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	<title>Neuroatividade</title>
	
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	<description>Informações e curiosidades sobre Neurociências e Psicologia</description>
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		<title>Auto-controle em crianças: o teste do marshmallow</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/emocoes/auto-controle-em-criancas-o-teste-do-marshmallow/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 22:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[auto-controle]]></category>
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		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma criança de quatro anos é posta numa sala. Na mesa à frente há um delicioso doce (para crianças americanas é oferecido um marshmallow, mas para nós brasileiros poderia bem ser um lindo brigadeiro). Faz-se a seguinte proposta à criança: se ela conseguir aguardar alguns minutos, até a pessoa voltar à sala, ela ganha dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rMkn4J_l9uU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/rMkn4J_l9uU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Uma criança de quatro anos é posta numa sala. Na mesa à frente há um delicioso doce (para crianças americanas é oferecido um marshmallow, mas para nós brasileiros poderia bem ser um lindo brigadeiro). Faz-se a seguinte proposta à criança: se ela conseguir aguardar alguns minutos, até a pessoa voltar à sala, ela ganha dois doces, caso contrário ela ganha apenas um.</p>
<p><span id="more-131"></span>Essa situação foi originalmente proposta pelo psicólogo da Universidade de Stanford, Walter Mischel na década de 1960. O estudo acompanhou as crianças até o término do segundo grau. Os resultados desse experimento simples se mostraram extremamente interessantes e reveladores. Quando avaliados na adolescência, as crianças que conseguiram conter o impulso de agarrar o doce à sua disposição se mostraram significativamente diferentes dos seus amiguinhos que optaram pelo prêmio menor, porém imediato. As primeiras eram adolescentes mais competentes do ponto de vista social, sendo mais assertivos, mais independentes, mais confiantes e mais tolerantes à frustração. Estes adolescentes também encaravam os desafios de maneira mais natural e eram mais persistentes. Os que agarraram rapidamente o marshmallow, tinham menor habilidade social, eram mais indecisos, tinham um auto-conceito menos valoroso e tinham dificuldade em superar os reveses e as frustrações,  exibindo mais agressividade e negatividade.</p>
<p>Daniel Goleman, no best seller Inteligência Emocional, afirma que esse controle é a aptidão central da inteligência emocional. De acordo com Daniel Goleman e Mischel, a habilidade de adiar a satisfação parece ser o fundamento do controle emocional: a capacidade de manter um impulso sob controle para se atingir um objetivo maior e futuro.</p>
<p>No vídeo acima podemos ver o esforço e as estratégias empregadas por algumas crianças para superar o desafio. Fabuloso!!</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6550&amp;tipo=2&amp;isbn=8573020806" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-133" style="border: 2px solid black; margin: 5px 10px;" title="inteligencia-emocional--daniel-goleman" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/inteligencia-emocional-daniel-goleman.jpg" alt="inteligencia-emocional--daniel-goleman" width="61" height="90" /></a><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6550&amp;tipo=2&amp;isbn=8573020806" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=6550&amp;tipo=2&amp;isbn=8573020806" target="_blank">Daniel Goleman. Inteligência emocial: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Objetiva, 2007</a></p>
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		<title>Funcionamento cerebral: caos e ordenação</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/neurociencias/funcionamento-cerebral-caos-e-ordenacao/</link>
		<comments>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/neurociencias/funcionamento-cerebral-caos-e-ordenacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 18:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[neurociências]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[funcionamento cerebral]]></category>
		<category><![CDATA[processamento de informações]]></category>
		<category><![CDATA[QI]]></category>

