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	<title>O meu baú</title>
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	<description>Filosofia, música, tecnologia... e outras artes</description>
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		<title>O Caderno Proibido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><i>O Caderno proibido</i>, um livro de Alba de Cespedes. O registo da vida íntima, que todos temos.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="194" height="300" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido-194x300.jpeg" alt="" class="wp-image-14054" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido-194x300.jpeg 194w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido-662x1024.jpeg 662w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido-768x1188.jpeg 768w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido-993x1536.jpeg 993w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/05/cproibido.jpeg 1034w" sizes="(max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[Alba de Cespedes. <em>O Caderno Proibido</em>. Lisboa: Alfaguara, 2024]</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autora nascida em Roma, no ano de 1911, filha do embaixador de Cuba em Itália, ali se fixou, testemunhando de perto uma importantíssima fase da história da Europa, na primeira metade do século XX.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Caderno Proibido</em> é a história de uma mulher com cerca de 50 anos, chamada Valeria Cossati, e decorre na década de cinquenta, pouco depois da II Guerra Mundial. Uma mulher da classe média, que trabalha num escritório, porque o orçamento familiar assim o exige, e que, num domingo, <em>quando foi comprar cigarros para o marido</em>, decidiu trazer um caderno para escrever um diário secreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquele caderno vai registando alguns dos detalhes da sua vida que nunca conseguiu expressar a ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As suas primeiras anotações são pouco mais do que banais, mas a continuidade da escrita faz com que vá entrando cada vez mais dentro da sua intimidade, revelando a angústia dos sonhos desfeitos e as contradições do quotidiano que lhe foi imposto pela sociedade onde se insere. O casamento que foi perdendo o brilho, sem qualquer hipótese de recuperação; dois filhos com personalidades distintas (contraditórias) que determinam o seu quotidiano e o seu futuro; o afastamento progressivo da figura da mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, sobretudo, apercebe-se da asfixia do dia-a-dia, em que vai descobrindo que, só com grandes habilidades e alguns sobressaltos, consegue um momento seu para escrever no caderno e para o manter escondido. A própria intimidade foi-se esbatendo com o peso da rotina e desaparecendo por falta de espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma análise extraordinária, que nos é dada como uma sucessão de registos diários, onde nos damos conta das metamorfoses impostas pelo desenrolar monótono do tempo. Nas relações com os filhos, com marido, com a mãe, com uma amiga e com o seu patrão no escritório onde trabalha. As aventuras que não realiza, os sonhos que se desfazem em fumo, os valores que se chocam com os desejos, numa contradição permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escrita do diário vai-lhe mostrando como a vida se tornara num hábito, onde ela ia desaparecendo pouco a pouco, transformada numa existência agónica, como diria Unamuno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dia, olhando o retrato da mãe, apercebeu-se do paralelismo das duas existências. Ela própria tinha apagado progressivamente a recordação da pessoa que a criou e com quem viveu intensamente, mas que agora era apenas um retrato pendurado na parede, desprovido de toda a humanidade. Tremendo!…</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pergunto a mim mesma se para Michele (marido) ainda sou uma mulher viva ou se já sou, como a minha mãe, um retrato na parede” – dizia para si mesma. E nesse pensamento, enquanto olhava a fotografia, dava-se conta de que, já há algum tempo, era nisso que se transformara para os seus filhos – um retrato na parede. “Tenho medo” – pensava. Um medo gélido de quem sabia que não conseguiria escapar aquele “feitiço maléfico”: o deixar de ser a pessoa que sente, que ama, que quer viver, que tem desejos e sonhos, para passar a ser apenas uma recordação. Um retrato na parede.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O caderno proibido que todos temos</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Caderno Proibido</em> é o diário secreto de uma mulher de meados do século XX, mas que poderia ser o de qualquer um de nós, nos dias de hoje. É o espelho de uma vida interior (e íntima) de conflito permanente entre sonhos, desejos, valores, preconceitos e concessões. O conflito do íntimo com o público, que Valeria Cossati resume desta forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“…a nossa vida íntima é o que conta mais para cada um de nós e, no entanto, temos sempre de fingir vivê-la quase sem nos darmos conta, com uma segurança desumana”. Fingir vivê-la mostrando apenas a ponta de um enorme icebergue de sentimentos, recordações e esquecimentos: o que somos, o que gostaríamos de ser, o que queremos que os outros pensem que somos, o que nos é permitido ser em múltiplos cenários…</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Caderno Proibido</em> que a autora diz que todas as mulheres têm, mas que devem, um dia, queimar e destruir… Eu acho que, mesmo sem o escrever, todos temos um caderno proibido, que dificilmente poderá arder numa fogueira. O caderno onde está escrita (mesmo quando não a escrevemos) toda essa vida íntima que tentamos viver sem que os outros reparem nela. E fazemo-lo &#8220;com uma segurança desumana&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma leitura perturbante, de lucidez dramática, que recomendo a todos os peregrinos desta vida complexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Sem fins lucrativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 06:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><i>Sem fins lucrativos: Porque precisa a democracia das Humanidades</i>: um livro de Matha Nussbaum. A utilidade do <i>inútil</i>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/sflucartivos.jpg"><img decoding="async" width="193" height="300" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/sflucartivos-193x300.jpg" alt="Sem fins lucrativos: Porque precisa a democracia das Humanidades" class="wp-image-14036" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/sflucartivos-193x300.jpg 193w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/sflucartivos.jpg 454w" sizes="(max-width: 193px) 100vw, 193px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[Martha Nussbaum. <em>Sem fins lucrativos: Porque precisa a democracia das Humanidades</em>. Lisboa: Edições 70, 2019]</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrei este livro numa referência de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/On%C3%A9simo_Teot%C3%B3nio_Almeida">Onésimo Teotónio de Almeida</a>, indicando a extraordinária importância deste trabalho de Martha Nussbaum, sua colega na Brown University. O título despertou-me uma enorme curiosidade e encontrei sem dificuldade uma tradução portuguesa, que li com muito gosto. É, de facto, um texto de grande qualidade, e fiquei com muita vontade de o oferecer a alguns dos meus amigos. Especialmente aqueles que se dedicam às ciências naturais e à matemática, que costumam sorrir maliciosamente quando me ouvem falar da história e da sua importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convido-os a que leiam este pequeno trecho do capítulo VI, que nos fala de “Cultivar a Imaginação: a Literatura e as Artes&#8221;. Diz então:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os cidadãos não se relacionam