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	<title>Marmota, mais dos mesmos</title>
	
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	<description>O mesmo de sempre, agora no Dialetica.org</description>
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			<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/</creativeCommons:license><image><link>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/</link><url>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</url><title>Some Rights Reserved</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/marmota" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>marmota</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fmarmota" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fmarmota" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/marmota" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fmarmota" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fmarmota" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.live.com/?add=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fmarmota" src="http://tkfiles.storage.msn.com/x1piYkpqHC_35nIp1gLE68-wvzLZO8iXl_JMledmJQXP-XTBOLfmQv4zhj4MhcWEJh_GtoBIiAl1Mjh-ndp9k47If7hTaFno0mxW9_i3p_5qQw">Subscribe with Live.com</feedburner:feedFlare><feedburner:browserFriendly>Leia o Marmota através do seu leitor RSS/XML favorito ou através de algum dos serviços on-line à direita.</feedburner:browserFriendly><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
		<title>Onde você estava na noite de 11 de março de 1999?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Back to the Future]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nunca havia acontecido isso&#8221;. A declaração de Jorge Samek, diretor de Itaipu, diz respeito ao fato dos 18 geradores da usina terem sido desligados completamente na noite deste dia 10 de novembro. Outra evolução nos últimos anos diz respeito ao complexo sistema elétrico, praticamente todo interligado &#8211; funciona assim: quando um gerador deixa de funcionar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/backfut.gif" align="right" /><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1374665-5598,00.html" target="_blank"><b>&#8220;Nunca havia acontecido isso&#8221;</b></a>. A declaração de Jorge Samek, diretor de Itaipu, diz respeito ao fato dos 18 geradores da usina terem sido desligados completamente na noite deste dia 10 de novembro. Outra evolução nos últimos anos diz respeito ao complexo sistema elétrico, praticamente todo interligado &#8211; funciona assim: quando um gerador deixa de funcionar, a energia produzida por outras fontes é &#8220;redirecionada&#8221;, tentando cobrir as falhas. Ao menos na zona leste de São Paulo, a luz havia voltado duas horas depois, graças ao funcionamento ininterrupto de usinas como <a href="http://www.emae.sp.gov.br/henryborden.htm" target="_blank"><b>Henry Borden</b></a>, em Cubatão.</p>
<p>O ineditismo acaba aí. A luz apagou às 22h13 desta terça, decretando debandada geral para quem estava fora de casa, somado a gritos histéricos e manifestações caóticas. Minutos depois, graças ao infalível AM, já era possível saber que o problema não era apenas do prédio, da rua, do bairro&#8230; Veio na minha lembrança a memória do dia 11 de março de 1999: &#8220;isso tem jeito de pane no sistema de transmissão a partir de Itaipu, como há dez anos&#8221;. Então o ministro das Minas e Energia anunciou &#8220;dez estados afetados&#8221;, lançando mão das &#8220;interpéries meteorológicas&#8221;. Meu revival tornou-se completo.</p>
<p>O texto a seguir, publicado em 10 de março de 2008, me ajudou a rever outros detalhes, em busca de comparações. Naquela ocasião, consegui usar o celular tranquilamente; nesta madrugada, foram apenas dois telefonemas entre inúmeros erros de conexão e longas ausências de serviço. Naquela noite, alguns semáforos a caminho de casa permaneciam no amarelo piscante; desta vez, predominava o breu. O impacto foi semelhante, mas fiquei com a impressão que os transtornos foram maiores desta vez. Seguem minhas lembranças não apenas pela evidente referência, mas também pelas últimas linhas: será que, quem devia lembrar daquele apagão de 1999, fez isso mesmo?</p>
<p align="center">***</p>
<p>Avenida Paulista, 900. No quinto andar, as aulas prosseguiam normalmente na Faculdade Cásper Líbero. Em uma das salas, alunos do 4º JO D acompanhavam as imperdíveis aulas do professor Carlos Guardado. Em nosso antigo currículo, aquelas últimas aulas de quinta-feira correspondiam à disciplina &#8221; videotexto e informática em jornalismo&#8221;. Convém lembrar que, em 99, a Internet já tinha pelo menos quatro anos, e ninguém lembrava (se é que sabiam) o que era &#8220;videotexto&#8221;.</p>
<p>Ainda estávamos no início do bimestre, com aulas muito interessantes e produtivas. Essa não era diferente: Guardado usou de todos os seus conhecimentos para explicar aos impacientes quartanistas como funciona o hardware de um computador. Passavam das dez da noite quando o assunto chegou à memória RAM &#8211; ainda me soa estranho imaginar as razões para um aluno de jornalismo precisar ouvir isso em sala de aula.</p>
<p>- Pessoal, essa memória tem esse nome por ser de acesso aleatório. Os dados não são armazenados nela, apenas enquanto estão sendo usados. Ou seja, é uma memória volátil. Se você estiver trabalhando em seu computador sem salvar os dados, e de repente faltar energia&#8230;</p>
<p>Eram 22h16 quando as luzes da sala apagaram. &#8220;Puxa vida, eu não dava nada pela aula do Guardado e vejam só o efeito bacana que ele conseguiu&#8230;&#8221;, pensei. Apenas as luzes de emergência do quinto andar continuaram acesas nos minutos seguintes. Em uma sala próxima, <a href="http://bebediabo.zip.net" target="_blank"><b>Lello Lopes</b></a>, então no terceiro ano, tinha aula com Claudio Arantes, professor de política famoso por lembrar o nome de todos os seus alunos (se bem que ele sempre me chamou de César). Enquanto todas as salas estavam sendo esvaziadas, lá estava ele, em pé, diante da lousa.</p>
<p>- Gente, a aula ainda não acabou! Não vão embora! Ainda não terminei o tema da aula de hoje! Podemos continuar, mesmo no escuro!</p>
<p>Logo uma multidão de alunos tomou o saguão e a área dos elevadores. Mesmo sem orientação, todos desceram as escadas até o térreo alto, na saída para a Paulista pelo famoso escadão. Muitos gritos, assobios e piadinhas envolvendo o &#8220;fim do mundo&#8221; ecoavam pelo prédio. Muitos deles saídos da minha boca e na do meu amigo Marcus Tadeu.</p>
<p>O papo de &#8220;fim do mundo&#8221; era ingênuo. Até porque, naquele instante, o que se pensava era num problema elétrico no prédio da Gazeta, que seria consertado naquela madrugada para tudo voltar ao normal no dia seguinte. Mas a imagem da avenida era caótica: carros parados, pouca iluminação e muita gente perdida. A extensão da falta de luz era bem maior que os nossos olhos pudessem alcançar.</p>
<p>Decidi ficar sentado no escadão, observando aquele movimento anormal. Alguns amigos também sentaram, esperando por caronas que só viriam uma hora depois. Eram muitos na mesma situação: esperando, fazendo companhia, temendo assaltos ou simplesmente contemplando a multidão insana. Só por volta da meia-noite, quando liguei o rádio do carro, comecei a entender o que se passava.</p>
<p>Era um blecaute de grandes proporções. Foram dez estados e 60 milhões de pessoas atingidas nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Enquanto os âncoras das emissoras AM tentavam repercutir com bombeiros, defesa civil e outras autoridades, além de identificar as causas e o tamanho do problema, as ruas de São Paulo estavam vazias, mas com algumas luzes acesas apesar dos semáforos embandeirados. Muitos ainda estavam presos em estações do Metrô ou em elevadores. Ao chegar em casa, só o radinho de pilha fazia companhia para a família &#8211; a Globo precisou passar dois capítulos de Chiquinha Gonzaga no dia seguinte, pois estava fora do ar.</p>
<p>A situação só seria reestabelecida por volta das quatro e pouco da madrugada. Mas o problema levaria muito mais tempo. Nessa altura, o Governo Federal já tinha dado a causa: um raio na região de Bauru. O blecaute fez com que o Brasil convivesse com o eminente risco de &#8220;apagão&#8221;, fez com que FHC anunciasse medidas preventivas para a queda no consumo elétrico (claro que pagamos o pato, com as metas domésticas). Anos mais tarde, quando todos já haviam esquecido, as autoridades finalmente admitiram o que todo bauruense já sabia: se a causa foi um raio, <a href="http://www.viomundo.com.br/bau-do-azenha/o-raio-de-bauru" target="_blank"><b>ele não caiu em Bauru</b></a>. Aliás, nem choveu ali naquela noite.</p>
