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		<title>Mundo S.A: Já pisou em alguém hoje? Entrevista com o artista Mauro Marques Kersul</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2017 19:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Camila Ávila]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem disse que para contar uma história precisamos escrever ou falar? Para além das palavras, a arte possibilita que entendamos o mundo, bem como suas agonias e alegrias, através de muitas vertentes. &#160; O artista plástico Mauro Marques Kersul, por exemplo, é um contador de histórias. E dos bons! Mas ele não usa canetas, papeis, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem disse que para contar uma história precisamos escrever ou falar? Para além das palavras, a arte possibilita que entendamos o mundo, bem como suas agonias e alegrias, através de muitas vertentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="wp-image-231 size-full aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-Marques-Kersul.jpg" alt="Mauro Marques Kersul" width="432" height="206" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-Marques-Kersul.jpg 432w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-Marques-Kersul-300x143.jpg 300w" sizes="(max-width: 432px) 100vw, 432px" /><br />
O artista plástico Mauro Marques Kersul, por exemplo, é um contador de histórias. E dos bons! Mas ele não usa canetas, papeis, máquinas de escrever ou computadores. Seus instrumentos de trabalho são, na verdade, pincéis, tintas, telas, pedaços de ferro e instrumentos de solda, além de muita criatividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Marques conta  como iniciou sua trajetória como artista e qual foi o papel que seu pai desempenhou nesse caminho: <em>“Meu pai sempre incentivou a gente a desenhar. Disse que era pra acreditarmos sempre no que nós queríamos, que tudo a gente podia. Eu me lembro até dele apontar o dedo para a cabeça e dizer que está tudo lá dentro. E aí eu comecei acreditar e a desenhar. Além disso, meu pai também nos ensinou a nunca dizer não pra vida. Ele dizia: &#8216;tenta, mesmo se não der certo uma vez, tenta. É errando que a gente vai aprendendo&#8217;. E foi assim que surgiu a minha primeira obra de arte aos 12 anos de idade. Minha professora do colégio não gostou, olhou com desdém e disse que se eu quisesse desenhar teria que aprender primeiro, mas meu pai em contrapartida disse: &#8216;ela não entende nada de arte, você entende&#8217; e anos depois, encontrei, em uma de suas pastas da empresa, o meu desenho guardado. Foi uma grade surpresa!”</em></p>
<div id="attachment_213" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-213" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-primeira-arte-aos-12.jpg" alt="Lavadeira. Obra e fotografia de Mauro Marques." width="310" height="409" /><p class="wp-caption-text">Lavadeira. Obra e fotografia de Mauro Marques.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>História da gravura:</strong> <em>&#8220;Tinha umas lavadeiras que moravam no alto do São Geraldo, e sempre me fascinou ver aquelas mulheres com a trouxa na cabeça. nunca pude entender como era possível que elas carregassem aquilo daquela maneira. E uma vez fui com minha mãe e fiquei olhando aquelas mulheres e minha mãe me puxando para ir embora e eu olhando para trás. Esse desenho mistura aquilo que ficou na memória: minha mãe (a mulher) puxando a criança (eu), e a trouxa fazendo referencia às lavadeiras.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas hoje, o que o G.A vem apresentar são os trabalhos do artista que choram as dores do mundo.<br />
As obras que exprimem a sensibilidade do olhar de quem enxerga não só sua própria sombra, mas também, e, principalmente, a dor do outro. A desigualdade, a destruição, o descuido com o planeta e a falta de empatia e amor que têm pairado sobre nós, estão expostos ali, pra quem quiser ver, em tela.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“As minhas obras que exprimem o que há de mais obscuro no mundo, surgem dos fantasmas que me assombram, marcam, e ficam latejando dentro de mim. Eu sou humanista, e essa quantidade de noticias e de coisas que vemos, bem como os resquícios de dor, eu procuro colocar pra fora. Não são telas feitas especificamente pra uma ou outra exposição. É algo que vivencio, observo, e externo através da arte. Eu procuro dialogar com as minhas dores . Sabe aquilo que fica latejando dentro de você e causa uma profunda tristeza? eu tento desabafar através da pintura ou esculpindo. O que eu acho é que o ser humano têm seguido por um caminho de insensibilidade total, e eu penso que nunca é muito você expressar isso, algo que você sente, vivencia na carne e na alma”</em> relata Marques.</p>
<div id="attachment_214" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-214" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-6.jpg" alt="Mundo SA, já pisou em alguém hoje? Arte e fotografia: Mauro Marques." width="400" height="334" /><p class="wp-caption-text">Mundo SA, já pisou em alguém hoje? Arte e fotografia: Mauro Marques.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>História da gravura:</strong> <em>&#8220;Eu estava no Rio de Janeiro pra abertura de uma exposição, entre Ipanema e copa, e presenciei um patrão humilhando um funcionário que havia deixado uma caixa cair no chão. Ele o tratava de uma maneira horrível, o funcionário estava como um cachorrinho, aguentando tudo, calado, humilhado, sem esboçar uma reação&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após relatar a história, o artista comenta: <em>&#8220;Eu fiquei em choque em perceber como as pessoas são capazes de maltratar os outros. Penso da seguinte maneira: ninguém deve ser domado ou doutrinado. Doutrinação é uma forma de violência. Você tem que se descobrir, ser a pessoa que doma seus demônios para que possa conviver de maneira harmoniosa com você, principalmente, para depois poder viver uma relação com outros. Quando você xinga ou briga com alguém, você está, na verdade, brigando com seus demônios, por isso é importante mante-los controlados, para que você possa ser feliz e viver em paz&#8221;.</em></p>
