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	<description>foi bom pra você?</description>
	<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 23:22:32 +0000</pubDate>
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		<title>ATUALIZEM</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 23:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Atualizem no leitor de feeds, no delicious, no blogroll, etc: em.comoj.com/blog
Desculpem o endereço escalafobético, mas tenho feito malabares com milhões de coisas nessa semana e como o domínio vence amanhã (dia 15) não tive muito tempo para arrumar outra casa para o blog.
Por favor, não me desprezem por não ter mais um endereço .com.br

Neste final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualizem no leitor de feeds, no delicious, no blogroll, etc: <a title="NOVO BLOG" href="http://em.comoj.com/blog" target="_blank">em.comoj.com/blog</a></p>
<p>Desculpem o endereço escalafobético, mas tenho feito malabares com milhões de coisas nessa semana e como o domínio vence amanhã (dia 15) não tive muito tempo para arrumar outra casa para o blog.</p>
<p>Por favor, não me desprezem por não ter mais um endereço <strong>.com.br<br />
</strong></p>
<p>Neste final de semana prometo que teremos coisa nova no blog.<br />
Valeu pessoal!<strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Insónia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 06:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Tem gente que acredita que a situação atual é fruto de ações passadas. Que o presente foi modelado pelo passado. Que cada ação e cada detalhe, por menor que seja, causa impacto direto sobre o que somos e sobre o que vamos ser. Algo como o Efeito Borboleta.
Se cada segundo da nossa vida contribuiu para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que acredita que a situação atual é fruto de ações passadas. Que o presente foi modelado pelo passado. Que cada ação e cada detalhe, por menor que seja, causa impacto direto sobre o que somos e sobre o que vamos ser. Algo como o <a title="Teoria do Caos: Efeito Borboleta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta" target="_blank"><em>Efeito Borboleta</em></a>.</p>
<p>Se cada segundo da nossa vida contribuiu para definir o que hoje nós somos, será que existe tempo perdido?<br />
Digamos que cada tempo perdido seja responsável por uma lacuna na sua personalidade.<br />
Você poderia ter feito aulas de sapateado, aprendido esperanto, pesquisado sobre física quântica; mas não. Ao contrário você decidiu preencher os espaços completando com vazio.</p>
<p>Pelo menos você é normal, afinal todo mundo perde algum tempo. Até as pessoas organizadas perdem tempo.<br />
Aliás, não é nem o caso de <em>perder</em>. Está mais para <em>usar </em>ou <em>não usar</em> o tempo.</p>
<p>A sensação mais clara de <em>perda de tempo</em> é o espaço que existe entre tentar dormir e descobrir que não vai conseguir. Uma torrente de pensamentos invade a sua mente. Você se vira de um lado para o outro e não consegue encontrar uma posição confortável. Quando olha no relógio já se passou mais de uma hora. E fica nessa <em>lenga-lenga</em> até finalmente assumir que a insônia te pegou.</p>
<p>Aí você senta na cama e começa a refletir sobre a perda de tempo.<br />
Para mim, isso é que é <em>tempo perdido</em>.</p>
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		<title>Profundidade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Era um daqueles domingos ensolarados. Havia uma brisa que soprava suave e aquela sensação de Domingo, que só esse dia inexplicavelmente carrega consigo.
Ele preparou o café da manhã e acordou as meninas. A mãe, que estava viajando à trabalho, deixara tudo organizado, de modo que a roupa de domingo já estava escolhida.
