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	<title>Mosaico</title>
	<link>http://mosaico.blogs.ie</link>
	<description></description>
	<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 01:19:14 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

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		<title>Da falta de tempo e outras desculpas</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2011/06/26/da-falta-de-tempo-e-outras-desculpas/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 01:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Internet</category>
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		<description><![CDATA[	Querido di&#225;rio digital,
	Aqui estou eu depois de saecula saeculorum retomando uma postagem para dizer que os &#250;ltimos tempos foram complicados. Portanto, retomo o contato s&#243; para um pouco de autopromo&#231;&#227;o barata e aproveitadora.
	Fui entrevistado.
	Divirtam-se e reflitam.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Querido di&#225;rio digital,</p>
	<p>Aqui estou eu depois de <em>saecula saeculorum</em> retomando uma postagem para dizer que os &#250;ltimos tempos foram complicados. Portanto, retomo o contato s&#243; para um pouco de autopromo&#231;&#227;o barata e aproveitadora.</p>
	<p><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.ihu.unisinos.br%2Findex.php%3Foption%3Dcom_entrevistas%26%2338%3BItemid%3D29%26%2338%3Btask%3Dentrevista%26%2338%3Bid%3D44693&amp;i=0&amp;c=9130fec2bd3d687f84ef154a0d8855cdf860064e" target="_blank">Fui entrevistado.</a></p>
	<p>Divirtam-se e reflitam.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Green Day, ou &#8220;O Show&#8221;</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2010/10/15/green-day-ou-o-show/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 15:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Música</category>
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		<description><![CDATA[	
Depois de a pr&oacute;pria banda ter reconhecido o show de Porto Alegre como um dos tr&ecirc;s melhores da sua carreira, resta pouco a dizer sobre o verdadeiro SHOW que aconteceu no Gigantinho no dia 13.

	

	O Green Day simplesmente acabou com qualquer possibilidade de outra banda usar aquelas quatro letras para definir qualquer coisa que fizerem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>
<p>Depois de a pr&oacute;pria banda ter reconhecido o show de Porto Alegre como um dos <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Ftwitter.com%2FGreenDay%2Fstatus%2F27379651464&amp;i=0&amp;c=b3394199f5888a18b7d55085e7eb086565f58014" target="_blank">tr&ecirc;s melhores da sua carreira</a>, resta pouco a dizer sobre o verdadeiro <strong><span class="caps">SHOW</span></strong> que aconteceu no Gigantinho no dia 13.</p>
</p>
	<p><img alt="" align="middle" src="http://img692.imageshack.us/img692/1894/greendaye.jpg"/></p>
</p>
	<p>O <strong>Green Day</strong> simplesmente acabou com qualquer possibilidade de outra banda usar aquelas quatro letras para definir qualquer coisa que fizerem sobre um palco. (Diria at&eacute; que o <strong>Paul McCartney</strong>, com todos os riscos desta afirma&ccedil;&atilde;o, far&aacute; no m&aacute;ximo uma <em>ex&iacute;mia apresenta&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica</em>, mas n&atilde;o um verdadeiro show).</p>
</p>
	<p>Uma banda de punk rock que come&ccedil;a pontualmente, que d&aacute; beijos nos f&atilde;s (meninas ou meninos), que abusa da pirotecnia, que usa saxofone e gaita de boca nos arranjos, que presenteia uma guitarra para uma menina que subiu no palco cantou (e muito bem) uma das m&uacute;sicas e que termina o show com a <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DioKwgvNW-_U&amp;i=0&amp;c=8694c8b8b94d46abb97e0898c8a889117425d919">melhor can&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica de todos os tempos</a> poderia significar at&eacute; um contrassenso. Mas, no caso do Green Day, foi pura arte, exalta&ccedil;&atilde;o daquilo que a verdadeira arte musical deve ser.</p>
</p>
	<p>Simplesmente, foi <em>the time of my life</em>. Foi a primeira banda da qual eu me tornei f&atilde; desde seus prim&oacute;rdios (j&aacute; que os Beatles eu &quot;herdei&quot; da minha irm&atilde;), ainda nos idos de 90. E v&ecirc;-los tocar ao vivo, entendam-me, n&atilde;o &eacute; pouca coisa. E tocando t&atilde;o bem como tocaram, especialmente as minhas m&uacute;sicas preferidas (como <strong><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D1nDq1HoNm-E&amp;i=0&amp;c=8fedc60cf6182f14e3284a39c59f3504158732b8" target="_blank">Nice Guys Finish Last</a></strong>, <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DWPPeG6RiqvQ&amp;i=0&amp;c=464954a1bfa26e5996c34013bd304361cf77fecb" target="_blank"><strong>When I Come Around</strong></a>, <strong><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DNUTGr5t3MoY%26ob%3Dav3e&amp;i=0&amp;c=c905b012e2e7ccf2a1575c6f21ab234e46582d74" target="_blank">Basket Case</a></strong>, e principalmente <strong><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DXgumG6Oeg1w&amp;i=0&amp;c=e94b6e6fa06560c2d7a0fddd3b285533d5172337" target="_blank">She</a></strong>), &eacute; <em>el sue&ntilde;o del pibe</em>.</p>
</p>
	<p>Revendo a grava&ccedil;&atilde;o, mesmo que podre, dessas <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dysh9at1QWbk&amp;i=0&amp;c=10844ed5835a03616d10997a6f8934ae048589f6" target="_blank">duas &uacute;ltimas m&uacute;sicas no Gigantinho</a>&nbsp;- e uma atr&aacute;s da outra -, d&aacute; vontade de voltar no tempo.</p>
</p>
	<p>Os caras estavam loucos, ensandecidos com o p&uacute;blico. At&eacute; fizeram rever&ecirc;ncia diante de um Gigantinho lotado &#8211; e n&atilde;o era exagero, n&atilde;o foi paga&ccedil;&atilde;o de mico, n&atilde;o foi premeditado ou simplesmente <em>por script</em>. Foi sincero. Todo mundo cantando todas as m&uacute;sicas, letra por letra, n&atilde;o &eacute; algo que se v&ecirc; todos os dias.</p>
</p>
	<p>Poucas coisas valem o valor pelas quais s&atilde;o pagas. Mas por esse show eu pagaria muito mais (como &eacute; o caso do valor que eu <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F29%2Fcan-i-play-with-mathness%2F&amp;i=0&amp;c=1218286800581a45757bddecd3ab171c272453e9" target="_blank">desembolsei pelo <strong>Iron Maiden</strong></a> &#8211; e que&nbsp;tamb&eacute;m&nbsp;<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F03%2F06%2Ffucking-rock-and-roll%2F&amp;i=0&amp;c=0521d95b5f3a4626f5a1e8c58b5ff3b09364569f" target="_blank">valeu muito a pena</a> &#8211; e ainda pelo <strong>Paul McCartney</strong>, que tamb&eacute;m vale &#8211; e at&eacute; mais &#8211; o valor investido). </p>
</p>
	<p><img hspace="15" vspace="10" align="left" src="http://img217.imageshack.us/img217/3686/greenday2s.jpg" alt=""/>Falando nisso, 2010 encerra definitivamente uma fase na minha vida. Em dois anos, vou ter assistido todas as minhas bandas de rock preferidas (<strong>Iron Maiden</strong>, <strong>Green Day</strong> e <strong>Paul McCartney</strong> &#8211; que tamb&eacute;m representa grande parte daquilo que os <strong>Beatles </strong>foram). Faltaria, sem d&uacute;vida, <strong>Flogging Molly</strong> e <strong>Cat Stevens</strong>, mas esses s&atilde;o coadjuvantes diante do que os tr&ecirc;s acima citados significaram na minha forma&ccedil;&atilde;o musical e de vida.</p>
</p>
	<p>Voltando ao Green Day, <strong>Billie Joe Armstrong</strong>, <strong>Mike Dirnt</strong> e <strong>Tr&eacute; Cool</strong> misturaram m&uacute;sica pesada, voz estridente, bateria no mais alto som, guitarra sempre distorcida, baixo no mais grave poss&iacute;vel com pitadas de teatro, palha&ccedil;ada, coisas rid&iacute;culas (como plumas rosas e arminhas d&#8217;&aacute;gua), mas tudo ficou sensacional. E conseguiram reunir a pirralhada de seus 10 anos &#8211; junto com seus pais de 50, e todo mundo n&atilde;o conseguiu resistir a balan&ccedil;ar a cabe&ccedil;a, bater o pezinho ou pular feito doidos.</p>
</p>
	<p>E o que foram os covers que eles fizeram? At&eacute; <strong>Guns</strong>, para o c&uacute;mulo do deboche. E o que foram os preciosismos (alguns at&eacute; poderiam dizer exagerados) com as guitarras, transformando m&uacute;sicas de punk rock em &oacute;peras rock, com quase 10 minutos de dura&ccedil;&atilde;o? </p>
</p>
	<p>Passados quase 20 anos desde que uma colega de col&eacute;gio me apresentou aquele CD diferente chamado <strong>Dookie</strong>, estou prestes a encerrar uma fase da minha vida. E esse show foi como uma catarse, uma experi&ecirc;ncia vital, um rito de passagem, uma forma de fazer um retrospecto dos &uacute;ltimos anos e ver como a vida &eacute; sempre mais. Ou, como o Green Day, passam-se os anos, e a gente vai ficando sempre melhor e melhor.</p>
</p>
	<p>Valeu, Green Day. E que venha o Paul.</p></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Ano monumental</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/12/31/ano-monumental/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 00:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
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		<description><![CDATA[	Este &#233; apenas um post de agradecimento a Deus, &#224; vida, a todos os que foram importantes na minha caminhada de 2009. Um ano monumental, em muitos aspectos.
	Sinal disso &#233; que encerro o ano ap&#243;s um r&#225;pida viagem por Bras&#237;lia, uma cidade monumental (valeu pela hospedagem, Mallmann!)
	
	Mas antes, uma breve hist&#243;ria bizarra que, como de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Este &#233; apenas um post de agradecimento a Deus, &#224; vida, a todos os que foram importantes na minha caminhada de 2009. Um ano monumental, em muitos aspectos.</p>
	<p>Sinal disso &#233; que encerro o ano ap&#243;s um r&#225;pida viagem por Bras&#237;lia, uma cidade monumental (valeu pela hospedagem, Mallmann!)</p>
	<p><img src="http://img254.imageshack.us/img254/5786/brasiliah.jpg" alt="" /></p>
	<p>Mas antes, uma breve hist&#243;ria bizarra que, <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2006%2F05%2F11%2Fadmiravel-mundo-bizarro%2F&amp;i=0&amp;c=82285dc7bef561d5ebcca451cec6d1ce74728450" target="_blank">como de praxe</a>, ocorre em um banheiro &#8211; diante da minha presen&#231;a.</p>
	<p><a id="more-488"></a></p>
	<p>Depois do famigerado epis&#243;dio com <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2006%2F05%2F11%2Fadmiravel-mundo-bizarro%2F&amp;i=0&amp;c=82285dc7bef561d5ebcca451cec6d1ce74728450" target="_blank">Ruy Carlos Ostermann</a> no banheiro da <span class="caps">RBS</span>, agora foi a vez de <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FReginaldo_Rossi&amp;i=0&amp;c=eefe2d8e5a91524d010a12cf4f515e93d842dcc7" target="_blank">Reginaldo Rossi</a>, o cantor brega.</p>
	<p>Prestes a embarcar nesta quarta-feira para Porto Alegre, passo por um banheiro do aeroporto JK, em Bras&#237;lia, j&#225; na sala de espera. Quando estava lavando as m&#227;os, vejo de relance que algu&#233;m estava saindo de um dos cub&#237;culos do banheiro, e logo um rapaz da limpeza entrou nesse mesmo cub&#237;culo para puxar a descarga e denunciar o esquecimento, por parte do usu&#225;rio, do important&#237;ssimo gesto de se desfazer <em>totalmente </em>de seus dejetos.</p>
	<p> &#8211; &#8220;P&#244;xa, desculpe&#8230;&#8221; &#8211; disse o usu&#225;rio distra&#237;do. &#8220;Eu estava na pressa de limpar o rabo. Estava angustiado. Viu?&#8221;</p>
	<p>&#8220;Limpar o rabo&#8221;. Viro-me e, sim, l&#225; estava ele, Reginaldo Rossi, levemente esquecido, mas j&#225; alterado emocionalmente pelo fato de o outro nem dar bola para as suas frases e n&#227;o lhe responder.</p>
	<p> &#8211; &#8220;Desculpe, <em>viu?</em>&#8221; &#8211; continuou ele, j&#225; beirando a grosseria, o que levou todos do banheiro a olh&#225;-lo. &#8220;Desculpe, e tenha um &#243;timo 2010.&#8221;</p>
	<p>Quase ensandecido, mas tentando manter a pose de &#8220;Voc&#234; sabe quem est&#225; falando?&#8221;, talvez percebendo que o funcion&#225;rio era surdo ou mudo, virou as costas e foi-se embora.</p>
	<p>
<div align="center">* * *</div></p>
	<p>Mas nem sei por que falava disso. O importante deste post &#233; agradecer por 2009, um ano em que viajei bastante (mesmo que viagens simples dentro do RS e do Brasil), namorei idem (e com a minha Anne, que n&#227;o precisa de qualificativos), fiz muitas coisas legais com meus amigos (especialmente o Rovani, o Pedro e o Paulo), comprei meu apartamento (mesmo que com uma d&#237;vida de longo prazo), iniciei meu mestrado (numa universidade particular, sonhando em conquistar uma bolsa quase garantida que, por fim e por problemas de pol&#237;ticas e poderes, acabou n&#227;o vindo, vencendo cada parcela com soberania), dei mais v&#225;rios passos rumo &#224; autonomia caracter&#237;stica de quem se sente bem vivendo, estando onde est&#225;, do jeito que est&#225;. O que, definitivamente, n&#227;o &#233; sin&#244;nimo para acomoda&#231;&#227;o.</p>
	<p>At&#233; porque, em 2010, pretendo crescer e amadurecer ainda mais, em alguns outros aspectos que podem ter ficado na sombra durante este per&#237;odo. Mas nem por isso nego que 2009 foi um &#8220;salto para uma nova ambi&#234;ncia&#8221;, para um &#8220;novo bios&#8221; (conforme os autores que embasam partes da minha disserta&#231;&#227;o) na minha singela vida.</p>
	<p>Por isso fico agradecido e alegre pela coincid&#234;ncia de encerrar o ano com essa viagem &#224; Bras&#237;lia, que me mostrou a grandeza de um sonho e de um projeto (totalmente maluco e politicamente question&#225;vel, sim, mas impressionantemente belo e admir&#225;vel em termos arquitet&#244;nicos e de engenhria) <strong>monumental</strong>. Fico feliz por poder encerrar o ano afirmando que este ano tamb&#233;m foi assim, monumental.</p>
	<p>E, assim como a viagem a Bras&#237;lia, que n&#227;o encerrou em si mesma, mas abriu a perspectiva de uma nova viagem aos <span class="caps">EUA</span> para visitar minha maninha e meus sobrinhos muito especiais (em termos comuns, fui fazer meu visto), espero que 2009 tamb&#233;m seja apenas o umbral de algo muito mais especial.</p>
	<p>Ou, ainda nas palavras de um dos autores da disserta&#231;&#227;o, que 2009 tenha sido apenas o gesto de &#8220;levantar a f&#237;mbria do v&#233;u&#8221; que me separa de um futuro muito, mas muito melhor.</p>
	<p>Fica o desejo, com uma base muito sustent&#225;vel e forte &#8211; como nas maluquices arquitet&#244;nicas e curvas em concreto feitas por <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.niemeyer.org.br%2F&amp;i=0&amp;c=f2517f137cd957e682873697422d74f38c69f8f1" target="_blank">Niemeyer</a>.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Amor a 12%</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/12/13/amor-a-12-o-alcool-e-a-afetividade/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 01:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
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		<description><![CDATA[	Toda a doutrina alcool&#237;stica do automobilismo j&#225; &#233; de conhecimento de todos &#8211; ou da grande maioria: se dirigir, n&#227;o beba; se beber, n&#227;o dirija.
