<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-15645878</atom:id><lastBuildDate>Sun, 26 Apr 2026 07:27:46 +0000</lastBuildDate><title>Crackpot Ideas</title><description></description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Unknown)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>583</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3611184335797313516</guid><pubDate>Mon, 03 Apr 2017 00:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-04-02T22:04:01.221-03:00</atom:updated><title>Confessionário</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
São tantos os delírios no decorrer da noite que optamos por atravessar a tormenta quietos, cientes de que existe uma reza que antecipa a confissão. E, se fosse para rezar com as mãos apertadas e os olhos cerrados, jamais rezaria por absolvição. A solitude é uma forma de eternidade desacelerada que só pode ser percebida nas confissões não feitas. A partir do momento em que se expurga os desejos incabíveis em simples palavras, validamos um sentimento quase imperceptível, uma sensação de não-estar ou não-ser dentro daquele espaço e tempo conquistado. Aprendemos a não-ser ou não-fazer o que queremos após a confissão, escondendo a verdadeira face até o dia em que voltaremos a ser quem um dia já fomos, com os mesmos anseios crescentes que florescem quando achávamos que já estavam extintos, como uma espécie de hino ao Sísifo que continua seu trabalho diário para todo o esquecimento. E, se fosse para rezar de joelhos e cabeça abaixada, jamais rezaria pela repetição e, sim, para a realização dos atos inconfessáveis, finalizando assim o ciclo noturno e esperando a bonança após a tempestade.&lt;/div&gt;
</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2017/04/confessionario.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1835814707792189918</guid><pubDate>Wed, 22 Mar 2017 02:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-03-21T23:44:14.426-03:00</atom:updated><title>Acontecimentos</title><description>Aconteceu – duvidei, mas já estava esperando. Aconteceu sem querer, talvez eu nem tenha percebido até que fosse tarde demais. Foi sorrateiro, mas aconteceu. Fazer o quê? Síncope pós-moderna na medida do engano, tu lá, eu aqui. Tu aqui, eu lá. Por que nunca juntos? Aconteceu, simples assim. Será que eu esperava acontecer? Será que, no fundo, eu queria que acontecesse? Contingência das palavras nunca ditas. E aconteceu mesmo sem nenhuma palavra dirigida, sem nenhuma frase professada, sem nem sequer uma declaração murmurada. O problema do romantismo está no ato ambíguo de se sofrer calado. Faz parte do contrato. Pois eu deixei acontecer, deveria ter impedido? Gonçalves Dias já se perguntava se se morre de amor. Não, não se morre no primeiro verso. Pelo menos eu nunca morri. Poderia ter acontecido com tanta gente – e acontece –, mas aconteceu comigo. Todo dia, um coração a mais é arrebatado por esse acontecimento. Sofre calado pelo amor não correspondido. Aqui simplesmente aconteceu. Gosto de me sentir assim, à mercê dos sentimentos. Algumas coisas acontecem porque tinham que acontecer. Deixemos acontecer até que aconteça. E hoje aconteceu.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;(...) Sentir, sem que se veja, a quem se adora,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Segui-la, sem poder fitar seus olhos,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Amá-la, sem ousar dizer que amamos,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;E, temendo roçar os seus vestidos,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Arder por afogá-la em mil abraços:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Isso é amor, e desse amor se morre!&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;i&gt;- &lt;b&gt;Gonçalves Dias&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2017/03/acontecimentos.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-4017512022480441999</guid><pubDate>Tue, 18 Oct 2016 02:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-18T00:25:52.249-02:00</atom:updated><title>Sobre ele, sobre você, sobre eu mesma.</title><description>Vontade de escrever sobre ele. Vontade de escrever sobre o que ele faz que eu ainda não sei muito bem o que é. Vontade de escrever sobre o que ele pensa que eu ainda não sei decifrar. Ou o que ele come, ou aonde vai, ou o que canta sozinho no banheiro. Vontade de escrever sobre o local exato em que seu corpo começa e termina, ou onde eu gostaria que a minha mão começasse a acariciar sem hora para terminar. Vontade de descrever os seus olhos que eu não consigo encarar de frente. Ou a maneira cômica que ele anda, o jeito que seus braços ficam afastados do tronco, o corte horrível do seu cabelo. Vontade de escrever sobre o que eu não vejo e não sinto e escondo porque eu não consigo entender, ou eu escolho não entender porque prefiro esconder e não sentir e não ver. Vontade de escrever sobre o tempo que me faz esquecer do seu sorriso. Ou do relógio que apressa meus dias, ou as horas que sabotam minha tarde, ou os minutos que prolongam meus suspiros. Vontade de escrever sobre ele que frequenta meus pensamentos sem nem ser convidado, ou que já foi convidado por uma das vozes na minha cabeça que quer dormir, mas que não sabe dizer bem ao certo quando enviou o convite. Vontade de escrever sobre ele que, afinal, vai ser sempre um rascunho meu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre você, &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com.br/2009/07/sobre-voce.html&quot;&gt;versão original&lt;/a&gt;.