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	<title>No place like here</title>
	
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	<description>No Place Like Here - Cris and Felipe Round the World</description>
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		<title>Fiji time, no hurry no worries</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 08:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fiji]]></category>
		<category><![CDATA[Locations]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse comercial começou a ser veiculado na Nova Zelândia no ano passado (sempre no inverno, por que será?), e desde então eu e o Felipe, que geralmente não damos muito atenção à televisão, parávamos tudo e ficávamos sonhando. O negócio era tão hipnotizante que na manhã seguinte um de nós acordaria cantando a música. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse comercial começou a ser veiculado na Nova Zelândia no ano passado (sempre no inverno, por que será?), e desde então eu e o Felipe, que geralmente não damos muito atenção à televisão, parávamos tudo e ficávamos sonhando. O negócio era tão hipnotizante que na manhã seguinte um de nós acordaria cantando a música. No dia seguinte o outro, e assim continuava até o comercial passar de novo e recomeçar o ciclo. Parabéns pra agência de publicidade, quantos prêmios será que eles já ganharam?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1367" style="display:none;" title="Screen shot 2011-06-26 at 7.57.59 PM" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2011/06/Screen-shot-2011-06-26-at-7.57.59-PM1.png" alt="" width="800" height="289" /></p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/J6JbBW9eHLo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quando fomos pra <a href="http://www.noplacelikehere.com/photos/" target="_blank">Samoa</a> em 2008 perdemos muito tempo alugando carro, dirigindo, procurando praia que desse pra ficar de biquini, procurando ondas, etc. Em uma viagem tão curta, de só uma semana, não valia a pena o perrengue. Então dessa vez fomos mais práticos e pela primeira vez na história desse blog fizemos tudo através de uma agência. Já estávamos namorando o site da <a href="http://www.islandholidays.co.nz/" target="_blank">Island Holidays</a> há tempos e fechamos o pacote pra Fiji por email mesmo. O objetivo era desestressar e não precisar se preocupar com nada.</p>
<h3>Meu paraíso é tropical</h3>
<p>Uma semana em Fiji pra mim funcionou como um spa natural de cura. Não que eu tenha ficado fazendo naturoterapia, massagens ou afins (apesar de ter tudo isso lá! &#8211; e eu dei mole de não fazer), mas só o fato de passar 8 dias lá me fez voltar outra pessoa &#8211; mais leve, mais feliz e alguns até disseram que voltei bronzeada e brilhando &#8211; eu digo que eu voltei à minha cor normal de inverno, já que antes estava mais pra cor normal de fantasma.</p>
<p>O processo de transformação começou logo que avisaram no avião &#8220;Hora local em Fiji 6pm, temperatura 27 graus&#8221;. Eu já comecei a tirar a blusa de lã (afinal ficou calor de repente, dentro mesmo do avião) &#8211; &#8220;Oi braços! Quanto tempo!&#8221;. Quando descemos no aeroporto de Nadi e senti aquele bafo quente no ar, eu não conseguia conter o sorriso. Já estava anoitecendo e nada de frio! Eu mal podia acreditar.</p>
<p><img class=" alignnone" title="Air Pacific" src="http://farm3.static.flickr.com/2551/5839139374_22fef068e7_z.jpg" alt="Air Pacific" width="640" height="427" /></p>
<h3>Mochileira não sabe ser madame</h3>
<p>Os dois mochileiros aqui, que nunca reservam nada adiantado, estranharam um pouco a mordomia de comprar um pacote com tudo pré-organizado. Tínhamos uma pastinha com os vouchers e instruções de onde ir e como chegar lá. &#8220;No aeroporto, vá até o representante do Raffles Gateway Hotel&#8221;. Uma van ia e vinha buscar a galera que chegava, nem as malas deixaram a gente carregar! Pior foi descobrir que o hotel ficava a meia quadra do aeroporto. Numa viagem &#8220;normal&#8221; teríamos andado até lá, carregando toda a tralha.</p>
<p>Falando em tralha, aos que dizem que mulher não sabe fazer mala pequena, preciso contar que minha bagagem toda não passou de meia malinha daquelas pequenas de rodinhas (metade mesmo). Além disso eu tinha uma mini mochilinha de mão, que foi vazia, pra colocar as roupas de frio que tiramos, e a câmera. O Felipe, porém, levou a outra metade da malinha, prancha de surf, prancha de kite, 2 kites e mais um monte de coisas que acompanham. E sim, normalmente a gente teria andado carregando tudo isso.</p>
<p>Como chegamos de noite, passamos a primeira noite nesse hotel perto do aeroporto, muito bom por sinal. Não é na praia, mas tem piscina. A comida uma delícia, tanto na janta quanto no café da manhã. Acho que nós só tínhamos nos hospedado em um quarto tão chique na noite do nosso casamento (veja só, tinha até toalha!).</p>
<p><img class=" alignnone" title="Raffles room" src="http://farm6.static.flickr.com/5237/5839140574_17576ebcbc_z.jpg" alt="Raffles room" width="640" height="427" /></p>
<p><img class=" alignnone" title="Raffles breakfast" src="http://farm3.static.flickr.com/2610/5839142948_b729161eed_z.jpg" alt="Raffles breakfast" width="640" height="427" /></p>
<p>Às 9 da manhã um ônibus, com ar condicionado (!), nos levou até Port Denarau, de onde sai o Catamarã pra Malolo Lailai &#8211; a ilha que ficaríamos pelos próximos 7 dias. Na verdade foram dois ônibus e uma van que levou as pranchas de surf. A quantidade de famílias e crianças fazendo exatamente o mesmo roteiro que a gente assustou (a moça da agência não tinha dito que essa época era boa porque era antes das férias escolares?). Aquilo parecia uma colônia de férias, socorro! Chegou a bater um tiquinho de arrependimento de não ter pago o dobro pra ficar em <a href="http://www.tavarua.com/" target="_blank">Tavarua</a>, mas passou bem rapidinho.</p>
<p><a href="http://www.plantationisland.com/" target="_blank">Plantation Island</a>, o resort que a gente ficou, é mesmo focado em famílias, coisa que a gente não sabia até chegar aqui. E é também, se não o mais, um dos mais populares das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mamanuca_Islands" target="_blank">Mamanucas</a>. É enorme, tem 192 quartos, 3 piscinas, campo de golfe, de rugby, de futebol, quadra de tênis, vôlei de praia, mini-golfe, mais um monte de outras coisas &#8211; incluindo salão de beleza e spa. Tem um &#8220;clube&#8221; para a criançada cheio de atividades dia e noite, e até babá pros mais pequetiticos (como diz a <a href="https://twitter.com/#!/mikix10" target="_blank">Mirella</a>: &#8220;é bom saber que exite Fiji depois dos filhos&#8221; heheh). Tinha atividades pros adultos também. Não preciso nem dizer que também tinha toalhas&#8230; que eram trocadas diariamente. Sim, eu levei a minha toalha, por via das dúvidas, não to acostumada com essas coisas não.</p>
<p>E a primeira coisa que eu fiz ao chegar na ilha? Colocar os pés na água, claro! Só pra ter certeza que eu fiz bem em deixar minha roupa de borracha em Wellington. Como é inverno, a água não estava quente como uma sopa, igual era em Samoa no começo do outono. O que eu achei melhor ainda, era só dar um mergulho pra dar uma refrescadinha (de leve).</p>
<p><img class=" alignnone large" title="Malolo Lailai" src="http://farm3.static.flickr.com/2802/5838601315_a4dee399bd_b.jpg" alt="Malolo Lailai" /></p>
<h3>Nossa vida em Malolo Lailai</h3>
<p>Apesar de superpopuloso, a gente aprendeu rapidinho a driblar a criançada e aproveitar o resort e no fim das contas saímos achando que foi uma ótima escolha. Tinha tudo que a gente queria e mais um pouco, ali, facinho, era só escolher e usar. Não usamos nada do que eu citei ali em cima, nós somos metade gente metade peixe, o nosso negócio é mesmo água. O carinha que cuidava dos esportes aquáticos já nos chamava pelo nome e até falava umas palavrinhas em português.</p>
<p>Nossa rotina era geralmente assim: tomávamos café da manhã bem cedo, ali pelas 7am, e éramos uns dos primeiros a chegar.<br />
Aí o Felipe pegava o barco que levava os surfistas pra Cloudbreak enquanto eu ia pra praia, tomar um sol, caminhar e nadar &#8211; meu esporte predileto é natação, no mar transparente vendo corais, peixinhos coloridos e estrelas do mar azuis então, passava horas ali.</p>
<p><img class="alignnone large" title="Coqueiro" src="http://farm4.static.flickr.com/3519/5838605845_ed6dd20525_b.jpg" alt="Coqueiro" /></p>
<p><img class="alignnone" title="Surf boat" src="http://farm3.static.flickr.com/2697/5839181938_cc6d01d3fc_z.jpg" alt="Surf boat" width="640" height="427" /></p>
<p><img class="alignnone" title="Sea star" src="http://farm3.static.flickr.com/2604/5839248852_3495de75eb_z.jpg" alt="Sea star" width="640" height="428" /></p>
<p>O almoço era geralmente uma salada na lanchonete na beira da praia.<br />
Depois pegávamos o catamarã minúsculo do resort e saíamos velejar. O Fe, que já entende de vento e de vela por causa do kitesurf, pegou o jeito rapidinho e passeamos um montão todos os dias. Ele até me deu umas aulas num dos dias, eu acho importante aprender e quero aprender mais, mas confesso que prefiro ficar só curtindo o passeio do que ser capitã do barco.</p>
<p>Na volta pegávamos um caiaque e remávamos até o outro lado da ilha, ou então, se tivesse vento suficiente, era hora de kitesurf. Já no primeiro dia descobrimos que na praia do outro lado, lááá depois do campo de golfe, ventava muito mais. Era uma praia de areia bem branquinha e, como era mais longe e não tinha absolutamente nenhuma estrutura, ninguém mais ia até lá. P-e-r-f-e-i-t-a.</p>
<p>No fim da tarde tinha sempre o espetáculo do pôr-do-sol e depois do banho (com água salobra do chuveiro), deixávamos o restaurante do resort pras crianças correrem bastante e jantávamos no Ananda&#8217;s, que ficava na outra ponta da praia, tinha uma comida deliciosa (frutos do mar são comigo mesma) e uma bandinha impagável que entre uma música e outra tomava <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kava" target="_blank">kava</a>, bem relax.</p>
<div class='flickr-mini-gallery ' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=fiji,nplh&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=date-posted-asc&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=50&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<p>No dia seguinte começava tudo de novo, incluindo piscina, leitura, meditação, drinks e rede-debaixo-do-coqueiro nos intervalos. Tudo isso, claro, lambuzada de protetor solar e repelente. O cara que inventou o repelente deveria ser canonizado.<br />
Todos os dias que passamos lá foram de sol e céu azul, choveu só por 15 minutos exatamente num fim de tarde que estava rolando um casamento. A noiva deve ter raspado muita tigela de bolo, igual eu.</p>
<p><img class="alignnone large" title="Golf course" src="http://farm3.static.flickr.com/2676/5838632865_15d97d77c4_b.jpg" alt="Golf course" /></p>
<p><img class="alignnone" title="Rede" src="http://farm3.static.flickr.com/2642/5839190846_f8e623707a_z.jpg" alt="Rede" width="640" height="428" /></p>
<p>Os esportes aquáticos merecem um post separado, escrito pelo Felipe. Eu mesma só nadei, remei no caiaque, velejei um pouquinho e tirei um monte de fotos dele praticando surf, kitesurf, wakeboard&#8230; ufa.</p>
<p>Claro que voltamos de lá já planejando a próxima, nem que seja pela minha saúde física, mental e espiritual. É impressionante a diferença que só uma semaninha em um lugar assim faz na vida da gente.<br />
Ah! E o título do post. Não é invenção minha não, é o que eles dizem por lá quando você quer saber a que horas vai ser alguma coisa: &#8220;Bula! Fiji time. No hurry, no worries&#8221;. Tem coisa melhor? <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="alignnone" title="Cris" src="http://farm4.static.flickr.com/3364/5838651161_45de1eb4b3_z.jpg" alt="Cris" width="640" height="426" /></p>
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		<title>3 anos, devagar e sempre</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 05:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogging]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 25 de junho, daqui a exatamente uma semana, será o aniversário de três anos do NPLH. Depois de tantos meses sem nenhum sinalzinho de fumaça sequer eu poderia muito bem esperar mais sete dias e escrever um post comemorativo de aniversário. Mas não seria certo. Não acho legal passar meses a fio sem dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1314" title="3-2" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2011/06/3-2.jpg" alt="3" width="640" height="216" /></p>
<p>Dia 25 de junho, daqui a exatamente uma semana, será o aniversário de  três anos do NPLH. Depois de tantos meses sem nenhum sinalzinho de  fumaça sequer eu poderia muito bem esperar mais sete dias e escrever um  post comemorativo de aniversário.</p>
<p>Mas não seria certo. Não acho legal passar meses a fio sem dar bola  pra ele e aparecer com um presentinho mequetrefe no dia do aniversário  me achando no direito de assoprar velinhas junto e ainda aparecer na  foto.</p>
<p>Estou escrevendo com uma semana de antecedência pra dar tempo de me  desculpar, fazer uma retrospectiva e reconquistar a confiança. Será que  dá? Acho que sim!</p>
<p>Ele estava indo tão bem&#8230; fez dois anos empolgadíssimo, no gás total. Ganhou <a href="../pt/2010/07/the-new-face-of-nplh/" target="_blank">cara nova</a> e até uma série só dele &#8211; que ainda não saiu do primeiro episódio mas continua existindo! (alguém aí afim de ser o próximo &#8220;<a href="../pt/2010/09/no-local-like-isa-madrid/" target="_blank">No Local Like</a>&#8220;? <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> ).</p>
<p>Começamos a contar das nossas peripécias naquele outro planeta chamado <a href="../pt/2010/07/northern-india-special-edition/" target="_blank">Índia</a> e paramos na metade. Mas por quê?</p>