<div id="attachment_216" style="width: 416px" class="wp-caption alignleft"><img class="wp-image-216 size-full" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK3.png" alt="Compassion. Arte e fotografa: Mauro Marques" width="406" height="406" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK3.png 406w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK3-150x150.png 150w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK3-300x300.png 300w" sizes="(max-width: 406px) 100vw, 406px" /><p class="wp-caption-text">Compassion. Arte e fotografa: Mauro Marques</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>História da gravura:</strong> representa o desespero, a dor e a morte dos refugiados.<br />
<em>&#8220;O Homem não consegue mais crer na justiça de Deus que uns tanto pregam. É uma abstrata demais. Então ele tem que conviver com todas as informações e vai se tornando cada vez menos humano. É capaz de se sensibilizar agora e no momento seguinte destruir o mundo. Hoje não temos tempo nem para chorar uma morte que vimos acontecer aqui, porque no momento seguinte já tem outra. Se há violência agora, amanhá terá outra pior.&#8221; desabafa o artista que, diz ver a cura na arte &#8220;arte cura, é um fato. e está em tudo, todas as pessoas sabem fazer arte. Esculpir, escrever, desenhar, cozinhar&#8230; Se você colocar a sua assinatura, isso acalma. Aquilo que é automático não. O ser humano está se tornando totalmente automatizado&#8221;.</em></p>
<div id="attachment_217" style="width: 390px" class="wp-caption alignright"><img class="wp-image-217" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-8-300x182.jpg" alt="Jesus Crucificado. Arte e fotografia: Mauro Kersul" width="380" height="231" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-8-300x182.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-8-768x466.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-8.jpg 850w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /><p class="wp-caption-text">Perdoai! eles não sabem o que fazem. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mauro ainda conta que para ele, Deus está &#8220;alí&#8221;: <em>&#8220;Para mim, a arte é a verdadeira manifestação de Deus no universo, quando você se entrega a arte de fazer algo é o momento que você faz esse contato.” e comenta sobre uma outra &#8220;certeza&#8221; que tem: &#8220;Deus é mulher. Carrego esse sentimento principalmente pela questão do acolhimento. Nesse ponto os homens estão mais perdidos. Toda mulher é santificada pelo amor, pelo coração, pelo que ela suporta, etc. Existe a mulher e depois existe o resto.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Marques também pinta a ganância, que leva não só a uma vida vazia, de prioridades fúteis, mas também à destruição do nosso planeta. E sobre isso ele diz que deveríamos rever nossas atitudes: <em>&#8220;você precisa trabalhar, ter dinheiro, comprar o carro do ano, aquela roupa de marca e ultimo iphone. Você tem valor pelo seu sobrenome. Esse tipo de coisa é que devemos mudar. Cada dia tem sido doído, se não é pra mim, que consigo afastar os meus fantasmas com a arte, eu olho para o lado e vejo a dor de muita gente, e mais ainda a dor da terra. A todo momento esses relâmpagos de dor aparecem, quer seja numa lembrança, num fato, numa notícia, na desigualdade, na insustentabilidade, etc&#8221;.</em></p>
<div id="attachment_223" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-223" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-7-300x201.jpg" alt="S.O.S. Arte e fotografia: Mauro Marques" width="500" height="334" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-7-300x201.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-7-768x514.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-MK-7.jpg 960w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">S.O.S. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_224" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-224" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/ganancia-MMK.jpg" alt="Ganância. Arte e fotografia: Mauro Marques" width="500" height="373" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/ganancia-MMK.jpg 276w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/ganancia-MMK-82x60.jpg 82w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">Ganância. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_225" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-225" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK5-1-300x199.png" alt="Samarco. Arte e fotografia: Mauro Marques" width="500" height="332" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK5-1-300x199.png 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK5-1.png 611w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">Samarco. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_226" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-226" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Há-de-ser-de-ferro-para-sobreviver-em-nossos-rios-poluídos-300x201.jpg" alt="Há de ser de ferro para sobreviver em nossos rios poluídos. Arte e fotografia: Mauro Marques" width="500" height="335" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Há-de-ser-de-ferro-para-sobreviver-em-nossos-rios-poluídos-300x201.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Há-de-ser-de-ferro-para-sobreviver-em-nossos-rios-poluídos-768x514.