<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">

<channel>
	<title>Mais 1 LivroMais 1 Livro | Mais 1 Livro</title>
	
	<link>http://www.mais1livro.com</link>
	<description>Fascinados por livros</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Feb 2012 02:04:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Mais1Livro" /><feedburner:info uri="mais1livro" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item>
		<title>Reparação – Ian McEwan</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/Lr3EU9fojcM/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/reparacao-ian-mcewan/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 10:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego da Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[amsterdam]]></category>
		<category><![CDATA[booker prize]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[Ian McEwan]]></category>
		<category><![CDATA[literatura inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2555</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Lembro-me agora de Luiz Ruffato, em entrevista a Jô Soares, dizendo como faz pra sobreviver apenas de literatura. Explicava que após ser premiado com Os sobreviventes, a editora lhe exigiu um novo romance, e acabou sendo escrito as pressas: Eles eram muitos cavalos. Faço relação disso com o processo embrionário de Reparação, de Ian McEwan: primeira obra do escritor após ser premiado com o livro Amsterdam, no Booker Prize, o mais prestigiado prêmio britânico de literatura. Ian McEwan é o autor de mais de vinte obras, entre eles, livros de contos e romances. Começou em 1975, com Primeiro amor, últimos ritos, seu estilo gótico, que mais adiante lhe rendeu o apelido de Ian Macabro, foi desaparecendo, passando por Amor sem fim, O fardo do amor, Cães negros, entre outros. Até em 1998, chegar ao premiado Amsterdam, e na sequência, em 2003, escrever Reparação, lançado aqui pela Companhia das Letras. Escrita em terceira pessoa, e com onisciência, a obra começa sob um ponto de vista intrigante, na descrição dos atos e ciência da protagonista Briony Tallis. Uma jovem de treze anos que mora numa casa de campo nos Estados Unidos. Ela espera para aquela tarde, de verão e férias, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Reparação.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2558" title="Reparação" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Reparação.jpg" alt="" width="217" height="312" /></a>Lembro-me agora de Luiz Ruffato, em entrevista a Jô Soares, dizendo como faz pra sobreviver apenas de literatura. Explicava que após ser premiado com <em>Os sobreviventes</em>, a editora lhe exigiu um novo romance, e acabou sendo escrito as pressas: <em>Eles eram muitos cavalos</em>. Faço relação disso com o processo embrionário de <strong><em>Reparação</em></strong>, de <strong>Ian McEwan</strong>: primeira obra do escritor após ser premiado com o livro <em>Amsterdam</em>, no Booker Prize, o mais prestigiado prêmio britânico de literatura.</p>
<p>Ian McEwan é o autor de mais de vinte obras, entre eles, livros de contos e romances. Começou em 1975, com <em>Primeiro amor, últimos ritos</em>, seu estilo gótico, que mais adiante lhe rendeu o apelido de Ian Macabro, foi desaparecendo, passando por <em>Amor sem fim</em>, <em>O fardo do amor</em>, <em>Cães negros</em>, entre outros. Até em 1998, chegar ao premiado <em>Amsterdam</em>, e na sequência, em 2003, escrever <em>Reparação</em>, lançado aqui pela Companhia das Letras.</p>
<p>Escrita em terceira pessoa, e com onisciência, a obra começa sob um ponto de vista intrigante, na descrição dos atos e ciência da protagonista Briony Tallis. Uma jovem de treze anos que mora numa casa de campo nos Estados Unidos. Ela espera para aquela tarde, de verão e férias, a chegada de seus primos, os gêmeos Jackson e Pierrot, de nove anos, e Lola, de quinze.</p>
<p>Ela é descrita pelo autor, como <em>“Uma dessas crianças possuídas pelo desejo de que o mundo seja exatamente como elas querem. Enquanto o quarto da irmã era um caos de livros abertos, roupas jogadas, cama desfeita e cinzeiros sujos, o de Briony era um santuário erigido a seu demônio controlador.” </em>Toda essa primeira parte nos dá indícios da tragédia que se segue no romance.</p>
<p>A menina é uma aspirante a escritora. Planeja uma peça teatral a ser encenada por ela, em conjunto com seus primos que nem sequer haviam chegado à casa. Sua imaginação nefasta e seu anseio de ordem, a conduzem para uma sucessão de pequenas decepções, criando no ambiente um mal estar que a leva tirar conclusões negativas do que vê. Afinal, a ordem rotineira onde havia sido educada, era agora, de certa forma, invadida e deturpada pela habitação dos seus primos, e também o namorado da irmã.</p>
<p>O autor conduz a narrativa de uma forma que nos permite perceber a trama sob diferentes aspectos. Podemos ler a estória apenas no nível do enredo, e, sob um ponto de vista mais perspicaz, notar a construção da consciência da protagonista, moralista e inflexível. Em breves passagens, percebe-se que sua mãe a faz crer que é a ultima e mais valiosa criança do mundo, criando enormes expectativas na menina. Como quando dá a ideia de encadernar tudo o que escreve, e colocar na estante ao lado de grandes escritores como Rabindrath Tagore e Tertuliano.</p>
<p>Em determinado momento, Briony acusa Robbie Turner, o namorado de sua irmã, de ter estuprado Lola. O estupro nunca ocorreu, porém no fim daquele mesmo dia Robbie Turner já estava na cadeia.</p>