<p>Porque a Sra <em>Multitask</em> aqui não teve a manha de adicionar o  trabalho novo na mesma rodada de malabarismos que vida, casa, marido,  viagens e blog, e acabou derrubando o NPLH no chão.</p>
<p>Ele ficou lá caidinho durante aquela fase inicial de adaptação e o  tempo foi passando e ele foi indo pro canto, ficando cada vez mais  esquecido.</p>
<p>Até que eu comecei a sentir muita falta dele, cada dia mais. E quando  finalmente decidi dar uma olhadinha pra ver se ele continuava inteiro,  nada quebrado, rasgado, desbotado, fui tomada por uma sensação de  orgulho e admiração. Como ele é lindo!</p>
<p>Lendo os comentários lembrei como era divertido passar horas por  aqui. Por que foi mesmo que ele caiu no chão? Mas que besteira, ele não é  nada pesado, deixa inclusive nossas vidas mais leves!</p>
<p><a href="../pt/2010/06/2-years-and-counting/" target="_blank">Aos 2 anos de blog</a> eu disse que ele estava mais responsável e não teria essas pausas tão  longas. Agora aos 3 ele já está mais maduro e não faz mais essas  promessas malucas.</p>
<p>Ainda queremos contar todas as histórias, que estão só se acumulando.  Queremos terminar de contar da volta ao mundo antes que comece a  próxima. Das inúmeras viagens pela Nova Zelândia. Da ida ao Brasil&#8230;</p>
<p>Mas olha que legal, esse mês nós realizamos mais um sonho e passamos  uma semana em Fiji! Quem sabe não começamos com  essa que está mais fresquinha na memória pra se redimir e comemorar o  aniversário do NPLH com um presentinho não tão mequetrefe?</p>
<p>Então o parabéns fica adiantado. Sem velinhas dessa vez, pra não forçar muito a barra. Mas o presente vem depois!</p>
<p>P.S.: Obrigada especial pra todo mundo que ainda acredita, continua  vindo aqui de vez em quando ou ainda não nos tirou do seu RSS reader.  Por incrível que pareça ainda recebemos vários acessos. Amo vocês!</p>
<p>.</p>
<p><em>*photo by <a href="http://www.flickr.com/people/lwr/" target="_blank">Leo Reynolds</a></em></p>
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		<title>No local like: Isa Sperandio, de Madrid</title>
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		<comments>http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/09/no-local-like-isa-madrid/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 10:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa Sperandio</dc:creator>
				<category><![CDATA[No Local Like]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
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		<category><![CDATA[madrid]]></category>
		<category><![CDATA[spain]]></category>

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		<description><![CDATA[A Isa mora em Madrid há quase três anos. Ela foi pra Espanha realizar um sonho que alimentava desde 1998: estudar um Máster com uma bolsa de estudos, que demorou anos para conseguir. Algo dentro dela já sabia que os 9 meses do mestrado seriam pouco. Até que ela conheceu um sevillano, se apaixonou e resolveu que deveria ficar por ali, aproveitando a oportunidade profissional que teve e conhecendo melhor o que são as "saudades", que tanto cantam os poetas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="intro">
<p><a href="../es/2010/09/no-local-like-isa-madrid/"><img title="spain flag" src="http://ogomogo.com/blog/wp-content/uploads/flags/Spain-flag-icon.png" alt="" width="18" height="12" /> </a><a href="http://www.noplacelikehere.com/es/2010/09/no-local-like-isa-madrid/">Leer en español</a></p>
<p><strong>Cris &amp; Fe intro: </strong>Estamos começando hoje aqui no NPLH a série de entrevistas <em>No Local Like</em>. Sempre achamos super legal ler entrevistas em outros blogs e já fazia tempo que tínhamos vontade de abrir um espaço por aqui pra amigos publicarem suas ideias. A intenção do <em>No Local Like</em> é que a gente possa aprender um pouquinho sobre cada lugar através de alguém que chama esse lugar de casa. A primeira entrevista é com a nossa queridíssima Isa Sperandio, amiga que nos hospedou em Madrid durante nossa volta ao mundo &#8211; história que ainda estamos pra contar, um dia a gente chega lá!</p>
<p>Se você quiser participar, entre em contato com a gente! Enquanto isso, dá uma olhadinha no que a Isa tem a dizer sobre a linda capital da Espanha:</p>
<p>A Isa mora em Madrid há quase três anos. Ela foi pra Espanha realizar um sonho que alimentava desde 1998: estudar um Máster com uma bolsa de estudos, que demorou anos para conseguir. Algo dentro dela já sabia que os 9 meses do mestrado seriam pouco. Até que ela conheceu um sevillano, se apaixonou e resolveu que deveria ficar por ali, aproveitando a oportunidade profissional que teve e conhecendo melhor o que são as &#8220;saudades&#8221;, que tanto cantam os poetas.</p>
</div>
<h3>1. Por que você se considera uma &#8216;local&#8217; de Madrid?</h3>
<p>Porque já não frequento nenhum lugar onde estão os turistas.</p>
<p>Depois de quase três anos na España, já tenho meus bairros favoritos, conheço cada pedacinho dessa cidade e sei o que encontrar em cada um deles. Ah! E não pago preços exorbitantes por nada.</p>
<h3>2. O que você acha que Madrid tem de especial? Por que alguém gostaria de visitá-la?</h3>
<p>A España é um país dividido em vários países diferentes. Está o País Vasco, a Cataluña, Andalucía, Galícia&#8230; Cada um deles tem seus idiomas ou dialetos&#8230; a gastronomia, o clima, os hábitos.. A España é um país geograficamente pequeno, mas você anda poucos quilômetros e é tudo diferente!</p>
<p>Muitos consideram &#8220;Madrid&#8221; como &#8220;España&#8221;, e outros como &#8220;anti-España&#8221;. Isso por uma mesma razão: aqui é onde todos esses mundos se encontram.</p>
<p>Além de ser a casa de espanhóis que vêm de todos os cantos do país,  aqui também estamos os latino-americanos, ingleses, franceses,  portugueses e muitos outros estrangeiros trabalhando, vivendo e  aportando sentido a essa sociedade que está aberta a uma constante  evolução.</p>
<p>Madrid é a capital do país e uma cidade cada vez mais cosmopolita, onde existe vida a qualquer hora do dia ou da noite.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1237" title="photo-2" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/photo-2.jpeg" alt="" width="604" height="453" /></p>
<h3>3. Se um(a) amigo(a) que nunca foi para Madrid fosse passar um dia com você, qual seria a programação?</h3>
<p>Ai que delícia!! Fico feliz só de pensar!</p>
<p>Na verdade a programação depende do amigo, porque Madrid oferece muitas possibilidades.</p>
<p>Para os amantes da arte, com certeza o <a href="http://museoprado.mcu.es/" target="_blank">Prado</a>, que é uma das pinacotecas mais importantes do mundo, o<a href="http://www.museoreinasofia.es/index.html" target="_blank"> Reina Sofia</a> e o <a href="http://www.museothyssen.org/thyssen/home" target="_blank">Thyssen-Bornemisza</a>. Nosso &#8220;Triángulo del Arte&#8221;.</p>
<p>Para os amantes dos bares e da noite, o Barrio de las Letras e La Latina.</p>
<p>Para os roqueiros, os bares escondidos de Malasaña e Callao.</p>
<p>Para os tranquilos, um passeio pelo Parque do Retiro, Templo de Debot e se for domingo uma volta pelo Rastro (uma espécie de Feirinha Hippie, histórica e imensa, que acontece aos domingos de manhã em La Latina).</p>
<p>Para todos: uma tarde em Toledo, uma foto na Plaza de Cibeles (o lugar mais lindo para mim), passear pela Puerta del Sol e ver o pôr-do-sol ao lado do Palacio Real &#8211; que é imenso e lindo.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-1250" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/TOLEDO-VERANO-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></p>
<p>Também é fundamental conhecer a Plaza Mayor, a Cava de San Miguel (olhe bem o formato da rua e das construções) e um lugar novo e muito legal: o mercado de San Miguel.. É uma construção do começo do século XX que foi restaurada há pouco tempo e onde se pode provar o melhor da culinária e da bebida española, em um espaço que tem um conceito bastante novo para quem, como eu, veio do Brasil.</p>
<p>E apenas para alguns, o Santiago Bernabéu.. mítico estádio do Real Madrid, onde muitos dos meus amigos meninos que passaram por aqui, quiseram passear.</p>
<h3>4. E se esse(a) amigo(a) pudesse ficar mais tempo por aí? Quanto tempo você acha que é bom pra conhecer a região? Onde você o(a) levaria?</h3>
<p>Pra conhecer Madrid eu recomendo dois ou três dias. Depende de se você quer conhecê-la como turista ou se você quer senti-la e experimentá-la um pouco melhor.</p>
<p>Se forem mais de dois dias, incluo um passeio às cidades feudais de Toledo, Ávila e talvez um almoço em Segovia, que oferece o melhor da culinária medieval espanhola.</p>
<h3>5. Existem inúmeros guias de viagem pra Madrid. Você acha que vale a pena seguir o que eles dizem? Tem alguma dica que não está nos guias?</h3>
<p>Putz.. Na verdade eu não sou muito de guias&#8230; Sou mais de pessoas. Prefiro conversar, ouvir dicas e experiências de quem gosta daquela cidade ou daquele lugar. Também procuro muita informação através de fóruns e redes sociais na Internet.</p>
<p>Mas sou taxativa em <strong>vetar o tal <a href="http://www.madridvision.es/" target="_blank">onibusinho turístico</a> que é a maior roubada do mundo</strong>! Nos dois sentidos: primeiro porque é caríííísimo (uns 15 euros por pessoa), segundo porque a cidade nunca é tão grande pra um par de pernas curiosas e olhos bem informados.</p>
<p>O <a href="www.metromadrid.es" target="_blank">Metrô</a> em Madrid é super cômodo, rápido, cobre bem toda a cidade e tem ar condicionado (fundamental pra um verão que sempre ronda os 40 graus). E custa só um eurito a viagem. Mas repito: Madrid não é tão grande e dá pra conhecer tudo andando, a não ser que você queira ir até o Santiago Bernabéu; aonde você chega em 17 minutos com o Metrô.</p>
<h3>6. Que dicas de comportamento você daria pra quem está indo pra Madrid pela primeira vez?</h3>
<p>Quanto ao tema &#8220;roupa&#8221;, três dicas simples e objetivas:</p>
<p>Madrid é uma cidade de extremos; no verão faz 40 graus e no inverno neva, chove e faz frio durante 3 meses seguidos. Se você vem entre junho e setembro, confie em mim, e traga no máximo uma calça comprida e uma camiseta de manga comprida.</p>
<p>Se você vem no inverno, traga luva, gorro e cachecol.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-1233" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/P1010114-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1230" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/JARDINES-PALACIO-REAL-NEVE.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p>A segunda dica: traga sapatos confortáveis; e não, você não precisa de salto alto.</p>
<p>A outra é óbvia: cuidem de suas bolsas e carteiras no metrô cheio e nas ruas muito tumultuadas. Mas isso é uma coisa que todo mundo tem que fazer em qualquer cidade do planeta.</p>
<p>Ainda sobre roupas: meninas, vocês VÃO comprar coisas! Não tragam a mala (ou mochila) lotada!</p>
<p>E um comentário: Muita gente diz que os espanhóis são grosseiros e estúpidos. Isso não é verdade.</p>
<p>O espanhol é estressado por natureza, impaciente e brincalhão. Mas tem um senso de humor que normalmente não entendemos, fala muito alto e utiliza muito os tempos verbais &#8220;imperativos&#8221;; então parece que estão te dando ordens e bronca o tempo inteiro&#8230; mas é só um jeito de falar. No geral, os espanhóis têm o coração muito grande e são bastante prestativos.</p>
<h3>7. O que você diria para o seu amigo/amiga colocar na mala antes de embarcar praí?</h3>
<p>Um pacote de Bono de chocolate para mim!!!</p>
<h3>8. O que você come por aí? Tem dicas de restaurantes típicos ou mais frequentados por locais?</h3>
<p>Eu cozinho muito em casa e como sempre na casa de amigos.</p>
<p>Quando saio pra comer, normalmente só atravesso a rua, pois tenho a sorte de ter um desses bares de &#8220;amigos do bairro&#8221; bem na frente de casa, onde o Lorenço me trata como uma amiga de toda a vida. Um lugarzinho super &#8220;local&#8221;, que nenhum turista conhece.</p>
<p>Mas tem um par de lugares típicos aonde gosto de levar os amigos que passam por aqui. Anotem:</p>
<p>1 &#8211; <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Chocolatería_San_Ginés" target="_blank">Chocolateria San Gines</a> &#8211; Foi fundada em 1890 e está localizada entre algumas das ruelinhas mais antigas da cidade. É todo um luxo provar os típicos churros com chocolate a qualquer hora do dia ou da noite. Duas dicas: está sempre cheio, então tenha paciência e fique esperto para sentar numa mesa logo que apareça um lugar. O sistema ali é meio caótico.</p>
<p>E o mais importante: peça um copo de água de grifo (de torneira &#8211; a de Madrid é 100% potável e é considerada uma das melhores da Europa). A água é bem fresquinha e fundamental para acompanhar os churros que são muito doces. Plaza San Ginés. 5.</p>
<p><img class=" alignnone" title="Churros" src="http://farm4.static.flickr.com/3384/3652855459_028805b11c_z.jpg" alt="Chocolateria" /></p>
<p>2 &#8211; <a href="http://www.casaalberto.es/" target="_blank">Casa Alberto</a> &#8211; Fundada en 1827 e parte do <a href="http://www.restaurantescentenarios.es/" target="_blank">Círculo de Restaurantes Centenários de Madrid</a>. Pouca gente sabe, mas Madrid tem uma culinária bastante particular e diferente do resto da España. Entre os pratos mais típicos estão &#8220;las orejas&#8221;, &#8220;los callos a la madrileña&#8221; e &#8220;las manitas de cordero&#8221;, que são as especialidades desse lugar. Se a ideia não te convence muito, te sugiro a clássica tortilla de patatas, as almôndegas e o bacalhau que é uma delícia. Calle Huertas,18.</p>
<p><img src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/CALAMARES-768x1024.jpg" alt="" width="640" /></p>
