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	<title>Memórias Fracas</title>
	
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	<description>Pitacos sobre jornalismo, cultura e televisão.</description>
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		<title>Você deveria assistir The Newsroom</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2012 01:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[The Newsroom]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou lhes devendo um breve comentário sobre &#8220;The Newsroom&#8221;, a nova boa série da HBO que estreou há pouquíssimo tempo no Brasil. Venho assistindo desde que pintou nos canais alternativos, ou seja, desde que estreou nos Estados Unidos e caiu na internet. Mas a verdade é que, só de assistir ao trailer da produção há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou lhes devendo um breve comentário sobre &#8220;The Newsroom&#8221;, a nova boa série da HBO que estreou há pouquíssimo tempo no Brasil. Venho assistindo desde que pintou nos canais <em>alternativos</em>, ou seja, desde que estreou nos Estados Unidos e caiu na internet. Mas a verdade é que, só de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wC8ovJYAU3U">assistir ao trailer</a> da produção há alguns meses, eu me empolguei com a proposta da série. Como o nome sugere: conta-se a história por trás de uma redação de canal noticioso.<span id="more-2386"></span></p>
<p>Imagine que várias câmeras ficassem 24h na redação da CNN, lá em Atlanta, ou mesmo na da Globonews, no meu Rio de Janeiro. Mais ou menos assim que Aaron Sorkin, o criador de &#8220;The West Wing&#8221;, conta a história de um importante e pouco valorizado ofício. De jornalista, evidentemente.</p>
<div id="attachment_2388" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2388" title="the-newsroom" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/09/the-newsroom.jpg" alt="" width="520" height="329" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Tem até o geniozinho do computador</p></div>
<p>&#8220;The Newsroom&#8221; é bom porque mexe com aqueles objetivos que um <em>foca</em> teve ao ir para a faculdade de Jornalismo pela primeira vez. Eu, que me encontro no limbo de um quinto ano de faculdade por conta do TCC (até o fim do ano sai!), devo dizer que vi muito ânimo se injetar nessa alma de repórter depois que assisti a alguns episódios. Temos uma guardiã proeminente da ética e do bom Jornalismo, a senhorita Mackenzie McHale (Emily Mortimer), que seria um verdadeiro sonho de consumo como editora-chefe para a maioria de nós.</p>
<p>E tem ainda o Will McAvoy (vivido por Jeff Daniels). Carrancudo, cansou de fazer as perguntas que interessam em prol de uma audiência estabilizada. Não incomoda ninguém – quase comparável ao imortal Larry King, ex-CNN. Agora, com o retorno de MacHale, ele se vê desafiado a colocar no ar um jornal que mostra aquilo que poucos querem ver. Os poucos que decidem o futuro de uma nação, se depender do discurso polido da produtora executiva.</p>
<p>Há muito romance no modo de retratar o Jornalismo. Poucas são as vezes em que a realidade dos números, da audiência cruel que determina quais programas ficam e quais saem, se apresenta. De resto, os dramas pessoais de vários personagens acontecem quase que diariamente numa redação de estação de televisão a cabo.</p>
<div id="attachment_2389" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2389" title="machale" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/09/machale.jpg" alt="" width="520" height="358" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">MacKenzie McHale coloca ordem na casa</p></div>
<p>A gente vê que são seres humanos. Eles decidem como nós, os espectadores, tomamos conhecimento dos fatos mais importantes do dia. São também aqueles que direcionam a agenda da sociedade, as discussões. Ainda que o façam com a melhor das intenções e munidos de anos de prática, às vezes as coisas saem de controle. Justamente nessa hora que &#8220;The Newsroom fica mais interessante&#8221;. Você deveria assistir.</p>
<p>Ah, sim. Os episódios dependem de fatos externos, ocorridos no nosso mundo &#8220;real&#8221;. Mais uma forma encontrada pelos produtores de forçar o diálogo entre a ficção e o noticiário que realmente acontece dia após dia.</p>
