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	<title>LumaKimura.net [ Blog ]</title>
	
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		<title>Livro: Lolita, de Vladimir Nabokov</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 13:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lolita é uma das obras mais polêmicas da literatura contemporânea, foi publicada pela primeira vez em 1955 depois de ter sido recusada por diversas editoras. O romance, narrado em primeira pessoa por Humbert Humbert, conta a obsessão do personagem-narrador por sua enteada de 12 anos, a quem chama Lolita. Humbert é um professor de literatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-lolita.jpg" alt="Capa: Lolita, de Vladimir Nabokov" class="alignleft" /> <strong>Lolita</strong> é uma das obras mais polêmicas da literatura contemporânea, foi publicada pela primeira vez em 1955 depois de ter sido recusada por diversas editoras. O romance, narrado em primeira pessoa por Humbert Humbert, conta a obsessão do personagem-narrador por sua enteada de 12 anos, a quem chama Lolita.</p>
<p>Humbert é um professor de literatura de meia-idade que deixa a França depois de um casamento mal sucedido e parte em busca de uma nova vida nos Estados Unidos. Lá, ele aluga um cômodo na casa onde vivem a viúva Charlotte Haze e sua geniosa filha. Logo de cara ele se sente atraído pela garota &#8211; que, de sua parte, também se insinua para ele. Durante um acampamento que manteve Lolita ausente por um período razoalmente longo, Charlotte se declara a Humbert e pede-lhe que, se seus sentimentos não forem correspondidos, ele deixe a casa. Atemorizado pela ideia de se afastar da menina, Humbert aceita o casamento, mas pouco tempo depois Charlotte descobre seu diário onde estão registrados seus desejos mais pervertidos acerca de Lolita. Transtornada, Charlotte sai em disparada pela rua e morre atropelada, deixando o caminho totalmente livre para Humbert.
<p>Humbert escreve seu relato da prisão, onde aguarda julgamento, e desde as primeiras páginas se descreve como um pervertido. Ele não procura realmente se justificar, tal como não demonstra arrependimento por seus atos, mas tampouco permite que se crie, ao seu redor, uma efígie de ares monstruosos. O tom provocativo consegue chocar, ao mesmo tempo em que denota a &#8220;normalidade&#8221; da situação para um homem que já convive há tanto tempo com seus desvios. Lolita, por sua vez, não é retratada como uma simplória vítima &#8211; óbvio que aqui pesa o ponto de vista do narrador &#8211; mas como uma garota consciente de ter nas mãos o poder para explorar a obsessão e o ciúme de seu algoz. Até que ponto uma menina de 12 ou 13 anos pode ser considerada inocente?</p>
<p>Não foi uma leitura fácil. O tema pesado, a obcecação levada ao extremo e a minha incapacidade de <em>compreender</em> tal tipo de perversão, fizeram com que eu mantivesse, o tempo todo, o pensamento do quanto tudo aquilo me soava repugnante. Narrativa crua, carregada e muito bem conduzida. Nesse ponto percebi a genialidade de <strong>Nabokov</strong>, sua habilidade em causar tamanha angústia, ao mesmo tempo que prende o leitor com uma sequência intrigante, não permite que abandonemos o livro pela simples curiosidade de saber o que vai acontecer.</p>
<p>Minha posição primária ante a temática do livro sempre foi imaginar Humbert como um depravado sem escrúpulos corrompendo crianças sexualmente. O romance não me fez compreende-lo, mas me fez perceber as muitas camadas e nuances de uma situação que não pode ser, por qualquer ângulo, simples. Material inesgotável para muitas discussões. Dica perfeita para uma pauta no <em>clube do livro</em> (viu, Drika? rs).</p>
<p>No mais, quero acrescentar que &#8211; nesta edição brasileira, da Biblioteca Folha &#8211; me incomodou bastante o fato de muitas frases em francês, que não podiam ser simplesmente ignoradas ou entendidas pelo contexto, não terem tradução, sequer uma nota de rodapé. Por diversas vezes perdi totalmente o ritmo da leitura quando era obrigada a recorrer a um dicionário e, convenhamos, isso é muito chato&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>, <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a>, <a href="/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/" title="Livro: Cândido, de Voltaire">Cândido, de Voltaire</a> e <a href="/blog/20120/livro-helena-de-machado-de-assis/" title="Livro: Helena, de Machado de Assis">Helena, de Machado de Assis</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Lolita</h3>
<p>Nabokov, Vladimir</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Biblioteca Folha</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Clássico</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Lolita</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Links interessantes #55</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 14:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Babushka Softie Doll Tutorial &#187; cupcake cutie &#8211; Passo a passo dessas bonequinhas em feltro e tecido. Em ingl&#234;s. Como limpar o microondas &#187; d&#9829; &#8211; Para a série &#8220;dicas simples e práticas&#8221;. Lixo n&#227;o &#233; livro para doa&#231;&#227;o e biblioteca comunit&#225;ria n&#227;o &#233; lix&#227;o &#187; Livros e afins Dicion&#225;rio de Libras Online 11 dicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Babushka" src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/c8ab07a0786b.jpg" class="aligncenter" /></p>
<ul>
<li> <a href="http://cupcakecutie1.blogspot.co.nz/2011/02/babushka-softie-doll-tutorial.html">Babushka Softie Doll Tutorial &raquo; cupcake cutie</a> &#8211; Passo a passo dessas bonequinhas em feltro e tecido. Em ingl&ecirc;s.</li>
<li> <a href="http://www.dcoracao.com/2012/02/como-limpar-o-microondas.html">Como limpar o microondas &raquo; d&hearts;</a> &#8211; Para a série &#8220;dicas simples e práticas&#8221;.</li>
<li> <a href="http://livroseafins.com/lixo-livro-doacao-biblioteca/">Lixo n&atilde;o &eacute; livro para doa&ccedil;&atilde;o e biblioteca comunit&aacute;ria n&atilde;o &eacute; lix&atilde;o &raquo; Livros e afins</a></li>
<li> <a href="http://www.acessobrasil.org.br/libras/">Dicion&aacute;rio de Libras Online</a></li>
<li> <a href="http://listasliterarias.blogspot.com/2012/02/11-dicas-da-editora-novo-conceito-para.html">11 dicas da Editora Novo Conceito para novos escritores aumentarem suas chances de serem publicados &raquo; Listas Liter&aacute;rias</a></li>
<li> <a href="http://www.mochileiros.com/dicas-como-criar-seu-roteiro-de-viagem-em-oito-etapas-t49495.html">Dicas: Como criar seu roteiro de viagem em oito etapas &#8211; Europa &raquo; T&oacute;pico no Mochileiros.com</a></li>
<li> <a href="http://www.elmundo.es/especiales/2003/07/sociedad/destinos_literarios/index.html">Destinos Literarios &raquo; elmundo.es</a> &#8211; Em espanhol.</li>
<li> <a href="http://www.goethe.de/ins/br/lp/prj/dgl/ptindex.htm">Literatura Contempor&acirc;nea Alem&atilde;&nbsp;&raquo;&nbsp;Goethe-Institut</a></li>
</ul>
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		<title>Livro: Helena, de Machado de Assis</title>
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		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-helena-de-machado-de-assis/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 20:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
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		<description><![CDATA[Leitura extra para fevereiro no Desafio Literário! Helena não constava na minha lista original mas veio a calhar, o livro &#8220;caiu&#8221; nas minhas mãos na semana passada e se adequou perfeitamente à tarefa do mês, resolvi acrescentar. A história começa com a morte do Conselheiro Vale, homem rico e importante no Rio Janeiro da época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-helena.jpg" alt="Capa: Helena, de Machado de Assis" class="alignleft" /> Leitura extra para fevereiro no <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>! <strong>Helena</strong> não constava na minha lista original mas veio a calhar, o livro &#8220;caiu&#8221; nas minhas mãos na semana passada e se adequou perfeitamente à tarefa do mês, resolvi acrescentar. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A história começa com a morte do Conselheiro Vale, homem rico e importante no Rio Janeiro da época colonial. A abertura de seu testamento surpreende a todos quando ele reconhece uma filha bastarda, a jovem e bela Helena, que passa a ser herdeira de uma quantia bastante considerável e, conforme solicitado pelo pai, vai viver na mansão da família, junto com seu meio-irmão Estácio e a tia D. Úrsula.</p>
