<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' gd:etag='W/&quot;A0MGRX09fSp7ImA9WhBVEEo.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782</id><updated>2013-04-15T19:30:24.365-07:00</updated><category term='cicatrizes'/><category term='Ficção Científica'/><category term='créditos'/><category term='Mini contos'/><category term='Dicas'/><category term='Identidade'/><category term='Crônica'/><category term='Literatura'/><category term='Apagão'/><category term='Podcast'/><category term='FLIC 2009'/><category term='Manifesto'/><category term='Extraterrestres'/><category term='Livros'/><category term='Poesia'/><category term='Eletric Eye'/><category term='In-sensibilidade'/><category term='Protesto'/><category term='Aniversário'/><category term='Notícias'/><category term='Zines'/><category term='Playlist'/><category term='Empurrãozinho'/><category term='Gaian'/><category term='Extraterrestre'/><category term='Ufo'/><category term='Obama'/><category term='Contos'/><category term='Guerra'/><category term='Lucidez'/><category term='Notas'/><category term='broken'/><category term='Zumbis'/><category term='Segunda-feira'/><category term='Inquieto'/><category term='Heavy Metal'/><category term='Retrospectiva'/><category term='Bem Estar'/><category term='Mídia'/><category term='2010'/><category term='Ensaio'/><category term='Famp;C'/><category term='Cult'/><category term='Silêncio'/><category term='Andy Warhol'/><category term='Café'/><category term='pop'/><category term='Diálogo'/><category term='Água'/><category term='Veneno'/><category term='Música'/><category term='Santos Dumont'/><category term='Natal'/><category term='superficialidade'/><category term='sebos'/><category term='Reflexões'/><category term='Saúde'/><category term='Nanocontos'/><category term='cinema'/><category term='Filosofia'/><category term='Palavras'/><category term='Futilidades'/><category term='Ego'/><category term='Apocalipse'/><category term='mistérios'/><category term='Partido'/><category term='formigas'/><category term='Confiança'/><category term='As vezes'/><title>O Rodbox</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>181</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;C0cDRHc5fip7ImA9WhBXEUU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-1388833993886013510</id><published>2013-03-24T20:11:00.000-07:00</published><updated>2013-03-24T20:11:15.926-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-03-24T20:11:15.926-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Perdi o interesse</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uQ5XW2cFX0k/UU_AGJxiLGI/AAAAAAAAAgA/ZOTHTHgSrCw/s1600/mouse_in_danger.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-uQ5XW2cFX0k/UU_AGJxiLGI/AAAAAAAAAgA/ZOTHTHgSrCw/s1600/mouse_in_danger.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Não é de hoje que tenho falado aos que me perguntam que a internet deixou de ser interessante a partir do momento que ela deixou de ser o mundinho do usuário. Seria meu lamento ao fim do egoísmo do sujeito socialmente desajustado? Não, em duas palavras: estou farto.&lt;br /&gt;
Antes mesmo do Orkut, boa parte dos que se aventuravam pelas madrugadas adentro era ter a sensação de experimentar o desconhecido, obter conhecimento, sair na frente da massa por "mexer no computador" e encontrar em algum fórum, dos que tinham, um ou dois usuários que compartilhassem da mesma opinião que você sobre a cena de determinado filme e ponto. Podia ser qualquer um, falar livremente, parecia que o politicamente correto nunca chegaria as estas bandas mas chegou. Alias, isso tornou-se uma questão intrigante, o politicamente correto.&lt;br /&gt;
Me recordo da indelicadeza cometida constantemente por um amigo que durante o almoço ficava de olho no celular e quando terminava a última garfada dava atenção apenas ao aparelho seguido de comentários desagradáveis dos amigos da mesa por tal atitude em diversas ocasiões, lamento, levou uma má fama que hoje é tida por quem não tem o maldito gadget conectado a internet mesmo durante as refeições.&lt;br /&gt;
Ao ponto, o digital venceu o real! Basta postar uma frase mal dita ou uma frase infeliz guiada pelo calor do momento que você estará encomendando seu velório em praça pública rumo a grande fogueira inquisitória e esta será a impressão que restará de anos de trabalho, sobressairão a quantidade de álcool ingerida na noite anterior independentemente se dirigiu em seguida.&lt;br /&gt;
Tenho me dado a acompanhar blogs tidos como sensacionalistas ou preconceituosos pela massa antenada e politicamente correta e concluído que coisa está cheirando mal há muito tempo. Notou que todo dia tem uma nova?&lt;br /&gt;
Se antes a internet era o lugar da opinião da minoria excluída, refugiada no mundinho, hoje é o inverso, qualquer coisa diferente desta massa é hostilizada e vítima de protestos, principalmente dentro das redes sociais, o Facebook, aliás, para que serve senão o de fazer tilintar das moedas no cofrinho do Zuckerberg? Honestamente, nunca vi tantos rostos sorridentes e pessoas tão infelizes, a maioria das que conheço, não desejaria 5 minutos em suas peles. O discurso desta massa diz que tomar um block ou unfollow é pior que xingar a mãe e seu time de futebol, são outros tempos.&lt;br /&gt;
Para fechar, sobre esta experiência, notei um ponto que vale mais do que qualquer insulto que venha a receber, a argumentação entre as partes, a superficialidade dos que malham o Judas repetindo discursos como num retweet contra a sólida argumentação dos que provocam a ira, confesso que me divirto lendo comentários e argumentos chulos, nenhum destes parecem ser capazes de refutar as acusações e o dedo em riste da mesma forma com que foram construídos, ou seja, esbarrei de novo no politicamente correto, na ferida, essa grande massa ganha no grito, pela força, simplesmente por não suportarem uma opinião que os desagradem. Com o tempo irei esmiuçar meu pensamento se aguentar tamanho chororô, para o ponto final, relativismo só na teoria científica, o resto são machucados e molecagem.&lt;br /&gt;
Que continuem as polêmicas e piadas, eu já tomei meu partido.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/1388833993886013510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/03/perdi-o-interesse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1388833993886013510?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1388833993886013510?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/03/perdi-o-interesse.html' title='Perdi o interesse'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uQ5XW2cFX0k/UU_AGJxiLGI/AAAAAAAAAgA/ZOTHTHgSrCw/s72-c/mouse_in_danger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0QFSH84eSp7ImA9WhBQEkU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-2674689934588024659</id><published>2013-03-14T12:28:00.004-07:00</published><updated>2013-03-14T12:28:39.131-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-03-14T12:28:39.131-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>Fevereiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FXvuWbQtm6Y/URb_Lyxv8iI/AAAAAAAAAfs/-ILlzBRCNWs/s1600/heads_shelf.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-FXvuWbQtm6Y/URb_Lyxv8iI/AAAAAAAAAfs/-ILlzBRCNWs/s1600/heads_shelf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Fevereiro era um mês atípico, o mês que Vitor descobriu ser como seu temperamento. Tirando o Carnaval, considerava um mês único como um instrumento musical, um objeto nobre e raro que se auto denominava. Pensava "28 em três, 29 dias de quatro em quatro, Fevereiro, soava diferente, diferente dos 11 restantes que se alternam entre os mesmos 30 e 31".&lt;br /&gt;
Vivia numa época que ser diferente era estar desconectado e passar despercebido era uma fina arte em extinção, contrários ao senso comum. Seu grande barato e passatempo era colecionar objetos antigos, separados no porão, passava horas e horas dedicadas a catalogar, etiquetar e admirar a disposição das peças em suas estantes e prateleiras, estimava que cada objeto possuía um valor inestimável, a maioria deles estavam ali por puro ato de disciplina e metodismo. Como sempre fazia aos sábados, acordava cedo e se dirigia aos sebos, ainda existentes nas periferias da cidade, garimpava de livros e peças antigas por onde reconhecesse algum valor.&lt;br /&gt;
Toda vez que apresentava alguém ao seu escritório, como chamava o porão, notava as mais diversas reações, a grosso modo, ninguém entendia porque raios alguém perderia seu tempo em juntar aquele monte de tralhas ignorando redes sociais, videologs, flashes e toda badalação online.&lt;br /&gt;
Fevereiro era um mês rápido, num piscar de olhos já era Março, isso significa que as tarefas diárias pesavam sobre os desprevenidos, corriam contra o tempo com mais trabalho e ganância da mesma forma que imaginavam ter mais dinheiro do que nos outros meses, via-se o empenho delas para alimentar suas vaidades. &lt;br /&gt;
Era aí que se diferenciava, criou um jeito de transpor o que lhe dera suas características, para ele, o tempo não mudava, enraizado em Fevereiro mas acima das limitações do calendário. Certa vez, um corajoso amigo, persistiu em ler até o fim um dos livros que guardava no escritório. Descobriu algo fantástico, twitou de lá "Terminei Contos de Poe #semreacao" segundos depois vieram as mais diversas manifestações sobre o que seria aquela mensagem: "Droga nova?", "é um vinho!", "Poe é uma posição de yoga"; "Curioso, fantástico!" dizia seu amigo. No mês seguinte, leu mais um e no outro ano mais outro até entender que aquele lugar de decoração esquisita embaixo da terra tinha sensações palpáveis. &lt;br /&gt;
Vitor se deleitava em Fevereiro, onde comemorava aniversário e no feriado não declarado, trazia poucos dos amigos que o aceitavam, sabia que os grandes paradigmas não eram derrubados da noita para o dia.&lt;br /&gt;
Em sua vitrola colocava um vinil de Jazz e de sua adega improvisada sacava um vinho apropriado, alí desafiava a todos a manifestarem suas opiniões literárias e a desligarem seus celulares, no tilintar das taças ele se realizava mas isso ninguém tuitava, era algo egoísta que se dava ao luxo solitariamente.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/2674689934588024659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/03/fevereiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2674689934588024659?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2674689934588024659?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/03/fevereiro.html' title='Fevereiro'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FXvuWbQtm6Y/URb_Lyxv8iI/AAAAAAAAAfs/-ILlzBRCNWs/s72-c/heads_shelf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUMAQXo7fCp7ImA9WhNaEEk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-5505774435268456480</id><published>2013-01-24T08:04:00.000-08:00</published><updated>2013-01-24T08:04:00.404-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-24T08:04:00.404-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>O que Deus quer de cada um</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Re7usrHoDv0/UQFWmn-AQVI/AAAAAAAAAew/3un8jtgagko/s1600/Compass_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Re7usrHoDv0/UQFWmn-AQVI/AAAAAAAAAew/3un8jtgagko/s1600/Compass_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Um dia destes, enquanto esperava para ser atendido em uma cafeteria, ouvia a conversa alheia, não tive como evitar, a menina da frente reclamava que sua operadora de celular não tinha o aparelho que ela queria e nem o modelo da marca concorrente, reduzindo a operadora aos mais baixos patamares de serviços oferecidos, não que seus comentários fossem um exagero mas a medida que desabafava suas insatisfações para a amiga ia ficando mais enfurecida, dizia que já havia reclamado com seu pai e que ele a ajudaria nos tramites caso encontrasse o aparelho desejado na operadora concorrente.&lt;br /&gt;Momentos antes de entrar na cafeteria, havia passado por um semáforo onde havia um pedinte, aliás, aquele é seu ponto de trabalho diário, sem as duas pernas, dependia de muletas para se locomover por entre os carros tendo apenas alguns minutos para&amp;nbsp; fazer seu apelo em troca de uns trocados.&lt;br /&gt;Ainda na espera do café, olhava a TV, me lembrei que no final de semana anterior tinha ido ver uns amigos tocarem, dois deles em especial, fui prestigiar a banda e principalmente eles, amigos de infância, um era guitarrista e o outro vocalista, o guitarrista esbanjava técnica e intimidade com o instrumento, totalmente focado em suas notas e acordes; o vocalista ía de um tom ao outro numa impressionante sincronia com os demais músicos, tenho certeza que aquele foi um dia muito especial para eles.&lt;br /&gt;Da mesma forma que uns estão certos sobre alguma coisa, outros nem tanto. &lt;br /&gt;Dúvido que o pedinte do semáforo se importa com o último modelo de celular da mesma forma que o guitarrista se importa pela harmonia dos acordes, duvido que a menina do celular se importa tanto quanto o pedinte em ter uns trocados para o almoço, quem sabe faça sua refeição na cafeteria que estive. De alguma forma todos estão fazendo aquilo que acreditam ser o melhor que podem, ainda que beneficie a si mesmos.&lt;br /&gt;Será que o pedinte tem família? Será que ele é viciado em crack? Será que meu amigo vocalista deixa de almoçar para pagar o show no final de semana? Será que a menina do celular sabe quanto custa expor sua vida numa rede social? Enfim, são muitas perguntas em uma única cabeça.&lt;br /&gt;Minha senha aparece no monitor e apita, pego meu café e vou para mesa, próximo, entre tantos extremos me vejo ali no meio, sem ação, impotente e envergonhado. Quem sabe uma bala nos atinja, no meio do tiroteio. Não... Ninguém quer despertar do sono. Saindo daqui, prometo fazer uma doação assim que chegar no escritório, será para o fundo de solidariedade da minha cidade, tenho que ser rápido, a um clique de distância, a um click livre de culpa enquanto sigo sem saber qual é o Plano.&lt;br /&gt;É isso aí.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/5505774435268456480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/01/o-que-deus-quer-de-cada-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/5505774435268456480?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/5505774435268456480?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/01/o-que-deus-quer-de-cada-um.html' title='O que Deus quer de cada um'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Re7usrHoDv0/UQFWmn-AQVI/AAAAAAAAAew/3un8jtgagko/s72-c/Compass_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkMBSHw5fyp7ImA9WhNUGUw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-2565986083861526716</id><published>2013-01-10T15:15:00.000-08:00</published><updated>2013-01-11T06:27:39.227-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-11T06:27:39.227-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva'/><title>Retrospectiva literária 2012</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4-OILPFwLVk/UO9Jq2Ei_iI/AAAAAAAAAeU/4GAdLhI4ALc/s1600/Library.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4-OILPFwLVk/UO9Jq2Ei_iI/AAAAAAAAAeU/4GAdLhI4ALc/s1600/Library.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O ano começou mas as retrospectivas não param, desta vez, fechando minha lista de leituras de 2012 termino com boas perspectivas. No balanço, notei que li mais que em 2011 porém menos que em 2010 por motivos de estudos que consumiram boa parte do tempo me dedicando mais as apostilas e leituras específicas do que aos romances, ambos igualmente produtivos. &lt;br /&gt;
Em linhas gerais, foram 14 livros lidos em 2012, pelo menos 3 releituras: Kafka, Chesterton e Daniken.&lt;br /&gt;
Aliás, Chesterton possui um humor único, terminei o ano lendo O Homem que era Quinta-Feira, interessantíssimo e recomendado, altamente reflexivo com humor na medida, as inconveniências de Sime e a sua busca pelo chefe dos terroristas dinamiteiros trás reviravoltas fantásticas.&lt;br /&gt;
Alias 2, ouvi dizer que a gente se torna aquilo que lê, não sei a origem deste pensamento e quem o disse mas parece ter sentido olhando para a pilha de livros pendentes de leitura, alguns não me interessam mais como me interessavam até entrarem nesta lista, consequentemente vão para o final da pilha quando novos títulos são agregados a ela.&lt;br /&gt;
É um processo curioso, atualmente, na lista de pendências existem mais livros biográficos e políticos do que romances; meus interesses se tornaram mais amplos e as certezas mais instáveis, talvez seja a idade, talvez seja a curiosidade, querer saber como pessoas que admiro chegaram onde chegaram, saber de detalhes obscuros, não sei, é um processo ainda a ser descrito, conforme as prioridades, novas necessidades e os mesmos inimigos, que de tempos em tempos são mais ameaçadores.&lt;br /&gt;
Lembro que inciei esse mapeamento literário pelo gosto da ficção científica e que agora deixou de ser minha vedete; com o tempo, temo muito que seu fim se torne realidade recheado de finais trágicos e assustadores, dizem que este foi o sentimento de muitos escritores de SciFi; seguindo em frente na análise, notoriamente me interessei por assuntos religiosos, livros de fundo&amp;nbsp; esotérico que me levaram para o lado mais existencial - Como assim? Mais um pouco, dá pra aumentar? - assuntos mais filosóficos, divindades, enfim, até descambar para a inconsistência política, George Orwell voltou para o topo da lista e retornará para ser relido neste ano.&lt;br /&gt;
A busca pelo Ideal parece até infantilidade, achar a verdade entre livros de ficção, mais ainda. No mínimo, ainda é o ponto de partida, um caminho para obras mais clássicas e quem sabe encontrar o fio da meada, Aristóteles&amp;nbsp; encontra-se em minha estante, lá está e um detalhe, se algumas idéias, tão discutidas atualmente fossem efetivamente boas, já estariam em suas análises. &lt;br /&gt;
Fechando a retrospectiva, voltei as HQs, com fases mais ou menos intensas, me rendeu bons desenhos e novas esperanças, um passatempo que não tinha há muito tempo, renovei várias certezas e adquiri um saco de novas perguntas.&lt;br /&gt;
2013 está aí, necessitará de mais profundidade e se eu for chato demais, sinto muito, a lista pende de um lado e para outro, num aceno sem fim para o ano que se foi.&lt;br /&gt;
Fica aqui o desejo, que em 2013 todo mundo consiga ler mais e compartilhar melhor suas idéias. ; ) O que terá espaço em sua estante neste ano? Diga aí nos comentários.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/2565986083861526716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/01/retrospectiva-literaria-2012.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2565986083861526716?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2565986083861526716?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2013/01/retrospectiva-literaria-2012.html' title='Retrospectiva literária 2012'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4-OILPFwLVk/UO9Jq2Ei_iI/AAAAAAAAAeU/4GAdLhI4ALc/s72-c/Library.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0IMQnw8fyp7ImA9WhNUGEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-3728803748065528606</id><published>2012-12-28T15:40:00.001-08:00</published><updated>2013-01-10T15:13:03.277-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-10T15:13:03.277-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva'/><title>Fim de ano(2)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iVUq-VPIiQA/UN4tcKYKE1I/AAAAAAAAAeA/r_r21SW27tE/s1600/cat.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-iVUq-VPIiQA/UN4tcKYKE1I/AAAAAAAAAeA/r_r21SW27tE/s1600/cat.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A noite de Natal anuncia que mais um ano está terminando e que há mais um momento nestas páginas. Pela janela, ouço muito barulho, risadas soltas e conversas aleatórias, gosto deste clima; meu gato brinca com as luzes piscantes na árvore plástica que comprei há alguns dias, o bicho tem um senso de diversão um tanto quanto curioso, me divirto só de olhar.&lt;br /&gt;