devidamente com o mundo complexo que os rodeia apenas mediante o conhecimento factual e a lógica. A terceira competência do cidadão, estreitamente relacionada com as primeiras duas, consiste naquilo a que podemos chamar «imaginação narrativa». Isto significa a capacidade de pensar como será estar na situação de outras pessoas diferentes de mim, de ser um leitor inteligente da história dessa pessoa e de compreender as emoções e os desejos e anseios de alguém que está noutra situação. O desenvolvimento da compaixão foi parte fundamental do melhor das ideias modernas acerca da educação democrática, quer nas nações ocidentais quer nas não ocidentais. Grande parte deste desenvolvimento deu-se na família, mas as escolas, e mesmo as instituições de ensino superior, desempenharam um papel significativo. Para o desempenharem perfeitamente, devem dar, no currículo, lugar de destaque às humanidades e às artes…</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quando disse que gostava de o poder oferecer a vários dos meus amigos, é porque estas palavras expressam, de uma forma muito clara e intensa, o que penso sobre a importância das Humanidades e sobre a guerra que lhes é movida, hoje em dia, por uma significativa parte das instituições superiores responsáveis pela Educação e Investigação Científica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ciências &#8220;fofas&#8221;?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas que trabalham nas ciências naturais, e sobretudo as que o fazem nas áreas associadas às engenharias, de costume gostam de tratar jocosamente as Humanidades por “ciências fofas”, contrapondo-lhes os seus estudos que dizem ser das “ciências duras”. Alguns são mesmo mais claros e explícitos, afirmando que só têm importância as ciências que produzem coisas concretas, coisas que se vendem. Na sua opinião, essas são as ciências que servem para alguma coisa, porque as outras não servem para nada. É isso que pensam, mesmo quando o seu discurso lança um pouco de fumo sobre esta ideia básica que lhe está subjacente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costumo pensar para comigo que lhe chamam “ciências fofas” porque nunca lá se deitaram. Porque se o fizessem tinham descoberto, à custa de suor e insónia, que não são assim tão fofas nem tão simples quanto imaginam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é essa a questão principal. O problema não se reduz a uma disputa de colegas. É bem mais vasto e tem implicações sociais graves, porque esta visão obtusa passou para as instituições de apoio à investigação e tem consequências no financiamento da investigação, onde as Humanidades são relegadas para o recanto das quase inutilidades. E as Humanidades são o sal da vida, são a compreensão da nossa dimensão humana, do nosso lugar na sociedade – do lugar e do papel dos cientistas, também.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A utilidade do inútil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sem as Humanidades – como diz a transcrição – vai-se a imaginação e, com ela, a tolerância. Vai-se, em suma, a compreensão do que nos rodeia, vai-se uma imensidade de coisas que não se resolvem com equações diferenciais ou quaisquer outros cálculos, leis ou princípios. Vai-se a nossa condição de seres humanos – onde se incluem os cientistas – porque a compreensão profunda dessa condição é muito mais difícil do que todos os problemas que se colocam às ciências naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembremo-nos de que são os homens que fazem a guerra. As tecnologias apenas a tornam mais violenta e letal. Mas a guerra é apenas um exemplo de uma calamidade com uma existência milenar e um fundamento humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A absoluta concentração da investigação científica no que se pode vender, naquilo que dá lucro, nos problemas que se resolvem com um cálculo – por mais complexo que seja – que conduz a uma solução final, definitiva, se não for acompanhada no mesmo nível e ritmo pelas ciências que não têm fins lucrativos, acabará por nos conduzir a um modelo social apenas com duas dimensões. Uma fina película de presente nebuloso impossível de se pensar a si próprio. A ideia de liberdade deixa de ter sentido e a palavra talvez se perca numa teia de aforismos que toda a gente repetirá, mas que ninguém compreende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As minhas parcas explicações, contudo, nunca serão tão esclarecedoras como aquilo que nos diz Martha Nussbaum, neste livro que agora vos convido a ler.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Filosofia em Directo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 07:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desidério Murcho, autor do livro <i>Filosofia em Directo</i>, apresenta as razões por que vale a pena lê-lo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Filosofia em Directo</em> é um livro pequeno, mas ótimo para quem quiser introduzir-se na Filosofia. O seu autor é um filósofo português, Professor universitário no Brasil, autor e tradutor. Com a clareza que lhe é habitual e em exclusivo para os leitores deste blogue e do blogue <em><a href="https://aps.unisemestrasderanatus.pt/filosofia-em-directo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Arte de Pensar e de Sentir</a></em>, Desidério Murcho justificou por que vale a pena ler o seu livro.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/filosofia-direto.jpg"><img decoding="async" width="720" height="540" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/filosofia-direto.jpg" alt="" class="wp-image-14029" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/filosofia-direto.jpg 720w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/filosofia-direto-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[Desidério MURCHO. <em>Filosofia em Directo</em>. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Este livrinho de apenas 97 páginas apresenta algumas ideias filosóficas de maneira muito simples e sem referências históricas. O título deve-se precisamente a esta abordagem directa. Claro que muitas das ideias apresentadas no livro foram e são discutidas por vários filósofos, mas preferi apresentá-las directamente, para evitar distrações e distorções.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Não sei se terá sido esse um dos factores do sucesso, mas este livro foi muito bem recebido pelo público. Até à data é o único sucesso de vendas que publiquei, com mais de vinte e dois mil exemplares vendidos.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A aposta neste livro foi ensinar a pensar sobre questões filosóficas, envolvendo o leitor na reflexão. Ao seguir a reflexão que se desenrola em cada página, o leitor é convidado a pensar por si nos temas abordados. Temas como a democracia, a liberdade e o valor, o sentido da vida, a realidade, a contingência, e finalmente a importância do próprio raciocínio e da verdade.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Alguns temas são mais práticos; outros, bem mais abstractos. Em todos, porém, se vê — ou pretendo que se veja — o fascínio da filosofia. Mas espero também que se veja o seu papel construtivo e esclarecedor. A filosofia é diferente de ciências como a biologia ou a astronomia, por não oferecer o género de resultados que aquelas ciências oferecem. Mas oferece orientações e esclarecimentos que são muito importantes — nomeadamente, para fazer melhor ciência, mas também para vivermos melhor a vida e para compreendermos melhor as coisas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Há um certo sentido em que a filosofia é inevitável: não conseguimos evitar usar ideias que são próprias da filosofia, seja na nossa vida comum, seja nas ciências, nas artes e nas religiões. A questão é usar melhor essas ideias, porque pensámos mais detidamente nelas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Ajudar a fazer isso é o que este livro se propõe fazer.</em></p>