Os três tomaram o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um daqueles domingos ensolarados. Havia uma brisa que soprava suave e aquela sensação de Domingo, que só esse dia inexplicavelmente carrega consigo.<br />
Ele preparou o café da manhã e acordou as meninas. A mãe, que estava viajando à trabalho, deixara tudo organizado, de modo que a roupa de domingo já estava escolhida.</p>
<p>Os três tomaram o café e saíram, cada qual com seu óculos escuro.<br />
Não havia briga para ver quem sentaria no banco da frente. Era decidido que as duas sentariam no banco de trás até terem idade suficiente para serem promovidas a co-piloto. E sim, já estava combinado que quando essa data chegasse, alternariam os dias, para não haver brigas nem favorecimentos.</p>
<p><span id="more-188"></span>Chegaram à feira. As velhinhas lentamente empurravam seus carrinhos e os velhinhos, de boina e calças de moletom, cumprimentavam-se uns aos outros.<br />
Não iriam passear, comprariam apenas um tanto de manjericão; coisa rápida. Aliás, diziam as velhinhas que o manjericão age como um <em>integrador familiar</em>, seja lá o que isso queira dizer.</p>
<p>Por insistência das meninas, acabaram levando além do manjericão, quatro pastéis (embalados para viagem).<br />
Tudo demorou menos de dez minutos, e lá estavam os três novamente dentro do carro, rumo ao que eu também chamaria de <em>integrador familiar</em>: o almoço de domingo na casa da sogra.</p>
<p>A casa da sogra ainda era a mesma de quando ele namorava. Ficava em uma rua bem arborizada, com um <em>playground </em>e uma pista de skate na outra calçada. �? claro que precisou explicar às filhas que só poderiam brincar no parquinho <em>depois </em>do almoço; o que provocou um melodioso dueto de &#8220;Ahhh&#8230;.&#8221;.</p>
<p>Antes mesmo de apertarem a campainha, a simpática senhora já os esperava no portão. Era uma daquelas cenas típicas de vó: a espera no portão, o avental de cozinheira, as mãos no quadril e o sorriso manso, de quem tem história pra contar.<br />
Não aparentava a idade que tinha. Era uma mulher ágil e cheia de vida, que aprendera a ser forte para criar as filhas sozinha.</p>
<p>Deu um beijo em cada um e entraram. O almoço estava quase pronto, só faltava o manjericão.<br />
Na cozinha, entre uma mordida e outra nos pastéis (três de carne e um de palmito) conversaram assuntos variados. Trabalho, escola, balé, natação, férias, família, conhecidos e culinária.</p>
<p>Depois do almoço os quatro se empenharam na tarefa de arrumar a cozinha. Um lavava, outra enxugava, outra guardava e outra fazia um pouco de tudo.<br />
Vale acrescentar que as meninas faziam tudo com muita pressa, pois conforme o combinado haveriam de brincar no parquinho tão logo a cozinha estivesse brilhando.</p>
<p>Dito e feito. Assim que a última louça ficou seca as meninas correram para fora da casa.<br />
Ele sentou no banco de tronco e ficou apenas observando o modo como o sol tocava os cabelos das duas pequenas.<br />
Foi mais ou menos nessa hora que percebeu o que havia acontecido. O café da manhã, as meninas, a feira, os pastéis, o manjericão, a sogra, o almoço; tudo aquilo foi apenas uma visão de um futuro possível. Metade de um domingo que se passou em, talvez, um segundo.</p>
<p>Estavam dentro do carro. De um lado, a casa. Do outro, o parquinho e a pista de skate. Em seus braços, a garota dos olhos hipnóticos.<br />
Quanto tempo haveria passado? O que será que ela estava pensando? Será que pensava nele?</p>
<p>Ora, é óbvio que pensavam um no outro, afinal, o relógio marcava 06:06.</p>
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		<title>Futuro dos Sonhos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 04:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma pesquisa britânica recente, realizada pela Universidade de Dundee revela que a Televisão influencia a cor dos nossos sonhos. O resultado da pesquisa mostra que até os anos 1960 a maioria das experiências oníricas eram em preto e branco, mas a tendência mudou desde então, com o surgimento da Televisão colorida.
