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	<title>Pô, meu!</title>
	
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	<description>“Escrevo por prazer. Falo com meus eventuais futuros netos. É para eles que escrevo. Tento oferecer-lhes, através da minha experiência, uma visão do meu tempo. Se você gostar, participe, será um prazer compartilhar a inteligência (ou a falta dela) do nosso tempo. Por um carioca de nascimento e espírito, mas que virou também paulistano por opção. Pode? Pô, meu! Claro que pode.” Nelson Corrêa</description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 01:27:55 +0000</pubDate>
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		<title>Vida que deveria se renovar sempre</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 01:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje cedo saí de São Paulo para Brasília. Embarcamos na hora marcada. O avião começou a se dirigir para a cabeceira da pista na hora certa. Hum, interessante isso, parece até ficção. De repente, o nosso TAM ultrapassou um GOL pela direita, virou na contra-mão em uma das interseções da pista de taxiamento com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nelsoncorrea.com/Images/fila.jpg" alt="Ultrapassando os aviões na fila de decolagem" style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Hoje cedo saí de São Paulo para Brasília. Embarcamos na hora marcada. O avião começou a se dirigir para a cabeceira da pista na hora certa. Hum, interessante isso, parece até ficção. De repente, o nosso TAM ultrapassou um GOL pela direita, virou na contra-mão em uma das interseções da pista de taxiamento com a pista principal, foi novamente na contra-mão e bem acelerado até a cabeceira sul do aeroporto de Congonhas. Manobra. Se vira em direção à cabeceira norte, e, ainda meio abobalhado sem entender nada, vejo cinco aviões enfileirados que estavam na nossa frente para a decolagem, parados, passivos, talvez com seus passageiros surpresos pela direção agressiva do comandante da nossa aeronave. </p>
<p>Avião alinhado, potência máxima despejada pelas turbinas do Airbus A320 e lá vamos nós furando a fila de decolagem e passando todo mundo. Uau! Por que será que fizemos isso? Não pode ser por conta da ex-ministra, a senadora Marina Silva que estava à bordo, ela não concordaria. Minutos depois de se desprender do solo paulistano, o avião já estava no meio do céu azul borrado da poluição paulista. Nosso comandante então reduz a potência, desce as manetes para marcha lenta, faz uma curva leve para a direita, logo a seguir uma mais acentuada para a esquerda, ainda subindo, agora com mais suavidade, o comandante pede nossa atenção.</p>
<p>Ah&#8230; agora deve vir explicação para essa correria toda. Toda a nossa pressa era um protocolo adotado na nossa aviação para dar prioridade a aeronave que transporta órgãos vitais e vivos que serão levados para serem transplantados em pessoas, ainda vivas, mas que podem morrer a qualquer momento sem essa doação. Caramba, que emoção! Teremos prioridade na rota, e ninguém poderá atrapalhar o nosso pouso em Brasília. Imaginei aquele aviãozão branco e vermelho com uma luz rotativa vermelha no teto e as sirenes abertas no máximo&#8230; uóóóóóóóóóóóóóó.</p>
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<p>É claro que me lembrei do motorista da ambulância que passeei dois anos atrás e sua pergunta para o médico que me acompanhava: <a href="http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/?p=12">com emoção ou sem emoção doutor?</a> Com emoção. E em instantes a sirene tocava na ambulância que costurava o trânsito caótico de Sampa em direção ao Ibirapuera. Lembrei da fisionomia retumbantemente atordoada da menininha carioca vendo o mar pela primeira vez depois que ganhou córneas do alegre (coitado) João, morto pela estupidez das ruas do Rio. Quando faremos dessas atitudes de doação, uma prática comum da nossa cultura?</p>
<p><strong>Atualização às 22:00h</strong><br />
Na vida tudo tem dois lados (é essa a âncora do livro do meu amigo na Holanda), depois de ganhar tempo no vôo da manhã, estou pregado aqui no aeroporto de Brasília por conta do atraso do meu vôo para o Rio. A essa hora, já deveria estar comendo o lanche de bordo, mas eles nos deram um voucher para jantar aqui mesmo no aeroporto de Brasília. A previsão é para decolarmos às 23:30h. Será? O jeito é aproveitar e postar no Pô, meu! </p>
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		<title>Por que não adotar técnicos para pilotos?</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 00:36:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Automobilismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A imprensa brasileira é sempre muito exagerada. No início do ano o Massa era o favorito para o título por conta dos resultados nos testes de pré-temporada. Testa-se tudo na pré-temporada. As condições dos carros não são iguais, as equipes escondem o jogo, quando fazem uma mudança que melhora o carro, andam com o tanque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imprensa brasileira é sempre muito exagerada. No início do ano o Massa era o favorito para o título por conta dos resultados nos testes de pré-temporada. Testa-se tudo na pré-temporada. As condições dos carros não são iguais, as equipes escondem o jogo, quando fazem uma mudança que melhora o carro, andam com o tanque mais cheio para esconder o tempo. Enfim, com tudo isso, nossos intrépidos repórteres chegaram a conclusão que o Massa mostrou que estava melhor que todos os outros.</p>
