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	<title>Pô, meu!</title>
	
	<link>http://pomeu.com</link>
	<description>“Escrevo por prazer. Falo com meus eventuais futuros netos. É para eles que escrevo. Tento oferecer-lhes, através da minha experiência, uma visão do meu tempo. Se você gostar, participe, será um prazer compartilhar a inteligência (ou a falta dela) do nosso tempo. Por um carioca de nascimento e espí­rito, mas que virou também paulistano por opção. Pode? Pô, meu! Claro que pode."</description>
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		<title>A idade ideal da mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pseudo Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Idade]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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		<description><![CDATA[A idade ideal da mulher
é quando ela ganha novas formas
e quando entende e tira proveito das formas
Quando desabrocha em botão
e quando se mostra plena, em todas as pétalas
Quando cheira a colônia
e quando imprime seu perfume na lembrança
Quando dá os primeiros passos no aprendizado
e quando estende a mão e ensina
Quando se alegra pela perfeição de curvas
e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pomeu.com/images/idade_ideal.jpg" alt="Imagem:Idade ideal da mulher" style="BORDER-LEFT: rgb(0,0,0) 0px solid; BORDER-TOP: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: right; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-RIGHT: rgb(0,0,0) 0px solid; MARGIN-LEFT: 10px; BORDER-BOTTOM: rgb(0,0,0) 0px solid" />A idade ideal da mulher<br />
é quando ela ganha novas formas<br />
e quando entende e tira proveito das formas<br />
Quando desabrocha em botão<br />
e quando se mostra plena, em todas as pétalas<br />
Quando cheira a colônia<br />
e quando imprime seu perfume na lembrança<br />
Quando dá os primeiros passos no aprendizado<br />
e quando estende a mão e ensina<br />
Quando se alegra pela perfeição de curvas<br />
e quando alegra quem valoriza qualquer curva</p>
<p>A idade ideal da mulher<br />
é quando ama a prosa<br />
e quando goza com a poesia<br />
Quando a paixão brota no lábio<br />
Quando a sensação pulsa no seio<br />
Quando a emoção toca na coxa<br />
Quando o arrepio desce na nuca<br />
Quando o tesão explode nos quadris<br />
Quando a vida sorri no seu prazer</p>
<p>A idade ideal da mulher<br />
é quando a certeza é maior que a dúvida<br />
e quanta dúvida a lhe tirar a certeza!<br />
É quando o espelho é sua paixão<br />
e quando a paixão se faz de espelho<br />
É quando sabe a roupa perfeita para cada momento<br />
e quando com perfeição, conhece o momento para tirá-la<br />
É quando não precisa de sutiã<br />
e quando o sutiã envolve para depois ser aberto<br />
É quando usa a calcinha de renda branca<br />
e quando usa a calcinha preta, de renda</p>
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<p>A idade ideal da mulher<br />
só existe quando ela se ama<br />
e quando ela ama e é amada</p>
<p>A idade ideal da mulher<br />
é quando a idade de hoje é mais importante<br />
que a idade de ontem ou de amanhã</p>
<p>A idade ideal da mulher<br />
é quando ela quiser<br />
é quando ela souber<br />
é quando ela for totalmente, mulher</p>
<p>Para mim, a idade ideal da mulher, hoje, é cinquenta. E pronto!</p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://pomeu.com/' >P&ocirc;, Meu!.</h6><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ncorrea/~4/PfY6I6H0jcY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Herói ou canalha. Talvez um herói canalha.</title>
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		<comments>http://pomeu.com/mini-contos/heroi-ou-canalha-talvez-um-heroi-canalha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 03:47:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Éverton sobe esbaforido as escadas do sobrado na Lapa, onde uma tradicional casa de bilhares está localizada há muitas décadas, e onde os amigos da faculdade de jornalismo resolveram se encontrar toda terceira quarta-feira do mês, conforme acertado na festa do Jubileu de Prata da formatura, seis meses atrás.
O casarão, que já recebera a nata [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/sinuca.jpg" alt="Imagem: Sinuca" />Éverton sobe esbaforido as escadas do sobrado na <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/search/?q=lapa&#038;w=all">Lapa</a>, onde uma tradicional casa de bilhares está localizada há muitas décadas, e onde os amigos da faculdade de jornalismo resolveram se encontrar toda terceira quarta-feira do mês, conforme acertado na festa do Jubileu de Prata da formatura, seis meses atrás.</p>
<p>O casarão, que já recebera a nata da malandragem e jogadores que viraram lenda em meados do século passado, é hoje uma respeitável casa onde se encontram para jogar sinuca e beber cerveja, profissionais após o trabalho, estudantes &#8220;substituindo&#8221; aulas e honoráveis senhorzinhos, antigos jogadores, que ainda mantém uma estreita relação de intimidade com a mesa de sinuca, giz azul, giz branco, tacos e bolas coloridas. E claro, não só para jogar sinuca esses homens se encontram por lá. Vão também para falar de mulheres, que são raras presenças naquele ambiente, que é quase um <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolinha#Bolinha">Clube do Bolinha</a>.</p>
<p>Éverton estava atrasado, o dia tinha sido cheio e complicado, culminando com a visita do prefeito e governador no lançamento de obra para os Jogos Olímpicos de 2016. Enquanto afrouxava a gravata subindo os degraus de madeira da velha escada, ele se lembrou que o taco novo que comprou e que estrearia hoje tinha ficado na redação do jornal. Merda!</p>
<p>Ao chegar, antes de se dirigir à mesa 6, passou pelo bar, pediu 2 garrafas de cerveja estupidamente geladas e um copo. O calor daquele dia prometia um alto consumo. Pegou as garrafas e o copo e encontrou os amigos Abel, Beto, Carlos e Danilo já disputando uma partida. </p>
<p>Éverton: Cadê todo mundo, só estão vocês aqui hoje?</p>
<p>Carlos: Opa. Me passa aqui essas garrafas, pois o seu Manoel deve estar se ressentindo do calor de hoje e está muito devagar. A cerveja está demorando muito a chegar.</p>
<p>Beto: Coitado do velho, ele já devia ser garçon daqui quando o <a target="_blank" href="http://www.solbrilhando.com.br/Esportes/Bilhar/Melhores_do_Brasil.htm">Carne Frita</a> dava suas primeiras <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=8Y8WeTJZOMw">tacadas</a> pela Lapa.</p>
<p>Carlos: Hoje só estamos nós. Esse pessoal da turma tá ficando muito devagar mesmo. </p>
<p>Danilo: E aí Abel, você acha que o Éverton é usuário também?</p>
<p>Abel mirava a bola branca na bola azul, como um <a target="_blank" href="http://www.defesanet.com.br/sof/sniper/">sniper</a> dorme na alça de mira da sua arma. Era uma bola de tentativa, com um leve corte à direita para a caçapa esquerda do fundo da mesa. Se acertasse, o jogo ficaria para ele e Carlos. Se perdesse, Beto e Danilo teriam tudo para endurecer a partida.</p>
<p>Abel: Que isso, o Éverton é um cara sério. É homem fiel e de uma mulher só. </p>
<p>E com firmeza, Abel bate seco a bola branca na azul, que vai morrendo mansamente na caçapa do canto esquerdo, enquanto a branca, com a leve puxada dada na tacada, ficava de frente para a bola da vez, a amarela, para a caçapa do meio. Abel levanta o corpo, passa giz na ponta de couro do taco e continua a conversa interrompida pela tacada crítica e a chegada e Éverton.</p>