O grande debate em torno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa britânica recente, realizada pela Universidade de Dundee revela que a Televisão influencia a cor dos nossos sonhos. O resultado da pesquisa mostra que até os anos 1960 a maioria das experiências oníricas eram em preto e branco, mas a tendência mudou desde então, com o surgimento da Televisão colorida.</p>
<p>O grande debate em torno desse estudo é saber se realmente sonhamos colorido ou se devido à exposição à mídia, sonhamos em preto e branco e de algum modo nossa mente reconstrói os sonhos ao acordarmos.</p>
<p>No entanto, meu questionamento é saber qual será o futuro do sonho.<br />
Veja bem, se o advento da cor na Televisão gerou uma mudança na forma em que sonhamos, qual será a mudança provocada pela Televisão Digital?<br />
Poderemos dar replay? Gravar sonhos pra assistir depois? Sonhar coisas diferentes em multijanelas?</p>
<p>Por ora, a única coisa que posso afirmar é que meus sonhos são coloridos. E se não posso saber o futuro dos sonhos, prefiro sonhar com o futuro.</p>
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		<title>na minha a tua ferida</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 18:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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querida
encostar na minha
a tua ferida
(Paulo Leminski)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>essa a vida que eu quero,<br />
querida</p>
<p>encostar na minha<br />
a tua ferida</p>
<p><em>(Paulo Leminski)</em></p>
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		<title>Yom Kippur</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 17:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Aos dois ou três leitores deste espaço, minhas sinceras desculpas neste Dia do Perdão.
A bem da verdade é que o culpado pela constante ausência é o Twitter, que reduz todos os possíveis assuntos deste blog a 140 caracteres.
No mais, shame on me.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos dois ou três leitores deste espaço, minhas sinceras desculpas neste Dia do Perdão.<br />
A bem da verdade é que o culpado pela constante ausência é o <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com" target="_blank">Twitter</a>, que reduz todos os possíveis assuntos deste blog a 140 caracteres.</p>
<p>No mais, <em>shame on me</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cigarro</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 21:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Era um dia como hoje. Foi comprar cigarro e nunca mais voltou.
Costumava dizer que tinha espírito livre, mas a verdade é que era refém da própria liberdade.
Abruptamente abandonava empregos, amigos e amantes. Seu coração era oco, como vazio era o seu olhar.
Nunca criou raízes nem laços. Ela era como um fantasma que aparece e logo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um dia como hoje. Foi comprar cigarro e nunca mais voltou.<br />
Costumava dizer que tinha espírito livre, mas a verdade é que era refém da própria liberdade.</p>
<p>Abruptamente abandonava empregos, amigos e amantes. Seu coração era oco, como vazio era o seu olhar.<br />
Nunca criou raízes nem laços. Ela era como um fantasma que aparece e logo some.</p>
<p>Seu destino era incerto, mas seus passos, certeiros.<br />
Nunca voltava atrás; nunca voltava.<br />
Era um dia como hoje. Foi comprar cigarro e nunca mais voltou.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Love Is a Losing Game</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 13:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Li primeiro no Crônico, mas lendo novamente no blog da vivstiemi fiquei pensando&#8230;
Existem coisas que só fazem sentido depois de vividas certas experiências.
Não existe investimento seguro. Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li primeiro no <a title="Crônico" href="http://gabrielouback.wordpress.com/2008/05/08/do-amor/" target="_blank">Crônico</a>, mas lendo novamente no blog da <a href="http://vivstiemi.wordpress.com/2008/08/01/love-is-not-always-easy-to-make/" target="_blank">vivstiemi</a> fiquei pensando&#8230;<br />
Existem coisas que só fazem sentido depois de vividas certas experiências.</p>
<blockquote><p>Não existe investimento seguro. Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife ou no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife seguro, sombrio, imóvel, sufocante ele irá mudar: não será quebrado, mas vai se tornar inquebrável, impenetrável, irredimível. O único lugar fora do Céu onde você pode se manter perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o Inferno.</p>
<p style="text-align: right;">C.S. Lewis</p>
</blockquote>
<address> </address>
<address> </address>
]]></content:encoded>
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		<title>Barbeiro: a figura mítica</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 14:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Na época eu ainda podia contar a idade nos dedos. Esperava impacientemente olhando as revistas gastas e balançando no ar os cadarços desamarrados. As paredes eram revestidas de madeira, e nunca me esquecerei do quadro com a imagem de uma perua e os dizeres: &#8216;fumar é cafona&#8217;.