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		<description><![CDATA[No site da revista New Scientist há um belo artigo que descreve a relação entre estabilidade e instabilidade no funcionamento cerebral. Segue abaixo um resumo. O cérebro opera no limite entre a ordem e o caos. Embora a maior parte do tempo ele funcione de maneira ordenada e estável, repentinamente seu funcionamento pode se tornar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-126" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="atividade-cerebral" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/atividade-cerebral.jpg" alt="atividade-cerebral" width="150" height="94" />No site da revista New Scientist há um belo artigo que descreve a relação entre estabilidade e instabilidade no funcionamento cerebral. Segue abaixo um resumo.</p>
<p>O cérebro opera no limite entre a ordem e o caos. Embora a maior parte do tempo ele funcione de maneira ordenada e estável, repentinamente seu funcionamento pode se tornar desorganizado. Por que o cérebro se comporta dessa forma?</p>
<p>Alguns neurocientistas acreditam que funcionar próximo ao caos pode ser mais eficiente do ponto de vista do processamento de informações.</p>
<p><span id="more-125"></span>Redes de células nervosas alternam entre estados de baixa atividade e períodos de instabilidade, quando a atividade elétrica se propaga entre os neurônios com padrão e extensão imprevisíveis. Todavia, embora o padrão seja imprevisível, ele segue as regras de operação do que se denomina sistema criticamente auto-organizado. Sistemas desta natureza apresentam atividades de todas as magnitudes possíveis e a probabilidade de ocorrência das atividades em relação às magnitudes tem distribuição de potência, onde atividades extensas ocorrem menos do que as atividades menores e mais restritas. Para uma leitura sobre sistemas criticamente auto-organizados veja o artigo: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-11172004000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso" target="_blank">Sistemas complexos, criticalidade e leis de potência</a>.</p>
<p><a href="http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0606005103" target="_blank">Meyer-Lindberg e sua equipe</a> mostraram que a maneira como as regiões cerebrais se conectam umas com as outras suporta a interpretação que a organização cerebral é do tipo criticamente auto-organizada. Esse tipo de arranjo parece ser fundamental para estabelecer muitas funções cognitivas. Caso o cérebro adotasse um padrão mais estável, a propagação da atividade se atenuaria mais rapidamente e prejudicaria a transmissão da informação. Por outro lado, caso o padrão fosse caótico, cada avalanche de atividade tomaria conta do cérebro.</p>
<p>No ponto em que a organização do cérebro se situa, a eficiência na transmissão de informações é maximizada sem levar o cérebro ao caos.</p>
<p>Outra vantagem do arranjo criticamente auto-organizado é a facilidade com que a atividade cerebral se adapta a novas situações. Quanto mais próximo ao limite da instabilidade, mais rápido o cérebro muda de estado para processar um novo estímulo.</p>
<p>A operação no limiar entre estabilidade e instabilidade confere ao cérebro condições ótimas de processamento de informações. Estudos sugerem que os estados de sincronia e instabilidade se relacionam com processamento de memória, nível geral de inteligência (QI), doença mental (no caso de ruptura do equilíbrio entre esses dois estados de funcionamento) e epilepsia.</p>
<p>Para ler o artigo original de David Robson na New Scientist: <a href="http://www.newscientist.com/article/mg20227141.200-disorderly-genius-how-chaos-drives-the-brain.html?full=true" target="_blank">Disorderly genius: How chaos drives the brain</a>.</p>
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		<title>Dinheiro traz felicidade?</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/bem-estar/dinheiro-traz-felicidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 00:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[social]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas sobre o tema começam a revelar que dinheiro pode sim “comprar” felicidade. A questão é que algumas formas de uso do dinheiro são mais efetivas em trazer felicidade do que outras. Um jantar com amigos é mais prazeroso do que comprar uma roupa, um final de semana na praia com a família produz um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-120    alignleft" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Dinheiro-e-felicidade" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/Dinheiro-e-felicidade.jpg" alt="Dinheiro-e-felicidade" width="150" height="104" />Pesquisas sobre o tema começam a revelar que dinheiro pode sim “comprar” felicidade. A questão é que algumas formas de uso do dinheiro são mais efetivas em trazer felicidade do que outras. Um jantar com amigos é mais prazeroso do que comprar uma roupa, um final de semana na praia com a família produz um estado de espírito que a aquisição de um novo relógio não consegue despertar.</p>
