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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2enclosuresfull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Orquestrando | literatura e música erudita</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/</link><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/orquestrando" /><description>discussões e reflexões sobre o cenário literário e musical.</description><language>en</language><managingEditor>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</managingEditor><lastBuildDate>Sun, 27 Nov 2011 16:52:41 PST</lastBuildDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/">25</openSearch:itemsPerPage><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="orquestrando" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>discussões e reflexões sobre o cenário literário e musical.</itunes:subtitle><item><title>#CE03: The Muppets: Ode To Joy</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2011/10/ce03-muppets-ode-to-joy.html</link><category>beethoven</category><category>música erudita</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 03:46:04 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-8371139968103747295</guid><description>É provável que aqueles que cresceram entre as décadas de 1980 e 1990 ainda se lembrem do seriado infantil &lt;i&gt;Muppet Babies&lt;/i&gt;, que tinha em seu elenco personagens como Caco, o sapo, e Miss Piggy. Eles viviam em um berçário, onde as histórias se passavam, e estavam sob os cuidados de uma babá humana cujo rosto nunca foi visto. Para recordar, veja o vídeo abaixo.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Também havia a série &lt;i&gt;The Muppets Show&lt;/i&gt;, programa dedicado à música, em que os personagens eram apresentados na forma de bonecos, e não na de desenho animado. Esse detalhe tornava o &amp;nbsp;conteúdo mais interessante, já que em alguns casos eles "tocavam" com os &lt;span id="fullpost"&gt; próprios músicos e compositores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa proposta musical, a criatividade sempre foi um elemento fundamental para o projeto, que transitava desde o clássico até o rock. Por isso, uma das pérolas produzidas recentemente merece destaque. &lt;i&gt;Ode To Joy&lt;/i&gt;, uma das mais brilhantes criações de Beethoven (1770-1827), e que integra o último movimento de sua nona sinfonia, é apresentada de maneira interessante e cômica.&lt;br /&gt;
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A reportagem ainda apresenta a visão dos instrumentistas quanto à necessidade de desmestificar o pensamento brasileiro de que música clássica e as salas de concerto são destinadas apenas às classes com maior poder aquisitivo.&lt;/div&gt;
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&lt;span id="fullpost"&gt;A reportagem completa publicada pela &lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt; pode ser acessada &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/951415-prodigios-irmaos-atraem-curiosos-com-musica-classica-na-estacao-da-se-veja.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-8865169452120417643?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-16T15:04:41.509-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/-Qg5pcGBb5w?version=3" length="3258" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/-Qg5pcGBb5w?version=3" fileSize="3258" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Para o paulistano que acorda cedo, se estressa no trabalho e ainda precisa enfrentar a lotação nas estações de metrô, parar para ouvir um pouco de música em meio ao caos poderia funcionar como uma válvula de escape. A Folha de S. Paulo desafiou, então, do</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary>Para o paulistano que acorda cedo, se estressa no trabalho e ainda precisa enfrentar a lotação nas estações de metrô, parar para ouvir um pouco de música em meio ao caos poderia funcionar como uma válvula de escape. A Folha de S. Paulo desafiou, então, dois músicos a realizar um pequeno concerto na estação da Sé. A reportagem ainda apresenta a visão dos instrumentistas quanto à necessidade de desmestificar o pensamento brasileiro de que música clássica e as salas de concerto são destinadas apenas às classes com maior poder aquisitivo. A reportagem completa publicada pela Folha pode ser acessada aqui. </itunes:summary><itunes:keywords>reportagem, música erudita, jornalismo, música clássica</itunes:keywords></item><item><title>#CE01: Schumann Piano Concerto</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2011/07/ce01-schumann-piano-concerto.html</link><category>schumann</category><category>martha argerich</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Sun, 31 Jul 2011 16:24:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-2987579956533415225</guid><description>Diante da quantidade de concertos e entrevistas disponíveis na internet, a partir de hoje este blog publica uma seleção dos vídeos mais interessantes encontrados na rede pelo editor e que merecem ser compartilhados. Por isso, nasce aqui um novo quadro: clássicos do editor, que será identificado com as iniciais #CE antes do título de cada post. As postagens, no entanto, não serão relacionadas apenas à música, mas também à literatura.&lt;br /&gt;E, para inaugurar, uma das principais obras do compositor alemão Robert Schumann: Piano Concerto in A minor, opus 54. Dividida em três movimentos, aqui ela é interpretada pela virtuose Martha Argerich, considerada uma das principais pianistas do século passado ainda em atividade, e que aos 10 anos já havia gravado a composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="520" height="435" src="http://www.youtube.com/embed/QxGFP52NiAo" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="520" height="435" src="http://www.youtube.com/embed/KDnf2DKiMPk" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="520" height="435" src="http://www.youtube.com/embed/RE63wjVD20k" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-2987579956533415225?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-31T16:24:10.092-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://img.youtube.com/vi/QxGFP52NiAo/default.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Bach como você nunca viu</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2011/06/bach-como-voce-nunca-viu.html</link><category>bach</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Mon, 27 Jun 2011 17:35:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-7784957339176693969</guid><description>Na busca pela inovação, um fabricante de celulares japonês lançou um modelo com detalhes em madeira. E para apresentar o produto, utilizou de forma criativa uma das mais conhecidas obras de Johann Sebastian Bach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C_CDLBTJD4M&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="520" height="435"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Digite aqui o resto do post&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-7784957339176693969?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-27T17:35:50.018-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/C_CDLBTJD4M&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;version=3" length="3120" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/C_CDLBTJD4M&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;version=3" fileSize="3120" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Na busca pela inovação, um fabricante de celulares japonês lançou um modelo com detalhes em madeira. E para apresentar o produto, utilizou de forma criativa uma das mais conhecidas obras de Johann Sebastian Bach. Digite aqui o resto do post</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary>Na busca pela inovação, um fabricante de celulares japonês lançou um modelo com detalhes em madeira. E para apresentar o produto, utilizou de forma criativa uma das mais conhecidas obras de Johann Sebastian Bach. Digite aqui o resto do post</itunes:summary><itunes:keywords>bach</itunes:keywords></item><item><title>Crítica: quatro décadas depois</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2011/03/critica-quatro-decadas-depois.html</link><category>chopin</category><category>martha argerich</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 17:51:16 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-173258316795918229</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-EfFVLhvgIIQ/TXQ4OEhdMgI/AAAAAAAAAEY/jmC9J1Y_iYw/s1600/028947775577_300.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EfFVLhvgIIQ/TXQ4OEhdMgI/AAAAAAAAAEY/jmC9J1Y_iYw/s200/028947775577_300.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581147652602278402" /&gt;&lt;/a&gt;A pianista argentina Martha Argerich renasceu. Ou melhor, suas obras renasceram.  Um resgate feito pela Deutsche Grammophon, o mais importante selo de música clássica do planeta, traz a público as interpretações de Chopin gravadas pela virtuosi entre 1959 e 1967, resultando no álbum Argerich plays Chopin. A ocasião para esse lançamento não poderia ser melhor: 2010, ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento do compositor polonês, um dos mais importantes nomes da escrita pianística. &lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vista desde a adolescência como uma revelação musical e garota prodígio, apesar de sua pouca idade à época em que estas gravações foram realizadas, entre seus 18 e 26 anos, ela apresenta extrema maturidade na interpretação de algumas daquelas que são consideradas as mais complexas e difíceis obras de Chopin. Dentre os noturnos, sonatas, mazurcas, uma balada e um estudo que compõem o CD, três faixas merecem ser comentadas, além de uma visão geral sobre as sonatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Balada nº 1 em Sol menor op. 23 não poderia estar em melhor lugar do que na abertura deste CD. Com uma introdução extremamente suave, Martha não perde a sonoridade e coerência quando a música atinge o seu ápice. Quando vai do pianíssimo, passa pelo piano e atinge o fortíssimo, a linearidade não é afetada, e com apurada atenção ela consegue manter, mesmo em um ritmo mais acelerado, sua harmonia, não se esquecendo de respeitar o tempo imposto pelo compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas certeiras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses elementos, no entanto, parecem mais evidentes na Mazurca em Dó maior op. 24. Essa não é a maior prova de virtuosismo da intérprete, mas apresenta bem a mudança de temáticas apesar dos poucos intervalos de respiração da obra e pela agilidade com a qual precisa ser apresentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Estudo em Dó sustenido Menor op. 10 se mostra como um verdadeiro desafio. Não só pela agilidade, mas pelas diversas melodias que são trabalhadas ao mesmo tempo, exigindo sobreposição de mãos e a utilização de toda a extensão do instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sonatas são interpretadas com extrema maestria e domínio. A precisão de cada nota faz com que o clímax se misture com momentos de sensibilidade que parecem levar o ouvinte a outra dimensão. Martha faz uma série de obras difíceis parecerem fáceis. É como se ela conversasse com o piano, segredando-lhe seus sentimentos que acabam traduzidos em música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas interpretações, em alguns momentos, se igualam à sonoridade de outros músicos, como as de seu próprio amigo, o brasileiro Nelson Freire, e de seu mestre, Friendrich Gulda. Mas esses momentos são poucos. Assim como a maturidade musical, ela possui uma interpretação própria e sua relação com a música de Chopin lhe dá total liberdade para ousar, já que cada compasso das partituras do compositor polonês lhe é familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que ela merece ser aplaudida, como foi ao longo de sua carreira e ao final dessas interpretações, agora disponíveis ao público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-173258316795918229?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-06T17:51:16.543-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/-EfFVLhvgIIQ/TXQ4OEhdMgI/AAAAAAAAAEY/jmC9J1Y_iYw/s72-c/028947775577_300.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Let's save the earth</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2010/10/lets-save-earth.html</link><category>lang lang</category><category>música erudita</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Fri, 22 Oct 2010 08:56:46 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-1370893556528687459</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TMDcDmnhgZI/AAAAAAAAADU/ctBa04GktDc/s1600/lang.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 202px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530662296875008402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TMDcDmnhgZI/AAAAAAAAADU/ctBa04GktDc/s320/lang.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Uma sonata de Beethoven escrita há mais de 200 anos pode ter algum significado na atualidade? Além de músicos e apreciadores, a WildAid, uma organização norte-americana sem fins lucrativos, acredita que sim. Ela encontrou uma fórmula inovadora para enviar uma mensagem para a humanidade sobre a situação física do planeta: um jovem pianista de música clássica, uma das mais sentimentais obras pianísticas e imagens que apresentam duas realidades destintas.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O pianista chinês Lang Lang interpreta a Sonata nº 23 do compositor alemão, também conhecida como "Appassionata", e, em dois movimentos distintos da obra, vê sua performance mesclada com cenas do mundo que ainda temos em contraste com aquele que estamos destruindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens apelam para a condição do planeta e ao próprio papel do homem nesse processo, e trazem uma leitura nova e atual do trabalho de Beethoven (1770-1827), considerado um dos mais importantes nomes da história da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem deixada por Lang Lang é um convite para evitar a destruição daquilo que ainda resta. "Nosso planeta está nos enviando uma mensagem. Você está ouvindo? Vamos trabalhar juntos para salvar a Terra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://player.ooyala.com/player.js?autoplay=1&amp;amp;height=400&amp;amp;embedCode=toN2NyMTp9P4EPh8ZTaXwE5ZbI0EKCuN&amp;amp;width=520&amp;amp;deepLinkEmbedCode=toN2NyMTp9P4EPh8ZTaXwE5ZbI0EKCuN"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-1370893556528687459?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-10-22T08:56:46.822-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TMDcDmnhgZI/AAAAAAAAADU/ctBa04GktDc/s72-c/lang.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Alison Balsom, A Musical Life</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2010/09/alison-balsom-musical-life.html</link><category>documentário</category><category>Alisom Balsom</category><category>trompete</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Tue, 14 Sep 2010 09:56:38 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-495810099856082160</guid><description>Um curto documentário sobre Alison Balsom, a trompetista virtuose da música clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/6428050?portrait=0" width="520" height="286" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-495810099856082160?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-14T09:56:38.756-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Música clássica para todos</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2010/08/musica-classica-para-todos.html</link><category>música erudita</category><category>vídeos</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Thu, 12 Aug 2010 06:17:37 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-9026136075538001677</guid><description>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Abaixo, uma interessante campanha promovida pela Hong Kong Sinfonietta em prol da popularização da música clássica (em inglês).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="520" height="435"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qvr1zYHhUvo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qvr1zYHhUvo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="520" height="435"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="520" height="435"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ojkSZUijlcA&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ojkSZUijlcA&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="520" height="435"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="520" height="435"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zZmTrK7Pztg&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zZmTrK7Pztg&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="520" height="435"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-9026136075538001677?