<p>As partes seguintes de <em>Reparação</em> têm uma linguagem mais direta, no nível das descrições. Abordam Robbie Turner, em 1940, cinco anos depois de sua prisão, nos campos de batalha da segunda guerra mundial, como soldado americano, a fim de reduzir sua pena. Ian McEwan transita, aqui, de encadeamentos psicológicos, para descrições ligeiras de um cenário devastado pela guerra. Tal contraste cria uma imagem surpreendente, e talvez seja esse o ponto alto da obra. Na ultima parte, descobrimos que todo o relato do romance é da própria protagonista, já com setenta e sete anos, arrependida da denúncia, que acabou por acarretar todo esse processo que não se conserta, não se repara.</p>
<p>Fica rebatendo nas reflexões do leitor  a ambiguidade da palavra título da obra: Briony reparava demais no mundo ao seu redor na sua adolescência, imaginava, e com isso se precipitava nas suas conclusões? Ou agora velha, ela quer reparar o dano que causou na vida de Robbie Turner? Não importa! Os paralelismos da psicologia, são colocados no romance com maestria, dão vida, e identificam o leitor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Título:</strong> Reparação<br />
<strong>Título original:</strong> Atonement (2003)<br />
<strong>Autor:</strong> Ian McEwan<br />
<strong>Tradução:</strong> Paulo Henriques Britto<br />
<strong>Editora:</strong> Companhia das Letras<br />
<strong>Número de páginas:</strong> 272<br />
<strong>Preço de catálogo:</strong> <a href="http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=87001" target="_blank">R$ 32,00</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2559" title="companhia-das-letras1-300x84" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/companhia-das-letras1-300x841.jpg" alt="" width="300" height="84" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/Lr3EU9fojcM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/reparacao-ian-mcewan/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/reparacao-ian-mcewan/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Quinta do Conto – Vida e morte de um outro rei do brega</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/TvOhXcDa6gk/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/vida-morte-de-um-outro-rei-brega/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 16:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Noah Mera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quinta do Conto]]></category>
		<category><![CDATA[brega]]></category>
		<category><![CDATA[kitsch]]></category>
		<category><![CDATA[RIP Wando]]></category>
		<category><![CDATA[Wando]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2537</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Vida e morte de um outro rei do brega, de Noah Mera &#160; &#160; Começaram a tocar a casa não estava ainda completamente cheia. Do lado de fora os Chevettes, Monzas, Kadetts e Del Reys ainda chegavam trazendo a platéia para o show.  De certa forma era um mundo parado no tempo, ou um mundo onde o tempo parecia todo misturado, embaçado&#8230; Elementos dos anos 70, 80 espalhados por toda a edificação que deve datar de alguma dessas décadas. O Lugar mudou de nome e de donos várias vezes, mas de resto permanece o mesmo desde o cantor começou a apresentar-se ali, no inicio da carreira. Espalhados pelo amplo salão estavam aquelas tiazonas gordetas, a maioria com pinta de evangélica, todas animadíssimas cantando as músicas e dançando com outros tantos tiozões vestidos como o cantor, penteados parecidos, correntes e pulseiras que só diferiam em valor daquelas ostentadas pelo homem atrás do microfone cantando mole em cima do pequeno palco – as vezes ele tinha a fantasia de que poderia descer para brincar com a platéia e qualquer um poderia subir de volta e terminar o show, indistinguível dele mesmo. Não que ele dite a moda para seu público &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h4><em><strong>Vida e morte de um outro rei do brega</strong>, <a href="http://noahmera.wordpress.com/" target="_blank">de Noah Mera</a></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Wando.jpg"><img class="size-full wp-image-2545" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Wando.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Já sei namorar</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começaram a tocar a casa não estava ainda completamente cheia. Do lado de fora os Chevettes, Monzas, Kadetts e Del Reys ainda chegavam trazendo a platéia para o show.  De certa forma era um mundo parado no tempo, ou um mundo onde o tempo parecia todo misturado, embaçado&#8230; Elementos dos anos 70, 80 espalhados por toda a edificação que deve datar de alguma dessas décadas. O Lugar mudou de nome e de donos várias vezes, mas de resto permanece o mesmo desde o cantor começou a apresentar-se ali, no inicio da carreira.</p>
<p>Espalhados pelo amplo salão estavam aquelas tiazonas gordetas, a maioria com pinta de evangélica, todas animadíssimas cantando as músicas e dançando com outros tantos tiozões vestidos como o cantor, penteados parecidos, correntes e pulseiras que só diferiam em valor daquelas ostentadas pelo homem atrás do microfone cantando mole em cima do pequeno palco – as vezes ele tinha a fantasia de que poderia descer para brincar com a platéia e qualquer um poderia subir de volta e terminar o show, indistinguível dele mesmo. Não que ele dite a moda para seu público &#8211; aliás, moda, para este público, não existe. Ele apenas é igual a qualquer um deles. Sempre soube disto verdadeiramente, nunca com a falsa modéstia de outros artistas.</p>