<p>A questão fundamental na compreensão da relação entre riqueza e felicidade gira em torno da maneira como se emprega o dinheiro. Ao se gastar dinheiro, as pessoas tendem a priorizar coisas ao invés de pessoas ou experiências, elas mesmas sobre os outros, diz a psicóloga social Elizabeth Dunn. Mas o gasto que mais traz felicidade é aquele que deixa lembranças inestimáveis como consequência.</p>
<p><span id="more-119"></span>Em uma pesquisa, a equipe de Dunn realizou entrevistas para avaliar o nível geral de felicidade e o gasto médio de dinheiro das pessoas com elas mesmas e com os outros (presentes para outras pessoas, doações para instituições de caridade, etc.). O gasto pró-social se correlacionou significativamente com o nível de felicidade, sugerindo que este tipo de gasto é um bom previsor do grau de felicidade.</p>
<p>Para investigar as relações causais entre gasto pró-social e felicidade, o grupo de Elizabeth Dunn conduziu outro experimento no qual voluntários recebiam prêmios de 5 ou 20 dólares e deveriam gastá-los em presentes para si mesmos (condição egoísta) ou para outras pessoas (condição pró-social). O grupo da condição pró-social se mostrou significativamente mais feliz do que o grupo na condição egoísta.</p>
<p>Estes resultados não implicam que as pessoas devem dar todo seu dinheiro para os outros. O que eles apontam é que o aumento do  gasto com os outros, ainda que pequeno, pode ter um efeito positivo sobre o grau de felicidade e bem-estar.</p>
<p>O artigo pode ser acessado aqui:</p>
<p>Dunn, E.W., Aknin, L.B., &amp; Norton, M.I. (2008). <a href="http://www.psych.ubc.ca/~edunn/publications/dunn_aknin_norton.pdf" target="_blank">Spending money on others promotes happiness</a>. Science, 319, 1687-1688.</p>
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		<item>
		<title>Fabricando crenças e culpas</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/geral/fabricando-crencas-e-culpas/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 20:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, investigaram a formação de falsas crenças e os atos de confissão, empregando vídeos editados de falsos comportamentos. Para isso, os sujeitos foram submetidos a um jogo de perguntas e respostas no computador em que eles tinham que apostar dinheiro. O objetivo era arrecadar a maior soma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-112" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Videotape" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Videotape.jpg" alt="Videotape" width="150" height="108" />Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, investigaram a formação de falsas crenças e os atos de confissão, empregando vídeos editados de falsos comportamentos.</p>
<p>Para isso, os sujeitos foram submetidos a um jogo de perguntas e respostas no computador em que eles tinham que apostar dinheiro. O  objetivo era arrecadar a maior soma de dinheiro possível respondendo corretamente as questões. Se eles acertassem uma pergunta, um grande símbolo verde de acerto (uma espécie de v em que a porção da esquerda é menor) aparecia na tela e o sujeito devia pegar o valor ganho da pilha de dinheiro do banco e transferi-lo para a sua pilha.  Caso ele errasse a resposta, um grande X vermelho aparecia na tela e o sujeito devia pagar ao banco. A difilculdade da tarefa era ajustada de modo a produzir uma taxa de acerto em torno de 1/3 (acertar 5 das 15 questões propostas). Durante todo o experimento os sujeitos eram filmados. Após o término do jogo os sujeitos eram liberados e deviam retornar algumas horas depois para continuar a série de experiências programadas.</p>
<p><span id="more-109"></span>Entre as sessões, os vídeos eram editados de modo a exibirem uma situação que configurava  &#8220;roubo&#8221;: o sujeito pegando dinheiro da pilha do banco e colocando na sua pilha enquanto a tela do computador exibia um X vermelho.</p>
