<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172</id><updated>2024-09-22T10:34:21.592-03:00</updated><category term="ciências sociais"/><category term="posts"/><category term="textos de faculdade"/><category term="capitalismo"/><category term="filosofia"/><category term="novo"/><category term="angústia"/><category term="blog"/><category term="globalização"/><category term="limeira"/><category term="política"/><category term="tecnologia"/><category term="#stopsopa"/><category term="#stopsopabr"/><category term="augusto dos anjos"/><category term="cp"/><category term="cpi"/><category term="dom helder"/><category term="eleições"/><category term="esperar"/><category term="igreja"/><category term="internet"/><category term="parto"/><category term="prefeito silvio felix"/><category term="sustentabilidade"/><category term="swu"/><category term="teologia"/><category term="vegetarianismo"/><title type='text'>LIXO Pensante</title><subtitle type='html'>A cultura do limbo do mundo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-955482612104204281</id><published>2012-07-22T21:54:00.000-03:00</published><updated>2012-07-23T00:19:10.943-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dom helder"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="igreja"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teologia"/><title type='text'>Dom Helder Camara: profeta-peregrino da justiça e da paz</title><content type='html'>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSxKXZtOkxLtUZyQ8eurl08Ghmvajd4gYmQiyctZtG8fb5950j9ZwZbXidAGSHrauwcOf3_EE1D44iCL0GCmqR4t9jFHbIRasInwIM7EqbSBXdHt72BtFFQVFVu96N9-hmySRib_5Xng/s1600/edvaldo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pe. Dr. Edvaldo M. Araujo&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSxKXZtOkxLtUZyQ8eurl08Ghmvajd4gYmQiyctZtG8fb5950j9ZwZbXidAGSHrauwcOf3_EE1D44iCL0GCmqR4t9jFHbIRasInwIM7EqbSBXdHt72BtFFQVFVu96N9-hmySRib_5Xng/s200/edvaldo.jpg&quot; title=&quot;Pe. Dr. Edvaldo M. Araujo&quot; width=&quot;160&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Pe. Dr. Edvaldo M. Araujo.&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Neste último sábado participei de um debate com o Pe. Dr. Edvaldo M. Araújo. Ele é autor da primeira tese de doutorado sobre as implicações teológicas da prática profética de Dom Helder Camara. Dizer que a prática de Dom Helder é profética já é por si só uma afirmação controversa. Pelo menos, o é quando se leva em consideração a ortopraxis dos grupos conservadores que lhes são contemporâneos. A teologia, como &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.teologia-assuncao.br/re-eletronica/numeros/n2/n2_manzatto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;intellectus fidei&lt;/a&gt;, &lt;/i&gt;uma proposta lógica e racional da sistematização da fé, sofre disputas como qualquer outra ciência, mesmo que a afirmação de que teologia seja uma ciência pareça algo dificultoso de se sustentar tendo como referência a formalidade cartesiana e um tanto positivista da ciência moderna. Mas, meu objetivo aqui não é esse. Não sou teólogo. Os pormenores teóricos que discutem os esquemas cabíveis dentro da &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Rule_of_Faith&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;regula fidei&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;já foram defendidos por &lt;a href=&quot;http://books.google.com.br/books?id=nSGUp0C4_-MC&amp;amp;lpg=PP1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;pg=PP1#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false&quot; rel=&quot;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;excelentes teólogos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;Meu interesse tem muito mais a ver com a ciência social. É um interesse que tem por objeto as articulações tanto intraeclesiais como as extraeclesiais.&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEIOy2lrzWD9rdASxU2E-k8QCcGjTUV0_-pNa2o71QaeLANfBpPObuKcS5J-cmmFYRLNhS84O_PXWTNfvzANze-jI4K9ULweVf7mabGHqZVM1oEUAFOJj8gFj2DCXxoMTYcxsgpAr9vs0/s1600/Capa_Dom_Helder-site.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Livro de Pe. Edvaldo M. Araújo&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEIOy2lrzWD9rdASxU2E-k8QCcGjTUV0_-pNa2o71QaeLANfBpPObuKcS5J-cmmFYRLNhS84O_PXWTNfvzANze-jI4K9ULweVf7mabGHqZVM1oEUAFOJj8gFj2DCXxoMTYcxsgpAr9vs0/s320/Capa_Dom_Helder-site.jpg&quot; title=&quot;Livro de Pe. Edvaldo M. Araújo&quot; width=&quot;216&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Livro do Pe. Edvaldo M. Araújo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
É interessante citar algumas coisas: 1) como sacerdote na Arquidiocese de Fortaleza, foi responsável pelo movimento operário da Arquidiocese e diretor do Departamento de Educação do Estado do Ceará; 2) nos anos de 1952-64, já na Arquidiocese do Rio de Janeiro, como arcebispo em 1955, D. Helder participou direta e ativamente na criação e consolidação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde exerceu o cargo de 1º Secretário Geral (1952-1964) ao mesmo tempo em que era Assistente da Ação Católica Brasileira; 3) criação do Coselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) em parceria com Dom Manuel Larrain, bispo de Talca Chile. D. Helder teve presença em todas as Conferências dessa instituição (Rio de Janeiro em 1955, Medellín em 1968 e Puebla em 1979);&amp;nbsp; 4) apostolado junto aos favelados do Rio de Janeiro, organizando três empreendimentos junto a esses: A Cruzada São Sebastião (1956), sobre o problema da habitação popular, o Banco da Providência (1959), para as necessidades financeiras e o Centro de Integração Social Emaús, para reabilitação de &quot;marginais&quot;; 5) Dom Helder teve participação importante nos bastidores do Concílio Vaticano II, orgnizando e participando de dois grupos: &quot;Domus Marie&quot; e &quot;Igeja dos pobres&quot;; 6) colaborou de forma decisiva para que a Igreja no Brasil, após os anos de 1960 assumisse uma inserção progressiva na realidade do empobrecido, fazendo uma opção decisiva por este, trabalhando não só por, mas, principalmente com e a partir de sua ótica, tendo como significativos exemplos: o MEB (Movimento Educacional de Base) e as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base).&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
Uma nova fase inicia-se com a nomeação de Dom Helder como Arcebispo de Olinda e Recife (1964-1985). Todos sabemos que nesse período o Brasil estava sob o comando de uma ditadura militar. Dom Helder se destaca na defesa dos direitos humanos. Nesse período, Dom Helder confronta-se com dois tipos de tensões: extraeclesiais e intraeclesiais. A tensão extraeclesial ocorre em confronto com o governo militar e seus defensores, principalmente pelo fato de Dom Helder denunciar as torturas e injustiças do regime. As tensões intraeclesiais ocorrem principalmente em confronto com a linha conservadora da Igreja católica brasileira que tem como protagonistas &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_de_Proen%C3%A7a_Sigaud&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Dom Sigaud&lt;/a&gt; e o movimento &lt;a href=&quot;http://www.tfp.org.br/tradicao-familia-e-propriedade/por-que-tfp&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tradição, Família e Propriedade (TFP)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiYYDW4nxK0sqM6wbcbP9xz2dsFepe9IbhVRO3FbRTCB6PVFvyaNkxzcwqW5Hz09aO7ZXnyDnZ-JGvN0S0Hhys-uZl4QYto-ZzBledTpdi9LIMtZGiPDdMj20PjcAikXzsYphkn2HdIXs/s1600/dom_helder.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Frase célebre de Dom Helder&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiYYDW4nxK0sqM6wbcbP9xz2dsFepe9IbhVRO3FbRTCB6PVFvyaNkxzcwqW5Hz09aO7ZXnyDnZ-JGvN0S0Hhys-uZl4QYto-ZzBledTpdi9LIMtZGiPDdMj20PjcAikXzsYphkn2HdIXs/s320/dom_helder.jpg&quot; title=&quot;Frase célebre de Dom Helder&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Frase célebre de Dom Helder&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
São essas tensões que despertam maior interesse. Do ponto de vista intraeclesial, o que pautava a ação de Dom Helder era a própria &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_Social_da_Igreja&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Doutrina Social da Igreja&lt;/a&gt; que para ele não devia ser um instrumento de aplauso e louvação tão somente, mas sim, repercutir na prática e ser contextualizada na realidade. A disputa da &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclesiog%C3%AAnese&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;eclesiogênese&lt;/a&gt; da Igreja brasileira pode ser percebida de uma maneira mais profunda &lt;a href=&quot;http://www.estantevirtual.com.br/sebouniverso/Luiz-Roberto-Benedetti-Templo-Praca-Coracao-Vol-8-35159729&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nesta obra&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
A opção da Igreja pelos pobres coloca uma questão política inerente a esta opção: a pobreza é resultado de processos históricos que constroem relações sociais de exploração sustentadas pelo poder econômico e político. Portanto, a opção aos pobres tem desdobramentos práticos: a opção pelos pobres é uma opção contra os exploradores, cujo os quais, são os protagonistas e os agentes econômico-políticos que sustentam essa situação de exploração e pobreza. Não há, por essa perspectiva, a dissociação entre fé, vida e política. O compromisso cristão é um compromisso objetivo, histórico, em favor dos desfavorecidos. Dom Helder é a mais fiel materialização disto.&lt;br /&gt;
No campo extraeclesial, a perseguição da ditadura decretou um silêncio profundo a Dom Helder, uma verdadeira morte civil. Isto não o impedia de falar às tantas outras nações em suas inúmeras conferências. As quatro indicações ao Nobel da paz e a intervenção direta do governo militar brasileiro para que não recebesse o prêmio não o impediu de ser a referência da luta pela paz no mundo. Isto é evidente quando os movimentos populares, organizados globalmente, lhes concedem o Prêmio Popular da Paz em Oslo, Noruega e em Frankfurt, Alemanha. Grande coragem e uma incansável luta pela organização dos mais pobres.&lt;br /&gt;
Esta incansável luta, dele e tantos outros, era a manifestação daquilo que Dom Helder chamava de &lt;i&gt;&lt;b&gt;Minorias Abraâmicas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, construtores da nova sociedade, homens e mulheres que se engajam, querem e veem a necessidade de transformação da realidade de injustiça, aqueles e aquelas, que diante de toda dificuldade, ficam &quot;esperando contra toda esperança&quot;. &lt;b&gt;DOM HELDER VIVE!&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/955482612104204281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/07/dom-helder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/955482612104204281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/955482612104204281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/07/dom-helder.html' title='Dom Helder Camara: profeta-peregrino da justiça e da paz'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYSxKXZtOkxLtUZyQ8eurl08Ghmvajd4gYmQiyctZtG8fb5950j9ZwZbXidAGSHrauwcOf3_EE1D44iCL0GCmqR4t9jFHbIRasInwIM7EqbSBXdHt72BtFFQVFVu96N9-hmySRib_5Xng/s72-c/edvaldo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-4019405030973310804</id><published>2012-07-16T11:46:00.000-03:00</published><updated>2012-07-23T00:19:45.084-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eleições"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="limeira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política"/><title type='text'>Eleições municipais</title><content type='html'>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhrd1IKMBujCB8am6plxp98iVDmvcnieE_DgWm7frqrf1H3TDaTRIoIQYs40VbUWjERxvVzjJHgcFUAZCH4IYXzXNmAiEB1X2MHqiYCK_quKq2Hr95v0-6OXTQXOodD86J_NXSXjF4a4/s1600/547366_445359795495913_1296898811_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Ronei 13300&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;187&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhrd1IKMBujCB8am6plxp98iVDmvcnieE_DgWm7frqrf1H3TDaTRIoIQYs40VbUWjERxvVzjJHgcFUAZCH4IYXzXNmAiEB1X2MHqiYCK_quKq2Hr95v0-6OXTQXOodD86J_NXSXjF4a4/s200/547366_445359795495913_1296898811_n.jpg&quot; title=&quot;Vereador Ronei 13300&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Eu voto Ronei 13.300 para vereador&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