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		<title>Respeite a faixa amarela</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jun 2012 18:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo dia a gente se depara com os tradicionais avisos de observar a faixa amarela, não cruzar a faixa de pedestre antes da hora, mind the gap, e daí por diante. Chega a ser irritante! Devíamos saber de cabeça esses avisos todos. Porém, sempre tem alguém para transgredir os avisos &#8212; tenho certeza que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo dia a gente se depara com os tradicionais avisos de observar a faixa amarela, não cruzar a faixa de pedestre antes da hora, <em>mind the gap</em>, e daí por diante. Chega a ser irritante! Devíamos saber de cabeça esses avisos todos. Porém, sempre tem alguém para transgredir os avisos &#8212; tenho certeza que não é você, caro amigo.</p>
<p>Voltando a falar da mais recente viagem aos Estados Unidos, lembrei nessa semana de um episódio bastante curioso num dos quatrocentos ônibus que a companhia Disney opera por lá. Era por volta das oito da noite quando o veículo parou para pegar os hóspedes do hotel dispostos a se deixarem tocar pela magia dos parques (outro dia falo sobre isso). Tudo muito bem, todos embarcaram. Tinha um japonês que não observou a faixa amarela que separava o resto do ônibus da área reservada ao motorista. Acredite, o senhor que pilotava o carro só deu partida quando o japonês ouviu seus reclames e deixou de transgredir o sinal de segurança.</p>
<p>Pareceu-me a princípio um motivo bobo para implicar com o japonês. Duvido que alguém corra mais riscos por estar com os pés em cima da faixa amarela. Talvez seja até mais seguro porque fica mais próximo da porta. E quem disse que isso importa? Regras são regras e devem ser respeitadas.</p>
<p>Percebi um contraste muito forte com aquilo que a gente vê no cotidiano no Brasil. Até parece que um motorista de ônibus vai se importar que os passageiros ficaram um tanto espremidos e, devido a isso, podem ultrapassar a faixa de segurança. Ou que alguém sentou no degrau que dá acesso à saída do coletivo. Não é assim que a banda toca.</p>
<p>Longe de mim dizer que os americanos são perfeitos nesse aspecto. O jeitinho brasileiro, algo exclusivo de nossa terra, nos garante uma flexibilidade que ajuda em vez de atrapalhar em muitos momentos. Em outros, porém, só prova que para tudo se dá um jeito &#8212; ainda que signifique burlar as tais regras. Talvez nos falte respeitar com mais intensidade a faixa amarela. Assim o jogo fica igual para todos.</p>
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		<title>Como vai você?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jun 2012 20:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[– Olá, como você vai? – Oi, bem. E você? – Olha, um pouco cansada depois de tanto tempo em pé aqui na loja. Esse diálogo se desenrolou numa loja de duty free no aeroporto internacional de Miami. Fui lá a trabalho – uma das vantagens de ser jornalista – para cobrir um assunto de informática. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>– Olá, como você vai?</p>
<p>– Oi, bem. E você?</p>
<p>– Olha, um pouco cansada depois de tanto tempo em pé aqui na loja.</p>
<p>Esse diálogo se desenrolou numa loja de <em>duty free</em> no aeroporto internacional de Miami. Fui lá a trabalho – uma das vantagens de ser jornalista – para cobrir um assunto de informática. Aproveitei, claro, para ter o máximo de contato possível com o idioma falado na terra do Tio Sam. Fiquei instigado com o hábito de perguntar &#8220;como vai você?&#8221; tão comum entre os americanos.</p>
<p>Para mim, que fiz muitos anos de curso de inglês mas nunca tinha ido para a América, existia a impressão de que seria um exagero da polidez que os cursos insistiam em reforçar. Muito pelo contrário. Veio a grata surpresa quando, ao responder como estava eu, meus interlocutores fizeram comentários sobre o que quer que eu tenha respondido e também falavam de suas próprias vidas.</p>
<p>Não era algo robótico, sabe?</p>