<p>3 &#8211; <a href="http://www.guiamaximin.com/madrid/bocadillo-calamares-madrid.html" target="_blank">Bocadillo de Calamares</a> &#8211; Pela zona da Plaza Mayor (e não dentro da praça, onde tudo multiplica de preço). Os bocatas de calamares são super tradicionais madrilenhos. Pode ser um pouco estranho pra gente, mas garanto que é uma delícia! Se trata de um sanduíche de lula frita com pão. Assim; sem nada mais. Está ainda melhor se acompanhado de uma clara com limão (chopp com um refresco de limão, que é fantástico).</p>
<h3>9. O que você geralmente faz no fim de semana por aí?</h3>
<p>Ando pela cidade. Nos domingos gosto de ir a Lavapiés, um bairro onde existe muita vida na rua, me sento numa mesa, peço um café, um pedaço de torta e posso passar a tarde inteira ali lendo o jornal com o meu namorado.</p>
<p>Outras opções são museu, cinema e pic-nic no parque. Tudo depende da estação do ano.</p>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/DOMINGO-SOL-PRADO.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1229" title="DOMINGO-SOL-PRADO" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/DOMINGO-SOL-PRADO-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p>Pegar um trem e ir pra serra passar o dia é sempre uma constante.</p>
<p>E estar com amigos. Sempre.</p>
<h3>10. Quer falar mais alguma coisa?</h3>
<p>Quando eu tinha 12 ou 13 anos, meu professor de inglês (um british autêntico) me deu o melhor conselho que eu já recebi: &#8220;<em>Depois que vocês terminarem a faculdade, não criem raízes. Viajem, passem um tempo conhecendo outros países.</em>&#8220;</p>
<p>Eu complemento essas palavras dizendo: <strong>Nunca é tarde demais</strong>, mesmo que queiram te fazer pensar assim.</p>
<p>Morar fora, viajar, ver o planeta onde vivemos e as diferentes pessoas e culturas que o habitam, é conhecer a si mesmo e encontrar novas possibilidades.</p>
<p>Em geral as pessoas são muito negativas.</p>
<p>Quando eu comecei a me mover para vir para cá (com uma <a href="http://www.programalban.org/?menu=〈=" target="_blank">bolsa de estudos</a> que me sustentou quase durante um ano), tudo parecia impossível&#8230; Quando eu decidi que queria ficar mais tempo, todo mundo dizia que não ia rolar. Quando eu comecei a me preparar para o visto de trabalho, as pessoas diziam coisas tão negativas que eu chegava a ficar deprimida.</p>
<p>Então minhas palavras se resumem em: Não acredite nos outros, acredite em você. Afinal é tudo o que temos: a nós mesmos a aos nossos sonhos.</p>
<p>Uma coisa que aprendi na Espanha é que &#8220;<em>la vida son dos días. Hay que disfrutarla!</em>&#8220;</p>
<p>Então boa sorte pra todo mundo e nos encontramos pela vida <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Jornalista, curiosa e cheia de vontade de manter vivas todas as suas experiências, a Isa tuita (<a href="http://twitter.com/isasperandio" target="_blank">@Isasperandio</a>) e tem um blog onde ela só fala das coisas que mais ama: <a href="http://www.intereconomia.com/blog/amigos-libros-discos-y-nada-mas/lo-que-aprendi-ellos" target="_blank">Mis amigos, libros, discos y nada más</a>. É verdade que este &#8220;nada más&#8221; inclui suas viagens, a tecnologia e um pouco do mundo da comunicação que ela adora investigar.</em></p>
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		<title>Parvati Valley, o Himalaia indiano</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[himalaia]]></category>
		<category><![CDATA[himalaya]]></category>
		<category><![CDATA[india]]></category>
		<category><![CDATA[parvati valley]]></category>
		<category><![CDATA[tosh]]></category>

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		<description><![CDATA[O frio, a água cristalina dos rios e uma paisagem de tirar o folego . A vida no himalaia se move numa velocidade muito mais lenta mas com muito trabalho duro que os locais fazem com muita satisfação. Durante o tempo que estivemos lá fomos as famosas termas de Manikaran, e moramos por 4 dias numa minúscula vila no meio do nada tendo uma experiencia inesquecível com as coisas mais simples da vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A viagem a caminho de Tosh foi provavelmente uma das piores que fizemos na Índia em termos de transporte. Dessa vez pegamos um ônibus convencional numa viagem de aproximadamente 650 quilômetros de Delhi até Bhuntar. Começamos a viagem à noite e dormir não foi fácil mesmo pra nós que dormimos em qualquer condição, os assentos apertados, as estradas cheias de curvas, o frio, tráfego, paradas constantes, vendedores de chai e a buzina, que   depois descobrimos são praticamente customizadas pra cada ônibus, com sons extremamente criativos mas usadas a toda hora podem virar pesadelo.   </p>
<p><iframe width="640" height="450" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=s_d&amp;saddr=delhi&amp;daddr=manikaran&amp;hl=en&amp;geocode=FazwtAEdAFyaBCkttn40W_0MOTHOTSBOSbfCUg%3BFd-06AEdyjycBClfY9oG5VwEOTFzTy6jcwcU6A&amp;mra=ls&amp;sll=24.786735,81.013184&amp;sspn=12.923844,23.269043&amp;ie=UTF8&amp;ll=29.878755,74.992676&amp;spn=3.39072,0.68416&amp;t=p&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=delhi&amp;daddr=manikaran&amp;hl=en&amp;geocode=FazwtAEdAFyaBCkttn40W_0MOTHOTSBOSbfCUg%3BFd-06AEdyjycBClfY9oG5VwEOTFzTy6jcwcU6A&amp;mra=ls&amp;sll=24.786735,81.013184&amp;sspn=12.923844,23.269043&amp;ie=UTF8&amp;ll=29.878755,74.992676&amp;spn=3.39072,0.68416&amp;t=p" style="color:#0000FF;text-align:left">Ver no Google maps</a></small></p>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/Screen-shot-2010-09-01-at-11.51.42-PM.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1214" title="Screen shot 2010-09-01 at 11.51.42 PM" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/09/Screen-shot-2010-09-01-at-11.51.42-PM.png" alt="title parvati" width="851" height="336" /></a></p>
<p>Depois da noite mal dormida tivemos a nossa primeira parada de manhã  bem cedo, paramos numa &#8220;lanchonete&#8221; numa vila e comemos um <em>aloo pareta</em> e tomamos chai com parle-g (o biscoito mais vendido do mundo, praticamente uma tradição na Índia). Depois disso não conseguimos dormir, mas já  notamos que a paisagem era bem diferente de Delhi ou do Rajastão, já  bem ao norte era frio, mas bem verde, com grandes lagos e montanhas.  As pessoas também tinham feições mais achinesadas e em vez das leve  túnicas e turbantes agora víamos casacos e gorros coloridos. Parando em Bhuntar  pegamos um taxi, uma mini-van que dividimos em 7 com um italiano que encontramos no caminho, pra Manikaran. Fomos por uma  estradinha local com uma linda paisagem de pinheiros e montanhas todo o caminho montanha  acima. Levamos mais ou menos 1:30 h pra chegar.</p>
<h3>Manikaran e as termas</h3>
<p>Manikaran é uma cidadezinha já no Himalaia com piscinas termais naturais entre os rios Beas e Parvati. É um centro de peregrinação hindu e sikh. Os hindus acreditam que Manu criou o ser humano em Manikaram depois de uma   enchente, sendo assim um lugar sagrado com vários templos. Ficamos apenas uma tarde lá mas demos uma voltinha pela cidade e depois fomos direto pras termas pra relaxar um pouco depois de tanto tempo viajando. Em Manikaram existem as termas públicas e as privadas, como a Cris e a Drica queriam ficar de biquini e mais à vontade pegamos uma privada por 1h. Essas eram como se fossem um quarto com uma mini piscina de mais ou menos 1.5 m de profundidade com águas bem quentes e relaxantes. Depois de cozinhar por um tempo trocamos de roupa, arrumamos as malas e comemos num restaurante italiano (sim eles estão em todos os lugares) antes de sair. A idéia era ter ido de ônibus local até Pulga e depois subri a montanha caminhando até Tosh, o nosso próximo destino, mas acabamos perdendo o ônibus e o próximo seria dali a uma hora. Como já estava ficando tarde preferimos tentar achar um taxi  pra nos levar. Depois de muita negociação conseguimos um.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img title="Hot pools" src="http://farm4.static.flickr.com/3381/3552889395_991b4c8888_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Manikaran hot pools </p></div>
<h3>Tosh, a vila no meio das montanhas</h3>
<p>Tosh não existe nem no google maps, então você pode imaginar como é o acesso. A estrada virtualmente termina em uma pequena vila chamada Pulga indo montanha adentro a partir de Manikaran. O taxista queria dar fim na corrida ali mesmo, mas o Duda insistiu mencionando sobre uma estradinha  de carroça na beira de um penhasco que ele podia usar. Depois de muita discussão conseguimos convencer o motorista a nos levar até o fim da trilha, que ele tinha toda a razão de não querer ir, era uma estradinha de mão única esburacada na beira de um penhasco super alto.</p>
<p><img class="alignnone" title="tosh" src="http://farm4.static.flickr.com/3630/3553702758_630a80285c_b.jpg" alt="" width="640" /></p>
<p>O taxista nervosíssimo, depois de vários cigarros e xingando sem parar, nos deixou na ponte que leva até a vila e dali teríamos que ir a pé. Definitivamente não é o tipo de lugar pra quem gosta de viajar de mala de rodinhas <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> . Depois de uma caminhada de 10 minutos chegamos ao &#8220;centro&#8221; de Tosh, uma pequena vila no pé do Himalaia a 3 mil metros com uns 200 habitantes. O Duda já tinha vindo pra cá várias vezes, com a ajuda de um amigo morador de Tosh, alugamos um quartinho numa casinha, coisa muito comum nessas vilas sem nenhum tipo de acomodação. Pra alugar esses quartinhos é só conversar com os locais e eles indicam a pessoa certa pra essas coisas. O quarto era pequeno sem mobília, a única coisa que tínhamos eram alguns colchões velhos espalhados pelo chão e um <em>tandoori</em> no meio do quarto, que são pequenos fornos ideais pra aquecer a casa e assar <em>chapati</em>, algo como uma pizza indiana.  Dormíamos nesses colchões, que forramos com grandes panos bem comuns na Índia dentro dos nossos sacos de dormir. Era quase como camping mas com um pouquinho mais de   conforto <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . </p>
<p><img class="alignnone" title="warming up" src="http://farm4.static.flickr.com/3408/3552892325_ec86a0fd95_z.jpg" alt="" /></p>
<p>O banheiro era do lado de fora, esse como a música do Toquinho, não tinha nada, era apenas uma mini-casinha de madeira e um buraco no chão. Claro, não se usa papel higiênico, imagine a tragédia ambiental que seria 2 bilhões de habitantes usando papel higiênico sem nenhum saneamento. Usa-se água e a mão esquerda, por essa razão nunca cumprimente ou pague alguém com a mão esquerda, eles vão ficar muito ofendidos.<br />
<img class="alignnone" title="landscape himalayas" src="http://farm4.static.flickr.com/3556/3552894047_75ea608289_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<p>Na nossa primeira noite tivemos uma janta especial, um dos locais havia acabado de matar um carneiro (<em>mutton</em>) e nos convidou pra comer um cozido que estava muito bom. Durante o jantar aprendemos que a dieta do Himalaia era bem diferente da do deserto. O lado positivo da vida na montanha era o acesso abundante a água limpa dos rios que vinham do degelo das montanhas. O lado negativo era o frio, os gelados invernos poderiam cobrir as vilas de neve por semanas, isso sem aquecedores, isolamento, calefação ou qualquer coisa do gênero. Era outono e os locais trabalhavam duro pra manter-se manter aquecidos cortando lenha e na criação de ovelhas e yaks, um pequeno bovino bem peludo. </p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img title="livestock" src="http://farm4.static.flickr.com/3314/3552890865_d8fd7377c3_z.jpg" alt="" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">livestock</p></div>
<p>Os rebanhos proviam uma dieta mais rica em proteína e gordura, peles e como isolantes térmicos das casas. Os estábulos eram logo abaixo das casas, nesses estábulos os animais eram confinados em pequenos espaços nas noites geladas pra aumentar o calor e, como o calor sobe, isso aquecia o chão das casas que em alguns casos, eram muito bem isoladas pelas grossas paredes de pedra. O que não era o nosso caso, o nosso quarto era no segundo andar de uma casinha de madeira com frestas da espessura de um dedo. Nós tivemos que entrar na mesma onda, como lenha era muito importante pro inverno deles nós geralmente passávamos parte dos dias cortando lenha pra nos esquentar durante a noite e eventualmente comprávamos dos locais se faltasse. Aproveitávamos os dias ensolarados que eram bem agradáveis enquanto o sol estivesse alto.</p>
<p>No nosso segundo dia andamos por toda a vila. Pudemos ver que, diferente das cidades grandes da Índia, as pessoas tinham em geral uma vida sem necessidades. Todos tinham moradia, comida e água, assim você não via pessoas pedindo esmola ou num estado lastimável de miséria. Claro, era uma vida muito simples e dedicada ao trabalho. Enquanto nós reclamávamos de levar uma mochila hi-tech de 20 quilos nas costas, víamos os locais carregando um volume 5x maior com cordas e pano acenando felizes da vida. Mesmo o menininho que morava perto da casa que   estávamos, que não tinha um braço, nos ajudava a carregar lenha feliz da vida. Tivemos a rica experiência de ver essas pessoas, que com tão menos acesso às facilidades que tínhamos, estavam sempre sorrindo e genuinamente felizes com o que tinham. Sempre que passávamos elas juntavam as mãos e nos cumprimentavam — <em>Namastê</em> . Vindo de lugares onde as pessoas são materialmente ricas (Brasil e Nova Zelândia &#8211; têm renda per capita acima média global de US$ 6k por ano), que podem consumir o que quiserem, e ainda assim reclamam da vida, nos fez mudar   totalmente o nosso conceito de riqueza e felicidade.</p>
