<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Do Nano ao Macro</title><description>Junto com os demais profissionais (ou não) na arte de blogar e, ao mesmo tempo, compartilhar o conhecimento do mundo científico!</description><managingEditor>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</managingEditor><pubDate>Thu, 19 Dec 2024 00:30:17 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">469</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://nano-macro.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Junto com os demais profissionais (ou não) na arte de blogar e, ao mesmo tempo, compartilhar o conhecimento do mundo científico!</itunes:subtitle><itunes:category text="Science &amp; Medicine"><itunes:category text="Natural Sciences"/></itunes:category><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><title>[resenha] Contágio</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2020/08/resenha-contagio.html</link><category>Biologia</category><category>Doenças</category><category>Livros</category><category>Saúde</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Tue, 4 Aug 2020 14:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-5490996279977881184</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfGgbFCV5HjyzNLbn90ehYxbvEMZBJDYuOdi-nGaUiytUoAs-CeGMVoiTDQw4BvboCOtRZkGYv80RRCKXCZlnvCQ330UFuTkCqfOAS2_BPc8VNegHSaqwfJpHrT8UlWAroSEkN1KLjpWu6/s2048/P_20200804_110410_vHDR_Auto-01.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfGgbFCV5HjyzNLbn90ehYxbvEMZBJDYuOdi-nGaUiytUoAs-CeGMVoiTDQw4BvboCOtRZkGYv80RRCKXCZlnvCQ330UFuTkCqfOAS2_BPc8VNegHSaqwfJpHrT8UlWAroSEkN1KLjpWu6/s640/P_20200804_110410_vHDR_Auto-01.jpeg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este foi um ano muito atípico para todos nós: nos assustamos com a chegada de uma doença que nos fez mudar muitos aspectos de nossas vidas. Para aqueles que entenderam e pensam tanto em si próprios como nas pessoas que vivem ao nosso redor, 2020 foi um período em que fizemos tanto e fizemos nada ao mesmo tempo. Para quem me segue no Instagram (me siga, &lt;a href="www.instagram.com/thedeiwz" target="_blank"&gt;@thedeiwz&lt;/a&gt;) viu que este ano aproveitei o período de isolamento para ler livros[1]. Nunca tinha lido mais que 10, 12 livros em um ano. Quando eu vi que tinha passado de 20 ainda na metade deste ano, percebi que tinha conseguido criar uma boa rotina na leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li alguns clássicos e outros nem tanto[2] mas, com a chegada da pandemia, tendemos a nos informar mais sobre o assunto tão em voga. Além das lives e tweets do Átila, das entrevistas da Pasternak e dos dados liberados por meia duzia de lugares, os livros nos ajuda a fornecer uma base mais sólida para que esses novos dados se sustentem melhor. E, em boa hora, chegou no país a tradução do livro 'Spillover', de David Quammen, que recebeu o nome de 'Contágio'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro, publicado originalmente no começo dos anos 2010, ressurgiu entre os mais lidos este ano pois, acompanhando o conhecimento científico, o livro "previu" que algum coronavírus poderia ser responsável por uma nova epidemia em nível mundial, uma pandemia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naturalmente ele não previu isso: no capítulo em questão, sobre a SARS, que é uma doença causada por coronavírus, o autor refaz a história da transmissão da doença e as pesquisas para encontrar a origem dela. Quammen sempre nos lembra no livro de que "tudo vem de algum lugar", nos recordando que a maioria das doenças que nos acomete atualmente são zoonoses, ou seja, elas viviam entre animais domésticos e silvestres e, devido a algum fenômeno[3], elas pularam para a gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, no capítulo em questão, a medida que Quammen entrevistas cientistas e especialistas, ele monta um cenário de que estes vírus estão na natureza vivendo entre animais os quais já estão adaptados há milênios e que, por azar ou pelas condições do momento, estes vírus nos encontram e, ganhando a capacidade de transmissão humano-humano, se propagam livremente. Ele monta essa possibilidade para o coronavírus, que é um vírus de transmissão por contato e que, como ocorreu com a SARS (e com a MERS, que não tinha acontecido na época da publicação do livro), em breve ocorreria algum em nível global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora estamos às voltas com a covid-19[4].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, claro, o livro vai além do nostradâmico capítulo sobre SARS. Ele é um prato cheio para quem quer entender sobre algumas doenças bem conhecidas e outras nem tanto, em como nosso conhecimento avançou no entendimento de como algumas doenças pulam dos animais para os humanos ou como doenças em animais silvestres pularam para animais domésticos e estes para nós. O livro nos presenteia com informações sobre ebola, vírus hendra e HIV/aids.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Contágio', de David Quammen é super recomendado para quem quer entender mais sobre as oportunidades as quais os vírus e bactérias se aproveitam para pular para a humanidade e nos recorda de que, infelizmente, a pandemia covid-19 não será a última do tipo. A medida em que degradamos a natureza, invadimos os espaços naturais e perturbamos a dinâmica ecológica, estaremos sempre suscetíveis a estas novas enfermidades. Nos resta termos conhecimento e precaução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E contar com a ciência!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiU8EFffDqJshdpGV1t71r__EoCeVpsq-ZGFuIgvnGx8rmRMnYPLx_3nA4LOXekCGcStyTiRy1OCRdJ56E43dUMJnCb0uutODQDUXEGSCMdOnItvfUf6biOkyOYSig0ZiQ2X5ICTKew5dZ/s500/livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="500" data-original-width="348" height="205" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiU8EFffDqJshdpGV1t71r__EoCeVpsq-ZGFuIgvnGx8rmRMnYPLx_3nA4LOXekCGcStyTiRy1OCRdJ56E43dUMJnCb0uutODQDUXEGSCMdOnItvfUf6biOkyOYSig0ZiQ2X5ICTKew5dZ/w142-h205/livro.jpg" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Contágio&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;David Quammen&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Companhia das Letras, 2020&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;730 páginas (ebook).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode adquiri-lo na &lt;a href="https://amzn.to/3frLsE9" target="_blank"&gt;Amazon, neste link&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rodapé:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1]: sempre fui um apaixonado por livros, mas com a entrada no mundo da graduação e, posteriormente, no mundo da pós-graduação, minha leituras (e até mesmo minhas escritas aqui no blog) cairam dramaticamente. Mas, como explico no texto, 2020 foi o ano em que consegui retomar minhas leituras de forma primorosa (infelizmente as escritas aqui no blog não seguiram o mesmo caminho, apesar de manter a página no Facebook constantemente atualizada).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2]: todos os livros que li estão salvos nos destaques do stories no Instagram (foram desde clássicos como 'O sofrimento do jovem Werther', de Goethe, passando por mangás como da série 'Atelier of Witch Hat', de Shirahama Kamone e romances pop como 'Estilhaça-me', de Tahereh Mafi. Além disso, mantenho minha conta no Skoob, uma rede social para amantes de livros que recomendo bastante para conhecer gente que gosta de livros e sugestões de leitura. Meu perfil é este &lt;a href="https://www.skoob.com.br/usuario/113006" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3]: este fenômeno, que é o contágio, mas que os tradutores mantiveram como sendo 'spillover', pode ocorrer por muitas formas. A mais comum é quando invadimos (o humano) o ambiente natural para construção de habitações ou práticas agropecuárias, o que acaba perturbando a dinâmica ecológica no local. Espécies de animais e plantas que não estávamos acostumados a entrar em contato se tornam mais comuns e doenças que estes animais carregam naturalmente podem ser transmitidos para nós. A caça e o consumo de animais silvestres, principalmente na África e sudeste asiático são condições propícias para ocorrer o spillover.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4]: apesar de bastante debatido ainda, o spillover da covid-19 provavelmente ocorreu em algum momento o qual animais com coronavírus (como morcegos e pangolins) transmitiram estes vírus livremente em mercados úmidos no sul da China. O encontro de tipos virais diferentes que não se encontrariam naturalmente, pode ter permitido a estes vírus a capacidade de transmitir com sucesso para humanos e, uma vez dentro de nós, ganharam a capacidade de transmissão entre humanos. A diferença entre a covid-19 e a SARS é que o novo coronavírus consegue se multiplicar em grandes quantidades e se dispersar ANTES da manifestação dos sintomas (se houver); a SARS, por outro lado, tinha sua capacidade de transmissão apenas APÓS o início dos sintomas. Isso explica o fato da maioria dos casos terem ocorrido em ambiente hospitalar e ter sido contida rapidamente. Dessa vez a situação é muito mais complicada.&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfGgbFCV5HjyzNLbn90ehYxbvEMZBJDYuOdi-nGaUiytUoAs-CeGMVoiTDQw4BvboCOtRZkGYv80RRCKXCZlnvCQ330UFuTkCqfOAS2_BPc8VNegHSaqwfJpHrT8UlWAroSEkN1KLjpWu6/s72-c/P_20200804_110410_vHDR_Auto-01.jpeg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O que sabemos sobre Coronavírus?</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2020/02/coronavirus.html</link><category>Ciência</category><category>Doenças</category><category>Notícias</category><category>Saúde</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Thu, 13 Feb 2020 17:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-6464387411517218705</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhB0NNluCpY70vRGLxhmx4X77uDLxblr5kGL3uiMYrzUF7Mbbx5yuREB1paTrVbErlKd5oDPe8BB-CJKpUK8Euc15WL778_h0aBTIDFUqM06UgTLSx7MH26Hwj_-UCKo0GuYP8swq1nHImx/s1600/sabemos_coronavirus_covid_wuhan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="693" data-original-width="1596" height="276" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhB0NNluCpY70vRGLxhmx4X77uDLxblr5kGL3uiMYrzUF7Mbbx5yuREB1paTrVbErlKd5oDPe8BB-CJKpUK8Euc15WL778_h0aBTIDFUqM06UgTLSx7MH26Hwj_-UCKo0GuYP8swq1nHImx/s640/sabemos_coronavirus_covid_wuhan.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa publicação faz parte da série especial ‘&lt;a href="https://www.nano-macro.com/p/o-que-sabemos.html" target="_blank"&gt;O que sabemos?&lt;/a&gt;’ mantida aqui no Do Nano ao Macro. Veja outras publicações no link.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O início de 2020 chegou preocupando autoridades médicas e de saúde em todo o mundo. A China reportou a circulação de uma variante de um vírus da família Coronaviridae altamente transmissível entre humanos e que estava associado a mortes no país. O aviso dos chineses acendeu o alerta vermelho em todo o mundo, já que o vírus é velho conhecido da comunidade científica. Vamos entender um pouco mais sobre o vírus e os problemas associados a ele.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Coronavírus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dentro das dezenas de famílias de vírus catalogadas pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV), a família Coronaviridae é uma velha conhecida entre os virologistas. Ela infecta naturalmente aves e mamíferos, tanto os silvestres como os de criação e domésticos. Algumas variantes também infectam os humanos, tanto que é um dos vírus mais comuns encontrado nas amostras de pessoas com resfriados em todo o mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos animais elas podem desencadear problemas respiratórios, principalmente em aves, como os de criação, e problemas gastrointestinais, como já relatado em animais domésticos, como em cães e gatos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbbJ1SzXsvwmxJSZ2jJUVbnNprx1nLyCLZBTDefQXR-nNsQ236tfgRRBa2ZJKYdtYquMLWPYlaTeSKbucvApccGfsYfvtSwe7kcA0VChbNGsewz3bNcusplYmv66ZaknfDZltAfkBlgKEs/s1600/800px-Coronaviruses_004_lores.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="570" data-original-width="800" height="228" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbbJ1SzXsvwmxJSZ2jJUVbnNprx1nLyCLZBTDefQXR-nNsQ236tfgRRBa2ZJKYdtYquMLWPYlaTeSKbucvApccGfsYfvtSwe7kcA0VChbNGsewz3bNcusplYmv66ZaknfDZltAfkBlgKEs/s320/800px-Coronaviruses_004_lores.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aspecto geral de um coronavírus, visto em&lt;br /&gt;
microscopia eletrônica de transmissão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A família Coronaviridae recebe esse nome pois suas glicoproteínas presentes no seu envelope – responsáveis por ela se ligar às células que irão infectar – ficam parecendo, quando vistas no microscópio eletrônico, a coroa solar, como se fossem os raios solares emanando a partir da bolinha que é o vírus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como todo vírus que se preze, o coronavírus tem como objetivo utilizar o maquinário da célula hospedeira para gerar novas cópias de si. Ele lança seu material genético – no caso uma fita simples de RNA – dentro da célula que, não sabendo diferenciar o material genético dela própria e do vírus, acaba incorporando a replicação desse material em seus afazeres celulares, criando cópias do vírus, que acabam sendo lançadas para fora da célula, as disseminando para infectar outras células, reiniciando o ciclo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando eu disse um pouco para cima que o vírus já é conhecido da comunidade científica, eu não me referia apenas pelo fato dela causar resfriados comuns. Ela foi responsável por dois grandes surtos recentes em nossa história: a SARS e a MERS.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;SARS e MERS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A SARS – Síndrome Respiratória Aguda Grave – foi a primeira epidemia problemática que ocorreu com um coronavírus que temos ciência. Iniciando no fim de 2002, passando por 2003, a doença foi provocada pelo vírus do mesmo nome[1] e infectou pouco mais de oito mil pessoas, com cerca de 770 mortes, com letalidade de menos de 10%[2]. Iniciou-se na China, provavelmente circulando entre animais em mercados populares de animais vivos em algumas províncias chinesas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Até então, o vírus provavelmente circulou entre os animais sem ter a capacidade de infectar humanos. Contudo, uma característica dos vírus é sua alta mutabilidade, ou seja, a capacidade de modificar a cada replicação – já que ele não tem nenhum mecanismo de correção –. Assim, ao ser transmitir para inúmeros animais próximos, ele ganhou a capacidade de infectar humanos. No começo, a infecção era apenas animal-humano-animal, mas as novas mutações levaram a capacidade de infecção humano-humano, o que explica sua disseminação pelo mundo na época.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já a MERS – Síndrome Respiratório do Oriente Médio – foi uma epidemia com alta taxa de letalidade quando comparada com a SARS. Mesmo tendo uma disseminação muito inferior à SARS, infectando pouco mais de 2,5 mil pessoas, ela matou mais de 850, com uma taxa de letalidade de quase 35%.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Surgiu nos países do Oriente Médio em 2013 e a alta taxa de letalidade preocupou a comunidade científica rapidamente. Hoje os cientistas acreditam que ela tenha se originado a partir de vírus que circulavam entre camelos e dromedários e ganhou a capacidade de infectar humanos. Ao contrário da SARS, a MERS ainda circula em alguns países no mundo, e a OMS (Organização Mundial da Saúde), ainda monitora a doença.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;COVID-19&lt;/b&gt;[3]&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os primeiros relatos ocorreram ainda em dezembro de 2019, após o médico chinês Li Wenliang ter reportado o surgimento de casos de uma doença respiratória desconhecida semelhante ao SARS[4]. Mas o mundo só ficou sabendo do problema em janeiro de 2020, após chegarmos a milhares de casos registrados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os primeiros casos ocorreram na cidade de Wuhan, província de Hubei. Com mais de 11 milhões de pessoas, Wuhan é um centro comercial, cultural, econômico e educacional da região central da China, o que a faz dela um local com uma enorme circulação de pessoas, tanto dentro como de fora do país.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, práticas antigas ainda persiste nesse meio que é a China moderna, com mercados de animais vivos que são pouco tradicionais de serem vistos por nós, ocidentais. Acredita-se que a circulação de pessoas e animais capturados tenha propiciado que uma variante do coronavírus que circula entre morcegos e pangolins[5] – que são animais utilizados na culinária chinesa e na medicina tradicional chinesa – tenha mutado e ganhado capacidade de infectar humanos. Daí foi um pulo até ganhar capacidade de transmissão humano-humano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse presente momento em que escrevo (atualizado em 26/02/2020, com dados do dia anterior), a &lt;b&gt;OMS reportou mais de 80 mil casos&lt;/b&gt; de COVID-19 (≈99% sendo apenas na China), com &lt;b&gt;mais de 2,6 mil mortes&lt;/b&gt; (letalidade de cerca de 3%). A OMS está liberando boletins quase diários atualizando o número de casos e mortes: assim, é mais válido acessar o site da OMS &lt;a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/situation-reports/" target="_blank"&gt;nesse link&lt;/a&gt; e acompanhar as atualizações por lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que chama a atenção para o COVID-19 em relação à suas primas virais é a diferença entre a taxa de infecção e a de letalidade. SARS e MERS infectaram bem menos pessoas na época do surto, mas tiveram taxas de letalidade consideráveis, passando do 30% para o caso do MERS. COVID-19, contudo, infectou muito mais pessoas, mas sua letalidade está abaixo dos 3%.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os especialistas acreditam que SARS e MERS tinha baixa capacidade de infecção, mas maior letalidade por atingir principalmente as vias aéreas inferiores, como os pulmões, onde o risco à saúde é muito maior. Já o COVID-19 consegue dispersar com muito mais facilidade entre as pessoas, mas atinge principalmente as vias aéreas superiores, como nariz e garganta, o que apresenta menor risco à saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Além disso, muito das mortes até o momento parece estar associado a conhecidos fatores de risco para muitas doenças respiratórias, como a idade (pessoas mais velhas são mais suscetíveis que mais novas), condições de saúde (pessoas que já tem problemas respiratórios, por exemplo) e se usam muitos medicamentos (o que pode comprometer a imunidade).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, apesar da baixa taxa de letalidade, o mundo se assustou com a doença, que parece avançar rápido. Devido a sua origem em um país superpopuloso como a China, em uma região com um enorme fluxo de pessoas, onde animais capturados convivem lado-a-lado com animais domesticados e humanos. Com certeza, do ponto de vista epidemiológico, é o inferno na Terra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar da onda de pânico, lembre-se que existem doenças que já causam muitas dores de cabeça em nosso país que são mais difíceis de serem controladas do que o COVID-19. Mesmo com vacinas, quase mil pessoas morreram devido a Influenza no Brasil em 2019. Isso representa quase 27% do total de mortes associadas a síndromes respiratórias registradas no país. Das quase mil mortes, pouco mais de 64% foram causadas pela Influenza A H1N1, a variante responsável pela pandemia de 2009. Ou seja, muitas doenças mais sérias circulam entre a gente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Claro que o COVID-19 merece sua atenção e cuidado. Por isso, é sempre válido prestar atenção principalmente para as pessoas que estavam ou estão na China, sobretudo na região de Wuhan, epicentro do COVID-19 (mais informações em Update 1, abaixo). Além do mais, o simples gesto de lavar as mãos e evitar contato próximo com as pessoas é mais que o suficiente para evitar qualquer tipo de infecção por esse vírus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O trabalho dos virologistas, epidemiologistas e médicos é de sempre acompanhar qualquer atividade desse vírus e reportar para a comunidade, mas a não ser que você esteja na região de risco ou trabalhe com isso, não é preciso se preocupar. Mas, como sempre no mundo da virologia, as coisas podem mudar repentinamente. Por isso, é sempre importante ficar de olho nas notícias a partir de fontes confiáveis. Nossa página no Facebook está sempre de olho nas novidades e colocamos as mais relevantes por lá. Por isso, &lt;a href="http://www.facebook.com/nanomacro" target="_blank"&gt;não esqueça de nos seguir por lá&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Atualização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Update 1, 26/02/2020: nos últimos dias explodiu o caso de COVID-19 fora da China, em especial na Coreia do Sul e em países da Europa, sobretudo na Itália. Agora a recomendação é de atenção para pessoas que viajam ou entraram em contato com pessoas que vieram dos países de risco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um brasileiro de 61 anos retornou de viagem da Itália para São Paulo e apresentou sintomas compatíveis com COVID-19 e seus resultados apontaram positividade para o vírus, sendo o primeiro caso da doença no país, com confirmação na data desta atualização (&lt;a href="https://veja.abril.com.br/brasil/brasil-tem-primeiro-caso-de-coronavirus-confirmado-em-contraprova/" target="_blank"&gt;link&lt;/a&gt;). Informações atualizadas podem ser acompanhadas na página no site no &lt;a href="http://www.facebook.com/nanomacro" target="_blank"&gt;Facebook&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo, você poderá ver os dados atualizados sobre o o quão rápido a doença se dissemina, o total de casos no mundo (ou por país) e também os registros de mortes a partir dos dados compilados pelo Our World in Data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;iframe src="https://ourworldindata.org/grapher/covid-confirmed-deaths-since-5th-death" style="border: 0px none; height: 600px; width: 100%;"&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe src="https://ourworldindata.org/grapher/total-cases-covid-19" style="border: 0px none; height: 600px; width: 100%;"&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe src="https://ourworldindata.org/grapher/total-deaths-covid-19" style="border: 0px none; height: 600px; width: 100%;"&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: os virologistas não são lá muito criativos na hora de nomear os vírus. Apesar da taxonomia seguir algumas regras de Lineu, os vírus não possuem um nome científico latinizado, sendo chamado geralmente pela doença que provocam. Assim, o vírus causador da SARS é chamado de SARS-CoV (Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave). A dengue é causada, por exemplo, pelo Vírus da Dengue e a febre amarela pelo Vírus da Febre Amarela.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: a taxa de letalidade, isto é, a proporção de infectados conhecidos (sobretudo por diagnóstico laboratorial, mas também por laudo clínico) sobre o número de mortes. A porcentagem indica a letalidade da doença. Doenças com baixa porcentagem são pouco letais (mas não significam que não causam transtornos, apenas que matam menos). Vários fatores influenciam a letalidade de fato de alguma doença. Muitas doenças, mesmo as menos letais, podem ser mais perigosas para idosos e pessoas em situação de risco. Doenças respiratórios tendem a ser mais letais na população que já tem problemas respiratórios, por exemplo. Ou seja, apesar da letalidade baixa, a letalidade de uma doença pode ser alta quando se leva outros fatores em consideração.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: apenas na segunda semana de fevereiro que a OMS, juntamente com ICTV, o surto recebeu seu nome oficial, sendo chamado de COVID-19, provocado pelo SARS-CoV-2. Até então o mundo tratava ele como sendo 2019-nCoV. Portanto, será comum ver esses termos na internet, além de ‘novo coronavírus’ ou, ainda, ‘surto de Wuhan’.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: as autoridades da China acusaram o médico de causar alarde sem fundamento na época. No fim das contas, o alerta do médico se mostrou verdadeiro, mas infelizmente ele acabou contraindo a doença e morreu no começo de fevereiro vítima da própria doença que ele havia detectado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[5]: pangolim são mamíferos pequenos que possuem a pele semelhante a uma couraça e que são naturais da África e da Ásia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Informe epidemiológica de Influenza no país, citado no texto, &lt;a href="https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/setembro/05/BE-21-influenza-04set19.pdf" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Imagem que abre a postagem baseada em &lt;a href="https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=2871" target="_blank"&gt;CDC&lt;/a&gt;. Imagem do coronavírus em &lt;a href="https://phil.cdc.gov/phil/details.asp?pid=4814" target="_blank"&gt;CDC&lt;/a&gt;. Gráficos atualizados por Our World In Data.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhB0NNluCpY70vRGLxhmx4X77uDLxblr5kGL3uiMYrzUF7Mbbx5yuREB1paTrVbErlKd5oDPe8BB-CJKpUK8Euc15WL778_h0aBTIDFUqM06UgTLSx7MH26Hwj_-UCKo0GuYP8swq1nHImx/s72-c/sabemos_coronavirus_covid_wuhan.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>[resenha] Maus</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/11/resenha-maus.html</link><category>Livros</category><category>Pessoas</category><category>Sociedade</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Thu, 7 Nov 2019 10:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-8658731955788943503</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMrI0PlbQ4ojw07C1iGmL7JxkJfpzaBsXoVePh51edePWBoGRnrlrWAxmP_4VFuMGoLOJgAN4i1QjBXHaB2u7pfKH1Vs0gdibHhG6Yo4k8b2BxwtgXFPgK9fIgSwqLL_G3_OVtAyBP6PkF/s1600/auschwitz-2559130_1920.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1071" data-original-width="1600" height="428" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMrI0PlbQ4ojw07C1iGmL7JxkJfpzaBsXoVePh51edePWBoGRnrlrWAxmP_4VFuMGoLOJgAN4i1QjBXHaB2u7pfKH1Vs0gdibHhG6Yo4k8b2BxwtgXFPgK9fIgSwqLL_G3_OVtAyBP6PkF/s640/auschwitz-2559130_1920.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ao fundo, o campo de concentração de Auschwitz, talvez o mais conhecido entre os campos de concentração da Segunda Guerra. No pico da guerra, o local recebia carregamentos diários de judeus em trens, em vagões de carga como da foto, abarrotados de homens, mulheres e crianças. Nem todos conseguiram sair vivos de lá. Parte da história de Maus acontece atrás daquelas paredes ao fundo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
A história da humanidade é um instrumento poderoso a qual podemos vislumbrar o passado, ver os erros e acertos e entender o porque do mundo atual ser o que é. Apesar da história trabalhar com o passado, ela nos permite fazer suposições sobre o futuro, já que a humanidade tem a péssima mania de não aprender direito com os erros do passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Existem várias formas de classificar a história: a maioria segue a tradição clássica, em cinco partes: Pré-História, História Antiga, Média, Moderna e Contemporânea[1]. Já outras pessoas podem dividi-la em apenas duas partes. As pessoas que a dividem assim não deixam de estar erradas, já que o marco da divisão é, de fato, um evento que marcou o mundo profundamente. Para elas, existe uma humanidade antes e uma humanidade depois da Segunda Guerra Mundial.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Segunda Guerra Mundial (2GM) foi um dos maiores conflitos armados da história da humanidade, com um dos maiores eventos de logística do mundo, deslocando mais de 100 milhões de soldados para diversas partes do mundo, com uma das maiores baixas entre militares e civis, com pelo menos 50 milhões de mortos[2] entre 1939 e 1945.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Provavelmente todos nós já ouvimos e estudamos um pouco que seja da história da 2GM e como os números podem nos impressionar pela grandiosidade. Assunto de inúmeros livros e documentários, a 2GM é um retrato da história muito bem conhecida e trabalhada. Mas, ainda assim, muitas vezes, esses números e esses registros não trazem para perto de nós a sensação de que era ter vivido essa época.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É aí que entra toda a sensibilidade e a destreza de Spiegelman, que traz o sofrimento e as histórias de seu pai judeu como prisioneiro de guerra durante a 2GM. Ele nos conta como era a vida na Polônia antes da guerra e como foi principalmente ter a sensação da morte sempre por perto e de como essa sensação ia crescendo a cada dia, assim como a fome e a perda dos entes queridos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O autor se utiliza de sua maior habilidade para trazer essa história para nós: através de quadrinhos. Retratando os judeus como ratos (maus, em alemão) sempre fugindo dos nazistas caricaturados como gatos, Artie (como é chamado o autor pelo próprio pai na HQ) consegue fazer a gente se questionar em como tudo aquilo foi possível de ter acontecido. Pior, como alguém consegue sobreviver a tudo aquilo e chegar a contar sua história de vida para a posteridade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, o que realmente impressiona, e sinto isso principalmente na segunda parte da HQ[3], é que a Guerra mexeu não apenas com quem a viveu, com que a sentiu em suas entranhas e mentes. Ela mexe com todos ao seu redor. Inclusive com quem nasceu anos depois do terror.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Artie usa de uma metalinguagem absurdamente bem encaixada na HQ, em que ele se desenha conversando com o pai, em que ele mostra os dilemas e os problemas em conversar com seu pai, que mistura os eventos da Guerra com as coisas que acontecem na época em que o autor montava as memórias para criar a própria HQ. Isso se soma aos problemas aos quais o autor sofre, já que ele mesmo pensa se seria honrado ele ter a vida que tinha pois não tinha sofrido uma ínfima parte daquilo que seus pais haviam passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, Artie traz para gente a clara sensação de que, de certa forma, a Guerra foi um evento traumático demais para ficar presa em uma única geração. Até os filhos e vizinhos de quem sofreu com a guerra também sofrem. O autor brinca que seu pai é um tanto caricato, a versão do judeu muquirana que não abre mão de gastar 20 centavos a mais para ter uma coisinha um pouquinho melhor. Mas, a sensação que se tem, é que isso não é gratuito. Ele não é assim por ser assim: ele aprendeu que ser assim é melhor. Ao longo da leitura isso vai ficando claro como a água (apesar de Artie discordar desse exagero de seu pai).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A HQ é um convite para sentirmos na pele uma pequena fração do que os judeus passaram durante o Holocausto na 2GM. Várias vezes eu parava a leitura no meio e sentia um arrepio na espinha só de imaginar aquele cenário que o pai de Artie viveu[4: com spoiler]. A perda de amigos e familiares, a sensação de que nada mais daria certo, as pequenas esperanças ao encontrar alguém disposto a ajudar[5] e, principalmente, a constante sensação da fome e de que aquele dia seria o último da pessoa incomodam e nos faz sempre ter em mente do sofrimento que foi esse triste registro da história.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas com certeza é essa sensação que o autor quer deixar para gente: de que ninguém ganha com a Guerra. Suas marcas e suas cicatrizes ficam para sempre na memória e no corpo e até mesmo quem não viveu a Guerra as sente diariamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Recomendo a leitura, sobretudo para quem se interessa sobre a história das guerras mundiais. É um complemento humano que vai além dos números de soldados, do número de vítimas e de dias que levaram para a guerra chegar ao fim. Lembre-se: essa obra não ganhou o Pulitzer à toa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpCqirsJ5OEBdnsbHQMVqBHpJqdaX5l3TX4lFSbBXTWVAYpe7_1d71YTnBa2b7Xjn_szw1JKNnTx5KQPy9kbxrcpR-SSxW5bwnCbsxYfKKn8O-IpJmOqx09ZWi6DYfzAx7j-CxdjzoxDnW/s1600/maus.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="499" data-original-width="347" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpCqirsJ5OEBdnsbHQMVqBHpJqdaX5l3TX4lFSbBXTWVAYpe7_1d71YTnBa2b7Xjn_szw1JKNnTx5KQPy9kbxrcpR-SSxW5bwnCbsxYfKKn8O-IpJmOqx09ZWi6DYfzAx7j-CxdjzoxDnW/s200/maus.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;Maus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Art Spiegelman&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
296 páginas&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Companhia das Letras, 2009.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Você pode ajudar a gente comprando pelo nosso link da &lt;a href="https://amzn.to/2KPGgNg" target="_blank"&gt;Amazon&lt;/a&gt;. Obrigado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: a tradição clássica, que orienta a maioria dos estudos de história, coloca a Pré-História como sendo o período do surgimento da humanidade (sobretudo da cultura humana) até a invenção da escrita (datada por volta de 4 mil AeC). Então entramos na Antiguidade, com o alvorecer e queda de grandes civilizações antigas, desde egípcias, gregas, babilônicas e persas. O fim da Antiguidade se dá em 476 DeC, com a queda do Império Romano Ocidental. Em seguida, Idade Média, com o aumento populacional e o mundo europeu dominado pela relação feudal entre susseranos e vassalos. Termina em 1453, com a queda do Império Romano do Oriente, depois da queda de Constantinopla pelos turcos. Já a Idade Moderna mostra as grandes explorações e o desenvolvimento do modelo capitalista. O Renascimento das artes e ciência e a Revolução Francesa são dessa era, que encerra essa idade em 1789. Já a última Idade, a Contemporânea é a qual vivemos hoje. Vemos o desenvolvimento da indústria, dos motores e dos meios de transporte. Viajamos para a Lua e dominamos tecnologia avançada e foi marcada por guerras mundiais e por conflitos na África, além do desenvolvimento da medicina e da erradicação de doenças.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: baseado em estimativas mais conservadoras. Talvez nunca saberemos o número exato (ou o mais próximo possível), visto que muitas pessoas (famílias e comunidades inteiras) foram exterminadas e sequer deixaram algum tipo de registro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: a HQ saiu em duas partes, em anos diferentes de lançamento. A versão que li, e a mais fácil de achar, é a versão completa, com as duas partes reunidas em um único volume.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: ❗ &lt;span style="color: red;"&gt;essa nota de rodapé contém spoiler:&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #cccccc;"&gt;uma parte que talvez nunca me esqueça é de quando o pai de Artie diz, quando estava no campo de concentração, que ele precisava ir ao banheiro durante a noite. O banheiro ficava no subterrâneo, onde os corpos eram jogados. Ele tinha que pisar por cima dos corpos magros e das cabeças escorregadias para chegar ao banheiro. Ele temia e chorava ao pensar que no dia seguinte alguém poderia estar passando e pisando em cima dele da mesma forma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br ajuda.="" ajuda="" br="" como="" entendido="" facilmente="" hq="" m.="" m="" na="" ningu="" pagar="" pela="" preciso="" sempre="" /&gt;
[5]: como podemos ver depois, ninguém ajuda ninguém realmente. Sempre é preciso pagar pela ajuda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Com imagem por alanbatt no &lt;a href="https://pixabay.com/photos/auschwitz-birkenau-war-holocaust-2559130/" target="_blank"&gt;Pixabay&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMrI0PlbQ4ojw07C1iGmL7JxkJfpzaBsXoVePh51edePWBoGRnrlrWAxmP_4VFuMGoLOJgAN4i1QjBXHaB2u7pfKH1Vs0gdibHhG6Yo4k8b2BxwtgXFPgK9fIgSwqLL_G3_OVtAyBP6PkF/s72-c/auschwitz-2559130_1920.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>[resenha] Darwin Sem Frescura</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/11/resenha-darwin-sem-frescura.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Evolução</category><category>Livros</category><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 1 Nov 2019 10:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-6598846012592571146</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjawS1yF5_ESMrENaYXJaE5VUZF2C5qAcdjpnUfc6sOlGAe8yWvvRo3GaIWk5ix4RQHMkVZWLEZYvuJHChszdM8xB4OxS3mSzypkZGWk4tJtlIRzwpbGYlmLbOZ73Gi4GvzLJBQV_U_fRKw/s1600/14886_9c7f9ec6a570ab270604c03a8614d588.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="475" data-original-width="733" height="414" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjawS1yF5_ESMrENaYXJaE5VUZF2C5qAcdjpnUfc6sOlGAe8yWvvRo3GaIWk5ix4RQHMkVZWLEZYvuJHChszdM8xB4OxS3mSzypkZGWk4tJtlIRzwpbGYlmLbOZ73Gi4GvzLJBQV_U_fRKw/s640/14886_9c7f9ec6a570ab270604c03a8614d588.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Teoria da Evolução, ao contrário das demais teorias científicas, é atacada constantemente pelas pessoas justamente por não compreenderem exatamente sobre como a teoria vê a vida na Terra como também por tocar em assuntos delicados demais para as pessoas, como a nossa relação com os demais animais da Terra.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um assunto difícil de se tratar, até mesmo entre os que estão envolvidos com ele, é a Evolução[1]. A Evolução é uma teoria científica que, apesar de ter um caminhão de evidências ao seu favor, ainda encontra muita resistência entre as pessoas. Muito dessa resistência vem do fato da evolução, quando começamos a ler sobre ela, a mexer com algumas ideias pré-concebidas que temos, que adquirimos geralmente dos pais ou da sociedade. Questões como a origem da vida e da diversificação dos humanos a partir de um ramo dentro dos primatas são coisas que podem chacoalhar a visão de mundo de algumas pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, outro grande problema da evolução é que, querendo ou não, ela não é tão simples assim de entender de primeira. Como parte da ciência, ela tem seus termos e detalhezinhos cheios de complicação que pode afastar um pouco mais ainda as pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com isso em mente, o grande Reinaldo J. Lopes (doidinho por coisas do Tolkien e da Terra-Média (e repórter divulgador de ciência, of course)) e o Pirula (sim, ele mesmo, o youtuber divulgador de ciência e de outras coisinhas mais, especialista em zoologia), se uniram para trazer um belo livro que, como o título já diz, tenta trazer as ideias e o desenvolvimento da teoria proposta por tio Darwin de uma forma mais simples de entender para o leitor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWCN1DsbPpZ53tNq1yzwnOIk6wn7mGbTXEqRkvWd0LKx7CsjaFhF_93O5L1_MBv3H0uelf-Wk-eyQCUGoMUi7PaLx6WTfSGsr6LmieaGle_SoIPJGBQRLdnXmCG-4J6WDwQA6AnIT2l9Q3/s1600/P_20191031_180139.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="900" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWCN1DsbPpZ53tNq1yzwnOIk6wn7mGbTXEqRkvWd0LKx7CsjaFhF_93O5L1_MBv3H0uelf-Wk-eyQCUGoMUi7PaLx6WTfSGsr6LmieaGle_SoIPJGBQRLdnXmCG-4J6WDwQA6AnIT2l9Q3/s400/P_20191031_180139.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas já adianto: eles não deixaram de falar de assuntos complexos e, em alguns casos, polêmicos que envolvem a evolução. Mesmo trazendo esses assuntos, o leitor não sai com a sensação de que coisas importantes foram deixadas de lado, afim de valorizar a simplicidade. Tanto é que o livro me traz a sensação de ser uma espécie de introdução aos assuntos que ele aborda, já que cada capítulo é recheado de referências a livros e artigos científicos sobre o assuntos que foram abordados, de forma a induzir o leitor a ir atrás das fontes originais e aprender mais por conta própria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tanto é que, a medida que lia, percebi que o livro acaba sendo uma ótima fonte de consulta rápida para algum assunto voltado para a evolução tanto por conta da facilidade de ler e entender o texto, como pelas referências que estão lá, esperando para serem consultadas. Sou biólogo, mas meu foco não é evolução. Mas como biólogo, é preciso sempre estar por dentro da evolução, já que ela permeia todo o entendimento da vida como a conhecemos[2]. Foi bom ler eles tratando sobre cladística, genética e assuntos tão complexos como homossexualidade e a evolução dos hominídeos, além de temas como extinções em massa e desenvolvimento da ética e da moral em um texto rápido e agradável de ler.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para quem é da área de biológicas, considero o livro um bom local para atualizar seus conhecimentos em evolução e reforçar a argumentação quando o assunto vier a tona. Para não biólogos, o livro pode ser lido sem problemas, já que a linguagem acessível e a explicação constante dos termos, ajudam o leitor a não perder o fio da meada. Tanto é que, quem está mais por dentro do assunto, a linguagem simples usada pela dupla pode até parecer um tanto chata, mas não se engane: eles tiveram um puta trabalho para trazer essa simplicidade para os assuntos complexos os quais eles abordam ao longo das cerca de 240 páginas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se você acabou de chegar na Terra e nunca ouviu falar de evolução, ou já sabe mas quer aprender mais, recomendo fortemente aprender sem frescuras o que a evolução nos ensina sobre a vida na Terra e sobre nós mesmos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0CAnOc6uZe1WjRizxJ7MfQ3MyQeJb-oNiTv8RoZK3ZoLWiwtpKLUbt46mcT5jyVGwSkQQyuIKVJ13ZNkIZ-AboYkwH9QDKjSegp3l5EDJWtr72l1X-_GM_5TAtMxwAg_ZyBgvFHUiJU97/s1600/livro_darwin_sem_frescura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="500" data-original-width="337" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0CAnOc6uZe1WjRizxJ7MfQ3MyQeJb-oNiTv8RoZK3ZoLWiwtpKLUbt46mcT5jyVGwSkQQyuIKVJ13ZNkIZ-AboYkwH9QDKjSegp3l5EDJWtr72l1X-_GM_5TAtMxwAg_ZyBgvFHUiJU97/s200/livro_darwin_sem_frescura.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Darwin Sem Frescuras&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pirula e Reinaldo J. Lopes&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
240 páginas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Editora Harpen Collins. 2019.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Você pode comprar através de nosso link da &lt;a href="https://amzn.to/2VUnWJr" target="_blank"&gt;Amazon&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(e ajuda a gente um bocadinho).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: já adianto que, ao contrário do senso comum, a evolução biológica nada tem a ver com a ideia de melhoria, aperfeiçoamento, ideal. A evolução nos mostra em como os organismos (seja ele quais forem) mais bem adaptados tendem, em média, sobreviver por mais tempo e ter mais descendentes que aqueles que não estão tão adaptados assim. Essas adaptações são inerentes aos indivíduos que, com o passar do tempo, se tornam mais frequentes na população (ou seja, se o indivíduo (ou grupo de indivíduos) possui alguma leve vantagem em algum mecanismo útil, a frequência dessa vantagem pode aumentar com o passar do tempo na população, se tornando comum entre eles. Facilidade em metabolizar determinado alimento ou simplesmente correr um pouquinho mais rápido já são vantagens adaptativas que podem ser fixadas na população.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: e até a da vida que não conhecemos. A busca por vida alienígena é um grande desafio para os cientistas, já que a única referência de vida que temos (e olha que nem sabemos como defini-la ainda) é a que temos na Terra. Mas muitos pesquisadores concordam que a vida, independente de onde esteja ou como seja, siga a evolução darwiniana, já que os recursos na natureza são finitos e provavelmente haverá competição entre eles quando os organismos estão confinados em um espaço limitado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem que abre a postagem vista primeiro em &lt;a href="http://nautil.us/blog/why-social-science-needs-evolutionary-theory" target="_blank"&gt;Nautilus&lt;/a&gt;. Imagem interna do livro feita por mim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjawS1yF5_ESMrENaYXJaE5VUZF2C5qAcdjpnUfc6sOlGAe8yWvvRo3GaIWk5ix4RQHMkVZWLEZYvuJHChszdM8xB4OxS3mSzypkZGWk4tJtlIRzwpbGYlmLbOZ73Gi4GvzLJBQV_U_fRKw/s72-c/14886_9c7f9ec6a570ab270604c03a8614d588.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>10 anos Do Nano ao Macro</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/09/10-anos-do-nano-ao-macro.html</link><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 27 Sep 2019 10:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-6475429117411964340</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWSxqWAdpy0Ih5cfaq40tEhfi246tM7SRd9rZAtL3oXqa7272mLTXDXjpaxrRCX2xYVTZBx516pIP72imtERNBp7lXOSugydGpF1eeNSXvTcPgNMlCgs2TtVA2xIG0rAf52HplklGMBB84/s1600/10anos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1067" data-original-width="1422" height="480" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWSxqWAdpy0Ih5cfaq40tEhfi246tM7SRd9rZAtL3oXqa7272mLTXDXjpaxrRCX2xYVTZBx516pIP72imtERNBp7lXOSugydGpF1eeNSXvTcPgNMlCgs2TtVA2xIG0rAf52HplklGMBB84/s640/10anos.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Usei essa mesma imagem no aniversário de um ano do Do Nano ao Macro. Nunca pensaria que voltaria a vê-la (e usá-la) para comemorar o décimo aniversário. Veja a postagem de um ano &lt;a href="https://www.nano-macro.com/2010/09/um-ano-de-do-nano-ao-macro.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
O que você estava fazendo há 10 anos? Bom, se nada em especial aconteceu com você nesse dia, você provavelmente dirá que foi mais um dia normal. Talvez não se lembre fez tempo firme ou se caiu alguma chuva. Pode ser que você estivesse viajando, estudando para alguma prova ou simplesmente tirado o dia para sair ou namorar alguém.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há 10 anos, em 2009, eu era mais novo (naturalmente). Era uma época em que trabalhava em uma farmácia em minha cidade e me preparava para o vestibular. Contudo, exatos dez anos atrás, em 27 de setembro de 2009, eu lembro exatamente o que estava fazendo: olhava para a tela do Blogger e lá ficava um cursor de texto piscando despreocupado na tela. Ao lado do cursor piscante, estava a pergunta: Nome do blog.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Me lembro de ficar vários e vários minutos pensando sobre o assunto. Pedi ajuda à minha mãe e, para alegrar minha irmã novinha, a ela também.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Queria um nome o qual evocasse o que é realmente a ciência: um corpo de conhecimento que permeia nossa compreensão acerca das coisas que nos cercam, desde o mundo do muito pequeno, até o mundo do muito grande. A ciência consegue vislumbrar coisas menores que os átomos e passa por estruturas tão grandes como superaglomerados de galáxias. O nome tinha que ter esse poder de sair do nano e ir para o macro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Do Nano ao Macro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naturalmente, não tem como abordar temas tão díspares como átomos e galáxias, fósseis e geologia, evolução e bioquímica. Sou formado em biologia e mestre em doenças tropicais. Sempre toquei o site - que seguiram caminho também no Facebook, Instagram e Twitter - sozinho (e, às vezes, com os pitacos e colaborações de minha namorada, a Livinha). Portanto, dizer que o intuito era abordar tudo que existe chega a ser presunçoso. Mas, como um site de divulgação científica, queria passar a imagem que a ciência pode ter essa presunção de fazê-lo, já que ela permeia por todos os cantos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao longo dessas 10 voltas que a Terra deu ao redor do Sol, muita coisa mudou, tanto aqui no site como fora dele. O desenho do site mudou, mudando logotipo e cores. Ganhou ares no Facebook, onde o mundo da ciência roda a um ritmo alucinante e consigo compartilhar notícias relevantes por lá - além de memes, vídeos e outras coisinhas para passar o tempo, já que ninguém é de ferro. Essas mudanças seguiram aquelas que aconteceram fora do site, graças principalmente ao maior consumo de informação rápida e que seja feito em qualquer lugar. Lembre-se, há 10 anos, a internet no celular ainda estava engatinhando e o principal consumo era pelo computador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SVN1qntZyqZRR70mTnCZjvCfME5P9S9Mx_BRCYkQz6JvGiTiEPAlmtyTCxOPc4WwxLPCDaYYEwKArTY1WANwghmD5hPgiVc8beg0bWZ9_3LmiTqbXjQ8ER-AttlrYBBOmL7o6tRdbMrS/s1600/layout+do+nano+ao+macro+10+anos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="813" data-original-width="1600" height="324" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SVN1qntZyqZRR70mTnCZjvCfME5P9S9Mx_BRCYkQz6JvGiTiEPAlmtyTCxOPc4WwxLPCDaYYEwKArTY1WANwghmD5hPgiVc8beg0bWZ9_3LmiTqbXjQ8ER-AttlrYBBOmL7o6tRdbMrS/s640/layout+do+nano+ao+macro+10+anos.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mudanças realizadas ao longo dos 10 anos do blog. Alterações tanto no visual como no estilo de escrita e de conteúdo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E cá estamos, 10 anos depois, mais de 460 publicações e 400 mil visualizações no site. A ciência não deixou de ser atual. Na realidade, ela é o centro das atenções em muitas questões atuais, desde os cortes orçamentários até os avanços que são feitos no campo da medicina e espacial. Contudo, mesmo na era da informação, estamos às voltas com pessoas dizendo que a Terra é plana e que vacinas são maléficas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A minha ideia principal de fazer o Do Nano ao Macro 10 anos atrás foi de ajudar os divulgadores de ciência online na época - muitos dos quais acabei conhecendo melhor pela internet e no mundo real também - a divulgar e propagar ciência, que estava sendo poluída por pseudociências e conteúdos falsos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, nesse ponto, parece que isso foi a única coisa que não mudou em 10 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas não é motivo para desânimo. Os elogios que recebo de forma esporádica aqui no site como em comentários no Facebook dão o gás para mostrar que aquele conteúdo complicado, aquele assunto que parece distante da pessoa, foi transposto para a mente dela e ela saiu com uma informação nova, uma informação que ela levará para a vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agora me parece que 10 anos é muito pouco tempo para ajudar as pessoas a entender da importância da ciência para a sociedade, para a indústria, para a alimentação e para as nossas vidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Espero ter mais ânimo ainda para continuar por mais 10, mais 10 e mais 10 anos. Quantos anos forem precisos para divulgar essa bela dama de quase cinco séculos de idade e que nos permite compreender desde o mundo do muito pequeno até o mundo do muito grande.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A ciência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A todos que me ajudaram de forma direta ou indireta a construção e o aprimoramento dessa caminhada que marcou meus últimos 10 anos… obrigado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem que abre a postagem por &lt;a href="https://www.deviantart.com/vonzilla/art/birthday-cake-92069413" target="_blank"&gt;vonzilla&lt;/a&gt;&amp;nbsp;em seu DeviantART. Capturas de tela do blog obtidos pelo &lt;a href="http://web.archive.org/" target="_blank"&gt;Wayback Machine - Internet Archive&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWSxqWAdpy0Ih5cfaq40tEhfi246tM7SRd9rZAtL3oXqa7272mLTXDXjpaxrRCX2xYVTZBx516pIP72imtERNBp7lXOSugydGpF1eeNSXvTcPgNMlCgs2TtVA2xIG0rAf52HplklGMBB84/s72-c/10anos.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>[SORTEIO] 10 anos Do Nano ao Macro</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/08/10anos.html</link><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Tue, 27 Aug 2019 10:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2603828780106619066</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLEaZRJot-WXMcYfr9Dr6y2HMF1SVZHAT1G6nxj6YP1X5hxRQkxqdZeqBTWHCgdvBk6pXWwf02tGQ0YqdYfHiEJhpxPigeeBnwOVyhamykDlgYPOSXOeq8rILhwV0YarN4Z2poxfeahG1H/s1600/capa_10_anos_donanoaomacro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1059" data-original-width="1600" height="422" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLEaZRJot-WXMcYfr9Dr6y2HMF1SVZHAT1G6nxj6YP1X5hxRQkxqdZeqBTWHCgdvBk6pXWwf02tGQ0YqdYfHiEJhpxPigeeBnwOVyhamykDlgYPOSXOeq8rILhwV0YarN4Z2poxfeahG1H/s640/capa_10_anos_donanoaomacro.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É sério: nunca pensei que estaria aqui, na frente do computador, escrevendo uma publicação comemorando os 10 anos do Do Nano ao Macro. Ao longo dos anos, o site sempre teve minha atenção especial (e a página no Facebook também, onde sempre compartilho notícias, imagens e vídeos voltados para a ciência). Naturalmente há momentos em que a vida real bate mais forte e colocava ele um pouquinho de lado, mas nunca desisti dele.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E cá estamos, comemorando 10 aninhos de vida, com mais de 400 publicações, mais de 300 mil acessos ao longo desse tempo, mais de 3 mil curtidores na página na empresa do senhor Zuckeberg e bastante feliz por ver que chegamos depois de tanto tempo até aqui.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naturalmente não poderia deixar de comemorar com vocês e partilhar parte da minha felicidade com os seguidores, curtidores e todos aqueles que caem às vezes aqui no site depois de alguma busca curiosa nos motores de busca internet afora.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por isso, para comemorar 10 anos do Do Nano ao Macro, ao melhor estilo ‘o aniversário é nosso, mas o presente é seu’, vamos sortear um kit com 10 incríveis itens. É isso mesmo, uma pessoa vai levar 10 coisinhas bacanudas de uma vez.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5Cofj4Bu9vDb5dRh7PqBwNvSXWJPqRDEbsFn3iwJM9M-6BxXicrHxuF7kXrzw2xozTLPtjghJAe0OAwQwFu-61NV8qZ1QkXj4pXxTs_H7T1YF7o5-44k1sDD1cNhxL3UF0qyhXTLJp79Z/s1600/premios_10_anos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1070" data-original-width="1600" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5Cofj4Bu9vDb5dRh7PqBwNvSXWJPqRDEbsFn3iwJM9M-6BxXicrHxuF7kXrzw2xozTLPtjghJAe0OAwQwFu-61NV8qZ1QkXj4pXxTs_H7T1YF7o5-44k1sDD1cNhxL3UF0qyhXTLJp79Z/s640/premios_10_anos.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vou descrever brevemente os itens que estão no sorteio e que você vai levar de uma vez: Um &lt;b&gt;bottom com tema 'Pilares da Criação'&lt;/b&gt;. É um belo bottom com uma imagem super colorida da nebulosa da Águia, cerca de 7 mil anos-luz daqui para você prender na sua bolsa, mochila ou qualquer lugar legal para você sempre andar por aí. E se você gosta do observar o céu noturno, você terá o auxílio de &lt;b&gt;um belo planisfério&lt;/b&gt;, feito especialmente para os observadores no Brasil. Basta você ajustar data e horário aproximados no planisfério e pronto, os nomes dos principais pontos luminosos no céu aparecem para você, podendo identificá-los no céu noturno muito mais facilmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além desses dois itens, o kit do sortudo vai receber ainda oito livros, entre livros de ciência e divulgação, além de HQs de ciências e ficção científica (já que a gente precisa se divertir mais um pouquinho ainda, né?). A gente começa falando do &lt;b&gt;'A Terra em que vivemos'&lt;/b&gt;, livro do Dr. Rodolpho Caniato, em que apresenta textos e atividades que irão auxiliar o entendimento em ciências para o público leigo. Já o biólogo Rafael Rigolon, nos presenteia o excelente &lt;b&gt;'A pronúncia do latim científico'&lt;/b&gt;, essencial para sabermos como se fala corretamente aquele nome científico complicado daquele animalzinho ou planta. Outro livro é uma breve biografia de Galileu, um dos pilares da ciência moderna. Escrito por Steve Pinker, &lt;b&gt;'Galileu e o universo'&lt;/b&gt; vem com ilustrações e nos conta sua vida e as suas observações de Júpiter e suas luas. Outro livro, apesar de ser mais lúdico e voltado para o público infanto-juvenil, é um encanto: &lt;b&gt;'Ver por dentro do corpo humano'&lt;/b&gt; é um belo livro escrito por Luann Colombo, com destaque para o corpo humano no centro, em que vamos descobrindo (literalmente), a cada página virada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já no mundo das HQs temos o imenso prazer de trazer duas belas obras: a primeira é &lt;b&gt;'Darwin no Brasil'&lt;/b&gt;, produzida por Flávio de Almeida. Nela, vemos ilustrado os principais momentos de Charles Darwin em nosso país e suas impressões durante sua viagem com o Beagle. O segundo é a bela obra &lt;b&gt;'O método científico'&lt;/b&gt;, escrito pelo Dr. Leopoldo de Meis, com ilustrações de Diucênio Rangel. Nela, conhecemos o avanço do saber e como chegamos ao conhecimento científico atual, graças a nossa metodologia científica. E, para fechar, duas HQs de ficção científica cheias de graça. Baseado no blockbuster Star Wars, o kit irá com as histórias e ilustrações de Jeffrey Brown: &lt;b&gt;'A princesinha de Vader'&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;'Darth Vader e filho'&lt;/b&gt;. Afinal de contas, nós sabemos que apesar dele ser do lado sombrio da força, ele não deixa de ser um excelente pai.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O livro 'A Terra em que vivemos', o planisfério e o bottom são presentes obtidos em parceria com o&amp;nbsp;&lt;b&gt;Observatório Didático Astronômico “Lionel José Andriatto”&lt;/b&gt;, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) de Bauru, São Paulo. Um abraço especial para a Sione Rodrigues, que me ajudou com o aquisição dos presentinhos e ao Prof. Dr. Rodolfo Langhi, responsável pelo observatório, sempre solícito para com todos que conversam com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se você passar por Bauru, interior de São Paulo, visite o Observatório. O local sempre está com alguma atividade aberta ao público, desde observação do céu noturno até a venda de livros, pôsteres e outras coisinhas para os amantes do espaço. É claro que vocês podem acompanhar as atividades do Observatório tanto no&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.obsbauru.com.br/" target="_blank"&gt;site&lt;/a&gt;, como no&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.facebook.com/obsbauru/" target="_blank"&gt;Facebook&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.instagram.com/obsbauru/" target="_blank"&gt;Instagram&lt;/a&gt;. No canal Futura (na internet no Futura Play) e TV Unesp vocês podem acompanhar o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.futuraplay.org/serie/astrolab/" target="_blank"&gt;Astrolab&lt;/a&gt;, curtas em que o Observatório traz um pouco do Universo para dentro de sua casa. Vamos ajudar a divulgar a ciência e a divulgação de ciência em nosso país!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Além disso quero agradecer imensamente ao Rafael Rigolon que nos mandou gentilmente uma cópia do 'A pronúncia do latim científico' para esse sorteio. Ele mantém o excelente e fantástico&amp;nbsp;&lt;b&gt;'&lt;a href="https://www.facebook.com/NomesCientificos/" target="_blank"&gt;Nomes Científicos&lt;/a&gt;', página no Facebook e Instagram&lt;/b&gt;&amp;nbsp;onde ele mostra a origem e a evolução de muitas palavras que usamos no dia-a-dia, além de dicas de pronúncia do latim que são uma verdadeira mão na roda científica. Curtam, pois vale muita a pena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo muito legal, mas como faço para participar?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPGoHSeEoB_7Y8TyClWQ3Mzs4dnLF_U1qJ2oatLtwbiTqy5TdabcGWGCcIo4Kt9ybV37kW7h7C3aUNg4LnFnSN69ZM4EqCxDdcdKEMTQ3psF3yPrULr2ybzM_M3Efc4jM0PZAlHHoD_Odf/s1600/como_participar_10_anos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1070" data-original-width="1600" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPGoHSeEoB_7Y8TyClWQ3Mzs4dnLF_U1qJ2oatLtwbiTqy5TdabcGWGCcIo4Kt9ybV37kW7h7C3aUNg4LnFnSN69ZM4EqCxDdcdKEMTQ3psF3yPrULr2ybzM_M3Efc4jM0PZAlHHoD_Odf/s640/como_participar_10_anos.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Viu como é simples para participar? Coloque os dados no formulário abaixo e envie para nós. Lembrando que, como o sorteio é aberto ao público em geral, criamos algumas &lt;a href="https://docs.google.com/document/d/1a7MdgoKOrbZmclt_A70tn-uUPQtW3MpMPEmW9zXZ5ns/edit?usp=sharing" target="_blank"&gt;regrinhas básicas&lt;/a&gt; para que tudo aconteça da melhor forma possível, evitando qualquer tipo de problemas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apenas lembrando que você só pode participar uma única vez.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe frameborder="0" height="700" marginheight="0" marginwidth="0" src="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeanZfu9lBOBbNwmaNB0aC3tw2yBq8bPBpss2zTfqfhGCHx5A/viewform?embedded=true" width="650"&gt;Loading…&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
