participar-do-show-de-daniel-johnston-em-sp/" target="_blank">escrito por André para o Lineup Brasil na ocasião do show</a>, ele conta um pouco mais dos detalhes da escolha da banda e da convivência com Jonhston.</p>
<p>Talvez aí esteja o grande segredo desse documentário: mais do que um registro de show, é o relato de uma paixão. O ritmo do vídeo acompanha a insegurança inicial do cantor, ainda nos bastidores e depois no palco, e constrói a história de como ele conquistou uma platéia eclética. Entre muita gente que só estava ali pelo hype e os fãs históricos, Daniel Johnston expôs suas inseguranças e fraquezas, e não desistiu um segundo sequer da intensidade e da verdade em cada nota. O resultado não poderia ser mais apaixonante. Confere:</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/fWvBkrQg5BA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>DEVIL TOWN: DANIEL JOHNSTON IN SAO PAULO</strong></p>
<p>FICHA TÉCNICA</p>
<p>Direção: Mariana Bastos<br />
Diretor de fotografia: José Menezes<br />
Câmeras: Filipe Franco, José Menezes e Zé Roberto Pereira<br />
Edição/ Cor: André Z. Pagnossim<br />
Gravação de som: Rafael Veríssimo<br />
Edição de som: Otávio Bertolo<br />
Banda de apoio: Adriano Vannuchi, Alan Feres, André Z. Pagnossim, Stela Campos e Vinícius Pardinho.<br />
Entrevistadora: Helena Sasseroni<br />
Agradecimentos: Bill Johnston, Paola Wescher, Lúcio Ribeiro, Popload Gig e Indie Floks Music<br />
Produção: Beltrano Musical, Fernanda Veríssimo, Fulano Filmes, Thereza Menezes e Cromossomo 3</p>
<p>Confira também o ótimo texto escrito por Edson Valente para o show <a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/05/03/razao-e-sensibilidade/" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>BALA NA AGULHA</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2013/08/01/bala-na-agulha/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Aug 2013 17:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[breeders]]></category>
		<category><![CDATA[popload gig]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Edson Valente Os anos 90 resolveram estender seu legado para além da memória dos infantes grunge que balançavam suas cabeças em reverência aos pedais no talo e à independência [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/08/01/bala-na-agulha/b/" rel="attachment wp-att-9293"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/08/b-560x263.jpg" alt="b" width="560" height="263" class="alignnone size-medium wp-image-9293" /></a></p>
<p>Por Edson Valente</p>
<p>Os anos 90 resolveram estender seu legado para além da memória dos infantes grunge que balançavam suas cabeças em reverência aos pedais no talo e à independência criativa – que acabaram ecoando mesmo nos estúdios das grandes gravadoras.</p>
<p>Diferentemente do que acontece com bandas de outras décadas, que se reúnem para homenagens póstumas a si mesmas – claro que há exceções, Rolling Stones talvez seja uma delas –, os grupos noventistas ainda têm muita lenha da boa pra queimar, mesmo no caso dos que se desfizeram – também aqui há exceções, o envelhecimento precoce é um mal em qualquer idade. </p>
<p>Os que permanecem incendiários têm botado fogo em palcos brasileiros nos últimos anos. Dinosaur Jr., que tocou no Studio SP em 2010, é um ótimo exemplo – e com Lou Barlow, capitão do Sebadoh, no baixo, como na formação original.  Dos indies estadunidenses, Pavement também veio, em 2010. The Breeders havia aparecido por aqui em 2003, em Curitiba, e em 2008, no festival Planeta Terra. Voltou agora em turnê comemorativa dos 20 anos de lançamento do disco “Last Splash” – e com os mesmos integrantes da época de sua gravação.</p>
<p>“Last Splash” deu continuidade e mais amplitude ao legado subversivo de “Pod”, trabalho de estreia da banda, em 1990. Ao emparelhamento de lentidão e peso, à distorção lírica, à desconstrução da métrica e aos versos entre o enigmático e o nonsense – qualidades comuns à outra face da guitarrista Kim Deal, os Pixies – acrescentou uma ocasional leveza pop, sintetizada em “Cannonball”, hit de enlouquecer pistas. </p>
<p>Tais particularidades descolam o álbum da plataforma movimento-temporal em que ele se estabeleceu. O que vimos, então, no palco do Cine Joia na fria noite paulistana de 24 de julho foi novo, pulsante. Kim, sua irmã Kelley, a circunspecta baixista Josephine Wiggs, o baterista Jim MacPherson e a violinista Carrie Bradley reproduziram com veemência as 15 faixas da obra. </p>