	Mas e o que dizer da rela&#231;&#227;o entre o &#225;lcool e as lufadas do amor? Pois bem, eu vivenciei dois epis&#243;dios que s&#227;o reveladores &#8211; e ambos no mesmo dia (hoje) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Toda a doutrina <em>alcool&#237;stica </em>do automobilismo j&#225; &#233; de conhecimento de todos &#8211; ou da grande maioria: se dirigir, n&#227;o beba; se beber, n&#227;o dirija.</p>
	<p>Mas e o que dizer da rela&#231;&#227;o entre o &#225;lcool e as <em>lufadas </em>do amor? Pois bem, eu vivenciei dois epis&#243;dios que s&#227;o reveladores &#8211; e ambos no mesmo dia (hoje) em menos de 1 hora de diferen&#231;a.</p>
	<p><strong>Situa&#231;&#227;o 1:</strong> <em>Trem, a partir da esta&#231;&#227;o Aeroporto at&#233; meu destino</em></p>
	<p>Estava eu distraidamente escorado na porta de um dos vag&#245;es, quando um sujeito para ao meu lado e fica l&#225; esperando que eu o veja e reconhe&#231;a a sua presen&#231;a. Eu o olho e demoro para entender do que se trata. Ca&#237;da a ficha, reconhe&#231;o o pai de um amigo meu de inf&#226;ncia &#8211; que n&#227;o vejo h&#225; s&#233;culos e com quem n&#227;o troco uma palavra h&#225; mil&#234;nios.</p>
	<p><strong>Fato:</strong> Reconhecendo que o reconheci, o homem (de quase uns 60 anos), estilo puramente alem&#227;o do interior, apesar da baixa estatura, se inclina para mim, me abra&#231;a (um bra&#231;o por cima do ombro, e outro pela cintura), encosta a cabe&#231;a no meu ombro (ele era mais baixo do que eu) e diz:</p>
	<p> &#8211; &#212;, amig&#227;o!</p>
	<p><strong>Rea&#231;&#245;es:</strong> Primeiro, tive meu primeiro &#237;mpeto (sistema nervoso parassimp&#225;tico) de recuar e me preparar para algo pior. E pior veio quando a voz se dirigiu quase que diretamente &#224;s minhas narinas, e ent&#227;o pude perceber o <em>n&#237;vel alco&#243;lico de cada fonema </em>pronunciado pelo homem. Ent&#227;o entendi toda aquela disposi&#231;&#227;o de &#226;nimo.</p>
	<p><strong>Situa&#231;&#227;o 2:</strong><em> Rua do bairro da minha fam&#237;lia, caminhando em dire&#231;&#227;o &#224; casa paterna</em></p>
	<p>Estava eu distraidamente caminhando pela rua, quando ou&#231;o gritos, risos e balb&#250;rdia dominical de um bairro classe m&#233;dia. Da casa de origem de tudo isso, vejo uma figura loira, cabelos esvoa&#231;antes, luminosos, descendo a escada da casa com grande presen&#231;a. Reconhe&#231;o o cabeleireiro, agora de ascend&#234;ncia italiana, m&#227;os grossas e pele vermelha (mas com uma feminilidade superior &#224; de sua m&#227;e), a quem recorro nos momentos de pr&#233;-neandertalismo capilar, e vejo que o sujeito est&#225; excessivamente mais afeminado do que de costume &#8211; e de esmalte branco. Reconhecendo-me, joga-se na minha dire&#231;&#227;o, bra&#231;os abertos, me abra&#231;a, me oferece seu rosto e me d&#225; um beijo estalado na bochecha e diz:</p>
	<p> &#8211; Oi, meu amor!</p>
	<p><strong>Rea&#231;&#245;es:</strong> Primeiro, tive meu primeiro &#237;mpeto (sistema nervoso parassimp&#225;tico) de recuar e me preparar para algo pior. E pior j&#225; tinha vindo poucos minutos antes, quando ao se dirigir a mim e me abra&#231;ar com tamanha intimidade e me tascar um beijo, percebo que metade do carinho presente naquele corpo estava <em>repousando em &#225;lcool </em>desde o meio dia. Ent&#227;o entendi toda aquela disposi&#231;&#227;o de &#226;nimo.</p>
	<p>
<div align="center">* * *</div></p>
	<p>Pois bem, fica a li&#231;&#227;o. Pensem e reflitam. &#201; muito interessante produzir campanhas e mais campanhas sobre a rela&#231;&#227;o &#225;lcool e dire&#231;&#227;o, mas e quando retornamos aos prim&#243;rdios mais rec&#244;nditos do ser humano, quando o mais sincero de cada ser se exp&#245;e, e qualquer brutamontes se transforma em puro cora&#231;&#227;o e sentimento? Onde, as campanhas paliativas?</p>
	<p>&#211;bvio que metade dessa rea&#231;&#227;o alco&#243;lica de pura paix&#227;o, lasc&#237;via e lux&#250;ria gratuita se deve &#224; minha pessoa e ao encanto irresist&#237;vel que causo (mentira).</p>
	<p>Na primeira situa&#231;&#227;o, aquele alem&#227;o-puro-chope me revelou a hist&#243;ria da morte de sua m&#227;e (!), aconselhando-me a valorizar at&#233; o cafezinho (!) que uma m&#227;e prepara, porque depois fica uma sensa&#231;&#227;o que n&#227;o &#233; saudade, n&#227;o &#233; tristeza, mas sim um vazio (!). Profundo.</p>
	<p>Na segunda situa&#231;&#227;o, aquele italiano-sangue-merlot me perguntou se nos ver&#237;amos at&#233; o Natal, mas n&#227;o deu muita bola &#224; resposta, porque estava mais interessado no caminh&#227;o de combust&#237;vel (!) do dono da casa de onde provinham os ru&#237;dos ensandecidos, causados &#8211; a&#237; entendi &#8211; justamente pelo retorno deste, s&#227;o e salvo, &#224; sua fam&#237;lia.</p>
	<p>Enfim, chegados at&#233; aqui, chegamos a uma simples conclus&#227;o de que o &#225;lcool pode tamb&#233;m conter certa beleza e delicadeza &#8211; mas sempre em excesso. No mais, &#233; prefer&#237;vel reconhecer as <em>limita&#231;&#245;es et&#237;licas</em> dos seres humanos e ver que, num dia comum e corrente, as rea&#231;&#245;es de ambos os sujeitos seriam, pelo menos, levemente inferiores em emo&#231;&#227;o e entrega de esp&#237;rito.</p>
	<p>Mas foi divertido e totalmente bizarro vivenciar essas duas situa&#231;&#245;es, quase simult&#226;neas, justamente <strong>em um dos &#250;nicos dias do ano em que, milagrosamente, EU ingeri bebida alco&#243;lica</strong>. Espero que isso n&#227;o tenha afetado <em>os meus afetos</em>. Sinceramente.</p>
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		<title>O sopro</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/11/26/o-sopro/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 23:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
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		<description><![CDATA[	
	Aqui em casa, depois da despedida de minha excelent&#237;ssima amada que singrou mares em busca de um futuro mais belo para n&#243;s dois (nah, nem foi tanto assim&#8230; hoje em dia, toda essa melosidade da &#233;poca da vov&#243; se chama &#8220;interc&#226;mbio&#8221;), sobraram muitos bal&#245;es, desses de encher. V&#225;rios. Vermelhos e azuis (da cor da bandeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://img42.imageshack.us/img42/9994/baloes.jpg" alt="" /></p>
	<p>Aqui em casa, depois da despedida de minha excelent&#237;ssima amada que singrou mares em busca de um futuro mais belo para n&#243;s dois (nah, nem foi tanto assim&#8230; hoje em dia, toda essa melosidade da &#233;poca da vov&#243; se chama &#8220;interc&#226;mbio&#8221;), sobraram muitos bal&#245;es, desses de encher. V&#225;rios. Vermelhos e azuis (da cor da bandeira do dito pa&#237;s, mas que, na realidade, como constatamos, justamente por isso, tamb&#233;m serviriam para diversas outras viagens, que um dia h&#227;o de ser feitas).</p>
	<p>Pois bem, a quantidade de bal&#245;es &#8211; dizia &#8211; era grande. Grande mesmo. Amigos exagerados. Bal&#245;es por todas as partes da casa.</p>
	<p>Ent&#227;o, me restava apenas uma atitude: <strong>sacrific&#225;-los</strong>, sem d&#243;, sem m&#225;goas, sem ressentimento. Cort&#225;-los, rasg&#225;-los, fur&#225;-los, provocando-lhes a definitiva e in&#250;til morte.</p>
	<p>Alguns j&#225; estavam quase morrendo &#8211; de falta de ar, poder&#237;amos dizer. Desinflavam. Comecei por estes.</p>
	<p>Foi engra&#231;ado, e ao mesmo tempo levemente asqueroso, pensar que aquele ar que deles sa&#237;a um dia estivera no interior do corpo de uma pessoa. Saiu de seus pulm&#245;es, deu vida a um bal&#227;o por alguns momentos e agora, depois de completa a sua miss&#227;o, voltava ao mundo, para <del datetime="2009-11-26T21:17:0202:00">reencarnar-se</del> <em>reencher </em>algum outro bal&#227;o &#8211; ou algum outro pulm&#227;o, imagem que, convenhamos, &#233; bem mais bonita. (Tamb&#233;m poderia dizer que ele poderia animar algum arroto ou, enfim, outras coisas&#8230; mas isso n&#227;o soaria t&#227;o po&#233;tico, inten&#231;&#227;o deliberada deste post).</p>
	<p>Chegou ent&#227;o o definitivo momento do sacrif&#237;cio. Necess&#225;rio, como dizem todos os carrascos.</p>
	<p>Para evitar o sofrimento em v&#227;o &#8211; n&#227;o estava em um papel propriamente de carrasco -, optei por uma morte r&#225;pida e indolor: um corte seco e incisivo na <em>jugular </em>de cada bal&#227;o (jugular essa que fica pouco acima do n&#243;, aquela parte em que a borracha n&#227;o est&#225; totalmente esticada).</p>
	<p>E assim, aquelas dezenas de bal&#245;es, um a um, foram desenchendo, definhando, desinflando. Foi um momento intenso. Era toda uma hist&#243;ria &#8211; o ar de quem os encheu, a inten&#231;&#227;o pela qual isso foi feito, o uso dado posteriormente, as consequ&#234;ncias desse uso &#8211; que, como um sopro, terminava.</p>
	<p>Nenhum deles pronunciou algo como &#8220;Tudo est&#225; consumado&#8221;, at&#233; porque, a&#237; sim, seria algo memor&#225;vel e inexplic&#225;vel &#8211; e levemente <em>her&#233;tico</em>.</p>
	<p>Mas naquele &#237;nfimo instante em que as l&#226;minas da tesoura finalmente abriam suas entranhas, ficou no ar aquela sensa&#231;&#227;o de que cada um deles &#8211; literalmente &#8211;  estava prestes a dar o seu &#250;ltimo suspiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O destino das moscas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
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		<description><![CDATA[	Esta semana, eu fui parte central do destino de duas moscas.
	Isso me garante uma posi&#231;&#227;o privilegiada para testemunhar a sorte que &#233; reservada a esses pobres animais de menos de 30 dias de vida.
	Vejam bem, ent&#227;o, como os meus atos futuros (passados, na realidade, mas, em termos de post, futuros) foram decisivos para acrescentar, pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Esta semana, eu fui parte central do destino de duas moscas.</p>
	<p>Isso me garante uma posi&#231;&#227;o privilegiada para testemunhar a sorte que &#233; reservada a esses pobres animais de menos de 30 dias de vida.</p>
	<p>Vejam bem, ent&#227;o, como os meus atos futuros (passados, na realidade, mas, <em>em termos de post</em>, futuros) foram decisivos para acrescentar, pelo menos, uns 5% a mais de expectativa de vida para cada uma.</p>
	<p>A primeira delas &#8211; chamemo-la <strong>Magn&#243;lia </strong>- passou por algo que todas as moscas, independentemente do que fizerem, ir&#227;o um dia passar. Magn&#243;lia ficou presa no meu quarto, lutando desenfreadamente contra o vidro da janela, esse terr&#237;vel ser inanimado, mas que a aprisionava em sua busca de liberdade, esperan&#231;a e reden&#231;&#227;o.</p>
	<p>Se continuasse do jeito que estava, n&#227;o encontraria nada.</p>
	<p>Por isso, o valor, o garbo, a magnitude e a eloqu&#234;ncia existencial do meu simples gesto de abrir uma fresta daquela pris&#227;o sem grades, tomar Magn&#243;lia entre minhas m&#227;os &#8211; vejam a <em>beleza </em>- e ergu&#234;-la, suave, delicada e heroicamente, levando-a, enfim, ao pequeno v&#227;o de uma abertura que seria para ela a abertura de uma imensid&#227;o sem fim.</p>
	<p>E l&#225; foi Magn&#243;lia, sem nem mesmo dar tchau, ou agradecer &#224; altura. Talvez at&#233; tenha feito isso, mas eu n&#227;o entendi.</p>
	<p>J&#225; <strong>Vit&#243;ria</strong>, a segunda mosca, vivenciou momentos de ang&#250;stia, afli&#231;&#227;o e opress&#227;o. Tudo come&#231;ou com a minha ida ao supermercado. Havia uvas. Bonitas. Logo, havia moscas. Feias. Embalei-as (n&#227;o <em>em baleias</em>, mas sim <em>embalei-as</em>) &#8211; as uvas &#8211; e comprei. Chegando em casa, depois de ter feito outras tantas coisas antes de ir fazer o que agora ser&#225; logo descrito, fui <em>desfazer </em>as compras. Por &#250;ltimo, coincid&#234;ncia ou n&#227;o, l&#225; estavam as uvas, esperando para serem despidas de seu envolt&#243;rio pl&#225;stico.</p>
	<p>E eis, ent&#227;o, o momento derradeiro desta que vem a ser uma esp&#233;cie de <em>epopeia moscona</em>, a saga vitoriana de Vit&#243;ria: como em c&#226;mera lenta, vou desfazendo lentamente aquele n&#243; que encerra naquele recept&#225;culo as uvas e toda uma vida inteira que pode estar entre os minigalhos de um cacho, micr&#243;bios, bact&#233;rias, v&#237;rus, toda um ecossistema de vida da vide, e ent&#227;o, de dentro de toda essa vida ali em movimento, surge do meio das trevas daquele pl&#225;stico ela, sim, Vit&#243;ria, cruzando em velocidade supers&#244;nica o primeiro v&#227;o que se abriu entre o interior e o exterior, atravessando sem d&#243;, sem olhar para tr&#225;s, essa caverna sem pedras em busca de liberdade. [fim da c&#226;mera lenta]</p>
	<p>Apesar da beleza do gesto hoje rememorado, meu primeiro pensamento, que tamb&#233;m cruzou supers&#244;nico, foi algo como: &#8220;Putz, que nojo, essa mosca veio l&#225; do supermercado&#8221;.</p>
	<p>Depois disso, n&#227;o soube mais nada de Vit&#243;ria nem de Magn&#243;lia, mas elas se tornaram para mim, dentre os Grandes deste mundo, mais dois s&#237;mbolos da luta contra a opress&#227;o, contra a supress&#227;o de direitos e a omiss&#227;o da verdade (apenas para ficarmos nos substantivos terminados em<em> &#8220;ss&#227;o&#8221; </em>que me vieram &#224; mente agora).</p>
	<p>Magn&#243;lia e Vit&#243;ria, eis a devida honra que mereceis.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Da dificuldade de manter um blog; ou Como unir as peças de um Mosaico; ; ou ainda Das reflexões a partir de uma van de Brochier</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/11/09/da-dificuldade-de-manter-um-blog-ou-como-unir-as-pecas-de-um-mosaico-ou-ainda-das-reflexoes-a-partir-de-uma-van-de-brochier/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 22:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
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		<description><![CDATA[	Preciso assumir que, definitivamente, n&#227;o sou um bom cumpridor de promessas. Nem quero retomar o que havia prometido no &#250;ltimo post, porque chega a ser rid&#237;culo ver que depois de s&#233;culos (quantos mesmo?) eu resolvo voltar por aqui para comentar alguma bobagem qualquer.