<p>Abel: Vocês sabem que eu não consigo me controlar com mulheres. Até porque elas não me deixam em paz. Eu tenho um ímã, é uma coisa que foge ao meu controle.</p>
<p>Abel estava muito bem fisicamente para pouco mais de 50 anos. Praticou esporte de competição quando jovem e hoje é editor de esportes no jornal onde trabalha. Ainda nada com assiduidade e adora jogar tênis.</p>
<p>Abel: Há dois anos atrás, uma menina recém formada veio trabalhar lá na editoria. Bicho, ela era uma coisa louca. Baixinha, mas toda certinha, torneada. E a danada só me provocando. Encostava de propósito em mim no elevador. Se abaixava para falar comigo na minha mesa. Comentava que ia comprar lingerie. Eu não aguentei e acabamos numa cama de motel. Saímos quase que diariamente por meses.</p>
<p>Éverton: Pára com isso Abel, vai dizer que a menininha se apaixonou pela sua potência? Com metade da sua idade? Tá bom.</p>
<p>Éverton riu e secou o copo de cerveja que tinha nas mãos. Abel não respondeu. Abaixou-se sobre a mesa, apontou o taco e&#8230; saco! A bola amarela estava na caçapa do meio.</p>
<p>Danilo: Ele toma remédio para impotência Éverton. Ou você acha que ele ainda ia ter fôlego para deixar essa menina louca por ele por tanto tempo?</p>
<p>Carlos: Mas você começou a tomar esses remédios por conta dessa menina Abel?</p>
<p>Abel: Claro que não. Tenho cara de bobo?</p>
<p>Abel fez uma pausa antes e continuar sua jogada, agora com a mesa pronta para a bola marrom se aninhar na caçapa do fundo, lado direito. Colocou mais cerveja no copo. Bebeu meio copo com sede.</p>
<p>Abel: Eu já usava o remédio. Quando saíamos, eu já chegava municiado. Saímos umas 10 vezes em três semanas, e eu dando um jeito de tomar o remedinho sem que ela visse. Um dia me engasguei ao beber sem água e resolvi tomar uma atitude.</p>
<p>Danilo (rindo muito): Desistiu dela ou ficou numazinha só?</p>
<p>Com firmeza, Abel bateu em cima da bola branca que estalou na marrom empurrando-a com determinação bem no meio da caçapa. A branca correu até o fundo da mesa, quicou na parede do fundo, na lateral e ficou quase na reta para a jogada na bola verde na mesma caçapa onde entrara a marrom. Novamente ele pára e passa o giz azul na ponta do taco.</p>
<p>Abel: Tu é bobo que eu ia desistir dela ou ficar no papai-mamãe. Antes de sairmos naquela tarde para o motel, propus usarmos o remédio naquela vez. Disse que queria experimentar como seria usar essa maravilha que todos falavam.</p>
<p>Éverton: Essa não! Você enganou a garota, seu bandido.</p>
<p>Abel: Foi uma tarde e tanto. Saímos do motel já por volta de oito da noite e vocês não imaginam o que ela me disse já dentro do carro.</p>
<p>Abrindo um nova garrafa que veio no balde de gelo com mais outras cinco &#8211; finalmente seu Manoel trabalhou bem dessa vez &#8211; Carlos ria tanto que quase desperdiça a cerveja geladinha.</p>
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<p>Carlos: Abel, só você mesmo. Ela pediu para acabar com o caso pois preferia se envolver com alguém que a consumisse menos, como o <a target="_blank" href="http://www.zemayerfacts.com.br/">Zé Mayer da novela</a>?</p>
<p>Todos riram e Abel, quase sério, continuou.</p>
<p>Abel: Ela disse que eu não precisava tomar remédio nenhum, pois sou sempre muito bom e mais, que ela não tinha notado nenhuma diferença daquele dia para as outras vezes.</p>
<p>E os cinco amigos deram um alegre brinde e riram bastante da cara de pau do Abel. Abel debruçou-se novamente sobre a mesa de sinuca para continuar sua tacada matadora.</p>
<p>Carlos: E foi com essa menina que você foi iniciado no remedinho, Abel?</p>
<p>O taco de Abel espirrou e a bola verde resvala nos dois bicos da caçapa e se oferece para os adversários poderem limpar a mesa. Parecendo aborrecido, Abel, com a testa franzida se dirige ao seu parceiro.</p>
<p>Abel: Pô, bicho. Tu me desconcentrou. Tu acha que sou doido ou um garoto bobo? Se eu tomo o remédio pela primeira vez sem saber como vou reagir e morro no motel com uma menina? Era capaz da família nem mandar buscar o corpo. Nem os filhos iam mais respeitar a memória do pai. Isso faz um puta mal para a alma.</p>
<p>Danilo: E o que você fez, foi ao médico antes? Fez exames? O médico te autorizou usar?</p>
<p>Abel: Ah Danilo, fala sério. Que médico o quê? Sou uma fortaleza de saúde. A primeira vez que usei foi depois da festa de aniversário do meu filho. Eu e a Andrea, minha mulher, estávamos levando as coisas do salão de festas para o apartamento. Numa dessas idas tomei o remédio em casa. Transamos loucamente na garagem do prédio, depois continuamos na cozinha lá de casa e fomos direto a madrugada inteira. Se morro naquele dia, ia ser santificado pela mulher. Ia ser um herói prá família, e não um canalha de alma penada. </p>
<p>Éverton nem reparou Beto limpar a mesa na sequência. Beto passava giz na ponta do taco, se debruçava na mesa, mirava, batia na branca e foi encaçapando da verde até a preta com tanta precisão que parecia Rui Chapéu. Éverton nunca havia parado antes para pensar que a tacada ideal tem momento certo e que nunca, de maneira alguma, deve ser jogada sem se pensar na próxima bola, seja ela na sua sequência ou para o adversário.</p>
<h5 style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><em>Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas<br />
ou fatos da vida real terá sido mera coincidência.</em></span></h5>
<p><br/><em>Foto na capa de Sachin Ghodke @ Stock.xchng</em></p>


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<h6>Creative Commons (by-nc-nd) <a href='http://pomeu.com/' >P&ocirc;, Meu!.</h6><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ncorrea/~4/ibwu5zRDymo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Twitter, sociologia de botequim</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 01:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Era o início da madrugada do dia 13 de outubro de 2007 quando recebi um convite para entrar no Twitter do Edney (@interney), blogueiro-referência, gente muito boa e uma das pessoas mais bacanas que conheci na blogosfera. Fui lá no site do Twitter, avaliei, não vi como aquilo poderia ser interessante, mas entrei e coloquei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/realwbonner.jpg" alt="Imagem: Tio William Bonner do Twitter" />Era o início da madrugada do dia 13 de outubro de 2007 quando recebi um convite para entrar no Twitter do <a target="_blank" href="http://www.interney.net/">Edney</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/interney">@interney</a>), blogueiro-referência, gente muito boa e uma das pessoas mais bacanas que conheci na blogosfera. Fui lá no site do <a target="_blank" href="http://twitter.com">Twitter</a>, avaliei, não vi como aquilo poderia ser interessante, mas entrei e coloquei meu sentimento do momento na minha descrição: &#8220;Sou um aventureiro da informação, apaixonado pela palavra e louco pelo diálogo. Só não sei ainda aonde tudo isso vai dar.&#8221;</p>