<p>Ao retornarem para a segunda sessão os sujeitos ouviam a acusação de que haviam trapaceado. A partir desse ponto os sujeitos eram divididos em dois grupos. Para um grupo era dito que existia uma prova em vídeo, enquanto que para o outro era mostrado o vídeo da suposta trapaça. Após isso, era pedido para que os sujeitos assinassem um termo de confissão da trapaça e aguardassem em outra sala para falar com o pesquisador responsável pelo estudo. Na sala de espera havia um auxiliar, que dizia estar participando de outro grupo de experimentos. O auxiliar puxava conversa com o sujeito procurando coletar informações sobre o modo como este estava interpretando a situação.</p>
<p>Os resultados foram surpreendentes. Em primeiro lugar todos os sujeitos assinaram o termo de confissão. As análises das conversas entre os sujeitos e os auxiliares na sala de espera mostraram que 63% acreditavam completamente que haviam executado o equívoco com o banco e 20% internalizaram parcialmente o ato, dizendo que eles talvez tivessem cometido o ato alegado. Além do protocolo provocar confissões falsas, os sujeitos internalizam a suposta ação e a tomaram como verdade.</p>
<p>O artigo pode ser baixado no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.clas.ufl.edu/users/llevett/7.pdf" target="_blank">Nash, R., &amp; Wade, K. (2009). Innocent but proven guilty: Eliciting internalized false confessions using doctored-video evidence Applied Cognitive Psychology, 23 (5), 624-637.</a></p>
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		<item>
		<title>Realizar tarefas simultâneas prejudica o desempenho em algumas tarefas cognitivas</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/cognicao/realizar-tarefas-simultaneas-prejudica-o-desempenho-em-algumas-tarefas-cognitivas/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 13:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[cognição]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[memória operacional]]></category>
		<category><![CDATA[multitarefa]]></category>
		<category><![CDATA[processamento de informações]]></category>

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		<description><![CDATA[Está se tornando cada vez mais usual realizarmos diversas tarefas ao mesmo tempo. Em um tela procuramos vídeos no Youtube, em outra temos um texto interessante que encontramos na Internet, na terceira abrimos o buscador favorito e digitamos uma expressão que acabamos de ler e que ainda não sabemos o significado, o MSN fica constantemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-103" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Multitarefa" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Multitarefa.jpg" alt="Multitarefa" width="150" height="98" />Está se tornando cada vez mais usual realizarmos diversas tarefas ao mesmo tempo. Em um tela procuramos vídeos no Youtube, em outra temos um texto interessante que encontramos na Internet, na terceira abrimos o buscador favorito e digitamos uma expressão que acabamos de ler e que ainda não sabemos o significado, o MSN fica constantemente chamando nossa atenção.</p>
<p>Mas qual o efeito desse comportamento multitarefa sobre a aprendizagem, a memória e outros processos cognitivos? As pessoas que regularmente realizam atividades multitarefas processam informações de maneira mais ou menos eficiente?</p>
<p><span id="more-100"></span>Ophir, Nass e Wagner publicaram um trabalho recente no periódico PNAS em que avaliam essas questões submetendo sujeitos  que operam regularmente de maneira multitarefa, denominados HMM (&#8220;high media multitaskers&#8221;) e sujeitos que executam poucas atividades simultaneamente, denominados LMM (&#8220;light media multitaskers&#8221;) a tarefas que avaliam a capacidade de controle cognitivo.</p>
<p>Os sujeitos foram classificados quanto à sua prática multitarefa com base no índice MMI (&#8220;media multitasking index&#8221;), que mede o número médio de mídias que uma pessoa consome simultaneamente.</p>
<p>As duas primeiras tarefas avaliavam a capacidade dos sujeitos de filtrarem estímulos  ambientais distratores. Para realizarem bem essas tarefas os sujeitos tinham que filtrar estímulos irrelevantes e impedi-los de entrarem na memória operacional (memória de curto prazo). Sujeitos HMM foram menos eficientes do que os LMM em impedir que informações irrelevantes entrassem na memória operacional, assim eles foram mais afetados pelos distratores.</p>
<p>Em outra tarefa, os sujeitos tinham que monitorar e atualizar constantemente as informações mantidas na memória operacional. Diferente das tarefas anteriores, em que o sujeito tinha que filtrar estímulos ambientais, impedindo-os de entrarem na memória operacional, nesta tarefa os sujeitos tinham que atualizar constantemente as informações na memória operacional e evitar que informações anteriormente válidas, mas desatualizadas, interferissem no desempenho. Sujeitos HMM foram menos capazes de filtrar informações irrelevantes na memória operacional.</p>
