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		<title>Capítulo IV &#8211; O Vampirismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 18:45:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ataque e Defesa Astral]]></category>
		<category><![CDATA[Astral]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução Espiritual]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tradição de todos os povos da terra inclui o vampirismo; contos de <img data-attachment-id="251" data-permalink="https://noticiautil.wordpress.com/2009/07/01/capitulo-iv-o-vampirismo/florpreta2/" data-orig-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg" data-orig-size="311,324" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Flor Preta" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg?w=311" class="alignright size-full wp-image-251" title="Flor Preta" src="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg?w=500" alt="Flor Preta"   srcset="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg 311w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg?w=144&amp;h=150 144w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/07/florpreta2.jpg?w=288&amp;h=300 288w" sizes="(max-width: 311px) 100vw, 311px" />vampirismo são encontrados entre os mais antigos fragmentos da literatura da humanidade.<br />
No século dezenove um escritor inglês, Bram Stoker, publicou um romance fantástico chamado “Drácula” . Neste romance ele inclui dados folclóricos cuidadosamente colhidos em torno do fenômeno do vampirismo. Embora o enredo do romance fosse insosso e pueril, a figura central do vampiro, o “Conde Drácula”, fascinou de tal forma o subconsciente de pessoas que se consideravam racionais e civilizadas que hoje o nome “Drácula” é imediatamente associado com vampirismo.</p>
<p><span id="more-250"></span>Centenas literalmente de filmes e peças teatrais tem sido produzidos, com sucesso, em torno do tema; romances imitando a obra de Stoker ainda são editados em todos os países.<br />
Talvez a maior fascinação da obra do romancista inglês que nunca mais escreveu coisa alguma tão bem sucedida, seja a riqueza de dados folclóricos do interior europeu sobre o vampiro. Os fatos de Stoker quanto ao vampiro, sua conduta, sua manifestação, são extremamente bem descritos.<br />
A tradição de que o alho afugenta o vampiro; de que este não pode entrar numa residência sem convite de alguém que lá se encontre; de que vampirismo é infeccioso; de que vampiro pode assumir diversas formas animais; de que a única maneira de matar um vampiro é destruir o corpo, ou pelo menos inutilizá-lo para as funções biológicas; tudo isto está fundamentado no folclore de diversas nações da Europa.<br />
Até que ponto se trata de fatos, no senso científico da palavra, e até que ponto se trata de superstição? Vejamos, ponto por ponto.<br />
Que o alho é repelente para certos tipo de entidades do mundo sutil é um fato conhecido de ocultistas; mas não decorre disto, absolutamente, que deva ser repugnante aos vampiros. Suponhamos, por exemplo, que o vampiro seja de origem italiana; poderíamos sequer pensar que o alho lhe seja repelente, quando a cozinha de seu país usa tão liberadamente este tempero?<br />
Não se deve julgar que o parágrafo acima foi escrito como pilhéria. O condicionamento cultural de um indivíduo é sempre um fator em sua forma de manifestação em qualquer plano, mesmo no caso de um vampiro. Um cineasta de talento, Roman Polanski, recentemente fez um filme sobre vampiros. Uma das cenas, uma donzela amedrontada ergue um crucifixo em frente do vampiro. Este ri deliciado e lhe diz: “Você está com o vampiro errado!” este vampiro do filme, era de origem judaica.<br />
Embora a cena seja uma pilhéria, o filme é uma comédia de humor negro. O cineasta tocou num ponto de grande importância oculta: os símbolos de uma determinada religião só amedrontam àqueles que acreditam na vaidade daquela religião. Portanto, é totalmente inútil tentar usar símbolos cristãos para afugentar entidades que pertencem a outras correntes religiosas, principalmente os judeus, que estão cansados de saber que nunca existiu nenhum Jesus Cristo, e que a carreira inteira do catolicismo romano está baseada numa hábil vigarice.<br />
Quanto a impossibilidade de um vampiro penetrar em uma residência sem o consentimento de alguém que lá resida, isto, como já dissemos anteriormente, é uma superstição suja base encontra-se no fato de que ninguém pode ser magicamente atacado sem que haja um ponto de afinidade entre sua estrutura anímica e a entidade atacante. Mas é claro que um vampiro, ou qualquer outro tipo de entidade, pode penetrar em qualquer ambiente que não esteja magicamente defendido. Para a entidade permanecer ali, entretanto, é necessário que encontre um ponto de apoio, uma afinidade, e a superstição quanto à entrada do vampiro está baseada nisto.<br />
De todas as superstições em torno do vampiro, só três são importantes do ponto de vista científico:<br />
1 &#8211; A idéia de que o vampiro pode assumir diversas formas animais.<br />
2 &#8211; A idéia de que é necessário destruir o corpo físico do vampiro, ou inutilizá-lo, para as possibilidade de funções fisiológicas.<br />
3    &#8211; A idéia de que o vampiro é contagioso.<br />
A importância destas superstições consiste em que elas não são superstições, mas sim fatos verificáveis pelo trabalho oculto.<br />
Antes de entrarmos em detalhes quanto aos três pontos acima seria conveniente observar que o vampirismo é um fenômeno que se manifesta com diversos graus de gravidade. Todos estamos familiarizados com a experiência de que a aura de determinadas pessoas nos exaure de energia; e diga-se de passagem que mesmo esta ocorrência tão corriqueira não é invariável. Por exemplo, uma pessoa nossa amiga pode, em determinada ocasião, estar deprimida ou magicamente enfraquecida, e em tal ocasião tenderá a absorver nossa energia enquanto em outra ocasião talvez se dê justamente o contrário, e nós absorvemos a sua. Este tipo de intercâmbio magnético deve ser considerado normal. Faz parte das flutuações normais das forças vitais da sociedade humana.<br />
Também, uma pessoa que sofreu um esgotamento nervoso, ou que está se recuperando de uma grave moléstia pode ocasionalmente estar tão enfraquecida que absorve o prana de outras pessoas, como de animais e plantas. (As plantas principalmente, são extremamente sensitivas ao intercâmbio da energia vital, e tanto são capazes de fornecê-la quanto de absorvê-la. Daí dependendo de nosso temperamento, a influência vitalizante de florestas e bosques, ou a influência deprimente das regiões pantanosas e insalubres.)<br />
Tais, casos, se bem que tecnicamente caiam na definição de vampirismo, não chegam a ser patológicos no sentido exato da palavra. O verdadeiro vampirismo consiste na absorção proposital de energia vital de seres humanos para prolongar a existência de entidades que, sem este parasitismo, se dissolveriam e morreriam como parte do processo evolutivo normal.<br />
É por este motivo que é conveniente destruir o corpo de um vampiro. O Cadáver de uma alma apegada à terra (e isto é essencialmente um vampiro) torna-se um foco magnético, uma espécie de base de operações da entidade astral. Por estranho que pareça aos profanos, não é o corpo astral que é a base de manifestação do corpo físico, mas justamente o contrário. O corpo astral é como um carro, e o corpo físico a sua garagem. Por isto, o vampiro sempre busca ficar em contato com o corpo físico; e se possível, evitar a decomposição deste.<br />
Os antigos egípcios sabedores desta relação íntima entre o astral e o material, procuravam preservar o mais possível o cadáver dos mortos, principalmente dos sacerdotes e nobres.<br />
A mumificação tinha como finalidade preservar, ou auxiliar a preservar, a integridade do corpo astral dos falecidos, durante o maior espaço de tempo possível.<br />
Não temos aqui espaço para entrar a fundo neste assunto; e o propósito dos egípcios não era absolutamente encorajar o vampirismo. Entretanto, as lendas dos vampiros estão relacionadas com casos lamentáveis de baixos iniciados egípcios que, uma vez esgotados os recurso naturais de preservação do astral, laçavam mão das energias vitais de homens e mulheres vivos.<br />
A idéia, portanto, que a destruição do corpo do vampiro é uma maneira eficaz de destruir seus poderes não deixa de ter sua validade; mas é tolice acreditar que a destruição do cadáver é imediatamente seguida pela morte do vampiro. O corpo astral sobreviverá, embora sem a base material que o estabilizava. Entretanto, uma vez esgota a sua carga de energia, ele se dissipará lentamente na Segunda Morte. É este o destino que apavora a entidade que se manifesta como o vampiro, e se puder adiá-lo através da absorção da energia vital de outros seres humanos, ela assim fará.<br />
Do que foi escrito acima deduz-se que é mais seguro, diremos até mais higiênico, acelerar a dissolução do corpo físico dos mortos do que preservá-lo. O hábito de enterrar cadáveres dentro de caixotes (e freqüentemente embalsamados!) é uma estupidez mesmo do ponto de vista da ecologia. A carne em decomposição se subdivide em diversas subestruturas organo-químicas que (por exemplo) tornam o solo mais fecundado e mais propício a vegetação. Os cadáveres deveriam ser enterrados nos campos de plantio, ou em jardins. Poderiam ser primeiramente legados a hospitais, para fins científicos ou de transplantes de órgãos; e após assim utilizados para auxiliar os vivos, poderiam ser convertidos em proteínas e adubo. A reciclagem é um processo normal da natureza, e um cemitério é um crime contra a alma e contra o mundo. Se as pirâmides do Egito tivessem realmente sido erigidas como túmulos, seriam um monumento à estupidez humana.<br />
A idéia de que o vampiro pode assumir diversas formas animais é fruto da experiência de séculos. É claro que um corpo astral pode assumir as mais variadas formas, e o que é preciso compreender é que o vampiro é uma manifestação astral.<br />
A ingênua crendice popular pensa que as formas que o vampiro assume são sempre desagradáveis: morcegos, lobos, etc. Mas um vampiro que assumisse formas que desagradam ou atemorizam a massa da humanidade pouco duraria; como diz o ditado; não é com vinagre que se apanha moscas! Pelo contrário, vampiros sempre assumem formas que possam fascinar as emoções de suas vítimas, buscando formar um laço de empatia com estas. Esta empatia pode ser sexual, religiosa, ou puramente afetiva; uma vez formado o laço, o vampiro pode drenar a vitalidade dos que caíram sob seu fascínio. Diremos alguns exemplos concretos para esclarecer este ponto muito importante.<br />
Em janeiro de 1903 Aleister Crowley estava em Paris, onde encontrou um ex-colega de universidade que lhe pareceu consideravelmente perturbado. Crowley perguntou se havia algo de errado. Seu conhecido, que sabia do interesse de Crowley por ocultismo, suplicou-lhe:<br />
-Ajude-me a livrar minha namorada de uma feiticeira!<br />
Era um convite pouco usual e bastante interessante. Indagando a identidade da feiticeira, Crowley foi informado de que se tratava (segundo o colega) de uma vampira que possuía alguns dotes artísticos e estava modelando uma esfinge à qual tencionava imantar com energia mágicka a fim de realizar seus desejos.<br />
Crowley nem pestanejou ao ouvir isto: na sua peregrinação através da Aurora Dourada, encontrara mentecaptos capazes de absurdos ainda maiores.<br />
Ele tentou acalmar seu conhecido, apontando a este que uma mulher com um plano tão idiota poderia quando muito ser uma doente, mas não um perigo.<br />
-Mas ela esta morando na casa de minha namorada-insistiu o outro e está drenando energia dela, tenho certeza! Por favor ajude-me!<br />
Crowley concordou em ir com o outro até a residência da namorada, fazer uma visita. A moça, cuja aparência era muito sensível, recebeu-os de maneira tal que demonstrou ser ela sem dúvida encantadora e generosa.<br />
-Meu colega disse que há uma artista de talento morando consigo -disse Crowley. Eu gostaria de conhecê-la.<br />
A namorada, como boa inglesa (mesmo habituada em Paris), convidou imediatamente o visitante para tomar chá com ela e a sua hóspede. O namorado, que tinha um compromisso de negócios, despediu-se, deitando uma última olhadela suplicante ao Magista.<br />
A namorada que passaremos a chamar de Srst. Q, apresentou a escultora a Crowley. A pretensa vampira era uma senhora de meia idade, embora saudável; a primeira vista era totalmente insignificante. A Srts. Q. deixou os dois à sós na sala e foi preparar o chá.<br />
Crowley, convencido de que seu ex-colega estava obcecado por um ciúme excessivo, e de que a hóspede, que chamaremos de Sra. M., era uma pessoa totalmente inofensiva, embora talvez meio doida, viu sobre um console uma reprodução em bronze da cabeça de Balzac, escritor que ele admirava. Tomando-a nas mãos, sentou-se numa cadeira um pouco afastado da Srs. M., a qual se acomodara num sofá, e começou a contemplar a escultura.<br />
Aos poucos ele sentiu uma estranha sensação de devaneio, muito agradável, como se estivesse sonhando acordado . Alguma coisa veluda, muito calmante, mas ao mesmo tempo erótica, moveu-se ao longo das costas da mão dele, subindo em direção ao pulso. Levantando a cabeça, ele percebeu que a Srs. M., deixara o sofá sem fazer qualquer ruído, e estava agora inclinada sobre ele: os cabelos dela estavam soltos em uma nuvem de cachos sobre os seus ombros, e era a ponta dos dedos dela que estava acariciando, o seu pulso.<br />
A Srs. M., não era mais a mulher de meia idade, insignificante e apagada: era agora uma jovem cheia de vitalidade e extraordinária beleza.<br />
Nesse momento Crowley percebeu que seu colega tinha razão, e que ele estava na presença de uma influência hostil de grande poder oculto. Se ele se permitisse por um instante apreciar aquela beleza, mesmo cônscio de era fictícia, todo seu poder mágicko seria neutralizado pelo vampiro: totalmente envolvido na teia magnética dela, ele se tornaria um boneco em suas mãos, um brinquedo a ser manipulado e eventualmente abandonado quando não mais interessasse à dona.<br />
Calmamente ele se ergueu da cadeira, agindo como se nada de extraordinário tivesse ocorrido,  e colocando o bronze de Bal-zac de volta sobre o console, voltou-se para a Srs. M., e, reclinando-se contra o mármore, encetou uma conversação mágicka com ela: isto é, uma conversação que superficialmente era a forma mais polida e impecável de trato social, mais que interiormente lacerava o coração maligno do vampiro, e queimava suas negras entranhas como se cada palavra fosse uma gota de ácido.<br />
A Srs. M., cambaleou para traz, mas após seu primeiro instante de penosa surpresa voltou à carga e avançou novamente em direção a ele, mais linda, e fascinante ainda. Ela estava agora lutando por sua sobrevivência, não mais apenas pela energia vital de uma nova vítima. Se perdesse, um abismo se abriria diante dela, o abismo que toda mulher que já foi bela e cuja personalidade está apegada à carne sente diante de si quando está chegando à meia-idade: o abismo da beleza física perdida, da decrepitude, das rugas e das banhas. O cheiro de homem  parecia encher-lhe o corpo Etérico inteiro de uma agilidade felina, de uma beleza irresistível. Um passo mais e ela se lançou nos braços de Crowley; gemendo uma palavra obscena, buscou colar seus lábios escarlates aos dele.<br />
Crowley segurou-a pelos braços e, mantendo-a afastada do seu corpo, golpeou o vampiro com sua própria corrente maligna, da mesma forma como um assassino em prospecto às vezes é morto com a própria arma com que atacou sua vítima.<br />
Uma luz azul-esverdeada pareceu brilhar em volta da cabeça da Srs. M.,  e então o cabelo sedoso perdeu a cor e a textura e tornou-se um cinzento sujo: a pele macia encheu-se de rugas; os olhos faiscantes se apagaram em covas remelosas. A moça de vinte anos desaparecera, e diante dele não estava mais a saudável mulher de meia-idade, e sim de uma velha de uns sessenta anos, curvada, decrépita, corrupta.  Balbuciando maldições, a Srs. M. fugiu da presença do Magista.<br />
Tendo meditado sobre o ataque, Crowley chegou a conclusão de que a Srs. M. era insignificante demais para exibir poder suficiente para quase fasciná-lo, e que ela, embora realmente um vampiro, fora utilizada por forças do mal mais poderosas que ela mesma, que a haviam tomado como foco de manifestação. Como conseqüência, ele encetou certas investigações ocultas que o levaram a descobrir uma poderosa quadrilha de falsos Esoteristas, a qual combateu durante anos até destruí-la por completo; mas a história desse combate foge ao tema deste capítulo.<br />
Acabamos de dar um exemplo de um vampiro utilizando o fascínio sexual a fim de formular um laço magnético com sua vítima. A Srs. M. era, também um exemplo de vampiro que forma um laço de amizade com sua vítima; no caso a Srta. Q..<br />
Após seu encontro com Crowley, a Srs. M. perdeu todo o seu poder doentio e tornou-se apenas um velhota excêntrica.<br />
O número de casos de vampirismo com origem na devoção religiosa é praticamente incontável. O processo é muito simples: o corpo astral do vampiro assume uma forma que pareça o objeto da devoção de uma determinada pessoa, ou grupo de pessoas, e através dessa imagem astral forma um laço magnético com suas vítimas. A seguir passa a drená-las aos poucos de suas forças vitais através da devoção que elas dedicam<br />
Este processo é impossível quando os sentimentos religiosos de uma pessoa se manifestam num nível de consciência suficientemente elevados para transcender as vibrações do corpo de desejos ( o Kama-Rupa dos hindus). Se a veneração religiosa é de um alto nível de espiritualidade, não há possibilidade de manifestação de um vampiro, porque essas entidades só existem nos planos mais grosseiros do astral. Pessoas de uma religiosidade elevada e pura, portanto, estão a salvo do vampirismo. Mas o tipo mais baixo de religiosidade está à mercê dos vampiros. Pessoas cujos sentimentos religiosos são apenas uma forma de sexualidade frustrada ou sentimentalismo doentio são as vítimas naturais deste tipo de vampirismo.<br />
Mesmo ocultistas podem cair na armadilha. Daremos um exemplo de interesse mais imediato a candidatos sérios à iniciação Thelêmica. Existe uma operação oculta muito séria, denominada em certos sistemas de “Invocação do Sagrado Anjo Guardião”. Uma Aspirante, nossa conhecida, lançou-se à execução dessa operação mágicka sem estar suficientemente preparada para tanto. A invocação, de acordo com o método usado por ela, deveria durar seis meses; mas aproximadamente dois meses após ter iniciado a série de invocações, esta Aspirante viu aparecer em seu laboratório mágicko um homem imponente, cuja aura, segundo a descrição dela, “era tão santa que ela se sentiu compelida a ajoelhar-se diante dele.” Esta personagem declarou-lhe afavelmente que era Abramelin o Magista,   e que fora designado para seu Instrutor Espiritual.<br />
Essa Aspirante fora treinada inicialmente por um verdadeiro Adepto Thelêmico; mas com a morte desse, recusara escutar os conselhos do sucessor hierárquico do falecido. Ela acatou avidamente a visão que obtivera, e passou a seguir as “instruções” da entidade que se manifestara a ela. Como resultado, usurpou o título de iniciada da O.T.O.., abriu uma “loja” sem permissão, mandou membros dessa “loja” assaltarem a residência da viúva de seu falecido instrutor para roubar livros e manuscritos que ele, ao falecer, legara à O.T.O., e dos quais a viúva era zeladora, e atualmente está em vias de ser processada por cumplicidade em roubo, plagiarismo, e apropriação indébita.<br />
É fato que uma das formas do “Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião” ocorre no plano relacionado ao Corpo de Desejos, e que uma forma simbólica do “Anjo” pode então aparecer ao aspirante. Mas, como está escrito, “Conhecê-los-eis pelos seus frutos”: a validade de qualquer experiência mística ou mágicka está no efeito evolutivo que produz na personalidade da pessoa que obtém a experiência.<br />
Pouco importa, do ponto de vista da humanidade (ou do ponto de vista do Universo), se o nosso arroubo espiritual foi lindo ou gostoso. O que importa é se foi ecológico. Os iniciados definem o avanço espiritual do ser humano como maior eficiência na promoção da harmonia universal.<br />
Se o seu arroubo não traz benefícios ao universo em que você vive, a fórmula que o compõe não é o Amor, que presupõe interação e comunicação, e sim o Ódio, que pressupõe separatividade.<br />
Visões “místicas” ou mágickas de “santos ou santas” ocorrem constantemente em todos os sistemas religiosos. Na nomenclatura dos iogues, tais visões são formas de Dhyana, que é a experiência mística que antecede Samadhi, a qual é a verdadeira experiência mística que o iogue aspira. Em Samadhi há perfeita identidade entre você e a experiência; portanto a manifestação de forma, ou de uma Entidade separada de você mesmo, é impossível. Como diz o Bagh-i-Muattar: “Alá é o ateísta: Ele não adora Alá!”<br />
Os cristãos que experimentam visões de “Jesus Cristo”, ou da “Virgem Maria”, por exemplo, estão experimentando projeções do plano astral da intensidade de seu próprio desejo. Se ele se apegam a tais visões, correm grande perigo de serem obcecados por entidade de uma baixa natureza. As incríveis perseguições religiosas dos cristãos uns contra os outros e contra membros de outros cultos, as espantosas crueldades da Inquisição romana e protestante, tiveram sua origem no apego por parte de crentes a visões deste tipo.<br />
Como disse Éliphas Lévi (a encarnação anterior de Aleister Crowley) em certa ocasião a um renitente obcecado:<br />
-Que é o que o Senhor quer ver?<br />
-Adonai.<br />
-O senhor sabe quem é Adonai?<br />
-Não, mas eu quero ver ele de novo.<br />
-Adonai é invisível.<br />
-Eu vi ele.<br />
-Adonai não tem forma.<br />
-Eu toquei ele com meus dedos.<br />
-Ele é infinito.<br />
-Ele é quase da minha altura.<br />
-Os profetas hebraicos diziam d’Ele que a fímbria do seu manto, do oriente ao ocidente, varre as estrelas da manhã.<br />
-Ele estava de gravata e paletó.<br />
-As escrituras dizem que ninguém pode vê-Lo e continuar vivo.<br />
-A cara dele era bondosa e jovial.<br />
Que se pode fazer num caso deste? Como podemos convencer uma alma simples de que o Jesus Cristo dos Evangelhos é apenas um símbolo do Adepto, ou de que a Virgem Universal é demasiado sublime para ser concentrada em uma simples forma humana.  Principalmente quando sabemos que tanto o Cristo quanto a Virgem são arquétipos que existem em uma forma ou em outra, em todo e cada subconsciente humano.<br />
Ainda como diz O Livro da Lei: “Não sejas animal; refina tua raptura!<br />
O iniciado só passa além da Visão do Anjo a uma verdadeira comunhão com o Anjo quando ele percebe que é justamente a Visão que o separa d’Ele.<br />
Qual o iogue que alcançará Samadhi enquanto se sentir satisfeito com Dhyana?<br />
É necessário tomar o máximo cuidado com visões astrais. O plano astral é infinitamente plástico: a substância que o compõe está sempre pronta a assumir as formas do nosso desejo ou do nosso medo. Por este motivo, o Astral (como tudo mais neste mundo) é uma arma de dois gumes. Nós podemos utilizá-lo para uma auto-análise muito mais ampla que aquela que podemos obter através do mais talentoso dos psicanalistas; mas também podemos utilizá-lo para aumentar nossas ilusões e nosso autismo do ponto de nos tornarmos loucos malignos.<br />
Tudo é função do meio em que vivemos. As almas simples que se apegam a visões astrais não poderiam ser obcecadas ao ponto de causar mal a sociedade se a tônica emocional média da sociedade fosse estatisticamente mais elevada. Isto lembra o axioma: Todo povo tem o governo que merece. Da mesma forma, toda massa humana tem a religião que merece.<br />
Estamos no Brasil desde 1961 e.v. empregando toda a nossa força mágicka, levamos dezesseis anos para impregnar a massa brasileira com a percepção de que amor deve ser livre, e de que divórcio é um bem necessário a qualquer sociedade.<br />
Quanto tempo mais levaremos para impressionar a mente coletiva com a necessidade de uma verdadeira democracia?<br />
O vampirismo com origem em laços afetivos é ainda mais insidioso que o vampirismo de origem religiosa, porque a afetividade puramente humana é uma tendência mais generalizada que a religião. Uma das manifestações mais comuns deste tipo de vampirismo é encontrado na relação entre parentes, principalmente pais e filhos. A Srs. Violet M. Firth, já citada, declarou em um livro seu tratando de ataques ocultos (infelizmente já muito desatualizado): “No curso de minha experiência psicanalítica encontrei um grupo de casos em que havia uma dependência mórbida entre duas pessoas, mais freqüentemente mãe e filha, ou entre duas mulheres; em alguns casos também entre mãe e filho. Sou da opinião de que aquilo que Freud chama de “Complexo de Édipo, não é um fenômeno unilateral, e de que a “Alma” da mãe absorve a vitalidade psíquica da criança. É curioso notar quão envelhecida é sempre a fisionomia de crianças vítimas deste complexo, e como a personalidade é prematuramente amadurecida. Eu convenci vários pacientes me mostrarem fotografias suas quando crianças, e fiquei impressionada com a expressão tensa e preocupada das fisionomias infantis, como se pesassem sobre elas todos os problemas da vida adulta.”<br />
Deve-se fazer uma ressalva neste diagnóstico da Srs. Firth; vampirismo familiar só ocorre após a puberdade. Até alcançarem a puberdade, são as crianças que sempre absorvem a vitalidade nervosa dos pais.  O vampirismo materno ou paterno só pode ser diagnosticado após desenvolvimento normal dos característicos sexuais secundários de um filho ou filha.<br />
Citaremos um exemplo de nossa própria experiência. Em uma daquelas épocas, tão comuns na vida iniciática, em que as circunstâncias materiais nos constringem, estávamos vivendo em uma pensão modesta no Rio de Janeiro onde conhecemos um casal, mãe e filho, que viviam juntos embora o filho tivesse mais de trinta anos de idade. A mãe era uma senhora calada, de aspecto amável, com os olhos muito expressivos que irradiavam uma impressão de grande afeto, não só pelo filho como pelo mundo em geral. O filho era fisicamente um homem de aspecto normal, com uma aparência e personalidade bastante positiva, bom conversador etc. Tanto quanto podíamos perceber, no contato forçado de pessoas que são vizinhas em quartos de pensão, eles viviam na maior harmonia e nos pareciam perfeitamente normais.<br />
Mas no segundo ano de nossa estadia na pensão o filho pediu para nos falar em particular e contou-nos uma história estranha. Segundo ele, toda vez que começava a estabelecer relações sentimentais com alguma mulher, a mãe se ajoelhava a rezar constantemente diante de uma imagem, que tinha no quarto, da “Imaculada Conceição”; e mais cedo ou mais tarde alguma coisa acontecia para romper o relacionamento do filho com a “outra”.<br />
A princípio nós presumimos que esta inusitada consulta era outra das muitas armadilhas que eram preparadas pelos órgãos da vigilância incitada contra nós pela hierarquia católica.<br />
-Por que você está me contando tudo isso? – perguntamo-lhe.<br />
-Não sei. É que o senhor tem um ar de pessoa que pode dar conselhos. Eu conheci outra moça recentemente, muito boa pessoa, ela gosta muito da mamãe, sabe? Mas a mamãe já está rezando&#8230;.estou com medo de perder esta moça, eu gosto dela. E sabe, eu já não sou mais criança&#8230;..<br />
Após algumas perguntas discretas, concluímos que o rapaz estava de boa fé, e fora levado a nos consultar por intuição. O histórico do caso era bastante curioso. Mãe e filho viviam juntos desde a morte do pai, quinze anos atras, e dormiam na mesma cama. A mãe nunca criticava diretamente as moças que lhe eram apresentadas pelo filho, tratando-as com a máxima cortesia; apenas, sempre que uma nova candidata aparecia, rezava diante da imagem horas a fio todo dia. Mais de uma vez o filho acordara a noite e vira a mãe de joelhos diante da imagem, rezando.<br />
-Eu não sei o que acontece – disse ele. –Eu conheço uma moça, me entusiasmo, apresento ela à mamãe&#8230;. Passam alguns dias e meu entusiasmo vai enfraquecendo. Perco a vontade de sair com a moça, perco interesse em vê-la. É sempre assim.<br />
-Seu problema é muito simples – se você quer realmente conservar essa moça, dê um jeito de destruir a imagem diante da qual sua mãe reza.<br />
Ele arregalou os olhos.<br />
-Mas eu não posso fazer isto! Mamãe tem aquela Imaculada Conceição desde o tempo de mocinha, quando era aluna do colégio de freira!<br />
-Se você não destruir a imagem – replicamos – duvido muito que se case algum dia. Sua mãe está usando aquilo como um foco de vontade para manter você preso.<br />
-Mas se a imagem da Imaculada tem esse poder – ele ponderou – não será porque Deus não quer que eu me case?<br />
-Se Deus não quer que você se case, que diferença faz a imagem? Mesmo que seja destruída, você não casará nunca. Mas se, como eu penso, sua mãe está utilizando a imagem para realizar o desejo dela de manter você preso, ela está abusando de um símbolo religioso para fins materiais e egoístas.<br />