<p>Naquele tempo, o Twitter só era frequentado pelos iniciados. Tudo era novidade. A gente estava aprendendo como tirar proveito daquela tecnologia, como fazer aquilo ficar proveitoso sem que tivéssemos de ler toda hora: &#8220;vou tomar banho&#8221;, &#8220;estou no MSN e meu chefe pensa que estou trabalhando&#8221;, &#8220;dei um peito horroroso&#8221;. O pessoal foi arrumando jeito de transformar o Twitter em uma bela ferramenta de comunicação. Lembro quando o <a target="_blank" href="http://www.pensarenlouquece.com/">Inagaki</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/inagaki">@inagaki</a>) chegou e falou: &#8220;Vou reduzir a quantidade de pessoas que eu sigo para 200, pois é impossível acompanhar mais que isso&#8221;. Eu não reclamei, pois estava no grupo dos 200 do Inagaki.</p>
<p>Um ano depois, o Edney mostrava que ele era &#8220;The one&#8221; na blogosfera e estourava a marca de mais de 20.000 pessoas que acompanhavam suas tuitadas. Mas aí chegamos em 2009. E veio a grande mídia. O Fantástico fez reportagem mostrando a &#8220;novidade&#8221;. De início vieram os famosos. Num instante, pulverizaram os números &#8220;estratosféricos&#8221; do Edney. E eles davam brindes quando atingiam determinados números de seguidores. E como pombos na praça quando jogam migalhas de pão, vieram em bandos, os fãs dos famosos. Na sequência vieram políticos e, quase junto, os jornalistas não iniciados. Entremeados nessas ondas, apareceram os carentes de espírito que usavam técnicas automatizadas para ganhar mais seguidores e se parecer um pouco mais com os famosos. </p>
<p>É verdade que esses novos usuários não iniciados, principalmente famosos, não estavam acostumados com a comunicação em via dupla. Normalmente eles emitiam o sinal de comunicação e os outros em geral, os não famosos, só recebiam o sinal. Ou seja, um só falava e o outro só ouvia. Só que o Twitter é como se a pessoa fosse para a rua, vai falar mas também vai ouvir. Talvez o primeiro caso famoso de rejeição por falta de prática na comunicação nos dois sentidos, foi protagonizado pela Xuxa. Perfeitamente sintetizado pelo jornalista Mauricio Stycer (<a target="_blank" href="http://twitter.com/mauriciostycer">@mauriciostycer</a>) no artigo <a target="_blank" href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/08/26/a-desastrada-aventura-de-xuxa-pelo-twitter/">A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter</a>.</p>
<p>Os políticos são um caso à parte. O senador <a target="_blank" href="http://www.mercadante.com.br/">Aloizio Mercadante</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/Mercadante">@mercadante</a>), por exemplo, no Twitter desde março de 2009, usa o Twitter como se estivesse fazendo o programa de propaganda política gratuita: só ele fala. Até a publicação deste post, ele tinha tuitado 566 vezes, nunca retuitou ninguém (reenviar uma mensagem recebida de outro usuário do Twitter) e só respondeu aos seus seguidores 10 vezes (1,77% dos seus tuítes). Nenhum deles recebeu mais de uma mensagem do senador. Pelo horário das tuitadas, dos dias da semana que tuíta, pelo uso quase total da interface web, sou capaz de apostar que quem tuíta em nome do senador é um assessor. Eu, pessoalmente, já fiz inúmeras perguntas a ele e nunca recebi uma resposta. <a target="_blank" href="http://tweetstats.com/graphs/mercadante">Estatísticas do Twitter do Mercadante</a></p>
<p>Já o senador <a target="_blank" href="http://www.cristovam.org.br/portal2">Cristovam Buarque</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/Sen_Cristovam">@Sen_Cristovam</a>), no Twitter desde fevereiro de 2009, que no início não tinha muita intimidade com a tecnologia, foi aprendendo aos poucos e, hoje, apesar de não retuitar ninguém, 12% dos seus tuítes são respostas aos seus seguidores. Nunca consegui uma resposta do senador Cristovam, mas vejo que ele ultimamemte tem respondido a muitas pessoas. Ele deve ser o responsável pelas tuitadas, pois mais de 60% delas saem de um celular (provavelmente o dele), e tuíta de segunda a domingo. <a target="_blank" href="http://tweetstats.com/graphs/sen_cristovam">Estatísticas do Twitter do Cristovam</a></p>
<p>O jornalista, craque de mídias, <a target="_blank" href="http://www.blogdotas.com.br/">Marcelo Tas</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/marcelotas">@marcelotas</a>) faz retuíte em 1/3 das suas tuitadas. Além disso, quase 15% são respostas aos seus seguidores. <a target="_blank" href="http://tweetstats.com/graphs/marcelotas">Estatísticas do Twitter do Tas</a>. E o grande furor no uso da tecnologia atualmente, o extra-famoso, <a target="_blank" href="http://www.g1.com.br/jornalnacional">William Bonner</a> (<a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner">@realwbonner</a>), no Twitter há apenas 3 meses e com quase 200 mil seguidores fãs, usa quase 20% de suas tuitadas para responder seus seguidores e outros quase 20% para retuitar mensagens recebidas. Sou capaz de apostar que Bonner receba mais de 10.000 mensagens por semana, o que torna esses números extraordinários. Ele tem dado um show de relacionamento com a comunidade tuiteira. <a target="_blank" href="http://tweetstats.com/graphs/realwbonner">Estatísticas do Twitter do Bonner</a></p>
<p>Uma excelente referência para quem quer entender melhor esse mundo, principalmente para políticos, já que ano que vem teremos eleições, é o livro &#8220;Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter&#8221; de Juliano Spyer (<a target="_blank" href="http://twitter.com/jasper">@jasper</a>), Luiz Alberto Ferla (<a target="_blank" href="http://twitter.com/ferla">@ferla</a>), Moriael Paiva (<a target="_blank" href="http://twitter.com/moriael">@moriael</a>) e Fabíola Amorim (<a target="_blank" href="http://twitter.com/bilaamorim">@bilaamorim</a>) (<a target="_blank" href="http://livrodotwitter.blogspot.com/">download grátis</a>), lá, recolhi algumas definições sobre o Twitter que eles fazem antes de entrar fundo no tema, vejam só:<br />
- O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha<br />
- É um confessionário em praça pública<br />
- É a melhor forma de liberdade de expressão. Você fala, quem quer ouvir escuta e compartilha. Quem não quer não ouve e não censura<br />
- O Twitter transforma famoso em amador e amador em famoso<br />
- O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando &#8220;sozinho&#8221;, eventualmente alguém responde</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Pois nesse hospício que tende a nivelar todo mundo, ainda é possível ler a bronca da jornalista Bárbara Gancia (<a target="_blank" href="http://twitter.com/barbaragancia">@barbaragancia</a>) que reclamou: &#8211; Um &#8220;analista político&#8221; c/ 23 followers vem dizer q meu amor p/ Serra está me cegando! Só rindo! Os caras fazem qq coisa p/ chamar atenção&#8230;(<a target="_blank" href="http://twitter.com/barbaragancia/status/5316567388">aqui</a>) Como se fizesse alguma diferença ter muitos ou poucos &#8220;followers&#8221; (seguidores). Como se isso fosse um sinal de melhor ou pior qualquer coisa.</p>
<p>Hoje mesmo, assistindo à transmissão do Grande Prêmio de Fórmula-1, tuitei sobre um comentário do excelente comentarista da Globo e ex-piloto de F1, Luciano Burti. Acredito que ele tenha ficado muito aborrecido, pois ganhei dele meu primeiro block no Twitter. Ou seja, ele faz questão de não &#8220;ouvir&#8221; mais nada que eu &#8220;falo&#8221; sobre ele e com ele por lá e, não quer que eu &#8220;ouça&#8221; mais nada que ele fale. Só porque eu disse: &#8211; Depois dessa de fechar os dois olhos no túnel de Mônaco, pensei até em dar unfollow no @LucianoBurti (<a target="_blank" href="http://twitter.com/pomeu/status/5337327151">aqui</a>)</p>