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<p>Agora, no meio da temporada, somos obrigados a ler que o Dick Schumacher Vigarista confessa que se aposentou para que o Felipe não perdesse o emprego. Brincadeira! Essa declaração é pior que terrem retirado o controle de tração. Se não fosse o excesso de patriotada no início do ano, a encerada que o Felipe deu em Siverstone não pareceria tão vergonhosa agora. Mas eu recebi uma dica de um leitor do Pô, meu! - obrigado Balard - de uma matéria publicada no <a href="http://tazio.uol.com.br/f-1/textos/2719/">tazio.com.br</a> sobre uma declaração dada pelo fabuloso tricampeão do mundo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jackie_Stewart">Jackie Stewart</a>.</p>
<p>Ele disse: &#8220;Uma das fraquezas que temos na F-1 é a falta de treinamento. É o único esporte em que posso ver que não há treinador. Em Wimbledon, neste momento, técnicos dão seus pareceres. E, claro, faz a diferença. Há técnicos de futebol, de rúgbi, críquete, golfe&#8230; Tiger Woods não caminharia dez metros sem seu técnico.&#8221; E disse mais: &#8220;Ainda os pilotos dizem que não precisam de qualquer ajuda. E quando você sugere que possa haver um benefício, há uma resistência. Não entendo.&#8221;</p>
<p>Imagine se ao invés de se aposentar para que o Massa não perdesse o emprego, o Shumacão passasse a ser o seu treinador? Talvez a gente, e principalmente a história do Felipe, fôssemos poupados do show abaixo. É uma bela idéia. Obrigado pela dica Balard! Vamos de carona com Felipe Massa debaixo d&#8217;água em Silverstone.</p>
<div class="vvqbox vvqyoutube" style="width:425px;height:355px;">
<p id="vvq4881ce288f8dd"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hj2BzQhr3Xo">http://www.youtube.com/watch?v=hj2BzQhr3Xo</a></p>
</div>
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		<title>Como conviver com o bafômetro?</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 23:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Bafômetro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu defendo, por princípios, que mais do que intervir na escolha individual das pessoas, o Estado precisa responsabilizar e punir. Todo mundo deveria poder fazer o que quisesse quando isso não interferisse com outras pessoas. Se eu prefiro andar de moto sem capacete e enfio a cabeça em algum lugar, azar o meu. Se você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/bafometro.jpg' alt='Opções para não precisar cair de boca' style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Eu defendo, por princípios, que mais do que intervir na escolha individual das pessoas, o Estado precisa responsabilizar e punir. Todo mundo deveria poder fazer o que quisesse quando isso não interferisse com outras pessoas. Se eu prefiro andar de moto sem capacete e enfio a cabeça em algum lugar, azar o meu. Se você quer queimar um baseado, então que você possa comprar e que a indústria pague formalmente impostos. Se você pode beber uma taça de vinho a mais que eu sem perder os seus reflexos, ou pelo menos ter mais reflexos que aquele velhinho que insiste em dirigir ou que aquele garoto que foi aprovado colocando o carro na vaga, que você possa assumir seus atos nessa situação.</p>
<p>Tá certo, eu sei que se eu enfiar a cabeça em uma guia (meio-fio em carioquês) e não morrer, o Estado vai gastar dinheiro com ambulância, médicos e hospitais para recuperar a minha cabeça quebrada. Claro que se você for um descontrolado, e pode ser que você seja, você pode até roubar e matar para comprar sua trouxinha de maconha. Sem contar que o que você pensava ainda estar dentro do seu limite de álcool para manter sua capacidade de dirigir, te coloca com reflexos de um velhinho e a incompetência com velocidade do garoto da vaga. E isso pode fazer você matar inocentes.</p>
<p>Com tudo isso, ainda acho que a punição séria e a responsabilização são as melhores ferramentas de educação. Estava sem capacete e abriu o <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=quengo&#038;id=160">quengo</a> e o Estado gastou com você para te consertar? Cobra do <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=sacripanta&#038;id=3599">sacripanta</a>, libera o seguro de reembolsar as despesas. Matou, roubou ou cometeu qualquer outro crime com os sentidos alterados por uso de drogas? Aumente-se a pena, retire-se vantagens quando condenado. Que as punições possam existir de fato e que sejam rigorosas.</p>
