<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879</atom:id><lastBuildDate>Sun, 19 Feb 2012 03:15:48 +0000</lastBuildDate><category>Reforma Universitária</category><category>Socialismo</category><category>Aumento das passagens</category><category>Textos do Mário Júnior</category><category>George W. Bush</category><category>Textos do Mangue Wireless</category><category>Bicho-grilismo</category><category>Textos do Anderson Santos</category><category>Novo ENEM</category><category>Partidos Políticos</category><category>Utilidade Pública</category><category>Textos do João Paulo da Silva</category><category>Esquerda</category><category>Movimento Sindical</category><category>Educação</category><category>Movimentos Sociais</category><category>Textos do Fabiano Santos</category><category>Política</category><category>Movimento Estudantil</category><category>Governo Lula</category><category>Regras e recomendações</category><category>Transporte coletivo</category><category>Israel x Palestina</category><category>Crise Econômica</category><category>Proletariado</category><category>Imprensa</category><category>Capitalismo</category><category>Luta de classes</category><category>Meio Ambiente</category><category>Humor</category><category>Barack Obama</category><category>Textos do Jorge Lucas</category><category>Direitos trabalhistas</category><category>Imperialismo</category><category>Pegação</category><category>Neoliberalismo</category><category>Textos do Eli Magalhães</category><title>Mangue Wireless</title><description>Conservando a lama só no mangue!</description><link>http://manguewireless.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Mário Júnior)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/manguewireless" /><feedburner:info uri="manguewireless" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-6236100810644441491</guid><pubDate>Sat, 06 Aug 2011 03:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-06T00:32:55.637-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Mário Júnior</category><title>#LessaBlogs: Ronaldo Lessa, alguns blogueiros e um bate-papo</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oH5tBGm3KYQ/TjyoQAhp5cI/AAAAAAAABfM/QwnAt5bCTUE/s1600/Ronaldo_Lessa1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oH5tBGm3KYQ/TjyoQAhp5cI/AAAAAAAABfM/QwnAt5bCTUE/s320/Ronaldo_Lessa1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637565826533549506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta-feira, o ex-governador Ronaldo Lessa recebeu 14 blogueiros em sua casa para um bate-papo sobre política. Muito simpático e aparentemente honesto no que falou, não se negou a responder nada e deu declarações que não estamos habituados a ler nos meios de comunicação de massa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lessa, que foi prefeito de Maceió e governou Alagoas por dois mandatos consecutivos, credita, da sua parte, muita qualidade aos seus programas de combate à mortalidade infantil e reestruturação da educação no Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, é inegável que houveram avanços nessas áreas um pouco maiores que nos governos de seus antecessores. Mas ainda assim foram avanços insuficientes, que não tiraram Alagoas da última posição dos indicadores sociais, e ainda nos mantém num nível de desenvolvimento humanístico e qualidade de vida da população alarmante, defasado em relação ao restante do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E falo do momento referente ao final do governo de Ronaldo Lessa, em 2006, não do tempo atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A notícia de que Lessa pode ser preso a qualquer momento por ter sido condenado a passar os finais de semana na Casa de Custódia é falsa. Segundo o ex-governador, ele recorreu do processo em Pernambuco e livrou-se da sentença condenatória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lessa lembrou com nostalgia que o pai do atual governador (maior adversário político de Lessa no momento), Teotônio Brandão Vilela, teve relação de íntima confiança para com ele, indicando-o como seu representante em eventos dos mais diversos – inclusive como candidato ao governo do Estado, em 1986. A antiga relação com o &lt;i&gt;menestrel das Alagoas&lt;/i&gt; é uma peça afetiva que muito orgulha as lembranças de Ronaldo Lessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre as denúncias de favorecimento do secretário Luiz Otávio Gomes aos seus clientes, &lt;a href="http://www.painelnoticias.com.br/blog/fleming/post/742/psdb_governa_alagoas_com_sujeira_embaixo_do_tapete" target="_blank"&gt;iniciadas por Alexandre Fleming&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://blogdomariojunior.blogspot.com/2011/07/psdb-governa-alagoas-com-sujeira.html" target="_blank"&gt;por mim&lt;/a&gt;, Lessa – crítico assumido da gestão do PSDB – acredita que isso representa apenas um pequeno aspecto das práticas que o governo atual se utiliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As alianças com o próprio Vilela e Collor foram questionadas. Sobre Teotônio, ele disse que rompeu (e se retirou do governo) assim que o atual governador cancelou os aumentos anteriormente concedidos aos servidores públicos. Lamentou que PSB e PPS tenham continuado suas caminhadas ao lado do PSDB, mas não mostrou arrependimentos de sua atuação quanto a esta ruptura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os números apresentados pelo atual governo como frutos de um “rombo” financeiro herdado do governo Lessa foram tratados como má-fé. Segundo Ronaldo Lessa, R$400 milhões não representam uma “quebra” do Estado, que pagou – fruto de dívidas! – ao governo federal somente em 2010 cerca de R$500 milhões. Para se formar o número propagandeado, até mesmo a folha salarial dos servidores foi inserida na conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre Collor, Lessa admitiu ser uma composição de aliança fruto de um segundo turno político. Não viu problemas morais, disse que não procurou Collor e que o senador somente manteve sua coerência, já que apoiou Lula e Dilma durante sua campanha. Reconheceu que Collor fez algumas pessoas não votarem nele (casos isolados em sua visão!), mas que no interior o ex-presidente ainda tem muita força e o elevou em municípios que a votação – sem o apoio de Collor – não seria tão expressiva. Em poucas palavras: foi uma aliança eleitoral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Lessa ganhasse? Teria que abrigar apadrinhados de Collor em seu governo, mas não daria para eles pastas como a de educação, exemplificou. Se Collor e Teotônio fizessem o segundo turno? Lessa apoiaria Collor contra Vilela. Apoio polêmico? Sim, mas são as palavras do próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A composição política da eleição de Maceió em 2012 já tem seus primeiros movimentos iniciados e Ronaldo Lessa &lt;i&gt;deixa&lt;/i&gt; seu nome disponível. Em outras palavras: ele vai concorrer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer ter em seu grupo, se possível, o atual prefeito Cícero Almeida, mesmo que a palavra dele seja volátil e que esteja saindo do cargo com várias denúncias de corrupção pouco elucidadas. Mas quem já dividiu um palanque com Collor, não tem mais pudor em fazer isso nem com Satanás, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exageros e brincadeiras de lado, Ronaldo Lessa é um nome de peso e certamente ocupará posição de destaque no pleito do ano que vem – na pior das hipóteses, chega em um segundo turno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive um encontro com Lessa, no mesmo espaço, no distante 2002, quando ele foi até a Ufal debater no auditório da reitoria com os estudantes, época em que disputava sua reeleição estadual em campanha polarizada contra Collor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O encontro da última quarta-feira foi de maior proximidade. Deu pra perceber que, com mais de seis décadas de vida, Lessa mudou muito. Não é mais aquele candidato “do contra” que foi em 1992, quando emergiu na votação após o Fora Collor. Ainda tem gás para disputar eleições e, se formos olhar o cenário e o contexto atual em Alagoas, é um dos nomes que podem dar contribuições no campo progressista das mais significativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quem é o entrevistado?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m7UCJzl2nJQ/Tjyos8U5bHI/AAAAAAAABfc/Foub1Zww9WY/s1600/521px-Ronaldo_lessa.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 174px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-m7UCJzl2nJQ/Tjyos8U5bHI/AAAAAAAABfc/Foub1Zww9WY/s200/521px-Ronaldo_lessa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637566323622505586" /&gt;&lt;/a&gt;Ronaldo Augusto Lessa Santos, nascido em 25 de abril, tem 62 anos e é filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formado em engenharia civil pela Ufal, ganhou as eleições para a prefeitura de Maceió em 1992 e emplacou sua sucessora, Kátia Born, quatro anos depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou ao governo de Alagoas em 1999, após derrotar o então governador Manoel Gomes de Barros no primeiro turno do pleito de 1998. Quatro anos depois, também em primeiro turno, se reelegeu governador, onde ficou até 2006 e elegeu seu sucessor, apesar de não ter vencido na vaga que concorreu para o senado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2010 concorreu pela quarta vez ao governo do Estado (a primeira foi em 1986, quando ficou em terceiro lugar), mas foi derrotado no segundo turno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mais sobre o #LessaBlogs?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://blogdomariojunior.blogspot.com/2011/08/lessablogs-uma-oportunidade-para-falar.html" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ver minha postagem no &lt;a href="http://blogdomariojunior.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Blog do Mário Júnior&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://canalmeida.wordpress.com/2011/07/29/lessablogs" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; para ver de onde surgiu essa iniciativa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-6236100810644441491?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/VnkouwUVGYo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/VnkouwUVGYo/lessablogs-ronaldo-lessa-alguns.html</link><author>noreply@blogger.com (Mário Júnior)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-oH5tBGm3KYQ/TjyoQAhp5cI/AAAAAAAABfM/QwnAt5bCTUE/s72-c/Ronaldo_Lessa1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2011/08/lessablogs-ronaldo-lessa-alguns.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-4273561776867076290</guid><pubDate>Thu, 13 Aug 2009 18:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-13T15:33:22.909-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Socialismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meio Ambiente</category><title>Simbioses político-ambientais para exterminar as crises</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SoRYAg6tuFI/AAAAAAAAAi0/cbML5sinj3c/s1600-h/HPIM7106.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369513421591918674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SoRYAg6tuFI/AAAAAAAAAi0/cbML5sinj3c/s200/HPIM7106.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; - Viu ontem? Mais um protesto do Greenpeace contra a pesca das baleias. Só fazem aquilo para aparecer. O que precisamos é de uma transformação ambiental que vá à raiz dos problemas – disse o primeiro, vestido de vermelho.&lt;br /&gt;- E ainda temos a crise econômica. Isso é o que dá alimentar um sistema econômico que utiliza o ambiente sem pensar na sua conservação. Acho até que nem precisa “revolucionar”, basta que se erga uma recuperação econômica baseada no desenvolvimento sustentável e no maior controle estatal – disse o segundo, vestido de verde.&lt;br /&gt;- É... Pode até ser, mas acho que o problema é que crescemos demais. Já está na hora das economias mundiais desenvolvidas pararem. Ao menos, os subdesenvolvidos podem chegar ao desenvolvimento de forma sustentável, tanto econômica quanto ambientalmente falando – disse o terceiro, vestido com uma camisa dessas modernas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa até que poderia ser uma conversa de bar, afinal de contas a discussão sobre os problemas causados pela degradação ambiental cada ano que passa se torna uma pauta mais freqüente no cotidiano mundial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a crise econômica iniciada no país-base do capitalismo, os Estados Unidos, muitos passaram a perceber que algo andava errado e 1alguns passaram a acreditar que o início da solução para todos os problemas poderia estar no meio ambiente. E é sobre três dessas “sugestões”, exemplificadas pelos personagens do diálogo inicial, que trataremos aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;GREEN NEW DEAL&lt;br /&gt;Reunindo-se desde 2007, quando começou a crise imobiliária estadunidense, o Green New Deal Group traz a sua proposta já em seu nome. Baseado no “corajoso programa de Franklin D. Roosevelt” após a Grande Crise de 1929, os associados traçam uma reflexão sobre a extensão dos perigos para a tripla crise: econômica, energética e ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O grupo é formado por nove pessoas, entre representantes de ONGs ambientais (como o Greenpeace), um jornalista (Larry Eliot, editor de economia do Guardian) e o diretor-político das nef (novas fundações econômicas, sigla em inglês), as quais é dedicada a ideia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2008, eles divulgaram o primeiro relatório com a análise da situação atual e suas propostas para revitalizar o mundo, intitulado A Green New Deal. “Nós chamamos nosso programa de Green New Deal (GND) – algo que combina estabilização em sentido estrito com um longo tempo de reestruturação das finanças, taxação e sistemas energéticos. O programa é internacional no todo, mas exige ações locais, nacionais, regionais e globais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As três crises teriam origem no atual processo de globalização. A desregulação econômica criou créditos sem limite. Sem controle, foi permitida a utilização do meio além dos limites possíveis, o consumo insustentável. Assim, o GND pretende atuar sobre quatro sistemas que “dominam” o mundo: o mercado, o estado, a sociedade civil e o ecossistema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta proposta é alicerçada em duas coisas. Primeiro, a transformação estrutural da regulação dos sistemas de finanças nacional e internacional, com maiores mudanças nos sistemas de taxação. E, em segundo lugar, um programa sustentável que invista no desenvolvimento da conservação energética e no desenvolvimento de energias renováveis, “acoplada com a efetiva demanda do mercado”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, o mercado voltaria a ter um controle maior dos Estados, com regras que poderiam valer para todo o mundo e as “sobras” econômicas iriam para um fundo voltado ao meio ambiente. E isto através de “uma aliança entre o movimento trabalhista e o movimento verde, entre aqueles engajados na manufatura e o setor público, entre sociedade civil e academia, indústria e todos que trabalham produtivamente nos serviços industriais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor Dr. José Eli da Veiga, do Dept. de Economia da USP (em artigo publicado em maio 2009 na revista Página 22, da Fundação Getúlio Vargas), “para que um New Deal pudesse ser realmente verde, seria necessária uma macroeconomia para sustentabilidade, que, além de reconhecer que existem sérios limites naturais à expansão das atividades econômicas, rompesse com a lógica social do consumismo”, que é uma das bases do sistema capitalista como um todo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Veiga, é necessário um GND que “gerasse forte redistribuição geopolítica da oferta e da demanda globais, conforme os países mais avançados buscassem os caminhos de uma planejada prosperidade sem crescimento, única possibilidade de que suas economias venham a ser ambientalmente sustentáveis”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;STEADY-STATE&lt;br /&gt;É baseado na “prosperidade sem crescimento”, apontado por Veiga, que apresentamos a segunda proposta de regulação sócio-ambiental: o steady-state (SSE). Em entrevista para a Página 22 de julho, o economista ecológico australiano Philip Lawn explicou que essa proposta se baseia não só na regulação do consumo e da liberação de resíduos no meio ambiente, mas, principalmente, na busca de uma melhor qualidade ao longo do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, a “estabilização dos Estados” desenvolvidos, de forma a pararem de crescer, deveria ocorrer imediatamente, permitindo às nações pobres “crescer ecologicamente”, o que, segundo ele, é mais difícil porque não têm todas as opções naturais para se desenvolverem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“[Uma economia em steady-state] é basicamente uma economia que não cresce, mas não quer dizer que estagna ou definha. Nela, bens e serviços são consumidos, o capital se desgasta e precisa ser substituído. Apenas o estoque de riqueza na economia cresce fisicamente. A SSE busca a melhora qualitativa desse estoque ao longo do tempo – a mesma quantidade de riqueza, mas de mais qualidade. E, se o estoque de riqueza melhora, melhora nosso bem-estar”, afirma Lawn. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais atividades para isso é adotar esquemas de cap-and-trade para todos os recursos e resíduos. Este mecanismo, já utilizado para que alguns países diminuam a emissão de CO2 no meio ambiente, funciona da seguinte forma: o cap determina o limite e o trade permite que as pessoas negociem o acesso aos recursos e aos sistemas que assimilam resíduos, especialmente aqueles que por conta própria não conseguem chegar aos limites. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caso, o mercado de carbono funciona através do Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), em que se remuneram as emissões evitadas de carbono, por meio da doação de recursos ou pela geração de créditos de carbono negociados em mercado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Unia Europeia prefere utilizar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que não leva em consideração as florestas, preservação e criação de novos espaços ambientais, por ver o mecanismo do Redd como “uma distração para o que realmente importa”: a redução das emissões das indústrias e do setor de energia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Philip Lawn acrescenta a necessidade de “reformular o capitalismo para que beneficie a sociedade e os indivíduos”. Para ele, “o capitalismo não é o problema”, mas “temos que buscar uma forma diferente, que reconheça a importância da sociedade e dos indivíduos, não somente a economia”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para o economista ecológico, a escolha por uma transição suave para a SSE agora é extremamente necessária, senão a natureza imporá tal esquema para a sobrevivência humana. “Ou seja, a escolha é adotar a SSE por desenho ou por desastre”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;ECOSSOCIALISMO&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jornalista da Página 22 Amália Safatle demonstra essa preocupação: “O risco de inocular a sustentabilidade no capitalismo é que, em vez de usar o sistema para ‘rodar’ uma economia mais sustentável, este se aproprie da ideia, reempacote-a de acordo com os interesses dominantes e a use não para transformar, mas para manter o business as usual, sem mudanças fundamentais em paradigmas de consumo e produção”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como uma alternativa para todas essas propostas, os filósofos Joel Kovel e Michael Löwy tiveram a ideia ainda em 2001, num painel sobre ecologia e socialismo realizado em Vincennes-França, de elaborar um manifesto ecossocialista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Manifesto Ecossocialista foi publicado inicialmente como editorial, com dezoito subscrições, na revista Capitalism, Nature, Socialism - A Journal of Socialist Ecology em março de 2002. No Brasil, a publicação foi em maio de 2003, subscrito por 47 ambientalistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os motivos para as crises são os mesmos: “Na nossa visão, as crises ecológicas e o colapso social estão profundamente relacionados e deveriam ser vistos como manifestações diferentes das mesmas forças estruturais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que aqui se entende que o sistema capitalista não poderia regular, e muito menos superar, as crises que deflagrou: “Ele não pode resolver a crise ecológica porque fazê-lo implica em colocar limites ao processo de acumulação uma opção inaceitável para um sistema baseado na regra ‘cresça ou morra!’”