O sorteio será realizado no dia 27 de setembro de 2019 e o resultado será divulgado no mesmo dia, nas redes sociais e por aqui. Nas regras gerais estão os detalhes de como entraremos em contato e o envio do kit do sorteio.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Qualquer dúvida, deixe seu comentário aqui na publicação ou entre em contato na aba de contato abaixo do título do site.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Boa sorte!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagens utilizadas para divulgação obtidas em Pixabay, com uso livre pelos autores.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLEaZRJot-WXMcYfr9Dr6y2HMF1SVZHAT1G6nxj6YP1X5hxRQkxqdZeqBTWHCgdvBk6pXWwf02tGQ0YqdYfHiEJhpxPigeeBnwOVyhamykDlgYPOSXOeq8rILhwV0YarN4Z2poxfeahG1H/s72-c/capa_10_anos_donanoaomacro.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O que sabemos sobre eclipses?</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/08/o-que-sabemos-sobre-eclipses.html</link><category>Astronomia</category><category>Ciência</category><category>Física</category><category>Imagens</category><category>Sociedade</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Wed, 14 Aug 2019 10:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2739883078064870049</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSCl4x4D3XCJ3TvS1JyhB08BFL0Lex-_0173EKKoVagzLjbw7Ib9yKhO3nIv067AmBaHS_RNPF0dxHZXxoQ2nnjIKPsXXlDNb0oq1EcM5P6kwLfgJdvJyo2H9wSomsClShLcomi_aSlsWm/s1600/capa_eclipses.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="774" data-original-width="1600" height="308" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSCl4x4D3XCJ3TvS1JyhB08BFL0Lex-_0173EKKoVagzLjbw7Ib9yKhO3nIv067AmBaHS_RNPF0dxHZXxoQ2nnjIKPsXXlDNb0oq1EcM5P6kwLfgJdvJyo2H9wSomsClShLcomi_aSlsWm/s640/capa_eclipses.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A série especial do blog ‘&lt;a href="http://www.nano-macro.com/p/o-que-sabemos.html" target="_blank"&gt;O que sabemos?&lt;/a&gt;’, visa adentrar um pouco mais sobre um determinado assunto, afim de compreender um pouco mais sobre o que está sendo abordado. Dessa vez, depois de algum tempo sem novidades, vamos esmiuçar um pouco mais sobre um dos fenômenos da natureza mais curiosos, mais temidos e que mais chamam a atenção das pessoas: o eclipse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Falar de eclipse e dizer que é apenas a passagem da Lua na frente do Sol (eclipse solar) ou que a Terra projeta uma sombra na Lua (eclipse lunar), apesar de estar correto, traz uma simplicidade absurda e esconde toda a história e toda a física por trás deste belo fenômeno. Vamos entender um pouco mais sobre a história dos eclipses, como eles são formados e por que não os vemos todos os dias. Ao longo do texto coloquei algumas notas de rodapé. Elas são importantes para complementar a informação, mas sem poluir tanto o texto principal. Espero que gostem das imagens que montei, deram um trabalhão fazê-las, mas elas nos ajudam a compreender melhor sobre o fenômeno.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Dragões, deuses e antiguidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A palavra eclipse chegou até nós vindo do latim, com origem grega ἔκλειψις (lê-se ekleipsis), que significa ‘ser ocultado, ser deixado para trás’.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, antes da acepção mais conhecida da palavra, o eclipse era um fenômeno que causava um certo pavor e admiração nas pessoas. Os céus tinham seus fenômenos que ocorriam normalmente quase todos os dias e quando algo perturbava esse suposto equilíbrio celeste, muito provavelmente algo de errado estava acontecendo (seja com os deuses e entidades que viviam lá em cima, seja com as pessoas que viviam na Terra). Quase todos os povos antigos tinham explicações curiosas sobre os eclipses, como os egípcios que acreditavam que Rá, inimigo do deus Sol, ficava entre ele e sua amante, a Lua, impedindo que sua luz chegasse até ela. Já os chineses e alguns povos asiáticos acreditavam que um dragão (ou serpente) engolia os astros que estavam sendo eclipsados e, depois de algum tempo, eles eram regurgitados e voltavam a aparecer nos céus - para alívio das pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, um dos relatos mais antigos de eclipses com embasamento histórico conhecidos é a famosa Batalha de Hális, também conhecida como Batalha do Eclipse. Nesse evento, que ocorreu provavelmente em maio de 585 AeC, os lídios e os medos[1] estavam em uma guerra que durava seis anos. Durante uma incisiva batalha entre os dois povos, Heródoto em seu ‘Histórias’, nos conta que a batalha não estava inclinada para favorecer nenhum dos lados e que, durante o calor da batalha, “o dia virou noite”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Conta-se que os dois povos acreditaram na hora que os deuses estavam mandando um sinal de que ocorresse uma trégua e que a paz fosse assinada. E foi realmente que isso aconteceu: o temor dos homens que estavam em campo, assim como dos reis dos dois povos, fizeram assinar um acordo de paz, o qual os filhos dos reis se casaram e o rio Hális (hoje chamado de rio Quizil-Irmaque, na atual Turquia) foi definido como fronteira entre os dois povos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Heródoto nos diz ainda que Tales de Mileto, filósofo grego pré-socrático, previu a ocorrência desse eclipse tempos antes. E isso nos mostra que, apesar do temor de que algo de muito errado estaria acontecendo nos céus, os eclipses começaram a serem vistos como algo previsível, decorrente de fenômenos naturais que aconteciam no cosmos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sabe-se que há mais de 2 mil anos antes da Era Comum, os chineses já estudavam e compreendiam a previsibilidade dos eclipses e os gregos, como Pitágoras e Aristarco, já usavam os eclipses para apontar a curvatura da Terra, entendendo que durante o eclipse lunar, a sombra da Terra era projetava na Lua[2].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, como veremos mais para frente, foi ficando claro que os fenômenos dos eclipses solares e lunares tinham uma relação e que era possível prevê-los com base nas observações feitas. Mas para que possamos compreender mais sobre os eclipses, é preciso entender primeiro o que acontece normalmente com o Sol e com a Lua para depois vermos sobre como esses corpos celestes se comportam durante os eclipses.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;O dia-a-dia…&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na imensa maioria dos dias que vivemos, o céu segue um padrão bem conhecido: um período claro seguido de um período escuro. Tirando as condições meteorológicas, como nuvens, chuvas e neve, podemos ver de forma destacada dois corpos no céu: o Sol e a Lua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Até o presente momento, sabemos que a Terra orbita ao redor do Sol. Sua órbita segue um plano bem definido denominado eclíptica (imagine a eclíptica como se fosse uma mesa plana em que a Terra usa como base para poder girar ao redor do Sol sem oscilar para cima e para baixo. Esse seria o plano da eclíptica). Esse será nosso primeiro infográfico, que mostra o comportamento dos corpos celestes em nosso cotidiano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN4qYE-Xt3UooZsBRQVNkWmmIMrhcdMuf-4otJ4NJ8Pasie6mmv-YTBBJQrSeUIgdjSXu4CAsgvp3bRqF4NvAtQ_5aqefr-elH0kNuTrLKB4oVSyZHxGs51MQO2pgD9W71Kp1t4RK0dcqg/s1600/lua_dia_dia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1273" data-original-width="1600" height="507" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN4qYE-Xt3UooZsBRQVNkWmmIMrhcdMuf-4otJ4NJ8Pasie6mmv-YTBBJQrSeUIgdjSXu4CAsgvp3bRqF4NvAtQ_5aqefr-elH0kNuTrLKB4oVSyZHxGs51MQO2pgD9W71Kp1t4RK0dcqg/s640/lua_dia_dia.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Infográfico sobre a Lua no dia-a-dia. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto a Terra gira ao redor do Sol seguindo a eclíptica, o mesmo ocorre com a Lua orbitando ao redor da Terra. O fato curioso aqui é que a órbita da Lua com a Terra tem uma leve inclinação em relação à eclíptica, de pouco mais de 5º.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pode até parecer pouco essa inclinação, mas considerando a distância da Lua em relação à Terra e do tamanho da própria Lua, esses cinco graus são mais que suficientes para colocá-la em uma posição longe o suficiente da eclíptica. Se não houvesse essa inclinação, nunca veríamos uma Lua cheia da Terra, já que sempre que ela estivesse na posição para a Lua cheia (na imagem 1, lua C), a sombra da Terra cobriria a Lua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgC7Ii1neLbe2dqEpLAO5R7oNP8BOURY3ofAUTZqsQ_-eITeDoI2e0xqob3edC-ppxgrzC9-xaeDXLv1p3Zv8n6yJHFTiaN_rCJLuDsdLrsfpo9K7A-L5ff-qMVbgYLKOTP2FN6pahaUVJn/s1600/fases_lua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1537" data-original-width="1600" height="614" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgC7Ii1neLbe2dqEpLAO5R7oNP8BOURY3ofAUTZqsQ_-eITeDoI2e0xqob3edC-ppxgrzC9-xaeDXLv1p3Zv8n6yJHFTiaN_rCJLuDsdLrsfpo9K7A-L5ff-qMVbgYLKOTP2FN6pahaUVJn/s640/fases_lua.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Detalhe sobre as fases da Lua, visto nos dois hemisférios terrestres. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Graças a essa inclinação, a Lua consegue escapar da sombra da Terra e podemos ver todas as fases daqui. Assim, quando a Lua está entre a Terra e o Sol (lua A), temos a Lua nova. A medida que a Lua se desloca em sentido anti horário, teremos a Lua crescente (lua B), seguida da Lua cheia (C), caminhando em seguida para a Lua minguante (lua D), voltando novamente à Lua nova[3].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;A Lua durante o eclipse…&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por causa da inclinação, como vimos, a Lua não se encontra no mesmo nível da eclíptica e podemos vê-la sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Bom, na maioria das vezes, sim. Mas tem vezes que não.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A inclinação de 5,14º da órbita da Lua em relação à eclíptica deixa claro uma coisa: ela precisa atravessar a eclíptica alguma vez, já que o centro da órbita é o planeta Terra e o nosso planeta está na eclíptica. Na maioria das vezes, nada de impressionante vai acontecer quando a Lua atravessar o plano da eclíptica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas existem momentos em que a Lua está exatamente no mesmo alinhamento de Terra e Sol (linha dos nodos)[4]. Quando este alinhamento acontece no plano da eclíptica, temos o tão famoso eclipse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqni_nQdePLF9Ap5eWTomBh_EHvi1Tsu2h3cz3cztb9iwsQsLtunOtg6HqX8GjZLzdC4iqWoZXYkoYbQarK9cRXUWsPVIcEjlyMMlRlQWtcUIYivuLBRiA2iMHdgns3olfUOnkfSXtG9nC/s1600/eclipse_geral.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1320" data-original-width="1600" height="528" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqni_nQdePLF9Ap5eWTomBh_EHvi1Tsu2h3cz3cztb9iwsQsLtunOtg6HqX8GjZLzdC4iqWoZXYkoYbQarK9cRXUWsPVIcEjlyMMlRlQWtcUIYivuLBRiA2iMHdgns3olfUOnkfSXtG9nC/s640/eclipse_geral.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Infográfico detalhando os alinhamentos dos corpos celestes durante o eclipse. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na imagem acima, podemos ver o eclipse ocorrerá apenas quando ocorrer um alinhamento entre os três ocorrer em poucos momentos do ano, durante a passagem da Lua pela linha dos nodos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naturalmente, os eclipses solares e lunares, apesar de ocorrerem com os mesmos corpos celestes, são eventos diferentes um do outro. Isso ocorre devido a posição que estes estão nos céus durante esses eventos, sobretudo da Lua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyBd8X6mVB1MOuyHDk-rj6uPs6kwaV3MtzcSn-h_kMqCG4LLiflWY1bL7S8NhQRFmCATUKNCIPgcPgZHHypHq-M18MSUMh2hgRKcOnVaLpXw5wtM1UGnWPd7LqlqTnQVtiQtsnbwL5FznG/s1600/eclipse_lua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1550" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyBd8X6mVB1MOuyHDk-rj6uPs6kwaV3MtzcSn-h_kMqCG4LLiflWY1bL7S8NhQRFmCATUKNCIPgcPgZHHypHq-M18MSUMh2hgRKcOnVaLpXw5wtM1UGnWPd7LqlqTnQVtiQtsnbwL5FznG/s640/eclipse_lua.jpg" width="620" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Detalhes sobre a mecânica celeste durante os eclipses. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando temos a Terra entre Lua e Sol, o nosso planeta projeta uma sombra pelo espaço o qual a Lua passará. Como a Lua deixa de receber a luz do Sol a qual ela reflete, temos o eclipse lunar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já quando é a Lua que está entre Terra e Sol, temos a seguinte situação: apesar da Lua ser cerca de 400 vezes menor que o Sol, o Sol está muito mais distante. Com isso, durante a passagem da Lua na frente do Sol (para nós, observadores da Terra), a Lua consegue cobrir o disco solar de forma completa[5], eclipsando o sol. Nesse momento, temos o eclipse solar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Eclipse lunar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como disse acima, os eclipses são eventos astronômicos que possuem diferenças entre eles, com participação importante da Lua no desenrolar desses eventos. Contudo, nem sempre o eclipse da Lua será total, onde ela toda é encoberta pela sombra da Terra. O que vemos é resultado de onde estamos na Terra durante o eclipse e, principalmente, qual a área do espaço pela qual a Lua irá passar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Sol, apesar de estar distante, é um corpo celeste enorme e sua luz se espalha para todas as direções. Quando essa luz encontra um corpo como a Terra, a porção não iluminada projeta atrás de si uma sombra, que é a denominação de uma área sem luz. Mas a trajetória da luz de um corpo tão extenso acaba competindo com as áreas sombreadas. Essa área de ‘meia-luz’, recebe o nome de penumbra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgE5_u5k3CW8nEgfP5Uav0SIp8JG96gLzhEu6OM47PeQ-81Ioz0MaqF6rqDwhQdViIn2DzmtouuThtgaSOXrII44hLF6Z9qXJDxzy_79N7p3eAw3ueVUcXaLEHj4T_ACBC9PXz3TTlqKNVL/s1600/eclipse_lunar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1568" data-original-width="1600" height="626" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgE5_u5k3CW8nEgfP5Uav0SIp8JG96gLzhEu6OM47PeQ-81Ioz0MaqF6rqDwhQdViIn2DzmtouuThtgaSOXrII44hLF6Z9qXJDxzy_79N7p3eAw3ueVUcXaLEHj4T_ACBC9PXz3TTlqKNVL/s640/eclipse_lunar.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Características de um eclipse lunar e suas configurações. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, na hora em que acontece o eclipse, o local onde estamos na Terra e a trajetória da Lua sobre a penumbra e a umbra (sombra) são determinantes para dizer se veremos um eclipse total, parcial ou até mesmo se não veremos um eclipse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMXg_4fL2DVG6x3EM61ugzYzDlfEmxmnQU6hed38xVk7Zu5YDlndSNjpwLm8t2jCDfsFhy_ATJd7YRN5Il0w3ORd-hmdQrMMPurIkQPZs7CFvDz1lPBM4kh0-8JmSLrU8_FeQhdmXUgDGJ/s1600/lua_sangue.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1343" data-original-width="1556" height="276" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMXg_4fL2DVG6x3EM61ugzYzDlfEmxmnQU6hed38xVk7Zu5YDlndSNjpwLm8t2jCDfsFhy_ATJd7YRN5Il0w3ORd-hmdQrMMPurIkQPZs7CFvDz1lPBM4kh0-8JmSLrU8_FeQhdmXUgDGJ/s320/lua_sangue.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Infográfico detalhando a formação da Lua de Sangue.&lt;br /&gt;Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na imagem acima, os personagens 1 e 5 não poderão ver o eclipse, já que a Lua ou já se pôs no momento em que o eclipse acontece ou a Lua ainda não nasceu para ele e quando a Lua aparecer no céu, ela já terá saído da trajetória da sombra da Terra. Já o personagem 2 poderá ver quase todo o eclipse, mas a Lua irá se por antes do seu fim. O mesmo acontece com o personagem 4, que verá quase todo o eclipse, menos o seu começo, já que ela já havia começado antes da Lua aparecer no horizonte. O mais privilegiado será o personagem 3, que conseguirá ver todo o desenrolar do eclipse, do início ao fim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Durante o eclipse lunar (sobretudo o total), a superfície da Lua iluminada pelo Sol vai sendo encoberta pela sombra da Terra. A medida que isso ocorre, o ofuscamento da luz vai diminuindo, já que há menos luz chegando na superfície lunar e o contraste do que estamos vendo aumenta. Ao ponto máximo do eclipse lunar, a lua pode ganhar uma cor avermelhada (a famosa Lua de Sangue (Blood Moon)), provocada pela dispersão da luz solar pela atmosfera terrestre, onde as cores avermelhadas são mais orientadas para a Lua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Eclipse solar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto o eclipse lunar ocorre quando a Lua atravessa a trajetória da sombra da Terra, no eclipse solar é a Lua que projeta uma sombra na superfície terrestre, já que ela fica entre nós e o Sol. Novamente, dependendo de onde estamos será determinante para vermos o eclipse solar, seja total ou parcial. É claro que é preciso ser dia claro para que ocorra, já que durante a noite o Sol já terá ido embora ou nem tenha nascido ainda.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxpyLSW0VKHC1WXN4F9T2_fnSz5PVSj008qKD4Vjea1BK7SLRkDi6urISBn9DUCibcAdf-aH62K_L09Xyu-B8hI7_z7xzGC6-G993JAv0eksTIfKq-Q15Jfz8p_lBAtuGcKshHifEKTrLt/s1600/eclipse_solar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1532" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxpyLSW0VKHC1WXN4F9T2_fnSz5PVSj008qKD4Vjea1BK7SLRkDi6urISBn9DUCibcAdf-aH62K_L09Xyu-B8hI7_z7xzGC6-G993JAv0eksTIfKq-Q15Jfz8p_lBAtuGcKshHifEKTrLt/s640/eclipse_solar.jpg" width="612" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Os tipos de eclipses solares e detalhes sobre a observação. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na imagem acima, os nossos personagens 1 e 3 estão presenciando apenas o eclipse parcial, já que estão em pontos na Terra em que apenas uma porção do Sol é encoberto pela Lua. Já o personagem 2 é o que poderá assistir o evento de forma completa, do início ao fim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, mesmo dentro do eclipse total solar, ele pode ser de dois tipos: o total, o qual a Lua encobre totalmente o Sol, e o que vemos é a coroa solar, uma aura de plasma emanada pelo Sol, responsável em grande parte pelo brilho da estrela e que tem mais de um milhão de graus de temperatura. Observar esse fenômeno só é possível graças ao eclipse total, já que o brilho do Sol no dia-a-dia impossibilita de ver a coroa solar[6].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já o segundo tipo de eclipse solar é o anular, o qual o disco lunar é insuficiente para cobrir completamente o disco solar, formando um eclipse em forma de anel. Apesar de ambos acontecerem na mesma situação, o qual a Lua encobre o Sol, a diferença entre os dois reside pelas distâncias as quais os corpos celestes então no momento do evento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há situações em que a Lua está em máxima aproximação da Terra, enquanto o Sol está em mínima aproximação[7], fazendo o tamanho aparente da Lua ser maior, o suficiente para cobrir completamente o Sol. Já há situações em que o Sol está em máxima aproximação e a Lua está em mínima aproximação, e a Lua não tem tamanho aparente o suficiente para cobrir o Sol, formando o eclipse anular.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Previsibilidade e o ciclo de Saros&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O conhecimento da mecânica celeste permite prever quando e onde os eclipses ocorrerão. No passado, apenas baseado nas observações, os gregos, chineses e árabes conseguiam prever em que dia determinado eclipse iria ocorrer. Hoje, com a ajuda dos computadores calculando diversas variáveis, desde a ação da gravidade e força de marés, conseguimos prever com exatidão de segundos a hora exata do eclipse e qual é o melhor lugar da Terra para estar para observá-lo. Claro que, assim como acontece no clássico de Isaac Asimov[8], os eclipses mais próximos possuem as previsões mais certeiras.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde a época dos babilônios, remontando mais de 500 AeC, foi notado uma certa regularidade entre os eclipses. Graças ao registros da época, percebeu-se que existia um ciclo o qual os eclipses aconteciam. Esse mesmo padrão foi percebido pelos gregos, como Hiparco e Ptolomeu. A famosa máquina de Anticítera, um computador analógico grego datado do primeiro século antes da Era Comum, tinha por finalidade realizar cálculos astronômicos, astrológicos e incluía o cálculo para sazonalidade dos eclipses. Apenas em 1691 que o astrônomo Edmund Halley formalizou o conhecimento sobre os ciclos dos eclipses e usou o nome de saros, nome usado como unidade de medida entre os babilônios.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdvVhjOdIsHHaRNwveag3vdTZ8pTghXCIvoM7lTb7PV4BHmeG1pouxiUiA_-Wcij5APhtM-Yfa4LItSG58ziCGDmDdyb_zrTbg18e83DDmPEIIuDcZLfhAl4iUdU0I5IQtRfdP_F5HLbHB/s1600/127.gif" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="594" data-original-width="513" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdvVhjOdIsHHaRNwveag3vdTZ8pTghXCIvoM7lTb7PV4BHmeG1pouxiUiA_-Wcij5APhtM-Yfa4LItSG58ziCGDmDdyb_zrTbg18e83DDmPEIIuDcZLfhAl4iUdU0I5IQtRfdP_F5HLbHB/s320/127.gif" width="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Eclipses solares que seguem o Saros 127.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, os saros são períodos de 18 anos, 11 dias e 8 horas (6585,3 dias) os quais eclipses semelhantes estão relacionados a um mesmo ciclo. Por exemplo, em 2 de julho de 2019 aconteceu o eclipse solar total (foi parcial para os observadores no Brasil, já que como vimos na imagem acima, estávamos em uma posição menos favorável para a observação). Um eclipse solar total, muito parecido com este último, ocorreu em 21 de junho de 2001, pouco mais de 18 anos antes. Um eclipse solar total semelhante ocorrerá 18 anos para frente deste último de 2019, em 13 de julho de 2037.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas isso não quer dizer que próximo eclipse solar vai acontecer em 2037. No dia 26 de dezembro de 2019 teremos um eclipse solar anular e em 21 de junho de 2020 também teremos outro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O que acontece é que cada eclipse está dentro de um ciclo de Saros e vários Saros estão acontecendo ao mesmo tempo. O eclipse de julho de 2019 pertence ao Saro ciclo 127. O eclipse de dezembro de 2019 está no ciclo 132 e o eclipse de junho de 2020 está no ciclo 137.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em cada Saro acontece aproximadamente 70 a 80 eclipses (solares ou lunares, já que existem calendários de Saros próprios para o eclipse lunar e solar). Um Saro começa com o primeiro eclipse em um dos polos do planeta e, a medida que os eclipses dentro de um mesmo Saro ocorrem, o local onde o ponto máximo do eclipse ocorre vai se deslocando para o outro polo do planeta, onde se encerra. Cada ciclo de Saros pode levar mais de 1400 anos para se completar. Para se ter uma ideia, todos os eclipses que estamos vendo atualmente são um dos quase 40 ciclos de Saros, sendo o ciclo 117 que começou no ano 792 DeC e vai até 2054 até o ciclo 156, que começou em 2011 e vai até 3237.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por isso pode haver a confusão, principalmente da mídia, de que quando um eclipse ocorre, os jornalistas dizem que o próximo irá ocorrer depois de tantos anos, justamente pelo fato de que, o eclipse com características semelhantes (pertencente ao mesmo ciclo de Saro) realmente irá acontecer daqui a 18 anos, mas outro eclipse de um outro Saro irá acontecer normalmente, mas em outra parte do mundo ou de forma diferente do anterior. Apenas isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por isso, sempre é bom consultar as tabelas e calendários de eclipses que estão disponíveis na internet para descobrir de forma segura onde e quando ocorrerá determinado eclipse. Com as vantagens de sabermos com precisão sobre os eclipses, você pode até programar suas viagens de turismo para vislumbrar os eclipses em outros pontos do planeta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Como observar os eclipses?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Bom, ao “longo deste longo texto” vimos os tipos de eclipses e como é a mecânica celeste básica para que eles ocorram. Naturalmente, como não precisamos mais acreditar que um eclipse é o fim do mundo, podemos aproveitar o momento para observá-lo, desde para fins de estudo e compreensão até mesmo para momentos de diversão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyqVlIWziz5ho-r2ZOhJaSqR7ZGR28Mh4pT_G-uimMtBffrRuxMO4bKMVwK6B8Soal-lUUmI1lrYkTjvRxvzyKHRQJxPbs6YPXg46kSZh0A4Efa9Q9B_2cMqb_WGS0dwHzCuO0qTdPi5St/s1600/observacao_eclipse.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1400" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyqVlIWziz5ho-r2ZOhJaSqR7ZGR28Mh4pT_G-uimMtBffrRuxMO4bKMVwK6B8Soal-lUUmI1lrYkTjvRxvzyKHRQJxPbs6YPXg46kSZh0A4Efa9Q9B_2cMqb_WGS0dwHzCuO0qTdPi5St/s640/observacao_eclipse.jpg" width="560" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A observação dos eclipses podem ser simples, mas exigem cuidados, principalmente para a observação do eclipse solar. Mesmo durante o eclipse parcial, o Sol ainda emite muita luz e energia para a superfície terrestre e sua observação direta pode prejudicar os olhos e equipamentos de fotografias, digitais ou não.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os telescópios e lunetas só devem ser usados para observação de eclipse solar (e do Sol em si) apenas com o uso de filtros especiais que são acoplados no instrumento com essa finalidade. Câmeras fotográficas também podem queimar os filmes (câmeras analógicas) e danificar os sensores (digitais) se forem apontadas diretamente para o Sol.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O uso de películas de disquetes, CD’s, filmes fotográficos revelados e imagens de raios-X, apesar de escurecer e oferecer algum conforto para a observação, são desaconselhados para a observação do eclipse, já que eles não são projetados para absorver os mais diversos tipos de radiação que o Sol emite além da luz visível, como a radiação ultravioleta, que é extremamente nociva aos olhos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A melhor forma de observar os eclipses solares é com auxílio de filtros feitos para o fim de observar o Sol ou a observação indireta, como o uso de pinhole, o qual um pequeno orifício é feito em uma placa e a luz do Sol é projetada sobre alguma superfície plana ou o uso de um espelho para refletir o Sol em alguma superfície também são formas seguras de se ver o Sol durante o eclipse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já o eclipse lunar é muito mais tranquilo quanto a sua observação, inclusive direta, já que o brilho da Lua é cerca de 4 mil vezes menos brilhante que 1% do disco solar. Para contemplar a Lua durante o eclipse, basta olhar para ela sem problemas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se sua cidade organiza eventos para a observação do céus durante eclipses, geralmente feito por professores ou por observatórios astronômicos ou até mesmo por amantes de astronomia, vá. É muito legal observar a curiosidade das pessoas para esses eventos e até mesmo a oportunidade de observar os céus com auxílio de algum instrumento, como algum telescópio, luneta ou filtro para observação do Sol.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Finalizando…&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os eclipses encantaram, assustaram e fizeram parte da história da humanidade, mudando guerras, casamentos, reinos e reis. Hoje, eles são objeto de curiosidade e de admiração por parte dos amantes dos céus e de estudos para reforçar nossos conhecimentos sobre o Universo[9]. Com os devidos cuidados, os eclipses são um excelente momento para contemplação da natureza e de como o nosso entendimento da mecânica celeste permite compreender esse fenômeno com clareza.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fique de olho na internet e tire uns minutinhos do dia para observar o eclipse quando ele pintar novamente. Bons céus!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
P.s.: gostaria de agradecer imensamente ao professor Dr. Ricardo Boczko, professor aposentado do IAG/USP que gentilmente cedeu suas aulas para os participantes da V Semana da Imersão Total em Astronomia, realizado pelo Observatório Didático de Astronomia da UNESP, com a supervisão do Dr. Rodolpho Langhi. As aulas e o que aprendi foram a inspiração e a base para a construção desta publicação. Obrigado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&#127765;&#127758;&#127774;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: são povos antigos que viveram na região do Oriente Médio. Os medos tem esse nome pois, apesar de ter origem no mesmo tronco linguístico que o latim (a qual deriva nossa língua), a sua origem é mais distante. De acordo com alguns linguistas, os Medo tem origem no tronco linguístico chamado proto-indo-europeu (med), que significa ‘central, que está no meio’. Apesar de distante, o latim trouxe a palavra ‘med’ para si como ‘medium’, que surgiu no português como ‘meio, que está na região central’.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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[2]: os caras lá na Grécia já sabiam de tudo isso há dois mil anos e hoje em dia estamos às voltas com essa coisa de Terra Plana. Sério, o que aconteceu com a gente?&lt;/div&gt;
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[3]: onde estamos no planeta é importante para determinar como vemos e como entendemos o movimento das coisas no céu. Muitas das referências que adotamos são baseadas em observações feitas no hemisfério Norte e convencionadas assim. Contudo, as observações das fases da Lua são importante de serem discriminadas em como o hemisfério Norte e Sul às veem para que fique claro em que como o referencial é importante. Apesar de sermos um pontinho no planeta olhando para a Lua, a posição desse pontinho é muito importante.&lt;/div&gt;
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[4]: o alinhamento entre três corpos celestes ligados gravitacionalmente é denominado sizígia.&lt;/div&gt;
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[5]: ou quase completamente, dependendo de qual eclipse estamos tratando.&lt;/div&gt;
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[6]: hoje os cientistas usam equipamentos próprios para observação direta da coroa solar sem depender dos eclipses para tal, mas até então, tudo que sabíamos sobre a coroa solar era a partir de observações durante eclipses.&lt;/div&gt;
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[7]: é importante lembrar que as órbitas dos corpos celestes não são esferas perfeitas. Elas são elípticas e há momentos em que o corpo que orbita o outro está mais próximo e momentos que está mais distante. No caso da Lua e Terra, o perigeu da órbita lunar é de 362.600 km de distância da Terra, enquanto o apogeu é de 405.400 km. Esses valores representam uma mudança do diâmetro angular de 4º. Lembre-se que a inclinação de apenas 5º da Lua em relação à eclíptica é o suficiente para não vermos eclipses o tempo todo e termos a Lua cheia.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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[8]: a série de livros de Asimov, Fundação, apresenta o uso da psico-história para prever o futuro e saber como o comportamento da sociedades no futuro ocorrerão. Por usar de análise matemática sobre eventos sociais e culturais, a previsão da psico-história é mais certeira quanto mais próximo do presente, se tornando mais nebuloso ao longo dos séculos. Os cálculos da mecânica celeste funcionam de forma semelhante. Teremos grandes precisões em datas mais próximas, contudo, com o passar dos séculos, forças e ações que podem estar sendo desconsideradas ou calculadas de forma errada por nossos computadores tornam as previsões de eclipses futuros menos precisas. Não é que não ocorrerão, mas a certeza de hora e local de máxima observação poderão ser comprometidos.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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[9]: uma das primeiras comprovações da teoria da relatividade de Einstein ocorreu justamente durante a observação de um eclipse, feito em Sobral, Ceará, em 1919 por uma equipe internacional de cientistas.&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Todas as imagens foram feitas para o Do Nano ao Macro, protegidas por CC. Você pode baixar, imprimir e modificar, mas sempre referenciando o trabalho original. Contém&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;informações de:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem de eclipse solar obtida em &lt;a href="https://www.esa.int/spaceinimages/Images/2018/08/Proba-2_partial_solar_eclipse_1" target="_blank"&gt;ESA&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="https://www.lexico.com/en/definition/eclipse" target="_blank"&gt;Lexico&lt;/a&gt; from Oxford; Wikipedia (&lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Eclipse" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;) e (&lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Saros_(astronomy)" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;); &lt;a href="http://www.astronoo.com/pt/artigos/eclipses-ciclo-de-saros.html" target="_blank"&gt;Astronoo&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros0-180.html" target="_blank"&gt;NASA: Solar Eclipses of Saros Series&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Boczko, R. Fases da Lua e eclipses. Conteúdo cedido gentilmente pelo professor. 2019.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Reis, NTO. Eclipses ao longo dos séculos. Conteúdo online do MEC. Disponível &lt;a href="http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000014522.pdf" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(em PDF).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSCl4x4D3XCJ3TvS1JyhB08BFL0Lex-_0173EKKoVagzLjbw7Ib9yKhO3nIv067AmBaHS_RNPF0dxHZXxoQ2nnjIKPsXXlDNb0oq1EcM5P6kwLfgJdvJyo2H9wSomsClShLcomi_aSlsWm/s72-c/capa_eclipses.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure length="5950016" type="application/pdf" url="http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000014522.pdf"/><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>A série especial do blog ‘O que sabemos?’, visa adentrar um pouco mais sobre um determinado assunto, afim de compreender um pouco mais sobre o que está sendo abordado. Dessa vez, depois de algum tempo sem novidades, vamos esmiuçar um pouco mais sobre um dos fenômenos da natureza mais curiosos, mais temidos e que mais chamam a atenção das pessoas: o eclipse. Falar de eclipse e dizer que é apenas a passagem da Lua na frente do Sol (eclipse solar) ou que a Terra projeta uma sombra na Lua (eclipse lunar), apesar de estar correto, traz uma simplicidade absurda e esconde toda a história e toda a física por trás deste belo fenômeno. Vamos entender um pouco mais sobre a história dos eclipses, como eles são formados e por que não os vemos todos os dias. Ao longo do texto coloquei algumas notas de rodapé. Elas são importantes para complementar a informação, mas sem poluir tanto o texto principal. Espero que gostem das imagens que montei, deram um trabalhão fazê-las, mas elas nos ajudam a compreender melhor sobre o fenômeno. Dragões, deuses e antiguidade A palavra eclipse chegou até nós vindo do latim, com origem grega ἔκλειψις (lê-se ekleipsis), que significa ‘ser ocultado, ser deixado para trás’. Contudo, antes da acepção mais conhecida da palavra, o eclipse era um fenômeno que causava um certo pavor e admiração nas pessoas. Os céus tinham seus fenômenos que ocorriam normalmente quase todos os dias e quando algo perturbava esse suposto equilíbrio celeste, muito provavelmente algo de errado estava acontecendo (seja com os deuses e entidades que viviam lá em cima, seja com as pessoas que viviam na Terra). Quase todos os povos antigos tinham explicações curiosas sobre os eclipses, como os egípcios que acreditavam que Rá, inimigo do deus Sol, ficava entre ele e sua amante, a Lua, impedindo que sua luz chegasse até ela. Já os chineses e alguns povos asiáticos acreditavam que um dragão (ou serpente) engolia os astros que estavam sendo eclipsados e, depois de algum tempo, eles eram regurgitados e voltavam a aparecer nos céus - para alívio das pessoas. Mas, um dos relatos mais antigos de eclipses com embasamento histórico conhecidos é a famosa Batalha de Hális, também conhecida como Batalha do Eclipse. Nesse evento, que ocorreu provavelmente em maio de 585 AeC, os lídios e os medos[1] estavam em uma guerra que durava seis anos. Durante uma incisiva batalha entre os dois povos, Heródoto em seu ‘Histórias’, nos conta que a batalha não estava inclinada para favorecer nenhum dos lados e que, durante o calor da batalha, “o dia virou noite”. Conta-se que os dois povos acreditaram na hora que os deuses estavam mandando um sinal de que ocorresse uma trégua e que a paz fosse assinada. E foi realmente que isso aconteceu: o temor dos homens que estavam em campo, assim como dos reis dos dois povos, fizeram assinar um acordo de paz, o qual os filhos dos reis se casaram e o rio Hális (hoje chamado de rio Quizil-Irmaque, na atual Turquia) foi definido como fronteira entre os dois povos. Heródoto nos diz ainda que Tales de Mileto, filósofo grego pré-socrático, previu a ocorrência desse eclipse tempos antes. E isso nos mostra que, apesar do temor de que algo de muito errado estaria acontecendo nos céus, os eclipses começaram a serem vistos como algo previsível, decorrente de fenômenos naturais que aconteciam no cosmos. Sabe-se que há mais de 2 mil anos antes da Era Comum, os chineses já estudavam e compreendiam a previsibilidade dos eclipses e os gregos, como Pitágoras e Aristarco, já usavam os eclipses para apontar a curvatura da Terra, entendendo que durante o eclipse lunar, a sombra da Terra era projetava na Lua[2]. Contudo, como veremos mais para frente, foi ficando claro que os fenômenos dos eclipses solares e lunares tinham uma relação e que era possível prevê-los com base nas observações feitas. Mas para que possamos compreender mais sobre os eclipses, é preciso entender primeiro o que acontece normalmente com o Sol e com a Lua para depois vermos sobre como esses corpos celestes se comportam durante os eclipses. O dia-a-dia… Na imensa maioria dos dias que vivemos, o céu segue um padrão bem conhecido: um período claro seguido de um período escuro. Tirando as condições meteorológicas, como nuvens, chuvas e neve, podemos ver de forma destacada dois corpos no céu: o Sol e a Lua. Até o presente momento, sabemos que a Terra orbita ao redor do Sol. Sua órbita segue um plano bem definido denominado eclíptica (imagine a eclíptica como se fosse uma mesa plana em que a Terra usa como base para poder girar ao redor do Sol sem oscilar para cima e para baixo. Esse seria o plano da eclíptica). Esse será nosso primeiro infográfico, que mostra o comportamento dos corpos celestes em nosso cotidiano. Infográfico sobre a Lua no dia-a-dia. Clique para ampliar. Enquanto a Terra gira ao redor do Sol seguindo a eclíptica, o mesmo ocorre com a Lua orbitando ao redor da Terra. O fato curioso aqui é que a órbita da Lua com a Terra tem uma leve inclinação em relação à eclíptica, de pouco mais de 5º. Pode até parecer pouco essa inclinação, mas considerando a distância da Lua em relação à Terra e do tamanho da própria Lua, esses cinco graus são mais que suficientes para colocá-la em uma posição longe o suficiente da eclíptica. Se não houvesse essa inclinação, nunca veríamos uma Lua cheia da Terra, já que sempre que ela estivesse na posição para a Lua cheia (na imagem 1, lua C), a sombra da Terra cobriria a Lua. Detalhe sobre as fases da Lua, visto nos dois hemisférios terrestres. Clique para ampliar. Graças a essa inclinação, a Lua consegue escapar da sombra da Terra e podemos ver todas as fases daqui. Assim, quando a Lua está entre a Terra e o Sol (lua A), temos a Lua nova. A medida que a Lua se desloca em sentido anti horário, teremos a Lua crescente (lua B), seguida da Lua cheia (C), caminhando em seguida para a Lua minguante (lua D), voltando novamente à Lua nova[3]. A Lua durante o eclipse… Por causa da inclinação, como vimos, a Lua não se encontra no mesmo nível da eclíptica e podemos vê-la sempre. Bom, na maioria das vezes, sim. Mas tem vezes que não. A inclinação de 5,14º da órbita da Lua em relação à eclíptica deixa claro uma coisa: ela precisa atravessar a eclíptica alguma vez, já que o centro da órbita é o planeta Terra e o nosso planeta está na eclíptica. Na maioria das vezes, nada de impressionante vai acontecer quando a Lua atravessar o plano da eclíptica. Mas existem momentos em que a Lua está exatamente no mesmo alinhamento de Terra e Sol (linha dos nodos)[4]. Quando este alinhamento acontece no plano da eclíptica, temos o tão famoso eclipse. Infográfico detalhando os alinhamentos dos corpos celestes durante o eclipse. Clique para ampliar. Na imagem acima, podemos ver o eclipse ocorrerá apenas quando ocorrer um alinhamento entre os três ocorrer em poucos momentos do ano, durante a passagem da Lua pela linha dos nodos. Naturalmente, os eclipses solares e lunares, apesar de ocorrerem com os mesmos corpos celestes, são eventos diferentes um do outro. Isso ocorre devido a posição que estes estão nos céus durante esses eventos, sobretudo da Lua. Detalhes sobre a mecânica celeste durante os eclipses. Clique para ampliar. Quando temos a Terra entre Lua e Sol, o nosso planeta projeta uma sombra pelo espaço o qual a Lua passará. Como a Lua deixa de receber a luz do Sol a qual ela reflete, temos o eclipse lunar. Já quando é a Lua que está entre Terra e Sol, temos a seguinte situação: apesar da Lua ser cerca de 400 vezes menor que o Sol, o Sol está muito mais distante. Com isso, durante a passagem da Lua na frente do Sol (para nós, observadores da Terra), a Lua consegue cobrir o disco solar de forma completa[5], eclipsando o sol. Nesse momento, temos o eclipse solar. Eclipse lunar Como disse acima, os eclipses são eventos astronômicos que possuem diferenças entre eles, com participação importante da Lua no desenrolar desses eventos. Contudo, nem sempre o eclipse da Lua será total, onde ela toda é encoberta pela sombra da Terra. O que vemos é resultado de onde estamos na Terra durante o eclipse e, principalmente, qual a área do espaço pela qual a Lua irá passar. O Sol, apesar de estar distante, é um corpo celeste enorme e sua luz se espalha para todas as direções. Quando essa luz encontra um corpo como a Terra, a porção não iluminada projeta atrás de si uma sombra, que é a denominação de uma área sem luz. Mas a trajetória da luz de um corpo tão extenso acaba competindo com as áreas sombreadas. Essa área de ‘meia-luz’, recebe o nome de penumbra. Características de um eclipse lunar e suas configurações. Clique para ampliar. Assim, na hora em que acontece o eclipse, o local onde estamos na Terra e a trajetória da Lua sobre a penumbra e a umbra (sombra) são determinantes para dizer se veremos um eclipse total, parcial ou até mesmo se não veremos um eclipse. Infográfico detalhando a formação da Lua de Sangue. Clique para ampliar. Na imagem acima, os personagens 1 e 5 não poderão ver o eclipse, já que a Lua ou já se pôs no momento em que o eclipse acontece ou a Lua ainda não nasceu para ele e quando a Lua aparecer no céu, ela já terá saído da trajetória da sombra da Terra. Já o personagem 2 poderá ver quase todo o eclipse, mas a Lua irá se por antes do seu fim. O mesmo acontece com o personagem 4, que verá quase todo o eclipse, menos o seu começo, já que ela já havia começado antes da Lua aparecer no horizonte. O mais privilegiado será o personagem 3, que conseguirá ver todo o desenrolar do eclipse, do início ao fim. Durante o eclipse lunar (sobretudo o total), a superfície da Lua iluminada pelo Sol vai sendo encoberta pela sombra da Terra. A medida que isso ocorre, o ofuscamento da luz vai diminuindo, já que há menos luz chegando na superfície lunar e o contraste do que estamos vendo aumenta. Ao ponto máximo do eclipse lunar, a lua pode ganhar uma cor avermelhada (a famosa Lua de Sangue (Blood Moon)), provocada pela dispersão da luz solar pela atmosfera terrestre, onde as cores avermelhadas são mais orientadas para a Lua. Eclipse solar Enquanto o eclipse lunar ocorre quando a Lua atravessa a trajetória da sombra da Terra, no eclipse solar é a Lua que projeta uma sombra na superfície terrestre, já que ela fica entre nós e o Sol. Novamente, dependendo de onde estamos será determinante para vermos o eclipse solar, seja total ou parcial. É claro que é preciso ser dia claro para que ocorra, já que durante a noite o Sol já terá ido embora ou nem tenha nascido ainda. Os tipos de eclipses solares e detalhes sobre a observação. Clique para ampliar. Na imagem acima, os nossos personagens 1 e 3 estão presenciando apenas o eclipse parcial, já que estão em pontos na Terra em que apenas uma porção do Sol é encoberto pela Lua. Já o personagem 2 é o que poderá assistir o evento de forma completa, do início ao fim. Contudo, mesmo dentro do eclipse total solar, ele pode ser de dois tipos: o total, o qual a Lua encobre totalmente o Sol, e o que vemos é a coroa solar, uma aura de plasma emanada pelo Sol, responsável em grande parte pelo brilho da estrela e que tem mais de um milhão de graus de temperatura. Observar esse fenômeno só é possível graças ao eclipse total, já que o brilho do Sol no dia-a-dia impossibilita de ver a coroa solar[6]. Já o segundo tipo de eclipse solar é o anular, o qual o disco lunar é insuficiente para cobrir completamente o disco solar, formando um eclipse em forma de anel. Apesar de ambos acontecerem na mesma situação, o qual a Lua encobre o Sol, a diferença entre os dois reside pelas distâncias as quais os corpos celestes então no momento do evento. Há situações em que a Lua está em máxima aproximação da Terra, enquanto o Sol está em mínima aproximação[7], fazendo o tamanho aparente da Lua ser maior, o suficiente para cobrir completamente o Sol. Já há situações em que o Sol está em máxima aproximação e a Lua está em mínima aproximação, e a Lua não tem tamanho aparente o suficiente para cobrir o Sol, formando o eclipse anular. Previsibilidade e o ciclo de Saros O conhecimento da mecânica celeste permite prever quando e onde os eclipses ocorrerão. No passado, apenas baseado nas observações, os gregos, chineses e árabes conseguiam prever em que dia determinado eclipse iria ocorrer. Hoje, com a ajuda dos computadores calculando diversas variáveis, desde a ação da gravidade e força de marés, conseguimos prever com exatidão de segundos a hora exata do eclipse e qual é o melhor lugar da Terra para estar para observá-lo. Claro que, assim como acontece no clássico de Isaac Asimov[8], os eclipses mais próximos possuem as previsões mais certeiras. Desde a época dos babilônios, remontando mais de 500 AeC, foi notado uma certa regularidade entre os eclipses. Graças ao registros da época, percebeu-se que existia um ciclo o qual os eclipses aconteciam. Esse mesmo padrão foi percebido pelos gregos, como Hiparco e Ptolomeu. A famosa máquina de Anticítera, um computador analógico grego datado do primeiro século antes da Era Comum, tinha por finalidade realizar cálculos astronômicos, astrológicos e incluía o cálculo para sazonalidade dos eclipses. Apenas em 1691 que o astrônomo Edmund Halley formalizou o conhecimento sobre os ciclos dos eclipses e usou o nome de saros, nome usado como unidade de medida entre os babilônios. Eclipses solares que seguem o Saros 127. Hoje, os saros são períodos de 18 anos, 11 dias e 8 horas (6585,3 dias) os quais eclipses semelhantes estão relacionados a um mesmo ciclo. Por exemplo, em 2 de julho de 2019 aconteceu o eclipse solar total (foi parcial para os observadores no Brasil, já que como vimos na imagem acima, estávamos em uma posição menos favorável para a observação). Um eclipse solar total, muito parecido com este último, ocorreu em 21 de junho de 2001, pouco mais de 18 anos antes. Um eclipse solar total semelhante ocorrerá 18 anos para frente deste último de 2019, em 13 de julho de 2037. Mas isso não quer dizer que próximo eclipse solar vai acontecer em 2037. No dia 26 de dezembro de 2019 teremos um eclipse solar anular e em 21 de junho de 2020 também teremos outro. O que acontece é que cada eclipse está dentro de um ciclo de Saros e vários Saros estão acontecendo ao mesmo tempo. O eclipse de julho de 2019 pertence ao Saro ciclo 127. O eclipse de dezembro de 2019 está no ciclo 132 e o eclipse de junho de 2020 está no ciclo 137. Em cada Saro acontece aproximadamente 70 a 80 eclipses (solares ou lunares, já que existem calendários de Saros próprios para o eclipse lunar e solar). Um Saro começa com o primeiro eclipse em um dos polos do planeta e, a medida que os eclipses dentro de um mesmo Saro ocorrem, o local onde o ponto máximo do eclipse ocorre vai se deslocando para o outro polo do planeta, onde se encerra. Cada ciclo de Saros pode levar mais de 1400 anos para se completar. Para se ter uma ideia, todos os eclipses que estamos vendo atualmente são um dos quase 40 ciclos de Saros, sendo o ciclo 117 que começou no ano 792 DeC e vai até 2054 até o ciclo 156, que começou em 2011 e vai até 3237. Por isso pode haver a confusão, principalmente da mídia, de que quando um eclipse ocorre, os jornalistas dizem que o próximo irá ocorrer depois de tantos anos, justamente pelo fato de que, o eclipse com características semelhantes (pertencente ao mesmo ciclo de Saro) realmente irá acontecer daqui a 18 anos, mas outro eclipse de um outro Saro irá acontecer normalmente, mas em outra parte do mundo ou de forma diferente do anterior. Apenas isso. Por isso, sempre é bom consultar as tabelas e calendários de eclipses que estão disponíveis na internet para descobrir de forma segura onde e quando ocorrerá determinado eclipse. Com as vantagens de sabermos com precisão sobre os eclipses, você pode até programar suas viagens de turismo para vislumbrar os eclipses em outros pontos do planeta. Como observar os eclipses? Bom, ao “longo deste longo texto” vimos os tipos de eclipses e como é a mecânica celeste básica para que eles ocorram. Naturalmente, como não precisamos mais acreditar que um eclipse é o fim do mundo, podemos aproveitar o momento para observá-lo, desde para fins de estudo e compreensão até mesmo para momentos de diversão. A observação dos eclipses podem ser simples, mas exigem cuidados, principalmente para a observação do eclipse solar. Mesmo durante o eclipse parcial, o Sol ainda emite muita luz e energia para a superfície terrestre e sua observação direta pode prejudicar os olhos e equipamentos de fotografias, digitais ou não. Os telescópios e lunetas só devem ser usados para observação de eclipse solar (e do Sol em si) apenas com o uso de filtros especiais que são acoplados no instrumento com essa finalidade. Câmeras fotográficas também podem queimar os filmes (câmeras analógicas) e danificar os sensores (digitais) se forem apontadas diretamente para o Sol. O uso de películas de disquetes, CD’s, filmes fotográficos revelados e imagens de raios-X, apesar de escurecer e oferecer algum conforto para a observação, são desaconselhados para a observação do eclipse, já que eles não são projetados para absorver os mais diversos tipos de radiação que o Sol emite além da luz visível, como a radiação ultravioleta, que é extremamente nociva aos olhos. A melhor forma de observar os eclipses solares é com auxílio de filtros feitos para o fim de observar o Sol ou a observação indireta, como o uso de pinhole, o qual um pequeno orifício é feito em uma placa e a luz do Sol é projetada sobre alguma superfície plana ou o uso de um espelho para refletir o Sol em alguma superfície também são formas seguras de se ver o Sol durante o eclipse. Já o eclipse lunar é muito mais tranquilo quanto a sua observação, inclusive direta, já que o brilho da Lua é cerca de 4 mil vezes menos brilhante que 1% do disco solar. Para contemplar a Lua durante o eclipse, basta olhar para ela sem problemas. Se sua cidade organiza eventos para a observação do céus durante eclipses, geralmente feito por professores ou por observatórios astronômicos ou até mesmo por amantes de astronomia, vá. É muito legal observar a curiosidade das pessoas para esses eventos e até mesmo a oportunidade de observar os céus com auxílio de algum instrumento, como algum telescópio, luneta ou filtro para observação do Sol. Finalizando… Os eclipses encantaram, assustaram e fizeram parte da história da humanidade, mudando guerras, casamentos, reinos e reis. Hoje, eles são objeto de curiosidade e de admiração por parte dos amantes dos céus e de estudos para reforçar nossos conhecimentos sobre o Universo[9]. Com os devidos cuidados, os eclipses são um excelente momento para contemplação da natureza e de como o nosso entendimento da mecânica celeste permite compreender esse fenômeno com clareza. Fique de olho na internet e tire uns minutinhos do dia para observar o eclipse quando ele pintar novamente. Bons céus! P.s.: gostaria de agradecer imensamente ao professor Dr. Ricardo Boczko, professor aposentado do IAG/USP que gentilmente cedeu suas aulas para os participantes da V Semana da Imersão Total em Astronomia, realizado pelo Observatório Didático de Astronomia da UNESP, com a supervisão do Dr. Rodolpho Langhi. As aulas e o que aprendi foram a inspiração e a base para a construção desta publicação. Obrigado. &#127765;&#127758;&#127774; Rodapé: [1]: são povos antigos que viveram na região do Oriente Médio. Os medos tem esse nome pois, apesar de ter origem no mesmo tronco linguístico que o latim (a qual deriva nossa língua), a sua origem é mais distante. De acordo com alguns linguistas, os Medo tem origem no tronco linguístico chamado proto-indo-europeu (med), que significa ‘central, que está no meio’. Apesar de distante, o latim trouxe a palavra ‘med’ para si como ‘medium’, que surgiu no português como ‘meio, que está na região central’. [2]: os caras lá na Grécia já sabiam de tudo isso há dois mil anos e hoje em dia estamos às voltas com essa coisa de Terra Plana. Sério, o que aconteceu com a gente? [3]: onde estamos no planeta é importante para determinar como vemos e como entendemos o movimento das coisas no céu. Muitas das referências que adotamos são baseadas em observações feitas no hemisfério Norte e convencionadas assim. Contudo, as observações das fases da Lua são importante de serem discriminadas em como o hemisfério Norte e Sul às veem para que fique claro em que como o referencial é importante. Apesar de sermos um pontinho no planeta olhando para a Lua, a posição desse pontinho é muito importante. [4]: o alinhamento entre três corpos celestes ligados gravitacionalmente é denominado sizígia. [5]: ou quase completamente, dependendo de qual eclipse estamos tratando. [6]: hoje os cientistas usam equipamentos próprios para observação direta da coroa solar sem depender dos eclipses para tal, mas até então, tudo que sabíamos sobre a coroa solar era a partir de observações durante eclipses. [7]: é importante lembrar que as órbitas dos corpos celestes não são esferas perfeitas. Elas são elípticas e há momentos em que o corpo que orbita o outro está mais próximo e momentos que está mais distante. No caso da Lua e Terra, o perigeu da órbita lunar é de 362.600 km de distância da Terra, enquanto o apogeu é de 405.400 km. Esses valores representam uma mudança do diâmetro angular de 4º. Lembre-se que a inclinação de apenas 5º da Lua em relação à eclíptica é o suficiente para não vermos eclipses o tempo todo e termos a Lua cheia. [8]: a série de livros de Asimov, Fundação, apresenta o uso da psico-história para prever o futuro e saber como o comportamento da sociedades no futuro ocorrerão. Por usar de análise matemática sobre eventos sociais e culturais, a previsão da psico-história é mais certeira quanto mais próximo do presente, se tornando mais nebuloso ao longo dos séculos. Os cálculos da mecânica celeste funcionam de forma semelhante. Teremos grandes precisões em datas mais próximas, contudo, com o passar dos séculos, forças e ações que podem estar sendo desconsideradas ou calculadas de forma errada por nossos computadores tornam as previsões de eclipses futuros menos precisas. Não é que não ocorrerão, mas a certeza de hora e local de máxima observação poderão ser comprometidos. [9]: uma das primeiras comprovações da teoria da relatividade de Einstein ocorreu justamente durante a observação de um eclipse, feito em Sobral, Ceará, em 1919 por uma equipe internacional de cientistas. Todas as imagens foram feitas para o Do Nano ao Macro, protegidas por CC. Você pode baixar, imprimir e modificar, mas sempre referenciando o trabalho original. Contém&amp;nbsp;informações de: Imagem de eclipse solar obtida em ESA. Lexico from Oxford; Wikipedia (1) e (2); Astronoo e NASA: Solar Eclipses of Saros Series. Boczko, R. Fases da Lua e eclipses. Conteúdo cedido gentilmente pelo professor. 