As eleições municipais se avizinham e a ladainha corriqueira vai tomando forma e conteúdo tendo como protagonistas àqueles que somente tem essa possibilidade propagandista para utilizar nessa época. Há muito tempo as eleições brasileiras não são mais espaços de debate político, mas um emaranhando de disputas midiaticas onde ganha quem tem o melhor marqueteiro. Os que ainda têm algo concreto e objetivo pra debater, um projeto político factual, são ofuscados pelo poder econômico do capital privado, financiador das mais diversas candidaturas. &lt;br /&gt;
Diante do quadro estrutural das possibilidades de financiamento de uma campanha restam poucas alternativas àqueles que não querem tornar-se refém do capital. Para um projeto de poder que realmente consiga angariar capital político suficiente para colocar-se como alternativa viável diante desse quadro desfavorável ao movimento popular, o limite do aceitável torna-se tênue. A contínua vigilância é o aspecto balizador da conduta. E só quem permite ser vigiado e quem não tem aversão pela democracia está protegido da submissão orgânica e automática. Não qualquer democracia, não a trivial, mas àquela ao pé do ouvido, dos que falam e querem falar justamente pelo fato de não terem voz dentro da democracia formal.&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9mmZfkJKQt30KU2BT0_lD9TG5KUzpH5anHx_eUYFyGd-cSmwwZD-9hYnL8H0f3xrwOugpHky1JfDKX5irbraqfjiHe03_aTGXT8qn8Dh62EnfGbnXc7YvBQH90YG3A7-wRzYEfelZwSs/s1600/524224_259604324148869_1527648713_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Paulo Hadich 40&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;118&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9mmZfkJKQt30KU2BT0_lD9TG5KUzpH5anHx_eUYFyGd-cSmwwZD-9hYnL8H0f3xrwOugpHky1JfDKX5irbraqfjiHe03_aTGXT8qn8Dh62EnfGbnXc7YvBQH90YG3A7-wRzYEfelZwSs/s200/524224_259604324148869_1527648713_n.jpg&quot; title=&quot;Prefeito Paulo Hadich 40&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Eu voto Paulo Hadich 40 para prefeito&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Todos os eleitores têm que se posicionar no processo eleitoral. Uma hora ou outra terão que fazer sua escolha, nem que seja diante da urna. Eu, por participar da vida política limeirense e conhecer de perto como os mandatos se posicionam no processo legislativo e fora dele, já fiz minha escolha. E é isso que venho defender aqui hoje.&lt;br /&gt;
O momento político de Limeira, com uma conjuntura inédita, acena para a consolidação de uma nova forma de fazer política mais democrática e transparente. E para que esta política se sedimente, é importante que saia vitorioso um projeto que converge com estas premissas. Este projeto foi e vem sendo construído pelos partidos da coligação &lt;i&gt;&quot;Um Novo Tempo Para Limeira&quot; (PSB-PT-PMDB-PCdoB).&lt;/i&gt; É nesse projeto que acredito, deposito minha confiança e luto para que seja o vitorioso. Se você quer um governo democrático, popular e transparente, faça você também a opção por esse projeto que tem como principais eixos de governo:&lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;gestão ética, democrática e eficiente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;qualidade de vida;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;transparência pública e controle social;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;participação popular;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;desenvolvimento sustentável;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;justiça social.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
Esses eixos norteiam os pontos programáticos do projeto:&lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Saúde;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Educação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Cultura;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Esporte e lazer;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Promoção social;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolvimento sustentável;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Mobilidade urbana;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Planejamento urbano;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Habitação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Segurança pública;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Meio ambiente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Integração regional.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
Estarei discutindo as principais questões do plano de governo desse projeto que pretende governar nossa cidade. Desde já, para quem quer conhecer de perto esse plano de governo, pode encontra-lo na íntegra &lt;a href=&quot;http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/mostrarFichaCandidato.action?sqCand=250000023684&amp;amp;codigoMunicipio=66397&quot; rel=&quot;nofollow&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/4019405030973310804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/07/eleicoes-municipais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/4019405030973310804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/4019405030973310804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/07/eleicoes-municipais.html' title='Eleições municipais'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUhrd1IKMBujCB8am6plxp98iVDmvcnieE_DgWm7frqrf1H3TDaTRIoIQYs40VbUWjERxvVzjJHgcFUAZCH4IYXzXNmAiEB1X2MHqiYCK_quKq2Hr95v0-6OXTQXOodD86J_NXSXjF4a4/s72-c/547366_445359795495913_1296898811_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-1575702242055499888</id><published>2012-02-10T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-10T09:00:03.683-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciências sociais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos de faculdade"/><title type='text'>O sujeito e suas diversas relações (3)</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Depois de uma pausa com os textos de faculdade, estou retornando com a terceira parte da reflexão sobre o sujeito, retomando com Sartre. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;O EXISTENCIALISMO DINAMIZANDO HISTORICAMENTE O SUJEITO&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A relação estabelecida entre a idéia cartesiana de sujeito e a idéia de Nietzsche, fornece a possibilidade de estabelecermos outras relações a partir de diferentes matizes filosóficas que tentam avançar a reflexão acerca do sujeito. Uma delas diz respeito à reflexão da existência. A máxima sartriana: “a existência precede a essência” (SARTRE, 1973, p. 11), introduz a idéia básica existencialista do filósofo de que há um ser que primeiro existe e depois se define. Tal afirmação pretende por em xeque uma possível idéia de universalidade humana, de uma natureza humana comum a todos os homens, onde seria possível abstrair de um individuo particular o conceito de homem. Desse pressuposto, podemos tornar evidente o caráter histórico que o sujeito carrega. É a partir da sua existência no mundo que o homem passa a ser homem. O subjetivismo sartriano propõe que o próprio sujeito configura sua existência a partir das escolhas que faz, “o homem não é mais que o que ele faz” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;, p. 12) ou ainda “o homem é responsável por aquilo que é” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;ibidem&lt;/i&gt;.). O perigo recorrente a essa doutrina repousa na idéia de que a existência é desempenhada individualmente pelos homens. Sartre combate tal idéia ao afirmar que os homens se tornam responsáveis por todos os homens porque eles próprios forjam a imagem de tal existência para os outros homens. Para a constituição do sujeito é indispensável a existência do outro. A existência só o é a partir do momento que ela é relacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O ateísmo de Sartre é ponto crucial para sua filosofia. Quando se percebem “aventureiros” no mundo, sem valores estabelecidos &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; por uma essência divina e anterior, os homens se encontram submersos numa angústia constante. Essa angústia pode parecer o sintoma de um pessimismo agudo, mas na verdade nada mais é do que a liberdade de escolher. Os homens, sozinhos no mundo, têm agora a possibilidade de criarem eles próprios o futuro e, portanto, existir é lançar-se para um futuro, existir é ter a liberdade de escolher e é por esse aspecto que o pessimismo e a angústia transformam-se num otimismo de que todo homem, abandonado a sua existência, “está condenado a ser livre” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;, p. 15).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para Sartre, a liberdade dos homens não sofre nenhuma influência das paixões. Não há uma força devastadora que insinue e determine suas ações. As paixões, nesse caso, são uma desculpa para as suas escolhas. Todo homem escolhe e escolhendo, opta por si só, fazendo exercício de sua liberdade. É notável, que nada oferece ao homem um descontrole de sua liberdade para a tomada de suas decisões. Sua escolhas são plenas e são feitas em plena consciência. Mais uma vez, o otimismo do subjetivismo sartriano manifesta-se afirmando que, pelo simples fato do individuo estar disposto livremente no mundo, sua liberdade é plenamente exercida e suas escolhas se fazem sem quaisquer interferências. A única possibilidade que pode interferir em suas escolhas diz respeito a sua própria existência enquanto relação ao compromisso assumido. Suas escolhas então, caminhariam através deste terreno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Em suma, o existencialismo nos diz que a realidade e o subjetivismo, engendrado por tal realidade, localizam-se na ação cotidiana e existencial dos homens. Quando se afirma que “só há realidade na ação” (&lt;i&gt;Idem&lt;/i&gt;, p. 19), voltamos ao início da exposição da doutrina de Sartre e verificamos com mais entusiasmo que o homem só se caracteriza e compreende a realidade em seu entorno quando experimenta a existência concreta e real pondo-se no mundo como ser engajado e com berço em sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/1575702242055499888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/02/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1575702242055499888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1575702242055499888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/02/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-3.html' title='O sujeito e suas diversas relações (3)'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-2970994279583539057</id><published>2012-01-31T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T09:00:09.110-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciências sociais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="novo"/><title type='text'>Os dilemas de um cientista social recém formado</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não fiz nenhum comentário até agora sobre minha formatura, ocorrida dia 27 de Janeiro. Talvez porque, esse rito de passagem, que rearranja minha situação de liminaridade, tenha um conteúdo muito mais formal do que prático. Não que eu negue sua importância, mas é que compartilho das reflexões de Bourdieu quando este afirma que o diploma, como legitimador da obtenção de determinado capital simbólico, serve apenas para aqueles que não o obtiveram. Essa problemática coloca para mim um dilema ético muito mais abrangente do que a prática profissional, que respaldada em legislação específica, tenho o direito a partir desse momento de exercer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ora, o cientista social formado tem uma responsabilidade ímpar e o fato dele produzir discursos criteriosos como tentativa analítica do mundo o coloca diante de um compromisso ético irremediável: como intelectual, exerce um papel considerável nos interstícios do tecido social. Por mais que este papel seja menosprezado no &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; midiático, é ele que, como cientista, colabora para a construção de um modelo mais intelegível das redes de sociabilidade. Não que o cientista social