	Mas hoje n&#227;o.
	Hoje falaremos da vida, da minha, da nossa. E tudo por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Preciso assumir que, <em>definitivamente</em>, n&#227;o sou um bom cumpridor de promessas. Nem quero retomar o que havia prometido no &#250;ltimo post, porque chega a ser rid&#237;culo ver que depois de s&#233;culos (quantos mesmo?) eu resolvo voltar por aqui para comentar alguma bobagem qualquer.</p>
	<p>Mas hoje n&#227;o.</p>
	<p>Hoje falaremos da vida, da minha, da nossa. E tudo por causa de uma placa de uma van <em>provinda </em>de <strong>Brochier</strong>.</p>
	<p>Mas, antes, vamos aos fatos. Na realidade, me dei conta de que a falta de atualiza&#231;&#245;es no blog se deve a algo simples: falta de inspira&#231;&#227;o. Comecemos pelo &#243;bvio: minha musa inspiradora se encontra a <em>miles aways</em> e assim <em>continuar&#225; estando</em> a partir de alguns dias. Gra&#231;as ao bom Deus (ou boa?) (soa um pouco indecente ter uma Deusa boa. Seria quase como ter uma Deusa <em>gostosa</em>, se &#233; que me entendem. Feminismo tem seus limites) (Enfim), nesse <em>&#237;nterim</em>, ela por aqui estar&#225;, inspirando-me cont&#234;ineres de boas <em>vibes </em>(cf. Martins Moraes, 2009).</p>
	<p>Por outro lado, &#233; triste assumir, estou em pleno interior. Minha cidade atual, apesar de estar a poucos quil&#244;metros da capital, &#233; muito interiorana. E o meu trabalho atual <em>o &#233; </em>ainda mais. Nem uma cobertura ampla de wi-fi existe por l&#225;. E nem um <strong>McDonald&#8217;s</strong> por perto, o que &#233; um magn&#226;nimo indicador de desenvolvimento (e n&#227;o sejam esquerdistinhas bobos para dizer que n&#227;o).</p>
	<p>Ent&#227;o, me encontro sem inspira&#231;&#227;o interior (= Anne), nem inspira&#231;&#227;o exterior (= vida em movimento). Moro num bairro tranquilo e da minha janela vejo apenas casas residenciais (bonitas, sim) e um Cristo de bra&#231;os abertos l&#225; longe. E bastante vegeta&#231;&#227;o, natureza, morros, o que &#233; legal. Mas nada que gere posts, a n&#227;o ser que eu fique <em>voyeurizando a full</em> os meus vizinhos. O que pode render problemas.</p>
	<p>Ou a fama (vide <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DEWC_B1u0hBE&amp;i=0&amp;c=dd1aafa0745e71eea3ff836a1add42d37ac16a66" target="_blank">Pedro e o chip</a>).</p>
	<p>Outro fato que explica a falta de posts (e de risco psicol&#243;gico) &#233; a falta de conviventes. Trabalho numa sala sozinho, moro sozinho. E o fator &#8220;ser humano&#8221;, <em>em geral</em>, gera posts.</p>
	<p>Mas voltemos a Brochier, mesmo sem ter ido. Fato &#233; que caminhava eu pela avenida em frente ao meu trabalho, quando vejo pessoas descendo de uma van para ir &#224; aula. E a van era de Brochier. Foi a&#237; ent&#227;o que, de tudo o que disse acima, acentuou-se <em>sobremaneira </em>a sensa&#231;&#227;o de &#8220;definitivamente, estou no interior&#8221;. N&#227;o que isso tamb&#233;m n&#227;o possa significar que estou, pelo menos, no primeiro centro mais pr&#243;ximo do interior, o que j&#225; &#233; um avan&#231;o, visto que essas pessoas tiveram que se deslocar at&#233; aqui. Mas &#233; um centro passageiro e vago, aonde as pessoas v&#227;o para depois s&#243; voltar. O tempo que permanecem por aqui &#233; s&#243; uma exig&#234;ncia acad&#234;mica de cumprir 75% de presen&#231;a em sala de aula, e isso n&#227;o gera vida em movimento. Gera s&#243; movimento.</p>
	<p>Definir vida em movimento &#233; dif&#237;cil, j&#225; que &#233; algo pessoal, mas me refiro a poder abrir a porta da casa e ter ao menos duas op&#231;&#245;es de lazer, visto que trabalho &#233; vida s&#243; no dia em que se recebe o sal&#225;rio &#8211; dia em que, a&#237; sim, come&#231;a-se a pensar no que fazer com aquela quantia para realmente <em>viver</em>. Ent&#227;o, falava de lazer. E por aqui o &#250;nico lazer s&#227;o duas pizzarias e um boliche. E um quartel, se eu fosse uma depravada carente com leves tend&#234;ncias masoquistas. <em>Em n&#227;o sendo</em>, me resta ou passar pela insensata op&#231;&#227;o de ir a uma pizzaria sozinho e pedir uma &#8220;mesa para um&#8221;, ou ent&#227;o ir a um boliche, repleto de <em>manos e minas </em>e suas <em>galeras</em>, e pedir uma pista para ter todas as bolas para mim (o que remete &#224; op&#231;&#227;o de deprava&#231;&#227;o sexual, agora desvirtuada).</p>
	<p>Enfim, tentarei gerar vida em movimento, j&#225; que o mundo (= sempre eles, os outros) n&#227;o est&#227;o muito a&#237; para mim. Tenho muita vida, sim, mas aos finais de semana. E quando chega segunda parece que n&#227;o vale mais a pena compartilhar alguma coisa do que se passou. Neste &#250;ltimo, por exemplo, passei grande parte do tempo com as minhas sobrinhas, o que rende monografias (cf. Pedroso, 2009) aos montes. Mas n&#227;o vou ficar expondo minhas sobrinhas sem o consentimento delas, mesmo j&#225; tendo feito isso antes &#8211; at&#233; porque agora elas j&#225; s&#227;o o suficientemente grandes at&#233; para acessar o meu blog e descobrir o que eu ando escrevendo sobre elas.</p>
	<p>Ent&#227;o, chegando ao final deste post, me dou conta que n&#227;o escrevi nada que sirva para alguma coisa, mas tentei explicar minha situa&#231;&#227;o atual para que n&#227;o pare&#231;a desleixo para aqueles que aqui passam (especialmente aos meus fi&#233;is leitores que passam por aqui procurando por coisas que eu tamb&#233;m ainda n&#227;o achei).</p>
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	</item>
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		<title>Mosaico em pedaços</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/08/18/mosaico-em-pedacos/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 02:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2009/08/18/mosaico-em-pedacos/</guid>
		<description><![CDATA[	Novos tempos e novas realidades exigem novas posturas, novas a&#231;&#245;es e novos blogs.
	Mosaico retornar&#225;, em breve, aos seus tempos de extrema gl&#243;ria, fama e sucesso que nunca existiram. Futilidades, nonsense, bobagens e a mais alta filosofia p&#243;s-ontol&#243;gica, metacient&#237;fica, ultramoderna e trimassa, tudo em um &#250;nico lugar.
	Aguardem.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Novos tempos e novas realidades exigem novas posturas, novas a&#231;&#245;es <del datetime="2009-08-18T23:30:4103:00">e novos blogs</del>.</p>
	<p><strong>Mosaico </strong>retornar&#225;, em breve, aos seus tempos de extrema gl&#243;ria, fama e sucesso que nunca existiram. Futilidades, <em>nonsense</em>, bobagens e a mais alta filosofia p&#243;s-ontol&#243;gica, metacient&#237;fica, ultramoderna e trimassa, tudo em um &#250;nico lugar.</p>
	<p>Aguardem.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Little blue bird</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/04/20/little-blue-bird/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2009/04/20/little-blue-bird/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 15:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Internet</category>
	<category>Cientificismos</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2009/04/20/little-blue-bird/</guid>
		<description><![CDATA[	Como eu quero &#8220;espetacularizar&#8221; a minha personalidade e fazer do meu pr&#243;prio &#8220;eu&#8221; um show, acabo de abrir uma conta no Twitter.
	E como tempo &#233; uma coisa que est&#225; me sobrando colossalmente &#8211; como as atualiza&#231;&#245;es deste blog confirmam -, espero aguentar (ai, o trema&#8230;) um pouco mais de uma semana at&#233; encher o saco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Como eu quero <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Funisinos.br%2Fihu%2Findex.php%3Foption%3Dcom_entrevistas%26%2338%3BItemid%3D29%26%2338%3Btask%3Dentrevista%26%2338%3Bid%3D21514&amp;i=0&amp;c=f1d48aff2ed04efb74e19f0566930d41f12cba4d" target="_blank">&#8220;espetacularizar&#8221; a minha personalidade e fazer do meu pr&#243;prio &#8220;eu&#8221; um show</a>, acabo de abrir uma <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Ftwitter.com%2Fmsbardelotto&amp;i=0&amp;c=4650835242778beea7ece14c323567d174aa0da1" target="_blank">conta no Twitter</a>.</p>
	<p>E como tempo &#233; uma coisa que est&#225; me sobrando colossalmente &#8211; como as atualiza&#231;&#245;es deste blog confirmam -, espero aguentar (ai, o trema&#8230;) um pouco mais de uma semana at&#233; encher o saco e mandar tudo &#224;s favas, como o Orkut, o Facebook e demais redes sociais realmente in&#250;teis e inutilizadas para mim.</p>
	<p>Mas espero que continuem me considerando um ser vivo, com tudo o que isso significa.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Eu sou aquele que sou</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/03/11/eu-sou-aquele-que-sou/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 14:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Arte</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	Crise de identidade? Nada disso. Super&#225;vit de identidade, nesse caso.
	Gra&#231;as a Deus, ou ao meu xar&#225;, como queiram.
	Lendo um artigo de uma revista de juda&#237;smo reformado (sim, eles tamb&#233;m), descobri esta p&#233;rola que, aos meus 25 quase 26 anos, far&#225; toda a diferen&#231;a para os anos vindouros. Leiam, como ele pede, &#8220;como um m&#237;stico o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Crise de identidade? Nada disso. <em><strong>Super&#225;vit </strong></em>de identidade, nesse caso.</p>
	<p>Gra&#231;as a Deus, ou ao meu xar&#225;, como queiram.</p>
	<p>Lendo <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Freformjudaismmag.org%2FArticles%2Findex.cfm%3Fid%3D1433&amp;i=0&amp;c=86bae9b2fab3fd66d67cce1831d8a9085b2eb713" target="_blank">um artigo de uma revista de juda&#237;smo reformado</a> (sim, eles tamb&#233;m), descobri esta p&#233;rola que, aos meus 25 quase 26 anos, far&#225; toda a diferen&#231;a para os anos vindouros. Leiam, como ele pede, &#8220;como um m&#237;stico o leria, prestando uma aten&#231;&#227;o extremamente grande e assumindo que o texto b&#237;blico mais esconde do que revela&#8221;:</p>
	<p>
<blockquote>O nome do nosso patriarca Jac&#243; &#233; duas vezes modificado para Israel. Fara&#243; n&#227;o &#233; um nome. E <strong>Mois&#233;s </strong>n&#227;o &#233; um nome. Mois&#233;s, em eg&#237;pcio, significa &#8220;nascido de&#8221; &#8211; assim como no nome Tutmosis (nascido de Tut).</p>
	<p>Consideremos: se o nome do nosso grande l&#237;der Mois&#233;s n&#227;o &#233; realmente um nome, ele significa alguma outra coisa? De um modo interessante, se soletrarmos o nome Mois&#233;s em hebraico de tr&#225;s para frente, <em>Moshe </em>se torna <em>HaShem</em>, que literalmente significa &#8220;O Nome&#8221;, uma das formas dos judeus se referirem a Deus.</blockquote></p>
	<p>Desculpem-me os fracos: mas est&#225; escrito <strong>em t&#225;buas de pedra pelo dedo de Deus</strong>. Ou melhor, o meu faixa, o meu xar&#225;, o meu parceiro, meu amig&#227;o, gente fin&#237;ssima.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Além de ruim, é burro</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/19/alem-de-ruim-e-burro/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/19/alem-de-ruim-e-burro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 13:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	
	&#201; nessas horas que eu me questiono por que n&#227;o investir em um Mac com Linux.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/voces_estejais.jpg' alt='' /></p>
	<p>&#201; nessas horas que eu me questiono por que n&#227;o investir em um Mac com Linux.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Preço (de)baixo</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/16/preco-debaixo/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 00:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Televisão</category>
	<category>Propaganda</category>
	<category>Baixaria</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/16/preco-debaixo/</guid>
		<description><![CDATA[	Acabo de ver a propaganda de um supermercado em que diversas pessoas economizam.
	Por&#233;m, uma delas, ipsi literis, &#8220;economiza na banana&#8221;.
	&#201; imposs&#237;vel, tendo em vista a naturalidade duplo-sensitiva da palavra e da coisa-em-si banana, n&#227;o pensar em bobagem.
	Ent&#227;o, fica a pergunta: voc&#234; tamb&#233;m economiza na banana?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Acabo de ver a propaganda de um supermercado em que diversas pessoas <em>economizam</em>.</p>
	<p>Por&#233;m, uma delas, <em>ipsi literis</em>, <strong>&#8220;economiza na banana&#8221;</strong>.</p>
	<p>&#201; imposs&#237;vel, tendo em vista a naturalidade duplo-sensitiva da palavra e da <em>coisa-em-si</em> <em><strong>banana</strong></em>, n&#227;o pensar em bobagem.</p>
	<p>Ent&#227;o, fica a pergunta: voc&#234; tamb&#233;m economiza na banana?</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Pergunte e responderemos</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/08/pergunte-e-responderemos/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 00:05:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Internet</category>
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		<description><![CDATA[	Eu juro que n&#227;o tenho nada a ver com isto.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Eu juro que n&#227;o tenho nada a ver com <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.askmoses.com%2Fen%2F&amp;i=0&amp;c=6fbc6b29bb5e4b573c123c5d8fcd90178927b256" target="_blank">isto</a>.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;A montanha dos sete patamares&#8221;, de Thomas Merton</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/07/a-montanha-dos-sete-patamares-de-thomas-merton/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 12:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Livros</category>
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		<description><![CDATA[	De ateu e devasso (mas nem tanto), a monge trapista. Tudo &#8211; ou quase tudo &#8211; o que se passa naquela v&#237;rgula da vida de Thomas Merton est&#227;o no livro &#8220;A montanha dos sete patamares&#8221;.
