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	<title>Lomyne's in tha house</title>
	
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	<description>um blogzinho azul sem importância</description>
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		<title>Wagner Moura e Pânico na TV</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 17:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é dia de republicar o texto do Wagner Moura sobre o Pânico na TV&#8230; Já vi várias fontes diferentes, mudando quebras de parágrafos e foténhas do cara, todas contando como a novidade! A questão é que este texto foi publicado no Segundo Caderno do jornal O Globo em maio de 2008, além das muitas falácias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia de republicar o texto do Wagner Moura sobre o Pânico na TV&#8230; Já vi várias fontes diferentes, mudando quebras de parágrafos e foténhas do cara, todas contando como <strong>a novidade</strong>! A questão é que este texto foi publicado no Segundo Caderno do jornal O Globo em maio de 2008, além das muitas falácias no discurso. E eu vou me dar ao trabalho de argumentar quanto a isso.</p>
<p>Há alguns meses, percebi que o Facebook tem pauta diária. Funciona assim: alguém <em>relevante</em> publica uma coisa, aí milhares compartilham, outros fazem montagens diferentes e assim surge o assunto que vai entupir o feed de todo mundo, por pelo menos um dia inteiro. Se for um discurso de revoltadinho de sofá, pode durar mais tempo, sendo defendido pelas <em>pessoas cultas</em>. A pauta de hoje é Wagner Moura contra o Pânico na TV, ou quase isso.</p>
<p><span id="more-1306"></span>Eu entendo que na época não havia Facebook e a notícia não correu tão bem. Eu também aceito a imensa preguiça que as pessoas têm de pesquisar a informação. Por isso, eu usarei meu imenso bom coração para ajudar sua preguiça e toda essa sua predisposição medíocre de revolucionário de sofá. Clique <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/meleca-no-atorleia-artigo-indignado-de-wagner-moura-apos-cagada-de-reporter-3615992" target="_blank">aqui</a> para ler a carta aberta original e já vou ser mais legal ainda em lhe mostrar uma pequena explicação do mesmo ator a respeito desta carta:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu escrevi aquela carta aberta não endereçada especificamente ao Pânico. Eu aproveitei aquele episódio para falar de algo que eu queria tratar há muito tempo, que é essa coisa que se criou em torno das pessoas que aparecem na televisão. O que eu queria dizer é que nem todo mundo é obrigado a participar daquelas situações.&#8221;<br />
(Wagner Moura em entrevista à Revista IstoÉ, junho de 2008 &#8211; <a href="http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/4804_NAO+ACREDITO+NESSE+MUNDO+DE+CELEBRIDADES+" target="_blank">leia na íntegra</a>)</p></blockquote>
<p>Eu sei que a velhice do texto não estraga o seu conteúdo ou seu valor, eu só não consigo fazer todo esse <em>ooooh</em> com <strong>quatro</strong> anos de atraso. Como se agora acordássemos que um longo sonho, como se só agora pudéssemos ver que <em>nossa, como o Pânico da TV é um programa lixo</em>. Curioso como todo mundo resolveu descobrir isso hoje, porque o Wagner Moura falou&#8230; Ah, qual é, vocês riem disso todo santo domingo! E se me permitem ir além, porque esse discurso vindo de pessoas que adoram filmes de comédia cuja graça é ver pessoas em situações constrangedoras?</p>
<p>O que me choca mesmo é todo esse buzz contra a &#8220;mediocridade&#8221; do Pânico na TV sendo proclamado por pessoas que adoram programas de abordagem semelhante&#8230; O que está acontecendo, caros senhores? Chegamos ao ponto em que é preciso ter um discurso <em>be cult, be cool</em>?</p>
<p>Por favor, sejam defensores de ideias que vocês realmente acreditam, me poupem do ultraje de vê-los defender uma ideia que a maioria de fato não pratica. Ah, e se sobrar tempo, nas horas vagas, pelo amor de Deus, verifiquem a veracidade e atualidade do que vocês estão compartilhando. Eu pelo menos não curto marmita velha.</p>
<p><em>p.s.: eu gostaria de pedir desculpas preventivas àqueles que ficarem magoados. Não é a intenção, mas acidentes acontecem&#8230;</em></p>