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Há-de-ser-de-ferro-para-sobreviver-em-nossos-rios-poluídos.jpg 850w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">Há de ser de ferro para sobreviver em nossos rios poluídos. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a conversa, Mauro chega a conclusão de que nós, seres humanos, deveríamos desacelerar, prestar atenção nos detalhes, ter calma, priorizar as nossas relações, o contato e tempo que temos com quem amamos, o momento presente nos seus milhares de detalhes. <em>&#8220;Eu sou muito família, eles são meu universo, o mais importante para mim.  Eu era diretor de criação em São Paulo, mas larguei pois não queria criar uma família em SP como alguns amigos fizeram. Eles chegam o filho está dormindo, saem o filho está dormindo, final de semana estão cansados, não aproveitam a vida juntos.&#8221;</em> e completa <em>&#8220;Eu não busco riqueza, isso não interessa pra mim, eu podia estar cheio do dinheiro caso continuasse em SP ou fosse para o Canadá como alguns amigos fizeram, e hoje são, financeiramente, ricos. Mas eu busco um outro processo de vida, eu quero é estar em paz comigo e saber que eu posso mudar para outras paragens porque a minha bagagem não é grande&#8221;.</em></p>
<div id="attachment_227" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-227" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-4-300x225.png" alt="Cão Baleia, a fome do homem. Arte e fotografia: Mauro Marques" width="500" height="375" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-4-300x225.png 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-4-65x50.png 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Mauro-MK-4.png 533w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">Cão Baleia, a fome do homem. Arte e fotografia: Mauro Marques</p></div>
<p style="text-align: justify;">Terminamos nossa entrevista com uma questão deixada, por Mauro, no ar : &#8220;Estamos perdendo uma coisa fantástica que é a conspiração do universo a nosso favor, perdemos o instante por estarmos desconectados do momento. As pessoas estão presas de uma maneira que não conseguem relaxar nem em um momento de descanso. O que tem norteado a vida dos humanos é o futuro, e não o presente. E o que é o futuro?&#8221;.</p>
<p><strong>Dica do Artista</strong>: Documentário HUMAN, do francês Yann Arthus &#8211; Bertrand. Disponível no Youtube.</p>
<div id="attachment_228" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-medium wp-image-228" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-m-300x168.jpg" alt="HUMAN. Arquivo google" width="300" height="168" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-m-300x168.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mauro-m.jpg 750w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">HUMAN. Arquivo google</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os interessados em saber mais sobre a vida e obra do Artista Plastico Mauro Marques Kersul, pode acessar seu site: http://www.mauromarques.com.br</p>
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		<title>Sabe o que nós perdemos? O senso de importância.</title>
		<link>http://www.gazetaambiental.com.br/2017/02/13/sabe-o-que-nos-perdemos-o-senso-de-importancia/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2017 10:55:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Camila Ávila]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante uma conversa com a minha avó, percebi o quanto as novas gerações não sabem priorizar o que realmente importa e desperdiçam o seu tempo acabando com a própria saúde, com a saúde ambiental e com as relações pessoais. Mas capricham nas selfies, brigam por likes e compartilhamentos e não desgrudam os olhos da tela. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_208" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-medium wp-image-208" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/A-vida-300x300.jpg" alt="Arquivo Google" width="300" height="300" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/A-vida-300x300.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/A-vida-150x150.jpg 150w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/A-vida.jpg 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">Arquivo Google</p></div>
<p style="text-align: justify;">Durante uma conversa com a minha avó, percebi o quanto as novas gerações não sabem priorizar o que realmente importa e desperdiçam o seu tempo acabando com a própria saúde, com a saúde ambiental e com as relações pessoais. Mas capricham nas selfies, brigam por likes e compartilhamentos e não desgrudam os olhos da tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Dona Lilita me contava, no auge de seus 91 anos, o quanto era bom colher a comida da terra, preparar tudo com amor, sentar em volta da mesa com quem importava e saborear o prato com calma e prazer, eu engolia as pressas meu almoço industrializado que tinha feito, sem amor, no microondas.  “Ah minha filha, era bom demais, hoje é tudo pronto, sem gosto e sem vida”, disse. E eu, parada, admirando aquele olhar doce e ao mesmo tempo endurecido pelo tempo, pensava: “é mesmo, vó, tudo pronto e sem vida. Inclusive as pessoas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem perceber, por força do hábito, peguei meu celular. Ela olhou para mim e falou “hoje é assim, o dia inteiro olhando pra isso daí&#8230; não dá dor nas vistas não?”. Senti meu sangue subir de vergonha, “como eu sou burra”, pensei. “Estou aqui  na cozinha, com a minha amada vó de 91 anos, que dedicou a maior parte da sua vida à família, com tanta experiência e histórias para contar e a minha atenção está voltada para uma tela”.  Larguei o celular, dei um abraço na minha velhota e falei: “não vó, não dói as vistas não&#8230; dói a alma!” E nesse momento eu soube,  carecemos de sensibilidade, senso de importância, amor e afetividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, hoje, venho falar sobre resgate. Resgate de um tempo não muito distante, quando brincadeira de criança era comer fruta direto do pé, um tempo em que sentar para compartilhar uma refeição era um momento de união entre família e amigos, em que as relações não eram descartáveis, as fotos eram reveladas e contavam uma história  e comida orgânica era regra, não exceção.</p>