<p>Por fim, foi empregada uma tarefa de mudança de atividade na qual os sujeitos tinham que mudar de um tipo de tarefa de classificação de estímulo para outra, ora classificavam letras (vogais ou consoantes) ora classificavam números (pares ou ímpares). Os resultados mostraram que os sujeitos HMM tiveram tempos de resposta significativamente mais elevados do que os LMM, sugerindo interferência de um tipo de classificação sobre o outro; ou seja, os sujeitos HMM apresentaram mais dificultades em realizar transições de uma tarefa para outra.</p>
<p>A conclusão da pesquisa sugere que os indivíduos HMM tem mais dificuldade em filtrar estímulos irrelevantes do ambiente, sofrem mais interferência das representações irrelevantes mantidas na memória operacional e são menos eficientes em suprimir a ativação de tarefas anteriores ao mudarem seu foco de atuação para outras atividades. Conforme os autores mencionam, essa última constatação é bastante surpreendente, haja visto que uma das principais demandas das situações multitarefas é a necessidade de se alternar as atividades principais.</p>
<p>Apesar dos resultados sugerirem que os sujeitos HMM apresentam dificuldades em tarefas de controle cognitivo, é possível que o desempenho em outras tarefas cognitivas seja superior ao dos sujeitos LMM. Por exemplo, é claro que os sujeitos HMM são capazes de responder mais prontamente a estímulos menos prováveis a um dado contexto.</p>
<p>Ophir, Nass e Wagner (2009). Cognitive control in media multitaskers. PNAS 106 (33). DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1073/pnas.0903620106 " target="_blank">10.1073/pnas.0903620106</a></p>
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		<title>A predisposição do conhecimento: quando o que sabemos influencia aquilo que achamos que os outros sabem</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/geral/a-predisposicao-do-conhecimento-quando-o-que-sabemos-influencia-aquilo-que-achamos-que-os-outros-sabem/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 14:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[cognição]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[viés]]></category>

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		<description><![CDATA[O conceito de predisposição do conhecimento foi proposto por Camerer, Loewenstein, and Weber (1989) e diz respeito à tendência a enviesarmos a avaliação de algo em função do nosso próprio conhecimento. Essa tendência pode ser particularmente problemática ao apreciarmos nossa própria perspectiva numa circunstância hipotética onde não temos todas as informações de que dispomos no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-82" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="perspectiva" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/perspectiva.jpg" alt="perspectiva" width="150" height="136" />O conceito de predisposição do conhecimento foi proposto por <a href="http://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/261651" target="_blank">Camerer, Loewenstein, and Weber (1989)</a> e diz respeito à tendência a enviesarmos a avaliação de algo em função do nosso próprio conhecimento. Essa tendência pode ser particularmente problemática ao apreciarmos nossa própria perspectiva numa circunstância hipotética onde não temos todas as informações de que dispomos no momento atual ou ao apreciarmos a perspectiva de outra pessoa.</p>
<p>O efeito da predisposição do conhecimento foi discutido em um trabalho de Birch e Bloom, publicado em 2007 no periódico Pshychological Science. Na pesquisa, empregou-se a seguinte variante da tarefa de deslocamento:</p>
<p><span id="more-71"></span>&#8220;Imagine que Vicky para de tocar seu violino, coloca-o no recipiente azul (blue) e sai da sala por um tempo. Enquanto Vicky está fora, sua irmã, Denise, troca o violino de recipiente e muda a disposição dos recipientes na sala (veja a figura 1). Quando Vicky retorna ela quer continuar tocando seu violino. Quais as probabilidades de Vicky procurar seu violino, em primeiro lugar, em cada um dos quatro recipientes?&#8221;</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone size-full wp-image-74" style="margin: 5px 35px 5px 30px;" title="tarefa-de-deslocamento" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/tarefa-de-deslocamento.jpg" alt="tarefa-de-deslocamento" width="380" height="535" /></p>
<p style="text-align: left;">Conforme o esperado, as chances descritas pelos adultos submetidos à pesquisa foram: azul (71%), vermelho (23%), outros (6%).</p>
