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&lt;br /&gt;
Presa entre tubos e tubos de ensaio, e cada vez mais escondida entre as vidrarias. Um beck aqui, outro ali. Uma mistura ou sacudidela, e um bocado de segredos sendo revelados, de mistérios profanados. Ainda não descobri a formula do futuro, ou do passado. Nem consigo pensar em nada assim, só vejo em minha mente o vazio aterrador. Tudo em branco. A fome de conhecimento me digerindo dia após dia.&lt;br /&gt;
Trabalho também com a prancheta, me&amp;nbsp;desvencilhando&amp;nbsp;dos números com a caneta, distraindo a lousa com um novo sistema, esvoaçando o apagador com uma equação errada. E vejo alelos em lugares geométricos, ou utopias&amp;nbsp;transcendentais&amp;nbsp;em pequenos anéis de benzeno.&lt;br /&gt;
Está tudo lá, todas as malditas peças, tudo que preciso para ser feliz, voltar no tempo. Ver-te de novo. Amar-te outra vez. E não consigo. Já se passaram meses desde que pude dormir tranquilamente, de que pude pensar em outras coisas além da ciência e de ti. Não há nada mais nesse mundo para ser observado, nada o qual me atraia mais.&lt;br /&gt;
Desde aquele dia, nada mais tenho sido, que uma cientista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;foto retirada do site:&lt;a href="http://atelliefotografia.com.br/?cat=142"&gt; Foto Atelie&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-1669767782315374183?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-08T08:26:09.636-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TP-wbluz6NI/AAAAAAAAAgk/2oiqxwBvzjQ/s72-c/2800695471_21a60fc65d.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Vomito ergo Sum</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/09/vomito-ergo-sum.html</link><category>Vida</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sat, 25 Sep 2010 12:22:42 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-8039167645732001866</guid><description>Existe algo de mim que de vez em quando se liberta. Ultimamente com mais frequencia, como em alguns anos atrás. Não é só minha outra personalidade. Acho que é algo que vai além dela: um vazio imenso. É tão grande e inexplicável que assume meus gestos, minhas palavras, e demora a voltar a se esconder, digo esconder porque não desaparece, está sempre aqui, por trás de tantas facetas.&lt;br /&gt;
Ao vivo, sou menina moça, de gestos tranquilos, e até certo ponto permissiva e gentil. Mas, basta apenas a mais sutil brincadeira ingenua ou palavras erradas para que meus demônios venham a tona. Nunca fui de "não ter papas na língua", só que em alguns momentos (muitos) eu sou impulsiva e hajo como meu humor manda. E esse é o problema.&lt;br /&gt;
A impessoalidade e o desdém são o mais brutal, mesmo quando não quero machucar alguém. Mesmo quando tudo dentro de mim grita "pare agora!" a boca continua se movendo, e as palavras ruins saindo. E é raro eu conseguir parar. Muito raro.&lt;br /&gt;
O desprezo, bem ele é quase como um tiro para as outras pessoas, principalmente se elas se importarem. E se de começo eu deixo que ela guie a conversa que faça parecer pelo menos remotamente interessante, quando na verdade nem ouvi metade do que disse. Não quer dizer na verdade que me importe, só quer dizer que eu fui delicada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não quero escrever sobre isso hoje. Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero falar sobre minha raiva. Essa sim merece algum destaque. Pois se fico com raiva é porque amo. Como meu computador (sim, falo com objetos inanimados), essa maquininha maldita com processador de dois nucleos, duas memorias, uma placa mãe brasileirissima e uma forte pegada nos discos rigidos. Que chingo desesperadamente quando aparece a tela azul. Ou como minhas amigas do coração, que geralmente tem medo de mim e admiração. Adoro dar sermão e aconselhá-las, mesmo que tudo que eu diga seja esquecido momentos depois. Já que se conselho fosse bom, ninguém dava.&lt;br /&gt;
Se brigo é porque me importo, se desdenho há algo com que se preocupar.&lt;br /&gt;
A cada dia eu perco mais e mais a sensibilidade.&lt;br /&gt;
E isso se reflete em cada palavra minha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Infelizmente, eu não dependo da maioria e não faço questão alguma de aprovação social. Também não faço questão de ter companhia, pelo contrário amo ficar sozinha. Talvez seja dai que venha toda a minha aversão a conversar com pessoas com quem não conviva muito ou até mesmo estranhos. Mesmo que já tenha feito isso, contra minha vontade e por necessidade básica de convivencia (colégio, faculdade e etc). E acho absurdo ter que precisar de um circulo imenso de amigos e de pessoas "dependentes" para me sentir feliz. Não me sinto bem no meio da multidão.&lt;br /&gt;
Sim, admitamos, sou anti-social.&lt;br /&gt;
E no entanto existem alguns "quem" dos quais espero um pouquinho de atenção. E se não a tenho do jeito adequado é de partir o coração. E se tento muitas vezes e continua da mesma forma, depois de algum tempo, desisto. Desisto e isso destroi minha convivencia com qualquer pessoa que falar comigo naquele momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é o caso que eu não saiba conversar ou não seja dificil de se pegar amizade, na verdade eu consigo ter amizade se eu quiser, até da pessoa mais diferente de mim. O caso é que, eu não gosto da pressão dos relacionamentos. Se tenho amigos de verdade? tenho. São poucos, e só os cultivo porque valem muito a pena, todos os outros apenas deram uma rapida olhada no meu nome sobrenome e sorriso.&lt;br /&gt;
Eu sou nerd, ou pelo menos pareço por fora, tenho cara de menininha certinha, mas já fiz muita coisa ruim, ruim mesmo, dá pesada. E já passei por problemas que não desejaria ao meu pior inimigo. Mas não é o que eu sou por dentro. Nada disso me define. Nem o rock, nem a paixão por novidades, o sorriso discreto ou o corpo de manequim.&lt;br /&gt;
Não.&lt;br /&gt;
Sou só uma criança.&lt;br /&gt;
Vem de mansinho, brinca, e quando a brincadeira se transforma em desavença, acaba com alguém chorando. E geralmente não sou eu. Não mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-8039167645732001866?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-25T12:22:42.399-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Lança, Espada e Foice</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/08/lanca-espada-e-foice.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Thu, 05 Aug 2010 10:39:58 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-5816838029366776427</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TFr3BKIkr3I/AAAAAAAAAfs/J22TsCa0oe8/s1600/1229084047284_f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TFr3BKIkr3I/AAAAAAAAAfs/J22TsCa0oe8/s320/1229084047284_f.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou triunfante&lt;br /&gt;
Na ponta de minha lança&lt;br /&gt;
jaz a cabeça do belerofonte&lt;br /&gt;
Atrelo meu cavalo&lt;br /&gt;
E deixo meu elmo&lt;br /&gt;
Cá está minha vida&lt;br /&gt;
E meu intento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pudi bradar minha ira&lt;br /&gt;
Fiz de escalpo tua vontade&lt;br /&gt;
Vaguei sozinho nesta vida&lt;br /&gt;
Sem permissão de amor&lt;br /&gt;
Nesta existência finda&lt;br /&gt;
Com concesso próprio&lt;br /&gt;
Deixaria sentimentos&lt;br /&gt;
Por toda lealdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brandi minha espada&lt;br /&gt;
Sob forte juramento&lt;br /&gt;
Daria a vida pelos fracos&lt;br /&gt;
Abdicaria de minh'alma&lt;br /&gt;
Para ajudar os oprimidos&lt;br /&gt;
Não sucumbiria a desejos&lt;br /&gt;
Nunca renegaria meu nome&lt;br /&gt;
Ou omitiria meu titulo&lt;br /&gt;
E não descansaria&lt;br /&gt;
Ao ver dor ou morte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De taverna a taverna&lt;br /&gt;
De vestíbulos a leitos&lt;br /&gt;
De alcovas&amp;nbsp; a damas&lt;br /&gt;
Sempre fiel&lt;br /&gt;
Seguirei meu destino&lt;br /&gt;
Quimeras a cada esquina&lt;br /&gt;
Demônios na escuridão&lt;br /&gt;
O gume de minha foice&lt;br /&gt;
Os destrói a todos&lt;br /&gt;
Sem piedade, sem perdão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aquela que me aguarda&lt;br /&gt;
Sempre atenta sempre alerta&lt;br /&gt;
Cujo nome é uma lenda&lt;br /&gt;
Aos lábios mais delicados&lt;br /&gt;
Que trovaria mil recados&lt;br /&gt;
E amarei para todo sempre&lt;br /&gt;
Deixo meu legado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-5816838029366776427?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-08-05T10:39:58.527-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TFr3BKIkr3I/AAAAAAAAAfs/J22TsCa0oe8/s72-c/1229084047284_f.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Putz!</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/06/putz.html</link><category>Um olhar...</category><category>Começo</category><category>Vida</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 14:16:09 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-341080398101407181</guid><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TA_9bu3mEMI/AAAAAAAAAeM/bXQeusXx_RE/s1600/41_07_9---Wrong-Way-Road-Traffic-Sign_web.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480877924412690626" src="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TA_9bu3mEMI/AAAAAAAAAeM/bXQeusXx_RE/s400/41_07_9---Wrong-Way-Road-Traffic-Sign_web.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu vim me desapegar do NA.&lt;br /&gt;
Eu sinto que no fundo minha história com ele está pré-definida.&lt;br /&gt;
Mas não de todo, como já disse antes. Ele terá seu descanço.&lt;br /&gt;
Um coma induzido.&lt;br /&gt;
Volto para postar algo de vez em quando.&lt;br /&gt;
Talvez, quando o coração apertar.&lt;br /&gt;
E assim vou levando, como as ondas do mar.&lt;br /&gt;
O novo blog para o qual me dirijo como rota alternativa chama-se Putz! Wrong...&lt;br /&gt;
Não por falta de escolhas, eu poderia criar qualquer coisa.&lt;br /&gt;
Entretanto o título é esse porque eu  acredito no erro, na maldade e em coisas doidas.&lt;br /&gt;
Isso faz parte de viver, isso é saber viver.&lt;br /&gt;
Coisa grotesca ser humano. Ainda mais grotesca ter de fazer algo perfeito.&lt;br /&gt;
O NA não é perfeito. Na verdade é uma aberração.&lt;br /&gt;
Só uma forma de jogar merda picante no ventilador. E esperar que ela suje a cara das pessoas certas.&lt;br /&gt;
E agora me disfaço disso, não que não admita que tenha sido bom por um tempo.&lt;br /&gt;
Foi.&lt;br /&gt;
Mas estou crescendo, e tenho que agir como tal.&lt;br /&gt;
O &lt;span style="color: red;"&gt;Putz! Wrong&lt;/span&gt; está aberto a visitas.&lt;br /&gt;
Espero todos lá, ou pelo menos os poucos leitores que me restam.&lt;br /&gt;
Vou voltar a postar semanalmente.&lt;br /&gt;
Mesmo que seja algo banal.&lt;br /&gt;
Até la: &lt;a href="http://putzwrong.blogspot.com/"&gt;Putz!Wrong&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
PS: Aqui está minha url do &lt;a href="http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Busca&amp;amp;c_b=21101479"&gt;topblog&lt;/a&gt; pra quem quiser da uma olhada...&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-341080398101407181?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-09T14:16:09.639-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/TA_9bu3mEMI/AAAAAAAAAeM/bXQeusXx_RE/s72-c/41_07_9---Wrong-Way-Road-Traffic-Sign_web.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Felicidade</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/06/felicidade.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sat, 05 Jun 2010 08:24:56 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-4204404748660569630</guid><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/TApsN3EBLzI/AAAAAAAAAeE/AlIkFft3Kp0/s1600-h/amigos1%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="amigos1" border="0" alt="amigos1" src="http://lh5.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/TApsQuPgV-I/AAAAAAAAAeI/2vJvaZ7sK1s/amigos1_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="431" height="515" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Me sinto torpe, liberta de todas as dores   &lt;br /&gt;Meu deus, eu nem sabia que podia me sentir assim    &lt;br /&gt;Como se fosse leve como uma pluma    &lt;br /&gt;Ou desastrosa e loucamente adorável    &lt;br /&gt;Nessa manhã tão distinta    &lt;br /&gt;Me sinto bêbada de alegria e de felicidade    &lt;br /&gt;E não posso compartilhá-la &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sabe quando um pássaro alça vôo?   &lt;br /&gt;É como me&amp;#160; sinto, e como me sinto!    &lt;br /&gt;Então abro asas nesse dia glorioso    &lt;br /&gt;E parto pela imensidão do céu azul    &lt;br /&gt;Cobiçando as estrelas    &lt;br /&gt;Por deus Eu cobiço o mundo    &lt;br /&gt;E continuo livre    &lt;br /&gt;Em mais um singelo bater de asas &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E amo a liberdade   &lt;br /&gt;Liberta de mim    &lt;br /&gt;Liberta de meus problemas    &lt;br /&gt;Como quando leio    &lt;br /&gt;Como quando me apaixono    &lt;br /&gt;Eu estou Livre, flutuante!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu sei que o próximo passo pode ser tudo!   &lt;br /&gt;Que alçar voou pode ser confuso    &lt;br /&gt;Mas não me desespero até o ultimo segundo    &lt;br /&gt;E tudo que posso sentir é o vento sob minhas asas    &lt;br /&gt;A tenção anima minhas veias    &lt;br /&gt;Em meu estômago flamejam as borboletas&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aquele beija-flor que vi ontem   &lt;br /&gt;aquele doce beijo que recebi    &lt;br /&gt;aquela poesia borrada no caderno    &lt;br /&gt;faz tanto sentido quanto sentir!    &lt;br /&gt;As bochechas rosadas    &lt;br /&gt;E o torpor da vida que brinca a cada esquina    &lt;br /&gt;Por deus eu poderia ser um Elephant Gun    &lt;br /&gt;E todos os mamutes derrubaria    &lt;br /&gt;Sem machucar nenhum&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu não me importaria   &lt;br /&gt;Eu sequer renegaria    &lt;br /&gt;E estaria flutuando    &lt;br /&gt;E estaria com rubor em toda face    &lt;br /&gt;E estaria amando    &lt;br /&gt;E no entanto não estou    &lt;br /&gt;Que pura irreverencia    &lt;br /&gt;Ah! Vida palhaça!    &lt;br /&gt;Adoro-te agora mais do que tudo    &lt;br /&gt;E te odeio por fazer-me assim    &lt;br /&gt;Por deixar-me sem graça    &lt;br /&gt;Sem rumo, e carmesim&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A agonia de ser feliz   &lt;br /&gt;Contando cada minuto    &lt;br /&gt;Sorriso colado a face    &lt;br /&gt;E aquela indistinta pulsação forte    &lt;br /&gt;Que consome o peito e a alma &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada de trevas   &lt;br /&gt;Nem solidão    &lt;br /&gt;permaneço etérea    &lt;br /&gt;Quase beirando a loucura    &lt;br /&gt;E revirando segredos    &lt;br /&gt;Decifrando Mistérios    &lt;br /&gt;Eu estaria Contemplando a compleição &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E lá se vai mais tinta   &lt;br /&gt;Mais caneta borrada    &lt;br /&gt;Mais papeis    &lt;br /&gt;E livre!     &lt;br /&gt;A pena corre solta pelo papel… &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como seria poder dispor de toda alegria   &lt;br /&gt;E nela não se conter    &lt;br /&gt;Nem poder contaminar os outros? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Deus, Eu quero ser pássaro!   &lt;br /&gt;Eu quero ser cada folha da manhã    &lt;br /&gt;Ou sua estrela    &lt;br /&gt;Precipitação    &lt;br /&gt;Ou o orvalho    &lt;br /&gt;E me ver livre de toda plenitude    &lt;br /&gt;E ainda permanecer repleta    &lt;br /&gt;Cheia de orgulho e gratidão&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Completa   &lt;br /&gt;Feliz    &lt;br /&gt;E é angustiante    &lt;br /&gt;Completamente estonteante    &lt;br /&gt;Como o último drinque de uma bebida forte    &lt;br /&gt;Ou aquele tapa de deixar tonto &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu quero tomar todas e continuar   &lt;br /&gt;Revirar copos     &lt;br /&gt;Deixar o liquido correr garganta abaixo    &lt;br /&gt;Ou apanhar como um boxeador trôpego    &lt;br /&gt;Eu quero continuar pelo infinito    &lt;br /&gt;Nesse breve espaço de beijar&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-4204404748660569630?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-05T08:24:56.958-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh5.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/TApsQuPgV-I/AAAAAAAAAeI/2vJvaZ7sK1s/s72-c/amigos1_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>(RE) começo!