<p>Helena assume seu lugar na família e logo se revela uma jovem admirável. Bonita, inteligente e sensível, sabe como cuidar bem da casa e dedica especial atenção à família, impressionando não somente os parentes &#8211; e até mesmo D. Úrsula que, a princípio, era a pessoa que mais se mostrava reticente com a presença da jovem em suas vidas &#8211; como também os amigos próximos e a sociedade em geral.</p>
<p>Estácio, que desde o princípio acolheu Helena de boa vontade, impressiona-se cada vez mais com os encantos da moça e acaba por se apaixonar, sendo, secretamente, correspondido por ela. Surge daí a base do principal conflito do romance: o martírio causado por uma paixão, supostamente, incestuosa.</p>
<p>A trama é simples, segue linearmente sem grandes sobressaltos e chega, até determinado ponto, a soar um pouco entendiante &#8211; um reflexo, talvez, da inércia do cotidiano da família, mas durante toda a narrativa o estilo machadiano marca sua presença com o tom sarcástico e o aprofundamento psicológico das personagens e da natureza humana.</p>
<p>Mais do que a história de um amor frustrado, <em>Helena</em> é um romance que ironiza valores sociais, morais, políticos e religiosos da época. Não é a melhor obra da <em>Machado de Assis</em>, mas ainda assim é uma leitura que vale a pena.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Leia o post Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>, <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Leia o post Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a> e <a href="/blog/2012/livro-candido-de-voltaire/" title="Leia o post Livro: Cândido, de Voltaire">Cândido, de Voltaire</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Helena</h3>
<p>Assis, Machado de</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Domínio Público</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Brasileira, Romance</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Filme: Uma Cilada para Roger Rabbit</title>
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		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-uma-cilada-para-roger-rabbit/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 22:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eddie Valiant (Bob Hoskins) é um detetive particular em um mundo onde humanos e desenhos animados convivem lado a lado no mesmo plano de existência. Ele é contratado para um trabalho que consiste em averiguar se Jessica, uma mulher animada extremamente sensual, está sendo infiel a seu marido, o coelho, também animado, Roger Rabbit. As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-uma-cilada-para-roger-rabbit.jpg" alt="Cartaz: Uma Cilada para Roger Rabbit" class="alignleft" /> Eddie Valiant (<em>Bob Hoskins</em>) é um detetive particular em um mundo onde humanos e desenhos animados convivem lado a lado no mesmo plano de existência. Ele é contratado para um trabalho que consiste em averiguar se Jessica, uma mulher animada extremamente sensual, está sendo infiel a seu marido, o coelho, também animado, Roger Rabbit. As coisas se complicam quando, após a conclusão do trabalho, Roger Rabbit é acusado de assassinar o humano com quem Jessica foi vista e não tem ninguém, senão Eddie &#8211; que passou a odiar os desenhos desde a morte de seu irmão pelas mãos de um deles &#8211; para ajudá-lo a provar sua inocência.</p>
<p>Clássico dos anos 80, gatilho para o saudosismo de tantos e tantos da minha geração, mas não sei bem explicar porquê, nunca tive grande curiosidade em assistir este filme. A oportunidade surgiu meio sem querer, enquanto consultava a programação da TV lembrei-me de que o filme consta na listagem dos 1001 filmes e resolvi encarar. Não cheguei a me surpreender, mas admito que me diverti mais do que esperava.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/f133928420b0.jpg" alt="Cena do filme" /> <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/80dca3961014.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cenas do filme</p>
</div>
<p>Quem nunca sonhou em conhecer de perto os personagens de sua infância? <strong>Uma Cilada para Roger Rabbit</strong> tem, de fato, um forte apelo nostágico, feito sob medida para aqueles cujas personagens da Era de Ouro das animações tradicionais fizeram parte de suas vidas.</p>
<p>Embora a ideia de misturar personagens animados com atores <em>live action</em> não fosse de todo inédita, mesmo para a época, a coisa toda foi articulada com habilidade louvável. A parceria de <strong>Zemeckis</strong>, na direção, e <strong>Spielberg</strong>, na produção, conseguiu captar a magia certa e direcioná-la a um público alvo vasto e não se contentou em apoiar o sucesso do filme apenas em personagens conhecidos, mais do que isso criou ao seu redor uma trama ágil, com um estilo cômico &#8211; nem tão inocente, nem tão apelativo &#8211; que casou bem com este &#8220;mundo misto&#8221;.</p>
<p>Uma boa direção, um roteiro muito bem adaptado (do romance <em>Who Censored Roger Rabbit?</em>, de Gary K. Wolf), cores, movimento e umas boas risadas. Não digo que tenha me arrependido de nunca ter assistido ao filme antes, mas com certeza valeu a pena agora. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="quadro">
<h3>Cilada para Roger Rabbit, Uma</h3>
<p>Who Framed Roger Rabbit (EUA, 1988, 104 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Robert Zemeckis</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> Gary K. Wolf, Jeffrey Price, Peter S. Seaman</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Animação, Comédia, Fantasia</li>
<li> <strong>Elenco Principal:</strong> Christopher Lloyd, Bob Hoskins, Kathleen Turner (voz), Joanna Cassidy, Charles Fleischer (voz), Stubby Kaye, Alan Tilvern</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3.5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
		<object width="500" height="369"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OFCIaMyMORg?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OFCIaMyMORg?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
	</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Cândido, de Voltaire</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[1001 livros]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos abril coleções]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
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		<category><![CDATA[voltaire]]></category>

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		<description><![CDATA[Engraçado como nem mesmo uma &#8220;experiência&#8221; relativamente longa com leituras é capaz de minar completamente com algumas ideias pré-concebidas enraizadas na mente. Pensar na obra literária de Voltaire sempre me suscitou a imagem de livros de linguagem rebuscada e difícil compreensão. Por quê? Não sei, pura impressão. Fui encarar a leitura de Cândido com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-candido.jpg" alt="Capa: Cândido, de Voltaire" class="alignleft" /> Engraçado como nem mesmo uma &#8220;experiência&#8221; relativamente longa com leituras é capaz de minar completamente com algumas ideias pré-concebidas enraizadas na mente. Pensar na obra literária de <strong>Voltaire</strong> sempre me suscitou a imagem de livros de linguagem rebuscada e difícil compreensão. Por quê? Não sei, pura impressão. Fui encarar a leitura de <strong>Cândido</strong> com o espírito preparado para tal e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um texto completamente acessível que em absolutamente nada deixa a perder o riquíssimo conteúdo.</p>