<p>Faz tempo que ninguém ouve mais falar em &#8220;economizar energia&#8221;. Vez ou outra o Governo Federal é questionado novamente em relação ao aumento de demanda e a falta de investimentos tanto na geração de eletricidade quanto na manutenção do sistema. Já são nove anos desde o instante em que o país chacoalhou com o caos e, a última notícia do gênero foi um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u378453.shtml" target="_blank"><b>novo apagão em São Paulo</b></a>. As ameaças estão prestes a voltar, pois quem devia lembrar daquela quinta-feira já esqueceu.</p>
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		<title>Um ano de Dialetica.org</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 02:09:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olha, você tem todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim. Tantas decepções eu já vivi&#8230; Aquela foi de longe a mais cruel. Um silêncio profundo e declarei: &#8220;só não desonre o meu nome&#8221;. Ainda tem o seu perfume pela casa. Ainda tem você na sala. Porque meu coração dispara quando tem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, você tem todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim. Tantas decepções eu já vivi&#8230; Aquela foi de longe a mais cruel. Um silêncio profundo e declarei: &#8220;só não desonre o meu nome&#8221;. Ainda tem o seu perfume pela casa. Ainda tem você na sala. Porque meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro, dentro da noite veloz, na cinza das horas. Tem os olhos cheios de esperança de uma cor que mais ninguém possui. Me traz meu passado e as lembranças, coisas que eu quis ser e não fui&#8230; Você, que nem me ouve até o fim, injustamente julga por prazer. Cuidado quando for falar de mim. A cabeça cheia de problemas? Não me importo, eu gosto mesmo assim. Perceba que não tem como saber, são só os seus palpites na sua mão. Sou mais do que o seu olho pode ver. Você vive tão distante, muito além do que eu posso ter. E eu, que sempre fui tão inconstante, te juro, meu amor, agora é prá valer. Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir? Não sei mais o que eu tenho que fazer pra você admitir que você me adora, que me acha foda. Não espere eu ir embora pra perceber. Olha, vem comigo aonde eu for. Seja amante, amor&#8230; Vem seguir comigo o meu caminho e viver a vida só de amor. Entre por essa porta agora e diga que me adora. Você tem meia hora pra mudar a minha vida. Vem, vambora, que o que você demora é o que o tempo leva.</p>
<p>Ei, hoje aquela idéia que você teve e eu ajudei a executar completa um ano. Pensei em escrever algo diferente, mas decidi pegar três musiquinhas e sintetizar parte da alma que está por trás dessa URL. Longa vida ao nosso miniportal e a outros projetos comuns denominados &#8220;familiar&#8221;!</p>
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		<title>Os 22 candidatos a presidente em 1989</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 20:54:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Back to the Future]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha primeira vez foi em 1994, nas eleições gerais que acabaram elegendo FHC como presidente da república. Foi naquele pleito que votei pela primeira vez no Lula e vi muita gente apoiando o Enéas &#8211; que chegou em terceiro, à frente de Quércia, Brizola e Amin. Naquele ano, assim como nas eleições presidenciais seguintes, eram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/backfut.gif" align="right">Minha primeira vez foi em 1994, nas eleições gerais que acabaram elegendo FHC como presidente da república. Foi naquele pleito que votei pela primeira vez no Lula e vi muita gente apoiando o Enéas &#8211; que chegou em terceiro, à frente de Quércia, Brizola e Amin. Naquele ano, assim como nas eleições presidenciais seguintes, eram poucos os postulantes ao cargo mais importante da hierarquia democrática nacional.</p>
<p>Mas o meu fascínio com esse clima eleitoral veio antes, aos doze anos de idade. Era um momento muito diferente daquele vivido nos trinta anos que antecederam aquela campanha histórica. Finalmente o povo iria às urnas escolher seu presidente, e aquilo soou como o primeiro presente de Natal com embrulho colorido e uma grossa fita vermelha. Talvez por conta da novidade, o país podia escolher entre 22 nomes. Vinte e dois!</p>
<p>Do alto dos meus doze anos, acompanhava parcialmente a campanha nas engraçadinhas aparições desse povo na TV, seja no horário eleitoral, seja no Cabaré do Barata, programa do Agildo Ribeiro recheado de bonecos do Gepp e Maia na Manchete. Sem falar das sátiras geniais da revista Mad, que lançou pelo menos três edições históricas e especialíssimas sobre os presidenciáveis. Foi certamente uma das eleições mais divertidas da história. E talvez naquele tempo eu levasse o tema mais a sério&#8230;</p>
<p>Hoje me arrisco a dizer que, diante do nosso &#8220;quinto pacote&#8221;, o povo continua agindo com a mesma maturidade. Mas a esperança e a fé, agonizantes, são as últimas a deixarem o palco&#8230;</p>
<p>Mas enfim, com uma valiosa ajuda do Google e de alguns dados obtidos em alguns sites de TRE, segue a lista dos presidenciaveis daquela eleição histórica, seguido por algumas informações que guardo de cabeça. Não achei a ordem da cédula, por isso vai na ordem da &#8220;classificação final&#8221; mesmo. Conto com meus amigos mais atentos para corrigir ou acrescentar detalhes. Para saber mais, vá ao <a href="http://www.youtube.com" target="_blank"><b>You Tube</b></a>, procure por &#8220;eleições 1989&#8243; e divirta-se.</p>
<p><u>20 &#8211; Fernando Collor de Mello &#8211; PRN:</u> Esse puto chegou com o estigma de &#8220;caçador de marajás&#8221;, abria seu discurso com &#8220;minha gente&#8221; e prometia um &#8220;Brasil novo&#8221;. Convenceu os brasileiros de que seria uma jovem e feliz solução, especialmente após o debate do segundo turno exibido no Jornal Nacional, e acabou eleito no segundo turno. Não preciso detalhar muito a respeito do saque promovido por ele, Zélia, o &#8220;imexível&#8221; Magri, entre outros frequentadores da Casa da Dinda. E pensar que, depois das caras pintadas e do impeachment, ele está prestes a virar senador e dizer a todos nós: &#8220;voltei, seus imbecis&#8221;.</p>
<p><u>13 &#8211; Luís Inácio Lula da Silva &#8211; PT:</u> Tenho saudades desse Lula, que aparecia na TV após a &#8220;criativa&#8221; vinheta da &#8220;Rede Povo&#8221;, contagiou gerações com o &#8220;Lula lá, brilha uma estrela&#8221;, mobilizou artistas, entidades&#8230; Fico imaginando se o Lula de 89 seria diferente do Lula eleito em 2002&#8230;</p>
<p><u>12 &#8211; Leonel Brizola &#8211; PDT:</u> O terceiro colocado daquele pleito era, certamente, o meu candidato. Não só por causa do inesquecível &#8220;lá lá lá lá lá brizoooola&#8221;, mas também por causa da sua primeira prioridade de governo: rever a concessão da TV Globo&#8230; Sei não, mas acho que o Brizola foi outro que se perdeu no tempo, saindo até como vice do Lula em 98. Há quem questione seu estilo (quem for do Rio pode se manifestar), mas especialmente agora, um Brizola faz falta ao menos para contrabalançar a campanha.</p>
<p><u>45 &#8211; Mário Covas &#8211; PSDB:</u> Os tucanos eram uma dissidência recém-inaugurada do PMDB, e ninguém poderia prever que nos anos seguintes protagonizariam com o PT essa &#8220;polaridade fantasiosa&#8221; &#8211; já que os dois partidos se revelaram praticamente iguais. Mas já no seu primeiro aniversário conseguiu o quarto posto nacional, trazendo como expoente o futuro governador de São Paulo, falecido em 2001. Especialmente em São Paulo, ele se saiu muito bem, rivalizando diretamente com o seu grande adversário político no estado&#8230;</p>
<p><u>11 &#8211; Paulo Maluf &#8211; PDS:</u> &#8230; Ele mesmo, o homem cujo e-mail era maluf@mas.faz, o homem do &#8220;estupramasnãomata&#8221;, do leve-leite, do piscinão, do cingapura, da jacu-pêssego, enfim. Lembro que, na simulação escolar feita no meu primeiro grau, Maluf vencia Covas por uma pequena diferença. Enfim, esse é mais um que está prestes a voltar ao Congresso &#8211; Maluf, todos lembram, era o &#8220;candidato da situação&#8221; na eleição indireta de Tancredo.</p>
<p><u>22 &#8211; Guilherme Afif Domingos &#8211; PL:</u> Feche as duas mãos e aproxime-as. Com as mãos ainda fechadas, coloque uma em cima da outra. Por fim, com a mão direita, aponte com o indicador. Faça tudo isso dizendo &#8220;juntos chegaremos lá&#8221; e repita o grande meme daquela campanha. Afif, hoje no PFL e virtual derrotado por Suplicy ao senado, usou artifícios como esse e o &#8220;dois patinhos na lagoa&#8221;, correspondentes ao número, para subir nas pesquisas e se credenciar, ainda que por pouco tempo, como o &#8220;anti-Collor&#8221;. Não deu.</p>
