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	<title>LOGOBR</title>
	
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	<description>Branding, design estratégico e graphic design.</description>
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		<title>O branding e o propósito</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 11:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Escritores convidados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Rosa, especialista em branding e coordenador de estratégia na Tátil, compartilha sua visão sobre construção de marcas no LOGOBR.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7426" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/04/branding_proposito_FI2.jpg" alt="" width="420" height="276" /></p>
<p>Marca é muito mais do que um símbolo que diferencia sua empresa, produto ou serviço da concorrência. E a gestão de uma marca vai muito além da mediação de relações de consumo. A marca tem o papel de direcionar o negócio (e também ser direcionada por ele, promovendo uma troca constante negócio-marca) e criar relações sustentáveis com as pessoas e com o contexto no qual ela está inserida.</p>
<p>Mas não se engane, apesar de parecer simples, existe uma complexidade muito grande nessa afirmação.Ter um papel de direcionar um negócio não é apenas saber definir que produto ou serviço essa empresa deve entregar. Questionar apenas “o que uma marca faz” nos deixa com informações superficiais para se fazer uma gestão adequada. Basta perguntar para os grandes executivos: “Se as pessoas não precisarem mais do seu produto, o que a sua empresa faria?”. Qualquer empresa com foco apenas na qualidade da entrega ou no produto corre sérios riscos de não sobreviver às mudanças de cenário. Uma empresa que faz da gestão da sua marca um guia para tomada de decisões do negócio saberá o que fazer caso esse cenário aconteça, garantindo a sobrevivência da empresa.</p>
<p>Mais importante do que saber o que a marca faz, quais são suas entregas, é saber exatamente o “como ela faz o que ela faz”, seus valores, suas crenças e o “porquê ela faz o que ela faz”, sua essência, seu propósito.</p>
<p>Esse é o primeiro desafio do Branding: fazer a marca se questionar sobre seu papel no mundo. Branding não é um projeto, é processo, gestão, que se inicia ao fazer reflexões profundas que passam por:</p>
<div>
<blockquote><p> • Olhar para trás para entender a trajetória da marca, resgatar seu princípio fundador, suas conquistas, aprendizados e evoluções.</p></blockquote>
</div>
<blockquote>
<div>
<p>• Olhar para dentro para revelar suas competências essenciais, seu propósito no mundo, aquilo que é forte o suficiente para inspirar e guiar suas tomadas de decisões.</p>
</div>
<div>
<p>• Olhar para fora e entender o contexto, o espírito da época e todas as relações que permeiam o negócio e a marca.</p>
</div>
</blockquote>
<div>
<blockquote>
<div>• E olhar para frente, entender sua ambição, o que a marca almeja ser em relação ao contexto e vislumbrar o futuro para poder criar um caminho sustentável até ele.</div>
</blockquote>
</div>
<p>Passada essa fase da descoberta, das informações essenciais para traçarmos um diagnóstico consistente, chegamos ao segundo grande desafio que é o de criar ferramentas estratégicas, expressões e experiências que potencializem o propósito da marca e que sejam fortes o suficiente para criar conexões com todos que estão à sua volta.</p>
<p>O ponto-chave da gestão de marcas é achar exatamente o encontro entre o papel da marca no mundo e aquilo que é relevante para as pessoas, pois esse é o ponto da transformação, que mostra a sua relevância e abre caminho para a perenidade.</p>
<p>É claro que o discurso é bem mais simples que a prática visto que hoje vivemos grandes e constantes mudanças em um cenário na qual a incerteza é a única certeza que temos.</p>
<p>Mas é justamente por isso que se torna imprescindível a gestão das marcas para que elas sejam capazes de ir além das metas de curto prazo e construam significados para representar e transformar comunidades gerando valor sustentável. E, mais que isso, sejam capazes de assumir seu papel de protagonistas na construção de um futuro desejável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">____________________________________________________________</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Sobre o escritor:</em></span></p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Mario Rosa é especialista em Branding pela Rio Branco, onde é professor. Também é coordenador de estratégia na Tátil e facilitador da primeira Escola de Design Thinking do Brasil.</em></span><em style="color: #999999;"></em></p>
<p><em style="color: #999999;">Contato: mariojrosa{at}gmail.com</em></p>
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		<title>Revista Leaf #2</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 23:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[leaf]]></category>
		<category><![CDATA[leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo número da revista Leaf traz como tema principal a Tipografia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha!</p>
<p>1 ano e meio depois da segunda edição (#1), tenho o prazer de mostrar para vocês o novo número da Leaf, revista pensada para estudantes de Design.</p>
<p>Como alguns devem saber, eu tenho uma ligação passional com esse projeto pois há mais de dois anos atrás, quando saiu a primeira edição (#0), tive a honra de participar dela entrevistando o Fabio Haag sobre o tema &#8220;pirataria de fontes&#8221;.</p>
<p>Coincidentemente, o tema dessa nova edição é tipografia e está recheada de ótimas matérias do mundo das letras.</p>
<p><a href="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/04/leaf3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7452" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/04/leaf3.jpg" alt="" width="420" height="394" /></a></p>
<p>Bienal de Tipos Latinos 2012, Oficina Tipográfica de São Paulo, fontes para marcas, Tipocracia são alguns do temas que estão nesse número. Vale o destaque para o texto sobre projetos pessoais do Fábio Lopes. Além do anúncio do LOGOBR <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Para comprar a sua, <a href="http://revistaleaf.kauplus.com/" target="_blank">basta clicar aqui</a>. Acompanhem também o <a href="http://www.revistaleaf.com.br/" target="_blank">site e o Facebook </a>da revista, que estão sempre com novos conteúdos.</p>
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		<title>Tecnologia… para que serve?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 13:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Alt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje conecto na EISE um módulo chamado Tech Trends. Se olharmos a definição pura e crua do termo, tudo indicaria que passearíamos durante as 8 horas de duração do curso por novas tendências tecnológicas, quem ou que empresa está por trás de cada uma delas e como fazer para entender o que acontecerá graças a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje conecto na <a title="Escola de Inovação em Serviços" href="http://www.eiselab.com.br" target="_blank">EISE</a> um módulo chamado<a title="Módulo Tech Trends" href="http://eiselab.com.br/modulos/tech-trends/" target="_blank"> Tech Trends</a>. Se olharmos a definição pura e crua do termo, tudo indicaria que passearíamos durante as 8 horas de duração do curso por novas tendências tecnológicas, quem ou que empresa está por trás de cada uma delas e como fazer para entender o que acontecerá graças a ela (talvez quais novas tecnologias poderiam surgir ou comportamentos alterados graças a essas novidades).</p>
<p>Eu entendo que é realmente difícil pensar nos dias de hoje em ‘tecnologia’ sem que não nos venha a mente um telefone celular com tela touch ou um óculos com câmera (o famoso e tão esperado <a href="http://www.google.com/glass/start/" target="_blank">Google Glass</a>). Associamos as tecnologias aos aparelhos que são lançados por grandes marcas no mundo e nos surpreendemos com o que elas são capazes de fazer. Mas aí é que está o ponto não tão óbvio&#8230; tecnologias auxiliam como meios e não necessariamente deveriam ser um fim por si só.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-7388  alignnone" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/04/Screen-Shot-2013-04-01-at-4.07.11-PM-420x261.png" alt="" width="420" height="261" /><br />
<em>• Ponto de auto-atendimento em um supermercado Target •</em></p>
<p>A dizer bem a verdade, convivemos com tecnologias desde que o homem inventou seus instrumentos de caça e pesca, o fogo e a locomoção. Desde que o homem descobriu que precisava se cobrir do frio ou buscar abrigo ao calor. A verdade é que antes mesmo do homem, tecnologias estão disponíveis por todas partes na natureza. Alguns podem até dizer que tecnologia tem a ver com o que o homem cria, porém para mim essa é só uma maneira pouco inspiradora de olhar para o assunto.</p>
<p>A origem do termo vem do grego <em>tekhnologia</em> que tem algo a ver com tratamento sistemático, método, conhecimento técnico sobre algo, que por sua vez provêm da palavra tekhnē que significa ‘arte&amp;ofício’ + logia que é o estudo de algo. No caso, estudo da ‘arte&amp;ofício’ (arts&amp;crafts). Ou seja, uma tecnologia é criada para sistematizar e/ou nos ajudar a realizar determinada função. Utilizamos tecnologias para nos auxiliar, para facilitar, para melhorar as nossas vidas, mas ela, por si só, não é o objetivo e sim apenas um elemento habilitador.</p>
<p>Quando você olha para um celular, você deveria imaginá-lo como um meio de o ajudar a fazer algo, e não apenas como um monte de processadores ultra-modernos, telas de toque com alta definição, sistema de armazenagem em flash e assim por diante. Esses são apenas alguns dos indícios de como esse elemento poderia ajudar você. Mas a verdade é que isso também não quer dizer nada. O que procuramos visualizar em nosso módulo, mais do que novas tecnologias, são as funções por trás de várias dessas tecnologias existentes e disponíveis atualmente e como produtos ou serviços se organizam para satisfazer essas necessidades atualmente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-7389  alignnone" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/04/Screen-Shot-2013-04-01-at-4.06.41-PM-420x275.png" alt="" width="420" height="275" /><br />
