<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-15645878</atom:id><lastBuildDate>Fri, 17 Feb 2012 04:30:40 +0000</lastBuildDate><title>Crackpot Ideas</title><description>&lt;b&gt;&lt;u&gt;CRACK.POT.:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
&lt;i&gt;n&lt;/i&gt; excêntrico. &lt;i&gt;// adj&lt;/i&gt; maluco, louco, doido, impraticável. &lt;br&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;Crackpot Ideas:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; idéias loucas.</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>573</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/mycrackpotideas" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="mycrackpotideas" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">mycrackpotideas</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7428990248712982234</guid><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-28T13:41:16.699-02:00</atom:updated><title>Traição</title><description>- Amor, estou tendo um caso.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Estou te traindo com outra.&lt;br /&gt;- Você perdeu o juízo?&lt;br /&gt;- Ela me preenche com algo que você nunca conseguirá me preencher. Ela tem milhares de ideias e escolhe a palavra exata para me fazer ficar mais e mais com os olhos colados em seu corpo. Ela consegue me intimidar e me acariciar ao mesmo tempo, transforma meus dias e noites em horas inúteis, um passatempo delicioso. Eu me sinto um novo homem, posso ser quem eu quiser e ela entenderá. Ela não me julga, não me pede para mudar, não enche meu saco. Muito pelo contrário, ela me incentiva a ser melhor, a questionar e a buscar o que realmente importa dentro de mim mesmo.&lt;br /&gt;- Mas quem é essa mulher-toda-poderosa?&lt;br /&gt;- Só vim lhe contar sobre essa traição quando vi que ela estava começando a te seduzir discretamente por ciúmes e posse.&lt;br /&gt;- Mas eu não sou lésbica.&lt;br /&gt;- Ela consegue seduzir qualquer um com suas artimanhas, quando você vê, ela já está toda aberta nas suas mãos para você fazer o que quiser com seu corpo. Ela pode te deixar lúcida e te enlouquecer na mesma frase, um misto de tesão e temor.&lt;br /&gt;- Meu Deus, quem é essa que você se apaixonou tão rapidamente?&lt;br /&gt;- É a literatura. Estou tendo um caso com a literatura, essa safada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;em&gt;Além desse &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/08/faltou-isso-aqui.html" target="_blank"&gt;diálogo insone&lt;/a&gt;, ando tendo ótimas conversas noite afora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais papos sobre &lt;/em&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2008/06/ols.html" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Olás&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, sobre a escolha de nossa &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/03/direcao.html" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Direção&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, sobre nossa &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/03/conversa-de-botas-batidas.html" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Conversa de Botas Batidas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, sobre o &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/06/dialogos.html" target="_blank"&gt;Moulin Rouge&lt;/a&gt;, sobre a &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/08/sindrome-de-polvo.html" target="_blank"&gt;Síndrome de Polvo&lt;/a&gt; e sobre &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/11/dragao.html" target="_blank"&gt;Dragões&lt;/a&gt;. Basta clicar e ler.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-7428990248712982234?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2012/01/traicao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1757536842556461433</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 21:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T00:32:42.117-02:00</atom:updated><title>A Folha em Branco</title><description>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Cá estávamos nós, com olhos fixos um no outro. Desconfiados e sem intimidade para dizer coisas realmente verdadeiras, pelo menos não tão verdadeiras quanto eu gostaria de dizer. Aqueles desabafos que não pensamos ou não nos preocupamos com o impacto que poderão causar naquele que ouve ou que finge ouvir. A verdade, todavia, não  precisa ser dita. O poeta é um fingidor e não ignoro que você esteja lendo o que eu escrevo. Não acredito nessa espécie peculiar de absolvição: como se, no ato de escrever, eu estivesse expulsando meus demônios eloquentes em um confessionário. Acredito que, talvez inocentemente, aquele que absolve não está acima ou abaixo, mas dentro de nós mesmos. E continuo escrevendo rapidamente palavras em um espaço branco na folha, matando linhas, engolindo parágrafos. O grande problema é  que, como no decorrer de nossa vida, quanto mais letras você jogar em uma página, mais espaço sobrará para ser vasculhado. Para alguns, a vida é um folha vazia esperando ansiosamente para ser preenchida com lembranças e memórias. Para outros, ela não passa de um livro imenso que precisa ser devorado palavra por palavra até seu ato final, o epílogo. Para mim, a vida é um caderno de caligrafia: há de se rabiscar inúmeras vezes para que possamos corrigir nossos erros e aprender a lição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-1757536842556461433?