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	<title>Moonflux</title>
	
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		<title>[Fotografia] HDR</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 17:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[HDR]]></category>

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		<description><![CDATA[High Dynamic Range (Alto Alcance Dinâmico), mais conhecido pela abreviação HDR, é um método utilizado em fotografia ou computação gráfica que consiste do alargamento do alcance dinâmico, como o próprio nome diz. Uma fotografia HDR, na verdade, é a junção de três fotografias de tempos de exposição diferentes, de alcances dinâmicos pequenos, dessa forma criando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hdr2.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hdr1.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar | Créditos: http://fotografohdr.com</p></div>
<p><strong>High Dynamic Range</strong> (Alto Alcance Dinâmico), mais conhecido pela abreviação <strong>HDR</strong>, é um método utilizado em fotografia ou computação gráfica que consiste do alargamento do alcance dinâmico, como o próprio nome diz. Uma fotografia HDR, na verdade, é a junção de três fotografias de tempos de exposição diferentes, de alcances dinâmicos pequenos, dessa forma criando uma única foto de alto alcance dinâmico. Essa técnica foi desenvolvida em 1940, pelo fotógrafo<strong> Charles Wyckoff</strong>, que planejava fotografar explosões nucleares com um alto nível de detalhamento. Apesar do objetivo mórbido, o <strong>HDR</strong> provou-se adequado para muitos outros tipos de fotos. Com a fotografia digital e softwares específicos, foi possível aprimorar essa técnica cada vez mais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hdr3.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hdr4.jpg" alt="" width="500" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar | Créditos: http://onlyhdwallpapers.com/</p></div>
<p>O alcance dinâmico nada mais é do que a quantidade de luzes em diferentes intensidades que podemos observar com uma câmera; diferente do olho humano, que possui grande capacidade de captação de cenários, uma câmera fotográfica não permite todo esse detalhamento. Dependendo do tempo de exposição e do nível de iluminação de uma fotografia, precisamos sacrificar muitos dos detalhes de uma foto dependendo do resultado que queremos obter. E é nessas horas que o <strong>HDR</strong> ajuda, permitindo que todos os detalhes (ou uma enorme parte deles) de uma fotografia sejam capturados de uma única vez. Um bom exemplo é essa fotografia, tirada por mim:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/lightning5.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/lightning1-1.jpg" alt="" width="500" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/lightning4.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/lightning2.jpg" alt="" width="500" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<p>Como podemos ver, não foi possível captar os detalhes deste raio de uma única vez, já que a iluminação da imagem interferiu nesse objetivo. Portanto, para visualização completa do raio, uma exposição menor foi necessária. Mas isso interferiu em outros detalhes da foto! Portanto, a utilização do <strong>HDR</strong> torna-se útil para formar uma única foto, com um alcance dinâmico gigantesco e extrema luminosidade e contraste. Por isso é recomendado utilizar o formato .RAW para esse procedimento, já que o alcance dinâmico depende do formato de gravação do arquivo e do sensor da câmera. Não é recomendado transformar em <strong>HDR</strong> fotografias que já contenham uma quantidade de luz e sombra equilibrada, onde nenhuma informação foi perdida; é aí onde o RAW também sai em vantagem, já que é possível verificar o histograma da foto e conferir quais informações estão intactas ou foram perdidas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/lightning6.jpg"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/hdr7.jpg" alt="" width="500" height="311" /></a><p class="wp-caption-text">Resultado HDR da foto acima; clique para ampliar</p></div>
<p>O software mais conhecido para a transformação de fotos em <strong>HDR</strong> é o <strong>Photomatix</strong>, que também permite a utilização de fotos JPG para o procedimento. Utilizo-o há três anos e acredito que é o melhor disponível no mercado. Aos fotógrafos profissionais e amadores, recomendo que experimentem um pouquinho com esse método, que pode resultar em trabalhos muito interessantes e espetáculos visuais. Mas lembrem-se: como qualquer outra técnica, não é bom abusar do HDR ou usá-lo em situações inadequadas. Salvar uma foto em um JPG de baixa qualidade e transformá-la em <strong>HDR</strong> é pedir para ter um resultado desastroso! <img src='http://moonflux.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/moonflux/WbjB/~4/0BoJ6eAK9ZA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>[Curtas] Chacun son cinéma</title>
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		<comments>http://moonflux.com/2012/05/25/curtas-chacun-son-cinema/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 May 2012 03:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Chacun son cinéma]]></category>
		<category><![CDATA[curtas]]></category>
		<category><![CDATA[David Cronnenberg]]></category>
		<category><![CDATA[David Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Takeshi Kitani]]></category>
		<category><![CDATA[Theo Angelopoulos]]></category>
		<category><![CDATA[Tsai Ming-liang]]></category>

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		<description><![CDATA[Chacun son cinéma ou Ce petit coup au coeur quand la lumière s&#8217;éteint et que le film commence é um coleção de episódios concebida e produzida por Gilles Jacob para comemorar os sessenta anos do Festival de Cannes, em 2007. O filme, dedicado a memória de Federico Fellini, é composto por 33 curta metragens com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/affiche-chacun-son-cinc3a9ma.jpg" alt="" width="452" height="602" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Chacun son cinéma</strong> ou <strong>Ce petit coup au coeur quand la lumière s&#8217;éteint et que le film commence</strong> é um coleção de episódios concebida e produzida por <strong>Gilles Jacob</strong> para comemorar os sessenta anos do Festival de Cannes, em 2007. O filme, dedicado a memória de <strong>Federico Fellini</strong>, é composto por 33 curta metragens com 3 minutos de duração cada um dirigidos por diretores que, na maioria, tiveram filmes apresentados em alguma edição do  festival. A versão exibida em Cannes não contou com o episódio dos irmãos <strong>Coen</strong>, que posteriormente foi incluída na versão lançada em DVD, que também inclui o curta de <strong>David Lynch</strong>, não exibido na mostra por não ter sido concluído a tempo. Os diretores (dentre eles alguns que participam da edição de Cannes 2012, como <strong>David Cronenberg</strong>, <strong>Ken Loach</strong>, <strong>Abbas Kiarostami</strong> e <strong>Walter Salles</strong>) não tinham conhecimento do trabalho de seus colegas, e a obra final resultou em episódios diversificados, mas com um tema em comum: a própria sala de cinema ou pelo menos o conceito de produto fílmico já terminado. Selecionamos alguns dos mais interessantes disponíveis online a seguir:</p>
<h2 style="text-align: center;"></h2>
<h3 style="text-align: center;">Trois Minutes, de Theo Angelopoulos</h3>
<p style="text-align: left;">Uma declaração de amor de<strong>  Jeanne Moreau</strong> que contracena com <strong>Marcello Mastroianni</strong> através de trechos do filme <strong>O Melissokomos</strong> (O Apicultor), do diretor grego e texto de<strong> La Notte</strong> (A Noite), de <strong>Michelangelo Antonioni</strong>. Grande homenagem ao ator italiano.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2nbu"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2nbu" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: center;">Absurda, de David Lynch</h3>
<p>Vozes narram um fato misterioso, talvez o assassinato de uma dançarina. Na tela da sala de cinema escura e vazia se alternam estranhas visões. Puro onirismo lynchyano ao estilo <strong>Rabbits</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2npa"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2npa" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: center;">One Fine Day, de Takeshi Kitano</h3>
<p style="text-align: left;">Um agricultor para em um pequeno cinema em meio ao campo. O projetista não consegue fazer passar o filme (o filme mostrado é <strong>Kids Return</strong>, do próprio diretor), que continua dando problemas durante toda a sessão e o agricultor retorna a sua vida. Curta divertido mas também melancólico, bem ao estilo de <strong>Takeshi Kitano</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2o2o"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2o2o" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: center;">It&#8217;s a Dream, de Tsai Ming-liang</h3>
<p style="text-align: left;">Reconstituição de um sonho do diretor. Ele, quando criança assiste um filme em uma sala de cinema com seus parentes mortos. Muita afinidade com seu filme<strong> Goodbye, Dragon Inn</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2nw6"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2nw6" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: center;">At the Suicide of the Last Jew in the World in the Last Cinema in the World, de David Cronenberg</h3>
<p style="text-align: left;">O título já é a própria sinopse, um reality show imaginário sobre o suicídio do último judeu do mundo. Temas que agradam o diretor em um quadro inquietante.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2oej"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2oej" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: center;">Rencontre Unique, de Manoel de Oliveira</h3>
<p style="text-align: left;">Reconstituição de um encontro imaginário entre <strong>Nikita Khrushchev</strong> e Papa <strong>João XXIII</strong>. Espirituoso e sofisticado como o cinema de <strong>Manoel de Oliveira</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="500" height="284"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xr2oh6"></param><param name="allowfullscreen" value="true"></param><param name="wmode" value="opaque"></param><embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xr2oh6" width="500" height="284" allowfullscreen="true" wmode="opaque"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Chacun son cinéma</strong> é uma experiência com seus pontos de interesse, uma interessante digressão no cinema de todo o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/csc.jpg" alt="" width="452" height="210" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
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		<title>[Música] I Break Horses</title>
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		<comments>http://moonflux.com/2012/05/23/i-break-horses/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 May 2012 00:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[I Break Horses]]></category>