<p>Deixou a divagação de lado e tornou a prestar atenção no público. Mais ao fundo, estavam os jovens com seus bonés, calças jeans lavadas e largas e camisetas grosseiramente falsificadas – único testemunho da passagem do tempo na paisagem do show. Os rapazes estavam parados, em sua maioria encostados no balcão do bar, olhares agressivos, a tentativa de uma postura confiante, uma absoluta falta de jeito em chegar nas meninas (de fato vão chegar em casa, em sua maioria, sozinhos e feridos)&#8230; completamente deslocados do tempo e do clima do show.</p>
<p>Ele cantou como sempre fez, profissional, sem esforço – o que não significa sem gosto – sabia como agradar, e este era seu grande orgulho.</p>
<p>E então, no meio do show ele viu a menina. Devia ter acabado de chegar à maioridade, mas aquela pele morena, o rosto de lábios desenhados à perfeição, o olhar apertado e realçado pela maquiagem e olhando exatamente para os olhos dele. O sorriso discreto de quando ela notou que ele a notava e que dava um charme safado selando a perfeição daquele conjunto.</p>
<p>Oh, ele escreveu inúmeras canções e teve muitas garotas como esta. Não tantas quanto sua fama anunciava e cada vez menos conforme os anos foram passando mas uma visita especial de alguma fã especial ele ainda recebia por vezes. E esta noite ele sabia que receberia a visita dela. Em uma pausa breve, enquanto combinava a próxima música, também fez um sinal indicando a fã para o tecladista, que depois localizaria a moça e a convidaria para o camarim privado do cantor.</p>
<p>E assim foi. Ele a recebeu, ofereceu o espumante (a casa sempre comprava um muito barato, mas não fazia diferença), um papinho e logo ela estava ajoelhada com a cabeça metida em seu colo. Ele relaxou o corpo, se deixando levar por aquela boca e língua que sabiam exatamente o que fazer. Depois de algum tempo em transe, foi puxar de leve o cabelo da moça, mas sentiu novamente o formigar do braço inteiro que havia sentido do nada durante a passagem de som da tarde do mesmo dia.</p>
<p>Foi quando também percebeu que a porta estava sendo golpeada e abriu quase sem resistência revelando um dos tiozões do show, arma em punho, rosto vermelho e careta de ódio. Mal teve tempo de afastar a jovem e levou dois, talvez três tiros certeiros no peito. Caiu no meio do camarim, ainda suado do show, calças na altura do joelho, o peito aberto como uma flor horrenda &#8211; um obsceno repolho vermelho de carne e sangue. Não pensou na identidade do assassino ou seus motivos. Uma única imagem estava fixada na eternidade daqueles poucos segundos. Sua última visão,  aqueles seios pequenos e bem desenhados, os mamilos como dois graciosos botões completamente cobertos da sua porra e sangue.</p>
<p>Acordou no quarto de hospital sem ar e com uma dor aguda. Morreu pouco tempo depois. Os médicos tentaram reanimá-lo, sem sucesso.</p>
<p>Não se registram mais últimas palavras, mesmo no caso de uma pequena celebridade como ele. Nas mesas de bar a lenda é que suas últimas palavras foram uma cantada para a anja que veio buscá-lo. Provavelmente foi alguma conversa sobre a gravidade do seu estado com o médico ou uma conversa absolutamente casual. Mas seus últimos pensamentos, quando se viu acordado na cama daquele hospital higiênico, silencioso e estéril intuindo o que aconteceria em seguida. Bom, estes pensamentos foram:</p>
<p>“-Morrer do coração&#8230; sim&#8230; mas esta? Que bela morte de merda”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/TvOhXcDa6gk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/vida-morte-de-um-outro-rei-brega/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/vida-morte-de-um-outro-rei-brega/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Minhas férias</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/ouRbe_OZ8NI/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/minhas-ferias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 11:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Crema</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infra]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2531</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Peço desculpas, tem tempo que eu não apareço. Mais que isso, tem uns dois meses. Pois bem, ora pois, o que eu andei fazendo nesse meio tempo é sim do interesse da coluna e pode ser explicado em poucas palavras: estava escrevendo um livro, um romance. Então é isso, fui a São Paulo, varei tardes e noites menos pela dificuldade de terminar do que pela de começar a terminar. Tanto é que escrevi até certa página (110, acho) e empaquei, a partir daí foi só revisão, duraram uns dois meses essas revisões de sentar na frente do computador e passar as páginas procurando coisa pra arrumar. Fui a São Paulo fugir do meu aniversário e do fim do ano, caí na São Silvestre, na USP, li nada, escrevi menos que nada. Vinte dias. No dia em que eu cheguei, num movimento de psicografia, acordei às quatro da manhã e escrevi as dez páginas pra terminar o livro e pronto. Agora eu não sei o que se faz. Sei que eu tô pensando em partir pra escrever outro livro. lml. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/ninja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2532" title="ninja" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/ninja.jpg" alt="" width="512" height="512" /></a></p>