<p>E o termo reproduzir, aqui, nada tem de depreciativo. Plateia e músicos tinham ciência do que os esperava, mas a imagem da execução desbancou qualquer expectativa. A redescoberta se equiparou em valor à descoberta na medida em que a integração entre os artistas – e entre eles e o público – sinalizava o processo de concepção e amadurecimento não apenas daquelas canções em si, mas das amizades, das relações, do aprendizado de cada um em relação ao ofício e a tudo que o cerca. Como em um amor redescoberto, ainda vívido, quando os parceiros observam as fotos do tempo em que eram namorados e percebem que, em essência, não mudaram. E que, em determinado momento, estabeleceram uma passagem indelével da história, que pode ser revista – revivida – a todo instante, sem perder o fulgor.</p>
<p>E isso é possível justamente porque, analogias à parte, “Last Splash”, com seus breques, slides, invocações da surf music e pulsações rítmicas bem arquitetadas, não envelheceu musicalmente como muitos de seus pares. Tampouco foi imitado à exaustão, o que ajudou a conservar seu ineditismo. O frescor redivivo no show do Cine Joia estava nos semblantes do conjunto, que (re)interpretava 1993 com uma empolgação adolescente em cada acorde, nos timbres íntegros dos vocais, até na intensidade do apito que Kim assopra em “Cannonball”. Houve ainda dois bis, com músicas de “Pod” – a enérgica “Hellbound” fechou a noite –, uma cover de Guided by Voices (“Shocker in Gloomtown”) e “Safari”, de um EP de 1992. O tiro foi dado há duas décadas, mas seu estampido ainda ensurdece.</p>
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		<title>Camisas xadrez e nostalgia no Circo Voador</title>
		<link>http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/27/camisas-xadrez-e-nostalgia-no-circo-voador/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jul 2013 18:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[breeders]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Bittencourt O frio inesperado deixa o Circo Voador repleto de camisas de flanela (a minha também), e trintões cheios de saudade e energia. É a nostalgia padrão desses [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><code><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/27/camisas-xadrez-e-nostalgia-no-circo-voador/breeders4</code>/" rel="attachment wp-att-9286"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/breeders4-560x420.jpg" alt="breeders4" width="560" height="420" class="alignnone size-medium wp-image-9286" /></a></p>
<p><em>Por André Bittencourt</em></p>
<p>O frio inesperado deixa o Circo Voador repleto de camisas de flanela (a minha também), e trintões cheios de saudade e energia. É a nostalgia padrão desses shows de comemoração de 15 ou 20 anos. Um túnel do tempo direto para nossa adolescência.</p>
<p>A banda sobe ao palco. São umas senhoras, lembrando aquela sua tia que um dia já foi garotona, jovem, que te levava no cinema e ouvia rock. E soa o primeiro acorde e tudo para por um momento. O tempo volta: 1993, Beavis and Butthead na MTV e a Kim Deal é uma gatinha indie.</p>
<p>Como o show é o álbum "Last Splash" tocado na íntegra e na sequência original, logo na segunda música elas já queimam o hit máximo da banda, Cannonball, tocada com vontade e cantada até nos riffs pela galera. Daí vem o desfile de grandes e menos conhecidas músicas. O tempo todo o que mais impressiona é a vontade delas, a energia. No segundo grande hit da banda, a alegrinha "Divine Hammer", o público está com sorriso na cara fazendo dancinhas desengonçadas.</p>
<p>Terminado o disco, vem uma pequena pausa e elas voltaram para o bis. Tocam "Shocker in Gloomtown", do Guided by Voices, e depois um cover inspirado de "Happiness is a Warm Gun" dos Beatles que me deixou até agora cantarolando ‘bang bang shoot shoot’.  Aí, a sabbathica "Safari", algumas músicas do POD e mais uma pausa. Na volta mais uma e finalizam com "Don´t Call Home".</p>
<p>É nostálgico, mas não é nem um pouco arrastado. Público e banda com a mesma vontade de estar lá. A tia garotona envelheceu e vestiu pijama. Mas alma indie continua, poderosa como balas de canhão.</p>
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		<title>Derreta os neurônios com o que está pegando nas pistas da Europa!</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jul 2013 13:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais gringos]]></category>
		<category><![CDATA[django django]]></category>