-Mas por que ela está fazendo isto? – ele se lamentou.<br />
Há ocasiões em que é necessário sermos diplomáticos.<br />
-Não duvido que ela tenha a melhor das intenções – dissemos. – Você sabe, para as mães nós somos crianças a vida inteira. – Percebendo que ele ainda hesitava, acrescentamos: -Olhe, a decisão é sua. Eu não vou destruir a imagem para você. Mesmo porque, se eu destruísse a imagem, não adiantaria nada. O gesto tem que partir do enfeitiçado, ou o feitiço não se quebrará.<br />
Novamente ele arregalou os olhos; cremos que a idéia de uma imagem católica poder ser utilizada como feitiço nunca lhe ocorrera. Após um momento, perguntou:<br />
-Como é que eu destruo a imagem?<br />
-Da maneira mais simples. Você tem que inutilizá-la para fins de oração. Quebre-a em pedaços e jogue-a numa lata de lixo. Mas tome cuidado para que a lata de lixo não seja uma que sua mãe tenha acesso; se ela conseguir colar os pedaços da imagem, o feitiço ficará ainda mais forte do que antes.<br />
Dois dias depois ele nos procurou novamente e confiou-nos que retirara a imagem do quarto, quebrara-a em diversos pedaços, e a caminho do trabalho jogara os pedaços num receptáculo de lixo publico.<br />
-E o mais esquisito – cochichou – é que a mãe não disse uma palavra quando entrou no quarto e não viu a imagem!<br />
O namoro desse rapaz com aquela particular moça (sentimos desapontar os nossos leitores mais românticos) não durou, por motivos que explicaremos adiante; mas alguns meses depois da destruição da imagem, a mãe desenvolveu sintomas de câncer e antes do fim do ano faleceu. A corrente de forças, perdendo seu ponto de apoio, repercutira contra ela.<br />
Esta é uma possibilidade que sempre existe em casos de vampirismo: que o vampiro, desprovido de sua presa, perca as forças e morra. Não mencionáramos a possibilidade ao nosso consulente porque tínhamos certeza de que não teria destruído a imagem em tal caso.<br />
Mentalidades superficiais ou pessoas de moralidade pouco desenvolvida ponderarão aqui, talvez, que encorajamos um filho a praticar um matricídio mágicko. Este absolutamente não foi o caso. Se as forças vitais que a mãe estava utilizando para conservar sua vida e energia fossem naturais de seu próprio organismo, a destruição da imagem não teria lhe causado qualquer dano físico. Nenhum ser humano tem o direito de se conservar vivo à custa do prana dos seus semelhantes. Para os iniciados, a morte é uma etapa da vida.<br />
Já mencionamos que o vampirismo é contagioso: o namoro desse rapaz com a moça que o levou a destruir a imagem não continuou porque (conforme pudemos averiguar) ele começou a demonstrar para com ela o mesmo tipo de ciúmes doentio  que a mãe tivera para com ele.<br />
“Dize-me com quem andas, e te direis quem és”, é um desses truísmos que todo mundo repete sem lhes prestar atenção; no entanto é um formidável aviso no que se refere à Magick e ao misticismo. Uma pessoa vampirizada, perdendo sua energia, tende a absorver energia dos outros, e é encorajada a assim fazer pelo próprio vampiro, que deseja aumentar suas fontes de alimentação. Aprendendo os truques do vampiro à custa de sua própria experiência como vítima, ela começa ( na maioria das vezes sem se tornar cônscia do fato) a utilizar as mesmas técnicas que seu algoz. Usando ainda outro truísmo, “a prática leva a perfeição”: em muito menos tempo do que julgaríamos possível, a vítima se torna outro malfeitor.<br />
George Cecil Jones, um dos dois únicos membros da Aurora Dourada, além de Aleister Crowley, que foram capazes de alcançar o Adeptado legítimo, (conhecido na AA pelo seu Nome Mágicko, D.D.S.) teve em certa ocasião um experiência curiosa. A mesma Srs. Firth, Dion Fortune, pediu sua ajuda num caso raro de perturbação mental que viera a seu conhecimento. (A Srs. Firth foi uma das primeiras mulheres psicanalistas da Inglaterra.)<br />
Uma colega da Srs. Firth aceitara como paciente um certo jovem de família ilustre, o qual exibia sintomas periódicos muito semelhantes a ataques de epilepsia; e para poder fiscalizar o progresso de seu paciente com mais cuidado, consentira em hospedá-lo num apartamento que ela dividia com outra estudante, não de psicanálise.<br />
Um fenômeno muito estranho começou a ocorrer assim que o paciente foi viver no apartamento: toda noite, quase à mesma hora, os cães da vizinhança começavam a latir e uivar furiosamente, e no mesmo instante uma janela de sacada, que dava para uma varanda, se abria e uma corrente de ar frio percorria o apartamento. Imediatamente após, o paciente hospedado entrava em convulsões, e a seguir sofria um desmaio prolongado.<br />
Embora a janela de sacada fosse fechada à chave, e até barricada, assim mesmo se abria; e foi este fato inusitado que levou a colega de Dion Fortune a recorrer a ela, que sabia ser interessada em casos desta natureza.<br />
A Srs. Firth indagou sobre os antecedentes do paciente, e ficou sabendo que este tinha um primo em segundo grau, também de família nobre, o qual tinha sido descoberto em flagrante na França, durante a guerra, praticando necrofilia com cadáver de um alemão.  Graças à influência de sua família o jovem necrofílíaco não fora mandado para uma prisão militar, mas sim colocado sob responsabilidade de sua família como um caso de loucura. O jovem exibia sintomas semelhantes ao do primo, com ataques periódicos seguidos de prolongada coma, e foi posto sob os cuidados de um enfermeiro.  Mas o enfermeiro, como todo mundo, tirou férias; e nessa ocasião o doente foi colocado sob os cuidados de seu primo.<br />
Acontece que o primo também tinha tendências homossexuais, e o doente incitou-o à intimidade. Em certa ocasião, o necrofilíaco mordeu seu parceiro no pescoço durante o ato, com tanta força que chegou a tirar sangue.<br />
Foi após esta particular ocasião que o primo começou a exibir os mesmos sintomas de epilepsia que o doente, o que levou a sua família a colocá-lo sob os cuidados da colega de Dion Fortune.<br />
A Srs. Firth visitou o apartamento e examinou o jovem. Constatou que estava anêmico, e curiosamente indiferente aos seu próprio estado de saúde. Era como se estivesse resignado a morrer.<br />
Aproximadamente às nove horas da noite, o mesmo fenômeno curioso se repetiu; os cães da vizinhança começaram a latir e a uivar, e a janela da sacada, embora barricada por uma pesada poltrona, abriu-se e um lufada de ar frio invadiu os aposentos. Ao chegar ao quarto do rapaz, este soltou um grito, curiosa mescla de prazer e medo, e após agitar-se de um lado para outro na cama, desfaleceu.<br />
-Isto não é epilepsia – a Srs. Firth disse a sua colega – mas algo bem diverso.<br />
-Você pode fazer alguma coisa? – perguntou a outra.<br />
-Eu talvez não, mas conheço alguém que pode.<br />
A Srs. Firth foi procurar George Cecil Jones, sob cuja supervisão ela se colocara após chegar a conclusão de que os Mathers haviam perdido contato com os Chefes Secretos. O adepto ouviu com atenção os sintomas do caso e finalmente declarou que gostaria de estar presente durante um ataque de nervos do paciente da sua colega.<br />
-Eles sempre ocorrem mais ou menos à mesma hora – disse Dion Fortune, ou seja por volta das nove e meia, e dez da noite.<br />
-A que hora, em geral, o primo dele vai dormir? – perguntou Jones.<br />
A idéia não havia ocorrido a Dion Fortune, mas ela se informou por telefone, e ficou sabendo que o primo em geral se recolhia naquele mesmo horário, ocasião que seu enfermeiro se retirava para dormir.<br />
-Sem dúvida nenhuma – disse Jones – eu gostaria de estar presente durante o próximo ataque.<br />
Jones um farmacêutico conceituado e muito bem casado, explicou a esposa que provavelmente passaria a noite fora; e as oito estava no apartamento da colega de D. Fortune.<br />
As nove e meia os cães começaram a latir; a janela de sacada abriu-se suavemente; uma corrente de ar frio percorreu a sala.<br />
-Uma entidade muito desagradável acaba de entrar neste apartamento – declarou Jones. Está ali no canto da sala.<br />
-Eu não vejo nada – declarou a colega de D. Fortune.<br />
-Nem eu – confessou esta.<br />
-Diminuam as luzes – disse o Adepto.<br />
Duas lâmpadas foram apagadas, e as mulheres puderam ver uma espécie de brilho muito fosco num canto indicado por ele.<br />
-Ponham a mão naquilo – disse Jones.<br />
Elas assim fizeram e experimentaram um leve formigamento, semelhante àquele produzido por uma cãibra num membro dormente.<br />
Jones dirigiu-se a janela de sacada e, mergulhando os dedos num vasilhame de água com sabão que preparara de antemão, pronunciou certas palavras e selou a abertura de toda sua extensão. No centro do piso ele traçou um pentagrama apontando para dentro, seguindo uma forma particular no traçado, e pronunciou um Nome em voz baixa.<br />
-Está saindo da sala! – exclamou Dion Fortune, seguindo o clarão fosco com os olhos.<br />
-Não conseguirá escapar – disse o Adepto. –Todas as vias de acesso estão seladas. Deixei a janela por último exatamente para que a entidade pudesse entrar.<br />
-Como vamos destruí-la? &#8211; perguntou D. Fortune.<br />
-Não vamos destruí-la – disse Jones. – Eu vou absorvê-la.<br />
O brilho fosco – a única coisa que as duas mulheres podiam ver com os olhos físicos – recuou passo a passo através do apartamento inteiro, movimentando-se até as portas e janelas apenas para fugir delas. No quarto do paciente, este, de olhos arregalados, acompanhou a entrada de três pessoas (entre elas um quase desconhecido que viera previamente a seu quarto apenas para lhe molhar e fazer gestos Qabalísticos no ar) as quais pareciam saguaro alguma coisa que apenas um deles podia “ver”, e a subsequente saída do trio, sempre em perseguição de alguma coisa impalpável. A Srs. Firth comentou mais tarde que a expressão do jovem tinha sido muito engraçada, e que era pena que na ocasião ela não tivesse tido nem tempo nem disposição para rir.<br />
A entidade finalmente foi encurralada no banheiro do apartamento, cuja basculante também havia sido selada por Jones; e quando tentou sair novamente, o Adepto colocou-se em frente à porta, recomendando às duas mulheres que ficassem de fora. Passo a passo, Jones avançou para o “brilho fosco” e finalmente “entrou” nele.<br />
Dion Fortune, numa versão altamente glamurizada deste incidente, declarou que, ao terminar de absorver o vampiro, Jones caiu desfalecido. Tal não aconteceu: o Adepto ficou apenas um pouco tonto, e após sentar-se e tomar um dedo de conhaque recuperou-se.<br />
O resultado desta aventura um pouco sensacional foi que não só o paciente da colega da Srs. Firth como o seu primo pararam de sofrer “ataques epiléticos”e recuperaram a saúde. O ex-combatente, entretanto, continuou a ser homossexual, e durante o resto da vida se tornou célebre na alta sociedade britânica por seus excessos. Estes, porém, foram sempre de ordem mundana, sem quaisquer sintomas de vampirismo ou outros fenômenos ocultos.<br />
O paciente da colega da Srs. Firth confessou à sua psicanalista que sempre sentira que estava sendo atacado por algum “fantasma” quando tinha a crise; mas não ousara dizer isto a ninguém, por medo de ser considerado louco e internado num manicômio.<br />
Jones, quando interrogado por Dion Fortune quanto à origem do vampiro, declarou que não fora um ser humano encarnado, nem um corpo astral habitado por um ser humano, mas apenas um cascão abandonado por alguma pessoa de hábitos parasitas (como um gigolô, um proxeneta, ou certos tipos de padres católicos e mulheres casadas), o qual fora atraído ao campo de batalha pelo sangue derramado; talvez mesmo o corpo astral do morto com o qual o primo mantivera relações anormais. A origem da entidade pouco importava: nas circunstâncias, ela pudera formar um laço magnético com o soldado; e mais tarde fizera o mesmo com o primo deste, no momento em que a mordida no pescoço derramara sangue.<br />
Não deve ser concluído daí que uma mordida no pescoço ou em qualquer outra parte do corpo, com derrame de sangue, é indispensável à manifestação de um vampiro, ou resulta fatalmente em vampirismo! O fenômeno é de natureza eletromagnética, ou etérica, para usar a nomenclatura criada pelos teosofistas para traduzir os termos hindus.<br />
A manifestação de vampiros pode ocorrer sem qualquer marca aparente no corpo físico.<br />
Em casos, porém de anemia crescente e inexplicável pela medicina oficial, é possível que haja marcas materiais, pois a entidade responsável existe no limiar do mundo físico, como aquela do caso que acabamos de relatar. Mas tais marcas nunca são tão grosseiras como as tradicionais picadas gêmeas do romance de Bram Stoker ou dos filmes de vampiro! Quando suspeitamos que a emaciação orgânica é causada por um vampiro, devemos examinar a pele do paciente com uma lente de aumento. A lente tornará visível diminutos furos semelhantes a picadas de insetos. Segundo Dion Fortune esses furos se concentram mais no pescoço, principalmente debaixo das orelhas, em volta da ponta dos artelhos, ou nos seios. Mas Dion Fortune viveu numa época muito pudica, e não mencionou que tais furos também devem ser procurados na parte interna das coxas, entre as nádegas, e na virilha ou no púbis. Caso sejam notados no corpo de pessoas cujo Meio-Ambiente ou asseio pessoal invalide a possibilidade de serem causados por mosquitos, pulgas e percevejos, então está na hora de considerar a possibilidade de um vampiro, o qual pode, inclusive, estar encarnado e bem vivo, e ir a praia em pleno sol aos domingos!</p>
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		<title>Retorno..</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 12:59:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom dia a todos! Este post será apenas para justificar a nossa ausência no blog, deixando todos vocês na expectativa dos novos capítulos das séries e das leituras que divulgamos esporadicamente. Justifico que infelizmente nossa vida material as vezes nos consome um pouco além da conta, e alguns fatores acabam nos afastando cada vez mais. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia a todos!</p>
<p>Este post será apenas para justificar a nossa ausência no blog, deixando todos vocês na expectativa dos novos capítulos das séries e das leituras que divulgamos esporadicamente. Justifico que infelizmente nossa vida material as vezes nos consome um pouco além da conta, e alguns fatores acabam nos afastando cada vez mais. Estive viajando profissionalmente por alguns meses e isso me tirou um bocado do meu tempo livre, já que quando chegava no hotel, teria que preparar o outro dia e assim por diante. Também estou com uma montanha de projetos pessoais para colocar em prática, isso está me consumindo muito. Mesmo assim, nada é justificável, tudo é permitido. Estou de volta, mesmo que não tão intenso, mas pronto para finalizar as séries. Obrigado pelos elogios/críticas/sugestões, sempre nos motiva muito a continuar.</p>
<p>Muita paz.</p>
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		<title>Capítulo III &#8211; Uso do Corpo Astral em Ataques Ocultos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 14:26:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ataque e Defesa Astral]]></category>
		<category><![CDATA[Astral]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução Espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Expansão da consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Magia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A expressão “corpo astral” vem da idade média, e foi originalmente <img data-attachment-id="243" data-permalink="https://noticiautil.wordpress.com/2009/02/23/capitulo-iii-uso-do-corpo-astral-em-ataques-ocultos/fig11c/" data-orig-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif" data-orig-size="302,447" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Corpo Astral" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif?w=302" class="alignright size-full wp-image-243" title="Corpo Astral" src="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif?w=500" alt="Corpo Astral"   srcset="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif?w=243&amp;h=360 243w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif?w=101&amp;h=150 101w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif?w=203&amp;h=300 203w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/fig11c.gif 302w" sizes="(max-width: 243px) 100vw, 243px" />empregada pelo astrólogos da época, numa tentativa de explicar de que maneira a influência dos astros agia sobre a substância física. Segundo eles, o corpo físico mantinha dentro de si uma duplicata de matéria astral, isto é; de matéria sutil do mesmo tipo das influências irradiadas pela esfera celeste (da qual a Terra, naturalmente, era considerada o centro), e era através do impacto destas influências transmitido pelo corpo astral ao corpo mais grosseiro que os astros influenciavam a vida humana. A astrologia caiu em descrédito durante o Século dezenove, que foi o século de grande avanço do pensamento materialista; mas o desenvolvimento da física e da química tem levado os cientistas modernos a aceitarem a possibilidade de radiações muito sutis serem transmitidas continuamente através do espaço sideral.</p>
<p><span id="more-235"></span>As experiências com fotografia áurica, iniciadas pelos russos, indicam que todo corpo vivo está rodeado de uma aura de energia, de uma gama vibratória visível ao olho físico; e modernos biólogos começam a admitir a influência do movimento aparente do sol, e do movimento real da lua, sobre a vida na superfície do nosso planeta, inclusive a vida humana. Os iniciados, entretanto, nunca tiveram dúvidas quanto à existência do “corpo astral”; apenas, eles vão mais além: o assim chamado corpo astral compõe-se de diversas estruturas, cada qual de uma determinada gama vibratória, e cada qual com uma determinada função. Os hindus, e principalmente os budistas, tem feito uma análise muito aprofundada dos veículos de que se compõe o “corpo astral” dos místicos medievais do ocidente. Certas pessoas tem um “corpo astral” mais desenvolvido que o normal, seja devido ao treino deliberado, seja devido a herança genética, seja às influências magnéticas do local onde vivem ou das pessoas com as quais entram em contato. Por exemplo: iniciados treinados, principalmente se são de um alto grau, mas não de um grau suficientemente elevado para terem aniquilado o Ego,  possuem personalidades intensamente magnéticas, perturbadoras para pessoas sensíveis que não estão acostumadas à presença de força psíquicas em estado de tensão. Em circunstâncias nas quais aspirantes já de certo desenvolvimento ampliam a consciência dos veículos internos mais facilmente, aqueles que não estão preparados podem ser extremamente perturbados pela vizinhança constante de um iniciado. Portanto, ocultistas avançados que, sem terem ainda alcançado total equilíbrio e aniquilação de seus poderes, permitem a profanos a entrada em seu círculos, e estão sendo imprudentes e até indiscretos; mas não podem, com justiça, serem acusados de abusarem de suas faculdades. Eles emanam força involuntariamente, devido à sua alta carga interna. Os iniciados de maior adiantamento  sempre vivem afastados da multidão, pois eles não apenas precisam de isolamento para seu trabalho, como sua influência produz uma reação psíquica violenta em profanos. Faz algum tempo, aquela colega nossa a quem já nos referimos, tendo alcançado o trabalho correspondente ao Grau de Philosophus da AA, estabeleceu uma Abadia de Thelema num local que não especificaremos, onde seus discípulos imediatos podiam ir para retiros e treinos mágicko. Um de seus Neófitos, muito bem intencionado, tendo conhecido um homem que se dizia interessado em psiquismo, solicitou permissão para trazê-lo em sua companhia para uma visita. Como já dissemos antes, nossa colega é extremamente confiante, e consentiu na visita de um profano. As condições eram especiais, pois segundo o Neófito, seu conhecido estava a beira de um colapso nervoso, e talvez a atmosfera da Abadia o auxiliasse a se recuperar. O profano era uma pessoa extremamente sensível, escrupulosamente limpa, e com uma acentuada repugnância por sujidade de qualquer tipo. Suas simpatias especiais em psiquismo eram teosofia e as obras de Max Heindel. Ele seguia uma dieta estritamente vegetariana e era extremamente meticuloso em seus hábitos. Sua obsessão pela limpeza pessoal e a de seu meio ambiente, seu vegetarianismo, que ele declarava decorrer de uma profunda repugnância pela violência e pelo sangue, e seu incessante interesse por misticismo haviam impressionado o Neófito como sintomas de espiritualidade. Infelizmente, quando nossa colega consentiu na visita, ela ainda não sabia destas características do visitante, que teria reconhecido imediatamente como sintomas de um temperamento sadomasoquista extremamente reprimido. Quando o visitante, a quem chamaremos de Sr. N., chegou à Abadia, ocorreu um curioso incidente. A Abadia possuía um jardineiro, o qual por sua vez possuía um cachorro, viralata extremamente amigável e pachorrento, cuja ocupação favorita além de coças as pulgas era dormitar em frente ao portão. N., tendo saltado do taxi que o trouxera da estação, e pago o preço da viagem, agachou-se ao lado do animal para acariciá-lo.  O cachorro levantou-se de um pulo e saiu ganindo com o rabo entre as pernas para os fundos do quintal, de onde não saiu até a hora do almoço, para grande espanto de seu dono, que nunca vira o animal proceder assim. O Jardineiro declarou mais tarde que desde o primeiro dia desconfiara de N., por causa da reação do seu cão ao contato com o visitante.  Fora este incidente inicial, N. causou excelente impressão ao pessoal da Abadia, inclusive a nossa colega, a qual não estivera presente a sua chegada, e só soube do caso com o cachorro alguns dias depois. Era um homem quieto, bem comportado, de palavras comedidas, inteligente e culto. Suas opiniões sobre ocultismo, em muitos pontos, diferiam radicalmente daquelas do pessoal da Abadia, mas não houve qualquer atrito durante o dia. O visitante declarou-se encantado com a Abadia e seus habitantes, e expressou desapontamento apenas pelo fato de que lhe haviam reservado um quarto separado: ele supusera que iria dormir no mesmo quarto que o Neófito responsável pela sua vinda. Nossa colega explicou-lhe delicadamente que o Neófito tinha que dormir sozinho, pois estava executando certas práticas que faziam parte de seu programa de treino, e N. pareceu ficar conformado com a explicação.  Naquela noite, o Neófito acordou de um profundo pesadelo, sentindo, como escreveu em seu diário, “um peso que lhe oprimia o peito”. Mesmo depois de acordar e levantar-se, parecia-lhe como se atmosfera do quarto estivesse impregnada de uma influência doentia. Ele executou os rituais de banição próprios do seu grau e voltou a adormecer sem mais incidentes. Na manhã seguinte, entretanto, durante o café ele mencionou seu pesadelo, e para seu espanto os outros membros da comunidade declararam em peso que eles, também, haviam experimentado pesadelos durante a noite, com exceção de nossa colega. É claro que, nas circunstâncias, começaram a comparar o que havia acontecido com cada um. Os pesadelos tinham sido do mesmo tipo, inclusive a sensação de opressão no peito. No auge da discussão, N. que se havia retorcido irrequieto em sua cadeira desde o primeiro instante em que se mencionara pesadelos, protestou muito nervoso: &#8211; Por favor, não falem dessas coisas tão mórbidas que eu fico com mal-estar! Em deferência ao visitante, o assunto foi encerrado; mas nossa colega, para quem a paz da comunidade era muito importante, uma vez que estava sob sua responsabilidade, sentiu que a Abadia estava sob alguma forma de ataque; não era normal que todos seus estudantes tivessem tido o mesmo pesadelo, e isto na mesma noite. A única influência nova na casa era a de N., portanto, ela resolveu ficar de olho nele. Conforme ela comentou mais tarde, não lhe ocorrera ainda que os acontecimentos pudessem ser causados por ele; era simplesmente que a entrada de um profano representava uma quebra no círculo.  Naquela noite, uma das Probacionistas da Abadia, sentindo um premonição, percorreu a casa inteira na hora de dormir, experimentando portas e janelas para ver se estavam bem trancadas. Ela encontrou-se com N. (que vinha do banheiro) num corredor, e este perguntou-lhe o que estava fazendo. &#8211; Estou com a impressão de que há uma influência hostil nos rondando – explicou a moça. –Um ladrão, ou alguma coisa assim. N. deu uma risada. &#8211; Sua bobinha! Não adianta trancar as vias de entrada, o perigo está dentro da casa. Vá para seu quarto e feche a sua porta à chave. A Probacionista, entretanto, continuou seu trabalho de verificar se estava tudo bem fechado, e ao retirar-se para seu quarto não trancou a porta; isto era coisa que nunca fora necessário na Abadia, onde a privacidade de cada um era respeitada com o máximo de rigor. Apesar disso ela passou uma noite normal, não experimentando qualquer pesadelo. O mesmo, entretanto, não ocorreu com o Neófito responsável pela vinda de N .. Por volta das duas da madrugada ele experimentou o mais terrível pesadelo que já tivera na sua vida, e acordou suando frio, como se alguém o estivesse forçando a se manter deitado, ou jazesse sobre ele. Ao sentar-se no leito ele viu distintamente a cabeça de N. flutuando no ar aos pés da cama, diminuindo rapidamente de tamanho, e arreganhando os dentes ferozmente como numa ânsia de mordê-lo. “ Foi a coisa mais maligna que já vi até hoje”, ele escreveu mais tarde em seu diário. Em vez de tentar pegar de novo no sono, ou de executar os rituais de banição, o Neófito sentiu-se tão abalado que saiu do quarto e foi bater a porta de sua superiora, nossa colega, que também estava experimentando uma noite inquieta, embora não tão desagradável, e acordou facilmente de seu sono. Ela ouviu com atenção o relato do Neófito e depois fez-lhe diversas perguntas pertinentes. Como resultado, o Neófito revelou que N. tinha recentemente lhe feito uma proposta homossexual, que fora polidamente recusada.  Entre Thelemitas, naturalmente, homossexualidade não é vergonha nem crime, apenas um ato de escolha pessoal. Nossa colega não ficou chocada pela revelação de que N. tinha tais apetites, mas a situação estava agora esclarecida.  &#8211; Vá dormir! Disse ela ao seu discípulo – e deixe isso comigo. O Neófito voltou ao seu quarto, sentindo-se bastante aliviado. Nossa irmã esperou que ele fechasse a porta e traçou astralmente um pentagrama no centro do umbral, apontando para fora. Então retirou-se aos seus aposentos, onde executou uma prolongada adivinhação pelo Taro. O Neófito passou o resto da noite tranqüilo, com um profundo sono reparador. Na manhã seguinte, o aspecto de N. à mesa de café era chocante: estava profundamente pálido, suas mãos e lábios tremiam continuamente. Nossa colega, observando-o, perguntou aos circunstantes como haviam passado a noite. Desta vez, constataram que as mulheres, embora com sono inquieto, não haviam tido nenhum pesadelo; mas dois rapazes declararam que haviam novamente experimentado uma sensação de peso e desconforto sobre o peito. &#8211; Apenas sobre o peito – disse nossa colega, não sem malícia – ou também sobre alguma outra parte do corpo? Neste momento N. levantou-se tão bruscamente que sua cadeira foi arremessada ao chão. &#8211; Parem com isso! – ele gritou, puxando os cabelos. –Parem de me torturar! Enquanto os circunstantes, com exceção de nossa colega, o contemplavam boquiabertos, ele ejaculou uma série de acusações frenéticas e disparatadas contra a companhia. Eles o estavam perseguindo e insinuando coisas sobre ele. Voltou-se para o Neófito responsável pela sua presença na Abadia e acusou-o de crueldade, frieza e zombaria. Finalmente debulhando-se em lágrimas, saiu correndo da sala e foi trancar-se em seu quarto. A situação seria cômica se não fosse patética. Os circunstantes se entreolharam consternados. Uma das moças começou a rir, e parou tão subitamente quanto começara. Os olhos se voltaram para a cabeça da comunidade. &#8211; N. está passando por uma Ordália iniciática – disse nossa colega. –Não se preocupem, deixem isso comigo. Enquanto a congregação terminava o café da manhã com menos conversa e mais gravidade que de costume, nossa irmã foi a cozinha, encheu um vasilhame de água onde dissolveu um pouco de sabão, fez certos sinais e pronunciou certas palavras, e foi até o quarto ocupado por N., onde traçou no centro limiar da porta um pentagrama apontando para dentro. Normalmente, com a passagem do sol acima ou abaixo do horizonte, a força magnética desses sinais se dissolve e é necessário refazê-los. Mas a sensibilidade de N. era tal que ele não saiu do quarto até a manhã do dia seguinte, quando nossa irmã foi pessoalmente buscá-lo. É desnecessário dizer que a comunidade dormiu tranqüilamente aquela noite, sem quaisquer incidentes. Durante o dia seguinte nossa irmã teve uma longa conversa com N.. Este fora educado numa cidadezinha de Minas Gerais como rigoroso católico, sua família sendo fanaticamente religiosa. Na adolescência, havia sido mandado para um seminário, onde, como infelizmente é comum, fora condicionado a homossexualidade por um de seus receptores. Embora a família tivesse desejado que N. seguisse o sacerdócio católico romano, tal não aconteceu porque quando o rapaz tinha dezoito anos foi descoberto em flagrante com seu preceptor em atividade sexual. O preceptor, como acontece, acusou N. de tê-lo tentado e insistido na relação, e o infeliz seminarista foi forçado a sair do estabelecimento em desgraça. Nossa colega, baseada em suas conversações com N. e na longa adivinhação pelo Taro, chegou as seguintes conclusões:  N. era um temperamento sensível e impressionável, que talvez não tivesse tido tendências ao homossexualismo de berço, mas fora condicionado a este tipo de atividade por um padre devasso. O choque de ser expulso do colégio o antagonizara com a Igreja Romana, pelo que ele se ligara ao tipo de misticismo emocional e elementar que mais se assemelha ao Romanismo, isto é a teosofia de Max Heindel, sem ser exatamente cristão. A atividade homossexual exacerba tendências ao sado-masoquismo e provoca um desenvolvimento anormal do corpo Etérico. Na atmosfera altamente carregada da Abadia, o corpo astral de N. se exteriorizara inconscientemente durante o sono, e procurara satisfazer seus apetites frustrados pela recusa do Neófito em ter relações com ele. Na primeira noite todos haviam sido atacados, com exceção de nossa colega, cuja aura era demasiadamente forte para ser afetada; mas na Segunda noite, tendo feito sua escolha magnética, o astral de N. atacara apenas homens mais jovens, começando pelo Neófito que o atraíra. Quando a situação foi explicada a N. por nossa colega, ele sentiu-se extremamente consternado por sua conduta. Nossa colega tranqüilizou-o, apontando que ninguém é responsável por seus atos a não ser depois que se torna cônscio deles. N. ficou a Abadia durante mais uma semana, benquisto por todos; mas toda noite nossa colega tomou a precaução de selar o umbral da porta do visitante com o pentagrama traçado com água e sabão, apontando para dentro, a fim de impedir que o astral de N. se exteriorizasse durante o sono e saísse para “assombrar” o resto dos habitantes.  