<p><u>15 &#8211; Ulysses Guimarães &#8211; PMDB:</u> Era uma questão de honra. O homem que promulgou a constituição brasileira e um dos mais emblemáticos personagens da política nacional tinha que concorrer, ainda que estivesse bem longe de ser eleito. O grande mistério da vida de Ulysses, no entanto, foi a tragédia envolvendo seu desaparecimento em 1992, após o acidente de helicóptero que, certamente, o matou &#8211; digo isso porque nunca encontraram qualquer vestígio.</p>
<p><u>23 &#8211; Roberto Freire &#8211; PCB:</u> Posso estar enganado, mas apesar de ser um político com idéias de extrema esquerda, o Roberto Freire trazia sim boas idéias mas sem assustar tanto como o Lula. Terminou com alguns mil votos, mas até hoje é um dos nomes mais populares da política nacional.</p>
<p><u>25 &#8211; Aureliano Chaves &#8211; PFL:</u> Esse dificilmente chegaria longe, já que era vice do Figueiredo e ainda tinha uma imagem colada ao regime militar. Mas era bonachão e simpático. O ex-governador mineiro faleceu em 2002.</p>
<p><u>51 &#8211; Ronaldo Caiado &#8211; PSD:</u> Afinal de contas, quem era ele? Apareceu como um sujeito bonitão, vindo de Goiás e montado em seu cavalo e atacando veementemente o Lula. Logo lembraram de suas ligações com os ruralistas e a sua orientação conservadora. Pouco tempo depois, lá estava Caiado no PFL, onde hoje é deputado federal.</p>
<p><u>14 &#8211; Affonso Camargo &#8211; PTB:</u> Esse também tinha uma musiquinha longa e bonitinha, e se vendia como o &#8220;pai do vale-transporte&#8221; e &#8220;criador do bilhete único&#8221;. Realmente, a lei que criou o benefício é dele. Mas fora isso, talvez seja conhecido no estado do Paraná, e só. Saltou de partido algumas vezes, até ser eleito deputado federal pelo PSDB.</p>
<p><u>56 &#8211; Enéas Ferreira Carneiro &#8211; PRONA:</u> Em sua primeira aparição ao mundo, o legendário Enéas dizia a que veio em menos de trinta segundos. Aos poucos veio fazendo barulho até arrebatar 1,5 milhão de votos para deputado federal em 2002 e, após quatro anos, mostrar que realmente só funciona falando &#8211; e de barba.</p>
<p><u>42 &#8211; José Alcides Marronzinho &#8211; PSP:</u> Sensacional! Marronzinho aparecia amordaçado e ameaçava falar o que nenhum outro era capaz! Era a voz dos pobres na eleição, mas eles não deram muita bola. Vá contando: já são treze nomes.</p>
<p><u>54 &#8211; Paulo Gontijo &#8211; PP:</u> Esse era bizarro. Aparecia só a sombra, a abreviação PG e um enorme slogan inspirado em JK: 100 anos em cinco. Sumiu.</p>
<p><u>31 &#8211; Zamir José Teixeira &#8211; PCN:</u> Zamir? Zamir? Bah.</p>
<p><u>27 &#8211; Lívia Maria de Abreu &#8211; PN:</u> Lívia Maria??? Essa eu tive que ir pro Google pra descobrir que ela aparecia em uma cozinha, dizendo que era capaz de colocar ordem na casa. Pelamordedeus.</p>
<p><u>55 &#8211; Eudes Mattar &#8211; PLP:</u> A única vantagem desse cidadão era poder dizer a todos o quanto era facinho votar nele: Eudes Mattar era o último nome da lista. Ninguém lembra mais disso, e na época ninguém lembrou também. Mesmo com tanto esquecimento, nem em último ele conseguiu chegar.</p>
<p><u>43 &#8211; Fernando Gabeira &#8211; PV:</u> O bom e velho Gabeira, o homem que expulsou Severino Cavalcanti e que tem a árdua missão de salvar o Partido Verde da extinção. Naquele ano, o melhor era a &#8220;musiquinha&#8221; (?). &#8220;Gabeira Presidente do Brasil&#8221;, dito como se fosse um mantra indígena, remetendo a um virundum histórico: era facinho trocar &#8220;gabeira&#8221; por &#8220;caveira&#8221;.</p>
<p><u>33 &#8211; Celso Brant &#8211; PMN:</u> Outro que parecia um cara muito legal, mas não foi pra frente. Foi fundador do PMN, o mesmo que revelou o bizarro Samuel Silva&#8230; Era professor em Minas Gerais até falecer, em 2004.</p>
<p><u>16 &#8211; Antônio Pedreira &#8211; PPB:</u> Pedreira era dureza. Xingava o Collor, o Lula, o Brizola&#8230; Quase não tinha programa, de tanto direito de resposta que aparecia. Tudo papagaiada: o nome dele voltou ao noticiário no início do escândalo dos correios, que culminou com a descoberta do mensalão. E o PPB não tem nada a ver com o que era PDS: era Partido do Povo Brasileiro, que logo acabou. O 16 hoje é aquele contra burguês.</p>
<p><u>57 &#8211; Manuel Horta &#8211; PDC do B:</u> Manuel Horta? PDC do B? Blé. Conseguiu a proeza de ser o último entre os que valiam. Claro que o último lugar histórico dessa eleição ficou com&#8230;</p>
<p><u>26 &#8211; Armando Corrêa &#8211; PMB:</u> Esse cidadão era pastor evangélico, aparecia com uma voz suave e serena em sua propaganda cujo slogan era &#8220;Acooorda Brasil&#8221;, associado a um despertador. O fim do partido, fundado por ele, foi melancólico: sua vaga na disputa eleitoral acabou sendo vendida por uma bela grana. Quem comprou seu lugar na brincadeira foi&#8230;</p>
<p><u>26 &#8211; Sílvio Santos &#8211; PQP!:</u> O homem do baú estava louco pra ser presidente. E ganharia com o pé nas costas, não fosse a sequência de lambanças que marcaram sua epopéia. Silvão era do PFL, mas a legenda não queria saber do apresentador e fechou com Aureliano Chaves. Mas com uma ajuda do próprio partido, descobriu que Armando Correa topava tudo por dinheiro e se lançou candidato, já durante a campanha, a despeito do prazo do TSE. Numa bela noite, o dono do SBT apareceu como o 26, perguntando ao povo se sabiam o que era Justiça Social. &#8220;Eu também não sabia&#8221;. Depois da sessão &#8220;porta da esperança&#8221;, o pior: como as cédulas já estavam impressas, o mestre da comunicação dizia que &#8220;para votar em Sílvio Santos, tinha que marcar Corrêa 26&#8243;. Pena que o TSE acabou com a farra&#8230; Pedro de Lara e Gugu Liberato dariam ótimos ministros.</p>
<p>Puxa vida, na prática eram 23 nomes. Mas sabe o que mais me surpreende? O Eymael não era candidato!</p>
<p><i>(Postado em 27/09/2006. E neste mês, esta eleição histórica completa 20 anos.)</i></p>
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		<title>Quer ir ao iMasters InterCon de graça?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plantão Marmota]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo dia 7 de novembro (um sábado), São Paulo receberá o iMasters InterCon (não confunda com esta Intercom, nem com esta outra Intercon). Será uma conferência repleta de atrações nacionais e internacionais. Além das palestras, a presença de 1200 participantes, tanto da área de tecnologia quanto comunicação, representará um caldeirão de idéias e contatos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/plantao.jpg" align="right" />No próximo dia 7 de novembro (um sábado), São Paulo receberá o <a href="http://www.intercon2009.com" target="_blank"><b>iMasters InterCon</b></a> (não confunda com <a href="http://www.intercom.org.br" target="_blank"><b>esta Intercom</b></a>, nem com <a href="http://www.feiraintercon.com.br" target="_blank"><b>esta outra Intercon</b></a>). Será uma conferência repleta de atrações nacionais e internacionais. Além das palestras, a presença de 1200 participantes, tanto da área de tecnologia quanto comunicação, representará um caldeirão de idéias e contatos profissionais (o que realmente importa pra muita gente).</p>
<p>Os três auditórios do Hotel Renaissance serão ocupados por <a href="http://www.intercon2009.com/programacao" target="_blank"><b>seis áreas temáticas</b></a>. Em &#8220;o novo olhar digital&#8221;, além da palestra de abertura com o Marcelo Coutinho, o Carlos Nepomuceno e o Sérgio Amadeu, terá outra mesa sobre educação digital (assunto que me interessa muito) e debates com Cazé Peçanha e Maurício de Souza. No mesmo auditório, na parte da tarde, alguns modelos de negócio na era digital serão avaliados &#8211; como o futuro do livro, &#8220;especulado&#8221; pelo Juliano Spyer. Provavelmente é o cantinho onde vou ficar durante todo o dia.</p>
<p>Para a turma que lida melhor com números ao invés das palavras, a área de tecnologia abre com o tema &#8220;tecnologia e desenvolvimento&#8221; &#8211; se você quer saber mais sobre YQL, IBM Jazz, Opera Unite e CMS Mobile, é o lugar certo. Outras questões sobre mobilidade ocuparão esta área durante a tarde &#8211; entre os temas realidade aumentada via celular, usos do SIM Card, lojas de aplicativos&#8230; O terceiro ambiente, sobre criação e inovação, começa com criação publicitária interativa e termina com empreendedorismo, pequenos negícios, administração e inovação. Ainda que eu não consiga saber o que se passa nestes rincões, a organização pretende disponibilizar a íntegra das palestras gravadas.</p>
<p>Ficou interessado, mas desistiu ao saber que o <a href="http://www.intercon2009.com/inscricao" target="_blank"><b>valor da inscrição</b></a> pode chegar a R$ 320,00? Pois hoje pode ser seu dia de sorte: deixe um comentário aqui, dando uma boa razão para ir ao iMasters InterCon. As melhores respostas entrarão num sorteio, que farei na quinta-feira, dia 29. Um feliz contemplado ganhará um ingresso de presente!</p>
<p>Aliás, <a href="http://search.twitter.com/search?q=imasters+intercon" target="_blank"><b>dê uma procurada pelo Twitter</b></a>: você vai encontrar outras oportunidades bacanas para faturar sua inscrição. Mas lembre-se: só aqui você ainda poderá ganhar uma carona pra Paulista.</p>