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/10/folha-em-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2458720802966534145</guid><pubDate>Sat, 11 Jun 2011 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-11T13:13:36.757-03:00</atom:updated><title>Voltei a escrever</title><description>&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kOJxrynv__0/TfOOeooslQI/AAAAAAAACSE/doG0r87jCJs/s400/021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616989817216472322" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E se houvesse alguém a carregar uma flor, só houvesse um alguém e mais ninguém, que na nossa relação durasse mais e que não se magoasse por coisas triviais, que fosse verdadeiro e que a verdade, toda a verdade, apenas a verdade, nada menos que a verdade expusesse sem medo de retroceder. Percorreria a cidade na qual estou sem saber muito bem o porquê, apenas aprendi que certas contingências não são endereçadas e que, a partir de perguntas, não devemos esperar confidências planejadas. E se depois houvesse alguém que dissesse que não estamos preparados, e nos perguntaríamos se estaremos preparados para quê?, preparados para nascer e crescer e morrer?, preparados para viver, penso eu, juntos. E se eu fosse a única da família que teria vontade de caminhar a plenos pulmões, sem a preocupação de talvez escrever um testamento e voltar a escrever um texto coerente que há muito tempo não consigo, não porque não quero, mas porque não me vejo mais carregando uma flor. E se houvesse alguém, quem quer que fosse a segurar o caule sem espinhos e o atirasse cova rasa abaixo, esse não seria eu. Eu já estaria enterrada a sete palmos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Fotografia: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.lilyacorneli.com/" target="_blank"&gt;Lilya Corneli&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-2458720802966534145?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/06/voltei-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-kOJxrynv__0/TfOOeooslQI/AAAAAAAACSE/doG0r87jCJs/s72-c/021.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2397796246393220640</guid><pubDate>Mon, 21 Mar 2011 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-20T22:50:17.492-03:00</atom:updated><title>Tempo para quê?</title><description>Eu já não sei escrever, não como antigamente. E isso é culpa do amor. Digamos que o amor é e é tanto que já não se sabe se existe. Porque quem ama ou que venha a amar, deixa teu verbo no intransitivo, pois não sairá ileso de lá. Dissídio ou fome de palavras vagabundas, dores de vida sem finalidade ou coerência. Porque quem escreve ou que venha a escrever, deixa teu verbo no infinitivo, pois não haverá consciência. Digamos que o amor é e é tanto que já achei graça no seu caminhar erradio. Porque agora que passou o verão, os cachos desceram para o pescoço e acariciaram a nuca, uma vez que o lápis beijou o chão. Já dizia um poeta não muito conhecido que, se você não tem tempo para ler, você também não tem tempo para escrever. Despeço-me, pois hoje eu só tenho tempo para amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-2397796246393220640?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2011/03/tempo-para-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7917110579254421722</guid><pubDate>Sun, 28 Nov 2010 15:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-28T13:13:18.986-02:00</atom:updated><title>Let it go</title><description>Aquela certeza de já ter feito tudo o que estava no alcance de suas mãos e a incerteza de não saber se o que está fazendo é o correto faz a cabeça latejar. O grande receio que persegue as pessoas à noite sempre será estocado entre as mãos e a cabeça. Tudo isso deve ser deixado no travesseiro, peça fundamental para estoque de pensamentos inacabados, ele será aconchegante e macio quando necessário e insuportavelmente silencioso para guardar nossos talvezes, serás e todavias. Só existe um dia em que nada pode ser feito: o dia da nossa morte. Quando esse dia - do juízo - final chegar, não adianta tentar acertar as contas. We just need to let it go.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-7917110579254421722?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/11/let-it-go.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5822526159672755501</guid><pubDate>Mon, 18 Oct 2010 04:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-18T02:17:47.861-02:00</atom:updated><title>Silêncio</title><description>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nenhum dos dois sabe bem ao certo o que fazer com o silêncio que  paulatinamente surgiu entre nós. De um dia para o outro,  transformamo-nos em pais. Talvez possamos domá-lo como nossa cria e  niná-lo nos braços como filhote nascido do meu próprio ventre. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Darei meu  colo como acalanto e meu seio como alimento. Temos um mundo inteiro  para mostrar e, muitas vezes, vamos nos perder em nossos ensinamentos.  Todavia, vamos continuar em frente e, quando nosso silêncio estiver  crescido, quando ele se tornar mestre e nos rebaixar a aprendizes, seus  últimos minutos de vida chegarão ao fim. Logo, estaremos nos perguntando  o porquê de termos nos dedicado tanto tempo a algo tão efêmero, sem saber que a entrega não está no ato de trazê-lo para perto de si e, sim, em deixá-lo seguir em frente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-5822526159672755501?