		<category><![CDATA[Shoegaze]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar do nome absurdo (supostamente retirado de uma canção do cantor Smog), I Break Horses é uma banda um tanto inofensiva. A dupla Maria Lindén e Fredrik Balck formou a banda em 2008 em Estocolmo, na Suécia, influenciados por dream pop e shoegaze; suas canções remetem às músicas de bandas clássicas do gênero, como My [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/ibh1.jpg" alt="" width="450" height="272" /></p>
<p>Apesar do nome absurdo (supostamente retirado de uma canção do cantor <strong>Smog</strong>),<strong> I Break Horses</strong> é uma banda um tanto inofensiva. A dupla <strong>Maria Lindén</strong> e<strong> Fredrik Balck</strong> formou a banda em 2008 em Estocolmo, na Suécia, influenciados por <em>dream pop</em> e <em>shoegaze</em>; suas canções remetem às músicas de bandas clássicas do gênero, como<strong> My Bloody Valentine</strong>, ou algumas mais recentes, como a igualmente sueca<strong> The Radio Dept</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/ibh2.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p><strong>I Break Horses</strong> tornou-se mais conhecido quando abriu shows para o <strong>M83</strong>, projeto musical de <strong>Anthony Gonzalez</strong>, que também descobriu a banda. Em agosto de 2011 lançaram seu álbum de estreia, <strong>Hearts</strong>.</p>
<p style="text-align: left;">Uma ótima banda atual, que certamente merece mais reconhecimento. Ambos também remixaram canções para outros artistas, e é uma pequena seleção de canções e videoclipes que podem assistir logo abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Winter Beats</em><br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/-Sg7YkPnEYw?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Hearts (Bedroom Sessions)</em><br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/awkkHZEEgbE?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>Load Your Eyes</em><em><strong><br />
Man Without Country -</strong> Closed Addicts Anonymous</em> <em>(<strong>I Break Horses</strong> Remix)</em></p>
<p style="text-align: center;"><object width="350" height="200" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="gsPlaylist7079152994" name="gsPlaylist7079152994"><param name="movie" value="http://grooveshark.com/widget.swf" /><param name="wmode" value="window" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&#038;playlistID=70791529&#038;bbg=000000&#038;bth=000000&#038;pfg=000000&#038;lfg=000000&#038;bt=FFFFFF&#038;pbg=FFFFFF&#038;pfgh=FFFFFF&#038;si=FFFFFF&#038;lbg=FFFFFF&#038;lfgh=FFFFFF&#038;sb=FFFFFF&#038;bfg=666666&#038;pbgh=666666&#038;lbgh=666666&#038;sbh=666666&#038;p=0" /></object><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://grooveshark.com/widget.swf" width="350" height="200"><param name="wmode" value="window" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&#038;playlistID=70791529&#038;bbg=000000&#038;bth=000000&#038;pfg=000000&#038;lfg=000000&#038;bt=FFFFFF&#038;pbg=FFFFFF&#038;pfgh=FFFFFF&#038;si=FFFFFF&#038;lbg=FFFFFF&#038;lfgh=FFFFFF&#038;sb=FFFFFF&#038;bfg=666666&#038;pbgh=666666&#038;lbgh=666666&#038;sbh=666666&#038;p=0" /><span></span></object></p>
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		<title>[Festival] Cannes 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 19:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno e Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 16 de maio, finalmente foram abertas as portas da sexagésima quinta edição do Festival de Cannes. Com uma semana de atraso, bem a tempo de comemorar a entrada do novo presidente francês, François Hollande, no Palais de l&#8217;Élysée, fato que certamente teria tirado as atenções de uma das mais comentadas edições da Croisette. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/festival_cannes_2012_affiche.jpg" alt="" width="452" height="322" /></p>
<p>No dia 16 de maio, finalmente foram abertas as portas da sexagésima quinta edição do <strong>Festival de Cannes</strong>. Com uma semana de atraso, bem a tempo de comemorar a entrada do novo presidente francês, François Hollande, no <em>Palais de l&#8217;Élysée,</em> fato que certamente teria tirado as atenções de uma das mais comentadas edições da <em>Croisette</em>. O festival que se encerra no dia 27 já se tornou palco para a exibição de várias estrelas, grandes filmes assim como críticas ferozes e controversas polêmicas. A começar pela presidência do juri, este ano nas mãos do diretor italiano <strong>Nanni Moretti</strong>, adorado na França, principalmente depois do sucesso em 2001 com seu super valorizado filme <strong>La Stanza del Figlio</strong> (O Quarto do Filho). Ao seu lado, nomes ilustres do cinema e das artes em geral, a começar pelos diretores <strong>Raoul Peck</strong>, <strong>Alexander Payne</strong>, <strong>Andrea Arnold</strong> e o famoso ator <strong>Ewan McGregor</strong>, as atrizes <strong>Emmanuelle Devos</strong>, <strong>Diane Krueger</strong>, <strong>Hiam Abbas</strong> e o estilista <strong>Jean-Paul Gaultier</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/jury.jpg" alt="" width="450" height="336" /><p class="wp-caption-text">O polêmico júri do festival</p></div>
<p>A presença do estilista francês no corpo do júri tem gerado muitas discussões, embora seja comum a participação de jornalistas que não tem muito conhecimento sobre o mundo do cinema em diversos festivais, a pergunta que não cala é se um profissional fora da área do cinema e sem conhecimento técnico deveria realmente ter algum peso na avaliação do filme que deverá vencer um dos prêmios mais ambicionados do mundo. Presidida pelo a ator e diretor inglês <strong>Tim Roth</strong>, o júri da mostra paralela <em>Un certain regard</em>, instituída em 1978 por <strong>Gilles Jacob</strong>, conta com a atriz francesa <strong>Leïla Bekhti</strong>, a diretora e produtora franco-americana <strong>Tonie Marshall</strong>, o crítico argentino <strong>Luciano Montagudo</strong> e a  francesa <strong>Sylvie Pras</strong>, responsável pelos pelos cinemas no <em>Centre Pompidou</em> em Paris e diretora artística do <em>Festival de La Rochelle</em>, e deverão julgar os vinte longa metragens selecionados.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/jury2.jpg" alt="" width="450" height="299" /><p class="wp-caption-text">Jurados do Un certain regard</p></div>
<p>Polêmicas em relação ao corpo de jurados a parte, é fato também que muitos cineastas não tem se mostrado à altura de suas expectativas. <strong>David Cronenberg</strong>, por exemplo, que agora apresenta <strong>Cosmopolis</strong> (que já apresentou controvérsias por ter o ídolo teen<strong> Robert Pattinson</strong> como um dos protagonistas) em Cannes, foi uma grande decepção ano passado em Veneza com o medíocre <strong>A Dangerous Method</strong>, assim como <strong>Wes Anderson</strong>, que este ano, com <strong>Moonrise Kingdom</strong> tenta recuperar seu prestígio alcançado com <strong>The Royal Tenenbaums</strong> depois do fiasco de <strong>The Darjeeling Limited</strong> em 2007, também em Veneza. Grande interrogação e um dos pontos mais interessantes do festival são os autores que possuem uma filmografia menos conhecida no ocidente, como o egípcio <strong>Yousry Nasrallah</strong>, diretor de <strong>Baad el Mawkeaa</strong> (After the Battle), filme que trata sobre recentes acontecimentos da chamada primavera árabe e apresentado semana passada no festival, assim como os coreanos <strong>Im Sang-soo</strong> e <strong>Hong Sang-soo</strong>, respectivamente com <strong>Do-Nui Mat</strong> (The Taste of Money) e <strong>Da-reun na-ra-e-suh</strong> (In Another Country), que conta com a atriz francesa <strong>Isabelle Huppert</strong> no elenco.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/Da-reunna-ra-e-suh.jpg" alt="" width="452" height="300" /><p class="wp-caption-text">Da-reun na-ra-e-suh</p></div>
<p>De um oriente um pouco mais próximo, o ucraniano <strong>Sergei Loznitsa</strong>, apresenta <strong>V Tumane</strong> (In The Fog), esperamos que o diretor tenha mantido a ousadia de seu precedente <strong>My Joy</strong>, também apresentado em Cannes, em 2010. Da dinamarca, o diretor <strong>Thomas Vinterberg</strong>, compete com <strong>The Hunt</strong>, que traz como tema a pedofilia. <strong>Vinterberg</strong>, praticamente o representante de <strong>Lars von Trier</strong> nesta edição, espera repetir o mesmo sucesso de crítica e público que obteve com o ortodóxico <strong>Festen</strong> na <em>Croisette</em> em 1998. Assim como o italiano <strong>Matteo Garrone</strong> que tenta obter o mesmo reconhecimento de <strong>Gomorra</strong>, (apresentado no sexagésimo primeiro Festival de Cannes em 2008 e vencedor do <em>Grand Prix</em>) com Reality, a história de um pescador através da mudanças de um país, com toques de realismo e ecos fellinianos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/paradiseliebe.jpg" alt="" width="450" height="253" /><p class="wp-caption-text">Paradise: Liebe</p></div>
<p>O diretor austríaco <strong>Ulrich Seidl</strong> compete com <strong>Paradies: Liebe</strong> (Paradise: Love), e a trupe dos vencedores mais recentes se inicia com <strong>Michael Hanake</strong>, depois da conquista da <em>Palme D&#8217;Or</em> em 2009 com <strong>Das weiße Band</strong> (A Fita Branca) participa este ano com <strong>Amour</strong>, com grandes chances de ser o vencedor da <em>Palme</em>. O filme, exibido com muito entusiasmo na manhã de ontem no festival, foi muito bem acolhido pela imprensa afirmando-se como dos possíveis vencedores do prêmio máximo. Também em 2009, <strong>Jacques Audiard</strong> arrematou o <em>Grand Prix</em> com seu <strong>Un Prophète</strong> (O Profeta) e agora concorre com <strong>De Rouille et d’Os</strong> (Rust &amp; Bone). E <strong>Cristian Mungiu</strong>, diretor romeno que levou o <em>Palm D&#8217;Or</em> em 2007 com <strong>4 luni, 3 saptamâni si 2 zile</strong> (4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias), volta com <strong>Dupa dealuri</strong> (Beyond the Hills)</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img class=" " src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/resnais.jpg" alt="" width="452" height="297" /><p class="wp-caption-text">Alain Resnais dirigindo Vous n&#39;avez encore rien vu</p></div>
<p><strong>Abbas Kiarostami</strong> depois de 3 anos de <strong>Copie Conforme</strong>, assina <strong>Like Someone in Love</strong>, desta vez falado em japonês. O queridíssimo do festival, o diretor britânico <strong>Ken Loach</strong>, que apesar de seus quase 76 anos ainda mantém um ritmo frenético e apresenta <strong>The Angels’ Share</strong>. Sem contar o consagrado diretor de <strong>Hiroshima mon amour</strong>, <strong>Alain Resnais</strong>, que durante sua história apresentou quatro filmes e nunca ganhou o prêmio máximo, dessa vez volta com <strong>Vous n&#8217;avez encore rien vu </strong>(You Ain&#8217;t Seen Nothin&#8217; Yet) e pode enfim arrematar o <em>Palm D&#8217;Or</em> no auge de seus quase 90 anos. Outro francês na competição com <strong>Holy Motors</strong>, é <strong>Leos Carax</strong>, que já atuou em filmes como <strong>A Casa</strong> do diretor lituano <strong>Sharunas Bartas</strong> e na livre adaptação de <strong>King Lear</strong> de <strong>Jean-Luc Godard</strong>, volta para trás da câmeras depois de doze anos de <strong>Pola X</strong> e vinte e um de <strong>Les Amants du Pont-Neuf</strong> (Os Amantes da Pont Neuf)</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/Cannes-2012.jpg" alt="" width="454" height="305" /><p class="wp-caption-text">Like Someone in Love</p></div>