<p>Pode até ser que algumas pessoas perguntem por hábito. A maioria, porém, fazia disso uma forma de &#8220;quebrar&#8221; o gelo inicial e já enveredar para o que poderia resultar em uma boa conversa. Na maior parte do tempo ficava nessa troca rápida de conversa. Também teve vezes em que a outra pessoa e eu ficamos por vários minutos papeando. Como a moça do diálogo acima, uma vendedora numa loja em vias de encerrar o expediente.</p>
<p>Engraçado como os americanos têm essa facilidade em se conectar com outra pessoa que não conhecem. Do nada, simplesmente alguém aparecia puxando assunto. Desde o desempenho do presidente Barack Obama até as minhas impressões sobre determinado assunto de tecnologia.</p>
<p>Cá no Brasil muitas vezes o que se vê são atendentes robóticos que não perdem tempo nem para te desejar um bom dia. Oras, bom dia para quem?! Tem gente que pensa assim. Do alto de sua vida medíocre, dispõe-se a tratar os outros da pior maneira possível. Acaba sendo também mal tratada e nisso gira um círculo (ou ciclo) sem fim.</p>
<p>Gostei. Ponto para a América.</p>
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		<title>Drive – Crítica</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 13:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>

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		<description><![CDATA[Na segunda eu comentei minha grata experiência de assistir a &#8220;A Dama de Ferro&#8221; com a inigualável Meryl Streep. Hoje eu tenho que soltar os cachorros em cima de outra produção cinematográfica que até concorreu ao Oscar em edição de som mas não levou: &#8220;Drive&#8221;. Que baita filme ruim! Faço a ressalva de que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda eu comentei minha grata experiência de assistir a &#8220;<a href="http://memoriasfracas.com/a-dama-de-ferro-critica/">A Dama de Ferro</a>&#8221; com a inigualável Meryl Streep. Hoje eu tenho que soltar os cachorros em cima de outra produção cinematográfica que até concorreu ao Oscar em edição de som mas não levou: &#8220;Drive&#8221;. Que baita filme ruim!</p>
<p>Faço a ressalva de que a proposta do filme pode não se adequar ao meu gosto por cinema. Sempre há esse risco.</p>
<div id="attachment_2341" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2341" title="Ryan Gosling em &quot;Drive&quot;" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/poster-drive.jpg" alt="" width="640" height="394" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Ele faz essa mesma cara durante o filme inteiro. Direto da Escola &quot;Kristen Stewart&quot; de Atores.</p></div>
<p>A resenha impressa naquele jornalzinho da rede Cinemark era interessante: um dublê de cinema durante o dia assumia o papel de motorista de aluguel à noite para ajudar bandidos na fuga. Tudo bom, parecia um filme de ação. <em>Pffff</em>. Na verdade, até tem muitas disputas de carro. Porém, estraga no que se refere aos personagens.</p>
<p>O Ryan Gosling, prodígio do mundo do cinema, protagoniza sem soltar praticamente nenhum pio. Aposto que o roteiro resumindo as falas dele não passou de duas laudas — sim, eu escrevo &#8220;lauda&#8221; de vez em quando. O personagem é apático e sem graça na maior parte do tempo.</p>
<p>A produção é tão desastrosa que nem uma mocinha bonita conseguiram arrumar. Puseram uma <a href="http://www.imdb.com/name/nm1659547/">moça mais ou menos</a>, algo bem incomum na época das Angelinas Jolies e Megans Foxes que Hollywood paga tão bem para manter a forma e a beleza.</p>
<p>&#8220;Drive&#8221; tem uma história boa, porém mal executada. Eles insistem demais em músicas, músicas, músicas para momentos que claramente comportariam falas, diálogos. O espectador fica sem saber o que o motorista pensa até que ele senta a mão na cara de outra bandida. Ou se irrita e solta ameaças para um amigo de longa data, colocando-o contra a parede. Parece bondoso, mas quando estoura, não sobra para ninguém.</p>
<h3>Resumindo&#8230; Não assista!</h3>
<p>Passe longe de &#8220;Drive&#8221; no cinema e o ignore solenemente quando chegar à prateleira da sua locadora de bairro. Talvez valha à pena assistir quando sair na televisão por assinatura ou no Netflix. Eu não me arriscaria.</p>
<h3>Outra opinião</h3>