</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/05/re-comeco.html</link><category>Contos</category><category>Literatura</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 13:22:43 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-932980882367369133</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S_Q9u_uZHyI/AAAAAAAAAd8/fN62IDZGUEk/s1600/lua+noite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 292px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473067324751290146" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S_Q9u_uZHyI/AAAAAAAAAd8/fN62IDZGUEk/s400/lua+noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ela, a sombra, a espera. &lt;br /&gt;Ensimesmada, Lilith, ouvia o doce sussurrar noturno. Como uma canção inaudível, que só era apreciada por bons surdos. E ela estava surda. Farta da cidade, do choro grotesco da selva de pedra. Sentindo falta da civilização menos civilizada. E da melodiosa sinfonia dos pássaros pela manha. Sentia falta do pai que sempre lhe dera boas sovas, que era maltrapilho e que mascava fumo, então sempre trazia aquele cheiro de tabaco misturado a algo almiscarado, talvez sua própria essência. Ela nunca soube dizer ao certo. &lt;br /&gt;A saudade da mãe tingia-lhe os nervos, e ela lamentava-se profundamente por sequer conseguir lembrar-se do seu rosto. Mas da voz, sim da voz, ela lembrava. Pungente, aguda e doce, e tão capaz de ser ameaçadora quanto um canário cantarolando. Os jeitos gentis e sempre disposta a lhe consolar. E saudade, mais saudade. Dele. Elvy. Lilith não sabia ao certo se lembrava dele todo, por conta da aparência grotesca, da voz de barítono capaz de imitar um trovão. Os trejeitos desengonçados, as maneiras tranquilas, e o os olhos de tigre que sempre transmitiam um olhar preocupado. Sua roupa de folhas, seus dedos longos, formados de rochas bem como todo o seu corpo. Era dele que ela mais sentia falta. &lt;br /&gt;Quanto tempo se havia passado? 700? talvez 800, ou mais? será que ela já não estava velha o bastante? vulgar e sozinha por tempo demais? Ela já nem conseguia mais se lembrar. Tão arrasador, tão devastador, o tempo que lhe afastava do passado e lhe borrava cada vez mais as lembranças. &lt;br /&gt;A janela do quarto aberta, os livros empoeirados sobre a estante no lado leste do quarto, a xícara em sua mão sofrendo por um pouco mais de coca. E ela só sabia que se passava mais um dia porque havia o sol de novo e havia a vida, a vida que ela poderia abandonar se tivesse chance. &lt;br /&gt;Doía tentar lembrar do que houve. Do que realmente houve. &lt;br /&gt;" - Você foi quem quis assim, mãe..." &lt;br /&gt;As palavras ecoando, com as reticências, deixando tudo mais vago do que induzindo a alguma lembrança de um passado pérfido. Como ela poderia se lembrar de ser quem era? Numa outra encarnação, ainda como uma mãe, uma mãe que verdadeiramente honrava os filhos... &lt;br /&gt;- Mãe, não se culpe. &lt;br /&gt;A voz a tirou do devaneio. E ela virou, tirando a perna de sobre o batente da janela, os olhos vidrados, a xícara caiu. "Não podia ser, mas... Como? Era ele!?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-932980882367369133?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-06-09T13:22:43.394-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S_Q9u_uZHyI/AAAAAAAAAd8/fN62IDZGUEk/s72-c/lua+noite.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Beija-flor</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/04/beija-flor.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Mon, 19 Apr 2010 06:44:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-4568171666308652432</guid><description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S8xeMRkczNI/AAAAAAAAAds/SxlMhmpv2xw/s1600-h/beija%20flor%5B19%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="beija flor" border="0" alt="beija flor" src="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S8xeN5fTWpI/AAAAAAAAAdw/FtDwjjutgjM/beija%20flor_thumb%5B17%5D.jpg?imgmax=800" width="303" height="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Queria ser um beija flor    &lt;br /&gt;E viver de regar rosas     &lt;br /&gt;e delas tirar néctar     &lt;br /&gt;em vez da atual condição     &lt;br /&gt;renegada a regar corações     &lt;br /&gt;e deles tirar amor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dosadas e tão tratadas    &lt;br /&gt;Tulipas, Belas Donas     &lt;br /&gt;E talvez petúnias     &lt;br /&gt;Copos de leite     &lt;br /&gt;E margaridas     &lt;br /&gt;São todas tão doces     &lt;br /&gt;e coloridas     &lt;br /&gt;De gamas diversas     &lt;br /&gt;Matizes impares     &lt;br /&gt;Me atrairiam como olhos     &lt;br /&gt;ou como palavras     &lt;br /&gt;bem colocadas &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto sofro    &lt;br /&gt;porque estou condenada     &lt;br /&gt;A viver de sorrisos     &lt;br /&gt;E de sarcasmo     &lt;br /&gt;Em vez de pétalas     &lt;br /&gt;e abrir asas     &lt;br /&gt;voar pelo vasto campo     &lt;br /&gt;e cortejar a relva &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Queria ser um beija flor    &lt;br /&gt;Gozar de um bater de asas     &lt;br /&gt;Em um ínfimo de segundo     &lt;br /&gt;Sentir meus músculos     &lt;br /&gt;e viver por um bater de asas &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sofrer ao ver murchar uma rosa    &lt;br /&gt;E entender que minha vida     &lt;br /&gt;Sempre foi feita para ser     &lt;br /&gt;Efêmera, e pouca     &lt;br /&gt;Tão logo morresse     &lt;br /&gt;Tão logo haveria outro ente     &lt;br /&gt;no meu lugar&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Coração caro coração    &lt;br /&gt;bate feito compasso     &lt;br /&gt;repetitivo feito canção     &lt;br /&gt;Cheio de dós e sustenidos     &lt;br /&gt;De melodia e harmonia     &lt;br /&gt;Não como neste corpo     &lt;br /&gt;Limitado que só um peão     &lt;br /&gt;num jogo tão imundo     &lt;br /&gt;que aperta o coração &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estou reduzida a versos    &lt;br /&gt;Porque não posso usar     &lt;br /&gt;do céu e dos ventos     &lt;br /&gt;Minimizada a terra     &lt;br /&gt;a água e ao olhar     &lt;br /&gt;Quem me dera ser beija flor     &lt;br /&gt;Perder-me nestas pétalas     &lt;br /&gt;Que dão lugar ao versejar.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-4568171666308652432?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-19T06:44:24.959-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S8xeN5fTWpI/AAAAAAAAAdw/FtDwjjutgjM/s72-c/beija%20flor_thumb%5B17%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Um relato de vida</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/03/um-relato-de-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Wed, 17 Mar 2010 21:21:01 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-9084656792538207378</guid><description>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S6Gc3bAM22I/AAAAAAAAAdM/sC2a1kZDU0I/s1600-h/clarice-lispector%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="clarice-lispector" border="0" alt="clarice-lispector" src="http://lh5.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S6Gc9QGW3PI/AAAAAAAAAdQ/owZftKpjrmM/clarice-lispector_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="371" height="279" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acordei cedo, sentei na cama, esperando algo diferente acontecer durante os próximos segundos, sei lá, um simples tocar de telefone, uma oportunidade vibrante alguma cor nova no teto do quarto, nada veio. Sabe aquela sensação de vazio? Meio podre por dentro? Pois é, assim que me sinto. Olho para as estantes abarrotadas de livros, a cama de mogno, o colchão coberto por um lençolzinho amarelo moribundo. A janela de persianas baixas deixando o mínimo de sol entrar, a lâmpada apagada no teto, o piso opaco e sem vida e sinceramente, acho que me confundo com essa morbidade quase fatal. Não que eu possa realmente reclamar de algo, afinal, o que diabos sou? Um agente de minha própria tortura, isto é certeza, mas também sou uma vítima de meus próprios atos. Não deixei de perceber, que meu telefone parecia agitado, mais do que eu até, os números vermelhos piscavam indicando 10 mensagens na caixa eletrônica. Uma vontade de rir súbita me atacou, tem noção do quão maluca sou? Do quão desnorteada eu me comporto nas situações mais impróprias? Ah! Droga, lembrei. Mensagens dele. O ultimo cara com quem tive um affaire. Não que ele não fosse decente, sim ele era. E muito. O real problema é que eu não sou nem um pingo decente. Alias sou uma pornografia ambulante, uma perita em desastres e catástrofes emocionais, uma verdadeira destruidora de corações. E ele já me amava.   &lt;br /&gt;Credo, ainda me da medo, muito medo. Preste atenção, fiquei com ele por apenas, algumas raras horas na ultima semana, isso mesmo uma semana, e ele já está todo iludido, até me falou de filhos. Foi nessa hora em que eu surtei. Pirei, pirei mesmo. Acho que passei a evitá-lo desde então. Muito inconveniente falar para uma garota de 18 que quer se casar na igreja e pretende usar branco. Me assustou mais do que cativou.    &lt;br /&gt;Voltando as minhas expectativas, bom, acordei com um certo otimismo, sei que é limitado, afinal alguém vai tratar de arruinar minhas esperanças antes do final do dia. E acredite, isso sempre acontece. Mas, realmente sinto, como se estivesse gravado no meio da minha espinha dorsal que hoje é aquele dia. O dia especial que tenho esperado pelos últimos 5 anos. É raro ter dias assim, muito raro, é como se todas as minhas duvidas a respeito de mim mesma estivessem dissipadas. Sabe, quando você acorda se sentindo o dono do mundo e tem toda e total certeza de que ninguém pode tirar isso de você, mesmo que seja apenas por 24 horas?    &lt;br /&gt;Pois é, tratei de me levantar, a aula deve começar por volta das 7, pelo menos pra mim, odeio ter que ficar na frente da “facul” até a aula começar. Me arrumei genuína e tremendamente rápido, para alguém que geralmente passa apenas 1 hora pra se vestir, gastei apenas 15 minutos. Me olhei no espelho uma ultima vez e vi algo de diferente em mim. Não sei bem o quê, mas que estava lá, estava. Entrei no “busão” com uma paciência que foi estranha até para mim, estava lotado e demorou até mesmo para eu conseguir chegar ao fundo do veículo, fiquei de pé e entreguei o caderno a uma colega, meus colegas que normalmente pegavam ônibus comigo lá estavam, no fundão, naquelas risadas afoitas nos gestos toscos e idiotas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dei um oi meio sem vida, que quase não foi ouvido, a maioria deles respondeu, e no entanto não pude deixar de notar que ele não havia respondido, Jamie – um nome falso, vou ser um pouquinho ética-, e ficou me encarando, parecendo cheio de sapos para cuspir em mim. Admito que eu havia sido uma piranha com ele, sério, mas não queria ficar com um homem que achava que mulher para ser feliz tinha que casar se encher de filhos e meio que morrer para o mundo. Já pensou que bela merda isso seria? Pelo menos pra mim, seria o caos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Odeio ser manipulada, odeio ser capacho, odeio pura e simplesmente estar amarrada a compromissos sérios. Porque? Você deve estar se perguntando. Isso é estranho, porque toda mulher sonha com isso, ou quase todas. Sou estranha. Porque ela não sonha com casamento assim como todo mundo? Eu não sou todo mundo, alias, acho que nem sequer já me apaixonei alguma vez, pelo menos de verdade. Sempre menti, fingi e distorci as coisas como eu quis. Droga odeio confessar isso assim, meio que no tapa, mas é a verdade, a mais impura verdade. O mais perto que já cheguei de um romance de verdade foi a uns três, talvez dois anos, não lembro, nem faço questão de lembrar, não estava caída de amores. Talvez um pouco cheia de paixão, de desejo demasiado, explicito tédio cotidiano; entretanto percebi a armadilha em que cairia se me afundasse naquele relacionamento doentio e cheio de auto-flagelo. A verdade é que ele era um babaca da pior espécie e achava que eu não conhecia o conto do vigário, as cantadas mais absurdas e não tinha bom senso e lógica, enfim, acabei trocando ele por alguém que destruiu o orgulho dele, e o fez ser o monstrengo mais babacão que é hoje, se diz vitima, inventa doenças e historinhas infantis, mas quer saber da verdade, tanto faz, ele pode puxar os cabelos e fazer um implante na bunda, não faz a menor diferença. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não vou entrar em detalhes, ainda é amargo pensar direito em relação a todas a merdas que eu fiz com ele, sim admito novamente, fui eu quem destruí tudo. E fico feliz por isso. Gosto do amor, gosto de pensar que existe algo lá fora que vá além do sexo, da carne, do silêncio e do raciocínio logico, da atividade mental e da exigência social, porém essa é uma regra que só se aplica aos outros. Para mim amor é uma utopia quase mítica. Gosto do amor, já disse, mas lá, bem longe de mim. Alguém pode até me criticar, eu aceito, e admito, deve ser psicológico, alias, tudo que acontece com o ser humano tem algo haver com o psicológico, e o amor é isso. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não me venha falar que não é, porque é, sim! Seu corpo é feito de pura química, e o amor é um terrível desastre químico. Bem, e talvez eu esteja numa razoável zona de conforto, feliz por não ser capaz de/ou não querer amar. Logo sou muito menos romântica do que muitos imaginam, pior, eu sou um poço de iniqüidade e falta de caráter, e talvez nunca vá muito além de uma paixãozinha fugaz de vez em quando, porque é assim, amor é para os tolos. E eu não sou tola, uso meu cérebro para além de cantadas idiotas e músculos muito bem cuidados. Claro, adoro, poetizar, escrever musicas, usar meu talento artístico para produzir essas porcarias de romances mexicanos e todas essas “emisses”, só que não é assim, não de verdade. Admito, e atire a primeira pedra quem nunca fingiu a um amor! Claro que todos já fingiram, por carência talvez, por tirar proveito da situação, talvez até mais, apenas por interesse. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não sou um terreno plano, sou um poço intranqüilo de inseguranças, mas sou completa e inescrupulosamente racional e lógica, mais até do que muita gente que se diz da mesma forma. E eu entendi isso ontem, quando o professor e eu entramos numa acalorada discussão sobre pensamento cientifico, e deu empate, e olha que ele tem sei lá, uns 15 anos de estudo cientifico e eu mal sai das fraldas. É. Eu sou uma fingidora da pior espécie. E agora esse rapaz, aqui a minha frente já sabe disso, e descobriu da pior forma possível… Envolveu-se comigo. Mas o que mais eu poderia fazer? Mentir? Iludir o Jamie? Dizer que queria os rios de amor e carinho que ele podia me dar, sem falar dos filhos e do casamento e talvez de uma provável pensão alimentícia no futuro? Não, obrigada; ainda me resta um pouco de dignidade, não tanto quanto você queira, mas resta.   &lt;br /&gt;Mudando de assunto, essa sensação estranha de vitória formiga em mim, assim como o olhar do rapaz me mutila. E no entanto, não me sinto muito acuada pelo último item. Ele é insignificante, e é isso que o tortura, que o faz me encarar tão odiosamente, o fato de que eu não me importo. Que eu não dou a mínima. E quanto aos meus colegas, bom, o silêncio não é algo que eles sabem cultivar muito bem, tagarelam tanto que nem perceberam o clima ruim entre mim e o Jamie.    &lt;br /&gt;É o bom da inocência, eles são tão ou mais adultos do que eu (ou deveriam ser), mas parecem que tem merda na cabeça, altos papos nada haver, e o mais engraçado é que acham que estão com tudo falando de forró, G’s magazines, plays e o ultimo show de brega que teve na cidade, talvez até da ultima calcinha que viram no pornô-tube. Pode realmente sentir inveja de mim com esse tipo de companhia? Acho que o único sentimento que atravessa seu corpo agora é pena. Pois é, por muito tempo também só senti pena de mim, não só por esse tipo de sujeição e esforço social como por muitos outros fatores e variáveis, humor por exemplo, só que agora aprendi a me valorizar mais, e me entender. Preciso deles, mesmo sendo idiotas, anormais, sem cérebro, vou precisar deles nos trabalhos e possivelmente nas provas. Pode pensar que eu sou um lixo, mas ao contrário do que você pensa, a verdade é que eles também fazem o mesmo comigo. São apenas urubus em cima da carniça, enquanto eu tiver uso para eles, o mesmo serve pra mim.     &lt;br /&gt;Sobrevivência do mais forte. Um comensalismo meio doido e bem farsante, mas fazer o que, somos apenas isso. Seres humanos.    &lt;br /&gt;Chegamos a faculdade cedo. Nem me admira, parece que o dia hoje pode estourar numa porção de crateras cheias de lava e fumaça e eu ainda sinto que posso sair ilesa de tudo isso. Sentimento doido, eu sei, como já disse, uma implosão de reações químicas. Sentei na minha cadeira de costume, e veio um outro rapaz com quem estudo sentar-se perto de mim, tomando o lugar de minha melhor amiga, ele disse para ela que não demoraria muito, só queria um tempo a sós comigo para conversar. Tem noção disso? Ele é o Ben, o rapaz o qual uma de minhas amigas de verdade quer namorar, a Tia, vou chamar ela assim, não que esse seja o nome real dela. Me parece bom e assim vai ficar. O Ben é lindo, um gato, não dos estereótipos medíocres de televisão, mas ele é lindo, sim. Olhos negros, cabelo bem feito, barba por fazer, musculoso, mais alto que eu, e olha que tenho 1,70m, ele tem um sorriso lindo que se abre em covinhas e rugas muito sexys aparecem nos cantos dos olhos dele. Sobrancelhas grossas, e uma voz marcante, não voz de trovão, mas voz de homem que sabe o que quer e quando quer, e me chamou atenção desde o primeiro dia, no entanto nunca tive coragem de ir até lá conversar com ele, talvez porque a Tia estava marcando colado em cima dele, ou porque comer o Jamie ainda era divertido. Ele sabia meu nome, ficou falando e falando durante algum tempo, só que eu não conseguia me concentrar muito bem nas palavras, aquiescia nas horas certas e sorria quando ele sorria também, funciona na paquera com homens que não são muito interessantes, mas são bonitos, eles nem ligam. E então ele me roubou um beijo. Começou tímido, meio seco, mas foi melhorando, ficando quente, molhado, doce. Ele passou a mão sobre a minha nuca e o beijo se tornou um beijo de verdade ao que me diz respeito, achei que de 0 a 10 eu lhe daria no máximo um 7, e agora ele superava minhas expectativas, dou-lhe um 7,5. Quando ele se sentiu satisfeito, abriu meu caderno, tomou minha caneta do estojo, e escreveu lá, numero do telefone, e endereço da própria casa. Acho que devo ter ficado sem muita expressão. Nunca fui muito boa em disfarces de emoções então costumeiramente aparentava indiferença para quase tudo. E ele deve ter gostado disso, vai saber, Ben me beijou de novo, com veemência. Quase com um pedido oculto, se levantou e se afastou. Ai eu percebi finalmente Letícia, outro nome falso, que me olhava com a cara mais bonita do mundo, para não dizer o contrário. Os olhos semi-cerrados em uma ameaça discreta, o cenho apertado, ela parecia um zumbi querendo meu cérebro. E eu sorri desdenhosamente. Sinto muito. Não sou uma mocinha, alias se formos pensar muito bem a respeito, veremos que na vida real os mocinhos não existem, só existem pessoas que sabem equilibrar muito bem seus anjos e demônios, e já eu, bom, deixo meus demônios bem soltos, soltinhos da silva sauro.    &lt;br /&gt;Antes que ela começasse uma discussão ou resolvesse entortar os parafusos da sua cadeira na minha cabeça, levantei, pus as mãos dentro do bolso da calça e sai, devo ter esquecido de dizer, estava trajando jeans, tênis e camisetinha regata, não estranhe, não é incomum me ver assim em pleno 38ºC de verão, claro que eu curto roupas pequenas tipo saias e camisetinhas, mas como disse antes, esse era um dia diferente, e eu sempre acreditei pia e erroneamente que meu all-star dava sorte. E aquela blusinha branca com costa de nadador era perfeita para o meu humor branco e limpo.    &lt;br /&gt;Não acredite que mulheres são seres monogâmicas. Não acredite jamais. Só no mês passado namorei uns 4 homens ao mesmo tempo, acho que um deles tinha 28, e outros dois tinham 18 como eu. E larguei os 4 quando eles decidiram que queriam realmente fazer parte da minha vida. Ficou chato. Ficou podre de chato. Eles acham que eu só sirvo aos propósitos deles se estiver sob cabresto. E eu amo minha liberdade. Essa deve ser a única coisa que amo de verdade nessa vida. Sou de aquário, não que acredite em horoscopo, só que o perfil psicológico é quase perfeito, meio que aberração, meio que falível. Tá! Lá não diz que eu sou egoísta, piranha, nem que adoro uma boa briga, muito menos que sou bagunceira, preguiçosa e cheia de sarcasmo, ou que amo meus bens materiais e que faço o que quero quando quero e mando todo mundo se fuder quando fico com raiva. Muito menos que eu adoro homem vestido só com calça de moletom e cara de sono, ou que adoro homens razoáveis, daqueles que nem são bombados nem super-magrelas, também não diz que eu sou cheia de frescura e que eu tenho certos rituais antes de dormir, muito menos que minha tpm me deixa mais piranha em vez de puta da vida, é, eu sofro, é a fase em que mais tenho tesão, e não da para fazer sexo. Mas quem disse que isso realmente importa?    &lt;br /&gt;O que importa é que, eu acabei, pelo menos na teoria de ter perdido uma ótima amizade por causa de uma transa casual. Só que é só na teoria, depois ela arranja outro objeto de desejo e segue em frente, ela sempre arranja e sempre segue em frente, do mesmo modo que eu, por isso somos amigas, ela me atura, eu a aturo, funciona assim. O que não falta é homem bonito na “facul”, ela só ficou desapontada por não ter ficado com ele primeiro.    &lt;br /&gt;Não me pergunte porque somos assim, deve ter sido por todos as décadas de opressão sexual a qual os homens nos imputaram, depois que abriram a cerca, o sexo feminino meio que enlouqueceu. Mas isso faz bem, agora eles é que provavelmente vão passar pelo que passamos, provar do mesmo veneno, afinal lesbianismo é bonito, homo nem tanto. Estereótipos. Só estereótipos. Sempre eles. Bagunçando tudo, bem como os tabus idiotas.    &lt;br /&gt;Nada contra, realmente nada contra, adoro os homens. Só que não tenho mais saco para bancar a sonhadora, romântica metida e ilusória, é irrisório. Fico pensando, no tempo que perdi tentando ser o que não era. Uma perda de tempo sem dúvida. Do que eles vão nos chamar amanha se hoje somos putas de qualquer maneira? Se uma mulher é aventureira... Do que a chamam? Se ri, se chora se fica zangada, do que a chamam? Então tanto faz, vamos ser putas fazendo ou não o que queremos, então faremos por merecer tal qualificação. Ah! Sem hipocrisia, vai falar que você nunca falou algo parecido ou até pensou? Deveria rever seus conceitos um pouco, parar de me castigar mentalmente. Estou meio cansada disso tudo, sabia? Todo santo dia trabalho, estudo, vejo tv, fico na internet, saio com rapazes e homens legais e ligeiramente interessantes, mas que não conseguem chamar minha atenção por mais que 5 minutos. E ainda sou condenada por tentar ser feliz. Bem que Cazuza tentou me avisar, mas que tola eu sou. Nem devia ter nascido. O mundo não está preparado para mim, ninguém está. Sou um furacão, e sem duvida o próximo furacão pode ter meu nome. E outra, porque nomes femininos? Furacão é substantivo masculino. Respostas machistas como sempre. Cale sua mente, não quero ouví-la. Deixe apenas a minha trabalhando, relaxe, e sossegue.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; Talvez porque eu sei o que no fundo eles querem de mim. E são todos iguais como diz mamãe. De um para o outro só muda o endereço. E se algum deles se ofender com a generalização, bem, apenas me mostre um homem que seja diferente, romântico, compreensivo, inteligente, meigo, cortês... Enfim, ou esse homem não existe ou é gay e eu não tenho saco de procurar. Os homens dizem que somos complicadas, mas é justo o contrário, não podem pegar uma doencinha que já ficam morgando, gemendo chorando, mulher agüenta um parto, a cabeça de um guri com quase 8 cm passando por um buraco mínimo e rasgando tudo por onde passa, e ainda me vem um dizer que os homens são o sexo forte. Que nada. Desabam na primeira enrascada mais difícil.   &lt;br /&gt;É fácil explicar o universo feminino: Homens (já disse tudo a respeito), absorvente, cólicas, tpm, caganeira que se confunde com cólicas (e não se sabe ao certo quem é quem na história), cólicas durante a prova de matemática (terrível), menstruação durante a hidroginástica (eca!), medo do O.b. não suportar a carga (piorou), refrigerante mesmo quando a balança diz que NÃO PODE, raiva sem xingamento e mentiras deslavadas para fazer os homens acharem que são “o sexo dominante”. E chocolate. Muito chocolate, para substituir o sexo que broxou na noite passada e as cantadas idiotas que eles jogam em nós. Um pouco de verdura quando na verdade se quer mais chocolate, uma porção de salada quando se quer um Ovomaltine ou um sorvete da Kibon. Ser flagrada flertando na cara dura com o personal treiner. É só isso, toda essa joça de que mulheres e homens são diferentes é pura merda. Agente só se preocupa mais com nosso corpo e tem de lidar com sangue em um período regular.    &lt;br /&gt;Estou indo para a cantina, vou me afogar em um copo de qualquer coisa gordurosa e nojenta, porque graças a alguma mitocôndria e genes muito fuderosos eu não fico gorda, alias, não consigo passar dos 45 quilos, bem como também não fico bêbada e costumo gostar de ler mais que a maioria, livros incomuns também. Tudo são genes em mim/para mim, e não tem como ver muito de outra forma. Sou agnóstica. Convicta. Católicos apostólicos, pastores, judeus, psicodélicos e torcedores do Corinthians, podem se suicidar depois dessa. Não ligo. Não dou a mínima, com certeza não tem nada no céu pra mim, e se ele existir, eu prefiro meu sex, drugs and rock'n roll no inferno. Sou foda. Eu sei. E meu ego é do tamanho de Andrômeda. Também não ligo se você me achar metida. E esse é o bom de ser aquariana, não me importo com nada, sou naturalmente desleixada e descolada, muito sexy e diferente. Agente é foda de natureza e os outros signos ficam tentando achar motivo para nos tirar do altar, para ferrar com nossa vida. Mas rebolem, rebolem muito, vão ter de renascer demais para serem como os aquarianos. Nós somos o progresso. A fonte de conhecimento inesgotável, a maioria dos gênios era aquariano, nada se pode ser feito a respeito.     &lt;br /&gt;Deixando minhas asneiras de lado e tentando, quase sem sucesso me concentrar, no caminho, reparo que tem gente me seguindo. A faculdade é grande, parece um grande sitio cheio de casas jogadas aleatoriamente em pedaços desiguais e errantes do terreno por uma criança retardada e não por um arquiteto formado. As vezes brinco que sou uma vaca no pasto e talvez seja mesmo. Numa sociedade infame como essa, somos todos só mais uma pequena engrenagem funcionando para manter o relógio batendo. LOL. Me senti o próprio Rousseau.     &lt;br /&gt;Parei na frente da lanchonete e pedi um copo gigante de batatas fritas, um copo de Guaraná, e uns bombonzinhos de troco, me sentei perto de uma das sinucas, sim, tem sinuca na minha “facul”. Claro, pode pensar assim eu permito, só tem vagabundo mascarado nessa joça. Sim, existem exceções, malditas e imundas exceções, o centro tecnológico no qual estudo é um deles, mas não conta, lá a maioria é nerd, inclusive eu. Apesar de não me comportar como uma. As vezes é necessário ser assim. Não reclamo, se não fosse, não estaria na federal enquanto algumas outras pessoas que se diziam melhores que eu, estão por ai por faculdades particulares alimentando testas de ferro de certos ex-presidentes da república. Que usam monumentos históricos como centros de festa e pretendem fazer deles num futuro não muito distante um mausoléu de seus restos e da família. Impuros e oligárquicos.    &lt;br /&gt;Então ele chegou perto de mim, Alex o nome, falso também, não vou prejudicá-lo, ele não merece isso. Não é gato, mas é fofo e estuda comigo, começou a conversar, segui a linha de raciocínio enquanto me empanturrava de batatas fritas. A conversa chegou a tal ponto que eu enfiei um punhado de batata na boca do Alex, para ver se ele se calava por algum instante. Mas que diabo, ninguém aqui valoriza o silêncio como eu? Ele comeu e ficou sorrindo. Flertando. Bom, e depois vem um e me diz que eu é que não presto. Que eu é que sou o anjo caído, que eu é que sou o diabo de saia. Estrago a vida de um infeliz desse e depois vem um e diz que eu é que comecei, que sou maliciosa e perniciosa.... Eu sou a estupradora de uma figa. Homens... Quem os entende? Queria passar um ano sem contato com nenhum, só pra saber mesmo se são tão necessários assim, por que não vejo muita importância além da reprodução da espécie. Fique com raiva, eu sou um animal mesmo, e você também o é.&amp;#160; Maldiga-me, difame esta pobre alma desprovida de sentimentos verdadeiros. Ah! Então caia em si e admita que apesar de todos esses avanços tecnológicos e tal, você também é um animal. Pronto! Somos todos animais. Por isso que fabricamos mais playboys e G’s magazines e camisinhas do que fabricamos vacinas e etc…    &lt;br /&gt;Voltando ao Alex, ele não é importante, sei que ele tem uma queda por mim, é gente fina e talz, mas não faz meu tipo. Muito recatado, muito lerdo e arrogante. Cheio de idéias erradas e machistas. Fiquei na minha quando ele retomou a conversa, levantei e deixei ele no vácuo quando vi o Fábio passando. Adoro o Fábio, ele deve ser, ou melhor, ele é, o único homem hetero que é meu amigo, que conversa comigo sobre tudo e fica só na amizade, apesar das brincadeiras sacanas e de eu já ter assumido publicamente que sinto tesão por ele. Sim, eu sinto, mas o respeito demais para tomar alguma iniciativa a respeito. Gosto dele, demais da conta. Ele é sensual, sacana, meigo, inteligente e descarado. Tudo que admiro num homem, e no entanto eu adoro ainda mais a amizade dele, sei que posso estar na ruina e ainda assim tenho ele para me por de volta nos trilhos.    &lt;br /&gt;Alex deve ter ficado puto, ele não deve gostar nem um pouco do Fábio pelo modo que está nos olhando.    &lt;br /&gt;Fico esperando que o dia melhore, é estranho mas não consigo pensar muito a respeito de nada quando Fábio está comigo. É como se todas as preocupações se dissipassem. Tipo fumaça. Chegaram as metidas, algumas amigas e Letícia. Conversamos, ou melhor, ele conversou com elas, eu apenas fazia um gesto ou outro concordando ocasionalmente. Letícia. Ela ainda parecia zangada comigo. Ignorei. Como sempre fazia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então Fábio me convidou para jogar sinuca e ela se meteu. Jogamos em duplas. 4 por vez. Eu e Fábio, Letícia e Camila. Esta ultima não sabendo quase nada de como se joga. Consequentemente, 15 minutos depois estava Letícia ainda com mais raiva de mim. Por ter perdido o gato e o jogo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sou uma cretina, perdida, sou uma soturna da vida, sou Lilith Guinevere Aroum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Citei Essa grande escritora Lispector, por que dela, tive a luz, acredite, aquele verso me descreve de corpo e alma, não que eu acredite nessas bobagens insipidas, mas de Clarisse eu entendi que deve haver muito mais em mim, do que de mim mesma.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-9084656792538207378?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-17T21:21:01.345-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh5.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S6Gc9QGW3PI/AAAAAAAAAdQ/owZftKpjrmM/s72-c/clarice-lispector_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>O Começo – 美徳かどうかのパス ;D</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/03/o-comeco-d.html</link><category>Contos</category><category>Sátiras</category><category>Começo</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sat, 06 Mar 2010 12:55:55 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-8525340195110641189</guid><description>&lt;blockquote style="width: 610px; height: 154px"&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Segoe UI"&gt;Tenha dúvidas a meu respeito, alias, é vulgar, mas tenha sempre dúvidas a meu respeito, e eu mudo tanto que suas dúvidas são infundadas… Eu posso e eu faço, eu não respeito, eu apenas reajo, e não vou me importar de partir seu coração. Minto. Não vou me importar de ferí-lo cruelmente. Mas esse efeito de crueldade só dura poucos momentos, e depois eu me arrependo, como o animal abastado de emoções sinceras que sou. &lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Segoe UI"&gt;Não sou uma roda gigante de emoções. Não sou uma montanha russa de sentimentos. Sou pura e simplesmente incontrolável, destruidor, amável, maravilhoso e aterrador, sou seu melhor amante, melhor desejo, seu pior devaneio, seu erro desesperado. E você me ama assim mesmo.&amp;#160; Você me ama porque não há mais nada a se fazer, não há contrário, nem com todos os altos e baixos, brigas intrigas, e mentiras. Você me ama, admite que me ama, e sofre por me amar, e me renega, por que não quer me ver sofrer, quando na verdade, quem realmente sofre. É você.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5KU0-S1ovI/AAAAAAAAAcs/14xESiT0jPk/s1600-h/largeAnimePaperwallpapers_.hack_DUSK%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5KU0-S1ovI/AAAAAAAAAcs/14xESiT0jPk/s1600-h/largeAnimePaperwallpapers_.hack_DUSK%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5KU0-S1ovI/AAAAAAAAAcs/14xESiT0jPk/s1600-h/largeAnimePaperwallpapers_.hack_DUSK%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5KU0-S1ovI/AAAAAAAAAcw/5X2Z4ZPxtoE/s1600-h/largeAnimePaperwallpapers_.hack_DUSK%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="[large][AnimePaper]wallpapers_.hack_DUSK_VampirePrincessYuuki(1.33)__THISRES__77202" border="0" alt="[large][AnimePaper]wallpapers_.hack_DUSK_VampirePrincessYuuki(1.33)__THISRES__77202" src="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5BJvdFtkJI/AAAAAAAAAbw/PQ7lEHbEeVg/%5Blarge%5D%5BAnimePaper%5Dwallpapers_.hack_DUSK_VampirePrincessYuuki%281.33%29__THISRES__77202_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="467" height="350" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Eu estava longe, caminhando por entre ruelas vazias e ruas desertas, a noite estava a pico, de audível só eram uns poucos ruídos no fim da &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;esquina a esquerda, talvez uma festa de debutante, com aquelas musiquinhas pop's que fazem sucesso entre a garotada da alta roda. Plays, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;sempre plays, nasceram assim, morrerão velhos e podres como todos nós, mas ainda não se deram conta disso. Senti o frio me açoitar, puxei &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ambas as mangas da minha jaqueta de moletom e pus as mãos dentro dos bolsos frontais da calça jeans rasgada.&amp;#160; &amp;quot;Anormal&amp;quot;, seria isso, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;provavelmente o que meus amigos diriam dessa atitude. Anormal, uma menina como eu a essa hora vacilando por entre os bairros. Não é tão ruim, e não é como se eu fosse normal, muito menos como se eu me importasse.      &lt;br /&gt;Segui caminho desviando das porcarias de sinalizadores de estacionamento, “trecos”, a prefeitura adora essas coisas, como se a vida dos &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;pedestres já não fosse absurda o suficiente com os ambulantes, taxis, pedintes e toda sorte de &amp;quot;trecos&amp;quot; que se dispõem a ficar nas calçadas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Dobrando a direita, cheguei a uma travessa, não tão vazia quanto eu gostaria.