<p>O livro narra as desventuras do personagem-título em uma errática viagem por diversos países do mundo. <strong>Cândido</strong>, um jovem rapaz de &#8220;juízo reto e espírito simples&#8221;, nascido e criado em um belo castelo na Vestfália, levava uma vida &#8220;perfeita&#8221;, recebendo a orientação de seu preceptor, Pangloss, a quem muito admirava, até que, por um infeliz desentendimento com o senhor do castelo, acabou sendo expulso do lugar a pontapés. Desnorteado pela súbita quebra em sua edênica rotina, segue caminhando sem rumo e é aí que começa a sucessão de acontecimentos que vai pôr à prova os ensinamentos de seu caro mentor.</p>
<p>O tom é deliciosamente sarcástico, pastelão a um estilo ligeiramente caricato, esconde pesadas críticas sob uma discreta aparência de ingenuidade. A paródia aos romances de aventura &#8211; e a seus mais frequentes <em>clichés</em> &#8211; é clara desde o princípio, há uma sucessão convulsiva de cenários, grandes movimentações, feitos inacreditáveis e muita, muita desgraça. O choque do mundo imaginado por Cândido e aquele que realmente encontra cria situações, no mínimo, tragicômicas.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 212px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/0cc0fa9c0ef2.jpg" alt="Voltaire, por Nicolas de Largillière" /></p>
<p class="wp-caption-text">Voltaire, por Nicolas de Largillière <br /> <small>Domínio Público</small></p>
</div>
<p>É bem verdade que só pude ter uma noção melhor da profundidade da obra depois de concluída a leitura, quando fui pesquisar um pouco mais a respeito do próprio autor e das ideias que ele combatia ou defendia. Eu me diverti com a leitura, mas depois é que fui me dar conta do quanto o trabalho é genial.</p>
<p>Se as duras críticas à Igreja e às tradições religiosas são bastante conhecidas na obra de <em>Voltaire</em>, em <em>Cândido</em> o ataque aponta diretamente ao pensamento do <em>otimismo de Leibniz</em>, que defendia a ideia de que, uma vez que o universo tenha sido criado por Deus e que a bondade divina não pode ser afetada pela existência do mal, a conciliação do máximo de bem e o mínimo de mal torna nosso meio o &#8220;melhor dos mundos possíveis&#8221;. No livro a teoria ganha voz nos ensinamentos de Pangloss e a desilusão de Cândido se avoluma com o testemunho e a vivência de tantos e tantos reveses pelo caminho.</p>
<p>É um livro para muitas releituras e perfeito para discussões, que me fez ficar pensando, mais uma vez, que a leitura dos grandes clássicos realmente vale a pena&#8230;</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também as resenhas de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Leia o post Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a> e <a href="/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/" title="Leia o post Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo">Pedro Páramo, de Juan Rulfo</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Cândido</h3>
<p>Voltaire (François-Marie Aroue)</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Abril (Coleção Clássicos)</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Clássico</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Candide, ou l&#8217;Optimisme</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<title>Livro: A Mulher Sábia, de Christian Jacq</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 12:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a pedra da luz]]></category>
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		<category><![CDATA[christian jacq]]></category>
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		<description><![CDATA[Dando sequência à série A Pedra da Luz, escrita pelo egiptólogo francês Christian Jacq, A Mulher Sábia retoma os acontecimentos logo após a morte de Ramsés, o Grande, no final do primeiro livro. A dúvida assombra a tranquilidade dos moradores do Lugar da Verdade: Merneptah, o novo faraó, manterá o apoio e a proteção aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-mulher-sabia.jpg" alt="Capa: A Mulher Sábia, de Christian Jacq" class="alignleft" /> Dando sequência à série <em>A Pedra da Luz</em>, escrita pelo egiptólogo francês <strong>Christian Jacq</strong>, <strong>A Mulher Sábia</strong> retoma os acontecimentos logo após a morte de Ramsés, o Grande, <a href="/blog/2011/livro-nefer-o-silencioso-de-christian-jacq/" title="Livro: Nefer, o Silencioso, de Christian Jacq">no final do primeiro livro</a>.</p>
<p>A dúvida assombra a tranquilidade dos moradores do Lugar da Verdade: Merneptah, o novo faraó, manterá o apoio e a proteção aos talentosos artesãos, permitindo que eles continuem com seu trabalho sagrado? Enquanto Nefer, o Silencioso, sua esposa, Clara, que agora ocupa o lugar de Mulher Sábia e Paneb, o Ardoroso, lutam para provar o valor e a importância da confraria, seguindo com as obras a despeito das artimanhas de Mehy, o tesoureiro-chefe de Tebas, a situação política por todo o Egito se agrava. Merneptah precisa vencer os inimigos das Duas Terras que estão se reagrupando e ameaçam atacar os pontos onde sua autoridade ainda não foi totalmente reconhecida, mas, acima de tudo, terá que subjugar as maquinações advindas dos traidores que vivem em seu próprio círculo.</p>
<p>Praticamente não tenho nada a acrescentar depois da resenha do primeiro livro da série &#8211; Nefer, o Silencioso &#8211; as impressões aqui foram quase-quase as mesmas. A narrativa mantém o padrão de qualidade, o ritmo fluido e o estilo ágil que me agradaram desde o início. Referências históricas mais detalhadas e fundamentadas continuam um pouco escassas e ainda são meu único ponto de frustração com a série.</p>
<p>A trama envereda por caminhos um pouco mais tensos, os conflitos ganham volume com mais mortes, esquemas de traições e espionagem, e as descrições mais frequentes do cotidiano dos membros da confraria parecem querer fortalecer a simpatia do leitor pelo Lugar da Verdade, mas tudo ainda parece um pouco longe do ápice de toda a trama. Veremos, ainda tenho 2 volumes pela frente.</p>
<p>Por hora vou dizer apenas que o segundo livro é tão envolvente quanto o primeiro, uma leitura praticamente obrigatória para os que se interessam pela ambientação do Antigo Egito.</p>
<div class="quadro">
<h3>A Mulher Sábia</h3>
<p>Jacq, Christian</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> A Pedra da Luz #2</li>
<li> <strong>Editora:</strong> Bertrand Brasil</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance Histórico, Egiptologia</li>
<li> <strong>Título Original em francês:</strong> La Femme sage</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Série de Livros: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/serie-de-livros-as-brumas-de-avalon-de-marion-zimmer-bradley/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/serie-de-livros-as-brumas-de-avalon-de-marion-zimmer-bradley/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 12:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[as brumas de avalon]]></category>
		<category><![CDATA[imago editora]]></category>
		<category><![CDATA[marion zimmer bradley]]></category>
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		<description><![CDATA[As Brumas de Avalon é um romance divido em 4 volumes em que Marion Zimmer Bradley reconta as lendas arturianas pela perspectiva das heroínas da história: Gwenhwyfar, Igraine, Viviane e, principalmente, Morgana. A saga, por este prisma, ressalta a importância e a forte influência das mulheres sobre a vida de Arthur, desde antes do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="aligncenter">
    <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-senhora-da-magia.jpg" alt="Capa: A Senhora da Magia, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-a-grande-rainha.jpg" alt="Capa: A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-gamo-rei.jpg" alt="Capa: O Gamo-Rei, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" /> <img src="/blog/wp-content/uploads/capa-o-prisioneiro-da-arvore.jpg" alt="Capa: O Prisioneiro da Árvore, de Marion Zimmer Bradley" style="width: 120px;" />
</div>
<p><strong>As Brumas de Avalon</strong> é um romance divido em 4 volumes em que <strong>Marion Zimmer Bradley</strong> reconta as lendas arturianas pela perspectiva das heroínas da história: Gwenhwyfar, Igraine, Viviane e, principalmente, Morgana. A saga, por este prisma, ressalta a importância e a forte influência das mulheres sobre a vida de Arthur, desde antes do seu nascimento até a sua morte.</p>
