<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791</id><updated>2026-04-08T18:33:47.503-03:00</updated><category term="resenha"/><category term="livros"/><category term="ficção científica"/><category term="4 aliens"/><category term="por elas"/><category term="lista"/><category term="cinema"/><category term="5 aliens"/><category term="ficção"/><category term="DarkSide"/><category term="3 aliens"/><category term="crítica"/><category term="quadrinhos"/><category term="ficção especulativa"/><category term="fantasia"/><category term="ciência"/><category term="não-ficção"/><category term="Leitura essencial"/><category term="autor nacional"/><category term="10 coisas"/><category term="feminismo"/><category term="terror"/><category term="literatura"/><category term="escrita"/><category term="alienígenas"/><category term="distopia"/><category term="Morro Branco"/><category term="espaço"/><category term="Star Trek"/><category term="juvenil"/><category term="televisão"/><category term="livro em inglês"/><category term="dicas"/><category term="Futuro"/><category term="clássico scifi"/><category term="tecnologia"/><category term="análise"/><category term="civilização"/><category term="vilões"/><category term="filme"/><category term="Aleph"/><category term="Blogagem"/><category term="Mulheres da Ficção Científica"/><category term="leituras"/><category term="astronomia"/><category term="sociedade"/><category term="2 aliens"/><category term="planeta"/><category term="representatividade"/><category term="séries"/><category term="desafio literário"/><category term="sistema solar"/><category term="blogosfera"/><category term="biografia"/><category term="robótica"/><category term="Nerdismo"/><category term="gênero literário"/><category term="geografia"/><category term="zumbi"/><category term="Franquia Alien"/><category term="Netflix"/><category term="medo"/><category term="Graphic MSP"/><category term="Turma da Mônica"/><category term="Stargate"/><category term="ebook"/><category term="livros infantis"/><category term="misoginia"/><category term="Star Wars"/><category term="educação"/><category term="sorteio"/><category term="Terra"/><category term="mito"/><category term="ser humano"/><category term="Amazon"/><category term="Jogos Vorazes"/><category term="design"/><category term="Arquivo X"/><category term="Blade Runner"/><category term="especial escritoras de FC"/><category term="ignorância"/><category term="livro clássico"/><category term="meio ambiente"/><category term="vida"/><category term="Arthur C. Clarke"/><category term="Babylon 5"/><category term="TWD"/><category term="biologia"/><category term="clichês"/><category term="evolução"/><category term="graphic novel"/><category term="infográfico"/><category term="internet"/><category term="paleontologia"/><category term="jogos"/><category term="arte"/><category term="ação nerd"/><category term="projeto releituras"/><category term="A Chegada"/><category term="Battlestar Galactica"/><category term="escuro"/><category term="mídia"/><category term="organização"/><category term="tecnoceno"/><category term="tempo"/><category term="trilha sonora"/><category term="universo"/><category term="webserie"/><category term="1 alien"/><category term="Person of Interest"/><category term="afrofuturismo"/><category term="amor"/><category term="diversidade"/><category term="dominação"/><category term="violência"/><category term="Antofágica"/><category term="Imagem"/><category term="Perdidos no Espaço"/><category term="conquista"/><category term="consumo"/><category term="moda"/><category term="passado"/><category term="privacidade"/><category term="releitura"/><category term="urbanização"/><category term="Avisos"/><category term="alimentação"/><category term="amizade"/><category term="criatividade"/><category term="economia"/><category term="entrevista"/><category term="família"/><category term="hipocrisia"/><category term="mistério"/><category term="parceria"/><category term="racismo"/><category term="turismo"/><category term="Becky Chambers"/><category term="Caça-Fantasmas"/><category term="Colony"/><category term="Contexto"/><category term="Defiance"/><category term="Diário da Capitã"/><category term="Isaac Asimov"/><category term="Kindle"/><category term="NASA"/><category term="New Weird"/><category term="Pesquisa"/><category term="Starcraft"/><category term="bebidas"/><category term="censura"/><category term="conto"/><category term="governo"/><category term="luz"/><category term="machismo"/><category term="navegação"/><category term="perigo"/><category term="pessimismo"/><category term="planeta anão"/><category term="radiação"/><category term="sexo"/><category term="solidão"/><category term="steampunk"/><title type="text">MS Geografia</title><subtitle type="html"/><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/posts/default" rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/-/geografia" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/search/label/geografia" rel="alternate" type="text/html"/><link href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" rel="hub"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><generator uri="http://www.blogger.com" version="7.00">Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-7168011101629460563</id><published>2024-06-20T01:00:00.005-03:00</published><updated>2024-06-20T01:00:00.150-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Leitura essencial"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="livros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="resenha"/><title type="text">Resenha: Uma breve história da Terra, de Andrew H. Knoll</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A geógrafa e professora de geografia que habita em mim não pode ver um livro sobre ciências da Terra que ela logo quer ler. E com esse aqui não foi diferente! Já tinha visto esse lançamento lá na gringa, mas demorei para descobrir que a obra estava disponível aqui para a galera leitora brasileira. Se você procura um trabalho acessível e conciso sobre a história química, geológica, biológica e astronômica da Terra, então encontrou!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;O livro&lt;/h5&gt;
É bem difícil que as pessoas pensem sobre a origem do universo, da vida e da Terra no seu dia a dia. Mas é uma história tão fascinante e com tantos mistérios e descobertas fascinantes que lamento bastante as pessoas não terem esse conhecimento. Temos uma ligação incomparável com o planeta, desde sua gravidade, que nos mantém imantados em sua superfície, até a comida que ingerimos e o ar que respiramos, dependemos da Terra para absolutamente tudo. E é aterrorizante pensar em todos os danos que estamos causando a ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Resenha: Uma breve história da terra, de Andrew H. Knoll" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVaFXuCRzUcIRrQwmah_Xmj9K4n64HpsfLG0-9WBC0JmRXxk3BOwtlcMWsX293mGTAd6Bx9Vym38J_DUc6W8B0jIoYN3K5KopJsoBKEz2I8j5J5UEt19tVCTmNR3Sr9rIV-mv7uNGdwSc/s1600/resenha-uma-breve-historia-da-terra-de-andrew-h-knoll.jpg" title="Resenha: Uma breve história da terra, de Andrew H. Knoll" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Tudo que diz respeito à Terra é dinâmico, sempre em constante mutação, apesar da falsa, e comum, impressão de permanência.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
O autor nos convida a uma viagem de bilhões de anos desde a origem do universo até os dias da Terra humana. Começando pela ignição do universo em si e depois das estrelas, descobrimos que os elementos mais básicos da tabela periódica passam a existir conforme estrelas brilham e morrem ao longo do tempo. Nosso planeta viria surgir muito tempo depois, depois que a nebulosa planetária se formou, dando origem ao nosso Sol e aos planetas do nosso sistema estelar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
Dividido em oito capítulos, cada um trata de um aspecto do planeta. Começamos por Terra Química, passando por Física, Biológica, Terra com Oxigênio, Animal, Verde, Catastrófica e, por fim, Terra Humana. Com mapas e imagens em preto e branco, o autor consegue manter uma linguagem acessível mesmo nas explicações mais densas, que são poucas, mas existem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como disse no começo da resenha, esse livro é conciso, portanto não vai se aprofundar em certos assuntos. Ele é bem abrangente para quem tem curiosidade de saber como tudo começou, mas não vai ter informações mais complexas do que isso. A ideia aqui era essa mesma, de ser uma obra inicial, algo que despertasse a curiosidade, trazendo uma lista no final de obras que se aprofundam. Só lamento que ninguém tenha feito uma busca por esses obras no nosso mercado brasileiro, por algumas delas foram traduzidas, como &lt;a href="https://www.momentumsaga.com/2015/09/resenha-a-historia-de-quando-eramos-peixes-de-neil-shubin.html" target="_blank"&gt;A História de Quando Éramos Peixes&lt;/a&gt;, de Neil Shubin. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostei muito de como o autor focou nas plantas e sua invasão sobre a superfície terrestre, pois muitos paleontólogos passam por cima da paleobotânica na hora de reconstruir a história da Terra. Se os animais tiveram toda uma linha evolutiva vinda dos mares quentes da Terra, as plantas passaram por uma verdadeira revolução na hora de ocupar as superfícies ermas do planeta. E sem a ajuda dos fungos, teria sido impossível transformar os continentes em um tapete verde exuberante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também uma explicação ótima sobre como os peixes evoluíram para sair dos mares e conquistar a superfície, tendo como um de seus ilustres representantes, o &lt;i&gt;Tiktaalik&lt;/i&gt;, que exibe características tanto de peixes quanto de répteis. A leitura nos mostra como toda a vida deste lindo planeta está interligada e o autor alerta para todas as mudanças que estamos impondo a ele por nossas ações imprudentes. E não, você não odeia o &lt;i&gt;Tiktaalik&lt;/i&gt;, você odeia o capitalismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Durante a maior parte de sua história, nosso lar foi um lugar inóspito para os humanos e, na verdade, entre as lições duradouras da geologia está o reconhecimento de quão breve, frágil e precioso é o nosso momento atual.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
Existem notas de tradução com exemplos brasileiros em vários capítulos, mas muito me estranha que um livro com dois revisores tenha saído com "mais grande" num determinado momento. Não foram muitos problemas, mas os que ocorreram foram bem gritantes. A tradução de Carlos Bacci Jr. está muito boa, mas é quase impossível descobrir quem traduziu, porque a editora não o menciona nas lojas online, nem no livro, a não ser por uma ficha catalográfica minúscula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Obra e realidade&lt;/h5&gt;
Tive uma disciplina no mestrado chamada de Paleobiologia. Nela, o professor nos deu artigos e capítulos para ler falando sobre a origem da vida na Terra e, quem sabe, até mesmo pelo universo. Num desses artigos vinha uma árvore da vida, onde todos os organismos da Terra estão relacionados, em maior ou menor grau de parentesco. Daquelas águas mornas de um planeta primitivo, moléculas orgânicas se formaram e começaram a se unir para dar origem a um planeta único até agora no universo: o nosso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estudar a vida do planeta deveria nos deixar mais humildes diante da magnitude da Terra e do que ela já passou. Deveria também nos lembrar que não há uma Terra 2.0 esperando por aí. Nosso lar é único e deveríamos cuidar muito bem dele pelo tempo que nos resta em sua superfície. Assim como incríveis animais e plantas foram extintos, nós um dia também seremos e isso pode acontecer mais rápido do que gostaríamos se continuarmos a agir desta forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Andrew H. Knoll" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv9OodhwN7w2eWZ_TYy6XOn8rWhP8lTqkkUdNOEbOTPCxY26fwj-yEejxk_sbwu0BSCOVBdpy3xMEUkSci_wmsKeLwZk85A2IYTyJzaZQH2sOeNpMwXNsnKlFq-z4s-EjMkEixAHn3cHM/s1600/andrew-h-knoll.jpg" title="Andrew H. Knoll" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Andrew Herbert Knoll é um planetólogo e paleontólogo norte-americano. Graduado em geologia pela Universidade Lehigh em 1973, com doutorado também em geologia pela Universidade Harvard em 1977, é autor de vários livros. &lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt; 
&lt;div style="-moz-column-gap: 35px; -moz-column-rule: 6px double #BC8F8F; -moz-column-width: 400px; -webkit-column-gap: 35px; -webkit-column-rule: 6px double #BC8F8F; -webkit-column-width: 400px; column-gap: 30px; column-rule: 6px double rgb(188, 143, 143); column-width: 400px;"&gt;
&lt;b&gt;PONTOS POSITIVOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Bem escrito&lt;br /&gt;
Bem pesquisado&lt;br /&gt;
Reflexões sobre a humanidade&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;PONTOS NEGATIVOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
É uma breve história mesmo&lt;br /&gt;
Revisão deixa a desejar&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Título:&lt;/h7&gt; Uma breve história da Terra: 4 Bilhões de Anos em Oito Capítulos&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Título original em inglês:&lt;/h7&gt; A Brief History of Earth: Four Billion Years in Eight Chapters&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Autor:&lt;/h7&gt; Andrew H. Knoll&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Tradutor:&lt;/h7&gt; Carlos Bacci Jr.&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Editora:&lt;/h7&gt; Alta Cult&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Páginas:&lt;/h7&gt; 272&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Ano de lançamento:&lt;/h7&gt; 2023&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Onde comprar:&lt;/h7&gt; na &lt;a href="https://amzn.to/45tSuDY" target="_blank" title="Vá para a loja!"&gt;Amazon&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;h5&gt;Avaliação do MS? &lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBMoIMl_sSx65I-NB_HY6B1tERmuvbZsb1YKNtWsASECPozXDE3Q_qjnwkc8gqMCoGoqUmCVsMzqB8TDG9IfD0KzJ5E231JpizK9gOJ2m6K8AQAEmCppE5wLQKx5vatFvhXeQCoelRkoQ/s170/essencial.png" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;" title="Essencial!" /&gt;&lt;/div&gt;Posso apontar que esta é uma das melhores leituras do ano! Houve momentos em que me vi de volta às aulas de biologia no colégio ou do mestrado, discutindo como a vida se formou e se espalhou pela Terra. Se você curte um livro recheado de informações, de ciência, mas de uma maneira acessível, então encontrou. Não é uma leitura completa, mas que traz, tal como diz o título, uma breve história do nosso planeta. Leitura essencial e uma forte recomendação para você ler também! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
Até mais! &#127758;&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGh2Ee8e0RvG-QuoyNtoMydMw9aYin4e3CWwpatTZElAT55sCirD62D3HYRAi2OQh4dDymeOqA2D36iXzzubBhhFRqHKR4LMmYrDFg_6PrvRXZLC2YSjSiMneY8usMhyphenhyphenyqW_OpEaa7yew/s1600/pague-um-cafe.gif" title="Você já contribuiu hoje?" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/7168011101629460563/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2024/06/resenha-uma-breve-historia-da-terra-de-andrew-h-knoll.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/7168011101629460563" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/7168011101629460563" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2024/06/resenha-uma-breve-historia-da-terra-de-andrew-h-knoll.html" rel="alternate" title="Resenha: Uma breve história da Terra, de Andrew H. Knoll" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVaFXuCRzUcIRrQwmah_Xmj9K4n64HpsfLG0-9WBC0JmRXxk3BOwtlcMWsX293mGTAd6Bx9Vym38J_DUc6W8B0jIoYN3K5KopJsoBKEz2I8j5J5UEt19tVCTmNR3Sr9rIV-mv7uNGdwSc/s72-c/resenha-uma-breve-historia-da-terra-de-andrew-h-knoll.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-8324875513217452559</id><published>2023-07-16T22:11:00.005-03:00</published><updated>2024-01-30T21:18:44.736-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="literatura"/><title type="text">Nas Montanhas da Loucura e ciência</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;H. P. Lovecraft (1890-1937) foi um dos escritores mais influentes do século XX, tornando-se conhecido por seu horror cósmico. De acordo com o biógrafo de Lovecraft, S. T. Joshi, o autor era fascinado pela Antártica desde muito jovem. Muito desse fascínio é responsável por seu famoso livro &lt;i&gt;Nas Montanhas da Loucura&lt;/i&gt;, escrito em 1931. Ele foi curiosamente rejeitado pela revista Weird Tales e enfim foi publicado pela Astounding Stories em forma seriada em 1936. E apesar de ter saído da escola sem se formar, Lovecraft mostra em seus escritos um amplo conhecimento de arqueologia, geologia e paleontologia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Nas Montanhas da Loucura e ciência" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiffxTVcrA2DxmExiMzX4slqR29EFJLL0QBN7TPqLaVaOHrMv6pZsByMSeZsZ3G_NF8roJH3BvvgspwKNpIDKk1_KRslMK71_x8MylsMVai8HCcyaz1l_za3KWAwmYMYyF1qfDWrKlQNI/s1600/nas-montanhas-da-loucura-de-lovecraft-e-ciencia.jpg" title="Nas Montanhas da Loucura e ciência" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
A Antártica é o último dos continentes da Terra, um local de natureza selvagem, com clima severo, sem população nativa. É bem provável que os povos de regiões próximas ao continente tenham sido os primeiros a explorá-lo: os povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o "país do gelo" e um chefe māori de nome Ui-Te-Rangiora teria chegado na região em 650 d.C., mas não há vestígios dessas presenças no continente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo o mais frio e seco continente na Terra, a Antártica é o maior deserto do planeta. Mas se olharmos para a rica geologia e paleontologia sob o manto de gelo, descobrimos que ele já foi verdejante, cheio de vida animal e vegetal. Ao olhar para a história do planeta, foi apenas em períodos muito recentes que a placa antártica ganhou sua cobertura de gelo permanente. O que mais poderia estar oculto sob ele? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse mistério sob o último continente da Terra deve ter fermentado na cabeça de Lovecraft por um bom tempo e na época em que foi escrito o continente ainda estava testemunhando suas primeiras expedições. &lt;i&gt;Nas Montanhas da Loucura&lt;/i&gt; é contado da perspectiva de William Dyer, um geólogo da Universidade Miskatonic que voa para uma região inexplorada da Antártica. Ele está acompanhado pelo professor Lake, um biólogo; professor Pabodie, um engenheiro; e alguns alunos de pós-graduação. O enredo básico é a descoberta dos restos congelados de entidades bizarras do espaço profundo e seus “escravos” ainda mais aterrorizantes: os shoggoths. A história poderia ser dividida em duas partes. A primeira é particularmente rica, detalhada e mostra um conhecimento científico impressionante.&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt; 
Um evento que influenciou muito a escrita desse livro foi o primeiro vôo de Robert Byrd sobre o Pólo Sul em 1928. Outras influências bem nítidas são as pinturas do Himalaia de Nicholas Roerich, mencionadas várias vezes ao longo da leitura, a teoria da deriva continental de Alfred Wegener e os avanços paleontológicos de sua época, como a descoberta de arqueociatídeos encontrados em rochas datadas do Pré-Cambriano em 1920. Arqueociatídeos, criaturas marihas primitivas, surgiram na explosão cambriana (há cerca de 590 milhões de anos), evento de maior importância na biodiversidade terrestre marcado pelo aparecimento de quase todos os filos descritos. O grupo foi extinto há cerca de 540 milhões de anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por volta dessa época, a Antártica estava na região do equador e sua placa começou a descer, ver sua flora e fauna florescerem, testemunhando o surgimento de grandes répteis, como os dinossauros. Mesmo quando o supercontinente da Pangeia começou a se dividir e a Antártica começou a rumar para sua posição atual, ela era um oásis verdejante, tropical, perigoso e irresistível para a imaginação de qualquer um. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros fósseis, fragmentos de madeira petrificada, descritos da Antártica foram coletados em 1892-93 na Ilha Seymour por membros da Expedição Antártica Norueguesa liderada por Carl Anton Larsen (a maioria dos fósseis foi trocada posteriormente pelos marinheiros por tabaco, mas Larsen levou seus espécimes para Universidade de Oslo). Um dos primeiros geólogos a coletar fósseis na Antártica foi o geólogo sueco Otto Nordenskjöld em 1902-03. Ele e sua equipe descobriram fósseis de plantas jurássicas, conchas e ossos de pinguins gigantes (que também têm uma participação especial no livro de Lovecraft).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Fóssil de Glossopteris, 260 milhões de anos" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh431tSaxrgh5qTZkNpwFgth28PUl9ZZrljnLCjEGtHoRa51AG2eFCkJ3Q-JmH5EhDXaW2mZmiOw0xUV2Bn-Ctk-0bM2at-owCbo75Vu2qmCBk3wpi1ZBPlL8nhXgLrxnHT8jUaQhB8Du0/s1600/Glossopteris-Antartica.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fóssil de uma folha de Glossopteris, encontrado nas Montanhas Príncipe Charles, na Antártica. Entre 260 a 270 milhões de anos de idade, as Glossopteris foram importantes para o estabelecimento da teoria da deriva continental de Alfred Wegener.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt; 