<p>Na verdade, ninguém está completamente certo ou errado. Como o Twitter é um confessionário na praça central do hospício, tá valendo tudo, desde que todos possam se comunicar. Obviamente, uns obterão resultados mais proveitosos dessa experiência do que outros. O segredo é se libertar de ideias pré-concebidas, vide o tio Bonner no seu helicóptero virtual (<a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner/status/5304929499">aqui1</a>, <a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner/status/5304968497">aqui2</a>, <a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner/status/5305372635">aqui3</a>, <a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner/status/5305415482">aqui4</a> e <a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner/status/5305693986">aqui5</a>.</p>
<p>Boa viagem!</p>


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		<title>Adorei a novidade do Twitter</title>
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		<comments>http://pomeu.com/blogosfera/adorei-a-novidade-do-twitter/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 20:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[O Twitter nessa semana, trouxe duas grandes novidades que não os temas novos que aparecem toda semana, e viram o foco das discussões. Não estou falando dos convites para Google Wave e Novo Orkut, do pobre coitado do maluquinho do Pânico que foi preso, e que insistem em chamar de humorista, ou dos malucões (homens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/twitter_lists.jpg" alt="Imagem: Listas no Twitter do @Alessandro_M" />O <a href="http://twitter.com">Twitter</a> nessa semana, trouxe duas grandes novidades que não os temas novos que aparecem toda semana, e viram o foco das discussões. Não estou falando dos convites para Google Wave e Novo Orkut, do pobre coitado do <a target="_blank" href="http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/10/30/hoje-e-aniversario-do-zina/">maluquinho do Pânico</a> que foi preso, e que insistem em <a target="_blank" href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/10/28/humorista-zina-do-panico-na-tv-detido-com-cocaina-na-zona-norte-de-sp-914401361.asp">chamar de humorista</a>, ou dos malucões (homens e mulheres) da <a target="_blank" href="http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/10/29/a-turba-ignara-e-machista-em-faculdade-privada/">Uniban</a> que perderam a linha com a gordinha-loura-de-saia-curta-e-apertada (ou teriam perdido a vergonha de mostrar suas verdadeiras caras?). Isso tudo é efêmero e muda com a velocidade que digitamos os 140 caracteres das mensagens.</p>
<p>O que eu curti no Twitter essa semana foram os dois tipos de listas que apareceram por lá. Primeiro surgiram umas listas que prometiam milhares de seguidores (detesto esse termo) de um dia para o outro. E o pessoal que se sente sozinho e desacompanhado aderiu de olhos fechados e todos passaram a receber centenas de followers. Minha caixa de correio recebeu por volta de mil mensagens do Twitter avisando que eu estava sendo &#8220;seguido&#8221; por fulano, beltrano e o escambáu.</p>
<p>Naturalmente aproveitei essa chuva de pessoas novas para selecionar muitos novos tuiteiros para acompanhar, principalmente aqueles que também são blogueiros. Mas mesmo não sendo blogueiro, se na primeira página do Twitter do novo tuiteiro tinha conteúdo que me interessava, eu também marquei para acompanhar. Estou lendo todos com calma, pois quero escrever sobre os blogs que mais me interessaram.</p>
<p>A outra novidade, foi a função que o Twitter disponibilizou para os usuários criarem listas, públicas ou privadas, para facilitar o acompanhamento. Naturalmente e instantaneamente, os tuiteiros foram classificados por seus parceiros de rede. Ganhamos uma <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tag_(metadata)">tag</a>. E o mais divertido foi conhecer essas tags que nos classificam. Eu (<a target="_blank" href="http://twitter.com/pomeu">@pomeu</a>), por exemplo, fui classificado em listas com os seguintes nomes, dentre outros: blogalera, bunitinhos e normais. Me preocupei com esse &#8220;normais&#8221;. Pode ser um disfarce para &#8220;outros&#8221;. Meu Deus, deve ser terrível para os fracos de espírito se encontrarem em uma lista chamada &#8220;Outros&#8221;.</p>
<p>Brincando um pouco de xeretar as listas, vejam o que encontrei:</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>- O <a target="_blank" href="http://twitter.com/millorfernandes">Millor</a> estava encaixado em quase mil listas até a publicação desse post.</p>
<p>- O governador de São Paulo, <a target="_blank" href="http://twitter.com/joseserra_">José Serra</a>, na maioria das vezes aparece em listas chamadas de &#8220;Políticos&#8221;, mas ele está em uma lista de &#8220;artistas&#8221; e outra classificada de &#8220;gente-menos-chata&#8221;</p>
<p>- O apresentador do Jornal Nacional, <a target="_blank" href="http://twitter.com/realwbonner">William Bonner</a>, que está presente em 2.258 (até a publicação desse post) listas, aparece em listas de &#8220;celebridades&#8221;, &#8220;vips&#8221;, &#8220;famosos&#8221;, &#8220;jornalistas&#8221;, &#8220;heteros&#8221;, &#8220;peguei-no-verão-de-98&#8243; (sério?). Mas o famoso marido de Fátima Bernardes está em uma lista &#8220;Outros&#8221; (#chupa realwbonner).<br />
 <img src='http://pomeu.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /><br />
- O blogueiro <a target="_blank" href="http://livroseafins.com/">Alessandro Martins</a>, cujo Twitter é <a target="_blank" href="http://twitter.com/Alessandro_M">@Alessandro_M</a> adotou um código secreto para os nomes de suas listas, que são: aviadores sérvios (estou nessa), pianistas iugoslavos, prestidigitadores croatas e silibadores eslovenos.<br />
:-/<br />
É divertido ver como as pessoas estão sendo classificadas nas listas públicas do Twitter. Será que os alunos talibans da UNIBAN classificaram a colega-de-saia-curta-etc numa lista chamada &#8220;putas&#8221; ou seriam menos chulos e a colocariam numa lista &#8220;prostitutas&#8221;? Quem sabe até na lista &#8220;poderia-ser-nossa-mãe&#8221;. </p>
<p>Atenção advogados de plantão, podem surgir oportunidades, se é que vocês me entenderam.<br />
 <img src='http://pomeu.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>


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		<title>Twitter, chuva e pronto-socorro</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ncorrea/~3/J_pw0wgUOF0/</link>
		<comments>http://pomeu.com/cotidiano/twitter-chuva-e-pronto-socorro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 19:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Blogurinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[TAM]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás, o camarada Sampson Moreira, excelente blogueiro cearense refugiado em Recife, editor do Blogurinhas e tuiteiro, retuitou (reenviar uma mensagem comentando ou não) um tuíte do médico @dr_marcelo que dizia que quando chove, diminui a presença de pessoas nos pronto-socorros (PS) dos hospitais.