2019. Reis, NTO. Eclipses ao longo dos séculos. Conteúdo online do MEC. Disponível aqui&amp;nbsp;(em PDF).</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</itunes:author><itunes:summary>A série especial do blog ‘O que sabemos?’, visa adentrar um pouco mais sobre um determinado assunto, afim de compreender um pouco mais sobre o que está sendo abordado. Dessa vez, depois de algum tempo sem novidades, vamos esmiuçar um pouco mais sobre um dos fenômenos da natureza mais curiosos, mais temidos e que mais chamam a atenção das pessoas: o eclipse. Falar de eclipse e dizer que é apenas a passagem da Lua na frente do Sol (eclipse solar) ou que a Terra projeta uma sombra na Lua (eclipse lunar), apesar de estar correto, traz uma simplicidade absurda e esconde toda a história e toda a física por trás deste belo fenômeno. Vamos entender um pouco mais sobre a história dos eclipses, como eles são formados e por que não os vemos todos os dias. Ao longo do texto coloquei algumas notas de rodapé. Elas são importantes para complementar a informação, mas sem poluir tanto o texto principal. Espero que gostem das imagens que montei, deram um trabalhão fazê-las, mas elas nos ajudam a compreender melhor sobre o fenômeno. Dragões, deuses e antiguidade A palavra eclipse chegou até nós vindo do latim, com origem grega ἔκλειψις (lê-se ekleipsis), que significa ‘ser ocultado, ser deixado para trás’. Contudo, antes da acepção mais conhecida da palavra, o eclipse era um fenômeno que causava um certo pavor e admiração nas pessoas. Os céus tinham seus fenômenos que ocorriam normalmente quase todos os dias e quando algo perturbava esse suposto equilíbrio celeste, muito provavelmente algo de errado estava acontecendo (seja com os deuses e entidades que viviam lá em cima, seja com as pessoas que viviam na Terra). Quase todos os povos antigos tinham explicações curiosas sobre os eclipses, como os egípcios que acreditavam que Rá, inimigo do deus Sol, ficava entre ele e sua amante, a Lua, impedindo que sua luz chegasse até ela. Já os chineses e alguns povos asiáticos acreditavam que um dragão (ou serpente) engolia os astros que estavam sendo eclipsados e, depois de algum tempo, eles eram regurgitados e voltavam a aparecer nos céus - para alívio das pessoas. Mas, um dos relatos mais antigos de eclipses com embasamento histórico conhecidos é a famosa Batalha de Hális, também conhecida como Batalha do Eclipse. Nesse evento, que ocorreu provavelmente em maio de 585 AeC, os lídios e os medos[1] estavam em uma guerra que durava seis anos. Durante uma incisiva batalha entre os dois povos, Heródoto em seu ‘Histórias’, nos conta que a batalha não estava inclinada para favorecer nenhum dos lados e que, durante o calor da batalha, “o dia virou noite”. Conta-se que os dois povos acreditaram na hora que os deuses estavam mandando um sinal de que ocorresse uma trégua e que a paz fosse assinada. E foi realmente que isso aconteceu: o temor dos homens que estavam em campo, assim como dos reis dos dois povos, fizeram assinar um acordo de paz, o qual os filhos dos reis se casaram e o rio Hális (hoje chamado de rio Quizil-Irmaque, na atual Turquia) foi definido como fronteira entre os dois povos. Heródoto nos diz ainda que Tales de Mileto, filósofo grego pré-socrático, previu a ocorrência desse eclipse tempos antes. E isso nos mostra que, apesar do temor de que algo de muito errado estaria acontecendo nos céus, os eclipses começaram a serem vistos como algo previsível, decorrente de fenômenos naturais que aconteciam no cosmos. Sabe-se que há mais de 2 mil anos antes da Era Comum, os chineses já estudavam e compreendiam a previsibilidade dos eclipses e os gregos, como Pitágoras e Aristarco, já usavam os eclipses para apontar a curvatura da Terra, entendendo que durante o eclipse lunar, a sombra da Terra era projetava na Lua[2]. Contudo, como veremos mais para frente, foi ficando claro que os fenômenos dos eclipses solares e lunares tinham uma relação e que era possível prevê-los com base nas observações feitas. Mas para que possamos compreender mais sobre os eclipses, é preciso entender primeiro o que acontece normalmente com o Sol e com a Lua para depois vermos sobre como esses corpos celestes se comportam durante os eclipses. O dia-a-dia… Na imensa maioria dos dias que vivemos, o céu segue um padrão bem conhecido: um período claro seguido de um período escuro. Tirando as condições meteorológicas, como nuvens, chuvas e neve, podemos ver de forma destacada dois corpos no céu: o Sol e a Lua. Até o presente momento, sabemos que a Terra orbita ao redor do Sol. Sua órbita segue um plano bem definido denominado eclíptica (imagine a eclíptica como se fosse uma mesa plana em que a Terra usa como base para poder girar ao redor do Sol sem oscilar para cima e para baixo. Esse seria o plano da eclíptica). Esse será nosso primeiro infográfico, que mostra o comportamento dos corpos celestes em nosso cotidiano. Infográfico sobre a Lua no dia-a-dia. Clique para ampliar. Enquanto a Terra gira ao redor do Sol seguindo a eclíptica, o mesmo ocorre com a Lua orbitando ao redor da Terra. O fato curioso aqui é que a órbita da Lua com a Terra tem uma leve inclinação em relação à eclíptica, de pouco mais de 5º. Pode até parecer pouco essa inclinação, mas considerando a distância da Lua em relação à Terra e do tamanho da própria Lua, esses cinco graus são mais que suficientes para colocá-la em uma posição longe o suficiente da eclíptica. Se não houvesse essa inclinação, nunca veríamos uma Lua cheia da Terra, já que sempre que ela estivesse na posição para a Lua cheia (na imagem 1, lua C), a sombra da Terra cobriria a Lua. Detalhe sobre as fases da Lua, visto nos dois hemisférios terrestres. Clique para ampliar. Graças a essa inclinação, a Lua consegue escapar da sombra da Terra e podemos ver todas as fases daqui. Assim, quando a Lua está entre a Terra e o Sol (lua A), temos a Lua nova. A medida que a Lua se desloca em sentido anti horário, teremos a Lua crescente (lua B), seguida da Lua cheia (C), caminhando em seguida para a Lua minguante (lua D), voltando novamente à Lua nova[3]. A Lua durante o eclipse… Por causa da inclinação, como vimos, a Lua não se encontra no mesmo nível da eclíptica e podemos vê-la sempre. Bom, na maioria das vezes, sim. Mas tem vezes que não. A inclinação de 5,14º da órbita da Lua em relação à eclíptica deixa claro uma coisa: ela precisa atravessar a eclíptica alguma vez, já que o centro da órbita é o planeta Terra e o nosso planeta está na eclíptica. Na maioria das vezes, nada de impressionante vai acontecer quando a Lua atravessar o plano da eclíptica. Mas existem momentos em que a Lua está exatamente no mesmo alinhamento de Terra e Sol (linha dos nodos)[4]. Quando este alinhamento acontece no plano da eclíptica, temos o tão famoso eclipse. Infográfico detalhando os alinhamentos dos corpos celestes durante o eclipse. Clique para ampliar. Na imagem acima, podemos ver o eclipse ocorrerá apenas quando ocorrer um alinhamento entre os três ocorrer em poucos momentos do ano, durante a passagem da Lua pela linha dos nodos. Naturalmente, os eclipses solares e lunares, apesar de ocorrerem com os mesmos corpos celestes, são eventos diferentes um do outro. Isso ocorre devido a posição que estes estão nos céus durante esses eventos, sobretudo da Lua. Detalhes sobre a mecânica celeste durante os eclipses. Clique para ampliar. Quando temos a Terra entre Lua e Sol, o nosso planeta projeta uma sombra pelo espaço o qual a Lua passará. Como a Lua deixa de receber a luz do Sol a qual ela reflete, temos o eclipse lunar. Já quando é a Lua que está entre Terra e Sol, temos a seguinte situação: apesar da Lua ser cerca de 400 vezes menor que o Sol, o Sol está muito mais distante. Com isso, durante a passagem da Lua na frente do Sol (para nós, observadores da Terra), a Lua consegue cobrir o disco solar de forma completa[5], eclipsando o sol. Nesse momento, temos o eclipse solar. Eclipse lunar Como disse acima, os eclipses são eventos astronômicos que possuem diferenças entre eles, com participação importante da Lua no desenrolar desses eventos. Contudo, nem sempre o eclipse da Lua será total, onde ela toda é encoberta pela sombra da Terra. O que vemos é resultado de onde estamos na Terra durante o eclipse e, principalmente, qual a área do espaço pela qual a Lua irá passar. O Sol, apesar de estar distante, é um corpo celeste enorme e sua luz se espalha para todas as direções. Quando essa luz encontra um corpo como a Terra, a porção não iluminada projeta atrás de si uma sombra, que é a denominação de uma área sem luz. Mas a trajetória da luz de um corpo tão extenso acaba competindo com as áreas sombreadas. Essa área de ‘meia-luz’, recebe o nome de penumbra. Características de um eclipse lunar e suas configurações. Clique para ampliar. Assim, na hora em que acontece o eclipse, o local onde estamos na Terra e a trajetória da Lua sobre a penumbra e a umbra (sombra) são determinantes para dizer se veremos um eclipse total, parcial ou até mesmo se não veremos um eclipse. Infográfico detalhando a formação da Lua de Sangue. Clique para ampliar. Na imagem acima, os personagens 1 e 5 não poderão ver o eclipse, já que a Lua ou já se pôs no momento em que o eclipse acontece ou a Lua ainda não nasceu para ele e quando a Lua aparecer no céu, ela já terá saído da trajetória da sombra da Terra. Já o personagem 2 poderá ver quase todo o eclipse, mas a Lua irá se por antes do seu fim. O mesmo acontece com o personagem 4, que verá quase todo o eclipse, menos o seu começo, já que ela já havia começado antes da Lua aparecer no horizonte. O mais privilegiado será o personagem 3, que conseguirá ver todo o desenrolar do eclipse, do início ao fim. Durante o eclipse lunar (sobretudo o total), a superfície da Lua iluminada pelo Sol vai sendo encoberta pela sombra da Terra. A medida que isso ocorre, o ofuscamento da luz vai diminuindo, já que há menos luz chegando na superfície lunar e o contraste do que estamos vendo aumenta. Ao ponto máximo do eclipse lunar, a lua pode ganhar uma cor avermelhada (a famosa Lua de Sangue (Blood Moon)), provocada pela dispersão da luz solar pela atmosfera terrestre, onde as cores avermelhadas são mais orientadas para a Lua. Eclipse solar Enquanto o eclipse lunar ocorre quando a Lua atravessa a trajetória da sombra da Terra, no eclipse solar é a Lua que projeta uma sombra na superfície terrestre, já que ela fica entre nós e o Sol. Novamente, dependendo de onde estamos será determinante para vermos o eclipse solar, seja total ou parcial. É claro que é preciso ser dia claro para que ocorra, já que durante a noite o Sol já terá ido embora ou nem tenha nascido ainda. Os tipos de eclipses solares e detalhes sobre a observação. Clique para ampliar. Na imagem acima, os nossos personagens 1 e 3 estão presenciando apenas o eclipse parcial, já que estão em pontos na Terra em que apenas uma porção do Sol é encoberto pela Lua. Já o personagem 2 é o que poderá assistir o evento de forma completa, do início ao fim. Contudo, mesmo dentro do eclipse total solar, ele pode ser de dois tipos: o total, o qual a Lua encobre totalmente o Sol, e o que vemos é a coroa solar, uma aura de plasma emanada pelo Sol, responsável em grande parte pelo brilho da estrela e que tem mais de um milhão de graus de temperatura. Observar esse fenômeno só é possível graças ao eclipse total, já que o brilho do Sol no dia-a-dia impossibilita de ver a coroa solar[6]. Já o segundo tipo de eclipse solar é o anular, o qual o disco lunar é insuficiente para cobrir completamente o disco solar, formando um eclipse em forma de anel. Apesar de ambos acontecerem na mesma situação, o qual a Lua encobre o Sol, a diferença entre os dois reside pelas distâncias as quais os corpos celestes então no momento do evento. Há situações em que a Lua está em máxima aproximação da Terra, enquanto o Sol está em mínima aproximação[7], fazendo o tamanho aparente da Lua ser maior, o suficiente para cobrir completamente o Sol. Já há situações em que o Sol está em máxima aproximação e a Lua está em mínima aproximação, e a Lua não tem tamanho aparente o suficiente para cobrir o Sol, formando o eclipse anular. Previsibilidade e o ciclo de Saros O conhecimento da mecânica celeste permite prever quando e onde os eclipses ocorrerão. No passado, apenas baseado nas observações, os gregos, chineses e árabes conseguiam prever em que dia determinado eclipse iria ocorrer. Hoje, com a ajuda dos computadores calculando diversas variáveis, desde a ação da gravidade e força de marés, conseguimos prever com exatidão de segundos a hora exata do eclipse e qual é o melhor lugar da Terra para estar para observá-lo. Claro que, assim como acontece no clássico de Isaac Asimov[8], os eclipses mais próximos possuem as previsões mais certeiras. Desde a época dos babilônios, remontando mais de 500 AeC, foi notado uma certa regularidade entre os eclipses. Graças ao registros da época, percebeu-se que existia um ciclo o qual os eclipses aconteciam. Esse mesmo padrão foi percebido pelos gregos, como Hiparco e Ptolomeu. A famosa máquina de Anticítera, um computador analógico grego datado do primeiro século antes da Era Comum, tinha por finalidade realizar cálculos astronômicos, astrológicos e incluía o cálculo para sazonalidade dos eclipses. Apenas em 1691 que o astrônomo Edmund Halley formalizou o conhecimento sobre os ciclos dos eclipses e usou o nome de saros, nome usado como unidade de medida entre os babilônios. Eclipses solares que seguem o Saros 127. Hoje, os saros são períodos de 18 anos, 11 dias e 8 horas (6585,3 dias) os quais eclipses semelhantes estão relacionados a um mesmo ciclo. Por exemplo, em 2 de julho de 2019 aconteceu o eclipse solar total (foi parcial para os observadores no Brasil, já que como vimos na imagem acima, estávamos em uma posição menos favorável para a observação). Um eclipse solar total, muito parecido com este último, ocorreu em 21 de junho de 2001, pouco mais de 18 anos antes. Um eclipse solar total semelhante ocorrerá 18 anos para frente deste último de 2019, em 13 de julho de 2037. Mas isso não quer dizer que próximo eclipse solar vai acontecer em 2037. No dia 26 de dezembro de 2019 teremos um eclipse solar anular e em 21 de junho de 2020 também teremos outro. O que acontece é que cada eclipse está dentro de um ciclo de Saros e vários Saros estão acontecendo ao mesmo tempo. O eclipse de julho de 2019 pertence ao Saro ciclo 127. O eclipse de dezembro de 2019 está no ciclo 132 e o eclipse de junho de 2020 está no ciclo 137. Em cada Saro acontece aproximadamente 70 a 80 eclipses (solares ou lunares, já que existem calendários de Saros próprios para o eclipse lunar e solar). Um Saro começa com o primeiro eclipse em um dos polos do planeta e, a medida que os eclipses dentro de um mesmo Saro ocorrem, o local onde o ponto máximo do eclipse ocorre vai se deslocando para o outro polo do planeta, onde se encerra. Cada ciclo de Saros pode levar mais de 1400 anos para se completar. Para se ter uma ideia, todos os eclipses que estamos vendo atualmente são um dos quase 40 ciclos de Saros, sendo o ciclo 117 que começou no ano 792 DeC e vai até 2054 até o ciclo 156, que começou em 2011 e vai até 3237. Por isso pode haver a confusão, principalmente da mídia, de que quando um eclipse ocorre, os jornalistas dizem que o próximo irá ocorrer depois de tantos anos, justamente pelo fato de que, o eclipse com características semelhantes (pertencente ao mesmo ciclo de Saro) realmente irá acontecer daqui a 18 anos, mas outro eclipse de um outro Saro irá acontecer normalmente, mas em outra parte do mundo ou de forma diferente do anterior. Apenas isso. Por isso, sempre é bom consultar as tabelas e calendários de eclipses que estão disponíveis na internet para descobrir de forma segura onde e quando ocorrerá determinado eclipse. Com as vantagens de sabermos com precisão sobre os eclipses, você pode até programar suas viagens de turismo para vislumbrar os eclipses em outros pontos do planeta. Como observar os eclipses? Bom, ao “longo deste longo texto” vimos os tipos de eclipses e como é a mecânica celeste básica para que eles ocorram. Naturalmente, como não precisamos mais acreditar que um eclipse é o fim do mundo, podemos aproveitar o momento para observá-lo, desde para fins de estudo e compreensão até mesmo para momentos de diversão. A observação dos eclipses podem ser simples, mas exigem cuidados, principalmente para a observação do eclipse solar. Mesmo durante o eclipse parcial, o Sol ainda emite muita luz e energia para a superfície terrestre e sua observação direta pode prejudicar os olhos e equipamentos de fotografias, digitais ou não. Os telescópios e lunetas só devem ser usados para observação de eclipse solar (e do Sol em si) apenas com o uso de filtros especiais que são acoplados no instrumento com essa finalidade. Câmeras fotográficas também podem queimar os filmes (câmeras analógicas) e danificar os sensores (digitais) se forem apontadas diretamente para o Sol. O uso de películas de disquetes, CD’s, filmes fotográficos revelados e imagens de raios-X, apesar de escurecer e oferecer algum conforto para a observação, são desaconselhados para a observação do eclipse, já que eles não são projetados para absorver os mais diversos tipos de radiação que o Sol emite além da luz visível, como a radiação ultravioleta, que é extremamente nociva aos olhos. A melhor forma de observar os eclipses solares é com auxílio de filtros feitos para o fim de observar o Sol ou a observação indireta, como o uso de pinhole, o qual um pequeno orifício é feito em uma placa e a luz do Sol é projetada sobre alguma superfície plana ou o uso de um espelho para refletir o Sol em alguma superfície também são formas seguras de se ver o Sol durante o eclipse. Já o eclipse lunar é muito mais tranquilo quanto a sua observação, inclusive direta, já que o brilho da Lua é cerca de 4 mil vezes menos brilhante que 1% do disco solar. Para contemplar a Lua durante o eclipse, basta olhar para ela sem problemas. Se sua cidade organiza eventos para a observação do céus durante eclipses, geralmente feito por professores ou por observatórios astronômicos ou até mesmo por amantes de astronomia, vá. É muito legal observar a curiosidade das pessoas para esses eventos e até mesmo a oportunidade de observar os céus com auxílio de algum instrumento, como algum telescópio, luneta ou filtro para observação do Sol. Finalizando… Os eclipses encantaram, assustaram e fizeram parte da história da humanidade, mudando guerras, casamentos, reinos e reis. Hoje, eles são objeto de curiosidade e de admiração por parte dos amantes dos céus e de estudos para reforçar nossos conhecimentos sobre o Universo[9]. Com os devidos cuidados, os eclipses são um excelente momento para contemplação da natureza e de como o nosso entendimento da mecânica celeste permite compreender esse fenômeno com clareza. Fique de olho na internet e tire uns minutinhos do dia para observar o eclipse quando ele pintar novamente. Bons céus! P.s.: gostaria de agradecer imensamente ao professor Dr. Ricardo Boczko, professor aposentado do IAG/USP que gentilmente cedeu suas aulas para os participantes da V Semana da Imersão Total em Astronomia, realizado pelo Observatório Didático de Astronomia da UNESP, com a supervisão do Dr. Rodolpho Langhi. As aulas e o que aprendi foram a inspiração e a base para a construção desta publicação. Obrigado. &#127765;&#127758;&#127774; Rodapé: [1]: são povos antigos que viveram na região do Oriente Médio. Os medos tem esse nome pois, apesar de ter origem no mesmo tronco linguístico que o latim (a qual deriva nossa língua), a sua origem é mais distante. De acordo com alguns linguistas, os Medo tem origem no tronco linguístico chamado proto-indo-europeu (med), que significa ‘central, que está no meio’. Apesar de distante, o latim trouxe a palavra ‘med’ para si como ‘medium’, que surgiu no português como ‘meio, que está na região central’. [2]: os caras lá na Grécia já sabiam de tudo isso há dois mil anos e hoje em dia estamos às voltas com essa coisa de Terra Plana. Sério, o que aconteceu com a gente? [3]: onde estamos no planeta é importante para determinar como vemos e como entendemos o movimento das coisas no céu. Muitas das referências que adotamos são baseadas em observações feitas no hemisfério Norte e convencionadas assim. Contudo, as observações das fases da Lua são importante de serem discriminadas em como o hemisfério Norte e Sul às veem para que fique claro em que como o referencial é importante. Apesar de sermos um pontinho no planeta olhando para a Lua, a posição desse pontinho é muito importante. [4]: o alinhamento entre três corpos celestes ligados gravitacionalmente é denominado sizígia. [5]: ou quase completamente, dependendo de qual eclipse estamos tratando. [6]: hoje os cientistas usam equipamentos próprios para observação direta da coroa solar sem depender dos eclipses para tal, mas até então, tudo que sabíamos sobre a coroa solar era a partir de observações durante eclipses. [7]: é importante lembrar que as órbitas dos corpos celestes não são esferas perfeitas. Elas são elípticas e há momentos em que o corpo que orbita o outro está mais próximo e momentos que está mais distante. No caso da Lua e Terra, o perigeu da órbita lunar é de 362.600 km de distância da Terra, enquanto o apogeu é de 405.400 km. Esses valores representam uma mudança do diâmetro angular de 4º. Lembre-se que a inclinação de apenas 5º da Lua em relação à eclíptica é o suficiente para não vermos eclipses o tempo todo e termos a Lua cheia. [8]: a série de livros de Asimov, Fundação, apresenta o uso da psico-história para prever o futuro e saber como o comportamento da sociedades no futuro ocorrerão. Por usar de análise matemática sobre eventos sociais e culturais, a previsão da psico-história é mais certeira quanto mais próximo do presente, se tornando mais nebuloso ao longo dos séculos. Os cálculos da mecânica celeste funcionam de forma semelhante. Teremos grandes precisões em datas mais próximas, contudo, com o passar dos séculos, forças e ações que podem estar sendo desconsideradas ou calculadas de forma errada por nossos computadores tornam as previsões de eclipses futuros menos precisas. Não é que não ocorrerão, mas a certeza de hora e local de máxima observação poderão ser comprometidos. [9]: uma das primeiras comprovações da teoria da relatividade de Einstein ocorreu justamente durante a observação de um eclipse, feito em Sobral, Ceará, em 1919 por uma equipe internacional de cientistas. Todas as imagens foram feitas para o Do Nano ao Macro, protegidas por CC. Você pode baixar, imprimir e modificar, mas sempre referenciando o trabalho original. Contém&amp;nbsp;informações de: Imagem de eclipse solar obtida em ESA. Lexico from Oxford; Wikipedia (1) e (2); Astronoo e NASA: Solar Eclipses of Saros Series. Boczko, R. Fases da Lua e eclipses. Conteúdo cedido gentilmente pelo professor. 2019. Reis, NTO. Eclipses ao longo dos séculos. Conteúdo online do MEC. Disponível aqui&amp;nbsp;(em PDF).</itunes:summary><itunes:keywords>Astronomia, Ciência, Física, Imagens, Sociedade, Textos</itunes:keywords></item><item><title>Ovelha Dolly: Arquivo Scientia - 05 de julho de 1996</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/07/ovelha-dolly-arquivo-scientia-05-de.html</link><category>Arquivo Scientia</category><category>Biologia</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 5 Jul 2019 09:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-1862899712150630682</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghfQZJCCuyeLhZiPA_LgqofkTEaZENpQXf_vA3vqKH1uKitjEVNPteSx8wyIcdFBq9uZfU5zRVZNGIBymyWe2qt24BDy9jeimhl2AKhyphenhyphen5yRebVRIE2AgcdckcfN2YMR7MbnTlItq9DN2Mz/s1600/05_07_1996_ovelha_dolly.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1267" data-original-width="1000" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghfQZJCCuyeLhZiPA_LgqofkTEaZENpQXf_vA3vqKH1uKitjEVNPteSx8wyIcdFBq9uZfU5zRVZNGIBymyWe2qt24BDy9jeimhl2AKhyphenhyphen5yRebVRIE2AgcdckcfN2YMR7MbnTlItq9DN2Mz/s640/05_07_1996_ovelha_dolly.jpg" width="504" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Nosso Arquivo Scientia abre mais uma página dentro do mês de Julho. Desta vez viajamos para o ano de 1996, onde o dia 05 de julho via o nascimento do primeiro mamífero clonado do mundo. Até então, muitos animais já haviam sido clonados, tanto mamíferos como outros grupos animais.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Contudo, a ovelha Dolly entrou para a história ao ser o primeiro mamífero clonado do mundo que teve sua informação genética vinda de um animal adulto. Até então, era comum a clonagem de organismos a partir de células embrionárias. O caso da ovelha Dolly, relatado em alguns artigos científicos publicados na época, conta dos desafios e das aventuras que Ian Wilmut, Keith Campbell e sua equipe do Instituto Roslim, que pertence à Universidade de Edimburgo, na Escócia enfrentaram ao longo do desenvolvimento dessa técnica de clonagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Células mamárias de uma ovelha foram tratadas em laboratório e tiveram seu núcleo removido. É no núcleo celular que se encontra todas as informações necessárias para o funcionamento normal das células e, em consequência, do organismo todo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A equipe de cientistas após capturarem o núcleo da célula mamária da ovelha doadora, eles pegaram um ovócito de uma segunda doadora. O ovócito é a célula reprodutiva feminina. Ela também tem seu material genético e precisou ser removido antes, para que o núcleo da primeira ovelha doadora fosse inserido no ovócito[1].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa nova união celular (o núcleo da primeira ovelha somado com o ovócito da segunda ovelha) foram estimulados a se multiplicar por pulsos elétricos. Assim que essa nova célula começou a se multiplicar, elas produziram os primeiros estágios do desenvolvimento embrionário, indicando que tudo havia dado certo. O embrião foi implantado no útero de uma terceira ovelha, para que ela servisse de barriga-de-aluguel e desenvolvesse o filhote de forma saudável.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTDLVtRmokpCFsxAFHpfOEMKOGwAT1VI8YZ2Y4xvlzTkZCAmADenhpdw6g2jOGFDb8xZuW2m_6heDHtKGAuTQ630LVeI9LIcwd3n9d6woTpgZI8SBHnXJqLUGktB1pgbrs2b4XAtRGDhTH/s1600/ovelha+dolly+esquema+arquivo+scientia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1448" data-original-width="1113" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTDLVtRmokpCFsxAFHpfOEMKOGwAT1VI8YZ2Y4xvlzTkZCAmADenhpdw6g2jOGFDb8xZuW2m_6heDHtKGAuTQ630LVeI9LIcwd3n9d6woTpgZI8SBHnXJqLUGktB1pgbrs2b4XAtRGDhTH/s640/ovelha+dolly+esquema+arquivo+scientia.jpg" width="490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Esquema simplificado do mecanismo utilizado pelos cientistas para criar a ovelha Dolly.&lt;br /&gt;Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, em 05 de julho de 1996 os pesquisadores da Escócia viram o nascimento da primeira ovelha clonada a técnica de transferência nuclear somática, advindo de um organismo adulto. Contudo, o mundo só descobriu a existência da ovelha quase um ano depois, quando foi divulgada pela comunidade científica em fevereiro de 1997. Na época, houve intensos debates (tanto no meio científico como popular) sobre o impacto da pesquisa, sobre ética e os avanços da ciência que poderiam criar monstros, o que ajudou a definir algumas diretrizes importantes na prática científica mundo afora.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A ovelha recebeu o nome de Dolly em homenagem à cantora americana Dolly Parton, famosa por seus seios avantajados. Como a ovelha era fruto de clonagem oriunda das células mamárias, os pesquisadores associaram o nome da cantora à ovelha. Apesar das brincadeiras típicas de um ambiente de pesquisa, o mais importante por trás da ciência da clonagem da ovelha Dolly foi a confirmação de que mesmo células adultas, que já passaram pelas fases de diferenciação, são ainda capazes de reverter para o estágio totipotente embrionário, o qual elas podem se transformar em qualquer tipo de tecido ou órgão (ou até mesmo em um organismo completo, como no caso de Dolly).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Comprovando a eficiência da técnica de clonagem, Dolly teve seis filhotes ao longo de sua vida, todos sendo criados no Instituto Roslin, onde foi desenvolvida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, em 14 de fevereiro de 2003, com pouco mais de seis anos, a ovelha Dolly se despediu do mundo. Acometida de uma doença pulmonar desencadeada por um vírus, a ovelha não resistiu e acabou morrendo. A doença não foi exclusiva da ovelha clonada e a morte não foi associada por ela ter sido criada pela técnica em laboratório.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, muitos pesquisadores do mundo estudam e pesquisam as vantagens de regredir células adultas ao estágio embrionário, na busca de melhor compreender os mecanismos moleculares envolvidos e no desenvolvimento de tratamentos como a criação de órgãos em laboratório usando células dos próprios pacientes para serem transplantados, sem o risco de rejeição e até mesmo a possibilidade de curar doenças que afligem pessoas e animais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitos animais já foram clonados após Dolly e aprendemos muito com o desenvolvimento nessa área da ciência. Por isso, pelos avanços não só técnicos como científicos, a ovelha Dolly entra para a história da ciência e é merecido ela ser lembrada no Arquivo Scientia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: é preciso ter em mente que as células de um organismo formado são diploicas (2n), ou seja, elas possuem as informações genéticas vindas tanto do macho como da fêmea que o geraram. Essa união acontece durante a concepção, quando tanto o espermatozoide como o ovócito se unem. Ambos (espermatozoide e ovócito) são aplóides (n) e possuem apenas metade da informação genética do organismo. Ao se unirem, elas se tornam diplóides (2n). Os pesquisadores estavam trabalhando com um núcleo de um organismo adulto (2n) e iriam implantar em um ovócito não fecundado (n). Assim, eles precisaram remover o núcleo do ovócito da segunda ovelha doadora pois poderia acontecer de surgir um organismo 3n, o que é inviável biologicamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Referências:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Campbell, K. H. S., McWhir, J., Ritchie, W. A., &amp;amp; Wilmut, I. (1996). Sheep cloned by nuclear transfer from a cultured cell line. Nature, 380(6569), 64–66. doi:10.1038/380064a0&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Wilmut, I., Schnieke, A. E., McWhir, J., Kind, A. J., &amp;amp; Campbell, K. H. S. (1997). Viable offspring derived from fetal and adult mammalian cells. Nature, 385(6619), 810–813. doi:10.1038/385810a0&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Repercussão na mídia na época da divulgação da clonagem da ovelha Dolly pode ser visto no &lt;a href="https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/dia-5-de-julho-de-1996-nasce-ovelha-dolly-primeiro-clone-de-mamifero-9246736"&gt;Acervo O Globo&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagens feitas por Wesley Santos, para o Do Nano ao Macro e protegidas por CC. Imagem 1 na publicação vista em &lt;a href="https://phys.org/news/2016-07-dolly-sheep.html"&gt;Phys.org&lt;/a&gt; e Imagem 2 na publicação vista em &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Dolly_(sheep)#/media/File:Dolly_face_closeup.jpg"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghfQZJCCuyeLhZiPA_LgqofkTEaZENpQXf_vA3vqKH1uKitjEVNPteSx8wyIcdFBq9uZfU5zRVZNGIBymyWe2qt24BDy9jeimhl2AKhyphenhyphen5yRebVRIE2AgcdckcfN2YMR7MbnTlItq9DN2Mz/s72-c/05_07_1996_ovelha_dolly.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A idade da vida, das rochas e da Terra</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/06/a-idade-da-vida-das-rochas-e-da-terra.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Evolução</category><category>Física</category><category>Química</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Mon, 24 Jun 2019 16:18:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-4620104115386056236</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi33J0LIepwSIBGJXlSvbqvn6W7N7gA7nt7ZOs-8KkAzTc6yVyi8oLJLpWHjpGawbYnwiZCcpK6BEMMfcQBz-2f9hpdD21uSOfW3TBkgKOr8iOScTZrt-ZGiax-3d9P5E8NZrC8VAIyi-C4/s1600/reading_the_papers_by_fruitmixer_d53pbar-fullview.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="597" data-original-width="900" height="424" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi33J0LIepwSIBGJXlSvbqvn6W7N7gA7nt7ZOs-8KkAzTc6yVyi8oLJLpWHjpGawbYnwiZCcpK6BEMMfcQBz-2f9hpdD21uSOfW3TBkgKOr8iOScTZrt-ZGiax-3d9P5E8NZrC8VAIyi-C4/s640/reading_the_papers_by_fruitmixer_d53pbar-fullview.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Somos curiosos quando crianças. Não devemos deixar essa curiosidade morrer quando crescemos. Parafraseando Neil deGrasse Tyson, os poucos que crescem e ainda são curiosos, viram cientistas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu sempre fui uma criança curiosa. Não tanto no sentido de deixar minha mãe com vergonha ao me levar em visita à casa dos amigos dela (apesar de passar algum tempo estudando a estante da pessoa e ver um jeito de abrir a porta ou gaveta sem que as coisas caíssem e denunciassem minha presença), mas curioso do ponto de vista de querer entender porque o mundo era o que era.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar de não-praticante, fui criado em uma família católica[1], e a bíblia era um dos livros expostos em casa[2]. Lá, o Gênesis se fazia presente e lá descobri sobre os ritos de criação do mundo que os católicos e cristãos em geral sabem de cor. Vi as provações que a humanidade e os animais passaram por causa do dilúvio e todas as dificuldades que a fuga do Egito causaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entretanto, fui apresentado a outros livros com o passar do tempo. Esses livros mostravam outras coisas sobre as origens das coisas, a idade das coisas e a composição das coisas. Esses livros de ciências apontavam que a Terra não tinham alguns poucos milhares de anos, nem alguns milhões de anos: tinha bilhões. Esses livros mostraram que os animais e plantas e bactérias nem sempre estiveram aqui: eles tinham outras caras e formas e que passaram por processos evolutivos, como resposta as mudanças sofridas no ambiente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Talvez, por não ter entendido direito sobre a evolução na época em que li, o que me chamou mais a atenção na época foi sobre a idade das coisas. Os caras sabiam dizer quantos anos tinham os fósseis que eles encontravam, as rochas que eles perfuravam e até mesmo a idade do planeta em que vivemos. Como assim?[3]&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os cientistas que realizam a datação de algum fóssil ou rocha usam do conhecimento científico sobre a natureza física e química que compõe as coisas para realizar esses procedimentos e descobrir a idade do objeto que ele está pesquisando. Um dos princípio-chave que esses cientistas usam é a meia-vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Meia-vida e a datação radioisotópica&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Antes de tudo: leia as notas de rodapé, elas são importantes!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nada é eterno na natureza. As coisas sempre mudam. Com os elementos químicos, acontece coisa semelhante. Apesar de alguns elementos químicos serem mais estáveis, muitos deles (sobretudo os radioativos), estão em mudança constante. Isso acontece pelo fato de alguns elementos estarem sempre emitindo energia para o meio externo. Essa energia jogada dos átomos que compõem esses elementos acabam modificando a estrutura física dos átomos, realmente o transformando em outros elementos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um dos exemplos mais conhecidos e mais utilizados em alguns ramos da ciência é a datação por carbono-14. O carbono existe em vários formatos na natureza - chamamos de isótopos -, sendo a mais estável (e a mais conhecida) o carbono-12. O carbono-12 possui em sua composição 6 prótons e 6 nêutrons[4] e 98,9% do carbono que existe na natureza é dessa forma. Ele é o que compõe eu, você e tudo que tem carbono nessa vida. Mas existe outros isótopos na natureza, menos comuns, como o carbono-14. Ele possui os mesmos 6 prótons, mas possui 8 nêutrons. Representando uma fração do carbono na natureza, ele ainda é um carbono e pode participar dos processos metabólicos dos organismos vivos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9trauOymTudFmVKaktnNw4j8BzboYUtvtTDgwv76wHIj5jsoOdi0Sp7cBIRyQOJNHVUmAmZzDDXdkIeJ_HP6Xi1RxDV6yRrz7VIvC0fXnlT6KR9qv5EJRCuI7TvHLlDKULJN5n5Ov5ZQc/s1600/carbono+12+e+carbono+14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="881" data-original-width="1004" height="350" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9trauOymTudFmVKaktnNw4j8BzboYUtvtTDgwv76wHIj5jsoOdi0Sp7cBIRyQOJNHVUmAmZzDDXdkIeJ_HP6Xi1RxDV6yRrz7VIvC0fXnlT6KR9qv5EJRCuI7TvHLlDKULJN5n5Ov5ZQc/s400/carbono+12+e+carbono+14.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Diferenças esquemática entre os núcleos dos átomos de carbono-12 e carbono-14. Os prótons (em amarelo) são constantes para cada elemento químico. As diferenças entre os nêutrons (roxo) são os responsáveis pela variedade de isótopos de um elemento químico. Tanto o carbono-12 como o carbono-14 são isótopos do elemento carbono.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O diferencial desse isótopo carbono-14 é que ele é instável. Isso significa que sua composição não permite mantê-lo da mesma forma para sempre. Com o tempo, a energia nesse sistema que mantém todos esses nêutrons a mais no carbono-14 cai naturalmente[5], em um processo radioativo chamado 'decaimento Beta'. Nessa forma de decaimento Beta, o carbon-14 emite radiação beta (nessa caso, um elétron energético) acompanhado de mais uma partícula leve (o antineutrino do elétron), como podemos ver no esquema abaixo:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeaoPuNGtDRS8R_dpKDhSm5z8RBFlNGzMTvZiHwEo9gWDvKpvWDu9s4o29BvMxrs3064qwLGx-lzRQdO04uULnxvuoZelX2SobZfUH0W7HGd6CDFomhR6dMqoBMD0RVSaU-tTk75EkU4Tv/s1600/decaimento+beta+carbono+14+meia+vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1051" data-original-width="1374" height="488" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeaoPuNGtDRS8R_dpKDhSm5z8RBFlNGzMTvZiHwEo9gWDvKpvWDu9s4o29BvMxrs3064qwLGx-lzRQdO04uULnxvuoZelX2SobZfUH0W7HGd6CDFomhR6dMqoBMD0RVSaU-tTk75EkU4Tv/s640/decaimento+beta+carbono+14+meia+vida.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Esquema do decaimento Beta minus do carbono-14. Com a transformação de um nêutron em próton, o elemento químico muda (já que temos um próton a mais agora), em um processo chamado transmutação nuclear. Assim, o carbono-14 transforma-se em nitrogênio-14, a forma estável do elemento nitrogênio. Nesse decaimento, ocorre liberação de radiação beta, na forma de elétron e de uma partícula chamada antineutrino do elétron.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não entraremos em muitos detalhes, mas o mais importante aqui é que o carbono-14 transmuta um de seus nêutrons e um próton. Ao fazer isso, o que era seis prótons, passam a ser sete (assim como o que era oito nêutrons, passam a ser sete). Contudo, ao mudar a quantidade de prótons, o elemento químico muda. Assim, durante esse processo de decaimento beta, o carbono-14 se transforma em nitrogênio-14. Ao fazer isso, essa maçaroca de partículas se estabiliza.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Perceberam o que aconteceu aqui? Um elemento químico (o carbono) se transformou em outro (nitrogênio). Agora vem a melhor parte dessa história: apesar desse fenômeno acontecer de forma aleatória em um átomo individual, ele possui uma padrão temporal quando observamos esses átomos de carbono-14 em grupo. Sim, podemos estimar a quantidade do carbono-14 decaindo (virando nitrogênio) ao longo do tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E aí que chegamos na meia-vida! A meia-vida é a quantidade de tempo em que um amontoado de um isótopo radioativo leva para decair e se tornar uma forma mais estável. O carbono-14, por exemplo, tem uma meia-vida de mais ou menos 5.730 anos. Ou seja, quando analisamos uma amostra, por exemplo, verificamos a quantidade de carbono-14 que ela apresenta. Se ela tiver cerca de metade do total que deveria ter, podemos supor que a amostra tem aproximadamente 5.730 anos! Não é demais!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhste1fF_Xk9OBjL7FN3MAaV9IhZbHT1TXs1g6nT9xHxvB3-K4iE3QefYfwxh8vEZdJn78d_A4TXj5ppqjrzE2fF7_7LcEKGClWfrVE38vmIIJcNDQIoue9jvgMUpmluxy5JPzglL4kzyMB/s1600/datacao+carbono+14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="749" data-original-width="1600" height="298" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhste1fF_Xk9OBjL7FN3MAaV9IhZbHT1TXs1g6nT9xHxvB3-K4iE3QefYfwxh8vEZdJn78d_A4TXj5ppqjrzE2fF7_7LcEKGClWfrVE38vmIIJcNDQIoue9jvgMUpmluxy5JPzglL4kzyMB/s640/datacao+carbono+14.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Simplificação das etapas de meia-vida do carbono-14 em uma amostra de interesse. As bolas verdes em destaque do osso amostrado é apenas uma representação, já que não é assim que os pesquisadores estimam o isótopo radioativo da amostra, mas serve de apoio visual. Com o passar do tempo, a quantidade de carbono-14 que decaiu em nitrogênio aumenta, reduzindo a quantidade de carbono-14 na amostra em si. Depois de 5.730 anos, metade do carbono-14 ainda está presente (uma meia-vida). Passados mais 5.730 anos, a metade da metade original decaiu (segunda meia-vida). Isso ocorre de forma intermitente, até atingirmos níveis indetectáveis.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com isso, podemos usar as diferenças entre a quantidade de carbono-14 esperada e o encontrado em um fóssil, por exemplo, e conseguiremos saber a idade daquilo que estamos trabalhando![6]&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O carbono-14 é um dos mais conhecidos métodos de datação por meia-vida conhecidos, mas ele tem uma séria limitação: sua meia-vida é relativamente boa para datações curtas (usados na arqueologia, por exemplo, e em fósseis que suspeitamos serem novos (quando encontramos ossadas de algum cemitério antigo, por exemplo)), mas começa a pecar em datas muito antigas (acima de 40 a 50 mil anos). Além disso, o carbono-14 é sensível a contaminação do mundo moderno (já que testes e acidentes nucleares, por exemplo, podem criar mais carbono-14 em um determinado local do que o esperado, o que pode atrapalhar as análises).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Existem alguns isótopos que decaem tão rápido que simplesmente não podem ser usados para esse fim de datações longas. Alguns isótopos de boro, como o boro-18 (5 prótons e 13 nêutrons) são muito instáveis e decaem por volta de 30 nanossegundos, rápidos demais para serem usados em análises de fósseis e de rocha, por exemplo. Mas existem outros elementos, úteis em análises de rochas, como o plutônio-239 (94 prótons e 145 nêutrons), com meia-vida de mais de 24 mil anos. O urânio-235 (92 prótons e 143 nêutrons) tem meia-vida de mais de 703 milhões de anos, o que é muito útil para determinar com grande precisão a idade de rochas super antigas e até mesmo da própria Terra [7].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ou seja, com o conhecimento sobre a natureza dos elementos químicos e radioativos, podemos mensurar com alto grau de confiabilidade, a idade das coisas antigas. Com isso, podemos reconstruir o passado da Terra, já que podemos construir um panorama detalhado e relacionar os fósseis que encontramos e colocá-los em uma linha coerente no tempo. Assim, misturando aquilo que eu comecei a entender quando criança com aquilo que ainda não entendia, podemos ver a evolução se formando diante de nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por isso que, quando criança, achei isso uma das coisas mais incríveis que a ciência estava mostrando para mim. Entender a datação radioisotópica e como funciona o conceito de meia-vida, simplesmente metade dos problemas em entendermos sobre o passado da Terra somem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na realidade, ainda vejo como uma das coisas mais incríveis que a ciência tem para mostrar para gente!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: sim, fiz comunhão e crisma e até mesmo cogitei a possibilidade de me tornar padre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: lembro de meu avô (&lt;i&gt;in&amp;nbsp;memoriam&lt;/i&gt;) lendo diariamente uma versão levemente surrada de uma bíblia que ele deixava exposta em seu quarto. Ganhei dele, na época, uma enorme bíblia, de capa dura preta e com o miolo com as bordas das folhas pintadas de dourado. Ricamente ilustrado, as primeiras dezenas de páginas continham reproduções de grandes obras de arte que ilustravam a vida de Cristo e, mais para o meio, mais ilustrações trazendo a Via Sacra. Com um português antes de 1960, o livro é um desafio para ser lido (mais pelo peso do que pela gramática em si).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: isso surgiu depois de uma saudável discussão no laboratório - o qual eu desenvolvo meu doutorado - sobre várias coisas que os biólogos e o pessoal da ciências da vida adoram debater: sobre doenças, evolução e como as coisas são o que são. Num dado momento, estávamos falando sobre a idade das coisas e como isso tudo se encaixa na evolução. Nesse momento, me vi novamente na infância, com algum livro na mão descobrindo tudo isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: apenas para refrescar a memória: os prótons são os responsáveis por identificar o elemento químico. Assim, o carbono sempre vai ter o mesmo número de prótons, independente do seu isótopo. Assim, o que determina as diferenças nos isótopos é a quantidade de nêutrons que ele possui.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[5]: existe toda uma explicação na física de partículas sobre essa perda de energia. De forma simplificada, ocorre uma mudança na força fraca, que mantém a estrutura atômica coesa. Com a mudança da força fraca, a quantidade dos quarks que compõem os nêutrons mudam, mudando-os para prótons. Durante esse processo, ocorre uma perda de energia em forma de partícula que, no caso do carbono-14, é liberado um elétron e um antineutrino de elétron.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[6]: o caso do carbono-14 é especial, já que sua forma estável é o nitrogênio-14, que é gasoso. Ou seja, ele não fica na amostra que estamos trabalhando. Contudo, os níveis de carbono-14 na natureza são estáveis (eles são gerados quando o nitrogênio recebe radiação cósmica em altas altitudes, por exemplo). Esse carbono é absorvido pelas plantas e entra no ciclo orgânico. Os animais mantém o carbono-14 ao ingerir as plantas ou animais que se alimentaram de plantas com carbono-14. Assim, ele se mantém estável e podemos mensurar a quantidade esperada em uma amostra. Ao morrerem, o carbono-14 para de ser reposto no organismo, e assim podemos estimar a data do fóssil baseado na quantidade restante de carbono-14 ainda detectável no organismo, quando comparamos com o níveis esperados se ele tivesse morrido na hora da análise.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[7]: a idade da Terra foi calculada usando dados tanto de amostras coletadas em diversos pontos do planeta como amostras que vieram das missões Apollo à Lua. Como a lua e os planetas (incluindo a Terra) tem origem na mesma massa de poeira que circundava o Sol, uma fonte externa ao planeta garantiu melhor veracidade aos dados, onde os cientistas descobriram que a Terra tem cerca de 4,54 bilhões de anos de idade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagem que abre a postagem por &lt;a href="https://www.deviantart.com/fruitmixer/art/Reading-the-papers-308550771" target="_blank"&gt;Fruitmixer&lt;/a&gt; em seu deviantART. Demais imagens produzidas por mim, Wesley Santos, para o Do Nano ao Macro e protegidas por CC.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi33J0LIepwSIBGJXlSvbqvn6W7N7gA7nt7ZOs-8KkAzTc6yVyi8oLJLpWHjpGawbYnwiZCcpK6BEMMfcQBz-2f9hpdD21uSOfW3TBkgKOr8iOScTZrt-ZGiax-3d9P5E8NZrC8VAIyi-C4/s72-c/reading_the_papers_by_fruitmixer_d53pbar-fullview.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Precisamos ser velas!</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/05/precisamos-ser-velas.html</link><category>Ciência</category><category>Outros assuntos</category><category>Sociedade</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Wed, 15 May 2019 14:09:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-7832170872664367349</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitBgl7Nm_9BmIFSP9pHrlQX76Fs5d32ZyEy-HMFB_-DybETNMdJk7xv8a9w09OclQ8sDENyznsGHoqJ7nYtIfcRUZD_4tewqk5POi1uWYo4hFnj8e8522yRCIdBjrNLrem9EuEZf1l1ndn/s1600/101_0608.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1200" data-original-width="1600" height="480" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitBgl7Nm_9BmIFSP9pHrlQX76Fs5d32ZyEy-HMFB_-DybETNMdJk7xv8a9w09OclQ8sDENyznsGHoqJ7nYtIfcRUZD_4tewqk5POi1uWYo4hFnj8e8522yRCIdBjrNLrem9EuEZf1l1ndn/s640/101_0608.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Ciências acima de tudo, educação acima de todos". Cartaz durante manifestação pela educação em Bauru, SP.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os últimos anos têm sido difíceis para a educação e para a ciência nacional. Cortes e restrições orçamentárias cada vez mais violentas tem tornado cada vez mais difícil ensinar e aprender no Brasil. O ano de 2019 mostrou que o ruim poderia ficar pior. Alegando queda na arrecadação, a educação no Brasil sofreu uma contingenciamento que, somado aos sucessivos cortes anteriores, tem tornado a prática de fazer ciência no Brasil insustentável.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXSHtd3v6My_ybI-NxWuHfvag-91fWpfaMnYqm7nYRjuyR4fVa1bco5l5LfhFo_mKtdTv5yxWxm_B_uve1O2jkWJNJkUFfGJz3IYd1tXuwJCZaEw4f0FlEeXdohdo76v9kmW2VxRF9sAaV/s1600/101_0620.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1200" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXSHtd3v6My_ybI-NxWuHfvag-91fWpfaMnYqm7nYRjuyR4fVa1bco5l5LfhFo_mKtdTv5yxWxm_B_uve1O2jkWJNJkUFfGJz3IYd1tXuwJCZaEw4f0FlEeXdohdo76v9kmW2VxRF9sAaV/s400/101_0620.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Girls just wanna have funding for science"&lt;br /&gt;(Garotas querem investimento para ciência), cartaz&lt;br /&gt;brinca com a famosa canção de Cindy Lauper onde&lt;br /&gt;garotas querem apenas diversão. Queremos diversão,&lt;br /&gt;mas queremos dinheiro para pesquisas também.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Ministério da Educação (MEC) repassou um corte de cerca de 30% para as universidades, restringindo os valores para pagamentos como água, energia e pesquisa. Somado a isso, houve corte no número de bolsas CAPES de todos os programas de pós-graduação do país. As bolsas, que aguardavam ser transferidas para novos alunos que entravam no mundo da pós-graduação, foram congeladas e não podiam ser passadas para frente. Com isso, muitos pesquisadores e novos cientistas encontraram mais um obstáculo, o financeiro pessoal, como limitador para a formação de novas mentes[1].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Clamando por maior visibilidade e apontando para o erro em não investir na ciência e educação, dia 15 de maio de 2019 foi realizado uma manifestação nacional em prol da educação e da ciência. Em mais de 100 cidades de todos os estados brasileiros, alunos, professores, pesquisadores e todos aqueles que sabem da importância da ciência e educação foram às ruas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em Bauru, interior de São Paulo, onde desenvolvo meu doutorado, milhares de estudantes (estimativa de 10 mil) do ensino médio e das duas universidades públicas estaduais (USP e UNESP) foram às ruas centrais da cidade, somado à professores e outras categorias. Acompanhei brevemente a concentração e os primeiros movimentos dos manifestantes, o que trouxe um breve lampejo de esperança, sabendo que ainda há pessoas que acreditam na importância da educação em nossos dias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao contrário do que disse o presidente Jair Bolsonaro, o qual chamou os manifestantes de 'idiotas úteis' e 'massa de manobra', a manifestação a favor da educação mostra justamente que é preciso mais desses movimentos para mostrar, tanto à população como ao próprio presidente, a importância da educação tanto para o nosso dia-a-dia, como para a formação das pessoas como cidadãos em uma sociedade em constante mudança.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoiKMAnWNoKfezjzbDaS_uc6LDtMvgtWwS5zF01ABLm3HodZODz4WN26toZL_7qyUPY2hScOngeQlX3CTzK0Yof6AibTURxRScZJVFQphNfm7m4FtLyNV6MEj9yEax_PcltpLRtThTSA5Y/s1600/101_0617.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1200" data-original-width="1600" height="480" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoiKMAnWNoKfezjzbDaS_uc6LDtMvgtWwS5zF01ABLm3HodZODz4WN26toZL_7qyUPY2hScOngeQlX3CTzK0Yof6AibTURxRScZJVFQphNfm7m4FtLyNV6MEj9yEax_PcltpLRtThTSA5Y/s640/101_0617.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Em defesa da ciência, o caminho contra a alienação #15demaio", cartaz na manifestação pela educação em Bauru.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cortar investimentos em ciência e educação é colocar as pessoas à mercê de aceitarem vozes de autoridade sem questionamento, de voltarmos a acreditar em coisas tão pífias como terra plana ou que vacinas fazem mal[2]. De passarmos a aceitar que o código de Hamurabi[3] deveria voltar a ser aplicado em nossa sociedade. Até mesmo de acharmos que existem pessoas mais iguais a outras pessoas[4]. Só a educação e o conhecimento permitem abrir nossas mentes e vermos que o mundo pode ser muito mais estranho e maravilhoso do que querem mostrar para gente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Precisamos ser cada vez mais as velas que iluminam os cantos escuros da ignorância e do misticismo. Só o conhecimento pode nos mostrar o brilhante futuro que podemos ver à frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-CS0nv5F8T1fEGvdrq1hP6vF6-dS45qZL6Q1aYXPuiDKqHxKHPUKO-1_4skjszuaeT1cSTRjpieKbHoCn8fBRObblIg1QgtF7ipPJnRYFPxLrTVMZwZISCG89hADAVFYi9nwoS_RQ4T5R/s1600/101_0598.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1200" data-original-width="1600" height="480" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-CS0nv5F8T1fEGvdrq1hP6vF6-dS45qZL6Q1aYXPuiDKqHxKHPUKO-1_4skjszuaeT1cSTRjpieKbHoCn8fBRObblIg1QgtF7ipPJnRYFPxLrTVMZwZISCG89hADAVFYi9nwoS_RQ4T5R/s640/101_0598.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cartazes em protesto contra os cortes e restrições no orçamento para a educação e ciência.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX1wBOp_4Yycb_Lvc00lrRVfencpQLBqVuBiQN2ywqrqX7u0zBzZb7Is8tEPken_nFCkrEDEAtmqynLPnNQifC_X_oxeUrrkqb-WbYhqxIzqK-am6xU8Yx3v_ervhDoIO7D4IZvT3YEqfX/s1600/101_0542.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1200" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX1wBOp_4Yycb_Lvc00lrRVfencpQLBqVuBiQN2ywqrqX7u0zBzZb7Is8tEPken_nFCkrEDEAtmqynLPnNQifC_X_oxeUrrkqb-WbYhqxIzqK-am6xU8Yx3v_ervhDoIO7D4IZvT3YEqfX/s640/101_0542.JPG" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Não fazemos balbúrdia, fazemos ciência"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-79T4t3F-zdKd9Vf3LUWxHrtk746yH4pyOYanPKCSOecjJV_rLBw6iaqTjA0Wm0cggiZBcQvdDVIoWbwVwQa50UhS_x6fjrVtuItXemQ9SLyuOgxJL0Dk3qMHVVm-Y9LfxGWqK4LIlbP4/s1600/101_0556.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1200" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-79T4t3F-zdKd9Vf3LUWxHrtk746yH4pyOYanPKCSOecjJV_rLBw6iaqTjA0Wm0cggiZBcQvdDVIoWbwVwQa50UhS_x6fjrVtuItXemQ9SLyuOgxJL0Dk3qMHVVm-Y9LfxGWqK4LIlbP4/s640/101_0556.JPG" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Eu luto pela pesquisa"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: sem contar que as bolsas não sofrem reajuste há mais de cinco anos, sendo mantidas, até o momento, com 1,8 mil e 2,2 mil reais para pós-graduando em mestrado e doutorado, respectivamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: esses movimentos, que crescem a cada dia, mostram em como estamos voltando no tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: a famosa máxima 'olho por olho, dente por dente'.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: recomendo o excelente 'A Revolução dos Bichos', de George Orwell.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Informações:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Com notícia de &lt;a href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/05/15/cidades-brasileiras-tem-atos-contra-bloqueios-na-educacao.ghtml" target="_blank"&gt;G1&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e sobre Bauru &lt;a href="https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2019/05/15/escola-de-bauru-suspende-aulas-em-dia-de-atos-contra-bloqueio-na-educacao.ghtml" target="_blank"&gt;também&lt;/a&gt;. Imagens feitas por mim, protegidas por CC. Se você se reconheceu ou reconheceu alguém nas fotos, entre em contato.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitBgl7Nm_9BmIFSP9pHrlQX76Fs5d32ZyEy-HMFB_-DybETNMdJk7xv8a9w09OclQ8sDENyznsGHoqJ7nYtIfcRUZD_4tewqk5POi1uWYo4hFnj8e8522yRCIdBjrNLrem9EuEZf1l1ndn/s72-c/101_0608.JPG" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O futuro do Universo</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2019/03/o-futuro-do-universo.html</link><category>Astronomia</category><category>Ciência</category><category>Física</category><category>Vídeos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Sat, 30 Mar 2019 14:31:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2001605594575031713</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ9Vv0m3qEC5KKb-6BJi7gVmtZF6N_Utl3Uu9-Kfz5rzKG0RVO24Gt86KHe7FUme6RuQkSZAj8ATOhznF4aFx-nZnteMdlLVSFMPnrlu5TQlu5y6K-56RIPVumeZfydIMNsuR3xuO1rhFu/s1600/interstellar_voyage-wide.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1000" data-original-width="1600" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ9Vv0m3qEC5KKb-6BJi7gVmtZF6N_Utl3Uu9-Kfz5rzKG0RVO24Gt86KHe7FUme6RuQkSZAj8ATOhznF4aFx-nZnteMdlLVSFMPnrlu5TQlu5y6K-56RIPVumeZfydIMNsuR3xuO1rhFu/s640/interstellar_voyage-wide.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Em 'Interestelar', a equipe de efeitos especiais utilizou de equações e dados de observação para construir o melhor modelo de um buraco negro até então. Provavelmente o futuro do Universo residirá em uma competição ferrenha de buracos negros ao longo de bilhões de anos. O Gargantua, nome do buraco negro no filme, é resultado de uma versão mais maquiada e menos poluída da 'realidade', mas os dados que eles obtiveram com a construção do modelo foram tão boas que um &lt;a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/0264-9381/32/6/065001/meta" target="_blank"&gt;artigo científico&lt;/a&gt; sobre o assunto foi publicado em 2015.