• Sistema de informação em concessionária Mercedes-Benz •</p>
<p>Imagine uma pessoa em uma loja. O que ela precisa fazer para conseguir comprar o que deseja? Entre outras coisas ela precisa ver preços, comparar modelos, buscar informações, experimentar algo que a tenha interessado, pagar e ir embora com o que veio procurando. Agora imagine as diferentes tecnologias que existem para cada uma dessas funções. Preços podem estar em etiquetas, gôndolas, colados no produto ou até mesmo serem apenas consultados em terminais. Poderia ser de outra maneira? Com certeza! Levar um produto embora pode ser feito diretamente pela pessoa através de uma sacola (que pode ser de plástico ou ‘ecológica’) ou até mesmo já ser despachado diretamente para minha casa. E por aí vai &#8230;</p>
<p>Nosso papel como designers de um novo mundo orientado a serviços é ajudar nossos usuários a navegar nessa complexidade, mantendo o nosso foco nas funções e não nas tecnologias utilizadas para supri-las. E deixa eu falar uma coisa pra vocês, não é tarefa fácil. Precisamos manter em mente que as tecnologias são habilitadoras e cabe a nós, como especialistas, orquestrá-las da melhor maneira possível. Esse é o nosso papel!</p>
<p>Por isso, da próxima vez que você estiver projetando algo, não fique preso ao ‘aplicativo x’ ou ao ‘totem y’, pois essa não é a razão de existir do seu projeto. As tecnologias estão em constante evolução, enquanto as necessidades das pessoas seguem, em grande parte, as mesmas. O que você deve se perguntar realmente é porque determinada novidade  merece aparecer na jornada do usuário, qual a sua função e como ela será útil. Questione sempre &#8230; Para que serve?<a href="http://logobr.org/design-estrategico/tecnologia-para-que-serve/attachment/screen-shot-2013-04-01-at-4-07-11-pm/" rel="attachment wp-att-7388"><br />
</a></p>
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		<item>
		<title>Nivea: novo design e kerning antigo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2013 13:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[nivea]]></category>
		<category><![CDATA[yves behar]]></category>

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		<description><![CDATA[O LOGOBR faz uma rápida análise do redesign da NIVEA e comenta sobre o polêmico espaçamento entre as letras do logotipo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha!</p>
<p>Como prometi no meu primeiro texto desse ano (<a href="http://logobr.org/branding/american-airlines-a-mudanca-que-comunica-mudancas/" target="_blank">redesign American Airlines</a>), estou voltando a rotina de artigos no LOGOBR. E hoje vou comentar um pouco sobre o redesign que a NIVEA anunciou em janeiro.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7323" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_tin_to_bottle-420x370.jpg" alt="" width="420" height="370" /></p>
<p>A NIVEA é uma marca com mais de 100 anos, lançada em 1911 pela visão de três empreendedores que viram em um creme estável a base de água e óleo, chamado de Eucerit, a possibilidade de um produto cosmético como nada que existia até então. Com o Eucerit em mãos, eles precisavam apenas de um nome. E foi olhando para o produto e sua coloração que chegaram a NIVEA, nome que veio dos termos latinos <em>nix</em> (neve) e <em>nivis</em> (de neve). Em dezembro daquele ano era lançado o NIVEA Creme na Alemanha, produto que em menos de três anos estaria em todos os continente do planeta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7316" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_arabic.jpeg" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7319" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_south_africa.jpeg" alt="" width="420" /></p>
<p>Em 2011, a NIVEA era um monstro:  €5 bilhões de faturamento,  €3,5 bilhões de valor de marca, mais de 20 mil funcionários, presença em mais de 170 países e uma quantidade imensa de produtos. E como qualquer empresa desse tamanho, o crescimento traz a famosa síndrome do &#8220;não temos identidade&#8221; (<a href="http://logobr.org/branding/redesign-hp/" target="_blank">HP, é você?</a>).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7318" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_logos_LOGOBR.jpg" alt="" width="420" height="800" />Entre 2010 e 2011 a liderança da empresa já havia percebido que sua valiosa marca sofria dessa esquizofrenia típica de grandes corporações e tentou dar uma organizada. Sem muito sucesso. Tanto na nova arquitetura como nas embalagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-7317 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/NIVEA_LOGOS_2011.jpg" alt="" width="301" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-7322" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_existing.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p>Percebendo como essa bagunça é uma diluidora voraz de reconhecimento, unidade e identidade de marca, a BeiersdorfAG, dona da marca NIVEA, em colaboração com o designer Yves Béhar, repensou toda sua arquitetura de marca e identidade, o que culminou no redesenho do design aplicado ao logo e as embalagens.</p>
<p>Para a difícil tarefa, Yves se inspirou no começo da empresa, no seu mais importante e conhecido produto: o NIVEA Creme. Sua embalagem circular foi usada desde 1911, mas o minimalismo e a cor azul apareceram somente em 1925. Desde então, a embalagem vem passando por redesenhos e atualizações, mas sem nunca perder a forma, o estilo e a cor característicos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-7330" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea12-758x1024.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: left;">Yves e sua equipe foram felizes em buscar na história da marca uma identidade para organiza-la. Sem invenções, sem explicações mirabolantes. Somente o símbolo mais forte da marca sendo usado como deve. E não apenas logo, mas as embalagens também foram repensadas. Claro, não haveria sentido organizar a arquitetura da marca sem organizar seu principal ponto de existência. E mais uma vez, Yves foi extremamente feliz e competente no trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7327" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea05-420x279.jpg" alt="" width="420" height="279" /><img class="aligncenter size-full wp-image-7324" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea02.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: left;">Algo interessante de observar é como que o novo logo, dado sua simplicidade, foi trazido ao mundo físico, sendo usado como tampa para as novas embalagens. Não sei vocês, mas sou fã demais de logos que podem estar no mundo físico.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-7325" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea03-815x1024.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7328" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea08-420x279.jpg" alt="" width="420" height="279" /></p>
<p style="text-align: left;">É evidente que marcas que crescem desordenadamente, uma hora ou outra irão passar por processos como esse que a NIVEA está passando (que a <a href="http://logobr.org/branding/redesign-hp/" target="_blank">HP quase passou</a>). O minimalismo é usado no projeto com tamanha elegância e diligência e fica impossível dizer que foi um caminho errado, ou mesmo que poderia ser melhor. Essa embalagens, no ponto de venda, irão ser as estrelas. Tudo bem que em farmácias o uso de embalagens brancas é defeaut, mas não com esse nível e cuidado com o design, tanto gráfico quanto da embalagem e si. As tampas em ângulo, dependendo de como os produtos forem colocados nas gôndolas, criarão uma mancha azul que, bem provavelmente, ficará belíssima. Uma ótimo diferencial para a briga nas prateleiras.</p>
<p style="text-align: left;">Ao ver apenas essas imagens que sairam junto com o anuncio do redesign, eu imaginvaa a aposentadoria da Helvetica (Extended) e a unificação do uso tipográfico. Mas olhando mais de perto o video de lançamento, encontrei uma imagem no mínimo reveladora:</p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_novas_embalagens.png" target="_blank"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7334" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_novas_embalagens-420x236.png" alt="" width="420" height="236" /></a>• Clique na imagem para zoom •</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Mas e o <em>kerning</em> &#8220;NI&#8221;?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Quando esse projeto foi pra rua, vi muitos designers no Facebook e Twitter dizendo coisas como &#8220;eu melhoraria o kerning entre N e I&#8221;, &#8220;belo redesign mas ainda não aprovo o posicionamento do I&#8221; e etc. Ficou bem evidente que o assunto espacejamento é pouco conhecido e por isso resolvi (com toda humildade) não apenas falar sobre isso e dar meu ponto de vista, mas como também chamar um dos caras que mais respeito quando se trata de tipografia. Vamos lá:</p>
<p style="text-align: left;">Vivemos uma época onde o grid é o deus quando se trata do desenho de símbolos. Até de logotipos com as famosas letras geométricas. Entretanto algo que o pessoal acaba por esquecer, ou mesmo não tomar conhecimento, é o que na tipografia o óptico é mais importante do que a matemática. E isso acontece simplesmente porque nossos olhos são extremamente sacanas com a gente. Um rápido exemplo:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7339" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/compensacao_optica1.png" alt="" width="420" height="249" /></p>