Pode parecer que as pessoas vão aos PS só porque não têm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás, o camarada Sampson Moreira, excelente blogueiro cearense refugiado em Recife, editor do <a target="_blank" href="http://blogurinhas.com.br/">Blogurinhas</a> e <a target="_blank" href="http://twitter.com/sampsonsm">tuiteiro</a>, retuitou (reenviar uma mensagem comentando ou não) um tuíte do médico <a target="_blank" href="http://twitter.com/dr_marcelo">@dr_marcelo</a> que dizia que quando chove, diminui a presença de pessoas nos pronto-socorros (PS) dos hospitais.</p>
<p><center><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: center; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/blogurinhas.jpg" alt="Tuíte do Sampson Moreira" /></center></p>
<p>Pode parecer que as pessoas vão aos PS só porque não têm o que fazer ou porque sejam hipocondríacas. Quem sabe necessitam de um pouco de atenção? A chuva tem o poder de transformar pessoas doentes em saudáveis? Seriam estes os principais motivos dos pronto-socorros cheios, ou menos cheios? Eu acho que o problema não é por esse prisma. Vou contar uma história.</p>
<p>Há aproximadamente dois anos atrás, durante o almoço, me senti mal, estava tonto, pensei até que desmaiaria no restaurante. Parei de comer, paguei a conta e voltei para o escritório. Melhorei um pouco, mas no final da tarde, ainda não estava 100%. Como já tive <a target="_blank" href="http://pomeu.com/cotidiano/nova-batalha/">dois enfartes</a>, resolvi ir para o PS do <a target="_blank" href="http://www.dantepazzanese.org.br/">Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese</a>, em Sampa. O Dante é referência e é hospital público estadual.</p>
<p>Cheguei no início da noite, fui atendido rapidamente, pois a noite o PS sempre está mais vazio (dê preferência em ficar doente a noite) mas acabei tendo que fazer exames de acompanhamento durante toda a madrugada. Ao amanhecer, antes de me darem café da manhã e me liberarem por eu não ter nada, vi dezenas de pessoas chegando no PS. Pessoas simples, mas arrumadas, trazendo filhos e netos, conversando, nenhuma me parecia em situação de emergência.</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Não foi preciso fazer grande exercício mental ou pesquisas com nível de doutorado. Aquelas pessoas, todas obviamente com alguma cardiopatia ou histórico de problemas de coração, estavam ali no PS fazendo por conta própria, visitas de acompanhamento médico, que se marcadas dentro da possibilidade de agenda do hospital, nunca são inferiores à seis meses, muitas até são anuais. Nessa visita ao PS, estas pessoas são examinadas por um médico, imagino que a maioria deve sair satisfeita por estar bem de saúde, e ficam mais tranquilas com sua doença sendo acompanhada em intervalos menores.</p>
<p>E qual a consequência desse problema de saúde pública em hospitais que não são especializados e referência como o Dante Pazzanese? Dias atrás, uma mãe levou seu filho de 7 anos ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. O pequeno Wanderson tinha caído de um muro de 1,5m de altura, tendo batido com a cabeça nessa queda. A médica do PS, provavelmente sobrecarregada com excesso de atendimentos não emergenciais (talvez também despreparada), examinou o menino superficialmente, deu soro e liberou-o, conforme disse a mãe. Mas Wanderson morreu naquela madrugada, em casa, devido a hemorragia, traumatismo e fratura de crânio. (<a target="_blank" href="http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/10/familia_acusa_hospital_por_morte_de_crianca_42844.html">leia aqui</a>)</p>
<p>Eu tenho absoluta certeza que nenhuma ação corretiva vai ser tomada pelo poder público da cidade do Rio de Janeiro. Outros casos já devem ter acontecido, e, certamente, muitos outros ainda acontecerão, com Jogos Olímpicos ou não. É revoltante ver que o estado não oferece, e pouco se preocupa em oferecer, o mínimo de dignidade no atendimento de saúde ao cidadão. </p>
<p>Isso me leva a outro caso, o acidente com o avião da TAM, no aeroporto de Congonhas, que matou quase 200 pessoas. Independente de investigações policiais, criminais ou não, existe um órgão na aviação brasileira inspirado por similar norte-americano, que avalia com exaustão e precisão as situações que levaram um avião a se acidentar. Esse órgão é o <a target="_blank" href="http://www.cenipa.aer.mil.br">Cenipa</a>, que acabou de liberar o <a target="_blank" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091027/not_imp456879,0.php">relatório sobre o acidente</a> com aquele avião. Todas as situações que levaram ao desfecho do acidente deverão ser avaliadas pela companhia aérea, pelo fabricante do avião, pela administração do aeroporto e por quem mais tenha alguma relação com o acidente, para que mudem seus processos, soluções de engenharia ou qualquer outra, para que acidentes semelhantes possam ser evitados no futuro.</p>
<p>Por que nossos políticos não podem gerenciar nossas vidas com a mesma dedicação e seriedade que esses profissionais do Cenipa tratam as pessoas que voam em aeronaves?</p>


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		<title>Circuncisão</title>
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		<comments>http://pomeu.com/saude/circuncisao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 02:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Circuncisão]]></category>
		<category><![CDATA[Islamismo]]></category>
		<category><![CDATA[Judaí­smo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mutilação]]></category>

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		<description><![CDATA[Estreiando a série onde a pauta do post no Pô, meu! não é uma definição exclusivamente minha, fui buscar nas visitas geradas pelos sites de busca, o tema desse post. Tempos atrás, mais precisamente no dia 30 de março de 2009, escrevi um mini conto que fazia uma crítica de costumes com um final temperado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/capuz.jpg" alt="Foto de Kat Jackson" />Estreiando a série onde a pauta do post no Pô, meu! não é uma definição exclusivamente minha, fui buscar nas visitas geradas pelos sites de busca, o tema desse post. Tempos atrás, mais precisamente no dia 30 de março de 2009, escrevi um mini conto que fazia uma crítica de costumes com um final temperado de humor. O eixo central era um encontro de amigos que não se viam há muito tempo e a discussão sobre fazer circuncisão ou não no filho de um deles. Se você ainda não leu, vou adorar se você ler o &#8220;<a target="_blank" href="http://pomeu.com/mini-contos/circuncisao-faz-mesmo-diferenca/">Circuncisão, faz mesmo diferença</a>?&#8221;</p>
<p>As pessoas caem aqui no Pô, meu!, a maioria vinda do Google, em busca de respostas para as mais variadas perguntas sobre circuncisão por conta desse mini conto. Os motivos religiosos, os motivos higiênicos, qual a sensibilidade sexual depois da circuncisão, enfim, todos, sem exceção, tem suas dúvidas sobre a circuncisão masculina. Que sob o aspecto técnico, é a remoção da pele que reveste a ponta do pênis, conhecida com glande ou cabeça, quando o indivíduo não consegue puxá-la (a pele) totalmente. Também conhecido como fimose.</p>