<p style="text-align: justify;">Por estarmos perdendo essa essência, decidi que era hora de plantar a minha sementinha, trabalhar numa causa que eu acredito e depositar toda a minha fé na recuperação de uma sociedade doente.</p>
<p style="text-align: justify;">Um texto que li recentemente de um autor desconhecido diz &#8220;Na superfície da terra, exatamente agora, há guerras e violência e tudo parece perdido. Mas,simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. (&#8230;) expressamo-nos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. (&#8230;) O amor será a religião do século XXI. Sem pré requisitos de grau de educação. Sem requisitar um grau de conhecimento excepcional para sua compreensão. Porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário do ser humano. (&#8230;)&#8221; e esse texto me motivou a buscar pessoas que enxergaram essa luz e resolveram ir atrás dela para fazer da nossa morada um lugar de paz, felicidade e generosidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí inicio a minha saga em busca do meu lugar no mundo. Começo, então, contando a história de um grupo que encontrou na corrida uma maneira de RESGATAR o contato para além das redes sociais, a interação com a natureza, o respeito pela vida e pelo meio ambiente, a valorização de cada um com suas particularidades e com isso tudo o equilíbrio e a saúde mental e física.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma amiga, Sinara Piassi, que faz parte da equipe, falou sobre eles e despertou em mim a vontade de, quem sabe um dia, quando meu preparo físico permitir, me juntar e aventurar com os amigos corredores.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse grupo é hoje o <em>TDL runners</em> e conta com 66 membros, mas começou com apenas dois amigos que resolveram dar maior sentido à vida e se abriram para novas experiências e principalmente para as relações e convivência harmônica e respeitosa entre pessoas que querem VIVER.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma conversa com o corredor e professor Márcio Roberto de Lima, um dos fundadores do <em>TDL</em>, pude entender melhor o que motivou e motiva, em meio às atribulações e rotinas pesadas da atualidade, essa turma a se reunir e correr para os braços da vida. E são coisas simples, que deveriam fazer parte do cotidiano de todos nós: Cuidados com a saúde, boas amizades e relações saudáveis e a  reconexão com a natureza.</p>
<div id="attachment_204" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-medium wp-image-204" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-runners-300x225.jpg" alt="Foto: tdl Runners" width="300" height="225" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-runners-300x225.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-runners-768x576.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-runners-65x50.jpg 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-runners.jpg 800w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">Foto: tdl Runners</p></div>
<p style="text-align: justify;">Veja a seguir a entrevista :<br />
<strong><em>G.A</em></strong>. &#8211; Quando e como o grupo se formou?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; A história da <em>TDL</em> começou quando eu retornei do Uruguai em meados de julho de 2014. Em minha chegada ao Brasil reencontrei um amigo corredor, Lúcio Silvério, e combinamos nosso primeiro treino. Há muito havíamos combinado de fazermos treinos juntos e, naquele encontro, agendamos o primeiro para Bocaina &#8211; Água Limpa no bairro do Senhor dos Montes em São João del-Rei. A principio éramos dois, depois alguns familiares do Lúcio se juntaram a nós e ainda em 2014 fizemos juntos o X-terra Estrada Real (21km) e a Volta da Pampulha (18km).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> &#8211; De que maneira a <em>TDL</em> se  tornou conhecida e abriu as portas para que outras pessoas pudessem participar?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Algo muito importante na expansão do grupo foi e continua sendo a fotografia. Ao unirmos essas duas paixões, esporte e fotografia, por intermédio da divulgação das imagens nas redes sociais, vimos nosso grupo crescer em 2015, quando outros familiares e amigos mais próximos, agregaram-se espontaneamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, começamos então a ter agendas de treinos mais constantes. Os encontros eram combinados através das redes sociais e telefones. E expandimos também as rotas e passamos a participar de mais provas juntos. Porém nossa equipe ainda não tinha uma identidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A</em></strong>. &#8211; E quando surgiu a necessidade de criar uma identidade para vocês?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Em maio de 2016 oficializamos o <em>WhatsApp®</em> como espaço virtual para divulgarmos nossa agenda e agregar pessoas. Ainda tínhamos nossa base formada por familiares e amigos próximos. Seguimos com os treinos e ganhamos visibilidade nas provas do município com bons resultados. Com a expansão dos convites e a divulgação das nossas fotografias, pessoas muito especiais foram chegando. Foi então que tivemos a necessidade de construir uma identidade para o grupo e nos organizamos para isso.</p>