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Como será o último instante de vida do Universo? Será que ele acabará com um grande colapso ou será sutil? Acabará em chamas ou no mais completo gelo?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde quando começamos a entender mais sobre a física do Universo e entender que o Big Bang, evento que culminou no Universo o qual vivemos hoje, se mostra uma melhores formas de explicar uma porção de coisas[1], esse tipo de questionamento saiu do puramente metafísico e ganhou o status de ser cosmologicamente válida. Afinal de contas, se o Universo teve um começo, que se iniciou há 13,8 bilhões de anos, é sensato pensar que ele ainda está envelhecendo e que coisas poderão acontecer com ele no futuro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas que tipo de coisas? Quando será esse futuro?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essas questões é que movem as cabeças dos cosmólogos e dos astrofísicos teóricos. Apesar de nossa compreensão da física ter crescido enormemente ao longo do último século, muita coisa ainda é desconhecida por nós. A falta de informações que nos mostra um panorama mais "real da realidade" acaba trazendo dificuldades para que possamos entender como será o futuro do Universo[2].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas isso não significa que não podemos tentar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar de nosso conhecimento limitado, a humanidade conseguiu acumular um grande volume de dados apenas olhando para o céu noturno (e mandando alguns brinquedinhos para o espaço).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O vídeo abaixo, uma compilação animada (e muito bem feita) mostra o que sabemos sobre como será o derradeiro fim do Universo. Observe que as escalas de tempo se tornam cada vez mais impossíveis de serem compreendidos pelo ser humano, a ponto de que o tempo perde completamente a importância, já que eternidades se passarão para que alguns eventos ocorram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/uD4izuDMUQA" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Legendas em português disponível nas configurações do vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com o que temos até o momento é possível criar uma possível história para o fim do Universo, cheio de coisas estranhas e com muita ação, encerrando de forma sutil e gélida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto mais conhecimento tivermos daqui para a frente, melhor será nosso entendimento sobre o passado do Universo, como ele é atualmente e como será o futuro dele. Para tanto, não podemos parar de olhar para cima, quebrar a cabeça para entendê-lo e, até mesmo, usar a nossa boa imaginação para contemplar o nosso lar cósmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bons céus!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&#128301;&#127756;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: a ideia do Big Bang veio a partir dos trabalhos do sueco&amp;nbsp;Georges Lemaître com seu 'ovo primordial'. Os dados que surgiam na época mostravam que o Universo estava em expansão, visto que as galáxias estavam se afastando mutualmente uma das outras. Lemaître propos que, no passado, todas elas estariam mais próximas e, no passado mais distante, elas estariam todas juntas em um único ponto, o 'átomo primordial'. Naturalmente a hipótese, com o passar do tempo, ganhou adeptos e foi sendo refinada. Hoje, a teoria do Big Bang explica uma gama de fenômenos observados no universo, desde a radiação cósmica de fundo em micro-ondas e existência do hidrogênio. Apenas o surgimento do universo nesse tipo de evento sustenta o observado atualmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: as principais limitações que envolvem entender o Universo (tanto o passado como o futuro) residem em nossa ignorância sobre a energia escura, uma energia hipotética que se espalharia por todo o espaço e permitiria explicar a expansão acelerada do Universo (já que o Universo está se expandido a uma taxa acelerada, ou seja, algo está empurrando cada vez mais essa expansão). O problema da energia escura é que ela surge apenas para explicar as observações atuais sobre o Universo e, até o presente momento, nunca foi vista diretamente ou nada do tipo. Outro problema é justamente sobre a geometria do Universo (qual a forma dele). Apesar do senso comum apontar para um universo esférico, a matemática aponta mais de uma possibilidade de forma (além da esférica, teríamos uma em forma de sela de cavalo ou plana). E a forma do universo é de extrema importância para sabermos como será o futuro dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem que abre a postagem &lt;a href="https://www.showmetech.com.br/o-buraco-negro-que-interestelar-descobriu-e-nao-nos-mostrou/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ9Vv0m3qEC5KKb-6BJi7gVmtZF6N_Utl3Uu9-Kfz5rzKG0RVO24Gt86KHe7FUme6RuQkSZAj8ATOhznF4aFx-nZnteMdlLVSFMPnrlu5TQlu5y6K-56RIPVumeZfydIMNsuR3xuO1rhFu/s72-c/interstellar_voyage-wide.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O melhor em 2018!</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2018/12/o-melhor-em-2018.html</link><category>Astronomia</category><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Doenças</category><category>Física</category><category>Meio ambiente</category><category>Notícias</category><category>Outros assuntos</category><category>Paleontologia</category><category>Saúde</category><category>Sociedade</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Thu, 20 Dec 2018 15:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-3120647020873030812</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaGtLCn5OW_1VVBpnU5HnM8tVXY9RUf1LUl-K3L4r53vRyP-J6QeW5zbTLWMPH5TjWbjkd2mavwUUaDUpq8RqKwpUBCywMdw2dJEWoHpRa3kf6cCg-byrFCt2LcsL4H-4bgt0gDFuP5s7m/s1600/capa_melhor_2018.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaGtLCn5OW_1VVBpnU5HnM8tVXY9RUf1LUl-K3L4r53vRyP-J6QeW5zbTLWMPH5TjWbjkd2mavwUUaDUpq8RqKwpUBCywMdw2dJEWoHpRa3kf6cCg-byrFCt2LcsL4H-4bgt0gDFuP5s7m/s640/capa_melhor_2018.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em algum ponto do Universo observável, dentro de Laniakea*, vamos em direção ao Grupo Local que fica dentro do Superaglomerado de Virgem. Nesse ponto, existe uma galáxia espiral com quatro braços. Em um desses braços, com milhares de estrelas, uma não se destaca em relação as demais, apesar de formas de carbono que evoluíram em um pequeno planeta ao redor dessa estrela a considerarem como a coisa mais importante. Essas formas de carbono, primatas em sua essência, desenvolveram um sistema cultural e comportamental complexo, a ponto de entender um pouco sobre as coisas ao seu redor e até mesmo inferir explicações sobre o universo onde vivem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esses humanos, formas derivadas de primatas ancestrais, comemoram toda vez em que seu planeta, uma pequena rocha orbitando a pequena estrela amarelada dentro dessa galáxia de nome bonitinho e cheio de contexto histórico**, completa um ciclo de translação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar das nossas comemorações parecerem algo totalmente sem sentido quando vemos ‘mais do alto’***, a espécie humana que habita praticamente todos os pontos do planeta Terra vivenciam tantas situações, que temos o ambíguo sentimento de querer recordar e, ao mesmo tempo, deixar o passado para trás e pensar nas novas coisas que encontraremos pela frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A virada de um novo ano para nossa espécie é mais do que simplesmente pular um dia para o outro. Representa fechar portas e abrir outras. Deixar o ar pesado e puxar ares mais frescos em nossos pulmões. Nossa psicologia é complexa demais para deixar esse evento de lado. Por isso, apesar de parecer sem sentido, acabam fazendo muito sentido para nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nossa espécie sempre encontra coisas novas todos os anos. Que área mais instigante que da ciência e da tecnologia para nos mostrar isso. Como de hábito, reuni as principais notícias relacionados ao mundo da ciência, desde notícias de saúde, computação e astronomia nessa super retrospectiva da ciência 2018. Os links das notícias estão entre chaves. Vamos lá?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizU6sK3D93meiV6LR3voXP8zj2md4TCx25IZJ4LW1YOkAqTfSD49xMRDcoGh2bwFEe40zwGgQgXDkhh0n03bLS5He-rHJh5poysqIOG7OqL05842a6PoXxDhIm-rsELR_mhPK5kfvyMTx9/s1600/medicina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizU6sK3D93meiV6LR3voXP8zj2md4TCx25IZJ4LW1YOkAqTfSD49xMRDcoGh2bwFEe40zwGgQgXDkhh0n03bLS5He-rHJh5poysqIOG7OqL05842a6PoXxDhIm-rsELR_mhPK5kfvyMTx9/s1600/medicina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23antivacina&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#antivacina&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23toxoplasmose&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#toxoplasmose&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23alcool&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#álcool&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23medicamento&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#medicamento&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No começo do ano a OMS resolveu mudar o protocolo de vacinação para dengue, devido ao número de casos de dengue hemorrágica em pessoas vacinadas que não tinham contraído a doença antes. Agora, apenas pessoas que já tiveram a doença podem ser vacinadas [&lt;a href="https://g1.globo.com/bemestar/dengue/noticia/oms-confirma-que-vacina-da-dengue-dever-ser-tomada-apenas-por-quem-ja-teve-a-doenca.ghtml?fbclid=IwAR3mj8Bbknc8slplrt2SSpDSd_lh4ECf5V9K6NrP5T4WZVpKc9mkxEeWSuc" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;]. E, graças a campanhas de antivacinação, uma comunidade nos Estados Unidos sofre com surto de catapora em crianças [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-46272988?ocid=socialflow_facebook&amp;amp;fbclid=IwAR1c7gswsdQukIv9k1UZSKjiWSQDAsvmedHFWa4EZI2KF0eiSh9UCLoIBEo" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo dos tratamentos médicos teve avanços como a liberação nos EUA de um novo medicamento para enxaquecas crônicas [&lt;a href="http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,eua-aprovam-primeiro-medicamento-desenvolvido-para-prevenir-enxaquecas-cronicas,70002314031?fbclid=IwAR3qfm19JVHdzgirN3GJT7xBQVaYd1QO4HvWAMwTO_MEXpoTe2ahyE5AgAM" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;] e de uma nova pomada brasileira para picadas de aranha-marrom [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46515090?ocid=socialflow_facebook" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;]. Ainda assim, a OMS coloca a saúde mundial em risco ao endossar a medicina alternativa, como método equivalente à medicina tradicional [&lt;a href="https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/oms-endossa-medicina-tradicional-chinesa-e-coloca-saude-mundial-em-risco-4pczor0x640m65i9kf2eee8di/?fbclid=IwAR0OWG_xluV1krKnSGpjWpMzEN4E3kVrzkPTCkkvP_QxJwJs2pgwMppdsps" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os casos de ebola voltaram a assombrar a Rep. Dem. Congo, com diversas mortes, trazendo preocupações para ONGs assistenciais [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/08/14/mais-de-40-mortes-por-ebola-sao-confirmadas-na-rep-democratica-do-congo.ghtml?fbclid=IwAR2RVIDRtbkWuTntuvQ7mbFMLiZyoOw1-dAgDRMYaubBdTzwwGSAgGMFUhE" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;]. No Brasil, diversos casos de Doença de Chagas oral foram relatados ao longo de 2018, mostrando que a doença ainda está longe de ser combatida no país [&lt;a href="https://g1.globo.com/google/amp/to/tocantins/noticia/2018/12/08/nove-pessoas-da-mesma-familia-sao-infectadas-pela-doenca-de-chagas-apos-beber-suco-contaminado.ghtml?fbclid=IwAR2dClr-4QzsNGjK_WFGLkf5NNrJAyUWA5mR8lKuUFPgMsHUaUSZsckj7A8" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. Também no Brasil tivemos o incrível surto de toxoplasmose em Santa Maria, RS, atingindo centenas de pessoas. Os pesquisadores apontaram que a água da cidade estava contaminada [&lt;a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/10/09/pesquisa-reforca-suspeita-de-que-agua-contaminada-causou-surto-de-toxoplasmose-em-santa-maria.ghtml?fbclid=IwAR2Q4W3KoSKwC7DAjIux826Jgfn8-spo1glbU9-7u3gCM3GcwtQqoRhi9bg#" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalizando as principais notícias de medicina e saúde em 2018, tivemos a publicação do artigo contando sobre o primeiro bebê a nascer depois de um transplante de útero de uma doadora morta [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/12/05/caso-do-primeiro-bebe-nascido-de-transplante-de-utero-com-doadora-falecida-e-publicado-em-revista.ghtml?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=g1&amp;amp;utm_content=post&amp;amp;fbclid=IwAR3_hVl9tK0MBBU-pn2otqjT2UGPihih84O3_RGirT9BN7bSTzOoxXSV3rE" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;]. Pesquisadores descobriram também que abusos sofridos por crianças podem deixar marcas permanentes em seu DNA, o que implica que podem ser passados para as gerações futuras [&lt;a href="https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,abuso-em-crianca-deixa-marca-no-dna,70002530059?fbclid=IwAR2qiHDY50ikCXCfU9QvnUVg1RLiQqCuUBX9nptFP0krcwSStNNo479hnts" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. E foi descoberto que não há níveis seguros de consumo de álcool, onde até mesmo pequenas doses podem trazer problemas para a saúde [&lt;a href="https://www.dw.com/pt-br/n%C3%A3o-h%C3%A1-n%C3%ADvel-saud%C3%A1vel-para-o-consumo-de-%C3%A1lcool-diz-estudo/a-45211050?maca=bra-gk-volltext-newsstand-ciencia_saude-pt-18953-xml-media&amp;amp;fbclid=IwAR3yVdtgsW4EM6kXh6e5tFLTCQaii5jBTwVS_wb3XYdProZvEx2F_amz89w" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;], assim como a proposta de especialistas de que cabecear bolas de futebol podem trazer traumas para o cérebro [&lt;a href="https://www.dn.pt/desportos/interior/especialistas-em-lesoes-cerebrais-querem-banir-cabeceamentos-no-futebol-9697862.html?fbclid=IwAR3QWcrXpgFK_S0A2Ha7KOnBWo5tCtGE4gjx-XXwTAjt-Qpd1_XNZUXQqpM" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmGU8GleYdCGcNbtskTytJqrUjrvMa0P35QjGom_S44bFcl20dv5QqkRkBIobHYWBw935hGKovhnsHltpr5VCBBk6PYxTp-gpSmlOb4fGf3ZmW3UtCKI49zjz7sxNey8TIkkH7f3pC1WQz/s1600/bio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmGU8GleYdCGcNbtskTytJqrUjrvMa0P35QjGom_S44bFcl20dv5QqkRkBIobHYWBw935hGKovhnsHltpr5VCBBk6PYxTp-gpSmlOb4fGf3ZmW3UtCKI49zjz7sxNey8TIkkH7f3pC1WQz/s1600/bio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23paleontologia&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#paleontologia&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23crisprcas9&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#CrisprCas9&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23extin%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#extinção&lt;/a&gt; #Koko&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Começamos revirando o passado biológico da Terra, com a descoberta do fóssil de crocodilo mais antigo do mundo [&lt;a href="https://www.publico.pt/2018/12/06/ciencia/noticia/fossil-crocodilo-antigo-mundo-tentugal-1853821?fbclid=IwAR0KITEa77NFc4kqpP3ZnOO9SmSr_nq8CoferMHTO-t6WRHb9F3NA7rHIdo" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;] e do fóssil de baleia com mais de 30 milhões de anos [&lt;a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/cientistas-descobrem-fossil-de-baleia-de-33-milhoes-de-anos-e-elanao-tinha-dentes-23268672?fbclid=IwAR1FkVEjGprXof-0sn4tlj2UwAaeYatljfzzITLtK7f44gveKT_VD_RJYBA" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;], seguido pela descoberta de que os neandertais já usavam ferramentas para produzir fogo [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2018/07/19/neandertais-ja-usavam-ferramentas-para-produzir-fogo-revela-pesquisa.htm?fbclid=IwAR2RztT_XkqHQ-E-iKlmHF2dqdXyIqsIxbRRYspaLaR22-s8ph_fsG0-yr8" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já atualidade, o mundo ficou chocado com a notícia de uma mulher na China deu a luz crianças que tiveram seu DNA editados pela revolucionária técnica de CrisprCas9. Os cientistas chineses fizeram as meninas serem naturalmente imunes ao HIV. Apesar do trabalho ainda não ter sido publicado, a pesquisa já trouxe inúmeros questionamentos éticos. Inclusive, o pesquisador desapareceu depois de dar uma entrevista no país [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/12/03/chines-que-diz-ter-editado-genes-de-bebes-desaparece-e-levanta-suspeita-de-prisao-dizem-jornais-do-pais.ghtml?fbclid=IwAR3sLPLnUSzMJRncEE5BBh4BSD3K1tIsmfQPpEJdO_DsnFo_SFRqtTsRwR8" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://jornal.usp.br/atualidades/arriscada-edicao-genica-de-bebes-chineses-desconsiderou-etica/?fbclid=IwAR3BzKvx0kUclcU7yFzCHPeZcqMPNmubkzDR2USwAPDOOmPTFQkOS1IhoRg" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/11/27/entenda-o-crispr-a-tecnica-de-edicao-de-dna-que-pode-ter-criado-bebes-resistentes-ao-hiv.ghtml?fbclid=IwAR2pas4gbcGDWzccS7w1qwhHL8ReckHZnLmw_gXlbtbjugoTOSiDPVPLIZg" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://br.financas.yahoo.com/noticias/nascem-na-china-os-primeiros-134700043.html?fbclid=IwAR2vb3fWrTfvxsNfaSQT3QB8zUfbSXqMK7BEq7du4RPOe_slrtMLen2uzQo" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. Em outubro outro grupo chinês já havia anunciado o nascimento de camundongos oriundos de dois pais e duas mães [&lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/10/camundongos-de-duas-maes-e-dois-pais-sao-produzidos-por-cientistas-chineses.shtml?fbclid=IwAR3YjKMEGYTSoFv4kYOzcNaxxC-W1PnX8-WMVO8CUKPJ3FYQw3JQvY349Xg" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;]. Finalizando as novidades na pesquisa biológica experimental, foi realizada esse ano também a primeira clonagem de células de primatas [&lt;a href="https://www.washingtonpost.com/news/speaking-of-science/wp/2018/01/24/researchers-clone-the-first-primates-from-monkey-tissue-cells/?utm_term=.01fb93c09ac2&amp;amp;wpisrc=al_science__alert-hse&amp;amp;wpmk=1&amp;amp;fbclid=IwAR0oHx-EV7qJhFz8eY8ZCJxch2W_Ix1soV11bZNA-M2d7_kaKpGVoyLrPrk" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os felinos foram os destaques desse ano, infelizmente não tanto da forma como gostaríamos algumas vezes. Pesquisadores dizem que restam menos de 300 onças na Mata Atlântica [&lt;a href="https://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/restam-menos-de-300-oncas-pintadas-na-mata-atlantica/?fbclid=IwAR0vGQw69ZVi0KKmNO-LiPQC-JK2Mqs4SsBwd9M0HdP4Hm4WOz8XQJQdCr4" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. E registros raros também foram feitos, como da onça-parda com leucismo sendo feito na Serra dos Órgãos [&lt;a href="https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2018/12/06/primeiro-registro-do-mundo-de-onca-parda-com-leucismo-e-feito-na-serra-dos-orgaos-divulga-icmbio.ghtml?fbclid=IwAR3mwR-voTwAV6n7Pz5NQRDzoe5uA1GOvpSLbJaWCVrs9Ncy997sPWWr9Uk" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;] e de uma pantera negra no cerrado [&lt;a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/12/13/biologos-de-brasilia-registram-imagem-de-pantera-negra-no-cerrado.ghtml?fbclid=IwAR0tcoISVjjuAH2GIiWx_AENE5wrxAcnyhFr3--04t14epCyuPr9b7fY8KI" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E a nossa mania de causar desiquilíbrio na natureza tem seu preço: aumenta a infestação de escorpiões pelo país, sobretudo no interior de São Paulo, provocando acidentes e mortes [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46590813?SThisFB&amp;amp;fbclid=IwAR1zj9iElzq2Igu3Lx5kxLn49QXiYFCX4DRN_5VH75Zgtj_SUPwp9IhWA0k" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;] e uma baleia com seis quilos de plástico no estômago é encontrada morta na Indonésia [&lt;a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/20/baleia-com-6-kg-de-plastico-no-estomago-e-encontrada-morta-na-indonesia.ghtml?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=g1&amp;amp;utm_content=post&amp;amp;fbclid=IwAR2cn1SpGIzSOWsuFRqkuRfn84ROavIN6vsl2fnCpD96DwiXVikGioc6ht8" target="_blank"&gt;14&lt;/a&gt;]. Além disso, a ararinha-azul, famosa no filme de animação Rio é declarada extinta na natureza. Os espécimes agora só são vistos em zoológicos e centros de conservação [&lt;a href="https://www.otempo.com.br/interessa/ararinha-azul-do-filme-rio-%C3%A9-declarada-extinta-na-natureza-1.2029379?fbclid=IwAR3jtcP65Q1wmvd2v644BclZpEQmxM0vxZWDUvuzee1FBHimdIR_K6dqSew" target="_blank"&gt;15&lt;/a&gt;]. Somado a isso, morreu o último rinoceronte branco macho no Quênia [&lt;a href="http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,morre-sudan-o-ultimo-rinoceronte-branco-macho-do-mundo,70002234513?fbclid=IwAR3hpqC2TA6bGjfikQtnjKSCFg1JRg8739CfmoTp7x02vP5U5KOzzBiibbM" target="_blank"&gt;16&lt;/a&gt;] e também Koko, a famosa gorila que havia aprendido a língua de sinais [&lt;a href="https://www.facebook.com/pictoline/photos/a.1611821172410355/2144045322521268/?type=3&amp;amp;__xts__%5B0%5D=68.ARASb9Y2lwojZWb-FX0UBWd5JUVXAC1sFvPx_om2q-YDuSnD5JBx4FAvS0dNAxivk9jXOiQe64me3jBv1-YhAJZBJBtOwouRLUf8gcPH8VofZA1exR6XGMrDQl-EUJPMmsoMiUxj3mm_T7UywOu6K-adQJi67ykKDcnIupRc810mIji1N9Fc9uYknRtuEpSGQHK3QgD1dabZe280TMPeF2TMGIsEqh5Gy_zNnep9-f9tkVhUFLR9E5jtjUSM6PRd_RpnQx_WlB7_R5OkCu5p2VvuHjl8MfbtjawhKZgoBhGyNXGYJMuhqTImqNm_b3a2sqJoCyKOvV6r36e45nL4yonqaoyDhio3BvhGKS1oYQLPifW0O9Hc5EdS8dQBL1oB-jpf83n3Yh8OrduyH6uH9jImFA5_LirpYf0jkuf_pPRCmqJ4SPb-eN8Ag9UBSr3s1ES7BaGWcIVG4U-brlHVEB9qQMA65bCgROueQ-aza4EdzGRszn5crzITfQ&amp;amp;__tn__=H-R" target="_blank"&gt;17&lt;/a&gt;], que fez o mundo aprender mais sobre eles e sobre nós mesmos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_RegxbWYmNhEo-xjTzqAYfOiyzZgnXPzPiZz52I6-bspfEmV1CwemRoq685bakLBWbA9N1U2173a7pB81BcJcYeJL_DmM2e6uhFsZONrAyb0XgGw-bBhDKHVxk9EQriZ5Li71C6f7D-BB/s1600/astronomia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_RegxbWYmNhEo-xjTzqAYfOiyzZgnXPzPiZz52I6-bspfEmV1CwemRoq685bakLBWbA9N1U2173a7pB81BcJcYeJL_DmM2e6uhFsZONrAyb0XgGw-bBhDKHVxk9EQriZ5Li71C6f7D-BB/s1600/astronomia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23voyager&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Voyager&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23insight&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#InSight&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23osiris&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Osiris&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23marte&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#marte&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23spacex&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#SpaceX&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um campo que nunca decepciona em trazer novidades e emoção é a astronomia. Nesse ano, a sonda InSight pousou com sucesso em Marte, para delírio dos pesquisadores. Seu objetivo é investigar a geologia do planeta [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/12/07/missao-da-nasa-em-marte-capta-audio-do-vento-no-planeta-pela-primeira-vez.ghtml?fbclid=IwAR3YzLDKeoqiOoa_dN4h6XtUwVPfQElCcxDQnpdgQNUAMGjaJcZP1zb_zeY" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/11/27/insight-manda-sua-primeira-visao-espetacular-da-superficie-de-marte/?fbclid=IwAR3jFVT8KcfPjkzU7Bup5E84YaVrjjAz1jTtAY89Uz9CCr1A93OFgEehSvo" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;]. E o planeta vermelho ainda atrai os olhares da humanidade. O rover Curiosity fotografou um objeto brilhante no planeta vermelho [&lt;a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2018/12/sonda-curiosity-flagra-objeto-brilhante-na-superficie-de-marte.html?fbclid=IwAR3DQWBhzjfIPCOGKEqLTxxXAQkEjp49NqdtuZp6vmxGqqM0rG2vnYX4Hqg" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;] e novas pesquisas apontam para a presença de água líquida no planeta [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-44946892?SThisFB&amp;amp;fbclid=IwAR2YIRWdAC22aDAc2gHPC43D_QhMamUVgr4tyrnaGvbgLfrl3FdkakbYnFM" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;]. Infelizmente nem tudo são flores: depois de uma tempestade de areia, o rover Opportunity não respondeu mais aos comandos da NASA e a agência espacial pensa em abandoná-la [&lt;a href="https://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/10/29/nasa-se-prepara-para-desistir-do-jipe-marciano-opportunity/?fbclid=IwAR2fvnssJHKo0iVBibqhd2vyKPuZeY55dhTrzR1TlWRKNWZhA21ccifrvyY" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A NASA também encerrou as atividades do incrível telescópio espacial Kepler, que expandiu nossos conhecimentos sobre exoplanetas [&lt;a href="https://canaltech.com.br/espaco/telescopio-espacial-kepler-e-oficialmente-aposentado-pela-nasa-125955/?fbclid=IwAR137F1sHH0QJlS_P7TOVcdHHpfSTH3lUvRF4FftjFmZ9j0Yp_REOnhAv9c" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;]. E a agência divulgou no fim desse ano que a Voyager-2 finalmente chegou ao espaço interestelar, sendo o segundo objeto a alcançar o feito, depois de sua irmã Voyager-1 [&lt;a href="https://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/12/10/voyager-2-chegou-ao-espaco-interestelar/" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. Finalizando toda as aventuras na astronáutica, ainda temos a aproximação da sonda Osiris-Rex ao asteroide Bennu [&lt;a href="https://www.tecmundo.com.br/ciencia/136930-sonda-nasa-chega-asteroide-desvendar-origem-da-vida-terra.htm?fbclid=IwAR0gfU303nz-NqZ7vsMIWxn-Tl1x4ZeEMUi0QIquPb_1osGbAPn8UEGH_e8" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já no campo das descobertas astronômicas, os cientistas descobriram que a nossa galáxia provavelmente tinha uma irmã que foi engolida pela galáxia de Andrômeda [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-44942246?ocid=socialflow_facebook&amp;amp;fbclid=IwAR0ASKW-54qLOnVpsz5vEPuFuVXZpsml7uMbPCtcrS_1W8BP1ZZrMYXGmTs" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;] e que um buraco negro descoberto gira tão rápido que o próprio espaço ao redor também gira [&lt;a href="http://socientifica.com.br/2018/11/astronomos-encontraram-um-buraco-negro-girando-tao-rapido-que-poderia-girar-o-proprio-espaco/?fbclid=IwAR1zSEFC0FGnmZZXWc_-Yu5i7549uqtyrMEHxGEV10-zO5ACNgo0djMcYNo" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. E, mais recentemente, um novo planeta mais distante dentro do sistema solar foi descoberto, há mais de 120UA (Unidades Astronômicas, onde cada 1UA equivale a distância média da Terra ao Sol, 150 milhões de quilômetros) [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/17/ciencia/1545068907_806415.html?fbclid=IwAR1JCyBjTydiszFllj1azCxUOa3J_p3-wUYkqo-jbXiKQm9ILTs0g-XMb-U" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;]. Encerrando as descobertas desconcertantes, um novo mapa 3D do Universo confunde os pesquisadores e traz mais dúvidas que respostas [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-43973678?fbclid=IwAR2bgySPc2q4zL01y_nXB4HVf2BF4WISfVKvpXUQ3hgegZ9Sa1QkvpMGtYo" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Encerrando a área da astronomia e espaço, não poderia faltar o espetacular feito marqueteiro que Elon Musk fez em 2018, ao usar um dos mais potentes foguetes já feitos pela SpaceX, o Falcon Heavy para lançar um carro Tesla com um boneco vestido de astronauta no espaço! Apesar de supérfluo, o feito rendeu ótimas imagens e momentos fan-service, como o painel do carro estar escrito ‘Don’t Panic!’ e dentro do porta-luvas ter uma edição do Guia do Mochileiro das Galáxias [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-42953689?fbclid=IwAR2MBMWuZFNuLjs19CyI3Z4g09H3fA8AUEHiJQRYEj9WmrYyq_DT09qE5Bo" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNQ9VdjwCuN4OKTJeylTzUtVsIFNSPyElMaSvAvaEI8ZdaAIEBwV5emnL-Wez-cDIYYb04ohj43_hnKvAW7wWqmcX5DOm81n5uyxAtZNFn997B1uFXKzXFJP2IeUvoOk1ltm5p-JLRLWkd/s1600/fisica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNQ9VdjwCuN4OKTJeylTzUtVsIFNSPyElMaSvAvaEI8ZdaAIEBwV5emnL-Wez-cDIYYb04ohj43_hnKvAW7wWqmcX5DOm81n5uyxAtZNFn997B1uFXKzXFJP2IeUvoOk1ltm5p-JLRLWkd/s1600/fisica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23sirius&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Sirius&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23atomo&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#átomo&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23materia&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#matéria&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo atômico se fez presente nesse ano, com breves notícias como a descoberta que os prótons possui uma altíssima pressão em seu interior [&lt;a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=proton-tem-pressao-maior-objeto-mais-denso-universo&amp;amp;id=010165180521&amp;amp;fbclid=IwAR0l0ui2eomPMDUkb8f2Fve1eWvYV-5XLU8SbBOaVbkC-kj5ySzqmUne2e4" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;]. E na busca pela compreensão da física das massas, físicos criam em laboratório massa negativa [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-39652571?ocid=socialflow_facebook&amp;amp;fbclid=IwAR23YwzI_iYtzkEjQHP2S9_40De0AYDWKYk40GQQRy15m-KvODSbt4DhRQA" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;] e uma nova teoria busca explicar o restante da matéria do universo [&lt;a href="https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/nova-teoria-podera-explicar-os-95-de-materia-invisivel-do-universo-10283621.html?fbclid=IwAR0D7NdfPLemQsMSxGVIYQPZVZzYV_wX-vQyHKfikX18Wg1iLRHOqM_u4Rk" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;]. E os chineses redefinem a constante gravitacional [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/29/ciencia/1535562692_980552.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM&amp;amp;fbclid=IwAR09_vAMnqOT-6CMnNmUJbmyzVD8sD76f7Qup2eLh0Yq9iNiYXNFh1mcw1w" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, talvez, a notícia mais legal desse ano nesse campo foi a inauguração do novo e lindão acelerador de partículas brasileiro, o Sirius. Um dos mais modernos do mundo, ele auxiliará os físicos na busca em compreender o interior do átomo [&lt;a href="http://engenhariae.com.br/editorial/ciencia/sirius-acelerador-de-eletrons-brasileiro-sera-inaugurado-essa-semana/?fbclid=IwAR1Z9vVf6qjzNSnaPTNBJujHbEiyP9xZ9_OVA_d-WrVmN5S29kRUKlEt17w" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9OssmJPU_nvgJirwAz53SzmMKI5nri_P9B74agt5Lh2vhlZKYgtR5sX8E2LlpHZOBIr11EJARnnf4UEIhM3PP_zdSllO1sQishtdbuhAS_ogDkm_XwVouxZi0Ym6U4TlcIn5nxnd5xxVp/s1600/computacao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9OssmJPU_nvgJirwAz53SzmMKI5nri_P9B74agt5Lh2vhlZKYgtR5sX8E2LlpHZOBIr11EJARnnf4UEIhM3PP_zdSllO1sQishtdbuhAS_ogDkm_XwVouxZi0Ym6U4TlcIn5nxnd5xxVp/s1600/computacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23ia&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#IA&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23inteligenciaartificial&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#InteligênciaArtificial&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23deepfake&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#deepfake&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23facebook&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Facebook&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Inteligência Artificial (IA) foi, mais uma vez, assunto do momento na computação. Começamos pela incrível capacidade da IA do Google em manter conversas com pessoas reais pelo telefone, imitando até mesmo trejeitos naturais de uma pessoa [&lt;a href="https://tecnoblog.net/242187/google-assistente-duplex-imita-humano-telefone/?fbclid=IwAR3B0hMhk8ikdGKpSsOOafYDj9WbwhRqJ_xPaJjaVVgQIKprooWnlEWD-94" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;], sem contar na capacidade do Google de conseguir extrair vozes individuais em uma multidão [&lt;a href="https://tecnoblog.net/239389/google-inteligencia-artificial-separar-vozes/?fbclid=IwAR0wThn3KeuTh0oFM5unELbI0hxH3ClYoymBsuBuPZYx3ALvP7fWOm_WEC4" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;]. Outra gigante que está entrando no mundo da IA é a Nvidia, famosa pelas placas de vídeo para computadores. Voltado para o mundo visual, a IA da Nvidia já consegue reconstruir fotos antigas e danificadas sozinha [&lt;a href="https://tecnoblog.net/240610/nvidia-inteligencia-artificial-reconstruir-fotos/?fbclid=IwAR2Ne-RrioGijDcvTh_tmm7OXQQeHBsIB68OFd42BJToD9UHhNuSpC5mgQM" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;] e até mesmo criar rostos coloridos tridimensionais [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/quao-avancada-pode-ser-a-criacao-de-imagens-por-ais-a-resposta-e-assustadora/80707?fbclid=IwAR2Y-xh7pUGH33PEYZGya19H9ButxBY46yRXe2Ft3KGVsTM0VSUo3kGSzxQ" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;]. Contudo, infelizmente, as facilidades da IA podem ser usadas para coisas não muito boas, como a criação de deepfakes, onde rostos de personalidades e políticas são inseridos ou manipulados e inseridos em montagens pornográficas ou dizendo coisas que não falaram na verdade [&lt;a href="https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/videos-falsos-gerados-por-ia-podem-ser-o-mal-da-proxima-decada-117898/" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;]. Apesar disso, tirando todos os problemas éticos e de privacidade envolvidos, a polícia chinesa conseguiu encontrar um foragido em meio a 60 mil pessoas usando IA após analisar câmeras de vídeo [&lt;a href="https://tecnoblog.net/239285/china-prende-fugitivo-ia/?fbclid=IwAR0iUA5f5NJnSK0wJTut_Wz8gJaYd9XWil84hkL-HqF5-jsr0i7jRy9bxsE" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo do entretenimento também se fez presente esse ano: ficamos boquiabertos com a notícia de que ‘Vingadores: Guerra Infinita’ precisou de quase 100 mil HDs de 1 TB cada para armazenar todos os efeitos visuais utilizados e produzidos no filme [&lt;a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/hd-1tb-guerra-infinita/?fbclid=IwAR1G0Tem8IA3fCCjTRJrX64gGardU4NTqfD0o6v-_oRZW3K1xOZdXCEAYAQ" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. E, de forma curiosa, o sistema antipirataria utilizado por desenvolvedores de jogos foi quebrado antes mesmo do jogo ser lançado oficialmente [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/games-e-consoles/noticia/protecao-inquebravel-contra-pirataria-e-quebrada-antes-de-jogo-ser-lancado/79834?fbclid=IwAR0lV29DE2DxoAZkszXSzRv6jI1YHNKeCfzeLoU_FcA4Zn8UgTzBULoVKyg" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;]. E uma grave falha em praticamente todos os processadores lançados nos últimos anos se mostrou uma grande dor de cabeça para os fabricantes [&lt;a href="https://tecnoblog.net/231185/intel-falha-kpti/?fbclid=IwAR0eENzCE-b7ekWAsKgM6kkOdimuR6oGGvNQLuiXcy_YeNPYEBUHhXdiS3A" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E esse ano foi aconteceu o escândalo do vazamento e uso inapropriado de dados de quase 100 milhões de usuários do Facebook, que enviou diversos tipos de informações para a empresa Cambridge Analytica. Esses dados foram usados para disparar e manipular informações tendenciosas em campanhas eleitorais americanas [&lt;a href="https://tecnoblog.net/238321/facebook-cambridge-analytica-87-milhoes/?fbclid=IwAR1qUHtMBSgT3NeQjFnmwXiRfQ_4FLK3twbpGQizZRyG39rjaHf-5lOeSVk" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://tecnoblog.net/236612/facebook-cambridge-analytica-dados/?fbclid=IwAR2ESbImbuwttX6oklSDnbvBsS_w3lvssao8b7tWrR9rCcFCPia5X7POGy4" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;]. Outra dor de cabeça aconteceu com os usuários do app de paquera gay Grindr, que tiveram seus dados sobre serem HIV-positivo para empresas terceiras sem consentimento [&lt;a href="https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/app-de-relacionamento-gay-grindr-compartilhou-status-de-hiv-de-usuarios-com-outras-empresas.ghtml?fbclid=IwAR0-rq5ZLUKkdvx1VOnwvvvpPqBJ0l8MDT795k6DrSGy_drHmxAZSL1jc1w" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;]. Outra informação curiosa é a mineração de dados impressionante que o Google consegue fazer a partir de usuários de celulares Android. O número de dados que consegue obter a partir desses celulares é 50x maior do que os obtidos por celulares iPhone, da Apple [&lt;a href="https://tecnoblog.net/256763/google-dados-localizacao-android-iphone/?fbclid=IwAR0dSWTmXfTF5tGji1zrGV79BxawkY0gm9sU6yHd9CXBpxhKm5wBA31kvfA" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalizamos com o trágico acidente entre um carro autônomo da Uber e uma pedestre nos EUA. Ainda em fase de testes, o veículo não interpretou a presença de uma pedestre na rua como sendo um obstáculo real e acabou atropelando a pessoa. Os testes foram interrompidos por um tempo [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/carro-da-uber-que-matou-pedestre-teria-visto-a-vitima-mas-decidiu-nao-desviar/75914?fbclid=IwAR2XsX0JHcG_WIv2TjY1JV7ZfzvOcWJHNewHrrex1M0twtxEGcneYGW6wvE" target="_blank"&gt;14&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://g1.globo.com/carros/noticia/carro-autonomo-da-uber-atropela-e-mata-mulher-nos-eua.ghtml?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=g1&amp;amp;fbclid=IwAR3UcL1npnFAnI-n2igkrSJG57BbpyOydOGkTUOOxvPrWmn9vHLonxx2Heo" target="_blank"&gt;15&lt;/a&gt;]. E uma startup que prometia um aparelho que realizava inúmeros exames médicos se mostrou uma farsa sem tamanho [&lt;a href="https://tecnoblog.net/236441/fraude-theranos-elizabeth-holmes/?fbclid=IwAR1SLrwUKvPf64B4gROBakDndwFff3I3zkMKFvNz_qu0Rg4lYktkLlYbVUQ" target="_blank"&gt;16&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYUAfoHVRIEU-baROESMvFmSOQ8pRKJpAD8nlF27AeacbXFS50f9DRdwgL5SLk-zImrvy_dk6I_Vv8XwtN3V5gACHdB92vqrYtBYjWSmaMt65IR0QfaUlzyu-WjakCuret3J8qd8ZfsJfZ/s1600/terra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYUAfoHVRIEU-baROESMvFmSOQ8pRKJpAD8nlF27AeacbXFS50f9DRdwgL5SLk-zImrvy_dk6I_Vv8XwtN3V5gACHdB92vqrYtBYjWSmaMt65IR0QfaUlzyu-WjakCuret3J8qd8ZfsJfZ/s1600/terra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23mudancasclimaticas&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#MudançasClimáticas&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23nazca&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Nazca&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23poluicao&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#poluição&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O presidente americano Donald Trump diz não acreditar no relatório gerado pela própria Casa Branca sobre as mudanças climáticas e nos impactos no futuro do planeta [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/27/internacional/1543283242_634443.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM&amp;amp;fbclid=IwAR2r2yyxRWAsgYWLo9HqNPUyVy3Cn5Rpq3j43B4XtKfWpRe5wF8ciJXeEx0" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;]. Além disso, as mudanças propostas pelo governo de Emmanuel Macron não agradou os franceses. Propondo aumentar o preço dos combustíveis como uma forma de amenizar a liberação de gases de efeito estufa, o país passou por grandes protestos dos famosos ‘coletes amarelos’ [&lt;a href="https://gizmodo.uol.com.br/franca-coletes-amarelos-mudanca-climatica-pobres/?fbclid=IwAR0H6PTt1oS5Uc3NtMxSBkvAw3UXJH1mvzIpdYCih9DghY2U3ATE5QhvawI" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;]. Enquanto isso, um relatório pede que brasileiros consumam menos carne afim de amenizar os efeitos da produção de carne no clima [&lt;a href="https://glo.bo/2EdtLdj?fbclid=IwAR2lPjBKVkVA9_pLSTo0ZbBjF_g91JL3JtoZlPChbBsjpiGsEd6l9DjOcCc" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;]. Enquanto discutimos sobre todos esses aspectos e pesquisadores precisam lidar com negacionistas do clima, o permafrost fica cada vez mais fraco e regiões no ártico não conseguem mais ter o solo congelado mesmo no inverno [&lt;a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2018/08/permafrost-cratera-batagaika-exclusivo-solo-russia-artico-congelando-inverno-neve?fbclid=IwAR360gLeDUw74o4m5lNkPYkUavHqeiyeJ0Z_bq0sTXxIWgnRZuU_jEoEzGE" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As ações humanas fizeram a Terra perder cerca de 60% dos seus animais apenas nas últimas décadas, o que mostra o impacto de nossa espécie sobre as demais [&lt;a href="https://glo.bo/2qiT2Kd?fbclid=IwAR3n6SOaouQMJ1Br3tcLHcVPkFTyxqzaAs8wZFQJtgjMUoankxs2i3PwfMw" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;]. Outra notícia que chamou a atenção foi um iceberg com bordas perfeitas na Antártica. A imagem do iceberg retangular correu o mundo [&lt;a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/10/imagens-da-nasa-revelam-iceberg-perfeito-na-antartida.html?fbclid=IwAR2-pANUDejNzbg42YmsFeMElJHELnZdQlOfqoGtFf4bMPW2QC_XVhKsB4Q" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já no nordeste brasileiro, um cupinzeiro gigante de 4 mil anos foi descoberto por pesquisadores [&lt;a href="https://seuhistory.com/noticias/cupinzeiro-gigante-de-quatro-mil-anos-e-descoberto-no-nordeste-brasileiro?fbclid=IwAR3svcV7J9DXItSRiVwX2FuI2CfGDdka18mqQmh3TmSzO7LSFrHU6IyfbUM" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. Ainda no Brasil, a greve dos caminhoneiros que atingiu diversos estados teve um efeito curioso e previsível na maior cidade do país: o índice de poluição reduziu em São Paulo durante os dias em que os caminhões não trafegaram nas vias da cidade [&lt;a href="http://agencia.fapesp.br/poluicao-em-sao-paulo-diminuiu-pela-metade-com-greve-dos-caminhoneiros/27927/" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalizamos as notícias de nosso planeta mostrando que novas linhas em Nazca, no Peru foram descobertas [&lt;a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/04/novas-linhas-de-nazca-escondidas-no-deserto-sao-descobertas.html?fbclid=IwAR0ycow1vSwdpygsIsBal2IiR7P9y2gRbHiA0jc9dHymN_cMh_o7LflXTJY" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;] e, incrivelmente, um caminhoneiro resolveu passar por cima de várias das famosas linhas, danificando os desenhos milenares [&lt;a href="http://bbc.in/2nxoOB7?fbclid=IwAR0j4f0bX783YgC7fWBw8Xi1_4Z1EpmMzNih1NcQ2xpKj2pjmW-w4_vuugM" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXP8sPIRLd6XQV3vqPqEVJMqG1OQZgsLf6VGUfEAaDlfQ83RJJc9xUI9k0t28zMDSWO3e1uQt25VX_4mI08rXkPyfw1DA_hkxECpHPuBEBFm_NhXXkNaB2WHwJxxSnQEWIlWgQEcTtxa4G/s1600/fazerciencia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXP8sPIRLd6XQV3vqPqEVJMqG1OQZgsLf6VGUfEAaDlfQ83RJJc9xUI9k0t28zMDSWO3e1uQt25VX_4mI08rXkPyfw1DA_hkxECpHPuBEBFm_NhXXkNaB2WHwJxxSnQEWIlWgQEcTtxa4G/s1600/fazerciencia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23crise&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#crise&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23cnpq&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#CNPq&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23capes&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#Capes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano foi dominado por notícias sobre a séria crise de investimentos que o país está passando na área de ciências. Os cortes massivos de recursos nessa área estão cada vez mais preocupantes, fazendo pesquisadores no Rio apelarem para vaquinhas para obter dinheiro para continuar a conduzir as pesquisas [&lt;a href="https://g1.globo.com/educacao/guia-de-carreiras/noticia/2018/12/06/cientistas-da-ufrj-fazem-vaquinha-para-insumos-e-bancam-itens-de-pesquisas-com-o-proprio-salario.ghtml?fbclid=IwAR1AQKlqFqjGn3TJC5ngYFfyIVIEEulQfwyh86i5e62qhsNdRCa19GKtQMo" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;], sem contar os alertas públicos que o CNPq e Capes, os principais órgãos de fomento da ciência nacional estão fazendo sobre a falta de dinheiro para 2019 para o pagamento de bolsas e de investimentos. Marchas para a ciência organizados pelas redes sociais aconteceram em algumas cidades do Brasil neste ano. [&lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2018/11/orcamento-proposto-para-cnpq-so-garante-bolsas-ate-setembro-de-2019.shtml?fbclid=IwAR2rkrVZkEUADs4jwO4-ncot9gPq4CLjRd0jE9ck6zkvCdZJnjULH4zAvDI" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cnpq-diz-que-so-tera-verba-para-bolsas-em-2019,70002438970?fbclid=IwAR1ZvP26COr1-yHYJiZRSA5bXYCyAmN4xdhVoPmdEJwWKHDSuqqf7EvQeq8" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45063428?ocid=socialflow_facebook&amp;amp;fbclid=IwAR03Y1aSo2w3IrWsV2y3j8bQWsDE2Q59FvXazwIl8Ermuh6GQzMxuakgmDg" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://br.sputniknews.com/brasil/2018070911678286-ciencia-tecnologia-inovacao-brasil-michel-temer/?fbclid=IwAR0drrV6qqtaBZQQSAPqDnK0Yg-a1pNmQZw2fG3__3mJwYNqkUFYK-ht6hM" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, naturalmente, o fazer ciência está cada vez mais comprometido, tanto com as possibilidades de pesquisas sérias contra o HIV serem interrompidas pelo presidente Trump [&lt;a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/governo-trump-estuda-interromper-desenvolvimento-de-novos-tratamentos-contra-hiv-23283060?utm_source=Facebook&amp;amp;utm_medium=Social&amp;amp;utm_campaign=O+Globo&amp;amp;fbclid=IwAR31hUzJeL8OlYWaDXApvX3R_czlZqpvK7ZlJxlsUF3vFv5m25FF0bLwCc0" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;], como pela exploração de pós-doutorandos estrangeiros nos EUA [&lt;a href="http://www.diretodaciencia.com/2018/11/23/pesquisadores-exploram-pos-doutorandos-estrangeiros-nos-eua-afirma-estudo/?fbclid=IwAR3LhDgD0PuHqh-9Y5NaIObww0PodlPelqskoGpDp7q6Sbrjt0NP8vzRIqU" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;], passando por fraudes em publicações científicas envolvendo células-tronco [&lt;a href="https://glo.bo/2AiVlCI?fbclid=IwAR2IUvDY8IeRDgag_oX69Qx4YsxBdZXiDFx8CkkGNPCTJYwQA5x2pMqESzk" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;] e até mesmo desvio das escassas bolsas da Capes [&lt;a href="https://glo.bo/2Av1JWq?fbclid=IwAR2GpZNCh2lP_iSVA3DqNU8MZ0U3-g8UsdbP2_RmpM7LGCS14jwLB7QvF9s" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fechamos o assunto com o nascimento do Instituto Questão de Ciência, que visa combater a pseudociência que se instala cada vez mais na sociedade atual, sobretudo em áreas importantes do governo, como a saúde [&lt;a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/novo-instituto-combatera-gastos-publicos-em-pseudociencias-1-23247547?utm_source=Facebook&amp;amp;utm_medium=Social&amp;amp;utm_campaign=compartilhar&amp;amp;fbclid=IwAR1YDEuJM93GKMRny83P61rJsjdVlH1-HKRIUd_StUhmg0-zO-LN2zA4wKU" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. Além disso, ficamos surpresos pelo imperador japonês, aos 84 anos de idade, ainda publicar artigos científicos sobre peixes, área o qual se especializou [&lt;a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/10/aos-84-anos-o-imperador-do-japao-ainda-publica-artigos-cientificos.html?fbclid=IwAR1f-KYuh6vlhPm1QRKxLQVpydKZM9y2UQlSYxiz57aUJ_qofB8oGejSiig" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;]. Fantástico!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4M_vhqyrvnnb6y0ptrNX3L2qfgIThso8HUCDHHexzDcmphyphenhyphenCWMlEWjLUGAd5uiucY_PCWfLtbr87NCo8mAM7sM1Fcw5f2NAsQKg0H7OU1mgj6u3A5Vts1B6-1gXhEiezZ5ZTzJPsE34Be/s1600/nobel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4M_vhqyrvnnb6y0ptrNX3L2qfgIThso8HUCDHHexzDcmphyphenhyphenCWMlEWjLUGAd5uiucY_PCWfLtbr87NCo8mAM7sM1Fcw5f2NAsQKg0H7OU1mgj6u3A5Vts1B6-1gXhEiezZ5ZTzJPsE34Be/s1600/nobel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esse ano duas notícias mereceram destaque extra em relação ao maior e mais reconhecido prêmio do mundo. Pela primeira vez em 55 anos, uma mulher é agraciada com o Nobel de física [&lt;a href="https://www.publico.pt/2018/10/02/ciencia/noticia/nobel-da-fisica-1845967?fbclid=IwAR2gXVqEiwnzu6eWzPDa9x570rPaQK0sc0uikFphx111-2U7fMktMdQYYcE" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;] e, devido a casos de escândalo sexual envolvendo membros da Academia Sueca, o prêmio Nobel de Literatura desse ano não foi anunciado. Acredita-se que dois prêmios serão oferecidos em 2019 [&lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/05/apos-escandalo-academia-sueca-decide-nao-dar-nobel-de-literatura-em-2018.shtml" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicqAFKy5xZlT6IrWrBvx_CKm82fOck0Tz4SCmM00O93NN2SSUTJ-5zpEjHU2Y8dp1HpGsngOnZqBr9sit5uSy5OtneoQOj4OLaha8ke1oJ8HRSftvGBeSB-AytrVssr6auULrxNdtPIV8K/s1600/lista_nobel_2018.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1135" data-original-width="1000" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicqAFKy5xZlT6IrWrBvx_CKm82fOck0Tz4SCmM00O93NN2SSUTJ-5zpEjHU2Y8dp1HpGsngOnZqBr9sit5uSy5OtneoQOj4OLaha8ke1oJ8HRSftvGBeSB-AytrVssr6auULrxNdtPIV8K/s640/lista_nobel_2018.jpg" width="562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4KRW5Mq3ubvCbeIroncezPyxmHSknf-mJO-WT-ZjYZ2Q1N2qKJvyjGMKQ5nPc4nQNx3VaSR0XZIuCPGCNn-sHwYUvosgx12DrssHCN4jZhyphenhyphenJetnyWZUHAwucdIFFWu-ESaLNBfdkv1KCV/s1600/obituario.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4KRW5Mq3ubvCbeIroncezPyxmHSknf-mJO-WT-ZjYZ2Q1N2qKJvyjGMKQ5nPc4nQNx3VaSR0XZIuCPGCNn-sHwYUvosgx12DrssHCN4jZhyphenhyphenJetnyWZUHAwucdIFFWu-ESaLNBfdkv1KCV/s1600/obituario.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano de 2018 também foi de grandes perdas para a humanidade. Homens e mulheres importantes que influenciaram o mundo de diversas formas deixaram a saudade e seus méritos para trás.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Alan Bean&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
quarto homem a pisar na Lua [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/morre-aos-86-anos-alan-bean-o-quarto-homem-a-pisar-na-lua.ghtml?fbclid=IwAR0n2M-YKDFpyQQhUY30gwar5WjG08Ipo1A23ekMKcN54eFHHfSvj52hWGg" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;];&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Evelyn Berezin&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
criadora do primeiro processador de texto moderno [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/criadora-do-primeiro-word-morre-aos-93-anos/80601?fbclid=IwAR0e7YlLI2fvB-kHoGsY8L7_YuOsgpO7DJV1R_9jft1Q3ItIs0mUE2kaY9I" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;];&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;John Young&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
astronauta [&lt;a href="http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/01/06/morre-aos-87-anos-john-young-o-astronauta-que-foi-da-lua-aos-onibus-espaciais/?loggedpaywall&amp;amp;fbclid=IwAR1q5HpZO_Cm7EbaQIE-THACsHT65VxNOl0HgKGjAylbI36xRddtabuAPZE" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;];&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Ruth Nussenzweig&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
percursora nos estudos com vacina contra a malária [&lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ciencia/2018/04/ruth-nussenzweig-precursora-no-estudo-da-vacina-contra-a-malaria-morre-aos-89.shtml?fbclid=IwAR1Pga6ErcIu0qVlvXvSZhch8wy_M-p_K254NFMla6IWBQ-Hmgnxpl06jig" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;];&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Stan Lee&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
desenhista e criador de icônicos personagens da Marvel [&lt;a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2018/11/12/stan-lee-morre-aos-95-anos-diz-site.ghtml" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;];&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Stephen Hawking&lt;/b&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
cosmólogo inglês [&lt;a href="https://glo.bo/2GqWB7x?fbclid=IwAR3cvc9lrRLiI89iq9pvDv-wWXl2nnuhJ3ibObChWg84CHb5On4dNFDofHw" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/morre-o-fisico-stephen-hawking/?fbclid=IwAR0piZFj_mbi7CBO1aJAt_Fk190jimNofmmIUMdY-VK9s7QvjMwFHGvRTAE" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2018/03/stephen-hawking-morre-aos-76-anos-conheca-seu-legado.html?fbclid=IwAR3QtrF2zoVvOKou3DC9MCmqBOQBy3R2AoVYT8BclD39PXrmGW2hyCmTfUI" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVJa4uu095MaXvNeT0Ob4ZbN0u-MyrgBh_8BPZaQPGJ-gDed6hu5BkqgegyRmEaljiwBUjyLS8IIVBsrmESHz9nbpvMwr_rcSdoU9g4lw7Sak5-pCDxiaCrAPPHqWjmMztWKnPi2FA1MYS/s1600/extras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="118" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVJa4uu095MaXvNeT0Ob4ZbN0u-MyrgBh_8BPZaQPGJ-gDed6hu5BkqgegyRmEaljiwBUjyLS8IIVBsrmESHz9nbpvMwr_rcSdoU9g4lw7Sak5-pCDxiaCrAPPHqWjmMztWKnPi2FA1MYS/s1600/extras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23museunacional&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#MuseuNacional&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23tragedia&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#tragédia&lt;/a&gt; &lt;a href="https://twitter.com/search?q=%23eleicoes2018&amp;amp;src=typd" target="_blank"&gt;#eleições2018&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano de 2018 entrou para história como o ano em que perdemos parte do nosso passado. O começo de setembro viu a história do Brasil e do mundo virar fumaça e cinzas com o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. O acervo de 20 milhões de itens contava com registros únicos da história humana e biológica, desde itens indígenas latino-americanos passando por relíquias egípcias e por fósseis tão importantes como Luzia, a primeira brasileira. Embora parte do acervo seja recuperado, o que perdemos no contexto de conhecimento e de informações é imensurável [&lt;a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/10/19/fossil-de-luzia-pode-ter-sido-encontrado-em-escombros-do-museu-nacional-dizem-pesquisadores.ghtml?fbclid=IwAR3rDIPoH3jvcoN733rDmn96JJCRuO5a86PSqGT1qbeBwrdeiP3u5o91opM" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.gazetadopovo.com.br/cultura/fracassa-um-projeto-de-brasil-be3wn3l019xi33bj32bakvmja/?fbclid=IwAR0TP_E3OE8FC7CORhZKPccsRVh-d-EbXKAb_YCYnivoD1ac7gt0mN_Z4ks" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/04/politica/1536015210_491341.html?fbclid=IwAR0gjEefkGv5T5jmqWRf_FMS8Fck_WXqYf-LhXao6zuJVSUFOE_V3raWx6Q" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://medium.com/@luizfjbento/uma-carta-para-minha-filha-sobre-o-museu-nacional-536d9228c0b4?fbclid=IwAR0qj4bQrGUbM08tJkbpps_eblhfXI8rI4CcVZfqAyqXsiXGzyFeX3Yjsd0" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/xisxis/2018/09/museu-nacional-pega-fogo-fim/?fbclid=IwAR2nBHwnYUjDJdfmUY6Nj3rrFjvZyYYX5bZlnog5ODEQdml71ygQS-1OjzM" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano no Brasil também foi marcado pelas eleições. A vitória de Jair Bolsonaro à presidente do país acendeu o alerta para a possibilidade de afrouxamento da legislação ambiental. Contudo, Bolsonaro convidou o primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes para assumir o Ministério da Ciência, o que agradou alguns especialistas [&lt;a href="https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-recua-e-indica-que-agricultura-e-meio-ambiente-permanecerao-separados,70002579490?utm_source=facebook%3Anewsfeed&amp;amp;utm_medium=social-organic&amp;amp;utm_campaign=redes-sociais%3A102018%3Ae&amp;amp;utm_content=%3A%3A%3A&amp;amp;utm_term&amp;amp;fbclid=IwAR2xG5i6NxYGxsNAVps0duW7JENXybSIO6cG7MX68bmDm20VhdLbmEVqEfI" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.nature.com/articles/d41586-018-07236-w?fbclid=IwAR0YbmnJcFGUuqxEXrtKKFAbp8JdUwme1vouLj-zjK8ktih16Rl-gjMuvvc" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/marcos-pontes-sobre-ministerio-so-falta-so-o-anuncio-oficial?fbclid=IwAR0jnWus_2jkQHmStXgQxphjCPsF2J4FJHgl1AcD71upctw3lH2mE6VOiZQ" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outras notícias que correram o mundo em 2018 foi a curiosa situação dos cães farejadores americanos que perderam o emprego em alguns estados onde a maconha é permitida [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2018/12/06/legalizacao-da-maconha-esta-forcando-a-demissao-de-caes-farejadores-nos-eua.htm?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social-media&amp;amp;utm_campaign=noticias&amp;amp;utm_content=geral&amp;amp;fbclid=IwAR3UEDeVpUIqXZD72lfkeIwZ0YDCUrOyD61toJzbiCS2LxkG_vJ0gRtiz3c" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;]. No Brasil, um garoto brinca com onças e a foto agitou as redes sociais, muitos achando que não passava de uma montagem [&lt;a href="https://bbc.in/2Ek1qlq?fbclid=IwAR3hqxHhxBtYWSya-9-Hd-l2Ixkk9TMe4q8Ix03ZP6gU5s59N7C5VuX3JOs" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. Nos Estados Unidos novamente, 16 enfermeiras de um mesmo hospital ficam grávidas quase ao mesmo tempo [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-45245299?fbclid=IwAR1GYZ9xtZigH5d2eaJET1j8DvfrBgcOBRgMXgRMgT_bK8eHc8r0SO4Z2UA" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;]. O astrofísico Neil deGrasse Tyson foi acusado de assédio sexual por mulheres no EUA [&lt;a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/cosmos-neil-degrasse-tyson-e-acusado-de-assedio-sexual/?fbclid=IwAR2jieAl8S-ezeAC9utegdk_7o4N48lu3Ng9DG8vhQwp7esrEOuiZw1pDWw" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Doze crianças e um técnico de futebol ficaram presos em uma caverna na Tailândia após uma chuva ter fechado a entrada da caverna. Em um esforço internacional, todos foram resgatados com vida [&lt;a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/meninos-deixam-caverna-na-tailandia-no-terceiro-dia-de-resgate.ghtml?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=g1" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;]. Gravuras rupestres no Xingu são destruídas [&lt;a href="https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,gravuras-rupestres-sagradas-para-tribos-do-xingu-sao-destruidas,70002524206?fbclid=IwAR14orAcgo6Ecpr6Xemtd1tTa__uJ8fSiT85az9qizsJ-XlyKip17cQ27A4" target="_blank"&gt;14&lt;/a&gt;] após visita de pesquisadores ao local e pesquisa mostrou que o shoyu brasileiro quase nada tem de soja e a maior parte dele é feito de milho [&lt;a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/04/24/shoyu-produzido-no-brasil-e-feito-a-base-de-milho/?fbclid=IwAR3Ima2cu9O4L7ZAhJg87wEAbWMMjlqyetHADHWH27jUY0O6geAi7Eg9s5I" target="_blank"&gt;15&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalizando a sessão de notícias extras que foram importantes no mundo da ciência, temos a descoberta da máscara mais antiga já encontrada [&lt;a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/israel-descoberta-mascara-rara-cisjordania-neolitico.phtml?fbclid=IwAR19UY43Eip7frru1UJwyVxBEPwrcZsZ1s9NE90l8EgF7WMT6-EFbgLfF2w" target="_blank"&gt;16&lt;/a&gt;] e de um navio grego de mais de 2 mil anos encontrado bem conservado no fundo do mar [&lt;a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45956153?fbclid=IwAR1yG39bJ4VzDWF8ww84Hih29-OcjVpSh3LGbKtW8cg_EesZ9szGqZ8GE70" target="_blank"&gt;17&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
* * *&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Espero que tenha gostado de relembrar os principais eventos da ciência em 2018. Foram 112 notícias espalhadas em nove temas principais. Como sempre, coisas boas e coisas ruins aconteceram, portas foram fechadas e portas foram abertas. Nos resta torcer para que novos ares entrem em nosso mundo em 2019.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Feliz 2019 a todos, com muita ciência e informação!&lt;/b&gt; &#128521;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rodapé:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
