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	<title>Mulheres Piedosas</title>
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	<title>Mulheres Piedosas</title>
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		<title>“E Se o Pior Chegar? Como Deus Acalma o Coração Amedrontado” Por Courtney Reissig</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 15:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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<p>Más notícias nos rodeiam por toda parte. Se você rolar os&nbsp;<em>feeds</em>&nbsp;das suas redes sociais, ligar a TV para ver o jornal ou até mesmo andar pela fila do caixa no mercado, você será confrontando com notícias ruins: guerras e ameaças de guerras. Assassinato. Injustiça. Luto. Em circunstâncias normais, as más notícias já estavam nos rodeando por toda parte. Agora, em meio a uma pandemia, elas são nossas amigas próximas — e constantes.</p>



<p>Nós nos acostumamos com esse tipo de má notícia em nossa sociedade conectada. Sua distância de nós nos ajuda a lidar com elas de uma forma um pouco melhor. Podemos nos entristecer à primeira vista (ou quando a ouvimos pela primeira vez), mas logo superamos aquilo com o rolar de nosso polegar. O grande volume de más notícias, já é suficiente para nos dessensibilizar com o horror delas.</p>



<p>Entretanto, há outro tipo de notícia ruim com a qual é difícil de lidar: a pessoal. Ela é inesperada. Pode ser fatal. Uma consulta de rotina no médico se transforma numa ida ao hospital. A esposa volta de casa e descobre que seu marido a abandonou, levando seu amor e suas posses com ele. O telefone toca e nos informa sobre a morte de um pai, um amigo, um primo. Um emprego, antes tão seguro, simplesmente desaparece em meio à agitação econômica. Em um instante, o mundo se torna confuso e cheio de terror. A vida muda na presença de uma má notícia.</p>



<p><strong>Pegos de Surpresa Por Uma Má Notícia</strong></p>



<p>Eu tive minha cota de más notícias na vida adulta. Eu estive na sala de ultrassom quando o técnico não foi capaz de achar o batimento cardíaco. Eu levei uma criança no médico apenas para descobrir que ela na verdade precisava de cirurgia, ou de terapia prolongada ou então precisaria dar entrada no hospital. Eu ouvi médicos explicando a fragilidade da minha própria vida. Eu recebi e-mails decepcionantes e cartas de rejeição. É por isso que este verso tem sido meu mantra nesses últimos dois anos:</p>



<p>“Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor.” (Salmos 112:7)</p>



<p>Mas mesmo com todas essas chegadas inesperadas de notícias ruins, houve uma que eu não estava preparada para ouvir: “Você tem câncer”. Eu passei a maior parte da última década tentando aceitar o que parecia ser um ciclo sem fim de más notícias. Essa foi uma que me deixou cambaleante, buscando desesperada por fé enquanto o futuro parecia desolador.</p>



<p>Talvez eu seja capaz de lidar com uma situação difícil quando estou preparada mentalmente para ela, mas, quando sou pega de surpresa por uma má notícia, me percebo sem chão. Eu enfrentei várias circunstâncias realmente assustadoras, mesmo para aqueles ao redor de nós que são cheios de fé. Talvez você também tenha enfrentado — seja um diagnóstico médico que põe sua vida em risco, uma necessidade súbita por uma cirurgia, doença atrás de doença ou múltiplos alarmes falsos. Deus continua a me forçar a reconsiderar a resposta do meu coração diante de uma notícia ruim.</p>



<p><strong>O Ponto Decisivo</strong></p>



<p>Um momento em particular do ano passado foi o ponto decisivo para mim. Tivemos um susto com um de nossos meninos que poderia ter resultado numa cirurgia de emergência. Não conseguia nem imaginar que ele poderia sair do hospital sem fazer a cirurgia. Estava preparada para o pior, porque muitas vezes parece que recebemos a “carta” do pior cenário possível. Depois de meses de visitas ao hospital, cirurgias, exames surpresas e várias despesas médicas, eu estava convencida, novamente, de que nossa família voltaria ao hospital. Mas não voltamos.</p>



<p>Ainda não consigo parar de reviver esse momento na minha cabeça. Eu quero o tipo de confiança que o salmista tem nos Salmos 112 — isto é, não ter medo de uma má notícia, mas, em vez disso, me amparar no Senhor. Aos poucos o Senhor tem trabalhado isso em mim. Em cada consulta médica, nas quais estou segurando ansiosamente minha respiração enquanto o médico olha meu filho, eu sou forçada a acreditar nesse versículo novamente.</p>



<p>E então Deus me deu uma nova chance de viver esse versículo, mas, dessa vez, eu não saí do consultório médico com boas notícias. Eu saí de lá com um diagnóstico de câncer e a necessidade de uma cirurgia repentina. Naqueles dias e semanas amedrontadores, enquanto eu esperava o diagnóstico final e a recuperação da cirurgia, Deus colocou esse versículo em meu coração novamente. “Nele você pode confiar. Más notícias virão, mas nele você pode confiar”. Mesmo que eu tenha acreditado no pior, agora consigo ver que nesses momentos de sofrimentos prolongados Deus está trabalhando algo mais profundo em mim, algo que eu não teria entendido se não tivesse sido pega de surpresa pelo sofrimento.</p>



<p>Nós podemos confiar em Deus. Mesmo quando as más notícias chegam. Essa é a parte difícil desses Salmos — ele nos força a lidar com a incerteza da vida, mas o faz do ponto de vista privilegiado da confiança no Senhor.</p>



<p><strong>Um Mundo Feito por Nós</strong></p>



<p>O salmista fala de sua própria experiência. Ele vê o bom fruto que é produzido na pessoa que confia no Senhor. Ele prospera na terra (Salmos 112.2-3). E porque ele confiou no Senhor, sua vida abençoa diretamente aqueles ao seu redor (Salmos 112.9-10). O salmista pode fazer uma afirmação ousada como a dos Salmos 112.7 porque ele viu o que uma vida de confiança pode fazer numa pessoa. E ele quer que nós tenhamos essa vida também.</p>



<p>Eu passei muito tempo criando cenários em minha cabeça para que, quando as más notícias chegassem, eu estivesse preparada. Mas o que o salmista está dizendo é totalmente diferente de uma confiança “planejada”.</p>



<p>Qualquer pessoa pode ter uma confiança “planejada”, se enraizada num ambiente controlado (ou em um que se imagina controlar). É apenas quando o imprevisto chega que percebemos que, na verdade, estávamos confiando num mundo feito por nós, e não no Deus que é soberano sobre tudo. Quando produzo cenários na minha cabeça, sou incapaz de viver a vida frutífera sobre a qual o salmista fala: uma vida de confiança no Senhor, a qual leva a uma vida que abençoa aqueles ao redor de mim.</p>



<p><strong>Nossa Realidade Imutável</strong></p>



<p>Para chegar nesse ponto de confiança, não significa que precisamos fingir que o pior não pode acontecer a nós. Significa simplesmente que estamos confiando numa realidade imutável, incapaz de ser alterada quando as más notícias chegarem.</p>



<p>Nós sabemos que o mundo é um lugar perigoso. Sabemos que a vida num mundo caído significa que nosso pior pesadelo pode acontecer a qualquer momento. O antídoto contra o medo pelo pior não é ignorar a realidade. Isso não irá nos amparar quando recebermos aquela ligação ou aquele diagnóstico. Em vez disso, o coração do salmista está enraizado em Deus, que nunca muda. Então, não importa o que aconteça, ele confiará em Deus.</p>



<p>As más notícias podem vir, mas não iremos temê-las. A razão disso está em quem Deus é, e não no que podemos controlar. O salmista é capaz de se manter firme por causa de algo que está fora dele mesmo. As notícias ruins podem chegar, mas ele está ancorado no Senhor. Sua confiança está em Deus, então, mesmo quando a tempestade de más notícias se agitar ao redor dele, ele estará firme e seguro.</p>



<p><strong>A Palavra Imutável de Deus</strong></p>



<p>O que é dito sobre o Senhor que ajudou o salmista a confiar Nele quando ele pensou nas más notícias? No começo dos Salmos, nos é dito que uma vida abençoada é aquela que se compraz nos mandamentos de Deus (Salmos 112.1). Essa é uma mensagem narrada por todo o livro de Salmos. Os Salmos 1 começam assim:</p>



<p>“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1.1-2)</p>



<p>Os salmistas não disfarçam a realidade da vida num mundo caído. Eles geralmente enfrentam a vida de cabeça erguida. Algumas vezes eles fazem isso com uma porção de questões feitas a Deus. Algumas vezes eles fazem isso com uma confiança irresoluta. Outras vezes eles misturam tudo, porque a vida pode ser uma bagunça confusa de confiança e luto. Mas a rocha de alicerce que os faz continuar é seu prazer na Palavra de Deus.</p>



<p>Eles meditam nela. Eles a conhecem. Eles são sustentados por ela. E, como resultado, eles não temem quando as más notícias chegam. Eles não naufragam sua fé quando o sofrimento os aflige. E eles esperam em Deus, sabendo que um dia eles irão louvá-lo, mesmo que não estejam naquele momento (Salmos 42.5, 11; 43.5).</p>



<p><strong>Afinidade com o Sofrimento</strong></p>



<p>Eu gostaria de dizer que passei a pior parte na luta contra meu medo pelas más notícias. Estou melhorando, mas meu coração ainda parece parar quando entro no consultório médico. Talvez ele sempre pare. O câncer parece fazer isso com uma pessoa. O mundo é um lugar perigoso e, mesmo que eu confie que Deus permanecerá fiel em meio a qualquer tempestade, eu não amo notícias ruins. Tenho certeza que você também não.</p>



<p>Entretanto, os Salmos nos ajudam a sabermos que não estamos sozinhos. Não somos os primeiros a receber um diagnóstico difícil ou um resultado incerto. Não somos os primeiros a encarar o longo túnel do sofrimento, perguntando-se como Deus irá resolver tudo aquilo. Mas somos reunidos junto a uma grande nuvem de testemunhas que acharam Deus suficiente para sustentá-los por todo o caminho até o final. Essa é nossa âncora quando as notícias ruins nos assustam.</p>



<p>Quando estamos com medo do resultado do diagnóstico, lembramo-nos de que Deus é bom para todos (Salmos 145.9). Quando o medo não nos deixa, lembramo-nos dos Salmos 46.1: “Deus é […] socorro bem-presente nas tribulações”. Quando não parece que andaremos com o Senhor na terra dos viventes (Salmos 27.13), lembramo-nos de que os Salmos começam assim: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos” (Salmos 1.6). A forma que os salmistas enfrentam essa situação é conhecendo Deus, e a forma pela qual eles conhecem Deus é conhecendo sua Palavra.</p>