O exemplo que acabamos de dar, trata-se de um ataque astral inconsciente. É preciso que as pessoas compreendam que cada um dos nossos “veículos” ou planos de consciência, se assim preferimos, tem seu próprio “quartel general” de controle, análogo ao celebro físico. Ponderemos, por exemplo, a maneira como nossas funções fisiológicas são normalmente executadas sem qualquer necessidade de intervenção da mente consciente. O sistema nervoso reflexo se encarrega da manutenção da saúde física, deixando as faculdades volitivas conscientes livres para executarem outro tipo de trabalho. Pensemos, por exemplo, o que seria a nossa vida se tivéssemos de respirar conscientemente para viver! Este, aliás, é um fenômeno que às vezes ocorre na prática de Pranayama. Há pessoas que tem um corpo astral extremamente desenvolvido, como resultado de herança genética, ou treino involuntário, ou treino deliberado. Se tais pessoas não mantém o corpo astral sob controle, ele tenderá a divagar além do corpo físico, o que é bastante perigoso. Assim como no caso de N. seu corpo astral, estimulado pelas práticas homossexuais, depois dinamizado pela atmosfera magnética carregada da Abadia, exteriorizou-se para procurar satisfazer os apetites reprimidos de seu dono, pode acontecer que o corpo astral, divagando a esmo no astral, seja atacado, e até mesmo capturado, por uma influência hostil. Isto acontece freqüentemente com os praticantes do espiritismo, principalmente os Kardecistas, que não tomam a mínima precaução mágicka para testar ou selecionar as influências às quais permitem acesso a seus veículos e a seus locais de trabalho e moradia. A aura de certos médiuns espíritas, em conseqüência, é um poço de imundície astral. O que é pior, sua influência malsã é infecciosa. Sentimentalismo piegas, negativismo emocional, receptividade mórbida são apenas alguns dos seus efeitos. Doenças nervosas, da pele, lesões do sistema muscular e da espinha dorsal, falta de concentração mental, tendência ao exagero, ou à mentira, e até ao roubo, são outros efeitos da mediunidade imprudente. As exceções são pouquíssimas. Homens e mulheres de um alto grau de verdadeira pureza pessoal e firmeza de caráter tem auras que inibem as entidades mais baixas, principalmente se eles selecionam cuidadosamente seus associados, como ocorre no candomblé legítimo. Mas infelizmente, tais casos são a exceção e não a regra.  Se a aura de um sensitivo faz parte de um corpo astral desenvolvido por herança genética,  e a pessoa não exercita nem domina seu veículo sutil, este tenderá a divagar no astral e a freqüentar as correntes magnéticas com que adquiriu afinidade em existências anteriores. Em certos casos, o corpo astral pode estar mais desenvolvido que as faculdades volitivas do corpo físico na existência presente, e fenômenos semelhantes ao de dupla personalidade podem ocorrer. Do ponto de vista iniciático, isto é altamente indesejável, mas alguns médiuns e “psíquicos” se orgulham de uma tal situação. Em certa ocasião, um indivíduo que desejava adquirir dominação psicológica sobre nós, declarou-nos que conversava freqüentemente com o nosso Ente Mágicko, o qual “lhe dava conselhos”. &#8211; Talvez isso possa ocorrer, nós lhe replicamos, mas se meu Ente Mágicko, lhe disser para fazer coisas que contradigam o que eu lhe digo quando estou em meu corpo físico, você não estará falando com meu “Ente Mágicko” coisa nenhuma, e sim com algum elemental ou demônio tentando me personificar. O cavalheiro em questão, vendo o tiro lhe saiu pela culatra, afastou-se de nós. Descobrimos mais tarde que se tratava de um hábil vigarista, especializado em explorar a megalomania de pseudo-místicos; usava um nome falso e já extorquira enormes quantias em dinheiro de diversas “sociedades ocultas” brasileiras. A técnica desta particular vigarice baseia-se em que a maioria dos ocultistas não tem a mínima concepção do que é realmente o caminho Iniciático. Tais infelizes mais que depressa aceitam a idéia de que seus “Entes Mágickos” são capazes de aparecer a “seus discípulos” à sua revelia e sem seu conhecimento consciente. Aí, o “discípulo” começa a dizer ao “mestre” o que este supostamente lhe disse enquanto estava se manifestando magicamente. Antes que o “mestre” perceba, estará atacando as coisas que o “discípulo” lhe diz que ele disse nas “visões”. Desse momento em diante, o verdadeiro “mestre” é o “discípulo”.  O que deve ser claramente compreendido é que as faculdades humanas que representam a Individualidade, à Volição, e a Compreensão espirituais estão completamente acima de qualquer manifestação astral. Elas estão além do Abismo, e o corpo astral não existe além do Abismo.  Como diz O Livro da Lei, cap. I, 8-9:  O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs. Adorai então o Khabs, e vede minha luz derramar-se sobre vós!  O Khabs é a “Estrela”, isto é, a centelha do Fogo Divino em cada ser humano, seja homem ou mulher. O Khu é o termo que os antigos egípcios usavam para descrever o Ente Mágicko do Iniciado. Este Ente Mágicko, que corresponde ao “Corpo de Glória” do místico cristão, consiste na purificação e harmonização de todos os veículos inferiores. É este Ente Mágicko que é dissolvido voluntariamente pelo Adepto Exempto ao cruzar o Abismo. Identificando-se com o Khabs, o Iniciado ativa o Ajna Chakra, que corresponde a Hadit no sistema hindu. Como resultado, a Energia Cósmica se concentra no Sahasrara, que corresponde a Nuit, e a Luz das Estrelas se derrama sobre o Iniciado. Até a etimologia dos termos hindus para os “éteres” mais sutis, Adhi e Anupadaka, se assemelha aos termos egípcios correspondentes, Had e Nu. Isto sugere que ambas as correntes iniciáticas tiveram a mesma origem num passado mais longínquo, talvez na legendária Atlântida ou na legendária Mu Isto é um assunto que só pode ser de interesse aos historiadores. O que nos concerne, na prática, é a absoluta necessidade de controlar o corpo astral, e mentê-lo sempre sob domínio daquelas faculdades em nós que representam a nossa Verdadeira Vontade. Iniciados de corpo astral muito desenvolvido, mas de baixa ética, podem ser muito perigosos, não só para os profanos como para outros Iniciados. Os leitores não devem julgar que um corpo astral bem desenvolvido é sinal automático de alta espiritualidade; isto seria o equivalente de supor que um halterofilista de enormes músculos é necessariamente uma pessoa de elevados sentimentos e nobres intenções. Citaremos um caso bastante ilustrativo, da experiência de uma iniciada da antiga Aurora Dourada, atualmente reformulada como a Ordem Externa da AA. No primeiro ano deste século, Aleister Crowley, que subira rápidamente nos Graus da Aurora Dourada, instituiu um exame mágicko da Ordem e seus “chefes” e, tento chegado a conclusão de que a organização perdera seus laços com os planos espirituais destruiu-a ocultamente.  Uma das poucas pessoas de valor que ainda estavam ligadas à Aurora Dourada na ocasião era Violet M. Firth, mais conhecida de ocultistas pelo seu pseudônimo de Dion Fortune. A Sra. Firth escreveu uma série de artigos para uma conceituada revista de ocultismo inglesa, descrevendo as manobras espúrias de falsos iniciados, mas sem se referir diretamente à Aurora Dourada, a qual era seu único contato com Magick e misticismo naquela época. Infelizmente para a Sra. Firth, seu grau era muito abaixo do de Crowley, e ela começou a experimentar estranhas sensações de ameaça e de pressão oculta. A seguir, começou a ter experiências de clarividência involuntária. Isto era alarmante, pois iniciados treinados não tem experiências psíquicas involuntárias a não ser em circunstâncias muito fora do normal. Um médium kardecista pode se alegrar de ver subitamente a fisionomia de um “falecido” lhe aparecer à frente; um ocultista treinado interpretará o fenômeno como uma quebra naquela separação que sempre deve ser mantida entre os diversos planos de consciência. Como disse a própria Srs. Firth, ao relatar sua experiência: “No método pelo qual eu fui treinada somos ensinados a manter os diversos planos de consciência estritamente separados, e usamos uma técnica específica para abrir e fechar os portais. Em conseqüência, a gente raramente experimenta um psiquismo espontâneo: nossas visões se assemelham às de um cientista usando um microscópio para examinar materiais previamente escolhidos.” As experiências anormais da Srs. Firth se avolumaram ao ponto em que, no seu estado normal de vigília, ela começou a ver faces demoníacas aparecerem e desaparecerem de relance, a qualquer momento, e quando ocupada com qualquer assunto. Neste ponto, ela já começara a suspeitar que estava sob ataque, e corretamente atribuiu o ataque à série de artigos que havia publicado denunciando abusos em fraternidades pseudo-ocultistas; mas ela não identificara ainda o atacante, e mais tarde escreveu: “Qual a minha surpresa, então, ao receber uma carta de uma pessoa que eu considera minha amiga, e pela qual eu sentia o máximo respeito, uma carta que não me deixou em qualquer dúvida quanto à fonte do ataque que eu estava sofrendo, e quanto àquilo que eu poderia esperar se continuasse a escrever meus artigos!” A pessoa em questão, cujo nome a Sra. Firth não revelou em seu relato, era a esposa do pretenso “chefe” da Aurora Dourada, denunciado por Crowley, o qual usava, indevidamente, o nome de “MacGregor Mathers” (mencionado em “Liber LXI”, A Lição de História, sob o Mote S.R.M.D.) Moina Mathers, irmã do filósofo francês Henri Bergson, tomara as dores do marido no conflito deste com Crowley. Tanto ela quanto Mathers pouco podiam fazer contra Crowley, um iniciado de grau muitíssimo mais elevado que o deles;   mas o caso de Dion Fortune era outro. Como ela mesmo escreveu: “Posso dizer com toda mínima suspeita de que esta pessoa estava envolvida nos escândalos que eu estava denunciando. Evidentemente eu tinha me metido em assuntos bem mais graves do que pensara.” Muitas críticas podem ser feitas a Dion Fortune, mas coragem de brigar (exceto com Crowley, a quem ela nunca compreendeu, mas cujas obras copiou descaradamente, e a quem ela instintivamente respeitava) nunca lhe faltou. Meditando sobre a situação, ela chegou a conclusão de que a publicação dos seus artigos era necessária, e lhe fora inspirada pelos Vigilantes Invisíveis. A série de artigos já estava completa, mas havia sido apenas parcialmente publicada; ela poderia ter impedido que a publicação continuasse. Ela decidiu permitir que a série se completasse.   Continuando a citar o seu relato: “O Equinócio de Primavera tinha chegado. Devo explicar que esta é a mais importante época do ano para ocultistas.  Grandes marés de forças estão fluindo nos Planos Internos, e são muito difíceis de manipular. Se vai haver perigo astral, usualmente a situação eclode nesta época. Há também certas reuniões que ocorrem no Plano Astral, e muitos ocultistas a elas comparecem fora do corpo físico. A fim de fazer isto, temos de nos colocar numa espécie de transe, e então a mente fica livre para viajar. É costumeiro pedir a alguém que entende destes assuntos para ficar de guarda ao lado de nosso corpo físico enquanto este está vazio, a fim de impedir que ele sofra algum dano.  Continuando ela diz: Em via de regra, quando estamos sofrendo um ataque oculto a gente se conserva a qualquer custo no estado normal de consciência, e dorme durante o dia e permanece desperta e meditando quando o sol está abaixo do horizonte. Mas, como o azar ocasionalmente impõe, eu estava obrigada a sair numa viagem astral nessa ocasião.  Minha atacante sabia disso tão bem quanto eu. Portanto, executei meus preparativos com todas as precauções de que pude lançar mão: reuni um grupo de discípulos cuidadosamente selecionado para formar o círculo de guarda, e selei o local da operação com cerimonial costumeiro. Eu não tinha muita fé nesta ultima precaução nas circunstâncias, pois minha atacante era de um grau mais alto que o meu,  e poderia passar por quaisquer selos que eu sabia impor. Mas ao menos, os selos me protegiam contra forças mais baixas. “O método de executar estas viagens astrais é altamente técnico,   e não posso aqui me estender sobre o assunto.  Na linguagem da psicologia, trata-se de auto-hipnose através de um símbolo.  De acordo com o símbolo escolhido, nós obtemos acesso a diferentes seções do Invisível. O iniciado treinado, portanto, não vagueia pelo astral como um fantasma perturbado, mas vem e vai através de corredores definidos. “A tarefa de minha inimiga, portanto, não era difícil, pois ela sabia a que horas eu teria de fazer esta viagem, e o símbolo que eu teria que usar para deixar meu corpo.   Por isto eu sabia que teria que enfrentar oposição, embora não soubesse de que forma esta oposição apareceria. “Essas viagens astrais são na realidade sonhos lúcidos em que nós retemos todas as nossas faculdades de escolha, poder de vontade, e discernimento. As minhas sempre começam com uma cortina de cor simbólica, através de cujas dobras eu passo. Assim que eu passei pela cortina nessa ocasião, vi a minha inimiga esperando por mim, ou se outra terminologia for preferida, comecei a sonhar com ela. Ela me apareceu nas vestimentas completas do seu grau, que são magníficas. Barrando minha entrada, foi logo dizendo que por virtude de sua autoridade ela me proibia de utilizar esse corredores mágickos. Repliquei que não admitia o direito dela me barrar apenas porque estava pessoalmente zangada comigo, e que eu apelava para os Chefes Internos, aos quais tanto ela quanto eu estávamos obrigadas. Então começou uma batalha de vontades na qual experimentei a sensação de ser arremessada pelo ar e de cair de uma grande altura, e me percebi de volta a meu corpo. Mas meu corpo não estava onde eu o havia deixado, e sim num amontoado no canto mais afastado da sala, onde tudo estava derrubado e espalhado como se lá estivesse explodido uma bomba. Através do fenômeno de repercussão, a luta astral aparentemente se comunicara ao meu corpo físico, o qual dera cambalhotas em volta do aposento enquanto o agitado grupo de guardiões retirava a mobília de sua passagem! A experiência me deixara um pouco intimidada, pois não havia sido agradável. Admiti para mim mesma que fora derrotada, e que havia sido expulsa com sucesso dos caminhos astrais; mas compreendi também que se eu aceitasse esta derrota minha carreira oculta estaria terminada. Assim como uma criança que acaba de cair de um cavalo de ser recolocada imediatamente na sela, ou jamais terá coragem de cavalgar de novo, senti que eu tinha que encetar novamente minha viagem astral a qualquer custo. Assim, disse aos meus discípulos que se acalmassem e reformulassem o círculo, porque nós tínhamos que tentar de novo; invoquei os Chefes Secretos, e exteriorizei-me novamente. Desta feita houve um combate rápido e duro, e atravessei a barreira. Tive a Visão dos Chefes Interno, e regressei.  A luta estava terminada. Nunca mais experimentei qualquer problema. Mas quando tirei minhas roupas a fim de ir dormir naquela noite, minhas costas estavam muito doloridas, e com uma lente examinei a pele num espelho. Do pescoço à cintura eu estava coberta de arranhões, como se estivesse estado nas garras de um gato gigantesco. Contei esta história a alguns amigos, ocultistas experientes, que no passado haviam estado associados à pessoa com a qual eu tive este problema, e eles me disseram que ela era bem conhecida por este tipo de ataque astral. Um amigo deles, após uma alteração com ela, tivera um experiência exatamente similar; ele ficara coberto de marcas de unhas afiadas. Nesse caso a pessoa ficara doente durante seis meses e tinha se afastado completamente do Ocultismo.” Dio Fortune, ou Violet M. Firth, prossegui seu relatório desta experiência mencionando a morte misteriosa de uma moça, encontrada nua nos rochedos de uma praia irlandesa em circunstância que indicavam que estivera fazendo uma invocação mágicka. Seu corpo estava coberto de marcas semelhantes, e ela também estivera associada a Moina Mathers. Mas aí já saímos do terreno do ocultismo para entrar no das fofocas. Tanto a Srs. Mathers quanto a Srs. Firth já morreram faz tempo, e tais marcas continuam a ocorrer. O autor destas linhas já as descobriu sobre seu corpo após ataques mágickos. Elas decorreram da dilatação excessiva, com conseqüente hemorragia, dos vasos capilares periféricos. A hemorragia deixa marcas semelhantes a arranhões. Não precisamos, portanto, atribuir ataques astrais à alma de Moina Mathers, ou à infeliz família dos felinos. As marcas são realmente, o resultado de repercussão de pressão etérica sobre o corpo físico; mas decorrem normalmente de qualquer tipo de luta psíquica, a qual produz o fenômeno de “stress” no organismo carnal.</p>
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		<title>As Crianças Índigo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 15:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crianças Índigo]]></category>
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É informação essencial para pais, educadores, psicólogos, pedagogos e todas as pessoas interessadas num futuro melhor para nossas crianças e para toda a humanidade.<br />
A seguir você poderá ter uma boa introdução ao assunto das Crianças Indigo seguida de resumo extremamente bem feito do livro &#8220;The Indigo Children&#8221; escrito por Lee Carroll e Jan Tober publicado pela primeira vez em Maio/1999 e já traduzido para o espanhol (mas ainda não foi traduzido para o português),</p>
<p>Como diz Drunvalo Melchizedek: &#8220;As crianças vão liderar o caminho.&#8221;<br />
Boa pesquisa!<br />
<span id="more-228"></span><strong></strong></p>
<p><strong>&#8220;As Crianças Índigo&#8221;</strong></p>
<p>Texto traduzido e adaptado por Dailton Menezes, junho 2001, que gentilmente nos cedeu o direito de publicação aqui no nosso site da Flor da Vida/Brasil.</p>
<p>A partir da década de 80, elas começaram a chegar, mais e mais. São crianças espetaculares. Elas estão chegando para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadores para desencadear as reações necessárias para as transformações. Elas possuem uma estrutura cerebral diferente no tocante ao uso de potencialidades dos hemisférios esquerdo (menos) e direito (mais). Isso quer dizer que elas vão além do plano intelectual, sendo que no plano comportamental está o foco do seu brilho. Elas exigem do ambiente em volta delas certas características que não são comuns ou autênticas nas sociedades atuais. Elas nos ajudarão a destituir dois paradigmas da humanidade:</p>
<p>1. Elas nos ajudarão a diminuir o distanciamento entre o PENSAR e o AGIR. Hoje na nossa sociedade todos sabem o que é certo ou errado. No entanto, nós freqüentemente agimos diferentemente do que pensamos. Dessa maneira, estas crianças vão nos induzir a diminuir este distanciamento gerando assim uma sociedade mais autêntica, transparente, verdadeira, com maior confiança nos inter-relacionamentos.</p>
<p>2. Elas também nos ajudarão a mudar o foco do EU para o PRÓXIMO, inicialmente a partir do restabelecimento da autenticidade e confiança da humanidade, que são pré-requisitos para que possamos respeitar e considerar mais o PRÓXIMO do que a nós mesmos. Como conseqüência, teremos a diminuição do Egoísmo, da Inveja, das Exclusões, resultando em maior solidariedade e partilha.Você pode estar se perguntando: Como estas crianças vão fazer tal transformação? Através do questionamento e transformação de todas as entidades rígidas que as circundam. Começando pela Família, que hoje baseia-se na imposição de regras, sem tempo de dedicação, sem autenticidade, sem explicações, sem informação, sem escolha e sem negociação. Estas crianças simplesmente não respondem a estas estruturas rígidas porque para elas é imprescindível haver opções, relações verdadeiras e muita negociação. Elas não aceitam serem enganadas porque elas têm uma &#8220;intuição&#8221; para perceber as verdadeiras intenções e não têm medo. Portanto, intimidá-las não traz resultado, porque elas sempre encontrarão uma maneira de obter a verdade. Elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos.</p>
<p>A segunda entidade vulnerável à ação dos Índigos é a Escola. Hoje o modelo de ensino é sempre imposto sem muita interação, sem escutar e sem a participação dos estudantes. Simplesmente este modelo é incompatível com os Índigos, sendo portanto o pior conflito, muitas vezes superior ao existente com a Família, principalmente pela falta de vínculos afetivos ou amor. Como elas possuem um estrutura mental diferente, elas resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de encontrar formas diferentes de raciocínio que abalam o modelo atual de ensino.<br />
Assim, através do questionamento, elas influenciarão todas as demais entidades, tais como:, Mercado de Trabalho, Cidadania, Relações Interpessoais, Relações Amorosas e Instituições Espirituais, pois elas são essencialmente dirigidas pelo hemisfério direito.</p>
<p>Infelizmente, a missão dos Índigos é muito difícil, pois sofrerá rejeição de algumas entidades da nossa sociedade. Antes dos anos 80, os Índigos morriam muito cedo porque a freqüência de energia do planeta não era favorável a eles. Depois da nova freqüência e com um montante maior de crianças, eles começaram a causar transformações maravilhosas no nosso planeta e em breve, após uma geração, nós perceberemos claramente as modificações.<br />
O assunto sobre Crianças Índigo é fascinante e relativamente novo no campo da pesquisa. Existem poucas obras sobre o assunto. Apresentaremos aqui um resumo do Livro &#8220;The Indigo Children&#8221; escrito por Lee Carroll e Jan Tober que teve sua primeira publicação em Maio/1999 e já foi traduzido para o espanhol (mas ainda não foi traduzido para o português), obedecendo a seguinte organização:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
Jan Tober e Lee Carroll já apresentaram milhares de seminários em todo o mundo sobre ativação e melhoramento da auto-estima humana. Lee já escreveu 7 livros de auto-ajuda e elevação da consciência espiritual nos últimos 10 anos, inclusive com tradução para diferentes línguas. Jan é autora de numerosos artigos, fitas e CD´s relacionados com auto-ajuda. Jan e Lee têm sido convidados a apresentarem sua mensagem de esperança e amor nas Nações Unidas.<br />
Depois de muito contato com diferentes sociedades ao longo do mundo, eles começaram a perceber que existiam padrões e dúvidas comuns por parte de pais no tratamento com essas crianças. Adicionalmente, não existia literatura especializada sobre o tema, sendo que eles observaram o seguinte:</p>
<p>• Este não é um fenômeno norte-americano. Eles o testemunharam em três continentes diferentes.<br />
• Este fenômeno parece ir além das barreiras culturais envolvendo múltiplas línguas.<br />
• Este assunto escapou à atenção da mídia devido ao fato de ser muito estranho para ser considerado no paradigma da psicologia humana, que considera a humanidade como um modelo estático e imutável . Como uma regra, a sociedade tende a acreditar na evolução mas somente na forma passada. O pensamento de que nós deveríamos estar vendo um novo nível de consciência humana vagarosamente chegando no nosso planeta agora, manifestado nas nossas crianças, vai além do pensamento conservativo estabelecido.<br />
• Este fenômeno está aumentando. Mais relatórios continuam a vir à tona.<br />
• Há muito tempo os profissionais começaram a observar este fenômeno.<br />
• Existem algumas respostas emergentes para os desafios.</p>
<p><strong>Objetivo do Livro</strong></p>
<p>Este livro foi escrito para os pais. É uma relatório inicial, longe de ser um relatório conclusivo sobre o assunto. É apresentado para ajudar a você e a família, dando informações para aplicação prática nas questões diárias. Este livro foi montado principalmente através do encorajamento e até pedidos insistentes de centenas de pais e professores que os autores encontraram ao longo do mundo.<br />
Forma de Apresentação do Assunto<br />
O livro faz uma compilação de trabalhos de vários outros autores PhD´s através de artigos que representam a experiência em pesquisa ou resultante de terapias de diversos profissionais.</p>
<p><strong>O que é uma Criança Índigo?</strong></p>
<p>Uma Criança Índigo é aquela que apresenta um novo e incomum conjunto de atributos psicológicos e mostra um padrão de comportamento geralmente não documentado ainda. Este padrão tem fatores comuns e únicos que sugerem que aqueles que interagem com elas (pais em particular) mudam seu tratamento e orientação com objetivo de obter o equilíbrio. Ignorar esses novos padrões é potencialmente criar desequilíbrio e frustração na mente desta preciosa nova vida.</p>
<p><strong>Existem vários tipos de Índigos, mas na lista a seguir nós podemos dar alguns dos padrões de comportamento mais comuns:</strong></p>
<p>• Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem <img loading="lazy" data-attachment-id="231" data-permalink="https://noticiautil.wordpress.com/2009/02/03/as-criancas-indigo/criancasindigo2/" data-orig-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/criancasindigo2.jpg" data-orig-size="240,240" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Crianças Índigo" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/criancasindigo2.jpg?w=240" class="alignright size-full wp-image-231" title="Crianças Índigo" src="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/criancasindigo2.jpg?w=500" alt="Crianças Índigo"   srcset="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/criancasindigo2.jpg 240w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/02/criancasindigo2.jpg?w=150&amp;h=150 150w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" />desta forma.<br />
• Elas têm um sentimento de &#8220;desejar estar aqui&#8221; e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso.<br />
• Auto-valorização não é uma grande característica. Elas freqüentemente contam aos pais quem elas são.<br />
• Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha.<br />
• Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas.<br />
• Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo.<br />
• Elas freqüentemente encontram uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as fazem parecer como questionadores de sistema (inconformistas com qualquer sistema).<br />
• Elas parecem anti-sociais a menos que estejam com outras do mesmo tipo. Se não existem outras crianças com o nível de consciência semelhante em volta, elas freqüentemente se tornam introvertidas, sentindo-se como se ninguém as entendesse. A escola é freqüentemente difícil para elas do ponto de vista social.<br />
• Elas não responderão à pressão por culpa do tipo: &#8220;Espere até seu pai chegar e descobrir o que você fez&#8221;.<br />