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-08-12T06:17:37.700-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure url="http://www.youtube.com/v/qvr1zYHhUvo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" length="1132" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://www.youtube.com/v/qvr1zYHhUvo&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xd0d0d0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" fileSize="1132" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Abaixo, uma interessante campanha promovida pela Hong Kong Sinfonietta em prol da popularização da música clássica (em inglês). </itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary>Abaixo, uma interessante campanha promovida pela Hong Kong Sinfonietta em prol da popularização da música clássica (em inglês). </itunes:summary><itunes:keywords>música erudita, vídeos, música clássica</itunes:keywords></item><item><title>Uma viagem em quadrinhos</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2010/07/uma-viagem-em-quadrinhos_2384.html</link><category>crítica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 21 Jul 2010 16:33:23 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-3379384567516012316</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TEeAmu-vhoI/AAAAAAAAACU/Jo4t1-8QJpQ/s1600/livro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TEeAmu-vhoI/AAAAAAAAACU/Jo4t1-8QJpQ/s320/livro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496503273163556482" /&gt;&lt;/a&gt;Se fosse jornalista, provavelmente Guy Delisle se daria bem em dois campos totalmente distintos: turismo e investigação.  Com uma aparente facilidade para contar boas histórias, um olhar aguçado e extrema curiosidade pelo novo e desconhecido, seu terceiro livro, &lt;i&gt;Crônicas Birmanesas&lt;/i&gt; (2009), apresenta suas memórias e experiências durante os 14 meses que viveu em Myanmar, antiga Birmânia. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que assim como em suas obras anteriores, o diário de viagem do autor é narrado não apenas por textos, mas principalmente pela mescla deles com os quadrinhos.  Animador por profissão, Delisle viajou mundo afora trabalhando em diversos estúdios, como na Coréia do Norte, fase que resultou no livro &lt;i&gt;Pyongyang&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, já atuando como quadrinista, ele vai a Myanmar não a trabalho, mas como acompanhante de Nadège, sua esposa, uma das integrantes da organização Médicos Sem Fronteiras. Enquanto ela percorre o país para cuidar da população, a maior responsabilidade dele durante todo o período é supervisionar o crescimento do filho do casal, o pequeno Louis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;E para que o leitor não pense que ele é um homem totalmente desocupado, o autor também usa alguns períodos do dia para desenhar, o que se tornou sua atividade artística e profissional. Depois de conseguir se instalar em uma casa e contratar alguém para cuidar de Louis, as aventuras de Delisle por Rangum, a cidade mais populosa do país e local onde foram morar, tem início. Como atento observador, aos poucos ele começa a entender a situação política, cultural, religiosa e econômica de um lugar que vive sob constante ditadura e é dirigido por militares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;b&gt;É preciso avisar: spoilers abaixo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Textos de jornais recortados, internet controlada pelo governo e uma série de restrições são alguns dos pontos que ele destaca com ênfase. O autor também retrata a vida e atividades sociais de outros imigrantes que também vivem ali, além dos costumes e das tradicionais festividades do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Com um tom divertido, engraçado, e muitas vezes irônico, ele leva o leitor a se deliciar com as diversas situações que descreve, seja sozinho, com a esposa ou com Louis. Os traços de seus desenhos são simples, mas são eles que garantem a maior parte das gargalhadas quando se lê o material. Delisle consegue facilmente traduzir o texto em imagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Um dos exemplos encontra-se na página 59, quando durante um quadrinho que está produzindo (que ele revela adiante que se trata do livro &lt;i&gt;Louis na neve&lt;/i&gt;), uma tinta específica utilizada para isso se esgota. Ele então vai a diversos lugares na esperança de encontrá-la. O que consegue é apenas a sugestão para usar um outro tipo que ele sabe que não servirá. Para confirmar sua teoria de que aquela não serviria para nada, ele a leva para a casa, pinta e o desenho aparece todo borrado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo é diversão. Ele também apresenta a difícil situação do Médicos Sem Fronteiras e de outras ONGs que atuam na região. Discussões sobre a forma como o governo dificulta a atividade dessas organizações estão constantemente em pauta ao longo de sua análise. Delisle consegue equilibrar bem crítica e humor, temas densos e os momentos descontraídos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não retratar situações mais delicadas do país, mesmo porque este não era seu objetivo, para quem deseja conhecer seu estilo artístico, sua visão de mundo e um pouco sobre a vida em Myanmar em pleno século 21, esta sem dúvida é uma ótima leitura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-3379384567516012316?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-21T16:33:23.802-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TEeAmu-vhoI/AAAAAAAAACU/Jo4t1-8QJpQ/s72-c/livro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Partituras esquecidas</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2010/07/partituras-esquecidas.html</link><category>imprensa</category><category>carlos gomes</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 07 Jul 2010 10:44:06 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-4677648915732546651</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TDSHpFrZ3kI/AAAAAAAAAA4/teT65A241hs/s1600/Untitled-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TDSHpFrZ3kI/AAAAAAAAAA4/teT65A241hs/s320/Untitled-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491162985640091202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com uma temática um pouco diferente do que costumo publicar aqui, escrevi há pouco mais de um mês uma reportagem analisando a importância que a imprensa brasileira atribui aos compositores eruditos nacionais se comparados com os europeus. A intenção foi mostrar que os já consagrados compositores desse continente ganham bom espaço na mídia nacional e ocupam a totalidade dos programas de concerto, enquanto os nossos ficam, de certa forma, esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O texto foi &lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;originalmente &lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;escrito para a revista eletrônica de crítica de mídia &lt;a href="http://www.canaldaimprensa.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Canal da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, na qual respondo pelas editorias de mídia e cultura. Essa revista tem por objetivo analisar a postura da mídia em relação a determinados temas, por isso a reportagem debateu a questão. Além de publicada ali, o &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; também deu espaço a ela. Portanto, para não fazer uma terceira publicação, disponibilizo os links para que você a acesse em qualquer um dos portais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.canaldaimprensa.com.br/leitura.asp?id=0067" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Canal da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=595FDS006" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-4677648915732546651?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-07-07T10:44:06.824-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_CbdPEBbklEc/TDSHpFrZ3kI/AAAAAAAAAA4/teT65A241hs/s72-c/Untitled-1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Villa-Lobos: Por que só agora?</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/11/villa-lobos-por-que-so-agora.html</link><category>villa-lobos</category><category>música erudita</category><category>opinião</category><category>jornalismo</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:51:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-7627222147723570365</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SwMDr5FT7_I/AAAAAAAAAmc/n8X1BMr5CEA/s1600/Villa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 328px; height: 329px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SwMDr5FT7_I/AAAAAAAAAmc/n8X1BMr5CEA/s400/Villa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405168030367084530" /&gt;&lt;/a&gt;Há exatos 50 anos, no dia 17 de novembro de 1959, a música brasileira perdia seu maior contribuinte. Depois de construir uma carreira brilhante como compositor, Heitor Villa-Lobos deixou obras que seu próprio povo ainda não aprendeu a ouvir e a apreciar. Autodidata, o garoto carioca que aprendeu violoncelo com o pai e mais tarde se apaixonou pelo violão, viajou o Brasil em busca de sons que representassem as características de um país com tantas dimensões e diversidades culturais. Ficou conhecido na Europa depois que o renomado pianista polonês Arthur Rubinstein veio ao Brasil, no final da década de 1910, e se apaixonou por suas obras, decidindo difundí-las mundo afora. Com seu legado, Heitor Villa-Lobos figura hoje como o nome mais expressivo e importante da música erudita brasileira.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;E foram esses aspectos históricos e filosóficos que invadiram as páginas dos jornais no último domingo 15, principalmente a &lt;i&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/i&gt;, que dedicaram diversos espaços para resgatar a vida e obra do compositor. A revista &lt;i&gt;Concerto&lt;/i&gt; também relembrou na edição de novembro a contribuição e a importância de Villa-Lobos. No entanto, pouco se falou sobre a necessidade de se valorizar uma figura que deu visibilidade artística ao Brasil diante  de outros países e que só foi amplamente lembrada após os 50 anos de sua morte. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;É preciso discutir e questionar, também, por que ele só foi mencionado agora e não em anos e momentos anteriores. Assim como ele, Carlos Gomes, Camargo Guarnieri e tantos outros só ganham as telas e páginas de jornais e revistas em datas comemorativas. Infelizmente, da música européia dos grandes mestres o Brasil conhece muito, mas de seus próprios compositores sabe pouco, ou quase nada. É fato que a música de Villa-Lobos é mais conhecida lá fora do que aqui. É bem verdade que suas composições ainda trazem muitos erros e precisam de revisões, edições e novas publicações. Falta estímulo. Nos últimos anos, as orquestras brasileiras buscaram resgatar sua obra no intuito de valorizar suas contribuições. Mas são poucos os brasileiros que já ouviram alguma de suas composições. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ele não deve ser bajulado como um deus. Como todo ser humano, teve seus defeitos. Até mesmo se apoiou em atos políticos para se promover. As Bachianas Brasileiras, suas obras mais famosas, inspiradas no legado do mestre alemão Johann Sebastian Bach, foram escritas na tentativa de conquistar os europeus. O compositor ainda esteve envolvido, inclusive, no governo Vargas, onde implantou música nas escolas e manteve um relacionamento com as ideias de Getúlio, como aponta a dissertação de mestrado da pesquisadora Anália Cherñavsky, intitulado “&lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2003/ju227pg03.html"&gt;Um maestro no gabinete: Música e política no tempo de Villa-Lobos&lt;/a&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Casos como esse não tiram a genialidade e valor de suas aproximadamente 1.200 obras. Mas Villa não pode ser visto apenas com o olhar positivista, é preciso conhecê-lo em sua totalidade. Essas discussões e reflexões que não foram abordadas pela mídia impressa e que mostram outro lado do compositor são consideradas, mesmo que brevemente, na entrevista abaixo, concedida pelo jornalista e crítico musical João Marcos Coelho e o maestro John Neschiling, ex-diretor artístico e regente principal da Osesp, ao jornalista João Luiz Sampaio, do &lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;parte 1&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/AB/40/A2/AB40A2F755354D0FB68AFA504B0C39D3.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=ab40a2f7-5535-4d0f-b68a-fa504b0c39d3" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;                           parte 2&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/28/B8/A8/28B8A816891E4E5389647FDDFFE6CC07.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=28b8a816-891e-4e53-8964-7fddffe6cc07" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;                            parte 3&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/23/A2/67/23A26777AA3F4DD2978092C7C0FB9B90.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=23a26777-aa3f-4dd2-9780-92c7c0fb9b90" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;                            parte 4&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/21/A7/7D/21A77DE767694359B889E27D37E76474.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=21a77de7-6769-4359-b889-e27d37e76474" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-7627222147723570365?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-17T13:51:58.195-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SwMDr5FT7_I/AAAAAAAAAmc/n8X1BMr5CEA/s72-c/Villa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><enclosure url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" length="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" fileSize="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Há exatos 50 anos, no dia 17 de novembro de 1959, a música brasileira perdia seu maior contribuinte. Depois de construir uma carreira brilhante como compositor, Heitor Villa-Lobos deixou obras que seu próprio povo ainda não aprendeu a ouvir e a apreciar. </itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary>Há exatos 50 anos, no dia 17 de novembro de 1959, a música brasileira perdia seu maior contribuinte. Depois de construir uma carreira brilhante como compositor, Heitor Villa-Lobos deixou obras que seu próprio povo ainda não aprendeu a ouvir e a apreciar. Autodidata, o garoto carioca que aprendeu violoncelo com o pai e mais tarde se apaixonou pelo violão, viajou o Brasil em busca de sons que representassem as características de um país com tantas dimensões e diversidades culturais. Ficou conhecido na Europa depois que o renomado pianista polonês Arthur Rubinstein veio ao Brasil, no final da década de 1910, e se apaixonou por suas obras, decidindo difundí-las mundo afora. Com seu legado, Heitor Villa-Lobos figura hoje como o nome mais expressivo e importante da música erudita brasileira. E foram esses aspectos históricos e filosóficos que invadiram as páginas dos jornais no último domingo 15, principalmente a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, que dedicaram diversos espaços para resgatar a vida e obra do compositor. A revista Concerto também relembrou na edição de novembro a contribuição e a importância de Villa-Lobos. No entanto, pouco se falou sobre a necessidade de se valorizar uma figura que deu visibilidade artística ao Brasil diante de outros países e que só foi amplamente lembrada após os 50 anos de sua morte. É preciso discutir e questionar, também, por que ele só foi mencionado agora e não em anos e momentos anteriores. Assim como ele, Carlos Gomes, Camargo Guarnieri e tantos outros só ganham as telas e páginas de jornais e revistas em datas comemorativas. Infelizmente, da música européia dos grandes mestres o Brasil conhece muito, mas de seus próprios compositores sabe pouco, ou quase nada. É fato que a música de Villa-Lobos é mais conhecida lá fora do que aqui. É bem verdade que suas composições ainda trazem muitos erros e precisam de revisões, edições e novas publicações. Falta estímulo. Nos últimos anos, as orquestras brasileiras buscaram resgatar sua obra no intuito de valorizar suas contribuições. Mas são poucos os brasileiros que já ouviram alguma de suas composições. Por outro lado, ele não deve ser bajulado como um deus. Como todo ser humano, teve seus defeitos. Até mesmo se apoiou em atos políticos para se promover. As Bachianas Brasileiras, suas obras mais famosas, inspiradas no legado do mestre alemão Johann Sebastian Bach, foram escritas na tentativa de conquistar os europeus. O compositor ainda esteve envolvido, inclusive, no governo Vargas, onde implantou música nas escolas e manteve um relacionamento com as ideias de Getúlio, como aponta a dissertação de mestrado da pesquisadora Anália Cherñavsky, intitulado “Um maestro no gabinete: Música e política no tempo de Villa-Lobos.” Casos como esse não tiram a genialidade e valor de suas aproximadamente 1.200 obras. Mas Villa não pode ser visto apenas com o olhar positivista, é preciso conhecê-lo em sua totalidade. Essas discussões e reflexões que não foram abordadas pela mídia impressa e que mostram outro lado do compositor são consideradas, mesmo que brevemente, na entrevista abaixo, concedida pelo jornalista e crítico musical João Marcos Coelho e o maestro John Neschiling, ex-diretor artístico e regente principal da Osesp, ao jornalista João Luiz Sampaio, do Estadão. parte 1 parte 2 parte 3 parte 4 </itunes:summary><itunes:keywords>villa-lobos, música erudita, opinião, jornalismo, música clássica</itunes:keywords></item><item><title>Nem eles resistem</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/10/musica-classica-no-twitter.html</link><category>novas tecnologias</category><category>música erudita</category><category>twitter</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Fri, 19 Mar 2010 06:26:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-2503376860371301753</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SuWVxv3BPoI/AAAAAAAAAlk/miL0yhh_6ss/s1600-h/twitterout.