<p style="text-align: left;">As formas acima possuem exatamente a mesma altura (matemática). Percebam como o círculo e a parte superior do triângulo parecem menores que os quadrados, principalmente quando estão em tamanhos diminutos. Isso acontece pois apenas uma pequena parte do circulo e da ponta do triângulo está &#8220;tocando a linha superior&#8221;. Pura ilusão de óptica. Por questões como essas que no desenho de letras, algumas formas precisam ser compensadas. No caso da imagem abaixo, o circulo e a ponta do triângulo estão levemente além das linhas dos quadrados.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7340" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/compensacao_optica2.png" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: left;">E o mesmo princípio de compensação óptica se aplica no desenho das letras e no espacejamento delas.</p>
<p style="text-align: left;">O <em><strong>tracking</strong></em> refere-se aos espaços laterais que existem entre as letras (glifos). Seu objetivo é que, sem importar qual letra venha antes e depois, que exista o mesmo espaço matemático entre as letras (glifos). Isso pode parecer certo em um primeiro momento, mas é errado aos olhos.</p>
<p style="text-align: left;">No exemplo abaixo, temos um conjunto de letras com formas bem distintas usando a mesma distância no espacejamento. Reparem como no caso dos &#8220;Os&#8221; temos a nítida impressão de que o espaço é maior do que no caso dos &#8220;Hs&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7342" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/tracking_tipografia.png" alt="" width="420" height="627" /></p>
<p style="text-align: left;">Em casos como esse que então temos o <em><strong>kerning</strong></em>, que existe para fazer compensações entre pares específicos de letras. É uma série de ajustes inevitáveis que devem ser feitos por consequência de que o <em>tracking</em>, em muitas ocasiões, é insuficiente para se conseguir um espaçamento óptico, que seja harmonioso aos olhos.</p>
<p style="text-align: left;">No exemplo a baixo, o espacejamento dentro as letras &#8220;O&#8221; foi alterado. Com um número menor, temos a sensação de um espacejamento mais próximo do que existe entre as letras &#8220;H&#8221;. Isso acontece pois o tracking não leva em consideração os espaços adjacentes que se criam entre os &#8220;Os&#8221; (pintados de azul claro), mas o olho humano sim. Quando diminuímos o espacejamento entre elas, a impressão de espaço igual existe por conta dessa parte que o tracking não leva em consideração.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7341" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/kerning_tipografia.png" alt="" width="420" height="628" /></p>
<p style="text-align: left;">Resumindo: espacejar letras não diz respeito à matemática, diz respeito as contra-formas das letras e em como elas se relacionam umas com as outras. Em um logotipo, diz respeito a como todas as letras se relacionam entre si. Pura óptica. Pense numa garrafa de água: um bom espacejamento faz com que &#8220;caiba a mesma quantidade de liquido entre dois &#8216;Hs&#8217; e entre dois &#8216;Os&#8217;.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea041.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7343" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea041.jpg" alt="" width="420" height="322" /></a><em>• </em>Reparem as compensações nas pontas do V e A, como mostramos no primeiro exemplo acima <em>•</em></p>
<p style="text-align: left;">E é por questões ópticas que o espaço entre &#8220;NI&#8221; no logo da Nivea parece ser maior, quando na verdade os outros pares de letras estão compensando a distância opticamente. Por conta do V e do A, todas as outras letras quase encostam umas nas outras. Pura óptica. Pura compensação de contra-formas, para que a palavra escrita fique com um ritmo mais harmonioso.</p>
<p style="text-align: left;">Antes de encerrar, quero só mostrar como ficaria esse logotipo se todos os pares de letras tivessem as mesma distância que existe entre &#8220;NI&#8221;, levando em consideração que nesse caso eles (&#8220;IVEA&#8221;) que foram ajustados.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7344" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/nivea_tracking.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Mas quem esse rapaz do LOGOBR pensa que é para falar sobre kerning, tracking e tipografia?</em></p>
<p style="text-align: left;">Sim, eu também pensei assim. Por isso fui conversar com um cara que admiro quando se trata de tipografia, alguém com quem tenho aprendido muito: Fabio Haag.</p>
<p style="text-align: left;">Ele é diretor da DaltonMaag Brasil e é responsável, entre outros, pelas tipografias oficiais das Olimpíadas Rio 2016 e da recém lançada família da Petrobrás. Claro, além de ter desenhado a família Foco, que é a fonte oficial do LOGOBR.</p>
<p style="text-align: left;">Escrevi para o Haag pedindo sua opinião sobre o espacejamento do logotipo da NIVEA, como especialista. Eis sua resposta:</p>
<blockquote><p>Afirmar que o espacejamento entre &#8216;NI&#8217; está errado é uma atitude precipitada. Posso entender porque algumas pessoas pensem isso, porém precisamos nos lembrar que nunca enxergamos letras, ou pares delas, de forma isolada. Observem o enorme espaço em &#8216;branco&#8217; entre as todas as demais letras, &#8216;IVEA&#8217;; espaço inevitavelmente amplo, devido as formas e a combinação intrincada destas letras. Sendo assim, o espaço entre &#8216;NI&#8217; é necessário e coerente.</p>
<p>Neste logotipo, me incomoda mais a ausência de ajustes ópticos sutis nos pesos das diagonais. Claramente nas letras &#8216;V&#8217; e &#8216;A&#8217;, onde as diagonais se encontram existe excesso de peso, que poderia ser compensado para trazer mais equilíbrio à composição. Na letra &#8216;A&#8217; isso torna-se mais problemático pois empurra para baixo a barra da letra e sua contra-forma. Por final, ajustes ainda mais sutis de peso poderiam ser bem vindos: menos peso nas letras &#8216;N&#8217; e &#8216;A&#8217; e um pouco mais de peso nas letras &#8216;I&#8217; e &#8216;V&#8217;.</p></blockquote>
<p>Um super obrigado ao Haag pela honra de podermos contar com sua participação.</p>
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		<title>Talknow: videocast sobre branding</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Mar 2013 20:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[Daniel Campos participou do videocast Talknow com o tema Branding. Grandes nomes participaram da conversa, entre eles Guilherme Sebastiany, Carol Hoffmann e Braz de Pina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha!</p>
<p>No dia 21 de fevereiro/13, tive a honra e o prazer de participar do<a href="http://talknowdesign.com" target="_blank"> Talknow</a>, um videocast/podcast sobre assunto ligados ao Design, que nasceu dentro da comunidade Behance no Facebook e que está ganhando muito força e respeito.</p>
<p>O tema do programa era Branding. Havia uma tempo determinado (1 hora) e até uma pauta. Mas no fim, contamos com a presença e participação de grandes profissionais como Guilherme Sebastiany, Carol Hoffman, Braz de Pina e outros na discussão que extrapolou a pauta de perguntas e passou das duas horas.</p>
<p>Falamos sobre o que é (e o que não é) Branding, comportamento dos designers no mercado, dicas de livros sobre o tema, visões de como o branding pode existir dentro das empresas e etc.  Foi uma conversa extremamente agradável e que me trouxe um grande crescimento e novas questões para pensar a respeito.</p>
<p>Quero agradecer ao Petter Martins e toda equipe do Talknow que me deram a honra de participar do programa e de falar alguns dos meus pensamentos.</p>
<p>Pegue seu fone de ouvidos, um bom café, clique na imagem abaixo e veja ou ouça. Se desejar, você pode baixar o audio em MP3 também:)</p>
<p><a href="http://talknowdesign.com/talknow-01-branding/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7351" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/03/179241_143053052523388_330210650_n.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
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		<title>Brandbook: I Love NY</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 14:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[brandbook]]></category>

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		<description><![CDATA[LOGOBR trás (aos que nunca viram, é claro) o brandbook da marca I Love NY, de Milton Glaser.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha!</p>
<p>Finalmente iremos retomar os posts em nossa coluna de brandbook e manuais de marca. E hoje trazemos um que não tem a exclusividade como o da <a href="http://logobr.org/branding/brandbook-manual-nike-football/" target="_blank">Nike Football</a> e <a href="http://logobr.org/branding/carrefour-manual-e-aplicacoes/" target="_blank">Carrefour</a>, mas que é uma ótima referência a todos nós.</p>
<p>Trata-se do manual da marca I Love NY, famoso projeto de Milton Glaser. Nele contém aquilo de sempre: tipografia, o que não pode, exemplos de aplicação, fotografia, tom de voz e etc. Com exceção dos materiais impressos lá mostrados (que são péssimos!) e mesmo sendo de 2008, o documento é sensacional!</p>
<p>Aproveitem!</p>
<p>PS: tem algum manual bacana por ai? Manda pra gente compartilhar <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><div><object style="width:420px;height:325px" ><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=130115211313-24a2d8d8af4748eb8aaedf79bb733be9&amp;docName=i-love-new-york-brand-guidelines&amp;username=logobr&amp;loadingInfoText=I%20Love%20NY%20-%20Brand%20Guideie&amp;showFlipBtn=true&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;viewMode=presentation" /><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="menu" value="false"/><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" style="width:420px;height:325px" flashvars="mode=embed&amp;documentId=130115211313-24a2d8d8af4748eb8aaedf79bb733be9&amp;docName=i-love-new-york-brand-guidelines&amp;username=logobr&amp;loadingInfoText=I%20Love%20NY%20-%20Brand%20Guideie&amp;showFlipBtn=true&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;viewMode=presentation" allowfullscreen="true" menu="false" /></object><div style="width:420px;text-align:left;"><a href="http://issuu.com/logobr/docs/i-love-new-york-brand-guidelines?mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;viewMode=http://issuu.com/logobr/docs/i-love-new-york-brand-guidelines?mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml" target="_blank">Open publication</a> - Free <a href="http://issuu.com" target="_blank">publishing</a> - <a href="http://issuu.com/search?q=brand" target="_blank">More brand</a></div></div></p>