• Elas não são tímidas em fazer você perceber o que elas precisam.O termo &#8220;Crianças Índigo&#8221; vem da cor da aura dessas crianças. Existe uma amiga dos autores, que conheceram em meados dos anos 70, cujo nome é Nancy Ann Tappe. Nancy foi a autora do livro chamado &#8220;Entendendo Sua Vida Através da Cor&#8221; (Understanding Your Life Through Color). Neste livro estão as primeiras informações sobre o que ela titulou de Crianças Índigo.</p>
<p>Como ela vê as cores? Quão preciso é isso? Nancy tem sido diagnosticada com uma situação em que dois dos seus sistemas neurológicos cruzam e isso cria uma situação em que ela, literalmente, pode ver a aura humana. Ela é como uma câmera de Kirlian, ou seja, ela vê campos eletromagnéticos, as cores e as freqüências. Ela é uma pessoa fabulosa, uma maravilhosa conselheira, metafísica e professora.<br />
Ela percebeu muito cedo que existia uma cor da aura associada com alguns recém-nascidos. Ela estava trabalhando no seu PhD. Nancy tem dito desde 1980 que cerca de 80% das crianças nascidas são índigo. E, a partir de 1995, nós temos um índice maior ainda, tanto que requer uma análise para saber o que está acontecendo.<br />
Nós estamos vendo uma nova geração de Mestres vindo para nosso planeta e elas são também chamadas de &#8220;Crianças Estrela&#8221;, &#8220;Crianças Azuis&#8221; e através do trabalho de Nancy, elas são chamadas, a partir de nossa perspectiva, de &#8220;Crianças Índigo&#8221;. Elas são nossa esperança para o futuro. Elas são nossa esperança para o presente. E isso, esotericamente falando, é o que está realmente acontecendo.</p>
<p><strong>Tipos de Crianças Índigo</strong></p>
<p>Existem quatro tipos diferentes de Índigos e cada um tem uma proposta:<br />
1. Humanista: Primeiro, existe o Índigo Humanista que vai trabalhar com as massas. Eles serão os futuros doutores, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. Vão servir as massas e são hiperativos. São extremamente sociais. Conversam com todo mundo e fazem amizade facilmente. São desastrados do ponto de vista motor e hiperativo, como dito anteriormente, e de vez em quando, eles vão dar com a cara nos muros, pois esquecem de pisar no freio. Eles não sabem brincar com apenas um brinquedo. Ao invés disso, trazem todos para fora e os espalham. Às vezes, não tocam na maioria destes. São do tipo que têm que ser permanentemente lembrados pois freqüentemente se esquecem das ordens simples e se distraem. Por exemplo, você pede para eles arrumarem o quarto. Eles começam a arrumar e de repente encontram um livro e começam a ler porque são leitores ferozes. Certa vez, eu estava em um vôo onde estava uma criança de cerca de 3 anos que estava aprontando. Sua mãe deu-lhe o panfleto de segurança do avião e ele o abriu todo com todas as figuras. Ele permaneceu sentado, muito sério como se estivesse lendo, muito sério e intenso na concentração. Ele estudou o folheto por uns cinco minutos e eu sabia que ele não poderia ler mas ele pensava que ele estava. Este é o típico Índigo Humanista.</p>
<p>2. Conceitual: Os Índigos Conceituais estão mais para projetos do que para pessoas. Serão os futuros engenheiros, arquitetos, projetistas, astronautas, pilotos e oficiais militares. Eles não são desajeitados, ao contrário, são bem atléticos como crianças. Eles têm um ar de controle e a pessoa que eles tentam controlar na maioria das vezes é a mãe se são meninos. As meninas tentam controlar os pais. Se eles são impedidos de fazer isso, existe um grande problema. Este tipo de Índigo tem tendência para outras inclinações, especialmente as drogas na puberdade. Os pais precisam observar bem o padrão de comportamento dessas crianças quando elas começarem a esconder ou a dizer coisas tais como, &#8220;Não chegue perto do meu quarto&#8221;: é exatamente quando os pais precisam se aproximar mais.</p>
<p>3. Artista: Este tipo de Índigo é muito mais sensível e freqüentemente menor em tamanho, embora isso não seja uma regra geral. Eles são mais fortemente ligados às artes. Eles são criativos e serão os futuros professores e artistas. Em qualquer campo que eles se dediquem será sempre pelo lado criativo. Se eles entrarem na medicina, eles se tornarão cirurgiões ou pesquisadores. Quando eles entrarem nas artes, eles serão o ator dos atores. Entre 4 a 10 anos eles podem pegar até 15 diferentes artes criativas &#8211; fazer uma por cinco minutos e encostar. Portanto, se diz às mães de artistas e músicos, &#8220;Não compre instrumentos, mas alugue&#8221;. O Índigo Artista pode trabalhar com até 5 instrumentos diferentes e então, quando eles entrarem na puberdade, escolherão um campo e se empenharão para se tornarem artistas nessa especialização.</p>
<p>4. Interdimensional: O Índigo Interdimensional é muito maior do que os demais Índigos, do ponto de vista de estatura. Entre 1 e 2 anos de idade você não pode dizer nada para eles. Eles dizem: &#8220;Eu já sei. Eu posso fazer isso. Deixe-me sozinho&#8221;. Eles serão os que trarão novas filosofias e espiritualidade para o mundo. Podem ser mais valentões porque são muito maiores e também porque não se encaixam no padrão dos outros três tipos.Dicas para reconhecer os Índigos<br />
Os autores listam as seguintes características para ajudar a identificar se sua criança é um Índigo:</p>
<p>• Tem alta sensibilidade<br />
• Tem excessivo montante de energia<br />
• Distrai-se facilmente ou tem baixo poder de concentração<br />
• Requer emocionalmente estabilidade e segurança de adultos em volta dela<br />
• Resiste à autoridade se não for democraticamente orientada<br />
• Possui maneiras preferenciais no aprendizado, particularmente na leitura e matemática<br />
• Podem se tornar frustrados facilmente porque têm grandes idéias, mas uma falta de recursos ou pessoas para assistirem pode comprometer o objetivo final<br />
• Aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou serem simplesmente ouvintes.<br />
• Não conseguem ficar quietas ou sentadas, a menos que estejam envolvidas em alguma coisa do seu interesse<br />
• São muito compassivas; têm muitos medos tais como a morte e a perda dos amados<br />
• Se elas experimentarem muito cedo decepção ou falha, podem desistir e desenvolver um bloqueio permanente.</p>
<p><strong>Algumas Frases extraídas do Livro</strong></p>
<p>&#8220;Se você está constantemente obtendo resistência de um Índigo, cheque você primeiro. Eles podem estar segurando um espelho para você ou estar pedindo, de uma forma inconformista, ajuda para descobrir novos limites, ajustamento fino nas suas habilidades ou talentos, ou ir para o próximo nível de crescimento.&#8221;<br />
&#8220;Índigos já nascem Mestres, todos sem exceção! Nós temos que entender que eles esperam que todos nós façamos os que eles fazem de forma natural e, se não fizermos, eles permanecerão pressionando nossos botões até que cumpramos nosso papel de forma correta. Ou seja, até que nos tornemos mestres de nossas próprias vidas. Portanto, quando meu filho fez suas coisas, ele ensinou a todos uma lição silenciosa, incluindo a mim mesmo.&#8221;<br />
&#8220;O termo Crianças Índigo refere-se aos emissários especiais enviado do Céu pelo Pai-Mãe-Criador, suportando um profundo intento.&#8221;<br />
&#8220;Muitas pessoas têm dificuldades no relacionamento com esses emissários porque eles aproximam-se com crenças pré-concebidas e regras que as crianças não compartilham.&#8221;<br />
&#8220;Crianças são tudo que elas precisam ser; elas são elas mesmas. Vamos deixá-las sozinhas para que elas possam ser exatamente o que elas são.&#8221;</p>
<p><strong>Problemas que os Índigos podem experimentar</strong></p>
<p>Existem atributos positivos com as Crianças Índigo, mas existem também três complicações que o autor já testemunhou tanto profissionalmente como na vida particular:<br />
• Elas demandam mais atenção e sentem que a vida é muito preciosa para deixar escapar. Elas querem que as coisas aconteçam e freqüentemente forçam situações para realizarem o desejado. Os pais facilmente caem em armadilhas de fazer para a criança ao invés de desempenhar um papel na modelagem ou no compartilhamento. Uma vez que aconteça os pais serão apenas fantoches.<br />
• Estes emissários podem tornar-se emocionalmente irritados por pessoas que não entendam o fenômeno Índigo. Eles não podem compreender porque as pessoas operam em modalidades não baseadas no amor. Porém, elas são extremamente resistentes e hábeis para ajudar crianças carentes, embora esta ajuda seja freqüentemente rejeitada. Quando jovens, eles podem ter problemas de ajustamento com outras crianças.<br />
• As Crianças Índigo são freqüentemente tituladas como tendo ADD (Attention Deficit Disorder) ou alguma forma de hiperatividade. Em muitos casos são tratados com química quando deveriam ser tratados de forma diferente.</p>
<p><strong>O que podemos fazer?</strong></p>
<p>Estas crianças estão aqui para nos ajudar na transformação do mundo. Portanto, nós precisamos aprender com elas, principalmente escutando-as e observando-as. Não obstante, estamos relacionando algumas regras básicas que precisamos observar para não tolhermos o brilho dessas crianças:<br />
• Trate os Índigos com respeito. Honre sua existência na família.<br />
• Ajude-os a criar suas próprias soluções disciplinadas.<br />
• Dê a eles escolha em tudo.<br />
• Nunca os diminua, nunca.<br />
• Sempre explique o por quê de você dar instruções. Escute essas explicações por você mesmo. Não parece estúpida a expressão &#8220;porque eu disse que deve ser assim&#8221;? Se você concorda com a estupidez de expressões assim, então reconsidere suas instruções e as mude. Eles o respeitarão por isso e esperarão. Mas se você der a eles ordens autoritárias e ditatoriais sem bondade e razões sólidas, essas crianças o derrotarão. Elas simplesmente não vão obedecer e o que é pior, elas vão dar uma lista de motivos que desclassificam suas intenções. Algumas vezes suas razões podem ser simples, como por exemplo, &#8220;porque isso vai me ajudar hoje pois estou realmente cansado&#8221;. A honestidade vencerá como nunca antes. Eles vão pensar sobre isso e acatarão.<br />
• Faça deles um parceiro no relacionamento. Pense bastante sobre este aspecto.<br />
• Quando crianças, explique tudo que você estiver fazendo para eles. Eles podem não entender, no entanto, eles perceberão sua consciência e honra por eles. Esta é uma tremenda dica antes deles aprenderem a falar.<br />
• Se problemas sérios desenvolverem, teste-os antes de iniciar tratamento baseado em drogas.<br />
• Provenha segurança no seu suporte a eles. Evite crítica negativa. Sempre deixe-os saber que você os apoiará em todos os momentos. Eles crescerão de encontro com suas verbalizações e irão surpreendê-lo durante o processo. Então, celebrem juntos. Não os faça simplesmente realizar, mas permita que eles façam com encorajamento.<br />
• Não os diga quem eles são, ou o que eles vão ser no futuro. Eles sabem melhor que você. Deixe que eles decidam suas áreas de interesse. Não os force a entrar em algum ofício familiar ou em algum tipo de negócio porque isso é que a família vem desempenhando por gerações. Estas crianças absolutamente não serão seguidores.<br />
Dicas no relacionamento com Índigos<br />
• Os Índigos são abertos e honestos, isso não é uma vulnerabilidade mas a maior força. Se você não for aberto e honesto com eles, mesmo assim eles serão com você, no entanto, eles não o respeitarão.<br />
• Marasmo pode trazer arrogância para os Índigos, portanto não os deixe cair no marasmo. Se eles agem de forma arrogante, isso significa que eles precisam de novos desafios e novos limites. Alimente seus cérebros mantendo-os ocupados da melhor forma possível.<br />
• Pais, professores e orientadores devem estar aptos para definir e manter limites claros, ainda que suficientemente flexíveis para mudar e ajustar esses limites quando necessário, baseados no crescimento emocional e mental, pois os Índigos crescem rápido. Ser firme mas justo é necessário para a segurança deles e para nossa.<br />
• A mensagem dada e transmitida pelos adultos deve ser mais prazerosa do que dolorosa, e mais baseada no amor do que no medo.<br />
• Mantenha a criança informada e envolvida.<br />
• Evite mal-entendidos simplesmente dando explicações.<br />
• Não perca a paciência com sua criança.<br />
• Evite dar ordem (verbos no imperativo). Ao invés de ordens verbais, utilize o toque para chamar a atenção deles. Eles são muito sensíveis ao tato (toque no ombro, aperto de mão, abraço, etc).<br />
• Mantenha sua palavra.<br />
• Negocie com cada situação.<br />
• Não esconda nada e não use linguagem abusiva.<br />
• Deixe sua emoção mostrar amor e não ódio.<br />
• Se uma repreensão é dada, crie situações de dar um tempo ou folga.<br />
• Discuta a situação geradora da repreensão após seu término.<br />
• Depois de tudo, sempre reúna com a criança e reveja se houve um aprendizado e crescimento após a repreensão.<br />
• Importante, lembre-se que punição não funcionará com essas crianças. Punição é diferente de repreensão. Punição é baseada na culpa enquanto que repreensão é baseada num crescimento ou melhoramento.Cuidados com os métodos educacionais nas escolas.</p>
<p>Na educação ou na escolha de escola devemos ter em mente que nós temos que ensinar as crianças como pensar e não o que pensar. Nossa regra não é passar o conhecimento, mas, ao invés, a sabedoria. Sabedoria é o conhecimento aplicado. Quando nós somente damos conhecimento para as crianças, nós estamos dizendo a elas o que pensar, o que elas supostamente devem saber e o que nós queremos que elas acreditem que seja verdade.<br />
Quando nós damos às crianças sabedoria, no entanto, nós não dizemos a elas o que pensar ou o que é verdade. Ao invés disso, nós dizemos a elas como obter sua própria verdade. Naturalmente, nós não podemos ignorar o conhecimento quando ensinamos sabedoria, porque sem conhecimento não existe sabedoria. Um certo montante de conhecimento deve ser passado de uma geração para a próxima, mas nós devemos deixar as crianças descobrirem por elas mesmas. O conhecimento é freqüentemente perdido, mas a sabedoria nunca é esquecida.<br />
Os velhos padrões de energia são baseados na crença fundamental que as crianças são vasos vazios que devem ser preenchidos com conhecimento pelos experts, os professores. Os professores usam técnicas de envergonhar e comparar os estudantes com a idéia que isso trará motivação. Nesta atmosfera, qualquer criança que não se encaixa neste modelo será considerada como tendo problema.<br />
O problema com este sistema é que as crianças aprendem a encontrar suas necessidades por atenção e reconhecimento de uma forma negativa.</p>
<p>Aspectos Espirituais dos Índigos<br />
Os novos meninos índigos, eu me refiro a eles como os Pequeninos, chegaram aqui para nos dar um novo entendimento da humanidade. Eles são presentes para os pais, para o planeta e para o universo. Quando honramos os Pequeninos como presentes, nós vemos a sabedoria divina que eles trazem para ajudar a crescer a vibração do Planeta Terra.<br />
O passo mais importante para entender e comunicar com essas novas crianças é mudar nossa forma de pensar a respeito delas. Derrubando nossos paradigmas para honrar os Pequeninos como presentes ao invés de problemas, você abrirá as portas para entender a sabedoria deles e a sua própria. Os Pequeninos honrarão seu intento e um caminho para o entendimento aparecerá.</p>
<p>O crescente uso de medicações psicotrópicas reflete nosso desconforto mundial com a mudança. Nós estamos no limiar de deixar o velho mundo, baseado em competição, ciúme e inveja, e entrar numa nova era fundamentada em cooperação, amor e conhecimento de nossa unicidade. A velha energia está deixando caminho para a nova energia.<br />
As crianças que recentemente estão encarnando são diferentes das gerações anteriores. Elas são chamadas de &#8220;Crianças da Luz&#8221;, &#8220;Crianças do Milênio&#8221; e &#8220;Crianças Índigo&#8221; por uma boa razão. Estas crianças são altamente conscientes, sensíveis e com psíquico perfeito. Elas também têm tolerância zero para desonestidade e falta de autenticidade. Elas sabem quando alguém está mentindo instantaneamente. Imagine quão difícil é para estas crianças estarem em um sistema educacional que tem muita falta de autenticidade, tais como: &#8220;Vamos fingir que nós gostamos de estar aqui. Não vamos discutir quão infelizes nós todos somos para sermos forçados a vir a este lugar para aprender/ensinar coisas que não temos certeza da aplicação prática em nossa vida real&#8221;. Em casa, os adultos freqüentemente tratam suas crianças com desonestidade. Por exemplo, os pais escondem coisas dos seus filhos. Essas intuitivas crianças sabem quando alguma coisa está errada. Elas perguntam ao Pai ou a Mãe para confirmação destes sentimentos. Se os pais negam a verdade, isso pode conduzir essas crianças à frustração. Elas não sabem como conciliar a disparidade entre o que elas sentem por dentro (verdade) com o que os adultos dizem (inverdade).</p>
<p>As Crianças Índigo encarnaram neste tempo por uma razão muito sagrada: para introduzir uma nova sociedade baseada em honestidade, cooperação e amor. Quando elas atingirem a fase adulta, nosso mundo será vastamente diferente do que é hoje. Nós não mais teremos violência e competição. Nós recordaremos da nossa habilidade para manifestar nossas necessidades, portanto não haverá necessidade de competir com os outros. Desde que nossas habilidades telepáticas naturais serão restabelecidas, mentir será impossível. E porque todo mundo perceberá a unicidade que existe entre todos os seres viventes, a solicitude será a base da sociedade. Nós incorremos em um grande débito de karma se interferimos na missão divina dessas crianças. Será extremamente importante que ajudemos a conduzir essas crianças para o sucesso espiritual. Para fazer isso, precisamos ser muito honestos com elas. Quando uma criança perguntar-lhe alguma coisa, mesmo que isso o faça sentir desconfortável, diga a eles a verdade. Eu freqüentemente rezo pedindo sabedoria para falar com minhas próprias crianças, para que possa falar a verdade de uma maneira amável. Se você se sente desconfortável ao falar a verdade para sua criança, deixe que ela saiba disso. Você não precisa virar confidente, mas é importante honestamente compartilhar seus sentimentos com ela. Dessa maneira, você se tornará uma modelador positivo que mostra às crianças como honrar suas emoções.</p>
<p>Nós estamos aprendendo da metafísica e suas fontes que estas novas crianças vindas para o planeta são de longe mais conscientes espiritualmente. Isto não significa que todos os Índigos vão crescer no ministério e como gigantes espirituais. Isso realmente significa que eles chegaram com um diferente nível de consciência, maior do que o nosso. De acordo com a maioria das fontes espirituais, estas crianças não somente estavam sendo esperadas mas elas são prova de uma evolução da consciência humana, além da velha energia das gerações anteriores. Elas são pacificadoras, almas velhas e sábias e uma suprema esperança de coisas melhores neste planeta. Elas estão interessadas em fazer as coisas cheias de paz em casa entre os pais. Elas importam de longe além das normas esperadas para as crianças e estão transbordando sabedoria que nos faz ficar sem fala. Seus instintos humanitários vêm já prontos e mostram as características delas desde o início. Elas são portanto um novo passo evolucionário na humanidade.</p>
<p><strong>Questões relacionadas à Saúde</strong></p>
<p>Existem duas disfunções claramente associadas aos Índigos: ADD (Attention Deficit Disorder) Desordem de Déficit de Atenção e ADHD (Attention Deficit Hyperactive Disorder) Desordem Hiperativa de Déficit de Atenção. Os Índigos são freqüente e erroneamente diagnosticados como ADHD ou ADD porque se recusam a obedecer. Quando assistimos ao filme de Clint Eastwood, nós aplaudimos a rebeldia dele. No entanto, quando o mesmo espírito está evidente nas crianças, nós damos drogas a elas (Ritalin é a droga mundialmente usada).</p>
<p>Diante disso, é importante enfatizar os seguintes pontos:<br />
1. Nem todos os Índigos são ADD ou ADHD.<br />
2. Nem todas as crianças com ADD ou ADHD são Índigos.<br />
Algumas pesquisas, como a encontrada em [mediconsult.com], estimam que existem de 3 a 5 milhões de crianças ADHD. Se adicionarmos aquelas com deficiência de aprendizado, o quadro pode chegar a 10 milhões de crianças ou mais. Sendo assim, a entidade NIMH (National Institute of Mental Health) &#8211; Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, passou a considerar ADHD como uma prioridade nacional com liberação de muita verba para pesquisa. Entre várias pesquisas, destacaremos a chamada CRP:</p>
<p><strong>Polaridade Reversa Crônica (CRP)</strong></p>
<p>Keith R. Smith descobriu a polaridade reversa crônica (CRP) como um remédio para a síndrome da fadiga crônica há anos atrás por acidente. Desde então, ele tem percebido que muitos dos sintomas de ADHD em crianças são idênticos ao CRP em adultos. Quando ele começou a testar crianças com ADHD suas suspeitas foram confirmadas. Quase todas as crianças com ADHD que estiveram em seu consultório apresentaram polaridade reversa crônica. Uma vez que ele adicionou remédio herbáceo para esta condição como pré-requisito para um plano nutricional, coisas maravilhosas começaram a acontecer para as crianças. Elas começaram a responder ao tratamento e melhoraram. A maioria delas se tornaram &#8220;boas&#8221;.</p>
<p>Todo sistema e processo no corpo físico é baseado em eletricidade. Em nossos processos mentais, o sistema imunológico e o coração são todos parte de um vasto sistema que utiliza eletricidade. O corpo humano é um sistema elétrico que se auto-contém e se auto-gera. A qualquer momento em que a eletricidade está em operação, campos magnéticos são criados, sendo que campos magnéticos possuem polaridade: isto é, possuem pólo norte e pólo sul. Se você submeter um ímã ao stress, ele reverterá a polaridade, ou seja, em essência, os pólos norte e sul serão trocados.<br />
Desde que o corpo humano é baseado em eletricidade e tem um campo magnético sutil, certas condições tais como stress poderão reverter os pólos como num ímã. Isso pode ser temporário e é tratado como tal por vários profissionais de medicina alternativa/holística. Na prática, ele descobriu que a polaridade reversa pode durar muito e pode ser difícil de curar sem um entendimento perfeito de uma variedade de condições.</p>
<p>Ele foi levado a descobrir que a polaridade reversa freqüentemente se torna crônica e parece ser o maior fator na causa de: síndrome da fadiga crônica, depressão, ansiedade, doenças do sistema imunológico, câncer, ADHD e muitas outras disfunções que não parecem se curar com tratamentos padrões. Sintomas variados criam confusão de como tratar o problema, que geralmente passa desapercebido, até o aparecimento de um sintoma mais pronunciado.</p>
<p><strong>O Sistema Elétrico do Corpo</strong></p>
<p>A condição de polaridade reversa enfraquece a força elétrica do corpo. Stress prolongado é a maior causa disso. Como a carga elétrica do corpo enfraquece, sintomas ocorrem como sinais de aviso. Se a carga do corpo cair abaixo de 42 hertz, o sistema imunológico não pode resistir a doenças. Nos estágios iniciais de CRP, os sinais de aviso do corpo podem incluir dor nas costas, músculos rígidos, ou dor de cabeça; se nós não dermos atenção a estes sintomas e não pararmos para recarregar nossa força elétrica, os sintomas podem piorar para fadiga extrema, depressão, ansiedade, enxaqueca, dormência e dor crônica em áreas fracas.</p>
<p>Com a polaridade revertida, o sistema de auto-preservação torna-se inativo. Os sinais elétricos usuais para o sistema imunológico parecem destruir ao invés de proteger.<br />
Alguns principais sintomas de CRP tem um paralelo exato com os sintomas de ADHD; por exemplo, memória recente fraca e problema de concentração.</p>
<p>De acordo com diagnóstico da Associação de Psiquiatria Americana, o diagnóstico de ADD e ADHD requer 9 sintomas de falta de atenção e 9 de hiperatividade/impulsividade, que podem desenvolver antes dos 7 anos e persistir por no mínimo 6 meses e que sejam suficientemente severos para interferir nas atividades sociais e escolares normais:</p>
<p><strong>Falta de Atenção</strong></p>
<p>1. Prestam pouca atenção aos detalhes e cometem erros sem se importarem<br />
2. Têm dificuldades de prestar atenção<br />
3. Não escutam as pessoas<br />
4. Não possuem continuidade nas tarefas sem terminá-las<br />
5. Têm dificuldades de organização<br />
6. Evitam atividades com um substancial esforço mental ou concentração<br />
7. Freqüentemente perdem coisas necessárias na escola e em outras atividades diárias<br />
8. Ficam distraídos facilmente<br />
9. Freqüentemente se esquecem de atividades rotineiras.</p>
<p><strong>Hiperatividade/Impulsividade</strong></p>
<p>1. Freqüentemente irrequietos e retorcendo<br />
2. Freqüentemente abandonam o assento quando deveriam permanecer assentados<br />
3. Sempre correndo e subindo em lugares impróprios<br />
4. Têm dificuldades em se encaixar em jogos mais moderados ou em outras atividades<br />
5. Estão sempre em movimento como se tivessem um motor<br />
6. Falam demais<br />
7. Soltam respostas prematuramente<br />
8. Têm dificuldades em aguardar a vez<br />
9. Freqüentemente interrompem e atrapalham os outros.</p>
<p>Segundo Keith R. Smith, a polaridade reversa crônica é contagiosa, não causada por germes mas pela proximidade. Se você colocar uma bateria carregada próxima a uma descarregada, a bateria carregada perderá carga. Da mesma forma, crianças circundadas por pais estressados (CRP), ou no útero de tais mães, podem ter sua polaridade revertida inconscientemente pelos pais. Isso freqüentemente ocorre antes do nascimento e continuam à medida que a criança desenvolve sem intervenção para quebrar o ciclo. Ele prevê que pesquisadores vão provar que isso cria desequilíbrio químico no cérebro e desordem nervosa desencadeando os sintomas já mencionados.</p>
<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>Na pesquisa sobre as Crianças Índigo, alguma coisa se tornou quase aparente para nós: mesmo embora estas crianças formem um grupo relativamente novo, sua sabedoria sem idade está nos mostrando um nova e mais amável maneira de estar, não só com elas mas com cada um de nós.<br />
(Traduzido, adaptado e gentilmente cedido por Dailton Menezes, junho 2001.)</p>
<p>Texto retirado do <a href="http://www.flordavida.com.br/HTML/indigo.html" target="_blank">Flor da Vida</a></p>
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		<title>Iniciação ao Hermetismo :: Prática Hermética &#8211; Grau IV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 13:12:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[Alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Exoterismo]]></category>
		<category><![CDATA[Expansão da consciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes do início da leitura de mais este capítulo, sugiro a leitura dos anteriores, AQUI, AQUI , AQUI, AQUI e AQUI &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- Antes de começar a descrever esses exercícios um pouco mais difíceis do Grau IV volto a enfatizar que o aluno não deve se precipitar em seu desenvolvimento. Ele deve gastar o tempo que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/www.clicrbs.com.br/rbs/image/1426060.jpg" alt="https://i0.wp.com/www.clicrbs.com.br/rbs/image/1426060.jpg" width="168" height="258" />Antes do início da leitura de mais este capítulo, sugiro a leitura dos anteriores, <a href="../2008/10/29/serie-iniciacao-ao-hermetismo/" target="_blank">AQUI</a>, <a href="../2008/11/01/iniciacao-ao-hermetismo-o-grande-segredo-do-tetragrammaton/" target="_blank">AQUI </a>, <a href="../2008/11/06/iniciacao-ao-hermetismo-pratica-hermetica-grau-i/" target="_blank">AQUI</a>, <a href="../2008/11/06/iniciacao-ao-hermetismo-pratica-hermetica-grau-i/" target="_blank">AQUI</a> e <a href="https://noticiautil.wordpress.com/2009/01/16/iniciacao-ao-hermetismo-pratica-hermetica-grau-iii/" target="_blank">AQUI</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !mso]&gt;-->Antes de começar a descrever esses exercícios um pouco mais difíceis do Grau IV volto a enfatizar que o aluno não deve se precipitar em seu desenvolvimento. Ele deve gastar o tempo que for preciso para alcançar um sucesso absoluto em seu caminho mágico. Deve ter o domínio total de todos os exercícios das etapas anteriores, antes de passar aos subseqüentes.</p>
<p><span id="more-224"></span><strong>Instrução Mágica do espírito (IV)</strong></p>
<p><strong>Transposição da Consciência para o Exterior</strong></p>
<p><strong>a) em objetos</strong></p>
<p>Neste capítulo mostrarei a vocês como se transpõe a consciência para o exterior. Devemos aprender a transpôr a nossa cons­ciência para qualquer objeto, animal, a ser humano. Coloque algumas coisas à sua frente, daquelas que você usa todos os dias. Sentado na posição costumeira, fixe o pensamento num dos objetos por algum tempo, a registre com força em sua mente a sua cor, forma a tamanho. Então imagine-se transformado no objeto em questão. Você deverá, por assim dizer, sentir-se, perceber-se como o tal objeto, assimilando todas as suas características. Você deve sentir-se como se estivesse preso naquele local em que o objeto foi colocado, só podendo libertar-se através de uma intervenção externa. Pense também que agora você passou a exercer, imaginariamente, as funções daquele objeto.</p>