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<p>Mas como o nosso modelo é de se criar controles e mais controles com fiscais e fiscais dos fiscais para tomar conta do povo levado e sem responsabilidade, vamos usando capacetes de qualquer procedência para não incomodar na cabeça ou no bolso, comprando a droga ilícita de quem não paga impostos formais e deixando de beber um vinho no jantar romântico para não pararmos no bafômetro. Isso até a imprensa largar do pé de acompanhar essas blitzes, pois existem policiais corruptos, são poucos é verdade, mas existem, e tão logo esse oba-oba passe, ninguém mais perderá sua habilitação na mão desses poucos policiais.</p>
<p>Por enquanto, temos duas boas opções. Comemorar as vidas que foram poupadas nos últimos dias com a fiscalização intensa e sem muita chance para a corrupção, isso realmente merece um brinde (se você não for dirigir, é claro), ou então ir no blog <a href="http://www.enochatos.com.br/index.php/calculadora-de-alcool-no-sangue-online/">Enochatos</a>, do amigo Claudio Torres e usar por sua conta e risco a calculadora de tempo necessário para &#8220;limpar&#8221; o álcool do sangue. Acho que quem mais vai aproveitar são os grandes canalhas que dirão às 5h da madrugada ao entrar em casa, pé ante pé: &#8220;Benzinho, tive que esperar o efeito do álcool passar, não podia deixar o carro na rua, o seguro estava vencido&#8221;. E viva o Brasil, o país de leis que podem pegar ou não. No final, vai acabar mesmo em pizza. Hummm, e com um choppinho pode?</p>
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		<title>Google: “Perigo, Assembléia Legislativa RJ”</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 04:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o país da piada pronta. Só no Brasil o cafetão se apaixona pela prostituta que ele controla, o traficante também é viciado (o contrário existe em todo lugar) e a puta beija na boca. Quando a gente lê essa história de piada pronta, só entende quando esbarra com uma, prontinha, como eu esbarrei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o país da piada pronta. Só no Brasil o cafetão se apaixona pela prostituta que ele controla, o traficante também é viciado (o contrário existe em todo lugar) e a puta beija na boca. Quando a gente lê essa história de piada pronta, só entende quando esbarra com uma, prontinha, como eu esbarrei hoje.</p>
<p>Ontem um banco me deixou na fila do caixa por exatos 49 minutos. Hoje liguei para o Procon e de lá, me mandaram ligar para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para verificar uma informação sobre uma lei (escrevo em outro post o que aconteceu).</p>
<p>Como não conseguia ser atendido na Alerj, resolvi buscar a informação que eu precisava no site deles. Googlei Alerj e a primeira opção era a própria Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Cliquei e me assustei com a página que o Google me abriu. Estava estampado em letras grandes e na cor vermelha, a palavra <strong>Warning,</strong> que em inglês, quer dizer Perigo. A seguir vinha a frase: visiting this web site may harm your computer! Que ao pé da letra quer dizer: visitar este sitio da internet pode danificar o seu computador.</p>
<p><a href="http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_1.jpg" target="_new"><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_1a.jpg' alt='Clique na imagem para ampliar' class='aligncenter' /></a></p>
<p>Eu achei que o Google estava brincando comigo. Conferi o endereço exato da <a href="http://www.alerj.rj.gov.br" target="_new">Alerj</a> e chamei o site deles direto do meu browser. Outra mensagem gigantesca e vermelhona. Se você não sabe inglês, para simplificar essa telona de aviso, eles dizem que o site www.alerj.rj.gov.br foi reportado como um site que ataca os incautos internautas. E dentre outras coisas, que poderia roubar suas informações. Roubar? Será? O que o Google teria descoberto que a gente não sabe?</p>
<p><a href="http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_2.jpg" target="_new"><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_2a.jpg' alt='Clique na imagem para ampliar' class='aligncenter' /></a></p>
<p>Nessa mesma página vermelhona tem um botão para você clicar se quiser saber porque o site foi bloqueado e não foi carregado no browser. É claro que curioso, eu fui lá para saber. Pasmem minhas queridas leitoras e meus queridos leitores, o site da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro está (ou já esteve) infectado por programas maliciosos que tentam dominar o computador do internauta através de atividades suspeitas. Logo na Assembléia do Rio de Janeiro!</p>
<p><a href="http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_3.jpg" target="_new"><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_3a.jpg' alt='Clique na imagem para ampliar' class='aligncenter' /></a></p>
<p>Mas eu sou valente e mandei o meu navegador abrir assim mesmo. É claro que não uso programas da Microsoft, o que me garante uma certa imunidade. Mas o zeloso Google, que respeitou meu pedido e carregou o site da Alerj para mim, colocou uma tarja vermelinha lá no alto da página, para que eu não esquecesse que aquele lugar era perigoso. Pode? Ou será que o Google está se vingando de nossos parlamentares por conta do pedido de fechamento do Orkut aqui no Brasil?</p>
<p><a href="http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_4.jpg" target="_new"><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/google_alerj_4a.jpg' alt='Clique na imagem para ampliar' class='aligncenter' /></a></p>