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/10/silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3175079260362523020</guid><pubDate>Sun, 01 Aug 2010 23:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-02T22:50:42.802-03:00</atom:updated><title>Chapeuzinho Vermelho</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-08-01T17_00_08-07_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Lonesome Road&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crooked Still.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pela estrada afora, o que permanece ao nosso redor é somente a sensação de perda recorrente, seja da paisagem que corre depressa através do olhar atento, seja do vento que preenche os pulmões. A mudança rápida de aromas mornos no ar só ressuscita o lobo que vaga rastejante pelas curvas da rodovia à espreita de carne para o seu banquete. A estranheza ressalta o brilho azulado da madrugada e o céu lavado da noite anterior cai devagar atrás das encostas sem nome. Fitar seus olhos de cores nunca antes mencionadas, desse verde sutil que não existe em nenhuma palheta, mistura ingredientes misteriosos dentro de mim mesma. E percorro o estágio da euforia extenuante ao da segurança plena ao perceber que ali, ao seu lado, lobo nenhum irá rasgar minha pele revelando meus medos. Quando nosso regresso acontecer, as saudades dos semáforos serão servidas como piquenique na sua cesta de guloseimas. Nessa velocidade que amedronta quem de fora observa, saberei que ali, mais uma vez ao seu lado, a estrada não será tão solitária quanto costumava ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-3175079260362523020?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/08/chapeuzinho-vermelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-8656796220717704573</guid><pubDate>Thu, 03 Jun 2010 04:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-04T05:36:26.669-03:00</atom:updated><title>Animal</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-06-04T01_26_54-07_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Animal&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pearl Jam.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"I'd rather be... I'd rather be with... I'd rather be with an animal."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Falo do instinto animal de espera e não da racionalidade exacerbada. Deveras são as necessidades para se resolver na urgência do dia-a-dia. Muitas vezes, é preferível esperar conscientemente por aquilo que se quer, visto que nossos atos indicam precipitação e nossa memória pode nos pregar uma peça de arrependimento. Falo dos movimentos que precisam ser calculados. O ato de observar e guardar pra si as insignificâncias involuntárias. Veja através do tempo que se arrasta sob a pele cinzenta marcada pelo inverno, como conjetura subcutânea ou sucedânea das minhas várias esperas. Falo da efemeridade das coisas e dos sentimentos humanos. Os animais respiram controladamente e esperam os minutos suficientes para o ataque. Sem esperar ou aguardar, sem relutar um instante sequer. Desconhecer a anestesia, sobreviver à base da pressa cotidiana. Saber que o silêncio antecede o bote. Falo da boca pra dentro, porque da boca pra fora eu só posso me calar. Animais não conseguem falar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-8656796220717704573?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/06/animal.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-6496529167955487711</guid><pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T02:08:14.298-03:00</atom:updated><title>Antropofagia</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/S9PCKaCJ3tI/AAAAAAAACPg/Wb6A_A968wc/s1600/044.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/S9PCKaCJ3tI/AAAAAAAACPg/Wb6A_A968wc/s400/044.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463924256973381330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Enquanto tu estiveres acordado, ainda posso te ter.&lt;/span&gt; - minto.&lt;br /&gt;Deitada na cama, com os braços para trás, deixo-me ser acariciada. Descubro um dos teus segredos inconfessáveis no momento em que tua mão pousa entre os meus seios. Tu escondes tua antropofagia embaixo das unhas roídas e teus impulsos sádicos são guardados entre os teus cabelos compridos. Ao estender a palma da tua mão no lado esquerdo do meu tórax, deixaste claro teu desejo de abrir meu peito ao meio e puxar meu coração pra fora. Sentir o músculo ainda quente pulsar entre teus dedos e fincar teus dentes no tecido frágil está entre tuas fantasias mais excitantes. Passar tua língua na ferida aberta, saciar tua sede no caminho de sangue que escorre de minha pele para ser absorvido pelos lençóis rendados, enquanto nossos corpos nus se encontram escorregadios e manchados de vermelho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Enquanto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu estiveres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; viva, ainda posso te perder.&lt;/span&gt; - mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Fotografia: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.lilyacorneli.com/" target="_blank"&gt;Lilya Corneli&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-6496529167955487711?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/antropofagia.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/S9PCKaCJ3tI/AAAAAAAACPg/Wb6A_A968wc/s72-c/044.