Minha vitrola toca um Jazz de fundo bem confortável, gosto de discos. Tudo soa como particularidades dentro de um cenário feito de carvalho, cheirando a verniz.&lt;br /&gt;
Em a todo o barulho, lá me encontro, poucas horas antes da meia noite refletindo sobre o ano, fazendo meu costumeiro balanço e com muitas perguntas, a cada ano elas aumentam absurdamente.&lt;br /&gt;
Quando optei por ter um blog não sabia ao certo aonde a coisa ia dar, como disse em outras postagens, tenho-o como um laboratório em constante mudança, publico o me interessa e convém. Neste tempo, pude encontrar alguma expressão da alma e elaborar algumas teorias por divertimento, quem sabe um dia levarei-as mais a sério, a possibilidade existe mas não é esse o foco no momento. Nos últimos meses, bem ausente, pude escrever em particular para alguns de meus amigos leitores, feitos por aqui, ou seja, deu pra atrair "amalucados" mais ou menos parecido comigo e experiência obtida só pode ser compartilhada em parte pelos demais que não foram ainda contactados. Claro que isso não é uma justificativa pela ausência mas uma reflexão de que a experiência é maior do que meros posts.&lt;br /&gt;
Neste momento, o bichano está enroscado no barbante que seguram os enfeites, tenho certeza que ah... Deixa pra lá, ele derrubou tudo. Ele está mais empolgado que o normal, deixa até os fogos começarem.&lt;br /&gt;
Ainda não terminei, tenho outro assunto a tratar que não o fiz ainda, sobre as leituras de 2012, certamente merecem uma reflexão e marco do pensamento deste que vos fala, interessa a mim e isto que importa, se um dia você não expor o que passa ai dentro, vai explodir. Tenho boas linhas de rodapé rascunhadas, elas podem ser interessantes para mais alguém.&lt;br /&gt;
Eis que 2013 está a porta, realmente, ouço alguém bater na porta.&lt;br /&gt;
A todos que leem, compartilham ou comentam deste leitor, obrigado e um Feliz Ano Novo. &lt;br /&gt;
Nos veremos logo mais.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/3728803748065528606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/12/fim-de-ano2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3728803748065528606?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3728803748065528606?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/12/fim-de-ano2.html' title='Fim de ano(2)'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iVUq-VPIiQA/UN4tcKYKE1I/AAAAAAAAAeA/r_r21SW27tE/s72-c/cat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0ICQXs_fyp7ImA9WhNUGEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-496263201794183832</id><published>2012-11-25T18:45:00.001-08:00</published><updated>2013-01-10T15:12:40.547-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-10T15:12:40.547-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva'/><title>Fim de ano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DGWUg1RIJQc/ULLXnf_bYUI/AAAAAAAAAdg/tRLxQZH8wSU/s1600/whimsical_christmastree.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-DGWUg1RIJQc/ULLXnf_bYUI/AAAAAAAAAdg/tRLxQZH8wSU/s1600/whimsical_christmastree.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Há um tempo atrás escrevia mais, tinha mais tempo, tinha mais cabeça e um pouco mais de esperança nas palavras; tinha meu caderno de anotações e notas de rodapé pelos papéis, hoje, não vejo mais isto; tinha estética, um rascunho e um rabisco complementavam o texto, vide minhas cartas de amor, tenho certeza que algumas só caíram na graça das pretendentes motivadas por eles mas sem muita efetividade, infelizmente habilidades sociais não são lá minha especialidade.&lt;br /&gt;
A máquina do progresso segue, implacável, na ânsia de matar o tédio, de matar a gente que quer matá-la primeiro, dissipá-lo; no final, a gente se se enfada de tudo mesmo.&lt;br /&gt;
Mais um final de ano se aproxima, mais uma vez sem meu décimo terceiro salário. Em jornais velhos, rio com as piadas de papai noel e propagandas do tema, algumas até me animam mas dura pouco, acho mesmo curioso o gosto por lâmpadas nas casas, luzinhas intermitentes, musiquinhas que se repetem como &lt;i&gt;gifs&lt;/i&gt; animados. Dizem por aí que neste ano as luzes de neon é que farão sucesso e quando vejo uma dessa por aí, imediatamente, minha animação cai por terra juntamente com meu humor, lembro-me de política e que a maioria das lâmpadas piscantes são chinesas, lembro de meu acordo sindical,&amp;nbsp; combinado entre todos para este ano não ter décimo terceiro em troca de mais um ano de trabalho. Não entendo esta troca, retroceder para avançar sem direção, direto ao buraco de minhas meias. Enquanto viro a página, leio, em letras garrafais, palavras de elogio da presidente pela demissão do técnico da seleção brasileira, está certa de que o último "fez um bom trabalho" seguido de um &lt;i&gt;merchã&lt;/i&gt; de programa social federal a ser implantado no próximo ano.&lt;br /&gt;
Acabei de desenhar um papai noel chinês aqui no canto da folha, este vocês não vão ver, fiz um bem gordo enrolado em fios com lâmpadas de neon, sem compromisso, fí-lo apenas para ilustrar meu humor e chamar a atenção de algum leitor desinteressado.&lt;br /&gt;
Outro ponto que fica desta conversa é nossa subjetividade, nas entre linhas, não é só o copo que está vazio e o cinzeiro cheio, a música de fundo também conta, ainda que parta de uma memória flash, esse som tem mais de quarenta anos e ainda faz sentido para o momento. Meu gosto musical é estranho, você sabe, por isso está aqui.&lt;br /&gt;
Não acredito em extraterrestres mas as vezes penso que sou um perdido neste mundo, até os super heróis, adorados no cinema, são alienígenas declarados, sem o menor escrúpulo, um bando de esquisitões, o mais santo é um assassino frio e calculista. Engraçado, outro dia, no ponto de ônibus, um sujeito passou entregando panfletos de Santo Expedito e o outro sujeito que esperava o ônibus comigo o chamou de louco e fanático, com raiva, amassou o panfleto e jogou no chão; propositalmente comentei do último filme de super herói que ví e de como os caras explodiam meia Terra, o cara vibrou narrando a cena e tomando-me a palavra. Incrível! Vai entender.&lt;br /&gt;
Incrível mesmo é eu continuar aqui, na mesma, tudo igual debatendo a época, você aí na moda e descolado com a "tchurma" compartilhando do mesmo enfado meu, você, ansioso por algo de novo e eu por nada, o enfado parece ser mesmo inevitável, um grande prato nojento mas este assunto especificamente fica para outro dia.&lt;br /&gt;
Falando em prato, ví hoje, no jornal, a última novidade para este final de ano especialmente para os solitários por opção, são as ceias individuais! Para os sozinhos descolados, hipsters de Instagram, pratos individuais compondo uma ceia de Natal em três tamanhos nas opções:&amp;nbsp; com ou sem religão; me perdoem o trocadilho mas achei uns baita pedaços de ilusão, mesmo assim perfeitos, ví até que tem uma versão para cachorro... Só tem um problema, vou ter que comprar depois, na promoção, lembrei que este mês não tenho décimo terceiro salário.&lt;br /&gt;
Bom, vamos logo para o fim.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/496263201794183832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/11/fim-de-ano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/496263201794183832?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/496263201794183832?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/11/fim-de-ano.html' title='Fim de ano'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DGWUg1RIJQc/ULLXnf_bYUI/AAAAAAAAAdg/tRLxQZH8wSU/s72-c/whimsical_christmastree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CE8CSH45fCp7ImA9WhNTEEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-3594656987617071135</id><published>2012-10-12T07:41:00.000-07:00</published><updated>2012-10-12T07:41:09.024-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-12T07:41:09.024-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Ainda lendo Kafka</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-803wxBrRz9E/UHgpivAldQI/AAAAAAAAAdE/jD0el0b5B9A/s1600/lonely_lonely.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-803wxBrRz9E/UHgpivAldQI/AAAAAAAAAdE/jD0el0b5B9A/s1600/lonely_lonely.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75WGcc83TL8/UHgrc3_a0mI/AAAAAAAAAdM/Qf--CDVlxzg/s1600/feather.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75WGcc83TL8/UHgrc3_a0mI/AAAAAAAAAdM/Qf--CDVlxzg/s1600/feather.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Não havia notado, para mim, a sensação era de ter vivido alguma horas ali naquele estado, só notei por alguns detalhes que me desagradaram consideravelmente, relato: minha mãe havia chegado a porta, entre aberta, percebi pela sombra projetada na parede a mexa de seu cabelo, mais branco; da primeira vez, apenas se aproximou para olhar, na segunda, perguntava se estava tudo bem, não pude responder.&lt;br /&gt;Sentia que ela tinha medo, entrar no quarto, puxar as cortinas, abrir as janelas e me olhar como se tudo aquilo fosse um sonho ruim, não era. Medo, a gente pressente quando ele está por perto, como uma sombra, lá estava sua figura na porta.&lt;br /&gt;Compreendia o estado dela, era natural, as mães sabem o que acontece com seus filhos sem dizer uma palavra, no meu caso talvez ela pressentisse meu destino, meu medo era ser lembrado, entendi que tinha o mesmo sentimento em relação a várias coisas, "como não havia percebido o tempo passado daquela forma?", era o cerco se desenhando em minha volta. Pensava nos amigos que não apareciam, naqueles que queriam por perto e estavam longe e aqueles que alimentavam uma relação por favores, tampouco apareceram, era o mundo moderno, se ao menos conseguisse segurar o celular, poderia avisar alguém, no mínimo eles também haveriam de perceber minha ausência no trabalho, que tolice, a essa altura já haveriam de ter repartido meus espólios.&lt;br /&gt;O pensamento só foi quebrado quando ouvia o som de um violão cortar o ambiente, minha irmã, mais nova, tocava algo que não conhecia, uma melodia própria e lenta, não parecia com &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt;, nem com mpb, mais uma vítima do clima que se havia instalado naquela casa. Aquela melodia, que atravessava as paredes me confortava, ainda tinha sensibilidade naquele ato de respeito, como se sentisse saudades de mim, estava sendo conservadora em detrimento de sua guitarra que havia ajudado a comprar, ela queria ser guitarrista de uma banda de rock mas no fundo sua paixão era pela música na mesma intensidade que tinha pelas letras, curioso, tenho certeza que nosso envolvimento abstrato seria maior se fôssemos diferenciados da homogeneidade educacional, quem sabe até formássemos uma dupla entre voz e violão. Naquelas notas, reconhecia algumas posições, o Lá, o Sol, o Ré, como se a visse na minha frente tocando, fazendo movimentos com a cabeça, me embalando pelos olhar.&lt;br /&gt;Tinha fome, minha boca mexia como se um houvesse um compartimento anexo a minha cabeça, salivava pelo mínimo cheiro que farejasse, até parecia que ouvia um chiado de fundo, como se fosse de uma panela de pressão. Após o fim da música, ouvia passos se aproximarem, deduzi que seriam de minha irmã. Uma pancada atrás de mim e era um travessa de inox, a preferida que minha mãe usava para a salada com alguma comida, ao me aproximar via que era carne, crua, não! Carne putrefata, cheirei, minha boca salivava, seja lá no que havia me transformado, saboreava como se houvesse me jogado numa piscina, sedento. Mais uma vez o diálogo havia sido suprimido, sabiam de mim mais do que eu imaginava.&lt;br /&gt;Sabia que aquela talvez pudesse ser a última refeição, da janela via meu pai conversar com um homem na porta, ele parecia indicar algo na garagem, talvez o carro, não sabia, via a tristeza em seu semblante e como tudo ali parecia ter sido transformado por minha causa, certamente outra de minhas exigências, as vezes a gente erra sem saber, as vezes acertar por pura sorte, há quem não acredite nisso mas ainda quero explicações de uma vida bem sucedida, alguém me diga da convicção de suas ações se as vezes não bate aquele arrependimento. Estava arrependido, chateado, estar ali, mortificado, sem entender o motivo de ter virado um monstro, afetado os planos da família, meu trabalho ajudaria minha irmã em ter uma banda, meu pai em ter um carro, minha mãe para comprar comida, queria chorar mas não conseguia, sentia meus olhos marejarem.&lt;br /&gt;Embora continuasse com a sensação de horas passadas, mais alguns dias haviam passado, sentia até que razoável, parecia que podia me dominar, meus braços, haviam se transformado em fios rígidos, que me permitiam rastejar, as vezes ainda falhava, descontrolava e batia na parede, toda vez que isso acontecia via uma sombra se aproximar da porta, alguém que sempre vinha conferir se ainda estava vivo mas tenho certeza que não era minha mãe. Como aqueles dias havia sido chuvosos, uma goteira em meu quarto revelava ter feito uma grande mancha no chão, sob minhas patinhas tateava aquela poça, como gostei de ter feito aquilo, servia-me para muita coisa, ora saia marcando as paredes, ora subia por algum móvel, a estante era minha favorita, e pulava em direção a poça, era divertido e me entretia até ficar cansado e depois recorrer ao canto do cômodo.&lt;br /&gt;Foi numa dessas pausas de descanso que me peguei por susto, alguém havia entrado ali e mudado algumas coisas do lugar, ao vez alguns pés se aproximarem, corri e bati brutalmente contra um móvel desconhecido. Minha irmã passava pela porta, entrando e saindo do quarto, chorando. A pancada me mostrava que havia algo errado, uma espécie de substancia verde saia de meu lado, minha boca salivava novamente como se quisesse comer aquilo, confesso que tinha um cheiro atrativo e próximo de algum fim. Lembrei na hora sobre a arte antropofagica, que muitos povos do passado executavam, devoravam seus guerreiros mortos acreditando absorver sua coragem e habilidades de herói e sabia também que toda espécie que realizava o canibalismo estava caminhando a beira do precipício, um passo em falso e bem vindo extinção.&lt;br /&gt;Novamente, havia entendido, a casa foi vendida, tenho certeza, as lágrimas de minha irmã, o semblante caído de meu pai, a ausência física da mãe, tudo estava sendo empacotado e minutos antes ouvia um certo número "30 dias", provavelmente o tempo que tínhamos ali.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75WGcc83TL8/UHgrc3_a0mI/AAAAAAAAAdM/Qf--CDVlxzg/s1600/feather.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;O entre e sai de meu quarto, praticamente irreconhecível, havia cessado, minha poça havia sumido, as cortinas retiradas e até a mesinha havia sido virada. Estava ali como as caixas, porta fechada e um ar de abandono, difícil de me situar, confuso, não tinha mais interesses em voltar ao meu estado natural, tudo havia convergido para aquilo ser como era, um dia quem sabe descubro a razão de tudo aquilo, "seria justo?", me perguntava. Haviam limpado, haviam arrumado, haviam me esquecido, amigos, trabalho, dinheiro, nada mais importava, antes se fosse tido como um objeto, quem sabe até fosse peça de museu, aqui "o rapaz petrificado" ou "a coisa estranha" mas não era o caso, nem peça nem artista de circo mal assombrado. Concluí que me fazia um retrato sobre tudo aquilo que havia acontecido, extremamente ingenuo, havia tentado entender as diferenças e pensamento próprio, pago um alto preço a fim de não poder dividir com ninguém minhas experiência senão com o abandono e fim daquela situação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ler a parte um, &lt;a href="http://orodbox.blogspot.com.br/2012/09/lendo-kafka.html"&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/3594656987617071135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/10/ainda-lendo-kafka.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3594656987617071135?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3594656987617071135?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/10/ainda-lendo-kafka.html' title='Ainda lendo Kafka'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-803wxBrRz9E/UHgpivAldQI/AAAAAAAAAdE/jD0el0b5B9A/s72-c/lonely_lonely.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;Dk4CQns6fyp7ImA9WhJaEks.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-436144127828256621</id><published>2012-10-02T19:32:00.000-07:00</published><updated>2012-10-03T04:49:23.517-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-03T04:49:23.517-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title>Entre uma leitura e outra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wOrChANUMSc/UGujUnA5-jI/AAAAAAAAAcw/NzVOaeHKP2Q/s1600/designer_3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-wOrChANUMSc/UGujUnA5-jI/AAAAAAAAAcw/NzVOaeHKP2Q/s1600/designer_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Enquanto dou tempo em Kafka, acumulo afazeres, cansado, decido priorizar o que menos importa. Minha mesa tá desarrumada e o computador ligado, uma máquina robusta e o editor de texto aberto, olho para ele sem pensar muita coisa, é só um papel na tela do meu computador, estranho? Não, é virtual.&lt;br /&gt;
Ao lado de meu computador, na mesa desarrumada, uma folha de papel, um A4 usado no verso. Estanho? É real.&lt;br /&gt;
Em seus lados brancos, ambos, aceitam absolutamente tudo, qualquer idéia, qualquer palavra, qualquer coisa. O que os diferencia? - Começo a me perguntar, basicamente o tempo.&lt;br /&gt;
Não é mais um post filosófico sobre o os ponteiros e sua ação na humanidade mas sobre o momento que vai pro papel, a luz que entra pelo obturador da máquina grafada de alguma forma sobre o abismo.&lt;br /&gt;
Desliguei o tormento e me foquei nas quatro linhas analógicas, sobre um plano de fundo marrom e marcado de veios nobres. Frente ao desafio da humanidade, independente do que fizer, ninguém dentro das linhas digitais saberá se eu não disser.&lt;br /&gt;
Ao canto da mesa, há uma figura, olho-a firmemente e imagino que posso reproduzí-la livremente e o faço artisticamente como fazia em meus primeiros desenhos, anos, décadas atrás; aquilo era alimento, sustentava meu combustível por traços de perfeccionismo e obsessão pelas formas e curvas nobres.&amp;nbsp; De forma despretenciosa, fechado em meu mundo, a coisa tomou forma como tinha de ser, me sento de volta a juventude, ao ser engimático, desafiador do futuro e convicto de suas idéias, como se dando um chute no relógio, existindo como um anônimo &lt;i&gt;offline&lt;/i&gt;, antes de qualquer &lt;i&gt;(dis)likes&lt;/i&gt; ou comentários ridículos. &lt;br /&gt;