<p>Através de uma concentração intensa você deverá também observar o ambiente em volta a partir do ponto de vista do objeto a captar a relação deste com o objeto vizinho. Se por exemplo o objeto estiver sobre a mesa, então você deverá tentar sentir a sua relação com esse outro objeto sobre a mesa assim como com todos os demais que estiverem ali, a depois com o ambiente em geral. Depois de realizar esse exercício com um dos objetos, vá passando ao seguinte a assim por diante. O exercício estará completo quando você conseguir ligar cada objeto escolhido com a sua própria consciência, de modo a assumir a sua forma, seu tamanho a características mantendo-se assim por pelo menos cinco minutos, sem qualquer interrupção. Nesse caso o próprio corpo deve ser totalmente esquecido. Para essa transposição concentrativa da consciência prefira objetos maiores como flores, plantas, arbustos, árvores, a outros. A consciência não conhece o tempo nem o espaço, portanto ela é um princípio akáshico.</p>
<p>Não se assuste de modo algum com esses exercícios insólitos e nem com eventuais fracassos iniciais; com paciência, perseverança a tenacidade você alcançará o sucesso almejado. Só mais tarde o aprendiz entenderá o significado dos exercícios introdutórios da magia.</p>
<p><strong>b) em animais</strong></p>
<p>Depois de dominada a técnica da transposição da consciência aos objetos inanimados, passaremos aos seres vivos. Como já mencionamos anteriormente, a consciência é isenta de tempo a de espaço, por isso, durante o exercício com os seres vivos, o objeto escolhido não precisa estar diretamente à nossa frente. O aluno já deve estar tão instruído a ponto de imaginar qualquer ser vivo, mesmo que este não esteja presente. Ele deve então transpor sua consciência à de um gato, um cão, um cavalo, uma vaca, uma cabra, etc. Não importa o tipo de animal visado, ele poderá ser até uma formiga, um pássaro ou um elefante; devemos imaginá-lo primeiro numa posição de imobilidade, depois andando, correndo, esgueirando-se, voando ou nadando, conforme o animal em questão. O aluno deve ser capaz de transmutar sua consciência a qual­quer forma desejada a agir de acordo. Ele deverá manter essa transposição por cinco minutos sem interrupções, caso queira dominar esse exercício. Os iniciados que treinam durante muitos anos estão em condições de entender qualquer animal a domina-lo conforme a sua vontade.</p>
<p>Com relação a isso, podemos nos lembrar daquelas lendas de lobisomens a outras histórias semelhantes, onde feiticeiros se trans­formam em animais. Para o mago, essas lendas a histórias fantásticas possuem um significado bem mais profundo. Nesses casos trata-se sem dúvida dos assim chamados magos negros, que para não serem reconhecidos em seus trabalhos perversos, assumem a forma de qualquer tipo de animal no mundo invisível. O bom mago sempre avalia essas atitudes, a suas capacidades espirituais permitem-lhe olhar através desses seres a reconhecer a sua forma original verdadeira. Nossos exercícios preparatórios não têm o propósito de levar o aluno às más ações, mas sim prepará-lo para a alta magia, onde em certos trabalhos ele terá de assumir formas divinas mais elevadas para as quais transporá a sua auto-consciência. Ao atingir o ponto de conseguir assumir, com a própria consciência, qualquer tipo de animal a permanecer nessa imaginação sem interrupções ao longo de cinco minutos, então poderemos realizar a mesma coisa com seres humanos.</p>
<p><strong>c) em pessoas</strong></p>
<p>No início devemos escolher conhecidos, parentes, amigos, pessoas das quais nos lembramos bem, sem diferenciar os sexos ou as idades. Devemos aprender a transpor a nossa consciência ao corpo do outro de modo a sentir a pensar como a pessoa imaginada. Das pessoas conhecidas podemos passar às estranhas, aquelas que nunca vimos antes, a que portanto só podemos imaginar. Finalmente, como objeto da experiência devemos escolher pessoas de outras raças a cores. O exercício estará completo quando conseguirmos transpor nossa consciência a um corpo imaginado, por no mínimo cinco minutos. Quanto mais tempo conseguirmos mantê-lo assim, tanto melhor.</p>
<p>Através desse exercício o mago adquire o poder de se ligar a qualquer pessoa; ele não só passa a conhecer os sentimentos e pensamentos da pessoa imaginada, seu passado a seu presente, como ela pensa, sente a age, mas também consegue influenciá-la à vontade. Porém nunca se esqueça do ditado: &#8220;O homem colhe aquilo que semeia!&#8221; Por isso o mago nunca usará sua influência para o mal, ou para obrigar as pessoas a agirem contra a sua vontade.</p>
<p>O grande poder que ele adquire sobre as pessoas deverá ser usado só para o bem; assim ele nunca perderá o seu dom. O mago saberá então porque no Oriente o aluno admira tanto o seu mestre, ou guru. Através desse sentimento de admiração pelo seu mestre o aluno liga-se instintivamente à consciência dele, que assim passa a influenciá-lo indiretamente, possibilitando-lhe uma evolução mais rápida a segura. É por isso que os métodos orientais de aprendizado sempre consideram um mestre, ou guru, como fator essencial para o desenvolvimento do aluno. O famoso Ankhur do Tibet apoia-se no mesmo princípio, porém numa seqüência inversa, em que o mestre se liga à consciência do aluno e assim lhe transmite o poder e a iluminação. É o mesmo caso dos místicos, em que a transferência é da assim chamada &#8220;pneuma&#8221;.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Instrução Mágica do Alma      (IV)</strong></li>
</ul>
<p><strong>Represamento dos Elementos nas Diversas Partes do Corpo</strong></p>
<p>Nesse capítulo ampliaremos o nosso trabalho com os elementos. Através da respiração pelos pulmões a pelos poros nós aprende­mos a assimilar um elemento e a sentir a sua característica específica em todo o corpo. Agora carregaremos cada uma das partes do corpo, o que pode ser feito de duas maneiras; de qualquer forma, o mago deve dominar ambos os métodos. O primeiro é o seguinte:</p>
<p>Você deve inspirar o elemento para dentro de seu corpo através da respiração pulmonar a pelos poros a represá-lo, isto é, expirando o ar sem a imaginação. Na inspiração, a sua imaginação sensorial deverá acompanhar-se da característica específica do elemento: no caso do fogo o calor, da água o frio, do ar a leveza, e da terra o peso. Deve-se começar com sete inspirações.</p>
<p>Ao invés de dissolver imaginariamente o elemento represado novamente no Universo, conduza-o à parte do corpo escolhida, comprimindo ainda mais a característica específica do elemento a preenchendo essa parte com ele. O elemento, comprimido com sua característica específica, deve ser sentido com mais força na pane do corpo em questão do que no corpo todo.</p>
<p>Do mesmo modo que o vapor, comprimido para se obter uma maior pressão, a carne, os ossos e a pele dessa parte do corpo devem ficar bem impregnados pelo elemento. Portanto, quando você sentir com muita força a característica específica do elemento na parte do corpo carregada, deixe-a espalhar-se por todo o corpo com ajuda da imaginação, a fluir novamente para o Universo através da expiração, como explica­mos no Grau III. Esse exercício deve ser feito com cada um dos elementos, alternadamente em um órgão externo a outro interno, com exceção do cérebro a do coração. O mago não deve fazer o represamento nesses dois órgãos, nem em .si mesmo nem nos outros, para não provocar danos.</p>
<p>Só um mestre muito experiente no domínio dos elementos pode fazer um certo represamento também no coração a no cérebro, sem se prejudicar. Ele conhece o próprio corpo a consegue dominá-lo. Qualquer órgão (entre os quais o coração e o cérebro) é apropriado à assimilação dos ele­mentos com suas características específicas, porém sem o represa­mento. Um iniciante deve evitar represar o coração e o cérebro com os elementos ou com a energia vital, principalmente quando ele ainda não consegue observar a função dos órgãos através da vidência.</p>
<p>Quando se faz um represamento dos elementos ou da energia vital em todo o corpo, o cérebro e o coração também se habituam ao represamento geral, pois a força de expansão não se concentra num só órgão, mas se espalha pelo corpo todo. É principalmente nos pés a nas mãos que se deve dominar a técnica do represamento dos elementos a da energia vital, pois eles serão muito necessários na aplicação prática da magia. Nesse caso, deve ser dada uma atenção especial aos dedos.</p>
<p>Outra possibilidade de esvaziamento de um elemento de uma parte do corpo consiste em, ao invés de conduzir o elemento represado primeiro de volta ao corpo para depois devolvê-lo ao Universo através da respiração pelos poros, nós podemos, com a ajuda da imaginação, devolver todo o elemento diretamente da parte em questão ao Universo, através da expiração. Este processo é mais rápido. Naturalmente um mago deve conhecer bem ambas as técnicas a usá-las conforme a sua vontade.</p>
<p>O segundo método do represamento dos elementos numa parte qualquer do corpo consiste em transpor a consciência a essa parte deixando-a inspirar a expirar (como a respiração pelos poros). A cada respiração o elemento é inspirado a expirado. Ao sentir que o elemento escolhido foi represado numa quantidade suficiente na pane do corpo visada, devemos liberá-lo novamente através da expiração, Le., devolvê-lo ao Universo do qual foi extraído. Esse pro­cesso é rápido a simples, mas exige uma boa transposição de consciência. A técnica do represamento da energia vital numa determinada parte do corpo também deve ser dominada. Depois de nos tornar­mos mestres nessa prática, podemos dar um passo adiante.</p>
<p>Nós já aprendemos que, segundo os elementos, o corpo humano é dividido em quatro regiões principais. Para nos lembrarmos melhor disso, repetiremos essas divisões: dos pés até as coxas &#8211; ou cóccix, inclusive os órgãos genitais &#8211; é a região que corresponde à terra; a região ventral, com todos os órgãos internos, como intestinos, baço, vesícula biliar, fígado, estômago, até ao diafragma, corresponde ao elemento água; o tórax com os pulmões e o coração, até ao pescoço correspondem ao elemento ar, e a cabeça com todos os seus órgãos corresponde ao elemento fogo. O objetivo do exercício que se segue é carregar as regiões do corpo com seus elementos correspondentes. Na prática isso funciona da seguinte forma:</p>
<p>Assuma a sua posição preferida do corpo (asana). Através da respiração pelos pulmões a pelos poros inspire o elemento terra, com sua característica específica do peso, à região do corpo correspondente à terra &#8211; dos pés ao cóccix, passando pelos órgãos genitais.</p>
<p>Você deve inspirar o elemento terra por sete vezes a expirar o ar vazio, para que essa região seja preenchida com o elemento que a influencia. Mantenha o elemento terra na região da terra a inspire o elemento água à região da água, portanto o ventre, mas sem expira-lo, para que essa região também fique preenchida com seu próprio elemento. Depois passe para o próximo elemento, inspirando o ele­mento ar por sete vezes para preencher o tórax a deixando-o em sua própria região, sem expirá-lo. Segue-se a região da cabeça, que é preenchida também através de sete inspirações do elemento fogo; a expiração que se segue é vazia, para que esse elemento permaneça na região.</p>
<p>Assim que todas as regiões forem carregadas com seus respectivos elementos, tente permanecer nessa condição de dois até cinco minutos, a depois comece com a dissolução deles. Deve-se começar no lugar onde se terminou, portanto em nosso caso começaremos com o elemento fogo da cabeça, inspirando-se sete vezes o ar sem o elemento, a irradiando-o em direção ao Universo a cada expiração (ao todo sete vezes). Assim que a região da cabeça estiver livre de seu elemento passaremos à região seguinte, a do ar, depois à da água a finalmente à da terra, até que o corpo todo esteja livre do represamento dos elementos.</p>
<p>Ao conseguirmos obter uma certa prática nesse exercício, poderemos ampliá-lo, não só preenchendo as regiões do corpo com os elementos, mas também represando-os ali. O processo é o mesmo que já descrevemos, i.e. começamos nova­mente com o elemento terra a terminamos com o elemento fogo. O processo de dissolução é o mesmo do exercício anterior.</p>
<p>Esses exercícios são muito significativos, pois eles promovem o uníssono do corpo material denso a também do corpo astral com as leis universais dos elementos. Se por algum motivo o mago entrar em desarmonia a praticar esses exercícios, então ele logo recuperará a harmonia perdida. Ele sentirá a influência benéfica da harmonia universal total, não só por algumas horas mas por vários dias. Essa harmonia promoverá nele um sentimento de paz a de felicidade. A harmonização dos elementos no corpo ainda oferece outras possibilidades, entre as quais citarei algumas aqui. Mas o importante é que o aluno seja poupado das influências prejudiciais do lado negativo dos elementos.</p>
<p>Assim que alcança o equilíbrio mágico, o aluno passa a se situar no ponto central dos aconteci­mentos a vê todas as leis, todo o vir a ser a tudo o que passou numa perspectiva universal, portanto verdadeira. Ele é poupado de muitas doenças a promove um efeito compensador em seu próprio karma, a com isso também em seu destino, tomando-se mais resistente contra as influências desfavoráveis. Purifica suas auras mental a astral, desperta suas capacidades mágicas, a sua intuição assume um caráter universal. Seus sentidos astrais refinam-se, e suas capacidades intelectuais aumentam.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Instrução Mágica do      Corpo (IV)</strong></li>
</ul>
<p>Nesse momento, os exercícios do primeiro grau já devem ter­se tornado um hábito de vida. Os do segundo devem ser aprofundados a fortalecidos conforme a disponibilidade de tempo a as possibilidades do aluno. Devemos ter a capacidade de manter corretamente qualquer ascese que nos propomos a praticar, sem nos debatermos com tentativas, ou sermos dominados por elas.</p>
<p>Os exercícios do terceiro grau também devem ser aprofundados. Já devemos dominar a postura do corpo a ponto de conseguirmos agüentar a asana sem sentir o mínimo desconforto, nervosismo, tensão ou câimbras da musculatura. A energia de irradiação deverá tornar-se mais forte, profunda a expansiva, i.e., mais dinâmica, o que pode ser alcançado através da imaginação, portanto da força de imaginação a da meditação profunda. O mago deve aprender a usar a energia de irradiação na prática, em qualquer ocasião e situação. Ele deve chegar ao ponto de conseguir realizar imediatamente qualquer desejo colocado na sua energia de irradiação. Assim ele poderá ajudar as pessoas em casos de doença a acidentes, o que lhe trará muita satisfação.</p>
<p><strong>Rituais a as Possibilidades de sua Aplicação Prática</strong></p>
<p>Agora passaremos a um capítulo pouco conhecido, referente às posições do corpo, gesticulações a posições dos dedos nos rituais em geral. O princípio básico dos rituais consiste em confirmar uma idéia, um pensamento através de uma expressão exterior, ou então o contrário, evocar uma idéia ou um pensamento através de um gesto ou uma ação. Esse preceito básico vale para toda a magia ritual. Com isso queremos dizer que não é só toda a idéia (ou todo o ser) que pode ser expresso através de uma ação exterior, mas eles também podem ser conectados a uma tarefa específica. Aquilo que não possui ou não contém um nome específico, um símbolo ou algum sinal externo, não tem significado.</p>
<p>É nessa tese primordial que se baseiam todos os processos ou rituais mágicos, assim como todos os sistemas religiosos, que possuem desde tempos primordiais, os seus procedimentos específicos de culto. A diferença consiste somente no fato das massas sempre terem tido acesso apenas a uma pequena parte disso, pois a maior parte desses procedimentos era guardada em segredo a utilizada só por altos sacerdotes a iniciados. Cada ritual tem um objetivo específico para a pessoa a quem ele serve, sem levar em conta se é um feitiço tibetano ou uma postura de dedos dos sacerdotes de Bali, em cultos orientais ou rituais de maldição dos magos negros. A síntese é sempre a mesma. Nas ações judiciais, quando a pessoa jura que está dizendo a verdade a só a verdade, ela ergue a mão mostrando três dedos, o que também é considerado um gesto mágico.</p>
<p>Do ponto de vista cristão, os dedos erguidos simbolizam a trindade unificada. Cada uma das inúmeras sociedades secretas a seitas possui o seu ritual próprio. As lojas maçônicas, por exemplo, estão relacionadas a um determinado sinal, uma palavra e um toque. Do ponto de vista histórico poderíamos ainda falar muita coisa sobre esse tema. Mas para a magia e o desenvolvimento práticos, esse estudo seria totalmente inútil.</p>
<p>Para o verdadeiro mago, não faria muita diferença ler nos mais diversos livros que o mago costuma desenhar um círculo mágico considerando-o um símbolo da eternidade, da divindade a da intocabilidade, colocando nele anjos a espíritos protetores; ou então como um lama desenha o seu mandala, a coloca os Thatagatos em seus rituais como divindades de proteção. O nosso mago não precisa dessas instruções estranhas porque ele sabe que são só conexões de idéias a auxiliares da memória, ou do espírito.</p>
<p>Nesse quarto grau o mago aprende a arte de criar os seus próprios rituais, cultos, gestos, posições de dedos. Tudo isso depende só da sua individualidade e capacidade de assimilação. Às vezes um mago consegue muito mais com os rituais mais primitivos, do que um especulador filosófico com os cultos mais complicados.</p>
<p>Nesses casos não se pode traçar uma diretriz exata; o aluno deve agir intuitivamente a expressar cada idéia a pensamento, assim como aquilo que ele quer ver concretiza­do, através de um gesto, uma posição dos dedos ou um ritual que têm a ver com ele. Com certeza ele não expressará um gesto de bênção com o punho cerrado, ameaçador. Conforme o local e a situação em que se encontra, ele deverá compor o seu ritual individual e discreto, que deverá ser utilizado em segredo quando não houver ninguém observando.</p>
<p>Existem magos que praticam a sua magia ritual sem que ninguém perceba, com movimentos dos dedos no bolso do paletó ou do casaco, até mesmo com muita gente em volta deles. Eles usam os cinco dedos em analogia aos elementos; o dedo indicador corresponde ao fogo, o polegar à água, o dedo médio corresponde ao Akasha, o anular à terra e o mínimo ao ar, sendo que a mão direita se refere aos elementos positivos e a esquerda aos negativos. Esse pequeno exemplo deve ser suficiente para um esclarecimento suscinto.</p>
<p>Você deve aprender também a atribuir sinais específicos às suas idéias. Mas não fale sobre isso a ninguém, pois se outra pessoa usar o mesmo sinal que o seu, para a mesma idéia, poderá enfraquecê-la através do desvio de sua energia. Conecte a amarre aquele seu desejo pessoal, que você quer ver realizado rapidamente, ao seu próprio ritual ou gesto, de preferência às gesticulações dos dedos, a imagine que através desse gesto o seu desejo logo se realizará, ou melhor, que ele já se realizou.</p>
<p>A lei da forma presente e imperativa também se aplica nesse caso. A imaginação da concretização, em conjunto com o gesto ou o ritual devem, no início, conter um sentimento intenso de segurança, certeza a confiança, além de uma crença inabalável na sua realização efetiva.</p>
<p>Primeiro nós devemos utilizar ambos, tanto a imaginação quanto o ritual. Mais tarde, quando nos ocuparmos só da imaginação do desejo a de sua concretização, então, sem perceber a sem ter consciência do fato, seremos induzidos a usar o ritual ou o gesto. Quando chegamos ao ponto de automatizar o desejo na nossa imaginação, o processo se inverte; fazemos o gesto ou realizamos o ritual, e a imaginação ou a sua energia correspondente automaticamente libera o seu efeito. Esse é o objetivo em si do ritual ou da gesticulação, do posicionamento do corpo ou dos dedos.</p>
<p>Quando o ritual com a imaginação torna-se automático, basta realizar o ritual para se obter o efeito ou a influência desejados. Podemos fazer uma comparação aproximada com uma ba­teria carregada, na qual basta fazer o contacto correto para se obter a corrente elétrica necessária, a qualquer hora. Repetindo-se constantemente a imaginação com o gesto ou ritual escolhido forma­se um reservatório de energia na esfera das coisas primordiais do princípio do Akasha, que assimila a vibração necessária (fluido eletro-magnético), cor, som a outras analogias correspondentes ao desejo ou objetivo. Podemos dizer, com razão, que são até porçõezinhas de sangue, em sua natureza. Quando esse reservatório de energia é carregado através da repetição freqüente, o ritual atua no sentido de descarregar uma parte do reservatório a promover o efeito necessário. Por isso é que aconselhamos o mago a não falar com ninguém sobre isso senão uma outra pessoa poderia, sem esforço, extrair a energia acumulada através do mesmo ritual e obter o mesmo efeito, tudo isso às custas do seu autor original.</p>
<p>Existem sociedades secretas que deixam os seus iniciantes realizarem rituais com os quais esses reservatórios de energia são carregados automaticamente. Os iniciados mais graduados têm então um meio fácil de repor o seu próprio reservatório, podendo então trabalhar com ele sem esforço. Mas à medida em que o aluno progride, conseguindo abastecer-se sozinho nesse reservatório, então lhe é aconselhado que use o ritual o menos possível.</p>
<p>Muitas pessoas se lembrarão que os movimentos a partidos políticos promovem uma ação mágica indireta em seu gesto de saudação, conduzindo pequenas porções adicionais de energia vital dinâmica ao reservatório geral, através da repetição constante. Por exemplo, no partido nacional-socialista alemão (partido nazista), a mão erguida que acompanhava a saudação era uma espécie de gesto de poder.</p>
<p>Mas quando um reservatório coletivo de energia que se torna tão poderoso é usado para fins maléficos a gananciosos, essa energia espiritual volta-se contra seus criadores (por causa da polaridade) a provoca a destruição e o aniquilamento. Apesar disso, as pragas rogadas pelos inúmeros presos, em parte inocentes condenados à morte ou sacrificados nos campos de batalha, acabam provocando uma polaridade contrária que também contribui para uma decomposição desse reservatório de energia negativa.</p>
<p>A mesma lei, na mesma medida, vale para os outros tipos de culto, seja em religiões, seitas ou sociedades secretas. As curas miraculosas em locais de peregrinação possuem o mesmo funda­mento. O crente, através de sua grande fé a confiança inabaláveis no retrato ou na imagem do santo, atrai para si a energia espiritual extraída do princípio do Akasha a represada ali pelos fiéis ao rezarem, promovendo assim a cura miraculosa.</p>
<p>O mago correto sempre encontra a única verdadeira explicação para esses a outros fenômenos, baseando-se nas leis universais. Se ele quisesse, em função do seu conhecimento dessas leis, principalmente das leis da polaridade, ele poderia atrair para si essa energia do reservatório correspondente a com ela realizar essas curas ou supostos &#8220;milagres&#8221;. Mas o mago que possui um elevado senso de ética consideraria esse procedimento uma malversação a por isso jamais se utilizaria dele, pois afinal ele dispõe de outras possibilidades. Esse é só um comentário marginal; em seguida retornaremos ao assunto dos rituais.</p>
<p>Como já foi mencionado, toda idéia, desejo a imaginação podem ser concretizados através de um ritual, sem levar em conta o plano a ser considerado, o material denso, o astral ou o espiritual. O momento de qualquer concretização depende em primeiro lugar da maturidade espiritual, a em segundo lugar do empenho na execução do ritual.</p>
<p>O mago deve escolher aqueles rituais que ele poderá utilizar durante toda a sua vida, tomando como base os rituais de caráter universal. Quanto menos desejos ele tiver tanto mais rápido será o seu progresso. Enquanto os primeiros rituais escolhidos não surtirem o efeito desejado, não se deve adotar outros. No início será suficiente um único ritual, ou no máximo três. Ao chegar a esse grau de evolução, o mago já terá aprendido a manter a medida correta, e também a saber quanto conseguirá carregar.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Resumo de todos os      exercícios do grau IV</strong></li>
</ul>
<p><strong>I. INSTRUÇÃO MÁGICA DO ESPÍRITO:</strong></p>
<p><strong>Transposição da consciência para o exterior:</strong></p>
<p>a) em objetos.<br />
b) em animais.<br />
c) em pessoas.</p>
<p><strong>II. INSTRUÇÃO MÁGICA DA ALMA:</strong></p>
<p>1. Represamento dos elementos:<br />
a) em todo o corpo.<br />
b) nas diversas partes do corpo com a ajuda de dois métodos.</p>
<p>2. Promoção da harmonia dos elementos nas respectivas regiões do corpo:<br />
a) fogo &#8211; cabeça.<br />
b) ar &#8211; tórax.<br />
c) água &#8211; estômago.<br />
d) terra &#8211; cóccix, genitais, pés.</p>
<p><strong>III. INSTRUÇÃO MÁGICA DO CORPO:</strong></p>
<p>Rituais e a possibilidade de sua aplicação prática:</p>
<p>Gesticulação (gestos).<br />
Posições do corpo.<br />
Posições dos dedos.</p>
<p><strong>Fim do quarto grau</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
		<item>
		<title>A Noite Negra da Alma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:49:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[Rosacurz]]></category>
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					<description><![CDATA[Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/img.search.com/thumb/9/9d/Paradise_Lost_12.jpg/300px-Paradise_Lost_12.jpg" alt="https://i0.wp.com/img.search.com/thumb/9/9d/Paradise_Lost_12.jpg/300px-Paradise_Lost_12.jpg" width="202" height="250" />Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conheci­mentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunida­des parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava, não se realizam. Seus pla­nos tornam-se estáticos e não se concretizam. Ne­nhuma circunstância lhe oferece solução ou enco­rajamento quanto ao futuro.</p>