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 195px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SuWVxv3BPoI/AAAAAAAAAlk/miL0yhh_6ss/s320/twitterout.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396884410366770818" /&gt;&lt;/a&gt;What are you doing? Possivelmente você já viu essa famosa perguntinha que requer uma resposta que contenha, no máximo, 140 caracteres. E se você a viu, provavelmente foi no Twitter, o serviço de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;microblogging&lt;/span&gt; mais popular do planeta, que inclusive tornou-se uma febre da era digital. E por causa dele a Internet já pode ser dividida em duas fases. A pré e a pós-Twitter. Ainda assim, os mais conservadores, e até mesmo aqueles que ainda não “twittaram” nenhuma vez, discutem intensamente em fóruns, sites e blogs a real utilidade dessa ferramenta. No entanto, profissionais de diversas áreas tem feito uso dela para compartilhar ideias, conquistar clientes e informar. Seguindo a mesma linha, músicos, compositores, jornalistas e críticos musicais não resistiram ao fenômeno. Eles encontraram uma forma eficiente de se relacionar com o público, seja para divulgar suas análises, reportagens, artigos ou comentar sobre o último concerto.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SuWWl8FQPDI/AAAAAAAAAl0/dr-QwEYSpbs/s1600-h/twitter+inter.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SuWWl8FQPDI/AAAAAAAAAl0/dr-QwEYSpbs/s200/twitter+inter.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396885307000896562" /&gt;&lt;/a&gt;Aproveitando a dica postada no Twitter pelo crítico britânico Norman Lebrecht (@NLebrecht), autor de Maestros, Obras primas e Loucuras, um dos livros já discutidos nesse blog, coloco abaixo a relação de pessoas e entidades ligadas ao cenário da música clássica mundial que podem ser encontradas na rede. Os créditos da lista vão para o relações públicas Marc Bree, que disponibilizou as informações em seu&lt;a href="http://mcmvanbree.com/dutchperspective/archives/200910_id385.htm"&gt; site pessoal&lt;/a&gt;. Sua compilação foi inspirada em uma postagem de Amanda Ameer no &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Arts Journal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora esteja em inglês, já estão disponíveis mais de 150 perfis, mas a ideia é que ela aumente. Marc está atualizando a lista regularmente. Para conferir, clique em um dos links abaixo. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;a href="http://mcmvanbree.com/dutchperspective/twitter/people.htm"&gt;Jornalistas, críticos e mídia; Músicos; Indústrias e negócios; Blogueiros e fãs.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;a href="http://mcmvanbree.com/dutchperspective/twitter/orgs.htm"&gt;Orquestras, companhias de ópera, outros grupos, apresentadores e festivais, mídia.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-2503376860371301753?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-19T06:26:15.751-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SuWVxv3BPoI/AAAAAAAAAlk/miL0yhh_6ss/s72-c/twitterout.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Filarmônica de Israel realiza concerto gratuito em Paulínia</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/08/filarmonica-de-israel-realiza-concerto.html</link><category>beethoven</category><category>theatro municipal de paulínia</category><category>filarmônica de israel</category><category>zubin mehta</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 05:37:37 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-227207040910237597</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SoFdaeh0B9I/AAAAAAAAAkk/Ujw78VZmIpE/s1600-h/maestro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SoFdaeh0B9I/AAAAAAAAAkk/Ujw78VZmIpE/s400/maestro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368674940255209426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Orquestra Filarmônica de Israel, sob a batuta do lendário maestro indiano Zubin Mehta, realiza no próximo domingo, 16, um concerto gratuito na cidade de Paulínia (SP) com obras de J. Strauss, Haydn e Beethoven. Em turnê pela América do Sul durante este mês, além de outros dois concertos que acontecem no município, nos dias 8 e 12, também estão no roteiro São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Curitiba e Rio de Janeiro. Fora do Brasil, as apresentações se estendem à Argentina, Uruguai e Chile.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O segundo concerto realizado na cidade de Paulínia, há 120 km da capital paulista, está com os ingressos praticamente esgotados. No entanto, conforme anunciou na última sexta-feira 7 durante entrevista coletiva, o maestro Zubin Mehta escolheu o município para realizar um terceiro programa gratuito e ao ar livre. &lt;span id="fullpost"&gt; Patrocinado pela EPTV em parceria com a CPFL, este ocorre no dia 16, às 16 horas, no Parque Brasil 500. Não será necessário a retirada de ingressos, já que o local tem capacidade para mais de 60 mil pessoas. Esta é uma oportunidade para prestigiar a sonoridade e performance da orquestra, já que para assisti-la nas salas de concerto os ingressos variam de R$ 40 a R$ 300 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apresentações integram o programa &lt;i&gt;Concertos Paulínia 2009&lt;/i&gt;, uma série de nove concertos internacionais sediados pela cidade entre julho e novembro, dos quais participam a Orquestra de Câmara de Berlim, a Filarmônica de Israel, o quarteto de cordas de Leipzig, a Orquestra da Academia de Viena e a Filarmônica de Buenos Aires, além de solistas de países como França e Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, apresentam-se na cidade em outras ocasiões, e também com convidados internacionais, os Solistas de Paulínia, formado por Pablo de León (violino), Horácio Schaefer (viola) e Roberto Ring (violoncelo). Todos possuem passagens por renomadas orquestras brasileiras, incluindo a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Os investimentos da Prefeitura Municipal no projeto visam inserir a cidade no cenário erudito nacional, geralmente restrito a São Paulo e Rio de Janeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SoFd5BaZQuI/AAAAAAAAAks/AduHAhAKhSQ/s1600-h/zubinmetha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 170px; height: 118px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SoFd5BaZQuI/AAAAAAAAAks/AduHAhAKhSQ/s400/zubinmetha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368675465015411426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este é um dos concertos mais esperados no Brasil para este ano. Fundada em 1936, hoje a Filarmônica de Israel é considerada pelos críticos como uma das melhores do mundo. Ela já foi regida pelos maiores maestros nos últimos 70 anos, além de contar com as participações dos mais renomados solistas do cenário erudito internacional. Zubin Mehta, à frente da Orquestra desde 1968, é tido como um dos mais influentes e importantes regentes operísticos e orquestrais da atualidade, atuando, inclusive, como convidado de orquestras como a Filarmônica de Munique, Viena, Berlin, Los Angeles e Nova York. Também possui um extenso histórico de gravações das mais variadas obras do gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O concerto do dia 16 terá as seguintes obras:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;J. Strauss&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Overture to Fledermaus "O Morcego"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;J. Haydn (1732 - 1809)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Concerto para Trompete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;J. Strauss&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kaiser Waltz&lt;br /&gt;Tritsch Tratsch, Polka&lt;br /&gt;Unter Donner und Blitz, Polka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;L. van Beethoven (1770 - 1827)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sinfonia nº 7 em lá maior op. 92&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Serviço:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Orquestra Filarmônica de Israel&lt;br /&gt;Regência: Zubin Mehta&lt;br /&gt;Dia 16 de Agosto, domingo, às 16 horas&lt;br /&gt;Parque Brasil 500, Paulínia, SP&lt;br /&gt;Av. Prefeito José Lozano de Araújo, 2255 (atrás do Theatro Municipal de Paulínia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;amp;source=s_d&amp;amp;saddr=&amp;amp;daddr=&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=&amp;amp;mra=mr&amp;amp;sll=-22.789516,-47.16392&amp;amp;sspn=0.015055,0.01929&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=-22.788981,-47.163749&amp;amp;spn=0.003462,0.00456&amp;amp;z=17&amp;amp;output=embed" width="425" frameborder="0" height="350" scrolling="no"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;amp;source=embed&amp;amp;saddr=&amp;amp;daddr=&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=&amp;amp;mra=mr&amp;amp;sll=-22.789516,-47.16392&amp;amp;sspn=0.015055,0.01929&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=-22.788981,-47.163749&amp;amp;spn=0.003462,0.00456&amp;amp;z=17" style="color: rgb(0, 0, 255); text-align: left;"&gt;Exibir mapa ampliado&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-227207040910237597?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-21T05:37:37.221-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SoFdaeh0B9I/AAAAAAAAAkk/Ujw78VZmIpE/s72-c/maestro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Martins: uma paixão perpétua</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/08/martins-uma-paixao-perpetua.html</link><category>bachiana filarmônica</category><category>glenn gould</category><category>joão carlos martins</category><category>bach</category><category>johann sebastian bach</category><category>bachiana jovem</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Mon, 10 Aug 2009 05:41:28 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-7668706732393757648</guid><description>&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/2E/D9/BD/2ED9BDFBA76B435F836E251878FBEC36.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=2ed9bdfb-a76b-435f-836e-251878fbec36" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pianista e maestro João Carlos Martins, considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach, fala sobre sua carreira, perspectivas e o trabalho que desenvolve à frente das orquestras Bachiana Filarmônica e Bachiana Jovem. Em 2004, o documentário alemão intitulado &lt;i&gt;Martins-passion, Die&lt;/i&gt;, (A paixão segundo Martins), contou a história do músico que, no auge de sua carreira, precisou abandonar os palcos em decorrência de um acidente. A solução encontrada para viver novamente as frequências musicais veio mais de 10 anos depois, quando, mesmo com dificuldades, encontrou na regência uma forma de realização artística.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/5E/97/D7/5E97D78C59E9419CA0C553EA0E306A43.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=5e97d78c-59e9-419c-a0c5-53ea0e306a43" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 3&lt;br /&gt;&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/D6/9D/A9/D69DA95AC14D497BB26F04E4E2D3E12A.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=d69da95a-c14d-497b-b26f-04e4e2d3e12a" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-7668706732393757648?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-10T05:41:28.217-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" length="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" fileSize="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> O pianista e maestro João Carlos Martins, considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach, fala sobre sua carreira, perspectivas e o trabalho que desenvolve à frente das orquestras Bachiana Filarmônica e Bachiana Jovem. Em 2004, o documen</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary> O pianista e maestro João Carlos Martins, considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach, fala sobre sua carreira, perspectivas e o trabalho que desenvolve à frente das orquestras Bachiana Filarmônica e Bachiana Jovem. Em 2004, o documentário alemão intitulado Martins-passion, Die, (A paixão segundo Martins), contou a história do músico que, no auge de sua carreira, precisou abandonar os palcos em decorrência de um acidente. A solução encontrada para viver novamente as frequências musicais veio mais de 10 anos depois, quando, mesmo com dificuldades, encontrou na regência uma forma de realização artística. Parte 2 Parte 3 </itunes:summary><itunes:keywords>bachiana filarmônica, glenn gould, joão carlos martins, bach, johann sebastian bach, bachiana jovem</itunes:keywords></item><item><title>Um tríplice a quatro</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/07/um-triplice-quatro.html</link><category>gustavo dudamel</category><category>irmãos capuçon</category><category>beethoven</category><category>música erudita</category><category>música clássica</category><category>martha argerich</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 06:47:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-8543237223499342963</guid><description>&lt;embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/3D/DE/2E/3DDE2EA2C24F4C0B91C0ACEB096624E2.flv&amp;amp;autostart=false&amp;amp;playlistsize=90&amp;amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=3dde2ea2-c24f-4c0b-91c0-aceb096624e2" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" quality="high" name="mpl" style="" src="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pianista argentina Martha Argerich e os irmãos Capuçon interpretam o &lt;i&gt;Concerto Tríplice&lt;/i&gt; de Beethoven sob a regência do maestro venezuelano Gustavo Dudamel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-8543237223499342963?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-29T06:47:34.762-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><enclosure url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" length="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/player/player.swf" fileSize="42566" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle> A pianista argentina Martha Argerich e os irmãos Capuçon interpretam o Concerto Tríplice de Beethoven sob a regência do maestro venezuelano Gustavo Dudamel.</itunes:subtitle><itunes:author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</itunes:author><itunes:summary> A pianista argentina Martha Argerich e os irmãos Capuçon interpretam o Concerto Tríplice de Beethoven sob a regência do maestro venezuelano Gustavo Dudamel.</itunes:summary><itunes:keywords>gustavo dudamel, irmãos capuçon, beethoven, música erudita, música clássica, martha argerich</itunes:keywords></item><item><title>Maestros, obras primas e loucura: um relato</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/07/maestros-obras-primas-e-loucura-um.html</link><category>norman lebrecht</category><category>maestros</category><category>literatura</category><category>música erudita</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Tue, 07 Jul 2009 09:59:03 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-6078755040589908506</guid><description>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNPYBsAIAI/AAAAAAAAAiA/jTr6nAuFkqk/s1600-h/aa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNPYBsAIAI/AAAAAAAAAiA/jTr6nAuFkqk/s400/aa.jpg" xj="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNKt74_VoI/AAAAAAAAAho/QG0k99GEG6I/s1600-h/aa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;O estudo musical pode ser considerado como um dos campos mais vastos do conhecimento humano. Não apenas pela quantidade de gêneros e obras que concentra, nem por aquelas que inevitavelmente surgirão, mas pelo grau de perfeição com que esta precisa ser concebida e interpretada. Além disso, uma classe de músicos, que não necessariamente arrancam sons dos instrumentos, mas gerenciam todos eles nas salas de concerto, devem estar com os ouvidos aguçados. Porém, nesse cenário nem todos os compositores, intérpretes e regentes conseguem conviver com tais exigências.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é um dos elementos que o crítico e escritor britânico Norman Lebrecht, um dos mais respeitados comentaristas da música erudita da atualidade, aponta em seu último livro, &lt;i&gt;Maestros, Obras Primas e Loucura&lt;/i&gt;: a vida secreta e a morte vergonha da indústria da música clássica. &lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