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		<title>Apologia da História ou o ofício de historiador</title>
		<link>https://omeubau.net/apologia-da-historia-ou-o-oficio-de-historiador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 17:39:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito da nova edição portuguesa (com mais adequado título) do livro de March Bolch <i>Apologia da História ou o ofício de historiador</i>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/bloch-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="192" height="300" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/bloch-2-192x300.jpg" alt="" class="wp-image-14024" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/bloch-2-192x300.jpg 192w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2026/04/bloch-2.jpg 526w" sizes="(max-width: 192px) 100vw, 192px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>March Bolch – Apologia da História ou o ofício de historiador</em></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><em>In memoriam</em> <a href="https://www.fcsh.unl.pt/diogo-ramada-curto-1959-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diogo Ramada Curto</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Creio que me recomendaram este livro, pela primeira vez, quando frequentava o primeiro ano do meu curso de História. Falaram-me de tanta coisa (inútil), no que diz respeito à metodologia da história, que já não consigo lembrar-me do lugar exacto que ocupou esta obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas rapidamente percebi a sua importância, assim como percebi a importância da reflexão que todos os historiadores deviam ter sobre o <strong>Fazer História</strong>. Sobre as suas condicionantes, sobre a verdade na história, as subjectividades, o discurso histórico, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensemos no discurso histórico, por exemplo. Não, o discurso histórico não é um relato de factos. Na História não há factos que falem por si. Todos eles têm uma circunstância, um momento, um tempo, um envolvimento. Todos eles exigem uma compreensão que tem de estar presente no dito discurso. Este livro fala-nos de tudo isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com efeito ele resulta de uns apontamentos que Marc Bloch reuniu, entre 1941 ou 1942, dois anos antes de ser preso e fuzilado pelos alemães, numa altura em que uma parte da França era ocupada pelas tropas nazis. O texto final, tal como o conhecemos, foi consolidado, em língua francesa, por Lucien Febvre, que conhecia bem as ideias de Bloch, e traduzido em várias línguas. Em português temos uma primeira edição em 1965, das <em>Publicações Europa América</em>, com o título (pouco sugestivo) de <em>Introdução à História</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, o título original da obra, ainda da autoria de Bolch, era <em>Apologie pour l’histoire ou le métier d’historien</em>, que me parece substancialmente mais sugestivo e rico de conteúdo do que a escolha (infeliz) que foi feita em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, contudo, surge-nos esta edição, com título bem mais apropriado, com uma introdução de Diogo Ramada Curto e um extenso comentário sobre a vida de Marc Bloch. Um comentário que melhor deveria ser entendido como um estudo sobre o autor nos anos que precederam a <em>Segunda Grande Guerra</em> e sobre o drama por ele vivido na França ocupada, até ser assassinado em 1944.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira virtude desta edição é a reposição de um título adequado, correspondente ao original e mais apropriado ao conteúdo do próprio texto. Um título que nos sugere uma reflexão sobre a prática profissional do historiador, com tudo aquilo que devia estar presente na sua mente desde que dá os primeiros passos na carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A breve introdução de Ramada Curto debruça-se sobre este mesmo conteúdo, facilitando a leitura e a compreensão da obra. Mas as páginas que se seguem, na forma de estudo e comentário, trazem-nos outro tipo de informação que completa o tema e nos introduz no seu tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mostram-nos a forma como Bloch e Lucien Febvre chegaram à fundação dos <em>Annales d’histoire économique et sociale</em>, uma revista que correspondia a um projecto próprio de fazer história, em rotura com a tradição historiográfica anterior, que entendiam redutora e esgotada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não cabe aqui fazer uma análise, sucinta que fosse, do que foram os <em>Annales</em> (até porque foram muitas coisas diferentes ao longo do tempo), deixando-vos apenas a ideia de que nascia uma nova temática e metodologia. Uma metodologia que seria a razão de ser da reflexão de Marc Bloch, na obra que nos deixou nos ditos apontamentos incompletos, mas que resultavam de uma profunda reflexão sobre uma maneira diferente de fazer história ou da produção discurso histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1940, porém, a Alemanha invadia a França e tomava conta de uma parte significativa de todas as estruturas existentes no país. Os <em>Annales</em> funcionavam como uma associação, e a sua organização não escapava ao crivo da censura alemã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição não foi proibida, mas passou a ser vigiada e foi-lhe exigida uma lista de todos os colaboradores que tivessem uma origem judaica, com a indicação de que deviam ser afastados. Um dos casos – e aquele que mais perturbava Lucien Febvre – era, naturalmente, Marc Bloch.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Ramada Curto dá-nos conta da correspondência entre os dois historiadores durante esta fase da ocupação alemã, com Marc Bloch a viver numa semi-clandestinidade e, depois, na clandestinidade absoluta, enquanto Lucien Febvre procurava segurar a iniciativa que tinham começado. São páginas vivas de angústia e controvérsia entre dois historiadores – entre dois amigos e <em>compagnons de route</em> – cujas circunstâncias tinham separado em dois caminhos distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles faz o que pode e o que não pode para manter os <em>Annales</em>, com a sua identidade e características, debaixo da vigilância e das exigências alemãs; outro vive escondido, junta-se à resistência francesa e sofre os sobressaltos de uma vida incerta num combate que considera ser o seu dever patriótico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto de Ramada Curto é, nisso, extraordinariamente vivo e expressivo, falando-nos dos dois destinos condicionados, que se vão afastando um do outro, no espaço físico e, sobretudo, na forma como defendem o seu projecto. Bloch intransigente na defesa dos objectivos de independência dos <em>Annales</em>; e Febvre numa luta constante para que os alemães não acabassem com a revista e com tudo o que ela significava de inovador para a História.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É provável que não se tenham afastado das ideias centrais do projecto, mas era impossível que concordassem na maneira de actuar naquelas circunstâncias. Ambos sofriam pelos mesmos propósitos, mas não da mesma maneira, porque muito diferentes eram os constrangimentos de um e outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, a percepção desta diferença entre duas situações que ocorrem em simultâneo, mas que não podem ser iguais, é um dos objectivos que nos é apontado pelo texto de Marc Bloch. É este um dos aspectos centrais do ofício de historiador, concretizado na compreensão do Ser Humano no seu tempo, com todas as suas contingências, as suas vontades, as suas convicções e sentimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente que depois deste estudo longo de Ramada Curto, sobre as relações entre os dois historiadores, no tempo da Guerra, temos o texto de Marc Bloch tal como o organizou Lucien Febvre, que continua a ser uma das mais importantes referências metodológicas para quem pretenda ser historiador com consciência e honestidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considero-o indispensável, não apenas para uma leitura simples – como muitas outras –, mas como algo que deve ser lido, relido, pensado e comentado entre colegas do mesmo ofício. Discutido nos pormenores, nas nuances mais subtis, nas consequências, nas implicações e nas formas finais do discurso histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma obra que não perdeu a actualidade e que – sim – deve chamar-se <em>Apologia da história ou o ofício de historiador</em>, como lhe foi dado nesta edição, da responsabilidade de Diogo Ramada Curto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muito que tencionava fazer um comentário escrito sobre este livro, reforçando a razão por que o recomendo aos meus alunos. Uma ideia que se foi adiando e que agora se me impôs com o desaparecimento súbito e prematuro de Ramada Curto, a quem presto a minha homenagem.</p>