		<category><![CDATA[melt!]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira seleção do Line-UP Brasil de cinco atrações que pegaram fogo no Melt! Festival, por Danila Moura: O Melt! contou com bambambans do momento como Disclosure e Alt-J arrebatando o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/25/derreta-os-neuronios-com-o-que-esta-pegando-nas-pistas-da-europa/screen-shot-2013-07-25-at-10-09-16-am/" rel="attachment wp-att-9279"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Screen-shot-2013-07-25-at-10.09.16-AM-560x219.png" alt="Screen shot 2013-07-25 at 10.09.16 AM" width="560" height="219" class="alignnone size-medium wp-image-9279" /></a></p>
<p><em>Confira seleção do <strong>Line-UP Brasil</strong> de cinco atrações que pegaram fogo no Melt! Festival, por Danila Moura:<br />
</em></p>
<p>O Melt! contou com <em>bambambans</em> do momento como Disclosure e Alt-J arrebatando o coração de todos durante três dias em Ferropolis, na Alemanha. Mas o line-up também estava repleto de nomes quase desconhecidos da vanguarda do eletrônico europeu e do indie-rock realmente indie, com nomes que fizeram o público para lá de empolgado dançar a ponto de precisar entrar na fila do transplante da malemolência.<br />
Veja aqui os nomes que o Line-Up Brasil selecionou e foram aprovadíssimos pela galera germânica:</p>
<p><strong>ANDHIM</strong></p>
<p>Foi num concurso de sorvetes que o duo Tobias e Simon se conheceram, em Colônia, interior da Alemanha. Se ganharam algo ou não, nem temos ideia, mas um prêmio que eles merecem é na categoria &#8220;botar o povo para dançar&#8221;. Escalados para tocarem no palco mais animado do festival, o Sleepless Floor, às 9h da manhã de domingo, sob um sol de 30 graus, eles mostraram que a potência da tal “super-house” que eles criaram. Com disco para ser lançado em breve, a dupla é o bafo do momento nos clubes berlinenses. Imperdível. Para suar bicas na pista!</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/RAWYY91OkkM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>CHVRCHES</strong></p>
<p>Com uma pegada mais melódica de synth-pop alternando um quê de Justice e um lado meio M83, a banda de Glasgow mostrou porque é considerada uma das grandes promessas de 2013. A BBC os colocou na lista quente dos nomes mais potencialmente hypes não à toa. O público europeu fica eufórico com as apresentações da adocicada e psicodélica Lauren Mayberry e sua trupe.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/6lcCdluo2xs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>AÉREA NEGROT</strong></p>
<p>Festa é com esta venezuelana-berlinense para lá de caliente, com um groove invejável e um visual de deixar Michael Love morrendo de inveja! Integrante do Herculles and Love Affair, seu projeto solo mantém um som muito mais fino do que o da banda em questão. A diva digna de um cabaret eletrônico solta vocais primorosos, com muúicas do album “Blue Songs”. Quer ficar passado? Espere a diva cantar em português. É assustador de tão perfeito!</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/tk0eAs7XYPM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>MOUNT KIMBIE</strong></p>
<p>Os ingleses Dominic Maker e Kai Campos lançaram um dos álbuns mais queridinhos da cena neste ano, o “Cold Spring Fault Less Youth”, pelo selo de responsa Warp Records. No festival, sua mistura fina de pós-dubstep de batidas minimalistas fez ninguém ficar parado em Made to Stray, já considerada um hit aqui no velho continente. </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/7SfFInoSotg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>DJANGO DJANGO</strong></p>
<p>Sacode sai da frente pula todo mundo vem vem vem! Quando Django Django toca, ninguem fica parado! Guitarras e synths afiados fazem o som desse quarteto inglês ser um dos mais animados do festival. O álbum de estreia deles, “Because Music”, de 2012, ganhou elogios do The Guardian e NME, e ainda arranca gritos histéricos da plateia na execução de sucessos como “Hail Bop”, música já remixada por um monte de DJs legais, como o intrépido Daniel Avery. </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/JQGTORbJgB4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Veja as Fotos do show de Lee Ranaldo no Sesc Pompéia</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2013 17:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos Paulo Borgia [slideshow_deploy id='9257']]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Fotos Paulo Borgia</p>
<p>[slideshow_deploy id='9257']</p>