<p>Peço desculpas, tem tempo que eu não apareço. Mais que isso, tem uns dois meses. Pois bem, ora pois, o que eu andei fazendo nesse meio tempo é sim do interesse da coluna e pode ser explicado em poucas palavras: estava escrevendo um livro, um romance. Então é isso, fui a São Paulo, varei tardes e noites menos pela dificuldade de terminar do que pela de começar a terminar. Tanto é que escrevi até certa página (110, acho) e empaquei, a partir daí foi só revisão, duraram uns dois meses essas revisões de sentar na frente do computador e passar as páginas procurando coisa pra arrumar. Fui a São Paulo fugir do meu aniversário e do fim do ano, caí na São Silvestre, na USP, li nada, escrevi menos que nada. Vinte dias. No dia em que eu cheguei, num movimento de psicografia, acordei às quatro da manhã e escrevi as dez páginas pra terminar o livro e pronto. Agora eu não sei o que se faz. Sei que eu tô pensando em partir pra escrever outro livro. lml.</p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/ouRbe_OZ8NI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/minhas-ferias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/minhas-ferias/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Ponha sua “face” em um livro</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/H4A6vwjAKDY/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/ponha-sua-face-em-um-livro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 15:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[milwaukee]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2518</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Redes sociais são as maiores aliadas dos procrastinadores. Você clica no iconezinho do seu navegador pensando em fazer aquela pesquisa super importante pro trabalho que já está atrasado, e sem resistência, quase que automaticamente, antes mesmo de perceber o que está fazendo, está lendo uma infinidade de memes no facebook, assistindo o mais novo vídeo de gatinho no youtube, e retuitando aquela sacada genial daquele cara genial que você segue no twitter. #QuemNunca. E assim os livros na sua estante vão juntando camadas e camadas de poeira. Partindo dessa anomalia coletiva de atenção, a Biblioteca Pública de Milwaukee lançou uma campanha de incentivo à leitura, convocando-nos para sair da frente do computador e abrir aquela coisa antiga, analógica e indispensável: o livro. &#160; &#160; Via Bronx. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Redes sociais são as maiores aliadas dos procrastinadores. Você clica no iconezinho do seu navegador pensando em fazer aquela pesquisa super importante pro trabalho que já está atrasado, e sem resistência, quase que automaticamente, antes mesmo de perceber o que está fazendo, está lendo uma infinidade de memes no facebook, assistindo o mais novo vídeo de gatinho no youtube, e retuitando aquela sacada genial daquele cara genial que você segue no twitter. #QuemNunca.</p>
<p>E assim os livros na sua estante vão juntando camadas e camadas de poeira.</p>
<p>Partindo dessa anomalia coletiva de atenção, a <strong><a href="http://www.mpl.org/" target="_blank">Biblioteca Pública de Milwaukee</a></strong> lançou uma campanha de incentivo à leitura, convocando-nos para sair da frente do computador e abrir aquela coisa antiga, analógica e indispensável: o livro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2520" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/facebook-milwaukee.jpg"><img class="size-full wp-image-2520" title="facebook-milwaukee" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/facebook-milwaukee.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Coloque sua cara em um livro.</p></div>
<div id="attachment_2521" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/twitter-milwaukee.jpg"><img class="size-full wp-image-2521" title="twitter-milwaukee" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/twitter-milwaukee.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">140 caracteres? Tente milhões.</p></div>
<div id="attachment_2519" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/youtube-milwaukee.jpg"><img class="size-full wp-image-2519" title="youtube-milwaukee" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/youtube-milwaukee.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Você poderia estar lendo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Via <a href="http://www.bronx.com.br/" target="_blank">Bronx.</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/H4A6vwjAKDY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/ponha-sua-face-em-um-livro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/ponha-sua-face-em-um-livro/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Os Quadrinhos, a continuidade e as crises temporais</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/78iblA3gLLQ/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/os-quadrinhos-continuidade-crises-temporais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 04:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Noah Mera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noah Mera]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Super-Homem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2512</guid>