<p>Existem diversos sites médicos que tratam desse assunto com requinte e detalhamento. No final do texto sugiro alguns links. A circuncisão inclusive, é recomendada pela Organização Mundial de Saúde para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de câncer, tanto no homem (pênis) quanto na mulher (útero). Ou seja, tanto a remoção total do prepúcio (pele que recobre a glande) ou a liberação cirúrgica dela sem remoção, são saudáveis e altamente recomendadas, não causando consequências negativas para o homem durante o ato sexual.</p>
<p>Mas se sairmos um pouco desse foco médico e de saúde, constataremos que quase todos sabem que os judeus fazem da circuncisão um ato religioso para todos os meninos (no 8º dia de vida), na cerimônia conhecida por Brit Milah. Mas o que poucos sabem, é que os muçulmanos também têm a circuncisão como um dogma religioso. Todo muçulmano é obrigado a ser circuncidado. Tanta diferença entre judeus e muçulmanos e tanta igualdade não é? Mas o que eu não sabia, é que as meninas judias também têm sua cerimônia Brit Milah. Felizmente, não mutilam nenhuma parte das meninas.</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Como chegamos nas meninas, nos causa horror e indignação a circuncisão feminina praticada por alguns povos islâmicos, mesmo não sendo uma prática religiosa prescrita e obrigatória pelos livros sagrados muçulmanos. É sim, uma prática que demonstra um machismo estúpido e carcomido, além da fraqueza e impotência que o ser humano macho ainda sente frente à mulher.</p>
<p>Com o intuito de fazer sua companheira mais &#8220;dócil&#8221; quanto à sua natureza sexual, diminuindo sua vontade e desejo, além de, consequentemente (pensam eles), garantir a fidelidade ao &#8220;amo e senhor&#8221;, esses povos mutilam suas meninas em três níveis, que vai desde a remoção da pele que recobre o clitóris até a remoção completa do clitóris, do lábio menor e de partes do lábio maior, costurando as laterais e deixando apenas uma pequena abertura para a passagem de urina e fluxo menstrual.</p>
<p>Pobres homens fracos, eles não sabem que a criação da mulher foi muito mais bem acabada que a do homem. A sexualidade e o prazer sexual da mulher não está no seu órgão genital. A sexualidade da mulher está na alma, e por isso, pode ser materializada em qualquer lugar. É por isso que, a partir de hoje, toda vez que se falasse em circuncisão, deveríamos lembrar da circuncisão feminina feita em alguns países islâmicos para que isso virasse um grande movimento que pudesse um dia, por fim nessa brutalidade sem sentido.</p>
<p><em><strong>Links recomendados</strong>:<br />
<a href="http://www.circuncisao.com.br/asp_religiosos.htm">Circuncisão &#8211; aspecto religioso</a><br />
<a href="http://www.uromedical.com.br/atua8.htm">Uromedical</a><br />
<a href="http://islam.com.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=469:circuncisao-feminina-e-realmente-obrigatoria&#038;catid=78:fatwas&#038;directory=2">Centro Cultural Beneficente Islâmico</a><br />
<a href="http://islamicchat.org/fgm.html">A circuncisão feminina</a><br />
</em></p>


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		<item>
		<title>Devaneios do blogueiro</title>
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		<comments>http://pomeu.com/blogosfera/devaneios-do-blogueiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 01:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Pauta]]></category>
		<category><![CDATA[Pauteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo blogueiro arruma vários motivos para justificar a existência do seu blog, mas o que todos querem mesmo é abrir um canal de comunicação com você leitor, que a gente na maioria das vezes, nem sabe quem é. Uma boa parte deles, quer somente elogio, mesmo vazio. Quer muitos comentários, mesmo sem sentido. Enfim, carícias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a target="_blank" href="http://www.sxc.hu/profile/alesia17"><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/pauteiro.jpg" alt="Pauta - Foto de Lavinia Marin" /></a>Todo blogueiro arruma vários motivos para justificar a existência do seu blog, mas o que todos querem mesmo é abrir um canal de comunicação com você leitor, que a gente na maioria das vezes, nem sabe quem é. Uma boa parte deles, quer somente elogio, mesmo vazio. Quer muitos comentários, mesmo sem sentido. Enfim, carícias que inflem seu ego. É verdade que alguns só querem mesmo é que o infeliz do visitante clique nos seus anúncios, mas são minoria.</p>
<p>Eu, particularmente, adoro conversar. Pena que a maioria das pessoas que passam aqui no Pô, meu! não falem nada. Muitas vezes você percebe analisando as visitas recebidas, que o ilustre visitante pesquisou uma frase no Google, e o Google jogou o visitante em um texto aqui do Pô, meu! que serve perfeitamente para o que ele procurava. Mas nem um &#8220;oi, valeu, legal, era isso que eu precisava&#8221;.</p>
<p>Outras vezes, o Google erra, ele está longe de ser infalível, e joga o visitante em um post que não é o ideal para atender à frase que ele colocou na busca. Que pena. Mas pior ainda, é quando você sabe que tem um post que atenderia perfeitamente, mas o Google não o ofereceu para o visitante, e nem ele, visitante, soube ou teve paciência de procurar o melhor texto dentro do blog. Se ao menos o visitante deixasse uma mensagem, eu poderia indicar para ele o texto ideal para aquela pesquisa que ele colocou no Google.</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>Por isso resolvi aceitar, de vez em quando, o Google como <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pauta_%28jornalismo%29#Pauteiro">pauteiro</a> aqui do Pô, meu! Em função das pesquisas que os visitantes fazem no Google, e que o Google encaminha para o Pô, meu! vou fazer um texto que possa ajudar ao máximo o meu ilustre visitante. Ou seja, quando um tema estiver gerando muita visita para o Pô, meu! e o texto publicado aqui não apresentar as respostas que nosso visitante buscava, vou escrever um post para responder o que o visitante estava procurando. </p>
<p>Nestes textos, haverá sempre o aviso que o pauteiro foi o Google. Se você não gostou da ideia, deixe sua reclamação ali em baixo na área de comentários.</p>
<p>P.S. 1) O Google acabou de trazer um visitante para o post &#8220;<a target="_blank" href="http://pomeu.com/cotidiano/rutilismo-e-pra-comer-pode/">Rutilismo? É para comer? Pode</a>&#8221; que o indivíduo pesquisou: &#8220;ruivos escravos&#8221;. Não, de maneira alguma uma única pesquisa dessas justificaria fazer um novo post. Me recuso.</p>
<p>P.S. 2) Foto na capa de <a target="_blank" href="http://www.sxc.hu/profile/svilen001">Ivan Petrov</a></p>


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		<title>Cuba Livre</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 02:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Polí­tica]]></category>