Em 1914, o paleontólogo britânico Albert Charles Seward descreveu as plantas fósseis coletadas pelo grupo de Robert Falcon Scott, explorador que liderou duas expedições à Antártica, como sendo &lt;i&gt;Glossopteris&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Vertebraria&lt;/i&gt;, duas espécies extintas de plantas distribuídas em quase todo o mundo. Essas descrições foram posteriormente usadas pelo geofísico alemão Alfred Wegener como evidência de que a Antártica já foi conectada a todos os outros continentes. Lovecraft aparentemente era fascinado pela teoria da deriva continental, proposta por Wegener na década de 1920, pois no livro ele descreveu a descoberta de um antigo mapa topográfico de origem desconhecida em uma cidade morta, que mostrava o movimento lento dos continentes na superfície da Terra.&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt; 
Com base nos fósseis de plantas, Nordenskjöld também foi um dos primeiros pesquisadores a propor que a Antártica no passado experimentou um clima muito mais quente e foi coberta por florestas de samambaias e outras plantas tropicais. Lovecraft evocará esse passado há muito perdido em sua história pela descoberta inesperada de uma caverna que atuou como armadilha de sedimentos por milhões de anos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;blockquote&gt;Seu teto e piso eram abundantemente equipados com grandes estalactites e estalagmites, algumas delas em forma de coluna; mas o mais importante de tudo era o vasto depósito de conchas e ossos que em alguns lugares quase obstruíam a passagem. Arrastada de selvas desconhecidas formadas por fungos e samambaias mesozoicas, florestas de cicadófitas do Terciário, palmeiras e angiospermas primitivas, essa mistura óssea continha ainda representantes dos períodos Cretáceo e Eoceno, além de outras espécies animais que nem mesmo o maior dos paleontólogos poderia contar ou classificar em um ano. Moluscos, carapaças de crustáceos, peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos primitivos - grandes e pequenos, conhecidos ou desconhecidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas Montanhas da Loucura&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
Para Lovecraft, a geologia e a descrição detalhada dos fósseis descobertos é parte essencial para apresentar a ideia de tempos profundos, principalmente o pré-cambriano quando, segundo o conhecimento de sua época, não existia vida na Terra. No entanto, a expedição de Dyer descobriu em rochas datadas deste período antigo os vestígios de criaturas altamente evoluídas, referidas apenas como os Antigos. Eles são muito superiores em sua cultura, tecnologia e habilidades à nossa civilização, o mais importante é que são extremamente mais velhos que os humanos e o livro de Lovecraft termina com um aviso: em comparação com a vastidão quase inimaginável da idade da Terra (e dessas criaturas), deveríamos ser mais humildes (e termos muito medo de lidar com o desconhecido).&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt;
Desde que Lovecraft escreveu seu livro, várias missões à Antártica melhoraram nosso conhecimento sobre o continente branco. A massa de terra do continente é composta por dois grandes blocos geologicamente distintos separados pelas Montanhas Transantárticas, uma cordilheira de 2800 km de extensão com picos de 4 mil metros de altura (as imaginárias Montanhas da Loucura de Lovecraft tinham mais que o dobro dessa altura). A Antártica Oriental é bastante antiga, com províncias pré-cambrianas, enquanto a Antártica Ocidental é um mosaico de cinco blocos menores cobertos pelo manto de gelo, cujas rochas estão expostas na Península Antártica. Os fósseis dessa região serviram de inspiração para algumas descrições feitas por Lovecraft. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
Uma sugestão quando for ler ou reler Nas Montanhas da Loucura: procure os termos utilizados por Lovecraft na internet. Alguns termos que ele usa, como Terciário, caíram em desuso, mas em outros aspectos o livro é bastante preciso e segue a ciência antártica de perto. Tem coragem de encarar uma jornada pelo continente gelado??&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
Até mais! &#128026;&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt; 
&lt;i&gt;Nas Montanhas da Loucura&lt;/i&gt; está nessa coletânea, em duas versões e na graphic novel: &lt;br /&gt; 
❥ &lt;a href="https://amzn.to/3rDarzS" target="_blank"&gt;H.P. Lovecraft - Medo Clássico - Volume 1 - Cosmic Edition&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; 
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdYn55ri0mA9CzAkaU1eUVE1J5mwA9G3ZPloIO62FgMjL-QK9VGAvCLpkvm2UfC4J9-MvhC6j5TxNtu8ogdiBOUhMXzOm0YK7JM1oxAKvOOBF9wuUMBreZ2xUKZNG74pk1AklH5GFj6HA/s1600/pague-um-cafe.gif" title="Você já contribuiu hoje?" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/8324875513217452559/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2023/07/nas-montanhas-da-loucura-de-lovecraft-e-ciencia.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8324875513217452559" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8324875513217452559" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2023/07/nas-montanhas-da-loucura-de-lovecraft-e-ciencia.html" rel="alternate" title="Nas Montanhas da Loucura e ciência" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiffxTVcrA2DxmExiMzX4slqR29EFJLL0QBN7TPqLaVaOHrMv6pZsByMSeZsZ3G_NF8roJH3BvvgspwKNpIDKk1_KRslMK71_x8MylsMVai8HCcyaz1l_za3KWAwmYMYyF1qfDWrKlQNI/s72-c/nas-montanhas-da-loucura-de-lovecraft-e-ciencia.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-8205537954660116949</id><published>2019-03-17T22:00:00.005-03:00</published><updated>2024-06-22T14:12:57.319-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escrita"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><title type="text">Geografia e a construção de mundos fictícios</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que muitos sabem que eu sou geógrafa de formação, mas outras pessoas, especialmente a galera que me segue há pouco tempo desconhece essa informação. E uma coisa que eu gosto muito de fazer nos meus livros é de escrever universos com a maior precisão geográfica, geológica, até astronômica possível. Uma observação que fizeram do meu livro &lt;a href="https://amzn.to/2NYSYKu" target="_blank"&gt;Diga meu nome e eu viverei&lt;/a&gt; foi justamente a questão da geografia de São Paulo ter sido usada como componente essencial do enredo. A ideia aqui é ajudar você a criar enredos com uma geografia que faça sentido, ou o mais próximo disso.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Geografia e a construção de mundos fictícios" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYzU9YiLmIMLwAee9ejuNGzJrcfr_btcbKMrl3nQDWEIrzZLn6SbGs5mq_VqnD53XuUEqQ6mRE3lrnxXmfuJ2-dLzTneqHJlXvdPfiGoS9SxSYRVaURKQOr-f_UbPXCVgRHm4uSyUZ7XY/s1600/geografia-e-construcao-de-mundos-na-ficcao.jpg" width="1000"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
Júlio Verne era um apaixonado pela ciência, especialmente pela geografia. Cinco Semanas em um Balão, Viagem ao Centro da Terra, são algumas de suas obras que demonstram sua devoção para a ciência geográfica. Várias obras tanto de ficção científica, quanto de fantasia, oferecem grandes universos detalhados com rios, continentes, ilhas e eventos geográficos. Na internet não é difícil achar ferramentas que criam mapas para universos fictícios, como o &lt;a href="https://donjon.bin.sh/scifi/world/" target="_blank"&gt;Fractal World Generator&lt;/a&gt;. Neste &lt;a href="http://dinosaurpictures.org/ancient-earth#240" target="_blank"&gt;site aqui&lt;/a&gt; você pode ver como a Terra era há milhões de anos atrás e pode te inspirar a criar mundos específicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns universos requerem uma ambientação que preze pela precisão geográfica de eventos. Como seria o mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo sem as diferentes referências dadas pelo autor? Até podemos inferir que Westeros se passa em outro planeta, um em que o inverno dura anos, diferente do nosso inverno que dura três meses todos os anos. Percebe como essas diferenças enriquecem as narrativas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas se ela for feita de qualquer jeito, ela também pode se voltar contra o autor. Um problema da ficção especulativa em geral é criar planetas com um único bioma ou um único clima, algo que grandes franquias como Star Wars, Star Trek e Stargate repetem com frequência. Sabemos pela própria geografia da Terra que ela é variada e elegante, tendo uma única cidade como São Paulo uma grande variação climática, de relevo e vegetação. Diferentes latitudes e porções de terra criam climas e vegetações diferentes. E se você alterar demais a ciência por trás disso, terá que centralizar seu enredo em uma realidade alternativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você criar o seu mundo pare e pense com cuidado na geografia dele. Onde se passa? Quais característica do terreno são relevantes no enredo? Que tipos de fenômenos climáticos são importantes? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Atenção às distâncias&lt;/h5&gt;
Para traçar corretamente a jornada de Frodo rumo a Mordor, JRR Tolkien utilizou manuais militares e calculou distâncias pela Terra Média (ainda que sua cosmologia seja pré-copernicana e ele nunca se importou em amarrar melhor as ideias a respeito). Dessa forma ele conseguiu calcular com precisão quanto tempo Frodo e Sam levariam até chegar à montanha seguindo, principalmente, a pé. Pense que eles tiveram que atravessar descampados, ravinas, montanhas, rios e terrenos difíceis até alcançarem seu objetivo. Não é à toa que levaram tanto tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arrakis, na saga de Duna, é um planeta desértico, com nenhuma chuva ou nuvens, mas que consegue manter cactáceas na superfície, o que não faz sentido do ponto de vista biológico. Ainda que o enredo seja complexo do ponto de vista político e social, a geografia de Arrakis não faz nenhum sentido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você for pensar numa jornada dos seus personagens ou se for criar um império, tenha noção das distâncias em que eles estão. Use mapas reais para se basear. Veja a geografia de Westeros, que é praticamente a ilha da Bretanha inteira. Lembre-se do conceito de escala: se seu mapa tem uma escala de 1:20.000.000 (um para 20 milhões) isso significa que um centímetro no mapa equivale a 20 milhões de centímetros na realidade, ou 200.000 metros ou 200km. Quanto maior a escala do mapa, menor a área representada e maior é o nível de detalhamento. Então uma escala de 1:5000 tem um nível de detalhe muito maior do que 1:50.000. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoalmente eu amo livros que contenham mapas. Pense no seu enredo e se será necessário representar geograficamente os locais onde a ação acontece. Rascunhe um e entregue na mão de um cartógrafo para que ele faça os cálculos e plote o mapa para você. Acredite, faz bastante diferença! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;/b&gt; &lt;a href="https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/cartografia-representacao-de-espacos-e-distancias.htm" target="_blank"&gt;Representação de espaços e distâncias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;h5&gt;Atenção ao tipo de estrela&lt;/h5&gt;
Sabia que se a cor da estrela que seu planeta orbita muda, a cor das plantas deste mundo também muda? Nossas plantas são verdes, pois esse é o comprimento de onda que elas refletem. Mas o nosso Sol é uma estrela amarela de sequência principal. As plantas se dão ao luxo de refletir de volta certos comprimentos de onda porque possuem abundância dos outros tipos, principalmente azul e vermelha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas se a sua estrela for uma anã vermelha, por exemplo, uma estrela com emissão bem baixa de energia, você não terá luxuriantes florestas tropicais na superfície. Suas plantas deverão ser escuras, os tons mais próximos do preto, pois essa é a cor que consegue absorver o máximo possível de luz para sua sobrevivência, tanto no espectro visível quando no invisível. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrelas brancas liberam muito mais energia no espectro azul do que estrelas amarelas, como o nosso Sol, assim é provável que as plantas sejam azuis aos nossos olhos, precisando refletir o excesso. Planetas orbitando estrelas azuis recebem radiação ultravioleta em demasia, então é provável que formas de vida sejam apenas aquáticas para se proteger dos flashes, mas a uma profundidade de cerca de 9 metros para poder ter luz suficiente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Leia mais:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/2011/04/vida-e-cores-em-outros-mundos.html" target="_blank"&gt;Vida e cores em outros mundos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Atenção às feições geográficas&lt;/h5&gt;
Cadeias de montanhas são verdadeiras barreiras em determinados terrenos. Grandes extensões de terra podem ser desérticas na região central, com umidade na área do litoral, como era a Pangeia antes que ela começasse a se partir 200 milhões de anos atrás. Sem a Cordilheira dos Andes, o Rio Amazonas corria rumo ao Pacífico e não rumo ao Atlântico como temos hoje. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São vários os efeitos climáticos e geográficos que feições geográficas como montanhas, cavernas, ilhas, penínsulas, enseadas, possuem. Vale à pena você estudar como elas se formam e como o ambiente sofre influência delas. Sabia que Cabo Frio, no Rio de Janeiro, tem esse nome por que uma corrente gelada das Malvinas ressurge ali? É o que chamamos de ressurgência. As águas frias e nutritivas vindas do sul chegam à superfície naquela região, que leva a uma produtividade de peixes. Outro lugar com ressurgência é o Cabo de Santa Marta, em Santa Catarina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Cabo Frio, a ressurgência ocorre no verão, o que surpreende os turistas que encontram temperaturas na casa dos 15°C. Os ventos alíseos empurram as águas superficiais, quentes e mais pobres em nutrientes, da Corrente do Brasil para longe do litoral, fazendo com que as águas mais frias e ricas em nutrientes subam. A topografia da plataforma continental da região também ajuda a corrente a subir, que torna a região fria. Estudar detalhes assim podem te dar dicas para enriquecer seu enredo e a geografia de seu universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Atenção às geografias&lt;/h5&gt;
Geografia, ao contrário do que muita gente pensa, não é só o estudo de mapas ou decorar as capitais dos países. Se seu enredo é um livro cyberpunk em uma cidade de 1 bilhão de habitantes, existem várias geografias aqui para você trabalhar. Tem a própria cartografia dessa cidade. Ela é dentro de muros? É cortada por rios? Ela tem partes subterrâneas? Como é a distribuição de água? Além dessa geografia, há a geografia urbana. Como se dão das dinâmicas sociais nas vias de circulação? As fábricas, onde ficam? Ela tem arranha-céus de mais de um quilômetro de altura? Tem periferias pobres com construções improvisadas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensar a geografia do seu enredo, da sua cidade, do seu universo é pensar em como as pessoas, como os seres que neles vivem se relacionam com o espaço que habitam. Veja o exemplo dos seres humanos e a forma como produzimos e reproduzimos o espaço dando novos significados e novas camadas de produção aos lugares. Um bairro industrial perde suas fábricas com o passar dos anos e ganha shoppings, supermercados e condomínios de alto padrão. O centro das cidades, antes a vanguarda do urbanismo e da modernidade, acabam sucateados, abandonados pelo poder público e pelas pessoas, tornando-se locais sombrios, pouco frequentados e sujos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você pensa na geografia do lugar é pensar em todas essas camadas, em todos os níveis, seja a topografia, a hidrografia, a urbanização, a vegetação. A questão não é criar um compêndio geográfico para o seu enredo, mas pensar em todas as possíveis geografias deste lugar que podem servir para o desenvolvimento de seus personagens e suas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que essas dicas sejam úteis. Deixe nos comentários suas considerações!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais! &#127759;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Leia mais:&lt;/h5&gt;&lt;a href="https://writerswrite.co.za/7-simple-things-to-remember-about-setting/" target="_blank"&gt;7 Simple Things To Remember About Setting&lt;/a&gt; - Writers Write&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://geocurrents.info/geographical-thought/geography-and-science-fiction-the-creation-of-realistic-alternative-worlds" target="_blank"&gt;Geography and Science Fiction: the Creation of Realistic Alternative Worlds&lt;/a&gt; - Geocurrents&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.veronicasicoe.com/blog/2014/04/top-5-worldbuilding-must-haves/" target="_blank"&gt;Top 5 WORLDBUILDING Must-haves&lt;/a&gt; - Veronica Sicoe&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://julesverne.ca/jv.gilead.org.il/ithompson/geography.html" target="_blank"&gt;Jules Verne, Geography and Nineteenth Century Scotland&lt;/a&gt; - Ian B. Thompson&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGh2Ee8e0RvG-QuoyNtoMydMw9aYin4e3CWwpatTZElAT55sCirD62D3HYRAi2OQh4dDymeOqA2D36iXzzubBhhFRqHKR4LMmYrDFg_6PrvRXZLC2YSjSiMneY8usMhyphenhyphenyqW_OpEaa7yew/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/8205537954660116949/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2019/03/geografia-e-construcao-de-mundos-na-ficcao.html#comment-form" rel="replies" title="4 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8205537954660116949" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8205537954660116949" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2019/03/geografia-e-construcao-de-mundos-na-ficcao.html" rel="alternate" title="Geografia e a construção de mundos fictícios" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYzU9YiLmIMLwAee9ejuNGzJrcfr_btcbKMrl3nQDWEIrzZLn6SbGs5mq_VqnD53XuUEqQ6mRE3lrnxXmfuJ2-dLzTneqHJlXvdPfiGoS9SxSYRVaURKQOr-f_UbPXCVgRHm4uSyUZ7XY/s72-c/geografia-e-construcao-de-mundos-na-ficcao.jpg" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-6881550224801844450</id><published>2018-05-03T15:12:00.001-03:00</published><updated>2024-06-13T13:35:32.471-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><title type="text">5 incríveis passeios geológicos para você fazer no estado de São Paulo</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiz uma thread mais cedo no Twitter dando várias dicas de passeios para se fazer no estado de São Paulo e na capital que envolvam nosso patrimônio geológico e paleontológico. Poucas pessoas têm acesso a esses lugares porque são pouco divulgados. Eu mesma visitei todos eles apenas porque fazia parte dos trabalhos de campo da faculdade. É uma pena que escolas públicas e particulares não façam essas visitas, porque parte de história do planeta e do nosso território estão registradas neles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="5 incríveis passeios geológicos para você fazer no estado de São Paulo" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPq9bfBp8osBQidI_-DBRgoe3-2ZusMWpZURAlLIptme76HzY_p9sBSTLUem5AUpepeZvPAi0z7HfMwoF90Ji6LSgww2OpBXbcqE7dlzJTWVIG1H8A35y2d9Qyou_yaw9yjPMpxvL12BM/s1600/passeios-geologicos.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