*: Laniakea (céu imensurável em havaiano), é o nome dado ao superaglomerado de galáxias, o qual engloba vários aglomerados e grupos de galáxias, sendo uma das maiores estruturas do universo conhecido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
**: Via Láctea, do latim ‘via lactea’, representa a visão dos povos antigos ao associar a mancha que aparece no céu noturno, causada pelas milhares de estrelas que ficam indistinguíveis a olho nu, a um caminho de leite no céu. Os povos antigos forneciam diversas explicações sobre o fenômeno, sendo a da cultura grega a mais conhecida atualmente, de que Hércules que estava sendo amamentado por Hera enquanto ela dormia. Assim que acordou, Hera afastou Hércules de sua mama, jorrando o leite pelo tecido do espaço.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
***: e, na verdade, são bem nada a ver. &#129335;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;As imagens presentes nessa publicação estão disponíveis nas fontes citadas ao longo da publicação.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaGtLCn5OW_1VVBpnU5HnM8tVXY9RUf1LUl-K3L4r53vRyP-J6QeW5zbTLWMPH5TjWbjkd2mavwUUaDUpq8RqKwpUBCywMdw2dJEWoHpRa3kf6cCg-byrFCt2LcsL4H-4bgt0gDFuP5s7m/s72-c/capa_melhor_2018.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure length="0" type="application/json" url="https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/oms-endossa-medicina-tradicional-chinesa-e-coloca-saude-mundial-em-risco-4pczor0x640m65i9kf2eee8di/?fbclid=IwAR0OWG_xluV1krKnSGpjWpMzEN4E3kVrzkPTCkkvP_QxJwJs2pgwMppdsps"/><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Em algum ponto do Universo observável, dentro de Laniakea*, vamos em direção ao Grupo Local que fica dentro do Superaglomerado de Virgem. Nesse ponto, existe uma galáxia espiral com quatro braços. Em um desses braços, com milhares de estrelas, uma não se destaca em relação as demais, apesar de formas de carbono que evoluíram em um pequeno planeta ao redor dessa estrela a considerarem como a coisa mais importante. Essas formas de carbono, primatas em sua essência, desenvolveram um sistema cultural e comportamental complexo, a ponto de entender um pouco sobre as coisas ao seu redor e até mesmo inferir explicações sobre o universo onde vivem. Esses humanos, formas derivadas de primatas ancestrais, comemoram toda vez em que seu planeta, uma pequena rocha orbitando a pequena estrela amarelada dentro dessa galáxia de nome bonitinho e cheio de contexto histórico**, completa um ciclo de translação. Apesar das nossas comemorações parecerem algo totalmente sem sentido quando vemos ‘mais do alto’***, a espécie humana que habita praticamente todos os pontos do planeta Terra vivenciam tantas situações, que temos o ambíguo sentimento de querer recordar e, ao mesmo tempo, deixar o passado para trás e pensar nas novas coisas que encontraremos pela frente. A virada de um novo ano para nossa espécie é mais do que simplesmente pular um dia para o outro. Representa fechar portas e abrir outras. Deixar o ar pesado e puxar ares mais frescos em nossos pulmões. Nossa psicologia é complexa demais para deixar esse evento de lado. Por isso, apesar de parecer sem sentido, acabam fazendo muito sentido para nós. Nossa espécie sempre encontra coisas novas todos os anos. Que área mais instigante que da ciência e da tecnologia para nos mostrar isso. Como de hábito, reuni as principais notícias relacionados ao mundo da ciência, desde notícias de saúde, computação e astronomia nessa super retrospectiva da ciência 2018. Os links das notícias estão entre chaves. Vamos lá? #antivacina #toxoplasmose #álcool #medicamento No começo do ano a OMS resolveu mudar o protocolo de vacinação para dengue, devido ao número de casos de dengue hemorrágica em pessoas vacinadas que não tinham contraído a doença antes. Agora, apenas pessoas que já tiveram a doença podem ser vacinadas [1]. E, graças a campanhas de antivacinação, uma comunidade nos Estados Unidos sofre com surto de catapora em crianças [2]. O mundo dos tratamentos médicos teve avanços como a liberação nos EUA de um novo medicamento para enxaquecas crônicas [3] e de uma nova pomada brasileira para picadas de aranha-marrom [4]. Ainda assim, a OMS coloca a saúde mundial em risco ao endossar a medicina alternativa, como método equivalente à medicina tradicional [5]. Os casos de ebola voltaram a assombrar a Rep. Dem. Congo, com diversas mortes, trazendo preocupações para ONGs assistenciais [6]. No Brasil, diversos casos de Doença de Chagas oral foram relatados ao longo de 2018, mostrando que a doença ainda está longe de ser combatida no país [7]. Também no Brasil tivemos o incrível surto de toxoplasmose em Santa Maria, RS, atingindo centenas de pessoas. Os pesquisadores apontaram que a água da cidade estava contaminada [8]. Finalizando as principais notícias de medicina e saúde em 2018, tivemos a publicação do artigo contando sobre o primeiro bebê a nascer depois de um transplante de útero de uma doadora morta [9]. Pesquisadores descobriram também que abusos sofridos por crianças podem deixar marcas permanentes em seu DNA, o que implica que podem ser passados para as gerações futuras [10]. E foi descoberto que não há níveis seguros de consumo de álcool, onde até mesmo pequenas doses podem trazer problemas para a saúde [11], assim como a proposta de especialistas de que cabecear bolas de futebol podem trazer traumas para o cérebro [12]. #paleontologia #CrisprCas9 #extinção #Koko Começamos revirando o passado biológico da Terra, com a descoberta do fóssil de crocodilo mais antigo do mundo [1] e do fóssil de baleia com mais de 30 milhões de anos [2], seguido pela descoberta de que os neandertais já usavam ferramentas para produzir fogo [3]. Já atualidade, o mundo ficou chocado com a notícia de uma mulher na China deu a luz crianças que tiveram seu DNA editados pela revolucionária técnica de CrisprCas9. Os cientistas chineses fizeram as meninas serem naturalmente imunes ao HIV. Apesar do trabalho ainda não ter sido publicado, a pesquisa já trouxe inúmeros questionamentos éticos. Inclusive, o pesquisador desapareceu depois de dar uma entrevista no país [4, 5, 6, 7]. Em outubro outro grupo chinês já havia anunciado o nascimento de camundongos oriundos de dois pais e duas mães [8]. Finalizando as novidades na pesquisa biológica experimental, foi realizada esse ano também a primeira clonagem de células de primatas [9]. Os felinos foram os destaques desse ano, infelizmente não tanto da forma como gostaríamos algumas vezes. Pesquisadores dizem que restam menos de 300 onças na Mata Atlântica [10]. E registros raros também foram feitos, como da onça-parda com leucismo sendo feito na Serra dos Órgãos [11] e de uma pantera negra no cerrado [12]. E a nossa mania de causar desiquilíbrio na natureza tem seu preço: aumenta a infestação de escorpiões pelo país, sobretudo no interior de São Paulo, provocando acidentes e mortes [13] e uma baleia com seis quilos de plástico no estômago é encontrada morta na Indonésia [14]. Além disso, a ararinha-azul, famosa no filme de animação Rio é declarada extinta na natureza. Os espécimes agora só são vistos em zoológicos e centros de conservação [15]. Somado a isso, morreu o último rinoceronte branco macho no Quênia [16] e também Koko, a famosa gorila que havia aprendido a língua de sinais [17], que fez o mundo aprender mais sobre eles e sobre nós mesmos. #Voyager #InSight #Osiris #marte #SpaceX Um campo que nunca decepciona em trazer novidades e emoção é a astronomia. Nesse ano, a sonda InSight pousou com sucesso em Marte, para delírio dos pesquisadores. Seu objetivo é investigar a geologia do planeta [1, 2]. E o planeta vermelho ainda atrai os olhares da humanidade. O rover Curiosity fotografou um objeto brilhante no planeta vermelho [3] e novas pesquisas apontam para a presença de água líquida no planeta [4]. Infelizmente nem tudo são flores: depois de uma tempestade de areia, o rover Opportunity não respondeu mais aos comandos da NASA e a agência espacial pensa em abandoná-la [5]. A NASA também encerrou as atividades do incrível telescópio espacial Kepler, que expandiu nossos conhecimentos sobre exoplanetas [6]. E a agência divulgou no fim desse ano que a Voyager-2 finalmente chegou ao espaço interestelar, sendo o segundo objeto a alcançar o feito, depois de sua irmã Voyager-1 [7]. Finalizando toda as aventuras na astronáutica, ainda temos a aproximação da sonda Osiris-Rex ao asteroide Bennu [8]. Já no campo das descobertas astronômicas, os cientistas descobriram que a nossa galáxia provavelmente tinha uma irmã que foi engolida pela galáxia de Andrômeda [9] e que um buraco negro descoberto gira tão rápido que o próprio espaço ao redor também gira [10]. E, mais recentemente, um novo planeta mais distante dentro do sistema solar foi descoberto, há mais de 120UA (Unidades Astronômicas, onde cada 1UA equivale a distância média da Terra ao Sol, 150 milhões de quilômetros) [11]. Encerrando as descobertas desconcertantes, um novo mapa 3D do Universo confunde os pesquisadores e traz mais dúvidas que respostas [12]. Encerrando a área da astronomia e espaço, não poderia faltar o espetacular feito marqueteiro que Elon Musk fez em 2018, ao usar um dos mais potentes foguetes já feitos pela SpaceX, o Falcon Heavy para lançar um carro Tesla com um boneco vestido de astronauta no espaço! Apesar de supérfluo, o feito rendeu ótimas imagens e momentos fan-service, como o painel do carro estar escrito ‘Don’t Panic!’ e dentro do porta-luvas ter uma edição do Guia do Mochileiro das Galáxias [13]. #Sirius #átomo #matéria O mundo atômico se fez presente nesse ano, com breves notícias como a descoberta que os prótons possui uma altíssima pressão em seu interior [1]. E na busca pela compreensão da física das massas, físicos criam em laboratório massa negativa [2] e uma nova teoria busca explicar o restante da matéria do universo [3]. E os chineses redefinem a constante gravitacional [4]. Mas, talvez, a notícia mais legal desse ano nesse campo foi a inauguração do novo e lindão acelerador de partículas brasileiro, o Sirius. Um dos mais modernos do mundo, ele auxiliará os físicos na busca em compreender o interior do átomo [5]. #IA #InteligênciaArtificial #deepfake #Facebook A Inteligência Artificial (IA) foi, mais uma vez, assunto do momento na computação. Começamos pela incrível capacidade da IA do Google em manter conversas com pessoas reais pelo telefone, imitando até mesmo trejeitos naturais de uma pessoa [1], sem contar na capacidade do Google de conseguir extrair vozes individuais em uma multidão [2]. Outra gigante que está entrando no mundo da IA é a Nvidia, famosa pelas placas de vídeo para computadores. Voltado para o mundo visual, a IA da Nvidia já consegue reconstruir fotos antigas e danificadas sozinha [3] e até mesmo criar rostos coloridos tridimensionais [4]. Contudo, infelizmente, as facilidades da IA podem ser usadas para coisas não muito boas, como a criação de deepfakes, onde rostos de personalidades e políticas são inseridos ou manipulados e inseridos em montagens pornográficas ou dizendo coisas que não falaram na verdade [5]. Apesar disso, tirando todos os problemas éticos e de privacidade envolvidos, a polícia chinesa conseguiu encontrar um foragido em meio a 60 mil pessoas usando IA após analisar câmeras de vídeo [6]. O mundo do entretenimento também se fez presente esse ano: ficamos boquiabertos com a notícia de que ‘Vingadores: Guerra Infinita’ precisou de quase 100 mil HDs de 1 TB cada para armazenar todos os efeitos visuais utilizados e produzidos no filme [7]. E, de forma curiosa, o sistema antipirataria utilizado por desenvolvedores de jogos foi quebrado antes mesmo do jogo ser lançado oficialmente [8]. E uma grave falha em praticamente todos os processadores lançados nos últimos anos se mostrou uma grande dor de cabeça para os fabricantes [9]. E esse ano foi aconteceu o escândalo do vazamento e uso inapropriado de dados de quase 100 milhões de usuários do Facebook, que enviou diversos tipos de informações para a empresa Cambridge Analytica. Esses dados foram usados para disparar e manipular informações tendenciosas em campanhas eleitorais americanas [10, 11]. Outra dor de cabeça aconteceu com os usuários do app de paquera gay Grindr, que tiveram seus dados sobre serem HIV-positivo para empresas terceiras sem consentimento [12]. Outra informação curiosa é a mineração de dados impressionante que o Google consegue fazer a partir de usuários de celulares Android. O número de dados que consegue obter a partir desses celulares é 50x maior do que os obtidos por celulares iPhone, da Apple [13]. Finalizamos com o trágico acidente entre um carro autônomo da Uber e uma pedestre nos EUA. Ainda em fase de testes, o veículo não interpretou a presença de uma pedestre na rua como sendo um obstáculo real e acabou atropelando a pessoa. Os testes foram interrompidos por um tempo [14, 15]. E uma startup que prometia um aparelho que realizava inúmeros exames médicos se mostrou uma farsa sem tamanho [16]. #MudançasClimáticas #Nazca #poluição&amp;nbsp; O presidente americano Donald Trump diz não acreditar no relatório gerado pela própria Casa Branca sobre as mudanças climáticas e nos impactos no futuro do planeta [1]. Além disso, as mudanças propostas pelo governo de Emmanuel Macron não agradou os franceses. Propondo aumentar o preço dos combustíveis como uma forma de amenizar a liberação de gases de efeito estufa, o país passou por grandes protestos dos famosos ‘coletes amarelos’ [2]. Enquanto isso, um relatório pede que brasileiros consumam menos carne afim de amenizar os efeitos da produção de carne no clima [3]. Enquanto discutimos sobre todos esses aspectos e pesquisadores precisam lidar com negacionistas do clima, o permafrost fica cada vez mais fraco e regiões no ártico não conseguem mais ter o solo congelado mesmo no inverno [4]. As ações humanas fizeram a Terra perder cerca de 60% dos seus animais apenas nas últimas décadas, o que mostra o impacto de nossa espécie sobre as demais [5]. Outra notícia que chamou a atenção foi um iceberg com bordas perfeitas na Antártica. A imagem do iceberg retangular correu o mundo [6]. Já no nordeste brasileiro, um cupinzeiro gigante de 4 mil anos foi descoberto por pesquisadores [7]. Ainda no Brasil, a greve dos caminhoneiros que atingiu diversos estados teve um efeito curioso e previsível na maior cidade do país: o índice de poluição reduziu em São Paulo durante os dias em que os caminhões não trafegaram nas vias da cidade [8]. Finalizamos as notícias de nosso planeta mostrando que novas linhas em Nazca, no Peru foram descobertas [9] e, incrivelmente, um caminhoneiro resolveu passar por cima de várias das famosas linhas, danificando os desenhos milenares [10]. #crise #CNPq #Capes O ano foi dominado por notícias sobre a séria crise de investimentos que o país está passando na área de ciências. Os cortes massivos de recursos nessa área estão cada vez mais preocupantes, fazendo pesquisadores no Rio apelarem para vaquinhas para obter dinheiro para continuar a conduzir as pesquisas [1], sem contar os alertas públicos que o CNPq e Capes, os principais órgãos de fomento da ciência nacional estão fazendo sobre a falta de dinheiro para 2019 para o pagamento de bolsas e de investimentos. Marchas para a ciência organizados pelas redes sociais aconteceram em algumas cidades do Brasil neste ano. [2, 3, 4, 5]. E, naturalmente, o fazer ciência está cada vez mais comprometido, tanto com as possibilidades de pesquisas sérias contra o HIV serem interrompidas pelo presidente Trump [6], como pela exploração de pós-doutorandos estrangeiros nos EUA [7], passando por fraudes em publicações científicas envolvendo células-tronco [8] e até mesmo desvio das escassas bolsas da Capes [9]. Fechamos o assunto com o nascimento do Instituto Questão de Ciência, que visa combater a pseudociência que se instala cada vez mais na sociedade atual, sobretudo em áreas importantes do governo, como a saúde [10]. Além disso, ficamos surpresos pelo imperador japonês, aos 84 anos de idade, ainda publicar artigos científicos sobre peixes, área o qual se especializou [11]. Fantástico! Esse ano duas notícias mereceram destaque extra em relação ao maior e mais reconhecido prêmio do mundo. Pela primeira vez em 55 anos, uma mulher é agraciada com o Nobel de física [1] e, devido a casos de escândalo sexual envolvendo membros da Academia Sueca, o prêmio Nobel de Literatura desse ano não foi anunciado. Acredita-se que dois prêmios serão oferecidos em 2019 [2]. O ano de 2018 também foi de grandes perdas para a humanidade. Homens e mulheres importantes que influenciaram o mundo de diversas formas deixaram a saudade e seus méritos para trás. Alan Bean, quarto homem a pisar na Lua [1]; Evelyn Berezin, criadora do primeiro processador de texto moderno [2]; John Young, astronauta [3]; Ruth Nussenzweig, percursora nos estudos com vacina contra a malária [4]; Stan Lee, desenhista e criador de icônicos personagens da Marvel [5]; Stephen Hawking, cosmólogo inglês [6, 7, 8]. #MuseuNacional #tragédia #eleições2018 O ano de 2018 entrou para história como o ano em que perdemos parte do nosso passado. O começo de setembro viu a história do Brasil e do mundo virar fumaça e cinzas com o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. O acervo de 20 milhões de itens contava com registros únicos da história humana e biológica, desde itens indígenas latino-americanos passando por relíquias egípcias e por fósseis tão importantes como Luzia, a primeira brasileira. Embora parte do acervo seja recuperado, o que perdemos no contexto de conhecimento e de informações é imensurável [1, 2, 3, 4, 5]. O ano no Brasil também foi marcado pelas eleições. A vitória de Jair Bolsonaro à presidente do país acendeu o alerta para a possibilidade de afrouxamento da legislação ambiental. Contudo, Bolsonaro convidou o primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes para assumir o Ministério da Ciência, o que agradou alguns especialistas [6, 7, 8]. Outras notícias que correram o mundo em 2018 foi a curiosa situação dos cães farejadores americanos que perderam o emprego em alguns estados onde a maconha é permitida [9]. No Brasil, um garoto brinca com onças e a foto agitou as redes sociais, muitos achando que não passava de uma montagem [10]. Nos Estados Unidos novamente, 16 enfermeiras de um mesmo hospital ficam grávidas quase ao mesmo tempo [11]. O astrofísico Neil deGrasse Tyson foi acusado de assédio sexual por mulheres no EUA [12]. Doze crianças e um técnico de futebol ficaram presos em uma caverna na Tailândia após uma chuva ter fechado a entrada da caverna. Em um esforço internacional, todos foram resgatados com vida [13]. Gravuras rupestres no Xingu são destruídas [14] após visita de pesquisadores ao local e pesquisa mostrou que o shoyu brasileiro quase nada tem de soja e a maior parte dele é feito de milho [15]. Finalizando a sessão de notícias extras que foram importantes no mundo da ciência, temos a descoberta da máscara mais antiga já encontrada [16] e de um navio grego de mais de 2 mil anos encontrado bem conservado no fundo do mar [17]. * * * Espero que tenha gostado de relembrar os principais eventos da ciência em 2018. Foram 112 notícias espalhadas em nove temas principais. Como sempre, coisas boas e coisas ruins aconteceram, portas foram fechadas e portas foram abertas. Nos resta torcer para que novos ares entrem em nosso mundo em 2019. Feliz 2019 a todos, com muita ciência e informação! &#128521; Rodapé: *: Laniakea (céu imensurável em havaiano), é o nome dado ao superaglomerado de galáxias, o qual engloba vários aglomerados e grupos de galáxias, sendo uma das maiores estruturas do universo conhecido. **: Via Láctea, do latim ‘via lactea’, representa a visão dos povos antigos ao associar a mancha que aparece no céu noturno, causada pelas milhares de estrelas que ficam indistinguíveis a olho nu, a um caminho de leite no céu. Os povos antigos forneciam diversas explicações sobre o fenômeno, sendo a da cultura grega a mais conhecida atualmente, de que Hércules que estava sendo amamentado por Hera enquanto ela dormia. Assim que acordou, Hera afastou Hércules de sua mama, jorrando o leite pelo tecido do espaço. ***: e, na verdade, são bem nada a ver. &#129335; As imagens presentes nessa publicação estão disponíveis nas fontes citadas ao longo da publicação.</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</itunes:author><itunes:summary>Em algum ponto do Universo observável, dentro de Laniakea*, vamos em direção ao Grupo Local que fica dentro do Superaglomerado de Virgem. Nesse ponto, existe uma galáxia espiral com quatro braços. Em um desses braços, com milhares de estrelas, uma não se destaca em relação as demais, apesar de formas de carbono que evoluíram em um pequeno planeta ao redor dessa estrela a considerarem como a coisa mais importante. Essas formas de carbono, primatas em sua essência, desenvolveram um sistema cultural e comportamental complexo, a ponto de entender um pouco sobre as coisas ao seu redor e até mesmo inferir explicações sobre o universo onde vivem. Esses humanos, formas derivadas de primatas ancestrais, comemoram toda vez em que seu planeta, uma pequena rocha orbitando a pequena estrela amarelada dentro dessa galáxia de nome bonitinho e cheio de contexto histórico**, completa um ciclo de translação. Apesar das nossas comemorações parecerem algo totalmente sem sentido quando vemos ‘mais do alto’***, a espécie humana que habita praticamente todos os pontos do planeta Terra vivenciam tantas situações, que temos o ambíguo sentimento de querer recordar e, ao mesmo tempo, deixar o passado para trás e pensar nas novas coisas que encontraremos pela frente. A virada de um novo ano para nossa espécie é mais do que simplesmente pular um dia para o outro. Representa fechar portas e abrir outras. Deixar o ar pesado e puxar ares mais frescos em nossos pulmões. Nossa psicologia é complexa demais para deixar esse evento de lado. Por isso, apesar de parecer sem sentido, acabam fazendo muito sentido para nós. Nossa espécie sempre encontra coisas novas todos os anos. Que área mais instigante que da ciência e da tecnologia para nos mostrar isso. Como de hábito, reuni as principais notícias relacionados ao mundo da ciência, desde notícias de saúde, computação e astronomia nessa super retrospectiva da ciência 2018. Os links das notícias estão entre chaves. Vamos lá? #antivacina #toxoplasmose #álcool #medicamento No começo do ano a OMS resolveu mudar o protocolo de vacinação para dengue, devido ao número de casos de dengue hemorrágica em pessoas vacinadas que não tinham contraído a doença antes. Agora, apenas pessoas que já tiveram a doença podem ser vacinadas [1]. E, graças a campanhas de antivacinação, uma comunidade nos Estados Unidos sofre com surto de catapora em crianças [2]. O mundo dos tratamentos médicos teve avanços como a liberação nos EUA de um novo medicamento para enxaquecas crônicas [3] e de uma nova pomada brasileira para picadas de aranha-marrom [4]. Ainda assim, a OMS coloca a saúde mundial em risco ao endossar a medicina alternativa, como método equivalente à medicina tradicional [5]. Os casos de ebola voltaram a assombrar a Rep. Dem. Congo, com diversas mortes, trazendo preocupações para ONGs assistenciais [6]. No Brasil, diversos casos de Doença de Chagas oral foram relatados ao longo de 2018, mostrando que a doença ainda está longe de ser combatida no país [7]. Também no Brasil tivemos o incrível surto de toxoplasmose em Santa Maria, RS, atingindo centenas de pessoas. Os pesquisadores apontaram que a água da cidade estava contaminada [8]. Finalizando as principais notícias de medicina e saúde em 2018, tivemos a publicação do artigo contando sobre o primeiro bebê a nascer depois de um transplante de útero de uma doadora morta [9]. Pesquisadores descobriram também que abusos sofridos por crianças podem deixar marcas permanentes em seu DNA, o que implica que podem ser passados para as gerações futuras [10]. E foi descoberto que não há níveis seguros de consumo de álcool, onde até mesmo pequenas doses podem trazer problemas para a saúde [11], assim como a proposta de especialistas de que cabecear bolas de futebol podem trazer traumas para o cérebro [12]. #paleontologia #CrisprCas9 #extinção #Koko Começamos revirando o passado biológico da Terra, com a descoberta do fóssil de crocodilo mais antigo do mundo [1] e do fóssil de baleia com mais de 30 milhões de anos [2], seguido pela descoberta de que os neandertais já usavam ferramentas para produzir fogo [3]. Já atualidade, o mundo ficou chocado com a notícia de uma mulher na China deu a luz crianças que tiveram seu DNA editados pela revolucionária técnica de CrisprCas9. Os cientistas chineses fizeram as meninas serem naturalmente imunes ao HIV. Apesar do trabalho ainda não ter sido publicado, a pesquisa já trouxe inúmeros questionamentos éticos. Inclusive, o pesquisador desapareceu depois de dar uma entrevista no país [4, 5, 6, 7]. Em outubro outro grupo chinês já havia anunciado o nascimento de camundongos oriundos de dois pais e duas mães [8]. Finalizando as novidades na pesquisa biológica experimental, foi realizada esse ano também a primeira clonagem de células de primatas [9]. Os felinos foram os destaques desse ano, infelizmente não tanto da forma como gostaríamos algumas vezes. Pesquisadores dizem que restam menos de 300 onças na Mata Atlântica [10]. E registros raros também foram feitos, como da onça-parda com leucismo sendo feito na Serra dos Órgãos [11] e de uma pantera negra no cerrado [12]. E a nossa mania de causar desiquilíbrio na natureza tem seu preço: aumenta a infestação de escorpiões pelo país, sobretudo no interior de São Paulo, provocando acidentes e mortes [13] e uma baleia com seis quilos de plástico no estômago é encontrada morta na Indonésia [14]. Além disso, a ararinha-azul, famosa no filme de animação Rio é declarada extinta na natureza. Os espécimes agora só são vistos em zoológicos e centros de conservação [15]. Somado a isso, morreu o último rinoceronte branco macho no Quênia [16] e também Koko, a famosa gorila que havia aprendido a língua de sinais [17], que fez o mundo aprender mais sobre eles e sobre nós mesmos. #Voyager #InSight #Osiris #marte #SpaceX Um campo que nunca decepciona em trazer novidades e emoção é a astronomia. Nesse ano, a sonda InSight pousou com sucesso em Marte, para delírio dos pesquisadores. Seu objetivo é investigar a geologia do planeta [1, 2]. E o planeta vermelho ainda atrai os olhares da humanidade. O rover Curiosity fotografou um objeto brilhante no planeta vermelho [3] e novas pesquisas apontam para a presença de água líquida no planeta [4]. Infelizmente nem tudo são flores: depois de uma tempestade de areia, o rover Opportunity não respondeu mais aos comandos da NASA e a agência espacial pensa em abandoná-la [5]. A NASA também encerrou as atividades do incrível telescópio espacial Kepler, que expandiu nossos conhecimentos sobre exoplanetas [6]. E a agência divulgou no fim desse ano que a Voyager-2 finalmente chegou ao espaço interestelar, sendo o segundo objeto a alcançar o feito, depois de sua irmã Voyager-1 [7]. Finalizando toda as aventuras na astronáutica, ainda temos a aproximação da sonda Osiris-Rex ao asteroide Bennu [8]. Já no campo das descobertas astronômicas, os cientistas descobriram que a nossa galáxia provavelmente tinha uma irmã que foi engolida pela galáxia de Andrômeda [9] e que um buraco negro descoberto gira tão rápido que o próprio espaço ao redor também gira [10]. E, mais recentemente, um novo planeta mais distante dentro do sistema solar foi descoberto, há mais de 120UA (Unidades Astronômicas, onde cada 1UA equivale a distância média da Terra ao Sol, 150 milhões de quilômetros) [11]. Encerrando as descobertas desconcertantes, um novo mapa 3D do Universo confunde os pesquisadores e traz mais dúvidas que respostas [12]. Encerrando a área da astronomia e espaço, não poderia faltar o espetacular feito marqueteiro que Elon Musk fez em 2018, ao usar um dos mais potentes foguetes já feitos pela SpaceX, o Falcon Heavy para lançar um carro Tesla com um boneco vestido de astronauta no espaço! Apesar de supérfluo, o feito rendeu ótimas imagens e momentos fan-service, como o painel do carro estar escrito ‘Don’t Panic!’ e dentro do porta-luvas ter uma edição do Guia do Mochileiro das Galáxias [13]. #Sirius #átomo #matéria O mundo atômico se fez presente nesse ano, com breves notícias como a descoberta que os prótons possui uma altíssima pressão em seu interior [1]. E na busca pela compreensão da física das massas, físicos criam em laboratório massa negativa [2] e uma nova teoria busca explicar o restante da matéria do universo [3]. E os chineses redefinem a constante gravitacional [4]. Mas, talvez, a notícia mais legal desse ano nesse campo foi a inauguração do novo e lindão acelerador de partículas brasileiro, o Sirius. Um dos mais modernos do mundo, ele auxiliará os físicos na busca em compreender o interior do átomo [5]. #IA #InteligênciaArtificial #deepfake #Facebook A Inteligência Artificial (IA) foi, mais uma vez, assunto do momento na computação. Começamos pela incrível capacidade da IA do Google em manter conversas com pessoas reais pelo telefone, imitando até mesmo trejeitos naturais de uma pessoa [1], sem contar na capacidade do Google de conseguir extrair vozes individuais em uma multidão [2]. Outra gigante que está entrando no mundo da IA é a Nvidia, famosa pelas placas de vídeo para computadores. Voltado para o mundo visual, a IA da Nvidia já consegue reconstruir fotos antigas e danificadas sozinha [3] e até mesmo criar rostos coloridos tridimensionais [4]. Contudo, infelizmente, as facilidades da IA podem ser usadas para coisas não muito boas, como a criação de deepfakes, onde rostos de personalidades e políticas são inseridos ou manipulados e inseridos em montagens pornográficas ou dizendo coisas que não falaram na verdade [5]. Apesar disso, tirando todos os problemas éticos e de privacidade envolvidos, a polícia chinesa conseguiu encontrar um foragido em meio a 60 mil pessoas usando IA após analisar câmeras de vídeo [6]. O mundo do entretenimento também se fez presente esse ano: ficamos boquiabertos com a notícia de que ‘Vingadores: Guerra Infinita’ precisou de quase 100 mil HDs de 1 TB cada para armazenar todos os efeitos visuais utilizados e produzidos no filme [7]. E, de forma curiosa, o sistema antipirataria utilizado por desenvolvedores de jogos foi quebrado antes mesmo do jogo ser lançado oficialmente [8]. E uma grave falha em praticamente todos os processadores lançados nos últimos anos se mostrou uma grande dor de cabeça para os fabricantes [9]. E esse ano foi aconteceu o escândalo do vazamento e uso inapropriado de dados de quase 100 milhões de usuários do Facebook, que enviou diversos tipos de informações para a empresa Cambridge Analytica. Esses dados foram usados para disparar e manipular informações tendenciosas em campanhas eleitorais americanas [10, 11]. Outra dor de cabeça aconteceu com os usuários do app de paquera gay Grindr, que tiveram seus dados sobre serem HIV-positivo para empresas terceiras sem consentimento [12]. Outra informação curiosa é a mineração de dados impressionante que o Google consegue fazer a partir de usuários de celulares Android. O número de dados que consegue obter a partir desses celulares é 50x maior do que os obtidos por celulares iPhone, da Apple [13]. Finalizamos com o trágico acidente entre um carro autônomo da Uber e uma pedestre nos EUA. Ainda em fase de testes, o veículo não interpretou a presença de uma pedestre na rua como sendo um obstáculo real e acabou atropelando a pessoa. Os testes foram interrompidos por um tempo [14, 15]. E uma startup que prometia um aparelho que realizava inúmeros exames médicos se mostrou uma farsa sem tamanho [16]. #MudançasClimáticas #Nazca #poluição&amp;nbsp; O presidente americano Donald Trump diz não acreditar no relatório gerado pela própria Casa Branca sobre as mudanças climáticas e nos impactos no futuro do planeta [1]. Além disso, as mudanças propostas pelo governo de Emmanuel Macron não agradou os franceses. Propondo aumentar o preço dos combustíveis como uma forma de amenizar a liberação de gases de efeito estufa, o país passou por grandes protestos dos famosos ‘coletes amarelos’ [2]. Enquanto isso, um relatório pede que brasileiros consumam menos carne afim de amenizar os efeitos da produção de carne no clima [3]. Enquanto discutimos sobre todos esses aspectos e pesquisadores precisam lidar com negacionistas do clima, o permafrost fica cada vez mais fraco e regiões no ártico não conseguem mais ter o solo congelado mesmo no inverno [4]. As ações humanas fizeram a Terra perder cerca de 60% dos seus animais apenas nas últimas décadas, o que mostra o impacto de nossa espécie sobre as demais [5]. Outra notícia que chamou a atenção foi um iceberg com bordas perfeitas na Antártica. A imagem do iceberg retangular correu o mundo [6]. Já no nordeste brasileiro, um cupinzeiro gigante de 4 mil anos foi descoberto por pesquisadores [7]. Ainda no Brasil, a greve dos caminhoneiros que atingiu diversos estados teve um efeito curioso e previsível na maior cidade do país: o índice de poluição reduziu em São Paulo durante os dias em que os caminhões não trafegaram nas vias da cidade [8]. Finalizamos as notícias de nosso planeta mostrando que novas linhas em Nazca, no Peru foram descobertas [9] e, incrivelmente, um caminhoneiro resolveu passar por cima de várias das famosas linhas, danificando os desenhos milenares [10]. #crise #CNPq #Capes O ano foi dominado por notícias sobre a séria crise de investimentos que o país está passando na área de ciências. Os cortes massivos de recursos nessa área estão cada vez mais preocupantes, fazendo pesquisadores no Rio apelarem para vaquinhas para obter dinheiro para continuar a conduzir as pesquisas [1], sem contar os alertas públicos que o CNPq e Capes, os principais órgãos de fomento da ciência nacional estão fazendo sobre a falta de dinheiro para 2019 para o pagamento de bolsas e de investimentos. Marchas para a ciência organizados pelas redes sociais aconteceram em algumas cidades do Brasil neste ano. [2, 3, 4, 5]. E, naturalmente, o fazer ciência está cada vez mais comprometido, tanto com as possibilidades de pesquisas sérias contra o HIV serem interrompidas pelo presidente Trump [6], como pela exploração de pós-doutorandos estrangeiros nos EUA [7], passando por fraudes em publicações científicas envolvendo células-tronco [8] e até mesmo desvio das escassas bolsas da Capes [9]. Fechamos o assunto com o nascimento do Instituto Questão de Ciência, que visa combater a pseudociência que se instala cada vez mais na sociedade atual, sobretudo em áreas importantes do governo, como a saúde [10]. Além disso, ficamos surpresos pelo imperador japonês, aos 84 anos de idade, ainda publicar artigos científicos sobre peixes, área o qual se especializou [11]. Fantástico! Esse ano duas notícias mereceram destaque extra em relação ao maior e mais reconhecido prêmio do mundo. Pela primeira vez em 55 anos, uma mulher é agraciada com o Nobel de física [1] e, devido a casos de escândalo sexual envolvendo membros da Academia Sueca, o prêmio Nobel de Literatura desse ano não foi anunciado. Acredita-se que dois prêmios serão oferecidos em 2019 [2]. O ano de 2018 também foi de grandes perdas para a humanidade. Homens e mulheres importantes que influenciaram o mundo de diversas formas deixaram a saudade e seus méritos para trás. Alan Bean, quarto homem a pisar na Lua [1]; Evelyn Berezin, criadora do primeiro processador de texto moderno [2]; John Young, astronauta [3]; Ruth Nussenzweig, percursora nos estudos com vacina contra a malária [4]; Stan Lee, desenhista e criador de icônicos personagens da Marvel [5]; Stephen Hawking, cosmólogo inglês [6, 7, 8]. #MuseuNacional #tragédia #eleições2018 O ano de 2018 entrou para história como o ano em que perdemos parte do nosso passado. O começo de setembro viu a história do Brasil e do mundo virar fumaça e cinzas com o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. O acervo de 20 milhões de itens contava com registros únicos da história humana e biológica, desde itens indígenas latino-americanos passando por relíquias egípcias e por fósseis tão importantes como Luzia, a primeira brasileira. Embora parte do acervo seja recuperado, o que perdemos no contexto de conhecimento e de informações é imensurável [1, 2, 3, 4, 5]. O ano no Brasil também foi marcado pelas eleições. A vitória de Jair Bolsonaro à presidente do país acendeu o alerta para a possibilidade de afrouxamento da legislação ambiental. Contudo, Bolsonaro convidou o primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes para assumir o Ministério da Ciência, o que agradou alguns especialistas [6, 7, 8]. Outras notícias que correram o mundo em 2018 foi a curiosa situação dos cães farejadores americanos que perderam o emprego em alguns estados onde a maconha é permitida [9]. No Brasil, um garoto brinca com onças e a foto agitou as redes sociais, muitos achando que não passava de uma montagem [10]. Nos Estados Unidos novamente, 16 enfermeiras de um mesmo hospital ficam grávidas quase ao mesmo tempo [11]. O astrofísico Neil deGrasse Tyson foi acusado de assédio sexual por mulheres no EUA [12]. Doze crianças e um técnico de futebol ficaram presos em uma caverna na Tailândia após uma chuva ter fechado a entrada da caverna. Em um esforço internacional, todos foram resgatados com vida [13]. Gravuras rupestres no Xingu são destruídas [14] após visita de pesquisadores ao local e pesquisa mostrou que o shoyu brasileiro quase nada tem de soja e a maior parte dele é feito de milho [15]. Finalizando a sessão de notícias extras que foram importantes no mundo da ciência, temos a descoberta da máscara mais antiga já encontrada [16] e de um navio grego de mais de 2 mil anos encontrado bem conservado no fundo do mar [17]. * * * Espero que tenha gostado de relembrar os principais eventos da ciência em 2018. Foram 112 notícias espalhadas em nove temas principais. Como sempre, coisas boas e coisas ruins aconteceram, portas foram fechadas e portas foram abertas. Nos resta torcer para que novos ares entrem em nosso mundo em 2019. Feliz 2019 a todos, com muita ciência e informação! &#128521; Rodapé: *: Laniakea (céu imensurável em havaiano), é o nome dado ao superaglomerado de galáxias, o qual engloba vários aglomerados e grupos de galáxias, sendo uma das maiores estruturas do universo conhecido. **: Via Láctea, do latim ‘via lactea’, representa a visão dos povos antigos ao associar a mancha que aparece no céu noturno, causada pelas milhares de estrelas que ficam indistinguíveis a olho nu, a um caminho de leite no céu. Os povos antigos forneciam diversas explicações sobre o fenômeno, sendo a da cultura grega a mais conhecida atualmente, de que Hércules que estava sendo amamentado por Hera enquanto ela dormia. Assim que acordou, Hera afastou Hércules de sua mama, jorrando o leite pelo tecido do espaço. ***: e, na verdade, são bem nada a ver. &#129335; As imagens presentes nessa publicação estão disponíveis nas fontes citadas ao longo da publicação.</itunes:summary><itunes:keywords>Astronomia, Biologia, Ciência, Doenças, Física, Meio ambiente, Notícias, Outros assuntos, Paleontologia, Saúde, Sociedade, Textos</itunes:keywords></item><item><title>Sobre animes e corpo humano</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2018/10/sobre-animes-e-corpo-humano.html</link><category>Biologia</category><category>Doenças</category><category>Humor</category><category>Imunologia</category><category>Outros assuntos</category><category>Vídeos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 12 Oct 2018 15:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-5449997263911191681</guid><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJvIwxacSYyqpQU77DtxGEbGZYhmlL8MTCJmkzKwyVqbj1_OxITsgoW1U3PEQfzFIBMlclzy5Y0gppT_Fy2oVkIqP4-Ojw0soPmbgQuUDUlvxG1vVmP7-0tQEadwwoRgArZfxXryhZfqfo/s1600/hataraku-saibou_content_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJvIwxacSYyqpQU77DtxGEbGZYhmlL8MTCJmkzKwyVqbj1_OxITsgoW1U3PEQfzFIBMlclzy5Y0gppT_Fy2oVkIqP4-Ojw0soPmbgQuUDUlvxG1vVmP7-0tQEadwwoRgArZfxXryhZfqfo/s640/hataraku-saibou_content_01.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Olá, trouxe a sua encomenda de oxigênio de hoje".&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos úiltimos anos, tenho me interessado cada vez mais em animes, os famosos desenhos animados japoneses[1], indo um pouco na contramão da maioria das pessoas, que preferem séries de TV que existem aos montes nas Netflix da vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar dos animes serem material de entretenimento, os japoneses são especialistas em nos surpreender[2]. Acompanhando as ondas de lançamentos que ocorrem todos os anos no Japão[3], saiu recentemente o anime Hataraku Saibou (はたらく細胞), ou Cells at Work! (células em trabalho), do mangaká Akane Shimizu. Nesse anime, baseado em um mangá do mesmo nome, acompanhamos as aventuras das mais diversas células e estruturas do corpo humano em seus trabalhos. As hemácias, células de defesa, neurônios e tudo mais que existe dentro da gente foram antropomorfizados em típicos personagens de anime, os quais desempenham suas funções seguindo aquilo que a ciência conhece sobre elas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEied6qQVv9K4ibEDnuWIIBJFGZrLkb1wVyRjcNWuNzCzyRt_g014iH8uF2M0LnPPMiUXGPuHjyzQ8vqSuv6BKkTmoEgTncFHaVSTkB8wK1x28RebIQkaUZihGjVgDIOflX86SWU4twuzyQ6/s1600/hataraku-saibou_content_05.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="225" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEied6qQVv9K4ibEDnuWIIBJFGZrLkb1wVyRjcNWuNzCzyRt_g014iH8uF2M0LnPPMiUXGPuHjyzQ8vqSuv6BKkTmoEgTncFHaVSTkB8wK1x28RebIQkaUZihGjVgDIOflX86SWU4twuzyQ6/s400/hataraku-saibou_content_05.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Olha as simpáticas plaquetas (kesshouban (血小板). &#128153;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, vemos as hemácias (em japonês sekkekkyu (赤血球))[4] fazendo a principal função: transporte de gases (o oxigênio e gás carbônico). Para tanto, as numerosas hemácias usando suas roupinhas vermelhas carregam caixas e caixas contendo o gás para as mais diversas partes do corpo. Temos também os glóbulos brancos (hakkekkyu (白血球)) com sua função principal, que é caçar e matar agentes estranhos ao corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com as explições esporádicas de uma narradora, as mais diferentes células do corpo são apresentadas, os quais suas funções são explicadas e por que elas possuem aquele comportamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar de ser um anime que tem como função principal o entretenimento, o anime é bem-vindo para apresentar informações interessantes sobre o funcionamento do corpo humano. Tanto que escolas estão usando imagens do anime para complementar as aulas sobre o sistema imune e coagulação, por exemplo[5].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ficou curioso? A primeira temporada completa já saiu e você encontra oficialmente no &lt;a href="https://www.crunchyroll.com/cells-at-work" target="_blank"&gt;Crunchyroll &lt;/a&gt;ou em outros sites por aí...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="100%" scrolling="no" src="https://www.animesync.tv/embed/Okx7mneDo9Rn/" width="100%"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Rodapé:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: o anime (em japonês&amp;nbsp;アニメ), é todo e qualquer desenho animado oriundo do Japão ou que possui traços típicos japoneses. Não confundir com mangá (漫画) que significa, literalmente, história em quadrinhos. Os animes e mangás são os meios os quais os desenhos são produzidos, sendo o último geralmente impresso, em histórias em quadrinhos mesmo. Muitos animes são baseados em mangás, mas nem todos. O famoso anime 'Kimi no na wa.' (君の名は。, literalmente 'Seu Nome' ou 'Your Name', como ficou conhecido do grande público fora do Japão), de Makoto Shinkai é um exemplo oposto, o qual foi lançado o filme primeiro e uma versão em mangá foi produzido depois.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: a cultura e o modo de viver dos japoneses pode (e na verdade consegue) surpreender os ocidentais. Séculos de desenvolvimento cultural afastados dos ocidentais, com pensamentos e modos de construção da sociedade totalmente diferentes do nosso, é sensato sentir um choque quando você é apresentado à cultura da Terra do Sol Nascente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: os animes, geralmente, saem em temporadas no Japão. São famosas as temporadas de inverno e verão, os quais a imprensa japonesa fala bastante, já que é um produto muito consumido no país.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: as técnicas de romanização, ou seja, transformar o idioma japonês em uma variante com alfabeto latino possui algumas regras. No caso, quando se dobra uma consoante depois de uma vogal (no caso da hemácia em japonês), isso indica ao leitor que, na verdade, o som da vogal (a letra E, no caso, que está antes do duplo K) deve ser mais pronunciado, ou seja, mais longo. Ou seja, a gente falaria sekekiu, mas puxando mais os Es durante a pronúncia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[5~]: na realidade, os produtores do anime liberaram imagens para serem usadas de forma livre em aulas . Veja &lt;a href="https://www.vocesabiaanime.com.br/2018/09/hataraku-saibou-permite-que-escolas.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagens obtidas &lt;a href="https://hataraku-saibou.com/special/content_download/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJvIwxacSYyqpQU77DtxGEbGZYhmlL8MTCJmkzKwyVqbj1_OxITsgoW1U3PEQfzFIBMlclzy5Y0gppT_Fy2oVkIqP4-Ojw0soPmbgQuUDUlvxG1vVmP7-0tQEadwwoRgArZfxXryhZfqfo/s72-c/hataraku-saibou_content_01.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Nove aninhos de vida!</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2018/09/nove-aninhos-de-vida.html</link><category>Ciência</category><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Thu, 27 Sep 2018 15:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-4359572763531875888</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="true" allowtransparency="true" frameborder="0" height="476" scrolling="no" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fnanomacro%2Fvideos%2F1866500396799779%2F&amp;amp;show_text=0&amp;amp;width=476" style="border-style: none; border-width: initial; overflow: hidden;" width="476"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Pois é, chegamos a mais um aninho de vida. O Do Nano ao Macro comemora nove anos! Puxa vida, nem eu mesmo acredito que consegui chegar tão longe com essa ideia, que começou pequena e bem discreta quando estava na casa dos meus pais, ainda em 2009. Era um período em que estudava para o vestibular e, mesmo cheio de coisas para ler e escrever, sinti-me impelido pela vontade de ajudar os divulgadores de ciência que conhecia na época (em especial a galera do ScienceBlogs Brasil) a somar nossas vozes em prol da divulgação do conhecimento e do pensar científico.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Hoje o formato mudou bastante. Divulgar ciências deixou de ser algo mais restrito aos textos, fechados em espaços que não eram muito conhecidos do grande público. Hoje a divulgação da ciência se encontra em todos os lugares e todos os momentos. Está no bolso e nos vídeos e GIFs mais bobinhos. Às vezes um meme nos faz rir justamente por conter informações que só fazem sentido quando se é letrado cientificamente. Tipo assim:&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Image may contain: text" height="400" src="https://scontent.fgru3-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/35282741_1074601592680953_4611506372830298112_n.jpg?_nc_cat=103&amp;amp;oh=4264e4c1d8e1a492887384ce75c72b6a&amp;amp;oe=5C5BFB55" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="400" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;É legalzinho, diz aí?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Por isso, a divulgação alcançou novos ares. O Do Nano ao Macro está há vários anos no Facebook, compartilhando notícias, informações, novidades, vídeos e memes relacionados à ciência e tecnologia para centenas e centenas de curtidores diariamente. Todas essas informações são compartilhadas também em nosso Twitter.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Estamos também no Instagram, compartilhando belas imagens que a ciência nos proporciona, desde planetas e galáxias distantes, até a simplicidade de uma abelha.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Por isso, quero agradecer imensamente a todos que acessam o blog[1] e nos curtem e seguem pelas redes sociais. Apesar de fazer quase todo o trabalho sozinho, quero agradecer a todos os amigos reais e virtuais que sempre compartilham bons conteúdos e que fazem esse material chegar até vocês também. Espero continuar por muitos e muitos anos à frente do blog e das redes sociais. Aprendi muito nesses últimos anos e, em grande parte, foi por causa do Do Nano ao Macro.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Continue nos acompanhando nas redes sociais!&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;iframe allow="encrypted-media" allowtransparency="true" frameborder="0" height="80" scrolling="no" src="https://www.facebook.com/plugins/like.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fnanomacro&amp;amp;width=450&amp;amp;layout=standard&amp;amp;action=like&amp;amp;size=large&amp;amp;show_faces=true&amp;amp;share=true&amp;amp;height=80&amp;amp;appId" style="border: none; overflow: hidden;" width="450"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a class="twitter-follow-button" data-show-count="false" href="https://twitter.com/nano_macro?ref_src=twsrc%5Etfw"&gt;Siga o Twitter de @nano_macro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" data-instgrm-version="12" style="background: #fff; border-radius: 3px; border: 0; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0 , 0 , 0 , 0.5) , 0 1px 10px 0 rgba(0 , 0 , 0 , 0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: 99.375%;"&gt;
&lt;div style="padding: 16px;"&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="background: #FFFFFF; line-height: 0; padding: 0 0; text-align: center; text-decoration: none; width: 100%;" target="_blank"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="align-items: center; display: flex; flex-direction: row;"&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 40px; margin-right: 14px; text-align: justify; width: 40px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; height: 14px; margin-bottom: 6px; text-align: justify; width: 100px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; height: 14px; text-align: justify; width: 60px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="padding: 19% 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="display: block; height: 50px; margin: 0px auto 12px; text-align: justify; width: 50px;"&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="background: #FFFFFF; line-height: 0; padding: 0 0; text-align: center; text-decoration: none; width: 100%;" target="_blank"&gt;&lt;svg height="50px" version="1.1" viewbox="0 0 60 60" width="50px" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg"&gt;&lt;g fill-rule="evenodd" fill="none" stroke-width="1" stroke="none"&gt;&lt;g fill="#000000" transform="translate(-511.000000, -20.000000)"&gt;&lt;g&gt;&lt;path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"&gt;&lt;/path&gt;&lt;/g&gt;&lt;/g&gt;&lt;/g&gt;&lt;/svg&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="padding-top: 8px;"&gt;
&lt;div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="background: #FFFFFF; line-height: 0; padding: 0 0; text-align: center; text-decoration: none; width: 100%;" target="_blank"&gt;Visualizar esta foto no Instagram.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="padding: 12.5% 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="background: #FFFFFF; line-height: 0; padding: 0 0; text-align: center; text-decoration: none; width: 100%;" target="_blank"&gt; &lt;div style="align-items: center; display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px;"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; text-align: justify; transform: translateX(0px) translateY(7px); width: 12.5px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; margin-left: 2px; margin-right: 14px; text-align: justify; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; text-align: justify; transform: translateX(9px) translateY(-18px); width: 12.5px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-left: 8px;"&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 20px; text-align: justify; width: 20px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: 2px solid transparent; border-left: 6px solid rgb(244, 244, 244); border-top: 2px solid transparent; height: 0px; text-align: justify; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg); width: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-left: auto;"&gt;
&lt;div style="border-right: 8px solid transparent; border-top: 8px solid rgb(244, 244, 244); text-align: justify; transform: translateY(16px); width: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: #f4f4f4; height: 12px; text-align: justify; transform: translateY(-4px); width: 16px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-left: 8px solid transparent; border-top: 8px solid rgb(244, 244, 244); height: 0px; text-align: justify; transform: translateY(-4px) translateX(8px); width: 0px;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 8px 0px 0px; padding: 0px 4px; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://www.instagram.com/p/Bnl6ihiDqV4/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="color: black; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;" target="_blank"&gt;Quando a abelhinha enche a cara de pólen... &#128029; &#127800; #bee #polen #flower #macro #biology #life #abelha&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #c9c8cd; font-family: arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0px; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0px 7px; text-align: justify; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"&gt;
Uma publicação compartilhada por &lt;a href="https://www.instagram.com/nano_macro/?utm_source=ig_embed&amp;amp;utm_medium=loading" style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;" target="_blank"&gt; Do Nano ao Macro&lt;/a&gt; (@nano_macro) em &lt;time datetime="2018-09-11T16:24:02+00:00" style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;"&gt;11 de Set, 2018 às 9:24 PDT&lt;/time&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;script async="" defer="" src="//www.instagram.com/embed.js"&gt;&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Rodapé:&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
[1]: infelizmente não estou escrevendo o tanto que gostaria para o blog. Conciliar atividades do doutorado, algum conforto social e outras atividades diárias com leituras de materiais diferenciados para publicar não é fácil.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Clima, tempo e coisas doidas</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2018/02/clima-tempo-e-coisas-doidas.html</link><category>Ciência</category><category>Geologia</category><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 23 Feb 2018 14:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2701654490556338203</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIEJ1GF_u8GmMqEruItq4rev0YwZvlS9f9ZOEKkBkuVMmWDr2k2mLrCIhM1djcKvkSg4_FbENdivWTsCcHtpMSkTD7VU8Y0cWFALVHNktWjBYQy9tglzJX_iDekrA72PGRgQoBcAYODiVH/s1600/cathedral_spires_panorama_d_by_framedbynature-db81ytk.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="591" data-original-width="1350" height="280" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIEJ1GF_u8GmMqEruItq4rev0YwZvlS9f9ZOEKkBkuVMmWDr2k2mLrCIhM1djcKvkSg4_FbENdivWTsCcHtpMSkTD7VU8Y0cWFALVHNktWjBYQy9tglzJX_iDekrA72PGRgQoBcAYODiVH/s640/cathedral_spires_panorama_d_by_framedbynature-db81ytk.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;As Agulhas na montanha Black Hills, Dakota do Sul, EUA. A montanha foi responsável por uma das mudanças&lt;br /&gt;térmicas mais malucas da história recente.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Somos &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt;. Apesar de fracos e sem muita potência motora, somos dotados de uma capacidade de raciocínio e de imaginação sem precedentes. Nosso senso de descoberta do novo nos levou para fora da África e de lá para o mundo todo. Hoje, ficamos maravilhados com a exploração espacial e o que o futuro nos reserva. Lua? Marte?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nós moldamos o ambiente ao nosso redor de modo a ser melhor para nós. Levamos água para regiões mais secas e iluminamos a noite para estender nossas atividades diárias e, também, para nos divertimos. Conversamos com pessoas que não estão do nosso lado, as vendo em telas de computadores e de celulares. Viajamos a 900km/h em aviões que cruzam continentes e podemos marcar uma coisa para o dia seguinte em outro país e ainda estarmos no conforto de nossas casas sem se preocupar com as centenas de quilômetros de distância.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, ainda assim, a natureza rege nossos dias. Tendemos a acordar quando o sol nasce e dormirmos quando já está escuro. Almoçamos e jantamos mais ou menos nos mesmos horários e ainda olhamos para o céu para saber se vai chover ou não.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tempo e o clima são fenômenos meteorológicos importantes que, quando compreendidos, permitem nos programar de forma eficaz, evitando problemas que podem ir bem além de você usar a roupa errada no dia. A previsão de chuvas, granizo, neve, tempestades e furacões trazem problemas para toda uma população, e as autoridades usam - ou deveriam usar - essas informações para evitar graves consequências.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma coisa muito importante, antes de tudo, é saber a diferença entre &lt;b&gt;tempo&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e &lt;b&gt;clima&lt;/b&gt;. Apesar de serem fenômenos meteorológicos, eles são diferentes. Vejamos abaixo:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnep4e2QYZnTU0r_ZWjMJLBBGmFFTuqZ8cxZ_BzJdP8MVDMaQU3WDwUbJiAw3bhmK1WcbhfkQFkOLwF8PrfCnwor3mfPNSXpJ7V6Buu_LJeV2wwuDxx7gmitkEXo_Yv8vhl3oUbrjITXjc/s1600/info_clima_tempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnep4e2QYZnTU0r_ZWjMJLBBGmFFTuqZ8cxZ_BzJdP8MVDMaQU3WDwUbJiAw3bhmK1WcbhfkQFkOLwF8PrfCnwor3mfPNSXpJ7V6Buu_LJeV2wwuDxx7gmitkEXo_Yv8vhl3oUbrjITXjc/s640/info_clima_tempo.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando você vai visitar algum lugar, você se baseia no clima para ter uma noção geral do que você vai encontrar: frio ou calor? Seco ou chuva? Entretanto, o tempo sempre muda: são as características do momento em que ocorrem, apenas isso. É aquilo que passa na TV falando como vai ser o dia seguinte.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tempo pode pegar a gente se surpresa algumas vezes. Sabe aquele dia que você jurava que iria ficar ensolarado e, de repente, o tempo fecha e chove? Essas situações acabam sendo bem amenas quando comparadas com o recordes climático mais estranho que já li e resolvi compartilhar com vocês.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;A mudança mais rápida positiva&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia 22 de janeiro de 1943, a pequena cidade de Spearfish, no condado de Lawrence em Dakota do Sul, EUA, registrou o aumento de temperatura mais rápido da história. Em dois minutos, foi registrado um aumento de 27 °C na temperatura! Para entender essa mudança brusca, vamos entender o todo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Às 7h30 da manhã (12h30 no horário de verão brasileiro), os termômetros em Spearfish marcavam -20 °C. Dois minutos depois (7h32 hora local), já se marcava&amp;nbsp;+7 °C. Até as 9h00 a temperatura havia estabilizado em&amp;nbsp;+12 °C.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhERKa4SGeFwyJqxvK5sSwvtT_eOLVyG7gXUOrhAsmrljCdM34bdwbuAJPkJ2YhkLyS_-2jltwnQDaWhL3ipHMYbOAkBLh6TUQKgazAX5KN0-Hw_JFYPAVEEmJdOdyDzpay5UJatibeaZvc/s1600/chinook_vento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1125" data-original-width="1000" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhERKa4SGeFwyJqxvK5sSwvtT_eOLVyG7gXUOrhAsmrljCdM34bdwbuAJPkJ2YhkLyS_-2jltwnQDaWhL3ipHMYbOAkBLh6TUQKgazAX5KN0-Hw_JFYPAVEEmJdOdyDzpay5UJatibeaZvc/s640/chinook_vento.jpg" width="568" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O infográfico ilustra um bocado de texto explicativo. Os ventos quentes que desceram da montanha vieram de forma repentina na cidade, subindo a temperatura quase 30 °C em pouquíssimo tempo. Como a cidade fica aos pés da montanha, ela foi a que mais sentiu essa variação na temperatura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Após essa estabilização em 12 °C, os ventos Chinook, um tipo de vento Föhn que possui essas características de ventos de montanha, cessaram. Assim que o ar quente parou, as temperaturas cairam novamente para -20 °C. O frio retornou à cidade em 27 minutos. Essas mudanças bruscas de temperatura fizeram vidros das casas quebrarem e para-brisas dos carros embaçarem e congelarem instantaneamente, causando transtornos nas ruas. As pessoas simplesmente pararam os carros no meio da rua já que não se enxergava mais nada! Imagina a bagunça!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vale a pena constar que esses ventos são comuns e as variações de temperatura sempre ocorrem. Mas como o que foi registrado em 1943, não mais. Ou seja, mesmo no inverno americano, com temperaturas abaixo de zero, o tempo pode mudar de forma repentina graças a passagem de uma simples corrente de ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensei, a princípio, mostrar também o recorde de mudança negativa (quando se fica mais frio em pouco tempo), mas acabei de deparando com informações desencontradas e fontes não tão confiáveis quanto as que cito no final dessa publicação. Se você souber de mais informações, compartilhe conosco!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da próxima vez em que você sair de um ambiente com ar condicionado no 21 °C e ir para um ambiente de 32 °C, lembre-se desse choque térmico de sair de -20 °C para&amp;nbsp;+7 °C. &#128540;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
