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	<title>Mesma Patota</title>
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	<description>o blog que gostar&#237;amos de ler.</description>
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		<title>Os problemas estruturais do Brasil — hipermercados e shoppings</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 02:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peternelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que os problemas do Brasil são incontáveis, mas tenho que começar por algum lugar. O caso dos hipermercados e shoppings no Brasil é fácil de ser notado e vou comentar um pouco sobre isso. Primeiro de tudo, dê uma olhada na foto acima. Ela é de um Carrefour na França. Provavelmente você deve achar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2012/03/Carrefour-na-Franca.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-367" title="Carrefour-na-Franca" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2012/03/Carrefour-na-Franca.jpg" alt="" width="600" height="399" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dizem que os problemas do Brasil são incontáveis, mas tenho que começar por algum lugar. O caso dos hipermercados e shoppings no Brasil é fácil de ser notado e vou comentar um pouco sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-366"></span>Primeiro de tudo, dê uma olhada na foto acima. Ela é de um Carrefour na França. Provavelmente você deve achar muito semelhante com algum desses no seu bairro que você conhece. No seu bairro. E é aí que começa o problema. Nos países desenvolvidos<span style="color: #c0c0c0;">/ricos/superiores/queremos nos mudar pra lá </span>os hipermercados desse porte estão em grandes autoestradas, distante dos bairros locais.</p>
<p style="text-align: justify;">A permissão brasileira pra que haja tais grandes mercados em bairros residenciais, acaba com o comércio local que não consegue competir com, qual é, multinacionais do atacado. O problema é que o desemprego aparece, já que, por exemplo, 200 empregos que é gerado em um grande local, perde-se 1000 de todo o comércio local.</p>
<p style="text-align: justify;">O brasileiro ama shoppings. Climatizado, mais seguro do que a rua, é prático, é bem parecido com o caso dos hipermercados, mais ainda com o fato de que ele cria &#8220;novos centros&#8221; e torna os velhos centros decadentes. E isso pode ser provado historicamente: antes da chegada desses centros comerciais, nos centros de muitas cidades existiam lojas bacanas, um local decente para caminhada, flores exalando cheiro diferente do mijo, dependendo da sua sorte local, que é presente hoje no centro das cidades brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu não vejo solução breve pra isso, já que a urbanização brasileira foi desenfreada e sem planejamento. Então é isso, conviveremos com o &#8220;puxadinho&#8221; até que alguém venha com alguma solução genial. Você?</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Parênteses: Larry David</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 16:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peternelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Parênteses]]></category>

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		<description><![CDATA[Lawrence Gene &#8220;Larry&#8221; David é novaiorquino e nasceu 2 de julho de 1947. É comediante, produtor, escritor, diretor e ainda que subestimado por ele próprio, é ator. Já dirigiu limousines. Sério. Ateu. É o cocriador de Seinfield e hoje atua no seu próprio show: Curb Your Enthusiasm. Ambas as séries são classificadas como duas das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/larry1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-279" title="Larry David" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/larry1.png" alt="Larr" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Lawrence Gene &#8220;Larry&#8221; David é novaiorquino e nasceu 2 de julho de 1947. É comediante, produtor, escritor, diretor e ainda que subestimado por ele próprio, é ator. Já dirigiu limousines. Sério. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=z1yOckwMm_k" target="_blank">Ateu</a>. É o cocriador de Seinfield e hoje atua no seu próprio show: Curb Your Enthusiasm. Ambas as séries são classificadas como duas das mais bem sucedidas dos Estados Unidos. Mas calma que eu não vou ficar só nesse mimimi biográfico, afinal, essa nem é a proposta da série de posts. &#8220;[Walter Isaacson dislike your comentary]&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-264"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Stand-up</h2>
<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/Larry-Young.jpg"><img class="wp-image-308 alignright" title="Larry-Young" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/Larry-Young.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Larry começou a carreira de comediante fazendo stand-up no início dos anos 80. Brilhante. Achava que críticas a ele eram inúteis. Susie Essman, que atua em Curb, contou que certa vez, apresentou LD, ele entrou no palco, deu uma olhada analítica da esquerda à direita e em frente ao microfone disse &#8220;Nah, nevermind&#8221; e foi embora, dizendo que aquele não era o público certo pra ele.</p>
<h2>Seinfield</h2>