	Na realidade, por causa do trabalho, acabei esbarrando na vida de Merton, especialmente quando li um artigo que o definia como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>De ateu e devasso (mas nem tanto), a monge <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FOrdem_Trapista&amp;i=0&amp;c=54688b21152f96e7c6bd67c18eb61e50333eaf19" target="_blank">trapista</a>. Tudo &#8211; ou quase tudo &#8211; o que se passa naquela v&#237;rgula da vida de <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.merton.org%2F&amp;i=0&amp;c=9b8a94bbe3babbc90ef31501892dbb4d34754365" target="_blank">Thomas Merton</a> est&#227;o no livro <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fsa.compuland.com.br%2Fvozes%2Fdetalhes1.php%3FISBN%3D8532631800%26%2338%3BDir%3D1&amp;i=0&amp;c=b624bdd9426849551ac2888ffec182e866bfe04e" target="_blank">&#8220;A montanha dos sete patamares&#8221;</a>.</p>
	<p>Na realidade, por causa do trabalho, acabei esbarrando na vida de Merton, especialmente quando li um artigo que o definia como o &#8220;santo dos paradoxos&#8221; (mesmo sem ser oficialmente santo). E a&#237; j&#225; comecei a me interessar pela vida dele. Depois, lendo mais um pouco aqui e ali, finalmente decidi encarar as quase 500 p&#225;ginas de uma esp&#233;cie de di&#225;rio que ele escreveu j&#225; quando vivia no <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.monks.org%2F&amp;i=0&amp;c=8bb505a6a0037d2a040133f0b5bbbd5d6f2cbda0" target="_blank">Mosteiro de Gethsemani</a>, no Kentucky.</p>
	<p>Nascido na Fran&#231;a em 1915, tendo depois vivido na Inglaterra e finalmente nos <span class="caps">EUA</span>, s&#243; se converteu e se batizou cat&#243;lico aos 23 anos, depois de muitas andan&#231;as e buscas por a&#237;. E esse per&#237;odo toma quase 2/3 do livro. E chama a aten&#231;&#227;o: como assim, um livro que trata da vida de um monge, escrito por ele mesmo, e mais da metade dele fala da sua vida &#8220;n&#227;o-convertida&#8221; e at&#233;ia? Bom, talvez justamente a&#237; resida a qualidade da obra &#8211; e da &#8220;convers&#227;o&#8221; de Merton.</p>
	<p><a id="more-450"></a></p>
	<p>Talvez, nem seja tanto o fato de ele ter, ap&#243;s convertido, assumido uma vida extremamente restrita e asceta como a da Ordem Cisterciense (basta olhar os <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.monks.org%2Fdaily_schedule.html&amp;i=0&amp;c=b2bf159f3764520d5c75d066cc6f968457499553" target="_blank">hor&#225;rios</a> da vida di&#225;ria dos monges) o que chame mais a aten&#231;&#227;o, mas sim o <strong><em>caminho</em></strong>, os <strong>patamares</strong> escalados at&#233; o topo dessa montanha, que, para ele, &#233; Deus.</p>
	<p>Talvez, esse livro seja apenas uma mostra pr&#233;via de tudo o que viria depois, de &#8220;um homem humilde que gostava da fama, um padre cat&#243;lico fascinado pelo zen budismo, um m&#237;stico solit&#225;rio que desejava companhia e um monge enclausurado que morreu longe de casa&#8221;, como bem definiu <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Funisinos.br%2Fihu%2Findex.php%3Foption%3Dcom_noticias%26%2338%3BItemid%3D18%26%2338%3Btask%3Ddetalhe%26%2338%3Bid%3D18900&amp;i=0&amp;c=e758826b35c1f21d3ea996fee7722a9d9289f3e4" target="_blank">James Martin</a>.</p>
	<p>O livro termina quando todo o resto come&#231;a: seus in&#250;meros livros sobre teologia, arte, vida mon&#225;stica e religi&#227;o comparada, a intensa correspond&#234;ncia com o Dalai Lama e Martin Luther King, abordando temas como o ecumenismo, di&#225;logo inter-religioso e justi&#231;a inter-racial, e a comprometida participa&#231;&#227;o no movimento pacifista contra a Guerra do Vietn&#227;, especialmente contra as armas nucleares.</p>
	<p>Por isso, esse seu livro, que se tornou um best-seller &#224; &#233;poca (1948), realmente continua falando ainda hoje. E &#233; impressionante analis&#225;-lo, por exemplo, desde a perspectiva da <em>juventude</em>. E ver como, hoje, eu me sinto pobre, diminu&#237;do e at&#233; meio retardado frente aos desafios de uma juventude muito diferente da minha, que viveu h&#225; mais de seis d&#233;cadas atr&#225;s. N&#227;o &#233; puro saudosismo, mas s&#227;o mundos quase opostos, com <em>perguntas vitais</em> de uma diferen&#231;a abissal. Mas mesmo assim &#233; interessante perceber como e por que uma simples ora&#231;&#227;o de Merton (na realidade, a primeira frase dela) continua fazendo todo o sentido para mim, seis d&#233;cadas &#224; frente, num suposto mundo tecnol&#243;gico e p&#243;s-moderno:</p>
	<p>
<blockquote>Meu Senhor Deus, eu n&#227;o tenho nem id&#233;ia para onde eu estou indo.</blockquote></p>
	<p>N&#227;o que eu pretenda me tornar monge, longe disso. Mas essa busca por solid&#227;o, por si mesmo, pelo mais profundo do que h&#225; em n&#243;s, por Deus &#233; algo que desafiou Merton &#8211; e me desafia tamb&#233;m. Por isso talvez esse livro me tocou bastante, apesar de ser muito pouco um livro de <em>&#8220;espiritualidade&#8221;</em> &#8211; s&#243; o ep&#237;logo &#233; que cont&#233;m algo mais abertamente crist&#227;o e cat&#243;lico.</p>
	<p>No mais, &#233; um livro de um homem em busca, uma eterna busca. E mesmo quando pensou encontrar &#8211; em Deus &#8211; o que estava buscando, continuou buscando no mais profundo desse Deus, indo at&#233; os limites desse Deus (teologicamente, com outras religi&#245;es). E n&#227;o parou nem a&#237;.</p>
	<p>Como ele mesmo define, em outro de seus escritos, de uma forma bem espiritualizada:</p>
	<p>
<blockquote>Whatever I may have written, I think it all can be reduced in the end to this one root truth: that God calls human persons to union with Himself and with one another in Christ, in the Church which is His Mystical Body. It is also a witness to the fact that there is and must be, in the church, a contemplative life which has no other function than to realize these mysterious things, and return to God all the thanks and praise that human hearts can give Him.</blockquote></p>
	<p>E a&#237; se percebe, claramente, que esse monge tem muito mais a nos revelar do que apenas as receitas secretas e saboros&#237;ssimas dos p&#227;es e das cervejas monacais &#8211; essas sim, insond&#225;veis eternamente.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>[ dicas de ambientes amorosos ]</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/05/dicas-de-ambientes-amorosos/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 12:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Estou com sorte</category>
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		<description><![CDATA[	O amor &#233; como luz: expande-se. O amor &#233; como a &#225;gua: derrama-se. O amor &#233; como menininha quando nasce: esparrama-se. N&#227;o apenas pelo ch&#227;o, mas tamb&#233;m pelo quarto inteiro, pela casa inteira, sobre o sof&#225;, sobre a mesa, sobre a cama. E tamb&#233;m sob a cama, sob a mesa, e talvez, at&#233; sob o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O amor &#233; como luz: expande-se. O amor &#233; como a &#225;gua: derrama-se. O amor &#233; como menininha quando nasce: esparrama-se. N&#227;o apenas pelo ch&#227;o, mas tamb&#233;m pelo quarto inteiro, pela casa inteira, sobre o sof&#225;, sobre a mesa, sobre a cama. E tamb&#233;m sob a cama, sob a mesa, e talvez, at&#233; sob o sof&#225;.</p>
	<p>O amor &#233; como a porta de uma geladeira: quando aberto, revela a abund&#226;ncia do seu conte&#250;do. Quando fechado, conserva a exist&#234;ncia daquilo que cont&#233;m.</p>
	<p>Seu ambiente natural &#233; o Cosmos Universal, onde toda a explos&#227;o expansiva de sua presen&#231;a n&#227;o conhece limites.</p>
	<p>Como diria o grande poeta, &#8220;fa&#231;a o amor, seja onde for&#8221;.</p>
	<p><small><em>A categoria </em><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2Fgo.php%3Fhttp%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2Fgo.php%3Fhttp%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2Fgo.php%3Fhttp%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2Fcategory%2Festou-com-sorte%2F&amp;i=0&amp;c=a36fe6425032c50bb4ffa63a5e24e0b253be0365" target="_blank">Estou com sorte</a><em> aborda buscas feitas por usu&#225;rios do Google, que remetem a este blog. Dessa forma, este humilde autor pretende dar respostas coerentes ou simplesmente liter&#225;rio-filos&#243;ficas &#224;s mais urgentes buscas da humanidade.</em></small></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Stanger, Rodney</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/02/stanger-rodney/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 18:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Jornalismo</category>
	<category>Gentalha</category>
	<category>Baixaria</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2009/02/02/stanger-rodney/</guid>
		<description><![CDATA[	Prestem muita aten&#231;&#227;o ao 17&#186; segundo deste v&#237;deo. O sujeito indicado est&#225; sendo procurado nos EUA. Qualquer informa&#231;&#227;o, entrem em contato urgente com o FBI.
	



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Prestem muita aten&#231;&#227;o ao <strong>17&#186; segundo</strong> deste v&#237;deo. O sujeito indicado est&#225; sendo procurado nos <span class="caps">EUA</span>. Qualquer informa&#231;&#227;o, entrem em contato urgente com o <span class="caps">FBI</span>.</p>
	<p><object width="425" height="344"><br />
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<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lnCnRuoYMxE&#38;hl=pt-br&#38;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Similia similibus curantur</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/30/similia-similibus-curantur/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/30/similia-similibus-curantur/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 12:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Cientificismos</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/30/similia-similibus-curantur/</guid>
		<description><![CDATA[	Tenho me consultado com uma homeopata.
	N&#227;o que eu seja especificamente uma pessoa crente nas coisas &#224;s quais n&#227;o temos acesso (especialmente no que se refere &#224; sa&#250;de), mas, convenhamos, a homeopatia tem muito de mist&#233;rio.
	E tenho que confessar que gostei. J&#225; tinha ido em outro homeopata, por indica&#231;&#227;o da minha irm&#227;, mas desisti, por diversas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Tenho me consultado com uma homeopata.</p>
	<p>N&#227;o que eu seja especificamente uma pessoa <strong>crente </strong>nas coisas &#224;s quais n&#227;o temos acesso (especialmente no que se refere &#224; sa&#250;de), mas, convenhamos, a homeopatia tem muito de <em>mist&#233;rio</em>.</p>
	<p>E tenho que confessar que gostei. J&#225; tinha ido em outro homeopata, por indica&#231;&#227;o da minha irm&#227;, mas desisti, por diversas raz&#245;es, especialmente quando ele quis dar uma de psiquiatra (que, na verdade, ele era), encontrando a causa de todos os meus problemas na minha incapacidade de lidar com o tempo: ou seja, cheguei atrasado na consulta, e isso, pelo que ele deu a entender, nem a homeopatia cura. Mas, no caso, o que ele n&#227;o conseguiu captar &#233; que o que eu buscava n&#227;o era a cura dos meus atrasos, mas sim de <em>outras </em>coisas.</p>
	<p>Enfim, divago.</p>
	<p>Quero chegar ao ponto dessa nova doutora &#8211; sem baixarias, por favor. Quando se pensa em homeopatia, se pensa em coisas al&#233;m da pura e simples medicina. Pensa-se em mist&#233;rio, em uma quase-alquimia nebulosa que, de gota em gota, cura at&#233; mesmo a morte.</p>
	<p>Pois bem, desta vez foi uma reconsulta. Vendo que, deveras, algumas coisas haviam dado o seu esperado efeito e outras n&#227;o, a doutora-maga retirou de baixo da sua mesa um imenso livro &#8211; sim, imenso, como essas grandes B&#237;blias da vov&#243; ou esses dicion&#225;rios de 1940 &#8211; e come&#231;ou a folhe&#225;-lo para encontrar, por fim, o nome do elixir da minha salva&#231;&#227;o.</p>
	<p>Obviamente que, viajando na minha imagina&#231;&#227;o, vi a <del datetime="2009-01-30T10:49:5502:00">bruxa</del> m&#233;dica recitando versos e mantras sagrados enquanto virava cada p&#225;gina, soltando uma esp&#233;cie de p&#243; m&#225;gico brilhante que resplandecia contra a luz do sol.</p>
	<p>Acordado do breve sonho, me despertei novamente em frente &#224; doutora, que finalmente escrevia na receita o nome sagrado do l&#237;quido divino que me conceder&#225; a for&#231;a necess&#225;ria para alcan&#231;ar o Para&#237;so: <strong>Silicea</strong>.</p>
	<p>E, ent&#227;o, vi a Luz.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre nomes e sobrenomes</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 12:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Baixaria</category>
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		<description><![CDATA[	Como 99,9% da popula&#231;&#227;o brasileira utilizadora de linhas telef&#244;nicas, tive que entrar em contato com a Brasil Telecom e seus fant&#225;sticos e sempre mais surpreendentes atendentes de telemarketing.
	Aqui, independe a reclama&#231;&#227;o. O fato &#233; a intimidade da atendente (sim, mulher).
	L&#225; pelas tantas, feito o pedido, anotado o protocolo, suspirado o estresse, faltava apenas anotar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Como 99,9% da popula&#231;&#227;o brasileira <em>utilizadora</em> de linhas telef&#244;nicas, tive que entrar em contato com a Brasil Telecom e seus fant&#225;sticos e sempre mais surpreendentes atendentes de telemarketing.</p>
	<p>Aqui, independe a reclama&#231;&#227;o. O fato &#233; a <em><strong>intimidade</strong></em> da atendente (sim, mulher).</p>
	<p>L&#225; pelas tantas, feito o pedido, anotado o protocolo, suspirado o estresse, faltava apenas anotar os dados do <em>solicitante</em>, i.e., <em>dj&#244; myself</em>. Digo a ela, ent&#227;o, que eu sou quem eu sou, com o nome com o qual me chamam. E ent&#227;o, eis que ocorre o nirvana da genealogia mundial:</p>
	<p>
<blockquote>- Bonito esse teu sobrenome&#8230; Diferente&#8230;</blockquote></p>
	<p>Pausa para digest&#227;o filos&#243;fica.</p>
	<p>N&#227;o sei o que <em>sobrenome </em>significa l&#225; pelas bandas onde essa mo&#231;a vive, mas, se ela acha <em>bonito</em>, imagina ent&#227;o se visse o resto.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Das verdades que não podem ser anunciadas aos quatro ventos em países do Terceiro Mundo sob risco de morte</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/19/das-verdades-que-nao-podem-ser-anunciadas-aos-quatro-ventos-em-paises-do-terceiro-mundo-sob-risco-de-morte/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 16:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Arte</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
	<category>Linguagem</category>
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		<description><![CDATA[	
	Detalhe para o pre&#231;o da camiseta, que confirma tudo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.zazzle.com%2Ffuck_the_recession_gold_edition_shirt-235793992853944451&amp;i=0&amp;c=2ac0a277ecee3f999d34c94c5e6f7fb553c30a78" target="_blank"><img src="http://www.likecool.com/Style/Apparel/Fuck%20The%20Recession%20T-Shirt/Fuck-The-Recession-T-Shirt.jpg" alt="null" /></a></p>
	<p>Detalhe para o pre&#231;o da camiseta, que confirma tudo.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Enfaixa e Gaza</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/16/enfaixa-e-gaza/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 13:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Politicagem</category>
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		<description><![CDATA[	Um dos pontos em comum entre Israel e Hamas &#233; que, independentemente das posi&#231;&#245;es pr&#243; ou anti qualquer um deles, a partir de agora, para separ&#225;-los, sempre ser&#225; necess&#225;rio n&#227;o o emprego da for&#231;a, mas sim de um h&#237;fen.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Um dos pontos em comum entre Israel e Hamas &#233; que, independentemente das posi&#231;&#245;es <em>pr&#243; </em>ou <em>anti </em>qualquer um deles, a partir de agora, para separ&#225;-los, sempre ser&#225; necess&#225;rio n&#227;o o emprego da for&#231;a, mas sim de um h&#237;fen.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Madame Miminha</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/14/madame-miminha/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 00:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
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		<description><![CDATA[	
	Reconheci hoje que minha gata possui um pouco de sangue nobre, polido e levemente compassivo.
	Como voc&#234;s devem saber, gatos ca&#231;am, especialmente passarinhos e ratos. Aqui em casa, os momentos mais baixos da nobreza, da polidez e da compaix&#227;o da Miminha j&#225; ocasionaram a morte de uma dezena de aves, entre pombinhas e sabi&#225;s.
