<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096</atom:id><lastBuildDate>Tue, 31 Jan 2012 20:03:57 +0000</lastBuildDate><category>CONTO ?</category><category>MCPmate</category><category>CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><category>MCPoema</category><category>MICROSSÉRIE</category><category>UTILIDADE PÚBLICA</category><category>CRÔNICA</category><category>CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - PESSOAS ALTERADAS</category><category>CONTO - CONQUISTADORES BARATOS</category><category>CONTO</category><category>CONTO - PESSOAS ALTERADAS - MULHERES INTELIGENTES</category><category>#concursofotograficoMCP</category><category>CONTO - MULHERES INTELIGENTES - PESSOAS ALTERADAS</category><category>DESAFIO LITERÁRIO</category><category>COMENTÁRIO VAZIO - CONTRIBUIÇÃO</category><category>CONTO - PESSOAS ALTERADAS - CONQUISTADORES BARATOS</category><category>COMENTÁRIO VAZIO - HUMOR</category><category>HISTÓRIAS DA VIDA REAL QUE SUPERAM A FICÇÃO</category><category>APRESENTAÇÃO - PÚBLICO-ALVO</category><category>NOVELETA</category><category>O LIVRO</category><category>MCP em HQ</category><category>COMENTÁRIO VAZIO - LAMENTO</category><category>JOGO MCP</category><category>MCP na mídia</category><category>CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - MULHERES INTELIGENTES</category><category>CONTRIBUIÇÃO</category><category>CONTO - MULHERES INTELIGENTES - CONQUISTADORES BARATOS</category><category>DA SÉRIE PÉROLAS LÁ DO COMEÇO DO MCP MAS QUE PASSARAM EM BRANCO PORQUE O BLOG ERA MUITO POUCO VISITADO</category><category>CONTO - MULHERES INTELIGENTES</category><category>COMENTÁRIO VAZIO - OFF TOPIC</category><category>COMENTÁRIO VAZIO</category><category>MINISSÉRIE</category><title>MiniContos Perversos</title><description /><link>http://minicontosperversos.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>439</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/minicontosperversos" /><feedburner:info uri="minicontosperversos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-8639130699274898542</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 19:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-27T18:03:15.553-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS - CONQUISTADORES BARATOS</category><title>Campeonato de</title><description>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A sala de aula parecia aquelas de pré-vestibular, perto de cem alunos e carteiras de braço, mas estávamos no primeiro do ensino médio. Escola grande tinha dessas coisas. Sentávamos no fundão, como era de se esperar de um bando de semimarginais burgueses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Num dia de tédio alguém teve a ideia. Aliás, um magrão começou a fazer aquilo em homenagem à gostosa da sala, que sentava perto da gente e estava em um dia em que a histeria lhe transparecia na pele. Ele tirou pra fora sem a menor cerimônia e começou a bater uma. Aí sim alguém inventou de fazer o campeonato. Ganhava quem chegasse primeiro. Não valia revista de sacanagem. Tudo discreto o suficiente para que o professor ou a turminha da frente não notassem, mas escancarado o bastante para as galinhas da sala verem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim, nas aulas&amp;nbsp;chatas o pessoal mandava ver em campeonatos de bronha. Nunca nenhum dos participantes recebeu punição. Tudo só acabou no dia em que nossas coleguinhas do fundão exageraram na torcida e foram convidadas a se retirar da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;:: 27.01.2012 ::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-8639130699274898542?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/pumH0FMzCIk/campeonato-de.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2012/01/campeonato-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-3294970361006477903</guid><pubDate>Tue, 03 Jan 2012 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-03T14:36:56.474-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS - CONQUISTADORES BARATOS</category><title>Porque éramos belos bêbados cometas*</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na época o Siri Bar era, como o nome sugere, um bar. Na beira do calçadão da praia e bem rústico, com uns bancos e mesas de cimento na frente. Às vezes a gente ficava ali bebendo e outras ficávamos somente ali. Numa praia em Santa Catarina ver o movimento é quase como respirar, há muito que se ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Época em que nos sentíamos indestrutíveis. Quem olhasse atentamente para nosso jeito, nossa pose, percebia isso. E as conversas... acreditávamos ter todas as respostas e que poderíamos salvar o mundo. Era só uma questão de querer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estávamos ali sentados, concentrados num tipo de filosofia que hoje me parece inatingível, quando um rojão pipocou no chão a menos de dois metros. O susto foi enorme. Na janela do carro de luxo parado atrás deparamos o paspalho que havia soltado o rojão nos encarando desafiador. Após os inevitáveis xingamentos, levantamos com peito empinado em direção ao carro. O paspalho nos respondeu com a pergunta "Tomar no cu de quem?" enquanto apontava a pistola para nosso grupo. Rimos nervosos e dispersamos entre comentários do tipo "nada, nada" e "foi brincadeira". Às vezes nem passa por sua cabeça o ódio que sentem de você. Fique atento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Hoje o Siri Bar é um restaurante elegante de frutos do mar, com preços que seriam impraticáveis para qualquer um do nosso bando na época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 03.01.2012 :: *Alusão à música &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=En5I-4TshL4"&gt;"Nós"&lt;/a&gt;, do Barão Vermelho, que poderia ser incidental no contexto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-3294970361006477903?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/JdIgSgLic80/porque-eramos-belos-bebados-cometas.