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para eles, a sociedade se modificou em relação aos escritos sobre os socialismos anteriores e exige uma nova adequação, que deve se basear na crise ecológica, por isso o nome “ecossocialismo”. “O ecossocialismo insiste em redefinir a trajetória e objetivo da produção socialista em um contexto ecológico. O objetivo é a transformação das necessidades, uma profunda mudança de dimensão qualitativa, não quantitativa”, afirmam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal proposta só poderia acontecer numa sociedade em que o consumo, e sua criação de necessidades, não fossem a prioridade. Assim, a proposta do ecossocialismo “se traduz em uma valorização dos valores de uso em detrimento dos valores de troca, um projeto de relevância de longo prazo baseado na atividade econômica imediata”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CONVERSA&lt;br /&gt;- Vimos a noite inteira a conversa entre aqueles três. Já tinha visto na televisão os problemas ambientais e as conseqüências para o mundo, mas não sabia que havia tanta gente pensando em propostas diferentes. Espero que dê tempo de alguma dar certo e salvar o planeta – disse alguém sentado na mesa ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-4273561776867076290?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/kUnyyjr5nsg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/kUnyyjr5nsg/simbioses-politico-ambientais-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SoRYAg6tuFI/AAAAAAAAAi0/cbML5sinj3c/s72-c/HPIM7106.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/08/simbioses-politico-ambientais-para.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-44295254254502283</guid><pubDate>Thu, 06 Aug 2009 21:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-07T15:00:06.380-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imperialismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imprensa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><title>Um bilhete premiado</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SntQyWhMsAI/AAAAAAAAAhU/4w3Jz71fvuE/s1600-h/charge_lula_bilhete_pre-sal.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366972206910582786" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SntQyWhMsAI/AAAAAAAAAhU/4w3Jz71fvuE/s200/charge_lula_bilhete_pre-sal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;"Bilhete premiado", "picanha azul" e "filé" são alguns dos nomes dados por ministros à descoberta recente do petróleo da região do pré-sal, segundo matéria de Kennedy Alencar e Valdo Cruz na edição de hoje da &lt;em&gt;Folha de S.Paulo&lt;/em&gt;. Pois bem, daqui a alguns dias será anunciado como se dará a exploração desse petróleo, ou melhor, quem poderá realizá-la, e não faltam candidatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meses atrás, a revista &lt;em&gt;piauí&lt;/em&gt; trouxe uma reportagem sobre as agruras na busca do pote de ouro no final do arco-íris, numa verdadeira história de heróis que "não desistem nunca", mesmo que rios de dinheiro já tivessem sido derramados - e que poderiam ser à toa. De tão difícil de se achar, só faltou encontrarem duendes junto - apesar de aparecerem agora para enganar a quem "deixar" ser enganado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro trunfo para essa descoberta está no fato de que algumas bacias petrolíferas brasileiras começarem a chegar no seu limite de produção e, principalmente, no valor cada dia mais crescente que teve o petróleo entre 2007 e 2008 - que alcançou mais de 140 dólares o barril!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mesmo com o barril de petróleo bem abaixo desse valor, mais de 40 dólares, a crise econômica mundial vê nesta descoberta e prospecção como a última pepita de ouro do Eldorado. Aquilo que pode manter por mais alguns anos a estrutura que o próprio capitalismo mostrou ser mais destrutivo na medida que construía futilidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, em entrevista ao &lt;em&gt;Jornal da Globo&lt;/em&gt;, o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos deixou bem claro os interesses ianques ao afirmar que o país se interesse em "investir" no pré-sal brasileiro, que, segundo especialistas ouvidos pela &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt;, tem pouco risco. Em troca, o país pode comprar as armas que quiser com direito à transferência de tecnologia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que vender armas é tudo o que a indústria bélica estadunidense quer - apesar das guerras &lt;em&gt;bushianas &lt;/em&gt;continuarem no governo Obama - para continar a elevar seus lucros, mas um país chato, leia-se esperto, como os EUA não liberariam o acesso à fabricação dessas armas por pura bondade. O que só prova o bilhete premiado que o presidente tem nas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo as informações, o Governo pretende ficar com 80% do petróleo do pré-sal para si, nos campos de maior rentabilidade. Aos outros, incluindo a mista Petrobras (com 60% do capital na mão de acionistas privados), caberá os 20% restantes e uma reanálise à medida que prospectarem regiões de pré-sal em que o petróleo ainda não foi achado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é aí que os EUA entram, com o empréstimo do Eximbanc ("banco de fomento às exportações do país) à Petrobras. Assim, a pressão nos próximos dias para que a porcentagem acima citada aumente será gigantesca. Vamos ver como anda a influência da Terra do Tio San no Governo Lula, que um dia participou de passeatas pedindo "Fora, FMI" e hoje se tornou mais um dos banqueiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-44295254254502283?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/-Tis9Dpzb5w" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/-Tis9Dpzb5w/um-bilhete-premiado.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SntQyWhMsAI/AAAAAAAAAhU/4w3Jz71fvuE/s72-c/charge_lula_bilhete_pre-sal.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/08/um-bilhete-premiado.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-5134140757074255069</guid><pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T13:56:38.916-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Mangue Wireless</category><title>A cara do Mangue...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem pessoal, como é fácil notar, eu modifiquei o layout do Mangue Wireless. Não consultei os outros colaboradores, mas dava pra notar que o site estava bem feio antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse layout novo é do site www.btemplates.com, e há vários outros lá. É simples de mudar, então, qualquer coisa, voltamos ao normal em segundos. Fora este existem outros, mas achei este tudo a ver com a proposta do Mangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, foi só para avisar, caso alguém fique se perguntando, ou mesma queira modificar o layout. Alguns widgets foram perdidos, mas nada amedrontador. A contagem de visistas está cadastrada no Histats.com, mas eu não tenho a senha, salvo engano o Mário Jr. tem. Então é só recuperá-la lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só. Quem tiver outras sugestões, ou quiser modificar o que foi feito... bem... à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-5134140757074255069?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/YhmyyYAY4bk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/YhmyyYAY4bk/cara-do-mangue.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/07/cara-do-mangue.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-4515118243127340190</guid><pubDate>Tue, 28 Jul 2009 14:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T13:05:09.128-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Sindical</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos trabalhistas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Eli Magalhães</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esquerda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Proletariado</category><title>Ainda no clima francês...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec.i.uol.com.br/album/090129_greve_franca_f_009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 310px; height: 206px;" src="http://ec.i.uol.com.br/album/090129_greve_franca_f_009.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A crise econômica mundial, apesar do que a mídia hegemônica vem tentanto fazer parecer, tem se aprofundado e atingindo, como não seria diferente, cada vez mais a classe trabalhadora. Algo de significativo vem sendo demonstrado por este abalo capitalista: a democracia encontra-se em apuros claros. Nas democracias modelo (Europa e EUA), a retirada de direitos tem se tornado uma constante. As demissões vêm sendo a mostra mais clara da retirada de dignidade dos trabalhadores durante este período.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos Estados Unidos a taxa de desemprego subiu para 9,5% e deve atingir os dois dígitos até o fim do ano. Na França, ela chega a 9,3%. Os dados são do Financial Times, reportagem de 21 de Julho. E os reflexos começam a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 13 de Julho trabalhadores franceses ligados à CGT (Confederação Geral do Trabalho), empregados da New Fabris, em Chatellerault, ameaçaram explodir a fábrica em protesto pelas demissões. Cercaram o prédio com botijões de gás ligados uns aos outros por fios inflamáveis. Acionariam o "gatilho" dia 31 deste mês se não houvesse avanço nas negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,21348319-FMM,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 289px; height: 205px;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,21348319-FMM,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A pauta dos trabalhadores: indenização de 30 mil euros para cada demitido. Suas exigências se voltaram tanto à própria empregadora, quanto às principais clientes da mesma, a Renault e a PSA. O Ministro da Indústria francês, Christian Estrosi, ofereceu aos trabalhadores o pagamento de 95% dos seus salários em 12 meses. Segundo ele, mais de 200 demitidos já aceitaram isto que seria um "pacote de transição". Guy Eyermann, da CGT, disse que não é suficiente e, além disto, os 366 demitidos esperam novos empregos, e não apenas uma proposta de "transição" para a crise. Nada mais justo, afinal, esta não tem dado mostras desta transitoriedade tão breve quanto o governo francês desejaria. Além disto, tanto o governo fracês, quanto outros semelhantes, já gastaram muito mais do que isto com recuperação de bancos e empresas. Um pouco de recuperação para a classe trabalhadora para variar não seria mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última terça-feira, 21 de Julho, operários franceses de duas fábricas diferentes, em cidades distintas, mantiveram reféns executivos destas empresas em protesto aos efeitos da crise. Trabalhadores da Michellin, em Montceaus-les-Mines, mantiveram quatro executivos reféns. O incidente aconteceu depois que a empresa anunciou um planejamento de rebaixar, pelo menos, mil postos de trabalho em seus quadros até o fim do ano. Em Maulacene, o mesmo aconteceu em uma fábrica de papel de enrolar cigarros pertencente à norte-americana Alpharetta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isto, do outro lado do Atlântico, os americanos, que em algumas cidades chegam a experimentar uma duplicação da taxa de desemprego, continuam sem grandes mobilizações. A excessão foi uma ocupação fabril em Chicago, durante às últimas eleições, da qual Obama acabou se servindo de forma oportunista, declarando apoio. Claro, que um apoio limitado, afinal, atos radicais "não levam a lugar nenhum". (Talvez por isto ele também não acabe "radicalmente" com as ocupações militares herdadas de Bush, promessa que fez parte de sua campanha). A apatia dos trabalhadores americanos, em pleno olho do furacão do Capital, é fruto das campanhas anti-sindicais e anti-comunistas levadas a frente pelos governos deste país durante as últimas décadas. Some-se a euforia do &lt;em&gt;american-proud &lt;/em&gt;e temos a receita perfeita para a retirada de direitos e rebaixamento do nível de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os executivos de ambas as fábricas francesas foram liberados na madrugada da quarta-feira, 22, através de negociações. A ocupação da Michellin contou com o "apoio" estatal para a negociação. A Ministra de Finanças da França condenou todos os "atos de violência e situações de chantagem (...) O que funciona é o diálogo". Uma pena a Ministra não reconhecer que nenhuma empresa tentou dialogar com os trabalhadores antes de decidir acabar com, simplesmente, mil postos de trabalho até o fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isto, no Brasil, a "marolinha" já fez evaporar quase 1 milhão de postos de trabalho. Isto para não falar na cifra-negra da informalidade, que chega a números alarmantes de trabalhadores sem garantias trabalhistas e sociais. A repressão aos movimentos sociais cresce de maneira absurda, e a greve na USP tem sido o exemplo mais famoso. Ainda não testemunhamos, de fato, um levante da classe trabalhadora nacional. Mas sem dúvidas, aguardamos o nosso próprio "Ano Francês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.newint.org/features/1999/01/01/309labour1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 285px;" src="http://www.newint.org/features/1999/01/01/309labour1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem acima: "Trabalhadores, levantai!", do russo Valentin. A. Serov.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-4515118243127340190?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/tMMsNoT19M4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/tMMsNoT19M4/ainda-no-clima-frances.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/07/ainda-no-clima-frances.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-130010146489791939</guid><pubDate>Mon, 06 Jul 2009 18:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-06T15:14:48.676-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Governo Lula</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimentos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos trabalhistas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Neoliberalismo</category><title>Contextos diferentes: a visão revolucionária dos franceses</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SlI-2FNszyI/AAAAAAAAAdY/PFzcJoaLLs8/s1600-h/Egualit%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 93px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355412005730438946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SlI-2FNszyI/AAAAAAAAAdY/PFzcJoaLLs8/s400/Egualit%C3%A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Devido ao “Ano da França no Brasil” – eventos culturais programados para a proliferação da cultura francesa no país, em reposta ao “Ano do Brasil na França”, em 2005 – leio com freqüência e-mails com a propaganda do evento e uma das coisas que mais me chamou atenção foi a diferença nos logotipos dos Governos dos dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais simples que possa parecer, vi detalhes neles que de certa forma simbolizam como é o jeito de pensar politicamente dos habitantes dos dois países e, além disso, como é tratado o assunto pelos governantes de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o lema da Republique Française, país que, como todos sabem, realizou o movimento ápice da transição do modo de produção feudalista para o capitalista, na que se convencionou chamar de Revolução Francesa. E por mais que o partido do primeiro ministro Sarkosy tenha em seu nome o socialismo, o lema da revolução burguesa está aí: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro, o que o publicitário baiano Duda Mendonça quis foi mostrar a heterogeneidade do povo brasileiro, através das suas várias cores e do lema “Um país de todos”. A conciliação de classes vista no Governo Lula está muito bem representada desde 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VISÃO REVOLUCIONÁRIA &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imagem do francês revoltado na logo daquele país logo me chamou a atenção para a forma de protesto realizada por eles. Greves de trabalhadores, protestos estudantis e outras manifestações são muito comuns, basta que eles tenham motivo para isso – casos da modificação da lei trabalhista com mudanças previdenciárias, que assola a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o brasileiro não tem uma grande manifestação desde o “Fora Collor”, em 1992, quando foi fortemente influenciado pela elite econômica do país, que temia a abertura para empresas estrangeiras, e da classe média. Até os meios de comunicação mais reacionários participaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada de Lula e sua trupe ao poder até movimentos sociais bastante ativos diminuíram suas investidas contra as desigualdades sociais e mesmo quando atuam possuem uma grande repulsa popular, independentemente de classe. O “país de todos” reflete o Governo como salvador da pátria, todos os outros que fiquem em suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Marx deixara claro que devido às condições de evolução econômica e de transformação da natureza, a revolução teria que começar em países desenvolvidos, a mentalidade político-cultural se transformou em mais uma justificativa para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SlI-vVrAQ3I/AAAAAAAAAdQ/3I3OzA2d64M/s1600-h/Egualit%C3%A9.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-130010146489791939?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/k9fwvMadiaM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/k9fwvMadiaM/contextos-diferentes-visao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SlI-2FNszyI/AAAAAAAAAdY/PFzcJoaLLs8/s72-c/Egualit%C3%A9.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/07/contextos-diferentes-visao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-625803463474510416</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-01T14:30:32.367-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><title>Green New Deal</title><description>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/Sh2o20IMNkI/AAAAAAAAAXw/XqmqbK2eTX8/s1600-h/New+Green+Deal+Organic+T-Shirt+%288173%29.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340610392790677058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/Sh2o20IMNkI/AAAAAAAAAXw/XqmqbK2eTX8/s200/New+Green+Deal+Organic+T-Shirt+%288173%29.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Caso você também nunca tenha lido ou ouvido falar na expressão &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Green New Deal&lt;/span&gt;, não se preocupe. Até a tarde desta quarta-feira, eu, estudante de Jornalismo, também não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Folheando uma revista produzida pelo Centro de Estudos Sustentáveis (vinculado à Escola de Administração de Empresas) da Fundação Getúlio Vargas, a &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.pagina22.com.br/"&gt;Página 22&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, deparei-me com tal neologismo através de um artigo denominado &lt;a href="http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&amp;amp;id=542"&gt;"O que pode ser um Green New Deal?"&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O artigo é assinado pelo professor Dr. José Eli da Veiga (Dept. Economia/USP) e a revista, pelo que pude constatar, é toda voltada a discussões ambientais e voltada ao desenvolvimento sustentável - mas, como sempre, sem esquecer o aspecto financeiro e de desenvolvimento das indústrias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já tinha ouvido e lido sobre o &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.democraciasocialista.org.br/ds/components/com_docman/dl2.php?archive=0&amp;amp;file=TWFuaWZlc3RvX0Vjb3Nzb2NpYWxpc3RhLnBkZg=="&gt;Manifesto Ecossocialista&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, mais um tento criado nessa década, propondo que a revolução não deveria levar em consideração a desigualdade entre classes, mas o quanto o sistema capitalista foi/é nocivo à natureza. Inclusive já escrevi sobre isso numa tese para o Cobrecos 2008.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que seria o &lt;em&gt;Green New Deal&lt;/em&gt; então? Uma versão keneysiana e, portanto, das linhas políticas do centro para criticar a destruição natural, porém sem apontar os verdadeiros culpados? É algo por aí. Em rápido resumo, o GND é algo que propõe "combater" as crises ambientais, sociais e econômicas quebrando a lógica de produção e de consumo sem combater o que gera essa lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo da proposta dos estadunidenses após a grande crise de 1929, essa nova alternativa seria a solução para a economia mundial e, ainda mais, uma solução para resolver problemas como aquecimento ambiental, mudanças climáticas e demais deficiências causadas pelos homens ao meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais incrível que possa parecer, cada vez que mais leio sobre as propostas de proteção ambiental, mais vem a minha mente que uma vivência "pacífica" entre homem e natureza é possível. Só que também vem a minha mente que pode ser que sobrem árvores e não pessoas daqui a alguns anos, tamanha a preocupação que se tem com a natureza, sobrepujando as desigualdades humanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As propostas neste nível sempre pensam na natureza como essencial para a sobrevivência humana. De certa parte, não discordamos disso, afinal todo o desenvolvimento humano se deu pela transformação do que tinha ao redor. Porém, não podemos esquecer é qual o problema que criou todos os demais. Afinal, os homens conviviam sem nenhum problema até certo ponto, recente, da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou aproveitar para catar mais informações sobre isso nos próximos meses. Por enquanto, fiquem com uma interessante frase deste artigo sobre a impossibilidade de tais políticas, como o GND:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SiAWRKDbCcI/AAAAAAAAAX4/vmZDDLW66iE/s1600-h/green-energy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 160px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341293642073704898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SiAWRKDbCcI/AAAAAAAAAX4/vmZDDLW66iE/s200/green-energy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;"Para que um &lt;em&gt;Green New Deal&lt;/em&gt; pudesse ser realmente verde, seria necessária que uma macroeconomia para sustentabilidade, que, além de reconhecer que existem sérios limites naturais à expansão das atividades econômicas, rompesse com a lógica social do consumismo. [...] Nada que possa ser visto como pensamento econômico cujo impacto tenha algum paralelo com a ascensão da macroeconomia keynesiana em resposta à miséria intelectual dos anos 20".