<div id="attachment_205" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-medium wp-image-205" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-rn-300x225.jpg" alt="Foto: Tdl Runners" width="300" height="225" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-rn-300x225.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-rn-65x50.jpg 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-rn.jpg 480w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">Foto: Tdl Runners</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A</em></strong>. – A <em>TDL</em>, é uma equipe sem fins lucrativos, levando isso em consideração, qual é o propósito do grupo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; A <em>TDL Runners,</em> antes de ser um grupo esportivo, é um grupo de amigos. Nosso maior propósito é a celebração da vida em conjunto, próximos da natureza e incentivando as práticas esportivas (entre nós existem atletas que além de correr praticam múltiplas modalidades). De fato não temos fins lucrativos do ponto de vista financeiro, mas não abrimos mão de nossa qualidade de vida, do convívio respeitoso, da harmonia do grupo, de nossos sorrisos e alegria.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> &#8211; Quais são as rotas escolhidas pra correr? Vejo nas postagens que sempre estão na natureza, isso é uma marca dá equipe?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Esse é outro diferencial da <em>TDL</em>: nossas rotas. São João del-Rei e seu entorno oportuniza belezas naturais e uma variedade de opções de terreno muito grande (geralmente desconhecidas pelos são-joanenses). Damos sempre preferência as nossas serras, cachoeiras, trilhas em matas, fazendas e plantações. Fora do virtual, definitivamente a natureza é o ambiente interativo do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> – Sendo a natureza a pista de corrida da <em>TDL</em>, qual a sua opinião sobre a importância de mantermos o meio ambiente saudável?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> – quando se fala de meio ambiente, eu entendo que é a minha outra metade. Tem o meu ambiente interno e tem o ambiente onde estou, que é a metade que nos completa e representa o todo. A importância de manter o meio ambiente saudável é a mesma importância de tratar o corpo. Se buscamos saúde, sanidade e equilíbrio, a nossa metade externa (o meio em que vivemos) também deve estar saudável. Por isso temos que preservar, cuidar e educar para que sempre tenhamos as nossas metades equilibradas para formar o todo, que é universal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">G.A &#8211; Já que a busca de vocês é equilíbrio e saúde física e mental, o quão importante é o contato com a natureza nesse processo?</p>
<p style="text-align: justify;">Marcinho &#8211;  Nós só encontraremos o equilíbrio quando reconhecermos efetivamente nesse ambiente um meio saudável e preservado, que nos oferece condição de entrarmos em sintonia com o que buscamos, que é equilíbrio e saúde. A chave da questão é considerar a natureza  um meio ao qual eu me entrego e integro.</p>
<div id="attachment_206" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-206" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-r-300x225.jpg" alt="Foto: Tdl Runners" width="300" height="225" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-r-300x225.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-r-768x576.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-r-65x50.jpg 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/tdl-r.jpg 800w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">Foto: Tdl Runners</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> &#8211; Tem corredores iniciantes na equipe ou são todos mais experientes?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Temos corredores e corredoras experientes e – a cada dia – vamos reconstruindo essa experiência com novos membros que vão sendo agregados ao grupo. Nosso cuidado, ao somar pessoas, visa sempre à manutenção de nossa harmonia e promover a qualidade de vida pela via do esporte. Variamos nossas distâncias e trechos, acompanhamos os/as iniciantes acolhendo-os e incentivando-os/as. Um de nossos lemas é que na <em>TDL</em> ninguém fica para trás.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A</em></strong>. – Então quer dizer que as portas estão abertas para aqueles que querem começar uma vida mais saudável e se juntar a <em>TDL</em>?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Claro! Já até temos uma lista de pedidos em expansão. Recentemente, adotamos uma conduta de antes de agregar novas pessoas ao grupo,fazermos alguns treinos junto com os novatos. Essa prática tem por objetivo criar afinidade para, posteriormente, cadastrar um novo membro. Assim acreditamos que podemos preservar nossa boa vibração e energia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> – A <em>TDL</em> tem como foco competir?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> – Não. Embora não tenhamos como foco principal a competição, acredito que seja importante registrar que nossas participações nas provas e os bons resultados que alcançamos são consequências das atividades esportivas disciplinadas, dos esforços individuais e coletivos. Consideramos as provas como momentos de superação pessoal e de encontro com outros corredores. Esses encontros são muito saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>G.A.</em></strong> – Defina a <em>TDL runners</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Marcinho</em></strong> &#8211; Ainda que tenhamos hoje uma identidade definida, somos um grupo de pessoas livres e que se respeitam. Na <em>TDL Runners</em> todos temos liberdade de “vestirmos a camisa que desejarmos”: seja essa as das assessorias esportivas, das academias ou dos outros grupos. Nosso propósito, repito, é celebrar a vida coletivamente e agregar amigos. A consequência de tudo isso é que a <em>TDL Runners</em> é a equipe de todas as equipes de São João del-Rei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_207" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-medium wp-image-207" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-300x225.jpg" alt="Foto: Tdl Runners" width="300" height="225" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-300x225.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-768x576.jpg 768w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl-65x50.jpg 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Tdl.jpg 800w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p class="wp-caption-text">Foto: Tdl Runners</p></div>