<p>O interessante ocorreu com outro grupo que foi submetido ao mesmo procedimento, todavia a descrição foi alterada na parte que mencionava a mudança de recipiente. Para este grupo foi dito que o violino foi mudado para o recipiente vermelho. As probabilidades nesta circunstância foram: azul (59%), vermelho (34%), outros (7%).</p>
<p>O simples fato de dizer que o violino foi posto no recipiente vermelho mudou significativamente as coisas (diferença estatística), apesar de Vicky dispor da mesma informação nos dois cenários. O conhecimento prévio da localização do violino por parte dos sujeitos comprometeu a habilidade deles julgarem as informações que Vicky supostamente possuía da situação e a previsão do seu comportamento de escolha.</p>
<p>Birch, S., &amp; Bloom, P. (2007). The Curse of Knowledge in Reasoning About False Beliefs Psychological Science, 18 (5), 382-386. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-9280.2007.01909.x" target="_blank"><span>10.1111/j.1467-9280.2007.01909.x</span></a></p>
<p>O artigo pode ser visto <a href="http://kidstudiescentre.com/Portals/0/Publications/Birch&amp;Bloom,PsychScience,07,CurseofKnowledgeAdults.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Obtendo a vitória a despeito da inferioridade</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/sucesso/obtendo-a-vitoria-a-despeito-da-inferioridade/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 21:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[aplicação]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
		<category><![CDATA[vitória]]></category>

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		<description><![CDATA[Malcom Gladwell é desses escritores que escolhem temas interessantes e subverte a maneira como passamos a vê-los. Em um artigo escrito para a The New Yorker, Gladwell aborda a questão das disputas desiguais e da maneira como o mais fraco pode superar o mais forte. Narrando histórias que vão de times infantis de basquete até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-68" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="davi-golias" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/davi-golias.jpg" alt="davi-golias" />Malcom Gladwell é desses escritores que escolhem temas interessantes e subverte a maneira como passamos a vê-los.</p>
<p>Em um artigo escrito para a The New Yorker, Gladwell aborda a questão das disputas desiguais e da maneira como o mais fraco pode superar o mais forte. Narrando histórias que vão de times infantis de basquete até jogos de guerra, passando por batalhas reais, o autor nos faz refletir sobre os aspectos determinantes da vitória.</p>
<p>O texto inicia com a história de Vivek Ranadivé, um empresário de origem hindu, que decide treinar o time feminino de basquete infantil da cidade americana de Redwood às vesperas de uma competição importante. As meninas são visivelmente inferiores às suas adversárias. Ciente dessa inferioridade Vivek percebe que se o time quiser progredir na competição eles devem fazer as coisas de uma forma diferente.</p>
<p><span id="more-65"></span>O cerne da estratégia da equipe de Redwood é disputar com os times tecnicamente superiores de tal maneira que essas habilidades superiores não possam ser empregadas eficientemente. Vivek e seus auxiliares sabem que a superioridade das outras equipes está no domínio da bola, na capacidade de realizar fintas e penetrações e na pontaria dos arremessos à distância. Eles também sabem que o comportamento usual dos times, após fazerem cesta ou  após perdem a bola, é voltar ao seu campo de defesa e aguardar o adversário se aproximar para só então exercer marcação forte e dar combate.</p>
<p>A mudança significativa que a equipe de Redwood realizou foi executar uma marcação cerrada e implacável o tempo todo, mas focada principalmente em dois momentos cruciais da saída de bola adversária. O primeiro é na reposição da bola em quadra. Como o time adversário dispõe de apenas cinco segundos para que o jogador de fora passe a bola para um companheiro, uma marcação implacável aumenta, e muito, a chance de uma roubada de bola ou da ocorrência de falta em função do &#8220;estouro&#8221; do tempo. Outro momento crucial é na penetração em direção à cesta. Caso o adversário tenha conseguido repor a bola em quadra com sucesso ou roubá-la, ele ainda tem que tentar avançar e arremessar a bola em vinte segundos. A marcação implacável durante esse período também é fundamental e rende ótimos resultados.</p>
<p>No artigo, Gladwell descreve em detalhes essa e outras histórias que nos conduzem às seguintes conclusões:</p>