O Brasil é um país com uma rica história geológica e paleontológica que, infelizmente, está longe da população. Em um país que investe pouco em ciência e duvida até que a Terra seja redonda, não é de se estranhar que as pessoas desconheçam parques, atrações e tenham pouco gosto pela ciência e pela exploração. Assim, separei cinco destinos para você visitar se for de São Paulo ou se estiver de passagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Estromatólitos no shopping&lt;/h5&gt;Nos shoppings Eldorado e Ibirapuera, na capital paulista, fósseis viraram piso. E são alguns dos fósseis mais antigos do nosso território. O mármore que hoje pavimenta os corredores dos centros de compras estão marcados com a presença de estromatólitos, que são rochas onde cianobactérias agregaram sedimento em mares rasos e quentes. Estromatólito vem do grego e quer dizer "tapete de pedra", pois as bactérias usavam o substrato sob a água para se multiplicar, deixando um tipo de tapete de muco que agregava os sedimentos na água, afundando quanto as bactérias morriam. Novas gerações cresciam em cima e ao longo de milhões de anos formavam grandes porções de rocha. Na Lagoa Salgada, no Rio de Janeiro, o processo ainda ocorre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img height="353" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEx8Zz2JAqotMJbXuIjxSJ1p0yHuzSS8oA35FtUfzyI1-YYzbClLhXXeUBtnTR_NE-e5oEOu1g1Mh2XoakT8Inyp0wCRzuI51rAexfhgVRhL6Uf8gmdDIF_G1SqQuYdzUj76JZQyCOpIg/s1600/Estromatolitos-no-piso-do-Shopping-Eldorado-Sallun-Filho.png" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="740" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Estromatólitos do Shopping Eldorado. Foto de Sallun Filho - 2012&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Os shoppings possuem sinalização para você encontrar as marcas pelo mármore. Estes estromatólitos têm cerca de 2 bilhões de anos de idade, então preste atenção por onde andar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Parque Geológico do Varvito - Itu&lt;/h5&gt;Situado em Itu, cerca de 100km da capital, é o que restou de um lago glacial. Sedimentos finos como silte e areia eram depositadas no fundo do lago, seguido por sedimentos mais escuros, de argila. Ambientes de baixa energia como este deixam camadas bem uniformes de sedimentos que depois se tornam rocha bruta. O varvito é um registro importante da grande glaciação que aconteceu há cerca de 360 milhões e 270 milhões de anos, quando toda a porção centro sul do Gondwana (que fazia parte da Pangeia), ficou coberta por grossas camadas de gelo. Nos paredões de rocha você pode ver alguns seixos rolados que escorregaram para o fundo o lado junto dos sedimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikFAgk-JFxSNJmPG3kkKM7SFv9ueSsSrILmYnrZ-TKc49qBfuLrCNw2HAochokXMJUqbAyDOSCThb1_P647dpgw7yCcO6Mk7Kj9YcxXifaSi_TpQJGe6IoMn1NRrLkhk47dLOZA0Ea2MY/s1600/seixo-rolado-andre-bonacin.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Paredão de varvito com um seixo rolado no meio. Foto de André Bonacin&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
O &lt;a href="http://www.itu.com.br/hotsite/default.asp?id=65" target="_blank"&gt;parque&lt;/a&gt; foi fundado em 1995 e fica aberto de terça à domingo, das 8 às 16:30. A entrada gratuita e você pode passear pelos paredões de rochas e visitar as exposições permanentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Parque da Rocha Moutonnée - Salto&lt;/h5&gt;Do ladinho de Itu, tem outro &lt;a href="https://salto.sp.gov.br/site/?page_id=728" target="_blank"&gt;parque&lt;/a&gt; bem legal para se visitar. A rocha Moutonnée foi criada por abrasão glacial, quando uma superfície rochosa sofre erosão devido à passagem de uma geleira. A rocha em si é de granito rosa e é uma testemunha da intensa glaciação que ocorreu no interior do Gondwana, cerca de 300 milhões de anos atrás. Conforme a geleira se movimentava sobre a superfície, carregando sedimentos e rochas, ela lixava as rochas que estavam abaixo, carregando-as por quilômetros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjp-rkuYxpvayIzccEMPveGcCuuAv36Dr24oFUUKn7EE6-lg8EahNWlN_fVTolgYp8XcLxbcX1UFO_KpU54HO5Tg_uh_cb-cQ-Gf5vDWwLBO9S7tQavNHEiUOQegboZwXQ6qtc_X6TiCj0/s1600/Rocha_Moutonn%25C3%25A9e.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Rocha Moutonnée. Fonte: Wikipedia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Moutonnée vem da palavra em francês "mouton", que significa "carneiro", pois seu descobridor achava que ela se parecia com um carneiro deitado no chão. O parque funciona de terça-feira a domingo das 8:30h às 16:30h e a entrada é gratuita. Pela extrema importância para a história geológica do país e do estado de São Paulo, o parque foi tombado em 1990.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Formação Botucatu - Botucatu &lt;/h5&gt;Este aqui você vai ter que ver da estrada, pois não há exatamente um parque, já que o arenito está por toda a parte. Se você for no sentido Botucatu, vai notar que existem paredões de rocha clara em algum lado, às vezes nos dois lados da estrada. Esse arenito é muito utilizado na construção civil, em especial em áreas externas. Ele é o que restou de um grande deserto, com dunas eólicas, que cobriram boa parte do território durante os períodos Triássico, Jurássico e início do Cretáceo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDiR5x6nJhBMfT3y1PFaZJrhajdJS0lHM6biCnX-lhBohqrqc5w2sV6MG-fhtgu7Uk_yK4HhzWV_COdMiT9Sm_EFix4tlrPw6bsngPoUF3P8aKOaRrrnGMRoh2S_6AMTq9Kq9KmN0kGck/s1600/Mirante-Pedra-do-indio.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mirante Pedra do Índio entre Pardinho, Bofete e Botucatu. Fonte: Davi H.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Essa formação foi extremamente importante para a formação do Aquífero Guarani, que abastece várias cidades do interior com água. Seguindo rumo a Botucatu pela estrada, quando o terreno começar a subir, você estará no paleodeserto Botucatu. É possível &lt;a href="http://www.proximatrip.com.br/brasil/estado-de-sao-paulo/botucatu/botucatu-pardinho-e-bofete-passeio-de-carro-e-a-p-pelas-cuestas-da-regio/" target="_blank"&gt;fazer trilhas&lt;/a&gt; a pé pelas cuestas nos municípios de Pardinho, Bofete e Botucatu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;PETAR - entre Apiaí e Iporanga&lt;/h5&gt;Se você sonha em entrar em cavernas, então aqui é o seu lugar. O &lt;a href="http://www.petaronline.com.br/petar/" target="_blank"&gt;PETAR&lt;/a&gt; (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) é a maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil, com mais de 300 cavernas, muitas delas abertas à visitação como a Caverna do Diabo e a Caverna da Água Suja. Criado por um decreto em 1958 pelo governo do estado, tem cerca de 35 mil hectares de Mata Atlântica preservada e tornou-se no final da década de 90 um dos locais mais procurados para a prática de esportes de aventura com espeleo, rapel e cascading.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEho7tcqxPzDQYtdmxx24wU63mxrWTGXUb0kq7XrdYnQXI0r4JczwAKS4EerhJEafWbiYfdKu4n0Qihgq4IWFZIaKZ-wQtppDFmVqiBiqct2UsuN9s_Hmlj9EAtKE55-jIFFoXsm_-L1zk4/s1600/caverna-do-diabo-PETAR.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Caverna do Diabo - PETAR. Fonte: LaViagem&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Com sítios arqueológicos, paleontológicos, geológicos, há comunidades quilombolas e tradicionais, trilhas de cachoeiras e visitação de cavernas. Até os Bombeiros treinam resgate nas cavernas do parque. Antes de visitá-lo, você deve ter local para se hospedar e há várias pousadas próximas aos núcleos de visitação. O ingresso custa 13 reais por pessoa, mas maiores de 60 anos e menores de 12 anos têm entrada gratuita. Estudantes com comprovação pagam meia. Não se aceitam cartões ou cheques, apenas dinheiro nas dependências do parque. O pernoite no camping é de 18 reais por pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Outras dicas importantes&lt;/h5&gt;Algumas pessoas não têm costume de fazer passeios por trilhas ou parques, fazem de qualquer jeito e depois se machucam. Então, atenção:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Use roupas leves, então nada de jeans ou qualquer tecido que possa causar assaduras ou bolhas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nada de chinelos, use tênis ou botas próprias para terrenos difíceis e caminhadas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Use protetor solar e repelente, especialmente no PETAR;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Produza o mínimo de impacto em locais de mata e reservas, lembre-se sempre: você é a visitante, os animais e comunidades tradicionais é quem moram lá;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Leve água e comida leve para consumir nas trilhas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Siga as instruções dos guias ao visitar parques e museus;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nas cavernas, NUNCA tire o capacete e siga rigorosamente as instruções dos guias; &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;
Existem museus pela capital, mas quis listar locais ainda menos conhecidos do público. Aproveite! E me conte se visitar algum destes lugares!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGh2Ee8e0RvG-QuoyNtoMydMw9aYin4e3CWwpatTZElAT55sCirD62D3HYRAi2OQh4dDymeOqA2D36iXzzubBhhFRqHKR4LMmYrDFg_6PrvRXZLC2YSjSiMneY8usMhyphenhyphenyqW_OpEaa7yew/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/6881550224801844450/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2018/05/incriveis-passeios-geologicos-para-fazer-no-estado-de-sao-paulo.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/6881550224801844450" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/6881550224801844450" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2018/05/incriveis-passeios-geologicos-para-fazer-no-estado-de-sao-paulo.html" rel="alternate" title="5 incríveis passeios geológicos para você fazer no estado de São Paulo" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPq9bfBp8osBQidI_-DBRgoe3-2ZusMWpZURAlLIptme76HzY_p9sBSTLUem5AUpepeZvPAi0z7HfMwoF90Ji6LSgww2OpBXbcqE7dlzJTWVIG1H8A35y2d9Qyou_yaw9yjPMpxvL12BM/s72-c/passeios-geologicos.jpg" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-8023217314120916380</id><published>2016-11-15T00:17:00.001-02:00</published><updated>2024-06-13T14:05:09.707-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><title type="text">O meu, o seu, o nosso lugar no mundo</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na primeira aula de cartografia da faculdade, a professora Adriana nos disse: &lt;i&gt;"Esqueçam tudo o que vocês achavam que conheciam sobre mapas. Vocês foram enganados a vida inteira."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E fomos mesmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="O meu, o seu, o nosso lugar no mundo" title="O meu, o seu, o nosso lugar no mundo" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3QkKLNEEIaBEX2TzObMr1mTWFAGzz0Iq8w9eRDsVtFJZ3_qMeaRbugKU7N-Qm8hS1aBBlrJloh0wAMSEZPDsF4XVww__pubeuFo6KinwzX0NGfqbq8rcwpq1B5Br7x-S6MANtIXSUwAQ/s1600/lugar-do-mundo.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
 
No primeiro ano do ensino médio, eu entrava com meu material e um mapa mundi e abria do avesso - de propósito - pra garotada ver. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;"Professora, tá ao contrário!"&lt;br /&gt;
"Profe, tá do avesso o mapa aí."&lt;br /&gt;
"Ao contrário, professora." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu rebatia: &lt;i&gt;"E quem foi que disse pra vocês que o mundo é assim...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtxpMKBfn8sLMMhB_sjwg1HNb5jYrSKbScmgHh_HTfWWSE31YCSQ7DjWuR3BYpMnvhGdIJK4I2jPC_ZmcnMsesLVPg07zvXQ9nh-8yPTmHpuedVcH_tAJXjwVeVyPz8DzSSJ4JM0uytmY/s1600/mundi.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;e não assim??"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-MqF6oARAUPAzTtk8QEUYs3Vjmn9U1SAAK7so1MCxapFJuAwFsBRgC499nvbgifSF0TJ6GeATyk6C0ceHw0F4ow3onUIQlFRrFS98j1QMRebwQ9VCUtHhO_21eBvPuloB7LUjehyphenhyphenfbnY/s1600/mundi-avesso.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;"Mas professora, é assim nos livros!"&lt;br /&gt;
"Ahh, então se o livro disser que beber xixi faz bem pra saúde, você toma?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei você, mas gosto bastante desse segundo mapa-mundi. Nós estaríamos no hemisfério norte, posição de dominação, né não? Eu sei que ver o mapa assim incomoda. A ideia é essa mesmo. Ver nosso "mundo" de cabeça para baixo dessa maneira depois de uma vida inteira de imagens cristalizadas em nossa mente mexe com nossos referenciais de espaço. Espaço eu digo terrestre, porém devemos lembrar que não existe em cima e embaixo no universo. Isso quem criou fomos nós mesmos. Mapas são convenções aceitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso lugar no mundo é definido por muitas variáveis. A própria definição de lugar, a própria definição de mundo, de posição e de qual referencial estamos usando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos ao caso do mapa. O que você ali em cima é uma convenção. Foi decidido que essa era uma forma aceitável de representação de mundo, mas ela está errada. Acontece que no momento em que a convenção se estabeleceu, o poder pendia na Europa, pendia no mundo ocidental. Todos os mapas do mundo estão errados, da sua cidade, o mapa-mundi do atlas da biblioteca, pois é muito difícil tentarmos colocar num plano o que na verdade nem é tão esférico assim. Por isso que temos a Antártica e a Groenlândia sempre tão distorcidas em mapas. Por isso também que temos vários tipos de projeções, na tentativa de encaixar o redondo no plano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontrar nosso lugar no mundo sempre foi crucial para o desenvolvimento de rotas de comércio, de cidades, de vilas. Mas a forma como vemos o mundo também muda conforme a balança do poder pende de um lado para o outro. Os Antigos Egípcios achavam que eles eram o centro do universo. Os romanos também achavam que eles eram o centro de poder. Cada povo criou mapas a sua maneira e ao contrário do que muita gente fala, os mapas têm pouca relação com a bússola. Recebo sempre comentários desse tipo em um post antigo onde eu falo que os mapas estão errados. Sempre vem gente pra me corrigir, dizendo que os mapas são assim e assado por causa do norte magnético. Um escritor foi me corrigir no Twitter. Não, criança, não é. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Povos já vinham fazendo mapas sem o conhecimento do norte magnético. E temos mapas muito bizarros, como o &lt;a href="http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/5/normal_184mapamunditoseculoxii.jpg"&gt;mapa T-O&lt;/a&gt;. O mapa T-O causa estranhamento, mas ele apenas tem o centro do mundo postado em Jerusalém. Mudou a balança de poder, nossa forma de ver o mundo também muda, pois é preciso mostrar quem manda. E se você manda na forma que o mundo têm, então você é dono do mundo. Perceba a ausência da Antártica e das Américas... Isso é o que podemos chamar de mundo pequeno. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando vemos o mapa do Brasil na previsão do tempo, sabemos onde estamos. O estado de São Paulo também é fácil de identificar. O do Rio Grande do Norte parece um elefantinho. E a Itália é reconhecível de qualquer lugar com sua bota. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O lugar que você ocupa no mundo mudou ao longo do tempo e o lugar que as pessoas buscam hoje não é o mesmo de antes. Os ideais mudaram, as vontades mudaram, as forçantes mudaram. O sonho americano não satisfaz. Não aceitamos mais as coisas prontas e embaladas, queremos fazer do nosso jeito. Queremos desenhar nossos mapas para que nos sirvam e para que nos identifiquem. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa sensação de pertencimento, porém, não é universal. Você já se sentiu deslocado, perdido, Às vezes em uma multidão. Você já seguiu as orientações erradas do Waze. Se nem o polo norte magnético permanece sempre num mesmo lugar, por que você deveria? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mundo ao contrário, como o mapa-mundi ali em cima, é uma lembrança constante de que não podemos nos conformar. Nem aceitar convenções apenas por elas estarem ali. Aceitou, pronto, acabou. Na-na-ni-na-não. Devemos questionar. Como eu fazia com meus alunos, eu mostrava porque essa convenção dos mapas era benéfica, porque isso auxiliava na navegação global, nos sistemas de GPS, na previsão do tempo, na aeronavegação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas escravidão também já foi uma convenção. Aceitava-se que era assim porque era assim desde o início dos tempos e porque a bíblia diz que pode e porque sempre existiu e porque é assim e porque, porque, porque&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
porque&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
porque&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
porque&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mundo como o conhecemos hoje mudou várias outras vezes. Montanhas se ergueram e foram aplainadas. O vulcão na Amazônia, felizmente, está extinto. Os derrames de lava que deram origem à terra vermelha no sul e sudeste do país, também estão extintos. Nossa ligação com a África permanece apenas pelo formato das costas leste do Brasil e oeste do continente Africano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine viver neste mundo, 650 milhões de anos atrás?&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0rT44rjylbGfZbRwnI_Wv6FbhYJBpJi9mdVmu0615M9l6qzS1r00elscHGHdmENBdpKw0FdlN9TYtowpQFIYmuTqZq5flfpp0xYYco4r3aHKf0ARQB_AFHvw07iJ_RHom7KeC42gBXkM/s1600/proterozoico.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Você consegue identificar algum traço reconhecível nesse mundo? O Waze ficaria doidinho nesse lugar... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudanças são a ordem da vida. Mas as pessoas, em geral, têm grande medo delas. E eu entendo. Nem toda mudança é positiva, muitas vezes elas são traumáticas. A mudança pela qual o planeta passou há 250 milhões de anos atrás causou uma extinção em massa que mudou para sempre a face do planeta. Mas sem ela eu não estaria aqui digitando isso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se agarre às convenções. Não se agarre ao que parece sólido. O mar calmo nunca fez um hábil marinheiro. E vire o mapa de vez em quando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGh2Ee8e0RvG-QuoyNtoMydMw9aYin4e3CWwpatTZElAT55sCirD62D3HYRAi2OQh4dDymeOqA2D36iXzzubBhhFRqHKR4LMmYrDFg_6PrvRXZLC2YSjSiMneY8usMhyphenhyphenyqW_OpEaa7yew/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/8023217314120916380/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2016/11/o-meu-o-seu-o-nosso-lugar-no-mundo.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8023217314120916380" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8023217314120916380" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2016/11/o-meu-o-seu-o-nosso-lugar-no-mundo.html" rel="alternate" title="O meu, o seu, o nosso lugar no mundo" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3QkKLNEEIaBEX2TzObMr1mTWFAGzz0Iq8w9eRDsVtFJZ3_qMeaRbugKU7N-Qm8hS1aBBlrJloh0wAMSEZPDsF4XVww__pubeuFo6KinwzX0NGfqbq8rcwpq1B5Br7x-S6MANtIXSUwAQ/s72-c/lugar-do-mundo.jpg" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-3082482117676042262</id><published>2014-01-23T06:00:00.000-02:00</published><updated>2019-07-30T01:25:27.687-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="planeta"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sistema solar"/><title type="text">A juventude esquecida do planeta</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgg4RbXBOHy5786AMPrDBHZqMmFKAdN0ePyv35mzWPVOXMawpm5L1Q7fJm2az0LHPEr5AnLJVj2viKGCt28A7DUE67kLyLp-kWp4FmWr-O63ldXiKEJ9niAJLMcoGyfvK24hqxjqsL1V4U/s1600/earth+(1).jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgg4RbXBOHy5786AMPrDBHZqMmFKAdN0ePyv35mzWPVOXMawpm5L1Q7fJm2az0LHPEr5AnLJVj2viKGCt28A7DUE67kLyLp-kWp4FmWr-O63ldXiKEJ9niAJLMcoGyfvK24hqxjqsL1V4U/s120/earth+(1).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Existe uma época do passado do nosso planeta que permanece envolto nas brumas. Podemos apenas especular como ela era, podemos aprender com o que vemos pelo restante do universo para tentar adivinhar o que aconteceu aqui. Mas este período foi categorizado e dividido para caber nas nossas maníacas listas e classificações. O chamado Éon Caotiano é um período da história da Terra quando nem Terra ainda existia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;/script&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem estuda as ciências da Terra conhece bem a &lt;a href="http://www.igeologico.sp.gov.br/downloads/folders/Tabela%20Estratigr%C3%A1fica%20Internacional%20-%20ICS%202010.pdf" target="_blank"&gt;Tabela Estratigráfica Internacional&lt;/a&gt; e seus períodos, éons e épocas bem delimitados através do uso de marcadores químicos e de fósseis. Ela começa em um período mais ou menos definido de 4.5 bilhões de anos, no Hadeano e vem até os dias de hoje, no Holoceno. No entanto, para baixo do Hadeano, na tabela, não tem nada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwRBfGrr3FThXbxYExkbaOGP-tarxGjHQeWgmLde94jr7r8vsiy5pxsC5M_dLB-t7sLR1-kL9Kyt35ZEXUJeQ-7WlTolW66aR6MCZhR7BmMMVzPzq3afzU0XEc31o18uyt3pLcUK8fpUs/s1600/hadeano.png" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Parte final da tabela estratigráfica.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Nunca houve nada nesta parte, pois era o período de formação do planeta e muitos geólogos, estratígrafos, entre outros cientistas da área entendiam que a tabela é apenas para destacar as eras e períodos geológicos da Terra. E se ela não existia antes, não tinha porque dar nome aos bois para isso. Mas de uns anos para cá houve uma mudança na mentalidade. Perceberam que a história da Terra está intimamente ligada aos eventos que ocorreram no sistema solar e que, portanto, eram dignos de nota. Pouca gente sabe, mas a datação que marca o início da tabela, a idade de 4.6 bilhões de anos para a formação da Terra foi datada com base em meteoritos, já que nosso planeta não tem rochas tão antigas assim preservadas. A mais antiga, estima-se, tem 4.4 bilhões de anos, ou seja, ela se formou 200 milhões de anos depois da formação da Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que surgiu o Éon Caotiano, que vem antes do Hadeano. O próprio Hadeano passou por uma divisão, que na tabela também não existe. Os autores (Goldblatt, Zahnle, Sleep e Nisbet) nomearam de Caos e Hades com base na mitologia grega. Caos era considerado por Hesíodo como a mais antiga divindade do panteão grego, o primeiro deus a surgir no universo. Ele significa o espaço vazio primordial do universo. O significado de hoje de desordem e confusão foi atribuído depois, por Ovídio. Hades era o deus do submundo, do mundo inferior e dos mortos na Antiga Grécia. Assim nos conta Hesíodo sobre "quem dentre eles primeiro nasceu":&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Sim, bem primeiro nasceu Caos, depois também &lt;br /&gt;