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2016/10/essa-so-poderia-ser-sobre-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-9068395043535775458</guid><pubDate>Tue, 18 Oct 2016 01:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-17T23:54:16.999-02:00</atom:updated><title>Notas sobre a experiência e o saber de experiência</title><description>&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&quot;(...) o que eu quero apontar aqui é que uma sociedade constituída sob o signo da informação é uma sociedade na qual a experiência é impossível.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&quot;(...) a experiência é cada vez mais rara, por falta de tempo. Tudo o que se passa passa demasiadamente depressa, cada vez mais depressa. E com isso se reduz o estímulo fugaz e instantâneo, imediatamente substituído por outro estímulo ou por outra excitação igualmente fugaz e efêmera. O acontecimento nos é dado na forma de choque, do estímulo, da sensação pura, na forma da vivência instantânea, pontual e fragmentada. A velocidade com que nos são dados os acontecimentos e a obsessão pela novidade, pelo novo, que caracteriza o mundo moderno, impedem a conexão significativa entre acontecimentos. Impedem também a memória, já que cada acontecimento é imediatamente substituído por outro que igualmente nos excita por um momento, mas sem deixar qualquer vestígio.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&quot;É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&quot;Se a experiência é o que nos acontece, e se o sujeito da experiência é um território de passagem, então a experiência é uma paixão. Não se pode captar a experiência a partir de uma lógica da ação, a partir de uma reflexão do sujeito sobre si mesmo enquanto sujeito agente, a partir de uma teoria das condições de possibilidade da ação, mas a partir de uma lógica da paixão, uma reflexão do sujeito sobre si mesmo enquanto sujeito passional. (...) O sujeito passional não é agente, mas paciente, mas há na paixão um assumir os padecimentos, como um viver, ou experimentar, ou suportar, ou aceitar, ou assumir o padecer que não tem nada que ver com a mera passividade, como se o sujeito passional fizesse algo ao assumir sua paixão. (...) Na paixão, o sujeito apaixonado não possui o objeto amado, mas é possuído por ele. Por isso, o sujeito apaixonado não está em si próprio, na posse de si mesmo, no autodomínio, mas está fora de si, dominado pelo outro, cativado pelo alheio, alienado, alucinado.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&quot;(...) o saber da experiência não pode beneficiar-se de qualquer alforria, quer dizer, ninguém pode aprender da experiência de outro, a menos que essa experiência seja de algum modo revivida e tornada própria.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #222222; font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;b&gt;Jorge Larrosa Bondía&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;i&gt;Universidade de Barcelona, Espanha&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;Tradução de &lt;b&gt;João Wanderley Geraldi&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8px;&quot;&gt;&lt;i&gt;Universidade Estadual de Campinas, Departamento de Lingüística&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2016/10/notas-sobre-experiencia-e-o-saber-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-6460801665964367494</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2016 03:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-08-26T00:52:50.487-03:00</atom:updated><title>Tragédia Grega</title><description>Em&lt;i&gt; &quot;Édipo Rei&quot;&lt;/i&gt;, de Sófocles, o enigma da Esfinge é sempre antecedido pelo jargão: &lt;i&gt;&quot;decifra-me ou devoro-te&quot;&lt;/i&gt;. Como era de se esperar, cá me encontro com uma esfinge a me observar pacientemente. E, seguindo o compasso de tragédia grega, já não sei o que fazer a respeito dessa situação insossa. Se, ao investigar o silêncio, corre-se o risco de perder a atenção no decorrer das horas apertadas, decido fazer o contrário, preenchendo o espaço-tempo de prosa literária. Devo eu passar despercebida entre as garras da esfinge? Fugir, ignorar, deixar pra lá. Devo eu desafiar a criatura mitológica e encarar o desafio? Lutar, insistir, trazer pra cá. Devo, por fim, seguir meus instintos e não invocar mais nenhum deus que eu não saiba nomear de cabeça. Cada vez mais, estou morando nas entrelinhas das perguntas, nas curvas das minhas próprias interrogações desajeitadas. Enquanto a esfinge não sabe dizer nem o porquê da sua inquisição descuidada, muito menos como lançá-la em minha direção, eu fico aqui desejando devorá-la muito mais do que decifrar suas intenções.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2016/08/tragedia-grega.