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-625803463474510416?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/86Sh-YwJAAI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/86Sh-YwJAAI/green-new-deal.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/Sh2o20IMNkI/AAAAAAAAAXw/XqmqbK2eTX8/s72-c/New+Green+Deal+Organic+T-Shirt+%288173%29.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/05/green-new-deal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-1072281571941430023</guid><pubDate>Tue, 19 May 2009 19:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-19T16:39:29.649-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Utilidade Pública</category><title>A título de informação...</title><description>CONVOCAÇÃO Nº. 08/2009-SECS/UFAL                  Maceió-AL, 18/05/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor(a)  Conselheiro(a):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ordem da Senhora Presidente do Conselho Universitário - CONSUNI/UFAL,&lt;br /&gt;convocamos V.Sa. para a Sessão Extraordinária do CONSELHO UNIVERSITÁRIO -&lt;br /&gt;CONSUNI/UFAL.&lt;br /&gt;Local:Sala dos Conselhos Superiores  Prof. Eduardo Almeida da Silva&lt;br /&gt;Data: 21 de MAIO de 2009 (5ª feira) às 14:30 hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAUTA :&lt;br /&gt;I – Abertura da sessão e verificação do nº. de Conselheiros presentes;&lt;br /&gt;II – Ordem do dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAUTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODELO DE ACESSO AOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DAS IFES&lt;br /&gt;- NOVO ENEM E SISTEMA DE SELEÇÃO UNIFICADA -&lt;br /&gt;(ANÁLISE E DELIBERAÇÃO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Universitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômullo Rogério M. Santos&lt;br /&gt;Secretário dos Conselhos Superiores da UFAL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-1072281571941430023?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/G2Yb-Ud17eM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/G2Yb-Ud17eM/titulo-de-informacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/05/titulo-de-informacao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-3118741687819823000</guid><pubDate>Sat, 16 May 2009 05:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-18T18:54:46.600-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Novo ENEM</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reforma Universitária</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Estudantil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Eli Magalhães</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Neoliberalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><title>Notas sobre o Novo ENEM</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.portalgt.com/site/wp-content/uploads/2009/03/vestibular.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 225px; height: 171px;" src="http://www.portalgt.com/site/wp-content/uploads/2009/03/vestibular.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Universidade brasileira tem passado por um processo de transformações contínuo nos últimos anos. Entender a lógica deste processo como um todo é a chave para compreender as suas partes. Assim, o Novo ENEM não pode ser compreendido da maneira correta sem que seja relacionado com a política total da Reforma Universitária que vem sendo posta em curso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este, aliás, tem sido um erro recorrente do movimento em defesa da educação, especialmente do movimento dos estudantes. Frequentemente a luta pela educação perde a reflexão em direção à totalidade do processo que está em curso para este setor. É comum que as pautas de reinvindicações estejam umbilicalmente ligadas às pautas do Governo. É sintomático disto, por exemplo, a forma como é tratada a campanha de boicote ao ENADE, que só é organizada pelo movimento às vésperas da prova, o que não permite o desenvolvimento da reflexão que deve ligá-lo à política geral da Reforma Universitária. Isto impede, evidentemente, uma compreensão ampla do motivo final do boicote ao exame nacional: a defesa da Universidade pública. Esta compreensão passa ao largo dos estudantes que são alvos da campanha, em grande medida não chegando, sequer, a atingir os próprios organizadores da mesma. Muitas das vezes o boicote parece justificado apenas pelos quesitos técnicos do exame, e não por conta da concepção à qual ele serve, qual seja, a da privatização crescente do acesso à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto a necessidade de ser discutida a lógica por trás da Reforma Universitária. Este processo encontra sua motivação no movimento que a reprodução do capital tem tomado a partir da década de 1970. No princípio desta década, a taxa de lucros da classe dominante experimentou uma grande dificuldade de elevação, enfrentando, em verdade, uma constante queda. Esta é uma consequência direta da Crise Estrutural do Capital que se deflagra a partir deste momento em consequência do atingimento dos limites de expansão do sistema que o força a, no máximo, jogar para frente suas contradições fundamentais, não podendo, jamais, resolvê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a queda da taxa de lucros a classe dominante necessitou buscar novas maneiras de valorizar o seu capital. Uma das formas encontradas para isto é o avanço sobre aqueles setores que eram, anteriormente, de domínio dos serviços públicos, oferecidos pelo Estado como uma garantia de direitos. Assim, a iniciativa privada passa a atuar em áreas que até o momento eram garantidas pelo poder público. Seu objetivo, no entanto, é a já dita recuperação da valorização de seu capital. Ou seja: o lucro. Este é o cerne do neo-liberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adusp.org.br/noticias/Informativo/176/charge-natal1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 260px; height: 206px;" src="http://www.adusp.org.br/noticias/Informativo/176/charge-natal1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A educação não está imune a este processo. A recente expansão do setor privado, neste ramo, tanto em seus níveis mais básicos, quanto superiores, é a demonstração disto. Acontece, porém, que os cálculos dos empresários da educação não podem deixar de fora a concorrência com o Estado como fornecedor destes serviços. Ora, por que alguém pagaria para estudar podendo isto ser provido gratuitamente pelo setor público? Por óbvio, não há resposta para esta pergunta. O desenvolvimento da iniciativa privada precisa, portanto, ser acompanhado pelo (quase que) proporcional recuo do poder estatal para a sua concreção. Daí as constantes políticas de sucateamento das estruturas públicas dos serviços, quando não são diretamente privatizados. Além disto, daí se justificam os subsídios estatais à iniciativa privada. Não é, aqui, necessário lembrar os bilhões de dólares destinados pelo Governo Lula para as empresas em crise, nem mesmo do grande montante de verbas do qual se abriu mão através de programas como o ProUni e o FIES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, uma coisa essencial fica fora dos cálculos dos empresários: o direito a uma educação de qualidade de grande parcela da população que não pode pagar pelos caros serviços do setor privado. O neo-liberalismo nada mais é, desta forma, do que a intensificação da coisificação que o capital impõe a todas as dimensões da vida humana, transformando em mercadoria aquelas esferas que um dia foram vistas como necessidades dos seres humanos e, por isto, como direitos fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a concreção mais contundente destas políticas inicia-se a partir da década de 1990. O Governo Lula, eleito a partir de anseios marcadamente populares, incentivados pela rejeição natural à década neo-liberal pela qual o país passava e na qual se desgastava, na verdade, em nada alterou o curso que vinha sendo tomado. Suas políticas de uma forma geral, e especificamente para a educação, atendem, com um rigor quase mais ortodoxo do que o de seus antecessores, aos ditames dos cânones neo-liberais. Daí são exemplos as reformas levadas à frente, da previdenciária, que retira direitos e aumenta a idade mínima de aposentadoria, à universitária, que sucateia as Instituições de Ensino Superior públicas e trata com rédeas largas às representantes do setor privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira encontrada por Lula para driblar a resistência das Universidades foi a do parcelamento da Reforma Universitária em vários blocos, a serem aprovados um a um. Em sua maioria, através de medidas autoritárias, distantes de um real debate com a sociedade, como medidas provisórias (caso do ProUni), decretos (ReUni) etc. A consequência mais danosa ao movimento de resistência foi aquela citada no início deste texto: a fragmentação da percepção dos objetivos estratégicos desta resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse, o aparelhamento das entidades que representavam os movimentos sociais no &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://brasil.indymedia.org/images/2006/03/349817.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 190px; height: 230px;" src="http://brasil.indymedia.org/images/2006/03/349817.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Brasil por parte das organizações políticas que se encontravam em suas direções as fizeram passar de mala e cuia para as asas do Governo. Nominalmente, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, mas não apenas elas, não servem mais para representar os estudantes e os trabalhadores brasileiros. Servem, pelo contrário, para representarem o Governo Federal nas fileiras dos movimentos sociais. Não por acaso, no último Conselho Universitário da UFAL, em que se iniciou a discussão sobre o Novo ENEM, pôde-se ver diretores da UNE defendendo o projeto, curiosamente, na contra-mão das falas de todos os representantes estudantis eleitos para representarem o corpo discente naquele conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta todo este conjunto de considerações, pode-se passar à discussão do mais novo projeto do Governo Federal para a educação superior: o Novo ENEM. As falas de diretores da UNE, nas últimas semanas, colocam em questão a primeira coisa a ser discutida. Em diversas entrevistas, materiais etc., foi colocado pela entidade que os estudantes brasileiros estão prestes a testemunhar o "fim do vestibular". Nada mais enganador, por sinal. Aliás, nada mais insultante à inteligência de qualquer pessoa afirmar que a substituição da tradicional prova de "marcar x" das Universidades, por uma outra avaliação, no caso o ENEM, seria o "fim do vestibular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dombosco.com.br/images/colegio/fotos/ensino_medio/03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 228px; height: 152px;" src="http://www.dombosco.com.br/images/colegio/fotos/ensino_medio/03.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O vestibular encontra apenas uma justificativa. É fato de que não há vagas para todos os cidadãos nas Universidades brasileiras, e, neste caso, públicas ou privadas, justifica-se uma prova, que serve como um concurso, para testar a aptidão daqueles melhor preparados para ingressarem no ensino superior. Isto significa, simplesmente, que o fim do vestibular só será possível com uma condição: a universalização do ensino superior. Caso contrário, o funil vivido pelos estudantes todos os anos, que retira de milhões as condições de acesso ao patrimônio cultural humano, continuará a existir. Mais do que isso! Continuará a existir e a proporcionar imensos lucros para as empresas educacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe, aqui, refletir acerca da expansão que têm sofrido as Universidades Federais do país, que, apenas de maneira ilusória, parecem dar passos significativos em direção a esta universalização. Em verdade, a abertura de mais vagas e o processo de crescimento das Universidades para os interiores do país aparentam, convincentemente, uma democratização do acesso à educação superior. Em questões de democracia, porém, frequentemente, os quesitos de forma dizem mais do que os de resultado. A percepção imediata leva à crença de que a Universidade tem crescido. O simples questionamento "como tem crescido?", no entanto, leva por água abaixo este credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão de que é testemunha a comunidade acadêmica brasileira é, em verdade, o alastramento da precarização das condições de estudo, de trabalho, estruturais e de produção de conhecimento dos Institutos Federais de Ensino Superior. A expansão irresponsável que se deu através do ReUni tem acarretado em uma entrada desproporcional de alunos em relação ao número de professores. Faltam docentes, salas de aulas, grupos de pesquisa e extensão, estrutura de laboratórios, bibliotecas etc. Uma ampla gama de questões básicas para a vidade universitária foram deixados de lado, enquanto prioridades, neste processo de expansão. Expandiu-se sim, mas não a Universidade formadora, produtora de conhecimento e atuante em quesitos de extensão. Ou seja, nenhuma Universidade foi expandida. Expandida foi, sim, a precarização do ensino superior no país. E o pior: toda esta política foi construída a partir de um amplo processo (quem dera poder escrever: de debate) repressivo no que diz respeito à oposição organizada pelos estudantes, professores e funcionários das IFES a estes programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesta linha que caminha o Novo ENEM. Seu objetivo principal, no fim das contas, é a otimização das estruturas do vestibular e das Universidades. A falsa mobilidade prometida pela possibilidade de o candidato inscrever-se para cinco cursos diferentes, nada mais tenta, na verdade, do quê garantir que o maior número possível de vagas será preenchido ao fim do processo unificado. Quer dizer, não importa se o aluno sonhou a vida inteira em ser engenheiro civil. Na sinuca do vestibular ele poderá ser encaçapado no curso de psicologia de uma outra instituição, onde, por ventura, os recursos não estejam sendo utilizados de forma "otimizada". Claro que "otimizar" significa sobrecarregar a estrutura física e humana das Instituições de Ensino Superior, evitando tanto a ociosidade do setor privado, quanto a qualidade do setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta lembrar que esta mobilidade jamais estará ao alcance das classes que convivem com condições de vida mais precárias. E isto não acontecerá pelo simples fato de que nenhuma ampliação da política de Assistência Estudantil, necessária à permanência de incontáveis alunos no ensino superior, está garantida para acompanhar o vestibular unificado. Então, mesmo que o estudante X, morador da periferia de uma cidade do Nordeste, passe em medicina na Universidade de São Paulo (o que por si só é improvável, haja vista as condições do ensino médio da rede pública da região), ele não terá garantida sua vaga, já que não possuirá condições de manter-se em outro estado, em um curso custoso como tal. O que não será nenhum problema para a USP, pois a sua vaga não ficará ociosa, sendo prontamente preenchida pelo estudante da classe média que venha logo atrás em pontuação. No fim, teremos, mais uma vez, o fortalecimento dos centros de excelência, que tenderão a concentrar a elite econômica do país, melhor preparada pela rede privada de ensino médio, em detrimento das IES periféricas. Isto para não falar na brutal concorrência entre os vestibulandos que apenas aumenta, com ou sem o Novo ENEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o objetivo oculto do Novo ENEM, a forma como vem sendo proposto e debatido nas IES não fica atrás na corrida pelo prêmio da falta de democracia. Surgido praticamente do nada, a proposta do Ministério da Educação deve ser resolvida até as últimas semanas de maio. Isto significa que, a exemplo de todas as outras políticas voltadas para a educação do Governo Lula, a mudança do vestibular também será aprovada sem qualquer discussão real com a comunidade acadêmica. A ANDIFES, associação dos reitores, de maneira vergonhosa, teve, ainda, a coragem de lançar nota pública em que declarava apoio ao projeto, mas unicamente porque este foi construído com a "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;participação das comunidades universitárias e da sociedade de cada região&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falácia que gira em torno do projeto extende-se a diversos outros aspectos, como a possibilidade da criação de um sistema educacional unificado nacionalmente graças ao Novo ENEM, a expansão da qualidade do acesso ao ensino superior etc. Por óbvio nem todos poderão ser abordados neste texto. Porém, o ponto principal parece ter sido apontado. O Novo ENEM, ao contrário do que se vem veiculando, não passa de mais uma medida que vem a reforçar a política geral da Reforna Universitária de Lula. Como o todo do qual faz parte, seu objetivo, em última instância, não é outro senão o da precarização da educação pública e gratuita, em favor do setor privado e de seu livre caminho para a realização de seus cursos. Para garantir a vitória de mais este projeto neo-liberal o Governo utiliza-se de seu melhor argumento: a falta de argumentos e a supressão de qualquer debate real com as comunidades acadêmicas e a sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://macua.blogs.com/photos/uncategorized/2008/01/05/lula_pinokio.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 319px; height: 319px;" src="http://macua.blogs.com/photos/uncategorized/2008/01/05/lula_pinokio.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-3118741687819823000?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/L95RAUPi8Ng" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/L95RAUPi8Ng/o-novo-enem-e-ufal.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/05/o-novo-enem-e-ufal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-5730963018248461887</guid><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 20:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-11T16:24:36.260-03:00</atom:updated><title>Que debate?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SeZG7VARimI/AAAAAAAAAUQ/jJje2ZgonAk/s1600-h/id_debate.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 30px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325021594476710498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SeZG7VARimI/AAAAAAAAAUQ/jJje2ZgonAk/s200/id_debate.