<p><img title="family" src="http://farm4.static.flickr.com/3611/3553713632_2b4cce9c2c_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p>No fim do dia fomos num mini restaurante, o único aberto no fim do outono. A região é movimentada no verão, com os turistas escapando do calor insuportável das cidades mais baixas. Lá comemos <em>aloo gobi</em>, um cozido de couve-flor e batata e tomamos coca-cola &#8211; uma das poucas bebidas seguras no local (sim até aqui eles chegam <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ). A dono nos convidou para uma janta mais tarde. Quando voltamos, conhecemos mais um pessoal de Israel que tinha recém chegado na vila, um deles já tinha visitado o Brasil e insistiu em tocar uns axés antigos que ele tinha no ipod.   Depois de dar &#8220;play&#8221; ele começou com umas dancinhas meio descoordenado, como não éramos fãs de axé ficamos assistindo em silêncio. A Drica não se conteve e soltou: &#8220;<em>Cara desliga esse troço que é a pior musica que existe&#8230;</em>&#8220;.  Pra não quebrar o clima, disse que como éramos do sul, esse não era um gênero popular na nossa região. Ele ficou um pouco decepcionado, mas no fim engraçado. Depois da janta voltamos pro nosso quartinho e ficamos  contando histórias em volta do tandoori antes de dormir.</p>
<h3>Trekking no Himalaya</h3>
<p>No nosso terceiro dia fizemos uma caminhada montanha acima, o dia estava novamente ensolarado e agradável. Andamos por horas entre pinheiros, cachoeiras e penhascos com as montanhas cobertas de neve no fundo. Uma paisagem incrível que lembra muito algumas paisagens da Nova Zelândia ou Europa, com uma escala muitas vezes maior. Na nossa caminhada tivemos a companhia de dois cachorros da vila.</p>
<p><img class="alignnone" title="cris crossing" src="http://farm4.static.flickr.com/3400/3515180982_c6f69b6d47_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p><img class="alignnone" title="landscape" src="http://farm4.static.flickr.com/3339/3552923161_1ab64efed5_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<h3>Montanha abaixo</h3>
<p>No nosso quarto e último dia voltamos de Tosh a Pulga a pé, afinal não tinha nenhum taxi disponível na vila. Era uma distância de 3km que fizemos em 1 hora. A trilha era bem estreita entre árvores e penhascos que agora com as mochilas ficou bem mais difícil. Não quero imaginar o  que seria estar com malas de rodinha snum lugar desses (prometo é a última vez que falo disso). Chegando em Pulga paramos numa pequena lanchonete na beira da estrada e comemos um momo com coca-cola novamente (é a única coisa segura pra se beber nesses lugares) e esperamos o   ônibus pra descer de volta pra Manikaran.</p>
<p><img title="pulga" src="http://farm4.static.flickr.com/3321/3553734746_3b9fe54a23_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p>Fomos em cima do ônibus (sim, no &#8216;telhado&#8217;) junto com as malas, curtindo um visual de tirar o fôlego, tanto pela beleza quanto pela altura do penhasco logo ao lado da estradinha estreita que serpenteia o vale.  Sempre tomando cuidado com os fios de luz e os galhos de árvores que apareciam de repente depois de cada curva. Uma experiência realmente  inesquecível.</p>
<p><img class="alignnone" title="drica" src="http://farm4.static.flickr.com/3308/3552934455_7d66f26da9_b.jpg" alt="" width="640" /></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img title="manikaran" src="http://farm4.static.flickr.com/3622/3553741866_a2fe92673c_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Manikaran</p></div>
<p>Depois de 4 dias sem banho (não tivemos coragem de tomar banho gelado no frio de Tosh), estávamos imundos e novamente alugamos uma piscina de água termal pra botar a higiene em dia. Logo depois pegamos um ônibus local lotado de Manikaran até Bunthar, lá jantamos num restaurante local e organizamos a nossa viagem até Dharamsala a parada do nosso próximo post.</p>
<h3>Mais fotos</h3>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=paravativalley,nplh&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=70&extras=,description" longdesc='photosearch'><a href="http://www.flickr.com/photos/criscampos/tags/paravativalley/"> More photos </a> </div>
<h3>Preços</h3>
<ul>
<li>Ônibus Local Tosh &#8211; Manikaran RP 15 (USD 0.30 )</li>
<li>Ônibus Manikaran &#8211; Buthar RP 35 (USD 0.75)</li>
<li>Piscina termal RP 60 / h (USD 1.20)</li>
<li>Diária da casa em Tosh RP 25 / pessoa (USD 0.50)</li>
<li>Lenha pra uma noite RP 50 (USD 1.00)</li>
</ul>
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		<title>Pushkar e o Deserto do Rajastão</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 11:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[india]]></category>
		<category><![CDATA[pushkar]]></category>
		<category><![CDATA[rajastão]]></category>
		<category><![CDATA[rajasthan]]></category>
		<category><![CDATA[thar desert]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito calor, poeira, camelos e templos. Estivemos no Deserto do Rajastão durante a “Camel Fair” um evento que une toda a região. Tivemos a oportunidade de conhecer os reais habitantes do deserto com seus turbantes coloridos e túnicas brancas. Conhecemos ainda a casta dos costureiros ajudando a Drica e o Duda no trabalho deles. Visitamos templos em montanhas e um Kali Baba morando num oásis. A linda Pushkar, única cidade da Índia dedicada a Lord Brahma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pushkar" target="_blank">Pushkar</a> é uma cidadezinha de uns quinze mil habitantes bem no centro do estado do Rajastão. Foi o Duda quem escolheu Pushkar pra ser o primeiro lugar a nos levar na Índia. Na verdade a ideia era começar pelo Himalaia mas foi a Alice, uma amiga australiana dele, quem falou: <em>&#8220;eles moram na Nova Zelândia, já estão cansados de ver montanhas, você devia trazê-los pra Pushkar, pro deserto&#8221;</em>. A sugestão uniu o útil ao agradável, boa parte do trabalho do meu irmão e da Drica está em Pushkar, onde fica o costureiro que trabalha pra eles, e assim eles teriam mais uma semaninha trabalhando antes de sair por aí viajando com a gente.</p>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/08/Untitled-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1160" title="Pushkar and the Rajasthan Desert post" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/08/Untitled-2.jpg" alt="" width="940" height="420" /></a></p>
<p>Até hoje eu agradeço à Alice pelo momento iluminado em que ela falou isso pro Duda. Pushkar <span style="text-decoration: line-through;">foi</span> ainda é um dos meus lugares prediletos na Índia. A pequena cidade que fica no centro de um deserto foi construída ao redor de um lindíssimo lago, que acredita-se ser tão antigo quanto a criação do mundo. É a única cidade da Índia dedicada a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brama" target="_blank">Brahma</a>, o Deus criador do hinduísmo. O lago é sagrado e a cidade se tornou destino de peregrinos Hindus de toda a Índia. É proibida a entrada de carnes e até mesmo ovos em Pushkar. Vegetarianos, aqui é o seu lugar.</p>
<h3>De Delhi a Pushkar no ônibus-cama</h3>
<p><img class="alignnone" title="Bus" src="http://farm4.static.flickr.com/3664/3518411066_37e8c43484_z.jpg" alt="" /></p>
<p>Pra ir até lá nós pegamos o ônibus saindo de <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/08/delhi-the-main-stop/">Delhi</a> em direção a Ajmer, porque Pushkar é tão pequena que nem mesmo tem uma  estação rodoviária. Eu nunca tinha estado em um ônibus-cama antes e achei  incrível. Não tem acentos dentro do ônibus, só camas. De um lado do  corredor ficam as de casal e do outro as de solteiro, em dois andares,  tipo um beliche. Como ninguém quer cair da cama no meio do corredor  quando o ônibus chacoalha as camas são fechadas até a metade e a outra  metade é algo parecido com uma porta de correr com vidro e uma gradinha  na parte superior pra respirar, imagino eu.</p>
<p>Embarcamos em Delhi umas 10hs da noite, estiquei uma canga sobre a cama, fechei a  &#8220;porta&#8221; e apaguei. Eu estava absolutamente exausta e com o fuso-horário  ainda trocado vindo de <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/07/hong-kong/">Hong Kong</a>.   Lembro vagamente das buzinas e barulheira saindo da cidade, das  inúmeras paradas do ônibus, do Duda nos oferecendo comida nessas paradas  e dos indianos vendendo <em>&#8220;chai garam&#8221;</em> (chá quente) dentro do  ônibus, gritando e batendo na latinha, mas nada disso me acordou  totalmente. Quando acordei de manhã levei um susto, tinha um indiano com  o rosto colado na grade da nossa cama, como se estivesse nos espiando,  mas ele estava dormindo. Sim, no chão do corredor, e ele não era o único. Bem vindos à Índia. Chegamos a  Pushkar de manhã, eu, Felipe, Duda e Célio, um amigo português que  tínhamos encontrado em Delhi (aham, <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/08/delhi-the-main-stop/">outra coincidência</a>&#8230;).</p>
<p><img class="alignnone" title="Bike" src="http://farm4.static.flickr.com/3623/3517606673_1099617f06_b.jpg" alt="" width="1024" height="615" /></p>
<p>A Drica estava nos esperando no Lotus Hotel e quando chegamos ela e o Duda nos fizeram uma surpresa. Ela tinha ficado lá pra poder reservar o nosso &#8220;presente&#8221;: o quarto mais lindo do hotel. O hotel é extremamente simples, os banheiros são lá fora e nem sempre tem água quente no chuveiro (ou mesmo água), mas esse quarto era super especial. Ele foi todinho pintado e decorado com espelhinhos e penas de pavão por uma artista que ficou hospedada ali e abrindo a porta tínhamos a vista mais linda do lago sagrado e da cidade. Uau.</p>
<p>O quarto tinha tantos espelhinhos e cores que a coisa mais incrível era acender algumas velas de noite e ficar olhando as imagens dançando nas paredes. Como o quarto era pequeno não foi muito fácil tirar fotos, mas temos algumas, incluindo a vista (clique para ampliar):</p>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=india,lotus,room&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=30&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class=" " title="Lotus" src="http://farm4.static.flickr.com/3411/3518419110_73b5ac8ffb_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Do lado de fora do quarto. Celio, Felipe, Duda, Drica &amp; Alice.</p></div>
<h3>Seis dias em Pushkar</h3>
<p>Na semana seguinte demos várias voltas ao redor desse lago, que tem uma ponte e pra passar sobre ela é preciso tirar os sapatos, afinal estávamos passando sobre o lago sagrado. Pushkar tem uma única rua principal, onde todos tentam amontoar suas lojas, barracas, restaurantes, vendinhas, pois é por onde todos os turistas passam todos os dias. Sim, tem muitos turistas em Pushkar. Principalmente israelenses, mas isso é história pra outra hora.</p>
<p>Participamos com o Duda e a Drica na produção de roupas deles, aprendemos um montão de coisas com eles desde como se comportar na rua até como negociar com os vendedores e aos pouquinhos, com a ajuda deles, fomos pegando uma palavrinha de Hindi aqui outra ali. As pessoas em geral sabem falar inglês na Índia sim, principalmente em lugares turísticos como Pushkar, mas entre eles ainda usam o Hindi ou o dialeto local (cada estado tem um) e saber negociar com eles em Hindi, ou pelo menos saber os números, é uma vantagem enorme!</p>
<p>Passávamos bastante tempo na pousada, colocando a conversa em dia, costurando, admirando essa vista maravilhosa e observando os homens e mulheres que vem do deserto com seus turbantes e saris super coloridos rezar e lavar suas roupas no lago sagrado. Em todo fim de tarde acontece a <em>Puja</em>, quando grupos de pessoas se reúnem nos <em>ghats</em> (as escadarias que terminam no lago) pra seguir a cerimônia guiada por um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Br%C3%A2mane" target="_blank"><em>Brahmana</em></a> (a casta mais alta da Índia).</p>
<p><img class="alignnone" title="Puja em Pushkar" src="http://farm4.static.flickr.com/3300/3517608125_880b23a9e5_z.jpg" alt="" /></p>
<p><img class="alignnone" title="Oferenda Pushkar" src="http://farm4.static.flickr.com/3303/3518436004_52141bd0ac_z.jpg" alt="" /></p>
<p>Saíamos pra caminhar pela cidade, visitar as lojas que têm de tudo &#8211; roupas, jogos, cadernos, bolsas, sapatos, tintas, especiarias, acessórios, &#8230; &#8211; e dá vontade de comprar tudo, porque tudo é lindo, colorido e tem um cheiro bom. Cada saída pedia uma parada obrigatória em uma casa de sucos, tá, não era uma casa, era só uma portinha, mas que vendia o suco de romã com abacaxi mais gostoso que eu já tomei na vida. Doces, doces, doces e mais doces, e muito doces!</p>
<p><img class="  alignnone" title="Doces Pushkar" src="http://farm4.static.flickr.com/3615/3517625289_0e2e29a842_b.jpg" alt="" /></p>
<p>A comida, como sempre, maravilhosa. Comíamos na pousada, nos <em>dhabas</em> (restaurantes locais) que o Duda já conhecia e até em restaurantes italianos. Ah é, acredite ou não, tem restaurantes italianos por toda parte na Índia. Todos os dias de manhã o Felipe tomava um <em>lassi</em> na pousada, uma bebida que está entre o suco e o iogurte e tem de vários sabores. Alguns lugares são autorizados a vender um tipo especial de lassi, o <em>bhang lassi</em>, com cannabis misturada. <em>Mas esse só à noite</em>, dizem eles. Nós não experimentamos.</p>
<p>Aí vão algumas fotos da city, é só clicar nos quadradinhos pra ampliar:</p>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=india,pushkar,nplh&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=30&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<p>E falando em noite, geralmente ficávamos nós cinco assistindo filmes no nosso quarto. O Duda e a Drica estavam com um HD recheado de filmes novinhos! Em uma das noites foi aniversário de alguém lá da pousada  e eles serviram um jantar à luz de velas lá fora pra todo mundo. Foi  muito legal, só não me pergunte o que nós comemos porque eu não faço  ideia, não dava pra ver nada, o que importa é que era bom! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="alignnone" title="Especiarias Pushkar" src="http://farm4.static.flickr.com/3370/3517619785_f9a30dc30d_b.jpg" alt="" /></p>
<h3>Templos e bichos</h3>