<p><span id="more-220"></span>Este período é reple­to de desapontamento, desânimo e depressão.  Durante esse período, o indivíduo sente-se for­temente tentado a abandonar seus mais acalenta­dos ideais e esperanças, tornando-se extremamente pessimista. O maior perigo, contudo, é sua tendên­cia de abandonar todas aquelas coisas às quais atribuía grande valor e importância na vida. Ele pode achar que é inútil continuar seus estudos místicos, suas atividades culturais e sua afiliação a entidades filantrópicas. Caso ceda a essas tentações, estará realmente perdido. De acordo com a tradição mística, este é o período em que a fibra da personalidade-alma é testada. Suas verdadeiras convicções, sua força de vontade e seu merecimento de maior iluminação são colocados à prova. Se o indivíduo sucumbe a essas condições, embora a frustração e o desespero possam diminuir, ele não conhecerá o júbilo da verdadeira conquista na vida. Daí por diante, sua existência poderá ser medíocre e ele não experimentará verdadeira paz interior.  Não se trata de algum tipo de punição imposta ao indivíduo. Como evidenciam os ensinamentos místicos, não é uma condição cármica. É, isto sim, uma espécie de adaptação que o indivíduo deve fazer dentro de si mesmo para evoluir a um nível mais elevado de consciência. É uma espécie de desafio, uma espécie de exigência de que a pessoa re­corra à introspecção e promova uma reavaliação de seus ideais e objetivos na vida. Uma exigência de que a pessoa abandone interesses superficiais e se decida sobre o modo em que deve utilizar sua vida. Não significa que o indivíduo deva abandonar seu trabalho ou meio de vida, mas, que ele deve reestruturar sua vida futura. A Noite Negra o faz perguntar-se sobre quais as contribuições que ele pode fazer à humanidade. Faz com que ele descubra seus pontos fracos e fortes.  Se a pessoa fizer esta auto-análise durante a Noite Negra ao invés de apenas lutar contra suas frustrações, toda a situação mudará para melhor. Ela passa a ter domínio sobre acontecimentos que concluiu serem meritórios. Mais cedo ou mais tarde, então, advém a condição que há muito os místicos chamam de Áureo Alvorecer. Subitamente, parece haver uma transformação: a pessoa torna-se efervescente de entusiasmo. Há um influxo de idéias estimulantes e construtivas que ela sente poder converter em benefícios para sua vida. Todo o novo curso de sua existência é promissor. Em contraste com as condições anteriores, sua nova vida é verdadeiramente áurea no alvorecer de um novo período. Acima de tudo, há a iluminação, o discernimento aguçado, a compreensão de si mesmo e de situações que antes não compreendia.  Aqueles que não têm conhecimento deste fenômeno mas que no entanto perseveram e superam a Noite Negra da Alma, tomam-se algo confusos pelo que lhes parece uma transformação inexplicável em seus afazeres e obrigações. Particularmente estranho lhes parece o que acreditam ser alguma energia ou combinação de circunstâncias externas que produziu a mudança. Eles não percebem que a transformação ocorreu em sua própria natureza psíquica como resultado de seus pensamentos e vontade.  Quando é que começa a Noite Negra da Alma? Em que idade ou período da vida ela ocorre? Podemos responder que normalmente ela se sucede ao fim de um dos ciclos de sete anos, como 35, 42, 49, 56, 63… anos de idade. Ela ocorre com mais freqüência no fim do ciclo dos 42 ou 49 anos, e muito raramente aos 63 ou além.  Quanto tempo ela dura? Em verdade ninguém pode responder esta pergunta pois sua duração é individual. Depende de como a pessoa tenha vivido; de seus pensamentos e ações. Contudo, enfatizamos uma vez mais: A Noite Negra não advém como punição pelo que a pessoa possa ter feito no passado, mas, sim como um teste do merecimento de penetrar no Áureo Alvorecer. Talvez quanto mais circunspecto seja o indivíduo, quanto mais sincero ele seja na busca de realizar nobres ideais, tanto mais cedo sua determinação e seu verdadeiro caráter serão postos a prova pela Noite Negra da Alma.  Por quanto tempo tem a pessoa de suportar es­sa experiência? Isto também varia de acordo com o indivíduo. Se ele resiste, se não sucumbe à tentação de abandonar seus hábitos, prática e costumes meritórios, a Noite logo termina. Se, porém, ele sucumbe, entrega-se à estagnação profunda e abandona seu melhor modo de vida, então a Noite pode continuar em diferentes intensidades pelo resto de sua vida.  Deve-se compreender, repetimos, que esta não é uma experiência ou fenômeno que ocorre somente para os estudantes de misticismo. Aliás, ela não guarda relação direta com o tema do misticismo, exceto pelo fato de ser um fenômeno natural, psicológico e cósmico. Os místicos o explicam; os outros, não. Os psicólogos, por exemplo, dirão que se trata de um estado emocional, uma depressão temporária, um estado de ânimo que inibe o pensa­mento e a ação da pessoa, o que explica os fracassos e as frustrações. Eles procurarão encontrar algum pensamento, alguma repressão subconsciente para explicar tal estado. Como dissemos, a Noite Negra ocorre na vida de todo mundo, independentemente de a pessoa conhecer ou não algo de misticismo. É bem provável que você tenha conhecido alguma pessoa que passou por esse período. As coisas para tal pessoa pareciam redundar em fracassos, a despeito de quanto esforço ela fizesse. Então, algum tempo depois, es­sa pessoa tomou-se bem sucedida, feliz, parecendo ter outra personalidade.  Entretanto, o indivíduo, por sua própria negligência, pode acarretar condições semelhantes às da Noite Negra. Uma pessoa preguiçosa, indolente, descuidada, indiferente e sem senso prático acarretará muitos fracassos à sua própria vida. Ela pode lastimar-se de sua sina a outros, e, se conhecer algo a respeito, poderá mesmo dizer que está passando pela Noite Negra. Mas saberá que a falha está em seu próprio interior.  A diferença entre esta pessoa e o indivíduo que está realmente passando pela Noite Negra está em que o último, pelo menos a princípio, sinceramente procurará enfrentar cada situação e aplicar seu conhecimento até que chegue a compreender que está bloqueado por algo maior que sua própria capacidade. A pessoa indolente, porém, sempre sabe que é indolente, quer isto admita ou não. A pessoa negligente sempre sabe que negligenciou o que deveria ter realizado. A pessoa descuidada que é as­sim por hábito, sabe que não vai muito longe e que comete muitos erros. &#8211; AMORC</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.deldebbio.com.br/index.php/2009/01/22/a-noite-negra-da-alma/" target="_blank">Marcelo DelDebbio</a></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Os Níveis do Ser Humano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 14:32:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Roza Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Fábulas]]></category>
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					<description><![CDATA[Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe: &#8211; Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:</p>
<p>&#8211; Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.</p>
<p>&#8211; Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.</p>
<p>&#8211; Mas, Mestre, que níveis são esses?</p>
<p><span id="more-218"></span></p>
<p>&#8211; Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.</p>
<p>Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.</p>
<p>Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.</p>
<p>O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:</p>
<p>&#8211; Dê-lhe um tapa no rosto.</p>
<p>&#8211; Mas por quê? Ele não me fez nada…</p>
<p>&#8211; Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!</p>
<p>E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.<br />
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.<br />
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:</p>
<p>&#8211; Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.</p>
<p>Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.<br />
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.</p>
<p>&#8211; Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.<br />
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:</p>
<p>&#8211; O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!<br />
Estou falando sério!</p>
<p>&#8211; Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.</p>
<p>&#8211; E querem ver como reajo?</p>
<p>&#8211; Sim. Exatamente isso…</p>
<p>&#8211; Já reparou que não tem sentido?</p>
<p>&#8211; Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…</p>
<p>&#8211; Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?</p>
<p>&#8211; Queremos verificar &#8211; interferiu o Mestre &#8211; as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?</p>
<p>&#8211; De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: &#8211; Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?</p>
<p>&#8211; Enfim &#8211; perguntou o buscador &#8211; como você vai reagir? Vai revidar?<br />
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?</p>
<p>&#8211; Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!</p>
<p>Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:</p>
<p>&#8211; Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.</p>
<p>E a cena repetiu-se.</p>
<p>O caminhante olhou para o buscador e perguntou:</p>
<p>&#8211; Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?</p>
<p>&#8211; Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.</p>
<p>&#8211; Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?</p>
<p>&#8211; É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?</p>
<p>&#8211; Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?</p>
<p>&#8211; E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? &#8211; perguntou o Mestre &#8211; Como reagiria a isso?</p>
<p>&#8211; Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?</p>
<p>Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:</p>
<p>&#8211; O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.<br />
O tapa estalou.</p>
<p>&#8211; Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?</p>
<p>&#8211; Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?</p>
<p>&#8211; Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?</p>
<p>&#8211; Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…</p>
<p>&#8211; Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?</p>
<p>Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:</p>
<p>&#8211; Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.<br />
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.</p>
<p>&#8211; Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?</p>
<p>&#8211; Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.</p>
<p>&#8211; Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: &#8211; Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…</p>
<p>Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:</p>
<p>&#8211; Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.<br />
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.</p>
<p>&#8211; Bata nele! &#8211; ordenou o Mestre.</p>
<p>&#8211; Não posso, Mestre, não posso…</p>
<p>&#8211; Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!</p>
<p>&#8211; Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!</p>
<p>&#8211; Bate-me &#8211; disse o Homem com muita firmeza e suavidade &#8211; pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.</p>
<p>&#8211; Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…</p>
<p>&#8211; Então &#8211; tornou o Homem &#8211; já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.</p>
<p>&#8211; Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?</p>
<p>&#8211; Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! &#8211; volveu o Homem com suavidade e convicção &#8211; Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?</p>
<p>&#8211; Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante &#8211; as suas “muletas” &#8211; e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…</p>
<p>&#8211; A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós &#8211; seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: &#8211; Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.</p>
<p>&#8211; Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?</p>
<p>&#8211; Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.</p>
<p>&#8211; Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.</p>
<p>&#8211; E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?</p>
<p>Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas”  que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/12/23/os-niveis-do-ser-humano/" target="_blank">Marcelo Deldebbio</a></p>
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		<title>Iniciação ao Hermetismo :: Prática Hermética &#8211; Grau III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 20:46:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ocultismo]]></category>
		<category><![CDATA[Alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Exoterismo]]></category>
		<category><![CDATA[Expansão da consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Hermetismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Ritual]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes do início da leitura de mais este capítulo, sugiro a leitura dos anteriores, AQUI, AQUI , AQUI e AQUI ———– Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais foi erigida a sagrada ciência da magia. Relativa­mente aos quatro elementos, [&#8230;]]]></description>
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<p></a></p>
<p>———–</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/www.vadiando.com/textos/archives/Meditation.jpg" alt="https://i0.wp.com/www.vadiando.com/textos/archives/Meditation.jpg" width="220" height="310" />Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais foi erigida a sagrada ciência da magia. Relativa­mente aos quatro elementos, são estas as características básicas que todo mago deve possuir se quiser alcançar o grau mais elevado desta ciência.</p>
<p>O saber mágico pode ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso, e o conhecimento de suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o estágio mais elevado da sabedoria.</p>
<p><span id="more-211"></span><strong>Querer:</strong> É um aspecto da vontade que só pode ser alcançado com tenacidade, paciência a persistência no estudo da ciência sagrada a na sua aplicação prática. Quem pretende não só satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a escalar o caminho que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma vontade inquebrantável.</p>
<p><strong>Ousar:</strong> Quem não teme sacrifícios nem obstáculos, a também não dá atenção às opiniões dos outros, mas mantém o objetivo sempre à sua frente sem se importar se terá sucesso ou fracassará, receberá a melhor das recompensas.</p>
<p><strong>Calar:</strong> Quem gosta de se gabar a se promover exibindo sua sabedoria, não poderá nunca ser um verdadeiro mago. Um mago não precisa assumir ares de autoridade, muito pelo contrário, ele se esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais ele se calar sobre as próprias experiências a conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial. Portanto, quem quiser obter o conhecimento e a sabedoria deverá empenhar-se em adotar essas quatro qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas essenciais da magia sagrada.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Instrução Mágíca do      Espírito (III)</strong></li>
</ul>
<p><strong>Concentração do pensamento em duas ou três idéias simultaneamente</strong></p>
<p>No segundo grau nós aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a induzirmos a concentração de cada um de nossos sentidos. Nesse grau nós ampliaremos nossa capacidade de concentração, na medida em que nos fixaremos não só em um único sentido, mas em dois ou três simultaneamente. Eu gostaria de mostrar aqui alguns exemplos, através dos quais o próprio aprendiz poderá organizar o seu trabalho. Imagine plasticamente um relógio de parede com um pêndulo que vai a vem. A representação imaginária deve ser tão real a ponto de se achar que existe de fato um relógio na parede. Ao mesmo tempo experimente ouvir o seu tic-tac. Tente fixar essa dupla imaginação, da visão a da audição, durante cinco minutos. No início você só conseguirá fazê-lo durante alguns segundos, mas com a repetição constante você conseguirá fixá-las por mais tempo.</p>
<p>A prática cria o mestre! Repita essa experiência com algum outro objeto semelhante, talvez um gongo, a além de tentar ouvir os seus golpes, tente também ver a pessoa que o está golpeando. Depois tente ver um regato a ouvir o murmúrio das águas. Imagine um campo de trigo a tente ouvir o som do vento que o varre. Para variar, tente montar sozinho algumas experiências semelhantes, que considerem dois ou até três sentidos ao mesmo tempo. Outras experiências com imaginações visuais ou auditivas também podem ser feitas, considerando-se por exemplo a visão e a sensação do toque (tato). Todos os sentidos devem ser desenvolvidos de modo vital e concentrativo.</p>
<p>Deve-se conferir um valor especial à visão, à audição a ao tato, que são muito importantes para qualquer Progresso na magia. Volto sempre a enfatizar o grande significado desses exercícios para o progresso em todo o caminho mágico; é por isso que devemos praticá-los todos os dias com perseverança. Quando conseguirmos fixar simultaneamente duas ou três concentrações de sentidos por no mínimo cinco minutos, então o exercício estará completo. Se o cansaço interferir no exercício, devemos interrompe-lo a adiá-lo para um momento mais propício, quando o espírito estiver mais alerta. Além disso devemos evitar adormecer durante a prática do exercício. Sabe-se que as primeiras horas da manhã são as mais propícias para os trabalhos de concentração.</p>
<p>Depois de alcançar um certo grau de concentração nesses exercícios, fixando dois ou três sentidos ao mesmo tempo por no mínimo cinco minutos, podemos prosseguir.</p>
<p><strong>Concentração do pensamento em objetos, paisagens e lugares</strong></p>
<p>Escolha novamente uma posição confortável como nos outros trabalhos de concentração. Feche os olhos a imagine plasticamente um lugar bem familiar, como por exemplo uma região, uma casa, uma relva, um jardim, um campo, um bosque, etc. Fixe essa imagem. Todos os detalhes, como cor, luz a forma devem ser memorizados. A imagem deve ser muito palpável plasticamente, como se você estivesse pessoalmente naquele local; nada deve escapar-lhe ou ser omitido. Se a imagem lhe fugir do pensamento ou ficar embaçada, chame-a de volta tornando-a nítida novamente. O exercício estará completo quando você conseguir fixar a manter a imagem plástica na mente por no mínimo cinco minutos.</p>
<p>Então experimente acrescentar à mesma imagem uma concentração auditiva. Caso você tenha imaginado um belo bosque, então ouça o canto dos pássaros, o murmúrio do regato, o soprar do vento, o zumbido das abelhas, etc. Ao conseguir isso, passe para a próxima imagem, de modo semelhante. O exercício estará completo quando você conseguir imaginar cada local, região ou paisagem com dois ou três sentidos simultaneamente, durante no mínimo cinco minutos. Ao alcançar esse grau de concentração, tente realizar esses mesmos exercícios com os olhos abertos, fixando o olhar num ponto determinado ou no vazio. O ambiente físico ao redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar diante de seus olhos como uma miragem. Ao conseguir fixar uma imagem pelo tempo de cinco minutos, passe para a próxima.</p>
<p>O exercício pode ser considerado completo quando você conseguir chamar qualquer imagem desejada, com os olhos abertos, a fixá-la durante cinco minutos junto com um ou mais sentidos diferentes. Assim como as imagens de um acontecimento que passam diante de nós depois da leitura de um romance, essas imagens também deverão ser visualizadas em qualquer exercício de concentração.</p>
<p>Aprendemos a imaginar regiões a lugares que já vimos antes ou que já conhecemos. Agora devemos então tentar visualizar locais a regiões imaginários, Le., que nunca vimos antes. No início podemos até fazê-lo com os olhos fechados, a ao dominarmos essa técnica, com dois ou três sentidos ao mesmo tempo ao longo de cinco minutos, com os olhos abertos. O exercício estará completo quando conseguirmos fixar essa imaginação com os olhos abertos durante cinco minutos.</p>
<p><strong>Concentração do pensamento em animais e pessoas</strong></p>
<p>Dos objetos inanimados, locais, regiões, casas a bosques passaremos aos entes vivos. Imaginemos diversos animais como cães, gatos, pássaros, cavalos, vacas, bezerros, galinhas, tão plasticamente quanto na concentração dos objetos. Inicialmente durante cinco minutos com os olhos fechados, a depois com os olhos abertos. Dominado esse exercício, devemos imaginar os animais em seus movimentos: um gatinho se lavando, caçando um camundongo, bebendo leite; um cão latindo, correndo; um pássaro voando, bicando a comida no chão, etc. Estas a outras combinações semelhantes devem ser escolhidas à vontade pelo aluno, primeiro com os olhos fechados a depois com eles abertos. Ao conseguir­mos fazê-lo durante cinco minutos sem perturbações, então o exercício estará completo, a poderemos passar adiante.</p>
<p>Do mesmo modo devemos proceder quanto aos seres humanos. Primeiro os amigos, parentes, conhecidos, falecidos, a depois pessoas estranhas que nunca vimos antes. Depois imaginemos as feições de seus rostos, a cabeça toda, a por último o corpo inteiro coberto pela roupa. Sempre primeiro com os olhos fechados a de­pois com os olhos abertos. A duração mínima de cinco minutos deve ser alcançada antes de continuarmos, imaginando as pessoas em movimento, portanto, andando, trabalhando a falando. Fazendo isso com um dos sentidos, por exemplo, a visão, devemos combiná-lo com outro, que pode ser a audição, ou a imaginação auditiva; assim ao imaginarmos a voz da pessoa, devemos ouvi-la falando. Deve­mos nos esforçar em adaptar a imaginação à realidade, por exemplo imaginar a tonalidade, a velocidade e o ritmo da fala real da pessoa em questão. Primeiro com os olhos fechados, depois com eles abertos.</p>
<p>Poderemos então dar prosseguimento a esse exercício imaginando pessoas totalmente desconhecidas a inventando diversas feições a vozes para elas. Podem ser pessoas de ambos os sexos e diversas idades.</p>
<p>Imaginemos pessoas de outras raças, mulheres a homens, jovens a velhos, crianças, como por exemplo, indianos, negros, chineses, japoneses. Como meios auxiliares podemos usar livros a revistas ilustradas, assim como fazer visitas aos museus. Depois de alcançarmos o objetivo de fixar a imagem durante cinco minutos com os olhos fechados a também com eles abertos, a instrução mágica do espírito, do terceiro grau, estará completa.</p>
<p>Em todos os exercícios devemos ter muita paciência, perseverança, constância e tenacidade, para dominar os mais difíceis. Aqueles alunos que conseguem dispender o esforço exigido, ficarão muito satisfeitos com as forças obtidas através dos exercícios de concentração e poderão aprofundá-las no grau seguinte. Os exercícios de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capa­cidade de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais a espirituais, despertam a capacidade mágica do espírito e são imprescindíveis como pré-exercício para a transmissão do pensamento, a telepatia, a viagem mental, a clarividência, a vidência à distância a outros. Sem essas capacidades o futuro mago não progredirá. Por isso, devemos empenhar todos os nossos esforços em trabalhar com cuidado a constância.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Instrução Mágica da Alma      (III)</strong></li>
</ul>
<p>Antes de iniciar a instrução desse grau, para que não nos prejudiquemos devemos ter certeza de que em nossa alma prevalece o equilíbrio astral dos elementos, o que pode ser obtido pela introspecção e o auto-domínio. Diante da certeza de não haver nenhum elemento predominante, devemos, no decurso da evolução, continuar a trabalhar no aperfeiçoamento do caráter; mas mesmo assim, já podemos passar ao trabalho com os elementos, no corpo astral.</p>
<p><strong>Respiração dos Elementos no Corpo Inteiro</strong></p>
<p>Nessa etapa, a tarefa é a adequação de si mesmo às características básicas dos elementos, tomando-os predominantes ou neutralizando-os novamente. Já conhecemos a teoria dos efeitos dos elementos a conectaremos a ela a prática, como segue:</p>
<p><strong>a) fogo</strong></p>
<p>O fogo, com sua expansão ou dilatação em todas as direções possui como característica específica o calor, por isso ele tem a forma esférica. Portanto devemos adequar-nos sobretudo a essa característica, de acordo com a nossa constatação, a sermos capa­zes de evocá-la a qualquer momento, na alma a no corpo. No do­mínio do corpo escolhemos uma posição na qual podemos permanecer confortavelmente a sem perturbações. Os hindus chamam essa posição de asana. Para fins elucidativos, daqui em diante nós também usaremos essa expressão. Portanto, assuma essa posição­asana, a pense no ponto central do elemento fogo que envolve todo o Universo, de forma esférica. Imagine que tudo à sua volta, inclusive todo o Universo, é feito de fogo. Então comece a inspirar esse elemento com o nariz a com todo o corpo (respiração pelos poros) ao mesmo tempo; respire regular a profundamente sem pressionar o ar ou forçar o pulmão. O corpo material denso e o corpo astral devem assemelhar-se a um recipiente vazio no qual o elemento é inspirado, ou melhor, absorvido, a cada inspiração. A cada inspiração o calor do elemento deve ser aumentado a comprimido no corpo, tomando-se cada vez mais incandescente. O calor e a força de expansão devem ser cada vez mais fortes e a pressão ígnea cada vez maior, até finalmente nos sentirmos totalmente incandescentes e ardendo em fogo. Todo o processo de inspiração do elemento ígneo através do corpo inteiro é naturalmente só imaginário, a deve ser realizado em conjunto com a imaginação plástica do elemento. No início devemos fazer sete inspirações do elemento fogo, acrescentando mais uma a cada novo exercício. Em média, são suficientes 20 ou 30 inspirações. Só os alunos mais fortes fisicamente e com maior força de vontade conseguirão superar esse limite. Para não ter que contar o número de inspirações devemos usar o cor­dão de contas ou de nós, passando um nó ou uma conta adiante a cada nova inspiração. No começo o calor imaginado é sentido só pela alma, mas a cada nova experiência a incandescência torna-se mais perceptível, tanto na alma quanto no corpo; ela pode aumentar a temperatura de seu corpo (eventualmente provocando a transpiração) até ao nível da febre. Se enquanto isso o aluno tiver estabelecido o equilíbrio dos elementos na alma, então essa acumulação de um elemento no corpo não provocará maiores danos.</p>
<p>Depois de finalizar o exercício da acumulação imaginária do elemento fogo, devemos sentir a sua força de incandescência a de expansão a treinar a seqüência inversa, inspirando normalmente pela boca, a expirando tanto pela boca quanto pelo corpo todo (expiração pelos poros), jogando o elemento fogo de volta ao Universo. Essas respirações para a expiração do elemento devem ser feitas com a mesma freqüência com que foram feitas as respirações anteriores, para a sua inspiração. Se naquele caso começamos com sete respirações, então neste também devemos realizar sete respirações para expirar o elemento. Isso é muito importante, porque depois do exercício o aluno deve ter a sensação de que não sobrou nem um pedacinho de elemento nele, e a sensação de calor também deve desaparecer totalmente. Por isso é aconselhável usarmos o cordão de contas ou de nós para a contagem, tanto da inspiração quanto da expiração. Os exercícios devem ser realizados primeiro com os olhos fechados, a depois com eles abertos. A pesquisadora a viajante Alexandra David-Neel, que estudou e conheceu bem os costumes do Tibet, descreveu em seus livros uma experiência semelhante chamada Tumo, supostamente realizada pelos lamas, mas que não é muito adequada à prática pelos europeus, a não deve ser recomendada aos alunos de magia.</p>
<p>No Oriente existem iniciados que praticam esse tipo de exercício (chamado de Sadhana) durante anos a materializam o elemento fogo de tal forma que conseguem até andar nus a descalços mesmo nas estações mais frias do ano sem sentirem o efeito do frio, conseguindo secar com o calor do próprio corpo os panos molhados que os envolvem. Através da acumulação do elemento fogo eles conseguem influir no ambiente que os cerca a com isso diretamente na natureza, derretendo a neve e o gelo que estão a metros, ou até a quilômetros de distância à sua volta. Esses e outros fenômenos semelhantes também podem ser provocados por um europeu, se ele se dispor a gastar o tempo necessário para o treinamento. Mas para a nossa evolução mágica é necessário do­minarmos não só um elemento, mas todos eles, o que seria o correto do ponto de vista mágico.</p>
<p><strong>b) ar</strong></p>
<p>Agora seguem-se os exercícios do elemento ar, que devem ser realizados do mesmo modo que os do elemento fogo, só que com a imaginação de uma sensação diferente. Coloque-se na mesma posição confortável do corpo, feche os olhos a imagine encontrar-se no meio de um espaço aéreo que preencha todo o Universo. Nada do que estiver em volta deve ser considerado, e não deve existir nada para você além desse espaço pleno de ar que envolve todo o Universo. Você deverá inspirar esse elemento aéreo para o recipiente vazio da alma a do corpo material denso através da respiração total do corpo (pelos poros a pelos pulmões). A cada respiração o corpo todo vai sendo preenchido com mais ar. Você deve fixar a imaginação de que a cada respiração o seu corpo se preenche de ar de tal forma a parecer um balão. Ao mesmo tempo imagine que seu corpo vai se tornando cada vez mais leve, tão leve quanto o próprio ar; a sensação de leveza deve ser tão intensa a ponto de você mesmo não sentir mais o próprio corpo. Do mesmo modo que no exercício do ele­mento fogo, o do elemento ar deve ser iniciado com sete inspirações a expirações cada. Depois de concluído o exercício deve­mos ter novamente a sensação de que não sobrou nada do ele­mento ar em nosso corpo, a que nos sentimos tão normais quanto antes do exercício. Para não precisar contar, podemos usar novamente o cordão de nós ou de contas. De um exercício a outro devemos aumentar o número de inspirações a expirações, mas sem ultrapassar o número quarenta.</p>
<p>Através do treinamento constante, alguns iniciados conseguem até levitar, andar sobre a superfície da água, flutuar no ar, deslocar o corpo, etc., principalmente quando o iniciado se concentra em um único elemento. Mas nós magos não nos satisfaze­mos com fenômenos unilaterais, pois não é esse nosso objetivo. Nossa vontade é penetrar mais profundamente na sua descoberta e seu domínio para evoluirmos cada vez mais.</p>
<p><strong>c) água</strong></p>
<p>Segue-se a descrição da prática com o elemento água. Assuma novamente aquela posição habitual do corpo, feche os olhos e esqueça todo o ambiente ao redor. Imagine que todo o Universo se parece ao oceano infinito a que você se encontra em seu ponto central. Com cada respiração de corpo inteiro, o seu corpo se preenche com esse elemento. Você deve sentir o frio da água em todo o corpo, a quando ele estiver cheio do elemento, depois de sete inspirações, então expire-o por sete vezes. Em cada expiração você deverá eliminar esse elemento água do corpo, de modo que na última delas não sobre mais nada. Nesse caso também o cordão de nós ou de contas lhe será muito útil. A cada novo exercício faça uma respiração a mais. Quanto mais freqüente for a realização de suas experiências, tanto mais nítida será a sua percepção do ele­mento água, com toda a sua frieza característica. Você deve imaginar-se na forma de um cubo de gelo. Cada um dos exercícios não deve ultrapassar os vinte minutos. Com o tempo, você deverá conseguir esfriar seu corpo também quando estiver fazendo muito calor, num verão dos mais quentes.</p>