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		<title>Garotos do Drowners se divertem em festa patrocinada no Beco</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jul 2013 04:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[drowners]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Oswaldo Corneti Provavelmente você nunca ouviu falar do Drowners, banda Nova Iorquina formada por quatro garotos nos seu vinte-e-muito-poucos anos. Não tem problema. Provavelmente os mocinhos americanos também pouco [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/?attachment_id=9238" rel="attachment wp-att-9238"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/MG_1164_web-560x373.jpg" alt="_MG_1164_web" width="560" height="373" class="alignnone size-medium wp-image-9238" /></a><br />
Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/iwannabebobgruen/" target="_blank">Oswaldo Corneti</a></p>
<p>Provavelmente você nunca ouviu falar do Drowners, banda Nova Iorquina formada por quatro garotos nos seu vinte-e-muito-poucos anos. Não tem problema. Provavelmente os mocinhos americanos também pouco sabiam sobre o Brasil até que fossem convidados a tocar numa festa patrocinada pela Jack Daniel&#8217;s neste país distante em que a gente vive. </p>
<p>Pois é. Aconteceu que eles foram convidados, vieram até aqui e fizeram o que bons garotos de vinte-e-muito-poucos anos fazem: se divertiram. </p>
<p>O show deles começa ao som da música-tema de Rocky Balboa. Metade da banda sobe no palco com um cigarro na boca. Começam tocando um rock cheio de riffs naquele estilo que já foi considerado &#8220;a salvação do rock n&#8217; roll&#8221; e encontrou nos Strokes seu representante mais digno. Tocam rápido, mimam a plateia com uma enxurrada de &#8220;obrigados&#8221; e tomam Jack Daniels no gargalo. </p>
<p>Emendam uma música na outra, passando pela sua candidata a hit &#8220;Let me finish&#8221; sem que toda da plateia percebesse o twist da música. Param para conversar com o público, confessam-se muito contentes por estar ali, distribuem Jack virando a garrafa nas bocas e copos escancarados na beira do palco. Sorriem sinceramente. Mais meia dúzia de canções e já é o fim do show. Rápido e divertido, conseguiu captar a plateia e mantê-la entretida. Serviço entregue, segue o baile do Beco. Seria legal se eles fossem a banda residente daqui, penso. Ouvir um rockzinho 00 de vez em quando não faz mal a ninguém. </p>
<p>Veja mais fotos do show por <a href="http://www.flickr.com/photos/iwannabebobgruen/" target="_blank">Oswaldo Corneti</a>:</p>
<p>[slideshow_deploy id='9247']</p>
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		<title>CJ faz show impecável e honra legado dos Ramones</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jul 2013 20:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marco de Castro Os ramonemaníacos puderam neste fim de semama, no Hangar 110 bem cheio, mas não lotado, matar um pouco da saudade deixada pelos finados Joey, Johnny e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/08/cj-faz-show-impecavel-e-honra-legado-dos-ramones/mystique/" rel="attachment wp-att-9233"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/mystique.jpeg" alt="mystique" width="460" height="307" class="alignnone size-full wp-image-9233" /></a></p>
<p><em>Por Marco de Castro</em></p>
<p>Os ramonemaníacos puderam neste fim de semama, no Hangar 110 bem cheio, mas não lotado, matar um pouco da saudade deixada pelos finados Joey, Johnny e Dee Dee. </p>
<p>CJ, o baixista que substituiu Dee Dee nos últimos nove anos da banda, fez um show impecável, lotado de clássicos do grupo pioneiro do punk rock. Acompanhado do baterista Michael Stamberg e dos guitarristas Steve Soto e Dan Root, ambos da banda de hardcore Adolescents, CJ mostrou que continua com o mesmo gás que empolgava o público nos shows dos Ramones da década de 90.</p>
<p>Durante uma hora, fez todo o mundo pogar e cantar, emocionado e em coro, as músicas de sua antiga banda, além de mostrar algumas canções de seu recente álbum solo, &#8220;Reconquista&#8221;, que seguem o estilo ramone e funcionam muito bem ao vivo.</p>
<p>Sua voz, que marcou clássicos do grupo novaiorquino como Strength to Endure, continua ótima e se encaixa perfeitamente nas músicas que eram cantadas por Joey.</p>
<p>O show não é aquela paulada que era o dos Ramones, que tocavam um som atrás de outro sem interrupção e numa velocidade absurda. Os arranjos de CJ são fiéis aos dos discos de estúdio da banda, um pouco mais dançantes. Mas isso não tirou nem um pouco do ânimo do pessoal adepto das rodas de pogo.</p>