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		<title>Música gerada por IA no topo de vendas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2025 19:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Música gerada por IA no primeiro lugar da tabela de música country Billboard Country Digital Song Sales. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma música gerada por IA chamada “Walk My Walk” subiu ao primeiro lugar da tabela de música country <em>Billboard Country Digital Song Sales</em>. Foi a primeira canção country gerada por inteligência artificial (IA) a consegui-lo. Insisto: é uma canção gerada por IA; por outro lado, falamos da <em><a href="https://time.com/7333738/ai-country-song-breaking-rust-walk-my/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Billboard Country Digital Song Sales</a></em> &#8212; ao que sei, jamais esteve em disputa no Spotify e em outras plataformas de streaming (que são a maioria, hoje em dia).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/12/wal-my-walk.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="275" height="183" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/12/wal-my-walk.jpeg" alt="Música gerada por IA" class="wp-image-14002"/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foi fruto do &#8220;Breaking Rust&#8221;, um projeto de música country gerado por inteligência artificial (IA), criado em 2025 pelo compositor Aubierre Rivaldo Taylor. O projeto ganhou relevância com o lançamento do EP &#8220;Resilient&#8221; em outubro de 2025, com temas como «Walk My Walk» e «Livin&#8217; on Borrowed Time».<br>Breaking Rust já acumulou mais de 35 000 seguidores em Instagram, onde a personagem se apresentaa com uma personalidade de vaqueiro.<br>Breaking Rust desenvolveu-se utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa para produzir vozes, instrumentação e letras, sem intérpretes humanos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata (digo eu) de uma obra-prima: isso transparece imediatamente, quando vemos o vídeo e apreciamos a sequência de imagens (particularmente quando o vaqueiro (não) finge tocar o instrumento que tem em mãos). Tão pouco se pode dizer que a música tenha uma qualidade (country) transcendental &#8212; mas não são mais transcendentais algumas das canções de artistas populares, bem populares, grandes êxitos de vendas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na edição de janeiro de 2026 da Linux Magazine USA, o editor escreve:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A música parece ser uma daquelas canções do tipo «eu contra o sistema», em que o protagonista proclama desafiadoramente que não será oprimido por (não fica claro por quem) algum tipo de opressor — o governo, o <em>establishment</em>, a tradição, as corporações, as massas politizadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A aparência do vídeo, com um camponês barbudo usando um grande chapéu de cowboy e o tom rouco de sua voz (pessoal, sou do Kansas, portanto não me acusem de ser contra o sotaque caipira), evoca imagens do clássico tema rural versus urbano &#8220;Country Boy Can Survive&#8221; («<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/A_Country_Boy_Can_Survive" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um rapaz do campo pode sobreviver</a>», que há uma geração tem sido popular entre políticos e produtores musicais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A letra da canção, no entanto, é tão genérica que poderia  aplicar-se a qualquer coisa. «Podes chutar pedras se não gostas de como eu falo / eu vou continuar falando e seguindo meu caminho.» A música poderia facilmente ser cantada por um refugiado palestiniano, uma criança <em>trans</em> ou um imigrante sob interrogatório do ICE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">«Podes chutar pedras…» é uma parte assinalável. Acho que significa algo como «Podes saltar para um lago…» ou «Podes… (desculpem, não posso dizer)… a ti mesmo.» É o som de um computador a insultar-te. «Podes chutar pedras se não gostas da maneira como falo…» Sei que deveria sentir-me castigado, como se tivessem acabado de me apontar o dedo médio, mas na verdade estou a pensar: «Chutar pedras parece divertido — se forem suficientemente planas, ou se eu as chutar morro abaixo, ou em algum lugar onde elas rolem bem». </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não sei para onde vai este fenómeno da música gerada por IA, mas tenho a certeza de que esta não será a última faixa nas notícias. Não tenho dúvidas de que uma delas voltará a subir nas tabelas, mas, atenção!, sempre houve canções populares genéricas e insípidas &#8211; em todos os géneros &#8211; que foram escritas para cumprir os requisitos da popularidade, em vez de comunicar um significado original de uma forma que associamos à arte. Tenho a certeza de que o Al irá preencher muito bem este nicho, mas será que irá substituir os nossos tesouros musicais? Ao ouvir «Walk My Walk», estou mais confiante do que nunca de que os artistas humanos não irão desaparecer tão cedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ouvi esta música, não pude deixar de pensar na discussão entre o Dr. Samuel Johnson e James Boswell sobre a teoria do idealismo subjetivo de George Berkeley, conforme relatado em <em><a href="https://www.grubstlodger.uk/2023/06/i-refute-it-thus-in-which-johnson-kicks.html">The Life of Samuel Johnson</a></em>, de Boswell.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pode apreciar-se o conjunto, aqui: <a href="https://youtu.be/FmnfixpA9Cs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://youtu.be/FmnfixpA9Cs</a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Walk My Walk (Official Music Video) by Breaking Rust" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/FmnfixpA9Cs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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		<title>Instalar LibreOffice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 12:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como instalar <b>LibreOffice</b> através do ficheiro .deb do site respetivo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A minha experiência diz-me que a melhor forma de instalar o <a href="/libreoffice/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">LibreOffice</a> é<strong> instalar o .deb do site</strong>. </p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/11/libreoffice.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="297" height="170" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/11/libreoffice.jpeg" alt="" class="wp-image-13991"/></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Para descarregar o Ficheiro DEB:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8230;aceda ao <a href="https://www.libreoffice.org/download/download-libreoffice/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site oficial do LibreOffice</a>;</li>