carregue este fardo sozinho, mas é que por meio de sua característica, de seu olhar particular diante do &quot;fato social&quot; e de sua &quot;imaginação sociológica&quot;, é ele que carrega a legitimidade de considerar conjecturas e tendências. Esta característica, porém, não lhe concede o direito de menosprezar outros tipos de discursos que visam construir tentativas de organizar o entendimento do mundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;É por esses motivos, entre tantos outros, que assumo este papel, sempre com o cuidado de não submeter a realidade concreta aos designios engessados de qualquer teoria que seja. Alias, sempre achei muito mais fácil fazer ciência social desse modo: submetendo a complexidade e o dinamismo da realidade aos imperativos categóricos das teorias, sejam elas quais forem. O grande desafio de todo cientista social é justamente fazer o inverso: enquanto cientista, é a teoria que é posta a prova diante da concretude e da objetividade do conjunto das relações sociais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;É por tudo isso que estou feliz, pela etapa concluída e pelo novo que se inicia, mas também preocupado, pela grande responsabilidade que adquiro. Espero que esta nova condição, antes de tudo, me auxilie a ser mais humano e a considerar a humanidade do outro como condição primeira e essencial para a prática científica. E este fardo faço questão de compartilhar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/2970994279583539057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/os-dilemas-de-um-cientista-social-recem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/2970994279583539057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/2970994279583539057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/os-dilemas-de-um-cientista-social-recem.html' title='Os dilemas de um cientista social recém formado'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-2533979971312610706</id><published>2012-01-25T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T20:15:17.487-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="#stopsopa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="#stopsopabr"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="internet"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tecnologia"/><title type='text'>O balanço do #StopSOPA #SOPAblackoutBR</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dando uma pausa nas reflexões de faculdade, este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; vem fazer um pequeno balanço do que foram as manifestações dos ativistas que lutam por uma &lt;i&gt;Internet&lt;/i&gt; livre. Longe de querer mapear a capilaridade do movimento, de alcance global, pelo menos vamos tentar elencar alguns resultados importantes dessa batalha que já se desdobra em outras prerrogativas: o fechamento do site de compartilhamento de arquivos &lt;i&gt;Megaupload&lt;/i&gt; - que configura flagrante retaliação ao movimento - e os ataques coordenados às instituições americanas, como resposta a essa medida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu_XWTeeciwifznVCqG_0MtEwz8pJszeUlu6Ca4JFaEC2o24HhNJc66R4tzG1fZuN-b-eZcCXURkhlC0p3WbnKl-JOvm2cldh7CyqGiw5QVp5x9Ilum96h4nRkEI1jo4FOhePiIhR6C_s/s1600/latuff.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;214&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu_XWTeeciwifznVCqG_0MtEwz8pJszeUlu6Ca4JFaEC2o24HhNJc66R4tzG1fZuN-b-eZcCXURkhlC0p3WbnKl-JOvm2cldh7CyqGiw5QVp5x9Ilum96h4nRkEI1jo4FOhePiIhR6C_s/s320/latuff.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ciberativistas fazem eco na luta contra Projeto de Lei&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As manifestações contra as leis americanas &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;S&lt;/b&gt;top &lt;b&gt;O&lt;/b&gt;nline &lt;b&gt;P&lt;/b&gt;iracy &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;ct&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/PROTECT_IP_Act&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;P&lt;/b&gt;rotect &lt;b&gt;IP&lt;/b&gt; &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;ct&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, com certeza entraram para a história da resistência dos ciberativistas de todo o mundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Fala-se em mais de &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/tec/1035903-mais-de-10-mil-sites-se-somam-a-protesto-contra-lei-antipirataria.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;10 mil &lt;i&gt;sites&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; no mundo todo que no dia 18 de Janeiro aderiram ao movimento e decretaram &lt;i&gt;blackout&lt;/i&gt;. No Brasil tivemos uma lista consistente e numerosa de adeptos a paralisação. O &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; &lt;a href=&quot;http://meganao.wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Mega Não&lt;/a&gt;, do companheiro ativista, &lt;a href=&quot;http://twitter.com/caribe&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;João Carlos Caribé&lt;/a&gt;, deixou a disposição durante o dia 18 de Janeiro uma lista colaborativa para que participantes incluíssem os endereços de seus &lt;i&gt;sites&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt;. Este &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; está lá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por aqui a grande imprensa noticiou a &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/tec/1036011-google-protesta-contra-lei-em-pagina-principal.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;manifestação&lt;/a&gt; e depois o &lt;a href=&quot;http://blogs.estadao.com.br/link/sopa-e-retirada-da-pauta-do-congresso-dos-eua/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;resultado&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A dicotomia real x virtual, cada vez mais, se torna inconsistente e já não faz sentido, principalmente para os &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Nativo_digital&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nativos digitais&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; Como ativista, continuo acreditando ainda mais na capacidade das redes digitais de mobilizarem contigentes de protestos e de atividades políticas com resultados concretos. Tanto acredito que os resultados já podem ser verificados pela debandada dos parlamentares que apoiaram esta lei arbitrária:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB2Jza35m31J0yoBtOqYYxCMA2C3DEaM-NejvFd_xkypqj5un4Pn3BY5lHwfzOKdrKyd2m2czXxGuOWXgQTKSI_jTH4YKW5CYu223E9ynoWe-zML0eCLVLGpPtmNmHP3eTPYmfxAQniqM/s1600/sopa1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiB2Jza35m31J0yoBtOqYYxCMA2C3DEaM-NejvFd_xkypqj5un4Pn3BY5lHwfzOKdrKyd2m2czXxGuOWXgQTKSI_jTH4YKW5CYu223E9ynoWe-zML0eCLVLGpPtmNmHP3eTPYmfxAQniqM/s400/sopa1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Membros do Congresso americano que após as manifestações retiraram apoio ao SOPA&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O fechamento do site de compartilhamento de arquivos &lt;i&gt;Megaupload&lt;/i&gt; revelou um dado ainda mais importante para a luta por uma &lt;i&gt;Internet&lt;/i&gt; livre: não é preciso nenhuma lei como a SOPA para fechar um &lt;i&gt;site&lt;/i&gt;. A arbitrariedade do &quot;Estado &#39;Democrático&#39; de Direito&quot; entra em cena quando a garantia da propriedade privada dos bens culturais e dos monopólios da indústria da itermediação, respaldados pelas leis de &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt;, estão ameaçados. Esta medida, posta em prática pelo FBI, coloca em evidência seu caráter: retaliação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A resposta dos ativistas não tardou. Os ataques de negação de serviço (&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataque_de_nega%C3%A7%C3%A3o_de_servi%C3%A7o&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;i&gt;DDoS&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;) vieram de todo o planeta e fizeram com que diversos &lt;i&gt;sites&lt;/i&gt; americanos ficassem indisponíveis. A impossibilidade de pleno funcionamento de uma infovia está se tornando um empecilho aos governos já que diversos serviços essenciais estão operando digitalmente. Outra informação, que acrescenta mais peso e 
legitimidade aos protestos, é que o &lt;i&gt;Megaupload&lt;/i&gt; estaria construindo um 
&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/tecnologia/novo-site-do-megaupload-ameacava-negocios-das-gravadoras-3754698&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;novo modelo de remuneração&lt;/a&gt; que atravessaria a indústria da intermediação
 e do &lt;i&gt;copyright&lt;/i&gt; e beneficiaria os próprios artistas.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estes fatos abrem perspectivas de análises novas neste ano que se inicia. O que não há dúvida é que a disputa pela Internet, em todas as os seus campos, desde os conceituais e semânticos até a sua engenharia e infraestrutura, ganhará destaque. Alguns preconizam que nesses dias que se passaram inaugura-se um novo &lt;i&gt;front&lt;/i&gt; de guerra, que antes já existia mas que agora oficializou-se. De fato a batalha está só no início&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpbO_CH1nTt1gTFvII1KXp2Wv-NYMQ1aObrBoIDWuDFArHTyJvdeovvNf_AGXb_1Xir1zJxFHQ7KfC7IcLu3UTxref6S4vosys3K5wsehFFedqXXAWh0WULEBsk5av8aSL85FDcRr0op4/s1600/sopa-is-not-dead-yet.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpbO_CH1nTt1gTFvII1KXp2Wv-NYMQ1aObrBoIDWuDFArHTyJvdeovvNf_AGXb_1Xir1zJxFHQ7KfC7IcLu3UTxref6S4vosys3K5wsehFFedqXXAWh0WULEBsk5av8aSL85FDcRr0op4/s400/sopa-is-not-dead-yet.gif&quot; width=&quot;192&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/2533979971312610706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-balanco-do-stopsopa-sopablackoutbr.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/2533979971312610706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/2533979971312610706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-balanco-do-stopsopa-sopablackoutbr.html' title='O balanço do #StopSOPA #SOPAblackoutBR'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu_XWTeeciwifznVCqG_0MtEwz8pJszeUlu6Ca4JFaEC2o24HhNJc66R4tzG1fZuN-b-eZcCXURkhlC0p3WbnKl-JOvm2cldh7CyqGiw5QVp5x9Ilum96h4nRkEI1jo4FOhePiIhR6C_s/s72-c/latuff.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-8221508115131811223</id><published>2012-01-16T10:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T06:05:36.614-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciências sociais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos de faculdade"/><title type='text'>O sujeito e suas diversas relações (2)</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Continuando com a tímida reflexão sobre a idéia de sujeito...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;DO SUJEITO AUTÔNOMO AO SUJEITO ESFACELADO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Considerando a trajetória que a idéia de sujeito percorreu desde a formulação moderna e cartesiana até os dias de hoje, cabe a nós considerarmos o processo de “pilhagem” do projeto cartesiano. Enquanto Descartes preconizava a idéia de um sujeito autônomo a partir da cisão e hierarquização da alma e corpo, tendo a alma um lugar imperativo para a compreensão do mundo, e o sujeito como algo inerte e imutável, a filosofia dita contemporânea vai por a prova todo esse substrato que dava sustentação à produção filosófica e cientifica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;font-family: inherit;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Mesmo as considerações sensualistas que invertiam o esquema cartesiano não eram aceitas sem duras críticas. O que se pretendia na verdade, era esclarecer que o processo de cisão entre corpo e alma não dava conta de atribuir ao sujeito um entendimento homogêneo e que a pura inversão das hierarquias era um simples subterfúgio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;font-family: inherit;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Na afirmação cartesiana, o sujeito é concebido como a inércia por excelência. O movimento não tem espaço para sua constituição, ele já é acabado, e como tal permanece durante toda a sua existência. No combate a essa afirmação, a filosofia contemporânea primeiramente destruirá a cisão entre o corpo e alma para logo mais devolver ao sujeito sua possibilidade de movimento, de algo inacabado e em constante criação e desenvolvimento. Para refutar a tese sensualista de que o sujeito é formado a partir do que se sente no mundo e, portanto a partir dos sentidos, a filosofia contemporânea desloca sua atenção aos impulsos, que transcenderá a realidade experimentada pelos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;font-family: inherit;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Nietzsche, ao tomar parte nessa tarefa monumental de destruir a concepção “ultramundana” do sujeito, nos dá a possibilidade de se conceber um sujeito que está sempre a se fazer e refazer. Para ele, não há sujeito autônomo, pois este se esvanece e se fragmenta pela obra dos impulsos que brotam do corpo. Quando Nietzsche afirma que esses impulsos vivem em constante conflito e combate numa luta permanente, ele está concebendo a movimentação intensa da constituição do sujeito. Para Nietzsche, é todo o corpo que conhece e, ao desempenhar esse conhecimento a partir do conflito interno dos impulsos, torna possível fazer surgir várias configurações de sujeito. Não há cisão, é o todo da realidade vivente que fornece o arcabouço da gênese do sujeito, dessa forma o “eu” “não passa de pluralidade de afetos, multiplicidade de impulsos” (MARTON, 1998, p. 49).