<p>O representante dos EUA é o diretor <strong>Lee Daniels</strong> com <strong>The Paperboy</strong>, acompanhado do compatriota <strong>Jeff Nichols</strong> com <strong>Mud</strong>. Do México, <strong>Carlos Reygadas</strong> com <strong>Post Tenebras Lux</strong>, e o Brasil representado por <strong>Walter Salles</strong>, com <strong>On The Road</strong>. E enfim, do último continente restante, <strong>Lawless</strong>, do diretor australiano <strong>John Hillcoat</strong> e <strong>Killing Them Softly</strong>, do neozelandês <strong>Andrew Dominik</strong>, estrelado por <strong>Brad Pitt</strong>.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img class=" " src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/filme-on-the-road-original-2.jpg" alt="" width="452" height="311" /><p class="wp-caption-text">On the Road</p></div>
<p>Entre os filmes da seleção oficial fora de competição, destacam-se <strong>Io E Te</strong> (Me And You), de <strong>Bernardo Bertolucci</strong> e <strong>Dracula 3D</strong>, de <strong>Dario Argento</strong>, que não agradou nem mesmo seus fãs mais xiitas durante a exibição, enquanto nas sessões especiais não se pode deixar passar em branco <strong>Roman Polanski: A Film Memoir</strong>, um filme de <strong>Laurent Bouzereau</strong> que percorre junto com o próprio <strong>Polanski</strong>, ainda em prisão domiciliar em 2010, sobre a vida e obra de um grande diretor, <strong>A Música Segundo Tom Jobim</strong>, filme sensorial que narra a trajetória musical do grande compositor brasileiro, do diretor <strong>Nelson Pereira dos Santos</strong> e <strong>Mekong Hotel</strong>, do diretor tailandês <strong>Apichatpong Weerasethakul</strong>, conhecido no exterior por seu apelido <strong>Joe</strong>, onde em 2010 venceu imerecidamente o <strong>Palm D&#8217;Or</strong> com o peculiar <strong>Lung Boonmee raluek chat</strong> (O Tio Booonmee, Que Se Lembra das Suas Vidas Passadas). <strong>Weerasethakul</strong> também apresentou seu novo curta metragem, <strong>Ashes</strong>, filmado inteiramente com uma Lomokino, em parceria com o Mubi; o curta pode ser assistido online<a href="http://mubi.com/films/ashes/"> clicando aqui</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/144578040.jpg" alt="" width="452" height="302" /></p>
<p>Nossas considerações:</p>
<ul>
<li><strong>Alain Resnais</strong> poderia finalmente ganhar o Palm D&#8217;or, após quatro indicações e nenhum prêmio. O diretor já está numa idade avançada, e ainda assim não tem pretensões de parar. Certamente o diretor de obras primas como <strong>Hiroshima mon amour</strong> e <strong>L&#8217;Année dernière à Marienbad</strong> merece essa chance.</li>
<li><strong>Michael Haneke</strong> tem grandes chances de levar o prêmio, mas não mais do que<strong> Ken Loach</strong>, campeão do festival. O aclamadíssimo (e superestimadíssimo) <strong>Kiarostami</strong> costuma agradar, e tem tudo para ganhar algum dos prêmios do festival.</li>
<li>A &#8220;fase de ouro&#8221; de <strong>Argento</strong> terminou no fim dos anos 80, e desde então o consagrado diretor tenta surpreender de alguma forma, sem muito sucesso; para quem dirigiu a trilogia das mães e difundiu o gênero <em>Giallo</em> isso é uma pena. É perfeitamente compreensível o porquê de <strong>Dracula 3D</strong> ter ficado de fora da competição.</li>
<li><strong>Nanni Moretti</strong> não é adequado para a presidência do juri, considerando que nem mesmo é um bom diretor. E diferente de<strong> Tom Ford</strong>, <strong>Gaultier</strong> nunca dirigiu um filme, talvez não seja a escolha mais apropriada para um jurado.</li>
<li>Temos receio de como as distribuidoras brasileiras traduzirão alguns desses títulos.</li>
</ul>
<p>Lista dos indicados nas categorias principais:</p>
<p><strong>Em Competição</strong></p>
<ul>
<li><strong>Amour</strong>, de <strong>Michael Haneke</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_de.png" alt="Alemanha" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_at.png" alt="Áustria" /></li>
<li><strong>The Angel’s Share</strong>, de <strong>Ken Loach</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_gb.png" alt="Reino Unido" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Baad EL Mawkeaa</strong>, de <strong>Yousry Nasrallah</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_eg.png" alt="Egito" /></li>
<li><strong>Dincolo de dealuri</strong>, de <strong>Cristian Mungiu</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ro.png" alt="Romênia" /></li>
<li><strong>Cosmopolis</strong>, de <strong>David Cronenberg</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ca.png" alt="Canadá" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_it.png" alt="Itália" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_pt.png" alt="Portugal" /></li>
<li><strong>Holy Motors</strong>, de <strong>Leos Carax</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_de.png" alt="Alemanha" /></li>
<li><strong>Jagten</strong>, de <strong>Thomas Vinterberg</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_dk.png" alt="Dinamarca" /></li>
<li><strong>Da-Reun Na-Ra-e-Suh</strong>, de <strong>Hong Sang-Soo</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_kr.png" alt="Coréia do Sul" /></li>
<li><strong>Donui Mat</strong>, de <strong>Im Sang-Soo</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_kr.png" alt="Coréia do Sul" /></li>
<li><strong>De rouille et d&#8217;os</strong>, de <strong>Jacques Audiard</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_be.png" alt="Bélgica" /></li>
<li><strong>Im Nebel</strong>, de <strong>Sergei Loznitsa</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ru.png" alt="Rússia" /></li>
<li><strong>Killing Them Softly</strong>, de <strong>Andrew Dominik</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Lawless</strong>, de <strong>John Hillcoat</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Like Someone In Love</strong>, de <strong>Abbas Kiarostami</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_jp.png" alt="Japão" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Moonrise Kingdom</strong>, de <strong>Wes Anderson</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Mud</strong>, de <strong>Jeff Nichols</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>On the Road</strong>, de <strong>Walter Salles</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_gb.png" alt="Reino Unido" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_br.png" alt="Brasil" /></li>
<li><strong>Paradies: Liebe</strong>, de <strong>Ulrich Seidl</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_at.png" alt="Áustria" /></li>
<li><strong>The Paperboy</strong>, de <strong>Lee Daniels</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Post Tenebras Lux</strong>, de <strong>Carlos Reygadas</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_mx.png" alt="México" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_nl.png" alt="Holanda" /></li>
<li><strong>Reality</strong>, de <strong>Matteo Garrone</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_it.png" alt="Itália" /></li>
<li><strong>Vous N’Avez Encoure Rien Vu</strong>, de <strong>Alain Resnais</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
</ul>
<p><em><strong>Un Certain Regard:</strong></em></p>
<ul>
<li><strong>Miss Lovely</strong>, de <strong>Ashim Ahluwalia</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_in.png" alt="Índia" /></li>
<li><strong>La Playa</strong>, de <strong>Juan Andres Arango</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_co.png" alt="Colômbia" /></li>
<li><strong>Les Chevaus De Dieu</strong>, de <strong>Nabil Ayouch</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ma.png" alt="Marrocos" /></li>
<li><strong>Trois Mondes</strong>, de <strong>Catheron Corsini</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Antiviral</strong>, de <strong>Brandon Cronenberg</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ca.png" alt="Canadá" /></li>
<li><strong>7 Days In Havana</strong>, de <strong>Benicio Del Toro, Laurent Cantet, Julio Médem, Pablo Trapero, Elia Suleiman, Juan Carlos Tabío</strong> e <strong>Gaspar Noé</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_es.png" alt="Espanha" /></li>
<li><strong>Le Grand Soir</strong>, de <strong>Benoit Delepine</strong> &amp; <strong>Gustave Kervern</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Laurence Anyways</strong>, de <strong>Xavier Dolan</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ca.png" alt="Canadá" /></li>
<li><strong>Despues De Lucia</strong>, de <strong>Michel Franco</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_mx.png" alt="México" /></li>
<li><strong>Aimer A Perdre La Raison</strong>, de <strong>Joachim Lafosse</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_be.png" alt="Bélgica" /></li>
<li><strong>Mystery</strong>, de <strong>Lou Ye</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_cn.png" alt="China" /></li>
<li><strong>Student</strong>, de <strong>Darezhan Omirbayev</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_kz.png" alt="Cazaquistão" /></li>
<li><strong>La Pirogue</strong>, de <strong>Moussa Toure</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_sn.png" alt="Senegal" /></li>
<li><strong>Elefante Blanco</strong>, de <strong>Pablo Trapero</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ar.png" alt="Argentina" /></li>
<li><strong>La confession d&#8217;un enfant du siècle</strong>, de <strong>Sylvie Verheyde</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>11.25: Jiketsu no Hi: Mishima Yukio to Wakamonotachi</strong>, de <strong>Koji Wakamatsu</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_jp.png" alt="Japão" /></li>
<li><strong>Beasts Of The Southern Wild</strong>, de <strong>Benh Zeitlin</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
</ul>
<p><strong>Fora de competição e Midnight Screenings:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Une Journee Particuliere</strong>, de <strong>Gilles Jacob</strong> e <strong>Samuel Faure</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Madagascar 3: Europe&#8217;s Most Wanted</strong>, de <strong>Eric Darnell</strong> e <strong>Tom McGrath</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Dracula 3D, </strong>de <strong>Dario Argento</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_it.png" alt="Itália" /></li>
<li><strong>Io E Te, </strong>de <strong>Bernardo Bertolucci</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_it.png" alt="Itália" /></li>