<p style="text-align: justify;">Apesar da <em>TDL</em> ser virtualmente mediada pelo WhatsApp, quem tiver interesse em saber mais sobre a equipe pode acessar as imagens coletivas e outras informações na pagina do facebook :   <a href="https://www.facebook.com/tdlrunners">https://www.facebook.com/tdlrunners</a> .</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Observação: Essa reportagem faz parte de um projeto pessoal que é o Gazeta Ambiental e também de um projeto maior, o Ecos! Que acontecerá no final do ano com atrações incríveis para que possamos plantar a nossa sementinha sustentável no mundo. Mais para frente, e durante as postagens vou explicando melhor o que é o Ecos e o porquê de estarmos, eu e alguns amigos, produzindo esse evento.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, vamos, por aqui,  contando para vocês histórias e ideias inspiradoras que podem mudar o mundo.</p>
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		<title>EU QUERO SER FELIZ, E VOCÊ?</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2016 23:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Camila Ávila]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo onde as regras e o olhar dos outros comandam nossas vidas, onde as redes sociais e os &#8220;likes&#8221; são o termômetro da popularidade, o dinheiro é o objetivo principal e o trabalho um fardo, eu resolvi parar e olhar pra dentro de mim, entender as minhas necessidades, anseios e limites, eu decidi [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-179 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/felicidade.jpg" alt="felicidade" width="265" height="190" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/felicidade.jpg 265w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/felicidade-82x60.jpg 82w" sizes="(max-width: 265px) 100vw, 265px" /></em></strong></p>
<p>Em um mundo onde as regras e o olhar dos outros comandam nossas vidas, onde as redes sociais e os &#8220;likes&#8221; são o termômetro da popularidade, o dinheiro é o objetivo principal e o trabalho um fardo, eu resolvi parar e olhar pra dentro de mim, entender as minhas necessidades, anseios e limites, eu decidi ser feliz!</p>
<p>Não, minha história não é de alguém que largou tudo que tinha para rodar o mundo, apesar de ter essa vontade, eu não poderia, pelo menos não por enquanto. Nunca soube exatamente o que fazer da vida e por isso, hoje, não tenho nem o que deixar pra trás, quanto mais cacife para andar sem rumo por aí. Admiro quem tem a coragem de fazer!</p>
<p>Como a maioria, passei muito tempo pensando na famosa pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, pois bem, eu cresci e ainda não sei. Entrei em seis cursos de graduações diferentes e recentemente resolvi terminar Jornalismo e Gestão Ambiental. Mas todos os outros cursos foram escolhas feitas sob a pressão de ter que me enquadrar no padrão imposto pela sociedade.  Não dei conta, fracassei! Sofri! Senti que era incapaz e desisti!</p>
<p>Depois de algum tempo ruminando os fracassos junto com os ansiolíticos, percebi que a pergunta estava errada, eu não sei responder “o que quero ser quando eu crescer”, mas eu sei responder quem eu quero ser, o legado que quero deixar pras próximas gerações, e como eu acho que a vida deve ser vivida. A partir daí pensar no meu futuro pessoal e profissional deixou de ser um fardo e se tornou algo agradável de fazer.</p>
<p>Nunca me encaixei no padrão, desde cedo achava chato e ultrapassado o modelo de ensino das escolas e das faculdades, até hoje não entendo como é que ainda não revolucionaram todo esse setor, mas tudo bem, a mudança começa quase imperceptível e está aí o método Waldorf, por exemplo, que não me deixa mentir.</p>
<p>Acho terrível a pressão e o incentivo à competitividade que aprendemos desde crianças, com provas, trabalhos e notas para classificar os estudantes entre bons e maus alunos. Sempre me senti péssima nesse jogo e sinceramente acho que o compartilhamento de saberes e o incentivo à coletividade ajudam muito mais no aprendizado e na formação de caráter&#8230; mas é só a minha opinião.</p>
<p>Eu, para a minha vida, quero mais do que ter um bom emprego que me pague bem e em contrapartida viver em um mundo competitivo e esmagador. Eu quero paz, amor, felicidade e consciência tranquila de que eu não passei por cima das necessidades de ninguém para suprir as minhas.</p>
<p>Com a certeza de que só eu<span style="color: #000000;"> sei</span> onde me aperta o sapato e de que as minhas escolhas e suas conseqüências são um problema meu, terei o maior prazer em resolver se for esse o preço para ter saúde, felicidade e liberdade.  Para isso preciso contribuir pelo menos um pouquinho com o mundo, e espero conseguir fazer isso através do Gazeta Ambiental.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><em><strong>O BLOG:</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-125 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_gazeta_320x90-300x84.jpg" alt="logo_gazeta_320x90" width="300" height="84" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_gazeta_320x90-300x84.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_gazeta_320x90.jpg 320w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: left;">A ideia de fazer o blog veio do meu gosto pela escrita e da paixão pelo meio ambiente. Durante um bom tempo guardei esse sonho no fundo de uma dessas “gavetas” da vida e quem abriu a minha cabeça para realizá-lo foi meu namorado, Rafael Moura.</p>