Em minha labuta, me perco por horas, sem comer, beber, ir ao banheiro ou mesmo piscar, estou imerso sob minha própria criação, reencontrado com minha razão, resgatando o espírito inocente de quem vivia independente do que ocorresse lá fora, este é o mundo do artista.&lt;br /&gt;
O momento catártico me faz recordar do fio da meada, lá estava, feito em linhas gerais, fora das proporções uma autêntica produção artesanal com os defeitos e auto-críticas que gostava de fazer, um simples quadrinho que se quisesse jamais viria ao conhecimento de uma alma viva.&lt;br /&gt;
A mágica estava em vê-lo, tocá-lo, girá-lo de ponta cabeça e durante a noite, nos chuvosos dias de verão, enxergando-o a luz de vela.&lt;br /&gt;
Quando volto ao meu &lt;i&gt;desktop&lt;/i&gt;, o robusto, o barulho volta, constante, a ventoinha que me dá sono, me faz piscar e lembrar do controle, o mundo que está em minhas mão, a um clique de distância, o barulho da agulha do disco rígido só não é superior ao do meu estomago, tenho fome.&lt;br /&gt;
Enquanto o &lt;i&gt;timer&lt;/i&gt; do forninho me entretém pelo tic-tac, não paro de admirar minha criação, procuro um site de arte para admirar se há beleza semelhante ao meu ego, ainda que em formato virtual, encontro um, dois, três, uma dúzia! Tem até um perfil parecido comigo em uma rede social, "Mentira! Nada é igual!" - Murmuro. Logo na primeira imagem um penca de comentários, diziam "e se fosse azul? E se fosse amarelo? Se fosse cor de burro quando foge?" e se não fosse nada? Ali ao lado estava o meu, preto e branco em cima da mesa feito a mão e suor competindo com infinitos efeitos dentro da máquina, passei de página, fui pra terceira, quarta, sexagésima nona, parecia tudo igual.&lt;br /&gt;
Me irritei, estava cansado, mais desenhos parecidos com o meu e comentários semelhantes aos que já tinha visto, "Tiiiim!" fez a companhia, interrompido, usei meu desenho como jogo americano, ainda assim era inédito e parte da obra.&lt;br /&gt;
Feliz, me desliguei na cama, sem antes deixar de sorrir e celebrar minha obra de arte sob o travesseiro, durmo em paz.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/436144127828256621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/10/entre-uma-e-outra-leitura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/436144127828256621?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/436144127828256621?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/10/entre-uma-e-outra-leitura.html' title='Entre uma leitura e outra'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wOrChANUMSc/UGujUnA5-jI/AAAAAAAAAcw/NzVOaeHKP2Q/s72-c/designer_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUcHRX4ycCp7ImA9WhNTEEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-1381218174837692075</id><published>2012-09-16T19:59:00.000-07:00</published><updated>2012-10-12T07:43:54.098-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-12T07:43:54.098-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Lendo Kafka</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KfjuHmwjLi0/UFaQqpaaxdI/AAAAAAAAAcc/9RlUpSONtSQ/s1600/1353813_old_couch.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-3QXIWDK_Tmk/UFaQqGoGEbI/AAAAAAAAAcU/LT9IE4yioQI/s1600/1006530_broken_glass.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Certo dia, numa manhã chuvosa e fria, acordei com os olhos molhados, enevoados, difíceis de abrirem. Ouvia os pingos da chuva bater na janela ritmiticamente como se combinassem uma sinfonia.&lt;br /&gt;
Tentei me mexer mas não conseguia, havia preguiça, havia sono; notei que não tinha braços nem pernas, uma sensação sonolenta de voltar a dormir enquanto o tic-tac do relógio rebombava em minha mente "Acorde, vá trabalhar!". Não, eu não queria, queria minha cama e no máximo intervalos para uma xícara de café.&lt;br /&gt;
Preguiça era coisa que já havia sentido mas não com aquele gosto, não sabia se me ligariam do trabalho ou se alguém passaria pela porta do quarto, entre aberta, com o gato de areia entre os dois mundos. Não sabia ao certo se havia uma cortina na janela ou se era apenas efeito de meu torpor, as vezes parecia areia que entrava pelos vãos da janela, as vezes uma suave brisa gelada que embaralhava minha visão, será que a deixei aberta, ontem, antes de dormir?&lt;br /&gt;
Aliás, já passou da hora de acordar. Alguém vai me ligar. Ví papai passar pela porta mas não conseguia me mexer, ainda. Sabia que respirava e respirava profundamente. Sentia o pulsar em meu peito mas não sabia se até aquele momento eu tinha um formato ou apenas me tornara uma abstração mental.&lt;br /&gt;
"Haveria eu me tornado pensamento?" me perguntava, ouvia meus batimentos ao compasso dos ponteiros. Havia lampejos de verdade naquele momento, dentro de mim, ainda informe, sentia uma razão não expressada, encurralada pelos anos anestesiado dentro da grande máquina da realidade.&lt;br /&gt;
Notei que minha irmã passou em frente a porta, deu uma olhada para dentro, já ví ela fazendo isso outras vezes, foi interessante, me lembrou das outras vezes que estive doente e ela espiava para ver se estava coberto e medicado, imaginei até uma música melancólica, na verdade nem sei se o que tô sentindo é doentio, "será que alguém vai chamar o médico?".&lt;br /&gt;
Mais um quarto de hora passou, perdi o ônibus, será que alguém vai ligar pra mim? Foi inquietante, fazia tempo que não olhava para dentro, havia tanta coisa que estava afim e ao mesmo tempo nada me importava.&lt;br /&gt;
As vezes batia uma sensação de culpa, culpado por não ter feito, por não ter cobrado, por não ter atendido. Era sempre estranho, todas ações com um fim esperado, como poderia ter me medido e culpado se tudo que eu era... era incapaz de resolver. &lt;br /&gt;
Se lenvatasse, se rolasse, girasse, nada aconteceria porque todos passavam pela porta mas não entravam. Eu, meu mundo, seja lá como fosse, do lado de dentro eu queria gritar.&lt;br /&gt;
Não haveria como anotar, muito menos publicar, sem membros ficava difícil, "Teria virado fumaça?" pensava.&lt;br /&gt;
Foi a vez da minha mãe, "Filho, você está bem?", queria falar, imaginava balbuciar alguma coisa, um som meio distorcido embora clareasse os pensamentos, como expressar o que acontecia dentro de minha cabeça, "será que desenhando resolvia?".&lt;br /&gt;
Outro quarto de hora havia se passado, agora já era, tinha me ferrado. Como explicar o atraso sem motivo se é que meu chefe entenderia, na verdade, será que ele notaria ausência?&lt;br /&gt;
Ouvi o frenar de um carro, torcia para que fosse um amigo, ouvia os passos, algumas conversas na cozinha, alguém falava alto, imaginava talvez paramédicos, bombeiros, policiais. Era engraçado ter o que falar, havia muitas respostas para questões complicadas mas estar no lugar errado, no momento indesejado, não fazia sentido.&lt;br /&gt;
Senti as minhas costas, parecia um pouco abaulada, olhei para os pés. o que imaginava deles, era uma sombra, logo deixaria pra lá, continuei deitado.&lt;br /&gt;
Ainda pensando em trabalho, me recordo do que fazia, ouvia da minha mesa um caixeiro viajante, um senhor com aspecto de avô que trazia as sextas feiras verduras frescas para meu pai.&lt;br /&gt;
A vida, quando se sabe o preço que se paga para vivê-la, perde-se o interesse pelo que trás prazer. Ainda me lembro da estante ao canto da cama e das horas que passava ao seu pé, sendo jovem, para muitos era uma completa perca de tempo, me recordava dos jogos de montar, dos livros de contos e HQs, era um constante exercício imaginativo do que seria lá fora, imaginativo, até vivia alguns personagens que por vezes me divertia criando-os.&lt;br /&gt;
A lembrança, esse ponto amargo da vida, é engraçada e irritante, só acho graça das coisas que não fazem sentido. Enquanto nada acontecia, ninguém a porta, nenhum barulho após a primeira impressão, recordava dos últimos dias, o quanto vinha remindo o tempo livre, das horas que passava desconstruindo as coisas, aliás, é tudo que sinto, desconstruído por completo, cheio de imagens para trabalhar em minha mente. O mundo está saturado disso e quanto mais das coisas, que fingem ser imagens e são um misto de euforia e solidão.&lt;br /&gt;
Outro dia no trabalho uma ONG dizia sobre reciclagem e a sustentabilidade que não temos como fugir, é algo que não podemos evitar, sem escolha, sem decisão, imediatamente pensei nas minhas horas livres e nas desconstruções que vinha fazendo.&lt;br /&gt;
Neste momento havia me esquecido do que era, desconstruído, informe e esquecido; o tema era bom, me perdia nele. Havia descoberto que precisa apenas disso para viver ainda que levado as últimas consequências.&lt;br /&gt;
Se tivesse apenas aquela estante para desconstruir, teria trabalho para toda vida, o processo seria assaz curioso.&lt;br /&gt;
Curioso, não foi assim que fui educado, "como posso voltar ao meu trabalho se não saio da cama?" pensei, "Seria castigo divino por agir tão anti naturalmente?"&lt;br /&gt;
Por essa hora, mais de meio dia havia escorrido por entre os neurônios, continuava em meu dilema, todos os esforços seriam inúteis, esse gosto amargo em minha boca... a vida estranha e tola, em formas naturais mas deixarei isso para outro tema.&lt;br /&gt;
Olhando para o teto podia discorrer sobre muita coisa, o vento, chacoalhando a cortinha balançava formas e imaginava figuras divinas. Divindades, formas naturais, informidades, abstrativismo, tudo definido, todas as palavras com seus sentidos e distorções, diante de mim, agora, estavam juntas. Toda palavra tendo seu sentido distorcido enfraquece em seu significado, foi assim que ví a realidade e foi assim que fizeram com Deus.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KfjuHmwjLi0/UFaQqpaaxdI/AAAAAAAAAcc/9RlUpSONtSQ/s1600/1353813_old_couch.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-KfjuHmwjLi0/UFaQqpaaxdI/AAAAAAAAAcc/9RlUpSONtSQ/s1600/1353813_old_couch.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Desde que a humanidade aceitou o relativismo, tudo pode ser invertido, com o pós-modernismo, tormei-me o que sou agora, "franca decadência?" se nem forma consigo ter, tão pouco me mexer, "seriam as questões em minha mente que criaram estas amarras?"&lt;br /&gt;
Curto e grosso, sigo em indefinição, a verdade é isso aí, qualquer coisa entre duas edições, faz e se desfaz até um dia que se infaz. Vejo vultos passando pela porta, ainda estou aqui sem saber como terminarei; no fundo só queria meu quarto com a janela aberta, a luz do sol aquecendo o ambiente eu uma cadeira para convidados "Vamos, entre, sente-se e tome um café, se preferir escrever ainda tem uma mesa que pode ser usada ali no canto, você não precisa de tudo isso que te dizem".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ler a parte dois, &lt;a href="http://orodbox.blogspot.com.br/2012/10/ainda-lendo-kafka.html"&gt;clique aqui.&lt;/a&gt; </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/1381218174837692075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/09/lendo-kafka.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1381218174837692075?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1381218174837692075?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/09/lendo-kafka.html' title='Lendo Kafka'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3QXIWDK_Tmk/UFaQqGoGEbI/AAAAAAAAAcU/LT9IE4yioQI/s72-c/1006530_broken_glass.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0EEQH8ycCp7ImA9WhJVEUs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-2336188149988957196</id><published>2012-08-28T09:00:00.000-07:00</published><updated>2012-08-28T09:00:01.198-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-08-28T09:00:01.198-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title>...dos livros que lí(12)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NaC-r8ww8Nw/UDOJByxqk5I/AAAAAAAAAcA/oqCmPX1iH94/s1600/A_FURIA_DE_CALIBA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-NaC-r8ww8Nw/UDOJByxqk5I/AAAAAAAAAcA/oqCmPX1iH94/s200/A_FURIA_DE_CALIBA.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Título: A Fúria de Calibã - Memórias do golpe de 64&lt;br /&gt;Editora: Bertrand Brasil&lt;br /&gt;Data de publicação: 1994&lt;br /&gt;Autor: Nelson Werneck Sodré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar qualquer sobre este livro é como falar sobre um outro Brasil, uma realidade que não conheci, uma distopia amarga. Tento registrar minha opinião como uma divagação e graves limitações de percepção. Ao embarcar nas palavras de Sodré, senti que estou completamente alienado, longe da realidade, em um Brasil que não conheço, midiático e em uma massa imatura.&lt;br /&gt;Desde o golpe de 1964, vivemos em uma nação que teve sua inteligência intelectual enterrada, substituída por uma geração ansiosa, superficial e ignorantemente crédula de si quanto aos rumos do futuro. Em alguns momentos a narrativa parece falar exclusivamente sobre do autor e seus anos de produção literária as custas de inquéritos, desafetos e agressões, chega até a ser massante salvo pelas entrelinhas a parte que se identifica o preço que se paga por pensar, algo raro nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Mesmo escrito no início dos anos 70, suas observações são muito atuais, me deu um nó cérebro e jogou todo meu pensamento crítico pelo chão; enquanto discutimos futebol e entretenimento fútil, não vemos surgir um único pensador nacional, dos poucos que existem e dão a cara a tapa, ninguém quer ouvir, seja os que se exilaram ou desapareceram, gritam como abandonados numa ilha perdida por qualquer oceano. Parece que o Brasil que existia é mais conhecido pelos de fora do que por nós mesmos, a literatura que havia na década de 60 entrou para a classificação histórica e nada mais foi feito.&lt;br /&gt;Não sou desta geração que sangrou para ser mas a impressão que tenho é nos embriagamos pelo entretenimento e nos contentamos com as migalhas que duramente nos impuseram e nos contaram que conquistamos, pior, nos orgulhamos destas migalhas como se fossem comida nobre; as rédeas do Estado nunca nos conduziram tão bem pelo politicamente correto quanto agora, é como tomar um tapa na cara todos os dias e não reclamar, seja pelos calos desenvolvidos ou pelo medo de dizer não.&lt;br /&gt;Baixando o nível de entendimento, tudo parece caminhar pelo desconhecido, o que foi estabelecido nos anos de chumbo é que nos guia até hoje e parece longe de acabar, a confusão de informações e políticas duvidosas é o que ascende as preocupações de nos lançar de volta a este período, tudo em nome de uma falácia nacional.&lt;br /&gt;Entre tantos autores latinos, descobertos entre os não lidos, recomendo a leitura deste livro urgentemente, indispensável para saber onde foi parar o Brasil que existia antes do golpe e os interesses obscuros que o assumiram após sua sobrevivência.&lt;br /&gt;Fecho dizendo que minha lista de livros políticos está aumentando consideravelmente após ter lido este, irei procurar por outros livros do autor.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/2336188149988957196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/dos-livros-que-li12.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2336188149988957196?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2336188149988957196?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/dos-livros-que-li12.html' title='...dos livros que lí(12)'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NaC-r8ww8Nw/UDOJByxqk5I/AAAAAAAAAcA/oqCmPX1iH94/s72-c/A_FURIA_DE_CALIBA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DE8EQHc4cSp7ImA9WhJWFUw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-7283967205268967320</id><published>2012-08-20T19:40:00.000-07:00</published><updated>2012-08-20T19:40:01.939-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-08-20T19:40:01.939-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title>Por ai</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xigLEZz0ZGs/UDL0sfjEJEI/AAAAAAAAAbs/G04MOSLOED8/s1600/425475_reading_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147" src="http://2.bp.blogspot.com/-xigLEZz0ZGs/UDL0sfjEJEI/AAAAAAAAAbs/G04MOSLOED8/s200/425475_reading_1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Estive um pouco ausente, meio distante&lt;br /&gt;pensando nas palavras, medindo o pensamento,&lt;br /&gt;andando um pouco subjetivo.&lt;br /&gt;Estive escrevendo nos versos das páginas&lt;br /&gt;como se o tempo pingasse por entre os dedos&lt;br /&gt;dando mensagens claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive cuidando de nós,&lt;br /&gt;protegendo uma flor,&lt;br /&gt;na contra capa uma linha por dia, &lt;br /&gt;cada palavra uma gota de suor&lt;br /&gt;há muito entre nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive por ai com um livro debaixo do braço&lt;br /&gt;para ler nos momento difíceis&lt;br /&gt;quando não estou ao seu lado.&lt;br /&gt;As vezes ensaio uma poesia, declamo um ensaio&lt;br /&gt;saio pelas portas do fundo do meu trabalho&lt;br /&gt;não encontro caminho fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive acordado pela madrugada&lt;br /&gt;mergulhado em preocupações&lt;br /&gt;com um copo de certeza e uma garrafa de dúvidas&lt;br /&gt;já pensei até em sair por aí&lt;br /&gt;gritando loucuras.&lt;br /&gt;Entre um pulsar e outro &lt;br /&gt;será que batemos na mesma frequência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive resumindo palavras&lt;br /&gt;contraindo minhas linhas&lt;br /&gt;procurando nós dois entre poesias&lt;br /&gt;eu por ai o tempo passa.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/7283967205268967320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/por-ai.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7283967205268967320?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7283967205268967320?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/por-ai.html' title='Por ai'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xigLEZz0ZGs/UDL0sfjEJEI/AAAAAAAAAbs/G04MOSLOED8/s72-c/425475_reading_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEEHRXc_cSp7ImA9WhJXFUs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-5637305708405221728</id><published>2012-08-09T18:35:00.000-07:00</published><updated>2012-08-09T18:37:14.949-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-08-09T18:37:14.949-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title>Abstrações</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-va0Mx91snig/UCRjUoZRN0I/AAAAAAAAAbU/73ocdgAzLrM/s1600/Abtrcoes.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-va0Mx91snig/UCRjUoZRN0I/AAAAAAAAAbU/73ocdgAzLrM/s200/Abtrcoes.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O preço é alto pelo temos&lt;br /&gt;
as rugas do tempo e a distância do desejo&lt;br /&gt;
relações marcadas de uma vida.&lt;br /&gt;
Nossos braços longínquos, desarmados&lt;br /&gt;
salvos pelo papel e caneta&lt;br /&gt;
penso no emprego das palavras&lt;br /&gt;
o preço, o tempo, a distância, as marcas&lt;br /&gt;
tudo se resume ao que nos trazem&lt;br /&gt;
ao lucro, o espaço e ao vazio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Toma-se muito, reconhece-se pouco.&lt;br /&gt;
O benefício sempre é dos outros&lt;br /&gt;
sofrendo com todo tipo de carência&lt;br /&gt;
mas isso não importa&lt;br /&gt;