Eram preciso duas ou três almofadas para me deixar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Na época eu ainda podia contar a idade nos dedos. Esperava impacientemente olhando as revistas gastas e balançando no ar os cadarços desamarrados. As paredes eram revestidas de madeira, e nunca me esquecerei do quadro com a imagem de uma perua e os dizeres: &#8216;fumar é cafona&#8217;.</p>
<p>Eram preciso duas ou três almofadas para me deixar numa altura boa, e após algumas borrifadas de água o Borges começava, com suas mãos de tesoura e sua língua de prosa, a fazer o seu trabalho.<br />
A única parte ruim do processo era o que ele chamava de <strong>&#8216;toque final&#8217;</strong>: o Bozano amarelo que fazia arder. Fora isso era sempre um acontecimento, e eu saía feliz da vida, natural de quem acaba de comprar um novo corte.</p>
<p>O ritual geralmente acontecia no sábado de manhã, com direito a pastel de feira na sequência. Mas o tempo foi passando e a imagem heróica do <strong>barbeiro </strong>foi sendo trocada pela figura de um profissional retrógrado. Afinal, ser <strong>hair stylist</strong> é bem mais na moda. [Aproveito para fazer o comentário de que a expressão <strong>"barbeiro"</strong> usada aqui é genérica. Pode ser o meu, o seu, ou se você for mulher, o do seu pai. Enfim, pode ser qualquer <strong>barbeiro.</strong>]</p>
<p><span id="more-85"></span>Meu tempo de frequentar salões sofisticados durou pouco. Aliás, não era corte de cabelo o que eu fazia, era <strong>hair design conceitual</strong>, uma finesse.<br />
Acabei percebendo que poderia fazer igual (ou melhor) em casa. Só precisaria de uma tesoura e muita falta do que fazer.</p>
<p>O resultado era muitas vezes satisfatório, mas o problema era sempre a &#8216;evolução&#8217;. Quem sabe cortar cabelo, planeja; corta pensando em como ele vai crescer. No meu caso o corte era uma resposta imediata. Quando crescia, o cabelo ia tomando formas que nem a Mãe Diná conseguiria prever.<br />
E aí, quando seu cabelo está sem corte definido, desajustado, desalinhado e tudo no mundo que comece com &#8216;<strong>des-</strong>&#8216;, você precisa de ajuda.<br />
Na hora do aperto <strong>o barbeiro</strong> prova o seu valor.</p>
<p>Fui entrando devagarinho, como um filho pródigo que retorna à casa após suas andanças pelo mundo.<br />
Fui recebido com um abraço, e após iniciar uma conversa rápida sobre futebol sento-me sem a ajuda das almofadas. Lá vai o Borges mais uma vez, com suas mãos de tesoura e sua língua de prosa. O resultado é inesperado.<br />
Acabo refletindo que &#8216;afinal, <strong>barbeiros</strong> não são tão retrógrados assim&#8217;.</p>
<p>Depois de um tempo você acaba percebendo que na lista de ídolos de qualquer homem está invariavelmente: Garrincha, Pelé e <strong>o barbeiro</strong>.</p>
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		<title>Sobre Perguntas e Respostas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 02:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elder Martins</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma coisa que sempre me incomodou (e continua incomodando) é o modo binário de pensar ao qual fomos formatados desde a infância. �? ou não é, está ou não está, existe ou não existe.