<p>Esta na verdade foi uma releitura, eu já havia lido a série há muitos anos. Na época foi a segunda versão dos mitos arturianos que peguei para ler &#8211; a primeira foi uma versão d&#8217;<em>A Morte do Rei Arthur</em>, de Thomas Malory, adaptada para jovens leitores -, a que despertou o meu fascínio pelas histórias da <em>Matter of Britain</em> e que continua sendo uma das minhas preferidas ao lado de outras, de indiscutível qualidade, que vim a ler depois, como a <a href="/blog/tag/warlord-chronicles/" title="Leia resenhas da trilogia The Warlord Chronicles, de Bernard Cornwell">trilogia de Bernard Cornwell</a>.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 160px;">
	<img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/5dba382adbbb.jpg" alt="Marion Zimmer Bradley" /></p>
<p class="wp-caption-text">Marion Zimmer Bradley <br /> &copy; Reuters</p>
</div>
<p>Ao contrário da versão &#8220;historicamente possível&#8221; de <em>Bernard Cornwell</em>, que dá bastante ênfase às batalhas, aos conflitos políticos e a luta pelo trono, <strong>As Brumas de Avalon</strong> tem um tom mais místico e, ao perfeito estilo de <strong>Marion Zimmer Bradley</strong>, detalha com minúcia os aspectos da Antiga Fé. Aqui praticamente não temos descrições de embates armados, mas os rituais, as velhas tradições e o que seria o mundo das fadas imaginado pela autora podem ser observados em seus pormenores.</p>
<p>Ainda que a vida, a percepção e os medos das mulheres estejam em foco, este não é, como muitos pensam, um romance &#8220;delicado&#8221;. Marcado pela força dos conflitos, especialmente pelos irascíveis confrontos religiosos, a narrativa chega a ser cruel em muitos pontos, tão devastadora quanto fascinante, dessas que nos fazem amar e odiar as personagens como se fossem pessoas de nosso próprio convívio.</p>
<p>Se a paixão pelo tema e pelo estilo da autora me fazem cega, sou realmente muito suspeita para falar, mas não posso por de parte a recomendação: se você ainda não leu, leia. Vale a pena. <img src='http://lumakimura.net/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<div class="quadro">
<h3>Brumas de Avalon, As</h3>
<p>Bradley, Marion Zimmer</p>
<ul>
<li> <strong>Série:</strong> Brumas de Avalon, As
<ul>
<li> 1. Senhora da Magia, A</li>
<li> 2. Grande Rainha, A</li>
<li> 3. Gamo-Rei, O</li>
<li> 4. Prisioneiro da Árvore, O</li>
</ul>
</li>
<li> <strong>Editora:</strong> Imago</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Fantasia, Mitos Arturianos</li>
<li> <strong>Títulos Originais em Inglês:</strong> Mists of Avalon, The
<ul>
<li> 1. Mistress of Magic</li>
<li> 2. High Queen, The</li>
<li> 3. King Stag, The</li>
<li> 4. Prisoner in the Oak, The</li>
</ul>
</li>
<li> <strong>Avaliação média:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Pedro Páramo, de Juan Rulfo</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-pedro-paramo-de-juan-rulfo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 21:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[edições bestbolso]]></category>
		<category><![CDATA[juan rulfo]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado pela primeira vez em 1955, Pedro Páramo é o único romance do sucinto escritor mexicano Juan Rulfo (seu outro livro &#8211; Chão em Chamas, no Brasil &#8211; é uma coletânea de contos). A obra é considerada uma das mais importantes na literatura hispano-americana e relata o retorno de Juan Preciado à sua cidade natal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-pedro-paramo.jpg" alt="Capa: Pedro Páramo, de Juan Rulfo" class="alignleft" /> Publicado pela primeira vez em 1955, <strong>Pedro Páramo</strong> é o único romance do sucinto escritor mexicano <strong>Juan Rulfo</strong> (seu outro livro &#8211; Chão em Chamas, no Brasil &#8211; é uma coletânea de contos). A obra é considerada uma das mais importantes na literatura hispano-americana e relata o retorno de Juan Preciado à sua cidade natal para procurar o pai, Pedro Páramo, após a morte de sua mãe. Quando chega à pequena cidade, Juan Preciado fica sabendo que Pedro Páramo morreu há alguns anos e, em conversas com os moradores do local, vai descobrindo a história e o caráter do pai: um menino miserável que se tornou a pessoa mais poderosa da região por meio da crueldade e da violência.</p>
<p>Uma sequência de pequenos absurdos vão suprimindo os limites do sobrenatural, até que o leitor percebe &#8211; e creio que não corro o risco de gerar um <em>spoiler</em> aqui, uma vez que o fato é uma das características do livro mais frequentemente mencionadas &#8211; que as personagens estão mortas, embora não estejam conscientes de seu estado, condenados a vagar sobre a terra onde cometeram pecados não absolvidos antes de sua morte.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 200px;">
	<img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/124f7688ebaa.jpg" alt="Juan Rulfo" /></p>
<p class="wp-caption-text">Juan Rulfo</p>
</div>
<p>É um romance curto, pouco mais de 100 páginas, mas não posso dizer que tenha sido uma leitura realmente rápida. A estrutura narrativa heterogênea, com o foco narrativo que se alterna entre a terceira e a primeira pessoa, alternando também a voz da personagem, em sequências atemporais que passam do presente ao passado sem uma distinção muito clara, exige um alto grau de concentração. Experiência singular: durante a leitura tive a sensação de que não estava entendendo muito bem, mas ao alcançar a última página fui tomada por aquele instante de suspensão que só os bons livros são capazes de causar.</p>
<p>Parece confuso no início, mas não é preciso muito para megulhar na árida melancolia de Comala. Um livro que trata de morte, solidão e desgraças, mas em nenhum momento se deixa cair no dramalhão. Poesia em prosa, palavras encaixadas no lugar certo e o típico silêncio que se reporta à alma. Extraordinário, acima de tudo, constatar como <em>Juan Rulfo</em> conseguiu, em tão poucas páginas, colocar tantas reflexões e tantas possibilidades interpretativas em minha cabeça.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é ler livros cujos títulos sejam nomes próprios. Leia também a resenha de <a href="/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon" title="Leia o post Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón">Marina, de Carlos Ruiz Zafón</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Pedro Páramo</h3>
<p>Rulfo, Juan</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> BestBolso (Grupo Record)</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Romance Regionalista, Realismo Fantástico</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Pedro Páramo</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 4 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Marina, de Carlos Ruiz Zafón</title>
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		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-marina-de-carlos-ruiz-zafon/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[carlos ruiz zafón]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>
		<category><![CDATA[suma de letras]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. (&#8230;) Uma semana depois, um policial à paisana teve a impressão de conhecer aquele garoto; a descrição batia. O suspeito vagava pela estação de Francia como uma alma penada numa catedral de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-marina.jpg" alt="Capa: Marina, de Carlos Ruiz Zafón" class="alignleft" /> &#8220;<em>Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. (&#8230;) Uma semana depois, um policial à paisana teve a impressão de conhecer aquele garoto; a descrição batia. O suspeito vagava pela estação de Francia como uma alma penada numa catedral de ferro e névoa. O policial me abordou com uma de romance de terror. Perguntou se meu nome era Óscar Drai e se era o rapaz que havia sumido sem deixar rastros do internato onde estudava. (&#8230;) Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças que enterramos nele. Quinze anos depois, a memória daquele dia voltou para mim. Vi aquele menino vagando entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina se acendeu de novo como uma ferida aberta.</em>&#8220;</p>