<p>Tire suas conclusões e mande ali em baixo nos comentários. Mas adianto, a responsabilidade dos comentários aqui é minha, se pegarem pesado com nossos digníssimos e veneráveis legisladores, ou com o senhor Google, eu não publico.<br />
 <img src='http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ncorrea/~4/330448905" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>O que tinham os carros da Ferrari hoje?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 00:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Automobilismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvastone. Assim ficou conhecido o rapidíssimo e seletivo circuito inglês depois que um menino brasileiro chegou por lá e mostrou ao mundo sua determinação para a vitória. A Inglaterra o viu correr pela primeira vez no campeonato britânico de Fórmula Ford 1600 de 1981. Nenhuma corrida em Silverstone. Mas ele foi campeão de dois torneios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nelsoncorrea.com/Images/kimi_felipe.jpg" alt="Kimi Raikkonen &#038; Felipe Massa" style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Silvastone. Assim ficou conhecido o rapidíssimo e seletivo circuito inglês depois que um menino brasileiro chegou por lá e mostrou ao mundo sua determinação para a vitória. A Inglaterra o viu correr pela primeira vez no campeonato britânico de Fórmula Ford 1600 de 1981. Nenhuma corrida em Silverstone. Mas ele foi campeão de dois torneios ingleses: Towsend Thorensen Tournament e Royal Automobile Tournament. Foram 20 provas, 12 vitórias e 18 pódios, um quarto e um quinto lugares.</p>
<p>Em 1982 ele voltou para a Inglaterra para disputar o campeonato europeu e o britânico de Fórmula Ford 2000. Campeão nos dois. No Europeu, ele fez muita besteira e seus resultados foram binários. Em três provas ele não completou, sendo que em duas se acidentou. Nas outras seis provas, ele venceu todas. No Britânico, em 18 provas ele torrou o motor em uma, foi segundo em duas e venceu as outras 15, sendo pole por sete vezes. Em Silverstone, foram 3 provas, com 3 vitórias e 2 poles.</p>
<p>Em 1983, já na Fórmula 3 britânica, foram 21 provas. Em 4 delas, ele se envolveu em acidentes, afinal, sobra vontade e falta responsabilidade em um jovem piloto com apenas 22 anos. Em outras 2 ele torrou o motor. Apesar de ter ouvido muitas dessas corridas no rádio, daqui do Brasil, não tenho o registro dessa quebras, mas provavelmente ele deve ter forçado demais, mesmo estando na ponta. Afinal, nas outras 15 corridas, ele terminou em segundo em 2 e ganhou as demais 13, com 10 poles. Foi campeão britânico de Fórmula 3 e mudou o nome do circuito para Silvastone depois de 8 provas lá nesse ano de 1983. Pois mesmo se acidentando uma vez e chegando em segundo em outra, Ayrton Senna da Silva ganhou as outras seis corridas, tendo feito a pole em quatro.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>É bem verdade que boa parte dessas 36 vitórias em 68 provas, foram disputadas sob chuva. Forte, fraca, às vezes só neblina, é assim a Grã-Bretanha. Tenho certeza que se o clima de lá não fosse assim, o Harry da Silva (como foi chamado pela imprensa britânica) talvez não tivesse ganho tantas vezes. A dificuldade imposta pela água em uma pista de corrida de automóveis, elimina a possibilidade de vitória de mais de 70% dos pilotos que estão correndo por não saberem se comportar competitivamente em pistas molhadas. A chuva separa os verdadeiros vencedores dos outros. Principalmente em largadas, quando os verdadeiramente bons conseguem pular de uma quarta posição (por exemplo), pelo lado de dentro da pista, e freiar junto com o pole, lado a lado, para a primeira curva.</p>
<p>É certo também que se as categorias de base britânicas, como a F-Ford1600, F-Ford2000 e Fórmula-3 não fossem muito niveladas, o tal do Senna da Silva teria que ter a sorte de pilotar um carro de ponta, como uma Ferrari da Fórmula-1 nos dias de hoje. </p>
<p>Mas Silvastone é rápida, é seletiva e é transparente quando chove. Ou qual teria sido o motivo do carro da equipe que estava (ainda está) em terceiro lugar no mundial de construtores abrir <del>quase</del> mais de um minuto de vantagem para o segundo colocado?</p>
<p>Ah, é verdade, o locutor torcedor perguntou ao final da prova o que tinham os carros da Ferrari hoje. Caro locutor, o que a Ferrari tinha hoje, ela tem desde o ano passado: Kimi e Felipe. Para Silvastone com a pista encharcada, não dá né, nem com o melhor carro da temporada.  <img src='http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /><br />
</br><br />
P.S.1) O terceiro parágrafo de <a href="http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/?p=393">Divagações de domingo depois da F-1</a> torna-se definitivo depois do belo pódio de hoje. Barrichelo é o melhor piloto brasileiro sem títulos mundias.</p>
<p>P.S.2) Ainda acho que o campeão mundial desse ano será um dos pilotos da Ferrari, e será  <del>o menos medíocre</del> o que fizer mais pontos nas próximas 9 corridas.</p>