<ul>
<li>Não devemos disputar com um adversário superior de maneira a deixá-lo empregar as suas habilidades mais fortes. Devemos mudar as circunstâncias nas quais essas disputas desiguais ocorrem, minimizando a possibilidade que seu adversário consiga usar seus pontos fortes;</li>
<li>As circunstâncias devem favorecer os nossos pontos fortes;</li>
<li>Devemos nos aplicar muito mais do que nosso adversário;</li>
<li>Criatividade é fundamental. Devemos desafiar as convenções sobre o que se deve e o que não se deve fazer na situação de disputa.</li>
</ul>
<p>Assim listadas as conclusões podem parecer óbvias, mas na prática as coisas não mais difíceis.</p>
<p>Leia o artigo de Malcom Gladwell aqui: <a title="Como Davi supera Golias" href="http://www.newyorker.com/reporting/2009/05/11/090511fa_fact_gladwell?currentPage=1" target="_blank">How David beats Goliath</a>.</p>
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		<title>Manual sobre funcionamento e desenvolvimento do cérebro</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/neurociencias/manual-sobre-funcionamento-e-desenvolvimento-do-cerebro/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 18:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[neurociências]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[sistema nervoso]]></category>

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		<description><![CDATA[A Society of Neuroscience, organização de cientistas e médicos que estudam o cérebro e o sistema nervoso, escreveu um manual introdutório denominado Brain Facts. Este manual fala sobre o funcionamento e o desenvolvimento do cérebro e aborda os principais tópicos da pesquisa em Neurociências como desenvolvimento neural, sensação e percepção, memória, linguagem, sono e desordens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-48" style="margin: 0px 5px;" title="Brain-facts-capa" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Brain-facts-capa.jpg" alt="Brain-facts-capa" width="154" height="196" />A <a href="http://www.sfn.org/" target="_blank">Society of Neuroscience</a>, organização de cientistas e médicos que estudam o cérebro e o sistema nervoso, escreveu um manual introdutório denominado Brain Facts. Este manual fala sobre o funcionamento e o desenvolvimento do cérebro e aborda os principais tópicos da pesquisa em Neurociências como desenvolvimento neural, sensação e percepção, memória, linguagem, sono e desordens neurológicas. O material foi escrito numa linguagem acessível ao público geral.</p>
<p>É uma leitura indispensável para todos aqueles que querem entender os princípios do funcionamento e da organização do sistema nervoso. O manual pode ser baixado gratuitamente aqui: <a href="http://www.sfn.org/skins/main/pdf/brainfacts/2008/brain_facts.pdf" target="_self">Brain Facts</a>.</p>
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		<title>Auto-ajuda não auxilia quem realmente precisa</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/bem-estar/auto-ajuda-nao-auxilia-quem-realmente-precisa/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 16:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento positivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Costumo falar que auto-ajuda não ajuda quem realmente precisa de ajuda. Defendo a idéia que aqueles que colhem os benefícios das leituras e dos exercícios sugeridos nos livros de auto-ajuda já estavam preparados para o sucesso em termos de traços de personalidade e das circunstâncias de suas vidas. As pessoas que possuem problemas mais sérios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-52" style="margin: 0px 5px;" title="Mao-estendida" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Mao-estendida.jpg" alt="Mao-estendida" width="150" height="176" />Costumo falar que auto-ajuda não ajuda quem realmente precisa de ajuda. Defendo a idéia que aqueles que colhem os benefícios das leituras e dos exercícios sugeridos nos livros de auto-ajuda já estavam preparados para o sucesso em termos de traços de personalidade e das circunstâncias de suas vidas. As pessoas que possuem problemas mais sérios tem menos chance de usar as sugestões dessa literatura para mudarem suas realidades.</p>
<p>Pesquisas científicas recentes sugerem que essa pode ser mesmo a verdade. Os psicólogos Joanne Wood e John W. Lee da Universidade de Waterloo e Elaine Perunovic da Universidade New Brunswick descobriram que indivíduos com baixa auto-estima se sentem piores após repetirem para si mesmos auto-afirmações positivas.</p>