importa ser 2.0&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Off&lt;/i&gt; apenas para referência da moda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguma coisa me diz para não me preocupar&lt;br /&gt;
meus fios brancos,&lt;br /&gt;
pretos até ontem,&lt;br /&gt;
me dizem para puxar os cabelos que me amarram&lt;br /&gt;
começando pelo do cabo&lt;br /&gt;
um dia eu consigo, mas quem liga?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Penso na atenção disputada,&lt;br /&gt;
entre as palavras, no comercial&lt;br /&gt;
a preço de ouro diante do espelho.&lt;br /&gt;
Ontem quando você embora&lt;br /&gt;
deixou o cheiro dos seus cabelos no meu travesseiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
P.S. Enquanto isso, na Coréia do Sul, outra jovem &lt;a href="http://seoulbeats.com/2012/06/celebrity-suicides-an-unfortunate-trend/" target="_blank"&gt;celebridade&lt;/a&gt; cometeu suicídio frente a &lt;i&gt;webcam&lt;/i&gt; batendo recordes de audiência, os patrocinadores lamentam não podem repetir o plano na semana seguinte.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/5637305708405221728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/abstracoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/5637305708405221728?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/5637305708405221728?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/08/abstracoes.html' title='Abstrações'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-va0Mx91snig/UCRjUoZRN0I/AAAAAAAAAbU/73ocdgAzLrM/s72-c/Abtrcoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DEMDRns7fyp7ImA9WhJQF0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-8599656050763776416</id><published>2012-07-31T19:01:00.000-07:00</published><updated>2012-07-31T19:01:17.507-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-07-31T19:01:17.507-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Nota mental(1)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-geguvRcJOeo/UBiKO9jOQAI/AAAAAAAAAbA/BXk6RPXZEt4/s1600/Nota+mental.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-geguvRcJOeo/UBiKO9jOQAI/AAAAAAAAAbA/BXk6RPXZEt4/s320/Nota+mental.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A noção de ignorância e falta de letramento perante as manchetes diárias são latentes, digo isso por mim, percebo que muito desta sensação é causada pela quantidade de informações que nos chegam, muitas delas necessárias para se trabalhar no dia a dia, diria até que usadas para responder questões pragmáticas e num momento seguinte, nada mais será reutilizado, a longo prazo imagino que este terrível exercício será uma terrível sensação de desperdício da vida para coisas que não enobreceram o espírito e não me refiro aqui ao consumismo fútil de cultura pop.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
outro ponto sobre o mesmo o tema é referente aos autores mortos que escuto por aí&amp;nbsp; principalmente quando sua morte é lembrada pelo centésimo ano de alguma coisa ligada a sua pessoa, seja aniversário de nascimento ou pela data de seu falecimento, não consigo identificar; aí me vem outras questões, sinais claros do que desejo expressar: não conhecer aquele autor e suas obras mais importantes ou se minha ignorância é causada por um lapso cognitivo? Deveria conhecer algo sobre ele que não sei? - é o que me pergunto no primeiro momento; Por que esta confusão? É comemoração da morte dele ou de alguma publicação importante? - é a pergunta que vem em seguida, de um jeito ou de outro, não resolvo a questão - Só pode ser um golpe de mídia - é a forma que finalmente encontro para meu consolo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se todo o esforço em absorver as informações que preciso para conseguir o pão de cada dia fosse aplicado na busca do conhecimento de coisas que não sei ou em prol de meus direitos de cidadão, certamente seria uma experiência interessante, seria outra pessoa; transformaria minha consciência social e cultural mas me veria, talvez, na rua da amargura financeira, já que neste país cultura é cara e não dá dinheiro para quem a produz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma terceira e não menos questionável forma de se ver o mesmo tema é tentar entender como consigo alcançar determinada posição social em que é necessário mostrar meu aprofundamento cultural e cognitivo quando que na prática isso não faz a menor diferença? &lt;br /&gt;
Meu diário se tornou nada menos que um pão fútil. A questão mais direta seria "Como cheguei até aqui sem ter conhecido tal coisa?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao fim destes pensamentos, não posso comprovar nenhuma de minhas visões, nem de uma nem outra coisa, apenas prever, hipoteticamente enquanto tento absorver um mar de informações, necessárias e fúteis para uma vida de sobrevivência, esta é a velha verdade de todo o dia.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/8599656050763776416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/07/nota-mental1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8599656050763776416?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8599656050763776416?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/07/nota-mental1.html' title='Nota mental(1)'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-geguvRcJOeo/UBiKO9jOQAI/AAAAAAAAAbA/BXk6RPXZEt4/s72-c/Nota+mental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;D0QHQX09fSp7ImA9WhJSGEU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-7047152874750571834</id><published>2012-07-09T18:55:00.000-07:00</published><updated>2012-07-09T18:55:30.365-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-07-09T18:55:30.365-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Embaraçado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fGzrgQ5rtIA/T_uKqFVhpSI/AAAAAAAAAa0/jLZIgiyQOp0/s1600/all_tied_up.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fGzrgQ5rtIA/T_uKqFVhpSI/AAAAAAAAAa0/jLZIgiyQOp0/s1600/all_tied_up.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Estampas xadrez embaralham minha vista tanto quanto ponteiros de um relógio defeituoso; os segundos custam a passar, adiantam, voltam e quebram a lógica do tempo como se pudessem bater duas vezes o mesmo segundo; não podem. Por vezes, perco a noção de profundidade e as linhas da verdade vista pelos meus olhos me deixam zonzo, chego a pensar que são delírios e sinais de fragilidade mental.&lt;br /&gt;Por vezes, até as batidas do coração me causam a mesma sensação; a tensão, o suor no rosto e a garganta seca são sinais que a poesia está falhando e a lógica fria, nua e crua predomina sobre meus sonhos. Definitivamente o controle precisa ser mantido.&lt;br /&gt;Reflito sobre a existência, penso nas linhas verticais, horizontais, no tic-tac dos ponteiros que me atormentam, o ritmo da diástole e sístole que me tencionam; tudo está em um caos organizado, estruturas sistêmicas em pequenas escalas semelhantes a individualidade do que tem dúvida da etapa seguinte, como se a vida estivesse formatada, premeditada numa infinita cadeia de zeros e uns, uma matriz incógnita em uma caixa pré fabricada, será que comportada dentro de uma tema abstrato? - Penso eu.&lt;br /&gt;O momento é delicado, tudo é arriscado; respirar, inalar e exalar a beira de um abismo; este é o ser, o existir e a ansiedade.&lt;br /&gt;A lógica nos enlouquece, a estrutura pré-fabricada anula a incerteza da poesia e suprime o inesperado; O que fizemos de nossas vidas colocando estas linhas justapostas?&lt;br /&gt;Alguém quebrou a glória da imperfeição e impôs esta forma, tentando concertá-la por força lógica: programada, cinza e infeliz que nos aprisiona a cada momento.&lt;br /&gt;O momento é tenso, não há idéias para escrever a não ser a que se interioriza e corrói, este é o risco incalculável, suas conseqüências inimagináveis. A mudança aguarda, perdidamente aguardada, basta nos perguntar quando, até quando?&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/7047152874750571834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/07/embaracado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7047152874750571834?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7047152874750571834?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/07/embaracado.html' title='Embaraçado'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fGzrgQ5rtIA/T_uKqFVhpSI/AAAAAAAAAa0/jLZIgiyQOp0/s72-c/all_tied_up.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEQAQn88eip7ImA9WhVaGEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-4994493679557120506</id><published>2012-06-16T06:12:00.001-07:00</published><updated>2012-06-16T06:12:23.172-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-06-16T06:12:23.172-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title>A janela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9e-Nh8Llx0o/T9qxFmz2B9I/AAAAAAAAAao/-8D9gKWMfu4/s1600/ture.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9e-Nh8Llx0o/T9qxFmz2B9I/AAAAAAAAAao/-8D9gKWMfu4/s1600/ture.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Tinha livros em sua estante&lt;br /&gt;
uma pilha de papéis na mesa&lt;br /&gt;
muito para fazer e pouco a receber.&lt;br /&gt;
Sua poesia já não era mais a mesma&lt;br /&gt;
escrevia de vez em quando&lt;br /&gt;
linhas mal criadas, indistintas.&lt;br /&gt;
Havia trocado o café por chá,&lt;br /&gt;
pelo uso, a garrafa deixava um gosto amargo na água&lt;br /&gt;
lembrando que a bebida tinha gosto de remédio;&lt;br /&gt;
as revistas, empilhadas, estavam amareladas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certo dia, resolveu quebrar o gelo&lt;br /&gt;
num ato de desespero,&lt;br /&gt;abriu a janela logo cedo.&lt;br /&gt;
Um pássaro que não reconhecia sua raça&lt;br /&gt;
entrou, voou pelo escritório&lt;br /&gt;
em pânico, o bicho sujou sua mesa&lt;br /&gt;
a princípio resmungou&lt;br /&gt;
limpou a sujeira e olhou para fora&lt;br /&gt;
por um instante, parou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um breve estalo em sua mente&lt;br /&gt;
o fez levantar, pensou.&lt;br /&gt;
Deixou o celular na mesa,&lt;br /&gt;
o computador ligado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto todos o esperavam&lt;br /&gt;
sob os vidros fechados&lt;br /&gt;
uma lágrima saltou do olho,&lt;br /&gt;
como se nunca estivesse ali, &lt;br /&gt;
simplesmente saiu e não voltou.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/4994493679557120506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/06/janela.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/4994493679557120506?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/4994493679557120506?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/06/janela.html' title='A janela'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9e-Nh8Llx0o/T9qxFmz2B9I/AAAAAAAAAao/-8D9gKWMfu4/s72-c/ture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0YBRnk4fCp7ImA9WhVbGUk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-8790106369510473571</id><published>2012-06-05T19:19:00.000-07:00</published><updated>2012-06-05T19:19:17.734-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-06-05T19:19:17.734-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>O hálito do cadáver</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GqTMalxnkng/T869aT07vYI/AAAAAAAAAaM/boTmlOeCIx4/s1600/files_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-GqTMalxnkng/T869aT07vYI/AAAAAAAAAaM/boTmlOeCIx4/s1600/files_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JenLzVHYGqM/T869a0wDjoI/AAAAAAAAAaU/v6WX3CPYg5U/s1600/portraiture.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Foi numa segunda-feira, um curioso dia para se aposentar, que completei 45 anos do nobre exercício de advocacia sendo 35 em um único lugar. A fina habilidade verbal que persiste&amp;nbsp; atravessando séculos caraterizada pela oratória e domínio do discurso teve seu fim sobre esta pessoa que bem... não foi bem assim exceto pela segunda-feira.&lt;br /&gt;Dos anos dedicados ao ofício, no início, causas gerais, posteriormente o triunfo, a chegada no governo federal, onde me encontrei entre pilhas de papéis no tribunal de minha cidade, tinha minha sala, um pequeno espaço que na verdade era bem grande se não fosse pela quantidade de pastas e buracos negros que ali se encontravam, alguns para analisar, outros para direcionar, poucos para despachar e menos ainda para assinar, enfim, por ali passaram inúmeros casos dos mais variados, até o recente escândalo do prefeito... bom, deixa pra lá o escândalo.&lt;br /&gt;Voltando... A segunda-feira, início de expediente, já sabia que iam me preparar uma festa surpresa no final do expediente por que sempre fora assim antes de mim e não seria diferente agora, eu era o último e as coisas pareciam estar da mesma forma de quando entrei.&lt;br /&gt;Naquele dia cheguei, pendurei meu casaco e chapéu ao canto da sala, liguei o ar-condicionado e limpei meu inseparável cinzeiro, ah! Aquela mesa tinha marcas! Eu adorava. Me animava ao ver marcas de cinzas toda vez que conseguia me livrar de uma pilha de despachos, era um registro, meu sinal, minha marca de que alguma vez eu tinha visto aquele pedaço de mesa sem aquele pastas em cima.&lt;br /&gt;As vezes penso que me sentia mais em casa no trabalho do que na minha própria casa que também estava forrada de papel, eram processos antigos, caducados, objetos de estudo, obras de arte!&lt;br /&gt;- Para onde vai levar essa pilha inútil? - Dizia meu chefe.&lt;br /&gt;- Para lugar nenhum - envergonhado - na verdade para casa, chefe.&lt;br /&gt;- Casa? Você não acabou de casar? Sua mulher vai querer juntar pastas inúteis do seu trabalho?&lt;br /&gt;- É... Sim... - com um sorriso amarelo - é que só quero estudar um pouco mais estes aqui.&lt;br /&gt;- Tudo bem meu jovem. Isso ainda vai te consumir. Papéis são uma desgraça! Esta burocracia ainda vai te devorar. - Ele sempre queria dar uma de pai tolerante, colocava o charuto na boca - você deveria curtir sua mulher. - Resmungava ele. Esta era a cena que se repetia de tempos em tempos, até notar que minha casa era incômoda para aqueles papéis e minha mulher se reclamava:&lt;br /&gt;- Até quando você vai trazer pra casa estas pilhas de papéis?&lt;br /&gt;- Vou para o porão! - Dizia eu franzindo a testa.&lt;br /&gt;Realmente não era uma coisa das mais inteligentes negar o amor a minha mulher e trocá-lo pelos processos, para mim era como mergulhar em um mundo a parte. Adorava passar horas estudando casos de grilagem de terras, sonegações fiscais, quadrinhas de informações e esquemas suspeitos, principalmente os federais. Até hoje, ninguém sabe o que deu o caso dos Aloprados mas eu... Bom, deixa pra lá.&lt;br /&gt;Ano pós ano, o porão reproduzia de alguma forma minha sala de trabalho, pilhas e pilhas de processos me faziam sentir aquele isolado, profundamente naquela atmosfera. Havia prometido a mim mesmo que escreveria uma biografia, compilando os casos que mais me interessavam. Aquilo tudo havia se tornado uma obsessão. Um dia desses, minha mulher olhava-me no porão:&lt;br /&gt;- Querido, tem notado que sua pele está ficando branca?&lt;br /&gt;- Branca? Eu sou todo branco. Não gosto de ir lá fora. - Nem sabia que de que cor era o jardim, na verdade nem lembrava se tinha um jardim.&lt;br /&gt;- Você está bem? - Perguntava-me ela.&lt;br /&gt;- Perfeitamente bem querida, agora me deixe em paz. Vá dar comida ao gato.&lt;br /&gt;- Não temos nenhum bicho de estimação Aristeu. Você está ficando fora dos eixos homem!&lt;br /&gt;- Seixos? Esse cara morreu semana passada vítima de uma emboscada! - Sim, eu havia entendido errado. Sentia a senilidade batendo a porta.&lt;br /&gt;A rotina trabalho, casa, trabalho, fez de mim um escravo de meus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;A festinha havia acabado, ganhei champagne, lembrancinhas, um abraço de meu chefe , agora ex, que veio só para me dar um abraço e me lembrar que deveria amar minha mulher. Ele não tinha mais aquele olhar paternal, estava careca com as laterais brancas; as secretárias estavam gordas e mal arrumadas; eu, tossia como reflexo de meu vício. Questionava-me internamente como aquilo havia chegado naquele ponto sem que percebesse a real situação. Não havia nada de errado, o tempo havia passado e meu dia havia chegado, o dia de dizer adeus. Soube de um substituto que se apresentaria no dia seguinte, exigência minha quando quando minha carta de aposentadoria havia chegado. Era o fim, era o processo, eu me via como apenas mais uma das infinitas pastas daquele gabinete, em cima da mesa, frio, metódico e carcomido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JenLzVHYGqM/T869a0wDjoI/AAAAAAAAAaU/v6WX3CPYg5U/s1600/portraiture.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-JenLzVHYGqM/T869a0wDjoI/AAAAAAAAAaU/v6WX3CPYg5U/s1600/portraiture.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Quando cheguei em casa, a noite, resolvi pedir uma pizza enquanto aguardava minha mulher chegar do trabalho, ela estava envolvida em uma ONG que ajudava crianças delinquentes ou qualquer coisa assim. Enquanto esperava na sala, acendi um cigarro, minha cabeça latejava com pensamentos embaralhados e um pouco de dor no corpo.&lt;br /&gt;- Seria este mais um presente de despedida? Uma gripe para fechar com chave de ouro? - Resmungava solitariamente, quando senti algo em minha boca, duro, parecia algo pontudo, olhei no espelho, era um dente! - Como um dente? - cuspi, ao vê-lo na pia, estranhei. Não doeu e não sangrou.&lt;br /&gt;Logo após, a campainha tocou, era o motoboy com a pizza. Dei uma gorjeta ao cara, abri a embalagem, conferi, tudo certo. Quando abro a embalagem novamente na cozinha, outro fato estranhíssimo - Um dedo! - Exclamei. Era só o que me faltava, fui buscar o telefone e reparei que não conseguiria digitar número algum.&lt;br /&gt;Da mesma forma que o dente, o dedo não havia doído, não havia sangrado e passaria despercebido se não fosse o cheiro fétido do buraco em minha mão. &lt;br /&gt;Corri novamente para o banheiro, olhei-me no espelho, havia algo errado com meu cabelo, havia um tufo faltando bem em cima da orelha, minha mulher estava certa desde aquele dia; estava muito branco, pálido como um cadáver perambulante. O que mais doía, confesso... Meu ego. Dali em diante as coisas só pioraram.&lt;br /&gt;Foi questão de horas desde a chegada de minha esposa ao seu espanto quando me encontrou na cama, coberto, de toca&amp;nbsp; e tremendo. &lt;br /&gt;- Aristeu! Deus do céu! O que você tem? - Pobre dela, correu pegar um termômetro e enfiá-lo em minha boca, em seguida, correu chamar um médico, o SAMU, ao voltar deu grito de horror; eu estava gelado, frio como um maço de papel úmido.&lt;br /&gt;Sentia minha vista enturvecer, já não conseguia ficar mais de pé, suava frio e pensava estar delirando ao ver o médico entrar.&lt;br /&gt;Nunca havia me dado a questões filosóficas da vida, sentia culpa, medo, desespero; sentia que minhas questões filosóficas nunca haviam passado da superficialidade ou produzido algo verdadeiramente relevante, nada além de meus estudos processuais. A quem agregaria aquilo afinal? - Perguntava-me.&lt;br /&gt;Era o fim da rotina e meus questionamentos seguiam. - E agora? - pensava.&lt;br /&gt;Finalmente minha elucubração chegou a ao veredito:&lt;br /&gt;- Senhora, sinto-lhe informar, seu marido, Aristeu, morreu! - Disse o médico.