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-4989962633891937528</guid><pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T00:48:16.518-03:00</atom:updated><title>Retábulo de Santa Joana Carolina</title><description>&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Reclamava, fazia-lhe censuras, insultava-a, insistia nos males  da soberba. Sua resposta, uma vez: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;'O senhor não deixa de ter certa  sabedoria: fala do que conhece.' &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;Decidi propor-lhe casamento. &lt;/span&gt;Não tive boca para dizer-lhe as palavras, nem mesmo quando soube que estava de partida. Tive-lhe ódio, durante alguns anos. Emprenhava as mulheres e detestava os filhos que nasciam porque nenhum era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;seu. Com o tempo, o ódio foi passando, &lt;span style="font-size:100%;"&gt;veio uma espécie de enlevo&lt;/span&gt;, talvez de gratidão. Acabei achando que Joana Carolina foi minha transcendência, meu quinhão de espanto numa vida tão pobre de mistério."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Retábulo de Santa Joana Carolina" de Osman Lins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Não me recordo muito bem ao certo, dentre tantas citações e leituras rápidas que fiz por livros online - fiz não, faço, eu sempre faço leituras rápidas para aguçar a inspiração -, no entanto, minha memória é traiçoeira. Resumindo, quero ler esse livro inteiro do Osman Lins, &lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=trXfAClrL7MC&amp;amp;lpg=PA137&amp;amp;ots=ftAn0sp4zu&amp;amp;dq=Decidi%20propor-lhe%20casamento.%20N%C3%A3o%20tive%20boca%20para%20dizer-lhe%20as%20palavras%2C%20nem%20mesmo%20quando%20soube%20que%20estava%20de%20partida.&amp;amp;pg=PA137#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false" target="_blank"&gt;"Retábulo de Santa Joana Carolina"&lt;/a&gt;. Acabou de entrar para a minha extensa, porém seleta, lista de próximas aquisições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-4989962633891937528?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/retabulo-de-santa-joana-carolina.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-4326443999824600935</guid><pubDate>Wed, 21 Apr 2010 02:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-20T23:21:08.908-03:00</atom:updated><title>Metaforizar</title><description>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Preste atenção, amor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tu não podes me dizer que vais embora. Não sou  folha gasta de caderno juvenil que você rasga ao errar alguns versos.  Sou página da Bíblia que tem a lateral dourada e é pecado você sequer  criar orelha, quanto mais arrancar. Tens que me ler de perto, usando óculos de grau e passar  os dedos no relevo dos meus sermões. Tens que decorar meus parágrafos e gravar meus dizeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ouça-me bem, amor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tu não podes me descartar assim da sua vida. Não sou uma trepadeira que se poda quando se está grande demais. Sou erva daninha que se entrelaça entre as frestas da tua muralha, quase impossível de arrancar. E quando notares, estarei enrolada em tuas pernas e braços, costas e curvas. Tens que deixar que eu tome conta de ti para proteger a sua defesa. Tens que me fazer florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda é cedo, amor.&lt;/span&gt; Mal começaste a metaforizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-4326443999824600935?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/04/metaforizar.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5951281367469714232</guid><pubDate>Sat, 27 Mar 2010 04:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-27T02:01:21.140-03:00</atom:updated><title>Conjugação de verbo</title><description>- Aqui é o começo da nossa própria perdição.&lt;br /&gt;- Há de se perder para poder se encontrar novamente.&lt;br /&gt;- Não estamos acostumados com perdas significativas.&lt;br /&gt;- Já estou acostumada a perder você a cada dia.&lt;br /&gt;- Vê se não perde essa sua eloqüência toda.&lt;br /&gt;- Perca suas mãos entre as minhas coxas.&lt;br /&gt;- Perdê-las-ei uma última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-5951281367469714232?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/conjugacao-de-verbo.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1738225061154875701</guid><pubDate>Sun, 07 Mar 2010 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-07T17:39:46.310-03:00</atom:updated><title>Morte à luz</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-03-07T10_25_57-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Pagan Poetry&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Björk.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Íncubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="width: 17px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/SqYve38eQfI/AAAAAAAAB58/z00-TIVpf_o/s200/inc_0.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379039012400808434" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;Seus tentáculos envolviam e brincavam com sua sobremesa, enquanto eu procurava o interruptor elétrico com as mãos suadas e afoitas. Antes dos olhos se assentarem fixos no objeto de desejo, a boca estava ocupada ensaiando a cena cinco do segundo ato. Sentada em seu colo rebolava sua querida e experiente professora, cuja lição mais valiosa é o encaixe perfeito entre a alma e o falo. Entretanto, seu olhar de caçador já mirava outra presa, aquela tateando a parede. Depois da primeira, segunda e terceira morte, não há escapatória ou ressurreição ereta, muito menos disposição. Quando da luz se fez a caligem, ouvi de relance um gemido de negação e um gesto típico de derrota. Mergulhado no breu de si mesmo e na vontade reprimida pelo cansaço, a carícia virou simulacro. E não mais que o lado contrário da luz, a treva tornou-se sua fiel antecessora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-1738225061154875701?