<p>Os iniciados do Oriente dominam esse elemento tão completamente que conseguem produzir grandes fenômenos com ele. Conseguem produzir chuva na época mais quente a seca ou mesmo interrompê-la, conseguem afastar as tempestades, tranqüilizar o mar bravio, dominar todos os animais que vivem debaixo da água, etc. Para o mago verdadeiro, esses a outros fenômenos semelhantes são facilmente explicáveis.</p>
<p><strong>d) terra</strong></p>
<p>Agora resta-nos descrever ainda o último elemento, o da ter­ra. Assim como nos exercícios anteriores com os elementos, assuma aquela sua posição confortável. Desta vez imagine o Universo inteiro como terra, a você no seu ponto central. Não imagine a terra como um punhado de barro, mas sim como matéria densa; a característica específica da matéria do elemento terra é a densidade e o peso. Com a ajuda da respiração de corpo inteiro, você deve preencher o seu corpo todo com essa matéria pesada. No início sete vezes, e a cada exercício suplementar, uma respiração a mais. Você deve concentrar em si mesmo tanta matéria a ponto do corpo ficar pesado como uma bola de chumbo, a parecer quase paralisado. A expiração é a mesma dos outros elementos. No final do exercício você deverá sentir-se tão normal quanto no início dele, e a sua duração não deve ultrapassar o tempo máximo de vinte minutos.</p>
<p>Esse exercício (Sadhana) é realizado por muitos lamas tibetanos; eles começam a meditar sobre um punhado de lama, deslocam-no a meditam novamente sobre ele. O verdadeiro mago consegue captar a dominar o elemento de um modo mais simples, diretamente na sua raiz, a portanto não precisa desses processos complicados de meditação. A cor dos diversos elementos pode servir como imaginação auxiliar, ou seja: o fogo vermelho, o ar azul, a água azul-esverdeada, a terra amarela, cinza ou preta. A imaginação da cor é uma escolha totalmente individual mas não estritamente necessária. Se alguém achar que ela facilita o trabalho então pode usá-la, logo no início. Em nossos exercícios trata­se basicamente de uma imaginação sentida. Depois de um treina­mento mais longo cada um deve, por exemplo através do elemento fogo, conseguir produzir um calor tão grande a ponto dele poder ser constatado num termômetro como uma temperatura de febre. Esse pré exercício do domínio dos elementos é imprescindível, por isso deve ser alvo da máxima atenção.</p>
<p>O tipo de fenômeno que um iniciado pode produzir por exemplo no domínio do elemento terra é muito diversificado, a fica a critério de cada um refletir sobre isso. O domínio dos elementos é o campo mais obscuro da magia; falou-se muito pouco sobre ele até hoje, porque ele contém o maior dos arcanos. Ao mesmo tempo é o campo mais importante da magia, a quem não conseguir dominar os elementos não alcançará muita coisa importante no conhecimento mágico.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Instrução Mágico do      Corpo (III)</strong></li>
</ul>
<p>O primeiro grau do aprendizado em questão já deve ter-se tornado um hábito a deve ser praticado ao longo de todo o curso. O segundo grau será agora ampliado; o tempo da posição tranqüila do corpo deve ser expandido até chegar a meia hora. Neste grau a respiração pelos poros do corpo todo passará a ser específica de determinados órgãos individuais. O aluno deverá ser capaz de deixar respirar pelos poros qualquer parte de seu corpo, à sua livre escolha. Devemos começar pelos pés a terminar na cabeça.</p>
<p>Você deve sentar-se na posição habitual a fechar os olhos. Com a consciência, transfira-se a uma de suas pernas; pode ser a esquerda ou a direita, tanto faz. Imagine que a sua perna, como se fosse um pulmão, inspira a expira a força vital do Universo, ao mesmo tempo da sua respiração pulmonar normal. A energia vital é inspirada (absorvida) a partir de todo o Universo a através da expiração jogada de volta (eliminada) a ele. Ao conseguir realizar isso por sete vezes, passe para a outra perna, a depois respire pelas duas pernas simultaneamente. Depois faça a mesma coisa com as mãos, primeiro com uma delas a depois com a outra, a finalmente tente respirar com as duas mãos simultaneamente. Conseguindo isso, passe para a frente fazendo o mesmo com os outros órgãos, como os sexuais, os intestinos, o estômago, o fígado, o baço, os pulmões, o coração, a laringe e a cabeça.</p>
<p>O exercício estará completo quando você conseguir com que cada órgão de seu corpo, até o menor deles, respire por si só. Esse exercício é muito significativo, pois ele nos permite dominar cada uma das partes do corpo, carregá-la com energia vital, torná-la saudável a vivaz. Se conseguimos alcançar isso em nós mesmos então não será difícil atuar em outros corpos também através da transposição da consciência, que representa um papel importante na transmissão magnética de energia, ou seja, na arte mágica de curar. É por isso que devemos dar toda a atenção a esse exercício. Outro exercício da instrução mágica do corpo é o represamento da energia vital. Através da respiração de corpo inteiro, pelos poros, nós aprendemos a inspirar e a expirar a energia vital do Universo. Em seguida aprenderemos a fazer o represamento dessa energia vital.</p>
<p><strong>Represamento da Energia Vital</strong></p>
<p><strong>a) através da respiração pulmonar e pelos poros do corpo inteiro</strong></p>
<p>Sente-se na posição habitual a respire através dos pulmões e dos poros do corpo inteiro, inspirando a energia vital do Universo. Porém desta vez você não deve devolvê-la, mas mantê-la em seu corpo. Não pense em nada ao expirar, vá expirando o ar utilizado só aos poucos. A cada nova respiração sinta como se inspirasse cada vez mais energia vital a acumule-a em seu corpo, de certo modo represando-a. Você deve sentir a pressão dessa energia vital como se fosse um vapor comprimido a imaginar que essa energia comprimida irradia de seu corpo como um aquecedor irradia o calor.</p>
<p>A cada nova respiração a energia comprimida ou de irradiação toma-se maior a mais ampla, mais forte a penetrante. Através de exercícios repetidos você deverá ser capaz de transmitir sua irradiação penetrante de energia vital a uma distância de quilômetros. Você deverá sentir literalmente a pressão, a penetrabilidade de sua irradiação. O treinamento é que cria o mestre! Devemos começar igualmente com sete inspirações a aumentá-las em uma inspiração todos os dias.</p>
<p>O tempo de cada exercício não deve ultrapassar o limite máximo de vinte minutos. Esses exercícios devem ser realizados principalmente naqueles trabalhos a experiências que exigem uma quantidade a uma penetração grandes de energia vital, como o tratamento de doentes, a ação à distância, a magnetização de objetos, etc. Quando a energia vital armazenada dessa maneira não for mais necessária, o corpo deve ser trazido de volta à sua tensão original, pois não é aconselhável permanecer com uma tensão super dimensionada no dia-a-dia. Os nervos fica­riam muito excitados, provocariam tensões anormais a outras conseqÜências nefastas.</p>
<p>A experiência é finalizada ao devolvermos a energia represada ao Universo, expirando-a do corpo através da imaginação. Então devemos inspirar só ar puro a expirar a tensão da energia vital até chegarmos ao equilíbrio. Com a prática, o mago conseguirá trans­ferir a energia vital ao Universo de uma só vez, explosivamente, como o estouro de um pneumático cheio de ar. Essa eliminação brusca só pode ser feita depois de muito treino a quando o corpo já se tomou suficientemente auto-defensivo.</p>
<p><strong>b) nas diversas partes do corpo</strong></p>
<p>Ao adquirir uma certa habilidade no exercício anterior pode­mos aos poucos passar a praticá-lo com cada parte do corpo isoladamente, especializando-nos principalmente nas mãos. Os iniciados também conseguem fazê-lo com os olhos, a assim conseguem encantar não só uma pessoa, mas uma grande quantidade delas, até verdadeiras multidões, a submetê-las à sua vontade. Um mago que consegue fazer isso com as mãos passa a ter o poder da bênção. É nisso que reside o mistério da benção, da imposição das mãos em doenças, etc.</p>
<p>O exercício desse grau estará completo quando conseguirmos conter a energia vital não só em todo o corpo mas também em cada parte dele a projetar a irradiação da energia represada diretamente para o exterior. Ao dominar esse exercício, estaremos terminando a instrução mágica do terceiro grau.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>APÊNDICE AO GRAU III.</strong></li>
</ul>
<p>Caso o aluno esforçado a empenhado na sua evolução mágica tenha conseguido chegar até aqui, então ele poderá notar uma mudança geral no seu ser. Suas capacidades mágicas terão cresci­do, em todas as esferas.</p>
<p>Na esfera <strong>MENTAL</strong> ele terá conseguido uma maior força de vontade, maior capacidade de defesa, uma memória melhor a uma capacidade mais aguda de observação, assim como uma compreensão mais clara das coisas.</p>
<p>Na esfera <strong>ASTRAL</strong> ele perceberá que se tomou mais tranqüilo, mais equilibrado, a conforme a sua predisposição, poderá até ver despertarem nele capacidades adormecidas.</p>
<p>No mundo <strong>MATERIAL</strong> denso, ele perceberá que se tomou mais saudável, ágil a jovial. Sua energia vital é bem superior à de muitos contemporâneos seus, a na vida prática ele obterá muita coisa através de seu poder de irradiação. Através dele, o mago poderá por exemplo libertar o ambiente em que se encontra das influências negativas a preenchê-lo com sua energia vital. Conseguirá até tratar as doenças, à distância, enviando seu poder de irradiação a uma distância de quilômetros.</p>
<p>Ele também terá adquirido o dom de carregar os objetos com os seus desejos, através dessa força de irradiação. Tudo isso serve só como exemplo, pois o aluno logo aprenderá por si mesmo como, onde e quando ele poderá aplicar favoravelmente as suas capacidades mágicas. Mas uma coisa ele não deve perder de vista; é o fato dessas capacidades mágicas poderem ser usadas tanto para fins benéficos quanto maléficos. Portanto, ele deve sempre obedecer ao ditado: &#8220;O homem colhe aquilo que semeia&#8221;. O seu objetivo deve ser sempre o bem supremo, a nada mais.</p>
<p>O trabalho com o magnetismo tem inúmeras variações. Para termos uma visão mais ampla de todas essas possibilidades, apresentaremos alguns exemplos.</p>
<p><strong>Impregnação de Ambientes</strong></p>
<p>Inspire a energia vital através da respiração pelos pulmões e pelos poros do corpo todo a pressione-a em seu corpo com toda a força de sua imaginação até chegar a irradiá-la dinamicamente. Seu corpo é ao mesmo tempo uma energia luminosa, um ponto de incandescência, ou mesmo um sol individual. A cada inspiração você fortalecerá a energia vital comprimida, assim como a energia de luz, a preencherá com elas todo o ambiente em que você se encontra.</p>
<p>Com a ajuda dessa energia de irradiação o ambiente deverá literalmente iluminar-se com uma luz semelhante à do sol. Com exercícios constantes a repetidos é possível até iluminar-se o ambiente na escuridão, portanto à noite, de modo a tornar os objetos visíveis não só pelo aluno mas também pelos não-inicia­dos, pois a luz da energia vital pode materializar-se numa luz diurna real. Mas na verdade ela é só fruto do treinamento da força de imaginação.</p>
<p>Naturalmente o mago não se dará por satisfeito só com esse fenômeno, pois ele sabe muito bem que a energia vital tem um caráter universal; ela não é só portadora de seus desejos, idéias e pensamentos, mas também a materializadora de sua imaginação. Através dessa energia vital ele consegue tudo. A concretização disso é função da imaginação plástica.</p>
<p>Ao preencher o ambiente de trabalho com sua energia de irradiação, o aluno deverá imaginar aquilo que espera obter, por exemplo que todas as influências astrais a mágicas do ambiente sejam purificadas a volatilizadas, ou então que não só o mago se sinta bem a saudável no ambiente, mas qualquer um que entre ou permaneça lá. Além disso o mago pode impregnar o ambiente de sua moradia a de seu trabalho com o desejo de obter inspiração, sucesso, etc. em seus trabalhos.</p>
<p>Os magos mais avançados conseguem proteger seus ambientes contra pessoas não bem vindas, fazendo com que estas não se sintam tranqüilas ao entrarem no local a não queiram permanecer ali. Esse ambiente estará carregado com idéias de proteção ou de temor. O ambiente também pode ser carregado solidamente, i.e, qualquer pessoa que entre no ambiente sem autorização pode ser atirada para trás, a ficar como que paralisada. Ao mago são oferecidas possibilidades ilimitadas, a munido dessas instruções ele poderá até inventar outros métodos.</p>
<p>Com a expiração o mago pode devolver a energia vital represada, a com ajuda de sua imaginação deixar no ambiente só a energia de irradiação ou de iluminação. Mas ele pode também, através de sua energia de irradiação, transferir a energia vital diretamente do Universo ao ambiente, sem que ela tenha que ser represada antes em seu corpo, principalmente quando ele já conseguiu obter uma certa experiência nessa técnica. Dessa forma ele pode até mesmo impregnar o ambiente com seus próprios desejos.</p>
<p>A imaginação, junto com a força de vontade, a crença a uma forte convicção, não conhece limites. Nesses trabalhos o mago não depende só de um ambiente limitado, mas pode impregnar dois ou mais ambientes de uma só vez a até carregar uma casa inteira com sua energia vital a de irradiação através de si mesmo ou então diretamente do Universo através do método descrito. Como a força da imaginação não conhece tempo nem espaço, ele pode realizar esse trabalho até mesmo a uma grande distância. Com o tempo e o treinamento constante ele terá condições de carregar qualquer ambiente, por maior que seja, próximo ou longínquo. Quanto à sua evolução, suas intenções serão só boas a nobres, a assim seu poder será ilimitado. O treinamento cria o mestre!</p>
<p><strong>Biomagnetismo</strong></p>
<p>Vamos conhecer agora outra característica específica da energia vital, especialmente importante para o trabalho mágico. Como já sabemos, qualquer objeto, animal, homem, forma de pensamento, pode ser carregado com energia vital a com o respectivo desejo de realização ou de concretização. Mas a energia vital também possui a característica de aceitar, de se deixar influenciar ou de se ligar a qualquer pensamento (mesmo estranho) ou sentimentos estranhos. Assim a energia vital concentrada pode se misturar a outros pensamentos, o que enfraqueceria ou afastaria o efeito do pensamento impregnado caso o mago não estimulasse uma tensão fortalecida através da repetição intensiva, vitalizando o desejo ou a idéia.</p>
<p>Mas isso provoca uma enorme perda de tempo, a quase sempre exerce uma influência desfavorável no trabalho. A influência desejada só exerce seu efeito enquanto a tensão predominar na direção desejada. Depois, a energia vital se esvai, mistura-se com outras vibrações e o efeito desaparece gradativamente. Para evitar isso o mago deve conhecer a lei do biomagnetismo. A energia vital não aceita só uma idéia, uma imaginação, um pensamento ou um sentimento, mas também um conceito de tempo. Essa lei ou característica específica da energia vital deve ser considerada no trabalho com ela a mais tarde também no trabalho com os elementos. A cada impregnação de desejo você deve portanto considerar o tempo e também o espaço, com ajuda da energia vital. No trabalho mágico as regras a serem observadas são as seguintes:</p>
<p>O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo a de espaço.</p>
<p>Na esfera mental operamos com o tempo; na esfera astral com o espaço (forma, cor) a no mundo material denso com tempo e espaço simultaneamente.</p>
<p>Por meio de alguns exemplos pretendo tomar compreensível o trabalho com o biomagnetismo. Com a ajuda da energia vital carregue um espaço com o desejo de sentir-se bem a saudável nele. Você encanta, ou melhor dizendo, atrai a energia do desejo de que a influência permaneça no ambiente enquanto você estiver nele ou habitá-lo a também se estabilize quando você tiver que deixá-lo a talvez ficar por mais tempo longe dele. Se alguma outra pessoa entrar em sua casa sem saber que ali existe uma concentração de energia vital, ela também se sentirá à vontade. De vez em quando você poderá fortalecer a densidade e a energia da ir­radiação em sua casa através da repetição do desejo. Quando você estiver dentro de uma casa influenciada desse modo, a energia vital atraída terá uma influência positiva constante sobre sua saúde e portanto sobre o seu corpo. Nesse ambiente a energia vital possui a vibração do desejo da saúde.</p>
<p>Mas se você por exemplo tiver a intenção de realizar, nesse ambiente, práticas ocultas que não têm nada a ver com a saúde a possuem vibrações-imaginações diferentes, então não terá os benefícios que teria em um ambiente não carregado ou carregado previamente com suas idéias ou desejos. Por isso é sempre melhor, quando você quiser carregar o ambiente com aquelas vibrações-imaginações, considerar seus trabalhos a exercícios momentâneos.</p>
<p>Você também pode, por exemplo carregar um anel, uma pedra, etc. com o desejo de que o seu proprietário tenha muita sorte a sucesso. Nesse caso existem duas possibilidades de encantamento a impregnação. A primeira consiste em atrair a energia vital à pedra ou ao metal com a força da imaginação e a concentração no desejo, a terminar dizendo que a energia deverá permanecer lá constantemente a até atrair mais energia do Universo, fortalecendo-se sempre a trazendo felicidade a sucesso à pessoa em questão, pelo tempo em que ela usar o objeto. Se assim o desejarmos, podemos também carregar o objeto escolhido só por pouco tempo, i.e. para que a influência ter­mine quando o objetivo almejado tiver sido alcançado.</p>
<p>A segunda possibilidade é chamada de carregamento universal e é feita do mesmo modo, porém com a concentração no desejo de que, enquanto o objeto existir (anel, pedra, jóia) ele deverá trazer felicidade a sucesso ao seu portador, quem quer que ele seja. Esses carregamentos universais efetuados por um iniciado conservam o efeito pleno da energia por centenas de anos. A história das múmias egípcias mostrou-nos que essas energias de encantamento conservam o seu efeito por milhares de anos.</p>
<p>Se um talismã ou um objeto carregado especialmente para uma determinada pessoa cair em mãos estranhas, ele não exercerá seu efeito nessa outra pessoa. Mas se o proprietário original conseguir recuperá-lo, o seu efeito retoma automaticamente (ver também Winckelmann, &#8220;Das Geheimnis der Talismane and Amulette&#8221; = O Segredo dos Talismãs a dos Amuletos).</p>
<p>A seguir passarei a descrever outro tipo de trabalho com a energia vital, o do magnetismo de cura. Quando o mago trata de um doente pessoalmente através de passes magnéticos ou da imposição das mãos, ou à distância, Le., através da imaginação a da vontade, ele terá que observar a lei do tempo, se quiser ser bem sucedido em seu intento.</p>
<p>O tipo usual de magnetização é aquele em que o magnetiza­dor, com a ajuda da imaginação, deixa fluir a energia vital de seu corpo, geralmente das mãos, para o doente. Esse método pressupõe que o magnetizador esteja totalmente são a tenha um certo excesso de energia vital, caso não queira prejudicar a própria saúde.</p>
<p>Infelizmente já presenciei casos tristes em que o magnetizador, através de uma doação muito grande de sua própria energia vital, sofreu danos tão graves em sua saúde que chegou perto de um colapso nervoso total, além de começar a sentir outros efeitos colaterais, como palpitações, asma, a outros. Essas conseqüências são inevitáveis quando o magnetizador dispende mais energia do que é capaz de captar, principalmente quando trata de muitos pacientes de uma só vez.</p>
<p>Mas esse método possui uma desvantagem a mais; além da própria energia, o magnetizador transfere ao paciente também as características de sua própria alma, influenciando indiretamente a alma do doente. É por isso que se pressupõe, a se exige, que todo magnetizador tenha um caráter nobre (ver Jürgens, &#8220;Wie magnetisiere ich?&#8221; = Como eu magnetizo?).</p>
<p>Porém se o magnetizador tiver um paciente com um caráter pior do que o seu, então ele corre o risco de atrair indiretamente essas influências negativas para si, o que sob todos os aspectos é uma grande desvantagem para ele. Se ele for uma pessoa instruída nas ciências ocultas, então dará ao paciente a energia vital de seu próprio corpo, mas extraindo-a do Universo para canalizá-la através das mãos ao corpo do doente, com a concentração do desejo de saúde. Em ambos os métodos as magnetizações devem ser, repetidas várias vezes, caso se queira alcançar um sucesso rápido, pois a desarmonia, a doença ou o foco da doença absorvem a usam rapidamente a energia transferida. Ela torna-se faminta por mais energia, a assim cria a necessidade da repetição do tratamento para que o estado do paciente não piore.</p>
<p>Para o mago o caso é diferente. O paciente só sente um alívio quando o mago abre a sua alma, i.e. quando represa a energia vital dinâmica em seu próprio corpo a lhe envia raios de luz dessa energia. Para isso o mago pode empregar diversos métodos, mas sem deixar de manter a imaginação do desejo de que o paciente melhore a cada hora a dia que passa. Em seguida apresentarei alguns métodos que o mago poderá usar no tratamento de doentes.</p>
<p>Ele deve, antes de mais nada, estar bem familiarizado com o reconhecimento das doenças a de seus sintomas. Esse tipo de conhecimento pode ser adquirido através de um estudo pormenorizado da literatura especializada no assunto. Naturalmente ele também deverá ter bons conhecimentos anatômicos. Com certeza ele não será tão imprudente a ponto de tentar curar doenças que exigem alguma intervenção cirúrgica, a nem aquelas doenças infecciosas que não podem ser curadas só pela sua interferência.</p>
<p>Mas nesses casos ele terá possibilidade de acelerar o processo da cura, provocar o alívio das dores, tudo isso paralelamente ao tratamento convencional. Isso pode até ser feito à distância. Um fato bastante promissor é a própria especialização dos médicos nesse campo, que ao lado da arte médica convencional também saberão utilizar a prática mágica. Por isso o mago só deve tratar daqueles doentes diretamente recomendados pelo médico para esse tipo de tratamento, ou então trabalhar em conjunto com esse profissional, para não ser chamado de curandeiro ou charlatão.</p>
<p>Mas acima de tudo o mago deve almejar a cura e o bem estar do doente sem visar recompensas ou pagamentos. Deve também rejeitar o desejo de fama a reconhecimento. Se ele se mantiver fiel ao ideal elevado de praticar o bem, com certeza alcançará a graça divina. Magos que têm pensamentos altruístas ajudam os que sofrem sem que estes saibam disso. Esse tipo de ajuda é a mais abençoada. Em seguida, apresento alguns dos métodos mais utilizados que o mago poderá empregar sem correr o risco de prejudicar sua saúde a seus nervos.</p>
<p>Antes de se aproximar do leito do doente faça pelo menos sete respirações pulmonares a pelos poros, concentre uma enorme quantidade de energia vital em seu corpo extraindo-a do Universo a deixe-a irradiar em forma de luz, uma luz quase tão forte quanto a do sol. Através de repetidas inspirações de energia vital tente provocar uma irradiação de pelo menos dez metros ao redor de seu corpo, o que corresponde a uma energia vital de dez pessoas normais. Você deve ter a sensação de que a energia vital represada irradia de seu corpo em forma de luz como se fosse um sol. Ao aproximar-se do paciente, você provocará nele uma sensação de bem estar que o envolverá totalmente, a se não tiver uma doença muito dolorosa, ele sentirá também um alívio imediato nas suas dores.</p>
<p>Essa energia de irradiação luminosa, represada, deve ser transmitida ao doente individualmente, a fica a seu critério manejá-la como lhe aprouver. Um mago instruído não precisa efetuar passes mágicos nem inpôr as mãos, pois estas são só manipulações auxiliares, suportes da expressão da sua vontade. É suficiente que o mago pegue uma ou as duas mãos do paciente a trabalhe com a imaginação. Os olhos podem permanecer abertos ou fecha­dos; se ele quiser pode olhar para o paciente, mas não precisa fazê-lo diretamente. Nesse caso o trabalho principal cabe à imaginação. Mas durante toda a transmissão, o mago também pode sentar-se junto ao paciente, sem tocá-lo. Você deverá imaginar que a energia de irradiação luminosa ao seu redor flui para o corpo do paciente, é pressionada pela imaginação para dentro dele, penetrando em todos os seus poros a iluminando-os.</p>
<p>Com a sua vontade, você deverá induzir a energia assim prensada a curar o mal. Ao mesmo tempo deverá imaginar que o doente está melhorando a cada hora a dia que passa, adquirindo uma aparência cada vez mais saudável, a desejar que a energia de irradiação luminosa não abandone o corpo do paciente até que este esteja totalmente cura­do.</p>
<p>Quando você carrega quantitativamente o corpo do paciente com uma energia de irradiação, que no homem saudável corres­ponde a um metro de irradiação, então, conforme o tipo de doença, você será capaz de provocar a cura rapidamente.</p>
<p>Repita o carrega­mento depois de algum tempo, fortaleça a capacidade de expansão da energia de irradiação concentrada a você se espantará com o sucesso alcançado. Primeiro, a energia de irradiação não pode enfraquecer, pois você a atraiu a ordenou-lhe que se renovasse constantemente. Segundo, você determinou um prazo, i.e. induziu o corpo a tornar-se mais saudável a cada hora e a cada dia que passasse. Terceiro, você adaptou a energia ao espaço correspondente à circunferência em volta do corpo. Aqui devemos aconselhá-lo a transmitir a energia de irradiação a cerca de um metro de distância do corpo, o que corresponde à irradiação de uma pessoa normal. Com esse método você poderá satisfazer a condição básica da lei material do tempo a do espaço.</p>
<p>Nesse método o mago notará que a sua energia de irradiação luminosa transmitida ao paciente não diminuiu, mas pelo contrário começou a brilhar tão intensamente quanto antes. Isso pode ser atribuído ao fato da energia vital comprimida no corpo renovar-se automaticamente, como nos vasos comunicantes, a substituir imediatamente a energia de irradiação doada. Assim o mago poderá tratar de centenas de doentes sem que seus nervos a sua força espiritual sejam de alguma forma afetados.</p>
<p>Outro método é aquele em que o mago pressiona a energia vital com a imaginação diretamente ao corpo do doente, ou só àquela parte doente do corpo, através dos poros. Esta energia deverá ser constantemente renovada a partir do Universo, até a cura total. Nesse caso também a imaginação do desejo é uma questão de tempo e espaço, até a cura total. No entanto esse método só pode ser usado naqueles pacientes cuja energia nervosa ainda não está totalmente esgotada, a por isso ainda suporta uma certa pressão de represa­mento da energia vital. No mago instruído o represamento da energia vital é uma energia materializada, i.e. material densa, que pode ser comparada à eletricidade. Esse método é melhor que o anterior por ser muito simples a bastante eficiente.</p>
<p>Outro método bastante peculiar é deixar o doente inspirar a nossa energia de irradiação luminosa com a ajuda da imaginação. Se o doente estiver em condições de se concentrar, ele mesmo poderá fazê-lo, senão, o mago poderá criar a imaginação por ele. O processo que se segue é dos mais práticos.</p>
<p>Sua energia de irradiação alcança mais ou menos dez metros ao seu redor. Como você se encontra próximo ao paciente, este praticamente imerge na luz dessa irradiação, impregnada com o desejo de cura. O paciente capaz de concentrar-se está plenamente convencido de que a cada respiração está inspirando a sua energia de irradiação a com ela a cura. Ele deverá imaginar com intensidade que o poder de cura permanecerá nele, a que a sua saúde irá melhorando cada vez mais, mesmo quando o mago não estiver mais ao seu lado.</p>
<p>Caso o paciente não esteja em condições de concentrar-se ou seja uma criança doente, então você mesmo deve imaginar o doente absorvendo a energia vital a cada respiração, conduzindo-a ao sangue a provocando a cura. Nesse caso também você deverá concentrar-se no desejo de que a energia inspirada continue trabalhando positivamente no paciente. Essa é uma respiração de energia vital conduzida a partir do corpo do mago para um outro corpo.</p>
<p>Neste caso podemos nos referir àquela citação da Bíblia em que Cristo foi tocado por uma mulher doente em busca da cura. Ele sentiu a evasão de sua energia vital a comentou com seus discípulos: &#8220;Eu fui tocado&#8221;.</p>