	Mas hoje ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/miminha_rato.jpg' alt='' /></p>
	<p>Reconheci hoje que <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com.br%2Fmoises83%2FMiminha%23&amp;i=0&amp;c=0e5ba95846e7d0e6ca07ee843a3ea945848c6d8c" target="_blank">minha gata</a> possui um pouco de sangue nobre, polido e levemente compassivo.</p>
	<p>Como voc&#234;s devem saber, gatos ca&#231;am, especialmente passarinhos e ratos. Aqui em casa, os momentos mais baixos da nobreza, da polidez e da compaix&#227;o da Miminha j&#225; ocasionaram a morte de uma dezena de aves, entre pombinhas e sabi&#225;s.</p>
	<p>Mas hoje ela revelou o seu lado mais elevado.</p>
	<p>Um ratinho apareceu no p&#225;tio da frente de casa, onde a Miminha n&#227;o tem muito acesso, por causa da rua. &#192;s vezes ela se aventura por ali, mas com medo.</p>
	<p>Ent&#227;o, como um arauto, fui tentar resolver a pendenga judicial territorial animal pessoalmente. E nem foi intencional: estava saindo de casa quando vejo que h&#225; aquele camundongozinho caminhando por ali. Quando me v&#234;, d&#225; um saltinho no ar, grita e sai correndo. E se esconde num cantinho do p&#225;tio, como que amedrontado.</p>
	<p>Pensei, por isso, que a solu&#231;&#227;o estaria na diplomacia. E trouxe a Miminha para tratar a quest&#227;o com o invasor, e que encontrassem uma solu&#231;&#227;o &#8211; pac&#237;fica ou n&#227;o.</p>
	<p>E qual n&#227;o foi a minha surpresa ao descobrir que o sangue mais nobre da velha Inglaterra corria livre e cheio de vida pelas veias da minha felina. No primeiro contato (e o ratinho permanecia de cara para o canto do muro, parecendo castigar-se por uma atitude t&#227;o impolida como invadir o territ&#243;rio alheio), o invasor, ao perceber a presen&#231;a da Miminha, s&#243; conseguiu dizer: &#8220;Iiiiic!&#8221;, e saiu correndo novamente para o outro canto do muro. A gata, sem muitas preocupa&#231;&#245;es, foi atr&#225;s do ratinho, totalmente indefeso e diminu&#237;do, que n&#227;o sabia muito bem por onde ir. Ele, prevendo os mais tenebrosos e sangrentos desfechos para a situa&#231;&#227;o, resolveu dirigir-se ao desconhecido, parando perto do port&#227;o, sem saber para onde ir, cheio de d&#250;vidas e incertezas.</p>
	<p>A Miminha, totalmente graciosa e com elevado garbo, saiu atr&#225;s do ratinho, saltitante e de orelhas em p&#233; (se quiserem mais plasticidade &#224; cena, sugiro rever algumas imagens dos desenhos do Tigr&#227;o, amigo do ursinho Puff &#8211; na minha &#233;poca era Puff -, quando o grande felino laranja conseguia saltitar com as quatro patas ao mesmo tempo. A Miminha se aproxima muito disso).</p>
	<p>E foi assim que a nobre gata conduziu o pequeno ratinho, diplomaticamente, at&#233; o port&#227;o, onde ent&#227;o o esperan&#231;oso roedor conseguiu vislumbrar o horizonte oferecido pela rua, tomou rumo e desapareceu.</p>
	<p>Ent&#227;o, vejam s&#243; como a natureza nos ensina. Minha gata, que tem l&#225; seus antepassados pelo Maine, deveria, <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FMaine_Coon&amp;i=0&amp;c=09f8d16549bfe471c2bb26a97ce25cd8e02e8621" target="_blank">conforme a Wikipedia</a>, honrar suas tradi&#231;&#245;es de ca&#231;a aos ratos. Mas ela preferiu, sabiamente, a outra parte da sua heran&#231;a gen&#233;tica, muito mais importante nos dias que correm: a <strong>grandeza gentil</strong>.</p>
	<p>Ou seja, com um curr&#237;culo de ca&#231;adas e mortes de passarinhos aqui em casa, ela, com uma simples patadinha, poderia mandar o ratinho goela abaixo em poucos segundos.</p>
	<p>Mas sabe-se l&#225; o que aquele singelo &#8220;Iiiiic!&#8221; despertou no seu nobre, elevado, polido, compassivo e extremamente grande e gentil cora&#231;&#227;o de felina. S&#243; sei que, desta vez, ela preferiu a paz.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Mas vamos chegar no ponto&#8221;</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/08/mas-vamos-chegar-no-ponto/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 11:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Linguagem</category>
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		<description><![CDATA[	Minha sobrinha Cec&#237;lia, l&#225; nos States, est&#225; na final da vers&#227;o do &#8220;Soletrando&#8221; da escola dela.
	E foi s&#243; ela dizer que estava nervosa, que eu aqui j&#225; estou pior que ela.
	Afinal, n&#227;o basta ser tio. Tem que se angustiar junto.
	Mas o melhor de tudo &#233; saber que, independentemente do resultado, uma vit&#243;ria a mais ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Minha sobrinha Cec&#237;lia, l&#225; nos States, est&#225; na final da vers&#227;o do &#8220;Soletrando&#8221; da escola dela.</p>
	<p>E foi s&#243; <strong>ela</strong> <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fpintassilga.blogspot.com%2F2009%2F01%2Fspelling-bee.html&amp;i=0&amp;c=d279d0efb0d704a87b84fc5ea3888c1020919fa5" target="_blank">dizer</a> que estava nervosa, que eu aqui j&#225; estou pior que ela.</p>
	<p>Afinal, n&#227;o basta ser tio. Tem que se angustiar junto.</p>
	<p>Mas o melhor de tudo &#233; saber que, independentemente do resultado, uma vit&#243;ria a mais ou uma a menos, para quem j&#225; ganhou tantas coisas nesses &#250;ltimos dez anos de vida (ou seja, toda a vida), s&#243; o fato de ter chegado &#224; final de um concurso contra tantos falantes nativos &#233; apenas <strong>mais uma</strong> demonstra&#231;&#227;o da capacidade dessa pintassilga.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Constância de espírito</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/06/constancia-de-espirito/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/06/constancia-de-espirito/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 00:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	Para come&#231;ar 2009 satisfatoriamente, decidi tomar uma medida dr&#225;stica: levar uma vida semimonacal (sem h&#237;fen, como manda a lei).
	Lendo um livro que fala basicamente de como um &#8220;completo devasso&#8221; (mas nem tanto) chega &#224;s portas (e aos adentros) de um mosteiro trapista e l&#225; passa a viver por uns bons anos (Thomas Merton &#233; o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Para come&#231;ar 2009 satisfatoriamente, decidi tomar uma medida dr&#225;stica: levar uma vida semimonacal (sem h&#237;fen, como manda a lei).</p>
	<p>Lendo um livro que fala basicamente de como um &#8220;completo devasso&#8221; (mas nem tanto) chega &#224;s portas (e aos <em>adentros</em>) de um mosteiro trapista e l&#225; passa a viver por uns bons anos (Thomas Merton &#233; o nome do indiv&#237;duo), decidi que certas <em>mongitudes </em>t&#234;m seu valor.</p>
	<p>N&#227;o passarei a dormir &#224;s 19h para acordar &#224;s 4h e rezar Laudes antes do nascer do sol. N&#227;o &#233; nesse sentido. Mas pretendo manter um certo ritmo de vida que corresponda &#224; minha natureza &#8211; seja ela l&#225; qual for. Talvez assim, em ritmo comigo mesmo, passe a descobrir de que natureza sou feito.</p>
	<p>Tamb&#233;m n&#227;o &#233; nada muito zen, nem muito new-age. &#201; simplesmente <strong>manter o ritmo</strong>. Tentar acordar no mesmo hor&#225;rio, ir dormir na mesma hora, manter uma alimenta&#231;&#227;o que se mantenha dentro de um gradiente aceit&#225;vel, ter certas rotinas e hor&#225;rios para certas coisas que aceitem rotinas e hor&#225;rios. E, assim, buscar um pouco mais de <strong>harmonia vital</strong>.</p>
	<p>Pode parecer frescura, viadagem ou charme. E pode ser mesmo. N&#227;o sei especificamente aonde quero chegar com isso, mas sei que &#233; um bom caminho. Mas nunca &#233; demais ter um pouco de equil&#237;brio.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>And a happy 2009</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/01/and-a-happy-2009/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/01/and-a-happy-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 17:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
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		<description><![CDATA[	E eis que um novo ano surge, com possibilidades promissoras.
	Por&#233;m, preciso fazer um breve mea culpa por t&#234;-los deixados, car&#237;ssimos/as leitores/as, extremamente solit&#225;rios/as nas &#250;ltimas semanas (e meses). Tentei inventar algumas coisinhas para me obrigar a postar mais seguidamente, mas n&#227;o &#233; que tenha dado muito certo.
	Digamos que, de um certo ponto, a experi&#234;ncia blogueira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>E eis que um novo ano surge, com possibilidades promissoras.</p>
	<p>Por&#233;m, preciso fazer um breve <em>mea culpa</em> por t&#234;-los deixados, car&#237;ssimos/as leitores/as, extremamente solit&#225;rios/as nas &#250;ltimas semanas (e meses). Tentei inventar algumas coisinhas para me obrigar a postar mais seguidamente, mas n&#227;o &#233; que tenha dado muito certo.</p>
	<p>Digamos que, de um certo ponto, a experi&#234;ncia blogueira na minha vida foi perdendo um pouco do vigor, talvez pelas novidades de 2008 e pelas coisas que aconteceram do lado de c&#225; da tela. Mas nem que seja por um mero exerc&#237;cio de escrita, pretendo n&#227;o me desfazer dos blogs neste 2009. Eis a minha promessa de ano novo.</p>
	<p>Pelo menos, um aspecto positivo &#233; que eu consegui cumprir todas as <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2007%2F12%2F31%2Fminhas-10-resolucoes-para-o-ano-novo%2F&amp;i=0&amp;c=4bf69fe701df4ceb2ad935235f934542a1698f6c" target="_blank">minhas resolu&#231;&#245;es de ano novo para o velho 2008</a>. E isso d&#225; esperan&#231;as para 2009.</p>
	<p>Ent&#227;o, nada melhor que iniciar um ano novo rememorando os bons momentos do ano velho. Eis a concretiza&#231;&#227;o disso a seguir, nos melhores momentos deste <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie&amp;i=0&amp;c=a887b85776af2b6bfcf46535e347fc45f8160039" target="_blank">Mosaico</a> em 2008, de acordo comigo mesmo, sim, sinh&#244;.</p>
	<p><strong>Janeiro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F01%2F16%2Fbrasilidades-e-espanholas%2F&amp;i=0&amp;c=8744548660b8030c14409cbaab30e7128e7b95c8" target="_blank">Brasilidades espanholas</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F01%2F17%2Festatisticas-paradisiacas%2F&amp;i=0&amp;c=6c0e2d0bb16bc3c0a5b20a6cfb273de5e8939fc7" target="_blank">Estat&#237;sticas paradis&#237;acas</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F01%2F18%2Fo-que-e-piolho-metafisica%2F&amp;i=0&amp;c=0372c4a91ce0041f3ae5e82d617e0a6c03576775" target="_blank">[ o que &#233; piolho metaf&#237;sica ]</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F01%2F30%2Fcaspa-metafisica%2F&amp;i=0&amp;c=01fcb3fe0fb29d323354a841f21de7ef48c2818c" target="_blank">[ caspa metafisica ]</a></blockquote></p>
	<p><strong>Fevereiro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F14%2Fanimal-house%2F&amp;i=0&amp;c=37d78bf1825b2cc970ad38e36a589857758dd374" target="_blank">Animal House</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F21%2Fmulheres-de-todo-mundo-videos-e-fotos-prazer-e-sexo-e-safadesa%2F&amp;i=0&amp;c=dbba9855825e909ade8b653ab717ec3024c50c72" target="_blank">[ mulheres de todo mundo videos e fotos prazer e sexo e safadesa ]</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F27%2Fportao-dos-infernos%2F&amp;i=0&amp;c=de9093f05fc5de6795fd2cd2df557887f84a56b5" target="_blank">Port&#227;o dos infernos</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F28%2Fse-a-uma-distancia-de-50-metros-da-para-se-ter-certeza-de-um-crime%2F&amp;i=0&amp;c=436a682438fefffc3fed208c8306be8b73e0e0f8" target="_blank">[ se a uma dist&#226;ncia de 50 metros d&#225; para se ter certeza de um crime ]</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F02%2F29%2Fcan-i-play-with-mathness%2F&amp;i=0&amp;c=1218286800581a45757bddecd3ab171c272453e9" target="_blank">Can I play with <em>Mathness</em></a></blockquote></p>
	<p><strong>Mar&#231;o:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F03%2F04%2Fdos-liquidos-humanos-e-de-sua-forca-de-sugestao%2F&amp;i=0&amp;c=bc426005606279e2caaac5830b2036d083a9f481" target="_blank">Dos l&#237;quidos humanos e de sua for&#231;a de sugest&#227;o</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F03%2F06%2Ffucking-rock-and-roll%2F&amp;i=0&amp;c=0521d95b5f3a4626f5a1e8c58b5ff3b09364569f" target="_blank">&#8220;Fucking rock and roll&#8221;</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F03%2F10%2Fatencao-caminheiro-leitor-deste-blog-em-busca-de-um-grande-amor%2F&amp;i=0&amp;c=f5e9722e5d76146e2247ace92ecebcdea0e9e8c3" target="_blank">Aten&#231;&#227;o, caminhoneiro leitor deste blog em busca de um grande amor</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F03%2F27%2Fflatulencia-humana-2%2F&amp;i=0&amp;c=658c61d9fc2a0b13db08cc993298d20d2ad3566c" target="_blank">Flatul&#234;ncia humana &#8211; decorr&#234;ncias e usos</a></blockquote></p>
	<p><strong>Abril:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F04%2F22%2Fshmap-ou-o-dia-em-que-o-moises-caiu-numa-suposta-farsa%2F&amp;i=0&amp;c=ee48a18bb76b88481c852b017870849aee7afbe5" target="_blank">Schmap, ou o dia em que o Mois&#233;s caiu numa suposta farsa</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F04%2F24%2Fsempre-pode-ser-pior%2F&amp;i=0&amp;c=042b4a36591158c3813051bdbad100d80fed0378" target="_blank">Sempre pode ser pior</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F04%2F29%2Ffutgay%2F&amp;i=0&amp;c=76bf75e5707ec8c1c703bc40fd3eb430c03542e6" target="_blank">Futgay</a></blockquote></p>
	<p><strong>Maio:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F06%2Fdesprogramacao-neuronal%2F&amp;i=0&amp;c=e0a3147817720999c52a6242c2f3f3d7c57548be" target="_blank">Desprograma&#231;&#227;o mental</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F14%2Fo-que-voce-faria-se-uma-bakkushan-lhe-menggerumut%2F&amp;i=0&amp;c=30da334b5201f90fe84e26245c20f2977bf004e3" target="_blank">O que voc&#234; faria se uma Bakkushan lhe Menggerumut?</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F16%2Fcomo-os-veterinarios-cuidam-dos-animais%2F&amp;i=0&amp;c=e0a38f36dbd931566916a74a716c944bce903bf3" target="_blank">[ <span class="caps">COMO OS VETERIN</span>&#193;RIOS <span class="caps">CUIDAM DOS ANIMAIS </span>]</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F17%2Fschmap-fui-escolhido%2F&amp;i=0&amp;c=355350488e07e22c9e61426b989a47673150f092" target="_blank">Schmap! Fui escolhido</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F28%2Fo-processo-evolutivo-da-comunicacao-em-gatos%2F&amp;i=0&amp;c=1d22f15582d1f7da4f8a9a32cc2dc8944373502b" target="_blank">O processo evolutivo da comunica&#231;&#227;o em gatos</a></blockquote></p>
	<p><strong>Junho:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F06%2F10%2Fo-dia-em-que-o-google-me-abduziu-pelo-rovani%2F&amp;i=0&amp;c=06e4ad30294bd48f85a84fffb0e83f2a53d08915" target="_blank">O dia em que o Google me abduziu pelo Rovani</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F06%2F18%2Fsobrinhices%2F&amp;i=0&amp;c=7c4de589f076f5416495b279ac81448878ed22a2" target="_blank">Sobrinhices</a></blockquote></p>
	<p><strong>Julho:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F07%2F15%2Fah-eu-to-pegando%2F&amp;i=0&amp;c=24ceabd84a496c15e6be33ddcd2c6fb2ac78a9b7" target="_blank">&#8220;Ah, eu t&#244; pegando!&#8221;</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F07%2F28%2Flirismo-literal%2F&amp;i=0&amp;c=0d0fdd0ca86cafc9045470675a5679fe8a930dd8" target="_blank">Lirismo literal</a></blockquote></p>
	<p><strong>Agosto:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F08%2F14%2Ffazedor-de-xixi%2F&amp;i=0&amp;c=dd93675b6e20f72add1c9eaa0e781b0dbe16f584" target="_blank">Fazedor de xixi</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F08%2F27%2F25-primaveras-veroes-outonos-e-invernos%2F&amp;i=0&amp;c=dc04841d783169e69c8e1511d144a1f36d56c3b1" target="_blank">25 primaveras, ver&#245;es, outonos e invernos</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F08%2F31%2Fda-verdade-quando-bate-a-porta-com-um-leve-atraso%2F&amp;i=0&amp;c=b8e137c91317cacc2309ec35e456254e35b27af7" target="_blank">Da verdade, quando bate &#224; porta, com um leve atraso</a></blockquote></p>