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;font-family: inherit;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Dessa nova formulação, surgem novas possibilidades de se entender a constituição de um sujeito que não é mais auto-sustentado pelo &lt;i&gt;cogito&lt;/i&gt; cartesiano, mas que agora é um sujeito em constante formação a partir da guerra interna de seus impulsos. Esse sujeito descentrado, impossibilitado de entender o mundo somente a partir de sua racionalidade, entende que a própria racionalidade é senão, uma parte da constituição de seu “eu” enquanto constante ordenamento da guerra, dos conflitos inerentes aos seus impulsos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/8221508115131811223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8221508115131811223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8221508115131811223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-2.html' title='O sujeito e suas diversas relações (2)'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-1879604685691805470</id><published>2012-01-06T10:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.667-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciências sociais"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="filosofia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos de faculdade"/><title type='text'>O sujeito e suas diversas relações (1)</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dando início a série de &lt;i&gt;posts &lt;/i&gt;que demonstram uma parte do cotidiano acadêmico de um estudante de ciências sociais, convido meus caros amigos filósofos a percorrerem por essas linhas, tortas linhas, e esmiuçarem minha tentativa de reflexão filosófica. Estou certo do meu amadorismo filosófico, mas a crítica constrói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estas linhas correspondem ao resultado de um trabalho para a disciplina de Filosofia. Dividirei em partes para que não fique extenso demais. Por hoje, fico somente com a introdução. Espero que pelo menos seja algo agradável para a leitura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;INTRODUÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pretendi com este trabalho demonstrar a trajetória da noção de sujeito a partir de quatro grandes expoentes filosóficos. Remeti-me ao sujeito cartesiano para abordar a crítica construída por autores como Nietzsche, Sartre e Foucault ao &lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogito&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;cogito&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;de Descartes. Em relação as obras desses autores, relacionei a crítica à dicotomia e da hierarquização da alma e a concepção de um sujeito total em Nietzsche. A partir do existencialismo de Sartre, abordei uma possibilidade de liberdade que o sujeito existencial exprime e posteriormente em Foucault, relacionei o sujeito com o poder, destituindo o que poderia restar de subjetivismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/1879604685691805470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1879604685691805470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1879604685691805470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/o-sujeito-e-suas-diversas-relacoes-1.html' title='O sujeito e suas diversas relações (1)'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-1118138582996679511</id><published>2012-01-05T04:16:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.665-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="textos de faculdade"/><title type='text'>Uma série de posts</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estive revisitando alguns materiais da faculdade e uma idéia me surgiu: por que não escrever as modestas reflexões desse estudante de ciências sociais (agora formado)?&lt;br /&gt;
Estas reflexões são resultado de trabalhos e avaliações e acabam representando, agora, parte de minha trajetória de estudante.&lt;br /&gt;
Essa idéia veio acompanhada de duas necessidades: 1) a vontade de transformar reflexões materializadas em papel em reflexões materializadas por meio de &lt;i&gt;bits&lt;/i&gt;. Digitalizar conhecimento é o prelúdio de outra necessidade; 2) a de compartilhar esses escritos para apreciação crítica de quem quer que seja ou, como diria Marx sobre algum de seus manuscritos sem a intenção de plubicação, para &quot;a crítica roedora dos ratos&quot;, nesse caso, &quot;ratos virtuais&quot;. Rs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Espero que seja agradável!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/1118138582996679511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/uma-serie-de-posts.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1118138582996679511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1118138582996679511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/uma-serie-de-posts.html' title='Uma série de posts'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-3803123517367884578</id><published>2012-01-03T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.671-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="angústia"/><title type='text'>Quando o inesperado invade nossos planos</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dia 02 de Dezembro de 2011 ficará marcado em minha memória até o fim de meus dias. Na minha memória e daqueles que se desesperaram, compartilhando comigo angústia, dor e aflição. Foram essas sensações e sentimentos que subsidiaram a invariável circunstância de experimentar a morte de um grande amigo, de não encontrar explicação, pelo menos por meios lógicos, da possibilidade de estar escrevendo esse texto sem qualquer prejuízo maior do que uma fratura do &quot;Úmero Proximal&quot; e de uma lesão parcial de um tendão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A experiência que vivi, com todos os seus desdobramentos posteriores, é absolutamente impossível de ser narrada. Ela está marcada na alma como as cicatrizes que por enquanto perduram na pele. A diferença é que a alma, diferente da natureza corpórea, carrega as impressões de nossa história como chagas permanentes impossíveis de serem dirimidas pelos nossos escassos mecanismos humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A única certeza é de que as relações que estabeleci e estabelecerei daqui pra frente estarão pautadas sob um substrato valorativo muito mais flexível e relativo, porém, muito mais consistente e elucidativo do que antes. A racionalidade formal, que antes ocupava lugar de destaque na composição de minha &quot;cosmologia particular&quot;, passará a compor o leque de possibilidades explicativas de um mundo que está para se conhecer e que portanto é muito mais mistério do que luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A nossa existência particular, se desconectada das relações que constróem nosso ser, é inegavelmente vazia. Essa é a máxima de nossas vidas: São as contradições do nosso cotidiano particular que sintetizam como seguiremos com nossa experiência no mundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E tem maior contradição do que jamais conseguir explicar aquilo que para nós se tornou tão banal: viver?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/3803123517367884578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/quando-o-inesperado-invade-nossos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/3803123517367884578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/3803123517367884578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2012/01/quando-o-inesperado-invade-nossos.html' title='Quando o inesperado invade nossos planos'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-7812770677058524072</id><published>2011-11-28T08:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.680-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cp"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cpi"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="limeira"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="prefeito silvio felix"/><title type='text'>CP ou CPI?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJcyjHvD1l5l8S0BR1Czy-ns-j6tYwESLr44CKC4FFIzviivFRX4fuqpTVvPPHUgjkYRjuXTNLfo0V11hbiZCQvEPUy1vwnxUM6GR3lid2xPvYlVNtO14p-vEWmMsVhnc7Pn8D3IF3V_g/s1600/cp.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJcyjHvD1l5l8S0BR1Czy-ns-j6tYwESLr44CKC4FFIzviivFRX4fuqpTVvPPHUgjkYRjuXTNLfo0V11hbiZCQvEPUy1vwnxUM6GR3lid2xPvYlVNtO14p-vEWmMsVhnc7Pn8D3IF3V_g/s320/cp.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Depois da prisão de toda a família do Prefeito Silvio Félix (principalmente da primeira dama Constância Félix e dos dois filhos), o imperativo da investigação é óbvio e categórico. Todos os vereadores, sejam eles governistas ou não, querem que os dispositivos legais, tanto jurídicos quanto legislativos, sejam utilizados no esclarecimento dos fatos. Porém...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que todos os vereadores se pronunciem a favor da instauração de um mecanismo de investigação na casa, os procedimentos de inquirição e diligência são divergentes. A opção entre uma Comissão Processante (CP) ou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não é uma simples escolha jurídico-operacional, mas coloca questões políticas práticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não se deixe ludibriar por quem quer investigar mas faz opção pela alternativa mais branda e flexível: a &lt;b&gt;CPI&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Por que sou contra uma CPI e defendo uma CP?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Para responder a essa pergunta vamos explicar aqui a diferença entre as duas. Estas diferenças podem ser consultadas no &lt;a href=&quot;http://www.camaralimeira.sp.gov.br/camver/regint/regint.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Regimento Interno da Câmara Municipal de Limeira&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma ambivalência perigosa porque, essas duas comissões atuam de formas semelhantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arts. 118 e 119 do Regimento,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; que caracterizam as Comissões Processantes (CP) e&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; descrevem suas funções:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;Art. 118 &lt;br /&gt;As Comissões Processantes serão constituídas com as seguintes finalidades: &lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;i&gt; I - apurar infrações político administrativas do Prefeito e dos Vereadores, no desempenho de suas funções, nos termos deste Regimento.&lt;br /&gt; II - destituição dos membros da mesa, nos termos das artigos 46 e 51 deste Regimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 119&lt;br /&gt; Durante seus trabalhos as Comissões Processantes observarão o disposto nos artigos 339 a 344 e 365 a 368 deste Requerimento.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