&amp;#160; Os prédios desse lugar encobriam toda a minha visão da lua, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;fiquei triste de repente. Os difíceis deveriam me passar toda aquela sensação de insegurança, mas apenas me faziam repensar toda essa &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;estrutura da sociedade, a antinaturalidade, as prisões de pedra. No entanto, chega, chega, chega, sem noções de politica a uma hora tão boa &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;como essa, sem sentimentalismo barato. Pude notar que aqueles caras que a alguns minutos estavam lá atrás, se aquecendo com tonéis &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;cheios de entulho cujas chamas crepitavam e jogavam um ínfimo calor, agora estão bem mais perto do que deveriam, perto demais.      &lt;br /&gt;De repente, ouço um assovio, um silvo bem profundo e demorado. Os rapazes jogam piadinhas, tagarelam como bêbados, e continuam &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;caminhando atrás de mim. O que é que eu posso fazer? Tenho um estilete, um chiclete e umas moedinhas no fundo do bolso esquerdo da &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;jeans desbotada. Um metro de náilon no bolso direito da jaqueta, e aquelas velhas táticas de karatê do mestre Myagy no fundo, mas bem no fundo da &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;caixola. Valeu a pena ser uma viciada nos filmes do dragão chinês, o que seria de mim se dependesse apenas do Karatê kid? Nada como o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;bom e velho quebra-pau do kung fu. E minha prima tentando me fazer entender o quão sagaz é o Naruto. Vai entender.      &lt;br /&gt;Apressei o passo,&amp;#160; atravessei para o outro lado da travessa e entrei na segunda avenida. Os caras, homens, idiotas, estupradores, ou o que &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;quer que eles pudessem ser ainda me acompanhavam, apesar de eu só poder divisar dois através das sombras que se projetavam no &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;chão. Outros dois fazendo uma emboscada? Se eles entrassem na intersecção da rua anterior sairiam a minha frente em o que? Dois, ou um &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;minuto? Mas que inferno! Forcei meus músculos a trabalharem, minhas pernas obedeceram e eu corri. Forest ficaria com inveja. Qualquer um &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ficaria com inveja, eu era corredora de atletismo pelo time do colégio e já estava no rank nacional juvenil, não em primeiro, afinal eu nunca fazia &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;muito esforço para nada, e nem me importava realmente com as colocações. Corria por amar correr, como um poeta precisa desesperadamente da caneta e do papel. Corri, com todo ímpeto, com toda vigorosidade que meus pulmões me permitiam extrair, puxando e revolvendo o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;fôlego com a mesma velocidade que minhas pernas se mexiam.      &lt;br /&gt;Os idiotas que deveriam sair na minha frente só viram meu vulto, os outros dois que vinham logo atrás começaram a gritar, e se não me engano &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;falaram imprecações uns contra os outros, e se puseram a correr atrás de mim, ou era pelo menos isso que meus ouvidos acusavam já que eu não ousava olhar &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;para trás.      &lt;br /&gt;Um erro comum que só acontece em filmes de terror de quinta categoria. Realmente olhar para trás em um terreno cheio de imperfeições é &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;pedir para cair. Pena que já não se fazem filmes como antigamente, Ritcock deve estar se revirando no túmulo. Mas estou devaneando. Tenho que me concentrar, a rua, a alameda, tenho que atravessá-las sem rasgar a calça. Só esse mês &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;já foram dez, mais uma e mamãe vai cortar minha mesada. Continuei correndo, um dos babacas parece ter desistido, reclamou, xingou e &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;parou, menos um, faltam três.      &lt;br /&gt;Cada baforada se condensando a minha frente como uma pequena nuvem, atravessei a rua, e por uma diferença de dez segundos não fui &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;atropelada por um taxi daqueles novos, na cor verde musgo horrível, no entanto um dos idiotas não teve a mesma sorte, pulei a mureta e continuei, o mesmo ritmo, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;passadas largas o suficiente para caber 3 passos e meio, como o treinador havia me ensinado. E no entanto os outros dois estavam se &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;aproximando, me perguntei por quanto tempo mais eles agüentariam tal ritmo, provavelmente cinco ou dez minutos, não muito além disso, não &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;que eu tivesse esse tempo, não mesmo. Aumentei o ritmo, deixei os braços seguirem o contorno do meu corpo, pois como dizia meu treinador: quanto maior a aerodinâmica, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;maior a velocidade, maior o esforço. O barulho do esforço deles ficou mais distante, era o que eu precisava. A alameda acabou, contornei a &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;esquina que se erguia imponente logo a esquerda e para meu espanto era um cemitério, sem tempo para pensar duas vezes pulei o muro, e &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;deixei a escuridão encobrir minha presença. Meu corpo era puro calor, minhas pernas latejavam, mas me forcei a parar de respirar, e ficar &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;quieta. Pude ouvir os dois perseguidores, pararam perto do muro, gritaram um com o outro, em um idioma que não entendi, primeiramente pensei &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;que eram americanos ou algo do tipo, mas as frases agressivas pularam de raivosas para animalescas, e os dois puseram-se a correr &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;novamente.      &lt;br /&gt;Ouvi umas vozes baixas vindas de uma cripta mais ao sul de onde eu estava, pareciam um entoar de cânticos, vozes saborosas, como em um &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;coral. Caminhei o mais silenciosamente possível, para alguém que devia estar com os batimentos cardíacos por volta dos 140.      &lt;br /&gt;No centro do cemitério, havia aquele mausoléu, parecia abandonado, caindo aos pedaços e o cheiro que provinha de lá de dentro era &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;intragável, mas a luz vinda das frestas no chão do lugar me chamaram atenção, e a curiosidade me fustigava os nervos. Abaixei e deixei o ouvido pousar no lugar.      &lt;br /&gt;Apesar de ainda estar um pouco abafado, pude finalmente ouvir o que as vozes recitavam:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;font face="Segoe Print"&gt;“Eu sou um Vampiro.      &lt;br /&gt;Eu adoro o meu ego e eu adoro minha vida, pois sou o       &lt;br /&gt;único Deus que existe.       &lt;br /&gt;Eu tenho orgulho de ser um animal predador e eu &lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5BJxorV7YI/AAAAAAAAAbQ/8IMNJyf0ZoU/s1600-h/VampireSlayer%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="VampireSlayer" border="0" alt="VampireSlayer" align="right" src="http://lh5.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5BJ0yCRIzI/AAAAAAAAAbU/bb_NrLV957g/VampireSlayer_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="253" height="379" /&gt;&lt;/a&gt;       &lt;br /&gt;honro meus instintos animais.       &lt;br /&gt;Eu exalto minha mente racional e não acredito que       &lt;br /&gt;isso seja um desafio da razão.       &lt;br /&gt;Eu reconheço a diferença entre o mundo real e a       &lt;br /&gt;fantasia.       &lt;br /&gt;Eu reconheço a fato de que a sobrevivência é a lei       &lt;br /&gt;mais forte.       &lt;br /&gt;Eu reconheço que os Poderes da Escuridão escondem leis naturais através das quais eu posso fazer minha&amp;#160; magia.       &lt;br /&gt;Eu sei que minhas crenças no ritual são uma fantasia,       &lt;br /&gt;mas a magia é real e eu respeito e reconheço os resultados da minha magia.       &lt;br /&gt;Eu percebo que não há céu como não há inferno e vejo       &lt;br /&gt;a morte como destruidora da vida.       &lt;br /&gt;Portanto eu tirarei o máximo proveito da vida aqui e agora.       &lt;br /&gt;Eu sou um Vampiro.       &lt;br /&gt;Curve-se diante de mim.&lt;/font&gt; “&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Não vou negar, me senti tentada a abrir aquela porta, mas por experiência de H.P. Creio que é suficientemente verdadeiro que nem &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;sempre o que sai da câmara secreta é bom para os olhos e ouvidos. E como eu tenho escolhas, posso dar passinhos e sair rapidinho daqui.      &lt;br /&gt;- Abra. - Uma voz doce e melódica como o som de uma flauta veio de trás de mim.       &lt;br /&gt;Levantei apressada, o rosto corando, tanto por estar abaixada em uma cripta velha e imunda quanto por estar bisbilhotando, mas eu era assim, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;curiosa, e por mais que esse defeito me fizesse passar por altos e baixos, e eu o adorava.      &lt;br /&gt;Mais curiosidade, me virei o mais lentamente que pude e dei de cara com a fonte da voz, acho que de rosa choque fui a um vermelho tomate &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;em menos de trinta segundos.      &lt;br /&gt;Ela era sem dúvida a garota mais linda que eu já havia visto, nada como atrizes de hollywood, ela podia ser comum, e ao mesmo tempo tão &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;diferente, tão divina, tão longe do meu alcance e tão atrativa. Aquele conhecido formigar na minha barriga atacou de novo. Não sei ao certo se o que me manteve presa a ela tão &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;calada e abobalhada foram os matizes de azuis e verdes presentes naqueles olhos grandes e expressivos, ou se pelos lábios carnudos &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;rosados, ou pelos cabelos vermelhos que escorriam como sangue de todos os lados da cabeça, ou as feições de bebê. Só sei que não &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;parava de desejá-la e amá-la intimamente.      &lt;br /&gt;- M-me d-desculpe... - Quase não consegui organizar uma frase para dizer, apontei para o chão. - Eu não queria -       &lt;br /&gt;- Ah! Você queria sim... - E esbanjou um sorriso sensual e brincalhão e fez de seus gestos uma preciosidade majestosa.       &lt;br /&gt;Pude perceber duas coisas naquele instante, a primeira, eu era nada perto dela, que ela era mais atraente e mais bonita e sensual do que eu &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;jamais seria, e&amp;#160; a segunda, era que os ritos que eram entoados dentro da cripta haviam cessado. Mal sinal.      &lt;br /&gt;- Não vou... Negar... - Engoli em seco e apertei as mãos. -&amp;#160; Senti a tentação de dar uma espiada... Mas já é tarde... - Ergui o polegar até o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ombro apontando na direção contraria. - Tenho que ir...      &lt;br /&gt;- Não tem, não. - Outra voz, máscula e tonante como a de um locutor vinda da entrada da cripta me surpreendeu.       &lt;br /&gt;Não pude deixar de notar que ela ecoou no ar por mais tempo, como um &lt;em&gt;Bend&lt;/em&gt; de guitarra, como se quisesse se sedimentar não só em minha cabeça como também na minha alma. E&lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ra uma voz de locutor, mas havia algo lá, escondido por trás disso, que me deu arrepios. Não como aquelas vozes daqueles apresentadores &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;baratos de programas de reportagens “nada haver” que passam a vida no mesmo maldito programa, e são programas que só passam depois que as opções &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;de programação &amp;quot;descente&amp;quot; já se esgotaram e o horário nobre já rendeu tudo o que tinha que render.      &lt;br /&gt;Eu tive que me virar, não era como um instinto selvagem, ou uma espécie de ação automática, e sim como se eu fosse um imã sendo atraído &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;pelo pólo negativo. Era impossível não querer ver aquele rosto que eu nunca tinha visto, e mesmo assim parecia conhecer desde sempre. E constatar ele não foi menos brusco do que com a garota que agora estava nula do meu lado. Ele era tão horrorosamente &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;atraente quanto minha primeira anfitriã. Os olhos castanhos pareciam mel, os cabelos tão negros quanto o céu lá fora, o rosto branco quase &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;petrificado me sugeriam muita maquilagem, o brio escarlate nos lábios era convite tentador. Ele tinha muito do homem que um dia seria, porém &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ainda&amp;#160; cultivava muito da criança que fora. Droga estou pensando naquelas porcarias de romance de novo, e eu que jurei que seria o mais fria e estagnada possível quanto a isso, estava caindo no conto do vigário de novo. Tentei me concentrar em um ponto &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;vazio, longe do alcance daqueles dois, longe daquele canto de sereia, não tive sucesso, porque de repente me vi desejando &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;desesperadamente me perder nos lábios daquele rapaz. E que rapaz. Juro que transaria com ele a noite toda até o raiar do sol e não me &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;sentiria satisfeita. Eu a muito parei de romantizar qualquer relacionamento, e sentia as fisgadas de minhas escolhas. Foi quando me lembrei de eu deveria ser gay e de que deveria estar saindo dali e não parada feito uma idiota idolatrando &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;aqueles dois.      &lt;br /&gt;- Me desculpem, realmente não quis atrapalhar... - Dei um passo vacilante a frente. - Não tenho preconceito... - Soltei um riso nervoso. - Afinal &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;quem sou eu para ter preconceito, mesmo que isso seja diferente. O que quero dizer é que... Isso não tem nada haver comigo. Sério... Estou &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;saindo...      &lt;br /&gt;- A festa da Vanessa já acabou... Eu acabo de vir de lá... Se você realmente quisesse ir, teria que estar pelo menos umas duas horas &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;adiantada... - Junto com as palavras ele me deu mais daquele toque sinistro e um sorriso arrebatador como presente.      &lt;br /&gt;Encolhi inconscientemente dentro da jaqueta.       &lt;br /&gt;- Por que.... - As palavras morreram na minha garganta.       &lt;br /&gt;Ele suspirou, deixou a cabeça pender um pouco, depois a ergueu novamente e não olhava para mim, divagava eu acho, massageou o pescoço &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;como se estivesse cansado, o que nem de longe era verdade. Deixou a cabeça cair novamente e olhou para mim de soslaio.      &lt;br /&gt;- Acho que não preciso usar de persuasão com você, Nanda... Nem acho que seja realmente necessário explicar Tim-Tim por Tim-Tim, afinal você &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;foi quem pediu por tudo isto, meu anjo... Eu estava na festa apenas a sua procura e nada mais. E veja só, você caiu bem aqui, sem esforço meu &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ou de ninguém da Ceita.      &lt;br /&gt;Outro arrepiou tremulou pelo meu corpo, subindo minha espinha e reverberando por entre meus nervos. Tirei o boné, e a nuvem de cachos me &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;rodeou por completo, me dando uma falsa impressão de segurança.      &lt;br /&gt;- Então quer dizer.... - Mais uma vez o verbo pereceu em minhas cordas vocais.       &lt;br /&gt;- Quem faz preces geralmente quer ser atendido, não...?       &lt;br /&gt;- Eu só...       &lt;br /&gt;- O que esperava? - A garota que ficara quieta até o momento deixou a frase formal com um toque de raiva. - Já fazem treze meses, Nanda...       &lt;br /&gt;- Rachel tenha calma... Porquê a pressa? - Ele falou de um jeito tão carinhoso que nem pareceu uma bronca.       &lt;br /&gt;Tornou a dar toda sua atenção para mim.       &lt;br /&gt;- Melhor termos essa conversa em um lugar mais reservado...       &lt;br /&gt;- Ele tem razão Nanda, faltam poucos minutos para a meia noite... – Rachel tornou a apressar-nos.       &lt;br /&gt;Aquiesci com a cabeça levemente, o rapaz se adiantou e veio até o onde as fendas da porta no chão irradiavam luz, limpou com a mão as &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;fendas e o relevo do alçapão ficou completamente visível. Puxou a corda que servia de abertura e deu para ver o recorte de uma escada que &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;levava ao subsolo.      &lt;br /&gt;Nós descemos. E Rachel fechou o alçapão atrás de nós.       &lt;br /&gt;O caminho ficou todo iluminado por velas. Velas negras e vermelhas. Continuamos a descida em silencio, e eu tentava me lembrar a quanto &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;tempo não sentia aquele cheiro de sangue, e quando tinha sido a última vez em que eu havia comido carne.      &lt;br /&gt;O rapaz&amp;#160; ia a frente, ele era elegante até no jeito de andar, como se soubesse o que as mulheres acham dele, virou a cabeça um pouco de &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;lado, me observando por sobre o ombro, decidindo que palavras eram adequadas a se usar.      &lt;br /&gt;- Não se preocupe. - Disse quebrando o silêncio. - Está tudo dentro dos conformes.       &lt;br /&gt;Aos poucos fui deixando a desilusão e as preocupações mundanas para trás, esquecendo a futilidade que jazia dentro de cada ser humano, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;me apegando aquele sopro de alegria sombria que se apoderava de mim.      &lt;br /&gt;Chegamos a uma sala, uma sala extensa, que de fundo dava intersecção a vários corredores, e mais criptas, também abarrotados de velas. Haviam restos &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;mortais erodidos pelo tempo e pelos vermes dentro das paredes, de ambos os lados da sala. No centro, um grupo fazia um circulo perfeito, no &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;chão onde eles estavam havia um pentagrama invertido feito da cor vermelha, provavelmente desenhado com giz. O grupo se vestia com longas batas pretas, como mortalhas da &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;escuridão, que terminavam em longos e misteriosos capuzes, os rostos ocultos; se balançavam de um lado para o outro sem sair do lugar, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;como se houvesse uma balada inaudível pairando no ar, em algum lugar do mausoléu.      &lt;br /&gt;O rapaz ficou me observando, curiosidade beirando os olhos e transcendendo o rosto.       &lt;br /&gt;- Eu não pensei que fosse demorar tanto... - Algo em mim me obrigava a comentar. - E por ter demorado, acabei desistindo e esquecendo.       &lt;br /&gt;- Bom... -&amp;#160; Ele tomou minhas mãos entre as dele. - Primeiro, a ótima visão, tanto que você abandonou os óculos, depois o tato e o olfato, acho, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;que você podia sentir cheiro de carne a 2 quilômetros de distancia, então a melhora de desempenho físico, você ganhou todas as competições que &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;participou nos últimos jogos estudantis no ultimo semestre, sem fazer esforço... Os sinais estavam lá mocinha, você é quem não quis &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;enxergar... – Ele tocou meu nariz com o dedo indicador, como uma mãe trazendo algum mistério profundo a tona para o filho.      &lt;br /&gt;Respirei fundo, sentindo a deo-colônia e loção pós barba dele, misturada ao odor de sangue e suor. Outro arrepio seguido de uma serie de &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;formigamentos.      &lt;br /&gt;- Relaxe... - Rachel deixou sua voz doce correr perto do meu ouvido. - Estávamos esperando por você, e a Deusa te jogou aqui.       &lt;br /&gt;Ele saiu da minha frente, e ela me empurrou para o centro do circulo de encapuzados, com esforço recuperei o equilíbrio e em vão tentei fazer &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;meu coração parar de gritar dentro do peito. Um daqueles sacerdotes veio até mim, e ergueu nas mãos uma taça de aparência antiga, ouro &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;enferrujado e rubis incrustrados. Ao constatar o liquido que havia dentro do recipiente esmoreci. Rachel e o rapaz misterioso se juntaram ao &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;resto do circulo, todos eles deram as mãos e em baixo tom recitaram alguns versos que mal pude distinguir. Todas as velas se apagaram, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;exceto por duas que ficavam na parede leste, nos fornecendo o mínimo de luz, e no entanto eu via, cada um, o sorriso nos lábios dele, o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;contentamento nos olhos de Rachel.&amp;#160; E antes que eu pudesse sequer protestar, outro sacerdote veio até mim, com uma adaga em mãos, o cabo da arma terminava em serpentes mordendo um rubi, e ele &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;tomou minha mão e a feriu no meio, não senti dor, e não recuei, ele pôs minha mão sobre o cálice e eu apertei o corte com força fazendo o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;sangue cair com mais volume dentro da taça. O celebrante me entregou a taça e se virou para o oeste, tirou um sino de dentro do capuz e o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;tocou nove vezes, e começou a falar:      &lt;br /&gt;&lt;font face="Segoe Print"&gt;&amp;quot;Ouçam-me Agora! Eu sou um Vampiro, um predador de humanos! Eu entrei aqui para chamar os Deuses Não-Mortos neste solo sagrado. Eu reuni força vital de humanos. Eu estou transbordando em vida! Eu ofereço esta essência de vida aqui presente que reuni aos Deuses Vampiros Não-Mortos.        &lt;br /&gt;Eu estou aqui para alimentá-los com essa iniciada e fazer dela escoada! Eu estou aqui para fazê-la morrer e ser renascida. Eu estou aqui para fazê-la subir da morte para a vida! Eu estou aqui         &lt;br /&gt;para fortalecer o laço dela com os verdadeiros deuses deste mundo! Eu sou um Vampiro!”&lt;/font&gt;       &lt;br /&gt;E eu repeti com ele assim como todos os outros:&lt;em&gt; &amp;quot;Eu sou um vampiro!&amp;quot;&lt;/em&gt;       &lt;br /&gt;Em seguida o celebrante se virou para cada um dos pontos cardeais sussurrando palavras os Deuses Não-mortos, para que eles se unissem a &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;cerimônia. As ultimas duas chamas que bruxuleavam tremularam, e finalmente se apagaram. A câmara ficou em silêncio, o celebrante voltou ao &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;circulo e eles continuaram falando em voz baixa, dirigindo todas as suas forças vitais para mim, e do cálice uma fumaça esverdeada se &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;ergueu, se transformando em um dragão grande e verde, que com o olhar altivo se focava em mim. Assobiei lenta e controladamente, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;expelindo toda minha força vital, ela se condensou em uma fumaça branca densa e majestosa, e o dragão a tomou pela boca e nariz como se &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;fosse seu ultimo folego, puxando de mim tudo o que eu poderia lhe dar, minha força se exauria e ainda sim me mantive firme, e o dragão &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;regozijava de prazer. Senti formigamento nos dedos que seguravam o cálice com força e na face, muitas emoções revirando meu coração. E &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;então o dragão se dissipou em névoa sobre o chão e minha força vital ou o que sobrara dela voltou para dentro de mim. Senti meus joelhos &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;tremerem e cai&amp;#160; sobre eles, exausta. E um pouco de energia quente voltou a percorrer meu corpo e ouvi meu nome ser chamado em voz alta, &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;mesmo estando a cripta no mais absoluto silêncio.      &lt;br /&gt;Bebi do cálice, e como mandam os ritos levantei-o acima da minha cabeça. Juntei o restante de força que ainda me era permitido.       &lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&amp;quot;Este é o sangue das minhas&amp;#160; vítimas passadas. Eu bebo a essência de vida desses que só existem para servir meu testamento. Eu bebo isto em        &lt;br /&gt;memória do que eu sou, um Vampiro, um predador de humanos!!! &amp;quot;. &lt;/em&gt;      &lt;br /&gt;Mal havia terminado de falar, todas as velas voltaram a crepitar, em um fogo azul claro. Bebi novamente do cálice e o devolvi ao celebrante. E ele &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;passou a taça para o seu assistente e tocou novamente o sino nove vezes. O assistente do celebrante ofereceu a faca aos quatro ventos e deu aos outros presentes de beber da taça e todos eles abençoavam minha vida antes de tomá-la. E o &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;celebrante apagou todas as velas, uma a uma e quando a ultima foi apagada ele recitou: &lt;em&gt;&amp;quot;Assim está feito!&amp;quot;        &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Todos nós, um por vez andamos pelos corredores até o fundo da cripta, em um lugar onde havia mais luz, e uma mesa grande rodeada de &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;cadeiras, eles tomaram seus lugares conversando alegremente, retiraram os capuzes de sobre o rosto, Rachel me deixou a frente da mesa e &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;eu fiquei lá de pé. Foi quando dois encapuzados que não estiveram conosco no ritual apareceram, distingui eles dos demais por que seus &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;mantos eram vermelhos e não negros, e eles traziam dois rapazes pelos colarinhos, e eu reconheci a voz de um deles e constatei que eram &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;meus perseguidores, os sacerdotes vermelhos os jogaram para mim como comida. Mais uma vez algo mudou dentro de mim, no fundo da &lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;minha alma, e eu me alimentei deles.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Espero que tudo mude,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;é fase, &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;e tudo muda e tudo passa&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;mesmo quando já não se nota&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;por que somos verso e prosa&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Não importa o que foi,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Aconteceu e é imutável&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Mas o presente é a verdade&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;E só ele contorna traços&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;do que virá doravante&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Porque nestes breves espaços&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;de tempo sôfrego e lento&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Perecemos e entendemos&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;h6&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;A verdade do que há em nós.&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Corra… Mistifique-se, proteja-se ou camufle-se, medo habita em você, medo e muita tristeza, pedaços de recordações, palavras não ditas, espaços inócuos. Eu não mais lhe interesso, é o que você tenta fazer parecer, afinal acha que você é meu contraste. Sou vil. Veneno e ardil. Proteja-se em estrofes sacanas, mergulhe em abobrinhas pervertidas. Mostra para os outros tua máscara de sedutor. Devaneie, porque todo seu tormento está cá neste coração alheio.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;Só não diga, que todos os erros foram meus, e que eu não fiz jus ao que me pediste. Porque estive lá a todo momento, e no fundo bem no fundo, as escolhas foram suas. Por que isso é o amor, escolhas, e alguém por mais frio que seja tem que fazê-las.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;E é isso, próxima semana eu posto mais, um pouco cínico demais, um pouco revelador, e um pouco brutal. Mas sou eu no fim, mostrar tantos e tantos rostos é tornar-se repetitiva e clássica, como diria Ricardo. E&lt;/font&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;spero que tenha gostado do dedinho de prosa. ;D&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font face="Tahoma"&gt;&amp;#160;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-8525340195110641189?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-06T12:55:55.646-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh3.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S5BJvdFtkJI/AAAAAAAAAbw/PQ7lEHbEeVg/s72-c/%5Blarge%5D%5BAnimePaper%5Dwallpapers_.hack_DUSK_VampirePrincessYuuki%281.33%29__THISRES__77202_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Canção</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/02/cancao.html</link><category>Poesias</category><category>Musica</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 26 Feb 2010 09:25:30 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-7036241487931274528</guid><description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S4gD-dKsyGI/AAAAAAAAAaw/8H-SFMQGPtw/s1600-h/Soron_AnjuuMaoutoDoretsuChangeofthe%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="Soron_AnjuuMaoutoDoretsuChangeofthe" border="0" alt="Soron_AnjuuMaoutoDoretsuChangeofthe" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S4gEAwtk1qI/AAAAAAAAAa0/5GxV7tvX-oc/Soron_AnjuuMaoutoDoretsuChangeofthe_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="307" height="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existe muito pelo que lutar    &lt;br /&gt;Uma guerra arrebenta:     &lt;br /&gt;Fronteiras e corações amantes     &lt;br /&gt;Nem se percebe tão cedo     &lt;br /&gt;Apenas quando o sol amanhece     &lt;br /&gt;Tingindo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sangue &lt;/strong&gt;      &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; as nuvens parecem sóbrias     &lt;br /&gt;Escuras, tristes e decadentes &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É uma guerra, não há &lt;strong&gt;&lt;em&gt;esperança&lt;/em&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Guerreiros estirados lado a lado     &lt;br /&gt;Cruzes espalhadas com corpos     &lt;br /&gt;Antigas bandeiras majestosas     &lt;br /&gt;agora só parecem mastros     &lt;br /&gt;de um navio antigo, abandonado     &lt;br /&gt;É uma guerra e não há vida     &lt;br /&gt;e nada vai além dela. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ergo minha espada um pouco    &lt;br /&gt;eminente é o perigo a espreita     &lt;br /&gt;Ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;podem&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;ser sensatos a ponto     &lt;br /&gt;de não tentarem terminar     &lt;br /&gt;o que mal havia começado     &lt;br /&gt;Me matar traria dez a meu lugar     &lt;br /&gt;E nenhum rei medíocre quereria isso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Posso sentir o corpo doer    &lt;br /&gt;As setas atravessaram,     &lt;br /&gt;não só minha armadura     &lt;br /&gt;como também parte de minh’alma     &lt;br /&gt;Estou corrupto, arruinado     &lt;br /&gt;Não há futuro para um condenado &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vivi, vivo e viverei pelo bélico    &lt;br /&gt;Doravante não há honra     &lt;br /&gt;sem a derrota em uma batalha     &lt;br /&gt;e as quarenta virgens que esperam     &lt;br /&gt;em um fantasma de paraíso errante     &lt;br /&gt;daqueles que só é feito de mentes     &lt;br /&gt;que não aceitam a verdade     &lt;br /&gt;Esta alma imunda que aqui habita     &lt;br /&gt;nunca terá um real descanso &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Marcho por sobre meus soldados    &lt;br /&gt;Tropeço, reclamo e sigo adiante     &lt;br /&gt;Talvez porque outrora eu era radiante     &lt;br /&gt;Podre de poder e arauto da morte     &lt;br /&gt;Agora pereço no inferno que criei     &lt;br /&gt;Sou um capitão forjado no ardor     &lt;br /&gt;de uma batalha sem precedentes     &lt;br /&gt;Sou apenas um ator desenrolando     &lt;br /&gt;uma trama perversa,     &lt;br /&gt;Sou apenas um pintor, manejando     &lt;br /&gt;cada traço, cada pincelada,     &lt;br /&gt;tornando o mundo pitoresco     &lt;br /&gt;pelas cores que eu criei. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda sinto as costas doerem    &lt;br /&gt;provavelmente molhadas pelo sangue     &lt;br /&gt;que corre quente resistindo ao frio     &lt;br /&gt;Sinto os flocos pousarem sobre a pele     &lt;br /&gt;queimando aos poucos meu calor     &lt;br /&gt;Neve manchada de sangue e suor     &lt;br /&gt;Sou um parvo de espírito     &lt;br /&gt;estóico quanto a vida de outrem     &lt;br /&gt;E assim permaneço, fugindo     &lt;br /&gt;retornando a minha pátria     &lt;br /&gt;Apenas para reestruturar     &lt;br /&gt;um novo exercito, uma nova praga.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minha lâmina é pesada, dois gumes    &lt;br /&gt;Dois horrores, dois temores     &lt;br /&gt;Eu sou o próprio deus da guerra     &lt;br /&gt;E a guerra é a minha única paixão. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meu elmo ficou pelo caminho    &lt;br /&gt;Metade dele destruída,     &lt;br /&gt;em lugar de meu verdadeiro rosto     &lt;br /&gt;A malha de ferro está erodida     &lt;br /&gt;por um rasgo de lança de cavaleiro     &lt;br /&gt;Minhas botas quase derretidas     &lt;br /&gt;pelo sopro de um dragão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minhas pernas tremem de emoção    &lt;br /&gt;Ainda sinto a tenacidade fugaz da batalha     &lt;br /&gt;Quero continuar custe o que custar     &lt;br /&gt;Soldados inimigos pairam junto aos meus     &lt;br /&gt;Homens que em outra ocasião     &lt;br /&gt;poderiam até&lt;em&gt;&lt;strong&gt; ser&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; meus amigos     &lt;br /&gt;Mas que azar o deles, de me encontrar     &lt;br /&gt;Justo nesse precipício da crueldade &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;cada rosto que reconheço no chão     &lt;br /&gt;Meus camaradas, que beberam comigo     &lt;br /&gt;Sinto-me nostálgico de tais reuniões     &lt;br /&gt;Faço uma prece inaudível:    &lt;br /&gt;&amp;quot;Odin, que eu retorne para vingar     &lt;br /&gt;meus guerreiros queridos     &lt;br /&gt;deste descuido chamado política&amp;quot;     &lt;br /&gt;Mas não tenho pena, pena alguma     &lt;br /&gt;de um homem que soube morrer     &lt;br /&gt;como aquele pálido rosto     &lt;br /&gt;que teve o crânio separado do corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E sigo eu, através de brumas    &lt;br /&gt;Caminho através do fogo e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;solidão &lt;/em&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vendo meu fôlego se transformar     &lt;br /&gt;em uma fumaça branca     &lt;br /&gt;E ouvindo alguns agonizarem     &lt;br /&gt;como artistas no palco daquela linda     &lt;br /&gt;doce e intrigante batalha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Estive ausente, mas é passado e tive boas razões, como ninguém lê esse blog ultimamente não é realmente importante. E provavelmente que O N.A sofra mudanças esse ano. Afinal tudo muda, e até mesmo um blog é um organismo vivo, então ele vai entrar em metamorfose em breve. Espero que tenha gostado ;D&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-7036241487931274528?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-26T09:25:30.247-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://lh4.ggpht.com/_lGGV36yMiSw/S4gEAwtk1qI/AAAAAAAAAa0/5GxV7tvX-oc/s72-c/Soron_AnjuuMaoutoDoretsuChangeofthe_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Pensamento infortuno…</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/01/pensamento-infortuno.html</link><category>Momentos</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Tue, 26 Jan 2010 13:56:35 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-7495201678835005818</guid><description>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Sempre chove nos sonhos dos &lt;strong&gt;não amados&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Sonhos molhados&lt;/em&gt; – sonhos de quem nunca verá seu amor de novo, ou melhor, terá, por que ver é muito mais facil do que se imagina, entretanto ter é muito diferente. Sonhos tristes e ébrios. Mas foi ele quem me deu isto, tudo, que eu conheço, que eu admiro e odeio, se não fosse por ele, eu não estaria aqui agora escrevendo. Dissecando meus piores devaneios e sentimentos.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Em um momento estamos voando, o vento corta nossas asas, existe toda a liberdade possível, rasantes sobre montanhas, uma felicidade aparentemente sem fim me inunda, e o inunda também, voamos até o céu acabar. Ou era o que eu pensava. Mas o céu não acabou, ou não chegamos a voar o suficiente. E ele desistiu logo, quando viu o primeiro brilho bruxuleante no olhar de outra. O que eu fiz? Eu o deixei voar. O que mais eu poderia fazer? Já que esse sempre foi nosso sonho. Voar até o céu acabar e viver sobre o sol sem se importar com nada a mais, apenas nós dois, eu e olhar dele, o amor dele e eu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele se deixou apegar aquela chama ligeira, bruxuleante que vigorava no olhar dela, a outra, ela era um espetáculo bem armado, não voava, porém, também não tinha os pés no chão, era uma cópia minha, uma reflexão, de todas as maneiras possíveis. Ele se apaixonou por um clone que não sabia voar, e no entanto reluzia. E eu deixei que ele vagasse com ela para onde quer que desejasse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Continuei voando, agora sozinha, o que mais eu poderia fazer? Afinal eu não sabia brilhar mais forte que ela, e minhas penas estavam enegrecidas pelo esquecimento, e meus olhos estavam tristes pelo abandono dele. Já não cantava canções de amor, e quando cantava até as árvores mais velhas se retorciam, até as flores murchavam, um canto que poderia trazer os mortos de volta a vida. Porém não me permiti pousar, eu não queria estar na terra e vê-lo preferir uma breve diversão em vez do céu. Preferir uma breve miragem. Voei, voei, e alcancei todos os sete pecadores. E tropecei nas estrelas. E vi cometas. E enamorei todos os outros errantes como eu. Logo me senti vazia de novo, como era antes de tê-lo conhecido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tempo passou rápido, não que eu o tenha esquecido, e acho que jamais o esquecerei. Não que eu seja como as borboletas que só usam de metamorfose uma vez, também não sou de coração liquido que derrama sob qualquer leve pressão. Então eu sonhei, o sonho molhado. Sonho de um não-amado. Eu estava sobre vênus e não pude deixar de sentir a chuva cinza cobrir meu rosto, recolhi-me a uma cabana antiga, cheia do mesmo vazio que me habitava, e a chuva continuava a molhar a mim. A maior não-amada que existirá. Eu o vi, ao longe, sem ela, sozinho, tal como eu. Eu o vi triste como eu, e senti em meu coração que não precisava mais me ocultar da presença dele. E eu voltei, quão estupido pode ser um ser apaixonado…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já se tinha passado tanto tempo, que quase não o reconheci. Enquanto minhas penas haviam ganhado as cores de um céu de Monet, enquanto meus olhos haviam ganho o brilho de uma Lua cheia e a vermelhada, meu corpo reluzia tal qual o sol de um verão intenso, e meu canto apaziguava o mais caótico dos corações e dava nirvana aos apáticos; ele definhava, suas penas estavam negras agora, seu bico degradava-se, seu olhar estava perdido e inexpugnável, seu canto já não era tão afinado nem bonito, ele era como morto. Morto por ter trocado um amor, por uma falsa ilusão. E um morto que já não desejava a vida, um condenado que não pode curar-se sem ajuda. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu deveria ajudá-lo, deveria tirá-lo daquele desamor, daquela mágoa, entretanto haviam chagas demais entre nós, chagas que nem mesmo o tempo curariam. Mas e os meus sentimentos, meu desapontamento e toda a traição que sofri? Não pude sentir clemência, pois o tempo me havia ensinado que é justo que todos paguem por seus pecados. Eu o amo, mas a idiotice do perdão é que os mesmos erros perdoados sempre voltam a acontecer, e eu não aguentaria todo esse sofrimento novamente, por isso omissão não deixa de ser uma reação. Apesar de meu peito se apertar quando o vê, agora e para todo o sempre que o espera, ele está fadado, a nunca mais me ter. Está condenado a ser para sempre um &lt;strong&gt;não-amado&lt;/strong&gt;, dos piores, um &lt;em&gt;não-amado&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;sem perdão&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E quanto a mim? Continuo tentando alcançar nosso sonho: &lt;strong&gt;Eu irei voar até o final do céu!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;__________________________________________________________________&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para alguém que não sabe reconhecer quando uma borboleta não tem medo do escafandro, e diferente de todas as outras se deixa levar pelo ser diferente e medonho. “Eu não me importo se algum dia você irá me matar, o que realmente importa é que eu estive com você, apesar de tudo”.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-7495201678835005818?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-26T13:56:35.857-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Voar</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/01/voar.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:49:40 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-8575356856518897971</guid><description>Ele me instrui, me preenche, me faz feliz…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É misterioso, negro, absoluto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casual e sensual, revolto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me faz querer voar de novo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superar as plánicies num rasante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir o vento cortar minhas asas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber de cada pequeno detalhe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levá-lo comigo até o mais alto pico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voar até o céu acabar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem fim, sem limites, só eu e aquele olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-8575356856518897971?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-15T14:49:40.710-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Alegoria do Terror</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2010/01/ode-ao-terror.html</link><category>Peça de Teatro</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Mon, 11 Jan 2010 09:48:24 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-9107735171130691145</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S0tkDbrGNwI/AAAAAAAAAak/XyLMppNrjic/s1600-h/pelos_vampira.jpg.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S0tkDbrGNwI/AAAAAAAAAak/XyLMppNrjic/s400/pelos_vampira.jpg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425540186228799234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato I&lt;br /&gt;Cena I&lt;br /&gt;(Cenário: Uma praça de alimentação de um shopping, tarde da noite, quase nenhum movimento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;:(A moça tinha uma cara triste e sombria) Eu tive um sonho estranho ontem&lt;br /&gt;Mandy: (Mandy tinha toda a curiosidade a flor da pele) E como foi?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Foi algo que não posso descrever...&lt;br /&gt;Mandy: Se não quer falar, então não fala.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: você não compreende?&lt;br /&gt;Mandy: Não.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Mandy sonhei com você...&lt;br /&gt;Mandy: Serio?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Sim, e foi tudo tão intenso...&lt;br /&gt;Mandy: (Escolhendo as palavras) Hum.. Já tive sonhos com você também...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: E por que não me disse?&lt;br /&gt;Mandy: Acho que você não estava preparada..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Humm...&lt;br /&gt;Mandy: Sempre te amei, desde o primeiro instante..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: (Aparentando toda raiva possivel) E por que isso agora? &lt;br /&gt;Acha mesmo que eu vou ser Lesbica?&lt;br /&gt;Só por que sonhei com você?&lt;br /&gt;Mandy: (Segurando as lágrimas) então é só isso que eu sou pra você? &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Você é apenas minha amiga... (Sai sem olhar para trás)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena II&lt;br /&gt;(Cenário: Saida do shopping, a rua está completamente deserta, exceto pelos personagens)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mandy&lt;/span&gt;: (Chorando desconsolada) como pude ser tão boba...&lt;br /&gt;Isso tudo já foi longe demais.&lt;br /&gt;Ohana: (Preocupada) O que houve Mandy, está ai sentada nesse banco chorando, por que?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mandy&lt;/span&gt;:(Olhando para o céu) Não é nada.. apenas mais uma desilusão...&lt;br /&gt;Ohana: (Estende um lenço para a amiga) Por que não me fala, talvez eu possa te ajudar em algo...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mandy&lt;/span&gt;: (Enxugando o rosto com o lenço) Tudo bem... Mas por favor, tem que jurar não contar a mais ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena III&lt;br /&gt;(Cenário: A sala da casa de Lucy, uma casa em estilo vitoriano, um sofá de linoleo e uma janela de arcadas góticas, a noite já se foi, restando apenas a madrugada e um céu limpo e sóbrio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: (Entrando em um rompante, a raiva tinindo nas veias) Como você pode ser assim Lucy?&lt;br /&gt;Lucy: (Assustada) Do que você ta falando Ohana? Não estou entendendo...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: (Quase gritando) Sua burra...&lt;br /&gt;Lucy: Ohana, sou sua amiga, mas tudo tem limites...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: Você é mesmo incapaz de amar...&lt;br /&gt;Lucy: (Entendendo a questão) Então você já sabe...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: Por que você tem sempre que querer fingir ser melhor que todos?&lt;br /&gt;Por que essa necessidade absurda de magoar todos?&lt;br /&gt;É alguma doença que te impede de sentir, de demonstrar um pouco de afeto ou consideração com os sentimentos dos outros?&lt;br /&gt;Lucy: (Em silêncio, tentando organizar o raciocinio)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: (Apontando o dedo para outra de uma forma ameaçadora) Pessoas como você merecem ter a maldição da imortalidade...&lt;br /&gt;Lucy: (Fingindo inocencia) O que é isso Ohana? Por que diz isso de mim? Eu apenas...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;: Basta! (Agarra Lucy pelo pescoço)&lt;br /&gt;Lucy: (Sufocando) Ohana o que é ??? Isso???? (Dá um grito de agonia)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ohana&lt;/span&gt;:(Morde Lucy e em seguida a joga no sofá) Esse é meu presente para ti.. Vagarás pela eternidade, comerás so cinzas, beberás só sangue, você sempre será como você estava na morte, nunca morrerrá, se mantendo viva. Você entrará para sempre na Escuridão, tudo que você tocar irá se tornar em nada, até os ultimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena IV&lt;br /&gt;Cenário: Um quarto de hospital, uma maca improvisada, condições precárias de higiene)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: (acordando desnorteada) Onde estou?&lt;br /&gt;Mandy: (Apática) No Hospital..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: (Sem lembranças do ocorrido) O que você faz aqui? O que eu faço aqui?&lt;br /&gt;Mandy: você foi atacada por algum animal, como você não tem familia e eu era a pessoa mais proxima, então me chamaram..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Meu corpo doí, não consigo entender o que houve..&lt;br /&gt;Mandy: Esperava que você tivesse as respostas..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;:(Passando a mão sobre o local ferido) Meu pescoço está enfaixado... E... Agora me lembro...&lt;br /&gt;Mandy: Lembra?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Foi a Ohana quem fez isso comigo...&lt;br /&gt;Mandy: (Séria) Impossivel..&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: (Zangada) E tudo isso por culpa sua...&lt;br /&gt;Mandy: Minha? O que eu tenho a ver com isso?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: você e sua maldita boca grande... Ela fez isso comigo por sua causa, sua piranha..&lt;br /&gt;Mandy: (Levanta em silencio e sai batendo a porta)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lucy&lt;/span&gt;: Mandy, volta aqui, Mandy, volta, volta aqui!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;Essa peça eu escrevi durante o ensino médio, tinha um próposito (trabalho escolar), mas foi rejeitada, como a maioria dos meus escritos. Esse é apenas o começo, toda semana quando eu puder, vou postar alguma cena ou ato, dependendo da resposta dos blogueiros.&lt;br /&gt;A todos uma ótima semana.&lt;br /&gt;DnD&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-9107735171130691145?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-01-11T09:48:24.809-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/S0tkDbrGNwI/AAAAAAAAAak/XyLMppNrjic/s72-c/pelos_vampira.jpg.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Guerreiro</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/12/guerreiro.html</link><category>Musica</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 25 Dec 2009 08:25:06 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-3834358661845845684</guid><description>Espero por tal beijo&lt;br /&gt;Beijo este efêmero&lt;br /&gt;Mas figura pela eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalento a paisagem&lt;br /&gt;O vento salienta&lt;br /&gt;cobrindo meus contornos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos confins do horizonte&lt;br /&gt;Lança-se minha doce amada&lt;br /&gt;Do palco se retira com graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está grande, majestosa&lt;br /&gt;Transcendeu épocas&lt;br /&gt;Diluiu minhas amarguras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yue, minha doce Lua&lt;br /&gt;Senhora de meus pensamentos&lt;br /&gt;Detentora de meus direitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas vestes resplandecem&lt;br /&gt;Os olhos dela se enfurecem&lt;br /&gt;Muitos verbos esquecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a raiva apodrece&lt;br /&gt;Dando lugar a uma dor latente&lt;br /&gt;Um ultimo olhar de compreensão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis batidas e uma respiração&lt;br /&gt;Transpiração incessante&lt;br /&gt;Um vazio profundo no coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor brutal me aperta&lt;br /&gt;Sufoca-me e absorve&lt;br /&gt;Naquele ultimo vislumbre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Helena transborda fúria&lt;br /&gt;Esfaqueando minha alma&lt;br /&gt;Tal nascer me dilacera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol, inimigo meu&lt;br /&gt;Provoca em mim dor mortal&lt;br /&gt;Faz-me pagar pelas blasfêmias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldo de um condenado&lt;br /&gt;Uma divida que mortos não pagam&lt;br /&gt;Pelo voto de prevalecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um último prazer&lt;br /&gt;Um ser que existe pode pagar&lt;br /&gt;O que houver sobre a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um beijo doce e quente&lt;br /&gt;Saliento tudo que persevera&lt;br /&gt;Sou um começo e uma epopéia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o músculo e o brado&lt;br /&gt;Dei minha alma e existência&lt;br /&gt;Para acarinhar os que virão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-3834358661845845684?