<p>A Vivi Maurey disse no Twitter que &#8220;Drive&#8221; é lento, mas ela gostou. Leia a <a href="http://www.vivimaurey.com.br/critica-drive/">crítica publicada pela Vivi</a> faz uma semana e julgue por si próprio.</p>
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		<title>A Dama de Ferro – Crítica</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 11:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez a Academia faz jus à responsabilidade de entregar um Oscar de melhor atriz. A preferida de sempre Meryl Streep aparece impecável em &#8220;A Dama de Ferro&#8221;, filme a que assisti na semana passada, mas só agora tive o tempo para colaborar com meus dois quinhões sobre o assunto. &#8220;A Dama de Ferro&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez a Academia faz jus à responsabilidade de entregar um Oscar de melhor atriz. A preferida de sempre Meryl Streep aparece impecável em &#8220;A Dama de Ferro&#8221;, filme a que assisti na semana passada, mas só agora tive o tempo para colaborar com meus dois quinhões sobre o assunto.</p>
<p>&#8220;A Dama de Ferro&#8221; é Meryl Streep. Recomendo vivamente para quem quer acompanhar uma atuação primorosa dessa notável atriz.</p>
<div id="attachment_2329" class="wp-caption aligncenter" style="width: 516px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/iron-lady.jpg"><img class="size-medium wp-image-2329 " title="Pôster de &quot;A Dama de Ferro&quot;" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/iron-lady-506x320.jpg" alt="" width="506" height="320" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Cabelo inabalável de pôr inveja à notável Cassandra Mathias Salão</p></div>
<p>O conteúdo do filme em si é algo que eu deixo para os historiadores. Há diversos relatos de erros cometidos pelo roteiro e pela direção. Sinceramente? Algo que não me fez falta. Quando quero uma reportagem de fôlego, acho mais prático ir direto no Discovery Channel ou similar. O cinema nos últimos tempos não tem sido uma fonte exatamente precisa de filmes que seguem à risca o que de fato aconteceu. Até porque a própria história em muitos momentos mostra-se questionável (os adeptos da teoria da conspiração que o digam).</p>
<p>Penso que o filme vale muito mais pelas caras, bocas, olhares, tons de voz da Margaret Thatcher vivida pela senhora Streep.</p>
<p>No início vem a dúvida: a mulher idosa mostrada na tela grande já é Streep? A maquiagem e os adereços são posicionados de uma forma que o ponto de interrogação permanece na face do espectador por um tempo. Até que a dama de ferro do título abre a boca. Meryl Streep abre a boca. E não restam mais dúvidas.</p>
<p>Durante todo o tempo conhecemos a pretensa intimidade, os conflitos pessoais e os momentos de tensão da maior líder (talvez a Rainha Victoria entre nesse páreo) que a Inglaterra já viu. Uma mulher de fibra, sem sombra de dúvida. Pulso firme &#8212; não por acaso levou o famoso apelido. Claro que, nem por isso, há pontos criticáveis na atuação política de Thatcher. Felizmente, não podemos dizer o mesmo da atuação cinematográfica de Streep.</p>
<h3>Algo a construir</h3>
<p>Em dado momento, numa entrevista à televisão, a Thatcher do filme volta de uma viagem aos Estados Unidos e comenta o que viu de mais interessante do outro lado do Atlântico, na ex-colônia. Fala da capacidade dos americanos de objetivarem e perseguirem um futuro. Essa é a regra na América. Enquanto isso, diz Thatcher, a Europa se prende na sua história.</p>
<p>Devo dizer que essa foi uma das sensações mais latentes após retornar da minha primeira e por enquanto única visita a Londres, em outubro passado. Parece que os ingleses não têm com o que se preocupar. A economia segue mal. Ainda assim, estão sempre mais interessados na família real e besteiras similares.</p>
<div id="attachment_2330" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/londres-jardim.jpg"><img class="size-medium wp-image-2330" title="Praça em Londres (Foto: Thássius Veloso)" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/londres-jardim-480x320.jpg" alt="" width="480" height="320" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Grande preocupação dos londrinos: manter as praças impecáveis.</p></div>