<li><strong>Hemingway &amp; Gellhorn, </strong>de <strong>Philip Kaufman</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Ai To Makoto, </strong>de <strong>Takashi Miike</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_jp.png" alt="Japão" /></li>
<li><strong>Maniac, </strong>de <strong>Franck Khalfoun</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>The Sapphires, </strong>de<strong> Wayne Blair</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_au.png" alt="Austrália" /></li>
<li><strong></strong><strong>Thérèse Desqueyrou, </strong>de<strong> Claude Miller</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
</ul>
<p><strong>Exibições especiais:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Der Mull Im Garten Eden</strong>, de <strong>Faith Akin</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_de.png" alt="Alemanha" /></li>
<li><strong>Mekong Hotel</strong>, de <strong>Apichatpong Weerasethakul</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_th.png" alt="Tailândia" /></li>
<li><strong>Villegas</strong>, de <strong>Gonzalo Tobal</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ar.png" alt="Argentina" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_nl.png" alt="Holanda" /></li>
<li><strong>A Música Segundo Tom Jobim</strong>, de <strong>Nelson Pereira Do Santos</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_br.png" alt="Brasil" /></li>
<li><strong>Journal De France</strong>, de <strong>Claudine Nougaret</strong> &amp; <strong>Raymond Depardon</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Les Invisibles</strong>, de <strong>Sebastien Lifshitz</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>The Central Park Five</strong>, de <strong>Ken Burns</strong>, <strong>Sarah Burns</strong> e <strong>David McMahon</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Roman Polanski: A Film Memoir</strong>, de <strong>Laurent Bouzereau</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_gb.png" alt="Reino Unidos" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_de.png" alt="Alemanha" /></li>
</ul>
<p><strong>Directors&#8217; Fortnight</strong> (seção paralela ao festival):</p>
<ul>
<li><strong>The We and the I</strong>, de <strong>Michel Gondry</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>3</strong>, de <strong>Pablo Stoll Ward</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_uy.png" alt="Uruguai" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ar.png" alt="Argentina" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_de.png" alt="Alemanha" /></li>
<li><strong>Adieu Berthe, l&#8217;enterrement de mémé</strong>, de <strong>Bruno Podalydès</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Alyah</strong>, de <strong>Elie Wajeman</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Dae gi eui wang</strong>, de <strong>Yeun Sang-ho</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_kr.png" alt="Coréia do Sul" /></li>
<li><strong>Dangerous Liaisons</strong>, de <strong>Hur Jin-ho</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_cn.png" alt="China" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_kr.png" alt="Coréia" /></li>
<li><strong>Ernest and Célestine</strong>, de <strong>Stéphane Aubier</strong>, <strong>Vincent Patar</strong> e <strong>Benjamin Renner</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_be.png" alt="Bélgica" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_lu.png" alt="Luxemburgo" /></li>
<li><strong>Fogo</strong>, de <strong>Yulene Olaizola</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_mx.png" alt="México" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ca.png" alt="Canadá" /></li>
<li><strong>Gangs of Wasseypur</strong>, de <strong>Anurag Kashyap</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_in.png" alt="Índia" /></li>
<li><strong>Infancia Clandestina</strong>, de <strong>Benjamin Avila</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ar.png" alt="Argentina" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_es.png" alt="Espanha" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_br.png" alt="Brasil" /></li>
<li><strong>La Sirga</strong>, de <strong>William Vega</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_co.png" alt="Colômbia" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_mx.png" alt="México" /></li>
<li><strong>No</strong>, de <strong>Pablo Larraín</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_cl.png" alt="Chile" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Opération Libertad</strong>, de <strong>Nicolas Wadimoff</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ch.png" alt="Suíça" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Rengaine</strong>, de <strong>Rachid Djaïdani</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>El Taaib</strong>, de <strong>Merzak Allouache</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_dz.png" alt="Algéria" /></li>
<li><strong>Room 237</strong>, de <strong>Rodney Ascher</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_us.png" alt="Estados Unidos" /></li>
<li><strong>Sueño y Silencio</strong>, de <strong>Jaime Rosales</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_es.png" alt="Espanha" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
<li><strong>Yek Khanévadéh-e Mohtaram</strong>, de <strong>Massoud Bakhshi</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_ir.png" alt="Irã" /></li>
<li><strong>La Noche de Enfrente</strong>, de <strong>Raoul Ruiz </strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_cl.png" alt="Chile" /></li>
<li><strong>Sightseers</strong>, de <strong>Ben Wheatley</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_gb.png" alt="Reino Unido" /></li>
<li><strong>Camille Redouble</strong>, de <strong>Noémie Lvovsky</strong> <img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/flags/th_fr.png" alt="França" /></li>
</ul>
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		<item>
		<title>[Playlist] SongFlux, Vol. 1</title>
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		<comments>http://moonflux.com/2012/05/20/playlist-songflux-vol-1/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 01:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Playlists]]></category>
		<category><![CDATA[Fujiya & Miyagi]]></category>
		<category><![CDATA[Kishi Bashi]]></category>
		<category><![CDATA[Magic Wands]]></category>
		<category><![CDATA[Man Without Country]]></category>
		<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[Royal Teeth]]></category>
		<category><![CDATA[Saint Etienne]]></category>
		<category><![CDATA[Summer Camp]]></category>
		<category><![CDATA[Swim Deep]]></category>
		<category><![CDATA[Totally Enormous Extinct Dinosaurs]]></category>

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		<description><![CDATA[A nossa primeira playlist, MoonPunisher, foi feita em conjunto com o Disco Punisher, que também colaborou com outra playlist conosco, chamada DiscoFlux, postada no Punisher. Dessa vez, eu e o Pietro fizemos nossa primeira playlist individual (anteriormente eu havia postado uma playlist em 2009, quando o blog ainda era um bebê, e praticamente só os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/songflux1.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>A nossa primeira playlist, <a href="http://moonflux.com/2012/04/24/playlist-moonpunisher/" target="_blank">MoonPunisher</a>, foi feita em conjunto com o <a href="http://discopunisher.blogspot.com" target="_blank">Disco Punisher</a>, que também colaborou com outra playlist conosco, chamada <strong>DiscoFlux</strong>, postada no Punisher. Dessa vez, eu e o Pietro fizemos nossa primeira playlist individual (anteriormente eu havia postado uma playlist em 2009, quando o blog ainda era um bebê, e praticamente só os meus amigos liam), <strong>SongFlux</strong>, a primeira de várias que estão por vir. Separamos canções recentes, em sua maioria de bandas não tão conhecidas, mas muito divertidas de se ouvir e dançar a qualquer momento. Divirtam-se!</p>
<p>Lista de faixas (algumas delas possuem vídeos, que podem ser assistidos clicando nos nomes):</p>
<ol>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EgrP6fzGKjg" target="_blank">Summer Camp &#8211; Better Off Without You</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UEWEAqNR2XQ" target="_blank">Saint Etienne &#8211; Tonight</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xy4OOUNdm4A" target="_blank">Man Without Country &#8211; Closet Addicts Anonymous</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TNyn0LVKNCI" target="_blank">Age of Consent &#8211; The Beach</a> (Is Tropical Remix feat. FOE)</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=CZKsoiISQZI" target="_blank">Magic Wands &#8211; Space</a></li>
<li>Royal Teeth &#8211; Act Naturally</li>
<li>Fujiya &amp; Miyagi &#8211; Your Silent Face (New Order cover)</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Rd65gy_LhVA" target="_blank">Kishi Bashi &#8211; Bright Whites</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Rd65gy_LhVA" target="_blank">Swim Deep &#8211; King City</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zgPIhGKNado" target="_blank">Totally Enormous Extinct Dinosaurs &#8211; Tapes &amp; Money</a></li>
</ol>
<p>Ouçam logo abaixo:</p>
<p><center><object id="gsPlaylist7069008614" width="400" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;playlistID=70690086&amp;bbg=000000&amp;bth=000000&amp;pfg=000000&amp;lfg=000000&amp;bt=FFFFFF&amp;pbg=FFFFFF&amp;pfgh=FFFFFF&amp;si=FFFFFF&amp;lbg=FFFFFF&amp;lfgh=FFFFFF&amp;sb=FFFFFF&amp;bfg=666666&amp;pbgh=666666&amp;lbgh=666666&amp;sbh=666666&amp;p=0" /><param name="src" value="http://grooveshark.com/widget.swf" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed id="gsPlaylist7069008614" width="400" height="390" type="application/x-shockwave-flash" src="http://grooveshark.com/widget.swf" wmode="window" allowScriptAccess="always" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;playlistID=70690086&amp;bbg=000000&amp;bth=000000&amp;pfg=000000&amp;lfg=000000&amp;bt=FFFFFF&amp;pbg=FFFFFF&amp;pfgh=FFFFFF&amp;si=FFFFFF&amp;lbg=FFFFFF&amp;lfgh=FFFFFF&amp;sb=FFFFFF&amp;bfg=666666&amp;pbgh=666666&amp;lbgh=666666&amp;sbh=666666&amp;p=0" allowscriptaccess="always" /><img src="http://moonflux.com/wp-includes/js/tinymce/themes/advanced/img/trans.gif" class="mceItemMedia mceItemFlash" width="400" height="390" data-mce-json="{'video':{},'params':{'wmode':'window','allowScriptAccess':'always','flashvars':'hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;playlistID=70690086&amp;bbg=000000&amp;bth=000000&amp;pfg=000000&amp;lfg=000000&amp;bt=FFFFFF&amp;pbg=FFFFFF&amp;pfgh=FFFFFF&amp;si=FFFFFF&amp;lbg=FFFFFF&amp;lfgh=FFFFFF&amp;sb=FFFFFF&amp;bfg=666666&amp;pbgh=666666&amp;lbgh=666666&amp;sbh=666666&amp;p=0','src':'http://grooveshark.com/widget.swf'}}" alt="" /></object></center></p>
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		<item>
		<title>[Filme] Little Buddha</title>
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		<comments>http://moonflux.com/2012/05/20/filme-little-buddha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 May 2012 18:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Textos dos Colaboradores]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Bertolucci]]></category>