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5472333827399736330</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2016 02:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-08-24T00:37:35.055-03:00</atom:updated><title>Recém-nascida de mim mesma</title><description>&lt;span style=&quot;font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Semana I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como aquele que é retirado do útero desnorteado e já sai para adoção entre os quartos estreitos, eu chego em minha pátria amada sem nenhum resquício de patriotismo estampado no rosto e sem braços para me envolver em conforto. Também chego pelos corredores longos, nas filas eternas, com as dúvidas incompletas. Quem eu sou? Que língua eu falo? Para onde vou? Recém-nascida de mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Semana II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;Ainda afastada de tudo e todos, começo a regressar aos meus cinco sentidos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;em visitas breves que me remetem ao cheiro dos livros,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;ao som do vento nas noites de inverno,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;ao ranger das portas sorrateiras. Aperto o passo nas avenidas, circulo a passos rápidos grupos de pessoas barulhentas e me mantenho escorregadia. Continuo a pertencer ao local de onde parti, insisto em pensar por nós dois, como se ainda estivesse com ele, fazendo contrabando de&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Semana III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Volto aqui para contar um pouco de mim depois de todo esse tempo, mas me esqueço de soletrar. A demora no regresso faz parte do meu prólogo. T&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;anta saudade da minha pessoa foi acumulada&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #545454; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: x-small; line-height: 18.2px; text-align: left;&quot;&gt;—&lt;/span&gt;&amp;nbsp;nem um pouco traduzida como falta&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #545454; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: x-small; line-height: 18.2px; text-align: left;&quot;&gt;—&lt;/span&gt;&amp;nbsp;mas possivelmente compreendida como preenchimento. Tanta coisa para divagar, tantas palavras&amp;nbsp;para escrever em linhas tortas de cadernos tailandeses e agora só consigo suspirar. Fui vê-lo e meu suspiro transformou-se em soluço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Semana IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; text-align: justify;&quot;&gt;Depois de dois anos viajando o mundo, volto para o Brasil transbordando de algo que eu ainda não aprendi a compartilhar. Se fosse para metaforizar, diria que eu me preenchi de tanta história que só consigo expirar lentamente em ritmo de mantra para me acalmar. Paulatinamente, deixo-me soltar e paro de lutar contra meu próprio retorno. Volto a me pertencer. Volto a ser quem eu fui, quem eu sou e, se me atrevo a dizer, volto a pensar em quem um dia eu quero ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2016/08/recem-nascida-de-mim-mesma.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3456874723280047892</guid><pubDate>Mon, 30 Sep 2013 23:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-30T20:11:28.211-03:00</atom:updated><title>Conjugação de verbo - parte 2</title><description>&lt;p dir=ltr&gt;- Quero voc&amp;#234;.&lt;br&gt;
- Mas querer nem sempre &amp;#233; poder.&lt;br&gt;
- Quando eu queria, voc&amp;#234; fugiu.&lt;br&gt;
- H&amp;#225; diversos tipos de quereres.&lt;br&gt;
- N&amp;#227;o existe querer sem querer saber.&lt;br&gt;
- Voc&amp;#234; me quer agora?&lt;br&gt;
- Bem que se quis.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;Leia a &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/conjugacao-de-verbo.html&quot;&gt;parte 1&lt;/a&gt; aqui.&lt;/p&gt;
</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2013/09/conjugacao-de-verbo-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5236401782690270948</guid><pubDate>Sun, 29 Sep 2013 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-29T13:08:08.942-03:00</atom:updated><title>Sentença</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 180%; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Súcubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5379039018449201522&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR4KVPnto5UqsIPltP-OMje5Ox8MF-QEwZFla_IQjhC7zPYtF7QU7tGRZoeuzPoOKZyaEAKsJceXYa0zrkfeMlsU8bRJ8X0wQFMt4LUXjWXLWjhTmrAmrtkhO5QV62pCF9a_RQow/s200/suc_0.png&quot; style=&quot;height: 17px; width: 11px;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Ninguém ata o destino e fere a honra como fizemos saindo ileso, feiticeira. Agora, é preciso silêncio. Depois dele, soaremos em harmonia uma vez mais. Só do nosso reencontro pode nascer o acorde que violará qualquer sigilo, e é dele que tocaremos a música que nos conduzirá além disso tudo — que para nós já é tanto e tão pouco. Todo fim obriga um recomeço, pois não há espaço vazio no que é humano. E o que há de mais humano em nós do que a música de nossas almas?&quot;

&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic; font-weight: bold;&quot;&gt; por B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 180%; font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Íncubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5379039012400808434&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlJ9qaj7PLE92XIJdPp8YEdUvOdC4pMbeEeDwJZEE829alHdwkfRYhT1f6FKoHTVfFAKEd4Ohu2HNSEemG3vt65_SyiM0EI_53QV1MhBnZm88qcfC8TZ4HeEZ-EVYsQ1R9YWo5QQ/s200/inc_0.png&quot; style=&quot;height: 15px; width: 17px;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