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-25T08:25:06.691-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Vazio</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/12/vazio.html</link><category>Poesias</category><category>Musica</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:00:54 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-8317127679322582408</guid><description>Sei que no fim contigo não ficarei&lt;br /&gt;Nem em chamas atordoantes, nem em frias brumas&lt;br /&gt;Não pertenço a ninguém, nem pertencerei&lt;br /&gt;Sei que é rude dizer um triste adeus&lt;br /&gt;Seduzir, amar, sorrir e enfim sumir&lt;br /&gt;Eu sei que fui seu céu seu mar&lt;br /&gt;Seu infinito, seu findável e seu luar&lt;br /&gt;Eu fui seus instintos e sua razão&lt;br /&gt;O amor é louco e cego&lt;br /&gt;Não há como escapar&lt;br /&gt;Mas o amor pode se esvair pelos dedos&lt;br /&gt;Ou acabar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive vagando entre logros&lt;br /&gt;Andando e beirando mentiras e fantasias&lt;br /&gt;Amei-o até certa altura: isto é verdade&lt;br /&gt;mas nada para mim nunca dura tanto&lt;br /&gt;e espero que sua compreenção seja grande&lt;br /&gt;para entender este coração atordoado&lt;br /&gt;Eu sou minha, de mais ninguém&lt;br /&gt;Pertenço a nada mais que minha própria carne&lt;br /&gt;Ao meu sangue ausente e veias vazias&lt;br /&gt;Estou putrefa e meu espirito vaga&lt;br /&gt;Não há nada aqui para amar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sejas feliz&lt;br /&gt;Sigas teu rumo&lt;br /&gt;Seja o teu futuro repleto de amor&lt;br /&gt;Mas se decidires ficar&lt;br /&gt;Sentir-se-á repleto de dor&lt;br /&gt;Não há como negar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-8317127679322582408?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-10T18:00:54.418-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Pequenos esclarecimentos</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/11/pequenos-esclarecimentos.html</link><category>Palavras</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:15:05 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-686144057108066961</guid><description>Antes de mais nada, ao ver este blog não espere palavras bonitas,&lt;br /&gt;Do tipo que todos querer ver, do tipo que ninguém quer perder,&lt;br /&gt;Não espere também, finais felizes, se quizer isso, vá ler um romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: Olha o nome do blog! OS NÃO AMADOS! Não espere que eu te console.&lt;br /&gt;Nem diga que seu amor vai voltar! Palavras boas são para os idiotas,&lt;br /&gt;aqueles que não sabem se expressar e os que se escondem na mentira.&lt;br /&gt;Não escrevo nada parecido com contos da disney também, se está atras&lt;br /&gt;de uma historia de superação, de uma madrasta má, ou coisa parecida&lt;br /&gt;bateu na porta do blog errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tópico. Textos para iluminar? Eu por acaso tenho cara de Abajur?&lt;br /&gt;Ou de Luminaria, lampada? Desde quando meu nome é Luz? Helena? Não!&lt;br /&gt;Definitivamente NÃO! Me recuso a acalentar seus romances.&lt;br /&gt;Não me peça para escrever sobre tudo que você pode encontrar em novelas.&lt;br /&gt;Não me peça para trazer AMOR! Não! Eu realmente não quero ser lembranda por isso!&lt;br /&gt;E realmente não quero ser como certos roteiristas que adoram um "felizes para sempre"!&lt;br /&gt;Até porque particulamente acredito que um final feliz é uma morte em batalha,&lt;br /&gt;lutando, sem folêgo, dando o ultimo bater de coração enquanto se esforça&lt;br /&gt;devastadoramente. O restante de mortes comuns não estão inscritas nos requisitos minimos de entrada no Valhalla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem um fim, acredite ou não, acaba, cedo ou tarde, acaba. Você pode até achar&lt;br /&gt;Que estou sendo dura, insensivel, malvada, e eu lhe respondo serenamente, não ligo, não dou a minima, não estou nem ai, querendo ou não você vai morrer também, e isso é um fim, você querendo ou não, fugindo ou adiando, cedo ou tarde você vai parar num ponto final irreversivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma pauta, o nome do blog é melancolico, as poesias, contos, etc., tudo é melancolico, até eu sou melancolica, mas não me confunda a certa vertente "modinha" atual, sinceramente, se você fizer isso, não respondo por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também não venha querendo que eu mude de uma hora para outra, isso se chama egoismo, egocentrismo. E eu definitivamente amo meu individualismo, seja como você quizer, crie um blog, faça isso, mas não tente mandar nos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sou revoltada, e eu gosto de escancarar umas verdades, afinal todo mundo nasce sozinho, nú e careca, e vamos morrer do mesmo jeito, escutando: Rhapsody - Rain Of A Thousand Flames. Escute se quizer. Tanto faz. ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manual de uso: &lt;br /&gt;Leia moderadamente, se exagerar e tiver problemas para dormir,&lt;br /&gt;colapsos nervosos, ou uma tendencia frustrante ao suicidio, o problema é seu,&lt;br /&gt;então não venha me culpar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use sabiamente o blog, só por que o conteudo é livre, isso não quer dizer que você pode sair colando por ai sem sequer se dar ao trabalho de postar os créditos. Cada pitada de palavra aqui escrita é seriamente pensada, pode até não ser muito correta (sim eu esqueço de fazer correção, atira uma pedra que não tem pecados...) mas ainda assim a escrita é dificil, então facilite as coisas ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quizer dar opinião, fique avontade, mas lembre-se de uma coisa, sobre a critica, criticar é fácil, vá fazer então, vai ver que não é tão simples, ai volte com uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de descer o c****... fala sério, a coisa mais horrivel que tem, é uma pessoa que não sabe escrever e recorre a baixo calão nos comentários, se não tem palavras bonitas para expressar, não expresse, acredito que não vai fazer a menor falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tiver um meme, e me indicar, eu fico grata, se tiver selo, e me indicar, também fico grata, muito grata alias. Mas não pense que eu vou perder meu tempo - muito caro por sinal -, e em vez de estudar ou trabalhar e ficar respondendo corrente de blogosfera ou colando e indicando selos para um bando de gente. Meio que cansei dessa maquina viva que vocês chamam de Blogosphera. Já basta um universo, mais de um, e ainda por cima alternativo é dose. O capitalismo ta me matando, e essa realação custo beneficio de comentarios/post/comentario/troca/vai-e-não-volta-de-úsuarios não é mais pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me ausentei, mas passo de vez em quando "nunca" para postar alguma coisa, não significa dizer que o blog morreu, não vou deletar, de jeito nenhum. O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;N.A.&lt;/span&gt; é meu consorte e os posts são nossos filhinhos, não posso abandoná-lo completamente por mais que as vezes ele seja um pé nos "bagos of steel" - má influencia de legnus, não vou dizer o significado - ainda assim é MEU, e eu sou egoista demais para abrir mão de qualquer coisa completamente. Ciumenta também, então cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria uma amiga que não está mais entre nós: "Minha tpm owna todo mundo!", então, assim como você fica de mau humor, eu também fico! Não é legal!? Respeito é bom e todo mundo gosta, educação, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens são fuçadas e bebericadas diretamente do google, se tem alguma porcaria sua por essas bandas, pode falar que agente retira e garimpa porcarias de outras pessoas, nada contra você, é claro. ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos aqui para fazer revoluções e influenciar massas, por isso, não ache que por causa de um conto que leu, caso você se identifique com o personagem e pense que é a própria reincarnação do Elvy - Vide: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Conto de fadas&lt;/span&gt; - e saia por ai tentando fazer a uma árvore se curvar. Não tenho nada com isso, se bem que me pareceu uma boa ideia. =x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre na comu, mande sugestões, ou mande Email, só não espere que eu responda em pelo menos, pouco menos que 80 anos. Se você ainda estiver vivo. Recomendo seriamente que você procure o Fábio, ele é mais presente nesse universo alternativo e na nerdisse cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, um bom, maravilhoso morrer de ano, por que eu não sei quando irei dar as caras e mascaras por aqui novamente, e um bom renascer de ano, pois como uma fenix o tempo não para, e não morre definitivamente nunca, apenas se supera nas cinzas de um sábado e se levanta magestoso na segunda feira. Odeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrass...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-686144057108066961?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-10T18:15:05.865-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Gotas, de sangue, de vida</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/11/gotas-de-sangue-de-vida.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 04:54:39 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-5890216777186241995</guid><description>Há pequenas gotas em toda parte&lt;br /&gt;Elas pingam e fazem zumbidos&lt;br /&gt;é tudo mais eletrizante&lt;br /&gt;E há também pequenas luzes nos meus olhos&lt;br /&gt;Há o teto branco e as paredes roxas&lt;br /&gt;Na banheira em marmore fervilha água&lt;br /&gt;Paradoxo cobre meu copo&lt;br /&gt;estou azul mas ainda sinto as mãos quentes&lt;br /&gt;quando tudo deveria estar tão frio&lt;br /&gt;Ouço o transito lá fora&lt;br /&gt;todas as vidas que ali circulam&lt;br /&gt;as paredes roxas ficam mais cintilantes&lt;br /&gt;o rubor que havia em minhas pernas some&lt;br /&gt;agarro as cortinas antes amaranhadas num canto&lt;br /&gt;parece uma eternidade vazia se arrastando&lt;br /&gt;e aquele famigerado tic tac na parede&lt;br /&gt;o ponteiro se recusando a passar no relogio&lt;br /&gt;Me pergunto se eu já estou morta&lt;br /&gt;ou se é apenas por causa dos efeitos colaterais&lt;br /&gt;estico minhas pernas na banheira&lt;br /&gt;elas se contraem, desobedecendo-me&lt;br /&gt;o barulho de vozes ecoou pela porta&lt;br /&gt;mais batidas, mais roncos, uma especie de choro&lt;br /&gt;palavras agudas e doentias&lt;br /&gt;Deixei minha cabeça pender de lado&lt;br /&gt;a traquilidade e o frio invadindo minhas veias&lt;br /&gt;Me senti relaxar, seder, esvaecer&lt;br /&gt;e por fim sumir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-5890216777186241995?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-20T04:54:39.599-08:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Mar</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/11/mar.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 04:45:56 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-1816858735117502703</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwaOuQKjEWI/AAAAAAAAAac/V1NRDLsNXWU/s1600/grav_mar_farol_lindona_re.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwaOuQKjEWI/AAAAAAAAAac/V1NRDLsNXWU/s400/grav_mar_farol_lindona_re.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406165327969194338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enormes caracois se formam&lt;br /&gt;Quebram na borda da concha&lt;br /&gt;voltam e reviram de novo&lt;br /&gt;Num ciclo infindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é tão tranquilo&lt;br /&gt;Nervoso e ainda assim tranquilo&lt;br /&gt;Vive sem vida e vira e revira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho no cais ele observa&lt;br /&gt;Apreende e exala rapidamente&lt;br /&gt;Vira revira e continua&lt;br /&gt;Jogando um grande fexo de vida&lt;br /&gt;Um bocado de esperança na escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é velho e paciente&lt;br /&gt;Suas listras não são vistas&lt;br /&gt;Branco e vermelho encurraladas&lt;br /&gt;Vermelho e branco misturadas&lt;br /&gt;Se ergue num cone perfeito&lt;br /&gt;Como uma fogueira firme e forte&lt;br /&gt;Exalando confiança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são tão companheiros&lt;br /&gt;Nem parecem dois extremos&lt;br /&gt;Um se movendo lentamente e bravio&lt;br /&gt;O outro apenas curtindo observando&lt;br /&gt;São perfeitos em suas imperfeições&lt;br /&gt;Egoistas em várias dimensões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é tão absurdamente tranquilo&lt;br /&gt;o outro é tão oculto e responsável&lt;br /&gt;Parecem sempre se tocar&lt;br /&gt;E nem sequer se olham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sempre olhando o além&lt;br /&gt;outro sempre procurando alguém&lt;br /&gt;Um sempre vê mais do que quer&lt;br /&gt;O outro nunca vê mais que a si&lt;br /&gt;Egoistas, Egoistas, perfeccionistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo tem ritmo&lt;br /&gt;E tudo tem sustenido&lt;br /&gt;Bem como dó maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah meu bem não pergunte&lt;br /&gt;Apenas admita&lt;br /&gt;Não existe nada melhor&lt;br /&gt;Que ver o mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Farol que o diga&lt;br /&gt;Ele sempre está ali&lt;br /&gt;Quando o mar precisa&lt;br /&gt;E o mar o ignora&lt;br /&gt;Por ser expecialista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não me diga onde há misterio&lt;br /&gt;Essa é uma das douçuras da vida"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-1816858735117502703?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-20T04:45:56.964-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://1.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwaOuQKjEWI/AAAAAAAAAac/V1NRDLsNXWU/s72-c/grav_mar_farol_lindona_re.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Iníquos</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/11/iniquos.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 05:49:20 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-6015864198525599820</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwKpxh4AapI/AAAAAAAAAaU/w6Ovnyvq2AY/s1600/dois_anjos_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 359px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwKpxh4AapI/AAAAAAAAAaU/w6Ovnyvq2AY/s400/dois_anjos_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405069171169979026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso competir&lt;br /&gt;Com a sua arrogância&lt;br /&gt;Esse jeito de me olhar&lt;br /&gt;seguro de vingança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso competir&lt;br /&gt;Com esse ar viciado&lt;br /&gt;Essa postura cansada&lt;br /&gt;Esse desleixo provocado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso competir&lt;br /&gt;Com minha amargura&lt;br /&gt;E meus demonios&lt;br /&gt;Minha impaciencia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso competir&lt;br /&gt;Com meus pecados&lt;br /&gt;Com minha veemência&lt;br /&gt;Com minha leviandade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso desistir?&lt;br /&gt;Por que é mais fácil&lt;br /&gt;Menos triste e sufocado&lt;br /&gt;Menos arriscado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei desistir&lt;br /&gt;De minhas vontades&lt;br /&gt;De estar ao teu lado&lt;br /&gt;De servir-te o calice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás sem vida&lt;br /&gt;seu corpo apodrece&lt;br /&gt;Mesmo não tendo marca&lt;br /&gt;Sua vida esvaece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És um zumbi&lt;br /&gt;Que se alimenta&lt;br /&gt;De palavras&lt;br /&gt;E da vida alheia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou um vampiro&lt;br /&gt;Benevolente e aspero&lt;br /&gt;Que mostra sapiencia&lt;br /&gt;Que apenas observa&lt;br /&gt;Enquanto te degradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de almas&lt;br /&gt;Perco-me na lúxuria&lt;br /&gt;Esqueço-me nas trevas&lt;br /&gt;Vago em ideias&lt;br /&gt;Dou-lhe o verbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te alimentas de palavras&lt;br /&gt;Da vida e do querer&lt;br /&gt;Me alimento de teu sangue&lt;br /&gt;De tua inutilidade&lt;br /&gt;De teu desprazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fomos feitos&lt;br /&gt;Nem para sermos um&lt;br /&gt;Nem para devorar-nos&lt;br /&gt;Nem para coexistirmos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitos fomos&lt;br /&gt;Para saciar&lt;br /&gt;Tanto as chagas&lt;br /&gt;Quanto os vazios&lt;br /&gt;De nossas existencias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sucumbir&lt;br /&gt;Aos devaneios&lt;br /&gt;Um do outro&lt;br /&gt;Para destruir-nos&lt;br /&gt;Um degradê de ideias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tédio?