<p>Perdoem-me, meus amigos, mas utilizei o trecho da contracapa como introdução para o post porque simplesmente não consegui elaborar uma sinopse razoável. Acreditem, perdi a noção de quanto tempo fiquei aqui, olhando para o cursor piscando no canto da tela branca, sem saber o que escrever. Como fazer um resumo <strong>sem <em>spoilers</em></strong> de uma história em que o suspense tem tanta força que poderia, por si só, ser considerado um personagem? Pois é exatamente assim que me sinto com relação a <strong>Marina</strong>, um livro que perde muito em experiência de leitura quando já se conhecem detalhes da trama de antemão. E se você ainda não leu o livro, siga meu conselho: <strong>NÃO</strong> leia a sinopse oficial oferecida pela editora, tive a sorte de ler o livro antes e percebi que a tal sinopse revela muito mais do que deveria.</p>
<p>Há muito tempo eu tinha curiosidade em conhecer o trabalho de <strong>Carlos Ruiz Zafón</strong> e <strong>Marina</strong> foi minha primeira oportunidade (logo em seguida li <em>A Sombra do Vento</em>, mas vou deixar os comentários mais detalhados deste para outra resenha) e o que posso dizer? Fui com-ple-ta-men-te absorvida pela história, não consegui largar o livro antes de alcançar a última página, devorei os parágrafos com ansiedade arrebatada e fui surpreendida por uma trama que enveredou por caminhos totalmente discrepantes daqueles que se formavam em minha imaginação simplória.</p>
<p>Ler <em>Marina</em> é acompanhar duas histórias ao mesmo tempo, é se deixar envolver por um suspense minuciosamente arquitetado, é viajar por uma Barcelona de mistérios e tragédias em cenários primorosamente descritos.</p>
<p>Amei a maneira como <em>Zafón</em> escreve. O texto é carregado de tensão, evoca os sentimentos mais arrebatadores &#8211; tendam eles para o amor ou para o ódio &#8211; e, depois de ter lido também <em>A Sombra do Vento</em> e ter reconhecido alguns de seus traços estilísticos, começo a perceber que o autor tem tudo para entrar para a listinha dos meus favoritos.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Este post também faz parte do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> e a tarefa para o mês de fevereiro é a leitura de um livro cujo título seja um <em>Nome Próprio</em>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Marina</h3>
<p>Zafón, Carlos Ruiz</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Suma de Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Estrangeira, Suspense</li>
<li> <strong>Título Original:</strong> Marina</li>
<li> <strong>Site do autor:</strong> <a href="http://www.carlosruizzafon.com/" title="Visite o site do autor">http://www.carlosruizzafon.com/</a></li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Book Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
	<object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NED7zfccbHg?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NED7zfccbHg?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
    </div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Filme: O Túmulo dos Vagalumes</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/filme-o-tumulo-dos-vagalumes/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema e Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[1001 filmes]]></category>
		<category><![CDATA[isao takahata]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[studio ghibli]]></category>

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		<description><![CDATA[Em O Túmulo dos Vagalumes Seita, um adolescente de 12 anos, e Setsuko, de apenas 4 anos, são dois irmãos que vivem no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Sua mãe morre depois de ser atingida durante um ataque aéreo que destruiu a cidade onde moravam. Seu pai, membro da marinha japonesa, está desaparecido e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/cartaz-o-tumulo-dos-vagalumes.jpg" alt="Cartaz: O Túmulo dos Vagalumes" class="alignleft" /> Em <strong>O Túmulo dos Vagalumes</strong> Seita, um adolescente de 12 anos, e Setsuko, de apenas 4 anos, são dois irmãos que vivem no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Sua mãe morre depois de ser atingida durante um ataque aéreo que destruiu a cidade onde moravam. Seu pai, membro da marinha japonesa, está desaparecido e há muito não se tem notícias dele. Sem ter para onde ir eles se vêem obrigados a procurar ajuda em casa de parentes, mas não demoram a constatar que a tia os considera um fardo indesejado. Quando as constantes brigas tornam-se insuportáveis, os dois irmãos decidem se mudar, sozinhos, para um antigo abrigo abandonado e fazem dele o seu lar. Os tempos de guerra, no entanto, são extremamente cruéis, em especial para aqueles que não dispõem de muitos recursos e logo a fome passa a ser seu inimigo mais próximo.</p>
<p>A história é baseada em um romance de inspiração autobiográfica de <em>Akiyuki Nosaka</em> e não difere de muitas que já vimos por aí tantas e tantas vezes, tragédias de guerra com as quais jamais deveríamos nos acostumar. Espantoso que uma história que não traz uma essência inédita ainda consiga comover tanto. Espantoso que uma história possa ser tão trágica e ao mesmo tempo tão linda.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/b1160c2988b1.jpg" alt="Cena do filme" /></p>
<p class="wp-caption-text">Cena do filme</p>
</div>
<p>Mantendo as questões políticas da guerra como um pano de fundo e o foco quase exclusivo no drama dos irmãos, o longa intercala momentos de leveza e desgraça, alternando a dor com cenas de uma beleza poética que dão ainda mais vulto ao desespero e ao sofrimento que os conflitos armados trazem aos inocentes. Impossível não se apaixonar pela pequena Setsuko ou não se compadecer dos esforços, tão incompatíveis à sua idade, que Seita é obrigado a empreender quando tudo o que mais desejaria era não ter uma responsabilidade tão grande pesando sobre os ombros.</p>
<p>Impossível segurar as lágrimas e, sim, é preciso um pouco de coragem para encarar. Não obstante a experiência é absolutamente recompensadora, uma obra de força e sensibilidade ímpares, perfeita no ritmo e na mensagem. Recomendadíssimo.</p>
<div class="quadro">
<h3>Túmulo dos Vagalumes, O <img src="/blog/wp-content/uploads/ico_recomendado.png" alt="[recomendado]" /></h3>
<p>Hotaru no Haka (Japão, 1988, 93 min.)</p>
<ul>
<li> <strong>Direção:</strong> Isao Takahata</li>
<li> <strong>Roteiro:</strong> Akiyuki Nosaka, Isao Takahata</li>
<li> <strong>Gênero:</strong> Animação, Drama, Guerra</li>
<li> <strong>Elenco Principal (vozes):</strong> Tsutomu Tatsumi, Ayano Shiraishi, Yoshiko Shinohara, Akemi Yamaguchi</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 5 out of 5 stars</li>
</ul>
<div class="separador"></div>
<h4>Trailer</h4>
<div class="aligncenter">
		<object width="500" height="369"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2pmhNqlgd14?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2pmhNqlgd14?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
	</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Links interessantes #54</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/links-interessantes-54/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/links-interessantes-54/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 13:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Links Interessantes]]></category>
		<category><![CDATA[listas]]></category>
		<category><![CDATA[www]]></category>

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		<description><![CDATA[Jogo para bookaholics &#187; A Leitora &#8211; Monopoly para viciados em livros. =P Crafting Creatures &#8211; Bel&#237;ssimos trabalhos em papel, aten&#231;&#227;o especial a t&#233;cnica do quilling, como este do Mickey a&#237; em cima. Em ingl&#234;s. How to Sew a Credit Card Wallet, Business, or Gift Card holder &#187; My So Called Green Life &#8211; Tutorial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/fc90ae7813df.jpg" alt="Bookpoly" class="wp-smiley" /><img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/2514151becc8.jpg" alt="Mickey em Quilling" class="wp-smiley" /><img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/257456691065.jpg" alt="Carteira em tecido" class="wp-smiley" />