<p>Pushkar tem muitos muitos templos. E muitos bichos também são sagrados. Além das vacas, cobras, ratos e macacos são super comuns na cidade, livres, leves, soltos e admirados. No centro da cidade as mosca são mais comuns que todos esses animais juntos, mas essas não são sagradas não, basta você não abrir a boca por ali que é tranquilo. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Dos templos o mais importante é o de Brahma, que fica dentro da cidade, em seguida vem os templos de Savitri e de Saraswati, as mulheres de Brahma. Cada um deles fica no topo de dois morros próximos à cidade. A caminhada é longa e a subida é íngreme. Um belo dia o Felipe acordou cedo e empolgado e foi com o Célio até o templo de Saraswati:</p>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=india,Saraswati&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=30&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<p><img class="alignnone" title="Monkeys" src="http://farm4.static.flickr.com/3316/3517611145_c0f13dc2ee_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<h3>Ajapal e um passeio pelo Deserto do Thar</h3>
<p><em>*<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto_do_Thar" target="_blank">Deserto do Thar</a> é o nome correto do que nós chamamos de Deserto do Rajastão</em></p>
<p>Um dia a Alice chegou contando que tinha ido até Ajapal, ela estava encantada, disse que tinha um oásis lá e um <em>Baba</em> (como eles carinhosamente chamam os homens renunciantes que se dedicam à religião) morando perto de um templo. Nós não tínhamos a menor ideia de onde ficava esse lugar, mas no dia seguinte alugamos três motos e fomos procurar seguindo as instruções da Alice.</p>
<p>A viagem até lá foi uma aventura no deserto. Eu e o Felipe em uma moto, o Duda e a Drica em outra e o Celio na terceira. No caminho a paisagem era árida com vegetação rasteira e umas árvores pequenas aqui ou ali. Nos raros lugares em que aparecia um pouco de água víamos camelos, búfalos ou cabras. Um homem, sozinho, dando banho nos búfalos. Outro, também sozinho, guiando uma cáfila de camelos (eu tive que perguntar pro Google qual é o coletivo de camelos hehe). Mulheres com cargas enormes sobre as costas ou sobre a cabeça, também sozinhas naquela estrada de areia batida que parecia não ter fim e sem nenhuma casa ao redor.</p>
<p><img class="alignnone" title="Duda &amp; Drica desert" src="http://farm4.static.flickr.com/3369/3518449736_a2f2a779e7_z.jpg" alt="" /></p>
<p>O deserto parecia ser um dos raros lugares da Índia onde não se vê milhares de pessoas aglomeradas. Tudo estava muito tranquilo até começarmos a chegar perto das vilas. Monstrinhos, digo, crianças apareciam do além correndo e gritando na nossa frente e quando diminuíamos a velocidade da moto elas tentavam segurar a moto por trás pra nos derrubar. <em>Que brincadeira divertida né?! Não!</em> Isso aconteceu muitas e muitas vezes, na primeira, na segunda, na terceira vilas e até quando já parecia não existir vila nenhuma os monstrinhos apareciam saltando de trás de alguma árvore. Que desespero&#8230; depois que aprendemos o Duda ia na frente e gritava, brigava com eles, o que às vezes funcionava, às vezes não. Na volta a nossa moto quase atolou na areia, não conseguíamos sair do lugar e eu via as crianças correndo e se aproximando. O Duda, a Drica e o Célio já lá na frente.. e agora? <em>Acelera isso, Felipe!!</em> Assim que as pestinhas nos alcançaram o Fe conseguiu desatolar a moto e arrancou, eles quase me seguraram mas eu fiquei só com alguns arranhões nas costas e nos braços. Depois eu só ria, queria ter filmado aquelas crianças maluquinhas, mas na hora o medo era maior do que o raciocínio.</p>
<p><img class="alignnone" title="Riding in the desert" src="http://farm4.static.flickr.com/3575/3518439650_1bd095599d_z.jpg" alt="" /></p>
<p>Sabíamos que tínhamos chegado a Ajapal quando vimos o templo, aparentemente super antigo, um pouco em ruínas, mas lindo. O lugar realmente era um oásis. Tinha muito mais água do que qualquer outro lugar que vimos no caminho, mesmo nas vilas, a vegetação era mais verde, e tinha um salgueiro enorme! Lindo lindo lindo. Sentamos à sombra dele até que um rapaz veio nos perguntar se estávamos lá pra ver o Baba e nos levou até ele. Todo vestido de preto, o Duda nos explicou que era um <em>Kali Baba</em> (devoto da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kali" target="_blank">Deusa Kali</a>). Sentamos ao redor dele enquanto ele cortava vegetais e ia colocando dentro da panela, ele foi super simpático, conversamos por um tempo, deixamos uns presentinhos e nos despedimos dele e da dezena de cachorros que moravam lá com ele, mais a vaca e seu bezerro&#8230;</p>
<p>Ficamos mais um tempo por ali conhecendo o templo, que parecia abandonado mas na frente tinha um cara acampado vendendo chai. Perto do templo vimos pavões reais!! Eu fiquei absolutamente encantada de ver pavões assim soltos na natureza. E meu irmão que é ornitólogo então&#8230; <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Fotinhos de Ajapal e do caminho:</p>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=india,ajapal,nplh&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=30&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<p>Quando voltamos pra Pushkar a cidade estava fervendo, a cada dia que passava mais gente chegava de todas as partes da Índia trazendo consigo animais, produtos, família&#8230; Era Outubro e a famosa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pushkar_Camel_Fair" target="_blank"><em>Camel Fair</em></a> começaria na semana seguinte. É um dos maiores camelódromos do mundo (aha! descobrimos de onde vem essa palavra!), e as pessoas realmente vem aqui pra vender e comprar camelos, entre outras milhões de coisas, claro. Inclusive arranjar casamentos.</p>
<p><img class="alignnone" title="Camel fair" src="http://farm4.static.flickr.com/3660/3518413564_f45315dff9_z.jpg" alt="" /></p>
<p>Mas no dia seguinte pegamos outro ônibus-cama de volta pra Delhi e perdemos o camelódromo. Dessa vez nossa cama era na parte de cima e a última no fundo do ônibus, ou seja, bem em cima das rodas. Pulava muuuito e várias vezes durante durante a noite eu achava que estava sonhando, mas era tudo verdade, eu acordava com o corpo todo no ar &#8220;wooooooowwww&#8221;, caía de volta na cama e continuava dormindo até o próximo pulo.</p>
<p><img class="alignnone" title="Pushkar" src="http://farm4.static.flickr.com/3159/3518418684_65304b53c7_b.jpg" alt="" /></p>
<h3>Preços</h3>
<p>Pra quem pensa em ir pra lá, considere esses preços apenas como aproximados, algumas coisas podem ter mudado de lá pra cá e a negociação na hora da compra sempre interfere. A taxa de conversão Rúpia/Dólar é de hoje.</p>
<ul>
<li>Ônibus Delhi &gt; Pushkar: 250 Rúpias por pessoa &#8211; USD 5.45</li>
<li>Quarto no Lotus hotel: 200 Rúpias por dia &#8211; USD 4.35</li>
<li>Refeições incluindo bebida: 150 Rúpias por casal &#8211; USD 3.26</li>
<li>Aluguel da moto por um dia: 100 Rúpias &#8211; USD 2.17</li>
<li>Ônibus Pushkar &gt; Delhi: 260 Rúpias por pessoa &#8211; USD 5.65</li>
</ul>
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		<title>Delhi, a parada principal</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 03:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[delhi]]></category>
		<category><![CDATA[india]]></category>

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		<description><![CDATA[A capital da Índia com tudo do melhor e do pior que o país tem para oferecer. Uma cidade enorme, populosa, caótica. Era nosso ponto de parada entre uma viagem e outra. Nos hospedávamos em Paharganj planejando o próximo destino e enquanto não tínhamos que esperar pelo próximo ônibus/trem/avião, íamos a mercados locais, restaurantes e galerias com todo o tipo de quinquilharia imaginável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Chegando em Delhi</strong></h3>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/08/Screen-shot-2010-08-01-at-1.41.07-PM.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1107" title="Screen shot 2010-08-01 at 1.41.07 PM" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/08/Screen-shot-2010-08-01-at-1.41.07-PM.png" alt="" width="640" height="299" /></a></p>
<h4>Desembarcamos em Delhi em um aeroporto que mais parecia uma rodoviária. Eu jamais diria que o aeroporto da capital da Índia seria tão pequeno e na verdade não é. Ele estava sendo renovado e o <a href="http://www.newdelhiairport.in/" target="_blank">novo aeroporto</a> estava previsto para inaugurar este ano (2010).  Mas a minha sensação foi de chegar no meio do nada, a não ser pela multidão ao redor da esteira se espremendo pra ver quem pegava as malas antes, sendo que mesmo depois de <em>horas</em> a esteira ainda estava parada, e as pessoas se espremendo. Bem vindos à Índia.</h4>
<p>No fundo eu queria mesmo que meu irmão tivesse ido nos buscar no aeroporto. Sabendo de tantas histórias de pessoas que entraram em roubadas na Índia eu não queria correr nenhum risco. Mas ele não foi. Ao invés disso nos deu instruções de como encontrá-lo e a minha única tranquilidade era ter o número do telefone dele caso acontecesse algo, então a primeira coisa que fizemos, ainda dentro do aeroporto, foi comprar um cartão de celular indiano.</p>
<p>Seguimos as instruções dele: &#8220;Na frente do aeroporto tem um guichê &#8216;<em>Pre-paid Taxi</em>&#8216;. Pega o papelzinho e entrega pro motorista. Diz pra ele ir pra <em>Paharganj</em> ou <em>Main Bazar</em>. A corrida deve sair umas <em>300 rúpias</em>. Peça pra ele deixar vocês perto do Hare Rama Guest House, é bem conhecido. Chegando me liga e se a gente não se encontrar, o hotel que estou é o <em>Mother Palace</em>.&#8221;</p>
<p><img class="alignnone" title="pre-paid taxi" src="http://farm4.static.flickr.com/3547/3518403782_ee9cf6b3a5_z.jpg" alt="" /></p>
<p>Deu tudo certo e até pagamos menos pelo taxi &#8211; <em>250 rúpias (USD 5,40)</em> &#8211; acho que estava dando certo a tática de fingir que não era nossa primeira vez aqui. heheh</p>
<p>Assim que você sai do aeroporto com o papelzinho na mão, chovem motoristas querendo te levar naqueles carros pretos antigos que parecem ter saído de algum filme retrô.</p>
<p>O taxista nos levou bonitinho até Paharganj mas parou muito antes do tal Hare Rama, dizendo que o carro não podia passar daquela rua e ia nos largar por ali mesmo. A multidão na rua era tanta que estávamos absolutamente perdidos.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class=" " title="Bike in Delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3308/3517593915_1b601fd88d_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Como andar de moto com roupas indianas</p></div>
<h3>Encontrando Duda</h3>
<p>Durante todo o trajeto desde o aeroporto tentamos telefonar para o celular do Duda e nada. Sem comunicação seria difícil encontrá-lo, mas ok, em último caso sabíamos o nome do hotel dele. Assim que saímos do taxi tivemos nossa primeira e definitiva aula de Hindi: &#8220;<em><strong>sab kuch milega</strong></em>&#8221; &#8211; a expressão que significa &#8220;<em>tudo é possível</em>&#8221; é quase um slogan da Índia e a cada minuto que você fica por lá ela se comprova.</p>
<blockquote><p>Perdidos no meio de toda aquela multidão, policiais, vacas, motos, rickshaws e ainda longe do hotel, a primeiríssima pessoa que vimos na rua: meu irmão Duda. Mal tínhamos colocado as mochilas nas costas quando ele apareceu, assim do nada. Não, ele não sabia que estaríamos por ali, ele estava indo almoçar com um amigo. Anote isso: Índia é a terra das coincidências.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class="    " title="Duda and Cris in Paharganj" src="http://farm4.static.flickr.com/3328/3517594737_46ab335e66_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Duda e Cris (com as mochilas) em Paharganj</p></div>
<p>Fomos com ele até o Mother Palace, o hotel onde ele estava hospedado. Deixamos as mochilas lá e fomos almoçar.</p>
<p><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paharganj" target="_blank">Paharganj</a> </em>é um bairro no centro de Delhi, também conhecido como <em>Main Bazar</em> devido às inúmeras lojas. Fica super perto a estação ferroviária de Nova Delhi &#8211; existe uma estação de Velha Delhi também, que é longe &#8211; e tem uma enorme concentração de hotéis e restaurantes baratinhos. <em>Um quarto com banheiro no Mother Palace nos custou 525 rúpias &#8211; uns USD 11</em>. É um lugar cheio de mochileiros do mundo todo, mas se você é o tipo de pessoa que viaja com mala de rodinhas, Paharganj provavelmente não é o seu lugar (explico: as ruas têm muito lixo, cocô de vaca, muita muita gente; em várias delas carro não entra e a maioria dos hotéis fica em prédios antigos e sem elevador; a mala de rodinhas não vai ficar feliz aqui).</p>
<h3>Oi Delhi, tchau Delhi</h3>
<p><img class="alignleft aside" title="Wool Delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3345/3517596061_b0aab7ab19_z.jpg" alt="" width="427" height="640" />Deixamos nosso itinerário na Índia por conta do Duda e ele sempre nos disse que cidades grandes na Índia eram o próprio inferno, que passaríamos o menor tempo possível nelas. E foi isso que aconteceu. No primeiro dia não chegamos nem a dormir em Delhi. O Duda já tinha comprado passagens para Pushkar, onde a Drica tinha ficado esperando. Era um &#8220;ônibus-cama&#8221; e sairia à noite, então só ficamos uma tarde em Delhi e já fomos embora.</p>
<p>Foi tudo uma correria, o Duda precisava comprar algumas coisas em outro bairro, pegamos um taxi mas com o congestionamento absurdo descemos no meio do caminho e fomos andando. Esta caminhada, quase corrida, no fim de tarde em uma avenida imensa de Delhi foi quando caímos na real e tivemos o primeiro choque.</p>
<blockquote><p>Várias vezes eu estava andando muito rápido ao lado do meu irmão quando de repente sentia falta do Felipe. Olhava pra trás e lá estava ele, parado no meio da calçada boquiaberto, estupefato, sem reação, olhando ao redor e tentando absorver tanta informação.</p></blockquote>