<p>Más notícias nos rodeiam por toda parte. Elas irão chegar até nós. E com elas chega também uma multidão de medos. Mas como os Salmos 2 nos lembram, há um Rei governando todas as coisas. Ele nos liberta do medo e nos dá palavras para enfrentarmos nossa batalha. Notícias ruins podem nos assustar, mas elas nunca nos destruíram de fato.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p> <a href="https://twitter.com/courtneyreissig">Courtney Reissig</a> é esposa, mãe e mora em Little Rock, Arkansas, nos Estados Unidos. É autora de “Teach Me to Feel: Worshiping Through the Psalms in Every Season of Life” [Ensine-me a Sentir: Adorando Através dos Salmos em Cada Estação da Vida] e “Feminista sem saber: como voltar a amar o plano de Deus para as mulheres”.</p>



<p><a href="https://www.desiringgod.org/articles/what-if-the-worst-comes#modal-712-1">Esse texto foi originalmente publicado no blog Desiring God</a> e traduzido com a permissão do autor. Tradução: Rebeca Falavinha.</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;O uso de imagens no ensino bíblico infantil&#8221; Por Victor Ximenes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem de nós, ao olhar para os olhinhos curiosos dos pequenos já não se sentiu minúsculo diante da gigantesca tarefa de lhes apresentar o Deus Todo-Poderoso? Comopais é no aconchego do lar e na simplicidade da rotina que o mandato de Deuteronômio6.4-9 nos alcança: somos chamados a falar do Senhor ao deitar, ao levantar, caminhandoou &#8230; ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem de nós, ao olhar para os olhinhos curiosos dos pequenos já não se sentiu <br>minúsculo diante da gigantesca tarefa de lhes apresentar o Deus Todo-Poderoso? Como<br>pais é no aconchego do lar e na simplicidade da rotina que o mandato de Deuteronômio<br>6.4-9 nos alcança: somos chamados a falar do Senhor ao deitar, ao levantar, caminhando<br>ou estando em casa. Como servos do Senhor, na igreja local, como professores e<br>pastores, também experimentamos o a alegria de apresentar o evangelho às gerações,<br>na pregação, nas aulas do departamento infantil, ou mesmo nas conversas<br>intergeracionais. Desejamos que todos, especialmente as crianças, conheçam e amem a<br>Jesus!</p>



<p>No entanto, vivemos em um mundo saturado de telas, animações coloridas e estímulos<br>visuais, e temos sido pressionados a adotar atalhos pedagógicos. Cartazes com rostos de<br>Jesus, Bíblias infantis repletas de ilustrações divinas e vídeos bíblicos… tudo parece tão<br>inocente e útil para reter a atenção das crianças. Mas será que ao tentarmos facilitar o<br>ensino, não estamos violando o próprio padrão que o Senhor estabeleceu?¹</p>



<p>Neste breve texto pretendo compartilhar algumas reflexões que analisam a teologia<br>bíblica, a tradição reformada, os Padrões de Westminster e o uso de imagens na<br>instrução de nossas crianças. Convido você a pausar sua rotina por alguns instantes,<br>pegar uma xícara de café e pensar um pouco sobre a pureza e beleza do ensino da<br>Palavra de Deus em nossos lares, como o Senhor estabeleceu que deve ser.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a99a8c6a5744a3d3f3a97177a44aa4fa" style="font-style:italic;font-weight:600">O Deus Invisível e o Zelo da Igreja do Lar e da Igreja Pública</li>
</ol>



<p>Muitas vezes, pensamos que o Segundo Mandamento (“Não farás para ti imagem de<br>escultura, nem semelhança alguma…”) é uma regra apenas para a liturgia da igreja aos<br>domingos. Mas a verdade é que o zelo de Deus pela Sua própria adoração começa no<br>seio da família do pacto.<br>____________________</p>



<p style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500">¹ Sem falar, claro, no próprio prejuízo neurológico – na plasticidade cerebral das crianças -, e outros como na capacidade de atenção e a socialização das crianças.</p>



<p>Deus é espírito, infinito, eterno e incompreensível. A Sua essência é invisível aos olhos<br>mortais. Quando tentamos dar um “rosto” físico a Deus Pai ou representá-Lo como um<br>ancião de barba branca (uma clara influência da arte renascentista que nada tem de<br>bíblica), nós rebaixamos a glória divina e domesticamos a Sua santidade.²</p>



<p>O grande reformador João Calvino nos lembrava que a mente humana é uma fábrica<br>contínua de ídolos.³ A mente infantil não é diferente! Ao ver uma ilustração de Deus, a<br>criança automaticamente fixa aquela imagem física em sua mente, cometendo o que os<br>puritanos chamavam de idolatria mental. O que ela passa a adorar e a imaginar em suas<br>orações não é o Deus infinito revelado nas Escrituras, mas o desenho que ela viu no livro.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">E quanto às imagens de Jesus? O dilema do Deus-Homem</li>
</ol>



<p>Este é, sem dúvida, o ponto mais sensível nas salas de aula infantis e nos nossos<br>momentos de culto doméstico. O argumento comum que ouvimos é: “Mas Jesus se encarnou! Ele teve um corpo real e foi visto por homens. Por que não podemos desenhá-lo?”</p>



<p>A teologia bíblica e reformada clássica nos responde com um amor profundo à pessoa de<br>Cristo. Nosso Salvador é o Deus-Homem, possuindo duas naturezas — divina e humana<br>— de forma inseparável.</p>



<p>Se o desenho de uma Bíblia infantil retrata apenas a natureza humana de Cristo (um<br>homem loiro ou de traços europeus de cabelos compridos), ele está operando uma<br>separação visual onde as duas naturezas são isoladas. Na história da Igreja, separar as<br>naturezas de Cristo é cair na heresia do Nestorianismo.⁴ </p>



<p>____________________</p>



<p style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500">² Quero tomar emprestado o termo que C.S. Lewis utilizou em “O Leão, o Guarda Roupa e a Feiticeira”: — “Ele há de vir e há de ir-se — disse o Sr. Castor. — Num dia vocês o verão, no outro não. Ele não gosta de se sentir preso… e, claro, há outras terras que precisam da atenção dele. Mas não há com que  se preocupar: ele aparecerá de repente quando menos esperarmos. O importante é saber que ele não gosta de ser controlado. Ele não é um leão domesticado, vocês sabem”. LEWIS, Clive Staples. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. São Paulo: Martins Fontes, 2002. cap. 17, p. 198-200. (Série As Crônicas de Nárnia).<br>³ CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v. 1, Livro I, Capítulo 11, Seção 8, p. 117-118. Nesse capítulo (intitulado &#8220;É ímpio atribuir a Deus uma forma visível, e, de modo geral, decai para a idolatria quem quer que erija para si imagens&#8221;), Calvino argumenta que a idolatria não surge primeiramente de fontes externas, mas da própria imaginação humana decaída, que constantemente tenta criar representações tangíveis para controlar ou domesticar a glória do Deus invisível.<br>⁴ O Nestorianismo, heresia cristológica atribuída a Nestório (c. 386–450 d.C.), Patriarca de Constantinopla, foi formalmente condenado no Concílio de Éfeso (431 d.C.). Esta doutrina sustentava que em Jesus Cristo não havia apenas duas naturezas, mas duas pessoas distintas: uma pessoa humana (o homem Jesus) e uma pessoa divina (o Logos), unidas de forma puramente moral ou acidental. No contexto do aniconismo reformado, a tentativa de retratar visualmente apenas a fisionomia humana de Jesus é considerada uma forma prática de nestorianismo, pois divide a pessoa indivisível do Mediador, apresentando a Sua humanidade como se ela existisse ou pudesse ser contemplada de forma autônoma e separada de Sua divindade. Para uma análise exegética da relação entre a união hipostática e a proibição das imagens de Cristo, cf. VANDRUNEN, David. Pictures of Jesus and the Sovereignty of Divine Revelation. The Confessional Presbyterian, v. 5, p. 214–227, 2009. Vid. também HYDE, Daniel R. In Living Color: Images of Christ and the Means of Grace. Grandville, MI: Reformed Fellowship, 2009, cap. 3, p. 45–58.</p>



<p>Se tentamos dizer que aquela imagem representa o Cristo completo, estamos tentando<br>circunscrever e limitar a divindade invisível do Filho a um punhado de traços humanos e<br>finitos de tinta — o que desonra a Sua glória e descamba para o Monofisismo.⁵</p>



<p>Como bem asseverou o teólogo John Murray, uma imagem de Jesus é necessariamente<br>apenas a imagem de um homem comum, e não do Cristo Deus-homem em Sua pessoa<br>indivisível. Por essa razão, os teólogos de Westminster foram explícitos ao elaborar as<br>nossas confissões, rejeitando toda e qualquer tentativa de representar a Divindade em<br>qualquer das suas Pessoas, conforme veremos nos recursos teológicos que guiam nossa<br>fé.</p>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">O Culto e a Maternidade na Aliança: Como Ensinar sem Imagens?</li>
</ol>



<p>O fato de não utilizarmos imagens de Deus ou de Jesus não empobrece o nosso ensino.<br>Ao contrário, ele o liberta para depender exclusivamente dos meios que o próprio Senhor<br>designou e abençoou! Nossos filhos não precisam de “muletas visuais” para crer. A fé vem<br>pelo ouvir da Palavra de Cristo (Romanos 10.17).</p>



<p>Aqui estão caminhos bíblicos e profundamente reformados para instruirmos os pequenos<br>na pureza da aliança:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:italic;font-weight:400">Leitura Viva e Narração Bíblica</li>
</ul>



<p>A Palavra de Deus é rica em imagens literárias e dramaticidade. Leia a Bíblia diretamente<br>para os pequenos. Use sua voz, mude a entonação e faça perguntas. Permita que o Espírito Santo, por meio do texto lido, guie a imaginação natural e saudável da criança,<br>em vez de impor a ela a interpretação fabricada por um artista.</p>



<p style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500">___________________<br><br>⁵ O Monofisismo, heresia cristológica formulada principalmente por Êutiques (c. 378–454 d.C.) e condenada pelo Concílio de Calcedônia (451 d.C.), defendia que em Jesus Cristo havia apenas uma única natureza (a divina, que teria absorvido a humana após a Encarnação), negando a coexistência de Suas duas naturezas distintas. No âmbito da teologia reformada confessional e da aplicação do Segundo Mandamento, a tentativa de capturar ou representar o &#8220;Cristo completo&#8221; (Sua pessoa divina e humana unidas) em uma imagem material é apontada como um monofisismo prático. Isso ocorre porque o ato de delimitar a divindade infinita e invisível do Filho a traços geométricos e pigmentos de tinta confunde o divino com o humano, reduzindo e deificando a forma criada em detrimento da transcendência espiritual e inconfundível do Mediador. Cf. CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v. 1, Livro I, Capítulo 11, Seção 12, p. 122–123. Vid. também SPROUL, R. C. Somos Todos Teólogos: Uma Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Fiel, 2017, p. 112–115.</p>



<p style="font-size:12px;font-style:italic;font-weight:500"></p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:italic;font-weight:400">A Beleza dos Catecismos</li>
</ul>