Gaia [Terra] de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre, &lt;br /&gt;
dos imortais que têm a cabeça do Olimpo nevado, &lt;br /&gt;
e Tártaro nevoento no fundo do chão de amplas vias, &lt;br /&gt;
e Eros: o mais belo entre os Deuses imortais, &lt;br /&gt;
solta-membros, dos Deuses todos e dos homens todos &lt;br /&gt;
ele doma no peito o espírito e a prudente vontade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Teogônia 116-122)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
A formação planetária começa com a separação da parte sólida, como a poeira, dos gases dentro da nebulosa, sendo seguida de um período de crescimento e aglutinação dos elementos, levando a colisões entre os protoplanetas. O último grande impacto, estima-se, teria sido entre Téia, um protoplaneta, contra a Prototerra (Télus), maior do que ela é hoje. O impacto foi forte o suficiente para a Prototerra liberar uma parte de si mesma que deu origem à Lua. O Caotiano abrange desde o início do colapso da nebulosa planetária até o choque de Téia. A partir daí, temos o Hadeano, um período conturbado para a história do planeta, com magmatismo intenso. Era um lugar hostil, de trevas - afinal o Sol era 30% menos luminoso na época - com intensa atividade vulcânica e gases tóxicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMs-36JQfypbkqAVrrjY9hzOYRqhyn4UwOwTRJKNQpvU4uGqoCQ-kiD_2VLbDdf92Ij70CVxg9tigjewg71xWjRXp3lfiCk0UB4Be1Ngh_QfAfTjsabqoK0Jqq5CTb3wGnv6z2KD0Rs60/s1600/Caotiano.png" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Caotiano e Hadeano, a nova divisão (desculpe pela tradução feito o meu nariz).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
O Caotiano também organiza a história do nosso Sistema Solar, que era algo que faltava para abranger toda a geologia. Desta forma a expressão "todos somos feitos de poeira de estrelas" faz total sentido. Os autores tiveram o cuidado de dar alguns nomes relacionados com a mitologia grega para casar perfeitamente com a ciência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Caotiano&lt;/h5&gt;&lt;h7&gt;Período Erebreano&lt;/h7&gt; - Érebo, escuridão. Momento em que o Protosol não brilhava com intensidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Hiperitiano&lt;/h7&gt; - Hiperion era um Titã relacionado ao Sol, marca o momento em que o Sol começa a brilhar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Titanomaqueano&lt;/h7&gt; - Titanomaquia, a guerra entre os titãs, liderados por Cronos, e os Deuses Olímpicos, liderados por Zeus, que definiria o domínio do universo (e também um álbum dos Titãs). Momento em que há várias colisões entre protoplanetas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Hadeano&lt;/h5&gt;&lt;h7&gt;Período Hefesteano&lt;/h7&gt; - Hefésto, deus grego do fogo e ferreiro dos deuses. Período de um intenso efeito estufa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Jacobiano&lt;/h7&gt; - por causa das rochas das montanhas Jack Hills, na Austrália, de onde vem o material mais antigo já datado, zircões que se formaram há cerca de 4.4 bilhões de anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Canadiano&lt;/h7&gt; - no Canadá temos um material datado em 4.28 bilhões de anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Procrusteano&lt;/h7&gt; - de Procusto. Diz a lenda que ele tinha em sua casa uma cama de ferro onde convidava os visitantes a se deitar. Se a pessoa passasse do tamanho da cama, Procusto cortava o excesso. Se ficasse pequeno, ele esticava a pessoa. Seu reinado de terror acabou ao ser capturado por Teseu. Os autores deram esse nome, pois acredita-se que a crosta estava apta à suportar os primeiros blocos formadores de vida (uma cama ou camada).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Acasteano&lt;/h7&gt; - de Gnaisse Acasta. Formação rochosa do Canadá que contém rochas do Hadeano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h7&gt;Período Prometeano&lt;/h7&gt; - momento do bombardeamento pesado, onde asteroides caíam em grande quantidade tanto na Terra quanto na Lua. Tem esse nome porque Zeus, irado com Prometeus por ter dado o fogo aos homens, bombardeia a Terra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão entre Hadeano e Arqueano é incerta. Por isso os autores deixaram o momento do Bombardeamento Pesado fechando o Prometeano, que dá início a um momento em que a Terra é, senão habitável, ao menos propícia para que os primeiros blocos formadores de vida surjam. Mas isso ainda permanecesse sem solução definitiva. Talvez nunca tenha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="nebulosa planetária" title="nebulosa planetária" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyzlMuBe5W6hQinwHtv4CZuRNMcXuwRF1ktpkhAc_MdNW56wVNEw0-bFoOSGcNLKajPzI3NEmMcj1A8v3hi1NLqo6IVphvnckHtSCtsaqL8uB8StUwOMLGQfTNo_bNpukVqu8fyGR3eok/s1600/nebulosa+planet%C3%A1ria.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Nebulosa planetária.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Para fechar tal post tão mitológico, deixo a fala final de Prometeu Acorrentado, de Ésquilo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;[...] As rochas da Terra: trovão, ecoando das profundezas, &lt;br /&gt;
ruge em resposta, relâmpagos de fogo torção e flash... &lt;br /&gt;
Céu e mar raiva de forma indiferenciada, &lt;br /&gt;
O cataclismo avança visivelmente sobre mim, &lt;br /&gt;
enviado por Zeus para me amedrontar.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Τα λέμε σύντομα!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Fonte:&lt;/h5&gt;&lt;a href="http://www.solid-earth.net/1/1/2010/se-1-1-2010.pdf" target="_blank"&gt;The Eons of Chaos and Hades - Goldblatt, C. et al.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://amzn.to/2MaYr3u" target="_blank"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUXC3KAq0IK1kZxBBGjIdodw4_kJIbKO0mVBM_xUKPz6qxmsm7r5U1v5iTrZg-WbvTyHz-zNf5y0G-HLaogVp_zsumk0PnCNmmpQRUVYP4uJaijn1A0u2qhUvOqL5TY7tdDhg9BwW6SIo/s1600/br_associates728x90._CB465180667_.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/3082482117676042262/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2014/01/a-juventude-esquecida-do-planeta.html#comment-form" rel="replies" title="1 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/3082482117676042262" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/3082482117676042262" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2014/01/a-juventude-esquecida-do-planeta.html" rel="alternate" title="A juventude esquecida do planeta" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgg4RbXBOHy5786AMPrDBHZqMmFKAdN0ePyv35mzWPVOXMawpm5L1Q7fJm2az0LHPEr5AnLJVj2viKGCt28A7DUE67kLyLp-kWp4FmWr-O63ldXiKEJ9niAJLMcoGyfvK24hqxjqsL1V4U/s72-c/earth+(1).jpg" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-8242338646199102722</id><published>2013-10-22T07:00:00.002-02:00</published><updated>2024-12-14T21:44:59.487-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="urbanização"/><title type="text">A moradia e a Metrópole</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os conflitos urbanos relacionados ao acesso à moradia digna não são de hoje. São recorrentes as imagens na televisão, mostrando pessoas perdendo suas casas em reintegrações de posse, por estarem em terrenos invadidos. Vemos a ação da Polícia Militar, obedecendo às decisões da justiça, vemos um verdadeiro caos nas grandes cidades. O que está acontecendo? Por que o ato de morar em uma cidade grande, como São Paulo, tem levado a tantos conflitos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt7YwEsCAX9wFiYtmo8Ztm1P2L5vCYkTjETkTpJgHOvWVfa-5U7BouVINHdS2lOFk0Pp6_bwG6eRPsN_eQQr9Ec2cNt-WKANt2X4Q2dmnBoaQxHspGs3nui204uGi4xgXRIGTa_mu6nlE/s1600/moradias.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
Moradia é um direito básico, certo? Tanto que ela consta da nossa Constituição: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
E o Artigo 23 diz: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Ou seja, todo cidadão brasileiro tem este direito garantido na Constituição de 1988, mas sabemos que, na prática, isso não funciona. É importante mostrar a perspectiva da lei porque tem muita gente que acha que moradia não é um direito. É sim, taí. O que vemos nos jornais e pela internet é que as pessoas não têm acesso à moradia digna nos bairros já consolidados, sobrando as franjas periféricas que também já não têm mais para onde expandir. Pegando apenas São Paulo como exemplo, já que eu moro aqui e estudei a questão da habitação na cidade, os dados do IBGE de 2000 indicavam que existiam mais imóveis vazios do que famílias sem casa para morar - 254 mil imóveis contra 203.400 famílias. Se alguém chiar que estes dados são antigos, &lt;a href="http://www.brasil.gov.br/governo/2010/12/numero-de-casas-vazias-supera-deficit-habitacional-do-pais-indica-censo-2010" target="_blank"&gt;o censo de 2010 diz que o déficit continua&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bairros inteiros foram erguidos por autoconstruções, que é quando o próprio morador, com a ajuda da família e dos amigos, constrói sua moradia no tempo de folga ou nas férias, fazendo empréstimos e comprando terrenos no mercado imobiliário informal. Muitas vezes, são terrenos invadidos que, ao longo do tempo, foram urbanizados e legalizados. Elas ocuparam o espaço deixado pelo Estado pela falta de investimentos em habitação social já desde o governo militar e vários governos estaduais incentivam esse tipo de edificação, com cortes em impostos e prazos maiores de financiamento na compra de material de construção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos primórdios da industrialização, a questão da moradia para os trabalhadores era resolvida com a construção das vilas operárias, cujas casas eram alugadas ou vendidas aos trabalhadores, o que permitia certas despesas por parte dos operários e os salários ficaram rebaixados. Com o crescimento industrial, o número de trabalhadores aumentou rápida e consideravelmente. A aceleração dos fluxos migratórios criou um excedente de mão de obra e tornou desnecessária a fixação do trabalhador junto da empresa. Tal crescimento acabou por pressionar a oferta de habitação popular. Dessa maneira, as empresas transferiam para o trabalhador o custo da moradia e do transporte e os custos dos serviços urbanos básicos para o Estado. Moradia passaria então a ser tratada pelas relações econômicas no mercado imobiliário e deixa de ser uma questão estatal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que levou a população de baixa renda de São Paulo a adotar a autoconstrução foi à falha do governo em fornecer habitação em valores acessíveis a todos os extratos da sociedade. Como tentativa de sanar o problema de alocação destes moradores, durante o governo militar, sob o presidente Castello Branco, surgiu o Banco Nacional de Habitação (BNH) que não atuou para sanar as necessidades das populações de baixa renda (até três salários mínimos na época), ao contrário, seus beneficiários foram classe média e média alta que tinham maior renda e cartas de crédito mais acessíveis. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a descentralização ocorrida no governo civil do país a partir de 1985, estados e municípios ganharam maior autonomia em quase toda sua administração. No ano seguinte, em 1986, o BNH seria extinto, e as verbas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) passaram a ser geridas pela Caixa Econômica Federal (CEF), que se tornou o carro-chefe da habitação no país. Somente o estado de São Paulo, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e da Secretaria de Habitação mantém cerca de 40 programas oficiais de habitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descentralização também fez com que o assunto habitação pulasse de pasta em pasta por entre os ministérios desde 1985, pela ordem: Ministério do Interior, do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, da Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, Habitação e Bem Estar Social, do Interior mais uma vez, da Ação Social, do Bem Estar Social de novo, do Planejamento, e finalmente, em 2003, na pasta da Secretaria Nacional da Habitação no Ministério das Cidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A extinção do BNH, no entanto, não serviu para sanar os problemas habitacionais. A Caixa Econômica Federal, por ser um banco nos moldes tradicionais, precisa dar um retorno de todos os seus investimentos, nem que seja em longo prazo, que não pode ultrapassar 30 anos. Ao usar os recursos do FGTS para um programa habitacional, a Caixa Econômica precisa cobrar juros ao dono do dinheiro, ou seja, o trabalhador, o que na época do BNH tinha subsídio parcial do governo federal. Se o governo destinasse verbas do orçamento da União aos programas da Caixa Econômica, a opção pelo uso do FGTS seria apenas uma entre as de financiamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, a participação da União nestes programas raramente passa dos 12% para as famílias que ganham até três salários mínimos, e que compõem o grosso do déficit habitacional no país, cerca de 83%. Ou seja, se a Caixa Econômica faz um empréstimo ou fornece crédito, isso é um adiantamento sobre renda futura, supondo que o mutuário terá renda para pagar. Outra forma seria o empréstimo a custo zero, o mesmo que redistribuir renda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, o mercado imobiliário só pode negociar imóveis que estejam legalizados: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Não se trata apenas de remeter para a ilegalidade parte da população que não tem acesso ao mercado formal. Há uma correlação entre lei (urbanística) e mercado imobiliário capitalista. O financiamento se aplica somente aos imóveis legais. A dificuldade no financiamento de imóveis populares, em todo o Brasil (caso da carta de créditos da Caixa Econômica Federal, em meados dos anos 90), deve-se à ilegalidade generalizada desses imóveis cuja documentação não corresponde às exigências do banco. Há, portanto uma correlação entre financiamento e imóvel legal que termina por excluir grande parte da população do acesso a empréstimos destinados à aquisição ou construção de moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hermínia Maricato&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivHopnjwmMgkJHPaUlqtoPt0oJ2F4Rkq6bVAyMHqdhJ11GGV0ZIGGPF9H-ugmuZGBn1sRqUCKXZFGBzvCf5jU6lJIqKEcNDnN3yVseuRaOB-Dd66QnV56nvDI3MRRq6hJt_dFIuMCFH68/s1600/direito-a-moradia.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
É muito comum os haters da internet vociferarem que essas pessoas são vagabundas, que querem tudo na mão, que a gente tem que trabalhar, estudar e consegue tudo o que quer, num passe de mágica. Eu, trabalhando, com  curso superior, também não tenho acesso à moradia. Moro de aluguel até hoje porque nunca tive renda suficiente para fazer financiamentos, nem consigo participar de programas habitacionais do próprio governo do estado de São Paulo, para quem trabalho. É falta mesmo de condições de estudo e trabalho? Ou é um problema estrutural muito mais profundo? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mal estar habitacional que vemos hoje nas metrópoles é um resultado deste histórico de não-inclusão de trabalhadores no mercado imobiliário e pelo fato de os salários não contemplarem os custos de habitação. Vemos muitas famílias reclamando que o aluguel social fornecido pela prefeitura não é suficiente para que eles paguem um lugar decente para morar. E muitos não possuem renda para complementar este aluguel. E com o encarecimento das metrópoles, ficará cada vez mais difícil para que essas pessoas permaneçam em seus limites. Elas vão morar cada vez mais longe, em novas periferias, dependendo de um sistema de transporte que não consegue ser mais rápido. A metrópole hoje é uma área para poucos e explorada por poucos. E não vejo melhoras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio9sxwF9332MFMymByV8VZd64m9bU3dxZSoCylCluInL9nqLAxIlv6x9kSKB4xtBI0QOSAvUUTl7XzRD0OW5vglrzlWMeu6f55zuRY84WQ47iXS0W2CZdWww7YFeU64zRyiY4cCoZ_-U4/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8242338646199102722" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8242338646199102722" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2013/10/a-moradia-e-metropole.html" rel="alternate" title="A moradia e a Metrópole" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt7YwEsCAX9wFiYtmo8Ztm1P2L5vCYkTjETkTpJgHOvWVfa-5U7BouVINHdS2lOFk0Pp6_bwG6eRPsN_eQQr9Ec2cNt-WKANt2X4Q2dmnBoaQxHspGs3nui204uGi4xgXRIGTa_mu6nlE/s72-c/moradias.jpg" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-4760903168730408212</id><published>2013-04-24T05:30:00.001-03:00</published><updated>2024-12-14T21:24:30.331-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="civilização"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espaço"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ficção científica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><title type="text">Ficção científica e urbanização</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que sempre me impressionou, seja na Geografia, seja na ficção científica, são as cidades. A gente vive nelas, a produz, a consome, mas não percebemos a importância que esses movimentos nossos fazem nela. A FC nos mostrou várias cidades incríveis, mostrou o que a tecnologia pode fazer por nós e pela própria cidade, mas pouco abordou o componente essencial de todas elas: nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Stargate Atlantis" border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFq4y9-bTE_29UxqlWuptL6HFQveR_qu8Au7TPmof-FVdUKeJloFjwQ1ejSzxkKtQpdRg0-22AXRgOArpIYm5Qo5kozOjqafAwu5_CLYbJ_gmjIM6GXGK3VEgtPWOiD9VVq0G9MMS5UZo/s1600/stargate-atlantis.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A nave-cidade de Atlantis, flutuando sobre o mar de Lantea.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt; 