⛄&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagem que abre a postagem por FramedByNature no &lt;a href="https://framedbynature.deviantart.com/art/The-Granite-Cathedral-678656648"&gt;deviantART&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Infográfico sobre clima usou imagens por Finnfanfoodle em seu &lt;a href="https://finnfanfoodle.deviantart.com/art/Japanese-Landscape-521588647" target="_blank"&gt;deviantART&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://creativemarket.com/snailart/170860-Flat-tourist-illustrationicon" target="_blank"&gt;Creative Market&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="https://www.shutterstock.com/video/clip-20992837-stock-footage-young-caucasian-hipster-man-with-the-beard-handsome-smiling-happy-man-flat-design-animation-k.html" target="_blank"&gt;Shutterstock&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Informações sobre clima em Tokyo obtidos &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Tokyo#Climate" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Dados sobre Spearfish vistos em &lt;a href="http://rapidcityjournal.com/news/local/degrees-in-minutes-spearfish-library-celebrates-record-breaking-weather-day/article_05e7b793-8ad4-5517-9a10-5a27546a328a.html" target="_blank"&gt;Rapid City Journal&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://weather.com/sports-recreation/ski/news/5-extreme-temperature-drops-20130118#/1"&gt;Weather.com&lt;/a&gt; e &lt;a href="https://www.weather.gov/unr/1943-01-22"&gt;National Weather Service/NOAA&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIEJ1GF_u8GmMqEruItq4rev0YwZvlS9f9ZOEKkBkuVMmWDr2k2mLrCIhM1djcKvkSg4_FbENdivWTsCcHtpMSkTD7VU8Y0cWFALVHNktWjBYQy9tglzJX_iDekrA72PGRgQoBcAYODiVH/s72-c/cathedral_spires_panorama_d_by_framedbynature-db81ytk.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Sobre a Terra Plana</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2018/02/sobre-terra-plana.html</link><category>Astronomia</category><category>Ciência</category><category>Física</category><category>Geologia</category><category>Pseudociência</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 16 Feb 2018 14:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2412481202627851613</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVA3-MjWLDr5usRUxmP-tzPQFCICcUcXWpuUGtZKAi7CBJTnTArN-paywfZSUSIMDAL0MJ4FVXn9RxaON26ZkznhaD4T-mzhmHlAX8GuPWZ8_9xPTZn4B0T5uPEuprY1N3O7xuYoIvd4nF/s1600/tesla-roadster-in-space.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVA3-MjWLDr5usRUxmP-tzPQFCICcUcXWpuUGtZKAi7CBJTnTArN-paywfZSUSIMDAL0MJ4FVXn9RxaON26ZkznhaD4T-mzhmHlAX8GuPWZ8_9xPTZn4B0T5uPEuprY1N3O7xuYoIvd4nF/s640/tesla-roadster-in-space.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Carro Tesla no espaço mandado pela SpaceX (ambas as empresas são de Elon Musk).&lt;br /&gt;Duvido que os investidores da SpaceX iriam dar dinheiro para o cara se ele não soubesse um pouco de física.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
A ciência é feita andando um passo de cada vez. Coisas que achamos serem certas no passado foram destruídas, colocando-as apenas como um capítulo na história da humanidade. É sempre assim: a medida que nosso conhecimento avança e o nosso entendimento da realidade melhoras, as ideias e explicações antigas sobre como as coisas funcionavam e que não conseguem mais explicar esses novos conhecimentos vão ficando para trás. É natural e benéfico para todos nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://historiablog.files.wordpress.com/2015/10/1481351590325460517.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="800" data-original-width="581" height="320" src="https://historiablog.files.wordpress.com/2015/10/1481351590325460517.png" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um ótimo exemplo é o modo como explicamos as doenças. Hoje sabemos que muitas doenças são causadas por micro-organismos que existem em todos os lugares. Bactérias, fungos e vírus que são invisíveis aos olhos humanos, mas que ganham as lentes dos microscópios. Hoje eles são comuns ao nosso conhecimento - tanto que vivemos falando sobre eles em nosso dia-a-dia, desde a preocupação com a vacinação para febre amarela até você ter comido alguma coisa estragada e ter dado uma diarreia infernal - e nem mais nos preocupamos em pensar em algo diferente para explicar a origem de muitas doenças. Nós nos embasamos na teoria microbiana, que explica como muitas doenças surgem e como esses micro-organismos agem em nossos corpos e no ambiente ao nosso redor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas nem sempre foi assim. Até um tempo atrás os médicos e cientistas naturais acreditavam que não eram coisas microscópicas que causavam doenças: eram os cheiros ruins. Os médicos se baseavam na teoria miasmática, em que miasmas, odores e gases liberados pelas doenças ou pelos lugares pútridos eram os responsáveis pelas doenças. Isso era tão sério que provavelmente você já deve ter visto a imagem ao lado. O médico da peste era bem conhecido durante a Idade Média, justamente por tratar os enfermos acometidos pela Peste Negra. A máscara com bico não era a toa: para eles, como o cheiro ruim que causava a doença, e o bico armazenava um chumaço de ervas aromáticas, para perfumar o ar e, supostamente, evitar que o médico contraísse a doença por respirar o ar fétido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda bem que os trabalhos de grandes nomes no passado, em especial a John Snow[1] e Louis Pasteur, esse pensamento foi sendo modificado. As evidências de que existia uma vida microscópica que causava essas doenças - e não o cheiro ruim - ficaram cada vez maiores, e a teoria miasmática foi sendo colocada de lado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, as ideias mudam de acordo com os novos conhecimentos que temos acerca do mundo onde vivemos. E isso vale inclusive para o próprio mundo. A ideia de que a Terra fosse plana não é nova. E nem surgiu na Idade Média. A humanidade, desde quando começou a ter mais tempo para pensar em coisas que iam além de caçar algo para comer - ou evitar ser a caça de alguém - pensou em coisas complexas, sobre a sua própria vida, a vida das coisas ao redor, o espaço onde vivia, e o que havia sobre suas cabeças. De certa forma, parece que as principais civilizações antigas acreditavam que a Terra deveria ser plana - como as civilizações da idade do Bronze na região do atual Mediterrâneo, os gregos antigos, indianos e chineses, além de civilizações ameríndias. Algumas cosmologias da Terra plana antiga desses povos eram bem complexas, explicando inclusive sobre os diversos fenômenos astronômicos existentes, como o movimento de planetas e eclipses.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, ainda durante o período Antigo, a ideia de que a Terra fosse plana não era mais bem aceita. Com o avanço da matemática e do entendimento de certos fenômenos astronômicos, a ideia da Terra plana começou a sofrer abalos. Pitágoras, por exemplo, já acreditava que a Terra fosse esférica e não plana. E, ao contrário do que muitos acreditam, durante a Idade Média, a maioria das pessoas aceitavam que a Terra fosse redonda - o que se questionava na época era se a Terra era ou não o centro do Universo, como podemos recordar com o que aconteceu com Giordano Bruno e Galileu Galilei.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gigantes da ciência fizeram história ao aceitar a "redondeza" da Terra: Kepler, Galileu, Newton, Einstein e todos os cientistas modernos que trabalham ao redor do mundo aceitam o fato de que a Terra é redonda. Tecnicamente, o mundo moderno funciona graças ao mundo ser redondo[2].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, o mundo está vendo - sobretudo de 2016 para cá - uma crescente defesa da ideia de que a Terra não é redonda. Para muitos, a Terra seria plana. Plana como uma pizza e não redonda como uma laranja. Naturalmente, para os conhecedores da ciência moderna, a concepção dessas ideias beiram o bizarro. Mas, aparentemente, não é isso que está acontecendo: as pessoas realmente creem nisso. A ponto de receber isso no Twitter do blog:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEmGsD8fSs506vrjom6Wogdj_ShCAD9orVlvq4W_j-SpnN1nbgQK49fXC_Lu3vRuO_fLFh6fu7ietGZiMfB1mIrSH-fhnCADxPPmQYeBQPy6eCxM1IUN81E4weHhL-TLYs0yIODUt15e__/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="550" data-original-width="650" height="337" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEmGsD8fSs506vrjom6Wogdj_ShCAD9orVlvq4W_j-SpnN1nbgQK49fXC_Lu3vRuO_fLFh6fu7ietGZiMfB1mIrSH-fhnCADxPPmQYeBQPy6eCxM1IUN81E4weHhL-TLYs0yIODUt15e__/s400/Sem+t%25C3%25ADtulo+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Twitter, compartilhei uma matéria da BBC falando sobre a Terra Plana e sobre cada vez mais crentes nessa teoria surgirem. Graças as redes sociais, pessoas que acreditam na Terra plana podem debater ideias e construir explicações para os fenômenos naturais. Além de, é claro, tentar derrubar a Terra redonda.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A imagem que ele reclamou que está errada é essa (extraí da própria matéria):&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXk-ZNlBMhoLqQNU8E-7Q3k-DTfSuvLagwqiJd_VCR8xUVVQJskA0l0n0g2B6dP8fjWvHdkNGzNDivg3E7TyxQ2hdwMEFqNXh9o8dnZKgs6JxrEugsqTVxekqt9ndhLxWzvt7lPDRBY5mg/s1600/terra_bbc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="607" data-original-width="669" height="362" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXk-ZNlBMhoLqQNU8E-7Q3k-DTfSuvLagwqiJd_VCR8xUVVQJskA0l0n0g2B6dP8fjWvHdkNGzNDivg3E7TyxQ2hdwMEFqNXh9o8dnZKgs6JxrEugsqTVxekqt9ndhLxWzvt7lPDRBY5mg/s400/terra_bbc.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Matéria original pode ser lida &lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-42953688" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Bom, vamos deixar o breve xingamento de lado - ser chamado de babaca hoje em dia na internet é quase um alívio, comparado com o que encontramos na seção de comentários internet afora - e vamos focar nas outras coisas. Ele disse que era preciso pesquisar direito para achar uma imagem que condiz com a teoria da Terra plana. Pois bem, pesquisei. E realmente a imagem da matéria está errada. A Terra, de acordo com os terraplanistas, é assim:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/Flat_earth.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="543" data-original-width="543" height="400" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/Flat_earth.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Modelo mais aceito para a Terra plana, em uma &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Azimuthal_equidistant_projection" target="_blank"&gt;projeção azimutal equidistante&lt;/a&gt;.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mundo para os terraplanistas não é aquele em que se defendia no passado, com os oceanos nos rodeando, as águas caindo pelas beiradas como um prato cheio. As bordas do mundo seriam, na realidade, feitas de gelo - a Antártica seria não um continente, mas uma imensa massa de gelo que circunda o mundo todo, fechando o planeta pelas beiradas, como uma pizza com borda recheada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, o mundo para o terraplanista também não é simples: existem inúmeros questionamentos atuais que os terraplanistas precisam explicar para que sua teoria se encaixe nas observações do mundo moderno. São coisas desde a gravidade, o conceito de dia e noite, eclipses, estações do ano e, naturalmente, conhecimentos atuais de astronomia e física.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu, naturalmente, comecei a escrever sobre como a ciência vê o universo atual e como os terraplanistas explicam as mesmas coisas. Mas percebi que o texto estava ficando confuso, já que estava simplista demais em explicar os fenômenos sob a ótica da ciência. Além disso, o texto estava ficando grande demais e, provavelmente, quem aceita a Terra ser redonda pularia a parte científica da explicação e quem é terraplanista simplesmente não leria aquilo que não interessa. Por isso, resolvi mudar um pouco as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;"Se a Terra não fosse plana, seria chamado de redondeta e não planeta"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Sim, já vi isso por aí. Apesar de alguns tratarem essa associação como brincadeira, alguns terraplanistas levam essa afirmativa à sério. Seria uma forma de dizer que os povos antigos sempre estiveram certos, já que sempre saberíamos que estamos vivendo em um planeta plano. Mas, na realidade, planeta não tem nada a haver com plano. O termo planeta, como nós usamos atualmente, vem do grego "πλανῆται" (planetai) que significa 'viajante' ou 'errante'. Eles usaram esse termo pelo simples fato de, quando observavam o céu noturno, alguns pontos brilhantes no céu viajavam em relação ao pano de fundo de estrelas fixas[3] de forma mais rápida e errante. Com o tempo, os gregos e demais povos começaram a nomear esses corpos errantes com os nomes que estamos acostumados (Vênus, Marte, Júpiter). Quando se percebeu que a Terra era mais um desses corpos errantes que viajavam juntos pelo espaço com o Sol, foi natural chamar a Terra de planeta também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, dizer que devíamos chamar o planeta de redondeta só por que ele seria redondo não faz o menor sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;"A Antártica[4] é a beirada do mundo e, por isso, não deixam ninguém ir lá. Ele é o lugar mais protegido da Terra".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A visão de mundo terraplanista é, como vimos acima, que o mundo é cercado por gelo e a Antártica seria esse paredão de gelo que fecharia o mundo, impedindo que alcançássemos a borda. O acesso à Antártica é restrito a apenas alguns países, que o dividiram de forma precisa e quase militar para evitar que qualquer curioso chegasse e descobrisse toda a verdade. Os governos do mundo todo se envolveram para evitar que a tal verdade de que a Terra é plana seja descoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A explicação é boa e se baseia em algumas verdades: existe realmente um tratado entre alguns países signatários, o chamado 'Tratado da Antártica', o qual os países abrem mão de reclamar posse do continente gelado, deixando de lado as reivindicações em prol da pesquisa científica em nível de cooperação internacional. O tratado original, assinado em 1959 com 12 países, hoje possui mais de 30, com o Brasil assinando e mantendo uma base desde 1984 na região, a Estação Antártica Comandante Ferraz[5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://scienews.com/images/2017/07/f92ee22e5a3bcb0909f5845d8e183e62.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://scienews.com/images/2017/07/f92ee22e5a3bcb0909f5845d8e183e62.jpg" data-original-height="333" data-original-width="800" height="133" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Polo Sul Cerimonial, localizado a poucos metros&lt;br /&gt;do Polo Sul geográfico. As bandeiras são dos 12 países&lt;br /&gt;signatários originais do Tratado. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Mas, naturalmente, a explicação mais simples que se tem para que as pessoas não possam ir na Antártica descobrir a beirada do mundo pode ser mais simples que a conspiração de governos: lá faz frio, muito frio. E não tem hotéis para as pessoas passarem a noite por lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o acesso difícil á região vai bem além do frio, naturalmente. A cidade de Novosibirsk, na Sibéria, registra médias de temperaturas mais frias durante o inverno que a Estação brasileira na Antártica[6]. Embora as temperaturas mais baixas já registradas no planeta sejam na Antártica[7], a temperatura não é o principal empecilho para que as pessoas viajem até o continente gelado. A principal razão é que a Antártica não é uma região para turismo. Desde o Tratado firmado entre os países, o continente foi e é utilizado para pesquisa científica. O acesso restrito se deve que as apenas pesquisadores voltados para a análise de clima e astronomia visitam esse espaço (e apenas durante o verão, onde as condições são mais favoráveis para permanecer por horas fora da Estação de pesquisa). O ser humano altera demais o ambiente onde passa e levar a uma onda de turismo no lugar atrapalharia o desenvolvimento de pesquisas na área, que exigem que o ambiente não seja alterado. Além disso, a vida no Antártica é muito frágil e nossa presença poderia levar a modificações sérias em seus habitats. Mesmo longe já causamos impacto no continente gelado - vide o buraco na camada de Ozônio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou seja, dizer que existe uma conspiração para que as pessoas não saibam como é a Antártica de verdade - que seria um barreira gigantesca de gelo que impede que fôssemos além dela - é a coisa mais nada a ver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para falar a verdade, se a Terra fosse plana mesmo, eu veria essa barreira gigante de gelo daqui de casa. E, bem, não é isso que eu vejo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;"A ONU conspira junto com os governos para esconder a verdade. Mas o emblema da ONU não nos deixa enganar"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
A ONU (Organização das Nações Unidas), fundada após a Segunda Guerra Mundial, teve o objetivo de organizar o mundo para evitar maiores problemas. Com o entendimento de que precisávamos nos organizar e colaborar a nível mundial, entramos no mundo moderno como o conhecemos. Tratados internacionais de comércio, educação e saúde só foram possíveis graças ao empenho dos países membros das diversas organizações que compõe a ONU.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ONU ela representaria a união de todos os países (ao menos os países-membros) e, portanto, ela não responde por nenhuma bandeira em específico. Por isso, a ONU possui sua própria bandeira, que você deve ter visto por aí.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://expressoviajante.files.wordpress.com/2016/08/bandeira-da-onu.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="560" data-original-width="800" height="280" src="https://expressoviajante.files.wordpress.com/2016/08/bandeira-da-onu.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O emblema da ONU é o mundo em uma projeção azimutal equidistante, centrada no Polo Norte e com extensão de até 60° de latitude sul. Ornamentada com folhas de oliveira - simbolizando a paz - o emblema coloca os países-membros sem delimitação, em uma mensagem de união, paz e segurança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, naturalmente, os terraplanistas enxergam nesse emblema uma espécie de mensagem oculta, talvez do projetista do desenho que sabia da verdade e queria deixar esse easter egg para a humanidade. Para os terraplanistas, o símbolo da ONU nada mais é que a visão da Terra plana em todo o seu esplendor, sendo jogado na cara das pessoas até então.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh15-UZ45bIwMTvhgHXnuiwvLu2avrHHQ76vBtb7YZA3aVCzsIjwf5ANkMlhQGcxRW-69mt1jvkIGnhFuxQ-jxyP3iHxB9ayx5_fw63Dz0L2CD_4v7XuhsIwTOzpmhsnNDckqBCQrKCPSqc/s1600/snip_20180210165941.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="307" data-original-width="707" height="138" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh15-UZ45bIwMTvhgHXnuiwvLu2avrHHQ76vBtb7YZA3aVCzsIjwf5ANkMlhQGcxRW-69mt1jvkIGnhFuxQ-jxyP3iHxB9ayx5_fw63Dz0L2CD_4v7XuhsIwTOzpmhsnNDckqBCQrKCPSqc/s320/snip_20180210165941.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Algumas projeções cartográficas conhecidas.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Bom, o que acontece é que a projeção azimutal gera, de fato uma imagem mais harmoniosa para a proposta do emblema (já que a imagem fica redonda), mas isso não significa que a Terra seja assim. Projeções cartográficas existem aos montes e seus trabalhos existem desde, pelo menos, ao período das Grandes Navegações. O grande número de projeções cartográficas existem para tentar reduzir o problema de projetar um superfície tridimensional - no caso a superfície terrestre - em um plano 2D - o mapa em si, o papel impresso. Todo tipo de adaptação dessa projeção acaba gerando distorções, algumas bem bizarras, como essas aqui nesse parágrafo. O site '&lt;a href="https://thetruesize.com/" target="_blank"&gt;The True Size of&lt;/a&gt;' traz uma ferramenta bem legal para quem quer ver em como as distorções nos mapas escondem o tamanho real dos países. Escolha um país e arraste-o para outras partes do mundo e se surpreenda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Usar do tipo de projeção escolhido para fazer o emblema da ONU não faz o menor sentido. É apenas uma projeção: podiam ter escolhido a projeção de Mercator, a mais conhecida entre nós e você deve ter visto na escola e é a utilizada pelo Google Maps em projeções 2D. Mas convenhamos, fazer um emblema com essa projeção ia ficar bem menos elegante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;"É tudo uma conspiração. Governo e cientistas escondem a verdade"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Governos realizam ações por trás dos panos em prol da segurança nacional e de sempre estar na frente dos demais países. Cientistas conduzem pesquisas e algumas são mantidas em segredo para evitar vazamento de informações e roubo de dados que poderiam gerar patentes importantes para o instituto de pesquisa ou universidade. Mas esconder da população que a Terra seria plana. Por qual motivo isso estaria sendo feito, na realidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sou um cientista. Trabalho com pesquisa e estou a cada dia aprendendo mais e mais. Uma coisa que eu aprendi logo de primeira foi que todo cientista quer ser o primeiro a fazer alguma coisa. Ser reconhecido na área em que atua. Na física temos Newton, Einstein. Na biologia temos Darwin, Pasteur. Na química temos Pauling, Lavoisier. Nós queremos figurar ao lado dessas figuras importantes. Agora me diga, você acha mesmo que todos os cientistas do mundo iriam simplesmente ficar quietos se realmente a Terra fosse plana?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Garanto que não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWY2L6OkPeAVfuAEzPcfIxIsCmUr_o0aeMqYXUEugGiPcrxPkbcWqYBaGAcl5WB2FwBUk4m7f_n-WOhB8NNcDYMeQePVR19TYryc3bbctqJWtvU7Rccl7OGTalbKEn-mh69IMV0qoHXy_I/s1600/11572307115_1194957269_o_0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="664" data-original-width="1000" height="212" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWY2L6OkPeAVfuAEzPcfIxIsCmUr_o0aeMqYXUEugGiPcrxPkbcWqYBaGAcl5WB2FwBUk4m7f_n-WOhB8NNcDYMeQePVR19TYryc3bbctqJWtvU7Rccl7OGTalbKEn-mh69IMV0qoHXy_I/s320/11572307115_1194957269_o_0.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A NASA muitas vezes é acusada de ganhar bilhões em&lt;br /&gt;esconder a verdade das pessoas. Duas dúvidas que pairam&lt;br /&gt;são: ganham de quem? E por que?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Somos doidos pelo novo. Pelo desconhecido. Saber que a Terra é plana e contar isso colocaria o descobridor para todo o sempre na história da ciência. "Cientista refuta Einstein, Newton e todos os outros fodões da ciência". Até eu queria fazer isso!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para sermos cientistas, não existe uma seleção em que você tem que assinar um contrato em que um dos itens é: jamais dizer que a Terra é plana. Sério. Os cientistas não conseguiriam esconder a verdade por muito tempo. Isso porque nós dependemos de entender a realidade para podermos fazer as coisas. Não tem como.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naturalmente, isso se aplica aos governos também. Qual a graça de esconder isso da população? Imagina um país em quase guerra um com o outro - não é difícil de imaginar isso atualmente, se você acompanha os noticiários -. Uma forma de reduzir a confiança da população de um país é fazer ele não confiar no seu próprio governo. Agora imagina o país soltando a bomba de que a Terra é plana e que a população foi enganada todo esse tempo. Pois é. Se isso fosse verdade, essa informação teria "vazado" a muito tempo. Vazaram tantas coisas de espionagem e coisas piores dos governos ao redor do mundo mas não tem nenhuma menção sobre o fato de esconder a verdade da Terra para as pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não tem sentido nenhum acreditar nessa conspiração. Não é conspiração. É mais sensato você cobrir sua webcam contra espionagem governamental do que o governo estar escondendo essa informação de você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;"E bla´blá blá"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O mundo moderno se moldou graças ao entendimento de como são as coisas ao nosso redor. E isso se aplica ao próprio mundo em que vivemos. Se hoje utilizamos do GPS (Sistema de Posicionamento Global, em inglês) para nos achar dentro de uma cidade desconhecida - ou encontrar alguém nas redondezas que estão interessadas em passar uma noite mais quente com a gente - e da internet para conversar com amigos e familiares ao redor do mundo e compartilhar notícias verdadeiras e falsas sobre a Terra, tudo isso fazemos pelo simples fato de aceitarmos a "redondeza" da Terra. Se enviamos sondas para o espaço e entendemos os sinais do espaço profundo que recebemos e captamos em nossas antenas, é por que compreendemos a física por trás de como o universo funciona: e isso se aplica também ao formato de nosso planeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderia continuar a falar sobre todas coisas que os terraplanistas utilizam para justificar sua visão de mundo, desde explicações sobre a gravidade, o dia e a noite, estações do ano e como o sol, lua e demais corpos ficam pendurados na abóbada celeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carl Sagan (1934-1996) já disse:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;i&gt;"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar."&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
Ou seja, as pessoas simplesmente acreditam naquilo que acreditam pelo simples fato de satisfazer suas necessidades. A aceitação da parte deles de que a Terra é plana pode ter motivos religiosos, pseudohistóricos ou até mesmo dar a ilusão de libertação contra o atual sistema educacional e político. Como se a disseminação de notícias contraditórias pelas redes sociais fizessem a pessoa que começa a crer em Terra plana como se estivesse a par de informações privilegiadas, como se estivesse "por cima da carniça[8]".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7dMxAQTjkN8jasPILU1s-ZwWJaSh0yRydSzWe1fkL2_uh3mL3M9wDwV51EGxiLP3-hjhCnkPLRQOFJNuecBfwnj5bHXDWHOEhh2d4BmK94R3Y03bd2NaHFooWXErzxitsvO6Ueg2qa1Ok/s1600/599px-The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="599" data-original-width="598" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7dMxAQTjkN8jasPILU1s-ZwWJaSh0yRydSzWe1fkL2_uh3mL3M9wDwV51EGxiLP3-hjhCnkPLRQOFJNuecBfwnj5bHXDWHOEhh2d4BmK94R3Y03bd2NaHFooWXErzxitsvO6Ueg2qa1Ok/s320/599px-The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg" width="319" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Terra vista da Apollo 17 em 1972. Conhecida como&lt;br /&gt;'Bolinha Azul', essa talvez seja uma das imagens mais&lt;br /&gt;conhecidas do planeta Terra.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Na realidade, a crescente aceitação das pessoas para temas como a Terra plana, antivacinação, pseudohistória, medicina alternativa, entre outros, só mostram em como o mundo pode ser algo terrivelmente bizarro. Estamos vivendo a era da informação, onde as notícias são consumidas quase no mesmo instante em que acontecem. Mas, ao mesmo tempo, estamos vivendo a era em que há tanta informação, mas tanta informação, em que até mesmo notícias falsas - fake news - estão ganhando vantagens sobre as notícias verdadeiras. A disseminação de conteúdos que nada possuem de verdade ou evidências ao seu favor são propagadas em uma velocidade e proporções assustadoras hoje em dia. O jeito em como a informação é transmitida é facilmente assimilada pelas pessoas que, somado muitas vezes a falta de um conhecimento mais profundo, acabam tomando aquilo como verdade. O chamado efeito Dunning-Kruger atinge algumas pessoas que, por lerem ou serem apresentados de forma superficial a um determinado assunto (sim, estou falando para você, YouTube[9]), acreditam que possuem conhecimento superior a um especialista, achando que estão mais bem preparados para lidar com qualquer situação do que qualquer outra pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A natureza não é tão simples o quanto gostaríamos que ela fosse. Se você usa o GPS no seu celular para encontrar uma paquera no fim de semana, talvez nem faça ideia da quantidade de equações que o aplicativo e os servidores do aplicativo estão realizando para indicar as melhores pessoas para você ao seu redor. Não faz ideia da quantidade de equações que os satélites GPS precisam fazer para saber sua posição na Terra, manter ele próprio em órbita no planeta e para compensar as diferenças de tempo entre o que se passa no satélite e na Terra - sim, a relatividade de Einstein está envolvida nisso tudo. As coisas não são simples como uma pizza com borda recheada na sua mesa, pronta para ser devorada. A natureza seria mais como uma rapadura que você terá de comer com colher de plástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, querer mudar a natureza para se encaixar em uma cosmovisão mais simplista não faz da pessoa a pessoa mais esperta do mundo. A ciência tenta entender as coisas como são. A natureza não tem obrigação de ser fácil para a gente. Se ela é complicada, as explicações são complicadas. Aceitar uma visão de mundo que chega a ser mais antiga que a própria escrita chega a ser um suco na boca do estômago da humanidade. Avançamos tanto e construímos tanto para chegarmos na era moderna com celulares no bolso com processadores poderosos que nos conectam a qualquer pessoa no mundo para gravar um maldito vídeo dizendo que a Terra é plana?!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faça-me o favor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&#127757;&#127758;&#127759;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: não, não é o Jon Snow, personagem da coletânea de livros 'As Crônicas de Gelo e Fogo' de George R. R. Martin e da série de TV 'Game of Thrones', produzido pela HBO. "Você não sabe de nada".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: sabemos, na verdade, que o melhor modelo matemático que se aproxima da forma da Terra é a elipsoide, já que a Terra não é uma esfera perfeita: ela é levemente achatada nos polos. Esse fenômeno é provocado pelo movimento de rotação do planeta. Contudo, o melhor modelo terrestre que temos é o geoide, que leva em consideração as flutuações da gravidade na superfície do planeta. Mas, para facilitar a assimilação da conversa e ficar claro sobre que forma da Terra estamos falando, tratarei a Terra como sendo redonda ou esférica em oposição à Terra ser plana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]: sabemos hoje que as estrelas não são fixas, mas como estão mais distantes que os planetas, seu movimento é muito mais lento, sendo necessário centenas de anos para observar alguma mudança significativa a olho nu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: sempre já debates sobre se é Antártica ou Antártida. Etimologicamente, o mais correto é com a letra C, já que a palavra antártica seria para indicar o oposto ao Ártico (anti-ártico). Mas, devido a popularização de algumas obras que usavam a palavra Antártida (talvez uma lembrança da mítica Atlântida), o termo foi e é usado amplamente também. Por conveniência, prefiro o uso com letra C. Mas, naturalmente, se você usa com letra D, não deixa de estar correto. Sabendo que estamos falando da mesma coisa, está tudo bem &#128522;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: em 2012 a Estação sofreu com um incêndio que comprometeu 70% das instalações. Dois tenentes morreram na época. Uma nova Estação está sendo construída e deverá ficar pronta em 2019.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6]: em Novosibirsk, a média de temperatura no mês mais frio gira em -16,5 °C enquanto que a Estação Comandante Ferraz registra -9,7 °C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7]: a Estação Vostok, localizada próxima ao Polo Sul magnético do planeta, registrou a mais baixa temperatura na Terra, em 1983, de -89,2 °C. Na realidade, mesmo no verão as temperaturas nunca ficam acima do zero grau Celsius. A temperatura mais quente registrada na base foi de -14 °C, com médias não menor que -30 °C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8]: não sei se essa expressão é amplamente conhecida. Onde moro, quando se diz isso significa que a pessoa acha que está arrasando com alguma coisa e que ficou por cima dos outros, mas na verdade não passa de mais um urubu em cima da carniça, que não é lá grande coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9]: não estou dizendo que tudo que existe no YouTube ou nas redes sociais são ruins. Mas devemos ter sempre em mente que, quando você é apresentado a algo na internet aquilo é, muitas vezes, uma breve panorama da coisa toda. Ele serve como material introdutório para que você possa pesquisar e aprender mais. O Nerdologia, por exemplo, é um ótimo canal no YouTube que introduz as pessoas a muitos assuntos - aprendi muito com eles, inclusive. Mas não devemos sair propagando para todos os lados conclusões que temos a partir desse material tão breve. Quando comecei a escrever essa postagem, pensei que conseguiria fazê-lo em questão de duas horas (tanto que pensei em escrever enquanto viaja de ônibus durante o feriado). Acabei levando dois dias para escrever essa publicação. As coisas não são simples. Nunca são.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagem que abre a postagem &lt;a href="http://portallubes.com.br/2018/02/tesla-roadster-spacex/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Do médico da peste &lt;a href="https://historiablog.org/2015/10/20/medicos-da-peste-a-sombria-aparencia-de-quem-tratava-de-doencas-contagiosas-e-epidemicas-na-idade-media/" target="_blank"&gt;visto aqui&lt;/a&gt;. Polo Sul Cerimonial visto &lt;a href="http://scienews.com/entertainment/1487-10-incredible-facts-about-life-at-the-south-pole.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Astronauta com a Terra ao fundo via &lt;a href="https://www.nasa.gov/press-release/be-an-astronaut-nasa-seeks-explorers-for-future-space-missions" target="_blank"&gt;NASA&lt;/a&gt;. Bolinha azul obtido no &lt;a href="https://en.wikipedia.org/wiki/File:The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg" target="_blank"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Informações sobre a Estação Comandante Ferraz visto em &lt;a href="http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2018/02/estacao-antartica-comandante-ferraz-deve-ficar-pronta-em-2019" target="_blank"&gt;MCTIC&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVA3-MjWLDr5usRUxmP-tzPQFCICcUcXWpuUGtZKAi7CBJTnTArN-paywfZSUSIMDAL0MJ4FVXn9RxaON26ZkznhaD4T-mzhmHlAX8GuPWZ8_9xPTZn4B0T5uPEuprY1N3O7xuYoIvd4nF/s72-c/tesla-roadster-in-space.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O Melhor em 2017!</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/12/o-melhor-em-2017.html</link><category>Arqueologia</category><category>Astronomia</category><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Comportamento</category><category>Doenças</category><category>Ecologia</category><category>Física</category><category>Geologia</category><category>Meio ambiente</category><category>Notícias</category><category>Outros assuntos</category><category>Paleontologia</category><category>Química</category><category>Sociedade</category><category>Tecnologia</category><category>Textos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 29 Dec 2017 14:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-2795683430208824574</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8FI3UPvhPN8Zi7S_l8Yx3XNvxQXtIjItYzyKN07WQMgn2Y76RxsJgqCuO3o26YpF8L8etzKm6AszmKDW7u-yAFZUUFr0KYo3J-qDhbOu5hS97eCbooLpN-SVMUQv6nxlxYlPZJMKJtbNS/s1600/melhor_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="366" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8FI3UPvhPN8Zi7S_l8Yx3XNvxQXtIjItYzyKN07WQMgn2Y76RxsJgqCuO3o26YpF8L8etzKm6AszmKDW7u-yAFZUUFr0KYo3J-qDhbOu5hS97eCbooLpN-SVMUQv6nxlxYlPZJMKJtbNS/s1600/melhor_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span id="goog_515241025"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_515241026"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Chegamos em mais um fim de ano. 2017 reservou muitas coisas interessantes para nós e, de certa forma, nos permite um vislumbre do que podemos esperar para o ano que vem. Os destaques do ano, foram, sem dúvida, a forte crise financeira que abateu sobre a comunidade científica brasileira, com cortes poderosos de recursos que sustentam bolsas, investimentos em novas tecnologias e em pesquisas básicas. Além disso, no cenário internacional, chama a atenção para as preocupações constantes com o clima mundial, mesmo o presidente americano Donald Trump, que empossou esse ano como Chefe de Estado da nação mais poderosa do mundo, não dar a mínima para o futuro do planeta. As inovações com tecnologia de inteligência artificial também chamaram a atenção no que podemos aguardar para o futuro - e, infelizmente, não apenas coisas boas sobre o uso dessa tecnologia, que já está gerando preocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o ano também teve belas imagens. Fomos presenteados com um lindo eclipse que praticamente varreu de ponta-a-ponta os Estados Unidos, sendo transmitido ao vivo pela internet para todo o mundo. Tivemos a despedida da sonda Cassini, que expandiu enormemente nosso conhecimento sobre Saturno e que trouxe imagens espetaculares do planeta - e os pesquisadores ainda estão extraindo dados preciosos de seus minutos finais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos relembrar o que aconteceu de melhor - e de pior - no mundo científico, focando em sete temas principais - com destaque para o novo tema 'Computação' e um especial, com destaques que movimentaram o Brasil e o mundo em 2017. Como sempre, as fontes das notícias destacadas encontram-se entre colchetes. Vamos lá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTT_ROFrs8ivdw5LEH3-sVXd9benMkAFrEIwhNDxlfdjGlnj3u7FkVsIA_fp7TtZsmFcIxtcghmvNgTalOM7vda_D1cte2RiEFmIyWGAyH1UIiBfNRKvafUYsETJlsIOxUBSx654WanD_m/s1600/medicina_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTT_ROFrs8ivdw5LEH3-sVXd9benMkAFrEIwhNDxlfdjGlnj3u7FkVsIA_fp7TtZsmFcIxtcghmvNgTalOM7vda_D1cte2RiEFmIyWGAyH1UIiBfNRKvafUYsETJlsIOxUBSx654WanD_m/s1600/medicina_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#zika #ÓleoDeCoco #vacina #FebreAmarela #descoberta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwcMjRcQIHDf3sEY8RHIWdXXk_tu_XDf8sXUZNhqKCybVjTblx_S28R-N-orZffQHif2KuTXbXzyhSsaT0M-QIhOBbOyTu5dBMHkQm8928eCdvbyl9pfD0kwv4NME_dWNsbvE4P1NtxMIF/s1600/oleococo_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwcMjRcQIHDf3sEY8RHIWdXXk_tu_XDf8sXUZNhqKCybVjTblx_S28R-N-orZffQHif2KuTXbXzyhSsaT0M-QIhOBbOyTu5dBMHkQm8928eCdvbyl9pfD0kwv4NME_dWNsbvE4P1NtxMIF/s1600/oleococo_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Começamos por uma das principais áreas de interesse humano: o que cuida de seu próprio corpo. Um dos principais destaques foi o aumento do consumo de &lt;b&gt;óleo de coco&lt;/b&gt; no Brasil. Estimulados por um uso de óleos mais saudáveis na alimentação, o consumo desse produto carece de evidências científicas que sustentem seus benefícios. Na realidade, o consumo desse produto está até mesmo associado a algumas complicações de saúde, como deixou claro uma nota da Sociedade Brasileira de Nutrologia, que se mostrou preocupada com o uso desenfreado do óleo de coco [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/04/1872436-febre-do-momento-oleo-de-coco-nao-traz-beneficios-e-ainda-pode-fazer-mal.shtml?cmpid=compfb" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/06/oleo-de-coco-faz-tao-mal-quanto-gordura-da-carne-e-da-manteiga.html?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=g1" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://abran.org.br/para-publico/posicionamento-oficial-da-associacao-brasileira-de-nutrologia-respeito-da-prescricao-de-oleo-de-coco/" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no campo da nutrição e alimentação, destacamos também o aumento no consumo do &lt;b&gt;sal do Himalaia&lt;/b&gt;, apontado como mais saudável que o sal tradicional. Na realidade, apesar da cor rosa ser bastante chamativo, esse sal não tem nada de especial em sua composição que compense o alto custo de sua extração [&lt;a href="http://achatadasdietas.blogfolha.uol.com.br/2016/07/28/sal-rosa-do-himalaia-tem-baixa-concentracao-de-minerais-e-nao-vale-o-que-custa-diz-nutrologo/?cpmid=facefolha&amp;amp;utm_campaign=fbfolha&amp;amp;utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social%3F" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;]. Outro dado preocupante sobre nutrição no Brasil é o aumento no uso de &lt;b&gt;suplementos proteicos&lt;/b&gt;, comumente usados entre praticantes de atividades físicas intensas. Problemas renais devido ao uso sem necessidade dese produto estão preocupando nefrologistas de todo o país [&lt;a href="http://www.otempo.com.br/cidades/suplementa%C3%A7%C3%A3o-j%C3%A1-%C3%A9-apontada-como-causa-de-les%C3%B5es-renais-1.1044085" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;]. Ainda assim, apesar dessa onda de consumo exacerbado e exagerado de tudo que foi citado acima, os &lt;b&gt;refugiados venezuelanos&lt;/b&gt; que procuram no Brasil uma melhor condição de vida ao fugir da grave crise que a Venezuela enfrenta, estão enfrentando um grave problema nutricional. Sem dinheiro e sem recursos, muitos deles possuem uma péssima alimentação, sustentada por bebidas ricamente adocicadas e frituras [&lt;a href="http://bbc.in/2yvjaon" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-DC_b95ET7H790yQpszMSh4lz8uvB4g4DAISBk7Oo8Dud3aeuhR7QOHdc4HU5oa92_4CFXS9q3jCdALyPoaUQSUbNH4ZmO9CxAYOfyGe0_hMULLqo0tR47uWlV5T6cATWZyznsWc3A1Tv/s1600/antivacinas_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-DC_b95ET7H790yQpszMSh4lz8uvB4g4DAISBk7Oo8Dud3aeuhR7QOHdc4HU5oa92_4CFXS9q3jCdALyPoaUQSUbNH4ZmO9CxAYOfyGe0_hMULLqo0tR47uWlV5T6cATWZyznsWc3A1Tv/s1600/antivacinas_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Saindo da alimentação, focamos nossas atenções para a &lt;b&gt;vacinação&lt;/b&gt;: cada vez maior o número de pessoas adeptas ao não uso de vacinas, sobretudo como método de imunização em crianças. Acreditando que as vacinas tornam o sistema imunológico fraco e que as crianças devem desenvolver suas próprias defesas contra os agentes patogênicos presentes no mundo, muitos pais simplesmente não vacinam mais seus filhos. Como resultado, surtos de doenças até então controladas estão voltando, como o sarampo, por exemplo. Além de prejudicar as crianças que podem ter sérios problemas de saúde se forem expostas às doenças existentes, pessoas susceptíveis a doenças que não podem ser vacinadas ficam vulneráveis, já que a imunidade coletiva está enfraquecida [&lt;a href="https://seuhistory.com/noticias/movimento-antivacinas-trouxe-de-volta-uma-doenca-mortal" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;]. O uso da vacina evita um surto epidêmico de uma doença em uma determinada região, protegendo as pessoas da comunidade como um todo. Foi esse pensamento responsável pelas campanhas de vacinação contra a Febre Amarela que ocorreu em diversas regiões do país. A reemergência de casos em primatas em diversas regiões fez reacender o alarme da vigilância epidemiológica para a reintrodução do vírus no ambiente urbano [&lt;a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/apos-morte-de-macaco-por-febre-amarela-sp-quer-vacinar-1-milhao-21980139" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pouco tempo depois de disponibilizar a vacina contra os quatro tipos de dengue no país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) restringiu a administração do produto depois que a Sanofi, a fabricante da Dengvaxia, em seus estudos de acompanhamento, descobriu uma possível relação entre chances de desenvolvimento da forma grave da dengue em pacientes que nunca foram expostos à doença. Com isso, pessoas saudáveis nunca expostas não devem tomar a vacina até que mais estudos sejam conduzidos. Pessoas que já foram expostas ao vírus anteriormente podem tomar a vacina sem problemas. Lembrando que não é a vacina que causa essa reação [&lt;a href="http://portal.anvisa.gov.br/web/guest/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/vacina-da-dengue-qual-e-a-recomendacao-/219201?p_p_auth=I1L39GBt&amp;amp;inheritRedirect=false&amp;amp;redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fweb%2Fguest%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DI1L39GBt%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_dKu0997DQuKh__column-2%26p_p_col_count%3D1" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAMDlItViqlCkv4Fs3RT7Cfr8df_zdjiWiYO2IfFezXAmRveGHvJHnLcyIJuDU4zd5NDPgcUDapwYsgO0Ev_Ejj5DGlPU50ODLThMy5n2JOssYE4m61t6oDmzLpnDURZSHK-JtMRROe7I1/s1600/febre_amarela_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAMDlItViqlCkv4Fs3RT7Cfr8df_zdjiWiYO2IfFezXAmRveGHvJHnLcyIJuDU4zd5NDPgcUDapwYsgO0Ev_Ejj5DGlPU50ODLThMy5n2JOssYE4m61t6oDmzLpnDURZSHK-JtMRROe7I1/s1600/febre_amarela_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Outros assuntos também foram destaque no mundo da medicina e saúde em 2017, a começar pelo dilema ético que uma equipe médica teve ao receber um homem com uma &lt;b&gt;tatuagem &lt;/b&gt;escrito 'Não ressuscitar'. O homem acabou morrendo após decisão da equipe ética do hospital [&lt;a href="https://g1.globo.com/bemestar/noticia/homem-com-tatuagem-nao-ressuscite-chega-inconsciente-a-hospital-e-medicos-entram-em-duvida.ghtml" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;]. Apesar disso, a tatuagem desenvolvida pelo MIT pode facilitar e salvar a vida de pessoas diabéticas, já que a tinta da tatuagem reage aos níveis de açúcar no sangue [&lt;a href="https://exame.abril.com.br/ciencia/tatuagem-do-mit-muda-de-cor-quando-nivel-de-acucar-no-sangue-cai/" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;]. E pesquisadores descobriram uma possível causa do &lt;b&gt;Alzheimer&lt;/b&gt;, o que pode levar a tratamentos mais eficazes contra a doença [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/04/03/pesquisadores-italianos-acham-verdadeira-origem-do-alzheimer.htm?cmpid=fb-uolnot" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;] e que os pulmões possuem células hematopoiéticas, o que explicar muito sobre procedimentos em caso de transplantes e demais tratamentos sanguíneos [&lt;a href="http://www.biomedicinapadrao.com.br/2017/03/pesquisadores-descobrem-que-pulmao.html?m=1" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;] e, surpreendentemente, anatomistas descobriram que o cérebro possui um sistema linfático que recolhe os metabólitos das células. Até então, acreditava-se que o cérebro simplesmente devolvia ao sistema circulatório esses metabólitos. Agora o conhecimento anatômico sobre o órgão mais impressionante do corpo deverá mudar os livros-texto dos cursos de medicina [&lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/10/vasos-linfaticos-podem-ter-sido-encontrados-no-cerebro-e-isso-muda-tudo.html?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=post" target="_blank"&gt;14&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, falando em cursos de medicina, o Governo Federal proibiu a criação de novos cursos no país, alegando manter a qualidade do ensino [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/11/1936021-temer-proibira-abertura-de-novos-cursos-de-medicina.shtml" target="_blank"&gt;15&lt;/a&gt;]. A Anvisa reconhece &lt;b&gt;maconha &lt;/b&gt;como planta medicinal, o que pode facilitar um pouco a vida de pessoas que dependem do preparado da folha para conter algumas problemas de saúde, principalmente crises epilépticas [&lt;a href="http://exame.abril.com.br/brasil/maconha-e-reconhecida-como-planta-medicinal-pela-anvisa/" target="_blank"&gt;16&lt;/a&gt;]. A morte do jornalista Marcelo Rezende reacendeu a preocupação da comunidade médica nos casos de pacientes com câncer que desistem do tratamento tradicional e buscam na &lt;b&gt;medicina alternativa&lt;/b&gt; uma forma de encontrar a cura. Casos como esse, em que pessoas famosas tomam essa decisão, podem influenciar pessoas em situação semelhante a abandonar a medicina convencional [&lt;a href="http://cadeacura.blogfolha.uol.com.br/2017/09/17/caso-marcelo-rezende/" target="_blank"&gt;17&lt;/a&gt;], que está realizando grandes avanços. Nos Estados Unidos um novo &lt;b&gt;tratamento contra o câncer&lt;/b&gt; foi aprovado. Totalmente personalizado, o produto é fabricado baseado em informações biológicas da própria pessoa, que ataca alvos específicos do câncer, com bons resultados [&lt;a href="https://veja.abril.com.br/saude/eua-aprovam-terapia-inedita-que-mudara-o-tratamento-do-cancer/" target="_blank"&gt;18&lt;/a&gt;]. Contudo, apesar do câncer ser uma das principais preocupações da medicina, o verdadeiro vilão de acordo com os cientistas é a multirresistência a antibióticos que as &lt;b&gt;bactérias&lt;/b&gt; estão apresentando. Acredita-se que ela poderá matar mais que o câncer se novos antibióticos e novos tratamentos não forem desenvolvidos [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/21/ciencia/1506004048_715947.html" target="_blank"&gt;19&lt;/a&gt;]. Finalizo o parágrafo contando sobre a melhora de uma paciente há 15 anos em estado vegetativo que apresentou melhora após estimulação nervosa. A pesquisa traz esperança para familiares de pessoas nessa condição em todo o mundo [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,paciente-em-estado-vegetativo-ha-15-anos-apresenta-melhora-apos-estimulo-em-nervo,70002015848" target="_blank"&gt;20&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6fkGbQR4cThfZAga14k4Em1Y8d02-mr0BzfJ1fJlVq-uaVhSSewFm-i4vJR_2cY8AM5Sypgw7n-N22gLwq0dQaz4YW1jkJQWLcSRQaCs9W0kbfKBUsIQX9S9luS7237uftBiYPcroY45w/s1600/zika_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6fkGbQR4cThfZAga14k4Em1Y8d02-mr0BzfJ1fJlVq-uaVhSSewFm-i4vJR_2cY8AM5Sypgw7n-N22gLwq0dQaz4YW1jkJQWLcSRQaCs9W0kbfKBUsIQX9S9luS7237uftBiYPcroY45w/s1600/zika_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Novas descobertas sobre o vírus &lt;b&gt;zika &lt;/b&gt;também fizeram presença em 2017, com destaque para a descoberta que uma simples mutação no vírus é a responsável por causar microcefalia em crianças. O estudo foi publicado na Science e pode ser a chave para criar mecanismos que protejam os fetos contra o vírus [&lt;a href="https://g1.globo.com/bemestar/noticia/uma-unica-mutacao-faz-o-virus-da-zika-causar-microcefalia-diz-estudo-na-science.ghtml" target="_blank"&gt;21&lt;/a&gt;]. Além disso, descobriu-se como o vírus zika debilita o sistema imune, permitindo que ataque o feto [&lt;a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/zika-age-como-hiv-para-suprimir-sistema-imunologico-alcancar-fetos-21729198" target="_blank"&gt;22&lt;/a&gt;]. E, talvez, a notícia mais preocupante tenha vindo do estudo da FioCruz mostrando que o pernilongo comum tem capacidade de transmitir o vírus zika. Até então apenas o mosquito &lt;i&gt;Aedes&lt;/i&gt;&amp;nbsp;tinha essa capacidade. Com a descoberta, o controle da dispersão da doença se torna cada vez mais difícil [&lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/fiocruz-descobre-que-pernilongo-pode-transmitir-zika" target="_blank"&gt;23&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A medicina e saúde sempre rendem boas pesquisas e bons avanços em nossos conhecimentos. A seguir algumas notas rápidas sobe outros assuntos relevantes em medicina que aconteceram em 2017: foi descoberto que o vírus da febre &lt;b&gt;chikungunya &lt;/b&gt;pode levar a problemas vasculares permanentes em pacientes acometidos pela doença [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2017/02/12/chikungunya-provoca-doencas-vasculares-irreversiveis-em-pacientes-revela-pesquisa.htm" target="_blank"&gt;24&lt;/a&gt;]. O Rio de Janeiro apresenta uma epidemia de esporotricose, com diversos casos relatados em animais e humanos [&lt;a href="https://www.seropedicaonline.com/noticias/esporotricose-ja-e-epidemia-no-rio-de-janeiro/" target="_blank"&gt;25&lt;/a&gt;]. Casos de HIV/aids entre a população da terceira idade aumenta no Brasil. O acesso facilitado a medicamentos para desempenho sexual e uma maior abertura de novos relacionamentos entre os idosos, somado ao baixo conhecimento de métodos de proteção são responsáveis pelo aumento dos casos [&lt;a href="https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/costureira-de-67-anos-relata-angustia-ao-descobrir-hiv-nao-pensei-na-camisinha.ghtml" target="_blank"&gt;26&lt;/a&gt;]. Um desertor norte-coreano que conseguiu sair vivo ao atravessar a fronteira das Coreias surpreendeu os médicos ao ter o corpo cheio de vermes. As autoridades sul-coreanas acreditam que o acesso deficitário a métodos de higiene e sanidade agropecuárias e da seneamento básico que existem na Coreia do Norte podem ser mais comuns do que se pensava [&lt;a href="http://m.folha.uol.com.br/mundo/2017/11/1936312-cirurgia-revela-que-desertor-norte-coreano-esta-cheio-de-vermes.shtml" target="_blank"&gt;27&lt;/a&gt;]. E finalizando com um cenário nada agradável para o mundo no futuro próximo: pesquisadores acreditam que metade das pessoas no mundo terão miopia nos próximos anos. O uso exacerbado de dispositivos que desviam os olhos para o foco próximo serão os responsáveis por isso [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-40262097?ocid=socialflow_facebook" target="_blank"&gt;28&lt;/a&gt;]. Além disso, o derretimento das geleiras poderão expor a humanidade a diversas novas &lt;b&gt;doenças&lt;/b&gt; que estavam escondidas até então. O cenário preocupa visto que algumas regiões do mundo casos de cadáveres enterrados em regiões gélidas estão aflorando novamente, trazendo consigo doenças antigas [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-39905298" target="_blank"&gt;29&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0a1XMOOqkLzB5sNtOEMFD2Q-L28AtkNICU3t_ku7YjzIe-RqqIUvI9PQB87fvfcgyX4yesBa0Y4khdWGdBhyQ3eHFBFfJwSljsJiPaFCqtPXMyLW9HYyyIHaCG1LY-mhTWHmflMZhgXRm/s1600/astronomia_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0a1XMOOqkLzB5sNtOEMFD2Q-L28AtkNICU3t_ku7YjzIe-RqqIUvI9PQB87fvfcgyX4yesBa0Y4khdWGdBhyQ3eHFBFfJwSljsJiPaFCqtPXMyLW9HYyyIHaCG1LY-mhTWHmflMZhgXRm/s1600/astronomia_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#NASA #Juno #Cassini #TerraPlana #eclipse&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez uma das ciências mais antigas que temos registro, a astronomia também mereceu destaques importantes nos acontecimentos que fizeram o mundo da ciência em 2017. Nesse ano comemorou-se 60 anos do envio da &lt;b&gt;cadela Laika&lt;/b&gt; para o espaço. O feito, embora marcado para sempre na história da ciência, nos recorda nos procedimentos éticos necessários sempre visando o bem-estar do animal, algo que foi ignorado na época [&lt;a href="http://bbc.in/2zu0cln" target="_blank"&gt;30&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirK73pVbyCpkj80wEoHk_ZaBt1eXWz6fsCVLCh5Xurnv0RcmtjOr35WqgUTGb18-gXTtDk9RXhzjP7o880FuET53YJRmRUDp1RYtJJZX8y_Y-g9P_Axa8ZUlj6UXENeqiA7bGuPh05Jy6t/s1600/eclipse_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirK73pVbyCpkj80wEoHk_ZaBt1eXWz6fsCVLCh5Xurnv0RcmtjOr35WqgUTGb18-gXTtDk9RXhzjP7o880FuET53YJRmRUDp1RYtJJZX8y_Y-g9P_Axa8ZUlj6UXENeqiA7bGuPh05Jy6t/s1600/eclipse_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A NASA, no fim do ano, ativou os motores da &lt;b&gt;sonda Voyager&lt;/b&gt;, que viaja pelo espaço em direção às estrelas. Cerca de 20 bilhões de quilômetros de distância, a sonda respondeu bem aos comandos enviados pela equipe em Terra, que teve que reaprender códigos de programação que não são usados há décadas [&lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/12/nasa-ativa-motor-de-espaconave-20-bilhoes-de-quilometros-da-terra.html" target="_blank"&gt;31&lt;/a&gt;]. E, ainda sobre a NASA, uma adolescente britânica corrige a agência espacial americana sobre alguns dados relacionados à radiação. A agência americana agradeceu a adolescente pela incrível colaboração [&lt;a href="https://m.tnonline.uol.com.br/noticias/cotidiano/67,407128,23,03,adolescente-britanica-corrige-erro-em-dados-da-nasa.shtml?cmpid=fb-uolnot-curi" target="_blank"&gt;32&lt;/a&gt;]. Já a empresa do magnata Elon Musk, a &lt;b&gt;SpaceX&lt;/b&gt;&amp;nbsp;assustou a população de Los Angeles ao lançar o Falcon 9 no final de dezembro, em um efeito bonito no céu. O foguete levou satélites de comunicação para o espaço [&lt;a href="https://jovemnerd.com.br/nerdnews/luzes-avistadas-no-ceu-de-los-angeles-um-passaro-um-aviao-nao-um-projeto-de-elon-musk/" target="_blank"&gt;124&lt;/a&gt;]*.