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2012/01/porque-eramos-belos-bebados-cometas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-1735941654788410533</guid><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 14:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-28T09:10:57.737-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Nova modalidade</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na minha família tem um cirurgião plástico que se tornou, na região dele, em algo como o rei dos implantes de silicone. Enriqueceu por isso, e como o assunto rende, acabou se tornando em alguns momentos, mesmo sendo discreto, no centro das atenções nas reuniões de família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O patriarca, por sua vez, é um sujeito vivido e grosso, do alto dos seus oitenta e poucos. Viu muita coisa, viu gente morrer de bala e virgindade ser leiloada em casa de tolerância, e vê safadeza em tudo. Felizmente viu os filhos vingarem homens bem sucedidos, graças a sua energia e à indispensável dedicação da santa mulher com quem casou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No natal o assunto veio de novo à baila durante a ceia, quando o filho do cirurgião, estudante de medicina, comentou da aberração que era o travesti cujos implantes caseiros de bunda despencaram pela perna e do outro que desejava 500 mililitros de silicone em cada peito. Neste caso, o pai se negou a atender o pedido, mas devido à fortuna oferecida, acabou cedendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um primo falou que travestis deviam investir mais em cortar fora as trombinhas. O estudante, inteirado dos negócios, esclareceu que seria como acabar com o verdadeiro ganha-pão deles — e explicou por que. O patriarca suspirou. Então no fervor do álcool uma tia carola confessou seu espanto, pois não sabia que "esses travestis" (imagine um tom asqueroso) ganhavam tanto. O cirurgião corrigiu, explicou que quem pagava os implantes era o cafetão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Percebi que o patriarca arregalou os olhos. Passou o resto da festa resmungando para quem quisesse ouvir: "Cafetão de travesti. É o que me faltava. Onde esse mundo vai acabar?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 26.12.2011 ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-1735941654788410533?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/A5nhiqQiXEM/nova-modalidade.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/12/nova-modalidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-259150767262440254</guid><pubDate>Thu, 08 Dec 2011 17:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-08T15:43:21.301-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O LIVRO</category><title>Não é conto, desencana</title><description>Acabei de chegar da &lt;a href="http://www.inversoeditora.com.br/produtos.html"&gt;Editora InVerso&lt;/a&gt;, onde fizemos um balanço bem bacana das vendas do livro (a 2ª edição - pocket) depois de um ano. É interessante ver o "filhote" do ponto de vista mercadológico, como ele se saiu, qual foi a receptividade. Algumas informações interessantes:&lt;br /&gt;
- Foram vendidas efetivamente 510 unidades (a meta era 1.000)&lt;br /&gt;
- Quase metade em ações em bares, restaurantes e teatros&lt;br /&gt;
- Nas livrarias e bancas, as pessoas relutam em comprar o livro no formato pocket. Preferem que o livro seja GRANDE, associam tamanho a valor&lt;br /&gt;
- Por outro lado, nas ações o "pocket" tem um apelo mais atraente&lt;br /&gt;
&lt;span class="commentBody" data-jsid="text"&gt;- Foram distribuídos para imprensa, degustação etc. 238 exemplares; acha muito? não é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- Tem ainda muito livro por aí nas livrarias, fiquem ligados&lt;br /&gt;
- Ano que vem faremos mais palestras, workshops e ações de venda&lt;br /&gt;
- &lt;strike&gt;Esta merda de&lt;/strike&gt;O blog não vende quase nada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, convenhamos, você que lê o blog e ainda não comprou: QUE FEIO! Só quer saber de usufruir gratuitamente do talento do autor... Vai ali do lado na barra lateral e compre seu exemplar. A propósito, &lt;b style="color: red;"&gt;O NATAL TÁ AÍ&lt;/b&gt;: compre mais de um de cada! Já pensou que presente bacana?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E preparem-se que ano que vem tem &lt;a href="http://mcp-olivro.blogspot.com/"&gt;novidade&lt;/a&gt;. Arrisca antecipar o que é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-259150767262440254?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/qIj-qMkRBJ8/nao-e-conto-desencana.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/12/nao-e-conto-desencana.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-4797306572978919943</guid><pubDate>Tue, 06 Dec 2011 19:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-06T17:25:53.033-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Personagem das corridas de rua</title><description>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os organizadores das corridas faziam vista grossa para ele. Cabelo e barba longos e desgrenhados, roupas molambentas, tênis velho e impróprio para longas distâncias e o cheiro que incomodava os outros competidores. Os faladores do circuito arriscavam que ele só participava porque no final da prova tinha lanchinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Impressionava o fato de concluir todos os trajetos invariavelmente no pelotão intermediário. Pegava o &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;kit reposição&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;, sentava num canto afastado e comia afoito, gritando repetidamente: "Meu lar é um bufê da esperança!"&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 29.10.2004 ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-4797306572978919943?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/ggxlWEQklsc/personagem-das-corridas-de-rua.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/12/personagem-das-corridas-de-rua.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-4618446493897060702</guid><pubDate>Fri, 02 Dec 2011 12:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-02T10:08:56.674-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">MCPmate</category><title>MCPmate - Fotógrafa</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8LCF_kiAX7Y/Tti_TpOll7I/AAAAAAAAAhA/ywrXpIZr298/s1600/Fotografa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="http://1.bp.blogspot.com/-8LCF_kiAX7Y/Tti_TpOll7I/AAAAAAAAAhA/ywrXpIZr298/s400/Fotografa.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ela não é só uma modelo. Ela é uma fotógrafa. E tem paixão pelo que faz. Por isso, leitor (e leitora!), a luz e o enquadramento despertam a atenção. Logo, no seu MCP, ela em cores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-4618446493897060702?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/-ExbN--dwKs/mcpmate-fotografa.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-8LCF_kiAX7Y/Tti_TpOll7I/AAAAAAAAAhA/ywrXpIZr298/s72-c/Fotografa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/12/mcpmate-fotografa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-8726449376825797587</guid><pubDate>Thu, 24 Nov 2011 12:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-24T10:32:25.543-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS</category><title>Quando a lei de trânsito atrapalha</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A namoradinha do Zé pediu de natal um curso de autoescola pra tirar carteira de motorista. Convenhamos que é um presente caro. Pra piorar, o pedido lembrou o Zé da maldita lei que agora obriga os aspirantes a motorista a intermináveis aulas práticas de autoescola, e como ela complicou a vida dele.