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		<title>Cravo e casaca.</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 04:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não sei se meu avô ainda vivia em Portugal quando a ditadura Salazarista começou seu ciclo em 1926. Salazar foi o ditador fascista que impôs um longo período de trevas e atraso ao pequeno país europeu. Ao país do meu avô Manoel. Dos estúpidos 48 anos de ditadura, Salazar comandou 35. Capitães e oficiais médios, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nelsoncorrea.com/Images/cravo_casaca.jpg" alt="Revolução dos Cravos Vascaína" style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Não sei se meu avô ainda vivia em Portugal quando a ditadura Salazarista começou seu ciclo em 1926. Salazar foi o ditador fascista que impôs um longo período de trevas e atraso ao pequeno país europeu. Ao país do meu avô Manoel. Dos estúpidos 48 anos de ditadura, Salazar comandou 35. Capitães e oficiais médios, que vestiram o uniforme português em batalhas contra colônias insurgentes e contra países que anexaram outras colônias, foram os responsáveis pela revolução que a história conheceu como <a href="http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage">Revolução dos Cravos</a>, que libertou Portugal da ditadura Salazarista e da escuridão de liberdades.</p>
<p>Na primavera de 1974 (no hemisfério norte) encerrou-se triste período da história portuguesa. Menos de 4 meses depois, com tristeza, despedia-me do meu avô que contava histórias, com tantas ainda para ouvir. De Salazar e da Revolução dos Cravos, nada lembro da opinião do meu avô. Imagino que ele tenha, ao menos na imaginação, pendurado um cravo no bolso da camisa no 25 de abril de 1974. Era sua repulsa ao ditador Vargas que me faz pensar assim.</p>
<blockquote><p>Foi bonita a festa, pá<br />
Fiquei contente<br />
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim<br />
(Chico Buarque em Tanto Mar)</p></blockquote>
<p>Das inúmeras lições aprendidas com ele, uma, torcer pelo Vasco da Gama, eu mantive até a final do Campeonato Brasileiro de 2000. O Vasco foi campeão, mas a figura patética e opressora do ditador que nos roubou o Vasco da Gama, dentro do gramado, o mesmo que vi jogar Andrada, Brito, Romário, Juninho Pernambucano, Tostão, Abel, Roberto Dinamite e dezenas de outros craques, impondo estupidamente a retirada imediata de feridos da arquibancada caída para que sua consagração como campeão brasileiro se concretizasse. Não seriam vascaínos em dor, feridos ou machucados, que atrapalhariam a coroação final.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Ali mesmo, naquele momento, assumi um compromisso de nunca mais acompanhar futebol profissional ou torcer para o Vasco enquanto a ditadura exalasse seu cheiro pútrido na Colina de São Januário. Era o que estava ao meu alcance fazer longe do Rio de Janeiro. Nunca mais assisti um jogo pela TV, muito menos fui ao estádio. Nem mesmo ler a seção de esportes dos jornais eu li esses anos todos. Perdi a referência, não aprendi o nome dos novos jogadores que iam e vinham, a maioria somando histórias tristes à história bufa do ditador.</p>
<blockquote><p>Já murcharam tua festa, pá<br />
Mas certamente<br />
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim<br />
Sei que há léguas a nos separar<br />
Tanto mar, tanto mar<br />
Sei, também, quanto é preciso, pá<br />
Navegar, navegar<br />
Canta primavera, pá<br />
Cá estou carente<br />
Manda novamente algum cheirinho de alecrim<br />
(Chico Buarque em Tanto Mar)</p></blockquote>
<p>Na madrugada do último sábado, um vascaíno que deve ter brigado junto com o grupo encabeçado por Roberto Dinamite para conseguir uma eleição limpa, difícil sob o comando de <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/06/29/unico_candidato_mugabe_reeleito_presidente_do_zimbabue_com_85_dos_votos-547018388.asp">Mugabes</a>, distribuía cravos aos participantes do pleito que finalmente encerra um período triste e lamentável na história do time que primeiro vestiu e colocou em campo <a href="http://www.lancenet.com.br/noticias/07-11-20/194808.stm">negros e pobres no futebol brasileiro</a>. </p>
<p>Que o Vasco da Gama volte a ter o lugar que merece no futebol brasileiro e mundial. Não sei se a paixão voltará como antes, mas prometo acompanhar mais de perto, com um cravo na camisa. Ao menos servirá para comemorar o fim de mais um ditador. Casaca! Casaca!</p>
<p>Clique no player abaixo para ouvir o hino do Vasco da Gama em versão de Fernandinha Abreu e Luiz Melodia.</p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" class="moduletable">
<tr>
<td>
<ul><object width="140" height="20" data="http://www.nelsoncorrea.com/music/dewplayer.swf?son=http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/download-manager.php?id=12" type="application/x-shockwave-flash"><param value="http://www.nelsoncorrea.com/music/dewplayer.swf?son=http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/download-manager.php?id=12" name="movie" /></object></ul>
</td>
</tr>
</table>
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		<title>Divagações de domingo depois da F-1</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 16:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Automobilismo]]></category>