<p>Não é para menos: a Inglaterra de Thatcher não tinha grandes preocupações sobre o que construir e parece-me que continua nesse pé. Visão de quem enxerga no Brasil uma série de melhorias necessárias, em todos os sentidos. Por lá está acertado na questão da educação, saúde, moradia etc.</p>
<p>Digamos que os ingleses têm mais oportunidade e tempo de se aborrecer com o chá das cinco ou com os atrasos milimétricos dos trens de metrô. Problemas maiores passaram.</p>
<p>Só que a Thatcher viu nos anos 80 que, quando tudo parece bem, problemas podem surgir. E o primeiro-ministro atual, do alto de sua libra poderosíssima, passa pela mesma pindaíba (dadas as proporções).</p>
<h3>Resumindo&#8230; Assista!</h3>
<p>&#8220;A Dama de Ferro&#8221; é um filme sobre superação pessoal e sobre a vitória da mulher nesse mundo machista. Caiu bem assisti-lo em plena semana de Dia Internacional da Mulher.</p>
<p>Recomendo que o assista, seja no cinema ou no DVD, em casa. Por Streep e pela personagem Thatcher. O resto é secundário. É história. Se queres história, melhor correr para os livros.</p>
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		<title>Visual novo e finalmente uma linha editorial (ou quase)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias Fracas]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns repararam. Outros não. Enfim, o Memórias Fracas está de visual novo. Depois de tantos anos usando um tema feito pelo estúdio WooThemes e adaptado pelo competentíssimo designer Leandro Alonso, foi tempo de mudar. Agora o site está mais limpo, bem arejado, pendendo para o minimalismo que nos acostumamos a ver na internet. A escolha do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns repararam. Outros não.</p>
<p>Enfim, o <strong>Memórias Fracas</strong> está de visual novo. Depois de tantos anos usando um tema feito pelo estúdio <a href="http://www.woothemes.com/">WooThemes</a> e adaptado pelo competentíssimo designer <a href="http://leandroalonso.com/">Leandro Alonso</a>, foi tempo de mudar. Agora o site está mais limpo, bem arejado, pendendo para o minimalismo que nos acostumamos a ver na internet.</p>
<p>A escolha do novo tema, desenvolvido pelo <a href="http://www.wpshoppe.com/shop/sleeek/">WP Shoppe</a>, reflete a minha decisão de tornar esse espaço ainda mais autoral de um jeito que não é faz anos. <strong>Memórias Fracas</strong> é uma folha em branco na qual eu pretendo despejar algumas de minhas ideias, para que você debata comigo. Todos aprendendo um com o outro.</p>
<div id="attachment_2322" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2322" title="Movido a WordPress" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/03/memorias-screen-novo2.jpg" alt="" width="640" height="400" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Movido a WordPress</p></div>
<p>Tenho uma espécie de linha editorial a seguir. Um norte para abastecer o <strong>Memórias</strong> de conteúdo sem me perder em meio ao tanto de coisas que a vida moderna e os meios de comunicações nos oferecem. Por vezes ficamos afogados em informação e não sabemos o que vale comentar ou não. Fujo dessa situação ao me amparar em três temas principais.</p>
<p>Jornalismo, cultura, televisão. Está abaixo do nome do site e figura no menu imediatamente ao lado. Esses são assuntos pelos quais pretendo me alongar futuramente. Menos tecnologia, visto que escrevo tanto sobre isso noutros cantos, mas pode ser que alguns artigos versem sobre o assunto. São temas do meu maior interesse e pelos quais sou de alguma forma reconhecido nas mídias sociais que frequento — alguns companheiros de rede me confidenciaram.</p>
<p>Trocando em miúdos, o site volta à ativa promovendo discussões e debates de ideia. Você é o meu principal convidado para ler e depois comentar. Disseminar os artigos na rede também é bem-vindo na era do Twitter e do Facebook. Dois pequenos botões posicionados ao lado do primeiro parágrafo permitem <em>socializar</em> aquilo que você lê.</p>
<p>Obrigado pela sua companhia de sempre.</p>
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		<title>Li e gostei do Manual de Redação CBN</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[CBN]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Globo]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida e agradável leitura.</p>