		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
		<category><![CDATA[Little Buddha]]></category>
		<category><![CDATA[Ryuichi Sakamoto]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto hoje é por conta da nossa amiga Juliana Auricchio Feijó, formada em cinema pela FAAP e moderadora do grupo Moonflux no Facebook. Em seu 15º longa metragem, Little Buddha (O Pequeno Buda) o roteirista e diretor Bernardo Bertolucci nos leva, em uma viagem no tempo e no espaço, da fria Seattle ao sagrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto hoje é por conta da nossa amiga <a href="http://www.facebook.com/ju.feijo">Juliana Auricchio Feijó</a>, formada em cinema pela FAAP e moderadora do <a href="http://www.facebook.com/groups/132924886840826/">grupo Moonflux no Facebook</a>.</p>
<hr />
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/buddha1.jpg" alt="" width="450" height="620" /></p>
<p>Em seu 15º longa metragem,<strong> Little Buddha</strong> (O Pequeno Buda) o roteirista e diretor <strong>Bernardo Bertolucci</strong> nos leva, em uma viagem no tempo e no espaço, da fria Seattle ao sagrado Butão, passando por uma lenda importantíssima da Índia antiga. A lenda do príncipe Hindu <strong>Sidarta Gautama</strong>, o primeiro Buda da história.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/buddha2.jpg" alt="" width="450" height="639" /></p>
<p><strong>Lama Norbu</strong> (<strong>Ruocheng Ying</strong>) vai à Seattle em busca da reencarnação de seu professor, <strong>Lama Dorje</strong> (<strong>Geshe Tsultim Gyeltsen</strong>). Sua busca o leva à três opções: o americano <strong>Jesse Conrad</strong> (<strong>Alex Wiesendanger</strong>), <strong>Raju</strong> (<strong>Rajuh Lal</strong>), um garoto de rua de Kathmandu, e uma garota da alta casta Indiana, <strong>Gita</strong> (<strong>Greishma Makar Singh</strong>). Juntos, eles viajam ao Butão, onde as três crianças devem passar por testes para provarem quem é a real reencarnação. Durante esta jornada, <strong>Lama Norbu</strong> conta a história do Príncipe <strong>Sidarta</strong> à <strong>Jesse</strong>, como se contasse um conto de fadas, lendo um livro intitulado “<em>Little Buddha</em>”. Mas o que o espectador vê é a versão de <strong>Bertolucci</strong> desta lenda, sensivelmente transportada para a tela. Desde seu nascimento, momento em que lótus brotam do chão por onde o príncipe anda,  passando pela descoberta de um mundo além dos muros de seu rico reino e pelo voto de jejum. Da decisão pelo Middle Way (Caminho do meio) até a Iluminação atingida, quando combate o demônio invejoso <strong>Mara</strong>. Encarando aquilo que mais tememos conhecer: Nós mesmos. O príncipe é interpretado por <strong>Keanu Reeves</strong>, em uma rara atuação surpreendente em todos os estágios da vida de <strong>Sidarta</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/buddha3.jpg" alt="" width="450" height="251" /></p>
<p><strong>Jesse</strong> e sua família são o real foco, com toda a sua aparente arrogância ocidental, retratada por cenas realmente frias, sejam em seu lar ou sua cidade. Assim como a expressão em seus rostos. <strong>Dean</strong> (<strong>Chris Isaak</strong>) e <strong>Lisa</strong> (<strong>Bridget Fonda</strong>) passam por problemas e grandes perdas, fazendo-lhes enxegar que pode existir mais do que somente a vida na Terra, assim finalmente cedendo e aceitando o convite de <strong>Lama Norbu</strong>. A bela fotografia de<strong> Vittorio Storaro</strong> transmite o azul acinzentado e frio de Seattle e o carmim, amarelo e laranja do lar dos monges, sem esquecer do festival de cores da Índia antiga, com direito à pétalas vermelhas, numa das cenas mais bonitas. O filme traça a jornada espiritual que vai da pura ignorância à verdadeira Iuminação, cuja cena, embaixo de uma árvore, em frente à um pequeno lago, o clássico diálogo budista entre <strong>Sidarta</strong> e <strong>Mara</strong> acontece:</p>
<blockquote><p><strong>Mara</strong>: “Você vai onde outros não ousam ir! Será você meu Deus? O arquiteto de minha casa?”<br />
<strong>Sidarta</strong>: &#8220;Finalmente encontro a ilusão do ser; Sua casa maldita não será construída novamente.”<br />
<strong>Mara</strong>: &#8220;Mas você vive em mim. Eu sou sua casa.&#8221;<br />
<strong>Sidarta</strong>: &#8220;Oh, enganador; fantasma do meu prório ego, você é pura ilusão. Você nem existe. A Terra é minha testemunha desta Iluminação suprema.”</p></blockquote>
<p><strong><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/buddha5.jpg" alt="" width="450" height="290" /><br />
Lama Norbu</strong> explica que O <strong>Buda</strong> enfrentou um exército de demônios, simplesmente através de sua observação, paciência e tolerância. Alcançou grande paz e compaixão, através do desapego das ilusões. Para completar esta obra, é simplesmente mágica a trilha sonora original composta por <strong>Ryuichi Sakamoto</strong>. Toca em alto volume na mente por alguns dias.</p>
<p style="text-align: center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/TS6U6rb--OI?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<hr />
<p><strong>Ficha técnica</strong></p>
<p>Título Original: <strong>Little Buddha</strong></p>
<ul>
<li>Gênero: Drama</li>
<li>Duração: 140 minutos</li>
<li>Ano de Lançamento (Inglaterra / França / Liechtenstein): 1993</li>
<li>Estúdio: Recorded Picture Company / CiBy 2000 / Serprocor Anstalt</li>
<li>Distribuição: Miramax Films</li>
<li>Diretor: <strong>Bernardo Bertolucci</strong></li>
<li>Roteiro: <strong>Rudy Wurlitzer</strong> e <strong>Mark Peploe</strong>, baseado na história de <strong>Bernardo Bertolucci</strong></li>
<li>Produção: <strong>Jeremy Thomas</strong></li>
<li>Música: <strong>Ryuichi Sakamoto</strong></li>
<li>Fotografia:<strong> Vittorio Storaro</strong></li>
<li>Desenho de Produção: <strong>James Acheson</strong></li>
<li>Direção de Arte: <strong>Gianni Giovagnoni</strong> e<strong> Steve Simmonds</strong></li>
<li>Figurino:<strong> James Acheson</strong></li>
<li>Edição: <strong>Pietro Scalia</strong></li>
<li>Efeitos Especiais: The Computer Film Company</li>
</ul>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/buddha4.jpg" alt="" width="450" height="196" /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/moonflux/WbjB/~4/AGuaRPaNxa8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>[Livro e Filme] Drive</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/moonflux/WbjB/~3/S2oQ1A1nybQ/</link>
		<comments>http://moonflux.com/2012/05/18/livro-e-filme-drive/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Drive]]></category>
		<category><![CDATA[Driven]]></category>
		<category><![CDATA[James Sallis]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolas Winding Refn]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>

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		<description><![CDATA[Personagem principal sem nome próprio, carros rigorosamente descritos pela marca, modelo e cor. Escritura categoricamente fenomelógica, aprofundamento introspectivo sem freios cronológicos. Narrativa em estreita focalização interna e narrador em destacada terceira pessoa. Linearidade marcada pelas sequências com ampla utilização de chamadas e respostas, ordem da narrativa extremamente antilinear com capítulos individuais que vão e voltam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive_livro.jpg" alt="" width="452" height="693" /></p>
<p>Personagem principal sem nome próprio, carros rigorosamente descritos pela marca, modelo e cor. Escritura categoricamente fenomelógica, aprofundamento introspectivo sem freios cronológicos. Narrativa em estreita focalização interna e narrador em destacada terceira pessoa. Linearidade marcada pelas sequências com ampla utilização de chamadas e respostas, ordem da narrativa extremamente antilinear com capítulos individuais que vão e voltam no tempo. <strong>Drive</strong>, do escritor norte americano <strong>James Sallis</strong>, é um romance cheio de contradições, um <em>hardboiled</em> suspenso a partir de uma atmosfera rarefeita em que a ação é congelada por um estranho olhar alienado.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/sallis.jpg" alt="" width="452" height="340" /></p>
<p>Nomade por destino, errante por necessidade, motorista por vocação, <strong>Driver</strong> (como é chamado no livro) não tem um filosofia de vida própria, mas sim alguns princípios pessoais como uma ovelha desgarrada que age por puro instinto de sobrevivência. Circundando o protagonista, um verdadeiro desfile de personagens marginais, presenças inquietastes e impalpáveis como fantasmas. Até mesmo a mãe de <strong>Driver</strong>, gentil e taciturna, mas capaz, em uma fúria assassina, de perfurar a garganta do marido. E personagens como o velho <strong>Doc</strong>, lendário fornecedor de drogas semi legais para as pessoas em Hollywood e médico clandestino de imigrantes e marginais. E para encerrar o desfile, <strong>Nino</strong> e <strong>Bernie</strong>, mafiosos do Brooklyn que se mudaram para Los Angeles porque Nova York não era mais cidade para eles e a Califórnia não &#8220;soava nada mal&#8221;.</p>
<blockquote><p>Não muito tempo depois, enquanto ele se sentava com as costas apoiadas numa das paredes de um Motel 6 nem ao norte de Phoenix, observando a poça de sangue crescer em sua direção, o Piloto poderia imaginar que havia cometido um erro terrível.</p></blockquote>
<p><strong>Drive</strong> não se lê, se visualiza. Como se fosse um roteiro escrito por <strong>Walter Hills</strong>, impossível não visualizar o homônimo protagonista de <strong>The Driver</strong> (Caçador da Morte), do diretor, drenado pelo rugido lacônico de <strong>Monte Hellman</strong> e sua obsessiva atenção aos detalhes técnicos dos anti herois de <strong>Two-lane Balcktop</strong> (Corrida Sem Fim). Desta forma, era quase impossível que o romance de <strong>Sallis</strong> não chegasse às telas do cinema. E não surpreende que a adaptação tenha sido feita por <strong>Nicolas Winding Refn</strong>, a matéria narrativa parece adequar-se perfeitamente a poesia do diretor dinamarquês: &#8220;<em>a arte é um ato de violência</em>&#8220;. Assim como a primazia existencial da intuição: &#8220;algo que lhe permite fazer conexões&#8221;. Um <em>hardboiled</em> que sob o escudo de lâminas de aço abriga uma graça terrível e excruciante. A melancolia de <em>Driver</em>, uma complexidade de sentimentos e reflexões sobre o próprio destino acompanha o leitor através de uma América que pulsa de forma vibrante ou se contrai lentamente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive-movie-poster.jpg" alt="" width="452" height="669" /></p>