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		<title>Voyeurismo Digital</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 10:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acredito que o título do post tenha sido bastante autoexplicativo, mas nunca se sabe a quantas anda a limitação humana para interpretação de texto. A questão que quero colocar aqui não tem nada a ver com passar horas assistindo pornografia na internet. O que entendo por voyeurismo digital é essa obsessão em acompanhar a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que o título do post tenha sido bastante autoexplicativo, mas nunca se sabe a quantas anda a limitação humana para interpretação de texto. A questão que quero colocar aqui não tem nada a ver com passar horas assistindo pornografia na internet. O que entendo por voyeurismo digital é essa obsessão em acompanhar a vida alheia através de um computador, essa estranha forma de obter prazer com o que vê (ou lê) sem interagir com &#8220;o objeto&#8221; do prazer e em muitos casos sem que os alvos sequer saibam que estão sendo observados.</p>
<p>Existem duas abordagens importantes sobre esse voyeurismo digital e escrever sobre isso me demanda um certo esforço pessoal. É preciso assumir que passei por momentos críticos na minha vida que foram vistos e acompanhados pela internet. E também é preciso uma imensa capacidade digestiva para conseguir analisar tudo sem uma imensa carga emocional.</p>
<p><span id="more-1269"></span>Facebook, twitter, tumblr, orkut, hoje a vida das pessoas está exposta na internet. Como profissional da área, faz parte da minha rotina analisar as movimentações e interações das pessoas no meio digital, eu preciso conhecer o meu cliente. Trabalhando com marketing online, muitas vezes me sinto como uma espécie de socióloga, sempre tentando entender o que acontece entre as pessoas.</p>
<p>Em um debate, certa vez ouvi uma psicóloga separar claramente amigos virtuais de amigos reais, confesso que fiquei chocada. É preciso ter uma mente muito tacanha para achar que as relações podem ser classificadas desta forma. Considero a internet um meio de informação e interação, considero que o meio que utilizamos para interagir importa muito menos do que a interação propriamente dita. Isto posto, experiências vividas são mais valiosas do que teorias lidas.</p>
<p>Eu tive minhas emoções dissecadas na internet duas vezes, de diferentes formas. Na primeira vez entrei num ostracismo foda e desapareci da vida de muita gente, foi assim que matei Rê Ticências (a máscara que usei na internet por quase um ano). Voltei para buscar os que me eram mais caros somente depois que eu já estava inteira, somente aqueles que não sabiam meu nome ou tinham meu telefone. Os que poderiam ter me amparado e não o fizeram, ignorei. Guardo as boas memórias e só.</p>
<p>Quando aconteceu de novo, não pude agir da mesma forma, haviam agravantes: não estava oculta em um nickname e tudo foi muito mais impactante por conta das redes sociais. Estava tudo exposto, agredindo todo dia a quem se calou por respeito à própria privacidade. Todo mundo olhando, fiscalizando, alguns se preocupando e cuidando, mas a maioria apenas alimentando o burburinho e cutucando a ferida que eu tentava cicatrizar.</p>
<p>Somos nós mesmos que fornecemos o material que as pessoas usam para nos atropelar e por isso aguentei firme as porradas que levei, sobrevivi bem, ou ao menos acho que sobrevivi. As pessoas fazem isso todo o tempo. Alimentam com fotos, vídeos e textos suas redes sociais, compartilham suas vidas, desejos e frustrações. Então vão lá, curtem e comentam, reviram álbuns, retuitam, blogam, conversam. Falam de suas próprias vidas e das pessoas próximas &#8211; não vou nem entrar nos méritos de fofoca de celebridade, porque né, gente?</p>
<p>Então um dia o jogo vira e a vida sendo dissecada não é a de um terceiro, é a sua própria. Aí dói. Aí o mundo é mau. Não consigo entender os adeptos do voyeurismo digital que se atrevem a ficar ultrajados ao perceber que também havia alguém olhando pelo buraco de sua fechadura.</p>
<p>Sou eu que exponho minha vida, você é quem expõe a sua. Minhas cicatrizes são resultados de minhas escolhas, eu aguento tranco. Porque será que nem todo mundo aguenta?</p>

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		<title>Bando de mulher recalcada</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 17:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das muitas coisas que eu sou completamente incapaz de entender: as mulheres modernas. Estamos em 2012 e &#8211; fim do mundo ou não &#8211; as mulheres continuam com mentalidade tacanha, fazendo discursos patéticos, repletos que queixas que considero dignas de piadas há mais de 50 anos. Quanto mais eu vejo o comportamento médio, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das muitas coisas que eu sou completamente incapaz de entender: as <em>mulheres modernas</em>. Estamos em 2012 e &#8211; fim do mundo ou não &#8211; as mulheres continuam com mentalidade tacanha, fazendo discursos patéticos, repletos que queixas que considero dignas de piadas há mais de 50 anos. Quanto mais eu vejo o comportamento médio, mais eu me choco. Não consigo parar de repetir: bando de mulher recalcada.</p>