Stargate Atlantis é uma das minhas séries favoritas, derivada do filme Stargate de 1994. Ela fala sobre uma expedição humana que chegou pelo stargate (um portal que cria um &lt;i&gt;wormhole&lt;/i&gt; artificial, conectando dois pontos do espaço através de portais iguais) à mítica cidade de Atlantis, construída por uma das raças mais avançadas do universo, Os Antigos. A cidade, na verdade é uma nave gigantesca, capaz de transportar toda uma população para outros lugares e galáxias, estacionada sobre a água. Ela está na galáxia de Pégaso e mantém a única conexão com a Terra. Muito avançada tecnologicamente, construída num padrão lógico, ela guarda muitos segredos dos visitantes que não conseguiram ainda explorá-la por completo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Antigos sofreram várias derrotas ao longo do tempo e quando se mudam para outra galáxia com sua cidade, já estão em número muito reduzido. Dez mil anos depois, sem conseguir lutar uma longa guerra, eles afundam a imensa nave-cidade e evacuam a população para a Terra novamente, na tentativa de manter sua cultura viva. É assim que a ficção científica adaptou a lenda de Atlântida, que sucumbiu às águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Milton Santos, o maior geógrafo brasileiro, dizia que se você detonar uma bomba de nêutrons sobre uma cidade, as construções permanecerão, mas toda a matéria orgânica será destruída. Então você perde a cidade e tudo o que ela representa, pois ela precisa da vida humana que a anima e dá forma. Ou seja, a cidade precisa da gente para que seu espaço seja produzido, criado e recriado ao longo do tempo. Se ela perde o encanto, por alguma razão, seu abandono é inevitável. Amarna, a cidade do faraó Akhenaton que o diga. Com o declínio da religião monoteísta estabelecida pelo faraó herege e com o a ascensão ao trono de Tutancâmon, sua cidade no deserto foi engolida pelas areias. Ira divina? Não. Simplesmente ela ficou vazia e perdeu sua vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As cidades não têm forma definida, elas não tem limites bem definidos entre si, como mostra Atlantis. Basta cruzar um farol para você ir de São Paulo para Osasco, ou de São Paulo para o Taboão da Serra. Dentro de um ambiente urbano, você pode ter áreas rurais, que não pagam IPTU. Temos casarões antigos, terrenos abandonados, prédios de luxo e favelas. Mil metros quadrados de terreno no Morumbi (bairro nobre de São Paulo) não têm o mesmo preço que mil metros quadrados na roça. Por que isso? Quem fez esse valor subir ou o que? Os espaços urbanos são produzidos de maneira diferente de um terreno afastado da cidade. Nós colocamos valores neles em cima das facilidades do entorno e da localização, pois a terra em si não tem valor. Produzimos um espaço-mercadoria que cada vez mais está caro e inacessível à maioria de nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;O ser humano necessita para viver, ocupar um determinado lugar no espaço. Só que o ato em si não é meramente o de ocupar uma parcela do espaço; ele envolve o ato de produzir o lugar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana Fani Alessandri Carlos, geógrafa da Universidade de São Paulo&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Quando olho para Atlantis, percebo que por mais maravilhosa que seja sua construção e sua lógica, não consigo enxergá-la como uma cidade tal qual temos hoje. Pois ela não tem mais espaço para apropriação. Antigos terrenos de fábricas na Moóca hoje viraram condomínios. Isso não é algo a se fazer em Atlantis, pois ela segue uma lógica longe do nosso padrão de urbanização hoje. Muito provavelmente porque Os Antigos não eram capitalistas, pois as nossas cidades são produzidas e reproduzidas diante de uma lógica do capital, onde o valor de uso se sobrepuja ao valor de troca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;(...) é pela maneira como ela ocupa seu território que uma sociedade traduz seu domínio dos problemas econômicos e sociais ou mostra sua incapacidade de resolvê-los. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Robert Auzelle, arquiteto e urbanista francês&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsdmyUd1LTJrCr2zb4zIIkNs6UvUDQ9_agWBMXvufTSGQVJMJvMCrXlX7IbFmQe0CdcHt0maG_1UynoXMw5VyLSYY_8BtewDPi3rwSjwA4wEKPc0z3Yl20rdrwgwkZFTF7wv9QK_h-JKw/s1600/Galactic_City.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Galactic City, Clone Wars.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
Nossas cidades mudariam se nosso sistema econômico mudasse? O capitalismo pode não ser o melhor, mas é o que conseguiu se adaptar até agora aos problemas que nossa civilização encontra. Se no futuro encontrarmos uma nova maneira de produzir e viver, muito possivelmente as cidades sofrerão com essa mudança. O feudalismo é uma boa amostra do que houve com a maioria das cidades quando o modo de produção e de governo mudou de uma era para outra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei se chegaríamos ao ponto de construir uma nave-cidade como Atlantis, mas acredito que ela seria limitada ao longo do tempo para uma população crescente, que necessite de mais espaço. Logo, a população poderia procurar terrenos em terra firme e abandonar a antiga cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio9sxwF9332MFMymByV8VZd64m9bU3dxZSoCylCluInL9nqLAxIlv6x9kSKB4xtBI0QOSAvUUTl7XzRD0OW5vglrzlWMeu6f55zuRY84WQ47iXS0W2CZdWww7YFeU64zRyiY4cCoZ_-U4/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/4760903168730408212" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/4760903168730408212" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2013/04/ficcao-cientifica-e-urbanizacao.html" rel="alternate" title="Ficção científica e urbanização" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFq4y9-bTE_29UxqlWuptL6HFQveR_qu8Au7TPmof-FVdUKeJloFjwQ1ejSzxkKtQpdRg0-22AXRgOArpIYm5Qo5kozOjqafAwu5_CLYbJ_gmjIM6GXGK3VEgtPWOiD9VVq0G9MMS5UZo/s72-c/stargate-atlantis.jpg" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-1320345828250632449</id><published>2013-01-21T05:00:00.002-02:00</published><updated>2024-12-14T21:47:26.649-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="espaço"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="turismo"/><title type="text">Turismo e a exploração do espaço</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns meses atrás, o astrofísico e divulgador científico Neil deGrasse Tyson, diretor do Planetário Hayden, no Museu de História Natural, em Nova York, &lt;a href="http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=406533" target="_blank"&gt;afirmou que o que vai impulsionar a exploração do espaço&lt;/a&gt; no futuro é o turismo. E não é um cenário impossível de imaginar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Turismo e a exploração do espaço" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPawRrbUqPLJ9gZLEnfq-9nJ8nvB48OtKjAWFJLzKSd9pwXggI2THQfPQ8hQYC9bcYRivCpitX4J9tzGEhNvo9Dx9XhydMxgSDRYLcPUuVhO-uGM1nAEQ1dgA6Ymy1sERMyMezfr_-MQg/s1600/turismo-e-exploracao-do-espaco.jpg" title="Turismo e a exploração do espaço" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
Sabemos o quanto é caro enviar um ser humano ao espaço, sem contar todos os perigos envolvidos na empreitada. O ser humano é curioso (e teimoso) e vai continuar tentando, mas até lá sua experiência espacial será feita por robôs e sondas, bem mais barato e seguro para nós. E isso vai continuar no futuro, a menos que os povos e países percebam a importância do avanço da ciência espacial e da exploração. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neil sugeriu que o estabelecimento do ser humano no espaço, em colônias na Lua ou em Marte, por exemplo, se dará pelo turismo, pela curiosidade que move o ser humano em conhecer e consumir locais exóticos, e não pela busca científica ou pelo avanço da ciência em si, tida por muitos como uma coisa chata e de pouco valor. Obviamente esse turismo ainda será inacessível para a maioria de nós, simples mortais, pois o envio de pessoas e equipamentos ao espaço ainda é caro, mas com mais investimentos na área, novos materiais e combustíveis, a tendência é baratear o custo e incluir mais gente nas viagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Geografia do Turismo estuda muito a questão de como alguns lugares se tornam turísticos e outros não. O que pode tornar um local atrativo para levar pessoas para lá, dispostas a pagar para visitá-lo? &lt;a href="http://sofotos.org/fotos/bonito/gruta-do-lago-azul-em-bonito-mato-grosso-do-sul.jpg" rel="lightbox" title="Gruta do Lago Azul"&gt;Bonito&lt;/a&gt;, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, tida como a capital do ecoturismo brasileiro, tornou-se um local visitado e conhecido como turístico com a fama da Gruta do Lago Azul. Toda uma estrutura turística se formou ao redor dela para receber o turista, com pousadas, lojas, restaurantes, marca própria e atividades para adultos e crianças. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros locais, como o campo de concentração de Auschwitz, permanecem de pé e são visitados por turistas do mundo inteiro, mesmo sendo uma angustiante lembrança do horror perpetrado por ali na Segunda Guerra Mundial. Não é um lugar para se tirar fotos sorridentes ou fazer poses engraçadinhas, é um lugar para reflexão, para se lembrar do passado e evitar repeti-lo. Neste caso, o turismo acaba sendo uma experiência própria e única ao turista que estabelece uma ligação com aquele determinado espaço que pode ou não ter sido produzido para a sua visita. Mesmo que não tenha sido produzido, acaba desenvolvendo uma estrutura para ele conforme a visitação aumenta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um lugar turístico nem sempre é um lugar com belezas naturais ou com ruínas de uma antiga civilização. Ele pode ser construído e voltado para receber visitantes em um local que a princípio não ofereça atrativos ou confortos ao turista. Las Vegas é o melhor exemplo disso, tendo sido construída no meio deserto, em um processo que lembra muito a construção de Brasília. Turismo trabalha basicamente com necessidades. E se ela não existe, ela pode ser gerada. O mesmo pode acontecer com o espaço, um lugar tão hostil?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será preciso criar naves e acomodações espaciais que atendam as necessidades de uma população inexperiente e sem treinamento para viver no espaço. Se olharmos as acomodações espartanas da Estação Espacial Internacional, elas não serão agradáveis para se passar alguns dias em microgravidade. Será preciso inovar no sentido de opções de lazer e de comida. E também na questão de higiene, já que os astronautas à bordo da ISS também não tomam banho... Ou seja, são vários desafios a se superar para uma efetiva ocupação e exploração do espaço como local turístico, mas não quer dizer que não acontecerá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que em 2030 o turismo espacial valerá cerca de 3 bilhões de dólares. Companhias como a SpaceX estão testando foguetes reutilizáveis para tornar os voos mais acessíveis e confortáveis. Já a Virgin Galactic e a Blue Origin investem no turismo espacial suborbital, ou seja, nos limites da atmosfera terrestre com o espaço. É possível que esta modalidade seja explorada primeiro e acabe também sendo substituída mais rápido quando novas maneiras de explorar o espaço surgirem.&lt;br /&gt; 
&lt;br /&gt;
O turismo teve um faturamento recorde de R$ 136,7 bilhões em 2019 somente no Brasil (obviamente os valores despencaram com a pandemia). O turismo desponta, certamente, como uma das atividades mais lucrativas do planeta e é um valor alto demais para ser desconsiderado numa futura permanência do ser humano no espaço. Por sua vez, o modo de se alcançar o espaço e permanecer nele com segurança não será barato inicialmente e uma parcela pequena e abastada com certeza será a primeira a visitar Marte, por exemplo, com o propósito do entretenimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio9sxwF9332MFMymByV8VZd64m9bU3dxZSoCylCluInL9nqLAxIlv6x9kSKB4xtBI0QOSAvUUTl7XzRD0OW5vglrzlWMeu6f55zuRY84WQ47iXS0W2CZdWww7YFeU64zRyiY4cCoZ_-U4/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/1320345828250632449/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2013/01/turismo-e-exploracao-do-espaco.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/1320345828250632449" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/1320345828250632449" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2013/01/turismo-e-exploracao-do-espaco.html" rel="alternate" title="Turismo e a exploração do espaço" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPawRrbUqPLJ9gZLEnfq-9nJ8nvB48OtKjAWFJLzKSd9pwXggI2THQfPQ8hQYC9bcYRivCpitX4J9tzGEhNvo9Dx9XhydMxgSDRYLcPUuVhO-uGM1nAEQ1dgA6Ymy1sERMyMezfr_-MQg/s72-c/turismo-e-exploracao-do-espaco.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-694503018304290984</id><published>2012-05-12T09:00:00.001-03:00</published><updated>2025-01-17T18:08:26.687-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="passado"/><title type="text">Trinta planetas, uma só casa</title><content type="html">&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpGdpT7Hba8HPUUDa6H0iSvpdOfoQfP80jtRIsBNeewAPsgMyRwpbDsBc7CkSD0-oP4lMD0tSiCGHyQ84UslxB3ot5jgOTEp9kGwv9p7gohOSD1Wzecz3attNmB0PbVbB8_qiVOG7WOII/s1600/Earth.png" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpGdpT7Hba8HPUUDa6H0iSvpdOfoQfP80jtRIsBNeewAPsgMyRwpbDsBc7CkSD0-oP4lMD0tSiCGHyQ84UslxB3ot5jgOTEp9kGwv9p7gohOSD1Wzecz3attNmB0PbVbB8_qiVOG7WOII/s100/Earth.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mapas são figurinhas carimbadas na escola, nos livros e na previsão do tempo do jornal. Porém pouca gente sabe que &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/2011/08/visao-eurocentrica-nos-mapas.html" target="_blank"&gt;todos os mapas do mundo estão errados&lt;/a&gt;, pois eles são fruto de uma convenção, um padrão elaborado pelas nações europeias, uma visão já tão cristalizada na cabeça das pessoas que, qualquer visão diferente deste mundo parece uma aberração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;  
Mas a Terra está em constante mutação. O que acontece é que a deriva dos continentes é um processo lento demais para nos darmos conta. A imagem abaixo é uma coletânea de imagens do projeto &lt;a href="http://phl.upr.edu/projects/visual-paleo-earth" target="_blank"&gt;Visible Paleo-Earth&lt;/a&gt;, que reconstituiu a distribuição dos continentes no passado geológico do planeta. Essa reconstrução é interessante para pensarmos também no futuro da Terra, pois os continentes continuarão mudando de lugar e mudanças ambientais significativas acontecerão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imagem pode ser usada para fins educacionais, sendo impressa em papel A2. Ela começa com o planeta como ele é hoje e volta até 750 milhões de anos, quando plantas e animais complexos ainda não existiam (por isso não há áreas verdes nos mapas mais antigos). São apenas imagens inferidas de acordo com a velocidade e a direção dos deslocamentos dos continentes, por isso, elas obviamente não são perfeitas e nem temos como saber como eram de fato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://1613bf3e-a-52486b05-s-sites.googlegroups.com/a/upr.edu/planetary-habitability-laboratory-upra/library/media/30planetsonehome/VPE_30Planets.jpg?attachauth=ANoY7cq2_oi6Nai3Nzhcb1Y_yVCVvREXyl7MFZuXcDkUuwf25eH-MYlxx81VwPvG08ea1hduMtumG53Y4nUP_hRo0TeMWAJQBWL1gCaBLJdAc_8kIelsFIDa7jCenzDfw6MpuG2KJRjubZwEJQmdLq9WGFgrA2v5rRfDRkcTnnGmDY-huywO1YuwdYSXal3An4bnu7pPJLWLEJT-pCQHPtCB26Oj25Sd5qTMN1sBBqEm_5lNG4sWfxOrhq2Sx5mjnreJbB_hn0NuHI1Kd0MOxRG1XuuQA0b94_UTd5pTId-JIu5VTAdTtqo%3D&amp;amp;attredirects=0" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqdUlC99tC6eshZf5ht_-MQDSU2yKVx_V14edshFj-mZsb8a2TxmMLwhkLoibQGDhZvDuFlj0g-fjnBAHNNb3LhRvL3lfBTLg7mj6Rq_Hi1yNxD5i1u6MIK2vm6BW_1IwA1Pc5ykLwZQc/s1600/Planets_Landscape_LR.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://amzn.to/2MQi25B" target="_blank" title="Vá para a loja!"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin0hBFKqjRnCdJjjQ7nr8gCBhAPvaO4VGOKGE8RZArzkO0RMz-zgTT15laq7PUsG9e3XBByMpPOsKKxNbuPbF1hpLgyoLOZuYGHN1Bql_eaPc33Z2loMWFXX0DjGCQqUnaqtEQrZee2Xw/s1600/associates728x90._CB513031506_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
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&lt;br /&gt; 
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Origem da água na Terra" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqjxqfXdj2KqFXt-yK8-S1spn4FT0lCI3xgjqFup2Yk9X5YZEXKjnbUmSyawwHGwFBm3sTGTCDst2PqOpZ102ZdfFhcPoG2A4Iut0XipL_6m1zg8vKe9w_svxxEd_Bo8uIKbt3vwOjW-k/s1600/water-1.jpg" title="Origem da água na Terra" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
Não é possível saber exatamente de onde a água veio, pois não existem registros precisos da criação do planeta. Mas falar da origem dela remete à formação do sistema solar e da Terra, que estima-se terem cerca de 4.6 bilhões de anos. As datações também mostram que as rochas sedimentares mais antigas (que se formam por ação em especial da água líquida) têm 3.9 bilhões de anos, provando que já nesta época remota, havia água na Terra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fato de se encontrar em uma faixa habitável do sistema solar fez com que a água não fosse perdida para o espaço ou congelasse, possibilitando a existência de vida. Mas de onde ela realmente veio? Existem duas teorias a respeito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Bombardeio pesado&lt;/h5&gt;
Algumas correntes científicas acreditam que a água veio de material congelado que colidiu com o planeta durante sua formação, nos primórdios do sistema solar. Ela teria sido injetada por meteoritos com água em sua composição, porém boa parte foi perdida para o espaço, enquanto outra ficou presa pela gravidade do proto-planeta, formando nuvens. Parte desta água molecular foi quebrada pela ação ultravioleta do sol, fazendo o hidrogênio se perder para o espaço e o oxigênio ficar preso nos minerais da crosta. A água condensada teria ficado em forma de nuvens, que gradualmente esfriou o quente planeta e acabou enchendo as depressões, formando os primeiros oceanos, rios e lagos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estima-se que esse bombardeio pesado tenha sido de meteoritos do tipo condritos, que possuem 0,1% de água em sua composição. Como o início do sistema solar foi bastante turbulento e violento, é possível que o fluxo inicial deste material tenha dado ao planeta água mais que suficiente para formar os oceanos, sendo que boa parte dela, 3/4 tenham convergido para o interior do planeta e sua moléculas acabaram separadas. Os meteoritos muito provavelmente vieram do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, que estima-se possam ser compostos por até 20% de água, mas também não descarta que tenham vindo de ainda mais longe. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Cometas&lt;/h5&gt;
Além de meteoritos, existem também os cometas, que possuem um corpo rochoso, com poeira e gelo e que também teriam colidido com o planeta em formação, trazendo a água que tanto caracteriza a Terra. Estima-se que 25% do volume de material do bombardeio pesado tenha sido de cometas, mas há um problema com essa teoria. Três cometas - Halley, Hyakutake e o Hale-Bopp - contém altas taxas de deutério, uma forma de hidrogênio que contém um nêutron e um próton em seu núcleo. Quando comparado ao hidrogênio normal, o deutério é duas vezes mais abundante nestes cometas do que na água dos oceanos. E como os oceanos contém proporcionalmente menos deutério, supõe-se que eles teriam contribuído com pouca água.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja como for, essa origem nebulosa nos deu a incrível quantidade de água que temos atualmente, um volume estimado em 1,35 milhões de quilômetros cúbicos, sendo que 97% dela encontra-se nos oceanos e os 3% restantes são de água doce em geleiras e aquíferos, sendo que apenas 0,007% é de água doce de fácil acesso em rios e lagos e utilizada no consumo humano. Mais um motivo para preservar e manter o que temos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio9sxwF9332MFMymByV8VZd64m9bU3dxZSoCylCluInL9nqLAxIlv6x9kSKB4xtBI0QOSAvUUTl7XzRD0OW5vglrzlWMeu6f55zuRY84WQ47iXS0W2CZdWww7YFeU64zRyiY4cCoZ_-U4/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/6228914237251378029/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/11/origem-da-agua-na-terra.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/6228914237251378029" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/6228914237251378029" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/11/origem-da-agua-na-terra.html" rel="alternate" title="Origem da água na Terra" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqjxqfXdj2KqFXt-yK8-S1spn4FT0lCI3xgjqFup2Yk9X5YZEXKjnbUmSyawwHGwFBm3sTGTCDst2PqOpZ102ZdfFhcPoG2A4Iut0XipL_6m1zg8vKe9w_svxxEd_Bo8uIKbt3vwOjW-k/s72-c/water-1.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-537002886841705220</id><published>2011-10-31T07:22:00.004-02:00</published><updated>2024-07-16T19:08:42.714-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="civilização"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Futuro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="meio ambiente"/><title type="text">Os refugiados ambientais</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clima está mudando e todos estamos sentindo isso. Quem mais sofre com as mudanças são os países pobres, enquanto os ricos ainda adotam posturas tímidas, sem se engajarem de verdade com o futuro da humanidade. As consequências regionais e locais das mudanças climáticas criaram um novo tipo de refugiado no mundo: os refugiados ambientais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="refugiados do clima" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsaHlqM1q7Vl4cBY7IhF2zodeZH0ci4HwLR03OFSl75tLpGRHKABw5PC-qHZrZMIrejyf1t3Sz0unZLcLJDbUh8-LJgCriZXrK-lrJ5tis78ifxxKT1u_Gp1iL9WNbpzPZ7XAHd4tTyks/s1600/refugiados-do-clima.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