<li>na página de download, a sua arquitetura de sistema (no meu caso, Linux (64-bit) (deb)) deve ser automaticamente detetada ou pode selecioná-la manualmente na lista de opções (<em>Choose your operating system</em>);</li>



<li>escolha a versão desejada. Normalmente, estão disponíveis a versão &#8220;Still&#8221; (mais estável para produção) e a versão &#8220;Fresh&#8221; (mais recente, com as últimas funcionalidades);</li>



<li>clique no botão <em>Download</em> para descarregar o pacote principal do software. O ficheiro será um arquivo comprimido com a extensão .tar.gz, que contém os ficheiros .deb necessários;</li>



<li>opcionalmente, pode também descarregar a &#8220;Ajuda para uso offline&#8221; e o pacote de idiomas, se necessário.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Instalar LibreOffice (após a transferência):</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após descarregar o ficheiro .tar.gz, siga estes passos para instalar o LibreOffice (fiz a instalação numa distribuição Linux &#8212; Ubuntu):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>extraia o conteúdo do ficheiro descarregado. Isso criará uma pasta que contém uma subpasta DEBS;</li>



<li>abra o terminal e navegue até à pasta DEBS utilizando o comando cd.</li>



<li>execute o seguinte comando para instalar todos os pacotes .deb contidos na pasta: <strong><em>sudo dpkg -i *.deb</em></strong></li>



<li>introduza a sua palavra-passe de administrador, se solicitada. </li>



<li>A instalação será iniciada e, no final, o LibreOffice estará disponível no menu de aplicações do seu sistema.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default"/>



<p class="wp-block-paragraph">||| Tinha o LibreOffice instalado de outro modo, mas, entre outras características, não me agradava a lentidão do arranque; a diferença (para melhor) da instalação por este método é assinalável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">||| Instalei a versão 25.8.3. Tive o cuidado de, previamente, desinstalar a versão que tinha instalado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">||| O <em>Baú</em> tem outros textos com referências ao LibreOffice: é só procurá-los na caixa de pesquisa, na barra lateral.</p>
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		<title>Tempo musical</title>
		<link>https://omeubau.net/tempo-musical/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 15:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast "Clássica Mente"]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>50º episódio de "Clássica Mente": o tempo é a matéria-prima da música; sem ele, não há som organizado nem vida musical. A música dá forma ao mistério do tempo.</p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/tempo-musical/">Tempo musical</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Tema do <strong>episódio nº 50</strong> do podcast <em><strong>Clássica Mente</strong></em>: o tempo musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="/tempo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tempo</a> é invisível: passa sem que o possamos agarrar. Na música, porém, ele torna-se, digamos… palpável: sente-se num ritmo, num compasso, numa duração. O tempo é a matéria-prima da música — sem tempo, não há som organizado, não há vida musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste episódio, ouvimos como a música transforma o tempo em experiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque a música ensina-nos a escutar o tempo. A saboreá-lo, a habitá-lo. Se a vida é feita de instantes que passam, a música mostra-nos que cada instante pode ser eterno. Talvez por isso a música seja tão próxima de nós: porque dá forma ao mistério do tempo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium is-resized"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/09/metronomo.webp"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="185" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/09/metronomo-300x185.webp" alt="Tempo musical: o metrónomo" class="wp-image-13962" style="width:454px;height:auto" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/09/metronomo-300x185.webp 300w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/09/metronomo-768x474.webp 768w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/09/metronomo.webp 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[imagem copiada <a href="https://woodandfirestudio.com/pt/tempo-musik/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">daqui</a>]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Onde encontra <em>Tempo musical</em>?</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em <a href="https://www.ivoox.com/podcast-classica-mente_sq_f11147147_1.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">iVoox</a> e&#8230;</li>



<li>&#8230; em <a href="https://archive.org/details/@classicamente" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Archive.org</a>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Coloquei em dois sítios diferentes, não vá o diabo tecê-las e apagá-lo em algum deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisa de ir a nenhum desses sítios, se já adicionou o <em>Clássica Mente</em> ao seu leitor de podcasts preferido, aonde já deve ter chegado; a partir dele, pode ouvi-lo online ou descarregá-lo para o ouvir sem estar ligado à Internet.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Se ainda não o fez e o quer adicionar, o <strong>endereço RSS do <em>Clássica Mente</em></strong> é: <br>https://www.ivoox.com/pt/ptpodcast-classica-mente_fg_f11147147_filtro_1.xml</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Necessita de <strong>ajuda</strong> para o adicionar? Encontra alguma nestes artigos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em><a href="/classica-mente-um-podcast-do-bau/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Clássica Mente”, um podcast do Baú</a></em>: índice dos vários episódios de <em>Clássica Mente</em>. E indicações sobre como o adicionar ao seu leitor de podcasts preferido.</li>