</div>
<ul>
<li> <a href="http://www.aleitora.com.br/2012/01/vicio-jogo-para-bookaholics/">Jogo para bookaholics &raquo; A Leitora</a> &#8211; Monopoly para viciados em livros. =P</li>
<li> <a href="http://craftingcreatures.blogspot.com/">Crafting Creatures</a> &#8211; Bel&iacute;ssimos trabalhos em papel, aten&ccedil;&atilde;o especial a t&eacute;cnica do quilling, como este do Mickey a&iacute; em cima. Em ingl&ecirc;s.</li>
<li> <a href="http://mysocalledgreenlife.com/2011/08/how-to-sew-credit-card-wallet-business.html">How to Sew a Credit Card Wallet, Business, or Gift Card holder &raquo; My So Called Green Life</a> &#8211; Tutorial fazer fazer essas carteiras em tecido. Em ingl&ecirc;s.</li>
<li> <a href="http://renatapinheiro.com/alzheimer-contar-sempre-a-verdade-ou-nao/">Alzheimer: contar sempre a verdade ou n&atilde;o? &raquo; Renata Pinheiro</a></li>
<li> <a href="http://discoverpaper.com/">Discover Paper</a> &#8211; Para os amantes dos produtos e da arte em papel. Em ingl&ecirc;s.</li>
<li> <a href="http://www.adoromaquiagem.com.br/revista/marcos-costa-revela/make-nude/13278/">Make Nude &raquo; Adoro Maquiagem</a> &#8211; Por Marcos Costa, maquiador oficial da Natura.</li>
</ul>
<p>E para finalizar os links de hoje, o meu preferido dentre os curtas de animação indicados ao Oscar este ano:</p>
<div class="aligncenter">
<object width="500" height="281"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35404908&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35404908&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="281"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/35404908">The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore</a> from <a href="http://vimeo.com/moonbot">Moonbot Studios</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Project 366 – Fotos de Janeiro</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/project-366-fotos-de-janeiro/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/project-366-fotos-de-janeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 12:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[project 366]]></category>
		<category><![CDATA[projetos fotográficos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://lumakimura.net/blog/?p=8304</guid>
		<description><![CDATA[Janeiro 2012 Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 &#160; &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table class="calendario365">
<tr>
<th colspan="7">Janeiro 2012</th>
</tr>
<tr>
<th>Dom</th>
<th>Seg</th>
<th>Ter</th>
<th>Qua</th>
<th>Qui</th>
<th>Sex</th>
<th>Sáb</th>
</tr>
<tr>
<td><small>1</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660014841/" title="001/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7022/6660014841_71329b9553_s.jpg" width="75" height="75" alt="001/366"></a></td>
<td><small>2</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660022473/" title="002/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7143/6660022473_7b918df6b3_s.jpg" width="75" height="75" alt="002/366"></a></td>
<td><small>3</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660026839/" title="003/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7172/6660026839_3475de105e_s.jpg" width="75" height="75" alt="003/366"></a></td>
<td><small>4</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660033647/" title="004/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7152/6660033647_c9260ac4c5_s.jpg" width="75" height="75" alt="004/366"></a></td>
<td><small>5</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660040433/" title="005/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7023/6660040433_c1b825196e_s.jpg" width="75" height="75" alt="005/366"></a></td>
<td><small>6</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660046001/" title="006/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7006/6660046001_b452c87c15_s.jpg" width="75" height="75" alt="006/366"></a></td>
<td><small>7</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6660052881/" title="007/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7015/6660052881_05dc1869eb_s.jpg" width="75" height="75" alt="007/366"></a></td>
</tr>
<tr>
<td><small>8</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691698317/" title="008/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7013/6691698317_187be06974_s.jpg" width="75" height="75" alt="008/366"></a></td>
<td><small>9</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691699013/" title="009/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7170/6691699013_a1c72ccdd2_s.jpg" width="75" height="75" alt="009/366"></a></td>
<td><small>10</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691699683/" title="010/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7026/6691699683_731c327828_s.jpg" width="75" height="75" alt="010/366"></a></td>
<td><small>11</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691700171/" title="011/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7167/6691700171_a547f9710b_s.jpg" width="75" height="75" alt="011/366"></a></td>
<td><small>12</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691700491/" title="012/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7001/6691700491_4c6931e2ea_s.jpg" width="75" height="75" alt="012/366"></a></td>
<td><small>13</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6691701155/" title="013/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7153/6691701155_049c57fce7_s.jpg" width="75" height="75" alt="013/366"></a></td>
<td><small>14</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751456027/" title="014/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7153/6751456027_62b546cba2_s.jpg" width="75" height="75" alt="014/366"></a></td>
</tr>
<tr>
<td><small>15</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751457555/" title="015/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7156/6751457555_e2dde54f20_s.jpg" width="75" height="75" alt="015/366"></a></td>
<td><small>16</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751458971/" title="016/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7018/6751458971_6307fa7e26_s.jpg" width="75" height="75" alt="016/366"></a></td>
<td><small>17</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751460369/" title="017/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7021/6751460369_e2b0ddab4a_s.jpg" width="75" height="75" alt="017/366"></a></td>
<td><small>18</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751462035/" title="018/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7143/6751462035_78b38a86d8_s.jpg" width="75" height="75" alt="018/366"></a></td>
<td><small>19</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751463461/" title="019/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7175/6751463461_40c2ed9c78_s.jpg" width="75" height="75" alt="019/366"></a></td>
<td><small>20</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751510439/" title="020/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7027/6751510439_5c536a7ba9_s.jpg" width="75" height="75" alt="020/366"></a></td>
<td><small>21</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751511569/" title="021/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7001/6751511569_4d6857e4f7_s.jpg" width="75" height="75" alt="021/366"></a></td>
</tr>
<tr>
<td><small>22</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751512565/" title="022/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7031/6751512565_a259cf0f07_s.jpg" width="75" height="75" alt="022/366"></a></td>
<td><small>23</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751513853/" title="023/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7166/6751513853_9503e5ed05_s.jpg" width="75" height="75" alt="023/366"></a></td>
<td><small>24</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803450179/" title="024/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7151/6803450179_070b649d49_s.jpg" width="75" height="75" alt="024/366"></a></td>