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		<item>
		<title>American Airlines: a mudança que comunica mudanças</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 16:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[american airlines]]></category>
		<category><![CDATA[futurebrand]]></category>
		<category><![CDATA[helvetica]]></category>
		<category><![CDATA[vigne]]></category>

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		<description><![CDATA[Daniel Campos faz uma análise sobre a nova identidade visual da American Airlines, Massimo Vignelli, Estilo Internacional e o culto a deuses do design gráfico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha!</p>
<p>Kevin faz uma pergunta ao homem ao lado; esse o responde em francês. Com cara de tédio para a câmera ele abre a bolsa, tira seu gravador, coloca os fones e liga a música. Segundos depois mostra-se a pista de um aeroporto com duas aeronaves taxiando e voando em direção oposta.</p>
<p>Essa cena é de Esqueceram de Mim 2 &#8211; Perdido em Nova York, e talvez seja o primeiro contato que tive com a American Airlines e sua marca. Desde então, achava fantástico aqueles aviões prateados, uma cor que não via em outros, e o sempre presente logo AA com o &#8220;passarinho&#8221; no meio.</p>
<p>Pois bem, a gigantesca companhia de aviação estadunidense que está sob recuperação judicial está de cara nova. Sim, o icônico projeto feito pelo mito Massimo Vignelli foi aposentado. A nova identidade visual é assinada pela Futurebrand NYC.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7208" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR-420x342.jpg" alt="" width="420" height="342" />Antes de partir para a análise e comentários sobre o projeto, vamos conhecer o que foi feito e o que American Airlines e Futurebrand estão falando disso.</p>
<p><iframe width="420" height="236" src="http://www.youtube.com/embed/J-KD0PdI1Ek?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Segundo o que podemos encontrar no site de lançamento da nova identidade, o símbolo é&#8230;</p>
<blockquote><p>Inspirado por nosso passado orgulhoso, nosso novo visual simboliza a nossa paixão pelo progresso, incorporando as cores e símbolos que são associados com a American.</p>
<p>Refletindo o espírito altaneiro que é singularmente da American, o nosso novo símbolo &#8211; o Flight Symbol &#8211; contém a águia, a estrela, o &#8220;A&#8221;, e tons revigorados de vermelho, branco e azul. Juntos, eles representam uma atualização completa e moderna para os ícones fundamentais da nossa empresa.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7218" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR04.jpg-420x236.jpg" alt="" width="420" height="236" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7221" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR07.jpg-420x412.jpg" alt="" width="420" height="412" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7222" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR08.jpg-420x287.jpg" alt="" width="420" height="287" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7215" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR01.jpg-420x190.jpg" alt="" width="420" height="190" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7216" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR02.jpg-420x210.jpg" alt="" width="420" height="210" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7220" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR06.jpg-420x420.jpg" alt="" width="420" height="420" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7226" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR12.jpg-420x243.jpg" alt="" width="420" height="243" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7224" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR10.jpg-420x280.jpg" alt="" width="420" height="280" /></p>
<p><strong>Poucos pensamentos (meus) sobre o design</strong></p>
<p>Sendo direto: a antiga identidade era datada demais. Envelhecida. Com um símbolo lindo (ou não) a identidade tinha cara de 1960 de fato. Se poderia haver um bom momento para romper com o antigo design, o momento era esse.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7240" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_stationary-420x370.jpg" alt="" width="420" height="370" /></p>
<p>O novo simbolo tem suas qualidades. Apesar dos gradientes, apesar de ser extremamente curto na horizontal, é um bom desenho. Alguém vai ter coragem de dizer que está mal feito ou mal acabado? Eu não tenho! Posso ver a águia lá. O restante é conversa para vender.</p>
<p>As cores foram reavivadas, perderam aquele tom mais sombrio que é muito clássico do design do pós-guerra e ganharam mais brilho e mais intensidade.</p>
<p><img class="aligncenter" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_antes_e_depois-420x250.jpg" alt="" width="420" height="250" /></p>
<p>As aeronaves que tradicionalmente não tinham pintura (por isso o visual metalizado), agora usarão de fato tinta prata. O que era uma decisão financeira, pois a pintura dos aviões faz com que gastem mais combustível, se tornou um grande ativo identificador da marca. Apesar de aumentar os custos, não deixa de ser um decisão interessante por parte da AA de se apropriar disso de forma mais contundente.</p>
<p>A bandeira estilizada na cauda do avião reafirma uma postura patriótica da American. Apesar de ter apenas 11 listras (a bandeira do EUA tem 13) ela contrasta muito bem com a pintura prateada e cria uma boa tensão visual.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7229" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/America-Airlines-b777-200er_n781an_arp-e1328290024479-420x255.jpg" alt="" width="420" height="255" /></p>
<p><iframe width="420" height="236" src="http://www.youtube.com/embed/VBz4uzO-_OY?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7225" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR11.jpg.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p>E é aí que, aos meus olhos, começam os problemas.</p>
<p>Algo que me incomoda muito é o fato do símbolo não conseguir destaque no livery das aeronaves. Claro, por questões de física e geometria: um elemento visual pouco largo e alto aplicado numa plataforma horizontal não teria grande impacto visual. Talvez fosse um problema que deveria ter sido levantado durante o processo de design, pois no fim trata-se de uma oportunidade perdida de exibir o símbolo com força no seu principal uso.</p>
<p>Esse era um detalhe que no começo não me incomodava, já que a identidade da marca se dá com diversos elementos. Mas conforme fui vendo imagens, videos das aeronaves, pensando sobre o projeto e escrevendo esse texto, mudei de ideia. Ao projetarmos uma identidade visual, em especial o logotipo e/ou símbolo, devemos pensar onde esse desenho ira morar. Qual será sua principal aplicação? Seu maior ponto de destaque? Não o que vocês acham, mas acredito que o avião seja a principal plataforma para um logo de companhia aérea. Logo, projetar (e aprovar, no caso do cliente) algo que não tem força na sua principal plataforma é no mínimo insensato.</p>
<p>Nesse ponto, projetos como o de Vignelli ganham muita força. Apesar do &#8220;American&#8221; escrito em vermelho com stroke branco, o uso horizontal do logotipo era bom e na cauda a versão reduzida funcionava muito bem na vertical. Livery aproveitando ao máximo a identidade e seu logotipo + símbolo. Gênio? Não, apenas competente.</p>
<p>Talvez sob esse olhar mais técnico, usar a cauda das aeronaves como plataforma para o símbolo seria a melhor escolha. Não adianta sair criando elementos e mais elementos para uma identidade, buscando torna-la abrangente, se não se faz bom uso dos elementos que ela já possui.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7243" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_Airlines_livery10-420x180.jpg" alt="" width="420" height="180" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-7241" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_Airlines_livery05-420x201.png" alt="" width="420" height="201" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7242" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_Airlines_livery09-420x216.png" alt="" width="420" height="216" /></p>
<p>Em tal cenário, se o símbolo não tem muito destaque no livery a tipografia teria papel fundamental nisso. Portanto, escolher (ou desenhar) bem seria mais fundamental ainda. Bom, não tenho boas notícias meus queridos:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7244" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_Airlines_logotype-420x65.jpg" alt="" width="420" height="65" /></p>
<p>A tipografia das palavras American Airlines é chata! Entediante para uma marca dessa magnitude. É a cara do que anda sendo usado hoje em dia: Myriad e amigas. Particularmente (lembram que disse ali em cima que eram comentários pessoais, certo?) não gosto desse estilo tipográfico. Nunca usei ou fui com a cara da Myriad, mas tive que comprar alguns pesos da Frutiger para ter certeza da minha indisposição com o estilo. Bem provável que falta um pouco de olhar mais apurado da minha parte, evoluir. Era assim com minúsculas geométricas. Em tempo, não posso deixar de dizer que existem ótimos usos de tal estilo, como por exemplo a Apple com a Myriad.</p>
<p>Voltando a minha opinião sobre a AA.</p>