Depois de séculos afastados, continuas vagando solitário entre sonhos despertos, andarilho? Já não bastava ter abandonado sua casa, seus desafios, suas vontades? Creio que estás aguardando o momento em que seu caminho reconhecerá o feitiço derradeiro. Deixamos de ser humanos a partir do instante em que decidimos nos penalizar sozinhos e nossa carne viva já deve estar cicatrizada agora. Se assim for, só poderei fazer uma única fogueira para atraí-lo de volta à minha tenda e, quando vislumbrar uma brisa trêmula entre as estrelas, é hora de apressar o passo em minha direção, uma vez que somente dentro de mim encontrarás a almejada salvação.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2013/09/sentenca.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR4KVPnto5UqsIPltP-OMje5Ox8MF-QEwZFla_IQjhC7zPYtF7QU7tGRZoeuzPoOKZyaEAKsJceXYa0zrkfeMlsU8bRJ8X0wQFMt4LUXjWXLWjhTmrAmrtkhO5QV62pCF9a_RQow/s72-c/suc_0.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1548288545546956342</guid><pubDate>Sun, 29 Sep 2013 15:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-29T12:18:50.288-03:00</atom:updated><title>Idas e vindas</title><description>Em &lt;i&gt;&quot;The End of the Affair&quot;&lt;/i&gt;, de Graham Greene, ele revela já no início que &lt;i&gt;“a story has no beginning or end: arbitrarily one chooses that moment of experience from which to look back or from which to look ahead.”&lt;/i&gt; E, de fato, ele está mais do que certo ao afirmar que uma história representa um precipício em que o narrador/escritor fica à beira dos limites da gravidade em um balancè discursivo, talvez à espera da mudança do vento. Por vezes, abandonei o gosto pela escrita por não ter vontade, por não ter leitores, por não ter tempo ou paciência. Acabo me sentindo como um bumerangue de madeira reaproveitada que retorna arrependido para o dono, como se o impulso de ir fosse mais forte do que o de voltar, contrariando todas as leis da física e tornando a brincadeira quase absurda. Se há um culpado na falta de histórias, talvez seja o dono que não confeccionou (ou comprou? ou arremessou?) o brinquedo corretamente. Ora, pois se para contar uma história é mais do que necessário partir de uma pluralidade de alternativas, o narrador/escritor se posiciona a favor do vento esperando o abismo encará-lo e joga o bumerangue para qualquer direção. No entanto, esquece que o objeto possui somente um trajeto de ida e volta, afinal, não importa o quanto ele torça por surpresas: a história traçada é mais do que óbvia.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2013/09/idas-e-vindas.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7600532335036672432</guid><pubDate>Sat, 04 Aug 2012 05:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-04T02:20:29.458-03:00</atom:updated><title>Teoria do Esforço Humano</title><description>O que difere os seres humanos é o esforço de cada um. O esforço rege a sinfonia para aqueles que não querem simplesmente seguir com a maré. Siga sempre contra a maré, pois esse empenho é o que mantém nós, Homo sapiens, vivos. É preciso se esforçar para escrever, para ler, para trabalhar. É preciso se esforçar para levantar todo santo dia da cama. É preciso se esforçar para fazer com que um relacionamento dure mais do que uma única noite. Eu tenho uma visão romântica da vida, meus pais irão completar 35 anos de casados e eu sempre acreditei que o amor fluía naturalmente entre eles. Doce engano meu. Com o tempo, percebemos que amor nenhum dura sem esforço mútuo. E, acima de tudo, precisamos pesar se esse esforço é baseado em amor verdadeiro e crença na felicidade, ou se é puro comodismo e sacrifício por algo maior. É preciso se esforçar para garantir a sobrevivência da espécie. É preciso saber viver. Se o amor te transforma em guerreiro em um combate aberto, não há rendição até que um dos lados sucumba por final.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2012/08/teoria-do-esforco-humano.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7428990248712982234</guid><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-28T13:41:16.699-02:00</atom:updated><title>Traição</title><description>- Amor, estou tendo um caso.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Estou te traindo com outra.&lt;br /&gt;- Você perdeu o juízo?&lt;br /&gt;- Ela me preenche com algo que você nunca conseguirá me preencher. Ela tem milhares de ideias e escolhe a palavra exata para me fazer ficar mais e mais com os olhos colados em seu corpo. Ela consegue me intimidar e me acariciar ao mesmo tempo, transforma meus dias e noites em horas inúteis, um passatempo delicioso. Eu me sinto um novo homem, posso ser quem eu quiser e ela entenderá. Ela não me julga, não me pede para mudar, não enche meu saco. Muito pelo contrário, ela me incentiva a ser melhor, a questionar e a buscar o que realmente importa dentro de mim mesmo.&lt;br /&gt;- Mas quem é essa mulher-toda-poderosa?&lt;br /&gt;- Só vim lhe contar sobre essa traição quando vi que ela estava começando a te seduzir discretamente por ciúmes e posse.&lt;br /&gt;- Mas eu não sou lésbica.&lt;br /&gt;- Ela consegue seduzir qualquer um com suas artimanhas, quando você vê, ela já está toda aberta nas suas mãos para você fazer o que quiser com seu corpo. Ela pode te deixar lúcida e te enlouquecer na mesma frase, um misto de tesão e temor.&lt;br /&gt;- Meu Deus, quem é essa que você se apaixonou tão rapidamente?&lt;br /&gt;- É a literatura. Estou tendo um caso com a literatura, essa safada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;status-body&quot;&gt;&lt;span class=&quot;entry-content&quot;&gt;&lt;em&gt;Além desse &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/08/faltou-isso-aqui.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;diálogo insone&lt;/a&gt;, ando tendo ótimas conversas noite afora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais papos sobre &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2008/06/ols.