<p>Não, eu não estou falando das minhas amigas, porque né, gente, tenho um mínimo de critério pra chamar de amiga. Estou falando das toneladas de compartilhamentos em Facebook, Twitter, Tumblr e blogs. São mulheres com quem tenho baixo envolvimento, mas que representam o valor médio da sociedade. Não entendo certas <em>linhas editoriais</em> e argumentos, como por exemplo&#8230;</p>
<p><span id="more-1256"></span><strong>1. Indiretas tipo &#8220;cago pra homens assim, assado&#8221;</strong> - primeiro que nenhuma pessoa em sã consciência diz isso de todos os homens, todo mundo sabe que é pra alguém específico. Além disso, vamos por favor compreender o básico: se você tá pouco de lixando para alguém, de boa, você realmente não vai mencionar nem a pessoa, nem o comportamento. Simplesmente porque você não vai nem lembrar.</p>
<p><strong>2. Blogs prafrentex</strong> &#8211; de uns dois anos pra cá, há uma explosão de blogs prafrentex, falando de sexo abertamente. Desculpem minha limitação, mas como podem ter a cara de pau de levantar a bandeira da liberdade sexual se nos detalhes vocês pensam como suas avós? Se acham que <em>pra namorar</em> é uma categoria à parte? Ah, vão se foder! Isso é mentalidade de leitora da revista Nova, a bíblia da mulher recalcada.</p>
<p><strong>3. Prafrentex anônima</strong> &#8211; como é que alguém à frente e avante de seu tempo esconde seu nome e seu rosto? Deixa eu ver se eu entendi: você quer dizer pro mundo inteiro exatamente o que você pensa sobre as relações entre as pessoas, mas não quer que a sua mãe saiba, é isso?</p>
<p><strong>4. Feminismo de shopping</strong> &#8211; coisa mais linda essa mulherada que palestra sobre como a mulher moderna deve ser e agir, mas na prática é (ou quer ser) dependente do marido/namorado pelo resto da vida. Deixa eu te contar um segredo: o nome disso é Complexo de Cinderela e é caso clínico.</p>
<p><strong>5. Transferência de culpa</strong> &#8211; sabe, meu pai sempre dizia que uma mulher só é tratada como permite que a tratem. Então se o cara te trata como piriguete, parabéns. Eu não sou nenhuma fina flor de formosura e garanto, jamais fui tratada como piriguete. Pelo amor de Deus, imponham-se! E assumam sua parcela de culpa nas merdas resultantes.</p>
<p>Essas são condutas tão típicas de mulher recalcada, tão medíocres, que minhas reações costumam ser cancelar assinatura, dar unfollow, ler menos o blog e perder gradativamente o respeito que tenho pela pessoa. <span style="text-decoration: underline;">Ser</span> superior, moderna e independente é muito diferente de <span style="text-decoration: underline;">parecer</span> superior, moderna e independente. Eu aprendi isso com meus pais. Não tenho como ensinar, é uma questão de valor profunda demais. Ainda assim, quase todo dia eu fico pensando que tem muita mulher precisando aprender&#8230;</p>
<p><em>p.s.:</em> nada contra ser uma mulher anos 50 ou uma mulher super moderna. Só por favor, dá pra ser coerente? E sim, eu sei que existem problemas semelhantes no universo masculino, mas é assunto pra outro post. Tentarei escrever amanhã.</p>

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		<title>A capa da Playboy de março</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 13:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[capa da playboy de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[capa da playboy de março]]></category>
		<category><![CDATA[mulherzinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por um acaso da natureza, eu comecei a perder peso. Mentira, não foi por acaso, foi depois de terminar um namoro, porque parei com o ritmo cinema-shopping-gordice inerente aos relacionamentos duradouros. Ao longo dos meses, uma desinchada básica de alguns quilos. Em meio a brincadeiras, comecei a avisar que ainda vou ser a capa da Playboy. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por um acaso da natureza, eu comecei a perder peso. Mentira, não foi por acaso, foi depois de terminar um namoro, porque parei com o ritmo <em>cinema-shopping-gordice</em> inerente aos relacionamentos duradouros. Ao longo dos meses, uma desinchada básica de alguns quilos. Em meio a brincadeiras, comecei a avisar que ainda vou ser a capa da Playboy.</p>