<p><b>Atualizado:</b> Obrigado a todos que vieram e comentaram o texto!Fiz um sorteio rápido e a contemplada é a Daniela G! Parabéns! </p>
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		<title>Cangaíba cai na rede</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 18:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bloguiado]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se todos sabem, mas fiz uma comemoração esses dias. Já são cinco meses que abri mão de meu posto: era chapeiro em um quiosque de fritar bolo. Deve ser uma falha de caráter, mas não consigo entender como pode um quiosque desses funcionar tendo só três frigideiras &#8211; isso quando não falta óleo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/bloguiado.gif" align="right" />Não sei se todos sabem, mas fiz uma comemoração esses dias. Já são cinco meses que abri mão de meu posto: era chapeiro em um quiosque de fritar bolo. Deve ser uma falha de caráter, mas não consigo entender como pode um quiosque desses funcionar tendo só três frigideiras &#8211; isso quando não falta óleo, farinha, gás de bujão &#8211; enquanto o dono, ao invés de investir em fogões e ingredientes, prefere pagar por moleques distribuindo propagandinhas do quiosque. É frustrante não atender a clientela, não estimular os fritadores de bolo, essas coisas.</p>
<p>Lembro que conversei sobre isso com o Zé, semanas depois da minha dispensa. O Zé não precisou tomar decisão alguma: sem querer, herdou um bar em Cangaíba &#8211; ele só descobriu que era filho do antigo dono quando o velho morreu, de cirrose, deixando o boteco ao menino que nunca havia conhecido, em testamento. Deu sorte: a notícia se espalhou rapidamente pelo bairro, e isso ajudou Zé a se tornar um dos sujeitos mais populares de Cangaíba.</p>
<p>Foi quando Zé teve uma idéia genial:</p>
<p>- Pô, você sempre foi um sujeito batalhador, com boas idéias&#8230; Você precisa de um estímulo batuta. Já sei! Vamos fazer uma festinha pra você aqui no bar! Vai ser uma espécie de &#8220;Marmota Esperança&#8221;! A galera vai te ajudar e a gente aproveita pra fazer uma promoção do boteco! O que acha, hein? Hein?</p>
<p>Confesso que fiquei um pouco incomodado com a proposta&#8230; O que pensariam de mim? Pensei por alguns minutos. &#8220;Isso é errado? Ah, somos humanos, oras. Uma mistura homogênea de coisas certas e erradas&#8230; Se alguém achar errado, é só realçar as razões certas! Beleza!&#8221;. Então topei.</p>
<p>O Zé chamou alguns amigos de confiança e começaram a traçar estratégias. Começaram com algumas horas na lan house, mergulhados em buscas no Google. Talvez eles nem saibam o que significa o termo &#8220;mimética&#8221;, mas foi exatamente isso que fizeram. Em poucas horas, já tinham inspiração suficiente para transformar o festão num sucesso.</p>
<p>Começaram pela lista de convidados. Num telefonema, Zé foi taxativo.</p>
<p>- Você pode levar um ou outro amigo seu, a mãe, a namorada&#8230; Mas vai por mim: ninguém vai ligar pra eles lá. O negócio é chamar a galera do balacobaco. Dono de loja. Gente rica. As mamas fofoqueiras. Os tiozinhos do gamão. A turma da escola de samba. A bateria. As passistas. Só gente selecionada, hein! Esses caras vão passar a semana toda falando de você, do boteco, da festa&#8230; Periga falarem da festa lá na Vila Curuçá, já pensou?</p>
<p>Quase desisti quando ouvi o Zé menosprezar pessoas que realmente importam pra mim. Creio que ele entendeu meu súbito momento de fraqueza.</p>
<p>- Ei, relaxe, é só uma noite, eles nem vão se importar. E quer saber? Amigos são seus dentes, e mesmo assim eles mordem sua língua. Não esquece disso!</p>
<p>Tudo bem, autorizei a estratégia. Zé e os caras começaram o inglório trabalho de RSVP. As primeiras respostas surpreenderam a turma: &#8220;só vou se tiver comida ou bebida na faixa&#8221;; &#8220;cobro cinquenta pilas de cachê&#8221;. Depois da surpresa inicial, Zé refletiu e mandou o recado: &#8220;esses caras precisam vir de qualquer jeito&#8221;. Reservou um orçamento pra garantir os convidados. Ao fim do dia, os caras tiveram que prever &#8220;traslado de van&#8221; para alguns deles no check-list, entre outros mimos.</p>
<p>Poucos dias antes da festa, um amigo telefonou, indignado.</p>
<p>- Seu filhadaputa!!! O bairro todo tá ouriçado por causa de um festão no Boteco do Zé&#8230; Em sua homenagem! E como é que você não me convida?!?<br />
- Ei, calma! Quem tá controlando a lista de convidados é o Zé! Fala com ele!<br />
- Eu já falei, aquele maldito perguntou &#8220;quem eu era mesmo&#8221;. E ainda disse que eu tava era com inveja dos outros!!! Ah, tomanucu!, meu!!</p>
<p>Foi quando lembrei das palavras sábias do Zé: ninguém ia se importar com meus amigos irrelevantes. &#8220;Então vamos juntos, os caras nem vão controlar&#8221;. Acabei chamando outros amigos pessoalmente, antes deles reagirem contra&#8230; Influenciar outras pessoas de Cangaíba é bom, mas sem perder os amigos de vista.</p>
<p>Finalmente, o dia chegou. Logo na entrada, uma moça bem vestida pediu gentilmente para que meus amigos e eu assinássemos um documento. &#8220;É um termo para cessão dos direitos de uso da sua imagem para promover o Marmota, o Boteco do Zé e a ação Cangaíba Cai na Rede, senhor&#8221;. Minha nossa!!!</p>
<p>Claro que meus amigos gargalharam. &#8220;E aí, vai autorizar a espetacularização de si mesmo?&#8221;. Idiotas. Tinha certeza de que o Zé e os caras não faziam idéia do significado daquilo. &#8220;O que ele vai fazer com esse papel depois?&#8221;, pensei. Então assinei e entrei.</p>
<p>Nunca vi aquele boteco tão cheio. Pessoas que nunca vi me cumprimentavam efusivamente, como se fossem velhos conhecidos. Em uma dessas cenas, o diálogo foi absurdo.</p>
<p>- Então você é o grande Marmota, hein? Muito prazer em conhecê-lo, sou o Phil Costa, da Mercearia Costa!<br />
- Quê? Pô, você é o Felipe Zumba, fomos colegas na oitava série! Até ficamos no mesmo alojamento naquela viagem pra Porto Seguro, não lembra? Que papo é esse de &#8220;muito prazer&#8221;, cheirou acetona?<br />
- Ah, é&#8230; Puxa, que coisa, né?</p>
<p>Perto do janela, uma caixinha de papelão funcionava como ponto de coleta, com um cartaz colado. &#8220;Ajude o Marmota com o que puder&#8221;. Acima, um quadro de cortiça repleto de papeletas afixadas: era um formulário, intitulado &#8220;Eu ajudei!&#8221;. Abaixo, duas lacunas: &#8220;nome&#8221; e &#8220;valor&#8221;. Passei longos segundos olhando aquilo, sem entender. Até ser abordado pelo Zé. &#8220;Gostou? É pra incentivar a turma a apoiar essa campanha!&#8221;.</p>
<p>Eu juro que, não fosse a abordagem, não reconheceria o Zé. Estava impecavelmente bem vestido, barbeado, gel no cabelo&#8230; &#8220;Olha, esse aqui é o meu cartão. Legal, né? Fiz alguns pra você, toma. Distribui aí pra todo mundo e não esquece de pegar um monte, é bom pro networking!&#8221;.</p>
<p>Num intervalo entre conversas sobre plano de negócios e influência, decidi pegar uma bebida. Perto do garçom, um rapaz sentado na frente do computador. Parecia alheio ao ajuntamento de povo, à batucada do samba&#8230;</p>
<p>- O que está fazendo aí, vem aproveitar a festa, tem uma porção de potenciais misses loucas pra te dar bola!<br />
- Não posso, o Zé e os caras me pagaram pra tuitar tudinho e estimular a galera da Internet a escrever &#8220;Cangaíba Cai na Rede&#8221;. Precisa ver, esse troço aqui tá bombando!</p>
<p>Antes de ir embora, fui abordado por uma mocinha. Apresentou-se como estagiária do jornal de bairro. Perguntou o que estava achando daquilo. Sem pensar, emendei uma resposta.</p>
<p>- Ah, eu estou feliz em estar aqui, ao lado de tanta gente legal. E o Bar do Zé é o lugar perfeito para fazer um evento desses. Tem bons petiscos, bebida gelada, muita música agradável, gente bonita&#8230;</p>
<p>Dias atrás, quando o Zé pagou a minha parte dos lucros, soube que a festinha realmente chegou aos ouvidos da galera na Vila Curuçá. Nunca me senti tão entusiasmado. Talvez até desenvolva essas idéias todas num livro &#8211; o Zé vai adorar organizar uma festinha de lançamento.</p>
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		<title>Preencha as lacunas: o/a _____ vai matar o/a _____</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 14:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Faça fazendo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando com uma impressão de origem 100% empírica, mas que o homem discute desde Heráclito e Parmênides. São múltiplas as transformações de dispositivos, artefatos, tecnologias, plataformas e afins; como consequência, pessoas se movimentam em função destas novidades. As que conseguem mobilizar mais integrantes se estabelecem, enquanto outras perdem adeptos simplesmente por não acompanharem tal dinâmica.
Essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/fazendo.gif" align="right" />Ando com uma impressão de origem 100% empírica, mas que o homem discute desde Heráclito e Parmênides. São múltiplas as transformações de dispositivos, artefatos, tecnologias, plataformas e afins; como consequência, pessoas se movimentam em função destas novidades. As que conseguem mobilizar mais integrantes se estabelecem, enquanto outras perdem adeptos simplesmente por não acompanharem tal dinâmica.</p>
<p>Essa observação generalista acaba gerando uma enxurrada de &#8220;lápides profetizadas&#8221;, já que estas transformações tendem a &#8220;matar&#8221; outras. E talvez o fato de sentirmos um misto de fascínio e apreensão com essa palavrinha, &#8220;morte&#8221;, a gente sinta tanta vontade em matar coisas ou vê-las enterradas. Pode ser que isso explique nossa tentação em cravar palpites do tipo:</p>
<p>- O cinema vai matar o teatro<br />
- O videocassete vai matar o cinema<br />
- A televisão vai matar o rádio<br />
- A tv de plasma vai matar o crt<br />
- A tv de lcd vai matar a de plasma<br />
- A tv de led vai matar o lcd<br />
- O dvd vai matar o videocassete<br />
- O bluray vai matar o dvd<br />
- A internet vai matar a tv<br />
- O youtube vai matar a tv<br />
- O joost vai matar o youtube<br />
- A internet vai matar o rádio<br />
- O ipod vai matar o rádio<br />
- O zune vai matar o ipod<br />
- O celular vai matar o zune e o ipod<br />
- A iptv vai matar a televisão digital<br />
- O laptop vai matar o desktop<br />
- O celular vai matar o pager<br />
- O celular vai matar o jornalismo<br />
- O smartphone vai matar o laptop<br />
- A nuvem vai matar o sistema operacional<br />
- A internet vai matar a sala de aula<br />
- O second life vai matar a sala de aula<br />
- A internet vai matar o jornalismo<br />
- O e-mail vai matar o newsgroup<br />
- O icq vai matar o e-mail<br />
- O icq vai matar o irc<br />
- O msn vai matar o icq<br />
- O blog vai matar o jornalismo<br />
- O twitter vai matar o blog<br />
- O twitter vai matar o msn<br />
- O twitter vai matar o jornalismo<br />
- O yahoo meme vai matar o twitter<br />
- O google wave vai matar o twitter<br />
- O google news vai matar o jornalismo<br />
- O bing vai matar o google<br />
- O cuil vai matar o google<br />
- O wolfram alpha vai matar o google<br />
- O seo vai matar o jornalismo<br />
- O kindle vai matar o livro<br />
- O celular vai matar o kindle<br />
- O napster vai matar as gravadoras<br />
- A pirataria vai matar os artistas<br />
- O p2p vai matar a pirataria<br />
- As redes sociais vão matar os portais<br />
- As redes sociais vão matar os blogs<br />
- As redes sociais vão matar as salas de aula<br />
- As redes sociais vão matar a privacidade<br />
- As redes sociais vão matar o jornalismo<br />
- O orkut vai matar o fotolog<br />
- O facebook vai matar o orkut<br />
- O twitter vai matar o orkut<br />
- O R7 vai matar o G1<br />
- A overdose de informações vai matar o jornalismo<br />
- O aquecimento global vai matar o planeta</p>
<p>Agora é a sua vez de contribuir. Quem sabe assim a gente consiga convencer alguém a pensar duas vezes antes de &#8220;matar&#8221; coisas. Quando conseguirmos isso, repetiremos a dose com outra lacuna tentadora: (alguma coisa) vai revolucionar (alguma outra coisa)&#8230;</p>
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		<title>Eu (e muitos outros) dançando Dirty Dancing no casório. Ou não.</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 06:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[E eu, uma pedra]]></category>

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		<description><![CDATA[Num dos poucos momentos de relax que tive esta semana, recebi uma mensagem perigosa.
&#8220;Ei, precisamos fazer isso em nosso casamento&#8221;.
Seguiu um link para a clássica cena final de Dirty Dancing, onde a ex-irmã de Ferris Bueller Jennifer Gray, no papel de garota comum, dança com o bailarino e então futuro fantasma Patrick Swayze, no papel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/pedra.gif" align="right" />Num dos poucos momentos de relax que tive esta semana, recebi uma mensagem perigosa.</p>
<p>&#8220;Ei, precisamos fazer isso em nosso casamento&#8221;.</p>
<p>Seguiu um link para a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WpmILPAcRQo" target="_blank"><b>clássica cena final de Dirty Dancing</b></a>, onde a ex-irmã de Ferris Bueller Jennifer Gray, no papel de garota comum, dança com o bailarino e então futuro fantasma Patrick Swayze, no papel de Patrick Swayze. <a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL326705-9798,00.html" target="_blank"><b>O filme, de 1987</b></a>, popularizou não apenas a musiquinha The Time of My Life (de Bill Medley e Jennifer Warnes, que levou o Oscar de melhor canção), mas também a carreira do ator, falecido esta semana após uma dura luta contra um câncer de pâncreas.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/dirtydancing190909.jpg" /></p>
<p>Logo caiu a ficha: eu, que não sou exatamente um Fred Astaire, jamais acumularia coordenação suficiente para engedrar todos esses passos na sequência, incluindo o poético vôo da dama após uma interminável coreografia solo. A pergunta, aparentemente óbvia, era obrigatória: &#8220;de onde veio essa idéia genial?&#8221;. Era pra ter dito &#8220;ameaçadora&#8221;, mas pra continuar o diálogo, preferi &#8220;genial&#8221; mesmo. </p>
<p>Veio um novo link, desta vez para <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1306504-7086,00.html" target="_blank"><b>uma nota do G1</b></a>. Trata-se do depoimento da norte-americana Julia Boggio. Ao casar-se com o britânico James Derbyshire em 2005, decidiram usar The Time of My Life na dança dos noivos. Os amigos, que fizeram o registro, puseram o vídeo no YouTube. Virou hit, com mais de seis milhões de acessos! A fama levou o casal ao programa da Oprah, onde Julia teve a oportunidade de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PuF6ph12WtU"><b>dançar com o próprio Swayze</b></a>!</p>
<p align="center"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PuF6ph12WtU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PuF6ph12WtU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300"></embed></object></p>
<p>A notinha traz ainda um assustador &#8220;se você já dançou ao som de Dirty Dancing, envie seu vídeo!&#8221;, presumindo não apenas que alguém tenha feito o mesmo, mas estimulando noivos Brasil afora a fazerem o mesmo. Uma busca rápida no YouTube revela famigeradas gravações de casamento com a não menos famigerada dancinha &#8211; a maioria na Gringolândia, onde a influência do vídeo foi além. Mas já existe ao menos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ad2jOWSDYHg" target="_blank"><b>uma versão brasileira</b></a>. Repare num dos comentários: &#8220;quero fazer o mesmo no meu casamento!&#8221;.</p>
<p>Pronto. Prepare-se para a modinha.</p>
<p align="center"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ad2jOWSDYHg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ad2jOWSDYHg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300"></embed></object></p>
<p>É lógico que, até a distante hora do sim, serei convidado a &#8220;ensaiar&#8221; ao som de The Time of My Life. Minha esperança é a de que, nesses anos todos de espera, apareçam incontáveis casais repetindo os passos de Baby e seu professor Johnny, tornando-a manjada, repetitiva e, portanto, sem qualquer propósito. Tenho fé que a provável overdose de vídeos do gênero na web farão minha partner desistir.</p>
<p>Ou, se isso não ajudar, talvez apele para o velho discurso: &#8220;esse negócio de espetacularizar relacionamentos não é a nossa praia, lembra?&#8221;.</p>
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		<title>Chegamos aos sete anos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 23:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bloguiado]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta sexta-feira, um blog que você conhece (e provavelmente curte) completa sete anos de finca-pé no extenso planeta blogosférico. Num quatro de setembro, surgiu o primeiro post, na ainda moderna ferramenta do Blogger Brasil. O tempo lhe trouxe visibilidade e muitos amigos. Tentou levar seu blog para um condomínio cheio de gente bacana, mas num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/bloguiado.gif" align="right">Nesta sexta-feira, um blog que você conhece (e provavelmente curte) completa sete anos de finca-pé no extenso planeta blogosférico. Num quatro de setembro, surgiu o primeiro post, na ainda moderna ferramenta do Blogger Brasil. O tempo lhe trouxe visibilidade e muitos amigos. Tentou levar seu blog para um condomínio cheio de gente bacana, mas num relance, voltou às origens, colocando um de seus pés num portal familiar com nome alusivo ao conhecimento pelo diálogo. Hoje escreve pouco, mas segue firme &#8211; o que garante boas razões para comemorar ao lado de quem o acompanha há tanto tempo.</p>