Mudanças climáticas são um evento constante na história do planeta. Mas o planeta nunca teve uma população humana na casa dos 8 bilhões consumindo recursos naturais em ritmos alarmantes, com pouca consciência ambiental envolvida neste consumo. E isso castiga pesadamente todos aqueles que justamente dispõem de poucos recursos. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), um refugiado é:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;(...) uma pessoa que está fugindo de onde vive por conta de perseguição à sua raça, religião ou nacionalidade. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
No entanto, uma pessoa pode abandonar seu lugar de origem ou lugar onde vive se as condições do meio ambiente se tornarem instáveis o suficiente para impedir seu modo de vida. Desta forma temos os refugiados ambientais, refugiados do clima ou migrantes climáticos. São aqueles que precisam buscar condições de vida favoráveis em outras regiões ou até mesmo países, porque não tem condições de sobreviver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estimativas apontam que até 2020 existirão cerca de 50 milhões de pessoas expulsas de seus lares pelas mudanças climáticas, com uma previsão de até 100 milhões em 2050. Seca, erosão, desertificação, desmatamento, perda de terras aráveis, seca de rios e processos de degelo são os principais motivos para o êxodo. O termo "refugiados ambientais" foi criado em 1985 pela divisão do Meio Ambiente da ONU, referindo-se às pessoas que foram forçadas a deixar seu habitat tradicional, temporária ou permanentemente, por causa de uma perturbação ambiental acentuada (natural e/ou desencadeada por pessoas) que comprometeu sua existência e/ou afetou seriamente a qualidade de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;aqueles que se refugiam em decorrência de um desastre natural;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;aqueles que se refugiam em decorrência de um evento de destruição ambiental que põe em risco a saúde da população;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;aqueles que se deslocam permanentemente em função de mudanças insustentáveis no local de moradia.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;
Meio ambiente é de difícil conceituação, mas sua principal função é garantir o bem-estar. O ambiente influencia no bem estar das populações - e aqui me refiro a todos os seres vivos, não somente seres humanos. Qualquer desequilíbrio neste ambiente e nossa qualidade de vida e bem estar são afetadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia maior destes refugiados é que os processos de mudança climática atingem mais os países pobres do que os ricos e desenvolvidos. Bangladesh, já bastante sacrificado por tufões, elevação dos níveis dos oceanos, derretimento das neves eternas do Himalaia, enchentes e regime de monções desregulados, possui refugiados na casa dos milhões e os únicos países vizinhos que poderiam recebê-los - Índia e Mianmar - não veem os bengalis com bons olhos. Ou seja, a tragédia humana vira um jogo de empurra-empurra que ninguém quer assumir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As regiões que mais serão afetadas e hoje já apresentam casos severos de migrações por conta das mudanças climáticas são: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;os deltas como do Nilo, Ganges, Mekong e Bhramaputra;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;faixas litorâneas como o sul dos Estados Unidos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;regiões semi-áridas como o nordeste brasileiro, região do lago Chade e o interior da China;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;sistemas insulares no Pacífico, como Tuvalu;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;
A Convenção de Genebra, em 1951, reconheceu o status de refugiado, mas este status precisa ser ampliado também para os que estão fugindo das severas mudanças do clima em seus países de origem, em especial para fazer valer os Direitos Humanos, que defendem o direito de viver e de ter acesso ao alimento, água e dignidade, entre outros. Este já seria um avanço significativo para estes povos, já que a sociodiversidade também se perde quando um grupo étnico perde seu lugar de origem. Acredito que estamos muito longe disso e que a situação tende a piorar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt; 
&lt;h5&gt;Leia também:&lt;/h5&gt;&lt;a href="https://blog.waycarbon.com/2019/06/a-urgencia-dos-refugiados-ambientais-e-a-necessidade-de-adaptacao/" target="_blank"&gt;A urgência dos refugiados ambientais e a necessidade de adaptação&lt;/a&gt; - Way Carbon&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio-Ambiente/Ja-ha-mais-refugiados-ambientais-que-refugiados-de-guerra/3/18621" target="_blank"&gt;Já há mais refugiados ambientais que refugiados de guerra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGh2Ee8e0RvG-QuoyNtoMydMw9aYin4e3CWwpatTZElAT55sCirD62D3HYRAi2OQh4dDymeOqA2D36iXzzubBhhFRqHKR4LMmYrDFg_6PrvRXZLC2YSjSiMneY8usMhyphenhyphenyqW_OpEaa7yew/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/537002886841705220" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/537002886841705220" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/10/os-refugiados-ambientais.html" rel="alternate" title="Os refugiados ambientais" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsaHlqM1q7Vl4cBY7IhF2zodeZH0ci4HwLR03OFSl75tLpGRHKABw5PC-qHZrZMIrejyf1t3Sz0unZLcLJDbUh8-LJgCriZXrK-lrJ5tis78ifxxKT1u_Gp1iL9WNbpzPZ7XAHd4tTyks/s72-c/refugiados-do-clima.jpg" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-437749957695025626</id><published>2011-09-05T08:10:00.001-03:00</published><updated>2012-06-28T13:38:50.030-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mito"/><title type="text">O mito dos agrocombustíveis</title><content type="html">&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPj5KnIglYgUpr5E-1Rarm7c6e16QJd15lz3gA8lpa0aHoT_BbY1t4wXp8cMPTHM2NcRa3KOgmV5XYpysIuw4kbjcgo337-y9R0xnAEnSLB4pWYAcSnmb5_NHUcFfZJy7wv5kRP_z8Jbmh/s1600/biocombustivel+-+por+ci%25C3%25AAncia+di%25C3%25A1ria.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPj5KnIglYgUpr5E-1Rarm7c6e16QJd15lz3gA8lpa0aHoT_BbY1t4wXp8cMPTHM2NcRa3KOgmV5XYpysIuw4kbjcgo337-y9R0xnAEnSLB4pWYAcSnmb5_NHUcFfZJy7wv5kRP_z8Jbmh/s280/biocombustivel+-+por+ci%25C3%25AAncia+di%25C3%25A1ria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Limpo?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Nós, como sociedade, sabemos que a situação do meio ambiente está complicada. Vemos a ação do homem, modificando sua paisagem e seu espaço e as consequências geradas são difíceis de arcar. Sabemos também que é preciso haver uma mudança de postura do consumidor com relação a uma série de coisas e a principal delas é com relação à poluição. O ar que respiramos contém uma carga de poluentes muito acima do aceitável, no entanto, os tão propagados salvadores da pátria, os agrocombustíveis - que você provavelmente conhece como biocombustíveis - possuem um custo ambiental tão alto, tão camuflado pelas políticas ambientais, que parece estarmos em um mundo onde as opções corretas estão acabando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outra postagem eu já falei o que penso &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/2011/03/capitalismo-sustentavel-existe.html"&gt;sobre a questão do aquecimento global&lt;/a&gt;. Reitero que não sou contra políticas ambientais, ao contrário, acho que essa mudança de postura deve ocorrer e para ontem. Mas há todo um mito sobre os agrocombustíveis de que eles resolverão o problema da poluição e do uso de combustíveis fósseis. Não é bem assim. Assim como qualquer atividade agrícola, eles geram impactos sobre o meio ambiente: poluição das águas e do solo, erosão, desflorestamento e perda de biodiversidade. E o maior problema de todos é sem dúvida a questão da segurança alimentar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSp15OMKiMsXC9mAyiQwfKNUdPsHvSuv2H1mkfJalWSVNnbopU4hzuN-1uMTnJw2se7QZw8MeBQ2Tt4OHgIMwxHp1i6r1qw741XnM0E26XKeYi-EiV90AYUdGg_bMm-j5ctlkR4B5oSSVd/s1600/resfriado.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSp15OMKiMsXC9mAyiQwfKNUdPsHvSuv2H1mkfJalWSVNnbopU4hzuN-1uMTnJw2se7QZw8MeBQ2Tt4OHgIMwxHp1i6r1qw741XnM0E26XKeYi-EiV90AYUdGg_bMm-j5ctlkR4B5oSSVd/s200/resfriado.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;A gente comumente pensa assim: &lt;i&gt;"o biocombustível vem da cana, então não queima carbono como a gasolina faz, então ele é limpo"&lt;/i&gt;. Esse é o discurso que até na escola é ouvido. Mas o etanol do agrocombustível, que é álcool, quando queimado produz um composto chamado aldeído e a maior parte dos aldeídos são tóxicos aos seres vivos, podendo causar irritações respiratórias, doenças pulmonares, enxaquecas, corizas, sendo que alguns são cancerígenos e mutagênicos. Alguns estudos mostram que acrescentar 10% de etanol na gasolina aumenta em 40% a emissão de aldeídos. A União Europeia e a Agência de Proteção Ambiental (APA) dos Estados Unidos consideram o formaldeído (um tipo de aldeído) como cancerígeno e o proíbem sua emissão. Na cidade de São Paulo medições da Cetesb mostraram uma concentração 160% superior de &lt;a href="http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=795" target="blank_"&gt;formaldeído&lt;/a&gt; no ar e 260% superior de &lt;a href="http://www.infopedia.pt/$acetaldeido" target="blank_"&gt;acetaldeído&lt;/a&gt;. (Fonte: Unesp/2011)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiQB-A1dJE5f3gIUQqXgA8wt8yB39_q9CUCQe1u-BZOKaWvSPbGVlatuvHs_FvhA9L_5QL6BU5XZobaCk0eWlH2h0ZJeu0qfheUuBAmFu_cFYuUPY8qXKejAZXJqGUC6w3kJYFwyIic2lJ/s1600/Ogallala+Aquifer.png" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiQB-A1dJE5f3gIUQqXgA8wt8yB39_q9CUCQe1u-BZOKaWvSPbGVlatuvHs_FvhA9L_5QL6BU5XZobaCk0eWlH2h0ZJeu0qfheUuBAmFu_cFYuUPY8qXKejAZXJqGUC6w3kJYFwyIic2lJ/s200/Ogallala+Aquifer.png" width="171" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aquífero Ogallala&lt;br /&gt;
Clique para ampliar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Essa é apenas uma das implicações que o mito gera. Vejo pessoas felizes por andar em carros com biodiesel ou gasolina com parcelas de agrocombustíveis, mas esquecemos que existe um custo ambiental tão alto quanto o da extração de petróleo. No Estados Unidos, por exemplo, o número de usinas de etanol subiu de 20 em 2000 para 140 em 2008 e estão em construção mais 60 usinas que irão explorar as águas dos aquíferos Ozark (Missouri), Ogallala (Texas, Wyoming, Colorado, Nebraska, Dakota do Sul, Oklahoma, Novo México e Kansas) e Mahomet (Illionois), sendo que o Ogallala é um aquífero fechado, ou seja, não recebe recarga. Todo o meio oeste norte-americano é dependente da água dos aquíferos que será largamente utilizada na produção do etanol. E a população, fica sem água?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desflorestamento para o cultivo também é outro problema. Se um paulista seguir sentido interior como para Presidente Prudente, por exemplo, verá imensos e intermináveis campos de cana-de-açúcar em áreas antes tidas como de florestas. Uma floresta madura ajuda a remover o CO2 atmosférico pela fotossíntese (apesar de não ser o maior causador do efeito estufa, que é o metano) e fazem isso de uma maneira muito mais eficiente do que a cana, soja ou milho. Se a floresta for derrubada, o aumento de CO2 é muito maior, pois ele costuma ser feito com queimadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhufuMK-IptnrFMxdc8ibkHi-KBBZ8UC0KlrmtuJt9MrQwgiVRbsvP-0s8ktF_AFPCfoeOfcTy4pOL4wsBomrZCr9yuFBzVNXMnbEtiblnm2Ad9yNtpjSfKgI6Yfw8L6FgYFy0En7qKopUt/s1600/prato+vazio.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhufuMK-IptnrFMxdc8ibkHi-KBBZ8UC0KlrmtuJt9MrQwgiVRbsvP-0s8ktF_AFPCfoeOfcTy4pOL4wsBomrZCr9yuFBzVNXMnbEtiblnm2Ad9yNtpjSfKgI6Yfw8L6FgYFy0En7qKopUt/s520/prato+vazio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fome no mundo por causa dos&amp;nbsp;agrocombustíveis.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
O discurso dos órgãos oficiais parece bonito, mas a questão da segurança energética é estratégica, em especial em momentos de grande instabilidade política em países produtores de petróleo. O quadro geopolítico mundial aponta para uma hegemonia de blocos produtores de agrocombustíveis e para a aproximação diplomática e econômica de países desenvolvidos com este novo bloco. Sem contar o fato tenebroso que estas plantações estão empurrando a fronteira agrícola para regiões produtoras de alimentos e desalojando produtores locais. Ou seja, isso diminuirá a oferta de alimentos, causando sua inflação e um aumento na insegurança alimentar dos menos favorecidos, que já possuem acesso deficiente à comida. Em julho de 2008, no Reino Unido, o jornal The Guardian revelou um estudo do Banco Mundial que concluiu que o boom dos biocombustíveis foi responsável por 75% do aumento dramático dos preços dos alimentos em todo o mundo naquele ano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh15L6FnEKaiFlV-wBgK3fQQuVOM4jDQsSsn2yH9to6tRDZuvM6lzAyK5emIrFKaelRL5fFAKPBoh-WfNDo1JjYI0-aPo5-FeBoRKdrvx-h7NcHGBRE8WCZ_vdFBYIoIyIoQo5-hIVrZeqh/s1600/quest%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh15L6FnEKaiFlV-wBgK3fQQuVOM4jDQsSsn2yH9to6tRDZuvM6lzAyK5emIrFKaelRL5fFAKPBoh-WfNDo1JjYI0-aPo5-FeBoRKdrvx-h7NcHGBRE8WCZ_vdFBYIoIyIoQo5-hIVrZeqh/s180-c/quest%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E agora?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O que fazer? Sendo clara, não existe combustível que não seja poluente. Não existe matriz energética capaz de suprir a demanda como o petróleo faz. O futuro está cada vez mais próximo e sabemos que o petróleo está chegando ao esgotamento. A imposição de políticas ambientais por parte da ONU ou da União Europeia apenas mascara um imperialismo ecológico que muitas nações não tem condições de desenvolvimento para arcar. Acabamos como reféns desta nova ordem, pois não sabemos como agir. Gasolina ou um agrocombustível? Nenhum deles parece ser o correto, mas nossa base energética se constitui neste sistema e não vejo mudanças positivas em curto, médio e longo prazo. Cabe a nós saber ponderar nossas ações, buscando o que é correto e evitar fazer o jogo midiático de defender isso ou aquilo ou dar preferências que podem ser mais danosas do que benéficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E você? O que acha dos agrocombustíveis?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Fontes:&lt;/h5&gt;UNESP - Programa Redefor&lt;br /&gt;
America Latina en movimiento - &lt;a href="http://alainet.org/active/34692&amp;amp;lang=es" target="blank_"&gt;Agrocombustibles: ¿inocencia o cinismo?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/category/agricultura/page/2/" target="blank_"&gt;Centro de Estudos Ambientais&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/437749957695025626/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/09/o-mito-dos-agrocombustiveis.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/437749957695025626" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/437749957695025626" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/09/o-mito-dos-agrocombustiveis.html" rel="alternate" title="O mito dos agrocombustíveis" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPj5KnIglYgUpr5E-1Rarm7c6e16QJd15lz3gA8lpa0aHoT_BbY1t4wXp8cMPTHM2NcRa3KOgmV5XYpysIuw4kbjcgo337-y9R0xnAEnSLB4pWYAcSnmb5_NHUcFfZJy7wv5kRP_z8Jbmh/s72-c/biocombustivel+-+por+ci%25C3%25AAncia+di%25C3%25A1ria.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-8456309889805832787</id><published>2011-08-15T07:38:00.006-03:00</published><updated>2019-03-16T19:49:49.711-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ciência"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ignorância"/><title type="text">De onde vêm os Geógrafos?</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijiWuGp8o3XNKiPsJgf57Sc4ZG6ZMWN_jNlAxG_5GZW_abWBO-t50YlIK11GFrO199uG8ckkxJRSTM5XrcTBSkIebiG0kLZMA9pxEoBglr5LT5oyT__TqrzKPmz_un0xxPQ8HTIzVwiMY/s1600/geografia.png" rel="lightbox"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijiWuGp8o3XNKiPsJgf57Sc4ZG6ZMWN_jNlAxG_5GZW_abWBO-t50YlIK11GFrO199uG8ckkxJRSTM5XrcTBSkIebiG0kLZMA9pxEoBglr5LT5oyT__TqrzKPmz_un0xxPQ8HTIzVwiMY/s1600/geografia.png" alt="geografia"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é mais uma postagem que colhe os "louros" de uma famosa postagem de três semanas atrás chamada &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/2011/07/erros-geograficos-mais-comuns.html" target="blank_"&gt;Erros geográficos mais comuns&lt;/a&gt;. Um determinado indivíduo postou um comentário falando bobagens sobre algo que ele não conhece (e não foi aprovado) e para emendar sua fala super coerente, postou assim no final:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;Pelo visto, coerência não é algo que se exija na faculdade de letras.&lt;br /&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já deu para notar o quanto a pessoa em questão domina não só a ciência sobre imagens de satélite, que ela afirmou categoricamente que tira foto, como também a geográfica...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a class="twitter-follow-button" data-lang="pt" href="https://twitter.com/Sybylla_"&gt;Siga a @Sybylla_&lt;/a&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;
&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muita gente já me perguntou o que geógrafo faz além de dar aulas. É lamentável dizer que as pessoas não reconheçam a importância dessa ciência, pois se ela fosse algo que servisse apenas para "pintar mapinha", não existiria o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, também conhecido pelos íntimos como IBGE.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Geografia numa definição bem concisa, pois os geógrafos sabem o quanto é &lt;b&gt;difícil&lt;/b&gt; definir o que ela faz, é a ciência que estuda a superfície terrestre e como os fenômenos se distribuem no espaço terrestre. As duas coisas são diferentes, portanto as análises também precisam ser. É buscar entender as relações existentes entre o ser humano(como sociedade) e o seu espaço, seja ele natural ou antrópico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dificilmente um outro curso universitário irá oferecer em sua grade disciplinas como Geografia Econômica, Geologia, Climatologia, Psicologia da Educação, Geografia da População, Teoria e Métodos, Geoprocessamento, Hidrologia, Didática, Cartografia, Geografia Urbana, Geografia Agrária, Biogeografia, Geografia do Turismo, &amp;nbsp;Geografia Regional, Geografia da Saúde, Planejamento urbano e regional, Políticas públicas e territoriais...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é porque você é um professor que todos eles se formam no curso de Letras. Cada disciplina tem sua especificidade e sua didática é naturalmente diferente. Eu sou habilitada a dar aulas de Cartografia, mas não me pergunte como se dá uma aula de conjugação de verbos ou sobre equação de 2º grau, pois não são da minha competência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tá, mas o geógrafo faz o que? A &lt;a href="http://www.agb.org.br/arquivos/geografo.htm#lei6664" target="blank_"&gt;lei 6.664, de 26 de junho de 1979&lt;/a&gt;, disciplina e estabelece a profissão e de acordo com o que consta na lei, é da competência do geógrafo: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;1 - reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físico-geográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e especiais da Geografia, que se fizerem necessárias:&lt;br /&gt;
a) na delimitação e caracterização de regiões e sub-regiões geográficas naturais e zonas geoeconômicas, para fins de planejamento e organização físico-espacial;&lt;br /&gt;
b) no equacionamento e solução, em escala nacional, regional ou local, de problemas atinentes aos recursos naturais do País;&lt;br /&gt;
c) na interpretação das condições hidrológicas das bacias fluviais;&lt;br /&gt;
d) no zoneamento geo-humano, com vistas aos planejamentos geral e regional;&lt;br /&gt;
e) na pesquisa de mercado e intercâmbio comercial em escala regional e inter-regional;&lt;br /&gt;
f) na caracterização ecológica e etológica da paisagem geográfica e problemas conexos;&lt;br /&gt;
g) na política de povoamento, migração interna, imigração e colonização de regiões novas ou de revalorização de regiões de velho povoamento;&lt;br /&gt;
h) no estudo físico-cultural dos setores geoeconômicos destinados ao planejamento da produção;&lt;br /&gt;
i) na estruturação ou reestruturação dos sistemas de circulação;&lt;br /&gt;
j) no estudo e planejamento das bases físicas e geoeconômicas dos núcleos urbanos e rurais;&lt;br /&gt;