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Antes era moleza. Bastava convidar uma moça bonita para ensinar a dirigir. O Zé descolava um fusquinha e colocava a gata no banco do lado. A aprendiz começava treinando a trocar de marcha enquanto ele estava no volante, ia subindo a mão pela perna, abriam-se alguns botões e quando percebia já estava esparramada no banco inclinado.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Só de raiva, o Zé deu pra namorada um perfume paraguaio.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 16.11.2011 :: baseado (ops) numa ideia do Victor Hugo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-8726449376825797587?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/As5o8nB-FcY/quando-lei-de-transito-atrapalha.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>7</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/11/quando-lei-de-transito-atrapalha.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-6824471210064587</guid><pubDate>Mon, 21 Nov 2011 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-21T13:33:53.533-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS</category><title>São João da Cristina</title><description>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Passe alguns dias em São João da Cristina e mude o sentido da palavra férias. Lá tem mais esterco que fruta, mais pinga que água, a pesca é em rio lamacento e as mulheres são peludas. O tio do Zé reservou pra gente o cômodo da casa onde criava codornas. Tirou de lá as gaiolas acho mais que pra evitar que a gente tumultuasse a criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de muito ovinho e pinga, acabamos na zona. Na verdade, o único bar da cidade, frequentado até pelas paisanas. Era difícil diferenciar umas das outras, todas maquiadas em excesso. Pegamos a noite da pizza.&lt;br /&gt;
- Tem pizza de que sabor?&lt;br /&gt;
- De milho, de ervilha e a tropical.&lt;br /&gt;
- Do que é essa tropical?&lt;br /&gt;
- De milho e ervilha.&lt;br /&gt;
- Vê aí uma tropical e mais cerveja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O violeiro e o sanfoneiro e começaram a tocar na raça, sem microfone. O povo se amontoou pra dançar no chão de terra batida. O barulho dos pés arrastando quase cobria a cantoria. O Zé foi até a mesa das bonitinhas — éramos de fora, estavam todas simpáticas com a gente — e perguntou se estavam comendo pizza de milho porque eram galinhas. Fizeram que não entenderam e toparam dançar. Rapidinho o Zé foi com a Cristina (não a do São João) lá pro fundo onde tinham uns quartinhos só com cortina na porta. Logo depois saiu correndo, eu acompanhei pra não aguentar bronca sozinho. Depois ele explicou:&lt;br /&gt;
- A luz tosca do bar disfarçou o que a poeira e o suor fazem nos pezinhos com sandália. Fica aquela gosminha preta entre os dedos. Na luz do quarto, quando vi aquilo, me deu ânsia de vômito. Daí não deu pra transar, muito menos pagar, né?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"&gt;:: 02.04.2008 ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; da série &lt;i&gt;Contos preferidos das antigas que publicamos de novo porque passaram despercebidos devido à baixa audiência da época&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-6824471210064587?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/rhFRyf-VYzw/so-joo-da-cristina.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>23</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2008/04/so-joo-da-cristina.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-5634576326791011632</guid><pubDate>Wed, 16 Nov 2011 14:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-16T22:28:15.214-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Problema com sacerdotes e sermões</title><description>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quem me conhece sabe que vou à igreja com certa frequência. Respeito o rito católico e o conforto de ser padrão em todo o mundo. Mas não gosto de padres e não me prendo aos limites de uma paróquia. Aliás, não é bem que não gosto, mas não os vejo como pessoas divinas. São como os demais viventes, com defeitos e suscetibilidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por isso acredito que padres deveriam se esforçar mais para não "pecarem", o que me remete às trapalhadas do padre A., do tempo em que eu era morador recente no bairro B., em Curitiba. Uma das primeiras que presenciei foi no dia em que ele, no meio do sermão, disse que algumas famílias presentes ainda não o haviam convidado para almoçar em casa. Claro que vesti a carapuça, eu jamais convidaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ora, nos sermões ele devia se limitar a interpretar os salmos, mas não, o padre A. dava lições de moral, emitia opiniões e preconceitos. Às vezes fazia pior. Numa missa de domingo convidou aqueles que não eram da paróquia (inclusive eu) que fossem ao púlpito rezar o Pai Nosso de mãos dadas. Imaginei que fosse, finalmente, um gesto de solidariedade. Acabada a oração, todos sentados, ele lascou um "Obrigado. É sempre bom lembrar que os fiéis devem frequentar as missas nas próprias paróquias e evitar passear de igreja em igreja".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Então numa segunda-feira durante o jornal da TV local deparei com a imagem noturna da polícia apreendendo um carro que rodava em velocidade na contramão da BR 277, o narrador dizendo que o motorista, um sacerdote, estava embriagado e acompanhado de um menor. Não entregaram o nome, mas me deliciei ao ver que era o padre A. Obviamente a notícia não repercutiu, a Opus-Dei deve ter entrado no circuito. Foi aí que depois de vinte anos o padre A. foi afastado da paróquia do B., mas deixou um rombo de quinze mil reais. Convenhamos que seus hábitos não deviam ser baratos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;:: 16.11.2011&amp;nbsp; ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-5634576326791011632?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/Xe_8At-gxQc/problema-com-sacerdotes-e-sermoes.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>11</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/11/problema-com-sacerdotes-e-sermoes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-7683954527253691540</guid><pubDate>Fri, 11 Nov 2011 12:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-11T10:19:37.699-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTRIBUIÇÃO</category><title>Agora só bato em louca honesta</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #999999; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma brincadeira, um "rascunhão" &lt;a href="http://meninamisteriosa.wordpress.com/"&gt;dela&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nunca sei a medida quando elas pedem “me bate”.  