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Olás&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, sobre a escolha de nossa &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/03/direcao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Direção&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, sobre nossa &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/03/conversa-de-botas-batidas.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Conversa de Botas Batidas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, sobre o &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/06/dialogos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Moulin Rouge&lt;/a&gt;, sobre a &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/08/sindrome-de-polvo.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Síndrome de Polvo&lt;/a&gt; e sobre &lt;a href=&quot;http://crackpotideas.blogspot.com/2009/11/dragao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Dragões&lt;/a&gt;. Basta clicar e ler.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2012/01/traicao.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1757536842556461433</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 21:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T00:32:42.117-02:00</atom:updated><title>A Folha em Branco</title><description>&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; Cá estávamos nós, com olhos fixos um no outro. Desconfiados e sem intimidade para dizer coisas realmente verdadeiras, pelo menos não tão verdadeiras quanto eu gostaria de dizer. Aqueles desabafos que não pensamos ou não nos preocupamos com o impacto que poderão causar naquele que ouve ou que finge ouvir. A verdade, todavia, não  precisa ser dita. O poeta é um fingidor e não ignoro que você esteja lendo o que eu escrevo. Não acredito nessa espécie peculiar de absolvição: como se, no ato de escrever, eu estivesse expulsando meus demônios eloquentes em um confessionário. Acredito que, talvez inocentemente, aquele que absolve não está acima ou abaixo, mas dentro de nós mesmos. E continuo escrevendo rapidamente palavras em um espaço branco na folha, matando linhas, engolindo parágrafos. O grande problema é  que, como no decorrer de nossa vida, quanto mais letras você jogar em uma página, mais espaço sobrará para ser vasculhado. Para alguns, a vida é um folha vazia esperando ansiosamente para ser preenchida com lembranças e memórias. Para outros, ela não passa de um livro imenso que precisa ser devorado palavra por palavra até seu ato final, o epílogo. Para mim, a vida é um caderno de caligrafia: há de se rabiscar inúmeras vezes para que possamos corrigir nossos erros e aprender a lição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/10/folha-em-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2458720802966534145</guid><pubDate>Sat, 11 Jun 2011 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-11T13:13:36.757-03:00</atom:updated><title>Voltei a escrever</title><description>&lt;img style=&quot;cursor: pointer; width: 400px; height: 281px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLwwa1lHuvyL1JYbwNk2SwWvcryLaIY_KSP7EZ0DBGekeMX5vRlX5ReBpesB6stc5lw-lEUSaBbQ7IPnBjW8BMf66FQmZlGA5Y1-vMVWkeFoxQ3Yernj9s0R-JaKE8ofEIr_h-hA/s400/021.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5616989817216472322&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;br /&gt;E se houvesse alguém a carregar uma flor, só houvesse um alguém e mais ninguém, que na nossa relação durasse mais e que não se magoasse por coisas triviais, que fosse verdadeiro e que a verdade, toda a verdade, apenas a verdade, nada menos que a verdade expusesse sem medo de retroceder. Percorreria a cidade na qual estou sem saber muito bem o porquê, apenas aprendi que certas contingências não são endereçadas e que, a partir de perguntas, não devemos esperar confidências planejadas. E se depois houvesse alguém que dissesse que não estamos preparados, e nos perguntaríamos se estaremos preparados para quê?, preparados para nascer e crescer e morrer?, preparados para viver, penso eu, juntos. E se eu fosse a única da família que teria vontade de caminhar a plenos pulmões, sem a preocupação de talvez escrever um testamento e voltar a escrever um texto coerente que há muito tempo não consigo, não porque não quero, mas porque não me vejo mais carregando uma flor. E se houvesse alguém, quem quer que fosse a segurar o caule sem espinhos e o atirasse cova rasa abaixo, esse não seria eu. Eu já estaria enterrada a sete palmos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;* Fotografia: &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://www.lilyacorneli.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lilya Corneli&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/06/voltei-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLwwa1lHuvyL1JYbwNk2SwWvcryLaIY_KSP7EZ0DBGekeMX5vRlX5ReBpesB6stc5lw-lEUSaBbQ7IPnBjW8BMf66FQmZlGA5Y1-vMVWkeFoxQ3Yernj9s0R-JaKE8ofEIr_h-hA/s72-c/021.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2397796246393220640</guid><pubDate>Mon, 21 Mar 2011 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-20T22:50:17.492-03:00</atom:updated><title>Tempo para quê?