<td><small>25</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803451085/" title="025/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7004/6803451085_05229e1dcd_s.jpg" width="75" height="75" alt="025/366"></a></td>
<td><small>26</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803452211/" title="026/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7004/6803452211_a9de30a111_s.jpg" width="75" height="75" alt="026/366"></a></td>
<td><small>27</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803453315/" title="027/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7153/6803453315_6caf103ed4_s.jpg" width="75" height="75" alt="027/366"></a></td>
<td><small>28</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803453941/" title="028/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7159/6803453941_6922b968c3_s.jpg" width="75" height="75" alt="028/366"></a></td>
</tr>
<tr>
<td><small>29</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803454931/" title="029/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7155/6803454931_176e84472d_s.jpg" width="75" height="75" alt="029/366"></a></td>
<td><small>30</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803456153/" title="030/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7005/6803456153_8f4f336df2_s.jpg" width="75" height="75" alt="030/366"></a></td>
<td><small>31</small> <br /> <a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803457471/" title="031/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7157/6803457471_10107145ce_s.jpg" width="75" height="75" alt="031/366"></a></td>
<td><small>&nbsp;</small>  </td>
<td><small>&nbsp;</small>  </td>
<td><small>&nbsp;</small>  </td>
<td><small>&nbsp;</small>  </td>
</tr>
</table>
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		</item>
		<item>
		<title>As chuvas, a convocação, o documento perdido</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/as-chuvas-a-convocacao-o-documento-perdido/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/as-chuvas-a-convocacao-o-documento-perdido/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 21:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[balanço mensal]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://lumakimura.net/blog/?p=8297</guid>
		<description><![CDATA[Dias de muita chuva e temperaturas amenas para os padrões do nosso verão tropical. Como não acreditar que 2012 nasceu para mim? Amo esse tempinho chuvoso, essa luz difusa, esse clima ligeiramente mais introspectivo. Um bom livro nas mãos e o barulho da chuva sobre o telhado: há momentos em que não preciso de mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6803315427/" title="Janeiro by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7173/6803315427_e51b412b92_m.jpg" width="240" height="160" alt="Janeiro" class="alignright" /></a></p>
<p>Dias de muita chuva e temperaturas amenas para os padrões do nosso verão tropical. Como não acreditar que 2012 nasceu para mim? Amo esse tempinho chuvoso, essa luz difusa, esse clima ligeiramente mais introspectivo. Um bom livro nas mãos e o barulho da chuva sobre o telhado: há momentos em que não preciso de mais nada.</p>
<p>O mês começou bem tranquilo, tal como <a href="/blog/2012/comecando-bem-o-ano/" title="Leia o post Começando bem o ano">desejei</a>, tal como ainda espero que o ano se desenrole. Aproveitei o quanto pude os últimos dias das férias do <a href="http://mamangava.wordpress.com" title="Visite o blog Vida Intercambista">namorado</a> aqui no Brasil e, depois de todos os abusos &#8211; deliciosos, mas extenuantes &#8211; das festas de final de ano, deixei-me escorregar suavemente para os braços morninhos de uma rotina branda.</p>
<p>Ainda sinto o cansaço de provações passadas, portanto tenho procurado manter um ritmo moderado. Concentração no trabalho para evitar acúmulos, mas sem exageros para evitar estresse. Leitura (óbvio), alguns filmes, caminhadas (quando a chuva permite), meditação, <em>journaling</em> e, inspirada pelas leituras do <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário</a>, algumas aventuras na cozinha. Ainda sinto que não consigo me organizar o suficiente para dedicar uma fatia do meu tempo a cada uma das coisas que tenho vontade de fazer, mas&#8230; devagar, sigo colhendo fiapos de serenidade.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/lumakimura/6751457555/" title="015/366 by Luma Kimura, on Flickr"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7156/6751457555_e2dde54f20_m.jpg" width="240" height="160" alt="015/366" class="alignleft" /></a></p>
<p>É claro que o mundo não pára esperando que encontremos nosso ritmo, as coisas continuam acontecendo. Há alguns dias fui convocada para assumir um novo cargo &#8211; Especialista em Tecnologia da Informação &#8211; na Prefeitura, o 3º nestes 10 anos e meio (!!) de funcionalismo. No geral as coisas não mudam, prestei um novo concurso no ano passado apenas para assumir um cargo de nível superior e entrar para o plano de carreira, continuo no mesmo departamento e, pelo menos por enquanto, desempenhando as mesmas funções.</p>
<p>No mais, estou a pé. Não, não vendi, nem bati o carro, apenas&#8230; bem, perdi o documento.</p>
<p>Não sei se acredito em coincidências, não sei se acredito na velha máxima que prega &#8220;uma zica puxa outra&#8221;, fato é que estou evitando usar o carro por causa de uma &#8220;série de coincidências zicadas&#8221;. Quando minha irmã usa o carro costuma deixar o documento na gavetinha onde guardamos as chaves, mas, <em>justamente naquele dia</em>, ela esqueceu. Eu costumo procurar pelo documento quando vou levá-la até a rodoviária, mas desta vez não me lembrei porque <em>justamente naquele dia</em> ela conseguiu uma carona. Como não poderia trazê-lo de volta, ela mandou para cá por Sedex, mas <em>justamente naquele dia</em> um grupo que andava <a href="http://www.indaiatuba.sp.gov.br/governo/imprensa/noticias/15415/" title="Leia a notícia no site da Prefeitura Municipal de Indaiatuba">roubando carteiros na cidade</a> atravessou o caminho do &#8220;meu&#8221; carteiro.</p>
<p>Enquanto aguardo os trâmites burocráticos para conseguir um novo documento o carro permanece quietinho na garagem. Vamos lá, andar faz bem.</p>
<p>Sei que muitos de vocês vão dizer que eu poderia estar usando o carro assim mesmo, que a probabilidade de me pararem para pedir os documentos é mínima, mas vejam só: <em>cagaço</em> é a palavra. Com tanta zica, uma atrás da outra, você duvidaria que eu seria parada na primeira esquina, justamente pelo guarda mais irredutível da corporação?</p>
<p>Fevereiro já nos abocanhou e eu ainda não tenho planos concretos para o mês. Seria repetitivo demais dizer o quanto me assusto com a ligeireza cada vez mais impetuosa do tempo?</p>
<div class="separador"></div>
<h3>Leituras de Janeiro</h3>
<ul>
<li> Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
<li> Como Água para Chocolate, de Laura Esquível <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
<li> The Warlord Chronicles: Excalibur, de Bernard Cornwell <small><em>(kindle book)</em></small></li>
<li> Leite Derramado, de Chico Buarque</li>
<li> Clube do Jantar, de Jessie Elliot <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
<li> Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
<li> Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
<li> As Brumas de Avalon: O Gamo-Rei, de Marion Zimmer Bradley <small><em>(releitura)</em></small></li>
<li> O Poderoso Chefão, de Mario Puzo</li>
<li> Criança 44, de Tom Rob Smith</li>
<li> As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore, de Marion Zimmer Bradley</li>
<li> Marina, de Carlos Ruiz Zafón <small><em>(desafio literário)</em></small></li>
</ul>
<p><small>Minha lista completa de livros e links para as respectivas resenhas <a href="/blog/livros/" title="Livros">aqui</a>.</small></p>
<div class="separador"></div>
<h3>Filmes de Janeiro</h3>
<ul>
<li> Os Smurfs (The Smurfs, 2011)</li>
<li> O Segredo de Kells (The Secret of Kells, 2009)</li>
<li> O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon, 2007)</li>
<li> O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka, 1988)</li>
<li> Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988)</li>
<li> A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein, 1935)</li>