	<p><strong>Setembro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F09%2F17%2Fmudancas-em-silencio%2F&amp;i=0&amp;c=6fe9cede4eb45a798ca2036654e2e05221fb99ad" target="_blank">Mudan&#231;as em sil&#234;ncio</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F09%2F19%2Flet-your-boobs-talk%2F&amp;i=0&amp;c=61b262bfb2d140547738819ba3b31cb6c4f43ddc" target="_blank">Let your boobs talk</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F09%2F20%2F341%2F&amp;i=0&amp;c=a9fb97ad880b912a409ee53fe3b041fdd7779501" target="_blank">Sobre ternos e fotografias</a></blockquote></p>
	<p><strong>Outubro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F10%2F01%2Fa-vida-nao-e-so-um-amontoado-de-conhecidencias%2F&amp;i=0&amp;c=a402e1d2899b75c9fc3cf7bc485cc435893cc16c" target="_blank">[ a vida nao &#233; so um amontoado de conhecidencias ]</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F10%2F02%2F1-ano-de-mosaico%2F&amp;i=0&amp;c=0b61f07a0e18553aaed4257cbc49ee32541c9d17" target="_blank">1 ano de Mosaico</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F10%2F16%2Fda-agroecologia-humana%2F&amp;i=0&amp;c=665b15bd9497672bd6670f382d17f53ba0ebae94" target="_blank">Da agroecologia humana</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F10%2F26%2Fglobalize-ja%2F&amp;i=0&amp;c=499a65907aac4c41d39587e9119ff0e3d20401cf" target="_blank">Globalize j&#225;</a></blockquote></p>
	<p><strong>Novembro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F11%2F04%2Farriba%2F&amp;i=0&amp;c=2e32216c68a93978e75cfcf73573947d4aa0ca4b" target="_blank">Arriba, @!</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F11%2F09%2Fda-irracionalidade-organica-do-ser-humano%2F&amp;i=0&amp;c=c9d3865df3c47aa98b7492e6d8d898ef3df63c44" target="_blank">Da irracionalidade org&#226;nica do ser humano</a></blockquote></p>
	<p><strong>Dezmbro:</strong></p>
	<p>
<blockquote><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F12%2F06%2Fquadruplos-sentidos%2F&amp;i=0&amp;c=d96f1cde8bbf98f163dd30d9d07a05063e2085a4" target="_blank">Qu&#225;druplos sentidos</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F12%2F10%2Fo-fim-do-fim%2F&amp;i=0&amp;c=be9a0c3307d65ae8416b29b5897d4bbd68fc2df5" target="_blank">O fim do fim</a><br />
<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F12%2F15%2Fpreocupado-com-os-problemas-sociais-vai-escutar-mpb-rapaz%2F&amp;i=0&amp;c=47dfe016e02bba74ce8a84bcbf2b7f62165a8d9b" target="_blank">Preocupado com os problemas sociais brasileiros? Vai escutar <span class="caps">MPB</span>, rapaz</a></blockquote></p>
	<p>E que 2009 seja pura perfei&#231;&#227;o. A todos n&#243;s, especialmente aos meus fidel&#237;ssimos leitores e leitoras.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mosaico.blogs.ie/2009/01/01/and-a-happy-2009/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Preocupado com os problemas sociais brasileiros? Vai escutar MPB, rapaz</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/15/preocupado-com-os-problemas-sociais-vai-escutar-mpb-rapaz/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 22:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Jornalismo</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Cientificismos</category>
	<category>Politicagem</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/15/preocupado-com-os-problemas-sociais-vai-escutar-mpb-rapaz/</guid>
		<description><![CDATA[	Imaginemos um jornalista brasileiro. Imaginemos um soci&#243;logo norte-americano. Imaginemos a tem&#225;tica &#8220;sociedades n&#227;o-religiosas s&#227;o geralmente mais satisfeitas/contentes, como a Dinamarca e a Su&#233;cia demonstram empiricamente&#8221;.
	Imaginemos agora uma entrevista daquele com este, tendo como pano de fundo o lan&#231;amento de um livro desse soci&#243;logo sobre a tem&#225;tica.
	E imaginemos a seguinte pergunta com a seguinte resposta:
	
Na sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Imaginemos um jornalista brasileiro. Imaginemos um soci&#243;logo norte-americano. Imaginemos a tem&#225;tica &#8220;sociedades n&#227;o-religiosas s&#227;o geralmente mais satisfeitas/contentes, como a Dinamarca e a Su&#233;cia demonstram empiricamente&#8221;.</p>
	<p>Imaginemos agora uma entrevista daquele com este, tendo como pano de fundo o lan&#231;amento de <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.amazon.com%2FSociety-without-God-Religious-Contentment%2Fdp%2F0814797148&amp;i=0&amp;c=d372b842aa966e330262957be9494d910990a31a" target="_blank">um livro desse soci&#243;logo sobre a tem&#225;tica</a>.</p>
	<p>E imaginemos a seguinte pergunta com a seguinte resposta:</p>
	<p>
<blockquote><strong>Na sua opini&#227;o, qual a explica&#231;&#227;o para a grande maioria da popula&#231;&#227;o que se considera religiosa em pa&#237;ses como o Brasil? Ser&#237;amos menos &#8220;satisfeitos&#8221;?</strong></p>
	<p>Eu n&#227;o sei se as pessoas s&#227;o menos satisfeitas no Brasil por si s&#243;s (todo brasileiro que eu j&#225; conheci era muito feliz e satisfeito!), mas isto eu sei: no Brasil, voc&#234;s t&#234;m taxas mais altas de pobreza, voc&#234;s t&#234;m taxas mais altas de criminalidade, n&#237;veis muito altos de desigualdade, de corrup&#231;&#227;o pol&#237;tica, um sistema de sa&#250;de mais pobre, uma igualdade de g&#234;nero mais fraca etc. Voc&#234;s t&#234;m centenas de milhares de sem-tetos e desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crian&#231;as pedindo comida etc. <em>Claro, voc&#234;s tamb&#233;m t&#234;m Milton Nascimento e Os Mutantes. Ent&#227;o, quem pode reclamar?</em></blockquote></p>
	<p>O grifo &#233; meu. E o pasmo tamb&#233;m.</p>
	<p>Obrigado, academia, pelos teus frutos de <em>&#8220;sabedoria&#8221; </em>que ado&#231;am o meu dia-a-dia.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Graduado em Papai Noelismo</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/13/graduado-em-papai-noelismo/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/13/graduado-em-papai-noelismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 13:17:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Linguagem</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/13/graduado-em-papai-noelismo/</guid>
		<description><![CDATA[	Minha sobrinha Luisa veio aqui no meu quarto, correndo por um pouco de colo e carinho ap&#243;s um leve acidente infantil entre uma cabe&#231;a e o piso da casa (acontece&#8230;).
	L&#225; pelas tantas, e as crian&#231;as gostam de demonstrar que n&#227;o precisam de consolo e que tudo j&#225; passou e que apenas vieram ao nosso encontro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Minha sobrinha Luisa veio aqui no meu quarto, correndo por um pouco de colo e carinho ap&#243;s um leve acidente infantil entre uma cabe&#231;a e o piso da casa (acontece&#8230;).</p>
	<p>L&#225; pelas tantas, e as crian&#231;as gostam de demonstrar que n&#227;o precisam de consolo e que tudo j&#225; passou e que apenas vieram ao nosso encontro porque sabem se aproveitar das oportunidades, ela come&#231;ou outros assuntos diversos &#8211; ela tem 3 aninhos, ent&#227;o seu vocabul&#225;rio ainda &#233; pequeno, mas se vira na fala&#231;&#227;o &#8211; e como fala!</p>
	<p>Ent&#227;o, viu minha foto na parede, trajado de &#8220;formando&#8221;, com aquelas plumas e babados rid&#237;culos. E me perguntou o que era aquilo. Eu tentei explicar. Ela n&#227;o aceitou. E me perguntou &#8220;o que era aquilo&#8221;, por v&#225;rias vezes. E eu respondi outras tantas. Tentativas todas sem resultado. E me perguntou novamente &#8220;o que era aquilo&#8221;, apontando para aquelas coisas brancas despontando na toga preta. E eu perguntei &#8220;e o que &#233;, ent&#227;o?&#8221;. E ela resumiu nestas palavras, fazendo uma desconstru&#231;&#227;o paradigm&#225;tica da cultura contempor&#226;nea e do ensino superior brasileiro:</p>
	<p>
<blockquote>- &#201; uma coisa de Papai Noel.</blockquote></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Do cosmopolitanismo de Porto Alegre</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/11/do-cosmopolitanismo-de-porto-alegre/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 11:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Propaganda</category>
	<category>Jornalismo</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Politicagem</category>
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		<description><![CDATA[	Uma demonstra&#231;&#227;o cl&#225;ssica do cosmopolitanismo (bairrista) de Porto Alegre est&#225; na p&#225;gina de entrada (leiam bem: na p&#225;gina de entrada) do site do principal jornal da capital do Estado.
	
	&#8220;Orgulho de ser ga&#250;cho&#8221; d&#225; nisso. E isso que a guria nem passou na Ufrgs, sen&#227;o a dose seria &#8211; penso &#8211; bem pior.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Uma demonstra&#231;&#227;o cl&#225;ssica do cosmopolitanismo (bairrista) de Porto Alegre est&#225; na p&#225;gina de entrada (leiam bem: na <em>p&#225;gina de entrada</em>) do site do principal jornal da capital do Estado.</p>
	<p><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.clicrbs.com.br%2Fblog%2Fjsp%2Fdefault.jsp%3Fsource%3DDYNAMIC%2Cblog.BlogDataServer%2CgetBlog%26%2338%3Bpg%3D1%26%2338%3Btemplate%3D3948.dwt%26%2338%3Btipo%3D1%26%2338%3Bsection%3DBlogs%26%2338%3Bp%3D1%26%2338%3Bcoldir%3D2%26%2338%3Bblog%3D255%26%2338%3Btopo%3D3951.dwt%26%2338%3Buf%3D1%26%2338%3Blocal%3D1&amp;i=0&amp;c=6e18790b7491c92fc36a657a8da442a868ffdf52" target="_blank"><img src='/images/Filha_vestibular.jpg' alt='' /></a></p>
	<p>&#8220;Orgulho de ser ga&#250;cho&#8221; d&#225; nisso. E isso que a guria nem passou na Ufrgs, sen&#227;o a dose seria &#8211; penso &#8211; bem pior.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O fim do fim</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/10/o-fim-do-fim/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 01:01:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Galeria mosaica</category>
	<category>100 palavras</category>
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		<description><![CDATA[	- Por favor, deixe-me terminar.
	Mas ela n&#227;o deu nada de aten&#231;&#227;o. Virou-se para a janela, abriu bem a vidra&#231;a e debru&#231;ou-se olhando a chuva. Atr&#225;s, o outro morria aos poucos, perdendo o que lhe restava de vida a cada sofrida inspira&#231;&#227;o.
	 &#8211; Por favor, eu lhe pe&#231;o, por favor &#8211; e escandiu bem cada s&#237;laba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>- Por favor, deixe-me terminar.</p>
	<p>Mas ela n&#227;o deu nada de aten&#231;&#227;o. Virou-se para a janela, abriu bem a vidra&#231;a e debru&#231;ou-se olhando a chuva. Atr&#225;s, o outro morria aos poucos, perdendo o que lhe restava de vida a cada sofrida inspira&#231;&#227;o.</p>
	<p> &#8211; Por favor, eu lhe pe&#231;o, por favor &#8211; e escandiu bem cada s&#237;laba -, deixe-me terminar.</p>
	<p>&#8220;Voc&#234; j&#225; teve v&#225;rios anos para &#8216;terminar&#8217;&#8221;, pensou amargamente a mulher. &#8220;E n&#227;o os aproveitou&#8221;, concluiu o racioc&#237;nio. Fechou a janela, deu meia volta e saiu, deixando a porta aberta.</p>
	<p> &#8211; Por favor&#8230; eu s&#243; queria lhe dizer que&#8230;</p>
	<p>E desfaleceu.</p>
	<p><small><em>A categoria </em><a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2Fcategory%2F100-palavras%2F&amp;i=0&amp;c=cf9eb204f94922a68182b584b51d6d5a1cb80f98" target="_blank">100 palavras</a><em> &#233; composta por pequenos contos, todos com apenas 100 palavras, nada mais, nada menos.</em></small></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Quádruplos sentidos</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/06/quadruplos-sentidos/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/06/quadruplos-sentidos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 13:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	Participando de um excelente debate acad&#234;mico ontem (it&#225;lico = ir&#244;nico), confirmei ainda mais minha tese de que &#233; dific&#237;limo encontrar uma verdadeira &#8220;ci&#234;ncia da comunica&#231;&#227;o&#8221;. O que se v&#234; &#233; apenas a inextingu&#237;vel &#8220;comunica&#231;&#227;o da ci&#234;ncia&#8221;, ou seja, tomar um fato comunicacional qualquer e travesti-lo, como uma verdadeira drag queen, com acess&#243;rios e mais acess&#243;rios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Participando de um <em>excelente </em>debate acad&#234;mico ontem (<em>it&#225;lico </em>= ir&#244;nico), confirmei ainda mais minha tese de que &#233; dific&#237;limo encontrar uma verdadeira &#8220;ci&#234;ncia da comunica&#231;&#227;o&#8221;. O que se v&#234; &#233; apenas a inextingu&#237;vel &#8220;comunica&#231;&#227;o da ci&#234;ncia&#8221;, ou seja, tomar um fato comunicacional qualquer e travesti-lo, como uma verdadeira <em>drag queen</em>, com acess&#243;rios e mais acess&#243;rios de outras ci&#234;ncias. Aquilo que faz&#237;amos desde o segundo grau, mas cham&#225;vamos de &#8220;resumo&#8221; e assum&#237;amos que era muito mal feito e n&#227;o colaborava em nada com o mundo ao redor. Por&#233;m, na academia, com a presun&#231;&#227;o elevada a graus inimagin&#225;veis, assistir uma semana de novela e <em>descobrir </em>que os produtos comunicacionais possuem um &#8220;padr&#227;o t&#233;cnico-est&#233;tico ideol&#243;gico&#8221; &#233; considerado uma grande pesquisa. Mas, para mim &#8211; desculpem-me, pesquisadores das m&#237;dias eletr&#244;nicas &#8211; s&#243; me parece um jogo de palavras mais elaborado para dizer aquilo que eu ou&#231;o nas conversas de bar, talvez com palavras bem mais simples e acess&#237;veis &#224; reles p&#250;blica &#8211; por&#233;m a <em>coisa </em>&#233; a mesma. Seria ent&#227;o necess&#225;rio o investimento maci&#231;o de funda&#231;&#245;es do exterior para descobrir o que &#233; fato vis&#237;vel a todos? Ou o dinheiro vem para que o &#243;bvio seja travestido, como <em>Priscila, a Rainha do Deserto</em>, com um pouco de plumas rosas e pare&#231;a uma grande novidade?</p>
	<p>Mas n&#227;o &#233; este o meu tema.</p>
	<p>A quest&#227;o &#233; que, durante as exposi&#231;&#245;es, um mo&#231;ambicano assumiu o p&#250;lpito. E abordou o projeto <strong>Chonga Maputo</strong>. No momento em que ele disse isso, o mundo parou, uma janela de imensid&#227;o se abriu diante de meus olhos e eu vi&#8230; enfim&#8230; algo grande, comprido e grosso. E de genes africanos.</p>
	<p>Olhei para o lado para ver se a vis&#227;o havia afetado apenas a mim, e pareceu que n&#227;o. E ent&#227;o, rapidamente, para se desfazer do labirinto idiom&#225;tico-sexual em que se havia metido (ops&#8230;), ele explicou: <em>chonga</em>, numa das l&#237;nguas mo&#231;ambicanas, &#233; o adjetivo &#8220;belo&#8221;. E Maputo, como voc&#234;s deveriam saber, &#233; a capital de Mo&#231;ambique. Ou seja, <em>Bela Maputo</em>.</p>
	<p>Vejam o que as diferen&#231;as ling&#252;&#237;sticas e culturais podem fazer na vida de uma pessoa. Mesmo que falem portugu&#234;s l&#225; tamb&#233;m, <em>chonga </em>&#233; belo, e n&#227;o cutuca nem um pouco a interpreta&#231;&#227;o dos fatos. Para n&#243;s (n&#227;o no meu caso, para que fique claro), uma chonga pode ser bela, assim como nossas cidades tamb&#233;m podem ser uma chonga. Tudo depende da interpreta&#231;&#227;o e do <em>ir-al&#233;m</em>.</p>
	<p>E o rapaz continuou explicando: o projeto era uma parceria do canal <span class="caps">STV</span> mo&#231;ambicano (parceiro da Rede Globo) para a pintura dos pr&#233;dios da cidade com a mobiliza&#231;&#227;o de parceiros diversos. Ou seja, eles pegariam brochas e dariam uma pintada nos edif&#237;cios. E a&#237; poder&#237;amos chegar ao absurdo:</p>
	<p>
<blockquote>Mo&#231;ambique fica bem mais chonga quando se pega na brocha e se lhe d&#225; uma pintada com a mobiliza&#231;&#227;o de todos os seus parceiros.</blockquote></p>
	<p>Ou melhor:</p>
	<p>
<blockquote>Com as brochas de todos os parceiros, a pintada que se deu em Mo&#231;ambique foi chonga!</blockquote></p>
	<p>E as varia&#231;&#245;es podem ser m&#250;ltiplas. Hm&#8230; cada vez pior. Melhor parar por aqui, antes que eu decida come&#231;ar uma pesquisa a respeito disso.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>100 palavras</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/12/04/100-palavras/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 00:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Literatura</category>
	<category>Propaganda</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>100 palavras</category>
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		<description><![CDATA[	Para evitar a falta de criatividade, temos que ser criativos. Ou copiar id&#233;ias criativas, o que d&#225; quase no mesmo.