<p>Os puritanos nos deixaram um legado educacional maravilhoso: os catecismos! O uso do<br>Breve Catecismo ou do Catecismo Infantil Puritano de 127 Perguntas (com perguntas e<br>respostas simples como “Quem fez você?” “Deus!”) treina a mente da criança com<br>conceitos teológicos sólidos e palavras bíblicas, sem a necessidade de imagens.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:italic;font-weight:400">A Memorização das Escrituras</li>
</ul>



<p>Peça ao Senhor para que Ele lhe dê a graça de ser um instrumento para gravar a Palavra<br>no coração deles. Crianças pequenas têm uma capacidade incrível de memorização.<br>Versículos curtos sobre os atributos de Deus formam um alicerce que as protegerá das<br>mentiras do mundo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:italic;font-weight:400">Artes e Auxílios Permitidos</li>
</ul>



<p>Nós podemos e devemos usar recursos visuais que não representem a divindade! Mapas<br>das viagens do apóstolo Paulo, maquetes do Tabernáculo, ilustrações de barcos, animais,<br>plantas, e até desenhos de personagens puramente humanos (como Moisés no deserto,<br>Davi com a funda, ou Noé na arca, sem desenhar a imagem de Deus) são excelentes<br>ferramentas históricas e geográficas que não violam o mandamento.</p>



<ol start="4" class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">Aprofundando as Nossas Raízes</li>
</ol>



<p>Para nós o estudo sério da teologia não é um dever meramente acadêmico, mas um<br>exercício de piedade prática e amor ao Senhor. Se você deseja aprofundar suas raízes e<br>compreender o porquê de guardarmos zelosamente os nossos lares e classes infantis de<br>tais representações, encorajamos calorosamente a leitura e o estudo dos seguintes<br>recursos de nossa herança confessional:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">Os Padrões de Westminster (Disponíveis no site oficial da IPB)</li>
</ul>



<p>A nossa herança doutrinária nos fornece uma bíblica e consequentemente maravilhosa e<br>segura trilha para caminharmos na educação pactual dos pequenos. Ao consultarmos a<br>Confissão de Fé de Westminster (CFW) e os seus catecismos encontramos os limites de<br>nossa adoração e ensino:</p>



<p>O capítulo 21 da Confissão de Fé de Westminster &#8211; CFW (Do Culto Religioso e do<br>Domingo) é a sedes doctrinae do Princípio Regulador do Culto. Ele nos ensina que o<br>modo aceitável de adorar ao verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e limitado por<br>Sua vontade revelada. O texto declara solenemente que o Senhor não pode ser adorado<br>segundo as imaginações e invenções humanas, “ou debaixo de qualquer representação<br>visível”. Quando ensinamos nossas crianças por meio de figuras divinas, estamos<br>ensinando-os a associar Deus a algo material, ferindo a raiz do culto espiritual.</p>



<p>O Breve Catecismo (BC), feito para o ensino de crianças, nos lembra que o Segundo<br>Mandamento exige receber e conservar puros todos os cultos e ordenanças que Deus<br>estabeleceu (BC P.50), proibindo “adorar a Deus por imagens” ou por qualquer outro<br>modo não instituído na Bíblia (BC P.51). Por sua vez, o Catecismo Maior de Westminster<br>(CMW) aborda com profundidade os pecados proibidos pelo Segundo Mandamento. Ele<br>condena de forma explícita: “toda adoração de Deus por meio de imagens, em si<br>mesmas, ou nelas, ou por meio delas; a fabricação de qualquer representação de Deus,<br>de todas ou de qualquer das três pessoas, quer interiormente em nossa mente, quer<br>exteriormente em qualquer espécie de figura ou semelhança de qualquer criatura<br>visível…”</p>



<p>Note a precisão dos que elaboraram os padrões de Westminster: eles vetaram a<br>representação de qualquer uma das três Pessoas (o que inclui Jesus Cristo) e barraram<br>tanto a imagem esculpida na parede quanto a imagem criada “interiormente em nossa<br>mente”. Trata-se de uma blindagem espiritual para a imaginação infantil.</p>



<p>Em seu artigo “Pictures of Jesus and the Sovereignty of Divine Revelation”, publicado em<br>periódicos teológicos reformados, o teólogo David VanDrunen oferece uma excelente<br>defesa do aniconismo confessional à luz da pessoa de Cristo. Ele fundamenta sua crítica<br>com base na união hipostática⁶ (CFW 8.2), lembrando que as duas naturezas de Cristo — a divina e a humana — são “inseparáveis”. Por conseguinte, quando um artista desenha<br>Jesus, ele está inevitavelmente retratando apenas a Sua humanidade. Isolar a<br>humanidade de Cristo em um desenho, separando-a de Sua divindade espiritual invisível,<br>constitui uma negação prática da união hipostática (como já vimos, um erro cristológico<br>conhecido como nestorianismo). Em seu texto VanDrunen nos desafia a confiar na<br>soberania da revelação divina, que escolheu se revelar a nós e aos nossos filhos pela<br>Palavra lida, falada e ouvida, que é objetiva e não por retratos especulativos.</p>



<p>____________________</p>



<p style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:500">⁶ Em termos simples, a união hipostática é a doutrina bíblica que afirma que, na encarnação, as duas naturezas de<br>Jesus Cristo — a divina e a humana — uniram-se de forma perfeita e indissolúvel em uma única pessoa (ou hipóstase), que é a pessoa divina do Filho de Deus (o Logos).</p>



<p></p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">Materiais de Ensino e Discipulado Infantil</li>
</ul>



<p>Para enriquecer a aplicação desse princípio no dia a dia, podemos beber da fonte que é a<br>Bíblia, a Palavra de Deus. A igreja bíblica e, por conseguinte os reformados, defendem a<br>suficiência das Escrituras para o discipulado.</p>



<p>As famílias e igrejas cristãs reformadas do passado criavam e ensinavam as crianças sem<br>imagens. Utilizavam-se dos catecismos como Breve Catecismo de Westminster e o<br>Catecismo Infantil Puritano de 127 Perguntas. Dessa maneira eles procuravam conduzir<br>as mentes infantis à adoração de um Deus invisível por meio da memorização verbal rica<br>e constante. Esses catecismos remetem a textos bíblicos que eram e devem continuar<br>sendo estudados e memorizados pelos pequenos.</p>



<p>Precisamos resgatar o valor da Palavra de Deus em uma cultura que idolatra o visual,<br>guiando as famílias a enxergarem a beleza de um lar e uma igreja guiada pela fé que não<br>depende de telas ou gravuras de Jesus. Os recursos didáticos mais eficazes na infância<br>são o relacionamento pessoal e a encarnação prática da Palavra de Deus na vida dos<br>pais e dos irmãos na fé. O discipulado infantil fiel não se faz atraindo os olhos físicos das<br>crianças com ilustrações caricatas de Deus, mas moldando seus corações por meio de<br>uma vida de oração, escuta bíblica e consolo espiritual real.</p>



<p>O culto doméstico deve ser urgentemente resgatados como ambiente de adoração,<br>ensino e comunhão. O uso da Palavra e de hinos cantados é suficiente para gerar temor,<br>reverência e alegria nas crianças da aliança.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:600">Andando por Fé, Não por Vista</li>
</ul>



<p>No final de nossas vidas, o que mais desejamos para os nossos filhos é que eles tenham<br>uma fé genuína, aquela que é “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos<br>que se não veem” (Hebreus 11.1). Quando acostumamos nossos pequenos a precisarem<br>“ver” para aprender sobre Deus, estamos enfraquecendo os músculos espirituais de sua<br>fé.</p>



<p>Precisamos limpar nossos lares e igrejas de “monumentos de adoração visual” e cultivar o<br>doce som da pregação, da leitura bíblica familiar e pública, das orações sinceras e dos<br>hinos cantados. Oro para que os nossos filhos conheçam a Cristo não pelas cores<br>artificiais de um papel impresso, mas pela iluminação do Espírito em seus corações,<br>contemplando pela fé Aquele que é invisível.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>Bibliografia: </p>



<p>Victor Ximenes é casado com Paula Ximenes, com quem tem cinco filhos. Ele é pastor presbiteriano, conselheiro bíblico e professor do Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), dentre outros seminários teológicos.</p>



<p>Fonte da imagem: </p>



<p>Pinterest</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Educação vem de casa?!” Por Adna Souza Barbosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flavia Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 18:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Homeschooling]]></category>
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<p>Durante a maior parte da história, o processo de educar as crianças ocorreu na família nuclear e ampliada. Essa foi a educação praticada na maior parte do tempo da nossa história e a educação apropriada para a vida. Tanto é assim que retirar o indivíduo do seu núcleo familiar é violar o direito mais básico à vida. Toda criança e adolescente tem direito a ser criado e educado por sua família e, na falta desta, por família substituta. O direito à convivência familiar e comunitária é tão importante quanto o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito e à liberdade. A nossa constituição diz que a “família é a base da sociedade” (art. 226).</p>



<p>Mas para além dessas questões, o que nos importa saber é que aquele que ensina forma a base sobre a qual deixará o exemplo que conduzirá o aluno pelo resto da vida. Na verdade, educação é apenas uma palavra moderna para discipulado, que é um processo lento e diário de plantar sementes nos corações e nas mentes dos jovens. Ela abrange todas as áreas da vida e não somente o intelecto. Requer tempo diário, vigilância e diligência.</p>



<p>Educar é um estilo de vida que requer uma imitação literal do mestre. Como falamos outra vez aqui, é errado definir educação como preparação para a vida, pois aprender é a vida. O Senhor disse em Dt 6: 6-9 que o ensino é um processo diário apreendido nas conversas corriqueiras, nas atividades mais básicas do dia a dia como deitar, sentar, levantar-se.</p>



<p>Christy Anderson, uma mãe educadora, disse que “quem educa, discipula aquela geração”. Infelizmente, em algum lugar dessa história, nós perdemos de vista o propósito bíblico da educação, que é a principal fonte do processo inicial de discipulado e amadurecimento de uma criança. Alguns têm comprado a premissa do mundo que afirma que a educação está desconectada do que é moral ou até mesmo espiritual. Mas a verdade é que somos um todo no qual cada parte do nosso ser está integrada uma com a outra de forma totalmente entrelaçada. Toda educação começa com o respeito, ou o temor, a alguma forma de sistema de conhecimento. O temor a algum “deus” é o princípio de cada sistema de conhecimento proposto, como afirmou Nancy Pearcey em Verdade Absoluta. As culturas da antiguidade que praticaram uma educação baseada no enaltecimento do indivíduo ou Estado se perderam porque as crianças não eram ensinadas tendo Deus como a base do conhecimento: Suméria, Acádios, Babilônios, assírios, gregos e romanos são um exemplo disso.</p>



<p>Para nós, de herança judaico-cristã, a educação começa com o temor do Senhor, ele é o ponto de início, a base da construção do nosso saber.&nbsp;<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/pv/9/10+" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Provérbios 9:10</a>&nbsp;diz: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.”</p>



<p>E vejam: educação e discipulado está no coração da Grande Comissão . Jesus disse: “ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” <a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/28/19,20+" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mateus 28:19,20</a></p>