&lt;br /&gt;A eternidade&lt;br /&gt;Uma descoberta&lt;br /&gt;Ilusão e verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo:&lt;br /&gt;Sem vida, o seu&lt;br /&gt;Sem mente, o seu&lt;br /&gt;Sem palavras, o seu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-6015864198525599820?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-17T05:49:20.265-08:00</app:edited><media:thumbnail url="http://3.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SwKpxh4AapI/AAAAAAAAAaU/w6Ovnyvq2AY/s72-c/dois_anjos_1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Últimos versos</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/10/ultimos-versos.html</link><category>Poesias</category><category>Palavras</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sun, 25 Oct 2009 11:23:41 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-8327781061087316487</guid><description>Meus sonhos foram todos quebrados&lt;br /&gt;Destroçados, de tal forma&lt;br /&gt;Um ser vil, cruel os tirou de mim&lt;br /&gt;Os meus sonhos não são mais meus reflexos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram de uma espessura tão fina&lt;br /&gt;Tão delicado, de supercie lisa&lt;br /&gt;No seu interior pouco havia&lt;br /&gt;Mas o seu contento era meu combustivel&lt;br /&gt;Aquela imagem reverberando no espaço&lt;br /&gt;Tão imperceptivel e tão amável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus sonhos foram todos destruidos&lt;br /&gt;Pisados, amassados e cospidos&lt;br /&gt;Eram minha lembrança mais doce&lt;br /&gt;De tempos que não existem mais&lt;br /&gt;De pessoas que já não me acompanham&lt;br /&gt;Os meus sonhos, não sussurram mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esperanças, seres angelicais&lt;br /&gt;abandonaram minha vida e deixaram-me ao relento&lt;br /&gt;As negras nuves encobrem o céu e se deitam&lt;br /&gt;Deitam sobre mim numa sombra fria&lt;br /&gt;Tudo torna-se monotono, seco e sem vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao infinito do meu coração&lt;br /&gt;Reservado está uma legião de demonios&lt;br /&gt;Que não sossegam nem por um segundo&lt;br /&gt;Deixando-me neste caos de pensamentos&lt;br /&gt;Definhando momento a momento&lt;br /&gt;Sem me dar conta das oportunidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me resta o pesar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-8327781061087316487?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-25T11:23:41.671-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Versos para o fim</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/06/versos-para-o-fim.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sat, 27 Jun 2009 19:02:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-9019829337612014897</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SkbPCiUbIHI/AAAAAAAAAY0/BdizaCcp-Tk/s1600-h/CORACAO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 398px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SkbPCiUbIHI/AAAAAAAAAY0/BdizaCcp-Tk/s400/CORACAO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352192849655570546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque eu pensava que seria diferente&lt;br /&gt;Vem você com essa bomba me arrasar&lt;br /&gt;Queria que fosse diferente dos demais&lt;br /&gt;No fim você foi só mais um sonho bom&lt;br /&gt;Quando o sol batesse na janela&lt;br /&gt;Eu iria acordar e tocar minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria realmente que fosse mais&lt;br /&gt;Não fiz juras, promessas ou algo assim&lt;br /&gt;poderia ter tirado de mim seus lábios&lt;br /&gt;Mas a cegueira torpe do amor me pegou&lt;br /&gt;Não diga que é engano que estou fugindo&lt;br /&gt;Muito menos me escondendo&lt;br /&gt;Estou aqui de braços abertos&lt;br /&gt;Esperando pelas suas facadas sútis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que sei é proviniente da tristeza&lt;br /&gt;Tudo que sinto vem da desconfiança&lt;br /&gt;pensei que você pudesse me tirar disto&lt;br /&gt;meu erro foi não ver que eu só estava caindo&lt;br /&gt;Mais fundo, mais longe, nesse lago da dor&lt;br /&gt;Eu amaldiçoei meus dias e minhas noites&lt;br /&gt;em que não estava ao seu lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria capaz de dar minha vida por você&lt;br /&gt;seria capaz de morrer pela sua felicidade&lt;br /&gt;não me venha com doces mentiras&lt;br /&gt;elas tocam meu palato e descem fácil&lt;br /&gt;mas viram fel ao chegar ao meu estômago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podiamos ter durado mais&lt;br /&gt;Estive tentando de todas as formas&lt;br /&gt;Mas uma relação unilateral desaba&lt;br /&gt;perdi meu coração pois ele está contigo&lt;br /&gt;perdi minha alma pois ela te pertence&lt;br /&gt;perdi meu orgulho pois tu o destruiste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha ganancia por você me fez falir&lt;br /&gt;minha luxuria por sua companhia me fez sofrer&lt;br /&gt;minha angústia em te ver me fez gritar&lt;br /&gt;Tanto esforço jogado fora&lt;br /&gt;Olho no espelho e vejo algum resquicio de mim&lt;br /&gt;pois não sou tão diferente dos seres humanos&lt;br /&gt;ainda ontem tinha sentimentos&lt;br /&gt;mas você os jogou fora&lt;br /&gt;você os diluiu na água da desilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão repugnante é a verdade&lt;br /&gt;Tão fétida e bolorenta&lt;br /&gt;Engolí-la é como comer fezes&lt;br /&gt;Você sente o gosto podre&lt;br /&gt;mas ao ser digerida adquiri sabor&lt;br /&gt;sabor esse cítrico e revigorante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu peito agora tem um buraco&lt;br /&gt;do tamanho de uma laranja&lt;br /&gt;negro como o universo e tão infinito quanto&lt;br /&gt;cheio de cortes nas beiradas&lt;br /&gt;jorrando o sangue da mágoa&lt;br /&gt;não importa o quanto eu pressione&lt;br /&gt;ele não para de doer&lt;br /&gt;tudo dentro de mim secou&lt;br /&gt;já não há sangue em minhas veias&lt;br /&gt;corre nelas apenas amargura e solidão&lt;br /&gt;já não corre oxigênio em meu corpo&lt;br /&gt;e sim fragmentos de ódio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o testamento de uma vida&lt;br /&gt;que foi extinta por falta de amor&lt;br /&gt;de quem foi embora por outro alguém&lt;br /&gt;que não se despediu ou explicou&lt;br /&gt;deixando nestes restos mortais&lt;br /&gt;apenas saudade e auto-compaixão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-9019829337612014897?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-27T19:02:10.422-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://2.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/SkbPCiUbIHI/AAAAAAAAAY0/BdizaCcp-Tk/s72-c/CORACAO.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></item><item><title></title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/06/boa-noite-d-ja-desejando-um-feliz-dia.html</link><category>Palavras</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 13:46:02 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-6816816166451000878</guid><description>Boa noite ;D Já desejando um FELIZ dia dos namorados...&lt;br /&gt;E agradecendo ao QUERIDO Fábio...Que para quem não sabe é o diretor do núcleo de Marketing e propaganda da Associação Não Amados S/A.&lt;br /&gt;Aproveitando para comunicar ao povo que anda mostrando as asinhas (66' por aqui, que ainda, isso mesmo, ainda estão abertas as inscrições para quem quizer se juntar a nossa corporação =x&lt;br /&gt;Basta mandar um e-mail para mim &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;plocks-me@hotmail.com&lt;/span&gt; ou para o Fábio &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fabiocarvalho.adm@live.com&lt;/span&gt; com seu nome, lugar onde mora, e um texto qualquer sobre você, alguma experiência ou conto. Qualquer dúvida, &lt;a href="http://osnaoamados.blogspot.com/2009/03/escolha-de-novos-nao-amados.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos adoraremos sua colaboração =D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-6816816166451000878?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-10T13:46:02.415-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title></title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/06/viver-e-amar-sofrer-e-chorar-uma-rima.html</link><category>Frases</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Mon, 08 Jun 2009 18:04:29 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-9201588852241277872</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Si209JIEkBI/AAAAAAAAAYM/rhNDNrV5v24/s1600-h/441584957_img.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Si209JIEkBI/AAAAAAAAAYM/rhNDNrV5v24/s400/441584957_img.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345127295273439250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Viver e amar, &lt;br /&gt;sofrer e chorar, &lt;br /&gt;uma rima tão triste &lt;br /&gt;quanto a propria realidade"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase feita por Yuri *.*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-9201588852241277872?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-08T18:04:29.302-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Si209JIEkBI/AAAAAAAAAYM/rhNDNrV5v24/s72-c/441584957_img.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Poesias, para aliviar um coração atormentado</title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/06/poesias-para-aliviar-um-coracao.html</link><category>Poesias</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 18:42:54 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-7045696363712881631</guid><description>Defina: Liberdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu queria&lt;br /&gt;era entrar naquele carro&lt;br /&gt;Pôr os pés no pedal e sumir de vez,&lt;br /&gt;Sentir o vento contra os cabelos&lt;br /&gt;Aquela sensação única de libertação&lt;br /&gt;Soltar as mãos do volante&lt;br /&gt;como um leme sem direção&lt;br /&gt;Sair para qualquer lugar&lt;br /&gt;e me deixar vagar&lt;br /&gt;Uma alma sem rumo,&lt;br /&gt;sem tino, sem compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defina: Amargura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu queria era não desmoronar&lt;br /&gt;toda vez que você sorri desse jeito&lt;br /&gt;ou quando deixa roçar sua mão na minha pele,&lt;br /&gt;Não me perder nesse olhar negro&lt;br /&gt;que mais parece um lago frio e calmo&lt;br /&gt;banhado por reflexos vazios,&lt;br /&gt;Não perder a calma e não sentir arrepios&lt;br /&gt;e não me arrepender por deixar você continuar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu queria era um barco&lt;br /&gt;mas não um barco qualquer,&lt;br /&gt;queria um barco que pudesse velejar&lt;br /&gt;que pudesse velejar nas águas do seu coração&lt;br /&gt;e mesmo assim não naufragasse nas suas tempestades&lt;br /&gt;tempestades essas raivosas e vívidas demais&lt;br /&gt;Tempestades que me tiram do sério,&lt;br /&gt;que me fazem esquecer do tempo&lt;br /&gt;e esquecendo do tempo, acabo&lt;br /&gt;acabo eu por perder a atenção&lt;br /&gt;Tudo se torna tão negro quanto o seu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive tantos e tantos sonhos&lt;br /&gt;todos relacionados ao ego&lt;br /&gt;cá entre nós, ego esse gigante, o meu&lt;br /&gt;Mal fadada, e sem grandes contentamentos&lt;br /&gt;dou-me por vencida antes da luta,&lt;br /&gt;não por medo ou inconsequencia,&lt;br /&gt;mas sim por incoerencia,&lt;br /&gt;dado este último o maior dos meus problemas,&lt;br /&gt;Tem-se vários motivos, vários caminhos&lt;br /&gt;estradas, cada uma delas guarda seu mistério&lt;br /&gt;e cabe ao individuo escolher ao seu bel-prazer&lt;br /&gt;o que me detêm é pois, a dúvida, ou a pertinencia&lt;br /&gt;Deixo para trás lembrança de sonhos não realizados&lt;br /&gt;sonhos perdidos e estraviados&lt;br /&gt;deixo cá minhas lembranças destruídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defina: Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro de meus anseios&lt;br /&gt;é o de justificar o amor&lt;br /&gt;muitos, vários, inumeros disseram&lt;br /&gt;"amar é dar-se, livrar-se, margoar-se"&lt;br /&gt;digo em claro e bom tom&lt;br /&gt;tom este que se altera &lt;br /&gt;com uma frequencia absurda,&lt;br /&gt;o amor é sim, muito egoista, &lt;br /&gt;muito ciúmento&lt;br /&gt;e adora a felicidade,&lt;br /&gt;pois quero saber do ser humano&lt;br /&gt;que gosta de sofrer&lt;br /&gt;que nunca quiz alguém só para si, &lt;br /&gt;ou que nunca teve raiva &lt;br /&gt;de ser abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior tesouro de alguém&lt;br /&gt;o maior tesouro, é não ser de ninguém&lt;br /&gt;É não dar-se por alguém&lt;br /&gt;É não dar-se, e receber um tapa em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é uma droga que inventaram&lt;br /&gt;que induz a uma cegueira total&lt;br /&gt;e que em determinados graus&lt;br /&gt;sugere ataques epilepticos de elegria&lt;br /&gt;em seu ápice, traduz sintomas de cumplicidade,&lt;br /&gt;honestidade e uma contemplação infinda&lt;br /&gt;Depois da primeira dose, o vicio torna-se eminente&lt;br /&gt;o úsuario é incapaz de se deter no uso&lt;br /&gt;e não reconhece nada além do seu objeto de desejo&lt;br /&gt;O excesso pode levar ao coma da tristeza&lt;br /&gt;ou a overdose da loucura&lt;br /&gt;Com o tempo a droga se torna monótona&lt;br /&gt;e o seu efeito já não é tão medonho&lt;br /&gt;quanto na primeira dose,&lt;br /&gt;O viciado termina por decidir trocá-la&lt;br /&gt;por uma droga mais forte chamada: paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-7045696363712881631?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-06T18:42:54.549-07:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></item><item><title></title><link>http://osnaoamados.blogspot.com/2009/06/meio-ausente-da-blogosfera-x-faculdade.html</link><category>Budegas</category><author>noreply@blogger.com (Srtª. Danya_Mysterious)</author><pubDate>Fri, 05 Jun 2009 08:35:30 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2446265461541945638.post-3778151561485136766</guid><description>Meio ausente da blogosfera =x (Faculdade sugando o cérebro da pessoa), olhei esse meme pelos blogs da vida e decidi colocá-lo aqui, livre para quem quizer ;D&lt;br /&gt;Já que o dia dos Namorados está pertinho (dia 12) aproveito e deixo minhas marcas sobre essa data, e desejo ummm Valentine's day happy e cheio de beijos!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Sik6LhYSOdI/AAAAAAAAAYE/4jCjXvuN9DQ/s1600-h/o+beijo!!!.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 316px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Sik6LhYSOdI/AAAAAAAAAYE/4jCjXvuN9DQ/s400/o+beijo!!!.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343866402465003986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Qual seu beijo de filme favorito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Khristen Dust e Robert Pattinson em Crépusculo (Twinlight)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Onde você deu seu primeiro beijo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Atrás da escola (abafa o caso =x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Quando você deu seu último beijo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A uma semana (namoro corrido, sabe como é né?), o próximo pode acontecer a qualquer momento ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Diga um sabor bom pra um beijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chocolate... Adorooooo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Qual o cenário mais bonito onde você já beijou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parque de diversões, ao pôr do sol com aquele gostinho de menta... =x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;6. Qual a música ideal para beijar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Goo Goo Dolls - Iris (amooo cidade dos anjos, deveria ter colocado o beijo desse filme como o mais bonito, mas fica a dica!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;7. Depois da boca, onde você mais gosta de beijo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Costas... e outros lugares mais... (666'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8. Em que celebridade/ personagem você daria um beijão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hugh Jackman - vulgo Wolverine  (fantasia feminina mais gostosa de 2009) =x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;9. Qual a melhor hora pra beijar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Qualquer hora, de surpresa é bem mais interessante, fora que beijo roubado dá gostinho de quero mais (666'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2446265461541945638-3778151561485136766?l=osnaoamados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-06-05T08:35:30.379-07:00</app:edited><media:thumbnail url="http://4.bp.blogspot.com/_lGGV36yMiSw/Sik6LhYSOdI/AAAAAAAAAYE/4jCjXvuN9DQ/s72-c/o+beijo!!!.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>