	Assim, acabo de criar uma nova categoria para esta baga&#231;a de blog de extrema qualidade, chamada 100 palavras. Cos&#8217;&#232;? Apenas pequenos contos, para alegrar a vida de voc&#234;s e ampliar o espectro da literatura mundial online. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Para evitar a falta de criatividade, temos que ser criativos. Ou copiar id&#233;ias criativas, o que d&#225; <em>quase </em>no mesmo.</p>
	<p>Assim, acabo de criar uma nova categoria para esta baga&#231;a de blog de extrema qualidade, chamada <strong>100 palavras</strong>. Cos&#8217;&#232;? Apenas pequenos contos, para alegrar a vida de voc&#234;s e ampliar o espectro da literatura mundial online. Mas todos com 100 palavras, nada mais, nada menos. <em>Exatamente </em>100 palavras. Podem usar o <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FAbraham_Abulafia&amp;i=0&amp;c=1d19b52e25654aaae5c979b9a5de6e9b793ebe0b" target="_blank">Abulafia</a> (cf. Eco) para confirmar a exatid&#227;o do <em>coiso</em>.</p>
	<p>Mas como toda criatividade tem limites, a minha j&#225; acabou por hoje. Ent&#227;o, aguardem, <em>ansiosos/as</em>, pelo inaugural conto 100 palavras.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Gotas de veneno alquímico</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/28/gotas-de-veneno-alquimico/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 17:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	Tenho me mantido afastado do blog nestes &#250;ltimos dias. E tudo se explica com isto: drogas.
	As drogas t&#234;m se tornado cada vez mais freq&#252;entes na minha vida, diria at&#233; mais do que diariamente. E tudo licitamente. Mas s&#227;o drogas &#8211; desde as homeop&#225;ticas at&#233; as tradicionais.
	S&#227;o 12 gotas homeop&#225;ticas mais um suplemento alimentar (derivado da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Tenho me mantido afastado do blog nestes &#250;ltimos dias. E tudo se explica com isto: drogas.</p>
	<p>As drogas t&#234;m se tornado cada vez mais freq&#252;entes na minha vida, diria at&#233; mais do que diariamente. E tudo licitamente. Mas s&#227;o drogas &#8211; desde as homeop&#225;ticas at&#233; as tradicionais.</p>
	<p>S&#227;o 12 gotas homeop&#225;ticas mais um suplemento alimentar (derivado da cerveja) di&#225;rios e 3 doses semanais de um rem&#233;dio que, de t&#227;o forte, &#233; abortivo (para as mulheres, obviamente).</p>
	<p>Ent&#227;o, <em>calculate frate</em>. E o pior: n&#227;o tenho uma <em>doen&#231;a </em>, propriamente dita. S&#227;o todas medica&#231;&#245;es&#8230; hm&#8230; est&#233;ticas? de preven&#231;&#227;o? de bichice aguda? de frescura?</p>
	<p>Enfim, essa &#233; a minha realidade atual. E espero que compreendam essa minha aus&#234;ncia blogu&#237;stica que em muito afeta a vida de voc&#234;s, como eu posso perceber.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Da irracionalidade orgânica do ser humano</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/09/da-irracionalidade-organica-do-ser-humano/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 19:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
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		<description><![CDATA[	Se eu me considerasse totalmente racional, diria aos meus fol&#237;culos pilosos da regi&#227;o da face que deixassem de gastar energia &#8211; deles e minha &#8211; produzindo a desnecess&#225;ria barba de cada dia e investissem ou reanimassem a comunidade de seus co-irm&#227;os que povoam (com um alt&#237;ssimo &#237;ndice de mortandade e emigra&#231;&#227;o) o meu couro cabeludo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Se eu me considerasse <strong>totalmente racional</strong>, diria aos meus fol&#237;culos pilosos da regi&#227;o da face que deixassem de gastar energia &#8211; deles e minha &#8211; produzindo a desnecess&#225;ria barba de cada dia e investissem ou reanimassem a comunidade de seus co-irm&#227;os que povoam (com um alt&#237;ssimo &#237;ndice de mortandade e emigra&#231;&#227;o) o meu couro <em>cabeludo </em>(que, desde os &#250;ltimos meses, mereceria um novo adjetivo).</p>
	<p>E eles obedeceriam.</p>
	<p>Mas n&#227;o &#233; assim, infelizmente. E isso eu j&#225; estou careca de saber.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Flogging Molly</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/07/flogging-molly/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/07/flogging-molly/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 11:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Música</category>
	<category>Arte</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/07/flogging-molly/</guid>
		<description><![CDATA[	Se algum dia eu gostei de Dropkick Murphys, esse gosto apenas se aprimorou no ano passado, quando conheci a Flogging Molly, valendo todos os elogios de uma &#224; outra (&#233; s&#243; ler no link).
	Como esse gosto teve um excesso de sabor nesta semana, sugiro aqui que voc&#234;s peguem a primeira caneca (de metal, de prefer&#234;ncia) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Se algum dia <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fg7maishenrique.blogs.ie%2F2007%2F02%2F10%2Fdropkick-murphys%2F&amp;i=0&amp;c=df4c6e38ba9322d5c8203a7938864e060d8ed3bd" target="_blank">eu gostei de Dropkick Murphys</a>, esse gosto apenas se aprimorou no ano passado, quando conheci a <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.floggingmolly.com%2F&amp;i=0&amp;c=4a6488b220a6782ee5060a7796c5b6e2e44fa691" target="_blank"><strong>Flogging Molly</strong></a>, valendo todos os elogios de uma &#224; outra (&#233; s&#243; ler no link).</p>
	<p>Como esse gosto teve um excesso de sabor nesta semana, sugiro aqui que voc&#234;s peguem a primeira caneca (de metal, de prefer&#234;ncia) que tenham por perto e encham-na com cerveja preta (para manter o clima). Se n&#227;o tiverem, ok (eu tamb&#233;m n&#227;o tenho e nem bebo). Mas pelo menos vivenciem, internamente, toda a situa&#231;&#227;o, experienciem a sensa&#231;&#227;o, aumentem o som e cantem, como se estivessem numa roda de amigos, todos b&#234;bados, abra&#231;ados em alguma taverna, cantando aos berros esta linda can&#231;&#227;o:</p>
	<p><object width="425" height="344"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WhLLoStX8YM&#38;hl=pt-br&#38;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WhLLoStX8YM&#38;hl=pt-br&#38;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
	<p>Agora revejam a can&#231;&#227;o, prestando especial aten&#231;&#227;o na mudan&#231;a sonora da m&#250;sica aos 1&#8217;30 e depois na virada simples, mas <em>excepcional</em>, da bateria e na sua paradinha ali pelos 1&#8217;45, com a guitarra distorcendo bonito um banjo de fundo. De chorar no cantinho.</p>
	<p>E se gostarem, sugiro ainda <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D7iGesj94AcQ&amp;i=0&amp;c=8d24883e3d8b749ce54552eef5c9b402e57afdc5" target="_blank">Man With No Country</a>, <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DtjcHxl8NyrU&amp;i=0&amp;c=02fa879b962bd990066b8c98ad7101f1c9559fe8" target="_blank">Float</a> e <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DaWlkTPIX2i0&amp;i=0&amp;c=392b2f84d9b0df780680e968444ae19e1b960079" target="_blank">Requiem For a Dying Song</a>. E vejam, por favor, esta vers&#227;o ao vivo de <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2RVfecI1k9w&amp;i=0&amp;c=4b15099b92b1b043a006c41653350fe9a4f25795" target="_blank">Seven Deadly Sins</a>. Nonsense &#233; pouco. Fenomenal.</p>
	<p>Eis porque a Irlanda hospeda o meu blog.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Barack (Saddam) Hussein Obama (Bin Laden)</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/05/barack-saddam-hussein-obama-bin-laden/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 00:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Politicagem</category>
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		<description><![CDATA[	
	N&#227;o sou negro e n&#227;o sou norte-americano. Mas al&#233;m de toda a cobertura midi&#225;tica em cima da elei&#231;&#227;o do Barack Hussein Obama, n&#227;o tenho d&#250;vidas de que foi um momento hist&#243;rico (o que n&#227;o &#233; hist&#243;rico, n&#227;o &#233; verdade?).
	Pois bem, mas gostaria de destacar um pouco das belas no&#231;&#245;es arianas da nossa stupidizia porto-alegrense, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://img.timeinc.net//time/cartoons/20081031/cartoons_10.jpg" alt="" /></p>
	<p>N&#227;o sou negro e n&#227;o sou norte-americano. Mas al&#233;m de toda a cobertura midi&#225;tica em cima da elei&#231;&#227;o do Barack Hussein Obama, n&#227;o tenho d&#250;vidas de que foi um momento hist&#243;rico (o que <strong>n&#227;o &#233;</strong> hist&#243;rico, n&#227;o &#233; verdade?).</p>
	<p>Pois bem, mas gostaria de destacar um pouco das belas no&#231;&#245;es arianas da nossa <em>stupidizia</em> porto-alegrense, que se re&#250;ne em caf&#233;s num programa semanal para debater amenidades com sabor de alta cultura. No &#250;ltimo programa, o prof&#237;cuo debate foi sobre a falta de projetos dos candidatos, especialmente de Obama, que teria apoiado sua candidatura, segundo os <em>s&#225;bios televisivos</em>, na cor de sua pele. E l&#225; pelas tantas veio a bel&#237;ssima frase: &#8220;Ele quer se eleger s&#243; porque &#233; negro&#8221;.</p>
	<p>Os imbecis porto-alegrenses, que t&#234;m muito mais trajet&#243;ria de vida do que eu, parecem n&#227;o conseguir olhar um cent&#237;metro fora do seu &#226;ngulo de vis&#227;o, que abrange apenas vitrines e as se&#231;&#245;es de auto-ajuda e literatura infanto-juvenil das livrarias.</p>
	<p>Mas n&#227;o &#233; o fato da cor do candidato ser relevante que seja incab&#237;vel, mas sim que ainda se d&#234; import&#226;ncia &#224; cor de algu&#233;m, seja candidato a alguma coisa ou n&#227;o, para ter o seu valor. E n&#227;o acredito que eu esteja afirmando algo muito inovador.</p>
	<p>Pois bem, imaginem ouvir hist&#243;rias da sua av&#244; ou de seus pais ou de seus tios que n&#227;o podiam compartilhar os mesmos ambientes que algu&#233;m que possu&#237;sse menos melanina que voc&#234;. Nem os banheiros. Imagine crescer em uma sociedade que ainda mant&#233;m <em>guetos</em>, com tudo o que a palavra e a situa&#231;&#227;o implica, para pessoas &#8220;de cor&#8221; &#8211; e a imprensa n&#227;o se envergonha nem um pouco de utilizar justamente essa terminologia para se expressar a essas &#225;reas. Imagine ter em suas costas o peso de uma tradi&#231;&#227;o e de uma hist&#243;ria de exclus&#227;o e tortura psicol&#243;gica baseada em um pigmento celular d&#233;rmico.</p>
	<p>Fora isso, imagine a mesma hist&#243;ria e tradi&#231;&#227;o de exclus&#227;o e tortura psicol&#243;gica pelo fato de seus antepassados prestarem homenagens a Al&#225;, em vez de Jav&#233;. E ter em seu documento de identifica&#231;&#227;o um nome partilhado com um dos presos pol&#237;ticos mais importantes que os <span class="caps">EUA</span> j&#225; mandou &#224; pena capital e tamb&#233;m algo que lembre o foragido mais procurado em toda a hist&#243;ria norte-americana.</p>
	<p>E imagine ser um jovem pol&#237;tico, que consegue superar toda essa hist&#243;ria e se formar na principal universidade do pa&#237;s, em uma vida percorrida em diversos pa&#237;ses, com diferentes culturas, e na vida cosmopolita de St. Louis e Chicago e depois chegar aos mais altos cargos pol&#237;ticos e derrotar, por ampla margem, o seu advers&#225;rio nas elei&#231;&#245;es (muito mais &#8220;americano&#8221;, mais branco, mais soldado, mais her&#243;i). Sem contar, aqui sim, um fator hist&#243;rico localizado: substituir, com toda essa bagagem, dentro de alguns meses, um <em>farm-rancher </em>do interior do Texas, com amplos conhecimentos de ca&#231;a, machismo e prepot&#234;ncia amparada pela figura do pai.</p>
	<p>Agora, se eu fosse negro e norte-americano, estaria extremamente feliz. Pode ser que n&#227;o mude nada, pode ser que tudo continue na mesma. Mas este momento espec&#237;fico, estes pr&#243;ximos meses, criam uma atmosfera social nunca antes vista naquele pa&#237;s. Seja pelo despertar das consci&#234;ncias, seja pela alta valoriza&#231;&#227;o da luta de vida, al&#233;m da quest&#227;o racial, e pela esperan&#231;a por um pa&#237;s mais justo e &#233;tico, tanto interna quanto externamente. O simples fato de 1) deslocar completamente o eixo de vis&#227;o do americano-roots, totalmente individualista e prepotente; e 2) gerar esperan&#231;a e vida nas milhares de comunidades e organiza&#231;&#245;es alternativas (e aqui, al&#233;m das raciais, entraram de comboio as religiosas, sexuais, pol&#237;ticas, sociais&#8230;) em todo o planeta, realmente marca algo diferente &#8211; hist&#243;rico por obviedade &#8211; mas que ainda levar&#225; seu tempo para que cada imbecil como os midi&#225;ticos porto-alegrenses consigam captar uma pequena parte.</p>
	<p>E eu n&#227;o sou norte-americano e por isso poderia estar me lixando para o que acontece l&#225;. Mas seja pela for&#231;a&#231;&#227;o da m&#237;dia sobre o tema, seja pelas implica&#231;&#245;es pol&#237;ticas reais, seja pelo dom&#237;nio e imperialismo americanos (mas n&#227;o somos at&#233; <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fmosaico.blogs.ie%2F2008%2F05%2F16%2Faos-chinochatos%2F&amp;i=0&amp;c=4fd733b763f0177e8852eb5fff1477edb91a7c40" target="_blank">mais dominados pelos chineses</a>? Pergunto, apenas&#8230;), seja pelo colonialismo local reinante, se at&#233; o Lula implica em modifica&#231;&#245;es l&#225;, imaginem o Obama aqui.</p>
	<p>Nesse sentido, sim, <strong>apenas </strong>pelo fato de ele ser negro, j&#225; vejo como um avan&#231;o gigantesco s&#243;cio-pol&#237;tico e cultural em um pa&#237;s extremamente <em>vitoriano</em>, para se dizer em poucas e belas palavras.</p>
	<p>E todo o resto vem por acr&#233;scimo.</p>
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		<title>Arriba, @!</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/04/arriba/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 11:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Cientificismos</category>
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		<description><![CDATA[	H&#225; algumas semanas, louvei a qualidade da l&#237;ngua italiana por ter, em um de seus ditados populares, a palavra ouri&#231;o. N&#227;o me lembro exatamente do ditado, mas, entre n&#243;s, que temos apenas mosca, p&#225;ssaro, cusco, um ouri&#231;o realmente desperta aten&#231;&#227;o e admira&#231;&#227;o.