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Na edição desta semana do programa &lt;em&gt;MTV Debate&lt;/em&gt;, apresentado pelo cantor Lobão, o assunto foi a mudança proposta nas últimas semanas pelo MEC em relação ao vestibular. Geralmente o programa traz representates com opiniões opostos ao tema a fim de se digkadiarem ao longo do horário. Se a intenção era esta, desta vez caiu-se num lugar "kardeciano", como disse o apresentador em um dos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por não conhecerem a União Nacional dos Estudantes (UNE) - afinal, quem que com menos de trinta anos a conhece? - a produção chamou a atual presidente, a gaúcha Lúcia Stumpf e o presidente da Ubes, sua versão em miniatura, para debaterem com o minsitro da Educação, Fernando Haddad. Além dele estavam um vestibulando, o coordenador de vestibular da Unicamp e um professor da Universidade de São Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que debate esperar de pessoas que apoiam o atual presidente da República e que recebe verbas do governo para suas ações ao redor do Brasil? É o mesmo que acreditar que os deputados estaduais suplente que assumiram os mandatos dos taturanas em Alagoas fossem pedir a abertura de um processo para cassação de seus antes companheiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Stumpf ficou o tempo todo dizendo que era um avanço, que os estudantes sempre foram os que não queriam o vestibular, que o importante agora era a assistência estudantil - única "luta" travada pela entidade - e só. Seu coleguinha da Ubes fazia o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, o ministro se saiu com um "nós retomamos a rubrica da assistência estudantil que há dez anos foi cancelada". Com a representate da UNE dizendo que foi por causa da pressão estudantil. Que pressão eles fizeram ao governo Lula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só duas pessoas se destacaram em meio a esse cansativo embate: o vestibulando, mais perdido do que tudo, que não afirmava nada com certeza e aind alevou algumas broncas do Lobão; e o coordenador de vestibular da Unicamp, que questionou algumas coisa sem relação ao "Novo Enem" por acreditar que o vestibular que organiza já é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo quando o ministro falou orgulhoso sobre os 60 mil formandos através do Prouni, que nada mais é que um investimento de dinheiro público em instituições privadas, falou-se nada! Por que não ter investido esse dinheiro em universidades públicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o representante da Ubes, Ismael (alguma coisa) afirmou a necessidade de se avaliar o aluno num processo seriado, uma vez por ano de Ensino Médio. Algo que já é feito em algumas universidades do país, a exemplo da Ufal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAZO CURTO&lt;br /&gt;O grande problema que vejo é mais uma vez a tentativa de chantagem realizada pelo Governo Federal para que as universidade aceitem o que querem. O projeto do "Novo Enem" foi apresentado em reunião do MEC com os reitores numa semana e o prazo para que eles respondessem era de três semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Reuni, esse prazo foi de alguns meses e, mesmo assim, em algumas universidade, a exemplo de Alagoas, não houve discussão. A única forma de diálogo foi com a pancadaria da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, igual ao Reuni, só que em proporções menores, há um incentivo financeiro para quem aceitar essa nova forma de vestibular, nem que seja como uma das fases seletivas. Há um incremento nas verbas da assistência social da ordem de R$ 400 mil reais por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, é na assistência social que a UNE atua e que esse processo será mais preocupante devido a uma das suas "novas" funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NACIONAL&lt;br /&gt;Como o vestibular passaria a ser nacional, com um modelo único de provas, haverá a possibilidade de um estudante concorrer em cinco universidades diferentes. Assim um estudante de Alagoas poderia concorrer em São Paulo, por exemplo, sem precisar sair, agora, do seu Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, algo levantado por um telespectador que ligou para o programa, é bem maior a chance para que alguém do Sul e Sudeste passar em estados nordestinos que o inverso. Assim, manteria a relação de pessoas com pouca oportunidade de estudo nas regiões mais carentes do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso, o ministro Haddad afirmou que a ideia do novo processo seletivo é fazer com que o Ensino Médio do país também seja unificado de forma agradável. Afinal, a partir de agora a concorrência pode ser melhor e, assim, na pressão, o nível da educação teria que melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ministro, há tantas coisas que teriam de melhorar e não melhoram. Além disso, o problema da educação é básico. Gente que chega ao Ensino Médio sem ler e/ou contar direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÕES&lt;br /&gt;Para variar quando o assunto é o Governo Lula, pouco se divulga à sociedade de concreto sobre determinadas ações que atingem locais primordiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem duvida que na Ufal, "mais democrática", não teremos novamente uma real discussão sobre esse ponto e teremos que ouvir: "ou aceitamos sem saber o que é ou o dinheiro vai embora"?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-5730963018248461887?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/dZmiCsO0Okc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/dZmiCsO0Okc/que-debate.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SeZG7VARimI/AAAAAAAAAUQ/jJje2ZgonAk/s72-c/id_debate.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/04/que-debate.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-1794780346971719887</guid><pubDate>Sun, 15 Mar 2009 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-15T14:21:31.646-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Socialismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Sindical</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direitos trabalhistas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Eli Magalhães</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Neoliberalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esquerda</category><title>"Não se promove uma sociedade, salvando empresas e deixando pessoas à beira da fome"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://api.ning.com/files/su6DCT6wPkuO7eAAPboFhXb6oRkFfGqgmVGoyAsV7SkntGOq1VBire6ZWkKZt610y1rEHNc4fAsoskHNVhBIOwJPYnInTOdN/trabalho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 259px; height: 294px;" src="http://api.ning.com/files/su6DCT6wPkuO7eAAPboFhXb6oRkFfGqgmVGoyAsV7SkntGOq1VBire6ZWkKZt610y1rEHNc4fAsoskHNVhBIOwJPYnInTOdN/trabalho.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último mês de janeiro um grupo de 262 juristas lança um manifesto em defesa dos direitos trabalhistas no Brasil em declarada reação às sugestões de flexibilização vindas do setor empresarial. Em várias passagens, o texto demonstra uma clareza e lucidez que só não são maiores do que a ingenuidade explicitada em outros momentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O teor geral do documento restringe-se às fronteiras do pensamento reformista e, de determinada maneira, quase conservador. A "defesa da ordem jurídica" e o "pacto social" para oferecer solução à crise são as palavras chaves do discurso da carta. Ainda que, de uma forma geral, as idéias apresentadas pelos advogados, magistrados e promotores que a assinaram, possam parecer se encontrar dentro de um campo de idéias progressistas, ele não ultrapassa o discurso posto em movimento pela própria Constituição Federal. Sugere-se a "justiça social", a "reforma agrária", a "tributação das grandes fortunas", tudo isto, claro, dentro do Estado Social já posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que fica ao leitor mais atento é a de que estaríamos caminhando muito bem para a efetivação de todas estas bandeiras, não fosse a "pedra no caminho" que é a atual crise econômica. De que, com os devidos esforços sociais (aí inclusos não só os movimentos sociais, mas as próprias empresas) e governamentais, em um futuro indeterminado, estaríamos alcançando uma "distribuição de renda" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais&lt;/span&gt; justa, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais &lt;/span&gt;igualitária (o que é diferente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plenamente justa e igualitária&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem do texto que mais chama atenção para este aspecto é: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma crise econômica, vista do ponto de vista estrutural, se concretamente existente, somente pode ser superada por meio de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um autêntico pacto social&lt;/span&gt;, que envolva os setores da produção, do trabalho e do consumo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gerenciado pelo Estado&lt;/span&gt;, e no qual se priorize a construção da justiça social&lt;/span&gt;" (grifos nossos).  O espírito da peça demonstra-se, então, com uma determinada "nostalgia do quê nunca aconteceu". Pelo menos, nunca aconteceu por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do "pacto social" "gerenciado pelo Estado", quase que o coração pulsante do Estado Social (ou de Bem Estar Social), no fim das contas, nunca encontrou terreno fértil no Brasil. Aliás, seria um exageiro dizer que este modelo encontrou plenitude em qualquer lugar além das nações desenvolvidas da América do Norte e da Europa. Essencialmente limitado, o Estado de Bem Estar Social vigorou por pouco mais de três décadas em uma minoria pífia de países. Ainda assim, sua experiência e o crescimento econômico que a acompanhou foram suficientes para alimentar a ilusão de incontáveis pessoas que acreditam ser possível superar as desigualdades do capitalismo por dentro do próprio capitalismo. Ou seja, para superar o abismo social provocado pelo Capital, pelo Estado e pelo trabalho assalariado, deveríamos utilizarmos-nos, justamente, do Capital (regulado pelo órgão estatal e voltado para um mercado bem administrado), do Estado (de Bem Estar Social) e do trabalho assalariado (por exemplo, o pleno emprego).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise desencadeada pelo próprio capitalismo no fim da década de 1960 demonstrou que a data de validade do Estado Social era mais curta do que se esperava. A política neo-liberal entra em cena com força avassaladora e ataca todas as garantias da classe trabalhadora. Tanto as garantias que foram efetivadas (em sua maioria nas mãos dos trabalhadores de países desenvolvidos), quanto as que nunca chegaram a existir de fato (vide os trabalhadores brasileiros e o salário mínimo estipulado pela Constituição de 1988). Ainda assim, o discurso do Estado Social continua com força no imaginário "progressista". Uma força idealista, claro, já que aefetividade de uma economia deste porte em todas as nações do mundo é mais distante da realidade do quê a chance dos chimpanzés montarem uma bomba atômica. A questão é: para quê os cimpanzés iriam querer uma bomba atômica e para quê o Capital iria querer igualdade entre as nações? Ora, é a partir da própria desigualdade que ele consegue se valorizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juristas brasileiros, no entanto, surpreenderam com este documento, isso levando em conta que encontramos, no país, exemplares entre os mais conservadores desta categoria (não precisa nem lembrar que temos um Gilmar Mendes no STF, uma das Cortes Constitucionais mais retrógradas do mundo). Em algumas passagens, como a que serve de título para este artigo, colocam-se frontalmente contra a política do Capital para a crise. Como não poderia deixar de ser, recusam, totalmente, a possibilidade de qualquer flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Ainda que com uma concepção de fundo equivocada (a de que o direito cumpre, entre nós, um "papel civilizatório"), defendem garantias das quais os trabalhadores não podem abrir mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa vai ser ainda maior quando chegarmos a ver uma carta assinada por mais de 200 juristas declarando que a solução para a "justiça social" não é a regulação do Capital, nem a defesa da "ordem jurídica"; e sim a defesa da emancipação humana, da superação cabal do capitalismo e da construção de uma ordem social harmônica, onde os homens possam, de fato, e não apenas nas leis, desenvolver suas plenas capacidades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a ler o texto integral da carta &lt;a href="http://www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&amp;amp;id=2482"&gt;clique aqui. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://galizacig.com/imxact/2006/03/socialism590.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 392px; height: 294px;" src="http://galizacig.com/imxact/2006/03/socialism590.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-1794780346971719887?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/1QQS6C2l2mw" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/1QQS6C2l2mw/nao-se-promove-uma-sociedade-salvando.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/03/nao-se-promove-uma-sociedade-salvando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-1931195398177500416</guid><pubDate>Tue, 10 Mar 2009 09:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-10T06:33:49.808-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Mangue Wireless</category><title>Informe sobre as imagens deste blog</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o fim do &lt;a href="http://www.harepix.com/"&gt;HarePix&lt;/a&gt; algumas imagens deste blog que lá estavam hospedadas foram sumariamente apagadas, desaparecendo daqui. Em breve tal problema técnico será corrigido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-1931195398177500416?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/6eRnNeGtj0Q" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/6eRnNeGtj0Q/informe-sobre-as-imagens-deste-blog.html</link><author>noreply@blogger.com (Mário Júnior)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/03/informe-sobre-as-imagens-deste-blog.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-2176338649903654788</guid><pubDate>Sun, 08 Mar 2009 04:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-08T06:29:17.877-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimentos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imprensa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><title>"Cacem-lhes!"</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SbNR2mYGyVI/AAAAAAAAARE/o1ZNs3e7WSY/s1600-h/HPIM2963a.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SbNR2mYGyVI/AAAAAAAAARE/o1ZNs3e7WSY/s200/HPIM2963a.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310678384056387922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Preparem as suas armas, uma raça de animais que há muito vem perturbando a ordem natural das coisas está à solta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peguem o melhor do seu arsenal e exterminem esses facínoras, que apesar de serem tão medíocres e desprezados continuam a importunar as nossas famílias!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que será das nossas pequenas propriedades, que há séculos tem como produção um excelente produto, ótimo para o nosso gado e que, quando bem aparada, ainda serve para a alegria de milhões de brasileiros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como faremos para que mais e mais desses animais simplesmente não se apercebam da sua condição miserável e passem a utilizar de tais métodos para conseguir algo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será que os nossos humildes caseiros, espalhados pelas nossas propriedades, terão que viver com medo? Nem caçar para alimentar a nossa fome poderão mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exterminem todas as suas fontes de sobrevivência. Eliminem qualquer forma de desenvolvimento deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afinal, nós é que somos seres humanos e a nós é que a proteção deve ser dada. Mantenham a nossa manutenção!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Associação dos Caçadores Originais (Asco)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com uma profunda aversão, enjôo, náusea, “Asco” que vemos há pouco mais de uma semana o início da fase final dessa caçada para incriminar o movimento dos trabalhadores rurais sem-terra. Algo bastante comum a qualquer movimento social, mas acentuado pela quantidade de pessoas presente no mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entrarei aqui na questão da morte dos quatro seguranças de uma propriedade rural de Pernambuco, pois não conheço muito bem, realmente, a situação deles lá. Só deixo a seguinte reflexão: caso alguém pretendesse expulsar sua família da sua casa recém-conquistada e ameaçasse de morte todos os seus parentes, o que você faria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso: quantos trabalhadores rurais de assentamentos já foram mortos por jagunços ou presos pela própria polícia? Quantos pais, mães, senhoras de idade, senhores e crianças já  não passaram fome por não ter onde plantar, não ter sequer onde morar, mas por acreditar numa vida melhor buscam lutar por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema de se estabelecer um ensino diferente para as pessoas de uma comunidade? Nosso sistema educacional é tão modelar assim para que seja estabelecido de forma geral? Nossa sociedade reflete o que as ‘tias’ da escola falam nas salas de aula? E se quisermos ensinar a melhor ver uma sociedade que se apresenta no dia-a-dia tão cruel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vimos e ouvimos ao longo desse período nos geram mais e mais perguntas para as pessoas que utilizam da propriedade do microfone e dos demais meios de comunicação para aproveitar-se de uma situação para desqualificar algo de forma tão geral. Com tantas “certezas” e afirmações com tom de verdade, só resta a nós, simples mortais que buscam o conhecimento, os questionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, não temos a facilidade de ver tudo numa sala acarpetada e com condicionador de ar de um estúdio numa das mais ricas áreas do país. Ah, isso também vale para quem acredita que o Direito, e as suas interpretações subjetivas classistas, serve a todos seguindo critérios iguais para todos. Aqueles mesmo que compram um simples sofá por mais de R$ 10 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “todos nós sabemos que primeiro se trabalha para depois se comprar uma casa, e adquirir demais bens”, não é senhor Alexandre Garcia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas tem a oportunidade de estudar para ter acesso a bons empregos? E mais, quantos conseguem empregos, mesmo com qualificação? Quantos não recebem um salário menor não por sua competência, mas por seu sexo ou cor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser perseguido por uma entidade, como o Ministério Público gaúcho - que há anos tenta acabar com os movimentos rurais do estado – é normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que temos que trabalhar primeiro, roubar dinheiro de merenda escolar, desviar recursos da educação, montar uma quadrilha com a ajuda de um grande banco para desviar milhões de dinheiro é certo, né? Afinal, eles trabalharam cuidadosamente para isso, merecem essas propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, já ia esquecendo que isso tudo ocorreu no Estado com os piores índices sociais do país. E outra coisa, o maior desvio, o de quase R$ 300 milhões não foi divulgado pelos meios de comunicação nacionais simplesmente pelo envolvimento de um dos maiores patrocinadores do país no esquema. Afinal, vosso patrão, senhor Alexandre Garcia, precisa pagar mais uma de suas mansões. Ele trabalha diariamente para que notícias assim não sejam divulgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, várias e várias, milhões, bilhões de pessoas passam necessidades diariamente por não ter oportunidade de trabalhar, de morar num lugar razoável. Não ter o que comer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falamos sobre isso? Só o que interessa ao sensacionalismo midiático. Vocês preferem gastar dinheiro dando aos ricos, protegendo gigantes margens de terra inabitáveis e improdutivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas já é caçada diariamente. Movimento social é o que dá o prêmio principal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-2176338649903654788?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/_wvNCRsVyjk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/_wvNCRsVyjk/cacem-lhes.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SbNR2mYGyVI/AAAAAAAAARE/o1ZNs3e7WSY/s72-c/HPIM2963a.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>171</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/03/cacem-lhes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-8748259767222408170</guid><pubDate>Tue, 24 Feb 2009 21:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-25T18:15:11.741-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><title>“A sustentável leveza de uma empresa”</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SaRnUXKO41I/AAAAAAAAAQs/ZDKF8vdd1pE/s1600-h/light.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 80px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SaRnUXKO41I/AAAAAAAAAQs/ZDKF8vdd1pE/s200/light.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306479860461265746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quantas vezes nos últimos anos nos deparamos com propagandas de empresas que pregam a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;responsabilidade social&lt;/span&gt; como alternativa a desarranjos sociais e ambientais criadas pelo sistema capitalista?