O Artigo 120 descreve a função das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Art. 120&lt;br /&gt;
As Comissões Parlamentares de Inquérito são as que se destinam à apuração de fato determinado ou denúncia que consubstancie irregularidade administrativa no âmbito do Poder Executivo, sua Administração Indireta e Fundacional, tanto quanto da própria Câmara Municipal, sempre que essa apuração exigir, além dos poderes das Comissões Permanentes desta Casa e a elas atribuídos, poderes de investigação próprios das autoridades judiciais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não há maiores problemas na função que desempenham, são bem parecidas. Mas, existem diferenças operacionais nos processos de cada uma que podem ser considerados obstáculos para uma efetiva investigação. A opção por uma e não outra, pode favorecer manobras mais ambrangentes daqueles que querem saborear uma &lt;i&gt;pizza&lt;/i&gt; na entrega do relatório final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No que diz respeito as denúncias, para a criação de uma CP está previsto que: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Art. 366&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;I- a denúncia escrita, contendo a exposição dos fatos e a indicação das provas, será dirigida ao Presidente da Câmara e poderá ser apresentada por &lt;b&gt;qualquer cidadão&lt;/b&gt;, Vereador local, partido político com representação na Câmara ou entidades legitimamente constituída a mais de 1 (um) ano;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O processo da CPI é um pouco mais, eu diria, burocrático: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;Art. 121&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos neste Regimento Interno, serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Câmara, para apuração de fato determinado em prazo certo, adequado à consecução dos seus fins, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para as providências que julgar necessárias. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mas espera aí? O Ministério Público já não apresentou denúncia formal, a Vara Criminal de Limeira já não determinou a prisão temporária dos familiares de Félix? Para que compor uma CPI, que na melhor das hipóteses, vai encaminhar o relatório final (produzido sabe-se lá como, já que a composição política da Câmara sempre foi, impreterivelmente, favorável ao Executivo) para o Ministério Público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se é apresentada a denúncia para a instauração de uma CP,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;i&gt;Art 366&lt;br /&gt;IV- (...) o Presidente da Câmara ou seu substituto, determinará sua leitura na primeira sessão ordinária, consultando o Plenário sobre o seu recebimento.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
Isso quer dizer que, se o pedido de CP é protocolado antes do fim desse expediente, a matéria é lida logo na sessão que sucede. &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;No caso de uma CPI, àqueles que querem investigar, mas não muito, ganham mais um tempinho: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Art 120&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo 1º&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;O Requerimento aludido no &quot;caput&quot; deste artigo, será discutido e votado na &lt;b&gt;sessão subsequente&lt;/b&gt; a sua apresentação. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O requerimento é lido e só na próxima sessão ordinária é que entra na pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CP tem uma caracterítica de agilidade em sua instauração, pelo menos, nos estágios prévios à sua instalação de fato: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Art 366&lt;br /&gt;V&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;decidido o recebimento da denúncia pela maioria absoluta dos membros da Câmara, na mesma sessão será constituída a Comissão Processante integrada por cinco(5) &lt;b&gt;vereadores sorteados&lt;/b&gt; entre os desimpedidos, observado o princípio da representação proporcional dos partidos, os quais elegerão, desde logo, o Presidente e o Relator;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A agilidade é maior ainda quando: &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;
&lt;i&gt;VII&lt;br /&gt;A Câmara Municipal poderá afastar o Prefeito denunciado, quando a denúncia for recebida nos termos deste artigo;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Numa mesma sessão da Câmara: Instalação da Comissão e afastamento do Prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CPI proporciona uma maior manobra:&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Art.122&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Aprovado o requerimento nos termos do artigo anterior, a Comissão Parlamentar de Inquérito, que será composta de 05 (cinco) membros, será constituída por &lt;b&gt;ATO DA PRESIDENCIA&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;que nomeará os membros desta Comissão por indicação dos líderes de bancada&lt;/b&gt;, assegurando-se, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos que participam desta Câmara Municipal.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Não vamos deixar que nos enganem. Eles querem &quot;investigar&quot;, mas, com a condição de que controlem todo o processo, do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para as oitivas e diligências? Numa Comissão Processante é bem claro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Art 366&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;h) o denunciado deverá ser intimado de todos os atos processuais, pessoalmente ou na pessoa de seu procurador, com antecedência mínima de 24 horas, sendo- lhe permitido assistir às diligências e audiências, bem como formular perguntas e reperguntas às testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa, sob pena de nulidade do processo;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;A CPI é, eu diria, mais branda: &lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Art 127&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;No exercício de suas atribuições e no interesse da investigação, &lt;b&gt;poderá&lt;/b&gt;, ainda, a Comissão Parlamentar de Inquérito, através de seu Presidente:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;II - &lt;b&gt;convocar e tomar depoimento de&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;
autoridades municipais&lt;/b&gt;, bem como de qualquer cidadão, intimar testemunhas e inquirí-las sob compromisso;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Temos que ficar atentos e acompanhar todo o processo com atenção exercendo nosso direito de pressão. Mais do que nunca, a sociedade civil limeirense é chamada a participar de um processo que só tem dois caminhos: ou nos apropriamos do espaço público do qual nós temos direito, ou assistiremos a mais um desfecho que já conhecemos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Só depende de nós, enquanto cidadãos organizados, exercer o controle social contínuo de todo o processo e estabelecer canais de discussão no espaço público, seja ele institucionalizado ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A esperança é o que nos resta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/7812770677058524072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/cp-ou-cpi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7812770677058524072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7812770677058524072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/cp-ou-cpi.html' title='CP ou CPI?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJcyjHvD1l5l8S0BR1Czy-ns-j6tYwESLr44CKC4FFIzviivFRX4fuqpTVvPPHUgjkYRjuXTNLfo0V11hbiZCQvEPUy1vwnxUM6GR3lid2xPvYlVNtO14p-vEWmMsVhnc7Pn8D3IF3V_g/s72-c/cp.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Limeira - São Paulo, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.5645406 -47.4004093</georss:point><georss:box>-22.7991546 -47.7162663 -22.3299266 -47.0845523</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-7459954025105608540</id><published>2011-11-21T16:24:00.001-02:00</published><updated>2012-02-12T07:44:02.837-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tecnologia"/><title type='text'>Ah, a tecnologia</title><content type='html'>&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pagar conta de banco, blogar, sincronizar toda a web. O mundo &lt;i&gt;mobile &lt;/i&gt;transforma a Internet num artefato onipresente em nossas vidas. Este post, por exemplo, foi feito pelo aplicativo do Blogger pra Android. Só temos que garantir um controle social das tecnologias. E é muito relevante discutirmos as políticas tecnológicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Fiquemos vigilantes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/7459954025105608540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/ah-tecnologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7459954025105608540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7459954025105608540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/ah-tecnologia.html' title='Ah, a tecnologia'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>GAZETA DE LIMEIRA, Rua Sen Vergueiro, 319 - Centro, Limeira</georss:featurename><georss:point>-22.562325 -47.400593</georss:point></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-3471711496889280403</id><published>2011-11-21T05:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.669-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="blog"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="novo"/><title type='text'>Nova roupagem</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Decidi dar um novo ar ao blog. Quem sabe me animo a postar mais coisas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Vamo ver...&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/3471711496889280403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/nova-roupagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/3471711496889280403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/3471711496889280403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/nova-roupagem.html' title='Nova roupagem'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-4100341174205214132</id><published>2011-11-20T07:13:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T07:43:45.233-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="angústia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="augusto dos anjos"/><title type='text'>Poesia aleatória</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Abri aleatoriamente o livro de Augusto dos Anjos, o &quot;Eu e outras poesias&quot;. Resolvi postar a poesia que vi ali, àquela que o acaso escolheu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;POEMA NEGRO&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para iludir minha desgraça, estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Intimamente sei que não me iludo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para onde vou (o mundo inteiro nota)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nos meus olhares fúnebres, carrego&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A indiferença estúpida de um cego&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E o ar indolente de um chinês idiota!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A passagem dos séculos me assombra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Para onde irá correndo minha sombra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nesse cavalo de eletricidade?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;-Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E parece-me um sonho a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Em vão com o grito do meu peito impreco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dos brados meus ouvindo apenas o eco,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu torço os braços numa angústia douda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E muita vez, à meia-noite, rio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sinistramente, vendo o verme frio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que há de comer a minha carne toda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;É a Morte - esta carnívora assanhada -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Serpente má de língua envenenada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que tudo que acha no caminho, come...