</title><description>Eu já não sei escrever, não como antigamente. E isso é culpa do amor. Digamos que o amor é e é tanto que já não se sabe se existe. Porque quem ama ou que venha a amar, deixa teu verbo no intransitivo, pois não sairá ileso de lá. Dissídio ou fome de palavras vagabundas, dores de vida sem finalidade ou coerência. Porque quem escreve ou que venha a escrever, deixa teu verbo no infinitivo, pois não haverá consciência. Digamos que o amor é e é tanto que já achei graça no seu caminhar erradio. Porque agora que passou o verão, os cachos desceram para o pescoço e acariciaram a nuca, uma vez que o lápis beijou o chão. Já dizia um poeta não muito conhecido que, se você não tem tempo para ler, você também não tem tempo para escrever. Despeço-me, pois hoje eu só tenho tempo para amar.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/03/tempo-para-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7917110579254421722</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 15:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-28T13:13:18.986-02:00</atom:updated><title>Let it go</title><description>Aquela certeza de já ter feito tudo o que estava no alcance de suas mãos e a incerteza de não saber se o que está fazendo é o correto faz a cabeça latejar. O grande receio que persegue as pessoas à noite sempre será estocado entre as mãos e a cabeça. Tudo isso deve ser deixado no travesseiro, peça fundamental para estoque de pensamentos inacabados, ele será aconchegante e macio quando necessário e insuportavelmente silencioso para guardar nossos talvezes, serás e todavias. Só existe um dia em que nada pode ser feito: o dia da nossa morte. Quando esse dia - do juízo - final chegar, não adianta tentar acertar as contas. We just need to let it go.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/11/let-it-go.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5822526159672755501</guid><pubDate>Mon, 18 Oct 2010 04:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-18T02:17:47.861-02:00</atom:updated><title>Silêncio</title><description>&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;Nenhum dos dois sabe bem ao certo o que fazer com o silêncio que  paulatinamente surgiu entre nós. De um dia para o outro,  transformamo-nos em pais. Talvez possamos domá-lo como nossa cria e  niná-lo nos braços como filhote nascido do meu próprio ventre. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;Darei meu  colo como acalanto e meu seio como alimento. Temos um mundo inteiro  para mostrar e, muitas vezes, vamos nos perder em nossos ensinamentos.  Todavia, vamos continuar em frente e, quando nosso silêncio estiver  crescido, quando ele se tornar mestre e nos rebaixar a aprendizes, seus  últimos minutos de vida chegarão ao fim. Logo, estaremos nos perguntando  o porquê de termos nos dedicado tanto tempo a algo tão efêmero, sem saber que a entrega não está no ato de trazê-lo para perto de si e, sim, em deixá-lo seguir em frente.&lt;/span&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/10/silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3175079260362523020</guid><pubDate>Sun, 01 Aug 2010 23:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-02T22:50:42.802-03:00</atom:updated><title>Chapeuzinho Vermelho</title><description>&lt;div align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-08-01T17_00_08-07_00.mp3&quot;&gt;&lt;em&gt;Lonesome Road&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Crooked Still.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pela estrada afora, o que permanece ao nosso redor é somente a sensação de perda recorrente, seja da paisagem que corre depressa através do olhar atento, seja do vento que preenche os pulmões. A mudança rápida de aromas mornos no ar só ressuscita o lobo que vaga rastejante pelas curvas da rodovia à espreita de carne para o seu banquete. A estranheza ressalta o brilho azulado da madrugada e o céu lavado da noite anterior cai devagar atrás das encostas sem nome. Fitar seus olhos de cores nunca antes mencionadas, desse verde sutil que não existe em nenhuma palheta, mistura ingredientes misteriosos dentro de mim mesma. E percorro o estágio da euforia extenuante ao da segurança plena ao perceber que ali, ao seu lado, lobo nenhum irá rasgar minha pele revelando meus medos. Quando nosso regresso acontecer, as saudades dos semáforos serão servidas como piquenique na sua cesta de guloseimas. Nessa velocidade que amedronta quem de fora observa, saberei que ali, mais uma vez ao seu lado, a estrada não será tão solitária quanto costumava ser.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/08/chapeuzinho-vermelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-8656796220717704573</guid><pubDate>Thu, 03 Jun 2010 04:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-04T05:36:26.669-03:00</atom:updated><title>Animal</title><description>&lt;div align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-06-04T01_26_54-07_00.mp3&quot;&gt;&lt;em&gt;Animal&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Pearl Jam.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;I&#39;d rather be... I&#39;d rather be with... I&#39;d rather be with an animal.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Falo do instinto animal de espera e não da racionalidade exacerbada. Deveras são as necessidades para se resolver na urgência do dia-a-dia. Muitas vezes, é preferível esperar conscientemente por aquilo que se quer, visto que nossos atos indicam precipitação e nossa memória pode nos pregar uma peça de arrependimento. Falo dos movimentos que precisam ser calculados. O ato de observar e guardar pra si as insignificâncias involuntárias. Veja através do tempo que se arrasta sob a pele cinzenta marcada pelo inverno, como conjetura subcutânea ou sucedânea das minhas várias esperas. Falo da efemeridade das coisas e dos sentimentos humanos. Os animais respiram controladamente e esperam os minutos suficientes para o ataque. Sem esperar ou aguardar, sem relutar um instante sequer. Desconhecer a anestesia, sobreviver à base da pressa cotidiana. Saber que o silêncio antecede o bote. Falo da boca pra dentro, porque da boca pra fora eu só posso me calar. Animais não conseguem falar.