		<description><![CDATA[&#160; O tempo nos Comics e Mangás As duas principais tradições dos quadrinhos no mundo tem uma maneira bem diferente de tratar o tempo em suas narrativas. O mangá japonês sempre trata de histórias fechadas, com final determinado, findada a saga, não importa o sucesso, a história não é continuada por nenhum meio artificial. No máximo retorna-se ao universo daquela narrativa para uma continuação (também de desfecho previsto) ou nova história com personagens diferentes. Já o comic americano apega-se aos personagens, não deseja ou prevê qualquer desfecho para a saga dos heróis. &#160; &#160; Vovôs Garotões e folhetins Assim temos personagens em atividade contínua (ou quase) desde sua criação, como é o caso do Quarteto Fantástico, em ação ininterrupta desde o acidente de foguete que deu poderes para Reed Richards e sua família nos anos  60 ou do anti-herói Justiceiro, veterano da guerra do Vietnã que serve de contraponto sombrio aos personagens coloridos de eras anteriores desde os anos 70. Soma-se a isso outra característica adotada pelas editoras americanas &#8211; a do universo compartilhado &#8211; todos os heróis publicados por uma determinada editora existiam dentro do mesmo universo possibilitando que as histórias de um interferissem nas histórias de outro ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O tempo nos Comics e Mangás</h2>
<p>As duas principais tradições dos quadrinhos no mundo tem uma maneira bem diferente de tratar o tempo em suas narrativas. O <strong><em>mangá</em></strong> japonês sempre trata de histórias fechadas, com final determinado, findada a saga, não importa o sucesso, a história não é continuada por nenhum meio artificial. No máximo retorna-se ao universo daquela narrativa para uma continuação (também de desfecho previsto) ou nova história com personagens diferentes. Já o <strong><em>comic</em></strong> americano apega-se aos personagens, não deseja ou prevê qualquer desfecho para a saga dos heróis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Fig.-4-LeProcessus-Mathieu-p3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2515" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/Fig.-4-LeProcessus-Mathieu-p3.jpg" alt="um relógio em quadrinhos" width="398" height="600" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Vovôs Garotões e folhetins</h2>
<p>Assim temos personagens em atividade contínua (ou quase) desde sua criação, como é o caso do <strong>Quarteto Fantástico</strong>, em ação ininterrupta desde o acidente de foguete que deu poderes para Reed Richards e sua família nos anos  60 ou do anti-herói <strong>Justiceiro</strong>, veterano da guerra do Vietnã que serve de contraponto sombrio aos personagens coloridos de eras anteriores desde os anos 70. Soma-se a isso outra característica adotada pelas editoras americanas &#8211; a do universo compartilhado &#8211; todos os heróis publicados por uma determinada editora existiam dentro do mesmo universo possibilitando que as histórias de um interferissem nas histórias de outro ou que houvessem encontros frequentes entre os personagens (como o <strong>Homem-Aranha </strong>que frequentemente integra Os <strong>Vingadores</strong>, ou O <strong>Quarteto Fantástico </strong>ou que os editores aproveitem da popularidade do <strong>Wolverine </strong>para incluí-lo no máximo de publicações possível.)</p>
<p>Por meio deste recurso acompanhamos o crescimento e mudança dos personagens &#8211; Seja o casamento de Reed e Sue Richards, a gravidez e nascimento do filho, aborto da filha do casal, brigas, separação e reaproximação. Ou a trajetória de Peter Parker que inicia sua história como  Nerd universitário, abandona a faculdade, torna-se fotografo free-lance, a trágica morte de sua namorada, Gwen Stacy, após o luto acompanhamos sua aproximação, casamento e separação com Mary Jane.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Muitos personagens e só um universo</h2>
<p>Também acompanhamos as múltiplas interações destes personagens no ambiente compartilhado, gerando uma experiência tão rica como nenhuma outra mídia gerou até o momento (ainda que o universo literário dos mythos Chutulhunianos criados por Lovecraft e desenvolvidos por inúmeros autores chegue muito próximo a esse efeito &#8211; e lembre do encontro de personagens da literatura vitoriana que Alan Moore promove no excelente quadrinho As Aventuras da Liga Extraordinária).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mas existem alguns problemas&#8230;</h2>
<p>Ainda que as características citadas gerem uma experiência riquíssima, trazem problemas tão grandes quanto os benefícios. As possibilidades de história são fantásticas, mas lembre-se: o foco são os personagens. Existe uma janela de desenvolvimento que impede os personagens de afastarem-se muito de seu conceito de origem e a medida desta janela é a popularidade/vendas. Na transição de Peter Parker de nerd para fotógrafo a característica básica de <em>loser </em>do personagem se manteve, e a ironia de sua relação com a vida dupla de Homem-Aranha é uma adição genial ao personagem (como fotógrafo, Parker parece conseguir vender apenas fotos de sua ação como HA para um jornal que tem como mote difamar a figura do super-herói). Não obteve tanto sucesso seu casamento &#8211; casamento nenhum teve sucesso nos quadrinhos (exceto o do quarteto fantástico, mas Sue e Reed eram noivos desde a criação) tanto que os roteiristas tiveram que inventar um remendo para desfazer o status de casado -e pai- do personagem (e nisto a editora conseguiu desagradar tanto com o casamento quanto com a solução encontrada para desfazê-lo).</p>