<li><em><a href="/ouvir-podcasts-guia-rapido/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ouvir podcasts</a></em>: exemplifico com AntennaPod, uma aplicação gratuita para Android, mas indico outras aplicações/programas. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se ainda não usa nenhum leitor de podcasts, sugiro que pense em usar: e não é só porque os podcasts estão na moda e a produção é enorme; é também e sobretudo porque há podcasts que vale a pena seguir. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Ilustração sonora deste episódio:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Take Five” (Dave Brubeck): https://youtu.be/vmDDOFXSgAs?si=xh5-QWupd3lkFZDy</li>



<li>“Marcha Turca” (Mozart): https://youtu.be/rrk-zuuc77U?si=io09xdrJVMSB2al8</li>



<li>“The Entertainer” (Scott Joplin): https://youtu.be/TSoXBkF832I?si=1J1KUwIduRSzFYuh</li>



<li>“In the Hall of the Mountain King” (Edvard Grieg): https://youtu.be/OqvHWUZZdP0?si=xkHW7aIOZhbPR7LP)</li>



<li>“Adagio for Strings” (Samuel Barber): https://youtu.be/WAoLJ8GbA4Y?si=9J-r0bWzP5VXJHUH</li>



<li>“Eine Kleine Nachtmusik” (Mozart): https://youtu.be/oy2zDJPIgwc?si=QWSIlrQpN_FQndp3</li>



<li>Abertura de “O Barbeiro de Sevilha” (Rossini): https://youtu.be/9W0tZ1F68pA?si=bLKyU9lgViWsyZ-i</li>



<li>“Solfeggietto (Prestissimo)” (C.P.E. Bach): https://youtu.be/mPG3MK55mAA?si=kWM8P1Y-sQ7QefXe</li>



<li>“Waltz No. 2# (Dmitri Shostakovich): https://youtu.be/O4gQEslOKjI?si=u7Pmk-2v4GJ4xZzI</li>



<li>“Radetzky March” (Johann Strauss): https://youtu.be/8_2oDRiLYlc?si=tNLtMDOReUYwm1qS</li>



<li>“Like A Virgin” (Madonna): https://youtu.be/s__rX_WL100?si=NbWhc-vGX8j6EKTG</li>



<li>“Money” (Pink Floyd): https://youtu.be/-0kcet4aPpQ?si=nsUYTWuufGMYdAbV</li>



<li>“Kashmir” (Led Zeppelin): https://youtu.be/PD-MdiUm1_Y?si=JiWE1bhF0cUnPDOB</li>



<li>“Prelúdio em Dó Maior” de “Cravo bem temperado” (Bach): https://youtu.be/ZbDqg4nBxxU?si=ovs5Gp4h-Lj3uSil</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default"/>



<p class="wp-block-paragraph"><iframe src="https://www.ivoox.com/player_ej_156945479_6_1.html?c1=b57b2e" width="100%" height="200" frameborder="0" allowfullscreen="" scrolling="no" loading="lazy"></iframe></p>



<ul class="wp-block-list">
<p class="wp-block-paragraph">||| Para reagir (comentar, acrescentar algo, criticar&#8230;), por favor, use a caixa dos comentários. Obrigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">||| Lista de todos os episódios do podcast: <a href="/classica-mente-um-podcast-do-bau/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/tempo-musical/">Tempo musical</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
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		<item>
		<title>Instalar Docker num Raspberry Pi</title>
		<link>https://omeubau.net/instalar-docker-num-raspberry-pi/</link>
					<comments>https://omeubau.net/instalar-docker-num-raspberry-pi/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 10:19:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://omeubau.net/?p=13942</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como instalar Docker num Raspberry Pi (RPi), de um modo muito simples. O RPi fica transformado num servidor muito capaz.</p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/instalar-docker-num-raspberry-pi/">Instalar Docker num Raspberry Pi</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há motivos diversos para instalar <a href="https://www.docker.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Docker</a> num Raspberry Pi (RPi), mesmo não sendo especialista em Docker (eu estou muito longe disso); o RPi fica transformado num <a href="/instalar-wordpress-em-localhost-com-xampp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">servidor</a> muito capaz. Acresce que o processo é simples e feito através do terminal.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/08/docker.avif"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="499" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/08/docker.avif" alt="Instalar Docker num RPi" class="wp-image-13949"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[Imagem copiada <a href="https://oneclick-cloud.com/en/blog/trends/docker/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">daqui</a>]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pré-requisitos</strong>? Eu instalei-o num RPi&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8230; com o sistema operativo Raspberry Pi OS (anteriormente conhecido como Raspbian) instalado e a funcionar;</li>



<li>&#8230; com ligação à Internet;</li>



<li>&#8230; com <a href="/aceder-ao-raspberry-pi-a-distancia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acesso ao terminal do RPi</a> (seja diretamente com um monitor e teclado, ou remotamente via SSH).</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">O método mais simples para instalar Docker num RPi&#8230;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8230;pareceu-me o que detalho a seguir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1: Atualizar o seu sistema</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de instalar qualquer software novo, é sempre uma boa prática garantir que todos os pacotes do sistema estão atualizados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Abri o terminal e executei os seguintes comandos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>sudo apt update</strong></li>



<li><strong>sudo apt upgrade -y</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>sudo apt update</em> atualiza a lista de pacotes disponíveis;<br><em>sudo apt upgrade -y</em> instala as atualizações pendentes sem pedir confirmação (-y)</p>