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;-Faminta e atra mulher que, a 1 de Janeiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sai para assassinar o mundo inteiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E o mundo inteiro não lhe mata a fome!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nesta sombria análise das cousas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Corro. Arranco os cadáveres das lousas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E as suas partes podres examino...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Na podridão daquele embrulho hediondo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Reconheço assombrado o meu Destino!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Surpreendo-me, sozinho, numa cova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Então meu desvario se renova...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como que, abrindo todos os jazigos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A Morte, em trajes pretos e amarelos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Levanta contra mim grandes cutelos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E as baionetas dos dragões antigos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E quando vi que aquilo vinha vindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu fui caindo como um sol caindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;De declínio em declínio; e de declínio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Em declínio, com a gula de uma fera,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Quis ver o que era, e quando vi o que era,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Vi que era pó, vi que era esterquilínio!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Chegou sua vez, oh! Natureza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu desafio agora essa grandeza,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Perante a qual meus olhos se extasiam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu desafio, desta cova escura,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No histerismo danado da tortura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Todos os monstros que os teus peitos criam!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tu não és minha mãe, velha nefasta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com o teu chicote frio de madrasta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tu me açoitaste vinte e duas vezes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por tua causa apodreci nas cruzes,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Em que pregas os filhos que produzes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Durante os desgraçados nove meses!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Semeadora terrível de defuntos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Contra a agressão dos teus contrastes juntos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A besta, que em mim dorme, acorda em berros;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Acorda, e após gritar a última injúria,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Chocalha os dentes com medonha fúria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como se fosse o atrito de dois ferros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pois bem! Chegou minha hora de vingança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tu mataste o meu tempo de criança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E de segunda-feira até domingo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Amarrado no horror de tua rede,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Deste-me fogo quando eu tinha sede...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Súbito outra visão negra me espanta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estou em Roma. É Sexta-feira Santa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A treva invade o obscuro orbe terrestre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No Vaticano, em grupos prosternados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Com as longas fardas rubras, os soldados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Guardam o corpo do Divino Mestre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como as estalactites da caverna,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Cai no silêncio da Cidade Eterna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A água da chuva em largos fios grossos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;De Jesus Cristo resta unicamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Um esqueleto; e a gente, vendo-o, a gente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sente vontade de abraçar-lhe os ossos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não há ninguém na estrada da Ripetta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dentro da Igreja de São Pedro, quieta,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;As luzes funerais arquejam fracas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O vento entoa cânticos de morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Roma estremece! Além, num rumor forte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Recomeça o barulho das matracas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A desagregação da minha Idéia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Aumenta. Como as chagas da morféia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O medo, o desalento e o desconforto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Paralisam-me os círculos motores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Na Eternidade, os ventos gemedores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estão dizendo que Jesus é morto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não! Jesus não morreu! Vive na serra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Da Borborema, no ar de minha terra,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Na molécula e no átomo... Resume&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A espiritualidade da matéria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E ele é que embala o corpo da miséria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E faz da cloaca uma urna de perfume.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Na agonia de tantos pesadelos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Uma dor bruta puxa-me os cabelos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Desperto. É tão vazia a minha vida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No pensamento desconexo e falho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Trago as cartas confusas de um baralho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E um pedaço de cera derretida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu, somente eu, com a minha dor enorme&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Os olhos ensangüento na vigília!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E observo enquanto o horror me corta a fala,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O aspecto sepulcral da austera sala&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E a impassibilidade da mobília.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Meu coração, como um cristal, se quebre;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O termômetro negue minha febre,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Torne-se gelo o sangue que me abrasa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;E eu me converta na cegonha triste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que das ruínas duma casa assiste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ao desmoronamento de outra casa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ao terminar este sentido poema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Onde vazei minha dor suprema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tenho os olhos em lágrimas imersos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Rola-me na cabeça o cérebro oco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por ventura, meu Deus, estarei louco?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Daqui por diante não farei mais versos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;É, ultimamente até pra doer tenho pedido ajuda pro poeta...&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/4100341174205214132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/poesia-aleatoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/4100341174205214132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/4100341174205214132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/11/poesia-aleatoria.html' title='Poesia aleatória'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-7039743182597612082</id><published>2011-04-19T17:31:00.000-03:00</published><updated>2012-02-12T07:43:06.238-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="esperar"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="globalização"/><title type='text'>O que nos resta?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Não há prosa nem poesia que experiencie a intensidade das dores desse mundo. Quando na vida cotidiana das pessoas comuns ou do cidadão médio que o liberal nomeia, estão falidas as possibilidades e contradições das inconsistências da história, não há mais distância entre experiência e expectativa positiva. Essa distância produtora de consistente utopias humanas, da possibilidade de criação do novo e do inesperado, do germinar das variadas formas de resistência. O encurtamento dessa distância, produtora de vivificantes esperanças, é a causadora da decomposição dos nossos sonhos, do rearranjo de nossas experiências, do limiar do imediatismo exarcebado, celebrado sempre e continuamente como mito fundador de nossas alegrias, felicidades e satisfações descartáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A agência autônoma dos homens cada vez mais parece uma afirmação axiomática que insiste em negar uma experiência em vias de plenificar-se: a incapacidade autoconsciente de nos apropriarmos de nós mesmos. Mais do que nunca a imagem foucaultiana da produção de sujeitos dóceis e úteis ganhou proporção industrial. Nem as dicotomias mais ou menos maniqueístas e moralmente compartilhadas por grupos sociais distintos e conflitantes não sustentam mais uma certa perspectiva de enfrentamento e disenso. Tudo parece caminhar harmoniosamente em direção a uma ingerência do ser, cristalização de objetividades desconexas, desterritorializadas, vazias de ação consciente e produtora, numa homogeinização de subjetividades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O que nos resta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/7039743182597612082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/04/o-que-nos-resta.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7039743182597612082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7039743182597612082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/04/o-que-nos-resta.html' title='O que nos resta?