<p><span id="more-33"></span>Em outro estudo foi pedido para que os participantes exprimissem tanto pensamentos positivos quanto negativos sobre si mesmos. Surpreendentemente, os indivíduos com baixa auto-estima se sentiram melhor nesta situação do que naquela em que tinham que expressar somente auto-afirmações positivas.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, isto ocorre porque os pensamentos positivos contradizem a auto-imagem dos indivíduos com baixa auto-estima, relembrando-os que eles não são como estão afirmando ser. As auto-afirmações só produzem efeitos positivos quando as pessoas que as estão fazendo realmente acreditam no conteúdo. Se as crenças prévias da pessoa contradizem as afirmações positivas, parece que estas crenças pré-existentes não só suplantam as auto-afirmações, mas se reforçam. Isso acaba por fortalecer a imagem negativa pré-existente.</p>
<p>O caminho sugerido para aqueles que querem superar as adversidades com segurança e suporte é procurar um bom psicoterapeuta.</p>
<p>Link com o resumo do estudo: <a href="http://www3.interscience.wiley.com/journal/122399441/abstract?CRETRY=1&amp;SRETRY=0" target="_blank">Positive Self-Statements: Power for Some, Peril for Others</a>.</p>
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		<title>Sinais precoces de criatividade: os mundos imaginários das crianças</title>
		<link>http://www.alexandredecampos.com.br/blog/criatividade/sinais-precoces-de-criatividade-os-mundos-imaginarios-das-criancas/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 16:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
				<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[genialidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O estudo da criatividade tem focado tradicionalmente nas manifestações criativas principais das pessoas (como a música de Michael Jackson e o pensamento matemático-científico de Einstein). Todavia, a maior parte das pessoas criativas são polímatas (pessoas que conhecem e dominam muitas áreas). Assim, a amplitude criativa é um componente importante, porém desconsiderado, da genialidade. Em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-54" style="margin: 0px 5px;" title="Mundo-de-fantasias" src="http://www.alexandredecampos.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Mundo-de-fantasias.jpg" alt="Mundo-de-fantasias" width="150" height="109" />O estudo da criatividade tem focado tradicionalmente nas manifestações criativas principais das pessoas (como a música de Michael Jackson e o pensamento matemático-científico de Einstein). Todavia, a maior parte das pessoas criativas são polímatas (pessoas que conhecem e dominam muitas áreas). Assim, a amplitude criativa é um componente importante, porém desconsiderado, da genialidade.</p>
<p><span id="more-28"></span>Em um estudo, cientistas dos mais variados graus de desempenho acadêmico foram avaliados quanto ao engajamento em atividades de cunho artístico ou criativo. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo foram Robert e Michele Root-Bernstein, da Michigan State University. Eles mostraram que um sexto desses cientistas tinham pelo menos uma atividade secundária de caráter artístico ou criativo. Quando a análise ficou restrita aos ganhadores do prêmio Nobel esse percentual pulou para praticamente cem porcento.</p>
<p>Uma questão que tem chamado a atenção do casal Root-Bernstein é: como avaliar a polimatia em crianças? Resultados preliminares dos seus estudos apontam para a existência de uma relação entre a amplitude de criatividade e a criação e elaboração de mundos imaginários em crianças. Ou seja, os adultos criativos  se engajaram mais na construção e manutenção de mundos imaginários na infância e na adolescência do que os adultos menos criativos.</p>
<p>Artigo publicado na Scientific American: <a href="http://www.scientificamerican.com/blog/60-second-science/post.cfm?id=imaginary-worlds-are-early-sign-of-2009-08-07" target="_blank">Imaginary worlds are early sign of highly creative kids</a>.</p>
<p>Para uma leitura mais aprofundada da influência da amplitude de conhecimentos e interesses na criatividade: <a href="http://www.psychologytoday.com/blog/imagine/200903/identifying-and-training-creative-scientists" target="_blank">Identifying and Training Creative Scientists</a>.</p>
<p>Clique nos links para mais informações sobre <a href="https://www.msu.edu/~rootbern/" target="_blank">Robert</a> e <a href="http://theatre.msu.edu/Department/People/MicheleRoot-Bernstein/" target="_blank">Michele</a> Root-Bernstein.</p>
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