<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/Jerry-Seinfeld-and-Larry-David.jpg"><img class=" wp-image-318 alignleft" title="Jerry-Seinfeld-and-Larry-David" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/Jerry-Seinfeld-and-Larry-David.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Então ele decidiu a dedicar o seu talento de comediante fora do palco e se juntou ao Jerry Seinfield para escrever Seinfield, que muitos afirmam que foi bem sucedida porque nela estava presente a total autenticidade de Larry.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa vez estavam Jason Alexander (que interpretou George Costanza na série) e Larr dando uma entrevista, e o primeiro perguntado sobre o sucesso do personagem disse, e estou parafraseando aqui, &#8220;As pessoas gostam do George porque ele é inusitado, nenhum ser humano reagiria dessa forma&#8221; e LD respondeu &#8220;Isso aconteceu comigo e foi exatamente assim que reagi&#8221;. Foi aí que Jason descobriu que o personagem era baseado no Larry.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/seinfield.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-331" title="seinfield" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/seinfield.png" alt="" width="600" height="555" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Larry deixou amistosamente a série no final da 7ª temporada e disse que no dia seguinte ficou dizendo pra ele próprio como era um imbecil por ter deixado o show e ficou naquela amargura mas que logo ele seguiu a vida. Voltou pra escrever, com Jerry, o último episódio, e comentou que foi estranho voltar, porque quando chegou na entrada dos estúdios da NBC, achou esquisito o segurança ter que confirmar a entrada dele e brincando disse ao segurança &#8220;Eu criei aquela série daquele grande logotipo que você está vendo naquele grande prédio ali!&#8221;. Um brilhante retorno da série viria em Curb Your Enthusiasm.</p>
<h2 style="text-align: justify;"> Curb Your Enthusiasm</h2>
<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/curb_your_enthusiasm.jpg"><img class="wp-image-338 alignleft" title="curb_your_enthusiasm" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/curb_your_enthusiasm.jpg" alt="" width="110" height="163" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Está no meu &#8220;TOP 3&#8243; de séries preferidas e é simplesmente genial. Série escrita e interpretada por ele. Larry atua um personagem, que apesar de levar seu próprio nome, é um alter-ego dele: sincero; briga e discute até o último instante se acredita que está certo; neurótico; &#8220;assassino social&#8221;; com manias como falar repetidamente frases como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZUOVRJ4wJ7g" target="_blank">Prettay, Prettay, Prettay, Pretty Good</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos personagens mais engraçados da história da televisão americana, sem dúvida. Larry costuma dizer que o &#8220;<em>Curb Larry</em>&#8221; é bem mais feliz que o &#8220;<em>Real Larry</em>&#8220;.</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/qYVK_OqyUzk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">O processo de criação para a série é feito inicialmente por um bloco de notas: ele pega assuntos do cotidiano que dariam boas situações para o personagem. É interessante notar também que Curb não tem falas prontas, no &#8220;script&#8221; está apenas uma ideia do que a cena deverá ser, e os atores gostam muito desse estilo de atuação, no improviso. A lista de participações especiais também é fantástica indo desde Mel Brooks até Michael J. Fox.</p>
<p style="text-align: justify;">E como eu disse antes, o retorno de Seinfield veio em Curb, e da mais brilhante forma possível. Disse o Larry: <em>&#8220;Não sou eu e não são eles, são as nossas versões fictícias. E, a partir de certo momento, essas versões fictícias têm que interpretar os personagens que viviam na série &#8216;Seinfeld&#8217;. Acho que precisamos de um prêmio Nobel para explicar isso ao público.&#8221;</em>. Veja a metametametametametametalinguagem no vídeo abaixo, por exemplo.</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/4Jw6mKmozjM?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">É Larry David interpretando Larry David (personagem) interpretando George Costanza, que é um personagem baseado no Larry David (da vida real). Sua cabeça explodiu? É.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Outros trabalhos</h2>
<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/whateverworks2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-353" title="whateverworks2" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/12/whateverworks2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Woody Allen procurou David para fazer &#8220;Whatever Works&#8221; (2009) e ele disse &#8220;<em>Woody, You know, I&#8217;m not really an actor!</em>&#8220;. O filme realmente saiu, e foi uma experiência diferente pro LD porque ele realmente teve que decorar falas de script. Ele inclusive tentou improvisar em uma parte, mas acabou não fluindo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na adaptação de &#8220;Os três patetas&#8221; pro cinema que será lançada em abril de 2012, Larry aparece como uma freira (!)