&lt;br /&gt;Minha mulher desatou aos prantos, a pior reação que havia presenciado em toda a minha vida curiosamente visto em minha morte. Minha esposa amada, abatida pelos sinais do tempo e sempre fiel! A única coisa que me confortava era que ela ganharia o céu.&lt;br /&gt;Sentia um alívio, se não fosse pela minha perna esquerda ter enroscado na maca e despregado do corpo, teria dado um belo defunto. &lt;br /&gt;Ah! Outro fato curioso, enquanto me transportavam para a geladeira, a ambulância sem querer passou por um buraco recém inaugurado, o solavanco me virou no carro.&lt;br /&gt;Um olho havia caído, fato só percebido quando já estava vestido; concertaram colocando um de vidro o qual me deu um aspecto menos perturbado, assim como o dente, o dedo e a perna, o olho caído não havia doído nem sangrado.&lt;br /&gt;Foi este o dia de minha morte: estranho, mal elaborado e sem sentido.&lt;br /&gt;No fundo, tudo era um processo, do começo ao fim, uma eterna rotina que havia me consumido, eu era apenas um dente na engrenagem burocrática qual meu corpo havia sido entregue e minha mente empregado em uma das atividades mais paralisantes da espécie humana.&lt;br /&gt;Sob a lápide, vivia em um caixão úmido, escuro e quente. Dedicava meu tempo a interminável experiência da pós-vida: ouvir conversas sem poder fazer absolutamente nada, minha situação era de pura inércia.&lt;br /&gt;Ouvia pessoas visitarem meu túmulo, colocarem flores, limparem em volta e suposições que não caberiam nem nas mais bizarras ficções.&lt;br /&gt;Diziam que havia morrido de tudo, desde de infarto, derrame, acidente de trabalho até por questões abstratas. Ao final de todas, creio que achei a que me dava um ar de dignidade, seu Zé, o faxineiro lá do andar; trabalhava nas sombras, ninguém prestava atenção nele, não vou contar como lembrava do nome dele para não interferir na singeleza de seu ato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9WDpxT6o4Us/T869btJ0IJI/AAAAAAAAAac/2nnFPnGsmg0/s1600/r_i_p__broken.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9WDpxT6o4Us/T869btJ0IJI/AAAAAAAAAac/2nnFPnGsmg0/s1600/r_i_p__broken.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Reconheci pela voz e jeito de falar, não sabia, ele escrevia pequenos papéis e notas de poesia baseados nas palavras usadas nos nomes das pastas, guardava em seu bolso, do jaleco, seu ato ao me visitar, foi declarar o poema ou algo próximo disso, sei do que leu: &lt;br /&gt;- Pobre doutô Aristeu, morreu pela papelada, tar de buorocracia - dizia ele - vivia pra trabalhá, no mei dasquela papelada, ele não percebia mas a gente via, se injurava por pouco, era isso todo dia. Da mulé, apenas esquecia, dele também... ninguém poderia dizer, quem sabe um dia discubra o dom da vida". &lt;br /&gt;Era isso! Brilhante seu José!&amp;nbsp; Se pudesse voltaria só para provar que fui do que dizia. Se pudesse encomendaria o epitáfio: Aqui jaz Aristeu, vítima do processo e da burocracia.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/8790106369510473571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/06/o-halito-do-cadaver.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8790106369510473571?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8790106369510473571?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/06/o-halito-do-cadaver.html' title='O hálito do cadáver'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GqTMalxnkng/T869aT07vYI/AAAAAAAAAaM/boTmlOeCIx4/s72-c/files_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEYDRXkzeCp7ImA9WhVUF0k.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-508145025057954400</id><published>2012-05-22T20:02:00.000-07:00</published><updated>2012-05-22T20:02:54.780-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-05-22T20:02:54.780-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>Cotidiano 2043</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p9cnRl43Q0w/T7xKUvA-N0I/AAAAAAAAAZI/iwbkEgaN0pI/s1600/mirror_by_zeno4ever.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-p9cnRl43Q0w/T7xKUvA-N0I/AAAAAAAAAZI/iwbkEgaN0pI/s200/mirror_by_zeno4ever.jpg" width="148" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Olhava-se
frente ao espelho. De um lado, tinha o nariz redondo, do outro, tinha o nariz
arrebitado, era&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;torto mas considerava
sua aparencia justa diante das ranhuras e mazelas do tempo sob seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Pelo
reflexo do espelho via sua mulher na sala de estar, tricotava sob tragadas
generosas do cigarro long size&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;em
movimentos que pareciam uma espécie de transe, toda vez que a vía daquela forma
lembraça da figura de sua avó, porém, sob aspecto menos decadente, os tempos
daquela modernidade haviam consumido a beleza sua beleza natural e a
transformado em um autêntico produto de seu tempo, somam-se sobrancelhas
artificiais, cabelos descoloridos e secos, um vestido apertado que espalhava
sua gordura para fora da blusa e traço vulgar de seu andar, sua obseção por
saltos altos já lhe havia garantido duas cirurgias nos joelhos. Ele a amava
mesmo assim e por inúmeras vezes se prendia a este pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Naquele
momento, fazia sua barba, entre os movimentos de lâmina, olhares de espelhos
teve um momento de iluminação, na veradade havia chegado a uma grande decisão,
alí do banheiro bebericando uma cerveja quente e perguntou a ela:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Mulher, o
cachorro ainda está lá fora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela
pigarreou, mirou a escarradeira ao chão, cuspiou fazendo o cobre retinir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não sei,
você fechou a porta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não
sei... - coçou a barriga. - Não me lembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A mulher
emitiu um gemido rouco e voltou a labuta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O
ventilador girava numa velocidade preguiçosa enquanto o rádio tocava ainda
inundava a sala com um antigo jazz, a música trazia a sua mente novos
pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Caminhou em
direção a janela da sala, olhado para fora, enxugava-se numa toalha suja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Mulher,
sabe de uma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Hm -
gemeu ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Preciso
escrever algo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela parou
de tricotar, olhou por cima do óculos e o encarou: - Escrever? Tudo bem, pois
então escreva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- É...
Sabe, não é apenas escrever por escrever, é um trabalho extenso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Extenso... - resmungava ela. Sempre com a mania de repetir as últimas palavra
da conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim,
extenso, só que preciso de um tempo de confinamento, entende?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Confinar... - repetia ela como se fosse um eco rouco. - E que tipo de
confinamento é esse? Para escrever suas memórias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não
exatamente, são alguns ensaios em princípio. Tenho tido sonhos, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sonhos...
Agora que está velho? - Roncava sua voz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DK4RqYg-Gd4/T7xKSHfnhKI/AAAAAAAAAZA/jhXL2UU-zSY/s1600/dog_design_by_elioli-d3dgzd1.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-DK4RqYg-Gd4/T7xKSHfnhKI/AAAAAAAAAZA/jhXL2UU-zSY/s200/dog_design_by_elioli-d3dgzd1.png" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não, não
são sonhos de vida, são sonhos noturnos e profundos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Profundos
ahn... Bom, sabe que isso representa um risco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim, sei
sim! Renúncias, mentiras, acobertamentos e omissões... No fundo, já temos idade
para isso e eu estou pronto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Isso
significa que estou envolvida de certa forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ele a
encarou placidamente, ela levou a mão ao bolso, olhava pela janela em direção
ao prédio da frente, tirou outro cigarro, acendeu, tragou profundamente. - Tudo
bem... Eu topo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Eu te amo
meu amor! - Terminou de se enxugar deu um beijo na mulher foi tomar um banho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Na semana
seguinte apenas ela apareceu na reunião de condomínio, não era qualquer
condomínio e não era qualquer reunião, era um prédio vertical, uma arcologia de
concreto e aço com uma enorme cúpula de vidro com ruas e carros voadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A vida
dentro daquele lugar gigantesco parecia ser como numa metrópole qualquer por
suas redes de informações, aparelhos portáteis e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;artificialidade que impulsionavam o desejo
das pessoas. Todos estavam conectados e buscavam relevância, era possível
apontar o celular e ler o profile do outro indivíduo por meio de uma realidade
aumetada surgida na tela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A falta do
maestro fez-se sentida principalmente na abertura da última reunião anual dos
condôminos da ala 7, não que sua abertura e músicos fossem lembrados em outras
solenidades como parte principal mas naquele dia, as pessoas, sentiram sua
falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5DjYW427v_w/T7xLEVfB2HI/AAAAAAAAAZQ/fWUiyX4KLMA/s1600/trompete_by_Baltucz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-5DjYW427v_w/T7xLEVfB2HI/AAAAAAAAAZQ/fWUiyX4KLMA/s200/trompete_by_Baltucz.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O maestro e
sua orquestra sempre abria o cerimonial como parte da solenidade. Naquele dia
não houve substituto, apenas sua esposa que subiu podendo ser o centro das
atenções, viu que alí ouvia claramente o borburinho e o comentários vindos
debaixo do pulpito além da orquestra atrás. Com sinais o contra regra pediu que
apagassem as luzes e ascendesesm os holofotes para ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Seu traje,
uma calça vinil justa, evidenciava a decadência da moda que escolhera para
parar no tempo, um colete fluorescente realçava o decote e a gordura que
escapava em cima do sinto, ela, iniciou o discurso: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Boa noite
meus queridos! - Fez-se silêncio. - Estou aqui para representar meu marido,
finad... - pigarreou, cuspiu na borda da tuba de um músico fazendo o retenir -
...digo, digo, meu doente marido e mestre de abertura da cerimônia Mestre Linus
Invictus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O que
houve com ele? - Gritou uma voz da platéia em meio a escuridão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Ele se
sentiu mal, logo após o almoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- E não foi
ver um médico? - Gritou outra voz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não, não
foi algo sério, garanto. Foi apenas uma indisposição pós almoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O
borburinho começou a aumentar, ela levantou as mãos pedindo a última palavra. Algúem
da banda gritou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Por que
ele não nos avisou a tarde pela Rede?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A mulher
ficou impaciente: - Oras! Ele foi se deitar após a má sensação. Como poderia
pensar em escrever algo ou concentrar-se? - O silêncio foi cortado por um som
rasgando na platéia, alguém havia soltado um pum. - Por isso, vim aqui em seu
nome pedir-lhes que comecem a reunião sem ele, é o últi.... digo, era o que ele
havia me pedido e que tocassem algo menos formal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Oh! Menos
formal? - disse o violinista - Como se desfazer de toda pompa assim de
improviso? - Repetia para si mesmo. - Tocar algo menos formal? Ele deve estar
tendo delírios. - A orquesta estava de luto, os músicos tinham seus olhos
molhados, todos haviam sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela
agradeceu, despediu-se e abanando os braços deu sua representação por encerrado
sua participação naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O flautista
levantou-se e pediu sugeriu: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Pois
então toquemos algo alegre e que respeite as boas maneiras deste momento!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Certamente! - Respondeu os companheiro ao lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Em casa,
ele foi até a porta, abriu-a e encontrou o cachorro, sorriu, colocou para
dentro em meio a latidos de felicidade do canino. - Oh! Ho ho! - Dizia ao
cachorro. - Obrigado pela companhia.Colocou a comida em sua vazilha e subiu
pelos estreitos degraus até seu quarto carregando toalhas, roupas e uma
cafeteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Passados
algumas semanas ele saiu do recôndito com um grande maço de folhas escritas
debaixo do braço e arratando um cobertor. Sua esposa estava na sala como de
costume tricotando uma roupa para o cachorro quando ouviu os passos e a figura
de seu marido descendo as escadas sob longas barbas, olheiras profundas e uma
tez séria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Olá! -
Fez ela, tragando seu cigarro profundamente. - Terminou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim! -
Olhava para o horizonte como se estivesse contemplando uma enorme paisagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Conseguiu? - Pigarrou, cuspiu na escarradeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim!
Consegui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela o
encarava sob os óculos vendo o com os papéis a mão. - Está feito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Não houve
tempo para a resposta, naquele momento a campainha soou, eles se encararam, ela
falou baixinho, movendo os lábios: - São eles! - Seus olhos correram
rapidamente em direção a porta, ele soltou os papéis no chão e correu em
direção ao quarto parando apenas no último degrau e dando o último recado a
mulher: - Esteja pronta meu amor! - Ela fez sinal como se o tocasse embora e
seguiu em direção a porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Olá
madame. - Era o violonista da orquestra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim? -
Encarava-o sob os óculos e olhar sério. Viu que logo atrás dele estava mais um
grupo de homens e ao que pareceu eram todos companheiros de música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Viemos
cumprir nossa palavra, queremos seaber a quantas anda o senhor seu maestro
Linus Invictus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Ele está
bem, deitado e descansando. - Fez como se fosse fechar a porta na cara deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Poderíamos entrar para vê-lo? - Perguntou o trompetista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A parta se
fechou, eles se entre olharam com seus aparelhos comunicadores a mão e ela
abriu a porta novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Vamos,
entrem. Ele está lá em cima. - Apontou com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Entraram
como se investigassem cada canto do local. - É por alí. - Indicava sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No quarto,
ele estava atrás da porta, cuidando para que não pegassem seu espéctro com o
dito comunicador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5wDx_3doFVo/T7xMBJCP1ZI/AAAAAAAAAZY/4LOAOCR6S90/s1600/Empty_bed_by_salexa92.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-5wDx_3doFVo/T7xMBJCP1ZI/AAAAAAAAAZY/4LOAOCR6S90/s200/Empty_bed_by_salexa92.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;- Maestro
Linus? - Dizia o violista. Ouvindo apenas uma tosse seca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Pois
nã.... Rhhcoff - Cof - Cof! - O quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Somos nós
maestro Linus! Seus músicos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Oh sim! -
Cof Cof. Como vão nobres amigos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Viemos
ver o senhor! Todos estão apreensivos depois da última reunião que o senhor...
- foi interrompido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Eu sei,
eu sei, não estava lá. Cof Cof....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O senhor
viu um médico, precisa de algo? - Perguntou o trompetista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não, não!
Está tudo bem! Cof Cof Cof Não se preocupe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Os músicos
estavam tensos, apertavam o comunicador nas mãos e chapéu contra o peito. -
Mas... Queremos ver o senhor. - A voz era quase apelativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Já disse
que estou deitado e... Cof Cof me recuperando, não quero ver ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Os músicos
se entre olharam novamente. - Bom, só queríamos desejar bons fluídos e que
volte para ensaiar conosco o quanto antes, não temos ninguém com o brilhantismo
do senh... - foi interrompindo novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Eu sei,
com meu brilhantismo, obrig... Cof Cof.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O violista
olhou para trás: - Bom pessoal... - Balançou os ombros desapontado - Vamos
embora, ele não quer nos ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Desceram as
escadas, passaram pela sua esposa que estava calmamente colocando comida para o
cachorro - Até mais minha senhora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Hmm -
Murmurou ela e saíram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O
violinista comentou com o trombonista: - Não é estranho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O quê? -
disse o músico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Oras,
eles aí. Sem ninguém mais responsável, parece que nem se preocupam... - o
flautista interrompeu completando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Vocês
viram que havia algo estranho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O quê? -
Disse Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Havia um
monte de papéis pelo chão quando entramos e quando saímos, tudo estava
arrumado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Bobagem!
- Disse o fagotista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O
trompestista e o flautista se entre olharam: - Seria o testamento do maestro? -
disse o flautista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Parem com
isso! - disse o violinista ainda com o olhar decepcionado - ele apenas quer
ficar sozinho, estava tossindo como um cachorro engasgado não viram?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não! Não
vimos nadar. - Disse o flautista. - Pareceu que quiz nos evitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- E aquela
mulher dele, com todo respeito é muito suspeita! - Complementou o trompetista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;-
Bobagem... - dizia o violinista - Bobagem... Parem com isso, nosso maestro
Linus Invictus é de uma confiança ilibável! Um homem de caracter indelével.