<p>A versão cinematográfica foi capaz de transportar o romance para o cinema. Refn fez um bom uso dos recursos cinematográficos e soube passar para as telas todo clima sugerido no livro. O filme acentua seus aspectos românticos. <strong>Driver</strong> (interpretado por <strong>Ryan Gosling</strong>) se apaixona por <strong>Irene</strong> (<strong>Carey Mulligan</strong>) e para defendê-la se expõe em primeira pessoa. No livro, ao contrário, o protagonista demonstra já nas primeiras páginas um potencial psicótico que se potencializa e torna-se evidente antes que a ocasião se apresente. Mas <strong>Drive</strong> é um filme honesto, <strong>Refn</strong> foi gravar nos EUA sem se prostituir (não literalmente, é claro), mantendo intacto o próprio modo de fazer cienema e não renunciando a nenhum dos ingredientes que fizeram objeto de admiração entre os europeus: brutal e violento, romântico e inimista, mas acima de tudo, hiperrealista. O diretor trouxe seu silêncio e seu estilo penetrante tipicamente europeu alternado com perseguições frenéticas pelas estradas perdidas lynchianas, com momentos de violência inesperados e uma extraordinária tendência para o <em>splatter</em>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/drive-ryan-golsing-carey-mulligan-heist-film-canne1.jpg" alt="" width="452" height="301" /></p>
<p>A atmosfera anos 80, a partir dos créditos iniciais, se mostra rarefeita tornando-se depois, passo a passo enquanto os minutos se passam, sempre tensa e elétrica. A fotografia de <strong>Thomas Siegel</strong>, eloquente mas não exagerada, quase contida, excede um pouco no envelhecimento das imagens em algumas ocasiões, mas vai de encontro com a escolha de gravar quase completamente em digital. A escolha do protagonista também foi de grande valia para o filme apesar de uma trama não muito original, que se molda perfeitamente a situações de filmes e diretores que fizeram a história do cinema americano, de <strong>Brian de Palma</strong> a <strong>David Lynch</strong>. <strong>Ryan Gosling</strong> se mostra o artista perfeito no papel certo: completamente inexpressivo como se imagina o protagonista do livro, se funde com o próprio personagem em um interpretação sem excessos, se colocando entre melhores atores de sua geração. Obviamente o motorista solitário que interpreta é o próprio símbolo do filme, o melhor entre os vários personagens, alguns muito bons e outros nem tanto, mas acima da média graças a dilatação dos diálogos, sempre muito convincentes. A trilha sonora ao estilo oitentista se encarrega do resto, prova de uma cinematografia que faz da elegância formal sua força, completa a história e acompanha as melhores cenas até o grande final. Em particular, três músicas caracterizam o filme:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nightcall</strong>, de <strong>Kavinsky &amp; Lovefoxxx</strong>, abertura do filme<br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/LtC64YfY61A?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Real Hero</strong>, de <strong>College</strong> (feat.<strong> Electric Youth</strong>)<br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/boFhHOjljs0?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p style="text-align: center;">A clássica cena do elevador com<strong> Under Your Spell</strong>, de <strong>Desire</strong> (Aviso: contém spoilers! Ouça somente a música logo abaixo do vídeo)<br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/EgI88jAVf5c?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span><br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;titles=02.%20Desire%20-%20Under%20Your%20Spell&amp;soundFile=%3Ahttp%3A%2F%2Fmoonflux.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2012%2F05%2F02.-Desire-Under-Your-Spell.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span></p>
<p>O filme complementa visualmente o livro, mas para quem assistiu o filme primeiro, o romance de<strong> James Sallis</strong> é uma ótima oportunidade para se aprofundar em alguns detalhes que não foram mostrados no cinema, como o aprofundamento maior na vida do personagem e sua história. Neste caso o livro também complementa o filme de forma bastante harmônica.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/driven.jpg" alt="" width="452" height="693" /></p>
<p>No início de abril, foi lançado um novo romance que dá sequência de a história de <strong>Drive</strong>. Entitulado <strong>Driven</strong>, o livro foi escrito pelo próprio <strong>Sellis</strong> graças ao sucesso obtido com a película de <strong>Refn</strong> e imagina-se que ganhará uma versão para o cinema. E como sempre, é impossível não se perguntar se a continuação será capaz de manter o nível do filme. Especula-se que o filme será transportado novamente para as telas novamente com a dupla <strong>Refn</strong> e <strong>Gosling</strong>. Não seria conveniente mudar o ator protagonista nem o estilo do diretor. De qualquer, a questão fica no ar, levando em conta que a tumultuada agenda e a finalização de <strong>Only God Forgives</strong>, o novo filme de <strong>Refn</strong> também estrelado por <strong>Ryan Gosling</strong>. Sobre o novo livro de <strong>Sallis</strong>, adiantamos a breve sinopse oficial fornecida pela editora americana:<em> &#8220;Seis anos depois &#8211; Phoenix. Surgido do nada, alguém quer Driver morto. Quem? Por quê? Grande erro&#8230;&#8221;</em><br />
Agora é esperar para ler e consequentemente, ver.</p>
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		<title>[Mostras] John Cassavetes e Wong Kar-wai</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[John Cassavetes]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Wong Kar-Wai]]></category>

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		<description><![CDATA[Este mês, São Paulo recebe mostras de dois cineastas de estilos, eras e nacionalidades distintas, mas muito importantes em seus meios e de trabalhos dignos de apreciação. A primeira dela é a Mostra John Cassavetes, organizada pela Cinemateca Brasileira. Iniciou-se no dia 15 de maio e se estenderá até o dia 20 do mesmo mês. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/johnewong.jpg" alt="" width="429" height="295" /></p>
<p>Este mês, São Paulo recebe mostras de dois cineastas de estilos, eras e nacionalidades distintas, mas muito importantes em seus meios e de trabalhos dignos de apreciação.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/john.jpg" alt="" width="400" height="299" /></p>
<p>A primeira dela é a <strong>Mostra John Cassavetes</strong>, organizada pela <a href="http://cinemateca.gov.br/">Cinemateca Brasileira</a>. Iniciou-se no dia 15 de maio e se estenderá até o dia 20 do mesmo mês. Diversos trabalhos importantes do saudoso diretor serão exibidos nesses dias, como seu primeiro longa, <strong>Shadows</strong> (Sombras), de 1959, filme bastante improvisado e de grande importância para o cinema, pois foi um dos primeiros filmes americanos totalmente independente a receber notoriedade, e também por retratar um assunto muito tabu na época: o racismo. Além de <strong>Shadows</strong>, também serão exibidos clássicos aclamados de <strong>Cassavetes</strong>, como <strong>A Woman Under the Influence</strong> (Uma Mulher Sob Influência) e<strong> Opening Night</strong> (Noite de Estreia). <a href="http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=2">Clique aqui</a> para acessar a programação completa, com a lista de horários e o endereço da Cinemateca.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/woman.jpg" alt="" width="450" height="237" /><p class="wp-caption-text">Cena de A Woman Under the Influence (1974)</p></div>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/wong.jpg" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p>Já a segunda mostra, <strong>Wong Kar-wai</strong>, é um projeto menor do SESC, mas igualmente interessante, que exibirá dois filmes do diretor; <strong>Chung Hing Sam Lam</strong> (Amores Expressos), de 1992, e <strong>2046</strong> (2046 &#8211; Os Segredos do Amor), de 2006. Segundo o site do CineSESC, ambos os filmes serão exibidos em 35mm, realçando o trabalho estético do diretor, o que é muito importante nos dias atuais, onde salas de exibição preferem o formato de cópias digitais, muitas vezes exibindo uma película de qualidade de imagem bem inferior. <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=9782">Clique aqui </a>para acessar o subsite oficial da mostra, que será exibida no SESC Santana (Avenida Luiz Dumont Villares, 579), com a lista de horários em que os filmes serão exibidos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/2046.jpg" alt="" width="450" height="170" /><p class="wp-caption-text">Cena de 2046 (2006)</p></div>
<p>Vale a pena garantir a presença em ambas as mostras; se já está familiarizado com os trabalhos dos diretores, poderá contar com a experiência única de ver seus trabalhos no cinema, e incentivar a criação de outras mostras do gênero no país. E caso não conheça, está aí uma ótima oportunidade!</p>
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		<title>[Jogo] Resident Evil: Operation Raccoon City</title>
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		<comments>http://moonflux.com/2012/05/15/jogo-resident-evil-operation-raccoon-city/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Biohazard]]></category>
		<category><![CDATA[Operation Raccoon City]]></category>
		<category><![CDATA[Resident Evil]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda esse ano, será lançado o sétimo (contando com Code: Veronica) capítulo da cronologia principal de Resident Evil (Biohazard no Japão), uma das sagas mais famosas dos games. Criado em 1996, o primeiro jogo mesclou elementos do adventure Alone in the Dark e do obscuro RPG Sweet Home, do NES, com filmes B de terror, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/REOPC.jpg" alt="" width="450" height="461" /></p>
<p>Ainda esse ano, será lançado o sétimo (contando com<strong> Code: Veronica</strong>) capítulo da cronologia principal de <strong>Resident Evil</strong> (<strong>Biohazard</strong> no Japão), uma das sagas mais famosas dos games. Criado em 1996, o primeiro jogo mesclou elementos do <em>adventure</em><strong> Alone in the Dark</strong> e do obscuro RPG <strong>Sweet Home</strong>, do NES, com filmes B de terror, suspense e gore. O resultado foi um dos jogos mais originais da época e bem sucedido o suficiente para criar uma franquia inteira, e até mesmo criar um gênero próprio: o <em>Survival Horror</em>. Porém, desde 2005, com o lançamento de <strong>Resident Evil</strong> 4, a série tem deixado o elemento de horror cada vez mais de lado. Se <strong>RE4</strong> ainda possuía elementos de horror e suspense, ainda que bastante voltado à ação, <strong>Resident Evil</strong> 5 parecia um simples jogo de ação genérico, mudança que desagradou a muitos fãs. Com o lançamento de <strong>Resident Evil</strong> <strong>6</strong> previsto para outubro deste ano, dois side stories foram lançados para não deixar fãs tão ansiosos (ou receosos) com a espera; um deles é <strong>Revelations</strong>, para o <strong>Nintendo 3DS</strong>, que faz parte da cronologia oficial, ambientando-se entre <strong>RE4</strong> e <strong>RE5</strong>. O outro é <strong>Operation Raccoon City</strong>, lançado para<strong> Xbox 360</strong>, <strong>Playstation 3</strong> e <strong>PC</strong>, analisado nesse post.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc2.jpg" alt="" width="450" height="247" /></p>