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/morte-da-luz.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/SqYve38eQfI/AAAAAAAAB58/z00-TIVpf_o/s72-c/inc_0.png" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2709879351379692853</guid><pubDate>Sun, 07 Mar 2010 01:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-03-07T15:51:08.750-03:00</atom:updated><title>Cheer the hell up</title><description>&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/S5PzlqLy2DI/AAAAAAAACNc/1JVbqnzVtoA/s400/UU8sftjMci2vy258Cmswsjk4o1_400.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445964202725529650" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-2709879351379692853?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/03/cheer-hell-up.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/S5PzlqLy2DI/AAAAAAAACNc/1JVbqnzVtoA/s72-c/UU8sftjMci2vy258Cmswsjk4o1_400.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3003446812394399547</guid><pubDate>Sun, 21 Feb 2010 01:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-24T23:41:29.646-03:00</atom:updated><title>O Mundo</title><description>Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mundo é isso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;- revelou.&lt;br /&gt;- Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno que nem percebe o vento e gente de fogo louco que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar e quem chegar perto pega fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;* "Livro dos Abraços" de Eduardo Galeano&lt;br /&gt;** Indicação da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Stefani&lt;/span&gt;, uma amiga que chegou pra ficar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-3003446812394399547?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/02/o-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1695225241240818484</guid><pubDate>Sat, 20 Feb 2010 22:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-20T22:49:56.973-02:00</atom:updated><title>Aprendiz de Lisbela</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-02-20T15_59_39-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Lisbela&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Los Hermanos.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com os romances hollywoodianos? Por que ninguém mais corre atrás dos outros? Ninguém sobe vinte andares de escadarias de um prédio, ninguém vai até o aeroporto atrás de algum vôo perdido, ninguém tem fôlego para serenatas noturnas com violão, ninguém tem pique para escalar sacadas, ninguém abre as portas de uma igreja qualquer e a plenos pulmões sai gritando que se opõe ao casamento. Não, isso não existe mais. É muito cômodo ficar em casa remoendo a situação ao invés de enfrentá-la. Aquela velha questão da discrição, de ser resignado e segurar seus impulsos apaixonados para não quebrar a cara depois. Às vezes eu fico aqui me perguntando se eu lutei o suficiente pelas pessoas que passaram pela minha vida. Eu deveria ter dado mais do meu sangue, do meu suor, das minhas lágrimas. Eu deveria ter dito tudo o que eu tinha guardado. Eu preciso de um atestado de intensidade vivida para entregar na porta do céu ou do inferno quando eu morrer. Eu preciso saber que fiz o possível, saber que valeu a pena. E quanto mais eu penso nisso, mais eu tenho certeza de que não moro em Hollywood e que de nada adiantaria fazer tudo isso. Aliás, agora eu não moro mais em nenhum lugar específico e algumas lutas sempre serão em vão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-1695225241240818484?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/02/aprendiz-de-lisbela.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5514422083657487668</guid><pubDate>Wed, 10 Feb 2010 01:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-09T23:56:26.961-02:00</atom:updated><title>Enxágua-me</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-02-09T17_50_03-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Heart Of My Own&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Basia Bulat.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ela colocou Basia Bulat bem alto enquanto eu colhia toalhas no varal. Cansada de não sonhar, pediu-me que lavasse seus cabelos de noite nublada. Os olhos inchados já não eram mais cachoeira: tornaram-se Saaras à espera da primavera. Sentou-se no chão, cruzou as pernas, largou os abraços perdidos. Índia. A água gelada lavou as dores mundanas e arrepiou suas entranhas. Embrulho seus fios entre meus dedos para arrancar as tristezas. Tento desembaraçar os desgostos com movimentos fortes no meio da espuma. Há momentos em que não precisamos de palavras para parar a tempestade. Vi pequenos seios crescerem numa respiração forçada e angustiada. Li seus pensamentos num sussurro, entre uma música e um exagüe, mas continuei segurando firme sua nuca. Foi ela quem começou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não é lágrima, não, boboneca. É xampu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;* Proseado dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jardins Vermelhos&lt;/span&gt;  de uma certa &lt;a href="http://crackpotideas.blogspot.com/2009/06/margara.html" target="_blank"&gt;Boboneca&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Leia mais poemas dela &lt;a href="http://jardinsvermelhos.