Vocês é que são suspeitos por não respeitarem este momento de convalescencia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Seguiram
ala a fora, voltando pelo caminho vieram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r3-8l3d4oVg/T7xNAvYKlqI/AAAAAAAAAZg/0e8AV6pcys0/s1600/Jazz_Notes_by_vbubnov.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-r3-8l3d4oVg/T7xNAvYKlqI/AAAAAAAAAZg/0e8AV6pcys0/s320/Jazz_Notes_by_vbubnov.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ainda sim,
nas semanas de isolamento e após aquela primeira visita dos músicos, o maestro
retornou algumas menssagem, ligações e outros contatos de modo que boa parte do
tempo dedicava-se ao seu próposito de escrever suas memórias. Sua mulher fazia
toda a acessoria, dava notícias, publicava fotos em seu profile, manipualva
prescrições médicas e chamava a questão para ostracismo de músicos como o seu
marido e como este tipo de situação expunha as chagas sociais de que eram
vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;As matérias
e notícias ganhavam repercursão por toda ala 7. Deu-se início a um grande
assédio na porta do músico. Sua esposa, para onde fosse, era parada nos lugares
para responder perguntas do tipo "Como vai o maestro?", "Já se
faz melhor nosso condutor?", "O que o médico disse?" entre
outras perguntas que só aumentavam os comentários e prol de sua doença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;De alguma
forma, viram suas vidas se transformando, o embuste havia criado um clima de
atenção sobre a figura do músico que até então havia vivido décadas no
anonimato e dinheiro contado. Nunca imaginou que seu isolamento lhe renderia
tantos interesses e oportunidades. Via sua conta bancária subir a cada dia,
doações de toda a arcologia chegava a fim dar um fim digno a aquela pobre
situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Diariamente
recebia em sua porta anônimos que queriam vê-lo e ouví-lo. Recebia condolências
de várias formas, virtuais e pessoais enviados até por autoridades locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Com o dever
de manter tudo as escondidas sua mulher arquitetava um plano minusioso para
manter o músico não muito perto da massa, coisa que estava ficando cada vez
mais complicada. Tinha que estudar sua rotina diariamente para não ser
surpreendida com as mesmas perguntas e assédio dos fãs, palavra que soava
estranho para ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Certa
noite, olhando-se no espelho, contemplava seu corpo, praticamente sem nenhum
traço de juventude, via as marcas, dobras e excessos, pareceu olhar-se
verdadeiramente após muitos anos e reconheceu que seu manequim havia mudado há
muito tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Passou a
mudar algumas peças e assistir programas infantis sobre moda adulta, tão em
alta em sua época, até foi convidada por Miquele D'nev, o jovem transexual que
queria ouvir sua história de perto e expor o bullying que músicos de sua idade
sofriam. Aprveitou a chance e lançou a data da aparição pública de seu marido e
revelando em primeira mão que ele, Linus Invictus estaria lançando suas
memórias "Linus: ascenção, decadência e iluminação" escrito em um
período difícil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No camarim,
o jovem transexaul pediu a sua produção que ficasse um tempo com ela:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- A senhora
foi demais! Brilhante, brilhante! Estou tão empolgada com o sucesso do show de
hoje que até poderia beijá-la, posso? - Aproximou-se dela sentindo o hálito do
tabaco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Hm... -
Ela deu um passo atrás e cuspiu em um copo que bebia champagne fazendo o
retinir - Não tenho este hábito pequeno Miquele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O garoto
encarando-a, segurou pelos braços: - Como assim? Ah, pobrezinha, pensei que
estive carente só depois de Linus Invictus caiu doente! - Levava as mãos a
cabeça. - Ahh! - lamentava ele - Posso dizer outra coisa senhora Linus?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Hmm. -
Respondeu ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VtGSEUCGYbI/T7xPEIwk3CI/AAAAAAAAAZo/nAG9QOnRvh4/s1600/Microphone.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://2.bp.blogspot.com/-VtGSEUCGYbI/T7xPEIwk3CI/AAAAAAAAAZo/nAG9QOnRvh4/s200/Microphone.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No dia
marcado, quarta-feira, houve grande comoção, o centro de eventos da ala 7 havia
parado para ver Linus Invictus que encontrava-se pronto para retornar a
orquesta e vencer de vez sua doença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Sua chegada
havia sido um tanto quanto tumultuada. Todos queriam vê-lo e saber de seu
estado, sua imagem, barbas longas e olheras profundas. Uma foto tirada por sua
esposa em dias de trabalho intenso, havia sido divulgada e estava em todo lugar
como numa espécie de corrente e símbolo popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Linus havia
se preparado, aparado a barba, caprichado no perfume e poucos minutos do grnade
momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Me dê um
beijo amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Claro! -
Respondeu ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ele não
havia percebido, após muitos anos de convivência sua mulher não respondeu com
um gemido de concordância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;As dezenove
horas, subiu ao pulpito e anunciou seu retorno a orquestra e a vida pública de
músico. Usou boa parte do seu tempo expondo seu período de doença e isolamento
e anunciando a pré-veda de seu maior projeto, finalizado durante seu período em
que esteve longe do público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A comoção
era notável. Sua esposa, atrás das curtinas, estava muito diferente do que
costumava ser, tinha o cabelo liso, preto, sem os óculos e estava emagrendo. Havia
passado por um cirurgião gastroplastico na semana seguinte a aparição do show
de Miquele D'nev. Antes de ver o discurso terminado, saiu e foi comprar algo
especial para celebrar aquele momento e desta vez não precisou de disfarce. Dirigiu-se
a uma cafeteria próxima ao auditório para comprar grãos de café com chantili, o
preferido de Linus, aproveitou e pediu uma bebida, acompanhando o marido pela
tela de projeção ía acender um cigarro quando encarou seu reflexo no espelho. Próxima
a ela, havia um casal de jovens com roupas descoladas que reclamavam em voz
alta, irritados, ela não deu atenção até ouvir o nome do seu marido:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Linus
blá-blá-blá! Que idiota! - Dizia o jovem de cabelo verdes arrepiados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- É...
Também odeio esses draminhas fabricados. - Acrescentou a jovem também de
cabelos esquisitos porém laranjas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Você sabe
que isso é uma grande fraude né? - Voltou a falar o jovem de cabelos verdes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- É uma
grande patifaria, não sei por que não prendem esses otários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não não,
você não entendeu. No final de semana vão exibir um vídeo naquele programa de
denúncias anônimas desmascarando o babaca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ao ouvir
aquilo, sua espinha havia congelado. Amaçou o cigarro e foi em direção em mesa
dos jovem, pegou o de cabelo verde pelo colarinho e ralhou-o:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não tem
nada de falso nisso! É tudo pura verdade! - Fechou a boca puxando o mais
profundo da saliva empapada na gargante e cuspiu no copo de refrigerante do
garoto, desta vez não retiniu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KxMj5Wg3Ns4/T7xQpoQAoYI/AAAAAAAAAZw/1e9L0F-IBsg/s1600/slim_girl_by_sf19999.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-KxMj5Wg3Ns4/T7xQpoQAoYI/AAAAAAAAAZw/1e9L0F-IBsg/s200/slim_girl_by_sf19999.jpg" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No caminho
de volta, dentro do carro, estava nervosa e inquieta. Abria e fechava as mão
incontrolavelmnte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Amor, o
que achou? - Dizia Linus com um ar aliviado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Bom... Excelente!
- respondeu ela laconicamente - Todos te ouviram não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim,
sabem que será um grande lançamento! As editoras estão alvoroçadas com o livro!
Vários agentes quiseram saber das próximas publicações. Acredito que estou
conseguindo o que queria, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sei, sim,
sei que está conseguindo mas se não agirmos rápido, tudo será colocado abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ele ficou
em silêncio. Chegando próximo a seu apartamento comentou: - Querida, posso
dizer uma coisa? - Ela não disse nada. - Percebi que está mudada ultimamente,
até sua voz mudou. - Deu início a um monólogo. - Não falei mas sabe, todos
estes anos, trabalhando pela sobrevivência apenas ví que hoje sou prestigiado,
as coisas realmente mudaram, incluindo você... Está perfumada, não cospe mais
pela sala e tampouco está fumando, não sei o que fez mas está magra, sinto-me
até sem jeito as vezes, olho para o lado e vejo outra pessoa - Ela permanecia
em silêncio. - Sabe, preciso ser extremamente sincero, após hoje, sinto que não
quero mais morrer. Sinto que fiz algo por nós, pela orquestra, pelos músicos,
aquela sua aparição de Michele D'nev... Enfim... tudo está relacionado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela o
olhava pelo canto dos olhos sem falar nada, mantendo a inquietação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Linus,
vamos para casa. - Completou ela ignorando a emoção do marido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O quê? -
Dizia ele ainda embriagado pelo momento. - Quero comemorar meu bem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não há o
que comemorar agora Linus. Estão nos filmando. - Disse séria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Isto não
é ótimo? - Abriu a janela e começou a dar tchauzinhos a esmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Em um
ímpeto, ela o empurrou para dentro, foi a primeira vez que Linus se sentiu
verdadeiramente ultrajado pela mulher, ela jamais havia tido atitudes tão
agressivas, olhou seu rosto pelo retrovisor, a alegria não andava começa a se
deteriorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Amor,
reparou que as janelas estão mais escuras? Parece que colocaram um filme em
nossas janelas. - Ela não o ouviu, irrompeu irritada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Ah!
Jornalistas do inferno!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- O que foi
meu bem? - Disse Linus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Aqui
está! - Jogou o tablet em sua frente com a manchete principal estampada: Linus
Invictus, a nova celebridade farçante! - Era uma descrição completa de todo
plano arquitetado por ele e sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Ora!
Como? - Dizia ele não entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Linus,
você não viu isso também. - Mostrou em um clique o programa que foi ao ar onde
haviam filmado suas semanas de reclusão e suposta doença onde bebia, ria e
caminhava nú.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Ora, ora,
ora! Quem fez isso meu amor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela se
dirigiu a ele como se medisse dois metros de altura, estava sensual, alta,
magra, de saltos e imponente. - Você fez isso seu monte de merda! - Agarrou-o
pelo pescoço e lançou pela porta, Linus se desiquilibrou e saiu em direção as
escadas, não viu o cachorro no primeiro degrau, pisou em seu rabo que
revidou-lhe uma mordida e o fez rolar escada abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e58Uz-HrV8g/T7xRoCYSwlI/AAAAAAAAAZ4/BWac0Ws3J_A/s1600/a_helping_hand_by_paulznl-d4nnldo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-e58Uz-HrV8g/T7xRoCYSwlI/AAAAAAAAAZ4/BWac0Ws3J_A/s200/a_helping_hand_by_paulznl-d4nnldo.jpg" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Estatelado
no chão, se contorcia enquanto ouvia a esposa falar ao telefone, não conseguia
identificar com quem ela brigava, talvez o advogado, um jornalista, não sabia
ao certo, ouviu os passos de sua mulher descendo a escada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- É isso
que você queria? - Chutou nas costas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Linus,
chorava, gemia e em sua cabeça nada daquilo fazia sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O telefone
tocou novamente, sua esposa atendeu, começou a chorar e segiu para a porta como
se esperasse alguém, eram os enfermeiros seguidos de dois homens que filmaram
toda a situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela o viu
ser amarrado a uma maca, imobilizado, sob sons de soluços e lágrimas que
derramava em frente as câmeras, ele foi levado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;As vendas
de "Linus: ascenção, decadência e iluminação" estavam em alta,
batendo o recorde de permanência em primeiro lugar na categoria de 1o livro de
não ficção mais incrível. A esposa de Linus, cuidou que ele permanecesse em coma
por vários meses a fio a fim de refutar todo o embuste e dizer que o seu quadro
era de recaída, desta vez com câmeras em seu quarto 24 horas, exceto quando os
médicos vinham lhe ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Convidada
novamete ao programa de Michele D'nev pode mostrar a nova casa e decoração que
havia adquirido, agradeceu aos patrocinadores, falou dos escritos deixado pelo
marido e como tudo aquilo era aterrorizante, não se via sem o marido e sua
música para as pessoa principalmente da ala 9. Não pode deixar de ser notícia
novamente quando no camarim de Michele D'nev foi pega com meninos na banheira. Fato
que negou horas depois dizendo ser armação de paparazzis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No dia que
Linus saiu do coma, estava em uma sala requintada, sem janelas mas bem
iluminada por luzes naturais, havia uma mesa, cadeira confortável, computador,
papéis, tudo o que necessitava para escrever, chamou pela mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5znzriuZRcA/T7xSYAmXPeI/AAAAAAAAAaA/oHDURsAtCNE/s1600/Parker_Pen_by_MattTheSamurai.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://2.bp.blogspot.com/-5znzriuZRcA/T7xSYAmXPeI/AAAAAAAAAaA/oHDURsAtCNE/s200/Parker_Pen_by_MattTheSamurai.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ela entrou
no quarto serenamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Amor, conseguimos?
- Perguntou ele afônico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim meu
amor, conseguimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Então,
agora eu posso voltar a escrever?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim pode,
aqui será seu lugar até o fim de sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Oh, não
poderei mais sair?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Não... -
Lamentou ela com lágrimas nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Então,
fui dado como morto oficialmente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Sim...
foi. - Dizia ela em soluços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Eu te
amo. - Disse ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;- Também te
amo Linus. - Chorou borrando a maquiagem. - Sempre te amarei mas você sabe o
que precisa fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
- Escrever amor, escrever...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/508145025057954400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/05/cotidiano-2043.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/508145025057954400?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/508145025057954400?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/05/cotidiano-2043.html' title='Cotidiano 2043'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-p9cnRl43Q0w/T7xKUvA-N0I/AAAAAAAAAZI/iwbkEgaN0pI/s72-c/mirror_by_zeno4ever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;AkcGQX0zeip7ImA9WhVWF0w.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-8016388841120945996</id><published>2012-04-29T09:47:00.000-07:00</published><updated>2012-04-29T09:47:00.382-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-04-29T09:47:00.382-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>Fast Food 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_cRQ8Qtadh0/T5wd6OXuGbI/AAAAAAAAAYk/WWLcRirowKs/s1600/mannequin_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-_cRQ8Qtadh0/T5wd6OXuGbI/AAAAAAAAAYk/WWLcRirowKs/s1600/mannequin_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Alimentar-se em transito era uma das coisas que mais detestava. Sempre que precisava ia até uma lanchonete conhecida ou cafeteria com uma cara digna e comprava algo. Infelizmente naquele dia passava por uma cidade onde via claros sinais de disparidade entre o tamanho da cidade e o terminal rodoviário que havia desembarcado, desconfiava estar sob um grande elefante branco porém confortável, sentimento que o fazia minimizar sua indignação política.&lt;br /&gt;
- Olá bom dia moça - ela não respondeu - Tem chá batido?&lt;br /&gt;
- Não estamos atendendo. - Respondeu a mocinha antipática apesar de sua beleza física.&lt;br /&gt;
- Ah não? E por quê?&lt;br /&gt;
- Troca de turno...&lt;br /&gt;
Pegou sua bagagem do chão foi até o caixa.&lt;br /&gt;
- Ei, escuta, quanto tempo para me atender? - Insistiu.&lt;br /&gt;
- Já não disse? Troca de turno. Se quiser espera uns 20 minutos. &lt;br /&gt;
- Mas nem uma garrafa d'água podem me vender? É só pegar na geladeira. Tá bem aí atrás de você.&lt;br /&gt;
- Não tem atendimento, ouviu bem? - Olhou com raiva para ele e deu as costas.&lt;br /&gt;
Não entendia, só queria um produto que estava no catálogo, sentia-se culpado por ter tido uma recepção tão grosseira e sem motivos. Enquanto isso a mocinha estava entretida no celular, havia outras duas limpando atrás do balcão conversando sobre a novela do horário nobre.&lt;br /&gt;
Olhou no bilhete, viu o horário de seu embarque e conferiu no seu relógio, tinha ainda bons 50 minutos até a partida. &lt;br /&gt;
Arrastando suas bagagens se dirigiu para a outra extremidade do terminal onde havia a mesma franquia só que uma loja maior, curiosamente notou que não havia nenhuma outra loja do mesmo serviço no recinto, internamente havia confirmado, estava sob um belo elefante branco de contratos marcados.&lt;br /&gt;
- Ei! Ptzzz! Mocinha, pode me vender um chá batido? - Ninguém do outro lado do balcão para responder.&lt;br /&gt;
Saiu da fila, coçou a cabeça, mais pessoas chegavam para embarcar e uma pequena fila se formou em frente aquela&amp;nbsp; lanchonete, decidiu voltar nela e tentar mais uma vez.&lt;br /&gt;
- Difícil aqui né? - Comentou com uma adolescente de fones de ouvido atrás dele.&lt;br /&gt;
- Ah? - Reagiu ela tirando os fones de ouvido.&lt;br /&gt;
- É difícil o serviço de lanchonete aqui neste terminal.&lt;br /&gt;
- Ah é... - fez ela girando os olhos e voltando para sua bolha.&lt;br /&gt;
- Tá quente né? - Imaginou que ela o deveria achar um grande tarado.&lt;br /&gt;
A menina nem deu resposta, colocou seus óculos de sol.&lt;br /&gt;