<p>Devorei-o. Ele não é lá muito grande, o que ajuda. Mas é bom. Parece que os responsáveis por ele (a organizadora é Mariza Tavares, diretora da CBN) aproveitaram o próprio livro para por em prática o texto para rádio — curto, leve, eficaz.<span id="more-2202"></span></p>
<div id="attachment_2201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2201" title="Capa do Manual de Redação CBN" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/01/20120123-231526.jpg" alt="Capa do Manual de Redação CBN" width="300" height="364" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa</p></div>
<p>O manual da CBN traz todos os detalhes sobre o conceito de jornalismo da CBN, de como lidam com certas situações, de como fazem a divisão entre programação local e de rede. Enfim, esclarece diversos pontos com simplicidade.</p>
<p>Descobri pelo livro que a rádio mantém dois estúdios em São Paulo. Geralmente é da capital paulista que a cabeça de rede acontece durante a maior parte do dia, com o que é gerado na pauliceia sendo transmitido para o resto do país. Aí entram as inserções locais nos horários combinados. E para que dois estúdios? Quando há notícia urgente na cidade, um dos estúdios ganha programação local e o outro segue liderando a rede.</p>
<p>Curioso pensar que, em tempos de globalização, o local ainda tem tanta importância. No rádio acontece assim faz tempo. Há quem diga que a televisão vai pelo mesmo caminho.</p>
<p>Além de todos os verbetes sobre texto jornalístico para rádio, orientações para redes sociais e muito mais, o manual em questão traz anexos sobre economia e política. Bastante úteis pela consulta rápida, mesmo nos tempos de Wikipedia disponível a um clique.</p>
<p>Senti falta de duas coisas: a reprodução dos <a href="http://memoriasfracas.com/principios-editoriais-da-globo/princípios"> princípios editoriais das Organizações Globo</a> e comentários sobre a briga da CBN com &#8220;A Voz do Brasil&#8221;, aquele programa feito pelo governo que quebra a programação de rádio no início da noite. Parece-me que a CBN tem liminar para transmitir noticiário urgente mesmo se &#8220;A Voz&#8221; estiver no ar. Infelizmente não há qualquer comentário sobre o assunto no livro.</p>
<p>Custou próximo R$ 25 ou algo assim. Barato frente a outros manuais de redação maiores e mais completos. Li e gostei.</p>
<p>Depois de le-lo disparei uma mensagem para a Mariza Tavares comentando como havia gostado do livro. Resposta dela: &#8220;O jornalismo é uma atividade fascinante, você vai ver.&#8221; Estou vendo.</p>
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		<title>Meu mantra de todos os dias</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 23:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>

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		<description><![CDATA[O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe width="1040" height="585" src="http://www.youtube.com/embed/n5LuD2CFhYE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta torcer para que encontrem outro site, escritor, serviço ou o que quer que seja que faça o serviço por completo.</p>
<p>A nós, pobres profissionais das palavras, segue a missão de escrever para aqueles que querem nos ler.</p>
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		<title>Dos cartões natalinos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 02:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla de três letrinhas que está por vir.<span id="more-2187"></span></p>
<p>Sendo geek e editor de um site de tecnologia, digo que para essas ocasiões ainda prefiro o bom e velho cartão. Como o que eu recebi hoje, de uma gentileza sem tamanho, e de uma pessoa que – confesso – não imaginaria que me endereçaria uma belezoca dessas.</p>
<p>Cartão de Natal tem seu valor porque a pessoa se dispôs a ir a uma loja, escolher o cartão bonito, talvez até o envelope que vai proteger a mensagem de boas festas dos olhares do carteiro.</p>
<p>Aí chega o momento de escrever a mensagem. Hummm, intimista demais ou cordial? Com votos para a família inteira ou somente para o sujeito que você de fato conhece? (Preocupação importante nos tempos pós-modernos que vivemos, nos quais famílias se fazem e se desfazem sem que a gente nem perceba – a menos que esteja anunciado no Facebook).</p>