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-5514422083657487668?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/02/enxagua-me.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2556520180889289027</guid><pubDate>Sun, 24 Jan 2010 18:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-24T16:23:47.979-02:00</atom:updated><title>O Jogo da Amarelinha</title><description>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Certa noite, a Maga cravou-lhe os dentes, mordendo-lhe o ombro até sair sangue, pelo simples fato de ele já estar um pouco cansado, um pouco perdido, o que resultou num confuso pacto sem palavras. Para Oliveira era como se Maga esperasse a morte dele, algo nela que não era o seu eu desperto, uma forma obscura reclamando uma destruição, a lenta facada de baixo para cima que rasga as estrelas da noite e devolve o espaço às perguntas e aos terrores. Essa vez, e só essa vez, excitado como um matador mítico para quem matar é devolver o touro ao mar e o mar ao céu, maltratou a Maga numa longa noite da qual pouco falaram mais tarde, fez dela Pasífae, dobrou-a e usou-a como a uma adolescente, conheceu-a e exigiu-lhe as servidões da mais triste puta, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnificou-a em constelação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, teve-a entre os braços cheirando a sangue, fez com que bebesse o sêmen que corre pela boca como um desafio ao Logos, chupou-lhe a sombra do ventre e do sexo, erguendo-a depois até o seu rosto, para untá-la de si mesma, à mulher, exasperou-a com pele e pêlo e baba e queixumes, esvaziou-a até o máximo da sua magnífica força, lançou-a contra um travesseiro e um lençol e a sentiu chorar de felicidade contra o seu rosto que um novo cigarro devolvia à noite do quarto e do hotel."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"O Jogo da Amarelinha"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; de Julio Cortázar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;* Comprei esse livro há mais de um mês, arrumei um bloco de post-it para anotar as referências do autor, mas ainda não comecei a lê-lo. Fico paquerando o livro, li suas abas, dedilhei suas páginas, abri e fechei pra sentir seu cheiro. Estou adiando o prazer como Tom Cruise em Vanilla Sky. Não quero devorá-lo, decifrá-lo e deixá-lo de lado. Quero que ele seja meu amante secreto para as melhores horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-2556520180889289027?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/01/o-jogo-da-amarelinha.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-3139606186693533551</guid><pubDate>Sat, 23 Jan 2010 03:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-24T16:05:09.252-02:00</atom:updated><title>Prefixos</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2010-01-23T19_15_58-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Infatuation&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maroon 5.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meu erro foi subestimar meus sentimentos e superestimar os dele. Subestimei os meus limites e superestimei o absurdo. Meu erro foi subtrair meus receios e somar nossas vontades. Subtrai os riscos iminentes e somei os prazeres passageiros. Meu erro foi subentender o amor e gritar aos sete ventos que amava. Subentendi-me e não pude nem gritar com ele. Por mais que seja estupidez negar a saudade, qualquer prefixo usado será, simultaneamente, uma tentativa de fuga e uma prova de amor. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I want love, not infatuation.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-3139606186693533551?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/01/prefixos.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-8050591971442455468</guid><pubDate>Wed, 20 Jan 2010 02:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-21T00:51:54.096-02:00</atom:updated><title>Poesia de MSN</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andira diz (00:11):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que desse amor tu compreendas o que é a saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Márgara diz (00:11):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E que da saudade valorizes as lágrimas que não viste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andira diz (00:12):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que da tua cegueira tu entendas o que é solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Márgara diz (00:14):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E enquanto sozinho não percas a esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andira diz (00:16):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Que da fé em teu futuro tu aceites o teu passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Márgara diz (00:18):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E no distante de ti mesmo te aches.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Andira diz (00:19):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Somente assim teus desejos serão cumpridos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Márgara diz (00:21):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E tu poderás amar de verdade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-8050591971442455468?