</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/idFCdNh17bY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O humor anda aleijado à liberdade de expressão</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 01:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peternelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discussão]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim como temperatura se mede por dilatação, dá pra quantificar a liberdade de expressão por meio do humor. Só que tem gente por aí mostrando que só quer equilíbrio térmico. Rafinha Bastos não é um deles. Um expoente da comédia nacional, tem feito piadas consideradas (por alguns) de mau gosto. Foi classificado (não é exatamente a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/10/vejasp-2237-1.jpg"><img class="size-full wp-image-166 alignleft" title="veja-sp-o-novo-rei-da-baixaria-rafinha-bastos" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/10/vejasp-2237-1.jpg" alt="" width="250" height="330" /></a>Assim como temperatura se mede por dilatação, dá pra quantificar a liberdade de expressão por meio do humor. Só que tem gente por aí mostrando que só quer equilíbrio térmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Rafinha Bastos não é um deles. Um <a href="http://www.nytimes.com/2011/08/07/arts/television/rafinha-bastos-brazilian-comedian.html?pagewanted=all" target="_blank">expoente da comédia nacional</a>, tem feito piadas consideradas (por alguns) de mau gosto. Foi classificado <em>(não é exatamente a palavra correta, substitua por uma filhadaputamentenegativa para melhor compreensão)</em> na Vejinha como &#8220;<a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2237/rafinha-bastos-comediante-acha-engracado" target="_blank">fora de tom</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">A mais recente foi ácida e deve ter atingido o ponto de vaporização, porque pode <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/984396-apos-piada-com-wanessa-destino-de-rafinha-bastos-pode-ser-decidido-hoje.shtml" target="_blank">tirá-lo até do CQC</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-150"></span></p>
<h4><em>Ah, mas o limite da liberdade de expressão está no bom senso!</em></h4>
<p style="text-align: justify;">E é aí que mora o perigo. Percebam porque caras como o Rafinha incomodam tanto: o controle está <strong>exatamente </strong>nesse leviano bom senso.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/odqt5jLmyDg?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Tá certo que às vezes o mimimi de idolatria à cultura americana enche o saco, mas veja nesse vídeo que lá o conceito de PIADA é bem claro. Ninguém achou desrespeito aos dois ícones mundiais, nem os próprios que estavam <em>sofrendo</em> a brincadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou nem discutir se a piada sobre a Wanessa foi engraçada ou não, mas cabe a cada um com seu próprio humor decidir, seja ele ácido, sarcástico ou políticamente incorreto. Apoio o conceito de que a piada existe exatamente porque ela extrapola os limites da realidade, assim como um jogo violento qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa, supondo que não sejam risadas forçadas, deu pra ouvir risadas altas do pessoal da platéia, inclusive dos colegas de bancada.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que teve uma galera aí que perdeu as aulas de termometria no colégio, sem mais.</p>
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		<title>Expelliarmus na literatura clássica do vestibular?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 15:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peternelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem acima representa alguns jovens que não estão nada contentes com o cenário dos livros que são cobrados no vestibular. E (espero) que existam vários que achem o contrário. É claro que existem livros muito bons atuais, mas será que dá pra chamar best sellers comerciais (como Crepúsculo) de grandes obras? E antes que venham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/08/vestibular-chato1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-63" title="vestibular-chato" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/08/vestibular-chato1.png" alt="" width="600" height="194" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A imagem acima representa alguns jovens que não estão nada contentes com o cenário dos livros que são cobrados no vestibular. E (espero) que existam vários que achem o contrário. É claro que existem livros muito bons atuais, mas será que dá pra chamar <em>best sellers </em>comerciais (como Crepúsculo) de grandes obras?</p>
<p><span id="more-57"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E antes que venham as pedras, eu não tenho absolutamente <span style="color: #e7e7e7;">quase</span> nada contra livros do tipo, é que o enredo não tem conteúdo que vá interessar um vestibular de uma USP ou Unicamp, por exemplo. E ainda que contenham histórias fantásticas, não apresentam nenhum valor significativo para história da literatura nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/08/crepusculo-para-vestibular.png"><img class="alignleft size-full wp-image-120" title="crepusculo-para-vestibular" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/08/crepusculo-para-vestibular.png" alt="" width="150" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para consolidar (e exemplificar) o que estou tentando dizer, conversei com Maria Thereza Fraga Rocco, <em>Diretora Executiva da FUVEST e Professora Titular da USP</em>, que me disse que a seleção de livros baseia-se no que seria a espinha dorsal da literatura brasileira. Fazem parte do cânone. Existem várias obras consideradas contemporâneas, como Capitães da Areia de Jorge Amado, Antologia Poética de Vinícius de Moraes. Ela fez questão ainda de lembrar o <strong>aspecto econômico</strong> de acesso às obras.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>PS: Eu quero um movimento &#8220;Guia do Mochileiro das Galáxias no vestibular&#8221; já!</em></p>
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		<title>Entrevista com Juca Kfouri</title>