<h3 class="wp-block-heading">2: Executar o script de instalação do Docker</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa do Docker fornece um script que deteta automaticamente o sistema operativo e arquitetura (que no caso do Pi é ARM) e instala a versão correta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Executei o seguinte comando no terminal (ele irá descarregar e executar o script de instalação):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>curl -fsSL https://get.docker.com -o get-docker.sh<br>sudo sh get-docker.sh</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Este processo pode demorar alguns minutos. Ele descarregará todos os pacotes necessários e configurará o Docker no seu sistema.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3: Adicionar o seu utilizador ao grupo &#8220;docker&#8221;</h3>



<p class="wp-block-paragraph"> (<strong>Muito Importante!</strong>) Por defeito, o Docker precisa de permissões de administrador (sudo) para ser executado. Para evitar ter de escrever <em>sudo</em> sempre que usar o Docker, adicionei o meu utilizador atual (normalmente o utilizador pi) ao grupo docker, com o comando</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>sudo usermod -aG docker ${USER}</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>usermod</em> é o comando para modificar um utilizador;<br><em>-aG</em> significa &#8220;adicionar&#8221; (a) a um &#8220;grupo&#8221; (G);<br><em>${USER}</em> é uma variável que insere automaticamente o nome do utilizador atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção</strong>: Para que esta alteração tenha efeito, precisa de <strong>reiniciar o RPi</strong> ou, no mínimo, fazer <em>logout</em> e <em>login</em> novamente. A forma mais simples é reiniciar: usei o  o comando</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>sudo reboot</strong></li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">4: Verificar se a instalação funcionou</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Após o RPi reiniciar, abri um novo terminal e executei:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>docker &#8211;version</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Deverá aparecer a versão do Docker que foi instalada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, testei se consigo executar comandos Docker sem <em>sudo</em>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>docker ps</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se este comando for executado sem um erro de &#8220;permission denied&#8221; (permissão negada) e mostrar uma tabela vazia de contentores, significa que a instalação foi um sucesso!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Simples, instalar Docker num RPi&#8230; não?</h2>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p class="wp-block-paragraph">||| Para acrescentar algo, colocar alguma questão ou discordância ou outro modo de fazer, por favor, utilize a caixa de comentários. Eu (e os restantes leitores do Baú) agradeço.</p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/instalar-docker-num-raspberry-pi/">Instalar Docker num Raspberry Pi</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Exame de filosofia 2025 (2ª fase)</title>
		<link>https://omeubau.net/exame-de-filosofia-2025-2a-fase/</link>
					<comments>https://omeubau.net/exame-de-filosofia-2025-2a-fase/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 16:07:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Testes/exames]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://omeubau.net/?p=13937</guid>

					<description><![CDATA[<p><b>A prova e os critérios oficiais de classificação</b> do exame nacional de filosofia 2025, 2ª fase (documentos em pdf, que podem ser descarregados). Ligações para provas de anos anteriores</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A segunda fase do exame de filosofia 2025 realizou-se a 22 de julho.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2012/06/exames-ed.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="205" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2012/06/exames-ed-300x205.jpg" alt="Exame nacional de filosofia 2025" class="wp-image-2833" title="exame filosofia 2019" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2012/06/exames-ed-300x205.jpg 300w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2012/06/exames-ed.jpg 418w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em formato pdf, podem ser descarregados</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>as provas: <a href="https://pt.scribd.com/document/894158111/Exame-de-Filosofia-2025-2-Fase-Prova-Versao-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a versão 1</a>; a <a href="https://pt.scribd.com/document/894159473/Exame-de-Filosofia-2025-2-Fase-Prova-Versao-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">versão 2</a>; <a href="https://pt.scribd.com/document/894160908/Exame-de-Filosofia-2025-2%C2%AA-Fase-Prova-Versao-Adaptada" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a versão adaptada</a></li>



<li><a href="https://pt.scribd.com/document/894162040/Exame-de-Filosofia-2025-2%C2%AA-Fase-Criterios-de-classificacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os critérios de classificação (comum às duas provas</a><a href="https://pt.scribd.com/document/580180907/Exame-de-Filosofia-2022-1%C2%AA-fase-criterios-gerais-de-classificacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">)</a></li>
</ol>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">*****</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>O meu Baú</em> tem duas <strong>secções de apoio</strong> (com textos, testes,&#8230;)<strong> ao ensino da filosofia</strong>: ao <a href="/ensino-da-filosofia/10-ano/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">10º ano</a> e ao <a href="/ensino-da-filosofia/11-ano/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">11º ano</a>.</li>



<li>Veja <a title="Exames" href="/pagina-exames/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">outros exames</a> de Filosofia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/exame-de-filosofia-2025-2a-fase/">Exame de filosofia 2025 (2ª fase)</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
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		<title>Executar Kavita automaticamente</title>
		<link>https://omeubau.net/executar-kavita-automaticamente/</link>
					<comments>https://omeubau.net/executar-kavita-automaticamente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[A. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 16:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://omeubau.net/?p=13922</guid>

					<description><![CDATA[<p>Executar Kavita automaticamente evita ter de o fazer manualmente, sempre que o dispositivo onde está instalado reinicie. Como fazer...</p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/executar-kavita-automaticamente/">Executar Kavita automaticamente</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O texto <em><a href="/kavita-para-gerir-a-sua-biblioteca-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kavita, para gerir a sua biblioteca digital</a></em> mostrei como <strong>instalar</strong> Kavita (muito resumidamente, um software para gerir bibliotecas digitais) numa Raspberry Pi (RPi). Aí, utilizei a execução manual de Kavita; esta não é a forma recomendada de o executar, porque quando o sistema é reiniciado por qualquer razão (como falha elétrica), é necessário iniciar Kavita manualmente. Detalharei aqui como fazer para executar Kavita automaticamente. Para isso, criei um serviço <em>systemd</em> (o <em>systemd</em> é o gestor de sistema e de serviços que controla o que arranca quando o Rpi liga).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/07/fullLibrary.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="489" src="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/07/fullLibrary.png" alt="Executar Kavita automaticamente" class="wp-image-13925" srcset="https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/07/fullLibrary.png 1000w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/07/fullLibrary-300x147.png 300w, https://omeubau.net/wp-content/uploads/2025/07/fullLibrary-768x376.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">[imagem copiada <a href="https://noted.lol/kavita/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">daqui</a>]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para executar Kavita automaticamente&#8230;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8230;primeiro, precisamos de saber </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o caminho completo para a pasta onde o Kavita está instalado: algo no género de <em>/home/pi/Kavita</em>;</li>