<p>A música de abertura foi a fundamental Judy Is a Punk, seguida da também fundamental Blitzkrieg Bop. Destacaram-se ainda clássicos como She&#8217;s the One, Psychotherapy, Commando, Havanna Affair, Today Your Love Tomorrow the World, Pinhead, Endless Vacation, Cretin Hop, The Crusher, Teenage Lobotomy e até baladas como Danny Says e I Wanna Be Your Boyfriend. Para encerrar, CJ mandou R.A.M.O.N.E.S _paulada do Motorhead em homenagem à banda. Depois, disse no microfone &#8220;Ramones forever, yeah!&#8221;. E saiu do palco, deixando para trás um monte de gente satisfeita e com sorriso no rosto. </p>
<p>CJ é um autêntico ramone, e sua performance honra o legado deixado por Joey, Johnny e Dee Dee.</p>
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		<title>MARCHA PARA O VELHO LESTE</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jul 2013 22:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisele Pungan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>
		<category><![CDATA[hawk and a hacksaw]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Edson Valente. Fotos Zé Roberto Pereira A Hawk and a Hacksaw se aproxima do rock independente americano pelo fato de o acordeonista Jeremy Barnes haver tocado bateria no cultuado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/03/marcha-para-o-velho-leste/halkandahacksaw280613016/" rel="attachment wp-att-9222"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/HALKANDAHACKSAW280613016-560x314.jpg" alt="HALKANDAHACKSAW280613016" width="560" height="314" class="alignnone size-medium wp-image-9222" /></a></p>
<p><em>Por Edson Valente. Fotos Zé Roberto Pereira </em></p>
<p>A Hawk and a Hacksaw se aproxima do rock independente americano pelo fato de o acordeonista Jeremy Barnes haver tocado bateria no cultuado grupo Neutral Milk Hotel. Musicalmente, porém, o estilo do duo envereda por outra faixa do globo – as ermas paragens onde os povos do leste europeu celebram sua cultura.</p>
<p>São as cores sônicas do folclore de países como Hungria, Bulgária, Turquia e Romênia que estampam o repertório da dupla. Para expandir as fronteiras desse cancioneiro, versatilidade é fundamental. Isso ficou evidente na apresentação de Barnes e sua mulher, a violinista Heather Trost, na comedoria do Sesc Belenzinho, em São Paulo, na última sexta-feira de junho (28).</p>
<p>Ele transita com fluência entre o acordeom e o santur, instrumento persa que evoca rituais xamânicos – devidamente acompanhado, no caso, pelos vocais igualmente misteriosos dela, em idiomas nativos do leste. O violino de Heather se adapta com leveza às demandas rítmicas de cada canção – seja o arrastapé de um casamento típico dos Balcãs, seja uma balada para dançar de rosto colado, ou um diálogo entre notas e acordes que exige esmerada destreza na métrica. Às vezes temos a impressão de que há mais de dois músicos no palco, pela riqueza das texturas sonoras. E o público – numeroso, por sinal – foi junto na interpretação caracterizada dos costumes, fazendo dancinhas e batendo palmas.</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/03/marcha-para-o-velho-leste/halkandahacksaw280613006/" rel="attachment wp-att-9223"><img src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/HALKANDAHACKSAW280613006-560x314.jpg" alt="HALKANDAHACKSAW280613006" width="560" height="314" class="alignnone size-medium wp-image-9223" /></a></p>
<p>Barnes e Heather não são principiantes nessa incursão – trabalham essas influências desde o começo do projeto, em 2002, e chegaram a viver na Hungria, onde tocaram com artistas locais. O show do Sesc foi fundamentado no último disco, “You Have Already Gone to The Other World”, inspirado em “Shadows of Forgotten Ancestors”, filme do diretor armênio Sergei Parajanov. Um mote a que bem se ajusta o caráter cinemático das composições, predominantemente instrumentais.</p>
<p>Mas vale lembrar que A Hawk and a Hacksaw – o nome é referência a um trecho de “Dom Quixote” – nasceu em Albuquerque, Novo México, Estados Unidos da América. E o bis é a oportunidade de cultivar as raízes. Barnes se encarrega do levante percussivo em uma caixa, enquanto Heather esquenta as turbinas dos pedais, configurando um, digamos, violino grunge. E a noite termina como acabaria, tradicionalmente, um bom e velho show indie – em barulhenta distorção. Nesse momento, o leste europeu está bem mais distante.</p>
<p><a href="http://www.lineupbrasil.com.br/2013/07/03/marcha-para-o-velho-leste/halkandahacksaw280613007/" rel="attachment wp-att-9224"><img class="alignnone size-full wp-image-9224" alt="HALKANDAHACKSAW280613007" src="http://www.lineupbrasil.com.br/wp-content/uploads/2013/07/HALKANDAHACKSAW280613007.jpg" width="560" height="314" class="alignnone size-medium wp-image-2912" /></a></p>
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