		<link>http://mesmapatota.com/entrevista-juca-kfouri/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 00:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Peternelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia de começar com chave de ouro nesse projeto era clara: entrevistar um ídolo. Diferente de Mr. Teixeira, que se contentou com Mano Menezes, consegui alcançar minha primeira opção: José Carlos do Amaral Kfouri. Juca Kfouri, nascido em 04 de março de 1950, é paulistano do Itaim-Bibi e um dos mais éticos jornalistas do país. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/09/Juca.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-65" title="Juca" src="http://mesmapatota.com/wp-content/uploads/2011/09/Juca.png" alt="" width="600" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A ideia de começar com chave de ouro nesse projeto era clara: entrevistar um ídolo. Diferente de <em>Mr. Teixeira</em>, que se contentou com Mano Menezes, consegui alcançar minha primeira opção: José Carlos do Amaral Kfouri.</p>
<p style="text-align: justify;">Juca Kfouri, nascido em 04 de março de 1950, é paulistano do Itaim-Bibi e um dos mais éticos jornalistas do país. Formado em Ciências Sociais pela USP, segue a trajetória de jornalista desde 1970. Dirigiu as revistas Placar e Playboy, comentou em programas da Globo, SBT, RedeTV e Cultura. Hoje é jornalista esportivo pela ESPN e CBN. Bem humorado e certeiro como sempre, falou sobre diversos assuntos controversos.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira a entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7"></span><strong>Mesma Patota: </strong>Você é ácido em suas críticas e já sofreu ameaças de morte. Como lidar com isso?</p>
<div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Juca Kfouri: </strong>Só continuo na profissão porque não perdi a capacidade de me indignar com a corrupção e injustiças e espero nunca perdê-la.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>Se não fosse jornalista, seria?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Juca: </strong>Díficil ter certeza, eu provavelmente seguiria a carreira de professor universitário de Ciências Sociais, em que sou formado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>De onde surgiu sua torcida pelo Corinthians?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Foi uma das melhores heranças do meu pai.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>Você se considera fanático pelo alvinegro?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Não. Eu sempre comparo o fanatismo esportivo com o fundamentalismo religioso. Mesmo quando mais jovem, sempre soube identificar os erros do juiz, se o Corinthians merecia ter vencido o jogo ou não, e tal. Também nunca deixei de ir com amigos a um estádio de futebol de outros times.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>É difícil assumir a torcida de um time de futebol no meio jornalístico?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Sim, é. Até porque há as pessoas que confundem as coisas. Eu sei separar a crítica da torcida. Antes torcer e ser verdadeiro do que mentir ou ocultar e ferir um dos princípios do jornalismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>É verdade que até o fato de você ser ateu está ligado ao futebol?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Quando eu falo, acham que é brincadeira. Quando eu era criança, seguia toda a doutrina católica, minha mãe me levava aos domingos na missa. Não costumava incomodar Deus pedindo para que o Corinthians fosse campeão, mas a partir do momento em que ele estava a quase 9 anos sem ganhar do Santos, você sabe. Quando tinha jogo na parte da tarde e eu ia à missa de manhã, pedia só isso, que o Corinthians ganhasse do Santos. Na quinta ou sexta vez que não fui atendido, me declarei ateu. (risos) Fiquei ainda mais convicto do meu ateísmo quando fiz Ciências Sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>E a Copa no Brasil, sai?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Sai, mas com carências. Acho que vai ser mais ou menos que nem a do ano passado, na África do Sul, mas temo que paguemos muito caro por ela, assim como foi o Pan de 2007. Os sinais de superfaturamento já ficam implícitos, por exemplo, na opção do presidente da CBF de não utilizar o Morumbi. Acho que o estádio, com alguma reforma, teria completas condições de sediar a Copa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>Falando no Ricardo Teixeira, ele diz (em entrevista à Piauí) que a desavença com você é pessoal, já que relata você teria noticiado uma falsa notícia que culminou com o fim casamento dele. Você acredita que seja devido a isso?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Que nada. Ele usa isso apenas como pretexto para me processar por qualquer coisa, a real razão são as diversas denúncias que fiz de sua relação com a Nike.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MP: </strong>Parece que existe uma espécie de rixa entre você e o <strong>M</strong>ilton <strong>N</strong>eves, ele que faz denúncias graves dizendo que você fez negócio com o Pelé, na mesma época em que o entrevistou e recebeu 40 mil dólares, parafrasendo foi mais ou menos isso. Eu não achei respostas dadas publicamente por você, que certamente tem muito a dizer sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Quanto às acusações do <strong>M</strong>entiroso <strong>N</strong>ato, dei sim esclarecimento público, <a href="http://www.lancenet.com.br/juca/news/040227.htm" target="_blank">em meu blog ainda quando trabalhava no Lance!<br />
</a><br />
<strong>MP: </strong>O que te toma mais tempo: rádio, TV, jornal ou blog?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JK: </strong>Sem dúvida nenhuma o blog. Você sabe muito bem que blogueiro tem que ser o tempo todo, e há a cobrança por regularidade, mas eu adoro blogar! (risos)</p>
</div>
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