<p>Enquanto o trânsito por si só já é uma loucura, em uma enorme avenida, movimentadíssima, você não sabe dizer de que lado as pessoas dirigem aqui. Na teoria é pra ser mão inglesa mas na prática cada um dirige do lado que bem entender. Buzinar é vital e todos buzinam o tempo inteiro. E funciona. No meio dessa mesma avenida também tem vacas, e todos desviam. Tem gente dormindo no canteiro central, onde mal cabe o corpo de uma pessoa, enquanto os carros passam a toda velocidade ao lado. Quem é que escolhe um lugar desses pra dormir? Se esta pessoa estivesse morta seria apenas mais um, e teve um caso que nós ficamos na dúvida se realmente não estava. Estes são só alguns exemplos das incontáveis cenas que vimos no primeiro dia.</p>
<p>Voltamos para o hotel, reorganizamos as malas, ficamos só com duas mochilas pequenas com roupas de calor e deixamos a mochila maior guardada no hotel. Fomos até a agência de viagens onde o Duda tinha comprado as passagens. O ônibus não sai de uma rodoviária, mas do meio da rua e o ponto de encontro é na tal agência de onde alguém nos levaria, andando, até o ônibus. No caso correndo, porque estávamos atrasados.</p>
<h3>Mais uma coincidência?</h3>
<p>Lembra que eu falei que não conseguimos nos comunicar com o Duda pelo celular? Pois bem, na noite anterior ele tinha vindo de Pushkar e tinha perdido o celular no ônibus. Na agência de viagens ele pediu pro cara tentar entrar em contato com o motorista pra ver se achava o celular. Eu e o Felipe dissemos &#8220;<em>Impossível né?! No Brasil já seria impossível encontrar um celular, imagine aqui na Índia</em>&#8220;. Sem sucesso fomos até o ônibus para embarcar, o motorista era outro e depois de muito vai-e-vem aparece um garoto com o celular do meu irmão nas mãos. <em>Sab kuch milega!</em> E o mais impressionante? Assim que meu irmão pega o celular ele toca, era minha mãe ligando do Brasil, primeira tentativa. Anotou? A Índia é a terra das coincidências. Ou talvez seja a terra onde as coisas acontecem.</p>
<p><img title="Workshop Delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3401/3517596601_e99ff89575_b.jpg" alt="" /></p>
<h3>Segunda parada e o correio</h3>
<p>Paramos de novo em Delhi quando voltamos de Pushkar, uma semana depois, antes de subir para as montanhas. De novo foi a maior correria, chegamos de manhã para sair em outro ônibus à noite.</p>
<p>Tínhamos que despachar as coisas do Duda e da Drica para o Brasil e queríamos aproveitar a caixa pra enviar mais coisas, então corremos de loja em loja do Main Bazar comprando tudo que queríamos enviar. O correio na Índia é um caso à parte, a &#8220;embalagem&#8221; para envios internacionais é feita de pano, costurada e lacrada com cera quente. O endereço é escrito de canetinha à mão. Imaginem, fica com uma aparência super oficial! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No hotel pegamos um quarto para tomar um banho e reorganizar as coisas. Pagamos 275 rúpias (USD 6) pelo dia. Trocamos as roupas de calor por outras de frio, afinal estamos indo para o Himalaia, cada um com uma mochilinha pequena, enquanto a maior continuou paradinha no hotel em Delhi.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class=" " title="Fe in Delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3559/3518410390_619f426954_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Eles viram a câmera e pediram uma foto</p></div>
<h3>Última parada &#8211; passeando no centro</h3>
<p>Voltando de Varanasi, passamos nossos últimos dois dias de Índia em Delhi. Com um pouco mais de tempo conhecemos um pouquinho mais da cidade. O trem parou na estação de Velha Delhi que é uma região bem diferente e extremamente pobre. Também fomos até o centro da cidade e jantamos em um restaurante mais bacaninha, que até servia carne e cerveja (!). O centro de Delhi é o lugar mais moderno que fomos na Índia, é como o centro de qualquer outra cidade grande do mundo, o trânsito é (um pouco) mais organizado, tem prédios altos e lojas de grife. Também encontramos alguns amigos brasileiros que estavam por aqui.</p>
<p>Andamos de metrô e percebemos que a quantia de pessoas no metrô de Hong Kong é fichinha perto daqui. Enquanto lá tinha um funcionário literalmente empurrando as pessoas para dentro do trem pra porta poder fechar, aqui em Delhi é <em>muito</em> pior. Uma vez que você entra no trem, só vai conseguir descer quando o bloco de pessoas ao seu redor descer também. Não me pergunte como eles fazem, eu só sei que nós levamos sorte e as pessoas ao nosso redor desceram justamente onde a gente queria ir e nos carregou junto. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No dia de ir embora eu só queria saber de ficar grudada com meu irmão caçula. No quarto do hotel fizemos uma sessão de fotos da nova coleção de roupas deles, o que foi meio complicado, não podíamos fechar a cortina por causa da luz e sempre tinha algum intrometido espiado dos prédios ao redor. Nosso voo saía às 2 da manhã, em direção a Londres. Perto da meia-noite um taxi veio nos buscar na porta do hotel &#8211; 250 rúpias para o aeroporto já acertados com antecedência. Eu estava triste de ter que ir embora, tudo que eu queria era ficar aqui por um loooongo tempo.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"><img class="   " title="Last meal in India" src="http://farm4.static.flickr.com/3633/3600315015_edbeaeebb7_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /><p class="wp-caption-text">Última refeição em Paharganj. Sentido horário, da esquerda: Drica, Fe, Fer, Cris, Celio &amp; Duda</p></div>
<h3>Dicas e curiosidades</h3>
<p><img class="alignnone" title="Polution Delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3568/3518409274_cbace2b19e_b.jpg" alt="" /></p>
<ul>
<li>A poluição em Delhi é bizarra. Primeiro tínhamos achado <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/06/3-days-in-bangkok/">Bangkok</a> poluída, depois <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/07/hong-kong/">Hong Kong</a>, mas agora percebemos que nada se compara a Delhi. Ao meio-dia é possível olhar para o sol, sem óculos escuros, e lá está uma bola alaranjada, como se ele estivesse sempre se pondo. A poluição não é só do ar, é sonora também, além da imensa quantidade de lixo nas ruas.</li>
<li>Paharganj é um bairro bem legal para ficar, mas como eu disse é barato e não é pra quem está em busca de muito conforto.</li>
<li>Roupas: eu sabia que deveria vir com uma roupa mais cobertinha para a Índia. Calça comprida e nada de ombros à mostra, mesmo que estivesse fazendo 35 graus lá fora. Pois levei uma bronca do meu irmão e todo tipo olhares na rua por chegar de calça jeans e uma blusinha um pouco justa. Não basta se cobrir, as roupas precisam ser largas, que não marquem o corpo. É claro que isso só vale para mulheres, os homens podem andar até pelados se quiserem.</li>
<li>Comida: todo mundo fala da famosa &#8220;<em>Delhi-belly</em>&#8220;, se referindo a que todo estrangeiro que vem pra cá tem dor de barriga. Pois nós comemos em &#8220;<em>dhabas</em>&#8221; (pequenos restaurantes locais), barracas de rua, e não tivemos nenhuminha. A comida é bem picante e nós achamos tudo delicioso!</li>
<li>Nas ruas tem policiais fortemente armados e detectores de metais, você está andando na calçada e quando percebe está passando por um deles. O risco de terrorismo é grande.</li>
<li>Os homens indianos se vestem como se ainda estivessem nos anos 70, camisa de manga curta e bigodinho. Todos. Enquanto as mulheres ainda usam saris, exatamente o mesmo modelo visto em imagens de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parvati" target="_blank">Parvati</a> de milhares de anos atrás. Não todas as mulheres, é claro, mas elas usam, mesmo nas ruas de uma cidade grande como Delhi.</li>
<li>Existem sim lugares para visitar e um montão de coisas legais pra fazer em Delhi que nós não fomos/fizemos. <a href="http://wikitravel.org/en/Delhi" target="_blank">No Wikitravel tem vários deles</a>.</li>
<li>Antes de ir preste atenção nas estações. O verão é absurdamente quente &#8211; 40 graus é normal &#8211; e as monsões vão de Junho a Outubro. Nós fomos de Outubro a Novembro e eu diria que é uma época boa, já não é mais tão quente, não chove e ainda não é tão seco como chega a ficar no inverno quando a poluição aumenta muito.</li>
</ul>
<p><img class="alignnone" title="Delhi boys" src="http://farm4.static.flickr.com/3588/3517597371_e787b6da1f_b.jpg" alt="" width="640" /></p>
<p>O próximo post será sobre o Deserto do Rajastão e a linda Pushkar, uma das minhas prediletas. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Northern India special edition</title>
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		<comments>http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/07/northern-india-special-edition/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de passar por tantos países da Ásia já nos sentíamos acostumados com a cultura exótica, os idiomas com caracteres ilegíveis, comer sem saber o que estava no prato, hábitos estranhos. Estávamos bem à vontade nessa diferença toda. De repente vem a Índia. Não existe o &#8216;estar preparado&#8217; para a Índia. É um lugar pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de passar por tantos países da Ásia já nos sentíamos acostumados com a cultura exótica, os idiomas com caracteres ilegíveis, comer sem saber o que estava no prato, hábitos estranhos. Estávamos bem à vontade nessa diferença toda. De repente vem a Índia.<img class="alignnone size-full wp-image-1055" title="india_edica0_especial" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/india_edica0_especial.jpg" alt="" width="1024" height="443" /></p>
<p>Não existe o &#8216;estar preparado&#8217; para a Índia. É um lugar pra virar todos os seus conceitos de cabeça pra baixo, uma avalanche de percepções. Curry, cravo, pimenta, paprika, chai, lassi, incenso, lixo, poluição, vacas sagradas, rickshaws, camelos, tapetes, seda finíssima, saris super trabalhados, arquitetura com detalhes extremamente intrincados, miséria, riqueza, alegria, tristeza, lindo, feio, calmo e caótico. Tudo numa fração de segundo.</p>
<p>Muuuita gente. Mesmo uma vila no meio do deserto ou nas montanhas tem muita gente. Os trens são abarrotados de pessoas, o trânsito nas cidades é pura insanidade. A fé, as centenas de religiões, os milhões de homens santos e praticamente um deus pra cada atividade do dia, o <em>karma-kola</em>, termo usado pra definir o mercado da fé e os charlatões.</p>
<blockquote><p>Todo tipo de paisagem imaginável, de praias com coqueiros, passando por desertos com camelos, montanhas geladas com rios de água transparente e cidades com uma história que fazem o Coliseu parecer arquitetura moderna.</p></blockquote>
<p>O povo extremamente social e curioso. Te abraçam e beijam a toda hora, a noção de privacidade e espaço pessoal é muito menor na Índia, isso exclui as mulheres que não podem ser tocadas em público ou expor partes sensuais do corpo como os ombros. Querem saber tudo a seu respeito. Tem uma sagacidade impressionante lembrando de nomes, datas, histórias e lidam com clientes enquanto fazem comida e contam o troco.</p>
<p>Enfim, a diversidade é tanta que é impossível sair de lá sem mudar seus conceitos a respeito de tudo. Me lembro como se fosse ontem os 5 minutos que fiquei de boca aberta e sem ação quando cheguei em Pahar Ganj, um bairro de Delhi. A Índia é definitivamente uma outra dimensão.</p>
<p>Quando estávamos planejando a viagem, a Índia não era o destino que mais me empolgava, tinha ouvido muitas histórias de roubadas, que nós também passamos, mas não é tão mal assim. A maior razão de irmos era encontrar com o Duda, irmão da Cris, e a Drica, sua companheira, que já moram lá há  alguns anos. E também porque a Cris sempre quis muito ir pra lá. Nessa jornada foi super importante ter o Duda e a Drica como nossos &#8216;guias&#8217;. Eles nos levaram a lugares muito especiais, explicaram os costumes, histórias e dicas que enriqueceram muito o nosso tempo na Índia.</p>
<p>Passamos vinte dias por lá, pouquíssimo tempo para um país tão grande e diverso, pouco mesmo para a parte norte. Um tempo razoável seriam 3 meses pra essa região. Mesmo assim tivemos experiências pra encher um livro e fotos pra montar uma exibição, que usamos agora nesses posts, e por isso resolvemos criar uma série especial dividida em 5 partes:</p>
<h2><a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/08/delhi-the-main-stop/">Delhi, a parada principal</a></h2>
<p>A capital da Índia com tudo do melhor e do pior que o país tem para oferecer. Uma cidade enorme, populosa, caótica. Era nosso ponto de parada entre uma viagem e outra. Nos hospedávamos em Pahar Ganj planejando o próximo destino e enquanto não tínhamos que esperar pelo próximo ônibus/trem/avião, íamos a mercados locais, restaurantes e galerias com todo o tipo de quinquilharia imaginável.</p>
<p><img title="Streets of delhi" src="http://farm4.static.flickr.com/3610/3517597811_4ecb779964_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<h2><a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/08/pushkar-rajasthan/">Pushkar e o deserto do Rajastão</a></h2>
<p>Muito calor, poeira, camelos e templos. Estivemos no Deserto do Rajastão durante a &#8220;<em>Camel Fair</em>&#8221; um evento que une toda a região. Tivemos a oportunidade de conhecer os reais habitantes do deserto com seus turbantes coloridos e túnicas brancas. Conhecemos ainda a casta dos costureiros ajudando a Drica e o Duda no trabalho deles. Visitamos templos em montanhas e um Kali Baba morando num oásis. A linda Pushkar, única cidade da Índia dedicada a Lord Brahma.</p>
<p><img title="camel" src="http://farm4.static.flickr.com/3660/3518413564_f45315dff9_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<h2><a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/09/parvati-valley-the-indian-himalayas/">Parvati Valley, o Himalaya indiano</a></h2>