		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Fórmula-1]]></category>

		<category><![CDATA[Hamilton]]></category>

		<category><![CDATA[Schumacher]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de ter assistido quase metade da corrida sem som (definitivamente cansei) enquanto estive sozinho na sala, assisti o resto ouvindo as baboseiras do sr. locutor que nos lembrou ao final do gênio Ayrton Senna. Desde Senna um piloto brasileiro não liderava o mundial. Foi triste lembrar o quão cedo Senna nos deixou órfãos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nelsoncorrea.com/Images/orfeu.jpg" alt="Orfeu da Conceição" style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Apesar de ter assistido quase metade da corrida sem som (definitivamente cansei) enquanto estive sozinho na sala, assisti o resto ouvindo as baboseiras do sr. locutor que nos lembrou ao final do gênio Ayrton Senna. Desde Senna um piloto brasileiro não liderava o mundial. Foi triste lembrar o quão cedo Senna nos deixou órfãos do domigo. Foi triste também ver uma vitória medíocre do melhor carro da temporada, apesar de &#8220;guiado&#8221; (&#8221;dirigido&#8221; em carioquês) por um brasileiro.</p>
<p>Mas não foi só tristeza esse domingo cinzento e frio no Rio (tal qual em Magny Cours), foi também um suspiro de esperança ver a bela corrida de Nelson Piquetzinho. Não só por ele ter segurado o indomado inglês que incomoda muita gente, até porque ali seu carro estava bem mais leve, mas pela consistência e determinação em toda a corrida, que o levou a aproveitar o erro, e ganhar a posição no finzinho da corrida, do atual melhor do mundo e seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Torço para que ele se espelhe nos abusados, pois potencial para ser um dos melhores ele tem.</p>
<p>Apesar de amargar um final de semana que ele talvez preferisse não ter existido, Barrichello já me convenceu que ele é, ou talvez tenha sido, mais piloto que o Felipe Massa. Hoje, depois de ver o Felipe ser inferior o tempo inteiro ao Haikkonen, e ganhar por conta da quebra do escapamento do finlandês, lamentei ele não ter a idade do Massa e dividir com o Kimi as atenções da Ferrari, e não precisar ter sido o coadjuvante do maior de todos os tempos, aquele alemão canalha que aprendi a admirar. </p>
<p>Falando no alemão <a href="http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/?p=38">Dick Vigarista</a>, tenho quase certeza que a latinidade, primeiro com Briatore na Benetton e depois na equipe italiana por tantos anos, ajudou de forma determinante na construção do piloto imbatível que ele se tornou. Só não consegui ainda definir qual tempero latino falta pro Lewisinho deslanchar de vez. Será que é a malandragem? Talvez ele precise fazer como o <a href="http://www.barackobama.com/">Obama</a>, que na juventude acompanhou a mãe para assistir o filme Orfeu do Carnaval. É isso, Hamilton precisa se inspirar em Vinícius de Moraes, precisa aprender com a história de Orfeu da Conceição. Não com o grego, mas com o do morro.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Ah, continuo achando muito melhor assistir Hamiltão pilotando, mesmo fazendo às vezes umas cagadinhas naturais da idade, que todos os outros juntos. Exceção para o Alonso, estamos perdendo muito com o espanhol marrento em um carro tão fraquinho. Finalizando essas divagações, já que o cheiro gostoso que vem da cozinha corta minha concentração, peço licença para fechar este artigo com Vinícius de Moraes:</p>
<blockquote><p>&#8220;E uma última palavra : esta peça é uma homenagem ao negro brasileiro, a quem, de resto, a devo; e não apenas pela sua contribuição tão orgânica à cultura dêste país, - melhor, pelo seu apaixonante estilo de viver que me permitiu, sem esfôrço, num simples relampejar do pensamento, sentir no divino músico da Trácia a natureza de um dos divinos músicos do morro carioca.&#8221;</p></blockquote>
<p>P.S. Naquele circo, passam poucos artistas, é a sina do &#8220;filho de papai&#8221;, é a imposição do poder financeiro. Lewis Hamilton é um desses artistas.</p>
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		<title>Apaixonado por samba</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 03:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderia ter sido no dia que tomamos cafezinho na Livraria da Travessa, depois de almoçar em algum restaurante das redondezas. Afinal, Pixinguinha está perpetuado ali do lado, em frente de onde era o Bar Gouveia, seu escritório informal. Pixinguinha, a Livraria da Travessa e aquelas vielas são a cara do Rio. Tinham que estar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/pixinguinha.jpg' alt='Estátua de Pixinguinha na Travessa do Ouvidor - Rio de Janeiro' style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Poderia ter sido no dia que tomamos cafezinho na Livraria da Travessa, depois de almoçar em algum restaurante das redondezas. Afinal, Pixinguinha está perpetuado ali do lado, em frente de onde era o Bar Gouveia, seu escritório informal. Pixinguinha, a Livraria da Travessa e aquelas vielas são a cara do Rio. Tinham que estar no Rio. São o Rio. Mas não foi naquele dia. </p>