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agendas ou cadernos feitos com material reciclado; bolsas de tecido para substituírem as sacolas de plástico nos supermercados; coletores de pilha; grandes espaços para coleta seletiva de lixo no estacionamento de hipermercados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí vão as alternativas mais visíveis de atos que se enquadram no conceito de responsabilidade social. Neste texto, o foco será uma das muitas propagandas sobre isso, intitulada “A sustentável leveza de uma empresa”, produzida pela agência &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mpm&lt;/span&gt; para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Light&lt;/span&gt;, distribuidora de energia no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas informações vindas do material, publicado na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piauí&lt;/span&gt; de fevereiro, precisam ser ditas antes. No trecho “AS AÇÕES DA LIGHT”, há a citação de algumas instituições criadas para auxiliar e medir o desenvolvimento da responsabilidade social nas empresas: Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Global Reporting Initiative&lt;/span&gt;, Índice de Sustentabilidade Social Empresarial da Bovespa, Dez Princípios do Pacto Global (Nações Unidas) e Metas de Desenvolvimento do Milênio. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se a imensa quantidade de organismos sociais e empresariais interessados no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desenvolvimento sustentável&lt;/span&gt; do planeta. Isso após mais de dois séculos se pensando apenas em utilizá-lo de todas as maneiras possíveis, de destruição, pelo capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém aqui é contra se criar formas para a “continuidade dos aspectos [...] econômicos, culturais e ambientais da sociedade humana”. Também é interessante e aceitável que se ache um “meio de fazer com que essa sociedade preencha suas necessidades no presente e, ao mesmo tempo, preserve a biodiversidade e os ecossistemas, para obter a manutenção indefinida desses ideais no futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, precisamos dizer que as condições criadas até agora, através do desenvolvimento tecnológico, já possibilitam o desenvolvimento social mais que suficiente para toda a população mundial existente na Terra. Mais que o suficiente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena prova atual: segundo dados da Organização das Nações Unidas - essa entidade amorfa que sequer repudia ações de invasão de países - para “acabar” com a fome no continente africano necessitaria de cerca de US$ 700 milhões. E só nos Estados Unidos foram “liberados” de uma só vez cerca de US$ 700 BILHÕES para "salvar" as grandes empresas mundiais com matriz estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que adianta preservar a biodiversidade e os ecossistemas de algumas reservas ecológicas criadas e, ao mesmo tempo, acabar com o clima de todo o planeta através da emissão de gases poluentes por meio de suas indústrias – agora espalhadas ao longo dos países subdesenvolvidos, com menor legislação específica que combata a exploração trabalhista e a poluição ambiental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REQUISITOS BÁSICOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos quatro requisitos básicos para que um empreendimento seja sustentável, a propaganda da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Light&lt;/span&gt; cita: “ser economicamente viável, socialmente justo, culturalmente aceito e ecologicamente correto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível o ponto “socialmente justo” já que a maioria dos que se acham de esquerda, especialmente os que acreditam na luta parlamentar, batalham por um mundo “mais justo”. A diferença é básica, um mundo mais justo pode ser possível na sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo porque continuando neste ritmo de perdas de direitos trabalhistas, num futuro próximo ainda haverá quem queira, ao menos, o que se já teve um dia. E justamente numa propaganda de empresa, que está longe de desejar um mundo justo – só vindo com uma transformação radical da sociedade – nos vemos uma frase dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VIABILIDADE ECONÔMICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O mais importante sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;responsabilidade social&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desenvolvimento sustentável&lt;/span&gt; vem já perto do final da propaganda: “Mas para que todas essas ações sociais e ambientais possam ser realizadas, a garantia de retorno dos investimentos é um dos itens fundamentais da sociabilidade”. Alguém duvida disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, trata-se de uma empresa, logo, visa o lucro. Lucro este que só vem com a exploração da força de trabalho. Assim, apesar de todas essas ações para um desenvolvimento sustentável, precisaria de muitas coisas mais para compensar as perdas do trabalho. E a verdadeira forma de recompensa e de real sustentabilidade social está bem longe de vir com o atual modo de produção. E a superação deste não é o que qualquer empresa quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, ficamos com as últimas frases da empresa que admite o “modismo” na questão, o que gerou a necessidade de muitas empresas entrarem nesse ramo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gerir a empresa de forma sustentável não é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apenas&lt;/span&gt; uma questão de modismo, mas de sobrevivência. Para a Light, é a forma correta de se conduzir os negócios”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-8748259767222408170?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/kuBT5fp4Bu4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/kuBT5fp4Bu4/sustentavel-leveza-de-uma-empresa.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SaRnUXKO41I/AAAAAAAAAQs/ZDKF8vdd1pE/s72-c/light.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/sustentavel-leveza-de-uma-empresa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-8280151464930647912</guid><pubDate>Wed, 18 Feb 2009 03:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-20T02:59:32.712-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Jorge Lucas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bicho-grilismo</category><title>Raulzito e a Canção do Senhor</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SZuet4Q4NWI/AAAAAAAAAE8/MmTqcDLX9Bw/s1600-h/gitapotrait.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304007497193370978" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 234px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SZuet4Q4NWI/AAAAAAAAAE8/MmTqcDLX9Bw/s320/gitapotrait.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A primeira vez que escutei a canção Gita de autoria do Raul Seixas e do Paulo Coelho me senti leve, talvez pela forma como foi gravada com inúmeros instrumentos líricos dando a sensação de paz ou talvez pela voz doce que mais parece uma canção de amor, tempos mais tarde descobri que a música foi "elaborada" em cima de um livro sagrado para o Hinduísmo, o Bhagavad Gita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrito da forma encontrada atualmente entre os séculos 5 e 1 a.C. quando a Índia era unificada politicamente indo do Himalaia ao Cabo Camorim o livro é um dos capítulos da epopéia &lt;em&gt;Mahâbhâruta, &lt;/em&gt;que narra os anseios do príncipe Arjuna que se vê em crise quando entra para o campo de batalha e percebe que seus inimigos são seus familiares em lados opostos disputando terras, sua tradução é entendida como "canção do senhor" pois contém as palavras da divindade Krishna.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intepretada de diversas maneiras(algumas sem a mínima noção) a música se tornou um marco na carreira do Raul, estourando no Brasil e fazendo-o voltar do seu exílio nos Estados Unidos e fazer o primeiro video-clipe colorido da história brasileira. Entre as interpretações um tanto comum irei citar algumas que facilmente podem ser excluídas com um pouco de leitura: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando ele fala que a letra A tem meu nome ele está se referindo ao Aleister Crowley"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, no canto X estância 33 encontra-se o seguinte texto:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Sou a vogal A entre as letras; o composto copulativo entra as palavras compostas. Sou o tempo infinito, o mestre ordenador, cujas faces estão em toda parte."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Essa música foi inspirada em um diálogo com o capeta"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, o livro trata somente da conversa entre Arjuna e Krishna e não de fantasias cristãs, quando sublinhei a palavra &lt;em&gt;elaborada&lt;/em&gt; no início da postagem foi para comentar que inúmeros versos foram mantidos iguaizinhos ou quase nada modificados, como no:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Canto X estância 32:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;em&gt;Sou o princípio, meio e fim..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Canto IX estância 4:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;em&gt;... todos os seres estão em mim, mas eu não estou neles."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Canto X estância 34:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;em&gt;Sou a morte que tudo arrebata e o nascimento de tudo que adquire vida. Entre os atributos femininos sou a glória, a beleza, a eloquência, a memória, a inteligência..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;"&lt;em&gt;Essa música é um canção de amor"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, não deixa de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contendo versos que encantam e fazem refletir, o grande mestre teósofo Roviralta Borrel assim se referia ao Bhagavad Gita "&lt;em&gt;um livro de cabeceira humanidade que simboliza a batalha entre dois grupos antagônicos, a eterna luta entre o bem e o mal travado na mente e nos corações dos homens"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-8280151464930647912?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/Q18XPXkDwhU" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/Q18XPXkDwhU/raulzito-e-cancao-do-senhor.html</link><author>noreply@blogger.com (Jorge lucas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SZuet4Q4NWI/AAAAAAAAAE8/MmTqcDLX9Bw/s72-c/gitapotrait.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/raulzito-e-cancao-do-senhor.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-302456183749686548</guid><pubDate>Fri, 13 Feb 2009 19:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-13T18:43:48.690-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capitalismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Governo Lula</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimentos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Eli Magalhães</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esquerda</category><title>O Fórum Social Mundial e a perplexidade da esquerda.</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SZXpbV9q_rI/AAAAAAAAAno/7KXo7bA8XZo/s1600-h/fsm.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 365px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SZXpbV9q_rI/AAAAAAAAAno/7KXo7bA8XZo/s400/fsm.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302400792260181682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último mês de Janeiro aconteceu em Bélem (PA) a mais recente edição do Fórum Social Mundial. Foi impossível, ao participante mais atento, não fazer um paralelo entre a edição de 2003, em Porto Alegre, e esta. Se, no FSM Gaúcho havia um clima de celebração em torno da recente eleição de Lula à presidência do Brasil, com um tom de esperança para as lutas populares no país, em Janeiro, o que se pôde perceber foi a tentativa de esquivar-se do clima de falência que atinge o PT, tanto no Pará, quanto no Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi notável o investimento petista no envento. Além da programação oficial, frequentemente voltada para as pautas governamentais, e da dedicação da militância de bases do partido às tarefas mais puramente práticas do Fórum (no credenciamento, praticamente todos os envolvidos ostentavam a velha estrelinha 13), foi distribuído, diariamente, um jornal com todos os passos do partido no FSM. Lula e Dilma, claro, estavam na capa todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que nada disso é surpreendente. Mas, o importante a ser discutido é o porquê desta aposta, de grande parte da "esquerda", em espaços como o Fórum Social Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode, evidentemente, desconsiderar a grandeza de uma proposta como a do FSM. Um espaço de debates livre capaz de reunir ativistas de 150 países, não é algo que acontece todos os dias. Mesmo os problemas organizacionais, como falta de informações corretas, grades de atividades conflitantes etc., são questões perfeitamente razoáveis quando se trata de um evento que reúne algo em torno de 100.000 participantes. Mas o comportamento destas 100.000 pessoas é sintomático e revela as concepções mais profundas que têm norteado o Fórum Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto social-democrata, que vem, cada vez mais, demonstrando sua fragilidade frente à crise estrutural do capital e sua nova recaída econômica, é a tônica dos discursos e práticas da organizações que participam do FSM. A maior parte da organização construída pelos próprios participantes do evento é oferecida por ONG's que se dedicam desde o combate ao trabalho escravo na Guatemala, à venda de pornografia ecológica para o financiamento de projetos de educação ambiental na América Latina. A tônica, no fim, mesmo aquela oferecida por partidos que reinvindicam-se de esquerda, acaba por ser o combate parcial à injustiça causada pelo capitalismo. Foram poucas as reflexões efetuadas no sentido de um enfrentamento global à lógica do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, talvez, seja um bom ponto para iniciar a discussão da causa de todas a contradições que envolveram a realização deste Fórum Social Mundial específico. Apesar das boas intenções daqueles que participaram do encontro dispondo-se a discutir as mazelas sociais que testemunham diariamente em seus locais de origem, poucos se preocuparam em refletir acerca do fosso social em que estavam metidos durante aquela semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região de Belém onde localizam-se as universidades que serviram de sede para o Fórum estão entre as mais pobres da cidade. A atitude tomada pelos Governos Federal e Estadual foi a mesma que vem sendo aplicada ultimamente. Uma verdadeira limpeza social, levada à cabo pela polícia militar paraense, junto à Força Nacional, cuidou de "prover segurança" aos participantes do Fórum. Infelizmente, para os moradores pobres de Belém, a segurança dos participantes do encontro foi sinônimo de uma covarde política de criminalização e repressão da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isto, esta mesma população foi obrigada a assistir de fora as discussões acerca da realidade dos miseráveis do mundo, impedida de participar dos espaços do FSM, aos quais somente os credenciados podiam chegar. De fora das universidades, como de costume, os moradores da periferia de Belém, mais uma vez, aprendiam muito mais sobre a luta de classes do que os debatedores do Fórum Social Mundial, que, para discutir melhor os problemas da desigualdade econômica, isolaram-se (ou foram isolados) do mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como espaço para articulação dos Movimentos Sociais, o Fórum ainda foi capaz de demonstrar sua importância. Como destaque, a plenária realizada entre os setores que atuam na Conlutas, na Intersindical, mais o MTL e a Pastoral Operária Metropolitana, demonstrou a preocupação das organizações de esquerda brasileiras com a mobilização unificada dos trabalhadores para o enfrentamento à crise econômica mundial. Muita água ainda vai rolar sob as pontes deste debate, mas o positivo é que ele se torna mais concreto do quê vinha sendo até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, porém, grande parte da esquerda continua perplexa, refletindo pouco acerca de seu passado e repetindo erros que poderiam ser evitados. O mais claro deles é a escolha pela "linha de menor resistência" do capital, apegando-se em soluções parcializadas e setorializadas, descoladas de uma estrutura estratégica global para a superação do capitalismo. A fé na democracia burguesa, no direito enquanto complexo em disputa e nos meios institucionais de embate são as principais características do FSM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os ares comecem a mudar, mas não graças ao Fórum Social Mundial.  Afinal, um outro mundo é possível, mas não nos marcos do capital.As palavras encontradas em uma das paredes que ficam próximas à Universidade Federal Rural da Amazônia, e que, provavelmente foram pichadas por algum dos moradores da região, acabam por sintetizar bem o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FSM: Fórum Sinceramente Medíocre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-302456183749686548?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/b-3fWwE2j-0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/b-3fWwE2j-0/o-forum-social-mundial-e-perplexidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Eli Magalhães)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SZXpbV9q_rI/AAAAAAAAAno/7KXo7bA8XZo/s72-c/fsm.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>120</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/o-forum-social-mundial-e-perplexidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-5674891970862497371</guid><pubDate>Tue, 10 Feb 2009 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-28T02:54:55.170-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Governo Lula</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Fabiano Santos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><title>A crise econômica, a malandragem falaciosa da burguesia e a humanidade num abismo!</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://historiasesquecidas.zip.net/images/abismo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 238px; height: 176px;" src="http://historiasesquecidas.zip.net/images/abismo.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A crise ecônomica segue, analistas burgueses dizem que ainda vai perdurar por muito tempo, analista de esquerda como Mészaros diz que essa é pior crise da humanidade, e o centrão, seja ele à esquerda ou à direita, fazendo de tudo para achar fórmulas mirabolantes para que essa crise acabe logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vimos e ouvimos de tudo... Na verdade de quase tudo como propostas para amenizar, ou acabar, com a crise. Desde uma proposta de um “novo Breton Woods”, onde no rearranjo geopolítico mundial os países emergentes teriam mais força política (já que econômica e militar não teriam condições), passando a ser o G-20 e não o G-7, o fórum de discussão privilegiado sobre os rumos da humanidade, essa proposta é vista com bons olhos pela maioria dos organizadores do Fórum Social Mundial, que ocorreu recentemente em Belém. E na verdade é algo que o Governo Lula coloca sempre em questão, sendo esse um dos pontos em que aqueles que dizem que a política internacional do gonerno é positiva se apoiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra proposta, dessa vez mais malandra do que mirabolante (visto que já foi aplicada em outros momentos da história recente do capital) é o pedido do empréstimo de parte dos salários dos operários metalúrgicos do Rio Grande do Sul, obviamente que o sindicato que é filiado à neo-pelega CUT aceitou o acordo, e ainda saúda esse mesmo acordo como algo positivo, “acordo inédito”, pois esse garantiria os empregos dos trabalhadores diante de tantas demissões! Acontece que os empregos de fato estão garantidos, até julho, e nada garante que a crise acabe até julho, na verdade a previsão, por menos pessimista que seja é de que ainda vai durar mais um bocado, ou seja, trabalhadores demitidos e com seus salários diminuído até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novamente a TV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a malandragem burguesa é ainda pior, pois atinge com a força de um napalm a consciência dos trabalhadores. A ideologia vendida pelos “nossos senhores” é tão nefastas quanto todo o desemprego já causado pela Crise Econômica, com o apoio de todos os governos (inclusive dos ditos progressistas de Lula, Chaves, Evo etc), por mais que alguns deles expressem sua indignação diante da crise, faz-me rir, o discurso falacioso desses, me parece óbvio que estejam indignados, não com o desemprego dos trabalhadores, mas agora já não podem fazer mais a farra das políticas assistencialistas que mantiveram os gigantescos índices de popularidade desses presidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa reportagem feita com setores da classe média sobre o desemprego, um “especialista” falava com uma risada irônica no canto da boca que é mais ético os caminhos que as empresas estão tomando agora, o banco de horas, férias coletivas, redução de salários, entre outros itens éticos, estão na lista do que os trabalhadores têm que aceitar dos benevolentes e éticos capitalistas, que em épocas de crescimento sabem muito bem saber subir os seus lucros, aumentando a mão de obra, fazendo crescer a mais-valia relativa e a composição orgânica do capital, ou seja, empregando novas tecnologias, fazendo com que um menos número de trabalhadores produzam mais do que antes a fábrica produzia, assim em momentos de crise, pode facilmente reduzir drasticamente a mão de obra empregada, a fim de recuperar a queda da taxa de lucro... que nessa crise se iniciou em fins de 2007!