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	<title>Maçãs Verdes</title>
	
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		<title>Sobre ser diferente, sobre ser igual</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 19:44:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rebeldias]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia publicaram um post definindo o que as pessoas chamam de &#8216;coxinha&#8217;. Como esse termo, na área que trabalho atualmente, é um dos mais utilizados para classificar pejorativamente alguém, abri o post e pesquei alguns excertos e, claro, não deixei de me sentir ultrajada. Se eu não estivesse irritada, eu não estaria escrevendo esse post. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://macasverdes.com/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m1opkrLOb21rsoaaao1_500.jpg"><img class="size-full wp-image-28 aligncenter" alt="Que nem esses botõezinhos: únicos." src="http://macasverdes.com/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_m1opkrLOb21rsoaaao1_500.jpg" width="500" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia <a href="http://trazdoarmario.com/2012/09/02/o-que-e-um-coxinha-o-significado-definitivo/" target="_blank">publicaram um post definindo o que as pessoas chamam de &#8216;coxinha&#8217;</a>. Como esse termo, na área que trabalho atualmente, é um dos mais utilizados para classificar pejorativamente alguém, abri o post e pesquei alguns excertos e, claro, não deixei de me sentir ultrajada. Se eu não estivesse irritada, eu não estaria escrevendo esse post. Vocês que me conhecem, sabem. De qualquer forma, a razão da minha irritação é que a pessoa que escreveu o post tachou as pessoas que sonham com casamento, família e outros valores mais tradicionais de &#8216;coxinhas&#8217; e, por assim dizer, chatas, entediantes. E eu, aqui, achando que coxinha era uma pessoa que não tinha capacidade de pensar alto, de imaginar. O tipo de pessoa que não procura alternativas interessantes e legais, sempre se atendo ao de sempre. E claro, erroneamente, achando que você querer uma coisa ou outra coisa da vida não era item indicativo de <em>coxinhisse</em> pra ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Engraçado é que, na nossa sociedade atual, vivemos brigando pelo direito de ser &#8216;diferente&#8217;. Pelo direito de pintar o nosso cabelo de azul, beijar pessoas do mesmo sexo em público, usar quantas tatuagens quisermos no corpo e ser quem se é, sem ser discriminado, sem ser apontado na rua. E, com isso, aparentemente, o direito de ser &#8216;igual a todo mundo&#8217; ou de optar por uma escolha que é da maioria ficou em baixa. Ser tradicional virou algo errado. Que nem colocar muita hashtag no Instagram ou pintar as unhas dos pés. O legal agora é ser gay, não se apegar a ninguém, abominar a ideia de ter filhos e, acima de tudo, nunca ser <em>last season</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Por favor, pelo amor do que há de mais sagrado nesse mundo, não pensem aqui que estou defendendo algo como aquelas imbecilidades de &#8216;Orgulho Hetero&#8217;. Não, até porque o fato de ser gay ou não nem é o ponto principal do texto. O que levanto aqui é, na verdade, bem simples: porque eu, que quero casar, ter filhos e morar numa casa com florzinhas na janela tenho menos valor do que você, que quer mochilar por todo o mundo, não se apegar a ninguém e provar todas as cervejas que conseguir? Onde a minha experiência é pior ou menos relevante do que a sua? Porque eu sinceramente acredito que o crescimento que ambas as experiências trazem são válidos.  E porque as minhas escolhas automaticamente me tachariam como alguém coxinha, alguém que não tem coragem de se lançar a desafios, alguém boring? Acredito que gostar ou não gostar de camisa pólo não é fator que possa caracterizar ninguém como coxinha ou não coxinha. São apenas escolhas diferentes. Sim, escolhas. Essas mesmas que vocês vivem defendendo.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolhas tradicionais, principalmente hoje em dia, requerem quase tanta ousadia quanto fumar maconha na esquina. Eu diria, até, que requer mais. Não deixo de levar uma outra olhada atravessada quando falo dos meus planos para o futuro. Quando digo que, sim, minha vida profissional não é a coisa mais importante da minha vida ou que só namorei uma pessoa e que, por acaso (não) vou casar com essa mesma pessoa. Não pensem, meus hipotéticos não-coxinhas, que as minhas escolhas demandaram menos ousadia que a de vocês. Não pensem que com as suas opções moderníssimas, com seu jeito hipster comprado à granel, vocês não se tornaram coxinhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que as pessoas deveriam parar com essa psicose de tentar ser diferente e tentar ser elas mesmas, instead. Nós ganharíamos muito mais, em todos os sentidos. E forçaríamos bem menos a barra. No que diz respeito a mim, sendo mainstream ou não, vou continuar querendo casar e ter filhos. Continuarei me esforçando para tirar notas máximas em tudo que for curso no qual eu me meter. Vou continuar pensando antes de tomar uma decisão e vou, sim, continuar ouvindo Coldplay.</p>
<p style="text-align: justify;">E vocês que me classifiquem do que acharem melhor. Eu me classifico como eu. E, olha, não tem ninguém igual a mim.</p>
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