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os astros que compõem o sistema solar não deixaram de dar o ar da graça: pesquisa aponta que a Lua pode ter água em seu interior, o que aumenta as possibilidades de criação de uma base permanente fora da Terra [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/07/1903842-interior-da-lua-contem-agua-dizem-cientistas.shtml?cmpid=compfb" target="_blank"&gt;33&lt;/a&gt;]. Mas, infelizmente, as chances de uma base em &lt;b&gt;Marte&lt;/b&gt; acabaram de ficar menores com a descoberta de que aos rios e marcas de fluxo no planeta vermelho não seria causada por água ou outro líquido e sim pelo movimento da areia [&lt;a href="https://exame.abril.com.br/ciencia/estudo-aponta-que-rios-de-marte-sao-correntes-de-ar-com-areia/" target="_blank"&gt;34&lt;/a&gt;]. A sonda Juno faz incríveis fotografias de Júpiter, com detalhes e resoluções inéditas [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/photos/a.1527761363932121.1073741827.171522502889354/1551484848226439/?type=3" target="_blank"&gt;35&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgap89dk_s2Su72E8eAVT-2Uj4tIz-VNt1fAlLERsSrCSYIuQezsmowGwBMdWl7M00egRAd0eEZKfjya7Q072UY-a4qOPrP8LbtQ9QmF1PHk0rSBOHSbRFOP9HGrVSO1qJqlu5vB-f_g2LL/s1600/terra_plana_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgap89dk_s2Su72E8eAVT-2Uj4tIz-VNt1fAlLERsSrCSYIuQezsmowGwBMdWl7M00egRAd0eEZKfjya7Q072UY-a4qOPrP8LbtQ9QmF1PHk0rSBOHSbRFOP9HGrVSO1qJqlu5vB-f_g2LL/s1600/terra_plana_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O mundo assiste o crescimento cada vez maior das ideias da &lt;b&gt;Terra Plana&lt;/b&gt;. Apesar de estarmos em plena era da informação, a disseminação de falsas notícias e de falsos fatos faz com que cada vez mais pessoas se tornem adeptas e defensoras ferrenhas da ideia de que o planeta não é redondo, mas plano. As primeiras associações que surgiram no exterior já ganham adeptos no país [&lt;a href="http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2017/10/1923164-redondamente-enganados-por-que-a-ideia-da-terra-plana-nao-faz-sentido.shtml?mobile" target="_blank"&gt;36&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bbc.in/2xH4CV7" target="_blank"&gt;37&lt;/a&gt;]. E nesse mesmo mundo maluco, o &lt;b&gt;eclipse solar&lt;/b&gt; que aconteceu no fim de agosto chamou a atenção do mundo. Visível em praticamente de costa a costa da América do Norte, o eclipse rendeu excelentes imagens e transmissões ao vivo pela internet. Infelizmente apenas parte do Brasil teve as chances de ver um eclipse parcial do evento [&lt;a href="http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2017/08/21/eclipse-solar-bate-recordes-de-audiencia-para-a-nasa/" target="_blank"&gt;38&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/videos/1657735660934690/" target="_blank"&gt;39&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/photos/a.278074158900854.61416.171522502889354/1657674690940787/?type=3" target="_blank"&gt;40&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No resto do Universo, tivemos a chance de detectar ondas gravitacionais e luz ao mesmo tempo, reforçando as teorias de Eisntein sobre o espaço [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/16/ciencia/1508160704_685978.html" target="_blank"&gt;41&lt;/a&gt;]. E foi registrado uma das melhores imagens de uma estrela já feitas até hoje - tirando, é claro, o sol. Apesar de não ser uma imagem incrivelmente nítida, detalhes sobre a atmosfera e da superfície de &lt;b&gt;Betelgeuse&lt;/b&gt; permitirão os cientistas a compreenderem mais sobre a evolução das estrelas [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/photos/a.278074158900854.61416.171522502889354/1593594564015467/?type=3" target="_blank"&gt;42&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://m.gizmodo.uol.com.br/imagem-detalhada-estrela-distante/" target="_blank"&gt;43&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naturalmente, o assunto científico do ano foi, novamente, a astronomia. A sonda &lt;b&gt;Cassini&lt;/b&gt; encerrou sua incrível missão caindo em direção a Saturno. Seus registros e coleta de dados preciosos foram enviados em tempo real à Terra. Na realidade, muitos dados ainda estão sendo analisados até então, mostrando a preciosidade da sonda em expandir nossos conhecimento acerca de nossa vizinhança planetária [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/cassini-missao-de-20-anos-da-nasa-chega-ao-fim-em-grand-finale.ghtml" target="_blank"&gt;44&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201709109316309-morte-cassini-sonda-veterana/" target="_blank"&gt;45&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/posts/1685790084795914" target="_blank"&gt;46&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEji7ofuzxV3iKjdIgRWJIy67Us92Z7Q5hFvvR9ODIXYeBwKoWg0uTasgoYpLBKSpSvn66o7Ul3bKs5GJDj2_InrR_CgH_W95F4Zk4IlIKChqSbNWkVeN5hRrLpYhR_9z1D2dMerMHYZKUE0/s1600/terra_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEji7ofuzxV3iKjdIgRWJIy67Us92Z7Q5hFvvR9ODIXYeBwKoWg0uTasgoYpLBKSpSvn66o7Ul3bKs5GJDj2_InrR_CgH_W95F4Zk4IlIKChqSbNWkVeN5hRrLpYhR_9z1D2dMerMHYZKUE0/s1600/terra_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#clima #furacão #AquecimentoGlobal&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYkSs7LP9wwOV75m37ANfeHDTroaF6r8oJ3N2p6hGCa-f2_NyGdZpusaWasyEXV7X15Eo2Eg12QPKNenM7EwAQZLK9k4i8wihFVQoEadR0ICd9dL37ap-IVYd7KcHIie6MVFFY74D6loAK/s1600/furacoes_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYkSs7LP9wwOV75m37ANfeHDTroaF6r8oJ3N2p6hGCa-f2_NyGdZpusaWasyEXV7X15Eo2Eg12QPKNenM7EwAQZLK9k4i8wihFVQoEadR0ICd9dL37ap-IVYd7KcHIie6MVFFY74D6loAK/s1600/furacoes_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O mundo ficou impressionado com o que aconteceu com o clima no planeta esse ano. Na Europa, a tempestade &lt;b&gt;Ophelia &lt;/b&gt;passou causando transtornos e, incrivelmente, belas imagens, como do pomar em que todas as maçãs caíram no chão, formando uma linda imagem [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/photos/a.278074158900854.61416.171522502889354/1731965826845006/?type=3" target="_blank"&gt;47&lt;/a&gt;]. E o mundo viu três furacões ativos ao mesmo tempo no Oceano Atlântico: &lt;b&gt;Irma&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Jose&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Katia&lt;/b&gt;. Irma foi um dos mais devastadores, matando centenas de pessoas na região do Caribe e causando inúmeros prejuízos por onde passou [&lt;a href="https://glo.bo/2w8qraR" target="_blank"&gt;48&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/posts/1677636732277916" target="_blank"&gt;49&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos pesquisadores acreditam que as temporadas de furacões que atingem o hemisfério norte do planeta serão cada vez mais longas, com mais furacões e mais fortes. Muitos apontam que o &lt;b&gt;aquecimento global&lt;/b&gt; seja um dos principais responsáveis por isso. E pesquisadores acreditam que o fenômenos já está fora do controle da humanidade, que caminha em uma estrada sem volta para um futuro complicado para nossa própria sobrevivência [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2017/11/1936612-prepare-se-para-a-mudanca-do-clima-pois-ela-ja-se-tornou-incontornavel.shtml?loggedpaywall" target="_blank"&gt;50&lt;/a&gt;]. Com isso, cidades costeiras ao redor do mundo sofrerão com o aumento nos &lt;b&gt;níveis dos oceanos&lt;/b&gt;, como apontado por um estudo que aponta que cidades litorâneas importantes deverão ser esvaziadas nas próximas décadas [&lt;a href="http://bbc.in/2hQNrGG" target="_blank"&gt;51&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o mundo se preocupa em entender o clima, o Brasil esquece da importância de investir na ciência meteorológica. A falta de verba coloca a &lt;b&gt;previsão do tempo&lt;/b&gt; de todo o país em risco, principalmente por não investimento na construção e manutenção de supercomputadores destinados à previsão [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/falta-de-recursos-pode-deixar-o-brasil-sem-previsao-do-tempo/72585" target="_blank"&gt;52&lt;/a&gt;]. Contudo, a maior preocupação do brasileiro foi manter ou não a continuidade do &lt;b&gt;horário de verão&lt;/b&gt;. Apesar do apelo para a economia de eletricidade, muitos especialistas apontam que os transtornos causados pelos dias de adaptação ao novo horário não compensam os benefícios, que seriam quase insignificantes [&lt;a href="http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/6973868/governo-mantem-horario-verao-marca-data-para-inicio" target="_blank"&gt;53&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://glo.bo/2jLIqmH" target="_blank"&gt;54&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o comércio está fazendo empresas extraírem água de geleiras, fazendo uma garrafa de água custar mais de R$ 300 reais [&lt;a href="http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/07/ciencia/1488901109_865033.html" target="_blank"&gt;55&lt;/a&gt;]. E o uso cada vez maior de areia para a construção civil está, acredite, fazendo acabar o material pelo mundo. É cada vez mais difícil e mais caro a extração de um componente que, a primeira vista, está disponível em todos os lugares [&lt;a href="https://revistatrip.uol.com.br/trip/consumo-de-areia-para-cimento-e-trafico-internacional-esta-acabando-com-areias-de-praias-e-rios-do-brasil-e-do-mundo" target="_blank"&gt;56&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E as principais notícias sobre nosso planeta nesse ano se encerra com a detecção de uma &lt;b&gt;nuvem radioativa&lt;/b&gt; pelo continente europeu em setembro e outubro. Após um período de mistério sobre a origem, a Rússia informou que a origem veio de seu país. O material detectado foi rutênio-106 que, de acordo com especialistas, os níveis detectados não são prejudiciais a humanos ou meio ambiente [&lt;a href="https://www.dn.pt/mundo/interior/instituto-frances-detetou-nuvem-radioativa-sobre-a-europa-em-outubro-8907551.html" target="_blank"&gt;57&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41955593" target="_blank"&gt;58&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.jn.pt/mundo/interior/russia-admite-ser-a-origem-de-nuvem-radioativa-na-europa-8931394.html" target="_blank"&gt;59&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPRT_gnP0h3vNnwcRAyWeKOZP7OHdQDCvqNeyaKbX_F-zDc6nNVtk2K1yJrUZPDXrBbq1HOt-UtR62IixQBNkMYmM0DsGteRxatUrV_4n39CgjoXfbXa4WWUnfwx6YmKWAqhNWoY0YCi5J/s1600/f%25C3%25ADsica_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPRT_gnP0h3vNnwcRAyWeKOZP7OHdQDCvqNeyaKbX_F-zDc6nNVtk2K1yJrUZPDXrBbq1HOt-UtR62IixQBNkMYmM0DsGteRxatUrV_4n39CgjoXfbXa4WWUnfwx6YmKWAqhNWoY0YCi5J/s1600/f%25C3%25ADsica_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#quilograma #tese #Hawking&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirWse4hFWm3Eh2KyeeNeHL-B7kMQgccer8oEAmEWA4vxeHGOyThq74FQfz12-Yx6eHnDDl3mU9Yl86zVgSP2PY1qcX5REbKTtceU6BT56XkAHpAsQtUstpcVBdQQ6d2ug6GeqodOok6OVq/s1600/tese_hawking_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirWse4hFWm3Eh2KyeeNeHL-B7kMQgccer8oEAmEWA4vxeHGOyThq74FQfz12-Yx6eHnDDl3mU9Yl86zVgSP2PY1qcX5REbKTtceU6BT56XkAHpAsQtUstpcVBdQQ6d2ug6GeqodOok6OVq/s1600/tese_hawking_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A física, uma das áreas mais importantes da ciência, recebe pouca atenção da imprensa. Talvez uma de seus parentes mais famosos, a astronomia, acaba recebendo a maior parte da atenção. Mas tivemos alguns destaques nessa área do saber. O Sistema Internacional de Unidades muda a referência padrão para o quilograma. A tendência é utilizar parâmetros universais para a medida das coisas, como já fizemos com o tempo (segundo) e distância (metro). A medida começará a valer apenas em 2019 [&lt;a href="http://bbc.in/2yVsEcU" target="_blank"&gt;60&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A famosa força de Van der Waals, que explica a ligação e coesão entre as moléculas receber uma reviravolta. Até então, acreditava-se que essa força fosse apenas atrativa, mas um novo estudo mostrou que, em determinadas condições, a força de Van der Waals pode repelir. Provavelmente um conhecimento que mudará os livros-texto de física no futuro [&lt;a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=forcas-van-der-waals-atrativas-ou-repulsivas&amp;amp;id=010170170711#.WWYrnojyvIU" target="_blank"&gt;61&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a comunidade científica foi agraciada com a publicação da tese de doutorado do astrofísico Stephen Hawking. A Universidade de Cambridge publicou o conteúdo online e o número de acessos foi tão grande que o servidor não aguentou receber tantas requisições, ficando fora do ar por um tempo. Hawking trabalhou sobre a emissão de uma tênue radiação de buracos negros [&lt;a href="https://trib.al/i67RDvj" target="_blank"&gt;62&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWcPn2xlDGn8rXAXNaHSrOk3S2Oqbslx6LMMbf5AcgJMCrVZZP4Mb6ej_7k9vqDBts8XbloWji8yzndn9QSToXxMfo90OLKlFeMCiun9M3B1JiybCT06YKxQll2yVNsxWTnNX9AFExy93e/s1600/biologia_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWcPn2xlDGn8rXAXNaHSrOk3S2Oqbslx6LMMbf5AcgJMCrVZZP4Mb6ej_7k9vqDBts8XbloWji8yzndn9QSToXxMfo90OLKlFeMCiun9M3B1JiybCT06YKxQll2yVNsxWTnNX9AFExy93e/s1600/biologia_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#dinossauro #humano #legislação #doença&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3xOD6KkPAlVcUDbubDHKVumNZb8Ug9clJaNVJEXTytrOZ63h_E5T28mUiQ7fH43XkMIGg3b97kRue6KBtaecJpSNk6RRDKRf58DcgCUCBsliPhF_GoFTfQYDTd7psXAUu3KDHypPzB8gs/s1600/morte_macacos_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3xOD6KkPAlVcUDbubDHKVumNZb8Ug9clJaNVJEXTytrOZ63h_E5T28mUiQ7fH43XkMIGg3b97kRue6KBtaecJpSNk6RRDKRf58DcgCUCBsliPhF_GoFTfQYDTd7psXAUu3KDHypPzB8gs/s1600/morte_macacos_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A biologia fez presença forte nesse ano. Coloquei aqui as principais notícias que tem alguma relação com a biologia. O ano foi marcado pela presença da febre amarela no Brasil, em especial com a &lt;b&gt;morte de macacos&lt;/b&gt; em diversas cidades pelo país. Considerados vítimas da doença assim como nós, muitas pessoas começaram a atacar os macacos com medo da doença, matando os animais de forma totalmente desnecessária. Campanhas de órgãos de meio ambiente começaram a circular com o intuito de educar a população de que os macacos não são transmissores da doença e que eles sofrem da mesma forma que nós quando doentes [&lt;a href="http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/prefeito-de-jundiai-confirma-morte-de-67-macacos-em-decorrencia-de-febre-amarela.html" target="_blank"&gt;63&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/por-medo-da-febre-amarela-moradores-atacam-macacos-bugios-no-rio-grande-do-sul-17012017" target="_blank"&gt;64&lt;/a&gt;]. Nesse ano, um estudo epidemiológico mostrou como foi o padrão de dispersão do vírus zika pela América do Sul. O trabalho aponta que o Brasil foi a fonte da doença para os demais países vizinhos [&lt;a href="https://g1.globo.com/bemestar/zika-virus/noticia/estudo-mostra-como-o-virus-da-zika-se-espalhou-do-brasil-para-as-americas.ghtml" target="_blank"&gt;65&lt;/a&gt;]. E casos de &lt;b&gt;malária&lt;/b&gt; de macacos foi confirmada em humanos no Rio de Janeiro. Já havia suspeitas de que a a malária símia poderia infectar humanos, mas não havia certeza nisso, ao menos até então [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/09/01/transmissao-de-malaria-entre-macacos-e-humanos-e-confirmada-no-rio.htm" target="_blank"&gt;66&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVugEpAz-ogGYpEHr7xtIIq2fFNd9hsyyZKtukFmHhpPqGpPMd8_-VXvUvtqTFZDdW1AwScQLe_3exQCTtMH9QztLPtNWtLaI6S_gYm5JLleZA9w-RH96C6iHHtH51zgnij2kV1FSfqE4x/s1600/homeopatia_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVugEpAz-ogGYpEHr7xtIIq2fFNd9hsyyZKtukFmHhpPqGpPMd8_-VXvUvtqTFZDdW1AwScQLe_3exQCTtMH9QztLPtNWtLaI6S_gYm5JLleZA9w-RH96C6iHHtH51zgnij2kV1FSfqE4x/s1600/homeopatia_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Santa Catarina registra quase sete mil casos de ataques de águas-vivas em apenas um fim de semana [&lt;a href="http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/verao/2017/noticia/2017/01/66-mil-ataques-de-aguas-vivas-sao-registrados-no-fim-de-semana-em-sc.html" target="_blank"&gt;67&lt;/a&gt;]. E o Jornal da USP resolve dar ouvidos à pseudociência, ao publicar material sobre homeopatia. A medicina alternativa da &lt;b&gt;homeopatia &lt;/b&gt;não tem embasamento científico e muitas pessoas criticam que os pacientes acabam utilizando apenas a homeopatia no tratamento de enfermidades e a atitude pode ser fatal [&lt;a href="https://ccientifica.blogspot.com/2017/05/a-guerra-homeopatica-no-jornal-da-usp.html" target="_blank"&gt;68&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Nutella se envolveu numa polêmica envolvendo um dos produtos de sua composição: o óleo de palma. Muito desse óleo vem de reservas naturais e sua extração é ilegal. Além do aspecto jurídico, a extração desenfreada causa distúrbios ecológicos na região onde a palma existe [&lt;a href="http://g1.globo.com/bemestar/noticia/entenda-a-polemica-envolvendo-a-nutella-e-o-oleo-de-palma-na-europa.ghtml?utm_source=whatsapp&amp;amp;utm_medium=share-bar-smart&amp;amp;utm_campaign=share-bar" target="_blank"&gt;69&lt;/a&gt;]. E falando em problemas ambientais, um estudo mostrou que a maioria do &lt;b&gt;mel &lt;/b&gt;vendido no mundo possui pesticidas na sua composição. O pesticida fica muito tempo nas plantas que acabam servindo de alimento para as abelhas, que a usam para a fabricação do mel. O estudo mostra que devemos nos preocupar com outras fontes de contaminação por pesticidas além das já conhecidas [&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/05/ciencia/1507209390_988942.html" target="_blank"&gt;70&lt;/a&gt;]. E um dos maiores produtores de cacau do mundo criou um chocolate naturalmente rosa [&lt;a href="http://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,chocolate-naturalmente-rosa-e-criado-pelo-maior-produtor-de-cacau-do-mundo,70001977010" target="_blank"&gt;71&lt;/a&gt;]. Finalizando o parágrafo, destacamos que a icônica sequoia que existia nos Estados Unidos (sim, aquela que você já deve ter visto foto com um carro passando por baixo) caiu [&lt;a href="http://www.dn.pt/sociedade/interior/caiu-a-iconica-sequoia-dos-estados-unidos-com-um-tunel-para-carros-5595495.html" target="_blank"&gt;71&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, o presidente Temer revoga o decreto sobre o &lt;b&gt;Renca&lt;/b&gt;, uma reserva localizada no norte do país. Apesar da polêmica com a possível liberação da área para uso extrativista, o governo promete repensar sobre o uso da área [&lt;a href="http://m.folha.uol.com.br/ambiente/2017/08/1913721-apos-polemica-temer-revoga-decreto-sobre-renca-mas-promete-novo-texto.shtml?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=fbfolha" target="_blank"&gt;72&lt;/a&gt;]. E o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o &lt;b&gt;amianto &lt;/b&gt;em São Paulo. A decisão considera inconstitucional a extração e comercialização do amianto. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores do minério para o mundo. Contudo, é conhecido que o amianto é cancerígeno e causa diversas problemas de saúde, sobretudo respiratórios [&lt;a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/08/24/amianto.htm" target="_blank"&gt;73&lt;/a&gt;]. E, ainda em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin veta lei que proibia o &lt;b&gt;uso de animais&lt;/b&gt; para o ensino no Estado. A lei impactaria fortemente sobre os cursos de ciências da vida, principalmente aqueles em que trabalham com a área veterinária [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/governador-veta-lei-que-proibiria-uso-de-animais-no-ensino-em-sao-paulo/" target="_blank"&gt;74&lt;/a&gt;]. E, fechando sobre as notícias nacionais, Noruega critica as ações ambientais tomadas pelo Brasil nos últimos anos e corta ajuda financeira [&lt;a href="http://www.observatoriodoclima.eco.br/noruega-da-bronca-em-brasil-sobre-floresta-vesperas-de-visita-de-temer/" target="_blank"&gt;75&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSUNwJ6NtyREPz-s1ktBrHKJwHDO4nFANvoOhi5GVaoV9vHczbvVypS-JcALwNd2IM9ysMEu6M8BTlq6jk7fU_0580iXhFMkbqNRO0nWZXTKtWKf6dqS1RJWdF8dSij8LwTSXuXipVLo53/s1600/homo_sapiens_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSUNwJ6NtyREPz-s1ktBrHKJwHDO4nFANvoOhi5GVaoV9vHczbvVypS-JcALwNd2IM9ysMEu6M8BTlq6jk7fU_0580iXhFMkbqNRO0nWZXTKtWKf6dqS1RJWdF8dSij8LwTSXuXipVLo53/s1600/homo_sapiens_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Finalizamos as principais descobertas de 2017 na área da biologia dando uma olhada para o passado. Foi nesse ano que descobrimos que &lt;b&gt;nossa espécie&lt;/b&gt; pode ser pelo menos 100 mil anos mais antiga que do que acreditávamos até então. Fósseis descobertos no Marrocos mostram que nossa espécie já caminhava pelo mundo há pelo menos 300 mil anos [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/06/1891003-fosseis-mais-antigos-do-homo-sapiens-sao-achados-no-marrocos.shtml?cmpid=comptw" target="_blank"&gt;76&lt;/a&gt;]. Somamos também a descoberta de que as mulheres pré-históricas provavelmente tinham mais força muscular que as mulheres modernas, mesmo as atletas de alto rendimento. Provavelmente o grande esforço braçal que elas tinham no passado pode ser responsável por isso [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/geral-42179093" target="_blank"&gt;77&lt;/a&gt;]. Um pássaro de 100 milhões de anos foi encontrado super conservado em seiva de árvore. O espécime permite estudar a evolução de estruturas corporais e das penas e compreender mais sobre a evolução desse grupo de animais [&lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/06/passaro-de-100-milhoes-de-anos-e-encontrado-e-esta-bem-conservado.html?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=post" target="_blank"&gt;78&lt;/a&gt;]. E falando em evolução, pesquisadores causaram um pequeno auê ao sugerirem uma nova classificação para os &lt;b&gt;dinossauros&lt;/b&gt;, reorganizando a árvore filogenética desse complexo grupo. Apesar de ser uma sugestão, a publicação ganhou diversos adeptos entre os acadêmicos [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/posts/1564581933583397" target="_blank"&gt;79&lt;/a&gt;]. Já a China está virando lugar-comum para encontrar belíssimos fósseis de dinossauros. Dessa vez um &lt;b&gt;dinossauro emplumado&lt;/b&gt; com cristas foi encontrado, batizado como &lt;i&gt;Corythoraptor jacobsi&lt;/i&gt;&amp;nbsp;[&lt;a href="https://m.oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/novo-dinossauro-com-plumas-crista-descoberto-na-china-21637735" target="_blank"&gt;80&lt;/a&gt;]. E fechamos com o mundo sendo apresentado pelo fóssil de nodossauro mais bem preservado do mundo. Encontrado por paleontólogos em Alberta, Canadá, ele levou seis anos para uma completa resuaturação e hoje está em exposição no museu da cidade [&lt;a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/05/19/O-que-se-sabe-sobre-o-dinossauro-mais-bem-preservado-do-mundo" target="_blank"&gt;81&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy2mQR-dy66SgQh_0dRa4urWu3XVqxrmyavKlF_oVEb6dNydizEhH9miuk24I6xvo_tAMvxcmwNz8owK9gZ1DNeyma34W4uET1yE4o7vcFvrnYchwb2zKskavcP0QFGQHDtbZcXyrein4x/s1600/computacao_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgy2mQR-dy66SgQh_0dRa4urWu3XVqxrmyavKlF_oVEb6dNydizEhH9miuk24I6xvo_tAMvxcmwNz8owK9gZ1DNeyma34W4uET1yE4o7vcFvrnYchwb2zKskavcP0QFGQHDtbZcXyrein4x/s1600/computacao_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#privacidade #InteligênciaArtificial #segurança&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_aSFoJkivQlC-J2-mFT8w_74tuxgjbPxFKgbWCu5sJEwa4Bs9oYuaM72yFvemutr3dZFJLiECK8x9MaQ8yxif2agZMjbWOoi41QZdDZhoZkARLKgbXIMhUWQrFcnB4IF8MfKr0hepL_FE/s1600/privacidade_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_aSFoJkivQlC-J2-mFT8w_74tuxgjbPxFKgbWCu5sJEwa4Bs9oYuaM72yFvemutr3dZFJLiECK8x9MaQ8yxif2agZMjbWOoi41QZdDZhoZkARLKgbXIMhUWQrFcnB4IF8MfKr0hepL_FE/s1600/privacidade_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O ano de 2017 teve muita notícia sobre computação. Teve tantas notícias que o tema 'computação' é estreante em nossa retrospectiva aqui do blog. Iniciamos com a &lt;b&gt;invasão de privacidade&lt;/b&gt; que a tecnologia está causando em nossas vidas. É inegável que cada vez mais a tecnologia entre em nossas casas e nossas vidas e a privacidade ainda é um assunto delicado quando tratamos com tecnologia e coisas conectadas à internet. Um brinquedo erótico que se conecta à internet via celular está sendo acusado de gravar áudio dos usuários sem consentimento. O vibrador, que pode ser controlado à distância, estaria captando áudio durante o seu uso, que não foi autorizado pelo usuário [&lt;a href="https://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/11/12/aplicativo-de-vibradores-gravava-audio-seus-usuarios-sem-autorizacao.htm" target="_blank"&gt;82&lt;/a&gt;]. Outro brinquedo, mas dessa vez um infantil também estaria vazando dados das crianças que brincam com eles. O brinquedo se conecta à internet e consegue responder à voz da criança. Dados como nome da criança estariam em um servidor sem criptografia, o que é alvo fácil para criminoso [&lt;a href="https://tecnoblog.net/210021/brinquedo-conectado-vazamento-dados-criancas/" target="_blank"&gt;83&lt;/a&gt;]. E o robô-aspirador estaria criando mapas do interior das casas dos usuários e a empresa estaria vendendo esses mapas para parceiros. Apesar da empresa negar esse tipo de ação, é sabido que o robô-aspirador cria um mapa do cômodo para saber onde ele pode realizar os procedimentos de limpeza [&lt;a href="https://glo.bo/2vSq3ys" target="_blank"&gt;84&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A União Europeia (UE) ocultou um estudo que mostrava que a &lt;b&gt;pirataria &lt;/b&gt;não prejudica a venda de música, filmes e games na Europa. Na realidade alguns setores tiveram até um leve aumento nas vendas. Muito provavelmente as pessoas pretendem adquirir o conteúdo legal e baixam antes pela internet para ver se vale a pena. Mas como o estudo ia contra o discurso das empresas e do governo, ele ficou escondido até esse ano, quando foi revelado pela internet [&lt;a href="https://tecnoblog.net/224255/comissao-europeia-estudo-pirataria/" target="_blank"&gt;85&lt;/a&gt;]. Falando em internet, os Estados Unidos deram um gigantesco salto para trás. Deu início por lá a tentativa de acabar com a &lt;b&gt;neutralidade de rede&lt;/b&gt;. A neutralidade impede que os provedores de acesso regulem o tipo de conteúdo que chega até o cliente (semelhante ao que acontece com os canais pagos). Apesar da tentativa de se querer por algo do tipo no Brasil, entidades asseguram que as leis brasileiras são bem mais claras que a americana quanto a isso [&lt;a href="https://tecnoblog.net/230020/neutralidade-rede-fim-eua-brasil/" target="_blank"&gt;86&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhuKJ56VwFDc0IexPR1OgniTOPBTMQRx8r2wZA8GdJLP0_75o8Hgc76-r14qS9a8l1r4atChOcJGJ9GgW9Uvg3_KyPb7e4cyBhDvXJMaoPSKKiP9DC-uDwPcS88aNRrop9e0d1lIelUlRyQ/s1600/seguranca_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhuKJ56VwFDc0IexPR1OgniTOPBTMQRx8r2wZA8GdJLP0_75o8Hgc76-r14qS9a8l1r4atChOcJGJ9GgW9Uvg3_KyPb7e4cyBhDvXJMaoPSKKiP9DC-uDwPcS88aNRrop9e0d1lIelUlRyQ/s1600/seguranca_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O que chamou a atenção esse ano foram as &lt;b&gt;falhas de segurança&lt;/b&gt; que afetam praticamente todo mundo que tem algum dispositivo conectado à internet. Tivemos falhas importantes na rede Wi-fi com a vulnerabilidade chamada &lt;b&gt;Krack&lt;/b&gt;. Computadores, televisores, roteadores, celulares, tablets, tudo que se conecta à internet via wi-fi está em risco. Infelizmente o usuário não pode fazer muita coisa já que depende da liberação de patch de atualização de segurança por parte dos fabricantes dos dispositivos, o que pode demorar muito ou até mesmo nem acontecer [&lt;a href="https://tecnoblog.net/226033/wpa2-aes-tkip-inseguro-krack-wifi/" target="_blank"&gt;87&lt;/a&gt;]. Outra falha importante atingiu a conexão via bluetooth, que também afeta quase todos os aparelhos que usam essa tecnologia. Chamada de &lt;b&gt;Blueborne&lt;/b&gt;, o usuário pode ser alvo de cybercriminosos mesmo se a antena bluetooth estiver desligada, o que deixa o usuário praticamente sem ter o que fazer [&lt;a href="https://tecnoblog.net/223262/blueborne-falha-bluetooth-android-ios-windows-linux/" target="_blank"&gt;88&lt;/a&gt;]. E o principal ataque cibernético do ano foi, sem dúvida, o &lt;b&gt;WannaCry&lt;/b&gt;, que derrubou sistemas rodando Windows de praticamente todos os lugares do mundo. O hacker responsável travava o computador e pedia um resgate dos arquivos após pagamento em bitcoins. O ataque afetou sistemas de aeroportos, hospitais e judiciários em diversos países, incluindo o Brasil [&lt;a href="http://link.estadao.com.br/noticias/empresas,brasil-ja-sente-primeiros-efeitos-de-ataque-cibernetico-em-massa,70001777320" target="_blank"&gt;89&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkOxMWlANxS8DjFc33wlnXKSQ_YMYBdVwNkxiRmro8IIXrwv4ocl6Xa8FnFvlvObhyqVn5ymOugWKBK_zdt7WrMfFs-QuEuHvx0_Diu8lOHDn3y8xHBRJzLcRGzcS8E8DP43i8YsD7SxdH/s1600/IA_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkOxMWlANxS8DjFc33wlnXKSQ_YMYBdVwNkxiRmro8IIXrwv4ocl6Xa8FnFvlvObhyqVn5ymOugWKBK_zdt7WrMfFs-QuEuHvx0_Diu8lOHDn3y8xHBRJzLcRGzcS8E8DP43i8YsD7SxdH/s1600/IA_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Mas o ano também foi da &lt;b&gt;inteligência artificial&lt;/b&gt;, a famosa IA. O Google apresentou esse ano avanços em reconhecimento facial a partir de imagens em baixíssima resolução, graças ao uso de IA [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/google-consegue-recriar-um-rosto-a-partir-de-uma-imagem-de-apenas-64-pixels/65940" target="_blank"&gt;90&lt;/a&gt;]. O IA do Google também aprendeu a imaginar, ao criar imagens a partir daquilo que ela havia aprendido ao longo dos testes [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/inteligencia-artificial-do-google-aprendeu-a-usar-a-imaginacao/70417" target="_blank"&gt;91&lt;/a&gt;]. E um grupo conseguiu que uma IA criasse poesia baseado na análise de milhares de poesias e textos [&lt;a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=programa-inteligencia-artificial-faz-poesia-lanca-preocupacoes&amp;amp;id=010150170914#.WbqATbKGOM8" target="_blank"&gt;92&lt;/a&gt;]. E um estudo polêmico mostrou que a IA pode detectar com alto grau de precisão se uma pessoa é hetero ou homossexual apenas analisando imagens do rosto. A preocupação se faz presente visto que muitos lugares a homossexualidade ainda é considerada algo errado e até mesmo um crime e as pessoas poderiam ser presas pelo simples fato de andarem na rua [&lt;a href="https://olhardigital.com.br/noticia/inteligencia-artificial-consegue-adivinhar-se-uma-pessoa-e-gay/70950" target="_blank"&gt;93&lt;/a&gt;]. Como como essas fez Elon Musk, dono do Tesla Motors e da SpaceX - talvez você conheça como o Tony Stark da vida real - pedir a criação de uma regulamentação da IA, sobretudo para impedir a construção de armas inteligentes [&lt;a href="https://tecnoblog.net/221701/elon-musk-ia-robos-guerra/" target="_blank"&gt;94&lt;/a&gt;]. E uma grande preocupação ética começa a surgir: o uso de robôs inteligentes como amantes sexuais. Embora hoje possa parecer algo estranho e até mesmo engraçado, no futuro será comum pessoas terem relacionamentos sexuais com robôs. A dúvida que paira é: um robô inteligente poderá ter livre-arbítrio para recusar o sexo? E se for forçado, podemos considerar como estupro? São questões que vão além da jurídica e mexem diretamente com o nosso psicológico [&lt;a href="http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/07/uso-de-robos-como-parceiro-sexual-ganha-forca-e-gera-discussoes-eticas.html?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=post" target="_blank"&gt;95&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDpJBmLdmKQamdfMXSX0AfCmvOxVYS3IIK-F9KosbN2yQ6kWBJkRRZmd3P6PGcU65VKozHVTzIQ37vhAaQT-WpxaYsvUzIr1TSs3kk-iyaeV1ZCLNqB3VkPBPBuHHyoDVQ0Gi77H1DKgie/s1600/ciencia_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="86" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDpJBmLdmKQamdfMXSX0AfCmvOxVYS3IIK-F9KosbN2yQ6kWBJkRRZmd3P6PGcU65VKozHVTzIQ37vhAaQT-WpxaYsvUzIr1TSs3kk-iyaeV1ZCLNqB3VkPBPBuHHyoDVQ0Gi77H1DKgie/s1600/ciencia_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#SciHub #ética #cortes #investimento #publicação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbDRjw5BUUoSRFzbcna2WO5VAPjTKIvj_vFS7BH_PVGCsdD79JjuDs4ODiE87VZwoXRComvkLs4LKdMug0ibzoawlfaV5jWtVXTdlrRpUtQVw5fjD4b2a4ACPpxem-lksXJVn1tW1KpQWD/s1600/investimento_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbDRjw5BUUoSRFzbcna2WO5VAPjTKIvj_vFS7BH_PVGCsdD79JjuDs4ODiE87VZwoXRComvkLs4LKdMug0ibzoawlfaV5jWtVXTdlrRpUtQVw5fjD4b2a4ACPpxem-lksXJVn1tW1KpQWD/s1600/investimento_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O fazer ciência engloba tudo relacionado à ciência e ao cientista. Esse ano o Brasil viu cortes maciços em &lt;b&gt;investimentos para a ciência&lt;/b&gt;. Para se ter uma ideia, a ciência recebeu apenas 20% do necessário para funcionar esse ano [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/ciencia-recebe-so-20-do-necessario-e-deve-fechar-2017-no-vermelho/" target="_blank"&gt;96&lt;/a&gt;]. Isso é tão sério que esses cortes ameaçam seriamente a participação do Brasil em equipamentos estrangeiros, como o uso de &lt;b&gt;telescópios &lt;/b&gt;importantes para pesquisas em astronomia [&lt;a href="http://www.sciencemag.org/news/2017/07/cuts-imperil-brazil-s-stake-astronomy-observatories" target="_blank"&gt;97&lt;/a&gt;]. Além disso, equipamentos e construções importantes para a nossa ciência também correm sério risco, como a construção do &lt;b&gt;acelerador de partículas&lt;/b&gt; em Campinas, considerada a maior obra científica do país [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/crise-ameaca-maior-obra-da-ciencia-brasileira/" target="_blank"&gt;98&lt;/a&gt;]. Até mesmo programas importantes como o Ciências sem Fronteiras (CsF) foram encerrados pelo governo [&lt;a href="http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/mec-acaba-com-o-ciencias-sem-fronteiras.html?utm_source=Facebook&amp;amp;utm_medium=Social&amp;amp;utm_campaign=compartilhar" target="_blank"&gt;99&lt;/a&gt;]. Os cortes cada vez maiores tanto em bolsas como em recursos para a manutenção de equipamentos e compra de materiais de uso contínuo fez a comunidade científica se preocupar e ficar apreensiva sobre o futuro de nossa ciência, que corre o risco de ficar anos atrasada em relação ao resto do mundo [&lt;a href="http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40504128?ocid=socialflow_facebook" target="_blank"&gt;100&lt;/a&gt;]. O assunto é tão sério que diversos laureados ao Prêmio Nobel, o mais importante prêmio da área acadêmica, enviaram uma carta ao presidente Michel Temer pedindo que reconsidere a política de cortes em investimento na ciência [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/posts/1703424399699149" target="_blank"&gt;101&lt;/a&gt;]. Contudo, parece que a carta, que não foi respondida, não surtiu efeito algum, já que mais cortes são previstos para a ciência nacional no ano que vem [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/governo-propoe-25-de-corte-no-orcamento-de-ciencia-e-tecnologia-para-2018/" target="_blank"&gt;102&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjDh5vlIWP6nJGikeC9FTXF9tfCoGFSwQHVsxhc6Ie18qbjiOD7NPzK-qo_9zp6vwZKFNjTz4XFI26x3SSnM2udcRMb7B5_C6JgV3WTLyyZVw5EVzev8ISg3Wmkvn7LqigmmlakSB5P9-m/s1600/marcha_ciencia_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjDh5vlIWP6nJGikeC9FTXF9tfCoGFSwQHVsxhc6Ie18qbjiOD7NPzK-qo_9zp6vwZKFNjTz4XFI26x3SSnM2udcRMb7B5_C6JgV3WTLyyZVw5EVzev8ISg3Wmkvn7LqigmmlakSB5P9-m/s1600/marcha_ciencia_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A indignação da comunidade científica brasileira é tão grande que &lt;b&gt;Marchas pela Ciência&lt;/b&gt; ocorreram no país ao longo do ano, movimentando centenas de pessoas em prol de mais investimentos [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,pesquisadores-realizam-segunda-marcha-pela-ciencia,70001963721" target="_blank"&gt;103&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.diretodaciencia.com/2017/04/21/mapa-da-scientific-american-brasil-mostra-23-cidades-na-marcha-pela-ciencia/" target="_blank"&gt;104&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/milhares-saem-as-ruas-em-cidades-ao-redor-do-mundo-contra-ataque-da-politica-contra-a-ciencia.ghtml" target="_blank"&gt;105&lt;/a&gt;]. Alguns pesquisadores até mesmo cogitam em criar um pardito político que tenha a ciência como bandeira. Apesar da boa ideia, ela não foi bem recebida por todos [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/cientistas-contemplam-criar-partido-politico-para-ter-voz-no-congresso-nacional/" target="_blank"&gt;106&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se não bastasse todos esses problemas financeiros, os pesquisadores tem que conviver com uma grande carga de estresse que pode levar a atitudes realmente tristes. Esse ano foi relatado o &lt;b&gt;suicídio &lt;/b&gt;de um aluno de doutorado da USP. O episódio levanta a questão da saúde do pós-graduando e como os programas de pós-graduação podem ajudar os alunos que passam por dificuldades [&lt;a href="http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2017/10/1930625-suicidio-de-doutorando-da-usp-levanta-questoes-sobre-saude-mental-na-pos.shtml" target="_blank"&gt;107&lt;/a&gt;]. A pressão por resultados pode levar os pesquisadores a cometerem atos fraudulentos e também levar a fins trágicos, como o geneticista que se matou após sofrer pressão por parte de colegas [&lt;a href="http://www.diretodaciencia.com/2017/10/27/cientistas-chefes-assediam-colegas-e-alunos-diz-viuva-de-geneticista-suicida/" target="_blank"&gt;108&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abaixo, a relação dos laureados ao Prêmio Nobel 2017. O Prêmio de Economia não está na lista pois ela não é um Nobel em si, mas em homenagem a Alfred Nobel, criador do prêmio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhehRIlodRwU4FMNvHbPjBPNyzAnCy00fyu_esf05g-nxdtEYRrNRTzQKl66tZwozSC-9Lrm1BNOovzeOqXQgXWIGN8NVdXPf99kF0_BAt6Gg2x1curN0qa1ptWemLugw5h5rv4lTv3yd1A/s1600/nobel_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="720" data-original-width="1280" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhehRIlodRwU4FMNvHbPjBPNyzAnCy00fyu_esf05g-nxdtEYRrNRTzQKl66tZwozSC-9Lrm1BNOovzeOqXQgXWIGN8NVdXPf99kF0_BAt6Gg2x1curN0qa1ptWemLugw5h5rv4lTv3yd1A/s640/nobel_2017.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
No Brasil, uma doutoranda venceu o concurso 'Dance Your PhD' da Science. Nesse concurso o pesquisador precisa exercer seus dotes artísticos e contar, por meio de teatro, dança, etc, o que está desenvolvendo em seu projeto [&lt;a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/brasileira-vence-concurso-de-doutorados-contados-em-videoclipes-da-revista-science.ghtml" target="_blank"&gt;109&lt;/a&gt;]. Mas, infelizmente, não são apenas notícias boas que temos aqui: uma estudante descobriu um esquema de &lt;b&gt;desvio de bolsas&lt;/b&gt; dentro de universidades no Paraná. O dinheiro caía na conta de professores e servidores da faculdade [&lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/estudante-descobre-sozinha-desvio-de-bolsas-dentro-de-universidade.html?utm_source=facebook&amp;amp;utm_medium=social&amp;amp;utm_campaign=post" target="_blank"&gt;110&lt;/a&gt;]. E a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) está processando um pesquisador por mau uso de dinheio público e pede a devolução do valor integral da bolsa concedida [&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/12/1941944-fapesp-processa-cientista-para-reaver-bolsa-concedida.shtml" target="_blank"&gt;111&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSASGI7Mlv4bM2aJCca-J7NGj-uTHvGMbwm58lJeUevP_d0CN375G3Us9dVr9UncJ7xVgiK0od9gby2yJhTebfej9lne5_TwweQOYnQL9-oQ3e0PUN89f32k9QCj4_t94Ama1mAj5hzzsm/s1600/sci-hub_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSASGI7Mlv4bM2aJCca-J7NGj-uTHvGMbwm58lJeUevP_d0CN375G3Us9dVr9UncJ7xVgiK0od9gby2yJhTebfej9lne5_TwweQOYnQL9-oQ3e0PUN89f32k9QCj4_t94Ama1mAj5hzzsm/s1600/sci-hub_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Já na Polônia, um pesquisador teve que explicar a origem de um fóssil brasileiro que virou publicação científica. O pesquisador disse que devolverá o fóssil ao país, já que não se sabe a origem legal do artefato do estudo, que pode ter sido levado para fora do país de forma ilegal [&lt;a href="http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,polones-diz-que-pode-devolver-fossil-brasileiro-suspeito-de-roubo,70002026148" target="_blank"&gt;112&lt;/a&gt;]. E a China investiga mais de 500 pesquisadores envolvidos com algum tipo de &lt;b&gt;fraude acadêmica&lt;/b&gt;, desde a inserção de nomes em publicações sem que a pessoa tivesse participado ativamente na pesquisa até a manipulação e plágio de dados [&lt;a href="http://www.diretodaciencia.com/2017/07/31/investigacao-na-china-responsabiliza-cerca-de-500-pesquisadores-por-fraude/" target="_blank"&gt;113&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E muitas pessoas passaram a conhecer um site que é o queridinho de muitos pesquisadores no Brasil: o &lt;b&gt;SciHub&lt;/b&gt;. Criado por Alexandra Elbakyan, o SciHub é um indexador de publicaçõs científicas que os disponibiliza de forma gratuita. Até então, a maioria das publicações estão atrás de uma paywall e exige pagamento de valores altos para ter acesso a um artigo científico (valores variam muito de uma revista para outra, mas não é incomum encontrar artigos saindo por US$ 30 dólares ou mais). Esse ano o site foi processado por grandes editoras científicas, como a Elsevier. Além de fechar o site, o processo pede um pagamento de multa que passa vários milhões de dólares. O site sobrevive pulando de domínio em domínio [&lt;a href="http://meiobit.com/375256/eua-sci-hub-perde-processo-multa-4-8-milhoes-dolares-sociedade-americana-quimaca-pode-exigir-provedores-servicos-hospedagem-motores-de-busca-sumam-com-site-alexandra-elbakyan-resiste-nao-vai-pagar/" target="_blank"&gt;114&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.diretodaciencia.com/2017/06/23/boletim-de-noticias-23jun-justica-dos-eua-condena-sci-hub-a-indenizar-elsevier/" target="_blank"&gt;115&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.universoracionalista.org/alexandra-elbakyan-e-verdade-eu-roubo-das-editoras-para-dar-aos-cientistas/" target="_blank"&gt;116&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmRpJpRTsH54l7krFsxLpZdH4dQRN_2_aGiL9zPfUJOQVlzNMeELmgnDw4-VAqWVa1Yu6f67sYOXGj8BTYQfeAXJ67tV7zWpuJGdnFUCMHLCHRJM9ZOtROVSNOiPkQURbcsO8sUW1oLL3T/s1600/extras_2017.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="87" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmRpJpRTsH54l7krFsxLpZdH4dQRN_2_aGiL9zPfUJOQVlzNMeELmgnDw4-VAqWVa1Yu6f67sYOXGj8BTYQfeAXJ67tV7zWpuJGdnFUCMHLCHRJM9ZOtROVSNOiPkQURbcsO8sUW1oLL3T/s1600/extras_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;#CarneFraca #BaleiaAzul&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2017 teve tanto acontecimento que mereceu um tema a parte, com destaques que estão fracamente ligados à ciência e tecnologia, mas que impactaram nossas conversas e nossas vidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimSdZ30SeU4Nv23VbUQ5atI-OMqzT4qI4ADHrB5LbWG2cao4016OEXrcyesgSpTpOKuVM_XVKI99qRcfHIRhw5iI9FCNlMcGDFfx5f8F0A5NSXBipS-jBDjnRwMVTPke0t3LoCmDXaVKPo/s1600/carne_fraca_2017.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="250" data-original-width="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimSdZ30SeU4Nv23VbUQ5atI-OMqzT4qI4ADHrB5LbWG2cao4016OEXrcyesgSpTpOKuVM_XVKI99qRcfHIRhw5iI9FCNlMcGDFfx5f8F0A5NSXBipS-jBDjnRwMVTPke0t3LoCmDXaVKPo/s1600/carne_fraca_2017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Começamos pelo impacto que a operação &lt;b&gt;Carne Fraca&lt;/b&gt; da Polícia Federal causou entre os brasileiros e até mesmo no mercado internacional, já que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de proteína animal. Indícios de fraude na fiscalização fizeram o brasileiro questionar a qualidade da carne nacional [&lt;a href="https://www.facebook.com/nanomacro/posts/1458727024168889" target="_blank"&gt;117&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://exame.abril.com.br/negocios/jbs-e-brf-vendiam-carne-vencida-com-quimica-e-frango-com-papelao/" target="_blank"&gt;118&lt;/a&gt;]. Junto com essa operação, saiu a &lt;b&gt;Carne Fria&lt;/b&gt;, que autuou empresas de carne envolvidas com o desmatamento na Amazônia [&lt;a href="http://www.oeco.org.br/reportagens/operacao-carne-fria-do-ibama-autua-jbs-mas-governo-federal-tenta-abafar/" target="_blank"&gt;119&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deputados brasileiros aprovam a criação de um &lt;b&gt;documento de identidade&lt;/b&gt; nacional, unificando os principais números de identidade que temos em um documento semelhante a um cartão de crédito [&lt;a href="http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/deputados-aprovam-criacao-de-documento-nacional-unico/?cmpid=fb-uolnot" target="_blank"&gt;120&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E as redes sociais disseminaram o desafio da &lt;b&gt;Baleia Azul&lt;/b&gt;, que incentivava o suicídio de seus participantes. Apesar de não se saber realmente a relação entre o suposto desafio e os casos de suicídio entre os jovens, o evento chamou a atenção de especialistas para os cuidados com uso de redes sociais [&lt;a href="http://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/jovens-nao-precisam-de-13-razoes-para-se-matar-basta-uma/" target="_blank"&gt;121&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://carlosorsi.blogspot.com/2017/04/baleia-ou-barriga.html" target="_blank"&gt;122&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/a-lenda-da-baleia-azul-ou-como-uma-noticia-falsa-traduz-um-perigo-real/" target="_blank"&gt;123&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
* * *&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E assim encerramos mais um ano de publicações aqui no blog. Infelizmente não publiquei o tanto que gostaria de publicar já que a vida acadêmica cobra o seu tempo da gente. Mas felizmente muito conteúdo bacana está sendo publicado na página do blog no Facebook, no Twitter e no Instagram. Curta e siga-nos nessas redes sociais para estar por dentro das novidades!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A todos os que acompanham o blog, desejo boas festas à todos e que em 2018 a ciência nacional consiga se recuperar e que a ciência mundial continue nos surpreendendo com novas descobertas pois, "façamos ciência; assim podemos melhorar nossas vidas" (Carl Sagan).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&#128225;&#128301;&#128300;&#128137;&#128138;&#127756;&#127757;&#127769;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
*: a ciência não para. Após o levantamento das notícias e a construção dessa publicação, mais eventos importantes aconteceram e não podiam ficar de fora de nossa retrospectiva e, portanto, foram adicionados depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Todas os links levam as notícias dos destaques apresentados nessa retrospectiva científica 2017. As imagens são montagens a partir das originais disponíveis nos links das matérias.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8FI3UPvhPN8Zi7S_l8Yx3XNvxQXtIjItYzyKN07WQMgn2Y76RxsJgqCuO3o26YpF8L8etzKm6AszmKDW7u-yAFZUUFr0KYo3J-qDhbOu5hS97eCbooLpN-SVMUQv6nxlxYlPZJMKJtbNS/s72-c/melhor_2017.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A natureza do som, do Symphony of Science</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/11/a-natureza-do-som-do-symphony-of-science.html</link><category>Física</category><category>Symphony of Science</category><category>Vídeos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 3 Nov 2017 19:00:00 -0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-3403688413348138122</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para a maioria de nós que ouvimos normalmente (ou tão próximo do normal), acabamos ignorando e ficando totalmente indiferentes aos sons que nos cerca - desde o arrastar da cadeira em que estamos sentados, do ar passando pelos septos nasais quando respiramos profundamente, dos carros passando na rua e dos pássaros assoviando alegremente. Apesar disso, provavelmente, você pode ter parado brevemente a leitura desse texto para prestar atenção aos sons ao seu redor. Não ache que estou bancando o sabichão: somos assim mesmo. Também sou assim.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O som tem teve suas propriedades estudadas ainda na Idade Média quando o padre francês Marin Mersenne publicou o primeiro trabalho sobre algumas propriedades do som na música, em 1636. Por conta disso, Mersenne é considerado o pai da acústica. De lá para cá muita coisa avançou e hoje o som não é mais um desconhecido por nós. Hoje nós o manipulamos de tal forma que podemos obter imagens a partir do som[1].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Symphony of Science, um projeto muit legal que já falei diversas vezes &lt;a href="http://www.nano-macro.com/search/label/Symphony%20of%20Science" target="_blank"&gt;aqui no blog&lt;/a&gt;, resolveu contar um pouquinho sobre a natureza do som em seu mais novo vídeo, que sai do forno depois de dois anos do último vídeo sobre o universo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/d2lIhbL4vSQ?rel=0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