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Necessidade de lutar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que os napalm enviados pela burguesia manda bem o recado: “não lutemos, já que os patrões estão perdendo, nós também temos que perder um pouco e assim todo mundo ajuda o mundo a se recuperar dessa crise!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece é que nós, do lado de cá, temos que unificar as lutas e isso me parece que começa a acontecer, ainda que de forma embrionária, vamos ter atos nacionais no Rio de Janeiro amanhã e no dia 12 em São Paulo e Belo Horizonte. Nesses atos, os partidos, centrais sindicais(Conlutas, Intersindical etc), Movimentos Populares(MST, MTST, Pastoral Operária, entre outros) estarão se manifestando juntos, para mandar um recado para a burguesia: “Não, não iremos dividir os seus prejuízos, temos mesmo é que dividir os vossos lucros com toda a humanidade!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente dessa forma sairemos do abismo em que o capitalismo colocou a humanidade, mobilizando os trabalhadores, unificando as lutas, e voltar as nossas velas e lemes rumo à revolução socialista!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-5674891970862497371?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/kyq9V0AmwF0" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/kyq9V0AmwF0/crise-economica-malandragem-falaciosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabiano)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/crise-economica-malandragem-falaciosa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-8254776589029875535</guid><pubDate>Sat, 07 Feb 2009 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-07T20:39:16.722-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Esquerda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Partidos Políticos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Proletariado</category><title>A esquerda na Roda</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SY4PP9yUJBI/AAAAAAAAAQU/jyKGmrB5esE/s1600-h/roda+viva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SY4PP9yUJBI/AAAAAAAAAQU/jyKGmrB5esE/s200/roda+viva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300190578419704850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sem ter muito que fazer no trabalho, na segunda-feira, após ler os jornais do fim de semana, resolvi entrar no site da &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: georgia;"&gt;TV Brasil &lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;para dar uma olhada nos programas. Um dos primeiro que atentei foi o Roda Viva - que na verdade é produzido pela &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: georgia;"&gt;TV Cultura&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na noite de segunda-feira o entrevistado seria um filósofo-psicanalista esloveno de nome complicado, Slavoj Žižek. Resolvi dar uma olhada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Após assistir o texto de apresentação no primeiro bloco daquele programa, gravado no dia 13 de outubro do ano passado, que destacava o fato de que para ele a esquerda deveria passar a acreditar o sistema capitalista como algo insuperável, não tive muita vontade de assistir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pois bem, prometi a mim mesmo a ver só o primeiro bloco para ter uma noção das críticas que ele faria. Eu acredito que é importante saber quais os argumentos dos que criticam a “esquerda”, e qual a esquerda é criticada, para não ficar preso a uma bolha de vidro achando que se possui uma verdade absoluta. Caso haja algo discutível, que se contraponha com argumentos marxistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Entretanto, o primeiro bloco não me mostrou o que imaginaria que ele fosse: mais um dos que se desiludiu com a idade e com a luta e prefere criticar em seus escritórios os que a fazem. Nem a tal afirmação de que o capital é insubstituível foi declarada por ele, ao menos não vi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Caso tivesse condições para rever a entrevista, o faria. Até mesmo para prestar mais atenção desde o início no que ele dizia e poder captar pontos mais críticos. Como não posso fazer isso, passo a discutir alguns pontos que o lembro ter falado e que podem gerar um debate bastante interessante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As perguntas foram feitas por jornalistas, psicanalista, um filósofo da USP e pelo sociólogo Emir Sader. É bom explicar também que ele se considera, em algumas coisas, marxista e é estudioso de Lacan, aprendiz e sucessor de Freud.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong style="font-family: georgia;"&gt;ESQUERDA HOJE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento, o eslovaco exemplifica com a esquerda e a direita para falar sobre a teoria da “paralaxe”, termo que vem da Física e se refere ao fato de que em duas posições diferentes, o homem vê um objeto sob diferentes formas. Assim, só quem faz essa diferenciação entre direita e esquerda seriam os próprios elementos de cada um, a fim de se contrapor ao outro grupo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enfim, o que importou mesmo nessa discussão foi quando ele disse: “direita e esquerda, se é que isso ainda existe”. Ah, na apresentação do programa também havia uma citação dele em que dizia que “com a esquerda que se tem hoje, não se precisa de direita”. Esse sim é o nosso primeiro ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Já li artigos e reportagens sobre partidos europeus ditos socialistas que apóiam coisas estranhas, como a xenofobia ou, no caso do partido socialista francês (não sei se havia uma diferenciação nele, como PSB e PPS aqui), defendia o neoliberalismo porque assim o mundo todo, via globalização, estaria unido (!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Aqui no Brasil, após o governo Lula, mal temos uma oposição. Afinal, com a continuação do projeto neoliberal iniciado com Collor e aumentado com FHC, não teria porque DEM e PSDB colocar tanta pressão assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quanto à esquerda ocupando cargo político, algo que discordo, temos um filhote do PT, o PSOL que, em algumas partes do Brasil anda defendendo coisas estranhas ou fazendo coligações problemáticas (como a com o PV em Porto Alegre, recebendo dinheiro do Grupo Gerdau).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Além disso, também é fato que a esquerda, devido a uma série de coisas, em especial manobras por parte dos próprios capitalistas nas últimas décadas (que força à classe trabalhadora lutar mais para manter direitos do que por algo maior) fizeram com que o objetivo de uma transformação social radical vinda das classes exploradas não ficasse na pauta do dia, mesmo com uma crise tão grave como a atual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ah, existe o PSTU como algo mais próximo ao que imagino que possa ser um partido revolucionário. Mas, por enquanto, acredito só nessa proximidade e, por exemplos de atuação mais próximos que vi e de coisas que ouvi, tenho lá minhas dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A própria idéia de partido é algo com que tenho que estudar mais para entender. Por hoje, posso dizer que consegui diminuir bastante o preconceito que tinha com eles (o[s] que se propõe[m] a fazer uma revolução), mas as críticas, agora mais de práxis (teoria aplicada na prática) continuam existindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong style="font-family: georgia;"&gt;ATUAL PROLETARIADO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Passado esse ponto, outra coisa interessante dita foi sobre como o filósofo entendia o "proletariado". Para ele, essa categoria devia ser um pouco modificada para se adequar aos dias atuais. Ele cita o exemplo de alguém que trabalha para criar programas para a Microsoft, o que esse sujeito faz não é para ele, é para que a empresa atinja o lucro, assim como o operário de Marx.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Lendo outros autores recentemente, especificamente Marcelo Braz e José Paulo Netto (Economia Política: uma introdução crítica), eles acreditam que se deva pensar mesmo sobre o sujeito revolucionário - apesar de acreditarem que continuam sendo os operários, já que são os que trabalham diretamente na transformação da natureza e é através da força de trabalho deles aplicada nos materiais de produção que surge a mais-valia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por citar sujeitos revolucionários, acredito que Žižek pode acreditar numa transformação radical. Apesar de dizer que acha impressionante a capacidade de flexibilização do capital para gerar novos ciclos históricos - algo que é verdade - e deixar meio que no ar a necessidade da "esquerda" de atuar nos meios democráticos liberais para criar coisas que surpreendam este próprio meio, como Allende no Chile.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong style="font-family: georgia;"&gt;VOLTAR A PENSAR&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O último ponto, o que acredito ser o maior alvo de debate é ele ter tido que entende que na época de Marx tivesse que partir para uma transformação social, 11ª tese sobre Feuerbach, mas hoje se deveria voltar a pensar sobre o contexto atual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sinceramente acredito que a análise do contexto atual deva ser feita, até para tentar trazer os conceitos marxistas para uma realidade atual - sem os erros que muitos que vieram depois dele cometeram e os quais deixaram súditos errôneos -, mas com a necessidade de se continuar lutando diariamente (para uma práxis efetiva).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apesar de neste momento só estar voltado para a análise teórica, penso que a transformação radical só virá com a luta dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ficam aí as questões para possíveis comentários e debates.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-8254776589029875535?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/4Jj7NC9VJIc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/4Jj7NC9VJIc/esquerda-na-roda.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_w4xSOdx6w6c/SY4PP9yUJBI/AAAAAAAAAQU/jyKGmrB5esE/s72-c/roda+viva.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/esquerda-na-roda.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-6073906721789482977</guid><pubDate>Fri, 06 Feb 2009 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-06T14:34:41.926-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do João Paulo da Silva</category><title>Andando na prancha</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYx0onz85kI/AAAAAAAAAlA/qeLB2H4OxhY/s1600-h/prancha1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYx0onz85kI/AAAAAAAAAlA/qeLB2H4OxhY/s200/prancha1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299739102738703938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Embora a História Oficial tenha documentado apenas um caso deste tipo de prática (no ano de 1829), reza a lenda que os piratas costumavam executar seus prisioneiros fazendo com que eles andassem sobre uma prancha até o encontro mortal com os tubarões. Se o método era uma forma recorrente ou não entre os corsários, pouco me importa neste momento. O que me interessa nessa história toda é a metáfora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De tempos em tempos, o capitalismo é colocado para andar na prancha. Rebuliços econômicos, como este de agora, fazem parte de sua natureza paradoxal de produzir mais do que a sociedade pode consumir. A crise econômica é uma espécie de Frankenstein do capitalismo, responsável por agendar encontros periódicos entre o criador e a criatura. Quando isso acontece, os donos da festa vêem seus lucros diminuírem. E aí começa o pandemônio. Mas o fato dos capitalistas estarem andando na prancha não significa que, finalmente, eles vão nadar com os tubarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demissões em massa, fechamento de empresas e redução de salários e direitos são algumas das formas encontradas pelo capitalismo para salvar a própria pele e retomar um novo período de lucros. É claro que o custo disso tudo é altíssimo, mas não tão alto para os magnatas. O aumento do desemprego, da fome, da miséria e da violência é sempre debitado na conta dos trabalhadores. Na história das crises do capitalismo, quem cria o problema não paga por ele. Faz os outros pagarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pagar é realmente o termo que melhor se encaixa nessa tragédia toda. Desde que a turbulência econômica começou, o mundo já torrou trilhões na tentativa de salvar bancos e empresas de uma catástrofe maior. Detalhe: usando dinheiro público. Uma riqueza que não existe quando o assunto é aumentar os investimentos sociais. É incrível como esse pessoal sabe fazer mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, executivos e governantes de muitos países vêm fazendo discursos efusivos, conclamando todos a se sacrificarem para tirar a economia mundial do buraco. Curioso: enquanto os bancos e as empresas estavam ganhando fortunas, ninguém chamou os trabalhadores para repartir o bolo. Agora, quando velhos fantasmas voltam a atormentar, eles aparecem com essa conversa de dividir os prejuízos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias o agravamento da crise faz o capitalismo andar um pouco mais sobre a prancha da História. Mas, para vê-lo realmente nadar com os tubarões, só falta mesmo alguém que dê um “empurrãozinho”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-6073906721789482977?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/ojsZFzXLCgI" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/ojsZFzXLCgI/andando-na-prancha.html</link><author>noreply@blogger.com (João Paulo da Silva)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYx0onz85kI/AAAAAAAAAlA/qeLB2H4OxhY/s72-c/prancha1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/andando-na-prancha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-4963363785081458049</guid><pubDate>Sun, 01 Feb 2009 04:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-01T02:57:33.143-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Anderson Santos</category><title>Discursos para mudar o Brasil</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYU5V93t6UI/AAAAAAAAAiQ/Ky5ng11KC6Q/s1600-h/dvd_13767.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYU5V93t6UI/AAAAAAAAAiQ/Ky5ng11KC6Q/s200/dvd_13767.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297703586219551042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último domingo, dia 24, assisti pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;TV Brasil&lt;/span&gt; o documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muda Brasil! &lt;/span&gt;(CALDEIRA, Oswaldo. 1985), que trata dos bastidores das eleições indiretas para presidente do Brasil, após vinte anos de Ditadura militar. Nesta obra, o que muito me interessou foi ver os discursos de certas figurinhas políticas, hoje, carimbadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lula, atual presidente, dizendo que não apoiava nenhuma das duas candidaturas postas não por causa da ilegitimidade, amoralidade do processo, mas “porque nenhuma representava os interesses da classe trabalhadora”. O que o tempo não faz com as pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dele, Fernando Henrique Cardoso (PMDB) e Marco Maciel (PDS) em trincheiras diferentes naquelas eleições – e pensar que o segundo foi vice-presidente do primeiro anos depois. Além do aparecimento de figuras como Ibrahim Moraes, Leonel Brizola, Ulysses Guimarães e tantos outros que “continuaram” em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os protagonistas do filme são Antônio Carlos Magalhães e Paulo Salim Maluf. Pois é, mais até do que o fenômeno de popularidade Tancredo Neves – que me lembra Barack Obama pelas utópicas esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início aparecem as convenções do partido da ditadura, o PDS, que gastou “bilhões de cruzeiros” (imagino que milhões de reais) com secretárias, panfletos, faixas e comprando votos de partidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que se diz no documentário, Tancredo preferia enfrentar Paulo Maluf a André As – cujo candidato a vice era o então governador de Alagoas Divaldo Suruagy, que dez anos depois foi protagonista de um dos piores momentos da história local. O motivo era simples: Maluf já era conhecido como político corrupto e dividia opiniões no PDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alguns foram os depoimentos de pessoas que tiveram propostas para ganharem panfletos em eleições futuras para que Maluf ganhasse. E ele ganhou. É incrível o quanto bom de enrolação é esse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que acabou a votação do partido e a sua vitória foi anunciada, começou-se a cantar o Hino Nacional, como se aquela tivesse sido uma vitória da Nação. E isso justamente das frentes que representavam a continuidade da Ditadura! Hipocrisia pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão então criada repartiu o PDS em três. O grupo dos candidatos derrotados, cerca de 53 senadores/deputados (segundo eles), optou por se manter distante das eleições, não apoiando nenhum dos dois grupos. Porém, outro grupo optou por participar da Frente Liberal encabeçada por Tancredo Neves e que deu a José Sarney a candidatura a vice-presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACM estava nestes últimos citados e foi o responsável por uma das maiores quebras-de-braço entre raposas políticas de tal nível – capazes de fazer de TUDO por uma vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em viagem a Salvador ao lado do presidente militar João Baptista Figueiredo, que lançaria uma obra, Paulo Maluf viu seu adversário marcar uma grande festa para o mesmo dia. Além disso, tanto ele quanto Figueiredo foram bastante hostilizados no lançamento. Mas, Maluf não viu nada disso: “Muitas pessoas estavam lá para nos apoiar”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Tancredo Neves rodava o Brasil em busca de apoio. Começando por Minas Gerais, de passagem por São Paulo, onde ganhara apoio do governador Franco Montoro e de FHC (volta da política do café-com-leite), Goiás, Amazonas, Pará...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Manaus um fato inusitado ocorreu. Os militares já haviam “colocado” pessoas com camisas vermelhas em comício de Tancredo em São Paulo, para interligar sua imagem ao comunismo. Além de existir setores de esquerda que os apoiavam, algumas pessoas em Manaus foram com camisa vermelha e foram hostilizadas por partidários do próprio candidato. A polícia foi chamada por eles para tirar os “comunistas” dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande demonstração de pluripartidarismo e defesa da liberdade de ideologia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluf e ACM continuavam a se estranhar por meio de notas à imprensa. ACM, nos discursos que fazia com Tancredo pelo país, fazia questão de deixar claro que o país não poderia votar em corruptos, que o candidato adversário era ladrão – por mais absurdo que algo assim tenha saído dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando questionado por repórteres em seu escritório sobre isso, Maluf pediu para que falassem com o seu advogado, que entraria com um processo contra ele. Aí os repórteres diziam que ACM prometera mostrar que ele era corrupto através de provas. “Falem com meu advogado...”. ACM também iria entrar na justiça contra ele. “Falem com meu advogado...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro momento, ele claramente direciona uma entrevista, pedindo para que alguém mais próximo a ele fale porque assim a voz ficará mais forte: “Agora, fale um pouco mais alto. Outra pessoa. Não, não, tem que ser alguém mais perto, senão não fica bom”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao racha no PDS, que faria criar posteriormente o PFL (atual DEM), Maluf fala à imprensa que congressistas do PMDB votariam nele, só não poderia precisar os votos. Mais uma tentativa descarada de enganar a tudo e a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, nem mais uma enxurrada de tentativas de compra de votos adiantou para ele. Tancredo Neves era eleito presidente do Brasil com a grande expectativa para fazer do seu lema Muda Brasil! uma realidade. Mal sabia ele o que aconteceria depois...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-4963363785081458049?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/ykjJ_hayvgo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/ykjJ_hayvgo/discursos-para-mudar-o-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Anderson Santos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYU5V93t6UI/AAAAAAAAAiQ/Ky5ng11KC6Q/s72-c/dvd_13767.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/02/discursos-para-mudar-o-brasil.