<p>A vida mudou por causa do trabalho e diante do espaço vazio que sobrou na minha vida eu decidi apelar: resolvi começar academia. Responda rápido, quantos absurdos existem nessa frase: <em>eu estou levantando cedo todo dia para ir pra academia e acho lindo</em>. Ok, um absurdo só: o &#8220;acho lindo&#8221;. Admito que não foi assim só pelo esplendor de uma vida nova, admito que <a href="http://alma.lomyne.com/2011/12/o-homem-que-mudou-minha-vida/" target="_blank">ele</a> teve uma imensa responsabilidade nisso, mas olha, pra mim é uma imensa mudança de ideologia.</p>
<p><span id="more-1249"></span>Academias sempre sofreram meu preconceito, assim como seus frequentadores mais assíduos. Qual é, sofro um preconceito lazarento por conta do meu jeito de ser, é meu direito ter preconceito quanto a essa galera cujo maior objetivo de vida é ter um corpo escultural. Ser fútil e imbecil é efeito colateral, só que o efeito colateral é o que mais me incomoda.</p>
<p>Fui às compras, gastei os tubos no equipamento mínimo necessário (ou cêis tavam achando que eu tinha roupa e tênis de academia nessa vida?). Engavetei meus preconceitos e fui. Comecei morrendo, mas eu tô pagando essa porra e gastei os tubos <strong>mesmo</strong> com as paradas, <a href="http://twitter.com/gomespr" target="_blank">Gomes</a> e <a href="http://twitter.com/sevulski" target="_blank">Sevulski</a> são testemunhas.</p>
<p>A prof que fez minha avaliação física ficou chocada com meu discurso inicial anti-academia, tamanho era meu horror por essa bagaça (beijo pra Júlia). Então comecei a curtir esse negócio de academia, me empenhei mesmo. Já subi minhas cargas de exercício, já vou aumentar de novo no início de janeiro, já quero aumentar minha série de exercícios, eu realmente to curtindo.</p>
<p>Hoje o resultado é visível. Meu corpo mudou bastante, minhas calças estão folgadas, meus braços mais fortes, eu quase tenho coragem de mostrar minhas pernas! Eu olho no espelho e me acho um espetáculo. É uma revolução física e mental na minha vida.</p>
<p>Além é claro de todo o pacote emocional que vem junto com a mudança física: organizei meus horários; a turma da academia me diverte horrores &#8211; sim, pode ficar chocado, eu tenho amiguinhos de academia; tô liberando endorfina aos montes (eu prefiro outra fonte, mas é o que tem pra hoje); tô saindo por aí autoconfiante.</p>
<p>E a parte mais legal é que essa autoconfiança linda me adoçou. Aham, Paloma agora é alguém bem menos ácida. Óbvio que eu não virei meiguice pura, porque né gente, academia num faz milagre. Mas quanta evolução! Mesmo quando vou dormir tarde, mesmo de ressaca, mesmo com preguiça, eu me animo e vou pra academia. A situação é até preocupante, levando-se em conta que meu maior caos pra achar apartamento é porque eu quero ficar perto da academia, vejam só.</p>
<p>Quando comecei com a piada de ser a capa da Playboy, o planejamento inicial era a edição de janeiro. Quando parei de piada e comecei a falar sério, defini que serei a capa da Playboy da edição de março, no máximo abril, isso por causa do tempo de produção deles. O único detalhe é que eu acho que a Playboy não vai querer pagar quanto eu quero&#8230; Ou alguém aí tá achando que eu vou cobrar barato?</p>

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		<title>Uma questão de humanidade</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 14:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns acontecimentos recentes me fizeram pensar pra caralho hoje. Por um lado, nenhum deles foi grave, por outro, a reação das pessoas me chocou completamente. Não sei pra onde vai a humanidade, mas creio que vai mal. Então vamos aos fatos, depois aos comentários. Fato 1: ontem, uma amiga perdeu o pai. Eu já perdi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns acontecimentos recentes me fizeram pensar pra caralho hoje. Por um lado, nenhum deles foi grave, por outro, a reação das pessoas me chocou completamente. Não sei pra onde vai a humanidade, mas creio que vai mal. Então vamos aos fatos, depois aos comentários.</p>
<p><strong>Fato 1:</strong> ontem, uma amiga perdeu o pai. Eu já perdi o meu e <a href="http://house.lomyne.com/2008/03/um-ano/" target="_blank">sei o quanto isso doeu</a>, meu pai era meu tudo. Fiz questão de ligar pra essa amiga, mais de uma vez, fiz questão de fazê-la sorrir mesmo que por um breve momento. Sei como foi importante pra mim. Uma outra amiga me agradeceu um monte.</p>
<p><strong>Fato 2:</strong> hoje, o cara que faz a manutenção da casa chegou aqui com uma cara péssima, cutuquei até saber o que houve, roubaram o 13º dele, o cara ficou sem grana pro Natal. Nem pensei duas vezes, fui ao banco e saquei uma grana, um empréstimo significativo até o início do mês, só pro cara não ficar fudido. Encontrei a prof da academia e comentei com ela, ela achou linda minha atitude.</p>