<p style="text-align: left;">Em um dia de muito estresse e desesperança ele me lembrou de que eu sou capaz de realizar meus objetivos e alimentou a ideia de colocar em prática o Gazeta Ambiental. E sonho que se sonha junto, ganha força e se torna realidade! Obrigada namorado!</p>
<p style="text-align: left;">Comecei então a pesquisar sobre como montar um blog, sobre marketing digital e principalmente comecei a procurar por blogs de sucesso que me dessem combustível para acreditar que é possível. Entre as grandes ajudas que obtive nesse mundo virtual, as principais foram : <a href="http://www.blogincrivel.com.br/">blog incrível</a> e <a href="http://viverdeblog.com/">viver de blog</a>.  São sensacionais para quem está começando e me auxiliaram e ainda auxiliam muito nesse início.</p>
<p>Além de não entender nada de gerenciar sites eu também tinha (e ainda tenho um pouco) um bloqueio muito grande em tornar público aquilo que escrevo, o que para um jornalista é um problemão,  não é? Então decidi, e nos blogs que citei acima tem muito conteúdo para ajudar, que precisava me desapegar da vergonha, insegurança e do medo.</p>
<p>Não pretendo ser a dona da verdade, como qualquer um eu cometo erros e estou aqui para compartilhar ideias, opiniões e notícias com as pessoas. Se elas aprenderem um pouquinho comigo, ótimo! Eu tenho  certeza de que vou aprender e evoluir cada vez mais com a troca de saberes que pretendo promover no site.</p>
<p>Vencida essa etapa de me elucidar sobre os princípios de gerir um blog e me sentir confortável para divulgar minhas matérias, chegou a hora de dar o ponta pé para realmente acontecer.Optei por contratar um serviço que montasse o site e confiei à empresa <a href="http://www.mapademinas.com/">Mapa de Minas Comunicação</a>, a responsabilidade de concretizar a principal etapa dessa longa caminhada.</p>
<p>Blog pronto, frio na barriga e um sorrisinho no rosto de quem está tentando, ainda que minimamente, contribuir com o nosso tão amado, porém desgastado e maltratado planeta.</p>
<p><em>DO QUE SE TRATA?</em><br />
Bem, o Blog Gazeta Ambiental, será um espaço para tratar de algumas questões sérias como preservação e depredação ambiental, saúde ambiental, defesa dos animais, aquecimento global, sustentabilidade, fatores sociais, econômicos e culturais que influem no meio ambiente, entre outros. E também para falar sobre assuntos mais leves e interativos, mas não menos importante do que os outros, como por exemplo: ecoturismo, turismo sustentável, dieta vegetariana e vegana, receitas, alimentos orgânicos,  motivações pessoais e ações sustentáveis no dia a dia, horta em casa e muito mais.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><em><strong>MOTIVAÇÕES:</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><em><strong>APOIO DA FAMÍLIA, AMIGOS E NAMORADO</strong></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-180 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/apoio-292x300.jpg" alt="apoio" width="292" height="300" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/apoio-292x300.jpg 292w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/apoio.jpg 526w" sizes="(max-width: 292px) 100vw, 292px" /></p>
<p style="text-align: left;">Para mim é fundamental que quem eu amo esteja ao meu lado e me apoie nas minhas decisões, é muito bom poder contar com a torcida de pessoas que querem o seu bem e lutam ao seu lado para que as coisas deem certo para você. Graças a Deus essa motivação não me falta.</p>
<p style="text-align: left;">Minha mãe, a mulher mais incrível do mundo (para mim) sempre esteve ao meu lado e dessa vez não está sendo diferente, ela mais do que ninguém acredita no meu potencial e faz questão de me colocar para cima nos momentos de crise. Saber que eu tenho o amor, dedicação e presença dela na minha vida e no meu caminho é o que me da força para querer sempre melhorar. Acredito nas intervenções dela, sejam elogios ou criticas, porque sei que ninguém quer mais o meu bem do que ela, minha mamys, mamã, mãe, manhê&#8230; minha vida!</p>
<p style="text-align: left;">Meu pai, que se preocupa tanto com o meu futuro e me chama atenção para a importância do tempo, de não deixar passar batido as oportunidades que temos na vida. Inteligente e sempre muito bem informado ele sabe o que diz e eu aprendi a escutar. Ele está ao meu lado e isso me dá segurança para seguir dando meus passinhos.</p>
<p style="text-align: left;">Minha irmã, uma das minhas maiores motivações para querer crescer e prosperar na vida.</p>
<p style="text-align: left;">Minha família, grande família, não dá pra citar um por um, mas todos tem um lugar especial no meu coração e só de fazerem parte da minha vida e serem tão (extremamente) fundamentais no meu caminho, já são por direito a base dos meus sonhos e fazem parte desse projeto.</p>
<p style="text-align: left;">Amigos eu tenho os melhores, sabem criticar, sabem elogiar e acima de tudo sabem amar e estender a mão. Sem eles eu não seria nada e nem teria a coragem de concretizar muitos dos meus  projetos.</p>