		<category><![CDATA[Blogacción]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Generación Y]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Polí­tica Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Yoani Sanchez]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando gritávamos na década de 70 &#8220;Abaixo a Ditadura&#8221;, ou nos juntávamos para pedir eleições diretas, éramos nós contra eles. Hoje, é absolutamente claro para mim que o &#8220;nós&#8221; daquela época não era um grupo único, com os mesmos ideais ou mesmos sonhos de um mundo livre. Para mim, é mais claro que as águas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/cuba_libre.jpg" alt="imagem: Liberdade para os Cubanos" />Quando gritávamos na década de 70 &#8220;Abaixo a Ditadura&#8221;, ou nos juntávamos para pedir eleições diretas, éramos nós contra eles. Hoje, é absolutamente claro para mim que o &#8220;nós&#8221; daquela época não era um grupo único, com os mesmos ideais ou mesmos sonhos de um mundo livre. Para mim, é mais claro que as águas que correm descendo o alto da <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_dos_%C3%93rg%C3%A3os">Serra dos Órgãos</a>, que eu não sou igual aos que, ao meu lado, gritavam comigo contra a ditadura militar. <strong>EU NÃO APOIO A DITADURA CUBANA</strong>. Muitos, daquele nosso grupo, apoiam o ditador Fidel Castro e a forma que ele e seu grupo de poder cerceiam a liberdade do povo cubano.</p>
<p>Já tratei desse tema aqui no Pô, meu! durante os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro em 2007, quando atletas cubanos fugiram da Vila Olímpica em busca de escolher eles próprios, o seu destino. Coisa que para nós pode parecer banal, na ilha do ditador Castro, as pessoas não podem decidir suas próprias vidas. Não me perguntem o motivo, eles nunca explicaram. Nem os que os defendem aqui no Brasil. Os textos são: <a target="_blank" href="http://pomeu.com/cotidiano/nunca-entendi-por-que-e-proibido-sair/">Nunca entendi por que é proibido sair</a>, <a target="_blank" href="http://pomeu.com/rapidos/cubanos-em-fuga/">Cubanos em fuga</a> e <a target="_blank" href="http://pomeu.com/cotidiano/mentira-tem-pernas-curtas/">Mentira tem pernas curtas</a>.</p>
<p>O que estes velhos velhacos não imaginavam é que a verdadeira revolução que eles sempre tentaram achar mas nunca souberam criar, nasceu no útero capitalista: a Internet. E essa revolução não é deles, e por enquanto, oxalá perdure assim, não é de nenhum outro poderoso. A Internet dá voz para todos. A Internet é instantânea. A Internet passa por barreiras que antes eram intransponíveis. A Internet iguala. A Internet nos junta.</p>
<p>Uma blogueira cubana, Yoani Sanchez, editora do blog Generación Y, lidera um movimento de liberdade para eles, cubanos que só querem se conectar, que só querem compartilhar, que só querem socializar suas experiências e seus conhecimentos com o resto do mundo. Mas não podem. A ditadura cubana não permite. Eles não têm acesso à Internet. O blog de Yoani não pode ser lido em Cuba, pelos cubanos, como diversos outros blogs dos novos revolucionários cubanos.</p>
<p>A luta de Yoani tem sido premiada em diversos lugares do mundo. Mas os Castros não permitem que Yoani saia do país, como qualquer um de nós faria se fôssemos convidados para receber um prêmio em outro país. Nem aqui no Brasil, deixaram a Yoani vir para o lançamento do seu livro. Hoje, um grupo grande de blogueiros por todo o mundo, junta suas vozes com <a target="_blank" href="http://www.desdecuba.com/generaciony/">Yoani Sanchez</a>, <a target="_blank" href="http://octavocerco.blogspot.com">Claudia Cadelo</a> e  muitos outros blogueiros de Cuba, gritando com força e bem alto:</p>
<p>- Libertad de opinión</p>
<p>- Libertad de acceso a Internet</p>
<p>- Libertad para entrar y salir de Cuba</p>
<p>- Libertad de asociación</p>
<p>- Libertad para los presos de consciencia</p>
<p>- Libertad para Cuba</p>
<p><center><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: center; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/cuba_libertadblogaccion.jpg" alt="Imagem: Liberdade para a Internet cubana" /></center><br/></p>


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		<title>Solene Corno</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 00:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Corno]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Traição]]></category>

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		<description><![CDATA[No vestiário do clube após a pelada de quarta-feira à noite, enquanto desamarravam seus tênis e se preparavam para o banho, suados, cansados, doídos mas felizes, os três homens de meia idade (HMI-1, HMI-2 e HMI-3) comentavam sobre o companheiro Zezinho que saiu direto do campinho de futebol society de grama artificial para seu carro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No vestiário do clube após a pelada de quarta-feira à noite, enquanto desamarravam seus tênis e se preparavam para o banho, suados, cansados, doídos mas felizes, os três homens de meia idade (HMI-1, HMI-2 e HMI-3) comentavam sobre o companheiro Zezinho que saiu direto do campinho de futebol society de grama artificial para seu carro, sem nem trocar de roupa. E pior, sem o chopp de saideira que encerra aquela noite religiosa de toda quarta-feira.</p>
<p>HMI-3: Vocês viram como o Zezinho está estranho? Ele já não é mais aquele zagueiro tão viril, a gente percebe que o cara continua com boa visão de jogo, mas o corpo não mais responde de imediato ao comando cerebral.</p>
<p>HMI-1: Será que é o peso do início da meia idade? Não dá mais para ir em todas.</p>
<p>HMI-2: Ih, pára com isso. Nada a ver, nós devemos ter a mesma idade dele e eu pelo menos, continuo batendo um bolão, veja os três gols que fiz hoje.</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>HMI-1: Eu tenho achado o Zezinho estranho&#8230;às vezes me parece aéreo, parece que não consegue mais ficar concentrado no jogo, será que está com problemas em casa? Não vejo mais a Mariazinha aqui no clube há algumas quartas-feiras.</p>
<p>HMI-3: E olha que ele fazia questão de trazê-la toda quarta à noite. Eu nem ligo se minha mulher quer ficar vendo a novela. Ele queria a Mariazinha plugada nele 24 horas por dia, ninguém aguenta isso.</p>
<p>HMI-2: Sei não hein&#8230; mês passado estava indo pegar meu carro no estacionamento e ouvi eles discutindo no carro dele. Ele reclamava, quase gritava, que a Mariazinha estava gorda e apontava para as pernas dela, dizendo que estavam cheias de celulite. Pecado isso, Mariazinha está até bem para a idade, engordou só um pouco, mas é natural.</p>
<p>HMI-3: Eu já tinha falado com ele para largar aquela menina que trabalha no escritório dele. Ela consome ele, fica querendo presentes, quer encontros toda hora, é um estresse e deixa o cara frustrado de não conseguir acompanhar o pique.</p>
<p>HMI-1: Não sei se é a pré-menopausa ou se é porque nessa idade da Mariazinha, as mulheres já aprenderam tudo e ainda não esqueceram nada, pois desejam sexo com maior frequência, melhor qualidade e mais carinho – que não dure alguns minutos apenas.</p>
<p>HMI-3: Vocês sabem que a minha família é grande, somos 9 irmãos, e observo as mulheres da família: irmãs, primas e tias. Algumas viveram situação semelhante, e elas só têm dois caminhos: ou se fecham deprimidas ou buscam o prazer em outros olhos, outros braços, outros beijos&#8230;</p>
<p>HMI-1: E traem com o coração&#8230; enquanto os homens traem vocês sabem com o quê&#8230;</p>
<p>Os três já estavam debaixo da ducha forte e morna quando entram no vestiário, dois homens jovens que chegavam com suas raquetes e as roupas claras sujas da terra vermelha das quadras de tênis.</p>
<p>HJ-1: Cara, cadê o Ricardo que não vem mais bater bola conosco há mais de um mês.</p>
<p>HJ-2: Nem te conto. Nosso amigo e parceiro de tênis, nosso velho Ricardão tá saindo com uma coroa casada aqui do clube?</p>