Via que um a um ia saindo da fila. Chegou novamente a frente da atendente:&lt;br /&gt;
- Um chá batido, por favor.&lt;br /&gt;
- Não estamos atendendo. - A expressão de deboche estava estampada na cara da atendente.&lt;br /&gt;
- Também não? Não vai me dizer que vocês também estão trocando de turno?&lt;br /&gt;
- Isso mesmo. Troca de turno.&lt;br /&gt;
- Por quê? Eu só quero uma coisa que tá no menu!&lt;br /&gt;
- Só daqui a vinte minutos.&lt;br /&gt;
Olhou para o relógio, haviam se passado os 20 minutos do outro quiosque. &lt;br /&gt;
Lamentou profundamente o dia, o serviço, a cidade e aquele local.&lt;br /&gt;
Saiu da fila, andou até o ônibus que havia encostado para embarcar as malas, colocou sua bagagem no compartimento, pegou o recibo, olhou novamente para o relógio, ainda lhe restava 10 minutos. Voltou a lanchonete, a fila estava menor, dava tempo para tentar mais uma vez.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oZkoyLn5g5Q/T5weE_VgUlI/AAAAAAAAAYs/j2P5z5u3pOQ/s1600/Quiosco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-oZkoyLn5g5Q/T5weE_VgUlI/AAAAAAAAAYs/j2P5z5u3pOQ/s1600/Quiosco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;- Pois não? - Disse a atendente.&lt;br /&gt;
- Chá batido! - Foi na lata, tinha o cardápio em mãos.&lt;br /&gt;
- Não tem!&lt;br /&gt;
- Tem sim! Tá aqui! - Mostrou no cardápio.&lt;br /&gt;
- Não tem senhor, só de lata.&lt;br /&gt;
- Ahhhh, eu não quero de lata! - Respirou fundo - Ah, me dá duas garrafas de água então.&lt;br /&gt;
A atendente foi até a geladeira a dois passos atrás dela e entregou a ele. - São oito reais.&lt;br /&gt;
- Oito reais por duas garrafinhas? - Pegou uma das garrafas, observou. - Ainda por cima desta marca vagabunda?&lt;br /&gt;
- Oito reais e só no dinheiro. - repetiu ela friamente.&lt;br /&gt;
Podia sentir o sangue subindo-lhe a cabeça, o relógio apontava 3 minutos para o desembarque, ouvia o motorista acelerando como se fosse uma espécie de última chamada, via a fila do embarque aumentar. Sentia a pressão do momento, suava de nervoso.&lt;br /&gt;
- Dinheiro? Eu não tenho dinheiro!&lt;br /&gt;
A atendente ignorou o comentário, protestou: - Então me devolva.&lt;br /&gt;
Em cima do balcão havia uma pequena placa para onde apontava - Aqui diz que vocês aceitam todo tipo de cartão e vários tickets! Esses sim eu tenho! - Sua expressão era de transtorno raivoso.&lt;br /&gt;
- O sistema está fora do ar senhor, sem previsão de volta.&lt;br /&gt;
- Ahhh! - Bateu as garrafas no balcão de modo que a fez esmagar e arrebentarem, lavando o monitor do caixa. - Eu quero que vocês explodam!&lt;br /&gt;
- Senhor! Senhor! Não estamos aceitamos cartões no momento, entenda! - Dizia a atendente indignada com a reação.&lt;br /&gt;
- Ah idiota, idiota! - Girava as mãos esbaforido. - Como vocês só aceitam dinheiro num lugar destes? Eu deveria saber! Maldito elefante branco! Maldito! Ahhh! - Pulou o balcão e começou a chutar a geladeira de onde havia duzias de garrafa d'água.&lt;br /&gt;
A baixaria foi instaurada, a atendente começou a chamar pela sua amiga.&lt;br /&gt;
- Cleonice! Cleonice! Vem aqui! Cleonice!&lt;br /&gt;
A mulher apareceu da cozinha com uma panela na mão, parecia que a estava lavando, foi para cima dele tentando contê-lo, a geladeira havia sido derrubada, ele gritava para a torneira.&lt;br /&gt;
- Onde está o chá? Onde está o chá?&lt;br /&gt;
Cleonice foi para cima dele com a panela. A fila acompanhava sem reação. Alguns saíam para pegar suas máquinas fotográficas e celulares para filmar.&lt;br /&gt;
Fora de si, o homem tomou a panela das mãos de Cleonice tentando se esquivar do ataque e revidou.&lt;br /&gt;
Deu-lhe no queixo tombando-a imediatamente, em seguida, deu na geladeira deitada, deu no monitor, no monte de cardápios e por fim nas costas da atendente que o debochara.&lt;br /&gt;
Pulou o balão gritando por chá enquanto alguns seguranças vinham em sua direção, girou a panela na mão e a arremeçou em direção ao segurança que estava há alguns passos dele, tombou este também.&lt;br /&gt;
Correu para o ônibus segundos antes da porta se fechar, jogou o bilhete nas mãos do motorista que mal conferiu os dados, ele mal havia percebido a confusão, as luzes de seu painel simplesmente ofuscava a luminosidade externa.&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IwKSVvsVCeU/T5we4zUzokI/AAAAAAAAAY0/fHGYscvbA24/s1600/Texture_with_color_lines.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-IwKSVvsVCeU/T5we4zUzokI/AAAAAAAAAY0/fHGYscvbA24/s1600/Texture_with_color_lines.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Respirando profundamente, o homem havia sentado ao lado de uma senhora que ignorava sua presença. Sentindo sua camisa encharcada sob o ar condicionado intenso murmurava "Que explodam, que explodam!&amp;nbsp; Não vou reclamar."&lt;br /&gt;
Sentia a adrenalina baixar, tinha sede e aos poucos seu olhar se perdeu no horizonte, a paisagem ia anestesiando ao ponto de notar que havia urinado na poltrona. &lt;br /&gt;
O motorista percebeu que alguns homens se jogavam no caminho do ônibus acenando alguma coisa que não queria prestar atenção, um deles chegou até a bater pela lateral.&lt;br /&gt;
- Droga de vendedores de livros! - Murmurou ele saindo como veículo pelo terminal.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/8016388841120945996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/fast-food-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8016388841120945996?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/8016388841120945996?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/fast-food-2.html' title='Fast Food 2'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_cRQ8Qtadh0/T5wd6OXuGbI/AAAAAAAAAYk/WWLcRirowKs/s72-c/mannequin_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0IFR3g5fSp7ImA9WhVXFko.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-3049463709830157836</id><published>2012-04-17T09:18:00.000-07:00</published><updated>2012-04-17T09:18:36.625-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-04-17T09:18:36.625-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Decadência</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0INC_VP1h40/T42BjW87T8I/AAAAAAAAAYU/AN0Zuw8huk4/s1600/159187_2702.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-0INC_VP1h40/T42BjW87T8I/AAAAAAAAAYU/AN0Zuw8huk4/s320/159187_2702.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Lugares decantes são interessantíssimos, intrigantes, inspiradores, melancólicos e repleto de histórias. Quantas pessoas passaram na última hora pelo mesmo portão de séculos atrás, perto de irem embora o mesmo relógio, a mesma faxada e na última linha entraram no transporte da empresa que anunciaria concordata no dia seguinte.&lt;br /&gt;Lugares decantes são cheios de marcas, pinturas mal executadas, cobertos de tintas de marcas desconhecidas, super faturadas e sob cicatrizes de funcionários públicos que por negligência da administração se acidentaram ocasionalmente nas últimas gestões para alimentarem suas famílias.&lt;br /&gt;Lugares decantes são mal falados e amaldiçoados por criaturas transvestidas de pessoas em trajes políticos mantidos pelos mais esquisitos panos pretos sob um sol de 38 graus em Janeiro ao meio dia.&lt;br /&gt;Lugares decantes são mal cheirosos e descritivos como cabines de banheiros públicos de rodoviária que não cobram pela entrada onde ali outro dia jazia um portador de necessidades especiais que por falta de assistência em suas muletas escorregou,&amp;nbsp; caiu em uma poça de urina e teve convulsões, não se a poça era sua ou uma mistura de odores dos dez mil quinhentos transeuntes que naquele dia não deram a mínima para a placa "Não jogue papel no chão".&lt;br /&gt;Lugares decantes são nojentos pelas melecas e cusparadas impregnadas por entre os frisos das paredes, pelos buracos de rejunte no chão, incontáveis chichetes debaixo dos bancos e por detrás dos pilares.&lt;br /&gt;Lugares decantes dão medo de esperar o inesperável que pode acontecer a qualquer momento da mesma forma que ocorreu com a notícia policial estampada no jornal preso há mais de 20 anos no mural de vidro trincado protegido em uma sala abandonada sob portões e um cadeado enferrujado.&lt;br /&gt;Lugares decantes escondem sob sua face as injustiças e chagas de uma sociedade adoecida, revelam a ferida cheia de pus das entranhas da cidade e um quadro patológico irreversível.&lt;br /&gt;Lugares decantes são cheios de morbidez e gordura. Desde o china que comprou do italiano que havia sido do português amigo do prefeito após a inauguração do teatro da cidade localizado no mesmo quarteirão da funerária municipal na época considerado um avanço e progresso por mais de 75% da população quando entrevistada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-valHyjdM738/T42BuKiB2nI/AAAAAAAAAYc/gAIWKQWH4GQ/s1600/urban-decadence.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-valHyjdM738/T42BuKiB2nI/AAAAAAAAAYc/gAIWKQWH4GQ/s200/urban-decadence.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Outro dia uma pessoa caiu ali em frente da palmeira imperial, plantada 
pelo fundador da cidade, disseram no hospital que o morto teve 
intoxicação alimentar mas no fundo, na praça e no ponto de táxi todos 
sabiam que era o inevitável fim de um vítima que colecionava confusões e
 sempre tombava por entre os desajustados daquele lugar, os loucos foram
 embora mas a pobre vítima se juntou as milhões de vidas invisíveis em 
mais um lugar decadente.&lt;br /&gt;
Lugares decadentes são extremamente descritivos.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/3049463709830157836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/decadencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3049463709830157836?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/3049463709830157836?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/decadencia.html' title='Decadência'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0INC_VP1h40/T42BjW87T8I/AAAAAAAAAYU/AN0Zuw8huk4/s72-c/159187_2702.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkYEQX09fyp7ImA9WhVQGEg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-7592918442316291455</id><published>2012-04-07T18:55:00.000-07:00</published><updated>2012-04-07T18:55:00.367-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-04-07T18:55:00.367-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Escrevendo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TYLR11QK8is/T352uBoqV7I/AAAAAAAAAYM/QgY2chc5zlM/s1600/thoughts.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-TYLR11QK8is/T352uBoqV7I/AAAAAAAAAYM/QgY2chc5zlM/s320/thoughts.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Lendo recentemente um artigo sobre produção textual encontrei duas coisas interessantes que explicam algumas das motivações que leva alguém a escrever, por exemplo, um blog.&lt;br /&gt;Basicamente existem dois grupos de escritores, aqueles que escrevem para organizar melhor as próprias idéias numa espécie de diário terapêutico, não havendo necessidade de ser público, pode ser pessoal e restrito. No segundo grupo estão os escritores que escrevem para os outros.&lt;br /&gt;Escrever para os outros significa escrever para um grupo, seja nicho ou massa, a atender a necessidade da platéia e muitas vezes omitir a própria opinião em troca de um feedback, reconhecimento e visibilidade comercial. Nesta opção, além da auto-negação do autor, deve-se manter uma linha de conteúdo que caraterize seu trabalho, por exemplo, escrever apenas sobre um tema ou gênero para atender ao público. Dá-se início a um ciclo, dar ao público o que ele deseja a medida que vão sugerindo novos ganchos.&lt;br /&gt;Uma coisa que não encontrei no artigo é sobre as pessoas que praticam os dois tipos de escritas e acabam fatalmente não focando nada. Diria que há uma possibilidade entre os dois, criar personagens para expor opiniões como se o diálogo do personagem fosse a expressão de um de seus diários particulares como se escondesse sob uma máscara sem sofrer,&amp;nbsp; aturar reclamações ou comentários negativos.&lt;br /&gt;No meu caso, sinto que estou neste terceiro grupo, faço os dois estilos e me escondo por entre os&amp;nbsp; personagens acreditando que o público consegue diferenciar apenas tags &lt;i&gt;ensaio&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;contos&lt;/i&gt;, não importando qual estou agradando, se leitores de diários ou consumidores de contos. No fundo faço destas experimentações um grande laboratório online e aberto a quem se interessar em acompanhar meus pequenos monstros e idiossincrasias.&lt;br /&gt;Seja lá qual for a finalidade da escrita é uma das mais sublimes formas da expressão humana.&lt;br /&gt;
É uma das maneiras mais simples de criar realidades paralelas ou simplesmente fugir dela, como tomar um remédio homeopático, ter uma solução para as aflições diárias e mais uma lista de outras coisas que poderia sugerir.&lt;br /&gt;
Meu conselho a todos é: escreva.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/7592918442316291455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/escrevendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7592918442316291455?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/7592918442316291455?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/04/escrevendo.html' title='Escrevendo'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TYLR11QK8is/T352uBoqV7I/AAAAAAAAAYM/QgY2chc5zlM/s72-c/thoughts.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEYCRno-fSp7ImA9WhVQEkw.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-4829991482403194956</id><published>2012-03-31T09:42:00.002-07:00</published><updated>2012-03-31T09:42:47.455-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-31T09:42:47.455-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>As unhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-K_Gyobe_ldE/T3UkLpCrA9I/AAAAAAAAAX8/xVw8iSteTho/s1600/nail.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/-K_Gyobe_ldE/T3UkLpCrA9I/AAAAAAAAAX8/xVw8iSteTho/s320/nail.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
 Encontros românticos são experiências únicas. Não me lembraria de escrever este post se não fosse pela minha amiga blogueira Fulana com quem conversava recentementesobre este tema, na ocasião contei outra situação à ela e a que escrevo abaixo é de fato a real experiência. Desculpe-me Fulana por omitir isso, a situação foi complicada, foi mais ou menos assim:&lt;br /&gt;
Uma saída sem muitos propósitos amorosos com uns amigos do trabalho num barzinho, uma amiga nova no meio da galera, tomando uma vodca com limão e eu um refrigerante sem graça devido a uma terrível dor de estomago, a água tônica do local havia acabado e o gelo do copo já havia derretido. Foi quando me dei conta, meus amigos haviam saído da mesa me deixado com uma garota que havia conhecido naquele mesmo dia, poucas horas antes, na saída do apê de um dos meus amigos.&lt;br /&gt;
"Eles tinham que sair?" pensei comigo olhando para os lados numa típica declaração corporal de que estava sem assunto e sem vontade de continuar a situação, os celulares empilhados no centro da mesa, nem sinal de que alguém fosse me ligar aquela hora, poderia ser até alguém do trabalho.&lt;br /&gt;
- Então... - disse ela girando os dedos sobre a boca do copo - Você trabalha com o quê mesmo?&lt;br /&gt;
- Trabalho com gente que me enche o saco. - disse seriamente encarando-a. Ela retribuiu a seriedade e também me encarou. Não resisti e nos breves segundo expus meu sarcasmo com uma risada forçada - Brincadeira, meu bem. Trabalho com atendimento ao público. Sou caixa de banco. - Aliviei a tensão com um sorriso.&lt;br /&gt;
- Ah! - foi a reação dela. - Que interessante.&lt;br /&gt;
Eu sabia, era fútil, seus lábios expressavam o que seria dali pra frente. Não queria ir adiante mas arrisquei,&amp;nbsp; perguntei: - E você?&lt;br /&gt;
- Eu sou vendedora. - Deu um sorrisinho semelhante ao meu no momento anterior.&lt;br /&gt;
- Vendedora? - Jeito de italiano é complicado, mexia muito as mãos - De loja? De catálogo?&lt;br /&gt;
- É... de catálogo.&lt;br /&gt;
Foi aí! Aí foi o erro dela. Nada contra as vendedoras de catálogo mas estava acostumado a lidar com várias em meu trabalho. Ela complementou: &lt;br /&gt;
- Sou blogueira na verdade mas trabalho com todo tipo de catálogo: Avon, Natura, Hermes, Demillus, Jequiti, Herbalife... - contava nos dedos, vislumbrada.&lt;br /&gt;
- Hmm! Que interessante! - Parecia que ela já tinha se esquecido de minha deselegância no começo da conversa. - E você tem algum aí com você? - Ela pareceu comprar minha ideia.&lt;br /&gt;
- Ah, mas o que você compraria agora, num bar?&lt;br /&gt;
- Não sei, de repente você tem aí alguma coisa interessante pra noite. - Ela sabia o que eu queria dizer, já tinha desenhado seu perfil.&lt;br /&gt;
- Pra noite? Ei! Você é assanhadinho hein! - Deu outro risinho menos sério.&lt;br /&gt;
- Bom... - Resolvi arriscar tudo ali mesmo. - O que você espera de sair com cinco amigos e há 20 minutos nem sinal deles? Tá na cara que alguém - apontava com o dedo a esmo - queria esta situação para nós.&lt;br /&gt;
- Vem cá, o que você tá querendo dizer com "situação para nós"? - ela pegou no meu braço.&lt;br /&gt;
Antes de responder, meu instinto disparou! Não podia aquilo, após todas as pistas era com os ela tocasse na minha alma, tudo porque o gesto revelava meu maior incômodo, as unhas! Podia usar a maquiagem ruim e perfume barato mas as unhas? Sim... as unhas!&lt;br /&gt;
- Éeeh... bom... - tarde demais. Meu sorriso se tornou um risinho nervoso.&lt;br /&gt;
Ela sentou do meu lado puxando a banqueta e pude ver claramente o tamanho das unhas daquela garota, não podia ser de verdade.&lt;br /&gt;
Os amigos voltaram cada um com seu copo e novas piadas ocorridas naquele ínterim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e7Umpo6zdgU/T3UkSmK8QxI/AAAAAAAAAYE/shx9KTJrwRo/s1600/suite.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-e7Umpo6zdgU/T3UkSmK8QxI/AAAAAAAAAYE/shx9KTJrwRo/s320/suite.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Podia ver que todos demostravam satisfação ao me arranjarem aquela situação e que o plano estava saindo conforme planejavam seja lá quem dos cinco havia pensado naquilo, resolveria depois.&lt;br /&gt;
Não podia negar, a menina era bonita, alta, magra, cabelos compridos negros com uma leve barriga de cerveja mas suas unhas, me intrigavam. Tentei aproveitar o resto da noite, esquecer minha dor de estomago e rir das piadas até a saída do bar, já prevendo o pior. Se já havia sido encurralado ali mesmo na mesa do bar, sobraria no meu carro. Dito e feito.&lt;br /&gt;
Perguntei onde morava, revelou-me que era um lugar um pouco barra pesada e no trajeto fui apertando-a com as palavras e aos poucos ela foi entregando quem havia planejado tudo aquilo. O problema agora era me livrar dela custasse o que custasse mas tinha um problema, as dores no estômago sempre atrapalhavam meu raciocínio.&lt;br /&gt;
Chegamos, estacionei, desliguei os faróis.&lt;br /&gt;
- Então... E a "situação para nós hoje à noite"? - disse ela.&lt;br /&gt;
- Bom... a situação é esta, está em casa. - Tentava esconder o inevitável em meu olhar.&lt;br /&gt;
- Você não quer entrar um pouco...? - Passava a mão pelo meu rosto como se meu estômago recebesse um soco que não havia sido dado, quem tem gastrite nervosa sabe como é, mas ela não sabia.&lt;br /&gt;
- Querida, você é linda, muito simpática e... - Retribuía o carinho no rosto. - Não entendo uma coisa.&lt;br /&gt;