	E at&#233; comentei: &#233; assim que se v&#234; o n&#237;vel cultural de um povo.
	Por&#233;m, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>H&#225; algumas semanas, louvei a qualidade da l&#237;ngua italiana por ter, em um de seus ditados populares, a palavra <strong>ouri&#231;o</strong>. N&#227;o me lembro exatamente do ditado, mas, entre n&#243;s, que temos apenas <em>mosca</em>, <em>p&#225;ssaro</em>, <em>cusco</em>, um <strong>ouri&#231;o </strong>realmente desperta aten&#231;&#227;o e admira&#231;&#227;o.</p>
	<p>E at&#233; comentei: &#233; assim que se v&#234; o n&#237;vel cultural de um povo.</p>
	<p>Por&#233;m, ontem me ca&#237;ram os buti&#225;s do bolso.</p>
	<p>Em primeiro lugar, fui ridicularizado em plena aula do supradito idioma. &#201; que os bobalh&#245;es seguiam e seguiam e seguiam falando de umas bobagens sobre ninfas e necromancia (aula de <em>italiano </em>de alt&#237;ssimo n&#237;vel), por&#233;m, o texto que realmente interessava era sobre um <em>parque nacional</em>, que oferecia seus contatos, incluindo e-mails. E ent&#227;o &#8211; plim &#8211; veio de dentro aquele desejo do conhecimento que apenas Newton e Einstein experimentaram um dia: como diabos se fala <strong>arroba </strong>em italiano?</p>
	<p>Em voz alta e retumbante, fiz a quest&#227;o.</p>
	<p>No entanto, a <em>professoressa</em>, esquecendo-se de toda a tradi&#231;&#227;o milenar do alto n&#237;vel cultural italiano, preferiu rir e me perguntar de onde surgia essa quest&#227;o. Ap&#243;s a turma cair na risada, apontando dedos em minha dire&#231;&#227;o, com aquela baba podre que escorria de seus l&#225;bios podres entre suas gargalhadas (ok, eu exagero, mas por uma quest&#227;o est&#233;tica), senti na pele o desejo de responder que o meu interesse por arrobas era para ter uma unidade de medida mais apropriada para poder calcular a massa adiposa que se aglutinava, irremediavelmente, na bunda, nas coxas, na barriga e nos tr&#237;ceps dela. Mas preferi calar-me.</p>
	<p>E ela, por fim, deu a resposta: <strong>chiocciola </strong>ou <strong>chiocciolina</strong>, ou seja, caracol ou caracolzinho.</p>
	<p>E mais buti&#225;s esva&#237;ram-se das minhas cal&#231;as. Como assim <strong><em>caracol</em></strong>??? Onde, todo o n&#237;vel cultural dos ouri&#231;os do povo?</p>
	<p>Como diria o s&#225;bio que gostava de comidas ex&#243;ticas, mais vale um caracol bem cozido do que dois ouri&#231;os crus. E ent&#227;o, vi a Luz.</p>
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		<title>Little girls</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/11/02/little-girls/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 22:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Música</category>
	<category>Gentalha</category>
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		<description><![CDATA[	Hoje baixou a pomba-gira das menininhas black-and-pink em mim, e acabo de baixar o CD da Katy Perry.
	&#201; bom, assumo. Mas &#233; engra&#231;ado ouvir uma guria cantando que beijou outra guria e gostou do gosto (?) do brilho de cereja. &#201; que ela &#233; indecisa: foi tudo t&#227;o errado, foi tudo t&#227;o certo. Mas &#233; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Hoje baixou a pomba-gira das menininhas <em>black-and-pink </em>em mim, e acabo de baixar o CD da <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FKaty_Perry&amp;i=0&amp;c=83765fe12b5adbc067e9d768011ad88dbbf257ec" target="_blank">Katy Perry</a>.</p>
	<p>&#201; bom, assumo. Mas &#233; engra&#231;ado ouvir uma guria <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D3fBdgZUtpBg&amp;i=0&amp;c=4508d2c37f155380a98a6e7bb169950278c17f8f" target="_blank">cantando que beijou outra guria e gostou do gosto (?) do brilho de cereja</a>. &#201; que ela &#233; indecisa: foi tudo t&#227;o errado, foi tudo t&#227;o certo. Mas &#233; que ela tamb&#233;m &#233; &#233;tica: espera que seu namorado n&#227;o se importe.</p>
	<p>J&#225; em outra can&#231;&#227;o, ela pede que o rapaz <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DLhieKbXbX_M&amp;i=0&amp;c=890ff4e83f184033e4dd8d075c5cfca18184f851" target="_blank">cale a boca e ponha o dinheiro onde a boca dele est&#225;</a> (?), pois, segundo ela, &#233; isso que ele merece por ter acordado em <em>Veigas</em>. Mist&#233;rio e desola&#231;&#227;o na cidade da sorte.</p>
	<p>Na c&#233;lebre can&#231;&#227;o da menina contrariada, ela diz para o rapaz:<a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DhXcSI0U0zVU&amp;i=0&amp;c=e503ff802570986fe34557d9155e80583710bc2a" target="_blank"> &#8220;Voc&#234; &#233; t&#227;o gay e nem gosta de rapazes&#8221;</a>. Boa constata&#231;&#227;o &#8211; e muito importante &#8211; para a avalia&#231;&#227;o de um relacionamento.</p>
	<p>Na <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dy-LhyAVzDBI&amp;i=0&amp;c=4f268c33f572eb75cd6af14d85d027454c5ca654" target="_blank">m&#250;sica mais disco-solta-a-franga</a>, ela diz para o menino que ele muda de id&#233;ia tanto quanto as meninas trocam de roupa. Boa m&#250;sica.</p>
	<p>No mais, &#233; outra Lily Allen, <span class="caps">KT </span>Tunstall e essas raparigas que lan&#231;am um CD na vida, mas t&#227;o badalado, que podem passar o resto da vida &#224;s custas apenas dessa edi&#231;&#227;o. E com o <em>plus</em> da renda proveniente de processos sobre paparazzis e revistas de fofocas.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Globalize já</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/globalize-ja/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 23:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Metafísica</category>
	<category>Música</category>
	<category>Cientificismos</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/globalize-ja/</guid>
		<description><![CDATA[	Minhas sobrinhas e algumas amiguinhas estavam aqui em casa hoje. Estas &#250;ltimas vieram buscar os presentes que minha m&#227;e havia trazido dos meus outros sobrinhos d&#8217;al&#233;m-mar para elas. Um dos presentes era uma esp&#233;cie de iPod (hi-tech children, baby), que infantilmente tocava apenas r&#225;dio (hi-tech children, baby, but with restrictions).
	Minha sobrinha mais velha (do Brasil), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Minhas sobrinhas e algumas amiguinhas estavam aqui em casa hoje. Estas &#250;ltimas vieram buscar os presentes que minha m&#227;e havia trazido dos meus outros sobrinhos d&#8217;al&#233;m-mar para elas. Um dos presentes era uma esp&#233;cie de iPod (<em>hi-tech children, baby</em>), que infantilmente tocava apenas r&#225;dio (<em>hi-tech children, baby, but with restrictions</em>).</p>
	<p>Minha sobrinha mais velha (do Brasil), preocupada com os limites da t&#233;cnica (cf. R&#252;diger), me pergunta:</p>
	<p>
<blockquote>- Mas, tio, esse iPod vai tocar m&#250;sica ga&#250;cha em ingl&#234;s?</blockquote></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Chuva, chuvisco, chuvarada</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/chuva-chuvisco-chuvarada/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/chuva-chuvisco-chuvarada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 13:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Música</category>
	<category>Arte</category>
	<category>Vida lá fora</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/chuva-chuvisco-chuvarada/</guid>
		<description><![CDATA[	Depois de 72 horas (ou j&#225; s&#227;o at&#233; mais?) banhados pelas finas gotas que caem deste c&#233;u do Sul, nada melhor do que desumedecer um pouco a vida com boa m&#250;sica.
	Por isso, aumentem o volume, afastem as cadeiras da sala e d&#234;em o play:
	


	E, dentro da mesma tem&#225;tica e umidade, sugiro tamb&#233;m &#8220;As pererecas sapecas&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Depois de 72 horas (ou j&#225; s&#227;o at&#233; mais?) banhados pelas finas gotas que caem deste c&#233;u do Sul, nada melhor do que desumedecer um pouco a vida com boa m&#250;sica.</p>
	<p>Por isso, aumentem o volume, afastem as cadeiras da sala e d&#234;em o play:</p>
	<p><object width="425" height="344"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yGi5tI1-Ycg&#38;hl=pt-br&#38;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yGi5tI1-Ycg&#38;hl=pt-br&#38;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
	<p>E, dentro da mesma tem&#225;tica e umidade, sugiro tamb&#233;m <a href="http://mosaico.blogs.ie/go.php?u=http%3A%2F%2Fbr.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DWWnBnQuRezg%26%2338%3Bfeature%3Drelated&amp;i=0&amp;c=24394cb686be92cf2c1472ad15f7d4933ddd8f1f" target="_blank">&#8220;As pererecas sapecas&#8221;</a>. Sem duplos sentidos, por favor, porque este aqui &#233; um blog de fam&#237;lia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/26/chuva-chuvisco-chuvarada/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Incomodativo, eu?</title>
		<link>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/24/incomodativo-eu/</link>
		<comments>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/24/incomodativo-eu/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 23:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Linguagem</category>
	<category>Baixaria</category>
	<category>Politicagem</category>
		<guid>http://mosaico.blogs.ie/2008/10/24/incomodativo-eu/</guid>
		<description><![CDATA[	Aprendam um pouco do supra-sumo da delicadeza profissional. E para n&#227;o trocar alhos por bugalhos, codifiquei a mensagem com frutas e verduras. Sigilo profissional, entendem?
	
&#8212;&#8212;- Mensagem original&#8212;&#8212;
De: ABOBRINHA 
Para: Mim
Enviadas: Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008 18:34:14
Assunto: SALADA DE FRUTAS E VERDURAS
	Boa tarde, Sbardelotto. Vai em anexo a BERINJELA, solicitada como urgente, da MELANCIA com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Aprendam um pouco do supra-sumo da delicadeza profissional. E para n&#227;o trocar alhos por bugalhos, codifiquei a mensagem com frutas e verduras. Sigilo profissional, entendem?</p>
	<p>
<blockquote>&#8212;&#8212;- Mensagem original&#8212;&#8212;<br />
<strong>De: </strong><span class="caps">ABOBRINHA </span><nonono @nonono.com.br><br />
<strong>Para: </strong>Mim<br />
<strong>Enviadas:</strong> Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008 18:34:14<br />
<strong>Assunto: </strong><span class="caps">SALADA DE FRUTAS E VERDURAS</span></p>
	<p>Boa tarde, Sbardelotto. Vai em anexo a <span class="caps">BERINJELA</span>, <u><strong>solicitada como urgente</strong></u>, da <span class="caps">MELANCIA</span> com o <span class="caps">PEPINO</span> sobre o <span class="caps">ABACATE</span>. <u><strong>Com votos de um &#243;timo fim de semana, que espero agora poder desfrutar mais descansadamente</strong></u>, um forte abra&#231;o.<br />
Prof. <span class="caps">ABOBRINHA </span></nonono></blockquote></p>
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		<title>Jornalistas, esses bobinhos, feios e caras-de-chulé</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 22:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moisés Sbardelotto</dc:creator>
		
	<category>Ego</category>
	<category>Jornalismo</category>
	<category>Vida lá fora</category>
	<category>Gentalha</category>
	<category>Baixaria</category>
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		<description><![CDATA[	Pensate, frate: n&#227;o &#233; interessante quando um m&#233;dico precisa ir ao m&#233;dico? Ou quando uma enfermeira &#233; baixada e precisa da ajuda de outra enfermeira? Ou quando um professor precisa ter aulas de algo que n&#227;o sabe e tem que prestar aten&#231;&#227;o a um professor? Ou quando um pol&#237;tico &#233; roubado?
	Sim, &#233; curioso.
	Pois hoje, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><em>Pensate, frate</em>: n&#227;o &#233; interessante quando um m&#233;dico precisa ir ao m&#233;dico? Ou quando uma enfermeira &#233; baixada e precisa da ajuda de outra enfermeira? Ou quando um professor precisa ter aulas de algo que n&#227;o sabe e tem que prestar aten&#231;&#227;o a um professor? Ou quando um pol&#237;tico &#233; roubado?</p>
	<p>Sim, &#233; curioso.</p>
	<p>Pois hoje, o feiti&#231;o caiu sobre mim. E foi num programa de r&#225;dio, sendo entrevistado.</p>
	<p>Como tinha que falar sobre algo que ainda est&#225; sendo constru&#237;do (e que se refere ao meu atual trabalho), pedi que n&#227;o perguntassem nada a respeito das primeiras a&#231;&#245;es que ser&#227;o tomadas, porque ainda n&#227;o foram definidas. &#8220;Ok?&#8221;. &#8220;Ok&#8221;.</p>
	<p>Depois da primeira pergunta, gen&#233;rica e incolor, vem a segunda: &#8220;Quais ser&#227;o as primeiras a&#231;&#245;es que ser&#227;o tomadas por voc&#234;s?&#8221;.</p>
	<p>Sinapseei, como manda a mais pura biologia, e j&#225; ia partir para a primeira rea&#231;&#227;o instintiva, como manda a mais pura biologia. E a&#237;, agrade&#231;amos a Freud que nos presenteou com o Superego, reprimi-me, como manda a mais pura psicologia.</p>
	<p>E <em>tentei </em>responder. &#202;nfase profunda e amarga no <em>&#8220;tentei&#8221;</em>.</p>
	<p>Claro, sempre simp&#225;tico e gentil, com aquela cara de <em>&#8220;who farted?&#8221;</em>.</p>
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