<p>Dito isto, há algumas autoridades que reconhecemos que devem e podem transmitir o conhecimento entre as gerações. São os pais, os tutores e instituições de ensino.</p>



<p>Comecemos com os pais.</p>



<p>Quando estudamos as civilizações antigas, observamos que o conhecimento era passado de uma geração a outra geração. Os hebreus colocavam a responsabilidade da educação ou treinamento infantil sobre os pais. Era uma educação voltada para o relacionamento.</p>



<p>Tudo indica que o próprio Jesus tenha sido formado, educado no lar. Vejam o que diz&nbsp;<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/7/14,15+" rel="noreferrer noopener" target="_blank">João 7:14,15</a>:</p>



<p>“…no meio da festa subiu Jesus ao templo, e ensinava. E os judeus maravilhavam-se, dizendo: Como sabe este letras, não as tendo aprendido?”</p>



<p>Em um dos seus Comentários MATTHEW HENRY disse que “nosso Senhor Jesus não foi educado nas escolas dos profetas, ou aos pés do rabino; não viajou para aprender, como fizeram os filósofos, não fez uso das escolas e academias de seu próprio país.”</p>



<p>E, faço um parênteses aqui. Vejam que belo: quando Deus enviou seu Filho ao mundo, Ele o fez no momento da história em que o aprendizado mais floresceu. Tanto no império romano quanto na religião judaica, mais do que em qualquer época anterior ou posterior, a educação era intencionalmente feita e buscava não somente perpetuar costumes familiares, como principalmente instigar o conhecimento a respeito da vida como um todo. MATTHEW HENRY diz que foi nessa época que Cristo escolheu estabelecer sua religião, não em uma era analfabeta, para que não parecesse impor ao mundo sua mensagem.</p>



<p>Voltando, fomos chamados por Deus para dar nossas vidas pelos filhos.</p>



<p>“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”&nbsp;<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/1jo/3/16+" rel="noreferrer noopener" target="_blank">1 João 3:16</a></p>



<p>Temos o dever sacerdotal de proclamar o Evangelho aos filhos para que eles se tornem uma oferta agradável a Ele. Paulo, aos romanos, ressalta sua confiança nos crentes que eles eram “cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros” (Rm. 15:14). Da mesma forma, os pais também são competentes para ensinar seus filhos. Não é apenas outra tarefa que praticamos ou podemos praticar em casa – talvez seja a única tarefa que nos define como pais que seguem Jesus, e o valor eterno disso deve nos trazer grande alegria.</p>



<p>Mas é preciso preparo. Deus exige dos pais preparação. Veja o que Deus disse ao seu povo aravés de Oséias:</p>



<p>&#8220;O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.&#8221; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/os/4/6+" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oséias 4:6</a></p>



<p>Deus nos prometeu que nos equiparia com o poder e com as ferramentas certas</p>



<p>&#8220;Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.&#8221; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/2tm/3/16,17+" target="_blank" rel="noreferrer noopener">2 Timóteo 3:16,17</a></p>



<p>Crianças são dadas aos pais. Se eles têm o dever de sustentá-las, de prover suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, eles também têm a primazia na educação dos seus filhos. A infância é o período de tutela que deve ser feita por aqueles que valorizam a singularidade da pessoa e por quem mais a conhece.</p>



<p>Crianças crescem e suas necessidades mudam, mas os pais continuam como responsáveis naturais e os que têm o dever e o direito de dirigir esta educação.</p>



<p>Com isso em mente, esses pais podem se valer de tutores que o auxiliem no processo.</p>



<p><strong>Esses tutores&nbsp;</strong>são orientados e supervisionados pelos pais. Esse modo de aprender foi também muito comum no período antes da Revolução Industrial. Filhos recebiam a instrução formal em casa, antes de assumirem suas funções no mundo.</p>



<p>Os tutores podem ser professores, que atendem presencialmente ou à distância, instituições de ensino individualizadas ou não, plataformas, ou o que quer que auxilia na busca pelo conhecimento.<br>Novamente faço menção dos hebreus. Quando cresciam, esses jovens poderiam ser instruídos também por rabinos e mestres.</p>



<p>O que é importante destacar é que o objetivo da educação dos hebreus era o treinamento do indivíduo no serviço de Deus. Esta educação nunca perdeu seu senso de direção, pois sua intenção não era a educação no conhecimento acadêmico e técnico meramente, mas a educação na santidade. Embora o povo de Israel frequentemente esquecesse esses ideais, sempre havia profetas, escribas, sábios, rabinos e professores para lembrá-los. Deus e não o homem era o centro; retidão, não interesse próprio era o objetivo.&nbsp;<a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Exod%2019:6" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Êx 19: 6</a>&nbsp;diz:&nbsp;<strong>“</strong>E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas&nbsp;<em>são</em>&nbsp;as palavras que falarás aos filhos de Israel.”</p>



<p>Os tutores precisam estar afinados com a visão de mundo da família e assim a singularidade de cada grupo familiar poderá ser mantida numa sociedade plural e livre.</p>



<p>Finalizando, a educação começa sim em casa e nela permanece até que os jovens estejam preparados para assumirem suas próprias responsabilidades no mundo. Tudo começa no lar, na esfera pessoal e privada, e nesse lugar está também nosso principal dever perante a sociedade que é educarmos crianças e jovens para a vida responsável e digna no mundo, vida que redunde em glória ao nome de Deus.</p>



<p>A deseducação de uma classe de pessoas é, em proporções ampliadas, a falta de educação de uma família que rejeitou o seu papel educador no lar. Ao fugir desta responsabilidade também estamos ensinando: ensinamos a não assumir nossos deveres mais básicos, transmitimos aos filhos a lição de que o mundo deve assumir aquilo que produzimos por escolha pessoal. E assim passamos ao mundo não somente nossos filhos, mas a liberdade de criá-los para a liberdade.</p>



<p>A Revolução Industrial com certeza trouxe muitos benefícios ao homem, mas trouxe consigo uma série de novos modos de vida que colocou em xeque a autoridade da família na condução da educação dos filhos. Pais saíram dos lares em busca de empregos nas cidades. Salários altos à custa de menos tempo com os filhos. Como educar esses meninos se os pais não estavam em casa? Disso veio o declínio da figura do pai como principal instrutor do lar, como também denegriu o nobre papel que a mulher desempenhava ao lado dos seus filhos em casa.</p>



<p>A igreja passou a atuar como discipuladora espiritual, e ao mundo as crianças foram jogadas para aprenderem com seus pares e lideradas por figuras de autoridade controversas. Educação não pode ser padronizada, simplesmente porque as crianças não são iguais. Quanto mais igual é a oportunidade, mais desigual é a realidade porque somos desiguais.</p>



<p>Segundo a Palavra, o professor das crianças são os pais. A ordem é dada a eles.</p>



<p>&#8220;Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos.&#8221; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/4/5-9+" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Deuteronômio 4:5-9</a></p>



<p>Mas Deus também inspira homens para ensinar e estes são aqueles tutores sobre os quais falei. Veja em <a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/35/31-34+" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Êxodo 35:31-34</a>. Deus capacitou a Aoliabe no trabalho e também deu-lhe o desejo de ensinar aquelas habilidades;</p>



<p>&#8220;E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ciência e em todo o lavor, E para criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lapidar de pedras para engastar, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da tribo de Dã.&#8221;</p>



<p>Sim, Deus tem tutores e mestres para ensinar nossos filhos! Oremos para que, no tempo certo, Ele nos mostre onde eles estão.</p>



<p>Que o Senhor nos ajude a entender que temos um patrimônio histórico para transmitir, uma herança ética e um compromisso com a instrução para a vida de santidade na sociedade, para a glória e louvor de Deus. Filhos são herança do Senhor e um dia prestaremos conta do que fizemos com esta herança. Deus te capacitou, pai e mãe, para cumprir tão nobre missão!</p>



<p>&#8230; </p>



<p>Adna Souza Barbosa é casada com Luciano Barbosa. Radialista, musicista e flautista por formação, desde que casou, dedica-se a educar seus filhos em casa. </p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>
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		<item>
		<title>DESTEMIDAS: V Congresso Mulheres Piedosas em Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 15:35:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos tempos de desafios profundos. Se você olha para o mundo ao seu redor e sente que a educação dos filhos e a manutenção dos valores cristãos no lar têm se tornado uma verdadeira batalha cultural, saiba que você não está sozinha. É com muita alegria que anunciamos a abertura das inscrições para o V &#8230; ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vivemos tempos de desafios profundos. Se você olha para o mundo ao seu redor e sente que a educação dos filhos e a manutenção dos valores cristãos no lar têm se tornado uma verdadeira batalha cultural, saiba que você não está sozinha.</p>



<p>É com muita alegria que anunciamos a abertura das inscrições para o <strong>V Congresso Mulheres Piedosas</strong>, que acontecerá entre os dias <strong>08 e 10 de Outubro</strong>, na Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, em Recife.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que participar?</h3>



<p>Este não é apenas um evento de palestras, é um tempo de fortalecimento espiritual. O objetivo do congresso deste ano é equipar cada mãe e mulher com ferramentas reais para enfrentar as ideologias do nosso tempo, focando em três pilares essenciais:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Discernimento Bíblico</strong> para o lar;</li>



<li><strong>Estratégias Práticas</strong> de educação cristã;</li>



<li><strong>Resiliência Espiritual</strong> para a família.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Palestrantes Confirmados</h3>



<p>Teremos a honra de ouvir nomes que são referência no ensino bíblico e na defesa da família, como o <strong>Rev. Alfredo de Souza</strong>, <strong>Dra. Inez Borges</strong>, <strong>Rev. Thomas Magnum</strong>, entre outros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como garantir sua vaga?</h3>



<p>As vagas são limitadas (apenas 300 inscrições) para garantirmos um ambiente de proximidade e troca entre as participantes. O primeiro lote com valor promocional já está disponível!</p>



<p><strong><a href="https://mulherespiedosas.com.br/congresso_mulheres_piedosas/">[CLIQUE AQUI PARA VER A PROGRAMAÇÃO E SE INSCREVER]</a></strong></p>



<p>Não deixe para a última hora. Prepare o seu coração para dias de renovo e união com outras mulheres que compartilham o mesmo temor ao Senhor.</p>



<p>Nos vemos em Recife!</p>



<p><strong><em>Com amor e oração,</em> <em>Equipe Mulheres Piedosas.</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>“A Gentileza Começa em Casa” por Nancy DeMoss</title>
		<link>https://mulherespiedosas.com.br/a-gentileza-comeca-em-casa-por-nancy-demoss-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 23:53:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Feminilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Provérbios 31]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas podem ser irritantes. A vida de família e casamento seria bem menos estressante se maridos e filhos não agissem muitas vezes de forma irresponsável ou contrariando nossos sentimentos e instruções. Ministrar seria bem mais tranquilo e bem menos exaustivo se as pessoas não fossem tão carentes ou se simplesmente se recompusessem rapidamente. Muitos dos &#8230; ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pessoas podem ser irritantes. A vida de família e casamento seria bem menos estressante se maridos e filhos não agissem muitas vezes de forma irresponsável ou contrariando nossos sentimentos e instruções. Ministrar seria bem mais tranquilo e bem menos exaustivo se as pessoas não fossem tão carentes ou se simplesmente se recompusessem rapidamente. Muitos dos problemas que enfrentamos em nossos trabalhos terminariam se não fossem por colegas inexperientes e clientes exigentes ou impacientes.&nbsp;</p>