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/06/animal.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-6496529167955487711</guid><pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T02:08:14.298-03:00</atom:updated><title>Antropofagia</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEoEJEaq1_zfahzAPvt34Onxf0WkJuUVvHXliP4aycknOUjWlLLygwx4XLE1CAEuKCthTViBoUdyRN-FvkF3KIiT6J7BU4TX0gCm9eWniUq-olD7ZGXDOa07zQH3Q-ZfO45tR7Fw/s1600/044.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 281px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEoEJEaq1_zfahzAPvt34Onxf0WkJuUVvHXliP4aycknOUjWlLLygwx4XLE1CAEuKCthTViBoUdyRN-FvkF3KIiT6J7BU4TX0gCm9eWniUq-olD7ZGXDOa07zQH3Q-ZfO45tR7Fw/s400/044.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5463924256973381330&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;- Enquanto tu estiveres acordado, ainda posso te ter.&lt;/span&gt; - minto.&lt;br /&gt;Deitada na cama, com os braços para trás, deixo-me ser acariciada. Descubro um dos teus segredos inconfessáveis no momento em que tua mão pousa entre os meus seios. Tu escondes tua antropofagia embaixo das unhas roídas e teus impulsos sádicos são guardados entre os teus cabelos compridos. Ao estender a palma da tua mão no lado esquerdo do meu tórax, deixaste claro teu desejo de abrir meu peito ao meio e puxar meu coração pra fora. Sentir o músculo ainda quente pulsar entre teus dedos e fincar teus dentes no tecido frágil está entre tuas fantasias mais excitantes. Passar tua língua na ferida aberta, saciar tua sede no caminho de sangue que escorre de minha pele para ser absorvido pelos lençóis rendados, enquanto nossos corpos nus se encontram escorregadios e manchados de vermelho.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;- Enquanto &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;tu estiveres&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; viva, ainda posso te perder.&lt;/span&gt; - mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;* Fotografia: &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-style: italic;&quot; href=&quot;http://www.lilyacorneli.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lilya Corneli&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/antropofagia.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEoEJEaq1_zfahzAPvt34Onxf0WkJuUVvHXliP4aycknOUjWlLLygwx4XLE1CAEuKCthTViBoUdyRN-FvkF3KIiT6J7BU4TX0gCm9eWniUq-olD7ZGXDOa07zQH3Q-ZfO45tR7Fw/s72-c/044.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-4989962633891937528</guid><pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T00:48:16.518-03:00</atom:updated><title>Retábulo de Santa Joana Carolina</title><description>&lt;blockquote style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&quot;Reclamava, fazia-lhe censuras, insultava-a, insistia nos males  da soberba. Sua resposta, uma vez: &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&#39;O senhor não deixa de ter certa  sabedoria: fala do que conhece.&#39; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span&gt;Decidi propor-lhe casamento. &lt;/span&gt;Não tive boca para dizer-lhe as palavras, nem mesmo quando soube que estava de partida. Tive-lhe ódio, durante alguns anos. Emprenhava as mulheres e detestava os filhos que nasciam porque nenhum era &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;seu. Com o tempo, o ódio foi passando, &lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;veio uma espécie de enlevo&lt;/span&gt;, talvez de gratidão. Acabei achando que Joana Carolina foi minha transcendência, meu quinhão de espanto numa vida tão pobre de mistério.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&quot;Retábulo de Santa Joana Carolina&quot; de Osman Lins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Não me recordo muito bem ao certo, dentre tantas citações e leituras rápidas que fiz por livros online - fiz não, faço, eu sempre faço leituras rápidas para aguçar a inspiração -, no entanto, minha memória é traiçoeira. Resumindo, quero ler esse livro inteiro do Osman Lins, &lt;a href=&quot;http://books.google.com.br/books?id=trXfAClrL7MC&amp;amp;lpg=PA137&amp;amp;ots=ftAn0sp4zu&amp;amp;dq=Decidi%20propor-lhe%20casamento.%20N%C3%A3o%20tive%20boca%20para%20dizer-lhe%20as%20palavras%2C%20nem%20mesmo%20quando%20soube%20que%20estava%20de%20partida.&amp;amp;pg=PA137#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Retábulo de Santa Joana Carolina&quot;&lt;/a&gt;. Acabou de entrar para a minha extensa, porém seleta, lista de próximas aquisições.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/retabulo-de-santa-joana-carolina.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-4326443999824600935</guid><pubDate>Wed, 21 Apr 2010 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-20T23:21:08.908-03:00</atom:updated><title>Metaforizar</title><description>&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Preste atenção, amor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tu não podes me dizer que vais embora. Não sou  folha gasta de caderno juvenil que você rasga ao errar alguns versos.  