Publicado na Inglaterra em 2007 e lançado recentemente no Brasil, sua obra apresenta os bastidores da brilhante e lucrativa indústria da gravação, as disputas por poder que caminharam junto ao desenvolvimento das tecnologias de captação sonora, seus personagens e como estes conseguiram adoecer os órgãos que compõem a música erudita. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lebrecht faz um resgate histórico focalizando o início da era da gravação e como ela se tornou um desejo para homens ousados que alcançaram poder após sucessivos fracassos. Recheado de datas históricas envolvendo os principais músicos que se entregaram a esse “pecado”, seja na intenção de eternizar suas interpretações ou de faturar milhões com um contrato com os selos de gravação, ele não deixa de destacar ao longo de todo o livro como o interesse econômico superou a intenção de expandir esse gênero musical.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os historiadores e estudiosos são harmônicos quanto ao fato de a primeira gravação ter ocorrido em 1877, um feito realizado pelo inventor Thomas Alvas Edison, que conseguiu capturar a própria voz em um fonógrafo ao entoar a canção Mary had a little Lamb (Maria tinha um carneirinho). A primeira gravação profissional que viria ser a propulsora desse reinado aconteceu em 1902, quando o tenor napolitano Enrico Caruso aceitou receber um cachê para contribuir com o início do processo que, como descrito por Lebrecht, ocasionou o declínio da música erudita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O autor não descarta a contribuição que a indústria deu à difusão desse conhecimento, que até 1920, quando a novidade deslanchou, só poderia ser conferida nas salas de concerto, frequentadas em sua maioria pela burguesia. Para os mentores desse projeto e seus colaboradores, os próprios músicos, essa seria a chance de eternizar uma obra sem falhas e próxima à perfeição. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua redação prende o leitor e, em alguns utilizando certo ironismo, Lebrecht consegue plantar um sentimento duplo em quem acompanha seu relato. No livro, o autor resgata a visão do conservador Artur Schnabel, pianista do século passado que alegou aos sedutores que “o ato de gravar vai contra a própria natureza da execução musical”, porque isso elimina o contato visual entre executante e ouvinte, ato que desumaniza a arte. Para ele, a execução musical é um momento único no tempo. Uma mesma obra jamais terá o mesmo brilho duas vezes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros, como o renomado e aclamado maestro Hebert Von Karajan, deviam tudo o que tinham graças aos estúdios. Karajan tornou-se conhecido por dirigir a Filarmônica de Berlim, uma das mais tradicionais e respeitadas do mundo. Seu reinado durou cerca de meio século, e suas gravações com essa e outras orquestras totalizaram mais de 200 milhões de discos vendidos, o elevando ao grau de artista clássico mais consumido. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Karajan foi um mixto de estrela e de ditador. Considerado como um dos maiores regentes que o mundo já viu, as coisas deveriam acontecer&amp;nbsp;da forma&amp;nbsp;como ele queria, e fazia de tudo para que sua opinião sobre os mais variados temas prevalecessem. Sua influência foi mais política do que musical, embora fosse considerado uma lenda viva. Mas isso era esquecido quando lembravam-se de seu forte temperamento. E foi com essa "garra" que se tornou um dos maiores milionários da indústria da música erudita. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Apenas um desabafo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maestros, obras primas e loucura é divido em três sessões. A primeira, que se restringe ao desenrolar da história da gravação de música clássica, ainda leva o leitor a entender o contexto em que surgiram os principais selos do gênero e como estes seduziram os mais renomados músicos desse cenário. Obras primas eleva, com conceitos convincentes, os 100 melhores registros feitos ao longo desse primeiro século de gravação e loucura sintetiza as 20 piores, que nunca deveriam ter nascido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para chegar a tal resultado, Lebrecht, que é temido por produtores, intérpretes e regentes, criou uma enquete para verificar quais obras, na opinião do público, poderiam ou não ser consideradas uma raridade na produção e execução musical. Porém, ele destaca que fazer esse tipo de seleção é como catalogar os clássicos da literatura, que falam por si se devem ser eleitos ou não um marco nessa esfera. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele esclarece que não queria que a análise fosse realizada mediante critérios que, para alguns, poderiam ser referentes à intensidade da execução ou qualidade de gravação. E alerta que essa ainda pode não ser a lista ideal quando se trata das melhores obras, mas que a proximidade é similar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A título de informação, entre as piores está registrado o disco Moment of Glory, gravado em 2000 pela Orquestra Filarmônica de Berlim e a banda de Rock Scorpions. Lebrecht aponta que isso ocorreu em um momento desesperador para a orquestra, que como tantas outras buscam um meio de gerar lucros para não morrer de fome. O maestro Simon Rattle, que não participou dessa “loucura”, considerou o feito como uma ideia horrível, e avisou aos músicos que aquilo não deveria se repetir. Para o autor do livro, as canções eram uma mistura de trilhas sonoras dos filmes de James Bond e velhos sucessos dos Rolling Stones. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as melhores encontra-se a versão de 1955 das Variações Goldberg, de Johann Sebastian Bach, interpretadas por um pianista canadense de 23 anos que era definido como maluco, que murmurava enquanto tocava, se vestia inversamente às condições climáticas e que carregava sua própria banqueta de piano. Mais tarde, o mundo soube quem era Glenn Gould, que se tornou um dos maiores intérpretes da música do Bach. Gould se enamorou tanto pelos estúdios que, nove anos depois desta que foi sua primeira experiência de registro fonográfico, não quis mais saber de apresentações públicas, dedicando o resto de sua vida às gravações, que foram interrompidas quando faleceu, aos 50 anos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre as 100 melhores selecionadas pelo autor, a obra mais vendida de todos os tempos no campo erudito foi o Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, com 18 milhões de cópias. Os méritos são da Orquestra Filarmônica de Viena sob a regência do maestro George Solti. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito mais que um relato, a obra de Lebrecht pode ser considerada como um desabafo de alguém que viveu entre essa realidade e que agora denuncia a arma utilizada para tirar a música clássica de cena. O autor projeta que a compra de CDs, que em alguns casos já representou tiragens altíssimas para o setor, não sobreviverá aos próximos anos. É a Internet quem se carregará de continuar a difundir essa tradição, já que ela contribui para derrubar a indústria e está rumo a ocupar o seu trono. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse sobe e desce da indústria fonográfica, nas mãos de Lebrecht, pode ser definido do mesmo modo apontado pelo jornal &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;: “um relato formidável.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNNhAFZ47I/AAAAAAAAAh4/ZyVdxZA1-7Y/s1600-h/lebrecht.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNNhAFZ47I/AAAAAAAAAh4/ZyVdxZA1-7Y/s320/lebrecht.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Norman Lebrecht&lt;/strong&gt; é editor assistente do Evening Standard e apresentador do “levrecht.live” na Rádio BBC3. Ele escreveu 11 livros sobre música, traduzidos para 15 idiomas e é considerado um dos principais comentaristas culturas do nosso tempo. Lebrecht ganhou o prêmio Whitbread First Novel de 2003 com seu romance The Songs &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;of Names. É autor de &lt;em&gt;O mito do maestro&lt;/em&gt;, publicado pela Civilização Brasileira.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img height="47" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNNhAFZ47I/AAAAAAAAAh4/ZyVdxZA1-7Y/s320/lebrecht.jpg" style="filter: alpha(opacity=30); left: 53px; mozopacity: 0.3; opacity: 0.3; position: absolute; top: 1814px; visibility: hidden;" width="96" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-6078755040589908506?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-07T09:59:03.102-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SlNPYBsAIAI/AAAAAAAAAiA/jTr6nAuFkqk/s72-c/aa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Google comemora aniversário de Stravinski</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/06/google-comemora-aniversario-de.html</link><category>literatura</category><category>música erudita</category><category>igor stravinski</category><category>google</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 17 Jun 2009 06:02:33 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-4213445312939940654</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SjjmYIu4C8I/AAAAAAAAAhY/EXTWpdHy_qw/s1600-h/stravinsky09.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SjjmYIu4C8I/AAAAAAAAAhY/EXTWpdHy_qw/s320/stravinsky09.gif" tj="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Google, maior portal de buscas da internet, presenteou os amantes da música erudita&amp;nbsp;ao&amp;nbsp;relembrar em sua página&amp;nbsp;o nascimento de um&amp;nbsp;dos maiores compositores do século XX: Ígor Stravinski. Se vivo, o pianista e regente russo completaria hoje, 17 de junho, 127 anos. Famoso por suas composições, dentre elas os balés &lt;em&gt;O pássaro de Fogo &lt;/em&gt;(1910), &lt;em&gt;Petrushka&lt;/em&gt; (1911) e a &lt;em&gt;Sagração da Primavera &lt;/em&gt;(1913), Stravinski ganhou notabilidade no cenário musical por seu estilo diversificado.&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
Nascido em Oranienbaum, cidade situada na costa sul do golfo da Finlândia e que em 1948 passou a chamar-se Lomonosov, Stravinski cresceu não muito longe dali, em São Petesburgo. Suas influências musicais começaram em casa. Seu pai foi baixo da Ópera Imperial e sua mãe era pianista. No entanto, apesar de seu envolvimento com a música já nos primeiros anos de vida, seus pais esperavam que este se tornasse advogado. Em 1901 ingressou na Universidade de São Petesburgo para estudar Direito, curso que não concluiu devidamente e que jamais chegaria a exercer. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paralelo aos estudos jurídicos, ele passou a dedicar mais tempo à música. Conheceu o então influente compositor russo Nilolai Rimsky-Korsakov, com quem passo a ter aulas. Ao longo de sua trajetória, compôs obras que lhe renderam prestígio tanto na Rússia, Europa e nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sjjml8yaT-I/AAAAAAAAAhg/ucnYvoxz-IA/s1600-h/stravinski.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sjjml8yaT-I/AAAAAAAAAhg/ucnYvoxz-IA/s320/stravinski.jpg" tj="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Durante sua jornada estabeleceu-se em diversos países, conheceu músicos e pensadores de sua época e aventurou-se pela literatura, campo pelo qual sempre demonstrou interesse. Nessa caminhada recebeu auxílio por parte de variados colaboradores e em 1936 publicou sua autobiografia, intitulada &lt;em&gt;Chronicles of my life&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao final de sua carreira, Stravinski estabeleceu-se nos Estados Unidos, onde teve contato mais próximo com a obra de Arnold Schoenberg. Em 1969 fixa-se em Nova Iork, onde falece dois anos depois. Seus trabalhos ainda são executados nas salas de concerto de todo o mundo. O compositor foi considerado pela revista &lt;em&gt;Time&lt;/em&gt; como uma das 100 personalidades mais influentes do século XX.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-4213445312939940654?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-17T06:02:33.313-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SjjmYIu4C8I/AAAAAAAAAhY/EXTWpdHy_qw/s72-c/stravinsky09.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Um concerto muito além do esperado</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/06/alem-do-esperado_09.html</link><category>mozart</category><category>orquestra sinfônica de campinas</category><category>beethoven</category><category>chopin</category><category>ligia amadio</category><category>gluck</category><category>fany solter</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Tue, 09 Jun 2009 17:25:07 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-4611856661979435063</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Si7H0rX3UvI/AAAAAAAAAhI/hDC9dW1l7eA/s1600/2842986933_041913748d_o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Si7H0rX3UvI/AAAAAAAAAhI/hDC9dW1l7eA/s320/2842986933_041913748d_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nos dias 30 e 31 de maio a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas mudou seu cronograma. Devido à greve dos servidores da Prefeitura, o concerto agendado previamente foi cancelado. No entanto, aqueles que ficaram chateados ao chegarem e repararem que havia apena um piano no meio do palco, ao final se surpreenderam.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este foi o meu caso. Fazia algum tempo que queria assistir um concerto da Sinfônica. Já havia ido outras vezes e assistido alguns concertos, mas desta vez o que encontrei ao adentrar o Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, na sala Luís Otávio Brunier, foi inédito. Não havia a maestrina Ligia Amadio e seus talentosos músicos, mas uma pianista brasileira e radicada na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fany Solter simplesmente surpreendeu. É claro que se tivesse uma orquestra ao fundo o impacto seria muito diferente. Mas ao contrário de passar 1h30 minutos ouvindo apenas uma seleção de músicas clássicas, Solter investiu criatividade em seu recital. O que, inicialmente, aparentava cansativo (já que o nome recital já remete a algo maçante) resultou num aprendizado significativo para os ouvintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de cada música Solter analisava ou contava algum dado interessante sobre o músico e sua obra. A pianista resolveu começar pelo mais pesado: uma peça de Wolfgang Amadeus Mozart  - “Variações em Sol maior sobre um tema da Ópera ‘Os peregrinos de Meca’, de Gluck.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um gênio entre nós&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A apresentação de Mozart revelou a grande virtuosidade e musicalidade de Solter, mas ao mesmo tempo cansou os ouvintes. A seguir, antes da peça “Sonata, op.13, em dó menor”, a pianista contou um pouco sobre o compositor e autor da obra Ludwig Van Beethoven. Entre os diversos aspectos, a senhora lembrou o enorme talento de Beethoven, que infelizmente não conseguiu ouvir suas últimas composições por ficar surdo. O grande nome da música acompanhava suas composições apenas através de vibrações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Si7IDXIQ8WI/AAAAAAAAAhQ/gtwz2pf7rTI/s1600-h/2843823998_7ecdd22dbe_o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Si7IDXIQ8WI/AAAAAAAAAhQ/gtwz2pf7rTI/s400/2843823998_7ecdd22dbe_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma das melhores partes do recital foi quando Fréderic Chopin entrou em cena. Solter apresentou as peças “Estudo op.10, n.9”, “Noturno op.15, n.3” e “Scherzo n.2, op.31, em si bemol menor”. O Noturno foi algo simplesmente encantador. Solter conseguiu unir a virtuosidade, expressividade a leveza de Chopin.&lt;br /&gt;