<p>Sim, pessoas podem causar a grande maioria de nossas dores de cabeça. Mas, quando as servimos, nós servimos a Cristo. E, quando tratamos as pessoas com gentileza em vez de indiferença ou impaciência, nos tornamos canais de palavras e ações que dispensam graça e benção, o que inevitavelmente adorna o evangelho de Cristo.</p>



<p><strong>O Exemplo de Provérbios 31</strong><br>A mulher de Provérbios 31, cuja descrição nós conhecemos tão bem, é um lindo modelo bíblico da gentileza em ação. Por onde essa mulher forte, talentosa e diligente anda, ela deixa uma trilha de bondade, além de ministrar graça para todos ao seu redor: “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua” (Pv 31.23).<br>Mas note quem se beneficia primeiro da boa vontade e diligência dessa mulher. Para ela, a gentileza começa em casa. Com sua família. Com seu círculo íntimo. Com aqueles que ela compartilha o dia-a-dia. Sua gentileza em relação ao seu marido, por exemplo, revela-se por meio de um comprometimento diário que não diminui com o tempo, nem quando o relacionamento está num momento difícil: “Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (Pv 31.12).</p>



<p>Nenhum dia é perdido com ataques de frustração e raiva ou com atitudes passivo-agressivas. Todos os dias são vistos como oportunidades de fazer coisas boas para seu marido por meio de atitudes, palavras e ações. Esse é um grande presente que ela dá a ele – e a si mesma, uma vez que seu marido responde com o maior dos elogios.</p>



<p>As obras altruístas e previdentes da mulher de Provérbios 31 também abençoam sua família inteira conforme ela trabalha fiel e incansavelmente para garantir que as necessidades de todos sejam satisfeitas.</p>



<p><strong>Aqueles Próximos de Nós</strong><br>O fato é que eu sou mais tentada a ser egoísta e preguiçosa em casa e em meus relacionamentos mais íntimos do que em quaisquer outros lugares ou relacionamentos. E eu temo que isso seja verdade para a maioria de nós – esposas e mães, mas também aqueles que vivem com outros membros da família ou amigos. Receio que, com muita freqüência, nós mostremos mais preocupação e gentileza com nossos vizinhos, colegas, caixas de lojas e até completos estranhos do que com aqueles que vivem sob o mesmo teto que nós ou com aqueles que temos relação, seja um parente de sangue ou nosso cônjuge.</p>



<p>Se um casal fosse se hospedar em nossa casa durante o fim de semana, nós garantiríamos que houvesse toalhas limpas no banheiro, que os lençóis tivessem sido lavados recentemente, que o jantar fosse flexível à agenda deles e que o café fosse fresquinho pela manhã. Mas quando nossos próprios filhos e marido precisam de algo – bom, eles sabem onde está a geladeira e como ligar o forno.</p>



<p>Não é assim?<br>Administrar uma casa agitada e lidar com tarefas diárias relacionadas a servir marido e filhos – ou qualquer outra responsabilidade que você tenha – requer diligência e disciplina todos os dias. Requer trabalho duro e, muitas vezes, exaustivo. Mas também requer gentileza – ou, como diria um autor, “a ausência de irritabilidade em face das demandas enervantes das tarefas domésticas ordinárias e rotineiras”.</p>



<p>E é aí que as coisas podem ficar desafiadoras. É muito fácil para nós ser como a mulher que uma vez lamentou para mim, com uma franqueza incrível: “Eu sou boa apenas o suficiente para parecer boa para o mundo”. Em casa, geralmente a história é outra.</p>



<p>Quando estou fora, falando em uma conferência, eu posso ser extremamente graciosa, gentil e paciente com filas de mulheres que querem compartilhar comigo seus fardos e histórias – muitas vezes longas e detalhadas. Eu as olho nos olhos e nunca reclamo do meu cansaço ou das minhas costas e pés. Mas, quando aqueles perto de mim – em minha casa, família ou ministério – precisam de um ouvido, um coração atento ou um ato de amor, eu posso ser apreensiva, insensível ou simplesmente dizer estar muito ocupada.</p>



<p>Quem de nós nunca teve a experiência de estar no meio de uma conversa tensa e dura em casa, apenas para mudar instantaneamente o tom e falar de forma doce com um estranho que nos chama ou passa em casa? O que isso diz para aqueles que amamos sobre como os valorizamos e sobre a autenticidade de nossa “gentileza” para com os outros?</p>



<p><strong>Ajuda Extra da Graça</strong><br>Sim, a gentileza em casa exige um esforço extra. Nossa casa é onde experienciamos mais intensamente as perturbações e decepções diárias que nos tentam a desenvolver uma atitude grosseira. Então, a gentileza em casa também requer uma ajuda extra da graça, o que, consequentemente, demanda uma dependência diária em Deus e o suporte de nossas irmãs de Tito 2.</p>



<p>No pouco tempo em que eu sou esposa, já testemunhei momentos de distância e morte da intimidade provindos da falta de gentileza de minha parte em relação ao meu marido. Tudo isto contribuiu: palavras duras faladas com grosseria; palavras dóceis não ditas; ações impensadas; estar muito autocentrada para notar e celebrar uma conquista no negócio dele; feri-lo em áreas delicadas com provocações insensíveis; estar muito ocupada com minhas próprias coisas e não conseguir realizar pequenos atos de gentileza que poderiam servi-lo e abençoá-lo.</p>



<p>Mas eu também experimentei a grande importância e o poder da gentileza no casamento. Eu os vi em casamentos de alguns de amigos próximos e nos meus mentores de Titos 2. Além disso, o coração tenro e a gentileza constante de Robert – sempre procurando meios para me servir e me abençoar – me inspiraram a prestar mais atenção em como eu posso fazer coisas boas para ele. Ser a destinatária de sua gentileza aumentou meu desejo de superá-lo nessa área.</p>



<p>Com frequência eu percebo que são as pequenas coisas – as expressões simples de gratidão e gentileza – que expressam amor para meu marido e que ditam o tom do nosso relacionamento. Deixar notas encorajadoras em sua Bíblia quando ele está saindo para uma viagem. Arrumar o lençol do seu lado na cama à noite. Entregar um sanduíche e uma cerveja gelada num dia quente quando ele está trabalhando num projeto no quintal. Parar em meio a um dia corrido de trabalho para ir ao primeiro andar, em seu escritório, e perguntar como seu dia está indo. Considerar suas preferências acima das minhas. Não pensar o mal quando ele esquece de me contar alguma novidade. Deixar passar batido alguma desfeita aparente (ou mesmo real) em vez de esfregá-la no nariz dele. Um coração gentil expresso por meio de palavras e ações gentis adoça nosso relacionamento, amolecendo e trazendo nossos corações para perto um do outro.</p>



<p>Seu chamado para a gentileza em casa provavelmente assumirá diferentes formas do meu. O seu pode envolver refrear uma reação dura para um acidente infantil, reabastecer a geladeira com lanches para um adolescente, ajudar um colega de quarto com um projeto, repetir sua fala com gentileza para um parente mais idoso… Mas, se todos nós demonstrarmos verdadeira gentileza para as pessoas que conhecem nosso melhor e nos vêem no nosso pior, nossas demonstrações pública de afeto provavelmente parecerão mais verdadeiras. E eu suspeito que, se fôssemos mais gentis em casa, também seríamos mais gentis com todos as outras pessoas.</p>



<p>E você? As pessoas que vivem e trabalham com você a considerariam uma mulher gentil? Por que sim e por que não? </p>



<p>&#8230; Nancy Leigh DeMoss é autora, conferencista e apresentadora do&nbsp;<a href="https://www.reviveourhearts.com/true-woman/blog/kindness-begins-home/">Revive Our Hearts</a>(Aviva Nossos Corações), um programa de rádio diário para mulheres. Ela tem vários livros, CDS e DVDs com palestras de sua autoria, e os usa para promover avivamento pessoal e em grupo, e auxiliar mulheres a desenvolver um relacionamento mais íntimo com Deus.</p>



<p>Tradução: Rebeca Romero</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>
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		<title>“Resgatando a Cultura Materna” Por Rachel Haswell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 23:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Mãe no Lar]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos sabemos que a mãe é o coração do lar, a sua casa tem seu jeito, suas cores, suas preferências e a atmosfera do seu lar é o seu perfume. Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre a verdadeira cultura materna. A mãe é um pilar insubstituível do lar, ela pode afetar o destino &#8230; ]]></description>
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<p>Todos sabemos que a mãe é o coração do lar, a sua casa tem seu jeito, suas cores, suas preferências e a atmosfera do seu lar é o seu perfume. Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre a verdadeira cultura materna. A mãe é um pilar insubstituível do lar, ela pode afetar o destino de gerações pelo simples fato de educar seus filhos.</p>



<p>A nós foi confiado um trabalho sublime, o árduo trabalho de gerar, cuidar e educar seres eternos. Graça sem medida do Senhor para conosco, pois não existe nada tão profundo como a maternidade para moldar a vida da mãe e dos filhos conforme a vontade de Deus.</p>



<p>Ser mãe é um chamado divino que traz consigo grande responsabilidade e exige coisas sublimes. Quando uma mãe não entende ou não aceita esse chamado, ela pode começar seguir alguns caminhos e enxergar seus filhos como fardos, sentir-se sobrecarregada ou partir para o outro extremo, deixando-se levar por jargões achando que ela é uma mulher forte e que por suas próprias forças tudo pode.</p>



<p>A verdade é que sem Deus nada podemos, somos miseráveis pecadoras e que carecemos da graça e misericórdia do Senhor.</p>



<p>A mãe está educando seus filhos o tempo todo e a sua cultura tem peso nessa educação. A cultura é algo que é cultivado e passado de geração em geração, pode ser algo bom ou algo ruim. Podemos de forma desatenta estar ensinando algo a nossos filhos e perpetuando uma má cultura, por outro lado quando fazemos isso de forma intencional com dedicação, esforço e empenho, certamente estamos escolhendo boas coisas.</p>



<p>Eu tenho uma horta na minha casa, na verdade todo o meu jardim da casa foi pensado em forma de cultura, eu fiz um paisagismo comestível e portanto todos os dias temos muito o que fazer, frutas e ervas para serem colhidas, ervas daninhas para serem arrancadas, terra a ser trabalhada e adubada, rotação de culturas, plantas sazonais a serem trocadas e em tudo isso eu estou também ensinando de forma intencional, com propósito, os meu filhos.</p>



<p>Na bíblia nós temos exemplos de mães e sua cultura, assim como o direcionamento de como os pais devem proceder na educação de filhos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)</p>