- Não entende o quê?&lt;br /&gt;
- Eu acho que você esconde algo, não tá me dizendo a verdade. - A situação tensa, nem lembrei que música tocava no rádio.&lt;br /&gt;
- Como não? Eu tô te chamando para entrar. É difícil isso pra um homem?&lt;br /&gt;
"Eu sei! Eu sei! Eu sei!" pensava como se estivesse pronunciando, não sei se ela se irritou. O problema era... era... Como ia falar?&lt;br /&gt;
- Suas unhas! - Disse em um ímpeto exalando o odor encurralado no estomago em chamas - Tinha certeza que ela não havia entendido.&lt;br /&gt;
- O que tem minhas unhas? Fiz hoje à tarde.&lt;br /&gt;
- Pois é! Este é o problema! - Meu estomago latejava.&lt;br /&gt;
- Ué? O que tem? Estão perfeitas! Passei uma cor que nenhuma garota tem! Foi pura exclusividade!&lt;br /&gt;
- Então... Putz como isso é difícil para mim - E era mesmo! - Não sei como posso dizer... - Ela me olhava. - Me preocupa... me preocupa... Ahh me desculpe por ser tão franco logo no primeiro encontro. - Fui interrompido.&lt;br /&gt;
- Pode falar. - Via as lágrimas brotarem no canto dos seus olhos. Mandei.&lt;br /&gt;
- É... Bom... - Olhei-a de frente, segurando seus braços. - Como é que você limpa a bunda? - Não consegui controlar o tom da voz. Fui agressivo.&lt;br /&gt;
Naquele momento meu estomago explodiu! Por pouco não vomitei dentro carro, abri a porta e me esticava para vomitar, ela, enfurecida, tentava me pegar a unhadas e com movimentos frenéticos sob xingamentos e joelhadas no console do carro. Foi péssimo, meu estomago havia aberto o bico.&lt;br /&gt;
No dia seguinte tentei esconder as marcas deixada em meu rosto. Ao chegar no banco, todos me olhavam percebendo meu disfarce, gola alta em um dia de calor, dizia que era o ar condicionado mas meu chefe não acreditava, chamei-o de canto e contei sobre meu estomago e nada sobre a garota, seu riso contido me constrangia, já sabia o que pensava, o pior, fez que entendeu a situação e me liberou pelo resto do dia.&lt;br /&gt;
Fui ver meu médico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/4829991482403194956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/as-unhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/4829991482403194956?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/4829991482403194956?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/as-unhas.html' title='As unhas'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-K_Gyobe_ldE/T3UkLpCrA9I/AAAAAAAAAX8/xVw8iSteTho/s72-c/nail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;AkQCRnwzcCp7ImA9WhVRFUQ.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-2452053878920403618</id><published>2012-03-24T07:12:00.000-07:00</published><updated>2012-03-24T07:12:47.288-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-24T07:12:47.288-07:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title>...dos livros que li(11)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uRKxaoNS4Ow/T21BuN69cEI/AAAAAAAAAX0/S-gpFcHzAoM/s1600/RR_NdN.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-uRKxaoNS4Ow/T21BuN69cEI/AAAAAAAAAX0/S-gpFcHzAoM/s200/RR_NdN.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Título: Ninguém é de ninguém&lt;br /&gt;
Editora: Record&lt;br /&gt;
Data de publicação: 1997(BR)&lt;br /&gt;
Autor: Harold Robbins &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema de ler um autor best seller por uma de suas melhores obras é ler romances menos conhecidos lançados anteriormente a obra prima, não há como deixar de esperar algo extraordinário mesmo em poucas páginas.&lt;br /&gt;
A leitura vale pela sutileza nas viradas e amarrações da trama. Uma das curiosidades desta edição é a tradução foi feita por Nelson Rodrigues, aliás toda a obra do autor foi traduzida pelo romancista brasileiro sendo uma das principais influências em sua obra.&lt;br /&gt;
Por vários momentos em Ninguém é de ninguém, tem-se a impressão de se estar lendo&amp;nbsp; um romance barato por alguns diálogos pouco verossímeis mas não menos curiosos.&lt;br /&gt;
O trunfo do livro é o apelo característico do autor: poder e imoralidade que te obriga a ler capítulo pós capítulo, pelos momentos de traição e disputa de moral financeira das famosas avenidas de Nova Iorque, fazendo com que o leitor torça a favor do protagonista em alguns momentos e contra em outros, dá pra ter aquela ansiedade de chegar no final e querer mais. &lt;br /&gt;
Um dos recursos utilizados pelo autor é começar a história pelo fim, causando choque de início ao anunciar a morte de um dos personagens principais da trama, diria até que este é tipo de recurso que te faz terminar o último capítulo e voltar para o primeiro curioso por ter deixado passar algum detalhe já que tudo é muito bem amarrado.&lt;br /&gt;
Outra característica do romance é poder conhecer um pouco mais do ambiente que autor viveu, como alguns sabem Harol Robbins compartilhava muitos traços de seus personagens, regados a vícios e vida desregrada. Recomendo para os momentos que se deseja interromper leituras densas e sérias. Como boa parte de seus livros, que inspiraram filmes, este certamente renderia um bom roteiro principalmente para o público feminino.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/2452053878920403618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/dos-livros-que-li11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2452053878920403618?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2452053878920403618?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/dos-livros-que-li11.html' title='...dos livros que li(11)'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uRKxaoNS4Ow/T21BuN69cEI/AAAAAAAAAX0/S-gpFcHzAoM/s72-c/RR_NdN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUAAQnYzfSp7ImA9WhVSEkg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-1403323655409148981</id><published>2012-03-08T17:49:00.000-08:00</published><updated>2012-03-08T17:49:03.885-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-08T17:49:03.885-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title>Nicht mehr sharing!</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zsZ8ZbT3j4w/T1lgFgWStGI/AAAAAAAAAXs/Pg46wTbPYAU/s1600/under_siege.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-zsZ8ZbT3j4w/T1lgFgWStGI/AAAAAAAAAXs/Pg46wTbPYAU/s320/under_siege.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Não faço
idéia do número de clicks sobre o gadget que tinha colocado na barra lateral do
blog fornecida por um aplicativo do Grooveshark, chamei-o de JUKEBOX para poder
compartilhar alguns clássicos de minha coleção e achados pela net, na verdade o
número pouco interessa, a idéia era compartilhar para entreter e agregar sem
fins lucrativos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No fundo, tudo
não passa de uma experiência e grande laboratório online com estas pequenas
ferramentas, já que tenho a possibilidade, por que não arriscar? Pura
ingenuidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Ultimamente
temos visto o cerco sobre a internet referente ao uso de copyright,
distribuição, compartilhamento, ACTA, SOPA, PIPA, Lei Azeredo, etc, uma série
de discussões enfadonhas por sinal, para saber quem é o dono da internet. Além
disso, a última do momento são as notícias de blogs recebendo notificações do
ECAD por uso de vídeos do youtube, fora os casos em que a cobrança foi feita em
cerimônias de casamento que nada infringem a lei de direitos autorais, visto
que não é uma festa com fins lucrativos, portanto, resolvi tirar o plugin de
música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Medo?
Talvez. Penso que o blog ficará mais leve de ser carregado, a barra lateral não
demorará o tempo que leva para aparecer como é hoje, tudo vai ficar leve como
querem os donos do Big Brother, superfial e fútil. Já uso imagens copyleft e em
minhas postagens e nos podcast trilhas autorizadas a uso não comercial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Não era pra
ser desta forma, a ferramenta de comunicação mais poderosa que poderíamos
imaginar, concebida com o princípio de não linearidade sendo destruída aos
poucos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A lua está
cheia, parece linda, vou para fora e ler um livro, obviamente uma peça física
que não sabem da cor, conteúdo e peso. A coisa tá ficando insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Talvez o
futuro não nos permita mais ouvir rádio alto com os vidros do carro abaixados,
cantar uma música no banheiro ou bater fotos em locais públicos, seria uma nova
maneira de embotar o sentidos humanos? Uma onda de totalitarista informacional?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Estou sendo
alarmista? Citaria uma música que acrescentaria a estas minhas palavras, está martelando
em minha cabeça há alguns dias mas não vou fazê-lo, posso estar infringido
alguma lei de direito autoral. Cuidado, se você compartilha receitas de bolo, esmaltes e maquiagem pode ser
a próxima vítima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/1403323655409148981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/nicht-mehr-sharing.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1403323655409148981?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1403323655409148981?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/03/nicht-mehr-sharing.html' title='Nicht mehr sharing!'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zsZ8ZbT3j4w/T1lgFgWStGI/AAAAAAAAAXs/Pg46wTbPYAU/s72-c/under_siege.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0INQX89fip7ImA9WhVTFEk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-2960798330117888906</id><published>2012-02-28T09:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-28T09:19:50.166-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-28T09:19:50.166-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>Fast Food</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UL4_b6mhgMI/T00MdKM5VLI/AAAAAAAAAXk/CobM5xsRuC4/s1600/ketchup.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-UL4_b6mhgMI/T00MdKM5VLI/AAAAAAAAAXk/CobM5xsRuC4/s320/ketchup.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Entrou no recinto, olhou as opções:&lt;br /&gt;- 5,4,3,2,1... - Continuava perdido.&lt;br /&gt;- Boa tarde senhor! O que vai ser? - Disse a atendente empolgada.&lt;br /&gt;- Não sei, não quero estas opções.&lt;br /&gt;- Temos a opção customizada senhor! A opção "Ao gosto do freguês!"&lt;br /&gt;- Ah tem? Ok... Vamos ver. - Inicialmente a empolgação da moça parecia contagiar. - Me veja este pão integral... - Apontou ele.&lt;br /&gt;- Não temos pão integral senhor - disse ela abruptamente. - Escolha outro.&lt;br /&gt;- Ah, não tem... Ok, então... me vê este aqui de milho.&lt;br /&gt;- Para a opção "Ao gosto do freguês" não temos este pão senhor!&lt;br /&gt;- Mas que droga de lugar para se matar a fome - Pensou ele. Olhou novamente para a atendente, sorriu. - Ok mocinha, o quê você tem para esta opção "Ao gosto não sei o quê".&lt;br /&gt;- Um minuto senhor! - Ela abaixou pelo balcão, voltou, foi até os fundos, entrou num sala escura. - Aqui está senhor! - Jogou o folder na frente dele.&lt;br /&gt;Olhou rapidamente sentindo-se pressionado pela fila que formara atrás dele.&lt;br /&gt;- Tá, me dá esse aqui... Só que troca a cebola por mais pickles.&lt;br /&gt;- A cebola posso tirar mas se quiser mais pickles são 95 centavos por porção extra senhor!&lt;br /&gt;- Meu Deus! Quanta empolgação para me oferecer esta bosta! - Pensou. - 95 centavos por pickles extra?&lt;br /&gt;- Isso mesmo senhor!&lt;br /&gt;Levou as mãos a cabeça e coçou as orelhas. - Tá, tá, tá... me dá este aqui com a porção extra de pickles. - Apontou para a figura do meio do cardápio.&lt;br /&gt;A atendente foi ágil, recheiou o pão, colocou a salada e colocou na bandeja.&lt;br /&gt;- Quer batata extra senhor? - Ele nem pensou. A venda era cruel - Aproveite a promoção! Uma medida extra de batata frita por 1,50! Duas medidas de batata extra por apenas R$2,00, 3 medidas de batata extra por apenas R2,25. - Era um terror, a mocinha até colocava uma das mãos na cintura para falar do preço enquanto balançava a outra.&lt;br /&gt;- Não! Obrigado, não... Só uma medida extra - Disse ele impaciente. - Só me dá o que pedi que estará de bom tamanho. Chega disso.&lt;br /&gt;- Tudo bem senhor! Queira se dirigir ao caixa e retirar sua refeição.&lt;br /&gt;- Tá... - Resmungou ele.&lt;br /&gt;- Muito obrigada!&lt;br /&gt;- São R$25,40 senhor! - Disse o caixa, um jovem com empolgação de menina.&lt;br /&gt;- 25 paus? - Exclamou ele. - Como assim? - Sentiu um buraco na calça. &lt;br /&gt;- R$22,95 pela opção de lanche "Ao gosto do freguês", R$1,50 da opção Mais Batata 95 centavos pela porção de pickles extra. - Disse ele em tom sacal revelando o lado obscuro do marketing do lugar.&lt;br /&gt;- Tá... Aceita vale refeição? - abrindo a carteira - Tenho duas bandeiras...&lt;br /&gt;- Aceitamos esta - apontou o dedo. Olhou para a máquina de cartões e a balançou a cabeça - Ah! Infelizmente não está funcionando senhor, apenas dinheiro ou débito.&lt;br /&gt;- Débito aceita? Vale refeição, não?&amp;nbsp; - disse ele sufocado.&lt;br /&gt;- Isso mesmo senhor! Antes disso, acompanha bebida?&lt;br /&gt;- Me dá qualquer coisa! - A paciência era uma coisa.&lt;br /&gt;- Lata ou garrafa senhor?&lt;br /&gt;- Empolgação, lugar de merda, empolgação, lugar de merda... - Pensava ele enquanto o caixa pegava o refrigerante. O tempo era precioso, o marketing sufocante e a fome tinha passado.&lt;br /&gt;- Olha rapaz, pensando bem, mudei de idéia. - Tamborilou os dedos pelo balcão.&lt;br /&gt;- Gostaria de acrescentar algo senhor?&lt;br /&gt;- Não! Páre de digitar isso daí rapaz! Mudei de idéia. Cancela meu pedido!&lt;br /&gt;- Já fechei senhor.&lt;br /&gt;- Não quero saber. Este lugar é uma merda e aquela mocinha tem problemas de auto estima!&lt;br /&gt;- Senhor, não estou entendendo. Dinheiro ou débito?&lt;br /&gt;- Olha aqui... - debruçou-se sobre o balcão, agarrou-o pela gola da camisa. - Eu tô muito puto com você cara! Você é débio mental? Não entendeu que cancelei meu pedido?&lt;br /&gt;- Ugrh! Ugh! - Era tudo que o caixa conseguia dizer.&lt;br /&gt;- Olha pra este pão! Olha pra este pão! - Cada vez que dizia isso, dava com a cabeça do rapaz em cima do lanche, o nariz dele era bem duro, não o fez sangrar. Continou:&lt;br /&gt;- Vocês não tem opção customizada! - Jogou o rapaz para longe enquanto ele emitinha grunhidos de espanto. &lt;br /&gt;O silêncio era mortal, todo mundo achou que ele sacaria uma arma ou faria coisa pior.&lt;br /&gt;- Cancela esta opção! Chega! Tô indo embora. - Saiu em direção a porta. Voltou, passou para trás do balcão.&lt;br /&gt;- Uma última coisa! - pegou novamente o caixa pelos colarinhos - Você não colocou CPF! C - P - F! Pera, pera... - dizia como se ouvisse o garoto repetir a frase de 2 minutos atrás - Você fechou o pedido? Não tem CPF! - chacoalhava o coitado do rapaz. - Sem CPF o Estado não sabe que fui eu que pedi! Quero ver cobrar de mim, cobra de mim agora!&lt;br /&gt;Largou o garoto, foi em direção a porta, voltou novamente, pegou o vidro de ketchup e&amp;nbsp; espirrou inteiro por cima do balcão.&lt;br /&gt;Saiu de uma vez e jogou no vidro espatifando a bisnaga. A cena foi bonita.&lt;br /&gt;Aos poucos as pessoas foram se arrumando e voltando ao burburinho do ambiente, menos o jovem caixa que não sabia o que fazer com o pedido sem CPF.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/2960798330117888906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/02/fast-food.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2960798330117888906?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/2960798330117888906?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/02/fast-food.html' title='Fast Food'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UL4_b6mhgMI/T00MdKM5VLI/AAAAAAAAAXk/CobM5xsRuC4/s72-c/ketchup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEIEQng7eSp7ImA9WhRbE0w.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2876261234305199782.post-1096837072790349320</id><published>2012-02-03T15:41:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T15:41:43.601-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-03T15:41:43.601-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title>Sensibilidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TQyFNTVvcGU/TyxvrLotjpI/AAAAAAAAAXc/60XbEdUPMd0/s1600/clown+kid.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-TQyFNTVvcGU/TyxvrLotjpI/AAAAAAAAAXc/60XbEdUPMd0/s320/clown+kid.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
- Então... - Perguntou ela olhando com certo desprezo. - O que faz mesmo nas horas vagas?&lt;br /&gt;- Escrevo. - Respondeu laconicamente.&lt;br /&gt;- Escreve? - Cruzou os braços apoiando a mão no queixo.&lt;br /&gt;- Isso. Por quê? - Olhou-a com simplicidade.&lt;br /&gt;- Pera... Você trabalha com o que? - Continuou com a mão no queixo.&lt;br /&gt;- Cuido das caixas.&lt;br /&gt;- Caixas? - Olhou de um lado para outro. - Que tipo de caixas?&lt;br /&gt;- Do depósito, oras. É com logística que trabalho. - Ficou um pouco tenso. Sua testa enchia-se de gotículas de suor.&lt;br /&gt;- E nos finais de semana? Não sai? Tem amigos? - Parecia não acreditar.&lt;br /&gt;- Faço compras para meus pais. - Estava tenso com muitas gotículas de suor pela testa.&lt;br /&gt;- E depois? - Tinha um defeito: curiosidade mórbida.&lt;br /&gt;- Limpo a casa para eles. - Sentiu-se desanimado.&lt;br /&gt;- Você é gay?&lt;br /&gt;Ah, essa foi a gota.&lt;br /&gt;- Meu pai vive numa cadeira de rodas e minha mãe mal tem forças para levantar da cama, precisa de ajuda para tudo.&lt;br /&gt;- Puxa. Desculpa não sabia. - Parecia uma resposta padrão, manteve e petulância.&lt;br /&gt;- Mas não tem ninguém que cuida? - Apontava o dedo em círculos - E ainda sim você escreve?&lt;br /&gt;- Escrevo. - Olhou para o chão depois para o alto como se fosse explodir, enxugou a testa e a encarou de frente tranquilamente. - Porque é a forma de ocupar meu tempo e me desligar da realidade, é o momento que me livro de pessoas como você - continuou em tom tranquilo. - Não saio por que meus pais precisam de cuidado 24 horas, quando estou trabalhando é o vizinho que olha em troca de uma valor que pago. Não tenho amigos por que ninguém quer ser amigo de um cara que cuida dos pais e não sou gay, minha última namorada... - Foi interrompido. &lt;br /&gt;- Tá tá tá. - Balançava a uma das mãos em sua direção como se pudesse fazê-lo desaparecer.&lt;br /&gt;Encarou-a de forma séria. Após alguns segundos terminou:&lt;br /&gt;- Não acredito em sua história. Você é um idiota mesmo. &lt;br /&gt;Saiu de seu lado em direção ao outro cara.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orodbox.blogspot.com/feeds/1096837072790349320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/02/sensibilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1096837072790349320?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2876261234305199782/posts/default/1096837072790349320?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orodbox.blogspot.com/2012/02/sensibilidade.html' title='Sensibilidade'/><author><name>Rodbox</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329717396230750074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_bMT82emh3IA/TTETbFFFFGI/AAAAAAAAAP0/NoAcKN4Pv8Y/S220/Rod_box.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TQyFNTVvcGU/TyxvrLotjpI/AAAAAAAAAXc/60XbEdUPMd0/s72-c/clown+kid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>