Tenho mão pesada e medo de machucar. Combinação explosiva. E o mais esquisito: nesse dia ela não pediu.  Aliás, ELA nunca pediu. Mas gostava de apanhar que eu sei. A gente sabe essas coisas. O  corpo dela foi feito para minha mão pesada ressoar. Me senti à vontade.  Ela estava curtindo, eu sei que estava. Tanto, que entrou no jogo. Revidava,  tentava me afastar. Tão linda!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dia seguinte, eu ainda em êxtase pedi fotos: “tira  com o celular mesmo e me manda”. Meu punho estava roxo e ainda tinha as marcas da boquinha dela pelo corpo. Mordidas de amor que diziam "mais!, mais!", eu sei que diziam. Por isso, não entendi quando a intimação chegou,  dias depois, no meu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A vida é tão bandida que meu sorriso de satisfação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;— &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;quando pude finalmente ver as fotos grandes, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aquelas que não vieram pelo celular, mas pelos autos do processo &lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que dignidade pode brotar dessa selvageria? Enquanto ela andava na planície de chão de areia e imperfeições até rasgar os músculos das pernas e curtir a pele no sol escondendo em trapos o barrigão desidratado, eu sentia minha pele roçar naquela textura glamurosa. Éramos pessoas comuns prontas para fazer maldades extraordinárias, alimentados a vísceras de ratazanas do mato&amp;nbsp;— chamar aquela secura de mato... Uma rotina de regurgitar e comer de novo o vômito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pequenos milagres todo dia para sobreviver. Motivados por um ódio redentor. Escapulário de espinhos em que se vê talhada uma história de corrupção que comecei a protagonizar de dentro de uma ignorante. Espere por mim, só mais um pouco, o sétimo rebento, a besta do apocalipse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;:: 03.11.2011 ::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-1952626396896780209?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/FFjncVuZKvI/natimorto.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>13</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/11/natimorto.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-3927274597583461494</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 16:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-28T14:04:05.665-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">MCPmate</category><title>MCPmate - Atrasadinha</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-unm9lMjn6t8/TqrRvr0yRyI/AAAAAAAAAgw/w0KubmfL0JU/s1600/Atrasadinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-unm9lMjn6t8/TqrRvr0yRyI/AAAAAAAAAgw/w0KubmfL0JU/s320/Atrasadinha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ela demorou, mas mandou, muito bem. Ai essa cor, ai essas curvas... Essa mão escondendo as vergonhas. Broinha de fubá mimoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-3927274597583461494?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/NNyIyHdtVrk/mcpmate.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-unm9lMjn6t8/TqrRvr0yRyI/AAAAAAAAAgw/w0KubmfL0JU/s72-c/Atrasadinha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/mcpmate.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-1204962471628191375</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 12:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-25T10:31:15.183-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - MULHERES INTELIGENTES - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Fim do mundo</title><description>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Minha avó vivia contando causos de assombração na beira do rio. Para amenizar, era taxativa em dizer que o mundo ia acabar em 2000. Eu era criança e fazia as contas nos dedos, em 2000 eu teria 30 anos. Pensava, estarei velha mesmo não faz mal que o mundo acabe. Bebi todas, cherei, fumei e beijei cada boca que desejei.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Chegou 2001 e bateu uma grande tristeza. O mundo não acabou e fiquei completamente perdida e mal falada na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;:: 25.10.2011 :: historinha contada pela Sra. Yfy&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-1204962471628191375?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/7U44q2tLU78/fim-do-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/fim-do-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-1078757298484937159</guid><pubDate>Fri, 21 Oct 2011 14:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-21T16:15:38.038-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Nem meu cachorro gosta de mim</title><description>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ela foi embora e eu fiquei no vazio daquela casa simples com a sensação de que nunca mais sentiria a paz de um colo quente ou de uma conversa cúmplice. A solidão apertou e eu não estava mais na fase de sair por aí galanteando. Apelei para os amigos, mas todos estavam distantes. Caí no erro anunciado de me satisfazer só com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Num dia de desespero assisti o reclame de uma ONG que defende a adoção de cãezinhos abandonados. Chorei e decidi. Na manhã seguinte rodei pela cidade e encontrei um filhote que parecia a minha cara. O pessoal do abrigo me deu a maior força e algumas instruções. Como ele não tinha nome, batizei Odorico, homenagem a Dias Gomes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Passei numa pet e comprei ração, brinquedos, uma caminha, chegamos em casa e percebi que o Odorico se adaptou com grande facilidade. À casa. O tempo passava e o viralata demonstrava grande afinidade com o ambiente, com as raríssimas visitas, com os vizinhos que passavam na rua, mas comigo era pura apatia. Justo eu, o provedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A veterinária&amp;nbsp;— em&amp;nbsp;quem Odorico se esfregava mesmo depois de lhe aplicar vacinas doloridas&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;—&lt;/span&gt;&amp;nbsp;disse que era impressão minha: "alguns cães têm espírito independente". Ora, se eu entrava num cômodo da casa, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;ele saía; mesmo ao tentar algum carinho, o animal se mantinha indiferente; e raramente me deixava levá-lo passear com a coleira. Até feromônios eu tentei, mas o máximo que consegui foi flagrá-lo encoxando a almofada da sala em que eu descansava. Tive que jogar fora o hormônio e a almofada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Resolvi agir igual e nos tornamos dois estranhos solitários sob o mesmo teto. Eu com meu blues e ele com sua chorosa ladainha canina. Um dia peguei o danado abanando o rabo como helicóptero quando uma vizinha gostosa passou com uma cadela de raça e os dois (a cadelinha e o Odorico) roçaram focinhos através do portão. Quando me aproximei a vizinha puxou forte a coleira e se afastou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Diante dessa possível luz no fim do túnel, usei de todo meu entusiasmo e investi naquilo que sempre fiz melhor na minha vida. Coloquei uma cerquinha de alambrado isolando o jardim e o portão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;:: 21.10.2011 ::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-1078757298484937159?