<p>“Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe.<br>Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para o teu pescoço.” (Provérbios 1:8,9)</p>



<p>Um texto que sempre chamou minha atenção na bíblia é o de Tito 2: 3- 5:</p>



<p>“Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.”</p>



<p>Aqui já vemos claramente a questão “cultural”. Cultura pode ser definida primordialmente de duas formas, a primeira é como sendo o “ato, processo ou efeito de trabalhar a terra, a fim de torná-la mais produtiva; cultivo, lavra.” (Dicionário Michaellis) e a segunda como sendo “um conjunto de tradições, conhecimento de uma dada sociedade, de um grupo ou classe social, que revela nível aprimorado de cultura e cabedal de conhecimentos” (Dicionário Aulete).</p>



<p>No texto de Tito 2 vemos a importância da cultura cristã, hoje em dia nós, infelizmente, temos dificuldades de encontrar senhoras dentro de nossas igrejas que se encaixem na descrição do texto de Tito.</p>



<p>Mulheres essas que têm domínio próprio, cujas palavras agradam ao Senhor como no Salmo 19: 14: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!”.</p>



<p>Mulheres que são temperantes e não se deixam levar por bebedices e que são mestras do bem. Note que ser mestre em algo é deter o conhecimento e exercer com maestria aquela função e, portanto, essa senhora é alguém que tem uma vida trilhando esse caminho.</p>



<p>Gostaria de chamar atenção para a parte inicial do versículo 4: “a fim de instruírem as jovens recém casadas…”. Quando leio esse texto, eu olho para mim e volto no tempo, no momento antes de casar, e me olhando no espelho penso em bons conselhos que fariam diferença na minha vida de casada e mãe. Você já pensou sobre isso?</p>



<p>Vivemos numa época em que, infelizmente, em algumas igrejas é difícil senhoras que de fato possam cumprir o que está neste texto e sempre me pego a pensar que um dia eu quero poder ser uma senhora como essa de Tito 2 e oro para que o Senhor me capacite cada dia mais.</p>



<p>Diariamente as mulheres cristãs tem sido bombardeadas por conceitos anticristãos e feministas, confundindo, sobrecarregando e sufocando a brilhante e excelsa carreira da maternidade.</p>



<p>Quando tiramos os olhos de Deus e olhamos para nós mesmas ou uma para as outras nos sentimos sobrecarregadas, cansadas, nos esquecemos de nos cuidar e nutrir espiritualmente e isso faz uma diferença tremenda em nosso estado físico e emocional.</p>



<p>Uma maternidade saudável vem do Senhor, Ele nos capacita e mães piedosas e experientes podem ajudar às mulheres mais jovens a exercer a maternidade conforme os propósitos de Deus. A maternidade, ao contrário do que o mundo prega, não é desgaste e atrito! Nós temos que ter em mente que a mãe no lar está fazendo “contribuições visíveis e invisíveis” (Karen Andreola) na vida de seus filhos.</p>



<p>A mãe enquanto cuida do lar, nutre seus filhos e os educa, precisa ter a consciência de que também precisa crescer, investir em sua autoeducação e no seu desenvolvimento. Uma mãe que não se preocupa no seu próprio crescimento cultural será uma visão muito triste no futuro, ela terá se desgastado tanto “na infância e juventude de seus filhos que não&nbsp;<em><u>terá</u></em>&nbsp;nada para oferecer durante a juventude deles.” (A., Parent’s Review)</p>



<p>Cabe a nós mulheres cristãs resgatarmos essa cultura materna e ensinarmos às mais jovens esse segredo de crescimento constante. Precisamos ajudar as demais a se despirem de toda a imundícia do feminismo, lembrando das ervas daninhas na horta, e incentivando-as a buscarem a verdadeira feminilidade.</p>



<p>Sei que existem muitas mulheres que querem ser boas mães, mas não foram ensinadas a como fazer isso, pois a cultura materna não foi preservada na família.</p>



<p>Em outra parte do texto lemos “a serem sensatas, honestas”, algumas vezes estamos tão habituadas a ver o padrão comum regente no mundo que uma simples palavra como “sensata” pode ter o sentido distorcido.</p>



<p>Muitas mulheres são cristãs desde o berço, outras se convertem na caminhada da vida, mas vejo um padrão geral pelo mundo todo que é a preocupação de serem boas mães e esposas e não saberem como.</p>



<p>Uma das bençãos da vida cristã é que temos a família da fé e a vida de muitas mães podem ser impactadas por uma mulher verdadeiramente piedosa.</p>



<p>A maternidade é o moldar de Deus em nossas vidas e o nosso foco deve ser fazer o nosso melhor, assim como no texto: “Portanto,&nbsp;quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”. (1 Coríntios 10:31)</p>



<p>O segredo da cultura materna faz com que transbordemos bençãos para os nossos filhos, para o nosso marido, nosso lar e permite que todos a nossa volta sejam contagiados por uma mãe plena e feliz, pois ela tem consciência dos propósitos de Deus para a sua vida</p>



<p>Que esse resgate da verdadeira cultura materna possa começar em cada uma de nós e que todas possamos ouvir a esse chamado da maternidade plena.</p>



<p>&#8230; Rachel Haswell é casada com Daniel Haswell, mãe educadora e tem ajudado centenas de famílias pelo mundo com seus materiais didáticos e cursos, entre eles a “Mentoria Cultura Materna”.</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>



<p></p>
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		<title>“O Desafio de Criar Filhos para Deus” por Simone Quaresma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 23:28:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A Mãe no Lar]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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<p>Não existe no mundo empreendimento maior, tarefa mais árdua ou privilégio como este: conduzir os Filhos da Aliança a Deus. O Puritano Deodat Lawson dizia que&nbsp;<em><strong>“os filhos nascidos em nossas famílias são nascidos para Deus.”</strong></em>&nbsp;Antes de um casal pensar em ter filhos, deveria se perguntar seriamente se estão dispostos a embarcar nesta viagem sem volta, que demanda esforços monumentais, envolvimento absoluto, trabalho de tempo integral.&nbsp;Nenhuma outra carreira exige tanto empenho, tanta dedicação, tanta oração, tantas lágrimas; ao mesmo tempo não há nada mais maravilhoso neste mundo inteiro do que assistir a seus filhos crescerem como homens e mulheres que amam a Deus e vivem em busca de uma vida de santidade!</p>



<p>É um enorme desafio exercer o papel que Deus nos chamou para desempenhar no seio da família. A mulher precisa cuidar de si mesma e de sua vida com Deus, dar suporte ao marido, cuidar da casa e dos milhares de detalhes que isso envolve, tendo também sob seu encargo, juntamente com o marido, a educação dos filhos. Essa última atribuição, com certeza, requer atenção especial. Nossos filhos terão alguns poucos anos sob nossa responsabilidade, logo&nbsp;<em>baterão asas</em>&nbsp;para longe de nós. O tempo de plantar é curto e os resultados serão colhidos ao longo da vida toda. Por isso, o trabalho é urgente, diário e repetitivo.</p>



<p>Não é à toa que Moisés insiste com o povo para que guardem a lei de Deus e a ensinem cuidadosamente aos seus filhos:&nbsp;<em><strong>“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e dela falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se, e ao levantar-te.”</strong></em>&nbsp;(Deuteronômios 6:6 e 7) A pergunta que nos fazemos diante de todas as exigências que a Palavra de Deus nos traz é:&nbsp;<em>como dar conta de nosso papel de mãe e esposa?</em>&nbsp;A resposta é simples, e vem através de outra pergunta:&nbsp;<em>qual é a prioridade da nossa vida?</em>&nbsp;Toda mulher que deseja viver segundo a Palavra de Deus ordena deve sempre se fazer essa pergunta.</p>



<p>Em um mundo tão hedonista e egoísta, que cerca as mulheres de uma série de exigências para que elas se tornem ‘bem sucedidas’, precisamos sempre firmar nossos valores na Palavra de Deus e no que Ele espera de nós. O mundo prega que a mulher precisa ser magra, jovem, atraente, bem sucedida profissionalmente… Ela precisa também saber dirigir, mexer no computador, falar várias línguas, estar com as unhas sempre feitas, e não pode esquecer-se de cuidar da pele! Ufa!</p>



<p><em>Será que com uma agenda tão apertada daria tempo de se dedicar a ensinar um filho a amar ao Senhor?&nbsp;Será que, com tantas ‘demandas’, não precisaríamos nós mesmas estabelecer, de acordo com a Palavra, o que estaria em primeiro lugar nas nossas vidas?&nbsp;</em><strong>E não podemos nos enganar, em geral, dedicamos a maior parte do nosso tempo àquilo que é prioritário.</strong>&nbsp;Não adianta dizermos que nossos filhos ou nossos casamentos são prioridades se não dedicamos tempo, cuidado, atenção a eles. Criar uma Semente Santa demanda tempo. Precisamos olhar para cada um de nossos filhos como únicos, pessoas que possuem uma Alma Eterna, que são, por natureza, tendentes ao pecado:&nbsp;<em><strong>“Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”</strong></em>, Salmos 51:5.</p>



<p>Aquele doce bebezinho no berço, embora tão pequeno e frágil, já carrega dentro de si a desgraça do pecado de Adão, e é através da educação, do ensino e do trabalho dedicado dos pais, aliado, é claro, à boa mão de Deus sobre nossos esforços, que estes pequenos Filhos da Aliança conhecerão, amarão e servirão ao Deus de seus pais. Por este motivo, nosso papel de mãe é fundamental. O ensino, admoestação e disciplina foram as formas ordinárias que Deus estabeleceu na família para que estas pequenas joias sejam lapidadas.</p>



<p>O livro de Provérbios nos exorta frequentemente a cumprir nosso papel de educadores na vida de nossos filhos:<em><strong>&nbsp;“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe”</strong></em>&nbsp;(29:15);&nbsp;<em><strong>“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”</strong></em>&nbsp;(23:13 e 14) . Que poder maravilhoso a disciplina Bíblica exerce sobre a alma de nossos pequenos! Que promessas consoladoras se encontram nesses versos!</p>



<p>O conceito do mundo, quanto à criação de filhos, se resume em dar uma boa educação formal – frequentar as melhores escolas, enchê-los de atividades extracurriculares, ter um plano de saúde e dar caros presentes em festas deslumbrantes. Nada tão distante do que Deus requer… Meu desejo é que nós, servas do Deus altíssimo, nos coloquemos a seu dispor também neste quesito. Precisamos assumir as rédeas da criação de nossos filhos e não permitir que a televisão, a escola, a babá, a vovó, a Escola Dominical ou a internet tenham na vida deles um lugar que Deus ordenou que nós ocupássemos!</p>



<p>Quem vai ensinar seu filho a não mentir? Quem vai ajudá-lo a controlar suas crises de raiva quando sua vontade não for feita? Quem vai corrigi-lo dócil e firmemente quando ele agir de forma egoísta com seu irmãozinho? Quem poderá ensiná-lo a ceder a sua vez e a não se achar o centro do mundo? Quem os ensinará a falar respeitosamente com os mais velhos? Quem cuidará para que ele se afaste das más companhias? Quem orará por ele e com ele? Quem o ensinará a ler e a amar a Palavra de Deus?</p>