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/01/poesia-de-msn.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-5869265378476626074</guid><pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-21T00:32:19.921-02:00</atom:updated><title>Dois-mil-e-dez</title><description>&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; width: 400px; height: 323px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/Sz4p3BPPSCI/AAAAAAAACI4/YMdsB2Zs3BQ/s400/ianton.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421817026602551330" border="0" /&gt;Comecei esse post em 2009 e ainda não consegui terminar. Não por não saber o que escrever, mas por me sentir repetitiva. Talvez ele nunca tenha um final verdadeiro. Esse ano veio para me mostrar que as coisas não são como deveriam ser. Nada está escrito em pedra, intuições não são definitivas e sonhos são mensagens abertas a interpretação. Sinto como se tivesse vivido décadas em um só ano, do tanto que eu vi, vivi, chorei, senti e sofri. Todavia, posso afirmar com convicção que eu aprendi. Penei, é claro, mas aprendi a lição. &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;2009 foi um ano de transições, 2010 será de realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* Foto: "Rain down on me" de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ianton/3035212079/in/set-72157600867182134/" target="_blank"&gt;i.Anton&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-5869265378476626074?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2010/01/dois-mil-e-dez.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/Sz4p3BPPSCI/AAAAAAAACI4/YMdsB2Zs3BQ/s72-c/ianton.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-6104978399337869512</guid><pubDate>Wed, 30 Dec 2009 03:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-30T02:09:15.939-02:00</atom:updated><title>Rubra</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2009-12-29T20_04_59-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;War Pigs&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cake.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Súcubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="width: 11px; height: 17px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/SqYvfOehaXI/AAAAAAAAB6E/s4_Z7sNJY3o/s200/suc_0.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379039018449201522" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tudo o que quiser comigo? Sai de cima dessa tua trincheira de timidez e tesão bobo porque eu sei que estou te dando o gosto das rédeas a troco de nada. Só pra te ver com cara de idiota se equilibrando na beirada daquilo que sabe que é incapaz. Só pra me ouvir melar tuas calças com o que vazou da tua esperança. Só pra te sentir nessa infantilidade de me fazer de quatro nas páginas do seu banheiro. Posso montar em você e te pegar pelos cabelos a hora que eu quiser. Posso te fazer experimentar seus próprios lábios e dentes usando só voz e violão. Ao vivo, tenho perfumes mornos e vermelhos como um raio. Sozinha com você, atraio seus olhos perdidos em imaginação débil para fora do seu pântano de pudores. Lá, você é incapaz de domar a si mesmo sem ficar paralisado. No seu colo, você me pega pelos cabelos e some para sempre no papel de possibilidade que nunca chegou a ser nenhum ato nosso."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; por B.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Íncubo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="width: 17px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/SqYve38eQfI/AAAAAAAAB58/z00-TIVpf_o/s200/inc_0.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379039012400808434" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;Tudo o que quiser contigo? Como se fôssemos sobreviver aos campos minados que nós mesmos enterramos no começo da Guerra do Silêncio. Protegida atrás da minha trincheira, eu penso se algum dia você enxergará minha bandeira branca trêmula. Devo, então, invadir o território inimigo, rastejar embaixo do arame farpado e enfrentar batalhões. Devo atravessar tudo e todos para te encontrar. Só para ficar frente a frente com você, sem armas e sem aliados. Só para olhar dentro dos seus olhos e dizer tudo o que eu gostaria de dizer. Só para sentir o seu cheiro, observar seus lábios se mexerem, ouvir a sua voz ecoando. Só para saber que você ainda existe ou se virou somente um fruto da minha imaginação. Todos estão no campo de batalha, mas ninguém sabe porque estão lutando. Soldados só seguem ordens de seus superiores. Tenho certeza de que é impossível conquistar sua terra e hastear minha bandeira. Contudo, quando eu sentar no seu colo e puxar seus cabelos uma última vez, saberei que venci a única luta que valia a pena lutar: a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-6104978399337869512?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2009/12/rubra.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_Nb0MLvN-Ur8/SqYvfOehaXI/AAAAAAAAB6E/s4_Z7sNJY3o/s72-c/suc_0.png" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-7150755086586159193</guid><pubDate>Sat, 26 Dec 2009 18:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-26T16:35:10.544-02:00</atom:updated><title>- Ele me pegou no colo.</title><description>- Mentira.&lt;br /&gt;- Verdade.