<p>Pronto para dar os parabéns? Ótimo, mas não são só para mim. Lógico que estou falando do <a href="http://pirao.wordpress.com"><b>Pirão sem Dono</b></a>, capitaneado pelo MarcosVP (que também mantém o <a href="http://escudinhos.blogspot.com" target="_blank"><b>Escudinhos</b></a> e é um dos convidados do nosso <a href="http://dialetica.org/blogdacopa" target="_blank"><b>Blog da Copa</b></a>). Este espaço aqui não teve apenas a feliz coincidência de ter sido criado na mesma data do Pirão, muito menos o mérito de atravessar longos sete anos em trilhas próximas. Como ocorre na maioria destas paragens digitais, a felicidade maior é a de tê-lo encontrado pessoalmente em diversas ocasiões, como em janeiro passado.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/marmota/3336194759/" title="Beiçola e MarcosVP"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3584/3336194759_16c1ffedd3.jpg" width="400" height="300" alt="Beiçola e MarcosVP" /></a><br /><i>Beiçola e MarcosVP</i></p>
<p>Enfim, esta data especial merecia uma celebração. Foi assim quando antecipamos a festa num madrugadão &#8211; sonolento mas muito divertido. Improvisamos uma mesa de boteco no Gtalk e conversamos sobre aquilo que nos move nesse mundinho virtual.</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Fala hermano colorado.</p>
<p><b>Marmota: </b>Aeee! <img src='http://dialetica.org/marmota/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>MarcosVP: </b>Par ou ímpar, pra ver quem começa?</p>
<p><b>Marmota: </b>Eu posso começar&#8230; Hehehe! Bom, nossos blogs nasceram no mesmo dia, e também por conta disso permanecemos em contato durante estes sete anos. Os próprios blogs passaram por um caminho parecido: começaram de leve, passaram por um auge romântico, integraram um grande portal e voltaram às origens recentemente. Você acredita em astrologia?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Olha só&#8230; O bom jornalista, o que surpreende logo na primeira pergunta. Bom, recorrendo ao primeiro clichê da noite, eu diria que há mais coisas entre o céu e a terra&#8230;</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahahahaha!</p>
<p><b>MarcosVP: </b>De qualquer modo, como bom leonino com ascendente em virgem e lua em touro&#8230; Confesso que as coincidências são muitas. Tirando horóscopo de jornal, eu costumo achar os astros interessantes. Você já fez o mapa do MMM, né?</p>
<p><b>Marmota: </b>Já, sim. Foi em função do registro do primeiro post, quatro e pouco da tarde do dia quatro de setembro de 2002. Vou pesquisar o texto&#8230; É virgem com ascendente em aquário. Blé. E lua em leão &#8211; confesso que tinha algumas ressalvas ao seu signo, mas ultimamente ando tendo bons motivos pra gostar dele&#8230;</p>
<p><b>MarcosVP: </b>É&#8230; complexo. Meu primeiro post foi às 13h16, umas três horas antes do teu.</p>
<p><b>Marmota: </b>Mas enfim. Dizem que, com o passar dos anos, as pessoas vão assumindo as características do ascendente. Você se considera mais leonino, que valoriza o reconhecimento pelo trabalho, ou mais virginiano, detalhista e organizado?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Ah, a Luciana é leonina, agora que eu saquei.</p>
<p><b>Marmota: </b>Exatamente. E se eu falar mal do signo dela em público, tterei problemas&#8230;</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Cara, o mais característico de ser leonino com ascendente em virgem é ser um poço de contradições. Começa que o leão quer palco, quer aplauso. O virgem quer backstage, ou pior: não quer nem passar na porta do teatro. O Pirão sofre dessa dicotomia a vida inteira. Minha terapeuta chamaria de auto-sabotagem. Paulo Coelho define como &#8220;uma pequena chama derrotista que todos nós carregamos&#8221;. Raul Seixas chamaria de frescura, talvez. O fato é que, se a gente não aprende com sete anos de alguma experiência, não vai aprender com oito. Casamentos são bons exemplos dizem. O meu primeiro naufragou justamente depois de sete anos. Meu segundo, oficialmente, fez cinco esse ano&#8230;  Eu acho que depois de muito tempo, finalmente o Pirão não me causa mais angústia, sabia?</p>
<p><b>Marmota: </b>Ih! Será que a tal &#8220;crise dos sete anos&#8221; de fato é real em relacionamentos amorosos? Mas enfim, tirando isso de lado, faz sentido pra você a idéia de que o blog, assim como qualquer ferramenta similar, é uma extensão dos seus pensamentos, da sua maneira de lidar com o dia-a-dia?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Faz sentido. Faz principalmente porque justamente ele tem sido cada vez menos a extensão dos meus pensamentos, justamente porque a cada dia que passa eu me forço a externar menos e menos esses pensamentos. Por isso o blog tem andado devagar (porque já teve pressa) e traz esse sorriso porque já chorou demais. Sem falar que depois que se pega o jeito do twitter, a preguiça de escrever longos posts é quase infernal&#8230;</p>
<p><b>Marmota: </b>Sim sim, a agilidade do Twitter não ajuda quem gosta de escrever&#8230; Mas juntando esse autocontrole emocional com a presença do Twitter&#8230; Qual caminho você vê pro seu blog daqui em diante?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>No momento, continuar como estar. Neste exato instante eu não tenho qualquer plano para o Pirão. Outro reflexo da minha vida atual. Meu plano hoje é sobreviver, criar meus filhos, estar num pedaço só para eles. E isso inclui &#8211; talvez você ache estranho, mas não é uma loucura, garanto &#8211; não colocar em minha vida nenhum grande projeto pessoal. Isso é difícil, me dói um bocado mas é extremamente necessário no momento. Projetos pessoais de porte por agora só vão me frustrar irremediavelmente. Olhando para trás, eu tinha planos anuais para o blog. Não tenho como bancar isso, nem para o blog nem para mim. Mas isso não é uma desistência da vida. Haverá o tempo de se pensar em planos de novo.</p>
<p><b>Marmota: </b>Bom, pelo que te conheço &#8211; e até por conta do nosso último encontro, fiquei com um sorriso no rosto ao te ouvir falar em comprar instrumentos musicais pra tocar com seus filhos&#8230; E nesse sentido, não seria nada leviano dizer que sua família é um grande projeto pessoal, não?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Aaaah, sim! Com toda certeza. E posso dizer que esse &#8220;projeto&#8221;, por assim dizer, realmente tem me dado bastante alegrias e justamente nesse aspecto. O Léo, meu caçula, tem demonstrado um gosto fantástico por aprender música. A Érica, menos na teoria mas muito em compartilhar disso com a gente. O engraçado é que eu estava numa toda analógica com eles&#8230; Flautas, percussão. O Léo não larga os DVDs, pegou um MP3 player meu e tomou posse e não quer saber de outra coisa que não tocar teclado. Puro hi-tech.</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahahahahaha! Sensacional!</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Aliás, ensinar teclado ao Léo tem me feito aprender a tocá-lo, o que é ótimo.</p>
<p><b>Marmota: </b>Muito bacana! Sem dúvidas, este é um tremendo projeto pessoal&#8230; Um dia eu chego lá!</p>
<p><b>MarcosVP: </b>E nessa, eu devo um voto de gratidão ao Pirão. Foi através dele que eu conheci dois grandes tecladistas &#8211; e duas grandes pessoas: Flávio Venturini e Delia Fischer. Das utilidades do blog, fazer amigos e conhecer pessoas (valha-me, Dale Carnegie) é uma das melhores.</p>
<p><b>Marmota: </b>Antes que você me pergunte, considero esta A melhor das utilidades! Enfim, sabe que nós, jornalistas, reaquecemos uma antiga e calorosa discussão referente ao diploma de graduação, não? Algo que os publicitários nunca precisaram para exercer a profissão. Qual a sua visão sobre a formação em publicidade? E aproveitando o gancho, sente-se um jornalista por manter um blog? Hehehe!</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Bicho, sob alguns aspectos eu até já me senti um jornalista em meu blog, mas é pouco. O que eu acho que mais me define no pirão seria a definição &#8220;cronista&#8221;. E cronistas, bem esses não precisam de diploma mesmo, né? bom protuguês e tempo de janela bastam. E aí está minha idéia básica sobre essa questão dos diplomas de comunicação. Muita gente imagina que, porque sabe escrever, pode ser jornalista ou publicitário. E não pode, principalmente porque o grande equívoco dessa gente &#8211; e aí eu costumo incluir muitos probloggers nesse equívoco &#8211; e ignorar que existem técnicas para fazer esses trabalhos. Ignora-se por aí que psicologia é mais importante para se fazer publicidade que domínio da língua. De vez em quando aparece um &#8220;gênio&#8221; dos trocadilhos e das jogadinhas se arvorando um *puta* criador. E é um idiota, porque a criação é 90% psicologia do consumidor e 10% arte. A maioria dos probloggers que eu conheço viu o galo cantar e não sabe onde, direito. Acertou um tiro certo dia e continua dando o mesmo tiro na mesma direção, na esperança de acertar sempre. Isso pra mim não é entender de publicidade e marketing. É empirismo. E a internet é o paraíso dos empíricos, vai dizer? Alguns são #epicwin, mas a maioria é mesmo #megafail, hehe.</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahaha! A propósito, como você utiliza hoje seus conhecimentos na área de marketing e publicidade?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Olha, eu já sonhei em dar aulas de marketing, só para poder entrar numa sala de aula e dizer: bom dia, meu nome é MarcosVP, eu sou seu novo professor de &#8220;defesa contra as artes das trevas&#8221;&#8230;hahahaha. Agora, sério, eu trabalho como programador visual, webdesigner. O que eu uso do que aprendi é nessa área. Isso serve para os blogs também. Minha especialidade, por assim dizer, é criar visuais úteis, eficazes, com o mínimo de ruído. Isso já ajuda bastante no que faço e produzo.</p>