<p>Outro problema é a continuidade. Uma história continua sendo escrita a décadas com interações e respeitando outras histórias tende a ficar bem complexa &#8211; tanto para se desenvolver quanto para se acompanhar &#8211; e os quadrinhos são um produto de massa, é preciso não apenas conservar uma base de leitores, como conquistar novos leitores o tempo inteiro. O último torna-se difícil quando presumimos o conhecimento de 10-15 anos de histórias pregressas para se entender o que está acontecendo no momento atual dos personagens. E ainda existe aquela janela de desenvolvimento (que também é cronológica) como explicar uma história atual do Justiceiro ou no Nick Fury &#8211; aquele um veterano do Vietnã e este um veterano da 2ª guerra &#8211; com o personagem no auge da forma física?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A solução é a crise?</h2>
<p>Quem tentou resolver primeiro este dilema foi a DC Comics &#8211; de <strong>Batman</strong>, <strong>Superman</strong> e outros tantos &#8211; que tinha uma continuidade bem confusa, abarcando terras paralelas e múltiplas versões de seus heróis. Em 1986 a DC lança uma saga chamada <strong>Crise nas Infinitas Terras</strong> que tratou de fundir todo o multiverso da DC em um cataclismo e reiniciá-lo praticamente do zero. Essa maneira de chamar a atenção para um evento cósmico ao mesmo tempo que reinicia e simplifica a cronologia vai tornar-se um recurso do qual a DC lança mão de tempos em tempos com outras crises. Agora mesmo está em curso uma reformulação do universo DC sucesso de vendas e alvo de muitas críticas pela violência e sexo em excesso nas publicações.</p>
<p>Já a editora Marvel sempre adotou uma postura pontual nas cronologias (como o remendo na cronologia do Homem-Aranha ou a explicação de que Nick Fury foi cobaia de um experimento na 2ª guerra e por isso não envelhece &#8211; mas o anacronismo do Justiceiro permanece) e tentou um reboot em alguns heróis nos anos 90 que -felizmente- foi revertido. Recentemente a editora lançou mão do artifício de uma terra paralela &#8211; o ultiverso &#8211; que traz versões atualizadas dos heróis tradicionais da editora e se mantém independente do universo tradicional, chamado de Terra-616.</p>
<p>Mas esta diferença de tratamento à continuidade pode acabar em breve. Alguns <a href="http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2012/01/19/marvel_vai_copiar_o_reboot_da_dc/#more48518">boatos</a> dizem que a Marvel está planejando um reboot semelhante ao da DC em seu universo tradicional. Agora que a Marvel conseguiu emplacar um universo cinematográfico me parece natural que queira alinhar seus principais produtos com o cinema (os vingadores do cinema tem mais elementos em comum com a versão ultimate).</p>
<p>Na verdade o que eu gostaria de ver nos quadrinhos é o fim da continuidade. Se um dos charmes do comic é acompanhar a evolução de um personagem, a dita janela de desenvolvimento que impede que o personagem se afaste de sua “essência” por muito tempo e força remendos mal explicados na continuidade anulam todo este prazer. Alguns dos melhores quadrinhos que eu li, aliás, são aqueles que fogem da continuidade padrão e brincam com o conceito dos personagens em outras épocas e estilos, como Gotham City 1889, que levava o Batman a enfrentar Jack, o estripador ou os clássicos <em>Cavaleiro das Trevas</em>, <em>Reino do Amanhã</em> e <em>Era do Apocalipse</em></p>
<p>A DC, enquanto parte da Warner e a Marvel, como parte da Disney, passaram de editoras de quadrinhos a produtoras de conteúdo para marcas crossmedia &#8211; é neste contexto que, julgo, os heróis são entendidos pelos executivos de suas respectivas Cias cada herói é uma marca e seu uniforme, status e histórico/conceito básico determinam um público alvo específico e as histórias que podem surgir daí. Nesse contexto um apego a cronologia como o que existe hoje não é uma estratégia muito esperta.</p>
<p>E já que os personagens são naturalmente “enquadrados” por que não considerar apenas estas características essências como definitivas e ao final de cada saga o personagem voltar ao status inicial, sem a necessidade de remendos na continuidade? Esta medida também abre espaço para histórias mais drásticas envolvendo o personagem, mas que, quando terminadas, devolvem o personagem são e salvo ao seu posto “arquetípico”. E ainda podem vir quantas crises e fins de mundo os roteiristas quiserem &#8211; a hora que quiserem, e não como mero pretexto para arrumar a casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/78iblA3gLLQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/os-quadrinhos-continuidade-crises-temporais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/os-quadrinhos-continuidade-crises-temporais/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Daimon junto à porta – Nelson Rego</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/2j70zBCCHKE/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/daimon-junto-a-porta-nelson-rego/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 13:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Baco]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[Daimon]]></category>
		<category><![CDATA[Dionísio]]></category>