<p><strong>Operation Raccoon City</strong> se passa entre o segundo e o terceiro capítulo da série, ambientados na cidade que dá nome ao jogo, destruída no fim de <strong>Resident Evil</strong> <strong>3: Nemesis</strong>. Porém, aqui nenhum dos protagonistas da série está disponível de forma jogável; um dos diferenciais de <strong>OPC</strong> é poder controlar soldados da Umbrella, empresa responsável pela criação dos zumbis e diversos monstros que aparecem na série. Há também a força especial dos Estados Unidos, também jogável, mas em missões distintas. O modo online é o principal atrativo do jogo, onde podemos controlar personagens da série principal, como <strong>Leon</strong>, <strong>Claire</strong>, <strong>Jill</strong>, <strong>Ada</strong> e até alguns personagens sumidos, como <strong>Carlos</strong> e <strong>Nicholai</strong>. Foi anunciada uma enorme variedade de armas, o que empolgou diversos fãs, que imaginaram que poderiam explodir zumbis das mais variadas formas. Também foi amplamente divulgado que seria possível matar <strong>Leon</strong> e <strong>Claire</strong>, protagonistas de <strong>Resident Evil</strong> <strong>2</strong> e<strong> 4</strong>, dessa forma alterando todo o percurso do jogo. Afinal, o jogo não faz parte do <em>canon</em> e toda modificação no enredo poderia ser feita, determinando interessantes pontos de vista distintos para a série.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc4.jpg" alt="" width="450" height="226" /></p>
<p>Porém, <strong>Operation Raccoon City</strong> não cumpre muito do que prometeu. A começar pelo título: esse não é um <strong>Resident Evil</strong>. Os jogos <strong>Resident Evil</strong> que conheço são jogos que, apesar das modificações recentes, possuem elementos de horror e sobrevivência ao caos, não é à toa que deram nome ao gênero <em>Survival Horror</em>. Mas tudo que vi em <strong>Operation Raccoon City</strong> é um jogo de ação dos mais genéricos, cansativos, de jogabilidade previsível e sem absolutamente nada de especial. Os personagens, diferente daqueles que estamos acostumados a ver na série, não possuem carisma nenhum; são meros soldados genéricos e estereotipados, difíceis de ter o mínimo de apego. Logo na primeira missão podemos ver o quão falha essa mudança no gênero foi, apresentando um duelo entre os soldados da <strong>Umbrella</strong> e os mercenários da <strong>UBCS</strong>, que faz com que o jogador se sinta jogando algum<strong> Call of Duty</strong>, mas em terceira a pessoa. Nunca, em nenhum <strong>Resident Evil</strong>, algum humano foi morto pelos protagonistas, mas aqui é o primeiro objetivo que devemos cumprir. Os monstros que tornaram a série conhecida aparecem muito posteriormente.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc3.jpg" alt="" width="450" height="253" /></p>
<p>É também no início do jogo que podemos ver o quanto a mudança na jogabilidade não deu certo. Pra começar, a mira de qualquer arma (que por sinal são todas iguais, tornando a tal variação inútil) é exatamente igual e confusa, muitas vezes queremos atirar em um inimigo mas acabamos acertando a parede própria. É bastante claro que <strong>Operation Raccoon City</strong> foi feito às pressas e não teve o mínimo de cuidado necessário para um jogo do gênero. Mesmo os gráficos estão muito abaixo da média, inferiores até ao <strong>Resident Evil</strong> <strong>5</strong>, capítulo anterior da série principal que foi lançado há três anos! E como se não bastasse, depois de tanta expectativa quanto à possibilidade de matar <strong>Leon</strong> e <strong>Claire</strong>, essa chance só acontece no último segundo do jogo&#8230; dessa forma, a única modificação na história é o final. Bem diferente do que qualquer fã da série esperava.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i984.photobucket.com/albums/ae322/brncll/mf/reopc6.jpg" alt="" width="450" height="253" /></p>
<p><strong>Operation Raccoon City</strong> não é um <strong>Resident Evil</strong>, e nem mesmo um bom jogo de ação. É um desrespeito aos fãs da franquia e do gênero <em>Survival Horror</em>. Parece até irônico que a mesma série que iniciou o gênero <em>Survival Horror</em> tenha o enterrado de forma tão cruel anos depois. Após terminar de escrever essa matéria, farei questão de desinstalar esse jogo do meu computador. Deveria até pedir meu dinheiro de volta no <em>Steam</em>, mas seria perda de tempo&#8230; assim como também foi uma grande perda de tempo jogar essa porcaria genérica que só mancha ainda mais a imagem da <strong>Capcom</strong> e o status atual da franquia <strong>Resident Evil</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>AVALIAÇÃO:<img class="aligncenter size-full wp-image-1224" title="1star" src="http://moonflux.com/wp-content/uploads/2012/01/1star.png" alt="" width="11" height="13" /></strong></p>
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		<title>[Diretor] Béla Tarr</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pietro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Béla Tarr]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; A genialidade não pode circundar-se de outra genialidade para exprimir a si mesma para tornar-se prefeita em sua forma, e portanto, tornar-se compreensivel. Característica intrinseca de alguns diretores que deixaram sua marca indelével na história do cinema, como o diretor húngaro Béla Tarr, mencionado pela crítica como um dos herdeiros mais significativos do grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/BlaTarr.jpg" alt="" width="452" height="573" /></p>
<p>A genialidade não pode circundar-se de outra genialidade para exprimir a si mesma para tornar-se prefeita em sua forma, e portanto, tornar-se compreensivel. Característica intrinseca de alguns diretores que deixaram sua marca indelével na história do cinema, como o diretor húngaro <strong>Béla Tarr</strong>, mencionado pela crítica como um dos herdeiros mais significativos do grande cineasta russo <strong>Andrei Tarkovsky</strong>. Com seu extremismo filosófico, existencial e estético, o cinema de <strong>Béla Tarr</strong>, de fato, radicaliza as reflexões de Tarkovsky sobre o tempo como um lugar de especulações intelectuais e formais. As três terminologias usadas para definir seu cinema &#8211; filosófico, existencial e estético &#8211; são exatas para enquadrar sua personalidade. Em seu percurso artístico, contudo, <strong>Tarr</strong> percorre paralelamente ainda mais reflexões. O seu cinema é, em primeiro lugar, uma investigação filosófica que faz alusão à ontologia e à fenomenologia do século XIX, mas também à crise do Iluminismo do século XVIII; existencial, pois tem a condição humana sempre como centro do seu discurso; e  estético, devido a seu vivo e constante experimentalismo no meio cinematográfico. Um filme <strong>Béla Tarr</strong>, com sua duração excessiva, seu radicalismo e seu pessimismo apocalíptico é, de qualquer forma, sempre uma experiência extrema.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/Btarr.jpg" alt="" width="452" height="302" /><p class="wp-caption-text">Béla Tarr durante as gravações de A Torinói Ló</p></div>
<p>Com 10 filmes realizados, a filmografia do diretor se encerrou em 2011 com <strong>A Torinói ló</strong> (O Cavalo de Turim), vencedor do Prêmio do Juri no Festival de Berlim. Tarr declarou ter abandonado o cinema porque estava cansado e alegou ter concluído seu percurso com sua última obra. De fato, seu percurso artístico se mostra absolutamente completo e dotado de uma força e uma coerência interna absolutamente impressionantes. Desde seu primeiro filme <strong>Családi tuzfeszék</strong> (Ninho Familiar), <strong>Béla Tarr</strong> percorreu um caminho de incessante crescimento artístico, encontrando em seu caminho preciosos colaboradores como o escritor <strong>László Krasznahorkai</strong> e o compositor <strong>Mihály Víg</strong>, que o acompanharam até seu último filme. Mesmo não realizando uma filmografia tão vasta, sintomas da dificuldade produtiva e de um emprenho e uma habilidade cada vez maiores em suas realizações, o cineasta atingiu uma notoriedade e um peso cultural que não podem passam despercebidos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/satantango_4-1.jpg" alt="" width="452" height="331" /><p class="wp-caption-text">Mihály Víg e Béla Tarr no set de Sátántangó</p></div>
<p>A obra de <strong>Béla Tarr</strong> é dividida didaticamente em dois períodos: uma primeira fase ainda &#8220;realista&#8221; que inclui o já citado <strong>Családi tuzfeszék</strong> (Ninho Familiar), <strong>Panelkapcsolat</strong> (Pessoas Pré-Fabricadas), <strong>Macbeth</strong> (adaptação feita para a TV húngara) e <strong>Öszi almanach</strong> (Almanaque de Outono); e um segundo período, caracterizado pelo encontro com o escritor <strong>Krasznahorkai</strong>, na qual seu estilo se definiu completamente: preto e branco em detrimento das cores, longos planos sequência e personagens que se transformam em figuras simbólicas e absolutas. É este o período das grandes obras de sua maturidade: <strong>Kárhozat</strong> (Condenação), <strong>Sátántangó</strong>, <strong>Werckmeister Harmóniák</strong> (As Harmonias de Werckmeister), <strong>A Londoni férfi</strong> (O Homem de Londres) e <strong>A Torinói Ló</strong> (O Cavalo de Turim). Essa divisão, em parte adequada enquanto individualiza a inegável transição de seu cinema e o encontro com <strong>Krasznahorkai</strong> (autor do livro <strong>Sátántangó</strong>, no qual <strong>Béla Tarr</strong> se inspira), pode fazer com que não se valorize a preciosa  rede de alusões que constituem a riqueza e a complexidade do cinema de <strong>Tarr</strong>. Impossível, por exemplo,  não associar as características humanas entre <strong>András</strong>, protagonista de <strong>The Outsider</strong>, com algo de <strong>János</strong>, de <strong>Werckmeister Harmóniák</strong>. Ou então o longo plano sequência no final de <strong>Panelkapcsolat</strong> que parece uma antecipação das bem mais famosas sequências dos tempos mortos de <strong>Kárhozat</strong> e <strong>Sátántangó</strong>.  As alusões são múltiplas e complexas, e vão do campo formal ao conceitual. De um ponto de vista filosófico, o cinema de <strong>Béla Tarr</strong> é desde sempre um meio para capturar a condição humana em sua contínua degradação, conseguindo com o tempo, expandir essa análise do micro-cosmo húngaro (<strong>Családi tuzfeszék</strong> e <strong>Panelkapcsolat</strong>) para uma análise universal (com <strong>Sátántango</strong> e <strong> A Torinoi Ló</strong>) em um percurso não linear e cheio de nuances.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/tarr_berlin.jpg" alt="" width="452" height="302" /><p class="wp-caption-text">Béla Tarr no Festival de Berlim. Ganhador do Urso de Prata por A Torinói Ló</p></div>