As pessoas que se salvam da maldição dualista são aquelas que, como Shakespeare, percebem que existe muito mais coisas entre o céu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que sempre me incomodou (e continua incomodando) é o modo binário de pensar ao qual fomos formatados desde a infância. <em>�? ou não é, está ou não está, existe ou não existe.</em></p>
<p>As pessoas que se salvam da maldição dualista são aquelas que, como Shakespeare, percebem que existe muito mais coisas entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia. E aí entra o grande desafio: ver além do visível.<br />
�? engraçado perceber que num sentido físico, nossos aparatos são ao mesmo tempo recursos e limitadores de compreensão.</p>
<p><span id="more-84"></span>Além do pensamento binário a nós sujeitado, está o que eu costumo chamar de <em>&#8220;sistema pergunta-resposta&#8221;</em>. Esse<em> &#8220;sistema&#8221;</em> está presente não só na fase de cognição infantil, mas vai até a faculdade, o que me preocupa e assusta muito mais.</p>
<blockquote><p>1. Quem descobriu o Brasil?<br />
- Quem descobriu o Brasil foi Pedro �?lvares Cabral.</p>
<p>2. Qual é o primeiro elemento da tabela periódica?<br />
- O primeiro elemento da tabela periódica é o Hidrogênio.</p>
<p>3. Em &#8216;A ética protestante e o espírito do capitalismo&#8217; Max Weber sustenta uma afirmação. Que afirmação é essa?<br />
- Max Weber sustenta que, de uma maneira geral e sedimentada no aspecto social-religioso da história moderna da Europa, foram os protestantes que mais prosperaram dentro do sistema econômico ascendente, o capitalismo.</p></blockquote>
<p>As três perguntas acima servem para ilustrar que em todos os períodos da vida, o método <em>&#8220;pergunta-resposta&#8221;</em> se faz presente na construção do conhecimento.</p>
<p>Um antigo conto da tradição judaica fala de um homem que estava em uma busca interior. Atormentado pelas questões existencias, resolveu fazer uma viagem à certa localidade onde vivia um célebre rabino conhecido por sua sabedoria.</p>
<p>O homem viajou por muitos dias, centenas de quilômetros até o vilarejo do famoso rabino. Quando lá chegou, perguntou às pessoas como poderia se encontrar com o mestre. Todos riram dele, dizendo: &#8216;Não sabe que o rebe vive em reclusão há mais de vinte anos? �? impossível falar com ele.&#8217; O viajante porém não desistiu. Esperou por uma oportunidade e, quando os discípulos do rabino bobearam, conseguiu entrar no escritório onde o velho sábio estudava.</p>
<p>O rabino demorando a perceber que tinha companhia, suavemente foi tirando os olhos do pesado livro que estudava e fitou o intruso.<br />
- &#8216;Perdão, venerável mestre; venho de muito longe com uma questão que tem me angustiado muito e gostaria que o senhor, com toda a sua sabedoria, me respondesse&#8217;.<br />
- &#8216;E qual é a pergunta?&#8217;, indagou o rabino de modo delicado e indiferente.<br />
- &#8216;Gostaria de saber qual é a essência da vida&#8217;.<br />
O rabino lançou sobre ele um olhar profundo, levantou-se calmamente e esbofeteou o visitante.</p>
<p>Magoado e muito triste, o homem seguiu para uma taverna onde, em meio a um choro profundo, começou a beber para esquecer a experiência tão decepcionante. Um jovem local, sabendo do que ocorrera, aproximou-se e ofereceu ajuda.<br />
- &#8216;Obrigado&#8217;, reagiu o homem; &#8216;não foi nada&#8230; é que eu vim de muito longe com uma pergunta muito importante e fui recebido assim pelo seu rebe&#8217;.<br />
- &#8216;Mas o rebe não faria isso à toa. Deve haver uma explicação&#8217;, ponderou o jovem.<br />
Um terceiro, que ouvia a conversa toda, retrucou de forma decidida: &#8216;Ele te esbofeteou para que aprendesses a não trocar uma boa pergunta por uma resposta&#8217;.</p>
<p>Não que eu seja contra as respostas; não é isso. As respostas são úteis, e muitas vezes nescessárias. Mas se é <em>massa crítica</em> o que queremos, as respostas terão de ser o começo ou o meio, e nunca o final; porque de uma maneira geral, a resposta é um limite, enquanto a pergunta é um estímulo.<br />
A forma mais fácil de construir a mediocridade é dando uma resposta à cada pergunta.</p>
<p>Nem tudo na vida tem resposta, e é melhor que seja assim; nos dá a chance de sonhar.</p>
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