<p><strong>Fato 3:</strong> quando estava entrando no banco, uma mulher ajudava uma cega pela rua, que precisava chegar ao terminal de ônibus. Quando saí, a mulher tinha largado a cega sozinha no ponto. Perguntei se ela queria ajuda, conduzi duas quadras até o terminal e o cobrador me perguntou: não vai entrar? Com olhar surpreso&#8230;</p>
<p><span id="more-1239"></span>A guria perde o pai, eu não posso estar lá por causa de 300km, o mínimo que eu posso fazer é ligar. E o cara que ficaria sem Natal? Não me dói estender a mão, é o mínimo que se pode fazer por quem arruma tudo aqui e me trouxe cuque outro dia. A cega então? Como ela vai pegar um ônibus sozinha? Ela não enxerga a porra do letreiro, alo-ou!</p>
<p>Eu não sei em que mundo as pessoas vivem para que estes três gestos sejam considerados ações tão fantásticas. Sabem, isso não é uma questão de esforço, nem de espírito natalino, são apenas questões de humanidade. É preciso ser muito alienado pra ignorar essas situações.</p>
<p><em>Ah, mas eu conheço um monte de gente que não faria isso.</em> Sim, caro leitor, sempre existe quem não vai a um velório porque tem um filme legal na televisão, ou que não emprestaria a grana porque pode ser que o cara não pague, ou que nem veria a cega precisando de ajuda e se visse ia deixar pra outra pessoa ajudar, porque tá com pressa. Que bosta, hein?</p>
<p>Não consigo entender como foi que as pessoas se tornaram estas ilhas egoístas que não percebem o que acontece, ou que não se importam com os outros. Por favor, faça alguma coisa por um mundo melhor. Alguma coisa além de compartilhar no Facebook, encaminhar e-mail e colar adesivo no carro. Não precisa ser nada que deduza do imposto de renda ou algo que apareça na televisão. Faça pelas pessoas, não por você, não pela autopromoção. Você vai acabar descobrindo uma imensa satisfação pessoal, além de fazer a diferença pros outros. É apenas uma questão de humanidade.</p>
<p>Não sou eu que sou nobre, o mundo é que anda medíocre! Tá mentira, eu sou foda pra caralho, mas o mundo anda medíocre MESMO.</p>

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		<title>Aprendendo a ser sozinha</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 11:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<category><![CDATA[florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[mulherzinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Eis um sentimento que me percorre desde menina. Embora não o seja, sempre me senti sozinha. Há muitos anos, aprendi a definir este sentimento como sozinhez, termo descaradamente roubado da doce Mond. Talvez seja a eterna busca por um grande amor, talvez seja minha desesperada necessidade de aceitação nunca preenchida, talvez seja apenas o medo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis um sentimento que me percorre desde menina. Embora não o seja, sempre me senti sozinha. Há muitos anos, aprendi a definir este sentimento como <em>sozinhez</em>, termo descaradamente roubado da doce <a href="http://soprinho.blogspot.com/" target="_blank">Mond</a>. Talvez seja a eterna busca por um grande amor, talvez seja minha desesperada necessidade de aceitação nunca preenchida, talvez seja apenas o medo de morrer e ninguém chorar (no fundo, todo mundo tem esse medo). Acabei me acostumando a viver com esta inquietude.</p>
<p>Então há pouco mais de 2 meses eu recebi uma proposta irrecusável de trabalho. Não, ninguém ameaçou a mim ou minha família, a proposta foi realmente boa. Eu aceitei sem pestanejar. Sem muito tempo para a mudança, aluguei um quarto e vim de mala e cuia para Florianópolis. Eis uma das grandes vantagens de ser solteira: é fácil mudar para um lugar novo. Ou pelo menos eu achei que seria.</p>
<p><span id="more-1220"></span>Moro com mais 13 mulheres &#8211; o que pode parecer um sonho pra uns e um inferno pra outros &#8211; pra mim, vai bem porque é temporário. Não é assim o lugar mais legal do mundo, mas me dou bem com algumas das meninas. Trabalho com mais um montão de gente e falo com alguns deles, mas passo boa parte do meu tempo sozinha na sala do marketing.</p>
<p>A verdade é que pela primeira vez na vida eu estou sozinha mesmo. Não há família ou amigos por perto, não há um grupo de pessoas ao qual eu pertenço, não há muito com que preencher o dia a dia. E como eu trabalho 6h por dia, sobra mais dia a dia com que não preencher.</p>
<p>Sabem, isso é uma revolução na cabeça de quem sempre teve uma família presente e amigos tão maravilhosos como os meus. Tudo aqui tem sido um grande aprendizado, principalmente sobre mim mesma. Há limites emocionais, há fraquezas que a gente pensa que serão fáceis de encarar e outras tantas que a gente nem imagina que tem acabam aparecendo.</p>