		<category><![CDATA[Dublinense]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[nelson rego]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio açorianos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2500</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Como um Baco à espreita, espiando pelo buraco da fechadura, Nelson Rego conduz a inocência à malícia no pequeno volume de contos Daimon junto à porta. Do primeiro e pseudo-erótico Platero e o mar, ao derradeiro Um pedacinho do tempo diante dos olhos, o escritor gaucho pousa sobre a obra uma sensualidade mascarada, que ora se escancara para o leitor, ora se intimida, provocando de canto de olho. A comparação com o deus romano não é gratuita. Assim como os latinos tomaram emprestado o Dionísio para inventar o Baco, miraram a filosófica “daimon” para criar a religiosa “dæmon”, também conhecida em terras lusófonas como “demônio”. Uma tradução empobrecedora, sem dúvida. Nos contos de Nelson Rego, os personagens invariavelmente sucumbem ao desejo, uma influência interna e externa. Daí o daimon do título. A palavra grega expressa uma poderosa força natural que nos cerca, espírito que nos atiça os sentidos, ainda que isenta do dualismo “bem ou mal”. Os daimons aqui têm uma quedinha pela desolação, por praias varridas por ventos frios, por rincões bucólicos, cenários que sugerem o Rio Grande do Sul do escritor. Também têm preferência por artistas, malucos e crianças. Pois não seriam eles mais suscetíveis às suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/daimon-junto-a-porta.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2501" title="daimon-junto-a-porta" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/daimon-junto-a-porta.jpg" alt="" width="252" height="372" /></a>Como um Baco à espreita, espiando pelo buraco da fechadura, <strong>Nelson Rego</strong> conduz a inocência à malícia no pequeno volume de contos <strong><em>Daimon junto à porta. </em></strong>Do primeiro e pseudo-erótico <em>Platero e o mar</em>, ao derradeiro <em>Um pedacinho do tempo diante dos olhos,</em> o escritor gaucho pousa sobre a obra uma sensualidade mascarada, que ora se escancara para o leitor, ora se intimida, provocando de canto de olho.</p>
<p>A comparação com o deus romano não é gratuita. Assim como os latinos tomaram emprestado o Dionísio para inventar o Baco, miraram a filosófica “daimon” para criar a religiosa “dæmon”, também conhecida em terras lusófonas como “demônio”. Uma tradução empobrecedora, sem dúvida.</p>
<p>Nos contos de Nelson Rego, os personagens invariavelmente sucumbem ao desejo, uma influência interna e externa. Daí o <em>daimon </em>do título<em>. </em>A palavra grega expressa uma poderosa força natural que nos cerca, espírito que nos atiça os sentidos, ainda que isenta do dualismo “bem ou mal”.</p>
<p>Os daimons aqui têm uma quedinha pela desolação, por praias varridas por ventos frios, por rincões bucólicos, cenários que sugerem o Rio Grande do Sul do escritor. Também têm preferência por artistas, malucos e crianças. Pois não seriam eles mais suscetíveis às suas ações?</p>
<p>Em <strong><em>Platero e o mar</em></strong>, o escritor emprega o erotismo em um grupo de garotos de onze a doze anos. Excitadíssimos com a pouco inocente Inocência, os malandros fazem de tudo para que a moça se entregue nua aos seus desejos e curiosidades crepusculares. A juventude erotizada também invade <strong><em>Recital dos mortos</em></strong>, no qual um médium recita uma infinidade de nomes e causas de mortos e mortes. O médium só dá um tempinho no profundo transe para incitar a jovem narradora a um tête-à-tête.</p>
<p>No melhor do livro,<strong> <em>A boca do jarro</em></strong>, o erotismo proposto por Nelson Rego alcança o máximo de abstração. Caminhando pela praia, um professor teoriza a inutilidade filosófica e retórica da metáfora enquanto sua aluna se dedica a perturbar o velho com argumentos bem fundamentados e a exposição das coxas bem torneadas refletidas no espelho de areia.</p>
<p>No quesito melhor ideia, porém, vence <strong><em>Na verdade é isso aí, ó</em></strong>. Ainda que prejudicado pela estrutura monolítica do diálogo e a repetição incansável de vícios de linguagem, o conto se destaca pela história da índia que não era mais índia, que perdera seu guarani sem ter aprendido o português ou o inglês, e que se comunicava mimicamente (ou telepaticamente) com um dos protagonistas do diálogo sobre um sonho contínuo programado para começar a cada vez que a índia entrava no elevador bifásico de um arranha-céu nova-iorquino. Um dos poucos contos que os daimons eróticos não se escondem junto à porta.</p>
<p><em>Daimon junto à porta</em>, vencedor do <strong>Prêmio Açorianos</strong> 2011, foi uma boa surpresa. Um livro corretamente pouco pretensioso, equilibrando sensualidade e inocência, intensidade e alheamento, possessões e mistérios, contos narrados como se observados à distância, memórias da manhã seguinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Título:</strong> Daimon junto à porta<br />
<strong>Autor:</strong> Nelson Rego<br />
<strong>Editora: </strong>Dublinense<br />
<strong>Número de páginas: </strong>128<br />
<strong>Preço de catálogo:</strong> <a href="http://www.dublinense.com.br/livros/daimon-junto-a-porta/" target="_blank">R$ 27,00</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.dublinense.com.br/"><img class="aligncenter  wp-image-2502" title="dublinense" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/dublinense.jpg" alt="" width="270" height="180" /></a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/2j70zBCCHKE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/daimon-junto-a-porta-nelson-rego/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/daimon-junto-a-porta-nelson-rego/</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>A maldição da pedra – Cornelia Funke</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/Mais1Livro/~3/sGegExfPDGI/</link>