<p>Ano passado (2007), quando eu ainda morava em Sampa, estive certa vez no escritório sede da empresa que trabalho que era na Barra da Tijuca. Na volta para o Aeroporto Santos Dumont, peguei uma carona com um dos executivos de negócios, um meninão da Zona Sul, criado no Humaitá. Ele perguntou se eu me importava se ele ligasse o CD player do seu Toyota Corolla novinho. </p>
<p>- Claro que não. Eu adoro música. Pode ligar.</p>
<p>- Que sambas você gosta mais?</p>
<p>Samba? Esse cara gosta de samba? Como pode? Pensei rápido, sem que desse tempo para ele perceber minha surpresa.</p>
<p>- Cara, não tenho preferências por sambas não, mas pode tocar o que você gostar.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>E ele desfilou uma coleção de sambas no trânsito completamente engarrafado do caminho da Barra para a Zona Sul de uma sexta-feira no início da noite. Mais tarde, depois que saí e voltei para a mesma empresa, agora já no centro do Rio, vi que no banco de trás do Corolla do Rafael, repousa sempre um tamborim. Conheci também a paixão dele pela Mangueira Estação Primeira. Não posso mentir que quando era garoto, durante o carnaval, eu torcia pela Mangueira no desfile das escolas de samba. Impossível também para quem adora bateria ficar passivo frente ao batuque de um pandeiro, tamborim, surdo, repique e outros instrumentos de percursão. Mas hoje estou completamente afastado do samba. Não culpem Sampa por isso.</p>
<p>O Rafa é um dos caras mais inteligentes que conheci, por isso, vou observar melhor essa história de samba. Vou aguardar um convite para conhecer a quadra da Mangueira, quem sabe nas feijoadas de sábados? Por enquanto, vou curtindo e convidando você, minha querida e meu querido leitor, para conhecer o <a href="http://www.estacaoprimeira.org/wordpress/">Blog da Estação Primeira</a>. O trabalho que o Rafa começou a fazer lá na semana passada, é de uma riqueza de informações e história que vale à pena, e vai fazer a cabeça de quem gosta de samba ou não. Passa lá e diz que é meu amigo, tenho certeza que você vai adorar papear com esse garoto branco da Zona Sul que é apaixonado por samba. E pela Estação Primeira, apesar de ser vascaíno.  <img src='http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /></p>
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		<title>Heróis babaquinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 03:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Volta e meia o cinema resgata heróis da minha infância e adolescência. Moleque entre 9 a 12 anos, quando não havia gente suficiente para uma pelada na rua (pelo menos 6 jogadores), brincávamos de super-heróis ou para agradar o Lu (Luís Alarico), cowboy contra qualquer inimigo. Nessa época, estava na moda os heróis Marvel. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/casamento_fantasma.jpg' alt='' style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid"  />Volta e meia o cinema resgata heróis da minha infância e adolescência. Moleque entre 9 a 12 anos, quando não havia gente suficiente para uma pelada na rua (pelo menos 6 jogadores), brincávamos de super-heróis ou para agradar o Lu (Luís Alarico), cowboy contra qualquer inimigo. Nessa época, estava na moda os heróis Marvel. Eu era o Thor, o deus do trovão. O Lu, como gostava de natação era Namor, o príncipe submarino. Paulo, o caçula do grupo, era o Homem de Ferro, assim não incomodava os mais velhos. Às vezes, a brincadeira acabava em briga quando eu liderava a insistência para que o Rodney, nosso amigo gorducho e o mais velho do grupo, fosse o incrível Hulk e não o Capitão América, como ele teimava em querer ser.</p>
<p>Quando o clima esquentava, nossas mães nos botavam para dentro e o jeito era continuar sonhando com o Fantasma, o Espírito-que-anda, cavalgando com Diana Palmer na garupa de Herói pelas areias douradas de Keelaa Wee, com o lobo Capeto ao lado. Tínhamos muitas revistas em quadrinhos, Super-Homem, Homem Aranha e até o Batman, que mesmo com a boataria que se instalaria mais tarde, nunca saiu do nosso imaginário dos grandes heróis.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Mas nesses dias, a telona nos fez lembrar de outros &#8220;heróis&#8221;, mas estes eram estranhos. Com o Indiana Jones, um grande herói como o James Bond, o gancho vem indiretamente por conta do ator Harrison Ford, que interpretou o Han Solo na primeira trilogia de Guerra nas Estrelas. Quem era o &#8220;heroizinho&#8221; dessa história? </p>
<p>A outra lembrança foi direta, sem necessidade de links ou subterfúgios. Perdi a conta das vezes que assisti o pré-histórico desenho animado japonês de ação e corridas de automóveis Mach GoGoGo. Sempre na esperança do corredor X ser reconhecido como o melhor de todos os pilotos. Frustrante e decepcionante, ele nunca foi reconhecido como tal. Quem era o &#8220;heroizinho&#8221; dessa história?</p>
<p>Luke Skywalker e Speed Racer, dois heróis babaquinhas.</p>