&lt;br /&gt;- É o primeiro que consegue essa façanha.&lt;br /&gt;- Acho que foi o primeiro e o último. Não sei como ele conseguiu me segurar sem que eu gritasse, pulasse ou fizesse alguma piada desconcertante. Aliás, me manter em silêncio ali é praticamente um milagre. De algum modo, consegui baixar a guarda por alguns minutos e sucumbi aos carinhos dele.&lt;br /&gt;- Como aconteceu?&lt;br /&gt;- Não sei, acho que ele deve ter alguma espécie de ímã. Quando vi, eu mesma já estava indo sentar no colo dele, não uma, mas inúmeras vezes e em várias situações diferentes. Já estava adestrada e ele nem precisava me chamar. E, por mais que pareça besteira, eu sentia que eu poderia ficar ali pelo tempo que eu quisesse, como se ali fosse o lugar perfeito para eu me aninhar.&lt;br /&gt;- Tem que ser muito macho para conseguir te domar desse jeito.&lt;br /&gt;- Eu parecia uma criança sendo ninada em seus braços. Inacreditável.&lt;br /&gt;- Ele te ama.&lt;br /&gt;- Não, ele não me ama mais.&lt;br /&gt;- Eu também te amo, eu te carreguei no colo aquela vez.&lt;br /&gt;- Aquela vez não conta, eu estava bêbada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-7150755086586159193?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2009/12/ele-me-pegou-no-colo.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-2101281742598093090</guid><pubDate>Sun, 20 Dec 2009 17:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-20T22:24:38.496-02:00</atom:updated><title>Roncão</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2009-12-01T22_45_35-08_00.mp3"&gt;&lt;em&gt;Cangote&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Céu.&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ele ronca. Não há um lugar da casa para ela se esconder e fugir do barulho irritante. Por isso, continua deitada no lado esquerdo da cama observando o sono pesado dele. Eu também estava lá e percebi quando ela transformou o olhar de insônia para homicídio. Olhava para sua vítima num close psicopata. Senta-se. Acompanha o movimento da caixa toráxica dele e percorre o seu corpo com os olhos, desde a ponta dos pés até o topo da cabeça. Começa a estalar os dedos, aposto que &lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;planeja asfixiá-lo&lt;/span&gt;. Depois alonga os braços e vira o pescoço em um movimento rápido. Suspira profundamente, ela está pronta para o ato assassínio. Puxa o edredon e se aproxima sorrateiramente de sua vítima, apóia as mãos no peito dele, passa as pernas por cima de seu corpo e encaixa a cabeça no seu cangote. Se não pode vencê-lo, deve, pelo menos, unir-se a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-2101281742598093090?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2009/12/roncao.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-15645878.post-1416589982282205993</guid><pubDate>Sat, 12 Dec 2009 06:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-12T05:51:53.337-02:00</atom:updated><title>Hostess</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://crackpotideas.podomatic.com/enclosure/2009-12-11T23_44_43-08_00.mp3"&gt;The Scientist&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; - &lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coldplay.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Clique e ouça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nobody said it was easy..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A vida, além de compacta, é compartimentada. Como um trem com seus vagões, como uma loja de departamentos, como um navio de luxo cheio de cabines. A minha é um grande hotel com os elevadores especiais, a área para fumantes ou a saída de emergência. Dividir é necessário. A vida nunca suportará todas as pessoas e todos os momentos vividos em um loft com os ambientes integrados. Serão necessários altos andares, espaçoso hall de entrada e um escuro porão para guardar a tristeza. Algumas pessoas você mantém lá em cima, na cobertura, só apreciando a vista. Outras ficam zanzando entre o bar ou salão de festas. Raramente os setores se conectam, determinadas turmas de amigos nunca se conhecerão, alguns são perfeitos para longos papos, outros para a sinuca de jogo rápido. A família não pode conhecer essa ou aquela amizade, você não pode apresentar aquele ex para o namorado e aquele cara do escritório não sai com ninguém. Os setores se separam e cabe a você uni-los de certa maneira. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você não tem uma vida só&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, você tem várias nas mãos. Haja fôlego para percorrer cada corredor e falar com todo mundo. Você começa a desempenhar mais de um papel, dependendo do dia e da hora. Por isso que você jamais deve se definir, não deve se limitar a isso ou aquilo. Nós somos feitos de vários andares e companhias. Nós somos feitos de muitos. Eu sou a hostess da minha vida, não a dona. É difícil coordenar tudo, administrar a entrada e saída de pessoas, agendar os eventos, evitar os conflitos, trabalhar em tempo integral, resolver os problemas, trocar de roupa, passar a maquiagem, lembrar das falas, sorrir para todos e pular de um quarto pro outro. Todavia, ninguém disse que viver seria uma tarefa fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15645878-1416589982282205993?l=crackpotideas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://crackpotideas.blogspot.com/2009/12/hostess.html</link><author>noreply@blogger.com (Andira Medeiros)</author><thr:total>4</thr:total></item></channel></rss>