Sou página da Bíblia que tem a lateral dourada e é pecado você sequer  criar orelha, quanto mais arrancar. Tens que me ler de perto, usando óculos de grau e passar  os dedos no relevo dos meus sermões. Tens que decorar meus parágrafos e gravar meus dizeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Ouça-me bem, amor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tu não podes me descartar assim da sua vida. Não sou uma trepadeira que se poda quando se está grande demais. Sou erva daninha que se entrelaça entre as frestas da tua muralha, quase impossível de arrancar. E quando notares, estarei enrolada em tuas pernas e braços, costas e curvas. Tens que deixar que eu tome conta de ti para proteger a sua defesa. Tens que me fazer florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Ainda é cedo, amor.&lt;/span&gt; Mal começaste a metaforizar.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/metaforizar.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5951281367469714232</guid><pubDate>Sat, 27 Mar 2010 04:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-27T02:01:21.140-03:00</atom:updated><title>Conjugação de verbo</title><description>- Aqui é o começo da nossa própria perdição.&lt;br /&gt;- Há de se perder para poder se encontrar novamente.&lt;br /&gt;- Não estamos acostumados com perdas significativas.&lt;br /&gt;- Já estou acostumada a perder você a cada dia.&lt;br /&gt;- Vê se não perde essa sua eloqüência toda.&lt;br /&gt;- Perca suas mãos entre as minhas coxas.&lt;br /&gt;- Perdê-las-ei uma última vez.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/conjugacao-de-verbo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1738225061154875701</guid><pubDate>Sun, 07 Mar 2010 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-07T17:39:46.310-03:00</atom:updated><title>Morte à luz</title><description>&lt;div align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-03-07T10_25_57-08_00.mp3&quot;&gt;&lt;em&gt;Pagan Poetry&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Björk.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;font-size:130%;&quot; &gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Íncubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style=&quot;width: 17px; height: 15px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlJ9qaj7PLE92XIJdPp8YEdUvOdC4pMbeEeDwJZEE829alHdwkfRYhT1f6FKoHTVfFAKEd4Ohu2HNSEemG3vt65_SyiM0EI_53QV1MhBnZm88qcfC8TZ4HeEZ-EVYsQ1R9YWo5QQ/s200/inc_0.png&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5379039012400808434&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;Seus tentáculos envolviam e brincavam com sua sobremesa, enquanto eu procurava o interruptor elétrico com as mãos suadas e afoitas. Antes dos olhos se assentarem fixos no objeto de desejo, a boca estava ocupada ensaiando a cena cinco do segundo ato. Sentada em seu colo rebolava sua querida e experiente professora, cuja lição mais valiosa é o encaixe perfeito entre a alma e o falo. Entretanto, seu olhar de caçador já mirava outra presa, aquela tateando a parede. Depois da primeira, segunda e terceira morte, não há escapatória ou ressurreição ereta, muito menos disposição. Quando da luz se fez a caligem, ouvi de relance um gemido de negação e um gesto típico de derrota. Mergulhado no breu de si mesmo e na vontade reprimida pelo cansaço, a carícia virou simulacro. E não mais que o lado contrário da luz, a treva tornou-se sua fiel antecessora.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/morte-da-luz.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlJ9qaj7PLE92XIJdPp8YEdUvOdC4pMbeEeDwJZEE829alHdwkfRYhT1f6FKoHTVfFAKEd4Ohu2HNSEemG3vt65_SyiM0EI_53QV1MhBnZm88qcfC8TZ4HeEZ-EVYsQ1R9YWo5QQ/s72-c/inc_0.png" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2709879351379692853</guid><pubDate>Sun, 07 Mar 2010 01:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-07T15:51:08.750-03:00</atom:updated><title>Cheer the hell up</title><description>&lt;img style=&quot;display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; height: 259px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjftm1COeWCrtExSeRxQs8HKtHSAi_zLa9Iesl4ppc47kKfYhyphenhyphenpgzRF6j-rPPkq4pZ10mdwYtnX8Sz2LFDI2XsLMN72XM9oy9C8OUMmWiaDKKEtIC2okzPSK6u7WY9WS_58siNSzg/s400/UU8sftjMci2vy258Cmswsjk4o1_400.gif&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5445964202725529650&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/cheer-hell-up.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjftm1COeWCrtExSeRxQs8HKtHSAi_zLa9Iesl4ppc47kKfYhyphenhyphenpgzRF6j-rPPkq4pZ10mdwYtnX8Sz2LFDI2XsLMN72XM9oy9C8OUMmWiaDKKEtIC2okzPSK6u7WY9WS_58siNSzg/s72-c/UU8sftjMci2vy258Cmswsjk4o1_400.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3003446812394399547</guid><pubDate>Sun, 21 Feb 2010 01:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-24T23:41:29.646-03:00</atom:updated><title>O Mundo</title><description>Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;O mundo é isso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;- revelou.&lt;br /&gt;- Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno que nem percebe o vento e gente de fogo louco que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar e quem chegar perto pega fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: right; font-style: italic;&quot;&gt;* &quot;Livro dos Abraços&quot; de Eduardo Galeano&lt;br /&gt;** Indicação da &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Stefani&lt;/span&gt;, uma amiga que chegou pra ficar.&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/02/o-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><thr:total>2</thr:total></item></channel></rss>