<p>A beleza dos cartões de Natal é justamente essa: você se dispôr a parar a sua vida corrida e atribulada para mandar uma mensagem muitas vezes repetitivas ou manjadas para uma pessoa querida</p>
<p>Dizem que o que conta é a intenção. O ditado referente aos presentes de aniversário e congêneres vale bem para os cartões natalinos. Ainda que sem mensagem alguma, exceto aquela já impressa, só a assinatura da pessoa que comprou, escreveu o endereço, postou nos correios e depois torceu para a correspondência enfrentar e vencer qualquer greve da categoria durante o período está valendo.</p>
<p>Sou adepto dos recursos digitais para agilizar a vida. Mas não abro mão de mandar meus cartões de Natal ao fim do ano. Nem de recebê-los. É um prazer dedicar uma mensagem de boas festas a alguém, e uma alegria ter para quem mandar o pedaço de papel que podia dizer pouco, mas chega berrando gentileza.</p>
<p>E se você me mandou um desses – ou pretende mandar, depois de ler o texto: muito obrigado!</p>
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		<title>Nada se vê por aqui</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Dia Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Globo]]></category>

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		<description><![CDATA[O famoso &#8220;padrão Globo&#8221; para o Jornalismo não admite marcas. &#8220;O diretor dessa empresa&#8221;, &#8220;foram flagrados em uma rua da Zona Sul&#8221;, e assim sucessivamente. Até aí, tudo bem, é direito deles não citar ativamente uma marca porque ela não pagou pela aparição na emissora de maior audiência do país. Só que tem horas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O famoso &#8220;padrão Globo&#8221; para o Jornalismo não admite marcas. &#8220;O diretor dessa empresa&#8221;, &#8220;foram flagrados em uma rua da Zona Sul&#8221;, e assim sucessivamente. Até aí, tudo bem, é direito deles não citar ativamente uma marca porque ela não pagou pela aparição na emissora de maior audiência do país. Só que tem horas que extrapola.<span id="more-2180"></span></p>
<p>No &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, o telejornal matinal da Globo, uma reportagem falava sobre a ação de bandidos no Rio de Janeiro. Entre os itens apreendidos pela polícia, uma série de SIM Cards de telefonia. Aqueles utilizados por operadoras que adotam a tecnologia GSM em suas respectivas redes.</p>
<p>Em vez de mostrar os chips, a imagem sofreu um Blur violentíssimo. Por segundos – 1 segundo custa bem caro na emissora carioca – o espectador desejoso de se informar deu de cara com formas borradas na tela da sua televisão. Dava para perceber objetos com um vermelho forte no centro, nada mais que isso. Em se tratando de telefonia, acho que você já descobriu qual operadora teve sua marca apagada dali.</p>
<div id="attachment_2192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/chip-bom-dia-brasil.png"><img class="size-medium wp-image-2192" title="chip-bom-dia-brasil" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/chip-bom-dia-brasil-510x243.png" alt="" width="510" height="243" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">No &quot;Bom Dia Brasil&quot;</p></div>
<p>Curiosamente, a mesma reportagem tinha ido ao ar minutos antes no &#8220;Bom Dia Rio&#8221;, o matinal local para o Rio de Janeiro. Só que sem o tal do Blur. (<a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/inspetores-sao-presos-com-drogas-que-seriam-levadas-para-presidios.html">vídeo aqui</a>)</p>
<div id="attachment_2182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 341px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2182" title="globo-chip-claro" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/globo-chip-claro.png" alt="No &quot;Bom Dia Rio&quot;" width="331" height="244" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">No &quot;Bom Dia Rio&quot;</p></div>
<p>Precisava disso no &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;?</p>
<p>Como eu disse, uma coisa é evitar citar uma marca. Outra é manipular uma imagem, sabe-se lá por quais motivos.</p>
<p><strong>Atualização</strong></p>
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