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-7227896840968928941</id><published>2011-04-13T15:01:00.000-03:00</published><updated>2012-01-18T23:28:07.676-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="globalização"/><title type='text'>Globalização hegemonica e resistência</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como a atividade acadêmica e o trabalho consomem 120% de meu tempo e energia, quase nunca escrevo aqui. E, para que isso seja provado postarei um texto escrito em quatro mãos. Esse texto é resultado de um processo avaliativo da disciplina de Sociologia e é a tentativa de refletir sobre um processo amplo e complexo: a tal da Globalização. Eu e meus companheiros de reflexão, escrevemos a partir de dois olhares, que apesar de serem distintos convergem numa mesma direção quanto a postura de análise. Me refiro ao sociólogo brasileiro &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Octavio_Ianni&quot;&gt;Octavio Ianni&lt;/a&gt; e a &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Vandana_Shiva&quot;&gt;Vandana Shiva&lt;/a&gt;. Ao final deixo a referência bibliográfica para a consulta dos textos que valem a pena serem lidos pela sutileza e beleza reflexiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Texto escrito por: César Rodrigues, Fernando Camargo, Marcos de Lima e Valter Chanes &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O globalismo inaugurou o que Octavio Ianni (2003) chamou de &quot;o novo ciclo da revolução burguesa&quot;. O desenvolvimento das forças produtivas em escala mundial teve o poder de rearranjar as instituições jurídico-políticas e econômico-financeiras, os poderes do Estado, o direito internacional. Enquanto que nos primeiros séculos do desenvolvimento capitalista o foco era a busca pelo domínio de novos territórios, no mundo globalizado o alvo das &quot;economias desenvolvidas&quot; passa a ser os mercados nacionais dos países &quot;em desenvolvimento&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O objetivo desse trabalho é compreender &quot;o novo ciclo da revolução burguesa&quot;, dentro do contexto da globalização, a partir das implicações práticas ocorridas na Índia evidenciadas por Vandana Shiva (2005), que consiste, segundo a autora, no &quot;colonialismo na idade da biologia&quot;, ou seja, a biopirataria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A sociedade global, observada a partir de suas várias dimensões: econômicas, políticas e culturais, é percebida, de acordo com Ianni (2003), como resultado de uma nova totalidade contraditória. Os territórios e as fronteiras, os povos e as nações, as classes sociais, as culturas, entendidas como formações sociais locais, são confrontadas por novos arranjos globais que incluem organizações multilaterais, direito internacional, a mídia transnacional. Dessa forma, na medida que o sistema capitalista ingressa em um novo ciclo de expansão mundial, agora global, &quot;aos poucos, ou de repente, abalam-se os quadros sociais e mentais de referência de uns e outros, em todo o mundo&quot; (IANNI, 2003: 110) sob a direção de organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (Bird: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), chamados por Ianni (2003) de &quot;santíssima trindade do capital&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O novo ciclo de globalização do capitalismo promove modificações, construindo e desconstruindo constantemente identidades, resultado dos processos de &quot;desterritorialização&quot;, &quot;desnacionalização&quot;, &quot;transculturação&quot;, estruturados de forma sistemática conciliando, de maneira mais ou menos harmoniosa, teoria, prática, ideologia. O principal sujeito político dessas transformações é a chamada &quot;burguesia mundial&quot;, cuja característica é revolucionar constantemente os instrumentos de producão e as relações de produção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nessa dinâmica complexa as implicações práticas no cotidiano manifestam-se de diferentes maneiras. O caso estudado por Vandana Shiva (2005) é um exemplo das várias maneiras pelas quais ocorre, no cotidiano prático, este novo ciclo da revolução burguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Vandana Shiva (2005) argumenta que esse novo ciclo da revolução burguesa introduziu, nas relações entre os países, um novo modo de colonização. Para a autora, a &quot;biopirataria&quot; representa o colonialismo na idade da biologia. Entende-se por &quot;biopirataria&quot;, de acordo com a autora, &quot;o processo de patentear a biodiversidade, frações dela e produtos que dela derivam&quot; (SHIVA, 2005: 323). Por este aspecto as patentes são um tipo de ordenamento jurídico que exclui os outros da produção, utilização e venda daquilo que está patenteado. Assim, as patentes, que estão assentadas sob a égide da biopirataria, negam os produtos e processos concebidos através dos conhecimentos coletivos das sociedades, denominados pela autora de Terceiro Mundo. Isto implica que, conforme Vandana Shiva (2005), se esse processo não for impedido, as sociedades do Terceiro Mundo terão que comprar dos concessionários globais da biotecnologia seus medicamentos, suas sementes, os serviços essencias a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Tudo isso só é possível porque, com o processo de globalização, globalizam-se também os marcos jurídicos, transformando os regimes de direito sobre a propriedade intelectual, introduzindo as patentes e direitos de propriedade intelectual em sementes, plantas, animais e microrganismos. Anteriormente a esse processo, cada país definia suas próprias leis sobre tais direitos, adaptando-os à sua realidade sócio-econômica e cultural. Vandana Shiva (2005) afirma que &quot;a remoção de todos os limites ao que é patenteável foi uma exigência das empresas multinacionais&quot; (SHIVA, 2005: 324).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O globalismo, conduzido por uma &quot;burguesia mundial&quot;, cada vez mais ascendente, desconstruiu as fronteiras dos ordenamentos jurídicos nacionais, substituindo legislações e processos historicamente fundados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Bibliografia:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;IANNI, Octavio. Sociologia do futuro. In: BARREIRA, César (org.). &lt;i&gt;A sociologia no tempo:&lt;/i&gt; memória, imaginação e utopia. São Paulo: Cortez, 2003. p.107-131&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;SHIVA, Vandana. Biodiversidade, direitos de propriedade intelectual e globalização. In: SANTOS, Boaventura de Souza (org.) &lt;i&gt;Semear outras soluções&lt;/i&gt;: os caminhos da biodiversidade e dos conhecimentos rivais. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. p. 317-340&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/7227896840968928941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/04/globalizacao-hegemonica-e-resistencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7227896840968928941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/7227896840968928941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2011/04/globalizacao-hegemonica-e-resistencia.html' title='Globalização hegemonica e resistência'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-8699970306537461209</id><published>2010-09-08T17:54:00.000-03:00</published><updated>2012-02-12T07:42:02.221-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sustentabilidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="swu"/><title type='text'>SWU: Um Festival Não Tão Sustentável Assim</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu sei que faz muito tempo que eu não escrevo, mais do que o tempo de toda uma eternidade, mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Resolvi voltar a ativa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Minha acidez costumeira se volta agora para um evento nomeado de &lt;a href=&quot;http://www.swu.com.br/pt/&quot;&gt;SWU&lt;/a&gt;. Antes que alguém diga: sim eu vou! Por mais que pareça hipocrisia criticar o festival participando dele ainda acho oportuna a crítica. E, logo após a crítica, explico porque acabei cedendo e comprei o maldito ingresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pois bem, o festival SWU está todo conectado com a idéia, ou melhor, com o discurso da sustentabilidade. Essa moda/discurso/prática, que sorrateiramente se incorporou à uma ideologia abrangente (uma esquerda&amp;nbsp; mais &quot;raivosa&quot; chama de eco-capitalismo), alcança as mais variadas&amp;nbsp; vertentes: desde a dos negócios até a Política, se bem que hoje em dia&amp;nbsp; Política, com pê maiúsculo, se transforma em pê minúsculo justamente&amp;nbsp; por se confundir de um modo grotesco com os negócios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O conceito de sustentabilidade envolve pelo menos três dimensões: econômica, social e ambiental. Um empreendimento qualquer só pode ser entendido como sustentável se ele tiver pelo menos quatro requisitos básicos: ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Depois de salientadas essas considerações, que qualquer um podia ter lido na &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade&quot;&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;, quem acompanhou o &quot;rebú&quot; na web que o festival gerou sabe que o dito cujo não se ajusta totalmente com os tais requisitos. A começar pelo preço dos ingressos, e eu já poderia parar por aí: por um dia no &quot;maior&amp;nbsp; evento de sustentabilidade&quot; eu paguei ao todo R$127,00. E esse preço é do ingresso com preço promocional e pagando meia-estudante, tá certo que estão incluídas as taxas de conveniência e de correio (é, eu&amp;nbsp; comprei pela internet) mas mesmo assim, é muito para um evento que se pretende &quot;economicamente viável&quot; e &quot;socialmente justo&quot;. Segundo: as&amp;nbsp; empresas que patrocinam o &quot;baguio&quot; têm um histórico nada sustentável. Você vai querer dizer que a Nestlé é uma empresa sustentável? Aliás, eu penso que as palavras empresa e sustentável não deveriam coexistir numa mesma frase. O substantivo anula o adjetivo. Ah, vai dizer que você acredita no conto de fadas &quot;eco-capitalista&quot;? É só os &quot;imperativos da sustentabilidade&quot; ameaçarem a acumulação do Capital que a &quot;sustentabilidade&quot; é esquecida rapidinho. Terceiro: o &quot;maior evento de sustentabi idade&quot; separa o público por classes. Existe uma área premium para os &quot;vips&quot; e outra pro &quot;povão&quot;. Mas, se você pensar bem, a esse preço não é tão &quot;povão&quot; assim. O que importa é que tem uma área para os &quot;aristocratas&quot; e outra pra uma galera que vai pagar o ingresso no cartão de crédito a prestação (eu por exemplo). Onde está o &quot;socialmente justo&quot;? A não ser que você defenda a idéia de que é &quot;socialmente justo&quot; haver qualquer distinção social entre as pessoas,&amp;nbsp; mas aí... é outra história com requinte sociológico que é para os&amp;nbsp; sociólogos elaborarem, ainda que eu seja um estudante de ciências sociais, esse blog não quer ser o &lt;a href=&quot;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_home&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso&quot;&gt;Scielo&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mesmo estando puto da vida por ter que ficar com mais mês do que salário durante três meses pra ir um dia só, alguns fatores me fizeram ceder:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPLYCrnc4lFxsL1DxqCgijbMsh6wcKJGe1iGzTzvRC_YLMouEc3lcNLDHmTgXQfca_R151LBu85gU5MpaYqGQqJJ9TNAckcB_nPFxHdutyN_zrHSYby8boRfHqxdAL9IQlLIGcheyXn2g/s1600/rage.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;112&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPLYCrnc4lFxsL1DxqCgijbMsh6wcKJGe1iGzTzvRC_YLMouEc3lcNLDHmTgXQfca_R151LBu85gU5MpaYqGQqJJ9TNAckcB_nPFxHdutyN_zrHSYby8boRfHqxdAL9IQlLIGcheyXn2g/s320/rage.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Rage Against The Machine&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eu não ia, mas quando confirmaram essa banda aí... Não tinha como eu não ir. Os caras nunca vieram pra América do Sul. Não to falando de Brasil não, é AMÉRICA DO SUL. Pra quem não conhece, o que é uma coisa bem difícil, vai pesquisar (odeio gente que quer tudo pronto). Uma banda que é porta-voz do zapatismo mexicano e de bandeiras sociais importantes tem extrema importância pra mim. Mesmo que o evento seja mais ou menos incompatível com a postura da banda. É Rage Against no Brasil porra!&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMAZbkTLf7hN5B9IxQpAiA7QBo8EhL-J9w3kMrA3FkELJQZRYnHtHGgsM0XAUR8hDwcoA1AN3tRzItrtioA-LbPw6GmAkOXm7fKLurD9bJYBNR1pNYB1sSLLjxFJR7l_UgbQ4upNKdyow/s1600/mutantes.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;113&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMAZbkTLf7hN5B9IxQpAiA7QBo8EhL-J9w3kMrA3FkELJQZRYnHtHGgsM0XAUR8hDwcoA1AN3tRzItrtioA-LbPw6GmAkOXm7fKLurD9bJYBNR1pNYB1sSLLjxFJR7l_UgbQ4upNKdyow/s320/mutantes.