		<comments>http://www.mais1livro.com/maldicao-da-pedra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laiane Carniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[cornelia funke]]></category>
		<category><![CDATA[literatura alemã]]></category>
		<category><![CDATA[literatura fantástica]]></category>
		<category><![CDATA[reckless]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mais1livro.com/?p=2489</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Mundos alternativos povoados por seres sobrenaturais e muita magia tornaram-se lugar-comum para escritores, muitos querem criar suas versões para fadas, bruxas, gnomos, unicórnios e tudo o que eles representam. Em A maldição da pedra, a autora não fez diferente ao criar um mundo atrás do espelho, que acaba sendo visitado periodicamente por Jacob Reckless, um garoto que procura pelo pai que um dia desapareceu, abandonando ele, Will (seu irmão mais novo), e sua mãe. A autora, em um primeiro momento, parece apenas jogar informações, histórias sem contexto, anos que se passam. Logo no início, Jacob entra sem permissão no escritório do pai &#8211; que sumiu sem dar explicações -, analisa cuidadosamente tudo o que há e fica fascinado pelo espelho que lá existe. Descobre no espelho uma passagem para outro mundo. Já adulto, um dia, sem querer, seu irmão descobre como ir para este mundo e acaba sendo ferido pelos Goyls e infectado com uma maldição que tornará sua pele toda de pedra. Começa, então, a busca de Jacob para encontrar a cura para o irmão. Tudo vai se costurando no devido tempo, em um ritmo que, pouco a pouco, acaba viciando e provoca no leitor a vontade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/a-maldição-da-pedra.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2491" title="a-maldição-da-pedra" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/a-maldição-da-pedra.jpg" alt="" width="217" height="312" /></a>Mundos alternativos povoados por seres sobrenaturais e muita magia tornaram-se lugar-comum para escritores, muitos querem criar suas versões para fadas, bruxas, gnomos, unicórnios e tudo o que eles representam. Em <strong><em>A maldição da pedra</em></strong>, a autora não fez diferente ao criar um mundo atrás do espelho, que acaba sendo visitado periodicamente por Jacob Reckless, um garoto que procura pelo pai que um dia desapareceu, abandonando ele, Will (seu irmão mais novo), e sua mãe.</p>
<p>A autora, em um primeiro momento, parece apenas jogar informações, histórias sem contexto, anos que se passam. Logo no início, Jacob entra sem permissão no escritório do pai &#8211; que sumiu sem dar explicações -, analisa cuidadosamente tudo o que há e fica fascinado pelo espelho que lá existe. Descobre no espelho uma passagem para outro mundo. Já adulto, um dia, sem querer, seu irmão descobre como ir para este mundo e acaba sendo ferido pelos Goyls e infectado com uma maldição que tornará sua pele toda de pedra.</p>
<p>Começa, então, a busca de Jacob para encontrar a cura para o irmão. Tudo vai se costurando no devido tempo, em um ritmo que, pouco a pouco, acaba viciando e provoca no leitor a vontade de saber se Jacob realmente salvará o irmão, se encontrará seu pai e se, ao fim, ficará para sempre no mundo do espelho ou se voltará para o mundo que conhecemos.</p>
<p>A autora <strong>Cornelia Funke</strong> nasceu na cidade alemã de Dorsten. Quando criança queria se tornar astronauta, ou piloto de avião, mas acabou estudando pedagogia. Depois de terminar seus estudos, Funke trabalhou durante três anos como assistente social, se focalizando em crianças necessitadas. Ela ganhava dinheiro ilustrando livros, mas rapidamente começou a escrever suas próprias histórias, inspirada naquelas com que ela havia agradado as crianças carentes com quem tinha trabalhado.</p>
<p>Sua fama internacional surgiu com a novela de fantasia O Cavaleiro do Dragão, que continuou com O Senhor dos Ladrões. A novela que deu seguimento à sua fama foi Coração de Tinta, primeira parte de uma trilogia que tem como continuação Sangue de Tinta e Morte de Tinta.</p>
<p><strong><em>A maldição da pedra</em></strong> é o primeiro livro da coleção <strong><em>Reckless</em></strong>, indicado para aqueles que gostam de mundos alternativos povoados por seres imaginários. De fácil e rápida leitura, sabe deixar no leitor a impressão de que realmente não é o fim e que muita história ainda vai acontecer no Mundo do Espelho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Título:</strong> A maldição da pedra<br />
<strong>Título original:</strong> Reckless &#8211; Steinernes Fleisch<br />
<strong>Autor:</strong> Cornelia Funke<br />
<strong>Tradução:</strong> Sonali Bertuol<br />
<strong>Editora:</strong> Companhia das Letras<br />
<strong>Número de páginas:</strong> 248<br />
<strong>Preço de catálogo:</strong> <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13035" target="_blank">R$ 37,50</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2492" title="companhia-das-letras1-300x84" src="http://www.mais1livro.com/wp-content/uploads/2012/02/companhia-das-letras1-300x84.jpg" alt="" width="300" height="84" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Mais1Livro/~4/sGegExfPDGI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.mais1livro.com/maldicao-da-pedra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		<feedburner:origLink>http://www.mais1livro.com/maldicao-da-pedra/</feedburner:origLink></item>
	</channel>
</rss>