<p>Florestas verdes de pinheiros, rios de águas cristalinas e as montanhas cobertas de gelo que poderiam até ser confundidas com paisagens européias. Passamos algumas madrugadas congelantes dividindo um quarto sem cama ou banheiro entre 6 pessoas numa pequena vila a quase 3,000 metros de altitude. Entre um trekking e outro nas montanhas, comíamos junto com os moradores da vila e pegávamos lenha para nos aquecer à noite com o nosso <em>tandoori</em>. Fomos a piscinas termais naturais e descemos o Himalaya beirando enormes precipícios no topo de um ônibus local.<img class="alignnone size-full wp-image-1068" title="himalaya" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/himalaya.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<h2>Dharamsala, um pedaço do Tibete na Índia</h2>
<p>Monges, templos budistas e as coloridas bandeirinhas tibetanas. Essa cidade ao pé das montanhas foi uma jornada na arte e cultura tibetanas com suas pinturas e esculturas tão detalhadas . Visitamos templos psicodélicos, tomamos chá nas montanhas e fizemos trilhas no pé do Himalaya.</p>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/dharamsala.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1067" title="dharamsala" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/dharamsala.jpg" alt="" width="940" height="640" /></a></p>
<h2>Varanasi, a cidade mais antiga do mundo</h2>
<p>Edifícios antiquíssimos, a mais fina seda da Índia, cremação ao ar livre, muitos templos e o sagrado rio Ganges, o lugar onde a Índia começou. Ficamos hospedados em um edifício de algumas centenas de anos, vimos a incrível <em>Puja,</em> uma cerimônia sagrada que acontece diariamente às margens do Ganges, visitamos templos, vimos alguns corpos sendo cremados e outros literalmente esperando a morte chegar. Andamos por muitos labirintos dentro da cidade dividindo o espaço com macacos ladrões, vacas comendo lixo, comerciantes, corpos, homens sagrados e outros nem tanto.</p>
<p><a href="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/varanassi.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1069" title="varanassi" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/varanassi.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></a></p>
<p>Depois dessa viagem passamos a dividir a Terra em Ocidente, Oriente e Índia. É um lugar único. Que não temos dúvida de que vamos voltar. Fique ligado, a série está só começando.</p>
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		<title>Hong Kong, a China britânica</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 11:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pra ir de Bangkok a Nova Delhi usando a passagem de volta ao mundo era necessário fazer escala em Hong Kong. Um pouco estranho, afinal é totalmente fora da rota, mas regras são regras e nós não poderíamos desperdiçar a oportunidade de conhecer um pedacinho da China. Resolvemos então sair do aeroporto e passar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-968" title="hk_header" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/hk_header_pt.jpg" alt="" width="1200" height="615" /></p>
<p>Pra ir de Bangkok a Nova Delhi usando a passagem de volta ao mundo era necessário fazer escala em Hong Kong. Um pouco estranho, afinal é totalmente fora da rota, mas regras são regras e nós não poderíamos desperdiçar a oportunidade de conhecer um pedacinho da China. Resolvemos então sair do aeroporto e passar o fim de semana por lá.</p>
<h3>Dormindo no aeroporto</h3>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-969" title="visitors" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/visitors.jpg" alt="" width="293" height="143" />Depois de ler que o aeroporto de Hong Kong é um dos melhores do mundo pro viajante sem grana que quer economizar com hotel &#8211; <a href="http://www.sleepinginairports.net/index.htm" target="_blank">lembra do site sobre dormir em aeroportos?</a> -, organizamos nosso voo pra chegar lá tarde da noite de sexta e o outro pra sair de manhã cedo, segunda-feira. Poderíamos dormir no aeroporto tanto na chegada quanto na saída e ainda teríamos uma pra dormir na cidade.</p>
<p>Já no aeroporto sentimos a diferença radical entre Hong Kong e Bangkok. No banheiro, tudo automatizado. O aeroporto é enorme, com esteiras rolantes pra lá e pra cá, tudo super moderno. Tem trem para ir de um terminal a outro, mas pra falar a verdade nós não estávamos entendendo muita coisa, só seguimos as outras pessoas. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Imigração tranquilíssima, carimbo de 90 dias no passaporte sem precisar responder a nenhuma pergunta (<em>carimbo em chinês, muito fofo!</em>). E lá vamos nós pegar as malas. Putz, assim como quando <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/02/the-air-conditioned-city/" target="_blank">dormimos no aeroporto de Cingapura</a>, nos arrependemos de ter malas pra pegar pois a área de trânsito aqui também é muito mais confortável.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-970" title="icons" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/icons.png" alt="" width="293" height="59" />No saguão principal vimos inúmeras pessoas com a mesma ideia que a gente, demoramos um pouco até achar um lugar mais reservadinho e perto de uma tomada &#8211; eu ainda passaria várias horas no computador em busca de um hotel e de coisas pra fazer no nosso fim de semana em Hong Kong. <em>Ah sim! Esse aeroporto tem internet grátis!!</em></p>
<p>Dormir aqui foi bem melhor do que em Cingapura e eu faria de novo na boa.</p>
<p><img class="alignnone" title="sunrise at the airport" src="http://farm4.static.flickr.com/3580/3491045552_4f500a91db_z.jpg" alt="" width="640" height="428" /></p>
<p>Ao acordar fomos presenteados com uma vista linda da nossa &#8216;cama&#8217;: o sol nascendo alaranjado entre as montanhas ao lado da lua cheia. Uau. E eu nem sabia que Hong Kong era tão montanhosa.</p>
<h4>Muito melhor do que isso foi a nossa última noite no aeroporto</h4>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3276/3491071382_357bef958e_m.jpg" alt="" width="160" height="240" /></strong>Voltamos no domingo fim de tarde torcendo para que deixassem que a fizéssemos o <em>check in</em> com tanta antecedência &#8211; o voo era só no dia seguinte de manhã. As funcionárias da Cathay Pacific foram hiper gentis, despacharam nossas malas e nós passamos para a área de trânsito.</p>
<p>A partir daí comecei a me sentir a pessoa mais VIP do mundo. Passando os portões o aeroporto se transforma em outro mundo, com vários restaurantes, lounges/bares com sofás confortabilíssimos, massagem, área de leitura, sala de tv e área de descanso. Tudo isso com internet grátis.</p>
<p>Passei horas conversando com a família no Brasil e dormi em uma espreguiçadeira deliciosa usando meu saco de dormir como coberta. As luzes até ficaram mais baixinhas de madrugada! Sinceramente, quem precisa de hotel?</p>
<blockquote><p>Dormi em uma espreguiçadeira deliciosa usando meu saco de dormir como coberta. As luzes até ficaram mais baixinhas de madrugada! Sinceramente, quem precisa de hotel?</p></blockquote>
<p><strong>Aprendemos a lição:</strong> da próxima vez que quisermos passar a noite no aeroporto marcaremos o voo para sair de manhã cedo. Ou até melhor do que isso, viajaremos com apenas bagagens de mão! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Sábado na Península de Kowloon</h3>
<p>Descobrimos que os hotéis mais baratos ficam em Kowloon, que faz parte de Hong Kong mas fica na península, na parte continental da China, e não na ilha de Hong Kong em si. De manhã separamos duas mudinhas de roupa na mochila pequena e deixamos todo o resto da tralha no guarda-volumes do aeroporto, pegamos o trem de dentro do aeroporto direto para Kowloon. O sistema de metrô/trens de Hong Kong é ótimo, bem fácil de usar.</p>
<p>Lá fomos nós seguindo as direções que encontramos no <a href="http://www.hostelworld.com/" target="_blank">Hostel World</a>. Só achamos estranho que vários hotéis pareciam estar no mesmo endereço. (?)</p>
<p><img class="alignleft" title="koolon" src="http://farm4.static.flickr.com/3330/3490233049_58e77dafb2_m.jpg" alt="" width="160" height="240" />Chegando ao nosso escolhido, o Li&#8217;s Hostel, entendemos tudo. No mesmo prédio ainda estavam outros hostéis, cada um ocupando um andar diferente. Imagine como são os elevadores num lugar desses! Por sorte o nosso era no terceiro andar, então usávamos as escadas.</p>
<p><em>O preço do quarto era 250 Hong Kong Dolars (aprox. US$ 32)</em>, um dos mais baratos que encontramos.  A impressão inicial não foi das melhores. A recepção parecia algo clandestino e meio sujo. Mas o quarto, apesar de pequeno &#8211; a porta mal abria -, surpreendeu. Era limpo, a cama confortável, o banheiro dentro do quarto tinha até banheira e no quarto tinha televisão com Sky! Super luxo pros nossos padrões de viagem.</p>
<p>Passamos o dia passeado por Kowloon, que é também a região mais populosa de Hong Kong. Fomos a vários bairros usando o metrô e caminhando, visitamos mercados ao ar livre que tinha todo tipo de bugiganga imaginável intercaladas com lojas vendendo frutos do mar secos, que tem um cheio horrível. Em outro bairro vimos lojas imensas de eletrônicos e marcas famosas.</p>
<p><img class="alignnone" title="dry" src="http://farm4.static.flickr.com/3600/3491050448_94234dd42e_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<blockquote><p>Comprar joias é tão comum em Hong Kong que o tal panfleto até explica como o turista deve proceder para verificar se a pedra é verdadeira.</p></blockquote>
<p>Muitas joalherias, com vitrines super lindas. Entendemos por que no aeroporto tinha um panfleto-guia de como e onde comprar joias por aqui. Várias pessoas vem para Hong Kong exclusivamente para comprar joias, são <em>muito</em> baratas. Pulseiras trabalhadíssimas de ouro, pedras como diamantes e rubis enormes, vimos de tudo em várias vitrines, na rua mesmo, com preços inacreditáveis. Se tivéssemos deixado pra comprar nossas alianças aqui teria saído ainda mais barato do que foi em <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/06/3-days-in-bangkok/" target="_blank">Bangkok</a>. Comprar joias é tão comum em Hong Kong que o tal panfleto até explica como o turista deve proceder para verificar se a pedra é verdadeira.</p>
<p>As ruas de Kowloon são muito legais, a região é mais pobre do que a ilha e parece ter menos influência inglesa. Muita gente nas ruas, muita coisa acontecendo, a maioria das pessoas falando chinês.</p>
<p><img class="alignnone" title="koolow" src="http://farm4.static.flickr.com/3332/3491051500_f4e5c21d39_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p>Se andar na calçada se prepare para se molhar, o ar condicionado dos prédios está sempre pingando! Em alguns momentos pensávamos que estava chovendo, mas o sol estava lá no céu, bonitinho. Quero dizer, não tão bonitinho assim&#8230; o dia parece estar sempre meio nublado em Hong Kong&#8230;</p>
<h3>Bruce Lee and the Symphony of Lights</h3>
<p>Todas as noites, às 20hs, acontece em Hong Kong a Symphony of Lights (Sinfonia das Luzes). A apresentação multimídia, que já foi para o Guinness como o maior show de som e luz do mundo, consiste em 44 prédios sincronizados, tanto na ilha de Hong Kong quanto em Kowloon, acendendo suas luzes e disparando raios laser em sincronia com a música clássica que toca nos auto-falantes ao longo da orla.</p>
<p>O melhor lugar para assistir, sem gastar, é do lado da península mesmo, pois a maioria dos prédios participantes ficam do lado oposto, na ilha. Mas se quiser gastar um pouco mais, tem vários barcos que fazem mini cruzeiros durante o evento, deve ser legal estar no mar e ver os dois lados.</p>
<p><img class="alignnone" title="bruce lee statue" src="http://farm4.static.flickr.com/3100/3490239639_607f6267d0_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<p>Nós ficamos em terra firme e chegamos cedo pra pegar um lugar bom. Enquanto não começava tiramos fotos com a estátua do Bruce Lee, pra quem não sabe ele era de Hong Kong, tomamos sorvete e praticamos muito &#8220;<em>people watching</em>&#8220;, num lugar mistureba como Hong Kong é divertidíssimo!</p>
<p>O show começou e foi incrível! As luzes dos prédios dançam!! A música fica bem alta e dá a sensação que a gente está dentro de tudo aquilo. Lindo lindo, super recomendo. E o melhor: <strong>tudo free</strong>. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Domingo em Hong Kong</h3>
<h4><strong>The Peak</strong></h4>
<p>É o ponto mais alto da ilha. Pra chegar lá é preciso pegar um funicular que chega a 48 graus de inclinação, <em>isso é muito inclinado!</em> O caminho é longo e olhar pela janela dá a sensação de que são os prédios que estão tortos. Achei bem legal. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Na Peak Tower está o museu de cera <strong>Madame Tussauds </strong> e do lado de fora, como atrativo, uma estátua de cera adivinhe de quem? Bruce Lee! Ele está por tudo!</p>
<p>Compramos um ingresso de <em>HKD 48 (US$ 6,20)</em>, que dava direito a subir até a Sky Tower Terrace, o ponto mais alto<em>.</em></p>
<p><img class="alignnone" title="Hong Kong city" src="http://farm4.static.flickr.com/3350/3490245223_96b3fec743_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-978" title="poste" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/poste.png" alt="post" width="313" height="494" />A vista lá de cima deve realmente ser maravilhosa, se não fosse a poluição. Lembra que falei sobre parecer que está sempre nublado em Hong Kong? De cima da torre dá pra entender bem o problema, do lado de onde deveria dar pra ver a baía e os barcos, nós só víamos uma grande neblina. Ingenuamente nós achamos que era neblina mesmo, mas encontramos um brasileiro lá em cima, que morou muitos anos em Hong Kong. Ele nos explicou que há alguns anos atrás isso não era assim, que essa poluição vem da China continental. Eu imagino que o fato da ilha ser montanhosa deve contribuir para segurar essa poluição justo aqui em cima. Triste, porque o lugar é lindo. Muito mais lindo do que eu imaginava antes de vir.</p>