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/C9Oe7qwyIUQ/nem-meu-cachorro-gosta-de-mim.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>13</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/nem-meu-cachorro-gosta-de-mim.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-3240520029563370606</guid><pubDate>Fri, 14 Oct 2011 23:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-14T20:28:04.135-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>O potinho da discórdia (parte 4)</title><description>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Potinho abastecido, devidamente acondicionado dentro da jaqueta, dia lindo lá fora, o Zé tinha 15 minutos para entregar no laboratório. Rasgou a cidade de moto, beirando a imprudência, mas chegou em tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Foi direto ao balcão de coletas e encontrou a atendente, acompanhada de mais duas. Ela fez que não lembrava e ele teve que explicar a situação para as três.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No fim, para disfarçar, soltou um "Com a namorada em casa fica muito mais fácil". Elas nem esboçaram reação. Repassaram o questionário, em que o &lt;em&gt;espermante&lt;/em&gt; (associação livre do Zé com "lactante") garante que a coisa é dele, que tem menos de 30 minutos que foi "colhido" e que não sobrou nada, isentando o laboratório de uma eventual gestação artificial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Missão cumprida, o Zé subiu na motoca aliviado e pilotou calmamente até o trabalho. Mas espera que a história não terminou. No dia seguinte, &lt;strong&gt;no trabalho&lt;/strong&gt; (note o grifo), baixou o resultado pela internet. Tudo normal. Mandou para a impressora coletiva (opa!) e quando foi buscar, meio atrasado, o exame já não estava mais lá. Encontrou pendurado no edital do café.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ele ainda hoje acusa o pessoal de bullying quando o chamam de Zé Porrinha no corredor da empresa. E enquanto durou o namoro, jurou de pés juntos pra Aninha que tudo se resolveu na salinha do laboratório, e que a inspiração foi ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;:: 05.09.2011 ::&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-3240520029563370606?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/G6LATHN0cXc/o-potinho-da-discordia-parte-4.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/o-potinho-da-discordia-parte-4.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-730328751576843045</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2011 20:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-11T14:16:23.493-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>O potinho da discórdia (parte 3)</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Zé estava na salinha do laboratório com a árdua missão de "depositar o material" no potinho. Depois de muitas tentativas, e como não conseguiu, vestiu-se, esperou o calorzão corporal passar e foi no balcão comunicar o fracasso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;"Não tem mesmo como fazer em casa?" Eram duas da tarde. A moça olhou para ele de um jeito estranho, perguntou se morava perto, pois ele tinha que trazer o exame junto ao corpo num prazo máximo de 30 minutos. Ele mentiu que sim, mas tinha um trunfo: o Zé era motoqueiro, o trânsito não seria empecilho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pegou um potinho novo, sentou na motoca e voou até em casa. Esqueceu que a empregada estava lá, mas não é isso que o impediria de realizar sua incumbência (não sabe por que, mas lembrou dos &lt;i&gt;Doze Trabalhos de Hércules&lt;/i&gt;). Comunicou que tinha que fazer um serviço urgente no quarto, ligou o micro (sem som, claro), acessou um desses &lt;i&gt;you porn&lt;/i&gt; da vida e, para sua surpresa, antes mesmo que as moças acabassem de tirar a roupa para atacar um canastrão, resolveu o problema. Fácil assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tampou o potinho, colocou dentro da jaqueta e pensou: "Por que será que esses laboratórios não se modernizam? Custava um LCD com uns pornozinhos passando?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-730328751576843045?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/dqEQEk_ERsc/o-potinho-da-discordia-parte-3.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/o-potinho-da-discordia-parte-3.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-9122950594223643663</guid><pubDate>Fri, 07 Oct 2011 11:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-07T08:44:06.371-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>O potinho da discórdia (parte 2)</title><description>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Zé estava no laboratório para fazer o espermograma por exigência da provisoriamente ex-namorada Aninha. Na sala de espera teve a sensação de que todo mundo sabia o que ele ia fazer, imaginou como seria a "outra sala", pensou no que teria para se inspirar e em safadeza também. Até que uma atendente bonita o chamou pelo nome. "Tinha que ser gostosa?", pensou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela o conduziu até a salinha, um cubículo com pia, poltrona e um balcãozinho. Sem janela. "Aqui está o potinho, você deposita aqui dentro sem desperdiçar nada. Aqui tem revistas e aqui a pia para você se lavar. Tranque a porta por dentro", falou a moça com a maior frieza. E saiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Zé tinha consciência que ela sabia o que ele ia fazer. Mas não desistiu. Abriu a gaveta das revistas ("imagina quantos caras se inspiraram nelas, e são péssimas!"), pegou algumas, abriu o potinho, se posicionou, escolheu a melhor, começou a folhear, e mandou ver. Enquanto isso, lá fora, tinha pessoas falando, rindo, criança chorando, mas ele continuou. E aquilo começou a demorar ("será que vou falhar?"), e insistiu. Depois de algum tempo algum FDP tentou abrir a porta. Desconcentração total. Ele percebeu que pelo esforço, estava suando muito. Não tinha um espelho onde pudesse se ver, mas sentia que estava vermelho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentou, tentou, trocou de revista, e tentou, trocou de mão, e tentou, trocou de pensamentos, e tentou, fez muita força, mas o máximo que conseguiu sentir foi uma cosquinha. E o suador. Sem falar que as revistas eram uma podreira só. Desistiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-9122950594223643663?