<p>Filmes como <strong>Családi tuzfeszék</strong> e <strong>Panelkapcsolat</strong>, em especial, colocam em cena um cinema influenciado tanto pela <em>New Wave</em> tchecoslovaca, quanto pelo extremismo realista dos primeiros filmes de <strong>John Cassavetes</strong>, embora o diretor tenha declarado nunca ter assistido um filme do diretor americano quando produziu seus primeiros filmes. De qualquer forma, nesses filmes, <strong>Béla Tarr</strong> realiza um <em>cinéma-vérité</em> no qual o documentário e a ficção se sobrepõem e caminham juntos o tempo todo e os contínuos enquadramentos em primeiríssimo plano fazem com que a câmera pareça encostar nos personagens. Neste período o cineasta já estava consciente de seus intentos: denunciar o eterno desespero do ser humano, preso, em parte voluntariamente, a uma condição que não mais suporta e não consegue se adequar.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/TheManFromLondon.jpg" alt="" width="452" height="283" /><p class="wp-caption-text">A Londoni férfi, 2007</p></div>
<p>Em <strong>Családi tuzfeszék</strong>, um jovem casal vive esmagado psicológicamente pela convivência com os pais em um apartamento minúsculo. Insatisfeitos com o prórpio relacionamento, resolvem pateticamente o problema com a aquisição de uma máquina de lavar roupas, símbolo de um mal maior, referência clara a Hungria pós comunista, mas sem deixar de salientar o próprio drama da existência humana. O tempo traduzido em enquadramentos particularmente longos, se faz imediatamente o principal elemento para explorar a fundo os personagens e suas tristes realidades, permitindo que atuem continuamente sem pausas e traduzam de forma crua e direta sua própria verdade. Não existiam ainda os longos planos sequência que lhe renderam o título de herdeiro não só de <strong>Tarkovsky</strong>, como também de <strong>Theo Angelopoulos</strong>, mas essa fixação insistente da câmera já existia em seus primeiros filmes, mostrando o verdadeiro ideal de seu cinema. Basta constatar que a mesma câmera curiosa e indagadora foi usada em seu último filmem, <strong>A Torinói Ló</strong>, ao mostrar em pungentes primeiros planos o cavalo que, mais que seus donos, já era consciente do fim iminente.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/familynest.jpg" alt="" width="452" height="340" /><p class="wp-caption-text">Családi tüzfészek, 1979</p></div>
<p>Outra peculiaridade do cinema de <strong>Béla Tarr</strong> é o branco e preto. As únicas exceções são <strong>The Outsider</strong>, <strong>Macbeth</strong> e <strong>Öszi almanach</strong>. Em <strong>The Outsider</strong>, <strong>András</strong> (apelidado de <strong>Beethoven</strong> devido aos seus dotes musicais) é um verdadeiro <em>outsider</em> que não não consegue se integrar e vive a margem da sociedade. Mas o que conta, tanto aqui como em seus filmes sucessivos, não é a história em si, mas o ambiente, a situação e os sentimentos. Em <strong>Outsider</strong> já encontramos a terra molhada pela chuva incessante que se torna pântano que simbolicamente imobiliza os personagens, como no sucessivo <strong>Sátántangó</strong>. Mas os ambientes e sutuações passam a se tornar  protagonistas principalmente em <strong>Öszi almanach</strong>, de 1984. O filme se passa inteiramente no interior de um apartamento (descrito pelo próprio diretor como um labirinto) e foi o primeiro passo em direção ao abandono da narrativa clássica. Com apenas 5 atores em cena, a trama  gira em torno da velha dona da casa. A convivência os levam a um massacre psíquico onde os sentimentos são fassbinderianamente substituídos por interesses econômicos. Mas <strong>Öszi almanach</strong> é também o filme que estabelece a colaboração entre <strong>Béla Tarr</strong> e o compositor <strong>Mihály Víg</strong>. A trilha sonora diegética aqui se coloca como um elemento constitutivo necessário e determinante para a poesia do diretor, convidando o espectador a contemplação hierática do enquadramento.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/almanac.jpg" alt="" width="452" height="258" /><p class="wp-caption-text">Öszi almanach, 1984</p></div>
<p>Entre <strong>Panelkapcsolat</strong> e <strong>Öszi almanach</strong>, <strong>Béla Tarr</strong> dirigiu <strong>Macbeth</strong>, uma ambígua adaptação feita para a TV húngara não muito bem sucessedida, mas útil como experimentação para seus complexos planos sequência. O filme, de fato, possui apenas duas sequências, um de 5 minutos e outra de 67, na qual os personagens saem e entram continuamente do quadro. O encontro de <strong>Béla Tarr</strong> com o escritor <strong>Láskló Krasznahorkai</strong> de deu em meados dos anos oitenta. Antes de adaptar <strong>Sátántangó</strong> para as telas, <strong>Tarr</strong> e <strong>Krasznahorkai</strong> escreveram juntos o roteiro de <strong>Kárhozat</strong>. O filme radicaliza ainda mais o uso do tempo esvaziado pela ação, constituindo uma narrativa fragmentada em que a própria trama se perde devido a duração das sequências. <strong>Kárhozat</strong> é novamente uma análise da miséria humana, mas desta vez filtrada através do gênero noir. Na pelicula, a chuva incessante, o branco e preto contrastado e os diálogos poéticos se tornam a marca distintiva e definitiva do diretor húngaro, que aqui atinge sua perfeição formal. <strong>Tarr</strong> voltará o campo do noir mais uma vez vinte anos depois com <strong>A Londoni férfi</strong>, filme baseado em um romance de <strong>Georges Simenon</strong>. Em <strong>A Londoni férfi</strong>, um dos mais potentes do cinema de <strong>Béla Tarr</strong>, o protagonista assiste de uma janela um fato que acaba determinando sua vida. A distancia entre a ação e o olhar e a diferença entre os dois torna-se o núcleo do filme e marca novamente o impasse psicológico e existencial do protagonista.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/damnation-1.jpg" alt="" width="452" height="347" /><p class="wp-caption-text">Kárhozat, 1987</p></div>
<p>É porém, de 1994, a aclamada obra prima do diretor que lhe rendeu notoriedade e prestígio internacionais. Com <strong>Sátántangó</strong>, mais um vez, <strong>Tarr</strong> coloca em discussão seu cinema, e desta vez, centraliza de forma absoluta o discurso ontológico, filosófico e cinematográfico sobre o tempo. O distânciamento entre o contingente a favor do universal iniciado com <strong>Öszi almanach</strong> se dá de forma definitiva neste filme, que se estrutura nos moldes de um romance clássico do século XVIII.  O filme que possui pouco mais de 7 horas de duração e apenas 150 seqüências, marcou a retomada da forma épica tradicional e o papel do narrador, assim como a originalidade na concepção do mundo e o realismo mágico metafísico baseado na obra de <strong>Dostiévsky</strong>. <strong>Sátántango</strong> é portanto, um passo a frente em direção à metafísica da narrativa, que atingirá seu ápice em <strong>A Torinói Ló</strong>. Mais uma vez o que conta são as sensações e situações. A pequena comunidade protagonista é de novo o símbolo da humanidade atacada pela inércia. O falso profeta <strong>Irimiás</strong> (<strong>Jeremias</strong>, como no Antigo Testamento, mas com características físicas que se assemelham a figura de <strong>Jesus Cristo</strong>) chega e engana a população, conduzindo-a para uma situação ainda pior que a que se encontram. No filme, <strong>Tarr</strong> leva ao limite o conceito de tempo intensivo da sequência e também complica a narrativa, muitas vezes repetindo eventos já mostrados sob uma perspectiva alternativa, em um percurso que segue, como sugere o nome, os movimentos do tango, ao ponto em que a história procede e retrocede continuamente despistando o espectador. Porém, o que mais se destaca em <strong>Sátántango</strong> é seu pessimismo áspero traduzido por um emblemático final.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/satantango.jpg" alt="" width="452" height="272" /><p class="wp-caption-text">Sátántangó, 1994</p></div>
<p>O discurso filosófico sobre o fim do mundo em <strong>Sátántangó</strong> foi retomado novamente em <strong>Werckmeister Harmóniák</strong>, de 2000, e no mais recente, <strong>A Torinói Ló</strong>. Contudo, no primeiro filme foi inserido um novo elemento a filmografia de <strong>Béla Tarr</strong>: o protagonista <strong>János</strong> é, de fato, o único personagem &#8220;positivo&#8221; no universo do diretor. Uma figura inocente e dotada de uma certa simpatia inexistente em todos os outros personagens. <strong>János</strong> é o carteiro de uma pequena cidade que assiste impotente à catástrofe anunciada pelo príncipe de um grupo de espetáculo que chega a cidade, um ser deformado que professa o caos e a desordem. Os cidadãos então se enfurecem em um frenesi controlado pela polícia que instituirá um regime ditatorial. ADa mesma forma que o cavalo de <strong>A Torinói Ló</strong>, a  baleia empalhada trazida pela trupe tem um papel simbólico no filme, contrapondo-se a insensibilidade humana. E assim como o asno de <strong>Au Hasard Balthazar</strong> (A Grande Testemunha), de <strong>Robert Bresson</strong>, tanto o cavalo quanto a baleia permanecem impotentes diante das ações humanas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/wm.jpg" alt="" width="452" height="265" /><p class="wp-caption-text">Werckmeister Harmóniák, 2000</p></div>
<p>Com <strong>A Torinói Ló</strong>, <strong>Tarr</strong> encerra sua filmografia através de um discurso que rivaliza com <strong>Sátántangó</strong> no pessimismo e desespero. O filme é baseado em uma famosa história de <strong>Nietzsche</strong>, segundo a qual o filósofo, antes de enlouquecer, teria abraçado um cavalo açoitado em uma praça de Turim. No filme, <strong>Béla Tarr</strong> se se utiliza da anedota para construir uma parábola filosófica fora do tempo e da História. Totalmente ambientado em uma fazenda, <strong>A Torinói Ló</strong> descreve os últimos dias da humanidade sob o ponto de vista do dono do cavalo, isolado com a filha no meio do nada, onde não mais a chuva, mas o vento incessante, passa a corroer os homens e as coisas. Em uma estrutura invertida do Gênesis bíblico, durante seis dias o mundo desaparece. Dois seres humanos que esperam a morte, aprisionados em uma existência da qual não conseguem escapar. Emblemática é a seqüência em que os dois tentam literalmente sair do enquadramento, mas são obrigados a refazer seus passos e resignar-se até o final inevitável.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 462px"><img src="http://i1067.photobucket.com/albums/u434/pietraux/TheTurinHorse.jpg" alt="" width="452" height="297" /><p class="wp-caption-text">A Torinói Ló, 2011</p></div>
<p>A ressonância do cinema de <strong>Béla Tarr</strong> dentro e fora do cinema é hoje de fundamental importância. Seu trabalho já influenciou outros diretores como <strong>Gus Van Sant</strong>, que com os fimes <strong>Gerry</strong>, <strong>Elephant</strong> e <strong>Last Days</strong> homenageou explicitamente a obra de do cineasta húngaro. Mas, citações a parte, a obra de <strong>Béla Tarr</strong> sobrevive de forma parecida com a de <strong>Andrei Tarkovsky</strong>, em um espaço histórico particular. Embora desenvolvida no período pós moderno, onde tudo parece já feito ou falado, o cinema de <strong>Tarr</strong> continua obstinado a colocar e a colocar-se perguntas desesperadas sobre a existência, com uma lucidez e um fascinio que o torna único na história do cinema.</p>
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