<p>Ensinar uma criança a pedir licença e ser educadinho, de vez em quando, qualquer um pode fazer, mas forjar o caráter de Cristo em nossos filhos, só nós, pela misericórdia de Deus, podemos! Que Ele nos conceda esta graça para depois colhermos os lindos frutos que a Bíblia nos promete: <em><strong>“Corrige teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.”</strong></em> Provérbios 29:17</p>



<p>&#8230; Simone Quaresma, casada é com o pastor presbiteriano Orebe Quaresma. Eles têm 4 filhos, 3 noras, 1 genro e são avós. Simone é palestrante e ajuda mulheres cristãs a entenderem sua vocação feminina.</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>
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		<title>“Introdução à prática da Hospitalidade” por Rebecca VanDoodewaard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 21:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hospitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando eu penso em receber visitas, as primeiras coisas que eu quero fazer são cozinhar e limpar. Mas, quando estamos nos aprontando para receber hóspedes, há aspectos importantes que podemos facilmente negligenciar. O&#160;primeiro aspecto&#160;consiste em&#160;preparar sua mente. Enquanto você corta os legumes, ou aspira a casa, você precisa pensar na visita, e se planejar para &#8230; ]]></description>
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<p>Quando eu penso em receber visitas, as primeiras coisas que eu quero fazer são cozinhar e limpar. Mas, quando estamos nos aprontando para receber hóspedes, há aspectos importantes que podemos facilmente negligenciar.</p>



<p>O&nbsp;<strong>primeiro aspecto</strong>&nbsp;consiste em&nbsp;<strong>preparar sua mente</strong>. Enquanto você corta os legumes, ou aspira a casa, você precisa pensar na visita, e se planejar para a conversa. Que tipo de pessoas estão vindo visitá-la? Que perguntas você pode fazer para estimular a conversa quando ela acabar? Existe algum tópico ou notícia importante que você sabe que eles vão querer discutir? Existe algo que você precisa evitar, pois iria ofendê-los? Certa vez, meu pai correu para o lado de fora durante uma refeição e atirou em um gato de rua que estava na frente da janela da sala de jantar, isto levou nosso hóspede às lágrimas. Tente evitar esse tipo de situação.</p>



<p>Existe algo acontecendo na vida deles sobre o que você deveria especificamente perguntar? Se eles são crentes, como você pode encorajá-los em Cristo?</p>



<p>Se eles não são crentes, como você pode compartilhar o Evangelho com eles? Você precisa explicar o que vocês estão fazendo no culto doméstico? Exponha seus pensamentos a seu marido para que vocês possam trabalhar juntos durante a visita.</p>



<p>E sobre os filhos dos seus convidados? Você precisa obter uma cesta de brinquedos para um bebê, ou um jogo de tabuleiro para alguns adolescentes? Existe uma maneira de envolvê-los na conversa?</p>



<p>Se você está convidando mais de uma família ou indivíduo, você também precisa pensar em como eles vão interagir, e como você pode ajudá-los a apreciar a companhia um do outro. Uma vez, minha mãe convidou duas maravilhosas famílias cristãs, mas ela não ponderou sobre as convicções teológicas dos homens, e os dois hóspedes acabaram de pé, gritando um com o outro na mesa de jantar. Então, se você se preparar desta maneira, irá poupar seus convidados de alguma mágoa.</p>



<p>Pensar a respeito de todas estas coisas é bastante trabalhoso, mas fará com que a visita ocorra de forma tranquila e ajudará os seus hóspedes a se sentirem mais confortáveis em sua casa.&nbsp;<strong>Confira na próxima semana o aspecto mais importante ao se preparar para a hospitalidade.</strong></p>



<p>&#8230; <em>Este post é uma tradução de um artigo de Rebecca VanDoodewaard publicado originalmente no Blog <a href="http://thechristianpundit.org/2011/11/16/hospitality-101/">“The Christian Pundit“</a>, traduzido e re-publicado com permissão da autora.</em></p>



<p>*Rebecca VanDoodewaard é dona de casa, editora free-lancer e escritora. Esposa do Dr. William VanDoodewaard, o casal bloga no <a href="http://thechristianpundit.org/">“The Christian Pundit”</a></p>



<p>* Tradução: Arielle Pedrosa</p>
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		<title>&#8220;Passando pelo Vale da Perda Gestacional&#8221; por Cynara de Souza</title>
		<link>https://mulherespiedosas.com.br/passando-pelo-vale-da-perda-gestacional-por-cynara-de-souza-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 16:40:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aborto Espontâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Para nós, cristãos, não há debate acerca de quando a vida começa. Cada vida importa, inclusive as que estão dentro do útero materno. Podemos nos alegrar imensamente desde o primeiro dia da concepção de um bebezinho, e por isso, podemos chorar quando eles se vão também. Infelizmente, muitas de nós passaram, passam ou passarão por &#8230; ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para nós, cristãos, não há debate acerca de quando a vida começa. Cada vida importa, inclusive as que estão dentro do útero materno. Podemos nos alegrar imensamente desde o primeiro dia da concepção de um bebezinho, e por isso, podemos chorar quando eles se vão também.<a href="https://mulherespiedosas.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fragrant-Meadows-2014-Acrylic-painting-by-Andrew-Cottrell-1.jpeg"></a></p>



<p>Infelizmente, muitas de nós passaram, passam ou passarão por algum tipo de perda dos bebês ainda dentro do útero. Diante dessa dor e situação tão difícil, diversas coisas podem passar pelo nosso coração. Foi pensando nisso e nas dores que já passei ao perder meus filhos que resolvi escrever este texto, na esperança de ajudar às irmãs em Cristo que porventura possam passar pelo mesmo.</p>



<p>Minha intenção é trazer algumas questões que eu e outras famílias cristãs experimentamos ao passar por isso. Minha expectativa é que as famílias em luto possam ser consoladas, e que a igreja do Senhor tenha mais uma ferramenta para ajudar os enlutados.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lidando Com o Sofrimento</strong></li>
</ul>



<p>Este é um mundo de dores, e a verdade triste e pouco reconfortante é que, após a queda, nenhum de nós está isento de sofrer. Entretanto, nosso Senhor não quis que ficássemos apenas com essa má notícia. É verdade que o sofrimento de perder um filho ou mais pode ser a maior dor que muitos de nós iremos experimentar. Mas, por maior que seja essa dor, ela não é maior que o nosso Senhor.</p>



<p>Passar por um luto pode ser algo extremamente individual, a depender do nosso coração, nossa estrutura e das circunstâncias acerca da perda. Tudo isso torna a escrita deste texto ainda mais desafiador, pois só Deus conhece cada uma dessas circunstâncias. Entretanto, as verdades que consolam nosso coração são para todos. Por isso, deixe-me começar por elas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Deus é quem Ele é…</strong></li>
</ul>



<p>… E quem é Deus? O Catecismo Maior de Westminster responde na pergunta de número 7:</p>



<p>“Deus é espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo – suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, infinito em poder, sabedoria, santidade, justiça, misericórdia e clemência, longânimo e cheio de bondade e verdade.”</p>



<p>Nosso Deus é um Deus grande, mas tão grande que é infinito. Glorioso, tão glorioso que não podemos suportar sua glória. Perfeito em tudo que é e faz. Não foi criado e é em si mesmo suficiente. O próprio tempo não pode contê-lo, pois é eterno e nunca muda. Também não podemos sondá-lo e saber todas as suas razões, mas está em todos os lugares e pode fazer todas as coisas. Seu poder, sabedoria, santidade e justiça são infinitos e não se desprendem da sua bondade, misericórdia e paciência. Esse Deus é em tudo santo e cheio de toda a verdade, sendo Ele mesmo a própria verdade.</p>



<p>Esse mesmo Deus, que não se contradiz em seu ser, é todas essas coisas ao mesmo tempo. Ele cuida de todos os eventos grandes e pequenos do mundo e o faz de maneira bondosa sem se contradizer. Esse Deus grande se relaciona conosco e é nosso Pai, por isso podemos buscar consolo nele.</p>



<p>E o que isso significa para nós quando sofremos?</p>



<p>Por que Deus é soberano, nós somos guiadas por Ele. Nada é por acaso. A sua vida, a de seu filho e a de todos nós é guiada por Ele. Ao mesmo tempo, porque Deus é infinito em sua bondade, essa soberania não se dá de forma sádica, em um Deus que quer nosso mal e quer nos ver sofrer. Não, não é assim que Deus é. Deus é infinito em sua bondade, de forma que nós podemos acreditar que isso faz parte do plano bondoso de Deus. Sendo Ele o doador e mantenedor da vida, você também pode acreditar que seu filho fez parte do plano bondoso de Deus. A vida dessa criança não foi por acaso, e sua morte também não.</p>



<p>Precisamos pedir o auxílio do Senhor para gravar essas verdades no nosso coração. Saber que Deus é soberano e tem em suas mãos o destino do mundo nos permite ter paz mesmo em situações difíceis e nas tragédias da vida. Podemos descansar de nossas lágrimas sabendo que Deus não somente controla tudo, mas faz tudo para o bem dos que amam a Deus. Mesmo as situações aparentemente más são para nosso bem.</p>



<p>É possível que, por causa da dor, não consigamos ver um palmo além da situação. Podemos passar por emoções difíceis e confusas, e chorar um choro aparentemente inconsolável por vezes. Pela condição do nosso coração, talvez precisemos travar uma verdadeira luta interior para acreditar nessas verdades que por vezes podem parecer tão opostas aos sentimentos agudos e difíceis.</p>



<p>Mas, ao final da luta e do choro, é Deus quem enxuga as lágrimas, consola com sua verdade e sustenta nosso ser. Deus, nosso pai, não nos abandona. Você pode não entender o porquê, mas para o agora basta saber essas verdades eternas.</p>



<p>Foi assim, dia após dia, que Deus me consolou. Foi me apegando ao que eu sabia que podia me apegar e confiando nas verdades bíblicas mesmo quando meus sentimentos me diziam outras coisas. E tenho certeza que a mesma graça abundante que Deus revelou à minha vida está disponível a você através do sangue de Cristo. Meus sentimentos me diziam o contrário do que a Palavra do Senhor dizia e pareciam mais fortes que Deus. Entretanto, tudo isso passou, e o Deus eterno permaneceu.</p>



<p>Por isso, não confie nos seus sentimentos. Leve-os a Cristo, confronte-os com a verdade que não é passageira. Chore, sim. Mas chore aos pés de Cristo, o que é infinitamente melhor. Não se esqueça que Deus é quem Ele é, independente da situação que você esteja passando agora.</p>