<p>Um projeto que claramente buscou romper com o anterior poderia desfrutar de uma identidade tipográfica mais ousada. Posso estar falando besteira, mas posso ver a American Airlines com uma cara ainda mais jovial e fresca se tivesse ousado um pouco mais nas letras. E não apenas por isso: se o livery das aeronaves iria contar com um símbolo de uma forma tão reduzia, a tipografia deveria (poderia) ser mais forte que isso.</p>
<p>Talvez o símbolo tenha comido toda a cota de transgressão que o projeto poderia ter, e ai tiveram que ser mais cautelosos na tipografia.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7219" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR05.jpg-420x280.jpg" alt="" width="420" height="280" /></p>
<p>Enfim, apesar dos problemas na nova identidade, tal mudança era necessária. Talvez o resultado dos novos logotipo e símbolo não tenha sido algo incrível, eu mesmo não considero assim. Talvez a aplicação não é das melhores. Talvez outras soluções, que até tivessem mais abrigo no antigo projeto, ficassem visualmente mais sensacionais. Mas temos que lembrar: é evidente que a American Airlines procurava romper, quase que totalmente, com o design anterior. Falo mais disso daqui a pouco.</p>
<p>Fiz esses comentários para não falarem que eu não dei minha opinião sobre o que foi feito pela Futurebrand. Não tem nada de espetacular, sofre de problemas técnicos em seu uso que não poderia ter. Mesmo assim, o novo projeto cumpre seu papel de sinalizar mudanças.</p>
<p>Contudo o que me motivou a escrever esse texto não foi puramente o projeto em si, mas alguns pensamentos que tenho sobre identidades visuais no âmbito dos negócios, culto a grande nomes do design e algumas coisas mais. Espero que tenham paciência em ler a segunda parte do texto, que é o que tenho da fato para compartilhar com vocês. <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<h4><strong>Parte 2: design, capitalismo e papagaísmo-de-pirata</strong></h4>
<p><strong>A mudança gráfica reflete a mudança nos negócios</strong></p>
<p><iframe width="420" height="236" src="http://www.youtube.com/embed/J-KD0PdI1Ek?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>Nossa nova identidade visual que inclui nosso livery (pintura das aeronasves) e o novo logo é o próximo passo na modernização da American Airlines. E representa a grandiosa oportunidade de modernização da experiência de nossos clientes.</p>
<p><strong>Rob Friedman &#8211; VP Marketing da American Airlines</strong></p>
<p>A American Airlines está levando sua modernização e a melhoria da experiência de seus clientes de forma muito séria&#8230;&#8221;<br />
Kari Blanchard</p>
<p><strong>Kari Blanchard - Senior Director da Futurebrand</strong></p></blockquote>
<p>A American está se posicionando com uma fornecedora de serviços premium (não gosto dessa palavra, mas vai ela mesmo). Reparem nos videos de apresentação como eles falam de &#8220;experiência do cliente&#8221;, olhem as fotos da parte interna dos aviões. Tudo é para mostrar que a American não vai competir com a jetBlue. O negócio é o mesmo, mas a proposição de valor e público a ser servido são diferentes.</p>
<p>Aos que não sabem, a American Airlines está sob recuperação judicial desde 2011. Ou seja: de forma legal, está dando um calote momentâneo nos credores para poder se reestruturar e tornar a empresa novamente viável e lucrativa. Lucro é algo que a AA não vê desde 2007.</p>
<p>O mercado da aviação comercial estadunidense não está bem das pernas. Junte a isso a crise do crédito de 2008 que tem reflexos até hoje. Pronto, você tem o coquetel molotov que pode destruir as companhias aéreas e suas marcas. Muitas passaram ou passam por problemas, e as marcas estão se reinventando para poder sobreviver. <a href="http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/05/united-airlines-e-continental-anunciam-acordo-de-fusao.html" target="_blank">Empresas se uniram</a> e/<a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/05/continental-airlines-encerra-operacoes-apos-fusao-com-united.jhtm" target="_blank">ou desapareceram</a>; <a href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT22831-16642,00.html" target="_blank">outras foram fundadas </a>com novos modelos de negócios. Algumas ainda estão a procura da cura. E a American Airlines se enquadra nesse último.</p>
<p>Ameaçada de entrar em concordata desde 2003, a <a href="http://economia.ig.com.br/empresas/dona-da-america-airlines-pede-concordata/n1597388288980.html" target="_blank">AA o fez em 2011</a>. E as notícias sobre <a href="http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE90603X20130107" target="_blank">uma aquisição</a> continuam a circular.</p>
<p>Faço-lhe um convite: leia novamente as citações mostradas acima do que é dito no video de making of do projeto;<a href="http://www.aa.com/newamerican" target="_blank"> leia o site de lançamento da marca</a> sobre os novos equipamentos que a tripulação terá para atender clientes, os serviços que haverão durante os voos, o nível de conforto dentro das aeronaves, o novo cardápio e etc. Fica evidente que a American está levando a sério sua reinvenção, logo seria natural a renovação de sua representação visual da marca, <a href="http://logobr.org/branding/o-idolo-do-branding/" target="_blank">seu ídolo</a>. Se existe uma ruptura de cultura dentro da empresa, por que não sua marca mostrar tal ruptura?</p>
<p>O problema não era o logo de Vignelli, o modernismo ou a Helvetica, mas sim o que ele representava: uma empresa velha, inchada, caloteira e falida, com péssimos serviços (segundo relatos de clientes na internet), provedora de uma péssima experiência a seus clientes.</p>
<p>O projeto feito por Vignelli dizia isso ao mercado como um todo. E não por culpa dele mas somente da própria AA. E olha a ironia: a mesma empresa, seus serviços e sua visibilidade que tornaram o logo tão icônico, o fez representar coisas ruins também. Coisas do capitalismo.</p>
<p>Então, por que não renova-lo?  Só por que é uma &#8220;marca icônica&#8221; para nós designers? Devemos ser 0,0001% dos clientes da American Airlines. Todos os outros não dão a mínima se o logo está em Helvetica ou em Frutiger. O que eles querem é ser bem atendidos, com um preço justo pelo serviço que receberão, por uma marca que tenha cara de atual. E mais: a nova identidade não pode ser considerada ruim só porque entrou no lugar de um logo que seu professor na faculdade, ou o livro que você leu ou o filme Helvetica disseram ser genial.</p>
<p>Faço um paralelo (que também foi feito pelo BrandNew): quando a UPS atualizou seu logo, originalmente feito por Paul Rand, houve quase que ameaças de suicídio em massa, pois &#8220;onde já se viu colocar a mão em algo feito por Paul Rand&#8221;. Pois bem, hoje, depois de quase 10 anos da atualização do logo, alguém consegue ver a UPS usando o projeto de Rand? Só se fosse para ter cara de 196eAlgumaCoisa.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7234" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/ups_LOGO-420x170.gif" alt="" width="420" height="170" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-7233" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/UPS-logo-420x242.jpg" alt="" width="420" height="242" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-7231" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/N577UP-United-Parcel-Service-UPS-Boeing-747-400_PlanespottersNet_240565-420x285.jpg" alt="" width="420" height="285" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7230" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/eaton_ups-420x228.png" alt="" width="420" height="228" /></p>
<p>Design gráfico não é religião; identidade de marca não é arte, que não pode ser mudada. E logotipo não é o negócio da AA. Não importa se sua identidade visual foi feita por Rand, Bass, Vignelli ou pelo estagiário da agência da esquina. O que importa, em primeiro lugar, é se o negócio dá lucro ou não. Isso aqui é capitalismo e o design é uma atividade filha disto. Alguém aqui aceita ser pago com &#8220;reconhecimento&#8221; apenas?</p>
<p>Depois que se tem uma empresa lucrativa (ou um Plano de Negócios dela), ai pensamos no melhor design gráfico para representar isso. E no caso da American Airlines, seu logo representava algo que (pelo o que a própria AA diz) não existe mais; é uma empresa nova. Redesigns servem para isso.</p>
<p>Além de nossos olhos e egos, além de nossos inúmeros anos de estudo, além de nosso senso estético, além de nossas ligações emocionais com &#8220;ícones&#8221; do design gráfico, além disso tudo existe algo mais importante: o <em>business</em>.</p>
<p>Uma nova identidade, bonita ou feia,  não faz o negócio andar. Pode ajudar, aumentar lucro e visibilidade, mas sozinha não faz nada. Mudar a identidade não faz a American subir diversos níveis nos seus serviços. Não mesmo. Mas o que acontece aqui é o oposto: estão tentando salvar a empresa, mudar tudo lá dentro e para fora; depois disso, lançaram uma nova marca para mostrar os novos tempos. <span style="text-decoration: underline;">Mostrar.</span> Só isso. Nunca é demais lembrar: a Starbucks passou por seus piores momentos entre 2007 e 2008. Se reinventou totalmente, fez a marca voltar a ter relevância e voltou a ser uma empresa viável do ponto de vista financeiro. Ai então fizeram um redesign da identidade para significar os novos tempos.</p>
<p>Logos e identidades visuais, como qualquer outra peça gráfica, tem um objetivo único e simples: comunicar algo. E é nisso que é baseado qualquer trabalho. No caso da American Airlines não é diferente: a mudança vem para comunicar mudanças.</p>
<p><strong>A resposta à necessidade</strong></p>
<p>Particularmente, esse estilo de design que usa gradientes em logos não me agrada. Como designer, procuro limpar os projetos que fazemos aqui na Anora Campo, reduzi-los ao que se faz necessário e de forma que facilite sua reprodução. Acredito que a identidade visual de uma marca não se baseia apenas em seu logo, portanto esse não precisa de muitos elementos já que faz parte de um sistema visual, e é esse sistema e a articulação entre seus elementos que dá a identidade necessária a marca.</p>