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&lt;a href="https://www.instagram.com/p/BZ4VHfqBY3E/" style="color: black; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;" target="_blank"&gt;Time-lapse do planeta Terra em uma câmera 'olho de peixe' feita por Randy Bresnik na Estação Espacial Internacional. Lindo! #nasa #space #spacestation #international #science #microgravity #earth #africa #sand #desert #ocean #clouds #fisheye #astronaut #astronomy Via @nasa no Instagram.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Rodapé:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: o ultrassom é um exemplo de como o entendimento da física do som permite criar coisas que, a princípio, parecem excludentes. O ultrassom são sons em uma frequência maior que 20 mil Hertz (Hz), que é o limite que o ouvido humano consegue captar. Hoje, o ultrassom é muito utilizado em equipamentos para geração de imagens internas do corpo, como em lesões e em gravidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://img.youtube.com/vi/d2lIhbL4vSQ/default.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Cinco coisas que talvez você não saiba sobre lavar as mãos</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/10/cinco-coisas-que-talvez-voce-nao-saiba.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Comportamento</category><category>Doenças</category><category>Outros assuntos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 13 Oct 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-8421781392380247821</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;No Brasil, muitas pessoas conhecem a música ‘Lavar as Mãos’ que era exibido no ‘Castelo Ra Tim Bum’ da TV Cultura. Mas podemos aprender mais sobre um ato tão simples que pode fazer a diferença.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Escrito por CDC[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Traduzido por Wesley Santos para o Do Nano ao Macro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWpvkD12Wvcs2TXMRPZKu3b04fALOXkr7x-_O13w5NugKhcNUF3Iyzm4tUE0vKdSUQI7w9iClWBmbUd94qx7Y5RUxqeod362OLy3EdvTfTR13ml-Jr7eCNORA_KG58OvA2U7PhWjQf0D6K/s1600/hands_by_justinblackphotos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="640" data-original-width="512" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWpvkD12Wvcs2TXMRPZKu3b04fALOXkr7x-_O13w5NugKhcNUF3Iyzm4tUE0vKdSUQI7w9iClWBmbUd94qx7Y5RUxqeod362OLy3EdvTfTR13ml-Jr7eCNORA_KG58OvA2U7PhWjQf0D6K/s1600/hands_by_justinblackphotos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Manter suas mãos limpas é uma das mais importantes coisas que você pode fazer para evitar ficar doente e passar micro-organismos para as pessoas ao seu redor. Muitas doenças e condições são dispersadas entre as pessoas justamente por elas não lavarem as mãos de forma correta. Veja as cinco coisas importantes que talvez você não saiba sobre lavar as mãos e porque elas são importantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;1. O sabonete é a chave:&lt;/b&gt; lavar as mãos com sabonete remove os micro-organismos de forma mais efetiva que usando apenas água. Os componentes, chamado surfactantes, existentes no sabonete ajudam a remover a sujeira e os micróbios de sua pele. Você também tende a esfregar suas mãos de forma mais eficaz quando está usando o sabonete, que também ajuda a remover os micro-organismos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;2. Leve mais tempo do que você acha:&lt;/b&gt; a quantidade ideal de tempo para lavar as mãos depende de muitos fatores, incluindo o tipo e quantidade de sujeira em suas mãos[2]. Evidências mostram que lavar as mãos [com sabonete] por 15 a 30 segundos remove mais micro-organismos que lavar as mãos por períodos menores. O CDC recomenda lavar as suas mãos por cerca de 20 segundos, o que equivale o tempo de você cantar o famoso ‘parabéns para você’ duas vezes do começo ao fim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;3. Tudo depende da técnica:&lt;/b&gt; tenha certeza de limpar áreas das mãos em que a maioria das pessoas esquecem com mais frequência. Tome atenção especial para o dorso de suas mãos, entre os dedos e debaixo das unhas. Ensaboe e esfregue suas mãos criando fricção, que ajuda a remover a sujeira, óleo e micróbios de sua pele.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;4. Não esqueça de secá-las:&lt;/b&gt; micro-organismos podem ser transferidos mais facilmente para as mãos se estiverem molhadas, portanto seque-as bem depois de lavá-las. Estudos mostraram que usar uma toalha limpa ou deixar suas mãos secarem no ar seco são os melhores métodos de secar suas mãos[3].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;5. Higienizador de mãos é uma opção:&lt;/b&gt; se você não pode ou não consegue lavar suas mãos com água e sabonete, use um higienizador de mãos à base de álcool, que contenha pelo menos 60% de álcool. Tenha certeza de usar quantidade suficiente para cobrir toda a superfície de suas mãos. E não enxague ou limpe as mãos antes do higienizador secar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nota importante: o higienizador de mãos não matará todos os micro-organismos, especialmente se suas mãos estiverem visivelmente sujas ou com óleo, portanto é importante você lavar as mãos com sabonete e água tão quanto possível depois de usar esses produtos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E por quê lavar as mãos é tão importante?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembre-se sempre, lavar as mãos salva vidas. Doenças diarreicas e pneumonia são as duas principais doenças que matam crianças ao redor do mundo, matando 1,8 milhão de crianças abaixo dos cinco anos todos os anos. Entre as crianças, a lavagem de mãos com sabonete previne uma de cada três doenças diarreicas e uma de cada cinco infecções respiratórias como a pneumonia em todo o mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dia 15 de Outubro é o Dia Global de Lavagem das Mãos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lavar as mãos é para todo mundo, em qualquer lugar. O Dia Global de Lavagem de Mãos é uma oportunidade de instruir as pessoas sobre a cultura de lavar as mãos com água e sabonete, de fazer uma estrela brilhar em cada lugar do mundo sobre esse ato simples e mostrar os benefícios de lavar as mãos com sabonete. Apesar de muitas pessoas ao redor do mundo lavarem suas mãos com água, muito poucas usam o sabonete para essa tarefa já que sabonete e água para lavar as mãos podem ser pouco acessíveis em países em desenvolvimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Participe! &#128077;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Compartilhe e espalhe os benefícios de lavar as mãos usando &lt;b&gt;#GlobalHandwashingDay&lt;/b&gt; no Twitter e Facebook. Façamos a diferença: um ato simples que pode salvar vidas!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Veja a publicação original no site da &lt;a href="https://blogs.cdc.gov/publichealthmatters/2016/10/global-handwashing-day-2016/?platform=hootsuite" target="_blank"&gt;CDC aqui&lt;/a&gt;. No final da publicação, o CDC reservou 13 artigos científicos sobre a importância de lavar as mãos e que sustentam as informações que foram passadas acima. Vale a pena conhecer mais!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, naturalmente, não ia deixar de colocar a música que fez a infância de muitos brasileiros nos anos 1990.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/0OAp08bSK84?rel=0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: O Centers for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos é uma referência no trabalho de saúde em todo o mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: basta pensar suas mãos sujas com tinta guache ou apenas depois de passar as mãos sobre o teclado do computador [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: evite usar aqueles secadores de ar quente que é comum em banheiros de shopping, por exemplo. Já foi demostrado que esses aparelhos acabam acumulando grande carga de micro-organismos que existem nesses banheiros e podem ser jogados em suas mãos a medida que o ar quente passa por elas [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem por justinblackphotos em seu &lt;a href="https://www.deviantart.com/art/Hands-33224999" target="_blank"&gt;deviantART&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWpvkD12Wvcs2TXMRPZKu3b04fALOXkr7x-_O13w5NugKhcNUF3Iyzm4tUE0vKdSUQI7w9iClWBmbUd94qx7Y5RUxqeod362OLy3EdvTfTR13ml-Jr7eCNORA_KG58OvA2U7PhWjQf0D6K/s72-c/hands_by_justinblackphotos.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Câmera e asas de passarinho</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/07/camera-e-asas-de-passarinho.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Física</category><category>Outros assuntos</category><category>Tecnologia</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 28 Jul 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-6083869238605958931</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWVP5jVroAJViYpfjbFiDfyTnHnqUHzSEqkoArPD57ilZRsYWQFptIZEsPSgeHkR7trj-AHlIwycOvoKC1M8aucH8R7EbJDdkrOs3l5K7vX9SNUQgWA1-ZvL2MS6e0n91p_EPC00rfMJlr/s1600/Imagem1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="432" data-original-width="650" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWVP5jVroAJViYpfjbFiDfyTnHnqUHzSEqkoArPD57ilZRsYWQFptIZEsPSgeHkR7trj-AHlIwycOvoKC1M8aucH8R7EbJDdkrOs3l5K7vX9SNUQgWA1-ZvL2MS6e0n91p_EPC00rfMJlr/s1600/Imagem1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Câmeras e dispositivos de gravação de imagens são tão comuns que carregamos em nossos bolsos, temos guardados em casa e somos quase indiferentes a elas ao encontrarmos algumas nas ruas e estabelecimentos comerciais - nesse caso, sempre acompanhadas de um: sorria, você está sendo filmado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apesar de toda a evolução das câmeras, saindo das modestas câmeras que registravam as imagens em filmes de péssima qualidade até as modernas câmeras Full HD, até mesmo 4K ou 8K[1], todas elas trabalham com o conceito de cadência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cadência é o registro de um conjunto de imagens em um determinado período de tempo. Talvez você conheça como "quadros por segundo", ou por 'fps' (frames per second, em inglês)[2]. Toda e qualquer produção ou reprodução de imagens trabalha com essa ideia. A maioria das câmeras tradicionais capturam cerca de 24 a 28 quadros por segundo. Ou seja, a cada segundo que se passa, a câmera registra 24 a 28 quadros daquilo que se está gravando. Existem câmeras que gravam 60fps, ou seja, 60 quadros por segundo, como nesse vídeo apresentando as belezas do Peru.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/1La4QzGeaaQ" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;É necessário colocar em alguma resolução HD para ver o vídeo em 60fps&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Bom, apesar dos vídeos nada mais serem que muitos quadros serem reproduzidos um seguido do outro, nos dando a ilusão de movimento, algo curioso pode ser percebido quando ocorre uma espécie de sincronização entre os ciclos de gravação (o número de quadros gravados por segundo) e o bater das asas de um pássaro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TX4U9QRbviA" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O vídeo traz a sensação de que o pássaro está levitando na frente da câmera quando, na verdade, o momento em que a câmera registra as imagens do pássaro coincide com a posição em que a asa do pássaro está no momento da captura, dando a sensação de que ele não está movendo a asa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente não descobri onde esse pequeno vídeo foi registrado. Mas vale a curiosidade em saber mais sobre o registro de imagens e sobre o pássaro estar levitando na frente da câmera...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&#128038;&#128249;&#128561;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: embora protótipos de diversos tipos de resolução sejam constantemente desenvolvidas e testadas, resoluções maiores que 4K acabam não fazendo tanto sentido. Uma coisa a ser observada é a resolução do próprio olho humano, em reconhecer pontos indistinguíveis. Resoluções maiores que 4K querem dizer que existem mais pontos em uma determinada área da tela que o olho humano simplesmente não vai conseguir definir. Ou seja, você aumentando a resolução não significa que a imagem vai ficar definida, já que seu olho não vai conseguir distinguir a diferença. Apesar disso, os fabricantes podem colocar outros incrementos na fabricação de câmeras e televisões modernas, como alta taxa de frames ou reprodução HDR.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: gamers que jogam pelo computador são particularmente preocupados com isso. Para que o jogo tenha fluidez na tela (não fique travando) e alta responsividade é preciso ter, além de um bom computador, uma ótima placa de vídeo para renderizar os gráficos do jogo de forma mais realista possível (como o reflexo da água, gotas de chuva, grama ou cabelos).&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem que abre a postagem visto em &lt;a href="http://www.birdsoutsidemywindow.org/2014/01/26/bird-on-camera/" target="_blank"&gt;Outside My Window&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWVP5jVroAJViYpfjbFiDfyTnHnqUHzSEqkoArPD57ilZRsYWQFptIZEsPSgeHkR7trj-AHlIwycOvoKC1M8aucH8R7EbJDdkrOs3l5K7vX9SNUQgWA1-ZvL2MS6e0n91p_EPC00rfMJlr/s72-c/Imagem1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Cientistas deveriam falar diretamente com o público</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/07/cientistas-deveriam-falar-diretamente.html</link><category>Ciência</category><category>Textos</category><category>Traduções</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 21 Jul 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-4708981573303476566</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Nosso trabalho ajuda a responder alguns dos maiores desafios da sociedade, mas frequentemente é divulgado em linguagem técnica em revistas científicas que a maioria das pessoas nunca verão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Esther Ngumbi para a Scientific American.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Traduzido por Wesley Santos para o Do Nano ao Macro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bkPblfeg4Z2vKvJhyphenhyphenBrXIHryQAIJavPvgvvZOum5A5IJ6Pbc_QRL3SfFiKFvXHDL-Ek7et5CudHMtTw8BMizdVAiGnJvluA0SbZT8g5SbPNLY9-LxcvV0RKhavWHwu13x53vt5gvSYlP/s1600/ezgif.com-video-to-gif.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="225" data-original-width="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bkPblfeg4Z2vKvJhyphenhyphenBrXIHryQAIJavPvgvvZOum5A5IJ6Pbc_QRL3SfFiKFvXHDL-Ek7et5CudHMtTw8BMizdVAiGnJvluA0SbZT8g5SbPNLY9-LxcvV0RKhavWHwu13x53vt5gvSYlP/s1600/ezgif.com-video-to-gif.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A imagem de fundo veio de um trabalho que conseguiu armazenar e reproduzir com sucesso esse pequeno vídeo no DNA de uma bactéria usando uma técnica que insere trechos de DNA no organismo, chamada de CRISPR. A técnica, apesar de estar dando seus primeiros passos, apresenta ser promissora em áreas que vão além da biologia. Feito por pesquisadores de Harvard, o trabalho foi publicado no começo de julho de 2017 na prestigiosa revista Nature.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A ciência e a pesquisa científica são importantes já que fornecem respostas para as facetas mais desafiadoras da sociedade, incluindo mudanças climáticas, saúde pública e segurança alimentar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda assim, essas respostas são publicadas apenas em revistas com revisão de pares[1]. Cerca de 2,5 milhões de novos artigos científicos são publicados todos os anos. Somado a isso, as bibliotecas estão cheias de pesquisas originais em formas de teses e dissertações. O frustrante é que muitas dessas descobertas são significantes apenas para a comunidade científica, já que ninguém mais lê esses documentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu posso relacionar. Eu sou uma cientista e escrevi uma tese, uma dissertação e muitos manuscritos em tópicos relacionados à tolerância a seca mediada por bactérias e a ecologia química na interação inseto-planta. De forma geral, minha pesquisa tem uma grande aplicação para a segurança alimentar e problemas ambientais. Infelizmente, a maioria dos meus achados acabaram sendo um dos muitos que pararam em artigos revisados por pares que nunca foram compartilhados com o público.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O mais frustrante é o fato de que passei dias e noites sem dormir e incontáveis horas lendo a literatura científica para formar ideias para meus questionamentos, rascunhando os objetivos da pesquisa e do desenho experimental, fazendo os experimentos e, então, escrevendo o manuscrito. Então, ele passará pelo cruel processo de revisão por pares. É uma prova de drenagem mental que os cientistas passam dia a dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Diante de todo esse trabalho, acaba sendo vergonhoso que os cientistas e a comunidade científica ainda não tenham encontrado maneiras de transmitir os seus conhecimentos para o público. Sem sombra de dúvidas, uma razão pela qual não é priorizada é que a cultura acadêmica do “publicar ou perecer”[2] valoriza apenas as publicações e recompensa os cientistas que publicam frequentemente sem necessariamente valorizar se alguma dessas publicações são amplamente divulgadas ao público ou se tem algum impacto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Então quais são os pequenos passos que os cientistas e a comunidade científica podem tomar para mudar essa cultura e começar a compartilhar as nossas descobertas científicas para o público?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Primeiro e acima de tudo as universidades, institutos de pesquisa, agencias de financiamento como a Capes, Fapesp e outras Fapes[3], juntamente com outras organizações profissionais, devem apoiar e incentivar os pesquisadores a compartilhar a pesquisa que estão fazendo uma vez publicada para o público em geral. Eu acredito que, para cada manuscrito aceito em uma revista científica, as universidades deveriam solicitar aos pesquisadores do trabalho uma forma de disseminar esses achados para o público[4]. Essas vias de disseminação podem ser singelas colunas de opinião, colunas nos jornais locais ou entrevistas com as redes de rádio e televisão públicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A boa notícia é que isso já está em vigor[5], e a importância de comunicar a ciência ao público em geral ganhou um interesse renovado:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A American Association for the Advancement of Science (AAAS) através do Center for Public Engagement with Science &amp;amp; Technology – ambos nos Estados Unidos – fornece aos cientistas e comunidade científica o suporte e recursos necessários para comunicar efetivamente a sua ciência para o público. O Entomological Society of America oferece o Science Policy Fellows Program que treina cientistas e os oferece as habilidades para comunicar sobre pesquisas de entomologia – pesquisas relacionados a insetos – para o público e para os políticos eleitos. O NSF oferece um guia para comuncação e pede que os cientistas busquem fundos para explicar como os resultados poderiam ser compartilhados amplamente para melhorar o conhecimento científico e tecnológico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segundo, os jornais que publicam os achados científicos também deve encontrar meios inovadores para compartilhar esses achados para o público. Atualmente muitas revistas científicas pedem aos pesquisadores que submetam um “resumo ilustrado”[6] junto com o seu manuscrito. Esse resumo da pesquisa em uma página apresenta uma imagem que captura a essência do trabalho e serve para capturar a atenção do leitor. Talvez as revistas científicas deveriam tomar outro passo, pedindo aos pesquisadores que submetessem um outro resumo ilustrado para ser entendido pelo público.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Terceiro, nós podemos ajudar com vias novas e inovadoras de comunicar ciência ao público. Por exemplo, Sara Elshafie, bióloga integrativa da Universidade da Califórnia, adaptou as estratégias de storytelling da indústria cinematográfica para comunicar ciência[7]. Durante o ano passado ela realizou diversas palestras para estudantes, ensinando-os a como contar histórias sobre suas pesquisas que as façam serem compreendidas pelo público. Há também organizações de notícias que focam em resumir os achados científicos a partir de revistas com revisão de pares para o público em formato que chamam a atenção. O site phys.org, por exemplo, apresenta várias áreas da ciência nesse estilo, incluindo nanotecnologia, biologia, química e botânica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quanto a mim mesma, trabalho duro para compartilhar minha pesquisa com o público desde que o treinamento do Write to Change the World oferecido pelo OpEd Project através do programa The Aspen Institute New Voices Fellowship. Desde que aprendi a arte da escrita sobre minha pesquisa e outros assuntos a cerca de dois anos e meio, escrevi mais de 40 pequenas colunas para meios de comunicação como a revista Time, a Scientific American e Los Angeles Times. Eu só queria ter treinado essa habilidade no início de minha carreira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Então como os novatos devem começar?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Comecem pelos recursos já existentes. A AAAS, por exemplo, tem um site que oferece ferramentas e recursos para iniciantes. Há também artigos online com dicas para os novatos. O OpEd Project oferece um curso de um dia em diversas cidades americanas sobre o assunto e tem parceria em várias universidades. Além disso, universidades e instituições de pesquisa americanas possuem profissionais treinados em comunicação científica e especialistas em m´dia que podem ajudar os pesquisados a compartilhar com o público alguns de suas descobertas científicas de ponta publicados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A ciência continuará a contribuir com respostas para os desafios persistentes da atualidade. Mais do que nunca nós, cientistas, precisamos compartilhar abertamente sobre a importância da ciência para o público e garantir que nossas descobertas ajudarão a melhorar nessa economia, saúde, segurança alimentar e meio ambiente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Veja o texto &lt;a href="https://blogs.scientificamerican.com/observations/scientists-should-talk-directly-to-the-public/" target="_blank"&gt;original aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
* * *&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O texto da Dra. Esther Ngumbi, pesquisadora do Departmento de Entomologia e Patologia de Plantas da Auburn University no Alabama mostra algumas questões que estão surgindo no meio científico, sobretudo nos Estados Unidos, que estão enfrentando algumas políticas um tanto indigestas por parte do presidente Donald Trump, sobretudo na questão de energias renováveis e aquecimento global antropogênica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aqui no Brasil não existe praticamente nenhum incentivo para que os pesquisadores reservem uma parte de suas obrigações acadêmicas e burocráticas na ciência para a comunicação com o público. Isso acaba sendo, de certa forma, um tanto hipócrita. A grande parte da pesquisa nacional é financiada com dinheiro público – estadual ou federal – e não há nenhum retorno desse conhecimento para o financiador dessas pesquisas – o público.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com os recentes cortes que a ciência nacional está sofrendo, a sensação que se passa é que ninguém no Brasil liga para a ciência. E, infelizmente, é exatamente isso que acontece: a maioria das pessoas acham que a ciência é um punhado de nomes complicados, fórmulas impossíveis e ciclos intermináveis de coisas que levam a lugar nenhum. Não surpreende acreditar que as pessoas acham dispensável investir em ciência se podem destinar o dinheiro para qualquer outra coisa. Afinal de contas: por que gastar tanto dinheiro com essas coisas que ninguém entende mesmo?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Existem iniciativas particulares e privadas de divulgação de conteúdo científico no Brasil. O Nerdologia, apresentado pelo biólogo Atila Iamarino e pelo historiador Filipe Figueiredo possuem ótimos conteúdos relacionados à História e Ciência. O Manual do Mundo, do Iberê, usa do conhecimento científico e de engenharia para construir e ensinar coisas diversas. Foco no conteúdo dos amigos blogueiros Aline Ghilardi e Tito Aureliano, do Colecionadores de Ossos que contam as boas novas da paleontologia e o Canal do Pirula, que apresenta um coquetel de assuntos. Apesar de bons e recomendar muito, ainda focam em reapresentar um conteúdo que era para ter sido assimilado em sala de aula de uma forma menos maçante[8].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O principal motivo da crítica da autora e que me motivou a traduzir o texto foi justamente a falta de participação dos cientistas e da comunidade científica e apresentar a novidade, aquilo que está sendo feito no laboratório ou onde quer que seja feita a ciência. Sei do que alguns amigos fazem na ciência quando eles compartilham os seus artigos no Facebook. Isso é bom[9], mas isso é uma linguagem a qual eu estou acostumado. Muitas pessoas ainda não entendem inglês – não estou dizendo que meu é impecável, deixemos claro – e a esmagadora maioria não vai entender nada do que está escrito se estiver recheado com o típico jargão científico, recheado de palavras difíceis e bonitas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Precisamos fazer ciência? Claro que sim. Precisamos escrever artigos relatando as descobertas? Claro que sim. Precisamos escrever complicado pois nossos pares entenderão o que escrevemos. Claro que sim. Mas precisamos também escrever para o público que precisa entender com o que trabalhamos, como trabalhamos e por que trabalhamos. Só assim, talvez, a visão da população sobre a ciência mude e, com ela, a de nossos governantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fazer ciência não é um luxo, é uma constante necessidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: são as famosas revistas peer-reviewed, o qual os trabalhos submetidos são analisados por dois ou três revisores, afim de avaliar a qualidade do trabalho. As revistas mais reconhecidas e com alto fator de impacto trabalham dessa forma [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: o ‘publish or perish’ é um assunto bem discutido no exterior, com direito a publicação sobre o assunto, como &lt;a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3999612/" target="_blank"&gt;esse&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: o texto original aponta para órgãos de fomento americanos, o National Science Foundation (NSF) e a National Institutes of Health (NIH). Para regionalizar o assunto, substitui por conhecidos órgãos de fomento brasileiros, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e demais Fundações de Amparo à Pesquisas dos demais Estados brasileiros. Por morar no Estado de São Paulo, tenho mais conhecimento de causa da Fapesp, que mantém a Revista Fapesp (versão impressa e online, incluindo redes sociais), que compartilham pesquisas relevantes no país e internacional, a maioria fomentada pelo órgão estadual. Apesar disso, esses tipos de publicação ainda mantém um nicho muito restrito, voltado principalmente para docentes e discentes de pós-graduação [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[4]: acredito que a maioria das universidades sérias ao redor do mundo possuem uma revista ou algum meio de divulgar os principais achados que ocorreram em suas universidades. No Brasil, em especial em São Paulo, a USP possui o ‘Jornal da USP’, Unesp possui a ‘Unesp Ciência’ e a Unicamp possui o ‘Jornal da Unicamp’. Entretanto, sua inserção em mostrar mais da pesquisa que ocorre em seus espaços ainda é tímido demais e, tirando o episódio da homeopatia que ocorreu no Jornal da USP, essas publicações mal atingem os próprios alunos dessas universidades [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[5]: no Brasil esse movimento é tímido demais e nada obriga os pesquisadores a divulgar para o público os seus achados [NT]&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[6]: o graphical abstract nada mais é que um resumo do trabalho de forma gráfica. Geralmente é uma montagem em que os autores explicam, sem palavras, o que fizeram ou o que descobriram. Acaba sendo uma ótima forma de simplificar o trabalho (o que pode ser uma dor de cabeça, dependendo do manuscrito) [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[7]: o storytelling é um meio de apresentar o que deseja rodeado por uma história relevante (ou seja, que se encaixe com o produto). Muito usado pelo marketing, todos nós somos bombardeados por esse tipo de narrativa comercial. Pense nas propagandas do ‘O Boticário’ rem que associa as festas de fim de ano ou dos dia das mães com o seu produto. Eles vendem o produto sem precisar dizer para o cliente comprar [NT].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[8]: salvo exceções em que alguma coisa muito bombástica ocorre e esses canais vem em nosso auxílio para esclarecer sobre o assunto, o propósito da crítica não é desestimular, muito pelo contrário. Adoro o conteúdo apresentado e até eu mesmo quero fazer algo semelhante. O que falta realmente é o cientista, aquele que fica na bancada, aquele que fica no meio do mato por três semanas, aquele que fica no mercadão cheirando a peixe, aquele que fica no meio do maquinário de milhões de reais, aquele que faz ciência, a vir ao público e dizer o que esteve fazendo e qual o motivo daquilo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por favor amigos, continuem com seus canais de divulgação: somos muitos e ainda assim, somos poucos em divulgar ciência. Estou descobrindo que a divulgação científica é um caminho curioso que sai de diversos pontos, com o intuito de se encontrarem em um único final: o público.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[9]: é estranho e curioso pensar que tenho muitos colegas e amigos na pós-graduação que apenas descubro o que fazem quando publicam seus achados. De certa forma, parece que não sabemos nos comunicar nem entre nós mesmos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;A imagem que abre a postagem foi publicada por Harvard Medical School e divulgada pela &lt;a href="http://www.nature.com/news/lights-camera-crispr-biologists-use-gene-editing-to-store-movies-in-dna-1.22288" target="_blank"&gt;Nature&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4bkPblfeg4Z2vKvJhyphenhyphenBrXIHryQAIJavPvgvvZOum5A5IJ6Pbc_QRL3SfFiKFvXHDL-Ek7et5CudHMtTw8BMizdVAiGnJvluA0SbZT8g5SbPNLY9-LxcvV0RKhavWHwu13x53vt5gvSYlP/s72-c/ezgif.com-video-to-gif.gif" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Desconstruindo o Modelo Padrão</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/06/desconstruindo-o-modelo-padrao.html</link><category>Ciência</category><category>Física</category><category>Matemática</category><category>Traduções</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 30 Jun 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-1041751679169073384</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;O universo é uma coisa muito, mas muito complicada de entender matematicamente. Ele não é algo que se resume em uma simples tabela.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Texto por Rashmim Shivni no Symmetry.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Traduzido por Wesley Santos para o Do Nano ao Macro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHo-5pzxHJfHDwNFn-H5uNi5D-eqxaGT3utPqvUPvXAcWkeTb77nvhmfssnUPxvnnYZsBZf4naBI7DMhbT0Q4d14DN2KQEFqpMVCyQM1tjO8Fus5L6QJy39o6S25_c2djxvb6ThioTc9M5/s1600/capa_modelopadrao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="433" data-original-width="650" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHo-5pzxHJfHDwNFn-H5uNi5D-eqxaGT3utPqvUPvXAcWkeTb77nvhmfssnUPxvnnYZsBZf4naBI7DMhbT0Q4d14DN2KQEFqpMVCyQM1tjO8Fus5L6QJy39o6S25_c2djxvb6ThioTc9M5/s640/capa_modelopadrao.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJBAJfoKhqs8lf94TBWSgGMIAls9Dwb5Gql6t3kQhtp_sXrcNyRYJX1dNRwSZfeDIpnDXgnfKP64V-ZkFbISF2wg-x5psLdkYbxWeUJTZgLUPs2hh16ocRr16o1YAXTolplr-o-z1rSbdj/s1600/standard-model-physics-illustration-shutterstock.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1071" data-original-width="1600" height="214" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJBAJfoKhqs8lf94TBWSgGMIAls9Dwb5Gql6t3kQhtp_sXrcNyRYJX1dNRwSZfeDIpnDXgnfKP64V-ZkFbISF2wg-x5psLdkYbxWeUJTZgLUPs2hh16ocRr16o1YAXTolplr-o-z1rSbdj/s320/standard-model-physics-illustration-shutterstock.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Modelo Padrão da física. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O modelo padrão da física de partículas é frequentemente visualizado em uma tabela, similar à tabela periódica dos elementos da química – que deixam os alunos doidos – e é utilizado para descrever as propriedades da partícula física, como a massa, a carga e o spin – tipo de giro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A tabela também é organizada para representar como esses minúsculos pedações de matéria interagem com as forças fundamentais da natureza – o eletromagnetismo, a gravidade, a força nuclear forte e a fraca.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas isso não começou como uma tabela.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A grande teoria de quase tudo isso representa uma coleção de vários modelos matemáticos que se provaram ser interpretações atemporais das leis da física.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Abaixo faremos um breve passeio nessa gigantesca equação, destrinchando as principais partes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhq0TVVKmtkUhq5gWdu10H8SOhncqnCvFeURKYmRK3juhsIHjsoGCv-T5m6KNYPOEq1leOfsKzNND375U__FlM0WnVNWKP1TTFqh9_hfS7IxbFto3g_3knpy_W-gScBL7IL-vUwuPiPTLI8/s1600/sml.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="954" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhq0TVVKmtkUhq5gWdu10H8SOhncqnCvFeURKYmRK3juhsIHjsoGCv-T5m6KNYPOEq1leOfsKzNND375U__FlM0WnVNWKP1TTFqh9_hfS7IxbFto3g_3knpy_W-gScBL7IL-vUwuPiPTLI8/s640/sml.png" width="380" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Modelo Padrão lagrangiano. Clique para ampliar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa versão do Modelo Padrão está escrito na forma da mecânica Lagrangiana[1]. A forma Lagrangiana é uma jeito elegante de escrever uma equação para determinar o estação da mudança do sistema e explicar o máximo de energia possível que esse sistema pode manter.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tecnicamente, o Modelo Padrão pode ser escrito em diversas formulações matemáticas mas, apesar do que parece, o Lagrangiano é uma das mais fáceis e mais compactas formas de apresentar a teoria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Parte 1:&lt;/b&gt; o começo do modelo padrão é altamente específico para o glúon, o bóson que carrega a força nuclear forte. Os glúons se apresentam em oito tipos, interagem entre si e apresentam o que chamamos de cargas de cores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Parte 2:&lt;/b&gt; ocupando quase metade da equação, essa parte dedica-se a explicar as interações entre bósons, especialmente os bósons W e Z.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os bósons são partículas carreadoras de força e há quatro tipos de bósons que interagem com outras partículas usando três forças fundamentais. Os fótons carregam o eletromagnetismo, os gluóns carregam a força nuclear forte e os bósons W e Z levam a força fraca. O mais recente bóson descoberto, o bóson de Higgs, é um pouco diferente e sua interação aparece na próxima parte dessa equação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Parte 3:&lt;/b&gt; essa parte da equação descreve como as partículas elementares interagem com a força fraca. De acordo com essa fórmula, as partículas massivas chegam em três gerações, cada um com massas diferentes. A força fraca ajuda as partículas massivas decaírem em partículas menos massivas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa parte da equação também inclui a interação básica com o campo de Higgs, o qual algumas partículas elementares obtém a massa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entretanto, esse pedaço da equação assume uma contradição que foi descoberto pelos físicos recentemente. Ele incorretamente assume que as partículas chamadas neutrinos não tem massa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Parte 4:&lt;/b&gt; na mecânica quântica, não há uma posição ou trajetória particular que uma partícula pode tomar o que, por vezes, redundâncias aparecem nesse tipo de formulação matemática. Para limpar essas redundâncias, os teóricos físicos usam partículas virtuais que chamamos de fantasmas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa parte da equação descreve como as partículas massivas interagem com fantasmas de Higgs, artefatos virtuais vindos do campo de Higgs.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Parte 5:&lt;/b&gt; a última parte da equação inclui mais fantasmas. Uma delas são os fantasmas de Faddeev-Popov, e eles cancelam as redundâncias que ocorrem através das interações das forças fracas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; Thomas Gutierrez, professor assistente de física da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia transcreveu o Modelo Padrão Lagrangiano para a internet. Ele o derivou da Diagramática, uma referência da física teórica escrita pelo laureado no Nobel, Martinus Veltman. Na transcrição de Gutierrez, ele notou um erro de sinal em alguma parte dessa equação. Boa sorte para acha-lo!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
* * *&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sim, a ciência é linda e maravilhosa, mas não deixa de ser bem complicada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Veja a publicação original &lt;a href="http://www.symmetrymagazine.org/article/the-deconstructed-standard-model-equation" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. O site publica conteúdo dos laboratórios Fermilab e SLAC (Stanford Linear Accelerator Center), dois importantes laboratórios de física de partículas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: esse nome foi dado em homenagem ao matemático italiano Joseph Louis Lagrange (1736-1813). Ele foi orientado pelo famosíssimo Leonhard Euler, matemático suíço que foi um dos criadores da matemática moderna. NT.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem por&amp;nbsp;Yvonne Tang, SLAC National Accelerator Laboratory, modificada para Do Nano ao Macro. Equação do modelo padrão por Thomas Gutierrez.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHo-5pzxHJfHDwNFn-H5uNi5D-eqxaGT3utPqvUPvXAcWkeTb77nvhmfssnUPxvnnYZsBZf4naBI7DMhbT0Q4d14DN2KQEFqpMVCyQM1tjO8Fus5L6QJy39o6S25_c2djxvb6ThioTc9M5/s72-c/capa_modelopadrao.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Câncer homúnculo: quando o câncer se transforma</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/06/cancer-homunculo-quando-o-cancer-se.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Doenças</category><category>Imagens</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 23 Jun 2017 15:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-3177683199866743968</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJIMHaXhYUODaVQ6SKPD9MdQ1XIY0E6rzYoBeGabwFLOCAM0SqckDz8OSQOBCnpWvDghl1QAreyl7kof07y9SE0zJhsHaoUcSj5Q__6PTE-JYVIme0gqJ4bYTr4HvydKk9WHRX40gvIIwl/s1600/cancer_capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="433" data-original-width="650" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJIMHaXhYUODaVQ6SKPD9MdQ1XIY0E6rzYoBeGabwFLOCAM0SqckDz8OSQOBCnpWvDghl1QAreyl7kof07y9SE0zJhsHaoUcSj5Q__6PTE-JYVIme0gqJ4bYTr4HvydKk9WHRX40gvIIwl/s640/cancer_capa.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
No começo dos anos 1990 a comunidade científica internacional iniciou um esforço conjunto para decodificar o genoma humano, que é a sequência completa de todas as letras químicas que compõe o DNA humano. O Projeto Genoma Humano envolveu milhares de cientistas de centenas de instituições de pesquisas espalhados em dezenas de países. A princípio, os pesquisadores acreditavam que a espécie humana teria mais de 100 mil genes codificadores de proteínas[1]. Porém temos uma quantidade bem mais singela de genes, girando em torno de 19 mil genes[2].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nós ganhamos todos esses genes no momento de nossa concepção, quando recebemos o material genético de nossos pais. Esses genes irão orquestrar a formação de tecidos, órgãos e sistemas, que irão constituir nossos corpos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por todas terem uma origem em comum, todas as células do corpo possuem o genoma completo (ou seja, todos os genes que nos forma). Ou seja, as células do fígado possuem os genes com as instruções para a formação dos rins, do coração, do sangue e do cérebro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" class="giphy-embed" frameborder="0" height="180" src="https://giphy.com/embed/SDogLD4FOZMM8" width="300"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Como assim, cara?&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exatamente. Em qualquer célula de nosso corpo existem instruções para a construção de qualquer tipo de tecido ou órgão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Você deve estar se perguntando: mas porque então as células não ficam loucas e começam a fazer a criar órgãos novos em lugares onde não eram para criar? Acontece, nobre padawan, que durante o período embrionário em que as células começam a se especializar, vários genes que não são mais importantes para as funções que as células está ganhando são desligados. Com isso, apenas os genes que são realmente importantes permanecem ativos. Por isso que o fígado não irá virar um rim, por exemplo. Apenas os genes necessários para o funcionamento da célula hepática, o que inclui a produção de enzimas de digestão que são específicas desse órgão, permanecem ativos. Todos os demais genes estão desligados, mesmo eles estando na fita de DNA dessa célula.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entretanto, existem situações em que as células saem de controle: o câncer é a principal delas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Algumas células, por diversas razões, podem perder o controle de seu desenvolvimento normal e começar a se multiplicar de forma desordenada no tecido onde se encontram. Temos o início do tumor. Dependendo de como evoluiu o tumor, ele pode se desenvolver para uma fase mais perigosa, maligna, o qual ele pode se espalhar pelo corpo e se fixar em outros tecidos e se desenvolver mais. Nessa fase, o câncer torna-se mais perigoso e o tratamento, mais complicado[3].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por esses células terem o genoma completo da pessoa, eles podem acabar ligando genes que estavam previamente desligados, criando células, tecidos e até mesmo órgãos que não eram para estarem lá. Foi o que uma equipe japonesa relatou em 2004 de uma moça japonesa de 25 anos que teve um teratoma ovariano, um tipo de tumor que se forma a partir dos tecidos germinativos (ovários e testículos). Apesar de ser um trabalho antigo, o que me chamou a atenção para ele foi como o câncer se desenvolveu:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCfMcwKCfoy-eiVNQIJWtALD3HkbgfOEF5BC-Pu8u87_NrBT9cZYZxfUFZAvmhJ3uHIyXra_PR5ZNGBAM153m5Q4xl10vbKCTlrDvd4JwsASw7q_8Zc39WeEwJOgSDq8Zo00k1thg0MdOM/s1600/cancer_homunculo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="668" data-original-width="641" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCfMcwKCfoy-eiVNQIJWtALD3HkbgfOEF5BC-Pu8u87_NrBT9cZYZxfUFZAvmhJ3uHIyXra_PR5ZNGBAM153m5Q4xl10vbKCTlrDvd4JwsASw7q_8Zc39WeEwJOgSDq8Zo00k1thg0MdOM/s640/cancer_homunculo.jpg" width="614" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Imagem do teratoma ovariano retirado da moça japonesa. Em (A), vista lateral do tumor, onde é possível ver a formação básica em cabeça, tronco e membros.&amp;nbsp;O asterisco aponta um primórdio da orelha e a seta preta indica uma protuberância semelhante a um olho, que pode ser visto em (B). O asterisco em (B) aponta para uma hérnia abdominal. A imagem (C) é uma visão dorsal do tumor, com destaque para os cabelos e a espinha bífida (na seta). Na radiografia (D), a seta branca aponta para dentes e as setas pretas para um primórdio de coluna vertebral. Pulando para a figura (F), o asterisco aponta para a formação de tecido cerebral e a seta para o olho, finalizando com a figura (G), com a seta apontando para uma estrutura primitiva de um falo. Legenda adaptada da publicação original.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tumor que a moça desenvolveu nos ovários obteve um grau altíssimo de diferenciação celular, transformando as células do ovário em diferentes tecidos e quase órgãos completos. Kuno e colegas, que assinaram o artigo, apontam para a formação de cérebro, olho, ouvido, dentes, nervo espinhal, glândula tireoide, osso, medula espinhal, parte do trato digestivo e vasos sanguíneos no tumor, tudo confirmado via exame microscópico[4]. No artigo os pesquisadores dizem que o teratoma "demonstrou considerável diferenciação, formando uma estrutura parecida com um boneco". O nome homúnculo, que também é tratado no artigo, vem do latim e significa 'homenzinho', justamente por ser praticamente uma versão mini da pessoa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E se você se questionou se os médicos não removeram na realidade um feto com má-formação, os próprios autores já elucidam a questão apontando para o fato da japonesa ser virgem e que a massa removida por eles sabidamente é um tumor de origem das próprias células da japonesa. Os autores até mesmo discutem em que estágio da multiplicação celular esse tumor pode ter tido origem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXFWxkGI_ry-Vb89nimPyg_Wp5sRVfyup68R84XaLSrYsW5BrxrxoCZRHeIcaZbqod_3neD0ZNq7i9Tseh0pkSIGs-BXv3ajKKHw-gsBlGi74SCOVawdhYvkWBrBXDuMhifJ4tJovBrNtN/s1600/cancer_homunculo+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="378" data-original-width="711" height="339" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXFWxkGI_ry-Vb89nimPyg_Wp5sRVfyup68R84XaLSrYsW5BrxrxoCZRHeIcaZbqod_3neD0ZNq7i9Tseh0pkSIGs-BXv3ajKKHw-gsBlGi74SCOVawdhYvkWBrBXDuMhifJ4tJovBrNtN/s640/cancer_homunculo+2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Imagens em diversas técnicas feitas da japonesa com teratoma ovariano benigno. O asterisco aponta o local onde o teratoma estava localizado. A barra na imagem (B) e (E) está em escala: 5 cm. Essa bola na imagem nada mais é que o cisto onde o tumor se desenvolveu internamente.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Talvez você tenha notado para a formação de um tecido fálico que citei na legenda da imagem anterior. Os autores apontam que esse tipo de tecido é comum em ser encontrado nesse tipos de homúnculos tumorais (até mesmo com a formação do corpo cavernoso[5]). Tanto os tecidos do corpo do pênis como do clítoris possuem a mesma origem embrionário, portanto faz sentido ele apresentar essa protuberância.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já tinha sido registrado antes na literatura científica casos em que teratomas desenvolveram tecidos diferentes, como cartilagens e ossos, mas nunca haviam encontrado em um nível de diferenciação tão alto como o registrado nesse trabalho. Esse "teratoma fetiforme" pode ser um evento raro no universo de casos de tumores ovarianos que são, em sua maioria, benignos. Os autores apenas apontam que esse tumores atípicos são importantes para o estudo sobre a origem e desenvolvimento de estruturas em células em que muitos genes estavam desligados para a formação de tantos tipos diferentes de tecidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
* * *&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A saber, aparentemente o tumor foi removido com facilidade pela equipe médica e a moça saiu sem problemas da cirurgia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: a informação contida no DNA no interior do núcleo de nossas células é lido para a construção de proteínas para o correto funcionamento do corpo. Veja uma postagem que fiz explicando sobre técnicas de biologia molecular, como a PCR, onde explico de forma breve &lt;a href="http://www.nano-macro.com/2015/09/a-magica-do-diagnostico-post-3.html" target="_blank"&gt;como é feita a síntese de proteínas nas células&lt;/a&gt; (com direito a infográfico).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: depois que o projeto genoma foi finalizado, nos deparamos com a realidade. Muitos dos genes que trazem a informação para nos constituir acabam, na realidade, regulando a ação de outros genes. Pelo visto, fomos um pouquinho arrogantes ao achar que nossa suposta complexidade seria expressa também nos genes. Para se ter uma ideia o genoma do arroz tem mais de 55 mil genes, contra 19 mil de nossa espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]: de forma geral, o tumor é o nome que se dá para esse grupo de células que crescem de forma desordenada mas são, contudo, benignos, com pouco potencial de sair do seu local de origem. Já o câncer são os tumores malignos, que possuem potencial de metástase, ou seja, de migrarem para outras partes do corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: quando as células se diferenciam no organismo elas apresentam, além das diferenciações na síntese proteica, diferenças morfológicas, que são distinguíveis entre si no microscópio. Células do sistema nervoso são bem diferentes das células do sistema digestório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: o corpo cavernoso é um tecido esponjoso que se enche de sangue durante a excitação sexual, enrijecendo o órgão. O pênis fica ereto devido a acúmulo de sangue nesse corpo cavernoso. O clítoris também possui constituição similar e pode ficar enrijecido da mesma forma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;As imagens que compõe a publicação foram obtidas a partir de Kuno et al., 2004.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Você pode consultar o trabalho do &lt;a href="http://rice.plantbiology.msu.edu/" target="_blank"&gt;Projeto Genoma do Arroz aqui&lt;/a&gt;. Mais dados obtidos a partir de &lt;a href="http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322" target="_blank"&gt;INCA&lt;/a&gt;. Demais referências:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;EZKURDIA I, JUAN D, RODRIGUES JM, FRANKISH A, DIEKHANS M, HARROW J, VASQUES J, VALENCIA A, TRESS ML. Multiple evidence strands suggest that there may be as few as 19 000 human protein-coding genes. Hum Mol Genet 2014; 23 (22): 5866-5878. doi: 10.1093/hmg/ddu309&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;KUNO N, KADOMATSU K, NAKAMURA M, MIWA-FUKUCHI T, HIROBAYASHI N, ISHIZUKA T. Mature ovarian cystic teratoma with a highly differentiated homunculus: a case report. Birth Defects Research (Part A) 2004. 70: 40-46.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJIMHaXhYUODaVQ6SKPD9MdQ1XIY0E6rzYoBeGabwFLOCAM0SqckDz8OSQOBCnpWvDghl1QAreyl7kof07y9SE0zJhsHaoUcSj5Q__6PTE-JYVIme0gqJ4bYTr4HvydKk9WHRX40gvIIwl/s72-c/cancer_capa.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Dendrocronologia: as árvores contam a história</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/06/dendrocronologia-as-arvores-contam.html</link><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Ecologia</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 9 Jun 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-7266739163264704516</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTjRRLNrV6O_FrMyNeeNBvonMz-hMXJslRph5uvj_UeklIxYuI_F6w-s_sQhli6k_UJ5r-RJBTainvgZs5Xi43mualnf8iMwPXxZ0oxlzFEZe8raN5VxCfbeZ7Z1fakI_cS_kVRdowbGz/s1600/dendrocronologia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="433" data-original-width="650" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTjRRLNrV6O_FrMyNeeNBvonMz-hMXJslRph5uvj_UeklIxYuI_F6w-s_sQhli6k_UJ5r-RJBTainvgZs5Xi43mualnf8iMwPXxZ0oxlzFEZe8raN5VxCfbeZ7Z1fakI_cS_kVRdowbGz/s640/dendrocronologia.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, graças aos registros e, principalmente, ao trabalho árduo dos historiadores, a História nos é conhecida. Talvez uma das mais belas e complexas ciências que estuda justamente o homem e toda sua relação com o espaço e o tempo o qual foi contemporâneo. Muito longe de ser "apenas aquela matéria chata de escola" que você tem que ficar decorando datas, lugares e nomes para as provas. A História permite criar um vislumbre da sociedade naquela época em que estava inserida e como esses processos levaram a nossa atual civilização. Não pense que o que aconteceu no Império Romano durante a Antiguidade ficou apenas lá[1].&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na ficção científica em suas histórias[2] sobre viagens no tempo, sempre pensamos na possibilidade de viajar para algum evento histórico importante - assassinato de Júlio Cesar, Galileu usando o telescópio pela primeira vez ou ir na festa que Stephen Hawking deu para viajantes do tempo[3] - afinal de contas, viver no mesmo momento em que ocorreu a História deve ser incrível.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Infelizmente, nossas vidas não são lá muito longas. A pessoa que mais viveu no mundo foi a francesa Jeanne Calment, com pouco mais de 122 anos e 5 meses de vida. Ela nasceu em 1875 e faleceu em 1997. Para você ter uma ideia da coisa toda ainda tínhamos a escravidão no Brasil quando ela nasceu e Marconi só começou a trabalhar com ondas de rádio nas comunicações quase 20 anos depois. Isso sem contar os clássicos que ela vivenciou as duas grandes guerras, a queda do Império Russo e a ascensão do socialismo soviético, a construção e queda do Muro de Berlin e, praticamente, vivenciou o surgimento da maioria dos estilos musicais existentes. Se contar que a internet para todos estava dando seus primeiros passos em seus últimos dias de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de ela ter visto tanta coisa (afinal de contas, muitas coisas aconteceram nos últimos 150 anos), ela viveu apenas uma fração do tempo que a História engloba. E nessa hora que entram as árvores, as nossas contadoras de histórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" class="giphy-embed" frameborder="0" height="197" src="https://giphy.com/embed/133nmicCnxzYqI" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naturalmente as árvores não vão sair falando por aí, mas elas podem nos contar alguns aspectos do passado, como o clima. Além disso, permitem os pesquisadores datarem melhor alguns achados importantes para a ciência. Para tanto olhamos para o padrão do desenvolvimento da árvore, em busca dos anéis de crescimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A árvore possui um interessante padrão de crescimento[4] em que uma nova camada de seu caule vai se formando, deixando a camada já lenificada para trás (ou melhor, para dentro). Assim a árvore cresce tanto para cima como para os lados. Esse padrão de crescimento ocorre de acordo com as condições ambientais, sobretudo o clima e os nutrientes disponíveis no solo. Além disso, a estação do ano influencia fortemente na formação dos aneis, que se formam principalmente na primavera e verão, época em que a árvore aproveita das melhores condições para crescer e armazenar energia para o outono e inverno, onde as condições tendem a ser mais difíceis[5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com esse conhecimento que a dendrocronologia trabalha: cada anel de crescimento da árvore representam um período completo de crescimento, que se dá em um ano. Contando de fora para dentro, podemos voltar para o passado e descobrir como estavam as condições climáticas na época. E melhor: os dendrocronologistas comparam material de diversas árvores e comparam os padrões de crescimento para ir cada vez mais para o passado. Graças a essas análises, podemos voltar quase &lt;a href="https://journals.uair.arizona.edu/index.php/radiocarbon/article/view/16947/pdf" target="_blank"&gt;14 mil anos&lt;/a&gt; no passado. Para você ter uma ideia, a espécie humana estava começando a ter suas primeiras tentativas de prática sedentária nessa época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter todos esses dados sobre o passado da Terra é importantíssimo para os cientistas terem um vislumbre de uma época em que não existiam equipamentos para coletar esses tipos de dados e entender como as mudanças atuais podem impactar o nosso futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tive a ideia dessa postagem depois de visitar o Jardim Botânico de Bauru, no interior paulista, e lá ter um corte transversal de um tronco de uma copaíba, árvore bem comum do cerrado. O corte, praticamente apresenta alguns dos fatos mais interessantes que ocorreram nos últimos 70 anos. Muito legal!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgA_n0i5Dlsx_256RwZ9b5RGRyQXYzccOx4rOqwmEIXWcmMrYIKf7MIPe0mrLuL2Ps-Zsl1Zr24aPhcNyL5_8mRpxRUQaGGsZIUiBEKCxJTrXjjc3ctz2cNU6Zlku35MDYKhOy83LmAMp20/s1600/IMG_20170422_133101155-01.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="900" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgA_n0i5Dlsx_256RwZ9b5RGRyQXYzccOx4rOqwmEIXWcmMrYIKf7MIPe0mrLuL2Ps-Zsl1Zr24aPhcNyL5_8mRpxRUQaGGsZIUiBEKCxJTrXjjc3ctz2cNU6Zlku35MDYKhOy83LmAMp20/s400/IMG_20170422_133101155-01.jpeg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2xswJMpr88NFxoH_0od68Zh1hWy5uX1GaHUd2VVm2MxD_bnruhEjtxLmAa8rx45EGa7wf4DoNf8aLYZ4Q_rGieURwbzJbScOHvnepmj6S1mxeyQyy9gORuvrJKE6aT7DJrgV8yISEjq6N/s1600/IMG_20170422_141132997.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="1600" data-original-width="900" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2xswJMpr88NFxoH_0od68Zh1hWy5uX1GaHUd2VVm2MxD_bnruhEjtxLmAa8rx45EGa7wf4DoNf8aLYZ4Q_rGieURwbzJbScOHvnepmj6S1mxeyQyy9gORuvrJKE6aT7DJrgV8yISEjq6N/s400/IMG_20170422_141132997.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Clicando na imagem você consegue ler a descrição das principais datas e onde elas se localizam nos aneis de crescimento da árvore. Vale lembrar que houve um equívoco na data da 'Queda do Muro de Berlim', que ocorreu em 1989 e não em 1985, como registrado na imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora a questão é: o que será que as árvores irão contar para as pessoas do futuro sobre como estamos lidando com o clima atual da Terra, com tantas pessoas negando a ação do homem na mudança climática?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Rodapé:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[1]: se você usa o alfabeto latino, por exemplo, agradeça a forte influência que o Império Romano teve na Antiguidade ao abraçar praticamente a Europa toda, disseminando sua cultura para quase todo o mundo antigo. Algumas tradições políticas e comerciais também vieram deles. Até o largura dos trilhos de trem atualmente é devido à largura das estradas romanas antigas (valeu TV Escola por me agraciar com essa informação).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[2]: foi proposto a divisão do termo História (a ciência) e história (contos) chamando a segunda opção de 'estória'. Além de ser feio pra burro, o termo nunca pegou muito, por ser algo completamente desnecessário. Ou seja, a palavra história pode ser usada em ambas as situações sem problemas. Vale frisar que não é necessário deixar a primeira letra da palavra em maiúsculo (assim como escrevemos em física, biologia ou sociologia). Entretanto, escrevi com inicial maiúscula apenas para satisfazer minha necessidade de deixar claro que estou falando da História como ciência e não como conto. Sim, sou meio doido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
[3]: sim, em 2009 ele deu uma festa para viajantes do tempo. É uma história bem conhecida entre os físicos (talvez os mais aptos a construir uma máquina do tempo), o que faz com que o convite sempre esteja de pé, já que basta um cara do futuro voltar para o passado e ir à festa. Uma pena que ninguém apareceu, o que pode mostrar que viagens no tempo para o passado podem não ser possíveis de ocorrer. Veja a incrível festa do Hawking &lt;a href="http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2168178/Stephen-Hawking-held-party-time-travellers--turned-.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]: esse efeito ocorre apenas em árvores e arbustos, naturalmente. Diversas plantas da família Poaceae, como o trigo, cana-de-açúcar, milho, bambu, entre outros, não possuem esse padrão de crescimento. Já muitas plantas da família Fabaceae, como a copaíba e o pau-brasil, são lenhosas e possuem esses aneis de crescimento. Curiosamente, essa característica de crescimento não é exclusivo de uma família. Diversas espécies dentro de Fabaceae não apresentam esse padrão de crescimento, como o amendoim e o feijão. Como segunda nota de curiosidade, as Facabeae também são conhecidas como leguminosas, já que seus frutos são geralmente secos, com sementes grandes e consumíveis em muitos casos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5]: essas condições incluem, principalmente, a incidência de luz (o inverno, sobretudo, há menos raios de sol incidindo por cm² na superfície terrestre que em outras épocas do ano) e o regime de chuvas (em muitas regiões do mundo, como o centro-sul do Brasil, o inverno é caracterizado por ser seco, com índices pluviométricos bem baixos quando comparado com o verão, que é chuvoso).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagem que abre a postagem &lt;a href="https://mizzoumag.missouri.edu/2013/05/if-trees-could-talk/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Reimer et al. IntCal13 and Marine13 Radiocarbon Age Calibration Curves 0–50,000 Years cal BP. Radiocarbon. 55, 4, 2013.&amp;nbsp;DOI: 10.2458/azu_js_rc.55.16947&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirTjRRLNrV6O_FrMyNeeNBvonMz-hMXJslRph5uvj_UeklIxYuI_F6w-s_sQhli6k_UJ5r-RJBTainvgZs5Xi43mualnf8iMwPXxZ0oxlzFEZe8raN5VxCfbeZ7Z1fakI_cS_kVRdowbGz/s72-c/dendrocronologia.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Crescimento populacional</title><link>http://nano-macro.blogspot.com/2017/04/crescimento-populacional.html</link><category>Antropologia</category><category>Biologia</category><category>Ciência</category><category>Comportamento</category><category>Homens e Mulheres</category><category>Sociedade</category><category>Vídeos</category><author>noreply@blogger.com (Wesley Santos)</author><pubDate>Fri, 21 Apr 2017 19:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4061564697663005836.post-8717630181895265736</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjg02pKiL9cBx_dvtKXDJbf-PFK-Olikoukh7YYRKiLry-plhWNE9xNmSsrdPK2lM2VJWZ3l2O-1aR3qFsQ5bxOjL8Rdjr7E7K1u8VPfXiuZAtQeYDMEEbc1qdbwjGzPaValUC1MP4Ssrd-/s1600/people_by_alon_o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="504" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjg02pKiL9cBx_dvtKXDJbf-PFK-Olikoukh7YYRKiLry-plhWNE9xNmSsrdPK2lM2VJWZ3l2O-1aR3qFsQ5bxOjL8Rdjr7E7K1u8VPfXiuZAtQeYDMEEbc1qdbwjGzPaValUC1MP4Ssrd-/s640/people_by_alon_o.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Já somos muitos na Terra. Ainda conseguimos crescer mais. Mas a Terra suportaria tanta gente?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Não dá para negar o fato de que nós humanos somos, como espécie, um sucesso evolutivo[1]. Saindo de uma pequeníssima população de hominídeos que resolveu explorar terras além daquelas conhecidas por infindáveis gerações que a precederam, hoje somos uma espécie que domina (ou pelo menos chegou) todos os ambientes conhecidos, explora o fundo do mar e o céus acima de suas cabeças. Não surpreende que tenhamos alcançado mais de 7 bilhões de pessoas vivas[2].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar dessa quantidade colossal de gente, nem sempre fomos tão numerosos assim. Desde a origem de nossa espécie (por volta de 200 mil anos atrás), a primeira marca de 1 bilhão de pessoas só foi alcançada no começo dos anos 1800. Nos últimos 200 anos, crescemos em número como nunca se vira antes. A melhora na qualidade de vida, a crescente taxa de expectativa de vida e a redução na taxa de mortalidade infantil que foram conquistados graças ao melhor entendimento da origem de diversas doenças e como combate-las, além do crescente acesso ao alimento e a sistemas de tratamento de água e esgoto, permitiram alcançarmos essa marca que considero bastante impressionante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vídeo abaixo, feito pela Museu Americano de História Natural, ilustra todo o processo de crescimento da humanidade, desde a nossa saída da África, quando não passávamos de menos de um milhão de pessoas vagando pelo mundo, à superpopulação atual, com as incríveis projeções para o ano 2100. Apesar de estar em inglês, é de fácil compreensão pelas ilustrações que ele contém.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
É interessante observar que alguns eventos históricos são lembrados por contribuírem com o crescimento populacional: o surgimento do islã no Oriente Médio, passando pelo Rota da Seda árabe e a descoberta das Américas com a vinda da escravidão. Vale observar um dos poucos momentos em que a população humana regrediu, que ocorreu na Idade Média com, talvez, a mais conhecida epidemia da história: a peste negra[3].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de finalizar, vale a pena lembrar que estamos em outras redes sociais. No Facebook, além das publicações que saem aqui no blog, notícias importantes relacionados à ciência, saúde e educação de sites e blogs amigos, além de vídeos interessantes e GIFs engraçadinhos (ninguém é de ferro, né?) são publicados diariamente em nossa página. Curta-nos! &#128077;&lt;br /&gt;
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Além disso estamos na rede do passarinho azul (aka &lt;a href="http://twitter.com/nano_macro" target="_blank"&gt;Twitter&lt;/a&gt;) e na rede dos filtros bacanas (&lt;a href="http://instagram.com/nano_macro" target="_blank"&gt;Instagram&lt;/a&gt;): basta seguir&amp;nbsp;@nano_macro nas duas redes.&lt;/div&gt;
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[1]: deixo 'espécie' como evidência pois do ponto de vista social não somos lá grande coisa. As vezes as formigas são melhores que nós nesse quesito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]: de acordo com o Censo dos Estados Unidos, estamos alcançando a marca de 7,4 bilhões de pessoas. Veja o contador &lt;a href="https://www.census.gov/popclock/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3]: falei sobre essa doença, contexto histórico e casos atuais em uma postagem da série especial no blog sobre '&lt;a href="http://bit.ly/peste_negra" target="_blank"&gt;O que sabemos?&lt;/a&gt;'. Vale a pena a leitura.&lt;br /&gt;
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&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imagem que abre a publicação por &lt;a href="http://www.deviantart.com/art/People-16596275" target="_blank"&gt;Alon-O no DeviantArt&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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