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-7248963799474053157</guid><pubDate>Fri, 30 Jan 2009 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-31T12:02:26.579-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimentos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Sindical</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Transporte coletivo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Mário Júnior</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Estudantil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Aumento das passagens</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Partidos Políticos</category><title>Parte 2: O aumento das passagens e a luta contra ele em Maceió</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYJwvmEgEBI/AAAAAAAAAgY/4Y3ViG1NxEU/s1600-h/atoaumentopassagens280109.JPG" title="Ato contra o aumento das passagens no centro de Maceió (28/01/2009)"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYJwvmEgEBI/AAAAAAAAAgY/4Y3ViG1NxEU/s400/atoaumentopassagens280109.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296920074716712978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na &lt;a href="http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/o-aumento-das-passagens-e-luta-contra.html"&gt;postagem passada&lt;/a&gt;, escrevi sobre o transporte público em Maceió e o seu reajuste, explanando também – em poucos pontos – os problemas que envolvem o comitê/movimento que tem se manifestado contra os aumentos tarifários nos últimos anos. Agora vou me debruçar numa crítica ao comitê deste ano, que em pouquíssimo tempo se esfacelou. E o que foi pior: sem conseguir realizar nenhum ato ou mobilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos políticos organizados e as entidades estudantis e sindicais que o compuseram foram essencialmente os mesmos dos últimos anos, com um ou outro acréscimo. Entretanto, sequer os tradicionais [e repetitivos] atos partindo do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa) ao centro da cidade conseguiram ser viabilizados. Com um partido de esquerda na prefeitura de Maceió, o que acontecia até 2004, os atos públicos eram razoavelmente aglutinadores. Com a volta da direita tradicional ao poder municipal, as manifestações se enfraqueceram e até mesmo deixaram de existir. E tal factualidade desprovida do advento de uma repressão sistematizada por parte do aparato estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deixa apenas uma saída para análise: não foi esta uma vitória da direita construída por ela própria em meio a um enfrentamento político-ideológico, mas sim uma derrota da esquerda para si própria! A esquerda não conseguiu sequer construir um movimento e o mesmo já morreu; houve um aborto com menos de um mês de gestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o desgaste das fórmulas de ação prática do movimento foi o motivo principal para esse aborto. Vai-se até o Cepa e de lá se faz alguma atividade; ir até o colégio e não conseguir sucesso num ato “de massas” deixa-nos sem saber o que fazer. Só uma possibilidade de ação permeia o taticismo do movimento estudantil, e em 2009 ela se mostrou totalmente esgotada – isso agora não é mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teoria&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impressão subjetiva isolada&lt;/span&gt;, tornou-se fato concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi abordado no texto anterior, escrito na segunda-feira. Mas quando me referi ao fato dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“grupos políticos não conseguirem formar uma unidade de ação por mais que um curto período”&lt;/span&gt; imaginava que esse período fosse de um ou dois meses. Ainda grafando que o desgaste era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“catalizado em altíssima velocidade”&lt;/span&gt;, o mesmo ter consumido o atual comitê em 23 dias mostra que o pessimismo contido em minha analise estava errado: era necessário um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quantum&lt;/span&gt; maior de desconfiança, era necessário ser mais pessimista ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã da última quarta-feira (28), quando &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/dceufal/message/8917"&gt;estava marcado um ato público&lt;/a&gt; que sairia da Praça dos Martírios até a Câmara Municipal – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e o mesmo não foi desmarcado até o seu momento!&lt;/span&gt; – ninguém compareceu. Para não dizer ninguém, foram ao ato três pessoas. Entre elas, estava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existiam militantes, carros de som, bandeiras, panfletos, faixas ou cartazes. &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/dceufal/message/8917"&gt;Havia apenas uma convocatória para o ato&lt;/a&gt;, que foi divulgada, e mais nada. Um ônus político que tem de ser avaliado, pois se uma brincadeira de mau gosto dessas – convocar atos fantasmas – cai na moda, como vai ficar a credibilidade do movimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falava-se muito em uma possível cisão do comitê antes de seu final, operacionalizada pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), o qual propunha ações mais ousadas/radicalizadas, porém sem uma base social condizente para o protagonismo de tais atividades. Em suma: propostas sem viabilidade política satisfatória, que apenas gerariam desgastes e má-propaganda do movimento perante a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o MEPR que menos merece críticas ao final do comitê, pois apesar de todas as inadequações do mesmo à dinâmica coletiva (atuar em unidade com os atores políticos envolvidos), este movimento não poderá ser acusado de abandono desta luta no momento atual. Eles organizaram, junto com o Movimento Punk Alagoano (MPAL) e a União da Juventude Comunista (UJC), um ato em substituição ao que não ocorreu, saindo em passeata pelas ruas do centro com cerca de 50 estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um número irrisório e um itinerário pequeno: da Praça Sinimbu até a Praça Deodoro, passando pelo Palácio do Governo e pela Prefeitura Municipal. De fato, essa passeata, que teve de ser protegida por policiais para acontecer, foi a única que houve em protesto ao aumento de 11,11% na tarifa dos ônibus maceioenses. E se ela serviu para alguma coisa, foi para mostrar ao MEPR – que tinha a intenção de “radicalizar” o protesto com o apedrejamento de um ônibus vazio – o quão difícil é viabilizar suas próprias propostas sem arcar com um ônus político e material estratosférico. Por perceberem tal fato a radicalização ficou só no discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe fazer uma crítica e um questionamento aos demais construtores do comitê, que sequer apareceram na quarta-feira. Por parte do Partido Comunista Revolucionário (PCR), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) fica a clara impressão que – prevendo a pequenez do segundo ato, em decorrência do insucesso do primeiro – nenhuma das três forças políticas quis se fazer presente pelo fato de que não seria possível nenhuma autoconstrução a partir das manifestações do comitê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem uma boa propagandeação de suas bandeiras, ideologias e parlamentares para outros, pra que lutar? Foi esse o raciocínio pobre e mecanicista que os três partidos adotaram. O PSOL tinha a intenção escancarada de alçar à níveis publicitários mais elevados o nome do vereador Ricardo Barbosa. PCR e PSTU, que buscam dentro da juventude novos militantes, abdicaram da luta por não ver esses novos quadros dentro de um movimento reduzido. Assim, no maior dos cinismos, ninguém de nenhum desses três partidos compareceu num ato &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/dceufal/message/8917"&gt;agendado por eles próprios&lt;/a&gt;. E é impossível sustentar a tese – caso se queira usar dessa desculpa – de que todas as pessoas, de todos estes partidos, estavam inviabilizadas de comparecer ao ato por motivo de força maior. Se estavam, &lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/dceufal/message/8917"&gt;então por qual motivo enviaram convocatórias para listas de discussão de domínio público?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construir-se enquanto força política ou partido em meio a um movimento é legítimo. Não condeno tal prática. Mas colocar a necessidade de autoconstrução acima da própria luta – como foi feito por PCR, PSOL e PSTU – é uma inversão de valores imperdoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro grupo também merece citação: o Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP). Presente em todos os comitês anteriormente existentes desde que fora fundado, em 2002, o CAZP esteve ausente da reunião de fundação do atual comitê, mas compareceu no ato do dia 14, em frente ao Cepa. O motivo da ausência do CAZP no ato do dia 28 não foi a “inversão de valores” imputada aos partidos políticos citados no parágrafo anterior, já que dentro deste Coletivo existe um purismo que os inibe a seguir tal prática: o que de fato é muito bom e merece ser elogiado, nesta situação. Mas esse mesmo purismo os levou ao sectarismo de avaliar o comitê como seguidor de uma política em equívoco e abandoná-lo sem nenhuma explicação, sem nenhuma “carta de despedida” que fundamentasse as críticas que o CAZP possui, o que dá a entender que nem eles mesmos sabem o que criticar, apenas não queriam participar de um espaço onde haja partido político envolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que fique claro: o sectarismo não foi a avaliação que fizeram do comitê, provavelmente muito próxima da minha, mas sim o abandono do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão ruim quanto o sectarismo é a partidofobia do CAZP, que já havia sido denotada em outros momentos, como por exemplo quando se desligou do grupo Além do Mito tomando como ponto de partida para a “dissidência” uma polêmica entre formar ou não uma chapa pró-DCE-Ufal em conjunto com o PSTU. Partidos políticos são organizações legítimas, ferramentas que – se bem utilizadas – podem vir a ser úteis para a classe trabalhadora. Por qual motivo ser contra a organização partidária? Por defender o voto nulo em eleições? Resposta insuficiente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anarquismo organizado&lt;/span&gt; para a questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CAZP não sabe responder as interrogações que surgem em sua frente, prefere se isolar em um cubo de cristal e fingir ser “a mais pura das virgens”, inviolável, sempre coerente com seus princípios. Talvez por isso continue tão insignificante como organização política: não dialoga com ninguém, não constrói nada e não tem fundamentos para suas atitudes sectárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sumiço desses atores do último ato reforça um ponto do texto anterior, quando falei que o movimento estava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“mais preocupado com egos do que com a luta em si”&lt;/span&gt;. Alguns com necessidades de autoconstrução, outro com necessidade de sentir-se como um paladino comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De fato, onde está a saída? O que fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para como enfrentar os aumentos de passagem de ônibus; lutar pelo passe-livre estudantil e para desempregados; conseguir melhorias e aumento da frota em circulação; viabilizar terminais de integração e formas alternativas de transporte; ampliar a meia-passagem para toda a população em finais de semanas e feriados; dentre outras reivindicações é impossível de se buscar no atual quadro, a menos que se queira dizer que nada disso é possível em Maceió (o que seria um falseamento do real).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa resposta se trata do produto de duas equações: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)&lt;/span&gt; como o poder municipal vai manter a atual política de aumento tarifário e manutenção de um serviço precarizado que gera insatisfações dos usuários; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2)&lt;/span&gt; como a oposição (de esquerda, já que a de centro e centro-esquerda seguem plataformas muito voláteis) vai se organizar para enfrentar o poder municipal, estando nele quem estiver, e trazer para o seu lado o público que utiliza o transporte coletivo maceioense e está em desgosto com a qualidade e o valor do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliando a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;perspectiva do trabalho&lt;/span&gt;, que é o lado do qual me coloco, observemos simulações para a segunda equação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única saída para uma reconstrução da luta contra o poder municipal e os empresários do setor é o reordenamento da esquerda em uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;frente permanente de luta pelo transporte público acessível e de qualidade&lt;/span&gt;. Esta frente deve congregar dentro de si movimentos estudantis, sindicais e sociais, de modo que todos lutem por um objetivo único e indivisível, sem colocar em evidência prioritária no debate os próprios egos ou as preocupações entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quem veste a camisa mais ou menos vermelha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta por um transporte público de qualidade e por um baixo preço se coloca como uma reivindicação meramente reformista, dentro do âmbito e lógica do capital, inexistindo – portanto – a necessidade de maiores atritos ideológicos que venham a destruir tantas vezes a organicidade do comitê. É uma questão de maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frente nesses moldes &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deveria organizar-se desde já&lt;/span&gt;, mantendo reuniões periódicas; promovendo debates em bairros populares; lançando materiais de propaganda e agitação; formulando reivindicações e propostas para a viabilização das mesmas etc. Só assim, começando o movimento do início – e não de seu auge! – é que podemos ser consequentes para, num momento de novo reajuste, estarmos aptos a atuar contra ele, com uma base informada e mobilizada para as manifestações, deixando de lado o espontaneísmo do qual vem se alimentando o movimento até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras reuniões dessa frente/comitê, caso ela nasça, certamente serão esvaziadas e diminutas, devido a hecatombe que o último comitê deixou no movimento. Somente com o tempo e o firmamento de uma construção prática coletiva, a qual dê garantias de que o espaço estará aberto a todos os que quiserem lutar, é que tal iniciativa pode começar a dar seus primeiros frutos. Não creio em outra solução. Apenas o lançamento dessa semente pode evitar que os fiascos dos últimos anos se repitam em 2010, 2011, 2012...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que mesmo mobilizado a partir de agora este novo modelo de comitê não consiga êxito e não barre o próximo aumento, mas indubitavelmente que ele seria muito mais forte que qualquer um dos últimos sete anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta uma coisa a saber: qual organização terá a coragem e a responsabilidade de redigir uma convocatória para essa frente permanente após os últimos acontecimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post-Scriptum:&lt;/span&gt; No segundo parágrafo do texto existe uma generalização que carece de esclarecimento. Quando falo que os protestos contra os aumentos foram maiores com um partido de esquerda que com a direita no poder municipal – &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX5JX4EyoII/AAAAAAAAAds/Xf2Zf2XW0hg/s1600-h/aumentodatarifade%C3%B4nibusdemacei%C3%B3emparaleloaoaumentodosal%C3%A1riom%C3%ADnimo.PNG" target="_blank"&gt;tendo a esquerda reajustado a tarifa em R$0,90 num período de 114 meses e o atual Prefeito elevado a mesma em R$0,75 em 49 meses&lt;/a&gt; – não estou, contudo, querendo resumir a potencialidade das manifestações e ações do movimento perante as tendências políticas de quem está na Prefeitura Municipal. Isso seria uma forma de delimitar toda a centralidade do movimento na esfera política, visão a qual não defendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou querendo, somente e sem maiores pretensões, exemplificar o ativismo do movimento local nestas duas formas de governo, como forma de contraposição ao que se vê em âmbito nacional com o Governo Lula (imaginando que os leitores do blog teriam tal pré-requisito numa leitura implícita), quando se deu exatamente o inverso – basta ver a reorganização [e a necessidade da mesma!] dos movimentos estudantil e sindical, em curso desde 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar essa questão decentemente, contudo, seria necessário um outro texto, que frisa-se uma análise de conjuntura contemporânea, do neoliberalismo chegando ao Brasil no Governo Collor até o ano de 2005, quando o escândalo do Mensalão escancara as contradições (que já eram conhecidas nos meios acadêmicos) do Partido dos Trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-7248963799474053157?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/y2EfN_yIHSE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/y2EfN_yIHSE/parte-2-o-aumento-das-passagens-e-luta.html</link><author>noreply@blogger.com (Mário Júnior)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SYJwvmEgEBI/AAAAAAAAAgY/4Y3ViG1NxEU/s72-c/atoaumentopassagens280109.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>22</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/parte-2-o-aumento-das-passagens-e-luta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-426460774153212735</guid><pubDate>Wed, 28 Jan 2009 00:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-31T11:02:10.713-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Fabiano Santos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Sindical</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Imprensa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crise Econômica</category><title>Dezembro sombrio... 2009 pode ser ainda mais!</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_KC2MRPuRaMo/SXs8ct6sufI/AAAAAAAAFFM/qgtV8kj0XDs/ms-jean%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 187px; height: 180px;" src="http://lh6.ggpht.com/_KC2MRPuRaMo/SXs8ct6sufI/AAAAAAAAFFM/qgtV8kj0XDs/ms-jean%5B3%5D.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem eu vendo o Jornal Nacional (JN), na verdade escutando pois estava de costas para a TV (e de frente para o PC), vi o quanto o JN se preocupava em fortalecer todo o discurso imperialista pró-Obama, e destacava algumas notícias sobre a crise, depois disso, um pouco mais tarde no Jornal da Globo, o grandioso comentarista de economia desse telejornal versava também sobre a mesma... Um preparando a bomba que o outro ia soltar, no lombo dos milhares de trabalhadores demitidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate ideológico que já é preparado há tempos, agora vai ganhar mais força do que o normal, querem nos fazer entender que as férias coletivas, o processo de redução de salários e direitos, assim como as demissões são mais do que normais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que primeiro vem a notícia, dezembro foi o pior mês falando em demissões só em São Paulo foram cerca de 130.000 demitidos, agora se espera nos EUA e na Europa mais de 80.000 demitidos além dos que já foram. Todas as gigantes multinacionais estão demitindo, o último grande anúncio de demissões foi da Microsoft vai ser responsável pela demissão de 5.000 operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jornal da Globo, o comentarista de economia Carlos Alberto Sardemberg, começa falando que as empresas não gostam de demitir, pois elas planejam uma estrutura e querem trabalhar sobre esse planejamento. Por isso que primeiro vem propostas como o Banco de Horas, depois férias coletivas e em último caso... demissões!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, nas costas dos trabalhadores, é que devemos jogar tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O absurdo é querem fazer parecer que tudo isso é normal, agora se esquecem dos anos de crescimento da economia, de todo o lucro que os patrões das indústrias e os banqueiros tiveram durante toda essa fase, que a Vale, tem uma valor hoje muito maior do que foi comprada, que as montadoras lucraram como nunca, tanto que expandiram várias fábricas e foram pras mais diversas regiões do país, enfim, de todo o lucro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EXPROPRIADO&lt;/span&gt; do trabalho dos operários, e mesmo assim em São José dos Campos, à época em que a GM lançou a proposta de Banco de Horas, disseram que era pra garantir mais 600 empregos na cidade, e agora me vêm 130.000 demitidos nesse estado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria metalúrgica no Brasil, praticamente parou no fim do ano, teve momentos que quase 50% dos operários metalúrgicos brasileiros estavam em casa de férias coletivas, agora a demissão massiva, antes disso o Governo Lula junto com o Governo Serra fizeram a mísera doação de 8 bilhões pras montadoras, essas mesmas que enviaram uma remessa de lucros muito superior à essa quantia para suas matrizes nos EUA, Europa e Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que parece ser normal, não tem nada de normal, na verdade em todo esse furacão sócio-econômico que temos vivido desde o final de 2007, a única coisa normal que existe é a própria crise, isso os comentaristas de economia das grandes emissoras de TV e dos jornalões da grande imprensa, esquecem de afirmar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-426460774153212735?