A pianista enfatizou que, para ela, as obras de Chopin servem muito mais para educar e ensinar conceitos musicais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, ela o denominou como um grande mestre. Ficou evidente o talento de Solter para apresentar obras de Chopin, já que ela já gravou em CD as obras de Câmara de Chopin.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao final, veio a surpresa. Solter convidou um violoncelista da Sinfônica para fazerem um dueto em uma peça com cinco movimentos de música popular brasileira. Essa parte animou a platéia que se embalava junto e aplaudia ao final do concerto em pé. A ideia de Solter não poderia ser melhor para terminar o recital de piano. Quem não foi perdeu... o evento foi completamente diferente do planejado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Breve Biografia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Premiada em vários concursos internacionais, como o de Munique e Vercelli. Atua como solista em concertos com várias orquestras, como a Sinfônica de Praga. Desde 1976 é Fany Solter catedrática na Hochschule fuer Musik (University of Music) de Karlsruhe, Alemanha, da qual foi reitora de 1984 até 2001.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo brasileiro condecorou Fany Solter com a « Medalha Villa-Lobos » pelos grandes serviços que ela tem prestado à música brasileira na Europa. No ano de 1994 recebeu do governo alemão a « Gran Cruz do Merito », a condecoração mais alta daquele pais. Em 2003 foi agraciada com a “Medalha do Mérito” do Estado de Baden-Württemberg.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mais dados acesse:&lt;a href="http://www.osmc.com.br/secao.asp?i=34&amp;amp;c=679"&gt; http://www.osmc.com.br/secao.asp?i=34&amp;amp;c=679&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Suellen Timm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-4611856661979435063?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-09T17:25:07.304-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Si7H0rX3UvI/AAAAAAAAAhI/hDC9dW1l7eA/s72-c/2842986933_041913748d_o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Tenor discute carreira e cenário erudito nacional</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/04/tenor-discute-cenario-musical_20.html</link><category>cooperativa músicos independentes</category><category>música erudita</category><category>wilian dolfini</category><category>roberto minczuk</category><category>ciro pereira</category><category>nelson ayres</category><category>tenor</category><category>música clássica</category><category>abel rocha</category><category>canto</category><category>entrevistas</category><category>John Neschling</category><category>Osesp</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Thu, 21 May 2009 15:48:50 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-2697313313395659335</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sey-9mxlSDI/AAAAAAAAAes/1taGWFgTFRw/s1600-h/DSC_0038.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326842424862263346" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sey-9mxlSDI/AAAAAAAAAes/1taGWFgTFRw/s400/DSC_0038.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 220px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 147px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bacharel em canto pela Faculdade de Música Carlos Gomes, o tenor Wilian Dolfini foi integrante do Coro da Osesp por sete anos. Trabalhou com diversos maestros, dentre eles Eleazar de Carvalho, John Neschiling, Roberto Minczuk, Ciro Pereira, Nelson Ayres e Abel Rocha. Teve aulas na Alemanha e Estados Unidos, trabalhou como solista em diversas obras e atua como regente e instrutor vocal. Tem se apresentado regularmente em recitais e em produções operísticas no Brasil e na Europa, além&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Tahoma; font-size: 13px;"&gt;d&lt;/span&gt;e dirigir a cooperativa Músicos Independentes, recém fundada em Sorocaba, SP. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Nesta entrevista Dolfini fala dos momentos que marcaram sua trajetória artistica e a atual comenta o crescente cenário erudito nacional.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Como você teve o primeiro contato com a música?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
Wilian Dolfini – Em casa todo mundo estudou música. Meu pai, meus tios. Nós temos uma tradição musical muito grande em nossa família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Você se lembra com quantos anos você começou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu me lembro que com sete anos eu comecei a tocar flauta. Eu fiquei onze anos tocando flauta ininterruptamente. Eu gostava muito de flauta, cantava juntamente no coro da igreja, pois que eu sou de origem presbiteriana. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Como você começou a cantar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Bom, eu era flautista e, na verdade, sentia que algo faltava para mim. Musicalmente eu estava realizado pela metade. Eu tenho um primo que canta na Orquestra da Filadélfia e ele veio para o Brasil fazer um recital. E então eu falei: é isso que eu quero fazer. Foi nesse dia que eu me encontrei. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando – Depois disso você abandonou a flauta de vez ou continuou paralelamente com ela e o canto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Durante muito tempo eu fiz as duas coisas. Mas devagarzinho o canto foi tomando um lugar de importância maior. Eu realmente encostei a flauta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - E nessa época quais foram as maiores dificuldades que você encontrou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Encontrar um bom professor em quem eu pudesse confiar a educação da minha voz. E também o custo. Estudar canto é um negócio muito caro, você tem que pagar professor de canto, pagar pianista, tem que assistir espetáculo. A formação do músico no Brasil é um negócio muito dispendioso. Então isso foi uma dificuldade também. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Ao longo desses anos você estudou com diversos professores, muitos aqui no Brasil e alguns no exterior. Você tem alguma lembrança marcante dessa época?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Na verdade sim. Eu tenho muitos bons momentos na minha memória das coisas que fazíamos em sala de aula. Especialmente com o falecido Edilson Costa, que foi meu padrinho de casamento e inclusive era o meu pai artístico. Ele e a Jocelene Galo, sua esposa, que também era minha professora. Com eles eu passei grandes momentos na sala de aula que marcaram minha vida técnica, artística, pessoal e emocional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando – Entre 1994 e 2001 você integrou o coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Como se deu essa oportunidade? Como tudo isso aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Bom, foi muito legal. Eu prestei um concurso em 94 e passei em primeiro lugar. Depois ingressei no coro. Era algo que eu queria muito fazer. Eu já fazia faculdade de canto na época, estava no segundo ou terceiro ano, não me lembro, mas foi uma oportunidade incrível de fazer um repertório sinfônico muito interessante. Coisas que eventualmente a gente não teria chances de fazer se não fosse naquela instituição, com aquela estrutura. Por exemplo, peças como a Missa em Si Menor, Paixão Segundo São Mateus, de Bach, são coisas que são tão grandiosas e tão difíceis de fazer que se não for numa estrutura muito organizada como é a do Estado, teria pouca chance de fazer, então valeu demais, foi uma experiência muito bacana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando – Durante os sete anos que você esteve no coro da Osesp você trabalhou com os mais importantes regentes do País. Como isso te ajudou a crescer profissionalmente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Observando, prestando atenção, com carinho, com atenção mesmo, fazendo nota das coisas que eles diziam. Escrevia ali na partitura mesmo para que essas coisas se perpetuassem de alguma maneira. Eu sempre gostei muito do que faço, então eu sempre encarava cada ensaio como uma aula. Foi fantástico, foi um super curso. (risos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Existe alguma experiência marcante dessa época que você queira compartilhar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Uma vez fizemos uma peça chamada Belshazzar's Feast, de um compositor inglês chamado Willian Walton. É uma peça nova, de 1944. Fizemos com o coro da Osesp, o coro Paulistano do Teatro Municipal e a orquestra do Teatro Municipal de São Paulo. Fizemos esse concerto, que é uma das coisas mais difíceis que eu cantei na vida, mas uma das mais lindas também. E quem veio nos reger foi um maestro inglês chamado Sir David Wilcop. Esse sujeito foi pra mim um marco de que a sabedoria e a humildade andam juntas, porque cada observação, cada pedido que ele fazia para a orquestra, para o coro, era objetivo e era envolto em respeito, em carinho e musicalidade. Isso marcou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Qual é a maior dificuldade para o solista da música erudita na atualidade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - O mercado de trabalho. É inexistente no Brasil. Fundamentalmente é isso. Porque é até difícil o músico se manter motivado na profissão, porque não tem mercado. Essa é a maior dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando – Mas nós temos visto que de alguns anos pra cá as salas de concertos tem tido um número maior de ouvintes e uma quantidade enorme de músicos internacionais tem estado aqui, talvez como um reflexo disso. Como você enxerga isso? Ainda existe muita coisa que precisa ser melhorada no cenário musical brasileiro? &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Acho que certamente tem muita coisa que a gente pode melhorar, mas realmente você fez uma observação muito verídica, verdadeira mesmo. Os nossos concertos estão aumentando em número, em qualidade, em espectadores. Isso é fantástico. Eu vejo nisso uma evolução mesmo. Eu acho isso, mas tem muita coisa que melhorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - E o que falta no cenário erudito no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu acho que falta mercado mesmo, sabe? Eu acho que nós temos músicos incríveis, nós somos grandes exportadores de músicos para o mundo inteiro. Até é um momento que eu acho interessante. Nós estamos organizando uma cooperativa de músicos em Sorocaba justamente na intenção de prover ao músico uma chance de ter uma independência profissional, porque a vida do músico ou ela está ligada a uma instituição como um corpo instável do Estado, ou uma universidade, uma igreja ou a uma escola ou a tudo isso junto. Tem muito músico que toca em cinco, seis lugares ao mesmo tempo, é uma loucura, é quase uma insanidade. Então estamos pensando numa cooperativa de músicos, um celeiro onde iremos reunir o maior número de músicos que conseguirmos, na intenção de reunir diversos tipos de trabalhos musicais, criar produtos musicais que vão desde coisas simples, como casamentos, festas, batizados, até concertos de música, ópera. A ideia é essa, trabalhar em todos os segmentos, e não só na música erudita, mas também na música popular. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Que diferença você vê no cenário erudito e popular em termos de condições de trabalho?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu não vejo muita diferença para o músico popular. Ele também sofre muito. O mercado nos compra, porque ele consome música de diversas maneiras. Na indústria tem uma série de eventos que acontecem durante o ano inteiro que as pessoas consomem música. Só que as o pessoal não tem onde buscar esse negócio. A cooperativa, na verdade, busca isso, ser um ponto onde as pessoas possam ter a sua necessidade musical satisfeita. Unimos dois pontos importantes: a necessidade do músico e a necessidade da indústria. Então acho que dessa maneira vamos criar uma oportunidade de trabalho a mais para esses músicos. Acho que é isso que falta para o mercado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Essa cooperativa estaria aberta a todos os músicos do País? Vocês também têm apoio de mais alguma entidade, de mais pessoas? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Por lei sim. A cooperativa está aberta a todas as pessoas que moram no território nacional, brasileiros ou não, desde que devidamente inscritos na Ordem dos Músicos do Brasil. Nós temos o nosso escritório central e estamos fazendo uma estratégia para trabalhar com células. Nós vamos criar a célula de Sorocaba, vamos criar a célula de Piracicaba e estamos estudando a possibilidade de criar uma célula já em Curitiba para unir os músicos desses pólos e congregar essa necessidade e essa vontade de fazer música juntos e poder levar isso para o mercado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Qual o papel da Ordem dos Músicos do Brasil nesse cenário? Como ele tem contribuído para a expansão do mercado e também para melhores condições de trabalho para o músico? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Essa pergunta é muito difícil. Eu sou filiado a Ordem dos Músicos desde 1987 e, sinceramente, eu encontrei tantas dificuldades no meu relacionamento com eles que acabei tornando ela na minha vida um órgão sem proveito. Eu não consigo me relacionar, realmente eles não têm nada que possa vir a me interessar, infelizmente. Eu vejo que existe uma diferença da dos Advogados, por exemplo, que falam com um determinado respeito e orgulho da ordem deles. Com os músicos é o contrário. A relação com a Ordem dos Músicos do Brasil é sempre complicada, ela é sempre parcial e isso desmotiva, sabe? A todos os músicos, não só a mim. Eu posso dizer por muita gente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando – Você falou em relação ao trabalho do músico tanto erudito quanto popular. O seu gênero é só erudito ou também popular? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu estudei música erudita. Especificamente eu gosto de mexer com ópera. É isso que eu gosto. Mas eu, enquanto regente, tive que me envolver com outros trabalhos, tive que me envolver com música popular e vou ser bastante franco que pra mim foi um grande prazer. Foi um grande prazer trabalhar com música popular e fazer arranjos de coisas para coral e para grupos instrumentais. Eu tenho o foco e o coração voltado para música erudita, mas especificamente para a música sinfônica e de ópera. Mas eu acho não cantaria música popular, apesar de gostar muito. (risos) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Você que já está há alguns anos no mercado como solista e também como regente. Como você avalia o preparo dos estudantes hoje? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Existe uma pluralidade de informação disso que chamamos de escola de música, de ensino, tanto de canto quanto de regência, até de instrumental. Acho que a nossa cultura deixa algumas lacunas no crescimento musical, algumas coisas que são voltadas a educação mesmo. Por exemplo, o músico precisa de disciplina. O brasileiro não tem muito o hábito de ser disciplinado. O músico precisa ter disciplina, ele precisa estudar todos os dias. Eu vejo que nós temos faculdades, professores e músicos excelentes na condução dos nossos alunos. Acho que certamente nós teremos músicos incríveis daqui pra frente. Já temos e daqui pra frente ainda mais, mas, eu acho que a nossa cultura brasileira peca um pouco nisso, sabe? E o músico muitas vezes se percebe disso tardiamente. Às vezes é uma pena. O cara patina um tempão aí porque não tem disciplina. Isso é um problema. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Há pouco tempo foi aprovada uma lei que garante o ensino da música nas escolas. Isso é bom para o Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu acho isso fantástico porque a música no Brasil é uma coisa fantástica. Os nossos músicos são criativos. A nossa cultura, no consumo e na criatividade da arte é extremamente valorosa, rica. Eu acho que prover, desde a infância, uma orientação para esses que mais cedo ou mais tarde vão se despontar como músicos é fantástico. Você já vai plantar ali no sujeito a vontade de conhecer, vai plantar nele o desejo de desenvolver a curiosidade, o deslumbre, todas essas coisas que fazem parte da motivação. Sem contar os benefícios que a música traz na vida das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Hoje o músico, o cantor da música erudita, precisa dominar algumas línguas para poder trabalhar com seu repertório. Como foi isso para você? Você estudou quais línguas? Quais as dificuldades quando você é contratado para um trabalho novo cuja língua você desconhece?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Excelente pergunta. Na verdade, o músico erudito tem que dominá-las mesmo, principalmente as línguas européias, o italiano, o inglês britânico, o francês, o espanhol, o alemão, sobretudo, são línguas que o cantor precisa estudar. Eu estudei todas essas línguas na intenção mesmo de poder ajustar minha profissão. Eu tenho fluência em algumas delas, por exemplo, o italiano, o inglês, eu já tive do alemão, mas o alemão você perde, porque é muito difícil. Mas eu estudei a fundo essa coisa de pronúncia, nisso eu caprichei mesmo. Não necessariamente você precisa ter domínio da língua, mas você precisa ser capaz de pegar um texto, um dicionário e saber o que é que você vai cantar, o que é que você vai interpretar, isso você precisa ser capaz de traduzir. Até porque na vida do cantor o mais importante da arte que ele pratica é justamente o texto, é a mensagem que você leva. Então isso é uma preocupação realmente muito grande que o cantor tem de ter.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - E como você vê o retorno de todo esse esforço?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D – Na verdade eu não penso nisso. Eu penso que pra mim é um prazer toda vez que eu deparo com a necessidade de usar uma dessas coisas que eu estudei e ela estar lá. Eu posso, portanto, desfrutar. Então, na verdade, eu penso nessas coisas como ferramentas e eu eventualmente tenho a chance de usá-las. Então é um pouquinho cara essa coisa. Para ser cantor você tem que se aparelhar de uma série de coisas e de conhecimentos. É uma atividade difícil, mas muito prazerosa. Então é bom saber que quando você precisa de determinada coisa, você já passou por isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Você já pensou em fazer alguma outra coisa da vida a não ser cantar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Fotografar. Fotografar e cozinhar são duas coisas que eu gosto muito. (risos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Hoje você tem isso como hobby?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu tenho como hobby. Mas se não fosse músico acho que seria fotógrafo, talvez. (risos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Qual a obra do seu repertório que você considera mais difícil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Poxa, rapaz, eu já cantei tanta coisa muito difícil. Eu considero tudo difícil, a verdade é essa. Eu tenho humildade em dizer, porque todas as peças apresentam uma dificuldade peculiar. Eu não costumo graduar a dificuldade, eu costumo graduar os passos para atingir até a execução que me agrada e eu nunca estou satisfeito. (risos) Eu costumo pensar assim: isso é difícil? É. Ok. Então qual é a estratégia que vou ter para estudar essa peça a ponto de conquistá-la? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Atualmente você desenvolve algum projeto ou está ligado a alguma instituição?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Não, eu estou sem contrato, sem trabalho fixo, mas eu estou muito voltado para a cooperativa. Isso tem tomado quase todo o meu tempo. E eu acho isso bom porque no fim das contas eu quero que a cooperativa seja um sucesso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - E quais seus planos para o futuro? Você pretende continuar estudando?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu quero voltar para a escola. Quero voltar e fazer mestrado e seguir o quanto eu puder. Quero estudar mais regência, quero estudar mais canto. Eu estudo qualquer coisa, você põe na minha mão é só estudar. (risos) Mas eu quero voltar sim e fazer mais uma graduação, talvez, um mestrado ou sei lá, enfim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Orquestrando - Você pensa em lecionar futuramente? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
W D - Eu já dei aula durante muitos anos, mas eu gosto de ser músico de palco. A minha vontade é essa. Eu também gosto de lecionar. Eu tenho amor por essa atividade, mas ela nunca está nos meus planos. Se precisar ou se houver um convite ou qualquer coisa eu me disponho porque eu acho interessante, eu acho que eu voltaria a fazer, mas eu me sinto um músico de palco.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-2697313313395659335?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-21T15:48:50.540-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sey-9mxlSDI/AAAAAAAAAes/1taGWFgTFRw/s72-c/DSC_0038.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Neschiling, a Osesp e o futuro</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2009/04/neschiling-osesp-e-o-futuro.html</link><category>música erudita</category><category>John Neschling</category><category>tortelier</category><category>Osesp</category><category>música clássica</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Tue, 21 Apr 2009 07:50:56 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-3204870774163417520</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SeHXCYQwcYI/AAAAAAAAAeQ/Edw1OhxVR6M/s1600-h/yan+tortelier.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SeHXCYQwcYI/AAAAAAAAAeQ/Edw1OhxVR6M/s400/yan+tortelier.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323772670401081730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nos últimos meses, muitas coisas aconteceram no cenário musical e literário. Dentre elas, talvez a mais polêmica foi a demissão do maestro John Neschiling, via e-mail, da direção artística e regência da Osesp. A história já se arrastava há algum tempo e a relação do maestro com o governo paulista não andava lá aquelas coisas. Depois de anunciar, ainda no ano passado, que não renovaria seu contrato com a orquestra, que venceria no final de 2010, Neschiling se mostrou um tanto incomodado com o fato de especularem quem assumiria seu cargo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;Sua relação com a direção tornou-se cada vez mais complicada e distante, atributos que contribuíram para que a sua demissão viesse à tona antes do combinado. Quem assumiu seu posto foi o maestro francês Yan Pascal Tortelier, filho do lendário violoncelista Paul Tortelier. Sua estréia com a Osesp aconteceu no dia 5 de abril, na Sala São Paulo. O repertório continuou com a cara de Neschiling. Foram executadas as Variações Enigma, Op. 36, de Elgar e a Sinfonia nº 2 em mi menor, Op. 27, de Rachmaninov.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Música para tupiniquins &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A crítica ficou dividida em relação ao maestro. Para alguns ele vai se dar bem com a orquestra devido à grande experiência que já tem na condução de barcos sinfônicos, mas outros, no entanto, acham que ele ainda vai enfrentar um pouco de dificuldades. Um dos pontos diz respeito à música brasileira, que ele mesmo alegou conhecer pouco. Mas sua “intimidade” com a Osesp já não é de hoje. No ano passado ele esteve a frente da Orquestra em duas ocasiões, e tanto a crítica quanto o público apreciaram sua condução, fato que contou bastante na questão de sua contratação.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;Tortelier tem uma carreira sólida como regente. Aos 4 anos de idade iniciou os estudos musicais em piano e violino. Com 14 venceu o primeiro Concurso de violino no Conservatório de Paris. Foi aluno de Nadia Boulanger, e posteriormente estudou regência com Franco Ferrara em Siena, na Itália. A partir disso ascendeu na carreira. Conduziu diversas orquestras, incluindo a Sinfônica e a Filarmônica de Londres. Além disso, como regente convidado esteve à frente das principais do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os laços com a Osesp ainda não estão totalmente desfeitos. Neschiling entrou com pedido de verificação na Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo para saber se o maestro francês tem autorização para trabalhar no País. A direção da Orquestra respondeu que Tortelier está com a situação regularizada no Brasil. Além disso, a Folha de S. Paulo apurou que o novo regente possui um salário superior ao de Neschiling, que recebia R$ 120 mil/mês. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E o futuro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Como Tortelier está à frente da Osesp como “quebra-galho”, a decisão do novo regente a partir da temporada 2012 se aproxima. Nomes como o do superstar argentino Daniel Baremboin já foram referidos. Existe, também, a possibilidade de o próprio francês continuar com a batuta em mãos. No entanto, o Osesp precisa de um regente que, além de conduzir e continuar elevando seu grau de popularidade no mundo sinfônico, caiba no seu orçamento, ou melhor dizendo, no bolso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-3204870774163417520?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-21T07:50:56.488-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SeHXCYQwcYI/AAAAAAAAAeQ/Edw1OhxVR6M/s72-c/yan+tortelier.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>YouTube cria primeira orquestra sinfônica colaborativa online</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2008/12/youtube-cria-primeira-orquestra.html</link><category>lang lang</category><category>michael tilson thomas</category><category>youtube symphony orchestra</category><category>tan dun</category><category>sinfônica de londres</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Fri, 10 Apr 2009 05:16:15 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-2733889184072051143</guid><description>&lt;img src="http://www.divshare.com/img/6025531-e54.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O YouTube, o maior portal de vídeos da internet, lançou recentemente o projeto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"YouTube Symphony Orchestra", a primeira orquestra colaborativa online, que pretende reunir músicos dos quatro cantos do globo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277011326579930962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: justify" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STu117yCd1I/AAAAAAAAAco/ltovzD4h6L8/s400/imagem3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O Google, proprietário do YouTube, contratou o compositor chinês Tan Dun para criar uma obra exclusiva para o projeto. Dun ficou conhecido pela composição da trilha sonora do filme &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O tigre e o dragão, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;que em 2 000 recebeu o Oscar de melhor trilha sonora, e por compor a trilha das Olimpíadas de Pequim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Intitulada &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A symphony for YouTube &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(Uma sinfonia para o YouTube), ela foi originalmente gravada pela Orquestra Sinfônica de Londres no dia 6 de outubro deste ano, sob a regência do próprio Dun.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Entre os colaboradores do projeto estão a Sinfônica de Londres, o Carnegie Hall, o atual regente da Sinfônica de São Francisco e vencedor do Grammy, Michael Tilson Thomas, e o renomado pianista Lang Lang.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Proposta do projeto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A obra, gravada pela Sinfônica de Londres, está disponível no canal do projeto (&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/symphony" target="_blank"&gt;&lt;span style="BORDER-RIGHT: windowtext 1pt; PADDING-RIGHT: 0cm; BORDER-TOP: windowtext 1pt; PADDING-LEFT: 0cm; PADDING-BOTTOM: 0cm; BORDER-LEFT: windowtext 1pt; PADDING-TOP: 0cm; BORDER-BOTTOM: windowtext 1pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;www.youtube.com.br/symphony&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. O objetivo é que os eles se inscrevam, baixem a partitura para seu instrumento, estudem, gravem um vídeo de sua performance em relação à música e o envie para avaliação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Além disso, quando o músico faz a inscrição e escolhe seu instrumento para fazer o download da partitura, existe um vídeo com a regência de Tan Dun para cada instrumento isoladamente, método empregado para auxiliar no estudo individual de cada instrumentista.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277012854160911682" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: justify" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STu3O2dubUI/AAAAAAAAAc4/9vncJrC5vvw/s400/Michael+Tilson+Thomas.jpg" border="0" /&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os finalistas serão selecionados por um júri e por usuários do YouTube para participar da estréia da Orquestra Sinfônica do YouTube no Carnegie Hall, em Nova York, no dia 15 de abril de 2009, sob a regência de Thomas. As despesas de acomodação e viagem estão inclusas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os músicos podem ainda encontrar no canal do programa uma série de masterclasses ministradas por integrantes da Sinfônica de Londres. Nos vídeos, são explicadas as dificuldades da obra para cada instrumento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A obra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em entrevista ao YouTube, Tan Dun explica que a idéia da obra surgiu durante as Olimpíadas de Pequim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Ouvi os barulhos das ruas de Nova Iorque, Londres, Pequim, Xangai junto com a enorme torcida, a beleza de todas aquelas pessoas ao redor. Eu estava passando por uma garagem e descobri na rua os tambores de freios de automóveis. Essas peças produziam um som bonito, basicamente dó, lá, mi. Aí comecei a batucar, tocando um belo som. Foi então que pensei: Meu Deus, isso é algo que vai além, esta é a essência da atualidade”, explica, referindo se ao estilo contemporâneo em que ela foi composta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277104317079938642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STwKasY65lI/AAAAAAAAAdA/Vw6kOz-qThc/s400/Untitled-1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Com duração de aproximadamente cinco minutos, ela utiliza desde os tradicionais instrumentos orquestrais até rodas de carros, que Dan chama de tambores de freios. Segundo ele, a idéia é usar elementos da atualidade para produzir sons da atualidade, mas ainda ter um pouco das características dos compositores eruditos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;“Dá pra ver que somos todos contemporâneos, mas estamos baseados nos trabalhos dos mestres”, explica referindo-se à Beethoven e Tchaikovsky.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Dividido em quatro movimentos, o primeiro procura passar o som dos carros nas ruas das grandes cidades. O segundo, de acordo com Dun, é um reflexo de seus “ecos olímpicos”. Nele encontra se presente a famosa melodia da Sinfonia nº 3 de Beethoven, a Heróica. O terceiro lembra obras que são conhecidas dos ouvintes da música erudita, fazendo uso de elementos que estiveram presentes, por exemplo, em &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O lago dos cisnes,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; de Tchaikovsky. E por último, um movimento vivo e alegre fecha a obra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Os vídeos devem ser enviados entre 1º de dezembro de 2008 e 28 de janeiro de 2009. A data para divulgação dos aprovados ainda não foi informada. Para saber mais sobre as regras oficiais do programa, consulte o canal YouTube Symphony Orchestra Channel (&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com.br/symphony" target="_blank"&gt;&lt;span style="BORDER-RIGHT: windowtext 1pt; PADDING-RIGHT: 0cm; BORDER-TOP: windowtext 1pt; PADDING-LEFT: 0cm; PADDING-BOTTOM: 0cm; BORDER-LEFT: windowtext 1pt; PADDING-TOP: 0cm; BORDER-BOTTOM: windowtext 1pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;www.youtube.com.br/symphony&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-2733889184072051143?