<p>Essa é uma visão minha, muito particular. É minha filosofia de design ao menos até agora. Isso pode (deve) mudar com o passar dos anos. Mas não é porque acredito que soluções visuais (como da Starbucks por exemplo) sejam a melhor resposta que irei considerá-las as únicas. Não acredito que exista apenas um caminho para resolver um briefing, e isso (existir diversos caminhos) é fantástico!</p>
<p>No fim, a Futurebrand e a American Airlines fizeram um bom trabalho. Não tenho como discordar disso. Vou dizer que a identidade não sinaliza as mudanças radicais que estão acontecendo na empresa? Vou dizer que ela não é bem acabado? Vou dizer que não vai funcionar? Como poderia fazer isso?</p>
<p>A American não está apenas trocando a liderança ou mudando o posicionamento. Ela está mudando tudo, desde modelo de negócio, passando por processo internos, mudanças tecnológicas, de instalações e treinamento até o tipo de serviço que irá oferecer. A American quer ser uma companhia de primeira classe. Os videos deixam claro que eles estão respeitando seu passado, mas não querem viver dele, querer re-escrever a história da empresa. É um momento completamente novo. Logo, a marca tinha que estar com cara de nova também. Um logo moderno, fresco, jovial, com cara de 2013 era necessário pra representar tudo isso.</p>
<p><a href="http://www.businessweek.com/articles/2013-01-18/q-and-a-original-american-airlines-designer-massimo-vignelli-on-the-redesigned-logo" target="_blank">Massimo Vignelli chegou dizer a Business Week</a>, em um discurso muito emotivo, que &#8220;não era necessária mudança nenhuma&#8221;. Como assim? A empresa estava (ainda está) a beira da falência total, está sob recuperação judicial, com problemas de processos internos, staff inchado, com uma marca arranhada perante acionistas, funcionários e, principalmente, clientes (procure no Google que você verá. Aliás, o próprio Mark Kingsley que escreveu sobre o projeto para o Brandnew <a href="http://www.underconsideration.com/brandnew/archives/my_kind_of_american_exceptionalism.php" target="_blank">r</a><a href="http://www.underconsideration.com/brandnew/archives/my_kind_of_american_exceptionalism.php" target="_blank">elatou ter péssimas experiências com a marca American Airlines</a>). Com tudo isso e a tentativa da AA de deixar isso para trás, não havia mesmo a necessidade de mudança?</p>
<p>Aliás, não deixa de ser interessante ver Vignelli, que diz que não projetou &#8220;pela emoção, mas sim pela lógica&#8221;, falar de forma tão intensa contra a aposentadoria do seu projeto. <a href="http://www.creativereview.co.uk/cr-blog/2013/january/vignelli-on-american-airlines" target="_blank">Inclusive ele disse ao Creative Review</a>: &#8220;O logotipo desenhado há 45 anos tinha <em>brand equity, </em>valor patrimonial e intemporalidade. Por que se preocupar com isso?&#8221;</p>
<p>Vignelli é um grande designer, estará na história, mas sofre de algo que vejo no Wollner: a crença de que o estilo internacional é a cura para tudo. Pior: a crença de que seu projeto, de 45 anos atrás, não precisava ser trocado. Aliás, que não podia ser trocado. Hoje o mundo e a dinâmica dos negócios é completamente diferente. Quem diz se uma marca vai durar 45 anos ou 45 dias não é você/eu designer, é a empresa dona dessa marca. Se ela não procurar cuidar bem de seus clientes, oferecer ótimos produtos e serviços, desburocratizar seus processos, ser relevante a seus clientes, não tem designer/logo que salve isso!</p>
<p>Gosto de dizer que o logo e sua identidade visual servem para representar algo. Se isso representa coisas ruins e as mudanças nos negócios virão para trazer novas e boas experiências (caso da American Airlines), deve ser mudado. Não importa qual estilo use ou que o desenhou. Não estamos falando de arte ou de desrespeito com grandes nomes, estamos falando de negócios. E isso é o que importa.</p>
<p>Nós, designers, temos que aprender  a dominar nosso ego. Não somos artístas para ser incontestáveis e ter nosso trabalho resistente ao tempo. Se não funciona mais, vai pro lixo, doa a quem doer.</p>
<p>E não adianta dizer &#8220;o logo era icônico, Vignelli é um genio, Deus/Ala/Buda/Jah/QuemFor que tenha piedade de sua alma por essa profanação a um deus sagrado do Design Gráfico e sua criação&#8221;.</p>
<p><strong>Trocaram o original por uma tendência. Será?</strong></p>
<p><em>Mas Daniel, e esses degradês? Substituiram o genial logo do Vignelli por uma estética passageira, usada a exaustão por um monte de marcas nos últimos anos e que, uma hora ou outra, vai passar. Isso irá enfraquecer a marca American Airlines. Trágico!</em></p>
<p>Pensamentos como esse invadem as cabeças de muitos de nós. Tem uma outra frase muito interessante que li em um comentário de um blog famoso, feito pelo próprio autor do texto que vou tomar a liberdade de citar:</p>
<blockquote><p><em>O sistema da AA não seguia tendência: ele ditava uma. E fez isso de 1967 até ontem (lançamento da nova identidade).</em></p></blockquote>
<p>Antes de sairmos falando o que ouvimos na faculdade, no filme Helvetica ou seja onde for é preciso ser um pouco mais perspicaz. Principalmente ao fazer tais afirmações.</p>
<p>Antes de defender meu ponto de vista, olhem os logos da American desde 1934, quando a companhia surgiu:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7223" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_airlines_redesign_LOGOBR09.jpg-420x105.jpg" alt="" width="420" height="105" /></p>
<p>Massimo Vignelli <strong>redesenhou </strong>o logo da American Arlines, e não <strong>desenhou </strong>como tem muita gente pensando, ou como o próprio Vignelli dá a entender algumas vezes. Não foi ele que decidiu usar o &#8220;AA&#8221;, não foi ele que decidiu manter a águia, não foi ele que decidiu usar vermelho e azul. É duro dizer isso, mas é verdade.</p>
<p>Dito isso, vamos ao meu ponto de vista sobre estilos visuais.</p>
<p>Essa coisa de usar gradientes em logos tem aparecido nos últimos anos. Não podemos negar que é um estilo e que provavelmente marcará uma época. E sim, a American Airlines trocou Vignelli por tal estilo. Mas dizer que &#8220;a American trocou o que ditava tendência por algo que é uma tendência&#8221; é um pouco descabido. Por quê? Veja:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7236" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/helvetica_logos.jpg" alt="" width="420" /></p>
<p>O que vocês estão contemplando é a estética do pós-guerra até o fim dos anos 60. Grande parte desses logos foram feitos por diversos escritórios e designers a partir da década de 50, para diversas marcas, de diversos segmentos e mercados. Todos usando de uma mesma estética, do estilo que dominava a época: um tal de <a href="http://sobredesign.wordpress.com/estilo-internacional/" target="_blank">Estilo Internacional</a>, que era baseado no movimento <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_gráfico_moderno" target="_blank">modernist</a><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_gráfico_moderno" target="_blank">a</a>. Agora, olhem isso:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7237" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2013/02/american_Airlines_logo_helvetica-420x190.jpg" alt="" width="420" height="190" /></p>
<p>Vejam só! O &#8220;iconico&#8221; logo, que foi aposentado em 2013 por um novo que usa um estilo de 2013, usava do estilo mais forte de 1968. O &#8220;iconico&#8221; veio de um estilo que era absurdamente difundido e usado a exaustão na sua época.</p>
<p>Repetindo: o projeto de Massimo Vignelli para a American Airlines usou do estilo mais forte em 1968, usado a exaustão (exaustão mesmo!) por muitas outras marcas.</p>
<p>Portanto:</p>
<p>1 &#8211; O projeto de Vignelli para a AA não ditava tendência; e sim usava de uma;</p>
<p>2 &#8211; O projeto dele foi um redesenho;</p>
<p>3 &#8211; O projeto de hoje segue um estilo visual que é tendência no mercado, do mesmo jeito que o de 1968 feito por Vignelli seguia;</p>
<p>Talvez a grande diferença nesse dois casos seja o fato de Vignelli ser adepto e defensor voraz do Estilo Internacional, e de ter seguido isso por toda sua vida.</p>
<p><em>Mas então o que torna uma marca icônica?</em></p>
<p>Publicidade. De todos os tipos. Comecei esse texto falando que todos os contatos visuais que tive com a marca durante a infância, o que me fez a conhecer mesmo antes de saber o que é Design, foram através de filmes. Isso é publicidade. Mais uma exemplo? Ver Massimo Vignelli falando:</p>
<blockquote><p>(A American Airlines) é a única companhia aérea nos últimos quarentas anos que não mudou sua identidade. Todas as companhias mudaram. American Airlines ainda é a mesma. Não épPreciso mudar. E como poderiam melhorá-la? Eles já têm o melhor: American Airlines em Helvetica!</p></blockquote>
<p>E o que Vignelli diz é o que, provavelmente, tornou seu trabalho para a AA tão &#8220;iconico&#8221;: o projeto ficou na rua por mais de 45 anos, sendo exibido e consumido por diversas gerações. Não foram as mãos santas do designer italiano, tampouco a Helvetica.</p>
<p><strong>Não questionar?!</strong></p>
<blockquote><p> O que o Vignelli criou (para a American Airlines) vai muito além do que qualquer coisa que eu, você ou a Futurebrand possa questionar.</p></blockquote>
<p>Li isso em outra parte do mesmo comentário que citei acima. Isso me assusta. Questionar é a semente da evolução humana. Desde quando design virou religião para ter fanáticos-não-questionadores? Isso é só Design minha gente, não é a cura do câncer.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O projeto em Helvetica é ruim? Claro que não. O projeto da Futurebrand é genial: claro que não. Mas cumpre seu papel de comunicar novos ares. O que ele vai significar daqui alguns anos é um problema da American Airlines.</p>