<li>o caminho completo para o executável: algo como <em>/home/pi/Kavita/Kavita</em>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Não tendo a certeza, </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pode localizá-lo com o comando <em>find</em>. A partir do terminal, execute <br><em>sudo find / -name &#8220;Kavita&#8221; -type f 2&gt;/dev/null</em> (este comando pode demorar um pouco);</li>



<li>anote o caminho completo para o executável (ex: <em>/home/pi/Kavita/Kavita</em>);</li>



<li>anote também o caminho para a pasta que o contém (ex: <em>/home/pi/Kavita</em>).</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Criar o Ficheiro de Serviço</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo passo: criar na pasta correta o ficheiro que define o serviço. </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pode ser com o editor de texto <em>nano</em>: comando <br><em>sudo nano /etc/systemd/system/kavita.service</em></li>



<li>Este comando abrirá um editor de texto vazio. Copie e cole o seguinte texto<br><br>[Unit]<br>Description=Kavita Server<br>After=network.target<br><br>[Service]<br># Mude &#8216;pi&#8217; para o seu nome de utilizador, se for diferente.<br>User=pi<br><br># Mude este caminho para a pasta onde o Kavita está instalado.<br>WorkingDirectory=/home/pi/Kavita<br><br># Mude este caminho para o executável do Kavita.<br>ExecStart=/home/pi/Kavita/Kavita<br><br># Reinicia o serviço se ele falhar.<br>Restart=on-failure<br>RestartSec=5s<br>[Install]<br>WantedBy=multi-user.target<br> </li>



<li><strong>Atenção</strong>: Terá de ajustar três campos no texto que colou:
<ul class="wp-block-list">
<li><code><em>User=pi</em>: Se o seu <strong>nome de utilizador</strong> na Raspberry Pi não for <em>pi</em>, altere-o para o correto. </code></li>



<li><code><em>WorkingDirectory=/home/pi/Kavita</em>: Substitua <em>/home/pi/Kavita</em> pelo caminho da pasta onde Kavita se encontra (o caminho que anotou no início). </code></li>



<li><code><em>ExecStart=/home/pi/Kavita/Kavita</em>: Substitua <em>/home/pi/Kavita/Kavita</em> pelo caminho completo do executável de Kavita (também o que anotou no início).</code></li>
</ul>
</li>



<li>Depois de fazer as alterações, guarde o ficheiro (no Nano, pressione <em>Ctrl+O</em> e depois <em>Ctrl+X</em>, para sair).</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Ativar e Iniciar o Serviço</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Criado o ficheiro de serviço, há que dizer ao <em>systemd</em> que o reconheça e o ative.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Recarregar o <em>systemd</em> para que ele leia o novo ficheiro de serviço:</strong><br><em>sudo systemctl daemon-reload</em></li>



<li><strong>Ativar o serviço para que ele arranque automaticamente no boot:</strong><br><em>sudo systemctl enable kavita.service</em><br>Deverá ver uma mensagem a confirmar que o &#8220;symlink&#8221; foi criado.</li>



<li><strong>Iniciar o serviço imediatamente (para não ter de reiniciar para testar):</strong><br><em>sudo systemctl start kavita.service</em></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Verificar o Estado do Serviço&#8230;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8230;para confirmar que tudo está a funcionar corretamente: <em>sudo systemctl status kavita.service</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tudo correu bem, deverá ver uma saída verde a dizer <em>active (running).</em> Algo assim:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>● kavita.service &#8211; Kavita Server<br>Loaded: loaded (/etc/systemd/system/kavita.service; enabled; vendor preset: enabled)<br>Active: active (running) since Fri 2025-07-18 15:10:00 WEST; 5s ago<br>Main PID: 1234 (Kavita)<br>Tasks: 10 (limit: 4915)<br>Memory: 100.0M<br>CPU: 1.5s<br>CGroup: /system.slice/kavita.service<br>└─1234 /home/pi/Kavita/Kavita</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, aceda ao Kavita através do navegador web, como normalmente. Deverá estar a funcionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de agora, sempre que a sua Raspberry Pi reiniciar, o <em>systemd</em> irá automaticamente iniciar o serviço do Kavita por si.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Depois de ter feito executar Kavita automaticamente&#8230;</h2>



<h3 class="wp-block-heading">&#8230;comandos úteis para a gestão do serviço</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para <strong>iniciar</strong> um serviço que está <strong>parado</strong> (comando para depois de ter usado <em>stop</em> deliberadamente): <br><em>sudo systemctl start kavita.service</em> (se o serviço já estiver a correr, este comando não fará nada).</li>



<li>Para <strong>parar</strong> manualmente o serviço que está a correr: <br><em>sudo systemctl stop kavita.service</em> (o estado do serviço passa a ser<em> inactive (dead)</em>).</li>



<li>Para <strong>reiniciar</strong> o serviço (<strong>quando o serviço está a correr</strong>, para o forçar a parar e a arrancar de novo, para executar um <em>stop</em> seguido de um <em>start</em>; por exemplo, após uma atualização de Kavita, para aplicar uma nova configuração ou porque o programa bloqueou): <br><em>sudo systemctl restart kavita.service</em></li>



<li>Para <strong>desativar</strong> o arranque automático: <br><em>sudo systemctl disable kavita.service</em></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li></li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">||| No artigo <em><a href="/atualizar-kavita/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atualizar Kavita</a></em>, como o título sugere, procurei mostrar como <strong>atualizar</strong> Kavita. </p>



<p class="wp-block-paragraph">||| Para acrescentar algo, colocar alguma questão ou discordância ou outro modo de fazer, por favor, utilize a caixa de comentários. Eu (e os restantes leitores do Baú) agradeço.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://omeubau.net/executar-kavita-automaticamente/">Executar Kavita automaticamente</a> aparece primeiro no <a href="https://omeubau.net">O meu baú</a>.</p>
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