<p>Os sofrimentos vêm e vão, e às vezes sentimos que são grandes demais. Não podemos fazer muito sobre isso. Mas, quando o sofrimento vem, onde estaremos? Estaremos confiados na rocha inabalável da Palavra de Deus, e em um Deus muito maior que nossos problemas, ou seremos levados para onde nossos sentimentos quiserem nos levar? Será que o Deus com quem nos relacionamos é o Deus todo-poderoso das escrituras ou é um Deus fraco, mirrado, que nada pode fazer? Essa é a pergunta que deve substituir as muitas outras que por vezes fazemos. &nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. (Mt 5.4)</strong></li>
</ul>



<p>Por vezes, podemos acreditar que o melhor que podemos fazer é engolir o choro e seguir em frente. Podemos até mesmo acreditar que é isso que o Senhor requer de nós. Entretanto, isso não está mais longe da verdade! Nosso Deus não apenas espera que choremos, mas promete nos consolar. Isso deve nos animar. Deus não promete nos dar tudo o que pedimos e oramos, mas nunca nos abandona e promete nos consolar.</p>



<p>Por isso, chore. Mas chore aos pés de Cristo e creia que Ele vai consolar seu coração. Saiba que Ele entende seu sofrimento, pois experimentou o maior sofrimento de todos. Ele sabe o que é sofrer.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>É bom poder contar com irmãos em Cristo</strong></li>
</ul>



<p>Deus não nos colocou em igrejas por acaso. Ele queria que seu povo vivesse em comunidade e fosse apoio uns para os outros em tempos de dificuldade. Estar na comunhão dos santos é, ou deveria ser, uma fonte de graça em nossas vidas.</p>



<p>De fato, nada além de Cristo pode nos consolar verdadeiramente, e precisamos ter cuidado para não pôr a responsabilidade do nosso consolo nas costas dos nossos irmãos, pois esse é um fardo que nenhum ser humano consegue carregar. Entretanto, existe algo terapêutico em estar entre irmãos, especialmente quando essa companhia nos leva ao Senhor. Cantar cânticos, lembrar-nos da bondade do Senhor, ter com quem chorar… Tudo isso pode ser um bálsamo nas nossas vidas, e, como cristãos, não podemos e não devemos nos esquivar disso.</p>



<p>Sei que, por causa do pecado, a vida em igreja não é perfeita. Nem sempre todos os irmãos terão a delicadeza para lidar com essa situação difícil, e isso pode de fato causar mágoas ao nosso coração. Já passei por isso e inúmeras mulheres com quem já conversei também. Entretanto, pior do que ser ferida pela companhia é não ter companhia nenhuma. Mesmo com as dificuldades por vezes enfrentadas, busque ajuda! Talvez seja necessário, dependendo do seu contexto, escolher bem essa ajuda. Entretanto, não se deixe caminhar sozinha, esse não é o desejo do nosso Senhor.</p>



<p>Por fim, não se esqueça de contar com o auxílio dos pastores, presbíteros e diáconos. Podemos nos surpreender com o que Deus pode fazer ao nosso coração com essa ajuda.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong> Tenha paciência e persevere</strong></li>
</ul>



<p>O luto não é um processo fácil, linear e rápido. Por vezes, gostaríamos que fosse assim. Gostaríamos de colocar uma data no relógio e “seguir em frente”. Mas comumente o que acontece é que sofremos por mais tempo do que gostaríamos, e por vezes nos perguntamos se isso jamais irá passar.</p>



<p>Pode ser frustrante e desanimador, mas tenha paciência e persevere no Senhor. Deus promete nos consolar, e Ele vai fazer isso! Pode não ser da forma como gostaríamos, nem no tempo que gostaríamos, mas Ele sempre cumpre suas promessas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Apegue-se a Cristo</strong></li>
</ul>



<p>Por fim, apegue-se a Cristo. Alimente seu relacionamento com Deus, tenha convicções firmes acerca de quem Ele é, ore e medite na sua Palavra, tenha conversas edificantes. Dessa forma, Ele lhe dará tudo o que você precisa para passar por esse vale. Ele é nosso pastor que nos conduz aos pastos verdejantes.</p>



<p>Eu me perguntava como poderia passar por isso, e pode ser que você também se faça a mesma pergunta. A verdade é que eu não sabia e você também não tem como saber. Mas conhecemos Aquele que sabe, e, ao nos apegar a Ele, sabemos que passaremos pelo vale e chegaremos a um lugar de descanso.</p>



<p>“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” Salmos 23</p>



<p>&#8230; Cynara de Souza, casada com Quésede de Souza, membro da Igreja Presbiteriana Filadélfia em Marabá-PA, dona de casa e Engenheira de Produção.</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>



<p></p>



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		<title>&#8220;A Mulher Cristã, as Redes Sociais e a Igreja Local&#8221; por Cynara de Souza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Simone Quaresma]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 16:07:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Familia]]></category>
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<p>Como todas as pessoas da minha idade, cresci junto com o crescimento da internet. Assisti ao lançamento das redes sociais e ao crescimento do papel que elas passaram a ocupar na vida das pessoas. Através da internet adquiri conhecimento, informação e até conheci algumas pessoas. Fui edificada através de leituras, vídeos, palestras e reflexões vistas aqui e ali. E como a maioria das pessoas dos nossos dias, uso a internet em base regular para fazer uma grande variedade de coisas. Como toda ferramenta, quando a internet é usada para a glória de Deus, ela pode trazer inúmeros benefícios para a nossa vida. E como toda ferramenta, ela também pode se transformar em maldição por diversos motivos. Um deles é quando as coisas boas proporcionada pelo seu uso ocupam, em nossas vidas, o espaço de coisas que Deus criou e não gostaria que fossem substituídas — por exemplo, a comunhão e o aprendizado que apenas o convívio na igreja local pode nos dar.</p>



<p>E qual o grande problema disso?</p>



<p>Deus nos colocou em igrejas por um motivo. E, quando se trata de ordenanças divinas, podemos ter a certeza de que possuem maior excelência do que qualquer coisa que nossas mentes modernas possam inventar.</p>



<p>Ele nos deu um pastor que tem a responsabilidade de se dedicar ao estudo da Palavra e, por isso, temos o privilégio de sermos cuidados de perto. Ler bons livros, assistir palestras ou pregações pela internet pode ser algo benéfico. Mas nada substitui o a benção que é ser pastoreado. Ouvir a palavra de Deus domingo após domingo, como igreja, todos reunidos, é uma benção incomparável e não pode ser substituída por uma pregação online assistida individualmente. Deus instituiu também um conselho de presbíteros que pode nos servir ao nos ajudar em problemas cabulosos. Seja sendo disciplinados, admoestados, consolados ou fazendo justiça quando somos injustiçados. Quantas situações difíceis não podem ser resolvidas através de ou com o auxílio do conselho da igreja? Simplesmente não podemos substituir isso por uma caixinha no Instagram que não cabem 100 caracteres, que dirá quando passamos por problemas complexos nas nossas vidas.</p>



<p>Além disso, existe o ministério dos diáconos, que pode nos servir quando estamos passando por alguma necessidade ou dificuldade. Eles são responsáveis por ter um olhar atento às famílias das igrejas, ou a receber essas situações e administrá-las para que as famílias da igreja não fiquem sem assistência. Já vi queixas de pessoas que reclamavam que sua igreja não as ajudava. Mas será que buscaram por ajuda? Será que buscaram a liderança da igreja local ou escolheram primeiro reclamar para um desconhecido?</p>



<p>Além disso, ao viver em comunidade, temos inúmeras oportunidades de aprendizado. Cristãos mais experientes podem servir aos menos experientes com seu conhecimento e sabedoria. Crentes mais jovens podem ajudar os mais velhos com sua força e vigor. Ah, quão linda é a vida em igreja! Não podemos negligenciar isso ou substituir por algo que não é ruim em si, mas certamente é inferior.</p>



<p>Além disso, existe um campo de ação dedicado exclusivamente às mulheres que corre grande risco de ser substituído.</p>



<p>“Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.” (Tito 2.3-5). Textos, livros, palestras, dicas e tudo o mais são excelentes! Mas nada substitui a comunhão intencional que cumpre Tito 2. Particularmente, devoro bastante conteúdo sobre feminilidade e vida cristã nas redes sociais, mas devo dizer que as maiores lições que tive e que mudaram meu comportamento foi em contato com outras irmãs.</p>



<p>Certa vez, escutei uma irmã falando que amava cuidar de seu lar. Parei para pensar que frequentemente reclamava dos meus afazeres e que deveria mudar isso. Outra vez, sendo hospedada na casa de uma outra irmã, vi a forma servil e respeitosa pela qual ela servia ao seu marido nas refeições. Parei para pensar que esse é um costume que eu gostaria de ter. Cresci em um lar em que a dona dele, minha mãe, sempre valorizou mais os momentos em família do que a bagunça que eles causavam, e eu carrego isso comigo até hoje. Ao ajudar algumas mães com crianças pequenas, percebi muitas batalhas que posso precisar lutar um dia e também o exemplo de mães cristãs que lidaram com elas de maneira bíblica.</p>



<p>Eu poderia escrever um livro sobre isso, pensando em todas as formas em que&nbsp;outras irmãs cristãs causaram um impacto em mim, mesmo sem eu perceber. Em todos esses momentos, ninguém parou para me falar nada, apenas me ensinaram com o próprio exemplo. E isso só pode acontecer quando vivemos em comunhão, como Deus quer que vivamos.</p>



<p>Por isso, deixe-me voltar ao nosso tema principal, e até mesmo ser repetitiva. A internet é uma benção, e aprendo muito com os irmãos e irmãs que compartilham certas coisas nela. Entretanto, ela não tem a estrutura para substituir o que foi dado pelo próprio Deus, e não é tão valiosa quanto! Não se trata de não usar todas essas coisas, mas sim de usá-las da maneira correta.</p>



<p>Ao invés de buscar respostas na caixinha do Instagram, já tentou dividir seus questionamentos com uma irmã visivelmente mais sábia que você? Antes de buscar aconselhamento nas redes sociais, já pensou em buscar seu pastor?</p>



<p>E se você tem a sensação de que não pode contar com ninguém na sua igreja, pois ela “não possui comunhão”, já tentou você mesmo promover momentos assim? Já tentou chamar alguém pra comer na sua casa? Puxar conversa depois do culto? Ou você sai correndo após o culto e mesmo assim espera ter comunhão?</p>



<p>A verdadeira comunhão dá muito mais trabalho e é muito mais incômoda do que a “comunhão” online. Mas, acredite em mim, ou melhor, nas Escrituras: o valor dela é incomparável. Por isso, que o Senhor nos ajude a não buscarmos na internet o que só podemos obter através da verdadeira comunhão. Claro que para isso precisaremos arregaçar as mangas e trabalhar, mas me diga se não vale a pena:</p>



<p>“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.” (Salmo 133)&nbsp;</p>



<p>&#8230; Cynara de Souza, casada com Quésede de Souza, membro da Igreja Presbiteriana Filadélfia em Marabá-PA, dona de casa e Engenheira de Produção.</p>



<p>Fonte da imagem: Pinterest</p>
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