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/l8tE616Zs_o/o-potinho-da-discordia-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>14</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/o-potinho-da-discordia-parte-2.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-8659846378810039558</guid><pubDate>Wed, 05 Oct 2011 19:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-07T08:44:19.433-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>O potinho da discórdia (parte 1)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3020eceNgZ8/ToyrsRHGXrI/AAAAAAAAAgk/OXgN_MD1BIo/s1600/PotinhoDaDiscordia_fonte-google.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-3020eceNgZ8/ToyrsRHGXrI/AAAAAAAAAgk/OXgN_MD1BIo/s1600/PotinhoDaDiscordia_fonte-google.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No começo o namoro do Zé com a Aninha era só festa. Se divertiam muito e levavam a vida com leveza. Uns meses depois ela começou a tirar as asinhas para fora e ficou bem claro que o objetivo era "casar e ter filhos". E tinha pressa a danada. Ele percebeu a pequena obsessão, mas como se amavam foi empurrando com a barriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só que um dia o Zé não se aguentou e para dar uma cutucada, resolveu brincar. No meio de uma conversa, como que distraído, soltou um "então, antes de eu fazer a vasectomia..." Coitada da Aninha, ficou lívida, chorou muito e pra desgraça do Zé não teve "era brincadeira" que resolvesse. Meteu-lhe um pé na bunda e só voltava a namorar se ele fizesse um espermograma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Zé ficou arrasado e deu o braço a torcer. Perguntou três vezes no telefone, pra moça do laboratório, se não tinha como fazer em casa. A atendente foi taxativa e afirmou que não, que no percurso "a coleta" perderia as características. Então o Zé se guardou os três dias exigidos "por lei" e foi no laboratório para o sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-8659846378810039558?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/Lt05OYAwlps/o-potinho-da-discordia-parte-1.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-3020eceNgZ8/ToyrsRHGXrI/AAAAAAAAAgk/OXgN_MD1BIo/s72-c/PotinhoDaDiscordia_fonte-google.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>21</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/o-potinho-da-discordia-parte-1.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-1341073459916567538</guid><pubDate>Mon, 03 Oct 2011 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-03T16:52:42.819-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - MULHERES INTELIGENTES</category><title>Fácil de entender, difícil de explicar</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando eu tinha dezessete anos fui apaixonada por um estudante de engenharia que conheci no Interbairros. Ele se interessou por mim, mas nos finais de semana sumia e, claro, descobri que tinha namorada. Flagrei os dois andando de mãos dadas no Mueller. Pressionei, ele não largou dela, fiquei com o coração partido. Nunca mais nos vimos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vinte anos depois encontrei o maldito no Facebook, casado e bem sucedido. Inventei um perfil &lt;i&gt;fake&lt;/i&gt; para explorar e me aproximar. Para piorar, a esposa e eu frequentamos o mesmo cabeleireiro. Convidei o cafa para ser meu amigo nos dois perfis, o &lt;i&gt;oficial&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;fake&lt;/i&gt;. No oficial, ele aceitou e disse que eu sempre seria especial blablabla. Mas no perfil falso, aquele com fotinho de lingerie e onde me faço de biscate-cult, ele aceitou e veio com uma conversinha de que estava em busca de um novo amor, mudou o status para solteiro... Fui dando corda.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ele contou vantagens, prometeu mundos e fundos, e o prazer da vingança iminente crescendo dentro de mim. Pergunto: chuto, pego ou mando um travesti no meu lugar?&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;26.08.2011 :: historinha-enquete e muito contemporânea contada pela &lt;a href="http://odiariosecretodeumamariposa.blogspot.com/"&gt;Dita&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-1341073459916567538?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/qRA22smdINs/facil-de-entender-dificil-de-explicar.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/10/facil-de-entender-dificil-de-explicar.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-5163133793969911373</guid><pubDate>Tue, 27 Sep 2011 12:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-27T10:27:57.442-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - CONQUISTADORES BARATOS</category><title>Conselho se fosse bom a gente ouvia</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Armando estudava medicina e dividia a república com o Zé. Compartilhavam panelas, confissões e algumas dívidas. Eram tempos difíceis e já no terceiro ano de faculdade começou a fazer plantão na maternidade Nossa Senhora das Graças, por necessidade, pois o dinheiro ajudava nas despesas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No hospital tinha uma enfermeira que era freira. Italianinha viçosa de olhos azuis, pele bem branca e cabelos pretos. Na falta do que fazer nos plantões que viravam noite, de tanto papear ela e o Armando ficaram próximos. Pois o Zé se engraçou com a freira numas visitas que fazia ao amigo, que começaram a ficar insistentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Armando falou pro Zé tomar cuidado que ele não sabia com o que estava se metendo, que existe profissional na cidade para esses alívios. O Zé se indignou, acusou-o de preconceito religioso. Além do mais, a pureza e inocência da freirinha lhe exerciam uma atração imensa, e fazia meses que estava a perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Numa tardinha a tentação foi mais forte e o Zé encontrou "por acaso" a freirinha na saída da maternidade. Convidou-a para um café e, para sua surpresa, aconteceu naquela noite mesmo. Aproveitaram que o careta do Armando estava de plantão. Como foi inesperado, o Zé estava sem camisinha e fez na base do &lt;i&gt;coitus interruptus&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dias depois o Armando surpreendeu o amigo com uma caixinha de antibiótico: a freira lhe passou gonorréia. Achou uma pena que o Zé não tivesse se previnido. Com mais encontros teria experimentado o &lt;b&gt;&lt;i&gt;tapete voador&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, técnica de fornicação que a freirinha importou de uma missão humanitária no oriente, notória entre os estudantes de medicina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 26.09.2011 ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-5163133793969911373?