<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/solene_corno.jpg" alt="Solene corno" />HJ-1: Fala sério? E ela ainda dá bom caldo?</p>
<p>HJ-2: O Ricardo me disse que ela é quente prá caramba. Talvez porque o maridão não estava mais comparecendo. Ela disse pro Ricardo que o marido deve achar ela uma baranga.</p>
<p>HJ-1: E o Ricardo nesse aspecto é um maestro né? Toca qualquer instrumento o cara. Ele encara qualquer partitura. Hahahaha.</p>
<p>HJ-2: Mas não deve ser difícil, pois além de quente e esfomeada, ele me disse que a coroa é um violino, só precisa de um bom músico para tirar a música certa do instrumento, ao invés do maridão dela, que só deve arrancar ruídos. Hahahahahaha  </p>
<p>HJ-1: E o marido ainda não percebeu nada não? Olha que tenho tomado conhecimento de histórias de maridos traídos que já conseguiram gordas indenizações da justiça para reparar os apetrechos que as mulheres lhes colocam na cabeça.</p>
<p>HJ-2: Claro que ele deve desconfiar. Tenho até medo do cara perder a cabeça e dar um tiro no Ricardo. Mas ele me contou, que toda quarta-feira, no dia que eles se encontram, o cara espera a mulher para um jantar solene, onde, entre vinhos caros e jantar fino, ele lhe pede perdão, mas não explica o motivo. Vai entender&#8230;</p>
<p>Severino, que é um cearense baixinho, que saiu da sua terra em busca de oportunidades de trabalho,e cuida do vestiário masculino do clube há mais de duas décadas, passa pelos chuveiros verificando se tudo está em ordem e comenta baixinho junto com um suspiro:</p>
<p>Severino: Solene corno.</p>
<p><strong>Obs: Este mini conto teve inspiração, podendo-se até mesmo considerar co-autoria, do juiz de direito Paulo Mello Feijó.</strong> (<a target="_blank" href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1342437-5606,00.html">Veja aqui porque</a>)</p>
<p><center><br />
<blockquote><em>Esta é uma obra de &#8220;quase&#8221; ficção, qualquer semelhança com pessoas ou fatos da vida real terá sido mera coincidência.</em></p></blockquote>
<p></center><br/></p>


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		<title>Jenson Button</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 20:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Correa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Automobilismo]]></category>
		<category><![CDATA[BrawnGP]]></category>
		<category><![CDATA[Button]]></category>
		<category><![CDATA[Fórmula-1]]></category>

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		<description><![CDATA[Pouco escrevi esse ano sobre essa paixão que é a Fórmula-1. Desde o início do ano, meu coração me dizia que teríamos em 2009 um daqueles campeonatos que o tempo irá apagando aos poucos, e sobrará somente no Hall da Vitória, em prateleira do canto, escondida, o campeão Jenson Button. Quando comentei o choro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/brawn.jpg" alt="Barrichello, Brawn e Button" />Pouco escrevi esse ano sobre essa paixão que é a Fórmula-1. Desde o início do ano, meu coração me dizia que teríamos em 2009 um daqueles campeonatos que o tempo irá apagando aos poucos, e sobrará somente no Hall da Vitória, em prateleira do canto, escondida, o campeão Jenson Button. Quando comentei o <a target="_blank" href="http://pomeu.com/automobilismo/telhado-de-vidro/">choro do Massa</a> sobre a lambança ética do Piquetzinho, eu encerrava aquele post lamentando que a galeria de campeões como James Hunt e Keke Rosberg ganharia esse ano um novo companheiro: Barrichello ou Button. Para a frustração da torcida brasileira, deu um inglês novamente campeão em Interlagos.</p>
<p>Esse ano realmente sobrará pouca coisa que preste. Primeiro é essa ilusão e mentira, sim mentira, que a BrawnGP é uma equipe estreante. A BrawnGP vinha competindo seguidamente desde 2003 com Jenson Button como um dos seus pilotos. Sim, é verdade. Só que com outro nome, ela se chamava BAR. Depois os japoneses da Honda investiram na equipe e ela passou a ser conhecida como Honda. Quando eles resolveram fechar suas caixas de ferramentas no final de 2008 por conta da crise econômica mundial e se mandar da F1, apareceu o Richard Branson, dono da Virgin com o Ross Brawn e, com um projeto discutível por conta dos <a target="_blank" href="http://pomeu.com/automobilismo/difusor-uadafaqui/">difusores</a>, deixou todo mundo para trás até o meio do campeonato.</p>
<div style="float:right; margin:0px 0px 0px 10px;"><!--adsense#text_200_quadrado--></div>
<p>A história contará que ao final de 2008, depois de uma decisão estonteante na última curva, a crise financeira global acertou um soco na boca do estômago da Fórmula-1. Novas regras que limitavam gastos, pesquisas e testes foram adotadas. Quase que o capeonato começaria com apenas 16 carros no grid. Em cima da hora, os cartolões da F1 &#8220;arrumaram&#8221; mais duas equipes, uma de um milionário indiano (Force India) e outra de um excêntrico milionário inglês (Brawn GP). A fabricante de motores alemã, Mercedes Benz, motorizaria ambas equipes. O resto vou deixar para os jornalistas que vivem disso e estão dentro desse caldeirão no dia-a-dia contarem. A história um dia, vai contar direitinho como tudo isso se sucedeu, espero.</p>
<p>Para não me alongar muito, até porque não é merecido, o campeão de 2009 até teve um início de carreira que gerou espectativa. Em 2000, quando estreou pela Willians, o britânico Jenson Button fez com que muitos especialistas apontassem que um grande piloto estava surgindo. Mas o tempo foi mostrando que Button só era mais um bom piloto conformado com as limitações de equipamento que tinha nas mãos. É certo que aqueles que apontavam Jenson como futuro campeão, agora podem comemorar o acerto. </p>
<p>Vamos ser frios na análise. As melhores equipes como Ferrari, McLaren, Willians e BMW são as que tem melhores patrocinadores e mais dinheiro para investir, inclusive na contratação dos melhores pilotos. Concordam? Não é difícil chegarmos a conclusão que os cinco melhores pilotos da atualidade estão entre estes oito que pilotam para estas quatro equipes, certo? Pois então, como explicar um final de campeonato que estava sendo disputado por dois pilotos que não fazem parte dessa lista? </p>
<p>Que venha logo o campeonato de 2010! Até porque o príncipe das Astúrias, Don Fernando, el Marrento, estará a frente de um dos bólidos vermelhos. Falando em piloto de verdade, viram o Lewis hoje saindo em 17º e terminando em 3º?<br />
 <img src='http://pomeu.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Antes de terminar, a última vez que um estreante me empolgou na sua primeira corrida foi descrito aqui no dia 18 de março de 2007, no post <a target="_blank" href="http://pomeu.com/rapidos/o-massa-e-bom/">O Massa é bom</a>.</p>
<p><center><a target="_blank" href="http://pomeu.com/images/kobayashi_twitter.jpg"><img style="border: 2px solid black; BORDER-RIGHT: #000000 0px solid; BORDER-TOP: #000000 0px solid; MARGIN-TOP: 5px; DISPLAY: inline; FLOAT: center; MARGIN-BOTTOM: 5px; BORDER-LEFT: #000000 0px solid; MARGIN-RIGHT: 10px; BORDER-BOTTOM: #000000 0px solid" src="http://www.pomeu.com/images/kobayashi_twitter.jpg" alt="Comentário do Pô, meu! no Twitter sobre Kobayashi no GP Brasil 2009" /></center><br/></p>


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