<p style="text-align: left;">Meu namorado, já falei lá em cima que ele foi o ponta pé pro blog sair do papel, mas além disso ele me ajuda tanto!! Me ajuda a crescer como pessoa, a não desistir das coisas com facilidade, a ter foco e a acreditar em mim. Meu companheiro que eu amo e espero ter por perto pra toda a vida.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>A essas pessoas eu tenho só a agradecer, tem um pouquinho de cada nesse projeto!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><em><strong>ENTENDER QUAL É O MEU LUGAR E PAPEL NO MUNDO</strong></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-181 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/união.jpg" alt="uniao" width="240" height="233" /></p>
<p style="text-align: left;">Crise existencial me define há algum tempo, as vezes fico divagando sobre o papel do homem no mundo, como deveríamos viver, nos comportar e nos relacionar com o meio onde vivemos. Nunca tenho as respostas certas para as dúvidas, mas a conclusão é sempre a mesma e chega como uma faca afiada no estômago: estamos fazendo isso errado, certeza!</p>
<p style="text-align: left;">Nossas preocupações geralmente giram em torno de ganhar muito dinheiro para satisfazer nossos caprichos e luxos (e não, não acho errado querer ganhar dinheiro só acho que nossas prioridades são mesquinhas e vazias). As vezes (eu disse as vezes) paramos para nos sensibilizar com a criança que passa fome, com os idosos abandonados nas casas de repouso, com os doentes que não podem se tratar por serem pobres , com os animais que tem os sentimentos, físicos e psicológicos, negligenciados, com a degradação ambiental e mais infinitos exemplos que giram em torno de dor, sofrimento e negligencia.  As vezes nos importamos com isso. Mas logo passa e voltamos a girar em torno do nosso próprio umbigo!</p>
<p style="text-align: left;">Sim, muitos  ajudam, mas ainda assim é a minoria e eu não me incluo nela, é esse o ponto que preciso mudar com urgência na minha vida, eu não estou sozinha no mundo e as dores medos e aflições que eu não quero e não gosto de sentir, as outras pessoas e animais também não gostam. Cabe à mim, também, ajudar a melhorar, um pouquinho que seja, esse quadro.</p>
<p style="text-align: left;">Então, mais que um espaço para dividir conhecimentos e opiniões, o blog será para mim, um ponto de partida para mudanças profundas que preciso promover na minha vida. Quem acompanhar as matérias vai estar acompanhando minha transição, minha mudança daquilo que sou para quem eu pretendo ser.</p>
<p style="text-align: left;">É muito fácil falar de sustentabilidade e empatia, o difícil é praticar diariamente o que se prega.<br />
Eu não quero ser mais uma pessoa que diz como as coisas deveriam ser mas age de outra maneira, pelo menos não mais. Eu quero me tornar o que eu desejo para o mundo, eu quero evoluir e ver muito além de mim e das minhas necessidades particulares. Estou aqui, acima de qualquer outro motivo, para me modificar e evoluir como ser humano. O mundo precisa mudar e a mudança está, essencialmente, em nós!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><em><strong>VONTADE DE SER MÃE</strong></em></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-182 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cegonha-300x224.jpg" alt="cegonha" width="300" height="224" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cegonha-300x224.jpg 300w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cegonha-82x60.jpg 82w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cegonha-65x50.jpg 65w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/cegonha.jpg 415w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: left;">Uma das maiores motivações que tenho para seguir esse caminho que visa a sustentabilidade, o comprometimento com o meio e com os seres e o respeito à diversidade, é que o maior sonho da minha vida é me tornar mãe. Talvez o sonho mais audacioso, minha maior ambição. Gerar, cuidar e entregar para o mundo uma pessoa integra, honesta e respeitosa. Que difícil! Especialmente nos dias de hoje.</p>
<p style="text-align: left;">Como (se Deus quiser) futura mamãe, quero cuidar um pouquinho da casa do meu filho, quero plantar para que ele (e todas as crianças e futuras gerações) possam colher um mundo saudável, justo e limpo. Possam desfrutar, com responsabilidade, das belezas e farturas que o planeta terra nos oferece. Um mundo onde a maior ambição será a paz entre todos, onde haja igualdade, amor e sempre muita esperança no amanhã.</p>
<p>E você, o que te motiva a fazer do mundo um lugar melhor? Vamos embarcar juntos nessa jornada?</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><em><strong>DICA:</strong></em></span></p>
<p style="text-align: left;"><img class="size-medium wp-image-183 aligncenter" src="http://gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/demain-220x300.jpg" alt="demain" width="220" height="300" srcset="www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/demain-220x300.jpg 220w, www.gazetaambiental.com.br/wp-content/uploads/2016/11/demain.jpg 347w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /><br />
Uma dica para quem, assim como eu, se preocupa com o futuro do planeta e com o legado que deixaremos para as futuras gerações é o documentário <span style="color: #008000;">DEMAIN .<span style="color: #003300;"> </span><span style="color: #333333;">Um documentário que mostra ser possível mudar e melhorar o mundo se cada um fizer a sua parte e colocar em prática novas e boas ideias para recuperar a saúde ambiental e consequentemente a qualidade de vida da população.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Bom, espero que tenham entendido qual a proposta do blog e que queiram me acompanhar nessa jornada. É um trabalho que está sendo feito com todo o carinho do mundo para plantar uma sementinha de esperança no amanhã e vontade de agir em prol do bem comum! Vem comigo?</p>
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