l) no aproveitamento, desenvolvimento e preservação dos recursos naturais;&lt;br /&gt;
m) no levantamento e mapeamento destinados à solução dos problemas regionais;&lt;br /&gt;
n) na divisão administrativa da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - a organização de congressos, comissões, seminários, simpósios e outros tipos de reuniões, destinados ao estudo e à divulgação da Geografia. (Fonte: &lt;a href="http://www.agb.org.br/"&gt;AGB&lt;/a&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.agb.org.br/arquivos/geografo.htm#profissao" target="blank_"&gt;Veja aqui todas as áreas de atuação dos geógrafos e suas aptidões de acordo com a Associação de Geógrafos Brasileiros&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O registro profissional do geógrafo é emitido pelo mesmo órgão que registra agrônomos, arquitetos e engenheiros, que é o &lt;a href="http://www.creasp.org.br/" target="blank_"&gt;Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura&lt;/a&gt; - CREA - nos estados e o &lt;a href="http://www.confea.org.br/" target="blank_"&gt;Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia&lt;/a&gt; - CONFEA - na esfera federal. Existem cursos universitários para formação de geógrafos em praticamente todas as universidades públicas do país, mas nem todas as particulares formam geógrafos e sim professores de geografia. Para ser bacharel em Geografia (geógrafo) é necessário um curso de quatro anos, como foi o meu caso que também teve o complemento da licenciatura, que me habilita a dar aulas para o ensino fundamental e médio. Ou seja, são dois diplomas, o de geógrafo e o de professor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi15l_V1QScZrJ5MgvS1UKv42_TfJtYyHpcWiaps6OtL8Ltz9KFrIZmlqcYXXwkg4RqI6GkMGAHosn1Lvecmj331XBf14m60WUkBTW4e3LFpQGxzl9_GUudAHgAajckme2Jgzi8Y_p5bSlS/s1600/O+Geografo.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" title="O Geógrafo - Johannes Vermeer, 1669 (Wikipedia)"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi15l_V1QScZrJ5MgvS1UKv42_TfJtYyHpcWiaps6OtL8Ltz9KFrIZmlqcYXXwkg4RqI6GkMGAHosn1Lvecmj331XBf14m60WUkBTW4e3LFpQGxzl9_GUudAHgAajckme2Jgzi8Y_p5bSlS/s1600/O+Geografo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O Geógrafo, de&amp;nbsp;Johannes Vermeer&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
A Geografia como a temos hoje é uma ciência que remonta ao século XVII-XVIII, mas o histórico já puxa desde os gregos e alguns apontam também os antigos egípcios. Ela também foi muito desenvolvida entre os povos do Oriente Médio e chineses. Não vou entrar aqui em toda a história da ciência geográfica para não estender ainda mais este post, mas uma coisa que o ser humano sempre fez foi observar seu espaço e tentar analisá-lo, o que compete à Geografia. Praticamente todas as ciências tidas hoje como naturais - Geologia, Meteorologia, Geofísica, Biologia e etc. - foram desmembradas daquilo que era a Geografia no passado. Ela já foi considerada e é por alguns uma ciência de reis e rainhas, tanto que o &lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyI7oEbh0tSGrWunurYanAkroCOdVTYQpUN_0FQx2hT7Jy02zKXLMUTIvcjxEARmuK5Uu5uefMKk8ITdPpf0vN0Xj97LBlSznA2yguW2AWLdejEW4FGrG5fTQOkXb3Zo9kF4ufE9ikzL2y/s1600/pr_william.jpg" rel="lightbox" title="Sua alteza, Príncipe William"&gt;Príncipe William&lt;/a&gt;, herdeiro do trono da Inglaterra, é Geógrafo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhupaXFlgFhdNCDxfo6Jhl7U02d7Zs1qDxHsHpFJrogE5Hk5vYY-Px-02-ZitUZNj6LzLL9jnHUXf74pNS_qUbXAsTzJ-mhg-E7O4dhrcinXqQStPBVLh6A3KfCg1dzUWiJLNIZvW_ae3WM/s1600/feliz.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhupaXFlgFhdNCDxfo6Jhl7U02d7Zs1qDxHsHpFJrogE5Hk5vYY-Px-02-ZitUZNj6LzLL9jnHUXf74pNS_qUbXAsTzJ-mhg-E7O4dhrcinXqQStPBVLh6A3KfCg1dzUWiJLNIZvW_ae3WM/s110/feliz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Portanto, os geógrafos são profissionais que precisam de curso universitário assim como médicos, engenheiros, advogados entre outros, têm uma grande importância para a sociedade e para o meio e não pode ser comparado com outros profissionais, pois cada um têm sua área de atuação e sua formação. A ciência é algo muito grande para tentar formar um generalista, por isso são todas importantes, mas não desmereça áreas que desconhece apenas porque não sabe de onde elas vieram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É isso!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Links geográficos&lt;/h5&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/" target="blank_"&gt;IBGE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.sogeografia.com.br/" target="blank_"&gt;Só Geografia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.agb.org.br/" target="blank_"&gt;Associação Brasileira de Geógrafos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.brasilescola.com/geografia/" target="blank_"&gt;Brasil Escola&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://geosabedoria.wordpress.com/" target="blank_"&gt;GeoSabedoria&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://cartageografica.blogspot.com/" target="blank_"&gt;Carta Geográfica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://amzn.to/2MQi25B" target="_blank" title="Vá para a loja!"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin0hBFKqjRnCdJjjQ7nr8gCBhAPvaO4VGOKGE8RZArzkO0RMz-zgTT15laq7PUsG9e3XBByMpPOsKKxNbuPbF1hpLgyoLOZuYGHN1Bql_eaPc33Z2loMWFXX0DjGCQqUnaqtEQrZee2Xw/s1600/associates728x90._CB513031506_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/8456309889805832787/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/08/de-onde-vem-os-geografos.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8456309889805832787" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/8456309889805832787" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/08/de-onde-vem-os-geografos.html" rel="alternate" title="De onde vêm os Geógrafos?" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijiWuGp8o3XNKiPsJgf57Sc4ZG6ZMWN_jNlAxG_5GZW_abWBO-t50YlIK11GFrO199uG8ckkxJRSTM5XrcTBSkIebiG0kLZMA9pxEoBglr5LT5oyT__TqrzKPmz_un0xxPQ8HTIzVwiMY/s72-c/geografia.png" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-4442844149316862496</id><published>2011-07-27T10:01:00.074-03:00</published><updated>2019-03-16T19:48:35.767-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="educação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ignorância"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lista"/><title type="text">Erros geográficos mais comuns</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Professores sofrem cada vez que precisam corrigir atividades de seus alunos. Os de Geografia então têm um colapso com a quantidade de bobagens proferidas não só por alunos, mas também pelos meios de comunicação que usam e abusam de termos sem o menor pudor. Fora o assassinato do Português em muitos lugares. Reuni alguns que acontecem comigo com frequência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a class="twitter-follow-button" data-lang="pt" href="https://twitter.com/Sybylla_"&gt;Siga a @Sybylla_&lt;/a&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;
&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Geografia com acento&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://nkayesel.files.wordpress.com/2013/10/epic-eye-roll.gif?w=640" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://nkayesel.files.wordpress.com/2013/10/epic-eye-roll.gif?w=640" height="445" width="760" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pode parecer um absurdo para a maioria das pessoas, mas tem muito aluno que coloca acento em Geografia. Fica "Geográfia". Por que isso? Eles confundem com Geográfica e aí embanana tudo. E acham também que toda sílaba tônica tem acento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;O maior deserto do mundo&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg43rqNlNkS4ghdhI3mRWCh_ri4wFEC5-f845CDUn1SOQEm7k1RtZm45NLspDxIWvm3-YiWY5q7oWdSfoz9hjptqFqMt3bbsPsn_VEHpK1bTEIm0bEgVIhymUDVaEm3guudWeX193M9-15a/s1600/antartica.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" title="Planície Antártica"&gt;&lt;img border="0" height="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg43rqNlNkS4ghdhI3mRWCh_ri4wFEC5-f845CDUn1SOQEm7k1RtZm45NLspDxIWvm3-YiWY5q7oWdSfoz9hjptqFqMt3bbsPsn_VEHpK1bTEIm0bEgVIhymUDVaEm3guudWeX193M9-15a/s640/antartica.jpg" width="760" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Saara não é o maior deserto do mundo. O maior é a Antártica, no Polo Sul, pois deserto não está relacionado com temperatura e sim com ausência de umidade no ar. Tanto que no Saara, à noite, faz muito frio e não deixou de ser deserto. Também não é por causa da areia, como já ouvi marmanjo falar. Praia tem areia, concreto tem areia e não são desertos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Serra do Mar não é serra&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnL7jTcm_ss2Y2GSrUxWCfpVNsSVcOTsyD16humtnju61kVCYXz1kZt1ivoOIZ8TYqqXEDbDOnGul0ats05VlWtfWbaeZ12AsDEHkhoAB3X6fnZgJXqmoxiOFj29-n6kFCNECfxovd8m8/s1600/serra-do-mar-5.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox"&gt;&lt;img border="0" height="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnL7jTcm_ss2Y2GSrUxWCfpVNsSVcOTsyD16humtnju61kVCYXz1kZt1ivoOIZ8TYqqXEDbDOnGul0ats05VlWtfWbaeZ12AsDEHkhoAB3X6fnZgJXqmoxiOFj29-n6kFCNECfxovd8m8/s640/serra-do-mar-5.jpg" width="760" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Apesar do nome, a Serra do Mar não é uma serra, ela é uma escarpa. Qual a diferença? Montanhas se formam com processos que envolvem o enrugamento da crosta, sua elevação, ação vulcânica e dobramentos que elevam partes do terreno que eram normalmente mais baixas. As escarpas são resultado de erosão em áreas de rocha cristalina, em geral associadas a uma falha geológica. E a Serra do Mar é resultado da separação da Gondwana há 250 milhões de anos atrás. Serra da Cantareira, Serra do Espinhaços, Serra da Canastra, Serra da Mantiqueira, essas sim são serras por causa de sua formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Avalanche de terra?&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha_1WtkBWNl6pzV-m7qyRUy7uPlVvUYoL6BTdq7ZFvDypztiKrNW1HC86F4Z-rG152eyhX5IVrZx16u3MCO4AiGqKh8pqw-SIz9WmOXl7yJ4jNHGmjDOMyAyqTRfY64vOcNFDvBHL6jLw/s1600/deslizamento-angra3-g-20100101.jpg" imageanchor="1"  rel="lightbox"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha_1WtkBWNl6pzV-m7qyRUy7uPlVvUYoL6BTdq7ZFvDypztiKrNW1HC86F4Z-rG152eyhX5IVrZx16u3MCO4AiGqKh8pqw-SIz9WmOXl7yJ4jNHGmjDOMyAyqTRfY64vOcNFDvBHL6jLw/s1600/deslizamento-angra3-g-20100101.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As avalanches são movimentações de massas de neve de forma rápida e violenta em direção a um vale, que são áreas mais rebaixadas do terreno. Mas acontecem com neve apenas. Os repórteres adoram falar "avalanche de terra" e eu tenho um colapso nervoso cada vez que sai uma coisa dessas no jornal. O menos incorreto termo a ser usado seria deslizamento. E não avalanche. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Norte e Sul&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglzwYMQ5etLwJfuGV7eY5Wls_jzW9JmhtZp4u_LJ7okMIEvnIiF7ZEexYBx1X6E_vinbxrRZFGkCcrApEpIE7tfdDKE2_dBpACIHoidtag5sPEuq48wT1k5GfNL_jbhDr7Cvqrxofvp-xe/s1600/mapa+mundi.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" title="Mapa Mundi?"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglzwYMQ5etLwJfuGV7eY5Wls_jzW9JmhtZp4u_LJ7okMIEvnIiF7ZEexYBx1X6E_vinbxrRZFGkCcrApEpIE7tfdDKE2_dBpACIHoidtag5sPEuq48wT1k5GfNL_jbhDr7Cvqrxofvp-xe/s1600/mapa+mundi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um mapa ao contrário parece muito estranho, não parece? Mas olha que legal, o Brasil estaria no Hemisfério Norte, tido como desenvolvido, seria bacana. Mas quem determina que os mapas são do jeito que a gente conhece? Os primeiros mapas oficiais saíram da Europa e se tornaram referência. Foram estes primeiros cartógrafos que entenderam o mundo com um norte e um sul. A ausência de grandes extensões de terra no hemisfério sul conectando tantos continentes e culturas diferentes como na Europa e na Ásia, impossibilitou o desenvolvimento de uma civilização dominante o suficiente para dominar a visão de mundo, como a europeia. Se os hemisférios fossem trocados, nossa posição e a posição do norte e do sul seriam bem diferentes, bem como os mapas. É tudo convenção. Outros chamam de dominação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h5&gt;Satélites tirando foto?&lt;/h5&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEw_-pXlfXEqEbGsX9W39koMlDhFaL12AbRWKratbi2xBZoflmHMOmgv2qbSq7hPSOWMV-w4Tfh-nKvZJSL0IUV9q4gaZTIJmWez7PXUEqQGGdCP4rt8JNMDY-oJayVg4JmLDaM_w8t1Uz/s1600/tirar+foto.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox" title="Satélite de não tira foto!"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEw_-pXlfXEqEbGsX9W39koMlDhFaL12AbRWKratbi2xBZoflmHMOmgv2qbSq7hPSOWMV-w4Tfh-nKvZJSL0IUV9q4gaZTIJmWez7PXUEqQGGdCP4rt8JNMDY-oJayVg4JmLDaM_w8t1Uz/s600/tirar+foto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Canso de dizer que satélite não tira foto e a TV continua dizendo "foto de satélite". As máquinas fotográficas precisavam de um filme fotográfico que reagia com a luz para gravar uma imagem que depois era revelada através de uma série de processos químicos. As câmeras digitais, dos celulares e os satélites utilizam-se de sensores que captam imagens através de um processo diferente, apesar de ambas se utilizarem da luz, porém de maneiras distintas. Além do mais, se a gente parar para pensar, como que o satélite, se tirasse foto, enviaria o filme para a Terra? Por comodismo dizemos foto mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até mais!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://amzn.to/2MQi25B" target="_blank" title="Vá para a loja!"&gt;&lt;img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin0hBFKqjRnCdJjjQ7nr8gCBhAPvaO4VGOKGE8RZArzkO0RMz-zgTT15laq7PUsG9e3XBByMpPOsKKxNbuPbF1hpLgyoLOZuYGHN1Bql_eaPc33Z2loMWFXX0DjGCQqUnaqtEQrZee2Xw/s1600/associates728x90._CB513031506_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/4442844149316862496/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/07/erros-geograficos-mais-comuns.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/4442844149316862496" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/4442844149316862496" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/07/erros-geograficos-mais-comuns.html" rel="alternate" title="Erros geográficos mais comuns" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg43rqNlNkS4ghdhI3mRWCh_ri4wFEC5-f845CDUn1SOQEm7k1RtZm45NLspDxIWvm3-YiWY5q7oWdSfoz9hjptqFqMt3bbsPsn_VEHpK1bTEIm0bEgVIhymUDVaEm3guudWeX193M9-15a/s72-c/antartica.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-2263836775204487971</id><published>2011-03-17T10:30:00.012-03:00</published><updated>2024-12-14T21:39:19.842-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crítica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="medo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mídia"/><title type="text">O determinismo nosso de cada dia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poeta e escritor Lêdo Ivo, em entrevista ao &lt;a href="http://g1.globo.com/platb/geneton/2010/02/26/um-imortal-da-academia-brasileira-de-letra-dispara-seus-petardos-o-calor-e-a-paisagem-exuberante-atrpalham-o-brasil-e-mais-literatura-brasileira-e-paisagistica-cosmetica-e-desespiritualizada/" target="blank_"&gt;Dossiê Geral&lt;/a&gt; da Globonews, por escrito no portal G1, alega que as pessoas ficam mais criativas no frio e isso favorece o processo criativo e a profundidade das obras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="O determinismo nosso de cada dia" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2vzeU8pa44Y0YHjG9-bTVJozdyEL2vHMIKEG2OYzJ-ImaxtnMMLrkn7LOI_IehrELUE8irgbkQzkTvWM1npoL07bRJQrZHCsV1dgJYP8Wu_cvcDXqNkERvt51Y_ZCDwKpb3-MHjqTH3M/s1600/determinismo.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; 
De acordo ainda com o autor, o problema do Brasil seria o calor e a exuberância de sua paisagem que impediriam grandes obras literárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;O calor excessivo não ajuda a reflexão. Os escritores europeus  produzem, em geral, nos meses de frio. Baudelaire anseia pelo frio para  escrever seus poemas! Aqui no Brasil, o calor atrapalha muito.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;
Excesso de beleza seria então o problema do nosso país. É preciso tomar muito cuidado com este discurso que em Geografia chama-se Determinismo, pois o mesmo princípio baseou o cerne de ideologias de regimes totalitários e racistas como o Nazismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se voltarmos um pouco nos conceitos fundadores da ciência geográfica - disciplina pouco valorizada na escola - veremos que existem dois conceitos que moldaram seus alicerces: o Determinismo e o Possibilismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Determinismo é originário da escolã alemã (final do século XVII, início do XVIII) e seu principal representante é Friederich Ratzel. O cerne deste pensamento diz que o ambiente terrestre molda as sociedades; que clima, topografia, temperatura seriam determinantes (daí o nome) para a evolução e desenvolvimento das civilizações. Ellen Semple e Ellsworth Huntington chegaram a associar que sociedades pacíficas se originam de terrenos acidentados e íngremes, pois dificilmente seriam invadidas e conquistadas, enquanto sociedades beligerantes eram associadas a locais planos e de fácil acesso. Huntington é também o elaborador da ideia do "paradoxo tropical", que diz que países tropicais têm governos pouco funcionais e instáveis, enquanto países frios são economicamente mais desenvolvidos e ricos pela estabilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pensamento determinista na Alemanha da época serviu para justificar sua política expansionista pois nem país ela era. A Alemanha, que junto com a Itália, foi o último país a se tornar um Estado-nação, era um retalho de bispados, ducados e principados no meio de uma Europa já formada e com colônias em outros continentes. Não tendo mais para onde se expandir no continente, o Determinismo foi o conceito original que levou ao nacionalismo, aos desejos de conquista e lançou a Alemanha como personagem principal em duas guerras e de onde o regime nazista apoiou sua ideologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua vez, o Possibilismo afirma o contrário. Vindo da escola francesa, seu principal expoente é Vidal de La Blache (século XIX), ferrenho crítico de Ratzel. O conceito defende que as sociedades não estão condicionadas ao ambiente e sim que ela tem condições de mudá-lo, que tendo a possibilidade, ela o mudará. Porém, assim como ocorreu com o conceito alemão, o Possibilismo também foi usado pelo estado francês para justificar suas ações. Se a sociedade tem condição de alterar seu ambiente e de evoluir, isso habilitaria uma sociedade - no caso a França - a levar o desenvolvimento, seu modo de vida, àquelas sociedades pouco evoluídas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É fácil perceber como um conceito científico sai das academias para justificar ações dos Estados. Nos dois casos, políticas expansionistas, colonialismo e guerra aconteceram pois ambos achavam estar certos. Quer dizer então que aqueles que endossam um princípio científico ou um conceito correm o risco de ser um nazista? Não. O que quero dizer é como é preciso ter cuidado com os discursos. Os países tropicais foram acusados de atrasados, trabalham pouco, instáveis - o subdesenvolvido e Terceiro Mundo que a gente tanto ouviu na escola - o que justificou por exemplo a doutrina do Destino Manifesto dos Estados Unidos, onde por ordem divina, os norte-americanos têm a missão de levar democracia, desenvolvimento e o &lt;i&gt;american way of life&lt;/i&gt; a todos os atrasados. Olha o Possibilismo de novo aí. A América Latina já foi chamada de Quintal da América (não esqueça, você também é americano(a) pois existem 3 delas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o frio realmente favorecesse a cultura avançada, à inteligência, a produção literária e artística e trouxesse felicidade e riqueza, a Rússia seria o país mais rico e desenvolvido do mundo e sabemos que não é bem assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estereótipos não estão errados, eles estão incompletos. Portanto cuidado com textos e discursos que fazem um mau julgamento de situações, eventos, pessoas e lugares. Bom senso e conhecimento são fundamentais. E sair do achismo, do senso comum que parece ser uma verdade absoluta são necessários para se ter uma opinião a ser defendida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