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-10T05:16:15.877-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STu117yCd1I/AAAAAAAAAco/ltovzD4h6L8/s72-c/imagem3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Cem anos sem Machado</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2008/11/cem-anos-sem-machado.html</link><category>literatura</category><category>literatura brasileira</category><category>machado de assis</category><category>entrevistas</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:52:44 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-8943676595974201860</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STLMZEA1PfI/AAAAAAAAAb4/b9GyfgqS0-Y/s1600-h/ATgAAACnAvJ2a9gY6Kj9qe36j_KHcra33RibzWaho6W3QMVkt9LOPfGtVXwB_ONzz-0CJ1ubCRYLibHQDxv-W1YzuN4xAJtU9VB7Ai-0vkP1Bxl611rRJPzWm5D5Cg.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274502844550299122" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STLMZEA1PfI/AAAAAAAAAb4/b9GyfgqS0-Y/s400/ATgAAACnAvJ2a9gY6Kj9qe36j_KHcra33RibzWaho6W3QMVkt9LOPfGtVXwB_ONzz-0CJ1ubCRYLibHQDxv-W1YzuN4xAJtU9VB7Ai-0vkP1Bxl611rRJPzWm5D5Cg.jpg" style="height: 221px; width: 500px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;No dia 29 de setembro de 1908 o mundo perdia um dos mais renomados nomes da literatura brasileira. Joaquim Maria rompeu o cordão literário com o mundo há exatos cem anos. No entanto, a maioria dos leitores não o conhecem por essas iniciais, mas quando se trata de Machado de Assis, a lembrança de suas produções apontam para o autor de vários clássicos da produção literária nacional. E para falar sobre ele convidamos o professor Davi Oliveira, mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP, para explicar alguns aspectos da vida e obra de Joaquim Maria Machado de Assis, este que é considerado um dos mais importantes escritores da nossa língua.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Neste ano comemora-se cem anos do falecimento de Machado de Assis. Qual a importância desse escritor para a literatura brasileira nos dias de hoje?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Davi Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - Machado de Assis foi a linha divisória na literatura brasileira. Até Machado nós tínhamos uma literatura e de Machado de Assis pra frente nós tivemos, ou temos outra literatura. O estilo Machadiano é um estilo inconfundível, especialmente na segunda fase de produção dele, porque nessa segunda fase ele trabalha já com o chamado romance e poesia, em que ele condensa o máximo possível as palavras. Ficam frases curtas, capítulos curtos, e uma característica marcante em Machado de Assis é o fato dele sair da periferia da personagem e entrar na personagem. Ele analisa muito isso. Por exemplo, se você pegar um conto de Machado de Assis, no caso &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;O enfermeiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Causas secretas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, vemos que o objetivo do narrador, é desmascarar a personagem. Você encontra a personagem, mas pouco a pouco o narrador vai tirando a máscara dessa personagem e dizendo quem realmente ele é. Machado de Assis se preocupou muito com essa questão de esmiuçar. Ele é praticamente o escritor do laboratório que pega o seu microscópio e olha nas pessoas e vê lá dentro os mínimos detalhes do comportamento psíquico das pessoas, desse personagem, no caso.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Nascido em família humilde e com pais pobres, ele não freqüentou escola. No entanto, viria a dominar o português e o francês. Como se deu todo esse processo?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Na realidade, ele é oriundo de uma família de escravos, mas foi criado por uma família que tinha recursos. Ele não tinha dinheiro para estudar. O que sabemos é que ele aprendeu muita coisa ali onde a mãe dele vendia algumas coisas, algumas guloseimas e ele por certo assistia algumas aulas ali, algum curso. Agora, há um detalhe na vida de Machado de Assis, a de que ele não era bom em língua portuguesa. Sabia, evidentemente, trabalhar com a língua portuguesa com respeito a literatura, mas não tinha a questão da habilidade em trabalhar a língua em si. Agora, o francês era algo que fazia parte na época, assim como nós temos o inglês hoje, naquela época era o francês, que chegava no final do século dezenove aqui no Brasil. Acrescentando a tudo isso, da pobreza de Machado de Assis, ele também era um homem de cor, era epilético e tinha problema com gagueira. Por outro lado, Machado de Assis procurou superar isso. Ele se aproximou muito das classes elitizadas na época, fugiu um pouco da sua origem e casou com uma mulher de cor branca. Então foi uma boa aquisição que Machado de Assis fez e por isso ele é um pouco criticado por esse lado que ele se perdeu um pouco da raiz. É assim que alguns olham. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Em que ocasião ele começou a escrever, qual foi o contexto?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;– A primeira fase da escrita de Machado de Assis é uma escrita que ele levou dos 15 aos 39 anos, mais ou menos, tentando aprender escrever. Essa primeira fase é a fase em que ele imita bastante José de Alencar. O romance dele não tem tanta novidade assim, mas o forte de Machado de Assis é exatamente a segunda fase dele. É nessa segunda fase que aparecem &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Memórias póstumas de Brás Cubas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Quincas Borba&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Dom Casmurro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; Aí explodia Machado de Assis conforme conhecemos hoje. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Quais eram as influências que ele teve na época em que começou a escrever, principalmente na primeira fase?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira – &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Ele já estava no período da escola realista, mas foi muito influenciado por José de Alencar, que era um autor da literatura da época, do período romântico, que era tipo um padrinho para Machado de Assis. Quando José de Alencar morreu, com 48 anos, Machado de Assis praticamente assumiu a literatura brasileira. Mas ele recebeu muitas influências. Nesse período, e mais ainda no próximo, pelo menos no mundo da filosofia, Schopenhauer influenciou o pensamento de Machado de Assis. Não somente Schopenhauer, mas aquelas idéias iluministas, positivistas do mundo racionalista, os pensamentos de Freud. Pelo menos dois livros influenciaram muito Machado de Assis. Um deles foi &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Pensamento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, de Paschoal, e outro foi &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Eclesiastes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, de Salomão. Então é dito o seguinte, que Machado de Assis escreve de forma reduzida, como se fossem adágios ou máximas influenciados por esses dois livros. Ele lista a maneira como Salomão escreve, no caso, como do tipo adágios, frases curtas, mas que dizem muita coisa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;E quanto ao realismo, que foi retratado na sua segunda fase? Que influências ele teve?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Ele e os escritores do mundo inteiro, na realidade, foram influenciados por Flaubert. A literatura brasileira teve essa influência. Flaubert foi um escritor francês e lançou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Madame Buvary.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; Então, todos eles foram influenciados. Mas Machado de Assis teve a sua realidade voltada para o Brasil. Havia o estilo que era da época, no caso o realismo, e havia as influências que vinham de fora, mas ele se concentrou aqui, na nossa realidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;E como foi a aceitação das obras de Machado depois que elas começaram a ser publicadas? Como as pessoas o viam?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Logo no início, Machado de Assis publicava mais em jornais e revistas. Por exemplo, o conto &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Na Arca,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; que é um conto bastante conhecido no nosso meio, em que ele refaz uma história bíblica, ou reconta uma história bíblica, a de Noé e seus filhos na arca. Esse conto foi lançado inicialmente na revista &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Cruzeiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;. Então, inicialmente, Machado de Assis foi lançando esses contos dentro dessas revistas e o pessoal foi tomando conhecimento, e pouco a pouco ele foi adquirindo essa imagem de um escritor que já era diferente, com declarações, por exemplo, de Carlos Drummond de Andrade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Ele era cristão?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Não. Machado de Assis inicialmente foi coroinha de igreja. Ele é o autor mais bíblico da nossa literatura, mas era uma pessoa que dizia abertamente que não acreditava em Deus. Nos últimos dias da sua vida, quiseram chamar um padre para ir a casa dele para conversar, e ele não aceitou. Para ele Deus era um elemento da cultura, tipo uma personagem da literatura, era uma estética. Isso era Deus para ele. Mas apesar de que alguns livros dele tratam muito de coisas da Bíblia, ele não tinha vinculação cristã. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;- Além dos romances, Machado foi contista, poeta, crítico literário e teatrólogo. Por que ele é conhecido pela grande maioria apenas como escritor? Faltou divulgação das outras obras ou não tiveram tanto sucesso como os romances?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – É porque o romance sempre atrai. O romance tem uma história, tem uma empolgação, tem um triângulo amoroso, então isso chama mais atenção. Mas Machado de Assis teve a sua fase até de tradutor. Ele tem poesias também, mas o que chamou mais atenção mesmo foram os contos. [Ele foi] um dos maiores contistas da literatura brasileira e do mundo em sua época. Claro que havia outros renomes pela Europa, mas o que chamou mais atenção foi exatamente a questão dos contos e dos romances dele. Quem sabe mais cedo ou mais tarde a crítica literária pode até explorar. Talvez alguém nunca tenha lido uma poesia de Machado de Assis, ou um conto, mas tenha lido ou assistido alguma coisa de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Dom Casmurro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Memórias póstumas de Brás Cubas &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; Quincas Borbas. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;O romance sempre chama mais atenção. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Pouco se sabe sobre a infância dele. Em relação à fase adulta, o que ele apreciava fazer que foi refletido em sua obra?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – O espírito de observação dele. Ele retrata, por exemplo, a cidade do Rio de Janeiro. Como ele morava ali, ele retratava exatamente isso. É claro, ele retratava na visão ficcional de um literário. Ele não era um camarada que registrava, porque se ele apenas registrasse, o livro deixaria de ser uma ficção e passaria a ser um documento. Apesar de que em alguns casos uma ficção pode entrar como documento também. Mas o que Machado retratava era sua realidade. O mundo em que ele vivia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Hoje ele ainda mantém a posição de um dos autores mais lidos do País?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Com certeza. Muito mais ainda. Esse ano, por exemplo, em que está sendo ainda comemorado o centenário de sua morte, onde você se vira no mundo acadêmico é Machado de Assis. Inúmeros livros foram lançados. Agora mesmo estou lendo um livro só de contos dele, de Gladstone, que foi lançado no ano passado. Várias pessoas lançaram livros sobre Machado de Assis. O museu da Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro, há pouco tempo estava com uma exposição sobre Machado de Assis na Estação da Luz, em São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;O que tem na obra de Machado de Assis que desperta interesse em públicos tão diversificados?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Primeiramente, a gente conhece muito Machado de Assis, talvez, pela questão acadêmica, que é exigida. Mas o que chama a atenção nele é a maneira com que ele prende o leitor. Como ele vai construindo o texto e vai fazendo com que o leitor entre na obra. Outra coisa que chama atenção é a questão da ironia. Ele trabalha com a ironia. Trabalha também com o humor. O texto de Machado de Assis tem um humor refinado. Ele trabalha também com a paródia, que é uma leitura contestadora de um texto anterior, nesse caso, como já falei, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A arca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;. Na Bíblia, ele retrata nesta arca, Noé, Cam, Sem e Jafé de um ponto de vista totalmente avesso àquilo que está na Bíblia, a famosa paródia Machadiana. E o que chama atenção nele é esta maneira como ele visa a psique do ser humano, a valorização que ele dá ao comportamento do ser humano, mais ainda essa questão dos distúrbios, da loucura, do adultério. Isso são coisas hoje em dia que todo ser humano tem interesse em saber. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Com o avanço da internet e das novas tecnologias, o senhor acha que Machado tem perdido leitores?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Eu acho que não. Acho que ele tem ganhado mais ainda. Por exemplo, o site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp"&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Domínio Público&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; ficou de lançar no dia 29 de setembro todas as obras de Machado de Assis na internet. Qualquer pessoa pode fazer o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;download&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;. Algumas editoras têm explorado Machado de Assis em quadrinhos. Eu tenho alguns textos em quadrinhos, em CD, porque isto esta sendo passado para crianças, mesmo sendo um material clássico. E também a parte da linguagem visual está sendo bastante explorada. Eu tenho um romance, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Dom, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;que é baseado em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Dom Casmurro, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;em DVD. Tenho O&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; enfermeiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;, que é um conto dele e recentemente comprei três&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;contos que vem em DVD, entre eles &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;O alienista. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Ele circula em todos os gêneros, quer na linguagem escrita, quer na visual. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Essas obras correm o risco de ficar esquecidas com o passar do tempo e até mesmo pelo desinteresse pela literatura?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Eu acho que não. Acho que a tendência agora, com essas novas linguagens da mídia, a tendência é uni versificar mais ainda. Por exemplo, uma criança que talvez não pudesse ler um livro de Machado de Assis, hoje compra uma revista em quadrinhos e fica mais fácil para ler. E se alguém não quiser ler, compra o DVD e assiste, com todo o requinte da linguagem visual. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Que incentivo se tem dado à literatura hoje no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – O Brasil é um país que lê muito pouco. Um país que lê pouquíssimo. Os homens lêem menos que as mulheres e os pobres lêem menos que os ricos e os das cidades pequenas lêem menos que os das cidades grandes. A média que um brasileiro lê por ano é de cerca de 4,7 livros. É claro, coloque aí pessoas que nunca leram um livro, que chega a 47% da população. É um problema muito complexo, que é a questão da cultura. Então alega-se a questão do dinheiro. Muitos dizem que não lêem porque não têm dinheiro para comprar livros, outros porque dizem que não tem biblioteca, outros que nunca tiveram contato com um livro, nunca viram os pais ler um livro, outros que nunca receberam um livro de presente, então há uma conjuntura toda para isso. Quem arrasta tudo isso para o mundo da leitura é a escola, o ensino médio ou a própria faculdade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;O incentivo maior, querendo ou não, no mundo acadêmico do ensino médio, é o vestibular. Quando, por exemplo, o vestibular exige, então todos tem que ler. Se todos têm que ler, então realmente o ensino médio tem se colocado que os alunos leiam. Esse é o lado da obrigatoriedade. Mas há o lado prazeroso também. São aqueles leitores que gostam mesmo de ler a obra Machadiana. Aqueles que lêem compulsivamente, lêem tudo. Lê o romance, lê o conto, lê a poesia, lê a crônica, lê a crítica sobre Machado de Assis. Uma das provas da obra de arte é ela atravessar o tempo, e nós estamos com cem anos da morte dele e a obra está crescendo cada vez mais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;– Há algumas semanas a Secretaria de Estado da Educação divulgou uma nota dizendo que vai doar livros para alunos da rede pública. Desses livros, os alunos do ensino médio receberão três obras anualmente e durante os três anos do curso eles ganharão pelo menos uma obra de Machado de Assis. Como o senhor vê essa iniciativa do Estado?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Muito boa. Bom seria, ou melhorar seria se o aluno dissesse assim: Não preciso, eu já tenho, porque a doação do livro não garante a sua leitura, mas já é uma boa atitude. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Machado ficou conhecido também por ser um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Na sua fundação, em 1887, qual era o objetivo desses fundadores?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Geralmente essas academias reuniam os intelectuais das letras para trocar idéias. Naquele tempo não se tinha tantos veículos de comunicação como se tem hoje, então, um dos objetivos era a manutenção da língua. As próprias reuniões que eles faziam de troca de informações que se passava de um para o outro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Orquestrando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Em sua opinião, depois de mais de cem anos que a Academia foi fundada, os objetivos deles continuam os mesmos?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; – Podem ser os mesmos, mas no mundo acadêmico não vemos a Academia como uma instituição com trabalho eficaz para nós, os acadêmicos. É claro que tem todo o seu &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;glamour&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; em pertencer a Academia Brasileira de Letras, mas trocando em miúdos, para nós, que ficamos na ponta de linha, não vejo muita utilidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=11300&amp;amp;Itemid=1338&amp;amp;sistemas=1"&gt;&lt;span style="font-size:0px;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Obtenha aqui a obra completa de Machado de Assis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-8943676595974201860?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-04T02:52:44.190-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/STLMZEA1PfI/AAAAAAAAAb4/b9GyfgqS0-Y/s72-c/ATgAAACnAvJ2a9gY6Kj9qe36j_KHcra33RibzWaho6W3QMVkt9LOPfGtVXwB_ONzz-0CJ1ubCRYLibHQDxv-W1YzuN4xAJtU9VB7Ai-0vkP1Bxl611rRJPzWm5D5Cg.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Domínio Público disponibiliza gratuitamente obras literárias e acadêmicas</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2008/11/domnio-pblico-rene-obras-literrias-e.html</link><category>literatura</category><category>música erudita</category><category>projetos</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 07:50:38 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-5207331002924641186</guid><description>&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271067970107432818" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SSaYZDkxX3I/AAAAAAAAAbg/bEh2bB4wA3A/s400/22.JPG" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 226px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 570px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Dentre os diversos projetos de incentivo à leitura no País, alguns deles acabam não se tornando conhecidos por restrições geográficas. Com o intuito de reunir obras de diversos autores, o Governo Federal e o Ministério da Educação criaram o portal &lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/" target="_blank"&gt;Domínio Público&lt;/a&gt;, onde é possível encontrar desde trabalhos científicos até literatura infantil.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;
A iniciativa começou em 2004 com um acervo de 500 obras e hoje conta com mais 3.600 entre arquivos de imagem, áudio, vídeo e texto. Seu conteúdo é totalmente gratuito, visto que algumas das obras excederam o tempo permitido de detenção de direitos autorais, que é de 70 anos após o falecimento do autor. Produções mais recentes, como teses e dissertações de mestrado e doutorado, são disponibilizadas mediante envio do autor, que autoriza o compartilhamento de seu trabalho no intuito de disseminar o conteúdo produzido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Fernando Haddad, ministro do Estado da Educação, o objetivo do portal é expandir o acesso à informação para a sociedade e torná-lo uma referência em pesquisa. “[O portal] propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral”, explica em texto publicado no portal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal”, completa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tratando-se de trabalhos acadêmicos, estão disponíveis pesquisas em diversas áreas, que vão desde administrativa até aturistica. Ainda é possível encontrar obras completas de autores conhecidos, como por exemplo, a do escritor Machado de Assis, falecido há 100 anos.  Além deles, encontram se arquivadas versões originais e traduções de livros de consagrados nomes da literatura mundial como Homero, Platão e William Shakespeare.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto já possui mais de 16 milhões de downloads efetuados desde sua fundação. Desenvolvido em software livre, o portal tornou-se uma verdadeira biblioteca colaborativa. Parte das obras ali reunidas são do acervo de universidades, entidades e usuários que acrescentam o material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda é possível colaborar com o projeto de diversas maneiras, como por exemplo, por meio da digitalização de materiais de domínio público e envio para o site, ceder obras de sua autoria, seja ela música, fotos, ilustrações ou trabalhos audiovisuais, ceder direitos autorais das quais é detentor ou traduzir aquelas encontradas no portal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Confira &lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/TopDownloadsForm.do" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; a lista com as obras mais adquiridas&amp;nbsp;pelos internautas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-5207331002924641186?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-22T07:50:38.937-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SSaYZDkxX3I/AAAAAAAAAbg/bEh2bB4wA3A/s72-c/22.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>O esperado invisível</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2008/10/o-esperado-invisvel.html</link><category>sala são paulo</category><category>jornalismo literário</category><category>Lilya Zilberstein</category><category>piano</category><category>Osesp</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 11:18:38 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-1612004004025795234</guid><description>&lt;a href="http://www.blogger.com/0" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262225410187623442" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SQcuIU5EfBI/AAAAAAAAAYE/BsJ4Q5YqvZc/s400/IMG_1443.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 230px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify" class="western"&gt;Minha primeira visita à &lt;a href="http://www.salasaopaulo.art.br/"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Sala São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; me reservou surpresas invisíveis. A sinfonia soava belamente lá dentro. Naquela quinta, como de costume, a &lt;a href="http://www.osesp.art.br/"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Osesp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; realizava mais um concerto.... BELO... &lt;a href="http://www.transartuk.com/zilberstein/"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Lilya Zilberstein&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; mostrou a experiência de quem já tocou com a Filarmônica de Berlim [sob a batuta do lendário Claudio Abbado], de Chicago, de Praga e outras mais. Ah! As Músicas....&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western"&gt;Lá fora, enquanto isso, sozinho ele ficava em sua cadeira. Admirado com o local, pois os dois meses como segurança ainda não eram suficientes para tornar aquele lugar por normal. Mas para ele não era mesmo. O terno e a gravata apenas escondiam suas raízes bem diferentes daqueles que lá dentro da Sala São Paulo assistiam em seus ternos e vestidos longos que escondiam outra coisa. Esses não se admiravam pelo local, e sim pela música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O salão, apesar de impressionar pela beleza, não comovia mais aquele séqüito de aposentados e empresários da alta sociedade paulistana. Era normal para eles todas as semanas se encontrarem ali. Antes, no intervalo e após o concerto, regado no vinho e na boa música, trocavam idéias, fechavam negócios. Mas esse não era o lugar de um Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bruno Silva era da Vila Madalena. Afastado do salão nobre, pobre, e sem educação musical, estava naquela noite ali não para aplaudir Lilya, nem para beber vinho e fechar negócios, mas dependia dos trocados da segurança para ter o pão com café no dia seguinte.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.blogger.com/0"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262223122688498418" src="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SQcsDLSx2vI/AAAAAAAAAXs/LdqYcZ9p5dc/s400/IMG_1439.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 400px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No salão escuro e silencioso, os dedos da russa corriam pelo Steinway como uma criança que brincava com o presente do pai. A velocidade e precisão dos movimentos eram de encantar a multidão. Lá fora, ao som de funk, alguns corriam para se sustentar a troco da carteira dos outros. Na escuridão da noite da Luz, quem tem coragem de perambular pelas ruas tem que correr no ritmo da sinfonia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas Bruno estava tranqüilo, já garantira seu pão fora dessa corrida. E ainda havia outras benesses de seu novo emprego. “Sabe aquela magrela da TV, Cristiane, aquela da novela? (Torloni?) Essa mesmo. Com maquiagem ela fica muito bonita. Eu vi aqui, eu mesmo.” Ele se sentia mais perto da fama e fora da plebe. Iludido pela imagem encantada dos concertos e suas apresentações semanais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não muito diferente da “massa”, as senhoras com seus colares de brilhante, extasiadas pela apresentação da outra senhora, a russa, aplaudiam por minutos após o encerramento de sinfonia. A performance musical elevava os ouvintes à outra realidade. A queda da bolsa e o Alzheimer do companheiro eram momentaneamente esquecidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao terminar, todos vão embora. Silva pega o circular, enquanto os Corolas e Vectras saem do estacionamento. Vidas opostas, com muitas similaridades. Na minha primeira visita a um concerto da Osesp, na Sala São Paulo, vi o retrato oculto do nosso Brasil. Brunos e executivos. Aposentados e marginalizados. Intocáveis, apesar de misturados.&lt;/span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rodrigo Galiza, enviado especial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-1612004004025795234?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-04-22T11:18:38.246-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/SQcuIU5EfBI/AAAAAAAAAYE/BsJ4Q5YqvZc/s72-c/IMG_1443.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>A ceia com os cardeais</title><link>http://orquestrando.blogspot.com/2008/08/ceia-com-os-cardeais.html</link><category>a ceia dos cardeais</category><category>jornalismo literário</category><category>júlio dantas</category><category>teatro</category><author>noreply@blogger.com (Jefferson Paradello)</author><pubDate>Wed, 04 Mar 2009 05:47:40 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8135579258587160002.post-7845296116305721053</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sa6GZxpWcJI/AAAAAAAAAdQ/ar0yR0smpDo/s1600-h/caardeais.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 187px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sa6GZxpWcJI/AAAAAAAAAdQ/ar0yR0smpDo/s400/caardeais.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309328788098019474" /&gt;&lt;/a&gt;O cenário era simples. Uma mesa com vinho, frutas, e um frango estavam expostos aguardando a ingestão. Ao lado um piano, um violino e um violoncelo. Ambiente que resgatava o Vaticano do século 18. Integrado por três cardeais - Gonzaga, Rufo e Montmorency –, provindos de Portugal, Espanha e França, respectivamente, relembravam no jantar as desilusões amorosas da juventude. O episódio, reconstituído no recém-reformado auditório do residencial masculino, ganhou vida no último dia 26 como uma das atrações da Semana da Arte.&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;A idéia de interpretar um personagem surgiu cedo. Kleber já havia pensado em fazer o curso de teatro. Seu primeiro e único contato com essa arte foi na primeira série, quando encenou “Chapeuzinho Vermelho”. Quando o grupo de teatro “A Trupe”, do curso de Letras e Tradutor, decidiu encenar “A ceia dos cardeais”, obra de Júlio Dantas, faltavam personagens. Kleber então se candidatou e garantiu a vaga, interpretando Montmorency.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de cursar Letras (e não Educação Artística), o jovem diz que participou apenas por diversão. Desde que chegara ao Unasp, procurou se envolver no que fosse possível, inclusive no teatro. Antes de vir para cá tudo era diferente. “Não me envolvi mais por falta de oportunidade”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o diálogo dos cardeais - que carregavam um sotaque característico do respectivo país de origem -, houve dificuldade para identificar a língua proferida por eles. A expressão verbal do francês Montmorency foi possível graças a Pepe Lê Gambá, personagem do desenho animado Pernalonga, no qual Kleber se baseou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, por falta de artistas, duas jovens vestiram a camisa e interpretaram senhores com mais de 60 anos, tudo em nome da arte. A escolha do personagem foi democrática. “Na hora de receber os papéis, escolhemos de acordo com o caráter de cada um de nós”, relata Kleber. “Eu escolhi o francês por ele ser romântico e conquistador. Mas de conquistador não tenho nada”, admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com duração de aproximadamente 40 minutos, a peça - estreada em Roma em março de 1902 – trouxe opiniões positivas sobre a arte da representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando concentrar todas as formas artísticas no programa da Semana da Arte, o professor Vandir Schäffer – diretor da Escola de Artes – ressaltou a importância dessa iniciativa. “A poesia e o teatro não poderiam faltar nesta semana”, defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joel Ribeiro, estudante do primeiro ano de Pedagogia, acredita que as peças teatrais, por envolverem aspectos emocionais, deveriam ser mais representadas dentro e fora da Semana da Arte. Ribeiro ainda vai além. “Os musicais também deveriam ser mais representados”, opina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músico desde a adolescência, André Binotti - que este ano conclui o curso de Administração - defende que o teatro é de extrema importância para o profissional que trabalha no meio artístico. “Acho que ela [a peça teatral] é de extrema importância, pois é a expressão de alguma opinião, de alguma idéia”, justifica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8135579258587160002-7845296116305721053?l=orquestrando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-04T05:47:40.019-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_qg7RKzw32YU/Sa6GZxpWcJI/AAAAAAAAAdQ/ar0yR0smpDo/s72-c/caardeais.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