<p>O The Peak também tem outros atrativos, lojas, restaurantes, trilhas pelo morro, além de ter na parede uma exposição de fotos antigas e uma linha do tempo contando a história da colonização britânica. Vale a visita.</p>
<p>Passear pelo centro de Hong Kong é uma experiência completamente diferente de Kowloon. Aqui os prédios, todos bem altos, não pingam. É tudo super moderno, avenidas largas. Os ônibus tem dois andares, como os de Londres mas mais modernos.</p>
<h4>Beach time &#8211; Repulse bay</h4>
<p>Como estamos em uma ilha, resolvemos dar um pulinho na praia. Andamos muito até achar o terminal de ônibus e mais ainda dentro do terminal até achar o ônibus que deveríamos pegar para Repulse Bay. Foi legal ficar andando pelo centro, vimos até um casal de noivos super fofos e eu lembrei das nossas alianças tailandesas que ainda estavam na caixinha (eu queria esperar por um momento romântico pra começar a usá-las hehe).</p>
<p><img class="alignnone" title="repulse bay" src="http://farm4.static.flickr.com/3410/3490247607_74913ea843_z.jpg" alt="" width="640" height="427" /></p>
<p><img class="alignleft" title="prohibited sign beach " src="http://farm4.static.flickr.com/3408/3491061026_b3723c7dc1_m.jpg" alt="" width="160" height="240" />O trajeto do ônibus até a praia é super lindo. Por causa das montanhas passamos por regiões sem nenhuma construção, tudo verde, coisa rara por esses lados daqui. Descendo o morro passamos por várias praias e o motorista nos avisou onde deveríamos descer &#8211; não que ele falasse inglês, mas nós nos entendemos muito bem! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Repulse Bay é uma praia bonita e bem tranquila. Nem poderia ser diferente, a coisa que mais se vê por aqui são sinais de proibido. É proibido mergulhar, soltar pipa, pescar, andar de bicicleta, surfar, jogar bola, cachorro, tudo! <em>Ué, não tem nada pra fazer nessa praia então?</em> A não ser que você tenha um bom livro, acho que não.</p>
<p>Na outra ponta da praia está o<strong> Kwun Yam Shrine</strong>. Um tipo de templo com várias imagens de deuses e santos no melhor estilo chinês. Foi uma das coisas mais legais que vimos em Hong Kong, cada parte do templo tem um significado que geralmente está escrito na entrada, cheios de superstição. Adoro essas coisas! Como não sou boba fiz questão de caminhar por cima da Ponte da Longevidade e adicionar mais três anos à minha vida. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<div class='flickr-mini-gallery fmg-hover-image' lang="_s&_z" rel="user_id=81229197@N00&tags=kwunyamshrine&min_upload_date=&max_upload_date=&min_taken_date=&max_taken_date=&license=&sort=&bbox=&accuracy=&safe_search=&content_type=&machine_tags=&group_id=&lat=&lon=&radius_units=&per_page=30&extras=,description" longdesc='photosearch'></div>
<p>A esse ponto já estávamos exaustos e fomos para o aeroporto, mais um ônibus, mais uma caminhada e mais um trem.</p>
<p>Hong Kong ainda tem inúmeras outras atrações que nós não visitamos, eu fiquei querendo ter reservado mais tempo pra passar aqui. Tem o Buda Gigante, que eu queria muito ver mas é uma mega escadaria pra subir e não ia rolar a essa hora. Tem as outras ilhas, Lantau e Macau, tem museus, parques de diversões &#8211; incluindo a Disney, entre outras coisas.</p>
<p>Hong Kong me surpreendeu, talvez porque eu não tivesse muitas expectativas, mas gostei muito e super recomendo.</p>
<p><img class="alignnone" title="temple" src="http://farm4.static.flickr.com/3416/3491067716_8635338369_b.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></p>
<h3>Dicas</h3>
<ul>
<li>Por ser ex-colônia britânica é muito fácil se virar por aqui e encontrar quem fale inglês</li>
<li>Apesar de fazer parte da China, Hong Kong ainda tem administração totalmente separada do continente. A moeda é outra e o serviço de imigração também. Para entrar na China continental é preciso tirar visto antecipado</li>
<li>Tsim Sha Tsui é a região de Kowloon com a maior concentração de hotéis baratos e é pra onde a maioria dos mochileiros vão</li>
<li>Nós nem precisamos comprar um guia, os panfletos que pegamos no aeroporto explicavam tudo muito bem, o que fazer, pra onde ir, como chegar, quanto custa..</li>
<li>Compras: vale muito a pena ter uma graninha no bolso para joias e eletrônicos</li>
<li>Quando fomos era primavera e estava muito calor, 28 graus todos os dias, mas <a href="http://www.noplacelikehere.com/pt/2010/05/would-you-live-in-singapore/" target="_blank">não é insuportável como Cingapura</a></li>
<li>Quando for ao restaurante, se vier uma sopa de acompanhamento, preste atenção se não tem um pé de galinha dentro</li>
<li>Aqui também tem Bread Talk <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </li>
</ul>
<p>No avião da Cathay Pacific, voando da China para a Índia, cansamos de esperar o momento ideal e decidimos começar a usar as alianças. <em>Melhor fazer isso antes que a gente as perca! </em>Ainda acho muito brega chamar um ao outro de &#8216;noivo&#8217;, mas que a aliança ficou bonitinha na mão, isso ficou. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>A nova cara do NPLH</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse post não tem muito a ver com viagens, é pra ser mais um update do que está acontecendo por aqui. Como muitos, nós começamos o blog por pura diversão, mais pra ser um diário de viagens do que qualquer outra coisa. Não tínhamos muita pretensão com ele. Agora estamos nos envolvendo cada vez mais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Esse post não tem muito a ver com viagens, é pra ser mais um <em>update</em> do que está acontecendo por aqui.</p>
<p>Como muitos, nós começamos o blog por pura diversão, mais pra ser um diário de viagens do que qualquer outra coisa. Não tínhamos muita pretensão com ele. Agora estamos nos envolvendo cada vez mais e sendo mais rigorosos na edição. O Felipe, que como muitos sabem é webdesigner, estava há tempos querendo mudar o layout e melhorar umas funções que estavam meio bagunçadas, daí veio a ideia de então fazermos uma reforma geral.</p>
<h3>O que mudou</h3>
<h4>Remando contra a maré</h4>
<p>A maioria das pessoas tende a pensar &#8220;<em>o que dá pra adicionar no blog?</em>&#8220;, isso acaba criando saturação de funcionalidade (&#8220;<em>feature creep</em>&#8220;) e desvirtuando o propósito real do blog.</p>
<p>Nós pensamos exatamente o contrário &#8211; <em>o que está sobrando? </em>Praticamente tudo. A barra lateral que tínhamos antes era uma distração pra quem estava lendo um post. Algumas funções ficam melhor nas suas próprias partes, sem interferir na leitura. Então agora em vez de barra lateral, temos rodapé.</p>
<h4>Foco na leitura e nas fotos</h4>
<p>Apesar de eu gostar de fontes pequenas (talvez isso mude com a idade! hehe), o Fe me convenceu de que aumentando a fonte também aumentaria o conforto durante a leitura. A tipografia e o fundo também mudaram pelo mesmo motivo.</p>
<p>O cabeçalho lá de cima saiu e deixamos as imagens por conta das fotos dentro dos posts, que temos muitas!</p>
<h4>Novo plugin de idiomas</h4>
<p><span style="font-weight: normal;">Para ter o site em português e inglês sem misturar tudo em um texto só usávamos um plugin que estava desatualizado e entrava em conflito com outros aplicativos. Agora estamos usando outro muito melhor, mais fácil de editar, que vai permitir que cada pessoa leia o blog no seu idioma preferido, sem aquela bagunça de ter que ficar clicando na bandeirinha lá em cima o tempo inteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Com isso os <em>permalinks </em>dos posts (o endereço que aparece lá em cima na barra de endereços) vão mudar. Talvez no início a gente tenha algum</span><strong> conflito com o RSS feed</strong><span style="font-weight: normal;">, portanto, assinantes, agradecemos a paciência!</span></p>
<p>Também por causa disso todos os &#8220;<em>likes</em>&#8221; que você clicaram até aqui vão zerar (<em>droga!</em>). Mas não vamos achar ruim se vocês quiserem clicar em todos eles de novo. <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<h4>Cara de revista</h4>
<p>Queríamos ter mais liberdade criativa nos posts e criar um estilo editorial mais parecido com as revistas do mundo real, então alguns posts mais especiais terão uma direção de arte própria, com cor, fontes e fundo diferentes.</p>
<p>Um exemplo é o <a href="www.noplacelikehere.com/2010/06/3-days-in-bangkok/" target="_blank">post de Bangkok</a>, que já está nesse esquema pra vocês saberem do que estamos falando.</p>
<h4>Mapa</h4>
<p>A página que antes se chamava &#8220;<em>roteiro</em>&#8220;, agora passou a ser &#8220;<a href="www.noplacelikehere.com/itinerary" target="_blank"><em>onde estivemos</em></a>&#8221; e ao invés do mapa marcar apenas a rota da viagem de volta ao mundo, agora marca todos os lugars para onde já viajamos&#8230; Bem, quase todos.  A estrelinhas representam lugares especiais pra gente. Com o tempo pretendemos também linkar os posts relacionados a cada lugar dentro do mapa.</p>
<h4>Mudanças editoriais</h4>
<p>Estamos com novas idéias sobre o conteúdo do site. Não vou contar todas, mas uma delas é abrir um espaço para <strong>posts convidados</strong>, então se alguém estiver interessado estamos super abertos a idéias!</p>
<h3>Por enquanto é isso</h3>
<p>Não conseguimos ficar parados muito tempo e novidades sempre vão aparecer. É também bem provável que no começo apareçam uns <em>bugs</em>, um defeitinho aqui, outro ali. Vamos arrumando conforme eles apareçam e se você achar algum por aí, fique à vontade de nos avisar. Thanks! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Tchau layout antigo</h3>
<p>Apesar da mudança, a gente ainda gosta do nosso layout antigo. Aqui vai uma fotinho pra gente não se esquecer dele.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-924" title="Old_site_screenshot" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/Old_site_screenshot.jpg" alt="" width="640" height="401" /></p>
</div>
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		<title>Braaasiiil! Ronaldo!</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 03:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aproveitando a onda da Copa do Mundo, nós também não poderíamos deixar passar em branco. Primeiro porque eu amo futebol, há um mês estou aqui brigando com o sono pra assistir essa Copa nas madrugadas geladas da Nova Zelândia. Segundo porque sendo brasileiros não dá pra não falar de futebol. E terceiro porque o NPLH [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_702" class="wp-caption alignnone" style="width: 528px"><img class="size-full wp-image-702    " title="Thai_Brasil" src="http://www.noplacelikehere.com/wp-content/uploads/2010/07/Thai_Brasil.jpg" alt="Brasil in Thailand" width="518" height="389" /><p class="wp-caption-text">A amada camisa do Brasil na Tailândia | photo by Pasqual/Ale</p></div>
<p>Aproveitando a onda da Copa do Mundo, nós também não poderíamos deixar passar em branco. Primeiro porque eu amo futebol, há um mês estou aqui brigando com o sono pra assistir essa Copa nas madrugadas geladas da Nova Zelândia. Segundo porque sendo brasileiros não dá pra não falar de futebol. E terceiro porque o NPLH é um site globalizado e o <em>mundo</em> ama futebol.</p>
<p>Tá, pode ser que alguém aqui ou ali não se interesse muito pelo esporte mais popular do planeta. Mas em geral o que vimos com as nossas andanças por aí é que sim, o mundo ama futebol.</p>
<p>Prova disso é a frase-título desse post. Essa foi provavelmente a frase mais ouvida de toda nossa viagem de volta ao mundo. Geralmente começava assim:</p>
<p>Eles: <em>Where are you from? (De onde vocês são?)</em><br />
Nós: <em>Brasil.</em><br />
Eles: <em>Braaasiiil! Ronaldo!</em></p>
<p>Sério, às vezes parecia mentira. Era exatamente a mesma coisa, assim, idêntico mesmo, em cidades grandes ou vilas minúsculas.  Na Oceania, na Ásia, na Europa, na África, na América do Sul e até na Índia, que na verdade é outro planeta, mas lá foi uma vezinha só.</p>
<p>Talvez se isso acontecesse hoje as pessoas dissessem <em>&#8220;Brasil! Kaká!&#8221;</em>, ou então <em>&#8220;Brasil! Robinho!&#8221;</em>. Não importa o jogador, a verdade é que o Brasil é sinônimo de futebol ao redor do nosso lindo planeta azul.</p>
<p>Alguns sabiam muito pouco e a conversa terminava por aí, outros sabiam um pouco mais e adoravam falar de como era o esporte no seu próprio país, pra que time torciam, etc. Mas o mais surpreendente foi um vendedor de lamparinas no Marrocos, que começou com Ronaldo e foi até Garrincha com um conhecimento de dar inveja a muito brasileiro, euzinha, inclusive! <img src='http://www.noplacelikehere.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O mais legal é ver o sorriso que se abre no rosto das pessoas quando começam a falar disso. Às vezes chegávamos a pensar <em>&#8220;aiai, lá vamos nós, tudo de novo&#8230;&#8221;</em>, mas a empolgação com que elas falavam e esses sorrisos todos só nos deixavam felizes de poder repetir a mesma história <em>again and again</em>.</p>
<p>Isso nos dá um baita orgulho do nosso esporte nacional, que além das arritmias cardíacas também dá esperança e alegria a tanta gente dentro de fora do Brasil.</p>
<p>Olha só as carinhas do casal tailandês que encontramos em Koh Phangan, vestindo a camisa canarinho, na foto lá em cima.</p>
<p>O Brasil é o único país que participou de absolutamente todas as Copas da Fifa. Hoje saiu de uma delas já sonhando com a próxima. 2014 vai ser especial. Vamos abrir nossa casa pro resto do mundo ver, com muito prazer.</p>
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