</ul>
<p><small>Minha lista completa de filmes e links para as respectivas resenhas <a href="/blog/filmes/" title="Filmes">aqui</a>.</small></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi</title>
		<link>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-mil-dias-em-veneza-de-marlena-de-blasi/</link>
		<comments>http://lumakimura.net/blog/2012/livro-mil-dias-em-veneza-de-marlena-de-blasi/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[desafio literário]]></category>
		<category><![CDATA[editora sextante]]></category>
		<category><![CDATA[marlena de blasi]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://lumakimura.net/blog/?p=8280</guid>
		<description><![CDATA[Marlena de Blasi, americana de meia idade, trabalhava como crítica de gastronomia e jornalista, era chef e sócia de um café e já tinha dois filhos adultos quando conheceu um &#8220;estranho&#8221; durante uma de suas viagens anuais a Veneza. Poucos meses depois vendeu tudo o que tinha e se mudou para a Itália a fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-mil-dias-em-veneza.jpg" alt="Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi" class="alignleft" /> <strong>Marlena de Blasi</strong>, americana de meia idade, trabalhava como crítica de gastronomia e jornalista, era chef e sócia de um café e já tinha dois filhos adultos quando conheceu um &#8220;estranho&#8221; durante uma de suas viagens anuais a Veneza. Poucos meses depois vendeu tudo o que tinha e se mudou para a Itália a fim de se casar com ele e iniciar uma nova fase. <strong>Mil Dias em Veneza</strong> é o relato autobiográfico dessa impetuosa reviravolta na vida da autora e de sua adaptação ao cotidiano de uma cidade pela qual é completamente apaixonada.</p>
<p>O amor de uma mulher e um homem, o amor por uma cidade cercada por um misticismo de tradição romântica, o amor pela boa comida. Sim, é uma bela história de amor, não nego os méritos de tudo isso, mas também não consigo dizer que o livro tenha me cativado completamente.</p>
<p>Não sei se consigo me fazer entender, ainda não tenho minhas impressões dispostas com muita clareza para mim mesma, a questão é que o tempo todo, por mais que a própria Marlena estivesse tentando se justificar e dizer o contrário, senti que ela estava se anulando. Deixar tudo para trás em nome do amor é lindo, fazer concessões faz parte de um relacionamento saudável. Mas qual é o limite?</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 300px;">
    <img src="http://www.4freeimagehost.com/uploads/3dd677bd3834.jpg" alt="Marlena e Fernando" /></p>
<p class="wp-caption-text">Marlena e Fernando <br /> &copy; Arquivo de Marlena de Blasi</p>
</div>
<p>Talvez o ponto seja apenas este, a autora passa tanto tempo tentando explicar porquê está abrindo mão disto, disso e daquilo, tantas páginas demonstrando sua abnegação em prol do &#8220;momento difícil&#8221; pelo qual seu amado está passando, que a impressão que tive é de que ela precisava, acima de tudo, convencer a si mesma. Fico feliz que no final as coisas tenham dado certo para Marlena e Fernando, que eles tenham encontrado o equilíbrio e estejam juntos até hoje, vivendo nos lugares mais lindos da Itália.</p>
<p>Alguns trechos do livro são inspiradores, Marlena reflete sobre mudanças de um jeito sereno e ao mesmo tempo corajoso &#8211; embora nem sempre faça sentido com suas próprias atitudes. Verdadeiros <em>insights</em> foram anotados no meu caderninho de capa vermelha. Outros trechos, em compensação, conseguem ser absolutamente enfadonhos. Exercício de força de vontade para evitar a &#8220;leitura dinâmica&#8221; e o salto direto por diversas páginas.</p>
<p>Não é bem o tipo de leitura que realmente me empolga, mas é leve, dá para encarar numa boa. Opção para aquelas tardes de domingo cinzentas e chuvosas, quando tudo o que queremos é um cantinho sossegado e um livro morninho, para afagar de leve o coração.</p>
<div class="separador"></div>
<p>Mais um livro lido para o <a href="/blog/2011/desafio-literario-2012/" title="Leia o post Desafio Literário 2012">Desafio Literário 2012</a> cujo tema para janeiro é Literatura Gastronômica. Leia também as outras resenhas já publicadas este mês: <a href="/blog/2012/livro-fama-a-mesa-de-fabiano-dalla-bona/" title="Leia o post Livro Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona">Fama à Mesa, de Fabiano Dalla</a>, <a href="/blog/2012/livro-como-agua-para-chocolate-de-laura-esquivel/" title="Leia o post Livro: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel">Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel</a>, <a href="/blog/2012/livro-clube-do-jantar-de-jessie-elliot/" title="Leia o post Livro: Clube do Jantar, de Jessie Elliot">Clube do Jantar, de Jessie Elliot</a> e <a href="/blog/2012/livro-conforte-me-com-macas-de-ruth-reichl/" title="Leia o post Livro: Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl">Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl</a>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Mil Dias em Veneza</h3>
<p>Blasi, Marlena de</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Sextante</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Biografia e Memórias</li>
<li> <strong>Título Original em inglês:</strong> A Thousand Days in Venice</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 2 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Livro: Leite Derramado, de Chico Buarque</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 12:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luma Kimura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[chico buarque]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto está convalescendo em um leito de hospital, um homem já bastante velho entrega-se a um longo e intermitente monólogo onde conta a história de sua família &#8211; uma tradicional família brasileira &#8211; desde os ancestrais vindos de Portugal até o tataraneto, típico garotão do Rio de Janeiro contemporâneo. Uma saga familiar marcada pela decadência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/blog/wp-content/uploads/capa-leite-derramado.jpg" alt="Capa: Leite Derramado, de Chico Buarque" class="alignleft" /> Enquanto está convalescendo em um leito de hospital, um homem já bastante velho entrega-se a um longo e intermitente monólogo onde conta a história de sua família &#8211; uma tradicional família brasileira &#8211; desde os ancestrais vindos de Portugal até o tataraneto, típico garotão do Rio de Janeiro contemporâneo.</p>
<p>Uma saga familiar marcada pela decadência social e financeira, contada sob um ponto de vista tão pessimista quanto irônico, em ares tragicômicos que salientam aspectos relacionados ao racismo, à hipocrisia social, à corrupção e à delinquência, sobre o pano de fundo de diversos fatos históricos brasileiros.</p>
<p>É interessante a maneira como o livro foi estruturado. A narrativa é toda em primeira pessoa, apoiada unicamente nas falas do velho, e não segue uma ordem cronológica ou qualquer tipo de sequência organizada, ao invés disso encontramos buracos, contradições, variações de um mesmo fato, repetitivas obsessões e até mesmo aquelas lembranças que ele reluta em comentar mas são possíveis de se captar nas entrelinhas.</p>
<p>A desarticulação exemplificou bem o que poderia ser a memória de um homem de idade avançada e  deu uma plausível impressão de espontaneidade, mas fez com que eu tivesse bastante dificuldade de acompanhar alguns trechos e acabasse achando a coisa toda um bocado cansativa. De qualquer forma ainda é uma leitura rápida, apesar da saga se estender por pelo menos dois séculos o livro não tem mais do que 200 páginas.</p>
<p>Foi uma leitura de ocasião, não é bem o tipo de livro que realmente me empolgue, mas valeu a experiência, especialmente porque eu nunca tinha tido algum tipo de contato com o trabalho literário de <strong>Chico Buarque</strong>.</p>
<div class="quadro">
<h3>Leite Derramado</h3>
<p>Buarque, Chico</p>
<ul>
<li> <strong>Editora:</strong> Companhia das Letras</li>
<li> <strong>Categorias:</strong> Literatura Nacional, Romance</li>
<li> <strong>Avaliação:</strong> 3 out of 5 stars</li>
</ul>
</div>
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