<p>Vida nova, lugar novo, entrei na vibe resoluções de ano novo: me decidi a cozinhar todo dia, pra não comer besteira por aí. Também comecei academia, o que é uma evolução tão grande que ainda vou fazer um post especial. E tudo começou a se alinhar em uma rotina lógica. Só que rotina lógica não é o objetivo de ninguém normal nessa vida, né, gente?</p>
<p>Então, esses dias, eu fraquejei. Depois de dois meses, a sozinhez pesou feio sobre meus ombros e não houve endorfina que desse jeito. Liguei para uma amiga toda chorosa, pensei em correr pra Curitiba no final de semana de novo, pensei em desistir. Aí parei, respirei fundo, pensei bem, olhei de novo para tudo. Meus pés aqui estão firmes, meu trabalho é sensacional, tenho o chefe mais legal do mundo, ganhei mais em qualidade de vida do que eu poderia sonhar que teria quando recebi aquela DM.</p>
<p>Ainda assim, eu queria mais. Eu preciso de mais. Preciso de amigos de risada sonora e abraço carinhoso, preciso da vida social agitada que sempre me aquece o coração, preciso da cumplicidade de um olhar que nos faz cair na gargalhada com piadas internas, preciso de pessoas que entendam minha relação com as paçocas.</p>
<p>Poderia correr pra Curitiba, mas não devo. Não posso manter meu suporte emocional tão longe. Não posso cobrar nada dos amigos que ficaram lá, embora a saudade aperte meu peito todo dia. Eu falo com alguns (obrigada, Tim!), vou vivendo, me superando e aprendendo a perceber que nem todos se importam. Tenho que aprender a ser sozinha, ao menos até construir as relações que me são tão necessárias pra viver.</p>
<p>Um brinde aos sozinhos. A vida segue.</p>

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		<title>Rock in Rio: eu fui</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 18:38:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem coisas que todo mundo deve fazer, coisas que dão sentido à vida. As mais famosas são plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Não que eu tenha conhecimento de causa e possa realmente comparar, mas eu gostaria de acrescentar uma: ir ao Rock in Rio. Não ria, é sério. Eu tinha 18 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem coisas que todo mundo deve fazer, coisas que dão sentido à vida. As mais famosas são plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Não que eu tenha conhecimento de causa e possa realmente comparar, mas eu gostaria de acrescentar uma: ir ao Rock in Rio. Não ria, é sério. Eu tinha 18 anos, estive em três noites do Rock in Rio e posso dizer com certeza que aquelas noites estarão para sempre entre as melhores da minha vida.</p>
<p>Dez anos depois, ainda me lembro bem da fila homérica para entrar, do calor dos infernos, do cansaço depois de passar 14 horas lá, de toda a poeira tão colada que achei que nunca mais conseguiria tirar, do cheiro, de tudo. </p>
<p><span id="more-1204"></span>O coração ainda dispara cada vez que ouço Welcome to the Jungle, ainda me arrepio lembrando na plateia de joelhos no show do Plebe Rude, virei fã de Queen of Stone Age, ainda acho Red Hot Chili Peppers médio e ainda encho a boca para dizer eu vi Iron Maiden ao vivo e que atirei garrafinha no Carlinhos Brown (às vezes fico na dúvida qual dessas duas coisas eu me orgulho mais). </p>
<p>As histórias daqueles dias foram tão importantes que eu posso passar horas falando e não conseguirei esgotar o assunto. Só que por mais legais que sejam as lembranças e emoções daquele Rock in Rio, são apenas as minhas memórias. Eu recomendo fortemente que você vá ao Rock in Rio e veja as bandas que você realmente ama, só então você vai me entender.</p>
<p>Este ano eu não vou. Fiquei velha e peguiçosa demais pra isso, apesar de ter sofrido profundamente diante da TV pelo show do Metallica e me rasgado de inveja de quem viu a homenagem à Legião Urbana ontem. Tenho certeza absoluta que todo mundo deve ir a pelo menos uma noite de Rock in Rio na vida. É incomparável e inesquecível.</p>
<p>Se não der para ir, você sempre pode plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Ainda assim, você um dia vai se pegar pensando que devia ter ido. Portanto, se esse ano não deu, comece a poupança para 2013. E se você acha que bom mesmo é ficar em casa, atualizando suas redes sociais com comentários do tipo <em>&#8220;ah, mas isso aí não é rock de verdade, é Pop in Rio, Axé in Rio&#8221;</em> e coisas do gênero, por favor, cresça. Ficar de #mimimi em rede social enquanto vê pela televisão é infinitamente mais medíocre do que ir ao show da Claudia Leitte ou da Ke$ha.</p>
<p><em>p.s.1: este post não recebeu nenhum patrocínio, mas relendo agora eu acho que merecia. Alguém por favor ligue para o Roberto Medina.</em></p>