<p><b>Marmota: </b>Cara, e o Escudinhos? É um negócio que, tanto ou mais que o Pirão, te exige uma dedicação tremenda! Porque não é só redigir textos, mas também pesquisa de uniformes, cores, preparar os arquivos no Corel, exportar para PDF&#8230; Como é a relação com os visitantes desse blog tão específico e, ao mesmo tempo, tão bacana?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Aí é que está&#8230; ele parece que exige uma dedicação tremenda, mas nem é tanto. As artes, eu já faço há muitos anos e já tenho uns esquemas de fazê-las com rapidez. O que me custa mais é fazer os posts em si. A pesquisa é extensa sim, mas é relativamente fácil na maioria dos casos. E claro, o que mais me diverte é ter que procurar fatos e fotos de clubes obscuros, extintos, isso é o mais bacana. O caso do Maguary, antigo campeão cearense extinto em 72 e renascido agora me deu um prazer enorme. Eu fui procurado pelos atuais dirigentes, eles queriam opiniões sobre uniformes, divulgação, coisas assim. Foi muito bacana. Também tem sido muito legal conhecer desenhistas de futebol mundo afora. No mais, pela própria estrutura do site, que gera muita chave de pesquisa, a audiência é bem maior do que eu jamais tive no Pirão. Outra coisa boa é em tese, no ritmo atual, eu tenho material para publicar escudinhos por pelo menos uns&#8230; 30 anos&#8230;</p>
<p><b>Marmota: </b>Putz, e praticamente não te perguntei nada sobre música, que é um tema recorrente em seus textos! Pelo que acompanho, considero você um cara bastante eclético, interessado em diversos gêneros. Mas existe algum estilo, banda, artista que te emociona mais, que te chacoalha mais, aquele top-top?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Clube da Esquina, sempre&#8230;hehe. Tenho uma amiga que diz que eu sou o representante na terra dos mineiros chatos. É, fazer o quê? Mas eu gosto muito de rock em geral (talvez por ser guitarrista &#8211; gozado, quase não há músicos blogueiros, né?), coisas como Rolling Stones, Nirvana, Led Zeppelin, BRock, rock progressivo (aquilo que Ezequiel Neves chamava de música de penteadeira de puta). Dos mais atuais, ainda curto Oasis e Coldplay. Dos artistas que conheci nos últimos anos, Damien Rice foi o que mais me chamou a atenção. Adoro instrumental jazz-fusion, música regional nordestina, e gosto até de polly-music (essas meninas polly-like que fazem pop-roquinho-pseudo-atitude, tipo Avril Lavigne, Kelly Clarkson, Duffy, Hanna Montana, hahaha&#8230;). Confesso que não gosto de rockabilly, nem de samba, com raras exceções eu acho bossa nova chato, e não tenho visto nada de bom produzido na área do rock no Brasil, de Los Hermanos a NX-Zero. Como eu gosto de folk eu cheguei a mergulhar em Mallu Magalhães mas bati a cabeça no fundo. Era raso demais&#8230;</p>
<p><b>Marmota: </b>Bom, tenho outra curiosidade, sobre sua ligação com Fortaleza. Ainda é forte?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Minha família é de lá. Passei minha adolescência lá. Não tem como não ser. Essas últimas férias foram lamentáveis porque há mais de seis anos eu não ia para lá e quando fui, passamos &#8211; eu, Thania e Léo &#8211; o tempo todo doentes. Eu adoro Fortaleza e o Ceará em geral. Não sei se ainda sonho em morar lá. Mas visitar, sempre. Imagino que seja como sua ligação com o Rio Grande, tchê.</p>
<p><b>Marmota: </b>É, tem mais esse paralelo nosso, coincidência, ou frescura&#8230;</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Eu tenho uma teoria de que cada gentílico brasileiro tem sua alma gêmea em outro. Pelo menos três eu já tenho catalogados e provados cientificamente: gaúchos + baianos, cearenses + mineiros e paulistas + goianos.</p>
<p><b>Marmota: </b>Provados cientificamente? Uau! Como é, por exemplo, essa relação entre gaúchos e baianos?</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Simples. Eu tenho um grande amigo gaúcho que, após anos de residência na Bahia, teve seu dna completamente convertido. É hoje um baiano absurdamente legítimo.</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahaha! Sabe que uma das cidades que pretendo construir uma vida familiar é exatamente Salvador. Mas por ser meio paulista, nunca pensei em Goiás&#8230; Quanto ao namoro de cearenses e mineiros eu tenho prova ainda mais contundente. No livro &#8220;Os Sonhos não Envelhecem&#8221;, de Márcio Borges &#8211; irmão do Lô, ele descreve certo músico cearense que conheceu um dia como &#8220;bonito&#8221;. Era ninguém menos que Raimundo Fagner.</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahahahaha!</p>
<p><b>MarcosVP: </b>Pois é, os goianos são meio irmanados dos capixabas também, mas acho que a música sertaneja é um traço de união mais característico e profundo que a mania de ter empadões como comida típica&#8230;  Mas, como diria um velho conhecido nosso, tergiverso.</p>
<p><b>Marmota: </b>Hahahahahahahahahahahaha!!!</p>
<p>Se você chegou até o fim, parabéns pra você também! Mas ainda não acabou. O bate-papo prossegue no Pirão Sem Dono. O que você ainda está fazendo aqui? <a href="http://pirao.wordpress.com/2009/09/04/sete-anos"><b>Vamos lá, pô</b></a>!</p>
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		<title>Cinco “blogs-moleque” para celebrar o BlogDay</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 19:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top 5]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estava amadurecendo a idéia de &#8220;meter meu bedelho&#8221; em outras dessas celeumas infrutíferas que, vez ou outra, mobilizam algumas vozes. O debate da vez é &#8220;a morte dos blogs&#8221;. Pensei em aliar a proposta da Beth Saad, que usou o feliz termo &#8220;complementariedade&#8221; ao posicionar o blog como uma entre múltiplas ferramentas (populares ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/top5.gif" align="right" />Eu estava amadurecendo a idéia de &#8220;meter meu bedelho&#8221; em outras dessas celeumas infrutíferas que, vez ou outra, mobilizam algumas vozes. O debate da vez é &#8220;a morte dos blogs&#8221;. Pensei em aliar a proposta da <a href="http://imezzo.wordpress.com/2009/08/24/o-mais-novo-buzz-morte-da-blogsfera" target="_blank"><b>Beth Saad</b></a>, que usou o feliz termo &#8220;complementariedade&#8221; ao posicionar o blog como uma entre múltiplas ferramentas (populares ao menos até vir outra melhor), com a do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2009/08/this_is_not_an.html" target="_blank"><b>Tiagón Casagrande</b></a>, verdadeira essência de qualquer opinião sobre vida em rede: não é a tecnologia que determina sucesso ou fracasso, mas sim as pessoas. Essas que precisam dividir 24 horas entre trabalho, trânsito, estudo, leituras, almoço, jantar, namoro, novela, boteco, balada e essas traquitanas todas.</p>
<p>Então lembrei do <a href="http://www.blogday.org" target="_blank"><b>BlogDay</b></a>, que surgiu nesta singela observação de um israelense, Nir Ofir. &#8220;Nos últimos meses, eu senti que, a medida em que surgem mais blogs, perco menos tempo com eles. Com o excesso de informações, visito apenas meu blog favorito. Então por que não incentivamos nossos visitantes a conhecer novos blogs?&#8221;. Em quatro anos, certamente suas intrincadas escolhas entre uma fonte e outra o deixou ainda mais louco &#8211; ao menos acontece comigo. Mas enfim, uma perguntinha bem óbvia: se os blogs acabaram, qual o sentido do BlogDay hoje?</p>
<p>O fato é que a data (31 de agosto) coincidiu com o lançamento (<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/08/31/blog-do-planalto-nao-quer-saber-de-dialogo-com-leitores" target="_blank"><b>tardio e unilateral</b></a>) do <a href="http://blog.planalto.gov.br" target="_blank"><b>Blog do Planalto</b></a> &#8211; entre críticas e desejos de sucesso, o BlogDay foi bem lembrado. Uma busca por <a href="http://search.technorati.com/blogday2009"><b>BlogDay2009</b></a> no Technorati retorna 190 posts &#8211; parece pouco, mas em 2006, quando o meme de fato pegou, foram 300 registros. Não dá pra dizer que foi uma queda expressiva, dá?</p>
<p>Bom, o esquema do BlgDay é bem simples: encontrar cinco blogs interessantes, recomendá-los e, ao fazer isso, registrar a participação usando um link para o Technorati (<a href="http://technorati.com/tag/BlogDay2009" target="_blank"><b>http://technorati.com/tag/BlogDay2009</b></a>) e o site do projeto (<a href="http://www.blogday.org" target="_blank"><b>http://www.blogday.org</b></a>). Com algum atraso (ah, vá!), fiz minha listinha. Para filtrar apenas cinco endereços, optei por alguns que, mesmo quando há uma profusão de <a href="http://metiredesteocio.com/2009/08/20/o-que-e-um-blog-de-sucesso"><b>&#8220;blogs de sucesso&#8221;</b></a> entusiasmado com métricas, números, monetizações, posicionamentos e afins, mostram o que sabem fazer sem se preocupar exatamente com esses detalhes em primeiro plano.</p>