<p>Vejo Vignelli como um grande designer, um dos mais importantes do século 20. Bem como Paul Rand, Saul Bass e outros genios. Só evito em acreditar que o que esses genios fizeram, principalmente quando se trata de logos e identidades visuais, seja insubstituível. Ninguém precisa concordar. Pelo contrário, faço questão que falem de outros pontos de vista.</p>
<p>Agora, arrebentem nos comentários! Ajudem a formar uma discussão saudável <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8212;-</p>
<p><strong>PS</strong><strong>: </strong>ao autor das frases que citei, caso ele apareça por aqui: não citei seu nome pois não achei necessário. Não é um ataque pessoal, muito longe disso. Apenas usei suas falas como oposição ao que penso. Se desejar, posso colocar seu nome e dar todos os créditos as suas falas. Apenas não o fiz por existir a possibilidade que você se sinta exposto. Novamente, não é nada pessoal. Respeito suas opiniões, apenas não concordo com elas. <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Diversão e trabalho</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2013 13:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Alt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fico inconformado quando, ao falar que trabalho com design e inovação, as pessoas imaginarem um mundo de diversão e futilidades. &#8216;É só ficar colando post-it, né?&#8217;, dizem alguns, enquanto muitos outros apenas acenam com a cabeça pensando para si mesmo que esse tipo de trabalho não pode ser sério. É verdade, trabalhamos ouvindo música, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a style="text-align: left;" href="http://logobr.org/?attachment_id=7099" rel="attachment wp-att-7099"><img class="size-full wp-image-7099" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/11/logobr-03.jpg" alt="" width="420" height="236" /></a></p>
<p>Fico inconformado quando, ao falar que trabalho com design e inovação, as pessoas imaginarem um mundo de diversão e futilidades. &#8216;É só ficar colando post-it, né?&#8217;, dizem alguns, enquanto muitos outros apenas acenam com a cabeça pensando para si mesmo que esse tipo de trabalho não pode ser sério. É verdade, trabalhamos ouvindo música, com pausas para jogar vídeo-game e com constantes brincadeiras durante o dia. Mas quem já passou uma semana sequer na live|work sabe que o ambiente é de trabalho pesado e de longas horas de debates e argumentações. Afinal de contas, é do nosso andar que saem estratégias de serviço e novos modelos de negócio para marcas como Whirlpool, Itaú, Bradesco, Suvinil e muitas outras com as quais temos o prazer de trabalhar.</p>
<p>Dito isso, um questionamento me vêm a mente. Por que as pessoas tem a impressão de que diversão e trabalho não podem andar juntos? O que há de errado em ver o tempo passar voando no trabalho ou, ao negociar um novo projeto, não ver a hora de poder realmente trabalhar e criar novas soluções para o desafio apresentado? Será mesmo que ficar de cara fechada o dia inteiro, sentado numa mesa com a cabeça no monitor um bom sinal de produtividade? Serão ambientes completamente estéreis, sem alma ou vida, melhores para o rendimento dos trabalhadores por estarem livres de distrações? Eu tenho certeza que não.</p>
<p>É claro que, se eu tratar as pessoas que trabalham como máquinas que devem passar 8 horas por dia produzindo suas planilhas e relatórios, vê-las tirando um tempo para ler algum livro ou dar uma cochilada no meio do dia me incomodará. Mas quando se trabalha com estratégia, com inovação, será que estar a frente de uma tela realmente o momento mais produtivo? Muita gente, infelizmente, esqueceu que pensar é um dos aspectos mais importantes para atingir bons resultados, na vida e no trabalho. Meu dia, por exemplo, começa quando estou tomando banho, logo cedo pela manhã. Dali já saio com uma agenda completa do dia, novos pensamentos e, quem sabe, respostas para muitas perguntas que surgiram no dia anterior. Se eu chegar no trabalho as 9 da manhã com essas ideias, será que considero que trabalhei só a partir das nove naquele dia?</p>
<p><a href="http://logobr.org/?attachment_id=7098" rel="attachment wp-att-7098"><img src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/11/logobr-02.jpg" alt="" width="420" height="236" /></a></p>
<p>Ao ver muitos eventos e cursos de design, entendo porque muitas pessoas acreditam piamente que trabalhar com isso seja pura diversão, mas, sinto informar, não é bem assim que as coisas funcionam. Viramos muitas noites trabalhando sem parar e, muitas vezes, um resultado que parece muito lógico uma vez apresentado é fruto de intermináveis discussões e incansáveis ajustes. A diversão existe, exatamente, para quebrar esse clima de alta pressão que é gerado pela responsabilidade que temos em definir estratégias promovendo um casamento entre desejos dos usuários com necessidades dos negócios.</p>
<p>Quando chego no estúdio depois de alguma reunião durante o dia e vejo as pessoas sorrindo, ouvindo música ou jogando vídeo-game, penso que não poderíamos ter criado um ambiente mais produtivo para se trabalhar. Sei disso, pois sei que todos na equipe levam muito a sério o que fazem e carregam internamente um senso de comprometimento e responsabilidade que não precisa ser imposto por um ambiente opressor. Algumas pessoas não sabem lidar com isso e aproveitar essa liberdade? Fato. Algumas pessoas se decepcionam ao ver que não é só brincadeira mas também envolve alta carga de trabalho e pressão? Claro! Mas, tudo bem, porque trabalhar se divertindo não é para todos, requer maturidade, requer propósito …</p>
<p>Não acho que tenhamos que provar nada sobre a seriedade do que fazemos, o resultado do nosso trabalho fala por si só. E aos que pensam que nosso trabalho não é realmente trabalho, ficam aqui minhas condolências. Se para essas pessoas levantar-se pela manhã para ir trabalhar representa um fardo, um sinal de que as próximas 9 ou 10 horas de suas vidas serão desperdiçadas, então não há mesmo o que dizer. Desejo a todos uma vida como a minha, de muito trabalho e muita diversão. Afinal, como já diria Confúcio, &#8220;escolha um trabalho que ama e não terás que trabalhar um único dia em sua vida&#8221;.</p>
<p>Um abraço a todos e um ótimo dia de trabalho! <img src='http://logobr.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Marca Neymar Jr.: sobre marcas e marcadores</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2012 12:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Escritores convidados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[neymar]]></category>

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		<description><![CDATA[Douglas Cavendish, em seu primeiro artigo publicado pelo LOGOBR, fala sobre o projeto de marca para Neymar Jr. feito pela agência Ludocca.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A convite do LOGOBR vou divagar um pouco com vocês sobre a Marca Neymar Jr., recentemente criada para o jogador .</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-full wp-image-7142 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/img_logotipo_NJR.png" alt="" width="420" height="275" /> </strong><strong></strong></p>
<p>Algumas semana atrás todos os grandes veículos de informação notíciaram a criação da nova marca do jogador santista, que segundo os próprios criadores é a organização dos atributos, valores e imagem do jogador em uma marca, para atender a demanda de empresas que o procuram no ponto de vista comercial. Alias vale ressaltar que quem criou esta marca foi a agência de publicidade Loducca.</p>
<p>Antes de mais nada assista ao vídeo que explana a criação da marca NJR:</p>
<p><iframe width="420" height="236" src="http://www.youtube.com/embed/qr9owSVv85g?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Partindo do ponto de que este projeto evidencia uma MARCA, no caso a do jogador Neymar Júnior, é justo dizer que é um projeto óbvio, em todos os sentidos e nada mais. É óbvio demais pensar em usar uma metonímia ao invés de uma metafora para representação figurativa do jogador, da mesma forma que “Palácio do Planalto” serve para nos lembrar a “Presidência do Brasil” o nome “Neymar Júnior” serve para nos lembrar de futebol, sem ser necessário o uso de uma bola de futebol para isso, simples demais. (Gol da Loducca).</p>
<p>Dizer que a marca vai ajudá-lo a estar em lugares onde ele não pode estar físicamente também é óbvio demais, marcas existem para cumprir este papel, oras!! Pois foi quando o ser humano percebeu que não era onipresente e que precisava “marcar” sua presença/pertença/cultura num espaço de tempo/território geográfico que emergiram as MARCAS, portanto fica claro pra nós que: marca = cultura; e neste caso: branding = controle de cultura. Assim faz sentido dizer que estão organizando os atributos, valores e imagem do jogador em uma marca. (marque mais um gol pra Loducca).</p>
<p>Do ponto de vista visual a marca é ainda mais óbvia, o número “11” formando a letra “N”, o estilo do lettering lembrando pixo e grafiti que remete a uma atmosfera “hip-hop”, o uso de um padrão cromático baseado nas cores dos times que o jogador já atuou e/ou atua, enfim, extremamente óbvia e minimalista as evidências visuais. E quer saber? Não ficou ruim, é um logotipo simples não simplório, faz sentido e é direto ao ponto. (3 a 0 pra Loducca)</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-full wp-image-7143 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/img_ensaio_NJR.png" alt="" width="420" height="631" /></strong></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-7167" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/njr_marca_1-420x262.png" alt="" width="420" height="262" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-7168" title="" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/njr_marca_2-420x262.png" alt="" width="420" height="262" /></p>