<p><em>p.s.2: para engavetar seus preconceitos, <a href="http://www.blogdaclaudinha.com.br/2011/09/a-rita/" target="_blank">leia</a>.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfKuBODBzSgWLFWxyVfdMG3cN5g/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfKuBODBzSgWLFWxyVfdMG3cN5g/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>A Copa do Mundo e A Política Panis et Circenses</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 17:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava conversando com duas amigas sobre a Copa de 2014 hoje cedo e o debate obviamente descambou para a política. Por mais que a gente queira, acho difícil crer que a Copa do Mundo vá ser um grande sucesso no Brasil. Não que eu seja de pouca fé, mas né, gente, a experiência de quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava conversando com duas amigas sobre a Copa de 2014 hoje cedo e o debate obviamente descambou para a política. Por mais que a gente queira, acho difícil crer que a Copa do Mundo vá ser um grande sucesso no Brasil. Não que eu seja de pouca fé, mas né, gente, a experiência de quem já foi funcionária pública conta nessas horas. </p>
<p>Eu sei lá quanto tempo as obras estão atrasadas (alguma está no prazo?), os governos federal e estaduais estão subsidiando significativamente as obras e bem, de fato, quanto de retorno <strong>econômico</strong> isso pode trazer? É claro que politicamente o governo petista será idolatrado, afinal esperamos 64 anos por isso. Mas será que dava pra gente pensar nisso um pouquinho?</p>
<p><span id="more-1194"></span>Só o evento do sorteio da Copa custou a bagatela de R$ 30 milhões, os custos com estádios serão de quase R$ 6 milhões e o total deve ultrapassar 11 bilhões de reais. Sendo que o público atraído pelo evento deve gastar 3 bilhões por aqui. Olha, eu não sei onde vocês, mas onde eu aprendi a fazer conta isso significa um prejuízo de 8 bilhões. Caso algum mané duvide destes números, por favor, pergunte ao Google.</p>
<p>Como podemos considerar que vale a pena? Vejam que estes números não levam em consideração os inevitáveis &#8220;custos adicionais&#8221; que surgirão conforme o prazo for se esgotando. Bancos aumentam linhas de crédito para o setor de turismo e hotelaria, claro que tudo faz sentido pensando em Copa do Mundo. E depois? Alguém tá pensando na porra da sustentabilidade dessa explosão de crescimento a longo prazo? Teremos uma oferta enorme de produtos turísticos, é bem verdade, eu só me pergunto quem vai consumir isso tudo&#8230;</p>
<p>De que serve tanta felicidade por sediar um evento que nós, brasileiros, sequer vamos assistir? A não ser, é claro, que alguém aí ganhe uma promoção de rádio ou seja alto executivo de alguma multinacional. Não é que eu seja pessimista, é que eu consigo pensar em tantas coisas melhores para fazer com esse dinheiro&#8230; Dinheiro mais mal gasto que Copa do Mundo no Brasil? Só se for em pesquisa espacial.</p>
<p>Eu lamento ver que tantos séculos depois a política de <em>Panis et Circenses</em> ainda seja tão verdadeira e funcional para manobrar o povo. Ou ainda mais fácil, só circo porque né, gente, pão que é bom, cada um que ganhe o seu (ou arranje filho pra ter bolsa família).</p>

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		<title>Gorda sim, e daí?</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 18:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[diarinho]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[mulher gorda]]></category>
		<category><![CDATA[paranoia de mulher]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito estético]]></category>

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		<description><![CDATA[Cenário: festa familiar. Personagens: o cara, a namorada nova e a família dele. Situação: a namorada acima do peso chega com uma calça colante, cintilante, com estampa de pele de cobra (escondida sob um vestido e uma bota de cano alto). Resultado: comentário geral durante a festa e no dia seguinte, evidentemente nenhum falatório gentil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cenário:</strong> festa familiar.<br />
<strong>Personagens:</strong> o cara, a namorada nova e a família dele.<br />
<strong>Situação:</strong> a namorada acima do peso chega com uma calça colante, cintilante, com estampa de pele de cobra (escondida sob um vestido e uma bota de cano alto).<br />
<strong>Resultado:</strong> comentário geral durante a festa e no dia seguinte, evidentemente nenhum falatório gentil.</p>