&lt;img title="Você já contribuiu hoje?" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio9sxwF9332MFMymByV8VZd64m9bU3dxZSoCylCluInL9nqLAxIlv6x9kSKB4xtBI0QOSAvUUTl7XzRD0OW5vglrzlWMeu6f55zuRY84WQ47iXS0W2CZdWww7YFeU64zRyiY4cCoZ_-U4/s1600/pague-um-cafe.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;© Este artigo pertence ao blog &lt;a href=" http://www.momentumsaga.com"&gt;Momentum Saga&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;
É proibida a reprodução dos artigos deste blog, parcial ou totalmente. Leia a  &lt;a href="http://www.momentumsaga.com/p/licenca.html"&gt;Licença&lt;/a&gt;. Plágio é crime previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.&lt;/div&gt;</content><link href="http://www.momentumsaga.com/feeds/2263836775204487971/comments/default" rel="replies" title="Postar comentários" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/03/o-determinismo-nosso-de-cada-dia.html#comment-form" rel="replies" title="0 Comentários" type="text/html"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/2263836775204487971" rel="edit" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.blogger.com/feeds/9113475496097543791/posts/default/2263836775204487971" rel="self" type="application/atom+xml"/><link href="http://www.momentumsaga.com/2011/03/o-determinismo-nosso-de-cada-dia.html" rel="alternate" title="O determinismo nosso de cada dia" type="text/html"/><author><name>Lady Sybylla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12963363577747958171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image height="32" rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfiGp3G2MutQ74JZy9Gn2MR6GpAbmkD1j75SVAm9iZ7AIo-SIuG-eTpwADqcqXMIemscX0W9KBxTf-AIN5BI98p5Qhz1QDwqfxvBRa_6n67wm2MXf5kbEpdI_Dd7fOd4elPu-Cx5pGT3eSj2wGgeMPYYwni4z25l9LseeGepe5zsK50hk/s1600/E-o1JRoXEAI026d.jpg" width="32"/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2vzeU8pa44Y0YHjG9-bTVJozdyEL2vHMIKEG2OYzJ-ImaxtnMMLrkn7LOI_IehrELUE8irgbkQzkTvWM1npoL07bRJQrZHCsV1dgJYP8Wu_cvcDXqNkERvt51Y_ZCDwKpb3-MHjqTH3M/s72-c/determinismo.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9113475496097543791.post-1146344338380107789</id><published>2010-04-08T18:15:00.293-03:00</published><updated>2023-05-06T21:22:35.114-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="civilização"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geografia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="lista"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Terra"/><title type="text">8 exploradores que mudaram o mundo</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As viagens de exploração ao longo da história humana moldaram o mundo em que vivemos hoje. Desde antigos marinheiros, que conectaram diferentes civilizações e estimularam o intercâmbio cultural, até as primeiras viagens de descoberta que levaram ao descobrimento de novos continentes, cada jornada contribuiu para nossa compreensão do mundo e nosso lugar nele.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="8 viagens que mudaram o mundo" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPA6gxZrik47mEqatD78D-2Cg33on0DOfMNxdvNW5ydeljk3gPBWNZCXQ0HiOmm6RVF8yHZF6xk6IF1yZSct3GfgyzfPt9kTW5bQIV4nAZNDJnXzQPQEMza3PDssydIRJfcHKPVaRNdMk/s1600/Francis-Drakes-journey-1577-1580.jpg"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;
As viagens antigas exigiram grande coragem da parte de seus desbravadores, além de desenvoltura e adaptabilidade daqueles que as empreenderam. Mas é preciso lembrar também sobre o lado negativo dessas viagens, principalmente aquelas que levavam a "descobrimentos" como nas Américas. Sabemos bem o que houve com os povos nativos e o extermínio que veio em seguida.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;  
&lt;h5&gt;8. Cristóvão Colombo - partiu para a Ásia, encontrou a América &lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMHWIapRArW7BNOc8qDeFs8MR0iKtMIMlF1C5IvIBFWlu1Ymp-hQTtXkDycVgAi-lEsi88EABVuLFiMRAhEngiK0A2IRcSKjNxtovjWfF0gDHKJHaA7PPypsOiRIKkh93F-S3_CPjhQ_0/s1600/Cristovao-Colombo.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Cristóvão Colombo" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMHWIapRArW7BNOc8qDeFs8MR0iKtMIMlF1C5IvIBFWlu1Ymp-hQTtXkDycVgAi-lEsi88EABVuLFiMRAhEngiK0A2IRcSKjNxtovjWfF0gDHKJHaA7PPypsOiRIKkh93F-S3_CPjhQ_0/s260/Cristovao-Colombo.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Nascido em Gênova, na Itália, em 1451, Colombo é talvez o explorador mais famoso de todos os tempos. Em particular, ele é famoso por sua tentativa de encontrar uma nova rota para o lucrativo comércio de especiarias na Ásia. Indo contra o conhecimento aceito na época, Colombo acreditava que, navegando para o oeste através do Atlântico, ele poderia alcançar a Ásia mais rapidamente do que navegando pelo extremo sul da África como todos os outros faziam.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Conseguir patrocinadores para sua viagem não foi tarefa fácil. A maioria das pessoas acreditava que a Terra era plana e achava que o navio de Colombo cairia pela borda da Terra. Aqueles que aceitavam a ideia de que a Terra era um globo pensaram que ele iria se perder. Ainda assim, em 1492, Colombo zarpou do porto de Palos, na Espanha, rumo ao oeste. Levou consigo três navios, o Nina, o Pinta e o Santa Maria.&lt;br/&gt; 
&lt;br/&gt;
Depois de algumas semanas no mar, Colombo e sua tripulação avistaram terra, que eles acreditavam ser a Ásia. Em vez disso, eles chegaram a uma ilha nas Bahamas, que Colombo chamou de San Salvador. Nos meses seguintes, Colombo e seus homens exploraram as costas de Cuba e Hispaniola, estabelecendo o assentamento de La Navidad. Ao longo dos anos, Colombo fez um total de quatro viagens ao Novo Mundo. Uma vez aclamado como um herói, hoje seu legado é debatido. Por um lado, ele é considerado o responsável pela abertura das Américas à exploração e colonização europeia.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Por outro lado, o que um povo chama de colonização, outro chama de exploração. Seu tratamento aos povos indígenas nas novas terras foi cruel. Colombo e seus homens trouxeram doenças e violência para o Novo Mundo e os colonizadores europeus escravizaram e exploraram muitos dos habitantes locais com consequências que podem ser sentidas ainda hoje.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;7. Fernão de Magalhães - A Volta ao Mundo em 1095 Dias&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-sBVvLIsJrWOzbIKdCBDMpIcA7dmDbgZ7NRvGRpk66bqAu7ER-J8R3SfcAL29IEeyfa0vVS9HoThsiiYUsT573Rn0E1Op5yPAe0SxPgKIycd7KBNr27ByfGcFA4HC5fALQ1J7ptnVbFU/s1600/Fernao-de-Magalhaes.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Fernão de Magalhães" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-sBVvLIsJrWOzbIKdCBDMpIcA7dmDbgZ7NRvGRpk66bqAu7ER-J8R3SfcAL29IEeyfa0vVS9HoThsiiYUsT573Rn0E1Op5yPAe0SxPgKIycd7KBNr27ByfGcFA4HC5fALQ1J7ptnVbFU/s260/Fernao-de-Magalhaes.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Cristóvão Colombo não foi o único europeu cujas viagens se concentraram no comércio de especiarias. Fernão de Magalhães, nascido em Portugal em 1480, foi um soldado e marinheiro contratado pelo governo espanhol para liderar uma expedição para encontrar uma rota ocidental para as ilhas de especiarias da Indonésia.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Ele partiu da Espanha em 1519 com uma frota de cinco navios e uma tripulação de mais de 200 homens. Ele cruzou o Atlântico e viajou para o sul ao longo da costa da América do Sul. Ao fazer isso, ele descobriu uma passagem que levava ao extremo sul do continente, o Estreito de Magalhães. Sua viagem continuou enquanto ele cruzava o Oceano Pacífico, encontrando várias novas ilhas ao longo do caminho, incluindo Guam e as Filipinas.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
A viagem de Magalhães foi longa. Tanto tempo, na verdade, que quando sua tripulação retornou à Espanha em 1522, eles haviam circunavegado o globo. As primeiras pessoas na história a fazê-lo. Apesar de ser lembrado como o primeiro homem a circunavegar o globo, Magalhães não terminou sua viagem. Foram inúmeros desafios ao longo do caminho, de tempestades a motins e escaramuças com pessoas engenhosas. Uma dessas escaramuças foi fatal e Magalhães caiu nas Filipinas, morto por uma lança de bambu, em 27 de abril de 1521, depois de tentar converter os habitantes locais ao cristianismo.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;6. Sir Francis Drake - circunavegou o globo (e sobreviveu)&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvhhAl2Zu26fcWBm2GUQlsegCjTEecQ-Db2bb3g_eAL4uAg0bExANY62RFDPrTgl0nAxq9TPum_8i2m5ZFalNwoeauNz_RtsntI_E9g2LAUJNwEyblOoJwBzK0q421vR5ilA_LmubN3wk/s1600/Francis-Drake.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Sir Francis Drake" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvhhAl2Zu26fcWBm2GUQlsegCjTEecQ-Db2bb3g_eAL4uAg0bExANY62RFDPrTgl0nAxq9TPum_8i2m5ZFalNwoeauNz_RtsntI_E9g2LAUJNwEyblOoJwBzK0q421vR5ilA_LmubN3wk/s260/Francis-Drake.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Fernão de Magalhães pode ter sido o primeiro homem a circunavegar o globo, mas Sir Francis Drake, o segundo homem a fazê-lo, o fez com estilo. Drake foi um explorador, corsário e comandante naval inglês do século XVI, cujas viagens se tornaram lendas. A primeira viagem de Drake foi em 1567, quando ele navegou para o Caribe como parte de uma expedição de comércio de escravos. Nos dez anos seguintes, ele fez várias viagens às Américas. Durante essas viagens, ele era um corsário sancionado pelo estado e invadiu navios e assentamentos espanhóis, acumulando grande riqueza e fama no processo.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Em 1577, ele usou essa riqueza para iniciar uma viagem de três anos ao redor do mundo, copiando a façanha de Magalhães. Ao longo do caminho, ele explorou a costa oeste da América do Sul, reivindicou terras para a Inglaterra no que hoje é a Califórnia e negociou com o povo das Molucas na atual Indonésia. Talvez sua maior conquista tenha ocorrido em 1588, quando desempenhou um papel fundamental na derrota da Armada Espanhola, enviada para invadir a Inglaterra. Os anos de experiência e habilidade de Drake como comandante naval ajudaram a virar a maré da batalha e garantir uma vitória massiva para a Inglaterra.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;5. Leif Erikson - primeiro europeu a pisar em solo norte-americano&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtvCN78fOhk9XgU64mJG7vcyXKMFYpdCzvFyOLqdiTrBCQzMcsM2wIWW60nCn9Bz-LMSx1s31O5LRcmg3zsp73ZHH9Ta6mHxFRtMxW6ypBlFRJdJdnPBHvZvs8ZjMffL2iXiD_ov_2IFo/s1600/Leif-Erikson.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Leif Erikson" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtvCN78fOhk9XgU64mJG7vcyXKMFYpdCzvFyOLqdiTrBCQzMcsM2wIWW60nCn9Bz-LMSx1s31O5LRcmg3zsp73ZHH9Ta6mHxFRtMxW6ypBlFRJdJdnPBHvZvs8ZjMffL2iXiD_ov_2IFo/s260/Leif-Erikson.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Muito antes de Cristóvão Colombo existiu Leif Erikson, um explorador nórdico bastante ativo durante o século X. Segundo as sagas nórdicas, a maior conquista de Leif foi quando ele navegou da Groenlândia para uma região chamada Vinland, que se acredita estar em algum lugar da moderna Terra Nova, hoje Canadá. Nosso conhecimento da história nórdica é notoriamente irregular, mas acredita-se que a viagem de Leif partiu por volta do ano 1000 d.C. É provável que ele tenha tido a ideia de sua jornada depois que outro famoso explorador nórdico, Bjama Herjolfson, foi desviado do curso enquanto navegava para a Islândia e tropeçou numa região desconhecida.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Leif partiu com cerca de 30 de seus melhores homens e, ao chegar em Vinland, estabeleceu um assentamento viking em uma área chamada L'Anse aux Meadows. Eles não ficaram lá por muito tempo (estimativas de datação por carbono indicam que foi de 990-1050 d.C.), mas foi uma grande conquista na exploração e colonização nórdica. Evidências de construções nórdicas, incluindo uma casa e uma ferraria, foram encontradas e acredita-se que eles negociaram e interagiram com os habitantes locais, a quem apelidaram de “Skraelings”.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Leif Erikson é uma figura célebre na cultura e mitologia nórdica, mas apenas nos últimos anos ele começou a receber o reconhecimento que merece como o primeiro europeu a desembarcar na América do Norte. Hoje L'Anse aux meadows é um Patrimônio Mundial da UNESCO e uma atração turística popular.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;4. Píteas - o grande geógrafo grego&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjj7kViSPkCOMX7lpSYTqih8wrXLbhlv-oyN5CBFGRK4CqIf5FMazLRHHFHPiMbVlgCFa3Q3xz3RLHaHHaHacNuiIQY53xt1BjLbeb42g7V_0iTAN-Y_TOWf6CgKUiWGEf1YT2fAciY0Rg/s1600/Piteas.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Píteas" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjj7kViSPkCOMX7lpSYTqih8wrXLbhlv-oyN5CBFGRK4CqIf5FMazLRHHFHPiMbVlgCFa3Q3xz3RLHaHHaHacNuiIQY53xt1BjLbeb42g7V_0iTAN-Y_TOWf6CgKUiWGEf1YT2fAciY0Rg/s260/Piteas.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Píteas foi um grande cartógrafo e geógrafo grego, nascido por volta de 350 a.C.. Passou grande parte do século IV a.C. em viagens explorando a costa da Europa. Sua viagem mais famosa foi quando ele partiu da colônia grega de Massalia (atual Marselha, na França) e navegou para o norte, alcançando regiões que os gregos nunca haviam visto antes. Sua conquista mais famosa talvez seja a descoberta da terra de Thule no Atlântico Norte. Isso é um pouco estranho porque, para todos os efeitos, Thule não existe e nunca existiu. Píteas acreditava ter descoberto uma ilha congelada até então desconhecida no norte da Grã-Bretanha; o único problema é que não havia ilha lá.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Hoje, muitos historiadores acreditam que Píteas estava mentindo ou se perdeu. É provável que “Thule” fosse na verdade a Noruega ou a Islândia dos dias modernos. Ele descreveu Thule como uma terra de gelo e neve perpétua, onde o sol mal nasce. É mais provável que descrevesse qualquer lugar perto da Inglaterra como perpetuamente úmido e cinza. Píteas não descobriu apenas ilhas imaginárias. Ele viajou pela costa da Grã-Bretanha, Islândia e norte da Alemanha, documentando os costumes e estilos de vida das pessoas que conheceu ao longo de seu caminho.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Suas maiores realizações são de cunho científico. Ele era fascinado por sistemas de marés, tema que estudou e descreveu em detalhe. Também é considerado um dos primeiros navegadores a identificar o fenômeno do sol da meia-noite, onde o sol permanece visível 24 horas por dia no extremo norte durante os meses de verão.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;3. Zheng He - o maior explorador da China Antiga&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi94yaqhaKPhfvjqSXuMcZ1El1Wrbew5U8Zu_jmhvt-ki1VEreVmv9Q_raIctRjFJpQGvX0DBHi_3LygGgVlgAp-IpIzhNHKSSYxXlyF7reCDzpa3Kz7xPrJBaT2t0pB8ULXFVQUq5_dI8/s1600/Zheng-He.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Zheng He" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi94yaqhaKPhfvjqSXuMcZ1El1Wrbew5U8Zu_jmhvt-ki1VEreVmv9Q_raIctRjFJpQGvX0DBHi_3LygGgVlgAp-IpIzhNHKSSYxXlyF7reCDzpa3Kz7xPrJBaT2t0pB8ULXFVQUq5_dI8/s260/Zheng-He.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Não é apenas a Europa que nos deu algumas das maiores viagens da história. O explorador chinês Zheng He nasceu na China em 1371. Um importante almirante da marinha imperial da dinastia Ming, Zheng He recebeu uma importante missão: liderar uma série de viagens para estabelecer relações diplomáticas e comerciais com outros países. Sua primeira viagem ocorreu em 1405 e foi de grande escala. Zheng He comandou mais de 300 embarcações, incluindo navios de tesouro colossais medindo até 400 pés de comprimento (121,92 m). As viagens tinham um objetivo, promover o poder e o prestígio chinês e era missão de Zheng He entregar presentes e tesouros aos líderes dos países que visitava.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Sob o imperador Yongle (terceiro imperador da dinastia Ming) e o imperador Xuande (quinto imperador Ming), Zheng He realizou 7 viagens. Ele visitou vários países e regiões, incluindo o Sudeste Asiático, Índia e África Oriental. Ao longo do caminho, ele estabeleceu importantes postos comerciais chineses e missões diplomáticas nessas áreas. Em suas viagens de volta, ele trouxe para casa animais exóticos, como girafas e zebras, para entreter a corte chinesa.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Tudo isso não foi fácil, nem barato. Embora suas viagens tenham sido conquistas notáveis tanto na exploração marítima quanto na diplomacia, após sua morte em 1433, o governo chinês se fechou para o mundo e pôs fim à era de exploração da China.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;h5&gt;2. Hanno, o Navegador - antiga viagem para a África&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRyhW5AxBWp7nGPORuodaN583wdREfCprnqyMg06hJGJ4o2Y8R6XEMlPW7rEgWrkgGtyXZp0OZna6M3Qt_y6rEY5c68RKch-PHJuOeWIr_c4jESVL7-7WhkzIOuou8_upFVskn1EGeg4o/s1600/Hanno.png" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Hanno, o Navegador" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRyhW5AxBWp7nGPORuodaN583wdREfCprnqyMg06hJGJ4o2Y8R6XEMlPW7rEgWrkgGtyXZp0OZna6M3Qt_y6rEY5c68RKch-PHJuOeWIr_c4jESVL7-7WhkzIOuou8_upFVskn1EGeg4o/s260/Hanno.png"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Hanno, o Navegador, ou Hanão, o Cartaginês, como também era conhecido, foi um explorador da antiga cidade-estado de Cartago, localizada na atual Tunísia. No século V d.C, ele partiu em uma viagem ao longo da costa oeste da África procurando estabelecer novas rotas comerciais que expandiriam a influência de seu povo.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Hanno viajou por toda parte. Seus navios o levaram ao longo da costa atlântica da África por países como os atuais Marrocos, Senegal e Gâmbia. Ao longo do caminho, Hanno parou para conhecer os povos locais, encontrando novas terras e povos, incluindo o povo das Ilhas Verdes. Hanno registrou suas viagens em um texto chamado Périplo de Hanno, que detalha as terras e povos que encontrou.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt; 
Embora alguns historiadores hoje duvidem de sua precisão, ele ainda é visto como um documento importante na história da exploração e da geografia. A viagem de Hanno ajudou a estabelecer a influência de Cartago ao longo da costa oeste da África e abriu caminho para mais exploração e comércio na região.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt; 
&lt;h5&gt;1. Erik, o Vermelho - o grande aventureiro nórdico&lt;/h5&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiJg6nCLHOAjf1bzXfMN6hWEG3uZ9Z5T_1Ptj0IcuLYzOtWMF7fx94iw7yHdujN8bPgnyArTP_6TZradpeEdLfOux07btGYE434TMXO3w81MMhhCN1BPfCATorA4LHIDFp5heClkOdXzQ/s1600/Erik-the-red.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; clear: right; float: right;"&gt;&lt;img alt="Erik, o Vermelho" title="Erik, o Vermelho" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiJg6nCLHOAjf1bzXfMN6hWEG3uZ9Z5T_1Ptj0IcuLYzOtWMF7fx94iw7yHdujN8bPgnyArTP_6TZradpeEdLfOux07btGYE434TMXO3w81MMhhCN1BPfCATorA4LHIDFp5heClkOdXzQ/s260/Erik-the-red.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A história geralmente se concentra nos exploradores que fizeram as descobertas mais famosas ou cujas realizações tiveram o impacto mais visível na história. Mas muitas vezes os sucessos e conquistas deles não seriam possíveis se não fosse pelo trabalho dos exploradores menos conhecidos que vieram antes.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Erik, o Vermelho, foi um explorador e aventureiro nórdico cujas viagens abriram caminho para as expedições nórdicas posteriores à América do Norte durante o século X d.C. Segundo a lenda, Erik foi exilado e expulso da Islândia após cometer um assassinato e então partiu em busca de novas terras para viver. Junto de sua tripulação, Erik navegou para o oeste através do Atlântico Norte e finalmente chegaram a uma terra remota e desabitada que chamaram de Groenlândia. As condições eram difíceis e o ambiente era desafiador, mas Erik e seus seguidores conseguiram estabelecer vários assentamentos, prosperando lá por vários séculos.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Esses assentamentos permitiram que exploradores posteriores, como Leif, se dirigissem ainda mais para o norte, descobrindo a América do Norte. Hoje Erik é lembrado como um explorador ousado que desempenhou um papel crucial na formação da história da região do Atlântico Norte.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Lembrou de mais alguma?&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Até mais! &#127758;&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;h5&gt;Já que você chegou aqui...&lt;/h5&gt;
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