<p>Em todos os trabalhos com a energia vital e o magnetismo, o tempo e o espaço devem ser considerados. Relativamente a esse aspecto, mencionei aqui alguns exemplos de tratamento de doenças a poderia ainda mencionar muitos outros métodos que se utilizam do magnetismo para a cura. O mago possui, por exemplo, a possibilidade de se conectar ao espírito do paciente durante o sono deste último a usar qualquer dos métodos de tratamento no corpo do doente. Além disso, afora a energia vital, ele pode usar os ele­mentos, o magnetismo, a até a eletricidade para tratar magicamente dos doentes. Uma descrição precisa de vários desses métodos e possibilidades de tratamento preencheriam por si só um livro inteiro. Talvez eu até tenha o oportunidade, mais tarde, de publicar um livro sobre os métodos ocultos de cura do ponto de vista mágico, a colocá-lo à disposição dos magos interessados no assunto. Mas por enquanto isso fica reservado para o futuro. Nesta obra eu só indico alguns processos de tratamento relativos ao tempo e ao espaço, portanto ao magnetismo. Os grandes iniciados a santos, cuja imaginação era tão desenvolvida que todas as suas idéias logo se realizavam, em todos os planos, não tinham mais necessidade de usar estes métodos. Eles só precisavam expressar um desejo ou uma vontade, que eles logo se concretizavam. O mago deve estar sempre empenhado em alcançar esse estágio tão elevado.</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Resumo de todos os      exercícios do grau III</strong></li>
</ul>
<p><strong>I. instrução mágica do espírito</strong></p>
<p>1. Concentração do pensamento, com dois ou três sentidos simultaneamente.</p>
<p>2. Concentração do pensamento em objetos, paisagens, lugares.</p>
<p>3. Concentração do pensamento em animais a pessoas.</p>
<p><strong>II. instrução mágica da alma</strong></p>
<p>1. Respiração dos elementos no corpo inteiro:</p>
<p>a) Fogo &#8211; Calor.</p>
<p>b) Ar &#8211; Leveza.</p>
<p>c) Água &#8211; Frio.</p>
<p>d) Terra &#8211; Peso.</p>
<p><strong>III. instrução mágica do corpo</strong></p>
<p>1. Manutenção do Grau I, que deve tornar-se um hábito.</p>
<p>2. Represamento da energia vital:</p>
<p>Através da respiração pulmonar a dos poros do corpo todo.</p>
<p>Nas diversas partes do corpo.</p>
<p><strong>Apêndice ao grau iii:</strong></p>
<p>3. Impregnação do ambiente.</p>
<p>4. Biomagnetismo.</p>
<p><strong>Fim do terceiro grau</strong></p>
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		<title>Capítulo II &#8211; Análise da Natureza de um Ataque Oculto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 17:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ataque e Defesa Astral]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de umas férias voltamos com a série Ataque e Defesa Astral, neste post se contra o segundo capítulo. &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; Quando um ataque oculto é deliberado, sua forma mais comum é uma combinação de telepatia com sugestão. Antes de entrar em mais detalhes quanto ao mecanismo deste tipo de ataque, daremos um exemplo concreto. Uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de umas férias voltamos com a série Ataque e Defes<img loading="lazy" data-attachment-id="207" data-permalink="https://noticiautil.wordpress.com/2009/01/08/capitulo-ii-analise-da-natureza-de-um-ataque-oculto/woodman1/" data-orig-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/01/woodman1.jpg" data-orig-size="220,280" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="woodman1" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/01/woodman1.jpg?w=220" class="alignright size-full wp-image-207" title="woodman1" src="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/01/woodman1.jpg?w=500" alt="woodman1"   srcset="https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/01/woodman1.jpg 220w, https://noticiautil.wordpress.com/wp-content/uploads/2009/01/woodman1.jpg?w=118&amp;h=150 118w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" />a Astral, neste post se contra o segundo capítulo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Quando um ataque oculto é deliberado, sua forma mais comum é uma combinação de telepatia com sugestão. Antes de entrar em mais detalhes quanto ao mecanismo deste tipo de ataque, daremos um exemplo concreto.<br />
Uma colega nossa, faz alguns anos, recém-saída da universidade, foi convidada a ocupar o cargo de diretora num estabelecimento de ensino no interior no país. Seu subordinado imediato era um homem alto, magro, moreno, extremamente católico, mas que pertencia a uma organização de origem holandesa chamada “Lectorium Rosicrucianum” e freqüentemente se referia, veladamente, aos conhecimentos “ocultos” que obtivera através dessa organização.</p>
<p><span id="more-205"></span>Este indivíduo, conforme foi verificado mais tarde, sentia-se preterido pela nomeação de nossa colega para o cargo de diretora, que ele ambicionava. Tinha como hábito controlar a equipe de professores pelo seu poder mental, e vários casos estranhos de esgotamento nervoso faziam parte do histórico do colégio desde que ele fora empregado. Entre estes casos estava incluída a antecessora de nossa colega, que se demitira do cargo por “motivos de saúde”.<br />
Nossa colega, nessa época, ainda não estava interessada em ocultismo: de fato, suas experiências com esse senhor levaram-na ao estudo do assunto. Ela era extremamente jovem, inexperiente e sensível; o único motivo por que a posição de diretora lhe havia sido oferecida fora sua brilhante carreira universitária. Embora admirando a eficiência do seu subordinado imediato, que se oferecera para cuidar de todos os detalhes administrativos, “poupando trabalho à chefa”, como ele dizia, ela sentia uma antipatia instintiva por ele. Esta antipatia se acentuava quando ele se referia a sua ligação com o tal “Lectorium Rosacrucianum”. Nossa colega procurava controlar essa repugnância, mas sentia que seu assistente, de alguma maneira inexplicável, estava cônscio dela. Na época, além do mais, nossa colega já tinha uma atitude positiva e científica para com assuntos religiosos, e se considerava uma agnóstica. O fato de que ela não ia à missa aos domingos, numa cidade pequena e extremamente católica, foi o primeiro (conforme ela só veio a saber muito mais tarde) a ser utilizado contra ela pelo seu “ajudante”, que escreveu longas cartas aos proprietários do colégio insinuando que ela, por sua atitude, estava antagonizando os pais dos alunos para com a instituição.<br />
Em seu segundo mês de gestão nossa colega teve o primeiro atrito sério com o seu lugar-tenente. Ele, um homem extremamente colérico e que não tolerava a mínima desobediência às suas ordens, fosse por que motivo, despedira uma faxineira sem aviso prévio e sem indenização. A mulher veio queixar-se à diretora, e nossa colega levou o caso à atenção de seu subordinado, apontando-lhe, bastante gentilmente aliás, que só ela tinha autoridade para despedir empregados da instituição.<br />
Em vez de admitir este fato incontestável, o homem replicou que ela sabia perfeitamente que a faxineira era desonesta e displicente no serviço. Em seguida, fixando-a profundamente nos olhos, citou-lhe repetidamente as falhas da faxineira, em voz clara e firme. “Isto, e isto, e isto aconteceu. Você sabe que aconteceu. Você sabe que ela fez isto.”<br />
Felizmente para a faxineira, já nessa época nossa colega tinha hábito de manter diário em que anotava cuidadosamente as ocorrências no colégio. Não fosse isto, segundo seu próprio testemunho ela teria acreditado nas acusações, pois acabou fugindo de sua própria sala e da presença do acusador, sentindo-se tão atordoada e exausta que foi direto para seu quarto e dormiu até a manhã seguinte. Diz ela que dormiu mais de dez horas sem acordar. De manhã consultou seu diário, viu que as acusações do seu auxiliar não eram cabíveis e mandou chamar a faxineira.<br />
A bem, da disciplina, disse-lhe, eu não quero contrariar a decisão do meu colega. Mas eu sei que as acusações dele são injustas. Você terá sua indenização, e uma carta de recomendações de meu próprio punho.<br />
Este foi seu primeiro erro . Ao concordar em dispensar a faxineira injustamente, estava se submetendo à vontade mágicka perversa do seu subordinado. Mas como já dissemos, ela era jovem e inexperiente. Poucos dias depois o “assistente”, encorajado por esta primeira vitória, voltou a carga. Ele se desentendera com um dos professores mais conceituados do estabelecimento, a quem dera uma “ordem” e que reagira energicamente, dizendo-lhe que era um profissional e não um escravo, e que não recebia ordens dadas nesse tom de ninguém, nem mesmo da diretora&#8230;<br />
O método de ação do subordinado foi exatamente o mesmo. Ele foi ao gabinete de nossa colega e exigiu que ela despedisse o professor. Em voz clara e firme, e com os olhos fixados nos de sua superiora, fez-lhe afirmações calmas e repetidas. Nossa colega contou-nos mais tarde que, para sua intensa surpresa, ela se percebeu concordando em voz alta com seu assistente quanto a uma série de gravíssimas acusações contra o professor. A mesma exaustão nervosa e o mesmo cansaço se apossaram dela, e eventualmente ela concordou apressadamente em despedir um homem inocente e retirou-se da sala, alegando uma forte dor de cabeça. Mas desta vez, ao sair da sala, ela sentiu pela primeira vez na vida uma sensação estranhíssima: ao caminhar, era como se seus pés e suas palavras, não estivessem no lugar onde deveriam estar” . Chegando ao seu quarto, nossa colega novamente caiu num sono profundo que durou até a manhã seguinte. Ao acordar, ela se sentiu profundamente envergonhada de seu procedimento na noite anterior. Consultou mais uma vez, seu diário, e verificou que todas as acusações que seu assistente fizera contra o professor eram totalmente infundadas. No entanto, ela havia concordado com todas após cinco minutos de repetições! Pode-se imaginar a sua confusão. Ela não conseguia entender como fora capaz de concordar com tanta calúnia, mas sentia instintivamente que seu assistente era responsável pela sua fraqueza. Podemos imaginar sua revolta. Ela se vestiu, foi para a sua sala e mandou chamar o assistente. Assim que este entrou na sala ela lhe disse:<br />
&#8211; Senhor N., eu estive revendo o caso que o senhor me apresentou ontem à noite. As suas acusações eram completamente sem fundamento. É a Segunda vez que o senhor faz isso, e se houver uma terceira eu serei forçada a pedir sua demissão.<br />
O homem alto, magro, moreno, de olhos penetrantes, absolutamente não se perturbou. Olhando fixamente a moça, quinze anos mais jovem que ele, disse-lhe com voz firme e serena:<br />
&#8211; Quem vai pedir demissão é você. Antes de sair deste escritório você vai admitir que é incompetente e que não tem confiança em si mesma.<br />
Ora, muito poderia ser dito contra a competência de nossa colega, que mal atingira a maioridade, e estava ainda em seu primeiro emprego; mas autoconfiança é coisa que, podemos testemunhar, nunca lhe faltou. Ela respondeu imediatamente que se N. tinha dúvidas quanto à sua capacidade para o cargo poderia expressá-las por escrito diretamente aos proprietários do colégio, quando ela teria prazer em responder as acusações, e apresentar algumas por sua vez..<br />
Em vez de replicar ou discutir, o homem olhou-a fixamente nos olhos e repetiu, em voz clara e firme:<br />
&#8211; Você é incompetente, e você sabe disso. Você não tem confiança em si mesma, e você vai admitir que não tem.<br />
&#8211; Isso não é verdade – nossa colega protestou -. Eu faço bem o meu trabalho, e o senhor sabe que o faço bem.<br />
Este foi o segundo erro que ela cometeu. Se tivesse mais experiência da vida, ou um módico treino oculto, teria se retirado imediatamente. Em vez disto, ela ficou e procurou dialogar com o oponente. Este meramente repetiu suas duas frases anteriores, e continuou repetindo-as como uma ladainha. Nossa colega entrara em seu escritório às dez horas da manhã; saiu às três da tarde. Durante este intervalo de tempo, segundo ela, o homem repetiu seu mantra venenoso várias vezes .<br />
Ela entrara uma jovem alerta cheia de saúde; saiu em total estado de confusão mental e esgotamento físico, e esteve doente durante mais de uma ano.<br />
Longe de não ter autoconfiança, seu problema é que tinha autoconfiança demais. A pessoa que é autoconfiante ao ponto  de se achar capaz de enfrentar um gorila desarmada é mais que autoconfiante, é temerária. A força mental do ambicioso assistente estava para a força mental de nossa pobre amiga, como a força de um gorila está para o ser humano. Ela sentiu, instintivamente, que se admitisse ser incompetente e indecisa nunca mais faria algo de valor na vida mas ignorava totalmente a técnica para se defender contra este tipo de ataque, a qual consiste simplesmente em não lhe dar atenção. Ao discutir e argumentar com seu adversário, ela estava inconscientemente admitindo que dava valor a sua opinião, e afirmando a existência de lealdade intelectual entre os dois. Este segundo erro agravou a vulnerabilidade estabelecida pelo primeiro, e antes que ela percebesse o que estava acontecendo já estava fascinada. Gradualmente, tudo em volta dela foi se tornando irreal, como em um sonho. Sua faculdade de visão pareceu se tornar cada vez mais estreita, até que somente o rosto moreno e magro e os olhos penetrantes do seu atacante eram visíveis. Novamente ela sentiu que seus pés não estavam tocando o chão na extremidade de suas pernas, e sim mais abaixo.<br />
Neste momento, um fenômeno curioso ocorreu. Ela ouviu distintamente uma voz interna cobrir a voz do adversário e dizer-lhe:<br />
&#8211; Finja que está derrotada. Então ele relaxará o ataque e você poderá escapar<br />
Nossa Colega segui imediatamente o conselho. Diz ela que pediu humildemente perdão ao seu subordinado por tudo que já tinha feito na vida e por tudo que ainda poderia fazer. Isto, por si só, como explicaremos mais tarde, não era muito grave; mas na sua inexperiência e estado de fraqueza ela cometeu um terceiro e sério erro: ao pedir perdão, ajoelhou-se diante do atacante.<br />
Este interrompeu finalmente a sugestão hipnótica, acariciou-lhe a cabeça e “perdoou-a”, muito satisfeito com seu trabalho.<br />
Nossa colega voltou ao seu quarto e atirou-se ao leito vestida mesmo. Sua mente estava num estado de completo atordoamento. Várias horas mais tarde uma professora, estranhando sua ausência à mesa de jantar, veio ao seu quarto e tentou reanimá-la. Mas ela continuava atordoada, e recusou-se a descer ao refeitório. Trouxeram-lhe comida no quarto, mas ela não comeu. Vários colegas vieram visitá-la, mas o seu assistente não apareceu, embora tivesse sido avisado do seu estado.<br />
Esta situação continuou durante três dias, ao fim dos quais a família, que havia sido prevenida pelo professor que ela defendera, compareceu ao colégio. Seus pais perguntaram-lhe o que tinha acontecido, mas nossa colega não soube explicar; sua mente estava em branco. Qualquer memória de sessão com seu subordinado tinha desaparecido completamente.<br />
Tudo que ela sabia é que sentia medo: um medo constante e sem motivo aparente. Não era medo de alguma coisa ou pessoa em particular, mas não era menos terrível por isto. Ela jazia na cama com os sintomas físicos de medo intenso, a boca seca, as palmas das mãos suando, o coração batendo e a respiração acelerada e rasa.<br />
A família, é claro, ficou imensamente intrigada, mas como não podiam descobrir os motivos da situação da moça foi forçada a atribuir os sintomas a um esgotamento nervoso. Ela foi desligada do estabelecimento por motivos de saúde, e o assistente foi colocado em seu lugar.<br />
A conselho do médico da família, ela foi levada para a fazenda de um parente no campo, para repousar e se recuperar.<br />
Mas a recuperação foi lenta. A intensidade dos sintomas de medo diminui, mas ela continuava a se fatigar com facilidade fora do normal, como se tivesse sido privada de sua vitalidade natural, e estava completamente apática e sem iniciativa.<br />
Após seis meses na fazenda ela recebeu a visita de uma amiga de infância, estudante de ocultismo. Esta, percebendo a natureza do seu estado, submeteu-a a um interrogatório cauteloso mas persistente. Pouco a pouco as circunstâncias esquecidas afloraram à sua consciência. Foi uma experiência extremamente penosa para ela: de fato, a lembrança do ataque produziu um choque emocional quase tão grande quanto o ataque mesmo. Mas finalmente ela consegui se livrar da sensação de medo que a acompanhava durante meio ano. Seu estado físico, entretanto, só progressivamente melhorou, e ela levou mais seis meses para se recuperar. O médico da família havia receitado calmantes: estes são muito prejudiciais em casos de depressão nervosa produzida por ataques nos planos sutis, pois incrementam a letargia do corpo Etérico. A amiga, que era uma Probacionista da AA, consultou seu superior imediato, e foi aconselhada que a doente tomasse regularmente altas doses de vitaminas que fortificam o sistema nervoso, e a se esforçar por exercitar-se fisicamente com moderação mais com persistência. Ela começou com passeios a pé, cada vez mais longos; daí passou a natação e a equitação. Em seis meses voltara ao normal.<br />
Uma explicação completa do mecanismo do ataque lhe foi dada, e isto ajudou muito a sua recuperação: foi um imenso alívio para ela saber que algo real, concreto, e até corriqueiro (para iniciados!) lhe acontecera. Um de seus piores receios fora o de que tinha tudo sido produto de sua imaginação, e que estava ficando louca.<br />
Tendo voltado ao normal, ela se afiliou a nossa Ordem, onde seu progresso tem sido bastante rápido. Sua experiência de ataques ocultos tem-lhe proporcionado inúmeras oportunidades de socorrer pessoas em situações análogas, e vários dos casos relatados neste volume provêm dos seus registros de trabalho mágicko.<br />
O processo de ataque contra essa moça foi sugestão, pura e simples. Mas sugestão emitida com tal concentração da vontade que seu impacto no sistema nervoso da vítima foi imediato e duradouro. Não há evidência de que o criminoso tenha tentado reforçar a sugestão à distância, em cujo caso haveria telepatia. É muito provável que a nossa colega tivesse se recuperado mais rápidamente do ataque, se não tivesse se ajoelhado diante do atacante: esta postura mágicka está relacionada no inconsciente coletivo com a idéia de submissão há milênios.<br />
A sugestão mágicka, seja dirigida a nós mesmos, seja dirigida a outras pessoas, funciona melhor visual e muscularmente, que verbalmente. Os centros celebrais da visão humana estão intimamente ligados aos movimentos, e muito mais desenvolvidos que os centros da linguagem. Não é eficiente dar ordens verbais ao nosso subconsciente, a não ser que sejamos, como a moça que acabamos de mencionar, pessoa de um certo nível cultural, acostumadas a verbalizar nossas reações. Para a pessoa média, dizer “Faça isto”, ou “Faça aquilo” é muito menos produtivo do que visualizar a situação que resulta de fazermos o que é desejado que façamos.<br />
Por exemplo, suponhamos que um rapaz tímido deseje dizer galanteio a uma moça bonita e tenha receio de perder a fala na hora; se ele se visualizar gago, suando frio, e repetir a si mesmo mentalmente “Não faça isso”, ou “Seja auto confiante”, de pouco adiantará, pois a imagem visual impressionará a mente subconsciente com muito mais força que a verbalização. Na maior parte das pessoas, a mente subconsciente absorverá a impressão de não agir assim. Seria muito mais eficiente para o rapaz visualizar-se aproximando-se da moça sorrindo e confiante, e falando-lhe com voz clara e uma atitude positiva. De fato, não é preciso sequer dizer “Faça isso” mentalmente, embora assim fazendo reforçaremos, é claro, o processo inteiro.<br />
Este fato psicológico é bem conhecido hoje em dia por especialistas em propaganda, que tomam o máximo cuidado com os detalhes visuais dos seus anúncios, quer em cartazes, na teLévisão, ou no cinema; e foi no passado utilizado por diversos cultos religiosos na execução de dramas ou “mistérios” liturgicos.<br />
A auto-sugestão faz parte do treino mágicko, mas ela só se torna realmente eficiente se for executada simultaneamente em ação, palavra e pensamento, e isto com persistência e tranqüilidade de espírito. Devemos além do mais, selecionar com cuidado onde e como aplicar a sua força. Por exemplo, é ineficiente buscarmos nos livrar de maus hábitos através de sugestões negativas. “Não faça isso”, ou “Não seja assim”, visualizando ao mesmo tempo o que fazemos de errado. É muito melhor utilizar sugestões positivas que cancelem o mau hábito ao estabelecerem em nossa psiquê o hábito contrário. Suponhamos que somos preguiçosos e não gostamos de ler: devemos procurar criar imagens mentais de nós mesmos que sejam alertas, ativas, aplicadas e estudiosas. Não precisamos ocupar demasiado de nosso tempo em tais imagens, basta reservarmos alguns minutos diários para elas; mas será de grande auxílio se executarmos nossas visualizações todo dia à mesma hora, não importa qual seja. O nosso ser instintivo é uma criatura de hábitos. De pingo em pingo enchemos uma piscina; ou havendo tempo suficiente um oceano. Também, faz parte da experiência das pessoas que manipulam suas mentes que, quanto mais tempo levar para um hábito novo se formar em nós, maior será sua permanência. Não nos apressamos, portanto; no aperfeiçoamento de nosso próprio caráter, pelo menos, a pressa é inimiga da perfeição.<br />
Os mesmos métodos que são eficientes na criação de bons hábitos são eficientes na criação de maus hábitos, seja em nós mesmos, seja em outra pessoa. Já que vivemos, todos nós dentro dos mesmos diversos planos de energia, em cada um dos quais temos um veículo construído da própria substância daquele plano, [nota] podemos, por treino ou acidente, estabelecer contato telepático com uma pessoa que desejamos influenciar. Isto é relativamente mais fácil se estamos em contato constante com essa pessoa; se não estamos é de grande auxílio possuirmos um elo biomagnético de algum tipo que nos permita nos sintonizarmos com ela.<br />
[Nota} Ultimamente é possível que seja tudo um só veículo, manifestando-se em uma série de gamas vibratórias, ou pelo menos uma tal possibilidade é sugerida pela idéia de continuum, pelas equações de Einstein, e principalmente por CCXX I: 26.<br />
Na maioria dos casos, sugestões feitas por este processo não são reconhecidas como vindo de outra pessoa, mas são aceitas pela vítima como se originadas em sua própria psique, a não ser que se trate de um ocultista treinado, com experiência em introspecção e em controle de seus próprios veículos. Um enfeitiçador hábil procura fazer com que suas sugestões se harmonizem com as tendências naturais da pessoa atacada. Uma vez que as sementes de pensamentos tenham fincado raiz em solo fértil, elas se desenvolverão até que eventualmente a planta subirá acima do nível do subconsciente e crescerá na mente consciente. Supondo que queremos arruinar uma pessoa, e sabemos ser aquela pessoa extremamente orgulhosa por natureza: Ora, procuramos exacerbar o seu orgulho ao ponto em que ela agirá como uma megalomaníaca, alheiando de si amigos, antagonizando conhecidos, provocando inimigos: a pessoa aparecerá causar sua própria ruína, e ao cair em si não compreenderá como foi estúpida a ponto de arruinar a si mesma.<br />
Deveria ser desnecessário comentar aqui que verdadeiros iniciados, e iniciados Thelêmicos em particular, não utilizam jamais tais processos para influenciar outras pessoas, quer seja para o “Bem” ou para o “Mal”. O método Thelêmico de influenciar a conduta alheia consiste em mostrar, uma determinada situação, todas as alternativas possíveis à consciência dos outros, e então esperar que eles mesmos escolham a alternativa que desejarem. Freqüentemente, essa alternativa difere de qualquer daquelas que lhes havíamos sugerido: como pode um homem abarcar o universo de seu próximo?<br />
“Assim, com teu tudo: tu não tens direito a não fazer a tua vontade. Faze aquilo, e nenhum outro dirá não”.<br />
É este exatamente o processo que deve ser utilizado na educação de crianças. Não devemos tentar influenciá-las na direção dos nossos preconceitos; como podemos saber se elas não trazem, dentro da estrela interna, uma solução muito superior para os problemas que julgamos ter resolvido satisfatoriamente?<br />
E não devemos jamais impedi-las de tomar consciência de todos os fatores da vida, com o pretexto de que não tem idade suficiente; como sabemos se não são mais sábias na infância do nós seremos em nossa velhice?<br />
Toda curiosidade espontânea de ser encorajada; toda pergunta feita de modo-próprio deve ser lealmente respondida com a máxima objetividade e franqueza de que formos capazes; e toda interferência nas escolhas e interesses da criança, por mais evidentemente “bem-intencionadas” que seja, deve ser evitada.<br />
Recordo-me que certa vez, na praia, quando um garotinho de uns dez meses de idade, tentando andar na areia, caía continuamente; a mãe, solícita, toda vez se apressava a levantá-lo. Finalmente, exasperado, eu lhe disse:<br />
&#8211; Minha senhora, deixe seu filho se levantar sozinho!<br />
A senhora não quer que ele aprenda a andar?<br />
A mulher bastante surpresa, deixou a criança em paz. Esta me olhou com ar de quem partilha de uma pilhéria, levantou-se de forma muito rebolada e bamboleante, e recomeçou a andar. Pouco adiante caiu de novo, mas levantou-se imediatamente, e assim continuou seu treino para existir eficientemente no nosso universo.<br />
É claro que há situações em devemos restringir uma criança: deixá-la ingerir veneno, por exemplo, seria contra-senso; mas impedir que um adulto tome veneno conscientemente é contra-senso também.<br />
Esta é a atitude Thelêmica. Procurar influenciar os outros para aquilo que consideramos o “bem” é a maior idiota das presunções de que somos capazes. Essencialmente, se estamos tentando impor nossos valores a nossos próximos, é fazer deles fantoches de nós mesmos. Esta conduta está perigosamente próxima do complexo espiritual dos “irmãos negros”.<br />
Thelemitas só utilizam métodos de influência subliminal para se defenderem de ataques. Todo ser humano tem direito Irretoquível de proteger sua integridade. Se, às vezes, os atacantes persistirem a ponto de que a única solução é a dissolução dos seus veículos físicos, paciência. A morte também é um iniciação.<br />
Mas normalmente isto não é necessário.</p>
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		<title>Site Projeto 2012 novamente BANIDO!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nytr1x]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 15:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fim do mundo 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto 2012]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais uma vez o site Projeto 2012 foi banido, agora aqui do WordPress, com a justificativa de estarem com algum conteudo impróprio (qual?). Enfim, será que esse direito democrático que tanto orgulha as nações não é uma piada?! Veja abaixo o manifesto, e como os encontrarem, em caso de novo banimento: &#8212;- Fomos banidos/excluidos novamente! [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez o site <a href="http://porque2012.wordpress.com/" target="_blank">Projeto 2012</a> foi <strong>banido</strong>, agora aqui do WordPress, com a justificativa de estarem com algum conteudo impróprio (qual?). Enfim, será que esse direito democrático que tanto orgulha as nações não é uma piada?! Veja abaixo o manifesto, e como os encontrarem, em caso de novo banimento:</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>Fomos banidos/excluidos novamente! Quem nos conhece há alguns meses lembra do que aconteceu no fim de setembro, quando fomos expulsos do Host que nos hospedava porque excedemos o limite de CPU (tinhamos muitos acessos).</p>
<p>Agora aparentemente o WordPress está invocado com algum conteudo nosso, acreditamos que sejam os downloads de ebooks, filmes e documentários.</p>
<p><span id="more-203"></span>E aqui estamos nós. Mas não fique feliz. O wordpress não nos quer aqui. Não somos bem-vindos!</p>
<p>Este novo endereço pode ser excluido novamente, a qualquer momento.</p>
<p>Como nos achar se sumirmos novamente? (pode contar com isso!)</p>
<p>Fique de olho em nosso canal no Youtube -&gt; <a href="http://br.youtube.com/user/nibiruzinho" target="_blank">http://br.youtube.com/user/nibiruzinho</a></p>
<p>Também temos dois domínios. Quando um não entrar, tente o outro (sempre vamos tentar apontar eles para o endereço ativo do blog).</p>
<p><strong><a href="http://www.projeto2012.com" target="_blank">www.projeto2012.com</a><br />
<a href="http://www.projeto2012.com" target="_blank">www.projeto2012.com.br</a></strong></p>
<p>E o <strong>Universalismo.org </strong>que sempre terá o link correto do blog na parte de links ou no banner localizado no canto inferior direito.</p>
<p>Se nos banirem novamente, acesse os links acima ou o canal no YouTube e veja nosso novo endereço.</p>
<p>Fonte: <a href="http://porque2012.wordpress.com" rel="nofollow">http://porque2012.wordpress.com</a></p>
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