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		<title>Oito coisas que faltam</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 15:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Corrêa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[Diego Viana é jornalista e economista. Está há um ano na Paris de carne dura e sangue quente, estudando a filosofia e a vida do Velho Continente. No mundo inverso da internet sem pátria, é Osrevni, e publica dois blogues: Para ler sem olhar e Cálculo renal, é assim que ele está descrito no Le [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.nelsoncorrea.com/Images/hat.jpg' alt='Chapéu e praia ainda faltam' class='alignnone' style="BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />Diego Viana é jornalista e economista. Está há um ano na Paris de carne dura e sangue quente, estudando a filosofia e a vida do Velho Continente. No mundo inverso da internet sem pátria, é Osrevni, e publica dois blogues: <a href="http://opensadorselvagem.org/blog/diegoviana/">Para ler sem olhar</a> e <a href="http://www.breviario.org/calculorenal">Cálculo renal</a>, é assim que ele está descrito no <a href="http://diplo.uol.com.br/">Le Monde Diplomatique</a>, outro lugar em que este paulistano escreve.</p>
<p>Conheci Diego depois de um comentário que ele deixou ano passado, aqui no Pô, meu! Seu texto é denso e ele não costuma escrever telegramas, ele escreve tudo que precisava ser dito naquele assunto. Talvez por isso, o blogueiro Ricardo C. (<a href="http://agoracomdazibaonomeio.blogspot.com/">Ágora com dazibao no meio</a>) que o convidou para o meme &#8220;Oito coisas que tenho de fazer antes de morrer&#8221; achou que ele, por ser &#8220;cabeça&#8221;, não responderia. Diego escreveu um tratado e desafiou outros blogueiros, dentre eles este escriba amador, a não escrever uma lista banal. O desafio dele é &#8220;falar sobre o assunto. Não é trocar dados, é trocar humanidade.&#8221;</p>
<p>Caramba, que responsabilidade! E quantas dúvidas! A única certeza que tenho sobre esse assunto é que gostaria de ser avisado com alguma antecedência. Isso não é coisa de &#8220;achar que é melhor&#8221;, é experiência mesmo, <a href="http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/?p=12">por duas vezes</a>.  Outra coisa importante, da qual não tenho certeza, mas sou quase convicto, é que vivemos várias vidas. É por pensar assim que em minha lista vem em primeiro lugar: [1] Não levar problemas não resolvidos com outras pessoas, principalmente parentes e agregados. Já pensou encarar aquele cunhado chato novamente em outra vida? Não, de jeito nenhum. Quero começar praticamente do zero, nada de pendências.</p>
<p>Não tenho apego excessivo a bens materiais, mas tem um que até pode ser visto como uma fraqueza nesse tema: [2] Quero ter um Jaguar. Nem precisa ser meu, no sentido de posse, propriedade. Mas tem que ser meu, para eu andar com ele quando eu quiser. Na linha das minhas paixões por velocidade e automóveis, aproveito o assunto e apresento o próximo item: [3] Andar com um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monoposto">monoposto</a> em um autódromo.</p>
<p>Amar por toda a vida, eu tenho certeza que amarei. Acho o sexo com amor a harmonização perfeita, como determinados vinhos com certos pratos. Mas não será pela falta de vinho que deixaremos de saborear uma refeição perfeita. Por isso, a quarta coisa é: [4] Ser capaz de sexo pelo menos enquanto minha parceira sentir prazer e vontade. Depois&#8230; ora depois&#8230; terei o prazer da pele.</p>
<div style='float:right; margin:0px 0px 0px 10px;'><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Gosto de coisas simples. Sou tímido. Entendo que envelhecer oferece a prerrogativa da ausência de vergonhas. Estou guardando para iniciar já, já, duas coisas fundamentais para o resto de minha vida: [5] Usar chapéu. Não é boné, que esse já uso para minhas caminhadas. Muito menos esses coloridos ou camuflados para passeios diurnos. É um dos que talvez meu avô usasse no início do século passado. Em qualquer momento, em qualquer lugar, quem sabe junto com a próxima coisa: [6] Tocar bateria. A música é o enredo da minha vida. Preciso de música. Já toquei violão, mas dei o violão para um violeiro sem violão. Foi fugaz minha relação com ele, pois não era o violão, mas sim a bateria quem eu amava.</p>
<p>A maioria dessas coisas não são vontades recentes. Eu sempre briguei pelo que eu queria, mas algumas ficaram &#8220;para depois&#8221; por várias razões. Uma delas, nem está só na minha lista, talvez fosse mais fácil quando eu era bem jovem, mas pode ser viável também quando eu for um pouco mais velho: [7] Conhecer em seqüência, praias de sul a norte do Brasil, no estilo easy rider (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Easy_rider">en</a> - <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Easy_rider">pt</a>). Para encerrar a lista do desafio que o Diego me passou: [8] Conhecer todos os meus netos. Joguei sujo né? Espero que Ele finja que não entendeu meu golpe e me dê todo o tempo necessário para isso. <img src='http://www.nelsoncorrea.com/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ncorrea/~4/302418879" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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