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/BYvp_j2LwM4/conselho-se-fosse-bom-gente-ouvia.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/conselho-se-fosse-bom-gente-ouvia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-5765096092419537812</guid><pubDate>Thu, 22 Sep 2011 12:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-22T09:50:42.136-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><title>Lapso de ressaca</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Passamos o final de semana na chácara, foi a maior festança. Só que na hora que resolvi voltar não achei a chave da caminhonete. Procuramos por tudo que é lugar mas nada de encontrar. Odeio esses lapsos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Acontece que acordei na maior ressaca e fui no mercadinho comprar um refrigerante pra rebater. Então era certeza que na volta eu tinha trancado a chave dentro da caminhonete, e como um chaveiro ir naquele fim de mundo seria quase impossível, optamos pela solução rápida: quebramos o vidro da porta. É meio doído, mas foi o jeito, e a película até ajudou a não fazer tanta sujeira com os caquinhos de vidro.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tudo bem, entrei, sentei no banco e... cadê a chave? Não estava na ignição nem em lugar nenhum da cabine.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Resolvi refazer o caminho que percorri depois que cheguei com o refri. Encontrei no lugar mais improvável. Juntando a ressaca com o desespero para pegar o gelo, acabei deixando a chave do lado das formas no congelador.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O pessoal ri de mim até agora, e alguma coisa diz que nos próximos encontros, sempre que eu não achar a chave ou os documentos, eles estarão "guardados" na geladeira.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 18.08.2011 :: Conto levinho, criado assim pra não assustar os leitores da revista "Sobre Rodas", de Foz do Iguaçu; aos poucos vamos &lt;i&gt;perversar&lt;/i&gt; a coluna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-5765096092419537812?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/7mwpnrRvp6c/lapso-de-ressaca.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>11</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/lapso-de-ressaca.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-4923598988506914962</guid><pubDate>Fri, 16 Sep 2011 20:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-16T17:08:26.099-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>Opala vermelho (parte 6 - epílogo)</title><description>&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu e minha namorada conversávamos dentro do meu opala vermelho. Eu sabia que ela só confessava porque estava dopada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;"E daí? Que você havia transado com ele eu já desconfiava", eu disse, disfarçando a voz embargada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;"Foi sem proteção. Engravidei. Desculpa. Eu não quero acreditar. Eu vou tirar. Meu deus do céu, desculpa, eu vou tirar!" e desandou a chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Minha namorada estava grávida. Dei-lhe um beijo demorado. Ela ficou sem ação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;"Não vai tirar coisa nenhuma. Vai ser um bebê só nosso. Alguém pra gente cuidar. Amo você". Acho que foi o momento em que me mantive mais forte em toda minha vida. Já estava tarde. Em Curitiba os domingos são extremamente silenciosos à noite. Passamos na Rua 24 Horas e comprei uma garrafa de vinho tinto. Vinho bom. "Vamos comemorar". A vida de quem ama tem que ser assim, uma comemoração atrás da outra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Cabeceira da serra, céu estrelado. Tomamos o vinho e nos amamos escutando Lou Reed no toca-fitas do opalão vermelho. O toca-fitas que ela me deu. Ela era um Satellite of love no nosso planeta-opala. Depois do sexo nossos corpos suados esfriaram. "Vamos pegar o cobertor no porta-malas", sugeri. Desce comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ela ficou satisfeita por eu pensar em tudo. Abri o porta-malas. Estava escuro. "Me ajuda a procurar. Não tô enxergando", pedi. Ela se abaixou: "Não tem cobertor aqui..." Antes que levantasse deitei-lhe a garrafa vazia na cabeça. O golpe foi rápido e eficiente. Não desmaiou, ficou atordoada. Tranquei o porta-malas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Minha namorada começou a chamar meu nome achando que era brincadeira. Dei a partida e levei o carro em marcha lenta até a beira do precipício. Ejetei a fita que já havia parado de tocar e coloquei no bolso. Engatei a primeira, pulei do opala em movimento até vê-lo despencar devagar montanha abaixo. Mereciam um fim digno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;:: 04.07.1995 ::&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-4923598988506914962?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/Dx1k1wLB4p8/opala-vermelho-parte-6-epilogo.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>17</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/opala-vermelho-parte-6-epilogo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-6784793465740258581</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 15:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-14T12:37:44.808-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>Opala vermelho (parte 5)</title><description>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nem tudo é perfeito. Na noite seguinte minha namorada estava estranha, não consegui perceber por que. No sábado saiu cedo com o opala sem dizer onde ia. Esperei o dia todo. Nada. No domingo andei pela cidade atrás dela até encontrar o opala vermelho parado na frente de um bar. Ela estava lá dentro com o Vaguinho. Ao me ver tentou se esconder. Estava drogada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tive que peitar o marginal para poder levá-la comigo. Assim que começamos a rodar ela chorou muito. Confessou que havia encontrado uma buchinha de cocaína na roupa do michê, que não resistiu e guardou para usar depois. "Pra quê? Não tava tudo legal entre a gente?" Antes ela era viciada. A gente se conheceu quando ela estava se tratando para largar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dei-lhe um abraço, trazendo-a bem perto de mim. Falei que a gente superava aquilo. Ela se acomodou feito uma menininha no meu peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por que você foi atrás do Vaguinho? Queria mais droga?" perguntei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Também. E tenho que contar uma coisa para você" ela estava com aqueles olhos de quem está fora de controle, injetados e tristes. "Você me aceita como eu sou, certo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Certo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Com todos os meus defeitos, né? E você sabe que te amo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Gosto de você assim, do jeito que você é, minha loira."