<p>Eles começam a perder pontos quando deixam de mostrar a marca evidenciada em suas aplicações, mostraram apenas cartazes, que na verdade não querem dizer nada, apenas servem para ensaiar o uso de fotografias. Digo isso pois o dono da agência Loducca diz em um trecho do vídeo que a marca será aplicada desde brincos, jogos até em bolas ou “o que for”. Problema séríssimo de consistência de marca esse não acham? Não saber com certeza onde uma marca será aplicada é arriscado e amador demais. Dizer que a marca pode ser aplicada “no que for” é ainda mais incoerente. O simples fato de eles terem percorrido um caminho minimalista já diz muito sobre a atuação da marca, minimalismo não é mainstream, não é todo mundo que usa, não é todo mundo que entende e por isso não é todo mundo que adere e dá valor. Pra uma marca que pretende ser tão massificada assim é um contrassenso usar princípios minimalistas para comunicar seus atributos, valores e imagem. (Primeiro gol contra a Loducca)</p>
<p>O que parece na verdade é que a agência Loducca está tratando como MARCA o que deveria estar sendo tratado como sistema de identidade visual, por isso soa confuso a defesa que eles fazem quanto a atuação da marca NJR, pois quando uma marca atua ela não age apenas pelo seu sistema de identidade visual, mas sim por seus serviços, pontos de contato, canais, pessoas, objetos e tudo que lhe ajude na criação e controle de uma cultura. (Marque outro gol contra a Loducca)</p>
<p>Exatamente por isso que deu a impressão de a agência Loducca ser uma novata desbravadora do branding, eles afirmam estarem “acostumados a criar para marcas institucionais”, porém o tipo de criação que uma agência de publicidade faz para qualquer tipo de marca, seja institucional ou não, nunca vai ser suficiente para embasar um projeto de branding, é completamente diferente. (3 a 3, estamos empatados)</p>
<p>E aqui chegamos em um 2º ponto de nossa discussão: design X publicidade. Muitos leitores (designers), frequentadores fiéis da igreja do branding, criticaram a marca NJR por ela ter sido criada por uma agência de publicidade.</p>
<p><em>“Onde já se viu isso, uma marca sendo criada e gerenciada por uma agência de publicidade? Fogueira santa da inquisição brandiana neles!&#8221;</em></p>
<p>Partindo do ponto que design é uma forma de atuação multidisciplinar, podemos adimitir que publicidade e design são complementares certo? Vamos acompanhar o raciocínio nos gráficos abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-full wp-image-7144 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/img_post_1.png" alt="" width="420" height="275" /> </strong><strong></strong></p>
<p>Quando temos uma perfeita união destas duas grandezas o resultado é: Sinceridade Absoluta!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-7145 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/12/img_post_2.png" alt="" width="420" height="275" /></p>
<p>A inatividade em ambas grandezas, óbviamente, cria marcas mentirosas, seja através de mentiras públicas ou por mentiras existênciais. No caso da inatividade do design existindo apenas a publicidade temos um mercado permeado pelo marketing de mensagens vazias, é fácil perceber quando isso acontece, geralmente quando não conseguimos experimentar aquilo que parece ser a real proposta de valor de uma marca. Chegue em uma loja da TIM e diga que você está alí para ser liberto, veja a reação dos funcionários.</p>
<p>Já a inatividade por parte da publicidade acontecendo apenas o design teremos um mercado de ideias guardadas dentro de um pote, e neste caso é ainda mais fácil de perceber acontecendo, pense no porque de o jogador Neymar não ter contratado um escritório de branding para projetar sua marca.</p>
<p>É no mínimo fútil, pra não dizer um tiro no pé, ficar discutindo o porque de uma agência de publicidade ter feito o trabalho que julgamos ser exclusivamente do designer, pois se o designer não está conseguindo se posicionar e vender o seu trabalho algo de errado existe. Pior ainda, se a marca NJR foi projetada por uma agência de propaganda e não por um escritório de branding é evidente que o posicionamento dos escritórios de branding precisam passar por uma reformulação. Muitos dirão que isso acontece por que as empresas e o mercado em geral não tem essa cultura, e não conhecem o valor do branding, esses com certeza ainda não entenderam que branding é sobre criar e controlar cultura, e se essa cultura ainda não existe é culpa única e exclusiva dos branders. Parafraseando o Coringa: “Nossa sorte é agente que faz!”</p>
<p>Mas isso é assunto pra outro dia.</p>
<p>Quanto a marca NJR realmente espero que desempate este jogo, no entanto só podemos esperar pra ver a atuação e o desdobramento das aplicações da marca para termos uma opinião mais contundente e acertiva sobre.</p>
<p>Dê sua opinião sobre o assunto, colabore e enriqueça esta discussão. É importante que isso aconteça. Forte abraço a todos.</p>
<p><span style="color: #c0c0c0;">____________________________________________________________</span></p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Sobre o escritor:</em></span></p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Douglas Cavendish é designer formado pela FATEA. É fundador da consultoria de Benedict Branding.</em></span><em style="color: #999999;">o</em></p>
<p><em style="color: #999999;">Folllow: <span style="color: #c0c0c0;"><a href="http://douglascavendish.com" target="_blank">DouglasCavendish</a></span></em></p>
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		<title>O fim da publicidade</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2012 12:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Alt</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>

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		<description><![CDATA[Luis Alt faz um pequeno ensaio de como seria o mundo com o fim da publicidade. O que as marcas então deveria fazer para se tornarem relevantes?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine por um momento que o titulo deste texto é verdade. Que no ano de 2013 o governo aprove uma lei que impossibilite a criação de toda e qualquer mensagem de interrupção. Em outras palavras, que nada, e muito menos alguma marca, possa interromper ou interferir em nossas atividades. Não mais comerciais enquanto vemos um filme na televisão, anúncios enquanto lemos um artigo na internet ou banners em espaços públicos.</p>
<p>Em Janeiro de 2007, o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu banir das ruas outdoors que contaminavam visualmente a cidade com seu projeto &#8216;Cidade Limpa&#8217;. Decisão brilhante, nos deu olhos para enxergar pela primeira vez prédios, museus e parques que estavam por trás dos grandes paineis. E o que aconteceria se eliminássemos completamente toda outra forma de divulgação? Será que teríamos mesmo uma vida mais simples, bonita, fluida e livre de distrações ou nos encontraríamos em uma situação de desespero e falta de referência?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-7117 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/11/logobr-cidadelimpa.jpg" alt="" width="420" height="241" /><em>Quem mora em São Paulo já se acostumou a ver os prédios e não banners e outdoors &#8230;</em></p>
<p>Imagino que em um primeiro momento todo um sistema de empresas cairia. Modelos de negócio e setores inteiros seriam obrigados a se reinventarem, procurar novas alternativas para permanecer relevantes ou vender seus serviços. Consumidores, por outro lado, teriam que buscar as informações por si só sobre quais empresas estão disponíveis para suprir suas necessidades utilizando guias de empresas, sites especializados e círculos de pessoas conhecidas. O fator determinante para a escolha de um fornecedor tornaria-se, oficialmente, não mais o que as empresas bombardeiam nas mídias, mas como elas são em realidade.</p>
<p>Claro que todo um setor que trabalha com mensagens publicitárias não ficaria parado e logo surgiriam novas alternativas para colocar as marcas na cabeça dos consumidores sem que sejam consideradas interrupções. Fronteiras nebulosas como a aparição de produtos e serviços dentro do conteúdo principal, como inserções de merchandising em novelas se tornaria mais comum e caberia aos criadores desse conteúdo se vender ou proteger seu conteúdo. Seria um grande dilema. Mas como sustentar a operação? Como um jornal ou uma emissora de televisão sobreviveria dentro dessa nova realidade? Talvez cobrando pelo conteúdo, como deveria ter sido sempre …</p>
<p>Enquanto isso, publicitários trabalhando em novas formas de aparecer, criariam o conceito de patrocínio de &#8220;pessoas normais&#8221;, identificando influenciadores em determinados segmentos e os entulhando de dinheiro e marcas, fazendo que estes espalhem a mensagem. Até que muitos se afastem deles ou vejam que já não se divertem tanto em sua presença. E novas proibições para inibirem esse tipo de ação surgiriam, impedindo o patrocínio empresa-pessoa.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-7110 aligncenter" src="http://logobr.org/wp-content/uploads/2012/11/logobr-thejoneses-374x420.png" alt="" width="374" height="420" /><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Poster do filme &#8216;Amor por Contrato&#8217; (The Joneses) onde Demi Moore e David Duchovny lideram uma família de mentira, criada apenas para influenciar seus círculos de convivência para que comprem produtos.</em></p>
<p>Restaria então às empresas um só caminho: ter um bom produto ou serviço, de verdade, e atender bem os seus clientes. Pois estes, mesmo sem serem pagos, serão os responsáveis por espalhar a mensagem. Ao invés de gastar milhões para fazer promessas, agora o foco será a experiência. Chega de falar, está na hora de fazer.</p>
<p>Agora saiba que essa realidade, mesmo sem uma lei, pouco a pouco se tornará real. As pessoas não vão mais acreditar no que as marcas falam delas mesmo e as empresas que forem inteligentes vão cada vez mais concentrar seus investimentos na criação e sustentação de uma operação que encante e seja fiel com seus clientes atuais, pois saberão que, cada vez mais, estes serão seus maiores agentes de venda.</p>
<p>Claro que essa é só uma hipótese, o início de um raciocínio. E vocês, o que acham que poderia acontecer caso a publicidade fosse banida?</p>
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