<p><font size="4" color="#CC0000">#5</font> <b><a href="http://blogdoprofessorpc.blogspot.com" target="_blank">Blog do Professor PC</a></b> – Conheci o Paulo Cezar Guimarães, docente do curso de comunicação da FACHA, em minha última passagem pelo Rio de Janeiro. Sabe aqueles professores gente boa, que você sempre vai lembrar ao final da faculdade? Tenho certeza de que os alunos do PC devem pensar o mesmo. Jornalista antenado e experiente, não perdeu aquele costume &#8220;das antigas&#8221;: ler e recortar artigos do impresso. Nem por isso está desconectado: há tempos não encontro um blog atualizado tantas vezes. Fiquei fã dele!</p>
<p><font size="4" color="#CC0000">#4</font> <b><a href="http://dicasdeumfucador.blogspot.com" target="_blank">Dicas de um Fuçador</a></b> – Esbarrei sem querer, um dia desses, na expressão &#8220;churnalismo&#8221;, derivado do inglês &#8220;churn out&#8221;, definindo o &#8220;jornalismo nas coxas&#8221;. Foi num texto do Marcelo Soares, responsável ainda por um <a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog" target="_blank"><b>blog sobre política</b></a> na MTV e pela tradução de um e-book do Guillermo Franco precioso sobre <a href="http://knightcenter.utexas.edu/como_web.php" target="_blank"><b>texto na web</b></a>. Virou referência em apuração jornalística, cuidado com a palavra, coisinhas que vez ou outra a gente esquece. É mais um que aprendi a admirar.</p>
<p><font size="4" color="#CC0000">#3</font> <b><a href="http://resenhaem6.blogspot.com" target="_blank">Resenha em 6</a></b> – Reparou que, até agora, só falei em pessoas, né? A vida brinca com destinos de um jeito interessante: a primeira metade dos 90 reuniu, numa sala de aula de eletrotécnica, alguns caras como o <a href="http://dialetica.org/bigodedodragaogordo" target="_blank"><b>Marcelo</b></a>, o <a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto" target="_blank"><b>Leonardo</b></a> e o Fernando &#8211; um dos autores deste blog bacana, onde o pré-requisito de seus autores é resenhar produtos, serviços e afins em no máximo seis linhas. É como no combalido <a href="http://dialetica.org/7seg" target="_blank"><b>Sete segundos</b></a>, mas sempre movimentado: os caras já ultrapassaram as mil resenhas!</p>
<p><font size="4" color="#CC0000">#2</font> <b><a href="http://www.euemeuegogrande.com" target="_blank">Eu e meu Ego Grande</a></b> – O autor chama-se Leonardo Luz. Escritor. Roteirista. Crônicas. Enfim, um cara que gosta de escrever. É o suficiente. Agora vai lá ver (se é que você já não conhece), antes que o ego dele infle a ponto de ficar parecido com outros blogs aí.</p>
<p><font size="4" color="#CC0000">#1</font> <b><a href="http://tudopalhaco.blogspot.com" target="_blank">Homem é Tudo Palhaço</a></b> &#8211; Pense num blog que começou lá pelos idos de 2002, já concorreu ao IBest, é citado em cadernos de cultura da mídia tradicional, permanece focado num assunto que gera discussões intermináveis e, mesmo depois de tanto tempo, segue na mesma toada &#8211; tudo bem que, em alguns casos, difamando nós homens injustamente. Mas ainda assim, divertidíssimo. Perguntem pro quarteto formado por Ana Paula, Nara, Roberta e Vanessa se os blogs realmente acabaram.</p>
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<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:dnMXMwOfBR0"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?d=dnMXMwOfBR0" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:F7zBnMyn0Lo"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?i=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:F7zBnMyn0Lo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:M44sfhExKog"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?d=M44sfhExKog" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:nYbcSNZMOlY"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?d=nYbcSNZMOlY" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?a=nTHOszepZfk:hYDIrNejR5U:0-5TX4maA7Y"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/marmota?d=0-5TX4maA7Y" border="0"></img></a>
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		<title>Vai, Barrica: talvez seja melhor esperar o Massa…</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 02:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte Esportivo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;E o post sobre a vitória do Rubinho, hein? Todos aguardamos ansiosamente. Vai, Barrica!!!&#8221;. Foi assim que o @fabiomatos_ lembrou a mim o tempo que passei sem escrever sobre Fórmulla 1 por aqui. Foi num tempo em que a polêmica da temporada era o difusor da Brawn GP, onde todos se perguntavam &#8220;até quando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/ee.gif" align="right" />&#8220;E o post sobre a vitória do Rubinho, hein? Todos aguardamos ansiosamente. Vai, Barrica!!!&#8221;. Foi assim que o <a href="http://twitter.com/fabiomatos_"><b>@fabiomatos_</b></a> lembrou a mim o tempo que passei sem escrever sobre Fórmulla 1 por aqui. Foi num tempo em que a polêmica da temporada era o difusor da Brawn GP, onde todos se perguntavam &#8220;até quando a Brawn GP reinaria sozinha nas pistas&#8221;.</p>
<p>Pois é. Já passamos pela 12ª prova. Deu tempo de todas as escuderias alcançarem a antiga &#8220;favorita&#8221; (inclusive a endividada Force India, que chegou a um inédito segundo lugar neste domingo!); tempo para Jenson Button perder pontos importantes e se ver ameaçado pelo companheiro de equipe ou ainda por Vettel e Webber, pilotos de outro fenômeno de 2009, a Red Bull; tempo para o favorito da maioria, Felipe Massa, ter seu capacete alvejado por uma mola serelepe e fazer um país torcer por sua recuperação; tempo de ver Schumacher ensaiar um retorno mas, aos 40 do segundo tempo, dar lugar a Luca &#8220;Badyouare&#8221;, como dizem os ingleses; e finalmente, tempo da relação pessoal entre Flavio Briatore e Nelsinho Piquet culminar com a demissão do piloto &#8211; o que pode ter revelado uma das histórias mais absurdas que já ouvi: afinal, o brasileiro rodou a pedido da Renault para provocar a presença do &#8220;carro madrinha&#8221; e ajudar o então vencedor do GP de Cingapura em 2008, Fernando Alonso?</p>
<p>Mas enfim. Diante destes acontecimentos todos, sobrou uma razão para os brasileiros acordarem cedo nas manhãs de domingo. Ok, existem outras além da que me refiro. Mas é sempre conveniente lembrar de um sujeito que nasceu pobre, passou maus bocados e suou muito até subir de categoria e passar por maus bocados na Jordan, na Ferrari&#8230; Talvez um dos maiores erros de sua carreira seja falar demais, como assumir a responsabilidade após a morte do Senna&#8230; Ou acreditar realmente que pode ser o campeão mundial da temporada.</p>
<p>Então veio o GP de Valencia, aquele onde Schumacher estrearia, o primeiro após Rubinho tentar &lt;piada fraca&gt;pregar uma peça&lt;/piada fraca&gt; no amigo. Ao final, o nosso Barrica venceu &#8211; foi a centésima vitória brasileira na história da F1, e a décima na carreira do próprio. No pódio, a McLaren de Robinho e a Ferrari de Kimi, como há muito não se via neste ano.</p>
<p>Assim, caí na besteira de acordar bem cedo neste domingo. Afinal, aquele cara que fez os melhores tempos da pré-temporada, quase aposentado mas que está prestes a ser confirmado na Brawn GP em 2010, poderia realmente vencer outra vez. Ou marcar pontos e torcer para Button capotar ou algo assim. O quarto lugar no grid do tradicional circuito de Spa-Francorchamps e a estratégia interessante (pouco combustível para sair à frente de três carros mais lentos) realmente me entusiasmou.</p>
<p>Aí sua embreagem deu pau, e Rubinho travou na largada pela terceira vez este ano, mostrando que continua o mesmo Rubinho de sempre.</p>
<p>Mas a zica durou pouco. O acidente pós-largada, envolvendo os calouros Romain Grosjean e Jaime Alguersuari, fizeram um favor a Barrichello: Hamilton e Button também caíram fora. O Safety Car também ajudou Barrica, que mudou sua estratégia em busca de recuperação. Seguiu firme, chegou a fazer uma bela ultrapassagem em Webber até chegar em sétimo &#8211; poderia ser um sexto lugar e três pontos ao invés de dois, não fosse uma nova &#8220;zicada&#8221;. Perto de alcançar Kovalainen, viu seu motor fumegar. O vazamento de óleo fez com que Barrica chegasse no sufoco, com direito a incêndio após a bandeirada.</p>
<p>No fim das contas, não foi ruim. Bom pro Barrica e pro Raikkonen, que levou a escuderia italiana pela primeira vez à vitória em 2002. Aliás, deu Ferrari de ponta a ponta, já que &#8220;Badyouare&#8221; foi o último. Mas enfim, bem que o Massa podia estar na Bélgica, mostrando a todos como se faz.</p>
<p>(Para acompanhar e entender de verdade o mundo do automobilismo, leia a <a href="http://www.velocidade.org" target="_blank" title="Pena que torce para o Grêmio..."><b>Bárbara Franzin</b></a>, o <a href="http://jovempan.uol.com.br/blogs/f1" target="_blank" title="Dentro e fora das pistas!"><b>Felipe Motta</b></a>, o <a href="http://www.blogdocapelli.com.br" target="_blank" title="Autor de charges bárbaras"><b>Ivan Capelli</b></a>, o <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/livio" target="_blank" title="Gente boa e entendido do ramo"><b>Livio Oricchio</b></a>, o <a href="http://fabioseixas.folha.blog.uol.com.br" target="_blank" title="Não, não é o dono do Camiseteria"><b>Fábio Seixas</b></a> e o <a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/" target="_blank" title="Não confio em quem torce pra Lusa"><b>Flávio Gomes</b></a>).</p>
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