<p>Agora se prepara, vem a minha opinião. Pessoalmente, considero a roupa medonha. Mas isso não é lá grandes coisas, porque eu acho essas estampas (onça, tigre, cobra) uma mais brega que a outra, não importa a cor ou a quantidade de brilho, acho ridículo até mesmo na festa do Oscar ou num desfile de alta costura. O que me incomoda é a outra parte, justamente a razão dos comentários maldosos.</p>
<p><span id="more-1182"></span>O grande caos social ocorrido naquele dia não foi exatamente pela escolha da roupa (até porque neste frio filho da puta é praticamente impossível ficar indecente), mas sim porque a moça está gorda. Uma &#8220;familiar&#8221; chegou a dizer que não entende como pode aquela gorda mal vestida ter namorado e ela, perfeita para os padrões de beleza, estar solteira. Claro que os homens olham para cada mulher gostosa que passa, mas que eu saiba, não é assim que se constrói um relacionamento. Ou é?</p>
<p>Sabe, eu sou gorda <em>[<s>óbvio, Lomyne, 90% das blogueiras são gordas</s>]</em>. Não vou dizer que é a coisa mais legal do mundo, afinal é uma merda comprar roupa, achar algo que me agrade e me sirva. E olha que eu só uso roupa básica! Só que eu sempre penso que é mais importante gostar de mim, eu e qualquer ameaça de namorado que eu posso ter. Costumo brincar que sou um pacote completo, se me quiser tem que levar pra casa do jeito que eu sou. Ou será que se eu perder alguns quilos um namorado perfeito vai cair no meu colo? Então eu devo considerar que só estou solteira porque estou gorda? Falta cadeira pra tanta Cláudia.</p>
<p>Acho um absurdo esse pressuposto de que pra ter um namorado seja preciso se enquadrar em determinado padrão estético. Assim como acho um absurdo ter como prioridade absoluta arranjar um namorado. Não vou culpar a televisão ou a moda, nem mesmo os homens. Quem faz isso são as mulheres, fazem consigo mesmas, com suas prioridades medíocres, ó maldito complexo de Cinderela.</p>
<p>Eu aprendi uma coisa muito importante: o que os homens querem é uma mulher companheira, não um enfeite para a sala de estar. Quer dizer, isso é o que os homens que valem a pena querem. Porque o cara que quer um enfeite pra sala de estar, esse é o cara que deixa a mulher em casa e sai com os amigos pra farrear.</p>
<p>Fazer o quê, cada um com as suas prioridades&#8230;</p>

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		<title>Empobrecimento de Vocabulário</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 13:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[vocabulário]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu vivo falando dos outros, me incomodando quando falam português errado, que usam composições pobres e erram quando tentam falar difícil. Hoje no entanto preciso admitir que foi-se o tempo em que meu vocabulário era aquela maravilha. Outro dia eu estava no gtalk com o @idegasperi e me embananei toda, não sabia mais se o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vivo falando dos outros, me incomodando quando falam português errado, que usam composições pobres e erram quando tentam falar difícil. Hoje no entanto preciso admitir que foi-se o tempo em que meu vocabulário era aquela maravilha.</p>
<p>Outro dia eu estava no gtalk com o <a href="http://twitter.com/idegasperi" target="_blank">@idegasperi</a> e me embananei toda, não sabia mais se o certo era embaçar ou embassar. Convenhamos que isso é um termo de vocabulário informal, que a chance de PRECISAR desta palavra é praticamente nula e que sempre podemos correr pro Google e perguntar. Só que eu acho isso um absurdo.</p>
<p><span id="more-1152"></span>Eu fico muito incomodada com essa sensação de que escrever virou uma atividade mecânica. A maioria dos softwares que usamos no dia a dia têm corretor ortográfico, um erro não leva 2 segundos para ser marcado em vermelho. Resultado: empobrecimento da linguagem cotidiana, perdemos o costume de pensar para escrever.</p>
<p>Se já somos mais descuidados quando falamos, piora quando estamos cheios de ferramentas de apoio. Deixar um bilhete (escrito à mão, óbvio) se torna uma aventura arriscada. E vira um círculo vicioso: usamos um vocabulário mais estreito e esquecemos palavras. Não vai demorar até que estejamos falando Novilíngua.</p>
<p>Tudo isso não é tão diferente do que eu postei ontem sobre educação, só que estou olhando o que fazemos depois que saímos da escola, ou seja, tudo que é de nossa inteira responsabilidade, não há mais ninguém para culpar.</p>
<p>É fácil listar os fatores que têm causado o empobrecimento do meu vocabulário: por falta de escrever, por falta de ler algo além de notícias técnicas, por falta de conversas que demandem vocabulário, por falta de trabalhar com redação. <em>Mea culpa, mea maxima culpa,</em> eu sei. Mas e você?</p>

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