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/hC9DGHQDnaM" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/hC9DGHQDnaM/dezembro-sombrio.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabiano)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/_KC2MRPuRaMo/SXs8ct6sufI/AAAAAAAAFFM/qgtV8kj0XDs/s72-c/ms-jean%5B3%5D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/dezembro-sombrio.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-608803613191278611</guid><pubDate>Tue, 27 Jan 2009 22:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-31T11:00:56.070-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pegação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Jorge Lucas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Humor</category><title>Como conseguir aquele(a) militante! Ou guia da paquera para militantes (parte 2)!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX-kY6dw-uI/AAAAAAAAAes/6KHVBK7V8so/s1600-h/blog.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 305px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX-kY6dw-uI/AAAAAAAAAes/6KHVBK7V8so/s400/blog.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296132434728909538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí! Agora que vocês conseguiram "dar uns pega", resta ser maquiavélico o suficiente para não deixar o broto ir embora. Fontes confiáveis afirmaram que Shu esta louca de amor após declarações vindas de &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=2500101366352785297"&gt;alguém&lt;/a&gt; que prefere manter sua identidade oculta. Saulo Theotônio, após ler a primeira parte do guia mandou o seguinte comentário no msn "sexo oposto, lá vou eu!".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caso queira encaminhar o relacionamento para um namoro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha opinião homens só deveriam namorar após os 22 anos, quando os amigos o procuram para jogar video-game ou para ir para festas ele não pode porque tá "encangado". Se você possue mais de 22 continue lendo, se não possue vá jogar video-game. O segredo para um bom início de namoro é tentar não se ver muito, marquem reuniões diferentes no mesmo horário, enquanto você vai para o grupo "agrorevoluciosocioeconomico" discutir as leis mundiais do mundo todo, mande seu caso para o coletivo "ecosocialfeministadosetimodia" debater a flexibilidade do rabo da largatixa e suas consequências num mundo dito globalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa é a última parte do guia, se precisarem de mais dicas sugiro que ressuscitem num corpo mais bonito porque tem que ser feio demais para não pegar alguém com essas dicas. Treinem e postem os resultados. Não esqueçam do que tio Lênin falou "Sem teoria revolucionária, não há pratica revolucionária".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-608803613191278611?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/xSXSiKPFeNg" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/xSXSiKPFeNg/como-conseguir-aquelea-militante-ou.html</link><author>noreply@blogger.com (Jorge lucas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX-kY6dw-uI/AAAAAAAAAes/6KHVBK7V8so/s72-c/blog.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/como-conseguir-aquelea-militante-ou.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-4980327521253054194</guid><pubDate>Mon, 26 Jan 2009 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-31T10:59:23.829-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Luta de classes</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimentos Sociais</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Sindical</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Transporte coletivo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Mário Júnior</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Movimento Estudantil</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Aumento das passagens</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Partidos Políticos</category><title>O aumento das passagens e a luta contra ele em Maceió</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O transporte público de Maceió sofreu novo reajuste tarifário no último dia 4, passando de R$1,80 para R$2,00. O que já era um valor elevado – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;levando-se em conta para tal mensuração: 1) o tamanho da cidade; 2) a qualidade e quantidade da frota; 3) a falta de terminais de integração (gerando a necessidade de se pegar mais de uma condução) e de formas alternativas de transporte e locomoção (exemplos: metrô e ciclovias); e 4) a condição sócio-econômica da população consumidora do serviço&lt;/span&gt; – ficou 11% mais caro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Entre as 27 capitais brasileiras (incluindo o Distrito Federal), Maceió tem a 12ª tarifa mais elevada (dados coletados em 12 de janeiro). Mas como é possível para a população pagar o 12º valor mais alto quando, de acordo com os últimos números do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicados em 2005, estamos em 27º entre 27 concorrentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX49HJCko9I/AAAAAAAAAdU/lTD1JPj5KyE/s1600-h/tarifasnascapitais120109.PNG" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX49HJCko9I/AAAAAAAAAdU/lTD1JPj5KyE/s400/tarifasnascapitais120109.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295737404729369554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No IDH específico para renda – já que o índice avalia como critérios educação, expectativa média de vida e renda anual per capita – estamos em penúltimo, acima apenas de São Luís-MA (0,589 x 0,570). Fica aí mais uma questão – a meu ver, a principal! – para questionar o valor da tarifa maceioense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 30 dias do mês, tiramos oito como sábados e domingos. Restam 22 dias úteis. Para um trabalhador deslocar-se ao emprego e voltar para sua casa o custo sai por R$4,00. Nos 22 dias do mês, tal custo atinge o valor de R$88,00. Como o salário mínimo hoje é de R$415,00 (passará a R$464,72 em 1º de abril), a passagem de ônibus maceioense consome 21,21% da remuneração mensal de um empregado comum apenas de deslocamento ao posto de trabalho, um percentual nada insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX5AqO5CBUI/AAAAAAAAAdk/Iz5PGg-R-s8/s1600-h/valormensalgastoporumtrabalhadorparairevoltaraotrabalho.PNG" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX5AqO5CBUI/AAAAAAAAAdk/Iz5PGg-R-s8/s400/valormensalgastoporumtrabalhadorparairevoltaraotrabalho.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295741306130269506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é a toa que a evasão escolar e o número de ciclistas (inclusive de ciclistas mortos) aumentam a cada elevação de tarifa: a população, que já possui muito pouco para sua subsistência, fica sem condições de pagar o reajuste. E os efeitos disso são percebidos a curto e longo prazo, seja com o aumento da criminalidade nas periferias, seja com a não consecução de uma escolaridade básica pelas classes subalternas – fator que virá a influir de modo negativo e determinante na divisão social do trabalho para milhares de indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o transporte público deixar de ser um serviço/direito básico e fundamental para se tornar um inibidor da socialidade e do desenvolvimento social perpassa por uma total inversão de valores e prioridades. Em muitos países o transporte público é subsidiado e gratuito, pelo fato do deslocamento eficaz da força-de-trabalho e dos consumidores ser positivo e essencial para a vida da indústria e do comércio. No Brasil, contudo, o capitalismo se estruturou de modo mais perverso (numa vertente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;capitalismo colonial&lt;/span&gt;) e essa positividade não foi aplicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para velar esse problema e justificar o alto valor, já chegaram a veicular na televisão propagandas do setor de transporte público baseadas em falseamentos da realidade descomunais, como que o deslocamento da classe média que possui direito de meia-entrada é pago pela população pobre com a necessidade dos empresários em se aumentar a tarifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvidas, um engodo. A meia-entrada é um direito concedido pelo Decreto nº 37.154, de 15 de maio de 1997, portanto faz parte de uma normatização jurídica legal. A meia-entrada, como versa o Decreto, não é uma entrada inteira, portanto não concede aos empresários do setor o direito de embutir a metade não paga pelos estudantes na conta de quem já paga a tarifa em sua totalidade. O mesmo argumento serve para as gratuidades concedidas por Lei aos idosos, deficientes, gestantes, algumas categorias de servidores públicos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de um movimento sindical organizado para confrontar tais abusos chega a ser anacrônica, pois esta é sim uma pauta de interesse da classe trabalhadora como um todo: um transporte público de qualidade e acessível para todos. Quem mais utiliza o transporte coletivo são justamente os trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse desfalque, contemporaneamente foi o movimento estudantil quem assumiu para si a pauta e passou a empreender lutas nos últimos anos contra o aumento da tarifa e pela transformação da meia-entrada em passe-livre estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a lacuna deixada pelos sindicatos está sendo muito mal preenchida pelas entidades estudantis, tanto por limitações políticas quanto financeiras. Para citar alguns dos motivos que levaram aos insucessos na viabilização das reivindicações nos últimos anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Os atos se tornaram mobilizações cíclicas e viciadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não existem outras alternativas diferentes em relação a mobilizar estudantes no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa) para empreender uma passeata até o centro da cidade e – depois de algumas horas – ver a manifestação esvair-se, no maior dos voluntarismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;esertificação de possibilidades de ação não se dá por acaso: o trabalho de base para elucidar a população da necessidade de se lutar por um transporte melhor e mais barato inexiste.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O movimento nunca mobiliza base nenhuma, nunca começa do início do processo, mas sim do seu auge, convocando um ato público de massa – que tem ficado cada vez menor com o passar dos anos, demonstrando o desgaste – como se estivesse preparado para isso. O movimento elimina etapas políticas e cai num taticismo que levou a uma impossibilidade qualquer ação efetiva nos períodos em que o Cepa encontra-se de férias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. A organização para a luta só se dá nas vésperas ou pouco depois do reajuste tarifário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;qui se encontra um imediatismo barato. Só se pugna por um transporte público de qualidade ou pelo passe-livre quanto o aumento é ou está para ser aprovado. Mesmo sabendo que no final do ano isso acontecerá, não há nenhuma mobilização ou reunião para planejamento prévia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como falei anteriormente, o movimento estudantil tem limitações políticas para intervir nesta pauta. A começar pela sua volatilidade: só se é estudante por um período curto da vida. Depois, por sua centralidade política estar mais aproximada da luta pela educação pública de qualidade, mesmo que o acesso à escola seja parte da luta pela educação, tornam-se mais volumosos no movimento os debates acerca de políticas educacionais do que sobre os transportes coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É mais comum ver o movimento estudantil empenhado em organizar um encontro que vai servir para nada ou muito pouco, como os muitos que as executivas nacionais de curso realizam (posso usar o Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – Enecom – como exemplo), que vê-lo mobilizando estudantes para lutar por um transporte público de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por isso, depois de duas ou três ações públicas (des)coordenadas que os comitês contra o aumento da passagem e pelo passe-livre realizam em Maceió, tudo se desfaz. O combustível queima muito rápido. E o mesmo ciclo é repetido no ano seguinte, pelos mesmos atores, como um déjà vu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. As políticas propostas são repetitivas e ineficientes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atos do Cepa ao centro. Queima de pneus durante o percurso. Pulas-catracas em alguns poucos ônibus. Entrega de pauta na Prefeitura. E nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;entro desse mecanismo viciado, tanto o/a Prefeito/a quanto os empresários do setor já sabem como atuar para aumentarem o valor da passagem e – ao invés de se desgastarem – criminalizar o movimento, como aconteceu em 2001 e 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No lado oposto disso, o movimento não consegue formular nada para além de tais propostas. Mesmo com a consciência de que o ato será um fracasso e nada alcançará, o mesmo é construído sob discursos fervorosos e otimistas. Por qual motivo? Por determinados partidos políticos quererem levantar suas bandeiras numa passeata. Mais nada, puro cinismo e pragmatismo político!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Os grupos políticos não conseguem formar uma unidade de ação por mais que um curto período&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O movimento já começa rachado e cindido. A pauta só consome os meses de dezembro e janeiro e por ali mesmo desaparece. O desgaste subjetivo após reuniões e ações diretas é catalizado em altíssima velocidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diante de tal situação, não me admira que o movimento – mais preocupado com egos do que com a luta em si – já nasça derrotado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX5JX4EyoII/AAAAAAAAAds/Xf2Zf2XW0hg/s1600-h/aumentodatarifade%C3%B4nibusdemacei%C3%B3emparaleloaoaumentodosal%C3%A1riom%C3%ADnimo.PNG" target="_blank"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 236px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX5JX4EyoII/AAAAAAAAAds/Xf2Zf2XW0hg/s400/aumentodatarifade%C3%B4nibusdemacei%C3%B3emparaleloaoaumentodosal%C3%A1riom%C3%ADnimo.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295750886372581506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, de modo muito generalista, eu diria que apenas uma unidade entre os movimentos sindical e estudantil, que possa excluir a vaidade das forças políticas que nela se aglutinem, seria viável para formalizar esse processo de lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lutas, contudo, não devem existir simplesmente em períodos localizados, mas como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;continuum&lt;/span&gt;, lançando em ampla circulação cartilhas, panfletos e materiais gráficos de agitação em geral, para esclarecerimento da população sobre a problemática do transporte coletivo da capital alagoana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse trabalho de base (e somente depois dele!) é que uma nova conjuntura para atuação pode ser delineada. Dentro da atual conjuntura e de seus já conhecidos esquemas de atuação, estamos fadados a fracassar. E a história recente deixa um bom ensinamento sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post-Scriptum 1:&lt;/span&gt; As críticas são feitas por alguém que anda de ônibus e participou dos atos contra o aumento das passagens entre 2003 e 2006, construíndo o comitê que organizava as manifestações; e que ainda esteve presente na reunião de formação do atual comitê, no último dia 5 de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post-Scriptum 2:&lt;/span&gt; Na última tabela, com os aumentos da tarifa e do salário mínimo, constam todos os reajustes desde que o Plano Real foi adotado na economia brasileira, em 30 de junho de 1994. Naquela data, o valor da passagem de ônibus em Maceió era de R$0,35 e o salário mínimo estava fixado em R$64,79. Em 1º de setembro de 1994 o salário mínimo foi reajustado em 8,04%, passando a ser de R$70,00.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-4980327521253054194?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/QFbQeZo43ro" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/QFbQeZo43ro/o-aumento-das-passagens-e-luta-contra.html</link><author>noreply@blogger.com (Mário Júnior)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Fex3Oqwl3TA/SX49HJCko9I/AAAAAAAAAdU/lTD1JPj5KyE/s72-c/tarifasnascapitais120109.PNG" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/o-aumento-das-passagens-e-luta-contra.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3088375474430766879.post-6731258968060264344</guid><pubDate>Sun, 25 Jan 2009 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-31T10:53:52.407-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pegação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos do Jorge Lucas</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Humor</category><title>Como conseguir aquele(a) militante! Ou guia da paquera para militantes (parte 1)!</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SXzqeJK31GI/AAAAAAAAAEU/TNTGcVSYjZ8/s1600-h/grilo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295365065459356770" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 240px; height: 320px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SXzqeJK31GI/AAAAAAAAAEU/TNTGcVSYjZ8/s320/grilo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você tá cansado de só beijar em roda de beijos organizadas por você mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Só ver os outros pelados no carué (velocidade 10)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus "probremas" acabaram! Em meu pouco tempo na UFAL consegui eleborar um manual feito estrategicamente para aquele sentimento prevalecer acima de qualquer discussão acerca de ter ou não outro dia para votação, ou se os pescadores realizam trabalho! As informações contidas abaixo são de extrema importância para os menos agraciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Como puxar assunto em assembléias estudantis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É eu sei, assembléias podem ser tão chatas quanto discutir com Mário Junior sobre efeito de álcool. Ao observar seu sonho de consumo (favor não virar consumista) tente se aproximar, fale da sua nova camisa vermelha com alguma frase revolucionária e faça uma abordagem critica com resgate histórico epistemológico sobre aquele filme do Almodóvar que voce provavelmente é chato o suficiente pra não gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dialogando em espaços festivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espaços promovidos para gerar renda para o movimento também podem gerar amores, amores platônicos, amores-mútiplos e afins. Como sei que você não é nenhum tarado(assim espero) e quer uma amor para além do movimento, aproveite para xavecar enquanto escutar o "acabou chorare" pela quinta vez seguida, fale que quer socializar sua cama, que prefere a voz da pessoa do que meia dúzia de gritos de ordem, que não a troca por um cento de umbú orgânico vendidos na praça da faculdade e que o beijo entre vocês será mais suculento que que a amostra grátis de carne do almoço do RU (caso você seja vegetariano você provavelmente passa fome na UFAL e não tem nada a dizer). Caso isso não funcione tente arrumar algum(a) bêbada(o) menos seletiva(a) para promover a continuação da linhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero encontra em breve comentários positivos acerca dos meus ensinamentos grandiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão a práxis camaradas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A foto do post é um casal de bichos-grilos que leram esse texto e estão se amando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3088375474430766879-6731258968060264344?l=manguewireless.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/manguewireless/~4/FybFhgxhrnQ" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/manguewireless/~3/FybFhgxhrnQ/como-conseguir-aquelea-militante.html</link><author>noreply@blogger.com (Jorge lucas)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_aap7HbuKen4/SXzqeJK31GI/AAAAAAAAAEU/TNTGcVSYjZ8/s72-c/grilo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://manguewireless.blogspot.com/2009/01/como-conseguir-aquelea-militante.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