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Mutantes&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mesmo que a banda esteja desfigurada, (não tem nem a Rita Lee e nem o gênio Arnaldo Baptista) merece atenção por representar tanto para o rock brasileiro. Dá um pulo em Londres e pergunte sobre eles, você vai se surpreender quando perceber que por lá eles são os Beatles tupiniquins, sem exagero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMHwBAdeAxghuoLFzIM0Gku8iV5p1IOEELP2Xb8aMZI5fjqGApso4qNE76WkPhidZWJwxNG-POK4AaVcYdZdyUDrqlX0ZutRM4zct3ytuUGBYLUE_04zWphpcgsYZ_mtiepSZ3EHIZKms/s1600/mars.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMHwBAdeAxghuoLFzIM0Gku8iV5p1IOEELP2Xb8aMZI5fjqGApso4qNE76WkPhidZWJwxNG-POK4AaVcYdZdyUDrqlX0ZutRM4zct3ytuUGBYLUE_04zWphpcgsYZ_mtiepSZ3EHIZKms/s320/mars.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;The Mars Volta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Aprecio a banda por herdar aquela pegada do At The Drive-In e ver a performance deles ao vivo é sempre uma experiência interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijYIrktEDVCEd92bFHSUsO9PvE48JONRUmr3SaDOlE3ch40ZHOeSH4w93z6Uq0V4lZy1qGd5rKv0y0ldjt2T1UkbDeo_3Ba91V3MTFm6p6abvF3NksfXoo_H9O5epsgYXfe5-Jz-B2IO4/s1600/loshermanos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijYIrktEDVCEd92bFHSUsO9PvE48JONRUmr3SaDOlE3ch40ZHOeSH4w93z6Uq0V4lZy1qGd5rKv0y0ldjt2T1UkbDeo_3Ba91V3MTFm6p6abvF3NksfXoo_H9O5epsgYXfe5-Jz-B2IO4/s320/loshermanos.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Los Hermanos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Los Hermanos é uma banda que faz parte da vida de muita gente. Pois é, faz parte da minha também. A diferença é que os caras tinham se separado e o hiato já durava algum tempo. Depois de retornarem e abrirem um show do Radiohead em São Paulo, os caras confirmaram alguns shows no nordeste. Depois que confirmaram a presença no SWU comecei a perceber que o meu ingresso valeu a pena, Rage Against The Machine e Los Hermanos no mesmo dia? Não é todo dia que isso acontece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Gostar tanto de música dá nisso: você entende as circunstâncias contraditórias mas também entende que é um momento histórico pra cena musical brasileira. Que se dane a pseudo-sustentabilidade, eu não vou ter a oportunidade de viver essa experiência muscial denovo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/8699970306537461209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/09/swu-um-festival-nao-tao-sustentavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8699970306537461209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8699970306537461209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/09/swu-um-festival-nao-tao-sustentavel.html' title='SWU: Um Festival Não Tão Sustentável Assim'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPLYCrnc4lFxsL1DxqCgijbMsh6wcKJGe1iGzTzvRC_YLMouEc3lcNLDHmTgXQfca_R151LBu85gU5MpaYqGQqJJ9TNAckcB_nPFxHdutyN_zrHSYby8boRfHqxdAL9IQlLIGcheyXn2g/s72-c/rage.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-8600235184536772303</id><published>2010-03-05T11:58:00.001-03:00</published><updated>2012-02-12T07:40:16.030-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vegetarianismo"/><title type='text'>Por que nego o discurso supostamente subversivo dos vegetarianos?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Esse texto serve como forma objetiva de demonstração do porque não concebo o discurso vegetariano da forma com a qual os próprios vegetarianos o formulam. Quero deixar claro que não tenho nada contra ninguém que opta por este hábito, meu propósito não é combater o hábito desses individuos mas sim, demonstrar que esta prática nada altera a estrutura da qual são críticos e, alertar sobre o caráter superficial e um tanto pequeno-burguês dessa prática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Primeiramente, deve se demonstrar o que concerne o discurso vegetariano. No centro de toda problemática está a preocupação com o bem-estar animal (o que é extremamente louvável na prática militante desses grupos), conectado a isto está toda uma crítica à indústria da carne e seus malefícios. Aí é que se encontra, a inconsistência do discurso. Os vegetarianos pregam que uma suposta mudança relativamente ampla do hábito alimentar, no caso um boicote massivo do consumo de carne, promoveria o desmonte da indústria que, além de maltratar os animais, produz relações desumanas e degrada o meio-ambiente. Ora, todas essas afirmações são comprovadamente verdadeiras, mas será que a partir de uma mudança brusca nos hábitos alimentares se forjariam as condições necessárias para o desmonte dessa realidade perversa? Conduzo meu argumento a partir de uma situação hipotética, com suas devidas ressalvas: 1. A centralidade não está na hipótese por si só, mas sim no mecanismo que ela se propõe a demonstrar, o que István Mészáros chama de &quot;metabolismo social do capital&quot;; 2. O exemplo hipotético que utilizo demonstra uma forma extremada que pode ou não se manifestar na realidade; 3. Deve-se ter a plena consciência do problema que se enfrenta ao trabalhar com formas hipotéticas de argumentação. Tendo em mente essas ressalvas, descarta-se a possibilidade de uma supervalorização da situação para que seja depositada a atenção ao processo que ela quer ilustrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Imaginemos que se desencadearia um processo de larga escala em que as pessoas, alertadas sobre os malefícios do consumo de carne, alterassem substancialmente os hábitos alimentares tradicionais. Isso obviamente contribuiria para uma violenta crise da indústria da carne, frigoríficos e granjas estariam submetidos a taxas de lucro cada vez menores e correriam o risco de serem obrigados a encerrarem suas atividas devido a disparidade abismal entre os custos de produção e o lucro. Aparentemente, a &quot;vitória vegetariana&quot; estaria consumada. Nesse ponto é que se manifestaria a dinâmica perversa do capital. É a partir deste exemplo que utilizo um mecanismo hipotético extremo para demonstrar a readequação do mercado capitalista à nova configuração de consumo. Os grandes frigoríficos e granjas se transformariam em grandes estufas ou em grandes latifúndios, persistindo as mesmas relações de trabalho contidas na forma capitalista de produção, mais ainda, estariam elas (as relações) inseridas numa mesma forma estrutural fundiaria, no caso brasileiro, o latifundio monocultor, agora ampliado, devido as novas demandas que surgiram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Como se vê, as estruturas fundamentais estarão intocadas: as relações de produção capistalistas e a organização fundiaria. Se as estruturas fundamentais perduram, continua também a degradação do meio ambiente. Uma das caracteristicas do latifundio monocultor é promover o desmonte da já comprometida segurança alimentar, não só no Brasil, mas em todo o planeta. Essa situação se sustenta pelo fato de um número cada vez mais reduzido de grupos econômicos do grande capital internacional controlarem a produção de sementes, na maioria transgênicas, o que implica dizer que essa realidade coloca no limbo da marginalidade, a prática da agricultura familiar que é o que garante (comprovado pelo censo agrário publicado pelo IBGE) hoje no Brasil a produção de alimentos e o que resta da segurança alimentar das famílias brasileiras. A produção cada vez mais indiscriminada de produtos transgênicos, além de produzir esse perverso percalso, causa um prejuízo enorme à riqueza biológica do planeta ao substituir a semente ou os grãos não-transgênicos por formas laboratoriais. É clara a intenção de monopolização da produção de alimentos pelo grande capital internacional e para isso, a degradação do meio-ambiente não freia a lógica da acumulação capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O que se pode constatar é que: a simples mudança do hábito alimentar não coloca em xeque as estruturas elementares que produzem as mazeleas das quais o discurso vegetariano critica. É impensável, num mundo onde milhões de pessoas morrem de fome todos os anos, vítimas de uma forma de organizar a vida humana onde o capital é a centralidade, que se induza à uma outra forma supostamente mais humanana de se alimentar. Milhões de pessoas, que não têm a possibilidade nem de matar um &quot;bichinho&quot; pra comer, quanto mais ter acesso ao preço elevado dos produtos orgânicos, que por sua vez, também são produzidos dentro de uma lógica capitalista e desumana. O grande erro dos vegetarianos, salvo excessões, é manter uma posição um tanto quanto arrogante de superioridade aos não vegetarianos e rotula-los como alienados, como os não participantes de um &quot;processo civilizatório&quot; que o vegetarianismo propõe. Penso que seja muito mais louvável e elegante que um vegetariano afirme que não come carne porque não gosta de carne ou porque é pura e simplesmente adepto à não agressão dos animais do que, de uma maneira um tanto pequeno-burguesa, se apresente como um ativista subversivo de combate a indústria capitalista. Quem pode, hoje, ter uma dieta vegetariana?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Que os vegetarianos possam entrar em contato com o grande pensador Josué de Castro, que expôs como e porque a fome se manifesta, na regionalidade do Brasil e por todo o mundo, para que munidos desse arcabouço teórico, possam reconfigurar o seus discurso e prática militante e concentrar esforços naquilo que realmente é a causa das mazelas que querem combater: a materialidade das relações estabelecidas dentro do sistema capitalista mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/8600235184536772303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/03/por-que-nego-o-discurso-supostamente.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8600235184536772303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/8600235184536772303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/03/por-que-nego-o-discurso-supostamente.html' title='Por que nego o discurso supostamente subversivo dos vegetarianos?'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5780722598621046172.post-1036667249850323649</id><published>2010-02-05T00:06:00.002-02:00</published><updated>2012-02-12T07:39:59.072-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="blog"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="novo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="parto"/><title type='text'>Vida Nova</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mudei aqui para o blogger porque a versão gratuita do &lt;a href=&quot;http://wordpress.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Wordpress&lt;/a&gt; não me permite fazer várias coisas que por aqui são possíveis e eu ainda não tenho uma condição financeira favorável pra pagar um host pra hospedagem &lt;a href=&quot;http://wordpress.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;do outro Wordpress&lt;/a&gt; e muito menos um tempo considerável pra me debruçar na aprendizagem da instalação e configuração da plataforma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Ainda tem alguns ajustes pra se fazer no HTML do template mas meu conhecimento em linguagens da web ainda é relativamente escasso (prometo exercitar o auto-didatismo logo) e amigos com uma vocação &quot;geek&quot; maior que a minha me ajudarão, hehe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Por hora vou retomar a linha de assuntos (poucos) que abordei em postagens no antigo blog do Wordpress.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mais um parto feito!&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lixopensante.blogspot.com/feeds/1036667249850323649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/02/vida-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1036667249850323649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5780722598621046172/posts/default/1036667249850323649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lixopensante.blogspot.com/2010/02/vida-nova.html' title='Vida Nova'/><author><name>Anonymous</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17332965104374319822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>