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Sabe aquele toca fitas, eu não comprei com dinheiro. Pedi pro Vaguinho arrumar um pra mim. É uma coisa que eu queria muito dar pra você e eu não tenho condições."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Eu já sabia disso. Eu conheço você, e gosto de você assim."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Mas o Vaguinho não faz nada de graça, eu tive que dar pra ele. Não foi bom. Foi ruim, sujo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Minha garganta apertou, o coração começou a bater forte. É difícil escutar esse tipo de coisa assim, na lata. Parei o carro.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-6784793465740258581?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/lDAE7J88sDs/opala-vermelho-parte-5.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/opala-vermelho-parte-5.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-6800525971733498073</guid><pubDate>Mon, 12 Sep 2011 11:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-12T08:49:40.412-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>Opala vermelho (parte 4)</title><description>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Passei quase uma semana sem ver minha namorada, mas não resisti. Nem mesmo o opala vermelho tinha graça sem ela. Comprei flores e passei na casa dela. Tinha esquecido que minha namorada havia se tornado loira. A mãe dela não estava. Melhor. Fizemos as pazes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo voltou a ser como antes. Fizemos uma viagem no aniversário de namoro. Fomos até o litoral catarinense: Itapema e Bombinhas. Meio de semana, praias inteiras quase exclusivamente nossas. Algumas noites dormimos em pousadas. Em outras, o opala serviu de abrigo. Eu gostava de ficar olhando para ela, que brincava feito criança nas ondas do mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na volta, nos amávamos feito nunca. Sensações cada vez mais intensas. Teve um dia em que resolvemos lembrar as antigas aventuras e fomos incomodar os michês na praça Ozório. Era o máximo pra eles quando apareciam mulheres atrás de programa. Estavam acostumados com velhos fedidos. Pegamos um bem novinho, no máximo 16 anos. Minha namorada sabia para quê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"A gente vai fazer no carro mesmo" ela disse. O garoto estava nas alturas. Paramos fora da cidade numa estradinha vicinal. A noite estava sem um pingo de luz. Ela desceu do opala, sentou no capô e abriu a camisa. O garoto foi pra cima. Assim que se aproximou para tocá-la ela o empurrou violentamente com o pé: "Primeiro tira a roupa!" O corpo dele chegava a ser feminino de tão frágil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desci do carro com o pretexto de observar a nudez do rapaz. Ele se aproximou da minha namorada, tocou nos seios dela. Dei-lhe um safanão que ele quase desmontou sobre o capô. E outro que o atirou ao chão. Ela juntou as roupas dele e correu para dentro do opala. Antes de entrar, observei o garoto encolhido na terra batida, tremendo de frio e medo. Arranquei erguendo poeira. Minha namorada gritava de alegria. Eu via a satisfação nos olhos dela enquanto revistava as roupas e fazia uma trouxa que jogamos num carrinho de catador de papel.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-6800525971733498073?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/Yopn0No-KKM/opala-vermelho-parte-4.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>12</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/opala-vermelho-parte-4.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6602719059177870096.post-8349548597999154398</guid><pubDate>Tue, 06 Sep 2011 12:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-06T09:23:39.150-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">CONTO - PESSOAS ALTERADAS</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">NOVELETA</category><title>Opala vermelho (parte 3)</title><description>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Resolvi apresentar minha namorada para minha mãe, que fez um jantar especial porque eu pedi. Ela apareceu com o cabelo pintado de loiro. Minha mãe estranhou, pois eu já havia descrito, e muito, a "amiga" que ia nos visitar. De certo modo, acho que ela fez aquilo para me atingir. Por outro lado, no jantar se comportou feito uma dama e isso me agradou muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois saímos de opala, ela dirigindo, e passamos um bom tempo zoando. Numa esquina havia dois rapazes bem vestidos que pediram carona. Ela parou e convidou para entrarem no carro. Não fui nem um pouco simpática e ela notou. Mas não deixou de se insinuar para os dois. Encostou o carro perto de um bar — o lugar para onde eles estavam indo. Um deles tentava ser legal comigo. Isso me desarmou. Nunca fui mal educada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha namorada se aproveitou e sugeriu que trocássemos de lugar — até ali estávamos as duas no banco da frente. Aquilo me revoltou. Falei que não estava passando bem. Os rapazes ficaram no bar e nós fomos até um dos &lt;i&gt;nossos lugares&lt;/i&gt;. Ela tentou se justificar, disse que só queria se divertir um pouco, sair da rotina. Eu estava furiosa, cheguei a bater nela. Eu perdia o controle quando sentia que ela tocava em mim como quem puxa um prepúcio. Naquela noite não houve mais carinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6602719059177870096-8349548597999154398?l=minicontosperversos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/minicontosperversos/~3/EGefqXWKheQ/opala-vermelho-parte-3.html</link><author>noreply@blogger.com (minicontosperversos)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://minicontosperversos.blogspot.com/2011/09/opala-vermelho-parte-3.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

